PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PRODUTOS NATURAIS E SINTÉTICOS BIOATIVOS (PPGPN)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Dissertações/Teses


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2021
Descrição
  • AZENATE CAMPOS GOMES
  • Tecnologias Analítica e de Produção Vegetal da Quixabeira (Sideroxylon obtusifolium (Roem. e Schult.) Penn.)
  • Orientador : RUI OLIVEIRA MACEDO
  • Data: 28/10/2021
  • Hora: 14:00
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  • Sideroxylon obtusifolium (Roem & Schult.) T.D.Penn. é considerada como uma das plantas promissoras do futuro, em função do seu elevado potencial medicinal, entretanto, a extração inadequada da matéria prima para drogas vegetais tem comprometido sua população nos sistemas naturais, sendo necessário estudos que deem subsídio ao seu uso sustentável. Objetivou-se com este trabalho estudar as características físicas, químicas e biológicas de S. obtusifolium em diferentes condições ambientais e estágios de desenvolvimento, visando à produção de droga vegetal padronizada. Foi realizado o estudo fenológico de 30 espécimes no Cariri Ocidental e Oriental da Paraíba e a produção vegetal desta espécie. Foi avaliado a intensidade e sincronia das fenofases, caracterização biométrica, tratamentos pré germinativos, vigor e índice de qualidade de indivíduos. Os indivíduos jovens foram avaliados em condição integral e podada. As drogas vegetais foram avaliadas quanto ao tamanho de partícula da parte aérea e periderme do caule em diferentes ambientes, e estágio de desenvolvimento dos indivíduos jovens por meio de diferentes técnicas analíticas, análises térmicas (TG e DTA), caracterização morfológica das partículas e caracterização física farmacopeica. Foram desenvolvidos e validados, métodos para quantificação de taninos e flavonoides em drogas vegetais de espécimes adultos de Sumé por espectrofotometria UV/Vis e co-validados em drogas vegetais de espécimes adultos de São João do cariri e de jovens nos extratos fluidos e secos nebulizados. A quantificação de taninos e flavonoides foram correlacionados com os parâmetros ecológicos avaliados. Os espécimes de Sumé e São João do Cariri apresentam comportamento fenológicos diferentes, caracterizando-se por diferentes respostas em relação a precipitação. Os eventos fenológicos reprodutivos de Sumé são assincrônicos e os de São João do Cariri sincrônicos. O índice de qualidade de Dickson dos indivíduos jovens apresentou correlação positiva com os dados biométricos das sementes. As drogas vegetais tamisadas com partículas 297-149 e 73-37 μm mostraram diferentes energias de ativação que permitiram a diferenciação dos espécimes adultos de diferentes ambientes. A entalpia diferenciou os indivíduos jovens em diferentes fases de desenvolvimento dos espécimes adultos. A análise morfológica demonstrou alta heterogeneidade na morfologia, tamanho e distribuição das partículas tamisadas, demonstrando que a tecnologia atual de produção e separação granulométrica das drogas vegetais medicinais precisa ser aperfeiçoada. O método analítico desenvolvido e validado para quantificação de taninos e flavonoides nas drogas vegetais de Sumé é seletivo, linear, preciso, exato e robusto. A validação parcial demonstrou linearidade, precisão e exatidão nas amostras dos espécimes adultos de São João do Cariri e nos extratos fluido e seco nebulizado dos espécimes jovens. Os extratos da parte aérea e periderme do caule apresentaram diferença significativa para os teores de taninos e flavonoides em relação ao tamanho de partícula, diferentes ambientes de coleta e diferentes estágios de desenvolvimento. Os dois primeiros componentes principais justificam mais de 98 % da variação total do conjunto de dados avaliados. A massa e diâmetro de sementes, índice de qualidade Dickson e frutificação contribuem como indicadores das concentrações de taninos e flavonoides em todos os extratos avaliados. Os dados relatados para S. obtusifolium, ratificam que o uso da periderme do caule deve ser substituído pelo cultivo de indivíduos jovens em função principalmente do elevado teor de flavonoides (89,54% a mais), contribuindo com a sustentabilidade da espécie.
  • GABRIELA CRISTINA SOARES RODRIGUES
  • IDENTIFICAÇÃO DE POTENCIAIS NOVOS INSETICIDAS E ANTIVIRAIS UTILIZANDO FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS E BANCO DE DADOS DE PRODUTOS NATURAIS
  • Orientador : MARCUS TULLIUS SCOTTI
  • Data: 01/10/2021
  • Hora: 14:00
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  • Os metabólitos secundários consistem numa importante fonte de compostos para o manejo de pragas, fornecendo uma alternativa para substituir inseticidas sintéticos, persistentes e tóxicos. Dentre as classes de produtos naturais, destacam-se os terpenos, que abrangem uma grande variedade de substâncias de origem vegetal com importância ecológica como defensivos de plantas e com atividade biológica frente a diferentes insetos. Os terpenos também têm sido investigados como agentes antivirais e com o surgimento da pandemia causada pela Sars-Cov-2, diversos pesquisadores concentraram suas pesquisas em identificar compostos potenciais para o tratamento da COVID-19. A aplicação de abordagens computacionais contribui para auxiliar na compreensão das propriedades físico-químicas de princípios ativos, modelar e elucidar fenômenos químicos e predizer a toxicidade e atividade biológica para diferentes efeitos. Portanto, o objetivo do trabalho é aplicar estudos de QSAR para encontrar novas estruturas a partir de bancos de dados de produtos naturais com potencial atividade inseticida e antiviral com o auxílio de ferramentas computacionais da Quimioinformática. No capítulo 2, foi avaliado o potencial bioinseticida de quarenta e dois monoterpenos contra Drosophila melanogaster e Reticulitermes chinensis Snyder. A modelagem QSAR foi realizada para ambos os organismos, enquanto o docking e a dinâmica molecular foram usados apenas para Drosophila melanogaster. Os resultados sugerem que pulegone, citronelal, carvacrol, acetato de linalila, acetato de nerila, acetato de citronelila e acetato de geranila podem ser considerados alguns candidatos potenciais a pesticidas. No capítulo 3, buscou encontrar produtos naturais com potencial inseticida contra Musca domestica e Mythimna separata. Para isso, foram desenvolvidos modelos preditivos QSAR usando abordagens MuDRA, PLS e RF, modelos de homologia e triagem virtual de 117 produtos naturais. Os resultados mostraram que os diterpenos Pimarane, diterpenos Abietanos, Diterpenos diméricos e diterpenos Scopadulane obtidos de partes aéreas de espécies do gênero Calceolaria (Calceolariaceae: Scrophulariaceae) podem ser considerados como potenciais inseticidas. No capítulo 4, realizamos previsões assistidas por computador para compostos com atividade inseticida conhecida contra Aphis gossypii e Drosophila melanogaster e os resultados revelaram os compostos bistenuifolina L e bistenuifolina K, foram potencialmente ativos contra as enzimas de A. gossypii; e salvisplendina C e salvixalapadieno, são potencialmente ativos contra D. melanogaster. Enquanto que no capítulo 5, utilizamos métodos computacionais para realizar uma triagem virtual de diterpenos candidatos com potencial para atuar como inibidores de CoV. Para isso, um conjunto de 1.955 diterpenos, derivados de uma subfamília Nepetoideae (Lamiaceae), foram selecionados por meio da ferramenta SistematX (https://sistematx.ufpb.br), que foram usados para fazer previsões. A partir da base de dados ChEMBL, 3 conjuntos de estruturas químicas foram selecionados para a construção de modelos preditivos. Os resultados mostraram que a abordagem de análise de consenso, baseados em ligante e estrutura, foi capaz de selecionar 19 compostos como potenciais inibidores de CoV, incluindo a isotansinona IIA (01), tansinlactona (02), isocriptotansinona (03) e tanshinketolactona (04), que não apresentaram toxicidade dentro dos parâmetros avaliados.
  • RYLDENE MARQUES DUARTE DA CRUZ
  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA, ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA, ANTIPIRÉTICA, COGNITIVA E MECANISMOS DE AÇÃO DE UM ANÁLOGO DA TINORIDINA
  • Orientador : REINALDO NOBREGA DE ALMEIDA
  • Data: 17/09/2021
  • Hora: 09:00
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  • RMD86 é um análogo da tinoridina e derivado tiofênico o qual pertence a uma classe de compostos com diversas atividades farmacológicas como antifúngica, antitumoral e antioxidante. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda pré- clínica, o potencial antinociceptivo e antipirético e possível atividade em receptores NMDA. A administração aguda de RMD86 não provocou mortes nas doses avaliadas (300 ou 2000 mg/kg, via intraperitoneal i.p.), porém foi observado um efeito analgésico nas duas doses sendo sugestivo de depressão do SNC que pode ser proveniente de uma toxicidade neuronal. Para constatar se RMD86 seria capaz de provocar essa toxicidade foi realizado o teste do rota-rod o qual demonstrou que RMD86 não foi capaz de causar alterações na coordenação motora dos animais, indicando a ausência de toxicidade neuronal. Nos testes da nocicepção química com ácido acético e formalina RMD86 foi capaz de promover uma atividade antinociceptiva nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg. Já no teste do glutamato ele apresentou uma atividade antinociceptiva nas doses de 50 e 100 mg/kg. No teste de nocicepção térmica RMD86 (100 mg/kg) promoveu uma redução no tempo de latência nos primeiros 30 minutos do teste. Na avaliação da atividade antipirética RMD86 foi capaz de reduzir a pirexia nos tempos de 30, 60, 120 e 180 minutos nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg. No estudo dos mecanismos de ação, o derivado não apresentou mecanismos envolvendo o sistema opioide, adenosinérgico e nem canais de KATP. No entanto, em ensaios in silico o produto teve uma boa energia de ligação com enzimas como a COX-1/2, o que sugere o seu possível mecanismo de ação. Nos testes in vitro em receptores NMDA foi observado um efeito nas concentrações de 100 e 300 μM. O efeito direto de RMD86 em receptores NMDA foi confirmado com um uso do antagonista do receptor AMPA o NBQX. Em testes de LTP, observou-se que o produto foi capaz de promover o aumento do estímulo em células piramidais da região CA1 do hipocampo. Em ensaios in vivo, RMD86 promoveu uma redução do congelamento no teste do condicionamento aversivo, para determinar se esse resultado tinha relação com a deficiência da formação da memória ou com o aumento da movimentação do animal foi realizado um teste do campo aberto e foi constatado um aumento da velocidade média do grupo tratado. Além disso, observou-se um aumento da ansiedade nos animais tratados no teste do campo aberto no qual os animais passaram mais tempo na periferia do aparato. A partir disso, pode-se inferir que o produto analisado apresentou uma baixa toxicidade aguda, atividade antinociceptiva e antitérmica com possível mecanismo de ação envolvendo enzimas COX e apresentou uma ativação de receptores NMDA envolvidos com processos cognitivos.
  • MAYARA DOS SANTOS MAIA
  • Avaliação in silico do potencial de atividade de lignanas e neolignanas frente a doenças negligenciadas e neurodegenerativas
  • Orientador : MARCUS TULLIUS SCOTTI
  • Data: 10/09/2021
  • Hora: 14:00
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  • Os produtos naturais são considerados potenciais fontes de novos agentes terapêuticos devido à diversidade de estruturas e suas propriedades. Dentre os produtos naturais, destacam-se as lignanas e neolignanas, que possuem uma variedade de atividades biológicas, mas que devido à diversidade estrutural, se faz necessário identificar e investigar novas fontes de efeitos farmacológicos. As doenças negligenciadas ameaçam e atingem milhões de pessoas ao redor do mundo. Dentre elas, a leishmaniose, a doença de Chagas e a esquistossomose, cujo os tratamentos quimioterápicos disponíveis apresentam alta toxicidade e dificilmente apresentam eficácia na fase crônica da doença. As doenças degenerativas também têm acometido diversas pessoas, sendo o Alzheimer mais comum. O tratamento também é limitado, pois não evita a progressão da doença. Variadas abordagens computacionais da Quimio e Bioinformática podem auxiliar, mediar, orientar e identificar novos compostos para o tratamento de diversas doenças. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar o potencial farmacológico de lignanas e neolignanas frente a doenças negligenciadas e neurodegenerativas com o auxílio de ferramentas e abordagens computacionais. No capítulo 2, foram avaliadas lignanas a partir do banco de dados ChEMBL e aplicado abordagens como perfil farmacocinético, análise combinada baseada no ligante e na estrutura, modelagem por homologia, predição de resistência e simulações de dinâmica molecular. Quatro dentre as lignanas selecionadas na triagem, foram isoladas e testadas contra formas promastigotas de Leishmania major e L. (Viannia) braziliensis. Os resultados mostraram que o composto mais ativo, o (159) epipinoresinol-4-O-β-D-glucopiranosídeo, apresentou um valor IC50 de 5,39 µM para L. braziliensis e valor IC50 de 36,51 µM para L. major. No capítulo 3, previmos o potencial tripanomicida de 47 neolignanas usando modelos preditivos, docking molecular, simulações de dinâmica molecular e cálculos de energia livre. Dos compostos analisados, dois foram isolados e mostraram inibir o crescimento de formas epimastigotas em concentrações de 9,64 e 8,72 µM, e formas tripomastigotas em 4,88 e 2,73 µM. Enquanto que no capítulo 4, abordagens in silico, usando análise de perfil farmacocinético, docking consenso, modelos preditivos consenso, simulações de dinâmica molecular e cálculos de energia livre também foram utilizados para selecionar lignanas potenciais e seletivas contra um importante alvo do Schistossoma mansoni. Quatro lignanas obtiveram excelentes resultados e sugerimos ser um alternativa terapêutica em casos de resistência. No capítulo 5, lignanas foram analisadas com o objetivo de identificar compostos potenciais e multi-target para o tratamento do Alzheimer. Uma análise combinada, com base no ligante e na estrutura, seguida pela previsão das propriedades de absorção, distribuição, metabolismo, excreção e toxicidade (ADMET) foi realizada. Os resultados mostraram que a análise combinada foi capaz de selecionar 139 lignanas potencialmente ativas e multitarget, conferirindo alternativas de tratamento através da atividade neuroprotetiva e antioxidante. O capítulo 6 é uma revisão que descreve vários estudos, abordagens e métodos de docking consenso.
  • SEVERINO FERREIRA NETO
  • Avaliação Antimicrobiana de 3-Nitrobenzamidas Sintéticas sobre Espécies de Candida e Estudos de Docking Molecular
  • Orientador : DAMIAO PERGENTINO DE SOUSA
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 08:30
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  • As infecções fúngicas acometem uma significativa parte da população. Estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo já foram afetadas por algum tipo de fungo. O gênero Candida é responsável por diversas doenças infecciosas, especialmente em indivíduos com imunidade comprometida. Além disso, é preocupante o surgimento de cepas resistentes aos fármacos disponíveis, o que resulta em maiores dificuldades para o tratamento e associação a casos de óbito. Portanto, é urgente a busca por novas alternativas farmacoterapêuticas. Derivados nitrobenzenos apresentam diversas propriedades antimicrobianas, incluindo ação antifúngica. Desse modo, no presente estudo investigou-se o potencial antifúngico de catorze derivados 3-nitrobenzamidas frente às espécies do gênero Candida (C. albicans, C. krusei e C. glabrata) e estabeleceu-se uma relação estrutura-atividade das substâncias avaliadas. Os derivados 3-nitrobenzamidas foram preparados utilizando a reação de Schotten-Baumann e foram estruturalmente caracterizados pelas técnicas de Espectroscopia de Infravermelho e Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C. Os produtos obtidos tiveram rendimentos de 25,2-72,7% e três derivados da coleção são inéditos (6, 8 e 10). Nos testes antifúngicos determinou-se a Concentração Inibitória Mínima (CIM) com a técnica de microdiluição em placas de 96 poços e a Concentração Fungicida Mínima (CFM) em meio de cultura sólido. Também se investigou o possível modo de ação utilizando os ensaios do sorbitol e ergosterol. Nove compostos apresentaram atividade antifúngica com valores de CIM que variaram de 39,06 a 1250 µg/mL. Considerando a análise da razão de CFM/CIM, que apresentou valores em um intervalo de 1 a 3, pode-se verificar que os derivados apresentam ação fungicida. A imida 14 demonstrou o melhor efeito fungicida da coleção frente às cepas de C. albicans, C. krusei e C. glabrata, com valores de CIM e CFM de 39,06 µg/mL. Os dados sugerem que este composto não atua de forma direta sobre membrana celular fúngica ou por mecanismos que envolvam funções da parede celular. A respeito da relação estrutura e atividade antifúngica, a presença do sistema dicarbonílico ligado ao nitrogênio ou metilenodióxido potencializam a ação inibitória frente às espécies de fungos. O estudo de docking molecular mostra que sete dos dez alvos que compartilham as pontuações de docking mais altas pertencem à via biossintética do ergosterol, com energias favoráveis na ligação aos alvos proteína de ligação a GTP RHO1, difosfomevalonato descarboxilase, esqualeno monooxigenase, esterol 24-C-metiltransferase e esqualeno sintase; o pequeno tamanho da molécula e os grupos carbonilas, principalmente, foram ideais para estabilização da molécula nos receptores. A mesma análise foi feita para os alvos de C. krusei e C. glabrata, onde há uma pequena mudança apenas para C. krusei. Diante desses resultados, conclui-se que os derivados 3-nitrobenzamidas apresentam-se como compostos promissores para o desenvolvimento de novos fármacos antifúngicos contra Candida spp.
  • AIRLLA LAANA DE MEDEIROS CAVALCANTI
  • ESTUDO IN SILICO E CARACTERIZAÇÃO DOS EFEITOS CARDIOVASCULARES DO MONONITRATO ORGÂNICO 1,3-DIISOBUTOXIPROPAN-2-ILA (NDIBP) EM RATOS NORMOTENSOS E HIPERTENSOS
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Os nitratos orgânicos são amplamente utilizados para restaurar os níveis e mimetizar a função do óxido nítrico (NO) endógeno reduzido pela disfunção endotelial presente na hipertensão arterial (HA). Entretanto, a maioria dos nitratos clinicamente disponíveis produz efeitos colaterais indesejados, especialmente a tolerância. O desenvolvimento de novos nitratos orgânicos que não apresentem essas desvantagens ainda se faz necessário. Este trabalho teve como objetivo investigar o novo nitrato orgânico 1,3-diisobutoxipropan-2-il (NDIBP) como alternativa para o tratamento da hipertensão, descrevendo sua síntese, o potencial biológico e farmacocinético in silico, seus efeitos vasculares, mecanismo de ação, toxicidade aguda, capacidade de induzir tolerância e sua ação no sistema cardiovascular de ratos normotensos e hipertensos. O NDIBP foi sintetizado a partir da glicerina por meio de síntese orgânica e caracterizado por espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier e espectros de ressonância magnética nuclear, obtendo um rendimento de 85,7%. O espectro de atividade biológica foi obtido por PASS (Prediction of Activity Spectra for Substances) revelando que as atividades mais prováveis para o NDIBP estavam relacionadas a ações cardiovasculares, como efeito anti-hipertensivo e vasodilatador. As propriedades drug-like e os estudos ADMET foram realizados por software pkCSM (Predicting Small-Molecule Pharmacokinetic Properties using Graph-Based Signatures). Os parâmetros físico-químicos e a predição ADMET sugeriram que o NDIBP apresentou boa biodisponibilidade oral teórica, boa absorção no trato gastrointestinal e baixa distribuição nos tecidos. Estudos de quimioluminescência in vitro e técnicas ex vivo demonstraram que o NDIBP liberou NO tanto em um sistema livre de células em condições anaeróbias quanto em artérias mesentéricas isoladas por meio de um processo de metabolização catalisado pela enzima xantina oxidoredutase (XOR). Em experimentos ex vivo utilizando anéis de artéria mesentérica de rato, o NDIBP induziu um vasorrelaxamento independente do endotélio (Emáx = 105,97 ± 3,65% vs. 91,78 ± 4,08%, respectivamente, p <0,05) que foi significativamente atenuado na presença de PTIO (Emáx = 66,22 ± 5,22 %, p <0,05), ODQ (Emáx = 26,22 ± 3,32%, p <0,05), TEA (Emáx = 78,43 ± 3,55, p <0,05), febuxostato (Emáx = 69,96 ± 4,31%, p <0,05), e proadifeno (Emáx = 52,88 ± 3,04%, p <0,05). Além disso, este nitrato orgânico não foi capaz de induzir tolerância vascular e apresentou baixa toxicidade pré-clínica aguda por via oral. As alterações in vivo nos parâmetros cardiovasculares foram avaliadas utilizando ratos normotensos e hipertensos renovasculares. O NDIBP induziu um efeito hipotensor e uma ação dupla na freqüência cardíaca que foram significativamente maiores em animais hipertensos do que em normotensos. Nossos resultados indicam que o NDIBP possui boas atividades biológicas e propriedades drug-like in silico e atua como um novo doador de NO, agente hipotensivo e bradicárdico e é um nitrato orgânico não autotolerante, desenvolvendo vasorrelaxamento por liberação de NO, ativação da via NO-sGC-cGMP e modulação positiva dos canais para K+ no músculo liso vascular. Portanto, todos os dados sugerem que o NDIBP é um bom candidato para futuras investigações no tratamento da hipertensão arterial e estudos de desenvolvimento de medicamentos.
  • KIMBERLY STEFANNY DA SILVA
  • Composição química, avaliação antidepressiva e antioxidante do óleo essencial de Citrus sinensis (laranja doce)
  • Orientador : JOSE MARIA BARBOSA FILHO
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • As plantas medicinais são uma grande fonte de medicamentos, sendo utilizada pela população, e suas atividades biológicas são atribuídas a grande diversidade de metabólitos secundários. A espécie Citrus sinensis (Rutaceae) é conhecida como “laranja doce”, tem sido usado tradicionalmente para tratar diversos distúrbios, dentre eles distúrbios mentais. A depressão é um transtorno psiquiátrico crônico, multifatorial, caracterizada por sintomas como baixo humor e/ou anedonia, que podem ser acompanhados por déficits cognitivos, neurovegetativos. Aproximadamente 85% dos pacientes com depressão também apresentam sintomas significativos de ansiedade. O óleo essencial de C. sinensis apresenta atividades biológicas, tais como antimicrobianas, antioxidantes, e é amplamente estudado por possuir atividade ansiolítica. Com base nisso, o trabalho teve como objetivo realizar a caracterização química dos constituintes presentes no óleo essencial de C. sinensis, obtidos de três (3) diferentes fornecedores, e avaliar o efeito antidepressivo e antioxidante do óleo essencial. A caracterização química foi realizada através de CG-EM, onde foram identificados cinco componentes na amostra do óleo essencial, sendo o limoneno o composto majoritário. Para os testes farmacológicos, foi utilizado um protocolo de indução do comportamento do tipo depressivo por dexametasona. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética no uso de animais (CEUA/UFPB) da Universidade Federal da Paraíba, com a certidão de aprovação nº 8690120320. Os camundongos Swiss foram divididos em seis grupos de 6 a 8 animais e submetidos à testes comportamentais como nado forçado, suspensão da cauda e campo aberto e após isso, foram realizados os testes antioxidantes in vivo. No teste de nado forçado não houve diferença entre os grupos tratados com o óleo essencial nas doses 25, 50 e 100 mg/kg e o grupo controle. No teste de suspensão da cauda, foi observado que CS 75 e CS 100 aumentaram o tempo de imobilidade, quando comparado com o grupo tratado com imipramina e não houve diferença significativa do tempo de imobilidade entre as concentrações do OE e o controle. No teste de campo aberto os grupos tratados com as doses CS 75 e CS 100 do óleo essencial, também reduziram o número de cruzamentos quando comparados com o grupo de controle. Os grupos dexametasona, CS 50, CS 75 E CS 100, aumentaram o número de rearing quando comparados com o grupo imipramina. No parâmetro de grooming houve uma redução na frequência de autolimpeza significativa entre o grupo dexametasona, imipramina, CS 75 e CS 100 em relação ao grupo controle. Os resultados encontrados sugerem que os grupos tratados com o OE de C. sinensis não apresentaram efeito antidepressivo quando submetido aos testes comportamentais. No teste antioxidante in vivo, o óleo essencial apresentou efeito antioxidante no teste de glutationa redutase (GSH), pois aumentou significativamente a concentração de GSH no grupo tratado CS 75 quando comparado ao grupo controle e imipramina. Já na concentração de nitrito foi observado um aumento significativo na concentração de nitrito no grupo tratado com imipramina e CS 50, em comparação com o grupo controle, sugerindo que esse aumento leva a oxidação de lipídios celulares, formação de radicais livres e geração de espécies reativas de oxigênio (ROS).
  • ÉRIKA PAIVA DE MOURA
  • ESTUDO IN SILICO DE FLAVONOIDES E ANÁLOGOS DA FAMÍLIA ASTERACEAE CONTRA A DOENÇA DE ALZHEIMER
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 09:00
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  • A doença de Alzheimer é uma desordem neurodegenerativa que afeta mais de 20 milhões de pessoas no mundo. Atualmente, os fármacos disponíveis para o tratamento apresentam diversos efeitos colaterais e apenas reduzem as manifestações clínicas da doença, não sendo capazes de evitar que ela progrida. Assim, a pesquisa de novas alternativas terapêuticas que retardem o desenvolvimento da desordem é essencial. Uma das estratégias utilizadas no processo de descoberta de fármacos contra a doença de Alzheimer é a realização de um estudo in silico. Dessa forma, é possível prever as atividades biológicas e as propriedades físico-químicas de moléculas e contribuir para a redução do tempo e dos custos financeiros da pesquisa de medicamentos. Os flavonoides são metabólitos secundários de plantas que apresentam efeitos benéficos na prevenção de doenças, incluindo as doenças neurodegenerativas. Com base nisso, o objetivo deste trabalho foi desenvolver análises in silico e realizar uma triagem virtual de flavonoides e análogos da família Asteraceae contra os alvos da doença de Alzheimer. Neste estudo, foram selecionados 886 flavonoides para iniciar a triagem virtual e os seguintes métodos computacionais foram utilizados: construção de modelos de QSAR (Quantitative Structure-Activity Relationship), análise dos riscos de citotoxicidade, análise das violações à regra do cinco de Lipinski, cálculos de parâmetros físico-químicos relacionados à atividade antioxidante, análise do componente principal por consenso (CPCA), análise do componente principal (PCA), docking molecular e simulações de dinâmica molecular. Os modelos de QSAR exibiram parâmetros estatísticos satisfatórios e indicaram moléculas possivelmente ativas contra acetilcolinesterase (AChE), peptídeo β-amilóide (Aβ) e glicogênio sintase quinase-3β (GSK-3β) que provavelmente atravessam a barreira hematoencefálica. Essas moléculas foram submetidas à análise dos riscos de citotoxicidade e entre aquelas que não foram tóxicas, selecionou-se os flavonoides com provável atividade multialvo, obtendo-se: FL319, FL339, FL466, FL511, FL775 e FL807. Os metabólitos preditos para esses flavonoides não demonstraram risco de serem tóxicos, com exceção de apenas um metabólito proveniente da interação de FL511 com CYP2D6. Os seis flavonoides analisados mostraram no máximo 1 violação à regra do cinco de Lipinski, demonstrando propriedades físico-químicas favoráveis à biodisponibilidade por via oral. Além disso, todos os flavonoides foram mais reativos e apresentaram maior capacidade de perder um elétron e neutralizar radicais livres em comparação com o antioxidante ácido ascórbico, sugerindo que eles possuem propriedades antioxidantes. Os resultados da CPCA e da PCA revelaram que todos os flavonoides, com exceção de FL319, formam interações hidrofóbicas altamente favoráveis com outras moléculas, e que FL466 e FL511 possuem um melhor perfil de solubilidade. Também foi observado que os flavonoides estudados têm regiões hidrofóbicas, hidrofílicas, grupos aceptores de ligação de hidrogênio e grupos doadores de ligação de hidrogênio. Os procedimentos de docking molecular forneceram dados sobre os possíveis mecanismos de ação dos flavonoides, no qual notou-se que FL466, FL511, FL775 e FL807 interagiram com todos os resíduos de aminoácidos do sítio aniônico periférico da AChE. Os seis flavonoides formaram interações com os resíduos fundamentais para a agregação de Aβ, que são os resíduos do núcleo hidrofóbico central do peptídeo. FL319, FL339 e FL775 também participaram de interações com os resíduos do sítio de ligação do trifosfato de adenosina (ATP) de GSK-3β. Nas simulações de dinâmica molecular, os flavonoides conseguiram estabilizar os alvos durante alguns nanosegundos. Portanto, acredita-se que os flavonoides investigados neste estudo são promissores contra os alvos da doença de Alzheimer e têm potencial para serem testados experimentalmente.
  • MANOEL FERNANDES DE OLIVEIRA NETO
  • Avaliação dos efeitos induzidos pelo ácido sinápico sobre o sistema cardiovascular de ratos normotensos e espontaneamente hipertensos
  • Orientador : MARIA DO SOCORRO DE FRANCA FALCAO
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 09:00
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  • O ácido sinápico é um dos quatro ácidos hidroxinâmicos mais encontrados na natureza; presente em frutas, vegetais, oleaginosas, grãos de cereais. Ele apresenta diversas atividades farmacológicas como antioxidante, atividade anti-inflamatória, ansiolítica e anti-hipertensiva. Essa última em ratos L-NAME. Contudo, não há relatos de seus efeitos no modelo de hipertensão com ratos espontaneamente hipertensos (SHR) assim como também não há dados da sua participação na modulação autonômica da pressão arterial e seus mecanismos de controle. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos induzidos pelo ácido sinápico em parâmetros cardiovasculares de ratos normotensos (WKY) e espontaneamente hipertensos (SHR). Para isso, uma combinação de protocolos in vivo foi realizada em ratos WKY e SHR. Dessa forma, avaliou-se os efeitos do tratamento oral por 14 dias com o ácido sinápico sobre a pressão arterial, frequência cardíaca, atividade autonômica simpática, parassimpática e sensibilidade do barorreflexo. O tratamento oral com o ácido sinápico foi capaz de reduzir a pressão arterial apenas em ratos SHR (184,5 ± 6,114 vs. 148,3 ± 5,39 mmHg, p < 0,05), sem provocar alterações na frequência cardíaca dos animais. Já em relação ao barorreflexo induzido farmacologicamente com drogas vasoativas, o tratamento oral com o ácido sinápico foi capaz de melhorar a sensibilidade do barorreflexo (-1,192 ± 0,1441 vs. -2,366 ± 0,1885 bpm/mmHg, p < 0,05) por aumentar o índice do ganho parassimpático (-0,683 ± 0,111 versus -2,814 ± 0,430 bpm/mmHg, p < 0,05), mas sem diferença significativa em relação ao simpático. A função autonômica foi avaliada utilizando ferramentas farmacológicas; e o ácido sinápico aumentou atividade parassimpática (39 ± 5,2 vs. 129 ± 6 bpm , p ˂ 0,05 ) e diminuiu a hiperatividade simpática em ratos SHR (-64,83 ± 4,5 vs -40,8 ± 7,7; p ˂ 0,05 ). O tratamento com o ácido sinápico também foi capaz de reduzir o estresse oxidativo sérico nos ratos SHR (54,75 ± 6,2 vs. 18,1 ± 1,3 nmol/ml, p ˂ 0,05). Finalmente, em ensaios in silico, o ácido sinápico apresentou boa biodisponibilidade teórica após administração oral, boa solubilidade, estabilidade e absorção, ainda apresentando baixa toxicidade oral, bem como possíveis outras atividades farmacológicas sobre o sistema cardiovascular. Esses dados sugerem um efeito anti-hipertensivo do ácido sinápico, visto que ele foi capaz de reduzir a pressão arterial apenas dos ratos hipertensos. Esse efeito pode estar relacionado, em parte, com a diminuição do estresse oxidativo.. Com base no exposto, o ácido sinápico é uma molécula importante na busca de novos tratamentos contra a hipertensão arterial sistêmica.
  • MARIA FRANNCIELLY SIMOES DE MORAIS
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE 2-OXO-2-FENILETIL BENZOATO FRENTE À LINHAGENS DE Escherichia coli PATOGÊNICAS E DE ORIGEM HOSPITALAR
  • Orientador : EDELTRUDES DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 27/08/2021
  • Hora: 09:00
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  • Escherichia coli, pertencente à família Enterobacteriaceae, é um micro-organismos de grande importância para a saúde pública e devido à sua elevada recorrência em doenças, tanto no ambiente hospitalar como na comunidade, constitui uma das espécies mais pesquisadas no mundo. Possuem considerável capacidade de adaptação e de desenvolver resistência aos antibióticos, ocupando o terceiro lugar na lista dos “12 patógenos prioritários” resistentes a antibióticos descritos pela Organização Mundial da Saúde. A incidência dessas infecções tem aumentado ao longo das décadas, apresentando altas taxas de mortalidade com frequentes falhas terapêuticas, aumentando a necessidade de encontrar novas substâncias com propriedades antimicrobianas que sejam eficazes no combate a estes microrganismos. Nesse sentido, os compostos orgânicos sintéticos constituem uma importante fonte de novas substancias e tem auxiliado na descoberta de muitas terapias que melhoraram, significativamente, a saúde humana. Diante disso, este estudo avaliou a atividade antibacteriana da molécula 2-oxo-2-feniletil benzoato contra 15 linhagens clínicas de Escherichia coli através de ensaios realizados in vitro. A atividade antibacteriana foi avaliada através da determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e estudos de associação da molécula de 2-oxo-2-feniletil benzoato com um antibiótico-padrão (Imipeném) através da obtenção do Índice da Concentração Inibitória Fracionada (ICIF). Na avaliação da atividade antibacteriana, a substância apresentou CIM de 256 μg/mL e CBM de 1024 μg/mL. Logo, pode-se consider a atividade antibacteriana da molécula-teste como forte. A associação da molécula 2-oxo-2-feniletil benzoato com Imipeném apresentou efeito de indiferença tanto para linhagem clínica E.C 706 quanto para cepa ATCC-25922. Dessa maneira, reforça-se a necessidade de novos estudos com estratégias, abordagens e tecnologias inovadoras, de modo a elucidar e detalhar por outras vias metodológicas as potencialidades farmacológicas da molécula 2-oxo-2-feniletil benzoato, contribuindo para descoberta de um novo candidato à fármaco.
  • PATRICIA KEYTTH LINS ROCHA
  • Efeito hipotensor e anti-hipertensivo do nitrato orgânico benzoato de 4-nitrooxibutila em ratos.
  • Data: 24/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Os nitratos orgânicos são comumente utilizados no tratamento de doenças cardiovasculares. Neste trabalho foi verificado o efeito farmacológico do mononitrato orgânico benzoato de 4-nitrooxibutila (BBN) sobre o sistema cardiovascular de ratos. Utilizando abordagem in silico, foram preditas as atividades biológicas para o BBN por meio do programa PASS; as propriedades farmacocinéticas e toxicológicas utilizando o software pkCSM; e o processo de bioativação do BBN pelas enzimas xantina oxirredutase (XOR), aldeído desidrogenase (ALDH), citocromo P450 (CYP450) e glutationa S-transferase (GST) utilizando o programa Molegro. Posteriormente, a abordagem ex vivo foi utilizada para verificar o efeito promovido pelo BBN em artéria mesentérica superior isolada de ratos e pré-contraídas com fenilefrina (PE; 1μM), além de identificar os mecanismos de ação envolvidos na resposta do BBN e avaliar o desenvolvimento da tolerância vascular pré-expondo as artérias mesentéricas a uma alta concentração de BBN (100 μM). Dentre os mecanismos de ação, foi avaliada a participação: da enzima guanilil ciclase soluvel (GCs), utilizando o inibidor ODQ (10mM); dos canais para K+ , utilizando o bloqueador TEA (3mM); além da inibição do influxo de Ca2+ pelos Cav, induzindo contrações com uma solução despolarizante KCl (60mM) e com um agonista seletivo para os CaV1, S(-)-Bay K 8644 (200nM). Por último, a abordagem in vivo foi realizada para verificar o risco toxicológico do BBN, administrando altas doses do composto (300 ou 2000 mg/kg) em ratas; e o efeito fisiológico sobre o sistema cardiovascular foi analisado administrando doses intravenosas de BBN (1; 5; 10; 20 mg/kg) em ratos não anestesiados. Como resultados da etapa in silico, o BBN foi predito como um potencial vasodilatador devido à liberação da molécula de óxido nítrico (NO) do seu composto. Pela análise farmacocinética sugeriu-se que o BBN apresenta boa biodisponibilidade oral teórica e baixa toxicidade. O teste de acoragem molecular identificou interações favoráveis entre o BBN com as enzimas XOR, ALDH, CYP450. Na etapa ex vivo foi confirmado o efeito vasorrelaxante induzido pelo BBN. Esse efeito é dependente de concentração e independente dos fatores vasoativos liberados pelo endotélio vascular. O vasorrelaxamento foi significativamente atenuado pelo inibidor da enzima GCs, sugerindo o envolvimento da via NO-GCs-PKG. Foi verificado que os canais de K + não estão envolvidos com o efeito induzido pelo BBN. Contudo, foi demonstrado que o bloqueio do influxo de Ca2+ pelos CaV participa do efeito promovido pelo BBN, uma vez que o BBN foi capaz de inibir tanto a contração mediada pela solução de Tyrode com 60 mM de KCl quanto a contração promovida pelo S(-)-Bay K 8644. Foi demonstrado ainda que o BBN não desenvolve tolerância vascular. Na avaliação da toxicidade aguda in vivo, não foram observadas mortes das ratas, sugerindo que o BBN apresenta baixa toxicidade. A administração aguda do BBN em ratos induziu redução na pressão arterial média e na frequência cardíaca tanto nos normotensos quanto nos espontaneamente hipertensos. Esses resultados indicam que o BBN induz atividades hipotensoras e anti-hipertensivas em ratos.
  • LAIANE CALINE OLIVEIRA PEREIRA
  • Busca de ativos em espécie do gênero Evolvulus L. com ocorrência na Caatinga
  • Orientador : MARCELO SOBRAL DA SILVA
  • Data: 23/08/2021
  • Hora: 08:00
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  • A família Convolvulaceae compreende 55−60 gêneros e cerca de 1900 espécies, sendo conhecida como glória-da-manhã e apresentando distribuição cosmopolita. No Brasil ocorrem 24 gêneros e 416 espécies. Entre os gêneros, Evolvulus destaca-se por apresentar diversas classes de metabólitos e vários usos na medicina popular. Para a realização deste estudo, as partes aéreas de E. linarioides foram submetidas a processos de extração e técnicas cromatográficas. A caracterização estrutural dos constituintes químicos isolados foi realizada pela análise dos dados dos espectros no infravermelho, ressonância magnética nuclear de 1H e 13C, uni e bidimensionais, espectrometria de massas e rotação óptica. As configurações absolutas foram estabelecidas por dicroísmo circular eletrônico. As unidades de açúcar foram identificadas por comparação do tempo de retenção do padrão de D-glicose. No estudo fitoquímico da fase hexânica foram isoladas três substâncias inéditas na literatura: um novo sesquiterpeno, linariofileno B (2); dois novos derivados do hamamelitol, linaritols A (4) e B (5). Da fase diclorometano e n-butanol foram isoladas duas cromonas inéditas na literatura, nomeadas de linariosídeo B (7) e A (6), respectivamente. Além desses, também foram isolados e purificados compostos já conhecidos na literatura e/ou reportados na espécie: linariofileno A (1) e C (3), sesquiterpenos; cnidimol C (8), monnierisídeo A (9) e undulatosídeo A (10), cromonas. O potencial anti-inflamatório dos compostos foi avaliado pela sua capacidade de inibir a produção de óxido nítrico e da citocina pró-inflamatória IL-1β por macrófagos da linhagem J774 estimulados. Os compostos testados em concentrações não citotóxicas, inibiram a produção de NO por macrófagos, exibindo valores de IC50 entre 17,8 e 66,2 μM, e inibiram a produção de IL-1β por macrófagos estimulados com eficácia de inibição variando de 72,7 a 96,2%.
  • ANA LUIZA DE OLIVEIRA LOPES
  • Efeito antitumoral in vitro do óleo essencial de Lippia microphylla Cham (VERBENACEAE)
  • Data: 20/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • O câncer é um termo que se refere a um conjunto de doenças malignas caracterizadas pela proliferação descontrolada de células indiferenciadas, com capacidade de invasão e metástase. Várias modalidades de tratamento estão disponíveis, porém, sua efetividade é muitas vezes limitada pelo desenvolvimento de resistência e pela alta toxicidade. Produtos obtidos de plantas medicinais são uma importante fonte de novos agentes terapêuticos. Nesse contexto destacam-se os óleos essenciais, que são misturas complexas de substâncias voláteis, descritos na literatura com uma gama de efeitos biológicos. Lippia microphylla Cham. (Verbenaceae) é uma espécie aromática, cujo óleo essencial extraído das folhas possui relatos de atividade larvicida, antioxidante, antifúngica, antimicrobiana, citotóxica e antitumoral in vivo em modelo de sarcoma 180. Todavia, o mecanismo de ação deste óleo em linhagens de células tumorais humanas não foi descrito até o presente momento. Assim, esse trabalho buscou investigar a ação antitumoral in vitro do óleo essencial das folhas de L. microphylla (OE-LM). A citotoxicidade foi avaliada em linhagens de células tumorais (HCT-116, HeLa, MCF-7, PC-3, MDA-MB-231, SK-MEL-28) e não tumoral (HaCaT) humanas, por meio do ensaio de redução do MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-yl)-2,5-difenil tetrazólio). A linhagem tumoral mais sensível ao OE-LM foi a linhagem de melanoma SK-MEL-28, para a qual o óleo apresentou concentração inibitória 50% (CI50) de 33,38 ± 1,16 µg/mL. Na linhagem não tumoral HaCaT, o valor de CI50 foi de 58,73 ± 1,10 µg/mL. Para a droga padrão doxorrubicina (DOX), os valores de CI50 foram de 4,0 e 0,28 μM, em células SK-MEL-28 e HaCaT, respectivamente. Com isso, foi possível determinar o índice de seletividade (IS), que mostrou que o OE-LM (IS: 1,75) foi mais seletivo para células SK-MEL-28 do que a DOX (IS: 0,07), em relação a ação em célula não tumoral HaCaT. Para investigar possíveis mecanismos de ação in vitro do OE-LM em células da linhagem SK-MEL-28 foram avaliados seus efeitos no ciclo celular, na indução apoptose e na produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) nas concentrações equivalentes a CI50 e o dobro (33 e 66 μg/mL). Na análise do ciclo celular, OE-LM induziu aumento significativo no pico sub-G1 (p<0,0001), o que é indicativo de apoptose. Características morfológicas desse tipo de morte celular, como formação de blebs na membrana e corpos apoptóticos, foram observadas na análise por microscopia confocal. Em paralelo, na análise por citometria de fluxo, foi observado aumento significativo na quantidade de células marcadas com anexina V-FITC (p<0,0001), o que confirma a indução de apoptose pelo óleo. Em adição, houve redução na produção na produção de EROs, o que indica que o efeito antitumoral do OE-LM envolve uma ação antioxidante. Portanto, o OE-LM apresenta atividade antimelanoma in vitro, o que sugere sua potencialidade como um agente anticâncer.
  • BÁRBARA CAVALCANTI BARROS
  • Investigação do mecanismo de ação preventivo da Spirulina platensis nas alterações do acoplamento eletromecânico induzidas pelo treinamento de força em útero de ratas Wistar.
  • Orientador : BAGNOLIA ARAUJO COSTA
  • Data: 20/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • O exercício físico é uma alternativa para a redução de riscos relacionados a doenças crônicas, no entanto, o treinamento inadequado pode apresentar prejuízos quando não prescrito corretamente, levando a estresse oxidativo e alterações no sistema reprodutor feminino. Em estudos anteriores foi observado que o treinamento de força aumentou a eficácia e diminuiu a potência do KCl e a suplementação com Spirulina platensis (SP) na dose 100 mg/kg preveniu esses efeitos deletérios em útero de ratas Wistar. Dessa forma, decidiu-se investigar o mecanismo de ação pelo qual a SP preveniu as alterações de reatividade contrátil eletromecânica induzidas pelo treinamento de força em útero de rata. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela CEUA/UFPB (certidão 5191200320). Ratas Wistar virgens foram divididas nos grupos: 1) controle (GC); 2) treinadas (GT); 3) treinadas e suplementadas com SP 100 mg/kg (GTSP100), após a eutanásia, o útero foi retirado limpo e suspenso em cuba de banho de órgãos em condições apropriadas, as contrações isométricas induzidas pelo KCl eram monitoradas adequadamente. Foi avaliado parâmetros histomorfométricos do ovário e do útero, e a participação da via do óxido nítrico, da ciclooxigenase e o crosstalk entre as vias do NO e das COX e as vias de estresse oxidativo/defesas antioxidantes nos experimentos de reatividade uterina ao KCl. Com base nos resultados obtidos, observou-se que o treinamento físico induz mudanças histológicas no útero, além de levar a uma hipertrofia uterina e a suplementação com a alga previne os danos histológicos sem alterar a hipertrofia uterina. Tendo em vista que o treinamento induz um aumento de estresse oxidativo e este pode ativar diversas vias, hipotetizamos que o treinamento de força induziria alterações na reatividade uterina por meio da ativação da via do NO e COX, além disso nos questionamos se esse aumento da contração se deu por espécies reativas de oxigênio e a suplementação com a alga preveniria esses efeitos. Observou-se que o treinamento de força aumenta a eficácia contrátil uterina por ter o NO reagindo com ânion superóxido formando peroxinitrito, aumento da síntese de prostanoides contráteis, leva ainda a uma alteração no crosstalk das vias e diminuição da atividade da superóxido dismutase. Ademais, esses efeitos são prevenidos pela suplementação alimentar com S. platensis, por meio da ativação da via do NO, inibição da via das ciclooxigenase, e inibição das espécies reativas de oxigênio. Esses dados, evidenciam que no útero de ratas há alterações provenientes do exercício, caso esses resultados ocorram em mulheres a suplementação com S. platensis torna-se favorável como suplemento alimentar, para prevenir os danos oxidativos e as desregulações em mulheres que praticam treinamento de força a fim de evitar desregulações na resposta contrátil uterina.
  • ALEX FRANCE MESSIAS MONTEIRO
  • TRIAGEM VIRTUAL HÍBRIDA, PREDIÇÕES ADMET E MODELAGEM MOLECULAR DE COMPOSTOS 2-AMINOTIOFENOS FRENTE AO HIV-1
  • Data: 20/08/2021
  • Hora: 09:00
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  • O HIV é um vírus que afeta mais de 37 milhões de pessoas em todo o mundo, onde apenas 23,3 milhões recebiam tratamento retroviral em 2018, de acordo com a OMS, apenas 62% recebiam tratamento anti-HIV. Muitos grupos de pesquisa estão em busca de novos medicamentos para tratar e combater infecções crônicas causadas pelo vírus no corpo. Entre esses alvos estão três enzimas envolvidas no ciclo de vida do HIV: a transcriptase reversa, que é uma enzima responsável pela biossíntese do DNA viral do corpo. O RNA do vírus, a enzima protease responsável pela clivagem do DNA viral em unidades menores e funcionais, e a integrase, que é uma enzima responsável pela integração dessas unidades menores e funcionais no DNA dos linfócitos T CD4 +, dando a possibilidade de multiplicação retroviral e morte prematura. dessas células de defesa, cuja diminuição da concentração no organismo, deixa o infectado suscetível à doença oportunista devido à síndrome da imunodeficiência adquirida. Por conta disso, muitas pesquisas objetivam inibir uma dessas enzimas para tentar combater a progressão da AIDS, esta pesquisa teve como objetivo verificar através de técnicas in silico a possível atividade inibitória de um conjunto de derivados 2-aminotiofênicos contra essas três enzimas. , conceitos de planejamento racional de medicamentos, como triagem virtual e modelagem molecular de múltiplos alvos, foram empregados, usando diferentes ferramentas computacionais como modelos de predição, taxa de absorção baseada na área topológica total, violação da regra de Lipinski, docking molecular, análise. de metabólitos hepáticos e CPCA. Após todas as análises foi possível concluir que 12 compostos dos 180 inicialmente testados poderiam ter atividade potencial contra o HIV-1 com baixo efeito toxicológico.
  • THIAGO ARAÚJO DE MEDEIROS BRITO
  • INVESTIGAÇÃO FITOQUÍMICA DE Metternichia princeps (SOLANACEAE)
  • Orientador : MARCELO SOBRAL DA SILVA
  • Data: 19/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • A posição de maior biodiversidade mundial atribuída ao Brasil, proporciona um vasto potencial para descoberta de novos produtos naturais vegetais, fonte de materiais econômicos, destinados principalmente ao tratamento de problemas de saúde e do setor agrícola. O escasso conhecimento da composição química da flora nacional, é um empecilho primário para exploração desse vasto potencial, o que é perceptível no bioma mata atlântica onde existem espécies da família Solanaceae, a saber Metternichia princeps que nunca foram alvos de estudos fitoquímicos mais detalhados, apesar de serem relatados eventos de toxicidade animal devido a ingestão desse vegetal. Assim, esse trabalho teve por objetivo realizar a investigação fitoquímica de Metternichia princeps. Para tanto, a espécie foi coletada no município Boa Vista do Tupim – BA e submetida a técnicas extrativas e cromatográficas para o fracionamento inicial. O isolamento dos constituintes foi realizado utilizando cromatografia líquida de alta eficiência em escala analítica e preparativa. A caracterização estrutural dos constituintes químicos foi realizada perante análise de dados espectroscópicos de RMN de 1H e 13C uni e bidimensionais, espectrometria de massas de alta resolução utilizada na confirmação estrutural e a comparação com dados disponíveis na literatura. Foram isolados e identificados os primeiros dez metabólitos secundários classificados como amidas fenólicas da espécie em estudo, sendo as amidas fenilpropanoídicas: N-trans-sinapoiloctapamina (MP-1 e MP-3), possivelmente como isômeros ópticos, N-trans-feruloiloctapamina (MP-2), N-trans-feruloiltiramina (MP-4), N-cis-feruloiltiramina (MP-5), N-trans-p-cumaroiltiramina (MP-6), N-trans-feruoil-3-metoxitiramina (MP-7) e N-trans-sinapoiltiramina (MP-8), em mistura, e as lignanamidas: N-trans-grossamida (MP-9) e N-cis-grossamida (MP-10), em mistura. O presente trabalho contribuiu para o conhecimento do gênero Metternichia, por meio da primeira investigação fitoquímica de Metternichia princeps, e do isolamento e identificação de dez produtos naturais classificados como amidas fenólicas, sendo oito amidas fenilpropanoídicas e duas lignanamidas.
  • CAMYLA CAROLINY NEVES DE ANDRADE
  • Potencial antitumoral do óleo essencial das folhas de Croton grewioides (Euphorbiaceae): um estudo in vitro
  • Data: 18/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • O termo câncer constitui um conjunto de doenças que apresentam crescimento e diferenciação celular descontrolados, assim como capacidade invasiva e metastática. Apesar dos avanços na terapia contra o câncer, características como alta citotoxicidade e desenvolvimento de resistência ao tratamento ainda limitam sua efetividade. A fim de contribuir com a pesquisa de produtos naturais com potencial antitumoral, o presente estudo buscou avaliar propriedades farmacológicas da espécie vegetal Croton grewioides Baill. (Euphorbiaceae), conhecida popularmente como “canelinha” ou “canelinha de cheiro”. Esta é uma espécie do semiárido brasileiro com atividade antidiarreica, antioxidante e antitumoral em modelo de sarcoma 180 em camundongos. Então, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o potencial antitumoral do óleo essencial extraído das folhas de C. grewioides (OEC), por meio de ensaios in vitro. A citotoxicidade foi avaliada em linhagens de células tumorais (HCT-116, HeLa, MCF-7, PC-3, MDA-MB-231, SK-MEL- 28) e não tumoral (HaCaT) humanas, por meio do ensaio de redução do MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-yl)-2,5-difenil tetrazólio). O OEC induziu maior citotoxicidade em linhagem de melanoma, SK-MEL-28, obtendo-se um valor de concentração inibitória 50% (CI 50 ) de 70,0 μg/mL, em 72 horas. A citotoxicidade in vitro foi avaliada em linhagem não tumoral, HaCaT, obtendo-se um valor de CI 50  de 214,0 μg/mL. A droga padrão, doxorrubicina (DOX), apresentou alta toxicidade em SK- MEL-28 e em HaCaT, com valores de CI 50  de 4,0 e 0,28 μM, respectivamente. A partir desses resultados, foi possível determinar o índice de seletividade (IS), que estabelece o quanto a amostra é mais seletiva para a célula tumoral, em relação a célula não tumoral, sendo calculado um IS de 3,06 e 0,07 para o OEC e DOX, respectivamente. Para elucidar os mecanismos de ação in vitro envolvidos na atividade antitumoral do OEC, foram avaliados seus efeitos no ciclo celular, na indução de apoptose e na produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), usando concentrações correspondentes a CI 50  e ao dobro (70,0 e 140,0 μg/mL) em células SK-MEL-28. Após 48 horas de tratamento, OEC alterou a progressão do ciclo celular, induzindo aumento no percentual de células na fase G2/M (p<0,01) e o aparecimento da fração sub-G1 (p<0,0001), o que é indicativo de apoptose. Por meio da análise por microscopia confocal, foram observadas características morfológicas indicativas de morte celular por apoptose, como formação de blebs na membrana, corpos apoptóticos e condensação da cromatina, as quais foram confirmadas pela externalização da fosfatidilserina por meio da marcação com anexina V-FITC (p<0,0001), após 48 horas de tratamento com OEC. Em relação à produção de EROs, o OEC reduziu significativamente o nível de EROs (p<0,0001), em ambas as concentrações testadas após 24 horas de tratamento, sugerindo que o efeito antitumoral de OEC está associado a uma ação antioxidante. Em conclusão, os resultados apresentados indicam que o OEC possui atividade antitumoral in vitro em células da linhagem de melanoma, SK-MEL-28, por promover alterações no ciclo celular, indução de apoptose e efeito antioxidante, além de apresentar baixa toxicidade em linhagem de células não tumorais (HaCaT).
  • JULIANE SANTOS DE FRANCA DA SILVA
  • “Efeito do aduto de Morita-Baylis-Hillman 2-(3-hidroxi-2-oxoindolin-3-il)acrilonitrila (ISACN) na inflamação aguda experimental: abordagens in vitro e in vivo”
  • Data: 17/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • A inflamação é uma resposta fisiológica do organismo, essencialmente benéfica. Entretanto, quando exacerbada, a inflamação está envolvida na patogênese de inúmeras doenças. Neste contexto, os fármacos com propriedades anti-inflamatórias são utilizados rotineiramente na clínica. Atualmente, os anti-inflamatórios disponíveis no mercado apresentam inúmeros efeitos adversos quando utilizados a longo prazo. Dessa forma, faz-se necessária a busca por novas estratégias terapêuticas com fármacos anti-inflamatórios mais seguros. O 2-(3-Hidroxi-2-oxoindolin-3-il)acrilonitrila (ISACN) é um aduto de Morita-Baylis-Hillman derivado da isatina que apresenta ação anti-tumoral e antibacteriana além de baixa toxicidade aguda, baixo risco de genotoxicidade e boa biodisponibilidade teórica por via oral. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi investigar o efeito anti-inflamatório do ISACN e determinar o seu mecanismo de ação. Para isso utilizamos a peritonite induzida por zimosan, a lesão pulmonar aguda (LPA) induzida por lipopolissaacarídeo bacteriano (LPS) e a cultura de macrófagos peritoneais murinos estimulados com zimosan ou com LPS como modelos experimentais. Inicialmente, camundongos Swiss fêmeas foram tratados via intraperitoneal (i.p.) com diferentes doses de ISACN (1,5 mg/kg; 6mg/kg e 24 mg/kg) e submetidos a peritonite experimental através do desafio (i.p) com zimosan (2mg/mL). O tratamento com ISACN reduziu a migração de neutrófilos e a produção das citocinas IL-1β, IL-6 e TNF-α. Camundongos Balb/c machos foram tratados com 24 mg/kg de ISACN (i.p.) e submetidos a LPA experimental através do desafio intranasal (i.n) com LPS (2,5 mg/kg). O tratamento com ISACN reduziu a migração de neutrófilos, a formação de edema pulmonar e produção das citocinas IL-1β, IL-6 e TNF-α, e reverteu as alterações histopatológicas características da LPA. Para os experimentos in vitro, macrófagos peritoneais murinos foram cultivados na presença de diferentes concentrações de ISACN (20μM, 10μM, 5μM) e estimulados com zimosan (0,2 mg/mL) ou com LPS (1μg/mL). A concentração de 20μM se mostrou citotóxica enquanto as concentrações de 10 μM e 5 μM não promoveram alterações consideráveis na viabilidade dos macrófagos. Durante a cultura de macrófagos peritoneais murinos estimulados com zimosan, o ISACN reduziu consideravelmente a produção das citocinas IL-1β, IL-6 e TNF-α. Na cultura de macrófagos estimulados com LPS, o ISACN reduziu a produção de óxido nítrico, das citocinas inflamatórias IL-1β, IL-6, TNF-α e da citocina anti-inflamatória IL-10. Para explorar o mecanismo de ação do ISACN, foram realizados experimentos para determinar a expressão das moléculas CD69, receptor toll-like 4 (TLR4), óxido nítrico sintase induzível (iNOS) e da forma ativa das proteínas quinases ativadas por mitógeno ERK 1/2, JNK1/2 e p38 por citometria de fluxo, além de experimentos com reação em cadeia polimerase quantitativa onde foram determinados a expressão gênica do CD69 e da iNOS em macrófagos estimulados com LPS. O tratamento de macrófagos com ISACN (10μM) reduziu a expressão de todas as moléculas analisadas por citometria e reduziu a expressão gênica do CD69 e da iNOS. Considerando os resultados obtidos podemos sugerir que ISACN apresentou efeito anti-inflamatório e que esse efeito está associado a regulação negativa da via TLR4/MAPK-ERK-JNK-p38.
  • DIÉGINA ARAUJO FERNANDES
  • Estudos fitoquímico e biológico de Helicteres velutina K. Schum (Sterculiaceae) nos estágios de desenvolvimento do Aedes aegypti L. (Diptera: Culicidae).
  • Data: 13/08/2021
  • Hora: 08:00
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  • Aedes aegypti é o vetor de doenças emergentes e negligenciadas, como dengue, chikungunya e zika. Helicteres velutina popularmente conhecida como ‘pitó’, é uma espécie endêmica do Brasil, tradicionalmente utilizada pela tribo indígena Pankararé/Raso da Catarina/Bahia, como repelente de insetos. O presente trabalho teve por objetivo isolar os fitoconstituintes da espécie H. velutina e avaliar o seu potencial inseticida e repelente frente ao Ae. aegypti. O extrato etanólico bruto (EEB) das partes aéreas de H. velutina foi submetido a uma cromatografia liquido-liquido com hexano, diclorometano, acetato de etila e n-butnaol, obtendo suas respectivas fases. Foi realizado um screening biológico dessas fases frente aos estágios do ciclo de vida do mosquito. A viabilidade dos ovos foi avaliada utilizando diferentes concentrações das substâncias teste durante 25 dias, a sobrevivência de larvas, pupas e adultos foi verificada após 48 e 72 horas. O estudo fitoquímico das fases promissoras in vitro foi realizado usando técnicas cromatograficas clássicas e hifenadas, além dos métodos espectroscopicos (RMN 1D/2D, IV e LCMS), resultando no isolamento e identificação de doze constituintes químicos, entre eles dois flavoinoides sulfatados inéditos na literautura (mariahine e condadine). As moléculas isoladas desta espécie foram submetidas a um screening in silico, utilizando dominio de aplicabilidade e docking molecular com proteinas alvo do vetor (1YIY, 1PZ4 e 3UQI), as substâncias com maior probabilidade de ligação, foram testadas in vitro frente a larvas de Ae. aegypti. A repelência do extrato, fases e substâncias foi avaliada com um olfatômetro de tubo Y. A atividade citotóxica foi avaliada por meio da microscopia de fluorescência e marcação com iodeto de propideo, avaliando a produção dos hemócitos e concentração de óxido nitrico. O screening biológico mostrou que as fases hexano e diclorometano exibiram melhores resultados, causando inviabilização de 72,7% e 67,7% dos ovos; CL50 de 3,88 e 5,80 mg/mL para larvas; 0,12 mg/mL e 8,85 mg/mL para pupas; 8,01 mg/mL e 0,74 mg/mL para adultos (teste tarsal), 0,05 mg/mL e 0,23 mg/mL (teste corporal), respectivamente. O tilirosideo e 7,4’-di-O-metil-8-O-sulfato flavona mostraram atividade larvicida, com CL50 de 0,275 mg/mL após 72 h e 0,182 mg/mL após 24 h de exposição, respectivamente. A fase diclorometano e a 7,4’-di-O-metil-8-O-sulfato flavona no teste de repelência e atividade citotóxica foram mais promissoras, observando-se a presença de plasmócitos, levando a sugerir que esses seriam os hemócitos responsáveis pela maior produção de óxido nitrico nas larvas tratadas, atuando como agente de defesa. Esse é o primeiro relato de flavonoides sulfatados na família Sterculiaceae, foi possível comprovar que a presença do grupo sulfato (OSO3H) no C-8 foi crucial na atividade larvicida. Esses achados proporcionam uma melhor compreensão da atividade inseticida e repelente de H. velutina frente ao Ae. aegypti, dados que permitem vislumbrar o desenvolvimento de um produto natural mais eficaz no combate ao vetor que os repelentes alopáticos.
  • ELBA DOS SANTOS FERREIRA
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA CONTRA Aspergillus E CARACTERIZAÇÃO TOXICOLÓGICA DA AMIDA SINTÉTICA 2-CLORO-N-FENILACETAMIDA
  • Data: 09/08/2021
  • Hora: 08:00
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  • O gênero Aspergillus compreende um grupo de fungos saprófitos, causadores de infecções oportunistas que acometem principalmente indivíduos imunocomprometidos. As espécies A. flavus e A. niger são, respectivamente, a segunda e terceira maiores causas de aspergilose documentada na literatura. Sabendo que a resistência de Aspergillus spp às atuais terapias vêm crescendo e reduzindo as possibilidades de tratamento com os antifúngicos disponíveis, e que a amida sintética 2-cloro-N-fenilacetamida têm mostrado potencial antifúngico contra esse gênero, o objetivo desse trabalho foi investigar a atividade antifúngica da 2-cloro-N-fenilacetamida contra A. flavus e A. niger e avaliar o perfil toxicologico dessa amida sintética em células humanas. Para tanto, foi avaliado a concentração inibitória mínima, concentração fungicida mínima, germinação de conídios, associações com antifúngicos, elucidação do provável mecanismo de ação por ensaios que envolvem parede e membrana celular fúngica, bem como predição molécular pelo docking. O perfil farmacocinético e toxicológico foi avaliado a partir de ensaios in silico utilizando os softwares Swiss ADME e OSIRIS. Além disso, foi avaliado in vitro a citotoxicidade por meio do teste de hemólise, a capacidade protetiva por meio do teste de fragilidade osmótica e os efeitos genotóxicos ex vivo em células da mucosa oral. Foi observado que 2-cloro-N-fenilacetamida apresentou atividade antifúngica contra cepas de A. flavus com concentrações inibitórias mínimas entre 16 e 256 μg/mL e concentrações fungicidas mínimas que variaram de 32 a 512 μg/mL. O composto avaliado apresentou atividade antifúngica contra cepas de A. niger com CIMs e CFMs variando, respectivamente, de 32 e 256 μg/mL, e 64 a 1024 μg/mL, exibindo, portanto, atividade fungicida para todas as cepas utilizadas. Para ambas as espécies, 2-cloro-N-fenilacetamida promoveu inibição da germinação dos conídios em todas as concentrações utilizadas, e a associação com à anfotericina B ou ao voriconazol foi antagônica. A ligação ao ergosterol na membrana plasmática fúngica é o provável mecanismo de ação, junto com a possível inibição da síntese de DNA por meio da inibição da timidilato sintase. Na avaliação do perfil farmacocinético in silico e toxicológico in vitro e ex vivo, foi observado que a 2-cloro-N-fenilacetamida apresenta parâmetros físico-quimicos favoráveis de acordo com a regra de Lipinski, apresentando boa biodisponibilidade por via oral, absorção pelo trato gastrointestinal, capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, inibição da CYP1A2 e efeitos mutagênicos, tumorigênicos e danos relacionados à reprodução. 2-cloro-N-fenilacetamida, apresenta baixa capacidade hemolítica nas concentrações de 50, 100 e 500 µg/mL, média toxicidade na concentração de 1000 µg/mL e mostra efeito protetivo das hemácias dos tipos sanguíneos A e O. Além disso, a molécula promove poucas alterações genotóxicas, incluindo cariólise e cariorrexe em células da mucosa oral, porém em frequência menor do que o observado para o controle positivo peróxido de hidrogênio. Diante disso, pode-se concluir que 2-cloro-N-fenilacetamida apresenta potencial antifúngico promissor com perfil farmacocinético favorável a administração pela via oral, e baixo potencial citotóxico e genotóxico, sendo um candidato promissor para estudos de toxicidade in vivo.
  • JOCIANO DA SILVA LINS
  • Fitoquímica de Cordia trichotoma Vell. Arráb. Ex Steud (Boraginaceae).
  • Data: 15/07/2021
  • Hora: 14:00
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  • A família Boraginaceae é composta por cerca de 130 gêneros e 2.300 espécies, possuindo distribuição cosmopolita. No Brasil, a família é representada por 9 gêneros e aproximadamente, 129 espécies, tendo os gêneros Cordia, Heliotropium e Tournefortia como os mais numerosos. A espécie Cordia trichotoma (Vell.) Arráb. ex Steud possui uma ampla distribuição nas regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, é conhecida popularmente como louro-pardo, estando amplamente distribuída no território brasileiro, desde o Nordeste até o Sul do país. O chá das folhas de louro-pardo é utilizado na medicina popular para o tratamento de reumatismo, artrite, raquitismo, doenças renais, gripe, resfriado e febre. Diante disto, este trabalho tem como objetivo contribuir com o conhecimento fitoquímico da família Boraginaceae por meio do isolamento de metabólitos secundários das partes aéreas de C. trichotoma. Para a realização deste trabalho, as folhas e ramos de C. trichotoma foram coletadas no município de Maturéia-PB, e foram submetidas à processos de secagem, pulverização, extração e técnicas cromatograficas para o isolamento dos seus constituintes químicos. As estruturas químicas das substâncias isoladas foram identificadas através das análises dos dados de ressonância magnética nuclear de 1 H e 13 C uni e bidimensionais, infravermelho e por comparações com a literatura. Neste estudo, foram isolados nove substâncias: o 2-hidroxibenzenoacetonitrila, relatado pela primeira vez como um produto natural de planta; uma mistura do 4- hidroxibenzenoacetonitrila e ácido-p-hidroxibenzoico, isolados pela primeira vez na família e na espécie, respectivamente; o E-coclauril e o cafeato de etila, relatados pela primeira vez na família e no gênero, respectivamente; o etil- 3,4-dihidroxifenilacetato, relatado pela primeira vez na espécie. Além destes, foram reisolados os compostos ácido cafeico, ácido rosmarínico e ácido p-hidroxibenzoico. Esses resultados contribuíram para o conhecimento químico da família Boraginaceae, por meio do estudo fitoquímico de C. trichotoma que resultou no isolamento de novos compostos nesta espécie.
  • LAISA VILAR CORDEIRO
  • Avaliação do efeito antibacteriano sobre cepas de Klebsiella pneumoniae e perfil citotóxico da 2-cloro-N-(4-flúor-3-nitrofenil)acetamida
  • Data: 13/07/2021
  • Hora: 09:00
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  • As bactérias da espécie Klebsiella pneumoniae estão entre os patógenos oportunistas de maior relevância clínica. Estima-se que essa espécie, sozinha, seja responsável por aproximadamente um terço do total das infecções causadas por bactérias Gram-negativas em geral. É também uma importante espécie formadora de biofilmes e fonte de resistência aos antibióticos, o que traz desafios no tratamento das infecções causas pela espécie. Autoridades de saúde enfatizam a necessidade crítica de desenvolver novos fármacos para combater infecções causadas por este patógeno. Estudos demonstraram potencial antimicrobiano de derivados acetamidas, entretanto, a 2-cloro-N-(4-flúor-3 nitrofenil)acetamida é uma substância pertencente a esse grupo para a qual ainda não há relatos de atividade antibacteriana encontrados na literatura. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito antibacteriano da substância sobre cepas de K. pneumoniae e também analisar seu perfil citotóxico. A Concentração Inibitória Mínima (CIM) foi de 512 µg/mL sobre todas as cepas de K. pneumoniae utilizadas no estudo. A substância apresentou atividade bactericida a partir da CIM, com Concentração Bactericida Mínima (CBM) também de 512 µg/mL. A análise por docking molecular sugere a ação sobre a parede celular bacteriana e o cloro presente na estrutura química ajuda na estabilização da molécula no sítio ativo, sendo tais dados reforçados pela observação de lise celular promovida pela acetamida in vitro. Também foi observada morte celular das cepas de K. pneumoniae após 6h de tratamento na concentração de 1024 µg/mL da acetamida. Os efeitos citotóxicos e mutagênicos in vitro, bem como a avaliação dos parâmetros farmacocinéticos in sílico, sugerem bom potencial para análise futura da aplicação in vivo. A 2-cloro-N-(4-flúor-3 nitrofenil)acetamida resultou em efeitos favoráveis quando administrada em combinação com antibacterianos, promovendo aditividade e sinergismo de ação sobre K. pneumoniae. Além disso, observou-se um efeito antibiofilme pronunciado, sendo a substância capaz de atuar de modo eficaz sobre biofilmes formados pela espécie. Assim, esse trabalho serve como base para que futuras perspectivas sejam traçadas sobre a aplicação clínica de 2-cloro-N-(4-flúor-3 nitrofenil)acetamida no tratamento de infecções causadas por K. pneumoniae.
  • ANA PAULA LOPES NUNES
  • Efeito antinociceptivo do geraniol (trans-3,7-dimetilocta-2,6-dien-1-ol) associado à codeína na região orofacial em camundongos
  • Orientador : RICARDO DIAS DE CASTRO
  • Data: 08/06/2021
  • Hora: 09:00
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  • A perspectiva de se obter novas alternativas para a terapia farmacológica da dor orofacial impulsiona a realização de investigações de produtos de origem natural com ação antinociceptiva associado a um analgésico opióide. Dessa maneira, o objetivo do referido estudo foi averiguar a atividade do geraniol associado a codeína na modulação da nocicepção orofacial, e possível efeito depressor a nível SNC. Este estudo caracteriza-se como não-clínico, controlado e triplo-cego. Foi adotado um modelo experimental de nocicepção em camundongos com a utilização de substâncias indutoras de nocicepção. Para cada teste realizado, seis animais por grupo foram tratados, 30 minutos antes do início do experimento, pela via intraperitoneal (i.p.), de acordo com os seguintes grupos experimentais: a) geraniol 50 mg/kg + codeína 30 mg/kg; b) geraniol 50 mg/kg + codeína 15 mg/kg; c) geraniol 50 mg/kg + codeína 7,5 mg/kg; d) geraniol 50mg/kg; e) codeína 30 mg//kg (controle positivo); f) 0,9% cloreto de sódio (controle negativo). A análise do comportamento de nocicepção dos animais foi realizada após a injeção de glutamato (20 μl, 25μM), capsaicina (20μl, 2.5μg) e formalina (20μl, 20%), na região de lábio superior direito (perinasal) do animal. Foi considerado o comportamento dos animais com a contagem, em segundos, do tempo de fricção da referida região pelas patas traseiras ou dianteiras. Os resultados mostraram que no teste do glutamato o geraniol e a codeína nas concentrações de 50 mg/kg e 30 mg/kg apresentaram uma redução de 54,23% no tempo de fricção, essa mesma concentração inibiu em 66,7% a nocicepção no teste da capsaicina (p<0,005). No teste da formalina, a associação nessa mesma concentração conseguiu reduzir a nocicepção em 86% (p<0,005). Como intuito de investigar uma possível atividade miorrelaxante e neurotóxica que pudessem interferir nos resultados, também foi realizado o teste do rota-rod, onde se observou ausência de tais efeitos. Nas três metodologias usadas para análise da atividade antinociceptiva da associação do óleo essencial com a codeína, foi possível detectar efetividade. Portanto, a partir destes dados experimentais, pode-se sugerir que exista um possível sinergismo na atividade antinociceptiva dessa associação.
  • DIEGO IGOR ALVES FERNANDES DE ARAUJO
  • Avaliação do perfil químico, variações sazonais e estudo de controle de qualidade de espécies do gênero Monteverdia: Monteverdia obtusifolia (Mart) Biral e Monteverdia rigida (Mart) Biral.
  • Data: 28/05/2021
  • Hora: 09:00
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  • Os produtos naturais apresentam-se como uma rica fonte de substâncias para o desenvolvimento de novos medicamentos, entretanto, a manutenção da qualidade de materiais de origem vegetal apresenta problemas ligados à insuficiência de dados fitoquímicos e especificações. As espécies Monteverdia obtusifolia Mart e Monteverdia rigida Mart são conhecidas popularmente como “bom-nome” sendo utilizadas na medicina popular para o tratamento de gastrites e úlceras. Estudos fitoquímicos relataram a presença de triterpenos, flavonoides e alcaloides em suas composições químicas. Todavia não existem estudos de controle de qualidade relatados para as espécies. Dessa forma, os objetivos deste trabalho foram realizar o controle de qualidade dos materiais vegetais, validar metodologias analíticas para quantificação de compostos fenólicos nos extratos etanólicos obtidos das espécies e verificar as variações sazonais na composição química de M. obtusifolia. Foram avaliados parâmetros otimizados para extração dos marcadores, determinação de água em drogas vegetais, cinzas totais e sulfatadas, análise granulométrica de pós, ensaio limite de metais pesados, densidade aparente de sólidos e contaminação microbiológica de acordo com as metodologias da Farmacopeia Brasileira 6ª edição. As quantificações dos flavonoides (FT) e compostos fenólicos totais (CFT) foram realizadas por método espectrofotométrico validado, utilizando a quercetina e ácido gálico como padrões. As composições químicas das espécies foram avaliadas por desreplicação dos extratos obtidos e as variações sazonais foram verificadas por uso de análises multivariadas (PCA/HCA). Os extratos etanólicos brutos obtidos das folhas de M. obtusifolia (EEBMO) e das folhas (F), caule (C), cascas da raiz (CR) e raízes (R) de M. rigida foram produzidos com partículas contendo > 600 µm e < 1200 µm de tamanho e submetidos à agitação, após otimização das condições de extração. O método analítico por (CLAE-DAD) para os marcadores (-)-Epigalocatequina (EPG), (+)-Catequina (CAT) e (-)- Epicatequina (EPI) foi validado e apresentou conformidade para todos os parâmetros estabelecidos pela RDC nº 166/2017. Foi possível constatar que as espécies apresentaram riqueza de compostos fenólicos, flavonoides e flavan-3-óis, com maior prevalência para os meses de outubro e novembro na espécie M. obtusifolia, bem como no extrato oriundo das folhas de M. rigida. O quenching utilizado em M. obtusifolia não promoveu diferenças estatísticas significativas (p <0.05) para os marcadores (EPG, CAT e EPI) frente à secagem em estufa. A análise de (PCA) confirmou a correlação positiva entre a radiação solar e temperatura, além do efeito negativo da pluviometria e umidade sobre a produção dos marcadores avaliados (EPG, CAT, EPI, FT e CFT). O agrupamento realizado pela ferramenta de HCA confirmou os dados observados no PCA com a reunião das amostras semelhantes. A desreplicação possibilitou a caracterização putativa de 25 fenólicos no (EEBMO) com 21 relatos inéditos na espécie M. obtusifolia e 28 compostos em M. rigida, dos quais 27 foram citados pela primeira vez na espécie. O presente estudo permitiu estabelecer metodologias, parâmetros e especificações mais adequadas para a avaliação dos materiais vegetais das espécies analisadas do gênero Monteverdia.
  • DANIELLE DA NOBREGA ALVES
  • Atividade antifúngica e investigação da segurança do cinamaldeído na forma isolada e de pomada orabase: um estudo in vitro, in vivo e clínico fase I.
  • Data: 21/05/2021
  • Hora: 08:00
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  • Avaliar a atividade antifúngica e investigar a segurança do cinamaldeído na forma isolada e de pomada orabase através de um estudo in vitro, in vivo e clínico fase I. Métodos e resultados: Foi avaliada a interferência do cinamaldeído sobre a micromorfologia fúngica e sua capacidade em reduzir o biofilme em análise in vitro. Para o estudo de citotoxicidade foi realizado o teste de hemólise em eritrócitos humanos. As microculturas tratadas com cinamaldeído mostraram desenvolvimento celular prejudicado, com raras expressões de pseudo-hifas e ausência de clamidoconídios. Ele reduziu a aderência do biofilme em 64,52% a 33,75% ( p<0,0001) em baixas concentrações (378,3-151,3 µM) bem como não se mostrou citotóxico frente a eritrócitos. A toxicidade aguda foi avaliada em estudos com larvas da Galleria mellonella e embriões de Danio rerio (zebrafish) e genotoxicidade em modelo com camundongos. A formulação farmacêutica (pomada orobase) contendo cinamaldeído foi avaliada para verificação da atividade antifúngica in vitro e toxicidade em mucosa oral ceratinizada de ratos. O cinamaldeído não foi tóxico até a maior dose testada (20 mg/Kg) nas larvas da Galleria mellonella, bem como não apresentou genotoxicidade até a dose de 4 mg/Kg em modelo com camundongos. Contudo, se mostrou tóxico nos embriões de zebrafish até a concentração de 0,035µg/mL; LC50 0,311; EC50 0,097(Egg hatching delay); 0,105 (Pericardial edema). No teste de susceptibilidade antifúngica da orabase, o cinamaldeído exibiu atividade em concentrações superiores a 200µg/mL. Quanto à segurança em modelo animal com ratos, a pomada orobase se mostrou segura para uso em mucosa ceratinizada até a máxima concentração testada (700 µg/mL). O ensaio clínico foi realizado em 35 indivíduos com mucosa oral saudável divididos em três grupos: pomada de 200µg/mL, n=12; 300µg/mL, n=11 e 400µg/mL, n=12. A segurança do produto foi avaliada por três parâmetros: (a) evolução clínica registrada por examinadores calibrados; (b) evolução dos processos inflamatórios registrados pelo exame de citologia esfoliativa e analisada por patologistas calibrados; (c) redução das Unidades Formadoras de Colônias (UFCs) para Candida spp. Os três parâmetros foram analisados antes e 15 dias após o tratamento. O exame clínico da mucosa mostrou que as três concentrações das pomadas não desencadearam nenhum processo inflamatório e evento indesejável. A análise micológica, mostrou uma redução de pelo menos 99% na quantidade de UFCs dos voluntários. Na análise por citologia esfoliativa, as células se apresentaram saudáveis. Os participantes relataram um sabor agradável e 17% relataram um leve ardor ao aplicar o produto. Conclusões: O cinamaldeído apresentou atividade antifúngica demonstrando capacidade em reduzir biofilme e alterar a micromorfologia fúngica. Além disso, não foi citotóxico para eritrócitos humanos, nem tóxico em modelo animal de vertebrados e invertebrados, bem como não apresentou atividade genotóxica. Além disso, quando utilizado na forma de pomada em orabase, com reconhecida atividade antifúngica contra Candida albicans, não mostrou evidências clínicas e histológicas de processo inflamatório em mucosa de animais. Em modelo com seres humanos, a pomada em orabase contendo cinamaldeído foi segura e tolerável para ser usado no ensaio clínico fase II com a finalidade de comprovar sua eficácia no tratamento da estomatite protética.
  • ALEFE BRITO MONTEIRO
  • O álcool cinâmico reduz a excitotoxicidade, o estresse oxidativo e a neuroinflamação em camundongos submetidos a modelos de crises epilépticas induzidas por pentilenotetrazol.
  • Data: 14/04/2021
  • Hora: 09:00
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  • Álcool cinâmico (AC) é um fenilpropanóide encontrado no óleo essencial das cascas de espécies do gênero Cinnamomum spp. Schaeff. (Lauraceae Juss.), popularmente conhecidas como canela. O objetivo principal foi avaliar o efeito antiepiléptico e neuroprotetor do AC e seus possíveis mecanismos de ação em camundongos submetidos a modelos de crises epilépticas induzidas por pentilenotetrazol (PTZ). Camundongos machos Swiss foram pré-tratados com AC (0,3 - 25 mg/kg, i.p.) e, 60 minutos após, cada animal recebeu o PTZ (80 mg/kg ou 30 mg/kg, i.p.) para indução dos modelos agudo e de abrasamento químico, respectivamente. No modelo agudo, os parâmetros comportamentais analisados foram: latência para primeira crise epiléptica tônico-clônica generalizada (LC), intensidade da primeira crise (IC) e latência para a morte (LM). Por sua vez, no modelo de abrasamento químico foi registrado a latência para a primeira crise epiléptica tônico-clônica bilateral focal (LCF), durante 21 dias. Para investigar o mecanismo de ação do AC foram realizados testes de antagonismo por flumazenil, análises neuroquímicas (TBARS, nitrito e GSH) e histomorfométricas em amostras de hipocampo de camundongos submetidos ao modelo agudo. O tratamento com o AC aumentou a LC (até 81,7%) e a LM (82,7%), mas sem alterar a IC em relação ao grupo veículo. O pré-tratamento com flumazenil reverteu parcialmente os efeitos do AC frente à LC (76,0%) e a LM (86,4%). As análises neuroquímicas indicaram que o AC reduziu a concentração de TBARS (34,8%) e nitrito (46,3%) e aumentou as concentrações de GSH (50,5%). As análises histomorfométricas mostraram uma redução da inflamação e aumento da preservação neuronal (22,7%) no hipocampo dos camundongos pré-tratados com o AC e submetidos ao modelo agudo. Por fim, os resultados do modelo de abrasamento químico, também, mostraram significativa proteção registrada pelo aumento da LCF (33,9 - 47,3%) em relação ao grupo veículo. Portanto, os possíveis mecanismos envolvidos na atividade antiepiléptica e neuroprotetora do AC envolvem, pelo menos em parte, a interação com o receptor GABAA e diminuição da excitotoxicidade, redução do estresse oxidativo e do processo neuroinflamatório. Os achados desse trabalho corroboram com a afirmação que a canela é uma fonte alimentar natural, rica em compostos dotados de efeitos farmacológicos sobre o sistema nervoso central, com potencial efeito neuroprotetor frente a doenças neurodegenerativas, como as epilepsias.
  • CATARINA ALVES DE LIMA SERAFIM
  • EFEITO GASTROPROTETOR DO MONOTERPENO (-)-CARVEOL EM MODELOS ANIMAIS
  • Data: 10/03/2021
  • Hora: 14:00
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  • O (-)-carveol (p-menta-6,8-dien-2-ol) é um álcool monoterpênico monocíclico, encontrado nos óleos essencias de espécies vegetais como Cymbopogon giganteus e Illicium pachyphyllum e em especiarias como o Carum carvi (cominho). Estudos farmacológicos mostram que o (-)-carveol apresenta atividade antitumoral, antimicrobiana, neuroprotetora, antioxidade e anti-inflamatória. Entretanto, não existem estudos na literatura sobre sua atividade gastroprotetora, motivando a escolha dessa substância para conduzir esse estudo. Dessa forma, o objetivo principal deste trabalho foi verificar a toxicidade oral aguda não clínica e o efeito gastroprotetor do (-)-carveol em modelos animais. Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma avaliação comportamental, estimativa da dose letal 50% (DL 50 ), análise do efeito gastroprotetor com diferentes modelos de indução aguda pelos agentes lesivos (etanol, estresse, AINEs e ligadura do piloro) e os mecanismos envolvidos nesse efeito (antisecretórios, citoprotetores, antioxidantes e imunorregulatórios). Os resultados obtidos sugerem que o (-)-carveol possui baixa toxicidade, com DL 50 igual ou superior a 2.500 mg/kg conforme o guia nº 423 da OECD. No protocolo de úlcera induzida com etanol, o (-)-carveol (25, 50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) apresentou efeito gastroprotetor com 46%, 70%, 91% e 93%, respectivamente, de inibição da lesão ulcerativa em comparação ao grupo controle (tween 80 5%). Nas lesões induzidas pelo estresse por contensão e frio, o (-)-carveol (25, 50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) reduziu o índice de lesão ulcerativa (ILU) em 18%, 43%, 61% e 62%, respectivamente, em comparação com o controle (tween 80 5%). Na indução com AINEs (piroxicam), o (-)-carveol (25, 50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) reduziu o ILU em 14%, 30%, 59% e 60%, respectivamente, em comparação ao controle negativo. No protocolo experimental de ligadura do piloro (contensão do suco gástrico), o (-)-carveol (100 mg/kg, v.o. e i.d.) reduziu o ILU em ambas as vias, não alterou o pH e a [H + ], mas diminuiu o volume de secreção gástrica. A administração prévia dos bloqueadores NEM (bloqueador dos grupamentos sulfidrílicos), L-NAME (inibidor da síntese de NO), glibenclamida (bloqueador do canal K ATP ) e indometacina (inibidor da ciclo-oxigenase), reduziu de forma significativa a gastroproteção exercida pelo (-)-carveol, sugerindo a participação dessas vias na sua atividade gastroprotetora. O (-)-carveol também aumentou o muco gástrico no tecido estomacal e apresentou efeitos antioxidantes ao aumentar a concentração de GSH e a atividade da SOD e reduzir os níveis de MDA e a atividade da MPO, como também, demonstrou efeito anti-inflamatório e imunomodulador ao reduzir as citocinas IL-1β e TNF-α e aumentar a citocina anti-inflamatória IL-10.
  • GRASIELA COSTA BEZERRA BARROS
  • Efeito do Tratamento com o Monoterpeno Sintético 4-Carvomenthenol em Modelo Experimental da Síndrome da Asma e Rinite Alérgicas Combinadas (CARAS)
  • Data: 24/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • O 4-carvomenthenol (Carvo) ou terpinen-4-ol é um monoterpeno presente em óleos essenciais de plantas aromáticas farmacologicamente ativas. Entre as atividades terapêuticas estão propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Asma e rinite alérgica são doenças crônicas das vias aéreas que coexistem com alta prevalência global, gerando impactos econômicos e sociais negativos. Para controlar ambas as doenças, a associação medicamentosa é utilizada sem sucesso em um certo número de pacientes, além de gerar efeitos colaterais graves. O objetivo deste estudo foi analisar o tratamento oral com o Carvo no modelo experimental da Síndrome de Asma e Rinite Alérgica Combinadas (CARAS). Os camundongos BALB/c foram sensibilizados com ovalbumina (OVA) no dia zero e sétimo (50 μg/mL de OVA em 10 mg/mL de Al (OH)3) e desafiados por OVA (5 mg/mL, 20 μL/animal) por três semanas. Na última semana, os animais foram desafiados com um aerossol de OVA e o tratamento com Carvo (12,5, 25 ou 50 mg/kg) ocorreu uma hora antes de cada desafio de OVA. Os dados foram analisados e p <0,05 foi considerado significativo. O Carvo (12,5-50 mg/kg) diminuiu a migração de eosinófilos nas vias aéreas superiores (NALF) e inferiores (BALF), bem como nos tecidos nasais e pulmonares de animais doentes. O tratamento também diminuiu a produção de muco em ambas as seções de tecido coradas com PAS (ácido periódico-Schiff). As análises histológicas demonstraram que camundongos doentes apresentaram hiperplasia e hipertrofia da camada de músculo liso do pulmão, seguidos pelo aumento da matriz extracelular, no entanto, o Carvo (50 mg/kg) inibiu esses parâmetros asmáticos. Os sinais de rinite alérgica como fricções nasais e espirros foram analisados e observou-se que o carvo diminuiu esses dois sinais nasais, bem como o título serico de IgE- OVA específica, e a citocina IL13, com aumento de IL-10. A diminuição da produção de IL-13 corroborou com a diminuição da produção de muco e esses efeitos foram dependentes da inibição da via de sinalização de p38MAPK / NF-κB (p65). Portanto, esses dados demonstraram que o 4-carvomenthenol apresenta propriedade antialérgica em um modelo experimental de CARAS, sugerindo um novo protótipo de medicamento para o tratamento dessa síndrome alérgica.
  • MARCIO VINICIUS CAHINO TERTO
  • Atividade fotoprotetora e análise da variação sazonal de Plectranthus amboinicus
  • Data: 19/02/2021
  • Hora: 09:00
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  • A exposição excessiva ao sol causa danos à pele e em última instância, o câncer. Por isso, é preconizado a utilização de filtros solares como maneira preventiva de proteção cutânea. A utilização de produtos naturais, principalmente com a presença de compostos fenólicos vem agregando alto potencial na indústria de protetores pela sua capacidade de proteção, tolerabilidade e sustentabilidade. Dentro desse contexto, a família Lamiaceae é a família vegetal com maior quantidade de representantes utilizados na indústria cosmética, entre elas, as espécies do gênero Plectranthus. Plectranthus amboinicus é conhecida pela presença de compostos fenólicos e óleos voláteis, muito utilizada popularmente para diversas doenças, principalmente do trato respiratório e gastrointestinal. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi determinar a atividade fotoprotetora e antioxidante da espécie e a variação sazonal ocorrida no extrato, bem como as implicações da radiação solar e precipitação para o extrato estudado. Para isso, foi determinado o perfil fitoquímico do extrato etanólico bruto (EEB) através de CLAE-EMn e foi desenvolvido e validado um método analítico por CLAE-DAD para a quantificação do composto majoritário, ácido rosmarínico. Para a determinação atividade fotoprotetora foi determinado o fator de proteção de solar (FPS) pelo método in vitro de Mansur. A atividade antioxidante foi avaliada a partir do método do DPPH e o teor de compostos fenólicos foi determinado seguindo o método de Folin-Ciocalteu. Também foi determinado o teor de flavonoides totais pelo método colorimétrico utilizando Cloreto de Alumínio. Além disso, foram determinadas as variações sazonais no FPS e atividade antioxidante, do teor de fenólicos e flavonoides totais, bem como de ácido rosmarínico. Assim, através de análise de componentes principais (PCA) foi vista a correlação da incidência de radiação solar e precipitação com o teor de fenólicos e flavonoides totais, ácido rosmarínico, FPS e CE50. Como resultados, detectou-se a presença de 31 compostos no extrato através de CLAE-EMn, onde 18 foram reportados pela primeira vez na espécie. O método analítico desenvolvido por CLAE-DAD foi validado, apresentando especificidade, linearidade, precisão, precisão intermediária, exatidão e robustez de acordo com as especificações exigidas pela ANVISA (RE nº 166/2017). O EEB de P. amboinicus apresentou teor de fenólicos totais de 142,39 ± 1,12 mg EAG/g, teor de ácido rosmarínico igual a 22,48 ± 0,07 µg/ml, CE50 igual a 112,39 µg/ml e FPS = 12,63. Através da análise sazonal, foi visto que o melhor mês para a coleta do extrato é julho, que apresentou um FPS = 14,79. A radiação solar apresentou influência na atividade antioxidante, porém pouca influência para o aumento do FPS e a precipitação não teve influência sobre as atividades. Dessa forma, conclui-se que P. amboinicus tem grande potencial para o desenvolvimento de um protetor solar com características inovadoras, com um alto FPS e atividade antioxidante, abrangendo as duas linhas de defesa.
