PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES (PPGCR)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: DIEGO FONTES DE SOUZA TAVARES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIEGO FONTES DE SOUZA TAVARES
DATA: 10/11/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões
TÍTULO: 'OS MUROS DO ALÉM – CONSTRUÇÃO PARA HABITAREM OS QUE NÃO MAIS VIVEM': CONCEPÇÃO RITUALÍSTICO-SIMBÓLICA A PARTIR DA HISTÓRIA DO CEMITÉRIO DO ALECRIM EM NATAL
PALAVRAS-CHAVES: Rito Fúnebre; Morte; Cemitério do Alecrim; Religião
PÁGINAS: 120
RESUMO: No âmbito social, um dos processos que sucede à morte de um indivíduo é o rito fúnebre. Assim sendo, há uma miríade de ritos que se destinam ao tratamento do morto e sua morte, tendo esses ritos variações de acordo com o espaço e o tempo e sendo presentes no homem, que perpassa a cultura na qual está inserido, emergindo símbolos para dar significado a esse processo. No homem católico do oitocentos imperava a ideia de que para uma “ida certa” ao Céu, era necessário cumprir certas práticas que, caso não feitas, era incerta sua salvação. Dentre algumas, ser enterrado dentro dos átrios da igreja e ter tido um funeral pomposo eram as principais. No entanto, tornaram-se um entrave à saúde pública, pois sanitaristas criam que os miasmas (exalações pútridas de pessoas e animais doentes/mortos) eram vetores de doenças e exigiam um cemitério longe de onde habitavam os vivos. Partindo dessa premissa, esta pesquisa tem como objetivo analisar, a partir da problemática levantada, como se deu esse impasse na então Natal do século XIX, apoiando-se em relatórios e discursos dos presidentes da província, bem como dos decretos e medidas políticas de caráter higienista (em especial a Lei Imperial de 1º de Outubro de 1828 – que atribuía às Câmaras a construção de Cemitérios extramuros para os enterros), além de dados sobre o nefasto dano causado pela Cólera-morbo (uma pandemia varreu espaços e que chega ao Brasil em 1855), objetivando descobrir qual a razão da construção do primeiro cemitério público de Natal (1856). Ainda, utilizaremos teóricos que já estudaram os ritos fúnebres, os símbolos e sistemas simbólicos, religião e cultura, mostrando a influência do processo de secularização da morte na cidade do Natal com a construção do cemitério público e como esses ritos fúnebres se redefinem e ganham novas interpretações.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1860344 - FERNANDA LEMOS
Interno - 2478681 - DEYVE REDYSON MELO DOS SANTOS
Interno - 1971657 - MATHEUS DA CRUZ E ZICA

Notícia cadastrada em: 09/10/2015 13:14