PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CE - PPGE)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Dissertações/Teses


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2022
Descrição
  • IVANILDA DANTAS DE OLIVEIRA
  • A Proposta Curricular para a Educação Infantil da Paraíba e suas relações com as DCNEI e a BNCC-EI
  • Orientador : ADELAIDE ALVES DIAS
  • Data: 25/10/2022
  • Hora: 08:00
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  • As políticas curriculares para Educação Infantil demandadas após a promulgação da Constituição Federal (1988), foram se materializando em meio a embates e disputas acerca da função dessa etapa da Educação Básica, trazendo como desdobramentos dissensos em relação aos fundamentos que devem nortear a educação das crianças de 0 a 6 anos. Imbuídas dessa compreensão, elencamos como objetivo principal analisar como os fundamentos políticos e pedagógicos que orientam as DCNEI incidem na BNCC-EI e na Proposta Curricular da Paraíba-EI. Assumimos como tese, que os pressupostos das DCNEI, apesar de reivindicados nos textos da BNCC–EI e da Proposta Curricular da Paraíba-EI, não se constituem seus fundamentos. Optamos, então, pela pesquisa qualitativa alinhada ao paradigma social interpretativo, por privilegiarmos a análise das falas dos sujeitos entrevistados, assim como os contextos sócio-histórico-político e pedagógico que conformaram o processo de construção das referidas políticas curriculares, a fim de desvelar os pressupostos implícitos, conflitos, oposições e chegar a uma compreensão enriquecida do fenômeno social pesquisado. Para tanto, realizamos a revisão bibliográfica acerca das políticas curriculares mandatórias para Educação Infantil e, de forma concomitante, empreendemos uma pesquisa documental e empírica. Nesta última, elegemos como sujeitos da pesquisa 1 (um) representante do comitê gestor e 4 (quatro) da assessoria técnica que atuaram na elaboração da Proposta Curricular da Paraíba-EI. A organização dos dados coletados seguiram as orientações da Análise de Conteúdo fundamentada na acepção de Bardin, através da análise categorial temática. Os resultados da pesquisa documental nos indicam que o processo de revisão das DCNEI (2010) contou com uma participação ampliada de atores públicos e dos movimentos sociais, que, por meio de discussões e negociações, construíram consensos em relação às concepções que deveriam nortear as Propostas Pedagógicas/Curriculares de creches e pré-escolas de todo o país. Em contrapartida, a conjuntura política em que se deu o processo de elaboração da BNCC-EI e da Proposta Curricular da Paraíba-EI evidenciou a hegemonia do Movimento pela Base e seus intelectuais, o que conformou um currículo nacional que subordina a formação das crianças à lógica do mercado. Em relação aos pressupostos das referidas políticas, as DCNEI (2010) apresentam coerência entre a concepção de criança, Educação Infantil, proposta pedagógica e currículo, consoante ao projeto de educação emancipatório defendido. Diferentemente, nos documentos da BNCC-EI e da Proposta Curricular da Paraíba-EI tais concepções são utilizadas para validar o discurso da continuidade de fundamentos em relação às DCNEI, mas esses não são a base do arranjo curricular, assumindo centralidade as competências e habilidades, os objetivos de aprendizagem, desenvolvimento e as sínteses de aprendizagem, por permitirem o controle do que é ensinado às crianças e a regulação do trabalho docente. Apontamos, assim, a necessidade de que as instituições reivindiquem sua autonomia na formulação do seu projeto político pedagógico e do seu documento curricular. Entretanto, para atingir tal fim se faz necessário investir-se na formação continuada dos/as professores/as da Educação Infantil na perspectiva do desenvolvimento integral da criança, dissociando-se, desse modo, do processo de construção de competências, habilidades e de objetivos de aprendizagem propostos na BNCC-EI e na Proposta Curricular da Paraíba-EI, pois esses não garantem sequer os direitos de aprendizagem.
  • SERGIO ANDRADE DE MOURA
  • INCIDÊNCIA DE ATORES PRIVADOS E DE PROCESSOS DE PRIVATIZAÇÃO NA POLÍTICA EDUCACIONAL DO ESTADO DA PARAÍBA
  • Orientador : DALILA ANDRADE OLIVEIRA
  • Data: 14/10/2022
  • Hora: 09:00
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  • A privatização da educação é um fenômeno complexo e multifacetado que está acontecendo, em âmbito global, no contexto da hegemonia do neoliberalismo, das reformas de Estado norteadas pela Nova Gestão Pública e da agenda de livre mercado para a educação. Assim como, resulta de uma intensa atuação de múltiplos atores em redes de políticas, em diversos níveis, dimensões e contextos, diante de uma mudança paradigmática das relações entre os governos, a nova filantropia e o mercado. A privatização da educação ocorre por meio do emprego de múltiplas estratégias e tecnologias políticas nas reformas educacionais, inspiradas nas “soluções” e nas “melhores práticas” do mercado, que promovem uma reconfiguração do setor público educacional sob os argumentos discursivos de alcançar uma maior eficiência e uma suposta melhor “qualidade” (BALL; YOUDELL, 2007; BALL, 2014; VERGER, FONTDEVILA, ZANCAJO, 2017). Nesse cenário, o objetivo desta tese é analisar, no contexto de reformas da Nova Gestão Pública da última década, a incidência de atores privados e as estratégias empregadas nos processos de privatização da educação na rede de ensino do estado da Paraíba. Para tanto, a pesquisa foi desenvolvida empregando a revisão da literatura e o levantamento e análise documental referente ao objeto investigado. Além disso, utiliza como referencial teórico-metodológico a Abordagem do Ciclo de Políticas (Policy Cycle Approach) (BOWE; BALL; GOLD, 1992) e ancora-se na chave analítica apresentada por Ball e Youdell (2008) que categoriza a privatização da educação pública em duas formas fundamentais: endógena e exógena. Como resultado deste estudo, constatou-se uma acentuada atuação de atores privados na educação pública paraibana. As evidências apontaram, em primeiro lugar, que atores privados celebraram parcerias público-privadas com o estado da Paraíba, mobilizaram recursos humanos, financeiros e materiais, e na condição de experts realizaram consultorias, forneceram materiais, promoveram a formação de professores e gestores, propuseram “soluções” e transferiram modelos pedagógicos e de gestão inspirados nas tecnologias e padrões gerenciais privados, prestaram serviços por meio do emprego de contratos de gestão e assim por diante. Além disso, participaram dos processos de formulação, planejamento e decisão das políticas educacionais, junto a governantes, formuladores de política e funcionários públicos, numa estrutura coordenada, interconectada e interdependente que é característica de uma governança heterárquica. As evidências indicaram, em segundo lugar, a ocorrência de um processo de reforma educacional, explicitamente articulada com as novas formas de poder e gestão estatal, que empregou diversas estratégias e tecnologias políticas inscritas no âmbito da racionalidade gerencial da Nova Gestão Pública, como avaliações estandardizadas em larga escala, adoção de objetivos e padrões de aprendizagem definidos centralmente, contratualização de metas explícitas, ênfase na responsabilização (accountability), estímulos à competição e à constituição de quase-mercados, como também da meritocracia mediante o pagamento de bônus financeiro vinculado ao desempenho individual, dentre outros. Ao longo desse processo as fronteiras entre o público e o privado tornaram-se turvas, a educação foi reconfigurada segundo os padrões da Nova Gestão Pública e a privatização na e da educação foi impulsionada na rede de ensino do estado da Paraíba.
  • CLEIDE MARIA FERRAZ
  • GESTÃO ESCOLAR E A POLÍTICA EDUCACIONAL: UM ESTUDO NA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE
  • Orientador : WILSON HONORATO ARAGAO
  • Data: 28/09/2022
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa teve como objeto de estudo a gestão escolar, considerando os embates pela democratização da gestão educacional no Brasil, no período prevalecente de 2013 a 2022. Teve como objetivo geral apreender como se materializa a ação de gestores escolares no sistema municipal de ensino do Recife considerando a perspectiva da gestão democrática - participativa. E, como objetivos específicos: analisar em perspectiva democrática os processos de diálogo/consenso/participação dos sujeitos nos processos decisórios e na dinâmica escolar; identificar as políticas inclusivas implementadas na gestão escolar-pedagógica; identificar como os gestores escolares entendem as percepções de professores sobre autonomia escolar - docente, em uma perspectiva cidadã. Para tanto, buscou-se examinar as experiências de gestores, identificando os aspectos democráticos de participação e autonomia, gestão pedagógica e política inclusiva, com base em autores como Freitas (2016), Aguiar (2008, 2004), Dourado (2017, 2016), Paro (2010, 2007, 2001), Santos (2010, 2002), Lima (2014, 2001) e outros. A pesquisa, de corte qualitativo, assenta-se na perspectiva teórico-epistemológica gramsciana do Estado em Ação, para analisar o campo das políticas educacionais e os processos de materialização no âmbito dos processos gestionários no sistema de ensino. A metodologia contemplou a técnica da observação direta intensiva conforme Lakatos e Marconi (1988). Os instrumentos de coleta de dados foram a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e a entrevista semiestruturada com vinte sujeitos implicados no desenvolvimento da política em análise: seis gestores, seis vice-gestores e oito coordenadores pedagógicos, de seis escolas públicas municipais do Recife. As entrevistas realizaram-se em 2021 e a pesquisa documental incide de 2002 a meados de 2022 abrangendo principalmente o governo municipal 2013-2020. Os dados foram tratados e analisados mediante a análise de conteúdo (BARDIN, 2016) e, complementarmente, foram analisados dados obtidos em entrevistas com dois membros da equipe técnica da Secretaria de Educação e dois do Sindicato Municipal dos Profissionais do Ensino da Rede Municipal do Recife - SIMPERE. O método de abordagem se aproxima do dialético e o método de procedimentos consiste no analítico-dedutivo. A análise revela valorização da participação nos internos processos de tomada de decisão, vivenciam-se mecanismos de gestão democrática mediante o Conselho Escolar e o Projeto Político Pedagógico, valorizando-se a participação externa. Há ênfase na política inclusiva de portadores de necessidades especiais. Pode-se concluir que a gestão pedagógica movimenta o fluxo comunicacional das orientações do espaço meso para o micro, contudo, prevalecem as orientações de caráter instrumental da esfera superior em detrimento de verdadeira escuta à base local. Observa-se fragilidade de autonomia docente e escolar se considerada a perspectiva cidadã. Conclui-se que as falas têm sintonia com uma concepção de gestão escolar democrática, no entanto a teoria da gestão democrática parece perder consistência na concepção do governo de cunho gerencialista, cujas orientações são limitadoras à gestão democrática; os professores acreditam numa democracia mais ampla, porém há limitações.
  • JANAINA AGUIAR DA SILVA
  • A EDUCAÇÃO COMO RAIZ: A trajetória de vida sindical de Valdirene Maria dos Santos Rosas (2011-2020)
  • Orientador : JEAN CARLO DE CARVALHO COSTA
  • Data: 26/09/2022
  • Hora: 09:00
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  • A proposta dessa pesquisa versa na utilização das narrativas orais sobre a trajetória de vida sindical da Sr.ª. Valdirene Maria dos Santos Rosas, analisando suas práticas educativas dentro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio Tinto - PB (STR/RT). O marco temporal dessa pesquisa tem início em 2011, ano de sua primeira posse como presidente sindical e encerra-se em 2020 com o início da pandemia da COVID-19. Nascida no Sítio Curral de Fora, zona rural da cidade de Rio Tinto, ex-professora da educação básica e ex-catequista da igreja católica, Valdirene é objeto e fonte para a escrita dessa dissertação e para a História da Educação da Paraíba. Essa trajetória foi investigada através de relatos de memória, buscando responder como ocorrem os processos de práticas educativas da sindicalista, observando os possíveis vestígios da educação formal nos espaços sociais onde ocorre a educação popular. Esta pesquisa está amparada teórico-metodologicamente no aporte teórico da Nova História Cultural e se apoia nos estudos sobre memória e história oral, pela qual se destacam Legoff (1990) e Thompson (2002). Os estudos desses autores trazem uma reflexão a respeito da importância das narrativas orais e da memória como fonte de pesquisa para a compreensão dos sujeitos dentro da história. Essa investigação ocorreu por intermédio da metodologia de entrevistas orais, utilizando como base um roteiro de entrevista. Outras fontes também foram acrescentadas como suporte para o andamento da pesquisa, evidenciando todo o trajeto feito pela sindicalista na educação popular (Atas documentais do STR e fotografias). Através das narrativas orais é possível ao pesquisador conhecer a história sob as lentes de quem a narra, oportunizando uma comparação dos seus conhecimentos prévios que o pesquisador tem sobre o objeto de pesquisa e o que lhes serão apresentadas pelo próprio narrador. Conhecer os desdobramentos das práticas educativas da sindicalista dentro do espaço sindical, leva-nos a perceber dentro desse contexto, possíveis sinais de uma continuidade educativa enraizada no ensino formal, pelo qual é possível evidenciar aspectos que constroem a história da educação.
  • JOSICLEIDE FARIAS GUIMARAES
  • A PROPOSTA PEDAGÓGICA EM ESCOLAS DE TEMPO INTEGRAL: A concepção dos tutores sobre a tarefa para casa na perspectiva da colaboração em Vigotski
  • Orientador : MARIA DAS GRACAS DE ALMEIDA BAPTISTA
  • Data: 02/09/2022
  • Hora: 14:00
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  • RESUMO A tarefa para casa é um instrumento pedagógico bastante utilizado no meio docente, trata-se de uma prática presente na escola desde o Brasil Colônia. Nos últimos anos a escola de tempo integral vem ressurgindo de forma mais ampla e se efetivando em diversos municípios brasileiros. Com a jornada escolar ampliada, o aluno passa a realizar a tarefa para casa na própria escola sob a orientação da tutora. Embora esteja presente no cotidiano escolar, a tarefa para casa enquanto objeto de estudo científico, apresenta estudos ainda incipientes e aparece em alguns trabalhos de pesquisas ainda como subtemas. Diante da necessidade de refletir sobre esse instrumento pedagógico, de uso tão recorrente no meio docente, e de identificar as concepções que giram em torno dele, foi elaborado a seguinte questão norteadora da pesquisa: Qual a concepção dos tutores sobre a tarefa para casa em escola de tempo integral na perspectiva da colaboração em Vigotski. Dessa forma, o objetivo da pesquisa é investigar a concepção dos tutores sobre a tarefa para casa em escolas de tempo integral na rede pública de ensino de João Pessoa/PB, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Do ponto de vista metodológico a abordagem adotada é de natureza qualitativa e de cunho exploratório. O enfoque teórico-metodológico desse trabalho é pautado no materialismo histórico-dialético, que visa compreender a essência do objeto investigado, possibilitando a compreensão na sua totalidade, considerando aspectos históricos, condições materiais e as múltiplas determinações que o constituíram. Nesse percurso, trabalhamos com autores como Gramsci (2007), Vigotski (1999, 2000), Leontiev (1978), Saviani (2013,2019), Duarte (2000,2002), Gamboa (1989), entre outros, que contribuem com a proposta metodológica em pauta. A pesquisa empírica foi realizada em uma escola do Município de João Pessoa-PB, tendo como sujeitos da pesquisa 09 tutoras que trabalharam nesta unidade. Para obtenção das informações utilizamos a entrevista semiestruturada e para análise das informações usamos a hermenêutica dialética. A pesquisa possibilitou constatar que há um consenso entre as tutoras sobre a importância da tarefa para casa, especialmente, pelo fato de que na escola de tempo integral o aluno realiza as atividades escolares com a mediação da tutora, garantindo que as atividades sejam realizadas cotidianamente. Entretanto, a organização da tarefa para casa não é definida conjuntamente, cabendo ao professor planejar a tarefa para casa e ao tutor garantir que os alunos realizem as tarefas para casa. Tal propositura, incide claramente, na divisão do trabalho docente, uma vez que cabe ao docente planejar e ao tutor executar essa atividade. Tal constatação destaca a importância de a escola integral incluir no planejamento escolar a tarefa para casa e que essa seja construída por professores e tutores, tendo em vista que aos tutores é exigida a formação de licenciatura em Pedagogia.
  • EDILEUZA RICARDO DA SILVA
  • SABERES E PRÁTICAS POPULARES EM SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA COM O QUILOMBO CAIANA DOS CRIOULOS
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 31/08/2022
  • Hora: 10:00
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  • As práticas culturais e a sabedoria popular acompanham a humanidade desde os princípios das civilizações. Seus traços, suas raízes, seus hábitos, saberes e costumes acompanham o nosso povo por longos anos. Este estudo vinculado à Linha de Educação Popular do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal da Paraíba aborda as Práticas Populares em Saúde praticadas pelos povos quilombolas, tendo como campo empírico o Quilombo Caiana dos Crioulos, localizado na zona rural do município de Alagoa Grande na Paraíba. A presente dissertação tem como questão de pesquisa: “quais são os saberes e as práticas populares de saúde dos povos quilombolas em Caiana dos Crioulos e quais os processos educativos que por eles são desenvolvidos?”. Como objetivo geral, buscamos conhecer os processos educativos das práticas populares em saúde na comunidade, identificar seus processos educativos tradicionais, analisar como os saberes populares em saúde que são concebidos e valorizados pelos membros da comunidade, além de compreender como esses saberes são passados para as gerações mais novas. Metodologicamente o estudo segue uma abordagem Qualitativa, de caráter Etnográfico, fundamentando-se em autores e autoras da área da Educação Popular, a exemplo de Freire (1996), Calado (2014), Machado (2012), da área de Educação Popular em Saúde, como Vasconcelos (2001), Oliveira (2009), Lopes (2020), e sobre a cultura dos povos quilombolas e a perspectiva antirracista, tais como Gomes (2019), Ribeiro (2020), entre outros. O estudo está dividido em três etapas de construção teórico-metodológica. A revisão bibliográfica foi feita considerando dissertações e teses que encontramos em bancos de produção científica. Já no segundo momento fizemos uma pesquisa documental, em vídeos, documentários e reportagens os quais mostraram a origem e a realidade vivenciada pela comunidade, trouxeram-nos subsídios da atualidade e de antigamente, e no terceiro momento procedemos com uma observação participante, onde visitamos o território, acompanhamos algumas moradoras e conversamos com elas a respeito das suas vivências e suas práticas. Nossa visita de campo contou com o registro do diário de campo para um maior aprofundamento da abordagem ao objeto de pesquisa. Como resultado, apresentamos as narrativas das trajetórias e experiências de protagonistas comunitários, com evidenciação de suas principais práticas no cuidado em saúde e os saberes populares mais centrais construídos na comunidade estudada. A partir disso, problematizamos os apontamentos e as contribuições desses saberes e dessas práticas para o campo da Educação Popular em Saúde, trazendo em pauta debates e reflexões a respeito dessa temática. Acredita-se que este estudo contribuirá para fortalecer a evidenciação da relevância e do significado das Práticas Populares em Saúde, reforçando a centralidade da sabedoria dos povos quilombolas na produção de iniciativas de cuidado integral em saúde e de promoção do direito a saúde.
  • ALBERTO JOSE FERREIRA DE LIMA
  • Memórias e aprendizagens sobre violência coletiva: o que revela a cultura da convergência?
  • Orientador : EDNA GUSMAO DE GOES BRENNAND
  • Data: 31/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • Este estudo teve como objetivo construir uma teoria substantiva que explique como a cultura da convergência cria espaços de construção de memórias e aprendizagens sobre violência coletiva no regime militar no Brasil (1964-1985). O paradigma de investigação interpretativo-construtivista, escolhido para este estudo, incorporou minha perspectiva ontológica, epistemológica e metodológica e forneceu a orientação geral do trabalho. A escolha justifica-se em reconhecimento ao caráter subjetivo da investigação, às múltiplas realidades dos envolvidos no estudo, porque se adequava ao objetivo da pesquisa e reflete minha própria visão de mundo. A estratégia de investigação qualitativa denominada teoria fundamentada construtivista foi utilizada na condução do estudo. O campo empírico de investigação foi a plataforma de mídia social YouTube. Os dados foram selecionados por meio de consulta no YouTube com o termo “violência coletiva na ditadura militar” e coletados com o auxílio da extensão de navegador Web NCapture. Os critérios de seleção de dados seguiram os passos da teoria fundamentada visual. A análise dos dados foi realizada com os métodos da teoria fundamentada construtivista no aplicativo QSR NVivo. O estudo demonstrou que é possível construir teoria substantiva, na área de educação, a partir de dados visuais e textuais coletados das mídias sociais. Considerando a análise dos resultados, defende-se que a interação, a participação ativa e a conectividade, enraizadas no âmago da cultura da convergência, favorece a criação de espaços de construção de memórias conectivas e aprendizagens distribuídas em redes dinâmicas e complexas de conexões sobre perpetradores de violência coletiva no regime militar no Brasil.  
  • HUMBERTO VIEIRA FARIAS
  • CURSOS SEMIPRESENCIAIS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS PESQUISAS ACADÊMICAS (2000-2020)
  • Orientador : EDUARDO JORGE LOPES DA SILVA
  • Data: 31/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • Todo cidadão brasileiro tem o direito constitucional de acessar a educação escolar. Com vistas a exercer esse direito, um contingente de jovens, adultos e idosos procura pelos sistemas públicos de educação de todo país que disponibilizam escolarização via cursos presenciais. Contudo, em alguns sistemas, há possibilidade de matrícula em cursos a distância ou por meio da oferta de cursos semipresenciais, que constituem o foco deste trabalho de tese, cujo objetivo foi identificar, a partir de pesquisas acadêmicas, impressões que justifiquem a oferta de escolarização semipresencial na EJA por se ajustar às necessidades do público jovem, adulto e idoso. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, alicerçado nos procedimentos metodológicos da pesquisa bibliográfica, e que recorreu aos trabalhos acadêmicos em nível de pós-graduação realizados entre os anos de 2000 e 2020. A partir da concepção teórica que norteia esta pesquisa, do apoio teórico de autores que discutem a EJA no Brasil, dos dados disponíveis no INEP e de informações presentes nas cinquenta e quatro pesquisas selecionadas, foi possível reconstruir a trajetória histórica dos cursos semipresenciais da EJA e discutir sobre o desenvolvimento dos referidos cursos no decorrer dos anos. Recorrendo à Análise de Conteúdo, preconizada por Bardin (2011), enquanto metodologia apropriada para organizar informações, realizar interpretações e fazer inferências, analisar as impressões deixadas nas pesquisas a respeito dos cursos semipresenciais da EJA. Os resultados demonstram que existem situações que representam ajustes da oferta em relação ao público da modalidade e que, apesar dos aparentes desajustes observados, estes não têm relação com a mediação didático-pedagógica semipresencial, mas com situações envolvendo a atuação docente, a ausência de material didático adequado, a falta de formação continuada e a possível exclusão da oferta em relação às políticas para a educação, dentre outros. Por fim, a pesquisa indicou ainda que nos espaços onde ocorre a oferta da modalidade semipresencial da EJA, também ocorrem reajustes que aproximam ainda mais esse modelo de oferta às necessidades dos estudantes, que é desenvolvido por profissionais comprometidos e que acreditam na possibilidade de avançar, seja na promoção do diálogo, na valorização da presença dos estudantes, na utilização da tecnologia, na melhoria dos recursos didáticos, nas avaliações e nas práticas dos professores. Sendo assim, os resultados confirmam que os cursos semipresenciais da EJA se constituem numa oferta que se ajusta às condições de vida dos sujeitos jovens, adultos e idosos que demandam pela escolarização. Portanto, acreditamos que os cursos em questão devem ter o funcionamento mantido pelos sistemas de educação para que muitos sujeitos possam ter a oportunidade de acessar, permanecer e concluir a escolaridade básica.
  • ANA DANIELLY LEITE BATISTA PESSOA
  • MEMÓRIAS DA DISCIPLINA ESTUDO DE PROBLEMAS BRASILEIROS (EPB) NO CURRÍCULO DAS UNIVERSIDADES PARAIBANAS: lembrando para não esquecer (1969-1993)
  • Orientador : MARIA ELIZETE GUIMARAES CARVALHO
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 15:30
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  • A ditadura civil- militar, que teve início em março de 1964, com o golpe civil-militar, e finalizou em janeiro de 1985, estabeleceu violações aos Direitos Humanos e contribuiu para o esquecimento de memórias. Deveras, o campo educacional foi amplamente atingindo nesse período, especialmente as universidades, considerando o cerceamento da liberdade de expressão, as perseguições aos docentes e aos movimentos estudantis, a promulgação da reforma universitária e a implantação da disciplina Estudo dos Problemas Brasileiros (EPB), criada em 1969, e constituída como componente curricular obrigatório por meio do decreto 869/69. Embora existam importantes pesquisas sobre as universidades brasileiras nesse período, há uma lacuna sobre a micro-história da EPB nas universidades paraibanas. É nesse sentido que o presente estudo se alberga, cujo propósito é analisar o desenvolvimento e a organização da disciplina EPB nas universidades paraibanas durante a ditadura civil-militar e os primeiros anos de redemocratização (1964-1993), considerando aspectos históricos e mnemônicos, a fim de contribuir para a fomentação de uma “pedagogia para o nunca mais”. Trata-se de um trabalho qualitativo, conduzido por fontes escritas (legais, documentais e bibliográficas), orais (impressões e subjetividades de participantes) e iconográficas (imagens encontradas nos manuais de EPB).A proposta está pautada no paradigma indiciário (GINZBURG, 1989), no conceito de representação (CHARTIER, 1991; 2016; 1990), de memória (POLLAK, 1989; HALBWACHS, 2002; THOMPSON, 1992) e amparada na metodologia da história oral (ALBERTI, 2003; MEIHY; HOLANDA, 2014). A elaboração da escrita orienta-se pelos estudos de autores, como: Motta (2014) e Germano (2011), a fim de compreender a realidade do cenário em que foi criada a EPB; Bittencourt (1993) e Fonseca (1999), concernente aos estudos sobre livros didáticos; Certeau (2015), Freire (2011, 2014) e Zenaide (2010), auxiliando nos estudos sobre as táticas, o fortalecimento da resistência e a “pedagogia para o nunca mais”. Além disso, as fontes documentais foram matéria de reflexões no tocante às normas que fundamentam esse objeto de estudo, que tem em sua base a Educação Moral e Cívica (EMC). Ao propor a superação do silenciamento que condicionou a história da disciplina EPB, o presente estudo buscou rememorar essa história por meio das vozes dos sujeitos que vivenciaram essa experiência, dos documentos, programas de ensino e manuais escolares que foram encontrados. Deveras, em tempos de instabilidade política, este trabalho é um convite para refletirmos sobre como a disciplina EPB serviu de instrumento para reforçar os valores da ditadura civil-militar e dessa forma, estarmos alertas diante de questões que interferem na organização do currículo educacional brasileiro, na atualidade. Urge a necessidade de lembrar. Não um lembrar esvaziado de luta, mas um lembrar esperançoso, de quem deseja lutar para não esquecer. Lutar para que nunca mais aconteça.
  • PAULO ROGERIO BARBOSA DO NASCIMENTO
  • A constituição dos saberes docentes para a Educação Inclusiva
  • Orientador : EDINEIDE JEZINI MESQUITA ARAUJO
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • tese trata da temática constituição dos saberes docentes à inclusão escolar em um contexto de mudanças dos paradigmas da educação especial. Para a constituição da tese parte-se da questão da seguinte pesquisa: como professores da Educação Básica constituem, mobilizam e apreendem saberes docentes, e quais são esses saberes, considerando a sua atuação em salas de aulas inclusivas? O estudo parte da premissa epistemológica da Sociologia Compreensiva de Schütz (2018), e se constitui numa pesquisa qualitativa do tipo “história oral temática híbrida”. A pesquisa permitiu às professoras colaboradoras narrarem fatos e acontecimentos vivenciados, possibilitando ao pesquisador analisar e interpretar significados e sentidos, expressos e ou inferidos nas narrativas, considerando a triangulação com a literatura científica. As narrativas foram emitidas por três professoras com mais de dez anos de experiência no ensino inclusivo na primeira etapa do Ensino Fundamental. As categorias prévias do referencial teórico de análise foram: a) sentidos e significados da escola/inclusão e exclusão; b) o paradigma da inclusão escolar e decorrências pedagógicas; c) a formação e atuação do professor em contexto de inclusão escolar; d) o cotidiano docente como formativo; e) a experiência docente como formativa; e f) tipos de saberes docentes. A análise e interpretação dos dados seguiu a organização prescrita pela história oral (MEIHY, 2002), e foi complementada por uma adaptação da Análise de Conteúdo Interpretativa (MINAYO et al., 2013). As professoras reconheceram a escola como um importante referente social e com um constructo específico, apesar de considerarem o momento sociocultural desestabilizante quanto aos seus sentidos sociais em que vivenciaram crises de identidade docente e passam a investir na autoformação. O cotidiano foi vivido e compreendido como processo possível de subversão, criatividade e espaço das “artes do fazer”. Os saberes constituídos pelas professoras perpassaram o contexto macro, com a necessidade de compreender o paradigma da inclusão escolar; as deficiências e suas particularidades; o agir interdisciplinar e multiprofissional; e interatuar com diferentes planejamentos em uma mesma aula e diversificados processos de ensino. Em um contexto micro, evidenciou-se os saberes relativos à produção de materiais didáticos à capacidade de antecipação da professora às questões inviabilizadoras das aulas, potencializando, assim, o tempo pedagógico e as estratégias de ensino. Todavia, as docentes, ainda, se ressentem de formação colaborativa em rede, em que as experiências e ou os estudos de casos vividos possam ter lugar e, ao serem comunicados, discutidos e interpretados sob diferentes perspectivas teóricas, sejam os saberes docentes constituídos como numa espiral formativa.
  • RAVI CAJÚ DURÉ
  • Memórias formativas e inserção profissional de licenciados em Ciências Biológicas: currículo e identidade
  • Orientador : FRANCISCO JOSE PEGADO ABILIO
  • Data: 26/08/2022
  • Hora: 14:00
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  • A identificação profissional é um processo fundamental para o engajamento acadêmico em cursos de formação inicial, de tal forma que a identificação com o campo da educação constitui um tema central para o desenvolvimento curricular das licenciaturas, redução das taxas de evasão universitária, e a consequente ampliação da inserção de profissionais qualificados nas instituições educacionais do país. Diante disso, o presente estudo analisou o processo subjetivo de formação identitária promovido no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFPB, investigando o processos de engajamento e identificação formativo-profissional de licenciados egressos e evadidos do curso nesse período. Para tanto, desenvolvemos um Estudo de Caso de abordagem qualitativa do tipo único, instrumental e de finalidade descritiva. A nossa amostragem foi intencional e deu-se através da coleta de dados em três unidades de análise: questionários aplicados a alunos graduados e evadidos do respectivo curso (87 graduados e 65 evadidos); entrevistas com alunos recém-concluintes (11 licenciados); e os documentos curriculares do curso em vigência nesse período (PPP-2008). A análise do caso foi dada através da técnica de triangulação dos dados, relacionando os resultados encontrados através da análise documental do PPP, e análise de conteúdo dos questionários e entrevistas. Como resultado, identificamos uma estrutura de currículo formal preponderantemente voltada à formação nas áreas específicas da Biologia, com 58% das disciplinas destinadas às áreas de Meio Ambiente, Biodiversidade, Biotecnologia, Produção e Saúde, e apenas 29% das disciplinas direcionadas à área de Educação. Apesar dessa estrutura, a maioria dos egressos se demonstrou satisfeita com a formação do curso para as profissões relacionadas com o campo educacional. As intenções formativas dos discentes, expressas em suas trajetórias formativas pós-curso e desejos profissionais manifestados, demonstraram a construção de um projeto de identidade profissional fortemente desvinculado do campo educacional, mesmo sendo a educação o atual espaço profissional de 82% dos egressos. Tais elementos evidenciam um curso que apesar de ser destinado à formação de professores e com egressos que se tornam professores, realiza um processo de engajamento e identificação com as subáreas de Meio Ambiente e Biodiversidade, constituindo um processo identitário contraditório entre desejos discentes e realidades profissionais que esses licenciados vivenciam em sua vida.
  • MARIA JOSE DIAS DE ANDRADE
  • Tendências de publicações brasileiras sobre Alfabetização Científica no Ensino de Biologia (1997 - 2021): um estado da arte
  • Orientador : FRANCISCO JOSE PEGADO ABILIO
  • Data: 26/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo teve como objetivo investigar as tendências de publicações brasileiras sobre Alfabetização Científica (AC) no Ensino de Biologia, divulgadas nos dois principais eventos científicos dessa área (ENPEC e ENEBIO) e no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. Concebida a partir do conceito de alfabetização de Freire, a AC é incorporada ao contexto educacional a partir de sua concepção como um ato político que visa a emancipação e a formação cidadã dos estudantes, proporcionando a estes as habilidades necessárias para exercer seu direito à prática social a partir da mobilização dos conhecimentos científicos. Parte-se do pressuposto de que as memórias impressas nos anais dos dois principais eventos de Ensino de Ciências e Biologia do país, e no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, proporcionarão o conhecimento a respeito de como a pesquisa sobre AC evoluiu ao longo dos espaços e do tempo no cenário brasileiro, apontando os caminhos percorridos e as pistas sobre as trajetórias a trilhar. Utilizou-se como pressupostos teórico-metodológicos a abordagem qualitativa e o método de estado da arte ou estado do conhecimento, sob o foco da análise de conteúdo do tipo categorial. Parte-se de categorias pré-estabelecidas para analisar os dados que compreendem o período entre 1997, quando foi realizado o I ENPEC, e 2021, ano de realização da edição mais recente desse encontro e do ENEBIO. Os resultados indicam o crescimento significativo do número de trabalhos publicados nos bancos de dados analisados, revelando a expansão e a consolidação dos eventos enquanto lócus de socialização das pesquisas na área, caminhando para a formação de uma comunidade nacional de investigadores em Educação de Ciências, bem como, evidenciam seu potencial político, o reafirmando como um espaço no qual professores e estudantes podem participar de forma sistemática e propositiva, se posicionando diante de temas que influenciam tanto o campo da pesquisa, quanto as práticas educacionais no universo escolar. A partir das categorias analisadas foi possível observar elementos que caracterizam a evolução histórica e os movimentos realizados pelos pesquisadores que trabalham com a AC no Ensino de Biologia, revelando continuidades e mudanças com relação a pesquisas gerais da área de Educação em Ciências, bem como, a permanência de tendências temáticas e metodológicas com relação aos trabalhos gerais sobre Ensino de Biologia.
  • LEILA BEZERRA DE ARAUJO
  • A Dança como Expressão da Educação Popular na Construção da Libertação de Corpos Femininos
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 25/08/2022
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho de tese intitulado: “A Dança como Expressão da Educação Popular na Construção da Libertação de Corpos Femininos” busca constituir interfaces entre os campos da Educação Popular e da Dança com ênfase em histórias de vida de mulheres para a identificação e desagregação de opressões, e o anúncio de processos emancipatórios e libertadores. Tem por objetivo central apreender na experiência do Grupo CorpoMulher como a dança se expressa na perspectiva da Educação Popular buscando meios para decolonizar pensamentos, sentires, saberes e agires em direção a construção da libertação de corpos femininos. O estudo tem abordagem qualitativa com metodologia da pesquisa-ação e parte da convivência, participação, colaboração e acompanhamento do Grupo CorpoMulher. Tal Grupo é um desdobramento do Grupo de Relaxamento e Bem Viver Vila Saúde, ação de extensão vinculada ao Programa de Extensão Práticas Integrais de Promoção da Saúde e Nutrição na Atenção Básica (PINAB) que atua junto a Unidade Básica de Saúde, no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa. A fundação do Grupo CorpoMulher se deu por meio do amplo convite as mulheres do Grupo de Relaxamento e Bem Viver e teve como intenção realizar encontros semanais para aprofundar vivências em Dança com práticas criativas orientadas pela perspectiva da Educação Popular. Oito mulheres, com idades entre 54 e 68 anos, com ensino fundamental incompleto (1), ensino fundamental completo (5) e ensino superior (2), aceitaram o convite e contribuíram para a elaboração desta pesquisa. A coleta de informações e a produção dos dados se deu por meio da pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, observação participante e entrevista semiestruturada. A fase analítica das narrativas fez emergir três eixos de discussão e análise: O abrir das gaiolas: impressões da dança e das opressões percebidas; Ventanias por dentro: percepções do corpo; Uma dança, vários voos: compreensões e significados sobre a construção da libertação de corpos femininos. Ao longo do estudo foram abordadas questões como colonialidade/decolonialidade, feminismo popular e libertação. Os resultados produzidos demonstraram que o Grupo CorpoMulher constituiu uma perspectiva feminista composta pelas vozes, corpos e reivindicações situadas contra as opressões vividas, especialmente pelas relações de gênero, e que a construção de saberes e aprendizagens mais orgânicas permitidas pelo dançar favoreceram a modificação de pontos de vista, a desconstrução de opressões e a protagonização de maneiras outras de fluir pela vida expressando práticas decoloniais. Além disso, indicaram que os processos de conscientização perante as realidades e opressões vividas viabilizados pelos encontros educativos/artísticos permeados por princípios da Educação Popular como o diálogo, a participação ativa, a partilha de saberes e a construção compartilhada do conhecimento, significaram o caminho pelo qual foi possível constituir experiências emancipadoras e libertadoras nas dimensões sociais, culturais e ideológicas da vida das mulheres. A tese aqui defendida é A dança, como uma das expressões da Educação Popular, proporciona estratégias educativas que contribuem para libertação de corpos femininos, em contextos de trabalhos sociais e comunitários, favorecendo a emancipação e autonomia de mulheres de maneira decolonial radical.
  • AURISTELA RODRIGUES DOS SANTOS
  • RELENDO MEMÓRIAS E REPRESENTAÇÕES SOBRE O MOBRAL: ENTRE RASTROS E FIOS DE NARRATIVAS NAS PÁGINAS DOS JORNAIS (1967-1985)
  • Orientador : MARIA ELIZETE GUIMARAES CARVALHO
  • Data: 23/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • O trabalho de tese intitulado: “Relendo memórias e representações sobre o MOBRAL: entre rastros e fios de narrativas nas páginas de jornais (1967-1985)” tem por objetivo geral analisar as representações e memórias sobre o MOBRAL, presentes em narrativas de jornais e em outras fontes, como a iconografia e versões de participantes, considerando o cenário histórico da ditadura civil-militar (1964-1985). Assim, tem-se o interesse de compreender quais representações acerca desse movimento educacional eram veiculadas pelos impressos, seguindo os rastros e fios das reportagens para reler a história do MOBRAL, com a corroboração das memórias de participantes e de imagens, em uma problematização de fontes que retrata sobre suas versões acerca dessa experiência educacional, concebida para alfabetizar jovens e adultos. O MOBRAL configurou-se como uma campanha de alfabetização de adultos que tinha como princípio a funcionalidade e a continuidade, em que a educação era defendida a partir de uma proposta tecnicista. Além disso, houve um grande esforço para que existisse uma mobilização social para acabar com o analfabetismo no Brasil a partir do MOBRAL e, para isso, os jornais desenvolveram papel fundamental. Tanto os jornais da época, quanto as vozes dos participantes e as iconografias, são fontes que configuram esse acontecimento educacional e suas representações, em disputa, contribuem para uma releitura da escrita de sua história. Dessa forma, utilizou-se fontes escritas, como as literaturas sobre a temática, sobre o contexto social e os jornais; fontes iconográficas e orais, que são as imagens publicadas e as memórias de participantes do MOBRAL. A pesquisa foi bibliográfica e caminhou em concordância com o método indiciário proposto por Ginzburg (1989). Ressalta-se que o trabalho procurou ser marcado pela hibridez de fontes, em um diálogo entre memórias e representações. Portanto, situa-se no âmbito das pesquisas qualitativas, tendo a contribuição e fundamentação de autores como: Roger Chartier (1990; 2016), Halbwachs (2006), Ginzburg (1989), Germano (2011), entre outros. Conclui-se que a análise das fontes possibilitou discutir sobre as representações do MOBRAL, relendo sua história, seguindo os rastros e pistas das notícias dos jornais, em diálogo com outras memórias. Observa-se como as narrativas apresentam o MOBRAL, como uma campanha de massa, marcada por diferentes experiências, sem a total uniformidade e/ou originalidade percebidas nas entrelinhas dos discursos oficiais. Nota-se, ainda, uma proposta em que muitos esforços foram aplicados para sua efetivação, mas baseada em uma pedagogia tecnicista, que se esquivou de alfabetizar para a cidadania.
  • DANIEL TAVARES DO NASCIMENTO
  • FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE: ANÁLISE DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA-CAMPUS I A PARTIR DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
  • Orientador : MARIA DAS GRAÇAS GONÇALVES VIEIRA GUERRA
  • Data: 02/08/2022
  • Hora: 10:00
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  • Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a formação inicial dos professores de Matemática, tendo como lócus a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus I, se baseando pelo Projeto Pedagógico do Curso (PPC). O caminho metodológico passa por uma abordagem qualitativa, de caráter documental com métodos de procedimento descritivo. A temática é discutida por documentos que tratam das políticas educacionais e avaliam cursos do ensino superior, como (BRASIL, 1996; BRASIL, 2001; BRASIL, 2002; BRASIL, 2004; BRASIL, 2015; BRASIL, 2015a; BRASIL, 2019). O referencial teórico discute a formação docente, onde nos referenciamos a partir de (GATTI, 2009; GATTI, 2010; GATTI, 2013; GATTI, 2016; GATTI, 2018; GATTI, 2021), Libâneo (2015), (NÓVOA, 2016; NÓVOA, 2019) e abordamos sobre a história e características da formação docente, situações e problemas atuais, o currículo das Licenciaturas, além do conhecimento disciplinar e pedagógico; a importância da teoria na formação docente, além da discussão sobre as DCNs e outros documentos que tratam diretamente sobre a formação de professores de Matemática. Constatou-se que a formação inicial do professor de Matemática na UFPB no Campus I, a partir das propostas trazidas pelo PPC do curso e norteado pelas diretrizes, dificilmente dará conta de formar um docente para trabalhar com a heterogeneidade dos elementos presentes na escola. Estima-se que as inquietações iniciadas e apresentadas nessa pesquisa seja um ponto de partida para mudanças no Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Matemática do Campus I da UFPB.
  • JULYANNA DE OLIVEIRA BEZERRA
  • “A RESSIGNIFICAÇÃO DA MEMÓRIA NOS VESTÍGIOS DA LUTA”
  • Orientador : MARIA DE NAZARE TAVARES ZENAIDE
  • Data: 29/07/2022
  • Hora: 14:00
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  • A presente tese “A Ressignificação da Memória nos Vestígios da Luta” é vinculada a linha de pesquisa Educação Popular do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O texto reflete o resultado da pesquisa realizada no Memorial das Ligas e Lutas Camponesas localizado na comunidade tradicional de Barra de Antas e na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Luiz José Gonçalo localizada no Sítio Inhauá, localizados no município de Sapé-Pb. Para tanto, foram eleitas como categorias analíticas a priori: memória, território e educação; as quais outras categorias foram sendo vinculadas dialeticamente apresentando as suas estruturas, processos e ressignificações: diálogo, resistência, conscientização, esperança e pedagogia. A tese se propõe a analisar como a história e a memória das Ligas Camponesas tem sido objeto de ações educativas realizadas no e com o Memorial das Ligas e Lutas Camponesas e a Escola Municipal Luiz José Gonçalo no município de Sapé/PB, formando sujeitos de direitos que possam saber resistir às formas de autoritarismo e opressão em espaços sociais e institucionais onde a violência possa impor dor e violação dos direitos humanos. A pesquisa está ancorada nos elementos teóricos-conceituais e metodológicos da Educação Popular, a partir de uma abordagem qualitativa de caráter exploratório. Os procedimentos metodológicos incluíram, a pesquisa bibliográfica, documental e a entrevista semiestruturada, envolvendo os Educadores Populares da rede municipal de ensino que desenvolvem ações junto ao Memorial das Ligas e Lutas Camponesas, membros de movimentos e pastorais sociais e Instituições de Ensino Superior. Como metodologia de análise utilizamos a Análise de Conteúdo e a Trama Conceitual Freireana A trama conceitual freireana, aqui proposta, assume o compromisso com a radicalidade do pensamento de Paulo Freire, e nos desafia a explicitar quais são os conceitos fundamentais que demonstram a natureza, as condições de viabilização, os limites e a intencionalidade do conceito central a ser compreendido que é a Educação para Nunca Mais.
  • IVANA LEITE RIBEIRO
  • PROCESSO DE RECONHECIMENTO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO DA UFPB - CAMPUS SANTA RITA: UMA ANÁLISE A PARTIR DO SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
  • Data: 15/07/2022
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertação teve como finalidade analisar o último Relatório de Avaliação do Curso de Graduação em Direito - Campus Santa Rita, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a partir do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), disponibilizado pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) da instituição. Sendo assim, a coleta de dados foi realizada mediante pesquisa exploratória através do levantamento bibliográfico e documental. Com esse propósito, a técnica utilizada para a análise dos dados coletados se efetivou por meio da ferramenta SWOT (Strenghts, Weaknesses, Opportunities, Threats). Objetivou-se fornecer subsídios para a melhoria da qualidade do curso de graduação em Direito do referido campus, a partir da identificação de aspectos relativos a forças, fraquezas, oportunidades e ameaças apresentadas no Relatório de Avaliação Externa realizada pelo INEP. Diante disso, os resultados da pesquisa demonstraram que as políticas institucionais de ensino, pesquisa e extensão foram implantadas de forma excelente, contudo, o corpo docente e as condições de infraestrutura são insuficientes para atender ao número de vagas ofertadas. Constatou-se, ainda, a necessidade de investimento em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no processo de ensino-aprendizagem, tendo em vista sua insuficiência para o pleno atendimento ao que dispõe o projeto pedagógico do curso, bem como a necessidade de melhorias em termos de produção científica a fim de possibilitar um aperfeiçoamento com vistas aos futuros processos regulatórios que o curso se submeterá, em conformidade com os preceitos estabelecidos pelo SINAES.
  • CAMILA ALMEIDA DE ARAUJO
  • “O DISTINCTIVO DE UMA ALMA BEM FORMADA”: PRINCÍPIOS GERAES DE MORAL NO MANUAL ENCICLOPÉDICO PARA USO DAS ESCOLAS DE INSTRUCÇÃO PRIMÁRIA NA PROVÍNCIA DA PARAÍBA (1862-1874)
  • Orientador : FABIANA SENA DA SILVA
  • Data: 12/07/2022
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho intenciona compreender os princípios de moralidade dispostos no Manual Enciclopédico, como contributos para a formação da mocidade na província da Paraíba. O princípio de moralidade era algo intrínseco à sociedade imperial, uma vez que estava atrelado à própria formação do povo brasileiro. A obra, contendo 700 páginas, tem um caráter enciclopédico, como descrito em sua própria nomenclatura, por aglutinar os conteúdos que envolvem todas as matérias correspondentes ao ensino primário. A pesquisa se enquadra em um momento de renovação da historiografia, contexto no qual novas fontes e novos objetos de pesquisas são considerados relevantes, tal como a imprensa e, por sua vez, os jornais e o livro. Dentre os teóricos que nos deram suporte, ressaltamos os estudos de Chartier (1999) – a história do livro e o estudo das práticas-, Durkheim (1983,1999,1952) – o conceito de moral coletiva e fato social -, e Foucault (2008) – o controle dos corpos. A relevância da temática se assenta na possibilidade de podermos compreender a sociedade imperial em suas diversas instâncias, partindo dos saberes por ela produzidos ou disseminados, neste caso o Manual, bem como na ausência de trabalhos que tratem diretamente do nosso objeto, a saber: os princípios de moralidade no Manual Enciclopédico. O tipo de pesquisa que realizamos é a pesquisa histórica, a qual se constitui como um viés da pesquisa documental. Reconhecemos a grandiosidade da obra e a sua relevância para a instrução e para a sociedade da época, devido à extensão dos conteúdos, dos questionamentos e das explicações. Portanto, apesar de o Manual Enciclopédico ter os seus contributos à mocidade firmados em um discurso moralizante, revelando como deveria ser uma sociedade ideal, não significou que todas as pessoas estariam submissas aos seus ditames, em razão da diversidade de províncias que tiveram acesso ao Manual.
  • ANE FLÁVIA DE SOUZA RODRIGUES
  • LIMOLAYGO TOYPE: NOSSA EDUCAÇÃO É NOSSA RESISTÊNCIA. EDUCAÇÃO INDÍGENA E A PEDAGOGIA DECOLONIAL, POVO XUKURU DO ORORUBÁ, PE.
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 30/06/2022
  • Hora: 18:00
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  • A presente pesquisa buscou impulsionar o debate sobre a decolonialidade no campo da educação popular, a partir da educação indígena e mais especificamente do caso do povo indígena Xukuru do Ororubá, do estado de Pernambuco-Brasil. A educação indígena, como compreendemos, é pensada em sua gênese a partir da comunidade e se desenvolve no território, para além da sala de aula. Detentora de propósitos muito específicos, que vão muito além do saber ler e escrever, a educação escolar indígena volta sua atenção tanto para práticas micro - processos pedagógicos de ensino e gestão -, como também para o espaço macro - o sistema de organização social, ao se construir, paralelamente ao currículo escolar, o projeto de vida dos povos. Se a decolonialidade implica partir da desumanização e considerar as lutas dos povos historicamente subalternizados, dando visibilidade a essas pessoas, suas práticas sociais, epistêmicas e políticas, é necessário pensá-la para além da sua dimensão subjetiva, evocando seu objetivo final, de reconstrução radical do poder, do ser e do saber. Nesse sentido, essa pesquisa teve como proposta analisar o processo histórico - social da educação escolar indígena do povo Xukuru do Ororubá, a partir do Limolaygo Toype (em brobo, língua materna do povo Xukuru do Ororubá, “terra ancestral”), que apontem a decolonialidade, e elencamos como objetivos específicos: descrever e analisar as práticas pedagógicas escolares do povo Xukuru do Ororubá e os princípios que as sustentam; e discutir as práticas pedagógicas do povo Xukuru do Ororubá a luz de suas aproximações e distanciamentos da pedagogia decolonial. Para tanto, a metodologia proposta foi ancorada em uma abordagem qualitativa, com uso de triangulação metodológica, através da observação participante, da pesquisa bibliográfica e da pesquisa documental. Nessa direção, partimos de memorial crítico-reflexivo, costruido na perspectiva de evidenciar aspectos significativos da experiência da pesquisadora, enfatizando observações da mesma sobre as práticas pedagógicas escolares do povo Xukuru do Ororubá. Em seguida, situamos a presença indígena no Nordeste Brasileiro e a dimensão da territorialização, resistência e estratégia dos índios dos sertões. Apresentamos a ideia do Limolaygo e seus sentidos para a territorialização dos povos Indígenas, incluindo as estratégias, alianças, lutas e resistências dos povos indígenas do Brasil. Destacamos aspectos históricos do Povo Xukuru do Ororubá e elementos de sua construção social e política. Ademais, debruçamo-nos em uma construção teórica sobre os conceitos em torno da decolonialidade, os estudos pós-coloniais, tensionamentos e rearranjos epistemológicos, a partir dos quais traçamos o debate histórico da educação indígena, educação escolar indígena e o diálogo com a educação popular. Finalmente, problematizamos questões emergentes da análise sobre recentes produções sobre a pedagogia do Povo Xukuru do Ororubá na literatura acadêmica, bem como estudamos materiais oriundos dos registros da construção dessa pedagogia em acervos documentais do próprio povo. A história do povo Xukuru do Ororubá aponta a revolta política e a revolta epistêmica – ancoradas em reflexões acerca do estado atual do povo, da retomada do valor de nossos saberes e tessitura desses saberes, possibilitando a criação de alternativas de enfrentamento das estruturas dominantes das instituições- aquelas que mantêm o capitalismo e os interesses do mercado, possibilitaram a reconfiguração das escolas no território, em espaços de afirmação da identidade étnica, a partir de princípios escolares, práticas pedagógicas, metodologias e conteúdos que dialoguem com quem fomos, quem somos e quem seremos, no processo de formatação de nosso projeto de vida. Entre tentativas, erros e acertos, o sistema de educação escolar indígena Xukuru do Ororubá desenvolve, nos últimos trinta anos, um trabalho que tem fundamentalmente um objetivo: formar guerreiros e guerreiras capazes de defenderem o legado do nosso povo, nosso território e nossas tradições, a partir do fortalecimento de nossa identidade, reconhecendo a nossa humanidade, promovendo e estimulando a auto estima, e problematizando a cosmologia do branco – o desenvolvimentismo – através do trabalho educacional, favorecendo os princípios ancestrais das folhas secas do Ororubá.
  • KLEBSON FELISMINO BERNARDO
  • EXTENSÃO COMUNITÁRIA: ANALISANDO ALTERNATIVAS E DESAFIOS PARA O APROFUNDAMENTO DA PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NA GESTÃO DE PROJETOS DE EXTENSÃO POPULAR DA UFPB
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 30/06/2022
  • Hora: 13:00
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  • A presente pesquisa está apoiada na ideia-força da Extensão Comunitária (EC) e orientada pelos princípios teórico-metodológicos da Educação Popular (EP). No contexto desse estudo, a EC é entendida como o movimento em que a comunidade, em sua interlocução com os projetos de extensão popular, interagem com a universidade de forma protagônica, seja na produção do conhecimento que está sendo desenvolvido na academia, seja na gestão e no desenvolvimento das atividades de extensão. Assim, a EC envolveria, em sua definição, a possibilidade de se fazer uma “extensão” de fora (comunidade) para dentro (universidade), com a participação ativa da comunidade e de seus protagonistas em processos e experiências no âmbito universitário. Com base em tal ideia-força, o estudo em tela foi desenvolvido junto a membros comunitários e coordenadores de diferentes projetos de extensão popular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Teve como objetivo principal compreender de que maneira esse projetos tem considerado e promovido o protagonismo da comunidade e de seus atores na gestão desses projetos e em outras dimensões da vida universitária. Em termos metodológicos, a pesquisa está ancorada nos princípios metodológicos da perspectiva qualitativa, de caráter exploratório, por meio da pesquisa bibliográfica e entrevistas semiestruturadas. Em relação a teoria de análise, o estudo adotou a hermenêutico-dialética, fundamentada nos aportes de Maria Cecília de Souza Minayo. O desenvolvimento da pesquisa contemplou a delimitação do contexto histórico da extensão universitária, a explicitação do referencial político-pedagógico da EP e a apresentação aprofundada da Extensão Popular, seus aspectos teórico-metodológicos, potencialidades e intercâmbio com os setores populares. Situou-se a ideia de EC, sua dimensão de concepção polissêmica e as principais utilizações e interpretações da mesma a luz da literatura atual. Ainda foram apresentadas experiências extensionistas que se embasam na EC. Os resultados indicam que se faz necessária ampliação da produção teórica acerca da ideia de EC, tendo em vista a tímida exploração dessa categoria na atual literatura. Os entrevistados destacaram a potencialidade dessa concepção, na perspectiva da relevância em se considerar a participação popular como elemento basilar da extensão popular e das perspectivas de adensamento da universidade e seu impacto social. Ressaltou-se, ainda, que a EC pode romper com os distanciamentos entre universidade e sociedade, bem como adensar os espaços nos quais os coordenadores, estudantes e técnicos dos projetos de extensão possam ouvir as demandas da comunidade, com vistas a fortalecer também o diálogo horizontalizado entre os/as sujeitos e os contextos. O estudo apontou, pelas experiências e percepções dos entrevistados, aspectos relativos ao envolvimento dos atores comunitários com os projetos de extensão; a constituição da relação dos coordenadores com a comunidade e os desafios a serem enfrentados; questões atinentes à gestão do projeto e a perspectiva de gestão participativa e dialógica dos mesmos. Entende-se que essa ideia, aprofundada do ponto de vista teórico e metodológico, pode aportar mais possibilidades de subsidiar que os projetos de extensão popular estimulem e promovam o envolvimento da comunidade e seus atores no contexto universitário. Em síntese, a EC pode contribuir com o movimento histórico que as práticas de extensão popular vêm desenvolvendo no campo universitário, ao apontar aspectos teóricos e metodológicos que qualifiquem suas práticas e contribuam na persistência do avanço de iniciativas acadêmicas pautadas pelo diálogo crítico, respeitoso e propositivo dos saberes (científico e popular), podendo-se ampliar o horizonte epistêmico e tornar a universidade permeada também por saberes e experiências pautados na realidade concreta dos diferentes sujeitos sociais populares.
  • ANE FLÁVIA DE SOUZA RODRIGUES
  • LIMOLAYGO TOYPE: NOSSA EDUCAÇÃO É NOSSA RESISTÊNCIA. EDUCAÇÃO INDÍGENA E A PEDAGOGIA DECOLONIAL, POVO XUKURU DO ORORUBÁ, PE.
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 30/06/2022
  • Hora: 10:00
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  • A presente pesquisa buscou impulsionar o debate sobre a decolonialidade no campo da educação popular, a partir da educação indígena e mais especificamente do caso do povo indígena Xukuru do Ororubá, do estado de Pernambuco-Brasil. A educação indígena, como compreendemos, é pensada em sua gênese a partir da comunidade e se desenvolve no território, para além da sala de aula. Detentora de propósitos muito específicos, que vão muito além do saber ler e escrever, a educação escolar indígena volta sua atenção tanto para práticas micro - processos pedagógicos de ensino e gestão -, como também para o espaço macro - o sistema de organização social, ao se construir, paralelamente ao currículo escolar, o projeto de vida dos povos. Se a decolonialidade implica partir da desumanização e considerar as lutas dos povos historicamente subalternizados, dando visibilidade a essas pessoas, suas práticas sociais, epistêmicas e políticas, é necessário pensá-la para além da sua dimensão subjetiva, evocando seu objetivo final, de reconstrução radical do poder, do ser e do saber. Nesse sentido, essa pesquisa teve como proposta analisar o processo histórico - social da educação escolar indígena do povo Xukuru do Ororubá, a partir do Limolaygo Toype (em brobo, língua materna do povo Xukuru do Ororubá, “terra ancestral”), que apontem a decolonialidade, e elencamos como objetivos específicos: descrever e analisar as práticas pedagógicas escolares do povo Xukuru do Ororubá e os princípios que as sustentam; e discutir as práticas pedagógicas do povo Xukuru do Ororubá a luz de suas aproximações e distanciamentos da pedagogia decolonial. Para tanto, a metodologia proposta foi ancorada em uma abordagem qualitativa, com uso de triangulação metodológica, através da observação participante, da pesquisa bibliográfica e da pesquisa documental. Nessa direção, partimos de memorial crítico-reflexivo, costruido na perspectiva de evidenciar aspectos significativos da experiência da pesquisadora, enfatizando observações da mesma sobre as práticas pedagógicas escolares do povo Xukuru do Ororubá. Em seguida, situamos a presença indígena no Nordeste Brasileiro e a dimensão da territorialização, resistência e estratégia dos índios dos sertões. Apresentamos a ideia do Limolaygo e seus sentidos para a territorialização dos povos Indígenas, incluindo as estratégias, alianças, lutas e resistências dos povos indígenas do Brasil. Destacamos aspectos históricos do Povo Xukuru do Ororubá e elementos de sua construção social e política. Ademais, debruçamo-nos em uma construção teórica sobre os conceitos em torno da decolonialidade, os estudos pós-coloniais, tensionamentos e rearranjos epistemológicos, a partir dos quais traçamos o debate histórico da educação indígena, educação escolar indígena e o diálogo com a educação popular. Finalmente, problematizamos questões emergentes da análise sobre recentes produções sobre a pedagogia do Povo Xukuru do Ororubá na literatura acadêmica, bem como estudamos materiais oriundos dos registros da construção dessa pedagogia em acervos documentais do próprio povo. A história do povo Xukuru do Ororubá aponta a revolta política e a revolta epistêmica – ancoradas em reflexões acerca do estado atual do povo, da retomada do valor de nossos saberes e tessitura desses saberes, possibilitando a criação de alternativas de enfrentamento das estruturas dominantes das instituições- aquelas que mantêm o capitalismo e os interesses do mercado, possibilitaram a reconfiguração das escolas no território, em espaços de afirmação da identidade étnica, a partir de princípios escolares, práticas pedagógicas, metodologias e conteúdos que dialoguem com quem fomos, quem somos e quem seremos, no processo de formatação de nosso projeto de vida. Entre tentativas, erros e acertos, o sistema de educação escolar indígena Xukuru do Ororubá desenvolve, nos últimos trinta anos, um trabalho que tem fundamentalmente um objetivo: formar guerreiros e guerreiras capazes de defenderem o legado do nosso povo, nosso território e nossas tradições, a partir do fortalecimento de nossa identidade, reconhecendo a nossa humanidade, promovendo e estimulando a auto estima, e problematizando a cosmologia do branco – o desenvolvimentismo – através do trabalho educacional, favorecendo os princípios ancestrais das folhas secas do Ororubá.
