PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
3216/7289

Dissertações/Teses


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2020
Descrição
  • RARIELA VALESKA DA SILVA SALUSTINO
  • O ciúme e seus avatares: apreciações psicanalíticas no romance contemporâneo português "o remorso de baltazar serapião", de Valter Hugo Mãe
  • Orientador : HERMANO DE FRANCA RODRIGUES
  • Data: 31/08/2020
  • Hora: 18:00
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  • O ciúme é um sentimento normal e comum: desde a infância, precisamos ser amados e, até mesmo, preferidos! Este sentimento pode, então, aparecer para um dos pais, um irmão ou uma irmã. Além disso, Freud (1922) escreveu que não é normal não sentir ciúmes. Segundo ele, seria até uma necessidade. É verdade que observamos esse sentimento em todas as culturas, em todas as latitudes, no entanto, quando o ciúme se torna prejudicial é a porta aberta para sofrimentos e círculos destrutivos. A proposta deste estudo é: apresentar uma leitura, abordando as relações existentes entre o ciúme patológico, motivado pela formação da identidade masculina na cultura patriarcal, e, com efeito, aclarar os aspectos subjetivos do ciúme, tomando os óbices como manifestação da masculinidade, e esta como reflexo da incorporação de uma dinâmica violenta no que concerne à expressão dos ciúmes varonis, com base na articulação entre a literatura e a fortuna crítica sobre a concepção de ciúmes e masculinidade. Para tanto, partiremos da leitura analítica da obra o remorso de baltazar serapião, de Valter Hugo Mãe – poeta, romancista, artista plástico e cantor, nascido em 1971, a qual fornece, por um lado, um panorama sobre o patriarcado, enquanto sistema de dominação baseado no poder socialmente construído pelo homem, e, por outro lado, representa as modalidades do desdobramento da violência considerada como produto formador do estereótipo masculino. Agraciada pelo prêmio José Saramago em 2007, a narrativa conta a história da família Serapião, mais conhecida em sua região como “Os Sarga”, “nascidos de pai e vaca”, em virtude da relação que eles estabelecem com a criação da vaca Sarga. Na obra, somos apresentados a um contexto lusitano em que o ambiente bucólico e miserável serve como cenário para que se manifestem a violência e o machismo, resultantes da herança cultural de sua nação, do protagonista, Baltazar. No cerne do romance, o remorso constrói uma história de amor e ciúme, que é, com alguma naturalidade, mas não normalidade, o que é importante ressaltarmos, uma vez que o comum não pode ser confundido com o normal. Afinal, não se deve conceber como normal uma história em que o amor se mescla com constantes acessos de violência física e moral. Todavia, com a violência consentida, dado que a impunidade viril da época era reforçada por estereótipos e levada ao extremo da destruição do outro e da autodestruição. Ademais, é nesse ponto que notamos que, no fundo, esta Idade Média ficcional, como percebemos na linguagem e no conteúdo empregados na obra, é sobretudo a reconstrução da cena pulsional – de algum modo primitiva, não tanto por natureza, mas por cultura milenar – da guerra dos sexos. Embora marcada temporalmente em tempos medievais, qualquer leitor crítico e atento poderá ver, infelizmente, que esse retrato literário possui demasiada verossimilhança, visto que a violência contra a mulher persiste em todas as sociedades contemporâneas. Evidentemente, essa interpretação não classifica nem supõe todas as formas de violência, todavia, oferta um quadro abrangente das arbitrariedades brutais cujo fundamento é a manutenção do poder masculino na sociedade frente às mulheres e outros grupos de homens, sejam eles nas posições de subordinados, marginalizados e cúmplices. O presente trabalho consiste em apresentar uma discussão reflexiva situada no estudo das relações fronteiriças entre psicanálise e literatura, a partir de uma alegoria estética, a literatura, no romance “o remorço de baltazar serapião”. Para tanto, nossa investigação parte de uma revisão bibliográfica dos textos do próprio Freud e de outros autores que se debruçaram a respeito do fenômeno subjetivo do ciúme e os sentimentos periféricos que o acompanham.
  • IVANILDO DA SILVA SANTOS
  • DO PRINCÍPIO AO FIM, O AMOR: A ERRÂNCIA ERÓTICA DE CASSANDRA RIOS
  • Orientador : HERMANO DE FRANCA RODRIGUES
  • Data: 31/08/2020
  • Hora: 09:00
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  • Ao longo dos séculos, escritores e filósofos tentaram explicar em seus escritos a natureza, origem e razões do amor, todavia, sempre esbarraram em alguma coisa da ordem do intransponível. Mas, ao examinarem a natureza do amor, souberam decifrar alguns de seus mistérios. Como maior exponente, Freud (1914/2010) defende o amor como sendo uma miragem num outro idealizado. Ou seja, o amante investe toda libido em um objeto que, para ele, é seu tudo. Posteriormente, o tema passou a ser retomado por psicanalistas renomados, como Jacques Lacan (1985) e J. D. Nasio (1997). O primeirofunda Eros como aquilo que o sujeito não tem, logo não é. A consequência primeira desse enfoque, o desejo pela falta. Para Lacan (1985), Eros, filho da Pobreza, é a busca para preencher uma falta e tentar restituir-se a uma unidade. O que contribuiria para apreendermos o mito amoroso como a conversão do impossível, já que a plenitude dos dois seres jamais será atingida. Assim, o objeto perdido é o que o amor mais procura. Por sua vez, Nasio (1997), afirma que quanto mais se ama, mais se sofre. É nesta linha de investigação que o presente trabalho se insere, porém, buscando analisar a experiência amorosa lésbica em um texto literário produzido por uma escritora lésbica. Assim, propomos-nos examinar o romance A Borboleta Branca (1974), escrito por Cassandra Rios, cujo principal objetivo é procurar analisar o amor lésbico e suas especificidades. O trabalho articula-se em três capítulos: no primeiro, procura-se distinguir as principais influências sócio históricas nas relações amorosas alicerçadas na filosofia, na literatura e na sociologia. No segundo, investiga-se as contribuições psicanalíticas sobre o fenômeno amoroso. O terceiro capítulo, por outro lado, traça considerações sobre as personagens, espaço e enredo do romance, estabelecendo dados que envolvam amor e homossexualidade feminina.
  • MARIA GENECLEIDE DIAS DE SOUZA
  • POÉTICAS DO ENVELHECER: A PSICANÁLISE DO TEMPO EM CLARICE LISPECTOR
  • Orientador : HERMANO DE FRANCA RODRIGUES
  • Data: 31/08/2020
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho apresenta uma leitura acerca das experiências dos sujeitos no tempo da velhice. A natureza pulsional de vida e morte, as inscrições melancólicas, seus dramas, seus corpos e suas imagens poeticamente escritas por Clarice Lispector e publicadas em contos. A análise se desenvolve apoiada em quatro contos: Viagem a Petrópolis, Feliz aniversário, O jantar e Ruído de passos. Os contornos da narrativa se desdobra a partir dos protagonistas diante dessa conjuntura da vida, experienciando os movimentos que a velhice proporciona. Deste modo, enxerga-se este processo de desenvolvimento da vida, sem as polarizações de um sujeito no campo da senilidade, acometido de enfermidades e por ela demarcando os roteiros das suas histórias. Mas, de um indivíduo que possui as marcas do tempo transcritas no corpo, na memória e contribui para o alicerçamento das suas subjetividades, onde o mesmo se constitui também a partir da senescência – o envelhecimento do corpo acontece de maneira natural devido à incidência da passagem do tempo. Assim é possível refletir sobre a multiplicidade que os contos clariceanos reverberam, como por exemplo: a sexualidade em Ruído de passos, em que se torna flamejante o desejo da protagonista em ter relações sexuais. E os infortúnios de não concretizar suas vontades por ser uma pessoa idosa; diante do conto O jantar, contrapõem-se de maneira diferente, a sexualidade é interpretada por outros ângulos aonde um homem idoso é visto acompanhado de uma mulher mais nova. Assim, evoca-se como o homem e a mulher idosa denotam percepções sociais diferente acerca da sexualidade. Tendo em vista o conto Feliz aniversário, é explícito o apagamento e silenciamento da idosa do convívio familiar; Em viagem a Petrópolis é perceptível o isolamento e posterior abandono sofrido pela idosa. Com efeito, este estudo trará elucidações propostas, sobretudo, pela teoria psicanalítica de base freudiana, na qual utilizará, também, outras vertentes psicanalíticas pós-freudianos. Tendo como objetivo revelar a imagem da velhice, suas vivências, bem como, os contornos melancólicos nos personagens e como vão sendo costuradas na tessitura teórica da psicanálise, demonstrando o interesse em produzir uma fortuna crítica acerca do tema. Problematizando o assunto em evidência, estimulando a discussão sobre a temática, promovendo o conhecimento e a pesquisa sobre o tema, assim como, estimulando os indivíduos a pensar o sujeito na velhice. Portanto pretende-se apaziguar os estereótipos e os conceitos pré-estabelecidos na feitura das suas imagens e seus corpos. Palavras-chave: Velhice; Psicanálise; Clarice Lispector.
  • BRUNO RAFAEL DE LIMA VIEIRA
  • Pós-colonialismo e Pós-modernismo no vandalismo estético em The Butcher Boy (1992), de Patrick McCabe
  • Orientador : SANDRA AMELIA LUNA CIRNE DE AZEVEDO
  • Data: 28/08/2020
  • Hora: 15:00
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  • O irlandês Patrick McCabe é considerado pela crítica especializada, principalmente no contexto contemporâneo do universo literário anglo-saxão, um dos autores mais proeminentes. Entre seus diversos trabalhos, que se espalham entre romances, contos e peças, destaca-se The Butcher Boy, narrativa lançada em 1992, corpus de análise desta tese. O sucesso da referida obra foi quase imediato ao seu lançamento, sendo tomada, por alguns estudiosos, como um texto “revolucionário”, fundador de um novo momento da literatura irlandesa. Em sua trama acompanhamos a narração de Francie Brady, um narrador-protagonista que nos conta sobre seu passado, quando ele era ainda um menino, cuja pobreza, exclusão social e solidão existencial, o encaminharam de uma vida alegre de peraltices infantis, ao cometimento de uma ação criminosa, o clímax de eventos tão dolorosos em sua vida, que o Francie adulto sequer sabe precisar quando exatamente aconteceram. O que o narrador não esquece é que seus dias mudaram com a chegada da família Nugent à cidadezinha em que morava com seus pais. Este evento é o catalizador de transformações na vida de Francie, principalmente após ser xingado por dona Nugent de “porco”. O que se vê, a partir desse acontecimento, é uma dura via crucis do protagonista que, ao fim, o transformará em um assassino, um delinquente, depois de cometer um crime grotesco. Neste caminho de transição, diversos gêneros literários se mesclam na estruturação da narrativa, por meio da bricolagem e da paródia, dentre os quais se destacam: o romance de formação e o gótico. A ironia é outro elemento importante da narrativa, aliado à paródia, rebaixa símbolos e elementos modulares da cultura e da sociedade irlandesa. Na realidade, estes ingredientes são parte da dimensão pós-moderna que a obra de McCabe permite ser analisada. Além disso, The Butcher Boy, ao acordar preconceitos, por meio do insulto evocado por dona Nugent (que tipifica parodicamente a imagem da “colonizadora ao chamar os Bradys de porcos e representar valores característicos da metrópole, faz com que o romance possa ser lido e estudado por meio das lentes teóricas do pós-colonialismo. Afinal, como pretendemos mostrar, a Irlanda, durante sete séculos foi uma colônia do Império Britânico e sua história evidencia que a violência e os traumas da colonização não foram apagados no período pós-colonial, sendo algumas dessas feridas sociais e políticas dramaticamente tematizadas no romance objeto da nossa pesquisa. Dito isto, nosso propósito principal, nesta tese de doutorado, é analisar a obra The Butcher Boy, à luz de elementos característicos do pós-modernismo e do pós-colonialismo. Para isso, nossa pesquisa percorreu diversas trilhas, como a da história, da economia, da cultura, sem perder de vista a estética literária, suas teorizações e críticas. Dentre outros, fundamentam nossa base teórica, Said (2007 e 2011), Young (2002, 2003 e 2005), Hutcheon (1985, 1991), Jameson (1991), Kiberd (1996, 2007), Gladwin (2016), Foster (1989) Kenny (2016).
  • MARCILLIA PONCYANA FELIX BEZERRA
  • MEDÉIAS DE ONTEM E HOJE: UMA ANÁLISE DA OBRA DE EURÍPEDES A PARTIR DAS MULHERES CONTEMPORÂNEAS
  • Orientador : HERMANO DE FRANCA RODRIGUES
  • Data: 28/08/2020
  • Hora: 14:00
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  • Esse trabalho de dissertação que tem como título “MEDEIAS DE ONTEM E HOJE: UMA ANÁLISE DA OBRA DE EURÍPEDES A PARTIR DAS MULHERES CONTEMPORÂNEAS” se propõe a refletir sobre os desdobramentos do feminino, na mulher, através da maternidade. Pensar sobre o “tornar-se mulher” como coloca Simone de Beauvoir é também pensar em como cada mulher assume sua feminilidade ao longo da história. A maternidade colocada como questão inerente à esse processo de ser uma mulher, pode provocar na mulher as mais diferentes sensações e sentimentos, sendo quase impossível escapar a esse imperativo. Através da psicanálise, especificamente com Sigmund Freud e Jacques Lacan, foi realizado um estudo dessas teorias, no que diz respeito a subjetividade dos sujeitos e sua sexualidade, passando pelo tema do feminino e da mulher. Em Freud, a mulher, teria uma travessia do Complexo de Édipo diferente do menino e, através da promessa de ter um filho, conseguiria do Édipo, mas estaria com essa precondição do filho para dar conta de ser mulher e embora esse autor não pudesse avançar muito nesse ponto da teoria, deixou uma base muito importante para os próximos psicanalistas. Ao dizer que “a mulher não existe” Lacan pensou a mulher como uma a uma, o que não caberia à universalização, com um gozo não totalmente submetido ao falo, sendo assim um gozo sem limite. A mulher não-toda, em Lacan, vai utilizar de outros meios para lidar com suas questões. Lacan avança um pouco mais ao estudar a mulher e suas subjetividades. Em Medeia, tragédia grega escrita por Eurípedes, escolhida como análise literária desse trabalho, essa mulher se apresenta em sua devastação, conceito elaborado por Lacan, para falar desse lugar vazio que vem a tona em uma mulher na perda de um objeto que velava esse lugar. Ao perder o amor de Jasão, como vingança, Medeia mata os filhos e esse ato possibilita que ela saia da sua devastação. Como “a verdadeira mulher”, como disse Lacan, Medeia fala da sua maternidade e do seu ser mulher, experimentando na sua inteireza, para além da devastação. As mulheres hoje apresentam seus discursos sobre esse processo na clínica assim como na literatura, falando dessa dualidade que é ser mulher e mãe e dos conflitos que isso traz. Como conclusão se pensa a ideia de que clínica poderia se colocar como um lugar para vislumbrar possibilidades para a mulher, que vive os dilemas dessa dualidade, investindo na sua singularidade, para se tornar mulher e mãe.
  • JOYCE KELLY BARROS HENRIQUE
  • O ponto de vista ficcional em "O tigre de Bengala", de Elisa Lispector
  • Orientador : ARTURO GOUVEIA DE ARAUJO
  • Data: 31/07/2020
  • Hora: 14:00
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  • O objetivo geral desta pesquisa é analisar o ponto de vista ficcional nos contos de O tigre de Bengala (1985), de Elisa Lispector, observando a interação entre a interioridade da personagem feminina e a representação do espaço externo. Analisamos quatro contos da autora (“Sangue no sol”, “O furto”, “A agonia de viver” e “Por puro desespero”), contudo, tecemos relações com todos os textos do livro, na averiguação de pontos de aproximação e diferenciação. Na primeira parte deste trabalho, apresentamos a produção de Elisa Lispector, no que diz respeito à perspectiva narrativa. Realizamos, também, uma revisão dos trabalhos críticos sobre a autora, publicados em jornais, livros e plataformas virtuais. O segundo capítulo é constituído por uma síntese teórica, baseada na linha norte-americana — Norman Friedman (2002), Percy Lubbock (1976), Henry James (2003), e Joseph Warren Beach (1932) —, que trata dos conceitos de ponto de vista, cena, sumário narrativo, distância, assim como da representação do pensamento em literatura. Para essa teoria, o enquadramento da ação na consciência da personagem amplia o caráter cênico do texto (reduzindo as interferências do narrador) e transforma o pensamento em elemento essencial para a interpretação da narrativa literária. No terceiro capítulo, a leitura crítica mostra que, nos contos de Elisa Lispector, a ação das personagens é mínima e o monólogo interior é o ponto de vista basilar, contudo, ele coexiste com notações frequentes de narradores observadores e oniscientes. Essa combinação permite a imersão no pensamento da protagonista, sem abdicar de uma visão distanciada da cena, já que o espaço tanto desencadeia as reflexões como mantém com a personagem uma relação de afinidade, recusa, resignação, transformação e superação. Nessa contística, o monólogo interior é um recurso formal que embasa a autoavaliação das protagonistas e lhes proporciona uma revisão/ reformulação de suas perspectivas.
  • LUÍS HENRIQUE MARQUES RIBEIRO
  • MEMÓRIA E IDENTIDADE: ESPAÇOS DE MELODIAS NEGRAS EM AQUARIUS, DE KLÉBER MENDONÇA FILHO
  • Data: 31/07/2020
  • Hora: 10:00
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  • Nesta pesquisa em cinema e análise do discurso ficcional, estudam-se as relações entre ficção e sociedade, tendo em vista as questões ligadas ao racismo, memória e espaço urbano, com base na estruturação da narrativa cinematográfica do filme brasileiro Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho. Para isso, apoia-se em referencial teórico sobre espaço ficcional e personagem, a partir de Lins (1976), Borges Filho (2007), Brandão (2013) e Reis e Lopes (1988); sobre memória, a partir de Ricoeur (2007), Candau (2011) e Halbwachs (1990); sobre identidade, com Hall (2015); racismo, a partir de Fernandes (2008a, 2008b), hooks (2019), Munanga (2017), Schwarcz (2017), Stam (2008), entre outros. Os resultados da pesquisa indicam que a construção do espaço é fundamental no desenvolvimento da narrativa, da mesma maneira que a observação do racismo, como constitutivo da formação social brasileira é uma peça-chave no entendimento das camadas da personagem principal, Clara, e de sua relação com a personagem Ladjane, sua empregada doméstica. Observa-se, no uso da memória, a partir do espaço urbano, um meio fundamental na construção no filme sobre representações do racismo, por meio das falas das personagens, da mise-en-scène, de fotografias e objetos que compõem o espaço. A película mostra-se atenta ao uso dessas relações, dando continuidade ao trabalho de temas sociais brasileiros do diretor. Contudo, a articulação desses temas é construída de maneira sutil, o que é necessário à formação de um olhar minucioso para a interpretação da multiplicidade de sentidos gerada pela obra.
  • RAÍSSA VALE MIRANDA CAVALCANTE
  • NUANCES DO MASCULINO EM JOSÉ LINS DO REGO: A TRAJETÓRIA DO PERSONAGEM RICARDO
  • Orientador : ANA CRISTINA MARINHO LUCIO
  • Data: 09/07/2020
  • Hora: 09:00
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  • A discussão a respeito das masculinidades na literatura brasileira é relativamente recente no campo dos estudos culturais. Na literatura regional é possível encontrar a representação literária de um masculino árido, como a terra, o cabra-da-peste. Encontramos, porém, nas obras de José Lins do Rego um protagonista que encerra em si nuances transitórias do masculino, ora voltadas para o que é convencionado socialmente enquanto pertinente ao gênero feminino e ora voltadas para o que é convencionado socialmente enquanto gênero masculino, o personagem Ricardo. O presente trabalho busca investigar a identidade de gênero masculina nos romances de José Lins do Rego, “O Moleque Ricardo” (1935) e “Usina” (1936). A fim de cumprir com o nosso objetivo, o trabalho está dividido em três capítulos: o primeiro trata-se de um panorama histórico sobre a construção social da masculinidade a partir das contribuições, principalmente, de Oliveira (2004) Connell (2013) e Badinter (1993). No segundo capítulo iremos verter o olhar sobre a contribuição da categoria espacial para a construção do personagem Ricardo, tomando como referências Albuquerque Júnior (2013), Bakhtin (2018) e Bachelard (1993). Por último, no terceiro capítulo, faremos uma análise sobre as relações entre alguns personagens das narrativas, principalmente aqueles com os quais Ricardo se envolveu afetivamente. Para tanto traremos as análises empreendidas por Elizabeth Badinter (1993), Pierre Bourdieu (2002) e Nolasco (1993).
  • ANA PATRICIA FREDERICO SILVEIRA
  • FICÇÃO CURTA DE AUTORIA FEMININA PARAIBANA: ANÁLISE DA CASA, DO CORPO E DO PATRIARCADO EM QUATRO LUAS
  • Data: 05/06/2020
  • Hora: 10:00
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  • Esta tese, intitulada Ficção curta de autoria feminina paraibana: o corpo, a casa e o patriarcado em Quatro Luas , se centra nos Estudos culturais e de gênero, mais especificamente no estudo de gênero, que se volta à personagem feminina e como esta lida com o seu corpo e os espaços que lhe apresentam em confronto ou não com a ordem patriarcal. É importante entender que ao nos referirmos à personagem feminina não nos reduzimos apenas às ficcionais, mas também às mulheres reais que firmam na sociedade como autoras de obras literárias, produzidas no território paraibano, desde o século XIX. Esta pesquisa, portanto, compreende a crítica feminista como nossa principal vertente, de modo que está dirigida com o objetivo de resgatar mulheres que fizeram da literatura uma de suas atividades, como uma maneira de mostrar e compartilhar a sua consciência de si mesma no trajeto que a emancipa enquanto cidadã, sem permitir o apagamento de sua voz, em nome do interesse da ordem imperada pelos homens que insistem no memoricídio dessas mulheres. Destacamos a relevância de fazer este estudo sem desvencilhar a voz feminina e o seu corpo, inseridos nos espaços da ficção literária, tendo em vista que voz e corpo foram e ainda são armas de grande poder de domínio e de poder na seara da existência e perpetuação das mulheres. Para isto, nos reservamos ao estudo da obra Quatro Luas, produzida no início do século XXI, como uma maneira de investigarmos como as autoras que compõem esta obra, se revelavam na virada do século, dialogando nossas descobertas enquanto críticos literários com os estudos consagrados acerca do espaço, da personagem e do corpo, no cenário da autoria feminina brasileira, seguindo a mesma metodologia utilizada por Elódia Xavier, quando a mesma investigou o corpo e a casa na autoria feminina brasileira, sendo o nosso recorte exclusivamente voltado a Quatro Luas. Muitas outras fontes de estudo nos orientaram, as quais perpassaram sobre o que é ser mulher, o que é ser paraibana e as várias nuances do feminismo, como símbolos de resistência e de luta na cena da emancipação, da liberdade e do poder das mulheres.
  • ELISANGELA ARAÚJO SILVA
  • REPRESENTAÇÕES DIALÓGICAS NA INTERFACE AUDIOVISUAL DE "HOJE É DIA DE MARIA"
  • Orientador : LUIZ ANTONIO MOUSINHO MAGALHAES
  • Data: 02/06/2020
  • Hora: 14:00
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  • A adaptação é um processo que tem atuado de forma recorrente entre diferentes mídias, ao longo do tempo. Junto à literatura, ela tem “transcodificado”, nas palavras de Linda Hutcheon (2013), tem atualizado o modo de contar. De fato, a adaptação não é um fenômeno novo e nem se encerra no tempo. Desde a etapa de propagação pela oralidade até a era digital, ela continua e continuará a reapresentar narrativas, através de procedimentos diversos, incluindo a redução, o acréscimo e a transformação. (BRITO, 2006). A presente tese tem como objeto de estudo a microssérie Hoje é dia de Maria (2005), escrita pelo dramaturgo Carlos Alberto Soffredini e adaptada para a televisão por Luís Alberto de Abreu e Luiz Fernando Carvalho. A narrativa conta a trajetória de Maria, uma menina órfã de mãe que sofre com as perseguições de uma madrasta, uma adaptação que refaz a narrativa clássica. A protagonista que dá nome à obra faz uma travessia pelo interior brasileiro em busca d’as franja do mar. A pesquisa aborda os processos de atualização envolvidos nos procedimentos de adaptação. A discussão aqui traçada está organizada a partir de três momentos distribuídos em três capítulos. No primeiro, discorremos sobre o trabalho de atualização da adaptação por meio da intertextualidade e dos “fios” dialógicos que reinterpretam um texto. Nesse momento em que analisamos o fenômeno da adaptação, recorremos às contribuições, principalmente, de Bakhtin (1997), Hutcheon (2013), Balogh (2005) e Stam (2006). No segundo capítulo, discutimos como o espaço narrativo reapresenta o fantástico e o maravilhoso traduzido em discurso audiovisual, procurando avançar na discussão de como o espaço narrativo e a mise-en-scène contam a narrativa Hoje é dia de Maria e ressignificam “a conversa” entre os textos. Para tanto, recorremos às contribuições de Ryngaert (1995), Lins (1978), Xavier (2003), Roas (2014), Ceserani (2006), Camarini (2014), Bordwell e Thompson (2013) dentre outras fontes. No terceiro capítulo, tivemos como objetivo analisar como a personagem Maria retoma, dialogicamente, a saga, a sina e a lida da heroína, mesmo atuando como menina comum, tendo o audiovisual como efeito de reverberação. Para analisar esse aspecto, recorremos às contribuições teóricas de Martin (2005), Chartier (1990), Pallottini (1989), Eliade (1922), Campbell e Moyers (2014) para comporem a mediação teórica com Bakhtin (1997). Por fim, nas considerações finais, deixamos a reflexão sobre como a literatura se perpetua, se reinventa, por meio da adaptação, afirmando sua capacidade de reapresentar, reinterpretar e atualizar a narrativa.
  • RAYSSA MYKELLY DE MEDEIROS OLIVEIRA
  • A CONQUISTA DO ESPAÇO PELA PERSONAGEM EM ALICE: LUGARES, NÃO-LUGARES, MEMÓRIA E TRAJETÓRIA
  • Data: 20/05/2020
  • Hora: 09:00
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  • Espaço e personagem são duas categorias narrativas que podem estabelecer entre si uma relação bastante pronunciada, a qual ensejará uma série de possibilidades expressivas em uma narrativa. Osman Lins (1976) reconhece essa relação, relatando inclusive que o limite entre espaço e personagem pode ser vacilante, exigindo nosso discernimento. O objeto de estudo desta tese, a série Alice (2008-2010), de Karim Aïnouz e Sérgio Machado, apresenta essa relação em sua premissa básica: após o suicídio do pai, a personagem título que vive em Palmas, com a avó e o irmão, tem que ir a São Paulo, onde morou na infância, para o funeral. Seduzida pela cidade e pelas memórias que ela guarda, Alice acaba ficando na capital paulista e deixando para trás a vida que havia construído em Tocantins. Neste trabalho, propusemo-nos a analisar como o trabalho com o espaço narrativo constrói uma série de outras questões que acabam por influir na trajetória da protagonista. A dinâmica da cidade, que se apresenta quase como uma personagem na trama, acaba por produzir condições fundamentais para o desenvolvimento de Alice. Lugares, não-lugares (AUGÉ, 2002) figuras ambulatoriais (CERTEAU, 1998), identidade e pertencimento (HALL, 2000) são algumas das noções advindas do espaço e que se apresentam como questões importantes para a economia narrativa de Alice. Em nosso processo de análise, não pudemos ignorar o fato de estarmos trabalhando com um produto audiovisual, o que exige que estejamos atentos às especificidades da linguagem. Para tanto, recorremos a autores como Gerárd Betton (1987), Marcel Martin (2003) e Jean Epstein (1947) como amparo teórico. Para além disso, Alice é um uma série televisiva e a mídia também precisou ser levada em conta em nossa investigação. A organização serial da narrativa (MACHADO, 1999) influi diretamente em sua feitura, na construção dos arcos narrativos que a compõem e, também, em outras questões, tais como o desenvolvimento das personagens. Complexidade narrativa (CAPANEMA, 2016; MITTEL, 2012) e qualidade na televisão (BORGES, 2004) também são alguns dos pontos que permearam nossa discussão. Por fim, ao tentar compreender as estruturas narrativas de nosso objeto, o diálogo (BAKHTIN, 1997; BARROS, 1997) estabelecido com outras obras é fundamental, notadamente com os romances de Lewis Carrol, Aventuras de Alice no País das Maravilhas (2010) e Alice através do espelho (2010).
  • AURICELIO SOARES FERNADES
  • ESPELHOS E RETRATOS DE DORIAN GRAY NA SÉRIE TELEVISIVA PENNY DREADFUL: CONFIGURAÇÕES DO GÓTICO NA CONSTRUÇÃO DO PERSONAGEM DE OSCAR WILDE
  • Orientador : LUIZ ANTONIO MOUSINHO MAGALHAES
  • Data: 29/04/2020
  • Hora: 14:00
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  • Como um fenômeno transcultural e trans-histórico (SÁ, 2010) propenso a mudanças em determinado tempo e espaço, o gótico tem permanecido nas artes há quase novecentos anos, desde seu surgimento na arquitetura até formas audiovisuais da contemporaneidade. Nesse contexto, essa tese tem por objetivo principal discutir reflexos do gótico no seriado de televisão anglo-americano Penny dreadful, cuja trama maior advém de personagens literários da tradição inglesa. Penny dreadful é um exemplo de adaptação televisiva que se desvincula do modelo de fidelidade ao texto fonte, como fora por muito tempo atribuído à qualidade da adaptação (STAM, 2006), materializando na ficção seriada uma tendência contemporânea nas produções audiovisuais denominadas de new horror, que retrata o lado humano dos personagens monstruosos (ROAS, 2012), (LLOBERA, 2015), compreendidos como uma metáfora dos “monstros” que cada indivíduo pode ter dentro de si. Assim, escolhemos como categoria específica o personagem Dorian Gray, do romance O retrato de Dorian Gray, do escritor, poeta, dramaturgo e crítico irlandês Oscar Wilde. No seriado televisivo, Dorian Gray é caracterizado como monstruoso (JEHA, 2007) e transgressor (BOTTING, 1996) e suas ações o enquadram como um outsider, como afirma Howard Becker (2008), no seu estudo sobre a sociologia do desvio. Além disso, ao analisarmos o personagem Dorian Gray e a conexão com o espaço em que ele vive, verificamos a presença da autorreflexividade, que atribui diversos outros sentidos à sua caracterização, intimamente ligada à arte pictórica e a símbolos como o espelho. Compreendemos Penny dreadful como uma bricolagem de narrativas góticas clássicas do século XIX como Frankenstein, Drácula, O médico e o monstro, citações de poemas do Romantismo inglês e folhetins de terror da Era Vitoriana, os penny dreadfuls, que dão nome à série. Para discutir o conceito de bricolagem, recorremos a estudos de Levi-Strauss (1971) que define o termo como um trabalho manual produzido de maneira improvisada e que reaproveita diferentes tipos de materiais e Michel de Certeau (1994), que conceitua o termo como a junção de vários elementos culturais que resultam em algo novo. Por fim, para discorrermos acerca da narrativa na televisão e a ficção seriada, utilizamos estudos de Jost (2007, 2012), Esquenazi (2002) e Machado (2007) e dos estudos cinematográficos, trabalhos de Bordwell (2013), Bordwell e Thompson (2015) e Martin (2005) com foco especial na mise-en-scène.
  • AMANDA GOMES DOS SANTOS
  • AS ONDULAÇÕES EM ROSA CABRAL: AS REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS E A CONSTRUÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DO FEMININO NO ROMANCE DENTRO DE TI VER O MAR
  • Data: 28/04/2020
  • Hora: 14:00
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  • Dentro de ti ver o mar é um romance de Inês Pedrosa publicado em 2013 no Brasil pela Editora Alfaguara. Este estudo busca analisar Rosa, uma fadista de sucesso, figura feminina forte e protagonista do romance, que procura sua própria identidade enquanto oscila entre as ausências de afeto nas relações parentais e a busca pelo preenchimento dessas ausências nas relações afetivas. Para abarcar a complexidade da personagem, sua representação do feminino e da condição da mulher nas relações, e as ambivalências das suas identidades, o estudo concilia as categorias analíticas de identidade — encontrada nos estudos de Hall (2015), Bauman (2005) e Giddens (2002); memória — proposta por Candau (2016) e Ricouer (2007); analisa as relações parentais à luz de Batinder (1985) Stein (1988) Freud (1996); o ser feminino, a partir de Beauvoir (1970) e Perrot (2007), além de abordar a perspectiva da dialética do feminino em Inês Pedrosa — a partir da crítica de Adão (2013) e Oliveira (2008).
  • FLAVIANO BATISTA DO NASCIMENTO
  • A LITERATURA DE E SOBRE CEGOS: aspectos semióticos da referenciação
  • Orientador : MARIA DE FATIMA BARBOSA DE MESQUITA BATISTA
  • Data: 31/03/2020
  • Hora: 15:00
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  • Esta tese pretendeu dar continuidade aos estudos que vimos realizando sobre semiótica da literatura cega, tendo, como objetivo, estudar os aspectos semióticos da referência e da referenciação, a fim de descobrir como o cego interpreta o mundo. Objetivando conhecer e apreender os modos de ler, escrever e descrever os signos da pessoa cega, procuramos delimitar os referentes visuais dos referentes tácteis, a partir de textos em linguagem visual ou tátil, tais como conto, poema, letra de música, cordel, carta etc. Houve, oportunamente, a necessidade de fazer uma abordagem coerente sobre a pessoa cega, de como ela vem se apresentando ao longo da história humana, de que modo ela é e foi representada na literatura mundial, como ela se relaciona com as outras pessoas nos diversos ambientes e nas diversas épocas. Ao longo da história humana, desenvolveram-se e discriminaram-se três protótipos de cego: o cego antigo (ou da Antiguidade), o cego modelar (o representante da classe dominante) e o cego moderno (ou da Modernidade), que transcende sua classe social e vive cotidianamente como qualquer homem, com os respectivos problemas, desafios, decepções, benefícios e triunfos. A teoria semiótica considerada foi a de linha francesa, que se atém ao estudo da significação, vista como a função semiótica e que destaca as relações entre os constituintes sígnicos, o que nos levou a aprofundar os conhecimentos sobre o signo, percorrendo sua história, verificando sua concepção na filosofia, na linguística e na semiótica, destacando sobretudo a questão da referenciação. O corpus do trabalho constituiu-se- de: textos, de ou sobre cego, levantados em sites de áudio, livros, em acervos online, bibliotecas públicas, sebos, livrarias e também no acervo do Programa de Pesquisa em Literatura Popular (PPLP), dos quais foram selecionados para a análise dois contos e duas epístolas.
  • HELIO SANTIAGO RODRIGUES ABDALA
  • O ENREDO APORÉTICO DE “A TERCEIRA MARGEM DO RIO” (GUIMARÃES ROSA) E “EL INMORTAL’” (JORGE LUIS BORGES)
  • Orientador : ARTURO GOUVEIA DE ARAUJO
  • Data: 31/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Investigando alguns contos específicos do final do século XIX, nos deparamos com algumas situações diferenciadas quanto à construção do enredo: autores como Cleveland Moffett (pouco conhecido no cenário literário atual) e Henry James criam narrativas que apresentam um problema inicial não resolvido pelo desfecho (e nem em outras fases do enredo). Estes autores, entretanto, não chegam a cultivar de forma exaustiva essa condição. Somente no século XX, vemos escritores como Franz Kafka estruturarem suas melhores narrativas na forma de um enredo que põe ao leitor uma situação não resolvida e a prolonga até o final sem lhe dar chances de elucidação efetiva. Jorge Luis Borges, na linha kafkiana, também realiza algumas de suas mais famosas obras tomando como ponto de partida a construção do enredo não elucidativo. No Brasil, Guimarães Rosa usa esse expediente em alguns de seus textos ficcionais. “A terceira margem do rio” se apresenta como um dos principais exemplos (talvez, o melhor exemplo dentro da ficção do escritor mineiro) no que concerne à criação do que chamamos de enredo aporético. Nesta perspectiva, o nosso trabalho procura realizar uma análise detalhada do supracitado conto em conjunto com a narrativa de “El inmortal”, de Jorge Luis Borges. Partimos da observação dos modos em que são apresentados os enredos de ambos os textos, procurando compreender o funcionamento artístico do conceito de aporia enquanto causa motora do relato, tendo o cuidado de verificar as particularidades inerentes a cada produção artística.
  • PALOMA DO NASCIMENTO OLIVEIRA
  • A MÍSTICA DO AMOR EM HADEWIJCH DE AMBERES E ADÉLIA PRADO: QUANDO A UNIÃO COM O DIVINO SE TRADUZ EM POESIA
  • Data: 31/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Duas místicas separadas pelo tempo, mas com pontos em comum, compõem a dupla de mulheres cuja escrita é objeto de estudo nesta tese. A escritora medieval, Hadewijch de Amberes, e a contemporânea, Adélia Prado, reservam em suas obras a temática da mística do amor, e trazem nela aproximações e distanciamentos que foram identificados ao longo desta pesquisa. Foi buscando responder aos questionamentos de que aspectos permitiriam este diálogo que foi feita uma reflexão comparativa entre a lírica amorosa e mística de ambas, analisando a presença do amor cortês e da mística cristã, fazendo deste o principal objetivo deste trabalho. Com a metodologia de pesquisa focada na discussão destas teorias, assim como o uso da literatura comparada e da estilística no que toca às análises dos poemas, foi realizado um estudo dividido em três partes. Na primeira discutiu-se aspectos teóricos da mística, do amor cortês e da junção destes dois pontos; assim como foram ressaltados alguns nomes de mulheres que se destacaram na literatura, sobretudo no período medieval. Na segunda parte é possível conhecer a escrita das duas místicas, compreendendo os caminhos, do ponto de vista de estilo, que cada uma traça nas publicações. No terceiro momento da tese, reunindo quatro tópicos, foi desenvolvido um estudo analítico de poemas inseridos e adotados a partir das temáticas da natureza, do temor, da entrega e do corpo, de modo comparativo; apontando aquilo o que as une e o que as separa. A leitura dos poemas proporcionou a conclusão de que as vozes femininas, sejam do medievo, sejam da contemporaneidade, são capazes de ecoar, legitimar e dar visibilidade ao discurso de qualquer mulher que permita sentir, falar, amar, mesmo que o eleito seja a maior entidade da comunidade cristã: Deus.
  • MARIA JOSE LIMA DE CARVALHO
  • CANTIGAS DE NINAR DO NORDESTE BRASILEIRO (PARAÍBA E PERNAMBUCO): uma abordagem semiótico-discursiva
  • Data: 30/03/2020
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho foi motivado por estudos que fizemos em obras sobre as cantigas de ninar, começando pelo Cancioneiro da Paraíba (SANTOS; BATISTA, 1993), quando vimos a necessidade de realizarmos uma tese sobre o assunto que teve como objetivo analisar os sistemas de valores presentes nas cantigas de ninar, explorando as categorias temático-figurativas da discursivização à luz da semiótica das culturas. Tínhamos o intento de descobrir se as cantigas de ninar ainda soavam como prática social na família moderna e que tipo de cantiga era usada nessa prática? Partimos de uma recolha substanciosa de cantigas populares e/ou eruditas que fizemos em regiões da Paraíba e Pernambuco e que serviram de corpus a essa tese, possibilitando o encontro de textos de épocas e lugares diversos, utilizando o critério da funcionalidade das cantigas, ou seja, aquelas usadas para auxiliar no sono das crianças. Tradicionalmente, são conhecidas como cantigas de ninar, acalantar, embalar, pelo fato de serem cantadas nas atividades que caracterizam o cuidado e o carinho da mãe com o filho pequenino, antes de colocá-lo para dormir. Nossa coleta revela cantigas tradicionais e/ou adaptações, já divulgadas por outras pesquisas ou textos inéditos, que se materializam por narrativas cantadas ou dialogadas, por discursos que indicam saberes sobre o mundo e que concepções são levantadas sobre ele. Os temas e atores variam, mas prevalece as figuras da família. Nesse mundo expressivo e mediante a relevância do gênero como portal das tradições, das superstições, das crenças, insere-se nossa pesquisa que utilizou como base teórica a Semiótica de linha francesa, considerando, entre outros teóricos, Greimas e Courtés (2012), Pais (1993), Batista (2014), para fundamentar as análises deste corpus. Agrupamos nosso levantamento por informantes e comunidades pesquisadas, organizando essas cantigas em sete categorias temático-figurativas, uma vez que, embora sejam cantigas usadas numa única função social: a de acalentar, elas pertencem a gêneros discursivos diferentes, como poesias narrativas, mitos, contos, parlendas e até cantigas populares, geralmente não utilizadas como acalantos.
  • ALINE CUNHA DE ANDRADE SILVA
  • UM BRINDE AO QUE SUSPENDE, ESCAPA E PERSISTE:TRAVESSIAS ERÓTICAS NA POESIA DE RITA SANTANA
  • Data: 30/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Nesta tese, apresentamos uma leitura do erotismo, em poemas de Rita Santana, a partir da análise das recorrentes figuras femininas que imbricam o fazer poético e o encontro sexual. As referências à Lilith, à Safo e à Verônica Franco, em poemas dos livros Tratado das veias (2006), Alforrias (2012) e Cortesanias (2019), são analisadas como um contínuo de vozes que atualizam, em contextos distintos, a aproximação entre poesia e erotismo. Objetivamos investigar como a voz da poeta baiana contemporânea convoca outras tradições e vozes na sua escrita. A partir dos estudos culturais e de gênero, discutimos a articulação entre autoria feminina e poesia erótica, a fim de situar a poesia contemporânea de Rita Santana na cena literária brasileira. Para discutir a categoria de erotismo partimos das contribuições de Bataille (2009) e da crítica literária brasileira (MORAES, 2003), (BORGES, 2009), avançando pela perspectiva das feministas negras Audre Lorde (2019) e bell hooks (2006).
  • ANA XIMENES GOMES DE OLIVEIRA
  • GÊNERO E MATERNIDADE POLÍTICA EM LITERATURAS AFRICANAS: Um estudo sobre Ventos do Apocalipse e Hibisco Roxo
  • Data: 30/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • A presente tese se centra no estudo do gênero e da maternidade como categorias políticas diante do sujeito feminino pertencente a duas sociedades africanas, Nigéria e Moçambique, transpostas nos romances de Ventos do Apocalipse, de Paulina Chiziane, e Hibisco Roxo, de Chimamanda N. Adichie. O corpus desta pesquisa apresenta narrativas que inscrevem o feminino como sujeitos tangenciados pela cultura patriarcal e que subvertem os lugares impostos de silenciamento. Teóricas como Anne McClintock (2010), Bibi Bakare-Yusuf (2003) e Amina Mama (2013) foram trazidas para o estudo, destacando a necessidade de se entender o gênero como uma categoria que perpassa as experiências coloniais e pós-coloniais em África, assim como a necessidade de localização de experiências singulares de luta de mulheres contra discursos de subordinação. A oralidade feminina não-ficcional surge, assim, como uma prática também política de propagação de saberes, que reposiciona a voz feminina como uma ferramenta de transgressão na cultura e tradição, apresentando o feminino como um sujeito de ação e um agente modificador dos lugares de opressão. Para construir um aprofundamento no universo ficcional das autoras em tela, estabelecemos uma reflexão diante da produção de autoria feminina nos territórios africanos citados, apontando sua conexão a partir da voz feminina enunciadora que rasura valores e práticas masculinistas, nos ambientes público e privado, através da literatura. Assim, observamos a maternidade pelo viés político de análise, como debatida por Mary O’Brien (2007) e Andrea O’Reilly (2007) nos estudos feministas, atuando como um lugar de força e resistência de mulheres entre si, capaz de gerar modificações nas gerações que se seguem e questionando as narrativas históricas e seus lugares de protagonização e poder.
  • KHAYLES NOBREGA PEREIRA ALVES
  • Estética e Política na Cena Irlandesa: as Dublin Plays de Sean O’Casey
  • Orientador : SANDRA AMELIA LUNA CIRNE DE AZEVEDO
  • Data: 30/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Esta Tese apresenta uma leitura crítica das peças The shadow of a gunman (1923), Juno and the paycock (1924) e The plough and the stars (1926), trilogia conhecida como as Dublin Plays, do dramaturgo irlandês Sean O’Casey (1880-1964). Focalizando-se a relação entre Estética e Política, conflitos sociais e dramas existenciais constitutivos da ação das peças, analisados sob o enquadramento histórico dos acontecimentos políticos concernentes à independência da Irlanda, no início do século XX, avalia-se como o contexto político incide sobre a construção dramática dos textos, no sentido mesmo formulado por Raymond Williams (2002), para quem os conteúdos se precipitam em formas. Ambientada nos tenements dublinenses, a trilogia de O’Casey adota como setting os cortiços nos quais residia a população pobre da cidade, e a ação, nas três peças, decorre durante importantes eventos da história da Irlanda, como o Levante de Páscoa (1916), a Guerra Anglo-Irlandesa (1919-1921) e a Guerra Civil Irlandesa (1922-1923). Inscritas na estética teatral naturalista, essas obras apresentam uma configuração da ação trágica que se encaixa na problematização sobre a crise do drama teorizada por Peter Szondi, em seu livro Teoria do Drama Moderno: 1880-1950, obra na qual o autor discorre sobre a problemática da forma na dramaturgia moderna, no momento em que esta busca representar conteúdos fundamentalmente épicos, resultando em inconsistência na dramaticidade cênica. A estética naturalista das peças associa-se à análise do meio social por via da representação dramática de suas consequências sobre a vida humana, ou seja, denota um ponto de vista sobre as causas socais de ações nas quais os personagens sucumbem a forças políticas, sociais e econômicas, que lhes subtraem a subjetividade autônoma e voluntariosa característica dos heróis das tragédias renascentistas. Williams (2000, 2002) reconhece, contudo, que a composição dramática fundamenta-se em uma “Forma Geral” que se atualiza continuamente, como expressão das transformações tecnológicas, filosóficas, políticas e culturais que afetam as sociedades em um dado momento histórico. Para entender como esse processo se realiza nas Dublin plays de O’Casey, nosso primeiro capítulo apresenta uma revisão de dados históricos da Irlanda associados aos eventos políticos implicados nas ações das peças. O segundo capítulo revisita a teoria do drama, examinando conceitos e formulações pertinentes ao estudo crítico das Dublin Plays, cuja estética naturalista atualiza a Forma Geral das antigas tragédias nos moldes do drama social. Por fim, o terceiro capítulo expõe a análise do corpus à luz dos conhecimentos previamente discutidos nos capítulos histórico e teórico, descrevendo os processos de representação dramática empregados por O’Casey para incorporar à estrutura textual questões externas ao universo dramático, provenientes dos fatos históricos que o artista vivenciou e fez representar nos palcos.
  • RICCARDO MIGLIORE
  • REPRESENTAÇÕES DIALÓGICAS DO OUTSIDER NO CINEMA DE JIM JARMUSCH: ESTRANHOS NO PARAÍSO, GHOST DOG E PATERSON
  • Orientador : LUIZ ANTONIO MOUSINHO MAGALHAES
  • Data: 27/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Esta tese tem por objeto o cinema do diretor Jim Jarmusch, com ênfase nos filmes Estranhos no paraíso (1984), Ghost dog (1999) e Paterson (2016). Nossa categoria analítica é a do personagem. Neste aspecto, focamos principalmente em entidades ficcionais outsiders. No cinema deste realizador audiovisual não só ocorre a presença maciça de outsiders, e sim, defendemos o fato que a interação dialógica entre “diversos” oriente tanto a narrativa como a mise en scène dos vários filmes, adquirindo um papel estrutural. Através de um viés interdisciplinar, abordamos as representações do outsider no cinema de Jarmusch, cuja obra fílmica é rica em termos de “diversidade”, o que nos permite propor uma sistematização das submodalidades do outsider, onde, entre outras coisas, podemos verificar aproximações entre outsider e pícaro, outsider e malandro, outsider e beatnik, e também, outsider e poeta. Percebe-se, assim, que o outsider permeia toda a obra do cineasta, em suas multíplices vertentes e nuanças, já que a representação é meticulosamente heterogenea. Este outsider vai muito além das representações midiáticas corriqueiras, e aponta, mais do que para um marginal (embora existam personagens transgressores da lei), para toda uma variedade de estranhos que incluem: o forasteiro, o estrangeiro, personagens em trânsito, personagens desenraizados (ou que constroem uma nova identidade em um novo local), o poeta, o músico de free jazz, o deejay, o taxista noturno, um afro-samurai “(pós)moderno”, e até mesmo vampiros e zumbis. Se do ponto de vista analítico, nossa leitura dos três filmes tem como principal referência a pesquisa de David Bordwell (2007) (2008), do ponto de vista teórico, compreendemos o outsider de Jarmusch, em suas interações com outros outsiders, através do estudo bakhtiniano das interações dialógicas (1997) (1998) (2017). Além de fundamentarmos no pensamento de Mikhail Bakhtin, trabalhamos com questões como: personagens ficcionais no cinema e na literatura, através de Antonio Candido e Anatol Rosenfeld (2007) e Eder, Jannidis e Schneider (2010); a interiorização estrutural do aspecto social (supostamente exterior) no cinema e na literatura, com autores como Antonio Candido (2006) (2007); representação e identidade, através de autores como Stuart Hall (1989) (1997) (2006), Woodward (2000) e Tomaz Tadeu da Silva (2000). Vale salientar que, nesta tese, evidenciamos a forte presença de intertextualidade no cinema de Jim Jarmusch, a qual, das três obras por nós selecionadas, ocorre principalmente em Ghost dog e Paterson. E sempre em termos de embasamento teórico, sinaliza-se que o humor peculiar deste diretor torna necessária uma reflexão sobre pastiche, paródia e sátira, fato que nos leva a utilizar como referências autores como Northrop Frye (1973), Linda Hutcheon (1985) e Fredric Jameson (1991).
  • JOSE DIEGO CIRNE SANTOS
  • A DIALÉTICA SARAMAGUIANA: UM MÉTODO NARRATIVO
  • Data: 27/03/2020
  • Hora: 08:00
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  • Este trabalho se propõe a investigar a produção romanesca de José Saramago à luz da narratologia e da filosofia. Constatamos em todas as vertentes dos romances do autor, considerados maduros pelos principais estudiosos de suas produções literárias, um ponto de vista contraditório no desenvolvimento ficcional dos temas abordados, sejam eles históricos, religiosos, intimistas ou engajados. A partir disso, objetivamos comprovar que tal inclinação é o resultado estético de um método narrativo dialético. As narrativas saramaguianas escolhidas como corpus para a análise de tal procedimento estilístico são: A viagem do elefante, O homem duplicado e A caverna¬. A escolha de cada uma delas visa abranger os três assuntos predominantes na obra do escritor: o passado, a intimidade psicológica humana e a crítica social. Nossas referências essenciais da narratologia são Norman Friedman, em “O ponto de vista na ficção”; Gérard de Genette, em O discurso da narrativa; Jean Pouillon, em O tempo no romance; Theodor Adorno, em “Posição do narrador no romance contemporâneo”; Walter Benjamin, em “O narrador”; Mikhail Bakhtin, em “A pessoa que fala no romance”; Paul Ricoeur, em “Os jogos com o tempo”; e Käte Hamburger, em “O gênero ficcional ou mimético”. O suporte teórico para as discussões filosóficas de nosso estudo acerca da dialética são, prioritariamente, A República, de Platão; a Enciclopédia das Ciências Filosóficas e Fenomenologia do espírito, de Hegel; A ideologia alemã e o Manifesto comunista, de Engels e Marx, e o “Prefácio” da Crítica da economia política, de Marx. A metodologia utilizada por nosso julgamento avaliativo é o exame crítico de cada livro, respeitadas as particularidades de todos, a fim de verificarmos como esse posicionamento antitético da voz locutora se comporta esteticamente em cada eixo temático explorado por Saramago.
  • FRANCEILTON ALVES PASSOS
  • A METAMORFOSE NOS CONTOS DE FADAS DE MADAME D’AULNOY
  • Orientador : LUCIANE ALVES SANTOS
  • Data: 26/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • A proposta desse estudo é analisar o processo de metamorfose em dois contos de fadas da escritora francesa Madame d’Aulnoy (1650/1651-1705), a quem se deve o mérito pela criação da nomenclatura “contos de fadas”. Também pretendemos divulgar a obra da autora, pois poucos de seus contos foram traduzidos em língua portuguesa, sendo assim não muito conhecidos, como também escassos os estudos sobre essas narrativas entre as pesquisas acadêmicas no Brasil. Os contos selecionados para a análise foram “A gata branca” e “O ramo de ouro”. Pretendemos refletir sobre a caracterização e motivação da metamorfose das personagens, especificamente do gênero feminino. Em relação à constituição do gênero conto de fadas, abordaremos o nascimento dos contos de fadas a partir da escrita feminina, recorrente no movimento literário que ocorreu na França no século XVII, conhecido como Preciosismo. Dessa forma, traçamos um percurso histórico que começa nos mitos e na oralidade, culminando com a tradição escrita. No mais, a nossa pesquisa é de abordagem qualitativa, quanto à natureza é pesquisa básica e de procedimento bibliográfico, por conseguinte, o pressuposto teórico utilizado para embasar a discussão, organizamos da seguinte maneira: fontes históricas, através de livros, sites e trabalhos acadêmicos para abordar a biografia da Madame d’Aulnoy e o contexto em que a sua obra está inserida; também estudos que teorizam a respeito do maravilhoso, dos contos de fadas, e da metamorfose, a saber, André Jolles (1930) Clive Staples Lewis (2015), Irlemar Chiamp (2015), Jack Zipe (1979), John Ronald Reuel Tolkien (2013), Joseph Campbell (1997), Mariza B. T. Mendes (2000), Mircea Eliade (1972), Nelly Novaes Coelho (2003), Robert Darnton (1986), Vera Maria Tietzmann Silva (1985), Vladimir Propp (2002), entre outros; e ainda o específico estudo de uma pesquisadora francesa sobre a obra de d’Aulnoy, Anne Defrance (1998).
  • ANA RAQUEL DIAS SILVA LOURENÇO
  • A CONSTRUÇÃO DO PERCURSO SEMIÓTICO DA MOÇA NO CONTO DE INSPIRAÇÃO POPULAR: tradição e contemporaneidade.
  • Orientador : MARIA DE FATIMA BARBOSA DE MESQUITA BATISTA
  • Data: 03/03/2020
  • Hora: 14:30
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  • Partindo da hipótese de que as personagens femininas apresentam como objeto de valor ter um marido como forma de se sentirem completas, esse trabalho procurou analisar a ideologia presentes nos contos populares tradicionais, comparando-os com os contos escritos na contemporaneidade para verificar o que vem mudando na atitude das mulheres em relação ao assunto. Em vista disso, o objetivo geral foi analisar a personagem feminina (mulher) como sujeito semiótico do querer-ter um marido no conto de inspiração popular. O corpus constituiu-se de quatro contos que vão da tradição à contemporaneidade, dos quais dois são tradicionais e dois contemporâneos. Os primeiros foram extraídos do acervo de contos de Sylvio Romero, “A moça e o Gambᔠe “A moça e o Gavião”, do livro Contos Populares do Brasil (1885, p. 187-189). Os contemporâneos foram: “A moça Tecelã e Doze reis” e a “Moça no labirinto do vento”, escolhidos do livro de Marina Colasanti, Doze reis e a moça no labirinto do vento (1982, p.9-13, 41-46), que marcam a preponderância da literatura escrita. Apesar da diferença entre as duas modalidades de conto – oral e escrita, observa-se que os contos escolhidos têm, fundamentalmente, uma inspiração popular: foram moldados pela cultura do povo, enraizada na tradição. A proposta teórica escolhida foi a semiótica de linha francesa, descrita por Greimas e seus colaboradores da Escola Semiótica de Paris, que é tida como a ciência que estuda as significações presentes nos textos "verbais e não-verbais e sincréticos (BATISTA,2009).
  • JOSE EIDER MADEIROS
  • UM GOZO EXPLOSIVO PARA A ANTIPOÉTICA PORNOTERRORISTA DE DIANA J. TORRES
  • Orientador : HERMANO DE FRANCA RODRIGUES
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 16:00
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  • A presente dissertação busca compreender na voz dissidente da linguagem póspornográfica de Diana J. Torres, a Diana Pornoterrorista, a manifestação de um gozo por meio da antipoética, a partir das relações dialógicas entre literatura e psicanálise. Os recortes literários se debruçam na análise de “Transfrontera”, “Sin título”, “Animal” e “Mi vagina”, poemas demonstrativos do que se alicerça em Pornoterrorismo (2011) e do que se mescla enquanto ruptura de estilo característico da paródia pós-pornográfica no pós-modernismo, fenda no simbólico e na submissão à lei fálica decorrente do feminino não-todo, e infamiliar recorrência à imagética do abjeto, do grotesco e do patológico como modo de ressignificação dos corpos inscritos sob a égide imprecisa e indeterminada do queer. Para tanto, apresentamos um histórico sumário da presença de personagens putas na literatura ocidental que foram nomeadas, de modo a aproximar a marca da subjetividade na representação ficcional desde os escritos clássicos até as produções de meados do século XIX, associando essa nomeação com certo reconhecimento da constituição de sujeito nestas personagens. Logo, enveredamos na discussão teoria sobre temas relativos ao feminino como corpo pulsional, representação fantasmática no imaginário, e signo desestabilizador da ordem simbólica, a partir de variados escritos de Freud e de Lacan, e seus críticos e comentadores. De modo a ilustrar a antipoética pornoterrorista como sintoma do contemporâneo, ensaiamos aproximações em torno da intersemiose pornográfica e do gozo, através de um olhar psicanalítico, enquanto fissuras apropriadas pelo feminismo pró-sexo e pelas narrativas pós-pornográficas frente aos determinismos do império das imagens, mas criativamente vinculadas à ambivalência do feminino como indeterminável, bifurcado, fendido, terrífico.
  • THAYSE KELLY BARBOSA DA SILVA
  • A disciplinarizaçao feminina e a propriedade privada em “Senhor diretor”, de Lygia Fagundes Telles
  • Orientador : LIANE SCHNEIDER
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 15:00
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  • A presente dissertação tem como objetivo analisar o conto “Senhor Diretor”, de Lygia Fagundes Telles. A obra foi publicada no livro de contos “Seminário dos Ratos” e veio a público no final da década de setenta, mais precisamente 1977, um período da história em que os valores patriarcais ainda vigoravam fortemente, apesar das importantes mudanças de comportamento que começaram a se operar na sociedade brasileira no século XX, devido aos movimentos políticos que questionavam esses valores, principalmente no que se refere aos arranjos de gênero. Deste modo, a análise do conto parte de uma proposta que tem como principal interesse ponderar sobre como essas ideologias interferiam diretamente na vida das mulheres, através da personagem principal, Maria Emília, cujo protagonismo está personificado em uma relação existente entre seu corpo disciplinarizado, devido à imposição patriarcal, e a angústia de estar submersa em um campo de inúmeras contradições internas e determinações, ainda que inconscientemente. Dessa forma, analisaremos como essa disciplinarização feminina é compreendida enquanto um fator histórico, tendo sua raiz no patriarcado, o qual, por sua vez, tem origem com o surgimento da propriedade privada, fazendo-nos pensar que a questão da opressão da mulher (seja ela financeira, sexual, etc.) está diretamente ligada à questão de classe. Além disso, a proposta de análise alcança a forma do texto, pensando na narrativa, fator elementar e de extrema importância para que essas mesmas contradições internas vivenciadas pela protagonista possam ser visualizadas. Para embasamento da nossa pesquisa, utilizaremos alguns pressupostos teóricos, como textos de Susana Borneo Funck (2011), Foucault (2006), Constância Lima Duarte (2003), Frederich Engels (1887), Mary Del Priore (2007), entre outros, a fim de dar o embasamento histórico e cultural o debate sobre gênero que desenvolvemos.
  • GUILHERME DE OLIVEIRA DELGADO FILHO
  • Máscaras de Ezra Pound em Personae (1909): uma tradução comentada
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • Poeta de inegável importância para a moderna poesia de língua inglesa, o estadunidense Ezra Pound (1885-1972) é a grande motivação deste trabalho. Seu terceiro livro de poemas, Personae, de 1909, é aqui entendido como um título paradigmático por reunir sistematicamente a formulação das chamadas “máscaras poundianas”: máscaras pelas quais Pound se apropriava das personae de poetas do passado através de um exercício complexo na adoção da técnica, voz ou características desses mesmos autores no intuito de revivificar e reapresentar tradições que julgava importantes, mas também moldar uma linguagem pessoal, conforme apontou Brooker (1979). Nossos objetivos gerais foram colaborar para que a tradução e recepção do autor no contexto brasileiro se aproxime de suas múltiplas facetas, atenuando o lapso que ainda se observa sobre sua obra poética, e destacar a importância do período em questão para os desdobramentos de sua obra posterior. Nosso objetivo específico foi realizar uma tradução comentada de seis poemas de Personae (1909) centrados em três autores fundamentais para a poesia inicial de Ezra Pound: Robert Browning (1812-1889), François Villon (1431-1463?) e William Butler Yeats (1865-1939). Nossa tradução procurou comentar não apenas o diálogo que Pound manteve com esses poetas, e a maneira particular como ele os absorveu em sua poesia, mas sobretudo os meios de que nos valemos para responder aos anseios de nossa teoria, que prezou por relativizar extremos e assumir uma perspectiva prática de tradução a partir de reflexões de Britto (2012) e Flores (2014). Em meio ao processo de análise, utilizamos Campos (2015), Meschonnic (2010), Spina (2003 [1971]) e sobretudo Britto (2005) para destacar possíveis correspondências formais e funcionais entre original e tradução e refletir sobre as possibilidades de recriá-las com êxito. Nossos resultados apontam para a pertinência de uma discussão mais ampla sobre a historicidade contida nas formas poéticas tradicionais, para a importância da forma para Ezra Pound e para uma revalorização de sua poesia inicial.
  • PEDRO PAULO NUNES DA SILVA
  • Transferências linguístico-culturais em An invincible memory de João Ubaldo Ribeiro: a autotradução de palavras sufixadas por -inho à luz da estilística de corpus
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 13:00
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  • Viva o povo brasileiro foi traduzido para diversos idiomas, dentre as línguas estão o alemão, o holandês, o sueco, o francês e o espanhol. Todavia, para a língua inglesa, o próprio autor realizou uma versão para este idioma, por consequência, uma autotradução. O romance foi publicado, em 1984, e sua autotradução, An invincible memory, em 1989. Ambos os textos se tornam, portanto, uma fonte para estudos no campo disciplinar dos estudos tradutológicos, sendo um deles a atual pesquisa. Neste estudo, analiso o uso do sufixo -inho em corpus comparável monolíngue, a fim de verificar se o sufixo -inho é uma característica linguístico-cultural brasileira por meio de comparações e contrastes em subcorpora contendo textos literários lusitanos, brasileiros e textos traduzidos para o português, e, com isso, poder tratar o uso do sufixo por João Ubaldo não apenas como aspecto estilístico seu, mas como uma particularidade que parece existir proeminentemente no português brasileiro. Além disso, investigo a circulação de obras ubaldianas traduzidas, de forma a observar se houve indícios que motivaram a realização da segunda autotradução ubaldiana e perceber as implicações linguístico-culturais dessa circulação sobre o texto autotraduzido (An invincible memory). Por fim, cotejo a mediação intercultural autotradutória realizada por João Ubaldo no corpus paralelo bilíngue Viva o povo brasileiro/An invincible memory com atenção especial sobre as palavras sufixadas por -inho. Esta pesquisa baseia-se em autores que descrevem os aspectos morfológicos do sufixo -inho (FERRARI NETO, 2014; GONÇALVES, M. 2006; ROSA, 2005; SANTANA, 2017; e outros), em pesquisadores que apresentam aspectos socioculturais desse mesmo afixo, considerando as interfaces com a sociedade, a línguas e a cultura (FURTADO DA CUNHA, 2016; MARTELOTTA; KENEDY, 2015; OLIVEIRA; WILSON, 2015; SOUZA, 2015; e outros), em teóricos que expõem sobre a estilística (MARTINS, 2011; MONTEIRO, 2009, 2002; RODRIGUES, M. 2009; SIMPSON, 2004, 1997; e outros), a linguística de corpus (BERBER SARDINHA, 2004; CHENG, 2012; VIANA, 2010, 2008; e outros) e a estilística de corpus (FISCHER-STARCKE, 2010), mas, principalmente, em autores que estão inseridos nos estudos tradutológicos (AUBERT, 1998; GENTZLER, 2009; HEILBRON, 1999; OUSTINOFF, 2011; e outros). Os resultados, no corpus comparável monolíngue, apontam que o uso do sufixo -inho está atrelado ao comportamento sociolinguístico-cultural do homem cordial descrito por Holanda (1995) como aquele que se abstém da polidez para dar lugar à intimidade e que, muitas vezes, revela-se em seu socioleto através do uso quase irrestrito e frequente do sufixo -inho, logo, uma característica sociolinguístico-literário-cultural brasileira. Além disso, a análise também aponta que o segundo romance ubaldiano autotraduzido ocorreu devido a fatores inerentes à circulação de outras obras literárias ubaldianas traduzidas. Por fim, o corpus paralelo bilíngue apresenta uma leve vantagem numérica para as traduções indiretas em comparação às traduções diretas. Consequentemente, tais quantificações indicam que a tradução de palavras sufixadas por -inho estão mais atreladas a uma mudança considerável da forma e/ou da função do sufixo -inho de maneira a indicar uma domesticação por parte da autotradução. Por outro lado, é notório que a diferença numérica não é tão díspar e, por isso, também corroboram para uma perspectiva que a autotradução se guiou por uma ideologia de não apagamento de aspectos linguístico-culturais. Em vista disso, há um equilíbrio entre resistência e adaptação à língua-alvo e suas culturas correspondentes, isto é, uma autotradução que parece conter estrangeirização e domesticação em níveis semelhantes.
  • RAYSSA KELLY SANTOS DE OLIVEIRA
  • AS INTERMITÊNCIAS DO CORAÇÃO SELVAGEM: (sub)versões do feminino na prosa Clariciana
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:30
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  • Desde os primórdios da civilização, a questão dos papéis sociais é teorizada de maneira complexa e diversificada, sobre a qual recaem discursos, por vezes, inconformes, originários de distintos setores da sociedade, que se aplicam as igrejas, universidades, escolas, entre outros. No tocante à mulher, esses dispositivos de poder engendram, amiúde, estigmas que se inscrevem na utopia da fragilidade, covardia e vulnerabilidade. O desempenho em esfacelar e aniquilar esse feminino edificou diálogos que, perversamente, autoriza o masculino a fragmentar a existência daquele enquanto sujeito autônomo, sinalizando um arquétipo de inferioridade. Essa deturpação estende-se, pois, aos tempos vigentes e, não menos, às artes. Com o ensejo desse panorama social é que a literatura de autoria feminina brasileira insurge como resistência aos desígnios patriarcais e perpetua um modelo de denúncia, no qual explora protagonismos antes usurpados. É nessa seara que nos deparamos com a escritura de Clarice Lispector. O universo feminino da autora perpassa a profundidade dos sentimentos e assola a imposição do silenciamento, vozeando a anunciação desde o íntimo das almas ao externo da convivência, reativando a multiplicidade do (não) pertencer. Em seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem (1943), essas nuances surgem moldando a subjetividade de Joana. A obra aborda as fases da vida da protagonista sob o prisma da descoberta e da liberdade, cujos contornos ainda são demarcados pela instituição familiar patriarcal, e, por consequência, por valores que priorizam o contexto religioso que, por sua vez, imputam a mulher a se (re)conhecer na condição da “boa e dedicada esposa”, enclausurando seus desejos e anseios. A narrativa rompe com esses preceitos utilizando-se da heroína como representante de uma trajetória transgressora. A travessia entre o ser e o tornar-se revela um feminino que desafia a disciplina e dissipa a norma em razão do direito autoral de seu próprio instinto, transformando a estabilidade da impossibilidade em percursos plurais e factíveis. A fim de corroborar com nossa análise, utilizaremos o arcabouço teórico de Zolin (2009), Lins (2012), Beauvoir (1949/2009), Telles (2004), dentre outros para tratar da subversão feminina. Dessa forma, buscaremos, dentro do romance Clariciano, as faces desse feminino em ebulição, que subverte e se (des)constrói a todo instante.
  • BRENDA MARIA PEREIRA DE PONTES
  • A crítica literária de Ana Cristina Cesar: verdade e máscara
  • Data: 19/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho consiste na investigação da produção crítica da poeta, tradutora e crítica literária contemporânea brasileira Ana Cristina Cesar, a partir da problemática da relação ficção-realidade, tema frequentemente abordado pelos estudiosos de seus escritos poéticos, mas ainda não discutido de maneira ampla em seus textos críticos. Para tanto, dedicamo-nos aos textos de Literatura não é documento (1980) e Escritos no Rio (1993), publicados posteriormente em Crítica e Tradução (2016), cujos objetos frequentes são a poesia marginal, os gêneros autobiográficos, o próprio exercício crítico e o cinema documentário. Na referida compilação, Cesar apresenta uma posição de questionamento sobre questões concernentes à verdade e à máscara, reverbera as proposições de teóricos de inclinação estruturalista e pós-estruturalista, além de levantar uma proposta de estetização da realidade em obras ficcionais, que se entrevê ao longo de sua trajetória crítica. Quanto ao suporte teórico de nossa pesquisa, voltamo-nos aos postulados de viés historiográfico de Flora Süssekind (2004), Heloísa Buarque de Hollanda (2004), Ítalo Moriconi (2016), a fim de abordarmos a literatura da década de 1970; Roland Barthes (2004), no tocante ao discurso crítico e autoria; Michel Foucault (2011), no que concerne a função autor e a escrita de si; e Michael Hamburger (2007), no tocante à ideia de máscara. Assim, levando em consideração o que pesquisamos e discutimos ao longo dessa dissertação, chegamos à conclusão de que as propostas de estetização e fingimento são as principais perspectivas a partir das quais Cesar reflete a literatura, o que revela ainda uma atitude independente de seus posicionamentos crítico-teóricos, em detrimento às inclinações dos estudos literários vigentes na época no Rio de Janeiro.
  • ELLEM KYARA PESSOA DOS SANTOS
  • A Linguagem Regional-Popular em Jessier Quirino: Um Estudo Léxico-Semântico
  • Data: 14/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho apresenta considerações acerca da linguagem regional-popular utilizada pelo escritor paraibano Jessier Quirino, com o propósito de identificar e descrever o léxico regional característico da região do Nordeste brasileiro. É neste viés, que o objetivo central de nossa pesquisa é inventariar, em um glossário, a linguagem regional-popular do escritor Jessier, assegurando, assim, que a sociedade atual e as gerações futuras, bem como pesquisadores da área tenham acesso a este acervo linguístico-cultural. Tal objetivo é justificado pela riqueza de expressões regionais que as obras em estudo apresentam, desta maneira, podemos atestar que uma pesquisa deste teor contribui para a preservação dos falares regionais, como também comprova a riqueza cultural do Nordeste brasileiro, enaltecendo, ainda, a escrita literária de escritores regionalistas como Quirino. Tornando, desta maneira, esse tipo de linguagem, ainda pouco estudada, reconhecida não somente no meio acadêmico, mas na sociedade em geral. Nesta perspectiva, nosso estudo se fundamenta nos pressupostos teóricos da Dialetologia, Sociolinguística, Etnolinguística, Lexicologia, Lexicografia e da Semântica, que serão utilizados conforme Aragão (2005), Biderman (2001), Borba (2002), Cardoso (2016), Coseriu (1977), Pottier (1972), entre outros. Quanto ao corpus da pesquisa, este é composto por quatro obras quirinianas, a saber: Prosa Morena (2005), Bandeira Nordestina (2006), Berro Novo (2009) e Papel de Bodega (2013). Tais obras poéticas representam, com propriedade, a linguagem regional utilizada pelo povo nordestino. Diante disso, fica notória a importância de um glossário léxico-semântico, haja vista que este pode exercer, dentre tantas funções, a função de patrimônio histórico de uma dada comunidade linguística, possibilitando, portanto, o conhecimento e a preservação dos falares regionais. Por fim, inferimos que no corpus analisado foi possível identificarmos dentro daquilo que depreendemos como linguagem regional/popular: neologismos, arcaísmos e expressões nordestinas de uso corrente na língua.
  • JOAES CABRAL DE LIMA
  • PETER PAN DE MONTEIRO LOBATO: ENTRE CAPAS E ILUSTRAÇÕES, UM OLHAR NOS PROTOCOLOS DE LEITURA
  • Orientador : DANIELA MARIA SEGABINAZI
  • Data: 13/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • Os protocolos de leitura, em seus diversos aspectos e usos, que abarcam a estrutura do livro concernente a todo o seu projeto gráfico editorial, são usados como elementos antecipadores do texto, devido à sua carga narrativa, da mesma forma que também norteiam a leitura, explicando determinados itens; organizando sua ordem; resumindo capítulos, além de, no caso da ilustração, estabelecendo uma relação discursiva com o próprio texto, como bem evidenciam CARVALHO (2008), CAVALCANTE (2010) e ARANTES (2019). Tendo em vista a importância dos protocolos de leitura, que embora sejam pouco estudados no meio acadêmico, mas evidenciados por teóricos em seus estudos acerca da leitura, como CHARTIER (1990), SCHOLES (1989), ROSA (2016), MARTINS (1989), BASTIANETTO (2005) entre outros, esta dissertação objetiva avaliar as diversas mudanças que ocorreram ao longo do tempo nas capas e ilustrações internas da adaptação de Peter Pan, realizada por Monteiro Lobato em 1930, por meio dos protocolos de leitura e da própria história cultural. Além disso, evidenciamos as muitas edições adaptadas e traduzidas que foram realizadas por diferentes editoras brasileiras. Para a realização deste trabalho partimos de uma metodologia centrada na pesquisa bibliográfica a partir de dissertações, teses e das próprias obras infantis de Lobato, em especial, as várias edições da adaptação de Peter Pan. Também se fez necessário uma pesquisa biográfica de Monteiro Lobato, dada a sua relevância na construção do mercado editorial brasileiro nos primeiros decênios do séc. XX e da sua contribuição como autor e inovador no campo da literatura infantil brasileira. Desta forma nos foi possível identificar mudanças significativas tanto no projeto gráfico das muitas edições da adaptação realizada por Lobato, como também em relação a elementos textuais.
2019
Descrição
  • LUIZA HELENA COSTA
  • BERTOLEZA, DE ALUÍSIO AZEVEDO: A REPRESENTAÇÃO DA NEGRA LIVRE EM SUA TRAJETÓRIA DE RESISTÊNCIA
  • Data: 13/11/2019
  • Hora: 14:00
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  • Com esta pesquisa objetiva-se realizar um estudo a respeito das configurações da mulher negra na narrativa azevediana e de suas formas de resistência, de maneira mais particular, a partir do perfil de Bertoleza, personagem que habita o cortiço ficcional de Aluísio de Azevedo. Nessa intenção, tentamos apreender os mecanismos e maneiras com as quais o romancista maranhense, em estreita aproximação com os ideais naturalistas de sua época, elabora esta personagem. Nossa análise se fundamenta, primordialmente, nas contribuições de Candido (1993), Soethe (2007), Nogueira (1999), Santos e Canuto (2017), Almeida (2010), Silva (2008), Linhares (2015) e Mott (1991). Sendo assim, tecemos uma reflexão sobre a representação da mulher negra livre que, ao longo da narrativa, reinventa-se como sujeito ativo em sua trajetória de resistência.
  • THAMIRES NAYARA SOUSA DE VASCONCELOS
  • O LOBO EXPIATÓRIO: O RITO SACRIFICIAL E A TENTATIVA DE RESTAURO DA ORDEM SOCIAL NA DITADURA SALAZARISTA, EM OS CUS DE JUDAS
  • Data: 30/09/2019
  • Hora: 14:30
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  • A presente dissertacao dedica-se a analisar a obra Os Cus de Judas (1976), do escritor portugues Antonio Lobo Antunes. Narrada em primeira pessoa, a obra apresenta o relato de um medico inominado que exprime os traumas de sua experiencia agonica durante a Guerra Colonial em Angola (1961-1974), onde atuou como combatente pelo periodo de vinte e sete meses. Refem das obrigacoes patrioticas, a personagem desvela como as violacoes perpetradas pelo – e para - Estado Novo (1933 – 1974) transformou a em um sujeito identitariamente desmembrado e cativo de uma guerra sem fim. Neste sentido, a presente investigacao adota como hipotese que a obra recupera e ressignifica os pressupostos formulados por Rene Girard, em sua obra a Violencia e o Sagrado (1990)acerca do sacrificio. Apesar de transitar no ambito simbolico, a possibilidade de leitura apresenta-se como um caminho dotado pertinencia, visto que, conforme defende Girard (1990), os mecanimos vitimarios produzidos pelas sociedades com fins de expurgar o caos e restituir a ordem metamorfosea-se, nao adotando assim, uma forma unica de possibilidade existencial. Destarte, avaliamos que o corpus adotado, atraves do testemunho, nos permite romper com as fronteiras entre o privado e o publico,ao retratar com crueza a experiencia de repressao e desumanizacao implementada pela politica colonial salazarista em solo africano. Ademais, destacamos que o exercicio ficcional, nos possibilita uma (re)leitura acerca da ruptura do selfda personagem, um sujeito que submerso em um novo paradigma, o pos-colonial, nao mais reconhece Portugal como sua patria apos os desmandos vivenciados durante a Guerra. Isto posto, destacamos que nosso enfoque sera dado sobre um espectro que vai desde a violencia politica explicita ate as formas mais silenciosas e menos manifestas, mas nao menos presentes e destrutivas, na obra antoniana. A fim de embasar nossa analise, utilizamos os pressupostos girardianos do sacrificio e bode expiatorio de Rene Girard (1990) e (2009) aplicando-o a luz da posmodernidade, com o auxilio das compreensoes acerca da violencia de Michel Foucault (2012) e (2013), Giorgio Agamben (2014). Pierre Bordieu (1989), Judith Butler (2015), perpassando pelas teorizacoes de Benedict Anderson (2006),acerca do nacionalismo e os sacrificios que a manutencao nacao exige e alcando os estudos pos-coloniais acerca da fragmentacao do eu desenvolvidos por Stuart Hall (2002), dentre outros.
  • GEOVANNA DAYSE BEZERRA SILVA
  • A REDE LANÇADA ÀS AGUAS: A SIMBOLOGIA DA ÁGUA EM O OUTRO PÉ DA SEREIA, DE MIA COUTO
  • Data: 30/09/2019
  • Hora: 10:00
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  • O presente trabalho tem como objetivo tecer uma análise do romance O outro pé da sereia, de Mia Couto. O estudo é desenvolvido a partir da categoria simbologia da água. Para fundamentar nossa análise, utilizamos as contribuições teóricas de Eliade (1991, 1992, 2010, 2011), Frye (2014), Chevalier e Gheerbrant (2016), Bachelard (1994, 1997, 2009), Durand (1993), entre outros. A proposta da análise é apresentar uma tipologia do elemento água, relacionando-a aos dois personagens selecionados: Mwadia Malunga e Nimi Nsundi. Observamos que as formas simbólicas em que o elemento água se manifesta, o rio e o mar, estão intrinsecamente ligadas aos personagens Mwadia e Nsundi, respectivamente. Por meio da análise constatamos que ambos os personagens possuem relação de semelhanças e diferenças. A semelhança se dá pela presença do elemento água na trajetória de Mwadia e Nsundi. A diferença se dá quanto ao comportamento que cada um tem diante dos acontecimentos: Mwadia é a tranquilidade da correnteza do rio, é a constância; o temperamento submisso diante do marido, da mãe e daqueles que a cercam, demonstram sua maleabilidade em seguir o curso do rio de acordo com a correnteza. Nsundi representa as instáveis e bravias águas do mar: de temperamento impetuoso, não hesita em transgredir as ordens dos sacerdotes que estão à frente na viagem. É imprevisível como como as águas do oceano, por vezes manso, suave; outrora avassalador. Mesmo com essas diferenças notórias em seus comportamentos, os dois personagens são semelhantes em sua essência, pois ambos são permeados pelo mesmo elemento norteador em suas vidas: a água.
  • LAURA MARIA DA SILVA FLORETINO
  • MÁCULA CLERICAL E JOGOS ADÚLTEROS NOS FABLIAUX MEDIEVAIS
  • Data: 03/09/2019
  • Hora: 14:30
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  • EM BREVE
  • EDITH ESTELLE BLANCHE OWONO ELONO
  • ANÁLISE DESCRITIVA DA TRADUÇÃO PARA O INGLÊS DA OBRA MISSION TERMINÉE, DE MONGO BETI
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 14:30
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  • Esta dissertacao de mestrado analisa a traducao para a lingua inglesa da obra Mission Terminee, do escritor camaronense Mongo Beti (1932-2001), publicada pela primeira vez em 1956. Publicada em 1958 na Inglaterra, a traducao ganhou o titulo Mission to Kala e foi realizada pelo britanico Peter Green. No mesmo ano, a mesma traducao foi publicada nos Estados Unidos da America sob o titulo Mission Accomplished (1958). Esta pesquisa debruca-se sobre a edicao de 2008, publicada pela Mallory International (London) em sua colecao Classic African Writing. A analise se baseia nos Estudos Descritivos da Traducao (EDT), com foco na teoria de Jose Lambert e de Hendrik Van Gorp (1985), que apresenta um esquema de analise das traducoes. Conforme os autores, e um modelo que comporta quatro aspectos: a coleta de dados preliminares, o nivel da macroestrutura, o nivel da microestrutura e por fim o nivel do contexto sistemico. E a partir desses niveis que descrevemos, observamos e analisamos a traducao da obra, comparando-a com o texto fonte nao para apresentar um julgamento sobre ambos os textos, mas com o intuito de perceber com clareza as decisoes tomadas pelo tradutor. A partir disso, as escolhas feitas pelo tradutor em sua tarefa de recriacao passam, entao, a ser analisadas conforme as perspectivas de Haroldo de Campos (2009) e Paulo Henriques Britto (1999), complementadas com as abordagens sobre a reescrita e a manipulacao textual de Andre Leverere (2007). Outros estudos, tais como os de Gerard Genette (2009) e de Marie-Helene Catherine Torres (2011), esta ultima engajada no fortalecimento dos estudos da traducao no Brasil, tambem sao utilizados para a discussao sobre paratextos. Quanto a literatura africana e as pesquisas sobre a vida do autor, os seguintes autores foram considerados: Ait-T-Aarab (2012), Habiballah (2009), Mokam (2009), Bishop (1988) Djiik (2011), Senghor (1967). A partir da analise deste estudo, constatou-se a mudanca de significados, da pontuacao, o uso de explicacoes extensas (muitas palavras) que nao acrescentam de forma alguma o sentido da frase em termos de significado. Verificou-se tambem a presenca de algumas escolhas problematicas que dao uma imagem equivocada da cultura do texto fonte. Com isso, entendemos que a recriacao textual por meio da traducao oferece ao leitor alvo, a oportunidade de construir novos significados acerca da obra e o tradutor e visto ao mesmo tempo como um novo membro da cultura fonte por ter conseguido penetra em sua intimidade mantendo a propria individualidade cultural.
  • LÍVIA CAVALCANTE GAYOSO DE SOUSA
  • A POÉTICA DE FERNANDO PESSOA NAS CANÇÕES-POEMAS DE MARIA BETHÂNIA: UM OLHAR SEMIÓTICO
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 14:30
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  • A juncao da cancao com a poesia suscita investigacoes dos mais variados matizes, uma vez que os objetos permitem leituras varias, a partir de concepcoes teoricas diversificadas. No contexto da Musica Popular Brasileira, a interprete Maria Bethania tem como habito inserir o dizer poetico nos seus espetaculos musico-teatrais, fazendo uma interligacao significativa entre esses elementos, cujo produto e observado por meio de suas performances. Nessa conjuntura, a poetica de Fernando Pessoa surge como materia-prima recorrente, tomada pela artista para a elaboracao daquilo que, neste trabalho, convencionou-se chamar de cancao-poema. Considerando esse contexto, o problema levantado na presente dissertacao e: como analisar, por um vies semiotico, a poetica de Fernando Pessoa nas cancoes-poemas de Maria Bethania? O trabalho, portanto, tem por objetivo apresentar uma possivel leitura das cancoes-poemas, a partir da analise do proprio texto literario, utilizando-se de teorias como a de Charles Sanders Peirce, Luiz Tatit e Algirdas Julius Greimas. Tem-se, inicialmente, um levantamento de fortuna critica acerca da trajetoria poetico-musical dos dois artistas, Pessoa e Bethania, bem como sobre a forma como a ultima constroi os seus espetaculos, a partir de um roteiro construido pela interligacao entre a musica, a poesia e o teatro, o que nos traz, como consequencia, uma manifestacao cenica repleta de signos capazes de produzir sentidos mais abrangentes, se comparados, por exemplo, com uma analise isolada dos elementos musica e poesia. Nessa perspectiva, investigou-se a incidencia da obra pessoana nos discos e espetaculos de Maria Bethania e, em seguida, propos-se uma leitura semiotica de cinco cancoes-poemas extraidas desse corpus. Espera-se, desse modo, contribuir com a proposta de ampliacao de sentidos produzidos pelas cancoes-poemas, permeadas pela atuacao performatica – e carregada de signos – de Bethania nos palcos..
  • HAROUDO SATIRO XAVIER FILHO
  • REVERBERAÇÕES DO ARQUÉTIPO DA FADA NO ROMANCE "JONATHAN STRANGE & MR. NORRELL", DE SUSANNA CLARKE
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 13:30
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  • EM BREVE
  • SUELEN OLIVEIRA DE BRITO
  • ENTRE PRÁTICAS E APROPRIAÇÕES: OS GÊNEROS RETÓRICO-POÉTICOS DO FOLHETO DE AMBAS LISBOAS (1730-1731)
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa busca dar visibilidade aos generos retorico-poeticos pertencentes ao Folheto de Ambas Lisboas (1730 – 1731) bem como procura investigar a relacao entre esse folheto jocoso e o periodico oficioso Gazeta de Lisboa Occidental (1715-1760). Assim, pretendemos reconstruir as praticas de escrita de generos que circulavam em Lisboa - Portugal no seculo XVIII. Nesta analise, utilizamos procedimentos previstos e aplicados pelas convencoes letradas em vigencia no periodo (PECORA, 2001) de circulacao do folheto jocoso atribuido a Jeronimo Tavares Mascarenhas de Tavora e a seu colaborador Victorino Jose da Costa. Para tanto, foi realizada uma catalogacao dos generos retorico-poeticos presentes no Folheto e a analise qualitativa dos generos retorico-poeticos, buscando demonstrar o jornal como um espaco experimental que dava vazao a producao escrita da epoca. O estudo fundamenta-se, metodologicamente, na Historia Cultural, que lancou um olhar diverso do que comumente se tem sobre os objetos literarios do passado, concebendo-os como fruto de um tempo historico, agregando valor ao suporte e considerando objetos e autores relegados, apagados e preteridos em razao de uma visao anacronica presente na Historiografia Literaria que os condenou ao esquecimento e silenciamento. Desse modo, importa-nos observar as prescricoes da historiografia da epoca para esses generos, o lugar de fala dos redatores, a importancia do suporte na circulacao e propagacao dos generos retorico-poeticos, as demandas impostas aos generos e a educacao retorica da epoca. Para isso, consideramos os estudos de Barbosa (2007; 2017), Carvalho (2007), Chartier (1990; 1991; 1999; 2004), Gama (1846;1851), Hansen (2013), Honorato (1879), Lopes Moraes (1856), Machado (1746), Mattoso (2011), Mckenzie (2004), Mello Moraes (1856), Moraes Silva (1789) Mota (2003; 2005) e Pecora (2001), Quintiliano (2015) entre outros. Para realizacao desta pesquisa, recorremos aos arquivos eletronicos do Folheto de Ambas Lisboas e a Gazeta de Lisboa Occidental (1715-1760) da Biblioteca Nacional de Portugal.
  • ROSEMERI VERISSIMO SANTANA DA COSTA
  • A ESCRITA DE SI COMO RESISTÊNCIA E DESCLAUSURA EM CARTAS DE AMOR, DE SÓROR MARIANA ALCOFORADO
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa de cunho qualitativo e bibliografico toma como objeto de estudo o livro Cartas de Amor (1992), cuja autoria se atribui a freira portuguesa Mariana Alcoforado (1640-1723). Esta edicao que utilizamos e de uma retroversao, feita pela escritora brasileira Marilene Felinto, uma vez que as cartas foram publicadas em sua versao princeps, intitulada Lettres Portugaises traduites em francois, em 1669, na Franca. A obra e composta por cinco missivas, provavelmente enderecadas a Noel Bouton de Chamilly (1636-1715), oficial frances com quem Soror Mariana haveria se relacionado amorosamente no periodo das Guerras da Restauracao (1640-1668). Para alem das duvidas que existem a respeito da quantidade de cartas, da ordem em que estao dispostas, da autenticidade e/ou da autoria, objetivamos analisa-las a luz das categorias da resistencia e da desclausura, sob a otica dos Estudos Culturais e de Genero, considerando essa producao uma escrita de si. Portanto, trazemos a tona mais uma escrita feminina, no sentido de prosa de ficcao, e uma escritora, sobretudo se atentarmos para o seu carater vanguardista, haja vista que o romance epistolar ganha notoriedade somente no seculo XVIII. Desse modo, privilegiamos o debate acerca da cultura letrada em setecentos, com foco para a literatura conventual feminina, evidenciando assimetrias entre generos nesse espaco, as quais fundamentam e justificam nossa proposta investigativa. Entao, aqui apresentamos uma nova leitura, entre as tantas possiveis para as cartas de Alcoforado, buscando apontar o potencial dessa escrita para a conquista de novos espacos de discurso para aquela que as produziu. Para isso, centramo-nos nos estudos de Morujao (2002; 2011; 2015), Anastacio (2013), Rector (1999), Garretas (1990), Perrot (2005; 2008), Foucault (1992), Figueiredo (2013), Arfuch (2010), Gameiro (2012), Lejeune (2014), Barthes (1981), Bourdieu (2012), entre outros
  • SILVIO TONY SANTOS DE OLIVEIRA
  • OS ENIGMAS DO CORPO FALANTE: A HISTERIA COMO EXPRESSÃO DA FEMINILIDADE
  • Data: 22/08/2019
  • Hora: 18:00
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  • Desde os primordios das primeiras civilizacoes, embasadas no matriarcado, e, posteriormente, a insurreicao do patriarcado, a sexualidade humana pode ser vislumbrada nos mais diversos vestigios historicos: pinturas, esculturas, registros rupestres entre outros. O feminino, em particular, e seu erotismo, de acordo com o tempo e a transicao sociocultural, transitam entre lugares sociais de exaltacao e condenacao; supremacia e subversao; sagrado e profano. Durante o matriarcado, periodo que corresponde, aproximadamente ao paleolitico e neolitico, o corpo feminino e exaltado por meio da fertilidade. O divino e o erotico se fusionam nas imagens divinizadas de entidades que se relacionam com a natureza e se materializam na nas multiplas estatuetas da virgem de venus. Em relacao ao feminino, o masculino se mostra como uma figura a parte: nao havendo lacos subversivos entre os dois generos. Em contrapartida, a fragmentacao do matriarcado culmina em uma derrocada da exaltacao do feminino. A fertilidade, de uma condicao sagrada, no contexto patriarcal, passa a ser vista como uma forma importante de preservacao das culturas e sociedades antigas, porem destituida de qualquer simbologia sagrada. O corpo feminino passa a configurar um hiato em relacao ao erotismo: No contexto greco-romano, berco socio-historico do cultural da sociedade ocidental, a mulher passa a ser compreendido como um componente subalternizado em relacao a figura masculina. Entre os helenicos, as figuras de esposa e mae, restritas as delimitacoes do oikos, sintetizam a visao patriarcal sobre o feminino. Consequentemente, os latinos, por meio de suas aproximacoes culturais historicas com a cultura grega, ratificam as percepcoes de um feminino submisso e constantemente atrelado a tutela masculina. Ja no periodo medieval, a partir do seculo V d. C., os estereotipos da mulher e da feiticeira se confundem de forma indissociavel acarretando estigmas e perspectivas alicercadas na misoginia. Na visao do cristianismo e de seus representantes, a mulher e o diabo se fundem nas inumeras tentativas de corromper os mais desatentos homens, levando-os a perdicao de seus espiritos, e afrontando o divino, por meio da profanacao do corpo, templo sacrario do espirito de Deus. O pecado se personifica na mulher medieval pela intermediacao da amaldicoada personagem biblica Eva. Correlatamente a esses cenarios historicos, os periodos seculares a frente ate os limiares do seculo XIX pouco apresentaram em avancos no que tange as visoes sociais sobre a mulher e sua sexualidade: fonte de satisfacao masculina e detentora de um corpo destinado a reproducao reverberaram ao longo dos anos. Nesses parametros historicos, a insurreicao da histeria feminina se mostrou perene, obedecendo sempre a uma caraterizacao sintomatica em cada epoca. Sexualidade e os sintomas enigmaticos acabam por se interlacarem de forma singular. A hystera, na visao de filosofos e medicos, apresenta ligacoes proximas com um animal errante e obcecado pela fertilidade. Uma perspectiva fundada na metafisica, defendida pelos religiosos medievais, associavam as histericas as manifestacoes demoniacas empreitadas pelo inimigo da fe crista. A partir do seculo XVII, paulatinamente, a histeria, anatomicamente, migra do ventre para o cerebro e, por vezes, concilia com uma posicao de descrenca por parte da medicina, em sua existencia. Essas denotacoes, dirigidas a histerica, acabam por ser encenadas nas manifestacoes culturais como a literatura. As personagens femininas, dos romances, do periodo oitocentista, apresentam-se acometidas por sintomas que lhes atribuem caracteristicas de adoecimento. Debilitadas, fragilizadas ou ate mesmo loucas, essas personagens sao, costumeiramente, vislumbradas como fragilizadas e submissas diante de um pathos devastador. Por meio de uma interface entre psicanalise e literatura, galgamos debrucar um outro olhar sobre a histeria feminina: a histerica, longe de ser uma personagem debil, se apresenta-se subversiva diante da cultura patriarcal e seus prismas. Para tanto, Lancamos mao de um estudo do romance oitocentista circunscrito pelas obras O homem (1887), de Aluisio de Azevedo e A carne (1888), de Julio Ribeiro. Nesses corporas, vislumbramos Magda e Lenita, respectivamente, que diante das vicissitudes culturais, responsaveis pela interdicao do desejo, gozam a partir da imposicao de uma feminilidade subversiva, ofertada pelos sintomas histericos. Nossas consideracoes teoricas, que buscam resgatar a histeria do campo patologico, defendido pela psiquiatria, e alca-la ao campo da subjetividade psiquica, sao fundamentadas nas contribuicoes teoricas de Sigmund Schlomo Freud (1856-1939) e Jacques-Marie Emile Lacan (1901-1981). Nesse sentido, por meio do corpo, Magda e Lenita ostentam uma feminilidade enigmatica que destoa dos preceitos estereotipados, da sociedade oitocentista, acerca do feminino e de sua sexualidade.
  • ERICK FRANCE MEIRA DE SOUZA
  • As Bucólicas de Públio Vergílio Maro: tradução e estudo à luz de aparato filológico e de simbologia da flora
  • Data: 09/08/2019
  • Hora: 09:00
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  • As Bucolicas (ou Eclogas) do poeta romano do periodo classico, Publio Vergilio Maro, ha mais de dois milenios vem sempre (re)despertando o interesse de leitura e estudo literario, quer por imagens emblematicas como a do locusamoenus, quer pela composicao requintada dos poemas em meio a flora que apresentam, quer pela tematica literaria do bucolismo (termo herdado do grego para ‘pastoreio’), cujo perfil Vergilio recupera e retraca a partir de referencias notorias como do poeta helenistico Teocrito. Por outro lado, em termos de teoria e metodologia, os avancos do metodo historico-comparativo sob uma perspectiva indo-europeia vem sendo consideraveis nas ultimas decadas, e esse fato nos faz indagar que leituras seriam possiveis desses celebres poemas a partir de uma atualizacao quanto a aplicacao do metodo referido, de modo que tanto a etimologia como a fraseologia, a onomasiologia e mesmo discussoes de elementos culturais em geral ocupem a maior parte do trabalho. Discute-se, inicialmente, um percurso do conceito de filologia de modo a se formar uma ideia mais clara da aplicacao sob perspectiva historico-comparativa, porem sem aplicacao das etapas formais da filologia (stemmatica, collatio etc.). Ainda se discutem, tambem inicialmente, criterios quanto ao processo de traducao adotado, vantagens e desvantagens dele e como se configura, na pratica, o formato dela. Apresentados, em seguida, os originais em latim acompanhados de suas respectivas traducoes propostas, cada um tem seu proprio comentario conforme a proposta mencionada. Finalmente, o ultimo capitulo complementa, em forma de verbetes, os comentarios principais com um exame, sobretudo, da flora presente nos poemas e de como nos tenha parecido mais pertinente literariamente essa presenca, que nao so sendo puramente ornamental. Para tal, recorreu-se a uma selecao dos termos da flora e de outros de interesse cultural (libertas, honos, amoenus, labor etc.), com imagens das plantas para melhor ilustracao. A conclusao e de que, malgrado haja uma discussao que ha algum tempo questiona a eficiencia de qualquer estudo etimologico, os estudos e traducoes apresentados devem possibilitar, como amostra e forma atualizada do metodo adotado, uma viabilidade concreta para entendimento dos poemas sem, contrariamente a certas opinioes discutidas, perder-se de vista a perspectiva literaria deles.
  • ANDREIA RAFAEL DE ARAÚJO
  • DIÁLOGOS ENTRE HISTÓRIA E FICÇÃO NA RESSIGNIFICAÇÃO DE "BRANCA DIAS" NO ROMANCE DE MIGUEL REAL
  • Data: 31/05/2019
  • Hora: 09:30
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  • O presente estudo, baseado nas relacoes entre Literatura e Historia, concentra-se na discussao da teoria da metaficcao historiografica, atraves do mecanismo da ironia, no romance Memorias de Branca Dias (2009), de Miguel Real. Nosso objetivo consistira em analisar a voz autorreflexiva e ironica da personagem marginalizada Branca Dias, dentro do romance, que tem sua historia marcada pela perseguicao empreendida pelo Tribunal do Santo Oficio portugues no cenario Portugal-Brasil do seculo XVI. Neste sentido, atraves da pesquisa bibliografica, procuramos evidenciar sua ressignificacao no ambito romanesco. Esta pesquisa fundamenta-se nas contribuicoes de Hutcheon (2000) (1991), White (1992), Wilke (2009), Marcocci e Paiva (2013), Novinsky (1982), Wiznitzer (1966), Lipiner (1969), Siqueira (1978), Mello (1996) e Lima (2015).
  • LUANA EYDSAN SILVA DE MOURA
  • SUBJETIVIDADE E INTIMISMO EM A POESIA EM PÂNICO, DE MURILO MENDES