  • THAMARA RODRIGUES DE MELO
  • Investigação da toxicidade, atividade antifúngica e antibiofilme do 2-bromo-N-fenilacetamida
  • Data: 10/02/2021
  • Hora: 09:00
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  • A criptococose é um infecção fúngica causada principalmente pelas leveduras encapsuladas C. neoformans e C. gattii, podem afetar Sistema Nervoso Central com evolução grave e fatal. Com aumento do número de indivíduos imunossuprimidos, causado pelo HIV e por tratamento de imunossupressores, a casuística da criptococose por C. neoformans tem aumentado. Além disso, a terapia convencional com os antifúngicos apresenta dificuldades no que se refere à toxicidade e ao surgimento de linhagens resistentes. Diante desse contexto, a busca por novas substâncias antifúngicas têm sido uma alternativa promissora. As acetamidas são moléculas que possuem diversas atividades biológicas. No entanto, não há relatos sobre a atividade de 2-bromo-N-fenilacetamida (A1Br).Assim, o presente estudo teve como objetivo  avaliar a atividade antifúngica e antibiofilme da molécula A1Br e seus efeitos tóxicos. O A1Br foi sintetizado e sua estrutura caracterizada. Foram utilizados os softwares Pass online, Molinspiration, Osiris e Docking Molecular para análise in silico. Na análise in vitro, avaliação de atividade antifúngica pela técnica de microdiluição em caldo e método de checkerboard. a inibição da formação de biofilme pelo ensaio de cristal violeta. A citocitoxidade foi testada contra os eritrócitos do sistema ABO. A molécula A1Br, por meio da análise in silico, apresenta 410 atividades biológicas e boa biodisponibilidade oral e risco em efeitos mutagênico, tumorigênico e reprodutivo. No docking molecular, apresenta energia de ligação e interações favoráveis ​​para a ancoragem adequada nas enzimas 6ISJ e 6TZ8, sendo um possível local de ação do A1Br. O composto A1Br promoveu efeito antifúngico com concentração inibitória mínima (CIM), a CIM50 foi de 0,25 - 1 μg/mL com ação fungicida. Na investigação do mecanismo de ação, a CIM na presença de sorbitol permaneceu inalterado. Em contraste, CIM do A1Br aumentou na presença de ergosterol, mostrando um possível mecanismo de ação na membrana plasmática. Além disso, apresenta boa atividade antibiofilme CIMx4,com crescimento de inibição ≥80%. As combinações de A1Br-anfotericina B e A1Br-voriconazol foram antagonistas. A análise de citotoxicidade mostra-se favorável. Estes resultados sugerem que o A1Br representa uma promissora atividade antifúngica e antibiofilme contra Cryptococcus neoformans, por um mecanismo envolvendo a complexação com ergosterol, além de apresentar baixa citotoxicidade.
  • SÂMIA SOUSA DUARTE
  • Toxicidade e potencial antitumoral do derivado espiro-acridínico (E)-1'-((4-clorobenzilideno)amino)-5'-oxo-1',5'-diidro-10H-espiro[acridina-9,2'-pirrol]-4'-carbonitrila (AMTAC-06)
  • Data: 05/02/2021
  • Hora: 09:00
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  • O câncer é um termo genérico utilizado para definir um conjunto de doenças complexas, caracterizadas pelo crescimento celular descontrolado e potencial metastático. Atualmente os tratamentos quimioterápicos empregados apresentam limitações, principalmente devido à toxicidade e ao desenvolvimento de resistência tumoral. Considerando que os compostos acridínicos têm sido relatados como promissores agentes anticâncer, este trabalho teve como objetivo investigar a atividade antitumoral e a toxicidade do novo composto espiro-acridínico sintético (E)-1’-((4-clorobenzilideno)amino)-5’-oxo-1’,5’-diidro-10Hespiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’ carbonitrila (AMTAC-06), selecionado após triagem farmacológica. A atividade antitumoral in vitro foi avaliada pelo ensaio do MTT, utilizando linhagens tumorais humanas. AMTAC-06 induziu maior citotoxicidade em células de carcinoma colorretal, HCT-116, obtendo-se uma CI50 (concentração inibitória média) de 12,62 µM, após 72 horas de tratamento. A toxicidade in vitro foi avaliada nas células não tumorais HaCaT, L929 e PBMC (CI50: 17,87 µM; 26,15 µM e 7,89 µM, respectivamente), sugerindo que o AMTAC-06 foi mais seletivo para HCT-116, em comparação à droga padrão doxorrubicina (HaCaTCI50: 0,28 µM; PBMCCI50: 0,05 µM). Para elucidar seus mecanismos de ação in vitro, foram avaliados os efeitos no ciclo celular, apoptose e na produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), em células HCT-116. AMTAC-06 induziu um aumento no pico sub-G1 e parada do ciclo celular na fase S (p<0,05). Características morfológicas de apoptose, como formação de blebs na membrana, corpos apoptóticos, condensação da cromatina e fragmentação nuclear, foram observadas por microscopia confocal. Em paralelo, ocorreu um aumento na quantidade de células marcadas com anexina V (p<0,05), caracterizando apoptose. Ainda, houve uma redução na produção de EROs (p<0,05), o que sugere um efeito antioxidante. In vivo, a toxicidade do AMTAC-06 foi investigada em camundongos e em peixe-zebra (Danio rerio), e a atividade antitumoral foi estudada usando o modelo de Carcinoma Ascítico de Ehrlich (CAE). AMTAC-06 não induziu toxicidade em embriões/larvas de peixe-zebra (CL50, ou concentração letal média, superior a 126,2 µM) e em camundongos (DL50, ou dose letal média, maior que 5000 mg/kg, i.p.). A genotoxicidade foi avaliada pelo teste do micronúcleo em sangue periférico de camundongos, sendo observado que AMTAC-06 (2000 mg/kg, i.p.) não aumentou o número de eritrócitos micronucleados, indicando baixa genotoxicidade. Em modelo de CAE, observou-se que AMTAC-06 (12,5 mg/kg, i.p.) reduziu a viabilidade e o total de células tumorais peritoneais (p<0,05), bem como a microdensidade dos vasos peritumorais (p<0,05), indicando efeito antiangiogênico. Ainda, foi observado o aumento nos níveis das citocinas TNF-α e IL-1β, bem como redução de INF- no fluido peritoneal, caracterizando uma ação imunomoduladora associada à atividade antitumoral. A análise de parâmetros bioquímicos, hematológicos e histológicos nos animais transplantados com Ehrlich e tratados com AMTAC-06 (12,5 mg/kg, i.p.) não evidenciou toxicidade. Em conclusão, o novo derivado espiro-acridínico AMTAC-06 apresenta atividade antitumoral in vitro e in vivo, com baixa toxicidade, o que indica sua potencialidade como um agente anticâncer.
2020
Descrição
  • MAYARA BARBALHO FÉLIX
  • DESIGN RACIONAL DE FÁRMACOS AUXILIADO POR COMPUTADOR COM VISTAS AO DIRECIONAMENTO DA SÍNTESE DE NOVOS DERIVADOS HÍBRIDOS TIOFENO-INDÓLICOS PARA O TRATAMENTO DA LEISHMANIOSE
  • Data: 27/08/2020
  • Hora: 14:00
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  • A quimioinformática se apresenta por meio de uma gama de aplicações no campo do design de medicamentos de forma a contribuir na identificação dos novos compostos contra uma variedade de doenças. Entre estas, a leishmaniose, cujo tratamento atual requer aprimoramento por acarretar diversos efeitos colaterais e não ter eficácia desejada. Com isso, este estudo visou o planejamento de novas moléculas derivadas do 2-aminotiofeno indólico usando ferramentas computacionais, síntese e avaliação biológica de forma a compreender sua eficácia contra Leishmania amazonensis (sp.). Além disso, predizer a atividade destes novos compostos frente a outras três espécies de Leishmania, utilizando a plataforma virtual Chembench. Para isso, com base na estrutura química dos híbridos de tiofeno-indol, foram construídos modelos de regressão e realizados o docking molecular. Os dados obtidos foram utilizados como base para o projeto de 92 novas moléculas com pIC50, sendo seis compostos selecionados para a síntese e para realização de ensaios biológicos (atividade leishmanicida e citotoxicidade). Em paralelo, partindo de bancos de dados de plantaformas virtuais (ChemBl e PubMed), foram construídos modelos de predição qualitativos no Chembench, de forma que, foram preditas as atividades dos novos derivados frente as espécies: L. donovani, L. infantum e L. braziliensis, utilizando descritores CDK e DRAGON 7 e os algoritmos Random Forest (RF) e kNN (MuDRA). Assim, por meio dos modelos de predição e docking molecular, pode-se inferir as características que poderiam ter influências positivas na atividade leishmanicida dos compostos planejados. Dos compostos sintetizados, um terço apresentou atividades anti-Leishmania promissoras com CI50 variando de 2,16 e 2,97 µM (contra formas promastigotas) e 0,9 e 1,71 µM (contra formas amastigotas), com índices de seletividade (IS) de 52 e 75. Dos modelos obtidos no Chembench. Selecionou-se duas estruturas com boa predição para duas espécies (37 e 87) e uma em comum com as três espécies estudadas (42), estrutura semelhante a derivados tiofênicos indólicos já avaliados biologicamente. Esses resultados demonstram a capacidade do planejamento racional de medicamentos baseado na Relação Quantitativa Estrutura-Atividade (QSAR) de prever moléculas com potencial leishmanicida promissor e confirmar o potencial de híbridos tiofeno-indol como potenciais novos agentes leishmaniais.
  • GABRIELA TAFAELA DIAS
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA, ANTIPROLIFERATIVA E TOXICOLÓGICA IN SILICO, IN VITRO, IN VIVO, EX VIVO DE UM DERIVADO DA N-METIL ISATINA
  • Data: 18/08/2020
  • Hora: 14:00
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  • O derivado de N-metil-isatina (ISACN) é uma molécula semissintética obtida via Reação de Morita-Baylis-Hillman (RMBH) e em recentes estudos foi constatada a atividade para tratamento de câncer contra células da linhagem tumoral HL-60, fazendo desta molécula um promissor candidato. Esta pesquisa, visou avaliar a toxicidade através de ensaios in silico, in vitro, in vivo e ex vivo, atividade anticancerígena e antibacteriano de um aduto de Morita-Baylis-Hillman (ISACN) derivado da N-metil-isatina. ISACN apresentou na abordagem in silico boa biodisponibilidade teórica após administração oral, boa solubilidade, estabilidade e absorção, ainda apresentando baixa toxicidade teórica. Nos testes in vitro, mostrou possui baixo potencial citotóxico frente a células não tumoral de HEK-293, e baixa ou nenhuma atividade anti-tumoral frente linhagens de melanomas A375 e B16F10. Ainda, a atividade antibacteriana revelou o bom potencial de ISACN em concentrações inibitória mínima (CIM) entre 100 e 400 μg/mL, com efeito bacteriostática sobre cepas gram-positivas e gram-negativas. Pode-se atribuir baixo risco de genotoxicidade para ISACN, pois não demonstrou potencial mutagênico e carcinogênico nas cepas de S. typhimurium “TA”( teste de Ames). Na avaliação da toxicidade não-clínica aguda de ISACN apresentou baixa toxicidade in vivo, segundo classificação GSH. Sendo alterações no screening comportamental ausente, contudo, demonstrou redução na ingestão de alimentos dependente de dose e redução no ganho de peso corporal. Alterações no nível sérico de cálcio e redução na contagem de plaquetas. Por fim, nos estudos de doses repetidas com ISACN foi possível observar maior sensibilidade em camundongos swiss machos, ao apresentarem mortalidade nos primeiros dias, maior taxa de variações nos parâmetros comportamentais, de consumo, ganho de peso e bioquímicos. Diante do exposto, conclui-se que ISACN possui boa biodisponibilidade oral teórica, reduzida citotoxicidade e atividade antitumoral contra linhagens de melanoma, atividade antibacteriana com efeito bacteriostático, baixa toxicidade aguda e de doses repetidas e ausência de genotoxicidade constituindo-se numa promissora molécula com potencial farmacológico uso.
  • RENAN MARINHO BRAGA
  • Estudo do mecanismo antinociceptivo e anti-inflamatório do óleo essencial de Lippia pedunculosa e se complexo em β-ciclodextrina
  • Data: 14/08/2020
  • Hora: 08:00
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  • Na maioria das doenças, a inflamação e a dor são causa e consequência. As classes terapêuticas mais utilizadas, anti-inflamatórios não-esteróidais (AINEs) e os opioides, apresentam uma gama de efeitos adversos que motivaram abordagens para descoberta de novos fármacos. Nesse contexto, os óleos essenciais e seus constituintes tem surgido como uma das alternativas terapêuticas para o tratamento dessas condições dolorosas. O óleo essencial de Lippia pedunculosa (OELp), como já relatado na literatura, apresenta efeitos tripanocida e amebicida. No entanto, em modelos experimentais de analgesia e inflamação, essas atividades precisam ser mais estudadas. Várias abordagens são estudadas para melhorar as propriedades farmacêuticas dos óleos essenciais, incluindo o emprego de sistemas de carreamento de fármacos. Neste estudo, usamos OELp/β-ciclodextrina (β-CD) e OELp isolado para avaliar se a formulação do complexo de inclusão seria capaz de melhorar a atividade antinociceptiva do óleo essencial. Foi avaliado o efeito analgésico do OELp e OELp/β-CD de forma comparativa nos testes das contorções abdominais induzidas por ácido acético e teste da formalina. Avaliamos também o potencial analgésico e anti-inflamatório do OELp isolado nos testes de nocicepção orofacial induzida pela formalina, glutamato e capsaicina e pelo teste da peritonite induzida por carragenina. O OELp foi mais eficaz na redução do comportamento nociceptivo (p <0,05, p <0,01 e p <0,001) quando comparado ao complexo de inclusão de OELp/β-CD. Embora as ciclodextrinas sejam promissoras como hospedeiras de moléculas convidadas, para os óleos essenciais ricos em compostos de peróxido, elas não parecem ser a abordagem mais promissora (pelo menos em termos de efeito analgésico e anti-inflamatório). O OELp isolado ainda apresentou efeito antinoniceptivo significativo (p <0,05, p <0,01 e p <0,001) nos métodos de dor orofacial e na peritonite induzida por carragenina, a OELp reduziu a migração total de leucócitos para a cavidade peritoneal (p <0,05 ou p <0,01), bem como a redução dos níveis de IL-1β no líquido peritoneal (p <0,01), o que confirmou seu efeito anti-inflamatório.
  • KAIO ARAGÃO SALES
  • ALCALOIDES E SESQUITERPENOIDES DE Anaxagorea dolichocarpa: ISOLAMENTO, CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL E CITOTOXICIDADE
  • Data: 07/08/2020
  • Hora: 09:00
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  • No Brasil, país considerado o mais rico em biodiversidade, o uso medicinal de espécies vegetais é uma prática comum. E a família Annonaceae, com cerca e 2.400 espécies, contribui significativamente para a diversidade em florestas neotropicais, além de ser utilizada na dieta e medicina tradicional, por conta de seus frutos comestíveis e propriedades terapêuticas. De uma de suas espécies, a Anaxagorea dolichocarpa, conhecida popularmente como envira e amplamente distribuída na regiao neotropical, foram publicados estudos com identificação de alcaloides e terpenoides, e relato de atividades antioxidante, antibacteriana e antitumoral in vitro de extratos e compostos isolados. Diante desse cenário, buscou-se nesse trabalho ampliar o conhecimento sobre essa planta, mediante estudo fitoquímico e de investigação da atividade citotóxica. Para isso, o material vegetal foi coletado em Cruz do Espírito Santo-PB e submetido a processos de extração, purificação e análise dos constituintes químicos. Esses procedimentos foram realizados por métodos laboratoriais clássicos, assim como por técnicas modernas de CLAE, RMN, Espectrometria de Massas e Dicroísmo Circular. Assim, a partir dos extratos das raízes da planta, foi possível isolar e caracterizar as estruturas químicas de seis alcaloides, dois deles inéditos, dolichocarpina e 9-metoxieupolauramina, além dos conhecidos eupolauramina, 3-metoxieupolauridina, eupolauridina e 4-metilsampangina, e seis sesquiterpenoides do tipo humuleno inéditos na literatura, denominados dolichocarpois A-F. Desses, cinco alcaloides e três sesquiterpenoides tiveram sua atividade citotóxica investigada contra linhagens de células HCT-116 (carcinoma colorretal humano) e L929 (fibroblastos murinos não-tumorais). Dessa forma, os resultados obtidos pelo estudo contribuíram com o conhecimento químico e de atividade biológica de A. dolichocarpa.
  • FLAVIO VALADARES PEREIRA BORGES
  • SÍNTESE DE DERIVADOS FENILPROPANÓICOS
  • Data: 31/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Fenilpropanóides e seus derivados vem sendo amplamente estudados pelas suas variedades estruturais e atividades bioógicas. Neste trabalho são relatadas a obtenção de ésteres de ácidos fenilpropanoicos e álcoois monoterpênicos, obtidos através das reações de Schotten-Bauman e Wittig-Horner, a obtenção da neolignana dehidrodieugenol por acoplamento oxidativo promovido pelo ferrocianeto de potássio e pela peróxidase contida na agua de coco, assim como o relato de suas atividades leishimanicida para Leishmania amazonensis e a comparação entre as técnicas quanto a estéreo seletividade. Foram obtidas as lignanas licarina-(A) e dehidrodicumarato de metila, com o acoplamento promovido pela água de coco e feitas variações na ordem de adição dos reagentes e velocidade de injeção, comparando a influência no rendimento. Também foram obtidas quatro cinamoilamidas de feniletilaminas e duas de indoletilaminas, estas inéditas através da formação do cloreto de acila com reagente de Vilsmeyer-Haack e posterior reação de Schotten-Baumann para formação da amida. Os resultados desse trabalho renderam três publicações em periódicos de farmacoquímica.
  • JOICE NASCIMENTO BARBOZA
  • Amidas cinâmicas sintéticas e investigação da atividade antifúngica frente às cepas de Candida spp
  • Data: 04/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Nas últimas décadas houve um aumento na incidência das doenças fúngicas, mostrando-se como importante causa de morbidade e mortalidade em seres humanos afetando mais de um bilhão de indivíduos em todo o mundo. As leveduras do gênero Candida spp. são fungos patógenos oportunistas, que destacam-se como os mais isolados em amostras clínicas (prevalência de 40-70%). O desenvolvimento de resistência fúngica associado à elevada toxicidade, custo e eficácia dos antifúngicos existentes no mercado, vêm impulsionando à busca por novas alternativas terapêuticas. Os ácidos cinâmicos constituem-se em um grupo de ácidos carboxílicos aromáticos amplamente encontrados em vegetais, que apresentam diversidade estrutural, baixa toxicidade e várias atividades biológicas descritas, com destaque para atividade anti-Candida. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo preparar uma coleção de treze amidas derivadas do cloreto de cinamoíla (1-13), estruturalmente relacionadas, e avaliar a atividade antifúngica desses compostos frente a três espécies de Candida spp.: C. albicans, C. krusei e C. tropicalis, assim como, estabelecer a relação estrutura-atividade das substâncias avaliadas. As amidas foram preparadas utilizando a metodologia de reação de cloreto ácido e os compostos foram caracterizados pelas técnicas espectroscópicas de Infravermelho, Ressonância Magnética Nuclear de 1H e de 13C e apresentaram rendimentos que variaram de 36 – 85,6%. Dentre as treze substâncias obtidas, duas são inéditas na literatura. No teste antifúngico foi realizada a determinação da concentração inibitória mínima (CIM), a determinação da concentração fungicida mínima (CFM) e o ensaio de determinação do mecanismo de ação (sorbitol e ergosterol). Por meio dos resultados de bioatividade pode-se observar que as amidas 1 e 4 demonstraram efeito fungicida frente às cepas de Candida spp. O composto 4 apresentou melhor atividade antifúngica com valores de CIM=CFM=0,67 mM, 0,33 mM, 1,34 mM frente à C. albicans, C. krusei e C. tropicalis, respectivamente. Constatou-se por meio da razão (CFM/CIM<4), que as moléculas exerceram efeito fungicida, No tocante às características estruturais das amidas sobre a bioatividade antifúngica, evidenciou-se a importância das cadeias longas laterais de até oito carbonos. O estudo de docking molecular sugeriu que o possível mecanismo de ação dos compostos bioativos ocorre via multialvos com a inibição do HOS1 como principal alvo biológico. Portanto, pode-se concluir que foi possível estabelecer características químicas que podem servir de referência para o avanço no desenvolvimento de novos protótipos antifúngicos com melhor ação biológica contra espécies de Candida.
  • CARLOS DA SILVA MAIA BEZERRA FILHO
  • Planejamento estrutural visando otimização da atividade tripanocida de análogos sintéticos da piplartina.
  • Data: 03/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • A doença de Chagas é considerada uma das principais doenças tropicais negligenciadas e representa um grande problema de saúde pública devido aos altos índices de morbidade e mortalidade associados. Atualmente, os fármacos disponíveis para o tratamento da doença encontram-se desatualizados, possuem eficácia limitada e efeitos adversos e/ou colaterais severos que resultam em falta de adesão ao tratamento e redução da qualidade de vida dos pacientes. Assim, torna-se necessária a busca por novas alternativas terapêuticas que promovam maior seletividade ao parasito, bem como por fármacos com novos mecanismos de ação e que apresentem boa eficácia. A piplartina, também conhecida como piperlongumina é um fenilpropanoide encontrado em plantas do gênero Piper. Dados da literatura relatam que a piplartina possui diversas atividades biológicas, incluindo atividade tripanocida. Deste modo, o objetivo do presente trabalho foi preparar uma coleção de treze ésteres análogos à piplartina (01 – 13), estruturalmente relacionados, e avaliar a atividade tripanocida dos compostos frente ao Trypanosoma cruzi, bem como, estabelecer a relação estrutura-atividade das substâncias avaliadas. Os ésteres foram preparados utilizando três diferentes metodologias: esterificação de Fischer, esterificações com haletos de alquila e arila e reação de Steglich. Na caracterização estrutural utilizaram-se as técnicas espectroscópicas de Infravermelho, Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C. Os produtos foram obtidos com rendimentos de 26,7–91,1%. Os testes tripanocidas foram realizados frente às formas evolutivas epimastigota e tripomastigota utilizando a técnica de microdiluição em placas de 96 poços para a determinação da concentração capaz de inibir o crescimento do parasito em 50% (CI50), além disso, determinou-se a citotoxicidade dos compostos frente às células epiteliais renais de macaco Rhesus (LLC-MK2) para o cálculo do índice de seletividade (IS). O composto 10 apresentou boa atividade tripanocida frente à forma tripomastigota (CI50 = 40,75±12,36 μM). Enquanto 11 foi bioativo em ambas as formas evolutivas com CI50 = 28,21±5,34 μM e 47,02±8,70 μM (forma epimastigota e tripomastigota, respectivamente), além de apresentar alto índice de seletividade ao parasito (IS > 10). Na investigação do mecanismo de ação tripanocida foi estabelecido que ocorre através da indução de estresse oxidativo e lesão mitocondrial das células do parasito. Portanto, o presente estudo demonstra o potencial antiparasitário desta classe química para a pesquisa de novos fármacos com atividade tripanocida.
  • FRANCISCO PATRICIO DE ANDRADE JUNIOR
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE DERMATOFITOSES EM PACIENTES ATENDIDOS EM UM LABORATÓRIO PRIVADO DE JOÃO PESSOA-PB, ENTRE 2015 A 2019 E AVALIAÇÃO ANTIFÚNGICA DE 2-BROMO-N-FENILACETAMIDA FRENTE A ISOLADOS CLÍNICOS DO GÊNERO Microsporum
  • Data: 02/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • As dermatofitoses são um tipo de infecção micótica cutânea causada por espécies dos gêneros Epidermophyton, Trichophyton ou Microsporum. Contudo, mesmo tratando-se de infecções fúngicas comuns, há poucos estudos epidemiológicos que caracterizam as populações mais susceptíveis, assim como, tem-se a escassez de pesquisas que busquem novas moléculas com potencial anti-Microsporum. O presente estudo objetivou elucidar o perfil epidemiológico de dermatofitoses em pacientes atendidos em um laboratório privado de João Pessoa-PB, entre 2015 a 2019, e investigar a atividade antifúngica de 2-bromo-N-fenilacetamida (A1Br) frente a isolados clínicos do gênero Microsporum. Trata-se de um estudo epidemiológico, analítico, retrospectivo, documental e experimental, em que o potencial antifúngico de A1Br, frente a linhagens de M. canis e M. gypseum, foi avaliado a partir da Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Fungicida Mínima (CFM), Associação por meio do método checkboard, alterações na micromorfologia e ensaios com ergosterol e sorbitol para investigação do mecanismo de ação. Entre os anos de 2015 a 2019 foram analisadas 1055 suspeitas de micoses, entretanto foram registrados somente 94 casos de dermatofitoses. O perfil de acometidos, foi predominantemente de indivíduos do sexo feminino (58,5%), com 18 a 59 anos de idade (38,4%), brancos (53,6%) e com lesões, principalmente, em pele glabra (38,5%), pés (33,3%) e unhas (12,8%). Ao relacionar a faixa etária com o local da lesão, percebeu-se que lesões em pele glabra, pés e unhas, foram mais frequentes em indivíduos de 18 a 59 anos, enquanto que lesões no couro cabeludo foram majoritariamente elucidadas em indivíduos menos de 18 anos. As espécies mais prevalentes foram M. canis (31,9%) e T.rubrum (31,9%). Ao correlacionar a espécie fúngica com o local da lesão, notou-se que M. canis foi o principal agente responsável por lesões em pele glabra, couro cabeludo e mãos, enquanto T. rubrum foi predominantemente observado em unhas e T. mentagrophytes em pés. Em relação aos resultados experimentais, A1Br apresentou variações de CIM entre 16 a 64 µg/mL para ambas as linhagens e ao comparar estes resultados aos valores de CIM de cetoconazol, não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05). A CFM de A1Br, variou entre 64 µg/mL até valores superiores a 1024 µg/mL e a molécula demonstrou características fungistáticas. Contudo, indiferença farmacológica foi constatada ao associar A1Br ao cetoconazol. Ao analisar os efeitos de A1Br sobre a morfogênese, notou-se que o aumento da concentração dessa substância ocasionou na diminuição de estruturas fúngicas (p<0,05). Em relação ao mecanismo de ação, evidenciou-se que este está associado ao ergosterol fúngico. Conclui-se que os dados presentes nesta pesquisa podem fomentar o desenvolvimento de indicadores e políticas públicas para a população mais susceptível a dermatofitoses e que a molécula A1Br apresentou forte atividade antifúngica e potencial para tornar-se um futuro produto para o tratamento de dermatofitoses.
  • VALGRICIA MATIAS DE SOUSA
  • Potencial antitumoral e toxicidade do (E)-1’-((4-bromo-benzilideno)amino)5’-oxo-1’5’-dihidro-10H-espiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’-carbonitrila (AMTAC-19), um novo derivado espiro-acridínico
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O câncer é um termo utilizado para definir um grupo de doenças caracterizadas pela proliferação descontrolada de células transformadas, provenientes do acúmulo progressivo de alterações genéticas e epigenéticas. Diversos problemas na terapia do câncer, como desenvolvimento de resistência ao tratamento e alta toxicidade, impulsionam a busca por novos fármacos. Nesse contexto, destacam-se os compostos acridínicos que apresentam relatos de atividade antitumoral associada, principalmente, à intercalação no DNA e inibição de topoisomerases. O objetivo deste trabalho foi avaliar a citotoxicidade de derivados espiro-acridínicos em células tumorais e não tumorais, bem como os possíveis mecanismos de ação do composto mais promissor, na linhagem tumoral mais sensível. A citotoxicidade dos compostos foi avaliada pelo ensaio de redução do MTT em linhagens de células tumorais (HCT-116, MCF-7, HeLa, PC-3 e SK-MEL-28) e não tumorais (HaCat e L929), bem como em células mononucleares de sangue periférico (PBMC). O 5'-oxo-1'-((4-(piperidin-1-il) benzilideno)amino)-1',5'- dihidro-10H-espiro[acridina- 9,2'-pirrol]-4'-carbonitrila (AMTAC-23) induziu o menor percentual de inibição do crescimento em células tumorais PC-3 (0 ± 0,85%), e em células não tumorais L929 (11,93 ± 1,91%). O composto mais citotóxico foi o (E)-1’-((4-bromo-benzilideno)amino)5’-oxo-1’5’-dihidro-10H-espiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’-carbonitrila (AMTAC-19), que inibiu o crescimento de células de carcinoma colorretal HCT-116 em 88,56 ± 0,58%, e de células não tumorais L929 em 70,42 ± 1,74%. A concentração que inibe 50% do crescimento celular (CI50) foi de 10,35 ± 1,66 µM em células HCT-116, e 4,89 ± 1,18 µM em PBMC, após tratamento de 72 horas com AMTAC-19. A análise do índice de seletividade mostrou que este acridínico apresenta um efeito mais seletivo em células HCT-116, quando comparado com a droga padrão doxorrubicina. Na sequência, foram avaliados os efeitos de AMTAC-19 sobre o ciclo celular, a indução de apoptose e a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), nas concentrações de 10 ou 20 µM, após 48 horas de tratamento. AMTAC-19 induziu aumento significativo do pico sub-G1 (p<0,05), que está associado a apoptose, bem como parada nas fases S e G2/M (p<0,05), impedindo a síntese do material genético e a multiplicação celular. Foi observado aumento da marcação com anexina V e iodeto propídeo (p<0,05), o que é indicativo de morte celular por apoptose. Alterações morfológicas características de apoptose foram observadas após tratamento com AMTAC-19 por meio de análise em microscopia confocal a laser utilizando laranja de acridina e iodeto de propídeo. Tais alterações incluíram a presença de blebs de membrana, fragmentação do DNA e condensação da cromatina, o que confirma a presença de células apoptóticas. Além disso, AMTAC-19 reduziu a produção de espécies reativas de oxigênio (p<0,05) em células HCT-116, o que sugere que o efeito antioxidante é parte do mecanismo de ação antitumoral do composto. Os dados apresentados indicam que AMTAC-19 induz atividade antitumoral em células HCT-116 por interferir na progressão do ciclo celular e induzir apoptose e efeito antioxidante.
  • FRANCISCO ALLYSSON ASSIS FERREIRA GADELHA
  • Efeito imunomodulador da inflorescência de Musa paradisiaca Linnaeus (Musaceae) na Síndrome de Asma e Rinite Alérgicas Combinadas (CARAS) dependente da inibição do NF-кB e em macrófagos humanos.
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A síndrome de asma e rinite alérgicas combinadas (CARAS) apresenta mesma fisiopatologia nas vias aéreas superior e inferior com manifestações dos sintomas da rinite e da asma que podem aparecer concomitantemente ou separados. O tratamento do controle das duas doenças se faz com protocolos clínicos para a asma, entretanto, alguns pacientes, não respondem de forma adequada. A Musa paradisiaca L. (Musaceae), conhecida como banana cresce nas diversas regiões do planeta sendo utilizada como alimento. Estudos da planta demostraram várias atividades incluindo anti-inflamatória. No Brasil, a inflorescência (coração, mangará) da banana é utilizada no controle de alergias respiratórias. Portanto, no sentido de respaldar cientificamente a planta avaliamos a atividade imunomoduladora do extrato da inflorescência (EHM) em modelo murino de síndrome de asma e rinite alérgicas combinadas (CARAS). Para tal, camundongos fêmeas BALB/c foram sensibilizados e desafiados com ovalbumina (OVA) e tratados, após os desafios, com o EHM. Os resultados foram analisados estatisticamete via ANOVA one-way, onde p<0,05 foi considerado significativo. O EHM diminuiu os sinais clínicos espirros e fricções nasais e a hiper-reatividade nasal induzida com histamina exógena, o infiltrado celular dependente de eosinófilos nas cavidades nasal (NALF) e pulmonar (BALF), a produção de IgE, a produção de citocinas da resposta imune tipo 2 (IL-4, IL-13, IL-5) e do perfil Th17 (IL-17A) no BALF. Em adição, aumentou a produção de citocina do perfil Th1 (IFN-ɣ). Nas análises histológicas nasal e pulmonar o tratamento com o EHM promoveu melhora na arquitetura tecidual de ambas as regiões com diminuição do infiltrado celular, metaplasia das células caliciformes e produção de muco e do número de mastócitos. A análise de mecanismos intracelulares de transdução de sinal demonstrou que o EHM foi capaz de modular negativamente a ativação do fator de transcrição NF-κB. Estudos preliminares in vitro demonstram que o EHM filtrado diminuiu a expressão de receptores de superfície de macrófagos humanos (CD86, HLA-DR) envolvidos na sua ativação e atuação nos processos inflamatórios, bem como diminuiu a produção de IL-6 por essas células. Portanto podemos inferir que a inflorescência da banana possui atividade imunomoduladora, cientificamente comprovada, no modelo experimental de CARAS por diminuir a as citocinas do perfil Th2, a produção de IgE e migração de células inflamatórias para as vias aéreas bem comodiminuir o muco. Esses efeitos estão relacionados com a regulação negativa da ativação do NF-κB, com a estimulação do perfil Th1 (produção de IFN-ɣ) e inibição da tivação de macrófagos humanos, sendo assim o mangará apresenta alto potencial fitoterápico para o controle de doenças alérgicas.
  • DAIANA KARLA FRADE SILVA
  • Efeito antitumoral e toxicidade de um novo derivado acridínico (AMTAC-17) em modelos in vitro e in vivo
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 08:30
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  • O câncer é um termo que se refere a um conjunto de doenças caracterizadas pela proliferação descontrolada de células, com capacidade de invasão e metástase. Apesar dos avanços nas pesquisas no ramo da oncologia, ainda existem muitos problemas nas terapias empregadas, como a alta toxicidade e o desenvolvimento de resistência ao tratamento. Considerando os relatos na literatura de atividade antitumoral de derivados acridínicos, o presente trabalho objetivou investigar a toxicidade e a atividade antitumoral in vitro e in vivo de um novo composto espiro-acridínico, o (E)-5'-oxo-1'-((3,4,5-trimetoxi-benzilideno)amino)-1',5'-dihidro-10H-espiro [acridina-9,2'-pirrol]-4'-carbonitrila (AMTAC-17), selecionado após triagem farmacológica. A atividade antitumoral in vitro foi avaliada pelo ensaio de redução do MTT, obtendo-se um valor de concentração inibitória 50% (CI50) de 27,19 µM para a linhagem de câncer de cólon HCT-116. A toxicidade in vitro foi avaliada em células HaCaT, L929 e PBMC (CI50: 31,40 µM, 103,50 µM e 18,62 µM, respectivamente). Nas concentrações de 30 e 60 µM em células HCT-116, AMTAC-17 alterou a progressão do ciclo celular, induzindo aumento no pico sub-G1, bem como induziu morte celular por apoptose, caracterizada por externalização da fosfatidilserina e alterações morfológicas como formação de prolongamentos na membrana celular, condensação da cromatina e fragmentação nuclear, além de induzir redução no nível de espécies reativas de oxigênio (EROs). No ensaio de toxicidade não clínica aguda em camundongos, AMTAC-17 (2000 mg/kg; via intraperitoneal, i.p.) não induziu morte dos animais experimentais, sendo a dose letal 50% (DL50) estimada como maior que 5000 mg/kg. Para a avaliação da genotoxicidade foi realizado o teste do micronúcleo em sangue periférico de camundongos, sendo observado que AMTAC-17 (2000 mg/kg, i.p.) não induziu aumento no número de eritrócitos micronucleados. No teste de toxicidade em embriões de peixe (teste FET), a concentração letal média (CL50) do AMTAC-17 foi superior a 300 µM. Na avaliação da atividade antitumoral in vivo, em modelo de Carcinoma Ascítico de Ehrlich (CAE), observou-se que AMTAC-17 (12,5; 25 ou 50 mg/kg, i.p., sete dias de tratamento) reduziu a viabilidade e o total de células tumorais peritoneais. Foi observado que AMTAC-17 (12,5 mg/kg) induziu aumento no pico sub-G1, relacionado a apoptose, reduziu a microdensidade vascular peritumoral, indicando ação antiangiogênica, bem como aumentou os níveis das citocinas IL-1β, TNF-α, e IL-12, o que está associado à capacidade imunomoduladora. In vivo, AMTAC-17 não induziu alterações no nível de EROs. Em relação a toxicidade após tratamento antitumoral, entre todos os parâmetros avaliados (parâmetros metabólicos, bioquímicos, hematológicos e histológicos), foi observado que AMTAC-17 (12,5 mg/kg) induziu poucas alterações. Os dados apresentados indicam que AMTAC-17 possui atividade antitumoral em células HCT-116, por induzir apoptose e promover efeito antioxidante, e in vivo por promover ação antiangiogênica e imunomoduladora, associado a uma baixa toxicidade não clínica.
  • MATHANIA SILVA DE ALMEIDA REZENDE
  • Avaliação dos efeitos do carvacrol sobre a função erétil de ratos em modelo de envelhecimento induzido por D-galactose
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 16:00
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  • A disfunção erétil (DE) é definida como a incapacidade de alcançar e/ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória, sendo o envelhecimento um dos fatores de risco envolvidos no seu desenvolvimento. Evidências crescentes sugerem que o estresse oxidativo é o mediador chave das alterações na função endotelial e no tônus vascular peniano no processo de envelhecimento. Assim, a redução dos níveis de espécies reativas de oxigênio (ROS) pode ser um processo importante para preservar a bioatividade da vasculatura peniana. Compostos antioxidantes, como o carvacrol, limitam os danos causados pelas ROS e, portanto, apresentam benefícios para o tratamento da DE. O objetivo do presente trabalho foi caracterizar um novo modelo experimental de DE no envelhecimento induzido por D-galactose, bem como avaliar os efeitos do carvacrol na função erétil desses ratos. Para isto, os animais foram divididos em cinco grupos: controle tratados com veículo (CTL), D-galactose 150 mg/kg (DGAL), D-galactose 150 mg/kg + carvacrol 50 ou 100 mg/kg (DGAL+CVC50 ou 100) e D-galactose 150 mg/kg + sildenafila 1,5 mg/kg (DGAL+SD1,5). Todos os animais foram submetidos a administrações diárias, via intraperitoneal (D-galactose) e oral (carvacrol e sildenafila), por oito semanas. Os protocolos experimentais foram previamente aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade Federal da Paraíba nº 9706070319. Inicialmente, a aparência física dos animais foi analisada e verificou-se que o tratamento dos animais do grupo DGAL apresentavam características de envelhecimento, como queda de pelos severa, pelos crespos e opacos com tonalidades diferentes, diferentemente dos animais dos grupos CTL, DGAL+CVC50 ou 100 e DGAL+SD1,5 que tinham aparência saudável. Os animais apresentaram um aumento gradual no peso corporal sem diferenças entre os grupos tratados. Também não foram observadas diferenças estatísticas nos níveis glicêmicos desses animais. A função erétil foi avaliada pela relação pressão intracavernosa/pressão arterial média (ICP/MAP). A ICP/MAP no grupo DGAL foi significativamente reduzida quando comparada ao grupo CTL, demonstrando o desenvolvimento da DE. Os tratamentos com carvacrol ou sildenafila promoveram melhora deste parâmetro, sugerindo melhora da função erétil por estes tratamentos. Em relação a reatividade cavernosa, os grupos DGAL e SD1,5 apresentaram uma hipercontratilidade induzida por fenilefrina ou estimulação por campo elétrico, quando comparado com o grupo CTL e DGAL+CVC100, respectivamente. O tratamento com o carvacrol reduziu significativamente essa hipercontratilidade. A resposta relaxante induzida pela acetilcolina foi reduzida significativamente nos grupos DGAL e SD1,5 ao comparar com o grupo CTL. Esse efeito foi prevenido pelo tratamento com carvacrol. O relaxamento mediado pelo NPS não apresentou diferenças estatísticas entre os grupos. Em cortes histológicos de corpo cavernoso (CC), o grupo DGAL apresentou um aumento da produção de ânions superóxidos, quando comparado ao grupo CTL, enquanto que o tratamento com carvacrol e sildenafila preveniu esse aumento. Mudanças estruturais foram observadas com o tratamento do grupo DGAL, observando uma diminuição da área total do CC, quando comparado com o grupo CTL. O grupo DGAL+CVC100 foi capaz de prevenir essa alteração, diferentemente dos grupos DGAL+CVC50 e DGAL+SD1,5. O método biomarcador de senescência (senescência associada β- galactosidase - AS-β-gal) foi utilizado e observou-se que o grupo DGAL induziu o aumento da coloração positiva da atividade da AS-β-gal em tecido cavernoso em comparação com o grupo CTL. O tratamento com o cavacrol e sildenafila foi capaz de prevenir esse aumento. Em conclusão, esses resultados demonstram, pela primeira vez, que no modelo de envelhecimento induzido por D-galactose foi observado o estado de DE, hipercontratilidade, disfunção endotelial, além de produzir o aumento de ROS e diminuição dos componentes eréteis essenciais para a ereção peniana, e o tratamento com o carvacrol preveniu todas as alterações e danos associados a este modelo.
  • CINTHIA RODRIGUES MELO
  • ATIVIDADE ANTIPLASMODIAL IN VITRO DE UM DERIVADO DA N-METIL-ISATINA (CH3ISACN), E SUA TOXICIDADE IN SILICO E IN VIVO
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A malária é uma doença parasitária que apresenta grande prevalência no mundo. Em 2018 chegou a acometer cerca de 228 milhões de pessoas, e causar 405.000 mortes. Esta doença é ocasionada pelo parasita do gênero Plasmodium, que é transmitido ao homem através da picada do mosquito fêmea do gênero Anopheles infectada. Um dos principais fatores que tem dificultado o controle da malária, é o grande número de parasitos que apresentam resistência aos antimaláricos usuais, incluindo a artemisinina e derivados. Portanto, é necessário a descoberta de novos medicamentos que tenham maior eficácia, e com baixa toxicidade para o ser humano. Os adutos de Morita-Baylis-Hillman apresentam diversas funcionalidades, entre elas, atividades antiparasitárias. Desta forma, o alvo de nosso estudo é um aduto, o 2- (3-hidroxi-1-metil-2-oxoindolin-3-il) acrilonitrila, também chamado por CH3ISACN. Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar o potencial do aduto CH3ISACN como antimalárico através de estudos in vitro, e avaliar seus efeitos toxicológicos in silico e in vivo. Para isto, o composto CH3ISACN foi exposto à cepa W2 de P. falciparum em eritrócitos humanos, e avaliado se este era capaz de reduzir a parasitemia. Sendo verificado também se o mesmo era capaz de causar hemólise aos eritrócitos. Além disto, foi investigado as características farmacocinéticas e toxicológicas teóricas do aduto CH3ISACN, por meio de ensaios in silico com os softwares AdmetSAR e Molinspiration. Ainda, foi realizado o estudo toxicológico agudo in vivo, seguindo os protocolos experimentais adotados no Laboratório de Ensaios Toxicológicos (LABETOX) e o Guia da OECD 423 (2001). Desta forma, foi administrada uma dose inicial de 300 mg/kg da substância teste, em ratas Wistar e posteriormente, não havendo mortes, foi administrado em outras ratas da mesma espécie, uma dose de 2000 mg/kg. Durante o experimento foram avaliados parâmetros comportamentais, consumo de água, ração e evolução ponderal. Após 14 dias, os animais foram eutanasiados por sobredose de anestésico, e seu sangue coletado para avaliação de parâmetros bioquímicos e hematológicos. Os resultados mostraram que o aduto CH3ISACN apresentou boa atividade antiplasmodial, e baixa citotoxicidade, tendo uma boa viabilidade celular. Além do que mostrou ter uma boa biodisponibilidade oral teórica e não apresentou riscos de toxicidade nos estudos in silico. Ainda, o aduto CH3ISACN não causou morte em nenhum dos animais, apresentando assim uma alta DL50 e sendo classificado segundo a GSH na categoria 5, como tendo baixa toxicidade. Este também não ocasionou nenhuma alteração comportamental, bem como nos demais parâmetros avaliados a maior dose testada não provocou nenhuma alteração significativa. Apenas uma redução na concentração de ureia, mas que não trouxe significado clínico relevante. Por fim, o aduto CH3ISACN apresenta-se como um bom candidato à fármaco para o tratamento da malária. Sendo assim, de grande valia a continuação de seu estudo, até alcançar testes de fase clínica, e assim ser incluído no arsenal terapêutico contra a malária.
  • THAIS MANGEON HONORATO LISBOA
  • TOXICIDADE E ATIVIDADE ANTITUMORAL DE UM HÍBRIDO TIOFÊNICO-ACRIDÍNICO
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O câncer, no sentido mais amplo, refere-se a mais de 277 tipos diferentes de doenças carcinogênicas que se caracterizam pelo crescimento desordenado e potencial metastático. Os efeitos antitumorais dos compostos tiofeno e acridina foram descritos; no entanto, a utilidade clínica desses compostos é limitada devido ao risco de alta toxicidade e resistência ao medicamento. A estratégia de hibridação molecular apresenta a oportunidade de desenvolver novos fármacos que podem exibir melhor afinidade por alvo e efeitos colaterais menos graves. Aqui, 2 - ((6-cloro-2-metoxi-acridin-9-il) amino) -5,6,7,8-tetra-hidro-4H-ciclo-hepta [b] -tiofeno-3-carbonitrila (ACS03), a o composto híbrido tiofeno-acridina com atividade antileishmanial, foi testado quanto à toxicidade e atividade antitumoral. A toxicidade foi avaliada in vitro (em HaCat, L929 e células mononucleares de sangue periférico) e in vivo (embriões de peixe-zebra e toxicidade aguda em camundongos). A atividade antitumoral também foi avaliada in vitro em HCT-116 (linha celular de carcinoma do cólon humano), K562 (linha celular leucêmica mielóide crônica), HL-60 (linha celular de leucemia promielocítica humana), HeLa (linha celular de câncer cervical humano) e MCF -7 (linha celular de câncer de mama) e in vivo (modelo de carcinoma de Ehrlich ascites). ACS03 exibiu seletividade em relação às células HCT-116 (meia concentração inibitória máxima, IC50 = 23,11 ± 1,03 µM). Em embriões de peixe-zebra, o ACS03 induziu um aumento nas atividades de lactato desidrogenase, glutationa S-transferase e acetilcolinesterase. O valor de LD50 (dose letal de 50%) em camundongos foi estimado em mais de 5000 mg/kg (intraperitonealmente). In vivo, ACS03 (12,5 mg/kg) induziu uma redução significativa no volume do tumor e na viabilidade celular. A atividade antitumoral in vitro foi associada ao aumento da capacidade antioxidante e apoptose. A atividade antitumoral in vivo foi associada ao efeito citotóxico do óxido nítrico e atividade antiangiogênica. Em relação a toxicidade, após tratamento antitumoral, entre todos os parâmetros avaliados (parâmetros metabólicos, bioquímicos, hematológicos e histológicos), foi observado que ACS03 (12,5 mg/kg) não induziu alterações significativas. Em conclusão, foram registradas atividades antitumorais significativas e toxicidade fraca para este composto híbrido, caracterizando-o como um potencial composto anticâncer.
  • ANDERSON ANGEL VIEIRA PINHEIRO
  • CONSTITUINTES QUÍMICOS DE Vellozia plicata MART.: CARACTERIZAÇÃO, ESTUDOS in silico E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-HIV-1
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 13:30
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  • Os produtos naturais são empregados historicamente para o tratamento de diversas ameaças à saúde e são uma fonte em potencial para a obtenção de compostos bioativos. Nessa perspectiva, foi realizado um reestudo de Vellozia plicata M. com o objetivo de quantificar o marcador químico, avaliar, por meio de estudos in sílico, a atividade anti-HIV de compostos isolados, bem como predizer seus riscos de citotoxicidade, taxa de absorção oral, intestinal e metabolização hepática. Além disso, também foi possível realizar o doseamento de fenólicos totais, investigar a viabilidade celular e atividade anti-HIV-1 dos compostos e avaliar a atividade antioxidante. Nesse estudo fitoquímico foram isolados treze compostos, dentre eles a amentoflavona (9), 3’, 8’’-biisocampferídeo (10) e a 3’-apigenin-8’’-isocaempferídeo (11), sendo este último relatado pela primeira vez na literatura. O composto (9) foi proposto como marcador químico da espécie, quantificado em 106,92 μg/mg de extrato bruto de V. plicata, com desvio padrão inferior a 5%, conforme preconizado pela Resolução 899/2003. Os biflavonoides foram preditos e aprovados quanto ao potencial de atividade biológica (HIV-1), a taxa de absorção oral e aos parâmetros toxicológicos de mutagenicidade e carcinogenicidade. Eles apresentaram o percentual ABS superior ao controle (36,60%) e não foram observados riscos de toxicidade dentro dos parâmetros analisados pelo software OSIRIS. As análises preditivas de permeabilidade e absorção intestinal dos três biflavonoides isolados apresentaram possibilidade positiva. Os compostos demonstraram bons resultados MolDock Score no docking molecular, ocorrendo melhor interação entre o composto (9) com a protease, e o (10) com a integrase e transcriptase reversa. Os três compostos tiveram suas estruturas preditas após metabolização hepática, indicando que a via metabólica no fígado para (9) se daria pela hidroxilação aromática das enzimas do citocromo P450, já nos compostos (10) e (11) ocorre uma maior expressão de alguns grupos aromáticos e alifáticos por O-desalquilação, hidroxilação e carboxilação. Os compostos gerados a partir da metabolização de (9), (10) e (11) foram preditos, utilizando o OSIRIS, quanto a capacidade de mutagenicidade e carcinogenicidade, entretanto, apenas o (9) apresentou um score de 29,95%, demostrando alto risco de mutagenicidade. Dentre os compostos testados nos estudos biológicos, o extrato etanólico de V. plicata M. (71,19%) e a amentoflavona (70,98%) apresentaram melhor viabilidade celular frente as células JLTRF – R5 não infectadas. Na avaliação do potencial anti-HIV-1 não foi observado diferença significativa entre o controle positivo, os biflavonoides e o extrato etanólico. O doseamento de fenólicos totais do extrato identificou um conteúdo de 271,71 ± 3,08 mg EAG/g. A avaliação da atividade antioxidante corroborou com o doseamento de fenólicos totais, no qual o extrato etanólico da espécie apresentou CE50 de 132,3 ± 2,77, quando comparado com o ácido ascórbico (padrão) que deteve CE50 de 9,14 ± 0,19. Nessa perspectiva, este reestudo demonstrou o potencial químico de V. plicata e demonstou informações farmacocinéticas preditivas dos biflavonoides que poderão auxiliar do processo de investigação e/desenvolvimento de futuros fármacos. Além disso, demonstrou uma boa atividade antioxidante e a necessidade de investigação por outras metodologias do potencial anti-HIV.
  • NATÁLIA FERREIRA DE SOUSA
  • TRIAGEM VIRTUAL DE SELENOETILENOLACTICAMIDAS E N-ARILPROPANAMIDAS COM POTENCIAL ATIVIDADE ANTILEISHMANIA
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • As doenças tropicais negligenciadas caracterizam-se como um grupo de 17 enfermidades transmissíveis, causadas por agentes parasitários que prevalecem em regiões de clima tropical e subtropical e alcançam estimativas de 500 mil casos por ano. A Leishmaniose, é uma patologia infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania sp pertencentes a família Trypanosomatidae. Os medicamentos disponíveis para tratamento apresentam muitos inconvenientes relacionados. Como possíveis alternativas terapêuticas figuram os compostos de organosselênio, visto que o selênio representa um elemento traço essencial as funções biológicas e nutrição dos seres vivos, e até o presente momento são relatados inúmeras atividades e aplicações destes bioativos. Como alternativas para a obtenção dos resultados, menciona-se os métodos de Desenvolvimento de Drogas Assistidos por Computador (do inglês, Computer Aided Drug Designer - CADD), os quais representam alternativas rápidas, eficazes e de custo acessível que garantem um maior direcionamento e praticidade ao estudo desenvolvido. Nessa perspectiva, o presente estudo objetivou realizar a triagem virtual de derivados sintéticos de selenoetilenolacticamidas como potenciais atividades para os protozoários Leishmania infantum e Leishmania amazonensis. Para obtenção dos resultados foram elaborados 8 modelos de predições referentes as formas amstigota e promastigota dos organismos em estudo. Os conjuntos de dados foram obtidos na base de dados ChEMBL, sendo os compostos classificados de acordo com os valores de pIC50, para gerar e validar o modelo utilizando o algoritmo Random Forest, além disso, foi realizado análise de consenso entre os modelos analisados. As simulações de docking molecular foram realizadas no software Molegro Virtual Docker e foram utilizadas duas proteínas obtidas no Protein Data Bank e as seis restantes foram construídas por homologia, além disso, realizou-se um estudo farmacofórico simples com análises de componentes principais (PCA) e consenso (CPCA), por fim foram avaliados parâmetros relacionados a biodisponibilidade como absorção por via oral e violações a regra de Lipinski, além de avaliações da toxicidade, e as moléculas de maior probabilidade foram selecionas para a síntese orgânica. Os modelos de consenso elaborados, com exceção do modelo para a forma amastigota da Leishmania amazonensis, permitiram a classificação de moléculas com probabilidades acima de 60%, correspondendo respectivamente para a L. infantum na seleção de 22 moléculas para a forma amastigota, para a forma promastigota o númeo correspondeu a 28 compostos, e para a L. amazonensis o número correspondeu a 26 moléculas. As análises de docking molecular realizadas foram favoráveis demonstrando que os compostos selecionados interagiram com as enzimas selecionadas, visto que todos apresentaram energias negativas, sendo que para a L. infantum as moléculas 27 e 28 apresentaram potencial multitarget, pois obtiveram energias menores que os ligantes. As análises de CPCA e PCA identificaram que os grupos de descritores mais representativos correspondem ao OH2 e LOGS, sendo estes descritores relacionados a hidrossolubilidade. Em relação a absorção, esta foi superior a 60% indicando que os compostos apresentam altas taxas de absorção por via oral, como também uma boa disponibilidade, visto que, na maioria dos compostos foi registrada a ocorrência de apenas 1 violação a regra. Na avaliação de toxicidade apenas sete compostos apresentaram indícios de toxicidade em até um ou dois parâmetros. A metodologia utilizada foi eficaz e apresentou uma boa reprodutibilidade, visto que permitiu a seleção de 16 compostos que foram sintetizados e encontram-se sob teste biológicos.
  • MARINA DE SOUZA FARIAS SANTOS
  • Híbridos Moleculares Derivados do Álcool Perílico e Borneol: Avaliação Antifúngica.
  • Data: 21/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O gênero Candida é responsável pela maioria das infecções fúngicas em ambientes hospitalares. Atualmente, diversas pesquisas estão direcionadas na busca de novos fármacos bioativos frente a espécies deste gênero. Dados da literatura relatam moléculas com o núcleo perila ou bornila que possuem atividade antimicrobiana. Em estudos anteriores desenvolvidos pelo nosso grupo de pesquisa foi demonstrado que o uso de derivados cinâmicos e benzóicos conjugados com monoterpenos é uma estratégia interessante para obter novos protótipos anti-Candida. Portanto, dando continuidade à busca por candidatos a fármacos antifúngicos, na presente dissertação investigou-se o potencial antifúngico de onze híbridos moleculares derivados do álcool perílico e borneol contendo as subestruturas cinâmicas ou benzóicas. Utilizou-se três metodologias nas reações de esterificação: Preparação de cloreto ácido via SOCl2, Reação de Steglich e Reação de Schotten-Baumann; os rendimentos dos produtos variaram entre 22,5% e 40,4%. Dos onze híbridos obtidos, oito são derivados sintéticos inéditos na literatura. No teste antifúngico frente as espécies C. albicans, C. krusei e C. tropicalis, determinou-se a concentração inibitória mínima (CIM) com a técnica de microdiluição em placa de 96 poços e a concentração fungicida mínima (CFM) em meio de cultura sólido. Na avaliação da capacidade antifúngica dos híbridos, foi possível observar que todos foram bioativos frente as cepas testadas, apresentando atividade fungicida. Os compostos com maior potência antifúngica foram bioativos contra a cepa de C. albicans, na qual, MF3 apresentou atividade inibitória na concentração de 186,88 μM e MF5 em 622,50 μM. Os dados sugerem que a presença de grupos lipofílicos volumosos como substituintes no anel aromático potencializa a ação antifúngica dos híbridos moleculares.
  • GABRIELA RIBEIRO DE SOUSA
  • Síntese, estudo in silico e avaliação da atividade antimicrobiana de análogos e homólogos das riparinas de Aniba riparia (Nees) Mez
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • As N-benzoiltiraminas isoladas de Aniba riparia (Nees) Mez (Lauraceae), conhecidas como riparinas, compõem uma classe especial de alcaloides com função amida. As riparinas denominadas de I, II, III e do análogo sintético riparina IV, apresentam amplo espectro de atividade biológica, destancando-se para atividade antimicrobiana, antidepressiva e ansiolítica. Devido a rara ocorrência em plantas e pelo importante potencial farmacológico, a síntese de análogos e derivados das riparinas tem sido de grande interesse no ambiente acadêmico-científico. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo a síntese de análogos e homólogos das riparinas naturais e sintéticas, assim como a avaliação in vitro e in silico da atividade antimicrobiana para tais substâncias. A obtenção dos análogos das riparinas I, II, III e IV foi feita a partir do método clássico de Schotten-Baumann e pela aminólise de ésteres via DBU com rendimentos de 56-64%. Para a obtenção dos homólogos nor e dinor, os métodos de preparação consistiram na reação de Schotten-Baumann, aminólise de ésteres e amidação via BOP/pyBOP, obtendo rendimentos de 34-70%. Foi realizado a atividade antimicrobiana das substâncias obtidas utilizando as cepas bacterianas: S. aureus (ATCC-25923), S. epidermidis (ATCC-12228), E. coli (ATCC-18739), P. aeruginosa (ATCC-9027) e cepas de fungos C. albicans (ATCC-60193), C. tropicalis (ATCC-13803) e C. krusei (ATCC-6258), este estudo revelou que os produtos testados apresentaram atividade de forte a moderada. Paralelamente, foi realizado o estudo de docking molecular das substâncias com as enzimas 14α-lanosterol-dimetilase, exo-beta-(1,3)-glucanase, N-Myristoyltransferase, protease aspártica secretada (SAP) e proteína de ligação à Penicilina (PBP3). Deste estudo, o análogo à riparina IV, apresentou melhor energia de ligação na interação com a 14α-lanosterol-dimetilase e com a proteína de ligação à penicilina (PBP3) e a riparina IV, II, III, norRiparinaIII, riparina I apresentaram melhores energias de ligação na interação com a exo-beta-(1,3)-glucanase, o que foi possível sugerir que estas enzimas são potenciais alvos de atuação antimicrobiana para tais substâncias.
  • ANA RITA RODRIGUES DE ALMEIDA SILVA
  • Constituintes químicos isolados de Schwartzia brasiliensis (Choisy) Bedell ex Gir.-Cañas
  • Data: 19/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • Schwartzia brasiliensis Choisy pertence à família Marcgraviaceae, possui ampla ocorrência desde o nordeste até o sul do Brasil, é popularmente conhecida como “rabo-de-arara”, “chinelo-de-anjo”, “pente-de-macaco” e “agarrapé”. Suas folhas são utilizadas pela população nordestina no preparo de chás e garrafadas para o tratamento de doenças cardíacas. Estudos fitoquímicos já relatados com esta espécie demonstraram potencialidade farmacológica, porém há poucas evidências do conhecimento químico. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo contribuir para a ampliação do conhecimento químico desta espécie. O material vegetal foi coletado em maio de 2017 no município de Puxinan㠖 PB e identificado pelo botânico Dr. José Iranildo Miranda de Melo, uma exsicata encontra-se depositada no Herbário Arruda Câmara (HACAM – UEPB), sob código 1268 e com cadastro de acesso no Sistema Nacional de Gestão de Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SISGEN) sob número: A021E1B. As partes aéreas de Schwartzia brasiliensis foram secas em estufa à40 ºC, trituradas e extraídas com etanol a 95%, e concentrado em rotaevaporador obtendo-se o Extrato Etanólico Bruto (EEB), em seguida submetido à partição liquido/liquido obtendo-se as fases hexânica, diclorometano e acetato de etila. Uma alíquota da fase hexânica foi submetida a cromatografia em coluna com sílica gel, resultando em 13 frações de onde foi isolada a mistura triterpênica de α- amirina e β-amirina e também foi realizada a identificação de alguns hidrocarbonetos presentes nesta fase analisados e identificados por CG/EM. Uma alíquota da fase diclorometano foi submetida a cromatografia liquida de média pressão de onde foi isolada a 7-hidroxicumarina. Também foi utilizada uma alíquota da fase acetato de etila e submetida à cromatografia em coluna utilizando sephadex LH-20 e desta foi isolada a saponina triterpênica bidesmosídicas. As substâncias foram identificadas por espectroscopia por RMN de 1H e 13C, bidimensionais e comparação com a literatura. Além disso, foi realizada uma metodologia específica de extração para saponinas com o EEB, a qual possibilitou as propostas de identificação de 4 saponinas triterpênicas bidesmosídicas utilizando CLAE-ESI-DAD-EM/EM. Por fim, esse trabalho contribuiu para a ampliação do conhecimento fitoquímico da espécie Schwartzia brasiliensis, através do isolamento de substâncias relatadas pela primeira vez na espécie em estudo, evidenciando o primeiro relato de saponinas na família Marcgraviaceae, bem como direciona para que mais estudos sejam realizados posteriormente.
  • DANIELE DE FIGUERÊDO SILVA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA, CITOTÓXICA E MUTAGÊNICA DOS MONOTERPENOS R - (+)-β-CITRONELOL e S - (-) β-CITRONELOL
  • Data: 19/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A frequência e a morbimortalidade substancial de infecções invasivas provocadas por Candida spp. em ambientes nosocomias, estimulam o interesse na pesquisa de novos fármacos antifúngicos que possam melhorar, este cenário, que em parte é o reflexo da ineficácia que os antifúngicos vem mostrando nas últimas décadas em decorrência a mecanismos de resistência impostos por essas leveduras. Os terpenos consistem em uma das classes de produtos naturais, precusora de inúmeros compostos moleculares biologicamente ativos que já conduziram ao desenvolvimento de fármacos. Dos monoterpenos, o β-citronelol vem mostrando uma série de inúmeras propriedades farmacológicas que o destaca como um possível candidato a fármaco com finalidades terapêuticas diversas. No entanto, este composto revela enantiomeria e pouco é estudado sobre o comportamento de seus isômeros em ambientes biológicos. Diante dessas premissas, buscou-se avaliar a atividade antifúngica, citotóxica e mutagênica dos monoterpenos R - (+) - β-citronelol e S - (-) - β-citronelol. Vários ensaios microbiológicos foram realizados in vitro contra linhagens de Candida albicans e Candida tropicalis para avaliar o desempenho como antifúngico. Os ensaios utilizados foram: determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Fungicida Mínima (CFM), cinética de crescimento, estudo de mecanismo de ação, associação e inibição da formação de biofilme. Já para o estudo in vitro dos efeitos tóxicos, foram realizados: análise de hemólise de células do sistema ABO para verificar o comportamento citotóxico e quantificação das alterações nucleares em células de mucosa oral humana, para analisar o desempenho desses isômeros como agentes genotóxicos/mutagênicos. Nos ensaios de atividade anti-Candida spp. ambos os isômeros, apresentaram CIM50% de 64 µg/mL e CFM50% de 256 µg/mL para as linhagens de Candida albicans e para Candida tropicalis, os isômeros exibiram um CIM50% de 256 µg/mL e um CFM50% de 1024 µg/mL. A atividade antifúngica exibida foi do tipo fungicida e sem diferença estatística entre eles. A cinética de crescimento mostrou que quanto maior a concentração utilizada desses monoterpenos menor é o tempo necessário para impedir o processo de formação de colônias. Os isômeros atuaram nessas células por provocar danos a membrana fúngica. A associação com anfotericina B demonstraram efeitos diferentes entre as linhagens fúngicas analisadas. No entanto, o sinergismo e a aditividade constatados sugerem que os compostos podem ser utilizados para reduzir a resistência fúngica de células planctônicas e a formação de biofilme, já que todas as concentrações subinibitórias inibiram o desenvolvimento desse mecanismo de virulência e resistência. No que diz respeito, ao comportamento tóxico, foram constatados que ambos os isômeros tem baixa capacidade citotóxica sobre os eritrócitos do sistema ABO. Sendo que a baixa atividade hemolítica, está por nenhum tipo de mecanismo protetivo a superfície dos eritrócitos, mas sim, pelo simples fato das substâncias não se mostrarem agressivos. Além disso, os isômeros causaram poucas alterações nucleares, o que permitiu configurá-los como compostos com pouca capacidade genotóxico/mutagênica. Desta forma, em virtude da atividade antifúngica e baixo potencial tóxico que esses isômeros apresentaram, estes podem ser considerados como candidatos ao desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas antifúngicas, desde que, estudos mais detalhados sejam realizados para tornar mais sólido os perfis de bioatividade e toxicidade do R e S - β - citronelol frente as espécies de Candida.
  • INDYRA ALENCAR DUARTE FIGUEIREDO
  • Atividade tocolítica in vitro e in vivo do extrato etanólico das folhas de Varronia dardani (Taroda) J.S. Miller (Cordiaceae) em roedores
  • Data: 18/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • Tendo em vista que o extrato etanólico obtido das folhas de Varronia dardani (VD‑EtOHF) apresentou efeito espasmolítico não seletivo em modelos de músculos lisos tônicos e fásicos, sendo mais potente em útero de rata, decidiu-se caracterizar o mecanismo de ação tocolítica in vitro em ratas e in vivo em camundongos fêmeas. Para os ensaios in vitro, após a eutanásia das ratas, o útero era montado em cubas de banho para órgão isolado e as contrações isométricas eram avaliadas (n = 5). Para os ensaios in vivo, eram utilizados camundongos fêmeas (n = 6). Todos os protocolos experimentais foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFPB (certidão 3864230519). Observou-se que o VD‑EtOHF relaxou de maneira equipotente o útero de rata pré-contraído tanto com KCl (CE50 = 27,7 ± 3,1 μg/mL), quanto com ocitocina (CE50 = 33,1 ± 0,7 μg/mL), sugerindo que o extrato pode exercer seu efeito tocolítico através de um passo comum entre as duas vias, como os canais de cálcio dependentes de voltagem (CaV). Para confirmar essa hipótese, foram realizadas curvas cumulativas ao CaCl2 na ausência (CE50 = 4,7 ± 0,2 x 10‑4 M) e na presença do VD‑EtOHF e observou-se um desvio da curva controle para direita com redução da potência espasmogênica apenas na concentração de 729 μg/mL (CE50 = 7,9 ± 1,8 x 10‑3 M), indicando que o bloqueio do influxo de Ca2+ através dos CaV não seja o principal mecanismo tocolítico do extrato. Também foi observado que os canais de potássio, os receptores adrenérgicos-β, a via das ciclo-oxigenases e do óxido nítrico não estão envolvidas no mecanismo de ação tocolítica do VD-EtOHF. A inibição de vias contráteis também pode ocasionar relaxamento do miométrio. Com isso, avaliou-se a participação da via RhoA/Rho cinase (ROCK) no efeito tocolítico do VD‑EtOHF. Observou-se que na presença de Y‑27632, um bloqueador não seletivo de ROCK, a curva controle de relaxamento do extrato foi deslocada para a esquerda, com aumento da potência relaxante em torno de 2 vezes (CE50 = 14,5 ± 2,7 μg/mL), sugerindo que o VD-EtOHF modula negativamente a via RhoA/ROCK no seu mecanismo tocolítico. A calmodulina desempenha um papel fundamental na sinalização do Ca2+ e contração da musculatura lisa. Dessa forma, avaliou-se a participação desta proteína no mecanismo tocolítico do VD‑EtOHF, e foi observado um aumento da potência relaxante do extrato em torno de 17 vezes na presença do calmidazolium, um bloqueador da calmodulina (CE50 = 2,0 ± 0,3 μg/mL), sugerindo que o VD‑EtOHF exerce seu mecanismo tocolítico por modular negativamente a calmodulina. No ensaio de toxicidade aguda, o VD-EtOHF (2000 mg/kg, v.o.) não induziu sinais de toxicidade nas condições experimentais avaliadas. No protocolo que simula a dismenorreia primária, foi observado que o extrato inibiu as contorções abdominais induzidas por ocitocina apresentando efeito máximo na dose de 1000 mg/kg (Emax = 80,2 ± 10,1% e DE50 = 105,5 ± 14,8 mg/kg), sugerindo que o mesmo apresenta atividade tocolítica in vivo em camundongos fêmeas. Uma vez que a dismenorreia está relacionada com o aumento da produção de PGF2α, observou-se que o VD-EtOHF relaxou o útero de rata pré-contraído com PGF2α (CE50 = 15,4 ± 3,5 μg/mL), sugerindo que o extrato pode modular negativamente a via de sinalização deste agonista contrátil. Pode-se concluir que o VD‑EtOHF modula negativamente a via RhoA/ROCK e a calmodulina em útero de ratas, além de apresentar efeito anti-dismenorreico em camundongos fêmeas.
  • MARIA DENISE LEITE FERREIRA
  • Estudo fitoquímico aliado a uma análise quimiométrica e ensaios de atividade larvicida frente ao Aedes aegypti L. da espécie Waltheria viscosissima A. St.-Hil
  • Data: 18/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • Waltheria viscosissima A. St. Hil (Sterculiaceae), Malvaceae sensu lato, conhecida popularmente como "malva branca" e "malva viscosa" é uma espécie endêmica do Nordeste brasileiro, utilizada tradicionalmente como antitussígena, expectorante e anti-inflamatória. Considerando a importância de pesquisas sobre espécies da família Malvaceae s.l. explora-se neste estudo o potencial fitoquímico, aliado a uma analise quimiométrica com modelos de análise multivariada de dados (PCA e PLS) e a atividade larvicida frente ao Ae. Aegypti da espécie W. viscosissima. O isolamento dos compostos foi realizado utilizando técnicas cromatográficas e a elucidação estrutural por RMN 1D e 2D. O estudo levou a identificação de quatorze compostos do extrato etanólico bruto das partes aéreas, um álcool (decanol), uma mistura de esteróides, um derivado de clorofila, três triterpenos e sete flavonoides relatados anteriormente na literatura. A quantificação dos compostos por métodos espectrofotométricos mostrou que o extrato das partes aéreas possui alta concentração de flavonoides, enquanto o extrato das raízes era rico em outros compostos fenólicos. No ensaio antioxidante frente ao radical DPPH o extrato das partes aéreas apresentou EC50 = 118,10 ± 1,21 g/ml e o extrato da raiz EC50 = 77,32 ± 4,37 g/ml, mostrando-se com interessante potencial antioxidante. O extrato das raízes e partes aéreas de W. viscosissima apresentaram atividade larvicida, sendo o da raiz mais potente frente ao Ae. aegypti (CL50 = 4,78 mg/ml), caracterizando-se como uma alternativa favorável a ser utilizada em um sistema de controle integrado desse vetor. Na busca por explorar os possíveis mecanismos envolvidos, na atividade larvicida dos extratos, se verificou a possível alteração na produção de NO e perfil de mortalidade. Observou-se nas larvas expostas ao extrato das partes aéreas diminuição da produção de NO, em relação ao controle. Para o extrato da raiz sugere-se que outros mecanismos de ação estejam envolvidos na atividade larvicida desencadeada. Determinou-se que o tempo afeta positivamente a sobrevivência das larvas, sendo que o extrato da raiz apresentou melhor perfil de mortalidade que o extrato das partes aéreas. Além disso, as fases hexânicas, acetato de etila e hidroalcoólica de ambos os extratos e algumas substâncias isoladas também foram avaliadas frente a larvas no quarto estágio de Ae. aegypti, dessas as fases hexano e acetato de etila da raiz e partes aéreas exibiram as melhores atividades com CL50 de 1,02 , 0,83, 2,10 e 1,30 mg/ml, respectivamente. Os compostos, ácido betulônico e vitexina mostraram atividade “in vitro” após 48 e 72 horas de exposição. Complementarmente, um perfil metabólico realizado por espectroscopia de 1H-RMN e análise multivariada de dados foi aplicado com as fases de alta, média e baixa polaridade dos extratos. A análise de componentes principais (PCA) com os espectros foi capaz de distinguir as diferenças e semelhanças metabolômicas entre cada parte da planta. A regressão de mínimos quadrados parciais (PLS) confirmou uma forte correlação entre os efeitos observados e os perfis metabólicos da espécie. Os dados mostram que principalmente as substâncias como o decanol, triterpenos e flavonas glicosiladas são os compostos dominantes potencialmente associados com a bioatividade contra Ae. Aegypti. Os resultados demonstraram o potencial da RMN de 1H no desenvolvimento de metodologias para previsão de atividades biológicas.
  • GLEICE RAYANNE DA SILVA
  • Atividade espasmolítica do extrato metanólico bruto obtido das partes aéreas de Evolvulus linarioides Meisn. (Convolvulaceae) e seu possível mecanismo de ação em íleo isolado de cobaia
  • Data: 17/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • Varias espécies de Convolvulaceae são utilizadas popularmente para o tratamento de desordens do músculo liso e outras já apresentaram efeito espasmolítico. Entre as espécies dessa família, destaca-se Evolvulus linarioides Meisn., uma espécie comumente encontrada nos estados de Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Paraíba. Dessa forma, esse estudo teve como objetivo investigar a atividade espasmolítica do extrato metanólico bruto obtido das partes aéreas (EL‑MeOHPA) em aorta e traqueia de rato, útero de rata e íleo de cobaia, além de caracterizar seu mecanismo de ação no órgão que apresentou maior potência relaxante. Todos os procedimentos experimentais funcionais (n = 5) realizados foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFPB (certidão 3059100918). O EL‑MeOHPA apresentou atividade espasmolítica não seletiva em relação aos órgãos testados, sendo mais potente em traqueia de rato (CE50 = 139,4 ± 17,4 µg/mL) e íleo de cobaia (CI50 = 124,8 ± 18,1 µg/mL). Seguindo com o estudo do mecanismo de ação em íleo de cobaia, observou-se que o EL‑MeOHPA relaxou de maneira equipotente o íleo pré-contraído com 40 mM de KCl (CE50 = 53,5 ± 5,7 µg/mL) e com 10-6 M de CCh (CE50 = 49,6 ± 7,2 µg/mL) ou de histamina (CE50 = 36,0 ± 5,2 µg/mL), sugerindo que o extrato deve inibir o influxo de Ca2+ através dos canais de Ca2+ dependentes de voltagem (CaV). Essa hipótese foi confirmada, uma vez que o extrato inibiu as contrações cumulativas induzidas por CaCl2 em meio despolarizante (KCl 70 mM) nominalmente sem Ca2+. Além disso, o EL-MeOHPA relaxou de maneira equipotente o íleo pré‑contraído com S‑(‑)‑Bay K8644, um agonista dos CaV1 (CE50 = 83,2 ± 6,4 µg/mL), em comparação ao efeito observado com KCl, demonstrando que o extrato inibe de forma direta o influxo de Ca2+ através dos CaV1. Também foram investigadas outras vias de relaxamento, entretanto foi constatado a não participação dos canais de K+ e das vias adrenérgica, do óxido nítrico e das ciclo-oxigenases no efeito espasmolítico desse extrato em íleo de cobaia. Tendo em vista que os mecanismos de mobilização de Ca2+ nas células musculares das camadas circular e longitudinal se diferenciam, investigou-se também um possível bloqueio da mobilização de Ca2+ dos estoques intracelulares. Para isso, foi utilizada a camada circular do íleo de cobaia, e observou-se que o extrato antagonizou as contrações fásicas induzidas por 10-5 M de histamina (CE50 = 53,5 ± 5,7 µg/mL), modulando assim negativamente a liberação de Ca2+ dos estoques intracelulares. Diante do exposto, conclui-se que o EL-MeOHPA possui atividade não seletiva nos órgãos testados e que seu mecanismo de ação em íleo isolado de cobaia envolve bloqueio do influxo de Ca2+ via CaV1, além de uma modulação negativa dos mecanismos de liberação de Ca2+ dos estoques intracelulares, resultando na redução da [Ca2+]c, promovendo assim o relaxamento muscular.
  • LAÉRCIA KARLA DIEGA PAIVA FERREIRA
  • Estudo dos mecanismos imunomoduladores do alcaloide sintético MHTP na Síndrome da Asma e Rinite Alérgica Combinadas (CARAS) experimental induzida por Ovalbumina
  • Data: 17/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • O alcaloide sintético 2-metoxi-4-(7-metoxi-1,2,3,4-tetrahidroisoquinolin-1-il) fenol, (MHTP), apresenou rendimento de 93,45%, baixa toxicidade aguda não clínica com DL50 superior a 1.0 g/kg e sem efeito genotóxico. O MHTP apresentou efeito anti-inflamatorio em modelos de inflamação aguda devido a modulação da via TLR4- p38MAPquinase/p65NF-κB e, em modelo de inflamação pulmonar alérgica diminuiu os níveis de células TCD4+. O objetivo deste trabalho foi investigar os mecanismos imunomoduladores do tratamento com o MHTP, pelas vias intranasal (in) ou oral (vo), no modelo experimental de síndrome de asma e rinite alérgicas combinadas (CARAS) induzida por ovalbumina (OVA). Para tal, camundongos BALB/c fêmeas foram sensibilizadas com OVA nos dias zero e sete e durante três dias consecutivos, em três semanas consecutivas, foram desafiadas com OVA por instilação nasal. A partir do 38° dia, por cinco dias consecutivos, os animais foram desafiados com aerossol de OVA durante 30 minutos diários. O tratamento ocorreu uma hora antes de cada desafio. No 43° dia do protocolo, foi realizada a coleta do material biológico para análise dos parâmetros imunológicos. Os sinais clínicos foram quantificados após o último desafio semanal e após o último desafio por aerossol. A reatividade nasal induzida pela histamina foi realizada no 37º dia. O tratamento de animais saudáveis com MHTP (vias in ou vo) não alterou os parâmetros fisiológicos dos animais. Os animais com CARAS tratados com o alcaloide (in ou vo) apresentaram redução (p<0,05) dos sinais clínicos (espirros e fricção nasal); na hiper-reatividade nasal à histamina; na migração de células totais e majoritariamente de eosinófilos nos fluidos nasal (NALF) e broncoalveolar (BALF); na inflamação tecidual, na hiperprodução de muco nas cavidades nasal e pulmonar; na hiper-reatividade brônquica e no remodelamento tecidual pulmonar; nos níveis séricos de IgE total e OVA-específica; nos níveis de citocinas, no BALF: IL-33, TSLP, IL-4, IL-13, IL-5, TGF-β e IL-17. O MHTP aumentou os níveis de INF-γ e consequentemente da razão IFN-γ/IL-4. A ativação das MAPK p-ERK1/2 e p-p38 em granulócitos e linfócitos foram reduzidas pelo tratamento com o MHTP assim como a p65-NF-κB em linfócitos. Ao se comparar as duas vias de administração, a via oral foi mais eficaz em reduzir (p<0,05) os níveis de eosinófilos, inflamação tecidual, muco, hiper-reatividade brônquica e remodelamento tecidual da cavidade pulmonar; IgE total e específica e, no BALF, reduzir os níveis de IL-4 com aumento nos níveis de IL-10 e nos granulócitos reduziu as MAPK p-ERK1/2 e p-p38. Os resultados obtidos no presente estudo propõem que os mecanismos imunomoduladores do MHTP independente da via administração (in ou vo), estejam relacionados a modulação negativa das MAPK (ERK1/2 e p38) em granulócitos e linfócitos e do NF-κB em linfócitos consequentemente o quadro patológico estabelecido na CARAS foi suprimido pelo MHTP. Em adição, a regulação do perfil TH2 pelo perfil TH1 foi observada em ambas as vias de administração do MHTP e a pela via oral o alcaloide também promoveu uma regulação via aumento da IL-10 no BALF. Diante do exposto sugerimos que o MHTP é um candidato em potencial para se tornar um fármaco no sentido de ser inserido no arsenal terapêutico no tratamento da CARAS uma vez realizado os ensaios clínicos apropriados.
  • LUIZ HENRIQUE AGRA CAVALCANTE SILVA
  • Interações imunoendócrinas: efeito do hormônio ouabaína sobre os neutrófilos
  • Data: 14/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A ouabaína é um esteróide carditônico inicialmente descrito como um metabólito secundário proveniente de plantas. No entanto, posteriormente, essa molécula foi descrita como uma substância endógena presente no plasma de mamíferos. Além de seu papel clássico como inibidora da Na+/K+-ATPase, que está associado aos seus efeitos cardiovasculares, a ouabaína é capaz de ativar diferentes vias de sinalização mediadas por essa bomba. Inúmeras evidências indicam que a ouabaína regula diversas funções imunológicas. Nosso grupo demonstrou que esse hormônio pode modular negativamente muitos aspectos da resposta inflamatória, como a permeabilidade vascular, a produção de citocinas e a migração de neutrófilos em diferentes modelos. No entanto, pouco se sabe sobre os efeitos da ouabaína em neutrófilos, bem como as possíveis vias de sinalização ativadas pela interação desse hormonio com a Na+/K+-ATPase presente nessas células. Nesse contexto, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito da ouabaína sobre os neutrófilos em nível funcional e molecular, a fim de compreender o papel desse hormônio nos processos inflamatórios. Para tanto, esse estudo foi realizado com neutrófilos isolados da medula óssea de camundongos e de sangue periférico humano. Inicialmente, foi realizado um ensaio de citotoxicidade, no qual foi observado que a ouabaína (1, 10 e 100 nM) não altera a viabilidade dos neutrófilos de camundongos nos tempos avaliados (2, 4 e 24 h). No entanto, a viabilidade basal dos neutrófilos nos tempos de 4 h (78,7%) e 24 h (35,2%) foram menores que no tempo de 2 h (88,1%). Dessa forma, os ensaios posteriores foram realizados usando o menor tempo de tratamento. Posteriormente, foi analisado se a ouabaína modularia a função migratória dos neutrófilos de camundongos in vitro (ensaio de transwell). Como já previamente demonstrado em estudos in vivo, a ouabaína também reduz a migração neutrofílica in vitro (inibição: 1 nM = 80,12%; 10 nM = 76,24%; 100 nM = 56,36%). Ao avaliar se a ouabaína estaria modulando as moléculas relacionadas com a migração celular, foi visto que esse hormônio, na concentração 1 nM, reduz a expressão (30%) da molécula de adesão CD18 (β2-integrina) em neutrófilos de camundongos, no entanto, sem interferir na expressão do receptor de quimiocinas CXCR2. A ouabaína também não modulou os níveis de CXCL-1 em cultura de macrófagos, que são células teciduais produtoras de quimiocinas. Considerando que a interação da ouabaína com a Na+/K+-ATPase pode modular diferentes vias de sinalização, foi, então, avaliado se em neutrófilos essas vias seriam reguladas. Observou-se que o tratamento com a ouabaína induz um aumento de 55,18% (1 nM), 98,56% (10 nM) e 59,75% (100 nM) na fosforilação da proteína cinase Src. No entanto, esse tratamento não modulou os níveis de fosforilação das proteínas MAPK ERK e p38 e do fator de transcrição NF‑κB. Foi ainda estudado se a ouabaína poderia modular outra função neutrofílica, a liberação de armadilhas de neutrófilos (NETs). O tratamento com a ouabaína (1, 10 e 100 nM) não modulou os níveis de NETs induzidas pelo PMA em neutrófilos humanos. Entretanto, apenas o tratamento com a ouabaína (100 nM) induziu a produção de NETs. Conclui-se que os efeitos moduladores da ouabaína sobre os neutrófilos estão relacionados ao seu potencial anti-inflamatório observado anteriormente em diversos modelos. Esses dados contribuem para o conhecimento do papel fisiológico da ouabaína e sugerem um novo modo de ação para esse hormônio.
  • NATANAEL TELES RAMOS DE LIMA
  • Contribuição ao conhecimento fitoquímico de Cissampelos sympodialis Eichl. (Menispermaceae)
  • Data: 14/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • Cissampelos sympodialis Eichl. é a única espécie de Cissampelos L. encontrada apenas no território brasileiro, popularmente conhecida como “milona”,“jarrinha”, “abuteira” e “orelha-de-onça”, é rica em alcaloides e tem uso tradicional no tratamento de asma, bronquite, reumatismo e artrite. Dessa forma, objetivo deste trabalho foi contribuir com o conhecimento químico e farmacológico da espécie. As partes aéreas foram coletadas no horto do Instituto de Pesquisa em Fármacos e Medicamentos – IpeFarM da UFPB e uma exsicata encontra-se depositada no Herbário Prof. Lauro Pires Xavier sob registro AGRA 1476 e no Sistema Nacional de Gestão de Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado (SisGen) sob código A9B2EFC. Após a coleta, secagem e trituração foi feita a extração com etanol 95% e em seguida o solvente foi concentrado em rotevaporador, sendo obtido o Extrato Etanólico Bruto (EEB). O EEB foi particionado usando solventes de polaridade crescente: hexano, clorofórmio e acetato de etila. A fase aquosa passou por uma cromatografia em coluna aberta usando Sephadex-LH 20, resultando na fração CSFT-1 que foi processada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) preparativa. Foi realizada uma marcha para alcaloides a fim de obter a Fração de Alcaloides Totais (FAT). Os compostos isolados foram identificados através de técnicas espectrométricas (Espectrometria de massas – EM) e espectroscópicas (Ressonância Magnética Nuclear - RMN) e comparadas com a literatura. Outros compostos presentes na fração CSFT-1 foram identificados por EM por comparação com a literatura. Foi realizado um estudo de docking molecular de alcaloides já isolados da milona: laurifolina, milonina, warifteina, metilwarifteina, roraimina, des-7’-O-metilroraimina e epi-des-7’-O-metilroraimina e suas interações com a Topoisomerase IIα e com o DNA. Realizou-se um ensaio de MTT com amostras de C. sympodialis em células câncer de mama, melanoma humano, carcinoma de cólon, adenocarcinoma cervical e em células normais de queratinócitos humanos. Foi possível isolar 4 substâncias por CLAE preparativo: o nucleosídeo adenosina e três flavonoides, a vicenina-2, a quercetina-3-O-β-glicopiranosil-(1→6)- β-galactopiranosídeo e o canferol-3-O-β-glicopiranosil-(1→6)-β-galactopiranosídeo. Foram identificadas 10 substâncias por EM: ácido cafeico-hexosídeo, salsolinol, guanosina, ácido siríngico-O-hexosideo, magnoflorina, álcool benzílico-hexose-pentose, aromadendrina-hexosideo, apigenina-6-C-glicosídeo, isoquercetina e astragalina. O docking apontou que a roraimina possui capacidade antitumoral por interação com a Toposiomerase IIα e com o DNA e a des-7’-O-metilroraimina como ligante do DNA. O ensaio de MTT indicou que o EEB possui atividade inibitória de células de câncer de cólon e de mama e a FAT foi capaz de inibir fortemente o crescimento de todas linhagens testadas, embora tenha apresentação ação contra células normais. O teste também demonstrou que os flavonoides glicosilados não possuem atividade significante contra as linhagens testadas. Conclui-se que a milona tem potencial atividade antitumoral e que eventualmente pode ser usada como complemento no tratamento do câncer, além de teoricamente possuir compostos químicos que podem se tornarem fármacos atuantes contra neoplasias.
  • THALISSON AMORIM DE SOUZA
  • Estudo fitoquímico de Neocalyptrocalyx longifolium Mart. Cornejo e Iltis Capparaceae
  • Data: 13/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A caatinga é um ecossistema encontrado exclusivamente no nordeste brasileiro, ocupa uma grande extensão geográfica, cerca de 60% da área total da região. Historicamente esse bioma é associado à seca, no século XIX von Martius o definiu como “uma floresta sem folhas no verão“. Contudo, nos dias atuais essa perspectiva tem mudado e sua biodiversidade se torna cada vez mais reconhecida, estima-se que a caatinga possui 1159 espécies endêmicas, dentre as quais várias possuem utilização medicinal descrita a partir dos saberes populares e tradicionais dos grupos que habitam a região. Entre as famílias de plantas adaptadas as condições típicas desse domínio fitogeográfico Capparaceae surge como uma das principais, devido ao seu número espécies amplamente distribuídas e seu uso na medicina popular. Comumente conhecido como "incó" Neocalytrocalix longifolium Mart. Cornejo & Iltis (sin. Capparis jacobinae, Cholicodendron longifolium) é endêmico do nordeste brasileiro e indicado para o tratamento de várias doenças como; problemas digestivos, dor abdominal, intoxicação, febre, diabetes, inflamação, problemas pulmonares, cardíacos e emenagogo. Apesar da vasta indicação, não há relatos na literatura sobre sua composição química. Assim, o objetivo deste trabalho é isolar e identificar as substâncias presentes em N. longifolium. O material vegetal, composto por partes subterrâneas, foi coletado no Estado da Paraíba, identificado pelo Prof. Dr. José Iranildo Miranda e armazenado como voucher no Herbário Manuel de Arruda Câmara da Universidade Estadual da Paraíba, registrado no Sisgen sob o número A885D6F. A raiz foi seca, pulverizada e extraída em etanol. A solução utilizada foi concentrada em evaporador sob pressão reduzida a 40 ° C. Em seguida, o extrato foi particionado, adicionando solventes aumentando a ordem de polaridade. As soluções foram concentradas, e a fase diclorometano fracionada por meio de coluna cromatográfica, em gel de sílica com hexano e acetato de etila em gradiente. Depois disso, as frações foram purificadas por HPLC tendo como fase móvel MeOH / H2Oac. As amostras foram analisadas por ressonância magnética nuclear de 1H e 13C e sua fórmula molecular confirmada por espectrometria de massas de alta resolução. Os resultados permitiram identificar 5-etil-5-metil, 5-dimetil oxazolidin-2-ona bem como 5-etil-5-metil, 5-dimetil oxazolidina-2-tiona e ácido siríngico isoladas pela primeira vez neste gênero. O estudo contribui para ampliar o conhecimento sobre espécies de Capparaceae neotropicais endêmicas do semiárido brasileiro.
  • THALLITA KARLA SILVA DO NASCIMENTO GONZAGA
  • Estudo não clínico do efeito ansiolítico-símile e antidepressivo-símile do álcool piperonílico em camundongo
  • Data: 13/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • As alterações neurocomportamentais tem atingido considerável parcela da população mundial, dentre estes transtornos está a ansiedade que causa limitações tanto psicológicas, como também físicas. E muitas plantas medicinas tem sido alvo de estudos na psicofarmacologia, com intuito de contribuir para a produção de novos fármacos psicoativos com menor apresentação de efeitos adversos. O piperonal, sendo um composto derivado do safrol, produto obtido da Piper hispidinervum, possui comprovada ação antibacteriana, na prevenção da esteatose hepática, na prevenção da resistência a insulina e possível atividade ansiolítica. O álcool piperonílico é um metabólito do piperonal, obtido de espécies do gênero Piper spp. ou da biotransformação da piperina e piperonal em ratos. Portanto, o estudo objetivou investigar a influência álcool piperonílico no sistema nervoso central e seus efeitos ansiolíticos – símile e antidepressivos – símile através da análise de alterações neurocomportamentais em camundongos e melhor caracterização do seu mecanismo de ação. Em estudos iniciais o álcool piperonílico apresentou efeito estimulante no teste de triagem farmacológica, também a dose letal 50 foi definida acima de 2.000 mg/kg, caracterizando uma substância com baixa toxicidade. A investigação da atividade ansiolítica foi realizada no teste do labirinto em cruz elevado e teste da placa perfurada, em que o composto diminuiu o comportamento ansiogênico causado pelo aparato nos camundongos nas doses escolhidas, sendo a dose de 50mg/kg a melhor. Os métodos para investigação de efeito tipo antidepressivo foram o teste de nado forçado, no qual a diminuição do tempo de imobilidade foi melhor obtida nas doses de 25 e 50 mg/kg e o teste de suspensão da cauda em que apenas a dose de 50mg/kg apresentou redução significativo sobre o tempo de imobilidade. E para validar os resultados obtidos e comprovar que o efeito tipo antidepressivo do álcool piperonílico não foi devido a um efeito estimulante no sistema nervoso central, foram realizados os teste de campo aberto em que o animal não apresentou alteração motora em relação ao grupo controle na avaliação da ambulação espontânea e também, o teste de rota-rod com o qual não se observou alterações motoras induzidas pelo composto. O último teste realizado foi para investigar a atuação do álcool piperonílico na via serotoninérgica através do teste de nado forçado, então utilizando a cetanserina 1mg/kg, antagonista do receptor 5-HT2, verificou-se uma reversão da redução do tempo de imobilidade obtida com o álcool piperonílico, obtendo-se um tempo de imobilidade do grupo tratado com cetanserina 1mg/kg /álcool piperonílico 50mg/kg similar ao observado no grupo controle, caracterizando um possível envolvimento do sistema serotoninérgico na atividade ansiolítica - símile e antidepressiva – símile do álcool piperonílico. É possível concluir, diante dos resultados obtidos que o álcool piperonílico apresentou atividade significativa tipo antidepressiva e na redução do comportamento ansiogênico dos animais.