  • ANA ANGELICA DE LUCENA TAVEIRA ROCHA
  • JOVENS DO ENSINO MÉDIO DO SERIDÓ PARAIBANO: SENTIDOS ATRIBUÍDOS A UMA EXPERIÊNCIA DE INTERCÂMBIO INTERNACIONAL
  • Orientador : JEANE FELIX DA SILVA
  • Data: 29/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • A presente pesquisa se propõe a analisar relatos de jovens estudantes egressas/os do ensino médio de um instituto federal localizado na região do Seridó, no Estado da Paraíba, sobre sua participação em um projeto iniciado em 2016, que culminou com uma experiência de intercâmbio acadêmico-cultural internacional em 2018. Considerando as/os jovens como sujeitos socioculturais, construídas/os e, ao mesmo tempo, construtoras/es das suas relações, pretende-se estudar as implicações das experiências vividas por essas/es, buscando analisar os sentidos atribuídos por elas/es à sua participação no projeto e no intercâmbio acadêmico- cultural internacional. A pesquisa está inserida no campo dos Estudos Culturais e se vincula à abordagem qualitativa, respaldando-se teoricamente nas concepções de juventude(s) e culturas juvenis. O material empírico foi produzido a partir de entrevistas semiestruturadas com as/os jovens e os achados da pesquisa foram analisados na perspectiva da Análise de Conteúdo, na modalidade temática. Espera-se que esse estudo possa contribuir para fomentar novas discussões e conhecimento sobre jovens do ensino médio e seus projetos de vida, em especial, as/os jovens de classes sociais menos favorecidas.
  • THAYANA PRISCILA DOMINGOS DA SILVA
  • ESCOLA DE APLICAÇÃO DA PARAIBA: REPRESENTAÇÃO DA CULTURA ESCOLAR PRIMÁRIA (1935-1946)
  • Data: 29/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho teve como objetivo compreender o processo de institucionalização da Escola de Aplicação da Paraíba, localizada na cidade de João Pessoa, bem como as representações das práticas educativas que constituíram o ensino primário numa escola-modelo. O recorte histórico demarcado caracterizou-se a partir da Reforma da Instrução Pública sob a Lei nº 16 de 13 de dezembro de 1935, que dispõe sobre a criação do Instituto de Educação da Paraíba e, consequentemente, da Escola de Aplicação. O percurso de análise encerrou-se anterior as transformações advindas das Leis Orgânicas de 1946, que reformulou a organização do Ensino Primário e das Escolas Normais, fim do regime ditatorial de 1945 – Estado Novo. O campo teórico-metodológico situou-se na Nova História Cultural, elucidando teóricos como Roger Chartier (1990) e Michel de Certeau (1994), dialogando sobre representações e práticas sociais. Na perspectiva da historiografia da educação, compreenderam-se as questões teórico-metodológicas situadas na categoria de análise da Cultura Escolar, dialogando com Dominique Julia (1995), Antonio Viñao Frago (1995), Luciano Faria Filho (2004) e Diana Vidal (2004). Assim, pretendeu-se empreender uma pesquisa documental de fontes nos Arquivos, a partir dos registros documentais da instituição citada, fazendo uma releitura dos principais registros históricos. O levantamento das fontes percorreu o Arquivo do atual Instituto de Educação da Paraíba, a procura dos documentos que envolvessem a cultura escolar e o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano para investigação das leis, dos decretos e do jornal oficial A União, da Revista do Ensino (1932-1942), dos materiais iconográficos, entre outros. Revisitou-se o jornal A União e a Revista do Ensino (1932-1942) da Paraíba por meio dos arquivos bem como via digital. Também analisamos estudos com temas relacionados ao Instituto de Educação e Ensino Primário, especialmente do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba, que colaboraram para a condução dos indícios de implantação, institucionalização e práticas educativas em torno da Escola de Aplicação. O escopo possibilitou ressignificar os contextos sobre a configuração educacional com relação social e cultural da sociedade paraibana e brasileira do século XX, uma vez que, a Escola de Aplicação da Paraíba esteve vinculada ao que se propagou de projeto escolanovista no cenário local. Assim, a Escola surge a partir da criação do Instituto de Educação da Paraíba, garantindo, sobretudo, um ambiente propício para servir de campo de experimentação as jovens normalistas, professorandas, atendendo a prática no ensino primário. Entretanto, a implantação da Escola de Aplicação paraibana se diferenciou dos demais contextos brasileiros, onde estas instituições surgiram, especialmente, atreladas as Faculdades e instituições superiores no final dos anos de 1940. Portanto, foi possível situar alguns elementos em torno da implantação, funcionamento, arquitetura, direção, professorado, propostas pedagógicas, semanas pedagógicas, serviços de instituições auxiliares relacionados à escola em foco.
  • LUPERCIA JEANE SOARES
  • EDUCAÇÃO EMOCIONAL NA ABORDAGEM AO BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA: um olhar a partir da concepção da educação popular
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 28/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • A presente pesquisa busca compreender as emoções dos educandos que apresentam baixo rendimento escolar. Para tanto, analisaram-se perspectivas teóricas e práticas pedagógicas para a abordagem das questões emocionais que permeiam o baixo rendimento escolar durante o processo de escolarização da educação básica nos anos iniciais do ensino fundamental. Buscou-se identificar aspectos significativos da relação emoção e aprendizagem; reconhecer quais emoções se manifestam nos educandos que apresentam rendimento insatisfatório; situar as concepções de Educação Popular e de Educação Emocional do ponto de vista teórico e pedagógico; problematizar os desafios da Educação Popular e da Educação Emocional como estratégias pedagógicas para abordagem ao baixo rendimento escolar no contexto da escola pública. Esse estudo possui natureza qualitativa, com base na perspectiva da Fenomenologia Hermenêutica no campo da Educação Popular. Os dados empíricos foram produzidos no espaço da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral Augusto dos Anjos, localizada na cidade de João Pessoa; através de entrevistas semiestruturadas com educadoras da Educação Básica que observam o fenômeno do baixo rendimento escolar em seus educandos. A análise dos dados foi embasada pela fenomenologia em que os dados foram sintetizados em unidades de significados e sistematizados em categorias de análise de acordo com os objetivos da pesquisa. Tomou-se como referencial teórico os estudos sobre educação popular de Paulo Freire, Carlos Rodrigues Brandão, Danilo Streck, Eduardo Wanderley; a respeito do baixo rendimento escolar e as questões sociais: Miguel Arroyo, Bernard Charlot, Álvaro Marchesi e Eva Maria Pérez; quanto às questões emocionais, conceitos de emoções e suas características: António Damásio, José Maria Martins, Rafael Bisquerra, Juan Casassus, Elisa Gonsalves; sobre os processos de aprendizagem e as motivações para aprender: Humberto Maturana, Francisco Varela, Alexei Leontiev. Na construção da tese, são estudados e problematizados os caminhos entrelaçados da pesquisadora e sua vivência na educação básica, incluindo aspectos de sua trajetória de vida pessoal à atuação como pesquisadora da prática educativa. As relações entre educação popular, educação emocional e as abordagens ao baixo rendimento escolar são analisadas na reflexão crítica sobre as interfaces entre emoção, aprendizagem e baixo rendimento escolar, enfatizando especialmente os aspectos significativos da relação emoção e aprendizagem. Destacou-se, ainda, a dimensão da relação família e escola e seu impacto no baixo rendimento escolar; os comportamentos como indicadores emocionais no contexto da sala de aula; as emoções que se manifestam nos educandos com baixo rendimento escolar em uma escola no contexto popular. Os achados da pesquisa indicam que as emoções dos educandos que apresentam baixo rendimento escolar podem limitar suas capacidades de superação, logo é imprescindível compreender tais emoções para construir estratégias de regulação emocional para o reconhecimento de suas capacidades para o enfrentamento e empoderamento infantil através das perspectivas teóricas da educação popular e da educação emocional construindo uma educação que reconhece o educando da educação básica como sujeito de direitos. Identificaram-se aspectos de limites e fragilidades no conhecimento e na apropriação da educação emocional pelos docentes no contexto escolar, bem como os desafios da educação popular libertadora no enfrentamento ao baixo rendimento escolar e as possibilidades da educação popular e da educação emocional como estratégias pedagógicas para abordagem a essa questão. O diálogo entre educação popular e educação emocional possibilita o desenvolvimento do que caracterizamos como educação popular emocional libertadora, baseada no direito à aprendizagem, no fortalecimento da pessoa humana como sujeito crítico e autônomo.
  • GABRIEL ALVES DO NASCIMENTO
  • A EDUCAÇÃO MORAL NA FORMAÇÃO DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA DESVALIDA MODERNA: O CASO DE PINDOBAL NA PARAÍBA DO SÉCULO XX (1930-1960)
  • Data: 27/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • A história da Escola Profissional Presidente João Pessoa (Pindobal) possui uma áurea de misticismo popular incontestável, a crença de uma instituição que regenerava vadios, delinquentes e transviados rondou o imaginário da sociedade paraibana ao longo do século XX, fabricando gritos populares como: “Menino, me obedeça, senão vou te mandar para Pindobal!”. Pindobal permeia o imaginário social como uma instituição destinada ao cárcere ou a regenerar os insanos. Entre a crença popular e a verdadeira realidade existe um vácuo que este estudo tentou aprofundar. A metodologia utilizada é o Paradigma Indiciário (GINZBURG, 1987; 1989; 2007), foram analisadas cerca de 53 (cinquenta e três) fontes escritas e 49 (quarenta e nove) iconográficas, que tratam de um longo período, de 1930 a 1960. Pindobal, como é conhecida popularmente, é uma instituição que possui características de Patronato Agrícola, cujo objetivo institucional é profissionalizar, conter, regenerar e educar os considerados incorrigíveis socialmente – as crianças e os adolescentes pobres e pretos do sexo masculino. Esta instituição foi criada em 1930, na região de Mamanguape, na Paraíba, através do Decreto 1.606, de 14 de novembro de 1929, e regulamentada pelo Decreto 1.672, de 10 de junho de 1930. Os resultados que obtivemos através desse estudo caracterizam Pindobal a partir de quatro momentos distintos: 1) 1913-1929, primeira fase da instituição, administrada pelo governo Federal e fundado um Centro Agrícola; 2) 1930-1940, com a criação, em 1930, da Escola Profissional Presidente João Pessoa, administrada pelo governo do Estado; 3) 1941-1949, tendo a Educação Moral como principal ferramenta de controle dos internos de Pindobal através das mãos dos Padres do Sagrado Coração de Jesus; e 4) 1950-1960, com a direção da Professora e Assistente Social Jandira Pinto, que desenvolve uma concepção de Educação Humanista Cristã Assistencial. Esses quatro momentos distintos estão presentes a partir do ideário de sociedade de cada período. Pindobal esteve imersa nos discursos psiquiátricos, pedagógicos, jurídicos, religiosos e do ensino profissionalizante agrícola, culminando no trabalho compulsório com o intuito de moralizar, corrigir e conceder-lhes um ensino útil. Esse estudo aproxima-se da história social da infância no século XX. Esperamos que esta pesquisa sirva de ponto de chegada ou de partida para aqueles e aquelas que desejam investigar a História da Educação e a História das Instituições Educativas correcionais e agrícolas na Paraíba do século XX.
  • FRANCINEIDE RIBEIRO VIANA SANTOS
  • A IMPLEMENTAÇÃO DO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL À LUZ DA BNCC NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA-PB
  • Orientador : ADELAIDE ALVES DIAS
  • Data: 22/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • O estudo das políticas educacionais voltadas à criança de zero a cinco anos de idade apontam para mudanças conceituais sobre os objetivos direcionados ao atendimento institucional da educação infantil. Tais mudanças vão justificar a necessidade de garantir a essa etapa da educação básica uma prática que observe as especificidades necessárias ao trabalho pedagógico voltado à criança. É correto afirmar que nos últimos trinta anos, após a Constituição Federal de 1988, evidencia-se uma mudança de concepção em relação ao conceito de criança, na qual a criança passa a ser vista como um sujeito de direitos. A partir da Constituição Cidadã inaugura-se um conjunto de leis que caminham para a construção de uma política nacional curricular de educação. No ano de 2017, em meio a muitos embates e contradições foi homologada a BNCC, a qual trata da Educação Infantil e Ensino Fundamental, por ser um documento normativo define um conjunto de aprendizagens essenciais para todos os alunos ao longo da Educação Básica, dessa forma estabelece para os Estados e Municípios a obrigatoriedade (re)elabolar suas propostas curriculares. Considerando as orientações dispostas nas políticas educacionais para a infância, e sobretudo no âmbito da BNCC, nos questionamos como o currículo da Educação Infantil tem sido estruturado na rede pública municipal de João Pessoa e como tem sido favorecido a participação dos professores na construção de uma proposta curricular a ser implementada nos CREIs e escolas. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa documental, a qual nos proporciona caminhos para uma análise dos documentos que direcionam a estruturação da política curricular implementada na rede municipal. A análise dos documentos nos permitiu concluir que a BNCCEI, apessar de referendar os princípios postos nas DCNEIs, a terceira e a última versão do documento reforçam uma antecipação da escolarização, desconsiderando os avanços e discussões vivenciadas ao longo dos últimos anos. Foi possível também perceber que a construção das propostas estaduais, a exemplo da Paraíba, aconteceram em um prazo mínimo, dificultando o processo de análise e participação. No âmbito municipal ainda não foi construída a Proposta Curricular, sendo assim buscamos as Diretrizes Pedagógicas para a Educação Infantil, em consonância com os demais documentos, são fortes a perspectiva prescritivas e gerencialista da educação.
  • WALDELIO PINHEIRO DO NASCIMENTO JUNIOR
  • Ditadura? Não, obrigado. Já vi esse filme. Cinema, ditadura militar e educação para nunca mais.
  • Orientador : EDNA GUSMAO DE GOES BRENNAND
  • Data: 07/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • A presente tese trouxe como foco analítico a educação em direitos humanos, na perspectiva da educação para nunca mais e teve no direito à memória e à informação os elementos fundamentais para pensar o desenvolvimento de processos cognitivos capazes de incentivar a autonomia e a valorização da democracia e da liberdade. A pesquisa recorreu ao cinema nacional a fim de pensar, por meio das narrativas fílmicas, estratégias sensíveis voltadas à manutenção da memória e da educação contra a barbárie, as violências e liberdades cerceadas durante os 21 anos do Estado de exceção brasileiro. Para tanto, analisou narrativas fílmicas do gênero documentário, por entender que as mesmas possuem mais vitalidade e profundidade crítica para apreensão da memória, por meio das vozes dos envolvidos no contexto das diversas vivências e das provas e registros documentais apresentados em complementação. Como estratégia metodológica para a leitura das produções cinematográficas selecionadas, a pesquisa se valeu da Análise de Conteúdo, enquanto metodologia apropriada para realizar tratamentos e interpretações em mensagens comunicacionais e artísticas dessa natureza. A investigação fílmica levou em consideração os testemunhos dos atores sociais, a apresentação de documentos e registros históricos e as formas de representação das violações aos direitos humanos e seus perpetradores – militares e civis – assim como seu modus operandi. Os resultados indicaram um potencial informacional e sensibilizante dos discursos fílmicos e, consequentemente, sua potencialidade para interferir na memória social e suscitar reflexões críticas acerca das violações à dignidade humana, de forma serena e equilibrada, lançando luz, em vez de sal, nas feridas abertas. Por fim, a pesquisa indicou a urgência de uma educação para nunca mais, baseada na memória social, enquanto um pertinente debate a respeito da ditadura aliado às práxis educacionais que incentive uma sociedade mais humana, consciente do valor da liberdade e da democracia e comprometida com a formação de novas gerações imbuídas a evitar que os horrores do autoritarismo voltem a se repetir em nossa história.
  • ANA MARIA GOMES RIBEIRO
  • Educação Popular e Sustentabilidade: um estudo sobre os aspectos educativos não formais no processo de fornecimento de alimentos para a merenda escolar por agricultores familiares, no município de Jacaraú-PB
  • Data: 31/05/2022
  • Hora: 15:00
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  • Diante da crise ecológica que ameaça a vida no planeta, alternativas têm sido pensadas no sentido de construir sociedades sustentáveis. Por exemplo, a agricultura familiar tem produzido de forma alternativa adotando práticas agroecológicas, produtos seus têm sido incorporados à alimentação escolar, a educação tem sido invocada como educação ambiental para formar o ‘sujeito ecológico’, etc. Neste sentido, este trabalho teve como objetivo geral analisar os aspectos educativos não formais presentes no processo de fornecimento de alimentos para a merenda escolar por agricultores familiares, no município de Jacaraú-PB, tendo em conta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Do ponto de vista do referencial teórico, a pesquisa teve em atenção, entre outras, elaborações em torno da Educação Ambiental Popular e da Agroecologia. No que diz respeito aos procedimentos metodológicos, tratou-se de uma investigação qualitativa realizada junto a agricultores familiares e membros da gestão vinculados à alimentação escolar no município de Jacaraú-PB, tendo como meio de coleta de dados entrevistas semiestruturadas, além de visitas – em forma de observação – às unidades de produção e armazenamento, realizando-se registros fotográficos. O material empírico resultante das entrevistas foi tratado conforme a técnica de análise de conteúdo temático-categorial, de onde resultaram as seguintes categorias: a operacionalização do PNAE na perspectiva dos agricultores fornecedores de alimentos; desafios da produção e comercialização na agricultura familiar; aspectos do desenvolvimento socioeconômico local e ambiental nas ações do PNAE; operacionalização do PNAE na perspectiva dos gestores; protagonistas do fornecimento de alimentos para a merenda escolar pelo PNAE; construindo a Educação Ambiental Popular a partir das ações do PNAE. Dentre os resultados, verificou-se que aspectos educativos não formais presentes no processo de fornecimento de alimentos para a merenda escolar por agricultores familiares, no município de Jacaraú-PB, se relacionam ao aporte de informações para a sustentabilidade ambiental, para a alimentação saudável e para o desenvolvimento local inclusivo. Entre outras inferências conclusivas, é enfatizado que as ações do PNAE fomentam entre os envolvidos o sentimento de coletividade, a autonomia e a participação cidadã, a difusão de perspectivas orgânicas/agroecológicas e a consciência ambiental, num contexto de aprendizados a partir da prática e da troca de experiências.
  • RENATA BEATRIZ NASCIMENTO LIMA
  • Educação Popular e vulnerabilidade social: um estudo sobre ações educativas no contexto do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)/Mamanguape-PB
  • Data: 30/05/2022
  • Hora: 15:00
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  • O presente trabalho investigou as atividades socioeducativas desenvolvidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do município de Mamanguape-PB. O SCFV foi regulamentado pela Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) nº102/2009, e reordenado anos depois por meio da Resolução/CNAS nº01/2013. Trata-se de um serviço de caráter proativo e preventivo, pautado pela defesa e afirmação de direitos e pelo desenvolvimento de capacidades e potencialidades dos indivíduos, buscando alcançar alternativas para o enfrentamento das vulnerabilidades e situações de risco. As atividades executadas pelo SCFV devem ser organizadas de modo a considerar seus três eixos norteadores: convivência social, direito de ser e participação. O objetivo geral deste estudo foi analisar as contribuições do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do município de Mamanguape-PB, do ponto de vista educativo, para o processo de mudança de vida dos setores populares que são o seu público-alvo. Este objetivo geral suscitou outros específicos na seguinte direção: 1) conhecer as diretrizes administrativas e educativas que norteiam a atuação do SCFV; 2) compreender as percepções do público adolescente sobre as atividades desenvolvidas; 3) descrever as atividades que são desenvolvidas pelos educadores sociais. Do ponto de vista do referencial teórico, a pesquisa teve em conta, por exemplo, os aportes da Educação Popular e da Educação Social. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo, tendo sido operacionalizada mediante a realização de roda de conversa com dez adolescentes frequentadores do SCFV há pelo menos três anos e entrevistas semiestruturadas com quatro educadores socais que desenvolvem atividades junto ao público-alvo há cinco anos. O material empírico resultante das entrevistas com os educadores sociais foi analisado mediante a técnica de análise de conteúdo temático-categorial. Verificou-se, dentre outros os resultados, que as contribuições educativas do SCFV estão relacionadas às dimensões cognitiva, de socialização secundária e inclusão social. Foram encontradas diversas atividades e estratégias voltadas ao público-alvo, como as oficinas culturais e orientações sociais realizadas a partir de atividades grupais, tematizadas, dinâmicas, voltadas ao desenvolvimento social e à construção da cidadania. Além disso, foi possível identificar diferentes elementos que condicionam o trabalho dos educadores sociais. Entre as conclusões, pode-se inferir da pesquisa, por exemplo, que o SCFV tem conseguido contribuir com processos de mudança de vida do seu público-alvo, chegando inclusive a auxiliar na sua profissionalização, tendo-se, por outro lado, no entanto, que a natureza dessa dinâmica está sujeita a limitações próprias das condicionalidades da esfera institucional.
  • MARIA LIGIA ISIDIO ALVES
  • A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E A ECONOMIA SOLIDÁRIA: PERSPECTIVAS E RESSIGNIFICAÇÕES DA EDUCAÇÃO POPULAR
  • Orientador : SEVERINO BEZERRA DA SILVA
  • Data: 30/05/2022
  • Hora: 14:00
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  • A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é concebida como processo educativo para além de um mecanismo de reparação das trajetórias de escolarização não percorridas por jovens, adultos e idosos no tempo legalmente esperado. Logo, a EJA se situa no campo dos diversos tempos e territórios formativos sejam eles, escolares, sociais, econômicos, culturais ou políticos. A pesquisa que deu origem a esta tese construiu diálogos no campo das práticas de Educação de Jovens e Adultos e da Economia Solidária (ECOSOL) que acontecem no município de Lagoa de Dentro-PB. O estudo foi desenvolvido junto aos educandos (as) e professores (as) EJA da rede municipal de Lagoa de Dentro/PB; produtores/artesãos/comerciantes da Feira de Economia Solidária, Agricultura Familiar, Arte e Cultura de Lagoa de Dentro-PB, e lideranças comunitárias populares. Teve como objetivo principal, compreender a Educação de Jovens e Adultos no contexto local, a partir dos vínculos e motivações que ligam a dinâmica da formação escolar ao conjunto das organizações e práticas de Economia Solidária do território. Adotou como problematização a seguinte inquietação: Quais as implicações entre a Educação de Jovens e Adultos e o conjunto das organizações e iniciativas de Economia Solidária do território, mediante a dinâmica dos educandos? Este estudo se insere na abordagem teórica-metodológica da Educação Popular enquanto epistemologia crítica, ancorado nos princípios metodológicos da Pesquisa Participante, por meio de observações participantes e entrevistas semiestruturadas. Os vínculos entre EJA e Economia Solidária transitam da denúncia ao anúncio. Da EJA que temos emergem enunciados da EJA que queremos, mediante anúncios de indícios de como a EJA pode vir a ser, e, nesse movimento, aproximar a escola dos itinerários de trabalho, cotidianidades e necessidades dos/as educandos/as trabalhadores. A Educação Popular interconectada a perspectiva de Economia Solidária como multidimensional forjam espaços de resistência dos sujeitos da EJA frente a condição de opressão que por meio de seus fazeres se ressignificam demostrando expressões de criatividades e intercâmbios de saberes que anunciam a construção de práticas educativas que assumem a emancipação como possibilidade de formação política e cidadã para a (re)configuração da EJA na escola pública e usos do território. Esse movimento formativo elucida que os sujeitos da EJA em domínio dos conhecimentos provenientes da Educação Popular e da Economia Solidária constroem mecanismos de geração de trabalho e renda a partir das dinâmicas sócio-produtivas e dos processos econômicos desenvolvidos, os quais não se limitam as necessidades imediatas de sobrevivência, mas configura-se como dimensão educativa integral que preza por uma produção e reprodução ampliada da vida pautada na perspectiva solidária e inclusiva construída pela participação popular, solidariedade e emancipação como estratégia política de desenvolvimento alternativo e multidimensional. Assim, a presente tese contribui com a ressignificação da EJA como um processo de Educação Popular a partir do desenvolvimento de uma pedagogia que permita relacionar os saberes sistematizados e os saberes emergentes das territorialidades e vida cotidiana dos sujeitos e, assim, construir uma escola pública cidadã.
  • ALINE CAMPOS
  • EDUCAÇÃO-VAGA-LUME: REINVENTAR A EDUCAÇÃO POPULAR, RESISTIR À OPRIMISSÃO E IMAGINAR UMA EDUCAÇÃO ANTIPRISIONAL
  • Data: 18/05/2022
  • Hora: 16:00
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  • É possível fazer acontecer uma educação antiprisional na prisão? É a partir desse aparente paradoxo que me aventurei numa investigação científica ancorada na Pesquisa Participante e na Pesquisa Narrativa, mergulhando em narrativas de vida de quatro sobreviventes do sistema prisional e em minhas próprias experiências educativas em contextos prisionais. Juntos, os interlocutores desta pesquisa e eu, buscamos compreender as possibilidades e limites para promoção de uma educação na (e para além da) prisão que não reforce a existência do sistema prisional. Por meio da conversa como metodologia de pesquisa, a noção de oprimissão emergiu fazendo-nos compreender que os procedimentos próprios da prisão humilham e impõem à pessoa que está presa uma condição permanente de inferioridade, a qual implica no apagamento de sua humanidade. A partir da junção de três movimentos de luta – reinventar da Educação Popular, resistir à oprimissão e imaginar uma educação antiprisional – elaboramos a noção de educação-vaga-lume como estratégia para nutrir a humanidade das pessoas que tem suas vidas submetidas ao apagamento na prisão. Cinco horizontes para se promover a educação-vaga-lume são apresentados: (1) estabelecer relações comunitárias e amorosas, a partir da partilha, do cuidado e do estímulo a expressão, escuta e conversa; (2) enfatizar a existência como condição comum a todos os seres vivos do planeta, bem como a interdependência entre eles; (3) problematizar nossas múltiplas identidades, favorecendo o desenvolvimento de sensibilidades e pertencimentos, e reconhecendo a trajetória histórica de marginalização a que está submetida a maior parte da população carcerária; (4) tecer encontros e compartilhar experiências, a fim de fomentar a apropriação do tempo-espaço da vida, por meio da conexão entre passado, presente e futuro; e (5) estimular a (re)criação e invenção de si, para expandir as possibilidades de ser. Por fim, a alegria é proposta como uma medida de atenção possível para a (auto)avaliação permanente de educadores e educadoras em contextos prisionais, para que saibam se estão de fato combatendo o sistema prisional e nutrindo bioluminescências.
  • EDSON LEANDRO DE ALMEIDA
  • PREPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE MASCULINIDADE DE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE PERNAMBUCO
  • Data: 02/05/2022
  • Hora: 14:00
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  • O objeto de estudo desta tese se define como as representações sociais de masculinidade no interior das relações de gênero, entendidas as relações de gênero como construção cultural de uma forma básica de relações de poder, e as masculinidades como formas de identidade, múltipla, complexa e interseccionada. As masculinidades têm sido objeto de pesquisas nos diversos campos da produção do saber, especialmente aquelas orientadas pela teoria feminista. Porém, são poucos os estudos que correlacionam representações sociais e masculinidade, bem como os que enfocam as representações sociais de masculinidade de estudantes do Ensino Médio – e na vertente estruturalista são inexistentes. O conceito de representação social (RS) é compreendido, a partir de Serge Moscovici e Denise Jodelet, como uma forma de conhecimento socialmente elaborado e partilhado, que orienta a comunicação e a ação, e concorre para a construção de uma realidade comum a um grupo social. Assim, o objetivo da tese é identificar as representações sociais que jovens estudantes do Ensino Médio do Estado de Pernambuco têm das masculinidades, localizando seus possíveis elementos centrais e periféricos, numa perspectiva interseccional. Os objetivos específicos compreendem: levantar as representações sociais de masculinidades de estudantes do Ensino Médio no estado de Pernambuco; delimitar os elementos centrais e periféricos das representações de masculinidades, segundo o modelo analítico de Jean-Claude Abric, e suas implicações; distinguir, a partir da interseccionalidade, possíveis representações sociais singulares de masculinidade; indicar os elementos componentes do núcleo central da representação social predominante de masculinidade de estudantes do Ensino Médio em Pernambuco. A pesquisa caracteriza-se por uma abordagem metodológica mista, qualitativa e quantitativa, de tipo aplicada. A produção do material empírico se deu a partir da Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), aplicada através de questionário em cascata online e de entrevista estruturada online. Participaram da pesquisa 121 estudantes do Ensino Médio de oito cidades do interior de Pernambuco. Os resultados indicam que suas representações sociais de masculinidade são estruturadas em torno dos elementos homem, machismo e força. E, ainda, que as identidades marcadas pela diversidade sexual e diversidade religiosa possuem, muito provavelmente, uma representação de masculinidade diversa do grande grupo, especialmente na exclusão do elemento homem como central. A heterossexualidade, para o grupo pesquisado, não se apresentou como elemento saliente da masculinidade. A compreensão da estrutura da representação social de masculinidade é um importante recurso de implementação de políticas, projetos e programas voltados para a questão das masculinidades no interior das relações de gênero na escola. A tese sugere a necessidade de novas pesquisas para melhor verificação do núcleo central e sistema periférico das representações sociais de masculinidades em estudantes da educação básica, especialmente os grupos identificados com marcadores de diferença, como orientação sexual, espiritualidade e raça/etnia.
  • FERNANDA DE PAULA GOMIDES
  • NOVA REFORMA DO ENSINO MÉDIO (LEI Nº 13.415/17): DESVELANDO A PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DA PARAÍBA
  • Data: 29/04/2022
  • Hora: 09:00
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  • Em meio a uma conjuntura de crise política, econômica e social no Brasil, em especial a partir de 2016, mudanças substanciais estão sendo implementadas na educação. Uma dessas mudanças que merece ser avaliada é a aprovação da Nova Reforma do Ensino Médio (NEM) no Brasil, resultante da aprovação da Lei nº 13.415/2017. Tal lei obriga todos os estados da União a desenvolver propostas curriculares estaduais alinhadas à BNCC. A partir disso, o objetivo geral dessa pesquisa é analisar a proposta curricular no estado paraibano, considerando o persistente e histórico dualismo educacional representado na lei e propostas curriculares. Em relação aos objetivos específicos, buscamos, para além de uma discussão histórica sobre tais políticas e da reforma atual: investigar sobre a crise no mundo trabalho, a partir de 1970, e seus impactos na educação, incluindo na América Latina atualmente; identificar as políticas educacionais historicamente formuladas no Brasil, em especial para Ensino Médio, a partir de 1930; examinar a formulação e instituição da reforma do Ensino Médio no Brasil; analisar a implementação da reforma do Ensino Médio no estado da Paraíba com base na Lei nº 13.415/2017 e nos documentos/propostas do Conselho Estadual de Educação na Paraíba (CEE/PB). Fundamentamo-nos no aporte teórico-metodológico do método científico do materialismo histórico dialético (em especial tratando de categorias como contradição e totalidade) e da pedagogia histórico-crítica, a partir compreensão das relações entre Estado e sociedade, capital e trabalho. Como fontes principais, é definida a própria Lei nº 13.415 de 2017 (que modificou a LDBEN/1996 e apropriou-se dos fundamentos da BNCC/EM de 2018), acompanhada dos documentos do CEE/PB, em especial as versões de proposta curricular do estado paraibano. Pontuamos aqui que analisamos as propostas curriculares dando ênfase à área de conhecimento em ciências humanas, bem como no itinerário formativo da mesma área, tendo em vista nossa formação acadêmica que possibilita maior fluidez de análise. Com base nesse trabalho, compreendemos que não só não superamos, como incentivamos – com essa reforma de cunho curricular – o histórico dualismo educacional presente no país no que se refere à diferença entre a educação pública (ajustada para a classe trabalhadora na produção de mão de obra) e a privada (modulada para o acesso ao conhecimento culto da elite). Indicamos a Lei 13.425/17 como um retrocesso no que tange o aligeiramento da formação dos estudantes com objetivo de atender ao mercado de trabalho e às avaliações internacionais e institucionais. A proposta paraibana, por sua vez, mesmo tendo como base a reforma imposta sem diálogo com a sociedade e com as influências globais/neoliberais, caminhou para um viés mais consonante com os ideais de uma educação popular, de crítica à influências de organismos e avaliações externas e com foco na formação de jovens mais conscientes socialmente. Há no documento paraibano um amplo esforço em constituir uma proposta democrática e inclusiva, mas ao estar alinhada com os pilares neoliberais já proferidos em documentos anteriores como a BNCC, por exemplo, fica-nos clara a limitação transformadora da proposta. No geral, os impactos dessa reforma tendem a ser fortes na educação pública, com aligeiramento da formação e na ênfase na formação profissional. Já a rede privada, por sua vez, deverá se especializar ainda mais em prover acesso ao ensino superior.
  • ROSILENE SILVA DE MOURAES
  • AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR: SIGNIFICADOS E MODOS DE AÇÃO DE DOCENTES DO CURSO DE PEDAGOGIA
  • Data: 29/04/2022
  • Hora: 09:00
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  • A presente pesquisa está vinculada a linha de Processos de Ensino-Aprendizagem do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba (CE/PPGE/UFPB) e tem por objetivo geral investigar os significados e modos de ação que estruturam as práticas avaliativas de professores/as do curso de Pedagogia de um dos Campus da Universidade Federal da Paraíba. A avaliação da aprendizagem tem um papel importante no processo de ensinar e aprender e, ao situá-la no curso de Pedagogia, podemos problematizar como os cursos de licenciatura preparam os/as profissionais que atuam na educação, entendendo que as experiências formativas, incluindo as que dizem respeito à avaliação, contribuem para a sua formação pedagógica. A presente pesquisa opera com o estudo de caso qualitativo do tipo instrumental; baseando-se em um estudo exploratório, tomando como inspiração a abordagem epistemológica do Interacionismo Simbólico, em função de entendermos que a compreensão que o/a professor/a tem de avaliação não é fruto do pensamento isolado das relações que estabelece com o mundo, mas emergem justamente da interação com outros/as, sob a mediação de significados estruturados socialmente. Como técnicas de coleta de dados, escolhemos trabalhar com entrevista e questionário semiestruturado, diante do contexto de isolamento social, devido à pandemia COVID-19, os dados foram coletados por “meio ou ambiente virtual” conforme as orientações do Ofício Circular nº 2/2021/CONEP/SECNS/MS. O tipo de análise de dados escolhido para a pesquisa foi a Análise de Conteúdo, em Bardin (2016). Para contribuir com a qualificação das práticas avaliativas no referido curso, a base teórica da pesquisa foi construída de categorias conceituais que englobam a Avaliação da Aprendizagem, os estudos da Pedagogia Universitária e da Didática no Ensino Superior. Os resultados apresentados apontam que a avaliação da aprendizagem desenvolvida no curso de Pedagogia, lócus da pesquisa, é atravessada por significados, que, por sua vez são produzidos e/ou adquiridos pelos/as professores/as, especificamente, através da interação com outras pessoas em seus contextos de formação e atuação profissional. Além disso, a pesquisa concluiu que tais significados foram interpretados e transformados, isto é, os/as professores/as direcionaram seus modos de ação.
  • GILDIVAN FRANCISCO DAS NEVES
  • MOVIMENTOS SOCIAIS DO CAMPO, PRÁTICAS EDUCATIVAS E (RE)CONFIGURAÇÕES DO TERRITÓRIO: LEITURAS A PARTIR DA LUTA DO POVO DE ALAGAMAR
  • Data: 28/04/2022
  • Hora: 14:00
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  • A Luta do Povo de Alagamar foi um movimento social ocorrido na década de 1970, em Alagamar, situado entre os municípios paraibanos de Itabaiana e Salgado de São Félix e integra um cenário de lutas e resistências no campo e que tem contribuído para (re)configurá-lo. Deste modo, elencamos como objeto de estudo as (re)configurações do território de Alagamar, a partir das práticas educativas construídas pelos trabalhadores rurais na participação no movimento social neste ocorrido. Enquanto problemática: de que maneira, as práticas educativas construídas pelos trabalhadores rurais, através de suas participações na Luta do Povo de Alagamar, contribuíram para o desencadeamento de (re)configurações no território, a partir do movimento social? Frente a esta, elencamos como objetivo geral analisar como as práticas educativas construídas pelos trabalhadores rurais na Luta do Povo de Alagamar contribuíram para a (re)configuração do território no qual foi realizada, enfatizando as novas territorialidades construídas. Como objetivos específicos, destacamos: a) Contextualizar o território de Alagamar, tomando como referência o movimento social neste ocorrido; b) Discutir as diferentes propostas de solução para a situação de exclusão vivenciada em Alagamar, no contexto do movimento social, como ressonâncias de leituras distintas do território; c) Compreender como o movimento social e as práticas educativas a partir deste construídas contribuíram para a construção de novas leituras para o território de Alagamar; e, d) Levantar fontes para a história local, contribuindo para o trato com a memória do movimento social, no âmbito da educação do campo, no território em que foi realizado. Apresentamos como tese o seguinte argumento: mediante a participação na Luta do Povo de Alagamar, os trabalhadores rurais construíram práticas educativas que contribuíram para a construção de novas leituras e (re)configurações para o território no qual ocorreu. Partimos do campo da Educação Popular que nos possibilitou adentrar a história local do território em que o movimento social foi realizado, visualizando o território e as suas memórias, ao Sul. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, a partir da pesquisa documental, tendo como fontes jornais, cartilha, cartas pastorais escritas por D José Maria Pires, Informativo Arquidiocesano no 83 de 1980, fotografias, analisadas considerando o disposto por Bacellar (2008) e Le Goff (2012) sobre o trato com documentos. A partir dos referidos autores, construímos uma ficha que contribuiu com o processo de catalogação e análise e resultou na construção de um produto que denominamos de Catálogo de fontes: Luta do Povo de Alagamar. Percebemos que no contexto do movimento social, existiam leituras divergentes para o território, o que incidia nas resistências realizadas pelos trabalhadores rurais, na busca pela desapropriação e permanência na localidade e nas ações dos novos proprietários, com vistas a expulsar os moradores de Alagamar. Este remeteu a um espaço de construção de práticas educativas, a partir das quais foram geradas aprendizagens, que possibilitaram aos trabalhadores rurais construir uma luta que continua, frente ao entendimento de que as medidas adotadas pelo governo do estado e do governo federal não solucionavam o problema e, assim, interferindo na (re)configuração e usos do território. A presente tese, mediante a construção do catálogo, contribui para o trato com a história local, na educação do campo em Alagamar, ao passo em que apresenta fontes que permitem construir diálogos com o território, suas memórias e histórias.
  • JOSÉ CLEUDO GOMES
  • A EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA CIDADANIA LGBT NO MOVIMENTO DO ESPÍRITO LILÁS – MEL (1992-2020)
  • Orientador : MARIA DE NAZARE TAVARES ZENAIDE
  • Data: 25/04/2022
  • Hora: 14:00
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  • A presente pesquisa investigou a prática educativa do Movimento do Espírito Lilás (MEL), fundado em 1992 com foco no enfrentamento ao preconceito e discriminação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no Estado da Paraíba. O MEL ao longo de sua trajetória vem desenvolvendo uma dimensão comunitária de sua prática educativa que proporcionou articulações em rede, assim tornou-se um sujeito político singular na propositura de políticas públicas para LGBT em âmbito nacional, estadual e local. O objetivo geral do estudo foi analisar as ações educativas e sociopolíticas do MEL à luz da educação em e para os direitos humanos (1992-2020), e em que medida têm contribuído para a emancipação e a conquista da cidadania LGBT. Este objetivo principal suscita outros mais específicos relacionados a: identificar o percurso histórico e a memória institucional do MEL enquanto coletivo; identificar as ações, conteúdos e metodologias com foco no fazer educativo da instituição; investigar as contribuições do MEL como um espaço educativo e de luta do movimento social. A pesquisa foi desenvolvida a partir de uma abordagem dialética, dialogando com referenciais teóricos oriundos do movimento LGBT, da educação popular e da educação em direitos humanos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório, envolvendo a pesquisa documental dos materiais educativos e ações sociopolíticas produzidas pela entidade, tais como o boletim informativo A Colmeia, além das entrevistas semiestruturadas realizadas com dez militantes que atuam ou atuaram no movimento social, cujas reminiscências de memórias contribuíram para identificar as ações realizadas pelo MEL. Os resultados das análises apontaram que o MEL tem uma prática educativa voltada para promover os direitos humanos e a cidadania LGBT. Ao longo do estudo, foram identificadas atividades lúdicas, culturais e sociopolíticas realizadas de maneira engajada nos processos formativos do grupo que ora formava para a cidadania LGBT, já que o MEL tem uma natureza dialética, em que não separar o cultural, o educativo e o político. Por fim, o MEL, enquanto agrupamento político esteve presente e atuante junto a sua militância, das lutas por emancipação ao reconhecimento da cidadania LGBT, transformando vidas, por meio de sua prática educativa e sociopolítica que visava a criticidade, a autonomia e a utopia de que outro país seria possível com direitos e políticas públicas para a população LGBT.
  • JENIFFER CAMILA DA SILVA GUIMARÃES
  • ENSINO DA ESCRITA EM TURMAS MULTISSERIADAS: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS DURANTE A PANDEMIA DO COVID - 19
  • Orientador : NILVANIA DOS SANTOS SILVA
  • Data: 13/04/2022
  • Hora: 09:30
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  • O ensino da escrita está presente no currículo escolar desde o surgimento das primeiras escolas brasileiras. Nesse sentido, a prática do ensino da escrita foi exercida por interesses políticos, sociais e culturais ao longo dos anos. Assim, na busca de estratégias que enriquecessem o processo de ensino da escrita, o sistema educacional brasileiro aderiu a vários métodos e modelos de ensino ao longo dos anos. Nesse contexto, dentre as diferentes formas de organização do ensino o modelo multisseriado tem permanecido como ferramenta de ensino para o mundo rural no decorrer da história da educação brasileira. Em nosso país, esse modelo de ensino se constitui como complexo, exigindo uma atuação docente diferenciada e comprometida com a realidade do mundo rural. Á vista dessas informações, a pesquisa em desenvolvimento tem por título ‘’ Ensino da escrita em turmas multisseriadas: uma análise das atividades desenvolvidas no ensino fundamental anos inicias durante a pandemia do covid - 19’’. A pesquisa está situada no campo de estudos da linha de pesquisa Processos de Ensino e Aprendizagem, apresenta abordagem qualitativa e se caracteriza como pesquisa exploratória. Nesse sentido, realizamos a coleta de dados através de entrevista semiestruturada e análise documental através das atividades de escrita realizada por alunos matriculados no ensino fundamental anos iniciais em turma multisseriada. Para a análise de conteúdos utilizamos a abordagem de Bardin (2011). A pesquisa busca responder a seguinte problemática: Como se dá o processo de ensino da escrita em turmas multisseriadas, no ciclo que compreende os anos iniciais do ensino fundamental? Nesse contexto, destacamos como objetivo geral investigar como ocorreu o processo de ensino da escrita em turma multisseriada em tempos de pandemia. Para alcançá-lo, delimitamos os seguintes objetivos específicos: verificar como o professor busca considerar o processo de construção da aprendizagem da criança; identificar qual a concepção do professor sobre o processo de ensino da escrita; refletir sobre a prática do ensino da escrita na concepção interacionista; relatar a opinião e concepção do professor sobre sua vivência e prática de ensino no mundo rural em turma multisseriada. Nesse contexto, a pesquisa revelou que o processo de ensino da escrita está diretamente relacionado a concepção de ensino do professor responsável pela turma e as necessidades de aprendizagem dos alunos. Assim, a escolha do método de ensino não se constitui como uma receita que deve ser aplicada por todos os professores, mas como uma estratégia de ensino particular a cada contexto escolar.
  • VALDENISE LIMA PIMENTEL NOGUEIRA
  • CRIANÇAS QUILOMBOLAS EM UM CINECLUBE ESCOLAR: PARTICIPAÇÃO E PROTAGONISMO.
  • Data: 31/03/2022
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa se propôs a analisar as relações de crianças quilombolas com um Cineclube Escolar. Ancorada no nexo entre educação e cinema e situada no campo das Pedagogias Culturais. Estabeleci como objetivo geral analisar as relações das crianças quilombolas da Escola Municipal José Albino Pimentel com o Cineclube escolar. Para isso, apoiei-me em autores diversos, localizados a partir dos eixos temáticos, a saber: Crianças quilombolas, Anete Abramowicz (2012; 2020), Wanderson Nascimento (2018); Cineclube Escolar, Inês Teixeira (2014; 2020), Débora Brutuce (2003); Participação, Diaz Bordenave (1983), Maria Gohn (2019); Protagonismo, Adriana Friedmann (2017), Raquel Franzim (2017), entre outros. O desenho metodológico se estruturou em torno de estudos qualitativos, realizado por meio de pesquisa documental, exploratória. Os dados foram produzidos por meio de documentos primários, disponíveis no acervo da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental José Albino Pimentel, Conde-PB, lócus da pesquisa. Para análise dos dados, utilizei a Análise de conteúdo, conforme apresentado por Laurence Bardin (2009). Alicerçada nesse referencial teórico e metodológico, foi possível reconhecer que essa experiência de acesso à cultura, em particular, o cinema na escola, chama atenção por apresentar uma dinâmica singular, ou seja, durante as sessões, as crianças dos quilombos, Gurugi e Ipiranga, Conde-PB, assistirem aos filmes, participaram conversando sobre as obras, brincaram e conheceram a sala de cinema comercial, dessa forma, protagonizaram, atuaram como atores/personagens em suas produções audiovisuais, planejaram e mediaram sessões cineclubistas , além de terem se revelado como crianças que cultivam laços afetivos, dançam e estudam na companhia prazerosa de seus pares.
  • GIOCONDA MARIA MEDEIROS AZEVEDO
  • O CONHECIMENTO BIOLÓGICO EM LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS DOS ANOS INICIAIS: UMA ANÁLISE DE PARÂMETROS E INDICADORES DE ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA
  • Data: 31/03/2022
  • Hora: 08:00
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  • O ensino de ciências é responsável por promover a Alfabetização Científica (AC), sendo importante para os anos iniciais do Ensino Fundamental (EF), pois é o espaço de iniciação das crianças ao conhecimento científico, contribuindo para a formação e o desenvolvimento da cidadania dos estudantes. Conforme os documentos curriculares nacio O ensino de ciências é responsável por promover a Alfabetização Científica (AC), sendo importante para os anos iniciais do Ensino Fundamental (EF), pois é o espaço de iniciação das crianças ao conhecimento científico, contribuindo para a formação e o desenvolvimento da cidadania dos estudantes. Conforme os documentos curriculares nacionais (Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN e Base Nacional Comum Curricular – BNCC), o conhecimento biológico faz parte da composição curricular da disciplina escolar Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental – conhecimento oriundo das várias áreas que compõem a ciência Biologia, devendo, portanto, configurar nos livros didáticos da disciplina nesse nível escolar. Esses livros, atendendo ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), devem seguir as orientações curriculares vigentes na área de Educação em Ciências e Ensino de Biologia, mas constata-se que o conhecimento biológico, nesse nível de ensino, ainda é pouco estudado. Este trabalho toma como questões de pesquisa: a forma como os livros didáticos de ciências dos anos iniciais (PNLD/2019-2022) organizam-se na estrutura e na sequenciação dos conteúdos e atividades relacionados ao conhecimento biológico possibilitam aos alunos condições para o desenvolvimento de parâmetros e indicadores de AC? Como o conhecimento biológico está presente nos conteúdos que o envolvem identificados nos livros didáticos de Ciências para os anos iniciais, aprovados pelo PNLD (2019-2022) e como se relacionam com o processo de AC? O conhecimento biológico relaciona-se a ações, como fazer observações, levantar hipóteses e tentar comprová-las. O objetivo geral desta pesquisa é analisar como o conhecimento biológico está presente em livros didáticos de ciências dos anos iniciais, por meio de uma análise de parâmetros e indicadores de AC no que se refere ao conhecimento biológico. Já os objetivos específicos são: caracterizar o conhecimento biológico constante no ensino de ciências nos anos iniciais presente nos livros didáticos do 1º ao 5º ano do EF e caracterizar possíveis contribuições do conhecimento biológico presente nos livros analisados, para o processo de Alfabetização Científica no contexto escolar. Assim, foi realizada uma pesquisa qualitativa para localizar indícios de textos, esquemas, problematizações/questões e imagens, no contexto do conhecimento biológico em livros didáticos de ciências – anos iniciais (PNLD/2019-2022), para auxiliar o professor no desenvolvimento da AC e no conhecimento biológico de seus alunos. Foi escolhida, para a análise, uma coleção de livros de Ciências Naturais mais votada e adotada no Município de João Pessoa, Paraíba. A metodologia toma como base a Análise de Conteúdo de Bardin, do tipo temática, que consiste em uma das modalidades da análise de conteúdo, com a construção de categorias que nos remete à identificação de verbos e termos de ação dentro das unidades didáticas analisadas e relacionadas ao conhecimento biológico. A análise dos dados pautou-se na orientação teórica fornecida pelos três parâmetros de AC descritos por Shen (1975), considerando apenas a parte textual dos livros, e alguns dos indicadores de AC propostos por Sasseron e Carvalho (2008). A análise do material inicialmente identificou e caracterizou como o conhecimento biológico se faz presente nessas coleções e como definem esse conhecimento.
  • ERCULES LAURENTINO DINIZ
  • ALUNOS VIRTUAIS, PROFESSORES PRESENCIAIS: A NEGAÇÃO DE ELEMENTOS ESSENCIAIS DO ENSINO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO INICIAL DOCENTE A DISTÂNCIA
  • Data: 30/03/2022
  • Hora: 14:00
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  • A formação de professores(as) a distância é um fenômeno repleto de contradições. A principal delas talvez resida na posterior atuação presencial desse sujeito. Optamos por manter certo distanciamento das discussões maniqueístas que envolvem o fenômeno, as quais têm como maior preocupação avaliar a modalidade EaD como positiva ou negativa. Nosso objetivo é compreender a concepção do professor formado na modalidade EaD sobre o seu trabalho no espaço escolar. A tese defendida é: a Educação a Distância, desenvolvida segundo uma lógica capitalista, nega o tempo necessário à socialização e à apropriação dos conteúdos, e as relações humanas durante o processo de socialização do conhecimento como elementos essenciais na formação docente para o trabalho presencial. Amparados no materialismo histórico-dialético, investigamos os limites e as possibilidades de uma formação inicial de professores(as) que, ocorrida em ambientes virtuais, visa capacitar para a atuação em salas de aulas presenciais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que tem nas entrevistas semiestruturadas o instrumento necessário à obtenção das informações junto aos sujeitos. Foram entrevistados(as) dez professores(as) que, egressos(as) da Licenciatura em Ciências Biológicas a Distância da Universidade Federal da Paraíba, se encontram, atualmente, em exercício da docência nas escolas da educação básica. Para responder aos problemas oriundos da prática social, temos como instrumento teórico a hermenêutica crítica, segundo a qual, de acordo com Gamboa (2006), o pesquisador deve obter respostas ao problema apresentado em pelo menos quatro níveis: técnico; metodológico; teórico; e epistemológico. As falas evidenciam, além dos benefícios conferidos pela formação, uma série de inquietações dos(as) professores(as) ao relembrarem os anos de graduação. Os(as) entrevistados(as) destacam o fato de cursarem diversas disciplinas sem contato com o professor; a construção de uma autonomia compulsória; a individualização do processo formativo. A partir de teóricos da Pedagogia Histórico-Crítica, em especial Saviani (2011) e Duarte (1992), buscamos ressaltar a importância da presença do outro no trabalho educativo e denunciamos que, ao negar o encontro entre humanos durante o processo formativo, a Educação a Distância estaria adequada às propostas educativas hegemônicas que visam a valorização do indivíduo em detrimento do coletivo. Conclui-se, portanto, que é de fundamental importância a continuidade da Licenciatura pesquisada como instrumento de formação distante dos grandes centros universitários, mas que esta deve, em vez de negar elementos do ensino presencial, incorporá-los, assegurando um processo formativo onde o tempo necessário à apropriação dos conteúdos e a presença do professor continuem sendo elementos imprescindíveis ao trabalho educativo.
  • KLÉBER NEVES MARQUES JÚNIOR
  • MASCULINIDADES BICHA: TRAJETÓRIAS ESCOLARES DAS BICHAS NO ENSINO MÉDIO.
  • Data: 30/03/2022
  • Hora: 09:00
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  • As formas de viver fora do marco masculino hegemônico, em sua relação direta com os pressupostos da heteronormatividade em suas ferramentas teóricas, simbólicas e práticas, podem reverberar, rearticular e deslocar trajetórias bicha na escola por meio da sua cultura. Dessa maneira, o objetivo geral desse estudo é o de compreender como nas trajetórias escolares de bichas estudantes do Ensino Médio são forjadas as experiências de masculinidades. Para um delineamento mais apurado do que pretendi, desdobrei o objetivo geral nos seguintes objetivos específicos: identificar como as bichas se constituem em meio à heteronormatividade das relações escolares do Ensino Médio; analisar que noções, saberes, atitudes e práticas constituem suas experiências subalternas na vivência escolar no Ensino Médio e; problematizar os sentidos que atribuem às suas trajetórias escolares no Ensino Médio. Situei a pesquisa nos espaços dos Estudos de Masculinidades em suas interfaces com os Estudos de Gênero e os Estudos Culturais. Nessas definições, a dissertação é formada por três eixos temáticos: masculinidades – Raewyn Connell (1995; 2003; 2013; 2016), Elisabeth Badinter (1993); juventudes, gêneros e sexualidades – Juarez Dayrell (2003), Joel Birman (2009), Guacira Lopes Louro (1997; 2000; 2001; 2002; 2020) e; cultura escolar e cultura da escola – Dominique Julia (2001), Jean Claude Forquin (1993); dentre outros/as autores/as. A partir dessa proposta direcionei o estudo para uma pesquisa do tipo qualitativa por meio do estudo de caso, que foi realizada em uma escola da rede pública do município de João Pessoa/PB, com três estudantes que se auto-identificaram como bichas e estavam cursando o Ensino Médio. Utilizei como instrumento de produção de dados a entrevista semiestruturada e as informações produzidas foram sistematizadas por meio dos Núcleos de Significação. Compreendi que a produção social das bichas encontra uma cultura escolar já consolidada em sentidos e lógicas estruturadas na heteronormatividade fazendo com que os sentidos forjados para as masculinidades bicha na cultura da escola guardem a chancela dos códigos culturais de hegemonia sobre ser homem, tendo o Ensino Médio como um lugar fronteiriço para a consolidação de vetores culturais em gêneros e sexualidades na vida das bichas.
  • ANA THAMIRIS BATISTA DE FARIAS
  • O BRINCAR E AS RELAÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL.
  • Data: 29/03/2022
  • Hora: 09:00
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  • O brincar tem significados que são costurados e alinhavados às construções históricas e culturais de gênero e sexualidade, sendo, portanto, uma pedagogia cultural que (re)produz e ensina modos de ser e de agir para os meninos e para as meninas na escola desde a Educação Infantil. Assim, o objetivo geral desta pesquisa foi compreender as concepções das crianças sobre gênero e sexualidade a partir do brincar no contexto da Educação Infantil. A partir desse entendimento, para uma melhor delimitação do estudo, desdobrei o objetivo geral nos seguintes objetivos específicos: identificar quais os significados culturais que as crianças apresentam no brincar e como as questões de gênero e sexualidade se fazem presentes; analisar como são construídas as relações de gênero e sexualidade na Educação Infantil frente ao brincar; analisar como as pedagogias culturais de gênero e sexualidade estão implicadas na construção das identidades das crianças a partir do brincar. Esta pesquisa está localizada no campo dos Estudos de Gênero e Sexualidade em interface com os Estudos Culturais da Educação. Organizei, então, o estudo em três eixos temáticos, ancorados em diversos(as) autores(as), a saber: Educação Infantil e Infância – Àries (1986), Del Priore (2018), Kuhlmann (1998), Didonet (2001), Demartini (2009; 2020), Kramer (2006), Rinaldi (2020); Brincar e Cultura – Kishimoto (2000; 2011), Brougère (2010; 2019) Wajskop (2012), Corsaro (2003; 2009; 2011), Giroux (1994;2001;2013); Steinberg; Kincheloe (2001), Gênero e Sexualidade - Scott (1995), Louro (1997; 2000; 2007; 2014; 2019), Weeks (1999), Felipe (2003; 2004; 2006), Meyer (2013), Finco (2003; 2007; 2010) entre outros(as). Os participantes da pesquisa foram crianças de uma turma da Educação Infantil, a qual foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa. Quanto à abordagem metodológica, trata-se de um estudo qualitativo, por meio da pesquisa participante. Foram utilizados como instrumentos para a geração de dados a observação participante e oficinas pedagógicas. Para a sistematização dos dados gerados, utilizei os Núcleos de Significação, proposto por Aguiar; Ozella (2006, 2013). Os resultados desta pesquisa constituíram três núcleos de significação, que indicam as concepções das crianças por meio do brincar acerca de gênero e sexualidade evidenciando que os brinquedos e brincadeiras desde a Educação Infantil se apresentam como pedagogias culturais, pelos dos múltiplos artefatos corroborando com a (re)produção práticas machistas e sexistas. No entanto, as crianças expuseram mecanismos para transgredir as regras socialmente normatizadas. Dessa forma, o estudo aponta a possibilidade de novos modos de ser e agir em relação às questões de gênero e sexualidade desde o contexto da Educação Infantil.
  • JACSON DE JESUS DA SILVA
  • Entre os becos das memórias e as vielas do silêncio: trajetórias de estudantes negros gays na Universidade Federal da Paraíba
  • Data: 28/03/2022
  • Hora: 14:00
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  • Ser homem “e” negro “e” gay “e” acadêmico apresenta marcas sociais distintas daquelas existentes em outros corpos negros, contudo, elas não são capazes de suprimir o racismo, pelo contrário, abrem brechas para articulações com outras formas de violência, dentre elas a homofobia. Com base nisso, esta pesquisa teve como objetivo: compreender as trajetórias de estudantes negros e gays da/na Universidade Federal da Paraíba-UFPB, articuladas aos seus atravessamentos de raça e sexualidades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, situada no campo dos Estudos Culturais da Educação cujo material empírico foi produzido por meio de entrevistas narrativas online com quatro estudantes negros e gays vinculados à UFPB, que foram analisadas na perspectiva da análise temática. A escrita é inspirada na escrevivência, conforme proposta por Conceição Evaristo. Os resultados das análises apontam para trajetórias que aproximam, sobretudo, pela contiguidades estabelecidas a partir do sentimento de solidão e, por meio dela, das experiências de silenciamentos vivenciadas dentro e/ou fora da universidade. Em determinados momentos, o espaço da UFPB revelou-se como um ambiente hostil e pouco acolhedor, no qual as marcas do corpo antecipavam a construção das relações, dos afetos, das vivências e da permanência de determinados participantes. Por isso, faz-se necessário construir, no ambiente da universidade, estratégias de enfrentamento a todas as formas de discriminação, valorizando este espaço como um espaço de convivência plural e de valorização das diferenças.