  • Data: 27/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em A poesia em panico, publicado em 1937, Murilo Mendes, o poeta das tensoes e paradoxos conciliados, nao e somente o autor que segue a cartilha da poesia moderna, trazendo para o seu poema um deslocamento do eu para os objetos, mas neste livro especificamente, apresenta um lirismo intimista, por vias da subjetividade confessional e do erotismo, tais elementos vem marcados por um eu lirico em panico, que vivencia o sagrado e o profano em constante tensoes. O objetivo deste trabalho e, pois, investigar por meio das analises dos poemas, os elementos esteticos e historicos que levaram Murilo Mendes a conceber uma diccao tao diferenciada em A Poesia em Panico, diccao esta subjetiva e intimista, bastante diversa dos livros anteriores e posteriores do autor. O trabalho se justifica porque a questao ainda nao foi suficientemente estudada pelos criticos de Murilo Mendes, que, de maneira geral, nao se voltaram para o intimismo e a subjetividade no poeta, tampouco em A poesia em Panico, procedimentos esses cruciais neste livro. Para fundamentar nossa pesquisa, utilizaremos algumas teorias do eu lirico, como a de Hugo Friedrich, o qual defende a tese da despersonalizacao do eu lirico na modernidade. Em contraposicao a essa critica, nos valeremos das posicoes de Michel Hamburger para mostrar que apesar de moderno, Murilo Mendes tambem pode ser intimo e confessional. Tambem nos apoiamos nos estudos de Georges Bataille, que foi essencial para entendermos a ligacao entre o sagrado e o profano que Murilo Mendes traz em varios poemas do livro
  • MONALIZA RIOS SILVA
  • CONTANDO TRICKSTERS: AGENTES DE SUBVERSÃO/TRANSGRESSÃO DE RELAÇÕES DE PODER EM ERDRICH, MORRISON E HOPKINSON
  • Data: 23/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • Em tempos de crescente disseminacao de odio e ascensao de autoritarismos estatais e de opressoes institucionalizadas, olhar para a forca do povo, um poder endogeno, constitui no maior agenciamento que cada cidadao deve exercer em sociedade. Enquanto a Literatura puder promover discussoes, simbolos e representacoes desse rizoma transformacional, embora corroido pela estrutura externa, faz-se valer a figura trickster. Tricksters sao compreendidas, e marcamos o lugar do feminino, como personalidades multi(trans)facetadas e agenciadoras de estrategias ora discursivas, ora representacionais para o enfrentamento das injusticas sociais. Soma-se a isso a capacidade das tricksters de serem agentes de subversao e/ou transgressao no escopo da ordem hegemonica racista, sexista, machista, lgbtqifobica e classicista. Esta pesquisa tem o intuito de investigar a categoria trickster e suas possibilidades de agenciamento das relacoes de poder, envolvendo genero, raca e classe em tres romances de: uma nativo-americana, de uma afro-americana e de uma jamaico-canadense, a saber: The Antelope Wife, de Louise Erdrich (1998); Sula, de Toni Morrison (1973); Midnight Robber, de Nalo Hopkinson (2000). Baseamos nossas epistemes, fundamentalmente, em aparatos teorico-filosoficos que discutem o lugar de nativo-americanas/os e de povos afrodiasporicos nas Americas, como garantia do lugar de fala. Para nossas discussoes teoricas e criticas em Tricksters, trazemos: Hyde (1998), Hynes; Doty (2003); Cunha (2005); Smith (1997); Gates Jr. (1988); Vizenor (1990). Para questoes de estudos em literaturas nativo-americanas, feminismo interseccional, transculturalidade, des-/decolonialidade: Schneider (2001); hooks (1984); Davis (2016); Ribeiro (2017); Pratt (1999); Walter (2009); Costa (2015). Percebemos formas diferentes de tricksters nos romances em estudo que agenciam relacoes de poder, ora subvertendo-as, ora transgredindo-as. Em The Antelope Wife a storytelling, evidenciada no discurso da narradora central e nas focalizacoes em varias personagens, traz uma multivocalizacao narrativa que subverte a ordem linear da narratividade e transgride os discursos hegemonicos das narrativas de fundacao. Em Sula, a assertividade da trickster Sula utiliza o Womanism sass, como linguagem verbal e performatividade, que subverte o patriarcado branco e elitista e transgride instituicoes “sagradas”, como o casamento. Em Midnight Robber, a discursividade transcultural nas diasporas confere o carater trickster de Tan-Tan que performatiza a pluriversalidade cultural, subvertendo opressoes e transgredindo fronteiras, ao se travestir de uma figura mitica e folclorica caribenha, alem de outros tropos de cultura. Sendo assim, em diferentes multi-esteticas e formas, as tricksters dos romances convergem no sentido de estabelecerem lugares de fala diversos e compoem um acervo produzido por povos contra hegemonicos que se circunscrevem nas Americas dos nativos e dos povos de afrodiaspora.
  • KEYLE SÂMARA FERREIRA DE SOUZA
  • ALBA VALDEZ: A PALAVRA DAS MULHERES NA HISTÓRIA DA LITERATURA E DA IMPRENSA CEARENSE
  • Data: 30/04/2019
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho objetivou rastrear o processo de inclusao da escritora, jornalista e professora Alba Valdez na historia da Literatura e da Imprensa no Ceara. Analisamos a escrita literaria e jornalistica da mulher no Ceara, durante o seculo XIX e XX, com o intuito de compreender as praticas de escrita de Alba Valdez. Para tanto, propusemo-nos a revisitar a historia das mulheres atraves de Perrot (1991;1998; 2005), Kappeli (1991), Falci (2011), D’incao (2011), fazendo um paralelo com a realidade das mulheres no Ceara, sobretudo, no mesmo recorte temporal, remontando ao processo de conquista do espaco publico por essas mulheres atraves da escrita literaria nos periodicos cearenses, bem como, reconhecendo a imprensa como lugar da palavra das mulheres no Ceara, fundamentando-nos para isso em Ketterer (1996), Cunha (2008), Duarte (2016), e nos discursos e memorias da propria Valdez (1907; 1937), assim, como nos jornais dos seculos XIX e XX. Isso nos conduziu a revisitar a historia da imprensa feminina nesse Estado, o que nos possibilitou ir alem da organizacao de uma lista de periodicos editados e, ou destinados ao publico feminino, mas investigar a participacao e atuacao da mulher em toda a imprensa entre o final dos anos oitocentistas e meados do seculo XX. Nessa empreitada, priorizamos a busca nas fontes primarias, periodicos e documentos. Desse modo, primeiro contextualizamos para entendermos o lugar social de Alba Valdez na historia da literatura e da Imprensa cearense com o auxilio das teorias de Certeau (2011). Isso posto, a partir de recortes de jornais e producoes memorialistas, considerando-os como fontes documentais, restauramos a historia de vida de Alba Valdez, em um processo analogo ao descrito por Chartier (1990; 2011) e Lacerda (2003). Por conseguinte, deduzimos que na trajetoria bibliografica de Alba Valdez predominou a publicacao nos periodicos, que se converteram em importantes redes de sociabilidades, em conformidade com Sirinelli (1996), Teixeira (2011), Schueler (2018), como tambem podemos conceituar as associacoes literarias e intelectuais que proporcionaram as mulheres de letras, como Alba Valdez, publicar o que escreveram, expressando seus pensamentos, sentimentos e suas opinioes. Nessa perspectiva, o cotejamento dos jornais, das revistas e dos almanaques nos permitiu identificar, reunir e reorganizar a obra de Alba Valdez, refazendo sua travessia atraves de seus escritos, de tal modo que encontramos producoes ineditas da autora, que nos viabilizaram a construir uma nova trajetoria biobibliografica dessa escritora, reconhecendo que os periodicos foram bem mais que suportes textuais, como preconizaram Barbosa (2007) e Luca (2014; 2015), se constituindo como determinantes na producao da escrita literaria e meios de sociabilidade para a literatura de autoria feminina
  • ADAYLSON WAGNER SOUSA DE VASCONCELOS
  • Inércia estatal e denúncia do caos ambiental e social em escritos euclidianos sobre o espaço amazônico
  • Data: 23/04/2019
  • Hora: 15:00
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  • A presente tese doutoral traz como eixo central de sua discussao o espaco amazonico a partir de uma leitura critica promovida dentro dos escritos euclidianos, precisamente nas cronicas presentes n’A margem da historia (1909), esta que permite o estabelecimento de uma analise de denuncia da omissao estatal que gera caos ambiental e social naquela localidade. Para tanto, estabelecemos como objetivo-geral da pesquisa reconhecer, a partir do contexto socio-politico-ambiental, ressignifica a proposta filosofica determinista mediante as particularidades do Brasil do Seculo XIX-XX. Esse percurso e construido a partir da discussao do proveito abusivo do capital em relacao a natureza e ao homem, da identificacao da retomada da subjetividade da natureza como sendo uma extensao tambem para aqueles grupos vulneraveis igualmente excluidos e da resposta de como a critica ao estado omisso, nos escritos euclidianos sobre o espaco amazonico, pode ser analisada como uma releitura da proposta determinista e uma adequacao no solo brasileiro. No plano metodologico, a pesquisa esta amparada no metodo hipotetico-dedutivo. Qualitativa, em relacao a abordagem. No tocante a natureza, se mostra interdisciplinar e inclusiva, e exploratoria em relacao aos objetivos. Ja em para os procedimentos, e bibliografica. Estudiosos como Alier (2017), Boff (2004), Garrard (2006), Hannigan (2009), Hatoum (2002), Leff (2006, 2009 e outros), Lima (1997), Lowy (2005 e outros), Ventura (1996), dentre outros tantos, embasam as nossas discussoes. Os resultados permitem a verificacao que, com o inicio da critica ao modelo republicano logo apos os acontecimentos em Canudos, Euclides da Cunha adota uma escrita que critica o modo pelo qual o estado nacional observa e gere os espacos e as populacoes perifericas, no corpus precisamente delimitados como o espaco amazonico e a populacao nordestina que migrou para a regiao dos seringais na busca por melhores condicoes de vida. Com o auxilio das discussoes ambientalistas e ecocriticas que e dado o devido suporte para propormos a releitura da perspectiva determinista impressa pelo aludido autor para o cenario nacional a partir da insercao do elemento estado omisso como fator primordial para o atraso do desenvolvimento nacional e estabelecimento do caos ambiental e social. A partir da releitura do determinismo euclidiano, e possivel constatar e concluir que a “pratica de acao do estado” eleita pelas elites que detem o poder politico nacional, ate mesmo antes daquele periodo historico, e a acao da omissao, esta que perdura ate os dias atuais, estando sempre o estado a delegar a particulares e a outros agentes o dever de agir que prioritariamente originariamente e sua.
  • LUCIANA DE QUEIROZ
  • A AÇÃO EM NARRATIVAS DE FLUXO DE CONSCIÊNCIA DE CAIO FERNANDO ABREU
  • Data: 15/04/2019
  • Hora: 09:00
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  • A pesquisa em questao tem como objeto de analise tres contos do escritor Caio Fernando Abreu. A saber, os contos analisados sao: “Do outro lado da tarde”, presente na obra O ovo apunhalado (1975); “Luz e Sombra”, integrante da obra Morangos Mofados (1982); e “Sem Ana, Blues”, que, por sua vez, faz parte da obra Os dragoes nao conhecem o paraiso (1988). O referido escritor se utiliza, nos tres contos, da tecnica do fluxo de consciencia, de variadas formas e de maneira diversa de outros escritores. O fluxo de consciencia provoca rupturas no modo como se concebia a acao narrativa, pois, o conceito de acao sofre mudancas, passa, entao, a ser exercido de forma interiorizada, subjetivamente, concentra-se ao nivel dos processos mentais. A teoria literaria desenvolvida no Ocidente, por sua vez, de modo hegemonico, nao privilegia a acao como um mecanismo efetivo do fluxo de consciencia. O presente trabalho, a partir de aportes teoricos como Aristoteles (1983), Theodor Adorno (2003) e Paul Ricoeur (2010b), tem por hipotese o exercicio da acao interna nos contos selecionados, sendo essa acao uma categoria consolidada a partir da tecnica do fluxo de consciencia. Alem de conceituar a acao interna em narrativas, a tese em desenvolvimento se propoe a constituir uma tipologia dessa acao e demonstrar concretamente diferentes modos de acao interna possibilitados pelo fluxo de consciencia narrativo.
  • RANIERE DE ARAUJO MARQUES
  • O LOCAL DA INDEXICALIDADE EM PAULICÉIA DESVAIRADA
  • Data: 27/03/2019
  • Hora: 13:00
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  • A cidade de Sao Paulo e cenario de inumeras obras literarias na literatura brasileira. Este trabalho teve como corpus o livro Pauliceia Desvairada, de Mario Andrade. Observamos como o contexto de intensa mudanca, pelo qual passava a cidade de Sao Paulo, no inicio do seculo 20, foi determinante para a construcao de varios elementos presentes nos poemas desse livro de Mario de Andrade. Alem disso, interessa-nos saber como esse sujeito insere-se neste contexto fazendo um livro sobre essa cidade, mas ao mesmo tempo, e de certa forma, sobre ele mesmo. Nesse sentido, nosso objetivo central foi estabelecer relacoes entre o contexto da obra e as varias referencias presentes no livro. Alem de observar as diversas formas e graus de indexicalidade que estas referencias possuem na obra estudada e como tais indices podem atuar como elementos estruturadores de metaforas, ajudando assim naquilo de Jakobson (2001) chamou de “duplicacao da referencialidade”. Utilizamos para tanto, os conceitos de indices de Charles Peirce (2005; 2014), assim como alguns outros conceitos da semiotica peirciana, para compreender as relacoes signicas presentes em diversas dimensoes da obra. Isto nos obrigou a inter-relacionar os poemas, e mesmo versos, com o contexto da obra como um todo. Tentamos nos afastar da mera nocao de simbolo, para pensar no livro, em sua intregalidade, sendo um indice sobre Sao Paulo do inicio do seculo XX. Para tanto, dividimos o estudo em tres capitulos. Sendo o primeiro um capitulo mais teorico, denominado “Signos, referencia e metafora”. Em seguida, no capitulo: Da Sao Paulo a Pauliceia Desvairada: os caminhos de uma cidade e de uma poesia em transformacao, trouxemos para o debate uma reflexao historica e sociologica sobre o processo de construcao desta metropole e as fissuras de resistencias produzidas no coracao de uma modernidade excludente, assim como a obra, em si, a partir da sua critica, inserir- se-a neste contexto. Por ultimo, em: Indices e metaforas em Pauliceia Desvairada, temos o capitulo que prioriza as analises, propriamente ditas, usando os poemas quase sempre em sua integridade e pensando nestes em relacao ao livro e sua completude. Nosso percurso buscou ancorar-se nas categorias de “indexicalidade manifesta” e “indexicalidade difusa”, propostas nesta tese, o que nos ajudou, devido a opacidade da linguagem literaria, a compreender as diferentes formas como os indices se apresentam nos poemas. Sendo assim, pudemos constatar que no livro estudado ha uma serie de indicacoes a espacos, acoes e sujeitos, que representaram ruptura no campo artistico e comportamental. E que tais escolhas traz a tona uma serie de marginalizados pelo processo de urbanizacao, dando-lhes destaque, nao so poetico, mas tambem historico. Mais que isso, este trabalho buscou pensar os indices como elementos de construcao poetica, colocando em xeque sua capacidade representar a realidade e nos obrigando a pensar a propria realidade como elemento de construcao da arte. Por fim, ao problematizarmos as tenues relacoes entre a arte e realidade buscamos pensar o signo como artefato poetico e ideologico.
  • ISABELLE DE ARAÚJO PIRES
  • A SEMIÓTICA APLICADA A POEMAS INTERMÍDIA DE AUGUSTO DE CAMPOS: UMA PROPOSTA DE ENSINO DE LITERATURA NA CONTEMPORANEIDADE
  • Data: 25/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho surge a partir da vivencia da pratica docente e de estudos teoricosdesenvolvidos ao longo dos anos com o texto literario, especificamente, as poeticasvisuais. Nessa investigacao, procuramos divulgar essa poetica e, dentro desse vastouniverso, elegemos cinco poemas intermidia de Augusto de Campos. Assim sendo, essapesquisa, alem de creditar visibilidade ao poeta mencionado, aborda a possibilidade doestudo das poeticas visuais e suas relacoes com as diversas midias. Para a apreciacaodos poemas nos liames desse estudo, buscamos ampliar nossa discussao, que procuraobservar os dialogos entre a poetica visual intermidia de Augusto de Campos e o ensinode literatura, especialmente na contemporaneidade, cujos leitores nascem no primado dacomunicacao multimidiatica. Nosso objetivo geral foi, portanto, estabelecer umaabordagem investigativa e dialetica da poetica experimental de Augusto de Camposcom o ensino de literatura na atualidade, a partir do estudo critico de poemas intermidia,utilizando os conceitos extraidos da Teoria Geral dos Signos, de Charles SandersPeirce. Nos objetivos de natureza mais especifica, discutimos acerca do Concretismo eda poesia experimental de Augusto de Campos e suas contribuicoes literarias;apontamos o modo de atribuicao semiotica e relacoes intermidia e suas transfiguracoes ecombinacoes criativas com outros sistemas, num corpus composto por cinco poemas:Poema-bomba, Cidade, SOS, Greve, Criptocardiograma. Nesse interim, analisamos ossubsidios dessa poesia experimental potencializada pelas midias digitais tecnologicas para o ensino de literatura, considerando uma concepcao mais ampla de texto em consonancia com uma sociedade onde a tecnologia avanca gradativamente. A pesquisas e configura qualitativa, bibliografica e exploratoria, descritiva e explicativa de estudos criticos e teoricos. Nosso aporte teorico contou com os estudos de Peirce (1975; 2005),Campos (1975; 1986; 2017; 2018, entre outros), Noth (1996;1997), Plaza (2003),Pignatari (1975;1979;1987), Santaella (1986; 1992; 1995; 2000; 2004), Ferraz Junior(2005; 2012; 2014), Claus Cluver (2014) e Dick Higgins (1984), Lajolo (2001; 1984),Pinheiro (2002), Colomer (2007), entre outros. A apreciacao transcorreu ainda pelaBase Nacional Comum Curricular, Etapa ensino medio, BNCC (2017, 2018), pelos Referenciais Curriculares para o ensino medio na Paraiba (2006) e pelas Orientacoes Curriculares Nacionais para o ensino medio (2006), que subsidiam o ensino medio no Brasil. Alem disso, aplicamos uma entrevista semiestruturada com o poeta Augusto de Campos, que versou sobre o legado do Concretismo no Brasil, seu percurso poetico, as abordagens de textos experimentais na educacao basica e os novos projetos enquanto autor. Construimos nao apenas uma descricao e analise, mas tambem buscamos promover discussoes sobre uma experiencia de leitura num conjunto sociocultural especifico que ganha maior relevancia em contexto contemporaneo.
  • VALMIR NASCIMENTO DE MOURA
  • ASPECTOS DE POÉTICA INDO-EUROPEIA: Recursos estilísticos empregados no gênero hínico nas tradições grega e indiana
  • Data: 25/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Partindo da hipotese de que a lingua hipotetica conhecida como indo-europeu pode transmitir caracteres como heranca as linguas derivadas dela, a ponto de se poder reconstruir sua gramaticalidade, conjecturamos, baseados na teoria de Watkins (1995), que reconstruir os esquemas basicos de uma linguagem poetica aplicada ao genero hinico seja igualmente possivel. Para tentarmos comprovar essa hipotese faremos uma analise comparativa entre hinos produzidos na Grecia e na India, duas tradicoes genuinamente de descendencia indoeuropeia e que possuem uma antiguidade consideravel. Temos por objetivo reconhecer, em ambas culturas, elementos empregados pelos poetas que poderiam ser heranca de seu ancestral linguistico para a producao desse genero literario. Em nosso percusso, primeiramente, tratamos de conceituar o indo-europeu de maneira concisa e de assinalar os principios pelos quais a hereditariedade linguistica e cultural e possivel, baseando-nos nos trabalhos de estudiosos como Benveniste, Meillet, West, Campanile, de um lado e de estudiosos como Dumezil, Berger, Bakthin, de outro. Em seguida, tratamos da instituicao indo-europeia conhecida como poeta e de sua producao artistica em geral de acordo com a documentacao sobrevivente em varios ramos dessa familia linguistica ate conceituarmos o genero hinico em questao e verificarmos a existencia de producoes literarias analogas na Grecia e na India. Por fim, construindo um corpus a partir dos Hinos Homericos, dos Hinos Orficos e do Rig-Veda, analisamos tanto composicoes completas como excertos dentro das tradicoes grego e indiana, ressaltando os elementos mais significativos empregados em sua constituicao e estruturacao. Nossa investigacao aponta para um forte indicio de continuidade de uma tradicao que pode ser percebida pela similaridade e emprego de recursos poeticos como tambem aponta para inovacoes por meio da producao de caracteres proprios e tendencias de escolha no modo de usos desses recursos por cada cultura.
  • WALDELANGE SILVA DOS SANTOS
  • A NARRATIVA DE VENTOS DO APOCALIPSE, DE PAULINA CHIZIANE: visão de mundo e cosmopolitismo cultural
  • Data: 21/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho constitui uma analise em Semiotica das Culturas do romance Ventos do Apocalipse, da escritora mocambicana Paulina Chiziane. Partimos da hipotese de que em Ventos do Apocalipse, a narrativa contistica funciona como inscricao da tradicao oral africana e como liame genealogico transcultural que radica a escrita de Chiziane numa estetica plural, este estudo tem como objetivo principal analisar, pelo vies da semiotica, a representacao cultural cosmopolita da literatura popular africana presente no romance em voga. Para atingir esse objetivo, fizemos uma analise nos processos de transcodificacoes culturais, bem como a analise do percurso da significacao, considerando aspectos como: os valores investidos, a instauracao dos sujeitos semioticos, as relacoes intersubjetivas de enunciacao e enunciado, os procedimentos discursivos de tematizacao e figurativizacao, alem da insercao dos sujeitos/atores nas zonas antropicas de identidade, proximidade e distanciamento culturais e seus modos de mediacao. O desenvolvimento deste trabalho contem quatro momentos interligados: discussoes teoricas sobre a semiotica (considerando seus aspectos culturais – interculturais e transculturais); explanacao do processo e momentos literarios formadores da literatura mocambicana contemporanea, assim como o proprio espaco adquirido pela escritora Paulina Chiziane, dentro da literatura; a analise do corpus escolhido, atentando para os aspectos orais tradicionais de Mocambique, dentro de uma perspectiva cosmopolita e a analise dos percursos de sentidos semioticos dentro da obra Ventos do Apocalipse. Tal escolha da obra se justifica pela complexidade estrutural que deflui, diretamente, da inscricao do texto literario na tradicao da literatura popular. De igual modo, as relacoes do texto ficcional com os polissistemas culturais que a escrita do romance apresenta.
  • VIRGÍNIA DUAN ARAÚJO DE ALCÂNTARA E LIMA
  • HAMLET E SONS OF ANARCHY: MODELIZAÇÃO DAS PERSONAGENS DO TEATRO À FICÇÃO SERIADA TELEVISIVA
  • Data: 11/03/2019
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa visa realizar uma investigacao semiotica da estruturacao e interacao das diferentes linguagens semioticas, bem como a semiose produzida a partir desses encontros dialogicos. Nessa perspectiva, nosso estudo busca compreender como acontece a ressignificacao do texto dramatico Hamlet(1601), de William Shakespeare; a partir da construcao da ficcao seriada televisiva Sons of Anarchy (2008-2014), de Kurt Sutter. A categoria da personagem sera considerada enquanto signo modelizado no processo de dialogo entre as obras de distintas linguagens, observando seu processo de modelizacao a partir dos estudos russos sobre a Semiotica da Cultura. Dessa forma, essa pesquisa pretende contribuir para o entendimento das referidas obras enquanto textos semioticos que sao ressignificadas em constante movimento criativo.
  • BERNARDO LUIZ ANTUNES SOARES
  • FAZENDO “SOPA DE CARVER”: A TRANSTEXTUALIDADE EM SHORT CUTS – CENAS DA VIDA, DE ROBERT ALTMAN
  • Data: 11/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho tem como proposito analisar a adaptacao cinematografica Short cuts – cenas da vida, de Robert Altman, em consonancia com dois de seus textos-fonte, o conto “Tanta agua tao perto de casa” e o poema “Limonada”, de Raymond Carver. Atraves da teoria da transtextualidade, de Gerard Genette, a discussao foi subdividida em cinco categorias que contemplam aspectos distintos e complementares da relacao entre texto filmico e texto literario. Fizemos uso de teorias relacionadas a musica no cinema e as relacoes entre poesia e musica para contemplar a expressividade da musica no processo de adaptacao do poema, atraves de Michel Chion e Christina Cano; o papel da montagem e da descentralizacao na estrutura do filme para explorar o entrecruzamento narrativo, atraves de Jacques Aumont e Jacques Derrida; a onipresenca das imagens na sociedade (pos)moderna para trabalharmos com a sociologia da adaptacao, a partir de Guy Debord; a transposicao de personagens e enredo do conto e poema para o filme, com o auxilio de Linda Hutcheon; e analisamos os codigos associados ao realismo nos textos literario e filmico a partir de Roland Barthes, Roman Jakobson e Andre Bazin. Todos esses temas estao associados diretamente com a teoria da intertextualidade elaborada por Julia Kristeva e desenvolvida por outros teoricos. Os resultados apontam para uma obra cujos autores e vozes distintas se complementam atraves de elaboradas tecnicas de adaptacao, reafirmando, no processo, a adaptacao como um meio poderoso de dialogo entre as artes.
  • MICHEL DE LUCENA COSTA
  • ANÁLISE DO CONCERTO CANTATA BRUTA: UMA SEMIOSE DA VIOLÊNCIA
  • Data: 11/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa tem por objetivo realizar uma analise do concerto Cantata Bruta, realizado no fim de outubro de 2011, no antigo Cine Bangue do Espaco Cultural, em Joao Pessoa-PB. O interesse por este tema surgiu pelo fato desta obra ser baseada em uma selecao de contos do livro A Historia Universal da Angustia, de Waldemar Solha. Temos, portanto, uma obra literaria sobre a qual foi feita uma releitura, sendo transformada em musica. Buscamos entender como ocorre o transito entre essas linguagens, compreendendo, alem deste processo de traducao intersemiotica, como elas dialogam com os conceitos de angustia e de violencia. Como fio condutor desta pesquisa, nos utilizamos da semiotica de extracao russa, mais conhecida como Semiotica da Cultura.
  • ANA MARIA NUNES
  • DONZELA GUERREIRA: NO TRUPÉ DA SEMIÓTICA
  • Data: 08/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Este estudo analisa a estrutura organizacional dos diversos sistemas de signos que formam o espetaculo Donzela Guerreira, montado pela Cia. Mundu Roda de Teatro. O objetivo primordial desta pesquisa e a compreensao da forma como os diversos sistemas signicos que formam a peca teatral enfocada funcionam e interagem, assim como entender o processo de semiose resultante desses encontros dialogicos. Dentre os metodos de analise utilizados esta o estudo dos diversos signos que constituem o espetaculo, tais como: os movimentos da atriz e do ator, os elementos do cenario, os sons, a iluminacao, a vestimenta, o tom de voz, os signos linguisticos, entre outros. A analise encontrou alicerce teorico em autores que desenvolveram estudos dentro do ambito da Semiotica da Cultura, como: Lotman, Machado, Schnaiderman, Uspenski, Bakhtin e Jakobson. Para compreender o teatro como um sistema semiotico, os subsidios teoricos de Pavis, Fischer-Lichte, Ubersfeld e Guinsburg foram fundamentais. Isto posto, esta pesquisa buscou colaborar para a percepcao do espetaculo teatral Donzela Guerreira na qualidade de texto intercultural.
  • ANDRE GUEDES TRINDADE
  • SOM E FÚRIA: UMA LEITURA CARNAVALIZADA
  • Data: 07/03/2019
  • Hora: 14:30
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  • A minisserie Som & Furia (2009), dirigida por Fernando Meirelles, trata-se de uma traducao para o contexto brasileiro da minisserie canadense Sling and Arrows (2003). Ambas trazem a tona, em formato televisivo, quatro das principais obras de William Shakespeare: Sonho de uma noite de verao (1590), Hamlet (1879), Romeu e Julieta (1591-1595) e Macbeth (1603-1607). Por isso, os principais objetivos desta pesquisa serao: analisar as relacoes sistemicas entre Som e Furia e a as outras linguagens que a constitui, como o a linguagem teatral, por exemplo. A pesquisa tera como fio condutor a teoria da Carnavalizacao, postulada pelo teorico russo Mikhail Bakhtin em dialogo com a Semiotica da Cultura representada aqui, por Lotman e Machado. Ja o formato televisivo sera respaldado por Arlindo Machado, Pallottini, Balogh e Renato Pucci Jr. Por fim, Erika Fisher-Lichtie, Pavis e Kowzan nos ajudaram a entender a constituicao semiotica da linguagem teatral. Portanto, espera-se que esse trabalho, tanto atraves dessas teorias como das construcoes de sentido geradas a partir desta interacao, contribua para a ampliacao da rede de comunicacao sistemica da cultura e da linguagem televisiva, em particular.
  • ANDRE GUEDES TRINDADE
  • SOM E FÚRIA: UMA LEITURA CARNAVALIZADA
  • Data: 07/03/2019
  • Hora: 14:30
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  • A minisserie Som & Furia (2009), dirigida por Fernando Meirelles, trata-se de uma traducao para o contexto brasileiro da minisserie canadense Sling and Arrows (2003). Ambas trazem a tona, em formato televisivo, quatro das principais obras de William Shakespeare: Sonho de uma noite de verao (1590), Hamlet (1879), Romeu e Julieta (1591-1595) e Macbeth (1603-1607). Por isso, os principais objetivos desta pesquisa serao: analisar as relacoes sistemicas entre Som e Furia e a as outras linguagens que a constitui, como o a linguagem teatral, por exemplo. A pesquisa tera como fio condutor a teoria da Carnavalizacao, postulada pelo teorico russo Mikhail Bakhtin em dialogo com a Semiotica da Cultura representada aqui, por Lotman e Machado. Ja o formato televisivo sera respaldado por Arlindo Machado, Pallottini, Balogh e Renato Pucci Jr. Por fim, Erika Fisher-Lichtie, Pavis e Kowzan nos ajudaram a entender a constituicao semiotica da linguagem teatral. Portanto, espera-se que esse trabalho, tanto atraves dessas teorias como das construcoes de sentido geradas a partir desta interacao, contribua para a ampliacao da rede de comunicacao sistemica da cultura e da linguagem televisiva, em particular.
  • ANÁLIA SOFIA CORDEIRO DE LIMA GOMES
  • BAILIAS DE ABRIL: LIRISMO E POLÍTICA NA REESCRITA DOS CANTARES DE AMIGO DE NATÁLIA CORREIA
  • Data: 07/03/2019
  • Hora: 10:00
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  • A presente pesquisa tem por objetivo de estudo a producao poetica de militancia de Natalia Correia e esta inserida nos campos dos estudos culturais, de genero e medievais, especificamente sobre as cantigas de Bailia/bailada inseridas nos Ineditos posteriores a 1990, encontrados na obra O Sol nas Noites e o Luar nos Dias II, publicada em 1999. O ainda escasso acervo academico sobre o Trovadorismo, assim como os raros estudos acerca do Neotrovadorismo escrito por mulheres, principalmente sobre o periodo ditatorial, justifica a intencao do trabalho ao entrelacar as ressonancias da literatura trovadoresca galego-portuguesa na poesia portuguesa contemporanea. Inicialmente, sera abordada a vida e a obra da autora, a sua relacao subversiva frente ao periodo ditatorial e o seu vies da luta pelas causas das mulheres: A Matria. Em seguida, sera feito um levantamento historico sobre o periodo do trovadorismo galego-portugues, a presenca feminina no cenario rural medieval e as aproximacoes de Natalia Correia com o periodo Medieval. Por ultimo, sera feita a analise de suas cantigas neotrovadorescas no que diz respeito ao universo das bailias/bailadas. Este estudo sera norteado pelas teorias de Flores (2017), Furlan (2017), Bueno (1968) Spina (1956/1971), Lapa (1970), Correia (2003). Havera tambem as contribuicoes de alguns dos mais renomados pesquisadores que abordam o Neotrovadorismo como, Maleval (2002), Lopez (1997).
  • JAINE DE SOUSA BARBOSA
  • A MORTE E O MORRER EM CONTOS DE PERRAULT, IRMÃOS GRIMM E ANDERSEN
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa de carater bibliografico-documental e de matriz historico-cultural dispoe-se a compreender, por meio de uma leitura critico-interpretativa, como foi construida a representacao da morte nos contos “O Barba azul”, recolhido da obra Contos de mamae gansa (2015), de Charles Perrault; “Quando criancas brincaram de acougueiro I e II”, publicados em 1812, e recolhidos no livro Contos Maravilhosos Infantis e Domesticos (1812 – 1815) (2012), de Jacob e Wilhelm Grimm; e, por ultimo, “A crianca na sepultura”, de Contos de Hans Christian Andersen (2011), de Andersen. Os quatro autores sao nomes relevantes no universo das narrativas maravilhosas e dos contos de fadas e publicaram textos sobre os mais variados temas, sendo bastante recorrente a tematica da morte. Tendo em vista o fato dessas narrativas estarem inseridas em contextos historicos e temporais distintos, uma vez que os autores sao de nacionalidades e epocas diferentes, optamos por observar a representacao da morte nao somente como um evento em si, mas principalmente como um acontecimento que sofre influencias politicas, sociais, culturais, temporais e espaciais. Por essa razao, adotamos um referencial teorico pertinente principalmente a Representacao e a Historia Cultural, ambos aliados ao pensamento de Roger Chartier (1990) e outros autores com orientacao epistemologica semelhante, afim de compreendermos como se constitui o processo de representacao de um objeto, bem como dos atuantes nesse processo. Utilizamos os estudos de nomes importantes no contexto da morte, como Phillipe Aries (2012), que nos mostraram como o homem relaciona-se com o fim da vida. Alem desses, como deteremos nossa analise aos contos maravilhosos, elencamos, a priori, duas autoras que estudam o genero, Nelly Novais Coelho (2012) e Maria Emilia Traca (1998). Atraves da elaboracao da presente pesquisa, pudemos constatar quao distintas sao as representacoes e os modos de compreender a morte nao apenas no universo da literatura, mas na historia da humanidade como um todo. Embora nos prendamos a um contexto eurocentrico, percebemos que ha muitas repeticoes e semelhancas no modo de vivenciar a morte e que no universo literario ha muitos fatores influentes em sua ficcionalizacao, dentre eles o contexto historico. Alem disso, pudemos compreender tambem que mesmo sendo um tabu ha tanto tempo, a morte ainda e um tema controverso e que continuara fazendo parte de muitas historias, sejam elas destinadas para criancas ou nao. Representada em suas variadas maneiras, ela ainda sera motivo para o medo, o riso, o sofrimento e a liberdade, como veremos nos contos aqui analisados.
  • THIAGO DA SILVEIRA CUNHA
  • ENTRE RISCOS, NARRATIVAS E LEMBRANÇAS: esboço de uma memória coletiva na arte de rua em João Pessoa
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • Os graffiti e as pixacoes ha muito acompanham a historia das cidades. Inscrevem anseios populares, poesias, sentimentos, itinerarios, cronicas, memorias. Para muito alem do conteudo veiculado nas paredes, este trabalho busca atingir seus criadores e suas narrativas. De maneira geral, esse esforco comunga com a proposta politica dos Estudos Culturais, tonificando as vozes de personagens perifericos e suas memorias subterraneas (POLLAK, 1989). O movimento empreendido visa torna-los autores de sua propria memoria coletiva. Procuro realizar uma critica a partir de suas narrativas, explorando as relacoes entre a literatura, a memoria e a oralidade. Trago alguns dos marcos deste movimento urbano e discuto as aproximacoes e distanciamentos entre o graffiti e a pixacao ao longo do tempo, a partir de suas proprias fissuras internas e regimes de memoria. Alem disso, confronto-os ao que veiculam os orgaos oficiais a respeito, evidenciando seus movimentos criativos de subversao da lingua, tanto em sua grafia - piXacao - quanto ao nivel da adjetivacao. Nessa perspectiva, as narrativas oficiais costumam associar estas inscricoes a sujeira e ao vandalismo, termos que sao positivados por seus agentes. A reflexao sobre a memoria aprofunda os vinculos entre a subjetivacao e a rememoracao a partir de dispositivos disparados por Deleuze e Guattari (1972; 1992). Sob esse vies, a antropologia visual auxilia a analise dessas dobras no corpo, na voz e na situacao da narrativa oral (ZUMTHOR, 1997). Desse modo, o exercicio da critica pode atender os requisitos exigidos pelo seu oficio, alcancando um equilibrio entre forma e conteudo, texto e contexto (EAGLETON, 2001; SARLO, 1997). A reflexao metodologica tem enfase na experiencia de campo. Com isso, procuro contribuir e incentivar as pesquisas sobre oralidade realizadas na area da literatura pelos “criticos-etnografos” que visam ir ao encontro fisico do outro, exercendo uma escuta humana e captando narrativas que, se nao fosse por esse esforco, so se ouviria falar a respeito. Confluindo com a hipotese de Paul Zumthor (1997), foi possivel reconhecer nos depoimentos dos grafiteiros e pixadores inumeros generos narrativos, encontrando enredos bem desenvolvidos do ponto de vista literario. Isto desestabiliza o objeto literario e o canone, revelando uma riqueza singular provida das vozes cotidianas.
  • JHENNEFER ALVES MACÊDO
  • PRINCESAS NEGRAS: AS ADAPTAÇÕES DOS CONTOS EUROPEUS NA LITERATURA INFANTIL COM TEMÁTICAS AFRO-BRASILEIRAS
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 09:30
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  • A proposta central da presente dissertacao e apresentar um estudo sobre as releituras dos classicos europeus nas obras contemporaneas da literatura infantil com tematicas afro-brasileiras, analisando o processo de adaptacao e os aspectos artisticos, esteticos e literarios das narrativas, particularmente das que tem princesas negras como protagonistas. Para desenvolvimento da pesquisa, inicialmente, investigamos o contexto historico, social, cultural e politico nos quais a literatura infantil esteve inserida ao longo dos seculos. Para tanto, desenvolvemos uma investigacao que apresentou as marcas das diferentes visoes das sociedades que foram transmutadas para os contos populares, ressaltando, principalmente, a complexidade dos temas e os processos de adaptacao nos quais os textos, em sua forma oral ou escrita, foram inseridos para que o dialogo com o leitor fosse possivel. De posse desses dados iniciais, na sequencia, apresentamos um panorama que revela a presenca dos contos populares desde a formacao da literatura infantil ate os tempos atuais. A partir disso, desenvolvemos uma discussao sobre o papel das adaptacoes, tanto do texto verbal quanto do visual, na consolidacao desses contos como classicos para os leitores infantis. Por fim, utilizando as obras Rapunzel e o Quibungo (2012), Pretinha de neve e os sete gigantes (2013) e Cinderela e Chico Rei (2015), desenvolvemos uma analise que abarca tanto o aporte tematico dessas adaptacoes quanto os elementos verbais e visuais que as constitui.
  • JHENNEFER ALVES MACÊDO
  • PRINCESAS NEGRAS: AS ADAPTAÇÕES DOS CONTOS EUROPEUS NA LITERATURA INFANTIL COM TEMÁTICAS AFRO-BRASILEIRAS
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 09:30
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  • A proposta central da presente dissertacao e apresentar um estudo sobre as releituras dos classicos europeus nas obras contemporaneas da literatura infantil com tematicas afro-brasileiras, analisando o processo de adaptacao e os aspectos artisticos, esteticos e literarios das narrativas, particularmente das que tem princesas negras como protagonistas. Para desenvolvimento da pesquisa, inicialmente, investigamos o contexto historico, social, cultural e politico nos quais a literatura infantil esteve inserida ao longo dos seculos. Para tanto, desenvolvemos uma investigacao que apresentou as marcas das diferentes visoes das sociedades que foram transmutadas para os contos populares, ressaltando, principalmente, a complexidade dos temas e os processos de adaptacao nos quais os textos, em sua forma oral ou escrita, foram inseridos para que o dialogo com o leitor fosse possivel. De posse desses dados iniciais, na sequencia, apresentamos um panorama que revela a presenca dos contos populares desde a formacao da literatura infantil ate os tempos atuais. A partir disso, desenvolvemos uma discussao sobre o papel das adaptacoes, tanto do texto verbal quanto do visual, na consolidacao desses contos como classicos para os leitores infantis. Por fim, utilizando as obras Rapunzel e o Quibungo (2012), Pretinha de neve e os sete gigantes (2013) e Cinderela e Chico Rei (2015), desenvolvemos uma analise que abarca tanto o aporte tematico dessas adaptacoes quanto os elementos verbais e visuais que as constitui.
  • MARCELO DE LIMA FERNANDES
  • RESSIGNIFICAÇÃO DOS DISCURSOS NO CINEMA: DIALOGISMO E RECEPÇÃO CRÍTICA EM TUDO SOBRE MINHA MÃE, DE PEDRO ALMODÓVAR
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho tem por objetivo realizar uma analise filmica de Tudo sobre minha mae (1999), de Pedro Almodovar, identificando as relacoes dialogicas (BAKHTIN, 2003; STAM, 1992) presentes no texto filmico, encarando essas interacoes discursivas como pontos de producao e revisao de significados sociais, numa conexao entre ficcao e sociedade. Para isso, estudamos principalmente o jogo de dialogo estabelecido entre o filme de Almodovar e o longa A Malvada (1950), de Joseph Mankiewicz; a peca Um bonde chamado Desejo (1947), de Tennessee Williams, e sua adaptacao Uma rua chamada Pecado (1951), de Elia Kazan; a peca Bodas de Sangue (1933), de Federico Garcia Lorca; alem do genero melodrama. Analisamos, ainda, aspectos relativos as categorias narratologicas de espaco (LINS, 1976) e personagem (ROSENFELD, 2002; SALES GOMES, 2002); e a recepcao critica jornalistica do filme (BRAGA, 2006), considerando o fenomeno recepcional como uma outra instancia com a qual o filme dialoga e de onde sentidos sao produzidos.
  • RODOLFO MORAES FARIAS
  • (In) conformação amorosa e fragmentação subjetiva: colonização emocional em Niketche, de Paulina Chiziane
  • Data: 25/02/2019
  • Hora: 15:00
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  • O presente estudo aborda o romance Niketche: uma historia de poligamia (2002), da escritora mocambicana Paulina Chiziane, a luz dos Estudos de Genero, e analisa de que modo a narrativa reproduz valores coloniais no discurso da narradora-protagonista, que, no afa de denunciar a catastrofe afetiva de que padece, finda por (inconscientemente) validar a logica de dominacao que a oprime. Procura-se demonstrar de que maneira se da essa colonizacao emocional, i.e., a interferencia da episteme judaico-crista europeia nos reconditos mais profundos da psique dos sujeitos colonizados, que, mesmo (intelectualmente) cientes da opressao sofrida, sao incapazes de rechaca-la totalmente, perpetuando assim o ideario colonial, particularmente no que tange a vivencia amorosa. E justamente em relacao ao amor que a narradora se mostra mais acorrentada a logica exogena, e em razao disso pena para conciliar seus desejos intimos com a dura realidade autoctone circundante, parecendo estar presa num limbo entre a tradicao e a modernidade, sem conseguir resolver de forma satisfatoria a fragmentacao interior que a dilacera e lhe contamina o discurso. Situando a transmissao dos padroes ocidentais num nivel que escapa a volicao dos individuos envolvidos, verifica-se como os efeitos da colonizacao do pais africano reverberam na atualidade, poluindo a gnose ancestral e metamorfoseando o conhecimento local, cuja nova forma amalgamada ainda nao foi totalmente compreendida.
  • LUCIANA PRISCILA SANTOS CARNEIRO
  • O percurso da escrevivência em Mulher Matriz, de Miriam Alves
  • Data: 25/02/2019
  • Hora: 13:00
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  • Enquanto confrontavam o sistema hegemonico branco, dentro do proprio movimento negro, escritoras afro-brasileiras perceberam resistencia ao reconhecimento e as especificidades das suas escritas. A escrevivencia – termo criado por Conceicao Evaristo e adotado por Miriam Alves a fim de descrever a sua escrita – rompe os muros das discriminacoes paralelamente caminhantes, genero e etnia; atribui especificidade a escrita de expressao do corpo negro feminino; e ocupa o lugar de direito da mulher negra na literatura e na epistemologia. Este trabalho visa investigar como se constitui a escrevivencia e os caminhos esteticos e ideologicos percorridos por esta epistemologia a fim de enredar os contos de Mulher Mat(r)iz (2011), de Miriam Alves. Desse modo, passeamos por analises sociologicas, culturais e literarias: memoria africana, etnia, corpo feminino, classes economicas, violencias, linguagem e receptividade. Para tanto, consideramos necessario um estudo acerca da historia e dos contextos que produzem a Literatura Afro-brasileira de autoria feminina, bem como dos seus dialogos com o feminismo negro e as questoes sociais e individuais que vivenciam a mulher negra na sociedade brasileira. Em nossa analise, deixamos falar vozes representantes da literatura afro-brasileira de autoria feminina, como a propria Miriam Alves, Conceicao Evaristo e Livia Natalia. Alem delas, a discussao e subsidiada pelos teoricos Constancia Lima Duarte (2010), Eduardo de Assis Duarte (2014), Maria Nazareth Fonseca (2002), entre outros nomes que tecem sobre escritas afro-brasileiras, a expressao feminina da mulher negra e suas vivencias.
  • MARCOS TULIO FERNANDES
  • TRAVESSIAS DO FANTÁSTICO E TRANSFORMAÇÕES NO BRASIL: O CASO MACHADO DE ASSIS
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • A presente tese investigou as travessias de contos fantasticos do escritor romantico alemao E. T. A. Hoffmann por traducoes francesas e suas transformacoes na producao de contos fantasticos de Machado de Assis para periodicos fluminenses no periodo entre 1862 e 1892. O sucesso editorial dos contos de Hoffmann em Paris, que deflagrou a moda do conto fantastico na Franca durante os anos 1830, promoveu a importacao das narrativas do autor para o cenario cultural brasileiro, inspirando nossos autores a producao de contos fantasticos e estimulando nossos tradutores a reescrita do hoffmanniano, ate que ela se transformasse em voga fantastica no Brasil. O contato de Machado de Assis com as traducoes francesas da obra de Hoffmann inspirou-o tambem a producao do genero, mas cujo hoffmanniano se ressignificou em seus temas e conceitos para atender as imposicoes editoriais de Garnier e corresponder as expectativas do leitorado feminino do Jornal das Familias, durante as decadas 1860 e 1870, momento no qual o escritor procurava consolidar sua carreira literaria e sobreviver de sua pena. Arrefecida a moda fantastica nos anos 1880, o Bruxo do Cosme Velho desenvolveu nova formula fantastica para atender outras revistas femininas, como A Estacao, que despontavam inseridas em nova poetica cultural e cujo leitorado ja nao se identificava com o kitsch sentimental utilizado na revista de Garnier. Assim, os contos fantasticos machadianos estiveram sempre ajustados as condicoes editoriais e aos perfis dos suportes nos quais foram publicados. Nos analisamos os emprestimos literarios e suas transformacoes com intuito de preencher lacunas na tessitura do fantastico machadiano, fruto da inspiracao, direta ou indireta, das obras de Hoffmann. Reavaliamos os parametros que definem o genero fantastico nos oitocentos, como literatura produzida prioritariamente para e publicada nos jornais. Nossa pesquisa apresenta-se exemplo de como o perfil dos suportes e as necessidades do mercado editorial brasileiro atuaram sobre a producao dos contos fantasticos de Machado, promovendo manipulacao dos conceitos hoffmannianos e obrigando o Bruxo do Cosme Velho a produzir formulas fantasticas para atender a leitorados especificos e de acordo a poetica cultural vigente.
  • MARIA TERESA RABELO RAFAEL
  • Campo editorial e circulação da literatura de autoria africana de língua francesa no Brasil: um estudo de caso das estratégias de tradução em Alá e as crianças-soldados, de Ahmadou Kourouma
  • Data: 21/02/2019
  • Hora: 15:00
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  • A presente pesquisa tem por objetivo analisar as problematicas que envolvem a circulacao da literatura de escritores africanos de lingua francesa no Brasil, desdobrando-se sobre o estudo da traducao brasileira do romance "Allah n'est pas oblige (200), do escritor manfinense Ahmadou Kouroma. Os parametros metodologicos utilizados partiram dos catalogos de onze editoras, seis independentes (Pallas, Kapulana, Nadyala, Lingua Geral, Ediouro, Globo e Melhoramentos), que serviram de base para o estudo em torno da origem linguistica das obras, do volume de traducoes, da sub-representacao da producao africana feminina, e por fim, do caminho percorrido por tais obras ate a publicacao no Brasil. No que diz respeito a traducao, foram das enfases aos elemento paratextuais e as estrategias utilizadas para traduzir os vocabularios, as expressoes e as crencas populares da lingua malinque para o texto de chegada. A pesquisa mostrou que dentro do total de 122 identificadas no presente estudo, 9 sao de lingua francesa, o que equivale a 7% das publicacoes. Esse resultado revelou o lugar marginal que ocupam essas textualidades no Brasil. Identificou-se que essa realidade e ainda mais problematica quando sabido que das 9 obras apenas 1 e de autoria africana feminina. Quanto a analise tradutologica, chegou-se a conclusao de que, ao subverter o portugues a norma e logica da lingua/cultura malinque, a traducao se distanciou de uma perspectiva domesticadora, onde os tracos culturais e linguisticos da lingua de origem sao adaptados a lingua/cultura de chegada.
  • MARIA TERESA RABELO RAFAEL
  • A CIRCULAÇÃO DA LITERATURA DE AUTORIA AFRICANA DE LÍNGUA FRANCESA NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA TRADUÇÃO DE "ALLAH N'EST PAS OBLIGÉ", DE AHMADOU KOUROMA
  • Data: 21/02/2019
  • Hora: 15:00
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  • A presente pesquisa tem por objetivo analisar as problematicas que envolvem a circulacao da literatura de escritores africanos de lingua francesa no Brasil, desdobrando-se sobre o estudo da traducao brasileira do romance "Allah n'est pas oblige (200), do escritor manfinense Ahmadou Kouroma. Os parametros metodologicos utilizados partiram dos catalogos de onze editoras, seis independentes (Pallas, Kapulana, Nadyala, Lingua Geral, Ediouro, Globo e Melhoramentos), que serviram de base para o estudo em torno da origem linguistica das obras, do volume de traducoes, da sub-representacao da producao africana feminina, e por fim, do caminho percorrido por tais obras ate a publicacao no Brasil. No que diz respeito a traducao, foram das enfases aos elemento paratextuais e as estrategias utilizadas para traduzir os vocabularios, as expressoes e as crencas populares da lingua malinque para o texto de chegada. A pesquisa mostrou que dentro do total de 122 identificadas no presente estudo, 9 sao de lingua francesa, o que equivale a 7% das publicacoes. Esse resultado revelou o lugar marginal que ocupam essas textualidades no Brasil. Identificou-se que essa realidade e ainda mais problematica quando sabido que das 9 obras apenas 1 e de autoria africana feminina. Quanto a analise tradutologica, chegou-se a conclusao de que, ao subverter o portugues a norma e logica da lingua/cultura malinque, a traducao se distanciou de uma perspectiva domesticadora, onde os tracos culturais e linguisticos da lingua de origem sao adaptados a lingua/cultura de chegada.
  • THAÍSE GOMES LIRA
  • A máquina do tempo: ressonância de H. G. Wells na ficção distópica do século XX
  • Data: 21/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • A maquina do tempo ([1895] 2018), primeira obra de H. G. Wells, e uma das obras representantes do impulso distopico britanico e influenciou as narrativas distopicas do seculo XX, de forma que seu reflexo ainda e percebido nas obras do seculo XXI. A Distopia, cuja nomenclatura e recente nos estudos literarios, carece de maiores investigacoes em lingua portuguesa, e e nesse sentido que direciono este estudo. A essencia do universo distopico, da forma que alcancou os dois ultimos seculos, remonta a um conjunto de obras do seculo XIX e tambem as narrativas utopicas que surgiram no seculo XVI, a partir de A Utopia, de Thomas More. Socialista e visionario, Wells estabeleceu, em seu primeiro romance, dialogos consistentes que reverberariam na Ficcao Cientifica e na distopia do seculo XX, segundo aspectos apontados por Figueiredo (2009) e outros estudiosos. O objetivo central desta pesquisa foi analisar o primeiro romance de Wells, sob a luz da ficcao distopica, como uma das narrativas essenciais do impulso distopico britanico do seculo XIX, que auxiliaram no estabelecimento das bases estruturais das distopias contemporaneas; alem disso, buscou delimitar as semelhancas e diferencas entre a Literatura de ficcao cientifica e de ficcao distopica; realizar um paralelo entre as Literaturas utopica, (pos) apocaliptica e distopica; investigar os aspectos insolitos, sociais e espontaneamente distopicos da narrativa de Wells, que influenciaram as obras canonicas do genero no seculo XX. A pesquisa esta amparada pelos estudos de Suvin (1979), Tomachevski (2013), Oliveira (1999), Todorov (2013; 2014), Culler (1999), Castro (2007) Soares (2007), Saer (2012) Garcia (2007), Jameson (2005; 1982), Cardoso (2003), Cardoso (2006), Bozzetto (2007), Vieira (2010), Silva (2013), Miranda (2016), Booker (1994), Figueiredo (2009), Moraes (2012), Pavlovski (2012), Baccolinni (1995), Moylan (2016), Perrone-Moises (2016), Arendt (1979) Aristoteles (2007), Genette (2017), entre outros. A analise da obra permitiu a observacao de que A maquina do tempo ([1895] 2018) e, na verdade, uma obra hibrida, que mescla tracos utopicos, pos-apocalipticos e distopicos; nem todos os aspectos apontados por Figueiredo (2009) sao identificados na obra, mas atraves de seu livro, Wells tambem lancou alicerces para as distopias contemporaneas: a alta tecnologia e a visao republicana e socialista, com criticas marxistas de classe.
  • ALINE KELLY VIEIRA HERNANDEZ
  • A EXPRESSÃO DO OCULTISMO NA NARRATIVA FANTÁSTICA DE RUBÉN DARÍO
  • Data: 21/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • A literatura fantastica do Romantismo, inspirada no irracional, unida aos dogmas religiosos e positivistas da America finissecular, serviram de forte influencia para o desenvolvimento dos temas do fantastico modernista. Muitos escritores introduziram na America hispanica uma literatura de cunho sobrenatural, que visou confrontar a filosofia positivista predominante naquele momento. Atraves das pseudociencias e das ciencias ocultas, os modernistas encontraram um caminho alternativo a religiao, para se comunicar com o transcendental e tentar entender e responder a inumeras questoes que a ciencia convencional nao era capaz de explicar. Nossa proposicao, neste trabalho, e demonstrar os reflexos das pseudociencias e do ocultismo nos contos fantasticos do Modernismo Hispano-americano, sobretudo do escritor modernista Ruben Dario. Para a realizacao de nossa proposta, escolhemos como corpus analitico os contos fantasticos “El caso de la senorita Amelia”(DARIO, 2002) e “La extrana muerte de Fray Pedro” (DARIO, 2002), ambos de Ruben Dario. As principais referencias utilizadas para preceder a analise foram: Ceserani (2006),Todorov (1981), Lovecraft (1987), Furtado (1980), entre outros. Os principais suportes teoricos usados para a realizacao da analise foram: Hahn (1978), Martin (2009), Vax (1965), entre outros. Apos a analise constatou-se que os dois contos atendem perfeitamente aos objetivos desta pesquisa, uma vez que, nas duas narrativas, se mostra de forma clara, a presenca de varios elementos de influencia do ocultismo, esoterismo e pseudociencias, fato este que cremos ressaltar a relevancia de nosso estudo.
  • MARIA RICHELY BARBOSA DE MOURA
  • RELAÇÃO ANIMAL HUMANO E NÃO HUMANO NO ROMANCE AS HORAS NUAS, DE LYGIA FAGUNDES TELLES
  • Data: 20/02/2019
  • Hora: 10:30
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  • Esta dissertacao objetiva realizar uma analise interpretativa da relacao entre o animal humano e nao humano e suas implicacoes etico-esteticas no romance As horas nuas (2010), de Lygia Fagundes Telles, por meio do confronto das tres vozes narrativas. As vozes, que se alternam em capitulos na composicao da obra, sao: a da atriz Rosa Ambrosio, o do seu gato Rahul e da terceira pessoa onisciente, contemplando as acoes envoltas a Ananta Medrado, analista da atriz. Para tanto, no capitulo I, ha a revisao do antropocentrismo historico por meio da Etica Animal e da critica ao especismo, empreendida por Peter Singer, em Libertacao Animal, a questao do olhar na relacao entre o animal humano e nao humano, postulada por Jacques Derrida, em O animal que logo sou (a seguir); e a analise do dualismo, efetivada por Val Plumwood, em Feminism and the mastery of nature. A partir disso, o capitulo II problematiza e propoe uma revisitacao do conceito tradicional de antropomorfizacao. Alem disso, correlaciona os dois modos derridianos (ver / ver e ser visto) de se relacionar com o animal nao humano com a forma de escreve-lo e, consequentemente, de le-lo em algumas imagens-textos do animal nao humano na literatura narrativa ocidental pertinentes a discussao. O capitulo III efetua a analise interpretativa literaria do corpus escolhido, a partir do dialogo entre as tres vozes narrativas. Para isso, se apoia nas consideracoes filosoficas dos autores mencionados no que concerne a relacao entre o animal humano e nao humano e examina as implicacoes etico-esteticas.
  • MARIA RICHELY BARBOSA DE MOURA
  • RELAÇÃO ANIMAL HUMANO E NÃO HUMANO NO ROMANCE AS HORAS NUAS, DE LYGIA FAGUNDES TELLES
  • Data: 20/02/2019
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertacao objetiva realizar uma analise interpretativa da relacao entre o animal humano e nao humano e suas implicacoes etico-esteticas no romance As horas nuas (2010), de Lygia Fagundes Telles, por meio do confronto das tres vozes narrativas. As vozes, que se alternam em capitulos na composicao da obra, sao: a da atriz Rosa Ambrosio, o do seu gato Rahul e da terceira pessoa onisciente, contemplando as acoes envoltas a Ananta Medrado, analista da atriz. Para tanto, no capitulo I, ha a revisao do antropocentrismo historico por meio da Etica Animal e da critica ao especismo, empreendida por Peter Singer, em Libertacao Animal, a questao do olhar na relacao entre o animal humano e nao humano, postulada por Jacques Derrida, em O animal que logo sou (a seguir); e a analise do dualismo, efetivada por Val Plumwood, em Feminism and the mastery of nature. A partir disso, o capitulo II problematiza e propoe uma revisitacao do conceito tradicional de antropomorfizacao. Alem disso, correlaciona os dois modos derridianos (ver / ver e ser visto) de se relacionar com o animal nao humano com a forma de escreve-lo e, consequentemente, de le-lo em algumas imagens-textos do animal nao humano na literatura narrativa ocidental pertinentes a discussao. O capitulo III efetua a analise interpretativa literaria do corpus escolhido, a partir do dialogo entre as tres vozes narrativas. Para isso, se apoia nas consideracoes filosoficas dos autores mencionados no que concerne a relacao entre o animal humano e nao humano e examina as implicacoes etico-esteticas.
  • ANTONIO FELIPE BARBOSA NETO
  • O RIO AMAZONAS NO PERCURSO POÉTICO DE THIAGO DE MELLO E DE JUAN CARLOS GALEANO
  • Data: 20/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • A literatura contemporanea latino-americana, especificamente a amazonica, tem apresentado uma perspectiva instigada pelos aspectos factuais do homem e da natureza em degradacao. Os efeitos da violencia lenta sobre os espacos florestais e povos que nela habitam, vem despertando os posicionamentos etico e politico, nao partidarios, dos escritores locais, que saem em defesa dos sujeitos historicamente marginalizados, colocando-se enquanto vozes que repercutem as mudancas da paisagem amazonica. No tocante a imagem da natureza, o presente trabalho enseja, junto a valorizacao da cultura nativa entrevista nos textos, analisar como a construcao literaria da Amazonia tem auxiliado no processo de conscientizacao acerca das problematicas ambientais e sociais na regiao. Para isso, buscamos, mediante as representacoes do elemento rio, encontradas na ecopoetica do escritor brasileiro Amadeu Thiago de Mello na obra Amazonia patria da agua (1987), bem como no livro Amazonia y otros poemas (2004), do poeta colombiano Juan Carlos Galeano, observar como os autores atribuem a subjetividade as aguas amazonicas. O rio, portanto, adentra em nosso estudo como recurso estetico simbolico responsavel por condicionar o percurso imaginativo da poetica, perpassado no carater popular que reforca a posicao de pertencimento dos discursos. Vale ressaltar que o Amazonas e demais afluentes tambem se caracterizam como responsaveis pelas denuncias, seres subjetivos que externalizam os efeitos da degradacao ambiental. O recorte das poesias (poemas e prosas) que foram estudadas ocorreu mediante a representacao espacial do mesmo, em que buscamos tracar uma analise da narrativa poetica mediante um metodo de leitura ecocritico pautado nos seguintes aspectos: analisar os textos em suas representacoes do meio ambiente como uma questao politica e estetica; identificar as problematicas ecologicas entrevistas pelos elementos relacionados a discussao ecopoetica; e por fim, relacionar as vozes poeticas como forma de ambientalismo especifico. Dessa forma, propomos dialogar as obras, buscando identificar as aguas como ambiente subjetivizado pelas memorias, marcado pelas presencas das criaturas humanas e nao humanas, e seres reais e sobrenaturais que permeiam a sua existencia. Como principais aportes teoricos, procuramos respaldar em nomes como: Coelho (1945); Mendes (1974); Leonel (1998); Mires (1990); Junk e Melo (1990); Allier (1992); Mesa (1993); Bhabha (1996); Morin (2001); Leff (2003); Mendes (2005); Nielson (2014); Oyarzun (2015); Coutinho (2003); Said (2007); Schneider (2007); Spivak (2010); Nixon (2011); Levy (2011); Walter (2012); Thiel (2012); Braga (2015). Verificamos que as poeticas analisadas refletem percepcoes unicas que se relacionam em prol de uma luta comum. O subjetivismo atribuido ao rio reverbera em consonancia com a simbologia universal, no entanto, imbuido por uma percepcao nativa que possibilita ao leitor uma experiencia de empatia, do reconhecimento da vida em sua pluralidade.
  • ADRIANA NUVENS DE ALENCAR
  • NA TERRA DOS PASSARINHOS, PATATIVA NÃO CANTA SÓ: Um olhar semiótico sobre a poética da comunidade de Assaré
  • Data: 18/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Neste trabalho, analisamos, sob o ponto de vista da semiotica das culturas, uma amostra das producoes da Comunidade Poetica de Assare, verificando os valores a elas subjacentes, a fim de caracterizar a identidade daquele grupo cultural. Partimos das hipoteses de que: a poesia, sobretudo como expressao do desejo de justica social, e o que melhor define a comunidade; o saber sobre o mundo compartilhado pelos membros do grupo inclui o sentimento/ a consciencia de que a existencia de Patativa e de sua obra o distingue dos demais; a producao de cada poeta revela outras caracteristicas da coletividade, paralelamente ao ideal de justica; os principios comunitarios ainda se sobrepoem ali ao individualismo da sociedade moderna. Por meio de pesquisa de campo, registramos vinte e sete poetas em atividade, bem como um demonstrativo das composicoes de cada um. Deste universo, selecionamos um corpus composto de seis textos, representativos de tematicas recorrentes no conjunto dos autores. Analisamos os textos a partir da teoria das zonas antropicas de Rastier, abordando as categorias de pessoa, tempo, espaco e modo, com o intuito de identificar os valores presentes, situando-os no quadro antropico. Nas analises, sobressairam os valores: justica social, Patativa e a poesia, o sagrado, as relacoes afetivas e comunitarias. O anseio por justica/progresso e discursivizado por meio de objetos culturais de natureza basica situados na zona distal do povo. A poesia ocupa todas as zonas do entorno; e instrumento de denuncia e de luta por uma vida digna. A valorizacao do sagrado e das relacoes interpessoais sao tracos ainda tradicionais da comunidade.
  • CRISTINA ROTHIER DUARTE
  • A LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA DO SÉCULO XIX: reescritas para crianças em Contos da Carochinha, de Figueiredo Pimentel
  • Data: 13/02/2019
  • Hora: 14:30
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  • Neste trabalho, investigamos a literatura infantil do seculo XIX, a partir de narrativas reunidas por Figueiredo Pimentel em Contos da Carochinha ([1894]/1958), obra que inaugurou, cronologicamente, a literatura infantil brasileira, configurando um divisor de aguas na historia desta, por apresentar os primeiros sinais que a fazem caminhar para uma literatura autonoma e dotada de caracteristicas esteticas proprias. Assim, partimos de um estado de lacuna sobre o processo de reescrita desse autor, para empreendermos uma jornada acerca de uma investigacao que busca conhecer alguns de seus textos sob determinados aspectos: texto-fonte, caracteristicas e tipo de reescritura realizada. Desse modo, a pesquisa apresenta como objetivo geral estudar os primordios da literatura infantil brasileira com base na escrita de Figueiredo Pimentel direcionada a esse publico, e como objetivos especificos: tracar um panorama da literatura infantil, partindo do estudo dos principais expoentes europeus e outros contistas pertinentes para esta dissertacao, ate chegarmos as obras que, aqui, circulavam e estavam disponiveis como literatura para criancas no periodo correspondente ao final do seculo XIX e inicio do XX; conhecer a producao de Figueiredo Pimentel, abordando a sua atuacao como jornalista e literato; e compreender o processo de reescritura dos contos infantis empreendido por esse autor, mediante o cotejamento dos contos “O Chapeuzinho Vermelho”, “Branca como a neve” e “A Gata Borralheira”, retirados da 25ª edicao de Contos da Carochinha (1958), com classicos europeus da literatura infantil reunidos por Xavier Marmier, em L’Arbre de Noel et legedes recueillis par Xavier Marmier (1873), com os propositos de: identificar uma possivel fonte imediata utilizada na obra que inaugurou a Biblioteca Infantil da Livraria Quaresma; definir qual a modalidade de reescrita dos contos que compoem o corpus desta pesquisa foi eleita pelo autor brasileiro; e conhecer os tracos esteticos que caracterizam sua obra como abrasileirada, adequando a literatura ao gosto de nossas criancas naquele periodo. A bibliografia basica consultada para o estudo historico-literario foi Arroyo (2011), Coelho (2000; 2010), Bravo-Villasante (1977), Mendes (2017), Duarte (1995), El Far (2006; 2010), Hallewell (1985) e Leao (2003; 2007a; 2007b), e para o estudo sobre adaptacao, Carvalho (2014), Hutcheon (2013), Feijo (2010), Formiga (2009) e Amorim (2005). A pesquisa e classificada, quanto aos fins, como exploratoria, quanto aos meios, como bibliografica (GIL, 2002), e, quanto a abordagem, como qualitativa (JACOBSEN, 2009). Como resultados da pesquisa, concluimos que Figueiredo Pimentel partiu da obra de Xavier Marmier (1873), para a reescrita dos contos de origem europeia analisados nesta pesquisa, empregando como procedimento de adaptacao a indigenizacao (HUTCHEON, 2013) e construcoes linguisticas mais proximas da oralidade, com o fim de suprir uma necessidade urgente daquele tempo decorrente da carencia de obras infantis proximas da realidade do leitor mirim brasileiro.
  • GIZELDA FERREIRA DO NASCIMENTO LIMA
  • Uma Análise da Educação Feminina em O Livro das Tres Vertudes a Insinança das Damas de Christine de Pizan
  • Data: 12/02/2019
  • Hora: 09:30
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  • Esta pesquisa tem por objetivo analisar o Livro das Tres Vertudes (1405), da autora Christine de Pizan sob uma perspectiva comparada com outros tratados de educacao escritos neste mesmo periodo, entre eles Institutione Feminae Christianae de Juan Luis Vives, Espelho de Casados de Frei Luis de Leon, Lo Libre de les Donas (O Carro de las Donas) de Francisco Eiximenis e o Llibre de les dones ou Spill de Jaume Roig. O corpus do nosso trabalho e a traducao portuguesa do livro de Pizan intitulado, O Livro das Tres Vertudes a Insinanca das Damas, publicado por volta de 1450 a pedido da Rainha D. Isabel. Trata-se de um texto destinado exclusivamente a educacao das mulheres, seu conteudo e composto por ensinamentos e conselhos de ordem pratica que dizem muito sobre as regras impostas as mulheres na Idade Media. Inserida em uma tradicao composta em sua maioria por autores homens, Pizan constroi seu projeto de educacao a partir de estrategias que a diferencia dos demais tratados de educacao. Assim, buscaremos defender como a questao autoral diferenciou o tratamento e ensinamentos destinados as mulheres neste contexto.
2018
Descrição
  • JOÃO MARCUS SOARES CAMPELO
  • As vidas suscetíveis em contos de "Olhos d´Água", de Conceição Evaristo
  • Data: 20/12/2018
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa em questao pretende tecer analise de alguns contos presentes no livro Olhos d´agua, de autoria da escritora mineira Conceicao Evaristo, publicado no ano de 2015. Os contos, a saber, sao os seguintes: Duzu - Querenca; A gente combinamos de nao morrer; Ayoluwa, a alegria do povo. Pretendemos investigar, alem das especificidades referentes a cada conto, um eixo tematico comum que percorre as narrativas escolhidas, a vida precaria dos personagens, as condicoes sociais adversas, mas, sobretudo, a suscetibilidade para transformar suas realidades, a possibilidade de modificacao, de "inventar sobrevivencias".
  • DALVA SALES CARVALHO CUNHA
  • ESTUDO DO ROMANCE "A MÁQUINA DE FAZER ESPANHÓIS", DE VALTER HUGO MÃE, A PARTIR DE PRESSUPOSTOS DA TEORIA GERAL DOS SIGNOS
  • Data: 26/11/2018
  • Hora: 14:00
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  • EM BREVE
  • GRYGENA DOS SANTOS TARGINO RODRIGUES
  • A DRAMATIZAÇÃO DO TRÁGIGO EM "YERMA", "BODAS DE SANGRE" E "LA CASA DE BERNARDA ALBA"
  • Data: 13/11/2018
  • Hora: 15:00
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  • Esta tese tem por objeto de estudo a dramatizacao do tragico em "Bodas de sangre", "Yerma" e "La casa de Bernarda Alba", de Federico Garcia Lorca, obras espanholas escritas na primeira metade do seculo XX. No primeiro capitulo analisamos o contexto historico-literario relativo as pecas, destacando o cenario conservador e patriarcal da Segunda Republica espanhola, comum a trilogia. Investigamos tambem o teatro poetico de Lorca, assim como a participacao do dramaturgo no grupo da Generacion de 27. Ainda neste capitulo tecemos reflexoes acerca do comportamento mitico e religioso da cultural rural da Andaluzia, destacando a sacralidade atavica e o cristianismo rustico daquela populacao, mediante o processo de modernidade tardia dessa cultura. Para a analise, contemplamos definicoes e reflexoes de varios autores, a exemplo de Josephs y Juan Caballero (2012), Ian Gibson (2013), Allen Ildefonso Manuel Gil (2013), Mario Gonzalez (2013), Maria Francisca Vilches de Frutos (2014), Ortega y Gasset (1944) e Castro Filho (2009). No segundo capitulo apresentamos uma abordagem da teoria do drama a partir de fundamentos que nortearam a arte dramatica ao longo dos seculos. Em um primeiro momento, ponderamos sobre a tragedia enquanto forma artistica que busca enquadrar o tragico em esquemas racionalistas e abordamos o tragico enquanto conceito filosofico, existencial, ligado a finitude da vida. Em um segundo momento exploramos os pilares do drama moderno, tendo como parametros conceitos teoricos que podem embasar reflexoes sobre a existencia da tragedia em tempos modernos, considerando semelhancas e diferencas entre as dramaturgias classica e moderna. Para essas discussoes nos valemos de contribuicoes de Aristoteles (1991), Hegel (2010), Peter Szondi (2004, 2011), Heorge Steiner (2006), Raymond Williamns (2011), Terry Eagleton (2013), Sandra Luna (2012), dentre outros autores. No terceiro capitulo realizamos uma analise das pecas tendo como base as teorias elencadas nos capitulos anteriores. Nessa perspectiva, tentamos provar que as pecas pertencentes a essa trilogia sao tragedias modernas, pela enfase nos dramas sociais e pelo tratamento das subjetividades das personagens, que revelam dramas interiores em oposicao ao contexto social andaluz da decada de 1930. Para alem dos parametros caracteristicos do drama moderno, as pecas apresentam conflitos com ares fatalisticos a partir do aproveitamento de temas tabus, de dogmas religiosos e regras de conduta social que interferem diretamente nos conflitos individuais das personagens das pecas. Alem disso, cabe destacar a presenca de uma dimensao sagrada e ritualistica implicada na trilogia, que vai alem do realismo contextual das pecas e transcende os limites da razao, influenciando diretamente o comportamento e as acoes das personagens.
  • CLEDERSON MONTENEGRO MEDEIROS
  • INVEJA, ANTAGONISMO E TEATRALIDADE EM "ANTONIO E CLEÓPATRA", DE WILLIAM SHAKESPEARE
  • Data: 09/11/2018
  • Hora: 15:00
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  • Aproximadamente 10 anos separam a peca "Romeu e Julieta", do dramaturgo ingles William Shakespeare, de uma outra tragedia sobre a paixao, "Antonio e Cleopatra": ambas trazem os nomes dos protagonistas no titulo, ambas falam das possiveis consequencias de uma experiencia privada, o amor, e ambas tem a paixao como tema. No entanto, "Romeu e Julieta", tragedia lirica sobre dois jovens amantes, difere de "Antonio e Cleopatra", em que amantes na maturidade optam pela experiencia do amor-eros, tendo como fonte a obra "A vida paralela dos nobres gregos e romanos", do historiador grego Plutarco. William Shakespeare se utiliza de dois dos protagonistas mais celebres da historia, e certamente, de amplo conhecimento do publico, para criar seu enredo. Refletindo sobre a paixao que envolve os amantes shakespearianos, o presente trabalho procura estabelecer um dialogo com o critico frances Rene Girard, que, a partir de sua teoria do desejo mimetico afirma que o homem nao e capaz de desejar por si mesmo a imitacao de modelos sendo a base nao apenas do desejo, mas tambem dos conflitos humanos. Desse modo, e possivel justificar muito da relacao entre Antonio, Cleopatra e Otavio Cesar a partir da dinamica triangular de amor, odio e rivalidade. No livro "Shakespeare: o teatro da inveja" (2009), Rene Giorar, embora nao contemple em seus estudos "A tragedia de Antonio e Cleopatra", utilizando-se, para tratar do desejo em suas pecas, um termo caro ao vocabulario do proprio Shakespeare, a inveja. E por meio de alguem que detem o privilegio de um objeto que nao possuimos que a dinamica dos conflitos e o drama ocorrem. O interesse de imitar o modelo e, segundo Girard, a vontade de estabelecer uma identidade com o mesmo modelo invejado. Portanto, fazendo uso das consideracoes de Girard e relacionando suas ideias e a formulacoes de outros criticos e outras obras do dramaturgo ingles, o presente trabalho propoe-se, no estudo da "A tragedia de Antonio e Cleopatra", estabelecer conexoes que legitimam a tese acerca das relacoes entre inveja, rivalidade e teatralidade.
  • MARIA GRACIELE DE LIMA
  • UMA INQUIETA ESCRITURA: ESTUDO E TRADUÇÃO DE "EXCLAMACIONES" E "VEJAMEN", DE TERESA D'ÁVILA
  • Data: 30/10/2018
  • Hora: 09:30
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  • Esta pesquisa tem como centro o estudo e a traducao de dois escritos deixados pela autora espanhola, Teresa d'Avila, intitulados "Exclamaciones" e "Vejamen". Levou-se em conta o pertencimento dessas producoes literarias, de carater mistico, a uma tradicao literaria desenvolvida por mulheres cujas origens encontram-se na Idade Media, dentre muros de mosteiros, bem como nas beguinarias. Essa tradicao continuou seu percurso e ultrapassou o 'Siglo de Oro', periodo em que a autora produziu. Adotou-se uma visao sistemica, segundo a qual a Literatura se manifesta, na sociedade, dentro de um complexo de elementos que sao movimentados a partir da atuacao de agentes conhecidos como reescritoras/es e leitoras/es profissionais, o que incide na definicao do que chega ou nao as maos das/os chamadas/os leitoras/es nao profissionais. As/os reescritoras/os sao criticas/os, editoras/es, comentadoras/es, tradutoras/es, entre outros agentes que criam a imagem de uma obra literaria e de sua/seu autora/autor por meio de opinioes, publicacoes, comentarios, traducoes e outros textos que contribuem para tal. Constatou-se que as obras pesquisadas possuem relacao com todo o corpus de producao de Teresa d'Avila e esse e um ponto de partida fundamental para estudar qualquer parte da escritura dessa autora.
  • EMMANUELA NOGUEIRA NITAO DINIZ
  • "Mito, Imagem e Analogia: um estudo comparativo do lógos de Platão nos diálogos Politeia, entre o final do Livro VI e o início do Livro VII, e o prelúdio do Timeu".
  • Data: 28/09/2018
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo pretende analisar o logos de Platao nos dialogos "Politeia", VI 506d6 - VII 515d7, em comparacao com o proemio do "Timeu", entre os passos 27d5-29d6, assim como em outros trechos, com o fim de aprofundar as nocoes de mythos, imagem, e analogia, no pensamento e na linguagem do autor, nos corpora selecionados. As obras serao tratadas, primeiro, tendo em vista o sentido e os usos que o filosofo faz desses recursos em busca do entendimento do que sejam o muthos, as imagens e as estruturas analogicas. A seguir, verificar a existencia de uma relacaio entre a analogia do Sol com o Bem, a imagem da linha Seccionada e a Caverna com o discurso do personagem Timeu, percebendo, num e noutro, a similitude e aproximacao semantica dos temas relacionados. O que se pretende realizar e o aprofundamento do vocabulario dos corpora, observando as principais passagens nas quais ocorre o emprego de mythos, eikones e analogias que, por sua vez, sao signos do discurso platonico, a fim de extrair deles um melhor entendimento do sentidos termos que Platao aplica para designar seus conceitos filosoficos.
  • VIVIANE MORAES DE CALDAS
  • A tragédia "Hércules no Eta" e a formação moral do homem romano
  • Data: 14/09/2018
  • Hora: 09:00
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  • Seneca foi um dos expoentes da filosofia estoica do Imperio Romano, cujos ideais pretendiam servia de guia para o individuo, orientando suas acoes, uma vez que compreendia que a filosofia deveria ser pratica e vivenciada no dia a dia, sempre busca pela virtudee e pela sabedoria. Nosso estudo se propoe a discutir alguns principios estoicos referentes a virtude (uirtus), as paixoes (affectus), a viver conforme a natureza (uiuere naturae), a morte (mors) e ao sabio (sapiens), como essenciais para guiar o individuo no caminho para a impertubalidade da alma, para a felicidade plena. A partir da compreensao desses principios, analisamos a tragedia "Hercules no Eta", com o objetivo nao so de compreender como Seneca se utilizou desses principios para difundir os ideais estoicos, assim como mostrar em que medida os exempla, ou os contra-exempla, evidenciados pelo comportamento dos personagens nessa obra, principalmente pelo heroi Hercules, poderiam contribuir para a formacao moral do homem romano.
  • JESSICA TORQUATO CARNEIRO
  • TATUAGENS LITERÁRIAS: o corpo como suporte para o texto poético
  • Data: 28/08/2018
  • Hora: 09:00
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  • Obras literarias sao absorvidas pelo publico e, frequentemente, transformam-se em variados tipos de expressao artistica, como o cinema, o teatro, a pintura, a escultura, entre outros. Conforme e discutido no presente trabalho, tatuagens tambem sao influenciadas pela literatura. Esta pesquisa objetiva explorar como a literatura marca os corpos humanos ao acessar o que pessoas que possuem esse tipo de tatuagens dizem sobre a decisao de ter na pele determinado texto, verbal ou nao verbal. Ao todo, sao analisadas cinco tatuagens inspiradas em tres poemas e um romance:"A Virgem Maria", de Manuel Bandeira, "Poeminho do contra", de Mario Quintana, "Amor sem saida", de Pedro Gabriel, e "Frankenstein", de Mary Shelley. Por se tratar de um tipo de expressao artistica que se da de maneira (quase) indelevel na pele, a tatuagem literaria promove ricas discussoes sobre a literatura deixas marcas nas mentes e nos corpos dos sujeitos.
  • MARIA VERÔNICA ANACLETO PONTES
  • Entre Novas e Velhas Histórias: a construção de bruxas e princesas nos fios discursivos de contos de fadas
  • Data: 27/08/2018
  • Hora: 09:00
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  • O trabalho de investigacao proposto nesta tese focaliza o lugar socio historico ocupado pela mulher nos contos maravilhosos, narrativas milenares que encantam os/as leitotres/as das mais diferentes idades idades, e suas releituras filmicas. Atualmente, diante de sua popularidade e sucesso que sempre obtiveram, os contos de fadas vem servido de motivacao para a criacao cinematografica, atraves de releituras direcionadas nao so para criancas, mas tambem para o publico adulto. Essas reatualizacoes (FOUCAULT, 2002) sao sujeitas as concepcoes do momento da producao, por isso revelam vontades de verdades presentes em cada epoca. Considera-se que essas narrativas apresentam diversos lugares ocupados pelo sujeito mulher (maes, madrastas, filhas e esposas) que nos permitem enxergar regularidades no que concerne ao papel ideologico representado por essas personagens e as relacoes de poder que perpassam suas construcao narrativa atraves do tempo, comparando-se epocas em que surge cada uma enquanto acontecimento singular na historia.
  • SUELLEN RODRIGUES RAMOS DA SILVA
  • Morrer, gestar, renascer: estetização e autorrepresentação nos documentários "Elena" e "Olmo e a gaivota"
  • Data: 25/06/2018
  • Hora: 09:00
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  • Os documentarios "Elena" (2013), da cineasta mineira Petra Costa, e "Olmo e a gaivota" (2015), tambem realizado por Costa, mas codirigido pela dinamarquesa Lea Glob, constiutuem o corpus desta pesquisa. Tratam-se, portanto, de dois filmes de autoria feminina, ambos protagonizados por mulheres, narrativas centradas em nucleos familiares, utilizando a intertextualidade entre pesonagens documentais e caracteres ficcionais enquanto recurso de estetizacao, e estabelecendo dialogos, sobretudo, com arquetipos femininos. Nesta tese, realiza-se uma analise comparativa de tais obras, observando de que maneira esses documentarios possibilitam a partilha de experiencias pessoais, estetizam a vida cotidiana neles representada e apresentam uma leitura sensivel de suas personagens, sem perderem de vista a relevancia das questoes da serie social constitutivas dos dois filmes, consideradas tabus devido ao silenciamento que as envolvem. Em "Elena", tematiza-se, sobretudo, o suicidio cometido pela personagem homonima, irma da diretora; e em "Olmo e a gaivota", os questionamentos da protagonista, a atriz Olivia Corsini, em sua primeira gestacao, sobre a maternidade e as consequencias de tal escolha em relacao a sua carreira, a sua liberdade e ao seu cotidiano. As duas producoes estruturam-se via narracao homodiegetica, com imersao na interioridade das personagens, suscitando reflexoes sobre a natureza do coumentario em primeira pessoa e a autorrepresentacao, seja das cineastas ou das personagens, e mobilizando os conceitos de autorreflexividade, autobiografia, autoficccao e alterficcao. As obras ainda permitem estabelecer conexoes com dois documentarios pessoais, os curtass-metragens "Olhos de ressaca" (2009) e "Encontro com papai Kasper Cartola" (2011), realizados, respectivamente, por Petra Costa e Lea Glob, tambem focados nas relacoes familiares, embasando observacoes a respeito de elementos recorrentes que constituem tracos estilisticos.
  • JENISON ALISSON DOS SANTOS
  • A construção das subjetividades femininas em Como água para chocolate, de Laura Esquivel
  • Data: 20/06/2018
  • Hora: 09:00
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  • A presente dissertacao propoe uma investigacao acerca da construcao das subjetividades femininas em Como agua para chocolate, da autora mexicana Laura Esquivel, a partir do discurso gastronomico que perpassa o romance. Para tanto, nosso trabalho contempla quatro caminhos de analise, objetivando melhor compreender a constituicao de tal fenomeno: as vozes das mulheres no processo de (re)escrita da historia; os movimentos de opressao e resistencia no espaco da cozinha; as relacoes de afeto construidas a partir do dado gastronomico; e os diferentes lugares do materno. Nosso embasamento teorico se alicerca em um estudo interdisciplinar que transita por diferentes areas de conhecimento, como Teoria e Critica Literaria, Historia, Historiografia, Filosofia e pelos estudos da relacao entre o discurso culinario e a literatura, o que nos permite abordar as propostas de analise de forma mais abrangente e significativa. Nosso referencial teorico se constitui especialmente pelas discussoes de Woolf (2014), Sceats (2003), Badinter (1985) e Hutcheon (1987). Notamos, como consequencia do dialogo entre romance e teorias, como Esquivel constroi uma narrativa singular, demonstrando potencia para a inventividade, resistencia e protagonismo de suas personagens femininas a partir das vivencias do efemero, subvertendo as expectativas de representacao e empoderamento de tais personagens no canone literario.
  • ELISANGELA MARCOS SEDLMAIER
  • Estéticas da carne: literatura, prostituição e psicanálise
  • Data: 13/06/2018
  • Hora: 09:00
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  • Considerado o primeiro romance erotico da modernidade, "Fanny Hill ou memorias de uma mulher de prazer", datado de meados do seculo XVIII, subverte as tradicionais representacoes sobre o feminino, em especial, no tocante a sua vinculacao com a prostituicao. Perpassando a historia do sexo, encontramos, primeiramente, no campo do sagrado, uma conexao entre as prostitutas e a(s) deusa(s) telurica(s). Na era crista - estacao conduzida pelo patriarcado - a prostituta perde seus 'encantos' divinos, sendo alocada, doravante, no territorio do profano. Nesse lugar, torna-se um ser abjeto, mas que, ao mesmo tempo, dialoga com o(s) desejo(s) do(s) outro(s). A obra embora descreva pormenorizadamente a vida da personagem a partir de sua entrada no meretricio, nao compactua com a imagem coletiva ou estigmatizada que a moral social nos oferece sobre a prostituta. Caminhando por vaos historicos, filosoficos e literarios - ressignificados pela psicanalise pos freudiana - examinamos as imagens e discursos que recobrem a prostituta Fanny, a partir dos quais a protagonista experiencia sua feminilidade, de modo a assumir suas fendas e vazios.
  • ANA KARLA COSTA DE ALBUQUERQUE
  • O sentimento pós-moderno na filmografia Quentin Tarantino
  • Data: 11/06/2018
  • Hora: 10:00
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  • Os filmes "Pulp fiction" (1994), "Kill Bill vol. 1" (2003) e "Kill Bill vol. 2" (2004) e "Bastardos inglorios" (2009) sao representativos de um sentimento pos-moderno que permeia toda a filmografia do diretor norte-americano Quentin Taratino. Na presente pesquisa, as escolhas esteticas do diretor serao analisadas a luz dos conceitos que caracterizam a cultura e a sociedade contemporanea, tais como pensados ou teorizados por Susan Sontag, Jean Francois Lyotard, Ihab Hassan, Stuart Hall, Charles Jeccks, Linda Hutcheon, dentre outros. O nosso objetivo e realizar uma investigacaio que atravesse a construcao formal do discurso metaficcional de Tarantino e a entrelace com o problema da crise da representacao e a representacao da subjetividade no cinema pos-moderno.
  • STEFANO ALVES DOS SANTOS
  • Aspectos Retóricos Greco-Romanos na Epistola de Paulo a Filemon
  • Data: 04/06/2018
  • Hora: 09:00
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  • O corpus da presente tese e a "Epistola de Paulo a Filemon", conhecida e classificada como uma "Carta pessoa" e, tambem, como "Epistola de recomendacao ou de mediacao", como um discurso deliberativo. O objetivo e demonstrar que o apostolo Paulo estruturou estrategicamente sua epistola a Filemon segundo a tipologia aristotelica do genero retorico deliberativo, com o intuito de convence-lo a receber de volta o seu escravo fugido, Onesimo. A presente tese e uma aplicacao do criticismo retorico do Novo Testamento na analise da "Epistola de Paulo a Filemon". Para atingir o objetivo estabelecido, fizemos uma abordagem do g`enero epistolar antigo e as epistolas do Novo Testamento, ressaltando a sua estrutura e como ele incidiu no discurso retorico.
  • NICOLE CORTE LAGAZZI
  • As palavras abaixo da cintura: articulações entre a sublimação freudiana e a escrita obscena de Hilda Hilst em "Contos d'escárnio/Textos grotescos".
  • Data: 18/05/2018
  • Hora: 09:00
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  • O trabalho objetiva investigar as vicissitudes do processo sublimatorio, conforme postulado pela teoria freudiana, na obra de Hilda Hilst (1930-2004), mais precisamente em "Contos d'escarnio/Textos grotescos" (1990), ao entrelacar conceitos psicanaliticos e um modo de interpretacao literaria de cuno psicanalitico a escrita de uma das maiores autoras da literatura brasileira do seculo XX. Partimos da compreesao da sublimacao como um dos destinos da pulsao que, atraves da dessexualizacao de sua finalidade mantem, ao mesmo tempo, a economia de satisfacao, e culmina na reorientacao da pulsao para alvos nao sexuais e de maior valor social. Perguntamo-nos como poderiamos pensar tal conceito frente as obras literarias de cunho erotico e pornografico e, para tanto, revisitamos a historia do genero literario e suas especificidades esteticas ao tracarmos as origens e entendimentos das escritas erotica, pornografica e obscena nos contextos literarios.
  • JOSE ROBSON DO NASCIMENTO SANTIAGO
  • A LINGUA DO POVO NO ROMANCE DE GILVAN LEMOS: GLOSSÁRIO DE "O ANJO DO QUARTO DIA" E "EMISSÁRIOS DO DIABO"
  • Data: 08/05/2018
  • Hora: 08:30
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  • Os estudos sobre autores regionais realizados a partir de pressupostos da Lexicologia, da Dialetologia, da Sociolinguistica e da Etnolinguistica demonstram que existe uma indissociabilidade entre lingua, sociedade e cultura. Neste sentido nos debrucamos sobre os romances do escritor Gilvan Lemos, pernambucano que escrevia sobre o que conhecia, vivia e sabia. Em suas obras ha a presenca do lexico regional e popular e, especificamente, nas falas de seus personagens, as marcas de identidade regional e a riquiza vocabular caracterizam o falar de seu povo. Partimos da hipotese de que sua cultura e seu conhecimento linguistico sobre seu povo o levaram a conceber personagens cujas falas pudessem representar o falar nordestino, a sociedade como ele conheceu e a cultura do povo com que conviveu. Defendemos que a melhor forma de demonstrar o valor de suas obras e atraves de um glossario dos romances mais bem avaliados por seus leitores e criticos, "O anjo do quarto dia" e "EmissarioS do diabo".
  • CLECIA MARIA NOBREGA MARINHO
  • O LÉXICO REGIONAL POPULAR NA OBRA DE GRACILIANO RAMOS
  • Data: 07/05/2018
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho constitui-se de estudo linguistico voltado para a descricao dos aspectos lexico-semanticos em "Caetes" (1933), "Sao Bernardo" (1936) e "Vidas secas" (1938), de Graciliano Ramos, com vistas a colaboracao de um glossario do lexico regional e popular do escritor, consistindo numa pesquisa de palavras e expressoes de cunho regional e popular nas obras, respaldada em pressupostos teorico-metodologicos da Lexicologia, da Lexicografia a qual se inclui a Lexicografia Dialetal ou Regional da Semantica, bem como da Dialetologia, da Sociolinguistica e da Etnolinguistica.
  • WELLINGTON LOPES DOS SANTOS
  • A LINGUAGEM REGIONAL E POPULAR DO REPENTISTA ZÉ VICENTE DA PARAÍBA: GLOSSÁRIO LÉXICO-SEMÂNTICO
  • Data: 07/05/2018
  • Hora: 09:00
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  • A cultura popular, em especial, as poesias, os repentes e a literatura de cordel apresentam-se como importantes ferramentas para analises de natureza linguistica. Tais obras poeticas mostram-se nas suas estrofes um acervo vocabular caracteristico do universo sociocultural no qual o autor esta inserido. Sao producoes artisticas que revelam uma rioqueza linguistica inesgotavel. Nesta perspectiva, o presente trabalho intitulado "A linguagem regional/popular do peota Ze Vicente da Paraiba: glossario lexico-semantico" tem como objetivo principal elaborar um glossario de natureza lexico-semantica da linguagem regional/popular identificada nas obras (poesias e cancoes) de autoria de Ze Vicente da Paraiba.
  • CAMILA MACHADO BURGARDT
  • Prosa de Ficção Oitocentista: revisando práticas de escrita literária na imprensa paraibana
  • Data: 26/04/2018
  • Hora: 09:00
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  • Esta tese busca dar visibilidade á permanência dos gêneros retórico-poéticos antigos - anedota, apólogo, diálogo, epigrama, necrológio e epístola - à época Impwewrial, bem como procura reconstruir uma intensa prática de escrita e publicação de gêneros que se nos jornas da província da Paraíba, mas que foi transversal às províncias de todo o país, a partir do exame de procedimentos previstos e aplicados pelas convenções letradas em vigência no período em questão (PÉCORA, 2001). Sabendo que os jornais se configuraram, no século XIX, como principal suporte de circulação do escrito e de divulgação do literário e conhecendo que esses arranjos foram desconsiderados menores (BARBOSA, 2007), tomamos como fonte um variado número de periódicos paraibanos, tais como A Ordem (1849;1850), A Estrela (1860), A Liberal Paraibano (1882;1883) e Gazeta do Sertão (1888), por exemplo. Pensamos nosso corpus, ou seja, os gêneros elencados, enquanto determinações convencionais e históricas constitutivas dos sentidos verossímeis de cada um desses escritos, que também atuaram como "laboratório" na construção das pequenas narrativas e prosas ficcionais, no qual os leitores-escritores experienciaram e testaram a linguagem.
  • LUCIANA DE CAMPOS
  • Literatura e mito na Escandinávia medieval. Aspectos da mulher guerreira na Saga de Hervor
  • Data: 05/04/2018
  • Hora: 09:00
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  • A Saga de Hervor, composta na Islandia, no seculo XIII, nos apresenta em sua narrativa, acontecimentos passados no periodo pre-Viking da Escandinavia Continental mais precisamente, no seculo IX. Esta saga pertence a um conjunto de narrativas literarias que em islandes sao classificadas como “sagas dos tempos antigos das terras do norte” ou Fornaldosogur, as sagas lendarias. Esta narrativa vai apresentar um motivo literario que ha seculos fascina os seres humanos: a mulher guerreira. Os estudos sobre o mito na literatura medieval escandinava, - mais precisamente o da mulher guerreira -, que refletem em suas linhas uma condicao feminina em determinada epoca que esta ligada a esfera do mito sao pesquisas ainda pouco realizadas no Brasil, mas que na Escandinavia, e tambem no restante da Europa ja estao consolidadas. Com o estudo da condicao feminina da Escandinavia medieval, representada nas sagas lendarias e possivel propormos uma analise dessas personagens femininas, mais especificamente a das mulheres guerreiras de maneira que se possa nao so entender a construcao do mito da mulher guerreira, mas principalmente, a sua importancia tanto para a epoca em que foi escrito como para o presente momento. A nossa analise do mito da mulher guerreira na literatura se pautara na teoria do mito proposta por autores como Marcel Detienne e Jean-Pierre Vernant que propoe analises pormenorizadas sobre o mito na literatura e as suas repercussoes na sociedade. No decorrer da analise sobre a construcao do mito da mulher guerreira na literatura, desde a Antiguidade Classica ate a escrita das sagas na Escandinavia Medieval, recorremos aos teoricos da literatura e escandinavistas que se debrucam exclusivamente na analise das sagas, como Torfi Tilinius, Regis Boyer e Margeret C. Ross e Terry Gunnell.
  • ANDRÉIA PAULA DA SILVA
  • O BILDUNGSROMAN E A INEXISTÊNCIA DE UM ESTADO DE DIREITO NO SERTÃO ROSIANO DE GRANDE SERTÃO: VEREDAS
  • Data: 28/03/2018
  • Hora: 09:00
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  • O romance de Guimaraes Rosa apresenta um Brasil sertanejo que, ainda que historicamente ja no periodo republicano, praticamente nao tem lei constitucional ou qualquer mecanismo publico que caracterize um Estado de direito. E dentro desse contexto que se analisa a formacao do protagonista, em certa sintonia com o quadro geral das contradicoes do pais.
  • ELAINE REIS LAUREANO
  • LITERATURA DE AUTORIA FEMININA: CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO MULHER EM “MARIAS”, DE JANAÍNA AZEVEDO
  • Data: 26/03/2018
  • Hora: 08:00
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  • Esta Tese sistematiza uma pesquisa voltada para a investigacao da constituicao do sujeito mulher nos contos de “Marias” (1999), de Janaina Azevedo. Compreendendo a literatura como espaco de acontecimento constante e atualizacao dos discursos, acreditamos que os textos literarios devem lidos como um produto socio-historico e ideologico que se concretiza com a historia e com a memoria. Para tanto, tomamos como base os pressupostos teoricos Analise do Discurso (AD) de linha francesa, com base principalmente nos estudos de Foucault (2004), Pecheux (1997), Courtine (2006) e Robin (1977), a partir dos quais se concebem os textos como fontes propagadoras de discursos, tendo em vista que materializam representacoes socio - historicas e culturais que marcam a identidade dos sujeitos. Focalizamos, de modo especial, as ideias foucaultianas, no que concerne aos conceitos de “Vontades de verdade” e “Relacoes de poder” e nos voltamos para a discussao sobre autoria feminina, a partir de autores como Badinter (2005), Perrot (2013), Mill (2006), Woof (1985) e Silva(2010). Para compreender as questoes relativas as construcoes identitarias, recorremos aos Estudos Culturais, por meio de Hall (2006), Bauman (2005) e Silva (2000). Quanto a metodologia, trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho documental, cujo corpus e composto por seis dos treze contos da obra selecionada. Os objetivos norteadores sao os seguintes: investigar os discursos que constituem o sujeito mulher em “Marias”; analisar como a “voz” de autoria feminina constroi as representacoes do sujeito mulher nos contos de “Marias”; identificar as vontades de verdades, as relacoes de poder e, Esta Tese sistematiza uma pesquisa voltada para a investigacao da constituicao do sujeito mulher nos contos de “Marias” (1999), de Janaina Azevedo. Compreendendo a literatura como espaco de acontecimento constante e atualizacao dos discursos, acreditamos que os textos literarios devem lidos como um produto socio-historico e ideologico que se concretiza com a historia e com a memoria. Para tanto, tomamos como base os pressupostos teoricos Analise do Discurso (AD) de linha francesa, com base principalmente nos estudos de Foucault (2004), Pecheux (1997), Courtine (2006) e Robin (1977), a partir dos quais se concebem os textos como fontes propagadoras de discursos, tendo em vista que materializam representacoes socio - historicas e culturais que marcam a identidade dos sujeitos. Focalizamos, de modo especial, as ideias foucaultianas, no que concerne aos conceitos de “Vontades de verdade” e “Relacoes de poder” e nos voltamos para a discussao sobre autoria feminina, a partir de autores como Badinter (2005), Perrot (2013), Mill (2006), Woof (1985) e Silva(2010). Para compreender as questoes relativas as construcoes identitarias, recorremos aos Estudos Culturais, por meio de Hall (2006), Bauman (2005) e Silva (2000). Quanto a metodologia, trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho documental, cujo corpus e composto por seis dos treze contos da obra selecionada. Os objetivos norteadores sao os seguintes: investigar os discursos que constituem o sujeito mulher em “Marias”; analisar como a “voz” de autoria feminina constroi as representacoes do sujeito mulher nos contos de “Marias”; identificar as vontades de verdades, as relacoes de poder e, consequentemente, os lugares outorgados a mulher nos referidos contos, bem como identificar os estereotipos que constituem a identidade do sujeito mulher. Apos a analise dos contos, diante dos dados, foi possivel perceber que a constituicao do sujeito mulher em “Marias” se da a partir de discursos que marcam a identidade da mulher, por meio de representacoes multifacetadas da mulher na contemporaneidade e pela negacao do discurso biblico/religioso. Na opacidade da escrita de Janaina Azevedo, observamos um choque de identidades provocado no confronto do discurso religioso, que permeia todos os contos analisados, e o discurso feminista que busca combater os grilhoes que submete a mulher ao homem por seculos. Vemos na obra da referida autora momentos de submissao versus momentos de resistencia, por meio das mulheres representadas. Janaina Azevedo transita entre o ceu (religiao) e o inferno (desejo sexual), delineando diferentes modos de ser mulher na terra.