  • LARISSA ADILIS MARIA PAIVA FERREIRA
  • Efeito do alcaloide Curina nas vias de transdução de sinais TLR4/NfκB em granulócitos do pulmão no modelo experimental de Lesão Pulmonar Aguda
  • Data: 13/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A lesão pulmonar aguda (LPA) e, a sua forma mais grave, a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) são doenças inflamatórias que acometem os pulmões, com ruptura da barreira alvéolo-capilar e perda da complacência pulmonar orquestradas por intenso processo inflamatório mediado, majoritariamente por neutrófilos que culmina com o dado alveolar difuso e hipóxia tecidual. Até o momento, não se tem uma farmacoterapia adequada, portanto, a busca por alternativas farmacológicas que melhorem o quadro inflamatório, os danos teciduais e restaure a arquitetura pulmonar torna- se promissora. Neste contexto, a Curina, um alcaloide natural bisbenzilisoquinolínico, com propriedades antialérgica, analgésica e anti- inflamatória é o alvo desse estudo, o qual objetivou desvendar o(s) mecanismo(s) de ação do alcaloide no modelo experimental de lesão pulmonar aguda (LPA). Para tal, camundongos BALB/c machos foram desfiados com lipopolissacarídeo (LPS) e tratados com Curina uma, 24 e 48 horas após o desafio e, 72 horas após a administração do LPS, os animais foram eutanasiados e coletado o material biológico para as análises. O tratamento com a curina inibiu (p<0,05) a migração celular para o fluido do lavado broncoalveolar (BALF) dependente majoritariamente da inibição de neutrófilos. Em adição, a curina restaurou a arquitetura pulmonar, diminuindo o edema, a permeabilidade vascular e reduzindo a concentração de proteínas totais no BALF bem como a razão Úmido/Seco do pulmão. A curina também diminuiu (p<0,05) a produção das citocinas inflamatórias TNF-α, IL-1β e IL-6. De maneira surpreendente, a curina demonstrou sua atividade anti-inflamatória via modulação negativa na expressão do receptor TLR-4, com consequente diminuição da fosforilação e ativação da porção p65 do NFκB, interferindo, portanto, no processo inflamatório característico da LPA. De forma conclusiva, o tratamento com a curina reverteu o quadro inflamatório e edematogênico na LPA, via a sinalização TLR4/NFκB, tornando-a uma molécula promissora, candidata a possível fármaco, a ser testado em ensaios clínicos no sentido de ser incluída no arsenal diminuto e restrito de medicamentos para a síndrome do desconforto respiratório agudo.
  • RANNA BEATRIS DE LIMA SOUZA
  • CONSTITUINTES QUÍMICOS DE Macroptilium martii (Fabaceae): ISOLAMENTO GUIADO POR ESPECTROMETRIA DE MASSAS, CARACTERIZAÇÃO E CITOTOXICIDADE
  • Data: 13/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A utilização das plantas pelos seres humanos vem desde os primórdios fazendo parte da organização das comunidades, como alimento, fonte de tratamento alternativo e para a promoção da saúde. Esta prática ainda é comum em vários povos, sendo mais evidente nos países em desenvolvimento, mas na atualidade tem ganhado importância, pois a sociedade moderna vem explorando os recursos naturais e sua imensa diversidade de substâncias. Dentre as famílias encontradas na Caatinga, as plantas da família Fabaceae são as predominantes e entre elas está a espécie Macroptilium martii (Benth.), conhecida como orelha de onça que tem ocorrência por toda a região Nordeste. Devido aos raros estudos com este gênero e ausência de estudos químicos e farmacológicos da espécie, este trabalho tem como objetivo realizar uma abordagem fitoquímica e monitorar o potencial citotóxico desde o extrato etanólico bruto até as substâncias isoladas de M. martii. As partes aéreas da espécie foram coletadas entre os municípios de Monteiro e Sumé na Paraíba, após secagem e pulverização foi realizada uma extração do material vegetal com etanol e posterior partição líquido-líquido do extrato etanólico bruto, resultando nas fases hexânica, clorofórmica, acetato de etíla e n-butanólica. A fase acetato de etila foi analisada por CLAE-EM/EM, apresentando 12 picos principais, que foram identificados como sendo flavonoides glicosilados e saponinas. Esta mesma fase foi submetida a cromatografia em coluna com Sephadex-LH20, e uma das suas frações (04) foi analisada por CLAE em escala analítica e fracionada em escala preparativa, levando ao isolamento de quatro substâncias: canferol-3-O-galactose-6’’-O-rhamnose, isorhamnetin-3-O-galactose-6’’-O-rhamnose, um protoalcaloide denominado 2-[(carboxi-acetil)amino] ácido benzoico e um novo flavonoide glicosilado ainda não descrito anteriormente na literatura Isorhamnetin-3-O-galactose-6’’-O-ramnose-4-O-galactose-ácido-2-metilbutírico. As substâncias foram identificadas por espectroscopia por RMN de 1H e 13C, bidimensionais e HR-ESI-EM. A citotoxicidade foi avaliada desde o extrato etanólico até as substâncias isoladas de M. martii por meio do ensaio de redução do MTT, utilizando as linhagens de células tumorais humanas HCT-116 (carcinoma colorretal humano), HeLa (carcinoma cervical), SKMEL (melanoma), PC-3 (carcinoma de próstata) e MDA-MB-231 (adenocarcinoma mamário humano), além do L929 (fibroblasto murino) mantidas em meio de cultura RPMI-1640. Essa triagem mostrou um resultado em que EEB – M. martii, Fase AcOET, AcOET-04, MM-04 e MM-02 não apresentaram atividade (1 a 20% de inibição), para as linhagens HCT-116, SKMEL , PC-3 e MDA-MB-231 e apenas MM-04 e MM-02 apresentaram pouquíssima atividade (inibição de crescimento celular variando de 20 a 50%) para a linhagem HeLa. Deste modo foi observado que essa triagem teve resultado pouco promissor e apenas para uma linhagem celular. Os resultados deste trabalho, colaboraram com o conhecimento químico e farmacológico do gênero Macroptilium e da espécie Macroptilium martii, bem como direciona para que mais estudos sejam realizados posteriormente.
  • ERIKA DA CRUZ GUEDES
  • Ação do trans-anetol em modelos agudo e crônico de convulsão em camundongos
  • Data: 11/02/2020
  • Hora: 09:30
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  • A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico comum que afeta 1-2% da população mundial, e um terço dos pacientes são refratário ao tratamento farmacológico. Esse fato vem estimulando pesquisas para novos medicamentos antiepiléticos com maior segurança e eficácia do que os atualmente disponíveis. Nesse sentido, os produtos naturais têm sido uma fonte importante no desenvolvimento de novos medicamentos anticonvulsivantes. O trans-anetol (TAN) é um fenilpropanoide, componente de alguns óleos essenciais, utilizado na fitoterapia, na indústria farmacêutica e na indústria alimentícia, como aromatizante em alimentos, bebida, perfumes e medicamentos, por exemplo. Inúmeros óleos essenciais já demonstraram atividade no sistema nervoso central, inclusive a anticonvulsivante. Diante disso, este trabalho objetivou investigar o efeito do TAN em modelos clássicos de convulsão agudo como eletrochoque máximo (ECM) e teste das convulsões induzido pelo pentilenotetrazol (PTZ) e em modelo crônico como o kindling, bem como avaliar o perfil eletroencefalográfico dessa substância. Camundongos Swiss (Mus musculus) machos, foram utilizados e os protocolos experimentais aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Universidade Federal da Paraíba, sob número de certidão 3890250918. No teste do ECM, o TAN nas doses de 300 e 400 mg/kg (i.p.) foi capaz de reduzir a duração das convulsões tônicas induzidas pela descarga elétrica (0,5 mA, 150 pulsos/s, por 0,5 s). No teste das convulsões induzidas pelo PTZ (75 mg/kg, i.p.), o TAN 400mg/kg (i.p.) foi capaz de aumentar a latência para o primeiro espasmo, a latência para o início das convulsões generalizadas, bem como diminuiu a duração das mesmas. Em relação a mortalidade nesse teste, nenhuma morte foi constatada nos grupos pré-tratados com TAN 400 mg/kg quando comparados ao grupo veículo. Na análise eletroencefalográfica, houve uma diminuição na amplitude das ondas dos grupos TAN 200, 300 e 400 mg/kg, em que se pode notar uma redução da frequência da taxa de disparos dos potenciais de ação induzidos pelo PTZ. No modelo crônico de epilepsia, kindling ou abrasamento, o TAN 100 mg/kg reduziu os escores segundo a escala de Racine adaptada, frente aos estímulos subconvusivantes de PTZ (30 mg/kg, i.p.) durante 31 dias alternados, mantendo os escores abaixo de 1 durante o todo experimento, semelhante ao grupo padrão tratado com o fármaco diazepam. Sendo assim, os dados comportamentais e eletroencefalográficos obtidos indicam um efeito anticonvulsivante e antiepileptogênico do TAN nos modelos agudos e crônico desenvolvidos.
  • RODRIGO SILVA DE ANDRADE
  • Contribuição ao conhecimento fitoquímico de Krameria tomentosa A.St.-Hil (Krameriaceae)
  • Data: 10/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A família Krameriaceae é composta por um único gênero, Krameria Loef., o qual possui 18 espécies distribuídas principalmente em regiões tropicais da América do Norte, Central e do Sul. Dentre essas, a espécie Krameria tomentosa A. St.-Hil, é conhecida popularmente como “carrapicho”, sendo amplamente distribuída no Nordeste brasileiro e utilizada na medicina popular para o tratamento da diarreia e úlceras, além da prevenção de hemorragias gengivais e vaginais. Estudos anteriores com esta espécie evidenciaram a presença de novos neo-lignoides de interesse farmacológico. Além disso, K. tomentosa já foi avaliada quanto a sua toxicidade, e a nor-neolignana isolada desta espécie, a 2-(2'-hidroxi-4',6'-dimetoxifenil)-5-(E)-propenilbenzofurano apresentou efeito vasorrelaxante em aorta de rato, destacando a espécie como promissora para a continuidade dos estudos. Portanto, optou-se neste trabalho, continuar o estudo de K. tomentosa, de modo a ampliar o seu conhecimento fitoquímico e possibilitar a realização de estudos farmacológicos das substâncias obtidas. Para isso, as raízes de K. tomentosa foram coletadas no município de Santa Rita-PB, e foram submetidas à processos de secagem, pulverização, extração, partição e cromatografia para isolamento dos seus constituintes químicos. As substâncias isoladas foram identificadas através de métodos espectroscópicos de ressonância magnética nuclear de 1H e 13C uni e bidimensionais, infravermelho, espectrometria de massa e por comparações com a literatura. O presente estudo resultou no isolamento e identificação de oito substâncias e duas misturas. Sendo, uma mistura dos epímeros do multifidol glicosídeo e uma mistura do (-)-siringaresinol e p-hidroxi-benzaldeído, relatados pela primeira vez na família Krameriaceae, além da substâncias (2S,3S,4R,16E)-2-[(2’R)-2’-hidroxinonadecanoilamino]-heneicosadec-16-en-1,3,4-triol e 2,4-bis(2-fenilpropan-2-il) fenol, isoladas pela primeira vez na família Krameriaceae; e a neo-lignana (2R,3R)-2,3-diidro-2-(4-hidroxi-3-metoxifenil)-3-metil-(E)-propenilbenzofurano e o polímero cíclico kramecina, relatados pela primeira vez nesta espécie. Além destas, foram re-isoladas as substâncias ottomentosa, sobralina, 2-(2'-hidroxi-4',6'-dimetoxifenil)-5-(E)-propenilbenzofurano e 2-(2’,4’-diidroxifenil)-5-(E) propenilbenzofurano. Assim, este trabalho contribuiu com o conhecimento quimiotaxonômico da família Krameriaceae e da espécie Krameria tomentosa, além de fornecer substâncias para investigações dos seus potenciais farmacológicos.
  • RAQUEL FRAGOSO PEREIRA CAVALCANTI
  • Efeito antialérgico e imunomodulador dos alcaloides warifteina e metilwarifteina em modelo murino de Síndrome da Asma e Rinite Alérgicas Combinadas (CARAS)
  • Data: 07/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A CARAS (Síndrome da Asma e Rinite Alérgicas Combinadas) é caracterizada por inflamações crônicas das vias aéreas superior e inferior e pela resposta imune tipo 2 (TH2), com aumento sérico de IgE-alérgeno específica, infiltração eosinofílica, além da hiperplasia e hipertrofia das células caliciformes. A farmacoterapia da CARAS é baseada em princípios ativos que apresentam uma vasta quantidade de efeitos colaterais e adversos relevantes. Dessa forma, visando à busca por novas alternativas terapêuticas, avaliou-se os possíveis efeitos dos tratamentros com a warifteina ou com a metilwarifteina, alcaloides da Cyssampelos sympodialis, planta com potencial anti-inflamatório, em modelo murino de CARAS induzida por ovalbumina (OVA). Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFPB (CEUA Nº 2518050618) e os dados analisados por ANOVA One-way com significância estatística quando p<0,05. Os camundongos BALB/c foram separados em grupos (n=5) com animais normais (Basal), sensibilizados e desafiados com OVA (OVA), sensibilizados, desafiados e tratados, via intranasal, com warifteina (War 2 mg/kg), metilwarifteina (Mwar 2 mg/kg) ou budesonida (BUD 0,9 mg/kg) após o último desafio alergênico. Os animais tratados com warifteina ou metilwarifteina apresentaram diminuição (p<0,05) dos sinais clínicos, espirros e fricções nasais e redução (p<0,05) na hiper-reatividade nasal induzida por histamina a partir da dose de 1nmol. As células do Fluido do Lavado Nasal (NALF) e do Fluido do Lavado Broncoalveoar (BALF) dos diferentes grupos experimentias foram quantificadas e observou-se redução (p<0,05) no número de células totais e diferenciais, principalmente de eosinófilos nos grupos tratamentos com warifteina ou metilwarifteina quando comparados com o grupo OVA. No contexto sistêmico, apenas a metilwarifteina reduziu a eosinofilia. Os níveis séricos de de IgE-OVA específica foram reduzidos (p<0,05) nos grupos de animias tratados com ambos os alcaloides. A análise histológica revelou que os grupos War e Mwar apresentaram diminuição da infiltração de células inflamatórias na região subpetelial e perivascular na cavidade nasal e na região peribronquiolar e perivascular no tecido pulmonar corado em hematoxilina eosina. A hiperplasia e a hipertrofia das células caliciformes nasais e pulmonares, ressaltadas após coloração do PAS, foram reduzidas nos grupos War e Mwar. Os alcaloides não alteraram o número de mastócitos nos tecidos nasal e pulmonar após coloração com o Azul de Toluidina. Em contraste, a quantidade de fibras colágenas nos grupos War e Mwar, observadas após coloração com o Tricomo de Gomori, foi reduzida. Em adição, os tratamentos com a warifteina ou com a metilwarifteina diminuíram (p<0,05) os níveis de citocinas do pefil TH2 (IL-4, IL-13 e IL-5) e do perfil TH17 (IL-17A) com aumento nos níveis de IFN-γ (perfil TH1), indicando um efeito imunomodulador de ambos alcaloides em direção ao perfil TH1 em detrimento ao perfil TH2. A expressão do fator de transcrição NF-кB foi analisada em granulócitos e em linfócitos e foi observado que os grupos War e Mwar apresentaram redução na expressão de NF-кB em ambas as populações. A integração de vias que favorecem a transcrição de citocinas do perfil TH2 via NF-кB pode estar subjacente a alteração da expressão desse fator em granulócitos e linfócitos. Esses dados indicam que a warifteina e a metilwarifteina apresentam efeito antialérgico e imunomodulador em modelo murino de CARAS.
  • LUCAS SILVA ABREU
  • Investigação fitoquímica e bioatividade de espécies de Euphorbiaceae da Caatinga
  • Data: 07/02/2020
  • Hora: 08:30
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  • Este trabalho descreve o estudo fitoquímico das espécies Stillingia loranthaceae, Croton velutinus e Dictyoloma vandellianum do semiárido nordestino. As espécies foram coletas na cidade de Morro do Chapéu – Bahia. Foram utilizados técnicas de extração por maceração para obtenção dos extratos e cromatografia em coluna aberta para fracionamento inicial. Para o isolamento dos constituintes químicos foi utilizado Cromatografia Líquida de Alta Eficiência em escalas analíticas, semi e preparativa, e quando necessário acoplado a espectrometria de massas para realização de um isolamento direcionado, utilizando como base informações obtidas por dados de rede molecular. Os compostos isolados tiveram suas elucidações estruturais determinadas por dados espectroscópicos de RMN de 1H e 13C uni e bidimensionais, dados espectrométricos para confirmação estrutural e da fórmula molecular, infravermelho, rotação óptica e comparação com os dados disponíveis na literatura. Das cascas das raízes de S. loranthacea, foram isolados quatorze compostos sendo quatro novos derivados do esqueleto 28-nor-taraxareno (SL1-SL4), quatro novos diterpenos tiglianos (SL5-SL8), três diterpenos tiglianos conhecidos (SL9-SL11) e três diterpenos fexibilenos conhecidos (SL12-SL14). A citotoxicidade e atividade antiviral dos compostos SL1, SL2, SL5-SL14 foram avaliadas contra células Vero e contra um vírus da Zika epidêmico (ZIKV) que circula no Brasil. Seis dos doze compostos (SL2, SL5, SL9-SL11 e SL14) exibiram efeito antiviral significante contra o ZIKV. Especificamente, os compostos SL2 e SL5 demonstraram serem os compostos alvos mais promissores. Das raízes de C. velutinus, foram isolados quatro novos derivados de fenilpropanoides (CV1-CV4) e de três conhecidos (CV5-CV7). As atividades anti-inflamatória, citotóxica e tripanocida dos compostos foram avaliadas. Apenas os compostos CV2 e CV5 apresentaram atividade citotóxica para as linhas celulares de câncer (B16F10, HL-60, HCT116, MCF-7 e HepG2) assim como atividade tripanocida. Todos os compostos diminuíram a produção de nitrito e apenas o composto CV5 diminuiu a produção de IL-1β. Da espécie D. vandellianum, foi realizado uma determinação do perfil químico da fase éter etílico, oriundo do extrato metanólico das folhas, por CLAE-DAD-IESEM2, onde foi possível propor a presença de 42 compostos derivados de taninos gálicos e flavonoides. Além disso, foi realizado a atividade antinociceptiva dos extratos, fases e compostos isolados.
2019
Descrição
  • YURI MANGUEIRA DO NASCIMENTO
  • Zornia brasiliensis: ESTUDO DE DESREPLICAÇÃO, ISOLAMENTO E ATIVIDADE BIOLÓGICA DE CONSTITUINTES QUÍMICOS.
  • Data: 06/12/2019
  • Hora: 08:30
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  • Estudos com extratos de espécies vegetais refletem em pontos básicos, como: desenvolvimento de medicamentos, informações sobre eficácia e segurança daquelas espécies com uso etnomedicinais, descoberta de novos usos terapêuticos e contribuição ao conhecimento da memória químico-biológica de espécies vegetais. A espécie Zornia brasiliensis Vogel pertence à família Leguminosae, o gênero Zornia possui cerca de 80 espécies no mundo, com representantes na América, África, Oceania e a Ásia. Z. brasiliensis é uma espécie conhecida popularmente como “urinária”, “urinana” e “carrapicho” e seu uso popular é relatado como diurética e para tratamento de doenças venéreas, encontra-se distribuída em vários estados do Brasil, sendo abundante no Nordeste. Este trabalho tem como objetivo contribuir com a ampliação do conhecimento químico do gênero Zornia através do isolamento, identificação e/ou caracterização de metabólitos secundários da espécie Z. brasiliensis. Partes aéreas de Z. brasiliensis foram coletadas no município de Serra Branca, estado da Paraíba. Uma exsicata foi depositada no Herbário Arruda Câmara (HACAM) do Campus I da UEPB. O material vegetal, após seco e moído, foi submetido a uma maceração com etanol a 95% por 72 horas, sendo esse processo repetido por quatro vezes, obtendo-se o extrato etanólico bruto (EEB). Uma alíquota do EEB (100,0g) foi submetido a uma cromatografia líquida à vácuo (CLV) com sílica utilizando como móvel os solventes hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol. Uma alíquota da fração acetato de etila-metanol 50% foi submetido a uma cromatografia em coluna para realizar um fracionamento prévio desta fração. Em seguida foi desenvolvido um método analítico por CLAE-DAD, posteriormente, transposto para uma escala preparativa, resultando no isolamento de nove compostos, o roseosídeo, 7-metoxiflavanona, 7,4’-dimetoxisoflavona, isoorientina-3’- O-metil éter, isovitexina, ácido (Z)-O-cumárico glicosilado, ácido (E)-O-cumárico glicosilado, diidromelilotosídeo e o zorniosídeo, uma diidrochalcona C-glicosilada relatada pela primeira vez na literatura. O zorniosídeo apresentou potencial citotóxico frente a linhagem celular HL-60. Outra alíquota da fração acetato de etila- metanol 50% foi submetido a uma metodologia específica de extração de saponinas, esta foi então submetida a CLAE-DAD preparativo, que resultou no isolamento da Soyasaponina II. Além disso, foi desenvolvida uma metodologia por CLAE-ESI-DAD- EM/EM que possibilitou por desreplicação e/ou análise estrutural a caracterização putativa de 35 saponinas triterpênicas oleânanicas. Por fim, esse trabalho contribui com o conhecimento químico e farmacológico desta espécie, pois corroborou com bioprodução de compostos fenólicos por Zornia através do estudo fitoquímico de Zornia brasiliensis, mostrou o potencial citotóxico do zorniosídeo e é o primeiro relato de saponinas em Zornia, que é uma classe de metabólitos secundários com relevante importância biológica, farmacêutica, na indústria cosmética e agricultura.
  • CINTHIA NOBREGA DE SOUSA DIAS
  • CÉLULAS T CD8+ NA INFECÇÃO PELO VÍRUS DA CHIKUNGUNYA: AVALIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS FENOTÍPICAS E INVESTIGAÇÃO DO PAPEL IMUNOMODULADOR DA RIPARINA III
  • Data: 08/11/2019
  • Hora: 08:00
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  • O vírus da chikungunya (CHIKV) é um alfavírus que causa doença febril acompanhada de dores articulares. No Brasil, a primeira transmissão autóctone foi detectada no estado do Amapá em 2014, disseminando-se por todo o país. A fase aguda da infecção é de início abrupto dos sintomas e é acompanhada de um quadro inflamatório intenso. A desregulação da resposta imune inflamatória pode estar relacionada ao desenvolvimento de cronicidade da doença que é acompanhada de sintomas articulares mais leves, porém recidivantes e persistentes podendo causar limitação de movimento. A resposta imune desempenhada no combate a infecção determina o estabelecimento ou não da doença. Nesse contexto, o entendimento do papel dos linfócitos T CD8+, células importantes na eliminação viral, bem como sua ativação e os mecanismos de combate virais desempenhados por eles na infecção por CHIKV são importantes na compreensão da imunopatologia desta infecção. Estudos do papel acetilcolina influenciando repostas imunes têm sido conduzidos e nos últimos anos o sistema colinérgico tem sido associado a respostas imunes inflamatórias e anti-inflamatórias. A ausência de um medicamento eficaz para o tratamento da infecção por CHIKV bem como a gravidade dos sintomas inflamatórios na infecção leva a urgência na busca de novas moléculas com atividades bioativas e/ou farmacológicas. Os produtos naturais constituem uma fonte de moléculas com diversas atividades biológicas. Dentre eles, a Riparina III, uma alcamida, possui atividade anti-inflamatória e foi relatado seu papel na reversão da contração em músculo liso provocado pela acetilcolina em modelo animal. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi estudar as características fenotípicas de linfócitos T CD8+ periféricos na infecção por CHIKV em humanos, o papel imunomodulador da Riparina III nestas células e investigar a participação de receptores colinérgicos da acetilcolina na modulação fenotípica desses linfócitos nesta infecção. Para realização dos ensaios, leucócitos de pacientes em fase aguda e crônica da infecção e indivíduos saudáveis foram obtidos e em seguida foi realizada marcação com anticorpos extracelulares e intracelulares ex vivo e após o tratamento com as drogas em estudo in vitro para avaliação de características fenotípicas de células T CD8+ e do papel imunomodulador da Riparina III pelo método de citometria de fluxo. Os resultados obtidos neste trabalho demonstraram que os linfócitos T CD8+ estão ativados tanto na fase aguda quanto na fase crônica da infecção e expressam altos níveis de moléculas citotóxicas (Granzima B e Perforina) na fase aguda e moléculas apoptóticas em ambas as fases da doença. A expressão de altos níveis de IL-17A e diminuição da expressão de IL10R também foram demonstradas. A Riparina III foi capaz de modular negativamente a expressão de IL-17A principalmente em fase aguda da infecção e modulou negativamente a expressão de INF-γ, evidenciando seu papel anti-inflamatório. Além disso, houve aumento de expressão de IL-10R, o que permite o aumento interação da IL-10 com seu receptor, reafirmando o papel anti-inflamatório dessa molécula. O efeito anti-inflamatório desempenhado pela Riparina III não foi relacionado à modulação em receptores colinérgicos. Logo, pode-se concluir com os dados obtidos neste trabalho que os linfócitos T CD8+ estão fortemente envolvidos na resposta celular na infecção aguda por CHIKV e as características fenotípicas dessas células podem estar diretamente relacionadas com o desenvolvimento dos sintomas observados nesta infecção. Além disso, a Riparina III tem um efeito imunomodulador anti-inflamatório nos linfócitos T CD8+ de pacientes infectados com CHIKV na fase aguda da doença.
  • JANINE AGRA PADILHA
  • ENSAIO FARMACOLÓGICO CLÍNICO COM GEL DO EXTRATO ETANÓLICO DA CASCA DO CAULE DE Anacardium occidentale L., ATRAVÉS DA FONOFORESE NO TRATAMENTO DA SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO
  • Data: 07/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Conhecida popularmente pelos seus efeitos anti-inflamatorio, Anacardium occidentale Linn., e uma arvore pertencente a familia Anacardiaceae, originaria do Brasil.O objetivo desse estudo foi avaliar a eficacia terapeutica do gel obtido do extrato etanolico da casca do caule da Anacardium occidentale L., atraves da fonoforese, comparado ao tratamento fisioterapeutico utilizando o ultrassom terapeutico em pacientes com Sindrome do Tunel do Carpo.O ultrassom terapeutico e um recurso eletrofisico, utilizado por fisioterapeutas no tratamento de afeccoes do sistema musculoesqueletico. A sindrome do tunel do carpo e um processo complexo doloroso que e caracterizado por sinais e sintomas associados a compressao do nervo mediano quando passa pelo tunel carpal, na regiao do punho. Esse estudo foi uma pesquisa do tipo experimental com abordagem quantitativa que constou de um ensaio farmacologico clinico, de fase II, randomico, controlado e duplo-cego. Foi aprovado pelo Comite de Etica do CCS da UFPB, sendo realizado no Laboratorio de Analise do Movimento Humano (LAMH), localizado no CCS, da UFPB. A amostra foi formada por 21 voluntarios, que foram randomizados e avaliados quanto a integridade do nervo mediano, a intensidade da dor, o grau de forca muscular, a intensidade do processo inflamatorio e a qualidade de vida. Os mesmo foram divididos em dois grupos, Grupo A (UST convencional) e Grupo B (UST + fonoforese). Para a analise descritiva dos dados, bem como a execucao dos Testes de Hipoteses foi utilizado o software R versao 3.4.1. Considerou-se significancia estatistica de 5% (α = 0,05).Quanto a avaliacao da dor e a avaliacao da forca muscular, existiu diferenca estatisticamente significativa entre as etapas do tratamento tanto para o grupo A quanto para o grupo B. Sobre a avaliacao da integridade do nervo mediano, existiu diferenca estatisticamente significativa para a aplicacao do Teste de Phalen, entre as etapas do tratamento para o Grupo A. Ja para o Grupo B, nao apareceu diferenca significativa entre as etapas de tratamento. Para a realizacao do Sinal de Tinel, nao existiu diferenca estatisticamente significativa entre as etapas do tratamento para nenhum dos grupos. Sobre a avaliacao da qualidade de vida (SF-36) houve diferenca estatisticamente significativa entre as etapas do tratamento tanto para o Grupo A, quanto para o Grupo B e existiu diferenca estatisticamente significativa entre os tratamentos para o dominio dos “aspectos emocionais”. Sobre a avaliacao do processo inflamatorio, nao existiu diferencas estatisticamente significativas entre as etapas do tratamento para nenhum dos grupos. Nao houve diferenca estatisticamente significativa entre os dois tratamentos, quanto a avaliacao da dor, integridade do nervo mediano, forca muscular e termografia. Almeja-se que este estudo contribua para os conhecimentos cientificos a cerca da Anacardium occidentale L., uma vez que, as propriedades farmacologicas do cajueiro sao tao conhecidas que o torna uma planta de grande uso na medicina popular.
  • ROMULO PEREIRA DE MOURA SOUSA
  • Análise da atividade antifúngica in vitro de 2-bromo-N-fenilacetamida frente às espécies de Candida provenientes de um Hospital Universitário
  • Data: 14/06/2019
  • Hora: 09:00
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  • A candidiase sistemica, tambem conhecida como candidiase invasiva, e uma infeccao fungica oportunista provocada por leveduras do genero Candida. A forma invasiva e a manifestacao mais grave em decorrencia de sua disseminacao para outros orgaos, promovendo hospitalizacao prolongada e altas taxas de morbimortalidade. O tratamento para essa infeccao grave ainda dispoe de um pequeno arsenal terapeutico, o qual se resume em tres classes: agentes triazolicos, as equinocandinas e os polienos. Embora os farmacos de primeira linha (agentes triazolicos e as equinocandinas) sejam eficazes, algumas especies de Candida sao naturalmente resistentes e outras desenvolvem resistencia adquirida, esta ultima vem ocorrendo de forma crescente e causando uma grande preocupacao devido ao surgimento da multirresistencia fungica. Diante desse quadro preocupante, a busca por novas alternativas farmacoterapeuticas tem sido constante, e uma das fontes de substancias potencialmente ativas sao os compostos sinteticos. Destarte, com base no potencial farmacologico das substancias sinteticas, este estudo investigou a atividade antifungica in vitro do composto sintetico 2-bromo-N-fenilacetamida atraves da determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e Concentracao Fungicida Minima (CFM), frente as especies de Candida isoladas de pacientes com candidiase invasiva assistidos no Hospital Universitario Lauro Wanderley, Joao Pessoa-PB, no ano de 2017, bem como identificou os agentes etiologicos e seus perfis de resistencia atraves do Kit comercial Candifast® e testou a associacao da substancia teste com o fluconazol. Assim sendo, a presente pesquisa revelou que em 2017, 56% dos casos de candidiase sistemica foram provenientes de pacientes internos nas unidades de terapia intensiva do Hospital Universitario Lauro Wanderley, tendo a especie C. albicans como agente etiologico mais comum (52%), e que, 47% dos isolados clinicos foram resistentes ao fluconazol, dos quais, seis (06) isolados de C. albicans e um de (01) C. parapsilosis. Nos ensaios de atividade antifungica, a substancia teste apresentou CIM50 de 8 µg/mL para C. albicans e 16 µg/mL para C. parapsilosis, e CFM50 de 16 µg/mL para aquela e 32 µg/mL para esta. A associacao entre a 2-bromo-N-fenilacetamida com o fluconazol nao apresentou sinergismo ou antagonismo, sendo caracterizada como indiferente. Portanto, o presente estudo revelou que no ano de 2017, a maioria dos casos de candidiase invasiva foi proveniente de pacientes internos nas unidades de terapia intensiva do citado hospital, tendo a especie C. albicans como agente etiologico mais comum e o fluconazol como unico farmaco que apresentou resistencia. Por fim, a substancia sintetica testada apresentou uma forte atividade fungicida contra isolados clinicos de C. albicans e C. parapsilosis, no entanto, nao apresentou sinergismo ou antagonismo quando associada com o fluconazol.
  • LUCIANO LEITE PAULO
  • EFEITOS HIPOTENSOR E ANTI-HIPERTENSIVO DO NITRATO ORGÂNICO 1,3-BIS (HEXILOXI) PROPANO-2-ILA (NDHP) SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR DE RATOS NORMOTENSOS E HIPERTENSOS
  • Data: 24/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • A hipertensao arterial (HA) e uma doenca cronica degenerativa de etiologia multifatorial responsavel por milhares de mortes a cada ano. Um dos pincipais processos fisiopatlogicos na HA e a disfuncao endotelial, que e ocasionada pricipalmente por uma diminuicao da biodisponibilidade do oxido nitrico (NO). O NO e uma importante molecula responsavel pela manutencao da homeostase vascular. O uso de compostos que aumentam a biodisponibilidade de NO representa uma estrategia terapeutica no tratamento da HA. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar o nitrato de 1,3-bis(hexiloxi)propano-2-ila (NDHP) como um doador de NO e avaliar seus efeitos sobre o sistema cardiovascular de ratos normotensos e hipertensos. Todos os resultados foram considerados significativos quando p<0,05. Utilizando metodologias in vitro, observou-se que a xantina oxidorredutase (XOR) catalisa a geracao de NO a partir do NDHP sob condicoes anaerobicas nos sitios flavina adenina dinucleotido (FAD) e molibdenio. O NDHP promoveu vasorrelaxamento em arterias mesentericas de ratos e camundongos, utilizando miografo. A pre-exposicao dos aneis de arteria mesenterica ao NDHP (10-3), durante 30 minutos, nao diminuiu o efeito vasorelaxaante induzido do proprio nitrato (EM = 124 ± 4% vs. 100 ± 3%, n = 7 e 6, respectivamente). Na presenca da nicotinamida adenina dinucleotideo (NADH) e da XOR, a administracao de NDHP (0,1, 1 e 10 mM) aumentou a producao de NO de uma maneira concentracao-dependente. O tratamento com NDHP aumentou os niveis de NO em secoes de arteria mesenterica em comparacao com o controle (95.7 ± 3.4 vs. 10.9 ± 0.8 a.u., respectivamente, p < 0,05). O bloqueio da enzima sintase de oxido nitrico endotelial (eNOS) pelo L-NG-Nitroarginina (L-NNA, 100 μM) nao inibiu o aumento dos niveis de NO (94.2 ± 3.6 vs. 95.7 ± 3.4 u.a., respectivamente). O aumento dos leveis de NO apos o tratamento com NDHP foi bloqueado pelo inibidor da XOR, o febuxostate. NDHP induziu efeito vasorrelaxante em arteria mesenterica com endotelio funcional (EM = 83.3 ± 6.7%, n = 6). Este efeito maximo (EM) foi maior em aneis sem endotelio funcional (EM = 113.4 ± 5.3%, n = 7, p < 0,05). A pre-incubacao com o Nw-Nitro-L-arginina metil ester (L-NAME), inibidor da NOS, em arteria mesenterica com endotelio funcional aumentou o relaxamento induzido pelo NDHP (EM = 109.7 ± 1.5%; n = 6, p < 0,05). O pre-tratamento com o 2-(4-fenil)-4,4,5,5-tetrametilimidazolina-1-oxi-3-oxido (PTIO, 300 μM), um sequestrador de NO, juntamente com a hidroxocobalamina (HDX) promoveu uma diminuicao do efeito vasorrelaxante do NDHP (EM = 90.8 ± 0.8%, n = 6, p <0,05). Da mesma forma, foi observado em aneis sem endotelio funcional uma diminuicao do efeito vasorrelaxante do NDHP quando usado o 1H-[1,2,4]oxadiazolo[4,3-a]quinoxalin-1-ona (ODQ, 10 μM), um inibidor seletivo da enzima ciclase de guanilil soluvel (sGC) (EM = 84.9 ± 9.5%, n = 6, p < 0,05). A potencia do efeito vasorrelaxante do NDHP foi diminuida utilizando um bloqueador inespecifico dos canais para potassio (K+) pelo cloreto de tetrametilamonio (TEA) na concentracao 3 mM (pD2 = 4,8 ± 0,1; n = 6, p < 0,05), pelo bloqueador especifico dos BKCa, com TEA (1 mM) (pD2 = 5.1 ± 0.1; n = 6, p < 0,05) e dos KV, com 4-aminopiridina (4-AP, 1 mM) (pD2 = 5.7 ± 0.1; n = 6, p < 0,05). O tratamento agudo com NDHP em altas doses (300 e 2000 mg/kg) nao apresentou efeito toxico no teste de toxicidade. Em modelos in vivo, a administracao aguda do NDHP (1, 5, 10, 20 mg/Kg, i.v.) induziu hipotensao em animais normotensos (−11 ± 1; −19 ± 2; −28 ± 2; −44 ± 5 mmHg, respectivamente; n = 8) e hipertensos (−16 ± 3; −23 ± 4; −50 ± 1; e −71 ± 8 mmHg respectivamente; n = 8). O tratamento cronico (15 dias) com NDHP (10 mg/kg/dia), via i.p, atenuou significativamente a disfuncao endotelial e o aumento da pressao arterial media em animais com hipertensao induzida por angiotensina II (PAMveiculo: 49 mmHg vs. PAMNDHP 18 mmHg), quando comparados com animais hipertensos tratados com o veiculo (PAMveiculo: 98 ± 2 mmHg vs. PAMNDHP 99 ± 3 mmHg, basal). Os niveis de nitrato plasmatico foram quatro vezes maiores nos animais tratados com NDHP em comparacao com o grupo controle (21.6 ± 2.9 vs 4.4 ± 1.1 µM, p <0,05). Esses resultados demonstram que NDHP atua como doador de NO, induz vasorrelaxamento por meio da via NO-cGMP-PKG e ativacao de subtipos especificos de canais para K+ (Kv e BKca), nao provoca tolerancia vascular em arteria mesenterica, apresenta efeito anti-hipertensivo em modelos animais de hipertensao renovascular e por infusao de angiotensina II, necessita da XOR para a formacao do NO e apresenta baixa toxicidade aguda.
  • JORDANA KALINE DA SILVA SANTANA
  • Bioprospecção de cianobactérias dulcícolas isoladas do semiárido brasileiro
  • Data: 24/05/2019
  • Hora: 09:30
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  • O objetivo deste trabalho foi testar diferentes especies de cianobacterias dulcicolas quanto a sua capacidade de producao de metabolitos secundarios de interesse biotecnologico na industria farmaceutica. Os cultivos foram realizados com linhagens do Banco de Cultura de Microalgas do LARBIM/UFPB que atraves de analises morfologicas e moleculares foram identificadas como Arthrospira platensis (D39Z), Stanieria cyanosphaera (D112Z) e Brasilonema sp. (D298WC). Nenhuma das linhagens apresentou microcistina. Os teores de proteinas hidrossoluveis (%) foram de 23,3±1,20 (D39Z), 36,7±0,50 (D112Z), 36,0±1,57 (D298WC); para carboidratos totais (%) foram de 8,27±0,68 (D39Z), 13,3±1,55 (D112Z), 17,4±2,35 (D298WC); e para lipideos totais (%) foram de 6,00±3,31 (D39Z), 6,00±0,00 (D112Z), 14,00±1,09 (D298WC). A analise do perfil de FAMEs para as tres linhagens permitiu identificar e quantificar dezoito acidos graxos distintos (saturados, insaturados e poli-insaturados). Visando extrair e isolar metabolitos secundarios foram obtidos extratos metanolicos das tres linhagens. Uma pequena fracao do extrato bruto foi direcionada para realizacao de testes de atividade antioxidante e de atividade antimicrobiana. A parte excedente do extrato da D298WC foi desengordurada e submetida a analises por Cromatografia Liquida de Media Pressao (CLMP) para fracionamento. As fracoes foram analisadas por RMN 1H, avaliado o perfil quimico e posteriormente purificadas em cromatografia liquida de alta eficiencia (CLAE) semi-preparativa e preparativa, sendo as fracoes obtidas analisadas por RMN (1H, 13C, HMBC e HSQC) visando a elucidacao estrutural das substancias obtidas, sendo estas, confirmadas pela tecnica de espectrometria de massas e direcionadas para avaliacao da atividade citotoxica. Os maiores teores de fenolicos extraiveis totais foi apresentado pela D112Z (33,35±0,05) e D298WC (34,19±0,95). Quanto a determinacao da capacidade antioxidante, o resultado do ensaio com DPPH, a atividade foi maior para a D39Z (79,33±013); para o ensaio de ABTS, as melhores capacidade antioxidante total foi para a D39Z (18,16±0,26) e D112Z (10,27±0,69); e para o ensaio FRAP a maior capacidade foi para a D39Z (16,14±0,18). Quanto a atividade antimicrobiana, o extrato metanolico da D39Z, nas concentracoes de 512 a1024 µg/mL inibiu o crescimento de seis das oito cepas (75 %) dos microorganismos, incluindo bacterias e fungos, enquanto da D112Z e D298WC apresentaram atividade inibitoria sobre tres das seis cepas dos micro-organismos utilizados nos ensaios.O estudo fitoquimico da Brasilonema sp. permitiu o isolamento e identificacao de uma substancia derivada da clorofila, o ester trimetilico da clorina-e6 e duas misturas, sendo uma dela uma mistura dos alcaloides aporfinicos metil12-metoxi-7a,8-di-hidro-5H-[1,3]dioxolo[4 ',5':4,5]benzo[1,2,3-de]benzo[g]quinolina-7(6H)-carboxilato (Sassicina A) e 12-metoxi-7a,8-di-hidro-5H-[1,3]dioxolo[4',5':4,5]benzo[1,2,3-de]benzo[g]quinolino-7(6H)de etilo-carboxilato (Sassicina B), de natureza inedita, e a outra uma mistura de nucleosideos (desoxicitidina e citidina) e aminoacidos (tirosina, isoleucina eleucina). Quando em avaliacao de atividade citotoxica apresentaram atividade moderada, exceto para os alcaloides que a atividade foi baixa para celulas de carcinoma colorretal (HCT-116) e nulo para as celulas de adenocarcinoma mamario (MCF-7).
  • PAULA BENVINDO FERREIRA
  • Avaliação dos efeitos do exercício de força agudo e crônico sobre a reatividade uterina de ratas Wistar e efeito preventivo da Spirulina platensis
  • Data: 11/04/2019
  • Hora: 14:00
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  • Os beneficios do exercicio na saude fisica e mental sao bem estabelecidos como uma alternativa para a manutencao do bem-estar e como um meio para reduzir o risco de varias doencas cronicas. Entretanto, quando nao e prescrito da forma correta, esta associado ao estresse oxidativo, envolvido na fisiopatologia de desordens no sistema reprodutor feminino. Nesse contexto, Spirulina platensis, uma alga com potencial antioxidante, promoveu efeitos beneficos em modelos de musculo liso. Dessa forma, visando a busca por novas alternativas terapeuticas, avaliou-se os efeitos do exercicio de forca agudo e cronico e um possivel efeito preventivo da S. platensis sobre o utero de rata. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela CEUA/UFPB (certidao 0211/14). Os animais foram divididos em grupos salina (GS) e suplementados com S. platensis nas doses de 50 (GSP50) e 100 mg/kg (GSP100), grupo somente adaptado (GC, controle), grupos exercitados e eutanasiados imediatamente (GO), 12 horas (G12) e 24 horas apos a sessao de exercicio fisico (G24), grupo treinado por 8 semanas (GT) e suplementados com a alga na dose de 50 (GT50) e 100 mg/kg (GT100). Foi avaliada a reatividade contratil e relaxante do utero, o balanco estresse oxidativo/defesas antioxidantes sistemicas e teciduais, a modulacao da via das proteinas cinases ativadas por mitogenos (MAPK) e parametros histomorfometricos do utero e da glandula adrenal. Observou-se que uma unica sessao de exercicio de forca aumentou a reatividade contratil, diminuiu a reatividade relaxante uterina, sem alterar o estresse oxidativo tecidual nem a via das MAPK, diminuiu o numero de eosinofilos, aumentou a vascularizacao e a area da camada muscular uterina, contribuindo para o aumento da reatividade contratil, alem de um aumento da area cortical da adrenal, sugestiva de aumento da producao de hormonios catabolicos, como o cortisol. Tendo em vista as diferencas entre as respostas fisiologicas agudas e cronicas do exercicio e que o treinamento de forca induz um aumento de estresse oxidativo, nos ultimos anos, observa-se o aumento do consumo de suplementos antioxidantes como uma ferramenta nao invasiva util para diminuir o dano muscular, melhorar o desempenho no exercicio, prevenir ou reduzir o estresse oxidativo. Asim, hipotetisamos que o treinamento de forca induziria alteracoes na reatividade uterina por meio do aumento do estresse oxidativo e que a suplementacao com a alga preveniria esses efeitos. Observou-se que o treinamento de forca aumenta a eficacia contratil, diminui a potencia relaxante e que esses efeitos sao previnidos pela suplementacao alimentar com S. platensis, por meio da inibicao da via das ciclooxigenase, aumento na biodisponibilidade de NO e especies reativas de oxigenio; ademas, previne a diminuicao da expressao de JNK, sugerindo um papel anti-inflamatorio tanto do exercicio quanto da suplementacao com S.platensis e aumenta a vascularizacao e a area vascular e previne a reducao da espessura do miometrio, alem de previnir parcialmente o aumento da area fasciculada e de degeneracao lipidica, demonstrando um papel protetor frente a liberacao de hormonios catabolicos como o cortisol. Portanto, ressalta-se o utero como um orgao-alvo para o exercicio, bem como se demonstra que o exercicio de forca agudo e cronico alteram a reatividade uterina e a suplementacao alimentar com a alga previne os danos associados ao treinamento de forca revelando o potencial promissor da suplementacao alimentar com S. platensis em processos fisiopatologicos que envolvem a desregulacoes na homeostase contratil uterina e como preventiva para mulheres que praticam atividade fisica de maneira intensa.
  • MARIA DA CONCEIÇÃO CORREIA SILVA
  • Derivados sulfonamídicos do LASSBio-448 relaxam a traqueia de cobaia com inflamação pulmonar alérgica crônica: papel das vias do óxido nítrico e das ciclo-oxigenases na ação relaxante do LASSBio-1611
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • A asma e uma doenca inflamatoria cronica e multifatorial do sistema respiratorio, caracterizada por remodelamento e hiper-responsividade bronquica, com tratamento voltado para prevenir sintomas e crises agudas. Nesse sentido, ainda faz‑se necessario o aperfeicoamento de moleculas e testes em modelos animais como o de inflamacao pulmonar alergica cronica (IPAC) induzida por ovalbumina para se chegar a um tratamento mais eficaz. Portanto, avaliou‑se o possivel efeito relaxante do LASSBio‑448 e de 12 derivados, bem como investigou‑se o mecanismo de acao relaxante do LASSBio mais potente em traqueia isolada de cobaia dos grupos controle (GC) e com IPAC (GIPAC). Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissao de Etica no Uso de Animais da UFPB (Certidao Nº 018/2015). O LASSBio‑448 relaxou a traqueia com e sem epitelio do GIPAC. Assim como o prototipo, os LASSBios N‑metilssulfonamidicos ( ‑1610, ‑1630, ‑1631, ‑1628, ‑1612 e ‑1623) e sulfonamidicos (‑1622, ‑1613, ‑1722, ‑1629, ‑1625 e ‑1611) tambem relaxaram, a traqueia com e sem epitelio funcional, pre‑contraida com carbacol, do GC e do GIPAC, sendo o LASSBio‑1611 o mais potente de todos quando comparado ao LASSBio‑448, na ausencia de epitelio, tanto no GC (1.380 vezes) como no GIPAC (575 vezes). Sendo assim, decidiu‑se investigar seu mecanismo de acao relaxante em traqueia sem epitelio do GIPAC. Como uma das vias de relaxamento nas vias aereas e a do oxido nitrico (NO), decidiu‑se avaliar se a via sintase do NO (NOS)/ciclase de guanilil soluvel (sGC)/proteina cinase G (PKG) seria ativada por esse derivado. A potencia relaxante do LASSBio‑1611 foi reduzida na presenca de L‑NAME, de ODQ e de Rp‑8‑Br‑PET‑cGMPS, inibidores da NOS, da sGC e da PKG em aproximadamente 170, 155 e 195 vezes, respectivamente. Alem disso, a potencia inibitoria do L‑NAME sobre o efeito relaxante do LASSBio‑1611 foi revertida na presenca do substrato de NOS, L‑arginina. Esses resultados fornecem indicios de que esse derivado ativa essa via de sinalizacao para relaxar a traqueia de cobaia com IPAC, sem epitelio. Como os canais de K+ e os de Ca2+ dependentes de voltagem sao alvos da PKG, avaliou-se o efeito do LASSBio‑1611 sobre as contracoes induzidas por 18 ou 60 mM de KCl, observando uma equipotencia, sugerindo um possivel bloqueio do influxo de Ca2+. Esse bloqueio foi confirmado pelo deslocamento da curva concetracao‑resposta cumulativa ao CaCl2 de maneira pararela para a direita com reducao do Emax na presenca de diferentes concentracoes do LASSBio‑1611. Alem disso, ha evidencias de uma interligacao entre as vias da NOS e das ciclo‑oxigenases (COXs) e se demonstrou que na presenca de indometacina, um inibidor de COXs, e de indomentacina + L‑NAME, a potencia relaxante do LASSBio‑1611 foi reduzida bruscamente em 813 e 537 vezes, respectivamente, indicando que ha uma modulacao das COXs, que aumenta a producao de prostanoides relaxantes nas vias aereas. Adicionalmente, observou‑se, in silico, que o LASSBio‑1611 tem uma entalpia de formacao do complexo ligante‑enzima aumentada para as iNOS e nNOS, a PKG, o CaV1.2 e a COX‑2, comparada a entalpia de ativadores e/ou inibidores padroes. Alem disso, o LASSBio‑1611 segue a regra de Lipinski, assim como apresenta caracteristicas farmacocineticas essenciais para um bom candidato a farmaco. Portanto, de maneira geral, todos os LASSBios relaxam traqueia de cobaia, tanto do GC como do GIPAC e que o mecanismo de acao relaxante do LASSBio‑1611 no GIPAC, sem epitelio, e dependente da via NO/NOS/sGC/PKG/COX. Essa potencia relaxante aumentada do LASSBio‑1611 pode ser em decorrencia da insercao do substituinte 1‑naftila na funcao sulfonamida, aumentando sua lipofilicidade e estabilidade estrutural.
  • PRISCILLA MARIA PEREIRA MACIEL
  • CARACTERIZAÇÃO DOS EFEITOS DE Dioclea grandiflora Martius ex Bentham SOBRE A FUNÇÃO CARDIOVASCULAR DE RATOS COM HIPERTENSÃO PULMONAR INDUZIDA POR MONOCROTALINA
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Hipertensao pulmonar (HP) e caracterizada por pressao arterial pulmonar (PAP) elevada e hipertrofia ventricular direita (HVD). Devido a heterogeneidade dessa doenca e seu carater progressivo, os farmacos estabelecidos para o seu tratamento se tornam menos eficazes em longo prazo. Dessa forma, visando a descoberta de novos candidatos para o tratamento da HP, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do extrato hidroalcoolico da casca da raiz de Dioclea grandiflora (Dg) sobre HP induzida por monocrotalina (MCT) em ratos. Os animais foram divididos nos grupos: controle (normotenso), hipertenso-MCT (HP-MCT), hipertenso-MCT tratado com Dg 12,5 (HP-Dg12,5) e 37,5 mg/kg (HP-Dg37,5), hipertenso-MCT tratado com sildenafila 50 mg/kg (HP-Sild), e hipertenso-MCT tratado com a associacao de sildenafila e Dg 37,5 mg/kg, os quais receberam tratamento por via intragastrica, durante 28 dias apos 24 horas da administracao de MCT. Na avaliacao dos parametros ecocardiograficos, os grupos HP-Dg 37,5 mg/kg e HP-Sild apresentaram menor delta de tempo de aceleracao da arteria pulmonar e menores medidas de espessura da parede do VD e de diametro diastolico em relacao ao grupo HP-MCT. O tempo de aceleracao da arteria pulmonar nao foi modificado apos o tratamento com Dg ou sildanafila. No ensaio de medida direta de pressao sistolica ventricular direita (PSVD), o grupo HP-MCT apresentou niveis de pressao significativamente elevados, em relacao ao grupo CTL. Os tratamentos isolados com Dg (37,5 mg/kg) e sildenafila, ou o tratamento combinado reduziu significativamente os valores de PSVD, quando comparado ao grupo HP-MCT. A hipertrofia ventricular direita foi prevenida parcialmente nos grupos HP-Dg 37,5, HP-Sild e para o grupo HP-COMB, a qual foi acompanhada da melhora da funcao sistolica e diastolica ventricular direita. Nos ensaios de reatividade vascular nao foram observadas diferencas significantes nas respostas vasoconstritoras a fenilefrina entre os grupos. O tratamento com Dg nao reverteu a resposta prejudicada aos agentes vasodilatadores, acetilcolina (ACh) e nitroprussiato de sodio (NPS) quando comparado ao grupo HP-MCT. Nos grupos HP-Sild e HP-COMB a resposta a ACh foi restaurada, entretanto este efeito nao foi observado para o NPS. Nos grupos HP-Dg (37,5 mg/kg), HP-Sild e HP-COMB apresentaram menor espessamento de parede vascular pulmonar, bem como niveis reduzidos de anions superoxido em comparacao ao grupo HP-MCT. Para estes grupos tambem foi observado menor infiltracao de celulas inflamatorias em tecido pulmonar. Estes resultados demostram que o tratamento com a Dg reduz estresse oxidativo vascular, a inflamacao e previne o remodelamento hipertrofico dos vasos pulmonares. Estas mudancas estao associadas a reducao de PSVD, e consequentemente, a hipertrofia e funcao ventricular direita melhorando a HP induzida por MCT.
  • TATIANNE MOTA BATISTA
  • TOXICIDADE E ATIVIDADE ANTITUMORAL DO DERIVADO ACRIDÍNICO (E)-1’-{(4-flúorbenzilideno)-amino}-5’oxo-1,5’diidro-10H-espiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’carbonitrila (AMTAC-07)
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • O cancer abrange mais de 200 doencas distintas que sao unificadas pelo principio comum de crescimento celular descontrolado e potencial metastatico. Os derivados acridinicos sao agentes intercaladores de DNA e inibidores de topoisomerase e, desta forma, a sintese de novos derivados acridinicos tem sido de consideravel interesse na quimica medicinal. O composto (E)-1’-{(4-fluorbenzilideno)-amino}-5’oxo-1,5’diidro-10H-espiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’carbonitrila (AMTAC-07) e um derivado acridinico capaz de inibir a topoisomerase II. Todavia, apesar dos dados relacionados a esse mecanismo de acao, nao ha relatos na literatura que descrevam o potencial antitumoral e o perfil de toxicidade do AMTAC-07. Sendo assim, o presente trabalho objetivou avaliar a toxicidade nao clinica e a atividade antitumoral in vivo e os possiveis mecanismos de acao antitumorais de AMTAC-07 em modelo de carcinoma ascitico de Ehrlich (CAE). No ensaio de toxicidade nao clinica aguda em camundongos, a administracao de AMTAC-07 (2000 mg/kg), via intraperitoneal (i.p.), nao induziu morte dos animais experimentais, sendo a dose letal media (DL50) estimada como maior que 5000 mg/kg. O uso do teste de toxicidade em embrioes de peixe (teste FET), indicou que a concentracao letal media (CL50) do AMTAC-07 e superior a 36,8 µg/mL. Para a avaliacao da genotoxicidade foi realizado o teste do micronucleo em sangue periferico de camundongos, sendo observado que AMTAC-07 (2000 mg/kg, i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados. Em modelo de CAE, observou-se que AMTAC-07 (12,5, 25 ou 50 mg/kg, i.p., sete dias consecutivos de tratamento) reduziu o volume e massa tumorais, a viabilidade celular e a quantidade total de celulas tumorais peritoneais. Foi observado que o AMTAC-07 (50 mg/kg) nao induziu parada do ciclo celular. Foi determinada a microdensidade dos vasos no peritonio dos animais, sendo observada reducao deste parametro apos tratamento com AMTAC-07 (50 mg/kg) indicando acao antiangiogenica. Observou-se ainda que o AMTAC-07 atua na modulacao da resposta imune contra o tumor por induzir aumento nos niveis das citocinas IL-1β, TNF-α, CCL2 e IL-4. A realizacao de ensaio fluorimetrico utilizando o 2’,7’-diacetato diclorofluoresceina (DCFH-DA) permitiu a observacao de que o AMTAC-07 nao induz alteracoes no nivel de estresse oxidativo, no modelo experimental utilizado. Em relacao a toxicidade, apos tratamento antitumoral, entre todos os parametros avaliados (parametros metabolicos, bioquimicos, hematologicos e histologicos), foi observado que AMTAC-07 (50 mg/kg) nao induziu alteracoes significativas. Os dados apresentados, em conjunto, sugerem que AMTAC-07 possui baixa toxicidade nao clinica e significativa atividade antitumoral via mecanismos antiangiogenicos e imunomoduladores.
  • VIVIANNE MENDES MANGUEIRA
  • EFEITOS ANTITUMORAL E ANTINOCICEPTIVO DO n’-(6-cloro-2-metoxiacridin-9-il)-2-cianoacetohidrazide (ACS-AZ), UM NOVO DERIVADO ACRIDÍNICO
  • Data: 28/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • O cancer e considerado uma das causas mais comuns de mortalidade no mundo e designa um conjunto de doencas determinadas pela presenca de celulas com alteracoes morfologicas e bioquimicas, e com proliferacao sustentada. Problemas na eficacia, seguranca e desenvolvimento de resistencia ao tratamento impulsionam pesquisas de novas moleculas com potencial antitumoral. Alem disso, efeitos fisiopatologicos associados ao cancer, como a dor, tambem sao tratados com baixa efetividade. Os derivados acridinicos sao descritos por apresentar diversas atividades biologicas, dentre estas, antitumoral e antinociceptiva. O objetivo deste trabalho foi investigar a toxicidade e as atividades antitumoral e antinociceptiva, bem como, os possiveis mecanismos de acao envolvidos no efeito do derivado acridinico inedito n’-(6-cloro-2-metoxiacridin-9-il)-2-cianoacetohidrazide” (ACS-AZ). Inicialmente, foi avaliada a toxicidade nao clinica aguda de ACS-AZ em camundongos por via intraperitoneal (i.p.) nas doses de 300 ou 2000 mg/kg e sua DL50 (dose letal 50%) foi estimada em torno de 500 mg/kg, considerando o guia n. 423 da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). Para a avaliacao da genotoxicidade foi realizado o teste do micronucleo em sangue periferico de camundongos, sendo observado que ACS-AZ (150 mg/kg, i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados, sugerindo baixa genotoxicidade in vivo. ACS-AZ (25 ou 50 mg/kg), apos sete dias de tratamento (i.p.), mostrou significante atividade antitumoral in vivo em modelo de Carcinoma Ascitico de Ehrlich (CAE), considerando todos os parametros avaliados (volume, massa e viabilidade celular) (p<0,05). Em relacao aos mecanismos de acao antitumoral, foi observado que ACS-AZ reduziu a microdensidade vascular peritumoral (p<0,05), bem como os niveis das citocinas IL-1β e da quimiocina CCL-2 (p<0,05). Entretanto, aumentou os niveis de TNF-α e IL-4 (p<0,05) mostrando que ACS-AZ foi capaz de modular o microambiente tumoral inflamatorio para exercer seu efeito antitumoral. Considerando o vasto papel do estresse oxidativo na propagacao de tumores, foi avaliado o efeito de ACS-AZ por meio do ensaio fluorimetrico do 2-70-dichlorofluoresceina diacetato (DCFH-DA). Observou-se reducao do nivel de estresse oxidativo apos tratamento com ACS-AZ (50 mg/kg) (p<0,05), o que sugere efeitos antioxidantes. Ainda, foi detectado que ACS-AZ (50 mg/kg) promoveu reducao da producao de oxido nitrico (NO) (p<0,05), um mediador chave envolvido em processos de crescimento, angiogenese e metastase tumoral. Entre todos os parametros de toxicidade avaliados (parametros metabolicos, bioquimicos, hematologicos e histologicos), foi observado que ACS-AZ (50 mg/kg) induziu apenas hepatotoxicidade, caracterizada pela deteccao de esteatose grau leve e processos degenerativos no tecido hepatico. Em relacao aos testes de antinocicepcao, ACS-AZ (50 mg/kg, i.p.) apresentou potente atividade antinociceptiva de acao central nos testes de placa quente e, em ambas as fases do teste formalina (p<0,05), envolvendo a participacao da via opioide nessa reposta. Portanto, e possivel inferir que o ACS-AZ apresenta baixa toxicidade, atividade antitumoral via efeitos antiangiogenicos e imunomoduladores, e atividade antinociceptiva que envolve a via opioide.
  • TATYANNA KELVIA GOMES DE SOUSA
  • Potencial antitumoral e toxicidade do 5’-oxo-1’-fenil-1’,5’-diidro-10h-espiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’-carbonitrila (ACMD)
  • Data: 28/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • O cancer e caracterizado pelo crescimento descontrolado de celulas que podem invadir diversos tecidos, sendo uma das causas mais comuns de morte no mundo. Diversos problemas na terapia do cancer, como baixa efetividade, toxicidade e desenvolvimento de resistencia ao tratamento impulsionam a busca por novos farmacos. Nesse contexto, destaca-se o potencial antitumoral de derivados acridinicos. O objetivo deste trabalho foi investigar a toxicidade e a atividade antitumoral, bem como os possiveis mecanismos de acao de um novo derivado acridinico 5’-oxo-1’-fenil-1’,5’-diidro-10H-espiro[acridina-9,2’-pirrol]-4’-carbonitrila (ACMD). A atividade antitumoral in vitro foi avaliada pelo ensaio de reducao do MTT em celulas HL-60, sendo obtido um valor de concentracao inibitoria 50% (CI50) de 9,8 µM. Nas concentracoes de 11,4 e 22,8 µM, ACMD alterou a progressao do Lciclo celular, induzindo parada em G2/M, bem como induziu morte celular por apoptose, caracterizada por externalizacao da fosfatidilserina, ativacao de caspases -3 e -7 e alteracao do potencial de membrana mitocondrial. No ensaio de toxicidade nao clinica aguda em camundongos, a dose letal 50% (DL50) de ACMD foi estimada em torno de 1000 mg/kg (via intraperitoneal, i.p.), considerando o guia n. 423 da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) o que indica baixa toxicidade aguda. Para a avaliacao da genotoxicidade foi realizado o teste do micronucleo em sangue periferico de camundongos, sendo observado que ACMD (300 mg/kg, i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados, sugerindo baixa genotoxicidade. Na avaliacao da atividade antitumoral in vivo, em modelo de Carcinoma Ascitico de Ehrlich (CAE), observou-se que apos sete dias de tratamento com ACMD (25 ou 50 mg/kg, i.p.) houve significante atividade antitumoral, considerando todos os parametros avaliados (volume, massa e viabilidade celular). Em relacao aos mecanismos de acao antitumoral, foi observado que ACMD (50 mg/kg) reduziu a microdensidade vascular peritumoral, bem como os niveis da quimiocina CCL-2. Ainda, foi observado aumento nos niveis das citocinas IL-12 e TNF-α, o que indica que ACMD foi capaz de modular a resposta imune contra o tumor. Considerando o vasto papel do estresse oxidativo na propagacao de tumores, foi avaliado o efeito de ACMD por meio do ensaio fluorimetrico do 2’7 – dicloro dihidrofluoresceina diacetato (DCFH-DA). Observou-se reducao do nivel de estresse oxidativo apos tratamento com ACMD (50 mg/kg), o que sugere efeitos antioxidantes. Ainda, foi detectado que ACMD (50 mg/kg) promoveu reducao de nitrito, indicativo da producao de oxido nitrico (NO), que e um mediador chave envolvido em processos de crescimento, angiogenese e metastase tumoral. Entre todos os parametros de toxicidade avaliados (parametros metabolicos, bioquimicos, hematologicos e histologicos), foi observado que ACMD (50 mg/kg) induziu apenas alteracoes na concentracao serica de ureia e creatinina, bem como nos niveis de hemoglobina e no percentual de hematocrito, porem permaneciam dentro dos limites de normalidade. Os dados apresentados, em conjunto, indicam que ACMD induz atividade antitumoral em celulas HL-60 por interferir na progressao do ciclo celular e induzir apoptose, e apresenta baixa toxicidade in vivo e potencial antitumoral via efeitos antiangiogenicos e imunomoduladores.
  • RAYSSA MARQUES DUARTE DA CRUZ
  • Síntese de novos derivados híbridos contendo 2-amino-tiofenos e aminoglicosídeos como potenciais agentes antimicrobianos com ação sob membranas bacterianas, constituintes aniônicos e bombas de efluxo
  • Data: 19/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • As bacterias sao microorganismos potencialmente causadores de infeccoes, com potencial de levar a morte. A introducao dos antibioticos na terapeutica promoveu um declinio da mortalidade decorrente dessas infeccoes, contudo, o uso indiscriminado dos antibioticos acelerou o processo de selecao natural, fazendo com que cepas de microorganismos desenvolvessem rapidamente mecanismos de resistencia, tornando muito dos antibioticos inefetivos, e provomendo uma continua necessidade de busca de novos agentes antimicrobianos. Dentro desse contexto, a quimica medicinal atraves de suas ferramentas, permite o desenho e a obtencao de novas moleculas com potenciais acoes biologicas. Dentre essas ferramentas, a hibridizacao molecular, se destaca, sendo uma estrategia que combina dois ou mais farmacoforos numa mesma entidade quimica visando a obtencao de moleculas com propriedades biologicas mais pronunciadas. Nesse contexto, esse trabalho objetivou o planejamento e a sintese, atraves da estrategia de hibridizacao molecular, de novos compostos contendo como farmacoforos os aminoglicosideos e os 2-amino-tiofenos, que pudessem ter suas acoes antimicrobianas potencializadas pela acao dos compostos sob as membranas bacterianas, constituintes anionicos e bombas de efluxo. Os 2-aminotiofenicos foram sintetizados atraves da reacao de Gewald, seguido por etapas de reacoes diversas de: acetilacao, reducao, protecao e desprotecao, e reacao de acomplamento com linkers. Para a sintese do hibrido, foi escolhido um 2-aminotiofeno para a reacao de acomplamento com a neamina. Foi possivel obter 18 compostos, dentre eles: 17 2-amino-tiofenos e 1 hibrido neamina + 2-aminotiofeno (RMD70). As rotas sinteticas se mostraram adaptadas, simples e eficazes, gerando os compostos em rendimentos entre 8,2% a 89,3%. Alguns compostos tiveram sua citotoxicidade avaliada atraves do ensaio de MTT, apresentando moderada a baixa viabilidade celular (de 64,27 e 82,72%). Os compostos tiveram suas atividades antibacterianas avaliadas frente a diferentes linhagens de S. aureus (ATCC e mutantes que superexpressam genes codificadores de bombas de efluxo) utilizando duas metodologias. Nenhum composto apresentou atividade antibiotica direta, porem, muitos se mostraram adjuvantes de antibioticos por atuacao na inibicao de bombas de efluxo. Na metodologia A, os compostos RMD70 e 7EST-ACET apresentaram excelente atividade, modulando a atividade da ciprofloxacina em 8x. Na metodologia B, o melhor composto foi o 6ME-EST, que modulou as 3 linhagens estudadas: 8x para IS-58 (TertK) e SA-1199B (NorA) e 16x para RN-4220 (MrsA). Observou-se que a presenca da amina livre no C-2, a ausencia de grupos volumosos na posicao C-3 e na amina piperidinica sao importantes para a atividade biologica desses compostos. Conclui-se que a hibridizacao molecular realizada foi um sucesso, resultando em compostos com importantes propriedades antibacterianas. A avaliacao complementar do hibrido (e de outros hibridos), assim como dos compostos frente a outras cepas bacterianas quesspossuem outras bombas de efluxo se faz necessario, para determinacao do espectro de acao.
  • JEFFERSON RODRIGUES NOBREGA
  • Avaliação da atividade antifúngica in vitro do α-pineno sobre Candida spp. isoladas de pacientes com otomicose
  • Data: 28/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Os fungos se destacam em meio as doencas infecciosas devido ao aumento da incidencia e das taxas de morbidade e mortalidade. Esses micro-organismos sao geralmente de natureza oportunista, capazes de desenvolver diversas infeccoes, entre elas a otomicose. Esta e uma infeccao causada fungos filamentosos e/ou por leveduras que acomete o sistema auditivo. Os principais agentes etiologicos envolvidos na otomicose sao especies pertencentes aos generos Aspergillus e Candida. O tratamento dessa infeccao envolve a eliminacao dos fatores de risco, remocao de detritos, uso de substancia antisseptica e/ou farmacos antifungicos. No entanto, o aumento do numero de casos de otomicoses, o pequeno numero de agentes antifungicos disponiveis, o uso de substancia antisseptica sem seguranca comprovada e o aumento de cepas fungicas resistentes tem despertado o interesse dos pesquisadores pela busca por terapias alternativas, especialmente por derivados de plantas e seus metabolitos, o qual destaca-se o monoterpeno α-pineno. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar a atividade antifungica do α-pineno contra especies de Candida isoladas de otomicoses, atraves dos ensaios in vitro de determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM), Concentracao Fungicida Minima (CFM) e avaliacao das alteracoes micromorfologicas na presenca do fitoconstituinte, bem como investigar o efeito da associacao entre o monoterpeno e o acido borico, atraves da tecnica de Checkerboard. O α-pineno apresentou atividade antifungica significativa frente as estirpes ensaiadas, com superior atividade inibitoria frente a especie C. parapsilosis. Alem disso, a CFM frente as cepas C. albicans e C. parapsilosis caracterizou o monoterpeno com acao fungicida. O α-pineno demonstrou ainda ser eficaz em inibir o aparecimento de estruturas fungicas, como pseudohifas e causar acentuada diminuicao de blastoconidios. Por fim, o estudo de associacao entre o fitoconstituinte e o acido borico produziu efeitos aditivos, sendo os melhores resultados observados sobre as cepas de C. parapsilosis. No entanto, apesar de resultados sinergicos nao terem sido evidenciados nesse trabalho, e importante destacar que resultados antagonicos nao foram produzidos em nenhuma das combinacoes realizadas. Em conclusao, os dados obtidos no presente trabalho fornecem expectativas mais claras para estudos farmacologicos futuros, alem de destacar a importancia do α-pineno como notavel composto antifungico e estimular sucessivas pesquisas no intuito de viabilizar sua insercao na terapeutica tradicional, otimizando as estrategias farmacologicas contra otomicoses.
  • FERNANDO FERREIRA LEITE
  • Estudo fitoquímico da espécie Piper mollicomum Kunth e atividade antibacteriana
  • Data: 28/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • O genero Piper e considerado o maior da familia Piperaceae. Com mais de 2000 especies ja descritas, e encontrado principalmente em regioes tropicais e neotropicais. Possui um alto valor comercial pelo seu amplo uso tanto na medicina popular como na culinaria tradicional, se tornando alvo de diversas pesquisas. Possuem um metabolismo diferenciado, produzindo classes de substancias que nao sao usualmente encontradas como alcamidas aristolactamas, alcaloides aporfinicos e kavalactonas, aumentando ainda mais seu potencial terapeutico. Dentre as especies do genero Piper encontra-se a Piper mollicomum Kunth, conhecida popularmente como jaborandi ou jaborandi-manso e nesse trabalho, investigacoes quimicas foram realizadas com suas raizes que foram coletadas no campus I da Universidade Federal da Paraiba, municipio de Joao Pessoa-PB. Os extratos metanolicos foram submetidos as cromatografias convencionais (adsorcao-gel de silica e XAD-2 e exclusao- gel de dextrana) resultando, apos analises por metodos fisicos (ponto de fusao) e espectrometricos (Espectrometria na regiao do Infravermelho e Ressonancia Magnetica Nuclear de 1H e 13C, incluindo tecnicas uni e bidimensionais), em quatro substancias identificadas como sendo duas aristolactamas – a 10-Metilamina-4-hidroxi-2,3-dimetoxifenantreno-1-acido carboxilico-lactama e a 10-Metilamina-4-hidroxi-3-metoxifenantreno-1-acido carboxilico-lactama, alem de um acido identificado como Acido 3,4,5-trimetoxifenil-propanoico e uma amida isobutilica identificada como a 2-Propenamida, 3-(6-metoxi-1,3-benzodioxol-5-il)-N-(2-metilpropil)-(2E), sendo as 3 primeiras relatadas pela primeira vez na especie. Foram analisadas a atividade antimicrobiana dessas quatro substancias em bacterias Gram-positivas (Bacillus. subtilis CCT 0516; Staphylococcus aureus 47; Staphylococcus aureus ATCC8027; ); e Gram-negativas (Escherichia coli 13; Escherichia coli ATCC 2536; Pseudomonas aeruginosa ATCC 8027; Pseudomonas aeruginosa 102) no entanto nenhuma delas exibiu atividade antibacteriana visto que nao houve inibicao do crescimento das cepas Gram-positivas e Gram-negativas testadas.
  • RAFAEL CARLOS FERREIRA
  • Toxicidade e ação antitumoral in vivo do 4-(4-nitrobenzoato)-piperinoato de butila, um novo derivado da piperina.
  • Data: 27/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • O cancer e um conjunto de doencas caracterizadas, principalmente, pela proliferacao descontrolada de celulas que sofreram mudancas geneticas e/ou epigeneticas. E a segunda principal causa de mortalidade no mundo, sendo responsavel por importantes taxas de morbidade. A quimioterapia, uma das principais modalidades de tratamento dessa doenca, esta associada ao surgimento de resistencia e a significativos efeitos adversos. Pensando nisso, diversas moleculas tem sido sintetizadas, visando o desenvolvimento de medicamentos mais efetivos e/ou com menor toxicidade. A piperina, um alcaloide encontrado em plantas do genero Piper, tem diversas atividades biologicas relatadas, incluindo efeito antitumoral. Contudo, essa molecula esta associada a significativa toxicidade. Desta forma, objetivando a potencializacao e/ou reducao da toxicidade da piperina, foi sintetizado o derivado inedito 4-(4-nitrobenzoato)-piperinoato de butila (DE-07). O objetivo deste trabalho foi a avaliacao da atividade antitumoral e da toxicidade nao clinica do DE-07. No ensaio de toxicidade aguda, o tratamento com das doses de 2000 e 300 mg/kg permitiu estimar o valor da dose letal media (DL50) em aproximadamente 1000 mg/kg. O uso do teste de toxicidade em embrioes de peixe (teste FET), indicou que a concentracao letal media (CL50) do DE-07 e superior a 100 µg/mL. A exposicao de embrioes/larvas de peixe-zebra ao DE-07 nao mostrou alteracoes nos indicadores de letalidade avaliados. O tratamento com DE-07 (300 mg/kg) nao aumentou a frequencia de eritrocitos micronucleados em sangue periferico de camundongos Swiss. A avaliacao da atividade antitumoral foi realizada utilizando o carcinoma ascitico de Ehrlich (CAE) e mostrou significativa reducao dos parametros de viabilidade e total celular. Na avaliacao dos possiveis mecanismos de acao antitumorais, o tratamento com DE-07 (50 mg/kg) mostrou significativa reducao da microdensidade vascular peritoneal. Em adicao, o aumento das especies reativas de oxigenio (ROS), apos tratamento com DE-07, mostrou que a inducao do estresse oxidativo esta envolvido com o seu efeito antitumoral. Em relacao a determinacao das citocinas, o DE-07 induziu aumento significativo da IL-1β, do TNF-α e da IL-4, sugerindo que o DE-07 modifica a resposta inflamatoria no microambiente tumoral contribuindo para a resposta antitumoral do DE-07. A avaliacao da toxicidade apos tratamento de sete dias com DE-07 nao mostrou alteracoes nos indices do coracao, figado, rins, baco e timo. Foi observada reducao dos consumos de agua e racao, mas sem alteracao significativa na avaliacao ponderal. Discretas alteracoes histologicas no figado foram evidenciadas. Reducao da atividade serica da aspartato aminotransferase (AST), em comparacao ao grupo controle tambem foi observada, mas dentro dos valores de normalidade para a especie. A analise histologica dos rins nao evidenciou nenhuma alteracao morfologica nesses orgaos e, corroborando com esses resultados, nao foram observadas alteracoes significativas nas concentracoes sericas de ureia e creatinina. Em relacao aos parametros hematologicos, foi observada leucocitose, acompanhada de linfocitose que, por sua vez, encontra-se dentro do intervalo de normalidade para a especie. Em adicao observou-se aumento do hematocrito (HCT) que nao foi acompanhado de alteracoes nos demais parametros do eritrograma e, desta forma, nao possui significado clinico. Esses resultados permitem inferir que o DE-07 apresenta baixa toxicidade nao clinica e significativa atividade antitumoral por efeitos antiangiogenicos, de inducao do estresse oxidativo e modulacao da resposta inflamatoria no microambiente tumoral.
  • PEDRO THIAGO RAMALHO DE FIGUEIREDO
  • ISOLAMENTO, IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE QUIMIOINFORMÁTICA DE TRITERPENOS DA ESPÉCIE Maytenus erythroxylon Reissek
  • Data: 25/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • Maytenus e um genero que pertence a familia Celastraceae, apresenta em torno de 300 especies distribuidas nas regioes pantropicais do mundo. Este genero, apresenta grande relevancia para o tratamento dos disturbios gastrointestinais. Maytenus erythroxylon var. Maytenus erythroxyla e endemica da regiao do nordeste brasileiro e estudos recentes mostraram que o extrato etanolico desta especie apresenta uma potente atividade antidiarreica. O objetivo deste trabalho e realizar o estudo fitoquimico e quimioinformatico de M. erythroxylon e avaliar a atividade antimicrobiana de extratos e substancias isoladas. As partes aereas de M. erythroxylon foram coletadas no municipio de Mamanguape-PB, em seguida foram secas e trituradas para a obtencao do po vegetal, este foi submetido a sucessivas extracoes com etanol a 95%, para obtencao do extrato etanolico bruto, sendo submetido a metodos cromatograficos para isolamento e purificacao dos metabolitos secundarios. Para a identificacao das estruturas quimicas foram utilizados metodos espectroscopicos de Infravermelho e Ressonancia Magnetica Nuclear de 1H, 13C e bidimensionais. Da fracao hexanica desengordurada foram isolados cinco triterpenos pentaciclicos, tres com esqueleto do tipo friedelano (3β-friedelanol, acido- 3,4-seco-friedelano-3-oico e 3-oxo-30-hidroxifriedelano) e dois com esqueleto lupano, (29-norlupan- 3,20-diona e 30-hidroxi-20(29)-lupen-3-ona). Sendo todos os compostos relatados pela primeira nesta especie, porem a 29-norlupan-3,20-diona foi isolado pela primeira vez no genero. No estudo da Relacao Estrutura-Atividade Quantitativa (QSAR) para avaliar a predicao das atividades das substancias isoladas contra os microorganismos Salmonella enteritidis, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Candida albicans. Os compostos foram classificados de acordo com valores de pMIC50 para gerar e validar o modelo por “Random Forest” (RF). O modelo RF de predicao para os microorganismos citados obtiveram uma porcentagem de acerto acima de 72%, area sob a curva, Receiver Operating Characteristic, acima de 0,8. Deste estudo, o triterpeno isolado acido-3,4-seco-friedelano-3-oico foi considerado ativo para o modelo de C. albicans. Paralelamente, foi realizado o estudo de docking molecular das substancias isoladas com as enzimas 14α-lanosterol-dimetilase, exo-beta-(1,3)-glucanase e N-Myristoyltransferase. Desse estudo, os triterpenos acido-3,4-seco-friedelano, 30-hidroxi-(20)29- lupen-3-ona e 29-norlupan-3,20-diona apresentaram melhores energias de ligacao na interacao com 14α-lanosterol-dimetilase e os triterpenos acido-3,4-seco-friedelano, 3-oxo-30-hidroxifriedelano e 3β- friedelanol apresentaram melhores energias de ligacao na interacao com a exo-beta-(1,3)-glucanase. Todos os triterpenos citados apresentaram interacoes semelhantes com os ligantes descritos na literatura. Foi realizado a atividade antimicrobiana das fases e substancias isoladas utilizando as cepas bacterianas: S. enteritidis (ATCC-6017), S. enteritidis (LM-13), E. coli (ATCC-18739), P. aeruginosa (ATCC-9027) e cepas de fungos C. albicans (ATCC-60193), C. tropicalis (ATCC-13803). Este estudo revelou que os produtos testados apenas inibiram as cepas dos fungos leveduriformes.
  • ANDERSON FELLYP AVELINO DINIZ
  • Suplementação alimentar com Spirulina platensis restaura os danos causados pela dieta hipercalórica em corpo cavernoso de ratos Wistar
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Caracterizada por sua natureza multifatorial, a disfuncao eretil (DE) e considerada um disturbio predominantemente vascular, definida como a incapacidade constante de alcancar e/ou manter uma erecao peniana para uma relacao sexual satisfatoria, tendo, portanto, o aumento na adiposidade corporal como um fator independente para o seu desenvolvimento. Recentemente, demonstrou-se que a suplementacao alimentar com Spirulina platensis, uma alga verde-azulada com potente atividade antioxidante, previne danos a funcao eretil. Assim, visando evidenciar novas alternativas terapeuticas para o tratamento da DE, avaliaram-se os possiveis efeitos da suplementacao alimentar com S. platensis, na reversao dos danos causados sobre a funcao eretil de ratos Wistar alimentados com uma dieta hipercalorica. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissao de Etica no Uso de Animais da UFPB (certidao 6061090318). Os ratos foram divididos em grupo alimentado com dieta padrao (318,0 kcal/100g), que recebeu solucao salina (DP), grupo alimentado com a dieta hipercalorica (417,0 kcal/100g), que recebeu solucao salina (DHC), grupo alimentado com dieta hipercalorica e suplementado com a alga nas doses de 25 (DHC + SP25), 50 (DHC + SP50) e 100 mg/kg (DHC + SP100) e grupo alimentado com a dieta hipercalorica e, posteriormente, alimentado com a dieta padrao (DHC + DP). Foram analisados os parametros bioquimicos, a funcao eretil (in vivo), os mecanismos funcionais envolvidos nas alteracoes da reatividade contratil e relaxante do corpo cavernoso (in vitro), e a relacao estresse oxidativo/defesas antioxidantes tecidual. A suplementacao alimentar com S. platensis nas doses de 50 e 100 mg/kg foi eficaz na reducao dos niveis de trigliceridios nos ratos que consumiram a dieta hipercalorica. Ademais, nao houve alteracao dos parametros bioquimicos dos ratos que foram alimentados com a dieta hipercalorica em relacao aos que consumiram a dieta padrao. Adicionalmente, foi observado reducao do numero e aumento da latencia para iniciar a erecao peniana nos ratos que consumiam a dieta hipercalorica. Entretanto, tais efeitos foram restaurados pela suplementacao alimentar com a alga em todas as doses testadas, bem como, no grupo alimentado com dieta hipercalorica e posteriormente com dieta padrao. Em relacao a reatividade cavernosa, a eficacia contratil a fenilefrina (FEN) (acoplamento farmaco-mecanico) foi potencializada 61,5% no grupo DHC. Similarmente, o consumo da dieta hipercalorica promoveu uma reducao de 73,6% da eficacia relaxante induzida pela acetilcolina (ACh), evidenciando assim, os efeitos deleterios do consumo dessa dieta sobre a reatividade cavernosa, estando diretamente associada a modulacao negativa das vias do oxido nitrico (NO) e dos prostanoides. Em contrapartida, a S. platensis aumentou a biodisponibilidade de NO, reduziu a liberacao das especies reativas de oxigenio (ROS) e potencializou o efeito relaxante promovido pela acetilcolina (ACh), restaurando os danos a reatividade contratil e relaxante cavernosa. A capacidade antioxidante total (CAT) cavernosa foi aumentada, e os niveis de malondialdeido (MDA) reduzidos, pela suplementacao alimentar com a alga na dose de 50 mg/kg nos ratos do grupo DHC, restaurando, portanto, os danos oxidativos correlacionados ao consumo da dieta hipercalorica. Dessa forma, a suplementacao alimentar com S. platensis restaura os danos ao corpo cavernoso, decorrentes do consumo da dieta hipercalorica, despontando, portanto, como uma alternativa terapeutica promissora para o tratamento da disfuncao eretil causada pelo aumento da adiposidade corporal.
  • EDVALDO BALBINO ALVES JÚNIOR
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE GASTROPROTETORA DO ESTRAGOL EM MODELOS ANIMAIS
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • O estragol e um composto organico aromatico pertencente a classe dos fenilpropanoides derivados de aldeidos cinamicos presente em oleos essenciais de especies vegetais, como Ravensara anisata (madeira), Ocimum basilicum (manjericao/alfavaca), e Croton zehntneri (canelinha). Estudos farmacologicos relatam sua atividade anti-inflamatoria, antioxidante e vasorelaxante. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade nao-clinica aguda, a atividade gastroprotetora e os mecanismos de acao relacionados. O ensaio foi considerado significativo quando *p<0,05. No ensaio de toxicidade aguda, em que foram utilizadas as doses de 300 ou 2000 mg/kg do estragol administradas por via oral (v.o.) nao foram observados sinais de alteracoes comportamentais, exceto para dose de 2000 mg/kg com diminuicao do consumo de agua e racao. Desta forma, foi possivel estimar que a dose letal 50% (DL50) e igual ou superior a 2500 mg/kg, de acordo com o guia 423 da OECD. Para a avaliacao da atividade gastroprotetora foram utilizados os modelos de inducao aguda de ulcera gastrica pelo etanol em ratos, anti-inflamatorio nao-esteroidal (AINE-piroxicam) e estresse (por imobilizacao e frio) em camundongos e contensao do suco gastrico em ratos. No modelo de inducao da ulcera pelo etanol, a carbenoxolona (100 mg/kg}) e o estragol (31,25; 62,5; 125 e 250 mg/kg – v.o) reduziram a area de lesao ulcerativa em 55, 25, 69, 74 e 95% (***p<0,001), respectivamente, quando comparada ao controle negativo. Alem disso, a dose mais efetiva (250 mg/kg) melhorou os parametros histologicos avaliados. Nas ulceras gastricas induzidas pelo estresse (imobilizacao e frio) a cimetidina (100 mg/kg) e o estragol (31,25; 62,5; 125 e 250 mg/kg – v.o) reduziram o indice de lesao ulcerativo (ILU) em 42, 45, 53, 59 e 65% (*p<0,01) e (***p<0,001), respectivamente, quando comparada ao controle negativo. Nas ulceras gastricas induzidas por AINEs, a cimetidina (100 mg/kg) e o estragol (31,25; 62,5; 125 e 250 mg/kg – v.o) reduziram o ILU em 59, 46, 47, 56 e 64% (***p<0,001), respectivamente quando comparado ao grupo controle negativo. Em ulceras gastricas induzidas por contensao do suco gastrico (ligadura do piloro) a cimetidina (100 mg/kg) e o estragol (250 mg/kg) reduziram o ILU em 42 e 52 % (v.o) (***p<0,001) e em 42 e 43 % (i.d) (###p<0,001), respectivamente. Na perspectiva de investigar os mecanismos envolvidos na atividade gastroprotetora do estragol foram avaliados os mecanismos antissecretorios ou neutralizantes da secrecao gastrica, citoprotetores, antioxidante e imunorregulatorio. O tratamento i.d com estragol (250 mg/kg) diminuiu o volume do suco gastrico. A atividade gastroprotetora do estragol (250 mg/kg) envolve a participacao de grupamentos sulfidrilas, oxido nitrico, muco e prostaglandinas. Aumentou os niveis de glutationa reduzida (GSH) e glutationa peroxidase (GPx) e reduziu os niveis de malondialdeido (MDA) e mieloperoxidase. Reduziu os niveis de interleucina-1 beta (IL-1β), do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e da expressao de sintase do oxido nitrico induzivel (iNOS), alem de aumentar os niveis de interleucina-10 (IL-10) e de ciclooxigenase 2 (COX-2). Assim e possivel inferir que o estragol apresenta atividade gastroprotetora relacionada a mecanismos antissecretorio, citoprotetores, antioxidantes e imunomoduladores.
  • HIDNA NASCIMENTO DA CUNHA
  • Compostos fenólicos de Erythroxylum pauferrense Plowman: Isolamento e caracterização por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • A populacao humana sempre buscou nas especies vegetais importantes propriedades terapeuticas e, com isso, passou a utiliza-las no tratamento de diversas doencas, a partir da observacao de que nas plantas existem substancias que atuam na recuperacao da saude humana. Erythroxylum pauferrense Plowman, conhecida popularmente como “Guarda Orvalho” e uma especie da familia Erythroxylaceae endemica da regiao Nordeste do Brasil com ocorrencia confirmada apenas no estado da Paraiba. Devido a ausencia de estudos quimicos e farmacologicos, este trabalho tem como objetivo efetuar uma abordagem fitoquimica e avaliar o potencial de citotoxicidade da fase acetato de etila de E. pauferrense. As partes aereas da especie foram coletadas no municipio de Areia – PB, apos secagem e pulverizacao foi realizada uma extracao do material vegetal, e posterior particao do extrato resultando nas fases hexanica, cloroformica, acetato de etila e n-butanolica. A fase acetato de etila foi analisada por cromatografia liquida acoplada a espectrometro de massas, apresentando 14 picos principais, que foram identificados putativamente como sendo flavonoides glicosideos e flavonoides oligomericos. Essa mesma fase foi submetida a cromatografia em coluna, e uma das suas fracoes foi analisada por cromatografia liquida de alta eficiencia com detector por arranjo de diodos em escala analitica e fracionamento em escala preparativa, levando ao isolamento de tres substancias majoritarias: Quercetina-3-sambubiosideo, Quercetina-3-O-α-L-raminosideo e Ombuin-3-rutinosideo. Estes foram identificados por espectroscopia por RMN de 1H e 13C uni e bidimensionais. Para a avaliacao da citotoxicidade da fase acetato de etila da E. Pauferrense foi realizada uma triagem utilizando as linhagens de celulas tumorais humanas HL-60 (leucemia promielocitica aguda), MCF-7 (adenocarcinoma mamario) e HCT-116 (carcinoma colorretal) mantidas em meio de cultura RPMI-1640. a citotoxicidade foi avaliada por meio do ensaio de reducao do MTT. Essa triagem mostrou um resultado de pouca atividade (inibicao de crescimento celular variando de 20 a 50%) para a linhagem HCT-116, uma atividade moderada (inibicao de crescimento celular variando de 50 a 70%) para a linhagem MCF-7 e muita atividade para a linhagem HL-60 promovendo uma inibicao de crescimento variando de 70 a 100%. Logo, essa triagem tem um resultado bastante promissor para a linhagem HL-60. Os resultados obtidos deste trabalho, contribuiram para o conhecimento fitoquimico e farmacologico do genero Erythroxylum e da especie Erythroxylum pauferrense.
  • ANA LAURA DE CABRAL SOBREIRA
  • Definição do perfil fitoquímico por LC/MS e primeiros metabolitos isolados de Sida planicaulis Cav. (Malvaceae) e atividade antimicrobiana
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 08:30
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  • Considera-se que a utilizacao milenar das plantas medicinais com a finalidade de curar as enfermidades da humanidade, proporcionou um vasto conhecimento sobre as acoes terapeuticas e a toxicidade de determinados especies. Apesar da riqueza da flora brasileira, nos ultimos 20 anos, o numero de informacoes sobre plantas medicinais tem crescido apenas 8% anualmente, buscando contribuir com este enriquecimento cientifico, o presente estudo realizou um trabalho fitoquimico pioneiro da Sida planicaulis Cav., visando a descoberta de seus constituintes quimicos e acao antimicrobiana, e assim colaborar com o enriquecimento quimiotaxonomico da familia Malvaceae. Para atingir estes objetivos fez-se uso de tecnicas cromatograficas e espectroscopicas, utilizando Ressonancia Magnetica Nuclear (RMN), uni e bidimensionais, e Espectrometria de Massas. Com a metodologia utilizada foi possivel isolar uma cumarina e um alcaloide, e identificar por FIA-ESI-IT-MS oito metabolitos secundarios, entre eles acidos fenolicos e flavonoide glicosilados. Entre as amostras que foram testadas sua atividade antimicrobiana, o alcaloide (sal da criptolepina) isolado foi o que apresentou uma CIM mais promissora, tendo uma atividade farmacologica considerada otima a moderada, podendo assim ser alvo de futuros testes microbiologicos.
  • FIAMA FERREIRA FIGUEIREDO
  • Constituintes químicos e avaliação da atividade biológica de Xylopia frutescens Aubl. (Annonaceae).