  • LORRANA OLIVEIRA NUNES
  • FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO MUNICÍPIO DE IMPERATRIZ – MA (2018-2021)
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA RODRIGUES
  • Data: 25/03/2022
  • Hora: 14:00
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  • No Brasil, o financiamento da Educação Especial é permeado pelas contradições que emergem das disputas travadas pela sociedade de classes e por meio das quais acompanhamos o movimento dialético do Estado, que ora se posiciona em prol dos interesses particularistas da classe dominante, ora busca assegurar o controle social e a acumulação do capital por meio do atendimento das demandas da classe dominada. A partir dessa compreensão, elaboramos a questão que norteou a pesquisa: Como é executado o orçamento público no financiamento da Educação Especial na rede pública municipal de ensino de Imperatriz – MA? Para responder ao questionamento, definimos este objetivo geral: analisar a destinação de recursos financeiros à Educação Especial da rede pública municipal de ensino de Imperatriz – MA, no período de 2018 a 2021. Para isso, elencamos os seguintes objetivos específicos: a) compreender o papel do Estado no financiamento da educação básica no Brasil, como principal responsável pela garantia do direito à educação; b) refletir sobre a Política de Educação Especial e sua implementação no município de Imperatriz, no âmbito do financiamento da educação básica e das diretrizes nacionais, que determinam a inclusão escolar do seu público-alvo; c) investigar o financiamento da Educação Especial do município de Imperatriz, considerando a gestão da dotação orçamentária aprovada no PPA e o montante de recursos financeiros destinados a essa modalidade, no período de 2018 a 2021; e d) discutir sobre as estratégias adotadas pela Secretaria Municipal de Educação de Imperatriz, no âmbito dos limites e das possibilidades da política de financiamento educacional, para assegurar a inclusão escolar dos alunos público-alvo da Educação Especial. Elegemos o materialismo histórico-dialético de Marx (1985, 1996) como método crítico-dialético de análise e interpretação do fenômeno da pesquisa, e nas categorias analíticas/metodológicas (práxis, totalidade, mediação, contradição, historicidade, reprodução, hegemonia, trabalho, Estado, sociedade civil e burocracia) e empíricas/de conteúdo (financiamento, orçamento público, Educação Especial, inclusão/exclusão escolar e parcerias público-privadas), realizamos uma pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas de forma online. Os documentos contábeis, orçamentários e fiscais que foram produzidos entre 2018 e 2021 e analisados na pesquisa foram encaminhados pelo setor de Contabilidade da SEMED (incluindo os dados do SICONFI/Tesouro Nacional) e buscados nos portais online da Prefeitura Municipal de Imperatriz e do SIOPE/FNDE. Os achados da pesquisa revelaram que, entre 2018 e 2021, o total de despesas pagas no Programa Educação Inclusiva superou a dotação orçamentária prevista para o custeio de suas ações. Exceto no ano de 2018, quando os valores de gasto-aluno-ano dos ensinos infantil e fundamental e da EJA foram superiores ao da Educação Especial, entre 2019 e 2021, os valores registrados nas etapas e na EJA foram inferiores aos apresentados pela Educação Especial. As parcerias público-privadas são uma estratégia do município para ofertar a educação. Constatam-se, ainda, dificuldades no acesso aos dados pesquisados; valores divergentes; falta de controle social no planejamento orçamentário e deficiências na publicidade dos atos da SEMED, que comprometem a investigação sobre o financiamento da Educação Especial e nos distanciam de uma práxis transformadora.
  • MARIA ALDA TRANQUELINO DA SILVA
  • PRÁTICA PEDAGÓGICA DISCURSIVA DE PROFESSORES INDÍGENAS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E O FORTALECIMENTO DA CULTURA POTIGUARA-PB
  • Data: 25/03/2022
  • Hora: 09:00
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  • Entende-se a Educação Escolar Indígena e nela a modalidade da EJA como sendo um paradigma educacional ainda recente no cenário brasileiro, permeado por avanços, limites e retrocessos. Nesse contexto, esta pesquisa é trazida com enfoque nos elementos discursivos identificados nas práticas pedagógicas dos professores indígenas que contribuem para o fortalecimento da cultura Potiguara, a qual está localizada no litoral norte da Paraíba. De modo específico, este trabalho propõe: 1) Analisar os dispositivos legais que tratam a EJA e a Educação Escolar Indígena, interseccionando-os com as duas modalidades em questão; 2) Compreender o conceito de prática pedagógica na EJA indígena, e que está presente nos referenciais teóricos que discutem a modalidade em tela, bem como são trabalhados os elementos da cultura indígena na direção do fortalecimento da mesma; 3) Discutir o conceito de culturas indígenas e de cultura indígena Potiguara, os quais são apresentados a partir dos discursos presentes nos dispositivos legais e da literatura existente sobre a Educação Escolar indígena na modalidade da EJA; 4) Sistematizar os elementos pedagógicos encontrados nas práticas pedagógicas discursivas dos professores que atuam na EJA, como meio de fortalecimento da cultura. Para tanto, esta pesquisa está ancorada em autores como: Barcellos (2014), Nascimento (2012), Munduruku (2009), Kayapó (2019), Silva (2017), Silva e Costa (2018), Silva (2020), Soares (2006) e Pimenta (2012), bem como na legislação vigente. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, cujas análise e geração de dados utilizam a vistoria de documentos, entrevistas semiestruturadas, que ocorreram no ano de 2021, com professores indígenas que atuam na EJA, nos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição, no estado da Paraíba. Com relação à análise dos dados, utiliza a Análise Crítica do Discurso preconizada por Fairclough (2016), um instrumento importante para analisar as práticas pedagógicas dos professores em questão, observando como contribuem para o fortalecimento da cultura indígena Potiguara na modalidade da EJA. Como conclusão dos achados dessa pesquisa, ressalta-se a tese de que a educação contextualizada, o protagonismo indígena, a participação, a criticidade e a corporificação da palavra pelo exemplo, a organização e o diálogo são elementos presentes nas ações pedagógicas discursivas, desenvolvidas por professores indígenas na modalidade da EJA, nas escolas das comunidades Potiguara, uma vez que contribuem para o fortalecimento da cultura; constituindo-se numa ação de resistência dessa população no litoral norte da Paraíba, frente aos desafios postos quanto ao enfrentamento de modelos de Educação que tentam homogeneizar, aculturar e integrar a população indígena e, de modo específico, o jovem e o adulto. Nesse percurso, aponta-se a necessidade de fomentar práticas pedagógicas contextualizadas com a cultura indígena, de modo a fortalecê-la na modalidade da EJA, bem como a urgência de novos estudos acadêmicos sobre a modalidade em tela, e de políticas educacionais que discutam, problematizem, reflitam e apontem caminhos para uma Educação Escolar Indígena, na modalidade da EJA, de valorização e respeito às culturas.
  • JORDANIA LIMA BALBINO
  • Carta de formação: relações interpessoais em uma creche pública a partir de uma compreensão simbólica eliasiana
  • Data: 24/03/2022
  • Hora: 14:30
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  • Pensando nas instituições de Educação Infantil entendo que as interações estabelecidas nelas são reflexo do contexto social e cultural que os indivíduos dessa figuração vivenciam. Tendo em vista a atual conjuntura social do país, na qual os conflitos interpessoais estão cada vez mais presentes, é necessário considerar o reflexo das relações interpessoais estabelecidas nesses espaços institucionais para o processo de aprendizagem dessas crianças. Como objetivo geral da pesquisa de dissertação, considera-se investigar como os professores compreendem a influência das relações interpessoais na construção do conhecimento simbólico da criança. Em relação aos objetivos específicos, pretendo: discutir como as relações interpessoais são entendidas nas redes de interdependência escolares, identificar como a dimensão processual da construção da identidade docente constitui a compreensão acerca das relações interpessoais, entender a perspectiva do professor quanto às relações de interdependência na figuração escolar e compreender a influência das relações interpessoais para a constituição da dimensão simbólica da criança. Apresentando uma síntese do desenho da metodologia da pesquisa, proponho uma pesquisa qualitativa baseada na concepção pós estruturalista e dos estudos culturais. Um estudo de caso de uma creche pública onde serão entrevistados cerca de dez professores, por meio de entrevistas semiestruturadas, e análise por meio da sociologia processual de Norbert Elias. A ideia é compreender como as relações interpessoais permeadas nas figurações possibilitam a construção do conhecimento das crianças e como estas figurações influenciam nessa construção do conhecimento, considerando que, ao falar de construção do conhecimento, estou pensando no desenvolvimento simbólico das crianças. Ou seja, a partir das leituras feitas, entendo que essa construção envolve a tríade colocada por Elias em Teoria Simbólica (1994): linguagem, pensamento, conhecimento.
  • ELAINE REIS LAUREANO
  • “APERTEM OS CINTOS... A VIAGEM VAI COMEÇAR”: Movimentos Investigativos com Representações sobre Surdos/as em Piadas do YouTube
  • Orientador : JEANE FELIX DA SILVA
  • Data: 24/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • Diante das novas possibilidades decorrentes da cultura digital, as piadas podem reproduzir ou suscitar diferentes representações relacionadas à surdez e às pessoas surdas. Com base em Foucault (2011), neste trabalho, relaciona-se a vontade de verdade – que diz respeito a temas fabricados em um momento particular da história, e que, sendo, transitória, manifesta-se de forma diluída nos significados, de modo a ser tomada como a própria verdade – às representações em piadas, em particular, em Libras e em Português, que tematizam a surdez, as quais, camufladas pelo humor, ensinam sobre lugares e papéis a serem ocupados pelos/as surdos/as na sociedade. Destarte, baseando-se nas perspectivas dos Estudos Culturais e dos Estudos Surdos, buscou-se visibilizar as disputas culturais em torno da significação que atravessam essas piadas, tendo em vista responder à seguinte questão: de que modo as piadas em Libras e em Português, produzidas/consumidas no YouTube, operam como pedagogias culturais e representam pessoas surdas? Percebe-se que as piadas que tematizam a surdez em Libras e em Português veiculam representações que implicam vontades de verdade distintas. Levando-se em consideração essa problemática, teve-se, então, o seguinte objetivo geral: compreender de que modo as piadas em Libras e em Português, produzidas/consumidas no YouTube, operam como pedagogias culturais e representam pessoas surdas, o qual se desdobrou em quatro objetivos específicos, a saber: i. mapear as representações de surdos/as presentes em piadas postadas no YouTube, no período de 2015 a 2020; ii. identificar a(s) concepção(ões) de surdez e as vontades de verdade que embasa(m) essas piadas; iii. examinar o(s) modo(s) de ser e viver como pessoa surda representados nessas pedagogias culturais; e iv. analisar o consumo dos conteúdos abordados nas piadas, a partir dos comentários dos internautas. Após percorrer o caminho de uma pesquisa qualitativa, do tipo bibliográfica, ancorada na Análise Cultural, confirmou-se o argumento de tese, chegando-se à ideia de que as piadas em Libras e em Português, produzidas/consumidas no YouTube, operam como pedagogias culturais, apresentando lições embasadas em concepções de surdez que marcam as identidades, como a das pessoas surdas; logo, a partir de determinadas visões sociais e culturais, ensinam sobre modos de ser e viver como surdo/a, de acordo com a língua na qual são produzidas. Para tanto, as piadas produzidas em Português retomaram visões cristalizadas em relação aos papéis exercidos e aos lugares ocupados pelas pessoas surdas, representando-as como inferiorizadas em relação às pessoas ouvintes na hierarquia das relações de poder e reforçando a vontade de verdade de que o sujeito surdo é incapaz, por não ouvir, e que sua língua espaçovisual é inferior à língua oral auditiva que predomina em seu país, enquanto as piadas produzidas em Libras, por sua vez, filiadas a uma vontade de verdade antagônica, afirmaram as pessoas surdas, pelo viés da diferença, da identidade e da potencialidade, como um povo que possui língua e cultura próprias. Assim, a pesquisa mostrou que nas piadas produzidas em Português prevaleceram representações embasadas na visão clínica que categoriza a surdez como deficiência, enquanto nas piadas produzidas em Libras predominou a concepção de surdez como diferença cultural.
  • MIRYAN APARECIDA NASCIMENTO DE SOUZA
  • POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO PARA MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE NO ESTADO DA PARAÍBA
  • Data: 24/02/2022
  • Hora: 10:00
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  • O presente estudo se propõe identificar e problematizar as políticas públicas de educação para mulheres privadas de liberdade, tentando fazer correlações com os aspectos ideológicos, políticos e econômicos com os quais as políticas de educação estão imbricadas. Optou-se pelos pressupostos teóricos do materialismo histórico, considerando que as políticas públicas estão permeadas por movimentos dialéticos, relações de causalidade, em uma dinâmica de disputas. O caminho teórico-metodológico toma como referências: Davis (2018); Freire (2015a, 2015b); Gramsci (1999, 2020); Ireland (2011); Julião (2020); Unesco (1997, 2020b); entre outros teóricos. O trabalho tem como objetivo geral averiguar a existência de políticas públicas de educação específicas para mulheres privadas de liberdade. A pesquisa procura identificar as políticas públicas que norteiam as instituições de ensino das penitenciárias e da cadeia feminina da Paraíba. A metodologia é estruturada a partir da pesquisa qualitativa documental e exploratória, com o intuito de ampliar a discussão da temática, tendo como instrumentos de coleta de dados entrevistas semiestruturadas. No que se refere à análise dos dados, tem como suporte procedimental a hermenêutica dialética. A união de ambos neste estudo favoreceu uma análise da universalidade. Os resultados dividiram-se em quatro etapas. A primeira averigua a existência de políticas públicas específicas de educação para as detentas, bem como articula como vem sendo planejada a agenda de educação e seus desafios na cadeia e nas penitenciárias femininas da Paraíba. A segunda baseou-se na identificação das políticas públicas de educação que estão em ação nas escolas investigadas e na construção de reflexões sobre as dinâmicas que estão sendo implementadas. Em seguida, deteve-se na averiguação da existência ou não de avaliação dessas políticas, além de analisar o impacto da pandemia de Covid-19 nas práticas pedagógicas. O terceiro momento das análises e dos resultados trouxe reflexões sobre a formação dos professores, o planejamento pedagógico e as dinâmicas do currículo. A quarta etapa relaciona a sistematização das implicações da relação entre escola, comunidade intramuros e sociedade nas instituições de ensino. Os resultados da pesquisa expõem que há assimetrias de gênero nas políticas públicas de educação ofertadas para as mulheres privadas de liberdade e que se faz oportuno empreender esforços na modificação dessa realidade, seja a universalização do direito à educação em seus diferentes níveis, independentemente das questões de raça, gênero e condição socioeconômica. É indispensável que essas assimetrias sejam corrigidas. Considera-se que a utopia de um projeto social próprio das classes populares é possível, e é emergente criar vias de fazer acontecer esse modelo de sociedade alternativa fundamentada nos interesses populares. A luta pela democratização do direito à educação das mulheres privadas de liberdade é um dos meios possíveis de enfrentamento.
  • FRANCIKELY DA CUNHA BANDEIRA
  • AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO BRASIL E EDUCAÇÃO POPULAR: DAS PRÁTICAS VOLUNTÁRIAS NAS ORGANIZAÇÕES DE BASE AOS SERVIÇOS PERMANENTES NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS
  • Data: 22/02/2022
  • Hora: 14:30
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  • Os atuais Agentes Comunitários de Saúde representam uma síntese de diversas experiências em saúde comunitária emergidas e fortalecidas no país especialmente nas décadas de 1970 e 1980, grande parte delas desenvolvida a partir de iniciativa comunitárias das/nas quais surgiram os primeiros Agentes de Saúde. Em um contexto ditatorial, pós-1964, parte da Igreja cumpriu importante papel na arregimentação e formação política dos Agentes das/nas comunidades de base, através das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs. No Ceará, observaram-se experiências com os chamados Agentes de Saúde desde a década de 1970 e, como consequência, em 1989, o enfrentamento da seca levou à criação do Programa Agentes de Saúde – PAS, no Estado. Paralelo a isto, foram desenvolvidas experiências de saúde comunitária em vários lugares do país a exemplo de Recife e São Paulo – SP. Em 1991, o Ministério da Saúde, com resistências dentro do campo dos profissionais da saúde, reconheceu o potencial das experiências existentes e captou a relevância daquelas experiências e dos diferentes tipos de agentes e institucionalizou o Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde – PNACS em 1991. Diante desse panorama, o objetivo da pesquisa é compreender os processos de institucionalização do Programa Agentes Comunitários de Saúde, a partir de um percurso histórico desde as organizações voluntárias de base ao espaço do Estado, identificando as principais mudanças ocorridas nesses processos. Identificamos experiências em saúde comunitária (aqui entendidas como movimentos instituintes) além de (re)construir as experiências do Ceará, a fim de verificar como se deram os processos que forjaram os agentes e como se desdobraram (entendidos como momento da institucionalização) até o momento da “criação” e consolidação do Programa Nacional de Agentes Comunitários de Saúde em âmbito nacional (entendido como momento do instituído) observando alguns avanços e recuos da evolução histórica dos Agentes Comunitários de Saúde. Temos como pressupostos os conceitos de solidariedade, institucionalização e burocracia. Utilizamos como recurso metodológico a hermenêutica numa perspectiva filosófica tendo em vista a principal preocupação do estudo, a de alcançar compreensão a respeito das orientações que davam sentido aos percursos da categoria. O grande desafio foi compreender os percursos das experiências até sua chegada aos espaços públicos identificando ganhos e perdas à luz da Educação Popular entendida aqui enquanto instrumento de transformação social. A pesquisa mostrou que os ACS têm grande potencial de ação coletiva, e que isso precisa ser fortalecido do ponto de vista do protagonismo popular, como também reconhecido do ponto de vista institucional.
  • DOUGLLAS PIERRE JUSTINO DA SILVA LOPES
  • Apenados, Índios, Mulheres e Negros: A Demodiversidade e as Diferentes Formas de Democracia nos Curso de Licenciatura em Pedagogia e Pedagogia do Campo no campus I da Universidade Federal da Paraíba.
  • Data: 22/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa investiga a prática da Demodiversidade nos cursos de Licenciatura em Pedagogia e Pedagogia do Campo do Campus I da Universidade Federal da Paraíba. Tem como objetivo principal, identificar os diversos contextos, os espaços de conflito, continuidades e descontinuidades, que influenciam a produção do conhecimento para novas práticas democráticas nos cursos de Pedagogia e Educação do Campo do Campus I da Universidade Federal da Paraíba. A pesquisa delimitou como espaço para pesquisa, as produções acadêmicas produzidas nos dois cursos de licenciatura nos últimos dois anos, que abordaram as questões contra-hegemônicas, como gênero, etnicorracial, e das pessoas com privação de liberdade e que evidencia construções de democracias alternativas que façam contraponto e atuam nas linhas abissais, espaços em que o poder hegemônico busca dominar em todos os momentos, para a manutenção do poder do Capital. A pesquisa faz uma análise qualitativa, após triagem de diversas produções, de três trabalhos de conclusão de curso, tanto em Pedagogia, quanto em Pedagogia do Campo e um relato de experiência do meu Estágio Docência I, realizado na disciplina Educação, Economia Popular Solidária e Práticas Associativas. A presente investigação utiliza como fundamentação teórica e metodológica o autor Boaventura de Souza Santos, as aproximações como o pós-colonialismo, dialogando com diversos autores que trabalham a temática das Políticas Educacionais e as relações contra-hegemônicas, preferencialmente com autores da própria UFPB e do Centro de Educação e constrói uma tradução, entre ausências e emergências para uma ecologia dos diversos saberes que influenciam as experiências analisadas. O contexto de Influência de nosso trabalho faz uma análise da atual conjunta política da Educação e das Políticas Educacionais, com o contexto histórico da produção de documentos e normativas em Educação, como o Plano Nacional e o Estadual de Educação e Direitos Humanos e a luta histórica para proteção dos direitos dos povos indígenas, negros e mulheres, que influenciaram diversas leis e políticas como como a Lei N º 10.639/08 e Lei N º 11.645/08 que modificou os currículos de cursos de licenciatura como os dois cursos objeto desta presente investigação. Esta análise dos dados e documentos, em diálogo com os diversos autores aqui trabalhados, evidencia o caráter contra-hegemônico dos cursos de Licenciatura em Pedagogia e Pedagogia do Campo, não buscando, transformar em utopia ou romantismo, nem afirmando que o poder hegemônico não atua nestes espaços, através da prática docente e discente, nem de achar que é fácil o caminho de imaginar novas possibilidades democráticas, mas sim, que é obrigação, com base nos projetos pedagógicos internos e normativas nacionais e internacionais, sempre aperfeiçoar as políticas em educação e dos currículos para uma Universidade que esteja situada no século XII, com suas contradições e demandas específicas e sempre em mutação.
  • RAFAEL FERREIRA DE SOUZA HONORATO
  • A POLÍTICA DE CURRÍCULO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CIDADÃ INTEGRAL PARA O ATENDIMENTO DE ADOLESCENTES E JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
  • Data: 22/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • Esta tese tem como objeto a política curricular do programa Janela para o Futuro, instituída pelo Decreto nº 37.505, de 18 de julho de 2017. Objetívasse analisar a política curricular do Programa de Educação Cidadã Integral para Jovens em Cumprimento de Medidas Socioeducativas no Sistema Socioeducativo da Paraíba. Para tanto priorizei pressupostos teóricos-metodológicos pós-estruturais e pós-fundacionais, afastando-me de um modelo analítico de políticas de currículo centrado no controle do Estado, reconhecendo a complexidade do processo político, a partir do Ciclo Contínuo de Políticas (BOWE; BALL; GOLD, 1992; BALL, 1994, 2014) e da participação dos atores na produção da política através da Teoria da Atuação Política (BALL; MAGUIRE, BRAUN, 2016). Ainda com o intuito de romper com as estruturas e formas que buscam limitar a tradução da política, fiz uso da Teoria do Discurso de Laclau (2011; 2013), Laclau e Mouffe (2015), bem como das teorizações de Mouffe (2005; 2011; 2015) para pensar a política e o político do currículo, em uma perspectiva discursiva, precária e contingente, ou seja, sem um modelo único e predefinido de organizarmos o currículo, mas, percebendo-o como resultado da articulação de uma rede discursiva hegemônica, todavia, contingente. Como fontes empíricas internacionais utilizei a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), Convenção sobre os Direitos da Criança (1989), Regras Mínimas para a Administração da Justiça dos Menores, também chamada Regras de Beijing (1985), Regras para a Proteção dos Jovens Privados de Liberdade, mais conhecidas como Regras de Havana (1990a) e os Princípios Orientadores da ONU para a prevenção da delinquência juvenil, denominadas Regras de Riad (1990b). Entre as normativas nacionais fiz uso da Constituição da República Federativa do Brasil (1988), Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Sistema de Atendimento Socioeducativo (2006; 2012), Diretrizes Nacionais para o atendimento escolar de adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas (2016). Chegando aos documentos estaduais que foram compostos pelo Programa de Educação Cidadã Integral para o Atendimento de Jovens em Cumprimento de Medidas Socioeducativas – Janela para o Futuro (2017) e as Diretrizes das Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas - DECIS (2017) e as entrevistas realizadas com atores que atuaram na produção desta política. Assumir pensar o currículo como construção discursiva, especificamente, a partir da ideia de hegemonia, que tem nas lógicas de equivalência e de diferença seu dinamismo interpretativo, levou-me ao entendimento que o discurso sobre o Programa de Educação Cidadã Integral para Jovens em Cumprimento de Medidas Socioeducativas está marcado pela tentativa de projeção de um currículo concebido para a realidade dos jovens que cumprem medidas socioeducativas em privação de liberdade. Todavia, enquanto discurso, sujeito às articulações hegemônicas escritas que dão à política curricular um dinamismo interpretativo, apresentam um nexo de influências e interdependências que resultam numa interconexão, multiplicidade, e hibridização fruto da combinação das lógicas globais e locais, ou seja, forçando a ideia de uma homogeneização curricular que vem sendo tencionado pela heterogeneidade das especificidades do contexto socioeducativo.
  • SUÊNYA DO NASCIMENTO COSTA
  • AULAS NOTURNAS E ENSINO PRISIONAL: iniciativas de uma educação popular na Parahyba do Norte (1870-1889)
  • Data: 21/02/2022
  • Hora: 14:30
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  • Esta tese tem por objetivo identificar as aulas noturnas enquanto segmento de uma educação popular que buscava a difusão da instrução para o povo na Província da Parahyba do Norte. O marco temporal inicia-se em 1870, devido à publicação da lei nº 400 de 19 de dezembro, que criou as aulas noturnas na província paraibana, e, como marco final, o ano de 1889, marcando o fim do império no Brasil, as mudanças de regime político e, consequentemente, da legislação educacional. Foi pensado esse espaço de tempo para o recorte temporal, porque as escolas noturnas criadas durante a referida década eram percebidas como uma alternativa para escolarização do trabalhador livre, pobre, do liberto e do ingênuo na província paraibana. A partir disso, outros objetivos, de modo mais específico, pretenderam identificar os diferentes conceitos atribuídos à categorias como povo, cidadão e educação popular nos processos de propagação da escolarização; Compreender como os discursos das autoridades procuraram legitimar a criação e organização das aulas noturnas atreladas a um discurso sobre trabalho e formação do “cidadão útil” e analisar como as aulas nas cadeias compuseram, juntamente com as aulas noturnas, um conceito de educação popular que serviu de alternativa pelas autoridades em controlar determinados grupos da população. O argumento de tese é o de que as aulas noturnas serviram como um segmento que proporcionaria uma educação considerada popular segundo os conceitos da época, atrelando instrução e trabalho para formar sujeitos considerados úteis para a sociedade. Os aportes teórico-metodológicos desenvolvem-se num diálogo entre o Contextualismo Linguístico defendido pelo historiador inglês Quentin Skinner (1999, 2005), para tanto o que os sujeitos tinham a intenção de dizer, bem como a maneira com que desejavam que suas ideias fossem tomadas; a História Conceitual preconizada pelo historiador alemão Reinhart Koselleck (1992, 2006), isso com o objetivo de compreender os conteúdos semânticos provenientes de conceitos políticos e históricos do período; e a História Social do Trabalho, pensando as relações de trabalho do contexto histórico Oitocentista, principalmente com as contribuições de Sidney Chalhoub (1986, 1990) e Marcelo Mac Cord (2012). As fontes analisadas abrangem jornais, relatórios, regulamentos, leis, decretos, dentre outros documentos que contribuem para a historiografia da educação ao nos debruçamos sobre o discurso educacional em seus contextos de produção, interpretando com base em vestígios presentes nas fontes analisadas sobre a escolarização de uma parcela específica da população. Assim, apontamos para o debate em torno da escolarização noturna, educação popular e trabalho, além do caráter político da linguagem, que passa a ser compreendida enquanto instrumento utilizado na tentativa de legitimar projetos e ideias, em meio aos debates e embates travados em torno de determinadas temáticas do final do século XIX.
  • MANUELLE ARAUJO DA SILVA
  • DA "SAGRADA FINALIDADE" AOS OMBROS ESMAGADOS DE UMA CLASSE: REPRESENTAÇÕES IMPRESSAS SOBRE A PROFISSÃO DOCENTE A PARTIR DA CAPITAL CEARENSE NOS ANOS 1940
  • Data: 18/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • Esta investigação tem como objeto de estudo as representações sobre a profissão docente, em suas tensões e sinuosidades, a partir do contexto da capital cearense, Fortaleza, nos anos 1940, veiculadas principalmente em quatro tipologias documentais: 1) Impressos periódicos, sobretudo a coluna assinada pelo professor Coelho Sampaio, intitulada Ensino e Educação, seção do matutino diário Gazeta de Notícias, assim como outros jornais da capital cearense em momento coetâneo, a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos (RBEP) e o Almanaque de Fortaleza; 2) Autobiográfica, que consiste na diminuta autobiografia do professor Coelho Sampaio; 3) Oficiais, no exame de reformas e legislações educacionais; 4) Literatura didática, mais especificamente cartilhas e livros de leitura que circularam à época. O recorte temporal da pesquisa pauta-se pelo período de circulação da coluna Ensino e Educação, veiculada entre os anos de 1944 e 1950, somando um montante de aproximadamente 87 textos jornalísticos. Trata-se de uma pesquisa documental, qualitativa, norteada pelos meandros da Nova História Cultural. Em relação aos aspectos metodológicos, destaca-se a premissa norteadora propalada por Jaques Revel e seu conceito de Jogos de Escala. A referida postura metodológica permite operacionalizar os múltiplos ângulos de análise abordados pela investigação, que vão de uma coluna jornalística da capital cearense à conjuntura brasileira, bem como empreende movimento inverso, do macro ao micro. Essa alternância de escalas possibilita investigar a tensão estabelecida entre dois tipos de conceitos direcionados à profissão docente nos anos 1940: uns, mais ligados às ideias de profissão, método, preparo formativo e reivindicações de classe, na contramão de outros mais atrelados à tônica de missão, abnegação, vocação e ao imaginário apostolar como um todo. Este estudo oportuniza a compreensão de que, no contexto espaço-temporal em análise, dentre as múltiplas formas de se representar a docência, os conceitos advindos do ideal missionário/religioso e os conceitos atrelados à profissão/método, apesar de sugerirem interpretações paradoxais, muitas vezes co-existiram em discursos pedagógicos. Ademais, conclui-se que a coluna Ensino e Educação se configurou como espaço destacado de fala e de mediação cultural, em face à acentuada circularidade do jornal Gazeta de Notícias, da abrangência de seu público-leitor que transcendia aqueles que exerciam a profissão docente, do extenso período de publicação do referido espaço colunar, da fundação/adesão à Associação Cearense de Estudos Pedagógicos (ACEP), que partiu da iniciativa de Coelho Sampaio em sua coluna e das réplicas dos pares de profissão aos seus posicionamentos educacionais impressos.
  • SAWANA ARAUJO LOPES DE SOUZA
  • Os Diálogos Interculturais e as Relações Étnico-Raciais na Formação Inicial de Professores: da obrigatoriedade a sua implementação nos cursos de licenciatura da UFPB
  • Data: 16/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • O diálogo intercultural e as relações étnico-raciais na formação inicial de professores vêm sendo incorporado nas políticas educacionais. Diante dessa reflexão, a presente pesquisa apresenta como objetivo geral analisar a obrigatoriedade e a implementação dos diálogos interculturais e das relações étnico-raciais na formação inicial de professores e nos cursos de licenciatura da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Os objetivos específicos são: identificar, nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs), como está estabelecida a obrigatoriedade das relações étnico-raciais e do diálogo intercultural nas políticas educacionais; analisar como os coordenadores e os professores dos cursos de licenciatura da UFPB estão implementando as relações étnico-raciais e do diálogo intercultural na formação inicial de professores; avaliar sobre como os estudantes estão compreendendo os processos de inserção e de implementação das relações étnico-raciais e da interculturalidade dos cursos de licenciatura da UFPB. O estudo apresenta como questão norteadora: como a interculturalidade e as relações étnico-raciais estão sendo inseridas e implementadas nos cursos de licenciaturas da UFPB? Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, pesquisa documental e de uma pesquisa de campo realizada com coordenadores de curso, professores que lecionam os componentes curriculares que discorrem sobre as relações étnico-raciais e o diálogo intercultural e estudantes dos seguintes cursos: Letras (Português, Espanhol, Inglês, Francês), Letras Clássicas, Pedagogia com área de aprofundamento na Educação do Campo e Dança, localizados no campus I, e Pedagogia, no campus IV. O instrumento utilizado nessa investigação foram a entrevista semiestruturada, carta pedagógica e o questionário. Os dados foram analisados com base na análise de conteúdo de Bardin (2011) e no método estatístico da análise fatorial. Além disso, fundamentamo-nos na pedagogia de Paulo Freire. Os resultados obtidos foram: uma caracterização da legislação existente que orienta sobre a obrigatoriedade da temática das relações étnico-raciais e do diálogo intercultural na formação inicial de professores; a identificação de práticas pedagógica exitosas dos docentes, a exemplo das atividades pedagógicas, como o inventário, a confecção de bonecas de Abayomis e exposições de ações desenvolvidas no Hall da Reitoria da UFPB; uma avaliação baseada em três dimensões (motivações para trabalhar com a temática do diálogo intercultural e das relações étnico-raciais, os subsídios fornecidos pelos cursos investigados e a importância atribuída à temática) do processo de implementação do diálogo intercultural e das relações étnico-raciais sob a perspectiva dos estudantes das licenciaturas; e outros. Esses resultados contribuíram para perceber que as relações étnico-raciais e o diálogo intercultural precisam ser expandidos nos cursos de formação de professores por meio da incorporação de mais componentes curriculares, para que a implementação dessa temática possa colaborar para a formação dos futuros docentes. Além disso, quanto mais intensificarmos esse debate, maior será a probabilidade de termos uma educação antirracista e intercultural.
  • ALEXANDRE DE OLIVEIRA FERREIRA
  • FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL: ELEMENTOS DA TENSÃO E DISPUTA NAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS
  • Data: 15/02/2022
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo versa sobre as políticas para a formação docente a partir das disputas e tensões em torno das concepções e anseios para formação docente, com intuito de apresentar apontamentos nas políticas educacionais. Configurando-se como categorias da pesquisa a política, que perpassa e traduz a cultura dominante ao determinar a essência da formação humana por meio da profissão docente; a formação docente como relevante no movimento de transformação social, que tem como premissa primeira uma formação que se encontra com o movimento social e se materializa ao se constituir novas formas para pensar, agir e transformar nosso mundo; à docência como um conceito não só abrangente, mas que se amplia para diferentes esferas na constituição da profissão. Assim, erguem-se como eixos temático-categóricos que estruturam a pesquisa a ser realizada, bem como os caminhos iniciais realizados que foram construídos, tendo em vista os motivos que explicam a problemática pesquisa. As fontes para a investigação são os documentos oficiais que estão destacados na pesquisa a partir de dois entendimentos, que são: fontes primárias e secundárias. As fontes primárias se constituem como a resolução nº 2 de 2015, que institui as Diretrizes Para Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação (BRASIL, 2015) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica e Base Nacional Comum para a Formação de Professores da Educação Básica (BNC-Formação e BNC-Formação Continuada) (BRASIL, 2019 e 2020) e as secundárias são todos os antecedentes históricos das políticas para formação. Os fundamentos teóricos-metodológicos que conduzem esta pesquisa foram escolhidos por compreender que o objeto de investigação se compreende dentro de um processo em que posiciona a profissão docente na luta de classes por ser algo central no materialismo histórico dialético. Por tudo isso, o materialismo histórico dialético oportuniza o desvelamento do objetivo de pesquisa que é em síntese compreender as disputas e tensionamentos nas políticas educacionais que determina visões de mundo, homem e educação cujo têm encontrado espaço nas reformulações políticas para a docência. Constituindo-se o estudo por meio da análise documental como fonte de pesquisa e fomento para refletir as justificativas das ações e pensamentos do projeto direcionado, pelas políticas educacionais no Brasil, à formação de professores.
  • LARISSA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
  • AS AÇÕES AFIRMATIVAS NA PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO: ACESSO, PERMANÊNCIA E PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO NORDESTE
  • Data: 15/02/2022
  • Hora: 09:00
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  • O estudo busca propiciar reflexões sobre as ações afirmativas na pós-graduação tendo como problema de tese: a partir da efetivação das políticas de ações afirmativas na pós-graduação em Educação no Nordeste brasileiro, como se processa o acesso, a permanência e a produção do conhecimento de sujeitos ingressos por políticas de cotas? Como objetivo geral, delimita-se investigar o processo de adoção de cotas na pós-graduação (stricto sensu) nas universidades federais do Nordeste a partir das resoluções das universidades. Essa investigação se desdobra nos seguintes objetivos específicos: analisar as condições de acesso e permanência dos alunos ingressos por cotas na pós-graduação em educação e reconhecer indicativos da produção do conhecimento (dissertações e teses) dos alunos ingressos por cotas na pós-graduação em educação da UFPB. As categorias teóricas dessa tese são: justiça com equidade e capital cultural, já as categorias empíricas são: expansão do acesso à educação superior, ações afirmativas e permanência. Para a construção metodológica, optou-se pela pesquisa qualitativa com a utilização do ciclo de políticas de Ball (2001) e para análises de dados, foi utilizado o fundamento em Yin (2016). No que diz respeito aos procedimentos utilizados, tem-se a revisão da literatura em teses entre os anos 2014 e 2020, a análise documental nas resoluções das universidades federais do Nordeste, como sujeitos da pesquisa têm-se os coordenadores da pós-graduação em educação e dois membros da comissão de cotas da UFPB. Para a coleta de dados foi usado o questionário semiestruturado e a entrevista com roteiro. Como resultados, tem-se que dentre as noves universidades federais do Nordeste, quatro não adotam as ações afirmativas nos processos seletivos de pós-graduação: UFMA, UFC, UFPE e UFRN. Nos questionários, observou-se que todos os coordenadores de pós-graduação em educação concordam com as ações afirmativas, como mecanismo de justiça equitativa. Nas entrevistas, nota-se a necessidade de sistematização de dados da UFPB no que concerne aos alunos cotistas. Na produção (dissertação e teses) discente dos alunos ingressos por cotas do PPGE-UFPB, observa-se que os temas das pesquisas dos alunos perpassam por assuntos das políticas afirmativas. Por fim, salientam-se as contribuições para as discussões de fomento e implementação de políticas afirmativas, visando a uma sociedade justa, equitativa e inclusiva.
  • ISRAEL DIAS DA SILVA FILHO
  • A (IN)VISIBILIDADE SOCIAL E MARGINALIZAÇÃO DAS ETNIAS CIGANAS FRENTE ÀS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: O CASO DO POVO CALON DO MUNICÍPIO DE SOUSA (PARAÍBA)
  • Data: 02/02/2022
  • Hora: 09:00
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  • O tema dessa dissertação surgiu por inquietações pessoais, sociais e científicas ao buscar problematizar o fenômeno da etnia cigana nas políticas educacionais. Sendo o contato com os ciganos/ciganas do município de Sousa-PB, em 2010, a identidade temática e a ausência de estudos sobre a etnia cigana, em nosso Programa de Pós-Graduação (PPGE), elementos impulsionadores, para esta pesquisa. Teve como objetivo geral analisar os processos de (in)visibilidade e marginalização dos ciganos fixados no município de Sousa-PB frente às Políticas Educacionais garantidas na legislação. O percurso metodológico trilhou a partir de uma abordagem qualitativa com métodos de procedimento exploratório, descritivo e histórico, numa perspectiva fenomenológica de Rursserl e da análise do conteúdo, temática (BARDIN, 2009). A perspectiva teórica realizou uma tessitura contextualizada de reflexões e diálogos com os marcos legais das políticas educacionais (BRASIL, 1988; BRASIL, 1994; BRASIL, 2001) e com estudiosos do fenômeno da etnia cigana. Procuramos responder: Quais os processos de (in)visibilidade e marginalização dos ciganos fixados no município de Sousa-PB frente às Políticas Educacionais garantidas na legislação? Os resultados apontaram que as políticas ditas universalistas invisibilizam a etnia cigana, e que algumas políticas focalizadas para os chamados Povos Tradicionais possibilitam orientações para uma educação contextualizada, mas o distanciamento entre o currículo prescrito nas legislações e o ocorrido nas escolas provoca um hiato. A pesquisa de campo apresentou caminhos e descaminhos que apontaram possibilidades de inclusão ou exclusão para a Comunidade Cigana de Sousa/Paraíba.
2021
Descrição
  • PEDRO CARLOS DAS NEVES JUNIOR
  • CURSOS PRESENCIAIS DE PEDAGOGIA NA PARAÍBA: INVESTIGANDO REFERENCIAIS SOBRE EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
  • Data: 16/12/2021
  • Hora: 19:00
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  • Esta pesquisa de mestrado da linha Processos de Ensino-Aprendizagem possui um diálogo teórico com a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, cujo paradigma foi garantido por meio de lutas e movimentos sociais que, aos poucos, foi se materializando em leis, declarações e nos saberes necessários para a formação de professores. Considera-se que, para além de um conhecimento distante e vago sobre inclusão, é necessário que os professores tenham competências para construírem espaços significativos de aprendizagem para os estudantes público-alvo da Educação Especial, com recorte nos com necessidades complexas de comunicação. Desse modo, a Comunicação Suplementar e Alternativa se mostra como um relevante conteúdo para os cursos de formação de professores. O objetivo geral foi: analisar referenciais acerca da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e Comunicação Suplementar e Alternativa, nos cursos de licenciatura em Pedagogia das universidades públicas paraibanas. Os objetivos específicos foram: caracterizar nos cursos investigados referenciais nos projetos pedagógicos de curso e nos componentes curriculares que versam sobre a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e Comunicação Suplementar e Alternativa e identificar, por meio de docentes, conhecimentos e estratégias sobre a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e Comunicação Suplementar e Alternativa em suas práticas pedagógicas. O método utilizado para a pesquisa foi o estudo de casos múltiplos, por sua investigação se dar em sete cursos de Pedagogia. Para a coleta de dados foram selecionados os projetos pedagógicos dos cursos e aplicado um questionário com 22 docentes das instituições públicas de Ensino Superior investigadas. Para a análise dos dados, foi utilizada a Análise de Conteúdo. Os resultados apontaram, sobre a Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que os cursos investigados tratam essa temática em seus Projetos Pedagógicos de Curso e práticas pedagógicas. Contudo, os cursos que evidenciaram mais referenciais sobre o tema foram o curso da Universidade Federal de Campina Grande e o da Universidade Estadual da Paraíba, ambos localizados em Campina Grande. Sobre a Comunicação Suplementar e Alternativa, nenhum dos cursos investigados contemplaram nos Projetos Pedagógicos de Curso essa área de estudo, porém, por meio do questionário, foi identificado que há docentes que trabalham essa temática em componentes específicos da área da Educação Especial, mostrando, portanto, que a Comunicação Suplementar e Alternativa tem, ainda que minimamente, aparecido em cursos de Pedagogia na Paraíba, nas práticas em sala de aula. Desse modo, conclui-se que os cursos investigados precisam oferecer mais componentes curriculares específicos da área da Educação Especial que ofereçam um estudo aprofundado sobre como trabalhar com pessoas com deficiência, como utilizando recursos de Comunicação Suplementar e Alternativa, e também tratarem a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva de forma interdisciplinar em mais componentes básicos do currículo. Essas considerações precisam estar explícitas no Projeto Pedagógico do Curso, por ele materializar e indicar os rumos formativos que o curso trilhará, explicitando, sobretudo, o olhar humanizador e inclusivo que os docentes precisam traduzir em práticas pedagógicas.
  • SUÊNIA ROBERTA FERREIRA DE CARVALHO CUNHA
  • PROCESSOS AVALIATIVOS EM UMA CLASSE DO ENSINO FUNDAMENTAL E NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DURANTE A PANDEMIA
  • Data: 16/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • A partir dos cenários educacionais modificados pelas ações da pandemia do Covid-19, o modelo de ensino remoto tornou-se a opção para continuidade da escolarização dos alunos das escolas públicas do país, no tocante a este estudo, dos alunos público-alvo da Educação Especial. Dessa forma, o presente estudo se insere no âmbito de pesquisas voltadas para o processo avaliativo desses alunos em tempos de pandemia. O objetivo geral foi analisar as concepções e a atuação dos professores do Atendimento Educacional Especializado e do ensino comum no processo avaliativo do aluno público-alvo da Educação Especial no modelo de ensino remoto. Para tanto, a pesquisa contou com uma abordagem qualitativa, realizada com duas professoras, uma do ensino comum e a outra do atendimento educacional especializado, de uma escola pública municipal de uma cidade de grande porte do estado da Paraíba. Os dados foram coletados por meio de observações realizadas no grupo de whatsapp de uma turma de 5º ano, por trocas de mensagens, ligações telefônicas e entrevista semiestruturada com as participantes. Para tratar e analisar os dados utilizou-se a Análise de Conteúdo, na qual possibilitou elementos para discussão e construção das categorias de análises, viabilizando apreciação das mensagens das professoras por meio dos discursos sobre o processo avaliativo dos alunos público-alvo da Educação Especial. Os resultados revelaram percalços e desafios tanto para as professoras quanto para os alunos devido à falta de acesso tecnológico e suporte por parte da família, ocasionando implicações ao processo avaliativo dos alunos. Os dados ainda denotaram que mesmo em um cenário de ensino remoto, a parceria entre as duas professoras se restringiu em comunicações pontuais, trocas de ideias acerca da construção de atividades para os alunos, evidenciando assim, que não houve perspectivas de um ensino colaborativo consistente que englobasse planejamento, estratégias, formas de avaliação e flexibilização curricular. Da mesma forma, percebeu-se que apesar do ensino remoto trazer à tona várias dificuldades e vulnerabilidades, as concepções das professoras são inerentes, independente do cenário escolar, isto é, limitadas e restritas ao modelo médico acerca da deficiência, o que gera estereótipos e restrições para formação de elementos que flexibilizem o currículo, ações e avaliações à aprendizagem dos alunos público-alvo da Educação Especial. Partindo das ponderações apresentadas, se faz necessário refletir sobre a implementação de debates referentes as práticas avaliativas inclusivas, com intuito de romper com concepções avaliativas vinculadas ao viés médico e a mensuração do conhecimento. Além disso, propõe-se a adoção do ensino colaborativo entre as professoras do ensino comum e do atendimento educacional especializado, com o intuito de promover práticas inclusivas, independente do cenário escolar, remoto ou presencial.
  • AMANDA DA ROCHA MOURA
  • EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, CURRÍCULO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA: o educador como instrumento de promoção da emancipação social.
  • Data: 16/12/2021
  • Hora: 10:00
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  • A Educação Ambiental além de institucionalizada por meio de legislação específica, através da Política Nacional de Educação Ambiental, Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999, está se firmando ao longo do tempo enquanto demanda popular. Por outro lado, a prática educativa precisa repensar quais são os elementos de opressão impostos pelo sistema capitalista, enquanto que ao mesmo tempo também deve ser objetivado na Educação Ambiental Crítica estabelecer quais os caminhos metodológicos em sala de aula privilegiam a ação dos sujeitos sobre a realidade que os cerca. As soluções da práxis educativa, neste sentido, acabam por coadunar com os princípios de uma sociedade democrática e inclusiva, herdando da Pedagogia Crítica a base teórico-epistemológica que enxerga a pessoa humana de forma holística. Por essa razão, nesta pesquisa de dissertação, foi objetivado compreender como a Universidade Federal da Paraíba - UFPB aborda os conhecimentos sobre Educação Ambiental Crítica nos cursos de Licenciatura. Para tal, foi utilizado o método de análise de conteúdo das propostas curriculares das seguintes licenciaturas: Pedagogia (Educação do campo), Química, Física, Letras (Português), Letras (Inglês) e Arte da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), selecionadas a partir de amostragem que dialogue com a composição curricular do ensino básico brasileiro. Como resultado, foi identificada uma insuficiência na abordagem da Educação Ambiental no decorrer dos cursos supracitados, uma vez que a difusão desse conhecimento muitas vezes se dá na forma de disciplina optativa, sem sinais observáveis acerca do aprofundamento em formação específica na temática da educação ambiental no decorrer do curso. A partir desses resultados é possível concluir a necessidade da ampliação de espaços para discutir a área da educação ambiental nas licenciaturas, uma vez que o processo formativo desconectado dessa ação pode onerar a vida profissional dos discentes, visto que é obrigatória a sistematização dessa temática na ação laboral futura, bem como a acertada prática teórico-metodológica adotada em sala de aula.
  • JANAINA CORREIA VIDAL ATAIDE
  • A FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM UMA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU PARA A ATUAÇÃO NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
  • Data: 16/12/2021
  • Hora: 09:30
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  • A Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva atravessa um caminho desafiador, sobretudo no Brasil, especificamente, na Paraíba. A dissertação que segue, partiu das inquietações acerca dos desafios encontrados pelo professor do Atendimento Educacional Especializado em sua atuação no cotidiano escolar, problematizando a respeito da sua formação profissional. Tem como objetivo geral analisar a formação de professores em pós-graduação de nível lato sensu para atuação no atendimento educacional especializado e como objetivos específicos: analisar a estrutura curricular de um curso de pós-graduação de nível lato sensu em Atendimento Educacional Especializado; identificar e analisar as percepções dos professores formadores e dos egressos sobre os processos de ensino-aprendizagem de alunos público-alvo da Educação Especial; identificar as percepções dos professores formadores em relação à formação dos professores em um curso de pós-graduação de nível lato sensu para a atuação no atendimento educacional especializado. Para a fundamentação teórica, buscou-se autores que dissertam acerca do atendimento educacional especializado, da formação continuada e do currículo, além do amparo da legislação vigente para todo o processo educacional do país e do estado onde se situa a pesquisa e, especificamente, da legislação em torno da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Para desenvolver a pesquisa, a base metodológica foi o estudo de caso. Inicialmente, foi feita a análise de documento do projeto pedagógico do curso, tendo em vista atender ao objetivo da dissertação. Posteriormente, foi realizada a entrevista semiestruturada com egressos do curso e professores formadores, por meio de um roteiro previamente apresentado aos juízes com conhecimentos na área da Educação Especial, os quais puderam contribuir com a construção do mesmo. Foram estabelecidas categorias e subcategorias e foi dado prosseguimento às análises, o que resultou que, embora a formação continuada teve seus aspectos positivos na percepção dos egressos, a formação de professores em nível lato sensu em Atendimento Educacional Especializado precisa de atualização do currículo para que possa melhor atender às demandas cotidianas da atuação do profissional do Atendimento Educacional Especializado junto ao aluno público-alvo da Educação Especial no sistema regular de ensino.
  • ADJEFFERSON VIEIRA ALVES DA SILVA
  • NAS MARGENS, CURRÍCULOS COM GÊNEROS E SEXUALIDADES: UMA LEITURA A PARTIR DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ESCOLAS ESTADUAIS SITUADAS EM CAMPINA GRANDE - PB
  • Data: 15/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa de doutoramento, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba, inserida na Linha de Pesquisa: Estudos Culturais da Educação, tem como objeto “Currículos com Gêneros e Sexualidades” no âmbito dos anos finais do Ensino Fundamental. Entre as várias instâncias sociais, a Educação tem se destacado, nas últimas décadas, como espaço acirrado de disputas e, nesse contexto, os currículos – na condição de artefatos sociais, culturais, pedagógicos e, também, de gênero e sexualidade – emergem como um dos principais espaços de confrontos. A experiência nos anos finais do Ensino Fundamental tem mostrado que gênero e sexualidade são abordados de forma pontual por docentes implicados política e eticamente com essas temáticas. Nessa mesma direção, levantamento realizado junto a repositórios de pesquisas demonstrou que existem poucos estudos sobre as temáticas nessa etapa de ensino da Educação Básica, ao mesmo passo que não foi encontrado nenhum estudo no/sobre o território paraibano. Desta feita, ancorado nos Estudos Culturais da Educação, em sua perspectiva pós-crítica, nos Estudos Curriculares, Estudos de Gênero e Estudos de Sexualidade, na presente pesquisa questiona-se: se e como as relações de gênero e as sexualidades são abordadas nos currículos do Ensino Fundamental nos seus anos finais em Escolas Cidadãs Integrais (ECI) pertencentes à 3ª Gerência Regional de Ensino (GRE) e localizadas em Campina Grande – Paraíba? Partindo desta questão, tem-se como objetivo central: analisar, a partir de fontes documentais e da perspectiva de professoras e professores, a abordagem das questões de gênero e sexualidade nos currículos do Ensino Fundamental, anos finais, em Escolas Cidadãs Integrais (ECI) de Campina Grande – PB. Parte-se de uma dupla pista: A primeira é de que os documentos da política curricular – em âmbito nacional e estadual – possibilitam a abordagem/problematização das questões de gênero e sexualidades, mesmo que por meio de percursos alternativos/não explícitos. A segunda pista supõe que tomando as possibilidades de abordagem/problematização presentes nos documentos curriculares quanto às questões de gênero e sexualidades, espera-se que professoras e professores materializem/abordem/problematizem tais questões, mesmo que tangencialmente. Ao final das análises conclui-se que os textos da política curricular, em seus diversos âmbitos, e a perspectiva docente possibilitam sustentar que a abordagem/problematização das questões dos gêneros e das sexualidades está fundamentada na legislação educacional brasileira e, associadamente a estes fundamentos legais, existe uma disposição de professores e professoras em abordar a temática da diversidade (de gêneros e orientações sexuais), em que pese o receio que o ambiente de vigilância política, ideológica e moral instalado no país há anos, com especial destaque na Educação. Por tudo isso, esta pesquisa é de caráter qualitativo quanto aos objetivos e procedimentos e aplicada quanto aos resultados. Na produção do material empírico são acionadas estratégias da pesquisa documental no acesso e salvaguarda de documentos da política curricular, além de documentos das rotinas pedagógicas escolares. Produz-se, ainda, questionário online para selecionar docentes familiarizadas/os com a abordagem da temática de gênero e sexualidade, atuantes nas escolas selecionadas; e, por fim, realiza-se entrevistas-episódicas semiestruturadas online com docentes. O material empírico produzido foi analisado a partir da perspectiva da Análise Cultural.
  • JISALINE FAGUNDES RODRIGUES
  • JORNAL O CEARENSE: ANÚNCIOS DE LIVROS DE INSTRUÇÃO E EDUCAÇÃO (1846 A 1856)
  • Data: 15/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho objetivou identificar e analisar os anúncios de livros no jornal O Cearense, no período compreendido entre 1846 a 1856, considerando a circulação de ideias sobre instrução e educação e suas representações para a sociedade. O estudo identificou, por meio dos anúncios publicados nas 986 edições do respectivo periódico, observando o marco temporal estabelecido, os reclames caracterizados “ANNUNCIOS”, organizados em uma seção específica em que se detectou também oferta de livros, aplicando estratégias de divulgação centradas em despertar o interesse da sociedade bem como as intenções de influenciar escolhas pedagógicas por parte das autoridades governamentais e educacionais. Entre as 986 edições analisadas, 786 apresentam anúncios diversos os quais remetem à lógica da sociedade e do governo do respectivo período; em 204 anúncios, consta(m) indicação(ões) de livros de alguns campos de conhecimento – alguns apenas divulgados, outros expressamente recomendados –,observando-se sua concepção teórica e ou metodológica e seu potencial para aplicação à instrução e educação daquele período. A pesquisa articulou diferentes fontes: 1) periódicos com destaque para o jornal O Cearense, disponíveis no site da Biblioteca Nacional; 2) relatórios de presidentes da província; 3) leis que regulamentaram a Instrução, estas localizados em mídia eletrônica (sites oficiais); e 4) bibliografia produzida sobre o tema, disponibilizada em bases de dados oficiais. O apoio teórico e metodológico aplicado à fundamentação da escrita observou as contribuições de Burke (2008), Carr (2002), Foucault (2012), Ginzburg(1989); Chartier (1994, 2014), Almeida (2007), Vilella (2011), entre outros autores cujas concepções foram essenciais para compreender a circulação não só de ideias, a partir do jornal – dispositivo da cultura letrada –, mas também a representação que se pretendia disseminar como ensinamentos para aquela sociedade, com apoio nos livros, naquele momento, divulgados e recomendados para a Instrução Pública, contemplando a ideia de educação e instrução almejados pelo Estado, o Clero e outras lideranças influentes vinculadas às diversas instituições que compunham o cenário social.
  • RAYSSA MARIA ANSELMO DE BRITO
  • FORMAÇÃO CONTINUADA CRÍTICO-COLABORATIVA NA EJA: UMA EXPERIÊNCIA COM ENFOQUE NA INCLUSÃO DE EDUCANDOS COM DEFICIÊNCIAS
  • Data: 15/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • Compreendendo a presença dos estudantes com deficiências na Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas escolas regulares e os desafios originados a partir do paradigma da inclusão educacional, trazemos a presente pesquisa, com enfoque na formação continuada de professores da EJA, para uma educação inclusiva das pessoas com deficiência. Desse modo, essa pesquisa de tese objetiva compreender as contribuições da formação continuada construída de modo crítico-colaborativa aos desafios de uma prática pedagógica inclusiva das pessoas com deficiências na EJA, e para tanto, propomo-nos de forma mais específica a: 1- Compreender as representações discursivas das profissionais da educação acerca das modalidades da EJA e da educação inclusiva, da relação entre elas, assim como suas perspectivas sobre os educandos com deficiência; 2- Identificar as práticas pedagógicas evidenciadas no discurso das educadoras no contexto da formação continuada, analisando-as enquanto inclusivas ou excludentes; 3- Refletir sobre a formação continuada como espaço fecundo para discutir os desafios oriundos de uma EJA inclusiva, observando as práticas discursivas das educadoras mediante este cenário educativo. Para tanto, ancoramo-nos em autores que problematizam e refletem sobre a Educação de Jovens e Adultos, tais como Soares (2006), Silva (2011); sobre a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva a exemplo de Campbell (2009), Mantoan (2015); e no tocante às discussões do campo da Formação Docente, utilizamos, pois, Carvalho (2014), bem como Pimenta (2012), Tardif (2014) entre outros. A pesquisa é caracterizada como uma pesquisa-ação crítico-colaborativa elaborada por meio de uma parceria entre a Universidade Federal da Paraíba e a Secretaria de Educação do Município de Bayeux - PB, sendo esta parceria viabilizada através do projeto de extensão intitulado: “Curso de Formação Continuada - Práticas Inclusivas na EJA”, que ocorreu no ano de 2019 com um grupo formado por professoras, supervisoras e transcritora de braile de diferentes escolas do município. De modo que foram realizados oito encontros formativos, os quais foram gravados e transcritos, caracterizando-se como nossa principal fonte de dados, acrescentando a estes, os materiais produzidos no decorrer da formação, bem como os cadernos de memórias da pesquisadora e das profissionais colaboradoras da pesquisa. Os dados foram analisados sob a ótica da Análise Crítica do Discurso, importante instrumento para analisarmos os discursos, a práxis pedagógica e o processo de formação continuada como cenário de possíveis mudanças visando potencializar o processo inclusivo de jovens e adultos com deficiências no município de Bayeux – PB. Como conclusão da presente pesquisa, ressaltamos a tese de que “a Formação Continuada construída de modo crítico-colaborativa, ao agregar sujeitos de um mesmo cenário educativo, com visões múltiplas sobre a inclusão, contribui para construir respostas coletivas de enfrentamento aos desafios da Escola Inclusiva, bem como ao fomento de práticas pedagógicas inclusivas, especialmente na EJA”, bem como apontamos para a necessidade de novos estudos acadêmicos, assim como de políticas públicas as quais venham a problematizar e refletir sobre a relação da formação docente e os processos inclusivos de estudantes com deficiências na EJA.
  • THAMYRES RIBEIRO DA SILVA
  • Escolas Cidadãs Integral Técnica: atores, sujeitos, influências e a atuação da política em uma Escola localizada no Brejo Paraibano
  • Data: 14/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • O objetivo geral da pesquisa consistiu em compreender a atuação da política de educação integral e de tempo integral nas Escolas Cidadãs Integrais Técnicas (ECITs) Paraibanas. Tal pesquisa encontra justificativa por dedicar-se a estudar um programa que atua em mais de 100 escolas no estado, alterando significativamente aspectos como gestão, currículo e a cultura organizacional das instituições educativas, com participação direta e indireta do setor privado. A partir de uma análise de documentos que tratam sobre o tema Educação Integral, ressaltamos os aspectos históricos, políticos e sociais de cada período, discutindo a reforma do Ensino Médio e como esta mudança embasou o modelo de Educação Integral Paraibana, apontando também as modificações específicas realizadas dentro das ECITs, já que estas se direcionam, além da Educação Integral, ao Ensino Técnico. Apresenta abordagem qualitativa, descritiva quanto aos objetivos traçados e faz uso do método de análise do Ciclo de Políticas de Stephen Ball e Richard Bowe. Através das dimensões contextuais da política de Stephen Ball, Meg Maguire e Annette Braun e por meio das vozes dos sujeitos entrevistados foi possível compreender como a política está sendo interpretada e atuada dentro da instituição, tendo em vista que docentes, estudantes e gestor estão negando e modificando ideias como protagonismo, avaliações, áreas de conhecimento e relações de convivência, que sofrem interferência pela falta de infraestrutura e pelas demandas que são apresentadas.
  • IRIS DAYANE GUEDES LIRA
  • FEMINISMOS EM 280 CARACTERES: O TWITTER COMO ESPAÇO EDUCATIVO
  • Data: 14/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • As diferentes formas de interação social constituídas pelas tecnologias da informação e comunicação, bem como o surgimento e o crescimento das redes sociais digitais, têm sido utilizadas por mulheres e homens para ampliar suas lutas políticas, com intuito de dar visibilidade às suas pautas e, assim, contribuir para a redução das desigualdades de gênero. Um dos espaços virtuais bastante utilizados nesse contexto é a rede social Twitter, que foi o campo empírico desta pesquisa. O Twitter é compreendido como um espaço educativo na medida em que possibilita a construção e a disseminação de conhecimentos, produzindo modos de ser, viver e compreender pautas feministas e de gênero, entre tantas outras. Nesse sentido, esta pesquisa, de perspectiva qualitativa feminista, objetiva compreender como estratégias educativas são acionadas nas pautas feministas postadas no Twitter voltadas a problematizar e denunciar desigualdades entre homens e mulheres e, desse modo, educar sobre as relações de gênero. Do ponto de vista metodológico, utiliza-se a netnografia educacional voltada a abarcar as interações sociais que ocorrem por meio das intervenções tecnologias. Buscou-se, portanto, mapear as pautas feministas mais recorrentes no Twitter, no período de agosto a novembro de 2020, com intuito de identificar de que modo as pautas feministas são utilizadas como estratégias educativas no Twitter e analisar de que modo o Twitter tem se tornado um espaço educativo para atuação político-pedagógica de pautas feministas. A pesquisa, situada no campo dos Estudos Culturais da Educação, sustenta-se nos conceitos de culturas em rede, cibercultura e feminismos, compreendendo-os, particularmente, em suas dimensões educativas. O material empírico foi produzido a partir da observação e de capturas de tela dos trending topics do Twitter, durante um período de quatro meses, e analisado na perspectiva na análise de gênero com lente feminista. A partir da análise do material empírico infere-se que as hashtags com pautas feministas, sejam aquelas que convergem ou que se contrapõem às perspectivas feministas e de gênero educam uma vez em que disseminam conhecimentos culturais, sociais e, também, científicos sobre os feminismos e suas lutas e que, desse modo, pode contribuir para a reflexão e para a modificação de algumas nuances dos sexismos internalizados em nossa sociedade.