  • WILLIAN LIMA DE SOUSA
  • Mito Deslocado: o arquétipo de Sodoma e Gomorra nas páginas de "O Ateneu"
  • Data: 12/03/2018
  • Hora: 14:00
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  • Trata-se de uma analise critica, com base na teoria dos arquetipos de Northrop Frye, da presenca de mitos biblicos como componentes da narrativa do romance " O Ateneu ", de Raul de Pompeia
  • ROSSANA TAVARES DE ALMEIDA
  • A TRANSFORMAÇÃO DA MULHER NAS LENDAS INDÍGENAS DA AMAZÔNIA: PERCURSOS SEMIÓTICOS DE SENTIDO
  • Data: 08/03/2018
  • Hora: 14:30
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  • Partindo da hipotese de que o indigena tem uma forte relacao com o meio ambiente, principalmente, a figura feminina por estar associada a mae natureza, aquela que nutre o ser humano, esse trabalho teve como objetivo analisar as lendas amazonicas pelo vies da semiotica greimasiana, verificando os valores culturais dos vegetais bem como significado da metamorfose do ser humano em vegetal. Para tanto, foram inferidos os seguintes objetivos especificos: observar as significacoes das metamorfoses sofridas ou ocasionadas pela figura feminina; descobrir os valores presentes nas narrativas dos sujeitos semioticos; perceber os elementos simbolicos de outras culturas, no que tange a universalizacao dos mitos. As narrativas lendarias utilizadas como corpus foram extraidas de Lendario Amazonico (BRITTO, 2007), cujo levantamento foi realizado pelo o autor atraves de entrevistas aos habitantes da Regiao Norte do Brasil. A amostragem efetivamente analisada constou de lendas que tinham como tema a metamorfose da mulher ou ocasionada por ela. Esse recorte foi uma estrategia metodologica, a fim de especificar e aprofundar o estudo, melhorando a qualidade da pesquisa. As lendas escolhidas para analise foram: A lenda da vitoria-regia, A lenda do guarana, A lenda do acai e A lenda da mandioca. O estudo das lendas amazonicas justifica-se em virtude da riqueza cultural que carregam. Concluimos que a observancia dos niveis semioticos, corroboram para enfatizar que a lenda contem o mito, sendo uma forma de manifestacao de valores culturais, contento elementos de identidade de um povo. Assim, a concepcao de que a lenda e apenas uma historia de cunho imaginativo, distante da realidade e desconstruida.
  • KLARA MARIA SCHENKEL
  • DA INFÂNCIA DO MÁGICO À GÊNESE DO LOBO: A mitologia de Harry Haller em O Lobo da Estepe, de Hermann Hesse
  • Data: 27/02/2018
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa investiga o repertorio da “mitologia pessoal” de Harry Haller, o protagonista de O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf, 1927), de Hermann Hesse. Alem do ecletico “mosaico de citacoes” selecionado por Harry Haller para narrar seus conflitos interiores, dados autobiograficos de Hesse deliberadamente entremeiam a criacao literaria. Nesse sentido, ao ultrapassar fronteiras entre vida e obra (ou entre o “real” e o “ficcional”), a “autoficcao” hessiana busca o dialogo provocativo com uma alteridade multifacetada, a partir da qual Haller/Hesse tenta alcancar sua “unidade”. Para tanto, tambem nao bastara o ponto de vista estritamente subjetivo: o protagonista tera de ocupar o territorio do Outro e descentrar-se do “eu”, ser sujeito e objeto, ultrapassar a “ficcao do ego”, enfim, romper com a visao dualista para reconhecer uma verdade menos provisoria sobre si e sobre aquilo que denomina como sua “mitologia pessoal”. Extirpado tanto do mundo asseptico e ordenado da burguesia, quanto da promessa romantica de reencontrar o paraiso perdido, o mythos desse Lobo solitario atravessa importantes questoes em voga no periodo que sucedeu a Primeira Grande Guerra no solo germanico. O vasto percurso percorrido pela mitologia de Harry Haller — desde as obras de Goethe e Novalis ao pensamento tragico de Nietzsche, da contracultura germanica a Psicologia Analitica de Jung e a “gnose” indiana — revela, sobretudo, a genese de um “sujeito multipersonalistico” que prenuncia a falencia dos valores burgueses e da propria Modernidade, um sujeito que requisita novas formas literarias de expressao.
  • MAYSA MORAIS DA SILVA VIEIRA
  • Os percursos estéticos e ideológicos em Noémia de Sousa e Sónia Sultuane: uma análise do eu-feminino na poesia moçambicana
  • Data: 26/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho de pesquisa versa sobre um estudo das marcas estetico-ideologicas na poesia de Mocambique, por meio dos poemas dos livros Sangue Negro (2001) e Imaginar o poetizado (2006), de Noemia de Sousa e Sonia Sultuane, respectivamente. Para tanto, faremos, no primeiro capitulo, um breve panorama literario enfatizando as vozes femininas que foram precursoras e, por que nao, fundamentais no desenvolvimento da Literatura Mocambicana, dando voz a mulher e colocando-a como sujeito ativo das transformacoes nos variados ambitos sociais de Mocambique. No segundo capitulo, analisaremos o eu-poetico das obras de Noemia de Sousa e Sonia Sultuane identificando as posicoes ocupadas pela mulher mocambicana, buscando entender o lugar social do qual essas vozes femininas falam. Nosso objetivo e apontar as possiveis diferencas e similitudes na poesia de Noemia de Sousa, que apresenta uma poesia ligada a tradicao literaria mocambicana guiada pela Literatura Combate e pelo projeto da Mocambicanidade, e na poesia de Sonia Sultuane que representa as mudancas sociais que possibilitaram a escrita feminina abordar tematicas diversas as questoes politico-sociais, principalmente, no que diz respeito aos prazeres femininos, a liberdade sexual e ao erotismo da mulher mocambicana da contemporaneidade. Para isso, serao utilizados os referenciais teoricos que dao conta da teoria de analise poetica, dos estudos culturais, da literatura africana de autoria feminina e teorias feministas.
  • CAMILA DE MATOS SILVA
  • Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves: uma escrita de resistência entrelaçamentos entre metaficção historiográfica, memória e religiosidade.
  • Data: 26/02/2018
  • Hora: 11:00
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  • Este trabalho debruca-se sobre o romance "Um defeito de cor", de Ana Maria Goncalves, procurando preencher lacunas da Historia dita oficial, pela voz e grafia de Kehinde. Busca-se, tambem, entrelacar memoria a resistencia dos povos da diaspora africana em solo brasileirio, bem como demonstrar que os rastros de memoria tem sido um traco estetico, marcante, na escrita de mulheres afro-brasileiras.
  • NAYARA DE ALMEIDA ADRIANO
  • LITERATURA SURDA: As Categorias da Narrativa do Gênero Humor por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)
  • Data: 26/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • O trabalho consiste em uma investigacao para o entendimento do genero humoristico nas piadas em lingua de sinais, durante as criacoes literarias da comunidade surda e a partir deste contexto surgiram as seguintes problematicas: como surgiu as piadas em LIBRAS? Em qual categoria podemos classificar as piadas? Existe sinal para identificar o humor na piada? Para responder a essas indagacoes a pesquisa que se apresenta tem como objetivo geral descobrir qual e o sinal apresente na piada que transmite a diversao, ou seja, o riso, por meio das narrativas humoristicas que sao passadas de mao em mao pela comunidade surda fazendo com que pertenca a literatura surda, qualitativa e de cunho documental, tendo com supedaneo documentos e midias eletronicas contidas na internet, com abrangencia material no humor focado em lingua de sinais, tendo sido escolhidos (19) dezenove videos contendo piadas em lingua de sinais e postos a observacao de pessoas surdas na cidade de Joao Pessoa, com participacao de pessoas fluentes em linguagem brasileira de sinais (LIBRAS), sendo entregues questionarios para avaliar-se a identificacao dos surdos em 15 categorias linguistas distintos. Tambem foi feito uma indagacao sobre a origem da piada na comunidade surda no Brasil e no mundo, e fez-se um apuramento a respeito do empenho em transmitir as piadas na lingua de sinais atraves do povo surdo como forma de reconhecimento. Conclui-se que as piadas em lingua de sinais produzida em video fazem parte do elemento linguistico e que sao objetos que podem servir para futuros estudos referente a Literatura na concepcao visuo-espacial que e algo proprio do sujeito surdo.
  • IRANY ANDRÉ LIMA DE SOUZA
  • O folheto no cenário das adaptações literárias: releituras do conto Chapeuzinho Vermelho
  • Data: 20/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • Nascidos de narrativas orais populares, os contos de fadas/maravilhosos mais conhecidos chegaram ate nos pela propagacao de geracao a geracao promovida, antes, pelos contadores(as) de historias, e que ha tempo vem ganhando inumeras versoes e adaptacoes desde sua primeira compilacao em livro. Dentre as diferentes releituras para as diferentes midias, a que nos chamou atencao foi a da literatura de folhetos, que mantem forte relacao com as historias infantis, por preservarem algumas caracteristicas em comum. Em tres capitulos, discutimos nesta dissertacao, sucessivamente, sobre as intersecoes entre o folheto e a Literatura Infantil, sobre o fenomeno historico da adaptacao literaria e que lugar o folheto ocupa nesse contexto. Alem disso, selecionamos o conto popular “Chapeuzinho Vermelho” em transposicoes para folhetos publicados no seculo XXI, como corpus principal de nossa analise. Nesse sentido, a nossa analise (o nosso estudo, a nossa pesquisa) recai sobre a materialidade e a textualidade dessas adaptacoes, a fim de perceber o que esses textos mantem ou alteram do conto classico, versoes de Perrault e dos irmaos Grimm, adotadas aqui como hipotextos principais. Com esse objetivo, lancamos mao de uma pesquisa de cunho qualitativo e interpretativo dos folhetos O casamento de Chapeuzinho Vermelho com o Pequeno Polegar, de Costa Senna (2006), Chapeuzinho Vermelho – versao versejada, de Manoel Monteiro (2010) e O casamento da Chapeuzinho Vermelho, de Cleusa Santo (2010). Desde os titulos e perceptivel a indicacao para uma nova forma na qual o texto sera apresentado, o que ja pressupoe mudancas significativas para o texto envolto nas especificidades do folheto. Ha, inclusive, certa tendencia ao moralismo nas adaptacoes, como um resgate de uma das caracteristicas presentes nos contos dos irmaos Grimm. Mais do que isso, ha alteracoes que precisaram ser analisadas, a exemplo da nova configuracao do texto verbal em dialogo com as ilustracoes que acarreta novos sentidos para a leitura do conto tradicional “Chapeuzinho Vermelho”.
  • ANA PAULA SERAFIM DA SILVA
  • O universo infantil e escolar em Poesias Infantis, de Olavo Bilac
  • Data: 20/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • Por volta do final do seculo XIX e inicio do seculo XX, comecou a se firmar no Brasil a consciencia de que uma literatura propria se fazia urgente para a demanda infantil, ao mesmo tempo em que a sala de aula passou a incorporar uma producao literaria especifica, originando a criacao de um publico consumidor de livros escolares. Nesse vies, a presente dissertacao tem como objetivo averiguar aspectos tematicos e formais da coletanea poetica Poesias infantis (1904), do escritor fluminense Olavo Bilac. Ao estudarmos o impresso, compreendemos os valores socioculturais da epoca, os contornos da nossa educacao, a valorizacao da memoria nacional, alem de percebermos a marcacao do inicio da literatura escolar. Realizamos uma pesquisa de carater bibliografico e documental que buscou analisar o comparecimento de uma preocupacao estetica aliada a disseminacao de valores vinculados a Primeira Republica brasileira em poemas, fabulas e ilustracoes presentes na seleta. Para isso, investigamos os fatos sociais, politicos e culturais que envolveram a origem da literatura para criancas, bem como o seu surgimento no contexto nacional. Ainda exploramos os poemas que representam, por meio de versos e ilustracoes, o espaco escolar e os valores da epoca. Alem disso, analisamos a insercao das fabulas de Esopo, pelo autor, na coletanea. Constatamos ao longo da pesquisa que o autor, em meio as limitacoes artisticas da epoca, alem de se utilizar do estilo literario parnasiano para a composicao de seus versos infantis, nos quais apresentou uma metrica perfeita na sua construcao, possibilitando ao publico leitor da obra seducao e divertimento, ele variou generos em seu livro de poemas, a fim de apresentar ao destinatario mais de um genero literario, o que, juntamente com as ilustracoes, reforca o criterio estetico do compendio poetico.
  • UELIDA DANTAS DE OLIVEIRA
  • A Linguagem de Ariano Suassuna: Um glossário léxico-semântico
  • Data: 20/02/2018
  • Hora: 08:30
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  • No presente estudo, temos como objetivo geral elaborar um glossario lexico-semantico das escolhas lexicais do escritor paraibano Ariano Suassuna, analisando seu lexico nas obras O casamento suspeitoso (2012), Farsa da boa preguica (2014) e O santo e a porca (2011). Com essa finalidade, selecionamos lexias no corpus para a elaboracao do glossario, ressaltando a relevancia das lexias de natureza regional nordestina, analisando o aspecto do lexico regional. Outro objetivo importante para a elaboracao do glossario e a questao das lexias configurarem arcaismos ou neologismos. Para o desenvolvimento do estudo, a principio, realizamos pesquisas bibliograficas sobre lexicografia e a fortuna critica sobre Ariano Suassuna, assim como as leituras dos livros desse autor. A bibliografia consultada sobre o autor foi Victor e Lins (2007) e Tavares (2007). Para a fundamentacao teorica, conforme as teorias linguisticas do Lexico e suas ciencias, a lexicologia e a lexicografia, utilizamos a teoria de Barbosa (1981), Biderman (2001), Vilela (1995) e Ilari (2012), como tambem as teorias “neologismo lexical” e “arcaismo linguistico”, com subsidio de Carvalho (1984), explanando tambem questoes sobre dicionarios, com o auxilio de Borba (2003), entre outros. Para a elaboracao do glossario foram preenchidas fichas lexicograficas, com os verbetes selecionados na analise do corpus, constatando depois se os mesmos encontravam-se ou nao dicionarizados. Tal atividade foi realizada com o auxilio dos dicionarios de lingua portuguesa de Ferreira (2010) e Houaiss (2012), entre outros, e dos dicionarios regionais nordestinos de Navarro (1998) e Cabral (1982), entre outros.
2017
Descrição
  • FELIPE DOS SANTOS ALMEIDA
  • Transtextualidades entre Sófocles e Ovídio: virtude e ira na caracterização de Ajax
  • Data: 12/12/2017
  • Hora: 09:00
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  • O Objetivo deste trabalho e estudar a intertextualidade entre a obra Metamorfoses, de Ovidio, autor latino. e a peca Aias, de Sofocles........
  • SAULO SANTANA DE AGUIAR
  • A poética da emulação no De rerum natura
  • Data: 06/12/2017
  • Hora: 09:30
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  • O poema De rerum natura, de Lucrecio, pode ser considerado uma das grandes obrasprimas de toda a literatura latina, tendo sido composto na primeira metade do seculo I a. C., com intuito declaradamente didatico de propagar as doutrinas epicuristas em meio a sociedade romana de entao, fragilizada por guerras e conflitos politicos de enorme relevancia. Em vistas a fragmentacao da estrutura social da urbs, fundamentada num sistema politico republicano em profunda debacle, o poeta Tito Lucrecio Caro, fervoroso adepto da filosofia de Epicuro, que pregava uma atitude de total abstencao em relacao a vida politica e a busca de riquezas, com o fim de alcancar-se a verdadeira felicidade por meio do estudo da natureza e de suas leis, e da libertacao do homem de seus medos a respeito da morte e dos deuses, enxergava neste sistema doutrinal uma importante via de salvacao moral para a corrupcao dos costumes que vogava em sua geracao. Nao obstante os objetivos pragmaticos que se possam atribuir ao intento lucreciano, nao restam duvidas quanto ao valor literario de sua obra, devido ao seu carater mimetico, voltada para a imitacao da natureza. Ao mesmo tempo, e igualmente possivel perceber na construcao da obra inumeras alusoes e referencias a outros textos da tradicao literaria antiga, seja de sua vertente didatica, seja da grande epica classica,remontando a um proficuo dialogo emulativo entre a poesia lucreciana e todas essas obras. Desse modo, objetivo deste trabalho e analisar o livro I do De rerum natura, tendo por base a compreensao de uma poetica subjacente ao texto do poema que reflita as suas relacoes mimeticas com as demais obras que com ele compoem a tradicao epico-didatica. Para tanto, utilizar-nos-emos, como embasamento teorico de nossa pesquisa, da obra Palimpsestes: la litterature au second degre, de Gerard Genette, que nos fornecera os instrumentos necessarios para o estudo da literatura sob a clave do comparativismo, alem, e claro, do aporte teorico de outros autores antigos que se esforcaram em compreender o fenomeno da mimesis na criacao poetica, como Platao, Aristoteles, Quintiliano e outros.
  • ANGELI RAQUEL RAPÔSO LUCENA DE FARIAS
  • A perversão e suas confissões: a erótica de Hilda Hilst.
  • Data: 28/11/2017
  • Hora: 14:00
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  • Em breve.
  • DANIELLE ALEXA BARBOSA MEIRA
  • Literatura, cinema e adaptação: Flor do Deserto no espaço das narrativas femininas contemporâneas
  • Data: 10/11/2017
  • Hora: 10:00
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  • A pesquisa tem como foco a análise da autobiografia "Flor do deserto" (2001), DE Warris Diris e Cathleen Miller, e da adaptação fílmica homônima, de Sherry Hormann (2009) dentro do cenário atuas das narrativas autobiográficas femininas, observando como o elemento memorialístico atua no processo de redimensionamento do literário e ficcionalização da história, além de incidir na reconfiguração da identidade feminina negra da personagem Warris Dirie, na literatura e no cinema, em como isso reverbera no conjunto social contemporâneo.
  • GRACILENE FELIX MEDEIROS
  • Corpo e Conhecimento no Timeu e no Brihadaranyaka-Upanisad: um estudo critico baseado na teoria da enunciação metafórica e do símbolo mítico
  • Data: 30/10/2017
  • Hora: 15:00
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  • estabelecemos como objetivo geral analisar o signo corpo como construcao imagetica atraves da qual possamos apreender o conhecimento contemplativo (nous e jnāna) no Timeu e no Brihadaranyaka-Upaniṣad. Os objetivos especificos sao reconhecer a construcao metaforica como uma significacao vivente, dentro de um conjunto de relacoes opostas apresentadas no espaco do texto e que essa significacao que surge de uma enunciacao pode corroborar com a compreensao da construcao simbolica dentro da literatura; identificar o corpo enquanto enunciacao metaforica e simbolica nas manifestacoes ritualisticas e miticas dentro das seguintes obras: na Iliada, Odisseia, Teogonia, Trabalhos e Dias e no Rig-Veda; observar e estabelecer as diferencas existentes entre a relacao metaforica do corpo e do conhecimento no Timeu de Platao e no Upaniṣad, Brihadaranyaka-Upaniṣad, compreendendo o corpo, como elemento linguistico imprescindivel para explicar o mundo e atingir o conhecimento e baseando-nos nessa analise, apresentar tambem possiveis semelhancas entre as duas civilizacoes em estudo, buscando assim definir uma sutil aproximacao entre elas.
  • SANDRO LUIS DE SOUSA
  • O ABC do Sertão: aspectos semântico-culturais e fonéticos do português brasileiro na obra de Luiz Gonzaga
  • Data: 20/10/2017
  • Hora: 08:00
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  • Neste trabalho, parte-se da concepcao de que o falar nordestino e resultante de variacoes do Portugues Brasileiro, as quais importam, tanto alteracoes do foneticismo quanto do material semantico-lexical, advindas dos processos de distribuicao geografica e das influencias socioculturais. Com base nessa fundamentacao teorica, o estudo propoe-se investigar a existencia de particularidades semantico-culturais e particularidades foneticas, caracterizantes do falar sertanejo nordestino na obra de Luiz Gonzaga. Essas categorias de analise acionam uma abordagem multifocal, o que exige a colaboracao/o cruzamento de saberes varios, oriundos das mais diversas areas do conhecimento, em particular aqueles saberes derivados da Dialetologia, da Etnolinguistica e da Sociolinguistica (manancial teorico I); e da Lexicologia, da Lexicografia, da Semantica Cultural e da Fonetica (manancial teorico II). Levando-se em conta as inter-relacoes entre lingua, cultura e sociedade, a pesquisa documenta as variacoes dialetais encontradas em lexias simples, compostas e textuais, usadas pelo sanfoneiro, autentico representante do falar nordestino. Fazendo ancoragem nos postulados da Semantica Cultural, na vertente Semantica de Contextos e Cenarios, a investigacao constata que os sentidos sao manifestacoes linguisticas do significado de uma lingua natural, os quais se especializam em contextos e cenarios, constituidos por fatos culturais. No conjunto, foram identificados os seguintes campos semantico-culturais caracteristicos da obra de Luiz Gonzaga: a seca, a saudade, a terra, a religiao e as crencas, o cangaco, o amor e a sensualidade, e a alegria. Esses campos contem itens lexicais cujos sentidos representam verdadeiros “depositos de valores linguistico-culturais” compartilhados entre os habitantes mais humildes da zona rural nordestina. Tambem foram descritas, pela analise de metaplasmos brasileiros (por adicao, supressao, transposicao e transformacao), as singularidades foneticas da linguagem rural nordestina. As fontes documentais incluiram textos de cancoes, narrativas de causos, registros de entrevistas e depoimentos. Os procedimentos metodologicos contemplaram pesquisa bibliografica, audicoes de musica, transcricoes grafematicas das cancoes e causos coletados, visita exploratoria ao municipio de Exu–PE, assim como transcricoes foneticas de lexias que continham metaplasmos brasileiros. As bases teoricas que dao sustentacao a propositura da tese reconhecem que a variedade rural nordestina contem um vocabulario tipico e especificidades fonetico-fonologicas proprias que sofrem um alto grau de estigmatizacao na sociedade brasileira. Como produto das analises realizadas, apresenta-se um glossario eletronico cujas organizacoes macro, medio e microestrutural foram ordenadas no programa computacional Lexique Pro©. Pelos indicios e pelas evidencias encontradas no corpus, fortalece-se a tese de que a producao artistica de Luiz Gonzaga difundiu, de forma deliberada, nao apenas um genero musical mas tambem a expressividade linguistica do falar rural nordestino como instrumento linguistico de valorizacao identitaria
  • CAROLINA SILVA RESENDE DA NÓBREGA
  • Literatura Surda: As produções digitais de textos religiosos em libras
  • Data: 03/10/2017
  • Hora: 08:30
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  • A tese tem como sua tematica principal a organizacao de textos religiosos em Libras, separados em Literarios e Informativos, com o fim de identificar o uso dos temas na Literatura Surda. A base da pesquisa se respalda nos teoricos da Literatura Surda, Traducao, Producao Textual e Religiao como Peters (2000), Sutton-Spence (2005), Mourao (2011), Oustinoff (2011), Jakobson (1971), Leite (2010), Assis Silva (2012), Wigles e Colombo (1979), entre outros. A investigacao apresenta analises baseadas no questionario com doze surdos evangelicos de diversas regioes do Brasil. Todos evangelicos e frequentadores de suas igrejas, sujeitos da pesquisa, relatam suas observacoes acerca dos videos escolhidos nas redes sociais e em DVD. Para problematizar, e preciso levantar questoes de uso do texto religioso como quais sao as categorias necessarias para os textos sagrados? Por que essas estrategias sao utilizadas e em que momentos do texto? Ha possibilidade de a pessoa surda compreender o texto religioso em Libras sem o uso do portugues? Sao essas questoes que nos levam a realizar pesquisas as quais abordam categorias organizadas. Os objetivos da tese e analisar e categorizar as producoes digitais dos textos religiosos; analisar, na Libras, o uso dos lexicos comparativos entre diferentes textos religiosos; e destacar os textos religiosos categorizados para os tipos de textos Literarios e Informativos em Libras. No desenvolvimento da pesquisa, sao analisados os videos e, estes, categorizados por Figura, Figurino, Traducao, Narrativa e Criacao, com base de teorias e depoimentos coletados dos informantes. Por fim, espera-se que os textos religiosos em Libras possam ser categorizados e inseridos, como uma contribuicao Literaria, na Literatura Surda.
  • SAYONARA SOUZA DA COSTA
  • Da Terra ao Céu: elementos de moçambicanidade e do período pós-colonial presentes nos contos " O Cachimbo de Felizberto" e " O Homem Cadente"
  • Data: 12/09/2017
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • DANIELLE DE LUNA E SILVA
  • MATERNAGENS NA DIÁSPORA AMEFRICANA: RESISTÊNCIA E LIMINARIDADE EM AMADA, COMPAIXÃO E UM DEFEITO DE COR
  • Data: 18/08/2017
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa tem como objetivo principal analisar a partir de uma perspectiva transnacional e historica as praticas de maternagem presentes em Amada, Compaixao e Um defeito de cor como atos de resistencia a objetificacao e apropriacao dos corpos femininos negros nos Estados Unidos e no Brasil pela instituicao da escravidao. Tanto osromances escritos por Toni Morrison (Amada e Compaixao) quanto o de Ana Maria Goncalves (Um defeito de cor) podem ser considerados como neo-slave narratives ou narrativas contemporaneas da escravidao, textos ficcionais que revisitam e recriam as primeiras slave narratives, amplamente disseminadas pelo movimento abolicionista na Inglaterra, Franca e Estados Unidos, no seculo XVIII, em que exescravizados/as apresentavam relatos, mediados ou nao, sobre as experiencias vivenciadas naquele contexto. Menos preocupadas com a reproducao de fatos historicos, Goncalves e Morrison dao voz a “vida interior” de suas personagens, mulheres escravizadas, que recorrem a estrategias diversas para resistir a um sistema que visa reifica-las. As narrativas, dessa maneira, encenam novos paradigmas a respeito da maternagem negra no contexto da diaspora amefricana, representando-a como possibilidade de integracao a comunidade e de empoderamento feminino, enfatizando, tambem, a luta destas mulheres para garantir a preservacao e protecao de seus filhos, em consonancia com o que apontam Patricia Hill Collins e Andrea O’Reilly a respeito das especificidades da maternidade/maternagens negras. Outrossim, percebe-se uma forte presenca de praticas religiosas e culturais de matriz africana, que permeiam e influenciam as relacoes entre maes e filhos, o que justifica a utilizacao do termo amefricano, colocando America e Africa em contato nesse contexto transnacional. Os abikus e ogbanjes, criancas com forte conexao com o mundo dos espiritos, e os ibejis, gemeos, sao lidos como figuras liminares que encenam tanto a possibilidade de ruptura, quanto de (re)conexao entre maes e filhos e entre africanos e seus descendentes dispersos pela experiencia da diaspora negra e seu continente de origem. Portanto, as conexoes entre maternagem e resistencia, a discussao das fronteiras entre o mundo dos vivos e dos espiritos, entre Africa e America sao os caminhos que nortearam a analise dos tres romances, indicando formas bastante alternativas, ficcionalmente construidas, nas quais o empoderamento se da com base nos elos de sangue, de cultura e de religiao.
  • HILDA MENEZES DA SILVA CORDEIRO
  • IMIGRAÇÃO/ MIGRAÇÃO E SUBJETIVIDADE NOS ROMANCES: EL ZORRO DE ARRIBA Y EL ZORRO DE ABAJO, J.M.ARGUEDAS E A REPÚBLICA DOS SONHOS, NÉLIDA PIÑON
  • Data: 09/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • Thalita Rose Tamiarana Gadêlha Taveira
  • REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO NO BARROCO LATINO-AMERICANO: GREGÓRIO DE MATOS E SOROR JUANA INÉS DE LA CRUZ
  • Data: 01/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • Nesta pesquisa buscam-se as possiveis respostas para o conceito de feminilidade desenvolvidas por Gregorio de Matos e Soror Juana Ines de la Cruz. Objetivando formular um referencial teorico-pratico sobre as caracteristicas estruturais dos estudos de genero na poesia de Gregorio e Juana Ines, analisamos os poemas Hombres necios que acusais, Engrandece el hecho de Lucrecia, A uma dama, que mandando-a o poeta solicitar lhe mandou dizer que estava menstruada e Manas, depois que sou freira, a fim de avaliar a postura de ambos frente a condicao feminina imposta pelo patriarcado. A pesquisa esta dividida em tres partes. Primeiramente, faz-se necessario um capitulo historico a fim de situar nao so os poetas e a estetica a qual eles pertencem, como tambem, contextualizar as mulheres do seculo XVII e as questoes sociais do periodo. No segundo capitulo, trabalhamos as questoes de genero atraves das mais conceituadas pesquisadoras a fim de embasar a pesquisa e trazer seguranca sobre o possivel caminho de analise. Neste capitulo tambem foi feita uma pesquisa de escritoras do seculo XVII, contemporaneas a Juana Ines, para mostrar a intensa producao literaria feminina e avaliar uma provavel homogeneidade de pensamento entre elas bem como os caminhos de luta tracados atraves da literatura. No ultimo capitulo foi feita uma analise estrutural, social e de genero dos poemas propostos utilizando os caminhos ja trilhados nos primeiros capitulos. E possivel observar de forma precisa como os poetas trabalhados seguem opostos extremos: enquanto Juana Ines busca, de forma inovadora na America, nao se calar diante de uma imensidao de preconceitos formados acerca da figura feminina, Gregorio de Matos, ao contrario, contribui para o fortalecimento da opressao da mulher na sociedade seiscentista.
  • CAIO ANTONIO DE MEDEIROS NOBREGA NUNES GOMES
  • Entre leitores(e) espiões: um estudo da metaficção no romance Sweet tooth, de Ian McEwan
  • Data: 23/06/2017
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertacao propoe uma analise da metaficcao no romance Sweet Tooth, escrito por Ian McEwan e publicado em 2012. Para tanto, examinaremos os movimentos que o texto literario faz em direcao a propria literatura – a suas condicoes de producao e recepcao –, que caracteriza um processo continuo de reflexao sobre o fazer ficcional. Nosso aporte teorico e composto por estudos publicados na area da metaficcao, seja em relacao a seus principios gerais, seja em relacao a cada uma das estrategias criativas aqui analisadas. De fato, diversos procedimentos metaficcionais problematizam o fazer literario no romance de McEwan, a exemplo da parodia das narrativas de espionagem e de deteccao, do recurso mise en abyme e da representacao metamidiatica da literatura, que dotam a narrativa de uma estrutura complexa, que ira influenciar diretamente o processo de recepcao. Assim, nossa analise pretende identificar como Sweet Tooth tem seus significados construidos a partir do fenomeno estetico da metaficcao. Nosso referencial teorico-metodologico e composto especialmente pelas discussoes de Bernardo (2010), Hutcheon (1980) e Waugh (1984), no que concerne o fenomeno estetico metaficcional, e por Hutcheon (1989) e Korkut (2005), em relacao a estrategia criativa da parodia.
  • FREDERICO DE LIMA SILVA
  • Literatura e Violência: efeitos do desmentido na contística de Rinaldo de Fernandes
  • Data: 19/05/2017
  • Hora: 09:30
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  • Este trabalho objetiva apresentar uma leitura acerca dos registros da violencia, enquanto manifestacao do funcionamento perverso, na contistica do escritor contemporaneo Rinaldo de Fernandes, onde, alicercados pelas elucidacoes propostas, sobretudo, pela teoria psicanalitica freudiana e auxiliados pelas contribuicoes de outras vertentes psicanaliticas e outras areas do saber, como a filosofia e a sociologia, demarcaremos nuances dos efeitos da violencia como resultado de, pelo menos, dois processos decorrentes da acao do desmentido, na qualidade de operador da perversao: a instabilidade do homem contemporaneo ante a incapacidade da sociedade de lhe garantir seguranca e, consequentemente, a escolha pela recusa/desmentido em relacao as leis que regem e tentam garantir o bem-estar da civilizacao, em nome da satisfacao derivada da eliminacao de suas tensoes. Nos contos O Perfume de Roberta e Ilhado, que serviram como amostras da contistica de Rinaldo de Fernandes, notam-se inumeros marcadores da fragilizacao das relacoes humanas, um mal que nao e produto da nossa contemporaneidade, mas que se encontra potencializado pela acao de diversos componentes criados e/ou aperfeicoados na atualidade, como, por exemplo, o capitalismo, que se mostra como um dos maiores provedores da desigualdade entre os individuos, e fomentador da busca desenfreada pela obtencao de um gozo inatingivel. Como efeito dessa fragilizacao das relacoes e da aparente insuficiencia do superego dos sujeitos na epoca atual, tais processos tendem a ocasionar atos de violencia em que os instintos mais primitivos do ser humano — a agressividade e a sexualidade — vem a tona de uma forma bastante acentuada, resultando, como efeito do funcionamento perverso, em um apagamento da alteridade de um individuo em relacao ao outro. Almejamos que este material, por ora, possa contribuir para futuras analises literarias de cunho psicanalitico e, mesmo que nao seja este o nosso objetivo primeiro, tambem possa favorecer pesquisas psicanaliticas em relacao a escrita literaria, assim como para as demais areas do conhecimento aqui utilizadas, pois entendemos que todo material resultante de uma pesquisa academica, principalmente aqueles que fazem uso da interdisciplinaridade, devem garantir uma ampla abrangencia e utilizacao de seus resultados. Da mesma forma, espera-se que este trabalho possa representar uma importante contribuicao a fortuna critica do escritor Rinaldo de Fernandes, responsavel por uma escrita que desvela tantos componentes de nossa humanidade, mesmo que seja da parte mais obscura de nos mesmos.
  • KARINA FONSACA
  • A ARQUITETURA DO RISO: A POÉTICA E A RETÓRICA EM MOMUS, DE LEON BATTISTA ALBERTI, COM TRADUÇÃO INTEGRAL DO TEXTO LATINO
  • Data: 27/04/2017
  • Hora: 15:00
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  • A presente tese, intitulada de “A ARQUITETURA DO RISO: A POETICA E A RETORICA EM MOMUS, DE LEON BATTISTA ALBERTI, COM TRADUCAO INTEGRAL DO TEXTO LATINO”, objetivou estudar e traduzir o texto comico de Momus, de Leon Battista Alberti, autor do Quattrocento italiano. Dividimos a pesquisa em duas partes: 1. Partimos da hipotese de que Alberti cria uma maneira especifica de representar o fenomeno do riso e do risivel no Momus, o qual denominamos de “arquitetura do riso”; e 2. Apresentamos a traducao inedita e integral do texto latino de Momus para a lingua portuguesa realizada para este trabalho de doutoramento. No que diz respeito a essa “arquitetura”, Alberti construiria sua critica historico-comica sobre o Renascimento, a partir da personagem do deus do Riso, Momos, e de orientacoes eticas e esteticas encontradas, principalmente, no tratado de Arquitetura, o De re aedificatoria, tambem escrito por Alberti. Ainda na primeira parte, buscamos identificar a articulacao entre as referencias biograficas e historicas contidas em Vasari, Burckhardt, Garin, Burke, Brandao, Cortesi e Castiglione, entre outros; os recursos da imitatio renascentista; os studia humanitatis e a formacao humanista; a importancia da Arquitetura para Alberti; e, a contribuicao da Retorica e da Poetica nas reflexoes teoricas sobre o riso e o risivel em Aristoteles, Teofrasto, Luciano de Samosata, Horacio, Cicero, Quintiliano, no contexto medieval e no renascentista. Na sequencia, ainda na primeira parte, desenvolvemos um estudo critico, respeitando a mesma divisao de Momus: Proemio, Livro I, Livro II, Livro III e Livro IV. Detemo-nos a analise dos episodios considerados essenciais para a “arquitetura do riso” de Momus, focalizando nas acoes do deus Momos e das personagens divinas e humanas, que transitam por tres planos narrativos – superior, terrestre e inferior. Na segunda parte da tese, apresentamos a traducao inedita e integral do texto latino de Momus para a lingua portuguesa. Utilizamos nossa traducao para realizar o estudo critico apresentado na primeira parte. Momus apresenta-se como uma obra fundamental na tradicao comica da literatura, apesar de, ainda pouco pesquisada. Por isso, acreditamos que esta tese contribuiu tanto pelo nosso estudo critico, quanto pela nossa traducao do original latino.
  • AFONSO MANOEL DA SILVA BARBOSA
  • Metalinguagem e Dialogismo em Jorge Furtado: saneamento básico e outras obras
  • Data: 17/04/2017
  • Hora: 09:00
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  • A pesquisa tem como interesse principal analisar dados metalinguisticos e, nesse contexto, aspectos de metaficcionalidade, tambem discutindo a construcao dialogica ressaltada na pluralidade discursiva do longa metragem "Saneamento basico", o filme. Interessa-nos observar a obra de 207, dirigida e roteirizada por Jorge Furtado, em sua porcao metalinguistica, assinalando sua predisposicao em develar o discurso ficcional ao utilizar-se da representacao de uma comunidade interiorana em seu primeiro contato com a realizacao cinematografica.
  • EMANNUELLE CARNEIRO DA SILVA
  • VOZES MARGINAIS: A OBRA DA CORDELISTA D. CÍCERA MARTINIANO À LUZ DA SEMIÓTICA DAS CULTURAS
  • Data: 06/04/2017
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa analisou, com base na teoria semiotica de linha francesa, os sistemas de valores presentes que se instauram nas pecas produzidas por Dona Cicera Martiniano, – cordelista paraibana com oitenta e nove anos de idade, desconhecida pela academia e moradora da zona periferica de Bayeux-PB. A escolha do corpus se deu pelo fato de que as expressoes culturais da obra daquela autora representam bem mais do que manifestacoes artisticas. Sao, na realidade, um exercicio da memoria coletiva de uma pratica social. Escolhemos aqueles textos que abordam tematicas historicas ou cotidianas, relacionadas aos papeis sociais atribuidos as mulheres, no contexto brasileiro e paraibano, quais sejam: o preconceito e a violencia contra a mulher; o casamento; bem como a morte e o padecimento, decorrentes da opressao machista sobre o genero.Os cordeis escolhidos foram:Estoria de Margarida Maria Alves, Estoria de uma vida sofrida, Estoria do desmantelo do mundo, Quando fui excluida da comunidade Sao Lourenco, Estoria de Bayeux e Estoria de passarinho. O fundamento teorico foi a semiotica de linha francesa, destacando as propostas de Greimas e Rastier, as quais foram consideradas a analise das tres estruturas que compoem o percurso gerativo da significacao e analise das zonas antropicas do entorno humano: a de identidade, a de proximidade e a de distanciamento cultural. Para tanto, fez-se necessario estabelecer um percurso sistematico que compreendeu as seguintes acoes: a) realizacao de um estudo teorico acerca da Semiotica das Culturas, com base, sobretudo, nos trabalhos desenvolvidos pelos mesmos autores citados, de que destacamos, a cultura popular e sua transmissao; b) estudo a proposito da escrita feminina, considerando o contexto socio-historico e cultural de sua producao; c) analise das ideologias imanentes as narrativas examinadas, decifrando e reconstituindo os processos socioculturais e os valores dos sujeitos que nelas se instauram; d) resgate das relacoes intersubjetivas e das projecoes antropicas de pessoa, espaco e tempo, descrevendo os efeitos de sentido provocados por tais mecanismos.
  • LILLIAN DA CRUZ REGIS
  • "De Maria Benta a Maria Aurora": uma leitura semiótica da representação feminina nas canções de Marinês.
  • Data: 06/04/2017
  • Hora: 09:30
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  • em breve
  • MARIA ELIZABETH PEREGRINO SOUTO MAIOR MENDES
  • O CORPO MATERNO EM WITHOUT A NAME E BUTTERFLY BURNING, DE YVONNE VERA: TENSÕES, TRANSGRESSÕES E RESISTÊNCIAS
  • Data: 30/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • A presente tese, “O corpo materno nas obras Without a Name e Butterfly Burning: tensoes, transgressoes e resistencias”, trata do estudo das representacoes do corpo feminino e da maternidade na ficcao da escritora zimbabuense Yvonne Vera. Para tanto, elegemos como corpus os dois romances supramencionados, publicados em 1994 e 1998, respectivamente. A fim de obtermos uma compreensao do aspecto provocativo da escrita veriana, consideramos necessario localizar a escritora em seu contexto e seus percursos para, em seguida, tracar um panorama da escrita de mulheres negras com as quais sua literatura dialoga, sua importancia e temas centrais, utilizando, para tal, as contribuicoes teoricas de Kimberle Crenshaw, Hazel Carby e Patricia Hill-Collins, no que concerne aos estudos interseccionais, a fim de entender como raca, classe e genero se inter-relacionam nas producoes literarias afro-americana e africana criadas por mulheres. A essas propostas teoricas, aliamos um olhar revisionista sobre os estudos pos-coloniais (Said; Ashcroft et al; Boehmer; Loomba; Spivak; Young), para tratar das questoes que elegemos como nosso foco central a partir de perspectivas que resistem ao apagamento da voz do/a colonizado/a. Alem disso, investigamos o papel da maternidade nas teorias feministas ocidentais, segundo Rich, Chodorow e O‟Reilly, contrapondo a essas a teorizacao das academicas nigerianas Oyewumi e Nnaemeka, buscando uma melhor compreensao e possibilidade de analise dessa tematica nas narrativas selecionadas de Vera. Por fim, destacamos as tensoes e problematizacoes presentes na representacao do corpo materno na ficcao veriana, constatando as formas transgressoras atraves das quais a autora configura as personagens Mazvita e Phephelaphi.
  • FLAVIANO MACIEL VIEIRA
  • Como Ler Poéticas Digitais (perspectivas de leituras)
  • Data: 30/03/2017
  • Hora: 09:00
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  • O objetivo da tese e apresentar uma possivel metodologia de leituras de poeticas digitais, independente da tecnologia e programas disponiveis no momento historico de suas composicoes. Portanto, a hipotese e de que essas categorias serao ferramentas eficientes para tais leituras. Dessa forma, nesse trabalho questoes conceituais sao problematizadas em meio ao contexto das artes contemporaneas; categorias sao formuladas e apresentadas como metodos de leitura; e poeticas avant la letre digitais sao apresentadas com o objetivo de aplicar o metodo desenvolvido. A base teorica que auxilia e a semiotica triadica de Charles Sanders Peirce. Espera-se contribuir com o percurso conceitual teorico geral ja existente sobre poesia em meios computacionais, algo que vem sendo desenvolvido por autores como Julio Plaza, Antonio Riserio, Philadelpho Menezes. Jose Augusto Mourao, Pedro Barbosa, Jorge Luis Antonio, Alkmar Luis dos Santos, Pedro Reis, Rui Torres, Monica Tavares e Amador Ribeiro Neto.
  • TASSIA TAVARES DE OLIVEIRA
  • CORPO E EROTISMO NA POÉTICA COLASANTIANA: QUESTÕES DE GÊNERO E LITERATURA
  • Data: 27/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • A presente pesquisa enfoca a producao poetica da escritora brasileira contemporanea Marina Colasanti, sendo o corpus de analise composto por poemas de seus quatro livros de poesia, (1993), (1998), (2005) e (2009). No ambito mais amplo, partimos do pressuposto de que a producao literaria de autoria feminina foi, ao longo de seculos, parcialmente silenciada pela tradicao cultural patriarcal, o que justifica nossa proposta de apresentar um trabalho que se alie com os movimentos de reconhecimento da producao de escritoras contemporaneas no contexto nacional, vinculados aos estudos sobre mulher e literatura, proposta que percebemos como ainda necessaria, apesar dos avancos alcancados. Adotamos o entendimento de que a voz lirica nos poemas colasantianos selecionados evidenciam as relacoes e as tensoes que se estabelecem no campo cultural marcado por um sistema de genero que prioriza o masculino, onde um eu lirico se apresenta pela perspectiva das mulheres. Elegemos, nesse sentido, o corpo como categoria de analise para tratar dos poemas selecionados, a critica cultural e feminista, sendo essa nossa principal fundamentacao teorica, ao discutir o corpo gendrado, e nao neutro. Alem disso, analisamos como estao postas as representacoes do corpo e do erotismo do sujeito feminino e a construcao de novas identidades culturais em relacao ao sexo. Nossa metodologia de pesquisa consiste na discussao de algumas teorias de genero e autoria feminina, da historia do corpo e da literatura erotica, bem como da leitura analitica dos poemas selecionados, que buscam evidenciar o corpo feminino erotizado ou nao, reconhecidamente um tema recorrente na poetica colasantiana, tambem apontando a poesia lirica de Colasanti como uma forma de ruptura com a interdicao sobre a interlocucao erotica e os tabus que rondam os corpos das mulheres. Concluimos que a autora da voz aos desejos de tantas mulheres, que querem liberdade para seus corpos e tambem para si mesmas.
  • MORGANA DE MEDEIROS FARIAS
  • Mulher, Casamento e Autoria Feminina: enfoques na literatura infantil e juvenil de Marina Colasanti
  • Data: 27/03/2017
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa tem como foco a producao literaria da escritora brasileira contemporanea Marina Colasanti, sendo o corpus de analise composto por quatro contos da coletanea Doze reis e a moca no labirinto do vento (2006). Apontamos em nossa pesquisa que a producao literaria de autoria feminina foi, ao longo do tempo, preterida devido a tradicao literaria ter tomado o autor homem como padrao, reforcando uma cultura de cunho patriarcal. Assim, nossa proposta se une aos movimentos emancipatorios e de reconhecimento da producao de mulheres no contexto nacional, ligadas aos estudos de genero dentro do campo literario. Escolhemos, assim, o genero como categoria de analise para suscitar discussoes inerentes as narrativas, lendo-as apoiadas na critica feminista, nosso marco teorico primordial. Nos interessa verificar como se da a formacao e a consolidacao da instituicao casamento nos contos selecionados de Colasanti, enfocando o papel ali assumido (ou problematizado) pela mulher. Alem desse aspecto de genero, nos interessa sobremaneira nos contos as possibilidades narrativas que oferecem para leitores jovens – juvenis e infantis – como uma ferramenta possivel de discussao das relacoes de genero, mais especificamente entre marido e mulher, pai e mae. Nossa metodologia de pesquisa se da atraves da revisao de teorias relativas ao genero, a escrita de mulheres e as formas de insercao dessas tematicas no mundo escolar e de ensino, buscando colaborar com a quebra de paradigmas patriarcais. A leitura detalhada dos contos selecionados de Colasanti nos interessa com esses propositos, a fim de romper com ideais de genero excludentes e questionar sutilmente o lugar naturalizado frequentemente destinado ao ser feminino tanto no contexto social quanto no literario.
  • GLAUCIO RAMOS GOMES
  • O Método Discursivo de Leitura no Ensino de Língua Portuguesa: por um leitor da historicidade do texto
  • Data: 24/03/2017
  • Hora: 09:00
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  • No universo dos teoricos que refletem sobre a formacao leitor na escola, e senso comum a compreensao de que um leitor nao se forma em um instante unico e nem pela acao singular de uma dada teoria. Ao contrario disso, o leitor e sempre um processo em formacao que ocorre pela acao integrada de varios segmentos teoricos que sao vivenciados em sala de aula. Dentro do leque de procedimentos teorico-metodologicos que sao pensados como ferramentas de auxilio a formacao do leitor, servimo-nos da Analise do Discurso de linha francesa que, dado seu carater interdisciplinar, alia-se a outras areas de conhecimento. Neste sentido, autores como Pecheux (1997, 2008, (2009); Foucault (1995, 2007, 2008), Orlandi (2006, 2010, 2012), Lerner (2002), Chartier (2002), e Martins (2012) foram fundamentais para a consecucao de nossos objetivos. Nosso objetivo central com a pesquisa era compreender se e como a Analise do Discurso (AD), enquanto uma metodologia de leitura, poderia auxiliar na formacao do leitor. Quanto aos objetivos especificos, temos: a) Avaliar a proposta de leitura aplicada pelo professor para compreender as particularidades teorico-metodologicas da mediacao discursiva de leitura; b) Analisar o resultado da mediacao discursiva de leitura, a partir do confronto entre os questionarios inicial e final, para observar os efeitos da proposta da AD nos gestos de leitura dos discentes.; c) Compreender como a sala de aula, com sua dinamica e organizacao hierarquica, atua no processo de docilizacao do sujeito-aluno e na constituicao da governabilidade do professor; d) Compreender como as relacoes de poder, e as vontades de verdade interferem nos gestos de leitura do professor e do aluno. Para a realizacao da pesquisa, realizamos com alunos do nono do ensino fundamental, de uma escola publica, uma mediacao discursiva de leitura, tomando como objeto de analise exemplares de literatura de cordel. O corpus da pesquisa esta fragmentado em duas partes: exemplares de cordel para a investigacao das representacoes do homem e da mulher nordestinos no discurso do cordel; transcricao da mediacao discursiva de leitura vivenciada em sala de aula. A analise dos cordeis foi realizada para que pudessemos construir a sequencia didatica para a mediacao discursiva de leitura. Os resultados dessa analise mostram que o discurso dos cordeis que selecionamos constroi uma representacao social que desprestigia o homem e a mulher nordestinos. No que diz respeito a analise da mediacao discursiva de leitura, os resultados mostram que a AD tem, de fato, uma contribuicao a dar para as praticas de leitura em sala de aula. A contribuicao esta no fato de ela possibilitar que o aluno trabalhe com a dimensao discursiva da lingua. Nesse trabalho, ele considerara, para construcao da leitura, as interferencias socio-ideologicas do dizer que sempre e acompanhado de nao ditos que agem sobre o dito, fazendo deslizar o sentido; percebera que sob a evidencia do sentido dado, ha outros sentidos possiveis. Alem disso, vivenciando uma leitura discursiva, o aluno podera ver a lingua na sua dimensao politica, isto e, a lingua como um constructo social fundamentado em vontades de verdade que sao estruturadas pela acao do poder.
  • ANTONIA PEREIRA DE SOUZA
  • A prosa de ficção nos jornais do Maranhão oitocentista
  • Data: 10/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • O jornal era o principal suporte de circulacao do escrito e de divulgacao do trabalho literario no Brasil do seculo XIX, em vista dessa constatacao, foi desenvolvida esta pesquisa, com o objetivo de investigar a circulacao e a divulgacao da prosa de ficcao, nos jornais de Sao Luis e de Caxias, no Primeiro Ciclo da Literatura no Maranhao (1832-1868), considerando o contexto politico-social maranhense e a possibilidade da formacao de um Sistema Literario do Maranhao, nessa forma textual, a fim de que se conheca melhor a Historia de Leitura e da Literatura, nesse estado, no seculo XIX. Trata-se de um estudo em fonte primaria, visto que foram utilizados jornais; bem como bibliografico, uma vez que foram tambem pesquisados livros, revistas, teses, dissertacoes e artigos, envolvendo os procedimentos qualitativos e critico-analitico. A fundamentacao teorica e pautada na Historia Cultural, Historia da Literatura Brasileira, Historia da Literatura Maranhense, Historia da Leitura e Historia dos Jornais. Quanto a Historia Cultural, foram seguidas as nocoes de pratica, apropriacao e representacao, estudadas por Roger Chartier (2001; 2002; 2004, 2005; 2011), segundo as quais os objetos literarios sao estudados como resultado das praticas culturais de uma epoca. Para a Historia da Literatura Brasileira, tomamos como referencial os textos de Antonio Candido (2012), a respeito do contexto literario brasileiro, no seculo XIX. Em relacao a Historia da Literatura Maranhense, a principal base foi o ensaio de Antonio dos Reis Carvalho (1912), que apresenta essa literatura pelo vies canonico; seguido pelo estudo de Ricardo Andre Ferreira Martins (2009), a respeito dos jornais como fontes dessa literatura, mas tambem valorizando o canone. Sobre a Historia da Leitura e dos Jornais serviram de apoio as ideias de Socorro de Fatima Pacifico Barbosa (2007, 2005, 2013), Marcia Abreu (2007), Marisa Lajolo e Regina Zilberman (1996) e Marlyse Meyer (2005). Especificamente, a respeito dos jornais maranhenses, as principais referencias foram os estudos de Joaquim Serra (2001) e de Quincas Vilaneto (2008).
  • JONATHAN LUCAS MOREIRA LEITE
  • Um Canto de Amor e Saudade: o neotrovadorismo na poesia de Vinicius de Morais
  • Data: 24/02/2017
  • Hora: 10:00
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  • O presente trabalho insere-se no campo dos estudos medievais, bem como no dos estudos semioticos, tendo como principal objetivo analisar as ressonancias da literatura trovadoresca na poesia de Vinicius de Moraes, poeta e compositor popular brasileiro. Inicialmente, faremos um estudo panoramico da obra do autor e um levantamento de sua fortuna critica. No segundo capitulo, apresentaremos os principais conceitos da Teoria Geral dos Signos, aporte teorico-metodologico escolhido para nossa analise. Posteriormente, discorreremos sobre as principais caracteristicas do Trovadorismo, norteados pelos medievalistas Spina (1956), Martins e Nunes (2014) e Maleval (2002), alem das contribuicoes do poeta e ensaista Paz (1994). Discorreremos, ainda, sobre a presenca do Neotrovadorismo na arte brasileira, assim como os estudos acerca dessas atualizacoes. Finalmente, analisaremos as marcas da literatura trovadoresca na poesia de Vinicius de Moraes, a partir de tres apreciacoes: o dialogo entre os poemas do autor e as cantigas de amor, demonstrado na analise do poema Romanza; a recriacao das cantigas de amigo nos textos do poeta, analisado em Soneto de carta e mensagem; e, por fim, examinaremos a presenca dos simbolos remanescentes das barcarolas medievais na poesia de Vinicius de Moraes, a partir dos poemas Mar e Marinha
  • RAFAEL TORRES CORREIA LIMA
  • A CARNAVALIZAÇÃO EM ÓPERA DO MALANDRO: DIÁLOGOS (INTER)SEMIÓTICOS
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho pretende analisar a peca Opera do Malandro, escrita por Chico Buarque, concomitantemente ao filme homonimo, de Ruy Guerra, usando como base teorica a Semiotica da Cultura de extracao russa, bem como o conceito de carnavalizacao com o objetivo de modelizar a imagem do malandro, presente em ambas as linguagens. Os principais objetivos dessa pesquisa sao: analisar os multiplos aspectos da carnavalizacao, presentes tanto na peca quanto no filme; ressignificar a figura do malandro do ponto de vista de outros personagens e verificar de que maneira o personagem do malando e construido e desconstruido atraves das cancoes que fazem parte do texto dramatico. Essa pesquisa tera como alicerce teorico os estudos sobre a carnavalizacao e o genero serio-comico, desenvolvidos por Mikhail Bakhtin, enquanto as ideias acerca do riso serao amparadas por Propp e Bergson. Ja a discussao sobre a Semiotica da Cultura sera fundamentada em Lotman e Machado. Erika Fisher-Lichtie, Veltruski e Kowzan sao os teoricos que fomentarao as ideias da Semiotica do Teatro. Essas teorias, em conjunto, formarao a base conceitual dessa analise que pretende decodificar e ressignificar o processo de carnavalizacao, ocorrido tanto no texto dramatico como no filme, usando a imagem do malandro como mediador entre as duas.
  • LARISSA DE SOUZA MENDES
  • CONTRADI(C)ÇÕES DE UM "NEGO DITO": ANÁLISE DE CANÇÕES DE ITAMAR ASSUMPÇÃO ATRAVÉS DA SEMIÓTICA PEIRCIANA
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho pretende analisar canções de Itamar Assumpção de acordo com a "Teoria geral dos signos", de Charles Sanders Peirce. Para isso, alguns autores compõem a base teórica principal, além de Peirce (1975; 2000), como Lucia Santaella (2000), Winfried Noth m(2003) e Expedito Ferraz Junior (2012). Os objetivos desta pesquisa consistem em abordar os modos de representação definidos por Peirce através de suas classificações tricotômicas, em especial no que diz respeito à que caracteriza o signo de acordo com a relação estabelecida com seu objeto, classificando-o em iconico, indexical ou simbólico, fazer considerações acerca de corpo e performance com vistas a compreender melhor a relação existente entre corpo, música e oralidade, além de reconhecer na figura do cancionista o papel fundamental de aglutinador de signos, abordar elementos que compõem a dicção e a bora de Itamar Assumpção e, por fim, analisar os modos de representação atuantes em três canções de Itamar Assumpção.
  • KARL GEORGE DA SILVA GUERRA
  • A CARNAVALIZAÇÃO EM HENRIQUE IV: Representações da cultura cômica popular através da linguagem
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 15:00
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  • A presente pesquisa de mestrado tem como objetivo realizar um exercicio semiotico de compreensao de aspectos da cultura comica popular da Idade Media e do Renascimento aplicado ao drama historico shakespeariano Henrique IV, partes I e II. O embasamento teorico no desenvolvimento das analises sera fornecido pelas contribuicoes de Iuri Lotman e Irene Machado no que tange a compreensao dos principais conceitos da Semiotica da Cultura e da Modelizacao. Para a apresentacao e discussao sobre dos fundamentos da cultura popular, utilizamos as ideias do historiador e teorico Peter Burke e tambem de Mikhail Bakhtin; e para os conceitos de ―festa‖ e ―simposio‖ citados por Sousa. Ja os estudos de carnavalizacao, realismo grotesco e riso, tambem postulados por Bakhtin, forneceram o lastro teorico para a analise do nosso corpora que tratara entre outros temas dos juramentos, profanacoes, elogios, grosserias, destronamentos carnavalescos e aspectos grotescos presentes na linguagem que serao discutidos ao longo do texto para confirmar nossas hipoteses de que a linguagem carnavalizada da praca publica e as imagens grotescas dialogam de forma proficua com o drama historico shakespeariano Henrique IV. Em suma, tomando por base o processo de carnavalizacao, este trabalho analisa de que forma a linguagem foi modelizada na peca Henrique IV (partes I e II), tendo como principal objetivo ressignificar a cultura popular que permeia toda a construcao do enredo dramatico.
  • ELIZA DE SOUZA SILVA ARAÚJO
  • TRANÇANDO HISTÓRIAS, TECENDO TRAJETÓRIAS: A CONSCIÊNCIA DIASPÓRICA EM AMERICANAH, DE CHIMAMANDA ADICHIE
  • Data: 20/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho toma o romance Americanah (2014), de Chimamanda Adichie, como foco de analise, discutindo a consciencia diasporica desenvolvida na narrativa, tomando o vies dos estudos culturais e de genero como fundamentacao teorica para problematizar os impactos dos deslocamentos contemporaneos sobre os sujeitos. Centramos nas personagens Ifemelu e Obinze, protagonistas das movencias descritas na obra, enfocando centralmente nossa atencao na movencia de Ifemelu, a protagonista do romance, cuja construcao da consciencia diasporica se da a partir do exercicio da escrita de um blog que essa cria e mantem enquanto mora nos EUA para discutir questoes de raca e genero. Sua escrita e suas descobertas seguem acontecendo ate o retorno a seu pais de origem – a Nigeria – e quando do retorno, cria um novo blog e reflete sobre a sua sensacao de estrangeirismo em sua propria cultura. Para abordar a consciencia diasporica, consideramos necessario observar a confluencia de espacos na narrativa e refletir sobre a funcao de tal elemento ficcional e cultural na situacao da diaspora. Para entender melhor o espaco nesse contexto, nos valemos das consideracoes de Borges Filho (2007), Almeida (2013), Brandao (2012), Bakhtin (2014), entre outros. Tambem consideramos crucial significar o espaco estrangeiro em Americanah como pos-colonial, e para isso, observamos as teorias de Neves de Souza e Barzotto (2016), Keefer (2006) e Ogwude (2011). Notamos que na narrativa em tela, a posicao pos-colonial se torna explicita via foco narrativo que se volta para as duas personagens centrais: Ifemelu e Obinze. Com o proposito de elucidar essa interpretacao, usamos os pressupostos de Leite (2002) e Jahn (2007), entre outros. Finalmente, analisamos a consciencia da diaspora apresentada na situacao do retorno, voltando ao texto literario e aos exemplos que ele traz de uma nova poetica do pertencimento. Vemos em Hall (2015), Porto (2012) e Almeida (2015), reflexoes que reforcam a mudanca que ocorre nos sujeitos atravessados pela diaspora.Tambem percebemos o blog como elemento importante na readaptacao a cultura natal, e num ambito mais amplo, percebemos a escrita como um importante canal atraves do qual se progride no processo de auto-percepcao, aprendizado e pertencimento ao pais de orige
  • VALNIKSON VIANA DE OLIVEIRA
  • As Raízes da Poesia Infantil de Zalina Rolim em Livro das Crianças
  • Data: 09/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • A proposta central da presente dissertacao e investigar se haveria, de fato, alem da manifestacao do ideario pedagogico disseminado durante a implantacao do regime republicano no Brasil, uma preocupacao estetica relacionada a seducao e deleite do destinatario infantil dentro da coletanea poetica Livro das criancas (1897), da escritora e educadora paulista Zalina Rolim. Este compendio constitui um notavel exemplo da criacao voltada ao leitor em formacao dentro do sistema cultural do final do seculo XIX, sendo adotado como livro de leitura por escolas publicas e integrando o processo de renovacao no ensino propagado naquele periodo. Nossa pesquisa, de carater bibliografico e documental, se voltou mais precisamente a discussao e analise das composicoes de maior representatividade da orientacao educacional vinculada a obra e as que demonstram certos componentes tecnicos voltados a uma intencionalidade nao tao utilitaria junto ao seu publico-alvo, tambem evocando, consequentemente, o estudo das significativas ilustracoes presentes no compendio. Para tal, nos reportamos as circunstancias sociais, politicas e culturais que envolveram a origem da literatura para criancas, assim como evocamos o seu surgimento no contexto nacional. Ainda exploramos a biografia da autora visando a uma maior compreensao das motivacoes e influencias de sua producao, a qual buscamos lancar um novo olhar critico ante o cenario academico. Constatamos ao longo do estudo que boa parte dos versos infantis de Rolim nao manifestam um proposito didatico evidente, incorporando artificios de seducao e divertimento dos meninos e meninas dos ultimos anos do Oitocentos. Mesmo nao conseguindo romper com as limitacoes artisticas reinantes em seu tempo, o impresso apresenta um interessante contraste em comparacao ao pressuposto de outras publicacoes ligadas ao processo de escolarizacao e contemporaneas ao seu lancamento.
2016
Descrição
  • ALLANA DILENE DE ARAUJO DE MIRANDA
  • "HÁ ALGO DE MIM EM VOCʔ: A REPRESENTAÇÃO DA VIDA ARTIFICIAL EMBLADE RUNNER E HER
  • Data: 19/12/2016
  • Hora: 09:00
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  • Resumo: O trabalho pretendido tem por objetivo o estudo de quatro obras: primordialmente, os filmes Blade Runner (1992, Ridley Scott) e Her (2013, Spike Jonze); e orbitando esses dois primeiros textos, o romance Androides sonham com ovelhas eletricas?, de Philip K. Dick, e a adaptacao para os quadrinhos Do androids dream of electric sheep?, de Tony Parker. O trabalho parte da analise das personagens protagonistas dos textos mencionados, analisando tambem outras categorias narrativas, como espaco, cronotopo e pretende, tambem, tecer pontes com os contextos das respectivas obras e os estudos de adaptacao
  • CARLOS EDUARDO ALBUQUERQUE FERNANDES
  • Um Percurso pelas Configurações do Corpo de Personagens Travestis em narrativas brasileiras do século XX: (1960-1980)
  • Data: 28/11/2016
  • Hora: 09:00
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  • em breve
  • JOÃO DÓIA DE ARAÚJO
  • “ A Tragédia Moderna e a Dialética da Eticidade: o antagonismo drámatico entre Blanche Dubois e Stanley kowalski em Um Bonde Chamado Desejo”
  • Data: 25/10/2016
  • Hora: 15:00
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  • em breve
  • JOÃO DÓIA DE ARAÚJO
  • “ A Tragédia Moderna e a Dialética da Eticidade: o antagonismo drámatico entre Blanche Dubois e Stanley kowalski em Um Bonde Chamado Desejo”
  • Data: 25/10/2016
  • Hora: 15:00
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  • em breve
  • DANIEL EDUARDO DA SILVA
  • “ O alegórico e as vozes antimisóginas como estratégia narrativa em Christine de Pizan: A cidade das damas”.
  • Data: 14/09/2016
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa objetiva analisar A Cidade das Damas (1405) de Christine de Pizan (1364- 1430) como uma obra alegórica por excelência no Medievo. Pretendemos mostrar que as alegorias utilizadas por autores masculinos à época da autora, são redimensionadas por Pizan na narrativa para a construção das vozes antimisóginas nas personagens centrais em três Damas virtuosas: a Razão, a Retidão e a Justiça. Estas Damas representam as mulheres no texto narrativo designando a valorização do sexo feminino e a superação das mulheres contra o patriarcado. O que nos leva a estudarmos a referida obra seriam as primeiras questões acerca da mulher levantadas pela autora denunciando a misoginia na literatura. A personificação das Damas alegóricas rompe com o silenciamento das mulheres na história da literatura e nos leva a buscarmos na Idade Média as obras de autoria feminina que caíram no esquecimento ou foram violentamente ocultadas. A narrativa é, simbolicamente, um campo de batalhas que vai defender as mulheres dos ataques misóginos. Designa-se, portanto, como um símbolo da resistência feminina, da superação e da emancipação das mulheres na sociedade francesa. A denúncia realizada, no Medievo, pela narradora é sempre pertinente e atual, pois diz respeito à violência contra as mulheres, que sofrem ainda com a opressão masculina, herança das sociedades antigas e retrógradas.
  • QUEZIA FIDELES FERREIRA
  • O Divórcio e a Reconciliação da Mesquita com o Estado: a constituição discursiva do sujeito mulher iraniana na escrita autobiográfica
  • Data: 12/08/2016
  • Hora: 09:00
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  • em breve
  • RACHELINA SINFRONIO DE LACERDA
  • "Câmera na canção": projeções intersemióticas da canção popular no cinema de Carlos Diegues.
  • Data: 03/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • A seguinte pesquisa busca investigar semioticamente o diálogo de canções (letra e melodia) com o cinema de Carlos Diegues, levando em conta as produções que realmente tiveram canções populares inseridas no contexto fílmico. Dentre as produções existentes, escolhemos Veja Esta Canção (1994), cujas fundamentações teóricas do cinema e da literatura que envolvem os estudos de poesia e da canção popular serão norteadas pelos estudos da Semiótica da Cultura de extração russa, no intuito de compreender a modelização do sistema poético da canção projetada na cinematografia do filme como um texto da cultura, contribuindo, assim, para uma intersemiose entre os movimentos rítmicos e a imagem em movimento.
  • NATHALYA BEZERRA RIBEIRO
  • Traduzindo Le Ditié de Jehanne D’Arc de Christine de Pizan: uma ponte necessária para o resgate de obras de autoria feminina na baixa idade média
  • Data: 22/07/2016
  • Hora: 14:30
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  • em breve
  • IVANA ALENCAR PEIXÔTO LIANZA DA FRANCA
  • O SUJEITO PÓS-COLONIAL NOS ROMANCES: HOUSE FOR MR. BISWAS" DE V. S. NAIPAUL E RELATO DE UM CERTO ORIENTE" DE (MILTON HATOUM)
  • Data: 25/05/2016
  • Hora: 14:30
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  • EM BREVE...
  • EMANOEL RAIFF GOMES DA NOBREGA FILHO
  • Breve história das multiplicidades travestis pelo desejo e o corpo em Muriel Total: cartografias discursivas da estética de si por um devir transgênero
  • Data: 06/05/2016
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • JANAÍNA ARAÚJO COUTINHO
  • O Brasil em Traduções Francesas: um estudo dos paratextos das antologias contemporâneas de contos
  • Data: 14/04/2016
  • Hora: 09:00
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  • em breve
  • SIMEIA DE CASTRO FERREIRA NEVES
  • Zarpo desvairado: a transgressão espaço-temporal em Macunaima”
  • Data: 08/04/2016
  • Hora: 15:30
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  • O presente trabalho tem como objeto de estudo a obra marioandradiana Macunaíma, na qual investigamos os deslocamentos de transgressão espacial realizados pelo protagonista. No referido romance, percebe-se que o herói tapanhuma percorre vários lugares do território nacional e fronteiriço na tentativa de reaver seu amuleto sagrado, estimada recordação de sua amada Ci, a Mãe do Mato. Todavia, dentre os espaços que compõem a narrativa, verificamos que tal personagem não realiza um deslocamento linear. Posto isto, objetivamos com essa análise: detectar o ponto mais alto da categoria estudada, entender o contexto do mesmo, além de saber quais os instantes de violação espacial nele explicitados e a(s) motivação(ões) para tal (re)ocorrência. Sendo assim, tratamos das concepções topoanalíticas, ou seja, o espaço na perspectiva literária, a partir dos postulados de Borges Filho (2008). Para a apresentação do espaço na obra supramencionada, utilizamos os estudos de Proença (1978), seguido de um mapeamento dos deslocamentos em que a personagem principal viola os princípios da física moderna e uma tipologia espacial da rapsódia. Para falarmos sobre o clímax da transgressão espacial, tomamos como alicerce os estudos de Benjamin (1985), Lopez (1988), Candido (2008) e Teles (2009), conjecturando três motivações principais para essa constante violação espacial e também temporal, a saber: as perseguições sofridas pelo protagonista, a interferência da voz narrativa e/ou a proposta estética modernista.
  • SIMONE DOS SANTOS ALVES FERREIRA
  • “ A reescrita do mito de Inês de Castro e Isabel de Aragão sob a ótica da paródia nos romances de Maria Pilar Queralt Del Hierro”.
  • Data: 08/04/2016
  • Hora: 15:00
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  • CÍCERO ÉMERSON DO NASCIMENTO CARDOSO
  • Sobre a personagem feminina velha: análise dos contos "Ruido de Passos" e "Mas vai chover", de Clarice Lispector e " Dona Catarina de Paissandu", de Antonio Callado.
  • Data: 31/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • Nosso corpus é constituído pelos contos Ruídos de passos e Mas vai chover, de Clarice Lispector, e Dona Castorina de Paissandu, de Antônio Callado. Por suas idades avançadas, as heroínas destes contos apresentam, em maior ou menor grau, comportamentos eróticos que parecem transgredir estereótipos socialmente atribuídos à mulher velha. Assim, a partir de uma explanação acerca dos estudos que incidem sobre a categoria narrativa da personagem, observamos como esses autores modernos constroem as personagens femininas, singularizadas pela velhice, que estão inseridas nos contos recortados para nossa análise. Para discorrer sobre nossa categoria analítica, recorremos aos estudos de Carlos Reis e Ana Cristina Lopes (1988), Foster (1998), Rosenfeld (1998), Brait (1998), Candido (2000), dentre outros. A propósito das subcategorias velhice e erotismo, apreendemos, sobre velhice, o que apresentam Cícero (2013), Delumeau (1989), Beauvoir (1990), Bosi (1998), Moraes (2001) e Xavier (1997); e, sobre erotismo, o que propõem Castello Branco (1984), Alberoni (1986), Paganini (2005). Embasamos teoricamente nosso trabalho, sobretudo, com a teoria de György Lukács (2000) que, em A teoria do romance, propõe uma tipologia que concebe a personagem a partir de três modelos: 1) herói do idealismo abstrato, 2) herói do romantismo da desilusão e 3) herói da maturidade viril (educação). Nossa leitura aponta, portanto, as personagens Maria Angélica e Castorina de Paissandu como heroínas que apresentam traços do herói do idealismo abstrato, enquanto Cândida Raposo apresenta traços da maturidade viril (educação).
  • CLARA MAYARA DE ALMEIDA VASCONCELOS
  • QUANDO POE ENCONTROU PEIRCE NO CINEMA: O MODO DE REPRESENTAÇÃO INDICIAL NA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL EM THE RAVEN (2012).
  • Data: 30/03/2016
  • Hora: 09:30
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  • PEDRO AURELIO TENÓRIO SOBRAL
  • A vida dos animais, de J. M. Coetzee, Na casa de Espelhos
  • Data: 29/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • Este texto objetiva analisar o livro A Vida dos Animais (2009), do professor universitario e romancista sul-africano J. M. Coetzee, a luz da teoria da metaficcao. A Vida dos Animais traz-nos relatos contundentes de duas palestras que J. M. Coetzee proferiu na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, em 1997; posteriormente, Coetzee transformou aquele material em romance, cedendo a voz a escritora – sua personagem seminal e alter ego – Elizabeth Costello. Sao duas palestras que a romancista apresentou nas quais defende direitos basicos dos animais nao-humanos. Alem disso, a obra de J. M. Coetzee nos chama a atencao para os recursos metaficcionais empregados nas narrativas. Na leitura desse construto, recorreremos aos teoricos da metarreferencia como Hutcheon (1980; 1991) e Waugh (1984). Empregamos os postulados da metaficcao na analise do texto coetzeeano nao so como ilustracao, mas para verificar a importancia e perenidade desse arranjo na literatura contemporanea. Por tratar-se de um romance em que a vida e o direito dos animais ganham destaque, aliamos os principios metarreferentes a teorias que abordam relacoes de poder, de modo a referendar a crueldade a que os animais nao-humanos sao submetidos. Os resultados da analise apresentada ratificam a relevancia e adequacao da metaficcao no que diz respeito a articulacao entre etica e estetica.
  • PAULO ALVES
  • Imagens desalentadas de brasilidade em Lima Barreto
  • Data: 23/03/2016
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho se debruça sobre uma das obras mais representativas da literatura e cultura nacionais, porque elaborada na premência cotidiana em que a quase totalidade dos brasileiros “se viram” na vida. Contemplando a estes, esta obra foi elaborada sob os signos do protesto e do desencanto envoltos no manto da revolta, tendo como veículo a literatura militante, como método a discussão e a denúncia e como objetivo a mudança social e a melhoria de vida da população, através da luta consciente. Lima Barreto apresentou aos brasileiros desatentos as condições de suas existências e o estado das relações entre povo e elite. Em seus textos combativos, vazados em linguagem coloquial, o autor tece a trama comunicativa, na qual dados e motivações biográficos revestem-se de tratamento literário, entrelaçando-se em criações artístico-literárias lastreadas no quotidiano vivenciado para, a partir deste abraço, fazer brotar uma interpretação da face brasileira ambígua porque agradável e feroz, feita um mosaico contraditório como circunstancial e mesologicamente era contraditória a vida do escritor. Dos textos barretianos ficcionais, circunstanciais e intimistas surge uma complexa realidade social na qual privilegiados exploram deserdados para quem Lima põe a serviço sua pena, servindo de voz e protesto aos silenciados e desencantados, aos tristes porque vencidos, e mostrando que os donos do poder detinham o controle do processo político-social, mas, ao mesmo tempo, alertando que ainda restava algo a fazer: não aceitar os fatos como naturais, e assim, lutar, protestar e jamais desistir.
  • BRUNO ALACY NUNES BEZERRA
  • O Erotismo Elegíaco nos Amores de Ovídio
  • Data: 11/03/2016
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa tem como objetivo estudar o erotismo presente nos Amores de Ovídio, um dos principais nomes da Elegia Latina do séc. I a.C. O foco principal é analisar as diversas passagens eróticas ao longo da obra, especialmente em nosso corpus, constituído por três elegias (Am. I.5, Am. II.15 e Am. III.7), que serão detalhadamente analisadas em um capítulo específico. Este estudo está apoiado em teóricos que abordam aspectos literários e culturais - história, religião, sociologia - do pensamento romano da época, com o intuito de elaborar um trabalho sem anacronismos. Apresentamos traduções operacionais dos textos originais analisados ao longo da pesquisa, incluindo nossas traduções completas das três elegias que compõem o corpus, objetivando a melhor compreensão do texto e de sua posterior análise.
  • CAMYLE DE ARAÚJO SILVA
  • Transferências Culturais Via Tradução nas Revistas "O Archivo (1846)" e "Revista Americana (1847-1848)"
  • Data: 04/03/2016
  • Hora: 09:30
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  • O presente trabalho tem como objetivo geral a investigação das circunstâncias que envolvem a prática e a publicação de traduções de literatura na imprensa periódica do antigo Norte brasileiro de meados do século XIX, tendo como referência as revistas O Archivo (Maranhão, 1846) e Revista Americana (Bahia, 1847-1848). Nas duas revistas, identificamos 47 traduções de literatura ao todo. Para apresentar tal panorama, tratamos do corpus com base no conceito teóricometodológico de Transferências Culturais de Michel Espagne (2012), e no viés econômico-ideológico tratado por Pierre Bourdieu através do trabalho de Joseph Jurt (2007). Sem perder de vista o suporte em que foram veiculadas essas traduções – revista –, nos pautaremos principalmente nos trabalhos de Socorro de Fátima Pacífico Barbosa (2007), Katia Aily Franco de Camargo (2014), e Tânia Regina de Luca (2008; 2014) acerca da imprensa periódica. Dessa maneira, apresentamos inicialmente uma análise quantitativa do corpus com base no trabalho de Lüsebrink e Reichardt (1994), visando nos aproximar do cenário de tradução e imprensa periódica do século XIX, cenário este que nos aprofundamos ao expor a análise descritiva de cada uma das traduções, cujo ponto inicial será o quadro esquemático adaptado de Lambert (2011). Sendo assim, procuramos investigar as instâncias de mediação cultural através da análise contextual das traduções identificadas nas revistas supracitadas, em relação aos seus respectivos contextos e textos de partida, visando identificar o caminho percorrido entre os espaços de partida e chegada para apresentar um mosaico da memória cultural estrangeira presente no antigo Norte brasileiro do século XIX. Isso posto, o presente trabalho encontra-se dividido em quatro capítulos: no Capítulo 1, apresentamos um olhar introdutório sobre literatura e tradução no contexto de periódicos do antigo Norte brasileiro no século XIX; no Capítulo 2, apresentamos um breve cenário histórico da imprensa periódica no século XIX, situando as revistas maranhense e baiana; no Capítulo 3, apresentamos um panorama geral das traduções de literatura encontradas em ambas, expondo um mapeamento quantitativo do que era traduzido nas duas revistas no tocante à literatura; por fim, no Capítulo 4, apresentamos uma análise descritiva das traduções de literatura encontradas, caracterizando práticas e estratégias tradutórias e demonstrando a importância de traduzir para a formação do contexto cultural e social e para a formação do próprio cânone de literatura nacional.
2015
Descrição
  • ROBSON DE LIMA PEIXOTO
  • Fábulas em Libras: uma tradição da comunidade surda brasileira.
  • Data: 17/12/2015
  • Hora: 13:00
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  • O presente trabalho trata de uma pesquisa de cunho qualitativo com fundamentação no levantamento e análise de mídia digital que contempla o universo fabulário da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, no qual foram selecionados três textos sinalizados (sendo duas obras traduzidas e uma criada por autor surdo). A pesquisa foi desenvolvida na cidade de João Pessoa - PB com a participação da comunidade surda local, atuando na validação da análise comparativa diante dos textos sinalizados apresentados. Diante das respostas obtidas, diversos critérios estéticos foram elencados, demonstrando o caráter literal presente nas fábulas, tendo a clareza como juízo crítico, citada por todos os participantes. Desta forma, através também da tecnologia, esperamos que a tradição “sinalizada” ou tradição “visual” seja valorizada e que seja enaltecida a literatura e a cultura surda.
  • ANTONIUS GERARDUS MARIA POPPELAARS
  • O drama social, o herói trágico e o “sonho americano” em A morte de caixeiro-viajante, de Arthur Miller.
  • Data: 17/12/2015
  • Hora: 09:00
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  • A Morte de um Caixeiro-Viajante (1949) de Arthur Miller tem como protagonista Willy Loman, um simples vendedor fracassado da classe média baixa. Um homem comum como Willy Loman pode ser considerado como herói trágico? Existe ainda tragicidade no drama moderno? Seria o lado sombrio do “sonho americano” a falha trágica externa para a queda de Loman? O objetivo do estudo da peça de Arthur Miller, A Morte de um Caixeiro-Viajante, está centrado na possibilidade do protagonista, Willy Loman, ser considerado um herói trágico. Esta é uma pesquisa que abrange a perspectiva históricoliterária, bibliográfica e de carater qualitativo-descritiva. A problemática trabalhada centra-se na questão: qual seria a influência, ou melhor, a ilusão, do “sonho americano” que provoca a queda trágica de Willy? O estudo é desenvolvido sob três frentes: em primeiro lugar, a análise da dramaticidade e tragicidade sob a ótica da teoria de Aristóteles; em segundo lugar, a análise do drama social e, finalmente, a perspectiva histórico-literária do conceito do “sonho americano” como uma razão para a queda de Willy Loman. Os resultados do estudo apontam na direção de que A Morte de um Caixeiro-Viajante não é uma peça de época, e que esta peça ressalta questões do passado, ainda atuais. Percebe-se que Willy Loman encontra seu fim inglório porque é enganado e iludo pelo “sonho americano”. O desenvolvimento da tragédia culminando no drama social moderno mostra que um homem comum pode ser trágico, pois, o fato de Willy ser um ser humano comum, provoca sentimentos tais como terror e piedade, e estes ficam maiores, uma vez que aconteceu com ele pode acontecer a qualquer um de nós
  • JANICREIS GOMES DE SOUZA
  • O ícone metafórico perciano no poema "morte e vida Severina"
  • Data: 03/12/2015
  • Hora: 14:30
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  • O presente trabalho se constitui de uma análise semiótica pautada nas bases teóricas protagonizadas pelo americano Charles Sanders Peirce, através das quais analisamos quatro fragmentos do poema Morte e Vida Severina, escrito por João Cabral de Melo Neto. Pesquisamos de que maneira o ícone metafórico se constitui no referido poema, não apenas no texto verbal, mas no plano das imagens que correspondem aos versos estudados numa de suas traduções para a linguagem não verbal. Enfatizamos para análise dos signos de natureza metafórica abordados no presente trabalho, a perspectiva do intérprete e a importância dos processos cognitivos desenvolvidos por este último na construção da metáfora. Consideramos em nossa análise a chamada experiência colateral, termo utilizado por Peirce para designar as vivências de mundo desse intérprete, a partir das quais se constitui em significados atribuídos aos signos.
  • REBECCA SOARES ESPINOLA
  • “Mítica, sagrado e natureza: uma análise literária da heroína Anna-Maria em Les Fantômes Du Brésil, de Florent Couao-Zotti."
  • Data: 09/11/2015
  • Hora: 09:00
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  • Petra Ramalho Souto
  • Religiosidade à brasileira no drama de Nelson Rodrigues
  • Data: 27/10/2015
  • Hora: 15:00
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  • O trabalho, Religiosidade à brasileira no drama de Nelson Rodrigues, trata do estudo das representações da mestiçagem religiosa no drama de Nelson Rodrigues. Para tanto, elegemos como objetos de leitura os textos “Os sete gatinhos”, “A falecida” e “A serpente”, elaborados respectivamente nos anos de 1958, 1953 e 1978. Para o entendimento da temática escolhida, a do fenômeno da mestiçagem religiosa no Brasil, apoiamo-nos na visão antropológica de Hélène Clastres, estudiosa francesa das manifestações religiosas dos indígenas brasileiros, e na perspectiva de Darcy Ribeiro (1922-1997), antropólogo e romancista nacional. A esses estudos, aliamos a investigação de Eneida Leal sobre orixás no Brasil e os postulados do filósofo italiano Nicola Abbagnano. No que concerne à compreensão da obra de Nelson Rodrigues nos reportamos, notadamente, aos estudos procedidos por Sábato Magaldi, além das pesquisas de Décio de Almeida Prado e de João Roberto Faria. Quanto ao aparato teórico-metodológico, nos utilizamos da perspectiva de Georg Lukács, endossada no Brasil, por Antonio Candido e pelo estudioso da dramaturgia nacional, Décio de Almeida Prado. Nesses modos e compreensões, procuramos observar as particularidades rodriguianas nas configurações de nossas devoções.
  • CAROLINA COELI RODRIGUES BATISTA
  • Da Baleia à Musa Renascentista: Os Discursos e o Processo de Subjetivação da Mulher Gorda através da escrita de Si em Redes Sociais.
  • Data: 16/10/2015
  • Hora: 14:00
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  • em breve
  • JAILTO LUIS CHAVES DE LIMA FILHO
  • Aspectos lexicais do acompanhamento psicológico e fonoaudiológico do surdo: proposta de um glossário técnico em libras.
  • Data: 11/09/2015
  • Hora: 09:00
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  • em breve...
  • MELINA CEZAR MERENCIO GALDINO
  • Fandom e cultura participativa: uma análise da tradução oficial e da fã-tradução em jogos Vorazes, de Suzanne Collins."
  • Data: 27/08/2015
  • Hora: 14:00
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  • Em breve
  • JULIANA GOLDFARB DE OLIVEIRA
  • As rimas do sexo: a poética (pós)-pornográfica em Porno Pop Pocket, de Paula Taitelbaum
  • Data: 12/08/2015
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho tem como objetivo verificar o caráter pornográfico e, sobretudo, pós-posnográfico em "Porno pop pocket", escrito por Paula Taitelbaum, em 2004, e publicado pela editora L&PM. O livro constituído por oitenta e um poemas e nenhum deles recebe o título - dando a ideia de continuidade - e o conteúdo sexual é o fio condutor de todos eles. O título da obra sugere a relação entre pornografia (porno) e mercado (pop pocket), mas a composição através do gênero poético e da autoria feminina transgride o que costuma se esperar de um texto pornográfico, isto é, uma narrativa construída para fins meramente excitatórios e que é escrita e produzida para homens. Assim também, a pós-pornografia é um movimento político, artístico e sexual que se utiliza da pornografia hegemônica para desnaturalizar suas relações de gênero e poder. Os desejos considerados abjetos são colocados no cento, como o sexo anal, a prostituição por prazer ou a utilização de dildo, temas que também permeiam a referida obra de Paula Taitelbaum.
  • JULIANA GOLDFARB DE OLIVEIRA
  • As rimas do sexo: a poética (pós)-pornográfica em Porno Pop Pocket, de Paula Taitelbaum
  • Data: 12/08/2015
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho tem como objetivo verificar o carater pornografico e, sobretudo, pos-posnografico em "Porno pop pocket", escrito por Paula Taitelbaum, em 2004, e publicado pela editora L&PM. O livro constituido por oitenta e um poemas e nenhum deles recebe o titulo - dando a ideia de continuidade - e o conteudo sexual e o fio condutor de todos eles. O titulo da obra sugere a relacao entre pornografia (porno) e mercado (pop pocket), mas a composicao atraves do genero poetico e da autoria feminina transgride o que costuma se esperar de um texto pornografico, isto e, uma narrativa construida para fins meramente excitatorios e que e escrita e produzida para homens. Assim tambem, a pos-pornografia e um movimento politico, artistico e sexual que se utiliza da pornografia hegemonica para desnaturalizar suas relacoes de genero e poder. Os desejos considerados abjetos sao colocados no cento, como o sexo anal, a prostituicao por prazer ou a utilizacao de dildo, temas que tambem permeiam a referida obra de Paula Taitelbaum.
  • LUSZENILDO FERREIRA SIMÕES COSTA
  • The Bride Price: tradição e tradução cultural no romance de Buchi Emecheta
  • Data: 21/07/2015
  • Hora: 10:00
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  • Nossa pesquisa tem como objetivo principal traduzir a obra The Bride Price, da nigeriana Buchi Emecheta, sob a perspectiva dos estudos de tradução e de análise de gênero. O romance será traduzido, atentando para as relações de gênero e poder presentes na obra, mas tendo como foco principal os paradigmas dos estudos de tradução, ou seja, uma orientação metodológica da pesquisa com caráter sociológico com vistas a por em evidência as imbricações e as mestiçagens entre os espaços nigerianos. Desta forma, observamos o lugar que Buchi Emecheta ocupa no campo no qual está inserida: o campo literário nigeriano, no sentido de mostrar até que ponto a tradução contribuirá para a formação de uma identidade da autora no Brasil. Além disso, percebemos como os princípios dos estudos de tradução podem nortear a tradução de Buchi Emecheta, auxiliando-nos sobre como as questões de gênero e poder são expressos na narrativa da referida escritora.
  • JOÃO PAULO DA SILVA FERNANDES
  • DE ARIANA PARA DIONÍSIO: (Re)criação do mito em Júbilo, memória, noviciado da paixão, de Hilda Hilst
  • Data: 29/05/2015
  • Hora: 09:00
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  • Hilda Hilst (1930-2004) é a âncora deste trabalho, especialmente a sua poesia, a qual lançamos nosso olhar crítico-interpretativo aos poemas sob o título Ode descontínua para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio, parte da obra Júbilo, memória, noviciado da paixão (2008), considerando seus diálogos com a tradição épica acerca do mito de Ariadne e Dioniso. Observar a (re)criação o mito dionisíaco e suas nuanças na produção literária hilstiana é o nosso principal objetivo, de modo que estabeleçam de compreensão nas retomadas poéticas; bem como, refletir os ecos reverberados pela voz lírico-feminina nos dez poemas, nos quais o corpo e o amor são metáforas do erotismo e, possivelmente, configuram imagens ao leitor através da pluralidade de sentidos. Há, no entanto, articulações com aportes teóricos de Pound (2003), Eliade (2010), Grimal (2011), Cassirer (2000), entre outros que estabeleçam intersecções entre o mito e a literatura. No que tange a essa aproximação, metodologicamente, propomos uma leitura das imagens simbólicas a partir da “concisão”, enquanto categoria analítica, articulando significações internas e externas na plasmação lírico-verbal dos poemas. Nessa perspectiva, a inserção de elementos extraliterários na poética de Hilda Hilst, configura atualização da linguagem, (res)significando o mito dionisíaco pela voz feminina no contexto da contemporaneidade.
  • MARCO VALERIO CLASSE COLONNELLI
  • CARACTERIZAÇÃO DINÂMICA E ESTÁTICA NO "EDIPO TIRANO", DE SÓFOCLES
  • Data: 28/05/2015
  • Hora: 09:00
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  • Esta tese, dividida em tres partes, abordas duas concepcoes de caracterizacao na peca "Edipo tirano", de Sofocles. Na primeira parte, a concepcao de caracterizacao foi extraida da "Poetica", de Aristoteles. Dessa obra foram utilizados os dados sobre o conceito de 'carater', juntamente com todas as implicacoes que lhe sao associadas. O mesmo conceito ainda, pela insuficiencia do texto da "Poetica", foi cotejado com outras passagens encontradas na "Retorica" e na "Etica a Nicomaco", para que se pudesse esclarecer certas passagens capitais em suas definicao. Essa primeira concepcao de caracterizacao foi denominada de 'caracterizacao dinamica'. Na segunda parte, partiu-se de Aristoteles para outros autores modernos: Tomachevsky, Robert Scholes, De Termemann, dentre outros, a fim de nao so demonstrar os limites da caracterizacao aristotelica, como tambem apreender outros fenomenos de caracterizacao nas obras epicas e tragicas de autores como Homero, Esquilo, Sofocles e Euripedes. Essa segunda concepcao foi denominada de 'caracterizacao estatica'. Na parte desta tese foi feita a analise dos caracteres de Edipo, na obra homonima de Sofocles, com base na teoria proposta nos dois capitulos anteriores. No epilogo da tese, apos analise, demonstra-se a insuficiencia da teoria aristotelica acerca da caracterizacao no tocante as potencialidades do genero tragico, abordando a complexa estrutura com a qual Sofocles erigiu a peca e a caracterizacao de sua personagem.
  • MARIA LUCIA LOPES DE OLIVEIRA
  • Corpos e memórias de mulheres em trânsito: Caramelo de Sandra Cisneros e em el nombre de Salomé, de Julia Alvarez"
  • Data: 27/03/2015
  • Hora: 09:00
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  • em breve
  • BRUNA BELMONT DE OLIVEIRA
  • A semiose da Linguagem traumática em Rita no Pomar
  • Data: 03/03/2015
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho tem como objetivo realizar a leitura do romance Rita no Pomar, de Rinaldo de Fernandes, na tentativa de perceber como está delineada na linguagem da narradora-protagonista a subjetividade da condição traumatizante. A fragmentação da narrativa acompanha a reconstituição do passado vivido em São Paulo e na Praia do Pomar, lugares cujo envolvimento com personagens e fatos se fazem sempre presentes no relato de Rita. Através da semiótica de Charles Sanders Peirce, analisaremos como se organiza na estrutura da narrativa os arranjos dos signos icônicos, indexicais e simbólicos, a fim de produzirem o efeito de descontinuidade e antecipação na trama. Com o suporte da teoria psicanalítica de Sigmund Freud, discutiremos sobre o trauma e a sua representação no romance. Buscamos ainda investigar a presença do movimento de atração e rejeição, figura que se repete nos níveis estrutural e ficcional, bem como na macroestrutura da obra, como ícone do Trauma.
  • FRANCISCA LAILSA RIBEIRO PINTO
  • Entre Flores de Cerejeiras e Ipês : o florescer da transculturação do entre-lugar e da identidade cultural em O jardim japonês, de Ana Suzuki.
  • Data: 03/03/2015
  • Hora: 13:30
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  • em breve
2014
Descrição
  • MARIO LUIS SIMOES FILHO
  • Dependência Social e Interdição Amorosa em Machado de Assis.
  • Data: 12/11/2014
  • Hora: 14:00
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  • EM BREVE...
  • SAMARKANDRA PEREIRA DOS SANTOS
  • PARÓDIA E MECANISMO MIMÉTICO EM "PERDIÇÃO": EXERCÍCIO SOBRE ANTÍGONA, DE HÉLIA CORREIA.
  • Data: 13/10/2014
  • Hora: 09:00
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  • Tomando como objeto de estudo o drama Perdição: Exercício sobre Antígona (1991), da escritora portuguesa Hélia Correia (1949), consideramos o modo como a autora reescreve e reatualiza as figuras mitológicas e os mitos de que se ocupa. Sua construção sugere uma espécie de ansioso apelo à continuidade, conforme assinalado por Longino acerca da influência de Homero sobre todos os pensadores, visto que a trama heliana se inicia exatamente após a morte da Antígona sofocliana, no mundo dos mortos. No decorrer da leitura, no entanto, é perceptível que os meios utilizados pela autora não são tão claros assim. A continuidade surge sob a forma de paródia, que, segundo Hutcheon (1988), também pode homenagear o texto anterior e, assim, a “inclusão da ironia e do jogo jamais implica necessariamente a exclusão da seriedade e do objetivo na arte pós-modernista” (HUTCHEON, 1988, p.48). Com base nisto, constatamos a necessidade de analisarmos a peça referida à luz da teoria proposta por René Girard acerca do desejo mimético, da inveja e do mecanismo do bode expiatório. A crítica arguciosa de Perdição surge a partir da reelaboração de personagens que, ao colidirem, expõem ações e relações humanas que desnudam o mecanismo mimético, com base na abordagem ritualístico-sacrificial de Girard, revelando-nos como pode ser banal a maneira pela qual “perdemos o sentido” e deixamos correr o sangue de alguém (ou o próprio) por causa de algo tão enganoso quanto o kydos, “o
  • ADRIANA NUVENS DE ALENCAR
  • A Terra, a Vida e a Gente Caririense nas Narrativas Epistolares Patativa do Assaré.
  • Data: 22/09/2014
  • Hora: 09:30
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  • Neste trabalho, analisamos, sob o ponto de vista da semiótica greimasiana, cartas pessoais do poeta Patativa do Assaré, a fim de descobrir as representações dos elementos Terra, Vida e Gente, que sintetizam a realidade nordestina, mais especificamente, do Cariri cearense. Partimos da hipótese de que a preocupação em retratar a realidade de sua comunidade, que é nítida na poesia do autor, é um reflexo da sua filosofia de vida e também se manifesta em seus textos epistolares. De um conjunto constituído de dez cartas escritas de 1989 a 1991 para familiares estabelecidos no Sudeste do país, retiramos uma amostragem constituída de quatro cartas: três para Gracinha e uma para Expedito, netos do poeta. Com o intuito de verificar como estão nelas representadas a Terra, a Vida e a Gente caririense, realizamos a análise dos três níveis do percurso gerativo da significação em cada uma, com ênfase no nível discursivo – que envolve os procedimentos de espacialização, temporalização, actorialização, além do estudo dos temas abordados e das figuras que os recobrem.
  • VALTER GOMES DIAS JUNIOR
  • A Poesia de Antonio Miranda e suas Intersemioses
  • Data: 29/08/2014
  • Hora: 10:00
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  • em breve