  • Data: 20/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • A familia Annonaceae reune cerca de 2.500 especies distribuidas em 108 generos por regioes tropicais e subtropicais. Entre os generos que a compoe, Xylopia e considerado um dos maiores, apresentando uma predominancia de alcaloides e diterpenos como metabolitos secundarios nas suas especies, como tambem um grande potencial farmacologico. Xylopia frutescens, comumente conhecida como “embira-vermelha”, e utilizada amplamente na medicina popular, mas poucos estudos cientificos sao relatados para a especie. Para a realizacao do estudo, as cascas de caule de X. frutescens foram coletadas em Santa Rita – PB, secas em estufa a 40 ºC e trituradas. O po seco foi submetido a extracao com etanol 95% e a solucao resultante foi concentrada em rotaevaporador, obtendo-se o extrato etanolico bruto. Este foi particionado, resultando nas fases hexanica, cloroformica e acetato de etila. As estruturas quimicas foram identificadas por espectroscopia de ressonancia magnetica nuclear, espectrometria de massas e em comparacao com dados da literatura. Um precipitado formado na fase hexanica foi identificado como uma mistura de diterpenos: o acido ent-caur-16-en-19-oico e acido ent-traquiloban-19-oico. A fase cloroformica foi submetida a cromatografia liquida de media pressao, obtendo-se fracoes que foram analisadas por cromatografia liquida de alta eficiencia acoplada ao detector de arranjo de diodos em escala analitica e fracionamento em escala semi-preparativa, levando ao isolamento de quatro alcaloides e uma lignana, identificados como pseudopalmatina, oxobuxifolina, lisicamina, laurotetanina e siringaresinol-β-D-glicosideo, respectivamente. As substancias identificadas estao sendo descritas pela primeira vez para a especie, com excecao da laurotetanina. Outra fracao dessa mesma fase foi analisada por cromatografia liquida acoplada ao espectrometro de massas, apresentando oito picos principais que foram identificados putativamente como alcaloides aporfinicos e oxoaporfinicos com seus substituintes. O oleo essencial foi extraido por hidrodestilacao em aparelho de Clevenger e caracterizado por cromatografia gasosa acoplada a espectroscopia de massas. A composicao quimica do oleo essencial foi de monoterpenos e sesquiterpenos, sendo o β-pineno (2,52 %), 1,3,5-trimetilbenzeno (3,2 %), citronelol (1,06 %), geraniol (2,35 %), timol (2,96 %), elemol (1,36 %), espatulenol (1,08 %) e cadin-4-en-10-ol (1,79 %) como constituintes majoritarios. A atividade antimicrobiana do oleo essencial foi investigada atraves da concentracao inibitoria minima (CIM), apresentando atividade antibacteriana contra Pseudomonas aeruginosa e Morganella morganii (CIMs:1024 µg/mL) e forte atividade antifungica contra Cryptococcus gattii (INCQS-40113) de 32 μg/mL e de 256 μg/mL para Candida tropicalis (ATCC-13803), sendo classificado como forte potencial antimicrobiano para estudos complementares.
  • JÉSSIKA DE OLIVEIRA VIANA
  • Investigações in silico e proposição de farmacóforo na pesquisa de novos agentes tuberculostáticos
  • Data: 20/02/2019
  • Hora: 08:30
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  • A tuberculose, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, e a doenca infecciosa causada por bacteria com os mais altos niveis de mortalidade em todo o mundo. Existem inumeros casos de resistencia a medicamentos de primeira e segunda linha, o que fortalece a necessidade continua para a descoberta de novas entidades quimicas bioativas contra esta infeccao. Dentre os metodos utilizados na busca de novos farmacos contra a tuberculose estao os estudos in silico que realiza a elaboracao de modelos quimicos e biologicos em ferramentas computacionais, possibilitando predizer e interpretar caracteristicas moleculares. Nesta perspectiva, objetivou-se empregar QSAR (Quantitative Structure-Activity Relationships) e modelagem molecular afim de se propor um possivel farmacoforo de derivados benzotiazinonas, que reuna caracteristicas estruturais responsaveis pela atividade contra a M. tuberculosis. Neste estudo foi utilizado um conjunto de 70 derivados benzotiazinonas, empregando ferramentas computacionais, como: analise dos descritores moleculares com auxilio da quimiometria, analise de suas propriedades quanticas por meio de superficies eletronicas, predicao de metabolitos, interacoes com o citocromo P450 e o acoplamento molecular em 4 proteinas importantes para o bacilo: DprE1, InhA, PS e DHFR. Como resultado, o modelo quimiometrico computado nos programas Volsurf+ e Pentacle apresentaram bons valores preditivos, onde os descritores referentes a anfifilicidade e ao volume molecular mostraram-se essenciais para a atividade dos derivados benzotiazinonas. As superficies eletronicas demonstraram o carater de alta estabilidade dos compostos com substituintes nitro, trifluorometil e hidrocarbonetos alifaticos presentes nos compostos mais ativos, corroborando com os estudos de QSAR. Os metabolitos provenientes da interacao com as CYP3A4 e 2D6 apresentaram divergencias de acoplamento no sitio dos citocromos, o que podem ser devido ao meio reacional e as divergencias existentes na estrutura das benzotiazinonas. De forma similar, o docking molecular realizado com as quatro enzimas da TB demonstraram boa interacao dos compostos mais ativos. Os fragmentos encontrados no QSAR como essenciais para a atividade biologica tambem se apresentaram como essenciais para a interacao do ligante com o sitio ativo das proteinas, sendo os grupos trifluorometil, grupo nitro e fragmento de piperazina com grupos hidrocarbonetos alifaticos os provaveis farmacoforos para as benzotiazinonas do estudo.
  • EDILEUZA BEZERRA DE ASSIS
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E ABORDAGEM SOBRE A ATIVIDADE LARVICIDA DE Helicteres eichleri K. SCHUM (STERCULIACEAE) FRENTE A Aedes aegypti L. (DIPTERA: CULICIDAE).
  • Data: 19/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Desde os primordios da existencia humana, populacoes de todo o mundo vem utilizando produtos naturais com fins medicinais e difundindo esses conhecimentos por geracoes. Na contemporaneidade, com os avancos da ciencia, intensifica-se o interesse de pesquisadores que buscam nas plantas medicinais a descoberta de novas substancias bioativas. No cenario mundial, o Brasil se destaca como um dos paises com maiores perspectivas para exploracao sustentavel de sua biodiversidade, uma vez que e detentor da maior diversidade de especies vegetais do mundo. Nesse contexto, ressaltamos a importancia das pesquisas sobre especies vegetais que se apresentam como fontes naturais de combate aos varios estagios do mosquito Aedes aegypti, principal vetor responsavel pela transmissao dos virus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Essa busca por inseticidas naturais, oriundos de recursos renovaveis, rapidamente degradaveis e menos prejudiciais para o meio ambiente e para a saude humana, quando comparados aos inseticidas sinteticos, levou-nos a isolar e identificar os constituintes quimicos, alem de avaliar o potencial larvicida da especie Helicteres eichleri K. Schum (Sterculiaceae), conhecida popularmente no Brasil como “fumo-de-macaco”. Atraves de um estudo pioneiro do ponto de vista quimico e biologico do extrato etanolico bruto obtido das partes aereas desta especie e utilizando tecnicas cromatograficas e espectroscopicas, foram isoladas e identificadas, respectivamente, dez substancias: decanol (He-1), acido rosmarinico (He-2), uma mistura de estigmasterol e β-sitosterol (He-3a e He-3b), lupeol (He-4), uma mistura do acido ursolico e acido oleanolico (He-5a e He-5b), uma mistura do acido micromerico e acido ursolico (He-6a e He-6b), e 3-β-esteariloxi-urs-12,20-dieno (He-7). Uma abordagem preliminar, a partir da exposicao das larvas no estagio L4 de Aedes aegypti a diferentes concentracoes do extrato etanolico bruto das partes aereas de Helicteres eichleri, demonstrou promissora atividade larvicida. Apos 24 e 48 horas de exposicao, a concentracao de 20mg/mL foi capaz de matar 92,5% e 93,3% das larvas, respectivamente. A CL50 foi calculada em 4,4 mg/mL para o intervalo de 24 horas, e, utilizando o modelo de teste de Tukey, apos 48 horas de exposicao apresentou CL50 de 3,73 mg/mL, caracterizando-se assim, como uma alternativa favoravel a ser utilizada em um sistema de controle integrado desse vetor, sendo necessaria a continuidade desse estudo.
  • JOSÉ LUCAS FERREIRA MARQUES GALVÃO
  • Estudo da atividade antibacteriana do isoeugenol contra cepas clínicas de Pseudomonas aeruginosa
  • Data: 19/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Evidencias cientificas ao longo do tempo, demonstra-se que a bacteria da especie Pseudomonas aeruginosa destaca-se dentre os patogenos que promovem elevadas taxas de morbidade, mortalidade e aumento de custos hospitalares em ambito mundial. Este micro-organismo e intrinsicamente resistente a ampla diversidade de farmacos e e capaz de se tornar resistente a diversos agentes antimicrobianos. Atualmente, verifica-se uma significativa limitacao do arsenal terapeutico que pode ser empregado para o tratamento de infeccoes causadas por esta bacteria multirresistente, uma vez que a Pseudomonas aeruginosa pode desenvolver seus mecanismos de resistencia durante a terapia antimicrobiana. Portanto, baseado na resistencia promovida por essa bacteria desperta-se a atencao dos pesquisadores a possibilidade do uso de compostos naturais, sendo estes, plantas medicinais e oleos essenciais e seus fitoconstituintes na prevencao e tratamento de enfermidades, dentre esses fitoconstituientes destaca-se o isoeugenol, um fenilpropanoide. Diante disso, foi avaliada atividade antibacteriana do isoeugenol contra cepas clinicas de Pseudomonas aeruginosa atraves de ensaios realizados in vitro: Determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e Concentracao Bactericida Minima (CBM) e estudos de associacao do isoeugenol com antimicrobianos convencionais (gentamicina e meropenem). Na avaliacao da atividade antibacteriana, o isoeugenol apresentou uma CIM de 64 µg/mL e uma CBM de 128 µg/mL, ja para os antimicrobianos convencionais a gentamicina apresentou uma CIM de 1024 µg/mL e uma CBM >1024 µg/mL, enquanto que o meropenem teve sua CIM e sua CBM de 32 µg/mL. A associacao do fenilpropanoide primeiramente com a gentamicina mostrou-se tanto para a cepa ATCC quanto para a cepa clinica L.M 297 um efeito sinergico, diferentemente foi observado que na associacao do meropenem com a cepa ATCC resultou-se um efeito de aditividade ou indiferenca e para a cepa clinica L.M 297 um efeito de antagonismo. Com isso, os resultados obtidos nesse estudo sugerem uma atividade antibacteriana do isoeugenol frente a cepas clinas de P. aeruginosa, seja de forma isolada ou em associacao com antimicrobiano padrao.
  • ANA LIGIA DA COSTA PEREIRA
  • Síntese, elucidação estrutural e estudos in sílico de novos compostos 2-amino-tiofênicos imídicos candidatos a fármacos antifúngicos, antileishimanicida e antitumorais
  • Data: 18/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Criptococose, leishmaniose e cancer, a exemplo do adenocarcinoma cervical, sao doencas que apesar de divergirem quanto a etiologia possuem em comum uma alta incidencia, e problemas relacionados a biodisponibilidade, a toxicidade e a resistencia aos farmacos disponiveis na terapeutica. Com o intuito de trazer novas alternativas para essas enfermidades, diversas estrategias do planejamento racional de farmacos podem ser empregadas, envolvendo etapas de estudos in silico (ADMET e docking molecular), alem de sintese organica (hibridacao molecular) permitindo a validacao de alvos moleculares e o desenvolvimento de novos farmacos. Nesse contexto, e sabendo que os heterociclos 2-amino-tiofeno e as imidas ciclicas se mostram como farmacoforos atraentes para a quimica medicinal, e tambem para essas 3 doencas, o objetivo desse trabalho foi sintetizar novos hibridos 2-amino-tiofenicos-imidicos e realizar estudos in silico ADMET e de docking molecular para diversos alvos de Cryptococcus neoformans, leishmania e adenocarcinoma cervical, visando a predicao dos compostos potencialmente mais ativos, para conducao futura de testes biologicos. Para tanto, foram testadas diversas metodologias sinteticas, dentre as quais o metodo de reacao sem solvente a 150ºC foi o escolhido para obtencao dos diferentes derivados hibridos. Foram obtidos em rendimentos variados (5,83-81,29%) 18 hibridos tiofenos-imidicos, sendo 3 maleimidicos, 6 ftalimidicos, 5 iso-indolinicos e 4 bis-indolilicos. Esses compostos tiveram suas caracteristicas fisico-quimicas determinadas e suas estruturas foram comprovadas atraves de espectroscopia de ressonancia magnetica nuclear de 1H e 13C, espectrometria de massas e difratometria de raios X (para CNF-08 e ESF-07). Os softwares SwissADME e Osiris Property Explore foram utilizados nos estudos in silico ADMET, onde se observou que os hibridos contendo maleimidas e ftalimidas apresentaram melhores perfis de biodisponibilidade, absorcao gastrointestinal e toxicidade, destacando-se os compostos CNMA-06 e ESMA-06 que mostraram o melhor valor de drugscore. A maioria dos compostos nao tem potencial de interacao com as isoformas CYPCD6, CYPC3A4 do citocromo CYP450, nem com P-gp, especialmente os hibridos bis-indolinas (a exemplo de ESDP-06 e IPDP-06). Quanto ao potencial de induzir efeitos mutagenicos tumorigenicos, irritantes e reprodutivos, todos os compostos com excecao de IPDP-06 (que apresentou baixo risco) e de todas bis-indolinas (que apresentaram medio a alto risco), apresentaram-se atoxicos. Os estudos de docking molecular foram conduzidos com auxilio do software Molegro Virtual docking 6.0, usando de 3 a 4 alvos moleculares para cada uma das doencas. Todas as moleculas apresentaram valores negativos de energia de ligacao, muitos dos quais inferiores as drogas referencias utilizadas, e ate mesmo aos ligantes co-cristalizados, indicando que as moleculas tem grande potencial de se ligar com estabilidade e afinidade as macromoleculas selecionadas. Os melhores ligantes para os alvos foram os hibridos iso-indolinicos e, principalmente, bis-indolinicos, que possuem radical -COOEt na posicao C-3 do nucleo tiofenico. Alem disso, em sua maioria, as bis-imidas como CNBT-07, ESBT-06, ESBT-07 e IPDP-06 para Cryptococcus neoformans, ESDP-06, IPDP-06 e IPBT-06 para leishmania e ESBT-06, ESBT-07 e IPBT-06 para adenocarcinoma cervical apresentaram um perfil multi-target, o que sugere um grande potencial terapeutico, e estimula a realizacao dos ensaios para comprovacao das atividades biologicas.
  • LAZARO GONCALVES CUINICA
  • Tecnologias analíticas para caracterização química e biológica de drogas vegetais e extratos secos da Urtica dioica L. e Cnidoscolus urens L.
  • Data: 06/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • Os extratos da Urtica dioica L. e das especies do genero Cnidoscolus tem demostrado a capacidade de diminuir respostas inflamatorias em pesquisas in vivo e in vitro, por meio de varios mecanismos, cujas consequencias sao a reducao de citocinas pro-inflamatorias como IL-1β, IL-2, IL-6, IFNγ, TNF-α e TNF-κ e inibicao das ciclo-oxigenases (COXs). Assim, neste trabalho pesquisaram-se as tecnologias analiticas para caracterizacao quimica e biologica de drogas vegetais e extratos secos da Urtica dioica L. e Cnidoscolus urens L. Os experimentos foram desenvolvidos em quatro etapas de pesquisa. 1 – A caracterizacao termoanalitica da droga vegetal e do extrato seco da U. dioica, foi feita atraves de termogravimetria (TG), analise termica diferencial (DTA) e pirolise acoplada a cromatografia gasosa e espectrometria de massa (Pyr-GC/MS). As amostras foram submetidas a TG-dinamica nas atmosferas de nitrogenio e do ar, TG-isotermica na atmosfera do ar e DTA em nitrogenio. Os parametros cineticos foram determinados pelo modelo de Ozawa e pela equacao de Arrhenius. As moleculas termodegradaveis ​​a 250, 350 e 450 °C foram identificadas por Pyr-GC/MS. A amostra da droga vegetal com menor tamanho de particulas, teve maior perda da massa total, menos tempo para a degradacao de 5% da massa a 30 °C, apresentou entalpia e energia de ativacao baixas em relacao as outras amostras com tamanho de particulas maiores. O extrato seco por spray dryer mostrou maior estabilidade termica em comparacao com o extrato seco na estufa. Foram identificados 54 fragmentos moleculares em todas as amostras da droga vegetal e 42 em extratos secos. 2 – O extrato de C. urens foi preparado em maceracao dinamica e seco em estufa, tendo sido obtido 82,49% de rendimento do extrato seco. A validacao dos metodos analiticos para quantificacao de flavonoides e taninos totais foi feita espectrofotometricamente. Os metodos propostos mostraram-se especificos, sensiveis, precisos, exatos e robustos, sendo adequados para uso laboratorial de rotina. 3 – Tendo sido demostrado que a lise das hemacias no local de inflamacao esta envolvida em acoes anti-inflamatorias e processos imunologicos, analisou-se o efeito hemolitico do extrato de Cnidoscolus urens (ECU), diclofenaco sodico, piroxicam e meloxicam no local da inflamacao. Foi preparado 0,8% (v/v) de suspensao de hemacias humanas em solucao salina (0,9% NaCl). Testou-se 100, 250, 500, 1000 e 1500 μg/mL do ECU, e 20, 40, 60, 80 e 100 μg/mL de cada farmaco em meio com e sem solucao hiposalina. As absorbancias de hemoglobina foram lidas no espectrofotometro UV/VIS a 405 nm. No meio hiposalino, o efeito hemolitico do ECU foi significativamente maior em relacao ao efeito do diclofenaco sodico e significativamente inferior ao efeito de piroxicam e meloxicam nas concentracoes testadas. O efeito do ECU, piroxicam e meloxicam no meio hiposalino foi significativamente maior em relacao ao efeito dos mesmos no meio sem solucao hiposalina. A partir de 80 μg/mL em meio sem solucao hiposalina, o meloxicam induziu um efeito hemolitico elevado em relacao ao agente hemolisador. Os efeitos hemoliticos do diclofenaco sodico em ambos meios nao mostraram diferencas significativas entre si e em ralacao ao controle. Concluindo-se que uma das acoes do ECU, piroxicam e meloxicam no local de inflamacao e a inducao da hemolise. 4 – A validacao de metodologia de analise da quercetina no extrato seco de C. urens foi feita por cromatografia liquida de alta eficiencia (CLAE-UV/DAD). Os tempos de retencao da quercetina na amostra do padrao e do extrato foram de 10,3 e 10,7 minutos, respectivamente. A metodologia analitica foi eficiente para o fim desejado, cumprindo satisfatoriamente com os parametros exigidos pela ANVISA-Brasil. O metodo sera util para a determinacao do teor da quercetina em derivados vegetais de C. urens.
  • NORMANDO ALEXANDRE DA SILVA COSTA
  • Síntese, caracterização, estudos in silico e avaliação biológica de novos derivados da piperina
  • Data: 05/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • A piperina e um alcaloide presente nas especies do genero Piper, essa molecula possui diversas atividades biologicas, muitas de interesse para a industria farmaceutica, como atividade antitumoral. Sendo uma molecula de ocorrencia natural, de extracao simples com altos rendimentos. Neste trabalho, foi descrito a sintese e caracterizacao de 15 amido esteres derivados da piperina, sendo todas as moleculas ineditas. Os Produtos finais foram obtidos atraves de uma reacao substituicao nucleofilica (SN2) entre o sal do acido piperico e as 2-cloroacetamidas substituidas, apresentando rendimentos entre 63 a 92%. A confirmacao das estruturas foi feita utilizando metodos espectroscopicos, tais como IV, RMN de 1H e 13C e analise elementar. As caracteristicas fisico-quimicas, toxicologicas, biodisponibilidade oral, permeabilidade pela barreira hematoencefalica, interacoes com a enzima Citocromo p-450 e Glicoproteina-P, ambas analises realizadas por testes In Silico atraves de Software gratuitos (SwissAdme, Osiris e Molispiration). Com excecao da molecula HE12 todas as moleculas apresentam biodisponibilidade oral adequada. Na avaliacao toxicologicas, as moleculas apresentaram risco reprodutivo, proveniente da estrutura natural da piperina, as moleculas HE03 e HE05 apresentaram tambem risco irritante e tumorogenico respectivamente. Na avaliacao microbiologica das moleculas, foi usada a tecnica de diluicao para obter as concentracoes inibitorias minimas do crescimento dos microrganismos (CIM) contra os seguintes microrganismos patogenicos aos seres humanos: Staphylococcus aureus ATCC-13150; Staphylococcus epidermidis ATCC-12228; Pseudomonas aeruginosa ATCC-25853; Candida albicans – ATCC 76645, LM-1108, LM; Candida tropicalis ATCC 13803, LM 18 e Aspergillus flavus LM-714. Os resultados demonstraram que os compostos nao apresentaram atividade biologica ate a concentracao maxima de 1024 µg/mL. Os derivados HE02 e HE03 foram submetidos a ensaios de toxicidade pre-clinica aguda, a dose letal (DL50) foi estimada em 2000mg/Kg para o HE02 e 5000 mg/kg para o HE03 (nao provocou a morte de camundongos). Os compostos HE02 e HE03 apresentaram significante atividade antitumoral in vivo em modelo de Carcinoma Ascitico de Ehrlich (CAE), considerando especialmente os parametros viabilidade e total celular, foi observado uma diminuicao significativa nos animais tratados com HE02 e HE03 em todas as doses experimentais. Nao houve diferenca significativa entre as doses de 12,5 e 25 mg/kg de HE02 e HE03, apresentando, potente atividade antitumoral in vivo frente CAE. Alem disso, o HE-03, nessa linhagem tumoral e nas concentracoes de 6,25 e 12,5 mg/kg, reduziu os parametros avaliados semelhante ao 5-Fluorouracil, utilizado como controle positivo nesse ensaio. Esses derivados revelam-se importantes compostos para serem avaliados em testes in vivo.
2018
Descrição
  • TAYNARA BATISTA LINS
  • ESTUDO DE PRÉ FORMULAÇÃO DE RECRISTALIZADOS E MICROPARTICULAS DO ÁCIDO FERÚLICO
  • Data: 14/12/2018
  • Hora: 14:00
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  • O acido ferulico (AF) e um acido fenolico e sua principal atividade biologica relatada e antioxidante, porem possui solubilidade limitada. O presente trabalho realizou o estudo de pre-formulacao do acido ferulico (AF) para o desenvolvimento de cristais e microparticulas com quitosana visando o aumento de solubilidade e, tambem, foram avaliadas as caracteristicas do estado solido. Para a caracterizacao do estado solido utilizaram-se as tecnicas de difracao de raio X (DRX), espectroscopia na regiao do infravermelho (IV), calorimetria exploratoria diferencial (DSC), termogravimetria (TG), analise termica diferencial (DTA), microscopia eletronica de varredura (MEV) e granulometria a laser. Os cristais de acido ferulico foram obtidos pelo processo de cristalizacao atraves de duas tecnicas diferentes (cristalizacao de anti-solvente e sonocristalizacao). Um metodo analitico foi desenvolvido para a quantificacao do AF por Cromatografia Liquida de Alta Eficiencia (CLAE) e para o doseamento das microparticulas. A obtencao das microparticulas foi delinada atraves de um planejamento fatorial 23 variando a proporcao de acido ferulico e quitosana, o percentual de quitosana e tempo de agitacao, e foram caracterizadas por DRX, IV, DSC e TG, eficiencia de encapsulacao e estudo de dissolucao. Para o AF e cristais obtidos foi observado nos difratogramas e nos espectros de IV picos com angulos de difracao e bandas de absorcao semelhantes, respectivamente, com variacoes nas intensidades relativas. Na curva de DSC e DTA do AF na razao de aquecimento de 10 °C min-1 observou-se um pico endotermico referente a fusao do farmaco em 176,2 e 173,9 °C (ΔHfus=0,14 e 1,16 KJ g-1), respectivamente, que foi semelhante para os cristais. Nas curvas de TG podemos ver uma unica etapa de degradacao ocorrendo apos a fusao com temperatura de onset de 218,5°C e perda de massa de 87,9% enquanto para os cristais esse estagio ocorre em temperaturas inferiores. No tamanho de particula observamos que o AF possuia o tamanho de 45,43 µm, que sofreu reducao devido o processo de cristalizacao, principalmente para o cristal com alcool isopropilico por anti-solvente, com 7,59 µm e, consequentemente, a solubilidade do AF foi melhorada em 15%. O metodo para quantificacao do AF foi validado segundo a RDC 166/2017 pelos parametros de seletividade, linearidade, precisao, exatidao e robustez. A caracterizacao do estado solido das microparticulas (MP) obtidas pelo planejamento mostram diferencas no padrao de DRX, e por IV, apresentaram diminuicao de intensidade, somatorio e sobreposicao de bandas de absorcao referentes ao AF e quitosana. As curvas da analise termica mostraram um perfil calorimetrico e termogravimetrico diferente. A dissolucao das MPs foi realizada em tampao acetato (pH 4,5) que foi escolhido previamente pela dissolucao do AF, mostrando diferenca na taxa de dissolucao do AF com aumento do tempo para liberacao maxima de AF. As MPs apresentaram eficiencia de encapsulacao maior que 70%. A partir dos resultados, a melhor condicao para obtencao da microparticula foi 1 parte de AF para 2 de quitosana, 1,5% de quitosana e tempo de agitacao de 90 minutos, pois apresentou um padrao mais amorfo no DRX, no DSC, com desaperecimento do pico de fusao do AF e a dissolucao apresentou um tempo maximo de liberacao de 270 minutos. Diante desses resultados, a MP escolhida foi obtida em maior quantidade (30g) e foi caracterizada pelas tecnicas de DRX, IV, DSC, TG e MEV. Alem disso, foram realizados os testes de solubilidade, dissolucao, eficiencia de encapsulacao (CLAE), estudo de propriedades de fluxo do po e estudo de compatibilidade. A MP apresentou as mesmas caracteristicas fisico-quimicas observadas no primeiro lote a partir das tecnicas de DRX, IV, DSC e TG. No estudo de solubilidade, a MP mostrou um aumento de solubilidade de 53% frente ao AF. O perfil de dissolucao da MP foi caracteristico de cinetica de ordem zero e o tempo para liberacao maxima do AF foi de 270 minutos. Avaliando as propriedades de fluxo do po do AF e MP, observou-se que a MP apresentou melhor classificacao quanto ao escoamento do po. O estudo de compatibilidade para as misturas binarias (AF + excipientes) constatou compatibilidade com celulose, estearato de magnesio e lactose enquanto que na mistura ternaria (MP + excipientes) nao houve incompatibilidade com os excipientes por DSC, TG e IV. Diante disso, o AF mostrou caracteristica de IFA de classe IIb e por isso foi necessario o desenvolvimento de um sistema microparticulado com quitosana (polimero hidrosoluvel) para um incremento da solubilidade, o que influencia na melhora da biodisponibilidade, bem como nas propriedade tecnologicas para o desenvolvimento de produtos farmaceuticos.
  • RAYANNE SALES DE ARAUJO BATISTA
  • DESENVOLVIMENTO E ESTUDO DE CARACTERIZAÇÃO DE PRÉ-FORMULADOS DO ÁCIDO CINÂMICO
  • Data: 14/12/2018
  • Hora: 09:00
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  • O acido cinamico (AC) e um composto fenolico presente em alimentos e vegetais, que possui ampla variedade de atividades biologicas, porem baixa solubilidade aquosa. Assim, o objetivo desse estudo foi desenvolver pre-formulados do acido cinamico atraves de estudos de caracterizacao e pre-formulacao, visando melhora na solubilidade aquosa. Foram produzidos cristais de AC pelas tecnicas de cristalizacao por anti-solvente e sonocristalizacao. O AC e os cristais obtidos foram caracterizados pelas tecnicas de Calorimetria Exploratoria Diferencial (DSC), Analise Termica Diferencial (DTA), Termogravimetria (TG), Difracao de raio-X do po (DRXP), Espectrofotometria de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Microscopia Eletronica de Varredura (MEV), granulometria, e tambem foi realizado o estudo de solubilidade por saturacao. Foi desenvolvido e validado um metodo analitico por cromatografia liquida de alta eficiencia (CLAE-DAD) para quantificacao do AC e doseamento da microparticula. Pelo metodo de evaporacao de solvente atraves de um planejamento fatorial foram produzidas microparticulas de AC com quitosana, onde cada amostra proveniente dos tratamentos obtidos foi avaliada atraves das tecnicas DRXP, FTIR, TG, DSC, e eficiencia de encapsulacao (EE). A partir das condicoes escolhidas no planejamento, um novo lote da microparticula foi produzido, e caracterizado pelas tecnicas ja citadas, adicionando a tecnica de MEV, e os ensaios de solubilidade, estudo de dissolucao, de propriedades de fluxo do po. Tambem foi realizado o estudo de compatibilidade fisico-quimico do AC com excipientes pelas tecnicas de DSC, TG e FTIR. De acordo com os resultados obtidos para os cristais, nao se observaram mudancas nas caracteristicas fisico-quimicas do AC, apenas foi constatada uma forma mais regular e distribuicao mais uniforme do tamanho dos cristais. A cristalizacao por anti-solvente foi a tecnica que apresentou melhores resultados no tocante ao incremento de solubilidade para o AC, porem nao foi suficiente para obter uma melhora expressiva na solubilidade aquosa, sendo necessario o uso de tecnologias alternativas, como o uso de sistemas microparticulados. Os resultados da validacao da metodologia por CLAE-DAD mostraram o tempo de retencao do AC de 8,65 minutos e linearidade com coeficiente de correlacao r = 0,9999 para um modelo homocedastico, preciso e exato, com recuperacao do padrao variando entre 98,35 e 104,50%. Atraves do planejamento fatorial do tipo 23, avaliando os parametros proporcao de AC e quitosana na amostra (AC/Q), percentual de quitosana em solucao (% Q) e o tempo de agitacao da solucao, foi possivel distinguir entre as amostras as melhores condicoes de preparo da microparticula, sendo escolhida a microparticula MP5. Esta apresentou um perfil cristalografico predominantemente amorfo, confirmado pela ausencia de pico de fusao do AC por DSC, sem alteracoes na estabilidade visto os dados de TG, e somado aos dados de FTIR indica-se a formacao do sistema microparticulado, com 99 % de EE do AC na microparticula. Foi produzido um segundo lote da microparticula nas condicoes delineadas, a qual manteve as caracteristicas fisico-quimicas encontradas no lote anterior, porem com relativa reducao da EE para 89 %. Os resultados de MEV mostraram uma morfologia homogenea e ausente de poros. A microparticula obteve aumento de solubilidade, exibindo 85,5 % de AC soluvel em meio aquoso frente a 32,5 % do AC puro, como tambem aumentou a taxa de dissolucao e eficiencia de dissolucao, de 52,7 % para 94,4 %, e de 44,6 % para 80,9 %, respectivamente. Quanto as propriedades tecnologicas de fluxo do po, a microparticula obteve melhor classificacao comparada ao AC puro. E mediante os resultados para o estudo de compatibilidade, observou-se ausencia de interacoes para as misturas binarias e ternarias com os excipientes avaliados para producao de formulacoes farmaceuticas solidas. Das tecnicas empregadas para melhoramento da solubilidade do AC, constatamos que a producao de um sistema microparticulado, utilizando a quitosana como matriz polimerica, apresentou resultados mais satisfatorios que a recristalizacao. Logo, a microparticula obtida, associada as propriedades terapeuticas do AC, apresenta-se interessante do ponto de vista tecnologico para o desenvolvimento de produtos farmaceuticos em formulacoes solidas de uso oral.
  • ANALU FREITAS DE SOUZA BRITO
  • Novas saponinas isoladas de Cereus jamacaru
  • Data: 13/12/2018
  • Hora: 14:00
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  • Cereus jamacaru pertence a familia Cactaceae, e popularmente conhecido no Brasil por mandacaru, com ocorrencia nos estados do Piaui, Paraiba, Ceara, Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pernambuco, Bahia e norte de Minas Gerais. O uso popular desta especie e relatado no tratamento de problemas uretrais, sifilis, dores na coluna cervical, sendo indicado tambem no controle de diabetes, no tratamento de pedras vesiculares, problemas no aparelho respiratorio como tosses e bronquites, alem de ulceras. Este trabalho teve como objetivo contribuir com a ampliacao do conhecimento quimico do genero Cereus atraves do estudo fitoquimico de Cereus jamacaru. Para isto, o material vegetal, apos seco e moido, foi submetido a uma maceracao com etanol a 95% por 72 horas, sendo esse processo repetido por tres vezes, obtendo-se o extrato etanolico bruto (EEB). Uma aliquota do EEB (30,0g) foi submetida a uma particao liquido-liquido em uma ampola de separacao com os solventes hexano, diclorometano e acetato de etila. A fracao acetato de etila foi submetida a uma cromatografia em coluna para realizar um fracionamento previo desta fracao. Em seguida foi desenvolvido um metodo analitico por CLAE-DAD, posteriormente, transposto para uma escala semipreparativa, sendo assim possivel isolar uma saponina relatada pela primeira vez na literatura. Posteriormente, foi desenvolvido um metodo de isolamento porCLAE-ESI-EM/EM, sendo assim possivel isolar uma outra saponina, tambem relatada pela primeira vez na literatura Desta forma, este trabalho revelou esta especie como bioprodutora de saponinas triterpenicas.
  • AMILTON DA SILVA SOUZA
  • TECNOLOGIAS ANALÍTICAS E DE PRODUÇÃO VEGETAL DE Bauhinia Cheilantha (Bong.) Steud.
  • Data: 13/12/2018
  • Hora: 08:30
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  • A Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud, conhecida popularmente como mororo na regiao Semiarida do Brasil, a especie apresenta alto valor economico devido a seu uso medicinal popular e industrial, sendo uma planta de ocorrencia na caatinga. Este trabalho objetivou-se a desenvolver tecnicas analiticas e de producao vegetal voltados para B. cheilantha como subsidios para fortalecer a geracao de conhecimento voltado para caracterizacao de produtos (farmacologicos) com potencialidades dentro do contexto do Semiarido brasileiro. Foram utilizadas no experimento cinco matrizes da especie, coletadas no municipio de Monteiro, cariri paraibano. Apos a coleta dos frutos e sementes, foram realizadas as analises morfologicas (biometria), onde determinou-se o diametro, largura e espessura de 100 frutos e 100 sementes para cada matriz. Foram realizadas analises de emergencia, utilizando-se sementes sem tratamento pre-germinativo. A producao vegetal se deu pela implementacao do plantio de 96 sementes de cada matriz, fazendo-se a caracterizacao das plantulas desde sua emergencia, desenvolvimento, e retirada. As analises fisico-quimicas da droga vegetal ocorreu por tecnicas convencionais (teor de umidade e cinzas), e por tecnicas termoanalitica, TG e DTA em diferente granulometria, foram aplicados para a avaliacao dos parametros cineticos. Os resultados das caracteristicas biometricas dos frutos e sementes apresentaram similaridade entre as matrizes. As sementes sem interferencia de tecnica de quebra de dormencia, apresentaram uma certa pre disposicao germinativa, nao sendo necessario a quebra de dormencia. O teor de umidade apresentou similaridade entre as matrizes, apresentando perca de umidade percentuais entre 12,34% a 13,17%. O mesmo ocorreu com a determinacao teor de cinzas, com um valor percentual medio restante de materia de 3%. As curvas TG apresentaram, na atmosfera inerte e oxidativa, cinco eventos de degradacao de massa, onde a principal etapa foi observada no segundo evento, apresentando respectivas temperatura e a perca de massa que variaram entre 225 – 452ºC e 29 – 48% atmosfera inerte, e 237 – 417ºC e 29 – 43% oxidativa, para todos as razoes. As curvas DTA por GT mostraram dois eventos exotermicos nas faixas de temperatura entre 274°C – 408°C e 427°C – 582°C, e o pico variando entre 336 – 345 °C e 462 – 486°C, respectivamente primeiro e segundo evento. Ja as curvas de DTA por GP apresentaram variacoes na quantidade de picos, mostraram dois ou tres eventos com caracteristica endotermica. Na producao vegetal, quatro matrizes apresentaram percentuais de EP aproximado entre 78,1% – 80,2%, exceto a M5 com EP = 64,4%. As plantulas apresentaram um alto indice de mortalidade com menos de 60 dias emergidas, apresentando um valor medio percentual de 92,7% de mortalidade, obtendo assim a caracterizacao das plantulas apenas com 30 e 60 dias, tendo respectivamente valores medios de altura igual a 2,7cm e 3,4cm e de diametro do caule igual a 0,66mm e 0,77mm. Com a retirada das plantulas com 60 dias, obteve-se valor medio de 5,8g da massa das plantulas. Pode-se concluir que a M5 apresentou um melhor desempenho desse estudo, mediante as correlacao de dados, e mesmo diante do curto periodo de desenvolvimento das plantulas de B. cheilantha, decorrente do alto percentual de mortalidade, o presente estudo tem grande importancia para a especie, considerando os resultados apresentados e suas correlacoes, apresentam informacoes sobre caracteristicas fisicas e termicas da sementes, e sobre o desenvolvimento dessa especie nativa da caatinga.
  • JOAO PAULO PEREIRA DE LIMA
  • Tecnologias analíticas e de produção vegetal da aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemão)
  • Data: 12/12/2018
  • Hora: 14:00
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  • Myracrodruon urundeuva Fr. Allemao (Anacardiaceae) e uma especie de ocorrencia na regiao nordeste do Brasil, conhecida popularmente como aroeira-do-sertao, uma das plantas cujo uso medicinal e dos mais difundidos na regiao, especialmente por suas propriedades etnofarmalogicas, incluindo atividades antimicrobianas. De acordo com o conhecimento documentado sobre o uso fitoterapico da aroeira, a mesma foi incluida na lista oficial de Plantas ANVISA, mas devido ao extrativismo inadequado a especie foi considerada na Lista Oficial das Especies da Flora Brasileira Ameacadas de Extincao elaborada pela Fundacao Biodiversitas sob os auspicios do Ministerio do Meio Ambiente. Este trabalho buscou desenvolver um modelo metodologico para avaliar a integridade da M. urundeuva considerando a caracterizacao biologica e termica da especie. As sementes foram estudadas em tres diferentes estagios de maturacao I verde, II intermediario e III maduro, utilizando diferentes metodos analiticos para sua caracterizacao. O material foi coletado nos municipios de Sume e Sao Joao do Cariri na regiao semiarida da Paraiba, Brasil. Na caracterizacao biometrica determinou-se o diametro, a largura e a espessura de 100 sementes em cada estagio de maturacao utilizando-se um paquimetro manual. Sementes em diferentes fases tiveram comprimento medio, respectivamente, da fase I (4,44 mm), fase II (4,42 mm) e fase III (3,33 mm). Na caracterizacao Termogravimetrica foi determinado teor de umidade pelo metodo de estufa com circulacao a ar na qual a amostra S1, S2 e S3 apresentou 74%,56% e 8,8% respectivamente, para as amostras de SJ1, SJ2 e SJ3 apresentaram 69%, 9,3% e 3,4% da umidade presente nas sementes, e o teor de cinzas foi determinado pela metodologia 018/IV Residuo por incineracao – Cinzas (IAL, 2005). As amostras foram analisadas por tecnicas termogravimetricas (TG) nas razoes de aquecimento 5, 10, 20 e 40 °C.min-1 e analise termica diferencial (DTA) 10°C.min-1. Nas curvas TG observaram-se seis eventos de degradacao de massa, tanto na atmosfera inerte como oxidativa, indicando similaridade entre os perfis tendo como resultados da energia de ativacao S1, S2 e S3 102,37, 94,41, 94,34 jmol-1 e SJ1, SJ2 e SJ3 97,66, 100,85 e 96,75 jmol-1. As curvas DTA mostraram dois eventos exotermicos nas faixas de temperatura de 250°C a 380°C e 420°C a 510°C, e o pico variando entre 312 – 349 °C e 449 – 475°C. A pirolise acoplada a cromatografia gasosa / espectrometria de massa (PYR-GC / MS) apresentou fragmentos semelhantes ao diferentes estagios. Para a producao vegetal e acompanhamento do desenvolvimento dos brotos utilizou-se seis arvores matrizes e 20 baldes por matriz, sendo depositadas 4 sementes por balde e 80 sementes por matriz. Os resultados da producao vegetal de M. urundeuva foram apresentados por sua emergencia, desenvolvimento e mortalidade.
  • POLYANNA BARBARA DE MEDEIROS OLIVEIRA
  • Tecnologias Analítica e de Produção Vegetal de Erythrina velutina Willd.
  • Data: 12/12/2018
  • Hora: 08:30
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  • A especie Erythrina velutina WILLD., tambem conhecida na regiao semiarida do Brasil, como mulungu, e uma arvore de ampla resistencia a seca, proporcionando rusticidade e rapido crescimento, largamente utilizada na recuperacao de areas degradadas, com forte presenca na regiao. Possui caracteristicas quimicas e farmacologicas para a producao de fitoterapicos. O objetivo da pesquisa e desenvolver tecnicas termoanaliticas e tecnicas de producao vegetal da especie Erythrina velutina WILLD. como forma de maximizar o conhecimento da potencializacao farmacologica da materia-prima vegetal na regiao semiarida brasileira. Durante a pesquisa, foram escolhidas cinco matrizes de E. velutina, na regiao do Cariri Ocidental no municipio de Serra Branca, localizado na Paraiba, Brasil. Foram feitas triagens do material coletado e, em seguida, foram feitas analises morfologicas das sementes. Iniciando com a biometria, foram selecionados 100 sementes de cada matriz, onde verificou-se os parametros de comprimento, largura e massa de cada semente. Na caracterizacao biologica, foram realizadas analises de emergencia, a fim de obter melhores resultados com tratamentos pre-germinativos. Para a implementacao da producao vegetal, foi semeada 96 sementes de cada matriz em baldes, observando a emergencia das plantulas, a fim de caracteriza-las desde a emergencia, desenvolvimento e retirada, em periodos fixos de desenvolvimento. As analises fisico-quimicas foram organizadas em analises convencionais, como umidade e cinzas, e tambem em analises termoanaliticas como TG e DTA, em granulometrias diferenciadas, a fim de avaliar parametros cineticos e parametros termicos. Para os resultados biometricos das sementes obtiveram-se medias do parametros de comprimento, diametro e massa para cada matriz. Na producao vegetal, analisando os dados de emergencia das plantulas, houve significativa diferenca entre as matrizes, variando entre 70,8% e 34,4%. Sendo assim, a matriz 2 e a matriz 4 apresentaram indice de emergencia iguais, 70,8%. Tratando-se da mortalidade, as plantulas obtiveram baixos teores de mortalidade, somente na matriz 1 (34,4%) e na matriz 2 (10,4%), esses indices foram registrados. Nas medidas das plantulas em 30, 60, 90 e 120 dias, obteve-se valores medios de comprimento entre 38,09 cm e 57,8 cm e diametro do caule entre 16,13 mm e 19,39 mm. As sementes apresentaram singularidade no teor de umidade entre as matrizes da especie, apresentando perda de umidade percentuais entre 4,27% a 5,24%. Da mesma forma ocorreu para a determinacao do teor de cinzas, com valor percentual entre 26,7% ate 43,2%. As curvas TG apresentaram, na atmosfera inerte e oxidativa, cinco eventos de degradacao de massa, onde a principal etapa de degradacao foi observada no terceiro evento, apresentando respectivas temperatura e a perda de massa que variaram entre 213,26 – 378.46ºC e 34,14 – 40,17% atmosfera inerte, e 252,87 – 466,98ºC e 20,28 – 22,73% oxidativa, para todos as razoes. As curvas DTA por GT mostraram tres eventos exotermicos com media de temperatura entre 467,61°C, e a entalpia com media de 535,79 kJ/g. Ja as curvas de DTA por GP apresentaram variacoes na quantidade de picos, mostraram dois ou tres eventos com caracteristica tambem exotermica. Sendo assim, pode-se concluir que a matriz 3 apresentou maior numero de sementes germinadas, consequentemente, apresentou as maiores medidas de crescimento em 30 e 120 dias. Na retirada de algumas plantulas a maior massa fresca aconteceu para a matriz 3. Na analise Termica Diferencial (DTA) a matriz 3 apresentou maior entalpia.
  • SANY DELANY NUNES MARQUES
  • ESTUDO FITOQUÍMICO DE Sidastrum paniculatum (L.) FRYXELL E SÍNTESE DE AMIDAS ANÁLOGAS AS ISOLADAS DA FAMÍLIA MALVACEAE.
  • Data: 30/11/2018
  • Hora: 14:00
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  • Sidastrum paniculatum (L.) Fryxell, especie pertencente a familia Malvaceae, e popularmente conhecida como “malva roxa” ou “malvavisco”. O presente trabalho teve como finalidade aumentar o conhecimento sobre os fitoconstituintes de S. paniculatum atraves de um estudo fitoquimico para isolamento de suas substancias polares e reacoes de sintese para preparar amidas analogas aquelas isoladas de especies Malvaceae. Para o isolamento e analise dos constituintes quimicos foram adotados metodos cromatograficos como cromatografia em coluna e cromatografia plana. A fim de sintetizar amidas, avaliando metodos que possibilitem obter um maior grau de pureza nas reacoes, foram utilizados adutos de MBH (Morita-Baylis-Hillman) como substratos para a sintese destas moleculas, tendo como reagentes de partida aldeidos aromaticos e aminas comerciais, em uma sintese que segue de 3- 5 etapas reacionais. Este estudo relata o isolamento e identificacao de 11 substancias: acido estearico (Sp-1), N-trans-feruloiltiramina (Sp-2), acacetina (Sp-3), apigenina (Sp-4), tilirosideo (Sp-5), wissadulina (Sp-6); 7,4'-di-O-metil-7-O-sulfato isoscutelareina (Sp-7); yannina (Sp-8), beltraonina (Sp-9a), alem de dois novos flavonoides sulfatados: a 7-O-sulfato iso-isoscutelareina (paniculatumina) (Sp-9b) em mistura com Sp-9a, e 7,4'-O-dimetil-8-O-sulfato hipoaletina (sidastrumina) (Sp-10). Os flavonoides sulfatados foram submetidos a estudos moleculares em proteinas alvos (1YIY and 1PZ4) do mosquito Aedes aegypti, onde os flavonoides Sp-7 e Sp-9a apresentaram a capacidade de interagir com ambas as proteinas alvos e o Sp-6 apenas com uma proteina, 1PZ4, sendo estes os mais indicados para serem estudados in vitro. Este estudo tambem relata a sintese de 40 moleculas, sendo 20 amidas, destas 18 sao ineditas na literatura, a partir de reacoes com uma media de rendimento de 82%. Os compostos tiveram suas estruturas quimicas determinadas e identificados por analise dos espectros de RMN (1H, 13C, HMQC, HMBC e COSY), TOFMS, infravermelho, polarimentria e comparacoes com dados da literatura. Dentre os compostos sintetizados os adutos 2d e 2b, o acido 7c e as amidas 4g, 4h e 8e foram avaliados quanto a atividade antifungica, onde os adutos e o acido apresentaram atividade contra os fungos leveduriformes incluindo C. albicans, C. tropicalis e C. krusei e as amidas demonstraram menor perfil de atividade antifungica, com inibicao promovida apenas pelas amidas 4g e 4h contra poucas cepas, enquanto a amida 8e se mostrou inativa.
  • LECIA PINTO FERREIRA DE MORAIS
  • Análise de Componentes Principais Aplicada ao Estudo Termoanalítico de Sementes e a Produção Vegetal do Mandacaru (Cereus jamacaru DC).
  • Data: 21/11/2018
  • Hora: 14:00
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  • Cereus jamacaru DC., popularmente chamado mandacaru, e um cacto colunar, da familia Cactaceae, encontrado de forma espontanea e disperso na Caatinga, sendo uma especie subutilizada pelo sertanejo como planta forrageira. Entretanto, a literatura etnofarmacologica descreve sua aplicacao no combate ou prevencao a diversas doencas, tais como: doencas respiratorias, renais, ulceras estomaquicas, hipertencao arterial, enterite e reumatismo. O objetivo deste estudo consistiu-se em estudar a caracterizacao de sementes e plantas juvenis de Cereus jamacaru DC., cultivadas em condicoes de producao vegetal controladas utilizando tecnicas estatisticas multivariadas. Nesta perspectiva, conduziu-se o trabalho com observacoes no campo da fase reprodutiva, coleta de frutos de seis Matrizes (M) da especie, em estagio semelhante de maturacao, em dois locais do Semiarido Paraibano, Sume (M1, M2 e M3) e Monteiro (M4, M5 e M6) para a caracterizacao biometrica de frutos e sementes da especie. As sementes de C. jamacaru foram utilizadas como materia prima para estudos termoanaliticos e de producao vegetal com aplicacao de analise de componentes principais (PCA) nos dados originais obtidos. Determinaram-se: teor de umidade; cinzas; termogravimetria (TG) nas razoes de aquecimento 5, 10, 20 e 40 °C min-1 para atmosfera de ar sintetico e na razao de aquecimento 10 °C min-1 para atmosfera de nitrogenio; parametros cineticos e analise termica diferencial (DTA), 10 °C min-1. Atraves da PCA, evidenciou-se a variabilidade biometrica dos frutos e sementes das matrizes estudadas. Analisando as curvas TG na razao de aquecimento 10 °C min-1, observaram-se cinco eventos de degradacao de massa na atmosfera oxidativa e quatro eventos de degradacao de massa em atmosfera inerte, exceto para M1 que apresentou cinco eventos de degradacao de massa tambem em atmosfera de nitrogenio. A temperatura e a perda de massa das duas principais etapas de degradacao variaram entre as matrizes. As curvas DTA mostraram tres eventos exotermicos para sementes trituradas de M1, M2, M3, M5 e M6 com pico variando entre 354,0–358,9 °C, 492,9–508,1 °C e 509,8–523,7 °C, tendo M4 apresentado quatro eventos exotermicos. As curvas DTA para sementes inteiras de M2 e M5 revelaram dois eventos exotermicos sendo M2 com pico variando entre 349,2–355,8 °C e 538,3–543,7 °C, e M5 com pico variando entre 361,8–374,0 °C e 537,7–551,4 °C. A PCA aplicada a TG nas quatro razoes de aquecimento (atmosfera oxidativa) indicou similaridade entre os perfis termicos das matrizes. A PCA da producao vegetal indicou um padrao para os individuos juvenis de M6 nos parametros: maior numero de germinacoes, menos dias para germinar, maior altura da parte aerea e diametro ao nivel do solo; alem de permitir diferenciacoes entre os agrupamentos de individuos gerados de cada uma das matrizes monitoradas pela visualizacao grafica. Os resultados obtidos neste estudo indicaram que a aplicacao da PCA para avaliacao de perfil termico de sementes de C. jamacaru, especificamente na TG, nao forneceu visualizacao de padrao determinado entre as matrizes avaliadas, entretanto, para avaliacao da producao vegetal revelou-se como uma excelente ferramenta para estudo de diferenciacao e caracterizacao entre as matrizes de C. jamacaru avaliadas, possibilitando a determinacao da matriz com maior potencial produtivo, sendo M6 detentora do melhor desempenho na producao vegetal para esta especie.
  • JEANE UILMA GALINDO JARDIM
  • DERIVADOS DO EUGENOL E ISOEUGENOL E SUAS POTENCIALIDADES ANTIFÚNGICA E ANTIBIOFILME
  • Data: 31/10/2018
  • Hora: 14:00
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  • Neste trabalho descreve-se a sintese, caracterizacao e potencial antifungico e antibiofilme de dezoito derivados de monoterpenos, sendo nove derivados do eugenol e outros nove do isoeugenol. A sintese desses compostos, que apresentou rendimentos satisfatorios (74 a 92 %), ocorreu em duas etapas: inicialmente foram sintetizadas nove acetamidas e em seguida estas foram derivatizadas com o eugenol e o isoeugenol, separadamente, em uma reacao de eterificacao do tipo SN2. Todos os compostos, acetamidas e derivados, foram caracterizados por tecnicas espectroscopicas de IV, RMN de 1H e 13C e avaliou-se o potencial antifungico dos derivados contra cepas de Candida albicans e a atividade antibiofilme contra Escherichia coli e Staphilococcus aureus. Dentre os dezoito derivados investigados, os estudos antifungicos indicaram que os derivados do isoeugenol (E)-2-(2-metoxi-4-(prop-1-en-1-il)fenoxi)-N-fenilacetamida e (E)-N-(4-clorofenil)-2-(2-metoxi-4-(prop-1-en-1-il)fenoxi)acetamida e o derivado do eugenol 2-(4-alil-2-metoxifenoxi)-N-(4-metoxifenil)acetamida inibiram moderadamente o crescimento das especies de Candida e o derivado do eugenol 2-(4-alil-2-metoxifenoxi)-N-(4-cloro-3-nitrofenil)acetamida apresentou uma forte atividade inibitoria de 85 % das cepas do genero Candida. A atividade antiaderente foi observada em seis dos dez derivados do isoeugenol frente a E. coli, sendo evidenciado a aderencia de apenas 2,9% do derivado do isoeugenol (E)-2-(2-metoxi-4-(prop-1-en-1-il)fenoxi)-N-fenilacetamida. Em relacao a S. aureus, os derivados do isoeugenol (E)-N-(4-etilfenil)-2-(2-metoxi-4-(prop-1-en-1-il)fenoxi)acetamida e (E)-2-(2-metoxi-4-(prop-1-en-1-il)fenoxi)-N-(ptolil)acetamida apresentaram atividade antiaderente excelente inferior a 10%, e osderivados do eugenol apresentaram atividade antiaderente entre 3,72 e 90,43%. Todosos derivados do eugenol apresentaram atividade antibiofilme inferior a 10% contra E.coli. Os estudos antibacterianos mostraram que a mais baixa CIM foi observada nocomposto (E)-2-(2-metoxi-4-(prop-1-en-1-il)fenoxi)-N-(4-metoxifenil)acetamida frente a E. coli (35 μg/mL) e por 2-(4-alil-2-metoxifenoxi)-N-(4-cloro-3-nitrofenil)acetamida (66,8 μg/mL) para S. aureus. Os estudos de relacoes estrutura atividade quantitativas (QSAR) indicaram que os descritores que contribuiram significativa e positivamente para a serie do isoeugenol sao os DIFF (difusividade, controle da dispersao quimica em agua a 25°C) e CP (Parametro de embalagem critica), enquanto, para a serie do eugenol, apenas o descritor V (volume molecular) o qual influencia de forma crescente, ou seja, um maior volume em uma solucao aquosa e maior repulsao a agua resulta em atividade antifungica consideravel.
  • GRACIELLE ANGELINE TAVARES DA SILVA
  • Síntese, caracterização e avaliação antimicrobiana de novos derivados do timol e carvacrol
  • Data: 30/10/2018
  • Hora: 09:00
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  • A partir da investigacao na literatura sobre as vastas propriedades terapeuticas e medicinais dos monoterpenos aromaticos timol e carvacrol (anti-inflamatoria, antioxidante, antifungica, antitumoral, antibacteriana, entre outras), buscou-se, neste trabalho, sintetizar, atraves dos intermediarios halogenados (o cloreto de timol e de carvacrol), uma serie heterologa de 14 esteres, contendo os nucleos metilenodioxifenila, aromatico orto-substituido, N-ftalimidico, N-ftaloglicina e terfeftalato, com objetivo de verificar a influencia farmacoforica que os novos grupos funcionais exercem nas moleculas derivadas. Os produtos finais derivados do timol (DT 1-7) e do carvacrol (DC 1-7) foram sintetizadas por meio de uma reacao de substituicao nucleofilica bimolecular (SN2), entre os cloretos de timol e carvacol e os anions carboxilatos/imidatos provenientes dos sais dos acidos carboxilico/imidas selecionados (sais de potassio do acido piperinico, do acido benzoico, da ftalimida, da ftaloglicina e do acido tereftalico), apresentando rendimentos entre 70 a 90%. A confirmacao das estruturas foi feita utilizando metodos espectroscopicos, tais como IV, RMN de 1H e 13C. As substancias obtidas e seus precursores foram submetidas a ensaio microbiologico in vitro, com intuito de investigar sua acao farmacologica antifungica e antibacteriana. O derivado timolico com nucleo N-ftaloglicina apresentou forte atividade contra C. albicans e A. flavus (CIM 64 a 512 µg/mL), o haleto de carvacrol exibiu boa atividade frente a cepa de Staphylococcus aureus IS-58 (CIM de 64 µg/mL). Timol, carvacrol, seus intermediarios haleto de timol e haleto de carvacrol, bem como os produtos derivados finais do acido benzoico, ftalimida e ftalogicina, foram capazes de modular a resistencia ao antibiotico tetraciclina (Tetk) contra linhagens de Staphylococcus aureus multirresistentes a drogas, com reducao da CIM da tetraciclina de ate 32 vezes, revelando-se importantes compostos para serem avaliados em testes in vivo.
  • MICHELLE DE OLIVEIRA PEDROSA ROLIM
  • DESENHO, SÍNTESE E AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA DE CVIB, UM HÍBRIDO MULTI-ALVO DE CARVACROL E IBUPROFENO COMO NOVO AGENTE ANTI-INFLAMATÓRIO
  • Data: 19/09/2018
  • Hora: 14:00
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  • A busca por novos farmacos com propriedades antiinflamatorias continua sendo um desafio para a medicina moderna, portanto o reposicionamento de medicamentos, derivando novas entidades quimicas a partir de compostos bioativos naturais e/ou sinteticos conhecidos, permanece um caminho promissor. Aqui, projetamos e sintetizamos o CVIB, um pro-farmaco hibrido e multi-alvo desenvolvido pela associacao de carvacrol (um monoterpeno fenolico) com o ibuprofeno (um medicamento anti-inflamatorio nao esteroidal). A farmacocinetica in silico e a avaliacao das propriedades fisico-quimica indicaram baixa solubilidade aquosa (LogP ≥ 5,0), porem, apesar disso, o hibrido apresentou excelente biodisponibilidade oral, absorcao do trato gastrintestinal e baixa toxicidade. Abaixo de 50 µM CVIB nao apresentou citotoxicidade nas Celulas Mononucleares do Sangue Periferico (PBMC), e promoveu uma reducao estatisticamente significativa nos niveis de citocinas IL-10, IL-17A, IFN-γ e TNF (p = 0,03) in vitro. A DL50 foi estimada em aproximadamente 5000 mg/kg. A avaliacao anti-inflamatoria in vivo revelou que o CVIB a 10 e 50 mg/kg, i.p., causou uma diminuicao significativa na contagem total de leucocitos (p <0,01) e provocou uma reducao significativa na IL-1β (p <0,01). CVIB a 10 mg/kg, i.p. diminuiu eficientemente os parametros inflamatorios de maneira mais eficiente do que a mistura fisica (carvacrol + ibuprofeno 10 mg/kg, i.p.). Estudos de docking sugeriram que o CVIB tambem e um melhor ligante frente as enzimas COX-1 e COX-2 do que seus precursores (carvacrol e ibuprofeno). Os resultados provam que a abordagem de hibridizacao molecular, baseado na obtencao de pro-farmacos muti-alvo e uma boa opcao para o desenho e desenvolvimento de novos farmacos, e estimula a possibilidade de combinacoes entre AINES com produtos naturais, a fim de obter novos farmacos hibridos uteis para doencas inflamatorias.
  • NATASHA LORENNA FERREIRA DA SILVA LEAL
  • Alcalóides de Erythrina Velutina Willd: Caracterização por Cromatografia Gasosa e Líquida Acoplada a Espectrometria de Massas
  • Data: 31/08/2018
  • Hora: 09:00
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  • O genero Erythrina apresenta cerca de 110 especies, das quais 70 sao nativas das America. Este genero pertence a familia Fabaceae. A especie estudada Erythrina velutina popularmente conhecida como suina, mulungu, canivete, corticeira, eritrina-mulungu e bico-de-papagaio. Encontra-se distribuida no Brasil do Nordeste ate Minas Gerais. Na medicina popular e utilizada como calmante e para outras desordens no sistema nervoso central como insonia e depressao. Especies do genero sao muito importantes na industria farmaceutica para producao de fitoterapicos ansioliticos. Os marcadores quimicos do genero Erythrina sao os alcaloides eritrinicos, a estes e atribuida a atividade ansiolitica. Diante disto, este trabalho objetiva contribuir com a ampliacao do conhecimento quimico do genero, por meio da caracterizacao de alcaloides das cascas do caule de Erythrina velutina Willd. por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas e cromatografia liquida acoplada a espectrometria de massas. Para a realizacao do estudo o material vegetal seco e triturado foi submetido a extracao por maceracao exaustiva e concentrado em evaporador rotativo, posteriormente por meio de extracao acido-base foi obtido a fracao de alcaloides totais e em seguida a mesma foi analisado por espectrometria de massas com ionizacao por eletrons e espectrometria de massas com ionizacao por eletrospray. Com os resultados foi possivel observar a presenca de alcaloides eritrinicos no extrato etanolico das cascas do caule da especie em estudo, sendo eles: erisodina ou erisovina, eritrascina, eritralina, eritraditina ou seu epimero, erimelantina, erisotina ou erisosalvina, Hidroxierisosalvina/hidroxierisotina, eritratina, erisotrina, eritrinina, eritroculina e eritratina N- oxido. Com excecao de eritralina, erisotrina, erisodina, eritratina e erisovina as demais substancias sao relatadas pela primeira vez para Erythrina velutina.
  • DAYSE PEREIRA DIAS SILVA
  • Caracterização de Compostos fenólicos por Espectrometria de Massas e atividade antioxidante das cascas de Myracrodruon urundeuva (aroeira-do-sertão) do cariri paraibano.
  • Data: 30/08/2018
  • Hora: 15:00
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  • Myracrodruon urundeuva Fr. Allemao pertencente a familia Anacardiaceae conhecida popularmente no Brasil por Aroeira-do-sertao com ocorrencia natural nos estados do Ceara e Sao Paulo com ocorrencia nos estados de Alagoas, Bahia, Espirito Santa, Goias, Maranhao, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraiba, Pernambuco, Piaui, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Sao Paulo, Tocantins e Distrito Federal. E considerada uma das principais plantas utilizadas como medicinal na regiao do Nordeste, sendo conhecida por suas propriedades farmacologicas antiinflamatoria, cicatrizante, antiulcerogenicas e contra vaginites. Diante disto, este trabalho teve como objetivo contribuir atraves do estudo fitoquimico para o conhecimento quimico da especie, bem como avaliar a sua atividade antioxidante e realizar a quantificacao de fenois totais. Para isto, o material vegetal, foi seco e submetido a extracao para posterior procedimento de caracterizacao dos constituintes quimicos. A caracterizacao quimica foi realizada por Cromatografia Liquida de Alta Eficiencia acoplada a Espectrometria de Massas. A caracterizacao resultou na identificacao de 42 compostos com estruturas e propostas de fragmentacao sugeridas putativamente por comparacoes com dados da literatura. A atividade antioxidante do extrato etanolico bruto (EEB) foram analisadas atraves do metodo de sequestro do radical livre DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazil) e o teor de fenois totais foi realizado pelo metodo de Folin-Ciocalteu, os resultados obtidos foram comparados com os padroes de acido ascorbico e acido galico, respectivamente. A analise da atividade antioxidante resultou em uma boa atividade do EBB (IC50 = 18,764 µg/mL) quando corroborada com a do padrao (IC50 = 16,343 µg/mL) e um alto teor de fenolicos totais de 387,49 ± 15,09 mg EAG/g de EEB. Logo, os compostos fenolicos podem ser um importante sinalizador para a atividade antioxidante. Os resultados aqui relatados corroboram com os dados descritos na literatura para esta especie.
  • LAIZ ALINE SILVA BRASILEIRO
  • A 7-metoxiflavona apresenta efeito tocolítico por modulação negativa da via Rho cinase e da calmodulina em ratas
  • Data: 27/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • Uma vez que o flavonoide 7-metoxiflavona (7-MF), um dos componentes majoritarios isolados de Zornia brasiliensis Vogel, apresentou efeito tocolitico in vitro em ratas, resolveu-se caracterizar esse mecanismo de acao. O utero de rata era montado em cubas de banhos para orgao isolado onde as contracoes isotonicas e isometricas eram monitoradas (n = 5). Observou-se que a 7-MF relaxou o utero de rata pre-contraido tanto por ocitocina (OCI) (CE50 = 3,5 ± 0,3 x 10-5 M) como por KCl (CE50 = 2,2 ± 0,2 x 10-5 M) sendo cerca de 2 vezes mais potente frente a este ultimo agente contratil, sugerindo a participacao dos canais de calcio dependentes de voltagem (CaV) no efeito tocolitico da 7-MF. Para confirmar essa hipotese, foram realizadas curvas cumulativas ao CaCl2 na ausencia e na presenca da 7-MF e observou-se um deslocamento da curva controle para direita com reducao do seu efeito maximo apenas na concentracao de 3 x 10-5 M (30%), indicando que provavelmente o bloqueio do influxo de Ca2+ atraves dos CaV nao seja o principal mecanismo tocolitico do flavonoide. Resolveu-se avaliar uma possivel participacao dos canais de potassio no efeito tocolitico da 7-MF, utilizando o cloreto de cesio, um bloqueador nao seletivo de canais de K+, e na sua presenca a curva controle de relaxamento da 7-MF nao foi alterada (CE50 = 3,3 ± 0,6 x 10-5 M), descartando uma modulacao positiva dos canais de K+ no efeito tocolitico da 7-MF. Uma vez que as prostaglandinas estao envolvidas em processos fisiopatologicos uterinos e sendo os inibidores de ciclo-oxigenases (COXs) uma das principais classes utilizadas para o tratamento da dismenorreia, resolveu-se avaliar o possivel envolvimento da via da COX no mecanismo de acao tocolitica da 7-MF e observou-se que na presenca da indometacina, um inibidor nao seletivo das COXs, a curva controle nao foi deslocada (CE50 = 4,8 ± 0,6 x 10-5 M), indicando que a inibicao destas enzimas nao esta envolvida na acao tocolitica da 7-MF. Outra via de relaxamento muscular liso e a dos receptores adrenergicos-β. Para avaliar uma possivel ativacao destes receptores na acao da 7-MF, utilizou-se o (S)-(-)-propranolol, um antagonista dos receptores adrenergicos-β, e observou-se que nao houve alteracao da potencia relaxante na presenca do bloqueador (CE50 = 2,2 ± 0,5 x 10-5 M), indicando que a 7-MF nao age por modulacao positiva desses receptores para induzir o efeito tocolitico. Como uma das principais vias de relaxamento do musculo liso e a via do oxido nitrico (NO), avaliou-se a participacao dessa via no efeito tocolitico da 7-MF e observou-se que na presenca de L-NAME, um inibidor nao seletivo de sintase do NO (NOS), nao houve alteracao da potencia relaxante (CE50 = 4,4 ± 1,2 x 10-5 M), descartando tambem essa via no efeito tocolitico da 7-MF. Um passo downstream em comum das vias Gs e do NO e a acao da enzima fosfodiesterase (PDE). Na presenca da aminofilina, um bloqueador nao seletivo de PDE, observou-se que nao houve alteracao da potencia relaxante da 7-MF (CE50 = 2,8 ± 0,5 x 10-5 M), indicando que provavelmente nao e por ativacao desta que o flavonoide exerce seu mecanismo de acao tocolitica. A inibicao de vias contrateis tambem pode ocasionar relaxamento muscular liso, desta forma avaliou-se a participacao da via RhoA/Rho cinase (ROCK) no efeito tocolitico da 7-MF. Na presenca de Y-27632, um bloqueador nao seletivo de ROCK a curva foi deslocada para a esquerda, com aumento da potencia relaxante em torno de 22 vezes (CE50 = 1,6 ± 0,7 x 10-6 M), sugerindo que 7-MF modula negativamente a via ROCK para exercer seu efeito tocolitico. Ainda no mecanismo contratil, da-se um destaque para a calmodulina, um dos principais mediadores para a sinalizacao do Ca2+. Para avaliar a sua participacao no efeito tocolitico da 7-MF, utilizou-se o calmidazolium, um bloqueador da calmodulina e observou-se uma potencializacao do efeito relaxante da 7-MF (CE50 = 6,5 ± 1,6 x 10-7 M), em torno de 54 vezes, confirmando a modulacao negativa da calmodulina no seu efeito tocolitico. Dessa forma, o mecanismo de acao tocolitica proposto para a 7-MF em ratas e a inibicao da via ROCK e da calmodulina.
  • EVANDRO FERREIRA DA SILVA
  • Estudo fitoquímico, avaliação da atividade larvicida e antioxidante de Chresta pacourinoides
  • Data: 23/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • O genero Chresta pertence a familia Asteraceae, mas tem sido pouco estudado na literatura e e relativamente pequeno, sendo composto por 15 especies, das quais 14 sao endemicas do Brasil. A especie Chresta pacourinoides, que pode ser encontrada na Paraiba, apresenta apenas um estudo realizado anteriormente encontrado na literatura, fazendo-se necessario um estudo mais amplo, utilizando tecnicas espectroscopicas mais sensiveis com objetivo de disseminar mais informacoes sobre os constituintes quimicos presentes na especie bem como avaliar sua atividade antioxidante. Para isso, partes aereas de Chresta pacourinoides (3 kg) foram coletadas no municipio de Fagundes-PB. Uma amostra (30g) do extrato etanolico bruto (EEB) foi submetido a uma particao, que gerou a fase hexanica e a metanolica. Atraves de tecnicas como cromatografia liquida de media pressao e cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas, a fase hexanica foi trabalhada. Ja a fase metanolica foi submetida a cromatografia liquida de alta eficiencia (CLAE) analitica e preparativa, para analise e isolamento dos constituintes presentes. Os compostos isolados foram identificados atraves de RMN de ¹H e ¹³C, bem como por tecnicas bidimensionais e espectrometria de massas (EM) por injecao direta. Tambem foi determinado o teor de fenolicos totais do EEB e da fase metanolica seguindo o metodo de Folin-Ciocalteu. Para a determinacao da atividade antioxidante das mesmas amostras bem como da fracao 14-17, foi utilizado o metodo do sequestro de radicais DPPH. Alem disso, a atividade larvicida contra larvas de Aedes Aegypti foi testada para a amostra do extrato, fase metanolica e uma das fracoes isoladas. Como resultados, foram identificados 14 substancias, sendo da fracao 14-17 isoladas nove substancias, das quais, oito flavonoides: Kaempferol; Isoquercetrin; Crisoeriol; Apigenina; 3-Ometilquercetina; Luteolina; Eriodictiol; Stricnobiflavona e um acido fenolico (Acido Protocatecuico). Alem disso, foi possivel identificar 06 compostos por EM: Ac. Cafeico O-hexose; Acido Cafeoilquinico; Acido. 3,4-dicafeoilquinico; Luteolina-O-hexose; Apigenina; Quercetina-O-Hexose. Como resultados para o teor de fenolicos totais, foi possivel observar que o EEB apresentou 128 ± 3,29 EAG / g de amostra e a fase metanolica 98,5± 5,4 EAG / g de amostra. No que se refere a atividade antioxidante, o EEB apresentou CE50 288,83 ± 9,47, a fase metanolica 355,71 ± 9,87 e a fracao 14-17 de 35,657 ± 0,6893, mostrando que a fracao teve melhor atividade. No teste para atividade larvicida as amostras testadas nao causaram mortalidade significativa. Diante dos resultados obtidos e possivel concluir que o estudo fitoquimico de Chresta pacourinoides resultou no isolamento e identificacao de 9 compostos, onde 7 foram isolados pela primeira vez no genero, bem como, a identificacao de outras 7 substancias por EM. Na fase hexanica, algumas fracoes foram analisadas por CGEM. Com relacao as atividades biologicas, a atividade larvicida das amostras testadas nao se mostraram significantes, embora o extrato e a fase metanolica tenham apresentado boas concentracoes de compostos fenolicos, suas atividades antioxidantes nao foram satisfatorias pelo metodo de DPPH, ja a fracao 14-17, apresentou atividade antioxidante necessitando de mais estudos para confirma-la.
  • RENATA ALBUQUERQUE DE ABRANTES
  • TOXICIDADE E POTENCIAL ANTITUMORAL DO TONANTZITLOLONE B, UM DITERPENO DE STILLINGIA LORANTHACEAE (EUPHORBIACEAE).
  • Data: 03/08/2018
  • Hora: 13:30
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  • Produtos naturais representam uma rica fonte de compostos bioativos para o tratamento de diversas doencas. Entre os produtos naturais com potencial antitumoral destacam-se os diterpenos, metabolitos secundarios da classe dos terpenoides que apresentam 20 atomos de carbono em sua estrutura. Tonantzitlolone B (TNZ-B) e um diterpeno raro da classe dos flexibilenos que apresenta relatos de atividade antitumoral in vitro em diferentes linhagens celulares. Todavia, nao ha dados na literatura relacionados a sua toxicidade e atividade antitumoral in vivo. Sendo assim, o presente trabalho objetivou avaliar a toxicidade e o potencial antitumoral in vivo de TNZ-B em modelo de carcinoma ascitico de Ehrlich (CAE), bem como investigar possiveis mecanismos de acao envolvidos nesse efeito. Inicialmente foi avaliada a toxicidade pre-clinica aguda de TNZ-B em camundongos por via intraperitoneal (i.p.). A DL50 (dose letal 50%) foi estimada em 25 mg/kg, considerando o Guia n. 423 da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), o que indica alta toxicidade. Ainda, na triagem farmacologica comportamental, foram observados poucos efeitos induzidos pelo TNZ-B, como contorcoes abdominais e perda do reflexo corneal e auricular, que desapareceram logo apos o tratamento. O teste do micronucleo foi usado para a avaliacao da genotoxicidade de TNZ-B. Foi observado que este diterpeno (3,0 ou 6,0 mg/kg, i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados, sugerindo baixa genotoxicidade. Em modelo de CAE observou-se que TNZ-B (1,5 ou 3,0 mg/kg, i.p., sete dias consecutivos de tratamento) reduziu os parametros volume do tumor, massa tumoral e a quantidade total de celulas tumorais (p<0,05). Para estudar o mecanismo de acao antitumoral de TNZ-B, foram avaliados os efeitos antiangiogenicos e antioxidantes. TNZ-B (3 mg/kg) reduziu a microdensidade dos vasos no peritonio dos animais (p<0,05), o que sugere acao antiagiogenica. Em seguida, considerando o vasto papel do estresse oxidativo na propagacao de tumores, foi avaliado o efeito de TNZ-B por meio do ensaio fluorimetrico com o 2’7-dichlorofluoresceina diacetato (DCFH-DA). Observou-se reducao do nivel de estresse oxidativo (p<0,05) apos tratamento com TNZ-B (3,0 mg/kg), o que sugere efeitos antioxidantes. Ainda, foi detectado que TNZ-B (3,0 mg/kg) promoveu reducao da producao de oxido nitrico (NO) (p<0,05), um mediador chave envolvido em processos de crescimento, angiogenese e metastase tumoral. Na avaliacao da toxicidade em animais transplantados com CAE submetidos a sete dias de tratamento com TNZ-B (3,0 mg/kg, i.p.) foi observado apenas reducao da contagem de eritrocitos, indicando que TNZ-B possui baixa toxicidade bioquimica e hematologica. Por outro lado, TNZ-B induziu aumento nos indices dos orgaos figado, baco, rins e coracao, o que deve ser melhor avaliado por meio de analise histopatologica. Os dados apresentados, em conjunto, sugerem que TNZ-B possui atividade antitumoral por exercer acao antiangiogenica via modulacao do estresse oxidativo e reducao dos niveis de oxido nitrico.
  • LYVIA LAYANNE SILVA ROSA
  • Atividade antibacteriana do Isoeugenol frente cepas clínicas de Staphylococcus aureus
  • Data: 03/08/2018
  • Hora: 09:00
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  • Staphylococcus aureus sao microorganismos de grande importancia clinica, pois sao um dos principais agentes responsaveis por infeccoes bacterianas, tanto no ambiente hospitalar como na comunidade, e apresentam grande resistencia aos antibioticos. Sabendo que bacterias resistentes a multiplas drogas representam um desafio para o tratamento das infeccoes e necessario encontrar novas substancias com propriedades antimicrobianas que sejam eficazes no combate a estes microrganismos. Na busca de novas alternativas terapeuticas para o tratamento dessas infeccoes, os produtos naturais de origem vegetal constituem umas das mais importantes fontes de novas substancias que podem ser utilizadas para estes fins, destacando os oleos essencias e seus fitoconstituintes, como o Isoeugenol, um fenilpropanoide. Diante disso, foi avaliada a atividade antibacteriana do isoeugenol frente cepas clinicas de Staphylococcus aureus atraves de ensaios realizados in vitro: Determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e Concentracao Bactericida Minima (CBM), avaliacao do efeito da substancia sobre a cinetica de crescimento microbiano (time-kill) e estudos de associacao do isoeugenol com antibiotico padrao (gentamicina). Na avaliacao da atividade antibacteriana, o isoeugenol apresentou CIM de 512 μg/mL e na CBM houve crescimento do microrganismo em todas as concentracoes. No ensaio de cinetica de morte microbiana (time-kill), o isoeugenol demonstrou atividade bacteriostatica que nao dependente da concentracao, ja que o aumento da mesma nao provoca aumento significativo da atividade. A associacao do fenilpropanoide com a gentamicina mostrou que para a cepa clinica de S. aureus S.A-116 a associacao resultou em um efeito sinergico, e para a cepa ATCC-150 efeito de aditividade ou indiferenca. Com isso, os resultados desse estudo sugerem que o isoeugenol apresenta atividade antibacteriana frente cepas de S. aureus, seja de forma isolada ou em associacao com o antimicrobiano padrao.
  • TAYS AMANDA FELISBERTO DA SILVA
  • Caracterização dos benefícios do carvacrol na disfunção erétil de ratos hipertensos.
  • Data: 01/08/2018
  • Hora: 14:00
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  • Carvacrol e um monoterpeno aromatico encontrado em oleos essenciais de diversas plantas. Estudos demonstram uma ampla atividade farmacologica deste composto, tais como: atividade antioxidante, vasorrelaxante e hipotensora. Entretanto, nao ha relatos sobre a sua atividade na funcao eretil. Neste contexto, o presente estudo teve a finalidade de caracterizar o efeito do tratamento com o carvacrol sobre a disfuncao eretil (DE) de ratos espontaneamente hipertensos (SHR). Para os ensaios biologicos, os animais foram divididos em cinco grupos: controle normotenso Wistar Kyoto (WKY-CTL) e hipertenso (SHR-CTL); e hipertensos tratados com carvacrol 50 mg/kg (SHR-C50), carvacrol 100 mg/kg (SHR-C100) ou sildenafila (SHR- S1,5). Todos os ratos foram tratados por via intragastrica, uma vez ao dia, durante quatro semanas. Os protocolos experimentais foram aprovados pelo CEUA-UFPB nº 132/2017. O tratamento com as substancias utilizadas nao afetou o ganho ponderal dos animais ao longo do tratamento. No ensaio de medida indireta da pressao arterial, o grupo SHR-CTL apresentou niveis de pressao arterial sistolica (PAS) significativamente elevados, em relacao ao grupo WKY-CTL, durante todo o tratamento. O tratamento do grupo SHR-C50, SHR-C100 ou SHR- S1,5 reduziu significativamente os valores de PAS, quando comparado com o grupo SHR-CTL. A funcao eretil foi avaliada pela relacao pressao intracavernosa/pressao arterial media (ICP/MAP), apos estimulacao eletrica do ganglio pelvico maior (0,2 a 12 Hz). A ICP/MAP no grupo SHR-CTL foi significantemente reduzida, quando comparada ao grupo WKY-CTL, o que comprova o desenvolvimento de DE nos SHR. Esta relacao foi significativamente aumentada nos grupos SHR-C50, SHR-C100 e SHR-S1,5, o que sugere reducao da DE por estes tratamentos. Em preparacoes de corpos cavernosos (CC), o grupo SHR-CTL apresentou um aumento na resposta contratil maxima induzida por fenilefrina ou estimulacao eletrica de campo, quando comparada ao grupo WKYCTL. Nas duas condicoes experimentais, o tratamento com carvacrol reduziu esta hipercontratilidade. Entretanto, o tratamento com sildenafila nao alterou este parametro. Alem disso, o grupo SHR-CTL apresentou uma reducao do relaxamento dependente de endotelio induzido pela acetilcolina, quando comparadas ao grupo WKY-CTL. O tratamento dos grupos SHR-C100 e SHR-S1,5 aumentou a vasodilatacao induzida por acetilcolina. Contudo, o tratamento do grupo SHR-C50 nao alterou esta resposta. A resposta maxima ao NPS foi atenuada significativamente em CC de animais hipertensos, quando comparados ao grupo normotenso. Este efeito foi revertido pelos tratamentos com carvacrol ou sildenafila. O efeito protetor do tratamento com o carvacrol sobre a hipercontratilidade induzida por fenilefrina, em CC, envolve a reducao da formacao de anions superoxidos, avaliado pela contracao da fenilefrina na presenca do tempol. Em cortes de CC, o tratamento com carvacrol ou sildenafila reduziu significativamente a fluorescencia basal da sonda DHE, quando comparados aos animais SHR-CTL. Tal resposta sugere que carvacrol e um potente antioxidante. Desta forma, os resultados obtidos no presente estudo mostraram que carvacrol reduz pressao arterial, alem de melhorar a funcao eretil, a partir da diminuicao de disfuncao endotelial e hipercontratilidade induzida pelo aumento do estresse oxidativo, em ratos espontaneamente hipertensos.
  • JULIANA DA CAMARA ROCHA
  • INVESTIGAÇÃO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA DOS ADUTOS DE MORITA-BAYLIS-HILLMAN SOBRE Leishmania spp.
  • Data: 04/05/2018
  • Hora: 13:00
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  • O tratamento das leishmanioses e baseado na utilizacao de compostos antimoniais pentavalentes, como medicamentos de primeira escolha; sendo drogas altamente toxicas, de administracao parenteral e que apresentam varios efeitos colaterais. Esse complexo de doencas e um problema de saude publica, com desafios na identificacao de novas terapias que permitam uma maior adesao e melhor qualidade no tratamento aos pacientes. Com a elevada toxicidade e o aparecimento de resistencia as drogas, se justifica a busca de novas alternativas para o tratamento das leishmanioses. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a atividade anti-Leishmania dos adutos de Morita-Baylis-Hillman em modelos experimentais in vitro e ex vivo. Das moleculas avaliadas oriundas da reacao de Morita-Baylis-Hillman, 35 apresentaram atividade sobre as formas promastigotas de L. donovani, tendo a MBH-A12 e MBH-A13 baixos valores de CI50 e serem do mesmo processo de sintese, por isso, foram selecionadas para continuacao da avaliacao biologica. Essas duas substancias tambem apresentaram inibicao de crescimento significativa sobre as formas promastigotas de L. infantum, L. amazonensis e L. braziliensis, demonstrando que elas apresentam efeito sobre a diversidade de especies de Leishmania que causam manifestacoes clinicas diferentes. Alem disso, apresentaram atividade biologica sobre as formas amastigotas axenicas de L. infantum e L. amazonensis. Dentro das concentracoes testadas, essas drogas nao apresentaram toxicidade para celulas mononucleares de sangue periferico e eritrocitos humanos, tendo assim otimos indices de seletividade com tropismo para o parasito. No modelo de avaliacao da taxa de infeccao em monocitos humanos, nao observamos diferenca estatistica com o tratamento das substancias, nem modulacao via sintese de oxido nitrico. O tratamento com o MBH-A12 e MBH-A13 se mostrou diferente entre as especies L. infantum e L. amazonensis, para o percentual de celulas marcadas com anexina e IP, mostrando sobretudo que as substancias sugerem um padrao de morte celular em promastigotas envolvendo a apoptose, diferente da anfotericina B que tambem leva ao processo de necrose. Os adutos de Morita-Baylis-Hillman apresentaram otimos resultados de atividade sobre as formas promastigotas e amastigotas axenicas de diferentes especies de Leishmania, nao sendo toxicas para celulas mononucleares de sangue periferico e eritrocitos humanos, alem do perfil de morte celular demonstrar ser via apoptose. Assim, conclui-se que os adutos de Morita-Baylis-Hillman sao compostos com expressiva atividade anti-Leishmania em modelo in vitro, sendo moleculas a serem melhor investigadas quanto ao mecanismo de acao, na busca por novos tratamentos para as leishmanioses.
  • TALISSA MOZZINI MONTEIRO
  • Estudo da atividade ansiolítica e imunomoduladora do Gama-terpineno
  • Data: 27/04/2018
  • Hora: 14:00
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  • A inflamacao e gerada em resposta a estimulos nocivos, tais como agentes patogenicos, podendo estar associada a uma patogenese aguda ou evoluir para um processo cronico. O gama-terpineno (GT) e um monoterpeno que, em estudos previos, apresentou acao anti-inflamatoria em processos inflamatorios agudos. O presente trabalho teve como objetivo elucidar os mecanismos anti-inflamatorios e ansioliticos do GT em modelos murinos de inflamacao aguda - Lesao Pulmonar Aguda (LPA) e inflamacao cronica - rinite e a asma. Para tal, camundongos BALB/c foram desafiados com lipopolissacarideo (LPS) para induzir a LPA e foram tratados, uma hora apos o desafio, com GT (12,5; 25 e 50 mg/kg) por tres dias. Apos 72 h os animais foram eutanasiados para coleta do fluido do lavado broncoalveolar (BALF). Para os modelos murinos de rinite e asma, camundongos BALB/c sensibilizados e desafiados com ovalbumina (OVA) e foram tratados com GT (12,5; 25 e 50 mg/kg) ou droga padrao (dexametasona) 1 h antes de cada desafio com OVA. Apos o ultimo desafio, os animais foram submetidos a analise de sintomas clinicos da rinite e testes de ansiedade e imunologicos no modelo de asma. Na LPA, os animais tratados com GT (50 mg/kg) apresentaram diminuicao, no NALF, na migracao das celulas totais (p<0.0001), diferenciais (neutrofilos e celulas mononucleares, p<0.0001), na concentracao de proteinas totais (p<0.0001), bem como no peso pulmonar (p<0.01) quando comparados ao do grupo OVA (doente). Estudos histopatologicos mostraram que o tratamento com GT50 diminuiu o infiltrado celular nas regioes alveolares e vasculares (p<0.0001), o edema (p<0.05), hemorragia (p<0.05), citocinas inflamatorias, IL-1β (p<0.001), IL-6 (p<0.001) e TNF-α (p<0.0001), bem como a expressao do receptor TLR4 (p<0.001), da MAPquinase p38 (p<0.001) e do p65NFkB (p<0.05). No protocolo de rinite, o tratamento com GT50 apresentou diminuicao dos sintomas clinicos, como friccao nasal (p<0.001) e espirros (p<0.001), celulas totais (p<0.001) e diferenciais, principalmente eosinofilos (p<0.001). Na histopatologia da cavidade nasal, o tratamento com GT50 promoveu diminuicao do infiltrado celular nesta area (p<0.001), da secrecao de muco (p<0.05) e do numero de mastocitos (p<0.05). Na asma, o tratamento com GT50 diminuiu significativamente os indices de ansiedade em comparacao com animais do grupo OVA (doente) de forma semelhantes ao diazepam (1 mg/kg), apresentando efeito ansiolitico. O tratamento com o GT50 tambem diminuiu a expressao de c-fos em areas cerebrais como o nucleo paraventricular hipotalamico (p<0.05) e nucleo central da amigdala (p<0.01) quando comparado com o grupo OVA. Em adicao, o tratamento com GT50 diminuiu parametros imunologicos como: IgE (p<0.001); migracao de celulas totais (p<0.001) e diferenciais principalmente eosinofilo (p<0.001); houve diminuicao do infiltrado e da secrecao de muco no tecido pulmonar (p<0.01; p<0.001, respectivamente) e modulacao da resposta Th2 por induzir tanto a citocinas do perfil Th1 como IFNg (p<0.001) como do perfil regulatorio IL-10 (p<0.001). Tambem foi capaz de diminuir as citocinas Th2, como a IL-4 (p<0.01) e IL-13 (p<0.001) e a ativacao da MAPquinase p38 (p<0.001) e a expressao do p65NFkB (p<0.01). Esses dados indicam que o GT possui ambas as propriedades: ansiolitica e anti-inflamatoria em processos agudos e cronicos pela inibicao da MAP quinasep38 e do fator de transcricao NFkB .
  • ANA LUISA DE ARAUJO LIMA
  • Estudo da atividade antifúngica do óleo essencial de Cymbopogon winterianus Jowitt ex Bor, citronelal e geraniol sobre o gênero Candida de origem hospitalar
  • Data: 23/04/2018
  • Hora: 14:00
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  • Candidemia e uma preocupacao na clinica pediatrica e a busca de novas drogas antifungicas se apresenta como importante estrategia para melhorar o arsenal terapeutico contra esta infeccao. O oleo essencial de Cymbopogon winterianus (OECw), bem como seus fitoconstituintes majoritarios citronelal e geraniol possuem propriedades farmacologicas, incluindo atividade contra fungos. Assim, os objetivos desse estudo foram identificar e estabelecer a frequencia de especies de Candida isoladas de candidemia de pacientes internados em um hospital publico pediatrico de Joao Pessoa, Brasil; analisar a susceptibilidade antifungica das cepas e estudar a atividade antifungica do OECw, citronelal e geraniol contra esses isolados. A identificacao foi realizada usando os sistemas de CHROMagar e VITEK®2. O teste de susceptibilidade antifungica foi determinado pelo sistema automatizado VITEK®2; a concentracao inibitoria minima (CIM) e a concentracao fungicida minima (CFM) foram determinadas pela tecnica de microdiluicao; o possivel mecanismo de acao dos produtos sobre a parede (0,8 M sorbitol) e membrana celular fungica (ligacao dos produtos ao ergosterol). A frequencia de isolamento de Candida albicans foi de 60% e as especies nao-albicans de 40%, sendo 13% para C. tropicalis, C. parapsilosis e C. pelliculosa. Todos os isolados foram sensiveis ao fluconazol, voriconazol, anfotericina B, flucitosina, micafugina e caspofugina, com CIM variando entre 1-4, 0,12-2, 0,5-1, 1-1, 0,06-0,5 e 0,25-1 ug/mL, respectivamente. Apenas uma cepa de C. albicans foi intermediaria ao fluconazol e voriconazol (CIM de 4 ug/mL). Para cepas de C. albicans, o valor de CIM50 do OECw, citronelal e geraniol foi, respectivamente, de 64, 64 e 32 ug/mL. Ja o valor de CFM90 do OECw, citronelal e geraniol foi, na sequencia 256, 128 e 64 ug/mL. Para isolados de Candida nao-albicans, o valor de CIM50 do OECw, citronelal e geraniol foi, consequentemente 128, 128 e 32 ug/mL. Ja o valor de CFM50 do OECw, citronelal e geraniol foi, respectivamente, de 128, 128 e 64 ug/mL. Envolvimento com a parede celular e ligacao ao ergosterol foram excluidos como possiveis mecanismos dos produtos. Diante disso, conclui-se que Candida albicans foi a especie predominante e que as cepas nao foram resistentes aos principais agentes antifungicos. Este estudo e o primeiro a expor dados epidemiologicos sobre candidemia na populacao pediatrica em Joao Pessoa, Brasil. Alem disso, o oleo essencial de Cymbopogon winterianus, citronelal e geraniol apresentou atividade antifungica in vitro contra isolados de Candida spp., e, consequentemente, podem ser considerados como potenciais produtos antifungicos.