  • PRISCILA MORGANA GALDINO DOS SANTOS
  • Uma análise dos atos de Assédio Moral contra as Docentes da esfera pública Municipal de João Pessoa frente ao contexto sócio, político e educacional.
  • Data: 14/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • RESUMO O presente trabalho é um Estudo de Caso realizado entre Docentes que atuam na Prefeitura Municipal de João Pessoa e buscou compreender como elas vivenciam seu cotidiano laboral, face aos atos de Assédio Moral provocados pelos pares ou superiores, sobretudo em relação a fragilidade e até ausência de políticas que as amparem. É perceptível a complexidade do tema, ainda vivenciado com o silenciamento. O tema é preocupante, pois os setores educacionais da esfera pública se apresentam progressistas e defensores de um espaço educacional que promove a cidadania e respeito à diversidade, tendo como livros de cabeceira as obras de Paulo Freire, embora as práticas sejam distantes desses ideais. Dessa forma a Tese, que está sendo construída numa perspectiva qualitativa e descritiva, tem como objetivo geral analisar as práticas de atos de assédio moral realizados contra as Docentes da Esfera Municipal de João Pessoa e como estas compreendem as consequências dessas práticas em suas vidas profissionais e pessoais. Para a motivação deste trabalho de pesquisa, apresentamos o seguinte problema: Como as docentes da Educação básica do município de João pessoa têm vivenciado cotidiano com ações de Assédio Moral realizadas pelos seus pares ou chefes imediatos? Para a realização da comprovação de nossa Tese, apresentamos a seguinte Hipótese: O espaço profissional da Docência tem nas práticas de assédio a perpetuação do poder contradizendo a perspectiva de uma educação humanizadora. Para a realização da pesquisa, buscamos o depoimento de 20 Professoras da Prefeitura Municipal de João Pessoa, as quais foram ouvidas através da Entrevista semi-estruturada, realizadas pelo Google Meet no ano de 2021. Para a análise de dados seguiram-se os passos da Análise de Conteúdo de Bardin. O relato das Docentes foi definido como um elemento de grande importância para os enunciados propostos, pois desde a construção do Projeto de Doutorado supôs-se que elas poderiam romper com a estrutura do medo e silenciamento acerca do Assédio Moral vivenciado em seus momentos iniciais da Docência ou em momentos atuais da rotina pedagógica, na esfera pública municipal e portanto, oferecer uma justa observação sobre as ações e práticas resultantes de uma violência cultural que foi normalizada ao longo dos anos, inclusive dentro de estruturas educacionais. Os resultados obtidos anunciaram o precário preparo dos profissionais (chefes imediatos e pares das Docentes) atuantes do segmento educacional da Prefeitura Municipal de João Pessoa, quanto a identificação e a supressão dos atos de Assédio, assim como execução de uma rotineira naturalização de ações, que percorrem no rol do que é proibido por lei nas relações trabalhistas. Outro elemento percebido na pesquisa é que tais atos se apresentam como um grande entrave sobre a vida das Docentes, as quais estatisticamente, maioria na Educação Básica da Prefeitura Municipal de João Pessoa, se demonstram resilientes face aos atos de violência vivenciados. Elas exercem práticas de defesa e resistência, assim como ressignificam os espaços de trabalho e a sua profissão. A pesquisa sugere o necessário investimento e a forte propagação de reflexões e de ingerências paralelas por parte da Gestão da Prefeitura Municipal de João Pessoa, para que aquilo o que está instituído legalmente, sobre o cotidiano laboral, seja a prerrogativa maior das ações no trato das relações trabalhistas na esfera pública educacional, de forma que valorize a presença das mulheres na docência, tão imprescindível para a promoção de uma sociedade que respeita a cidadania.
  • RAYANE PEREIRA SANTOS
  • BNCC E OS NOVOS DIRECIONAMENTOS PARA OS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO MUNICÍPIO DE SANTA RITA-PB
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA RODRIGUES
  • Data: 14/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a atuação da política de formação continuada para professores da Educação Básica de escolas do campo do município de Santa Rita/PB, a partir da instituição da Base Nacional Comum Curricular. A base epistemológica ancora-se nos estudos de autores que discutem educação do campo, tais como: Arroyo (2012); Molina (2013, 2017) e Caldart (2013). Sobre o tema formação de professores: Gatti (2008); Brzezinski (2008); Dourado (2015); e sobre as políticas da BNCC e BNC-Formação Continuada consultou-se os pesquisadores: Oliveira e Süssekind (2018); Macedo (2017); Rodrigues e Albino (2020) e Freitas (2020). Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa que utiliza como método o estudo de caso. A técnica utilizada foi a entrevista semiestruturada tendo como instrumento um roteiro com tópicos de interesses da pesquisa. Os sujeitos foram: duas professores; uma gestora da escola; uma supervisora; duas coordenadoras da Educação do Campo; duas formadoras e uma coordenadora da Equipe de Estudo e Formação de Professores - EEFORP. O Ciclo de Políticas de Ball e colaboradores (1992, 1994) foi a ferramenta escolhida para a análise dos contextos de Influência, Produção de texto, Prática e os primeiros Resultados e Efeitos da implementação da BNCC. Após as análises dos achados ressaltamos que a atuação da política de formação de professores realizada no município de Santa Rita/PB orienta a utilização de sequencias didáticas a partir das competências e habilidades instituídas pela BNCC; os encontros são organizados desconsiderando as especificidades das escolas independente se do campo ou da cidade; existe uma narrativa de implementação do documento curricular sem reflexão; não há orientações especificas para a modalidade Educação do Campo.
  • MICARLA LOPES DE FARIAS
  • O DISCURSO SOBRE A FUNÇÃO EPISTÊMICA DA IMAGEM VISUAL NO PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO E DO MATERIAL DIDÁTICO
  • Data: 13/12/2021
  • Hora: 15:00
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  • A imagem visual é um artefato cultural, cuja produção acontece pela ação humana. A sociedade contemporânea tornou-se altamente imagética, considerando os variados gêneros de imagem, os diversos lugares e dispositivos no qual ela se faz presente em nosso cotidiano. Além disso, as imagens visuais possuem variadas funções: ilustrativa, mnemônica, decorativa, simbólica e epistêmica. O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) tem sido responsável pela distribuição de livros de forma gratuita e sistematizada. Nos Guias de Livros Didáticos do PNLD, podemos encontrar não somente a resenha dos exemplares, como também os aspectos exigidos pelo programa para a seleção das coleções que serão utilizadas em toda a Educação Básica Pública. Considerando a hipótese de que há imagens com função epistêmica presente no programa nacional de livros, o objeto desta pesquisa é o discurso sobre a função epistêmica da imagem visual no PNLD e a abordagem teórico-metodológica empregada é a Análise Arqueológica do Discurso (Foucault, 2008). Ao mapear os Guias do PNLD, escavar os fragmentos enunciativos que tratam da imagem com função epistêmica, analisamos as suas regularidades e identificamos uma série de correlações que possibilitam conhecer as condições de possibilidade do discurso investigado, assentadas em três séries discursivas: I) a imagem concebida enquanto texto; II) a imagem empregada com finalidades metodológicas; e III) a imagem cumprindo funções epistemológicas.
  • LINDINALVA DE ALCÂNTARA CORREIA
  • A PROFISSIONALIZAÇÃO NA ATUAÇÃO DOCENTE DA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • Data: 13/12/2021
  • Hora: 14:30
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  • A presente dissertação insere-se nas discussões do universo da formação de professores e trata de investigar a profissionalização na atuação docente da Educação Infantil, que tem influenciado pesquisas e debates nesse campo educacional. Este tema emerge da trajetória percorrida pelas próprias experiências profissionais. A pesquisa está orientada no enfoque fenomenológico para compreendermos a percepção docente acerca da profissionalização e suas inter-relações com a atuação. Foi precisamente por valorizar o pensamento do sujeito de maneira singular nas vivências de mundo que fomos levados a trabalhar com um grupo de oito docentes da Educação Infantil do município de João Pessoa-PB, buscando analisar o sentido que emerge da descrição das experiências vivenciadas pelos docentes no contexto da construção da profissionalização. Este estudo tem por objetivo geral compreender a profissionalização na atuação docente da Educação Infantil. Já no que concerne aos objetivos específicos, optamos por analisar como se constitui a profissionalização de professores na Educação Infantil; destacar os elementos construtores da profissionalização docente na Educação Infantil; apontar em que medida a experiência de professores na Educação Infantil é considerada, por eles, um elemento construtor da profissionalização. Adotamos a abordagem qualitativa de cunho exploratório, pois permite maior envolvimento com o objeto de estudo. Quanto a pesquisa empírica, foi realizada com cinco docentes de um CREI e três de uma escola pública municipal de João Pessoa-PB. Para obtenção das informações utilizamos como instrumento de pesquisa: a observação não participante, o diário de campo e a entrevista semiestruturada. Em relação ao método de análise, optamos pela análise de conteúdo, como forma de apreender a realidade, considerando, principalmente, a prática social dos sujeitos. Os dados colhidos por esses instrumentos foram analisados e interpretados pela análise categorial, que consiste em uma das técnicas da análise de conteúdo, e funciona por desmembramento do texto em categorias objetivando desvendar o que está por trás das palavras sobre as quais se debruça. Foi evidenciado que a construção da profissionalização na atuação docente da Educação Infantil apresenta desafios, que possivelmente incide na ausência de elementos importantes para a questão de tornar-se professor/a.
  • JOSE ACLECIO DANTAS
  • PROGRAMA “EDUCAR PRA VALER”: EM TEMPOS DE NEOLIBERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA RODRIGUES
  • Data: 13/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • O tema da pesquisa é “política educacional em tempos de neoliberalismo”, tendo como objeto de estudo o programa “Educar pra Valer, implementado nas turmas de 2º e 5º anos das séries iniciais do Ensino Fundamental na rede municipal de Educação de João Pessoa - PB, a partir do 2º trimestre do ano 2019. A finalidade deste trabalho foi contribuir para os estudos sobre as políticas educacionais que são implementadas nas redes de educação municipais como estratégias para a elevação da qualidade na educação pública e da aprendizagem dos alunos. Esta pesquisa procurou responder a seguinte questão: Quais elementos e estratégias neoliberais podem ser identificadas a partir da implementação do programa “Educar pra Valer” na rede municipal de educação de João Pessoa? O nosso objetivo consistiu em analisar as relações que se estabelecem entre a implementação do programa “Educar pra Valer” nas escolas municipais de João Pessoa e o Neoliberalismo. E para isso objetivamos, especificamente nesse trabalho descrever os processos de implementação do Programa “Educar pra Valer” na Rede municipal de Educação de João Pessoa em 2019; Conhecer a organização, as parcerias estabelecidas e objetivos do programa “Educar pra Valer” no município de João Pessoa e analisar os elementos ideológicos e políticos estabelecidos na mediação entre Neoliberalismo e política educacional a partir da implementação do programa “Educar pra Valer” e suas estratégias de melhoria da “qualidade da educação pública”. Nossa metodologia é norteada pelo método materialista histórico dialético. Iniciamos utilizando uma pesquisa bibliográfica e documental, no qual a técnica principal foi a construção de fichamentos de obra e fichamento de citação. O instrumento utilizado foi o questionário aplicado de forma virtual, composto por 14 questões abertas e fechadas, a 10 docentes do 5º ano do ensino Fundamental. Após a análise dos dados destacamos que a partir do ponto que o programa de uma determinada política pública de educação insere alguns elementos de uma lógica de mercado, expressos numa racionalização do trabalho em sala de aula, milimetricamente medida em minutos relógio; na priorização de alguns conteúdos em detrimento de outros, principalmente ao que tange a metrificação das leituras individuais dos alunos; realiza avaliações externas, sistemáticas e padronizadas e restringe os processos de ensino/aprendizagem a aquisição de habilidades e competências, e o faz norteado por uma parceria com instituições privadas e sob financiamento do capital especulativo e fundos de investimentos da fundação Lemann, que têm a incumbência de determinar os novos parâmetros e rumos da educação sob o discurso da elevação da qualidade na educação pública, está implementando elementos e estratégias Neoliberais na Educação, visando a ampliação da produtividade do trabalho, e assim, a reprodução ampliada do capital.
  • ELIDIANA OLIVEIRA DAS NEVES
  • Experiências de aprendizagem com o cinema para formação humana: percepções dos/as educandos/as nos anos finais do Ensino Fundamental.
  • Orientador : TANIA RODRIGUES PALHANO
  • Data: 13/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa científica insere-se nos estudos sobre educação e cinema, mais especificamente nas práticas pedagógicas no âmbito escolar, motivada por observações de projetos de pesquisa oriundos de interesses dos(as) próprios(as) educandos(as), envolvendo o uso do cinema. Tem como objetivo central analisar as experiências de aprendizagem com o cinema que podem potencializar as práticas pedagógicas direcionadas à formação humana nos anos finais do Ensino Fundamental. Nesse contexto, busca-se responder aos seguintes questionamentos: Como experiências de aprendizagem com o cinema podem potencializar a prática pedagógica direcionada à formação humana dos(as) educandos(as)? Que saberes os(as) educandos(as) reconhecem por meio de experiências de aprendizagem com o cinema? Sendo assim, levanta-se a hipótese de que o cinema, diante da sua singularidade, contribui de maneira significativa na formação do ser humano quando contextualizado à proposta pedagógica da escola, sendo possível os(as) educandos(as) passarem a evidenciar as próprias experiências como experiências de aprendizagens. A metodologia adotada parte de uma abordagem qualitativa, e, visto o caráter subjetivo do fenômeno, além da necessidade de descrição do mesmo e relação com experiência de vida, optou-se pelo enfoque fenomenológico. Sobre os procedimentos, quanto aos fins, trata-se de uma pesquisa de campo exploratória e, quanto aos meios, de caráter bibliográfico, empírica e documental, em que se recorre às fontes oficiais da legislação brasileira, portfólios dos(as) educandos(as), proposta pedagógica, registros e anotações. Para a coleta de dados, realizou-se a observação participante, assim como a análise de documentos e entrevistas semiestruturadas com educandos(as) dos anos finais do Ensino Fundamental. Quanto à interpretação e categorização dos dados, utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin (2016), do tipo categorial. Os dados apontam que o cinema se interliga à proposta pedagógica da escola por meio dos projetos e roteiros de aprendizagem, oficina pedagógica, comitê estudantil e cineclube. Percebe-se o reconhecimento de experiências de aprendizagem pelos(as) educandos(as) relacionadas às questões de percepção de si, do outro e do mundo por meio da criação coletiva e dos vínculos elaborados em situações de aprendizagem provocados pelas experiências com o cinema.
  • ADAH KETHLYN BRAZ
  • O DISCURSO SOBRE A ESPECIFICIDADE EDUCATIVA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR - BNCC
  • Data: 10/12/2021
  • Hora: 14:30
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  • Ancorada no nexo entre educação, visualidade e discurso a presente pesquisa situada na linha dos Estudos Culturais da Educação (ECE), objetivou analisar e descrever o discurso sobre a especificidade educativa das HQs na BNCC no intuito de responder ao seguinte problema central: Quais as condições de possibilidades enunciativas para existência do discurso sobre a especificidade educativa das HQs na BNCC? Para isso, adotou-se a abordagem teórico-metodológica da Análise Arqueológica do Discurso (ADD), proposta por Michel Foucault (2008) em sua obra A arqueologia do saber. Os procedimentos investigativos utilizados seguiram os seguintes passos, sistematizados e adotados por Alcântara e Carlos (2013): mapeamento dos documentos, análise da zona enunciativa do discurso e descrição das séries enunciativas que tecem a ordem do discurso. Apesar das HQs ocuparem um espaço cada vez maior nas pesquisas acadêmicas e por serem um objeto cultural de apreciação e consumo de crianças e adultos, a feitura desta pesquisa justificou-pela necessidade de dar visibilidade discursiva às especificidades educativas desse gênero visual, em particular. Além disso, esse artefato se apresenta com uma função educativa e pedagógica reconhecida e como um conteúdo eleito pela política educacional da BNCC na área de Linguagens a ser inserido de forma obrigatória no currículo escolar da Educação Básica. A fonte primária escolhida para o ponto de partida da análise arqueológica foi a última versão da Base Nacional Comum Curricular (2018), especificamente voltada para os achados referentes à etapa dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ao final do percurso de descrição arqueológica, identificamos que no entrelaçamento discursivo dos domínios dos Direitos humanos, das Artes Visuais e da Língua Portuguesa são forjadas um conjunto de séries enunciativas que entrelaçadas funcionam como condições de possibilidade para o que pode ser dito a respeito da ordem do discurso sobre a especificidade educativa das HQs na BNCC. Sinalizamos também, como resultados de nossa análise a identificação de algumas funções educativas desempenhas pelas HQs encontradas na ordem do discurso em questão, quais sejam: a função artística-experimental, a artística-cultural, a epistêmico-lúdica, a didático-pedagógica interdisciplinar, a semiótica-interativa, a estético-lúdica, a semântico-criativa, a discursiva-comunicativa e a crítico-midiática.
  • PEDRO LÔBO DOS SANTOS
  • MOROMBO’ESARA NHEBO’E: O APRENDER E O ENSINAR DO PROFESSOR INDÍGENA POTIGUARA NA BAÍA DA TRAIÇÃO/PARAIBA
  • Data: 10/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • A presente pesquisa tem como objetivo analisar a formação permanente oferecida aos professores/as indígenas, identificando a sua contribuição à Educação Escolar Indígena do Povo Potiguara-PB a partir da experiência na Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental e Médio Pedro Poti, localizada na Aldeia São Francisco, no município da Baía da Traição-PB. Ancorados na legislação que regulamenta a Educação Escolar Indígena como uma modalidade legítima faz-se necessário dialogarmos com os professores indígenas com seu arcabouço de saberes e práticas que dizem respeito à nossa cultura e tradição, a partir da realidade indígena possibilitando a interlocução dos saberes populares e os saberes científicos, promovendo o direito à diversidade cultural que é patrimônio comum da humanidade. A investigação se configura metodologicamente como pesquisa qualitativa, tendo como fundamentos teóricos a perspectiva da educação popular os estudos de Brandão (2005), Freire (1996), Streck e Esteban (2018), da educação intercultural decolonial com Quijano (2010), Fanon (2015), Santos (2010), Collet (2006) e Candau (2008; 2016 e 2018) e da educação indígena com Munduruku (2002, 2012; 2019), Bonin (2012), Bergamaschi e Silva (2007), Arritu (1995), Barcellos (2012) e Nascimento (2012), Baniwa (2006), além do Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI-1998) e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena (2013). Trabalhamos com a análise documental e a análise temática de conteúdo dialogando com Cellard (2008), Flick (2009) e Bardin (2011). Como resultados, constatamos o protagonismo do coletivo de educadores indígenas, conquistando novas propostas curriculares para as escolas nas aldeias Potiguara da Paraíba. A Educação Escolar Indígena na perspectiva da Educação Popular se apresenta como “inédito viável”, expressão da resistência do nosso Povo através da educação de base política-pedagógica crítica.
  • FELIPE CAVALCANTI IVO
  • HISTÓRIAS DE FORMAÇÃO: ENTRE MEMORIAIS ACADÊMICOS E MEMÓRIAS DE GRADUANDOS DO CURSO DE PEDAGOGIA/CE/UFPB (2006-2016)
  • Data: 09/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • As narrativas de formação possuem potencial de inserirem os educandos em um lugar de reflexão sobre si e também, no que diz respeito aos outros e ao mundo. Dessa forma, coube a este trabalho de dissertação desenvolver um estudo de caráter qualitativo, que visou analisar as histórias de formação docente do curso de Pedagogia/CE/UFPB no período de 2006 a 2016, que corresponde à regulamentação da Resolução nº 64º/2006 até a formação do autor, ou seja, à primeira década dessa grade curricular de formação de professores. Para a realização dessa pesquisa historiográfica, utilizou-se como fontes históricas: os memoriais acadêmicos e as memórias dos professores em formação, incluindo as do próprio autor, interpretadas a partir de quatro categorias conceituais: a concepção de História do Tempo Presente; Representações; Memória e Formação docente. Considera-se que os homens, desde sua origem, sempre tiveram a necessidade de contar seu presente através de histórias, em diferentes tempos e espaços, não distantes dos educadores, que possuem um importante lugar social na formação dos sujeitos e na produção e manuseio do conhecimento, em especial os situados no início do terceiro milênio, quando, como indica Ferreira (2018), é o ápice e a consolidação da escrita da historiografia contemporânea. Nesse sentido, para a elaboração dessa pesquisa, dialogou-se, dentre alguns autores, com: Ferreira (2018), Le Goff (1994), Chartier (1990, 1991), Demo (2002, 2011) e Nóvoa (2013, 2014). Adentrando nos itinerários metodológicos, além da pesquisa bibliográfica, selecionou-se para essa investigação alguns memoriais acadêmicos e entrevistas, essas últimas utilizando os procedimentos da História Oral Temática direcionada à formação de professores. Assim, na investigação realizada através da análise e cruzamento dessas fontes escritas e orais, obteve-se variadas narrações de acontecimentos, fatos e experiências dos graduandos sobre sua experiência formativa, recolhendo-se fragmentos e vestígios das tramas e enredos da educação brasileira na natureza histórica do tempo imediato.
  • WALDELIO PINHEIRO DO NASCIMENTO JUNIOR
  • A espiral de Mnemosine.
Cinema, ditadura militar e educação para nunca mais.
  • Orientador : EDNA GUSMAO DE GOES BRENNAND
  • Data: 07/12/2021
  • Hora: 15:00
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  • A presente tese tem como foco analítico a educação em direitos humanos, na perspectiva da educação para nunca mais. Tem no direito à memória e à informação os elementos fundamentais para pensar o desenvolvimento de processos cognitivos capazes de incentivar a autonomia e a valorização da democracia e da liberdade. A pesquisa recorre ao cinema nacional a fim de pensar, junto com as narrativas fílmicas, estratégias sensíveis voltadas à manutenção da memória e da educação contra a barbárie, as violências e liberdades cerceadas durante os 21 anos do Estado de exceção brasileiro. Como ponto de partida, fez-se necessário investigar as formas de representação social que a sétima arte tem feito das violações e seus perpetradores, sejam militares ou civis aliados. Investigou as formas de representação social que o cinema construiu acerca das violações aos direitos humanos e como seus perpetradores, sejam militares ou civis aliados utilizaram como modus operandi. A amostra utilizada foi composta por produções do gênero de cinema documentário por entender que as mesmas possuem mais vitalidade analítica para compreensão da memória por meio das vozes dos envolvidos no contexto das diversas vivências. A estratégia metodológica para a análise dos documentários selecionados está pautada na Teoria Fundamentada nos Dados, a qual preconiza um diálogo intenso e exaustivo entre o escopo do acervo levantado na coleta de dados e as categorias teórico-analíticas apontadas durante os processos interpretativos dos mesmos. A estratégia em espiral da Teoria Fundamentada foi denominada de Espiral de Mnemosine e adaptada a fim de atender às demandas da análise cinematográfica. Os resultados apontaram que as representações e discursos imagéticos interferem na memória social e que as narrativas fílmicas, enquanto arte, ao representar as diversas violações à dignidade humana, não intenta jogar sal nas feridas abertas, mas lançar luz sobre as mesmas, conduzindo a sociedade a uma necessária e urgente reflexão sobre tais acontecimentos. Foi através dessa espiral que o processo analítico foi conduzido, levando à compreensão da importância de uma Pedagogia da Memória que nos permita construir, através da educação, uma sociedade mais humana e consciente do valor da liberdade e da democracia e comprometida com a formação de crianças e jovens que lutem para que outros horrores não sejam protagonizados em nossa história.
  • KILMA CRISTEANE FERREIRA GUEDES
  • PRÁTICAS EDUCATIVAS DO MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE – MEB: A ALFABETIZAÇÃO/CONSCIENTIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PELAS ONDAS DO RÁDIO (1961-1964)
  • Data: 06/12/2021
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo tem por objetivo analisar as práticas educativas e as estratégias alfabetizadoras desenvolvidas pelo Movimento de Educação de Base - MEB, que promoveram a conscientização e a politização de jovens e adultos pertencentes à classe popular, no recorte de 1961 a 1964. O MEB emergiu em um cenário de efervescência política e ideológica no Brasil e no mundo, tendo sido criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, com o apoio do Governo Federal, oficializado pelo Decreto nº 50.370/1961. Suas atividades foram implementadas por meio de escolas radiofônicas, utilizando “as ondas do rádio” para promover o processo educativo, nas quais professor-locutor, monitor e alunos se esforçavam para superar as barreiras do ensino remoto à época. Em 1963, a cartilha Viver é lutar foi adotada como suporte pedagógico. A história, a memória e o legado do MEB se entrecruzam nas representações de suas práticas educativas, entretanto, percebe-se que, conforme o cenário histórico se modificava, eles foram postos ora em transbordamento, ora em esvaziamento. Para compreender essa dinamicidade e os meandros dessas práticas educativas, esse estudo se debruçou sobre fontes escritas e iconográficas e, especialmente, as produzidas pelo MEB e seus participantes. Utilizou-se como aporte teórico-metodológico os estudos da Teoria da Memória em Le Goff (1990), Halbwachs (1990), Nora (1993) e da Teoria das Representações à luz de Chartier (1988, 1991), em diálogo com a História da Educação de Jovens e Adultos e os estudos de Paiva (2003), Freire (1967, 1987), Fávero (2004, 2006), entre outros. As análises apontaram contribuições, contradições e desdobramentos dessas práticas educativas, configuradas como estratégias de conscientização/politização das massas populares, que colaboram até o momento presente, com a promoção da educação de jovens e adultos, ratificando a importância do MEB para a História da Educação Brasileira.
  • CAMILA DE LOURDES CAVALCANTI PAIVA
  • A CONFIGURAÇÃO DIDÁTICA DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES/AS DA EJA EM COMBATE À LGBTFOBIA
  • Data: 03/12/2021
  • Hora: 09:00
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  • O objetivo deste trabalho de dissertação consiste em delinear a configuração didática das práticas pedagógicas dos/as professores/as da EJA no combate à LGBTfobia. Justifica-se a presente pesquisa mediante o baixo quantitativo de estudos acadêmicos que correlacionam as práticas pedagógicas, a didática, a LGBTfobia e a EJA. Para tanto, foi utilizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, cuja geração de dados se deu por meio da entrevista semiestruturada, com cinco professores/as, os quais se identificavam enquanto docentes, cujas práticas se caracterizavam de forma combativas a LGBTfobia. Estes professores foram selecionados a partir da técnica de snow ball sampling. Como método de análise de dados, neste trabalho foi utilizada a Análise Crítica do Discurso (ACD), pautada nos estudos de Fairclough (2012). Na análise dos dados, os discursos dos/as professores/as sobre o seu papel e o da escola integram um discurso maior que se justifica na manutenção de uma educação tradicional, que enxerga o/a aluno/a como um depósito, o/a qual receberá os conhecimentos possuídos pelo/a professor/a, e ainda, se constitui na ideia heteronormativa de que os assuntos relacionados ao combate a LGBTfobia se resumem em trabalhar as infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), dentre elas a AIDS, ou as diferenças dentro de uma lógica binária dos sexos masculino e feminino, o que limita os trabalhos da temática do combate a LGBTfobia às aulas da disciplina de ciências. Ressaltamos que a EJA é uma modalidade com uma diversidade etária, que abrange jovens, adultos/as e idosos/as, e que assuntos tidos como íntimos ou proibidos, podem e devem ser tratados, visando propagar conhecimentos que lhes serão úteis em suas vidas dentro e fora da escola. Dentre os achados da pesquisa, são ressaltados nas práticas discursivas que a LGBTfobia se constitui enquanto uma ameaça e que, algumas vezes, não é identificada pelo/a professor/a e, em algumas situações, é praticada não apenas pelos/as outros/as alunos/as entre si, mas também pelo/a próprio/a professor/a para com estes/as. O medo de represália e a falta de formação inicial e continuada se apresentam como dificuldade de introduzir a temática nas práticas pedagógicas dos/as professores/as. A configuração didática ressaltada nas práticas discursivas dos sujeitos da pesquisa se evidencia nas práticas pedagógicas que objetivam levar o conhecimento aos/as alunos/as, combater as discriminações e os preconceitos, construir uma consciência cidadã de respeito e desnaturalizar a ideia de que só existem os gêneros e orientações sexuais dentro da lógica heteronormativa. Ressalta-se a necessidade de novos estudos sobre práticas pedagógicas de combate à LGBTfobia, sinalizando enquanto futuros possíveis problemas investigativos, aqueles que observem como essas práticas pedagógicas são trabalhadas nos cursos de formação de professores/as. Por fim, apontamos para a necessidade de novas reflexões/estudos, que confiram visibilidade a essas práticas pedagógicas, de modo a contribuir para construir uma educação pautada no diálogo, no respeito a diversidade e na empatia ao próximo.
  • JANAINA LIMA LUNA RODRIGUES
  • A Extensão Universitária na Perspectiva da Educação Popular e suas contribuições para a formação dos estudantes da Universidade Federal da Paraíba: Possibilidades e Limites
  • Data: 30/11/2021
  • Hora: 10:00
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  • O presente trabalho trata de uma proposta de Extensão Popular da Universidade Federal da Paraíba. Ele tem como objetivo compreender como as ações e práticas pedagógicas desenvolvidas no Projeto de Educação Popular e Atenção à Saúde da Família (PEPASF), entre 2016 e 2020, repercutiram sobre o processo de formação dos estudantes extensionistas, principalmente considerando o ambiente de polarização política do período, que tem como fato marcante a deposição da Presidenta Dilma Rousseff. Algumas das principais categorias do trabalho são, por exemplo, Educação Popular, Extensão Popular, diálogo, libertação e conscientização. Do ponto de vista metodológico, o estudo foi operacionalizado através da realização de entrevistas semiestruturadas com seis estudantes extensionistas do Projeto. O material empírico foi tratado conforme a técnica de análise de conteúdo temático-categorial. Do tratamento do material empírico, resultaram cinco categorias finais que nortearam a abordagem no sentido de se atingir o objetivo geral. Dentre os achados, verificou-se uma ambivalência: ao mesmo tempo que se constatou a contribuição do Projeto para a formação acadêmico-profissional e emancipatória dos estudantes extensionistas, também foram verificados percalços no Projeto e lacunas do ponto de vista da formação crítica no período 2016-2020. Essa situação se acentuou diante das ressonâncias da polarização política que têm degradado a democracia brasileira nesses anos.
  • MARIA ROBERTA DE ALENCAR OLIVEIRA
  • A DESVIANÇA COMO PRODUTORA DE PROTAGONISMOS-OUTROS DE ADOLESCENTES EM CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
  • Data: 26/11/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta tese objetiva investigar o fenômeno da desviança enquanto expressão de um protagonismo-Outro e como ele pode significar resistência e busca por reconhecimento por parte de alunos-adolescentes privados de liberdade no estado da Paraíba, Brasil. Parte do pressuposto que toda realidade social desenvolve-se sob condições objetivas e subjetivas, que condicionam, em última instância, as formações sociais. A problemática de pesquisa envolve a necessária ampliação das análises sobre as características estruturais e normativas da sociedade que podem estar relacionadas ao comportamento desviante, vez que os processos de socialização desses adolescentes caracterizam-se pela vulnerabilidade e exposição a problemas sociais relacionados ao crime e a violência. A lente teórico-epistemológica que orienta o estudo são os Estudos Pós-Coloniais Latino Americanos e a abordagem psicossocial da Teoria Societal, com especial atenção para os processos fronteiriços de construção de protagonismos-Outros. De inspiração etnográfica, o estudo foi realizado em uma unidade socioeducativa do interior da Paraíba, com adolescentes privados de liberdade e associados a grupos ou facções criminosas. Para a produção de dados, realizamos entrevistas semiestruturadas, observação participante e registros no Diário de Campo. Os dados foram submetidos à Análise de Conteúdo e os resultados apontam para o fato de que a desviança pode significar a possibilidade de reconhecimento do adolescente na sua comunidade, o que sugere o exercício de um protagonismo invertido e de resistência, que encontra-se em conflito com a concepção majoritária de protagonismo que propõe a sua adaptação a regras sociais que não fazem parte do seu território social.
  • ANGELICA DE CASSIA GOMES MARCELINO
  • A reforma do ensino médio: tensões e contradições no currículo e na formação de professores
  • Data: 29/10/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa buscou analisar os impactos da reforma do ensino médio nas políticas de formação de professores, embasadas nos parâmetros da administração gerencialista da educação, principalmente, a partir da aprovação da Lei 13.415/2017 que trata da reforma do ensino médio e da Resolução CNE/CP Nº 04/2018 que instituiu a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, estabelecendo mudanças nesta etapa da educação básica a serem implementadas em nível nacional. Destacamos como objetivo geral do estudo, compreender a proposta curricular do ensino médio em Pernambuco elaborada a partir da política nacional para essa etapa do ensino, visando compreender o conteúdo político-pedagógico da proposta para o novo ensino médio, alicerçada nos modelos de gerenciamento da educação por resultados, instaurada no sistema estadual de educação de Pernambuco a partir do princípio da responsabilização. Adotamos como perspectiva teórico-metodológica os referenciais do materialismo histórico-dialético a partir de uma abordagem qualitativa da pesquisa em educação cujo os instrumentos para levantamento de dados foram: a revisão da literatura; levantamento de dados sobre este nível de ensino; análise da legislação, das DCNEM e da BNCC do novo ensino médio. Como base de análise, optou-se pela pedagogia crítica na perspectiva de compreender, para além das aparências do fenômeno educacional, a sua real essência e interesses forjados. Constatamos que o capital vem atuando em âmbito global e impondo uma agenda para a educação, na perspectiva da privatização da educação pública. Esta reforma intensificou os processos de privatização. Nessa lógica, compreendemos que essas mudanças na legislação instituíram a redução da formação básica comum, o estreitamento curricular, a flexibilização da oferta de ensino, a possibilidade do ensino à distância, a formação profissional aligeirada, o aprofundamento da distribuição desigual do conhecimento, ou seja, uma organização curricular que estabelece a histórica dualidade estrutural deste nível de ensino. Constatamos a necessidade de uma formação de professores a partir do contexto e da realidade concreta dos sujeitos, com vistas a refletir as situações-limites que os impedem de avançar nas suas práticas e concepções pedagógicas, como também, buscar construir propostas de formação a partir desses sujeitos em um permanente movimento de ação-reflexão-ação do seu fazer docente, numa perspectiva de constituição de uma práxis pedagógica com base nos referenciais da Pedagogia de Paulo Freire, como proposta contra hegemônica aos parâmetros da formação com base na gestão empresarial-gerencialista de educação.
  • SHEYLENE TATHIANA LAGES DA SILVA
  • OS HERDEIROS DO LIXÃO DO ROGER: contribuições escolares para a relação aluno e pertencimento social
  • Data: 29/10/2021
  • Hora: 10:00
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  • Este estudo visa pontuar a construção de identidades sociais por meio do processo educacional brasileiro, focalizando, especificamente, sujeitos pertencentes a comunidades situadas em periferias de centros urbanos. A presente dissertação configura-se em um estudo sobre a comunidade do Bairro do Roger. Esse grupo social pertence ao bairro que abrigou por décadas (1958-2003) o maior lixão a céu aberto da cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba. O objetivo geral desta pesquisa é: analisar as contribuições escolares relacionadas ao reconhecimento do pertencimento social de crianças e adolescentes herdeiros do antigo Lixão do Roger. Os objetivos específicos são: compreender se há contribuições escolares para que as crianças e adolescentes do Bairro do Roger se relacionem positivamente com o seu pertencimento social. Buscou-se colaborar para a percepção dos entraves socioeconômicos enfrentados pelos moradores locais, pertinentes a sua historicidade, regionalidade e pertencimento. Procurou também, identificar expressões culturais e artísticas que contribuem paralelamente com a formação social das crianças e adolescentes deste lugar. Além disso, tencionou-se perceber como as políticas públicas educacionais estão contribuindo, em contexto subsidiário, como aportes basilares para ações que acolham e respeitem as especificidades comunitárias desse público-alvo. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, documental e com a aplicação de entrevista e questionário. A amostragem populacional delimitada para este estudo compreendeu um número de 35 participantes, sendo 27 pais e/ou responsáveis pelos estudantes, e 08 professore(a)s atuantes em escola do bairro. Os dados foram analisados sob a perspectiva do materialismo histórico e dialético. Os resultados dessa investigação comprovam que existem ações educativas que contribuem para um processo de reconhecimento social e que conta com o apoio de pais e professores, porém, essas ações não mantem uma regularidade adequada à construção de uma reflexão social sólida. Portanto, em tempos neoconservadores a necessidade de desenvolvermos essa pesquisa constatam que os investimentos precisam ser intensificados para que os estudantes tenham acesso a uma melhor educação.
  • GRACILEIDE ALVES DA SILVA
  • ROMPENDO O SILÊNCIO: DIMENSÕES DA EXPERIÊNCIA DE PROFESSORAS/ES SURDAS/OS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
  • Data: 19/10/2021
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho busca escutar pessoas surdas, na condição docente, de modo a contribuir para que seus silêncios não se reproduzam. A problemática originou-se a partir das vivências da professora-pesquisadora, ao observar docentes surdas/os em situações desafiadoras nas escolas autodenominadas inclusivas. Esta inquietação deu origem a esta pesquisa de tese, cujo objetivo geral é analisar as experiências docentes de professoras/es surdas/os em escolas pensadas e planejadas para ouvintes.Especificamente, pretende-se identificar as situações de tensão inscritas em tais experiências; analisar os encantos e desencantos sobre ser docente surda/o em escolas para ouvintes; e problematizar as práticas educativas e sociais ditas inclusivas, vividas por aquelas/es docentes surdas/os, ao conviverem com pessoas ouvintes na escola. Trata-se de uma investigação baseada nos Estudos Culturais da Educação e nos Estudos Surdos, somados a discussões sociológicas sobre condição/trabalho docente e sujeitos socioculturais professoras/es. A materialidade analítica foi produzida a partir das observações e entrevistas narrativas, realizadas em quatro escolas da Educação Básica de João Pessoa-PB; e envolveu seis docentes surdas/os. O período da produção do material empírico ocorreu de outubro a dezembro de 2019. Com este trabalho desenvolveu-se a tese de que as experiências docentes vividas por pessoas surdas, em escolas ditas inclusivas, são constituídas por múltiplas tensões e dão origem a processos de estigmatização e inferiorização e, ao mesmo tempo a busca por reconhecimento. Trata-se de situações e contextos nos quais os/as docentes surdas/os encontram-se na condição de excluídos do interior e de inclusão subalterna, termos de Pierre Bourdieu (1998) e José de Souza Martins (1997), respectivamente.
  • KATHY SOUZA XAVIER DE ARAUJO
  • ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS NO AMBIENTE HOSPITALAR: UM ESTUDO NA PEDIATRIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY
  • Data: 06/10/2021
  • Hora: 09:00
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  • A pesquisa está vinculada à Linha de Políticas Educacionais do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba (CE/PPGE/UFPB). O objetivo central da pesquisa foi conhecer as estratégias educacionais no ambiente hospitalar na pediatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley em João Pessoa-PB. Uma questão preocupante que afeta os índices da educação, trata-se do afastamento de muitos alunos por questões de saúde. Rotineiramente um número expressivo de crianças e adolescentes deixam de frequentar as salas de aula por estarem muitas vezes hospitalizadas por longos períodos. Nessa perspectiva, percebe-se como é importante o trabalho em conjunto da educação e saúde, cujos benefícios podem ocasionar na vida de uma criança e/ou adolescente hospitalizado. Trata-se de uma pesquisa de natureza exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa. O estudo está dividido em duas etapas de construção teórico-metodológica, no primeiro momento foi realizado um levantamento bibliográfico e documental, em prol de um melhor entendimento. Já no segundo momento foi realizada uma pesquisa de campo com aplicação de questionário para maior aprofundamento do objeto de pesquisa. A técnica de coleta de dados deu-se com aplicação de questionário e análise de documentos. Em decorrência da pandemia de Covid-19, reavaliamos alguns pontos da pesquisa e concluímos que seria mais seguro para todas as partes envolvidas realizar a mesma de forma virtual. Sem nenhum prejuízo para o resultado da pesquisa e obedecendo ao documento oficial “Orientações para procedimentos em pesquisa com qualquer etapa em ambiente virtual”, (MS/CNS/CONEP), Brasília, 24/02/2021. Participaram da pesquisa um grupo de 8(oito) pessoas, distribuídas entre profissionais da saúde que atuam na pediatria do HULW, sendo 1 médico(a), 2 enfermeiros(as), e 5 profissionais com graduação e/ou pós-graduação na área de educação que sejam integrantes do projeto “Atendimento psicopedagógico à criança e ao adolescente hospitalizado: trabalho alternativo para o pedagogo” PROBEX-UFPB. A análise dos dados ocorreu através da “análise de conteúdo”, segundo a perspectiva de Bardin (1977). Os principais resultados nos mostram que existe o conhecimento por parte dos participantes da pesquisa à respeito do direito à educação para crianças e adolescentes hospitalizados; Que as estratégias educacionais predominantes na classe hospitalar da pediatria do HULW estão relacionadas à dialogicidade e afeto, ao lúdico e ao uso das tecnologias e que a adequação das estratégias educacionais às necessidades dos alunos/pacientes é fundamental para êxito no processo de ensino e aprendizagem. Os resultados apontaram também que existe relação das estratégias educacionais com a motivação dos alunos/pacientes. Em síntese, a pesquisa sugere maiores estudos e publicações sobre as classes hospitalares e as estratégias educacionais nesse espaço não formal de educação, uma vez que o número de publicações na atualidade ainda é tímido e a escolarização das crianças e adolescentes hospitalizados ou em tratamento domiciliar ainda não se deu de forma efetiva como determinam as leis brasileiras.
  • RAQUEL DO NASCIMENTO SABINO
  • O PROFESSOR AFONSO PEREIRA DA SILVA E A EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO NA PARAÍBA (1954- 1974)
  • Data: 30/09/2021
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo tem por objetivo compreender a atuação do professor Afonso Pereira da Silva na educação paraibana nos anos de 1954 a 1974, período que compreender o ano da criação da Fundação Padre Ibiapina pelo educador e o ano que deixou a direção dessa instituição. Inscrito no campo da abordagem teórico-metodológica da Nova História Cultural, busca estudar o educador a partir dos papeis que desempenhou, da atuação como professor e sua ligação com a esfera cultural, das suas práticas sociais, dos meios e lugares de difusão do conhecimento pelos quais ele circulou. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental a luz de autores que se debruçam sobre a Nova História Cultural: Chartier (1994;2002), Le Goff (1990;2011), Pesavento (2003) e Burke (2005; 2011); e sobre o estudo dos intelectuais Sirinelli (1994; 1998; 2003). Apoiamo-nos na concepção da nova história cultural voltada para a divulgação e recepção dos produtos culturais, dialogando com as categorias: itinerários, redes de sociabilidade e circulação de ideias. Trouxemos um debate acerca do intelectual como objeto/sujeito da pesquisa em História da Educação, situando o professor Afonso Pereira da Silva como um intelectual criador e mediador pela natureza de sua atuação nos espaços de circularidade. Nele apresentamos um recorte biográfico da vida do professor Afonso Pereira da Silva, seus itinerários profissionais e o engajamento do educador na expansão da educação na Paraíba através da criação da Fundação Padre Ibiapina e a instalação de escolas. As principais fontes utilizadas neste estudo foram os relatórios elaborados por Afonso Pereira das atividades da Fundação Padre Ibiapina, seus documentos pessoais, suas produções escritas, Atas da Fundação e correspondências, localizadas no acervo do Arquivo Afonso Pereira na cidade de João Pessoa; outras fontes acresceram o estudo como os jornais que circularam na Paraíba e nos estados vizinhos, a legislação educacional e representações pictóricas, as fotografias. O estudo revelou que através de suas práticas, Afonso Pereira contribuiu com o cenário cultural e educacional da Paraíba, atuando especialmente como um agente na expansão da educação primária e secundária na Paraíba através da instalação de escolas num contexto de acentuada carência da oferta de educação no interior do Estado.
  • STELLA MARCIA DE MORAIS SANTIAGO
  • Trajetórias e experiências de mulheres na reitoria da UFPB
  • Data: 29/09/2021
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa Trajetórias e experiências de mulheres na reitoria da UFPB, lança luz sobre os desafios das mulheres frente às amarras históricas patriarcais que obstaculizam as relações de igualdade entre os gêneros e os engendramentos políticos, quase sempre constituídos como uma demarcação de poder do masculino na sociedade acadêmica. Nesse sentido, tem como objeto de estudo o reitorado de mulheres na UFPB, campo da pesquisa. Para tanto, o estudo parte da seguinte pergunta: Quem são as mulheres que chegaram à reitoria da UFPB e como se deu esse processo para elas? O objetivo central visa compreender as trajetórias e experiências de mulheres em cargos/funções de reitora, vice-reitoras e pró-reitoras da gestão universitária da UFPB a partir dos atravessamentos de gênero, de poder e das aprendizagens nesses lugares. Para isso, torna-se necessário apontar elementos representativos dos atravessamentos de gênero e poder por elas vivenciados institucionalmente; identificar aspectos que configuram a identidade-gestora e as aprendizagens constituídas por estas mulheres nos cargos/funções por elas ocupados; apresentar e analisar as narrativas de suas trajetórias e experiências como mulheres e gestoras. Esta pesquisa qualitativa de abordagem narrativa, utiliza-se como método a história de vida e formação, para contar as trajetórias da vida pessoal e profissional que marcaram o itinerário delas. As entrevistadas são as professoras que atuaram como gestoras, alcançando o patamar mais elevado da gestão universitária da UFPB, na qualidade de reitora, vice-reitoras e pró-reitoras. Para as análises e interpretações utilizamos como fontes principais: entrevistas com seis mulheres, coletando e registrando seus relatos, análise dos seus respectivos currículos, documentos institucionais; tomamos também como referência a pesquisa bibliográfica no que se refere ao recorte da história da educação das mulheres no Brasil. Como resultados da pesquisa, apresentamos as narrativas de suas importantes trajetórias e experiências como mulheres e gestoras, trazendo o debate e a reflexão sobre os atravessamentos de gênero que incidem nas relações de poder por elas vivenciados institucionalmente, delineando aspectos de uma identidade-gestora e evidenciando as aprendizagens nos cargos/funções por elas ocupados na gestão universitária, aliando-se, a análise de aspectos de sua percepção de si, enquanto mulheres-gestoras. Ainda assim, trazemos a contribuição para o campo da História da Educação na Paraíba sobre a participação e a representação das mulheres nesse espaço de decisão e poder, na sociedade acadêmica.
  • CELÂNY TEIXEIRA DE MÉLO
  • EXTENSÃO POPULAR E FORMAÇÃO EM PEDAGOGIA: estudo com base em experiências na Universidade Estadual da Paraíba
  • Data: 27/09/2021
  • Hora: 09:00
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  • Este estudo, vinculado à linha de pesquisa de Educação Popular do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal da Paraíba/UFPB, aborda a Extensão Popular no Curso de Pedagogia na atualidade, tendo como campo empírico a Universidade Estadual da Paraíba/campus – I, em Campina Grande PB. O estudo segue a perspectiva do Materialismo Histórico Dialético. Participaram da pesquisa 05 alunas do Curso de Pedagogia/UEPB/CAMPUS-I que atuaram em projeto de Extensão de Pedagogia de 2018 a 2019. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi organizada para ser realizada em três etapas. A primeira se constituiu em um Pesquisa Bibliográfica nos bancos de produção científica da SciELO e no Portal de Periódicos da CAPES, na busca de trabalhos sobre as perspectivas da Extensão Popular realizados no Curso de Pedagogia. A segunda etapa se constituiu de uma Pesquisa Documental mediante ao acesso de Projetos de Extensão da cota 2018/2019 realizados no Curso de Pedagogia/UEPB, no intuito de localizar nesses a Extensão Popular. A terceira etapa se compôs em uma Entrevista Semiestruturada mediada por seis questões na busca de uma compreensão das potencialidades, dificuldades e desafios da Extensão Popular no Curso de Pedagogia da UEPB. Os resultados obtidos na Pesquisa Bibliográfica foram analisados pela Dialética; os das Pesquisa Documental e Entrevista Semiestruturada foram analisados pelos Núcleos de Significação. A partir da primeira etapa foi possível constatar a carência de publicações que enfoquem a Extensão Popular no Curso de Pedagogia; a segunda, indica que no Curso de Pedagogia da UEPB existem inciativas em alguns Projetos de Extensão perpassada pelos princípios da Educação Popular; a terceira revela que a Extensão Popular impacta na Formação em Pedagogia ao proporcionar um diálogo entre universidade e comunidade de forma horizontal, permeado por teoria e prática no caminhos da práxis, por uma educação problematizadora e libertadora, pela interação de sujeitos na construção de conhecimento, aproximação da realidade do outro e do mundo, culminando para fragilidades no curso quanto a financiamentos em Extensão e a estudos sobre a perspectiva da Educação Popular, o que aponta para desafios de introduzir no Curso de Pedagogia possibilidades de discentes vivenciarem em sua formação experiências de Projetos de Extensão Popular. Acredita-se que este estudo evidenciou a relevância e o significado da Extensão orientada nos princípios da Educação Popular na formação de profissionais em Pedagogia pelas potencialidades de inserção em espaços educacionais marcados por uma relação dialógica da universidade com a sociedade, como também instiga o desafio de caminhos na construção de conhecimento acerca da Extensão Popular e sua realização no Curso de Pedagogia da Universidade Estadual da Paraíba e nas demais Universidades Brasileiras.
  • GISANIA CARLA DE LIMA
  • JUVENTUDE RURAL E PROCESSOS EDUCATIVOS: um estudo de caso sobre as práticas de jovens em assentamentos rurais no Brejo Paraibano
  • Orientador : SEVERINO BEZERRA DA SILVA
  • Data: 23/09/2021
  • Hora: 14:00
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  • A juventude passou a ser percebida como ator social importante para entendermos os impactos das mudanças que estão em curso na sociedade ao longo dos últimos anos representado um “espelho agigantado da sociedade”. A complexidade, os dilemas e as possibilidades de determinados contextos sociais são refletidos nas experiências das juventudes. Conhecer e compreender a contribuição dessas experiências em suas trajetórias tornou-se indispensável, tendo em vista que os jovens vivem um tempo de ser que se constitui com suas práticas, e resguarda uma autonomia conquistada com a participação. Processos educativos de formação social e política são organizados considerando a pluralidade e a diversidade das juventudes presentes em contextos diversos, possibilitando o reconhecimento da condição social dos jovens no mundo rural. Neste trabalho analisamos nas experiências de jovens em três assentamentos rurais do Brejo Paraibano nos processos educativos forjados nos princípios de uma educação emancipadora, a contribuição para o desenvolvimento de práticas de valorização e renovação da vida no campo, considerando a construção de uma identidade de jovem assentado e trajetórias de permanência traçadas por essa juventude. O referencial teórico-metodológico adotado fundamentou-se nas contribuições de Stropasolas (2006), Groppo (2015; 2017), Abramoway (2015), Regina Novaes (2013), Calado (1994, 2007), Brandão (1980, 1986, 2002, 2006, 2013), Gohn (1992, 2004, 2011), Streck (2006, 2013, 2016), Geraldo Leão e Maria Isabel Antunes Rocha (2015), Elisa Guaraná de Castro (2005, 2015), Paulo Freire (1987, 1992, 1996), Edward Palmer Thompson (1981, 1998), entre outros, do qual compreendemos a juventude como categoria social, como ator social no contexto rural, suas ações e projeções a partir dos processos educativos. Com o emprego da abordagem de pesquisa qualitativa optamos caminhar pelo método de estudo de caso, tomando como referências Yin (2001), Minayo (1992), Goldenberg (1997), Stropasolas (2006). Os desafios que se colocaram diante de nós fizeram com que fossemos além do que se apresentava como previsível e costumeiramente dito acerca dessa juventude para encontrar o que criam para acrescentar a sua história de vida, lançando-se ao encontro do excepcional, do extraordinário, do inesperado, do inédito viável. Nas narrativas dos jovens as práticas desenvolvidas revelam trajetórias que expressam a particularidade de suas experiências nesse contexto, e asseguram a existência de um lugar social para a atuação dessa juventude, que garante um sentido de pertencimento. As práticas observadas sinalizaram uma conexão com a concepção de educação presente em alguns processos que os jovens estiveram e estão inseridos. O saber construído nos processos tem o mérito de colaborar para que o jovem não seja desvinculado de sua realidade, mas que possa transformar as relações no cotidiano da atuação profissional, da produção e das sociabilidades nos assentamentos por meio do diálogo e da participação, que possibilitam um esperançar para essa juventude.
  • MICHELE TAVORA JULIO
  • Pedagogia da Branquitude: o branco-discurso hegemônico nos artefatos midiáticos
  • Data: 20/09/2021
  • Hora: 14:00
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  • A branquitude, enquanto identidades raciais dos (as) brancos (as), com suas implicações subjetivas e concretas, atua como reprodutora e reforça o racismo e a discriminação contra as pessoas negras. Uma das características da branquitude é sua falsa neutralidade racial, que contribui para uma falsa cegueira em relação às desigualdades raciais no Brasil, portanto, conhecer as diferentes dimensões de seus privilégios é fundamental. O branco-discurso, objeto da pesquisa, configura-se como uma das dimensões da branquitude, e é compreendido como uma narrativa hegemônica, pois opera a partir da negação dos grupos não-hegemônicos. Compreendendo o discurso como discursos,produzidos em razão das relações de poder, os discursos circulam através das mídias, com suas múltiplas origens, histórias, localizações, complexidades, e em suma, são intertextuais. Desse modo, por meio da análise cultural, debrucei-me em analisar uma das dimensões da branquitude, o branco-discurso, na atualidade, nos instrumentos da TV e internet, em episódios selecionados de programas televisivos brasileiros expressas nos discursos; publicações de sites e redes sociais; e estudos específicos sobre a apresentadora branca brasileira Xuxa Meneghel, para destacar os efeitos produzidos pela mídia e pela constituição do branco-discurso, como ele opera se tomado como uma pedagogia e quais potencialidades pode trazer para o campo dos Estudos Culturais em interface com os Estudos Críticos da Branquitude, e assim atender o objetivo central desta pesquisa. Os resultados dessa pesquisa apontam que a narrativa hegemônica do branco-discurso produz significados de branquitude que configuram na existência de uma Pedagogia Cultural, que assumo chamar de Pedagogia da Branquitude, como um campo de discussões sobre raça e etnia, evidenciando entrelaçamentos subjetivos com acontecimentos reais, das relações étnico-raciais, visto que, vivendo na contemporaneidade, as pessoas não apenas aprendem em um sistema educativo, mas fazem parte de uma sociedade educativa, cujos processos pedagógicos e artefatos culturais e midiáticos permeiam o cotidiano. Esta potência da Pedagogia da Branquitude atua nas experiências dos sujeitos, em seus modos de ser e estar no mundo, na forma com que se relacionam, interagem e constroem suas identidades.
  • ALDAROSA CARTAXO JACOME
  • A AMPLIAÇÃO DEMOCRÁTICA DA UFPB E O DIREITO À EDUCAÇÃO: Uma análise do Programa Nacional de Assistência Estudantil no período de 2010 a 2018
  • Data: 02/09/2021
  • Hora: 14:00
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  • No âmbito das IFES, as políticas de expansão e ações afirmativas emergiram diante dos anseios históricos por um ambiente acadêmico mais inclusivo e justo. A presente tese propôs analisar a trajetória, no período de 2010 a 2018 e a recontextualização do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), como instrumento democrático no processo de expansão da UFPB. A abordagem empregada para a sua realização foi quanti-qualitativa e classificada como do tipo exploratória. Ademais, o trabalho foi fundamentado pela abordagem teórica metodológica do Ciclo de Políticas, ancorados pelos contextos da influência, produção de texto e da sua prática (BOWE; BALL; GOLD, 1992), considerando a repercussão do macro no micro contexto, incluindo a dinâmica da interpretação e tradução dos sujeitos que colocam o programa em ação no âmbito da instituição (BALL; MAGUIE e BRAUN, 2016). Como estratégias de coleta de dados foram adotadas as pesquisas bibliográficas e documentais, bem como a realização de entrevistas semiestruturadas aplicadas aos sujeitos envolvidos com a construção da prática do PNAES localmente, nos perfis de gestão e de servidores dos cargos de psicólogo, assistente social e pedagogo da Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante - PRAPE. Os achados evidenciaram que o contexto de limitação material e de transformação do perfil dos estudantes influenciaram a dinâmica de construção da assistência estudantil na instituição, que implicou no processo de acomodação, prioridades e ajustes necessários ao programa localmente. Ademais, os resultados apontaram que o contexto da produção de texto repercutiu na prática do PNAES. Conclui-se que o PNAES é um instrumento de relevância no atual cenário das IFES, em que a sua continuidade e fortalecimento são imprescindíveis para a sustentabilidade do processo de ampliação democrática afirmado na UFPB.
  • TESSY PRISCILA PAVAN DE PAULA RODRIGUES
  • PEDAGOGIA DOS CORPOS VIVOS: RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO POPULAR, AGROECOLOGIA E CAMPONESES EXPERIENTES DE DIFERENTES GERAÇÕES
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 14:30
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  • Esta pesquisa teve como objetivo central investigar a relação entre camponeses de distintas gerações cujos jovens são oriundos do curso “Residência Agrária Jovem da Paraíba” (RAJ-PB), compreendendo essa relação como processos genuínos de Educação Popular (EP). Tais camponeses tem em comum assumirem a Agroecologia como força-síntese que, vinculada a um projeto societário, nos convida a reconfigurar o metabolismo entre natureza e sociedade. Partindo da pergunta "Quais foram os processos educativos que inspiraram estas juventudes no caminho da Agroecologia?", a tese foi organizada em quatro capítulos. O primeiro capítulo apresenta as raízes e os trilhamentos da pesquisa, cujos procedimentos metodológicos estiveram ancorados nas estratégias da Pesquisa Participante com influência etnográfica. Os instrumentos metodológicos utilizados foram: revisão bibliográfica, pesquisa no arquivo e material oriundos da RAJ-PB produzidos pelos jovens egressos do curso, revisitação dos cadernos de campo e realização de entrevistas semi-estruturadas. As categorias centrais do trabalho, Educação Popular e Agroecologia, são analisadas de maneira relacional no segundo capítulo, onde estão presentes os fundamentos e os nexos entre as mesmas. Esta relação é tratada como potência que pode contribuir para o enfrentamento da necropolítica. A relação entre as noções de juventudes camponesas e camponeses de gerações anteriores são trabalhadas no terceiro capítulo, onde os sujeitos da pesquisa se revelam como camponeses experientes no caminho da Agroecologia. Aspectos históricos acerca dos territórios de produção de vida e o sentido dos sonhos de tais sujeitos e suas interfaces com projetos coletivos emergem como relevantes para reconstrução de nossa memória biocultural. O significado da Agroecologia para os sujeitos da pesquisa, trabalhado no quarto capítulo, revela sentidos comuns, destacando as camponesas, os camponeses, seus ancestrais e a terra como principais sujeitos construtores da mesma. Conclui-se que a relação intergeracional entre camponeses experientes, atravessada por diferentes agentes de mediação no caminho da Agroecologia constrói uma Pedagogia dos Corpos Vivos, pautada pela circularidade dos saberes, em tempos nos quais permanecer vivo se mostra como questão epocal e desafio urgente à espécie humana, ao mesmo tempo em que o desprezo às vidas se descortina como prática sistemática de forças hegemônicas no contexto da atualidade brasileira.