  • MARIA CÉLIA RIBEIRO DA SILVA
  • Ascendino Leite: entre o "Ser Leitor" e a Formação do Jornal Literário
  • Data: 21/08/2014
  • Hora: 14:30
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  • Esta tese consiste na investigação da antologia Sementes no Espaço (1938-1988): fragmentos de um Jornal Literário, de Ascendino Leite, obra formada por dois volumes publicados, respectivamente, em 1988 e 1989, que tratam de temas do universo intimista do escritor, do cotidiano e da vida literária. A abordagem tem em vista a representação de Ascendino como “ser leitor” e como essa condição contribuiu para revelar suas “astúcias” na maneira de representar a vida literária em um texto de natureza híbrida, como o Jornal Literário, aliandose a isso questões de ordem pessoal, política e outras relativas à “função-autor”, ao reconhecimento ou não do nome de Ascendino como escritor. Para a realização da pesquisa, foram utilizadas como fontes a antologia Sementes no Espaço (1938-1988): fragmentos de um Jornal Literário, organizada pelo próprio escritor, os arquivos pessoais do autor (bloquinho de notas, cadernos, agendas, cartões, fotos, parte do acervo de sua biblioteca particular, cartas) e textos publicados na esfera jornalística. Além disso, lançou-se mão da memória de amigos e escritores que conviveram com Ascendino, visando à representação de uma imagem do indivíduo e do “ser leitor”. Do ponto de vista teórico, partiu-se dos autores Roger Chartier (1990; 1999a; 1999b) e Michel de Certeau (2009), para refletir sobre conceitos como representação, prática e apropriação, além da noção de “táticas” (DE CERTEAU, 2009), relativas às ações realizadas por “Ascendino leitor” para a formação do Jornal Literário, e da “função-autor”, conceituada por Foucault (1992). A partir de Hébrard (2000) e Chartier (1990; 1999a; 1999b) fundamentou-se a noção de suporte, recorrendo, também, a Barthes (1984), Chartier (2007) e a outros autores para subsidiar reflexões relativas à leitura.
  • AURICELIO SOARES FERNADES
  • A queda das "casas" de Poe e Corman: ambientação, de persinagens e mise em scène
  • Data: 18/06/2014
  • Hora: 14:00
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  • Como afirma Décio Pignatari (2004), Edgar Allan Poe é um escritor que escreve em códigos. Poe não só desafia o leitor a interagir e buscar as respostas para a compreensão dentro de suas narrativas, mas também testa os limites de nossa imaginação e nos deixa uma interrogação, um imenso espaço aberto a interpretações nos finais de seus contos. A Queda da Casa de Usher possivelmente “esconde” as chaves de sua resolução dentro da própria narrativa. O conto, que é um dos mais bem aclamados exemplos da narrativa de tradição gótica, mistura elementos estruturais evidentes desse tipo de literatura: suspense, terror, ambientações obscuras e decadentes e personagens complexos e esquizofrênicos. Através de uma perspectiva comparada, pretendemos com esse estudo discutir a transposiçãodo discurso gótico e da ambientação do conto A Queda da Casa de Usher, do escritor americano Edgar Allan Poe para a adaptação fílmica homônima de Roger Corman, de 1960. A investigação do gótico e da ambientação será atrelada à análise dos recursos metalinguísticos e metaficcionais. A pesquisa baseia-se em teóricos e críticos do contexto literário e fílmico, bem como, mais especificamente, aqueles que trabalham com a adaptação. Os resultados da pesquisa pretendem comprovar a influência da literatura gótica de Poe e suas ressonâncias artísticas e culturais na contemporaneidad
  • ENY ARAUJO ROCHA
  • As Mulheres e o Meio Ambiente no romance Terras do Sem Fim, Jorge Amado
  • Data: 05/06/2014
  • Hora: 09:00
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  • A presente dissertação tem como objetivo investigar a obra Terras do sem fim, de Jorge Amado, na perspectiva dos princípios filosóficos do ecofeminismo. Objetivamos demonstrar a relação entre meio ambiente e personagem feminino inserido num sistema patriarcal da sociedade cacaueira, no sul da Bahia, no início do século XX. Para atingirmos nosso objetivo, recorreremos a duas linhas de discussão filosóficas, a saber: 1) o ecofeminismo espiritualista, difundido por Maria Mies e Vandana Shiva; 2) a ética do cuidado, criado por Karen J. Warren. Analisaremos o romance amadiano, buscando inferir o comportamento da mulher e o aspecto transgressor dessa relação com o meio ambiente, o que se torna recíproco, uma vez que a natureza também se manifesta quando se sente ameaçada pelo seu dominador. Adotamos como método de abordagem a pesquisa bibliográfica que abrange a área da Literatura, Sociologia, Filosofia e a área que se identifica com a discussão das relações de gênero e meio ambiente como o Ecofeminismo, que nortearam a proposta deste estudo. Confere à pesquisa a divisão da dissertação em três capítulos. No primeiro, trataremos de situar o romance Terras do sem fim no modernismo regionalista de 30 e um levantamento da fortuna crítica sobre a obra. O segundo, visa fundamentar os princípios ecofeministas que sustentem a nossa investigação crítica e analítica, acerca do ecofeminismo. O terceiro capítulo tenta utilizar os princípios ecofeministas na análise das personagens femini nas e suas confluências e transgressões, relacionadas com o meio ambiente, sob o regime do sistema patriarcal. Constatou-se, ao final da pesquisa, que o romance Terras do sem fim carrega em sua estrutura literária a abertura para uma discussão crítica de uma abordagem que ainda não era difundida em seu tempo. Dessa forma, trouxe para os estudos ecofeministas um maior aprofundamento das questões que envolvem a relação entre o meio ambiente e a mulher, propondo uma releitura do romance de Jorge Amado e obras contemporâneas.
  • LILÁSIA CHAVES DE ARÊA LEÃO REINALDO
  • As Representações Líricas da Morte no Brasil: uma leitura da poética de H. Dobal
  • Data: 22/05/2014
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo denominado As representações líricas da morte no Brasil: uma leitura da poética de H. Dobal apresenta-se como proposta de contribuição aos estudos literários brasileiros, e se dedica especialmente à investigação das configurações estilísticas expressivas da morte, na poesia do piauiense, H. Dobal, cuja obra poética se mostra categoricamente embebida dos constructos dessa temática de essência tão significativa e definitivamente crucial para a humanidade.O percurso empreendido foi elaborado a partir dos estudos e pensamentos do crítico e historiador Antonio Candido em sua fundamental produção escrita voltada para as temáticas da literatura brasileira como produção cultural dialeticamente gestada no âmago da sociedade e inapelavelmente oriunda e protagonizada por seus atores sociais em consonância com a história do país e das suas relações no mundo, em seus diversos contextos que se fizeram transmutados em arte literária, neste caso específico trazido à luz, a poesia de H. Dobal. Nas questões de natureza teórica sobre literatura e sociedade, da mesma vertente social de cuja construção Antonio Candido é a autoridade máxima no Brasil, adotaram-se outros pensadores de destaque na esfera internacional que se aliam nessa compreensão, tais como Walter Benjamin e Georg Lukács, dentre outros. Para calçar os estudos nas questões atinentes ao tema da morte, associam-se os estudos de vários pesquisadores, principalmente dos franceses Philllippe Ariès e Edgard Morin, e dos brasileiros, João José Reis e Julio José Chiavenato. As explorações do tema buscaram a formação da literatura brasileira, guiada pelos estudos de Antonio Candido, com o olhar voltado especificamente para as construções literárias sobre a “Morte” e nesse propósito, o trabalho elegeu destacados autores de cada fase literária convencionalmente periodizada pelos estudos literários, utilizando como critérios tanto a primazia das escritas literárias como também a presença significativa do tema na obra dos autores. Desta forma, comparecem desde Gregório de Matos nas representações do Barroco, Tomás Antonio Gonzaga no momento árcade, do Romantismo, Álvares de Azevedo, e do Simbolismo, Cruz e Souza, até alcançarmos as fases modernistas de Manuel Bandeira, Carlos Drummond e João Cabral, dentre muitos outros poetas nacionais. As leituras dos versos dos brasileiros buscam desvelar a recorrência e modos de figuração empreendidos até alcançarmos a produção poética do autor piauiense H. Dobal, que teve seu primeiro livro publicado em 1966. Deste poeta, de cuja obra identificou-se o objetivo inaugural, motivo central deste estudo, em capítulos à parte, propõe-se um aprofundamento no quesito das análises para possibilitar a colheita de um elenco de figurações do tema da Morte, que se oferecem como contribuições genuínas do escritor piauiense ao panorama literário da poesia brasileira, em cujo reconhecimento, avaliação e divulgação este trabalho se empenha.
  • ANA BARBARA RAMOS DA SILVA
  • Do conto ao curta-metragem: adaptação de Clarice Lispector
  • Data: 24/04/2014
  • Hora: 14:00
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  • em breve