  • NATHALIE HELEN PAES BARRETO BORGES
  • ANÁLISE IN SILICO DAS PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS E TOXICOLÓGICAS DOS ORGANOSSELÊNIOS E ENSAIOS IN VITRO DE ATIVIDADES ANTIBACTERIANA E MODULADORA DA RESISTÊNCIA A DROGAS EM Staphylococcus aureus
  • Data: 17/04/2018
  • Hora: 14:00
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  • Diversos compostos quimicos, sinteticos e naturais, tem sido relatados como inibidores de bombas de efluxo, atuando como ferramentas adicionais importantes no desenvolvimento de farmacos co-formulados com os antibioticos apropriados. Dentre diversas classes de compostos sinteticos, os organosselenios tem se mostrado importantes devido ao efeito antibacteriano frente a diferentes especies. O objetivo do trabalho foi avaliar uma classe de organosselenios, derivados do acido selenoglicolico, quanto as caracteristicas fisico-quimicas, toxicas, de biodisponibilidade oral e de permeabilidade pela barreira hematoencefalica, bem como a interacao com Glicoproteina-P e enzimas do citocromo P-450, realizado em estudos in silico por meio do software gratuito Swissadme. Alem disso, foram realizados estudos in vitro referente as atividades antibacteriana, moduladora da resistencia a drogas e de sinergismo com antibioticos frente as cepas SA-199B, RN-4220 e IS-58, que apresentam resistencia a antibioticos por superexpressao das bombas TetK (tetraciclina), MsrA (macrolideos) e NorA (fluoroquinolonas e multiplas drogas), respectivamente. Os organosselenios avaliados se apresentaram de um modo geral como bons candidatos a novos a farmacos, por apresentar boa permeabilidade em membrana celular, boa solubilidade em liquidos biologicos, biodisponibilidade oral adequada, interagiram com poucas isoformas do citocromo P-450 e alguns organosselenios apresentaram risco toxico teorico baixo, quando comparado com antibioticos comerciais. Alem disso, HSe-02 e HSe-11 apresentaram capacidade teorica de atravessar barreira hematoencefalica, importante no tratamento de meningites bacterianas. Nos estudos in vitro, HSe-01, HSe-06 e HSe-09 mostraram atividade antibacteriana moderada, com CIM de ate 64 µg/mL em cepas que superexpressam bombas de efluxo. No ensaio da modulacao da resistencia a drogas, todas as combinacoes em HSe/Tet reduziram a CIM de tetraciclina em ate 256 vezes. Combinacoes HSe/Eri tambem mostraram atividade moduladora promissora, com reducao da CIM de eritromicina em ate 16 vezes. A associacao entre organosselenios e brometo de etidio reduziu a CIM deste em ate 8 vezes, sugerindo algum tipo de interacao, direta ou indireta com bombas de efluxo. Varios organosselenios foram capazes de reduzir a CIM do substrato de bomba NorA, berberina, potencializando o efeito desta substancia. Os resultados aqui apresentados mostraram que derivados do acido selenoglicolico podem ser utilizados para potenciar o efeito de agentes antimicrobianos, de modo a facilitar a reintroducao de antibioticos atualmente ineficazes para o tratamento clinico de infeccoes multirresistentes.
  • DANILO DUARTE DE ASSIS GADELHA
  • Doador de óxido nítrico promove melhora das alterações cardiovasculares e ventilatórias decorrentes da hipertensão arterial pulmonar
  • Data: 09/03/2018
  • Hora: 13:00
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  • A hipertensao arterial pulmonar (HAP) e uma doenca associada com aumento na resistencia arteriolar pulmonar e disfuncoes endoteliais gerando diminuicao da expressao da sintase de oxido nitrico endotelial (eNOS), resultando em uma diminuicao na sintese e liberacao de oxido nitrico (NO). O 2-nitrato-1,3-dibutoxipropano (NDBP) e um doador de NO que demonstra ter efeitos promissores sobre os sistemas respiratorio e cardiovascular. No entanto, nao ha estudos que relatem seus efeitos no desenvolvimento da HAP. Assim, o presente trabalho teve o objetivo de investigar potencial terapeutico do NDBP sobre a funcao autonomica e ventilatoria em ratos com HAP. Para isso, foram utilizados ratos da linhagem Wistar (Rattus norvergicus) pesando de 250-300g. A inducao da HAP foi realizada por meio da administracao de monocrotalina (50 mg/Kg, i.p., Sigma-Aldrich) em dose unica. Os animais foram divididos em 4 grupos: controle (CTL, tratados com salina 0.09% em 0.1mL, i.p., unica dose), monocrotalina (MCT, tratados com monocrotalina 50 mg/kg i.p., unica dose), NDBP (tratados com NDBP 40 mg/kg/dia, i.p. durante 14 dias) e NDBP+MCT (tratados com monocrotalina 50 mg/kg i.p., unica dose e NDBP 40 mg/kg/dia, i.p., durante 14 dias). Apos administracao de monocrotalina, foram realizados os registros dos parametros ventilatorios nos dias 0, 7, 14, 21 e 28. O registro respiratorio foi realizado por pletismografia de corpo inteiro em condicoes basais e durante ativacao de quimiorreceptores respiratorios (7% CO2). No 27º dia, ratos foram anestesiados para implante de canulas na arteria e veia femorais para registro direto da pressao arterial e administracao de substancias, respectivamente. Os quimiorreceptores perifericos foram ativados com KCN (0,04 %, 100 ul/rato, i.v.) e o tonus autonomico simpatico foi avaliado indiretamente pela analise espectral e diretamente atraves da administracao de hexametonio (30 mg/kg, i.v). Os resultados foram expressos como media ± erro padrao da media (e.p.m). Teste t de Student ou a analise de variancia two-way foi utilizado de acordo com o experimento, seguido do pos-teste de Tuckey ou Bonferroni. Diferencas foram consideradas quando p<0,05. O programa utilizado foi o GraphPad Prisma versao 5.00®. O tratamento com NDBP melhora o Volume Corrente (VT) do grupo MCT quando comparado com o grupo MCT+NDBP nos dias 21 e 28 (6,12±0,36 vs. 9,04±0,85 e 5,78±0,30 vs. 8,76±0,57, respectivamente). Alem disso, tambem melhora a Ventilacao Pulmonar (VE) nos dias 7, 21 e 28 (770,37±55,58 vs. 1250,40±190,03; 621,62±34,67 vs. 969,42±142,88 e 573,37±21,15 vs. 897,83±108,99, respectivamente). A MCT foi capaz de aumentar a sensibilidade dos animais ao CO2 (131,55±3,51 vs. 156,81±6,20), porem o tratamento com o nitrato nao foi capaz de reverter o quadro. Esse aumento na sensibilidade do quimiorreflexo nao aumentou a atividade simpatica dos animais, porem o tratamento com o NDBP foi capaz de diminuir a frequencia cardiaca do grupo CTL+NDBP quando comparado com grupo MCT (387,71±11,65 vs. 316±8,50), com consequente aumento do ciclo cardiaco (0,164±0,0008 vs. 0,151±0,002). De modo interessante, o tratamento com NDBP foi capaz de diminuir a atividade simpatica do grupo MCT+NDBP quando comparado com o grupo CTL+NDBP (0,42±0,05 vs. 0,22±0,07), indicando que o nitrato tem capacidade de modular atividade parassimpatica. Dado que pode ser reafirmado com a diminuicao da frequencia cardiaca apos a administracao de KCN (0,04%) comparando os grupos CTL vs. CTL+NDBP (-361,6±25,70 vs. -208,6±38,35). Por fim, pode-se concluir que a MCT e capaz de aumentar a sensibilidade dos animais ao CO2, alem de induzir alteracoes nos padroes ventilatorios a partir do 7º dia apos sua administracao, e que o NDBP foi eficaz em reduzir essas alteracoes. O nitrato ainda e capaz de modular o componente parassimpatico dos animais, podendo ser apontado como uma potente ferramenta farmacologica no tratamento de doencas cardiovasculares.
  • ANA JÚLIA DE MORAIS SANTOS OLIVEIRA
  • AMIDAS DO ÁCIDO VANILICO: REAÇÕES DE ACOPLAMENTO E BIOATIVIDADE
  • Data: 07/03/2018
  • Hora: 14:00
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  • Na ultima decada observou-se um aumento consideravel na prevalencia da resistencia aos agentes antimicrobianos, o que motivou o estudo do presente trabalho, que teve como finalidade a preparacao de uma colecao de amidas derivadas do acido vanilico atraves de reacoes de acoplamento utilizando o PYBOP e DCC como agentes acopladores, como tambem avaliar a atividade antimicrobiana das amidas preparadas frente a especies do genero Candida, Staphylococcus e Pseudomonas. Nesse contexto, existem os compostos fenolicos, que podem ser extraidos de fontes naturais ou obtidos por meio de sintese, como exemplo, o acido vanilico que possui diversas atividades, dentre elas, antimicrobiana. Na caracterizacao das amidas foram utilizados metodos Espectroscopicos de Infravermelhos, Ressonancia Magnetica Nuclear 1H e 13C. Todas as amidas foram submetidas a testes antimicrobianos pelo metodo de microdiluicao em caldo, tendo como controle antimicrobiano a nistatina e a caspofugina. As dez amidas foram obtidas com rendimentos variando entre 28,81-86,44%, e tres sao ineditas. Todas as amidas apresentaram atividade antifungica em pelo menos uma cepa testada. Na avaliacao antibacteriana todas as amidas apresentaram bioatividade na maior concentracao testada frente a cepa de Staphylococcus aureus ATCC 25925. A amida com melhor perfil antifungico foi a AN5 que apresentou uma Concentracao inibitoria minima de CIM = 0,46 μmol/mL (125 μg/mL), sugerindo que a presenca de grupo doador de eletrons (metila) ligado ao anel aromatico potencializa a atividade da molecula. A presenca de grupos hidroxilas nas posicoes orto e para, e a presenca de metoxila na posicao meta tambem sao importantes para atividade antimicrobiana.
  • ALANA RODRIGUES FERREIRA
  • Ésteres sintéticos derivados do ácido 3-metil-4-nitrobenzoico e avaliação da sua atividade antifúngica
  • Data: 07/03/2018
  • Hora: 09:00
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  • O acido 3-metil-4-nitrobenzoico e um produto quimico obtido atraves de processos sinteticos, de baixo custo e utilizado em diversos estudos como precursor na obtencao de moleculas bioativas. O presente trabalho envolveu o preparo, purificacao e caracterizacao estrutural de onze esteres derivados do acido 3-metil-4-nitrobenzoico com o objetivo de avalia-los quanto a sua capacidade antifungica, frente a especies de leveduras do genero Candida: C. albicans, C. glabrata, C. krusei e C. guilliermondii, patogenos oportunistas de importancia clinica que, com o aumento do uso dos agentes antifungicos, vem desenvolvendo mecanismos de resistencia aos farmacos atualmente disponiveis; o que representa uma extrema dificuldade para o tratamento de infeccoes causadas por esses microrganismos. Foram utilizadas quatro diferentes metodologias para as esterificacoes: Esterificacao de Fischer, esterificacoes com haletos de alquila e arila, reacao de Mitsunobu e reacao de Steglich; os rendimentos dos esteres obtidos variaram de 12% a 83%. Nos testes antifungicos foi realizada a determinacao da concentracao inibitoria minima (CIM) com a tecnica de microdiluicao em placa de 96 pocos e posterior determinacao da concentracao fungicida minima (CFM) em meio de cultura solido. Com a avaliacao da capacidade antifungica dos esteres preparados, foi possivel observar que todos foram bioativos frente a pelo menos uma das cepas testadas e apresentaram atividade fungicida. Os melhores resultados encontrados foram referentes a cepa de C. guilliermondi 207, na qual, AR1 apresentou atividade inibitoria na concentracao de 0,039 µmol/mL (7,8 µg/mL) e AR6 em 0,031 µmol/mL (7,8 µg/mL). No tocante as caracteristicas estruturais dos esteres que influenciam a bioatividade antifungica, constatou-se a importancia do substituinte aromatico nitro (-NO2), como grupo aceptor de eletrons, e a participacao do tamanho das cadeias alquilicas laterais, que provavelmente estabelecem interacoes hidrofobicas com macromoleculas das celulas fungicas. Enquanto na insercao de um heteroatomo na cadeia lateral ou de grupos ciclicos e aromaticos que, em alguns casos nao foram relevantes para a otimizacao da bioatividade ou contribuiram para a inatividade do ester.
  • RAYANNE HELLEN DO NASCIMENTO SILVA
  • Derivados sintéticos do ácido 4-clorocinâmico e atividade antimicrobiana
  • Data: 06/03/2018
  • Hora: 14:00
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  • Atualmente a resistencia dos microrganismos como fungos e bacterias e considerado um grande problema de saude publica.O termo candidiase e utilizado para infeccoes oportunistas superficiais ou sistemicas causadas por diferentes especies do genero Candida. Individuos com HIV, doencas cronicas como cancer, diabetes e transplantados, por serem pacientes imunocomprometidos, como tambem idosos e recem-nascidos sao os grupos com maior predisposicao a estas infeccoes. Algumas das especies deste genero apresentaram resistencia a uma ampla quantidade de farmacos antifungicos, aumentando a gravidade destas infeccoes e a complexidade do seu tratamento. Os esteres derivados do acido cinamico possuem um amplo espectro de atividades farmacologicas, dentre elas, a atividade antimicrobiana. E relatado que esteres cinamicos clorados sao potencialmente bioativos frente a microrganismos. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi preparar uma colecao de esteres derivados do acido 4-clorocinamico estruturalmente relacionados, avaliar a atividade antimicrobiana dos mesmos e estabelecer uma relacao entre a estrutura dos compostos obtidos. Para a preparacao dos esteres foram utilizadas as reacoes de esterificacao de Fischer, esterificacao utilizando haletos de alquila e arila, reacao de Mitsunobu e reacao de Steglich. Na caracterizacao dos produtos utilizaram-se metodos espectroscopicos de infravermelho (IV) e ressonancia magnetica nuclear de 1H e 13C. Todos os esteres foram submetidos a testes antimicrobianos frente cepas das especies Candida albicans, Candida glabrata, Candida krusei, Candida guilliermondii, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, realizados pelo metodo de microdiluicao em caldo, tendo como controle antimicrobiano o cloranfenicol e a nistatina. Obteve-se doze esteres derivados do acido 4-clorocinamico, os quais seus rendimentos variaram de 30,75% - 97,57%, sendo tres ineditos. Um ester apresentou atividade antibacteriana na maior concentracao testada, no entanto, na atividade antifungica todos os compostos foram bioativos. Na atividade antifungica os esteres que se destacaram RH-06 e RH-11 apresentaram CIM 31,25 e 7,8μg/mL, respectivamente. Estes resultados mostram que os substituintes de cadeias alquilicas curtas, com presenca de heteroatomo como o oxigenio e com subestrutura terpenica perilica apresentam melhor perfil antifungico.
  • MARIA SALLETT ROCHA SOUZA
  • Estudo Fitoquímico de duas espécies de Mimosa: Mimosa ophthalmocentra Mart ex Benth e Mimosa tenuiflora (Will) Poir - Fabaceae
  • Data: 28/02/2018
  • Hora: 08:00
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  • As especies de Mimosa (Fabaceae) destacam-se por sua utilizacao na medicina popular. Mimosa ophthalmocentra, conhecida popularmente como “jurema-de-imbira” e utilizada no tratamento de feridas, inflamacoes, tosse e bronquite, suas raizes sao utilizadas em celebracoes mistico-religiosas. Mimosa tenuiflora (Will) Poir conhecida como “Jurema preta”, e popularmente utilizada para o tratamento de infeccoes, queimaduras e lesoes, dessa especie ja foram relatadas diversas substancias. Os extratos de ambas as especies foram obtidos e fracionados. Da fase hexanica do extrato etanolico bruto das cascas de M. ophthalmocentra (MOC) foram isoladas utilizando cromatografia em coluna e identificadas por RMN 1H e 13C as substancias: esqualeno (Mo-1), lupeol (Mo-2), β-sitosterol (Mo-3a), estigmasterol (Mo-3b) e virescenol A (Mo-4) e da fase aquosa do extrato etanolico bruto das folhas de M. ophthalmocentra (MOF), kulkanina B (Mo-5) e luteolina (Mo-6), todas descritas pela primeira vez na especie. A analise dos extratos e fracoes por espectrometria de massas acoplada a armadilha de ions com interface de ionizacao por eletrospray e insercao direta da amostra permitiu a identificacao de compostos fenolicos e derivados glicosilados, apos analise de ions precursores e padroes de fragmentacao alem de comparacoes com dados da literatura mostrando que essa e uma tecnica rapida e eficiente para analise da composicao quimica de plantas. Foi possivel propor a presenca de 20 substancias nos extratos, fases e fracoes de M. ophthalmocentra e 12 em M. tenuiflora.
  • SARAH REBECA DANTAS FERREIRA
  • Atividade tocolítica in vitro do extrato etanólico e flavonoides isolados de Zornia brasiliensis Vogel (Leguminosae) em ratas.
  • Data: 26/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • Zornia brasilliensis Vogel, conhecida por “urinaria” ou “carrapicho”, e utilizada popularmente como diuretica, no tratamento de doencas venereas e desordens gastrintestinais. Em triagem realizada em nosso laboratorio, o extrato etanolico obtido das partes aereas de Zornia brasiliensis (ZB-EtOHPA) apresentou efeito espasmolitico em diversos musculos lisos (ileo e traqueia de cobaia, aorta e corpo cavernoso de rato e utero de rata. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi caracterizar o mecanismo de acao tocolitica in vitro do ZB-EtOHPA em ratas, alem de avaliar e comparar um possivel efeito tocolitico de flavonoides isolados desta especie. As contracoes isotonicas e isometricas foram monitoradas (n = 5). Baseado no fato de que o ZB-EtOHPA apresentou previamente efeito tocolitico em utero de rata frente as contracoes fasicas, decidiu investigar seu efeito sobre as contracoes tonicas induzidas por KCl e por ocitocina (OCI). O extrato foi mais potente em relaxar o utero pre-contraido com OCI (CE50 = 5,5 ± 1,3 μg/mL do que com KCl (CE50 = 22,0 ± 1,3 μg/mL). Como o passo comum na via de sinalizacao destes agentes contrateis sao os canais de calcio dependentes de voltagem (Cav), propos-se que o extrato estaria inibindo esses canais. O ZB-EtOHPA deslocou para a direita as curvas cumulativas controle de CaCl2 com reducao do seu efeito maximo, alem de relaxar o ileo pre‑contraido com o S‑(‑)‑Bay K8644, um agonista dos CaV1 (CE50 = 84,3 ± 10,6 μg/mL), demonstrando que o extrato inibe o influxo de Ca2+ atraves dos CaV1. Tendo em vista que os CaV podem ser modulados negativamente pela via do oxido nitrico (NO), decidiu‑se avaliar a participacao dessa via em utero de rata pre-contraido com OCI. Para tanto, utilizou‑se L‑NAME, um inibidor nao seletivo de sintase do NO (NOS) e foi observado que a potencia relaxante foi diminuida cerca de seis vezes (CE50 = 35,6 ± 6,2 μg/mL) quando comparada ao controle, sendo essa reducao parcialmente revertida na presenca concomitante de L-NAME e L-arginina (CE50 = 26,6 ± 1,3 μg/mL), substrato para a NOS, confirmando o envolvimento da via do NO no efeito tocolitico do ZB-EtOHPA (CE50 = 26,4 ± 3,8 μg/mL). O proximo passo da via do NO a ser investigado foi a participacao da ciclase de guanilil soluvel (sCG) e da proteina cinade G (PKG). Com isso, foi observado que a potencia tocolitica do extrato foi reduzida cerca de 5 e 3 vezes na presenca do ODQ, um inibidor da sCG (CE50 = 36,9 ± 7,3 µg/mL) e do Rp-8-Br-PET-cGMPS, um inibidor da PKG (CE50 = 15,4 ± 2,7 µg/mL), respectivamente, confirmando a modulacao positiva da via do NO/sCG/PKG no seu efeito tocolitico em rata. Compreendendo que essa via pode modular os canais de K+, resolveu-se investigar a participacao destes canais no efeito tocolitico do extrato na presenca de cloreto de cesio (CsCl), bloqueador nao seletivo de canais de K+ e foi observado um desvio para direita da curva concentracao‑resposta do extrato com reducao da potencia relaxante (CE50 = 15,44 ± 2,69 μg/mL), o que confirma a participacao dos canais de K+ no efeito tocolitico do ZB-EtOHPA. Para verificar os subtipos de canais utilizou‑se bloqueadores seletivos. A curva controle concentracao‑resposta tambem foi desviada para a direita e a potencia tocolitica reduzida na presenca de tetraetilamonio, bloqueador de BKCa (CE50 = 16,8 ± 2,8 μg/mL), de apamina, bloqueador de SKCa (CE50 = 22,0 ± 3,3 μg/mL), glibenclamida, bloqueador de KATP (CE50 = 28,2 ± 5,3 μg/mL) e de 4‑aminopiridina, bloqueador de Kv (CE50 = 73,2 ± 13,4 μg/mL). Por fim, o ZB-EtOHPA teve sua potencia tocolitica reduzida quando esses quatro bloqueadores foram pre‑incubados simultaneamente (CE50%= 31,3 ± 6,0 μg/mL), entretanto, nao foi identificado efeito sinergico entre eles. Tambem foi avaliado o efeito tocolitico de dois flavonoides isolados do ZB-EtOHPA, 7‑metoxiflavona (7-MF) e 5,7-dimetoxiflavona (5,7-DMF),e observou-se que ambos apresentaram efeito tocolitico, sendo a 7-MF equipotente frente a OCI (CI50 = 3,2 ± 0,9 x 10-5 M) e ao CCh (CI50 = 4,3 ± 0,4 x 10-5 M) e, diferentemente, o 5,7-DMF apresentou potencia cerca de 2 vezes maior frente ao CCh (CI50 = 1,7 ± 0,3 x 10-5 M) quando comparada a OCI (CI50 =4,2 ± 1,0 x 10-5 M).Dessa forma, o mecanismo de acao tocolitica proposto para o ZB-EtOHPA em rata pode ter envolvimento da modulacao positiva na via NO/sGC/PKG e canais de K+, apontando o bloqueio dos Cav-1 e, consequentemente, diminuicao do influxo de Ca2+, promovendo relaxamento do musculo liso uterino. Alem disso, os flavonoides, 7-MF e 5,7-DMF, provavelmente sao os responsaveis pelo efeito tocolitico do extrato.
  • CAMILA BOMFIM DE SÁ
  • INVESTIGAÇÃO DA TOXICIDADE E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO FERULATO DE ETILA
  • Orientador : MARGARETH DE FATIMA FORMIGA MELO DINIZ
  • Data: 26/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • As plantas medicinais sao fontes de substancias bioativas conhecidas como metabolitos secundarios. O ferulato de etila (FE), um composto fenolico, da grande classe dos fenilpropanoides, e derivado do acido ferulico e pode ser encontrado naturalmente ou sintetico. Suas principais atividades farmacologicas sao: anti-inflamatoria, antioxidante, antibacteriana e antitumoral. Esse presente trabalho objetivou investigar a toxicidade e atividade antioxidante do FE. O local da pesquisa foi o Laboratorio de Ensaios Toxicologicos e o Bioterio Prof. Dr. Thomas George pertencentes ao Instituto de Pesquisa em Farmacos e Medicamentos (IPeFarM) da Universidade Federal da Paraiba (UFPB). A principio foram realizadas analises in silico atraves do programa Molinspiration, obtendo-se informacoes a respeito da cinetica, acoes biologicas e toxicidade do FE. Avaliou-se tambem a citotoxicidade do FE baseado no potencial hemolitico, utilizando suspensao de eritrocitos e o FE em concentracoes de 10, 50, 100, 250, 500 e 1000 µg/mL, onde a hemoglobina (Hb) foi quantificada em espectrofotometro a 540 nm. Foi avaliada ainda, a influencia do FE sobre a fragilidade osmotica de eritrocitos na presenca de solucao hipotonica de NaCl a 0,24%. Realizou-se um ensaio de toxicidade aguda in vivo, em camundongos Swiss femeas, onde 18 animais foram divididos e formados 3 grupos compostos por 6 animais cada: controle, tratados com o FE dose unica de 300 mg/kg (via oral) e outros tratados com o FE dose unica de 2000 mg/kg. Apos a administracao, foi realizada uma triagem comportamental e em seguida foi acompanhada a evolucao ponderal e consumo de agua e racao dos animais. Apos 14 dias, os animais foram eutanasiados com excesso de anestesico. Amostras de sangue foram coletadas e realizada analise bioquimica do soro. Os orgaos vitais desses animais tambem foram retirados, pesados e analisados macroscopicamente. Alem disso, os orgaos foram processados atraves de varias etapas e elaboradas laminas com cortes teciduais, as quais foram analisadas a histopatologia em microscopio. Para a atividade antioxidante, foi utilizada suspensao de eritrocitos, peroxido de hidrogenio e o FE nas concentracoes ja citadas e quantificada a Hb. O programa Molinspiration forneceu predicoes de diversas atividades farmacologicas do FE (inclusive algumas nao citadas na literatura), alem de mostrar o perfil ADME, onde as fases de absorcao, distribuicao, biotransformacao e excrecao da droga sao favoraveis. A respeito da predicao de toxicidade in silico, o FE mostrou-se com alta toxicidade ambiental. O FE nao apresentou efeito hemolitico nas principais concentracoes (para todos os tipos sanguineos), porem na maior concentracao de 1000 µg/mL houve hemolise significativa, sendo considerado de baixo potencial hemolitico. O FE nas concentracoes de 50 e 250 µg/mL (eritrocitos A) e 10, 50 e 100 µg/mL (eritrocitos O) mostrou exercer alguma protecao sobre a membrana eritrocitaria frente ao NaCl 0,24%. No ensaio toxicologico agudo, os animais tratados apresentaram alteracoes comportamentais (ex. sedacao); o consumo de racao foi superior para o grupo de 2000 mg/kg; sem diferenca significativa nos pesos; os parametros bioquimicos albumina, proteinas totais, AST, ALT, FAL, glicose, triglicerideos, colesterol, acido urico, ureia e creatinina nao evidenciaram alteracoes entre tratados e controle. Os orgaos mantiveram-se preservados. Os cortes histologicos de coracao, pulmao, estomago, figado e rins nao revelaram alteracoes de fibrose, infiltrado inflamatorio ou necrose. O FE em todas as concentracoes demonstrou efeito antioxidante frente ao H2O2, reduzindo a peroxidacao lipidica de eritrocitos de todos os tipos, diminuindo a hemolise e liberacao de hemoglobina. O ferulato de etila e uma droga com baixo perfil toxico e detentor de potente efeito antioxidante.
  • SHELLYGTON LIMA DA SILVA
  • Avaliação da atividade gastroprotetora da hesperetina em modelos animais
  • Data: 23/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • A hesperetina e um composto organico aromatico polifenolico pertencente a classe das flavanonas que podem ocorrer tanto na forma livre (aglicona) ou ligado a residuos de acucar (glicosideos/heterosideos), sendo encontrada em especies vegetais, como Citrus sinensis e Citrus limon. Estudos farmacologicos relatam sua atividade anti-inflamatoria e antioxidante. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade pre-clinica aguda, atividade gastroprotetora e os mecanismos de acao relacionados a essa atividade. No ensaio de toxicidade aguda, utilizando as doses de 300 e 2000 mg/kg da hesperetina administradas por via oral (v.o.) nao foram observados sinais e alteracoes comportamentais ou mortes em camundongos swiss machos nas condicoes experimentais avaliadas. Desta forma, pode-se inferir que a dose letal 50% (DL50) e igual ou superior a 2500 mg/kg de acordo com o guia 423 da OECD. Para avaliacao da atividade gastroprotetora foram utilizados os modelos classicos de inducao aguda de ulcera gastrica: etanol/acidificado em camundongos, etanol em ratos, anti-inflamatorio nao-esteroidal (AINE-piroxicam) e estresse (por imobilizacao e frio) em camundongos e contensao do suco gastrico em ratos. No modelo de etanol acidificado, a carbenoxolona (100 mg/kg) e a hesperetina (25, 50, 100 e 200 mg/kg - v.o) reduziram o indice de lesao ulcerativo (ILU) em 63, 23, 46, 59, 65% (***p<0,001), respectivamente, quando comparados ao controle negativo. Em lesoes induzidas pelo etanol, a carbenoxolona (100 mg/kg) e a hesperetina (25, 50, 100 e 200 mg/kg - v.o.) reduziram a area de lesao ulcerativa (ALU) em 96, 42, 64, 71, 70% (***p<0,001), respectivamente, em comparacao ao controle negativo. Nas ulceras gastricas induzidas pelo estresse por imobilizacao e frio a cimetidina (100 mg/kg) e a hesperetina (25, 50, 100 e 200 mg/kg - v.o.) reduziram o ILU em 66, 21, 40, 62, 75% (*p<0,05) e (***p<0,001), respectivamente, quando comparados ao controle negativo. Nas ulceras gastricas induzidas por AINEs, a cimetidina (100 mg/kg) e a hesperetina (25, 50, 100 e 200 mg/kg - v.o.) reduziram o indice de lesao ulcerativo (ILU) em 60, 24, 52, 69 e 75% (***p<0,001), respectivamente, quando comparados ao grupo controle negativo. Em ulceras gastricas induzidas por contensao do suco gastrico (ligadura do piloro) a cimetidina (100 mg/kg) e a hesperetina (100 mg/kg) diminuiram o ILU em 41 e 40% (v.o.) (***p<0,001) e em 42 e 48% (###p<0,001) (i.d.), respectivamente, quando comparados ao grupo controle negativo. Na perspectiva de investigar os mecanismos envolvidos na atividade gastroprotetora da hesperetina foram avaliados os mecanismos antissecretorios ou neutralizantes da secrecao acida gastrica, mecanismos citoprotetores, antioxidante e imunorregulatorio. Os tratamentos (v.o. e i.d.) com hesperetina (100 mg/kg) nao alterou os parametros bioquimicos do suco gastrico. A atividade gastroprotetora da hesperetina (100 mg/kg) envolve a participacao de grupamentos sulfidrilicos, oxido nitrico, KATP, muco e prostaglandinas. Alem disso, apresentou atividade antioxidante por um aumento nos niveis de glutationa reduzida (GSH) e diminuicao nos niveis de malondialdeido (MDA) quando comparados ao controle negativo, no modelo de ulceras induzidas por etanol. A hesperetina (100 mg/kg) diminuiu os niveis de interleucina-1 beta (IL-1β) e do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e aumentou os niveis de interleucina-10 (IL-10). Diante desses resultados foi possivel inferir que a hesperetina apresenta atividade gastroprotetora e que a atividade dessa substancia envolve mecanismos citoprotetores, antioxidantes e imunorregulatorios.
  • JULIANA DE MEDEIROS GOMES
  • Estudo preliminar da potencial atividade fotoprotetora e antioxidante de Mentha x villosa
  • Data: 23/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • Mentha x villosa e uma especie de planta pertencente a familia Lamiaceae, sendo um hibrido das especies Mentha spicata e Mentha suaveolens Ehrh. Ela e popularmente utilizada como antimicrobiana e antiparasitaria, entretanto, nao existem muitos estudos sobre sua composicao fenolicos, alem de nao haver registros sobre sua acao fotoprotetora relatadas. Portanto, com esse estudo, objetivou-se avaliar a atividade antioxidante e fotoprotetora da especie citada. Para isso, as partes aereas de Mentha x villosa foram coletadas no Horto do Instituto de Pesquisa em Farmacos e Medicamentos (IPeFarM) da Universidade Federal da Paraiba (UFPB), Campus I, municipio de Joao Pessoa-PB, e a partir do material vegetal fresco triturado, foi feita a maceracao com etanol 96% e posteriormente, foi obtido o Extrato Etanolico Bruto. Um metodo analitico foi desenvolvido e validado por CLAE-DAD para o marcador Acido Rosmarinico e apresentou especificidade, linearidade, precisao, precisao intermediaria, exatidao e robustez de acordo com as especificacoes exigidas pela ANVISA no Guia de Validacao de metodos analiticos e bioanaliticos (RE nº 899/2003). O teor de fenolicos totais da amostra foi determinado seguindo o metodo de Folin-Ciocalteu, utilizando o acido galico como padrao. Para a determinacao da atividade antioxidante da amostra foi utilizado o metodo do sequestro de radicais DPPH, baseado na reducao desse radical quando diante de uma substancia antioxidante, sendo o acido ascorbico a substancia padrao e todas as analises foram realizadas em triplicata. Para avaliacao da atividade fotoprotetora foi determinada a absorbancia maxima por meio de uma varredura de espectro na faixa de comprimento de onda entre 200 a 400 nm em espectrofotometro UV e o fator de protecao solar (FPS) in vitro atraves do metodo desenvolvido por Mansur. Alem do FPS do extrato, foi avaliado tambem o FPS do resveratrol e de sua associacao com o extrato. Apos analise, foi possivel constatar que o EEB de Mentha x villosa apresentou teor de fenolicos totais igual a 116,25 ± 1,42 mg EAG/ g de amostra e CE50 igual a 98,03 ± 1,47 µg / mL referente a atividade antioxidante. No que se refere a fotoprotecao, o EEB de Mentha x villosa apresentou bandas de absorcao intensas na regiao UVB e UVA e FPS = 13,23. Quanto a sua associacao com o resveratrol, o FPS foi igual a 14,29, enquanto que o resveratrol sozinho teve FPS = 21,80. Os resultados desse trabalho mostraram que Mentha x villosa tem uma boa atividade fotoprotetora preliminar, consideravel teor de fenolicos totais e atividade antioxidante frente ao DPPH, merecendo uma avaliacao mais aprofundada relacionada a fotoprotecao.
  • IARA LEAO LUNA DE SOUZA
  • Suplementação alimentar com Spirulina platensis previne o desenvolvimento da disfunção erétil em ratos Wistar alimentados com dieta hipercalórica
  • Data: 22/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • A obesidade e uma doenca inflamatoria cronica, caracterizada pelo acumulo de tecido adiposo, e representa um fator de risco para o desenvolvimento da disfuncao eretil (DE). Esta e definida como a incapacidade de alcancar e/ou manter uma erecao peniana suficiente para a satisfacao sexual, com muitos pacientes nao respondendo apropriadamente a farmacoterapia. Dessa forma, visando a busca por novas alternativas terapeuticas, avaliou-se os possiveis efeitos da suplementacao alimentar com Spirulina platensis, alga com potencial vasodilatador e antioxidante, em um modelo de DE induzida pelo consumo de dieta hipercalorica. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissao de Etica no Uso de Animais da UFPB (certidao 0201/14). Os ratos Wistar foram divididos em grupo alimentado com racao padrao que recebeu solucao salina (GCS), que foi suplementado com a alga nas doses de 25 (GC + SP25), 50 (GC + SP50) ou 100 mg/kg (GC + SP100) e que foi tratado com sildenafila na dose de 1,5 mg/kg/dia (GC + Sild) ou, em grupo alimentado com racao hipercalorica que recebeu solucao salina (GOS), que foi suplementado com a alga nas doses de 25 (GO + SP25), 50 (GO + SP50) ou 100 mg/kg (GO + SP100) e que foi tratado com sildenafila na dose de 1,5 mg/kg/dia (GO + Sild). Foram analisados os parametros nutricionais e morfometricos, a funcao eretil, in vivo, os mecanismos funcionais envolvidos nas alteracoes da reatividade contratil e relaxante do corpo cavernoso, in vitro, e o balanco estresse oxidativo/defesas antioxidantes sistemicas e teciduais. Spirulina platensis na dose de 50 mg/kg reduziu a ingestao alimentar e a massa corporal final dos ratos que consumiram a dieta padrao, ja na dose de 100 mg/kg promoveu reducao da massa e do diametro dos adipocitos do tecido adiposo inguinal e, consequentemente, do indice de adiposidade. Ademais, nao foi observada alteracao na funcao eretil basal desses ratos. Entretanto, o consumo da dieta hipercalorica resultou na diminuicao da ingestao alimentar, porem, houve aumento da massa corporal final, como consequencia da elevacao dos coeficientes de eficacia alimentar e de ganho de peso por consumo calorico, alem do aumento das reservas adiposas epididimal, retroperitoneal e inguinal, e do indice de adiposidade. Adicionalmente, a reducao do numero e o aumento da latencia para a erecao peniana foram correlacionados ao consumo da dieta hipercalorica. Interessantemente, esses efeitos deleterios do consumo da dieta hipercalorica sobre a adiposidade corporal e a funcao eretil, in vivo, foram prevenidos pela suplementacao alimentar com S. platensis. Em relacao a reatividade cavernosa, os ratos (GC + SP100) apresentaram reducao da eficacia contratil ao KCl (acoplamento eletromecanico). Por outro lado, a eficacia contratil a fenilefrina (FEN) (acoplamento farmaco-mecanico) foi potencializada (GC + SP50), o que foi associado a modulacao positiva da via da Rho cinase (ROCK) e dos prostanoides contrateis. Alem disso, observou-se regulacao positiva da via do oxido nitrico (NO), reducao das especies reativas de oxigenio (ROS) e potencializacao do efeito relaxante promovido pela acetilcolina (ACh). A integracao de vias que favorecem a contracao e o relaxamento do corpo cavernoso de rato pode estar subjacente a nao alteracao da funcao eretil desses ratos, in vivo. Por outro lado, o consumo da dieta hipercalorica resultou no aumento da eficacia contratil do KCl e da FEN, e atenuacao da eficacia relaxante induzida pela ACh, indicando o comprometimento dos acoplamentos eletro- e farmaco-mecanico da reatividade cavernosa. Os efeitos deleterios sobre a reatividade cavernosa decorrem da ativacao da via da ROCK, do aumento das ROS, da modulacao negativa da via do NO e do desbalanco dos prostanoides relaxantes/contrateis. Nesse contexto, a suplementacao alimentar com S. platensis, em ratos alimentados com a dieta hipercalorica, preveniu os danos a reatividade contratil e relaxante cavernosa. Na analise do balanco estresse oxidativo/defesas antioxidantes, a capacidade antioxidante total (CAT) tecidual, foi aumentada pela suplementacao com a alga na dose de 50 mg/kg em ratos alimentados com dieta padrao. Ja nos ratos que consumiram a dieta hipercalorica, observou-se elevacao nos niveis de malondialdeido (MDA) sistemico e tecidual, bem como reducao da CAT sistemica, resultando em danos oxidativos aos ratos. Essa alteracao do balanco estresse oxidativo/defesas antioxidantes foi prevenida pela suplementacao com a alga. Portanto, a suplementacao alimentar com S. platensis previne os danos associados ao consumo da dieta hipercalorica e desponta como um avanco futuro para o tratamento da DE.
  • CARLOS ARTHUR GOUVEIA VELOSO
  • Estudo fitoquímico e avaliação da atividade antimicrobiana das folhas de Varronia dardani (Taroda) J.S. Mill (Boraginaceae) e de seu óleo essencial
  • Data: 22/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • O genero Varronia pertence a familia Boraginaceae, antes classificada como Cordia, compreende cerca de 100 especies. Algumas especies sao descritas na literatura com atividades, ant-inflamatoria, analgesica e cicatrizante. A especie V. dardani nao possui relatos na medicina popular. O material vegetal foi coletado em Serra Branca – PB, uma exsicata encontra-se depositada no hebario Prof. Lauro Pires Xavier sob registro JPB 29509. As folhas de V. dardani foram secas em estufa 40 ºC, trituradas e extraida com etanol a 95%, concentrado em rotaevaporador obtendo-se o Extrato Etanolico Bruto (EEB), o qual foi desengordurado com hexano e em seguida submetido a particao liquido/liquido (7:3 v/v) obtendo-se as fases hexanica, diclorometano, acetato de etila e n-butanol. As estruturas quimicas foram identificadas atraves de espectroscopia de massa, Ressonancia Magnetica Nuclear (RMN) e em comparacoes com a literatura. A fase diclorometano foi submetida a cromatografia liquida de media pressao de onde foram isoladas seis substancias, sendo duas chalconas (pinostrobina chalcona e gimnogrameno) e quatro flavanonas (pinocembrina, isosakuranetina, pinostrobina e sakuranetina-4’-metil eter). O oleo essencial das folhas V. dardani (Vd-OE) foi extraido por hidrodestilacao em aparelho de Clevenger e caracterizado por cromatografia gasosa acoplada a espectroscopia de massas (CG-EM). A constituicao quimica do oleo de V. dardani foi de 97,2% de monoterpenos e sesquiterpenos. Sendo os δ-Cadineno (8,71%), timol (7,43%), carvacrol (5,92%), γ-cadineno (5,66%), p-cimeno (5,25%) e δ-cadinol (5,20%) os constituintes majoritarios. Foi investigada a atividade antimicrobiana, atraves da da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e da Inibicao da Formacao de Biofilme (IFB), realizadas por microdiluicao e utilizando o EEB, sua fase diclorometano, o Vd-OE e de algumas flavanonas e chalconas isoladas e/ou em misturas frente a especies de microrganismos de interesse na Odontologia. O oleo essencial inibiu o crescimento de Enterococcus faecalis e Streptococcus salivarius com a CIM de 2 mg/mL, Vd-EEB inibiu o crescimento de S. salivarius, Vd-FD exibiu uma CIM frente as cepas de E. faecalis e S. salivarius, a pinostrobina chalcona inibiu o crescimento de S. salivarius, e em mistura com o gimnogrameno, apresentou CIM para as cepas E. faecalis e S. salivarius. A pinocembrina inibiu o crescimento de E. faecalis e S. salivarius. A pinocembrina, a pinostrobina chalcona e sua mistura com o gimnogrameno apresentaram inibicao da formacao do biofilme de S. salivarius na maior concentracao testada. A pinostrobina chalcona inibiu a formacao do biofilme de E. faecalis na sua menor concentracao. Os resultados in vitro indicaram que a especie contem em sua composicao quimica, substancias com potencial antimicrobiano, necessitando assim, de estudos complementares visando buscar uma nova terapia para infeccoes dentais utilizando a referida especie.
  • JESSICA MARCELINO GUEDES
  • Avaliação da atividade gastroprotetora do isômero (-) - fenchona
  • Data: 21/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • A fenchona e um monoterpeno presente nos oleos essencias de especies vegetais, a exemplo de Foeniculum vulgare (funcho/erva-doce) e Peumus boldus (boldo), utilizadas no tratamento de desordens gastrointestinais. Estudos farmacologicos mostram que a (-) – fenchona apresenta atividade mucotropica, antinoceptiva e antimicrobiana. Os monoterpenos em geral apresentam propriedades antiulcerogenicas e sao importantes fontes de materia-prima para sintese de novos farmacos. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade pre-clinica aguda, a atividade gastroprotetora e os mecanismos envolvidos na gastroprotecao da (-) – fenchona (antissecretorios, citoprotetores, antioxidante e imunorregulatorio). Os resultados foram considerados significativos quando o valor p < 0,05. No ensaio de toxicidade aguda, as doses de 300 e 2000 mg/kg da (-) – fenchona administradas por via oral (v.o.) nao induziram sinais de toxicidade em camundongos machos nas condicoes experimentais avaliadas e a dose letal 50% (DL50) estipulada foi de igual ou superior a 2500 mg/kg de acordo com o guia 423 da OECD, o que sugere baixa toxicidade. Para avaliacao da atividade gastroprotetora, foram utilizados os modelos de inducao aguda de ulcera gastrica induzida por etanol em ratos, estresse (imobilizacao e frio), anti-inflamatorio nao-esteroidal (AINE - piroxicam) em camundongos e contensao do suco gastrico em ratos. No modelo de ulcera induzida por etanol, a carbenoxolona (100 mg/kg) e a (-) – fenchona (75; 150 e 300 mg/kg - v.o.) reduziram a area de lesao ulcerativa (ALU) em 74 (23,82 ± 4,98), 31 (63,48 ± 18,73) 83 (15,52 ±, 4,19) e 83% (15,85 ±, 5,26) respectivamente, em comparacao ao controle negativo (tween 80 5%), 92,18 ± 8,29. Em lesoes induzidas por estresse (imobilizacao e frio), a cimetidina e a (-) – fenchona (37,5; 75; 150 e 300 mg/kg - v.o.) reduziram o indice de lesao ulcerativo (ILU) em 26 (185,5 ± 15,82), 33 (167,80 ± 17,08), 41 (148,70 ±16,90), 56 (111 ± 7,66) e 55% (112,80 ± 8,25), respectivamente, quando comparados ao controle negativo (251,1 ± 29,13). Nas ulceras induzidas por AINE (Piroxican), a cimetidina e a (-) – fenchona nas mesmas doses reduziram o ILU em 35 (180 ± 44,83), 20 (220,70 ± 20,19), 21 (218,30 ± 25,12), 60 (110,40 ± 29,22) e 60% (110,80 ± 15,48) respectivamente, quando comparados ao controle negativo (275 ± 14,90). Nas ulceras induzidas por contensao do suco gastrico, a cimetidina (100 mg/kg) e a (-) – fenchona em sua dose mais efetiva (150 mg /kg) diminuiram o ILU em 31 e 37% (v.o.) e em 35 e 46 % (i.d.), respectivamente, em comparacao ao controle negativo (363,20 ± 79,01- v.o.) e (336,80 ± 49,90 - i.d.). Na perspectiva de investigar os mecanismos envolvidos na atividade gastroprotetora da (-) – fenchona, foi avaliada a participacao dos mecanismos antissecretorios ou neutralizante (pH, conteudo gastrico e [H+]), citoprotores (grupamentos sulfidrila, oxido nitrico, canais de potassio sensiveis ao ATP, muco e prostaglandina), antioxidante (GSH e MDA) e imunorregulatorio (IL-1b e TNF-a). Dessa forma, foi observado que o efeito gastroprotetor da (-) – fenchona nao envolve mecanismos antissecretorios, nem a participacao do oxido nitrico, mas esta relacionado a participacao de grupamentos sulfidrilas, canais de potassio sensiveis ao ATP, muco, prostaglandinas, aumento dos niveis de GSH e reducao dos niveis de MDA e das citocinas pro-inflamatorias IL-1b e TNF-a. Desta forma, e possivel inferir que a (-) – fenchona apresenta atividade gastroprotetora, relacionada a mecanismos citoprotetores, antioxidante e imunorregulatorios.
  • KIVIA SALES DE ASSIS
  • Avaliação das Atividades Antifúngica e Toxicológica do Óleo Essencial de Gaultheria procumbes
  • Orientador : EDELTRUDES DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 21/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • Candidiase e uma infeccao causada por leveduras do genero Candida, sejam essas infeccoes superficiais, da pele e da mucosa ou infeccoes sistemicas. A disseminacao de fungos resistentes aos medicamentos e uma das mais graves ameacas para o sucesso do tratamento das doencas fungicas, alem disso, algumas drogas sao muito toxicas, dificultando a adesao a terapeutica o que estimula a busca por novos agentes antifungicos mais eficazes, menos toxicos neste contexto os produtos derivados de plantas medicinais sao excelentes alternativas para esse proposito. Neste sentindo o objetivo desse estudo foi investigar a atividade antifungica do oleo essencial de Gaultheria Procumbens (OEGp) contra cepas do genero Candida, avaliar a sua citotoxicidade, bem como a biodisponibilidade oral e o perfil toxicologico teoricos do constituinte majoritario deste oleo, o salicilato de metila. Para a realizacao dos estudos antifungicos utilizou-se o teste de microdiluicao com diferentes cepas fungicas do genero Candida para avaliacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e da Concentracao Fungicida Minima (CFM). Para a analise do potencial antimicrobiano do salicilato de metila foi utilizado a analise in silico com o software Pass online. Para realizacao dos estudos de atividade citotoxica utilizou-se hemacias humanas.As analises realizadas revelaram que o OEGp apresentou uma excelente atividade antifungica frente as cepas clinicas de C. parapsilosis e C. krusei com uma CIM e CFM entre 8 e 128 µg/mL, em contrapartida para C. tropicalis e C. glabrata foram insensiveis com excecao da C. t. LM – 64 que teve CIM de 32 µg/mL. O OEGp tambem apresentou excelente atividade antifungica frente a 5 cepas das 8 testadas de C. albicans, com uma CIM e CFM entre 4 e 8 µg/mL, e esse efeito teve natureza fungicida. Seu mecanismo de acao nao envolve efeito sobre a parede celular bem como na membrana plasmatica. Promoveu um efeito sinergico ao ser associado a anfotericina B (um antifungico clinico conhecido). Apresentou baixa citotoxicidade baixa citotoxicidade para o tipo sanguineo A e de baixa a moderada para a maioria das concentracoes testadas no diferentes tipos sanguineos (B e O). Com relacao ao estudo das propriedades farmacologicas e toxicologicas teoricas do constituinte majoritario do OEGp, o salicilato de metila, , observou-se que de forma teorica demonstrou ser um composto que possui varios possiveis efeitos biologicos sobre o corpo humano, bem como boa biodisponibilidade e baixo risco de toxicidade. Em conjunto, esses resultados sugerem que o oleo essencial de Gaultheria procumbens representa uma nova e promissora possibilidade entre os produtos com atividade antifungica em especial contra cepas de C. albicans.
  • SAVIO BENVINDO FERREIRA
  • Caracterização Toxicológica e Investigação da Atividade Antifúngica do Isoeugenol frente a Penicillium citrinum
  • Data: 20/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • A perda de alimentos causada por uma variedade de micro-organismos tem sido reconhecida como inconveniente e uma das maiores preocupacoes das industrias de alimentos, principalmente, pelo impacto economico. Alem disso, com o aumento da prevalencia de agentes patogenicos resistentes as drogas ocorre em um momento em que a descoberta e o desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos ocorrem lentamente. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo investigar in vitro e in silico a atividade antifungica do isoeugenol frente a cepas Penicillium citrinum e seus efeitos toxicos. Para avaliar as bioatividades e risco toxicologico in silico, foram utilizadas os softwares PASS on-line, Molinspiration e Osiris. Para investigar a atividade antifungica in vitro, foram utilizadas as tecnicas de microdiluicao, checkerboard e os ensaios com ergosterol e sorbitol. O efeito citotoxico foi demonstrado utilizando eritrocitos humanos. O fitoconstituinte apresentou parametros de biodisponibilidade oral satisfatorios e risco toxicologico reprodutivo e mutagenico na analise in silico, mas nao foi citotoxico. Apresentou acao antifungica nas cepas testadas com efeito fungicida, causando perturbacao na membrana plasmatica antifungica. Desta forma, o isoeugenol demonstrou ser um possivel candidato a biocida e/ou droga antifungica para tratamento de infeccoes fungicas.
  • CESAR AUGUSTO GONCALVES DANTAS
  • Estudo fitoquímico e investigação da atividade imunomoduladora de metabólitos secundários de Erythroxylum simonis Plowman (Erythroxylaceae)
  • Data: 19/02/2018
  • Hora: 08:00
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  • Durate seculos a sociedade humana faz uso de plantas com fins medicinais, sendo provavelmente um dos primeiros meios que a humanidade buscou para aliviar suas dores e enfermidades. Erythroxylum simonis Plowman, conhecida popularmente como “Guarda Orvalho” e uma especie da familia Erythroxylaceae com distribuicao em alguns estados da regiao Nordeste do Brasil. Devido a ausencia de estudos quimicos desta especie, este trabalho tem como objetivo efetuar uma abordagem fitoquimica e avaliar o potencial imunomodulador de metabolitos secundarios isolados de Erythroxylum simonis. As partes aereas da especie foi coletada na Mata Pau-Ferro no municipio de Areia – PB, apos secagem e pulverizacao foi realizada uma extracao do material vegetal e posterior particao do extrato resultando nas fases hexanica, cloroformica, acetato de etila e n-butanolica. O teor de fenolicos totais no extrato etanolico bruto foi determinado pelo metodo espectrofotometrico de Folin-Ciocalteau. A partir de tecnicas cromatograficos realizadas com a fase acetato de etila foi possivel isolar 6 compostos: acido protocatecuico, acido 3-O-cafeoilquinico, acido 4-O-cafeoilquinico, quercetina-3-sambubiosideo, canferol-3-sambubiosideo e canferol-3-O-β-D-glicopiranosideo. Estes foram identificados por espectroscopia de massas e de RMN de 1H e 13C uni e bidimenssionais. Para avaliacao da atividade imunomoduladora dos flavonoides quercetina-3-sambubiosideo e canferol-3-sambubiosideo, camudongos femeas foram estimulados com tioglicolato (4%) na cavidade peritoneal para obtencao dos macrofagos. A determinacao da viabilidade celular foi realizada pelo ensaio do MTT. Foi estudado, in vitro, o efeito de diferentes concentracoes das amostras (10 µM, 50 µM e 100 µM) na producao de oxido nitrico (NO) pelo metodo colorimetrico indireto conhecido como reacao de Griess. O efeito modulador desses flavonois em diferentes concentracoes, sobre os niveis das citocinas TNF-α e IL-6 foram analisadas por ELISA. Nenhuma das concentracoes dos flavonois testados foi capaz de reduzir a viabilidade celular e de interferir na producao do NO e das citocinas TNF-α e IL-6 produzidas por macrofagos estimulados com lipopolissacarideo (LPS) bacteriano. Os resultados obtidos deste trabalho, contribuiram para o conhecimento fitoquimico e farmacologico do genero Erythroxylum e da especie Erythroxylum simonis.
  • BIANKA MARCIA DO NASCIMENTO XAVIER
  • EFEITO IMUNOMODULADOR DO 2-METOXI-4-(7-METOXI-1,2,3,4-TETRAHIDROISOQUINOLIN-1-IL)FENOL (MHTP) EM UM MODELO DE LESÃO PULMONAR AGUDA
  • Data: 16/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • A lesao pulmonar aguda e uma sindrome de doenca critica que consiste em insuficiencia respiratoria aguda com infiltrado celular e e caracterizada por lesao da barreira capilar alveolar, acumulacao de neutrofilos e inducao de citocinas pro-inflamatorias, seguido de uma fibrose pulmonar. Devido a complexidade dos eventos fisiologicos e imunologicos que envolvem a lesao pulmonar aguda, ainda nao ha uma farmacoterapia totalmente estabelecida. O MHTP e um alcaloide inedito sintetizado que possui semelhanca quimica com as criptostilinas e com os alcaloides CKD712 e THI52. O objetivo desse estudo foi investigar o potencial farmacologico do MHTP no tratamento da lesao pulmonar aguda experimental em dois momentos: 72 horas (fase aguda) e dez dias (fase cronica). Para tal, foi usado o modelo de lesao pulmonar aguda induzida por LPS em camundongos BALB/c machos. Foram realizados tres tratamentos, por instilacao nasal, com MHTP, sendo o primeiro uma hora apos o desafio com LPS, o segundo com 24 horas e o terceiro com 48 horas. Para escolha da dose da substancia, foi realizado experimento piloto com as doses de 1,25mg/kg; 2,5mg/kg; 5mg/kg; 10mg/kg e 20mg/kg. No tempo de 72 h, o tratamento com MHTP (2,5mg/kg; 5mg/kg; 10mg/kg e 20mg/kg) diminuiu significantemente (p<0,05) a migracao de celulas totais, neutrofilos e linfocitos. A partir desse experimento, foi escolhida a dose de 2,5mg/kg por ter apresentado melhores resultados. Portanto, essa dose foi utilizada nos demais experimentos. Tal dose tambem diminuiu significativamente (p<0,05) a producao das citocinas TNF-α e IL-6 e os parametros histologicos tais como: hemorragia, edema, infiltracao celular e deposicao de fibrose. No periodo de dez dias, o tratamento com MHTP, diminuiu significantemente (p<0,05) a migracao de celulas totais, neutrofilos, macrofagos e linfocitos com aumento de peso e retorno normal as atividades nos animais. A taxa de sobrevivencia dos animais tratados com MHTP foi significantemente (p<0,05) maior quando comparada com a dos animais LPS (doentes). Portanto, os resultados obtidos nesse trabalho indicam que o MHTP exerce um efeito protetor na lesao pulmonar aguda, tanto na fase aguda (72h) como na fase cronica (dez dias) protegendo as celulas epiteliais alveolares e regulando a inflamacao pulmonar, e sugerindo que o MHTP e um agente terapeutico promissor para o manejo dessa doenca.
  • HERMES DINIZ NETO
  • Avaliação da atividade antifúngica do geraniol sobre Candida albicans e Candida tropicalis isoladas de conteúdo pulmonar.
  • Data: 08/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • Recentemente, tem ocorrido um aumento nos casos de infeccoes hospitalares provocadas por leveduras do genero Candida, com notavel crescimento da ocorrencia de especies nao-albicans. As formas superficiais de candidiase sao capazes de evoluir para a forma sistemica afetando diferentes orgaos, podendo atingir as vias aereas inferiores, compondo um quadro de candidiase disseminada pulmonar de diagnostico complexo, dificil tratamento e alta mortalidade. Como meio de se obter novas opcoes terapeuticas no combate a estas infeccoes, os produtos naturais de origem vegetal possuem alto valor cientifico por oferecem uma vasta quantidade de diferentes substancias de variadas classes fitoquimicas. Uma destas classes, os monoterpenos, se destacam por apresentarem multiplas atividades biologicas de interesse medico. Diante destas premissas, foi avaliada a atividade antifungica do monoterpeno geraniol contra cepas de Candida albicans e Candida tropicalis por meio de ensaios realizados in vitro: Determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e Concentracao Fungicida Minima (CFM), estudo do efeito do fitoconstituinte sobre a micromorfologia fungica, avaliacao do efeito da substancia sobre a cinetica de crescimento microbiano (time-kill) e ensaio de associacao entre o monoterpeno e antifungico-padrao (anfotericina B). Nos ensaios de atividade antifungica, o geraniol apresentou CIM de ate 64 μg/mL e CFM de ate 256 μg/mL. O monoterpeno tambem demonstrou eficacia em inibir o aparecimento de estruturas de virulencia como pseudohifas e causar acentuada diminuicao de blastoconidios no ensaio de efeito sobre micromorfologia fungica. No ensaio de cinetica de morte microbiana (time-kill), o monoterpeno demonstrou atividade fungicida concentracao-dependente ao inibir o crescimento de aproximadamente 99% das leveduras ao final do periodo de 24 h com eficacia de inibicao de crescimento diretamente proporcional a concentracao utilizada. A associacao entre o geraniol e a anfotericina B nao apresentou sinergismo ou antagonismo, sendo caracterizada como indiferente por nao ser observada divergencias entre a CIM da associacao e a CIM de cada substancia isolada. Em conclusao, o monoterpeno geraniol apresentou importante atividade antifungica de carater fungicida, inibindo surgimento de estruturas de resistencia e virulencia fungicas com eficacia dependendo diretamente da concentracao utilizada, porem, sem atuar em sinergismo com antifungico-padrao.
  • ELIDA BATISTA VIEIRA DE SOUSA
  • ESTUDOS QUIMIOTAXONÔMICOS E TRIAGEM VIRTUAL DE FLAVONOIDES ISOLADOS DA FAMÍLIA ASTERACEAE COM POTENCIAL ATIVIDADE LEISHMANICIDA
  • Data: 07/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • As doencas negligenciadas afetam milhoes de pessoas ao redor do mundo, uma delas e a leishmaniose causada por protozoarios do genero Leishmania, cujo tratamento ainda constitui um desafio para a ciencia. Diversos grupos de pesquisa comprovaram que os produtos naturais tem sido uma fonte rica de compostos com atividade leishmanicida, dentre estes se destacam os flavonoides, amplamente encontrados nas especies da familia Asteraceae que, portanto, podem ser utilizados como marcadores taxonomicos em niveis hierarquicos mais baixos, alem disso, nos ultimos anos ha um aumento dos estudos de triagem virtual que demostraram atividade antiprotozoaria destes compostos. O objetivo deste trabalho e combinar metodologias de triagem virtual atraves de aprendizado de maquina utilizando descritores moleculares e o docking molecular, afim de predizer a potencial atividade leishmanicida de flavonoides isolados de especies da familia Asteraceae. O capitulo 2 apresenta uma publicacao no livro Multi-Scale Approaches in Drug Discovery (2017) que relata as propriedades farmacologicas e o potencial dos flavonoides de Asteraceae para se tornarem candidatos a novos medicamentos com atividade multitarget contra agentes causadores de doencas protozoarias. O capitulo 3 aborda o estudo realizado para classificacao das tribos de Asteraceae com base no numero de ocorrencias de flavonoides do nosso banco de dados interno (disponivel em sistematx.ufpb.br) usando descritores calculados pelo software DRAGON 7.0. As 2371 ocorrencias botanicas com seus respectivos 74 descritores de fragmentos moleculares foram utilizadas como dados de entrada no SOM Toolbox 2.0 (Matlab) para gerar Mapas Auto-Organizaveis (SOMs), classificando cinco tribos: Anthemideae (A), Gnaphalieae (G), Tageteae (T), Senecioneae (S) e Carduoideae (CR). No capitulo 4 foi realizada a construcao de modelos de predicao atraves do programa Knime utilizando descritores calculados pelo software Volsurf englobando 899 flavonoides cadastrados no nosso banco de dados (in-house databank) associado a outros bancos de dados (ChEMBL) contendo compostos com atividade frente a cepas de especies de Leishmania. Tambem foi realizada uma triagem virtual baseada na estrutura do receptor atraves do docking molecular do mesmo banco de flavonoides utilizando 11 enzimas alvos de especies de Leishmania incluindo um modelo de homologia da enzima Arginase. Por fim, mediante uma analise de consenso das duas tecnicas, buscou-se normalizar os valores de probabilidades, para verificar compostos potencialmente ativos contra a leishmaniose.
  • MARCELA LINS CAVALCANTI DE PONTES
  • Própolis vermelha oriunda de Dalbergia ecastophyllum L. Taub. (Paraíba, Brasil): avaliação da toxicidade in vitro e in vivo e da atividade sobre bactérias de importância odontológica
  • Data: 05/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • Foram estudados os efeitos farmacologicos e toxicologicos do Extrato Etanolico de Propolis Vermelha Brasileira (EPVP) oriunda de Joao Pessoa (Paraiba, Brasil). Foi realizada a cromatografia em camada delgada para a caracterizacao de seus compostos majoritarios. Na realizacao dos estudos antimicrobianos in vitro, utilizaram-se diferentes cepas bacterianas planctonicas e nao-planctonicas, a fim de determinar a Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e Concentracao Bactericida Minima (CBM) do EPVP isolado e em associacao a clorexidina (Clx). Na realizacao dos estudos toxicologicos do EPVP, foram realizados ensaios de atividade antioxidante e citotoxicidade utilizando-se hemacias humanas obtidas do banco de sangue do Hospital Universitario Lauro Wanderley. Nos estudos de toxicidade in vivo, foi realizado o Brine Shrimp Test utilizando larvas de Artemia salina L., um microcrustaceo da classe Anostracea na forma de metanauplio, alem do teste de toxicidade em membrana corioalantoide utilizando ovos de galinha fertilizados, observando sinais de alteracao vascular. Nos ensaios com camundongos, utilizou-se a especie Swiss, oriundos do Bioterio Thomas George/UFPB e foi avaliada a genotoxicidade e toxicidade aguda do EPVP. Os experimentos de atividade antimicrobiana revelaram que o EPVP promoveu um efeito antibacteriano contra especies do genero Streptococcus e Pseudomonas aeruginosa, com CIM variando entre 62,5 e 125 µg/mL e CBM variando entre 250 e 500 µg/mL. No teste de associacao com Clx, a CIM das substancias diminuiu ate 16 vezes, apresentando sinergismo contra S. mutans, S. oralis e S. salivarius. O EPVP demonstrou possuir potente efeito antibiofilme contra especies de S. mutans, S. mitis, S. oralis e multiespecie. O EPVP em concentracoes ate 500 μg/mL nao induziu a morte em A. salina nem provou ser irritante no teste de membrana corioalantoide em ovo de galinha, pois nao conseguiu promover vasoconstricao, hemorragia ou coagulacao na vascularizacao. Alem disso, o EPVP induziu hemolise fraca (< 45%) a 500 μg/mL em todos eritrocitos tipo A, B e O, inibiu a oxidacao induzida por fenilhidrazina e nao promoveu a oxidacao da hemoglobina. Tambem nao foram detectados micronucleos em eritrocitos dos roedores que utilizaram EPVP. Na avaliacao da toxicidade aguda, apos a administracao oral do EPVP pode-se observar que o composto em estudo nao induziu alteracoes comportamentais nem alterou o consumo de racao dos animais tratados, sem modificar o peso corporal, peso dos orgaos e os parametros bioquimicos avaliados. Em conclusao, estes resultados sugerem que o EPVP apresenta feito antibacteriano, com baixa potencia citotoxica, toxicologica e genotoxica.
  • ANA CAROLINE DE LIMA SILVA
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO LINALOL SOBRE LINHAGENS DE Candida albicans e Candida tropicalis
  • Orientador : EDELTRUDES DE OLIVEIRA LIMA
  • Data: 02/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • Leveduras patogenas como C. albicans e C. tropicalis vem se tornando cada vez mais importantes como causa das infeccoes fungicas invasivas, principalmente nos individuos imunossuprimidos. Atualmente e reconhecido, no mundo todo, o surgimento de micro-organismos cada vez mais resistentes aos antibioticos convencionais devido ao uso abusivo e indiscriminado de antimicrobianos, diante dessa realidade, a busca por farmacos antimicrobianos novos e mais eficazes tem sido constante. Nesse contexto os produtos naturais, sao otimos precursores de uma diversidade de compostos moleculares ativos. Dentre eles, os candidatos a farmacos bioativos naturais como o linalol que possui um enorme potencial biologico de interesse humano. Diante dessas premissas, nesse estudo foi avaliada a atividade antifungica do linalol sobre linhagens clinicas de C. albicans e C. tropicalis de origem pulmonar, por meio de ensaios microbiologicos realizados in vitro, por determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM), seguido da Concentracao Fungicida Minima (CFM), pelo metodo de microdiluicao. O linalol obteve uma CIM50% de 32 µg/mL e CFM50% 128 µg/mL frente as linhagens de Candidaspp sendo esse efeito de carater fungicida. Em seguida foi realizada a analise micromorfologica, estudo do mecanismo de acao, ensaios de associacao e de modulacao. Foram observadas alteracoes na micromorfologia das linhagens expostas ao linalol, verificando uma reducao das estruturas fungicas como pseudo-hifas e clamidoconideos. O efeito antifungico do linalol nao se deu pela desestabilizacao da parede celular ou pela complexacao com o ergosterol da membrana plasmatica. Nao foram encontrados aditividade, sinergismo ou antagonismo resultantes da associacao linalol-anfotericina B avaliada pelo metodo de checkerboard. Alem disso, o linalol nao modulou a atividade antifungica de anfotericina B. Estes resultados sugerem que o linalol representa uma nova possibilidade entre os produtos de origem natural com atividade antifungica no combate a infeccoes ocasionadas pelo menos por duas especies de Candida.
2017
Descrição
  • MAYARA CASTRO DE MORAIS
  • AMIDAS SINTÉTICAS DERIVADAS DO ÁCIDO FERÚLICO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CITOTÓXICA EM CÉLULAS TUMORAIS
  • Data: 15/12/2017
  • Hora: 14:00
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  • O cancer e uma das principais causas de morte em todo o mundo. Atualmente, 8,2 milhoes de pessoas morrem a cada ano por cancer no mundo. As amidas derivadas do acido ferulico possuem um amplo espectro de atividades farmacologicas, incluindo a atividade antitumoral. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade citotoxica de dez amidas derivadas de acido ferulico em quatro tipos de celulas, HepG2 (carcinoma hepatocelular humano), HCT116 (carcinoma do colon humano), HL-60 (leucemia promielocitica humana) e MRC5 (Human fibroblasto do pulmao). Estas amidas foram preparadas atraves de reacoes de acoplamento utilizando dois tipos de agentes de acoplamento: o hexafluorofosfato de benzotriazol-1-iloxi-tris-(dimetilamino)-fosfonio (BOP) e diciclo-hexilcarbodiimida (DCC) com 4-dimetilaminopiridina (DMAP). Na caracterizacao dos produtos foram utilizados metodos Espectroscopicos de Infravermelhos, Ressonancia Magnetica Nuclear 1H e 13C, bem como Espectrometria de Massa de Alta Resolucao para os derivados ineditos. Todas as amidas foram submetidas a testes citotoxicos pelo metodo azul alamar, com a doxorrubicina como controle positivo. As dez amidas foram obtidas, com rendimentos variando entre 43,17-91,38%, das quais duas sao ineditas. Oito amidas mostraram atividade citotoxica, no entanto, duas apresentaram citotoxicidade para celulas de fibroblastos humanos. As aminas MA3, MA4, MA6, MA8, MA9 e MA10 foram seletivas para o tipo de celulas HL60 (celulas leucocitarias promielociticas). MA9 mostrou o CI50 mais baixo. Os resultados mostram que compostos com substituintes contendo dois grupos metoxilicos nas posicoes meta e para do anel benzilico tem um aumento na atividade citotoxica, e seletividade para um tipo de celula tumoral.
  • RODRIGO DE OLIVEIRA FORMIGA
  • Atividade antiulcerogênica e anti-inflamatória intestinal do p-cimeno e do ácido rosmarínico em modelos animais
  • Data: 15/12/2017
  • Hora: 14:00
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  • O monoterpeno p-cimeno (p-C) e o polifenol acido rosmarinico (AR) sao metabolitos secundarios presentes em diversas especies medicinais, como o tomilho (Thymus vulgaris L.) e o alecrim (Rosmarinus officinalis L.), respectivamente. Estudos farmacologicos ja apontam seus efeitos anti-inflamatorio, antioxidante e gastroprotetor. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar suas atividades cicatrizante gastrica, antiulcera duodenal e anti-inflamatoria intestinal em modelos animais. A partir do modelo de ulcera gastrica induzida por acido acetico foi investigada a toxicidade por doses repetidas durante 14 dias com o p-C e o AR. Os resultados mostraram que ambos nao alteraram (p>0,05) o peso dos orgaos (coracao, figado, baco e rins), nem os parametros bioquimicos e hematologicos. Ainda foi observado que as substancias teste protegem os animais contra a perda de peso, devido a um aumento (p<0,05) do consumo de racao e agua. Na avaliacao da atividade cicatrizante gastrica, o tratamento com o p-C e o AR nas suas melhores doses (200 mg/kg, v.o.) durante 14 dias reduziu (p<0,05) a area de lesao ulcerativa (ALU), quando comparados aos grupos controles. Esses efeitos foram relacionados a um aumento (p<0,05) dos niveis de GSH e IL-10 e uma diminuicao (p<0,05) dos niveis de MDA, IL-1β e TNF-α. Na avaliacao dos mecanismos cicatrizantes demonstrou-se um aumento (p<0,05) de celulas positivas para imunomarcacao com VEGF, MMP-2 e COX-2 nos grupos tratados com o p-C e AR. Ja a administracao oral (v.o) com o p-C e o AR em todas as doses avaliadas (25, 50, 100 e 200 mg/kg) reduziu (p<0,05) a ALU em duodenos de ratos submetidos as lesoes induzidas pela cisteamina. No modelo de inducao aguda de inflamacao intestinal induzida por TNBS, o p-C e o AR em todas as doses (25, 50, 100 e 200 mg/kg, v.o.) promoveram reducao (p<0,05) no escore de lesao macroscopica, da ALU, da relacao peso/comprimento e do indice diarreico. Em amostras de colon provenientes desse modelo foi demonstrado que suas melhores doses (200 mg/kg) reduziram (p<0,05) os niveis de MDA e MPO e restauraram os niveis de GSH. Alem disso, as substancias teste foram capazes de diminuir (p<0,05) os niveis de IL-1β e TNF-α, bem como, de aumentar (p<0,05) os de IL-10. No estudo do mecanismo ciprotetor intestinal foi mostrado um aumento (p<0,05) de celulas positivas para imunomarcacao com mucina (MUC2) e zona de oclusao-1 (ZO-1). Dessa forma, estes dados sugerem que o p-C e o AR apresentam baixa toxicidade por doses repetidas, atividade cicatrizante gastrica, que esta relacionada a inducao da reepitelizacao da lesao, da angiogenese e do remodelamento da matriz extracelular. Alem disso, ambos apresentam atividade antiulcera duodenal e atividade anti-inflamatoria intestinal, sendo essa ultima devido a citoprotecao da barreira intestinal por meio da manutencao da camada de muco e preservacao das juncoes comunicantes. Esses efeitos envolvem ainda a participacao do sistema antioxidante e da imunomodulacao.
  • PATRICIA NERIS ANDRADE
  • Estudos in vitro e in vivo da atividade da neolignana licarina A livre ou associada ao ácido ascórbico sobre Leishmania (Leishmania) amazonensis sensível e resistente ao antimonial trivalente
  • Data: 11/12/2017
  • Hora: 14:00
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  • As drogas disponiveis para o tratamento das leishmanioses sao geralmente toxicas. No Brasil, o tratamento dessas doencas e realizado principalmente pela da administracao parenteral do antimonial pentavalente Glucantime®, utilizado como droga de primeira escolha. Todavia, a terapeutica com este medicamento, alem de apresentar serios efeitos colaterais, comumente apresenta falhas devido a frequente selecao de parasitos Leishmania sp. resistentes aos antimoniais. Portanto torna-se necessaria a busca por moleculas bioativas que sejam efetivas contra os parasitos, sem apresentarem toxicidade significativa para humanos. Neste contexto, esse trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antileishmania da neolignana Licarina A em modelos experimentais in vitro e in vivo. A Licarina A apresentou atividade antileishmania in vitro sobre formas promastigotas (CI50 de 22,13µg/mL), amastigotas axenicas (CE50 de 10,78µg/mL) e amastigotas intracelulares (CE50/72h de 5,68µg/mL) de Leishmania (L.) amazonensis. A sua acao sobre macrofagos infectados foi associada a uma atividade imunoloduladora devido ao aumento nos niveis de Interleucina (IL)-12 e oxido nitrico (NO), sendo esse aumento de 15,2% (p ≤ 0,05) e 120,34% (p ≤ 0,05) respectivamente, alem de diminuicao dos niveis de IL-6 e IL-10 em 51,5% (p ≤ 0,05) e 42,78% (p ≤ 0,05), respectivamente, apos tratamento com 15 µg/mL da licairna A por 72h. Verificou-se que a licarina A tambem foi efetiva sobre parasitos de L. (L.) amazonensis resistente ao antimonial trivalente (SbIII). Embora esses parasitos resistentes ao antimonio tenham apresentado uma maior virulencia do que a correspondente cultura sensivel, tanto em modelos de infeccao in vitro como in vivo, a licarina A foi igualmente efetiva sobre ambas as culturas. Observou-se tambem que camundongos Swiss infectados com L. (L.) amazonensis e tratados com a licarina A e o acido ascorbico apresentaram uma reducao significativa de 40,78% (p ≤ 0,05) no tamanho de lesao a partir da quarta semana de tratamento, bem como reducao na carga parasitaria do linfonodo e baco destes animais. Adicionalmente, a histoarquitetura da pata dos animais tratados foi parcialmente restaurada, observando-se reorganizacao das fibras colagenas, diminuicao do edema e do infiltrado celular na derme, hipoderme e entre as fibras musculares. Esse resultado foi tambem associado a uma resposta imunomoduladora, devido a um aumento na producao de Interferon (IF)-γ de 266,7% (p ≤ 0,001) pelas celulas dos linfonodos dos animais tratados. Verificou-se que o co-tratamento com licarina A e acido ascorbico nao apresentou toxicidade significativa, visto que os animais nao apresentaram alteracao no peso, na pelagem, nem nos parametros bioquimicos e hematologicos analisados. Assim, conclui-se que a licarina A apresenta expressiva atividade antileishmania em modelo murino, sendo uma molecula promissora a ser melhor investigada na busca por novos tratamentos para as leishmanioses.
  • DEBORAH RIBEIRO PESSOA MEIRELES
  • Avaliação da Atividade Antibacteriana, Antioxidante e Toxicológica do Flavonoide isolado de Lonchocarpus araripensis (Leguminosae): Estudos in silico e in vitro
  • Data: 04/12/2017
  • Hora: 14:00
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  • As infeccoes bacterianas, que acometem milhoes de pessoas em todo o mundo, tem aumentado progressivamente nos ultimos anos, impactando na taxa de morbidade e mortalidade. A disseminacao de bacterias resistentes aos medicamentos e uma das mais graves ameacas para o sucesso do tratamento das doencas bacterianas, alem disso, algumas drogas sao muito toxicas, dificultando a adesao ao tratamento. Nesse contexto, os flavonoides tem se destacado por apresentarem diversas atividades farmacologicas, tais como: bactericida, fungicida e antioxidante. Com base nisto, foram estudados os efeitos antibacteriano e antioxidante, a biodisponibilidade oral teorica e o perfil toxicologico do flavonoide 2,4-cis-3,4-cis-3,4,5,8-tetrametoxi-[1'',2'':6,7]-furanoflavana, isolado do extrato hexanico das cascas das raizes de Lonchocarpus araripensis. Para a analise do potencial antimicrobiano do flavonoide foi utilizado a analise in silico com o software Pass online. Para a realizacao dos estudos antibacterianos utilizou-se o teste de microdiluicao com diferentes cepas das bacterias Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa para avaliacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM). Alem disso, determinou-se tambem a Concentracao Bactericida Minima (CBM). No estudo de associacao do flavonoide com antibioticos usados clinicamente, avaliou-se a capacidade do flavonoide em promover sinergismo, indiferenca ou antagonismo, apos a associacao. Na realizacao dos estudos de atividade antioxidante in vitro utilizou-se a tecnica do efeito quelante sobre o ion ferroso. Para a analise toxicologica in silico utilizou-se a ferramenta admetSAR e para a avaliacao da biodisponibilidade por via oral teorica in silico utilizou-se o programa Molinspiration Cheminformatics. O estudo in silico demonstrou que o flavonoide apresentou uma grande probabilidade de ser ativo, frente a varios micro-organismos, incluindo bacterias. Os experimentos de atividade antibacteriana revelaram que o flavonoide apresentou um efeito bacteriano frente especies gram-positivas e gram-negativas, com CIM50 de 64 µg/mL para algumas cepas de Pseudomonas aeruginosa, sobre diferentes cepas de Staphylococcus aureus o flavonoide apresentou CIM50 de 256 µg/mL e sobre uma das cepas testadas de Escherichia coli a CIM50 foi de 512 µg/mL. O flavonoide demonstrou ser bacteriostatico para todas as especies de bacterias testadas e tambem apresentou um efeito sinergico. Nos estudos da atividade antioxidante, o flavonoide apresentou um efeito quelante sobre o ion ferroso. O flavonoide demonstrou uma baixa toxicidade teorica, bem como uma boa biodisponibilidade oral atraves da analise in silico. Estes resultados sugerem que o flavonoide apresenta efeito antibacteriano e antioxidante, com baixo efeito toxicologico.
  • CHONNY ALEXANDER HERRERA ACEVEDO
  • ESTUDOS QUIMIOTAXONÔMICOS E TRIAGEM VIRTUAL DE SESQUITERPENOS LACTONIZADOS ISOLADOS DA FAMÍLIA ASTERACEAE COM POTENCIAL ATIVIDADE LEISHMANICIDA E TRIPANOCIDA
  • Data: 01/12/2017
  • Hora: 14:00
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  • Das doencas negligenciadas que afetam milhoes de pessoas ao redor do mundo a leishmaniose e a tripanossomiase americana, sao das mais preocupantes. Anualmente apresentam-se uma grande quantidade de casos que afetam numa ampla percentagem a populacao do Brasil e da Colombia. Algumas das principais dificuldades para o controle e eliminacao destas doencas estao a limitacao e ineficacia dos atuais tratamentos usados, principalmente nas fases cronicas. Multiplos estudos validaram o efeito dos produtos naturais como potenciais fontes de novos e seletivos agentes para o tratamento de doencas tropicais causados por protozoarios e outros parasitos. Dentro das investigacoes realizadas, a familia Asteraceae tem permitido o isolamento de uma grande variedade de substancias que exibem diversas atividades biologicas, entre elas tripanocida e leishmanicida. Os sesquiterpenos lactonizados sao metabolitos secundarios caracteristicos desta familia, os quais ainda nao tem sido estudado com profundidade, mas presentam um grande potencial de atividade antiprotozoaria. Os metodos computacionais, tem emergido nos ultimos anos, como uma importante ferramenta na area da quimica medicinal, melhorando a eficiencia de multiplos processos para o desenvolvimento de novos tratamentos, reduzindo custos e recursos. Especificamente, as metodologias de triagem virtual destacam-se porque brindam a possibilidade de pesquisar partes extremamente amplas do espaco quimico, propor novas estruturas, assim como a avaliacao dos mecanismos de acao das moleculas potencialmente ativas. Portanto, este estudo tem como objetivo, utilizar, criar e combinar diversas metodologias de triagem virtual baseadas na estrutura: atraves de docking molecular, descritores moleculares e algoritmos de aprendizado de maquina, baseado em banco de dados de produtos naturais com o fim de propor sesquiterpenos lactonizados com potenciais atividades, tripanocida e leishmanicida. No capitulo 2, apresenta-se a importancia biologica dos sesquiterpenos lactonizados na luta contra as doencas tropicais negligenciadas, comecando pela revisao dos atuais tratamentos usados contra Leishmaniose e tripanossomiase assim como as dificuldades que estes apresentam. Posteriormente, sao mencionados os principais estudos in vitro que tem demonstrado o grande potencial dos sesquiterpenos lactonizados como agentes terapeuticos para estas doencas. Por ultimo, sao revisadas as investigacoes desenvolvidas com ferramentas in silico na busca de novas moleculas com atividade leishmanicida e antichagasica. O capitulo 3, apresenta uma moderna e inovadora ferramenta web para o gerenciamento do banco de dados de metabolitos secundarios, chamada SISTEMATX a qual foi desenvolvida no laboratorio de quimioinformatica da Universidade federal da Paraiba. Em seguida, no capitulo 4, modelos classificatorios “Random forest” com poder preditivo acima de 74% de acuracia para cada uma das tres formas parasitarias de Trypanosoma cruzi foram criados. Posteriormente, levou-se a cabo uma triagem virtual baseada na estrutura do ligante, usando um banco de dados proprio (SISTEMATX) constituido por 1,306 sesquiterpenos lactonizados. O numero de estruturas classificadas como ativas foram: 34 (amastigota), 17(tripomastigota) e 420 (epimastigota). Igualmente, um estudo de triagem virtual baseado na estrutura do receptor foi realizada mediante docking molecular do mesmo banco de moleculas usando 8 enzimas alvos do parasita. Mediante uma analise de consenso das duas tecnicas, buscou-se normalizar os valores de probabilidades, para verificar compostos potencialmente ativos e estabelecer o possivel mecanismo de acao destes. O ultimo capitulo, apresenta um estudo computacional dirigido a busca de estruturas com potencial atividade leishmanicida, usando o mesmo grupo de 1,306 sesquiterpenos lactonizados do SistematX. A triagem virtual baseada na estrutura do ligante mostrou 741 moleculas classificadas como ativas para a forma parasitaria amastigota e 11 estruturas ativas para promastigota. A triagem virtual baseado na estrutura do receptor foi feita usando 3 estruturas de proteinas alvo de L. donovani, assim como um modelo de homologia de Pteridine reductase 1 (LdPTR1). Finalmente, mediante uma aproximacao combinada das duas metodologias de triagem virtual, 11 moleculas foram classificadas como ativas, sendo dois deles classificados como potenciais estruturas leishmanicidas multialvo.
  • LUIZ HENRIQUE CESAR VASCONCELOS
  • Suplementação alimentar com óleo de coco virgem previne as alterações na reatividade contrátil e relaxante em traqueia de cobaia submetida à inflamação pulmonar alérgica crônica
  • Data: 30/10/2017
  • Hora: 14:00
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  • A asma e uma doenca inflamatoria cronica das vias aereas caracterizada pelo infiltrado de celulas imunes Th2, hiper‑responsividade bronquica e declinio da funcao pulmonar, com muitos pacientes nao respondendo apropriadamente a farmacoterapia. Nesse sentido, visando a busca por uma forma alternativa para a terapia antiasmatica, avaliou‑se os possiveis efeitos do oleo de coco virgem (OCV) em um modelo de inflamacao pulmonar alergica cronica (IPAC) induzida por ovalbumina (OVA). Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissao de Etica no Uso de Animais da UFPB (certidao no 0410/13). Os animais foram divididos em grupos controle (GC), com IPAC (GASM), com IPAC tratados com dexametasona (2 mg/kg/dia, i.p.) (GASM/DEXA) ou suplementados com OCV 1 (GASM/OC1), 2 (GASM/OC2) ou 4 g/kg/dia (p.o.) (GASM/OC4). Foram analisados a morfologia do tecido pulmonar e aereo, a reatividade contratil e relaxante da traqueia, os niveis de malondialdeido (MDA) e a capacidade antioxidante total (CAT) no plasma e no pulmao e a expressao proteica no pulmao por Western blot. Os cobaias com IPAL apresentaram infiltrado inflamatorio peribronquico, hiperplasia epitelial e espessamento da camada muscular lisa, que foram prevenidos pela dexametasona e pelo OCV nas tres doses. O tempo para a resposta aguda a OVA tambem foi reduzido nesses animais, sendo prevenido apenas pelo OCV 4 g/kg. Nos animais com IPAC, a traqueia contraiu em resposta a OVA, sendo parcialmente prevenida pelo OCV 4 g/kg, indicando uma atenuacao na liberacao de mediadores contrateis. Os animais com IPAC apresentaram maior reatividade contratil ao carbacol (CCh) e a histamina, mas nao ao KCl, na presenca de epitelio, sendo essa resposta prevenida pela dexametasona e pelo OCV 2 e 4 g/kg para o CCh, e 4 g/kg para a histamina. A potencia relaxante da traqueia foi dificultada frente a isoprenalina, mas nao ao nifedipino, na presenca de epitelio, que foi prevenida pelo OCV 4 g/kg, indicando um comprometimento do acoplamento farmaco‑, mas nao do eletro‑mecanico, de contracao e relaxamento, dependente do epitelio. Nos grupos GC, GASM e GASM/OC4, a apocinina, inibidora da NADPH oxidase, nao reduziu a potencia do CCh, enquanto o tempol, mimetico da superoxido dismutase (SOD), reduziu no GC, e a catalase no GC e GASM/OC4, indicando a participacao do anion superoxido e do peroxido de hidrogenio na hiper‑contratilidade, sendo seu aumento prevenido pelo OCV. A indometacina, inibidora da cicloxigenase (COX), aumentou a reatividade contratil ao CCh no GC e a eficacia e a potencia no GASM, indicando um aumento na liberacao de produtos da 5‑lipoxigenase (5‑LO) na IPAC. No GASM/OC4, a curva do CCh nao foi alterada, indicando um equilibrio entre os prostanoides relaxantes com os contrateis e os cisteinil‑leucotrienos (Cys‑LTs). Ja a zileutona, inibidora da 5‑LO, aumentou a eficacia do CCh no GC, mas nao no GASM, corroborando o aumento na liberacao de Cys‑LTs. Ja no GASM/OC4, reduziu a potencia do CCh, sugerindo um deslocamento em direcao aos prostanoides relaxantes. Na presenca do L‑NAME, inibidor da sintase de oxido nitrico (NOS), a curva do CCh permaneceu inalterada no GC, mas teve a eficacia e a potencia aumentadas no GASM, indicando uma inibicao da NOS endotelial (eNOS), mas ineficaz em inibir a NOS induzida (iNOS). Ja no GASM/OC4, a eficacia e a potencia nao foram alteradas, indicando uma reducao na liberacao de NO pela iNOS. A potencia do Y­‑27632, inibidor da Rho cinase (ROCK), em reduzir pela metade a potencia do CCh foi cerca de 9 vezes maior para o GC e 22 vezes para o GASM/OC4, comparado ao GASM, sugerindo um aumento da expressao ou da atividade da ROCK na IPAC, revertida pelo OCV. O SB431542, antagonista dos receptores do tipo I de TGF‑β (TGF‑β‑RI), nao alterou a reatividade relaxante no GC, enquanto a iberiotoxina (IbTX), bloqueador dos canais de K+ sensiveis ao Ca2+ de grande condutancia (BKCa), reduziu a potencia da isoprenalina; ja no GASM, o bloqueio dos TGF‑β‑RI aumentou em 7 vezes a potencia da isoprenalina, enquanto a IbTX nao alterou a potencia, mas aumentou a eficacia relaxante, indicando um mecanismo compensatorio, e que o TGF‑β esta modulando negativamente a via receptores β/BKCa na IPAC. No GASM/OC4, o SB431542 e a IbTX nao alteraram o relaxamento da isoprenalina, indicando que o oleo previne apenas os efeitos do TGF‑β, mas nao a reducao na atividade/expressao dos BKCa. A IPAC reduziu a potencia relaxante do acido araquidonico (AA), que foi prevenida pelo OCV. A curva do AA nao foi alterada pela indometacina ou pela zileutona no GC, mas teve a eficacia e a potencia reduzidas pela indometacina no GASM e GASM/OC4, e a potencia aumentada pela zileutona apenas no GASM/OC4, indicando uma maior liberacao de Cys‑LTs na IPAC, a qual e prevenida pelo OCV. Na analise do balanco estresse oxidativo/defesas antioxidantes, os niveis de MDA nao foram alterados no plasma e nos pulmoes dos cobaias com IPAC, tratados com dexametasona ou suplementados com o OCV, enquanto a CAT foi reduzida nos pulmoes dos animais com IPAC, a qual foi revertida pelo OCV 2 e 4 g/kg. Por fim, a expressao da PI3K, da ERK1/2 e da SOD nao foi alterada pela IPAC, pelo tratamento com a dexametasona ou pela suplementacao com OCV. Portanto, a IPAC gerou infiltrado inflamatorio peribronquico, hiperplasia epitelial, espessamento muscular liso aereo e hiper‑contratilidade muscular lisa via estresse oxidativo e suas interacoes com metabolitos do AA, as vias do NO, da RhoA/ROCK e do TGF‑β; e essas alteracoes foram revertidas pelo oleo de coco virgem.
  • MILEN MARIA MAGALHÃES DE SOUZA FERNANDES
  • IDENTIFICAÇÃO DOS CONSTITUÍNTES QUÍMICOS DE Pavonia cancellata (L.) E Sida galheirensis (ULBR) - Malvaceae ATRAVÉS DE MÉTODOS CROMATOGRÁFICOS E ESPECTROSCÓPICOS E AVALIAÇÃO ANTIMICROBIANA DO 5,3’,4’-TRIHIDROXI-7-O-β-D-GLICOPIRANOSIDEO- FLAVONA(CINAROSÍDEO)
  • Orientador : MARIA DE FATIMA VANDERLEI DE SOUZA
  • Data: 30/10/2017
  • Hora: 14:00
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  • Pavonia cancellata (L.) e Sida galheirensis (Ulbr.) sao exemplares pertencentes a familia Malvaceae conhecidas popularmente respectivamente, como corda de viola e malva Branca, com uso terapeutico citado pela medicina popular em comunidades do cariri Paraibano. O estudo fitoquimico do extrato etanolico bruto (EEB) e da fase hidroalcoolica das partes aereas de Pavonia cancellata (L.) atraves da tecnica por injecao de fluxo continuo com ionizacao por elestrospray analisada por ion trap com fragmentacoes sucessivas em multiplos estagios (FIA-ESI-IT-MS/MSn) sugeriu a presenca de nove substancias identificadas pela primeira vez na especie: cafeoil-O-glicosideo, canferol-3-O-β–arabinopiranosideo, canferol-3-O-β–glicopiranosideo, quercetina-3-O-glicosideo, 6-metoxiquercetina-7-O-glicosideo, quercetina-3-O-glicoside-7-O-rhaminosideo, canferol-3-7-O-diglicosideo, apigenina-7-O-glicosideo e 3’-O-metilluteolina-glicosideo. No estudo fitoquimico do EEB das partes aereas de Sida galheirensis (Ulbr.) desenvolveu-se o isolamento e identificacao, de 8 substancias utilizando tecnicas fitoquimicas classicas: escoporona (Sg-1), escopoletina (Sg-2), transfelirouiltiramina (Sg-3), lupenona (Sg-4a), α-amirenona (Sg-4b), β- amirenona (Sg-4c), β-sitosterol (Sg- 5a), estigmasterol(Sg-5b), sitostenona (Sg-5c), 173-etoxifeoforbideo a (Sg-6), 173-etoxifeoforbideo b (Sg-7), luteolina-7-O-β-D-glicopiranosideo (cinarosideo) (Sg-8). Atraves da espectrometria de massas com a mesma tecnica adotada para o extrato de P. cancellata analisou-se a fase N-butanolica de S. galheirensis, foi possivel propor nove metabolitos, sendo eles: cafeoil-O-glicosideo, canferol-3-O-β–arabinopiranosideo, apigenina-7-O-glicosideo, eridictiol-7-O-glicosideo, 3’ -O-metilluteolina-glicosideo, quercetina-3-O-glicosideo, vitexina-2”-O-xylose, canferol-3-O-β-D-glicosil-6”-α-L-rhaminosideo, quercetina-3-O-glicoside-7-O-rhaminosideo. A substancia luteolina-7-O-β-D-glicopiranosideo foi avaliada frente a cepas de microorganismos variadas para a determinacao de sua CIM. A concentracao de 512 μg/mL inibiu o crescimento de 75% das cepas utilizadas, apresentando atividade antimicrobiana em Staphylococcus spp, Candida spp e Microsporum. Atraves dos ensaios de quantificacao de fenolicos e de flavonoides totais para os EEB das duas especies reforcou-se o carater antioxidante de S. galheirensis (SILVA, et al 2006) e definiu-se esta propriedade para P. cancellata. A quantificacao dos acucares em S. galheirensis mostrou a presenca dos seguintes carboidratos: xilose, glicose e celobiose.Utilizando a fase hidroalcoolica, que exibiu os seguintes valores: 2,60 g de celobiose, 8,69 g de glicose e 23,56 g de xilose. E para a fracao 100% H2O da fase N-butanolica advinda de uma cromatografia realizada por amberlite Xad-2, exibiu valores quantitavos de: 3,35 g de celobiose, 7,37 g de glicose e 21,09 g de xilose.