  • SUELY ARAGÃO AZEVÊDO VIANA
  • AUTOAVALIAÇÃO DE UM CENTRO UNIVERSITÁRIO DA PARAÍBA NO CONTEXTO DO SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR: ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES DOS RELATÓRIOS INSTITUCIONAIS (2017-2020)
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta tese está vinculada à Linha de Pesquisa em Políticas Educacionais, no eixo temático sobre Avaliação da Educação Superior, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba (PPGE-UFPB). Tal estudo encontra-se inserido no campo da avaliação institucional da educação superior no Brasil, instituído a partir da publicação da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) visa garantir melhorias na qualidade da educação superior, orientando sua expansão de oferta, ampliando a permanência da eficácia institucional, promovendo o aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições, a partir do respeito à diferença e à diversidade, como também da afirmação da autonomia e da identidade institucional. Assim, o objetivo geral foi analisar os resultados apresentados nos Relatórios de Autoavaliação da IES, a partir da perspectiva das diretrizes do SINAES, para subsidiar a gestão institucional do Centro Universitário – UNIESP. A presente investigação foi pesquisa aplicada, com abordagem qualitativa, e em Com relação aos objetivos, trata-se de pesquisa exploratória. Levando-se em consideração os procedimentos adotados, lançou-se mão de pesquisas bibliográfica, documental e estudo de caso, e os dados coletados foram analisados a partir da Análise SWOT, utilizada como ferramenta para identificar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, que impactam positiva ou negativamente na qualidade da educação no âmbito do UNIESP, sendo que a amostra constitui-se dos quatro Relatórios de Avaliação Institucional Interna (RAAI’s). Este estudo permitiu constatar que a Comissão Própria de Avaliação (CPA) do UNIESP vem realizando a autoavaliação da IES de acordo com as legislações brasileiras vigentes, uma vez que dos cinquenta indicadores traçados pelo SINAES instituídos no ano de 2017, 42 foram contemplados, já no ano de 2018, 37 indicadores foram abordados, em 2019, apenas cinco dos indicadores foram contemplados e no ano de 2020, observou-se que 40 indicadores foram contemplados, predominando assim, a presença dos indicadores contemplados plenamente nos RAAI’s analisados. Os resultados encontrados evidenciaram que a instituição vem apresentando melhorias significativas no processo de ensino-aprendizagem e administrativo, fatos estes que podem ser atribuídos também ao papel efetivo da CPA que permite subsídios para que os gestores identifiquem as fragilidades da instituição e planejem alternativas de superação dos obstáculos encontrados.
  • TESSY PRISCILA PAVAN DE PAULA RODRIGUES
  • PEDAGOGIA DOS CORPOS VIVOS: RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO POPULAR, AGROECOLOGIA E CAMPONESES EXPERIENTES DE DIFERENTES GERAÇÕES
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa teve como objetivo central investigar a relação entre camponeses de distintas gerações cujos jovens são oriundos do curso “Residência Agrária Jovem da Paraíba” (RAJ-PB), compreendendo essa relação como processos genuínos de Educação Popular (EP). Tais camponeses tem em comum assumirem a Agroecologia como força-síntese que, vinculada a um projeto societário, nos convida a reconfigurar o metabolismo entre natureza e sociedade. Partindo da pergunta "Quais foram os processos educativos que inspiraram estas juventudes no caminho da Agroecologia?", a tese foi organizada em quatro capítulos. O primeiro capítulo apresenta as raízes e os trilhamentos da pesquisa, cujos procedimentos metodológicos estiveram ancorados nas estratégias da Pesquisa Participante com influência etnográfica. Os instrumentos metodológicos utilizados foram: revisão bibliográfica, pesquisa no arquivo e material oriundos da RAJ-PB produzidos pelos jovens egressos do curso, revisitação dos cadernos de campo e realização de entrevistas semi-estruturadas. As categorias centrais do trabalho, Educação Popular e Agroecologia, são analisadas de maneira relacional no segundo capítulo, onde estão presentes os fundamentos e os nexos entre as mesmas. Esta relação é tratada como potência que pode contribuir para o enfrentamento da necropolítica. A relação entre as noções de juventudes camponesas e camponeses de gerações anteriores são trabalhadas no terceiro capítulo, onde os sujeitos da pesquisa se revelam como camponeses experientes no caminho da Agroecologia. Aspectos históricos acerca dos territórios de produção de vida e o sentido dos sonhos de tais sujeitos e suas interfaces com projetos coletivos emergem como relevantes para reconstrução de nossa memória biocultural. O significado da Agroecologia para os sujeitos da pesquisa, trabalhado no quarto capítulo, revela sentidos comuns, destacando as camponesas, os camponeses, seus ancestrais e a terra como principais sujeitos construtores da mesma. Conclui-se que a relação intergeracional entre camponeses experientes, atravessada por diferentes agentes de mediação no caminho da Agroecologia constrói uma Pedagogia dos Corpos Vivos, pautada pela circularidade dos saberes, em tempos nos quais permanecer vivo se mostra como questão epocal e desafio urgente à espécie humana, ao mesmo tempo em que o desprezo às vidas se descortina como prática sistemática de forças hegemônicas no contexto da atualidade brasileira.
  • THAIS GOMES DE VASCONCELOS
  • O FÓRUM DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA PARAIBA E SUA ARTICULAÇÃO COM AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS
  • Data: 31/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • Os Fóruns de Educação Infantil são movimentos sociais que atuam em debates e formulações das políticas públicas para crianças de zero a cinco anos de idade no Brasil. Conhecer suas articulações políticas é de suma importância para a política educacional, pela sua atuação em todos estados brasileiros e no Distrito Federal e pela influência que exercem no contexto educacional brasileiro considerando a conquista dos direitos à educação básica e a garantia de seu financiamento, em especial para a primeira infância. Diante dessa constatação, esta dissertação tem por objetivo geral analisar a articulação do Fórum de Educação Infantil do Estado da Paraíba, em relação às políticas educacionais estaduais e nacionais. A pesquisa foi guiada pelos seguintes objetivos específicos: mapear as políticas educacionais para crianças pequenas a partir da Constituição Federal de 1988; conhecer o que são e como atuam os fóruns de Educação Infantil; e historicizar a criação e atuação do FEIPB. Como referencial teórico, as análises foram fundamentadas pelo Ciclo de políticas proposto por Stephen Ball (2014), que consiste em cinco contextos articulados para compreender as políticas educacionais: contexto de influência, contexto de produção de texto, contexto de prática, contexto de resultado e contexto de estratégia. Essa escolha se deu por considerar que esse modelo analítico permite compreender as diferentes fases da formulação e implementação da política educacional. Trata-se de pesquisa qualitativa que se desdobra a partir das análises documentais, bibliográficas, e de entrevistas semiestruturadas realizadas com informantes chaves.
  • MARIA DE LOURDES DE AZEVEDO SOARES
  • O PROGRAMA CRIANÇA FELIZ NA PARAÍBA: LIMITES E POSSIBILIDADES
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • A presente pesquisa objetiva investigar o processo de implementação do Programa Criança Feliz, no estado da Paraíba, procurando analisar seus desdobramentos na relação cuidar-educar das crianças de zero a três anos de idade. Enquanto instrumento de políticas sociais instituído por meio do Decreto n. 8.869, de 5/10/2016, mas alterado pelo Decreto n° 9.579, de 22/11/2018, o Programa Criança Feliz utiliza a intersetorialidade como estratégia para alcançar seus objetivos. Entretanto, desde a sua criação, há muitas críticas por parte dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), apoiados pela Frente em Defesa do SUAS e da Seguridade Social – coletivo formado por trabalhadores, usuários e estudiosos da assistência social. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa qualitativa, documental e exploratória, que recorre à perspectiva dialética para subsidiar o conhecimento e a análise das realidades social e educacional concretas. A pesquisa conclui o seguinte: o Programa Criança Feliz compromete negativamente a profissionalização e os direitos sociais, integrando o processo de retrocesso das conquistas sociais e políticas que teve início no governo conservador e ultraliberal instituído após o golpe de 2016.
  • MARIA DE LOURDES DE AZEVEDO SOARES
  • O PROGRAMA CRIANÇA FELIZ NA PARAÍBA: LIMITES E POSSIBILIDADES
  • Data: 30/08/2021
  • Hora: 09:30
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  • A presente pesquisa objetiva investigar o processo de implementação do Programa Criança Feliz, no estado da Paraíba, procurando analisar seus desdobramentos na relação cuidar-educar das crianças de zero a três anos de idade. Enquanto instrumento de políticas sociais instituído por meio do Decreto n. 8.869, de 5/10/2016, mas alterado pelo Decreto n° 9.579, de 22/11/2018, o Programa Criança Feliz utiliza a intersetorialidade como estratégia para alcançar seus objetivos. Entretanto, desde a sua criação, há muitas críticas por parte dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), apoiados pela Frente em Defesa do SUAS e da Seguridade Social – coletivo formado por trabalhadores, usuários e estudiosos da assistência social. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa qualitativa, documental e exploratória, que recorre à perspectiva dialética para subsidiar o conhecimento e a análise das realidades social e educacional concretas. A pesquisa conclui o seguinte: o Programa Criança Feliz compromete negativamente a profissionalização e os direitos sociais, integrando o processo de retrocesso das conquistas sociais e políticas que teve início no governo conservador e ultraliberal instituído após o golpe de 2016.
  • ANA CLAÚDIA CAVALCANTI DE ARAÚJO
  • Organizações Sociais e gestão escolar nas escolas estaduais da Paraíba
  • Data: 27/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa versa sobre a gestão das escolas estaduais de educação básica pelas Organizações Sociais, no estado da Paraíba. O que se procura neste estudo é compreender o contexto que motivou o redesenho das novas relações entre o público e o privado da educação pública brasileira, destacando-se o quase-mercado e o público não-estatal, que resultou na tendência de dispersão da atividade estatal, no que se refere a oferta educacional, e na concentração dessas atividades nas entidades situadas na esfera da Organizações da Sociedade Civil – OSC, cujas organizações constituem, junto a outros tipos de instituições, o Terceiro Setor, na qual se destacam as Organizações Sociais. Tendo como fundamento teórico e metodológico ao materialismo histórico e dialético, a pesquisa conclui o seguinte: apesar das nobres intenções explicitadas pelas autoridades educacionais do Estado da Paraíba, as parcerias público-privadas concretizadas através de Organizações Sociais ocorridas no mercado educacional, servem para adequar à gestão educacional à ideologia ultraliberal imposta pelas autoridades nacionais após a quebra institucional ocorrida com o golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016.
  • GISANIA CARLA DE LIMA
  • JUVENTUDE RURAL E PROCESSOS EDUCATIVOS: um estudo de caso sobre as práticas de jovens em assentamentos rurais no Brejo Paraibano
  • Orientador : SEVERINO BEZERRA DA SILVA
  • Data: 27/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • A juventude passou a ser percebida como ator social importante para entendermos os impactos das mudanças que estão em curso na sociedade ao longo dos últimos anos representado um “espelho agigantado da sociedade”. A complexidade, os dilemas e as possibilidades de determinados contextos sociais são refletidos nas experiências das juventudes. Conhecer e compreender a contribuição dessas experiências em suas trajetórias tornou-se indispensável, tendo em vista que os jovens vivem um tempo de ser que se constitui com suas práticas, e resguarda uma autonomia conquistada com a participação. Processos educativos de formação social e política são organizados considerando a pluralidade e a diversidade das juventudes presentes em contextos diversos, possibilitando o reconhecimento da condição social dos jovens no mundo rural. Neste trabalho analisamos nas experiências de jovens em três assentamentos rurais do Brejo Paraibano nos processos educativos forjados nos princípios de uma educação emancipadora, a contribuição para o desenvolvimento de práticas de valorização e renovação da vida no campo, considerando a construção de uma identidade de jovem assentado e trajetórias de permanência traçadas por essa juventude. O referencial teórico-metodológico adotado fundamentou-se nas contribuições de Stropasolas (2006), Groppo (2015; 2017), Abramoway (2015), Regina Novaes (2013), Calado (1994, 2007), Brandão (1980, 1986, 2002, 2006, 2013), Gohn (1992, 2004, 2011), Streck (2006, 2013, 2016), Geraldo Leão e Maria Isabel Antunes Rocha (2015), Elisa Guaraná de Castro (2005, 2015), Paulo Freire (1987, 1992, 1996), Edward Palmer Thompson (1981, 1998), entre outros, do qual compreendemos a juventude como categoria social, como ator social no contexto rural, suas ações e projeções a partir dos processos educativos. Com o emprego da abordagem de pesquisa qualitativa optamos caminhar pelo método de estudo de caso, tomando como referências Yin (2001), Minayo (1992), Goldenberg (1997), Stropasolas (2006). Os desafios que se colocaram diante de nós fizeram com que fossemos além do que se apresentava como previsível e costumeiramente dito acerca dessa juventude para encontrar o que criam para acrescentar a sua história de vida, lançando-se ao encontro do excepcional, do extraordinário, do inesperado, do inédito viável. Nas narrativas dos jovens as práticas desenvolvidas revelam trajetórias que expressam a particularidade de suas experiências nesse contexto, e asseguram a existência de um lugar social para a atuação dessa juventude, que garante um sentido de pertencimento. As práticas observadas sinalizaram uma conexão com a concepção de educação presente em alguns processos que os jovens estiveram e estão inseridos. O saber construído nos processos tem o mérito de colaborar para que o jovem não seja desvinculado de sua realidade, mas que possa transformar as relações no cotidiano da atuação profissional, da produção e das sociabilidades nos assentamentos por meio do diálogo e da participação, que possibilitam um esperançar para essa juventude.
  • MICHELLE APARECIDA GABRIELLI BOAVENTURA
  • O TRABALHO DOCENTE EM DANÇA: uma análise crítica desde a formação profissional à atuação na educação básica
  • Data: 27/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo tem como objetivo principal compreender a realidade dos professores de dança de escolas municipais da educação básica de João Pessoa-PB, verificando sua inserção e permanência em seu campo de atuação, bem como suas práticas e condições de trabalho, a partir de uma abordagem que seja problematizadora, crítica e dialógica. Partiu-se da hipótese de tese de que o desconhecimento da dança como profissão de nível superior constitui-se um dos elementos de precarização das condições de trabalho do professor de dança inserido na educação básica. Esta tese foi desenvolvida por meio da pesquisa qualitativa, caracterizando-se como explicativa uma vez que se buscou identificar os fatores que contribuem para que o professor de dança de escolas formais sejam precarizados em seu ambiente de trabalho. A pesquisa se fundamenta no Materialismo Histórico-Dialético, na qual utilizou-se o método dialético para realizar a análise dos resultados. A produção dos dados se deu a partir de entrevista semiestruturada, da aplicação de um formulário sobre o perfil socioeconômico, dados pessoais e trabalhistas dos professores participantes e de um questionário aberto. Os sujeitos desta pesquisa são 11 (onze) professores da área de dança que lecionam para os segmentos da Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Educação de Jovens e Adultos escolhidos a partir do critério de terem ingressado na rede pública municipal de ensino em 2015 a partir do Concurso realizado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa-PB para cargos na Secretaria de Educação e Cultura (Edital nº 01, de 08 de novembro de 2013). Os resultados encontrados demonstram que, ao considerar a perspectiva dialógica e humanista da Educação Popular junto a visão do professor de dança da educação básica, a compreensão de quaisquer atos educativos formais exige pensar como sujeito de ação e que a partir da atuação de cada um constrói-se cenários de disputas de controle social. Tais considerações embasam e qualificam o trabalho educacional, e aí se inclui o professor de dança, visto que a sua inserção e permanência nos postos de trabalho configuram-se como disputas de poder e a precarização das condições de trabalho denotam as visões de mundo que se tem, mas também o mundo que se deseja alcançar, tendo a humanização desses espaços como foco a ser conquistado.
  • EDUARDA LIRA AMORIM
  • Coordenação Pedagógica nas Escolas Cidadãs Integrais: percursos didático-curriculares
  • Orientador : JOSÉ LEONARDO ROLIM DE LIMA SEVERO
  • Data: 23/08/2021
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo investiga a atuação dos/as coordenadores/as pedagógicos/as das Escolas Cidadãs Integrais (ECI) do município de João Pessoa (PB). A pesquisa objetiva analisar a ação desses sujeitos em relação aos processos didático-curriculares na Educação Integral, considerando a expansão dos tempos e espaços formativos característicos das ECIs. Justifica- se o estudo em razão da importância de investigar de que maneira esses/as profissionais têm se posicionado frente a essa nova configuração escolar, analisando como compreendem a Educação Integral e a construção de novos arranjos e possibilidades formativas associadas ao redimensionamento do currículo escolar. Para subsidiar a compreensão acerca da Educação Integral, seu contexto histórico e os desafios didáticos e curriculares presentes nesse modelo trabalhamos com autores/as como Antunes; Padilha (2010), Moll; Branco (2012), Zucchetti, Severo (2020). Para tratar da coordenação pedagógica, contextualizou-se o processo histórico que perpassa sua constituição enquanto função nas escolas, contemplando o processo formativo desses sujeitos e os desafios que lhes são impostos em suas rotinas de trabalho, fundamentando-se em autores/as como Domingues (2009, 2014); Placco, Souza, Almeida (2013); Costa; Teixeira e Carvalho (2015); Almeida, Souza e Placco (2016) e Franco; Macedo (2016) Com relação aos aspectos metodológicos, apresenta uma abordagem qualitativa, amparada pelo método da Teoria Fundamentada nos Dados, defendida por Strauss, Corbin (1990) e Charmaz (2009), que, partindo da coleta e análise de dados, em um processo de comparação constante que permite idas e vindas ao campo, pretende contribuir para a construção de uma teoria que possa aclarar um modelo conceitual que corrobore para elucidar a realidade investigada. Quanto ao enfoque do objetivo, a pesquisa classifica-se como do tipo exploratório em razão de versar sobre um campo relativamente novo e com pouco conhecimento sistematizado. Para coleta de dados, utilizou-se um questionário estruturado aplicado com 21 (vinte e um) coordenadores/as pedagógicos/as, os 13 (treze) primeiros presencialmente e os 8 (oito) restantes de forma virtual em razão da pandemia do novo coronavírus que vivenciamos no momento de realização dessa investigação, inviabilizando o contato presencial. O processo de análise dos dados fundamentou-se nos procedimentos de codificação Aberta, Axial e Seletiva com base na Teoria Fundamentada e com suporte do software Atlas.ti 8.0. Os resultados apontam que a prática dos/as coordenadores/as pedagógicos/as nas ECIs é permeada por desafios que envolvem o excesso de demandas pedagógicas e burocráticas, a necessidade de uma compreensão mais ampla e aprofundada sobre a Educação Integral e a superação dos desafios relacionados ao currículo das escolas que adotam esse modelo e indicam a necessidade de aprofundamento nos estudos acerca do seu exercício profissional de modo a contribuir para uma prática cada vez mais consciente, crítico-reflexiva e transformadora da realidade educacional na qual estão inseridos/as.
  • EDNO PAULINO DE LUNA
  • PROCESSO DE JUVENILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ENTRE OS ANOS DE 2000 E 2019: UM ESTUDO NA ESCOLA JOAQUIM BRAZ PEREIRA - MUNICÍPIO DE SOBRADO/PB
  • Data: 19/08/2021
  • Hora: 14:30
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  • O presente estudo está voltado para o diálogo sobre o processo de juvenilização da Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas décadas iniciais do milênio (2000 a 2019), tendo como panorama o sistema escolar público do município de Sobrado, na Zona da Mata paraibana e os respectivos alunos do Ensino Fundamental II da modalidade EJA como sujeitos da pesquisa. Para tal, traçamos como objetivos: delinear uma análise crítica da história da EJA no contexto brasileiro; elencar os dados colhidos nas atas da Escola Joaquim Braz Pereira (EJBP), Ensino Fundamental II nos últimos 20 anos (2000-2019) e, por fim, tecer considerações acerca das ações da gestão municipal da EJA. Tomando como referencial para realizar e analisar este estudo as contribuições teórico metodológicas da educação popular no Brasil Nesse rumo, apresentamos um estudo de caso inserido no marco referencial da teoria crítica marxiana, com abordagem documental a partir da leitura das atas da escola referenciada como amostra essencial de um contexto, também direcionada pelos objetivos.
  • DANIELA MEDEIROS DA SILVA
  • Na trama do Arquivo: a trajetória de Edvaldo de Sousa do Ó (1929 – 1993)
  • Data: 28/07/2021
  • Hora: 14:30
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  • Esta tese tem por objetivo central dissertar sobre o itinerário do economista paraibano Edvaldo de Souza do Ó e suas redes de sociabilidades construídas ao longo de sua trajetória no contexto da Educação de Ensino Superior da cidade de Campina Grande (PB), nos anos 1950, 1960, 1970 e 1980. O caminho investigativo percorreu seus arquivos pessoais, encontrados na Fundação Edvaldo do Ó e na Granja Solidão, estando neles incluída sua biblioteca, na qual está depositado todo o seu acervo particular, desde documentos, livros e fotografias, até anais do periódico Gazeta do Sertão. Tomam-se Sirinelli (1998; 2003) e seus conceitos sobre sociabilidades, redes e microclima intelectual como fundamentos a partir das tramas e teias discursivas por onde Edvaldo do Ó passou, deixando marcas e contribuições enquanto intelectual campinense a partir das relações que construiu. Nessa esteira, procura-se tecer interpretações quanto à participação deste personagem enquanto intelectual campinense atuante no meio educacional, fazendo uma relação com o desenvolvimento da cidade. As relações de sociabilidade eram marcadas pela elite urbana e intelectual campinense, formadas não só pelos graduados, mas também por comerciantes, descendentes de oligarquias rurais e políticos. Era nesse cenário que Edvaldo do Ó estava inserido e idealizava projetos voltados para a urbanização, com o intuito de incentivar uma rápida industrialização e posteriormente de reconhecer e transformar a cidade de Campina Grande em um polo educacional. Diante disso, a presente tese enuncia como Edvaldo do Ó consolidou-se como intelectual engajado, empenhado no desenvolvimento de sua cidade nos aspectos da realidade educacional campinense a partir de sua trajetória de produção intelectual.
  • ERICA LIRA ALBUQUERQUE DE LIMA
  • A IDENTIDADE SOCIAL DE JOVENS DE ORIGEM POPULAR: APROXIMAÇÕES COM A EDUCAÇÃO POPULAR NOS PROJETOS PET/ CONEXÕES DE SABERES DA UFPB
  • Data: 02/07/2021
  • Hora: 09:00
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  • Este estudo tem como objetivo analisar como os jovens bolsistas descrevem a construção da sua identidade social a partir da interação com as ações da Educação Popular nos projetos PET/Conexões de Saberes da UFPB (Campus I). A identidade social, no trabalho, é entendida como dizendo respeito à origem de classe, à pertença étnica e a condição de gênero. Metodologicamente, a pesquisa define-se como qualitativa. Os principais aportes teóricos do estudo são oriundos, por exemplo, dos conceitos de Educação Popular, autonomia, identidade social e origem popular. Metodologicamente, a pesquisa define-se como qualitativa, tendo sido realizadas seis entrevistas com bolsistas dos Projetos PET/Conexões de Saberes (Campus I), de tipo semiestruturada, em modalidade on-line através da plataforma Google Meet. Os dados foram examinados conforme o modelo de análise de conteúdo temático-categorial. Dentre os resultados aos quais se chegou, é possível assinalar que a identidade social, em suas diversas dimensões, pode ser construída, fortalecida e ressignificada através das modalidades de socialização da Educação Popular (onde o conceito de autonomia faz par com o de diálogo), bem como mediante o seu enfoque cognitivo, trabalhando a construção do conhecimento e da aprendizagem de forma compartilhada. Ou seja, a base teórico-prática (a práxis) da Educação Popular proporciona aportes para a configuração da identidade social. Os achados da pesquisa também revelaram que os Projetos PET/Conexões de Saberes, que são fundamentos na Educação Popular, contribuíram para que os bolsistas refletissem e encontrassem sentido de pertencimento quanto à classe social, etnia e gênero. Entre as considerações conclusivas, enfatiza-se que o trabalho ampliou o repertório das discussões e reflexões sobre Educação Popular e identidade social, além de ter dado visibilidade a uma experiência comprometida com a emancipação das classes populares.
  • BEATRIZ XAVIER MACEDO DA LUZ BISNETA
  • EDUCAÇÃO SUFOCADA: OS IMPACTOS DA COVID-19 NAS ATIVIDADES EDUCACIONAIS DE UNIDADES PRISIONAIS BRASILEIRAS
  • Data: 30/06/2021
  • Hora: 14:30
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  • Em meados de março de dois mil e vinte, o mundo passou a conviver com os desdobramentos da pandemia do novo coronavírus. Os esforços despendidos pelas autoridades responsáveis se concentraram em medidas não farmacológicas de prevenção da transmissão da doença, como o distanciamento social. Este colapso causado pela Covid-19 gerou o cancelamento das aulas em escolas e em universidades, afetando mais de 90% dos estudantes do mundo (UNESCO, 2020). Tais impactos foram massivamente sentidos pelas populações mais vulneráveis, como é o caso das pessoas privadas de liberdade. Desse modo, com base em pesquisa documental, a partir de fontes escritas (documentos oficiais ou gerados por meio de experiências cotidianas) e fontes visuais (mapas, fotografias, entre outros), iniciada em maio de 2020, com conclusão em maio de 2021, o presente trabalho, à luz das contribuições teóricas de Achille Mbembe, Karl Marx, Michel Foucault e Paulo Freire, propõe uma abordagem teórico-reflexiva, de modo a atestar que a oferta educacional no sistema prisional – resguardada por políticas públicas – sofreu, durante o período pandêmico, expressiva precarização, sendo mais uma, entre tantas omissões promovidas pelo Estado a esse grupo, resultando em efeitos nocivos à premissa do respeito à dignidade da pessoa humana e ao direito do preso à reintegração social.
  • FLÁVIA MELINA AZEVEDO VAZ DOS SANTOS
  • O COMPONENTE CURRICULAR PROJETO DE VIDA COMO EXPERIÊNCIA FORMATIVA EM UMA ESCOLA CIDADÃ INTEGRAL NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA - PB
  • Data: 22/06/2021
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa se insere em estudos sobre experiências de Educação Integral no Brasil, especificamente, a implantação das Escolas Cidadãs Integrais (ECI’s) na Paraíba em 2016, vindo a se tornar Programa de Educação Integral em 2018. Neste sentido, o Ensino Médio passou por novos arranjos curriculares, sendo inserido o componente Projeto de Vida que, na Paraíba, é tido como aspecto central no modelo pedagógico das ECI’s. Desta forma, temos como objetivo central analisar como o Projeto de Vida se constitui enquanto um dispositivo didático-curricular de experiências formativas na Escola Cidadã Integral, partindo das seguintes problemáticas: o que os documentos reguladores de políticas educacionais nacionais e locais especificam sobre a Educação Integral e o componente Projeto de Vida? Quais as avaliações dos jovens sobre experiências vividas no Projeto de Vida? As discussões teóricas estão conduzidas pela dimensão histórica da Educação Integral (GADOTTI 2009; CAVALIERE, 2002, 2010; MOLL, 2012); construção do Ensino Médio para juventudes (DAYRELL, 2003; 2007; 2014; ARROYO, 2012; 2014); dimensões pedagógicas do Projeto de Vida (Diretrizes Estaduais, 2018,2019,2020; ICE, 2016a; 2016b; 2016c) e das orientações técnicas das Políticas Educacionais para o Ensino Médio (DCNEM, 2012; PNE, 2014; Novo Ensino Médio, 2017; BNCC, 2018). Utilizaremos a abordagem qualitativa, por permitir a investigação de elementos que constituem as relações humanas. Temos como método de pesquisa a Teoria Fundamentada, conforme as orientações de Charmaz (2009), sob a compreensão de que esta teoria permite a coleta de dados e sua análise serve como fio condutor de organização dos argumentos conceituais desde o início da pesquisa, construindo, simultaneamente, estruturação teórica com base em dados empíricos. Foi possível verificar a aceitação pelos (as) jovens acerca das mudanças no currículo, enquanto estavam na escola. Durante a interrupção das atividades presenciais em função da pandemia, demostram sentir saudade do contato cotidiano com colegas e equipe escolar. A pandemia impactou profundamente as dinâmicas escolares e o ensino no componente Projeto de Vida. Identificamos a ênfase na formação técnica, tendências neoliberais e infantis nas orientações curriculares para esse componente. No ensino remoto as disciplinas da base diversificada ficaram desprezados, para dar evidência aos conteúdos da base comum, com vista nos resultados do ENEM, o que escanteou o Projeto de Vida. Demonstrou-se importância de outros tempos e espaços educativos, por isso apontamos a Pedagogia Integradora como base teórico-metodológica para reforçar as lacunas deixadas com ênfase na concepção das aprendizagens e juventudes plurais.
  • ANA PAULA TAIGY DO AMARAL
  • Análise da responsabilidade social do Centro Universitário de João Pessoa: uma contribuição para a melhoria da qualidade da educação superior privada no município
  • Orientador : MARIA DAS GRAÇAS GONÇALVES VIEIRA GUERRA
  • Data: 27/05/2021
  • Hora: 15:00
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  • A Constituição Federal de 1988, em seu Art. 205, determina os propósitos da educação, estabelecendo, para isso, duas dimensões a serem atendidas: uma social-coletiva e outra individual. De maneira que uma Instituição de Educação Superior (IES), mesmo de natureza privada, incorpora, em virtude da atividade desempenhada, a responsabilidade social da educação. Assim, o objetivo principal desta pesquisa é analisar quais ações e práticas do Centro Universitário de João Pessoa - Unipê, voltadas para a responsabilidade social da IES, corroboram a qualidade da educação superior privada do município. Para o seu desenvolvimento, optou-se por uma análise dos documentos institucionais e das informações divulgadas pelo portal e redes sociais da casa, com o auxílio de um guia de análise documental e do método de codificação e categorização. Apesar da falta de publicidade dos principais documentos institucionais, foi possível identificar a responsabilidade social no Relatório de Autoavaliação Institucional da Comissão Própria de Avaliação (2018) e em projetos, programas e metas que promovem a eficácia institucional e a efetividade acadêmica e social, notabilizando-se, nesse sentido, a integração das funções entre ensino, pesquisa e extensão do centro universitário investigado. Entretanto, com a mudança do regime jurídico da entidade, após a venda (em 2018), e com o encerramento iminente do Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI (2017-2021) atual, sugere-se acompanhamento das ações acadêmico-administrativas da organização, para aferir se as conservarão nesse sentido, cumprindo a responsabilidade social da Educação.
  • ANA MARIA SILVA SOBREIRA
  • ESTRATÉGIAS DE ENSINO E SUAS IMPLICAÇÕES NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
  • Data: 27/05/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa teve por finalidade investigar as estratégias de ensino utilizadas pelas educadoras e suas implicações na Educação de Jovens e Adultos, em duas salas de aula, funcionando em turnos distintos, com educadoras e educandos que os diferem nas respectivas matriculas em um Centro de Atenção Psicossocial, entre os anos de 2018 e 2019. Pensar a educação no campo da saúde mental é uma possibilidade na medida em que se podem contextualizar as experiências intrínsecas e extrínsecas das pessoas com transtornos mentais, a partir das dimensões do processamento e funcionamento conectivos das áreas cerebrais. Este estado mental em termos de criação de uma identidade social acaba por se conectar com fragilidades no decorrer de sua construção histórica, social, cultural e política, demarcadas por um modus operandi biopsicossociais distintos, perseverando no protagonismo destes estudantes, vistos talvez, pela política Escolar no tocante a uma perspectiva de inclusão social, acompanhada de recomendações acerca das propostas pedagógicas a serem realizadas. Com relação às especificações teóricas, estar coadunada em eixos problematizadores, Fundamentado numa discussão interlocutória com autores a exemplo de Pimenta (2018), Arroyo (2011), Mizukami (1983), Libâneo (2013), Mantoan (2000), Vygotsky (1980), Bordenave (2015) e Freire (2010) que constituíram experiências sobre o processo de ensino para pessoas com condições singulares em aprender, e neste cenário de buscas da própria ciência em aproximar-se das necessidades de cada estudante, surgiu novas reflexões em evidências científicas com estruturas didáticas em romper paradigmas que frustram com as competências e habilidades de cada estudante em EJA. Seu lócus empírico situa-se no estado da Paraíba, especificamente numa cidade interior do nordeste, estruturado num processo metodológico baseado em pesquisa qualitativa, alicerçada num estudo de caso, Robert Yin (2016) o qual emprega um processo de investigação com profundidade sobre o objeto no contexto de mundo real, e sua relação entre os fenômenos históricos ao contemporâneo. Utilizou de entrevistas semiestruturadas com 02 educadoras e análise documental para obtenção das informações em alcançar possíveis respostas a partir dos objetivos delimitados. Nesta prescrição, ressalta-se o caráter obscurecido de estratégias de ensino necessárias ao processo de EJA, porém, encontra-se favorável ao ponto de provocar uma discussão teórica e prática significativa em inserir a construção de uma nova política que atenda as responsabilidades de cidadania diante da sociedade, como recomendado pelas Diretrizes de Saúde Mental e Educação de Jovens e Adultos.
  • ENOQUE BERNARDO SANTOS
  • A TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E A PRÁTICA DOCENTE DE NINI PAES DE ARAÚJO EM ITABAIANA – PB (1948 – 1988)
  • Data: 26/05/2021
  • Hora: 14:30
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  • Nini Paes de Araújo formou-se professora primária na Escola de Professores do Instituto de Educação da Paraíba, sob os auspícios do escolanovismo, mas antes disso estudou no Colégio Nossa Senhora das Neves, ambos na capital paraibana, onde adquiriu todo um repertório cultural católico. A presente tese, no campo da História da Educação, tem como objeto de estudo a prática docente de Nini Paes de Araújo, na cidade Itabaiana/PB, e a questão norteadora da pesquisa é: Como a professora Nini Paes de Araújo articulou em sua prática docente o repertório cultural católico, obtido na vivência com as Irmãs da Sagrada Família, e as ideias do escolanovismo adquiridas durante sua formação como professora primária na Escola de Professores? Nesse sentido, o objetivo é investigar se a prática docente de Nini Paes de Araújo foi permeada pelo repertório pedagógico católico vivenciado no Colégio Nossa Senhora das Neves ou pelo ideário escolanovista da Escola de Professores do Instituto de Educação Secundária da Paraíba, dentro da temporalidade de 1945 a 1988, que compreende o período em que exerceu a docência. É uma pesquisa fundamentada na perspectiva da Nova História Cultural e inserida na modalidade biográfica, com o aporte da metodologia da História Oral, na realização de entrevistas com ex-alunos e ex-alunas de Nini Paes de Araújo, a fim de identificar nos depoimentos como se dava a prática docente do sujeito em estudo, em dois estabelecimentos de ensino em Itabaiana: a Escola Normal Regional Nossa Senhora da Conceição e o Colégio Estadual de Itabaiana. O acesso à memória, via entrevista, impulsionou a busca, o conhecimento e a análise de uma gama de outras fontes, como: memórias manuscritas, fontes iconográficas, cadernos escolares e documentos pessoais da professora; mensagens do executivo paraibano; Encíclicas Papais, a saber do Papa Leão XIII e do Papa Pio XI; além dos periódicos A União, A Imprensa, A Folha, Revista de Ensino da Paraíba, Diário de Pernambuco e o Correio da Paraíba. A leitura e análise das fontes indicam que a prática pedagógica de Nini Paes de Araújo fundamentou-se nas orientações cristãs das Religiosas da Sagrada Família do Colégio Nossa Senhora da Neves, haja vista, que a mesma passou sete anos nesta instituição e, nessa vivência, se apropriou do discurso conservador católico, utilizando-o no espaço escolar e fora dele, com a finalidade de demonstrar o seu posicionamento enquanto mulher católica e professora, no que concerne à educação e à política. Posicionamento perceptível pelos/as ex- alunos e ex-alunas de ambos os estabelecimentos de ensino onde o sujeito de nossa pesquisa lecionou. Desta forma, Nini Paes de Araújo demonstrava que a sua prática pedagógica era interligada com a sua religiosidade católica.
  • ENOQUE BERNARDO SANTOS
  • A TRAJETÓRIA PROFISSIONAL E A PRÁTICA DOCENTE DE NINI PAES DE ARAÚJO EM ITABAIANA – PB (1948 – 1988)
  • Data: 26/05/2021
  • Hora: 14:00
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  • Nini Paes de Araújo formou-se professora primária na Escola de Professores do Instituto de Educação da Paraíba, sob os auspícios do escolanovismo, mas antes disso estudou no Colégio Nossa Senhora das Neves, ambos na capital paraibana, onde adquiriu todo um repertório cultural católico. A presente tese, no campo da História da Educação, tem como objeto de estudo a prática docente de Nini Paes de Araújo, na cidade Itabaiana/PB, e a questão norteadora da pesquisa é: Como a professora Nini Paes de Araújo articulou em sua prática docente o repertório cultural católico, obtido na vivência com as Irmãs da Sagrada Família, e as ideias do escolanovismo adquiridas durante sua formação como professora primária na Escola de Professores? Nesse sentido, o objetivo é investigar se a prática docente de Nini Paes de Araújo foi permeada pelo repertório pedagógico católico vivenciado no Colégio Nossa Senhora das Neves ou pelo ideário escolanovista da Escola de Professores do Instituto de Educação Secundária da Paraíba, dentro da temporalidade de 1945 a 1988, que compreende o período em que exerceu a docência. É uma pesquisa fundamentada na perspectiva da Nova História Cultural e inserida na modalidade biográfica, com o aporte da metodologia da História Oral, na realização de entrevistas com ex-alunos e ex-alunas de Nini Paes de Araújo, a fim de identificar nos depoimentos como se dava a prática docente do sujeito em estudo, em dois estabelecimentos de ensino em Itabaiana: a Escola Normal Regional Nossa Senhora da Conceição e o Colégio Estadual de Itabaiana. O acesso à memória, via entrevista, impulsionou a busca, o conhecimento e a análise de uma gama de outras fontes, como: memórias manuscritas, fontes iconográficas, cadernos escolares e documentos pessoais da professora; mensagens do executivo paraibano; Encíclicas Papais, a saber do Papa Leão XIII e do Papa Pio XI; além dos periódicos A União, A Imprensa, A Folha, Revista de Ensino da Paraíba, Diário de Pernambuco e o Correio da Paraíba. A leitura e análise das fontes indicam que a prática pedagógica de Nini Paes de Araújo fundamentou-se nas orientações cristãs das Religiosas da Sagrada Família do Colégio Nossa Senhora da Neves, haja vista, que a mesma passou sete anos nesta instituição e, nessa vivência, se apropriou do discurso conservador católico, utilizando-o no espaço escolar e fora dele, com a finalidade de demonstrar o seu posicionamento enquanto mulher católica e professora, no que concerne à educação e à política. Posicionamento perceptível pelos/as ex- alunos e ex-alunas de ambos os estabelecimentos de ensino onde o sujeito de nossa pesquisa lecionou. Desta forma, Nini Paes de Araújo demonstrava que a sua prática pedagógica era interligada com a sua religiosidade católica.
  • LARISSA AMARO DOS SANTOS
  • A ATUAÇÃO DO PROGRAMA CAMINHO DA ESCOLA NO MUNICÍPIO DE CUITEGI/PB: SIGNIFICAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DO CAMPO
  • Data: 21/05/2021
  • Hora: 08:00
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  • Esta pesquisa trata da política de transporte escolar e teve como objetivo geral analisar a atuação do Programa Caminho da Escola, nos últimos dez anos (2009-2019), no município de Cuitegi/PB. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. A investigação foi realizada por meio de um estudo bibliográfico e entrevistas semiestruturadas com o secretário de Transporte, a secretária de Educação, diretores e estudantes beneficiários do programa no referido município. Como aporte metodológico, orientamos os estudos a partir de Stephen Ball e operamos o Ciclo de Políticas como feramenta, por considerar que esta estrutura conceitual auxilia no estudo das trajetórias das políticas, a partir dos contextos de influência, produção de texto e da prática. Para análise dos resultados, elegemos o método de análise de conteúdo proposto por Bardin (2010). Os achados demonstraram que, apesar de a política de transporte escolar viabilizar o acesso e a permanência dos estudantes das zonas rurais de Cuitegi/PB na escola, existem fatores que dificultam sua eficiência, como: culturas profissionais, infraestrutura precária e condições das estradas, tempo de espera dos estudantes para retornarem às suas residências e número reduzido de veículos. Além disso, o Programa Caminho da Escola contribuiu para a política de nucleação e o fechamento das escolas rurais no município, tensionando com o que preconiza a Educação do Campo: o direito dos estudantes em permanecerem em suas comunidades, com escolas adequadas e proposta pedagógica que enfatizem os valores sociais, culturais e econômicos a fim de fortalecer a identidade campesina.
  • GENOVEVA BATISTA DO NASCIMENTO
  • TECNOLOGIAS DIGITAIS E A PRÁTICA DOCENTE EM CIÊNCIAS E BIOLOGIA COM BASE NA FORMAÇÃO INICIAL DE CURSOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA UFPB
  • Data: 20/05/2021
  • Hora: 10:00
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  • A pesquisa baseia-se no processo dinâmico e acelerado de mudança social contemporânea relativa ao avanço e a necessidade de utilização das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no contexto da formação inicial docente na Educação a Distância (EaD), sobretudo, pensar direcionamentos que desenvolva as habilidades e competências de professoras e professores relacionadas às práticas pedagógicas por meio dessas tecnologias. O objetivo geral consistiu-se em Avaliar as praticas pedagógicas e a formação inicial de professoras de Ciências e Biologia na modalidade à Distância pela UFPB, relativas ao uso das tecnologias digitais como recurso pedagógico. Caracteriza-se como um estudo de cunho qualitativo, ancorando-se no método de pesquisa e análise a Grounded Theory de Strauss e Corbin. Foram realizadas entrevistas estruturadas com duas professoras de Ciências Biológicas e uma de Ciências Naturais formadas na modalidade a distância da UFPB exercendo a função docente em escolas da rede pública do ensino no Município de Diamante – PB. Os resultados apontaram que o ensino na EaD é uma oportunidade de formação pelo aspecto em que a modalidade se apresenta e que necessidades encontradas no decorrer do curso ocorreram pela ausência de laboratórios de aulas práticas e instabilidade no acesso a internet. Reconheceram que as metodologias aplicadas no decorrer do curso foram inovadoras e informaram que passaram a inserir e utilizar essas metodologias e as tecnologias digitais nas práticas pedagógicas por meio na formação inicial na EaD e destacaram que reconhecem que o uso das tecnologias digitais é um desafio que precisa ser superado e demonstraram interesse e curiosidade em utilizar as referidas tecnologias na prática docente, compreendendo que essas tecnologias se tornam auxiliares no ensino como recurso pedagógico. Conclui-se que a formação na EaD permitiu uma relação mais próxima com as tecnologias digitais pela necessidade de utilização das tecnologias para o acompanhamento e cumprimento das disciplinas e atividades ao longo do curso e essa habilidade relativa as tecnologias desenvolvidas no decorrer do curso permitiram que fossem empregadas na prática docente por meio da inserção dessas tecnologias no desenvolvimento de atividades no ensino. Evidenciamos, portanto, que os espaços de formação inicial na EaD precisam além da técnica, ensinar o uso das tecnologias digitais de maneira pedagógica constando assim, em seus documentos, e, enfatizamos, que a formação inicial docente em qualquer modalidade ou quaisquer que seja a licenciatura precisa ser pensada e estruturada com preceitos que forme na conjuntura da cultura digital.
  • AFONSO BARBOSA DE LIMA JUNIOR
  • SABERES PROFISSIONAIS DOCENTES PARA O ENSINO DA GEOMETRIA NOS ANOS INICIAIS
  • Data: 06/05/2021
  • Hora: 13:30
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  • Este estudo trata do ensino de Matemática, especificamente sobre Geometria nos anos iniciais de escolarização. No Brasil, existe um crescente movimento de resgate do ensino de Geometria desde os Parâmetros Curriculares Nacionais, a fim de que as proposições para o ensino e a aprendizagem dessa unidade temática culminem no desenvolvimento do pensamento geométrico de crianças e adolescentes, que inclui aspectos acerca das relações espaciais e das figuras geométricas. No caso das figuras geométricas, é necessário explorar as características das figuras, envolvendo a identificação/nomeação, a comparação, a classificação e a composição e decomposição. Assim, reconhecendo a legitimidade dessa demanda curricular, este estudo teve como objetivo analisar os conhecimentos profissionais da docência apresentados por professores(as) que atuam na Paraíba, a fim de desvelar a realidade do ensino de figuras planas nos anos iniciais de escolarização. Para alcançar esse objetivo, foi preciso identificar um conjunto de conhecimentos necessários ao ensino de Geometria; mapear os conhecimentos utilizados pelos(as) professores(as) para o ensino de figuras planas e discutir o ensino dessas figuras geométricas a partir dos conhecimentos profissionais da docência. Para subsidiar a construção do diálogo teórico relativo aos saberes e conhecimentos profissionais da docência, fundamentou-se em Shulman (2014), Ball, Hill e Bass (2005), Serrazina (2014), Tardiff (2000) e Puentes, Aquino e Neto (2009). Enquanto Pavanello (1989; 1993), Galvéz (1996), Lorenzato (1995), Lima e Carvalho (2010; 2014), Walle (2009), Crowley (1994), entre outros, alicerçaram as discussões sobre a Geometria. A base metodológica teve abordagem qualitativa. Os dados empíricos foram produzidos a partir de questionário respondido por professores(as) dos anos iniciais, no estado da Paraíba, com no mínimo 1 ano de experiência profissional. Para a organização, a categorização e a análise desses dados, tomou-se por base as técnicas de análise de conteúdo propostas por Bardin (1977). Como resultado, os dados evidenciam fragilidades formativas em relação ao currículo, ao conteúdo geométrico e aos aspectos pedagógicos do ensino de Geometria nos anos iniciais, principalmente relativos ao ensino de figuras planas. Contudo, a dimensão conceitual emerge como a principal dificuldade dos(as) professores(as) para o desenvolvimento do conhecimento geométricos nos anos iniciais. A superação desse problema está relacionada à construção de um escopo de conhecimentos relativo ao ensino e a aprendizagem, especificamente, ao conhecimento do conteúdo, sem o qual inviabiliza-se o ensino, ao conhecimento do currículo, que orienta e sugere como pode ser concebido o ensino em cada ano de escolarização e ao conhecimento pedagógico do conteúdo, que nutre e efetiva a aprendizagem.
  • FABRICIO DE LIMA BEZERRA SILVA
  • Planejamento colaborativo no ensino de Matemática a partir do Desenho Universal para a Aprendizagem
  • Data: 29/04/2021
  • Hora: 14:00
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  • O Desenho Universal para a Aprendizagem tem viabilizado estratégias ao processo de ensino e aprendizagem de todos os alunos, considerando o desafio para uma educação inclusiva. Assim, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar o processo de construção colaborativa de planos de aulas de Matemática baseados nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Os objetivos específicos são: a) compreender como os professores analisam sua prática pedagógica para a inclusão de alunos com deficiência; b) verificar a contribuição, na percepção dos professores, sobre a utilização dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem no ensino de Matemática; c) analisar o percurso de formação colaborativa para o desenvolvimento de planos de aulas em Matemática caracterizado pelo uso do conceito do Desenho Universal para a Aprendizagem. Os participantes colaboradores da pesquisa foram dois professores de Matemática do Ensino Fundamental dos anos finais e uma professora do Atendimento Educacional Especializado que atua na sala de recursos multifuncionais da escola. A pesquisa tem um diálogo teórico fundamentado nos princípios e diretrizes do Desenho Universal para a Aprendizagem acerca da construção dos planos de aula desenvolvidos com os professores no tipo de pesquisa colaborativa com abordagem qualitativa. Para o desenvolvimento da pesquisa realizaram-se nove encontros com os três professores em plataforma virtual, nos quais foram abordados o seguinte: a apresentação da proposta e realização de entrevistas; discussão sobre o trabalho colaborativo e conceito do Desenho Universal para a Aprendizagem; análise dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (três encontros); instruções para construção dos planos de aulas colaborativo na perspectiva do Desenho Universal para a Aprendizagem; produção dos planos (dois encontros); e, por último, a avaliação do trabalho realizado. Referindo-se a coleta de dados, foi elaborado um roteiro previamente para realização das entrevistas semiestruturadas com os professores colaboradores e foram realizadas gravações em vídeos dos encontros com estes profissionais. Para análise, após as transcrições dos dados, utilizou-se a proposta da tematização. Como resultado, os professores colaboradores consideraram que o Desenho Universal para a Aprendizagem é um importante conceito na busca pela perspectiva de participação de todos os alunos nas atividades pedagógicas. O plano de aula elaborado, a partir do modelo de formação colaborativa, possibilitou que os profissionais tivessem à sua disposição diferentes aspectos do ensino. No entanto, os planos de aulas desenvolvidos somente pelos professores se mostraram limitados acerca da oferta de múltiplas estratégias. Concluiu-se, portanto, que o planejamento colaborativo entre o pesquisador, professores do ensino comum e professora do Atendimento Educacional Especializado demonstrou ter potencial para alcançar práticas efetivas e inclusivas.
  • FABRICIO DE LIMA BEZERRA SILVA
  • Planejamento colaborativo no ensino de Matemática a partir do Desenho Universal para a Aprendizagem
  • Data: 29/04/2021
  • Hora: 14:00
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  • O Desenho Universal para a Aprendizagem tem viabilizado estratégias ao processo de ensino e aprendizagem de todos os alunos, considerando o desafio para uma educação inclusiva. Assim, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar o processo de construção colaborativa de planos de aulas de Matemática baseados nos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Os objetivos específicos são: a) compreender como os professores analisam sua prática pedagógica para a inclusão de alunos com deficiência; b) verificar a contribuição, na percepção dos professores, sobre a utilização dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem no ensino de Matemática; c) analisar o percurso de formação colaborativa para o desenvolvimento de planos de aulas em Matemática caracterizado pelo uso do conceito do Desenho Universal para a Aprendizagem. Os participantes colaboradores da pesquisa foram dois professores de Matemática do Ensino Fundamental dos anos finais e uma professora do Atendimento Educacional Especializado que atua na sala de recursos multifuncionais da escola. A pesquisa tem um diálogo teórico fundamentado nos princípios e diretrizes do Desenho Universal para a Aprendizagem acerca da construção dos planos de aula desenvolvidos com os professores no tipo de pesquisa colaborativa com abordagem qualitativa. Para o desenvolvimento da pesquisa realizaram-se nove encontros com os três professores em plataforma virtual, nos quais foram abordados o seguinte: a apresentação da proposta e realização de entrevistas; discussão sobre o trabalho colaborativo e conceito do Desenho Universal para a Aprendizagem; análise dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (três encontros); instruções para construção dos planos de aulas colaborativo na perspectiva do Desenho Universal para a Aprendizagem; produção dos planos (dois encontros); e, por último, a avaliação do trabalho realizado. Referindo-se a coleta de dados, foi elaborado um roteiro previamente para realização das entrevistas semiestruturadas com os professores colaboradores e foram realizadas gravações em vídeos dos encontros com estes profissionais. Para análise, após as transcrições dos dados, utilizou-se a proposta da tematização. Como resultado, os professores colaboradores consideraram que o Desenho Universal para a Aprendizagem é um importante conceito na busca pela perspectiva de participação de todos os alunos nas atividades pedagógicas. O plano de aula elaborado, a partir do modelo de formação colaborativa, possibilitou que os profissionais tivessem à sua disposição diferentes aspectos do ensino. No entanto, os planos de aulas desenvolvidos somente pelos professores se mostraram limitados acerca da oferta de múltiplas estratégias. Concluiu-se, portanto, que o planejamento colaborativo entre o pesquisador, professores do ensino comum e professora do Atendimento Educacional Especializado demonstrou ter potencial para alcançar práticas efetivas e inclusivas.
  • JOSÉ FELIX DOS SANTOS NETO
  • PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL CONEXÕES DE SABERES: Políticas, Práticas e Formação
  • Orientador : WILSON HONORATO ARAGAO
  • Data: 29/04/2021
  • Hora: 10:00
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  • Este estudo tem como objetivo analisar as contribuições das politicas educacionais do Programa de Educação tutorial Conexões de Saberes para formação inicial de professores a partir das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelos grupos Pets existentes no Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba. O programa surgiu em 1979, durante a ditatura militar no Brasil, com a perspectiva de preparar uma elite intelectual e secundariamente aprimorar os cursos de graduação. Inicialmente o PET era denominado como Programa Especial de Treinamento e suas atividades eram direcionadas para os cursos de economia, após o processo de avaliação e reorganização no ano de 1999, o programa passou a ser designado como Programa de Educação Tutorial, essa reorganização ampliou a quantidade de grupos nas universidades, bem como o alcance dos demais cursos de graduação. No entanto, a oferta programa para áreas das ciências humana só iniciou a parti do edital 09 publicado pela secretaria de ensino superior (Sesu/mec) no ano de 2010. É neste contexto que os grupos presentes no centro de educação foram criados, e as ações desenvolvidas pelos bolsistas e tutores voltou-se para as discussões atrelada a formação docente considerando a relação da teoria entrelaçada com prática. Para alcançarmos os objetivos desta pesquisa delineamos um percurso metodológico baseado numa abordagem qualitativa, utilizando-se das técnicas de revisão bibliográfica que foram abordados autores como PIMENTA (1997), GATTI (2010), FREIRE (2014) e TARDIF (2002), para construção do processo histórico do PET tomamos como base MARTIN (2005), BORBA (2017) dentre outros. Como dados, embora o programa tenha vivenciados diversos momentos de fragilidade e retrocessos durante a sua trajetória, mostra-se que as políticas postas pelo o PET, têm apresentado um impacto significativo na formação dos bolsistas petianos no centro de educação da UFPB quando se refere à relação da teoria e prática para formação dos futuros professores.
  • ANDREZZA RAQUEL CIRNE BEZERRA
  • EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA PÚBLICA: EM BUSCA DE PROCESSOS DE EDUCAÇÃO POPULAR COMO ESPAÇO/TEMPO DE ASPIRAÇÕES DEMOCRÁTICAS DO CONHECIMENTO
  • Data: 30/03/2021
  • Hora: 14:30
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  • Neste estudo analisamos o contexto de EJA na escola pública em busca de compreender/reconhecer possibilidades, limites e condições de desenvolvimento, procurando perceber uma relação (ou não) com a Educação Popular. Isto Porque a EJA e a Educação Popular se entrelaçam em sua trajetória histórica no Brasil e a Paraíba foi pioneira em práticas e estudos sobre Educação Popular. Argumentamos então que com base na Educação Popular como concepção norteadora das práticas educativas, sob perspectiva de uma forma de educação problematizadora em confluência de saberes das cotidianidades e dos saberes sistematizados da educação escolar, é possível ressignificar e impulsionar a EJA como um processo de Educação Popular, em uma busca de aspirações democráticas do conhecimento e do espaço de sala de aula/escolar. Para trilhar os caminhos dessa pesquisa, além de um levantamento do estado da arte, realizamos pesquisa de campo em busca de retratar a possibilidade de desenvolver práticas pedagógicas na EJA fundamentadas na Educação Popular. Este intuito foi possível a partir da pesquisa participante desenvolvida em uma sala de aula de EJA e que se denomina neste trabalho como “transformação de uma experiência em sala de aula em prática de pesquisa”. Para aprofundar as análises e pesquisa de campo, o estudo buscou ainda observar o contexto de EJA na escola pública. Esta pesquisa se trata de um estudo de caso, realizado a partir da pesquisa participante e observação participante e, apoiados em Yin (2005), buscamos realizar generalização analítica no tratamento dos dados. Para nos esclarecer sobre pesquisa participante, nos alicerçamos em Brandão e Streck (2006), Brandão e Borges (2007), Gajardo (1984), entre outros autores. Sobre EJA, estamos trabalhando principalmente com Arroyo (1996;2001;2005;2014;2017) e Paulo Freire, mas outros autores colaboram com a discussão como Brandão (2005;2008), Streck e Santos (2011), entre outros. Buscamos ainda os autores da Educação Popular, que não por acaso, são alguns que nos apoiam na EJA. Para dialogar sobre escola pública, buscamos Vale (2001), Esteban e Tavares (2013), entre outros. No apoio sobre a trajetória da educação pública no Brasil, buscamos Saviani (2010) e Aranha (2006). Este estudo se apresenta em quatro capítulos e as considerações finais. No primeiro capítulo, a Introdução, apresentamos em subitens uma breve trajetória da pesquisadora, a justificativa, problema, argumento de tese, objetivos e metodologia. O segundo trata de fazer uma explanação sobre a Educação Pública no Brasil, os caminhos trilhados para construção da escola pública, a EJA neste contexto e sua relação como modalidade na escola e com a Educação Popular. No terceiro, trazemos uma descrição analítica da pesquisa participante que chamamos de transformação da experiência de sala de aula em prática de pesquisa. No quarto capítulo discutimos os desafios e possibilidades no contexto da EJA sob a ótica da Educação Popular. Com este estudo pretendemos dar visibilidade à EJA das escolas públicas de João Pessoa e contribuir com reflexões e práticas sobre a Educação Popular como possibilidade de mediar práticas democráticas na escola pública.
  • LUCIANO LIMA DA SILVA
  • PEDAGOGIA ORGANIZACIONAL: ESTUDO BASEADO NA TEORIA FUNDAMENTADA (GROUNDED THEORY) NO NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 12/03/2021
  • Hora: 16:00
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  • Este estudo trata sobre a Pedagogia Organizacional e as possibilidades de atuação do(a) pedagogo(a) em ambientes corporativos. Compreende-se que a especificidade do trabalho pedagógico desenvolvido nas organizações permitirá dar novos significados e sentidos formativos aos cursos de Pedagogia e à profissão de pedagogo(a). A pesquisa tem como objetivo investigar as perspectivas da atuação profissional dos(as) pedagogos(as) na promoção da aprendizagem em espaços organizacionais, na Região Nordeste. A base metodológica fundamenta-se em: Strauss e Corbin (1990) e Charmaz (2009), que sistematizaram o Método da Teoria Fundamentada, o qual emprega a circularidade no processo da pesquisa qualitativa. Quanto ao enfoque, o presente estudo é do tipo exploratório, tendo em vista que essa vertente possibilita encontrar indícios de um campo com pouco conhecimento sistematizado. O diálogo teórico foi construído com base nas referências da Pedagogia, partindo de Libâneo (2001) e Franco, Libâneo e Pimenta (2011), Educação Não Escolar – Severo (2015, 2017, 2018, 2019), Pedagogia Empresarial – Ribeiro (2007) e Holtz (1999), e aprendizagem organizacional – Bitencourt (2010), dentre outros. Participaram da pesquisa 14 (quatorze) pedagogos(as), selecionados(as) entre os 09 (nove) estados da Região Nordeste, sendo 04 em Paraíba, 01 em Pernambuco, 01 no Rio Grande do Norte, 01 no Ceará, 02 no Maranhão, 02 na Bahia, 01 no Piauí, 01 em Sergipe e 01 em Alagoas. Como instrumento de produção dos dados, utilizou-se um questionário estruturado, aplicado por e-mail e presencialmente. O procedimento de análise dos dados pautou-se na codificação aberta, axial e seletiva da Teoria Fundamentada, tendo como apoio o software de análise Atlas.ti 8.0. Os resultados da pesquisa apontam que os(as) pedagogos(as) que atuam no âmbito organizacional necessitam tomar conhecimento das especificidades atribuidas à função, apropriando-se melhor da dimensão pedagógica que envolve o desenvolgimento da aprendizagem para de um simples processo de treinamento e mudança de comportamento baseada em critérios de desempenho competitivo. Além disso, constatou-se que as práticas educativas dos(as) pedagogos(as) são estruturadas por meio de rede de saberes e habilidades, as quais ocorrem de maneira transversal à medida que entrecruzam os conhecimentos da Pedagogia e os saberes específicos da organização. A teoria substantiva criada a partir das análises na pesquisa expõe os elementos teórico-metodológicos necessários para o(a) profissional da Pedagogia que almeja ingressar em espaços organizacionais, inclusive demonstrando que o curso de Pedagogia deve superar as fronteiras impostas pela tradição, que reduz à formação de professores da educação básica, em função da representatividade social e profissional que o(a) pedagogo(a) pode/deve assumir nas áreas de formação da aprendizagem nos cenários organizacionais.