  • FERNANDA BARBOZA DE LIMA
  • Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos: um estudo sócio-variacionista
  • Data: 23/04/2014
  • Hora: 09:00
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  • As comunidades quilombolas representam um inestimável patrimônio cultural do nosso país, sendo consideradas verdadeiros celeiros da história da formação do povo brasileiro, e consequentemente, arquivos vivos dos processos linguísticos que reestruturaram a língua portuguesa falada no Brasil, dando-lhe feição particular. Paralelamente ao crescimento de localidades consideradas remanescentes de quilombos, cresce a necessidade de pesquisas nesses espaços, com a finalidade de produzir dados que contribuam para o desvendar científico das lacunas referentes a esses grupos. Com o interesse de contribuir para o preenchimento dessas lacunas, debruçamo-nos sobre os aspectos linguísticos da comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos, localizada no município de Alagoa Grande, na Mesorregião do Agreste Paraibano. Nesse estudo, analisamos particularidades fonéticas, morfológicas e sintáticas compreendidas como evidências do contato com línguas africanas, além de realizarmos uma análise léxico-semântica do falar da comunidade em questão, realizando, ao final, um glossário com algumas lexias do universo sociocultural da comunidade, considerados relevantes para a compreensão da realidade caianense. Utilizamos como procedimentos metodológicos, a pesquisa de campo, quando coletamos entrevistas individuais orientadas sob os preceitos da investigação sociolinguística, procurando nos pontos de interseção entre a Dialetologia, Sociolinguística e Etnolinguística, a sustentação teórica necessária a nosso estudo, além de fundamentarmo-nos em bibliografia consagrada das áreas de Fonética, Morfologia, Sintaxe e Lexicologia, para elaboração das distintas partes do trabalho. Acreditamos que tanto os dados fonéticos e morfossintáticos, quanto os dados de natureza léxico-semântica resultantes de nosso estudo podem contribuir para uma maior compreensão da configuração atual da variável popular da língua portuguesa falada no Brasil.
  • ALINE CUNHA DE ANDRADE SILVA
  • As Mulheres Soledade: transgressão e loucura em A História de Bernarda Soledade - A Tigre do Sertão
  • Data: 04/04/2014
  • Hora: 14:30
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  • em breve