  • FLAVIO ROGERIO DA NOBREGA
  • ANÁLOGOS SINTÉTICOS DA PIPLARTINA: ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E CITOTOXICIDADE
  • Data: 27/10/2017
  • Hora: 08:00
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  • A piplartina (1), tambem conhecida como piperlongumina, e uma alcamida extraida de plantas do genero Piper, com diversas atividades farmacologicas. Estudos demonstram que 1 tem atividade antitumoral e age contra cepas causadoras de leishmanioses. Partindo desse principio, o objetivo deste trabalho foi preparar 32 analogos (5-36) baseados na piplartina (1), via reacoes de esterificacao e amidacao e testa-los in vitro contra a cepa promastigota Leishmania (L.) amazonensis IFLA/BR/1967/PH8 e em linhagens de celulas tumorais, estabelecendo um estudo de relacao estrutura-atividade, bem como, quando necessario, realizando outros testes de citotoxicidade e genotoxicidade complementares a este estudo. Para obter os analogos, utilizaram-se como materiais de partida o acido 3,4,5-trimetoxicinamico (2), o acido 3,4,5- trimetoxibenzoico (3), 3,4,5-trimetoxiacetofenona (4), alcoois, fenois e aminas. Todos os analogos foram caracterizados pelas tecnicas de RMN 1H (200 MHz) e RMN 13C (50 MHz), IV e massa de alta resolucao (para os 13 ineditos) e apresentaram rendimentos entre 23 e 99%. Os analogos 18 (CI50: 9,3 µg/mL), 20 (CI50: 2,5 µg/mL) e 36 (CI50: 7,8 µg/mL), pelo teste de MTT, apresentaram atividade leishmanicida proxima do controle positivo anfotericina b (CI50: 1,4 µg/mL), e utilizando a mesma tecnica, nenhum dos analogos apresentou resultados significativos contra as linhagens das celulas tumorais HepG2, HCT116, MCF-7, HL-60 e MRC5. No entanto, contra a linhagem de celula tumoral U87MG (celulas de glioblastoma), os analogos 17 (CI50: 2,6±0,3 µg/mL) e 29 (CI50: 3,1±0,3 µg/mL) obtiveram atividade citotoxica pelo teste de MTT e LDH, quando comparado com o controle positivo paclitaxel (CI50: 2,1±0,3 µg/mL, teste de MTT) testado nessa mesma celula. A citotoxicidade de 17 e 29 em U87MG foi confirmada pelo teste que detecta apoptose pelo corante hoechst 33258 e por RT-PCR, no qual foram avaliadas as expressoes de oncogenes envolvidos na propagacao ou supressao de neoplasias. Nos testes de citotoxicidade e genotoxicidade, os analogos 17 e 29 apresentaram baixa toxicidade em celulas normais, quando avaliadas pelas tecnicas de MTT, LDH, analise da troca de cromatides irmas e analise da oxidacao do acido nucleico em celulas do sangue periferico. Os resultados apontam que os analogos 18, 20 e 36 tem atividade leishmanicida contra cepas promastigotas de Leishmania amazonensis e que 17 e 29, alem de serem seguras frente as celulas humanas, tem atividade citotoxica contra U87MG. Possivelmente, baseando-se nos dados obtidos durante a realizacao deste trabalho, esses analogos poderao ser utilizados em outros estudos com o objetivo de desenvolver novos farmacos para o tratamento das leishmanioses e glioblastomas.
  • CYNTHIA GERMOGLIO FARIAS DE MELO
  • EFEITO ANTICONVULSIVANTE DO MONOTERPENO SINTÉTICO (1S)-(-)-VERBENONA EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO POR METODOLOGIAS ESPECÍFICAS COMPORTAMENTAIS
  • Data: 25/10/2017
  • Hora: 14:00
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  • Verbenona e um composto organico natural classificado como um terpeno, sendo naturalmente encontrada numa variedade de plantas. O (1S)-(-)-verbenona (VRB) e um feromonio de ocorrencia natural gerada por besouros a partir de um precursor de resina de arvore hospedeira, a α-pineno. Oleos essenciais contendo (1S)-(-)-verbenona possuem atividade antibacteriana, acaricida e anti-inflamatoria. No entanto, nenhuma atividade anticonvulsivante foi estudada com este terpeno. Desta forma, este trabalho busca avaliar o potencial efeito anticonvulsivante de VRB atraves de metodologias especificas comportamentais, realizadas por meio de inducao quimica e eletrica de convulsao em camundongos, bem como quantificar citocinas pro-inflamatorias, a expressao genica e analise histopatologica dos animais tratados no modelo cronico (kindling). VRB nao causou nenhuma alteracao na coordenacao motora dos animais. VRB nao mostrou efeito sobre o teste de convulsao induzida por pilocarpina e estricnina, sugerindo-se que possivelmente VRB nao atua na neurotransmissao colinergica, bem como nos receptores de glicina. No teste de convulsao induzido por eletrochoque, apenas a dose de 250 mg/kg; i.p. mostrou efeito, no entanto, nao foi capaz de inibir a presenca de convulsoes. No teste de convulsoes induzidas por PTZ, VRB mostrou atividade anticonvulsivante nas doses de 200 mg/kg i.p. (733 ± 109,4 s) e 250 mg/kg i.p. (648,8 ± 124,5 s) aumentando significativamente a latencia para o inicio da primeira convulsao em comparacao com o grupo do veiculo (51,8 ± 2,84 s). O pre-tratamento com flumazenil (FLU) nao reverteu o efeito anticonvulsivo de VRB. VRB nao mostrou reducao nos niveis das citocinas IL-1β, IL-6 e TNFα, porem, foi capaz de aumentar a expressao dos genes BDNF e COX-2 e reduzir os niveis de c-fos. VRB nao apresentou efeito anticonvulsivante no modelo cronico, mas seu tratamento mostrou uma reducao na morte das celulas neurais nos hipocampos dos camundongos. Os achados sugerem que os efeitos anticonvulsivos de VRB no teste de PTZ podem estar relacionados a modulacoes de expressao dos RNA mensageiros de COX-2, BDNF e c-fos.
  • TASSIANA BARBOSA DANTAS
  • AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE E ATIVIDADE ANTIFÚNGICA IN VITRO DO TIMOL SOBRE LINHAGENS DE PENICILLIUM CITRINUM
  • Data: 18/10/2017
  • Hora: 09:00
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  • Fungos do genero Penicillium podem ser encontrados nos mais variados substratos e afetam individuos imunocomprometidos, pacientes hospitalizados, animais e plantas diversas, alem de comprometerem a qualidade do ar de ambientes internos. O uso indiscriminado de antibioticos e o decorrente quadro de resistencia dos micro-organismos a terapeutica antimicrobiana convencional vem impulsionando os pesquisadores a buscarem fontes alternativas de compostos antimicrobianos, dentre elas as plantas medicinais e seus fitoconstituintes. E conhecido, tambem, que os produtos naturais nao sao livres da possibilidade de efeitos toxicos ou adversos sendo, portanto, de fundamental importancia estudar sua toxicidade. Nesse contexto, o presente estudo avaliou a atividade antifungica in vitro de sete fitoconstituintes (geraniol, timol, carvacrol, citral, r-citronelal, s-citronelal, 7-hidroxi-citronelal, citronelal e isoeugenol) sobre doze cepas de Penicillium citrinum, por meio do teste de microdiluicao, selecionando-se o que apresentou melhor atividade para o prosseguimento dos testes. Para a realizacao dos estudos de atividade antioxidante e citotoxicidade foram utilizadas hemacias humanas obtidas do banco de sangue do Hospital Universitario Lauro Wanderley. O estudo da embriotoxicidade utilizou celulas embrionarias de ourico-do-mar da especie Echinometra lucunter. Verificou-se que o timol apresentou a melhor atividade biologica dentre os fitoconstituintes testados, inibindo o crescimento de 100% das cepas na concentracao de 64 µg/mL (CIM) e apresentando atividade do tipo fungicida para metade das cepas. O acido peracetico apresentou atividade antifungica apenas na concentracao correspondente ao alto nivel de desinfeccao proposto pelo fabricante, com CIM de 10.000 μg/mL. O antifungico padrao apresentou CIM50 de 8 μg/mL e CIM90 correspondente a 256 μg/mL. O timol apresentou valores de CFM semelhante aos valores da CIM para 1/4 das cepas, enquanto o voriconazol, para 1/6 das cepas. O efeito antifungico do timol e do sanitizante controle nao se deu pela desestabilizacao da parede celular ou pela complexacao com o ergosterol da membrana plasmatica. Nao foram encontrados aditividade, sinergismo ou antagonismo resultantes da associacao timol-voriconazol, avaliada pelo metodo de checkerboard. O timol demonstrou, atraves da analise in silico, boa biodisponibilidade oral e nao apresentou efeitos mutagenico, tumorigenico ou reprodutivo. Estes dados foram confirmados pelas analises de toxicidade in vitro, as quais revelaram: baixissima citotoxicidade frente a eritrocitos, com valores de hemolise apenas para o tipo sanguineo O e abaixo dos 5%; diminuicao dos danos eritrocitarios causados pelo estresse osmotico; atividade antioxidante significativa para os tipos sanguineos B e O; alem de ausencia de atividade antimitotica em celulas embrionarias de ourico-do-mar. Estes resultados sugerem que o timol representa uma nova e promissora possibilidade entre os produtos com atividade antifungica contra Penicillium citrinum, alem de apresentar atividade antioxidante significativa e algum grau de protecao de eritrocitos frente ao estresse osmotico.
  • LILIAN SOUSA PINHEIRO
  • Atividade antifúngica dos fenilpropenos eugenol e isoeugenol sobre cepas de Cryptococcus neoformans
  • Data: 17/10/2017
  • Hora: 14:00
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  • Cryptococcus neoformans e uma levedura encapsulada de natureza predominante oportunista, com capacidade de infectar homem e animais. A criptococose afeta principalmente o sistema nervoso central (SNC), com evolucao grave e fatal. Essa micose esta relacionada a elevadas taxas de mortalidade, especialmente em individuos com o sistema imunologico comprometido, como os HIV positivos, transplantados e leucemicos. O tratamento envolve um numero limitado de agentes antifungicos, com reconhecida toxicidade, resistencia e elevados custos. Diante desse contexto, a busca por substancias antifungicas em produtos naturais tem sido uma alternativa promissora com grande atencao dos estudiosos quanto a utilizacao dos compostos fenilpropenos (eugenol e isoeugenol), devido ao amplo espectro de propriedades farmacologicas, incluindo a atividade antifungica. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar atraves de analise teorica, in silico, o potencial antimicrobiano desses fenilpropenos e investigar a atividade antifungica in vitro, seus possiveis mecanismos de acao e o efeito da associacao com antifungico contra C. neoformans. A analise do potencial antimicrobiano dos fenilpropenos foi realizada in silico utilizando o software Pass® online. A concentracao inibitoria minima (CIM), concentracao fungicida minima (CFM), o efeito do eugenol e isoeugenol sobre a parede celular (ensaio de sorbitol) e ligacao ao ergosterol da membrana foram realizados pela tecnica de microdiluicao. No estudo in silico, eugenol e isoeugenol demonstraram uma maior propabilidade de serem ativos, expressa em porcentagem, em relacao aos micro-organismos fungicos. Os testes para a atividade antifungica revelaram que os fenilpropenos estudados promoveram efeito antifungico com CIM50 de 16 µg/mL para as cepas de C. neoformans, assim como, acao fungicida por apresentarem CFM50 32 µg/mL. Na investigacao do mecanismo de acao antifungica foi evidenciado que os valores de CIM de eugenol e isoeugenol contra C. neoformans permaneceram inalterados na presenca de sorbitol 0.8 M, sugerindo que estes compostos nao atuam atraves da inibicao da sintese da parede celular fungica. Por outro lado, os valores de CIM dos fenilpropenos variaram (16 a 128 µg/mL) na presenca de ergosterol (400 µg/mL) no ensaio sobre a membrana plasmatica, mostrando que ambos os compostos formam complexos com ergosterol. As associacoes eugenol-anfotericina B e isoeugenol-anfotericina B foram antagonistas para as cepas testadas (LM 615 e INCQS 40221). Assim, esses fenilpropenos podem representar uma nova possibilidade entre os produtos com atividade antifungica, pois mostraram promissora atividade por um mecanismo envolvendo a complexacao com ergosterol presente na membrana de C. neoformans.
  • ESTHER BASTOS PALITOT
  • Onicomicose por Candida spp: diagnósticos clínico e nova proposta terapêutica
  • Data: 31/08/2017
  • Hora: 15:30
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  • A onicomicose e uma infeccao fungica do tecido queratinizado da unha causado por dermatofitos, Candida spp., e com menor frequencia por fungos filamentosos nao dermatofitos. E muito comum acometendo cerca de 20% da populacao e o tratamento muitas vezes nao e realizado ou e negligenciado devido ao alto custo dos medicamentos e a necessidade de uso prolongado dos mesmos. A Lippia sidoides Cham Verbenaceae (L. sidoides) e uma das 71 plantas da Relacao Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS) e possui grande potencial com evidencias comprovadas de sua acao antifungica. O objetivo desse trabalho foi desenvolver e avaliar in vitro e in vivo uma formulacao farmaceutica (verniz) contendo oleo de L. sidoides para o tratamento de onicomicoses. O oleo de L. sidoides foi obtido por arraste a vapor das partes aereas de individuos cultivados no Horto de Plantas Medicinais da UFPB. A caracterizacao quimica foi realizada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas (CG-EM) e por ressonancia magnetica nuclear (RMN). Vernizes (esmalte de unha) contendo 4 e 8% do oleo de L. sidoides, oleo mineral (controle negativo) e ciclopirox olamina a 8% (controle positivo) foram elaborados para o estudo. Avaliacao antifungica do oleo e da formulacao em verniz foi realizada por difusao em agar, e em caldo frente a Candida albicans (ATCC 76645) e isolados clinicos. Ensaio Clinico Randomizado (fase II) duplo cego foi desenvolvido por 45 dias com 30 participantes (idade media de 56 anos) portadores de onicomicose e alocados em dois bracos: Grupo A (15 participantes, verniz contendo ciclopirox olamina a 8%) e Grupo B (15 participantes, verniz contendo 8% do oleo de L. sidoides). A eficacia do tratamento foi realizada por fotografias dos quirodactilos contendo as lesoes e a medicao das areas afetadas em mm2 no baseline e no desfecho do estudo por meio de software apropriado (ImageJ). A caracterizacao quimica do oleo mostrou que o componente majoritario foi o timol (67,14%). A atividade antifungica frente a C. albicans do oleo foi observada com CIM (concentracao inibitoria minima) de 128 µg/mL. O teste de difusao em agar e em caldo comprovou atividade antifungica do oleo no verniz particularmente a 8%. As lesoes tratadas com verniz A e B apresentaram reducao de area (mm2) de 44,8 para 26,1 e de 43,2 para 20,5, respectivamente. Nao se observou diferenca entre os grupos. Conclui-se que o verniz contendo oleo de L. sidoides a 8% apresenta eficacia no tratamento de onicomicoses relacionadas com C. albicans.
  • RENATA DE SOUZA SAMPAIO
  • Efeito vasorrelaxante do óleo essencial de Lippia microphylla Cham. e seus constituintes majoritários em artéria pulmonar de rato: mecanismo de ação do timol
  • Data: 31/08/2017
  • Hora: 14:30
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  • A especie Lippia microphylla Cham. e encontrada apenas na Guiana e no Brasil, popularmente conhecida como “alecrim-do-mato”, “alecrim-de-tabuleiro” e “alecrim‑pimenta”, utilizada pela populacao como antisseptico ou no tratamento de doencas respiratorias, como resfriados, gripes, bronquite, tosse e asma. O oleo essencial dessa especie (LM-OE) possui como compostos majoritario os monoterpenos isomeros de posicao timol e carvacrol, onde ja foram descritas diversas atividades farmacologicas para esses compostos. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito vasodilatador do LM-OE e seus componentes majoritarios em arteria pulmonar (AP) de rato. Todos os protocolos experimentais foram aprovados pelo CEUA/UFPB (certidao: 0501/13). Foi observado que o LM-OE, timol e carvacrol relaxaram a arteria pulmonar do rato quando contraida com FEN na ausencia (CE50 = 21,83 ± 1,9 µg/mL, CE50 = 23,02 ± 3,8 µg/mL, CE50 = 15,8 ± 1,0 µg/mL, respectivamente) como na presenca (CE50 = 29,1 ± 5 µg/mL, CE50 = 6,6 ± 0,9 µg/mL, CE50 = 20,4 ± 5,6 µg/mL) do endotelio funcional, porem, o timol na presenca do endotelio foi mais potente em relaxar a AP, por isso decidimos investigar o mecanismo de acao desse composto nessa condicao. A ativacao dos receptores muscarinicos endoteliais e uma das principais vias de relaxamento do musculo liso, uma vez que essa ativacao ira induzir a ativacao da eNOS e producao de oxido nitrico (NO). Para tanto, utilizou-se a atropina, um antagonista desses receptores. Os resultados evidenciaram que a potencia relaxante foi reduzida em aproximadamente 4 vezes na presenca do bloqueador (CE50 = 27,1 ± 3,7 µg/mL). Em seguida fomos avaliar se o timol estaria modulando positivamente a eNOS para exercer seu efeito vasorrelaxante, para isso foi utilizado o L-NAME um inibidor seletivo dessa enzima. Foi observado que na presenca desse bloqueador a potencia relaxante do timol foi reduzida em aproximadamente 2 vezes (CE50 = 15,8 ± 2,4 µg/mL). Visto isso, fomos investigar a participacao de outro importante fator relaxante derivado do endotelio, as prostaciclinas (PGI2), no efeito relaxante do timol, para tanto foi utilizada a indometacina que e um bloqueador da COX, enzima responsavel pela producao de PGI2. Foi evidenciado que a potencia relaxante do timol foi reduzida em cerca de 4 vezes (CE50 = 27,7 ± 2,6 µg/mL). Como a indometacina foi mais eficaz em inibir o efeito vasorrelaxante do timol quando comparado com o L-NAME, decidimos seguir investigando a via das PGI2. O receptor de PGI2 no musculo liso de AP encontra-se acoplado a GS que por sua vez ira ativar a ciclase de adenilil (AC), diante disso utilizamos o IPA, bloqueador da AC. Foi possivel observar que na presenca do bloqueador a potencia relaxante do timol foi cerca de 3 vezes menor (CE50 = 18 ± 1 µg/mL). Seguindo a via, o proximo passo era investigar se o timol estaria modulando positivamente a PKA para exercer seu efeito vasorrelaxante, para isso foi utilizado o H-89, um inibidor dessa proteina. Nos resultados nos podemos observar que timol foi cerca de 2 vezes menor na presenca de H-89 (CE50 = 13,7 ± 1,3 µg/mL). Como o mecanismo de contracao do musculo liso envolve a participacao dos ions K+ e Ca2+, fomos avaliar se o timol estaria atuando nos canais desses ions para exercer seu efeito relaxante. Para isso eram induzidas contracoes com 30 mM ou 80 mM de KCl, onde nao foram observadas diferencas estatisticas entre as duas condicoes (CE50 = 23,2 ± 4,8 e 21,61 ± 4,3 µg/mL, respectivamente). Indicando que o composto estaria atuando em um posto comum a via, CaV. Para confirmar essa hipotese foram feitas curvas concentracoes-resposta cumulativas ao CaCl2 em meio despolarizante nominalmente sem Ca2+ na ausencia e na presenca do timol, o qual antagonizou essas contracoes, alem de relaxar o orgao pre-contraido com S-(-)-Bay K 8644 (CE50 = 10,6 ± 2 µg/mL). Alem disso, a potencia relaxante do timol nao foi alterada (10,1 ± 2,1 µg/mL) na presenca de Y-27632, um inibidor da Rho cinase (ROCK). Em conclusao, o timol atua modulando positivamente os receptores muscarinicos endoteliais, a eNOS e a via PGI2-AC-PKA, alem de inibir os CaV1 para exercer seu efeito relaxante em arteria pulmonar de rato.
  • ELBA DOS SANTOS FERREIRA
  • Suplementação alimentar com Spirulina platensis promove efeito antiobesidade e restaura a reatividade contrátil de íleo em ratos Wistar
  • Data: 06/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • A obesidade e uma doenca cronica caracterizada pelo acumulo de tecido adiposo. Estudos realizados em nosso laboratorio mostraram que a obesidade induzida com oito semanas diminuiu a reatividade contratil intestinal de rato e a suplementacao com Spirulina platensis potencializou a reatividade relaxante da aorta de rato. Assim, objetivou-se avaliar os efeitos da obesidade e da suplementacao alimentar com S. platensis sobre os parametros nutricionais e morfometricos, reatividade muscular em ileo e estresse oxidativo de ratos. Os animais foram divididos em seis grupos: controle salina (GCS), obeso salina (GOS), obeso suplementado com S. platensis nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg (GO + SP25, GO + SP50 e GO + SP100, respectivamente) e obeso alimentado com dieta Presence® (GO + DP). Os animais receberam as dietas DP e hiperlipidica por 16 semanas e foram suplementados a partir da 8ª semana, exceto o GO + DP, que recebeu a dieta hiperlipidica por oito semanas e a DP por oito semanas. Durante as 16 semanas avaliou-se a ingestao alimentar e a massa corporea e, apos a eutanasia, os tecidos adiposos epididimal, retroperitoneal e inguinal foram retirados, pesados e utilizados para o calculo do indice de adiposidade. O ileo foi suspenso em cubas de banhos para orgaos isolados e as contracoes isotonicas e isometricas monitoradas. Os protocolos foram aprovados pela Comissao de Etica no Uso de Animais/UFPB (017/2016). A ingestao alimentar estimada e calorica foi reduzida no GOS, e aumentada nos animais suplementados com S. platensis e no GO + DP em relacao ao GOS. Nenhum dos grupos apresentou diferenca entre si quanto a massa corporea inicial. O GOS nao apresentou diferenca em relacao ao GCS quanto a massa corporea media, final e ganho de massa corporal. Entre os grupos suplementados com S. platensis, apenas o GO + SP25 apresentou diferenca quanto a massa corporal media, final e ganho de massa corporal em relacao ao GOS. O GOS apresentou aumento nas massas dos tres tecidos adiposos, indice de adiposidade e diametro dos adipocitos, em relacao ao GCS. Entre os grupos tratados com S. platensis, apenas a dose de 25 mg/kg nao alterou a massa dos tecidos adiposos e o diametro dos adipocitos em relacao ao GOS, entretanto, todas as doses de S. platensis e o GO + DP diminuiram o indice de adiposidade em relacao ao GOS. A obesidade diminuiu a eficacia (Emax) contratil do KCl (62,1 ± 6,1%) e do CCh (60 ± 6,4%), em relacao ao GCS (100%) e a potencia (pD2) relaxante do verapamil no GOS (11,6 ± 0,6) em relacao ao GCS (13,7 ± 0,2). A S. platensis (50 mg/kg) reverteu a eficacia do KCl (88,3 ± 3,3%) e do CCh (86,8 ± 5,4%) em relacao ao GCS. Entretanto, a S. platensis (100 mg/kg), atenuou a potencia relaxante ao verapamil em relacao ao GOS, conforme os valores de pD2 (11,6 ± 0,6 vs 9,0 ± 0,2). A obesidade nao alterou a espessura das camadas musculares circular e longitudinal do ileo de rato, assim como a concentracao de malondialdeido (MDA) no plasma e no ileo no GOS. Entretanto, nos tecidos adiposos epididimal e retroperitoneal, o GOS apresentou um aumento de MDA, e apenas S. platensis (50 mg/kg) reverteu este efeito. Nao houve alteracao na atividade antioxidante no plasma, em ileo e nos tecidos adiposos estudados no GOS. Conclui-se que, a obesidade diminui a ingestao alimentar sem alterar a massa corporea, diminui a reatividade contratil e relaxante de ileo e aumenta a peroxidacao lipidica no tecido adiposo. A suplementacao com S. platensis (50 mg/kg) aumenta a ingestao alimentar sem alteracao de massa corporea, restaura a reatividade contratil de ileo e reverte o aumento da peroxidacao lipidica em tecido adiposo.
  • ANDRESSA BRITO LIRA
  • INVESTIGAÇÃO DA TOXICIDADE E DAS ATIVIDADES ANTIOXIDANTE E ANTIBACTERIANA DO CAFEATO DE ISOPROPILA
  • Data: 03/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • Compostos fenolicos, dentre eles o cafeato de isopropila, sao detentores de efeitos tais como; antimicrobiano, antitumoral, antinociceptivo e antioxidante, porem nao isento de toxicidade e/ou efeitos adversos, por isso pesquisas nesta area, sejam elas com uma abordagem in silico, in vitro e/ou in vivo tem se intensificado para que se garanta a seguranca no uso. Assim, o presente estudo se propos a avaliar a toxicidade e atividade antioxidante e antibacteriana, atraves de ensaios in silico, in vitro e in vivo, do cafeato de isopropila. Para tanto, investigou-se as caracteristicas farmacologica, farmacocinetica e toxicologica teoricas do cafeato de isopropila utilizando ensaios in silico com os softwares AdmetSAR e Molinspiration; a citotoxicidade sobre eritrocitos humanos dos tipos sanguineos A, B, O e AB, executando-se os modelos de hemolise e Fragilidade Osmotica Eritrocitaria (FOE); avaliou-se o potencial oxidante e antioxidante na presenca da fenilhidrazina (Ph) e de Especies Reativas de Oxigenio (EROs – H2O2). Investigou-se a toxicidade aguda, analisando alteracoes comportamentais, o consumo de agua e racao, a evolucao ponderal, parametros bioquimicos e histopatologicos e o sistema antioxidante endogeno. A genotoxicidade foi investigada por meio do teste do micronucleo e por fim, analisou-se a atividade antimicrobiana frente a bacterias Gram-positivas (S. aureus ATCC 25925, S. aureus 101, S. aureus 102, S. aureus 862 e S. aureus 47) e Gram-negativas (P. aeruginosa ATCC23243, P. aeruginosa 102, P. aeruginosa 103, E. coli ATCC 8539, E. coli 101, E. coli 104 e E. coli 105). Os resultados obtidos revelaram que o cafeato de isopropila nao apresenta significativos riscos teoricos de toxicidade e detem uma boa biodisponibilidade oral, alem de possuir provavel bioatividade moderada para ligacao de GPCR, modulacao de canal ionico, ligacao de receptor nuclear e inibicao enzimatica. O cafeato de isopropila demonstrou baixa hemolise, sendo as concentracoes de 500 e 1000 μg/mL responsaveis pelo maior efeito, ainda foi observado que o composto protege os eritrocitos tipos A e O do estresse osmotico. O cafeato de isopropila nao promoveu oxidacao dos eritrocitos e comportaram-se como sequestradores e antioxidantes. Ainda, apresentou toxicidade moderada, segundo a classificacao da GSH, demonstrando efeitos depressores do sistema nervoso central, nao influenciou no consumo de agua e racao nem na evolucao ponderal, demosntrou hepatoprotecao e nao provocou alteracao da arquitetura normal do figado, baco, estomago e rins. Nao apresentou genotoxicidade quando comparado com a ciclofosfamida, um comprovado agente genotoxico. E por fim exibiu forte atividade antibacteriana contra cepas Gram-positivas e Gram-negativas, sendo seu efeito bacteriostatico. Na associacao com o cloranfenicol reduziu a concentracao inibitoria minima (CIM). Conclui-se que o cafeato de isopropila possue boa biodisponibilidade oral, reduzida citotoxicidade, propriedades antioxidantes, atividade antibacteriana com efeito bacteriostatico, moderada toxicidade aguda e ausencia de genotoxicidade constituindo-se numa promissora molecula com potencial farmacologico.
  • TAINA SOUZA SILVA
  • Estudo químico, atividade antioxidante e fotoprotetora de Chamaecrista sp. e Senna splendida
  • Data: 24/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • A familia Fabaceae apresenta aproximadamente 30% do total de especies presente na Caatinga. Dentre os generos pertencentes a essa familia, encontram-se Chamaecrista e Senna, dos quais ja foram isoladas antraquinonas, flavonoides, diterpenos, alcaloides, entre outros. Especies desses generos apresentam diversas utilizacoes populares e atividades farmacologicas relatadas na literatura, entre as quais, destaca-se a atividade antioxidante. Diante disso, este trabalho teve como objetivo ampliar o conhecimento acerca dos generos Chamaecrista e Senna atraves do estudo fitoquimico de Chamaecrista sp. e Senna splendida, isolando seus constituintes quimicos, avaliar as possiveis atividades antioxidante e fotoprotetora dos extratos e fases obtidas por particao liquido-liquido e buscar substancias que apresentassem atividade como indicadores naturais de pH. Para isso, foram utilizadas as seguintes metodologias: cromatografia liquida em coluna, cromatografia gasosa, espectrometria de massas, ressonancia magnetica nuclear de 1H e 13C, determinacao do teor de fenolicos por Follin-Ciocalteu, determinacao de flavonoides totais, determinacao da porcentagem de reducao do difenil-picrilhidrazina (DPPH) e espectroscopia no ultravioleta visivel (UV-Vis). O estudo fitoquimico de Chamaecrista sp. resultou no isolamento de cinco substancias, sendo elas, β-sitosterol e estigmasterol, emodina, vitexina e orientina, enquanto que o estudo de Senna splendida resultou no isolamento de 5 substancias (justicidina, β-sitosterol glicosilado, estigmasterol glicosilado, rubrofusarina glicosilada, quinquangulina glicosilada) e identificacao por CG-EM de doze substancias (acido 3-β-acetiloxi-lup-20(29)-en-28-oico, dihidroactinodiolideo, fitona, metoxsalen, metilhexacosano, heptacosano, octacosano, nonacosano, triacontano, hentriacontano, β-sitosterol, 4,22-estigmastadien-3-ona e sitostenona). A emodina, isolada de Chamaecrista sp., apresentou a propriedade de indicar o carater acido e basico de solucoes e foi aplicada em aula pratica como indicadora natural de pH para alunos de ensino medio, observando uma grande participacao, aproveitamento e interesse por parte destes. Na determinacao de fenolicos, flavonois e flavonas e avaliacao da atividade antioxidante por DPPH, a fase acetato de etila (FA) de Chamaecrista sp. foi a que apresentou melhor resultado em relacao as outras amostras (229,7 ± 5,21 mg EAG/g de amostra, 8,73 ± 0,22 µg querc/mg de amostra e CE50 9,3 ± 0,23 µg/mL, respectivamente) e na avaliacao da atividade fotoprotetora, a emodina apresentou maior FPS (24,25), seguida da fase acetato de etila de S. splendida que apresentou melhor fator de protecao solar (FPS = 10,76) em relacao aos extratos e fases testados.
  • LAZARO GOMES DO NASCIMENTO
  • Preparação de ésteres nitrocinâmicos e avaliação da sua atividade antimicrobiana
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho teve como objetivo preparar uma serie de esteres derivados do acido trans-2-nitrocinamico, atraves da esterificacao de Fischer, substituicao nucleofilica com haletos e reacao de Mitsunobu. Todos os derivados foram submetidos a testes antimicrobianos pelo metodo de microdiluicao em caldo, tendo como controles positivos os antimicrobianos cloranfenicol e nistatina. O referido estudo resultou na obtencao de 14 esteres do acido trans-2-nitrocinamico com rendimentos variando entre 25 e 98%, sendo 9 derivados ineditos na literatura, e caracterizados por metodos espectroscopicos de infravermelho, ressonancia magnetica de 1H e 13C, bem como por espectrometria de massas de alta resolucao. O resultado da avaliacao antimicrobiana demonstrou que dez esteres apresentaram atividade antifungica frente a especies de Candida, enquanto dois derivados foram bioativos no teste antibacteriano. Destes, os esteres EL4, EL6 e EL14 foram os derivados que obtiveram concentracoes inibitorias minimas antifungicas mais promissoras com CIM que variaram entre 128 e 256 μg/mL, sendo considerada otima segundo dados da literatura. Com relacao a atividade bacteriana, os derivados EL12 e EL13 demostraram atividade sobre a especie de Pseudomonas aeruginosa. Esses resultados demonstram que o aumento da cadeia alquilica no substituinte, ate determinado tamanho, e a presenca de hidroxila, metoxila ou cloro na posicao para do anel aromatico influenciam a atividade antifungica dos esteres 2-nitrocinamicos.
  • CAMILA HOLANDA DE ALBUQUERQUE
  • Identificação de outros constituintes químicos de Erythroxylum caatingae por CG-EM e RMN
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • A familia Erythroxylaceae compreende quatro generos e cerca de 250 especies, com distribuicao pantropical, tendo seus principais centros de diversidade e endemismo na Venezuela, Brasil e Madagascar. No Brasil, encontra-se apenas o genero Erythroxylum, encontrado nos mais diversos tipos de vegetacao do pais, ocorrendo desde as florestas umidas da Amazonia e Atlantica, ate as matas secas do Cerrado e da Caatinga. No Brasil, foram registradas 127 especies, das quais 83 sao endemicas. No nordeste brasileiro, foram listadas 67 especies, dentre as quais 25 destas (37,31%) foram registradas apenas para esta regiao. O genero caracteriza-se pela presenca de alcaloides do grupo tropanicos, terpenos e flavonoides. Na Paraiba, foram registradas 13 (treze) especies, entre elas, a especie Erythroxylum caatingae Plowman cujos estudos anteriores demonstraram resultados quimicos e farmacologicos promissores. Portanto, este trabalho teve como objetivo avancar no estudo quimico da especie Erythroxylum caatingae Plowman, em que foi utilizada a tecnica de cromatografia gasosa com ionizacao por impacto de eletrons (CG-EM-IE), bem como a ressonancia magnetica nuclear (RMN) (uni e bidimensionais). Para realizacao deste trabalho, o caule da Erythroxylum caatingae Plowman foi coletado no municipio Picui-PB, Brasil e, em seguida, identificado pela botanica Prof. Maria de Fatima Agra. Uma exsicata encontra-se depositada no Herbario Prof. Lauro Pires Xavier (JPB), sob o n° 5666. O po do caule seco e pulverizado foi submetido a uma extracao com metanol, obtendo-se o extrato metanolico bruto. Parte deste extrato foi submetida a uma particao liquido/liquido com hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol, outra parte foi submetida a uma marcha acido/base para extracao de alcaloides. A fase hexanica, obtida da particao, foi submetida a cromatografia em coluna classica utilizando silica gel e eluidas com hexano, diclorometano e metanol. As fracoes obtidas foram submetidas a CG-EM-IE. A fase diclorometano, obtida da particao, foi submetida a cromatografia de media pressao utilizando silica gel e eluidas com hexano, diclorometado e metanol. As fracoes obtidas foram purificadas por cromatografia em coluna classica utilizando silica gel. A Fracao de Alcaloides Totais - FAT, obtida apos a marcha acido/base, foi submetida a analise por CG-EM-IE. Os estudos da fase hexanica levaram ao isolamento e identificacao por RMN dos terpenos: ent-8(17), 13(16), 14(15) labdatrieno-18-oato; ent-8(14),15-pimaradien-3β-ol; lupeol. Como resultado da analise por CG-EM-IE, foram identificados e propostos mecanismos de fragmentacao dos seguintes compostos: ent-8(17),12(13),14(15) labdatrieno-18-oato,; ent - 8(17), 13(16), 14 (15) labdatrieno-18- oato; 8(14), 15(16) pimaradien-18-oato;13-hidroxi-8(17),14-labdadieno;8(17),13(11),14(15)labdatrieno; 7(8),13(14) abietanodieno-19-ol; 15-caureno; e 3-oxo-friedelano. Os estudos da fase diclorometano levaram ao isolamento e identificacao por RMN dos alcaloides: 3α,6βdibenzoiloxitropano; 3α–(3’,4’,5’trimetoxibenzoiloxi) 6βbenzoiloxitropano; e cloridrato 3α–(3,5 dimetoxi-4’-hidroxibenzoiloxi)-6β-benzoiloxitropano. Foi determinado, ainda, o perfil quimico da fracao de alcaloides totais por CG-EM-IE, em que se observaram 25 picos correspondentes a alcaloides tropanicos, e quatro destes (63,83% de area) (majoritarios), identificados parcialmente. Com a analise, verificou-se ainda, que a especie nao produz a cocaina, um alcaloide tropanico mais importante do ponto de vista socioeconomico.
  • MARIANNA OLIVEIRA DE ARAUJO
  • PREPARAÇÃO DE DERIVADOS DO ÁCIDO CAFEICO E AVALIAÇÃO DAS SUAS ATIVIDADES ANTIMICROBIANAS
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • A presente dissertacao apresenta os resultados obtidos do estudo de uma colecao de derivados do acido cafeico estruturalmente relacionados e sua avaliacao antimicrobiana. O aumento da resistencia microbiana aos farmacos, causando milhares de mortes por ano, principalmente em individuos imunocomprometidos, motivou o desenvolvimento do presente estudo. Os esteres derivados do acido cafeico possuem um amplo espectro de atividades farmacologicas, dentre elas, a atividade antimicrobiana. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana de dezesseis esteres derivados do acido cafeico sobre diferentes especies de Staphylococus, Eschericia e Candida. Os esteres alquilicos e arilicos derivados do acido cafeico foram preparados atraves da esterificacao de Fischer, reacao com haletos de alquila e arila, e reacao de Mitsunobu. Na caracterizacao dos produtos utilizou-se metodos espectroscopicos de infravermelho, ressonancia magnetica nuclear de 1H e 13C, bem como espectrometria de massas de alta resolucao para os derivados ineditos. Todos os esteres foram submetidos a testes antimicrobianos pelo metodo microdiluicao em caldo, tendo como controle antimicrobiano o cloranfenil e a nistatina. Obteve-se 16 esteres do acido cafeico, com rendimentos variando entre 8,20-93,06%, sendo 6 derivados ineditos na literatura. Cinco esteres apresentaram atividade antifungica, enquanto todos os compostos foram bioativos no teste da atividade antibacteriana. Assim, os esteres ME7 e ME13 demonstraram as melhores atividades antifungicas (128 e 256 µg/mL, respectivamente). Enquanto nos testes antibacterianos, os resultados foram mais sensiveis frente a cepa Gram negativa (50 a 400 µg/mL), com melhores resultados para os esteres alquilicos ME3, ME6 e ME7, e para os arilicos ME10, ME13, ME14 e ME16. Esses resultados mostram que substituintes alquilicos de cadeia mediana e determinados grupos arilicos potencializam a atividade antimicrobiana.
  • GABRIELLE DE SOUZA AUGUSTO PEREIRA
  • Síntese de derivados ácidos de adutos de Morita-Baylis-Hillman e avaliação da atividade leishmanicida contra Leishmania chagasi
  • Orientador : BARBARA VIVIANA DE OLIVEIRA SANTOS
  • Data: 22/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Atualmente, para o planejamento racional de novos farmacos, dentro da area da Quimica Medicinal, e de suma importancia a compreensao nao somente da disponibilidade do farmaco, mas as suas interacoes com o receptor em nivel molecular. As doencas infecciosas parasitarias afetam milhoes de pessoas nas diferentes regioes geograficas mais pobres do planeta e de acordo com a Organizacao Mundial de Saude (OMS) sao responsaveis por aproximadamente um terco das causas de mortalidade no mundo. Contudo, o reper¬torio de farmacos disponiveis e limitado e inadequado, e o quadro e bastante agravado pela emergencia de cepas de parasitas resistentes. Dessa forma, a descoberta de novos farmacos e necessaria, uma vez que os parasitas acabam desenvolvendo, por meio de mecanismos diversos, resistencias aos quimioterapicos mais frequentemente usados. Nesta perspectiva, e diante da necessidade de descobrir novos agentes potenciais para a prevencao e tratamento de doencas emergentes no Brasil, este trabalho tem como finalidade sintetizar acidos 2-metilfenilpropanoides, a partir de adutos de Morita-Baylis-Hillman (MBH) e avaliar a atividade in vitro contra as formas promastigota e amastigota de Leishmania chagasi. Logo, realizaram-se as reacoes de aduto de Morita-Baylis-Hillman, e seus derivados acidos carboxilicos, O-acetilados, esteres 2-metilfenilpropanoatos e acidos 2-metilfenilpropanoides, sendo possivel a sintese de trinta e um compostos. Os compostos sintetizados foram submetidos as analises de citotoxicidade e efeito leishmanicida contra as formas promastigota e amastigotas da Leishmania chagasi. Este estudo possibilitou a sintese e identificacao de trinta e um derivados de adutos de MBH, dentre os quais dezesseis foram submetidos a avaliacao leishmanicida. Diante disso, doze compostos sendo seis adutos de MBH, quatro derivados acidos carboxilicos, um derivado O-acetilados e um acido 2-metilfenilpropanoide, possuem atividade leishmanicida in vitro em promastigotas e/ou amastigotas de Leishmania chagasi. No entanto, a analise global dos resultados obtidos para os compostos sinteticos testados permite-nos sugerir que os compostos aduto de MBH derivado do aldeido 2-cloroquinolina-3-carboxaldeido e o acido carboxilico do aduto de MBH derivado do 3,4-trimetoxibenzaldeido podem ser apontados como prototipos de farmacos com atividade leishmanicida por serem os mais ativos contra promastigotas e amastigotas de L. chagasi e nao apresentarem toxicidade contra macrofagos.
  • JEPHESSON ALEX FLORIANO DOS SANTOS
  • TOXICIDADE E POTENCIAL ANTITUMORAL DO ANÁLOGO DA PIPERINA 2-OXO-2-(4-NITROFENILAMINA)-PIPERINOATO DE ETILA EM MODELO EXPERIMENTAL DE TUMOR ASCÍTICO DE EHRLICH
  • Data: 22/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O cancer e um problema de saude publica mundial, associado a uma elevada taxa de insucesso na terapeutica, o que esta relacionado a aspectos como efetividade, toxicidade, farmacocinetica e resistencia por parte das celulas tumorais. Nesse contexto, produtos naturais continuam exercendo importante papel como prototipos para a sintese de novos candidatos a farmacos. A piperina e um alcaloide amida, isolada de especies de Piper, que apresenta atividade antitumoral, entretanto possui significante toxicidade. Com o objetivo de potencializar a sua atividade e reduzir a toxicidade, varios analogos ineditos estao sendo estudados, dentre estes o 2-oxo-2-(4-nitrofenilamina)-piperinoato de etila (HE02). Esse trabalho objetivou investigar a atividade antitumoral, bem como a toxicidade do HE02. No ensaio de hemolise, HE02 induziu apenas 5,01% de hemolise na maior concentracao testada (1000 µg/mL), sugerindo baixa citotoxicidade em eritrocitos de camundongos. Ja em linhagem de celulas RAW 264.7, HE02 induziu 49,75% de citotoxicidade apos tratamento com 1000 µg/mL. No ensaio de toxicidade pre-clinica aguda, a dose letal 50% (DL50) foi estimada em torno de 2000 mg/kg, o que permitiu a escolha de doses seguras a serem usadas no ensaio farmacologico. Em modelo de tumor ascitico de Ehrlich, HE02 (12,5 ou 25 mg/kg) apresentou atividade antitumoral por reduzir os parametros viabilidade e total celular (p<0,05), sem alterar o volume e massa tumorais. Na analise do perfil do ciclo celular, HE02 (12,5 mg/kg) induziu pequeno aumento no pico sub-G1 (p<0,05), de apenas 10% em relacao ao controle, sugerindo que alteracoes no ciclo celular nao representam um mecanismo importante no efeito antitumoral de HE02. O tratamento com HE02 (12,5 mg/kg) reduziu a microdensidade vascular peritumoral (p<0,05), indicando acao antiangiogenica. Com relacao a avaliacao de citocinas do microambiente tumoral observou-se que HE-02 aumentou as concentracoes de IL-1β, TNF-α e IL-12, ao passo que reduziu as citocinas IL-4 e IL-10 (p<0,05 para todos). Alem disso, HE02 induziu aumento das concentracoes de especies reativas de oxigenio (ROS) e oxido nitrico (NO) no fluido peritoneal (p<0,05 para ambos). Esses dados em conjunto sugerem que HE02 promove modulacao do sistema imune no sentido de estimular um perfil de linfocitos T helper 1 (Th1), que e citotoxico para as celulas tumorais. No que diz respeito a avaliacao da toxicidade no modelo de carcinoma de Ehrlich, foi observado reducao do peso corporal, alem de aumento da ureia, porem o dano renal foi descartado pela analise histologica dos rins. Ainda, foi observado leucocitose acompanhada de neutrofilia e linfopenia. Esses resultados em conjunto sugerem que HE02 apresenta baixa toxicidade e atividade antitumoral in vivo por estimulacao do sistema imune.
  • DIÉGINA ARAUJO FERNANDES
  • Estudo fitoquímico de Helicteres velutina K. Schum (Sterculiaceae) e avaliação do seu potencial larvicida contra Aedes aegypti L. (Diptera:Culicidae).
  • Data: 22/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • Os produtos naturais sao utilizados pela humanidade desde tempos imemoriais com intuito de alivio e cura de diversos males, tendo o conhecimento etnofarmacologico das especies vegetais despertado interesse em pesquisas voltadas para descoberta de moleculas bioativas. O surgimento de novas doencas transmitidas pelo Aedes aegypti L., atrelado a resistencia a larvicidas e inseticidas existentes no mercado, tornam necessario a busca por alternativas de combate ao vetor. Neste contexto o Brasil se destaca por possuir um grande potencial de recursos naturais que levam ao desenvolvimento de bioprodutos a partir da flora nativa. Dentro desta diversidade buscou-se atraves de um estudo pioneiro do ponto de vista quimico e biologico do extrato etanolico bruto obtido das partes aereas da especie Helicteres velutina K. Schum (Sterculiaceae), conhecida popularmente no Brasil como “pito” e usada tradicionalmente pela tribo indigena Pankarare na Bahia, como repelente de insetos, isolar e identificar seus constituintes quimicos, bem como avaliar o seu potencial larvicida. Para o estudo fitoquimico, o extrato etanolico bruto foi solubilizado em EtOH:H2O (7:3) e particionado com Hex.; DCM; AcOEt; n-BuOH, obtendo-se suas respectivas fases, alem da fase hidroalcoolica. 8,0 g da fase diclorometano foi submetida a cromatografia em coluna utilizando como fases estacionarias silica flash e/ou Sephadex-LH 20. Este processo cromatografico levou ao isolamento de cinco constituintes quimicos, cujas estruturas quimicas foram definidas por interpretacao dos espectros de Infravermelho, RMN1H e 13C, uni e bidimensionais, alem de comparacoes com modelos da literatura. As substancias isoladas foram tres flavonoides: Hv-1 - 3,5,7,4'-tetrahidroxiflavona (Canferol); Hv-2 - Canferol-3-O-β-D-(6”-E-p-cumaroil) glicopiranosideo (Tilirosideo); Hv-3 - 7,4’-di-O-metil-8-O-sulfatoflavona (Isoscutelareina sulfatada); um triterpeno da serie oleanano - Hv-4 - Acido 3β-hidroxi-olean-12-en-28-oico (Acido oleanolico); e um esteroide - Hv-5 - Sitosterol-3-O-D-glicopiranosideo (β-Sitosterol glicosilado). Um ensaio preliminar para avaliar a atividade larvicida do extrato etanolico bruto das partes aereas de Helicteres velutina demonstrou excelente atividade frente a larvas no estagio L4 de Aedes aegypti, sendo a dose de 100 ppm capaz de matar 100% das larvas apos 24 h de exposicao e a CL50 estimada em 29,83 ppm segundo teste de Tukey, caracterizando-se, portanto, em uma alternativa promissora para ser utilizada em um sistema de controle integrado desse vetor, o que demanda a continuidade dos seus estudos.
  • ANA PAULA GOMES MOURA FARIAS
  • Toxicidade e Potencial Antitumoral de um derivado Sintético 2-Aminotiofeno
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O (1H-Indol-3-ilmetileno)-(5-6,7,8-4H-ciclohepta[b]tiofen-2-il)-amina (SB-44) e um derivado do anel 2-amino-tiofeno que possui relatos de atividade anti-leishmania e antitumoral. Todavia, nao ha dados na literatura relacionados ao seu mecanismo de acao antitumoral. Sendo assim, o presente trabalho objetivou avaliar a toxicidade e a atividade antitumoral de SB-44 em modelo de carcinoma de Ehrlich, bem como, investigar possiveis mecanismos de acao envolvidos nesse efeito. Inicialmente foi avaliada a toxicidade pre-clinica aguda de SB-44 em camundongos por via intraperitoneal (i.p.). SB-44 (2000 mg/kg) nao induziu morte nos animais experimentais. Ainda, na triagem farmacologica comportamental, o unico efeito induzido pelo SB-44 foi ptose, que desapareceu apos quatro horas do tratamento. A DL50 (dose letal 50%) foi estimada como maior que 5000 mg/kg, considerando o guia n. 423 da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), o que indica baixa toxicidade aguda da substancia. Para a avaliacao da genotoxicidade foi realizado o teste do micronucleo, sendo observado que SB-44 (2000 mg/kg, i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados, sugerindo baixa genotoxicidade. Em modelo de Carcinoma Ascitico de Ehrlich, observou-se que SB-44 (25, 50 ou 100 mg/kg, i.p.) reduziu os parametros volume, viabilidade celular e a quantidade total de celulas tumorais (p<0,001). A avaliacao do mecanismo de acao antitumoral iniciou com a analise do ciclo celular. Observou-se que SB-44 (100 mg/kg) induziu o aparecimento do pico sub-G1 (p<0,001), o que e sugestivo de apoptose. Foi determinada a microdensidade dos vasos no peritonio dos animais para caracterizacao de efeitos antiangiogenicos, sendo observada reducao deste parametro (p<0,001) apos tratamento com SB-44 (100 mg/kg). Em relacao a avaliacao da influencia de SB-44 (100 mg/kg) em mediadores inflamatorios do microambiente tumoral, pode-se observar reducao nos niveis das citocinas IL-10 e IFN-γ (p<0,05), o que indica modulacao da resposta imune contra o tumor. Considerando o vasto papel do estresse oxidativo na propagacao de tumores, foi avaliado o efeito de SB-44 por meio do ensaio fluorimetrico do 2-70-dichlorofluoresceina diacetato (DCFH-DA). Observou-se reducao do nivel de estresse oxidativo apos tratamento com SB-44 (100 mg/kg) (p<0,05), o que sugere efeitos antioxidantes. Ainda, foi detectado que SB-44 (100 mg/kg) promoveu reducao da producao de oxido nitrico (NO) (p<0,05), um mediador chave envolvido em processos de crescimento, angiogenese e metastase tumoral. Entre todos os parametros de toxicidade avaliados (parametros metabolicos, bioquimicos, hematologicos e histologicos), foi observado que SB-44 (100 mg/kg) induziu apenas hepatotoxicidade, caracterizada pela deteccao de esteatose e apoptose no tecido hepatico. Os dados apresentados, em conjunto, sugerem que SB-44 possui atividade antitumoral por interferir na progressao do ciclo celular e exercer efeitos imunomoduladores, alem de apresentar atividade antioxidante e reduzir os niveis de NO, o que, possivelmente, esta relacionado ao seu efeito antiangiogenico.
  • ISADORA SILVA LUNA
  • Síntese e avaliação do potencial antimicrobiano de novos derivados 2-amino-tiofênicos obtidos a partir de 1,4-ditiano-2,5-diol.
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • 2-amino-tiofenos sao importantes intermediarios sinteticos para a quimica medicinal, permitindo a obtencao de varios de compostos bioativos, com destaque para as atividades antifungicas e antibacterianas. Estudos anteriores realizados pelo Laboratorio de Sintese e Vetorizacao de Moleculas identificaram atividade antimicrobiana promissoras de derivados cicloaquil[b]tiofenos, contudo estudos teoricos demonstraram que os elevados valores de Log P sao um dos principais fatores que limitam seu potencial biologico. Para a obtencao de compostos com caracteristicas farmacocineticas mais adequadas (menor Log P) foi planejado uma sintese de novos derivados 2-amino-tiofenicos C-4 e C-5 nao substituido atraves da reacao de Gewald, partindo do precursor 1,4-ditiano-2,5-diol. Foram obtidos 25 novos derivados atraves de metodo de agitacao convencional e por irradiacao com microondas. O uso do microondas, mostrou-se mais adequado para sintese, resultando em compostos com melhores rendimentos (70-89%). Os compostos foram caracterizados e tiveram suas estruturas confirmadas atraves de RMN, infravermelho e espectrometria de massas. Na avaliacao da atividade antimicrobiana foram ultilizadas cepas de Staphylococcus aureus, Candida sp., Cryptococcus neoformans e Aspergillus niger. Os compostos mais ativos foram os que apresentaram como substituinte os grupos indol (CN11, CN15) e piridina (CN25), seguindo pelos compostos com presenca de halogenio Cl, F e Br (CN02, CN03 e CN21, respectivamente) para fenil substituido e 3-OEt-4-OH substituido. Os compostos mais ativos (CN15 e CN26) se apresentaram eficientes em inibir crescimento fungico para as cepas Candida, Cryptococcus e Aspergillus com valores de CIM de 256 a 128 µg/mL. Os novos derivados obtidos nao apresentram incremento da atividade antimicrobiana quando comparada com seus analogos cicloaquil[b]tiofenos, demonstrando que substituicoes nas posicoes 4 e 5 do anel tiofeno nao sao essenciais para a atividade antimicrobiana de derivados 2-amino-tiofenicos, porem resultam em derivados com melhor perfil farmacocinetico.
  • NATALIA TABOSA MACHADO
  • LIOFILIZADO DO VINHO TINTO DO VALE DO RIO SÃO FRANCISCO REDUZ O ESTRESSE OXIDATIVO E MELHORA AS ALTERAÇÕES VASCULARES, CARDÍACAS E PLAQUETÁRIAS EM MODELO ANIMAL DE HIPERTENSÃO
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • A hipertensao e caracterizada pelo aumento da pressao arterial e da resistencia vascular periferica. Essa condicao clinica pode se desenvolver em consequencia das alteracoes funcionais, estruturais e mecanicas de arterias e arteriolas. Evidencias crescentes mostram que o estresse oxidativo e um mediador chave das alteracoes vasculares, cardiacas e plaquetarias na hipertensao. O consumo regular de vinho tinto esta associado a reducao do desenvolvimento de doencas cardiovasculares, como a hipertensao. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito antioxidante do liofilizado do vinho tinto Rio Sol do Vale do Rio Sao Francisco (LVTRS-VSF) sobre as alteracoes vasculares, cardiacas e plaquetarias da hipertensao essencial. Para os ensaios biologicos, foi realizado o tratamento dos ratos espontaneamente hipertensos (SHR) com o LVTRS-VSF (100 mg/kg e 300 mg/kg) ou veiculo e os ratos normotensos Wistar-Kyoto (WKY) receberam o LVTRS-VSF (100 mg/kg) ou veiculo. Todos os ratos foram tratados por via oral uma vez ao dia, durante seis semanas. Os protocolos foram aprovados pelo CEUA-UFPB nº 010/2016. A caracterizacao quimica do LVTRS-VSF por HPLC identificou dezesseis compostos fenolicos. Alem disso, o liofilizado demonstrou atividade sequestradora dos radicais DPPH●, o que evidencia uma boa atividade antioxidante. No ensaio de medida direta da pressao arterial, o grupo SHR apresentou niveis de pressao arterial media (PAM) significativamente elevados em relacao ao grupo WKY. O tratamento dos SHR com o LVTRS-VSF (100 e 300 mg/kg) reduziu significativamente os valores de PAM, quando comparado com o grupo SHR controle. No final do tratamento, os WKY-controle apresentaram menor indice de massa ventricular quando comparados com os SHR-controle, sugerindo o desenvolvimento da hipertrofia cardiaca neste grupo de animais. O LVTRS-VSF (100 mg/kg e 300 mg/kg) reduziu o indice de massa dos ventriculos, quando comparado com o grupo SHR-controle. Alem disso, o grupo SHR apresentou reducao do relaxamento dependente de endotelio induzido pela ACh; aumento da resposta vasoconstritora da FEN em relacao ao grupo WKY. O tratamento cronico com o LVTRS-VSF (100 mg/kg e 300 mg/kg) promoveu reducao da resposta vasoconstritora a FEN em arteria mesenterica superior e de resistencia; aumentou a vasodilatacao dependente de endotelio induzida por ACh em arteria mesenterica superior e de resistencia, quando comparado com o grupo SHR-controle. Em arteria mesenterica de resistencia, o efeito vaso protetor do tratamento com LVTRS-VSF (100 e 300 mg/kg) sobre a funcao endotelial envolve o aumento do relaxamento induzido pelo NO, avaliado pela vasodilatacao da ACh na presenca de indometacina, TRAM 34 e apamina; e melhorou o relaxamento mediado pelo EDHF, avaliado pela dilatacao induzida por ACh na presenca de L-NAME e indometacina, em relacao ao grupo SHR-controle. Nos experimentos que avaliaram as alteracoes estruturais e mecanicas vasculares, observou-se que os SHR apresentaram remodelamento eutrofico e aumento do conteudo de colageno vascular quando comparado ao WKY. O tratamento com o LVTRS-VSF (100 e 300 mg/kg) reduziu as alteracoes estruturais e mecanicas de arteria mesenterica de resistencia, pois foi evidenciado a reducao do espessamento da parede do vaso, aumento da area do lumen, reducao da relacao parede-lumen e diminuicao do deposito de colageno vascular, quando comparado ao grupo SHR-controle. Ademais, os SHR apresentaram aumento dos niveis de anion superoxido (O2•-), em relacao ao grupo WKY. O tratamento com LVTRS-VSF reduziu significativamente o estresse oxidativo em arterias mesentericas superior e de resistencia, e no musculo cardiaco, em relacao ao grupo SHR controle. O tratamento cronico com o liofilizado (100 e 300 mg/kg) tambem atenuou a hiperagregacao plaquetaria, alem de reduzir o estresse oxidativo plaquetario, quando comparado ao grupo SHR controle. Estes resultados mostram que o LVTRS-VSF, rico em compostos fenolicos e com boa atividade antioxidante, reduz a pressao arterial e a hipertrofia cardiaca de SHR, apos o tratamento cronico durante seis semanas. Alem disso, o tratamento com o LVTRS-VSF reduz a hiperagregacao plaquetaria e as alteracoes funcionais, estruturais e mecanicas vasculares associadas a hipertensao, por diminuir o estresse oxidativo e aumentar a biodisponibilidade de NO e EDHF vascular.
  • GISELY MARIA FREIRE ABILIO DE CASTRO
  • Preparação de derivados da caulerpina e avaliação dos seus efeitos citotóxicos e microbiológicos
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 08:30
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  • Os produtos naturais desenpenham um papel importante como fonte de substancias utilizadas diretamente como agentes medicinais. Atualmente, destacam-se neste grupo os organismos marinhos, que representam uma fonte potencial de metabolitos secundarios com diversas propriedades terapeuticas. Apesar do grande potencial, o recurso algologico dos oceanos ainda e pouco explorado na industria farmaceutica. Neste contexto, e diante da grande diversidade de especies marinhas encontradas no litoral nordestino, a literatura cientifica relata atividades farmacologicas inerentes ao extrato de algas marinhas do genero Caulerpa Lamouroux, tais como antinociptiva, espamolitica, antiviral, antimicrobiana, inseticida e citotoxica. Considerando que muitas das propriedades terapeuticas observadas para os extratos de especies do genero Caulerpa sao relativas a caulerpina, componente majoritario deste genero, e que as moleculas isoladas de fontes naturais ainda apresentam limitacoes, tais como baixa solubilidade ou instabilidade quimica, este estudo propos a realizacao de modificacoes estruturais na molecula da caulerpina, visando-se estabelecer quais regioes moleculares poderao aceitar modificacao estrutural e elucidar a conformacao bioativa antiviral para o virus Herpes simples tipo 1 e antifungica para cepas de Candida spp. Logo, realizaram-se reacoes de substituicao na posicao N-indolica por grupos alquil, benzil, alil, propargil e acetato de etil, mono- e disubstituidos, alem da conversao em seus derivados acidos, sendo possivel a semi-sintese de 14 analogos, sendo 12 ineditos na literatura. Os analogos obtidos foram submetidos as analises de citotoxicidade e triagem de atividade antiviral frente ao virus herpes simples tipo 1, ambas pelo metodo do microcultura do tetrazolito e antifungica atraves da determinacao das respectivas concentracoes inibitoria minimas frente as cepas de Candida spp, utilizando-se a tecnica de microdiluicao. O ensaio de citotoxicidade demosntrou que o acido caulerpinico e o acido N-etil substituido apresentaram concentracao citotoxica referente a 50% do efeito maximo de 1035,0 µM e 1004,0 µM respectivamente, valores significativamente (p < 0,05) superior a caulerpina. Durante a triagem avaliou a inibicao viral durante a infeccao, verificou-se que os acidos N-substituidos pelos grupos metil e etil forneceram percentual de inibicao viral frente o virus herpes simples tipo 1 de 37,39% e 38,35% , respectivamente, valores significativamente superior (p < 0,05) ao observado para a caulerpina (15%). Para o ensaio que investigou a atividade antiviral pos-infeccao observou-se que os seguintes analogos apresentaram inibicao viral superior a caulerpina (0%): esteres da caulerpina N-substituidas pelos grupos etil (28,66%); propargil (28,05%); benzil (13,87%); acidos da caulerpina N-etil (29,56%) e N-alil (14,78%).Dentre os analogos produzidos apenas a mistura da caulerpina N-metil e caulerpina N-metil-O-etil exibiu atividade antifungica com concentracao inibitoria minina e concentracao fungicida minina entre 7,8-125 µg/mL. Este estudo possibilitou a producao de 12 analogos ineditos da caulerpina,dentre os quais 7 foram capazes de promover diminuicao do efeito citotoxico do prototipo e/ou maior atividade antiviral frente ao virus herpes humano tipo 1, bem como a producao de uma mistura de analogos com potente atividade antifungica frente cepas de Candida spp.
  • EUGENIA ABRANTES DE FIGUEIREDO
  • APLICAÇÃO DA ESPECTROMETRIA DE MASSAS PARA O ESTUDO QUÍMICO DA FRAÇÃO ACETATO DO VINHO TINTO SYRAH DO VALE DO SÃO FRANCISCO E ESTUDO DA SUA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E ANTI-HIPERTENSIVA
  • Data: 20/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O vinho, bebida obtida a partir do processo de fermentacao da uva, apresenta altos niveis de polifenois que incluem os flavonoides, e os nao flavonoides. Estudos epidemiologicos tem demonstrado a associacao entre o consumo de alimentos e bebidas ricos em compostos fenolicos e a reducao do risco de doencas cardiovasculares. A hipertensao e o maior fator de risco para doencas cardiovasculares. Dentre os fatores associados ao desenvolvimento da hipertensao, uma questao extremamente importante e atual e a participacao de especies reativas de oxigenio (ERO) em sua patogenese. Desse modo, o objetivo desse trabalho foi investigar o efeito antioxidante e anti-hipertensivo de uma fracao oriunda de vinho tinto Syrah da regiao do Vale do Sao Francisco, com composicao quimica definida e elevado teor de polifenois, em ratos espontaneamente hipertensos. O vinho foi particionado com AcOEt em diferentes pHs obtendo-se tres fracoes. O teor de fenolicos totais no vinho e fracoes foi determinado pelo metodo de Folin-Ciocalteu e expresso como miligramas de equivalente de acido galico por litro ou grama de extrato (mg EAG/L; mg EAG/g). A atividade antiradicalar foi avaliada utilizando o radical DPPH (com acido ascorbico como controle positivo) e Capacidade Antioxidante Equivalente ao Trolox (CAET) ou teste do ABTS·+ (com Trolox como controle positivo). Utilizou-se o metodo do pH diferencial para determinacao de antocianinas monomericas. A analise do perfil cromatografico e quantificacao de quercetina e trans-resveratrol foi realizada atraves de CLAE-UV e UPLC-MS/MS foi utilizada para identificacao dos compostos presentes na fracao acetato pH 7 (FrAcOEt SyVSF). Ratos espontaneamente hipertensos (SHR) (n=32) foram divididos em 4 grupos: SHR+ salina (n=8); SHR + FrAcOEt pH 7 SyRe VSF (50 mg/Kg) (n=8); SHR+ salina (n=8); SHR + FrAcOEt pH 7 SyRe VSF (100 mg/Kg) (n=8) e tratados com as respectivas doses diarias v.o. por gavagem, durante quinze dias. Um dia apos a canulacao a pressao sanguinea e a frequencia cardiaca foram registradas e o barorreflexo estimulado. O estresse oxidativo foi mensurado via peroxidacao lipidica (TBARS). Foram realizados experimentos em aneis de arteria mesenterica superior isolada de rato normotenso para avaliar o efeito vasorelaxante da FrAcOEt pH 7 SyRe VSF. A FrAcOEt pH 7 SyRe VSF revelou o maior teor de fenolicos totais (58,45±0,01 mg EAG/g) e antocianinas monomericas (4,99±0,019 mg/L) em relacao a outras fracoes, alem disso apresentou a melhor atividade antioxidante frente aos radicais DPPH e ABTS. Os teores de quercetina e trans-resveratrol na FrAcOEt pH 7 SyRe VSF foram respectivamente: 8,56±0,078 e 1,11±0,009 μg/mL. A analise por UPLC/MS da FrAcOEt pH 7 SyRe VSF permitiu a identificacao de 13 compostos, entre eles acidos fenolicos e flavonoides de diversas classes. O tratamento dos animais com a FrAcOEt pH 7 SyRe VSF em ambas as doses 50 mg/Kg e 100 mg/Kg reduziu significativamente a pressao arterial quando comparado ao grupo controle (146,1 ± 4.062 n=7 vs 159,0 ± 3,891 n=7, respectivamente) e (126,5 ± 5,322 n=8 vs 150.0 ± 3.039 n=7, respectivamente) para as doses de 50 e 100mg/Kg respectivamente. Apenas a dose de 100 mg/Kg foi capaz de diminuir significativamente a frequencia cardiaca comparando com o grupo controle (314,6 ± 9,507 n=8 vs 358,6 ± 15,00 n=7, respectivamente) e a peroxidacao lipidica (0,9250 nmol/L ± 0,1750 n=4 vs 2,180 nmol/L ± 0,3891 n=5, respectivamente. Nao foi observado melhora na sensibilidade do barorreflexo em nenhuma das doses. A adicao cumulativa da FrAcOEt pH 7 SyRe VSF foi capaz de induzir vasorelaxamento independente de endotelio, uma vez que apresentou Emax= 103,7 ± 9,9 % n=7 na presenca do endotelio e Emax= 105,6 ± 5,9% n=6 na ausencia do mesmo. Desse modo, tais resultados ressaltam a eficacia do processo de extracao e sugerem que a FrAcOEt pH 7 SyRe VSF induz um efeito anti-hipertensivo in vivo e que este efeito pode estar relacionado com o conteudo de compostos fenolicos presentes na fracao; mesmo que, provavelmente alguns polifenois presentes no vinho e importantes para o efeitos biologicos verificados tenham ficado concentrados nas outras fracoes nao avaliadas neste estudo. Alem disso a atividade in vitro observada para a FrAcOEt pH 7 SyRe VSF, induzindo efeito vasorelaxante independente do endotelio vascular, provavelmente envolve o bloqueio de canais para calcio e abertura de canais para potassio.
  • AMANDA AMONA QUEIROZ BRÁS
  • Estudo fitoquímico e de potenciais atividades biológicas de Mimosa tenuiflora (Willd) Poir
  • Data: 20/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • A familia Fabaceae apresenta cerca 727 generos e cerca de 20.000 especies, e a terceira maior familia botanica entre as Angiospermas. No Brasil, representa uma das familias que possui maior diversidade entre os biomas, com cerca de 3.200 especies distribuidas em 176 generos, distribuem-se ao logo das regioes Norte, Nordeste, Centro – oeste, Sudeste e Sul (LEWIS et al., 2005; QUEIROZ et al., 2009). A especie Mimosa tenuiflora (Will) Poir pertence a familia Fabaceae e e popularmente conhecida como “Jurema preta”, presente em regioes de secas periodicas como a Caatinga. A Jurema preta e popularmente utilizada para o tratamento de infeccoes (HEINRICH et al., 1992), queimaduras e lesoes (TELLEZ et al., 1990) e atividade antimicrobiana. Neste trabalho descrevemos o isolamento e elucidacao estrutural de flavonoides, chalcona e fenoxicromona das partes aereas da Mimosa tenuiflora (Will) Poir. Para isso o material foi submetido a secagem e pulverizacao, passou pelo processo de extracao, particao e cromatografia, para obter o isolamento de constituintes quimicos. A estrutura quimica dos constituintes isolados foi determinada por metodos espectroscopicos de Infravermelho, Ressonancia Magnetica Nuclear de 1H e 13C uni e bidimensionais, alem de espectroscopia de correlacao COSY e NOESY. Da fase diclorometano forma isolados 6 constituintes quimicos, sendo duas chalconas: 2’, 4’ – diidroxi-3’,4 dimetoxichalcona e 2’, 4’ – diidroxi- 4 dimetoxichalcona, duas fenoxicromonas: Tenuiflorina C e Tenuiflorina D e dois flavonoides: 4’-5 diidroxi-7-metoxiflavanona e 4’-5 diidroxi-3,3’,7-trimetoxiflavona, sendo a Tenuiflorina D descrita pela primeira vez na literatura. Desta forma, os resultados alcancados contribuiram para aumento do conhecimento quimiotaxonomico do genero Mimosa.
  • CLARICE NOLETO DIAS
  • Metabolômica das folhas de genótipos de Eucalyptus spp. (Myrtaceae) submetidos ao déficit hídrico e de diferentes órgãos de Clusia minor L. (Clusiaceae) em desenvolvimento
  • Data: 17/02/2017
  • Hora: 08:30
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  • O uso de abordagens metabolomicas para os estudos quimicos de especies vegetais tem demonstrado grande potencial em diversas areas da pesquisa, como na area farmaceutica e da agroindustria. Metabolomica e definida como uma abrangente e precisa analise de milhares de metabolitos em um grande numero de amostras, atraves de tecnologias tais como cromatografia (liquida ou a gas) acoplada a espectrometria de massas (CL-EM ou CG-EM, respectivamente) e espectroscopia de ressonancia magnetica nuclear (RMN). O presente trabalho teve como objetivo estudar a variacao fitoquimica das folhas de genotipos de Eucalyptus spp. (Myrtaceae) em resposta ao deficit hidrico e mapear o metaboloma de orgaos de Clusia minor L. (Clusiaceae) em diversos estagios de desenvolvimento. Foi detectada variacao no conteudo de fenolicos das folhas de quatro genotipos de hibridos de E. grandis em resposta ao estresse hidrico. O genotipo tolerante a esse estresse foi capaz de produzir mais compostos fenolicos quando exposto a essa condicao, enquanto que os genotipos moderadamente tolerante e sensivel responderam de forma contraria, com a diminuicao na producao dessa classe de compostos. Complementarmente, um segundo estudo, envolvendo 13 genotipos de Eucalyptus spp. e um maior numero de classes de compostos, foi realizado. A partir desse estudo, 93 metabolitos, de classes como ciclitois, fenolicos, flavonoides e floroglucinois formilados, foram identificados nos extratos das folhas desses genotipos. Os genotipos tolerantes, quanto expostos ao deficit hidrico, apresentaram um maior conteudo de acido galico, mio-inositol e acido xiquimico. Os resultados obtidos indicam que os padroes de resposta apresentados pelos genotipos estudados podem determinar o nivel de tolerancia de diferentes genotipos a esse estresse ambiental. Portanto, esses dados podem ser utilizados pela agroindustria na Identificacao previa de mudas tolerantes, que proporcionem melhorias na produtividade e no fornecimento de madeira. Diante da perspectiva medicinal, a variacao nos constituintes quimicos de diferentes orgaos e estagios de desenvolvimento de Clusia minor L. foi analisada. Essa especie vegetal e rica em compostos prenilados, como floroglucinois, xantonas e tocotrienois, classes de metabolitos secundarios que apresentam importantes atividades farmacologicas comprovadas. Comparando-se os orgaos de C. minor: as folhas apresentaram os maiores niveis de compostos fenolicos, como acido clorogenico; os frutos maduros de tocotrienois e o botao floral maduro foi a melhor fonte de floroglucinois. Com estes estudos, nota-se as diversas aplicacoes da metabolomica de especies vegetais, na analise da variacao quimica quantitativa e qualitativa dos constituintes presentes em extratos.
  • CAMILLA PINHEIRO DE MENEZES
  • INVESTIGAÇÃO DO MECANISMO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO MONOTERPENO CITRAL FRENTE A CEPAS DE Cladosporium spp e Cladophialophora carrionii
  • Data: 14/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Fungos dematiaceos estao associados com infeccoes superficiais de pele e tecidos moles ate sepse disseminada, com elevada mortalidade. A importancia clinica e epidemiologica dispensada as micoses causadas por fungos dematiaceos impulsionam estudos que visam a descoberta de novos agentes antifungicos. Entre eles os monoterpenos se destacam por possuirem amplo reconhecimento do seu poder antimicrobiano. O citral e um monoterpeno com conhecidas propriedades farmacologicas, incluindo acao antifungica. Neste contexto, este estudo teve como objetivo investigar a atividade antifungica desse monoterpeno, seus possiveis mecanismos de acao, o efeito da associacao com antifungicos contra Cladophialophora carrionii e Cladosporium spp, bem como determinar, atraves de analise teorica, in silico, o seu perfil farmacocinetico e outras possiveis atividades farmacologicas. Os ensaios da atividade antifungica foram realizados por meio da triagem microbiologica de 8 fitoconstituintes; determinacao da concentracao inibitoria minima (CIM) e concentracao fungicida minima (CFM) do citral pela tecnica de microdiluicao; medida do crescimento micelial radial em diferentes intervalos de tempo; inibicao da germinacao de conidios. A acao do citral sobre a parede celular fungica (ensaio com Sorbitol) e sobre a membrana plasmatica fungica (complexacao com o ergosterol) foram investigadas. Tambem foram realizados estudos in silico e avaliado o efeito da associacao do citral com antifungicos (anfotericina B e voriconazol) pelo metodo de checkerboard. Na triagem microbiologica o citral apresentou melhor atividade antifungica contra as 10 cepas testadas, sendo selecionado para dar continuidade a investigacao antifungica. A CIM do citral variou entre 128 e 256 μg/mL para C. carrionii e C. sphaerospermum, para C. oxysporum a CIM foi de 128 para as tres cepas testadas e a CIM de C. cladoporioides foi de 64 μg/mL. A CFM do citral variou entre 256 e 1024 μg/mL para C. carrionii e C. sphaerospermum, foi de 256 μg/mL para C. oxysporum e 128 μg/mL para C. cladosporioides. Os resultados tambem mostraram que o citral inibiu significativamente o desenvolvimento micelial e a germinacao dos conidios das quatro especies testadas. Na investigacao do mecanismo de acao foi evidenciado que os valores de CIM de citral contra Cladosporium spp. e C. carrionii permaneceram inalterados na presenca de sorbitol 0.8 M sugerindo que este monoterpeno nao atua atraves da inibicao da sintese da parede celular fungica. Por outro lado, os resultados do ensaio sobre a membrana plasmatica mostraram que o citral interage com o ergosterol. No estudo in silico, o citral demonstrou uma boa biodisponibilidade oral, bem como importantes atividades farmacologicas. A associacao citral-voriconazol foi indiferente, enquanto citral-anfotericina B foi antagonista para todas as cepas testadas. Diante dos resultados, sugere-se que o citral atua sobre a membrana de Cladosporium spp e C. carrionii, por um mecanismo que parece envolver a complexacao com o ergosterol. Dessa maneira, esse monoterpeno apresenta-se como promissor agente antifungico, em especial em casos de micoses causadas por fungos dematiaceos.
  • RENATA PRISCILA BARROS DE MENEZES
  • Triagem Virtual de Metabólitos Secundários com Potencial Atividade Antimicrobiana do Gênero Solanum e Estudo Fitoquimico de Solanum capsicoides All.
  • Data: 13/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O ser humano possui uma vasta flora bacteriana que e comensal, mas quando essas bacterias, a principio de carater comensal, passam a fazer parte de outro sitio que nao o seu natural, podem causar graves patogenias. Pesquisas que se fundamentam na busca por novos medicamentos a partir de plantas ou no melhoramento de fitoterapicos ja existentes vem se destacando e continuam a desempenhar um papel importante nos dias de hoje. Nessa perspectiva objetivou-se realizar um estudo fitoquimico dos frutos de Solanum capsicoides para isolar e caracterizar substancias quimicas desta especie e, utilizando estudos in silico, realizar investigacoes de novas moleculas potencialmente ativas para Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA) e Escherichia coli, utilizando um banco de dados criado com metabolitos secundarios isolados do genero Solanum. O estudo fitoquimico dos frutos de Solanum capsicoides resultou no isolamento de tres substancias: carpesterol, glicose acetilada e 4-hidroxi-benzaldeido. A revisao de literatura levou a criacao de um banco de dados com 421 diferentes metabolitos secundarios isolados do genero Solanum. Foram selecionados dois bancos de dados selecionados a partir do CHEMBL. O primeiro com atividade contra S. aureus multirresistente (MRSA) e o outro contra E. coli. Os compostos foram classificados de acordo com valores de pIC50 para gerar e validar o modelo utilizando “Random Forest”(RF). A estrutura de seis novas proteinas alvo contra S. aureus obtidas do Protein Data Bank (PDB) foram utilizadas para triagem virtual baseada na estrutura do receptor utilizando estudos de “docking” com o software Molegro Virtual Docker, a fim de selecionar moleculas do banco de dados de Solanum com potencial capacidade de interagir nos sitios de ligacao dessas proteinas. O modelo RF de predicao para S. aureus multirresistente obteve uma porcentagem de acerto de 81%, area sob a curva Caracteristica de Operacao do Receptor (ROC) de 0,885, selecionando 8 moleculas com potencial ativo superior a 60%. O modelo de predicao para Escherichia coli obteve taxa de acerto de 88%, area sob curva ROC de 0,932, selecionando 4 moleculas com probabilidade de potencial ativo superior a 84%. O estudo do docking das seis enzimas alvo para S. aureus selecionou uma media de 50 moleculas do banco de 421 moleculas isoladas do genero Solanum com a capacidade de interagir no sitio ativo de cada enzima. Adicionalmente, foi possivel obter 1 molecula com potencial ativo e capacidade de interacao com 5 das 6 enzimas estudadas, 7 moleculas interagindo com 3 enzimas e 6 com 2 enzimas de S. aureus. A rutina, uma molecula potencialmente ativa no estudo in silico para S. aureus e E. coli, juntamente com o carpesterol, foram testadas in vitro contra essas bacterias. Os testes microbiologicos mostraram que o carpesterol nao possui atividade antimicrobiana para as cepas estudadas, e que a rutina possui atividade apenas para a cepa de E. coli. Foi realizado ainda estudo de interacao com as cepas de S. aureus ATCC 25923, uma cepa padrao sensivel a todos os antibioticos, e SAM-01, uma cepa multirresistente. Houve interacao apenas entre a rutina e a oxacilina, um dos tres antibioticos estudados na interacao, para a cepa SAM-01, diminuindo a resistencia dessa cepa.
  • ANDRÉ PARENTE DE BRITO BEZERRA
  • ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Origanum vulgare L. (ORÉGANO) E DO CARVACROL, SOBRE CEPAS DE Cryptococcus neoformans
  • Data: 13/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • Criptococose e uma infeccao causada por fungos do genero Cryptococcus. Esse fungo e cosmopolita e tem duas especies principais patogenicas ao homem: Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gatii. A infeccao se manifesta principalmente no tecido pulmonar e sistema nervoso central, sendo altamente letal quando nao tratada adequadamente. Individuos portadores do HIV ou com sistema imunologico comprometido sao os mais susceptiveis ao desenvolvimento da criptococose. Os agentes terapeuticos disponiveis atualmente para o tratamento da criptococose sao limitados e possuem significativa toxicidade, alem da alta incidencia de resistencia fungica a esses agentes. Assim sendo, e imprescindivel a busca por alternativas terapeuticas para o tratamento da criptococose. Nesse panorama, os produtos naturais, como oleos essenciais e seus fitoconstituintes, se mostram muito promissores para o desenvolvimento de novos medicamentos antifungicos. Diante disto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antifungica do oleo essencial de O. vulgare L. (oregano) e seu fitoconstituinte majoritario, o carvacrol, sobre cepas de Cryptococcus neoformans. A composicao do oleo essencial foi analisada por Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massas (CG-EM). A Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e Concentracao Fungicida Minima (CFM) foram determinadas pela tecnica de microdiluicao em caldo. O perfil de sensibilidade das cepas foi determinado pelo metodo de disco-difusao, bem como o estudo de associacao dos produtos com antifungicos. A cinetica de morte microbiana tambem foi avaliada. Os resultados da CG-MS indicaram a presenca de cinco fitoconstituintes presentes em maior quantidade: carvacrol (67,97%), p-cimeno (11,67%), y-terpineno (7,92%), timol (7,84%) e linalol (3,44%). A CIM50, assim como a CIM90, do oleo essencial foi de 64 μg/mL. Ja o carvacrol apresentou CIM50 de 32 μg/mL e CIM90 de 64 μg/mL. A CFM50 e CFM90 do oleo essencial foram 64 μg/mL e 256 μg/mL respectivamente. O carvacrol teve CFM50 de 32 μg/mL e CFM90 de 64 μg/mL. O perfil de sensibilidade das cepas mostrou que 100% das cepas foram sensiveis a anfotericina B (100 μg/mL), 30% foram sensiveis ao fluconazol (25 μg/mL) e nenhuma cepa apresentou sensibilidade a 5-fluorocitosina (10 μg/mL). A associacao do oleo essencial e do carvacrol com anfotericina B e fluconazol nao apresentou sinergismo de acao. A curva de morte microbiana demonstrou que os produtos apresentaram efeito fungicida dependente de concentracao. Os resultados desse estudo demonstram que o oleo essencial de oregano e o carvacrol possuem atividade antifungica, se mostrando como agentes promissores para o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento da criptococose.
  • ARATÃ OLIVEIRA CORTEZ COSTA
  • Estudo in vitro e in silico da atividade antifúngica dos isômeros R-(+) e S-(-) citronelal sobre fungos do gênero Cryptococcus.
  • Data: 10/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Cryptococcus neoformans e uma levedura patogenica oportunista, com ampla distribuicao geografica, capaz de infectar os mais variados tipos de animais. No homem, a criptococose acomete principalmente o sistema nervoso central e pulmoes, com menor frequencia a pele, apresentando-se de uma forma geral com evolucao grave e fatal. Individuos com o sistema imunologico comprometido sao mais susceptiveis de desenvolver a criptococose, principalmente os acometidos pelo virus da imunodeficiencia humana. O tratamento convencional da criptococose utiliza antifungicos potencialmente toxicos por longos periodos e que vem sendo alvo de resistencia desses microrganismos, alem dos elevados custos com o tratamento. Diante desse panorama, a busca por produtos naturais com propriedades antifungicas tem sido uma alternativa promissora, com grande atencao dos estudiosos quanto a analise dos oleos essenciais e seus constituintes. Dessa forma, a atual pesquisa, teve por finalidade avaliar o efeito biologico dos isomeros R e S do fitoconstituinte citronelal, sobre fungos do genero Cryptococcus, o que podera conduzir a descoberta de uma molecula ao desenvolvimento de um novo antifungico, alem disso, contribuir para a obtencao de maiores informacoes sobre o potencial farmacologico desse fitoconstituinte. Foi determinada CIM e a CFM, dos compostos sendo 64 e 64 os valores para o R-(+) citronelal respectivamente, e 256 e 512, respectivamente, para o S-(-) citronelal, sobre fungos do genero Cryptococcus; Foi realizado o antifungigrama das cepas de Cryptococcus Sp. com os antifungicos anfotericina B, fluconazol e fluorcitosina onde observou-se uma resistencia por parete do fluconazol e da flucitosina; Com isso foi investigado a possivel interferencia dos monoterpenos em estudo associados a atividade desses antifungicos, observando que o R citronelal nao apresentou efeito sinergico aparente, enquanto o S apresentou um efeito bem mais sinergico, capaz ate de inibir as resistencias causadas com o fluconazol; Foi determinada a curva de morte microbiana dos isomeros R-(+) e S-(-) do fitoconstituinte citronelal, sobre uma cepa previamente escolhida (FGF-3) e foram observados os efeitos fungicidas do isomero S citronelal e efeito fungicida dependente de concentracao do R citronelal; suas variaveis In silico foram de boa prospeccao, caracterizando assim essas substancias totalmente viaveis para que sejam continuados seus estudos.
  • FERNANDO RAMOS QUEIROGA
  • "EFEITOS DOS FATORES BIÓTICOS E ABIÓTICOS NO MODELO PARASITA-HOSPEDEIRO (Perkinsus marinus – Crassostrea gasar)"
  • Data: 08/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O protozoario Perkinsus marinus infecta ostras podendo causar prejuizos na ostreicultura. A salinidade e temperatura determinam a distribuicao deste parasita e floracoes de microalgas nocivas alteram a fisiologia das celulas de defesa do hospedeiro (hemocitos). Desta forma, ambos fatores podem interferir na relacao parasita-hospedeiro. Pouco se conhece sobre o efeito de cianobacterias em organismos marinhos. O presente trabalho avaliou a proliferacao in vitro de trofozoitos de P. marinus e o efeito de cianobacterias Synechocystis spp. neste parasita e nas celulas de defesa da ostra Crassostrea gasar. Inicialmente, o parasita foi isolado dos tecidos da ostra Crassostrea rhizophorae e sua proliferacao in vitro (24h, 48h, 7 e 15 dias) foi avaliada sob diferentes condicoes de temperatura (15, 25 e 35°C) e salinidade (5, 20 e 35). Posteriormente, os trofozoitos e os hemocitos da ostra foram expostos in vitro a 4 cianobacterias (culturas integrais, CIs; e seus produtos extracelulares, PEs) por 4h, 48h e 7 dias. Diferentes parametros celulares foram analisados. Os resultados mostraram que P. marinus isolado de ostras do Brasil e sensivel a 15 e 35°C e salinidades de 5 e 35. Os resultados mostraram ainda que, apesar de algumas diferencas entre as linhagens de cianobacterias, a maioria das CIs tiveram um efeito citoprotetor nos trofozoitos (aumento da viabilidade em ate 3 %) possivelmente relacionado a diminuicao das especies reativas de oxigenio (ROS, de ate 7 vezes). Os PEs nao interferiram na proliferacao do parasita. As CIs reduziram a viabilidade dos hemocitos (ate 9%), mas nao alteraram a producao de ROS. As CIs e PEs afetaram a fagocitose de particulas de latex (reducao de ate 2,1%), mas nao de zymosan ou de trofozoitos de P. marinus. Conclui-se que Synechocystis spp. favorecem P. marinus e interferem na fisiologia dos hemocitos da ostra C. gasar, podendo assim desequilibrar a relacao parasita-hospedeiro.
  • KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
  • DERIVADOS 2-AMINO-TIOFÊNICOS: INVESTIGAÇÃO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA SOBRE Leishmania (Leishmania) amazonensis
  • Data: 03/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • No presente trabalho, investigou-se a atividade antileishmania de derivados 2-amino-tiofenicos, utilizando-se tecnicas in vitro e in vivo. Os dez derivados tiofenicos ensaiados sobre formas promastigotas e amastigotas axenicas de L. amazonensis foram efetivos no controle do parasito, com menor toxicidade para macrofagos murinos e eritrocitos humanos. Dentre estes compostos, os derivados contendo um anel indolico lateral, SB-200, SB-44 e SB-83, obtiveram melhor atividade antileishmania bem como os melhores indices de seletividade, sendo, entao, selecionados para avaliacao de possiveis mecanismos de acao e atividade sobre amastigotas intramacrofagicas. O tratamento com SB-200, SB-44 e SB-83 aumentou o percentual de celulas marcadas positivamente para anexina e PI em 124,89 ± 4,07; 109,12 ± 3 e 125,72 ± 1,18% (p < 0,01), respectivamente, na maior concentracao testada, (4x CI50), sugerindo que o padrao de morte celular em promastigotas envolve apoptose e necrose. O ensaio qualitativo de fragmentacao de DNA confirmou o envolvimento de apoptose no padrao de morte celular induzido por estas moleculas. No modelo de infeccao de macrofagos com L. amazonensis, SB-200, SB-44 e SB-83 reduziram significantemente a porcentagem de infeccao, o numero de amastigotas/macrofago infectado e o indice de infeccao de macrofagos pelos parasitos, obtendo uma CE50 de 4,81 ± 0,33; 9,52 ± 1,6 e 6,4 ± 0,58 µM, respectivamente, em 72 h de tratamento. Para SB-200 e SB-83, esta atividade foi correlacionada a uma possivel atividade imunomoduladora na qual SB-200 foi capaz de aumentar a producao TNF-α, IL-12 e NO em 56,35 ± 6,38% (p < 0,05); 96,89 ± 8,47 (p < 0,01) e 129,2 ± 3,92% (p < 0,05), respectivamente e SB-83 aumentou os niveis dos mesmos em 94,51 ± 2,85% (p < 0,01); 147,93 ± 6,15% (p < 0,001) e 241,51 ± 2,84% (p < 0,001), ambos os compostos na concentracao de 25 µM. O derivado tiofenico SB-83, por apresentar os melhores indices de seletividade e atividade imunomoduladora, foi selecionado para estudos in vivo e in vitro sobre cepa resistente ao SbIII. Na determinacao da toxicidade pre-clinica aguda, a DL50 de SB-83 foi estimada em 2500 mg/Kg por v.o. e indeterminada por i.p., com poucas alteracoes comportamentais em camundongos Swiss. Ainda, o tratamento com 2000 mg/Kg de SB-83 nao induziu atividade genotoxica in vivo no ensaio de micronucleo em sangue periferico. Em 7 semanas de tratamento por v.o., SB-83 reduziu o tamanho da lesao de pata de camundongos infectados com L. amazonensis em 52,47 ± 5,32% (p < 0,01) e diminuiu a carga parasitaria do linfonodo popliteo e baco na maior dose testada (200 mg/Kg) em 42,57 ± 3,14% (p < 0,001) e 100% (p < 0,001), respectivamente, sem apresentar alteracao de peso e mudancas de importancia clinica no perfil bioquimico e hematologico. O tratamento de promastigotas e amastigotas intracelulares de cepas sensiveis e resistentes ao SbIII com SB-83 nao causou diferenca na atividade antileishmania, sugerindo baixa resistencia cruzada. Assim, conclui-se que os derivados 2-amino-tiofenicos sao compostos promissores e candidatos a serem melhores investigados como possiveis farmacos para o tratamento das leishmanioses.
  • JULIO ABRANTES PEREIRA
  • Atividade antifúngica do geraniol sobre leveduras multirresistentes do gênero Candida e perfil farmacológico e toxicológico em estudos in silico.
  • Data: 18/01/2017
  • Hora: 14:00
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  • Atualmente, em todo globo terrestre tem ocorrido o aumento da frequencia dos casos de candidiase, infeccao oportunista comumente tratada com fluconazol. Com o uso indiscriminado deste e outros antifungicos tem se emergido casos de candidiase por cepas multirresistentes tornando-se necessario a busca por novos farmacos. Varios produtos naturais a exemplo do monoterpeno geraniol tem demonstrado atividade antimicrobiana a diversos micro-organismos. Buscando alternativas para o tratamento da candidiase o presente estudo objetivou-se estudar a atividade toxicologica, farmacocinetica e farmacodinamica do geraniol, por meio de ensaios in silico utilizando-se os softwares Osiris, Molinspiration e Pass online, e tambem se buscou avaliar a atividade antifungica do geraniol frente a cepas de Candida albicans, C. glabrata e C. krusei resistentes ao fluconazol por meio de tecnicas de microdiluicao, avaliando-se a concentracao inibitoria minima – CIM, concentracao fungicida minima – CFM, efeito na parede celular (ensaio de sorbitol) e ligacao ao ergosterol da membrana. Verificou-se tambem o efeito de associacao deste monoterpeno com antifungicos fluconazol e anfotericina B pelo metodo de checkeboard e ensaio de modulacao. As analises realizadas revelaram que o geraniol apresentou uma excelente atividade antifungica frente a todas as cepas multirresistentes com uma CIM90 512µg/mL, alem de um efeito fungicida concentracao dependente apos 8 horas de exposicao com a CFM90 de 512µg/mL, este nao apresentou atividade na parede fungica e nem interagiu com o ergosterol da membrana celular, tambem nao se evidenciou efeito sinergico, antagonico ou modulador deste fitoconstituinte sobre o fluconazol e a anfotericina B. Os ensaios in silico mostraram que o geraniol tem uma boa biodisponibilidade oral teorica, alem de inumeras atividades farmacologicas e que embora apresente o risco de efeito irritante, nao apresenta efeitos mutagenicos, tumorigenicos e nem danos ao aparelho reprodutor, o que permite concluir que o geraniol e um bom candidato no combate a cepas de Candida multirresistentes.