  • CLEMILSON CAVALCANTI DA SILVA
  • POR UMA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ANÁLISE AFROCENTRADA EM DISCURSOS QUE CONSTITUEM LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS NATURAIS
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 15:00
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  • A Lei nº 10.639/2003, promoveu alterações profundas e necessárias na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, no que se refere ao debate das relações étnico-raciais no currículo da Educação Básica, consequentemente, na elaboração dos conteúdos que são inseridos nos livros didáticos (artefato do currículo) utilizados por escolas públicas brasileiras. O presente trabalho, tem como objeto de estudo livros didáticos de Ciências Naturais que foram utilizados em escolas públicas antes e depois da Lei nº 10.639/2003, com foco nos conteúdos que abordam a população afro-brasileira e africana. O objetivo geral é compreender como os discursos e as imagens que constituem os livros didáticos de Ciências Naturais evidenciam à população afro-brasileira e africana referendado por uma educação das relações étnico-raciais. Como referência teórica, utilizamos a Afrocentricidade como uma epistemologia/paradigma que corrobora com as mudanças que a Lei ora citada promoveu no currículo da Educação Básica, notadamente, no ensino de Ciências Naturais. O escopo técnico-metodológico para alicerçar o objetivo do trabalho assenta-se em três momentos, que, na prática, ocorrem simultaneamente. O primeiro, refere-se à abordagem da pesquisa que, no caso específico, é de caráter qualitativa; o segundo, relaciona-se aos procedimentos técnicos, que, nesse caso, são conduzidos pela pesquisa documental e, por último, com intuito de contribuir na construção das inferências e interpretações, evidencia-se a técnica de análise dos dados, que segue o aporte teórico da análise de conteúdo. Munido do arcabouço teórico e do técnico-metodológico da pesquisa, foi possível construir interpretações e inferências que deram respostas ao nosso objetivo de pesquisa. Desse modo, pontuamos três para exemplificar o trabalho: os livros de Ciências Naturais que foram produzidos sob orientações da LDB, de 1971, e do Parecer 853, do mesmo ano, que orientava o currículo, não discutia de nenhuma forma a temática étnico-racial em seus conteúdos, além disso, não se preocupavam em reforçar relações étnico-raciais negativos referentes à população negra; após a promulgação da LDB, de 1996, e da elaboração do PCN, em 1998, os livros didáticos de Ciências Naturais, que foram produzidos sob a orientação desses documentos legais, mesmo que de forma incipiente, começaram a mudar o discurso em relação a população negra, em especial, no que se refere às relações étnico-raciais negativos; depois da promulgação da Lei nº 10.639/2003, que alterou a LDB, de 1996, é possível notar nos livros de Ciências Naturais, certo cuidado em trabalhar conteúdos que debatessem as relações étnico-raciais, entretanto, em nenhum momento citam a referida Lei, além disso, independentemente do tempo histórico em que o livro foi elaborado, há prevalência total das referências europeizadas na construção e abordagem dos conteúdos. Enfim, após essas e tantas outras constatações que observamos ao longo da análise, entendemos que a Afrocentricidade é um paradigma que corrobora com a Lei nº 10.639/2003, e é um caminho viável para mudarmos a prevalência europeia (por vezes, supremacistas) nos conteúdos e na abordagem dos Livros didáticos de Ciências Naturais.
  • RENAN SOARES DE ARAUJO
  • EXTENSÃO POPULAR E PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: O CASO DO PPGE/UFPB
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo investiga a produção de conhecimentos na Extensão Popular, tendo como base as dissertações e teses elaboradas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Nas últimas décadas, a dimensão da Extensão Universitária comumente tem se destacado como espaço que permite o encontro entre distintos sujeitos com diferentes culturas e saberes, sendo, inclusive, assinalada como locus que viabiliza a construção de novos conhecimentos, em decorrência dessa relação que se estabelece entre a instituição universitária e a realidade vivenciada pelos diversificados grupos e setores sociais. Nessa esteira, merece destaque um amplo e diversificado conjunto de práticas que orientam suas ações pautando-se nos pressupostos teórico-metodológicos e ético-políticos da concepção de Educação Popular (compondo o que tem sido atualmente identificado com o conceito de Extensão Popular), em que ganha centralidade no trabalho extensionista a valorização do saber popular, tendo o diálogo como princípio fundante e a ênfase para a construção do conhecimento de forma compartilhada. Nesse cenário, a UFPB dispõe de uma relevância significativa, ocupando lugar de referência nacional, o que pode ser distinguido pela sua histórica tradição de desenvolvimento de iniciativas de Extensão Popular e em razão do papel expressivo e estratégico que o PPGE/UFPB tem exercido como lugar privilegiado na estruturação de pesquisas e na elaboração de conhecimentos no campo da Educação Popular. Em virtude do exposto, a presente dissertação tem em seu objetivo analisar como o processo de produção de conhecimento na Extensão Popular tem sido abordado pelas dissertações e teses elaboradas no contexto do PPGE/UFPB. Metodologicamente, trata-se de uma investigação de abordagem qualitativa, que efetivou-se a partir da realização de uma pesquisa bibliográfica do tipo “estado da arte”. O método adotado, foi o materialismo histórico-dialético e o referencial teórico-epistemológico que orientou a análise e discussão dos dados produzidos, fundamentou-se nos aportes de autores/as do campo da Educação Popular. Os resultados evidenciam que a produção de conhecimento em/na/sobre Extensão Popular no PPGE/UFPB tem se dado a partir da necessidade de estabelecer processos de reflexão-crítica, autoavaliação e sistematização de experiências extensionistas, com a ótica de desvelar novos olhares sobre as mesmas, tendo como base os fundamentos epistemológicos das teorias críticas, com ênfase na opção por pesquisas de cunho participativo, buscando valorizar os olhares e saberes dos sujeitos das experiências, evidenciando compreensões da Extensão Popular como campo prático, espaço formativo, lugar de construção de conhecimentos e como um movimento social. Ademais, alguns achados indicam a necessidade de fortalecimento de uma visão ampliada do conceito de Extensão Popular. Conclui-se que, apesar da pouca variabilidade epistemológica, presencia-se a utilização de diferentes fundamentos teórico-metodológicos e epistemológicos com importante contribuição para a construção de conhecimentos, perpassada por uma abordagem participativa, uma visão de mundo crítica e uma forte implicação política de compromisso social.
  • FRANCYLLAYANS KARLA DA SILVA FERNANDES
  • EFETIVAÇÃO DA POLÍTICA BILÍNGUE: AS PRÁTICAS DOCENTES PARA A AQUISIÇÃO DAS LÍNGUAS DO SURDO NO ENSINO FUNDAMENTAL I
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 10:00
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  • A presente pesquisa analisa a política da educação inclusiva pensando na efetivação da política de educação bilíngue para a pessoa surda que está incluída da rede regular de ensino, já que existem princípios que propõem a integração das diferenças na escola regular. Ainda assim, a língua de sinais não faz parte efetivamente desse ambiente, pois não existem condições necessárias para o seu desenvolvimento. O surdo, desse modo, vivencia o isolamento linguístico e o apagamento da sua identidade. Mesmo com o fortalecimento da luta pelo reconhecimento da sua diferença linguística e identitária, a pessoa surda continua isolada em sua língua, uma vez que se parte do parâmetro da normalidade ouvinte como se a Libras ocupasse, ainda, um lugar estranho e desconhecido. As Leis nº 10.436 de 2002 e nº 10.098 de 2000, do mesmo modo que o Decreto nº 5.626 de 2005, possibilitaram o reconhecimento da importância da língua de sinais para os surdos, bem como das suas diferenças linguística, cultural e de identidade cunhadas pela visão socioantropológica da surdez. Contudo, ainda existem lacunas para utilização da Libras como L1 na prática educacional e na constituição do ambiente bilíngue dentro da perspectiva legal e inclusiva na escola regular. Nesses termos, o objetivo da pesquisa é analisar a implementação da política de ensino bilíngue para o surdo na escola inclusiva. Destaca-se a Libras como língua e não como definição de inclusão, posto que o processo educacional não se resume ao acesso a informações. Assim, a Libras, enquanto língua, é o meio de expressão, comunicação e pertencimento cultural de um povo, por isso deve fazer parte do processo de aprendizagem da pessoa surda, mesmo que não determine a efetivação de um processo inclusivo bilíngue. Sob essa perspectiva, a pesquisa segue a abordagem da metodologia qualitativa recorrendo à entrevista e à observação não participante para realizar a coleta de dados. Tal fase se deu em uma escola pública do município de Canguaretama -RN e foi composta por duas professoras do Ensino Fundamental I, sendo uma da turma do 2º ano e outra do 3º ano, uma coordenadora da escola e o gestor. Ambas as professoras possuem um aluno surdo incluído na sala de aula. Com isso, foi possível verificar que as indicações da política bilíngue não estão sendo efetivadas na educação inclusiva, pois as pessoas surdas são submetidas ao ensino da L2 antes da aquisição da L1, o que ocasiona, portanto, uma falta de aprendizado da sua própria língua, além de não desenvolverem, também, o português na modalidade escrita. Ou seja, estão incluídas, mas isoladas.
  • DAVID ESPINOLA BATISTA
  • CONCEPÇÕES E INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA PRÁTICA DE PROFESSORES(AS) DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 09:00
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  • A avaliação da aprendizagem é estruturante do processo educacional e faz parte da rotina de estudantes e professores, no sentido de efetivar a construção do conhecimento. Contudo, há duas grandes perspectivas conflitivas no que se refere ao uso da avaliação. A perspectiva de uso da avaliação de forma qualitativa e descritiva, da performance discente, coexiste com uma outra dimensão, interessada na produção de índices de quantificação e mecanismos de comparação. Essas questões são ainda mais complexas quando analisadas no contexto das turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), caracterizadas pela diversidade de sujeitos afetados por relações sociais e históricas de desigualdade, e pelo o ensino de Ciências em que a relação com a vida concreta tende a ser secundarizada por formulações abstratas do conhecimento e sua relação com o mundo. Esta dissertação apresentou como objeto central a avaliação da aprendizagem no ensino de Ciências na Educação de Jovens e Adultos e como objetivo geral analisar os discursos referentes à avaliação da aprendizagem dos professores que ministram o componente curricular Ciências, nos ciclos III e IV da EJA, em escolas da rede pública municipal de João Pessoa. Teoricamente, o estudo foi orientado por obras e autores que discutem uma perspectiva crítica sobre avaliação da aprendizagem, a EJA e o ensino de Ciências. A pesquisa foi de natureza qualitativa, fundamentada nos pressupostos da Análise Crítica do Discurso, na perspectiva da técnica de entrevista semiestruturada, aplicada a seis professores da rede municipal em tela. Assim, percebeu-se, a partir dos resultados, o entendimento dos professores quanto às especificidades dos sujeitos que compõem a modalidade EJA, além de a importância da utilização de diferentes metodologias, no processo avaliativo, considerando as necessidades dos alunos. Os colaboradores revelaram que há uma constante preocupação com a qualidade da formação dos alunos e com a busca pela redução dos índices da evasão por meio da utilização da avaliação formativa. Apesar disso, a avaliação da aprendizagem surgiu, nos discursos, como um desafio devido à imposição da gestão escolar para quantificação dos saberes, sob uma ótica somativa, com pressões sobre os alunos. Os instrumentos, os critérios e as estratégias avaliativas, adotados pelos professores, foram postos como múltiplos e decididos a partir do contexto de cada turma ou de acordo com o planejamento escolar. A pesquisa evidenciou complexas situações que constituem os processos avaliativos, marcados pela sobreposição entre concepções formativa, somativa e diagnóstica de avaliação, mas também pela tensão constante entre abordagens quantitativas e qualitativas sobre o ensino. Isso caracteriza a própria dificuldade de aplicar e desenvolver mecanismos que deem conta das formulações tradicionais. Sendo assim, é preciso considerar as necessidades individuais dos sujeitos em uma ótica formativa que promova crescimento no processo de ensino-aprendizagem, assim como o investimento na formação inicial e continuada dos professores que os auxiliem em suas práticas avaliativas.
  • TAYS DE SOUSA SANTOS
  • A EDUCAÇÃO POPULAR NO PET/CONEXÕES DE SABERES: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E IDENTIDADE DOCENTE DOS EGRESSOS
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 08:00
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  • Este trabalho trata da formação docente, enfocando a construção da identidade profissional, a partir das vivências no Projeto Programa de Educação Tutorial PET/Conexões de Saberes Acesso e Permanência de Jovens de Origem Popular à Universidade: Diálogos Universidade - Comunidade, que realiza ações fundamentadas na perspectiva da Educação Popular na Universidade Federal da Paraíba. Os participantes do Projeto são de origem popular, vinculados a algum curso de licenciatura e desenvolvem ações de ensino, pesquisa e extensão no âmbito universitário e nas comunidades das quais são oriundos. Algumas iniciativas do Projeto são o curso pré-universitário, o grupo de estudos e as ações de formação de professores para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Dessa forma, o objetivo geral deste estudo consistiu em analisar as contribuições do Projeto PET/Conexões de Saberes Acesso e Permanência, baseadas na Educação Popular, para a formação docente e construção da identidade profissional dos egressos. Metodologicamente, a pesquisa é de natureza qualitativa, tendo como referenciais orientadores, entre outros, autores como Freire (1967, 1979, 2001, 2002, 2014), Nóvoa (2004, 2019), Farias et al. (2009), Streck et al. (2014), Sales (1999), Melo Neto (2004, 2013), Calaça (2013, 2015, 2016, 2018) e Chizzotti (2000). Algumas das suas categorias analíticas são as seguintes: diálogo, autonomia, identidade docente como ressignificação processual e educação libertadora. A pesquisa empírica foi realizada com seis egressos do Projeto PET/Conexões de Saberes, mediante entrevistas semiestruturadas, e os dados foram tratados com base na técnica de análise de conteúdo temático-categorial proposta por Bardin (1977). Foi possível constatar que as contribuições do Projeto de Educação Tutorial PET/Conexões de Saberes, fundamentadas na Educação Popular, para a formação docente e construção das identidades profissionais dos egressos são materializadas em ações suas como o grupo de estudos, e dizem respeito ao desenvolvimento do sentido, por exemplo, de justiça social, solidariedade, trabalho colaborativo, participação, diálogo e autonomia.
  • ARILU CAVALCANTE PEQUENO
  • FAZER-SE SUJEITO NOS MEIOS POPULARES: MOTIVOS E MÓBILES PARA A TESSITURA DOS FIOS DE UMA EXISTÊNCIA
  • Data: 25/02/2021
  • Hora: 15:30
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  • Este estudo, fundamentado no campo da Educação Popular, aproxima-se da compreensão a respeito das mobilizações dos sujeitos dos meios populares, oriundos da EJA e da migração para fins de postos de trabalho. Tem por objeto os motivos e os móbiles como elementos inerentes ao modo de agir cotidianos dos sujeitos dos meios populares com o intuito de apreender transformações significativas e de sentidos propositivos das ações em suas vidas e no modo como isso é apreendido no seu linguajar. A pesquisa, de caráter qualitativo, foi desenvolvida metodologicamente com base na Qualitative Secondary Analysis – QSA e na Teoria Fundamentada, por meio da análise textual. O objetivo geral busca identificar e analisar nos relatos dos sujeitos, oriundos da EJA e da migração, a presença de motivos e móbiles – como condição biossociocultural – dos sujeitos dos meios populares, por estarem e agirem no mundo com projetos abertos que alteram seus trajetos de vidas, estes identificados em uma dissertação e uma tese defendidas na Linha de Educação Popular do PPGE/UFPB e, posteriormente, revisitadas por mim. Para alcançar esse objetivo, esta tese teve as seguintes questões orientadoras: como se caracterizam os motivos e móbiles nos relatos dos sujeitos populares em diversos contextos apresentados em uma pesquisa de mestrado e outra de doutorado da linha de Educação Popular do PPGE/UFPB? Como os motivos e móbiles dos sujeitos dessas pesquisas podem ser investigados na perspectiva do sujeito biossociocultural? Tais questões se entrelaçaram aos eixos de análise emergentes dos dados coletados, conforme sugere a Teoria Fundamentada, quais sejam: saber prático e o saber escolar: uma conexão necessária; a escola como caminho para as apostas enactantes dos alunos da EJA; ensinar e aprender em rede de afetos; os saberes práticos e as conexões mobilizadoras das redes de apoio e o transitar na vida através percepção ativa dos corpos conscientes. O quadro teórico que sustenta a tese baseia-se nos seguintes conceitos: motivos e móbiles (CHARLOT; HANNOUN) e complexidade da condição humana (MATURANA; FREIRE; MORIN; ASSMANN). Os achados da investigação indicam que: pela nossa condição biossociocultural, as situações-limites fazem alguns sujeitos dos meios populares se moverem no mundo, assumindo, no seu tempo, suas tarefas, buscando respostas aos diversos desafios da vida que interferem e alteram seus trajetos de vidas e que o mobilizar-se desses sujeitos parte dos motivos e dos móbiles, como aspectos inerentes ao viver e ao conhecer, entendendo os motivos como fenômeno das cogitações e os móbiles como fenômeno das disposições para a ação. Nesse sentido, a compreensão é que na condição de sujeitos biossocioculturais, os motivos e os móbiles são elementos entrelaçados aos movimentos cotidianos desses indivíduos, com o intuito de transformação (como significado e sentido) propositiva das suas vidas e buscas, por essa razão, coube nesta pesquisa pôr em questão uma Pedagogia da Vida, ou seja, uma escola aberta ao conhecimento vivo para sujeitos vivos.
  • RAÍSA ALBUQUERQUE ANDRADE
  • PRÁXIS E RESISTÊNCIA MULTICULTURAL NO PROCESSO FORMATIVO DE PROFESSORES/AS: um anúncio das intervenções de Grupos e Núcleos de Estudo, Pesquisa e Extensão
  • Data: 25/02/2021
  • Hora: 15:00
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  • Para além das denúncias, os anúncios de superação – anúncios de Práxis e Resistência Multicultural. Práxis, consonante o pensamento freireano, tem a ver com a indissociabilidade entre reflexões teóricas e ações transformadoras. Resistência Multicultural trata-se de um conceito aprofundado por McLaren (1997), fundamentado em abordagens mais críticas do Multiculturalismo, consistindo em intervenções comprometidas com problematizações referentes aos lugares e sentidos atribuídos à raça, classe, gênero e orientação sexual. Almeja-se o desenvolvimento de práticas que ressaltem políticas para as diferenças, questionando e desestruturando os padrões normativos estabelecidos pelo Capitalismo, Colonialismo e Patriarcado - estruturas de dominações responsáveis pela produção de muitas das situações de opressões. Neste estudo, parte-se do pressuposto de tese que, os Grupos e Núcleos de Estudo, Pesquisa e Extensão vinculados à Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que visibilizam temáticas relacionadas às políticas para as diferenças com abrangência ao campo da Educação, realizam intervenções que configuram-se como ações de Resistência Multicultural no processo formativo de professores/as na instituição. Assim, o objetivo geral foi investigar e anunciar as atuações destes Grupos e Núcleos. Para tanto, foram elencados os seguintes objetivos específicos: apontar os percursos de criação e recriação dos Grupos e Núcleos; pesquisar quais ações vêm sendo desenvolvidas através da atuação destes espaços, ao longo dos anos, e apontar quais as contribuições das ações desenvolvidas por estes coletivos para o processo formativo dos/as professores/as da instituição, caracterizando as intencionalidades destas ações. As escolhas teóricas e metodológicas foram fundamentadas nos pressupostos filosóficos, epistemológicos e pedagógicos freireanos em diálogo com demais teóricos do campo da Pedagogia Crítica, que compartilham de pensamentos semelhantes no que se refere aos conceitos de Práxis, Resistência e Multiculturalidades, dentre eles, Giroux (1986) e McLaren (1997). Os anúncios das ações de Práxis e Resistência Multicultural foram analisados à luz de uma trama conceitual freireana, sendo possível identificar, nas atuações dos Grupos e Núcleos, proximidades com o pensamento freireano desenhado na trama, posto que as intervenções superam situações limite; encontram e concretizam inéditos viáveis; possibilitam conscientização; promovem Educação à Libertação e; portanto, se configuram como Práxis Política. Confirma-se, nesse sentido, o pressuposto de tese: há Práxis e Resistência Multicultural no processo formativo de professores/as, a partir das intervenções destes Grupos e Núcleos anunciados. Referidas intervenções contemplam não tão somente a formação inicial de professores/as na UFPB, bem como ultrapassam os muros institucionais, contribuindo também em formações continuadas e atendendo ainda determinados anseios sociais.
  • AGDA PATRICIA PONTES DE AQUINO
  • Uma arqueologia do discurso sobre o ensino de fotografia na formação superior em jornalismo no Brasil: o status marginal do fotojornalismo
  • Data: 25/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa de doutorado investigou o lugar discursivo do ensino de fotografia nos cursos de jornalismo do Brasil. Para isto, recorreu ao caminho teórico-metodológico proposto por Foucault (2005), no livro A arqueologia do saber, a Análise Arqueológica do Discurso (AAD), que orientou o mapeamento das fontes, da escavação das formações discursivas e da identificação das séries enunciativas, cujos achados foram sistematizados em Árvores de Derivação Arqueológica (ADA). A pesquisa se justifica, principalmente, pela falta de conhecimentos específicos sobre o assunto no país, em especial com essa abordagem. O ponto de partida da análise foram as atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Jornalismo, publicadas em 2013. A constatação da ausência da fotografia nesse documento levou à hipótese da marginalização da fotografia no discurso sobre o ensino de jornalismo nos cursos de graduação do país e à pergunta central: que formações discursivas conferem o status marginal à fotografia nos cursos superiores de jornalismo no Brasil? Identificamos, na dispersão das fontes, uma regularidade que aponta para séries enunciativas que compreendem, principalmente: o jornalista enquanto um intelectual do texto; a fotografia como uma atividade puramente técnica e não intelectual; uma formação voltada para o mercado e retroalimentada por ela; a fotografia como conteúdo necessário à formação, porém compreendido como algo sobre o qual o jornalista deve saber sobre e não necessariamente saber fazer; e um curso que não objetiva formar fotojornalistas, sendo a tarefa do registro fotojornalístico uma atribuição de outro profissional, o fotógrafo. Assim, concebemos a tese de que a natureza técnica da fotografia estabelece uma relação pedagógica diferenciada que situa o discurso sobre seu ensino em um status marginal na formação superior em jornalismo no país.
  • EVANDRO COSTA DE MEDEIROS
  • REDE EPISTÊMICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NA AMAZÔNIA: Sujeitos Coletivos em Movimento por uma Política e Pedagogia do Inédito Viável no Sudeste do Pará
  • Data: 25/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • Partindo da historicidade do Movimento Nacional de Educação do Campo entendido como uma Rede Político-Pedagógico e Epistêmica de Educação do Campo, o presente trabalho busca, compreender produzir e sistematizar dados sobre a origem e trajetória histórica do Movimento de Educação do Campo que emerge no Brasil e na região sudeste do Pará a partir do final dos anos de 1990, relacionando sua raiz histórica no movimento de Educação Popular ocorrido na região os anos de 1970 e 1980 e apresentando o Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará como o sujeito-espaço coletivo através do qual se materializa e se consolida tal movimento e a Rede Político-Pedagógico e Epistêmica do Campo do Sudeste do Pará. Essa rede desencadeou um conjunto de conquistas das populações do campo com a criação e consolidação institucional dos cursos de Educação do Campo no Brasil e no Pará, além de debater o direito à educação, as ações desenvolvidas a partir da rede envolvendo movimentos sociais e universidade possibilitou a ampliação da luta pelo direito à educação escolar para dar conta da luta pelo direito da população do campo à uma educação diferenciada. A Educação do Campo, trata-se de um paradigma político-pedagógico em construção que orienta uma práxis coletiva em movimento, que orienta os pensamentos, sentimentos e ações de sujeitos organizados em coletivos políticos que tomam a educação como potente elemento impulsionador de processos de transformações sociais, amplas e radicais, e a luta pelo direito à educação, sustentada no protagonismo pedagógico e epistêmico dos povos do campo, como estratégia para conquista de condições favoráveis ao desenvolvimento, autonomia, sustentabilidade e emancipação das comunidades camponesas no Brasil. Deste modo, se propõem a analisar os avanços, potencialidades e limites desta rede e das conquistas que resultam de sua atuação na região, focando: i) as experiências dos projetos executados pelo PRONERA e dos cursos desenvolvidos pela Faculdade de Educação do Campo (UNIFESSPA) e pelo Campus Rural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), instalado no Assentamento de Reforma Agrária “26 de Março”, em Marabá.; e ii) e sua capacidade de mobilização de debates e de influência na agenda dos governos municipais e do estado no que diz respeito a construção de uma política pública em Educação do Campo no Pará. Por fim, busca refletir sobre os desafios postos ao Movimento de Educação do Campo pelo momento conjuntural no sudeste paraense e no país.
  • EVANDRO COSTA DE MEDEIROS
  • REDE EPISTÊMICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NA AMAZÔNIA: Sujeitos Coletivos em Movimento por uma Política e Pedagogia do Inédito Viável no Sudeste do Pará
  • Data: 25/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • Partindo da historicidade do Movimento Nacional de Educação do Campo entendido como uma Rede Político-Pedagógico e Epistêmica de Educação do Campo, o presente trabalho busca, compreender produzir e sistematizar dados sobre a origem e trajetória histórica do Movimento de Educação do Campo que emerge no Brasil e na região sudeste do Pará a partir do final dos anos de 1990, relacionando sua raiz histórica no movimento de Educação Popular ocorrido na região os anos de 1970 e 1980 e apresentando o Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará como o sujeito-espaço coletivo através do qual se materializa e se consolida tal movimento e a Rede Político-Pedagógico e Epistêmica do Campo do Sudeste do Pará. Essa rede desencadeou um conjunto de conquistas das populações do campo com a criação e consolidação institucional dos cursos de Educação do Campo no Brasil e no Pará, além de debater o direito à educação, as ações desenvolvidas a partir da rede envolvendo movimentos sociais e universidade possibilitou a ampliação da luta pelo direito à educação escolar para dar conta da luta pelo direito da população do campo à uma educação diferenciada. A Educação do Campo, trata-se de um paradigma político-pedagógico em construção que orienta uma práxis coletiva em movimento, que orienta os pensamentos, sentimentos e ações de sujeitos organizados em coletivos políticos que tomam a educação como potente elemento impulsionador de processos de transformações sociais, amplas e radicais, e a luta pelo direito à educação, sustentada no protagonismo pedagógico e epistêmico dos povos do campo, como estratégia para conquista de condições favoráveis ao desenvolvimento, autonomia, sustentabilidade e emancipação das comunidades camponesas no Brasil. Deste modo, se propõem a analisar os avanços, potencialidades e limites desta rede e das conquistas que resultam de sua atuação na região, focando: i) as experiências dos projetos executados pelo PRONERA e dos cursos desenvolvidos pela Faculdade de Educação do Campo (UNIFESSPA) e pelo Campus Rural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), instalado no Assentamento de Reforma Agrária “26 de Março”, em Marabá.; e ii) e sua capacidade de mobilização de debates e de influência na agenda dos governos municipais e do estado no que diz respeito a construção de uma política pública em Educação do Campo no Pará. Por fim, busca refletir sobre os desafios postos ao Movimento de Educação do Campo pelo momento conjuntural no sudeste paraense e no país.
  • ISABELA NATHÁLIA NUNES TRISTÃO
  • “OS CABOUQUEIROS DO EDIFÍCIO NACIONAL”: MODELOS DOCENTES EM DISPUTA EM PERNAMBUCO (1889 – 1911)
  • Data: 24/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • Esta investigação está inserida no campo de estudo da História da Educação e tem como objetivo geral analisar os modelos docentes em Pernambuco, no final da segunda metade do século XIX e início do Século XX (1889 – 1911). Com os nossos objetivos específicos, examinamos as queixas envolvendo docentes, os quais se tornavam motivos de reclamações e processos disciplinares gerados nas instâncias dos poderes públicos; investigamos o desenvolvimento dos processos disciplinares por meio de situações específicas vivenciadas por professores (as); e articulamos com os discursos e ações governamentais relativos aos comportamentos, valores e práticas dos professores, considerados desejáveis e adequados. Buscando contemplar as análises das possíveis transformações na transição entre o Império e a República brasileira, utilizamos como fontes os códices da Instrução Pública (IP), a série Câmaras Municipais (CM), os relatórios dos Inspetores da Instrução Pública, os regulamentos e os jornais digitalizados na Hemeroteca Digital do Site da Biblioteca Nacional. Ao utilizar o Paradigma Indiciário (GINZBURG, 1989) como postura investigativa, identificamos e investigamos, com base na Análise de Discurso (FOUCAULT, 1971; 1986; 2019), as falas veiculadas pelos agentes governamentais a respeito dos critérios estabelecidos para o ingresso no magistério e o exercício da “boa docência”, correlacionando tais critérios com os casos de denúncias e processos disciplinares contra os docentes públicos de Pernambuco. Tomamos como referência e analisamos um caso específico – o do Professor Francisco Marques da Trindade. A partir deste caso e de outras situações estudadas, esta pesquisa apresenta como resultado a constatação de que, apesar da existência de um conjunto de regramentos e dispositivos estatais centrados na fiscalização e no controle das práticas docentes, havia condutas docentes que configuravam-se como “desviantes”, as quais geravam, consequentemente, remoções de professores(as), facilitadas pelas redes de sociabilidades e ou aliados, estes últimos com vínculos formais ou mesmo informais.
  • JOSÉ DOUGLAS DE ABREU ARAÚJO
  • A DIMENSÃO DA EDUCAÇÃO NOS PROCESSOS DE RESSOCIALIZAÇÃO E HUMANIZAÇÃO NO CÁRCERE NA PERSPECTIVA DE AGENTES EDUCATIVOS
  • Data: 24/02/2021
  • Hora: 10:00
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  • Este trabalho está vinculado à Linha de Educação Popular, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba (PPGE-UFPB) e visa investigar por meio das narrativas de agentes educativos os limites e possibilidades da educação no contexto de socialização e humanização nas prisões, tendo como base questionamentos do tipo: Como a educação pode contribuir no processo de socialização e humanização das pessoas em situação de restrição e privação de liberdade? Assim, para respondermos a tal questionamento objetivamos compreender a dimensão da educação nos processos de ressocialização e humanização de pessoas em situação de privação de liberdade na perspectiva de agentes educativos da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, em João Pessoa, Paraíba. E, mais especificamente, buscar: i) investigar como tem ocorrido a reintegração social extramuros dos detentos da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes através da educação; ii) analisar os discursos dos agentes educativos quanto às práticas educativas voltadas à socialização e humanização dos detentos; e iii) identificar as aproximações e distanciamentos presentes nas práticas educativas da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes quanto às necessidades socioeducacionais dos detentos na perspectiva da garantia dos direitos humanos. Como construção metodológica, foi empregado a abordagem qualitativa com o uso do método narrativo, sendo adotado para a geração dos dados a entrevista semiestruturada que contou com a participação de cinco agentes educativos que viabilizam, administram e implantam as ações educativas e a (auto)biografia desse autor, a partir de suas experiências na prisão, tendo como espaço da pesquisa a Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, em João Pessoa, Paraíba. O material empírico foi analisado pela Análise Textual Discursiva. A análise desvelou que a educação ofertada na instituição é insuficiente com baixo nível de eficácia devido a negligencia com a oferta ampla de assistência educacional inibindo sua contribuição nos processos de socialização e humanização para reintegração social e prevenção da reincidência. Apesar do déficit de práticas humanas e sociais, a educação em exercício na unidade propicia possibilidade para aqueles que podem acessá-la com processos socializadores e humanizadores que são importantes para a recuperação e aprendizagem dos privados de liberdade. Para a superação das dificuldades falta uma intervenção do poder público e da sociedade civil com políticas exequíveis para proporcionar mudanças no exercício da educação garantindo que as políticas sejam ofertadas adequadamente, contemplando as necessidades socioeducacionais na perspectiva dos direitos humanos.
  • MARAIANE PINTO DE SOUSA
  • FORMAÇÃO DOCENTE EM CONTEXTO NEOLIBERAL: PROJETOS E DISPUTAS NAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS
  • Data: 24/02/2021
  • Hora: 10:00
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  • O Ministério da Educação (MEC) lançou no ano de 2018 a proposta da Base Nacional Comum para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica (BNC-F), configurando-se como mais um documento de adequação às necessidades da BNCC, pautado em competências. A discussão que levantamos em torno da Base é a sua confluência com a formação de professores(as), dado ao aspecto prático desses profissionais e alguns questionamentos foram colocados como imperativos quanto aos desafios que essa política tenciona, dado o processo de construção de um novo currículo e seus agentes envolvidos como o setor privado, organizações internacionais, instituições e organizações sociais e OCDE. O direcionamento deste trabalho pretendeu discutir como questão central: como a formação inicial de professores está sendo configurada dentro das políticas educacionais após a aprovação da BNCC? Para tanto, o objetivo geral dessa dissertação foi analisar a formação inicial de professores e sua reformulação após a BNCC. E elegemos como objetivos específicos: a) identificar as mudanças da legislação acerca da formação inicial de professores (as); b) investigar a configuração de formação de professores e os agentes envolvidos e c) analisar o contexto de influência em torno da concepção de formação dos professores e seus desdobramentos. Analiticamente nos ancoramos nos estudos de Arroyo (2011); Ball (2014); Freitas (2018); Apple (2003,2011); Aguiar e Dourado (2019); Rocha (2019), assim como em outros autores cujo trabalho tangem ao nosso tema de pesquisa. Em sentido metodológico, tomamos como base a contribuição de Gonsalves (2011), Richardson (2017), Santos (2010), Michel (2015) e Cellard (2008), que caracterizam a pesquisa como qualitativa e bibliográfica, somando também à análise documental. Para fornecer sustentação utilizamos o Ciclo de políticas de Stephen Ball e colaboradores (1992,1994). Destarte, analisamos a partir do contexto de influência e produção de texto as bases formativas, o pacote de reformas, agenda global, currículo nacional e contexto neoliberal na educação. Assim, o que pretendemos foi a análise de como a formação de professores (as) foi proposta e qual concepção de formação está sendo formulada. O contexto da prática nos possibilitou analisar, a partir de observações e trabalhos que versam sobre o tema da pesquisa, como isso entrou em cena. Somando isso a todos os dispositivos no qual nos debruçamos, atentando para o contexto social global e político, os termos empregados, os agentes envolvidos no desenvolvimento da política e os efeitos dos textos políticos na prática, versando nas modificações acarretadas a partir delas. Compreendemos a partir das análises o que Rocha (2019) destaca, a BNCC é um currículo normativo, que segue uma “lógica racionalista e irreflexiva”, produzindo como efeito também prejuízos à autonomia docente, projetando um professor técnico e performático, mais especificamente, projetando uma atuação docente, uma organização curricular. A padronização dos conteúdos e métodos através da BNCC delimita o trabalho dos(as) professoras(as).
  • MYLLER GOMES MACHADO
  • EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA PARA A CONVIVÊNCIA COM/NO SEMIÁRIDO: o processo de formação continuada de docentes no município de São José dos Cordeiros-PB.
  • Data: 24/02/2021
  • Hora: 09:00
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  • A formação continuada de professores em Educação Ambiental (EA) Crítica contextualizada para a convivência com/no Semiárido é o contexto em que se insere essa pesquisa, tendo como objetivo geral desvelar os princípios teórico-metodológicos, para uma prática crítica-reflexiva, a partir da formação continuada em EA Crítica. Nesse contexto, defendemos a tese que a formação continuada em EA Crítica para a convivência com/no Semiárido proporciona, aos docentes, embasamento teórico-metodológico para uma prática crítica-reflexiva. Para defendê-la, problematizamos os conceitos de EA, EA Crítica, Formação continuada de professores, docente crítico e reflexivo e educação contextualizada para a convivência no Semiárido a partir de autores como Abílio, Layrargues, Lima, Guimarães, Imbernón, Giroux, Contreras, Freire e Articulação do Semiárido brasileiro. Na metodologia, utilizamos como abordagem a pesquisa qualitativa com pressupostos metodológicas da pesquisa-ação crítico-colaborativa como forma de buscar um pensar-agir a partir formação continuada com 13 docentes das escolas públicas da cidade de São José dos Cordeiros, Semiárido paraibano. Como resultados, as práticas pedagógicas dos docentes direcionavam para um fazer com poucas atividades que estimulem, no discente, uma aprendizagem ativa. Sobre os principais tipos de projetos e reflexões realizadas pelos professores acerca da EA, compreendemos que ocorriam em dimensões conservacionistas e/ou pragmáticas, uma vez que esses demonstravam uma Racionalidade Técnica e fragmentada acerca das relações socioambientais que ocorriam na região. O mesmo ocorreu com características do Semiárido, que eram baseadas demasiadamente das influências do Paradigma da Seca, o que denotava uma visão simplificada da realidade. Todavia, a partir das reflexões constantes realizadas durante a pesquisa-intervenção através de ações participativas e crítico-colaborativas entre os envolvidos e da análise dos projetos desenvolvidos, ocorreu o empoderamento dos docentes e a legitimação de práticas pedagógicas emancipatórias, compatíveis com os pressupostos teóricos da EA Crítica, da Educação contextualizada para a convivência com/no Semiárido e da Racionalidade Prática e Crítica. O que possibilitou um novo contexto/parâmetro que pode estimular o redimensionamento das condições materiais que sustentam o Paradigma Cartesiano. Portanto, tendo discernimento de compreender que mais ações e de maneira constante são fundamentais para materializar as mudanças almejadas, concluímos que surgiram diversos elementos, através da análise das percepções e concepções, das vivências e dos projetos desenvolvidos, em que se consolidam características teóricas, metodológicas e práticas em dimensões críticas e reflexivas direcionadas para uma EA Crítica em perspectivas contextualizadas para a convivência com/no Semiárido.
  • MARCOS OLIVEIRA DIAS VASCONCELOS
  • A EDUCAÇÃO POPULAR PARA O CUIDADO EM SAÚDE ANTE A MORTE E O MORRER NAS EXPERIÊNCIAS, APRENDIZADOS E REFLEXÕES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA - PARAÍBA
  • Data: 23/02/2021
  • Hora: 14:30
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  • Nas últimas décadas a temática do cuidado ante a morte e o morrer vem merecendo muitos estudos científicos e publicações. Mas as práticas e serviços de saúde ainda estão distantes da construção compartilhada de um cuidado integral às pessoas com doenças ameaçadoras da vida e a seus familiares. Essa pesquisa de abordagem qualitativa tem o objetivo de investigar contribuições da Educação Popular para o cuidado em saúde ante a morte e o morrer a partir de experiências, aprendizados e reflexões de profissionais de saúde, do município de João Pessoa – PB, que tiveram uma formação marcada de forma significativa pela Educação Popular. A Educação Popular foi o referencial teórico-metodológico empregado nessa pesquisa. A Hermenêutica foi base para a análise e interpretação das narrativas. A entrevista em profundidade com roteiro foi utilizada como estratégia metodológica. Verificou-se que a participação em experiências orientadas pela Educação Popular repercutiu na formação dos profissionais de saúde através da criação de forte vínculo afetivo e político com pessoas, grupos e comunidades populares, que se desdobraram na busca e na criação de práticas de saúde mais integradas aos seus interesses, visões de mundo e condições de vida. Várias contribuições da Educação Popular para o aprimoramento do cuidado ante a morte e o morrer foram sistematizadas a partir das experiências práticas, reflexões e aprendizados dos profissionais de saúde, trazendo inovações em relação às reflexões e aos avanços recentes da tanatologia e a medicina paliativa. A Educação Popular amplia o olhar e a compreensão do lidar com a morte e o morrer, não apenas por buscar a integração de conhecimentos das ciências humanas e sociais com os acumulados pelas diferentes profissões da saúde, mas principalmente por seu investimento na escuta e no diálogo com as pessoas acompanhadas. Isso enriquece as práticas de saúde com valores, saberes, interesses e iniciativas, muito peculiares, das diferentes pessoas e grupos sociais envolvidos em cada situação concreta. Há, assim, uma leitura da realidade e construção de práticas de cuidado que vão muito além da interdisciplinaridade e da interprofissionalidade. A Educação Popular integra conhecimentos conscientes e logicamente estruturados com saberes provenientes da emoção, intuição, espiritualidade e amor. Integra os saberes sistematizados academicamente com os provenientes da experiência vivida e refletida localmente. Configura, assim, uma verdadeira conversão epistemológica na produção do conhecimento em saúde. Ao investir na escuta sensível e comprometida da história de vida e do contexto das pessoas, a Educação Popular se torna também um jeito diferenciado de pensar e ser na vida dos diversos profissionais de saúde. A potência do que é aprendido e do que é construído, de forma compartilhada com as pessoas e a famílias que se cuida, propicia uma radical mudança do modelo de cuidado. Ao ressaltar a legitimidade e investir no protagonismo das pessoas e grupos assistidos, em especial os silenciados e marginalizados, contribui com uma sociedade mais justa, solidária e democrática. O cuidado em saúde ante a morte e o morrer, por se tratar de momento de intensa mobilização, tem um grande potencial educativo e de transformação dos caminhos anteriores do viver e das tradições de cuidado. 5. PALAVRAS-CHAVE: Atitude(s) ante a morte. Cuidado. Educação popular. Educação em saúde. Cuidados paliativos.
  • ANA CRISTINA BATISTA DE SOUZA ROSA
  • CARTAS PARA REBECA: REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER REFLEXÕES EM UMA ESCOLA MILITAR
  • Data: 08/02/2021
  • Hora: 14:00
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  • A violência contra a mulher é problema social, resultante das relações de gênero desiguais entre homens e mulheres, que contribuem para a perpetuação de um modelo de sociedade patriarcal, onde as mulheres se encontram em condição e posição de subordinação, tendo constantemente violados os seus direitos humanos. A desigualdade de gênero desencadeia diferentes formas de violência contra a mulher - psicológica, física, sexual, patrimonial e moral. A escola, como outras instituições sociais, pode através de suas práticas fortalecer a construção de identidades marcadas por relações de desigualdade de gênero que contribuem para reproduzir a violência contra a mulher ou enfraquecer a produção de masculinidades violentas através do currículo escolar. O objetivo desta pesquisa é analisar como docentes de uma escola pública estadual da Paraíba, que teve uma de suas estudantes estuprada e assassinada em 2011, têm problematizado este tema no currículo escolar. Refletir sobre como a violência contra a mulher pode se manifestar e se legitimar dentro e fora do contexto escolar é importante para se pensar em possibilidades de desconstruir práticas que violam os direitos das mulheres. As referências teóricas utilizadas para compreender o fenômeno estudado se baseiam em contribuições de pesquisadoras feministas como Heleieth Saffioti, Lourdes Bandeira, Lia Zanotta Machado, Marlise Matos, Miriam Pillar Grossi, Céli Regina Jardim Pinto, Guacira Lopes Louro, dentre outras/as. A pesquisa foi realizada através da análise documental dos Projetos de Intervenção Pedagógica – PIP e através da aplicação de questionário junto aos/às docentes da escola. Os dados foram analisados sob as lentes dos Estudos Culturais em Educação. Os resultados demonstram que apesar dos/as docentes considerarem a violência contra a mulher um tema importante, este não tem recebido a devida atenção no currículo escolar, mesmo quando a escola tem o nome de uma estudante vitimada.
2020
Descrição
  • FRANCISCA NATALIA DA SILVA RAMOS
  • O MOVIMENTO LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE E SUAS CONEXÕES HISTÓRICAS E FORMATIVAS COM A EDUCAÇÃO POPULAR: um estudo a partir da experiência do Levante em João Pessoa - PB
  • Orientador : ALINE MARIA BATISTA MACHADO
  • Data: 16/12/2020
  • Hora: 15:00
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  • Os movimentos de luta e resistência estiverem sempre presentes na trajetória histórica brasileira, lutando, na maioria das vezes, por melhores condições de existência e buscando a transformação da realidade. Em alguns momentos e conjunturas estiveram mais organizados e em outros momentos mais dispersos, de acordo com as relações de força e poder que se impunham. Uma das formas de enfrentamento e resistência desses movimentos foi a educação, que atuando em especial com a educação popular, busca formas de preparar os militantes do movimento e atuar na sociedade por meio de uma educação que problematizasse essa realidade. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo compreender o movimento protagonizado por jovens, o Levante Popular da Juventude e suas conexões históricas e formativas com a Educação Popular na atualidade. Para tanto, utilizamos o método dialético fundamentando-se epistemologicamente no materialismo histórico dialético. Para alcance dos objetivos utilizamos a entrevista semiestruturada, a observação participante e a análise documental, além do levantamento bibliográfico. Com o intuito de compreender esse material e as práticas desse movimento utilizamos a técnica análise de conteúdo. Em conjunturas de retrocesso ao conservadorismo, estudar as formas de luta e resistência presentes na sociedade torna-se necessário. A entrevistado foi aplicada com 10 militantes, que apresentaram idade entre 20 e 29 anos, sendo apenas 1 natural de João Pessoas. Todos estavam na graduação ou já eram graduados e todos desenvolviam uma ou mais tarefas dentro do movimento. Mediante os resultamos percebemos que o Levante atua em diversas frentes, com ações de luta e mobilização, solidariedade e organização. Outro pilar importante são os processos formativos que foram citados em diversos momentos pelos entrevistados. Por meio da organização, formação e luta, presentes no movimento, percebemos princípios e categorias da Educação Popular, dentre elas, valorização dos saberes dos educandos, educação para a transformação da realidade, consideração da realidade concreta, amorosidade, relação horizontal e linguagem simples nas formações, amorosidade, atuação com a classe trabalhadora, práxis e ações dialógicas. Em alguns momentos o Levante apresenta influencias dos Novos Movimentos Sociais quando traz os significados do movimento para os militantes e contribuições pessoais, mas isso não faz o movimento um NMS, pois ao percebemos o objetivo do Levante e contribuições para a sociedade fica clara sua relação com os movimentos clássicos com o paradigma marxista, devido a centralidade na luta de classe e objetivo de transformação da realidade. Em conclusão, a atual conjuntura de pandemia tem influenciado as ações do Levante, que passou a intensificar a batalha das ideias nas redes sociais e desenvolver mais ações de solidariedade. O que percebemos é que o movimento, no seu tripé, organização, formação e luta, embora encontre desafios, sempre procura trazer sua práxis fincada na Educação Popular.
  • MARILLIA GABRIELLA DUARTE FIALHO
  • Evasão universitária, planejamento de ensino e singularidade discente
  • Orientador : EMILIA MARIA DA TRINDADE PRESTES
  • Data: 16/12/2020
  • Hora: 09:00
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  • presente pesquisa se propôs a estudar a evasão universitária a partir das singularidades discentes. Considera que o fenômeno possui uma relação direta com o percurso de vida do alunado em diferentes etapas de vidas e contextos. Que o ingresso no ensino superior, um novo espaço de aprendizagens, dinâmico e diversificado, desafia o alunado para permanecer ou abandonar o curso, dependendo, entre outros fatores, da sua integração com o meio acadêmico e com a proposta acadêmica adotada pelo professor, realçando o que denominamos de singularidade docente. A busca de existência de imbricação entre a singularidade docente, o planejamento e a evasão estudantil se apoia na questão: Como a singularidade discente pode ser considerada no planejamento curricular de forma a minimizar a evasão nos cursos de graduação presencial do campus I da UFPB? A questão de pesquisa se operacionaliza no objetivo: Identificar e analisar as possibilidades de relações entre a evasão escolar e a organização dos planos de ensino de graduação da UFPB contemplando aspectos relacionados às singularidades do alunado. A tese defendida é a de que existe uma relação entre evasão e planejamento de ensino, devido a que os docentes adotam planejamentos prontos, sem contemplar as singularidades discentes, suas necessidades acadêmicas, motivações e dificuldades de aprendizagems. A metodologia adotada, de natureza quali e quanti, foi operacionalizada através de três instrumentos: O primeiro, um questionário com questões abertas e fechas e aplicado a 660 alunos ingressantes dos períodos de 2016.2, 2017.1 e 2017.2, com a intenção de traçar o perfil discente e observar a percepção destes, ao longo de três semestres, sobre a possibilidade de permanecer ou se evadir do curso O segundo, uma entrevista estruturada, aplicada a 30 alunos evadidos da UFPB, objetivou identificar os fatores que contribuíram para a efetivar a evasão, e, por fim, levantou-se 70 planos de ensino referentes a 14 cursos de graduação. As análises das informações relacionadas com a questão e os objetivos da pesquisa, assim como a tese levantada, foram tratadas com a utilização de métodos estatísticos, análises dos discursos e análises de questões estruturais, acadêmicas e relacionais específicas do planejamento curricular. Os três instrumentos adotados e as análises dos seus dados, permitiram diagnosticar os fenômenos que possibilitam a evasão e se chegar a conclusão de que existe um percurso percorrido pelo alunado antes de se evadir; que essa decisão evasão dar-se por etapas, partindo de uma causa principal e desencadeando outros subfatores secundários, como ausências das habilidades sociais, empatia, respeito, ética, civilidade, trabalho em equipe e comunicação, todos eles contribuintes para a decisão final de se evadir. Finalmente, quando se relaciona a singularidade docente com o planejamento escolar conclui-se que este se relaciona com o progresso técnico, com foco no conteúdo e não nas necessidades e experiencias do alunado. Acredita-se que o planejamento docente deve ser equilibrado entre o progresso técnico e humanos, qualificando o processo ensino e aprendizagem focalizado no aluno e possibilitando a minimização da evasão universitária. A abordagem do estudo, de natureza inédita e exploratória, requer outra pesquisas, maiores reflexões e aprofundamentos para fortalecer a validação da tese.
  • EDUARDO JORGES PUGLIESI
  • A ORDEM DO DISCURSO DA IMAGEM VISUAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO ENSINO MÉDIO DA REDE ESTADUAL DA PARAÍBA
  • Data: 11/12/2020
  • Hora: 14:30
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  • O século XXI tem como marca indelével a onipresença da imagem visual em seus vários gêneros, assim é mister desenvolver abordagens que permitam aproximar-se dela em seu campo de existência. A escola enquanto espaço cultural tem como finalidade a formação dos sujeitos sociais e desta maneira, desempenha um papel muito importante. Pois, ela exerce a função mediadora por meio das práticas educativas do saber histórico acumulado que estão presentes nos livros didáticos usados na mesma. É partir desse local, que esta pesquisa se oferece a investigar a ordem do discurso nos livros didáticos de história do ensino médio da rede estadual da Paraíba estabelecida pelas séries enunciativas que posicionam as imagens visuais ao longo dos mesmos. Esta é uma pesquisa de natureza analítico-descritiva situada no contexto das investigações qualitativas. A abordagem teórico-metodológica escolhida para realizar a análise dos achados foi a Teoria Arqueológica do Discurso (TAD), de Michel Foucault (2015) que possui um horizonte operativo baseado em três etapas, a saber: mapear, escavar e analisar descritivamente (ALCANTARA; CARLOS, 2013) que opera da seguinte maneira: na primeira etapa – a fase de horizontalização da pesquisa, representa o momento em coletamos os dados, as informações, onde são encontrados os primeiros indícios; na segunda etapa – a fase em que a pesquisa será verticalizada, marca o instante em que nos debruçamos sobre o que foi selecionado e assim constituir o terreno arqueológico da investigação, o local onde a escavação ocorrerá mediante a escolha das ferramentas mais adequadas; na terceira e última etapa – ocasião em que os achados da pesquisa serão comunicados. Por isso, esta é a abordagem mais adequada para trabalhar com o objeto desta pesquisa. Através da análise das imagens visuais postas ao longo das páginas dos três livros didáticos de história da rede estadual da Paraíba devido em primeiro lugar, à importância que elas ganharam na sociedade contemporânea; em seguida, ao fato delas acionarem saberes que estão presentes nas ordens discursivas; e por fim, pela abundância delas que foram identificadas nas séries enunciativas que estabeleceram ordens de discurso específicos, a saber: o discurso histórico-cultural – por meio de séries enunciativas dispersas ao longo do tempo histórico que constituem uma regularidade discursiva; o discurso didático-pedagógico – representa um achado muito significativo, pois ele ordena a forma pela qual a imagens visuais estarão postas nos livros didáticos pesquisados com fins de ensino; e o discurso político-ideológico – aqui temos um achado de suma importância para a compreensão do mundo contemporâneo, uma vez que as séries enunciativas presentes possuem uma regularidade de antagonismo que estabelecem as suas disposições em sentidos opostos, sempre em ângulos de confrontos.
  • JULIANA BARROS DE OLIVEIRA
  • "A escola entre-vista: relações de interdependência entre a EEEFM Professor João José da Costa e o Bairro da Torre (1984-2019)."
  • Data: 04/12/2020
  • Hora: 09:00
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  • RESUMO Na busca de se compreender o espaço urbano, o bairro surge como uma espécie de microespaço que se integra à cidade, sendo entendido como lugar em que a vida social acontece, esse lugar faz parte do traçado urbano de uma dada localidade onde, frequentemente, localiza-se uma escola, instituição que, por sua vez, apresenta um papel fundamental, no que diz respeito à educação formal. Além de ser percebida na condição de equipamento urbano inserido em uma determinada comunidade, a escola é capaz de produzir uma cultura que lhe é própria, conforme enfatiza Julia (2001), além de estabelecer, junto ao bairro, interdependências, na perspectiva de Elias (2008), caracterizando uma figuração formada entre bairro e escola, tal como ocorre entre a EEEFM Professor João José da Costa e o bairro da Torre. Nas relações entre bairro e escola e escola e bairro, expressam-se figurações em que os indivíduos ocupam funções que se alternam, em que escola e bairro se apresentam como lócus de aprendizagem e como lugares em que se ancoram a memória dos indivíduos que estabelecem relações em ambos os espaços. Desse modo, analisar as interdependências entre a EEEFM Professor João José da Costa e o bairro da Torre se constitui no objetivo geral desta tese. Para tanto, foram utilizadas, na condição de fontes para compor a análise, os relatos orais de memória de depoentes que vivenciaram experiências nos espaços da escola e do bairro, bem como excertos de jornais e fontes produzidas pela escola, sobre a escola e sobre o bairro. A análise de tais fontes, unindo-se ao arcabouço teórico-metodológico utilizado para compor a tese, desenvolveu-se perpassando categorias que emergiram das próprias fontes, a exemplo de lugar, tempo e arquitetura, abarcando-as, sucessivamente, no decorrer da constituição das seções que a compõem. Portanto, as relações de interdependência observadas entre escola e bairro e entre bairro e escola determinam as figurações existentes nesses lugares, observando-as à luz da teoria eliasiana, bem como alicerçando-as no entendimento de Portelli (1997) (2000), ao observar a entre-vista na condição de experimento entre entrevistador (a) e entrevistado (a) em que juntos, são capazes de constituir os relatos orais de memória. Diante das análises realizadas, encontra-se uma escola e um bairro estabelecidos para além dos limites de sua materialidade, reconstituídos através da memória dos (as) entrevistados (as), percebidos como lugares de aprendizagem em que essas memórias se ancoram.
  • RICARDO TARGINO PEREIRA
  • A EDUCAÇÃO EMOCIONAL E A ABORDAGEM À EMPATIA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 30/11/2020
  • Hora: 13:00
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  • O presente trabalho busca analisar os processos relacionados à educação emocional na concepção da emoção empatia no contexto da educação de jovens e adultos. O trabalho de campo foi realizado com a abordagem qualitativa e perspectiva Fenomenológica. Foi feita a aplicação de entrevistas em uma escola pública de João Pessoa/PB com o corpo docente que leciona na turma de EJA. Realizou-se também observação como meio de compreender as relações estabelecidas em sala de aula. Os dados foram analisados em uma perspectiva para compreender as informações trazidas pelos instrumentos de coleta de dados além do contexto relacional em que esses indivíduos estão inseridos. Como resultado, obteve-se que, no processo de ensino e aprendizagem dos educadores e educandos, está presente a empatia e sua importância na construção de um ambiente educacional saudável. Porém, percebeu-se a necessidade de um processo de formação em educação emocional para o desenvolvimento de práticas que contribuam na formação educacional. Nesse sentido, o resultado da pesquisa possibilitou a criação de um quadro que objetiva o desenvolvimento de habilidades empáticas necessárias para a formação de um educador.
  • EMANOEL LOURENÇO DA SILVA
  • POLÍTICA DE GESTÃO ESCOLAR PARA RESULTADOS: uma análise do Índice de Eficiência Gerencial na educação pública estadual de Pernambuco
  • Data: 27/11/2020
  • Hora: 14:00
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  • Esta investigação científica examinou o Índice de Eficiência Gerencial (IEG), um instrumento de responsabilização dos diretores escolares adotado como política de gestão da educação pública estadual de Pernambuco. A discussão se fundamenta na premissa de que a gestão para resultados, via “eficiência gerencial”, suplanta a gestão democrática tornando a escola cada vez mais empresarial (menos custos, mais eficiência) e menos democrática. Nesse sentido, o modelo de gestão baseado em formas de mercado fomenta o surgimento de um novo perfil de diretor escolar mais preocupado com os resultados econômicos do que com o processo democrático, dialógico. Essa gestão transforma o funcionário público a partir de dentro das escolas criando um novo éthos nos profissionais em educação e isso tem implicações na configuração de cidadão e de sociedade que se quer formar. O objetivo central da investigação foi analisar a “eficiência gerencial” como mecanismo de responsabilização verticalizada do diretor escolar e sua influência na promoção de um modelo de gestão da educação em Pernambuco. A metodologia da pesquisa teve como eixo o ciclo de políticas de Stephen Ball e seus colaboradores, na tentativa de analisar o campo das políticas educacionais e compreender como são formuladas e implementadas/atuadas em diferentes contextos. Os instrumentos de coleta de dados foram a pesquisa documental e a entrevista semiestruturada com sujeitos implicados no desenvolvimento da política em análise.A temática investigada é de grande relevância para apontar o contexto da prática da ação gestora a partir da implantação/atuação de uma política gerencialista baseada na lógica de mercado e constatou que a “grande sacada” para realizar a reforma de gestão em Pernambuco foi colocar na mão do diretor escolar a responsabilidade pelo ajustamento fiscal. Como o pagamento do Adicional de Eficiência Gerencial (AEG), só ocorre se a equipe gestora estiver em dia com o ajustamento da carga horaria da escola, da prestação de contas e da inserção de informações gerenciais no site da Secretaria de Educação e Esportes, há uma constante sensação de vigilância e possibilidade de punição, por meio do não recebimento da gratificação. Tal conduta transforma a subjetividade dos diretores escolares regulando-as pelo modelo de mercado e os sobrecarregando com uma nova burocracia virtual em prol de uma escola voltada para a competição, comparação e performatividade.
  • MARIA APARECIDA VIEIRA DE MELO
  • O DISCURSO SOBRE O POSICIONAMENTO INTERCULTURAL DO SUJEITO NA POLÍTICA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO PARA EDUCAÇÃO DO CAMPO
  • Data: 12/11/2020
  • Hora: 14:00
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  • A educação, enquanto prática social, posiciona os sujeitos sociais de diferentes modos conforme pode ser verificado ao longo da história brasileira e latino-americana. Recentemente, constatou-se o aparecimento de uma ordem discursiva que prima pela diferença e diversidade cultural na educação. Esse acontecimento se faz sentir no território da educação do campo por meio dos movimentos sociais onde os sujeitos do campo assumem posições e funções afirmativas de valorização de seus direitos, de sua cultura, de seus saberes e comprometimentos com a transformação social, rompendo, assim, com o discurso hegemônico sobre a educação no seio da cultura das elites dominantes. Nesse contexto, a interculturalidade, enquanto estratégia de fortalecimento dos movimentos sociais do campo, insere-se numa ótica contra hegemônica e decolonial. Considerando esse pressuposto, esta pesquisa tem como tese a assertiva de que a interculturalidade funciona como um princípio orientador da posição do sujeito do campo na Política Nacional do Livro Didático. Assim, seu objetivo geral visa analisar o posicionamento intercultural do sujeito campesino na ordem do discurso da educação do campo e, como objetivos específicos mapear os textos-fontes que fundamentam o PNLD/campo; identificar as séries de signos que evidenciam as diferentes posições do sujeito do campo; descrever os feixes de relações que especificam a posição do sujeito do campo; elucidar ordens discursivas relacionadas à posição intercultural do sujeito do campo e, por fim, explicitar o funcionamento da interculturalidade como princípio orientador da feitura da PNLD. A caixa de ferramenta teórica/metodológica adotada é a análise arqueológica do discurso de Michel Foucault (2008), a qual, nos oferece condições de responder as seguintes indagações: que feixes de relações são acionados na PNLD para definir as posições dos sujeitos do campo? Que séries de signos constituem a ordem discursiva da PNLD? Quais os correlatos da interculturalidade demarcam a posição do sujeito do campo? As fontes iniciais desta investigação são: PNLD – 2013 e 2016. Alguns achados da PNLD apontam a posição intercultural do sujeito do campo, vinculadas à democracia, aos direitos humanos, a perspectiva decolonial e aos estudos culturais. Pois, a posição dos sujeitos do campo atravessa os sujeitos em suas singularidades e particularidades, dando ênfase as suas diferenças em meio a diversidade intercultural da qual se posicionam na política nacional do livro didático para educação do campo.