  • MICHEL DE LUCENA COSTA
  • Orfeu da Conceição: ressignificação do mito a partir da carnavalização do trágico
  • Data: 04/04/2014
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa se propõe a analisar a peça Orfeu da Conceição (1956), de Vinícius de Moraes, entendendo-a como uma tragédia carnavalizada. Para formalizar este trabalho será realizado um estudo semiótico para entender como ocorreu o processo de ressignificação do mito grego sob a perspectiva da carnavalização bakhtiniana. Tendo como suporte teórico e metodológico a Semiótica da Cultura, serão estudados os elementos que vão desde a tragédia e a religião grega até a origem do samba carioca, sua relação com o candomblé, chegando à compreensão do teatro brasileiro do século XX. A Semiótica da Cultura nos ajudará a compreender como ocorreu o processo de “tradução da tradição”, ou seja, a adaptação do mito grego ao morro carioca na década de 1950, passeando pelos domínios do texto dramático e da música. Finalizando, com esta dissertação espera-se que tenha contribuído com o campo de estudos semióticos aplicados ao teatro.
  • GABRIELA DE SOUZA ARRUDA
  • O Espaço como Narrativa de Repressão em Contos de Caio Fernando Abreu
  • Data: 31/03/2014
  • Hora: 16:00
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  • Esta dissertação objetiva observar a correlação entre as categorias do narrador e do espaço em conto de Caio Fernando Abreu no período histórico da ditadura militar brasileiro, tendo em vista a dificuldade de comunicação diante de um contexto político repressivo e o enfoque psicológico predominante na narrativa a partir do século XX. Os contos utilizados no corpus deste trabalho estão presentes no livro "Pedras de Calcutá", lançado em 1977, em pleno anos de chumbo do regime ditatorial. São Eles: "Garopaba mon amour", "Rubrica" e "Holocausto". Nos três contos é possível perceber como o espaço é subjetivado pelo narrador na composição da narrativa, de modo a expressar seus estado psicológico e suas reflexões.
  • ROBSON TELES GOMES
  • Alegorias do Estado Autoritário em O Pagador de Promessas e em O Santo Inquérito
  • Data: 31/03/2014
  • Hora: 09:30
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  • A concepção alegórica de Estado Autoritário é assunto debatido em alguns âmbitos do conhecimento, entre eles, a História e as Ciências Sociais. Como uma área de conhecimento que reproduz “as realidades” debatidas por essas áreas, a literatura pode ser um espaço de tensão entre essas duas representações discursivas e relacionar fatos sócio-históricos a criações alegóricas, em busca de uma ressignificação de tais fatos, visto que a alegoria metamorfoseia a linguagem e o conteúdo de um discurso, por dizer uma coisa e pretender que se entenda outra. Nesse sentido, em O Pagador de Promessas e em O Santo Inquérito, de Dias Gomes, as experiências vivenciadas pelas personagens Zé-do-Burro – um homem do campo – e Branca Dias – uma cristã-nova – representam alegorias de um momento histórico brasileiro. Assim, para melhor se compreender essa alegorização, em um primeiro momento, expõe-se uma visão panorâmica da suposta evolução do conceito de alegoria e um breve percurso do conceito de nação. Tal comportamento antecipa os principais procedimentos teóricos adotados neste trabalho, denominados por Fredric Jameson de alegoria nacional. Em um segundo momento, há uma contextualização histórica dos entornos da década de 1960, com o intuito de chamar a atenção para um ambiente ditatorial pelo qual o Brasil passava, além de se observar que, nas referidas peças, o dramaturgo propõe a reescritura de determinados momentos da História do país através de conflitos e de ações dramáticas alegóricos. Para tanto, a linguagem alegórica foi – e tem sido, ainda, – uma das ferramentas mais recorrentes. Esse é o perfil que se configura nas duas peças de Dias Gomes que este trabalho propõe evidenciar.
  • RANIERE DE ARAUJO MARQUES
  • Modernização Estética e Sujeitos Periféricos na obra Pauliceia Desvairada de Mario de Andrade
  • Data: 31/03/2014
  • Hora: 08:00
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  • Este dissertação tem como objetivo estudar a representação poética de sujeitos periféricos na obra Paulicéia Desvairada (1921) de Mário de Andrade. Elegemos os negros, operários, imigrantes pobres e mulheres como figuras representativas de um processo de modernização excludente que ocorreu em São Paulo, no início do século XX, e como figuras centrais na recriação poética no livro estudado. Objetivando contextualizar os aspectos históricos e sociológicos sob o qual a obra encontra-se indiretamente relacionada. Tais perspectivas ajudar-nos-ão a entender a relação entre os processos sociais e a emergência simbólica destes sujeitos no espaço literário. Para tanto, utilizamos, sobretudo, os estudos de Nicolau Sevcenko (1992) e Sérgio Miceli (2012) para debater sobre o processo histórico de crescimento urbano da cidade de São Paulo, no inicio do século passado, e para refletir sobre os determinantes sociais que possivelmente permearam a formação discursiva do intelectual, Mário de Andrade, e sua relação estreita com a aristocracia decadente daquele período. Usaremos ainda o conceito de “metáfora viva” desenvolvido por Paul Ricouer (2000) para nos ajudar nas análises da reconstrução poética da realidade social, pensando a metáfora como forma de reescrita do real que possibilitaria a apreensão de outros aspectos simbólicos. Em suma, este trabalho busca a entender a forma como o flâneur de Paulicéia Desvairada posiciona-se diante das injustiças sociais e das mudanças nas formas de sociabilidade por que passou a cidade São Paulo no início do século XX.
  • MONICA CRISTINA NASCIMENTO NUNES
  • O Sertão Romântico: leitura de O Sertanejo, de Alencar, e de Inocência, de Taunay
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 16:30
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  • O presente trabalho, O Sertão romântico: leitura de O sertanejo, de Alencar, e de Inocência, de Taunay, investiga a temática sertaneja na representação literária, n‘O sertanejo e Inocência. Os primeiros contatos entre índios e colonizadores foi responsável pela formação de uma miscigenação que seria representada no imaginário literário, forma também bastante disseminada e utilizada pelos literatos do século XIX. Nesta direção, o elemento silvícola foi seguido por sua resultante da miscigenação do colonizador com o português, o sertanejo. Destarte, dividimos o trabalho em duas partes. Na primeira, estudamos O Brasil-sertanejo de José de Alencar, configuradas as representações da terra, do homem e do feminino sertanejo; Na segunda, estudamos O Brasil-sertão de Taunay, com seu homem e mulher sertanejos. Para tanto, utilizamo-nos dos estudos da crítica dialética do pesquisador Antonio Candido e seus discípulos, e aplicamos os conceitos da apreensão do universo sertanejo disseminados pelo antropologista e sociólogo Darcy Ribeiro, além da contribuição de Sergio Buarque de Holanda. Foram englobados, desta forma, elementos literários, históricos e sociológicos, numa combinação da intertextualidade dos diversos matizes constituintes do universo sertanejo presentes nos corpus literários aqui estudados, O Sertanejo e Inocência
  • MARIA DO SOCORRO PEREIRA DE ALMEIDA
  • "Interfaces da Natureza em Grande Sertão: Veredas - um olhar ecocritico"
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • Nesta pesquisa, estudamos a obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa, centrando esforços no sentido de investigar como está representada a natureza no contexto narrativo e a imbricada relação homem-natureza-sociedade. Tal como aqui entendida, a pesquisa inclina-se para uma recente vertente da crítica literária, a Écocrítica, uma vez que nela se delineia a teia de relações ambientais que entrecruzam a relação humano/natureza através do texto literário. O trabalho apresenta discussões no campo dos fundamentos da ecocrítica, através de alguns estudiosos, a exemplo de Cherryll Glotfelty, Greg Garrard e outros autores ligados à ASLE, além de alguns pesquisadores brasileiros que têm se dedicado a essa linha de pesquisa. Observamos, também, algumas obras que trazem ideias consoantes a essa perspectiva e podem ser consideradas pioneiras, notadamente algumas do século XIX. Buscamos, como proposta epistemológica de abordagem, as perspectivas fenomenológica, a partir das ideias de Edmund Husserl e Merleau-Ponty, e a histórico-sociocultural, alicerçada em diversos estudiosos, por considerarmos esses direcionamentos relevantes na obra estudada. Expõem-se as características da natureza, a ecologia e o meio ambiente que se encontram representados contemporaneamente, visando entender sua atualidade, face às tipologias de natureza que são intrínsecas à obra rosiana. Particular foco é dado às trilhas do sertão para observar as simetrias e assimetrias entre espaço e lugar, a representação objetiva e subjetiva do espaço sertão, como o poder se caracteriza nesse lugar, e como tudo isso remete, simbolicamente, ao sertão/mundo e ao sertão/homem. Ainda nessa perspectiva, acompanhamos os jagunços pelas travessias do Sussuarão e do povoado do Sucruiú. Nesse ínterim procuramos perceber a representação da água na obra, uma vez que esse elemento é, em alguns momentos, essência e norte da narrativa. Seguindo os passos dos jagunços, observamos como se apresenta a relação homem/animal na narrativa riobaldiana. Por último, fomos ao encontro de alguns personagens no intuito de compreender alguns sentidos de valores e ações por eles expressos que, a um olhar mais atento, findam por desvelar-se. Nesse contexto, procuramos observar, também, como esses personagens, ao longo da obra, podem fomentar o estudo ecocrítico. Palavras-chave: Ecocrítica. Grande sertão: veredas. Homem. Meio ambiente e Sociedade
  • MARIA TERESA RABELO RAFAEL
  • A Escrita do Eu em "La Place" e "Les Armoires Vides", de Annie Ernaux: entre a história e a sociologia
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • Nosso trabalho propõe uma análise deduas obras da escritora francesa Annie Ernaux: La place (1983) e Lesarmoires vides (1974). Tivemos como primeiro objetivo apreender quais elementos estéticos e temáticos fazem da escrita da autora um expoente da narrativa em primeira pessoa. Em seguida, relacionamos a análise das duas obras em questão com alguns aspectos e discussões da Sociologia. Para isso, dividimos nosso trabalho em três eixos principais. O primeiro diz respeito às características da escrita do eu na literatura francesa contemporânea que, segundo Dominique Viart (2002), põe em cena, por meio de uma narrativa não-linear, a crise do sujeito causada pelas instabilidades identitárias, suas questões existenciais reproduzidas na voz do personagem narrador, além da escolha de uma sintaxe construída de modo a perturbar a enunciação. O segundo eixo refere-se à utilização de algunsconceitos sociológicos desenvolvidos por Pierre Bourdieu (1998, 2001, 2009, 2011, 2013), taiscomo violência simbólica, valores de classe, distinção sociale os relaciona com a escrita literária de Annie Ernaux. Ainda no mesmo eixo,o estudo estabeleceuma relação entre a nova historiografia, revolucionada pelo movimento dos Annales, que toma como objeto de estudo a experiência de indivíduos de pequenos grupos sociais, apresentando suas singularidades e reconstruindo a história a partir de uma outra perspectiva analítica, tal como formulada, entre outros teóricos, por Ginzburg (1987), Reis (2000), Dosse (2003) e Rojas (2012). O terceiro eixo faz uma análise de ambas asobras e as relaciona com as discussões sobre o papel da memória na escrita do eu, os elementos sociológicos presentes nos textos, além de evidenciar as inquietações do sujeito do nosso tempo através de questões e problemáticas colocas pelo personagem narrador. Por fim, esse estudo evidenciaalgumas tendências estéticas que vêm predominando na literatura francesa contemporânea, mais precisamente no que tange à escrita do eu de Annie Ernaux.
  • JACKLAINE DE ALMEIDA SILVA
  • Infâncias secas: o flagelo da fome no Modernismo do Nordeste
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 10:30
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  • Acostado à perspectiva estética e analítica de Antonio Candido, o trabalho acadêmico Infâncias secas: o flagelo da fome no Modernismo do Nordeste trata do estudo das representações do mundo infantil sob o flagelo da fome, decorrente das frequentes estiagens na região que, aliada à inoperância e ao descaso do Estado brasileiro, condena os sertanejos nordestinos, em especial suas crianças, à privação alimentar, ao êxodo penoso e forçado, submetendo-as à desagregação social, sequestrando-lhes a infância e, no mais das vezes, a própria vida. Nessa compreensão, elegeu-se, como objetos de análise, o discurso romanesco de Rachel de Queiroz, O Quinze (1930), e a narrativa de Graciliano Ramos, Vidas secas, publicada oito anos depois do romance da escritora cearense. As obras escolhidas se apresentam, para nós, como exemplos privilegiados da tematização da fome, em particular da fome infantil, na literatura brasileira. Ao mesmo tempo, se constituem enquanto textos paradigmáticos da vertente modernista do Nordeste, que se opõe às concepções otimistas dos românticos quanto ao país, criando a noção de subdesenvolvimento, de pobreza e de anomia nacional, redirecionando, num trajeto de subversão, o olhar literário sobre o Brasil (CANDIDO, 1989). A denúncia ficcional, nas obras escolhidas, se processa, notadamente, através das descrições, das crianças-retirantes, espoliadas do direito natural à alimentação, ou seja, do próprio viver. Tais descrições, elaboradas pelo tom da tragicidade, transformam esses romances em mostras decisivas de afirmação de um projeto outro de nacionalidade, ilustrando, de maneira irrefutável, a diversidade do Modernismo brasileiro.
  • WILLY PAREDES SOARES
  • Retórica e Religião em De Natura Deorum, De Cícero
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • A presente tese busca analisar coerentemente tanto os princípios da religião romana vigente no século I a.C, quanto os elementos retóricos usados pelo orador romano Cícero na elaboração dos três livros que constituem o seu diálogo filosófico "De natura deorum".
  • ENY ARAUJO ROCHA
  • As Mulheres e o Meio Ambiente no romance Terras do Sem Fim
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 08:30
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  • Em Breve

  • EMMANUELA NOGUEIRA NITAO DINIZ
  • Imagem do Sol, Linha Segmentada e a Caverna na Politeia de Platão
  • Data: 27/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo trabalha com as ‘imagens’ de Platão dentro do contexto da Politeia, vulgarmente conhecida como República, no final do Livro VI e no início do Livro VII, com a finalidade de mostrar que as traduções modernas não dão conta de transmitir as ideias platônicas sobre a relação do Bem com o Sol, o Filho do Bem, a Linha Segmentada e a Caverna – tema do corpus aqui estudado –, não por incompetência dos tradutores, mas por causa das línguas modernas que se apoiaram especialmente nas traduções latinas clássicas ao longo do tempo e por demonstrarem uma grande influência tanto na dificuldade de interpretar o original em grego clássico quanto no vocabulário latino que não possui a mesma concretude e a mesma riqueza de aspectos verbais bem como o uso dos particípios, por exemplo, que acontece nos textos gregos. Todas as traduções da Politeia estão contaminadas por um vocabulário latino que paradoxalmente aprendeu a pensar com a filosofia de Platão. Com relação ao corpus platonicum delimitado, é possível provar que Platão não escreveu nenhuma Metáfora do Sol, não distinguiu exatamente um ‘mundo sensível’ de um ‘mundo inteligível’ em sua Linha Segmentada, nem escreveu um Mito da Caverna. Na verdade, o que acontece na literatura de Platão é que ele se utiliza de imagens – εἰκόνες – para tentar atingir aquilo que não pode ser atingido pela natureza humana: o conhecimento do Bem – τὸ ἀγαθὸν –, pois, é somente através dessas imagens que o pensamento e a língua grega construíram um caminho ‘além’ – μεθοδὸν – para alcançar a verdade das coisas. Portanto, a educação – παιδέια – sendo posta no cerne da alma – ψυχή – humana, ele se tornará livre para trilhar esse caminho dialético em busca do que é a realidade.
  • ALEXANDRE DE ALBUQUERQUE SOUSA
  • Electra Sob as Luzes da Ribalta: ação e Ethos Trágico em "Mourning Becomes Electra", de Eugene O'Neill
  • Data: 25/03/2014
  • Hora: 15:00
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  • Esta pesquisa tem por objetivo analisar a ação dramática e o ethos trágico dos personagens na trilogia Mourning Becomes Electra, tendo como foco a protagonista Lavínia Mannon. Escrita pelo dramaturgo norte-americano Eugene O’Neill e encenada, pela primeira vez, em 1931, a trilogia escolhida como corpus desta pesquisa constitui-se uma releitura da Oréstia, de Ésquilo, cujo enredo apresenta uma apropriação do mito dos Atridas, família cuja história é marcada por crimes de ódio e vingança. O estudo parte das considerações sobre o conceito de mito e sua relação com a tragédia grega e com a teoria psicanalítica de Freud, na modernidade. A investigação sobre os conceitos de ação e ethos dos personagens tem como suporte teórico a Poética de Aristóteles (2005), a Estética de Hegel (2004), as contribuições de Raymond Williams (2002) e de Sandra Luna (2005, 2008, 2012). Ao elaborar um drama psicológico moderno, O’Neill investe na psiqué dos personagens, que se apresentam em luta contra pulsões e desejos, reprimidos em nome da moral puritana. Lavínia, a Electra moderna, enfrenta um drama pessoal, pois nutre um amor doentio pelo pai, Ezra, tem ciúmes da mãe, Christine, e reprime seu desejo pelo amante desta, Adam Brant. Ao saber da morte de Ezra, Lavínia acusa a mãe adúltera de ser a autora do crime e promete vingança com a ajuda de seu irmão Orin, resultando no suicídio de Christine. Orin, tomado pela culpa e remorso por ter contribuído com a morte da mãe, também sucumbe ao suicídio. A fim de resguardar os segredos de sua família, Lavínia, como a última Mannon, busca sua autopunição, condenada a uma existência atormentada, assombrada pelos fantasmas de seus antepassados e enclausurada em sua própria casa.
  • RINAH DE ARAUJO SOUTO
  • O Olho, a Mão e o Caleidoscópio: espaço(s) e violência em quatro contos de Teolinda Gersão
  • Data: 25/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho propõe-se a analisar quatro contos integrantes do livro A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, da escritora portuguesa Teolinda Gersão, a saber: “Encontro no S-Bahn”, “A mulher que prendeu a chuva”, “A ponte na Califórnia” e “Um casaco de raposa vermelha”. Para tanto, nos baseamos na proposta teórica de Wolfgang Iser, nomeadamente a antropologia literária; na categoria da violência, segundo os pressupostos de René Girard; e através do método intitulado topoanálise buscamos, ao final, apontar possíveis respostas para as seguintes questões: Até que ponto a literatura ao imbricar o real com o fictício e o imaginário, pode nos dar pistas para (re)pensar como o anthropos - enquanto “sujeito perceptivo” - reage diante de um espaço que lhe é desconhecido? E em meio a espaços fronteiriços? De que maneira o ser humano responde ao confronto direto com os seus desejos, com processos alienantes, com outras formas de conhecimento válido? Quais as implicações disso? Como a violência se apresenta? Verificamos que todos os contos enfocados apresentam em comum a voz feminina em destaque, a presença do “bode expiatório” e o confronto que gera violência em meio a espaços, sejam eles urbanos, íntimos, fronteiriços ou “não-lugares”.
  • ARIELA FERNANDES SALES
  • A voz insidiosa da traição: tragédia melodrama e Fait Divers em A mulher sem pecado, de Nelson Rodrigues.
  • Data: 25/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho tem como objetivo analisar a traição como ação na obra A mulher sem pecado, de Nelson Rodrigues. A percepção de que o título de autor genial recebia contrastes com o de autor maldito, levou-nos a observar quais preceitos nortearam a produção dramatúrgica do autor, buscando raízes do seu teatro no Modernismo brasileiro. Afora as relações com tal movimento estético, procuramos perceber a importância, em sua poética, de conceitos ligados à tragédia, ao fait divers e ao melodrama, utilizados na análise do corpus escolhido. Tratando da obsessão de um marido paralítico, Olegário, por sua esposa, Lídia, a peça configura uma perseguição constante, com diálogos dinâmicos e tensões pautadas nas interrupções de tais diálogos. Análises permitem-nos dizer que Nelson Rodrigues dota a peça em questão de uma complexidade oculta, tecendo elementos que escondem, no trato de uma temática tão corriqueira como o adultério, um imbricamento de gêneros dramáticos que leva ao palco, através de transgressões formais, a transgressão de uma mulher que não possuía pecados
  • ALBERGIO CLAUDINO DINIZ SOARES
  • O Virtuosismo nos Escritos sobre Música de Mário de Andrade: um olhar discursivo
  • Data: 24/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • Dentre os mais diversos discursos sobre as práticas de música na civilização ocidental, o que se construiu em torno do fenômeno do virtuosismo mostrou-se significativamente presente em vários momentos da história dessa arte. Os discursos que vão ao encontro e, em contrapartida, os discursos que vão de encontro à presença do virtuosismo na música nos mostram que esta presença, além de real, tem o poder de moldar a sociedade na qual se inserem. A pesquisa que empreendemos teve como base teórico-analítica a Análise de Discurso de Linha Francesa, através das categorias desenvolvidas por Michel Foucault nos diversos estudos que realizou ao longo de sua trajetória investigativa das ciências humanas, tais como saber-poder, verdade-poder, resistência e estratégia. Este conjunto de conceitos nos permitiu compreender como a questão do virtuosismo na música se constituiu num objeto de discurso nos ditos e escritos sobre música de Mário de Andrade, materializados no conjunto de suas “Obras Completas”. A pesquisa nos possibilitou observar que a discursividade marioandradina sobre o virtuosismo na música possuía uma relação com sua militância nos movimentos nacionalista e modernista brasileiros e que, ao mesmo tempo, essa discursividade se constituiu num dos elementos de resistência à prática de música europeia vigente no cenário brasileiro e numa estratégia de luta na construção de uma cultura musical de caráter nacional genuinamente brasileiro.
  • PAULO ALDEMIR DELFINO LOPES
  • Uma Arqueologia do Imaginário do Corpo na Revista Junior
  • Data: 24/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação, fundamentada nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa, sobretudo, nos estudos empreendidos por Michel Pêcheux, Michel Foucault e Jean-Jacques Courtine, procura identificar os imaginários de corpo presentes nos enunciados textuais e imagéticos materializados na revista JUNIOR, publicação mensal da editora MixBrasil, voltada para o público homossexual brasileiro. A revista, tomada enquanto dispositivo disciplinar, exerce sobre seus leitores uma pedagogia do corpo apoiada em vontades de verdade sobre o ser gay que visa, sobretudo, o enquadramento dos sujeitos numa norma corporal que tem o músculo como signo de virilidade e beleza. A cultura do corpo é apresentada como via de acesso a formas de subjetividades que garantiriam visibilidade aos sujeitos gays. O processo de subjetivação é pensado, portanto, a partir das técnicas de transformação corporal, as quais, respaldadas em discursos oriundos de diferentes formações discursivas, atualizam o princípio do “cuidado de si” e incitam os sujeitos-leitores ao consumo de produtos para embelezar o corpo, dietas e exercícios para otimizar o ganho de massa muscular e até tratamentos estéticos invasivos, como a cirurgia plástica. Através da noção de memória discursiva, percebemos a irrupção do corpo na mídia como um novo acontecimento que recobra práticas discursivas e não discursivas ligadas ao hedonismo e narcisismo marcantes da cultura individualista em que os sujeitos, sob a égide das liberdades individuais, tornam-se, na verdade, assujeitados aos padrões estéticos vigentes.
  • ANA LUCIA MARIA DE SOUZA NEVES
  • "Um Atalho, Uma Clareira, Coisa Assim, No Caminho": reflexões sobre os lugares de Henriqueta Lisboa no contexto da literatura brasileira.
  • Data: 14/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • Esta tese investiga o diálogo da escritora Henriqueta Lisboa com poetas, poetisas e ensaístas do seu tempo. Analisamos o percurso intelectual da escritora no que diz respeito aos lugares por ela ocupados como poetisa-educadora-crítica literária, a fim de perceber de que forma a escritora se colocava e como os outros a colocavam, bem como as táticas mobilizadas pela autora no seu diálogo com o Outro. Elegemos como objeto de estudo: os escritos de Henriqueta (cartas, poemas, antologias e ensaios). Ao longo da discussão, lançamos mão também de entrevistas e depoimentos da poetisa com o objetivo de alagarmos a nossa compreensão de Henriqueta enquanto poetisa, teórica e crítica. Buscamos embasamento teórico em diferentes perspectivas: no que se refere às relações de poder e suas implicações imbricadas nas questões histórico-sociais acerca do lugar ocupado pela escritora e pela sua obra, lançamos mão de Michel Foucault (1987; 2004) e Michel de Certeau (1994); no âmbito da crítica literária nos apoiamos em Culler (1999), Pellegrini (1999), Perrone-Moisés (2005) Süssekind (2002), Candido (1999); sobre a problemática da compreensão da poesia lírica na tradição e modernidade, embasamo-nos em Hegell (1993), Steiner (1988), Adorno (2003), Berardinelli (2007), Hamburger (2007), Elliot (1972), Bosi (1994), (2000), Paz (2009); sobre gênero, alicerçamos a discussão em Del Priore (2001), (2010), Duarte (2003), (2010), Gens (2003), Hollanda (1993), Montero (2008), Perrot (2013), Swain & Muniz (2005), Scott (2011)
  • CAMILA MACHADO BURGARDT
  • A Invenção da Seca no Século XIX: a imprensa do norte e o romance Os Retirantes.
  • Data: 11/03/2014
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho consiste analisar como os discursos veiculados pelas cartas publicadas nos jornais das províncias do norte, de 1877 a 1879, bem como o romance-folhetim Os retirantes, de José do Patrocínio, de 1879, enquanto objetos literários, forjaram a construção da história da/sobre a seca, no século XIX, a partir do fenômeno climático que atingiu o antigo norte de 1877-1879. Para isso, buscamos analisar como os discursos veiculados pelas cartas dos jornais, bem como os escritos sobre essa seca de José do Patrocínio, o romance e as cartas publicadas na coluna folhetins, foram decisivos para a construção de sentido e interpretação dessa seca, a partir do uso de argumentos retóricos utilizados pelos leitores-escritores, com a intenção de instaurar no público leitor, com ampla receptividade, uma sensibilidade e uma representação sobre aquele espaço sertanejo. Refletimos, analiticamente, com autores como Chartier (1991; 1998; 2002; 2007); M. Barbosa (2004; 2010); S. Barbosa (2007; 2010a; 2010b; 2011; 2011a; 2011b); Barthes (1974; 1985); Freire (1823); Roquette (1860; 1871; 1997), entre outros, que nos ajudaram a entender como a heterogeneidade das imagens levantadas por esses discursos se fundiram e criaram, por fim, o dominante discurso que se queria estabelecer para a invenção da seca no século XIX
  • MARIA GRACIELE DE LIMA
  • "Versos ao Amado" mística e erotismo na poesia de Teresa D'Ávila
  • Data: 10/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa está centrada na obra poética de Teresa d’Ávila, escritora e poetisa espanhola que viveu no século XVI e se tornou conhecida por ser a fundadora da Ordem das Carmelitas Descalças. O corpus escolhido para análise é composto pelos poemas Mi Amado para mí, Traspasada e Buscate en mí, retirados da coletânea de poesia publicada em suas Obras Completas (1974) a fim de serem analisados à luz da Mística e do Erotismo, considerando também as marcas da autoria feminina presentes nos referidos textos. A leitura dos poemas escolhidos demonstra que neles há uma forte presença de elementos da Mística ocidental cristã própria da Idade Média, bem como das marcas do discurso de autoria feminina e de características relacionadas ao erotismo místico por meio de escolhas estéticas que antecipam o Barroco. Para a referida constatação, foi buscado o apoio teórico, principalmente, nos trabalhos: El fenómeno místico: estudio comparado (2009), escrito por Juan Martin Velasco, O Erotismo (2004) de Georges Bataille, Mystical Theology: the Science of love(1996) de William Johnston, Estudos sobre o Barroco (2002) de Helmut Hatzfeld, bem como diversos estudos sobre autoria feminina nos escritos místicos da Idade Média com o objetivo de apontar elementos comuns nos poemas teresianos analisados.
  • SUELLEN RODRIGUES RAMOS DA SILVA
  • Artur e Santiago: relações entre jornalismo narrativo e cinema-documentário
  • Data: 28/02/2014
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação tem como objetivo examinar a possível aproximação entre produções do jornalismo narrativo e do cinema-documentário. Utilizamos o perfil Artur tem um problema (2010a), publicado na revista piauí, escrito por João Moreira Salles, enquanto ponto de partida para o exame do objeto principal de nossa pesquisa, o filme Santiago: uma reflexão sobre o material bruto (2007), também de autoria de Salles, estabelecendo conexões com outros textos jornalísticos e fílmicos. Tanto no perfil quanto no documentário, constatamos a presença de elementos intrínsecos do jornalismo narrativo (LIMA, 1995; WOLFE, 2005), o que nos permite discutir o conceito de jornalismo literário cinematográfico (LIMA, 2003). Por meio da análise, verificamos a convergência entre esses diferentes campos do saber na construção narrativa a partir da opção por um modo de narrar pautado na experiência (BENJAMIN, 1980; SANTIAGO, 1989), no diálogo (MEDINA, 1986) e na humanização do personagem. Artur e Santiago relacionam-se não apenas devido à autoria. Nas duas obras, temos personagens centrais que, em certa medida, habitam universos particulares. Em ambas, Salles posiciona-se não apenas como identidade do narrador (GENETTE, 1995; REIS, LOPES, 1988), mas também personagem, em graus bastante distintos de uma obra para outra, e imprime um estilo ensaístico às narrativas (ADORNO, 2003a; LUKÁCS, 2008), trazendo reflexões sobre temáticas paralelas: no perfil (VILAS BOAS, 2003), a natureza da matemática; no filme, o próprio gênero documental (DA-RIN, 2004; NICHOLS, 2005; RAMOS, 2008). Santiago, no entanto, apresenta maior complexidade e dimensão artística, permitindo o aprofundamento de discussões sobre forma e linguagem. Uma questão central é observar o que lhe confere valor estético (CHKLOVSKI, 1973; JAKOBSON, 1995; TODOROV, 1979), algo que buscamos compreender confrontando-o com o perfil do matemático Artur Avila. Para tanto, consideramos ainda o seu contexto de produção, desde a gravação da entrevista com Santiago Badariotti Merlo, ex-mordomo da família Moreira Salles, em 1992, à montagem final, treze anos depois; as escolhas do diretor para a estruturação narrativa; a relação entre documentarista e personagem (COUTINHO, 2013a; SALLES, 2005); além de outros elementos constituintes da obra, como a metaficcionalidade e a entonação (BAKHTIN, 2011)
  • SHEILA MARIA TABOSA SILVA SOUTO
  • TRADUÇÃO NO CONTEXTO DA ERA VARGAS: Erico Veríssimo, tradutor de Aldous huxley
  • Data: 27/02/2014
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho analisa Erico Veríssimo enquanto tradutor na Editora Globo da obra Point counter point (1928), de Aldous Huxley, intitulada Contraponto (1934), no contexto da tradução e ideologia no Regime Vargas, governo autoritário e nacionalista. A metodologia é desenvolvida via transferências culturais, buscando compreender a trajetória de Erico Veríssimo como tradutor e refazer o processo tradutório da obra de Huxley. O perfil do tradutor Veríssimo é traçado inicialmente através de suas primeiras experiências na Revista do Globo, onde lançava no mercado traduções rápidas, inventando pseudônimos para as mesmas; e, posteriormente, com a publicação de traduções de obras de renome internacional, onde o processo tradutório ocorria num padrão elevado e mais elaborado. O percurso e a escolha da tradução Contraponto representam inicialmente uma ousadia editorial de Veríssimo, arriscando-se comercialmente, uma vez que a obra era densa e o autor desconhecido no Brasil; e, de fato, foi um ponto decisivo para Veríssimo tradutor e para a divulgação de Huxley no Brasil. Contraponto foi sucesso de vendas e um marco editorial, publicado na coleção Nobel, que levava ao leitor médio e aos intelectuais da época as traduções de repercussão internacional, formando e enriquecendo culturalmente seu público. A política editorial da Globo de traduzir os clássicos mundiais coaduna com os ideais nacionalistas de Vargas de valorizar o papel da língua vernácula e da educação na busca da identidade da Nação. Numa análise textual seletiva a partir dos conceitos dos itens culturais específicos em tradução trazidos por Aixelá e da teoria de polissistemas, destacamos que a tradução é marcada pela estratégia de conservação (repetição), numa tendência à adequação. Sua tradução permite a visualização das marcas da cultura estrangeira, não nacionaliza especificidades culturais, acrescentando informações novas ao leitor. Com os conceitos de tradução e ideologia advindos de Lefevere, entendemos que a reescritura pode ser inspirada por motivações ideológicas, logo podemos associar o fato de Contraponto tratar de questões ideológicas ligadas ao fascismo com o Governo Vargas, que possuía semelhanças totalitaristas.
  • KESIA VIVIANE DA MOTA
  • Estudo do mito através da análise literária d' O Certame Homero-Hesíodo
  • Data: 27/02/2014
  • Hora: 08:30
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  • A presente pesquisa, intitulada ESTUDO DO MITO ATRAVÉS DA ANÁLISE LITERÁRIA D"O CERTAME HOMERO-HESÍODO", tem como objetivo apresentar um estudo teórico sobre o mito a partir da análise de um texto literário cuja autoria é atribuída a Hesíodo, O Certame Homero-Hesíodo. A fim de alcançar o seu objetivo, a pesquisa parte da reflexão sobre o mito considerando a sua polissemia, isto é, os diversos sentidos que o instituto pode ter, as suas diferentes facetas. A fundamentação teórica está basicamente nos autores, em ordem alfabética, Aristóteles (1991), Barthes (2001), Burkert (2001), Campbell (2007), Detienne [19--], Eliade (2010), Hegel (2004) e Vernant (1990 e 2006). A tradução do corpus, cujo original é escrito em grego clássico, utilizada na pesquisa é a de Torrano (2005), única versão para a língua portuguesa disponível a que foi possível ter acesso. O trabalho está assim dividido: o primeiro capítulo apresenta um breve estudo teórico sobre o mito, considerando-o como narrativa, como linguagem e em seu teor religioso, com destaque para a questão da genealogia e dos rituais fúnebres, além de um estudo sobre a função do poeta no mundo clássico. O segundo capítulo apresenta uma contextualização do corpus, especialmente a sua caracterização quanto ao gênero. O terceiro capítulo apresenta a análise do texto literário em apreço, O Certame Homero-Hesíodo.
  • GRYGENA DOS SANTOS TARGINO RODRIGUES
  • “A Representação do Trágico em La Vida es Sueño, de Calderón de La Barca”
  • Data: 26/02/2014
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação tem por objeto de estudo a representação do trágico em La vida es sueño de Pedro Calderón de la Barca, obra escrita na Espanha no século XVII. Tendo como base os elementos que fundamentam a arte dramática no contexto histórico o qual situa o autor, fizemos, em uma primeira instância, uma análise sistemática da teoria do drama, partindo do estudo da Poética de Aristóteles e da Arte Poética de Horácio. Dessa maneira, retomamos as discussões sobre termos básicos que são recordados pela tradição de estudos em torno da dramaturgia e do teatro focalizando, dentre outras categorias, a mimesis, os elementos que compõem a ação trágica e a katharsis. A escolha do tema e o interesse pelo desenvolvimento do texto afloraram do estudo de diversas teorias ocidentais, tais como as de Aristóteles, Horácio, Hegel e Szondi, entre outros. A partir dos conceitos aristotélicos temos a base para a compreensão e composição das tragédias, por isso, foi esse o nosso parâmetro inicial para a contextualização histórica do gênero dramático, visto que a obra em questão é uma tragédia barroca que mantem na sua forma elementos da tragédia grega. Neste sentido, discutimos também sobre a modernidade dramática, utilizando, principalmente, considerações de Hegel, autor que reflete sobre a dialética do conflito dramático e que problematiza as diferenças de abordagem entre os conflitos trágicos grego e moderno. Ademais, também procedemos a uma análise das principais linhas de força constitutivas do chamado Século de Ouro Espanhol, que alonga pelos séculos XVI, XVII e XVIII, propondo reflexões acerca da cultura e da literatura barrocas. Para isto, utilizamos as teorizações de diversos escritores, tais como Maravall, Regalado, Morón e Benjamin. Ao tecer essa análise, não somente enfatizamos o teor histórico-literário da peça, mas ressaltamos também o seu caráter filosófico.
  • BRUNO RICARDO DE SOUTO LEITE
  • Um artesão de matrioshkas. Ficção histórica e metaficção em Rubem Fonseca
  • Data: 21/02/2014
  • Hora: 15:00
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  • Esta dissertação analisa os recursos metaficcionais nos contos e romances de Rubem Fonseca, incluindo os que tratam de eventos e personagens históricos, fundindo, assim, ficção e História. Para tanto, nos apoiamos em teóricos que se debruçam sobre a metaficção, esta tendência que marca o Pós-Modernismo em literatura, a exemplo de Linda Hutcheon (1991), Patricia Waugh (2003) e Gustavo Bernardo (2010). Um dos escritores brasileiros mais respeitados dentro e fora de nossas fronteiras, Fonseca estreia nos anos 1960 trilhando um caminho próprio dentro da prosa de ficção brasileira, não só pelas narrativas violentas, faceta pela qual ele é mais conhecido, mas também pelo caráter autorreflexivo, autoconsciente e digressivo de seus textos. Acusado de ser repetitivo, nota-se que, se é verdade que seus personagens em geral são “tipos” (o artista culto, o detetive, o “garanhão”), ele costuma experimentar na forma, variando os focos narrativos de maneira a entretecer camadas narrativas e parodiar gêneros: O caso Morel, por exemplo, é um romance policial que implode o romance policial; o conto H.M.S. Cormorant em Paranaguá, por seu turno, é uma homenagem à segunda geração romântica brasileira, representada por Álvares de Azevedo, em uma conformação pósmoderna de pastiche. A obra cinquentenária de Rubem Fonseca joga luz sobre questões que estão na “ordem do dia”, como o tripé artista-sociedade-mercado, e introduz um outro olhar sobre o passado histórico - incluindo a História da cultura, principalmente da literatura. As narrativas aqui analisadas testam os limites que separam – ou não – a ficção da dita realidade, e são por nós classificadas nas seguintes categorias: autobiografia romanceada, romance biográfico, romance histórico pósmoderno, pastiche, metaficção historiográfica e metaficção policial
  • MARIA CECILIA PIMENTEL DE CASTRO PINTO ALMEIDA
  • Manuel Bandeira entre o Sagrado e o Profano
  • Data: 21/02/2014
  • Hora: 08:00
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  • O presente trabalho trata a respeito de temas recorrentes na poesia de Manuel Bandeira: a tuberculose, a infância e a religiosidade. Em três capítulos, cada um deles dedicado aos temas acima referidos, procurou-se estudar a lírica bandeiriana não só à luz das teorias de Mircea Eliade, como também a partir de alguns ensinamentos colhidos de Aristóteles, Massaud Moisés, Alfredo Bossi, Affonso Romano de Sant’Anna, Victor Manuel de Aguiar e Silva... cujos textos pudessem suscitar uma melhor compreensão da poesia do autor de “Libertinagem”. O primeiro capítulo trata da poesia de Manuel Bandeira como uma espécie de procedimento cosmogônico através do qual o eu lírico tenta neutralizar as consequências do “mau destino”, que convertera a sua vida num verdadeiro caos; já no segundo capítulo, procurou-se constatar até que ponto os poemas sobre a infância, perpassados por um sentimento de fuga, de evasão, buscaram reconstituir, por meio do sortilégio da linguagem, um território paradisíaco, mitológico, para neutralizar os efeitos da realidade que tanto o oprimia. Vale observar ainda que, ricos, bastante ricos, os poemas sobre a infância propiciaram à autora desse trabalho outras considerações que não só as expostas acima; no último capítulo, o principal enfoque incidiu no viés erótico da poesia religiosa de Bandeira, e no modo como o eu lírico dessacraliza o sagrado na mesma proporção com que sacraliza o profano ora emprestando um toque de erotismo às santas, como no poema “Balada de Santa Maria Egipcíaca”, ora alçando à esfera do sagrado os seres humildes, anônimos, que parecem cumprir uma verdadeira via-crucis sobre a terra.
  • MARIA CECILIA PIMENTEL DE CASTRO PINTO ALMEIDA
  • Manuel Bandeira entre o Sagrado e o Profano
  • Data: 21/02/2014
  • Hora: 08:00
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  • em breve

