PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES (PPGCR)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ RODRIGO GOMES DE SOUSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ RODRIGO GOMES DE SOUSA
DATA: 30/11/2015
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 319
TÍTULO: RELIGIÃO E PARADOXO EM EMIL CIORAN
PALAVRAS-CHAVES: Religião. Paradoxo. Mística. Antiprofecia
PÁGINAS: 66
RESUMO: A presente pesquisa Religião e paradoxo em Emil Cioran, tem por finalidade analisar a religião à luz do pensamento filosófico de Emil Cioran. A princípio, tem-se a intenção de ponderar o que é a religião para o filósofo romeno, para isto, procura-se expor o que pode ser considerado com uma teologia negativa, para tanto, é possível identificar a negação que o filósofo franco-romeno faz com relação ao Deus bondoso e afirmando que não foi o Deus cultuado pelas religiões judaico-cristãs que criou o mundo ou mesmo o universo, mas o mau demiurgo. Por outro lado, Cioran tenta desconstruir essa propensão que o homem tem por um Deus e, consequentemente, aniquilar a ideia humana que em suma corresponde o meio pelo qual o homem cria seus deuses e suas ideologias. Observando por essa ótica, Deus seria uma trágica ideia humana. Diante desse quadro, chega-se próximo a conceituar o que seria a religião dentro do pensamento do filósofo romeno, uma ilusão. Partindo por outro viés, adentra-se ao que pode ser considerado como mística dentro do pensamento do presente autor. Assim, num primeiro plano se discorre sobre a possibilidade de Cioran ser um místico por meio da música, através da música também se pode chegar a um êxtase, e como também através das lágrimas é possível chegar a uma ascese, ou seja, uma iluminação. Neste caso, não é necessário está inserido em uma religião para chegar a um êxtase ou a uma iluminação. Por fim, chegar ao que pode ser chamado de uma profecia contra deus, que consiste em analisar o ocultamento de um “deus verdadeiro” e seu desfacelamento em vários deuses; uma profecia contra o homem, que visa expor a acusação que Cioran faz perante os projetos humanos e a história que não passam de acontecimentos que não chega a nenhum fim, e de uma antiprofecia, assim, a denúncia que o pensador dirige tanto a deus quanto aos homens acaba por constituir em uma antiprofecia. Neste caso, o Deus verdadeiro se ocultará para que os novos deuses ressurjam.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2478681 - DEYVE REDYSON MELO DOS SANTOS
Externo à Instituição - LUCIANO DA SILVA
Externo ao Programa - 1358899 - RODRIGO SILVA ROSAL DE ARAUJO

Notícia cadastrada em: 03/11/2015 08:22