  • ALINE FREIRE FALCÃO
  • CLASSE HOSPITALAR NA PEDIATRIA: CONTRIBUIÇÕES DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR
  • Data: 10/11/2020
  • Hora: 09:30
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  • RESUMO No período de hospitalização, a criança/adolescente se distancia de suas atividades diárias e passa a se inserir em um ambiente complexo com vários procedimentos dolorosos e com barulhos constantes, caracterizando um contexto diferente de sua rotina habitual e também de seu convívio familiar e social. É na Classe Hospitalar, que se garante a possibilidade de pacientes/alunos serem acolhidos na continuidade dos processos escolares. Este estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de campo, com abordagem qualitativa, com o objetivo de investigar a percepção dos integrantes do projeto de extensão “Atendimento a Criança e ao Adolescente Hospitalizado”, da equipe interdisciplinar da pediatria diante as abordagens realizadas pelo projeto no Hospital Universitário em João Pessoa- PB. Procuramos identificar métodos que integrem a equipe interdisciplinar, no qual o pedagogo e profissionais de saúde contribuem no processo de escolarização e aprendizagem das crianças/adolescentes, visando também, analisar a importância da classe hospitalar na melhoria do estado geral das crianças/adolescentes. Esta pesquisa foi aprovada pelo comitê de Ética com CAEE de nº 30420220.0.0000.5183. Após a aprovação do comitê de ética em Pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley, foi iniciado o processo de coleta de dados realizado de forma individual, mediante um instrumento e apresentação do TCLE, onde foi usado pelo pesquisador o registro escrito, em local apropriado e livre de interrupções, no Hospital Universitário Lauro Wanderley, na Universidade Federal da Paraíba, localizado no município de João Pessoa/PB. Foi aplicado um questionário semiestruturado com 6 participantes, escolhidos por conveniência, distribuídos entre os integrantes do Projeto Atendimento a Criança e ao Adolescente Hospitalizado e os profissionais de saúde presentes no momento da coleta no ano de 2020. Em seguida, foi realizado a análise pelo conteúdo das falas dos participantes, através do método de Bardin. O trabalho obedeceu às normas e diretrizes regulamentadas pela resolução 466/12, que regem as pesquisas envolvendo seres humanos. Esperamos com este estudo colaborar para o aprendizado em ambientes fora do contexto escolar, promovendo um cuidado integral e humanizado dessas crianças/adolescentes em um ambiente hospitalar, no qual compreendemos que, todos os profissionais corroboram com aptidão e interesse na execução do atendimento, visto que é algo que proporciona atividades práticas pedagógicas lúdicas que rebuscam os momentos escolares com mais sutileza dentro do serviço de internação.
  • SARA BARROS MONTEIRO DE CARVALHO
  • PEDAGOGIA JURÍDICA: A ATUAÇÃO DE PEDAGOGAS NAS EQUIPES MULTIDISCIPLINARES DO FÓRUM DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DE JOÃO PESSOA-PB
  • Data: 30/10/2020
  • Hora: 09:00
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  • Diante das novas configurações pedagógicas que se instalam em diferentes espaços sociais, o(a) Pedagogo(a) tem assumido a demanda de atuação no âmbito jurídico, visando preservar o estado de desenvolvimento da criança e do adolescente no processo da proteção e promoção de direitos e deveres, especificamente após a promulgação da Lei de nº. 8.069, de 13 de julho de 1990, que constituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990). Desse modo, a presente pesquisa se estrutura em torno do objetivo de investigar as concepções e processos de atuação de cinco Pedagogas junto às equipes multidisciplinares do Fórum da Infância e Juventude da comarca de João Pessoa-PB, desdobrando reflexões sobre uma perspectiva emergente de conceitos e práticas reconhecidas, atualmente, como Pedagogia Jurídica, um âmbito do trabalho pedagógico não escolar que instiga a ressignificação do que se compreende por Pedagogia e profissão de Pedagogo(a). Utilizaram-se como base teórica os estudos de pesquisadores como Rizzini e Pilotti (2011), Pimenta (1996; 2002), Libâneo (1998; 2005; 2006), Severo (2015; 2016; 2017; 2019), Melo e Santos (2015), Saviani (2007), Padilha (2008), Moura e Zucchetti (2006; 2019), Moura, Zucchetti e Menezes (2014), entre outros. A pesquisa foi desenvolvida numa abordagem qualitativa, inspirada por uma epistemologia construtivista com base no Interacionismo Simbólico, fundamentado em Blumer (1986). Como estratégia para coleta de dados, usou-se a entrevista semiestruturada, adotando para sua interpretação o método de Análise de Conteúdo (AC), conforme Bardin (2011). Os resultados apresentados apontam que as práticas de atuação das entrevistadas apresentam um viés social, buscando desenvolver com as partes (litigante e litigados) das ações judiciais um processo de aprendizagem por meio de uma reflexão ou mediação pedagógica, utilizando, para tanto, instrumentos como roteiro de entrevista, questionários, pareceres e relatórios, que facilitam a produção e organização de informações necessárias para subsidiar a conduta jurídica envolvendo cada situação analisada, entre outras ações de natureza educativas desenvolvidas extraprocessualmente. Além disso, apresentou-se uma avaliação das formações recebidas pelas entrevistadas em relação ao curso de licenciatura em Pedagogia, tendo sido indicado um desconhecimento sobre a temática da Educação Não Escolar, além da falta de vivência nesse âmbito, fato que dificultou a atuação inicial da entrevistadas no espaço da Justiça. Outro dado relevante é a falta de administração por parte da instituição a fim de capacitar as profissionais para o encaminhamento das demandas recebidas. Embora reconheçam a especificidade pedagógica do seu fazer profissional, as entrevistadas destacam desafios para se legitimarem nas equipes multidisciplinares, sinalizando caminhos para fortalecimento do espaço da atuação de pedagogos(as) no âmbito judiciário.
  • ALINE RODRIGUES DE ALMEIDA
  • A EDUCAÇÃO ENQUANTO EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA E A ESCOLA VIVA OLHO DO TEMPO: O PARTILHAR DE SABERES EM UMA RODA DE SONHOS POSSÍVEIS
  • Data: 21/10/2020
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo buscou analisar a concepção de educação enquanto experiência comunitária, na perspectiva da Educação Popular, com base em seus pressupostos teórico-metodológicos e a partir das experiências de sujeitos e grupos sociais. Para tanto, partimos dos caminhos em que se constituem os saberes de experiência, permeados pelo sentir, pensar e agir dos indivíduos, em relação com os seus pares e com o meio ambiente ao seu redor, tendo como campo de pesquisa a Escola Viva Olho Tempo (EVOT), localizada na comunidade Vale do Gramame, em João Pessoa, Paraíba. Estes escritos foram direcionados por uma visão de mundo que se forjou ao longo da vida, nas “andarilhagens” pelas experiências de educação comunitária, que permitiram questionamentos e inquietações em torno da educação tradicional eurocêntrica. A perspectiva teórica que orientou o estudo foi a da Educação Popular e Educação Comunitária, fundamentando-se em Freire (1981; 1989; 2000; 2005; 2010; 2015), Wanderley (2010), Mejía (2018), Streck (2010), Streck e Esteban (2013), Streck, Redin e Zitkoski (2016), Carrillo (2013), Brandão (1982; 1988; 2002; 2006) e Carneiro (1987; 1988). Com base nesse referencial teórico e na pesquisa participante realizada com os sujeitos da EVOT, identificamos e discutimos indícios dessa concepção de educação, considerando esse outro pensamento educacional a partir das contribuições latino-americanas para delimitar a compreensão de ser humano, mundo, sociedade e educação, partindo dos caminhos pelos quais se constituem os saberes de experiência. Por fim, analisamos os espaços de construção de saberes comunitários na EVOT e suas contribuições sociopedagógicas no sentido de pensar em como a educação fortalece a vida comum e orienta para a emancipação humana. Destacamos o caráter qualitativo desta pesquisa, realizada através da observação participante na escola em questão, com utilização de diários e notas de campo (BOGDAN; BIKLEN, 1999). A análise dos dados foi feita com base nesses instrumentos e de acordo com as categorias freireanas: Diálogo, Esperança, Emancipação e Saberes (FREIRE, 1992; 2005; 2009). Os resultados da pesquisa apontaram para a possibilidade e efetividade da educação enquanto experiência comunitária, permitindo a construção de outros caminhos possíveis, diferindo do pensamento hegemônico e trazendo à tona uma proposta de educação libertadora que insurge junto aos sujeitos e grupos sociais. Concluímos, também, que a práxis que orienta essa concepção educativa forja-se em fundamentos próprios, que revelam a proximidade com a Educação Popular. A aproximação com as experiências da EVOT revelou elementos que afirmam a concretude de sua práxis, permeada por preceitos emancipadores responsáveis por modificarem as bases da educação e propor novos paradigmas para a transformação do cenário atual. Desse modo, esperamos contribuir com a educação, ao provocar reflexões e inquietações diante dessa outra realidade possível, motivando nas e nos profissionais, pensadoras e pensadores da educação, a esperança pela transformação das suas comunidades, de seus grupos, instituições, de seus espaços de vida.
  • JERUSA PEREIRA DE ANDRADE
  • JOVENS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA CULTURA DIGITAL: CONEXÕES COM LETRAMENTOS, SOCIABILIDADES E APRENDIZAGENS
  • Data: 07/10/2020
  • Hora: 10:00
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  • Nesta tese, tem-se o propósito de investigar, junto aos jovens da Educação de Jovens e Adultos (EJA), os processos de letramentos, sociabilidades e aprendizagens que emergem do uso dos dispositivos móveis ligados à internet, no contexto de uma sociedade marcada por desigualdades sociais. Os jovens da EJA pertencentes às camadas populares, embora participem, de forma limitada, da sociedade do consumo, ao apropriarem-se do celular tipo smartphone, não se diferenciam de outros jovens melhor situados socialmente demostrando, assim, nesse contexto, disposição e potencialidade para interagir com distintos grupos na recepção, produção e reprodução de informações, comunicações, saberes e linguagens. A hipótese de estudo é a de que os jovens da pesquisa se valem dos dispositivos móveis para interagir e ampliar suas redes de comunicação com o mundo, cabendo à escola o papel de possibilitar o acesso ao conhecimento formal e crítico. As evidências foram capturadas na aproximação da pesquisadora com a escola, inspirada na pesquisa qualitativa e na abordagem etnográfica, por meio da observação, da escuta, do diálogo e da entrevista de grupo focal com os jovens enturmados no Ensino Médio na Modalidade EJA. As tecnologias digitais são vistas de um lado, sob a ótica de teorias que apostam em benefícios da autoria e na democratização do saber e, de outro lado, de teorias que acreditam em vantagens e desvantagens sobre riscos e incertezas. Para fundamentar as discussões sobre os achados, procurou-se dialogar com as contribuições teóricas de Bauman (2008), Buckingham (2010), Charlot (2000, 2001), Freire (1987, 2015), Kleiman (1995, 2010, 2016), Lévy (1998), Simmel (1983), entre outras. A hipótese confirma-se com os relatos dos jovens da pesquisa que admitem a apropriação do dispositivo móvel, o celular, para a obtenção de letramentos formais e informais, em diferentes práticas sociais, para a produção de sociabilidades com grupos de afinidades e pertencimentos ligados ao lúdico e ao entretenimento. Além disso, esses jovens utilizam o celular para a aquisição de aprendizagens em relação ao mundo interconectado pela cultura digital, remetendo-os à inserção em programas de benefícios sociais, em políticas públicas e na resolução de questões relacionadas ao exercício da cidadania. Entretanto, esses jovens se queixam do uso adverso do celular para veicular fake news, atos de violência e destruição. Ainda, denunciam a escassez de infraestrutura de suporte à conexão online capaz de potencializar a mediação pedagógica escolar para o alcance de conhecimentos referentes aos diversos campos. Outra demanda trazida por esses sujeitos da pesquisa se refere ao papel da escola no desenvolvimento da consciência crítica e ética.
  • JERUSA PEREIRA DE ANDRADE
  • JOVENS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA CULTURA DIGITAL: CONEXÕES COM LETRAMENTOS, SOCIABILIDADES E APRENDIZAGENS
  • Data: 07/10/2020
  • Hora: 10:00
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  • Nesta tese, tem-se o propósito de investigar, junto aos jovens da Educação de Jovens e Adultos (EJA), os processos de letramentos, sociabilidades e aprendizagens que emergem do uso dos dispositivos móveis ligados à internet, no contexto de uma sociedade marcada por desigualdades sociais. Os jovens da EJA pertencentes às camadas populares, embora participem, de forma limitada, da sociedade do consumo, ao apropriarem-se do celular tipo smartphone, não se diferenciam de outros jovens melhor situados socialmente demostrando, assim, nesse contexto, disposição e potencialidade para interagir com distintos grupos na recepção, produção e reprodução de informações, comunicações, saberes e linguagens. A hipótese de estudo é a de que os jovens da pesquisa se valem dos dispositivos móveis para interagir e ampliar suas redes de comunicação com o mundo, cabendo à escola o papel de possibilitar o acesso ao conhecimento formal e crítico. As evidências foram capturadas na aproximação da pesquisadora com a escola, inspirada na pesquisa qualitativa e na abordagem etnográfica, por meio da observação, da escuta, do diálogo e da entrevista de grupo focal com os jovens enturmados no Ensino Médio na Modalidade EJA. As tecnologias digitais são vistas de um lado, sob a ótica de teorias que apostam em benefícios da autoria e na democratização do saber e, de outro lado, de teorias que acreditam em vantagens e desvantagens sobre riscos e incertezas. Para fundamentar as discussões sobre os achados, procurou-se dialogar com as contribuições teóricas de Bauman (2008), Buckingham (2010), Charlot (2000, 2001), Freire (1987, 2015), Kleiman (1995, 2010, 2016), Lévy (1998), Simmel (1983), entre outras. A hipótese confirma-se com os relatos dos jovens da pesquisa que admitem a apropriação do dispositivo móvel, o celular, para a obtenção de letramentos formais e informais, em diferentes práticas sociais, para a produção de sociabilidades com grupos de afinidades e pertencimentos ligados ao lúdico e ao entretenimento. Além disso, esses jovens utilizam o celular para a aquisição de aprendizagens em relação ao mundo interconectado pela cultura digital, remetendo-os à inserção em programas de benefícios sociais, em políticas públicas e na resolução de questões relacionadas ao exercício da cidadania. Entretanto, esses jovens se queixam do uso adverso do celular para veicular fake news, atos de violência e destruição. Ainda, denunciam a escassez de infraestrutura de suporte à conexão online capaz de potencializar a mediação pedagógica escolar para o alcance de conhecimentos referentes aos diversos campos. Outra demanda trazida por esses sujeitos da pesquisa se refere ao papel da escola no desenvolvimento da consciência crítica e ética.
  • ARMANDO DANTAS DE BARROS FILHO
  • POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO EM PRISÕES (2011-2020): CONQUISTAS E DESAFIOS NO ESTADO DE PERNAMBUCO
  • Data: 30/09/2020
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa objetivou compreender como as políticas públicas para educação em prisões, em Pernambuco, estão sendo implementadas. Partiu de uma revisão sistemática da literatura sob a ótica da Educação em Direitos Humanos, mediante análise do sistema prisional e suas dificuldades para a implementação do direito à educação. Para tanto, discute as políticas educacionais a partir da Constituição Federal de 1988 e de seus efeitos democráticos na emergência do diálogo sobre a educação em prisões no Brasil. A Teoria Crítica constitui-se no referencial de análise privilegiado deste trabalho, subsidiado pelas contribuições da Pedagogia Social Crítica e sua relação com a Educação em Direitos Humanos, ampliando o diálogo com os autores que estudam a EJA em prisões na atualidade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, caracterizada por um estudo descritivo de caso, com recorte temporal das políticas educacionais em prisões no período de 2011 a 2020, envolvendo dados quantitativos e predominantemente qualitativos. Adotou como campo de pesquisa 20 escolas situadas em unidades prisionais de Pernambuco e utilizou como instrumento de coleta de dados entrevistas semi-estruturadas. Participaram da pesquisa 12 professores (as), 04 gestores (as) escolares, 01 coordenador da educação em prisões, 04 diretores (as) de unidades prisionais, além de 01 representante da gestão estadual da educação e 01 do sistema penitenciário. Para análise dos dados foi escolhida a técnica da Análise de Conteúdo com o foco na Análise Categorial. Os resultados quantitativos revelaram que a média da oferta em atividades educacionais em Pernambuco é 33,74%, representando a terceira maior oferta educacional em prisões, até dezembro de 2019, em todo o país. Na ótica qualitativa, os resultados apontaram as subjetividades na EJA em prisões em Pernambuco, revelando os interesses dos estudantes no processo escolar. As contribuições da EJA em prisões são evidenciadas na percepção dos profissionais da educação e do sistema penitenciário. No âmbito pedagógico, os entrevistados ressaltam os entraves e contributos à EJA em prisões. São reveladas as interfaces institucionais das políticas educacionais em prisões. Os limites e possibilidades na educação em prisões são destacados pelos atores sociais. Entre eles, destacam-se como limitações a relação com os agentes penitenciários e a falta de estrutura física e pedagógica adequada. Com relação às possibilidades destacam-se as ações conjuntas entre as secretarias de educação e de ressocialização, a criação de uma coordenação da educação em prisões e a ampliação da oferta escolar. Outro limite da política refere-se à descontinuidade da parceria entre o MEC e DEPEN a partir de 2017, comprometendo as metas pactuadas pelo Plano Estadual de Educação em Prisões. Por fim, outro resultado encontrado está relacionado a evolução da escolarização da educação em prisões no âmbito da educação básica, profissional e superior em Pernambuco. Conclui-se que a EJA em prisões apresenta avanços quantitativos, porém os maiores desafios são de ordem qualitativa, tais como: valorização do trabalho docente, estruturação física e pedagógica das escolas e pouca oferta de níveis mais elevados de escolarização. As análises e discussões na EJA em prisões revelaram novos desafios científicos, como o desenvolvimento de indicadores qualitativos para educação em prisões e a adesão das universidades públicas, no ensino e extensão, presencial e/ou à distância, nos contextos de restrição e privação de liberdade. Pretende-se dar continuidade a esses estudos.
  • ALCIDESIO OLIVEIRA DA SILVA JUNIOR
  • “DEU MATCH NO TINDER!”: APLICATIVO VIRTUAL DE PAQUERA COMO PEDAGOGIA CULTURAL
  • Data: 28/09/2020
  • Hora: 18:00
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  • Sociedade midiática dos selfs meticulosamente planejados, mundo globalizado, corpos que se (re)aproximam por similaridades nas buscas por afetos... Nesta efervescência tecnológica surge em 2012 o Tinder, um aplicativo de paquera que busca promover combinações e encontros entre seus/suas usuários/as. Estas formas contemporâneas de pensarmos (e vivermos) os relacionamentos e de concebermos as práticas na busca de parceiros atuam na construção das subjetividades, apontando para novos modos de ser e de se pensar as relações de gênero, bem como as identidades culturalmente construídas por meio de práticas pedagógicas que rompem os muros institucionais das escolas e das universidades – os chamados espaços formais de educação. Assim, problematizo nesta pesquisa, inserida no campo dos Estudos Culturais da Educação em interface com os Estudos de Gênero e de Sexualidade: de que forma o Tinder opera como uma pedagogia cultural de gênero e de sexualidade entre os homens que buscam experiências e/ou relacionamentos (homos)sexuais? Por meio de uma inspiração etnográfica virtual de 06 meses, busco como objetivo principal analisar de que modo a (re)produção de gênero e de sexualidade é experienciada no aplicativo, compreendendo os corpos que ali se fazem presentes como currículos em um cenário pedagógico de subjetivação. Os resultados dessa pesquisa apontam para três lições que são marcantes no Tinder: 1) aprendizagens quanto à exibição de si por meio da centralidade das imagens na composição de estratégias que nomeio de estímulos-affectum; 2) aprendizagens quanto ao amor e a efemeridade dos laços afetivos que chamo de pedagogia do descarte; e 3) aprendizagens de supervalorização de uma masculinidade hegemônica e valorização de uma cultura heteronormativa. Assim, compreendo o Tinder como uma potente pedagogia cultural de gênero e de sexualidade, uma grande escola dos desejos das relações afetivas e sexuais mediadas pela internet, atuando nas experiências dos homens e nos seus modos de ser e estar no mundo.
  • KARINA MARIA DE SOUZA SOARES
  • A POPULAÇÃO NEGRA NOS LIVROS DIDÁTICOS DE BIOLOGIA: UMA ANÁLISE AFROCENTRADA POR UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
  • Data: 18/09/2020
  • Hora: 09:00
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  • O Brasil se destaca como uma das maiores populações multirraciais do mundo e abriga um contingente significativo de descendentes de africanos dispersos pela diáspora, como, também, é palco das grandes desigualdades sociorraciais que persistem nas diferentes esferas da sociedade, sobretudo na educação. Trata-se de uma nação resultante de um processo histórico formado com base no escravismo e com consequências deletérias para população negra. Reconhecer essas injustiças e o modo como foram estruturadas permite um olhar crítico de educadores na elaboração de estratégias significativas em prol de uma educação não hierárquica que respeite e celebre a variedade de perspectivas culturais existentes na comunidade escolar. Esta tese apresenta uma nova concepção de discussão para os conteúdos presentes nos livros didáticos de Biologia do Ensino Médio como proposta de fomento a uma educação antirracista com base nos princípios epistemológicos da Teoria da Afrocentricidade. A problematização nos direcionou a questionar: Os livros didáticos de Biologia do Ensino Médio contemplam problemáticas referentes à população negra de forma a permitir que essas pessoas sejam compreendidas em sua historicidade, cultura e modos de vida social e econômico? O objetivo geral consistiu em analisar nos livros didáticos de Biologia aproximações e distanciamentos entre as narrativas sobre a população negra e o paradigma da Afrocentricidade. Já os objetivos específicos foram: analisar nos livros didáticos de Biologia a relação entre as narrativas sobre o negro e a educação para relações étnico-raciais; investigar o compromisso com o léxico no combate ao racismo linguístico nos livros didáticos de Biologia; e, por último, localizar marcas do discurso eurocêntrico nos livros didáticos de Biologia do Ensino Médio. A pesquisa baseou-se na abordagem qualitativa e os procedimentos metodológicos bibliográficos adotaram, como proposta epistemológica para análise dos dados coletados, a Teoria da Afrocentricidade com base em suas categorias analíticas, a partir da contribuição de teóricos e pesquisadores, como Asante (2003; 2009; 2019), Karenga (2009), Diop (2010), Munanga (2004; 2012; 2019), Mazama (2009), Finch III (2009), Rabaka (2009), Nascimento (2009; 2014), entre outros. Os resultados demonstraram que as duas coleções didáticas selecionadas pelo PNLD 2018, que são as mais distribuídas pelas escolas da rede pública de Ensino Médio e que constituíram nosso campo empírico de investigação, divergem na discussão da temática étnico-racial nos conteúdos didáticos. Na coleção “Biologia Moderna”, evidenciamos o caráter eurocêntrico, racista, objetivo e acrítico na abordagem do conhecimento que a distancia dos princípios afrocêntricos. Na coleção “Biologia Hoje”, observamos que as aproximações em relação ao paradigma da Afrocentricidade estão presentes, porém de forma eventual. Constatamos a fragilidade que ainda se faz presente nesses materiais pedagógicos no que se refere a uma abordagem que contemple os diversos grupos sociais como significativos para construção do conhecimento, como, também, os limites dos programas de avaliação de livros didáticos pelo governo brasileiro em relação à falta de coerência com o que está preconizado em seus editais de seleção. Assim, concluímos, que a ideia afrocêntrica para educação, enquanto proposta epistemológica inovadora contra hegemônica, oferece à comunidade negra a centralidade de sua história, ciência e cultura na abordagem dos conhecimentos biológicos.
  • DOUGLAS WILLIAM QUIRINO PEREIRA
  • EDUCAÇÃO POPULAR E ENCARCERAMENTO: UM ESTUDO SOBRE REMIÇÃO PELA LEITURA NO PRESÍDIO DESEMBARGADOR SÍLVIO PORTO EM JOÃO PESSOA/PB
  • Data: 31/08/2020
  • Hora: 10:00
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  • A educação para pessoas em situação de restrição e privação de liberdade no cenário político brasileiro é discutida sobre o olhar de duas grandes vertentes. A primeira diz respeito aos objetivos da execução penal e, com efeito, a ressignificação do caráter punitivo da pena pela possibilidade de medidas que contemplem direitos remanescentes à privação de liberdade. A segunda é de que a educação para esse público perpassa pela política de Educação de Jovens e Adultos em termos estruturais e metodológicos. Assim, a legitimidade da remição de pena aparece nesse cenário como fator emergente e proporciona às unidades prisionais a possibilidade de dinamizar as atividades educacionais a partir de objetivos mais coerentes com o processo da socioeducação dos sujeitos encarcerados. Dessa forma, essa pesquisa tem o objetivo de compreender os significados construídos por sujeitos em situação de privação de liberdade participantes de atividades de leitura na penitenciária Desembargador Silvo Porto, na cidade de João Pessoa/PB, em relação à experiência de remição pela leitura. Para isso, inspirados em princípios da Educação Popular como corrente educacional que contribuiu para elucidar processos formativos das práticas de leitura estudadas, utilizou-se a observação participante e as entrevistas semiestruturadas como forma de produção dos dados qualitativos da pesquisa, doravante, o tratamento destes em termos de interpretação e análise baseou-se nas orientações de análises dos dados qualitativos pensadas por Gibbs (2009). Consoante, a partir das reflexões do fazer científico possibilitado pelo Interacionismo Simbólico enquanto corrente epistemológica que direcionou o movimento das investigações aqui postuladas, chegou-se a alguns resultados discursivos, a saber: 1) a função do cárcere é (re)pensada pelos apenados como explicitação punitiva e forma disciplinar do comportamento e da prática social; 2) A oportunidade de realização de leituras no ambiente penitenciário proporciona ressignificação da experiência carcerária ilustrando possíveis cenários de uma execução de pena melhor conjecturada em termos de sócio educação e; 3) O projeto de remição por leitura se mostra como motivacional e elucidativo de práticas mais eficazes de educação e formação de leitores no espaço da prisão.
  • MARIA SELMA SANTOS DE SANTANA
  • A relação entre educação escolar e ação cultural e política em Sapé/PB através de um olhar para a história do líder camponês João Pedro Teixeira
  • Data: 28/08/2020
  • Hora: 15:00
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  • Nesta dissertação investigou-se a relação entre educação e ação cultural e política presentes nos espaços educativos da rede municipal de ensino de Sapé, Paraíba, com destaque para a semana das ligas camponesas como parte das atividades docentes do mês de julho. O objetivo é o de ver os resultados de tirar do esquecimento a história de liderança do camponês João Pedro Teixeira, atuante no movimento das Ligas Camponesas, nas décadas de 1950 e 1960, nesse território vasto de disputas culturais e politicas. A pesquisa ancorou-se em fundamentos teórico-metodológicos da Educação Popular, por meio de uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, de acordo com os pressupostos do Paradigma Indiciário. Foram utilizados práticas docentes, observações, pesquisa bibliográfica, entrevistas semiestruturadas e grupos focais, realizados com professores de duas escolas municipais, uma urbana, outra rural. Os elementos empíricos trouxeram alguns resultados supostos, como também indagações propondo investigações futuras, o que reafirma a complexidade do fenômeno pesquisado. Identificou-se que a experiência vivida por João Pedro Teixeira na Liga Camponesa de Sapé compõe ações culturais, políticas e educativas importantes para o currículo e práticas pedagógicas da rede municipal de ensino. Há a permanência de intenso debate gerado entre professores e destes com os alunos do sistema escolar, a partir dessa memória pautada em conflitos e disputa de narrativas presentes na história local. A semana das ligas camponesas rompe as ondas do “silêncio” mantidas por uma cultura que se afirma na negação desses e de outros saberes e conflitos históricos e culturais da população de Sapé. Segundo os professores, os alunos demonstram interesse pelo tema, interagindo nos debates, construindo e reconstruindo conhecimentos e indagações da oralidade, com perspectivas de ampliação da compreensão desse tema. Percebe-se uma diferença em relação aos sentidos atribuídos à semana das ligas camponesas entre as escolas do campo e as escolas urbanas.
  • ALEXANDRE NASCIMENTO DA SILVA
  • O impacto econômico-financeiro do FIES para as instituições de ensino superior privado no período de 199-2016
  • Data: 28/08/2020
  • Hora: 10:00
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  • A presente pesquisa teve por objetivo geral analisar as políticas públicas de financiamento do ensino superior privado e suas implicações no processo de reconfiguração da educação superior no Estado da Paraíba, no período de 1999 a 2018. Como ponto de partida, levou-se em consideração a abertura e a desregulamentação do mercado educacional alusivamente ao ensino superior privado e à mercantilização das relações educativas. Com efeito, verificou-se que o lado mais visível dessas políticas de financiamento apontou para a mercantilização do conhecimento científico, com base em orientações dos organismos internacionais. Para tanto, procedeu-se a um rigoroso estudo dos programas de expansão e de financiamento, mais especificamente o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), procurando-se apreender as origens, as alterações, o funcionamento e a sustentabilidade financeira do programa. Com fundamento em dados oficiais atinentes a recursos financeiros, matrículas, evasão, pôde-se avançar na compreensão do papel do FIES na reconfiguração do ensino superior no Estado da Paraíba, lócus do estudo. Para essa investigação, optou-se por desenvolver uma pesquisa de cunho predominantemente qualitativo, com base na pesquisa bibliográfica e documental, como também incorporar análise quantitativa, envolvendo medidas de correlação estatística. A análise e a discussão dos dados demonstraram ter havido: um processo significativo de expansão do ensino superior no período analisado, com forte indução de matrículas privadas e consequente mercantilização do ensino; a descentralização das instituições privadas por diversas microrregiões do Estado e o ingresso de grandes grupos educacionais, com a incorporação de instituições locais, indicando avanço na oligopolização do ensino superior paraibano. Por fim, revelou-se que, a despeito de aumento no financiamento público, as taxas de evasão no ensino privado põem em dúvida a qualidade da oferta de vagas nesse segmento.
  • EDILEUDA SOARES DINIZ
  • OS IMPACTOS DA EXPANSÃO DO REUNI NA UFPB/CAMPUS I: O CASO DO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS (2006 – 2015)
  • Data: 30/07/2020
  • Hora: 15:00
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  • Analisa a expansão da educação superior pública e os impactos provenientes da implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) proposto pelo Governo Federal em 2007 na Universidade Federal da Paraíba (UFPB)/CAMPUS I. Busca apreender a perspectiva dos docentes acerca desses impactos no contexto da expansão da educação superior e o REUNI como política de expansão. Questiona-se: que impactos e implicações o REUNI traz para a UFPB/CAMPUS I? Para tanto, realiza um estudo de caso no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), sob o viés da investigação qualitativa com o apoio do quantitativo cujo método de análise ancora-se no fundamento da Fenomenologia. Como categorias de análise teórica, elencamos: Educação Superior e Expansão. A pesquisa empírica, por sua vez, é desenvolvida por intermédio das entrevistas semi-estruturadas com 8 docentes que se constitui a amostra do estudo, bem como pela consulta aos documentos institucionais e oficiais. A análise dos dados é realizada sob o amparo da Fundamentação Teórica acerca da temática expansão da educação superior no Brasil cuja leitura para a compreensão inicial é feita nas produções acadêmicas apresentadas e publicadas na Associação Nacional de Pós-graduação em Educação (ANPED) no Grupo de Trabalho (GT) 11 Política de Educação Superior bem como nos textos oriundos da Rede Universitas/BR a fim de reconhecer as perspectivas teóricas e metodológicas apresentadas nesse lócus de produção. Por fim, conclui-se que o impacto do REUNI no âmbito do CCSA na UFPB/CAMPUS I, vincula-se à proposta de reformulação tanto na parte de reestruturação acadêmico curricular quanto na estrutural, que contribuiu não só com melhorias infraestruturais do Centro, mas, igualmente acentuou problemas de cunho burocrático-administrativos capazes de afetar a efetividade da formação profissional em nível de graduação, principalmente, na medida em que o professor precisou atender à demanda de atividades para além do ensino, da pesquisa e da extensão, o que acarretou no aumento excessivo de suas funções.
  • EDILEUDA SOARES DINIZ
  • OS IMPACTOS DA EXPANSÃO DO REUNI NA UFPB/CAMPUS I: O CASO DO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS (2006 – 2015)
  • Data: 30/07/2020
  • Hora: 14:00
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  • Analisa a expansão da educação superior pública e os impactos provenientes da implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) proposto pelo Governo Federal em 2007 na Universidade Federal da Paraíba (UFPB)/CAMPUS I. Busca apreender a perspectiva dos docentes acerca desses impactos no contexto da expansão da educação superior e o REUNI como política de expansão. Questiona-se: que impactos e implicações o REUNI traz para a UFPB/CAMPUS I? Para tanto, realiza um estudo de caso no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), sob o viés da investigação qualitativa com o apoio do quantitativo cujo método de análise ancora-se no fundamento da Fenomenologia. Como categorias de análise teórica, elencamos: Educação Superior e Expansão. A pesquisa empírica, por sua vez, é desenvolvida por intermédio das entrevistas semi-estruturadas com 8 docentes que se constitui a amostra do estudo, bem como pela consulta aos documentos institucionais e oficiais. A análise dos dados é realizada sob o amparo da Fundamentação Teórica acerca da temática expansão da educação superior no Brasil cuja leitura para a compreensão inicial é feita nas produções acadêmicas apresentadas e publicadas na Associação Nacional de Pós-graduação em Educação (ANPED) no Grupo de Trabalho (GT) 11 Política de Educação Superior bem como nos textos oriundos da Rede Universitas/BR a fim de reconhecer as perspectivas teóricas e metodológicas apresentadas nesse lócus de produção. Por fim, conclui-se que o impacto do REUNI no âmbito do CCSA na UFPB/CAMPUS I, vincula-se à proposta de reformulação tanto na parte de reestruturação acadêmico curricular quanto na estrutural, que contribuiu não só com melhorias infraestruturais do Centro, mas, igualmente acentuou problemas de cunho burocrático-administrativos capazes de afetar a efetividade da formação profissional em nível de graduação, principalmente, na medida em que o professor precisou atender à demanda de atividades para além do ensino, da pesquisa e da extensão, o que acarretou no aumento excessivo de suas funções.
  • ISABELLE SERCUNDES SANTOS
  • A CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA SALA REGULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL: das políticas de educacionais às práticas pedagógicas em João Pessoa-PB
  • Data: 30/06/2020
  • Hora: 15:00
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  • A presente pesquisa insere-se nas discussões concernentes à inclusão educacional, problematizando as políticas educacionais que orientam esse processo e as práticas pedagógicas desenvolvidas no contexto da Educação Infantil junto às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesta direção, tomamos como objetivo geral compreender em que medida se efetiva a inclusão educacional de crianças com TEA na Educação Infantil. Para tanto, delimitamos os seguintes objetivos específicos: a) Investigar qual a natureza do processo educacional desenvolvido junto às crianças com TEA; b) Refletir sobre os avanços e desafios que desdobram-se das normativas que orientam a inclusão das crianças com TEA na Educação Infantil. A fundamentação teórica respalda-se nos pressupostos de estudiosos que abordam as questões referentes às políticas educacionais de inclusão e à Educação Infantil. O estudo tem enfoque qualitativo e constitui-se em pesquisa exploratória, abrangendo pesquisa documental e pesquisa empírica. Utilizamos como técnicas de coleta de dados entrevistas semiestruturadas em profundidade e observações participantes. O método que conduziu o exercício do pensamento para a compreensão da realidade estudada foi o Hermenêutico-dialético, à luz das contribuições da Teoria Histórico-Cultural. Nosso lócus de pesquisa foi um Centro de referência em Educação Infantil (CREI) em João Pessoa- PB. Nossos sujeitos abrangeram 6 crianças com TEA, 2 professoras das salas regulares, 5 cuidadoras, 1 diretora, 1 supervisora, 1 professora do Atendimento Educacional Especializado e 5 mães, totalizando 21 sujeitos. Os principais resultados apontaram que as práticas pedagógicas para a inclusão das crianças com TEA carecem de uma sistematização que oportunize mais participação dessas crianças e que considerem adequações curriculares de acordo com suas necessidades, a fim de oportunizar aprendizagem e desenvolvimento também nas salas regulares. Neste sentido, a presença das crianças com TEA no CREI pesquisado tem ainda caráter de integração, pois foi identificada a ênfase na socialização e no cuidar em detrimento do educar. Por fim, conclui-se que as políticas educacionais de inclusão avançaram significativamente no contexto nacional e local, ofertando recursos materiais e o apoio de profissionais para tornar espaços e informações acessíveis, o que tem ampliado progressivamente a presença de crianças com deficiências nas escolas públicas. Contudo tratando-se do público de crianças pequenas com TEA, necessitam de aprimoramento como formações permanentes que abordem com profundidade sobre a inclusão; priorização de profissionais especializados para o acompanhamento das crianças nas salas regulares e investimentos em materiais, tempos e espaços que permitam ao máximo brincar, aprender e se desenvolver.
  • JOAO PEDRO DOS ANJOS FIGUEIREDO
  • CAMINHOS DO PROTAGONISMO POPULAR: REFLEXÕES COM BASE EM EXPERIÊNCIAS NA COMUNIDADE JARDIM ITABAIANA EM JOÃO PESSOA-PB
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 30/06/2020
  • Hora: 15:00
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  • A condução desta pesquisa se dá por um olhar curioso e afetuoso da Educação Popular sobre o caminho percorrido no desvelamento do protagonismo popular. Entende-se aqui o protagonista popular como um agente que visa a transformação da realidade a partir do conhecimento desta, e atua sobre a mesma. Alguém que a luta pela construção de uma sociedade baseada na justiça e igualdade. Esta pesquisa tem por objeitvo analisar os caminhos de construção do protagonismo popular com base em duas experiências na comunidade de Jardim Itabaiana em João Pessoa-PB; reconstituir historicamente as experiências de vida de duas protagonistas com atuação na referida comunidade e a partir disto identificar e problematizar os elementos emergentes da análise desse protagonismo popular pela perspectiva da Educação Popular. Foi realizada uma pesquisa na literatura da Educação Popular sobre o referido tema e para dialogar sobre o mesmo foram usados autores tais quais Calado (2014), por Valla (2009), Gadotti (2012), Freire (2011), Fernandes (2010), Paludo (2005), Cruz (2018), Torres (2007), Falcão (2018). Esta pesquisa é de natureza qualitativa (FLICK, 2009), propondo-se a utilização da técnica história de vida Santos e Santos (2008). A priori foi feita uma observação participante com Correia (2009) durante a atuação das duas protagonistas na Unidade de Saúde da Família Vila Saúde, e em seguida também realizou-se entrevistas semi estruturadas conduzida sob os preceitos da história de vida para que elas relatassem suas histórias de vida a fim de captarmos elementos que as trouxeram à condição de protagonistas. Ao final da pesquisa pode-se afirmar que dimensões como o cuidado, a empatia e a perpetuação dos saberes ancestrais contribuíram para a ascensão ao protagonismo popular nas duas pessoas acompanhadas. A prática da Educação Popular exercida pelas protagonistas em questão é uma revolução do amor, pelo amor, como deve fazer uma protagonista popular comprometida com as causas sociais. Buscando caminhos alternativos aos tradicionais, valorizando e fortalecendo os conhecimentos dos povos originários.
  • MARCILANE DA SILVA SANTOS
  • O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE NA PARAÍBA: ESTRATÉGIAS, DESAFIOS E PERSPECTIVAS DO COMITÊ ESTADUAL DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE DA PARAÍBA
  • Data: 29/06/2020
  • Hora: 15:00
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  • Esta dissertação aborda o Processo de Implementação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde no estado da Paraíba (PNEPS-SUS), tendo como objeto de pesquisa, o Comitê Estadual de Educação Popular em Saúde da Paraíba (CEEPS-PB) composto pela tríade: Movimentos Sociais-Gestão-Universidade. A presente pesquisa teve como objetivo geral analisar o processo de implementação da PNEPS-SUS no estado da Paraíba. Objetivou também descrever o processo histórico do CEEPS-PB, identificar estratégias e desafios para a implementação da PNEPS-SUS no estado da Paraíba, analisar e problematizar as perspectivas em torno da implementação da PNEPS-SUS no referido estado. O estudo se caracteriza como uma sistematização de experiências, fundamentada na Concepção Metodológica Dialética, cuja coleta de dados se deu por meio da triangulação metodológica entre entrevistas semiestruturadas a membros do CEEPS-PB, pesquisa documental, observação participante e anotações do cotidiano. O lócus da pesquisa foi o Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (CEFOR-RH/PB), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), em João Pessoa-PB. Os resultados apresentaram o apanhado histórico do CEEPS-PB, com a descrição de suas ações estratégias realizadas desde 2015 até 2019. A pesquisa evidenciou que os desafios para a implementação da PNEPS-SUS no estado estão atrelados à falta financiamento para as ações realizadas pelo CEEPS-PB, dificuldade de engajamento de seus integrantes em ações do Comitê, bem como entraves nos diálogos com a gestão estadual. Como perspectivas, a pesquisa evidenciou que existe potencialidade para a descentralização da PNEPS-SUS no estado, tendo em vista as ações formativas, democráticas e descentralizadas realizadas pelo CEEPS-PB no estado da Paraíba. Compreende-se que a pesquisa representa uma análise importante para o campo da Educação Popular, sobretudo para a mobilização de reflexões sobre sua institucionalização no SUS e espera-se que contribua para a reorientação da experiência do CEEPS-PB, bem como para a elaboração de pesquisas semelhantes.
  • LAYS REGINA BATISTA DE MACENA MARTINS DOS SANTOS
  • HISTÓRIAS DA PROFISSÃO DOCENTE NO BRASIL: “PORQUE NO ENSINO OS PROFESSORES SÃO TUDO!” PARAHYBA DO NORTE. 1835-1885
  • Data: 19/06/2020
  • Hora: 14:30
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  • Esta tese analisou os/as professores/as da instrução primária, sujeitos imprescindíveis no processo de institucionalização do ensino primário, e como se constituíram como profissionais do magistério na própria produção da sua profissão antes mesmo de uma formação institucionalizada dada na Escola Normal. O aporte teórico e metodológico considerou as contribuições da história social, em especial, os escritos do historiador Edward P. Thompson por uma tentativa de apreender o processo social valendo-se do uso da categoria de experiência na vida coletiva e particular das pessoas para a análise do fazer-se docente na Paraíba oitocentista na e pela prática dos/as professores/as primários em um ambiente de luta pela subsistência condicionado aos salários recebidos. O recorte temporal considerou a promulgação da primeira lei, da instrução pública na Província da Parahyba do Norte de número 116, de 19 de maio de 1835, que criava cadeiras de primeiras letras e trazia informações sobre a atuação do magistério no ensino público primário. O marco final em 1885 com a institucionalização oficial da Escola Normal. Além de entender o universo social em que os sujeitos da instrução primária estavam inseridos, buscou-se analisar como as leis e os regulamentos se apresentaram como mediadores da produção da profissão docente concomitante ao processo de institucionalização da escola primária. As chamadas de editais, concursos e nomeações, os relatórios dos presidentes de Província e dos diretores gerais da instrução, os ofícios e requerimentos destinados à assembleia provincial e os jornais da época compuseram o corpo documental do trabalho considerando a reconstrução histórica do processo geral da instrução envolvendo toda a sociedade. Em cada seção priorizou-se contar as histórias a partir dos/as professores/as apreciando as informações trazidas e/ou vividas por eles/as concluindo assim a narrativa com a voz dos sujeitos educativos deixando registrado na história da educação os nomes dos/das trabalhadores/as e intelectuais da educação brasileira.
  • MARIA LILIANE SANTOS DA SILVA
  • O FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE QUILOMBOLA A PARTIR DO LIVRO LITERÁRIO EM UMA TURMA MULTISSERIADA: UM ESTUDO DE CASO NA E. M. EDUCADOR PAULO FREIRE, NO QUILOMBO CRUZ DA MENINA-PB.
  • Data: 29/05/2020
  • Hora: 15:00
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  • Nosso estudo se insere na perspectiva de investigar a possibilidade de promoção do fortalecimento da identidade quilombola a partir dos livros literários/ paradidáticos fornecidos pelo FNDE, que tratam da temática étnico-racial. Trazemos como lócus da pesquisa, a Escola Municipal Educador Paulo Freire, localizada na Comunidade remanescente de quilombolas, Cruz da Menina, zona rural do município de Dona Inês- PB. Buscou-se analisar como a professora trabalha com os livros paradidáticos na escola para o fortalecimento da identidade quilombola. Sobretudo, nossa pesquisa coaduna com o que propõe a Lei nº 10.639/2003, pela garantia do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira. Nos fundamentamos nos estudos de Cavalleiro (2003, 2005); Gomes (2006, 2010); Munanga (1999, 2001, 2003, 2005 e 2008), Ribeiro (2015), Domingues (2007) e Petronilha (2007). Nessa direção, nossa pesquisa é qualitativa do tipo estudo de caso único, para isso nos apoiamos em Robert Yin (2015) ao fazermos o estudo de uma unidade específica dentro de um determinado contexto. Utilizamos para coleta e construção de dados, a análise documental dos livros paradidáticos listados pela professora da referida escola como os mais utilizados para trabalhar a identidade quilombola em sua turma multisseriada de 2º ao 5º ano. Esses livros são respectivamente: “As panquecas de Mama Panya” – Coleção Cantos do Mundo, de Mary e Rich Chamberlin; “Canção dos Povos Africanos” de Fernando Paixão; “Crianças: Olhar a África e ver o Brasil”, de Pierre Verger e “Meu avô africano” de Carmem Lúcia Campos. Do mesmo modo, foi realizada uma entrevista semiestruturada com a professora responsável pela turma, nos fundamentamos em Bauer e Gaskell (2015), Marconi e Lakatos (2017). Utilizamos a análise de conteúdo Bardin (2011), Minayo (2016). Neste contexto, compreendemos a importância do trabalho a partir dos livros literários de temática étnico-racial para o enfrentamento do racismo, no entanto, faz-se necessário o olhar atento do professor (a) na seleção e tratamento didático dessas obras, não correndo o risco de perpassar uma ideologia ainda racista.
  • ROSSANA FARIAS QUEIROZ FERRER
  • HISTÓRIA DO CURSO DE PEDAGOGIA DO CE/UFPB A PARTIR DAS MEMÓRIAS DE SEUS PROFESSORES (1984-1996)
  • Data: 20/05/2020
  • Hora: 14:30
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  • Esse trabalho buscou analisar o Curso de Pedagogia da Universidade Federal da Paraíba, considerando documentos e as memórias dos professores que vivenciaram a história de reestruturação curricular (1984-1996) do Curso. Desde a institucionalização no sistema de ensino superior, em 1939, o Curso de Pedagogia no Brasil é permeado por polêmicas sobre sua especificidade e características, sendo que essas discussões se refletiram nas legislações que ao longo de décadas regulamentaram os objetivos do curso e o escopo da sua matriz curricular. Nesse contexto, começam a surgir no país mobilizações nacionais compostas por educadores, no intuito de reformular o Curso, motivados pelo entendimento da ação docente como fundamento do trabalho pedagógico, contestando a fragmentação em habilitações decorrente da política educacional da ditadura militar, até então vigente. Nesse espaço, desponta o intento desse trabalho, focado na periodização de 1984 a 1996, mediante a justificativa de representar um período em que houve intensas mobilizações por parte da comunidade acadêmica da Universidade Federal da Paraíba, em consonância aos movimentos educacionais que ocorriam no país, resultando na criação de uma Comissão Interna de Reformulação do Curso de Pedagogia composta por professores do Centro de Educação, em 1984. O período estende-se até o ano de 1996, quando de fato, ocorreu a reestruturação curricular por meio da Resolução nº 13/96 do CONSEPE. Nesse caminho, as memórias dos professores que participaram desse contexto foram convidadas para um retorno ao passado, manifestando-se em forma de lembranças, de esquecimentos ou silêncios. Para contemplar esse enlace produtivo entre memória e história, utilizamos os procedimentos da história oral temática e análise documental. Esse trabalho revela o viés político-educacional que envolveu essa periodização e as implicações para a matriz curricular do Curso de Pedagogia.
  • AILZA DE FREITAS OLIVEIRA
  • EDUCAÇÃO POPULAR E EMPODERAMENTO CRÍTICO: navegando no Projeto Compartilhando Saberes da ONG Maré
  • Data: 11/05/2020
  • Hora: 15:00
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  • O presente estudo tem como objeto de pesquisa o Projeto Compartilhando Saberes da ONG Maré Produções Artísticas e Educacionais, com o objetivo de compreender as ações do Projeto, identificando sua relação com a educação popular, a fim de evidenciar em que medida a ONG Maré tem contribuído com processos de empoderamento crítico dos sujeitos sociais envolvidos no Projeto Compartilhando Saberes. A escolha dessa entidade justifica-se, sobretudo, por atuar no âmbito da educação popular; possuir trajetória histórica em que a pesquisadora está inserida e pelo desejo de qualificar as ações com contribuições científicas que auxiliem no aperfeiçoamento desse fazer educacional e pedagógico. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se no método dialético, sendo uma pesquisa-ação qualitativa. Os instrumentos investigativos foram: o registro fotográfico, o diário de campo, os enunciados das redes sociais, o questionário sobre as características dos membros e sobre a compreensão das categorias estudadas, a entrevista semiestruturada e os debates de autoavaliação trimestral da ONG. A análise de conteúdo foi utilizada para a organização e análise dos dados. A pesquisa apresenta a análise das ações desenvolvidas no Projeto Compartilhando Saberes identificando que elementos da educação popular estão em maior evidência; aponta a compreensão dos membros do Projeto sobre empoderamento e os vários níveis deste, articulando o nível de empoderamento crítico com a educação popular, revela que na pesquisa-ação, ao seguir uma perspectiva utilizando o ciclo de ações reflexivas, pesquisadores(as) e pesquisados(as) se integram. Portanto, a tese aqui defendida é a de que a ONG Maré, à luz da educação popular, contribui com o empoderamento crítico dos sujeitos sociais envolvidos no Projeto Compartilhando Saberes. O argumento que sustenta a tese é a compreensão de que o grupo que integra a ONG Maré vem aprimorando sua atuação colaborativa por intermédio do diálogo e da participação, no compartilhamento de saberes ao fortalecer seus laços afetivos e de aprendizagens ressignificando os saberes compartilhados nos mares da Maré para outros mares.
  • IONE GOMES DA SILVA
  • AS DROGAS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO POPULAR
  • Data: 24/04/2020
  • Hora: 14:00
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  • No contexto atual, é possível observar uma forte preocupação da sociedade com questões que envolvem as drogas e seus consumidores. Esta pesquisa propõe-se a compreender como a questão das drogas vem sendo abordada no contexto da educação popular, em sua literatura e também em escolas que estão inseridas no meio popular. Consideramos como unidades de análise material bibliográfico pertencente ao campo teórico da educação popular e também entrevistas semiestruturadas realizadas com professores(as) e gestoras que exercem suas atividades em duas escolas públicas pertencentes ao município de Itapororoca/PB. Dialogamos teoricamente com autores do campo científico da educação popular e do campo cientifico das drogas. Nessas áreas temáticas, enfocam-se os aspectos sócio-históricos, a dimensão educativa e política. O presente estudo adota uma perspectiva qualitativa (FLICK, 2009) e exploratória. No que diz respeito aos procedimentos metodológicos, inicialmente, para sabermos como as drogas vêm sendo enfocadas na literatura da educação popular, realizamos um revisão narrativa (VOSGERAU; ROMANOWSKI, 2014), com base em artigos científicos publicados em periódicos acadêmicos, e selecionamos também algumas fontes primárias como monografias. Para a coleta dos dados nas escolas, foram realizadas entrevistas semiestruturadas (MYNAIO, 2014). Para procedermos à análise das entrevistas, utilizamos a técnica de análise de conteúdo temático-categorial, conforme é sistematizado por Bardin (2016). Alguns dos resultados do estudo são os seguintes: 1) Com relação aos trabalhos analisados, foi possível perceber que, na maioria dos estudos, o fenômeno das drogas é compreendido a partir de uma perspectiva crítica. Em suas abordagens, os autores põem em realce as contradições presentes na maneira hegemônica de tratar a questão das drogas; 2) No que diz respeito à forma como as drogas têm sido abordadas em escolas do meio popular, com base na pesquisa, foi possível averiguar que a maioria dos professores já trabalhou o conteúdo sobre drogas na sala de aula, porém, a maioria também admite que não se sente preparado para fazê-lo.
  • MIRIAM ESPINDULA DOS SANTOS FREIRE
  • ATUAÇÃO DE POLÍTICA CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS EM ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DA PARAÍBA
  • Data: 22/04/2020
  • Hora: 14:00
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  • O movimento que propusemos nesta investigação foi o de imersão e emersão, isto é, um entendimento do entendimento (GERTZ, 2012) de uma política curricular e sua atuação por meio das atuantes no ambiente escolar. O objeto em foco neste estudo resulta de desdobramento de investigação realizada no mestrado. Elencamos a seguinte problemática: Como a política curricular do SOMA é colocada em ação pelas professoras da Rede Estadual de Ensino da Paraíba? Quais fatores tendem a influenciar mais nesta ou naquela atuação das professoras? Até que ponto a micropolítica da escola influencia na atuação da política curricular citada? Assim sendo, a investigação aborda o tema da política curricular. A unidade de análise é a proposta curricular do Soma na Rede Estadual de Ensino da Paraíba, na capital, em uma escola. O problema da pesquisa gira em torno de compreender como a política curricular do SOMA foi colocada em ação pelas professoras do ensino fundamental anos iniciais da Rede Estadual de Ensino da Paraíba? As proposições da pesquisa/ e ou Hipóteses foram: A política curricular é atuada, colocada em ação em sala de aula, contudo, assume no âmbito da micropolíticas da escola uma nova forma que não a idealizada no contexto de influência e produção de texto inicial; A atuação da política está intimamente relacionada à micropolítica da escola; A atuação envolve interesses, concepções, relações de poder, espaço/tempo e perspectiva política pedagógica das professoras, tipo de gestão e perfil de educandos. Objetivou-se analisar a atuação da política curricular do SOMA na Rede Estadual de Ensino da Paraíba, com foco numa escola na capital. Os objetivos específicos são: Analisar a Proposta Pedagógica do SOMA da Rede Estadual de Ensino da Paraíba; Observar e identificar as formas de atuação desta política curricular no contexto da micropolítica da escola; Identificar os rebatimentos desta política curricular na prática pedagógica das professoras; Analisar como a política curricular é colocada em ação. O referencial teórico, metodológico e analítico utilizado na investigação acostou-se nos estudos realizados por Stephen J. Ball e colaboradores (BALL, 1989; BALL, BOWE e GOLD, 1992; BALL, 1994; BALL, MAGUIRE e BRAUN, 2016). As ferramentas utilizadas foram a abordagem do ciclo de políticas (ACP) e atuação. A contribuição da ACP adentra no sentido de perceber que a política nos espaços-tempos pelo qual perpassa modifica os envolvidos e a si mesma e, quando adentra o espaço-tempo micropolítico também é interpretada e traduzida. A atuação da política na perspectiva da agência revela a política curricular em seu entre-lugar. A atuação é uma síntese catacrética da subjetividade dos agentes, síntese esta que se encontra fora da sentença e se coloca dentro no momento da referida atuação, posto que subverta a noção de hierarquia e verticalidade da política (BALL, 1989; BALL, BOWE e GOLD, 1992; BALL, 1994; BALL, MAGUIRE e BRAUN, 2016). Assim, a atuação da política envolve aspectos materiais, interpretativos e discursivos, os quais estão associados intrinsecamente aos pressupostos políticos pedagógicos e pessoais das professoras, atuantes privilegiadas em nossa investigação. Mas também, envolve os demais funcionários que trabalham na escola. Os funcionários e seus lugares de atuação demonstram um matrimônio um tanto quanto harmonioso, existem fronteiras que são pouco ultrapassadas no cotidiano dinâmico da escola. Existe fluxo/circularidade no ambiente. Os atuantes circulam entre os espaços quando necessário, mas sempre retornam as suas ilhas de atuação. No âmbito da micropolítica da escola, a política em sua inteireza não é percebida ou apreendida pelas atuantes, assim como a macro política não apreende toda a inteireza do ambiente escolar, as intenções em ambas as pontas são distintas, há um ruído e um interstício entre a proposição da política no que tange ao seu objetivo e a realidade vivenciada na escola. A política ainda não centra na figura das professoras como as grandes artífices e desenvolvedoras de estratégias didáticas e pedagógicas no que concerne à efetivação da política em nível micro.
  • MIRIAM ESPINDULA DOS SANTOS FREIRE
  • ATUAÇÃO DE POLÍTICA CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS EM ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE ENSINO DA PARAÍBA
  • Data: 22/04/2020
  • Hora: 14:00
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  • O movimento que propusemos nesta investigação foi o de imersão e emersão, isto é, um entendimento do entendimento (GERTZ, 2012) de uma política curricular e sua atuação por meio das atuantes no ambiente escolar. O objeto em foco neste estudo resulta de desdobramento de investigação realizada no mestrado. Elencamos a seguinte problemática: Como a política curricular do SOMA é colocada em ação pelas professoras da Rede Estadual de Ensino da Paraíba? Quais fatores tendem a influenciar mais nesta ou naquela atuação das professoras? Até que ponto a micropolítica da escola influencia na atuação da política curricular citada? Assim sendo, a investigação aborda o tema da política curricular. A unidade de análise é a proposta curricular do Soma na Rede Estadual de Ensino da Paraíba, na capital, em uma escola. O problema da pesquisa gira em torno de compreender como a política curricular do SOMA foi colocada em ação pelas professoras do ensino fundamental anos iniciais da Rede Estadual de Ensino da Paraíba? As proposições da pesquisa/ e ou Hipóteses foram: A política curricular é atuada, colocada em ação em sala de aula, contudo, assume no âmbito da micropolíticas da escola uma nova forma que não a idealizada no contexto de influência e produção de texto inicial; A atuação da política está intimamente relacionada à micropolítica da escola; A atuação envolve interesses, concepções, relações de poder, espaço/tempo e perspectiva política pedagógica das professoras, tipo de gestão e perfil de educandos. Objetivou-se analisar a atuação da política curricular do SOMA na Rede Estadual de Ensino da Paraíba, com foco numa escola na capital. Os objetivos específicos são: Analisar a Proposta Pedagógica do SOMA da Rede Estadual de Ensino da Paraíba; Observar e identificar as formas de atuação desta política curricular no contexto da micropolítica da escola; Identificar os rebatimentos desta política curricular na prática pedagógica das professoras; Analisar como a política curricular é colocada em ação. O referencial teórico, metodológico e analítico utilizado na investigação acostou-se nos estudos realizados por Stephen J. Ball e colaboradores (BALL, 1989; BALL, BOWE e GOLD, 1992; BALL, 1994; BALL, MAGUIRE e BRAUN, 2016). As ferramentas utilizadas foram a abordagem do ciclo de políticas (ACP) e atuação. A contribuição da ACP adentra no sentido de perceber que a política nos espaços-tempos pelo qual perpassa modifica os envolvidos e a si mesma e, quando adentra o espaço-tempo micropolítico também é interpretada e traduzida. A atuação da política na perspectiva da agência revela a política curricular em seu entre-lugar. A atuação é uma síntese catacrética da subjetividade dos agentes, síntese esta que se encontra fora da sentença e se coloca dentro no momento da referida atuação, posto que subverta a noção de hierarquia e verticalidade da política (BALL, 1989; BALL, BOWE e GOLD, 1992; BALL, 1994; BALL, MAGUIRE e BRAUN, 2016). Assim, a atuação da política envolve aspectos materiais, interpretativos e discursivos, os quais estão associados intrinsecamente aos pressupostos políticos pedagógicos e pessoais das professoras, atuantes privilegiadas em nossa investigação. Mas também, envolve os demais funcionários que trabalham na escola. Os funcionários e seus lugares de atuação demonstram um matrimônio um tanto quanto harmonioso, existem fronteiras que são pouco ultrapassadas no cotidiano dinâmico da escola. Existe fluxo/circularidade no ambiente. Os atuantes circulam entre os espaços quando necessário, mas sempre retornam as suas ilhas de atuação. No âmbito da micropolítica da escola, a política em sua inteireza não é percebida ou apreendida pelas atuantes, assim como a macro política não apreende toda a inteireza do ambiente escolar, as intenções em ambas as pontas são distintas, há um ruído e um interstício entre a proposição da política no que tange ao seu objetivo e a realidade vivenciada na escola. A política ainda não centra na figura das professoras como as grandes artífices e desenvolvedoras de estratégias didáticas e pedagógicas no que concerne à efetivação da política em nível micro.