2013
Descrição
  • EDMILSON JOSE DE SA
  • Atlas Linguístico de Pernambuco
  • Data: 04/12/2013
  • Hora: 08:30
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  • O Nordeste é a região brasileira com maior número de estados e foi o berço da colonização portuguesa no Brasil. Nesse meio, encontra-se Pernambuco, que teve participação ativa em diversos episódios na história do país. Além disso, o referido estado possui uma cultura popular considerável, a começar pelo seu modo de falar visivelmente imitado. Por isso, faz-se necessário armazenar essa cultura linguística por meio uma metodologia apropriada à coleta de dados que abrangem o espaço geográfico de quase 100.000 km2. Assim, esta tese busca documentar esse falar característico com a criação do Atlas Linguístico de Pernambuco, a fim de manter viva a memória linguística do Estado e oferecer subsídios para minimizar a escassez de trabalhos geolinguísticos sobre o falar pernambucano. Ousando caracterizar esse atlas estadual como pertencente à quarta geração, foram seguidos os pressupostos teóricos da Dialetologia contemporânea sob os auspícios metodológicos da Geolinguística Pluridimensional (THUN & ELIZAINCÍN, 2000) e, após a escolha de vinte pontos de inquéritos distribuídos em toda a extensão territorial de Pernambuco, foi aplicado o Questionário-padrão do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), ao qual também foram acrescentadas questões semântico-lexicais de temas específicos da cultura do estado quais sejam frevo, maracatu, renascença e barro. Os oitenta e quatro informantes foram escolhidos segundo critérios preconizados por Cardoso (2010), com faixa etária de 18 a 30 anos e de 50 a 65 anos e escolaridade inferior ao sexto ano do Ensino Fundamental, adicionando-se os informantes de curso superior completo naturais da capital. Após as transcrições das respostas dos inquéritos, foram construídas 6 cartas introdutórias e 105 cartas linguísticas, divididas em 50 cartas fonéticas, 47 cartas semântico-lexicais e 8 cartas morfossintáticas, que possibilitaram o registro cartográfico das ocorrências mais relevantes.
  • MARCOS TULIO FERNANDES
  • E.T.A Hoffmann no conto fantástico de Machado de Assis
  • Data: 31/10/2013
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertação de mestrado se propõe a estudar as divulgações de traduções francesas de contos fantásticos do escritor romântico alemão E. T. A. Hoffmann (1876-1822) nos periódicos parisienses que desembarcaram no Brasil inspirando Machado de Assis à produção de quatro contos fantástico “à la Hoffmann”, escritos para o Jornal das Famílias¸ entre 1869 e 1875. No século XIX, as traduções francesas dos contos hoffmannianos promoveram discussões críticas em jornais e revistas do contexto franco-alemão, propagando o conto fantástico do autor alemão na França e a partir dela no espaço transatlântico. A recepção transatlântica do conto hoffmanniano em Machado de Assis, por traduções francesas de Loève-Veimars e Henry Egmont, ou ainda, por traduções intermediárias para o português, divulgadas através da Revue de Paris e Revue des Deux Mondes, configura uma nova imagem de Hoffmann e do conto fantástico no contexto da cultura brasileira. Um exemplo de como os processos de transferências culturais produziram e incentivaram, no conto fantástico de Machado de Assis, um sentido diferente do conto fantástico de Hoffmann.
  • STEFANO ALVES DOS SANTOS
  • Carmen Christ em Filipensis 2.5-11
  • Data: 11/10/2013
  • Hora: 09:00
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  • RESUMO O presente trabalho tem como corpus a Epístola de Paulo aos Filipenses, especialmente o hino do capítulo dois, versículos cinco ao onze. As categorias são duas: a Epístola como gênero literário e a figura de linguagem retórica que estrutura todo o hino e que é denominada quiasmo. O trabalho consiste numa tentativa de análise do Carmem Christi e sua estrutura quiástica, buscando ver como Paulo usou essa figura de linguagem para estruturar este hino. É o paralelismo o principal elemento a caracterizar a poesia hebraica (e o quiasmo é um subtipo de paralelismo, isto é, um paralelismo invertido), embora Paulo tenha escrito o hino em língua grega, ele o escreve segundo a convenção poética judaica e não grega, fazendo uso do quiasmo na estruturação do Carmen Christi para efeitos de ênfase e memorização. Portanto, é indispensável o conhecimento dessa figura para a correta análise do hino proposto. A dissertação está dividida em três capítulos: I. Introdução ao Gênero Epistolar no mundo Greco-Romano e à Epístola Aos Filipenses; II. – Quiasmo: Figura de Retórica Literária; III – Análise da Estrutura quiástica de Filipenses 2.5-11.
  • ANGELA PAULA NUNES FERREIRA
  • O Sujeito em Palavra: uma análise do discurso do discurso dos réus acusados de violência contra a mulher
  • Data: 03/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • Nesta pesquisa, propomo-nos a analisar, à luz da análise do discurso de linha francesa e dos Estudos Culturais, como as identidades femininas, masculinas e do crime, construídas a partir de interrogatórios de réus acusados de violência contra a mulher são usadas para atacar, depreciar, diminuir e humilhar o gênero feminino, justificando e perpetuando práticas intolerantes em relação às mulheres. Para tanto, analisamos como se manifesta a representação da mulher, do homem e do crime em gêneros textuais do domínio discursivo jurídico na modalidade interrogatório do acusado; as vontades de verdade presentes nos referidos interrogatórios e quais os dizeres que circulam em nossa sociedade que subsidiam esses discursos, inocentando o réu e justificando o homicídio de mulheres nos Crimes Passionais. O corpus da pesquisa se constitui de cinco interrogatórios de acusados de Crime de Homicídio contra a mulher, coletados em processos, no Fórum da Comarca de Campina Grande, na Vara do 1° Tribunal do Júri, além de quinze reportagens contendo trechos de interrogatórios que circularam na mídia nacional acerca de interrogatórios de cinco réus de casos famosos de homicídio contra a mulher. A abordagem é interpretativo-discursiva, na medida em que extrai de textos (documentos jurídicos) uma maneira de interpretação, atravessada por discursos, do sujeito-pesquisador e do sujeito-investigado. Partindo-se dos conceitos de identidade e de “vontades de verdade”, podemos afirmar que nos interrogatórios, o sujeito-mulher é identificado como “agressora”, “oportunista” e “adúltera”. O homem é apresentado como alguém que foi “desonrado”, “desrespeitado”, “agredido”. O réu apresenta uma imagem do crime como sendo não premeditado, no qual a gravidade da pena deve ser amenizada, uma vez que foi uma atitude impulsionada pela emoção provocada pela conduta da vítima, um ato passional cometido por um homem traído, desonrado, explorado, e não por um assassino em potencial. No que se refere às formações discursivas, os textos estão representados como um quadro bipolar: culpado x inocente. Quanto à construção interdiscursiva do discurso do réu, foi possível observar que nos interrogatórios analisados, há o cruzamento de discursos que pertencem à formação discursiva patriarcal, machista, subsidiada por dispositivos de saber-poder oriundos da religião, da lei e da cultura patriarcal.
  • ANGELA PAULA NUNES FERREIRA
  • O Sujeito em Palavra: uma análise do discurso do discurso dos réus acusados de violência contra a mulher
  • Data: 03/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • Nesta pesquisa, propomo-nos a analisar, à luz da análise do discurso de linha francesa e dos Estudos Culturais, como as identidades femininas, masculinas e do crime, construídas a partir de interrogatórios de réus acusados de violência contra a mulher são usadas para atacar, depreciar, diminuir e humilhar o gênero feminino, justificando e perpetuando práticas intolerantes em relação às mulheres. Para tanto, analisamos como se manifesta a representação da mulher, do homem e do crime em gêneros textuais do domínio discursivo jurídico na modalidade interrogatório do acusado; as vontades de verdade presentes nos referidos interrogatórios e quais os dizeres que circulam em nossa sociedade que subsidiam esses discursos, inocentando o réu e justificando o homicídio de mulheres nos Crimes Passionais. O corpus da pesquisa se constitui de cinco interrogatórios de acusados de Crime de Homicídio contra a mulher, coletados em processos, no Fórum da Comarca de Campina Grande, na Vara do 1° Tribunal do Júri, além de quinze reportagens contendo trechos de interrogatórios que circularam na mídia nacional acerca de interrogatórios de cinco réus de casos famosos de homicídio contra a mulher. A abordagem é interpretativo-discursiva, na medida em que extrai de textos (documentos jurídicos) uma maneira de interpretação, atravessada por discursos, do sujeito-pesquisador e do sujeito-investigado. Partindo-se dos conceitos de identidade e de “vontades de verdade”, podemos afirmar que nos interrogatórios, o sujeito-mulher é identificado como “agressora”, “oportunista” e “adúltera”. O homem é apresentado como alguém que foi “desonrado”, “desrespeitado”, “agredido”. O réu apresenta uma imagem do crime como sendo não premeditado, no qual a gravidade da pena deve ser amenizada, uma vez que foi uma atitude impulsionada pela emoção provocada pela conduta da vítima, um ato passional cometido por um homem traído, desonrado, explorado, e não por um assassino em potencial. No que se refere às formações discursivas, os textos estão representados como um quadro bipolar: culpado x inocente. Quanto à construção interdiscursiva do discurso do réu, foi possível observar que nos interrogatórios analisados, há o cruzamento de discursos que pertencem à formação discursiva patriarcal, machista, subsidiada por dispositivos de saber-poder oriundos da religião, da lei e da cultura patriarcal.
  • ANGELA PAULA NUNES FERREIRA
  • O Sujeito em Palavra: uma análise do discurso do discurso dos réus acusados de violência contra a mulher
  • Data: 03/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • Nesta pesquisa, propomo-nos a analisar, à luz da análise do discurso de linha francesa e dos Estudos Culturais, como as identidades femininas, masculinas e do crime, construídas a partir de interrogatórios de réus acusados de violência contra a mulher são usadas para atacar, depreciar, diminuir e humilhar o gênero feminino, justificando e perpetuando práticas intolerantes em relação às mulheres. Para tanto, analisamos como se manifesta a representação da mulher, do homem e do crime em gêneros textuais do domínio discursivo jurídico na modalidade interrogatório do acusado; as vontades de verdade presentes nos referidos interrogatórios e quais os dizeres que circulam em nossa sociedade que subsidiam esses discursos, inocentando o réu e justificando o homicídio de mulheres nos Crimes Passionais. O corpus da pesquisa se constitui de cinco interrogatórios de acusados de Crime de Homicídio contra a mulher, coletados em processos, no Fórum da Comarca de Campina Grande, na Vara do 1° Tribunal do Júri, além de quinze reportagens contendo trechos de interrogatórios que circularam na mídia nacional acerca de interrogatórios de cinco réus de casos famosos de homicídio contra a mulher. A abordagem é interpretativo-discursiva, na medida em que extrai de textos (documentos jurídicos) uma maneira de interpretação, atravessada por discursos, do sujeito-pesquisador e do sujeito-investigado. Partindo-se dos conceitos de identidade e de “vontades de verdade”, podemos afirmar que nos interrogatórios, o sujeito-mulher é identificado como “agressora”, “oportunista” e “adúltera”. O homem é apresentado como alguém que foi “desonrado”, “desrespeitado”, “agredido”. O réu apresenta uma imagem do crime como sendo não premeditado, no qual a gravidade da pena deve ser amenizada, uma vez que foi uma atitude impulsionada pela emoção provocada pela conduta da vítima, um ato passional cometido por um homem traído, desonrado, explorado, e não por um assassino em potencial. No que se refere às formações discursivas, os textos estão representados como um quadro bipolar: culpado x inocente. Quanto à construção interdiscursiva do discurso do réu, foi possível observar que nos interrogatórios analisados, há o cruzamento de discursos que pertencem à formação discursiva patriarcal, machista, subsidiada por dispositivos de saber-poder oriundos da religião, da lei e da cultura patriarcal.
  • EDUARDO HENRIQUE CIRILO VALONES
  • “Tragédia e Alegoria em "O Santo Inquérito, de Dias Gomes”.
  • Data: 30/08/2013
  • Hora: 14:30
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  • em breve

  • ZACARIAS DIAS PAREDES FILHO
  • O Ceticismo literário: uma leitura de Machado de Assis e Alphonse Daudet
  • Data: 25/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho acadêmico que ora apresentamos se constitui como um diálogo entre a contística do autor brasileiro, Machado de Assis (1839-1908 e o escritor francês, Alphonse Daudet (1840-1897), ambos oriundos do contexto escritural, político e sociocultural, da segunda metade do século XIX, do universo ocidental. Nesse colóquio, nos propusemos, sobretudo, à apreensão das maneiras e dos modos com os quais os contistas, em cenários diferenciados, incorporam e representam o ceticismo em suas obras, seja através das digressões e das perspectivas de seus narradores, seja por meio da discursividade de suas personagens. Para tanto, elegemos como corpus de nossa análise, os contos “Mariana”, de Outros contos Nova Aguilar (1997), “Capítulo dos Chapéus”, integrante do livro Histórias sem data (1884), e “Mariana”, da coletânea Várias histórias (1891), de Machado de Assis e as narrativas curtas, “La diligence de Baucaire”, “L’Arlesienne” e “Les deux auberges”, que integram o livro Lettres de mon moulin, de Alphonse Daudet, publicado em 1869.
  • ZACARIAS DIAS PAREDES FILHO
  • o CETICISMO LITERÁRIO: UMA LEITURA DE MACHADO DE ASSIS E ALPHONSE DAUDET
  • Data: 25/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho acadêmico que ora apresentamos se constitui como um diálogo entre a contística do autor brasileiro, Machado de Assis (1839-1908 e o escritor francês, Alphonse Daudet (1840-1897), ambos oriundos do contexto escritural, político e sociocultural, da segunda metade do século XIX, do universo ocidental. Nesse colóquio, nos propusemos, sobretudo, à apreensão das maneiras e dos modos com os quais os contistas, em cenários diferenciados, incorporam e representam o ceticismo em suas obras, seja através das digressões e das perspectivas de seus narradores, seja por meio da discursividade de suas personagens. Para tanto, elegemos como corpus de nossa análise, os contos “Mariana”, de Outros contos Nova Aguilar (1997), “Capítulo dos Chapéus”, integrante do livro Histórias sem data (1884), e “Mariana”, da coletânea Várias histórias (1891), de Machado de Assis e as narrativas curtas, “La diligence de Baucaire”, “L’Arlesienne” e “Les deux auberges”, que integram o livro Lettres de mon moulin, de Alphonse Daudet, publicado em 1869.
  • ANDRÉA MARIA DE ARAÚJO LACERDA
  • O Espaço ficcional em Contos de Aníbal Machado
  • Data: 19/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • Ao lermos os trabalhos acadêmicos acerca da obra de Aníbal Machado percebemos que o espaço, embora seja um importante elemento narrativo, já que, muitas vezes, atua nas histórias, ora influenciando nas ações ou nas atitudes da personagem, ora modificando seu modo de ser e de viver, ainda é pouco estudado. Portanto, este trabalho teve como objetivo investigar, com mais acuidade, o espaço ficcional nos contos desse escritor mineiro. Para tanto, analisamos as narrativas "Tati, a garota", "O telegrama de Ataxerxes" e "Viagem aos seios de Duília", presentes no livro A morte da porta-estandarte e Tati, a garota e outras histórias (1976), cujos espaços, físico e social, sobretudo os das cidades, desempenham importante papel na composição das personagens, impulsionando-as a se deslocarem e a vivenciarem, cada qual a seu modo, certo nível de solidão. Nossa perspectiva teórica é a da topoanálise, defendida por Gaston Bachelard (2003), mas ampliada por Ozíris Borges Filho (2007). Para fundamentar a nossa pesquisa, além da contribuição desses autores, recorremos às percucientes reflexões de Osman Lins (1976), de Yi-Fu Tuan (1980) e de Mikhail Bakhtin (2010), acerca do espaço enquanto categoria analítica. Entretanto, como as narrativas analisadas se passavam preponderantemente no Rio de Janeiro achamos necessário também trazermos reflexões tanto sobre cidade quanto sobre a capital carioca. Assim sendo, neste bloco, contamos com as reflexões de Raquel Rolnik (2012), de Marshall Berman (2007), de Renato Cordeiro Gomes (2008), de Nicolau Sevcenko (1985), de Brito Broca (2005), entre outros escritores.
  • ANDRÉA MARIA DE ARAÚJO LACERDA
  • O Espaço ficcional em Contos de Aníbal Machado
  • Data: 19/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • Ao lermos os trabalhos acadêmicos acerca da obra de Aníbal Machado percebemos que o espaço, embora seja um importante elemento narrativo, já que, muitas vezes, atua nas histórias, ora influenciando nas ações ou nas atitudes da personagem, ora modificando seu modo de ser e de viver, ainda é pouco estudado. Portanto, este trabalho teve como objetivo investigar, com mais acuidade, o espaço ficcional nos contos desse escritor mineiro. Para tanto, analisamos as narrativas "Tati, a garota", "O telegrama de Ataxerxes" e "Viagem aos seios de Duília", presentes no livro A morte da porta-estandarte e Tati, a garota e outras histórias (1976), cujos espaços, físico e social, sobretudo os das cidades, desempenham importante papel na composição das personagens, impulsionando-as a se deslocarem e a vivenciarem, cada qual a seu modo, certo nível de solidão. Nossa perspectiva teórica é a da topoanálise, defendida por Gaston Bachelard (2003), mas ampliada por Ozíris Borges Filho (2007). Para fundamentar a nossa pesquisa, além da contribuição desses autores, recorremos às percucientes reflexões de Osman Lins (1976), de Yi-Fu Tuan (1980) e de Mikhail Bakhtin (2010), acerca do espaço enquanto categoria analítica. Entretanto, como as narrativas analisadas se passavam preponderantemente no Rio de Janeiro achamos necessário também trazermos reflexões tanto sobre cidade quanto sobre a capital carioca. Assim sendo, neste bloco, contamos com as reflexões de Raquel Rolnik (2012), de Marshall Berman (2007), de Renato Cordeiro Gomes (2008), de Nicolau Sevcenko (1985), de Brito Broca (2005), entre outros escritores.
  • DIOGENES MARQUES FRAZAO DE SOUZA
  • HORÁCIO E OS JOGOS SECULARES: TRADIÇÃO, RELIGIÃO E POLÍTICA NO CARMEN SAECULARE
  • Data: 19/06/2013
  • Hora: 09:00
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  • Neste trabalho realizo um estudo do Carmen Saeculare de Horácio, poema público criado para ser hino oficial dos Ludi Saeculares. O objetivo é mostrar como o Carmen Saeculare, poema que se encontra na categoria de hino religioso, se configura, ao mesmo tempo, em uma propaganda política de Júlio César Otaviano Augusto, através de elementos culturais, míticos e religiosos da sociedade romana. Propomos analisar o poema, considerando teorias que abordem, principalmente, literatura e sua influência na política de Roma. Para melhor entendimento do texto, apresentamos uma tradução operacional do texto original.
  • HELENITA BEZERRA DE CARVALHO TAVARES
  • O Falar do Vaqueiro de Garanhuns; uma abordagem sócio e etnolinguistica
  • Data: 12/06/2013
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação objetivou elaborar um glossário de palavras e expressões presentes na fala do profissional do gado. O corpus que serviu de base foi o léxico utilizado pelas pessoas ligadas à lida do gado e do cavalo (vaqueiros e cavaleiros). Fundamenta-se na Sócio e Etnolinguística. Buscando-se contemplar os conteúdos, tornou-se necessário fazer um embasamento teórico das ciências do léxico, passando pela variação regional social e cultural. Trabalhando-se as lexias da fala do vaqueiro, através do ciclo do gado, pretendeu-se ver como essas unidades se constituíam e que fatores extralinguísticos, sociais e culturais, interferiam e determinavam esse léxico. Para fundamentação do corpus, fez-se um levantamento histórico do ciclo do gado, em uma comunidade de vaqueiros localizada na região de Garanhuns, Pernambuco, “onde o Nordeste garoa”. Dentre as festas, as que ganham destaque são a vaquejada e a pega de boi. Nessas “brincadeiras”, o ritmo da vida cotidiana é desfeita. A submissão é quebrada impondo-se a lógica da coragem, comemoração e da alegria. A metodologia usada foi à coleta de dados por meio de entrevistas feitas por meio de questionários, transcrição grafemática seguidas de descrição das formas lexicais coletadas através de consultas a dicionários de sinônimos e etimológicos. Os entrevistados exercem diretamente alguma atividade no âmbito da cultura do gado do agreste de Pernambuco. Os dados coletados foram organizados por campos semânticos como: a lida do vaqueiro com o gado; festas do boi: divertimento do vaqueiro; pega de boi; vaquejada; cavalgada; aboios e toadas. Foi realizado trabalho de campo durante a ocorrência da festa em algumas comunidades rural, junto aos vaqueiros cavaleiros e apaixonada por festas de gado cujo objetivo foi o levantamento do corpus que seria usado no glossário. O universo da pesquisa contou com 270 lexias. A escolha do tema justifica-se em razão de existir uma escassez de pesquisas sobre o vocabulário relativo às lexias do vaqueiro. Além disso, entendendo a pesquisa como uma empreitada que se arraiga à vida pessoal, o presente trabalho propõe uma abordagem cultural presente na vida da pesquisadora que nasceu, cresceu e vive inserida neste universo. Outro ponto é que é de fundamental importância para preservação desse rico acervo da cultura regional popular.
  • HELENITA BEZERRA DE CARVALHO TAVARES
  • O Falar do Vaqueiro de Garanhuns; uma abordagem sócio e etnolinguistica
  • Data: 12/06/2013
  • Hora: 09:00
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  • Esta dissertação objetivou elaborar um glossário de palavras e expressões presentes na fala do profissional do gado. O corpus que serviu de base foi o léxico utilizado pelas pessoas ligadas à lida do gado e do cavalo (vaqueiros e cavaleiros). Fundamenta-se na Sócio e Etnolinguística. Buscando-se contemplar os conteúdos, tornou-se necessário fazer um embasamento teórico das ciências do léxico, passando pela variação regional social e cultural. Trabalhando-se as lexias da fala do vaqueiro, através do ciclo do gado, pretendeu-se ver como essas unidades se constituíam e que fatores extralinguísticos, sociais e culturais, interferiam e determinavam esse léxico. Para fundamentação do corpus, fez-se um levantamento histórico do ciclo do gado, em uma comunidade de vaqueiros localizada na região de Garanhuns, Pernambuco, “onde o Nordeste garoa”. Dentre as festas, as que ganham destaque são a vaquejada e a pega de boi. Nessas “brincadeiras”, o ritmo da vida cotidiana é desfeita. A submissão é quebrada impondo-se a lógica da coragem, comemoração e da alegria. A metodologia usada foi à coleta de dados por meio de entrevistas feitas por meio de questionários, transcrição grafemática seguidas de descrição das formas lexicais coletadas através de consultas a dicionários de sinônimos e etimológicos. Os entrevistados exercem diretamente alguma atividade no âmbito da cultura do gado do agreste de Pernambuco. Os dados coletados foram organizados por campos semânticos como: a lida do vaqueiro com o gado; festas do boi: divertimento do vaqueiro; pega de boi; vaquejada; cavalgada; aboios e toadas. Foi realizado trabalho de campo durante a ocorrência da festa em algumas comunidades rural, junto aos vaqueiros cavaleiros e apaixonada por festas de gado cujo objetivo foi o levantamento do corpus que seria usado no glossário. O universo da pesquisa contou com 270 lexias. A escolha do tema justifica-se em razão de existir uma escassez de pesquisas sobre o vocabulário relativo às lexias do vaqueiro. Além disso, entendendo a pesquisa como uma empreitada que se arraiga à vida pessoal, o presente trabalho propõe uma abordagem cultural presente na vida da pesquisadora que nasceu, cresceu e vive inserida neste universo. Outro ponto é que é de fundamental importância para preservação desse rico acervo da cultura regional popular.
  • ANA ANGELA DE OLIVEIRA SANTANA
  • A Memória na Construção da Protagonista em, Memorial de Maria Moura de Raquel de Queiroz
  • Data: 28/05/2013
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa em tela tem por objetivo analisar o romance Memorial de Maria Moura, focalizando a memória na construção da protagonista. A abordagem sobre memória tem respaldo no pensamento de Le Goff, Maurice Halbwachs e Michel Pollak, expandindo-a para os Estudos Feministas que contribuem na (re) construção da memória literária feminina. Parte-se do pressuposto de que a protagonista, Maria Moura, se constitui através da memória familiar e se constrói como sujeito resgatando as lembranças do pai, da mãe e do avô. Nesse trajeto ela apodera-se de si, de sua história e apazigua os sentimentos filiais, especialmente na relação mãe e filha. PALAVRAS-CHAVE:
  • ANA ANGELA DE OLIVEIRA SANTANA
  • A Memória na Construção da Protagonista em, Memorial de Maria Moura de Raquel de Queiroz
  • Data: 28/05/2013
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa em tela tem por objetivo analisar o romance Memorial de Maria Moura, focalizando a memória na construção da protagonista. A abordagem sobre memória tem respaldo no pensamento de Le Goff, Maurice Halbwachs e Michel Pollak, expandindo-a para os Estudos Feministas que contribuem na (re) construção da memória literária feminina. Parte-se do pressuposto de que a protagonista, Maria Moura, se constitui através da memória familiar e se constrói como sujeito resgatando as lembranças do pai, da mãe e do avô. Nesse trajeto ela apodera-se de si, de sua história e apazigua os sentimentos filiais, especialmente na relação mãe e filha. PALAVRAS-CHAVE: Rachel de Queiroz. Memorial de Maria Moura. Memória. Narrativa. Protagonista.
  • MOAMA LORENA DE LACERDA MARQUES
  • O Espaço-Tempo da Espera nos Contos de Mia Couto: Uma perversa fábrica de ausência.
  • Data: 07/05/2013
  • Hora: 14:00
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  • Nosso trabalho de tese tem como corpus oito contos do escritor moçambicano Mia Couto, que foram selecionados de quatro livros diferentes: do Cronicando (1991), “A velha e a aranha”, de Estórias abensonhadas (1994), “O perfume”, de Na berma de nenhuma estrada e outros contos (2001), a narrativa homônima: “Na berma de nenhuma estrada”, e de O fio das missangas os outros quatro contos: “A saia almarrotada”, “Inundação”, “A despedideira” e “O cesto”. Em todos eles, nos deparamos com protagonistas mulheres que se encontram em situações de espera, a maior parte delas relacionada a uma personagem masculina: filho, marido, amante. O ponto de partida para a proposição da pesquisa foi a constatação de que a espera é o tema gerador e condutor das narrativas, determinante para a constituição de seus elementos, em especial do tempo e do espaço. De posse dessa constatação, formulamos o objetivo de estudar os tempos e os espaços das esperas das personagens femininas. A teoria-base que dá suporte para as análises é o cronotopo bakhtiniano, que correlaciona de maneira indissociável o tempo e o espaço, sem deixar, no entanto, de observá-los também em relação aos demais elementos da narrativa. Entretanto, outros estudos teóricos e críticos também se mostraram de grande importância para o embasamento de nossas análises, entre os quais destacamos os principais: os estudos acerca do espaço íntimo da casa empreendidos por Bachelard (2005), as discussões sobre as funções do espaço na literatura tecidas por Osman Lins (1976), a pesquisa sobre o tempo cíclico nas obras de escritoras portuguesas realizada por Isabel Allegro de Magalhães (1987), alguns autores representativos dos Estudos Culturais, a exemplo de Stuart Hall (2011) e Homi Bhabha (2010), entre outros, incluindo aqueles que, em seus textos, apresentam importantes contribuições para a compreensão não apenas das obras de Mia Couto, mas do conto moçambicano de uma forma geral, como a tese de Maria Fernanda Afonso (2004). Quanto aos resultados, nós verificamos que o cronotopo por excelência dos contos analisados é um “espaço íntimo num tempo cíclico de esperas”. Esse espaço íntimo vai estar representado, principalmente, pela casa, mas também pelo que denominamos de cronotopos de fronteira, a exemplo da estrada, já que mesmo quando as personagens circulam por espaços externos, ainda assim estes falam de uma intimidade, estando fortemente relacionados ao tema da espera.
  • MOAMA LORENA DE LACERDA MARQUES
  • O Espaço-Tempo da Espera nos Contos de Mia Couto: Uma perversa fábrica de ausência.
  • Data: 07/05/2013
  • Hora: 14:00
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  • Nosso trabalho de tese tem como corpus oito contos do escritor moçambicano Mia Couto, que foram selecionados de quatro livros diferentes: do Cronicando (1991), “A velha e a aranha”, de Estórias abensonhadas (1994), “O perfume”, de Na berma de nenhuma estrada e outros contos (2001), a narrativa homônima: “Na berma de nenhuma estrada”, e de O fio das missangas os outros quatro contos: “A saia almarrotada”, “Inundação”, “A despedideira” e “O cesto”. Em todos eles, nos deparamos com protagonistas mulheres que se encontram em situações de espera, a maior parte delas relacionada a uma personagem masculina: filho, marido, amante. O ponto de partida para a proposição da pesquisa foi a constatação de que a espera é o tema gerador e condutor das narrativas, determinante para a constituição de seus elementos, em especial do tempo e do espaço. De posse dessa constatação, formulamos o objetivo de estudar os tempos e os espaços das esperas das personagens femininas. A teoria-base que dá suporte para as análises é o cronotopo bakhtiniano, que correlaciona de maneira indissociável o tempo e o espaço, sem deixar, no entanto, de observá-los também em relação aos demais elementos da narrativa. Entretanto, outros estudos teóricos e críticos também se mostraram de grande importância para o embasamento de nossas análises, entre os quais destacamos os principais: os estudos acerca do espaço íntimo da casa empreendidos por Bachelard (2005), as discussões sobre as funções do espaço na literatura tecidas por Osman Lins (1976), a pesquisa sobre o tempo cíclico nas obras de escritoras portuguesas realizada por Isabel Allegro de Magalhães (1987), alguns autores representativos dos Estudos Culturais, a exemplo de Stuart Hall (2011) e Homi Bhabha (2010), entre outros, incluindo aqueles que, em seus textos, apresentam importantes contribuições para a compreensão não apenas das obras de Mia Couto, mas do conto moçambicano de uma forma geral, como a tese de Maria Fernanda Afonso (2004). Quanto aos resultados, nós verificamos que o cronotopo por excelência dos contos analisados é um “espaço íntimo num tempo cíclico de esperas”. Esse espaço íntimo vai estar representado, principalmente, pela casa, mas também pelo que denominamos de cronotopos de fronteira, a exemplo da estrada, já que mesmo quando as personagens circulam por espaços externos, ainda assim estes falam de uma intimidade, estando fortemente relacionados ao tema da espera.

  • LUCIA FATIMA FERNANDES NOBRE
  • Jogo de espelhos em Atonement: trajetórias e implicações da metaficcionalidade no romance e no filme
  • Data: 06/05/2013
  • Hora: 09:00
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  • A investigação das narrativas metaficcionais tem, inegavelmente, um papel relevante na compreensão da ficcionalidade da obra artística, pois incide diretamente na teoria e na crítica da ficção. O romance Atonement, de Ian McEwan, e sua adaptação fílmica, dirigida por Joe Wright, caracterizam-se por uma orientação estética metaficcional e paródica. Partindo da premissa de que as narrativas de romances metaficcionais são consideradas resistentes à adaptação fílmica, devido à articulação complexa entre metaficção e enunciação, os objetivos desta pesquisa são investigar como a metaficcionalidade se configura em Atonement e demonstrar como se dá a transposição da metaficcionalidade do romance para o filme no processo de adaptação. Uma vez que a estética metaficcional em Atonement está imbricada com a ética, objetivamos também entender como se pronuncia a relação entre ética e estética nas duas obras. Visando alcançar nosso alvo, escolhemos como embasamento teórico -metodológico principalmente os postulados de Linda Hutcheon, Patricia Waugh, Robert Stam e Seymour Chatman. Adotando um viés comparativo e intertextual, concluímos que a materialização da metaficcionalidade exigiu expressiva inventividade de ambos os autores verbal e fílmico e apresentou interessantes inovações estéticas, temáticas e quanto ao uso das técnicas cinematográficas; apesar de uma aproximação intencional do texto fílmico ao texto literário em termos de forma e conteúdo. Concernente ao debate entre ética e estética, observamos que McEwan, através da personagem Briony, argumenta a favor de uma ética da alteridade para o enfrentamento do indivíduo diante dos paradoxos da pós-modernidade. A ficção eticamente engajada de Ian McEwan contempla a contingência, a heterogeneidade e o contraditório da era pós-moderna, aponta uma possível saída para a crise através da ética da alteridade, mas não se coloca como um paradigma. Palavras-chave: metaficção; paródia; adaptação; Atonement; McEwan.
  • MARIA DAS GRAÇAS ALVES RODRIGUES
  • A Configuração do Herói na Literatura para o Grande Público: uma análise da série Crepusculo de StePhenie Meyer
  • Data: 29/04/2013
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho traz uma reflexão sobre a indústria cultural-editorial em nossa sociedade contemporânea, sobretudo a partir do papel que ela desempenha no processo de legitimação de obras que, voltadas para o grande público, chegaram à condição de best-sellers. Para tanto, tomamos como corpus o primeiro volume da série Crepúsculo, da escritora estadunidense Stephenie Meyer, obra que despontou como uma febre mundial no mercado editorial contemporâneo. Além de discutirmos os pressupostos da indústria cultural a partir de uma perspectiva que, não os endossando, procura relativizá-los, nosso trabalho volta-se para o estudo imanente da obra em apreço tomando como ponto de partida a construção do personagem Edward Culler. Especialmente, por meio desse personagem, Meyer traz para a diegese de sua obra elementos de uma tradição acerca do mito do vampiro, ao mesmo tempo em que ressignifica essa mesma tradição fazendo de seu personagem-vampiro um ser destituído de atributos negativos e detentor de qualidades que, em nosso imaginário, o colocam na posição de príncipe encantado. Essa posição talvez o tenha feito conquistar o gosto e a atenção de muitos/as leitores/as. Por fim, nosso estudo encerra-se com uma reflexão acerca do papel do leitor na consagração das obras literárias, mesmo que tais obras não sejam reconhecidas pelas instâncias de legitimação e de consagração canônicas.
  • DANIELLE DAYSE MARQUES DE LIMA
  • “Dramaticidade, Subjetividade e Sacralidade em ”Jane Eyre” o Romance de Formação de Charlotte Bronté”
  • Data: 22/04/2013
  • Hora: 09:00
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  • Jane Eyre, o mais aclamado romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, tem sido investigado pela crítica literária das últimas décadas sob as mais diversas perspectivas, devido ao caráter complexo e inquietante desse clássico romance de formação (bildungsroman). Dentre as tendências críticas mais visíveis, destaca-se a leitura feminista dessa narrativa de Brontë, que, na década de 1970, contribuiu, significativamente, para a inserção dessa obra no cânone da escrita feminina ocidental. No entanto, mais recentemente, alguns autores têm se voltado para a temática da religiosidade do romance, relacionando essa questão a outros elementos da narrativa, sem apresentar, contudo, uma reflexão mais profunda acerca das manifestações do sagrado no romance. Acreditamos que essas manifestações estão vinculadas, principalmente, à noção moderna de subjetividade, conceito aprimorado e exaltado pelo Romantismo, influente movimento estético, originado e desenvolvido nas décadas anteriores à publicação do romance de Brontë. Assim, a presente tese tenciona promover uma interpretação de Jane Eyre pelo viés da sacralidade, atrelada à noção romântica de subjetividade, e também ao conceito de dramaticidade, o qual permeia o processo de formação da protagonista. Neste, a oposição social / natural corresponde, simbolicamente, à oposição profano / sagrado, sendo a sociedade e a natureza os domínios por onde a heroína transita, vivenciando conflitos e sofrimentos, imprescindíveis para a sua experiência formativa e para a maturação de seu caráter. Procuramos demonstrar, assim, que, apesar de a trajetória formativa da protagonista, pontuada por eventos dramáticos, ocorrer no sentido da preparação para o mundo prático, profano e social, esse percurso não prescinde da relação simbólica com a sacralidade, que se manifesta, principalmente, por meio da relação mística estabelecida entre a subjetividade e a natureza. Desse modo, esperamos que a nossa pesquisa contribua para os estudos literários interdisciplinares, de modo geral, e para o arcabouço crítico desse importante romance de Charlotte Brontë, mais especificamente.
  • DANIELLE DAYSE MARQUES DE LIMA
  • “Dramaticidade, Subjetividade e Sacralidade em ”Jane Eyre” o Romance de Formação de Charlotte Bronté”
  • Data: 22/04/2013
  • Hora: 09:00
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  • Jane Eyre, o mais aclamado romance da escritora inglesa Charlotte Brontë, tem sido investigado pela crítica literária das últimas décadas sob as mais diversas perspectivas, devido ao caráter complexo e inquietante desse clássico romance de formação (bildungsroman). Dentre as tendências críticas mais visíveis, destaca-se a leitura feminista dessa narrativa de Brontë, que, na década de 1970, contribuiu, significativamente, para a inserção dessa obra no cânone da escrita feminina ocidental. No entanto, mais recentemente, alguns autores têm se voltado para a temática da religiosidade do romance, relacionando essa questão a outros elementos da narrativa, sem apresentar, contudo, uma reflexão mais profunda acerca das manifestações do sagrado no romance. Acreditamos que essas manifestações estão vinculadas, principalmente, à noção moderna de subjetividade, conceito aprimorado e exaltado pelo Romantismo, influente movimento estético, originado e desenvolvido nas décadas anteriores à publicação do romance de Brontë. Assim, a presente tese tenciona promover uma interpretação de Jane Eyre pelo viés da sacralidade, atrelada à noção romântica de subjetividade, e também ao conceito de dramaticidade, o qual permeia o processo de formação da protagonista. Neste, a oposição social / natural corresponde, simbolicamente, à oposição profano / sagrado, sendo a sociedade e a natureza os domínios por onde a heroína transita, vivenciando conflitos e sofrimentos, imprescindíveis para a sua experiência formativa e para a maturação de seu caráter. Procuramos demonstrar, assim, que, apesar de a trajetória formativa da protagonista, pontuada por eventos dramáticos, ocorrer no sentido da preparação para o mundo prático, profano e social, esse percurso não prescinde da relação simbólica com a sacralidade, que se manifesta, principalmente, por meio da relação mística estabelecida entre a subjetividade e a natureza. Desse modo, esperamos que a nossa pesquisa contribua para os estudos literários interdisciplinares, de modo geral, e para o arcabouço crítico desse importante romance de Charlotte Brontë, mais especificamente.

  • GILBERTO DE SOUSA LUCENA
  • Mosaico de Falas: da cultura popular e do foco narrativo em Sagarana
  • Data: 11/04/2013
  • Hora: 14:30
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  • Este trabalho tem por objetivo o estudo de aspectos da cultura popular e do foco narrativo nos contos “O Burrinho Pedrês”, “A Volta do Marido Pródigo”, “São Marcos” e “Corpo Fechado” inseridos em Sagarana, livro do escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908-1967) publicado em 1946. Além de uma abordagem teórica do conto, compreendido como gênero ficcional multifacetado, contemplaremos o recorte da representação social enquanto elemento literário e o papel do narrador na legitimação de valores da cultura popular relativos a “códigos de honra” existentes no âmbito da comunidade rural literariamente representada em cada uma das estórias destacadas. Em relação a este aspecto, tentaremos demonstrar a postura de comprometimento da voz que narra com determinados valores do universo cultural popular enfocado no corpus analisado.
  • ELIANE DE MENEZES CABRAL
  • A Construção do Saber na Educação Infantil: uma leitura temático-figurativa do conceito de brincar em creches municipais de Campina Grande
  • Data: 01/04/2013
  • Hora: 14:30
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  • em breve

  • EDINEYALISON WALLAS H.F. PEREIRA
  • “FALHA A FALA, FALA A BALA:A CONSTRUÇÃO ÉPICA EM CIDADE DE DEUS, DE PAULO LINS”
  • Data: 27/03/2013
  • Hora: 19:00
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  • Em Falha a fala, fala a bala: A construção épica em Cidade de Deus, de Paulo
    Lins, propomos uma análise textual deste romance, através da qual buscamos
    compreender como se articulam as técnicas narrativas utilizadas e a caracterização do
    herói proposta pelo narrador. A voz narrativa de Cidade de Deus não possui unidade, no
    sentido de um indivíduo localizável na realidade, mas constitui-se de uma mescla de
    diversos pontos de vista, o que impossibilita o julgamento moral de encontrar uma
    unidade. A forma dinâmica do narrador compartilha com o personagem a incapacidade
    de observar sua realidade como um todo, e ambos estão envolvidos em uma ideologia
    que os aliena e reprime suas vozes como indivíduos autônomos. Assim, as técnicas
    utilizadas por Paulo Lins funcionam como uma ironia, pois deixam claro que, se por um
    lado técnicas provenientes da indústria cultural podem dar à obra um caráter mais
    comercial, por outro, os mesmos procedimentos são desmascarados como incapazes de
    produzir solução diante do drama tratado. Em tal abordagem, nos filiamos a uma
    fortuna crítica que busca localizar aspectos de literariedade no romance de Lins, e
    reconhecer que as técnicas midiáticas utilizadas pelo narrador, como a minuciosa
    descrição da violência e a velocidade nas cenas de ação, antes de serem uma mera
    reprodução impensada de clichês, possuem funcionalidade estrutural numa obra que
    busca ser a mais realista possível.

  • EDSON TAVARES COSTA
  • A Construção e a Permanência do Nome do Autor: O Caso José Condé
  • Data: 22/03/2013
  • Hora: 19:00
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  • Este trabalho consiste numa discussão sobre o cânone literário 
    brasileiro, focando questões acerca do como e por quem é formado, quem o
     mantém e como é mantido. Singularizamos a análise, refletindo sobre a 
    ausência do escritor José Condé, do cotidiano de leitura atual. Por ser 
    um autor praticamente desconhecido hoje, iniciamos com uma apresentação 
    biográfica do escritor, para, em seguida, realizar algumas incursões em 
    sua atuação como escritor e jornalista, partindo de observações de parte
     do acervo que compõe sua biblioteca particular. Refletimos sobre o 
    cânone literário e algumas instâncias canônicas, em busca de razões 
    pelas quais a obra de Condé encontra-se esgotada em livrarias e 
    editoras. Para a realização da pesquisa, recorremos a entrevistas com 
    contemporâneos de José Condé, familiares e amigos, a fim de montarmos um
     painel biobibliográfico mais amplo possível do escritor; entrevistamos 
    igualmente pessoas ligadas à literatura, seja na produção do livro, seja
     na realização de eventos, seja na composição de academias. 
    Teoricamente, refletimos com Michel de Certeau (2011), Roger Chartier 
    (1998; 1999; 2001; 2002; 2007), Robert Darnton (1992; 2010), entre 
    outros, sobre questões sociais e econômicas ligadas ao suporte 
    literário, suas implicações na composição e manutenção do cânone 
    literário; também buscamos em Michel Foucault (1992; 2008) subsídios 
    para refletir sobre o Poder, elemento basilar na formação do cânone
  • FRANCISCO FABIO VIEIRA MARCOLINO
  • Antirretórica do Menos: a poesia pós-concreta de Augusto de Campos
  • Data: 22/03/2013
  • Hora: 15:00
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  • Esta tese faz uma leitura da poesia de Augusto de Campos (1931-). O processo de pesquisa configurou-se a partir da estruturação da fortuna crítica, do levantamento das linhas teóricas e da leitura crítico-interpretativa dos poemas. Na análise da fortuna crítica identifica-se a plasmação de um lirismo marcado por negações e recusas, e a configuração de uma “poética de antecipação”, baseada na apropriação criativa da tecnologia. No levantamento das linhas teóricas utilizou-se o conceito de “dialogismo cultural”, no qual se destaca a Poesia Concreta e a ampliação do termo para “concreção da linguagem”, que consiste na valorização e exploração da materialidade da linguagem (Haroldo de Campos). Na leitura crítico-interpretativa, foram selecionados oito poemas, inseridos na fase pós-concreta do autor (1970-), a partir dos livros Despoesia (1994) e Não poemas (2003): “2ª via”, “Todos os sons”, “João/ agrestes”, “Ão”, “SOS”, “Caos”, “Sem saída”, “Inútil idade”. A seleção do corpus foi realizada a partir da aplicação de quatro procedimentos: “concisão”, “não linearidade gráfico-sonora”, “sintaxe analógica”, “modelização”. A metodologia utilizada para a análise dos poemas baseou-se na “Semiótica aplicada”, na qual o próprio objeto deriva relações estéticas e extraestéticas. Este procedimento está contido na Semiótica da Cultura, em cuja base teórica apoia-se esta pesquisa, especificamente nos estudos de: Lotman, Bakhtin, Haroldo de Campos, Antonio Risério, Irene Machado, além de outros estudiosos: Chklovski, Jakobson, Eisenstein, Mukarovsky, Tinianov, Octavio Paz, Décio Pignatari, Julio Plaza, Paulo Leminski, Omar Khouri, Lucia Santaella. No âmbito da literatura brasileira assinalou-se o diálogo com a poesia de João Cabral de Melo Neto; no campo da intersemiose foi ressaltada a convergência com a música de João Gilberto, Anton Webern e John Cage. Sua poética apoia-se na incorporação de repertórios extraliterários, na prática inter(intra)semiótica, na plasmação de um lirismo contido, na hibridização do signo artístico, e na verticalização da função poética.Trata-se de poesia informada, e inconformada, que recusa a estética do fácil e não aceita a transformação da forma em fôrma. Neste sentido, a poesia de Augusto de Campos constitui um momento de atualização da linguagem poética, baseada na desautomatização da língua natural e na motivação do signo.

  • ALEXANDRE DE ASSIS MONTEIRO
  • "Capitu: olhares para uma narração oblíqua"
  • Data: 22/03/2013
  • Hora: 14:00
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  • Esta dissertação tem o intuito de fazer uma leitura crítica da microssérie Capitu, adaptação do romance Dom Casmurro para a televisão, exibida em 2008 pela Rede Globo e dirigida por Luiz Fernando Carvalho. Para isso, buscamos identificar de que formas as obras dialogam, fundamentando nossa análise na teoria da narratologia - sobretudo a partir das contribuições de Gérard Genette (1979) em O discurso da narrativa. Para substanciar nosso estudo acerca da natureza das narrativas, fazemos uma abordagem dos textos com base na fortuna crítica do livro Dom Casmurro e também da microssérie Capitu, além de buscarmos apreender os sentidos da relação entre as obras lançando mão de abordagens sobre os sentidos da imagem sobre a teleficção, sobre o processo de adaptação e sobre os movimentos artísticos da modernidade (com diversas referências à crítica jornalística), que encontram reflexo no percurso da transmutação da narrativa de um suporte radicado no código verbal para um suporte radicado num código verbal-visual-sonoro.
  • PHILIO GENERINO TERZAKIS
  • As Ligações Perigosas na Literatura e no Cinema: ponto de vista e construção de sentidos
  • Data: 19/03/2013
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados da nossa pesquisa sobre o ponto de vista e a criação de sentidos no romance As ligações perigosas, de Choderlos de Laclos, e em duas de suas adaptações fílmicas: Ligações amorosas 1960 (1959), de Roger Vadim, e Ligações perigosas (1988), de Stephen Frears. Nele, tentamos realizar uma análise comparativa entre o hipotexto e seus dois hipertextos, tendo como foco de atenção a questão da perspectiva narrativa e os significados por ela criados. Nosso ponto de partida foi a discussão sobre a adaptação para o cinema de obras literárias, durante a qual procuramos confirmar que a questão da fidelidade de transposição está há muito superada e já foi substituída pelo debate mais coerente e necessário sobre a sociologia da adaptação – ou seja, sobre o contexto em que são realizadas as adaptações. A partir daí, procuramos apresentar um conceito e uma classificação da categoria do ponto de vista que nos permitisse realizar a análise das obras narrativas em questão. A base teórica construída foi utilizada na análise do romance de Laclos e das obras de Vadim e de Frears. Partimos da hipótese de que o ponto de vista é o maior responsável pela elaboração, em cada obra, de sentidos diferentes de mal. Levando-se em consideração a importância considerável das narrativas em nossa vida cotidiana, entendemos como é fundamental a análise crítica dos valores transmitidos por essas histórias, de onde a relevância de nossa pesquisa. Esperamos com ela não apenas realizar as análises propostas, mas ainda oferecer uma contribuição para a leitura cada vez mais crítica das narrativas que fazem parte de nosso dia-a-dia.
  • ANDRE GUEDES TRINDADE
  • Entre o Teatro e a Canção: uma leitura semiótica de Gota D'Água
  • Data: 18/03/2013
  • Hora: 15:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta pesquisa visa investigar e desenvolver um estudo semiótico entre os sistemas de linguagens dialogantes da canção e do texto dramático na obra Gota D’Água (1975), de Chico Buarque e Paulo Pontes. Para a concretização deste exercício de modelização, utilizar-se-á como lastro teórico os conceitos da Semiótica da Cultura somados aos estudos acerca da linguagem dramática e da canção, com enfoque na Música Popular Brasileira (MPB). Através deste respaldo conceitual, pretende-se tecer um diálogo intersemiótico entre o teatro e a canção, duas linguagens que consideramos estruturais do ponto de vista do significado da peça. Nesta pesquisa, tanto a canção popular, quanto o texto dramático serão considerados sistemas modelizantes de segundo grau uma vez que transmitem significados próprios e também por possuírem codificações singulares em relação à língua natural que é o sistema modelizante de primeiro grau. Por fim, espera-se, através das construções de sentido geradas a partir desta interação semiótica, estarmos contribuindo para a ampliação da rede de comunicação sistêmica da cultura.