2016
Descrição
  • CAROLINE DUARTE SIQUEIRA
  • Biotransformação de diterpenos utilizando culturas de Fungos endofíticos e filamentosos
  • Data: 15/12/2016
  • Hora: 08:00
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  • Biotransformacoes sao reacoes de compostos organicos realizadas por microorganismos, plantas ou enzimas isoladas. A transformacao de um composto em particular pode ser realizada em grupos funcionais com ou sem degradacao de seu esqueleto. Os microorganismos sao amplamente utilizados em estudos de metabolismo, uma vez que catalisam reacoes quimio-, regio- e estereoespecificas, que muitas vezes sao semelhantes as catalisadas pelos seres humanos. Neste contexto, este trabalho teve o objetivo de estudar o metabolismo microbiano de tres diterpenos com esqueletos estemodano, traquilobano e latirano, utilizando fungos endofiticos e filamentosos. Foram realizados experimentos de biotransformacao da afidicolina com os fungos Cunninghamella echinulata ATCC 8688ª, Chaetomium globosum ATCC 56726, Beauveria bassiana ATCC 7159 e o endofitico Penicilium crustosum VR4. Dos microorganismos utilizados, apenas Chaetomium globosum ATCC 56726 originou um derivado 3-ceto, ja conhecido e principal produto de metabolizacao in vivo. Na incubacao do ent-7α-acetoxitraquiloban-18-oico, utilizou-se o fungo Mucor rouxii NRRL 1894, a qual originou um C-11 hidroxiderivado. Para o terceiro substrato em estudo, o (2S*,3S*,4R*, 5R*,9S*, 11R*, 15R*) -3,5,15-triacetoxi-14-oxolatira-6 (17), (12E)-dieno, utilizou-se duas linhagens de fungos endofiticos: Botrytis cinerea UCA 996 e Mucor circinelloide NRRL 3631 (+). Apenas a fermentacao com a especie de Mucor originou um derivado alfa hidroxilado em C-8, identificado como inedito na literatura.
  • DAVIDSON BARBOSA ASSIS
  • EFEITO ANTINOCICEPTIVO DO FENILPROPANÓIDE 2-ALILFENOL
  • Data: 23/11/2016
  • Hora: 14:00
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  • O 2-alilfenol e um fenilpropanoide amplamente comercializado na China sob o nome de Yinguo. Apresenta similaridade estrutural ao ginkgol composto isolado do fruto ginkgo. Possui atividade fungicida ja relatada na literatura, porem sua acao em processos dolorosos nunca foi estudada. O presente estudo investigou o efeito do 2-alilfenol, pela via intraperitoneal, em modelos experimentais de dor em camundongos. Inicialmente, foi realizada a pesquisa da dose letal 50 (DL50) do fenilpropanoide, no intuito de estabelecer doses seguras para os testes subsequentes. Em seguida, foram realizadas metodologias para avaliar a atividade antinociceptiva. O 2-alilfenol (25, 50, 75 e 100 mg/kg, i.p.) reduziu o numero de contorcoes, quando comparado ao grupo controle. No teste da formalina, utilizando as doses 75 e 100 mg/kg, o 2-alilfenol reduziu o tempo de lambida da pata na fase neurogenica (0-5 min) e na fase inflamatoria (15-30 min). No teste da placa quente, que e sensivel e especifico para drogas que atuam por mecanismos supra-espinhais, o 2-alilfenol nao alterou a latencia na retirada da pata. Enquanto que no teste da nocicepcao induzida por glutamato, a dose de 100mg/kg do 2-alilfenol reduziu o tempo de lambida da pata. A partir destes resultados podemos propor que a acao antinociceptiva do 2-alilfenol pode estar modulando a via da dor a tanto perifericamente quanto centralmente em niveis espinhais. Na tentativa de elucidar o mecanismo de acao envolvido no efeito antinociceptivo do 2-alilfenol foram usadas ferramentas farmacologicas no teste da formalina. A antinocicepcao produzida pelo 2-alilfenol foi significativamente bloqueada em animais pre-tratados com cafeina (10 mg/kg, s.c.), apenas na segunda fase do teste, indicando o envolvimento do sistema adenosinergico. O efeito antinociceptivo do 2-alilfenol, contudo, nao foi revertido pela naloxona (antagonista nao seletivo dos receptores opioides, 5 mg/kg, s.c.) e pela glibenclamida (bloqueador dos canais de K+ ATP, 10 mg/kg, i.p.), sugerindo que o 2-alilfeno nao atua por esses mecanismos.
  • ALINE KELY FELICIO DE SOUSA SANTOS
  • ESTUDO DO MECANISMO DE AÇÃO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DE PRODUTOS NATURAIS DE ORIGEM MARINHA
  • Orientador : REINALDO NOBREGA DE ALMEIDA
  • Data: 21/11/2016
  • Hora: 14:00
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  • Os produtos naturais marinhos tem sido alvos de pesquisas importantes nas ultimas decadas, nesse periodo a quantidade de produtos isolados que apresentam atividades terapeuticas cresceu de forma exponencial. Porem, devido ao enorme arsenal biologico que o ambiente marinho representa, ele ainda e pouco explorado. As algas representam um dos recursos mais biologicamente ativos da natureza e tem despertado o interesse da comunidade cientifica, por serem produtoras de substancias quimicas com grandes chances de possuirem atividade terapeutica. Sargassum polyceratium e uma macroalga bentonica ecologicamente importante para o ambiente marinho. Estudos anteriores isolaram e identificaram quatro substancias do extrato etanolico bruto de Sargassum polyceratium (SpEE) e mostram comprovada atividade antinociceptiva do extrato, porem nada se conhece sobre o mecanismo de acao. No presente trabalho, investigamos o possivel mecanismo de acao do SpEE utilizando antagonistas farmacologicos e tendo como protocolo experimental o teste da formalina. A antinocicepcao produzida pelo SpEE foi significativamente bloqueada em animais pre-tratados com cafeina (10 mg/kg, s.c.), indicando o envolvimento do sistema adenosinergico. Contudo, o efeito antinociceptivo do SpEE nao foi revertido pela naloxona (antagonista nao-seletivo dos receptores opioides, 5 mg/kg, s.c.), glibenclamida (bloqueador dos canais de K+ATP, 10 mg/kg, i.p.), sulpirida (antagonista de receptores dopaminergicos do tipo D2, 20 mg/kg, s.c.) e nem pela ioimbina (antagonista seletivo de receptores α2-adrenergicos, 015 mg/kg, i.p.), sugerindo que o SpEE nao atua diretamente por esses mecanismos. No modelo de peritonite induzida por carragenina, o tratamento com SpEE diminuiu o fluxo de leucocitos para o local inflamado. Portanto, esses resultados mostram que o SpEE promove atividade antinociceptiva com possivel participacao do sistema adenosinergico, alem de possuir atividade anti-inflamatoria.
  • MATEUS FEITOSA ALVES
  • AVALIAÇÃO DO INFUSO DAS FOLHAS DE Cissampelos sympodialis Eichl. UTILIZANDO TÉCNICAS IN SILICO, CL-EM/EM E TOXICOLÓGICAS
  • Data: 31/10/2016
  • Hora: 14:00
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  • A infusao (cha) e uma das bebidas mais antigas e consumidas no mundo que pode ser obtida atraves de uma preparacao simples: agua quente e partes secas da planta. A infusao das raizes da Cissampelos sympodialis, planta comum do nordeste brasileiro conhecida por “milona”, e popularmente utilizada para o tratamento da artrite reumatoide, bronquite e asma. Estudos farmacologicos realizados com o extrato etanolico das folhas desta planta demonstraram que a mesma possui um grande potencial como agente antiasmatico. Ainda, etudos toxicologicos mostraram que no extrato etanolico das folhas de C. sympodialis apresentaram alteracoes nos cortes tissulares dos figados e pulmoes na maior dose administrada (225mg/kg/dia), porem, animais do grupo satelite conseguiram demonstrar uma atividade regenerativa voltando aos parametros de normalidade. Portanto, esta pesquisa tem como objetivo realizar estudos utilizando tecnicas in silico, Cromatografia Liquida acoplada ao Espectrometro de Massas (CL-EM/EM) e toxicologicas valendo-se de compostos presentes no infuso das folhas de C. sympodialis. No capitulo III foi avaliado, atraves de tecnicas in silico, o potencial anti-inflamatorio de alcaloides e de nao alcaloides presentes no genero Cissampelos e na familia Menispermaceae. Para familia Menispermaceae foram avaliados 786 metabolitos secundarios onde a seletividade do multitarget do alcaloide dauricine inibiu receptores adrenergicos β1 e ativou receptores β2 adrenergicos, mostrando que o mesmo pode ser utilizado como compostos de partida para estudos de estruturas propostas com atividades cardioprotetora e/ou antiasmatica. Dos 63 metabolitos secundarios do genero Cissampelos foram observadas afinidades dos compostos hayatine, isochondrondendrine, pelosine, sepeerine e warifteina como inibidoires das enzimas MAPK p38 alfa, PKC beta, PKC theta e da PKC zeta. A cissampeloflavona e unica que possui potencial inibitorio para a enzima PKC alpha. Esses compostos podem ser utilizados como ponto de partida para estudos posteriores com estruturas que apresentam potencial anti-inflamatorio. No capitulo IV a tecnica de CL-EM/EM foi utilizada para desenvolvimento de um metodo cromatografico para verificacao da presenca dos alcaloides warifteina e metil-warifteina no infuso das folhas de C. sympodialis, assim como comparar as diferentes formas de extracoes (infuso, extrato etanolico e fracao de alcaloides totais (FAT)) de metabolitos secundarios das folhas desta planta e suas respectivas atividades imunologicas. Os resultados obtidos atraves das analises do infuso, extrato etanolico e FAT mostraram que warfiteina e metil-warifteina estao presentes com maiores intensidades no infuso e FAT. A avaliacao imunologica em modelo de LPA demonstrou que apenas o infuso e o extrato etanolico conseguiram reduzir a migracao de celulas inflamatorias, sendo o infuso considerado melhor estatisticamente e quantitivamente que o extrato. Assim, podemos dizer que os alcaloides, warfiteina e metil-warifteina, nao sao os unicos responsaveis por caracterizar o efeito anti-inflamatorio da planta C. sympodialis. No capitulo V metodos de toxicidade foram utilizados para verificacao da seguranca do infuso das folhas de C. sympodialis, atraves de metodos in silico e in vivo. A toxicidade in silico e em dose unica (aguda) em Rattus novergicus demonstrou 5 moleculas apresentam uma elevada e uma baixa toxicidade apresentando um potencial de metabolizacao no figado (scores). In vivo foi observado alteracoes bioquimicas em machos (ureia, acido urico e AST) bem como nas femeas (albumina, globulina e proteinas totais). Apesar destes resultados serem sugestivos de alteracoes renais e hepaticas, em seccoes histologicas foi confirmado que nao houve alteracoes nestes orgaos. A toxicidade em doses repetidas durante 90 dias da infusao mostrou que a concentracao de 1 g/100 mL apresentou baixa toxicidade. Em contraste, a concentracao intermediaria (2 g/100 mL) e a concentracao mais elevada (4 g/100 mL) podem estar provocando alteracoes hepaticas e renais em ambos os sexos, com uma certa tendencia para ratos Wistar femeas. A toxicidade in silico e em doses repetidas durante 15 dias da infusao em Mus musculus demonstrou que o alcaloide 93 apresentou um elevado potencial toxicologico, bem como os produtos de seu metabolismo. In vivo a infusao apresentou alteracoes nos parametros bioquimicos e nos pesos de orgaos (pulmoes e rins) dos animais caracterizando possiveis danos renais e pulmonares, especialmente em animais tratados com a concentracao mais elevada (3 g/100 mL). Portanto, a partir destes dados de toxicidade, pode-se afirmar que a concentracao do infuso das folhas de C. sympodialis mais segura para uso da populacao e a de 1 g/100 mL.
  • RODRIGO SANTOS AQUINO DE ARAUJO
  • Síntese, Caracterização e Reatividade Química de Heterociclos Carbonilados Funcionalizados Através de Reações de Acoplamento Cruzado
  • Data: 31/10/2016
  • Hora: 13:00
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  • Compostos naturais, como cumarinas, tem se mostrado como uma rica fonte de substancias bioativas, porem, devido a dificuldade da obtencao em grandes quantidades dessas substancias isoladas, varios metodos de sintese, ou semi-sintese tem sido desenvolvidos, dentre essas muitas estrategias sinteticas utilizadas atualmente, as reacoes de acoplamento cruzado catalisadas por metais, tem tido destaque na literatura, como: Suzuki-Miyaura, Sonogashira, Heck e Negishi, utilizadas para formacao de ligacao carbono-carbono, e Buchwald-Hartwig, para formacao de ligacao carbono-nitrogenio. No presente trabalho, objetivou-se a derivacao, por funcionalizacao via reacoes de acoplamento cruzado catalisadas por paladio, em derivados heterociclicos, de Suzuki-Miyaura, Sonogashira, Negishi, Heck e Buchwald-Hartwig, das quais as tres primeiras forneceram excelentes resultados, os quais nao puderam ser reproduzidos nos protocolos de Heck e Buchwald, a partir das metodologias utilizadas. Alguns dos alcinos cumarinicos obtidos por Sonogashira foram submetidos a hidrogenacao catalitica, para fornecer novos alcanos com diferentes espacadores entre o anel cumarinico e seus grupos fenilicos. Um total de 48 moleculas finais foram obtidas, das quais 26 sao compostos ineditos, sendo todas caracterizadas e comprovadas de acordo com suas estruturas quimicas. Todas as substancias serao utilizadas, futuramente, em ensaios biologicos para avaliacao de suas potencialidades antifungica, antibacteriana, antitumoral, antileishmaniose e analise de citotoxicidade em celulas eucarioticas, permitindo, alem disso, um robusto estudo de relacao estrutura-atividade, diante das variacoes estruturais finais.
  • RYLDENE MARQUES DUARTE DA CRUZ
  • DERIVADO SEMI-SINTÉTICO CUMARÍNICO 2H-1-BENZOPIRAN-2-ONA, 7- PRENILOXI COM POTENCIAL ANTITUMORAL
  • Data: 27/10/2016
  • Hora: 09:30
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  • O 2h-1-benzopiran-2-ona, 7-preniloxi (UMB-07) e um derivado cumarinico proveniente de uma reacao de prenilacao na umbeliferona. Derivados cumarinicos apresentam uma gama de atividades farmacologicas, tais como, antibacteriana, anti-inflamatoria e antitumoral. Especificamente para o UMB-07, a literatura relata atividades antifungica, antibacteriana e antitumoral. Apesar de ser um composto citotoxico para celulas tumorais, nao ha estudos de mecanismos de acao associados a esse efeito. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar a toxicidade e a atividade antitumoral de UMB-07. O efeito hemolitico de UMB-07 foi avaliado no ensaio de citotoxicidade em eritrocitos de sangue periferico de camundongos. UMB-07 induziu pequeno percentual de hemólise (0,8%) na concentração testada (2000 μg/mL), o que sugere baixa toxicidade. In vivo, foi realizado o ensaio de toxicidade pre-clinica aguda para avaliacao de efeitos comportamentais e estimativa da dose letal 50% (DL50). UMB-07 (300 ou 2000 mg/kg, via intraperitoneal - i.p.) induziu efeitos depressores nos sistemas nervosos central e autonomo. A DL50 foi estimada em torno de 1000 mg/kg. A genotoxicidade de UMB-07 foi avaliada por meio do ensaio do micronucleo em sangue periferico de camundongos. UMB-07 (300 mg/kg - i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados, sugerindo baixa genotoxicidade. O modelo de carcinoma ascitico de Ehrlich foi utilizado para avaliacao da atividade antitumoral de UMB-07 (12,5; 25 ou 50 mg/kg, i.p.), apos nove dias de tratamento. UMB-07 (50 mg/kg) apresentou atividade antitumoral por reduzir os parametros volume, massa e a quantidade total de celulas tumorais (p<0,05). Na avaliacao de possiveis mecanismos de acao envolvidos nesse efeito, observou-se que UMB-07 nao interfere com a progressao do ciclo celular. Todavia, foi possivel observar efeito antiangiogenico para esta cumarina, considerando a reducao da microdensidade vascular peritumoral (p<0,05). Ainda, foi avaliado o possivel efeito imunomodulador de UMB-07 pela determinacao de citocinas e quimiocina no fluido peritoneal dos animais. UMB-07 (50 mg/kg) reduziu os niveis da quimiocina CCL2, que, por sua vez, esta associada a angiogenese, metastase e progressao tumoral. Apos tratamento de nove dias com UMB-07 foi possivel observar que nao houve alteracao de parametros bioquimicos renais e hepaticos, o que foi corroborado pela analise histologica. Os parametros hematologicos alterados (linfocitos e segmentados) permaneceram dentro dos limites normais para a especie, sugerindo baixo significado clinico para esse efeito. Em modelo in vitro, foi observado reducao da producao de oxido nitrico (NO) em macrofagos peritoneais estimulados por lipopolissacarideo. No entanto, esse efeito foi associado a uma citotoxicidade do composto. Estes resultados em conjunto sugerem que UMB-07, in vivo, possui baixa toxicidade e atividade antitumoral com mecanismo que envolve efeito antiangiogênico, possivelmente associado a reducao da quimiocina CCL2.
  • CÁSSIO ILAN SOARES MEDEIROS
  • Atividades Antifúngica e Toxicológica In silico dos Enantiômeros (R)-(+) e (S)-(-)-citronelal
  • Data: 25/10/2016
  • Hora: 10:00
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  • A incidencia de infeccoes fungicas vulvovaginais aumentou dramaticamente ao longo das ultimas decadas, constituindo assim a segunda causa mais comum de candidiase vulvovaginal (CVV) apos a vaginose bacteriana diagnosticada em 40% das mulheres com corrimento vaginal. O aumento da resistencia dos micro-organismos patogenos aos antimicrobianos existentes no mercado tem impulsionado a busca de novas alternativas terapeuticas, como os produtos naturais a base de plantas pertencentes a varias familias do reino vegetal, como por exemplo a Poaceae e a Myrtaceae, que se apresentam como uma solucao viavel devido ao baixo custo e facil acesso da populacao. Em destaque, as plantas do genero Cymbopogon e Eucalyptus constitui uma das principais fontes de moleculas biologicamente ativas, dentre elas os monoterpenos sao detentores de um enorme potencial biologico de interesse humano. No entanto, as pesquisas de compostos derivados de plantas com propriedades farmacologicas devem sempre ser unida aos estudos toxicologicos, afim de se comprovar a ausencia de maleficios destas substancias ao organismo humano. Diante deste contexto, foi estudado a atividade biologica dos enantiomeros (R)-(+)- e (S)-(-)-citronelal contra cepas de C. albicans e C. tropicalis oriundas de secrecoes vulvovaginais in vitro, bem como os parametros toxicologicos para a previsao da toxicidade oral teorica in silico. Para a realizacao dos estudos antimicrobianos in vitro; determinacao da concentracao inibitoria minima (CIM) bem como da concentracao fungicida minima (CFM), utilizou-se o teste de microdiluicao. Tambem foi aplicada a tecnica de disco-difusao em meio solido para estudo comparativo do perfil de resistencia/sensibilidade a antifungicos utilizados na terapeutica da candidiase vulvovaginal isolados e associados aos monoterpens em estudo. As CIM’s e as CFM’s dos enantiomeros (R)-(+)- e (S)-(-)-citronelal para 90% das cepas fungicas foram respectivamente (R)CIM90% 16µg/mL e (R)CFM90% 32 µg/mL; (S)CIM90% 64µg/mL e (S)CFM90% 128 µg/mL (forte atividade antifungica contra C. albicans e C. tropicalis). Foram constatados alta resistencia de C. albicans ao fluconazol e ao itraconazol 12 (92.30%) das cepas testadas. Mas, essa resistencia foi revertida em 9 (75%) e 7 (58.33%) respectivamente, quando em associacao com o (R)-(+)-citronelal e em 6 (50%) em combinacao com o (S)-(-)-citronelal. Alem disso, tambem foi observado alta resistencia de C. tropicalis a anfotericina B, itraconazol e miconazol. Porem a resistencia foi revertida para a anfotericina B e para o itraconazol, resultado do efeito sinergico em 2 (66.65%) das leveduras. Para o miconazol a resistencia foi revertida em 3 (100%) das cepas para ambos os enantiomeros. Na analise in silico, ambos os enantiomeros apresentaram boa biodisponibilidade oral teorica, no entanto, um potencial irritante foi observado como possivel efeito toxico para estes monoterpenos. Em conclusao, estes resultados sugerem que os enantiomeros (R)-(+)- e (S)-(-)-citronelal apresentam efeito antimicrobiano, e que tambem exercem efeito modificador de atividade aos agentes antifungicos quando em combinacao. No entanto, embora tenha apresentado boa biodisponibilidade oral teorica, o perfil toxicologico variado sugere a necessidade em avaliar o risco-beneficio desse composto na producao de um novo medicamento antifungico, por realizacao de ensaios in vivo.
  • LEONIDAS DAS GRACAS MENDES JUNIOR
  • O PAPEL DA VIA NO-sGC-cGMP E DOS CANAIS PARA POTÁSSIO NO EFEITO VASORRELAXANTE DO NITRATO DE CICLOHEXANOL, UM NOVO DOADOR DE ÓXIDO NÍTRICO COM ATIVIDADES HIPOTENSORA E ANTI-HIPERTENSIVA EM RATOS
  • Data: 24/10/2016
  • Hora: 14:00
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  • O oxido nitrico (NO) e uma molecula importante nas funcoes do sistema cardiovascular. Na hipertensao arterial sistemica (HAS), condicao que afeta boa parte da populacao mundial, a biodisponibilidade do NO esta reduzida. Drogas que restauram os niveis normais de NO e que apresentam menos efeitos secundarios compreendem uma das estrategias para o tratamento da HAS. O objetivo desse trabalho foi caracterizar o nitrato de ciclohexanol (HEX) como um novo doador de NO e avaliar seus efeitos sobre o sistema cardiovascular de ratos normotensos e hipertensos. O tratamento com HEX aumentou os niveis de NO em celulas de musculo liso vascular (VSMC) de tecido da arteria mesenterica em comparacao ao controle (33,23 ± 2,28 vs. 10,66 ± 0,62 u.a., n = 25 e 22, respectivamente, p < 0,05). O bloqueio da enzima sintase do oxido nitrico endotelial (eNOS) pelo L-NG-Nitroarginina (L-NNA, 100 μM, n = 30) nao inibiu o aumento de NO nas VSMC (32,77 ± 1,65 vs. 33,23 ± 2,28 u.a.). HEX induziu efeito vasorrelaxante em arteria mesenterica com endotelio funcional (Emax = 67,0 ± 2,8 %, n = 10). Este efeito maximo foi maior em aneis sem endotelio funcional (Emax = 100,4 ± 4,1 %, n = 6, p < 0,05). O efeito vasorrelaxante do HEX em aneis sem endotelio funcional foi diminuido pelo pre-tratamento com o 2-(4-fenil)-4,4,5,5-tetrametilimidazolina-1-oxi-3-oxido (PTIO, 300 μM), um sequestrador de NO (Emax = 44,9 ± 9,4 %, n = 6, p < 0,05), e pelo 1H-[1,2,4]oxadiazolo[4,3-a]quinoxalin-1-ona (ODQ, 10 μM), um inibidor seletivo da enzima guanilato ciclase soluvel (sGC) (Emax = 38,6 ± 9,7 %, n = 6, p < 0,05). O bloqueio inespecifico dos canais para potassio (K+) pelo cloreto de tetrametilamonio (TEA) na concentracao 3 mM diminuiu a potencia do efeito vasorrelaxante de HEX em relacao ao controle (pD2 = 3,65 ± 0,17 vs. 5,11 ± 0,1; n = 6, p < 0,05). O bloqueio especifico dos BKCa, com TEA (1 mM), e dos KV, com 4-aminopiridina (4-AP, 1 mM), nao alterou o perfil de vasorrelaxamento de HEX. Por outro lado, o bloqueio dos KATP com glibenclamida (GLIB, 10 µM) diminuiu a potencia do nitrato quando comparado ao controle, de acordo com o pD2 (4,38 ± 0,09 vs. 5,11 ± 0,12; n = 7 e 6, respectivamente, p < 0,05). A pre-exposicao dos aneis de arteria mesenterica ao HEX (10-3), durante 60 minutos, nao diminuiu o vasorrelaxamento induzido do proprio nitrato quando comparado com o controle (Emax = 107,5 ± 1,0 vs. 100,4 ± 4,1 %, n = 7 e 6, respectivamente). A administracao aguda de HEX (1, 5, 10, 20 mg/Kg, i.v.) induziu hipotensao em animais normotensos (−20 ± 6; −32 ± 5; −57 ± 9 e −76 ± 9 mmHg, n = 6) e hipertensos (−9 ± 5; −12 ± 3; −15 ± 6 e −79 ± 10 mmHg, n = 6). O tratamento subcronico (7 dias) com HEX (10 mg/kg/dia), na agua de beber, promoveu uma diminuicao da pressao arterial media de animais com hipertensao renovascular, quando comparados com animais hipertensos tratados com salina (134 ± 7 mmHg vs. 162 ± 5 mmHg, n = 6, respectivamente, p < 0,05). Esses resultados demonstram que HEX atua como doador de NO em VSMC, induz vasorrelaxamento por meio da via NO-cGMP-PKG e ativacao dos canais para K+ do tipo KATP, nao provoca tolerancia vascular em arteria mesenterica, promove hipotensao em animais normotensos e hipertensos, e tem efeito anti-hipertensivo em animais com hipertensao renovascular.
  • JULIANE SANTOS DE FRANCA DA SILVA
  • Efeito anti-inflamatório de ouabaína em modelo murino de Lesão Pulmonar Aguda induzida por LPS
  • Data: 17/10/2016
  • Hora: 09:00
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  • A Ouabaina e um esteroide cardiotonico inicialmente descrito como uma substancia de origem vegetal. Em 1991, a sua producao endogena por mamiferos superiores foi identificada e desde entao suas acoes fisiologicas vem sendo estudadas. Tem sido evidenciado que a ouabaina pode agir modulando diversos aspectos da resposta imunologica. Trabalhos do nosso grupo demonstraram que a ouabaina modula a resposta inflamatoria aguda induzida por diferentes agentes flogisticos, sendo tambem capaz de interferir negativamente no perfil inflamatorio desencadeado pela Leishmania (L.) amazonensis. A lesao pulmonar aguda (LPA) e uma doenca inflamatoria caracterizada clinicamente por inflamacao aguda e extenso acumulo de polimorfonucleares e de mediadores pro-inflamatorios, que culmina com o dano alveolar difuso e reducao da capacidade de complacencia pulmonar evoluindo para a sindrome do desconforto respiratorio agudo (SDRA), que pode levar o paciente a obito por hipoxemia severa. Nao ha dados na literatura sobre os efeitos da ouabaina na LPA. Objetivos: Avaliar o efeito imunomodulador de ouabaina em modelo murino de LPA induzida por LPS. Metodos: Camundongos BALB/c machos foram tratados via intraperitoneal com ouabaina na dose de 0,56 mg/Kg por um periodo de tres dias consecutivos, 1h apos o ultimo tratamento os animais foram desafiados via intranasal com LPS (2,5 mg/Kg); 24h apos o desafio, os animais foram eutanasiados, as amostras biologicas coletadas e os parametros inflamatorios, incluindo migracao celular, exsudato proteico, producao de citocinas, expressao de TLR4 e alteracoes histopatologicas foram entao avaliados. Os dados foram analisados pelo software PRISMA. Resultados: O tratamento com a ouabaina diminuiu a migracao de leucocitos totais para o sitio inflamado (48,84%), evento este, associado a diminuicao da migracao de neutrofilos (70,7%) e independente da migracao de macrofagos. Ouabaina tambem diminuiu o exsudato proteico na regiao bronco-alveolar (26,32%) e a producao das citocinas TNF-α (14,80%), IL-6 (47,07%) e IL1-β (33,59%), entretanto essa reducao na producao desses mediadores nao mostrou relacao com a expressao do TLR4. Adicionalmente, as alteracoes histopatologicas caracteristicas da LPA tambem foram reduzidas pelo tratamento com ouabaina. Conclusoes: Os resultados obtidos demonstram que ouabaina possui acao anti-inflamatoria na LPA induzida por LPS.
  • KATHERINE XAVIER BASTOS
  • ESTUDO FITOQUÍMICO DE Hancornia speciosa: ISOLAMENTO, ATIVIDADE BIOLÓGICA E CARACTERIZAÇÃO POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE EFICIÊNCIA ULTRA ELEVADA ACOPLADA À ESPECTROMETRIA DE MASSAS
  • Data: 14/10/2016
  • Hora: 14:00
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  • Apocynaceae e uma familia botanica que incluem entre 3700 e 5100 especies, estando distribuidas praticamente no mundo todo, mas principalmente nas regioes tropicais e subtropicais. No Brasil ocorrem aproximadamente 90 generos e 850 especies, habitando diversas formacoes vegetais. Dentro dessa grande familia botanica esta o genero Hancornia, que e considerado monotipico e, por isso, sua unica especie e Hancornia speciosa Gomes, alem de ser abundante no cerrado nordestino. Diante disto, este trabalho tem como objetivo estudar fitoquimicamente Hancornia speciosa contribuindo assim com a ampliacao do conhecimento quimico da especie. Alem de avaliar a atividade antifungica do extrato e compostos isolados. Para realizacao do estudo, o material vegetal, apos secagem e pulverizacao, foi submetido a processos de extracao e cromatografia para isolamentos dos constituintes quimicos. Tecnicas como Cromatrografia Liquida de Alta eficiencia e Cromatrografia Liquida de Eficiencia Ultra Elevada foram empregadas no trabalho. A estrutura quimica das substancias foi determinada por Ressonancia Magnetica Nuclear de 1H, 13C e bidimensionais em comparacoes com dados da literatura. O fracionamento cromatografico da fase cloroformica resultou no isolamento do cafeato de etila, da fase acetato de etila obteve-se a isoquecetrina, alem da narigenina, o acido 4,5-di-O-E- cafeoil-quinico e o acido 3,5-di-O-E- cafeoil-quinico da fase butanolica. Todos esses compostos foram relatados pela primeira vez em Hancornia speciosa. A caracterizacao do extrato das folhas de Hancornia speciosa por Cromatografia Liquida de Eficiencia Ultra Elevada acoplada a Espectrometria de Massas forneceu ainda a identificacao de vinte e quatro compostos. Ja o estudo da atividade antifungica do extrato forneceu um resultado positivo, porem o estudo dos compostos isolados nao forneceu, nao sendo capaz de inibir o crescimento das cepas em estudo em nenhuma concentracao testada. Este trabalho contribuiu evidenciando que esta especie e bioprodutora de compostos fenolicos, como demonstrado neste estudo fitoquimico.
  • MONALISA TAVEIRA BRITO
  • EFEITOS TOXICOLÓGICOS, ANTITUMORAIS, ANTINOCICEPTIVOS E ANTI-INFLAMATÓRIOS DO METIL 2-(3-METOXIFENIL)ACETATO, UM ANÁLOGO SINTÉTICO DO FENETIL ÉSTER DO ÁCIDO CAFÉICO (CAPE)
  • Orientador : MARIANNA VIEIRA SOBRAL
  • Data: 31/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • O metil 2-(3-metoxifenil) acetato (ANL3) e um derivado sintetico inedito do fenetil ester do acido cafeico (CAPE) que, por sua vez, e um composto fenolico com efeitos antioxidante, analgesico, anti-inflamatorio e antitumoral. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar a toxicidade e as atividades antitumoral, antinociceptiva e anti-inflamatoria de ANL3, por meio de ensaios in vitro e in vivo. No ensaio da sulforrodamina B, ANL3 induziu citotoxicidade especialmente para a linhagem U251 (glioma), com GI50 (Growth Inhibition 50%) de 31,4 µg/mL, e apresentou menor toxicidade para celulas nao-tumorais (GI50=49,8 a 58,0 µg/mL). Em macrofagos RAW 264.7, ANL3 inibiu a atividade da luciferase (p<0,001), sugerindo inibicao da via do fator de transcricao nuclear kappa B (NF-kB). Em triagem farmacologica comportamental em camundongos, ANL3 (300 ou 2000 mg/kg, via intraperitoneal - i.p.) induziu efeitos depressores nos sistemas nervosos central e autonomo. A DL50 (dose letal 50%) foi estimada em torno de 1000 mg/kg (i.p.). No teste do micronucleo (i.p.), ANL3 nao induziu genotoxicidade. Em modelo de carcinoma ascitico de Ehrlich, ANL3 (25 ou 50 mg/kg, i.p.) apresentou atividade antitumoral, por reduzir os parametros volume, massa e a quantidade total de celulas tumorais (p<0,001). Na analise do ciclo celular, ANL3 induziu o aparecimento do pico sub-G1 (p<0,001), o que e indicativo de apoptose. Foi observado que ANL3 promoveu reducao na microdensidade vascular peritumoral e nas citocinas CCL2 e IL-4, bem como aumento nas citocinas IL-1, IL-12 e TNF-α, sugerindo atividade antiangiogenica e modulacao da resposta imune contra o tumor. O tratamento antitumoral com ANL3 nao induziu alteracao em parametros bioquimicos e hematologicos, indicando baixa toxicidade. ANL3 (200, 300 ou 400 mg/kg, i.p.) induziu atividade antinociceptiva em modelos de nocicepcao quimica (acido acetico e formalina – 2º fase) e mecanica (Von Frey) (p<0,05). O efeito de ANL3 foi revertido pela naloxona em modelo de contorcoes induzidas pelo acido acetico (p<0,05), sugerindo a participacao do sistema opioide, que estaria modulando a resposta de ANL3 contra a hipernocicepcao inflamatoria. ANL3 nao apresentou efeito antiedematogenico, porem foi capaz de induzir imunomodulacao em modelo de edema de pata induzido por carragenina (200 mg/kg, i.p.), inibindo a liberacao das citocinas IL-6 e KC/CXCL1 (p<0,05), apesar de nao interferir em TNF-α e IL-1β. Ainda, ANL3 reduziu a migracao de leucocitos para a pata dos camundongos, como demonstrado pela reducao da mieloperoxidase (p<0,01). Em modelo in vitro, foi observado reducao da producao de oxido nitrico (NO) em macrofagos peritoneais estimulados por lipopolissacarideo. Estes resultados em conjunto sugerem que o ANL3 possui atividade antitumoral, antinociceptiva e anti-inflamatoria, alem de indicar baixa toxicidade.
  • MARIA MADALENA ROCHA SILVA TELES
  • Contribuição ao conhecimento fitoquímico de Ocotea gardneri (Meisn) Mez e Ocotea duckei Vattimo
  • Data: 30/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • A familia Lauraceae e constituida por aproximadamente 70 generos e 2500 especies, com distribuicao tropical e subtropical. No Brasil, compreende 400 especies distribuidas em 25 generos. Dentre esses, destacamos o genero Ocotea, com cerca de 350 especies. O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo fitoquimico de Ocotea duckei Vattimo e Ocotea gardneri (Meisn) Mez, bem como, avaliar a atividade antimicrobiana e antileishmania dos constituintes quimicos isolados. Para isto, o material botanico foi submetido a processos de extracao, particao e cromatografia para isolamento dos constituintes quimicos. As estruturas quimicas dos compostos foram determinadas por metodos espectroscopicos e comparacoes com modelos da literatura. O fracionamento cromatografico da fase diclorometano de Ocotea gardneri resultou no isolamento do triterpeno 2,6,10,15,19,23-hexametil-2,6,10,14,18,22-tetracosahexeno (esqualeno), do 3,4,5 trimetoxibenzaldeido e do esteroide glicosilado sitosterol-3-O-β-D-glicopiranosideo Da fase acetato de etila foi isolada a flavona 3,5,7,3’,4’-pentaidroxiflavona (quercetina) e dois flavonois 2- (3,4-di-hidroxifenil) -4H-cromeno-3,5,7-triol (epicatequina) e 2- (3,4-di-hidroxifenil) -4H-cromeno-3,5,7-triol (epicatequina). Todos os compostos estao sendo relatados pela primeira vez na especie. Para obtencao da fracao de alcaloides totais (FAT), o extrato etanolico bruto das folhas de Ocotea duckei foi submetido a marcha de alcaloides e, posteriormente, ao fracionamento cromatografico, resultando no isolamento dos alcaloides reticulina e N-oxido de reticulina, sendo este relatado pela primeira vez no genero. Ainda, a FAT foi analisada por LC-MS e por CG-MS. A LC-MS permitiu a identificacao dos alcaloides reticulina, coclaurina, discretamina, tetrahidrocolumbamina e N-oxido de reticulina. A analise da FAT por CG-MS permitiu a identificacao dos alcaloides metilreticulina e metilcoclaurina. Destes alcaloides, apenas a reticulina havia sido identificada para FAT das folhas, em estudos anteriores. Os flavonoides isolados foram avaliados quanto a atividade antimicrobiana pela tecnica de microdiluicao, frente as cepas de S. mutans, P. aeruginosa e S. aureus. A quercetina apresentou uma CIM de 83,5 μg/mL frente a S. aureus e a catequina uma CIM de 400 μg/mL frente a P. aeruginosa. Os alcaloides reticulina e N-oxido de reticulina foram submetidos ao metodo de reducao de MTT para avaliacao da atividade antileihmania frente a L. amazonensis, e estes nao apresentaram atividade.
  • JESSICA CELESTINO FERREIRA
  • SEMI-SÍNTESE DE NOVOS DERIVADOS DA CAULERPINA E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE LEISHMANICIDA DO ÁCIDO CAULERPÍNICO
  • Data: 29/08/2016
  • Hora: 09:00
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  • O genero Caulerpa foi reconhecido por Lamouroux como sendo da familia Caulerpaceae, que pertence a ordem das Bryopsidales. As especies e subespecies desse genero encontram-se distribuidas principalmente, nos mares tropicais e subtropicais do mundo. A substancia majoritaria desse genero e a caulerpina, alcaloide bis-indolico, isolada pela primeira vez em 1970, a partir da especie Caulerpa racemosa. Diversos estudos que utilizaram a caulerpina apresentaram varias atividades biologicas, como antioxidantes, antifungico, inibidor da acetilcolinesterase, antinociceptiva e anti-inflamatoria, antiviral e antitumoral. Evidenciando o potencial farmacologico dessa molecula, novos estudos foram realizados para o desenvolvimento de analogos pela introducao de novos substituintes podendo resultar em diferencas quimicas significativas e diferentes propriedades farmacocineticas. O presente trabalho tem como objetivos: isolar a substancia caulerpina; realizar modificacoes estruturais para a obtencao de novos analogos da caulerpina; bem como avaliar o seu potencial citotoxico e atividade leishmanicida da caulerpina e derivados. A partir do extrato etanolico da Caulerpa racemosa foi possivel o isolamento da substancia caulerpina e a partir das semi-sinteses realizadas obteve-se os seguintes derivados, (6E, 13E)-5,12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13- acido dicarboxilico, ja descrito na literatura e os demais derivados ineditos na literatura: (6E,13E)-dibutil 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-diisobutil 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-dipropill 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-dietill 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-dipentil 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-diisopentil 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-dialil 5, 12-dihidrocicloocta[1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato; (6E,13E)-dimetil 5, 12-diacetil-5,12-dihiidrocicloocta [1,2-b:5,6-b´]diindol-6,13-dicarboxilato. Todos os constituintes quimicos foram identificados por meio de tecnicas espectroscopicas de infravermelho e RMN de 1H e 13C.
  • HELLANE FABRICIA SOUSA DE LUCENA
  • CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL METABOLÔMICO DOS BIOMARCADORES PRESENTES NO HIPOCAMPO DE RATOS WISTAR TRATADOS COM RIPARINA III
  • Data: 25/08/2016
  • Hora: 08:30
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  • A ansiedade e considerada uma das principais desordens psiquiatricas da atualidade. Afeta ate 30% da populacao ao longo da vida e sendo responsavel pelo desenvolvimento de 60% dos casos de depressao, aumentando o risco de doencas fisicas, como as cardiovasculares, autoimunes e neurodegenerativas. Cerca de dois tercos dos pacientes ansiosos respondem bem aos farmacos existentes no mercado, porem esses produzem efeitos secundarios sistemicos. A principal classe de medicamentos ansioliticos pertence a classe dos benzodiazepinicos sendo o diazepam o medicamento mais utilizado. Os produtos naturais demonstram um grande potencial como fonte de novas drogas. Exemplo disso e a riparina III, uma alcamida isolada da Aniba riparia, que apresentou atividade ansiolitica e antidepressiva em modelos animais, e sua acao pode estar relacionada a modulacao dos sistemas noradrenergico, serotoninergico e dopaminergico. Os fatores ansiogenicos induzem alteracoes metabolicas em um organismo vivo. Nesse contexto, a metabolomica determina, em fluidos biologicos ou tecidos, o perfil dos metabolitos nos organismos vivos e suas mudancas como resultados de estimulos resultantes da dieta, meio ambiente, estilo de vida e medicamentos. Um dos metodos mais empregados para analise metabolomica e a CG-EM, por meio de reacoes para formacao de derivados TMS. Nesse trabalho, foi desenvolvido um metodo em CG-EM para analise dos biomarcadores em hipocampo de ratos submetidos ao tratamento com riparina III. Para metodologia de extracao, os hipocampos foram removidos e os biomarcadores hipocampais foram extraidos em metanol (0,1% de acido formico), centrifugados a 18.000 x g por 15 min, a 4 °C. O sobrenadante foi retirado e centrifugado a 18.000 x g por 15 min, a 4 °C, seco em N2(g), e submetido a reacao de derivatizacao com metoxiamina em piridina a 60°C por 2 h, e com MSTFA/1% TMCS a 50°C por 30 min. As amostras foram analisadas por CG-EM no metodo desenvolvido, e os cromatogramas obtidos foram submetidos a analise de componentes principais (PCA) e projecoes ortogonais de pares para analises discriminantes de estruturas latentes (OPLS-DA). As analises demonstraram que os quatro grupos de animais apresentaram perfis metabolomicos distintos, e foi possivel identificar 16 metabolitos nesse estudo, incluindo aminoacidos, neurotransmissores, acidos gordos e acidos organicos. Acredita-se que a riparina III altera o metabolismo de aminoacidos, o metabolismo energetico e o metabolismo dos neurotransmissores, como a via do fosfoinositideo, envolvendo o mio-inositol, a via de formacao dos acidos hexadecanoico e octadecanoico, a via do neurotransmissor excitatorio, glutamina e do neurotransmissor inibitorio, gaba.
  • JULIANA DA NOBREGA CARREIRO
  • Efeito Dual do resveratrol em útero isolado de camundongos sob normóxia e hipóxia.
  • Data: 22/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • O efeito de resveratrol em utero isolado de camundongo sob normoxia e hipoxia foi avaliado neste estudo. O resveratrol (1, 3, 10, 30, 100 uM) relaxou o utero de camundongos e diminuiu a amplitude e frequencia das contraccoes uterinas. O polifenol (3, 10, 30 uM) inibiu as contracoes induzidas pela ocitocina em concentracoes cumulativas no utero isolado. As curvas cumulativas foram deslocadas para a direita de uma forma nao-paralela e com efeito maximo (Emax) reduzido. Os valores de CE50 aumentaram de 9,2 ± 0,1 (controle) para 3,1 ± 0,02, 2,9 ± 0,01 e 0,03 ± 1,5 na presenca de resveratrol, caracterizando antagonismo nao competitivo. Resveratrol exibiu um efeito regenerativo apos hipoxia. Com resveratrol (% contracao = 51,18 ± 4,5), o utero foi cinco vezes mais funcional do que sem (contracao% = 10,67 ± 1,6). Observou-se que na presenca de resveratrol, apos 10 minutos de hipoxia, o utero foi apresentou tonus contratil de aproximadamente 75%. Comparou-se o efeito do resveratrol com tempol e observou-se que o resveratrol (% contracao = 51,18 ± 4,5) foi tres vezes melhor (% contracao = 19,73 ± 0,8). O efeito do resveratrol (% contracao = 51,18 ± 4,5) foi atenuado apos incubacao com o tetraetilamonio (% contracao = 21,25 ± 1,9), indicando que os canais de potassio estao envolvidos no efeito de resveratrol na utero hipoxico. O efeito de resveratrol (% contracao = 51,18 ± 4,5) foi praticamente abolid apos incubacao com nifedipino (% contraccao = 4,46 ± 1,4). Observou-se a participacao do KATPs no efeito de resveratrol.
  • RICARDO CARNEIRO MONTES
  • AMIDAS HALOGENADAS: REAÇÕES DE ACOPLAMENTO E INVESTIGAÇÃO IN SILICO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA
  • Data: 12/08/2016
  • Hora: 14:00
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  • Os compostos fenilpropanicos e seus derivados apresentam expressivo potencial microbicida. De fato, as doencas causadas por micro-organismos resistentes e uma preocupacao mundial que cada vez mais necessitam de novas pesquisas para a obtencao de agentes medicinais mais potentes. O presente trabalho teve como finalidade preparar uma colecao de benzilamidas para-halogenadas derivadas de acidos cinamicos e benzoicos estruturalmente relacionadas atraves de reacoes de acoplamento com 4-(cloro, fluro e bromo)benzilaminas, utilizando o BOP como agente de acoplamento. Alem disso foram realizados derivados eteres e esteres da amida do acido vanilico. Todos os compostos preparados foram submetidos a testes antimicrobianos pelo metodo de concentracao inibitoria minima (CIM), tendo como controle antibacteriano a gentamicina, a amicacina, o norfloxacino e a penicilina e a nistatina no ensaio de atividade antifungica. O estudo realizado levou a obtencao de 22 amidas e 10 derivados eteres e esteres da amida do acido vanilico, sendo 30 delas ineditas na literatura, identificados por metodos espectroscopicos de infravermelho e RMN de 1H e 13C bem como por espectrometria de massa de alta resolucao, com os rendimentos variando entre 29-89%. A avaliacao antimicrobiana demonstrou que onze amidas apresentaram atividade antifungica, apenas uma apresentou atividade antibacteriana e nenhum derivado da amida do acido vanilico apresentou atividade biologica. Foi realizado um estudo de QSAR com KNIME v. 3.1.0 e Volsurf v. 1.0.7, o qual demonstrou que descritores DRDRDR, DRDRAC, L4LgS, IW4 e DD2 influenciam na atividade antifungica das haloamidas. Conclui-se que as amidas do acido vanilico, do acido galico sao otimos antifungicos e a amida do 4-metoxicinamico e um otimo agente antibacteriano. Esse resultado demonstra que o grupo hidroxila na posicao para e metoxila na posicao meta potencializa a atividade antifungica no esqueleto estrutural da amida. Em adicao, a dupla ligacao do grupo espacador influencia na atividade biologica de algumas amidas, porem irrelevantes em outras amidas avaliadas.
  • FLAVIA DANNIELE FROTA MACHADO
  • Avaliação da atividade antiulcerogênica, anti-inflamatória intestinal e antidiarreica da espécie Hyptis suaveolens (L.) Poit. (Lamiaceae) em modelos animais.
  • Data: 15/07/2016
  • Hora: 14:00
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  • Hyptis suaveolens (Lamiaceae) e usada para o tratamento de afeccoes gastricas e inflamacao. Este trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antiulcerogenica duodenal, anti-inflamatoria intestinal e antidiarreica do extrato etanolico bruto (EEtOH- Hs) e da fase hexanica (FaHex-Hs) obtidos das partes aereas de H. suaveolens. No modelo de inducao de ulcera duodenal por cisteamina o EEtOH-Hs (31,25; 62,5; 125) mg/kg e o lansoprazol (30 mg/kg) reduziram a ALU para 47; 61 ; 42 e 59% (p<0,001), respectivamente, enquanto que a FaHex-Hs (31,25; 62,5; 125 e 250 mg/kg) e o lansoprazol (30 mg/kg) reduziram esse parametro para 79 ; 84 ; 89 ; 72 e 58% (p<0,001), respectivamente, ambos comparados aos seus respectivos controles negativos. No modelo agudo de inducao de colite ulcerativa por TNBS o EEtOH-Hs (31,25; 62,5; 125 mg/kg) e a prednisolona (2 mg/kg) reduziram a ALU para 63 (p<0,001); 76 (p<0,001); 32 (p<0,05) e 74% (p<0,001), e o escore de lesao para 5(4-8); p<0,05, 4(3-5); p<0,01 e 5(2-8); p<0,05, respectivamente, ambos comparados aos seus respectivos grupos coliticos. A FaHex-Hs (62,5; 125 mg/kg) e a prednisolona (2 mg/kg) reduziram a ALU para 50, 55 e 56% (ambas com p<0,001) e o escore de lesao 5(4-7), 5(4-5) e 5(4-6) (ambas com p<0,01) quando comparados aos seus respectivos grupos coliticos. No modelo cronico de colite ulcerativa induzida por TNBS, o EEtOH-Hs (62,5 mg/kg) nao promoveu reducao nos parametros avaliados, ja a FaHex-Hs (125 mg/kg) e a prednisolona (2 mg/kg) reduziram o escore de lesao para 2 (1-3); p<0,01 e 1 (1-4); p<0,001, a relacao peso/comprimento para 139±26 (p<0,001) e 139±80 (p<0,001) e a diarreia para 61% (p<0,001) e 47% (p<0,001), respectivamente, quando comparados ao grupo colitico. No modelo agudo de colite ulcerativa o EEtOH-Hs (31,25 e 62,5 mg/kg) e a FaHex-Hs (125 mg/kg) aumentaram os niveis de glutationa reduzida (GSH) quando comparados ao grupo colitico com p<0,01, p<0,05 e p<0,001, respectivamente. Ja no modelo cronico de colite a FaHex-Hs (125 mg/kg) aumentou significativamente os niveis de GSH (p<0,001), catalase (p<0,001) e superoxido dismutase (p<0,01), reduziu os niveis de malondialdeido (p<0,001), nitrito/nitrato (p<0,05) e da mieloperoxidase (p<0,001), quando comparado aos respectivos valores do grupo colitico. A FaHex-Hs (125 mg/kg) reduziu os niveis de interleucina 1 beta (IL-1β) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), ambos com p<0,001 e aumentou os niveis de interleucina 10 (IL-10) p<0,001, quando comparados aos grupos coliticos. No modelo de diarreia induzida por oleo de ricino, o EEtOH-Hs (500 mg/kg), a FaHex-Hs (500 mg/kg) e a loperamida (5 mg/kg) reduziram significativamente o indice de evacuacao (IE) quando comparado ao controle negativo com p<0,01, p<0,01 e p<0,001, respectivamente. A FaHex-Hs (500 mg/kg) e a loperamida reduziram significativamente o esvaziamento gastrico e o transito intestinal para 69% (p<0,001) e 47%; (p<0,001), respectivamente, e para 35% (p<0,001) e 21% (p<0,001), quando comparado aos seus respectivos controle negativo. A atividade antimotilidade da FaHex-Hs envolve participacao de oxido nitrico, K ATP , sistema colinergico e adrenergico. Considerando esses resultados e possivel inferir que H. suaveolens apresenta atividade antiulcerogenica, anti-inflamatoria intestinal e antidiarreica
  • ELANE CRISTINA SILVA DOS SANTOS
  • INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL TÓXICO DO EXTRATO ETANÓLICO DE Krameria tomentosa A. St. HILL SOBRE O SISTEMA REPRODUTOR DE RATOS E RATAS E SUAS PROLES
  • Data: 20/06/2016
  • Hora: 14:00
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  • Krameria tomentosa (carrapicho de cavalo ou ratainha-da-terra) e um arbusto utilizado na medicina popular por sua acao adstringente. Considerando-se o uso popular e a escassez de informacoes sobre sua toxicidade, esse trabalho teve a finalidade de estabelecer a toxicidade oral aguda do extrato etanolico de K. tomentosa (EEKt) e da sua fracao hexanica (FHEEKt) em ratas Wistar, bem como estudar o seu potencial toxico sobre o sistema reprodutor masculino e feminino e orgaos vitais de ratos e suas proles. Para a investigacao da toxicidade oral aguda, 30 ratas foram distribuidas nos grupos controles (agua destilada) e tratados nas doses de 300 ou 2000 mg/kg do extrato e da fracao hexanica (n=3), em dose unica. Cada dose foi testada duas vezes, para posterior estimativa da DL50. Avaliou-se o peso corporal, consumo de agua e racao, screening hipocratico e o comportamento. Na avaliacao da toxicidade reprodutiva, ratos e ratas Wistar foram divididos em quatro grupos de 12 animais cada, sendo 3 tratados com o EEKt nas doses de 125, 500 ou 2000 mg/kg, e um controle, que recebeu agua destilada, por via oral, uma vez ao dia. A avaliacao do potencial toxico do EEKt sobre o sistema reprodutor masculino foi realizada apos o tratamento dos ratos durante 52 dias consecutivos (periodo correspondente a um ciclo espermatogenico). Para a avaliacao do efeito do extrato na pre-implantacao, as ratas foram tratadas do 1º ao 7º dia de prenhez, enquanto na avaliacao da pos-implantacao, as ratas foram expostas ao EEKt a partir do 8º dia de prenhez ate o termino da lactacao. Os animais foram avaliados quanto a ocorrencia de sinais gerais de toxicidade, consumo de agua e racao, analises bioquimica, hormonal e hematologica, peso corporal, de orgaos vitais e reprodutores, e indices reprodutivos. Nos machos, avaliou-se tambem a producao e morfologia espermatica. Apos o fim do tratamento, os animais foram anestesiados com uma solucao de xilazina-cetamina e eutanasiados posteriormente. As proles foram avaliadas quanto ao desenvolvimento geral, reflexologico e comportamental. Os resultados obtidos na avaliacao da toxicidade oral aguda mostraram que o EEKt e a FHEEKt apresentaram baixa toxicidade, evidenciada pela ausencia de mortalidade ou morbidade nos grupos experimentais. Nos ensaios de toxicidade reprodutiva, o peso corporal de machos foi reduzido pelo EEKt nas doses de 125, 500 e 2000 mg/kg. As femeas expostas ao EEKt, durante a pre-implantacao, tiveram o consumo de agua e racao reduzidos e um aumento no indice de perdas pre-implantacao na dose de 2000 mg/kg. No periodo de pos-implantacao e lactacao, registraram-se mortes maternas, aumento no indice de perdas pos-implantacao e um decrescimo no indice de desmame nas doses de 500 mg/kg e 2000 mg/kg do extrato. Os descendentes apresentaram atraso no desenvolvimento dos reflexos de andar adulto e de geotaxia negativa. Os resultados sugerem que o tratamento com o EEKt ou FHEEKt, em dose unica, apresenta baixa toxicidade, no entanto, quando o EEKt e administrado em fases criticas do processo reprodutivo, ha indicios de um possivel efeito toxico sistemico e sobre o sistema reprodutor de ratos e ratas Wistar.
  • NATHALIA DINIZ ARAUJO
  • CONTRIBUIÇÃO À TAXONOMIA E AO CONTROLE DE QUALIDADE DO GÊNERO Brunfelsia L. (SOLANACEAE): MICROMORFOLOGIA DAS EPIDERMES, FARMACOBOTÂNICA FOLIAR DAS ESPÉCIES MEDICINAIS E REVISÃO DA ETNOMEDICINA
  • Data: 20/06/2016
  • Hora: 14:00
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  • Brunfelsia L., pertencente a familia Solanaceae, possui cerca de 50 especies com distribuicao neotropical. O genero e reconhecido por possuir especies com importancia etnomedicinal, com importantes componentes bioativos e atividades biologicas comprovadas. Neste trabalho realizou-se um estudo da micromorfologia e anatomia das epidermes foliares de 25 especies de Brunfelsia, como tambem um estudo da anatomia foliar de seis especies usadas como medicinais, complementados por uma revisao da etnomedicina do genero. O estudo foi realizado com o objetivo de contribuir para a caracterizacao e delimitacao interespecifica, alem de apoiar o controle de qualidade das especies de usos medicinais, e efetuar uma revisao das especies e seus usos etnomedicinais, que possam apoiar estudos de produtos naturais como fonte de compostos biologicamente ativos. As analises anatomicas seguiram as tecnicas usuais de anatomia para observacoes em microscopia optica e eletronica de varredura. As medidas dos estomatos foram tomadas com auxilio do programa ANATI QUANTI 2.0, e analisadas com o Test-T. Observou-se que as especies estudadas apresentam um padrao de distribuicao de estomatos do tipo hipoestomatico. Estomatos anisociticos, anomociticos e paraciticos ocorrem simultaneamente em 14 especies; estomatos anisociticos e anomiciticos foram comuns a sete especies; e em B. guianensis, B. mire e B. rupestris ocorrem estomatos dos tipos paracitico e anomociticos. O comprimento dos estomatos variou entre 32,09±0,66 µm em B. plicata e 51,02 ±4,89 µm em B. rupestris. Epidermes com paredes anticlinais sinuosas em ambas as faces foram predominantes, com excecao de B. densifolia e B. lactea que apresentaram um tipo reto a curvo no epifilo, e curvo no hipofilo, B. obovata, com paredes anticlinais curvas no epifilo e sinuosas no hipofilo, e B. rupestris que apresentou paredes retas em ambas as faces. As cuticulas sao diferentemente ornamentadas e distintivas para as 25 especies. O padrao estriado, bastante diversificado, foi predominante, observado em pelo menos uma das faces da epiderme das 25 especies estudadas. Tricomas simples, unisseriados, foram comuns a todas as especies estudadas, com variacoes na densidade, principalmente em B. brasiliensis, B. cuneifolia, B. pilosa e B. rupestris, com indumento mais compacto. Nas seis especies medicinais, o mesofilo dorsiventral com parenquima palicadico 1-2 seriado foi observado em B. grandiflora e B. uniflora, e o tipo unisseriado nas demais especies estudadas; a nervura principal apresentou esclerenquima em cinco especies, exceto em B. americana; a morfologia do peciolo caracterizou-se como plano-convexa em B. mire e B. uniflora e concavo-convexa nas demais especies estudadas, com um feixe vascular central em formato de U e 2-6 feixes acessorios. A morfologia das epidermes, tipos de estomatos, ornamentacao da cuticula, e a densidade dos tricomas foram os principais caracteres distintivos, que poderao apoiar a taxonomia e a delimitacao das especies estudadas, como tambem o controle de qualidade das especies medicinais. Alem disso, a morfologia do mesofilo, nervura principal e peciolo foram caracteres distintivos para as seis especies medicinais. A revisao etnomedicinal revelou ser Brunfelsia um genero reconhecido por seus diferentes usos populares e etnicos de diferentes partes da planta, especialmente raizes, sendo os principais usos registrados para o tratamento de reumatismos e artrites. Os mais relevantes constituintes quimicos isolados foram cumarinas e alcaloides. As principais atividades biologicas investigadas foram anti-inflamatoria e depressora do sistema nervoso central. Embora estudos fitoquimicos e farmacologicos tenham sido realizados com especies do genero, apenas 12,8% das especies foram estudadas evidenciado a necessidade de estudos adicionais para as especies de Brunfelsia.
  • DAIENE MARTINS BELTRAO
  • DERIVADO HIDANTOÍNICO 3,5-DIFENIL-IMIDAZOLIDINA - 2,4 - DIONA COM POTENCIAL ANTITUMORAL, ANTINOCICEPTIVO E ANTIEDEMATOGÊNICO
  • Data: 20/06/2016
  • Hora: 08:00
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  • O cancer e um grupo de doencas geneticas heterogeneas caracterizadas pela proliferacao celular descontrolada. Problemas na eficacia, seguranca e desenvolvimento de resistencia ao tratamento impulsionam pesquisas de novas moleculas com potencial antitumoral. Os derivados hidantoinicos sao reconhecidos por apresentar atividades biologicas, dentre estas, antitumoral e antinociceptiva. O objetivo deste trabalho foi investigar a toxicidade, atividade antitumoral, antinociceptiva e anti-inflamatoria do derivado hidantoinico 3,5-difenil-imidazolidina - 2,4 – diona (IM-15). IM-15 nao induziu hemolise ate a concentracao de 2000 µg/mL, sugerindo baixa toxicidade em eritrocitos. No ensaio de toxicidade pre-clinica aguda, o IM-15 (300 ou 2000 mg/kg, i.p.) induziu efeito depressor no Sistema Nervoso Central (SNC) e sua DL50 (dose letal 50%) foi estimada em torno de 1000 mg/kg. O derivado hidantoinico (12,5; 25 e 50 mg/kg, i.p.) reduziu (p<0,001) todos os parametros (volume e massa tumoral, e viabilidade celular) em modelo de carcinoma ascitico de Ehrlich, o que caracteriza seu potencial antitumoral. Foi observado que IM-15 nao interferiu na distribuicao de celulas no ciclo celular. Todavia, os dados mostraram que IM-15 reduziu a microdensidade vascular peritumoral (p<0,05), bem como os niveis das citocinas IL-4, TNF-α, IFN-γ, e da quimiocina CCL-2 (p<0,001), o que sugere que o potencial antitumoral desse derivado imidazolidinico envolve a modulacao da resposta imune relacionada ao controle da proliferacao celular, apoptose e angiogenese. Ainda, os resultados sugerem que a reducao da angiogenese observada apos tratamento com IM-15 esta associada com a reducao nos niveis de CCL2 e TNF-α, citocinas reconhecidamente pro-angiogenicas. As analises toxicologicas indicam que o tratamento de nove dias com o derivado hidantoinico nao induziu alteracoes nos parametros bioquimicos e hematologicos avaliados. No ensaio do micronucleo, IM-15 (300 mg/kg, i.p.) nao induziu aumento no numero de eritrocitos micronucleados, o que indica baixa genotoxicidade. IM-15 (50 mg/kg, i.p.) apresentou atividade antinociceptiva nos testes da placa quente, contorcoes abdominais e formalina, neste ultimo o efeito foi mais intenso na segunda fase, o que sugere acao na dor inflamatoria. Foi demonstrado que o mecanismo de acao nao envolve a via opiode e a via GABAergica, porem envolve a participacao do oxido nitrico na primeira fase do teste da formalina. IM-15 induziu efeito antiedematogenico, porem, nao reduziu a peritonite induzida por carragenina. Portanto, e possivel inferir que o IM-15 apresenta atividade antitumoral e antinociceptiva, bem como, baixa toxicidade.
  • LUIZ ANDRE DE ARAUJO SILVA
  • NOVOS DERIVADOS SINTÉTICOS DE ALCALOIDES TETRAHIDROISOQUINOLÍNICOS
  • Data: 27/05/2016
  • Hora: 09:00
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  • Alcaloides sao metabolitos secundarios de grande importancia medicinal, abrangendo um grupo diverso de moleculas contendo nitrogenio na sua estrutura, O numero de alcaloides que contem o esqueleto tetrahidroisoquinolinico 1-substituido e extenso e a impressionante versatilidade farmacologica desta classe desperta o interesse nos farmacologistas experimentais, a importancia. Visto a importancia dos alcaloides isoquinolinicos o nosso trabalho tem como objetivo a sintese de derivados tetrahidroisoquinolinicos e fornecer material para futuros estudos farmacologicos tanto in-vivo como in-vitro. Para a sintese dos alcaloides feniltetrahidroisoquinolinicos, benziltratrahidroisoquinilinicos e feniltetrahidro-β-carbolinicos foi utilizado a reacao de Pictet-Spengler. Com o objetivo de ampliar os estudos farmacologicos a respeito do alcaloide (1-(3-dimetoxi-4-hidroxifenil)-7-metoxi-1,2,3,4,-tetrahidro isoquinolina (MTHP) refizemos a sua sintese como descrito na literatura. Obtivemos 4 alcaloides sendo 2 deles feniltetrahidroisoquinolinicos (1-(3,5-dimetoxi-4-hidroxifenil)-7-metoxi-1,2,3,4,-tetrahidro isoquinolina (73%) e 1-(2-hidroxifenil)-7-metoxi-1,2,3,4,-tetrahidro isoquinolina (54%)), 1 feniltetrahidro-β-carbolinicos (1-(3,5-dimetoxi-4-hidroxifenil)-1,2,3,4,-tetrahidro-β-carbolina (38%)) e 1 benziltratrahidroisoquinilinicos (1-(1-etil-3,4-metilenodioxidofenil)-6,7-dimetoxi-1,2,3,4,-tetrahidro isoquinolina(87%)). A partir da disponibilizacao de material para os testes farmacologicos do MTHP, apresentou baixa toxicidade sem genotoxicidade, seu mecanismo imunomodulador na asma esta relacionado a regulacao do perfil TH2.
  • CRISTHIANE CALOCA HUSEIN
  • ALCALOIDES DAS RAIZES DE XYLOPIA LANGSDORFFIANA ST-HIL & TUL. (ANNONACEAE)
  • Data: 29/03/2016
  • Hora: 08:00
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  • As plantas sao uma fonte importante de produtos naturais biologicamente ativos, muitos dos quais se constituem em modelos para a sintese de um grande numero de farmacos. No Brasil, cerca de 25% do faturamento da industria farmaceutica nacional sao originados de medicamentos derivados de plantas. O isolamento e a determinacao estrutural de metabolitos secundarios de organismos vivos, sao de extrema importancia para a fitoterapia e para o desenvolvimento de novos medicamentos fitoterapicos, os quais contribuem com os estudos das atividades cientificas e tecnologicas envolvidas no processo de fabricacao deste tipo de medicamento, e principalmente no combate de doencas para todo o tipo de populacao. Este trabalho teve como objetivo contribuir com o estudo fitoquimico da familia Annonaceae, em especial o genero Xylopia, atraves da extracao, isolamento, identificacao e/ou determinacao dos constituintes quimicos das raizes de Xylopia langsdorffiana. Obtivemos como resultado quatro alcaloides de esqueletos distintos sendo eles: uma mistura de alcaloides oxaporfinicos - Oxoglaucina e Lanuginosina, um alcaloide protoberberinico - Xylopinina e o alcaloide aporfinico –Laurotetanina.
  • DIOGO VILAR DA FONSECA
  • O orto-eugenol apresenta atividade antinociceptiva e anti-inflamatoria em camundongos
  • Data: 14/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • O orto-eugenol e um fenipropanoide utilizado na industria como fragrancia na qual sua capacidade em reduzir a dor e inflamacao nunca foi estudada. Diante disso, surgiu interesse em pesquisar a atividade antinociceptiva e anti-inflamatoria do orto-eugenol e seus possiveis mecanismos de acao. A administracao do veiculo, orto-eugenol (50, 75 e 100 mg/kg, i.p.), morfina (10 mg/kg, i.p.) ou dexametasona (2 mg/kg, s.c.) acontecerem trinta minutos antes da realizacao dos testes farmacologicos. Os experimentos iniciaram com a triagem psicofarmacologica e determinacao da DL50. O efeito do orto-eugenol sobre a coordenacao motora de camundongos foi investigada no teste do Rota-rod. A atividade antinociceptiva foi avaliada utilizando testes quimicos (teste das contorcoes abdominais induzidas pelo acido acetico, teste da formalina e teste do glutamato) e termico (teste da placa quente). Para estudar a participacao do sistema adrenergico, administrou-se o antagonista α2-adrenergico, ioimbina, quinze minutos antes da injecao do orto-eugenol no teste das contorcoes induzidas pelo acido acetico. O teste da permeabilidade vascular induzida pelo acido acetico e o teste da peritonite foram utilizados para avaliar o efeito anti-inflamatorio do orto-eugenol em camundongos. No teste da peritonite, os niveis de citocinas pro-inflamatorias e as formas fosforiladas de NF-κB e p38 foram analisados no liquido peritoneal. Na triagem farmacologica comportamental, as diferentes doses testadas do orto-eugenol apresentaram alteracoes comportamentais psicodepressoras, tais como ambulacao diminuida e, principalmente, analgesia. A DL50 foi de 307,5 mg/kg, com intervalo de confianca entre 212,1 e 446,0 mg/kg de peso corporal para camundongos machos e femeas. O pre-tratamento com o orto-eugenol nao alterou a coordenacao motora no teste do Rota-rod, mas reduziu o numero de contorcoes abdominais, o tempo de lambida no teste do glutamato e ambas as fases do teste da formalina. O tempo de reacao ao estimulo termico foi significativamente aumentando no teste da placa quente apos a administracao do orto-eugenol. O tratamento com a ioimbina reverteu o efeito antinociceptivo do orto-eugenol, sugerindo participacao do sistema adrenergico. Nos testes anti-inflamatorios, o orto-eugenol inibiu o aumento da permeabilidade vascular induzida por acido acetico e a migracao de leucocitos via reducao dos niveis de TNF-α e IL-1β em virtude da supressao das formas fosforiladas de NF-κB e p38 no teste da peritonite. Diante desses resultados, torna-se evidente pela primeira vez o efeito antinociceptivo mediado pelo receptor α2-adrenergico e atividade anti-inflamatoria por meio da regulacao de citocinas pro-inflamatorias e fosforilacao de NF-κB e p38.
  • HELOISA MARA BATISTA FERNANDES
  • Avaliacao das atividades antifungica, antioxidante e citotoxica dos monoterpenos (R)-(+)-citronelal, (S)-(-)-citronelal e 7-hidroxicitronelal.
  • Data: 04/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • As infeccoes graves causadas por fungos patogenicos oportunistas, tais como do genero Candida, tem sido cada vez mais comuns em pacientes imunocomprometidos. A disseminacao de fungos resistentes aos medicamentos e uma das mais graves ameacas para o sucesso do tratamento das doencas fungicas, alem disso, algumas drogas sao muito toxicas, dificultando a adesao a terapeutica. Nesse contexto, os monoterpenos tem se destacado por apresentarem diversas atividades farmacologicas tais como: fungicida e bactericida, alem da atividade antioxidante, por serem capazes de reagir e inativar as diferentes especies reativas produzidas durante um estresse oxidativo celular. Com base nisto, foram estudados os efeitos antifungico, citotoxico e antioxidante dos monoterpenos (R)-(+)-citronelal (RC), (S)-(-)-citronelal (SC) e 7-hidroxicitronelal (7-OH). Para a analise do potencial antimicrobiano dos monoterpenos foi utilizado a analise in silico com o software Pass online. Para a realizacao dos estudos antifungicos utilizou-se o teste de microdiluicao com diferentes cepas fungicas do genero Candida para avaliacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM). Alem disso, determinou-se a Concentracao Fungicida Minima (CFM) por semeio em placas. Na realizacao dos estudos de atividade citotoxica e antioxidante utilizou-se hemacias humanas obtidas da unidade transfusional do Hospital Universitario Lauro Wanderley/UFPB. Para os estudos antioxidantes utilizou-se as tecnicas com fenilhidrazina e peroxido de hidrogenio. O estudo in silico demonstrou que os monoterpenos RC, SC e 7-OH apresentaram uma maior probabilidade de serem ativos, expressa em porcentagem, frente aos microrganismos fungicos. Os experimentos de atividade antifungica revelaram que os monoterpenos RC e SC promoveram efeito antifungico forte com CIM50 de 256 µg/mL para as cepas de Candida albicans e Candida tropicalis, bem como acao fungicida por apresentarem CFM50 512 µg/mL. O monoterpeno 7-OH apresentou forte efeito antifungico tanto para as cepas de Candida albicans como para as cepas de Candida tropicalis, com CIM50 de 256 µg/mL e CIM50 512 µg/mL, respectivamente, bem como acao fungicida com CFM50 de 512 µg/mL e 1024 µg/mL. Os monoterpenos RC, SC e 7-OH nao demonstraram efeito oxidante frente a eritrocitos humanos. Alem disso, os monoterpenos apresentaram efeito antioxidante frente a fenilhidrazina e ao peroxido de hidrogenio. A analise da citotoxicidade de RC, SC e 7-OH frente a eritrocitos revelou valores de hemolise abaixo de 25% para todos os tipos sanguineos testados, na concentracao de 256 µg/mL. Diante desses resultados, foi possivel inferir que a estereoisomeria dos monoterpenos RC e SC nao interferiu nas atividades testadas. Em conclusao, estes resultados sugerem que o RC, SC e 7-OH apresentam efeito antifungico e antioxidante, com baixo efeito citotoxico.
  • ITALO ROSSI ROSENO MARTINS
  • A ação relaxante de novos derivados N-sulfonilidrazônicos do LASSBio-448, inibidores de PDE4, em um modelo de asma alérgica em cobaias: caracterização funcional do mecanismo relaxante do LASSBio-1847
  • Data: 29/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • A asma é uma doença caracterizada por inflamação crônica e hiper-responsividade das vias aéreas, apresentando uma farmacoterapia bem estabelecida. No entanto, devido a heterogeneidade dessa enfermidade, alguns pacientes não respondem apropriadamente ao tratamento. Assim, visando ajudar no processo de desenvolvimento de novos candidatos a fármacos antiasmáticos, decidiu-se avaliar a possível ação relaxante de uma série de derivados N-sulfonilidrazônicos inibidores de PDE4 (LASSBio-448, -1624, -1832, -1846, -1847, -1848, -1849, -1850 e -1851) em um modelo funcional de traqueia de cobaias não asmáticos e asmáticos, bem como elucidar o mecanismo de ação do derivado mais promissor. Todos os protocolos experimentais foram aprovados pelo CEUA/UFPB (certidão 0610/11). Inicialmente, realizou-se a implantação e padronização de um modelo de asma em cobaias utilizando ovalbumina (OVA) como agente sensibilizador, onde se observou histologicamente, alterações morfológicas inerentes ao quadro asmático, como hipertrofia da camada muscular lisa, presença de infiltrado de células inflamatórias e anormalidades vasculares. Além disso, os anéis de traqueia de cobaias sensibilizados mostraram-se responsivos à OVA, diferente dos não sensibilizados. Funcionalmente, o agonista contrátil CCh apresentou potências e eficácias relativas similares entre os animais não asmáticos e asmáticos, diferentemente do que se observou para o agonista contrátil histamina, que demonstrou ser equipotente entre os dois grupos de animais, mas com uma maior eficácia nos animais asmáticos. Por sua vez, os agonistas relaxantes aminofilina e isoprenalina apresentaram potências e eficácias relativas similares entre os animais não asmáticos e asmáticos. De modo geral, na etapa de triagem farmacológica dos derivados N-sulfonilidrazônicos, estes apresentaram um efeito relaxante equipotente e independente dos fatores relaxantes derivados do epitélio tanto nos animais não asmáticos quanto nos asmáticos, com exceção do LASSBio‑1850 que mostrou apenas uma eficácia moderada (< 50%) e o LASSBio-1847 que apresentou um incremento de potência de cerca de 4 vezes nos animais asmáticos. Dentre os derivados avaliados, o LASSBio-1632, -1846 e -1847 foram os de maior potência farmacológica nos animais asmáticos, sendo esse último o mais promissor e selecionado para a etapa de caracterização do mecanismo de ação nos cobaias não asmáticos e asmáticos. Como o LASSBio-1847 foi sintetizado como um inibidor das PDE4, uma enzima que hidrolisa o cAMP, e os receptores adrenérgicos-β2 são um dos principais responsáveis pela sinalização que leva a produção desse segundo mensageiro no músculo liso das vias aéreas, utilizou-se o propranolol, um bloqueador adrenérgico-β não seletivo, para avaliar a participação desses receptores. Observou-se que houve desvio da curva de relaxamento do LASSBio‑1847 para a direita evidenciando a participação dos receptores adrenérgico-β em ambos os grupos de animais. Como esses receptores levam a ativação da adenilil ciclase (AC), decidiu-se investigar o envolvimento da mesma no efeito relaxante do LASSBio-1847. Para tanto, utilizou-se a forscolina, um ativador de AC, e evidenciou-se que a curva de relaxamento da forscolina na presença do derivado foi deslocada para a esquerda em cerca de 54 e 4 vezes nos animais não asmáticos e asmáticos, respectivamente, mostrando que o LASSBio‑1847 poderia agir sinergicamente ou favorecer a ativação da AC. A ativação do receptor adrenérgico‑β2/AC leva a produção de cAMP que é contrabalanceada por sua hidrólise via PDEs. Para avaliar o envolvimento dessas enzimas, utilizou-se a aminofilina, um inibidor não seletivo de PDEs. A curva-concentração resposta à aminofilina foi desviada para a esquerda na presença do LASSBio-1847 com potencialização do efeito em torno de 147 e 4 vezes, nos animais não asmáticos e asmáticos, respectivamente, sugerindo que o efeito do derivado ocorre por uma possível inibição de PDEs. O efetor da via receptor adrenérgico‑β2/AC/cAMP é a PKA, assim para confirmar a modulação positiva dessa via utilizou‑se o H-89, um inibidor da PKA, e observou-se que houve uma atenuação na resposta relaxante do derivado, confirmando a modulação dessa via. Até o momento, todos os achados nos indicaram um possível aumento na [cAMP]c e para confirmar essa hipótese foi realizado a medida dos níveis teciduais de cAMP via ELISA, que demonstrou que o LASSBio-1847 realmente eleva a [cAMP]c, numa magnitude similar ao rolipram, em ambos os grupos de animais. Assim, ficou estabelecido a implantação do modelo de asma em cobaias, além de se evidenciar que os derivados N-sulfonilidrazônicos avaliados possuem atividade relaxante em traqueia de cobaias não asmáticos e asmáticos de forma independente de epitélio, sendo o LASSBio-1847 um dos mais promissores em relaxar esse órgão por ativar a via de transdução do receptor β2/AC/cAMP/PKA e inibir as PDEs, que culmina com a elevação da [cAMP]c.
  • VALERIA LOPES DE ASSIS
  • EFEITOS DO LIOFILIZADO DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DA CASCA DA RAIZ DE Dioclea grandiflora Martius ex Bentham EM RATOS DIABÉTICOS COM DISFUNÇÃO ERÉTIL
  • Data: 29/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • Dioclea grandiflora é uma planta da família Leguminosae, exclusiva da caatinga brasileira. Estudos demonstraram diversas propriedades farmacológicas de extratos ou componentes desta planta, como propriedades antioxidantes e efeitos benéficos no sistema cardiovascular. Entretanto, não há relatos sobre sua atividade na função erétil. Desta forma, este estudo objetivou caracterizar o liofilizado do extrato hidroalcoólico da casca da raiz de D. grandiflora (LEHDg), bem como avaliar seu efeito sobre a função erétil de ratos normoglicêmicos e diabéticos. Para isto, foram utilizados ensaios experimentais in vivo e in vitro. LEHDg apresentou grande concentração de compostos fenólicos pelos métodos Folin-Ciocalteu e cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). Além disso, este liofilizado demonstrou potente atividade anti-radicalar frente ao radical DPPH●. Em preparações de corpo cavernoso (CC) de ratos pré-contraídos por fenilefrina, LEHDg induziu relaxamento dependente de concentração. Entretanto, esta resposta foi significativamente reduzida na presença de L-N-nitro-arginina-metil-éster (L-NAME), inibidor da NOS; 2-(4-fenil)-4,4,5,5-tetrametilimidazolina-1-oxi-3-óxido sal de potássio (PTIO), sequestrador do NO radicalar e 1H-[1,2,4]oxadiazolo[4,3-a]quinoxalin-1-ona (ODQ), inibidor da ciclase de guanilil solúvel (CGs), sugerindo a participação da via NOS/NO/CGs em seu efeito relaxante. A ação antioxidante do LEHDg foi avaliada em cortes de CC tratados pela sonda dihidroetídeo (DHE). Este liofilizado reduziu os níveis de fluorescência basal desta sonda, quando comparada ao controle e ao controle positivo (apocinina), comprovando ação antioxidante. Diante destes resultados, investigou-se a ação do LEHDg sobre a disfunção erétil (DE) de animais diabéticos, induzidos por estreptozotocina (STZ). Os ratos foram divididos em 5 grupos: grupo controle (não diabéticos), grupo STZ, três grupos STZ tratados com LEHDg (25 ou 37,5mg/kg) ou com sildenafila (1,5mg/kg), os quais foram tratados por 28 dias. Nos ratos diabéticos, o peso corporal reduziu e os níveis glicêmicos aumentaram, quando comparados ao grupo controle. O tratamento com LEHDg ou sildenafila não afetou estes parâmetros. A função erétil foi avaliada pela relação pressão intracavernosa/pressão arterial média (ICP/MAP). A ICP/MAP nos grupos diabéticos foi significantemente reduzida quando comparada ao grupo controle. Os tratamentos com LEHDg ou sildenafila promoveram melhora deste parâmetro, sugerindo redução da DE por estes tratamentos. Em preparações de CC, a resposta contrátil máxima com fenilefrina foi significantemente aumentada em ratos diabéticos, comparada ao grupo controle. Os tratamentos com LEHDg ou sildenafila reduziram esta hipercontratilidade. Da mesma forma, houve aumento significativo da resposta contrátil induzida pela estimulação por campo elétrico em CC de animais diabéticos, entretanto, apenas o tratamento com LEHDg 37,5mg/kg reduziu este efeito. A resposta relaxante induzida pela acetilcolina foi reduzida significativamente em CC de animais diabéticos quando comparados ao grupo controle. Este efeito foi revertido pelos tratamentos com LEHDg ou sildenafila. Em cortes de CC, o tratamento com LEHDg ou sildenafila reduziu significativamente a fluorescência basal da sonda DHE, quando comparados aos animais diabéticos. Estes resultados demonstram que LEHDg é um extrato rico em compostos fenólicos, com potente atividade antioxidante, que promove relaxamento em CC pela via NOS/NO/CGs. Em animais com DE induzida pelo diabetes, LEHDg promove melhora da função erétil, como também melhora da função endotelial, diminuição da hipercontratilidade e redução do estresse oxidativo nos corpos cavernosos.
  • ANDREZA BARBOSA SILVA CAVALCANTI
  • ESTUDO FITOQUÍMICO DE Leptohyptis macrostachys (BENTH.) HARLEY & J.F.B.PASTORE E DE Mesosphaerum sidifolium (L'HÉRIT.) HARLEY & J.F.B.PASTORE DA SUBTRIBRO HYPTIDINAE (LAMIACEAE)
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • Hyptidinae é uma subtribo da tribo Ocimeae (Lamiaceae), distribuída desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina, com ocorrência no Caribe. A família Lamiaceae é composta por 295 gêneros e cerca de 7.775 espécies com distribuição cosmopolita. No Brasil, estima-se que essa família esteja representada por 36 gêneros e 490 espécies. Neste trabalho, realizou-se um estudo fitoquímico de duas espécies da subtribo Hyptidinae encontradas no semiárido paraibano, Leptohyptis macrostachys (Benth.) Harley & J.F.B.Pastore e Mesosphaerum sidifolium (L'Hérit.) Harley & J.F.B.Pastore. As folhas e caules das espécies em estudo foram submetidas a processos de extração, filtração e cromatografia de seus respectivos extratos. Posteriormente, as estruturas químicas das substâncias isoladas foram identificadas por métodos espectroscópicos. A partir do extrato etanólico bruto (EEB) de L. macrostachys obteve-se as fases hexânica, diclorometano e acetato de etila. No estudo com a fase acetato de etila de L. macrostachys foram isoladas três substâncias através da utilização de métodos cromatográficos convencionais, sendo dois triterpenos: 3-β-hidroxi-olean-12-en-28-oico (ácido oleanólico), que foi codificado como Lm-1 e o 3-β-acetoxi-olean-12-en-28-oico (acetato de ácido oleanólico) codificado como Lm-2, um diterpeno caurano: ácido ent-3β-acetoxi-caur-15-eno-17óico, codificado como Lm-3 que está sendo relatado pela primeira vez no gêreno Leptohyptis, bem como foi feito pela primeira vez o assinalamento do RMN de 13C. O EEB de M. sidifolium foi submetido à cromatografia de média pressão e as frações resultantes foram monitoradas por CCDA e reunidas de acordo com os seus respectivos fatores de retenção, resultando no isolamento de três diterpenos abietanos: o pomiferin E que foi codificado como Ms-1; o 2α-hidroxisugiol codificado como Ms-2 e um derivado esterificado do Pormiferin D, codificado como Ms-3 e foi feito pela primeira vez o assinalamento de RMN de 13C de Ms-1 e Ms-2, como também foi isolado pela primeira vez no gênero Mesosphaerum, foram isolados também dois compostos fenólicos: o ácido caféico, codificado como Ms-4; o ácido rosmarínico, codificado como Ms-5. Esses resultados contribuiram com o estudo fitoquímico das espécies do semiárido paraibano, L. macrostachys e M. sidifolium, através identificação estrutural de sete substâncias.
  • IGOR RAFAEL PRAXEDES DE SALES
  • ATIVIDADE ANTIULCEROGÊNICA DE Cissampelos sympodialis EICHL. (MENISPERMACEAE) EM MODELOS ANIMAIS
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • Cissampelos sympodialis Eichl. (Menispermaceae) é uma espécie endêmica no Brasil, popularmente conhecida como “milona”, “jarrinha” ou “orelha-de-onça”. Esta espécie foi selecionada para este estudo a partir de critérios quimiotaxonômicos (alcaloides e flavonoides) e etnofarmacológico, já que essa espécie é utilizada popularmente no tratamento de desordens inflamatórias. Este trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade pré-clínica aguda e a atividade antiulcerogênica do extrato etanólico bruto (EEtOH-Cs) e da fração de alcaloides totais (FAT-Cs) obtidos das partes aéreas de C. sympodialis. No ensaio de toxicidade aguda, as doses de 300 e 2000 mg/kg do EEtOH-Cs administrado por via oral (v.o.) não induziu sinais de toxicidade em camundongos fêmeas nas condições experimentais avaliadas e a dose letal 50% (DL50) é igual ou superior a 5000 mg/kg de acordo com o guia 423 da OECD. Para a FAT-Cs foi verificado que os animais tratados com a dose de 2000 mg/kg apresentaram cauda em straub e analgesia, sendo a DL50 dessa substância de aproximadamente 1000 mg/kg. Para a avaliação da atividade gastroprotetora foram utilizados os modelos de indução aguda de úlcera gástrica: por etanol em ratos, anti-inflamatório não-esteroidal (AINE - piroxicam), estresse (por imobilização e frio) em camundongos e contensão do suco gástrico em ratos. No modelo de úlcera induzida por etanol a carbenoxolona (100 mg/kg), o EEtOH-Cs ou FAT-Cs (62,5; 125; 250 e 500 mg/kg - v.o.) reduziram a área de lesão ulcerativa (ALU) em 97, 69, 75, 94, 98; 97, 88, 90, 94, 95%, respectivamente, em comparação ao controle negativo. Na úlcera por etanol, os tratamentos com carbenoxolona (100 mg/kg), EEtOH-Cs (500 mg/kg) e FAT-Cs (250 mg/kg) melhoraram os parâmetros histológicos analisados. Nas úlceras induzidas por AINE, a cimetidina (100 mg/kg), o EEtOH-Cs ou FAT-Cs (62,5; 125; 250 e 500 mg/kg - v.o.) reduziram o índice de lesão ulcerativo (ILU) em 43, 59, 60, 64, 76; 47, 51, 62, 75 e 78%, respectivamente. Em lesões induzidas por estresse a cimetidina, o EEtOH-Cs ou FAT-Cs nas mesmas doses reduziram o ILU em 44, 37, 38, 42, 52; 57, 39, 54, 75 e 76%, respectivamente. Nas úlceras induzidas por contensão do suco gástrico (ligadura do piloro) a cimetidina (100 mg/kg), o EEtOH-Cs (500 mg/kg) e FAT-Cs (250 mg/kg) diminuíram o ILU em 35, 42 e 40% (v.o.) e em 39, 34 e 33% (intraduodenal – i.d.), respectivamente. Na perspectiva de investigar os mecanismos envolvidos na atividade gastroprotetora das amostras de C. sympodialis foram avaliados os mecanismos antissecretórios ou neutralizantes da secreção ácida gástrica, mecanismos citoprotetores, antioxidante e imunorregulatório. Os tratamentos (v.o. e i.d.) com o EEtOH-Cs (500 mg/kg) e FAT-Cs (250 mg/kg) não alteraram os parâmetros bioquímicos do suco gástrico, sugerindo que a atividade gastroprotetora não envolve mecanismos antissecretórios ou neutralizantes. A atividade gastroprotetora do EEtOH-Cs (500 mg/kg) envolve participação de grupamentos sulfidrila, óxido nítrico, KATP, muco e prostaglandinas. A gastroproteção promovida pela FAT-Cs (250 mg/kg) envolve a participação de grupamentos sulfidrila, muco e prostaglandinas. O EEtOH-Cs (500 mg/kg) e FAT-Cs (250 mg/kg) apresentaram atividade antioxidante por um aumento nos níveis de glutationa reduzida (GSH) quando comparados ao controle negativo, nas úlceras induzidas por etanol. O EEtOH-Cs (500 mg/kg) diminui os níveis das citocinas pró-inflamatórias, interleucina 1 beta (IL-1β) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e aumentou os níveis da interleucina anti-inflamatória, interleucina 10 (IL-10), quando comparado ao controle negativo. O tratamento com a FAT-Cs (250 mg/kg) não alterou os níveis de IL-1β e TNF-α mas aumentou os níveis de IL-10, quando comparado ao controle negativo. No modelo de úlcera duodenal induzida por cisteamina, o lansoprazol (30 mg/kg), EEtOH-Cs (500 mg/kg) ou FAT-Cs (250 mg/kg) reduziram a ALU em 93, 49; 61, e 89%, respectivamente. Diante desses resultados, foi possível sugerir que C. sympodialis apresenta atividade antiulcerogênica e que a atividade gastroprotetora dessa espécie envolve mecanismos citoprotetores, antioxidantes e imunorregulatórios.
  • LAIANE CALINE OLIVEIRA PEREIRA
  • SESQUITERPENOS CARIOFILANOS E OUTROS CONSTITUINTES QUÍMICOS DE Evolvulus linarioides MEISN. (CONVOLVULACEAE)
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • A família Convolvulaceae compreende 58 gêneros e cerca de 1.880 espécies, sendo conhecida como glória-da-manhã e apresentando distribuição cosmopolita. No Brasil, ocorrem 22 gêneros e 403 espécies. Entre os gêneros, Evolvulus destaca-se por apresentar espécies com um grande potencial inexplorado como Evolvulus linarioides, já que a espécie E. alsinoides foi a única bem estudada do ponto de vista fitoquímico e farmacológico, apresentando diversas classes de metabólitos e vários usos na medicina popular comprovados. Para a realização deste estudo, as partes aéreas de E. linarioides foram submetidas a processos de extração e técnicas cromatográficas. A caracterização estrutural dos constituintes químicos isolados foi realizada pela análise dos dados dos espectros no Infravermelho, Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C, uni e bidimensionais, ponto de fusão e rotação óptica. No estudo da fase hexânica foram isoladas três substâncias, relatadas pela primeira vez na espécie em estudo: ferulato de alquila (El-1); estigmasterol (El-2a) e β-sitosterol (El-2b), em mistura. Além dos sesquiterpenos: 13α-acetoxi-4,5-epoxi-cariofilan-8β-ol (El-3), nomeado de evolfileno, e 13α-acetoxi-cariofil-3(4)-en-8β-5α-diol (El-4), ao qual foi atribuído o nome acetato de linariofileno, ambos inéditos na literatura. Esses resultados contribuiram para o conhecimento do gênero Evolvulus, através do estudo fitoquímico de E. linarioides, já que reportou o isolamento de três compostos relatados pela primeira vez para esta espécie em estudo e dois sesquiterpenos inéditos na literatura como produto natural (evolfileno e acetato de linariofileno).
  • MARIA DENISE LEITE FERREIRA
  • Substâncias fenólicas e diterpênica de Casearia arborea (rich.) urb. (Salicaceae) e avaliação antimicrobiana do seu diterpeno
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • Casearia arborea (Rich.) Urb. (Salicaceae) também conhecida como “pau de pico”, “imbuí amarelo” ou “canela”, é encontrada desde a Guatemala até a Bolívia e Brasil. O estudo fitoquímico da espécie, utilizando técnicas cromatográficas, conduziu ao isolamento do flavonoide Canferol 3-O-α-L-arabinofuranosídeo das folhas e flores, e 4’,5,7-trihidroxi-3’,5’-dimetoxiflavona (Tricina), e ao reisolamento da Kolavalona (ent-13-hidróxi-2-oxo-trans-cleroda-3,14-dieno) do caule. As substâncias isoladas foram caracterizadas por análise espectroscópica utilizando Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C uni e bidimensionais. A atividade antimicrobiana da substância Kolavelona foi avaliada em diversas cepas, determinando-se sua concentração inibitória mínima (CIM), a atividade antibacteriana do composto foi considerada excelente frente às bactérias testadas.