  • ANA CRISTINA TEIXEIRA DE BRITO CARVALHO
  • Do Romance ao filme: a metaficção como estratégia de constituição da forma nas narrativas Bufo & Spallazani
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 08:30
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  • Este trabalho constitui-se como uma proposta de discussão das
    narrativas literária e fílmica Bufo & Spallanzani, sob os pressupostos
    teórico-metodológicos da narratologia e da tradução intersemiótica, e
    evidencia a identificação e análise da metaficção como estratégia de
    construção formal que se estabelece por meio de recursos estéticos
    como a paródia e o gênero policial. Inicialmente, oferecemos uma
    discussão teórica da adaptação fílmica, de modo a articular este
    processo com o fenômeno da tradução intersemiótica; em seguida,
    oferecemos uma investigação teórica dos recursos metaficcionais,
    dentre os quais, a paródia, a fim de evidenciar as diferentes produções
    de sentido nos diferentes sistemas sígnicos. Por tratar-se de uma
    pesquisa fundamentada no diálogo entre a literatura e o cinema, os
    resultados revelam princípios de composição formal, quanto à
    metaficção, diferenciados em ambas as narrativas, dando conta das
    especificidades inerentes a cada linguagem semiótica.

  • HERMES ORIGENES DUARTE VIEIRA
  • O furor no Hércules furioso de Sêneca: estudo e tradução
  • Data: 22/02/2013
  • Hora: 09:00
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  • Objeto da tese é análise da representação dramática do furor na tragédia de Sêneca Hercules furens (Hércules furioso). Para tanto, faz-se um estudo do furor romano à luz da compreensão estoica acerca da natureza cognitiva e moral das paixões humanas. Há quatro capítulos. No primeiro, “Considerações sobre o sentido trágico em Hercules furens sob o viés estoico”, faz-se uma reflexão sobre um possível sentido do trágico para Sêneca, um filósofo estoico. Estuda-se também o dolor, furor e nefas como categorias da atuação trágica de Hércules na peça em questão. No segundo capítulo, “ A ambivalência de Héracles-Hércules”, faz-se um panorama geral de diversas representações de Hércules nos mais diversos gêneros literários de autores gregos e latinos a fim de situar a imagem desse herói na literatura greco-latina e a influência que Sêneca recebeu dessa tradição literária. No terceiro capítulo, “Sêneca: entre tragédia e filosofia”, trabalha-se conceitos gerais do estoicismo, como os temas da “representação” e da “paixão” estoicas para mostrar como eles modelam a tragédia de Sêneca. No quarto capítulo, “Ira e Furor no Hercules furens” estuda-se a representação literária e estoica do furor de Hércules na referida peça. Parte-se da comparação entre o Heracles, de Eurípedes, e o Hercules, de Sêneca visando destacar o modo singular de Sêneca de estruturar a ação dramática, a ira e furor de Hércules. Constata-se então que o Hércules de Sêneca é a ilustração dramática e literária do homem irado estudado e criticado por Sêneca em seus trabalhos filosóficos sobretudo na obra De ira (Sobre a ira).
  • LILLIAN DA CRUZ REGIS
  • Reinvenção da Cultura Popular na Música de Beto Brito: uma abordagem semiótica
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho pretende analisar de que maneira o cantor, compositor e rabequeiro piauiense Beto Brito utiliza a cultura popular em suas composições. Entendemos a cultura popular como tradição dinâmica, na qual se operam mudanças próprias de cada momento histórico e social. De modo que os gêneros populares não são fixos nem imutáveis. Nosso objetivo é verificar como Beto Brito atualiza o elemento tradição da cultura popular em suas composições musicais. Para alcançar nossos objetivos, analisamos as canções Zabé, Ciranda mei-de-feira e Bazófias, fundamentados na Semiótica Greimasiana, de A. J. Greimas e na Semiótica da Canção, de Luiz Tatit. Palavras-chave: Semiótica Greimasiana; Semiótica da Canção; Cultura Popular; Beto Brito.
  • AMANDA RAMALHO DE FREITAS BRITO
  • Humanitas: a leitura do significado Machadiano no filme Quanto Vale ou Por Quilo, de Sergio Bianchi
  • Data: 19/02/2013
  • Hora: 09:30
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  • A adaptação é mais um recurso artístico utilizado pelo cinema para “mostrar” uma história fictícia. O signo “mostrar” tem o mesmo sentido de contar, mas é empregado por Linda Hutcheon (2011) ao se referir ao cinema, por considerá-lo uma arte performática, que tem um processo de representação centrado na fala de personagens interpretados por atores, nas ações, sons e imagens visuais. O processo adaptativo tem sido um recurso utilizado pela arte em muitas épocas da história da humanidade. O quadro simbolista Ofélia (1851), de John Everett Millais, por exemplo, é uma adaptação plástica da morte da personagem shakespeariana (Hamlet). O processo de adaptação é um recurso muito interessante porque nos permite pensar a aproximação entre sistemas semióticos artísticos diferentes e verificar como um modo narrativo adquire significação a partir de outro. Partindo desse pressuposto, o nosso trabalho é um estudo sobre o conto Pai contra mãe (1906), de Machado de Assis, e sua adaptação livre Quanto vale ou é por quilo?(2004), de Sérgio Bianchi. Procuramos, a partir de um estudo analítico, investigar como o topos machadiano da “luta pela sobrevivência”, simbolizado pela relação predatória e pela contradição (representado pelos personagens) é transcodificado no espaço diegético do filme. Para tal objetivo, procuramos observar questões estilísticas como a ironia, o pessimismo e o realismo, e aspectos estruturais: personagens, tempo e focalização. Esta categoria se configurou pontualmente, em nossa análise, como o elemento narratológico investigado para se pensar o processo criativo do filme. Para analisar a função do foco narrativo, buscamos suporte teórico nos autores que estudam as categorias narrativas na literatura: Norman Friedman (2002) e principalmente Gérard Genette (1989); além de Francis Vanoye e Anne Goliot-Lété (1994) e Marcel Martin (2003) que estudam mais particularmente o foco narrativo na linguagem cinematográfica.
  • AMANDA RAMALHO DE FREITAS BRITO
  • Humanitas: a leitura do significado Machadiano no filme Quanto Vale ou Por Quilo, de Sergio Bianchi
  • Data: 19/02/2013
  • Hora: 09:00
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  • A adaptação é mais um recurso artístico utilizado pelo cinema para “mostrar” uma
    história fictícia. O signo “mostrar” tem o mesmo sentido de contar, mas é empregado
    por Linda Hutcheon (2011) ao se referir ao cinema, por considerá-lo uma arte
    performática, que tem um processo de representação centrado na fala de personagens
    interpretados por atores, nas ações, sons e imagens visuais. O processo adaptativo tem
    sido um recurso utilizado pela arte em muitas épocas da história da humanidade. O
    quadro simbolista Ofélia (1851), de John Everett Millais, por exemplo, é uma adaptação
    plástica da morte da personagem shakespeariana (Hamlet). O processo de adaptação é
    um recurso muito interessante porque nos permite pensar a aproximação entre sistemas
    semióticos artísticos diferentes e verificar como um modo narrativo adquire significação
    a partir de outro. Partindo desse pressuposto, o nosso trabalho é um estudo sobre o
    conto Pai contra mãe (1906), de Machado de Assis, e sua adaptação livre Quanto vale
    ou é por quilo?(2004), de Sérgio Bianchi. Procuramos, a partir de um estudo analítico,
    investigar como o topos machadiano da “luta pela sobrevivência”, simbolizado pela
    relação predatória e pela contradição (representado pelos personagens) é transcodificado
    no espaço diegético do filme. Para tal objetivo, procuramos observar questões
    estilísticas como a ironia, o pessimismo e o realismo, e aspectos estruturais:
    personagens, tempo e focalização. Esta categoria se configurou pontualmente, em nossa
    análise, como o elemento narratológico investigado para se pensar o processo criativo
    do filme. Para analisar a função do foco narrativo, buscamos suporte teórico nos autores
    que estudam as categorias narrativas na literatura: Norman Friedman (2002) e
    principalmente Gérard Genette (1989); além de Francis Vanoye e Anne Goliot-Lété
    (1994) e Marcel Martin (2003) que estudam mais particularmente o foco narrativo na
    linguagem cinematográfica.

  • AFONSO MANOEL DA SILVA BARBOSA
  • Paródia e Auto-Reflexividade no Filme Romance, de Guel Arraes
  • Data: 18/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta dissertação tem como objetivo realizar uma análise do filme Romance, de Guel Arraes. O estudo busca discutir o texto fílmico a partir de eixos centrais como a metaficcionalidade e o investimento em uma proposta paródica que trabalha o riso num patamar mais crítico e irônico quando comparado a outras obras cinematográficas do diretor. A pesquisa pretende observar a união entre o lúdico e o crítico (PUCCI, 2007) em traços de uma filiação pós-moderna (HUTCHEON, 1991). O processo que envolve as concepções artísticas de Guel Arraes (FIGUEIRÔA; FECHINE, 2008) é um dos pontos que propomos assinalar, relacionando a obra a outros trabalhos do diretor, sobretudo, Lisbela e o prisioneiro e O Auto da Compadecida, bem como a dados da produção artística de Jorge Furtado, co-roteirista de Romance, a exemplo do longametragem Saneamento básico. O estudo objetiva destacar, além disso, os elementos que consubstanciam os processos dialógicos (STAM, 2000) entre as várias linguagens que compõem a obra, investigando, por exemplo, as relações estabelecidas com outros textos, como Tristão e Isolda. O trabalho se propõe também a observar os recursos da cultura nordestina utilizados na adaptação da história medieval, que também guarda aproximações com outras obras literárias (BÉDIER, 2012); (SUASSUNA, 2012). A dissertação pretende trazer ainda uma discussão a respeito do embate estabelecido em torno do processo criativo no contexto de produção audiovisual representado diegeticamente, com atenção a categorias como personagem e enredo.
  • TASSIA TAVARES DE OLIVEIRA
  • A Poesia Itinerante de Marina Colasanti: questões de gênero e literatura
  • Data: 14/02/2013
  • Hora: 15:00
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  • em breve

  • KARINA FONSACA
  • Fiando o Fado dos Deuses: o humano e o divino em "Zeus Trágico" de Luciano de Samósata
  • Data: 14/02/2013
  • Hora: 14:30
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  • A finalidade da presente pesquisa, intitulada "FIANDO O FADO DOS DEUSES: O
    HUMANO E O DIVINO EM ZEUS TRÁGICO, DE LUCIANO DE SAMÓSATA", é
    estudar o texto Zeus Trágico de Luciano de Samósata, procurando identificar, através da
    análise teórica e comparativa, a articulação dos recursos de dramaticidade e comicidade,
    enquanto elementos formais de composição literária e recriação do cânone antigo grego,
    examinando quais traços dramáticos acentuam as características da poética luciânica.
    Nosso estudo atém-se à analise da ação, focalizando a construção das personagens no
    diálogo, sobretudo, em relação intrínseca com a representação das figuras do filósofo,
    do orador, do mestre de retórica e das divindades. Partimos daquilo que consideramos
    influências essenciais para a leitura do texto luciânico: o momento histórico da Segunda
    Sofística no século II d.C. e as contradições da Grécia sob o comando imperial de
    Roma; a condição de estrangeiro como marca da poética luciânica, na qual a
    representação do deslocamento da tradição da paideia se faz presente e constante; a
    fusão do diálogo filosófico com os diálogos da Tragédia e da Comédia, na recriação do
    passado histórico e artístico através da mimesis literária. A partir das teorias
    selecionadas sobre os gêneros literários, a sociedade grega, o riso e o humor, os efeitos
    dramáticos, entre outras, aferimos a validade dos conceitos estudados analisando a obra,
    comparando as versões em espanhol e inglês à luz do texto original grego, utilizando as
    hipóteses elencadas na fundamentação teórica para a análise do Zeus Trágico. A
    pesquisa demonstrou, de acordo com nossas perspectivas iniciais, que Luciano de
    Samósata recriou a tradição helênica de forma dramática e cômica ao amalgamar no
    Zeus Trágico a criação retórica e literária grega aos elementos próprios de sua poética,
    os quais retomam e destronam os lugares canônicos da religiosidade, da filosofia e da
    oratória gregas.

  • KARINA FONSACA
  • Fiando o Fado dos Deuses: o humano e o divino em "Zeus Trágico" de Luciano de Samósata
  • Data: 14/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • em breve

2012
Descrição
  • RINALDO JOSE DE ANDRADE BRANDAO
  • Um Quiproquó lá em Casa. A ação cômica nas comédias do avarento: Plauto, Moliére e Ariano Suassuna
  • Data: 14/12/2012
  • Hora: 14:00
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  • em breve

  • VALTER LUCIANO GONCALVES VILLAR
  • Os Árabes e Nós: a presença na literatura brasileira
  • Data: 22/11/2012
  • Hora: 14:30
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  • O Trabalho, Os Árabes e Nós: a presença árabe na literatura brasileira, trata do estudo das configurações árabes, através da dicção de nossos poetas e escritores. Desta forma, direcionamos nossa atenção para aquelas manifestações escrituriasis que nos permitissem destacar os principais representantes dos períodos literários que compõem e formam a cronologia da história da Literatura Brasileira, a exemplo dos escrivães Pero Vaz de Caminha e o Piloto Anônimo; dos colonos Gabriel Soares de Souza e Pero de Magalhães Gandavo; dos barroquistas Bento Teixeira e Gragório de Matos; dos árcades Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antonio Gonzaga; dos românticos representantes de cada geração, os poetas Gonçalves Dias, Àlvares de Azevedo e Castro Alves; do maior  expoente do Realismo de nossa literatura, Machado de Assis; de nossos diversos modernistas, entre eles, Jorge Amado, uma particularidade nesse universo representativo; dos autores contemporâneos Milton Hatoum e Georges Bourdoukan. etc....

  • ARISTOTELES DE ALMEIDA LACERDA NETO
  • A Configuração da Violência em Contos da Literatura Brasileira Contemporânea
  • Data: 31/08/2012
  • Hora: 14:00
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  • embreve

  • ARISTOTELES DE ALMEIDA LACERDA NETO
  • A Configuração da Violência em Contos da Literatura Brasileira Contemporânea
  • Data: 31/08/2012
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O presente trabalho propõe-se a  realizar uma análise de contos integrantes da literatura brasileira contemporânea, a saber: A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa; O cobrador, de Rubem Fonseca; e A maldição de Tibério, de Arturo Gouveia. Baseando-nos na categoria da violência, que é comum às narrativas enfocadas, procuramos investigar como esta se instaura como elemento intrínseco, afetando o conteúdo e aforma dos textos. Após o estudo dos contos, mormente a partir da ação dos heróis, traçamos um paralelo, a fim de evidenciar as peculiaridades da configuração da violência engendrada nos referidos. Concluímos que a compreensão da categoria da violência é fulcral para as narrativas contemporâneas em tela, tanto  sob o aspecto temático quanto composicional, o que corrobora, considerando especialmente este último aspecto, a atipicidade estética.

  • REGINA MARIA P. PIMENTEL DE OLIVEIRA
  • VioLência: um gozo não balizado pelo simbólico
  • Data: 31/08/2012
  • Hora: 14:00
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  •  

     

     

     

     

    RESUMO

     

    OLIVEIRA, Regina Maria Peregrino Pimentel. Violência: um gozo não balizado pelo simbólico. Dissertação (Mestrado em Letras. Universidade Federal da Paraíba).

     

     

     

    A presente pesquisa tem como tema a articulação entre a violência e o declínio da ordem simbólica, representado na psicanálise lacaniana pela queda do significante do Nome-do-Pai e que constitui signo da sociedade contemporânea. Muito embora a violência esteja presente na história da humanidade, acreditamos que sua proliferação justifique um campo de investigação. Aqui a violência não será catalogada (violência doméstica, violência urbana etc.), porque entendemos que a partir da catalogação do fenômeno dificultaríamos o problema da sua localização, tendo em vista que seria necessário adentrarmos na questão da existência de uma vítima, o sujeito que sofre o ato. Abordamos a violência como um sintoma contemporâneo, como sinalização do mal estar atual fruto do predomínio da satisfação pulsional, onde o valor de sentido do sintoma se encontra subjulgado ao seu valor de gozo. De acordo com a psicanálise lacaniana, na contemporaneidade não se conta mais com um limite oferecido pela exceção, mas sim com um universal que se inscreve como um conjunto aberto, sem um limite, do lado da sexuação feminina, o que conduz à questão do tratamento do gozo quando este escapa à lei. Acreditamos que a psicanálise possa contribuir para transformar a violência, como sintoma que formaliza o gozo, em sintoma analítico a fim de proporcionar aos sujeitos a possibilidade de invenção de um sinthoma que possa dar outra forma ao gozo e aliviar o mal estar atual desses sujeitos, mesmo considerando que da perspectiva da psicanálise somente o sujeito pode dizer do que não vai bem com ele (embora não exista um saber constituído previamente sobre esse dizer) e transformar o seu sintoma em sintoma de análise.

  • REGINA MARIA P. PIMENTEL DE OLIVEIRA
  • VioLência: um gozo não balizado pelo simbólico
  • Data: 31/08/2012
  • Hora: 10:00
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  •  

     

     

     

     

    RESUMO

     

    OLIVEIRA, Regina Maria Peregrino Pimentel. Violência: um gozo não balizado pelo simbólico. Dissertação (Mestrado em Letras. Universidade Federal da Paraíba).

     

     

     

    A presente pesquisa tem como tema a articulação entre a violência e o declínio da ordem simbólica, representado na psicanálise lacaniana pela queda do significante do Nome-do-Pai e que constitui signo da sociedade contemporânea. Muito embora a violência esteja presente na história da humanidade, acreditamos que sua proliferação justifique um campo de investigação. Aqui a violência não será catalogada (violência doméstica, violência urbana etc.), porque entendemos que a partir da catalogação do fenômeno dificultaríamos o problema da sua localização, tendo em vista que seria necessário adentrarmos na questão da existência de uma vítima, o sujeito que sofre o ato. Abordamos a violência como um sintoma contemporâneo, como sinalização do mal estar atual fruto do predomínio da satisfação pulsional, onde o valor de sentido do sintoma se encontra subjulgado ao seu valor de gozo. De acordo com a psicanálise lacaniana, na contemporaneidade não se conta mais com um limite oferecido pela exceção, mas sim com um universal que se inscreve como um conjunto aberto, sem um limite, do lado da sexuação feminina, o que conduz à questão do tratamento do gozo quando este escapa à lei. Acreditamos que a psicanálise possa contribuir para transformar a violência, como sintoma que formaliza o gozo, em sintoma analítico a fim de proporcionar aos sujeitos a possibilidade de invenção de um sinthoma que possa dar outra forma ao gozo e aliviar o mal estar atual desses sujeitos, mesmo considerando que da perspectiva da psicanálise somente o sujeito pode dizer do que não vai bem com ele (embora não exista um saber constituído previamente sobre esse dizer) e transformar o seu sintoma em sintoma de análise.

  • ARISTOTELES DE ALMEIDA LACERDA NETO
  • A Configuração da Violência em Contos da lIteratura Brasileira Contemporânea
  • Data: 30/08/2012
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho propõe-se a realizar uma análise de contos
    integrantes da literatura brasileira contemporânea, a saber: A hora e vez
    de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa; O cobrador, de Rubem Fonseca;
    e A maldição de Tibério, de Arturo Gouveia. Baseando-nos na categoria da
    violência, que é comum às narrativas enfocadas, procuramos investigar
    como esta se instaura como elemento intrínseco, afetando o conteúdo e a
    forma dos textos. Após o estudo dos contos, mormente a partir da ação
    dos heróis, traçamos um paralelo, a fim de evidenciar as peculiaridades
    da configuração da violência engendrada nos referidos. Concluímos que a
    compreensão da categoria da violência é fulcral para as narrativas
    contemporâneas em tela, tanto sob o aspecto temático quanto
    composicional, o que corrobora, considerando especialmente este último
    aspecto, a atipicidade estética.

  • SUELE CONDE SOARES
  • Pelas Veredas da Psicose: o que se escreve?
  • Data: 30/08/2012
  • Hora: 10:00
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    Esta dissertação tem por finalidade investigar a escrita na psicose para isso se utilizando das teorias da psicanálise lacaniana, bem como freudiana e da linguística saussuriana. Tal investigação tem o intuito de discutir os efeitos da escrita numa estrutura psíquica – a psicose – que parece estar fora da língua socialmente compartilhada, a língua a qual Saussure nomeia. Pensamos num diálogo com a linguística por meio da língua, esta enquanto um sistema de linguagem que é, por isso, comparada a outros sistemas como é o caso da escrita. Por meio do funcionamento da língua, o mais importante dos sistemas, é possível entrever o funcionamento da escrita. Isso nos daria o norte para pensar a escrita na psicose como caminho a uma estabilização ou mesmo uma suplência ao sujeito psicótico. Mas, um impasse: Sendo a língua um sistema criado num acordo social, e a psicose apontar que este sujeito não visa o coletivo, estaria o psicótico condenado a não fazer laços sociais? Diante da sua loucura a escrita poderia operar enquanto arrimo ao gozo absoluto do grande Outro? São questões que nos incitam a percorrer o rastro da psicose e da escrita, considerando as ideias de Saussure e de Lacan. Nosso trajeto seguiu as trilhas fornecidas por estes teóricos no que tange a linguagem, a língua e a psicose. Lacan adentra na linguística por meio do significante saussuriano, fazendo um novo uso ao aplicá-lo ao sujeito do inconsciente. Sua teoria se inicia com a linguagem, para ao longo de seu ensino adentrar no campo do gozo. Ou seja, vai do tempo do simbólico, do significante para o tempo do real, da letra/ a escrita. Nesse segundo momento do seu ensino, Lacan trará a letra como aquilo que resta não significantizado e, portanto, exige de todo sujeito uma criação singular para lidar com o que é da ordem do real. Será a abordagem do real que possibilitará um diálogo entre psicanálise e linguística no que este tem de todo e não-todo? Que consequências advirão desses questionamentos é o convite que fazemos pelas veredas da psicose a investigar o que se escreve.

  • SUELE CONDE SOARES
  • Pelas Veredas da Psicose: o que se escreve?
  • Data: 30/08/2012
  • Hora: 10:00
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  •  

    Esta dissertação tem por finalidade investigar a escrita na psicose para isso se utilizando das teorias da psicanálise lacaniana, bem como freudiana e da linguística saussuriana. Tal investigação tem o intuito de discutir os efeitos da escrita numa estrutura psíquica – a psicose – que parece estar fora da língua socialmente compartilhada, a língua a qual Saussure nomeia. Pensamos num diálogo com a linguística por meio da língua, esta enquanto um sistema de linguagem que é, por isso, comparada a outros sistemas como é o caso da escrita. Por meio do funcionamento da língua, o mais importante dos sistemas, é possível entrever o funcionamento da escrita. Isso nos daria o norte para pensar a escrita na psicose como caminho a uma estabilização ou mesmo uma suplência ao sujeito psicótico. Mas, um impasse: Sendo a língua um sistema criado num acordo social, e a psicose apontar que este sujeito não visa o coletivo, estaria o psicótico condenado a não fazer laços sociais? Diante da sua loucura a escrita poderia operar enquanto arrimo ao gozo absoluto do grande Outro? São questões que nos incitam a percorrer o rastro da psicose e da escrita, considerando as ideias de Saussure e de Lacan. Nosso trajeto seguiu as trilhas fornecidas por estes teóricos no que tange a linguagem, a língua e a psicose. Lacan adentra na linguística por meio do significante saussuriano, fazendo um novo uso ao aplicá-lo ao sujeito do inconsciente. Sua teoria se inicia com a linguagem, para ao longo de seu ensino adentrar no campo do gozo. Ou seja, vai do tempo do simbólico, do significante para o tempo do real, da letra/ a escrita. Nesse segundo momento do seu ensino, Lacan trará a letra como aquilo que resta não significantizado e, portanto, exige de todo sujeito uma criação singular para lidar com o que é da ordem do real. Será a abordagem do real que possibilitará um diálogo entre psicanálise e linguística no que este tem de todo e não-todo? Que consequências advirão desses questionamentos é o convite que fazemos pelas veredas da psicose a investigar o que se escreve.

  • CHRISTIANE MARIA DE SENA DINIZ
  • Um estudo Comparado entre Giovanni Boccaccion e Machado de Assis: a caracterização de Peronelle e Sinha Rita a luz da tipologia Lukacsiana
  • Data: 28/08/2012
  • Hora: 10:00
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  • em breve

  • CHRISTIANE MARIA DE SENA DINIZ
  • Um estudo Comparado entre Giovanni Boccaccion e Machado de Assis: a caracterização de Peronella e Sinhá Rita a luz da tipologia Lukacsiana
  • Data: 22/08/2012
  • Hora: 10:00
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  • em breve

  • DEBORA CAVALCANTES DE MOURA CLEMENTE
  • Representação da História da Pedra do reino no romance O Reino Encantando
  • Data: 25/07/2012
  • Hora: 14:00
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  • Esta tese é um estudo do romance O Reino Encantado: crônica sebastianista. A obra foi escrita pelo
    literato cearense Tristão de Alencar Araripe Jr., publicada primeiramente em folhetim e, em
    seguida, em volume, ambas as edições de 1878.  Nosso objetivo aqui é  contribuir com os estudos
    da história do livro e da leitura no Brasil, à medida que analisamos a obra inédita  O Reino
    Encantado, primeiro romance da literatura brasileira a tematizar o fanatismo religioso. Trata-se de
    uma obra esgotada há mais de cem anos e tanto ela como seu autor continuam no esquecimento.
    Araripe Jr. é acolhido apenas como crítico literário que  -  ladeado por Sílvio Romero e José
    Veríssimo-, integra a grande tríade da crítica brasileira do final do séc. XIX e início do séc. XX. O
    Reino Encantado é uma re-elaboração literária dos principais registros documentais e da crônica
    histórica sobre o movimento messiânico de Pedra do Reino, fato histórico ocorrido no sertão de
    Pernambuco entre 1836 e 1838. As análises fundamentam-se nos escritos do historiador francês
    Roger Chartier, bem como  de seus principais interlocutores. Para tanto, foram adotados os
    conceitos de “representação”, “apropriação” e “práticas sociais”, tais como compreendidos pela
    história cultural. O problema é saber como Araripe Jr. representou a história da Pedra do Reino e
    suas personagens, crenças e “práticas sociais” no espaço ficcional de  O Reino Encantado.   Para
    tanto, recorremos a fontes de estudo como documentos manuscritos, periódicos e compêndios
    de literatura do século XIX, localizados em instituições de pesquisa de Pernambuco, Ceará e Rio
    de Janeiro. Concluímos que as “representações” da história da Pedra do Reino e das personagens
    presentes em O Reino Encantado são orientadas ora por arquétipos românticos, ora pela linguagem
    científica de fins do século XIX. As personagens sebastianistas são normalmente representadas a
    partir de arquétipos naturalistas, vistas sob a ótica da medicina psiquiátrica. Por sua vez, as
    personagens do grupo dos potentados são representadas a partir de arquétipos românticos.
    Situado nesse  dilema em voga no Brasil na década de 1870, Araripe Jr. inscreve sua visão
    particular ante às escolas romântica e naturalista. Transitando entre preceitos de uma e de outra
    orientação literária, ele se serve-  ainda das principais contribuições do cientificismo vindo da
    Europa, valendo-se das novas concepções acerca dos processos de criação literária, notadamente
    a imaginação, a observação e a comprovação. 

  • ROSANGELA DE OLIVEIRA SILVA ARAUJO
  • A "Escrevivência" de Conceição Evaristo em Ponciá Vicêncio: encontros e desencontros culturais entre as versões do romance em português e em inglês
  • Data: 18/05/2012
  • Hora: 14:00
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  • em breve

  • CLEIDE PEREIRA MONTEIRO
  • A Noção de Lalingua: uma contribuição da psicanálise lacaniana à concepção da língua
  • Data: 18/05/2012
  • Hora: 09:00
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  • A partir dos estudos de Jacques Lacan e de Ferdinand de Saussure, investiga-se
    como a noção lacaniana de  lalíngua  pode contribuir para conceber uma língua
    formulada a partir do não representável que, com Lacan, nomeia-se de real da
    língua. Ao se pressupor que  lalíngua é indissociável do gozo, formula-se a tese de
    que  lalíngua  é uma língua que não se presta à significação, mas à satisfação da
    pulsão e, como tal, não faz liame social. Ao interroga-se sobre o que seja a língua
    quanto ao que se delineia como  lalíngua  buscam-se os índices do impossível da
    língua para demarcar o que dela não se deixa escrever-se na vertente  do todo,
    seguindo, pois, a lógica do  não-todo. Nessa direção, propõe-se uma releitura da
    concepção saussuriana de língua como sistema, recuperando a perspectiva dialética
    das dicotomias saussurianas e suas pesquisas sobre os anagramas. No último
    ensino de Lacan, vê-se centralizada a noção de gozo, que permite pensar a língua a
    partir do aspecto substancial em contraposição ao domínio das articulações. A
    concepção de língua, pensada a partir de lalíngua, coloca a língua em sintonia com
    o registro que a consagra ao equívoco, mas também com o que é da ordem do
    traumatismo. Discute-se uma nova proposição dada por Lacan ao seu significante: a
    de causa de gozo. A tese de Lacan, segundo a qual o sinthoma é puramente o que
    lalíngua condiciona, torna-se fundamental  para se pensar sobre os rumos da
    opacidade do gozo que exclui o sentido. A experiência analítica se mostra um
    espaço fecundo para se entender o que é da dimensão de lalíngua; utilizam-se, para
    esse propósito, sete testemunhos de passe. Conclui-se que o trabalho analítico, feito
    a partir de  lalíngua, quando chega ao seu término, reconduz o sujeito ao sinthoma
    como modo de gozo absolutamente singular. À “língua do trauma” é dado um
    destino orientado a partir de uma nova aliança com o gozo. Os testemunhos
    apontam para a formulação de que o saber fazer ali com o incurável do gozo
    promove, como efeito, um novo uso da língua que não deixa de fora o gozo. Surge,
    então, a invenção de uma língua conectada ao vivo do gozo, como vêm revelar os
    neologismos de final de análise, sem perder, com isso, sua função de liame social,
    como indica o próprio ato de testemunhar.

  • KHAYLES NOBREGA PEREIRA ALVES
  • Shakespeare e as Máscaras da Subjetividade: interioridade e dissimulação em Hamlet
  • Data: 07/05/2012
  • Hora: 15:00
  • Mostrar Resumo
  • em breve

  • LUCIA MARIA FIRMO
  • Quando a Lama Virou Pedra e Mandacaru Secou...Eu Perdi o Seu Retrato: um estudo semiótico comparativo dos cancioneiros de Luiz Gonzaga e Adoniram Barbosa
  • Data: 26/04/2012
  • Hora: 14:30
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  • A partir de uma experiência vivenciada com alunos dos cursos de Graduação e Especialização em Letras que se mostraram interessados na semiótica e nos processos desenvolvidos nas análises para a compreensão e produção de textos, buscaram-se, na teoria semiótica, subsidios para o exame da significação dos textos em discurso.

    Neste trabalho, que tem corpus textos selecionados das obras dos cantores e compositores Luiz Gonzaga e adoniram Barbosa, foram realizadas análises comparativas, sob uma perspectiva semiótica, nos três segmentos - estruturas narrativas, discursivas e fundamental - tendo como objetivo detectar traços  ideológicos semelhantes ou divergentes, subjacentes aos discursos

    Justifica a escolha desses autires o fato de que levar um tipo de texto mais próximo do universo do aluno  constitui um elemento failitador na assimilação dos conteúdos de Língua Portuguesa, como  também, a prática da análise comparativa podes er desenvolvida nas atividades de outras disciplinas concernentes ao curso de Letras......

  • GILSON PENALVA
  • “Identidade e Hibridismo Cultural na Amazônia Brasileira: um estudo comparativo de Dois Irmãos e Cinzas do Norte, de Milton Hatoum e a Selva, de Ferreira de Castro”
  • Data: 23/04/2012
  • Hora: 14:30
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  • O presente trabalho de pesquisa tem como proposta discutir os processos de identificação da Amazônia brasileira em suas representações literárias a partir de uma análise comparativa dos romances A selva, de Ferreira de Castro, e Dois Irmãos e Cinzas do Norte, de Milton Hatoum, enfocando o hibridismo e a diferença cultural a partir das teorias desenvolvidas pelos estudos culturais e pós-coloniais. A proposta é destacar, através de uma leitura crítica, as construções que os autores acima apresentam sobre os discursos produzidos e veiculados sobre aquela região. Na comparação desenvolvida, é possível reconhecer no mínimo dois projetos (literários, sociais, discursivos) distintos: um, que compreende a Amazônia a partir de um olhar externo, identificado com a Europa, percebendo a região de forma fixa e essencializada; outro, que prioriza as interações que tomam lugar nas várias trocas culturais que ali se estabelecem, desconstruindo as representações historicamente estabelecidas como verdadeiras sobre a região. Verificar de que forma esses projetos participam da construção imaginária e simbólica da Amazônia é um de nossos enfoques principais.
  • IVANILDA MARQUES
  • No discurso Literário: um olhar na sexualidade masculina e feminina
  • Data: 23/04/2012
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta tese fundamenta-se nos princípios teóricos de Michel Foucault sobre a Análise do
    Discurso. A partir dos discursos sobre a sexualidade presentes às narrativas  A bagaceira  e
    Gaibéus, vimos a problematização da sexualidade masculina e da feminina como discursos
    construídos em épocas passadas com base numa moral austera e religiosa, que sofreu
    mudanças no decorrer da História. Entendemos que a investigação das formulações
    discursivas sobre o sexo pautado nos padrões de fidelidade conjugal, de regime de submissão,
    necessitaria ser repensada.  Analisamos  os enunciados sobre o sexo como discursos
    representativos de um dizer sobre os prazeres da sexualidade vivenciados nas sociedades,
    especificamente  em  nossa sociedade, como uma prática social que era regulamentada por
    normas de conduta, regras de controle, as quais determinavam a circulação do discurso sobre
    o sexo nas sociedades.  Investigamos  o discurso sobre a história da sexualidade como
    constitutivo de um saber que se materializou nos textos por meio da discursivização dos
    sujeitos, fazendo-os circular por meio de regras próprias de subjetivação. A pesquisa
    evidencia o nosso propósito de mostrar que os enunciados produzidos sobre o sexo pelos
    sujeitos, em várias funções, apontam verdades construídas em torno do sexo, materializadas
    no contexto sócio-histórico das narrativas. Os discursos produzidos representam novos
    dizeres, novos desafios à história da sexualidade na rede discursiva dos romances.

  • PETRONIO FERNANDES BELTRAO
  • INSURGÊNCIA, VISIONARISMO E NORDESTINIDADE:MARCAS IDENTITÁRIAS DO SUJEITO-POETA-CANTOR ZÉ RAMALHO
  • Data: 20/04/2012
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta pesquisa analisou três faces constitutivas da identidade do sujeito-autor Zé Ramalho: as marcas de insurgência, visionarismo e de nordestinidade no discurso artístico e imagético constituintes de parte de sua obra, em um determinado momento sócio-histórico. Apoiamo-nos em pressupostos teóricos da Análise de Discurso, (AD) dentro dos postulados de Foucault, Pêcheux, Bakhtin, Courtine. Utilizamos também os estudos de Gregolin, Bauman, Hall e outros. Com base nestes referenciais, identificamos, na primeira face, as marcas de insurgência na canção “Admirável Gado Novo” com relação ao regime da ditadura militar no Brasil e em “Garoto de Aluguel”, uma quebra de paradigma social. Na segunda face, analisamos as marcas de visionarismo, como um ‘devir’ histórico-social, na canção “A Terceira Lâmina”, e um visionarismo intersubjetivo no discurso de “Canção Agalopada”. Por fim, na terceira face, a que chamamos nordestinidade, analisamos o diálogo existente entre as imagens de algumas capas de seus discos e também o diálogo entre o discurso imagético de capas destes discos e a sua poética. Identificamos, através das categorias da AD, marcas possíveis de insurgência, visionarismo e nordestinidade no fazer discursivo do sujeito-autor Zé Ramalho, e buscamos no seu ‘dizer’, as significações e ressignificações, que emergem dos discursos constituintes da sua obra para revelarmos um perfil identitário.

  • ALCIONE LUCENA DE ALBERTIM
  • A EXCELÊNCIA GUERREIRA DO HERÓI CLÁSSICO
  • Data: 30/03/2012
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A proposta do presente trabalho é analisar a excelência guerreira do herói clássico, que concerne a areté, no mundo grego, e a virtus, no mundo latino. O corpus a ser pesquisado é a Eneida, de Virgílio, no entanto, faremos um estudo prévio acerca do herói clássico, delineando o seu perfil e analisando as características que o compõem. Para isso, estabeleceremos um estudo comparativo acerca do processo de formação daquele que consideramos o primeiro herói, Zeus, e de outros grandes heróis, a saber, Heraclés, Aquiles e Eneias, de modo a identificar as semelhanças e as diferenças nas etapas constitutivas desse processo de formação. Tomaremos como subsídio para esse estudo, além da Eneida, a Ilíada, O escudo de Heraclés, a Teogonia, e Trabalhos e Dias. Veremos que a areté e a virtus exprimem valor semelhante, a excelência guerreira do herói, porém, configuram-se de maneira diferente. Mostraremos, a partir da análise etimológica dos vocábulos, que os dois valores percorrem caminhos distintos até chegar ao sentido guerreiro que lhes é atribuído. Após essa discussão, seguiremos ao estudo mais detido do corpus proposto, analisando a virtus de Eneias a partir da estrutura binária do poema por nós proposta, que tem no Livro VI a sua linha divisória, onde ocorre a katábasis do herói, que consideramos ser a sua 'bela morte' simbólica.
  • GABRIEL DOMICIO MEDEIROS MOURA FREITAS
  • APROVEITAMENTOS DE RUPTURAS ESTÉTICAS DE VANGUARDA EM CONTOS DE RUBEM FONSECA
  • Data: 29/03/2012
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Nesse trabalho, analisaremos as assimilações dos questionamentos radicais promovidos pelos movimentos históricos de vanguarda no século XX ao modelo orgânico de obra de arte, concebido segundo a configuração de uma relação de causalidade entre as partes, e à concepção de unidade daí decorrente em cinco contos do escritor brasileiro Rubem Fonseca: “O Quarto Selo (Fragmento)” (1969), “Passeio noturno (Parte I)” (1975), “Passeio noturno (Parte II)” (1975), “Livro de ocorrências” (1979) e “O Cobrador” (1979). Assim, o primeiro capítulo de nossa pesquisa será dedicado a reflexões acerca do legado filosófico de Platão (2006) e Aristóteles (1993) referente aos postulados estéticos defendidos por ambos, observando-se aí, principalmente, as diferenças existentes entre o pensamento de cada um deles. Logo a seguir, discorreremos a respeito das rupturas estéticas proporcionadas pelas tendências vanguardistas tanto na Europa quanto no Brasil, abordando o surgimento destas vertentes, seu apogeu, as principais contribuições para os períodos subsequentes e a crise enfrentada pelo paradigma instituído pelas vanguardas em nível nacional e mundial. No início do segundo capítulo, apresentaremos algumas reflexões relativas às impossibilidades de a Teoria do Conto explicar, satisfatoriamente, este tipo de narrativa. Desse modo, começaremos tratando do ensaio de Poe (1999), Filosofia da composição, ainda hoje aclamado, acriticamente, como importante referência conceitual por muitos estudiosos do conto, a exemplo de Cortázar (1974) e Moisés (1978), autores também discutidos, embora mais adiante, nesse momento de nosso trabalho. Ao final, apresentaremos algumas considerações a respeito da tentativa de Piglia (2004) em definir essa modalidade de gênero narrativo. Já o terceiro capítulo será destinado às análises das narrativas contísticas acima mencionadas, buscando-se verificar não somente os modos de aproveitamento das rupturas estéticas de origem vanguardista nesses textos literários, mas também as funcionalidades desses procedimentos narrativos segundo a relação entre forma e conteúdo configurada em cada conto. Para esse fim, recorreremos às contribuições de Kermode (1997), Mangueira (2003), Figueiredo (2003), Gil (2008), Schwarz (1992, 1999) e Pasta Jr. (1999, 2010), dentre outros.

  • VANESSA FERNANDES QUEIROGA PITA
  • O DECAMERÃO DE JORGE FURTADO: adaptação e comédia na TV
  • Data: 16/03/2012
  • Hora: 10:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta dissertação abrange as áreas de Ficção televisiva, Literatura e Produção de sentido, e tem o intuito de realizar um processo de análise e interpretação discursiva da adaptação audiovisual do livro Decamerão, de Giovanni Boccaccio, veiculada em 2009, pela Rede Globo. A microssérie Decamerão: a comédia do sexo é um projeto do diretor Jorge Furtado e foi inspirada nas temáticas e novelas toscanas presentes na obra do autor italiano. A nossa proposta consiste em identificar como as duas obras dialogam nessa adaptação, destacando os pontos em comum com texto fonte, mas também ressaltando outros pontos sugeridos por Jorge Furtado ao reinterpretar o Decamerão, e também em observar a presença do elemento cômico na teleficção, tendo em mente a construção de um discurso ficcional televisivo e a sua consequente produção de sentido. Para tal intento, desenvolvemos a nossa pesquisa por meio da análise do discurso ficcional, realizando um estudo interdisciplinar, onde aliamos as teorias da Comunicação, especificamente sobre a televisão, e da Narrativa, articuladas a aspectos de outros campos do conhecimento das ciências humanas, como a Literatura, o Cinema e a Sociologia. Desse modo, foi possível comentar aspectos do Decamerão, como o contexto da Peste Negra, a estrutura das novelas toscanas e a manifestação do elemento cômico; e ainda observar a microssérie a partir dos formatos teleficcionais que a compõem e da influência cênica exercida pela commedia dell’arte na construção da sua dramaturgia. Assim, na última etapa da nossa dissertação, almejamos destacar em Decamerão: a comédia do sexo os principais elementos de uma adaptação teleficcional e os fatores presentes devido à logística de funcionamento da televisão. Por fim, analisamos o nosso corpus, o piloto Comer, amar e morrer, e realizamos o estudo de correlação com os outros quatro episódios que compõem a microssérie. Diante disso, objetivamos realizar uma pesquisa com interesse estético e comunicacional sobre um importante momento da produção teleficcional brasileira, configurado, em nossa dissertação, no estudo de Decamerão: a comédia do sexo.

  • VANESSA FERNANDES QUEIROGA PITA
  • O decamerão de Jorge Furtado: adaptação e Comédia na TV

  • Data: 16/03/2012
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • Esta dissertação abrange as áreas de Ficção televisiva, Literatura e Produção de sentido, e tem o intuito de realizar um processo de análise e interpretação discursiva da adaptação audiovisual do livro Decamerão, de Giovanni Boccaccio, veiculada em 2009, pela Rede Globo. A microssérie Decamerão: a comédia do sexo é um projeto do diretor Jorge Furtado e foi inspirada nas temáticas e novelas toscanas presentes na obra do autor italiano. A nossa proposta consiste em identificar como as duas obras dialogam nessa adaptação, destacando os pontos em comum entre a microssérie e o texto fonte, mas também ressaltando outros pontos sugeridos por Jorge Furtado ao reinterpretar o Decamerão. É nosso objetivo também observar a presença do elemento cômico na teleficção, tendo em mente a construção de um discurso ficcional televisivo e a sua consequente produção de sentido. Almejamos ainda destacar em Decamerão: a comédia do sexo os fatores característicos de uma adaptação teleficcional e os elementos presentes devido à logística de funcionamento da televisão, por isso realizamos a análise do nosso corpus, o piloto Comer, amar e morrer, aliado a um estudo de correlação com os outros quatro episódios que compõem a microssérie. Diante disso, objetivamos desempenhar uma pesquisa com interesse estético e comunicacional sobre um importante momento da produção teleficcional brasileira, configurado, em nossa dissertação, no estudo de Decamerão: a comedia do sexo.

  • RENATA BATISTA BENEDITO
  • Capitu no Cinema: do roteiro ao texto fílmico

  • Data: 13/03/2012
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A literatura e o
    cinema, embora possuam linguagens diferentes, visto que enquanto este se
    utiliza de uma linguagem icônica aquela faz uso uma linguagem verbal, ambos
    apresentam um traço característico que consiste na possibilidade de narrar um
    enredo ficcional.  Esse traço é um dos
    responsáveis pela relação existente entre essas duas artes. Relação essa
    acentuada no processo de adaptação de uma arte para a outra. Pensando nisso, essa
    dissertação consiste em um estudo sobre a adaptação do romance Dom Casmurro, de
    Machado de Assis para o
    cinema. Para tanto foram escolhidos para compor o corpus dessa pesquisa o filme Capitu,
    de Paulo Cézar Saraceni e o roteiro homônimo escrito por Lygia Fagundes Telles
    e Paulo Emilio Salles Gomes. Nosso objetivo é analisar como se deu a
    transposição da narrativa de uma linguagem para a outra, observando o
    tratamento cedido a elementos narrativos estruturais do romance nesse processo
    de adaptação. Verificando como cada expressão artística apresenta as categorias:
    trama, focalização e personagem, assim como a interpretação gerada por cada
    obra. A fim de fundamentar a nossa pesquisa nos apoiamos em alguns teóricos e
    críticos da literatura e do cinema. Nas análises de aspectos narrativos
    buscamos, para ambas as artes, autores da teoria literária como o formalista
    russo Tomachevski (1976), Gérard Genette (s/d), Antonio Candido (2007), Todorov
    (2008) e da crítica referente a Dom
    Casmurro. Em relação ao cinema, a fim de esclarecer questões referentes a
    adaptação utilizamos reflexões de teóricos como Robert Stam (2003), Brian
    McFarlane (1996),  Ismail Xavier (1996; 2003)
    e João Batista de Brito (1995; 2006; 2007). Concluímos que a forma como os
    acontecimentos são reordenados e
    apresentados para nós espectadores, tanto pelo filme quanto pelo roteiro
    alterou a construção dos personagens e a relação destes com os episódios do
    livro.  
  • ALESSANDRA DE OLIVEIRA DA CRUZ
  • Oswald de Andrade e Arnaldo Antunes: duas caras do prosaico na poesia e cançao brasileiras.

  • Data: 07/03/2012
  • Hora: 09:00
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  • em breve

  • RAÍRA COSTA MAIA DE VASCONCELOS
  • Augusto de Campos e o Labirinto Verbicovisual de Poetamentos
  • Data: 05/03/2012
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • O presente trabalho tem como objetivo a análise de três poemas do livro Poetamenos,
    de Augusto de Campos, através de princípios da Semiótica da Cultura, que alicerçam as
    nossas reflexões teóricas e analíticas. Cada capítulo apresenta o estudo de um poema,
    juntamente com as considerações teóricas pertinentes à nossa investigação. O primeiro
    capítulo traz um diálogo intersemiótico entre o poema lygia fingers e princípios
    pictóricos de Mondrian, demonstrando nossa preocupação em discutir sobre as
    interações entre culturas e tradições diversas. No segundo capítulo, temos como ponto
    nodal de nossa análise os intercursos semióticos do poema eis os amantes com o
    ideograma oriental, que lhe serviu para uma diferenciada diagramação das palavras no
    espaço da página. Já o terceiro e último capítulo expõe o estudo do poema dias dias dias
    pautado nas inter-relações desta modalidade artística com a música, que são
    apresentadas através da linguagem musical de Webern.

  • RIVALDO PEREIRA DOS SANTOS
  • Entre Silêncios, Nódoas e Cobiça: homossexualidades masculinas, dominação e transgressão em O Barão de Lavos, e Abel Botelho e Bom Crioulo, de Adolfo Caminha

  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Neste trabalho discutimos como são moldados os protagonistas das narrativas O Barão de Lavos, do português Abel Botelho, e Bom-Crioulo, do brasileiro Adolfo Caminha. Nessas, as homossexualidades masculinas e as misturas raciais aparecem negativamente marcadas pelo olhar naturalista dos narradores, que as adjetivam de anormais e perigosas por serem antagônicas aos objetivos da civilização branca que deveriam ser implantados em Portugal e no Brasil do século XIX. Assim, a leitura dos respectivos romances pelo viés comparativo, permite que reconheçamos de que forma as masculinidades socialmente rejeitadas e a mistura racial estavam integradas à ótica do desejo colonial proposto. Deste modo, nas duas narrativas, as homossexualidades do Barão e do Bom-Crioulo, lhes são atribuídas como forma de rejeição e marginalização por serem manifestações contrárias à heterossexualidade compulsória. Até mesmo as respectivas formações genéticas destes personagens retiravam deles o direito de participar dos futuros projetos republicanos objetivados para Portugal e Brasil. Os marcadores negativos imputados a estas personagens literárias por questões sociais, culturais e políticas, mascaradas como herança genética, provocaram o desencadear de nossa análise, que se apoiou nos estudos culturais e de gênero. Assim, em relação ao reconhecido modelo heterocentrista e branco marcadamente presente nas narrativas naturalistas, que pretendeu, através de seus narradores, enquadrar o Barão e Bom-Crioulo como transgressores, indicamos em nosso estudo as diversas possibilidades de manifestação das subjetividades e como essas podem ir além das fronteiras da cultura imposta pela perspectiva do dominante, especificamente pela oscilação ou ambiguidade sempre possível na voz narrativa naturalista.     

2011
Descrição
  • ADRIANO CHARLES DA SILVA CRUZ
  • A CHARGE COMO PRÁTICA DISCURSIVA DE RESISTÊNCIA NO GOVERNO LULA
  • Data: 28/11/2011
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • No início do primeiro governo Lula, as práticas neoliberais estavam em evidência na sociedade. O alinhamento do PT e do presidente àquela política-econômica, herança do governo anterior, originou uma série de polêmicas, críticas e deslocamentos. Naquele momento, teóricos e ativistas denunciavam a hegemonia do discurso neoliberal na Imprensa. Esta tese discute como se construíram os efeitos de sentido produzidos pelas charges jornalísticas em meio a essas condições de produção. Assumindo o pressuposto de que os jornais se alinham discursivamente à política neoliberal, buscamos entender como esses textos humorísticos se posicionam diante desse tensionamento. Nosso argumentotese defende que a charge se comporta como uma prática discursiva de resistência no jornalismo. Nosso objetivo será mostrar como ocorre esse deslocamento discursivo e quais os elementos sócio-históricos que possibilitaram essa postura ideológica. A pesquisa está alicerçada na linha francesa da Análise de Discurso, a partir do gesto fundador de Michel Pêcheux e as posteriores contribuições de Michel Foucault e dos estudos brasileiros. O corpus é composto por charges e outros textos de três jornais de capitais nordestinas. Concluímos que os chargistas construíram uma memória carnavalizada da história recente do Brasil. Por fim, entendemos o jornalismo como um local de embates discursivos, aberto à heterogeneidade e aos jogos de poder e resistência. Palavras
  • EDILMA DE LUCENA CATANDUBA
  • OS CHISTES E A PR ODUÇÃO DE SENTIDO NO SISTEMA DA LÍNGUA
  • Data: 18/11/2011
  • Hora: 00:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Quando se fala em estudos sobre significação, produção de sentido, muitas pessoas interessadas no fenômeno da linguagem não supõem tratar-se de um estudo fundamentado na linguística saussuriana. Mas, é exatamente ela que colocamos em foco. Para nós, o movimento do sistema da língua produz sentido e queremos mostrar como isso ocorre. Este é o objetivo desta tese. Assim, no referencial teórico deste estudo não poderia deixar de constar o CLG (Curso de lingüística geral) editado e publicado pelos discípulos de Saussure Charles Bally e Albert Sechehaye após a morte do mestre. Sem dúvidas, o Curso é um norte, mas trazemos para esta reflexão as vozes de estudiosos comoSimon Bouquet, Rudolf Engler, Michel Arrivé, Claudine Norman entre outros, todos interessados nos ensinamentos de Saussure, na investigação profunda dos manuscritos deixados por ele. Há ainda outro estudioso que atentamente escutamos aqui. Trata-se de Freud cuja voz é fundamental nesta investigação. As descobertas de Freud sobre os chistesestão diretamente implicadas na hipótese que orienta esta tese de que no movimento dos eixos associativo e sintagmático definidos por Saussure é possível observar a emergência da significação. E no tocante ao chiste, essa emergência se dá na articulação dos processos de condensação e deslocamento. A análise dos chistes que empreendemos é de fato uma análise linguística. Nos chistes, a forma como o inconsciente ganha expressão através da condensação e do deslocamento nos dizmuito sobre o movimento dos eixos associativo e sintagmático. Nós fazemos aproximações entre os processos de condensação e deslocamento ― essenciais para as elaborações chistosas por possibilitarem que algo do inconsciente irrompa no sistema consciente ― e o funcionamento do sistema linguístico saussuriano no que diz respeito à coordenação dos eixos associativo e sintagmático, no movimento natural dalíngua, na produção de sentido. Assim, nos termos de umabusca pela produção de sentidos no sistema da língua é que esta tese acontece.

  • MONALIZA RIOS SILVA
  • Data: 10/11/2011
  • Hora: 00:00

  • FRANCISCO VICENTE DE PAULA JUNIOR
  • Data: 27/10/2011
  • Hora: 00:00

  • RILMA DO NASCIMENTO MEDEIROS
  • Data: 14/10/2011
  • Hora: 00:00

  • EDWENDELL LIMA DA SILVA
  • Data: 22/08/2011
  • Hora: 00:00

  • DANIELA MARIA SEGABINAZI
  • Data: 15/08/2011
  • Hora: 00:00

  • ISABELA BARBOSA DO REGO BARROS
  • Data: 04/08/2011
  • Hora: 00:00

  • JULIANA FERREIRA DE PAULO
  • Data: 30/05/2011
  • Hora: 00:00

  • RODRIGO EMMANUEL ARAUJO LEAO
  • Data: 30/05/2011
  • Hora: 00:00

  • ANACA RUPERT MOREIRA CRUZ E COSTA AGRA
  • Data: 20/05/2011
  • Hora: 00:00

  • ROSANGELA NERES ARAUJO DA SILVA
  • Data: 03/05/2011
  • Hora: 00:00

  • JOSIVALDO CUSTODIO DA SILVA
  • Data: 29/04/2011
  • Hora: 00:00

  • FELIPE DOS SANTOS ALMEIDA
  • Data: 15/04/2011
  • Hora: 00:00

  • MARIA THERESA TARGINO DE ARAUJO RANGEL
  • Data: 15/04/2011
  • Hora: 00:00

  • MARINA RODRIGUES DE OLIVEIRA
  • Data: 15/04/2011
  • Hora: 00:00

  • CRISTIANO CEZAR GOMES DA SILVA
  • Data: 11/04/2011
  • Hora: 00:00

  • JOSE MARIANO NETO
  • Data: 11/04/2011
  • Hora: 00:00

  • MICHELLE BIANCA SANTOS DANTAS
  • Data: 11/04/2011
  • Hora: 00:00

  • ARTHUR FERNANDES ANDRADE LINS
  • Data: 08/04/2011
  • Hora: 00:00

  • GILSA ELAINE RIBEIRO ANDRADE
  • Data: 08/04/2011
  • Hora: 00:00

  • IRACILDA CAVALCANTE DE FREITAS
  • Data: 01/04/2011
  • Hora: 00:00

  • MARCELO MEDEIROS DA SILVA
  • Data: 28/03/2011
  • Hora: 00:00

  • BERNARDO VALOIS SOUTO
  • Data: 25/03/2011
  • Hora: 00:00

  • DAISE LILIAN DIAS
  • Data: 25/03/2011
  • Hora: 00:00

  • RAFAEL TORRES CORREIA LIMA
  • Data: 24/03/2011
  • Hora: 00:00

  • RACHELINA SINFRONIO DE LACERDA