  • VITOR PRATES LORENZO
  • ESTUDOS IN SILICO COM ALCALOIDES ORIUNDOS DE PRODUTOS NATURAIS
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • A utilizacao de plantas com fins medicinais e uma das mais antigas formas de pratica medicinal da humanidade, enfatizando os alcaloides, por apresentarem rica variedade estrutural e extensa propriedade farmacologica. O desenho de drogas auxiliado pelo computador e fundamentado em estrategias baseadas nos ligantes ou no alvo. No desenvolvimento de novos compostos, tecnicas baseadas na estrutura, como o docking, podem ser aplicadas no estudo de um determinado receptor e seu respectivo ligante, avaliando as interacoes ligante-proteina. Ao passo que nos metodos baseados no ligante, um banco de ligantes conhecidos e utilizado, buscando modos de avaliar parametros (descritores moleculares) que possam auxiliar no desenvolvimento de compostos com maior potencia. Este estudo teve como objetivo realizar estudos in silico para investigar interacoes farmaco-alvo com alcaloides oriundos de produtos naturais, e respectivos analogos, com relevante atividade farmacologica. Diferentes descritores moleculares e metodologias foram utilizadas nos estudos desenvolvidos. No capitulo 2, foi avaliado a interacao do alcaloide bisindolico caulerpina (CLP) com a enzima envolvida na doenca de Alzheimer (DA) monoamina oxidase B (MAO-B), alem de um banco com 109 analogos. Foi possivel observar um parametro quimico de inibicao dos analogos da CLP, onde a substituicao dos radicais deve ser assimetrica com polaridade distinta. Os estudos dos baseados no ligante e na estrutura, associado a classificacao drug-like, sugerem que o esqueleto quimico da CLP tem potencial uso no tratamento da DA. No capitulo 3, 8 alcaloides isolados de Cissampelos sympodialis e 101 derivados, tiveram seu potencial inibitorio contra enzimas (BACE, GSK-3β e MAO-A) envolvidas em doencas degenerativas avaliado por metodologias in silico. Analise consensual demonstrou afinidade de alcaloides bisbenzilisoquinolinicos pela BACE, incluindos os alcaloides naturais roraimina e simpodialina- β-N-oxide, suportando interesse em investigar este esqueleto como antagonista desta enzima. No capitulo 4 foi avaliado o potencial multi-target de 148 alcaloides aporfinicos de Annonaceae contra Leishmania donovani. Foram utilizadas seis enzimas desta doenca negligenciada para o estudo teorico, que foi associado com dados experimentais de quatro alcaloides disponiveis e que integram o banco, que apresentaram valor pIC50 inferior a 5.26. O alcaloide xyloguyellina foi apontado como potencial agente multi-target, demonstrando atividade contra 5 das 6 enzimas avaliadas, com probabilidade de atividade superior a 60%. Descritores de fragmento foram utilizados para criar modelo baseado no ligante em uma abordagem paralela com docking molecular, para predizer a atividade citotoxica e contra topoisomerase II de azafenantreno alcaloides, no capitulo 5. A atividade citotoxica deste esqueleto de alcaloides esta bem descrita na literatura, com diversas moleculas apresentando atividade contra linhagens de celulas tumorais. Os analogos IMB 6 e IMB 23 apresentaram interessante atividade e com seletividade, apresentando energia MolDock similar a liriodenina, composto caracterizado por potente acao antitumoral, porem com elevada toxicidade. Importantes informacoes estruturais sao fornecidas pela espectroscopia de ressonancia magnetica nuclear (RMN), sendo o capitulo 6 destinado a discorrer sobre a importancia desta tecnica para geracao de descritores moleculares. Estudos que aplicaram com sucesso descritores RMN em design de drogas assistida pelo computador encontram-se descritos, alem de diversos estudos de QSAR e QSPR tendo como amparo dados de deslocamentos quimicos.
  • JOEDNA CAVALCANTE PEREIRA
  • A esponja Oceanapia sp. apresenta efeito dual sobre a motilidade gastrintestinal de roedores: ensaios in vitro e in vivo
  • Data: 25/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • Os produtos naturais marinhos tem atraído a atenção de pesquisadores por ser uma fonte em potencial para o desenvolvimento de medicamentos. As esponjas do gênero Oceanapia possuem cerca de 100 espécies distribuídas em mares tropicais de todo mundo. Alguns estudos com produtos marinhos demonstram atividade em músculo liso, entretanto para Oceanapia sp. não há relatos. Assim, decidiu-se avaliar as atividades farmacológica e toxicológica do extrato etanólico obtido da esponja Oceanapia sp. (OC-EtOH). Para os ensaios in vitro (n = 5), os segmentos do íleo de cobaia eram suspensos em banhos de órgãos, onde as contrações isotônicas e isométricas eram registradas. Já para os ensaios in vivo (n = 6), os camundongos eram divididos em grupos: controle negativo (solução salina + Cremophor®, v.o.), controle positivo (atropina, v.o.) e OC-EtOH (várias doses, v.o.), onde eram investigados o efeito do extrato sobre o trânsito intestinal normal e induzido por óleo de rícino. Todos os protocolos experimentais foram aprovados pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da UFPB (Protocolo nº 146/2015). Na triagem farmacológica preliminar, o OC EtOH induziu uma contração dependente de concentração sobre o tônus basal de íleo de cobaia (CE50 = 48,6 ± 2,7 µg/mL). Já sobre o componente tônico da contração induzida por KCl e por histamina em íleo de cobaia, o extrato apresentou uma contração transiente (CE50 = 176,6 ± 32,6 e 73,5 ± 6,9 µg/mL, respectivamente), seguida de um relaxamento (CE50 = 103,9 ± 8,6 e 90,1 ± 9,2 µg/mL, respectivamente), ambos de maneira dependente de concentração. Diferentemente, quando a contração era induzida por carbacol, o extrato apresentou apenas um relaxamento dependente de concetração (CE50 = 97,1 ± 17,4 µg/mL). Na investigação do mecanismo espasmogênico, observou-se que na presença de diferentes concentrações de atropina, antagonista muscarínico, as curvas concentrações-resposta cumulativas ao OC-EtOH não foram deslocadas. Já na presença de pirilamina, antagonista de receptores histaminérgicos (H1), as curvas concentrações-resposta foram desviadas para a direita, de maneira não paralela, com redução na potência e na eficácia e abolição de seu efeito espasmogênico, sugerindo a participação dos H1 no efeito espasmogênico do OC EtOH. Semelhantemente, na presença de verapamil, bloqueador dos canais de cálcio dependentes de voltagem (CaV), as curvas concentrações-resposta cumulativas ao OC EtOH foram desviadas para a direita, de maneira não paralela, com redução na potência e na eficácia contrátil do extrato, sugerindo que o mecanismo de ação espasmogênica do extrato também envolve a ativação dos CaV. Na avaliação do mecanismo espasmolítico, observou-se que na presença pirilamina, o componente espasmogênico foi abolido e a potencia espasmolítica do OC-EtOH sobre contração tônica induzida por KCl (CE50 = 62,9 ± 9,9 µg/mL) foi potencializada. Como o passo comum da via de sinalização dos agentes contráteis utilizados são os CaV, investigou-se a participação destes no mecanismo de ação espasmolítica do OC EtOH. As curvas controle cumulativas ao CaCl2, na presença do extrato, foram desviadas para direita de forma não paralela e com redução do Emax. O OC EtOH também relaxou o íleo pré contraído com S ( ) Bay K 8644 (CE50 = 166,9 ± 17,8 µg/mL), um agonista dos CaV-1, demonstrando que o subtipo de CaV envolvido é o CaV1. Como a potência relaxante do OC EtOH foi maior quando o órgão foi pré-contraído com KCl + pirilamina do que pelo S ( ) Bay K8644 é sugestivo de que outros mecanismos estão envolvidos no efeito espasmolítico do OC EtOH. No ensaio de toxicidade aguda, o OC-EtOH (2000 mg/kg, v.o.) não induziu sinais de toxicidade em camundongos fêmeas (n = 6) nas condições experimentais avaliadas e a dose letal 50% é igual ou superior a 5000 mg/kg de acordo com o guia 423 da OECD. Como alguns compostos com atividade dual (espasmolítica e espasmogênica) em músculo liso são utilizados no tratamento da diarreia e constipação, decidiu-se investigar se o OC-EtOH apresentaria efeito sobre o trânsito intestinal de camundongos. Pode-se observar que o extrato aumentou o trânsito intestinal normal (DE50 = 477,6 ± 14,8 mg/kg) e inibiu o trânsito induzido por óleo de rícino (DE50 = 93,30 ± 7,2 mg/kg). Assim, conclui-se que o OC-EtOH apresenta efeito dual em íleo de cobaia promovendo contração via ativação dos receptores H1 e dos CaV e relaxamento pelo bloqueio dos CaV, além do efeito sobre o trânsito intestinal em camundongos, mostrando uma potencial utilização medicinal da esponja Oceanapia sp. em doenças intestinais como a diarreia e/ou constipação.
  • OTEMBERG SOUZA CHAVES
  • Estudo fitoquímico e antimicrobiano de duas espécies de Malvaceae: Pavonia malacophylla (Link e Otto) Garcke e Sida rhombifolia L
  • Data: 24/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • As plantas medicinais são recursos terapêuticos para a cura de vários males e seu potencial ainda é pouco explorado. O Brasil se destaca mundialmente por sua grande biodiversidade e dentro da flora, encontra-se a família Malvaceae que possui muitas espécies utilizadas na medicina popular. Destacam-se nessa família os gêneros Pavonia e Sida por serem um dos mais diversificados. Esse trabalho tem como objetivos contribuir com o perfil fitoquímico e biológico da família Malvaceae, tomando como alvo de pesquisa as espécies: Pavonia malacophylla (Link & Otto) Garcke, em um estudo pioneiro e estudode continuidade de Sida rhombifolia L. Utilizando técnicas cromatográficas e espectroscópicas foram isoladas e identificadas, respectivamanete, dezessete substâncias, sendo dez de P. malacophylla: sitosterol (Pm-1), uma mistura de estigmasterol e sitosterol glicosilados (Pm-1a e Pm-2b), uma mistura de α e β amirinas (Pm-3a e Pm-3b), 132-hidroxi-feofitina A (Pm-4), 173-etoxi-feoforbídeo A (Pm-5), canferol (Pm-6), quercetina (Pm-7) e tilirosídeo (Pm-8) e sete de S. rhombifolia: escopoletina (Sr-1), escoporona (Sr-2), Canferol 3-O-β-D-glicosil-6´´-α-L-rhamnosídeo (Sr-3), quindolinona (Sr-4), sal da criptolepina (Sr-5), 11-metoxi-quindolina (Sr-6) e criptosmirina (Sr-7). As fases, frações e substâncias isoladas foram avaliadas quanto ao CIM frente aos micro-organismos: Stafilococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichi. coli, Streptococcus mutans e Candida albicans. O sal da criptolepina (Sr-5), alcaloide indoquinolínico, teve uma CIM de 15 a 200 µg/mL. O alcaloide quindolinona (Sr-4) apresentou um efeito vasorelaxante em artéria mesentérica cranial de rato, com e sem o endotélio funcional.
  • RENAN MARINHO BRAGA
  • EFEITO ANTINOCICEPTIVO E ANTI-INFLAMATÓRIO DO ÓLEO ESSENCIAL DE LIPPIA PEDUNCULOSA
  • Data: 24/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • A dor e um fator relevante da homeostase e tem como funcao alertar sobre estimulos que podem provocar lesao tecidual, permitindo que mecanismos de defesa ou fuga sejam adotados. Apesar da variedade de substancias e do avanco no desenvolvimento das terapias de controle da dor, ainda ha uma necessidade urgente de analgesicos potentes e com menos efeitos adversos. Uma alternativa sao os produtos naturais, dentre estes, destacam-se os oleos essenciais, que possuem diversos efeitos farmacologicos provenientes da variabilidade quimico-estrutural que seus constituintes apresentam. O oleo essencial de Lippia pedunculosa (OELP), possui efeito tripanocida e amebicida ja relatados na literatura, entretanto sua acao em modelos experimentais de analgesia e inflamacao em camundongos, ainda nao foi estudada. Na triagem farmacologica comportamental, as diferentes doses testadas pela via p.o. (200, 300, 400 e 750 mg/kg) apresentaram alteracoes comportamentais psicodepressoras, tais como ambulacao diminuida, analgesia, ptose palpebral e perda do reflexo auricular. Nao foi observado mortes. Nos experimentos subsequentes foram elencadas as doses de 200, 300 e 400 mg/kg (p.o.). No teste do campo aberto constatou-se que o OELP apresenta um perfil de droga psicodepressora, pois parametros como ambulacao e rearing dos animais foram significativamente diminuidos. Foi possivel confirmar atraves do teste do rota-rod que os animais tratados com o OELP nao apresentaram alteracoes na coordenacao motora, descartando-se assim um possivel efeito miorrelaxante ou neurotoxico. Seguindo com os modelos para avaliacao da atividade antinociceptiva, no teste das contorcoes abdominais induzidas pelo acido acetico, OELP mostrou-se eficaz, diminuindo o numero das contorcoes. Diminuiu tambem o tempo de lambida nas duas fases do teste da formalina, mas nao foi capaz de aumentar a latencia para percepcao do estimulo termico no teste placa quente. Contudo, o efeito antinociceptivo do OELP nao foi revertido pela naloxona sugerindo que o mesmo nao atua pela via do opioides. Por fim, no modelo da peritonite induzida por carragenina, o OELP diminuiu o influxo de leucocitos no lavado peritoneal. Sendo assim, esses resultados mostram que o OELP tem atividade antinociceptiva e anti-inflamatoria, por mecanismos de acao ainda desconhecidos.
  • ANDERSON ANGEL VIEIRA PINHEIRO
  • Contribuição para o conhecimento fitoquímico de Sida rhombifolia L. (Malvaceae) e avaliação da atividade antimicrobiana do seu óleo essencial.
  • Data: 24/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • Os produtos naturais são considerados uma fonte extremamente valiosa para a descoberta de moléculas bioativas. Dessa forma, objetivou-se realizar o estudo fitoquímico de Sida rhombifolia L., caracterizar seus ácidos graxos e determinar a composição química e avaliação da atividade antimicrobiana do seu óleo essencial. Para o estudo fitoquímico das partes aéreas de S. rhombifolia, o extrato etanólico bruto foi obtido e, após a realização da prospecção fitoquímica, submeteu-se parte do extrato à marcha de alcaloides, onde a fase clorofórmica ácida foi aplicada em uma coluna de sílica gel. Uma partição foi realizada com a outra porção do extrato e após a obtenção da fase hidroalcoólica, esta foi aplicada em uma coluna Amberlite XAD-2 e, posteriormente, em Sephadex-LH 20. A caracterização dos compostos isolados se deu por Ressonância Magnética Nuclear (¹H e ¹³C) uni e bidimensional. Após extração dos ácidos graxos de S. rhombifolia, estes foram separados e quantificados utilizando um cromatógrafo gasoso com detector de ionização de chamas. As substâncias foram identificadas pela comparação com padrões de ésteres metílicos (Sigma). Para a obtenção do óleo essencial de S. rhombifolia, o pó da planta foi submetido à hidrodestilação, utilizando um aparelho de Clevenger (100ºC). A análise da composição química do óleo se deu por um cromatógrafo gasoso acoplado ao espectrômetro de massas. As substâncias foram identificadas pela comparação do espectro de massa obtido com o banco de dados do sistema (Nist. 62 lib) e índices de retenção (IR). A avaliação da atividade antimicrobiana se deu pela técnica de microdiluição, utilizando o óleo essencial de S. rhombifolia frente a Staphylococcus aureus (ATCC 15656), Escherichia coli (ATCC 25922),Streptococcus mutans (ATCC 25175), Pseudomonas aeruginosa (ATCC 27853) e Candida albicans (ATCC 1106). O estudo fitoquímico permitiu o isolamento do etoxi-ferulato (Sr-1) e do canferol (Sr-2). A análise dos ácidos graxos identificou um percentual de 87,36%, sendo os ácidos palmítico (27,97%), linolênico (26,81%) e oleico (25,09%) os mais abundantes, em diferentes percentuais. O óleo essencial de S. rhombifolia apresentou como constituintes majoritários o octadecanal (44,1%), o p-vinil-guaiacol (19,4%) e o linalol (15,1%). A avaliação da atividade antimicrobiana do óleo essencial de S. rhombifolia apresentou atividade frente a Staphylococcus aureus (CBM 400 µg/mL) e Escherichia coli (CBM 350 µg/mL).
  • RAPHAELA FRANCELINO DO NASCIMENTO
  • Avaliação da atividade gastroprotetora do ácido rosmarínico em modelos animais
  • Data: 24/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • O ácido rosmarínico (AR) é um metabólito secundário presente em diversas espécies de plantas, quimicamente caracterizado como um composto fenólico, oriundo da esterificação do ácido cafeico e do ácido lático 3,4 dihidroxifenil. Seu nome é derivado da Rosmarinus officinalis, espécie da qual foi isolada pela primeira vez. Diversos efeitos biológicos têm sido descritos para o AR como o antioxidante, antialérgico, anticâncer, antimicrobiano, neuroprotetor, hepatoprotetor, entre outros. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a toxicidade aguda, a atividade gastroprotetora do ácido rosmarínico, e os mecanismos de ação relacionados, em modelos animais. No modelo de toxicidade aguda em camundongos fêmeas, o ácido rosmarínico nas doses de 300 e 2000 mg/kg, v.o, não demonstrou nenhuma alteração comportamental nos parâmetros avaliados, nem alterações no consumo de água e ração, peso corpóreo e na estrutura macroscópica dos órgãos. Devido a presença de morte na dose de 2000 mg/kg, a DL50 do ácido rosmarínico foi estipulada em 2500 mg/kg, de acordo com o guia 423 da OECD, o que sugeri baixa toxicidade. A atividade gastroprotetora do AR foi avaliada nas doses de 25, 50, 100 e 200 mg/kg (v.o) em diferentes modelos de indução aguda de úlcera: etanol acidificado, etanol, estresse por imobilização e frio, anti-inflamatório não-esteroidal (AINE) e contensão do suco gástrico. Na triagem farmacológica com o etanol acidificado em camundongos, o AR e a carbenoxolona diminuiu o índice de lesão ulcerativa (ILU) em 42, 42, 40, 66 e 42%, respectivamente, quando comparado ao grupo controle negativo (solução salina 0,9%). No modelo de etanol, AR (50, 100 e 200 mg/kg) e carbenoxolona (100 mg/kg) reduziu a ALU em 52, 68, 96 e 93%, respectivamente, quando comparado ao grupo controle negativo. No modelo de estresse, o AR (25, 50, 100 e 200 mg/kg) e a cimetdina (100 mg/kg) diminuiu o ILU em 39, 41, 69, 71 e 40%, quando comparado ao grupo solução salina 0,9%. No modelo de úlcera induzido por AINE o AR (25, 50, 100 e 200 mg/kg) e a cimetdina (100 mg/kg) diminuiu o ILU em 36, 39, 49, 67 e 29%, quando comparado ao grupo controle negativo. No modelo úlceras induzidas por contensão do suco gástrico, o AR (200 mg/kg) e cimetidina (100 mg/kg) quando administrado por via oral ou intraduodenal, reduziu o ILU em 38 e 51% ; 43 e 31%, respectivamente, quando comparados aos seus controles negativos. Foi avaliada a participação dos mecanismos antissecretórios ou neutralizante (parâmetros bioquímicos), citoproteção (grupamentos sulfidrila, óxido nítrico, muco, prostaglandina), antioxidante (GSH) e imunorregulatório (TNF-, IL-1 e IL-10). Foi observado que o efeito gastroprotetor do ácido rosmarínico não está relacionado à alteração dos parâmetros bioquímicos do suco gástrico (pH, volume e [H+]), não envolve a participação do óxido nítrico, muco e prostaglandinas, mas está relacionado a participação dos grupamentos sulfidrílicos, aumento dos níveis de GSH, redução de citocinas pró-inflamatórias (IL-1 e TNF-) e manutenção dos níveis de citocinas anti-inflamatórias (IL-10). Desta forma, é possível inferir que o ácido rosmarínico apresenta atividade gastroprotetora, relacionada a mecanismos citoprotetores, antioxidante e anti-inflamatórios.
  • YURI MANGUEIRA DO NASCIMENTO
  • ESTUDO FITOQUÍMICO E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE Zornia brasiliensis.
  • Data: 24/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • O gênero Zornia possui cerca de 80 espécies no mundo, com representantes na América, África, Oceania e a Ásia, e este gênero pertence à família Leguminosae. Zornia brasiliensis é uma espécie conhecida popularmente como “urinária”, “urinana” e “carrapicho” e seu uso popular é relatado como diurética e para tratamento de doenças venéreas, encontra-se distribuída em vários estados do Brasil, sendo abundante no Nordeste. Diante disto, este trabalho tem como objetivo contribuir com a ampliação do conhecimento químico do gênero Zornia através do estudo fitoquimico de Zornia brasiliensis Vogel, além de avaliar a atividade antioxidante e quantificar os fenólicos totais. Para realização do estudo, o material vegetal, após secagem e pulverização, foi submetido a processos de extração e cromatografia para isolamentos dos constituintes químicos. A estrutura química das substâncias foi determinada por Ressonância Magnética Nuclear de 1H, 13C e bidimensionais em comparações com dados da literatura. O fracionamento cromatográfico da fração acetato-metanol 10% resultou no isolamento do isoflavonoide glicosilado: ononina, da fração acetato-metanol 50% obteve-se um ciclitol: o D-pinitol, e duas flavonas glicosiladas: a isoorientina e isovitexina. Com exceção da ononina, os compostos estão sendo isolados pela primeira vez no gênero Zornia. A atividade antioxidante do extrato etanólico bruto (EEB) e das frações diclorometano, acetato de etila, acetato-metanol 10% e acetato-metanol 50% foram verificadas através do método do sequestro do radical DPPH (1,1-difenil-2-picril-hidrazil) e da quantificação de fenólicos totais (Folin-Ciocalteau), com comparações dos resultados obtidos com os padrões, ácido ascórbico e ácido gálico, respectivamente. O estudo da atividade antioxidante revelou uma maior atividade nas frações acetato de etila, acetato-metanol 10% e EEB, resultado que pode ser associado ao fato destas frações terem apresentado os maiores teores de compostos fenólicos entres as frações testadas, e a fração diclorometano apresentou a maior CE50 e o menor teor de fenólicos totais. Portanto, os compostos fenólicos provavelmente podem ser responsáveis pelos melhores resultados da atividade antioxidante obtidos pelo teste do sequestro do radical DPPH. Os resultados fitoquímicos relatados na literatura mostram que os fenólicos isolados na fração diclorometano não apresentam os determinantes estruturais responsáveis por esta atividade corroborando com os resultados obtidos neste trabalho.
  • RAFAELA DOS SANTOS SOARES
  • CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO FITOQUÍMICO DE Dalbergia ecastophyllum (L.) Taub. (FABACEAE)
  • Data: 23/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • Dalbergia ecastophyllum (L.) Taub., popularmente conhecida como rabo-de-bugio ou marmelo-do-mangue, é uma espécie da família Fabaceae, de significativa importância comercial, visto que a própolis vermelha tem origem do exsudato resinoso presente no caule desta espécie. Este trabalho objetivou contribuir o estudo farmacognóstico do gênero Dalbergia (Fabaceae) através do estudo fitoquímico da espécie D. ecastophyllum. Para tanto, o material vegetal (partes aéreas e raízes) foi coletado em Rio Tinto – Paraíba e depositado no Herbário do Departamento de Sistemática e Ecologia – UFPB com o código 45738 (JPB). Para o estudo fitoquímico, o material vegetal, após secagem e pulverização, foi submetido a processos de extração, partição e cromatografia para isolamento dos constituintes químicos. As estruturas químicas dos mesmos foram determinadas por métodos espectroscópicos e comparações com modelos da literatura. Das frações das partes aéreas foram isoladas as substâncias 13²-hidroxi-17³-etoxifeoforbídeo A, feoftina A, fitol e isoquercitrina. Já das frações das raízes foram isolados o cedrol, acetato de ácido morolique, daidzeina, formononetina, β-sitosterol e estigmasterol; e 4-geranil-3,5-dihidroxi-4’-metoxi-trans-stilbeno. Sendo este último isolado pela primeira vez na literatura. A fração acetato de etila das partes aéreas apresentam uma excelente atividade antioxidante frente ao DPPH (CE50 = 0,85 ± 0,236 μg/ml).
  • FAGNER CARVALHO LEITE
  • 1,4-CINEOL REDUZ O RECRUTAMENTO DE NEUTRÓFILOS VIA POLARIZAÇÃO PARA MACRÓFAGOS M2 EM MODELOS DE INFLAMAÇÃO E NA LESÃO PULMONAR AGUDA EXPERIMENTAL
  • Data: 22/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • A lesao pulmonar aguda (LPA) e um problema clinico com uma significativa morbidade e mortalidade, caracterizada por edema pulmonar devido ao aumento da permeabilidade vascular, hipoxemia grave, inflamacao pulmonar, lesao endotelial e epitelial, acompanhados por um influxo de neutrofilos. A ativacao e a transmigracao de neutrofilos sao eventos que marcam a progressao da LPA. No entanto, nenhuma estrategia terapeutica especifica esta disponivel para LPA. 1,4-cineol e um monoterpeno oxido presente em oleos essenciais de plantas, incluindo Eucalyptus globulus com efeito ansiolitico. Estudos recentes tem mostrado que alguns monoterpenos exercem acoes anti-inflamatorias e anti-nociceptivas, no entanto, esses efeitos a partir de 1,4-cineol ainda sao desconhecidos. O presente trabalho teve como objetivo elucidar os efeitos anti-inflamatorios do 1,4-cineol e avaliar o seu efeito na inflamacao pulmonar em modelo murino de lesao pulmonar aguda. O edema de pata induzido pela carragenina, a permeabilidade vascular induzida por acido acetico, as contorcoes abdominais induzidas por acido acetico, a lambida da pata induzida por formalina, a peritonite induzida por carragenina e a lesao pulmonar aguda induzida por LPS, foram utilizados para testar o efeito anti-inflamatorio de 1,4-cineol. O mecanismo de acao foi explorado pela avaliacao nos niveis de TNF-α, IL-1, IL-10 e NO, producao NET, expressao de NFkB e P38 pela tecnica de citometria de fluxo e expressao de caspase1, IL-1β, Arg-1, PPARγ e iNOS utilizando a tecnica Western blot. Anova one- ou two-way seguido por teste de Dunnett ou Bonferonni, foram usados para determinar a significancia estatistica em comparacao com o controle. Os dados foram expressos como media±erro padrao da media (SEM) e o p <0,05 foi considerado significativo. O 1,4-cineol administrado por via intraperitoneal reduziu de forma significativa o edema da pata induzido pela carragenina e a permeabilidade vascular induzida por acido acetico. Em adicao, a nocicepcao induzida por acido acetico ou por formalina foi significativamente reduzida pelo tratamento dos animais com 1,4-Cineol. Ademais, o 1,4-cineol reduziu significativamente a migracao de neutrofilos na peritonite induzida por carragenina via reducao na producao de TNF-α e IL-1β, nos exsudados peritoneais. Na LPA, o 1,4-cineol reduziu o numero de celulas inflamatorias no fluido broncoalveolar (BALF), incluindo neutrofilos, e a atividade da mieloperoxidase no tecido do pulmao, como tambem diminuiu significativamente a quantidades de proteinas e os niveis de TNF-α, IL-1β e IL-6. Observou-se tambem reducao significativa, pelo 1,4-cineol, nas alteracoes histopatologicas do pulmao (hemorragia e infiltracao celular) ocasionadas pela inflamacao induzida pelo LPS. Em estudos in vitro, o 1,4-cineol reduziu a expressao do fator nuclear kappa B (NF-kB) p65, Fosfo-p38, iNOS e a producao de NO induzidos por LPS. Em adicao, o 1,4-cineol foi capaz de aumentar os niveis de IL-10 e a expressao de Arg-1 e PPARy em macrofagos. No entanto, nao demonstrou efeito sobre a expressao de caspase-1 e IL-1β. Em neutrofilos tratados com o 1,4-cineol, nao se observou reducao na producao de redes intracelulares de neutrofilos (NET) induzidas por Leishmania major. Sendo assim, o 1,4-cineol apresentou acao anti-inflamatoria nos diferentes modelos utilizados bem como observou-se que a molecula atuou sobre os diversos parametros inflamatorios na LPA incluindo a reducao na migracao de neutrofilos para o pulmao via polarizacao de macrofagos para o perfil M2, indicando o seu potencial para o tratamento da lesao pulmonar aguda.
  • GREGORIO FERNANDES GONCALVES
  • AVALIAÇÃO ANTIBACTERIANA, CITOTÓXICA E GENOTÓXICA DA CUMARINA DE Amburana cearensis (Fr. All.) A.C. Smith (Fabaceae) E SEUS DERIVADOS SINTÉTICOS
  • Data: 22/02/2016
  • Hora: 08:00
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  • Cumarinas são compostos fenólicos que possuem um amplo espectro de atividades farmacológicas, entre elas antimicrobiano, anticoagulante, analgésica, anti-inflamatório, broncodilatador e anti-HIV. Novas cumarinas vem sendo descobertas e também sintetizadas com objetivo de verificar novas ações, porém como toda substancia, esta pode ou não ser isenta de toxicidade e/ou efeitos adversos, por isso pesquisas nesta área, sejam elas com uma abordagem in silico, in vitro e/ou in vivo têm se intensificado com objetivo de garantir segurança no uso dessas moléculas. Assim, o objetivo desse trabalho foi investigar as possíveis atividades farmacológicas e perfil toxicológico da 1,2-benzopirona extraída de Amburana cearensis (Fr. All.) A.C. Smith (Fabaceae) e de derivados sintéticos, bem como, tentar estabelecer uma relação estrutura-atividade para estas substâncias. Para analisar as características toxicológicas teóricas in silico das cumarinas utilizamos o software Osíris, a avaliação da citotoxicidade das moléculas foi feita sobre eritrócitos humanos dos tipos sanguíneos A, B e O, a partir do teste de hemólise bem como de Fragilidade Osmótica Eritrocitária (FOE), ainda foi analisada a atividade antimicrobiana frente a bactérias Gram-positivas como linhagens de Basillus subtilis e Staphylococcus aureus assim como linhagens Gram-negativas como Pseudomonas aeruginosa e Eschericia coli utilizando a técnica de microdiluição. Avaliou-se também o potencial oxidante e antioxidante das referidas moléculas sobre as hemoglobinas liberadas pelos eritrócitos e, por fim, o perfil genotóxico por meio do teste do micronúcleo em células sanguíneas de camundongos. Os resultados obtidos pela analise in silico revelaram que apenas a 1,2-benzopirona e 7-hidroxicumarina possuem um alto potencial toxicológico quanto a seu perfil mutagênico e tumorigênico, todas as demais apresentaram baixo potencial. Todas as cumarinas apresentaram atividade antimicrobiana com a CIM variando de 200 a 12,5 µg/mL. As cumarinas demonstraram baixa taxa hemolítica em todas as concentrações analisadas em todos os grupos sanguíneos, porém apenas a 7-hidroxicumarina, 6,7-dihidroxicumarina e 6-metoxi-7,8-dihidroxicumarina foram capazes de inibir a lise da membrana eritrocitária no teste de fragilidade osmótica, especificamente sobre o sangue B. As substâncias não promoveram oxidação dos eritrócitos e apresentaram atividade antioxidante e, por fim, a 6-metoxi-7,8-dihidroxicumarina não apresentou potencial aneugênico/clastogênico frente a eritrócitos de camundongos, demonstrando assim ausência de genotoxicidade quando comparado com a ciclofosfamida, um comprovado agente genotóxico. Dessa forma, conclui-se que 3-hidroxicumarina, 7-hidroxicumarina, 6,7-dihidroxicumarina possuem reduzida citotoxicidade em eritrócitos e que 6-metoxi-7,8-dihidroxicumarina além da toxicidade em células vermelhas do sangue. Também apresentam ausência de genotoxicidade, além de todas possuírem relevante atividade antibacteriana e antioxidante.
  • DANIELE DE FIGUERÊDO SILVA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE BIOLÓGICA DE B - CITRONELOL SOBRE Candida albicans
  • Data: 19/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • Candida albicans é a principal levedura provedora de infecções fúngicas oportunistas em humanos sadios e imunodebilitados. A alta frequência de candidíase, vinculada ao aumento de falha terapêutica, por reflexo a resistência aos agentes antifúngicos de uso comum a terapia, leva a busca de fontes alternativas para obtenção de novas drogas antifúngicas. Em destaque, os produtos naturais à base de plantas, são ótimos precursores pela diversidade de compostos moleculares ativos. Dentre eles, os monoterpenos são detentores de um enorme potencial biológico de interesse humano. Diante dessas premissas, foi avaliada a atividade biológica de β - citronelol sobre Candida albicans, através de ensaios microbiológicos realizados in vitro, por determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), seguido da Concentração Fungicida Mínima (CFM) e ensaios em difusão em disco em meio sólido, para estudo comparativo do perfil de suscetibilidade aos antifúngicos azólicos (cetoconazol, clotrimazol, fluconazol, itraconazol e miconazol) e polienos (anfotericina B e nistatina) isolados e em associação ao β- citronelol. Em adição, também foram efetuados estudos dos parâmetros de ADMET por análise in silico. Nos estudos de atividade antifúngica, β - citronelol obteve uma CIM de 128 µg/mL (forte atividade) e uma CFM de 512 µg/mL respectivamente para 75% da população das cepas fúngicas testadas. Ao estudo de associação, o sinergismo foi prevalente para todos os antifúngicos. Em destaque, a combinação de β- citronelol ao fluconazol, itraconazol e miconazol, foi constatado a modificação do perfil de resistência à sensibilidade para alguns exemplares de C. albicans. Na análise in silico, β- citronelol apresentou ter boa biodisponibilidade oral, no entanto, potencial irritante e danos ao sistema reprodutor foram revelados como possíveis efeitos toxicológicos severos a este monoterpeno. Em conclusão, o β- citronelol monoterpenoide possui ter atividade anti-Candida albicans de natureza fungicida, além de ser um ótimo modificador de atividade aos agentes antifúngicos quando combinados. E muito embora tenha apresentado boa biodisponibilidade oral teórica, o perfil de toxicológico variado sugere a necessidade em avaliar o risco-benefício desse composto na produção de novo medicamento antifúngico, por realização de ensaios de cunho clínico.
  • FELIPE QUEIROGA SARMENTO GUERRA
  • AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DOS COMPOSTOS CUMARÍNICOS FRENTE ÀS CEPAS DO GÊNERO Aspergillus
  • Data: 18/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • As infecções fúngicas, nas últimas décadas, têm se destacado devido ao seu crescente aumento e suas elevadas taxas de morbidade e mortalidade. Pacientes imunocomprometidos são os que possuem maior susceptibilidade a estes micro-organismos. Dentre estas infecções fúngicas, as espécies pertencentes ao gênero Aspergillus spp. possuem alta incidência entre os fungos filamentosos. A terapêutica antifúngica tem sido alvo de numerosos estudos e nestes tem sido destacado o crescente aumento de espécies fúngicas resistentes. Dessa forma, destaca-se a importância da busca de novas fontes terapêuticas que se apresentem mais eficazes e com menos tóxicas ao hospedeiro. Assim o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antifúngica in vitro e relação estrutura atividade (SAR) dos compostos cumarínicos frente às espécies do gênero Aspergillus. Para tal foi determinada a CIM de 24 compostos cumarínicos e posteriormente realizado estudos SAR com softwares computacionais. Os dois derivados cumarínicos, 7-hidroxi-6-nitrocumarina (Cou-NO2) e 4-acetóxicumarina (Cou-UMB16), com melhores valores de CIM, foram avaliados via testes de inibição do crescimento micelial, germinação dos conídios e testes de determinação do mecanismo de ação. Por fim os produtos foram avaliados em combinação com antifúngicos padrões. Os resultados demonstraram que 12 derivados cumarínicos dos 24 ensaiados possuem atividade antifúngica, com valores de CIMs variando entre 1024-16µg/mL. A SAR demonstra que a presença de uma cadeia alifática curta, e / ou grupos de eletronegativos, como substituintes do anel benzopirona, favorece a atividade antifúngica destes compostos. Os derivados cumarínicos com melhores CIM (16µg/mL), 7-hidroxi-6-nitrocumarina (Cou-NO2) e 4-acetóxicumarina (Cou-UMB16) foram capazes de inibir o crescimento micelial e a germinação dos conídios de Aspergillus spp. E estes possuem ação sobre a estrutura da parede celular fúngica. Em uma concentração subinibitória, Cou-NO2 potencializou a ação in vitro dos derivados azólicos e em combinação com os derivados azólicos (voriconazol e itraconazol) observou-se um efeito aditivo. Já Cou-UMB16 em combinação com os derivados azólicos (voriconazol e itraconazol) obteve um efeito sinérgico a aditivo, dependendo da linhagem utilizada. Logo este estudo conclui que os derivados cumarínicos possuem atividade antifúngica contra as espécies de A. flavus e A. fumigatus. Cou-NO2 e Cou-UMB16 foram capazes de inibir o crescimento micelial e a germinação dos conídios e que esta atividade seja devido a sua ação sobre a parede celular fúngica. E a presença de uma cadeia alifática curta e / ou grupos eletronegativos como substituintes do anel benzopirona favorecem esta atividade.
  • LAÉRCIA KARLA DIEGA PAIVA FERREIRA
  • EFEITO IMUNOMODULADOR DO ALCALOIDE SINTÉTICO MHTP NA INFLAMAÇÃO PULMONAR ALÉRGICA EXPERIMENTAL
  • Data: 17/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • O alcaloide sintético 1-(3-metoxi-4-hidroxifenil)-7-metoxi-1,2,3,4,- tetrahidroisoquinolina, codificado como MHTP, possui rendimento de 93,45%, nao apresentou efeito genotóxico com baixa toxicidade aguda pré clínica, com DL50 maior que 1.000 mg/kg. O MHTP apresentou efeito vasorelaxante e anti-inflamatorio em modelo de inflamação aguda, administrado por via oral. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito imunomodulador do MHTP, administrado por instilação nasal (i.n.), na inflamação pulmonar alérgica experimental induzida por ovalbumina (OVA), por meio dos parâmetros alérgico (quantificação de IgE sérica) e inflamatório (migração celular e produção de citocinas, no fluido do lavado broncoalveolar- BAL, produção de muco e remodelamento histopatológico pulmonar). Camundongos fêmeas BALB/c foram sensibilizados com OVA nos dias 0 e 12 do protocolo experimental e nos dias 19 a 22 foram tratados por via i.n. com MHTP nas doses 2,5 ou 5 mg/kg ou Dexametasona (2 mg/kg). Após cada tratamento, foi realizado os desafios por aerossol com OVA, durante 30 minutos diários; 24 horas após o último desafio, foi coletado o material biológico necessário para avaliação da inflamação pulmonar alérgica, característica da asma alérgica. O tratamento com MHTP na dose de 2,5 mg/kg diminuiu significantemente (p<0,05) a migração de linfócitos totais, (p<0,0001) linfócitos CD4+ e a produção das citocinas IL-13, IL-4, IL-17 e IL-10. A dose de 5 mg/kg, por sua vez, diminuiu significantemente (p<0,05) a produção de IgE-OVA específica e migração de linfócitos CD3+; (p<0,0001) migração de leucócitos totais, linfócitos CD4+, macrófagos e (p<0,001) eosinófilos; (p<0,0001) o percentual de granulócitos e a produção das citocinas IL-13, IL-4, IL-17 e IL-10. Além disso, MHTP reduziu os parâmetros inflamatórios histopatológicos tais como hiperplasia e hipertrofia das células caliciformes e hiperprodução de muco. Os resultados obtidos inferem que o mecanismo imunomodulador do MHTP está relacionado à regulação do perfil Th2, que é responsável por gerar e manter o processo inflamatório alérgico pulmonar, característico da asma alérgica.
  • ADRIANO FRANCISCO ALVES
  • MILONINA, ALCALOIDE DE CISSAMPELOS SYMPODIALIS EICHL. (MENISPERMACEA) INIBE INFLAMAÇÃO AGUDA MEDIADA POR MASTÓCITO.
  • Data: 15/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • A planta Cissampelos sympodialis EICHL. (Menispermaceae) é uma planta nativa da região paraibana a qual é utilizada na medicina popular para tratamento de diversas afecções inflamatórias, como asma e rinite. Essa planta apresenta vários metabólitos biologicamente ativos como a warifteína, metil-warifteína, milonina, entre outros. Dados preliminares mostram que metabólitos como wariftéina apresenta atividade anti-inflamatória em modelo murino de asma. O objetivo desse trabalho foi avaliar se a milonina, metabólito de Cissampelos sympodialis apresenta atividade anti-inflamatória aguda. Para isso, utilizou-se modelos animais de edema de pata induzido por agentes flogísticos, análise histológica, choque anafilático, scratching behaviour e testes de atividade antinociceptiva, tais como, contorções abdominais e da placa quente. O pré tratamento dos animais com milonina foi capaz de inibir de forma significativa (p<0,05) o edema de pata induzido por carragenina no período entre uma e duas horas enquanto que, no desafio com o composto 48/80, a milonia foi capaz de inibir (p<0,05) o edema nos dois tempos avaliados isto é 30 e 60 min. A milonina a 2mg/kg foi capaz de proteger em 75% os animais da morte induzida pelo composto 48/80 no teste de choque anafilático. Na análise morfológica da pele dos animais submetidos ao comportamento de coceira induzido pelo composto 48/80 observou-se a preservação das estruturas epiteliais. Em adição, a milonina foi capaz de diminuir de forma significativa (p<0,05), a nocicepção induzida por ácido acético e placa quente um padrão de inibição de dor inflamatória. Diante disso esses dados sugerem que a milonina apresenta atividade anti-inflamatória aguda via inibição da ação de mastócitos.
  • SARA ALVES LUCENA MADEIRO
  • Contribuição ao conhecimento fitoquímico e biológico de duas espécies de Rutaceae da flora paraibana
  • Data: 02/02/2016
  • Hora: 09:00
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  • Rutaceae é uma família, predominantemente tropical e subtropical, constituída por cerca de 160 gêneros, dentre eles os gêneros Metrodorea e Pilocarpus, que possuem importantes propriedades medicinais e ecológicas. Esta família também merece atenção por apresentar uma grande diversidade de metabólitos secundários. Diante disso, este trabalho teve como objetivo ampliar o conhecimento químico e biológico sobre a família Rutaceae através do estudo das espécies Metrodorea mollis Taub. e Pilocarpus spicatus subsp. aracatensis Kaastra. As partes aéreas das espécies em estudo foram submetidas a processos de extração, particionamento e isolamento dos seus constituintes químicos, que posteriormente foram caracterizados através de técnicas espectroscópicas de IV, EM e RMN de 1H e 13C uni e bidimensionais, além de comparação com dados com a literatura. Do extrato hexânico de M. mollis foram isoladas as substâncias: xantotoxina, isopimpinelina, hinoquinina, savinina, lupeol e β-sitosterol. Da fase hexânica de P. spicatus foram identificadas: xantotoxina, bergapteno, imperatorina, asarinina, acetato de taraxerol e brazoxido A, sendo este último relatado pela primeira vez na literatura. As cumarinas xantotoxina e imperatorina foram selecionadas como marcadores químicos de P. spicatus e uma metodologia analítica foi desenvolvida e validada para quantificar, por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, o teor das mesmas no Extrato Etanólico Bruto (EEB) de P. spicatus. A metodologia proposta mostrou-se seletiva, linear, exata, precisa e robusta. Além disso, foi realizada a avaliação da atividade antibacteriana através da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e moduladora da resistência a drogas em Staphylococcus aureus do EEB de P. spicatus e das cumarinas isoladas (bergapteno, xantotoxina, isopimpinelina, imperatorina). O EEB e as cumarinas não apresentaram atividade antibacteriana relevante. Entretanto, no ensaio da modulação da resistência a drogas, a isopimpinelina reduziu em até 4 vezes a CIM da eritromicina, e a imperatorina apresentou o melhor resultado, com redução da CIM dos antibióticos tetraciclina (até 2 vezes), eritromicina (até 4 vezes) e norfloxacino (até 4 vezes). Ao reduzir a CIM do brometo de etídio, a imperatorina é considerada de fato como inibidor putativo do sistema de efluxo em bactéria.
2015
Descrição
  • VIVIANE ARAUJO DA SILVA
  • Atividades antimicrobiana, citotóxica e genotóxica do óleo essencial de Ocimum basilicum (Lamiaceae) e do linalol
  • Data: 09/12/2015
  • Hora: 14:00
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  • Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa são micro-organismos de grande importância clínica, pois estão entre as espécies bacterianas com maior poder de causar infecções e que apresentam grande resistência aos antibióticos. Sabendo que bactérias resistentes a múltiplas drogas representam um desafio para o tratamento de infecções, é necessário encontrar novas substâncias que sejam eficazes no combate a estes micro-organismos. Ocimum basilicum L.(Lamiaceae) é conhecida popularmente como manjericão e faz parte de um grupo de plantas medicinais, aromáticas e condimentares de grande valor econômico. Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição química de O. basilicum e determinar a atividade antibacteriana, citotóxica e genotóxica do óleo essencial e do seu composto majoritário. Sua composição química foi determinada por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massa e a atividade antibacteriana dos compostos foram avaliadas pela determinação da concentração inibitória mínima e concentração bactericida mínima pela técnica de microdiluição, a cinética de morte microbiana e o estudo da associação dos compostos com antibióticos padrões também foram analisados. Para o estudo de citotoxicidade foi realizado o teste de hemólise em eritrócitos humanos e para a genotoxicidade o teste de micronúcleo em roedores. Entre os fitoconstituintes, o monoterpeno linalol (55,2%) apresenta-se como o majoritário. Os experimentos de atividade antibacteriana mostraram que o óleo essencial de O. basilicum e o linalol apresentaram atividade antibacteriana contra cepas de S. aureus variando entre 1024 a 512 μg/mL e 1024 a 32 μg/mL, respectivamente. Já para cepas de P. aeruginosa a concentração inibitória mínima do óleo foi de 1024 μg/mL, sendo algumas cepas resistente, e para o linalol variou de 1024 a 32 μg/mL. A atividade antibacteriana foi caracterizada como bactericida para as cepas de S. aureus na concentração dos compostos de CIMx4 e após 8h de contato. O estudo de associação dos compostos com antibióticos padrões mostrou que para as cepas de S. aureus a associação do óleo essencial ou do linalol com o imipenem apresentou efeito sinérgico. Já para a ciprofloxacina, a associação do óleo mostrou efeito antagonista e do linalol efeito aditivo. Em relação as cepas de P. aeruginosa a associação do óleo ou do linalol com o imipenem apresentou efeito sinérgico e com a ciprofloxacina a relação foi indiferente. O óleo essencial de O. basilicum e linalol apresentaram baixa citotoxicidade. Estes dados foram confirmados através da análise da citotoxicidade frente a eritrócitos, que revelou valores de hemólise abaixo de 10 % para o tipo sanguíneo testado. A análise do potencial genotóxico dos compostos revelou que estes não foram capazes de causar danos no DNA das células do sangue periférico dos animais tratados. Em conclusão, estes resultados sugerem que o óleo essencial do O. basilicum e o linalol apresentam efeito antimicrobiano, sejam isolados ou em associação com antibióticos padrões, e que estes compostos possuem baixa citotoxicidade e genotoxicidade.
  • KAIO ARAGÃO SALES
  • CONSTITUINTES QUÍMICOS DE Paliavana tenuiflora Mansf. (GESNERIACEAE)
  • Data: 30/11/2015
  • Hora: 09:00
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  • Paliavana tenuiflora Mansf. é uma espécie da família Gesneriaceae, sendo esta composta por cerca de 150 gêneros e 3.200 espécies, entre ervas, arbustos e pequenas árvores. As espécies de Gesneriaceae são encontradas nos trópicos de todos os continentes, apresentando ampla distribuição no Brasil, principalmente na Floresta Atlântica no Sudeste e Nordeste, totalizanto 211 espécies em 27 gêneros encontrados no país. Há relatos de diversas classes de metabólitos secundários isolados na família, destacando-se os flavonóides, terpenóides, quinonas e compostos fenólicos. Paliavana tenuiflora é encontrada nos campos rupestres, em mata ciliar e nos afloramentos rochosos de mata úmida na Bahia, Minas Gerais, Paraíba e Pernambuco. Por haver apenas um relato de estudo fitoquímico, buscou-se neste trabalho isolar metabólitos secundários ainda não relatados na espécie, podendo desta forma contribuir com sua quimiotaxonomia e possibilitando a realização de estudos de atividade biológica com os compostos obtidos. Para isso, o material vegetal, coletado em Fagundes-PB, após secagem e pulverização, foi submetido a processos de extração, partição e cromatografia para isolamento de constituintes químicos. As estruturas químicas dos compostos isolados foram determinadas pelo método espectroscópico de Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C e comparação com dados de modelos relatados na literatura. O estudo levou ao isolamento e caracterização estrutural da mistura de β-sitosterol e estigmasterol, o sesquiterpeno presilphiperfolano-9-ol, a antraquinona tectoquinona e duas naftoquinonas, a 7-metoxi-8-hidroxi-α-dunniona e o tenuiflorol, sendo esta relatada pela primeira na literatura e as demais substâncias pela primeira vez no gênero Paliavana, contribuindo, portanto, com sua quimiotaxonomia.
  • MARCIO VINICIUS CAHINO TERTO
  • AVALIAÇÃO ANALÍTICA E BIOANALÍTICA DA RIPARINA I
  • Data: 25/11/2015
  • Hora: 14:00
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  • A riparina I é uma alcamida obtida a partir da Aniba Riparia com relevante atividade farmacológica. Embora estudos farmacológicos sejam extensos, a avaliação das características do estado sólido desta alcamida e estudos farmacocinéticos ainda são pouco relatados. Neste sentido, este trabalho teve como objetivo realizar a caracterização do estado sólido de cinco lotes de riparina I, obtidos a partir do mesmo processo de síntese, utilizando diferentes técnicas analíticas e o desenvolvimento de método bioanalítico para estudos farmacocinéticos. A caracterização foi realizada através de ensaios de avaliação do perfil de impurezas, utilizando a cromatografia líquida de alta eficiência com detector de arranjo diodo (CLAE-DAD), em nível molecular utilizando ensaios com infravermelho (IV) e ressonância magnética nuclear (RMN 1H e 13C) e em nível de partícula através das técnicas analíticas; calorimetria exploratória diferencial (DSC), termogravimetria (TG), difração de raio X (DRX), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e a pirólise acoplada a cromatografia gasosa/espectrometria de massas. O método bioanalítico para a quantificação de Riparina I foi desenvolvido utilizando plasma de ratos wistar após a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa Animal (CEPA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Certificado n° 0308/13, utilizando a CLAE acoplada a espectrometria de massas (CLAE-EM). Os lotes de riparina I apresentaram perfil de impurezas cromatográficas semelhantes no CLAE-DAD. Os espectros de RMN 1H e 13C confirmaram a identidade da riparina I para os cinco lotes, além de revelar a presença de impurezas no espectro de 1H, sendo o lote RIP-1 o mais puro entre os lotes avaliados. Os dados do espectro de IV corroboraram com a identidade da riparina I. As imagens da MEV evidenciaram cristais com hábitos cristalinos diferentes, possivelmente por alterações no processo de síntese. Os dados DSC confirmaram alterações na estrutura cristalina, onde foi possível observar que os lotes RIP-2 e RIP-3 apresentaram dois picos endotérmicos característicos de fusão, inferindo que as amostras apresentam misturas de cristais. Os dados TG mostraram processo de decomposição em uma única etapa característico da volatilização da riparina I, dados confirmados nos pirogramas obtidos para os cinco lotes estudados. Os dados DRX confirmaram a presença de estruturas cristalinas distintas pela presença de picos no eixo 2ɵ, nos ângulos 12 º, 20-25 º e 34 º, diferentes nas difratogramas das amostras. A caracterização do estado sólido dos lotes de riparina I evidencia a necessidade de maior controle no processo de síntese. Para o desenvolvimento do método bioanalítico as amostras de plasma foram submetidas ao preparo com diferentes métodos de extração, sendo o método de precipitação de proteínas utilizando 400 µL de MeCN o que apresentou maior porcentagem de recuperação em torno de 88,97 – 95,32 %. O método bioanalítico validado é linear na faixa de 5,0 a 750 ng/mL. O tempo de execução do método é de 6,0 min. A variabilidade intra dia e inter dia inferior a 9,5%. A maior variação no erro padrão relativo da média foi de, -9,08 %. O maior valor de efeito matriz observado foi na concentração de 10,0 ng/mL ( -11,06 ± 6,67). A riparina I apresentou estabilidade na matriz plasma em 3 ciclos de congelamento/descongelamento, 8 horas após processamento, 5 horas na matriz em temperatura ambiente e congelado a -20 ºC por 30 dias. O método desenvolvido constitui uma ferramenta útil para os estudos de farmacocinética da riparina I.
  • JANIERE PEREIRA DE SOUSA
  • Atividade antifúngica do citral e timol sobre Candida tropicalis e Candida parapsilosis
  • Data: 13/11/2015
  • Hora: 08:30
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  • O número limitado de antifúngicos e o surgimento de cepas resistentes tem dificultado o tratamento da candidiase tornando urgente a busca por novos antifúngicos. Citral e timol são monoterpenos com conhecidas propriedades farmacológicas, incluindo ação antifúngica. O objetivo desse trabalho foi investigar a atividade antifúngica desses monoterpenos, seus possíveis mecanismos de ação e o efeito da associação com antifúngicos contra Candida tropicalis e Candida parapsilosis isoladas de sangue humano. A concentração inibitória mínima (CIM), concentração fungicida mínima (CFM), o efeito do citral na parede celular (ensaio de sorbitol) e ligação ao ergosterol da membrana foram realizados pela técnica de microdiluição. Também foi avaliada a interferência na biossíntese de ergosterol, e o efeito da associação com antifúngicos pelo método de checkerboard e ensaio de modulação A CIM do timol variou entre 64 e 512 μg/mL para C. parapsilosis, e entre 128 e 256 μg/mL para C. tropicalis. Já a CIM do citral variou entre 64 e 512 μg/mL para C. parapsilosis, e entre 256 e 512 μg/mL para C. tropicalis. Todas as cepas testadas foram resistentes ao fluconazol (CIM ≥ 64 mg/L). A CFM do timol variou entre 128 e 1024 μg/mL para C. parapsilosis, e entre 128 e 512 μg/mL para C. tropicalis. Já a CFM do citral variou entre 128 e 1024 μg/mL para C. parapsilosis, e entre 256 e 1024 μg/mL para C. tropicalis. De acordo com a razão CFM/CIM, citral e timol parecem exercer um efeito fungicida contra as cepas testadas. Os valores de CIM de citral e timol contra C. tropicalis e C. parapsilosis permaneceram inalterados na presença de sorbitol 0.8 M ou ergosterol 400 μg/mL, sugerindo, respectivamente que estes monoterpenos não atuam através da inibição da síntese da parede celular fúngica e não atuam por ligação ao ergosterol da membrana. Por outro lado, citral e timol inibiram a biossíntese de ergosterol, indicando um possível mecanismo de ação destes monoterpenos mediado pela inibição da biossíntese do ergosterol. A associação citral-fluconazol foi sinérgica para C. tropicalis ATCC, enquanto citral-anfotericina B foi aditiva para 75% das cepas testadas e timol-fluconazol variou de indiferente a aditiva. Na presença de concentrações subinibitórias do citral e do timol, a CIM da anfotericina B e do fluconazol não diminuíram, sugerindo que esses monoterpenos não modulam a atividade antifúngica desses antifúngicos. Assim, esses monoterpenos podem representar uma nova possibilidade entre os produtos com atividade antifúngica contra Candida, em especial contra C. parapsilosis e C. tropicalis.
  • INGRID CHRISTIE ALEXANDRINO RIBEIRO DE MELO
  • ANÁLISE METABOLÔMICA DAS FOLHAS DE Cissampelos sympodialis Eichler E A RELAÇÃO COM A ATIVIDADE RELAXANTE EM TRAQUEIA DE COBAIA
  • Data: 31/08/2015
  • Hora: 14:00
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  • Cissampelos sympodialis Eichler, pertence a família Menispermaceae, sendo conhecida popularmente como “milona". A espécie tem demonstrado por meio de testes pré-clínicos,potencial de interferir em processos relacionados com a fisiopatologia da asma, exercendo múltiplos efeitos sinérgicos. A warifteína, um alcaloide bisbenzilisoquinolínico, tem sido apontada como a principal substância bioativa presente nas folhas e nas raízes desta espécie. O presente estudo utilizou metodologia metabolômica baseada em RMN e combinação com análise multivariada para analisar a variação química qualitativa e quantitativa dos constituintes presentes nos extratos hidroalcoólicos das folhas durante o desenvolvimento da planta (entre 60 a 210 dias após o plantio, codificados como CsF60, CsF90, CsF120, CsF150, CsF180 e CsF210) e a relação com o efeito in vitro sobre traqueia isolada de cobaia. Os dados de RMN-1H dos seis extratos das folhas foram submetidos à análise por PCA e os teores dos compostos identificados foram quantificados por RMNq-1H. O teor de warifteína e metilwarifteína foram determinados por CLAE e o teor de fenólicos totais determinado pelo método de Folin-Ciocalteu, utilizando ácido gálico como o composto fenólico padrão. Os extratos submetidos à análise por RMN-1H foram simultaneamente testados quanto à sua potência em relaxar in vitro a traqueia de cobaia pré-contraída com carbacol. Para estudar a relação entre o perfil químico e a atividade farmacológica foi empregada a técnica de PLS (Partial Least Squares). O estudo foi capaz de identificar e quantificar vinte substâncias dentre metabólitos primários e secundários presentes em todos os extratos das folhas. Os teores dos alcaloides majoritários decaem de 2,0 ± 0,32 µg/mL para warifteína e 1,0 ± 0,14 µg/mL para metilwarifteína a níveis não detectáveis, a partir de 90 dias após o plantio para a warifteína e a partir de 120 dias para metilwarifteína. Os compostos fenólicos e os flavonóis quercetina (0,1 ± 0,05 a 1,0 ± 0,12 mmol/L) e caempferol (0,4 ± 0,12 a 1,0 ± 0,16 mmol/L) se comportam de forma contrária, aumentando os seus níveis no sentido da frutificação. Através da análise de PCA foi possível diferenciar todos os extratos, demonstrando que o ciclo vegetativo está associado com diferenças claras na composição química, principalmente devido a variações na concentração de açúcares, compostos fenólicos e derivados do ácido quínico. O extrato (CsF210) originado das folhas no período da frutificação foi o mais distinto entre as amostras, sendo os sinais atribuídos aos derivados do ácido quínico, quercetina e caempferol responsáveis por esta discriminação. Os seis extratos foram capazes de relaxar a traqueia de cobaia pré-contraída com carbacol, sendo o extrato CsF210 (CE50 = 74,6 ± 7,9 µg/mL) mais potente em relação aos extratos CsF90 (CE50 = 231,6 ± 38,9 µg/mL) e CsF180 (CE50 = 239,7 ± 15,1 µg/mL) na presença de epitélio funcional. Não houve correlação entre o teor de alcaloides determinados por CLAE e a atividade espasmolítica dos extratos. Por outro lado, a análise por PLS demonstrou correlação entre os sinais de derivados dos flavonóis quercetina e caempferol e a potência espasmolítica dos extratos. Em conjunto nossos resultados demonstram pela primeira vez que os alcaloides bisbenzilisoquinolínicos warifteína e metilwarifteína não parecem estar envolvidos nas ações espasmolíticas dos extratos polares de Cissampelos sympodialis.
  • JACQUELINE IRIS VASCONCELOS COSTA
  • ESTUDO FITOQUÍMICO DAS FOLHAS E CAULES DE Piper arboreum AUBLET (PIPERACEAE)
  • Data: 31/08/2015
  • Hora: 08:30
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  • O gênero Piper é o maior da família Piperaceae, suas espécies estão distribuídas especialmente na região neotropical do globo terrestre. A investigação fitoquímica de espécies de Piper originou inúmeros trabalhos científicos em várias partes do mundo, o que levou ao isolamento de diversos compostos bioativos tais como cavalactonas, lignoides, cromonas, flavonoides e chalconas, terpenos, esteroides, ácidos benzoicos prenilados, aristolactamas, fenilpropanoides e amidas. Piper arboreum é um arbusto ereto de aproximadamente 4,0 metros de altura. Popularmente é conhecida como fruto de morcego, alecrim-de-Angola, pau-de-Angola ou beto-preto e utilizada no Brasil, na forma de decocto para o tratamento de reumatismo, bronquite, gripe e resfriado e empregada contra doenças venéreas e do trato urinário. Este trabalho reporta o estudo fitoquímico das folhas e caule de P. arboreum Aublet. Utilizando-se métodos cromatográficos usuais e técnicas espectroscópicas de IV, EM e RMN de 1H e 13C uni e bidimensionais e a comparação dos dados com a literatura foi possível isolar e identificar das folhas o e do caule de Piper arboreum, uma mistura de esteroides: β-sitosterol e estigmasterol, quatro aristolactamas: Piperolactama A, Piperolactama B, Piperolactama C e Cefaronona B, três fenilpropanoides: Ácido 3,4,5-trimetoxifenil-propanóico, Ácido 3,4,-dimetoxifenil-propanóico e Ácido 3,5-dimetoxi-4-hidroxifenil-propanóico e três amidas: Arboreumina, N-(12,14-dimetoxi-13-hidroxidihidrocinamoil)-3-piridin-2-ona e N-[12-(15,16-metilenedioxifenil)-8(E),10(E)-heptadienoil-pirrolidina. Os dois últimos compostos estão sendo relatados pela primeira vez na literatura.
  • MARIA DO CARMO DE ALUSTAU
  • CARACTERIZAÇÃO DO EFEITO VASODILATADOR DOS NITRATOS ORGÂNICOS GTN, NTHF, NCOE E BIS-NTHF EM ARTÉRIA E VEIA ISOLADAS DE CORDÃO UMBILICAL HUMANO
  • Data: 31/08/2015
  • Hora: 08:00
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  • Vasos umbilicais humano (HUCV), muitas vezes considerado lixo biológico, são bons modelos para avaliação de substâncias vasoativas. O efeito do trinitrato de gliceril (GTN) já foi caracterizado em vários vasos sanguíneos animais, mas em HUCV foi apenas relatado que este nitrato apresenta pouco efeito. O nitrato de tetra-hidrofurfurilo (NTHF) e o 13-nitrato-cis-9-octadecanoato de etila (NCOE) são doadores de óxido nítrico (NO), cujo efeito foi caracterizado em vasos animais. O 1,2-bis(tetrahidrofuran-2-il)etano-1,2-diildinitrato (BIS-NTHF) é um composto inédito (duas moléculas de NTHF) que não possui estudos farmacológicos. O objetivo deste estudo foi implantar e padronizar a técnica envolvendo HUCV, e caracterizar o efeito desses quatro nitratos orgânicos tanto em anéis de artéria (HUA) como veia (HUV) isoladas de cordão. A padronização da técnica mostrou que 3 g e 3h são, respectivamente, a tensão e tempo ideais para experimentos com os vasos umbilicais, além do fato de que estes apresentam uma queda espontânea tanto do tônus basal como do contrátil. O estudo com os nitratos mostrou que esses compostos relaxaram o tônus basal de HUCV. Todos os nitratos induziram vasorrelaxamento, em ambos os vasos umbilicais pré-contraídos com serotonina (5-HT), com efeitos máximos superiores a 90%, e com maior eficácia em relaxar HUA do que HUV. Nesta situação, GTN foi o nitrato mais potente em causar vasodilatação, BIS-NTHF apresentou um valor de potência intermediário, enquanto que NCOE e NTHF foram os menos potentes em relaxar HUV e HUA, respectivamente. Quando os anéis de HUA foram pré-contraídos com KCl 60 mM, houve uma atenuação da vasodilatação promovida pelos nitratos. GTN e NTHF também apresentaram o vasorrelaxamento diminuído nos anéis de HUV pré-contraídos com KCl 60 mM, enquanto NCOE e BIS-NTHF tiveram seus efeitos de forma semelhante aos anéis pré-contraídos com 5-HT. A pré-incubação de GTN, NTHF e BIS-NTHF atenuou as contrações induzidas por 5-HT, em anéis de HUA. Adicionalmente, GTN e BIS-NTHF também inibiram a contração estimulada por 5-HT em HUV. Em contrapartida, a pré-incubação de NTHF, em HUV, e de NCOE, tanto em HUV como em HUA, levaram à inibição menor, quando comparados aos outros nitratos. GTN, NTHF e BIS-NTHF inibiram o componente fásico e tônico da contração induzida por 5-HT, na ausência do Ca2+ extracelular. NCOE, por sua vez, foi mais eficaz em inibir a contração tônica. A pré-incubação de 10 μM de ODQ, inibidor da ciclase de guanilil solúvel, fez com que a resposta vasodilatadora de GTN, NTHF, NCOE e BIS-NTHF fosse atenuada de maneira significativa. A pré-incubação de 10 mM de TEA, um bloqueador de canais para potássio, em HUA diminuiu a resposta relaxante dos quatro nitratos, não alterando o efeito em HUV. Diante do exposto, pode-se concluir que os nitratos orgânicos GTN, NTHF, NCOE e BIS-NTHF causam vasorrelaxamento de anéis de HUCV, tanto no tônus basal quanto de contrações induzidas por 5-HT ou KCl. O mecanismo de ação dos nitratos nestes vasos humanos envolve ativação da sGC e de canais para potássio; e inibição da entrada de cálcio, liberação dos estoques deste íon do retículo sarcoplasmático e da atividade da ROCK
  • MATHEUS MORAIS DE OLIVEIRA MONTEIRO
  • NOVOS DERIVADOS DA ISATINA CAUSAM VASORRELAXAMENTO EM ARTÉRIA MESENTÉRICA CRANIAL DE RATOS WISTAR
  • Data: 27/08/2015
  • Hora: 14:00
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  • O processo de descoberta de novas drogas que atuam na camada muscular lisa causando relaxamento vascular tem importância fundamental no tratamento de doenças cardiovasculares. Neste contexto, destaca-se a isatina, uma substância bastante versátil encontrada em diversos tecidos de mamíferos e de plantas que pode facilmente sofrer modificações estruturais para dar origem a novas substâncias. Neste contexto foram estudados os efeitos farmacológicos de quatro novas drogas derivadas da isatina (IS-AK1, IS-BK1, B-001 e D-001) sobre o sistema cardiovascular, utilizando-se técnicas in vivo e in vitro. Nos estudos in vitro, anéis de mesentérica cranial isolada de rato foram mantidos em cubas contendo Tyrode a 37 ºC gaseificado com carbogênio, em seguida foram fixados a um transdutor de força (PowerLab™, ADInstruments, MA, EUA) e acoplado a um sistema de aquisição de dados (WinDaq/XL, DI 148-U, Insight, Brasil) sob tensão de 0,75 g, durante 1 hora. Após este período, as preparações foram pré-contraídas com fenilefrina (FEN, 10 μM) ou KCl (60 mM) e em seguida, concentrações crescentes dos derivados da isatina foram adicionadas cumulativamente. Todos os compostos testados apresentaram efeito vasorrelaxante, sendo o IS-AK1 o composto mais promissor por apresentar maior potência tanto na presença como na ausência do endotélio (pD2 = 7,99 ± 0,11 e 7,95 ± 0,15, respectivamente). Entretanto, as respostas vasorrelaxantes máximas não foram diferentes (Emax = 85,69 ± 5,18 % vs. 74,62 ± 5,33 %) na presença e na ausência de endotélio. Portanto, o IS-AK1 foi selecionado para estudos subsequentes afim de investigar seu mecanismo de ação por meio de curvas concentração-resposta ao composto na presença dos bloqueadores ODQ (10 μM), bloqueador da ciclase de guanilil solúvel; TEA (3 mM), bloqueador inespecífico de canais para K+; TEA (1 mM), bloqueador de BKCa; GLIB (1 μM), bloqueador de KATP; 4-AP (1 mM), bloqueador de Kv e BaCl2 (30 μM), bloqueador de KIR. Na presença do ODQ, o vasorrelaxamento foi significativamente atenuado (Emax = 39,68 ± 6,56 %; pD2 = 5,07 ± 0,2, n = 6). Além disso, a resposta vasorrelaxante foi reduzida na presença de TEA (3 mM), (Emax = 43,53 ± 8,16 %; pD2 6,72 ± 0,2, n = 6) e na presença de TEA (1 mM) (Emax = 39,72 ± 7,86 %; pD2 = 5,63 ± 0,2, n = 6). Ocorreu redução na potência do IS-AK1 quando bloqueado por GLIB (pD2 = 7,23 ± 0,17, n = 5), 4-AP (pD2 = 7,1 ± 0,17, n = 5) e BaCl2 (pD2 = 6,23 ± 0,16, n = 5), sugerindo a participação de diferentes canais para K+ nesta resposta. Para os estudos in vivo, foram investigadas as alterações na pressão arterial e frequência cardíaca em ratos não-anestesiados tratados agudamente com o IS-AK1. A administração de IS-AK1 (10 mg/kg) produziu hipotensão e bradicardia tanto em ratos normotensos (-50 ± 12 mmHg, -258 ± 40 bpm, n = 7) quanto em ratos hipertensos (-99 ± 7 mmHg, -278 ± 40 bpm, n = 6) com efeito mais pronunciado no efeito hipotensor em ratos hipertensos. Deste modo, a resposta vasorrelaxante promovida pelo IS-AK1 parece envolver a participação da enzima sGC, consequentemente levando a ativação da PKG, ocasionando a ativação de canais para K+ do tipo KATP, KV, KIR e, principalmente, BKCa. Este mecanismo de ação pode estar contribuindo para a hipotensão e bradicardia observadas em ratos não-anestesiados.
  • INÁCIO RICARDO ALVES VASCONCELOS
  • Investigação dos efeitos antibacteriano, antioxidante, citotóxico e genotóxico do óleo essencial do caule de Croton tricolor Klotzsch ex Baill
  • Data: 26/08/2015
  • Hora: 09:00
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  • A utilização de produtos naturais pelo homem remonta às origens da espécie humana, que ao longo do processo evolutivo, foi aprendendo a selecionar plantas para a sua alimentação e para o alívio de seus males e doenças. Óleos essenciais são constituintes orgânicos complexos, produzidos por plantas aromáticas como metabólitos secundários, conhecidos por suas propriedades medicinais. Croton tricolor Klotzsch ex Baill pertencente a família Euphorbiaceae com propriedades antimicrobiana e antioxidante. Este estudo objetivou avaliar a atividade antibacteriana frente a linhagens bacterianas Gram positivas (Staphylococcus aureus) e Gram negativas (Escherichia coli), bem como as atividades antioxidante, citotóxica e genotóxica do óleo essencial do caule de C. tricolor (Ct-OEc). A atividade antibacteriana foi avaliada através da determinação da concentração inibitória mínima (CIM) pela técnica de microdiluição e a caracterização do efeito bactericida por plaqueamento e espectrofotometria. A citotoxicidade in vitro, foi determinada pela quantificação da hemólise frente a eritrócitos humanos dos tipos sanguíneos A, B e O. A investigação da genotoxicidade in vivo foi realizada através do teste de micronúcleo em camundongos Swiss. Os resultados obtidos indicam a presença de atividade antibacteriana do Ct-OEc frente as cepas de S. aureus ATCC 25925 e E. coli ATCC 2536, E. coli ATCC 8539, E. coli 101 e E. coli 105 na concentração de 1 mg.mL-1 (CIM). O Ct-OEc não apresenta efeito oxidante nem tão pouco antioxidante nas concentrações testadas. A avaliação da atividade hemolítica do Ct-OEc frente aos eritrócitos humanos dos grupos sanguíneos A, B e O promoveu hemólise de baixa a moderada até a concentração de 100 μg/mL. Na avaliação do potencial genotóxico, através do teste do micronúcleo em camundongos, verificou-se que o Ct-OEc não provocou o aumento da frequência de micronúcleos no sangue periférico dos camundongos. Sendo assim foi concluído que o óleo essencial de Croton tricolor apresenta atividade antibacteriana, sem efeitos sobre a membrana celular, quando em baixas concentrações, sem induzir atividade oxidante ou antioxidante assim como efeitos aneugênicos e clastogênicos.
  • DIEGO IGOR ALVES FERNANDES DE ARAUJO
  • Desenvolvimento e validação de metodologia analítica para quantificação de compostos fenólicos e avaliação da atividade antioxidante e antimicrobiana em extrato de Maytenus obtusifolia Mart. (CELASTRACEAE)
  • Data: 21/08/2015
  • Hora: 09:00
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  • A utilização de produtos naturais para o tratamento de enfermidades é uma prática tradicional respaldada pela etnofarmacologia. A espécie Maytenus obtusifolia Mart (Celastraceae) é conhecida popularmente como carne de anta, congonha brava de folha miúda e lenha branca, e é bastante utilizada para tratamentos de úlcera gástrica e como antisséptico. Apresenta distribuição em regiões litorâneas ocorrendo desde o estado do Pará até São Paulo. Estudos anteriores da espécie relataram a presença de triterpenos pentacíclicos, flavonoides e alcaloides em sua composição química. E os estudos farmacológicos demonstraram atividade antimicrobiana do óleo essencial e atividade gastroprotetora e antiúlcera do extrato. Dessa forma, os objetivos deste trabalho foram realizar o controle de qualidade do material vegetal através dos ensaios farmacopéicos, desenvolver e validar metodologia analítica para quantificação de compostos fenólicos no extrato etanólico de M. obtusifolia (EEMO), verificar a fotoestabilidade dos compostos em estudo e avaliar as atividades antioxidante e antimicrobiana do extrato. Foram avaliadas a determinação de água em drogas vegetais, determinação de cinzas totais e cinzas sulfatadas, ensaio limite de metais pesados, determinação de densidade aparente de sólidos, teor de flavonoides totais, taninos totais e determinação de contaminação microbiológica de acordo com as metodologias descritas na farmacopeia brasileira 5ª edição. A quantificação de fenólicos totais foi realizada por método espectrofotométrico utilizando o ácido ascórbico como padrão. Observou-se que a espécie apresenta riqueza de compostos polifenólicos visto que obteve-se (134,76 mg EAG/g ± 0,377) no ensaio de compostos fenólicos totais, bem como (17,85% ± 0,234) de taninos totais, (4,72% ± 0,102) de flavonoides totais calculados como apigenina e (6,24% ± 0,064) de flavonoides calculados como hiperosídeo. O método analítico foi desenvolvido e validado por CLAE-DAD para os marcadores (-)-Epigalocatequina (EGC), (+)-Catequina (CAT) e (-)-Epicatequina (EPI) e apresentou especificidade, linearidade, precisão, precisão intermediária, exatidão e robustez de acordo com as especificações exigidas pela ANVISA no Guia de Validação de métodos analíticos e bioanalíticos (RE nº 899/2003). O EEMO apresentou pequenas variações no teor do marcador CAT (7,594%) e seu isômero EPI (4,718%) quando exposto à luz visível, enquanto concentração da (-)-Epigalocatequina manteve-se inalterada. Quando avaliado sob radiação UVA, observou-se redução significativa de EGC (36,180%), CAT (17,293%) e EPI (29,878%). A atividade antioxidante foi realizada através do método indireto com radical DPPH e apresentou resultados tão eficientes (CI50 21,01± 1,02 μg/mL), quanto o padrão Ácido ascórbico (CI50 19,17 ± 2,32 μg/mL), cujo uso é consagrado como antioxidante. A avaliação da atividade antimicrobiana do EEMO foi realizada nas concentrações de 1024 até 32 µg/mL, pela técnica de microdiluição em meio líquido frente a 4 cepas bacterianas e 8 fúngicas e observou-se que as concentrações de 1024, 512, 256 e 128 µg/mL apresentaram atividade frente às bactérias e fungos.
  • DIEGO IGOR ALVES FERNANDES DE ARAUJO
  • Desenvolvimento e validação de metodologia analítica para quantificação de compostos fenólicos e avaliação da atividade antioxidante e antimicrobiana em extrato de Maytenus obtusifolia Mart. (CELASTRACEAE)
  • Data: 21/08/2015
  • Hora: 08:30
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  • A utilização de produtos naturais para o tratamento de enfermidades é uma prática tradicional respaldada pela etnofarmacologia. A espécie Maytenus obtusifolia Mart (Celastraceae) é conhecida popularmente como carne de anta, congonha brava de folha miúda e lenha branca, e é bastante utilizada para tratamentos de úlcera gástrica e como antisséptico. Apresenta distribuição em regiões litorâneas ocorrendo desde o estado do Pará até São Paulo. Estudos anteriores da espécie relataram a presença de triterpenos pentacíclicos, flavonoides e alcaloides em sua composição química. E os estudos farmacológicos demonstraram atividade antimicrobiana do óleo essencial e atividade gastroprotetora e antiúlcera do extrato. Dessa forma, os objetivos deste trabalho foram realizar o controle de qualidade do material vegetal através dos ensaios farmacopéicos, desenvolver e validar metodologia analítica para quantificação de compostos fenólicos no extrato etanólico de M. obtusifolia (EEMO), verificar a fotoestabilidade dos compostos em estudo e avaliar as atividades antioxidante e antimicrobiana do extrato. Foram avaliadas a determinação de água em drogas vegetais, determinação de cinzas totais e cinzas sulfatadas, ensaio limite de metais pesados, determinação de densidade aparente de sólidos, teor de flavonoides totais, taninos totais e determinação de contaminação microbiológica de acordo com as metodologias descritas na farmacopeia brasileira 5ª edição. A quantificação de fenólicos totais foi realizada por método espectrofotométrico utilizando o ácido ascórbico como padrão. Observou-se que a espécie apresenta riqueza de compostos polifenólicos visto que obteve-se (134,76 mg EAG/g ± 0,377) no ensaio de compostos fenólicos totais, bem como (17,85% ± 0,234) de taninos totais, (4,72% ± 0,102) de flavonoides totais calculados como apigenina e (6,24% ± 0,064) de flavonoides calculados como hiperosídeo. O método analítico foi desenvolvido e validado por CLAE-DAD para os marcadores (-)-Epigalocatequina (EGC), (+)-Catequina (CAT) e (-)-Epicatequina (EPI) e apresentou especificidade, linearidade, precisão, precisão intermediária, exatidão e robustez de acordo com as especificações exigidas pela ANVISA no Guia de Validação de métodos analíticos e bioanalíticos (RE nº 899/2003). O EEMO apresentou pequenas variações no teor do marcador CAT (7,594%) e seu isômero EPI (4,718%) quando exposto à luz visível, enquanto concentração da (-)-Epigalocatequina manteve-se inalterada. Quando avaliado sob radiação UVA, observou-se redução significativa de EGC (36,180%), CAT (17,293%) e EPI (29,878%). A atividade antioxidante foi realizada através do método indireto com radical DPPH e apresentou resultados tão eficientes (CI50 21,01± 1,02 μg/mL), quanto o padrão Ácido ascórbico (CI50 19,17 ± 2,32 μg/mL), cujo uso é consagrado como antioxidante. A avaliação da atividade antimicrobiana do EEMO foi realizada nas concentrações de 1024 até 32 µg/mL, pela técnica de microdiluição em meio líquido frente a 4 cepas bacterianas e 8 fúngicas e observou-se que as concentrações de 1024, 512, 256 e 128 µg/mL apresentaram atividade frente às bactérias e fungos.
  • ANA SILVIA SUASSUNA CARNEIRO LUCIO
  • ALCALOIDES DE ANNONACEAE: Ocorrência e compilação de suas atividades biológicas e avaliação fitoquímica e biológica de Anaxagorea dolichocarpa SPRAGUE & SANDWITH (Annonaceae)
  • Data: 14/08/2015
  • Hora: 08:30
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  • Este trabalho consta de quatro capitulos. O Capitulo 1 descreve uma revisao de todos alcaloides relatados na literatura para a familia Annonaceae, com sua ocorrencia botanica e atividades biologicas. Foram relatados 934 alcaloides em publicacoes no periodo de 1929 a 2012. O Capitulo 2 trata-se do Isolamento e identificacao de alcaloides da especie da familia Annonaceae, Anaxagorea dolichocarpa. Atraves de metodos cromatograficos e espectroscopicos foi possivel o isolamento e identificacao dos alcaloides azafenantrenos: eupolauramina, sampangina e imbilina 1 ja relatados para Anaxagorea dolichocarpa,sendo reportados para as raizes pela primeira vez, o alcaloide 3-metoxisampangina isolado pela primeira vez para Anaxagorea dolichocarpa e o alcaloide Imbilina 4, relatado pela primeira vez na literatura. O Capitulo 3 relata os estudos farmacologicos nas atividades antitumorais, antileishmania e imunomoduladora dos alcaloides isolados. O alcaloide imbilina 1 destacou-se por apresentar significativa atividade antitumoral e tambem foi efetiva na atividade imunomoduladora frente a inibicao da producao de oxido nitrico. Para a atividade antileishmania, todas as substancias apresentaram atividade, com destaque para a sampangina. O Capitulo 4 refere-se a um estudo teorico dos alcaloides aporfinicos relatados na revisao publicada dos alcaloides de annonaceae e alcaloides azafenentrenos de annonaceae. O estudo foi realizado por maquina de aprendizagem utilizando descritores moleculares e docking molecular para a atividade antileishmania.
  • YNGRED MANGUEIRA ROLIM
  • Alcaloides e Glicosídeo Flavonoídico de Waltheria viscosíssima A.St. Hil – Malvaceae.
  • Data: 10/08/2015
  • Hora: 14:00
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  • A tradição do consumo de plantas medicinais é uma das práticas mais antigas da humanidade e no cenário brasileiro as plantas desempenham um importante papel na medicina popular, não apenas por seu caráter alimentar, mas também por suas propriedades de cura, sejam elas com fundamentos científicos ou por crendices populares, o conhecimento dos seus constituintes químicos, atividades farmacológicas e mecanismo de ação são a abertura para comprovação da eficácia e o seu uso seguro. A Waltheria viscosíssima A.St. Hil. é uma espécie pertencente a família Malvaceae conhecida popularmente como malva viscosa. Apontada pela medicina popular com ação expectorante, antitussígena, anti- hipertensiva, maturativa de tumores e para o tratamento de úlceras. O estudo fitoquímico realizado com a fase acetato de etila do particionamento do Extrato Etanólico Bruto da Waltheria viscosíssima A.St. Hil. e as fases obtidas da marcha de alcaloides através de técnicas cromatograficas em coluna, levou ao isolamento de três substâncias: tilirosídeo (Wv- 1), uma mistura de Waltheriona A e Wlatheriona B (Wv- 2). A identificação estrutural dessas substancias foram realizada através dos métodos espectroscópicos utilizando o Infravermelho e Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C, com o auxílio das técnicas uni e bidimensionais, como também por comparações realizadas com modelos da literatura.
  • CAMILA DE ALBUQUERQUE MONTENEGRO
  • Bioprospecção dos efeitos tóxicos antibacterianos e antioxidantes da Flavona e de seus derivados hidroxilados
  • Data: 31/07/2015
  • Hora: 14:00
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  • Compostos fenólicos, dentre eles os flavonoides, são detentores de efeitos antimicrobiano, antioxidante e anti-inflamatório, porém não isentos de toxicidade e/ou efeitos adversos, por isso pesquisas nesta área, sejam elas com uma abordagem in silico, in vitro e/ou in vivo têm se intensificado para que se garanta a segurança no uso dessas moléculas. Assim, o presente estudo se propôs a investigar as prováveis atividades farmacológicas, a toxicidade e os efeitos antibacteriano e antioxidante do flavonoide flavona e de seus derivados hidroxilados: 3-hidroxiflavona, 5-hidroxiflavona e 6-hidroxiflavona, traçando uma relação estrutura-atividade das referidas substâncias. Para tanto, investigou-se as características farmacológica, farmacocinética e toxicológica teóricas dos flavonoides utilizando ensaios in silico com os softwares PASS online e Osíris; a citotoxicidade sobre eritrócitos humanos dos tipos sanguíneos A, B e O e fator Rh positivo e negativo, executando-se os modelos de hemólise e Fragilidade Osmótica Eritrocitária (FOE); analisou-se a atividade antimicrobiana frente a bactérias Gram-positivas (B. subtilis CCT 0516, S. aureus ATCC 25619 e S. aureus ATCC 25925) Gram-negativas, inclusive de importância clínica (P. aeruginosa ATCC 8027, P. aeruginosa ATCC 23243, E. coli ATCC 2536, E. coli 101, E. coli 103, E. coli 104, E. coli 105 e E. coli 108); avaliou-se o potencial oxidante e antioxidante das referidas moléculas na presença de Espécies Reativas de Oxigênio (EROs - H2O2) e da fenilhidrazina (Ph) e, por último, a genotoxicidade por meio do teste do micronúcleo. Os resultados obtidos revelaram numerosas prováveis atividades farmacológicas para os flavonoides, como agonistas da integridade e inibidores da permeabilidade membranar, antagonistas do receptor de anafilatoxina, inibidores de quinase e peroxidase, potencial antimutagênico e capacidade vasoprotetora; não apresentam significativos riscos teóricos de toxicidade e detêm uma boa biodisponibilidade oral. Os 4 flavonoides demonstraram moderada hemólise nas concentrações de 500 e 1000 µg/mL, a exemplo da 3-hidroxiflavona que induziu 20,2 e 53 % de hemólise, respectivamente, no sangue tipo B,Rh-; os flavonoides hidroxilados protegeram os eritrócitos tipos A e O do estresse osmótico. Todos os flavonoides exibiram moderada atividade antibacteriana contra cepas Gram-positivas e Gram-negativas, sendo a flavona bactericida na concentração de 200 µg/mL para as linhagens de P. aeruginosa ATCC 8027, S. aureus ATCC 25619 e E. coli 104, enquanto que os demais flavonoides têm ação bacteriostática. As substâncias não promoveram oxidação dos eritrócitos e comportaram-se como sequestradores e antioxidantes de H2O2 e fenilhidrazina e, por fim, a flavona não apresentou genotoxicidade quando comparado com a ciclofosfamida, um comprovado agente genotóxico. Conclui-se que flavona, 3-hidroxiflavona, 5-hidroxiflavona e 6-hidroxiflavona possuem variadas atividades farmacológicas, boa biodisponibilidade e baixa toxicidade teóricas, reduzida citotoxicidade, ausência de genotoxicidade, além de serem antibacterianos e antioxidantes, evidenciando-se, com este estudo, a importância da inserção de técnicas de química computacional para o direcionamento de protocolos de avaliação de efeitos biológicos.
  • AYALA NARA PEREIRA GOMES
  • FRACIONAMENTO QUÍMICO BIOMONITORADO DA FRAÇÃO AQUOSA DO EXTRATO ETANÓLICO DAS FOLHAS DE Cissampelos sympodialis EICHL. (MILONA)
  • Data: 25/05/2015
  • Hora: 14:00
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  • A utilização dos produtos naturais para o tratamento das enfermidades é uma prática antiga e comum mundialmente. A espécie Cissampelos sympodialis (Menispermaceae) é conhecida popularmente como milona, jarrinha, abuteira e orelha-de-onça, e sua fração aquosa do extrato etanólico das folhas (FAEEF) apresenta comprovadas ações farmacológicas. A família é caracterizada pela presença de alcaloides, e estudos com a C. sympodialis demonstram que além destes, há uma quantidade relevante de compostos fenólicos. Embora os estudos farmacológicos tenham sido realizados com a FAEEF os estudos químicos se concentram até o momento no extrato etanólico das folhas e raízes. Assim, o objetivo deste trabalho foi realizar um fracionamento químico biomonitorado da FAEEF de C. sympodialis. Uma partição do extrato em água foi feita com o auxílio de ultrassom, para obtenção da FAEEF e esta foi submetida a uma extração em fase sólida (com cartuchos de sílica de fase reversa C-18) com eluição com MeOH:H20 em ordem decrescente de polaridade e forneceu quatro subfrações. O teor de compostos fenólicos e flavonóis totais foi determinado respectivamente pelo método de Folin–Ciocalteau e Cloreto de alumínio e a atividade antioxidante através dos métodos indiretos com os radicais DPPH e ABTS. As subfrações também foram submetidas a ensaios imunofarmacológicos, onde foi avaliada a viabilidade celular em macrófagos peritoneais murinos pelo método de MTT, dosagem de óxido nítrico, através da determinação indireta do nitrito e quantificação das citocinas TNF-α e IL-1β através de ELISA. Observou-se que as frações mais polares (eluídas com 25 % e 50% de metanol) apresentaram uma maior quantidade de compostos fenólicos (11,51 ± 1,73 e 14,50 ± 5,25 mg EAG/ 100 mg respectivamente) além de uma maior atividade antioxidante, chegando a fração de 25 % a uma CE50 de 13,54 ± 0,13 μg/mL pelo método ABTS e 15,09 ± 0,14 μg/mL pelo método DPPH. As subfrações estudadas (3 e 50 µg/mL) não apresentaram toxicidade às células e a fração eluída com 75% de Metanol foi a única que reduziu de forma significativa os níveis de NO, TNF-α e IL-1β, sendo considerada como a fração com melhor ação anti-inflamatória. A identificação das substâncias com esta ação anti-inflamatória está atualmente sendo realizada.
  • ROSEANA ARAÚJO RAMOS MEIRELES
  • CONSTITUINTES QUÍMICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE Roupala paulensis Sleumer (PROTEACEAE)
  • Data: 22/05/2015
  • Hora: 08:30
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  • A família Proteaceae é constituída por aproximadamente 80 gêneros e 1705 espécies, com maior distribuição na Austrália, África do Sul e América do Sul. No Brasil, compreende 4 gêneros, e dentre esses, encontramos o gênero Roupala, possuindo cerca de 33 espécies e 2 subespécies. O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo fitoquímico de Roupala paulensis Sleumer, espécie endêmica do Brasil que possui maior distribuição nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, bem como avaliar a atividade antioxidante do extrato e fases. Para isto, o material botânico foi submetido a processos de extração, partição e cromatografia para isolamento dos constituintes químicos. A estrutura química das substâncias foi determinada por métodos espectroscópicos de Infravermelho, Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C, Espectrometria de Massas e comparações com dados da literatura. O fracionamento cromatográfico da fase hexânica resultou no isolamento do triterpeno 2,6,10,15,19,23-hexametil-2,6,10,14,18,22-tetracosahexeno (esqualeno), da mistura dos triterpenos urs-12-en-3β-ol (α-amirina), olean-12-en-3β-ol (β-amirina) e 3β-hidroxi-lup-20(29)-eno (lupeol), do esteroide β-sitosterol e da mistura de feofitinas 132-hidroxi-(132-R)-feofitina a e 132-hidroxi-(132-S)-feofitina a, da fase diclorometano obteve-se o esteroide glicosilado sitosterol-3-O-β-D-glicopiranosídeo e da fase acetato de etila foi isolado a flavona 3,5,7,3’,4’-pentaidroxiflavona (quercetina). Todos os compostos estão sendo relatados pela primeira vez no gênero Roupala. A atividade antioxidante do extrato etanólico bruto (EEB) e das fases hexânica, diclorometano e acetato de etila foi verificada através do método do sequestro do radical DPPH (1,1-difenil-2-picril-hidrazil) e da quantificação de fenólcos totais, com comparações dos resultados obtidos com os padrões ácido ascórbico e ácido gálico, respectivamente. Entre todas as amostras testadas o EEB apresentou menor CE50 (37,50 ± 046 µg/mL), seguido pela fase acetato de etila (74,86 ± 2,73 µg/mL), sendo as amostras que apresentaram maior atividade antioxidante. Pela quantificação de fenólicos totais, as amostras que exibiram maiores concentrações desses compostos foram o EEB (24,27 ± 0,76 gEAG/100 g) e a fase acetato de etila (30,47± 0,52 gEAG/100 g). Portanto, estas amostras apresentaram a maior concentração de compostos fenólicos, provavelmente responsáveis pelos melhores resultados de atividade antioxidante apresentados no teste de DPPH realizado.
  • ISIS FERNANDES GOMES
  • DESENVOLVIMENTO DE MÉTODOS BIOANALÍTICOS PARA DETERMINAÇÃO DO TRACHYLOBANO-360 EM MATRIZES BIOLÓGICAS DE CAMUNDONGOS POR CLAE-EM
  • Data: 01/04/2015
  • Hora: 14:00