  • JORILENE BARROS DA SILVA GOMES
  • “A GRAÇA DE DEUS CUMPRE ASSOCIAR A ELABORAÇÃO DO HOMEM”: PROJETO DE EDUCAÇÃO FAMILIAR DA UNIÃO DOS MOÇOS CATÓLICOS NO JORNAL A IMPRENSA (1931-1942)
  • Data: 30/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Esta tese objetiva discutir algumas publicações do jornal católico A Imprensa, os quais deixavam clara a intenção de induzir um modelo educacional religioso de família; também se pretende evidenciar a forma como os discursos da União dos Moços Católicos reproduziam esse modelo, para atender a pré-requisitos determinados pelos dogmas católicos, na Paraíba, entre os anos de 1931 a 1942. Entende-se tal intento, a partir da constatação de que a separação entre Estado e Igreja gerou uma série de conflitos que enfatizavam o país como uma nação laica, gerando, do ponto de vista da Igreja, os males da modernidade. Neste sentido, analisaremos o jornal A Imprensa e os discursos acima citados, para entendermos como ocorreu a propagação da fé e da instrução católica, objetivando curar esses males, na capital paraibana. Para tanto, utilizamos, as encíclicas papais dos Papas Pio IX, Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII, escolhidas por seu caráter orientativo e educacional, que guiavam o clero e a população em geral, de acordo com os preceitos da Igreja, como também os documentos episcopais, com apreciação das cartas pastorais de Dom Leme e Dom Moisés. Também faremos uso da documentação do jornal A Imprensa, produzida entre os anos de 1931 a 1942, por ser o objeto central da nossa pesquisa, pois divulgava as ideias que a Diocese e os Moços Católicos defendiam, praticavam e vivenciavam com a sociedade. A análise desses documentos corrobora a ideia de que os Moços Católicos e A Imprensa tencionavam por um modelo educacional religioso de família e masculinidade na Paraíba.
  • CHARYA CHARLOTTE BEZERRA ADVÍNCULA
  • “ESCRIPTURAÇÃO”, ORGANIZAÇÃO E CULTURA ESCOLAR NO GRUPO ESCOLAR GAMA E MELO - 1928/1949
  • Data: 30/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Nas primeiras décadas do século XX, a Paraíba deu início a sua reforma educacional com o intuito organizar e disciplinar a instrução primária. Essas ações visaram modificar tanto a estrutura das escolas, como organizar e desenvolver o ensino, normatizando todas as ações escolares. Foram criados novos modelos de escolas e ações como o controle e tombamento de todo o patrimônio da escola e demais atividades. Ao conjunto de ações normatizadas que deveriam ser desenvolvidas pelas escolas, o Decreto Nº 873/17 denominou de escrituração escolar. Essas ações têm muito a desvelar sobre a cultura escolar, de modo que o fazer cotidiano dos agentes educacionais passaram a ser balizados por normas que não foram internalizadas por esses, ou não atendiam as suas necessidades específicas, sendo necessário adaptá-las. Nesse sentido acreditamos que analisar como era realizada a escrituração e organização das atividades escolares tem muito a contribuir para a história da educação nesse Estado. Portanto nosso estudo tentou desvelar a cultura escolar no Grupo Escolar Gama e Melo de 1928-1949, localizado na cidade de Princesa Isabel, através dos documentos que organizavam as atividades escolares nesse período. Desenvolvemos a nossa discussão aportada em bibliografia pertinente à história da educação além de um amplo espectro de fontes documentais oficiais produzidas por agentes públicos no exercício de suas funções como: relatórios do Diretor da Instrução Pública e dos inspetores técnicos de ensino, mensagens presidenciais, livros de matrícula e de frequência diária dos alunos dentre outros. Todo o corpus documental foi analisado e interpretado na perspectiva da nova história cultural, vinculado à cultura escolar tendo como aporte teórico os estudos de Benito (2019; 2017), Chartier (1990), Escolano (2010), Julia (2001), Farias Filho (2017), Pinheiro (2002). A documentação prescrutada demonstrou que a implantação da reforma educacional se inicia de forma tardia na Paraíba quando comparada a outros estados, ficando, por anos, restrita às escolas da Capital e de algumas cidades próximas a essa, só começando a ser efetivada no interior desse Estado a partir da segunda década do século XX quanto à modernização das instalações escolares; em relação à forma de organização e métodos, esses começam a ser realmente efetivados na década seguinte, ao menos é o aconteceu na escola em tela.
  • MARIA DO ROSÁRIO GOMES GERMANO MACIEL
  • O DISCURSO DO USO DIDÁTICO DA IMAGEM VIRTUAL NA ESCOLA
  • Data: 27/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • O estudo sobre o discurso do uso didático da imagem virtual na escola insere-se nas recorrentes discussões sobre a presença da imagem visual na sociedade contemporânea e da utilização de ferramentas tecnológicas digitais na instituição escolar. Por esse veio, ampliam-se entendimentos sobre o potencial imagético visual, de maneira geral e de modo particular do artefato cultural imagético virtual como recursos que a acessam, articulam e produzem práticas pedagógicas que mediam os conhecimentos na escola. A partir do exposto, assumimos a tese de que na ordem do discurso da cultura visual da sociedade contemporânea a imagem virtual se constitui em um dispositivo didático-pedagógico mediador da socialização do saber na escola. Definimos como objetivo geral da investigação: analisar e descrever o discurso sobre o uso didático da imagem virtual na escola. Para tal, nos acostamos aos fundamentos teóricos-metodológicos da Análise Arqueológica do Discurso de Michael Foucault (2015). Considerando a tese, e o objetivo proposto, realizamos levantamento de trabalhos científicos publicados no período de 2001 a 2017, cadastrados no banco de tese da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), que tratam de conhecimentos relacionados ao uso didático da imagem virtual na escola. Identificamos um número relativamente significativo de produções correlacionadas ao assunto investigado. Posteriormente, mapeamos a rede de significantes e significados do discurso do uso didático da imagem virtual na escola. Escavarmos nos documentos-fonte os significantes e significados a fim de explicitar o modo como as coisas escritas sobre o uso de imagem virtual na escola são significadas. Nessa escavação, encontramos três ordens discursivas: a Política Infoeducativa, a Didática- Pedagógica e a Tecnológica Imagética Virtual. Na primeira identificamos a regra o computador na escola acionando políticas, programas que dão status à criação de uma Política Nacional de Informática Educativa, acontecimento que mobiliza a informatização da escola pública, o processo de formação dos professores e o discurso da inclusão tecnológica, econômica e social do Brasil. Na segunda, localizamos a imagem virtual com a função enunciativa de mediar à compreensão de conteúdos escolares e fomentar a produção do pensamento, da criatividade, da liberdade para o aluno criar ideias e analisá-las. Ela também revela-se acionando a observação, a interação, a participação, a e a autonomia na construção e re-construção do saber escolar. Na última ordem, identificamos o domínio Infomatematico e a regra a cultura da virtualidade e os correlatos internet, linguagem digital e hipertexto.
  • DAMIÃO FERNANDES DOS SANTOS
  • Maria Fernanda Marabelo: práticas educativas para o "saber fazer" e o "saber ser" (1977 - 1991)
  • Data: 27/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Esta tese de doutoramento tem como objetivo geral compreender a trajetória de vida da religiosa e educadora Maria Fernanda Marabello, desvelando as especificidades e contribuições das suas práticas educativas. O argumento desenvolvido é que esta religiosa e educadora trazia, intencionalmente, no interior de suas práticas educativas uma estratégia para incrementar potencialidades juntos aos seus educandos e que tais práticas estavam para além de um formato de alfabetização via silabação ou numa transposição didática da leitura pela leitura, ou seja, daquela leitura silabada como instrumento de codificação do símbolo escrito. A educadora estava preocupada como fim último do seu fazer educacional com um processo de escolarização que desenvolvesse potencialidades, onde a leitura era o meio para alcançar o algo mais de um “saber fazer” e de um “saber ser”. O recorte temporal da pesquisa compreende os anos de 1977, quando Maria Fernanda Marabello, junto com a Congregação das Irmãs da Sagrada Face chegam ao Brasil, na cidade de Cajazeiras, abrindo a primeira casa de missão fora da Itália e inaugurando um Centro de Pastoral Social na zona Norte desta cidade, composto por: uma Escola de Ensino Fundamental (1º a 5° ano), oficina de corte e costura e outra de pintura e produção de imagens sacras, até 1991, ano do seu falecimento. A pesquisa orientou-se pelos referenciais teóricos da Nova História Cultural, inserindo-se na abordagem da pesquisa biográfica e da História Oral, com o uso de entrevistas orais de ex-professores e ex-alunos que conviveram com a biografada na Escola São José; além de fontes escritas e imagéticas como: livro escrito pela biografada, fotos, documentos oficiais da Escola São José, entre outras. Neste sentido, o recorte temático da pesquisa está historicamente contextualizado na fronteira entre a história, a memória e a cultura, inscrito nas narrativas e escritas de si dos sujeitos, vinculados à história das práticas educativas da educadora. Por fim, entende-se que a referida educadora e religiosa, fiel seguidora dos ideais e regras da Congregação das Irmãs da Sagrada Face, teve sua fundadora como modelo de atuação no campo da escolarização de crianças, e desenvolveu na instituição citada um trabalho no qual imprimiu sua marca pessoal, mas sem perder de vista aqueles ideais. Suas práticas incluíram estratégias que visavam desenvolver potencialidades em seus educandos, que os comprometessem não apenas com o processo ensino-aprendizagem, mas também os engajassem com um modo de fazer e de ser no mundo.
  • ALEXANDRO DOS SANTOS
  • “A Deus pela sciencia; à sciencia por Deus”: os discursos religiosos e científicos do Colégio Diocesano Pio X - Paraíba (1910 - 1954)
  • Data: 26/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • A presente tese se insere no campo de pesquisa da História da Educação e se propõe a analisar os discursos religiosos e científicos, elaborados pela direção do Colégio Diocesano Pio X, os quais conduziram as culturas higiênicas, físicas e cívicas promovendo uma cultura escolar na Paraíba, no período de 1910 a 1954, para formar uma sensibilidade sobre um corpo dito forte e saudável. Problematizo os discursos médicos, religiosos, cívicos, patrióticos, militaristas e pedagógicos que circularam nas páginas de jornais, revistas e anuários produzidos na Paraíba, durante o recorte proposto pela pesquisa, tais como: A União, A Imprensa, a Revista do Ensino da Paraíba, Atualidades Pedagógicas e a Revista do Colégio Diocesano Pio X. Além do Anuário Eclesiástico da Paraíba e Cartas Pastorais de autoria de Dom Adauto. Como aporte teórico-metodológico adotei as contribuições de Michel Foucault, através dos conceitos de poder disciplinar, biopoder e discurso para se pensar a construção do projeto religioso e científico do Colégio buscando analisar as práticas de higiene, cultura física e cívica direcionada aos escolares. Nesse percurso diálogo com as formulações teóricas de Dominique Juliá e Antônio Vinão Frago, sobre o conceito de cultura escolar e Sandra Jatahy Pesavento a respeito do tema da história das sensibilidades. Também dialogo com o campo da História da Saúde, Educação e Corpo buscando lançar luz sobre estas áreas de pesquisa. Os resultados alcançados com as leituras e a pesquisa possibilitou perceber que a criação do Colégio fez parte de um projeto mais amplo e audacioso do primeiro bispo do estado, Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, de “reconstrução social” de parte da população paraibana, através da educação, alinhando-se aos discursos em voga na época em defesa da romanização da sociedade. Para isso, o ensino de higiene, educação física e cívica foram responsáveis por colocar em prática um projeto de educação corporal. Atuaram, sobre o corpo dos jovens, pretendendo modelar, disciplinar, adestrar, medicalizar e pedagogizar.
  • RAISSA REGINA SILVA COUTINHO
  • O DISCURSO SOBRE O USO DO DESENHO DE HUMOR NA EDUCAÇÃO POPULAR (1960-1980)
  • Data: 26/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Inserido no conjunto vasto de linguagens em um cenário intitulo de “civilização da imagem”, o desenho de humor circula através de vários meios de comunicação em nosso cotidiano, sendo o jornal um dos suportes em que comumente tipos de desenho como a charge aparecem e tornam a leitura mais atrativa. Nas práticas discursivas de 1960-1980, a imprensa alternativa se destaca por expressar o humor como arte politizada e em convergência com a cultura popular. Logo, o desenho de humor aparece como estratégia alternativa das forças progressistas face às imposições militares e conservadoras. Desdobrando-se como proposta de uma nova linguagem de comunicação social no terreno da Educação Popular (EP) de vertente libertadora, ressaltada em documentos como “Vivendo e Aprendendo” (1985), material que descreve as experiências do IDAC mediante os trabalhos de EP durante o exílio de Paulo Freire, Claudius Ceccon, Rosiska e Miguel Darcy de Oliveira. Identifica-se uma rede discursiva em que o desenho de humor aparece como acontecimento, cuja presença enunciativa é o nosso objeto de pesquisa, que será descrita analiticamente para evidenciar as particularidades de tal existência; assim como, na necessidade de sistematização de tais achados para corroborar para o esclarecimento sobre o uso desse tipo de linguagem visual, conforme os princípios da perspectiva pedagógica libertadora. Assim, o objetivo é analisar o discurso sobre o uso do desenho de humor na educação popular entre as décadas de 1960 à 1980. Isto posto, como a singularidade desse discurso aparece? Em meio ao presente estudo, embasado na análise arqueológica do discurso (FOUCAULT, 2012), o que se pode afirmar é que há uma série de escritos nesse campo, que aparecem em pelo menos seis feixes de relações: a imagética, a humorística, a jornalística, a ideopolítica, a epistemológica e a pedagógica. O nexo com a educação popular, constitui o uso do desenho de humor em sua função comunicativa e como representação de situação existencial típica, cujos domínios acionados viabilizam norteamento em sua leitura e análise, dada a realidade cotidiana dos sujeitos e a abrangência sócio-cultural que o tema possibilita em meio as estratégias de problematização e crítica. Tais desencadeamentos discursivos proporcionaram entendimentos sobre a especificidade desse tipo de linguagem, relações de diferenciação com outras linguagens e usos, o que demanda estratégias, regras, procedimentos, jogos de relações possíveis de posições de sujeito e articulação com uma série de domínios de conhecimento como da Linguística, Semiótica, Psicanálise, História, Antropologia, Pedagogia. Diante dessa árvore derivativa, a presente pesquisa, constatou a tese de que o desenho de humor é um tipo de linguagem existente no campo da educação popular, que corrobora para facilitar o nexo entre a educação, a cultura e a política no processo de formação e conscientização dos sujeitos educandos de modo sintético e crítico; e o seu uso pedagógico abrange procedimentos como a síntese cultural, leitura de mundo, a reflexão crítica, a problematização e o diálogo.
  • RAISSA REGINA SILVA COUTINHO
  • O DISCURSO SOBRE O USO DO DESENHO DE HUMOR NA EDUCAÇÃO POPULAR
  • Data: 26/03/2020
  • Hora: 10:00
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  • Inserido no conjunto vasto de linguagens em um cenário intitulo de “civilização da imagem”, o desenho de humor circula através de vários meios de comunicação em nosso cotidiano, sendo o jornal um dos suportes em que comumente tipos de desenho como a charge aparecem e tornam a leitura mais atrativa. Nas práticas discursivas de 1960-1980, a imprensa alternativa se destaca por expressar o humor como arte politizada e em convergência com a cultura popular. Logo, o desenho de humor aparece como estratégia alternativa das forças progressistas face às imposições militares e conservadoras. Desdobrando-se como proposta de uma nova linguagem de comunicação social no terreno da Educação Popular (EP) de vertente libertadora, ressaltada em documentos como “Vivendo e Aprendendo” (1985), material que descreve as experiências do IDAC mediante os trabalhos de EP durante o exílio de Paulo Freire, Claudius Ceccon, Rosiska e Miguel Darcy de Oliveira. Identifica-se uma rede discursiva em que o desenho de humor aparece como acontecimento, cuja presença enunciativa é o nosso objeto de pesquisa, que será descrita analiticamente para evidenciar as particularidades de tal existência; assim como, na necessidade de sistematização de tais achados para corroborar para o esclarecimento sobre o uso desse tipo de linguagem visual, conforme os princípios da perspectiva pedagógica libertadora. Assim, o objetivo é analisar o discurso sobre o uso do desenho de humor na educação popular entre as décadas de 1960 à 1980. Isto posto, como a singularidade desse discurso aparece? Em meio ao presente estudo, embasado na análise arqueológica do discurso (FOUCAULT, 2012), o que se pode afirmar é que há uma série de escritos nesse campo, que aparecem em pelo menos seis feixes de relações: a imagética, a humorística, a jornalística, a ideopolítica, a epistemológica e a pedagógica. O nexo com a educação popular, constitui o uso do desenho de humor em sua função comunicativa e como representação de situação existencial típica, cujos domínios acionados viabilizam norteamento em sua leitura e análise, dada a realidade cotidiana dos sujeitos e a abrangência sócio-cultural que o tema possibilita em meio as estratégias de problematização e crítica. Tais desencadeamentos discursivos proporcionaram entendimentos sobre a especificidade desse tipo de linguagem, relações de diferenciação com outras linguagens e usos, o que demanda estratégias, regras, procedimentos, jogos de relações possíveis de posições de sujeito e articulação com uma série de domínios de conhecimento como da Linguística, Semiótica, Psicanálise, História, Antropologia, Pedagogia. Diante dessa árvore derivativa, a presente pesquisa, constatou a tese de que o desenho de humor é um tipo de linguagem existente no campo da educação popular, que corrobora para facilitar o nexo entre a educação, a cultura e a política no processo de formação e conscientização dos sujeitos educandos de modo sintético e crítico; e o seu uso pedagógico abrange procedimentos como a síntese cultural, leitura de mundo, a reflexão crítica, a problematização e o diálogo.
  • AJANAYR MICHELLY SOBRAL SANTANA
  • ATUAÇÃO DO CENTRO ESTUDANTIL CAMPINENSE: MOVIMENTO ESTUDANTIL, PROJETOS EDUCACIONAIS E CULTURAIS POLITICAS EM CAMPINA GRANDE (1945-1964.
  • Data: 23/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo objetivou investigar as atuações dos/as centristas a partir das suas práticas educacionais, culturais e políticas nas representações de lideranças estudantis no espaço do CEC, e da formação da juventude campinense com base em discursos sobre ser a referida entidade uma escola de formação extraescolar. Perscrutamos as atividades e lutas dos/as centristas na cidade de Campina Grande/PB, entre os anos de 1945 a 1964, apropriada como lugar para o desenvolvimento de suas práticas: eleições, enfrentamentos e aproximações com políticos e órgãos públicos e privados, e as lutas em defesa da educação. Para tanto, analisamos como fonte e objeto de pesquisa o jornal Formação, periódico oficial do CEC, e outros jornais que circularam na cidade neste período, que trouxeram noticias sobre os acontecimentos do movimento estudantil campinense e que foram apropriados pelos/as centristas, através, principalmente, das colunas estudantis. Para tanto, nos apropriamos de concepções teóricas e metodológicas da história oral (Nora, 1993; Halbwachs, 2006; Gagnebin, 2009; Bosi, 1994), da história política (Sirinelli, 2003; Heinz, 2006; Gontijo, 2005; Motta, 2009) e do método prosopográfico (Albuquerque Júnior, 2013; Charle, 2006) através de entrevistas dos/as ex-centristas, de pesquisas bibliográficas, icnográficas (Burke, 2004), jornalísticas (Capelato, 1988; Araújo, 1986) e escritas de si (Gomes, 2004). Conclui-se que, ao problematizarmos as discussões dos/as centristas acerca dos debates em defesa das causas educacionais, os/as mesmos/as estiveram inseridos/as em uma cultura política, em que as elites, os intelectuais engajados e os próprios estudantes criaram espaços de sociabilidades destinados à escrita e à leitura, como os clubes literários, os jornais e os grêmios estudantis, com discussões problematizadoras e literárias para criar a ideia de uma cidade politizada e em desenvolvimento através das letras. Desta maneira, para além da criação e organização do jornal Formação como um órgão noticioso das ações centristas, divulgação de princípios e ideologias e espaço para as celebrações de aniversários de fundação do CEC, foi transformado em um lugar de memória para lembrar e enaltecer nomes dos que fizeram parte como sujeitos monumentos. Para que esses fossem possíveis, o CEC foi motivado para ser um espaço de formação intelectual e política da juventude, e que desenvolveu lutas em favor dos estudantes e poder de influência junto à sociedade campinense, mediante o comprometimento com os problemas pelo qual passou a cidade. Destacou-se, por fim, as biografemas de alguns meninos-homens que tiveram atuações relevantes no CEC, por meio das memórias que foram construídas para os centristas, nas entrevistas e na imprensa, onde foram tecidas as imagens de líderes estudantis que propiciou suas ascensões na política paraibana posterior as suas formações nessa entidade estudantil, em que os discursos ampliaram a percepção de lugar de memória para a constituição de lideranças centristas, por meio da ideia de ser o CEC uma escola de líderes.
  • KATHERINNE ROZY VIEIRA GONZAGA
  • MODELO DE ANÁLISE DA POSIÇÃO SUBJETIVA DE DOCENTES PARA MANEJO DE CONFLITOS RELACIONAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • Data: 20/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Atribui-se à escola, instituição social que sofreu mudanças nas concepções sobre suas funções sociais e pedagógicas, a responsabilidade de educar para a convivência e formar a sociabilidade. Essa expectativa demanda dos agentes educacionais novos modos de se posicionar e se relacionar: à escola cabe, na tarefa socializadora, mediar relações e conflitos entre indivíduos e grupos que lhe dão vida. Educar na escola presume oportunizar à criança sua autonomia, individuação e individualização – identidade de alteridade –, bem como o sentimento de pertencimento ao grupo e a uma comunidade, aspectos relevantes para a capacidade de conviver. Isso é ainda mais verdadeiro no caso da educação infantil, que se dedica à formação global do alunado. Por essa razão, o professorado da Educação Infantil requer uma formação específica, que deve se apoiar nas noções sobre o desenvolvimento intelectual, físico, social, afetivo e emocional, além do conhecimento sobre processos inconscientes implicados nesses processos de desenvolvimento. A biologia, a cultura e a história não exaurem a subjetividade e, nesta, suas variáveis inconscientes. Nota-se que a subjetividade é uma variável relevante para o manejo de situações de conflitos relacionais e, em geral, ela é desconsiderada na formação continuada de docentes. Nesta tese, apresenta-se um modelo de análise para mapear a posição subjetiva de docentes da educação infantil no manejo de situações de conflitos relacionais em sala e na escola, e, com isso, orientar o trabalho de formação docente continuada em grupo de reflexão, que favorece, na escola e considerando as experiências docentes, a mudança, quando necessária, da posição subjetiva de docentes da educação infantil. Presume-se que essa formação concorra para a superação de impasses ou limites no manejo profissional de conflitos relacionais entre discentes. Apoiado em um tripé teórico-metodológico que articula as dimensões cultural (sob as lentes do Estudos Culturais da Educação – ECE), pedagógica (utilizando-se de dispositivos propostos pela Pedagogia Institucional – PI) e psicanalítica (pelo viés winnicottiano), o modelo oportuniza mudanças subjetivas necessárias ao docente em formação docente continuada para o manejo de situações de conflitos relacionais em sala e na escola. Com isso, objetivou-se desenvolver um modelo de análise da posição subjetiva de docentes em torno dos impasses no manejo de conflitos relacionais em sala e na escola, como uma alternativa teórico-metodológica à formação docente continuada, à luz da teoria de Donald Winnicott. Analisando dados empíricos gerados pela aplicação do modelo em uma formação docente, observaram-se mudanças na posição subjetiva das docentes a partir dos seguintes indicativos: gradual identificação do(a) docente em formação com o grupo de trabalho; mudança (ou manutenção) do uso do grupo de reflexão (inicialmente, do eventual relacionamento com pedido de proteção, até, finalmente, o relacionamento com o grupo para trocas e interação social); conservação (ou recuperação) da espontaneidade individual (autonomia, segurança e confiança); desenvolvimento (ou manutenção) da consciência de si; e, na medida do possível, consciência das implicações da subjetividade para seu trabalho em sala de aula. Para tal, fez-se uma revisão da literatura, promovendo a interlocução entre os ECE, a PI e a psicanálise de Winnicott, com vistas a teorizar sobre o manejo de situações de conflitos relacionais na educação infantil; discutindo-se sobre a educação infantil no Brasil e sobre propostas teóricas e práticas em torno da formação docente continuada para o manejo dessas situações. A partir dessa revisão construiu-se um campo epistemológico e metodológico de trabalho, desenvolvendo o modelo de análise da posição subjetiva de docentes em torno dos impasses no manejo de conflitos relacionais em sala e na escola. A coleta de dados se deu através do trabalho em grupo de reflexão numa formação docente continuada com docentes da Educação Infantil da rede pública de um município do interior da Paraíba, ao longo do ano de 2018. Para a análise dos dados coletados na pesquisa utilizou-se o método da pesquisa-ação do tipo colaborativa, uma vez que esta favorecia, a atuação da pesquisadora e dos(as) participantes. Com intervenções no cotidiano escolar, promoviam-se a reflexão e a reformulação teórica e prática das docentes envolvidas nessa formação. O material analisado para ilustração do modelo foi extraído do registro de falas e expressões faciais, através da gravação em áudio e vídeo, posteriormente transcritas. Tais dados foram produzidos em entrevistas individuais e no grupo de reflexão. Os quatorze encontros do grupo de reflexão foram semanais com duração de três horas/aula cada. Os resultados da aplicação do modelo nessa formação docente ilustraram que ele permitiu mapear a posição subjetiva das docentes diante das situações de conflitos relacionais, favorecendo o manejo da dinâmica grupal nos encontros de reflexão. Ademais, a análise detida da relação entre a posição subjetiva de três docentes, as reações do grupo de reflexão às participações dessas docentes e a mediação da pesquisadora evidenciou ter o grupo de reflexão representado para as docentes um espaço potencialmente profícuo à mudança de posição subjetiva de cada uma das três docentes, quando e no que foi-lhes necessário, o que lhes favoreceu a superação dos impasses relatados e a criação de alternativas mais efetivas para o manejo. Para tanto, as figuras da pesquisadora-mediadora, do auditor externo e da instituição copartícipe, em suas especificidades, revelaram-se estruturantes e facilitadoras à realização do modelo.
  • KATHERINNE ROZY VIEIRA GONZAGA
  • MODELO DE ANÁLISE DA POSIÇÃO SUBJETIVA DE DOCENTES PARA MANEJO DE CONFLITOS RELACIONAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
  • Data: 20/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Atribui-se à escola, instituição social que sofreu mudanças nas concepções sobre suas funções sociais e pedagógicas, a responsabilidade de educar para a convivência e formar a sociabilidade. Essa expectativa demanda dos agentes educacionais novos modos de se posicionar e se relacionar: à escola cabe, na tarefa socializadora, mediar relações e conflitos entre indivíduos e grupos que lhe dão vida. Educar na escola presume oportunizar à criança sua autonomia, individuação e individualização – identidade de alteridade –, bem como o sentimento de pertencimento ao grupo e a uma comunidade, aspectos relevantes para a capacidade de conviver. Isso é ainda mais verdadeiro no caso da educação infantil, que se dedica à formação global do alunado. Por essa razão, o professorado da Educação Infantil requer uma formação específica, que deve se apoiar nas noções sobre o desenvolvimento intelectual, físico, social, afetivo e emocional, além do conhecimento sobre processos inconscientes implicados nesses processos de desenvolvimento. A biologia, a cultura e a história não exaurem a subjetividade e, nesta, suas variáveis inconscientes. Nota-se que a subjetividade é uma variável relevante para o manejo de situações de conflitos relacionais e, em geral, ela é desconsiderada na formação continuada de docentes. Nesta tese, apresenta-se um modelo de análise para mapear a posição subjetiva de docentes da educação infantil no manejo de situações de conflitos relacionais em sala e na escola, e, com isso, orientar o trabalho de formação docente continuada em grupo de reflexão, que favorece, na escola e considerando as experiências docentes, a mudança, quando necessária, da posição subjetiva de docentes da educação infantil. Presume-se que essa formação concorra para a superação de impasses ou limites no manejo profissional de conflitos relacionais entre discentes. Apoiado em um tripé teórico-metodológico que articula as dimensões cultural (sob as lentes do Estudos Culturais da Educação – ECE), pedagógica (utilizando-se de dispositivos propostos pela Pedagogia Institucional – PI) e psicanalítica (pelo viés winnicottiano), o modelo oportuniza mudanças subjetivas necessárias ao docente em formação docente continuada para o manejo de situações de conflitos relacionais em sala e na escola. Com isso, objetivou-se desenvolver um modelo de análise da posição subjetiva de docentes em torno dos impasses no manejo de conflitos relacionais em sala e na escola, como uma alternativa teórico-metodológica à formação docente continuada, à luz da teoria de Donald Winnicott. Analisando dados empíricos gerados pela aplicação do modelo em uma formação docente, observaram-se mudanças na posição subjetiva das docentes a partir dos seguintes indicativos: gradual identificação do(a) docente em formação com o grupo de trabalho; mudança (ou manutenção) do uso do grupo de reflexão (inicialmente, do eventual relacionamento com pedido de proteção, até, finalmente, o relacionamento com o grupo para trocas e interação social); conservação (ou recuperação) da espontaneidade individual (autonomia, segurança e confiança); desenvolvimento (ou manutenção) da consciência de si; e, na medida do possível, consciência das implicações da subjetividade para seu trabalho em sala de aula. Para tal, fez-se uma revisão da literatura, promovendo a interlocução entre os ECE, a PI e a psicanálise de Winnicott, com vistas a teorizar sobre o manejo de situações de conflitos relacionais na educação infantil; discutindo-se sobre a educação infantil no Brasil e sobre propostas teóricas e práticas em torno da formação docente continuada para o manejo dessas situações. A partir dessa revisão construiu-se um campo epistemológico e metodológico de trabalho, desenvolvendo o modelo de análise da posição subjetiva de docentes em torno dos impasses no manejo de conflitos relacionais em sala e na escola. A coleta de dados se deu através do trabalho em grupo de reflexão numa formação docente continuada com docentes da Educação Infantil da rede pública de um município do interior da Paraíba, ao longo do ano de 2018. Para a análise dos dados coletados na pesquisa utilizou-se o método da pesquisa-ação do tipo colaborativa, uma vez que esta favorecia, a atuação da pesquisadora e dos(as) participantes. Com intervenções no cotidiano escolar, promoviam-se a reflexão e a reformulação teórica e prática das docentes envolvidas nessa formação. O material analisado para ilustração do modelo foi extraído do registro de falas e expressões faciais, através da gravação em áudio e vídeo, posteriormente transcritas. Tais dados foram produzidos em entrevistas individuais e no grupo de reflexão. Os quatorze encontros do grupo de reflexão foram semanais com duração de três horas/aula cada. Os resultados da aplicação do modelo nessa formação docente ilustraram que ele permitiu mapear a posição subjetiva das docentes diante das situações de conflitos relacionais, favorecendo o manejo da dinâmica grupal nos encontros de reflexão. Ademais, a análise detida da relação entre a posição subjetiva de três docentes, as reações do grupo de reflexão às participações dessas docentes e a mediação da pesquisadora evidenciou ter o grupo de reflexão representado para as docentes um espaço potencialmente profícuo à mudança de posição subjetiva de cada uma das três docentes, quando e no que foi-lhes necessário, o que lhes favoreceu a superação dos impasses relatados e a criação de alternativas mais efetivas para o manejo. Para tanto, as figuras da pesquisadora-mediadora, do auditor externo e da instituição copartícipe, em suas especificidades, revelaram-se estruturantes e facilitadoras à realização do modelo.
  • KALLYNE LYGIA FERREIRA DA SILVA
  • EDUCAÇÃO COMPENSATÓRIA NA EJA: a concepção docente sobre o Projeto Filhos da EJA em escolas municipais de João Pessoa-PB
  • Data: 19/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo refere-se a Educação compensatória e ao Projeto Filhos da EJA em escolas públicas e municipais de João pessoa-PB. A presente pesquisa objetiva compreender a concepção dos professores na modalidade EJA sobre o Projeto Filhos da EJA em escolas públicas do município de João Pessoa-PB. O presente estudo foi desenvolvido no período de 2018 a 2019 e trabalhado na perspectiva da abordagem qualitativa estando fundamentado teoricamente no materialismo histórico e dialético. O materialismo dialético, enquanto método científico, é um procedimento de investigação que nos possibilita a interação com o mundo e com o contexto em que o fenômeno está inserido, identificando causa e efeito bem como as contradições existentes. A pesquisa empírica foi realizada em três escolas públicas e municipais de João Pessoa- PB, com oito (8) professores que atuam na modalidade de ensino EJA. Dessa forma, utilizamos como instrumentos de coleta de dados o questionário semi-estruturado e a entrevista a fim de elucidar as questões pertinentes a pesquisa. No tocante as considerações finais, constatamos que a concepção docente evidencia que o Projeto Filhos da EJA proporciona segurança e acolhimento, no entanto, considera que este não é um fator determinante para a estadia desses estudantes. A pesquisa constatou na fala dos docentes que a EJA é uma modalidade esquecida e que as ações e projetos são ínfimos e que apenas vêm se reproduzindo no cenário educacional, desse modo, os docentes demonstravam uma naturalização acerca do Projeto Filhos da EJA. Contudo, verificou-se que o desenvolvimento do Projeto na rede municipal de ensino amplia a oferta de acesso e acentua o processo de permanência como fatores condicionantes na modalidade EJA.
  • LUCAS ROMARIO DA SILVA
  • O trabalho pedagógico surdo na escola regular
  • Data: 18/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Diversas pesquisas têm demonstrado o despreparo escolar, considerando a ausência de intérpretes educacionais, a inabilidade em língua de sinais e falta de interação com as alunas surdas e os alunos surdos por parte das professoras e dos professores, a indiferença e a desvalorização da Libras, a ausência de formação docente e de um currículo para as diferenças, apresentando, portanto, diversas fragilidades curriculares, linguísticas e pedagógicas. No contexto de João Pessoa-PB, as escolas regulares inseriram educadoras surdas e educadores surdos em duas atividades: no Atendimento Educacional Especializado (AEE) e como intérpretes surdas e surdos em salas de aula regulares. Partindo dessa realidade, o objetivo desta pesquisa é problematizar as formas de incorporação do trabalho pedagógico surdo na escola regular, a partir dos discursos de profissionais surdas, surdos e ouvintes. Para tanto, a pesquisa foi desenvolvida com 30 (trinta) sujeitos de três grupos diferentes: o primeiro foi o de 11 (onze) educadoras surdas e educadores surdos, protagonistas da tese, que desenvolviam o AEE ou atuavam como intérpretes surdas e surdos; o segundo foi o de 11 (onze) professoras e professores ouvintes que possuíam uma relação de trabalho com as educadoras surdas e os educadores surdos, seja atuando na mesma sala de aula, quando estas/es últimas/os atuavam como intérpretes, seja quando tinham alunas surdas e alunos surdos em comum, isto é, na relação sala de aula regular-AEE; o terceiro foi o de cinco diretoras, duas supervisoras escolares e uma orientadora educacional. Com base nos referenciais teóricos dos Estudos Surdos e dos Estudos Culturais e nos dados empíricos obtidos, defendo a tese de que a escola regular, por apresentar fragilidades em termos curriculares, linguísticos e pedagógicos no que concerne à diferença de alunas surdas e alunos surdos, tem incorporado o trabalho pedagógico surdo como mecanismo de compensação a tais fragilidades.
  • NILENE MATOS TRIGUEIRO MARINHO
  • DA CAPOEIRA ESCRAVA EM SALVADOR A UM MÉTODO NACIONAL DE ENSINO: A LUTA REGIONAL DE MESTRE BIMBA EM QUESTÃO
  • Data: 13/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • A luta dos negros para restituir a sua dignidade humana perdida com a diáspora não foi fácil. Escravizados no Brasil, desde o século XVII, foram privados de manifestar a sua cultura, da convivência com a família, amigos etc. Mesmo depois da abolição, em 1888, o estigma da escravidão deixaria marcas que os perseguiria por séculos, provocando uma visão essencializada que os associava à condição de gente baixa, suja e sem habilidades sociais para a convivência humana. Esse discurso, desenvolvido pela elite branca com o apoio do Estado, foi suficiente para fundamentar a exclusão dos negros ao acesso dos bens materiais e tecnológicos que surgiam junto à urbanização das cidades brasileiras. A segregação não ocorreria sem a luta deles para estabelecer o seu espaço no interior desse processo e, para isso, utilizaram mecanismos como: a capoeira, o suicídio, as fugas constantes, os quilombos etc. Seja nos cantos de cidades, como Salvador, onde exerciam a sua função de negros de ganho, seja no interior das residências de gente abastada, ou executando serviços de transporte, de limpeza urbana, saneamento etc., o negro foi tomando o seu espaço e rompendo com a escravidão. Após a abolição, as ferramentas de luta ampliaram-se e os negros ganharam as ruas com seus batuques, danças, cantos e cores de suas vestimentas. O respectivo trabalho dedica-se à ousadia e coragem para a luta de um desses sujeitos que, com a capoeira, arregimentou dezenas de praticantes de todas as classes, cores e religiões para a sua luta, até então proibida por lei. Com a capoeira realizada em sua academia e um método próprio de ensino, fundamentado em regras claras e na consequente redução da violência, comum nas práticas de rua, Mestre Bimba aproximou a capoeira dos códigos corporais existentes nos esportes ingleses desembarcados, no Brasil, durante o século XIX. E, enquanto o Estado sentia-se sobre o controle, por acreditar ter o Mestre branqueado a capoeira, do outro lado Mestre Bimba “empretecia” os seus praticantes.
  • NILENE MATOS TRIGUEIRO MARINHO
  • DA CAPOEIRA ESCRAVA EM SALVADOR A UM MÉTODO NACIONAL DE ENSINO: A CAPOEIRA REGIONAL DE BIMBA EM QUESTÃO
  • Data: 13/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • A luta dos negros para restituir a sua dignidade humana perdida com a diáspora não foi fácil. Escravizados no Brasil, desde o século XVII, foram privados de manifestar a sua cultura, da convivência com a família, amigos etc. Mesmo depois da abolição, em 1888, o estigma da escravidão deixaria marcas que os perseguiria por séculos, provocando uma visão essencializada que os associava à condição de gente baixa, suja e sem habilidades sociais para a convivência humana. Esse discurso, desenvolvido pela elite branca com o apoio do Estado, foi suficiente para fundamentar a exclusão dos negros ao acesso dos bens materiais e tecnológicos que surgiam junto à urbanização das cidades brasileiras. A segregação não ocorreria sem a luta deles para estabelecer o seu espaço no interior desse processo e, para isso, utilizaram mecanismos como: a capoeira, o suicídio, as fugas constantes, os quilombos etc. Seja nos cantos de cidades, como Salvador, onde exerciam a sua função de negros de ganho, seja no interior das residências de gente abastada, ou executando serviços de transporte, de limpeza urbana, saneamento etc., o negro foi tomando o seu espaço e rompendo com a escravidão. Após a abolição, as ferramentas de luta ampliaram-se e os negros ganharam as ruas com seus batuques, danças, cantos e cores de suas vestimentas. O respectivo trabalho dedica-se à ousadia e coragem para a luta de um desses sujeitos que, com a capoeira, arregimentou dezenas de praticantes de todas as classes, cores e religiões para a sua luta, até então proibida por lei. Com a capoeira realizada em sua academia e um método próprio de ensino, fundamentado em regras claras e na consequente redução da violência, comum nas práticas de rua, Mestre Bimba aproximou a capoeira dos códigos corporais existentes nos esportes ingleses desembarcados, no Brasil, durante o século XIX. E, enquanto o Estado sentia-se sobre o controle, por acreditar ter o Mestre branqueado a capoeira, do outro lado Mestre Bimba “empretecia” os seus praticantes.
  • ELOIDE TELES SILVA GRISI
  • POLÍTICAS E PRÁTICAS SOCIAIS NO PROCESSO FORMATIVO DO TRABALHADOR DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: O presente, o vivido.
  • Data: 12/03/2020
  • Hora: 09:30
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  • Esta dissertação tem como objetivo geral analisar o processo formativo de trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com vistas a políticas e práticas sociais no Estado da Paraíba, que envolvam esta modalidade educacional. A pesquisa procurou identificar os aspectos positivos e/ou negativos apresentados pelos estudantes da EJA, e identificar o perfil destes e destas, em uma instituição de ensino no Estado da Paraíba. A análise desta pesquisa referente ao processo formativo dos trabalhadores estudantes da EJA, com vistas a políticas e práticas sociais no Estado da Paraíba, concomitante às legislações educacionais a esta modalidade, se apresentou em prospecção. Portanto, a hipótese levantada evidencia um potencial de negligências governamentais nos aspectos de práticas sociais na formação destes trabalhadores estudantes da EJA. A pesquisa, de característica qualitativa, foi realizada com o método de grupo focal e para análise dos resultados foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo-DSC. Analisando as falas dos participantes concomitante aos documentos estudados, com foco no Estado da Paraíba, percebeu-se fatores relevantes a políticas e práticas sociais em aspectos positivos e negativos. Os resuldados da pesquisa apresentaram uma riqueza de informações, pois ao dar voz aos estudantes da EJA, os quais trazem uma bagagem de experiências nos contextos fora das salas de aula, em seus trabalhos, e com suas famílias, tivemos uma riqueza de contribuições apresentadas com informações sinceras de suas trajetórias sendo criadas no contexto da educação pela EJA, no presente ao vivido. A pesquisa evidenciou resultados importantes no contexto atual, pois mesmo nas falas positivas e conformistas prevaleceram gritos de socorro em prol de uma sociedade mais justa, com condições básicas e acessos a Educação para todos, conforme direito garantido por lei. Esta pesquisa desperta ainda mais provocações com vistas ao aperfeiçoamento contínuo quando a temática é a formação de trabalhadores estudantes da EJA. As políticas educacionais versus governanças tem sido pauta de demandas intermitentes entre encontros e desencontros, dilemas e possibilidades, pois em nossa sociedade capitalista, os interesse de alguns são diferentes dos interesses de todos.
  • NÍVEA MARIA DO NASCIMENTO DA SILVA
  • PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NAS ESCOLAS DOS ASSENTAMENTOS ZUMBI DOS PALMARES E TIRADENTES – MARI-PB: AVANÇOS E DESAFIOS
  • Orientador : MARIA DO SOCORRO XAVIER BATISTA
  • Data: 06/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • Este trabalho de dissertação traz os resultados de uma investigação sobre os avanços e desafios de práticas pedagógicas de Educação do Campo desenvolvidas nas Escolas Zumbi dos Palmares e Tiradentes, situadas em assentamentos de mesmo nome, no município de Mari-Pb. O estudo se orientou pela seguinte questão norteadora: quais os fatores que contribuíram e/ou contribuem para desenvolvimento e efetivação de práticas pedagógicas de Educação do Campo nas escolas pesquisadas? Para responder a questão definimos como objetivo geral refletir sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas nas escolas dos assentamentos Zumbi dos Palmares e Tiradentes, considerando os resultados alcançados nestas escolas, durante e após o período de execução dos projetos de extensão de formação continuada de educadores sobre Educação do Campo, desenvolvidas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) de 2006 a 2012. Para refletir sobre a temática se apresenta uma discussão teórica e reflexiva sobre os avanços e desafios no desenvolvimento de práticas pedagógicas congruentes com a Educação do Campo nestas instituições, considerando os resultados alcançados a partir do ano de 2006. Os objetivos específicos foram assim definidos: conhecer os fatores que contribuíram para a inserção e desenvolvimento da proposta da educação do campo nas escolas estudadas; caracterizar as práticas pedagógicas adotadas afinadas com a Educação do campo; identificar os avanços e dificuldades que permeiam o processo de consolidação e efetivação da Proposta da Educação do Campo no cotidiano escolar, uma vez que esta se encontra inserida no Projeto Político Pedagógico das respectivas escolas. A investigação se deu por meio da pesquisa qualitativa, utilizando como técnicas de investigação a entrevista semiestruturada com 07 sujeitos que fazem parte do corpo docente e administrativo das respectivas instituições, sendo 05 profissionais da escola Tiradentes e 02 da escola Zumbi dos Palmares. Além disso, constou da análise de relatórios das experiências de inserção das práticas pedagógicas da proposta da Educação do Campo nestas escolas, entre os anos de 2006 e 2012 período em que ocorreram projetos de formação continuada em Educação do Campo com os/as educadores/as das escolas, da análise de documentos como: Projeto Político Pedagógico das escolas pesquisadas, Regimento Interno, relatórios e materiais construídos durante as formações e durante as aulas relacionados ao objeto de estudo; documentos da legislação educacional, com a finalidade de utilizar diferentes recursos para um maior conhecimento e compreensão do fenômeno estudado. As reflexões teóricas envolvem os conceitos e categorias de análise: Educação Popular, Educação do Campo, Escola do Campo e Práticas Pedagógicas entendidas como práxis. A análise dos dados constataram que apesar da inserção da proposta de Educação do Campo a partir de práticas pedagógicas desenvolvidas durante a execução de projetos de extensão voltados para a formação continuada com as/os educadoras/es e a equipe pedagógica das escolas pesquisadas, atualmente as práticas pedagógicas de Educação do Campo, embora tenham sido inseridas no Projeto Político Pedagógico das escolas, não se materializam de forma contínua no processo educativo dessas instituições, restando apenas algumas experiências esporádicas dessa proposta, que ainda alimenta de modo exíguo as práticas na atualidade.
  • LADJANE FIDELIS FELINTO BIZERRA
  • PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: APROXIMAÇÕES AOS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO DO CAMPO, NA ESCOLA VOVÓ VINA,EM SANTA RITA-PB
  • Data: 06/03/2020
  • Hora: 10:00
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  • Esta pesquisa, intitulada Prática Pedagógica Escolar: aproximações dos princípios da Educação do Campo na Escola Municipal Vovó Vina, no município de Santa Rita, no Estado da Paraíba, faz parte do curso de mestrado em educação da linha de pesquisa da Educação Popular, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação, da Universidade Federal da Paraíba, tem como objeto de estudo a Prática Pedagógica Escolar. Teve como objetivo geral analisar, na prática pedagógica escolar, aproximações com os princípios da Educação do Campo e como específicos identificar as propostas pedagógicas existentes na Escola Municipal Vovó Vina; identificar as práticas pedagógicas que apontam para os princípios da Educação do Campo; analisar a implementação da proposta de Educação do Campo na Escola Municipal Vovó Vina. A pesquisa tem como opção epistemológicas a abordagem dialética e como categoria teórica a contradição e categorias empíricas a práxis e escola. Trata-se de uma pesquisa de campo de natureza qualitativa e do tipo estudo de caso. No processo de coleta de dados utilizamos a pesquisa documental, observação participante e entrevista semiestruturada. Para o tratamento dos dados utilizamos a Análise de Conteúdos referenciada em Bardin (2011). Visualiza-se como resultado dessa pesquisa indícios da inserção da Educação do Campo na prática pedagógica escolar.
  • EDINAURA ALMEIDA DE ARAUJO
  • Trajetória Histórica do Colégio Nossa Senhora de Lourdes - Cajazeiras - PB (1928-1961)
  • Data: 05/03/2020
  • Hora: 14:30
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  • As relações de poder que se instituíram entre a Igreja Católica e os governos do Brasil desde os primeiros momentos da colonização foram marcadas por uma forte doutrinação e dominação por parte dos representantes religiosos que se aventuraram a desbravar o novo território e estabelecer um domínio a partir da instrução com princípios religiosos. Essa forte e quase permanente relação sofreu algumas mudanças especialmente quando foi instaurado o regime republicano, em 1889. Com a separação Estado/Igreja, pelo menos do ponto vista formal, a recém constituída República instaurou-se como Estado laico. Essa nova estrutura político-institucional levou a Igreja Católica a reagir e criar uma série de novas estratégias de ação, no sentido de manter e de recuperar o que havia sido abalado com a nova perspectiva constitucional republicana. Uma das estratégias utilizadas pela Igreja foi o da execução de um projeto educativo romanizado para o Brasil, o que elevou sobremaneira o número de colégios confessionais. Assim, considerando esse amplo movimento, definimos como objeto desta pesquisa o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, localizado em Cajazeiras-PB, voltado para oferecer educação para as meninas sob os auspícios da Congregação das Irmãs Dorotéias, fundamentada nos princípios religiosos e pedagógicos norteados pela perspectiva de Paula Frassinetti. Nesse sentido, o principal objetivo deste estudo é de contribuir com a construção da história da mencionada instituição sob a perspectiva do seguinte argumento de tese: O Colégio Nossa Senhora de Lourdes, fez parte de um projeto educacional tutelado pela Igreja Católica, que consolidava o seu poder como mediadora, organizadora e normalizadora da ação educativa, interferindo principalmente no processo de formação de novas professoras que garantiriam a difusão dos princípios morais cristãos. Assim, para além desse aspecto realçamos que esse processo, na Paraíba, foi mais intenso nas suas regiões interioranas, na qual entendemos assumiu características particulares e específicas. As Dorotéias administraram o mencionado Colégio por oito décadas, contudo resolvemos estabelecer o recorte temporal considerando o ano de 1928, quando de sua criação até o ano de 1961, quando o projeto educativo doroteano sofreu possivelmente algumas alterações em virtude da publicação naquele ano da primeira LDB. Esse último marco temporal, na verdade ultrapassa a especificidade da história do mencionado Colégio uma vez que se constitui uma importante referência para a História da Educação brasileira. Desenvolvemos a nossa discussão aportada na pesquisa bibliografia pertinente a história da educação além de um amplo espectro de fontes documentais, especialmente as “Cartas da Casa de Cajazeiras” hoje arquivadas na Casa Provincial do Nordeste, localizada na cidade Recife - PE sob a reponsabilidade das Irmãs Dorotéias. Também consultamos alguns exemplares do Jornal A Imprensa e da Revista Flor de Liz. Toda a base documental foi analisada e interpretada a partir das referências vinculadas a História das Instituições Escolares, especialmente tomando como orientação mais ampliada os estudos realizados por Justino Magalhães (2004) além de Paolo Nosella e Esther Buffa (2009), nos detendo mais especificamente na segunda parte deste estudo ao conceito de cultura escolar na perspectiva de Dominique Juliá (2001).
  • VANESSA ARAUJO TOSCANO DE BRITO
  • A implementação da educação em tempo integral nas escolas socioeducativas paraibanas: desafios e perspectivas
  • Data: 05/03/2020
  • Hora: 14:30
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  • A Paraíba iniciou, há cerca de cinco anos, um processo de implantação de escolas em tempo integral na sua rede estadual de ensino. No ano de 2017 foi realizada uma reformulação do sistema socioeducativo paraibano e essa mesma proposta educacional foi implantada nas escolas do sistema. Tendo-se em vista as mudanças ocorridas, trabalhamos com a análise do processo de implementação da proposta de educação integral em contexto de privação da liberdade, bem como as adaptações necessárias, levando em consideração as especificidades do ambiente. A rotatividade em espaços de privação de liberdade é alta, havendo, assim, jovens que ficarão entre três meses e até três anos nesses espaços. Logo, urge entender sobre como a nova estrutura pedagógica e de gestão educacional está funcionando nas instituições escolares socioeducativas e compreender se de fato está proporcionando uma abertura dos adolescentes à projeção de um futuro diferente. No que diz respeito à relevância teórica do tema, há escassez de estudos na área, visto que a Paraíba é o primeiro Estado do país a adotar em todo seu sistema socioeducativo uma política educacional que crie parâmetros para educação em tempo integral. Diante do exposto, este trabalho teve por objetivo geral analisar como está sendo implementada a política educacional em tempo integral nas escolas socioeducativas paraibanas e como objetivos específicos: investigar o que diz a literatura sobre adolescência e delinquência juvenil, frente aos dispositivos legais nacionais e internacionais acerca da infância e adolescência; compreender a estrutura e funcionamento das Unidades Socioeducativas paraibanas, caracterizando a estrutura da escola em tempo integral no Estado da Paraíba; e apontar considerações sobre o processo de implantação a partir da fala dos gestores. Trata-se de uma pesquisa de campo, de caráter exploratório e abordagem qualitativa, sob a forma de um estudo de caso, cujo instrumento utilizado para coletar os dados foi uma entrevista semiestruturada contendo seis perguntas, realizada com nove membros que fizeram ou fazem parte da equipe responsável pela implementação da política de educação integral a nível de Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida” (FUNDAC) e de Secretaria de Estado da Educação, da Ciência e Tecnologia (SEECT) na Paraíba. Os dados obtidos durante a coleta foram analisados à luz do referencial de Bardin acerca da Análise de Conteúdo. Como resultados, percebemos que a escola trouxe diversos benefícios para a educação, em sua integralidade, na vida dos adolescentes privados de liberdade, contudo ainda há desafios a serem vencidos para que a escola funcione de forma a promover uma práxis diferente na vida destes.
  • EDINAURA ALMEIDA DE ARAUJO
  • Trajetória Histórica do Colégio Nossa Senhora de Lourdes – Cajazeiras - PB (1928 - 1961)
  • Data: 05/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • As relações de poder que se instituíram entre a Igreja Católica e os governos do Brasil desde os primeiros momentos da colonização foram marcadas por uma forte doutrinação e dominação por parte dos representantes religiosos que se aventuraram a desbravar o novo território e estabelecer um domínio a partir da instrução com princípios religiosos. Essa forte e quase permanente relação sofreu algumas mudanças especialmente quando foi instaurado o regime republicano, em 1889. Com a separação Estado/Igreja, pelo menos do ponto vista formal, a recém constituída República instaurou-se como Estado laico. Essa nova estrutura político-institucional levou a Igreja Católica a reagir e criar uma série de novas estratégias de ação, no sentido de manter e de recuperar o que havia sido abalado com a nova perspectiva constitucional republicana. Uma das estratégias utilizadas pela Igreja foi o da execução de um projeto educativo romanizado para o Brasil, o que elevou sobremaneira o número de colégios confessionais. Assim, considerando esse amplo movimento, definimos como objeto desta pesquisa o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, localizado em Cajazeiras-PB, voltado para oferecer educação para as meninas sob os auspícios da Congregação das Irmãs Dorotéias, fundamentada nos princípios religiosos e pedagógicos norteados pela perspectiva de Paula Frassinetti. Nesse sentido, o principal objetivo deste estudo é de contribuir com a construção da história da mencionada instituição sob a perspectiva do seguinte argumento de tese: O Colégio Nossa Senhora de Lourdes, fez parte de um projeto educacional tutelado pela Igreja Católica, que consolidava o seu poder como mediadora, organizadora e normalizadora da ação educativa, interferindo principalmente no processo de formação de novas professoras que garantiriam a difusão dos princípios morais cristãos. Assim, para além desse aspecto realçamos que esse processo, na Paraíba, foi mais intenso nas suas regiões interioranas, na qual entendemos assumiu características particulares e específicas. As Dorotéias administraram o mencionado Colégio por oito décadas, contudo resolvemos estabelecer o recorte temporal considerando o ano de 1928, quando de sua criação até o ano de 1961, quando o projeto educativo doroteano sofreu possivelmente algumas alterações em virtude da publicação naquele ano da primeira LDB. Esse último marco temporal, na verdade ultrapassa a especificidade da história do mencionado Colégio uma vez que se constitui uma importante referência para a História da Educação brasileira. Desenvolvemos a nossa discussão aportada na pesquisa bibliografia pertinente a história da educação além de um amplo espectro de fontes documentais, especialmente as “Cartas da Casa de Cajazeiras” hoje arquivadas na Casa Provincial do Nordeste, localizada na cidade Recife - PE sob a reponsabilidade das Irmãs Dorotéias. Também consultamos alguns exemplares do Jornal A Imprensa e da Revista Flor de Liz. Toda a base documental foi analisada e interpretada a partir das referências vinculadas a História das Instituições Escolares, especialmente tomando como orientação mais ampliada os estudos realizados por Justino Magalhães (2004) além de Paolo Nosella e Esther Buffa (2009), nos detendo mais especificamente na segunda parte deste estudo ao conceito de cultura escolar na perspectiva de Dominique Juliá (2001).
  • STEFANY THYENE ALBUQUERQUE DOS SANTOS
  • O DIREITO À EDUCAÇÃO E O PROGRAMA NOVO MAIS EDUCAÇÃO, NO MUNICÍPIO DE BAYEUX
  • Data: 05/03/2020
  • Hora: 09:00
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  • Este trabalho abordou o Programa Mais Educação (PME) como uma Política de inclusão social e suas contribuições para educação no município de Bayeux. A pesquisa teve como objetivo geral analisar o desenvolvimento do Programa Novo mais Educação, e a suas contribuições para educação, como objetivos específicos, identificar os objetivos do Programa ,analisar a proposta apresentada no programa e as práticas desenvolvidas na escola x ,evidenciar a importância do programa para educação. As crianças que fizeram parte do programa, eram em sua maioria crianças que estavam e continuam em condições de vulnerabilidade social e pobreza extrema. Pudemos constatar, com a pesquisa, a importância do programa para o para a educação principalmente as mudanças que aconteceram com a chegada do programa na escola. Foram citados pelos entrevistados que houve melhoria na aprendizagem , melhoria na motivação, mais vontade de aprender e melhoria no desenvolvimento cognitivo. Também foi constatados na pesquisa que no município de Bayeux em 2017, periodo analiSado, tem o total de 27 eram escolas atendidas pelo programa PME. É necessário informar que os recursos dos programas foram aprovados no orçamento do ano anterior, ou seja, em 2016 no governo da Presidenta Dilma Rousseff aprovou o ,orçamento de 2017. Em 2017, depois do afastamento da ex presidenta, Michel Temer assume a presidência aprovou orçamento de 2018, quando reduziu o programa para apenas 12 escolas com o numero de 1.642 alunos valor recebido da primeira parcela (execução em cinco meses) do recurso do PNME 2018: R$ 322.710,00. Verificou-se na pesquisa que para o ano de 2019, reduziu ainda mais, ficando uma a previsão de 7 a 8 escolas no maximo. Assim, se pode constatar que, com as mudanças de governo do PT (Partido dos Trabalhadores) , para o PMDB (Partido Democrático Brasileiro) e deste último para o PSL Partido Social Liberal , os recursos destinados ao financiamento do programa (PNME) estão gradativamente diminuindo. E onde elas estão ? estão voltando para rua? Estão no trabalho infantil?. Em nossa experiência , durante um período significativo, foi possível perceber a melhoria da aprendizagem da linguagem, da qualidade de vida das crianças e constata-se , o prejuizo causado pela descontinuidade do programa. Palavras chave: Programa Novo Mais Educação. aprendizagem . Políticas publicas.
  • DEBORAH KALLYNE SANTOS DA SILVA
  • EDUCAÇÃO INFANTIL E AVALIAÇÃO: implicações da política educacional na percepção dos docentes do município Lagoa de Dentro-PB
  • Data: 04/03/2020
  • Hora: 10:00
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  • O presente estudo teve como objetivo analisar a concepção de avaliação para a Educação Infantil no município Lagoa de Dentro-PB e as implicações da política educacional na percepção dos professores. Na prática escolar dos docentes da Educação Infantil emergem diversas indagações quanto à avaliação, evidenciando a necessidade de diálogo com as políticas educacionais e uma melhor compreensão quanto à organização do trabalho pedagógico. Desta forma, o problema desta pesquisa foi o seguinte: Como os professores concebem a avaliação para a Educação Infantil no município Lagoa de Dentro-PB? Quais as implicações da política de avaliação educacional na percepção de seus professores? Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa qualitativa, documental e exploratória. Recorreremos à perspectiva dialética para subsidiar o conhecimento e a análise das realidades social e educacional concretas, bem como para compreender as contradições que fazem parte destas realidades. Os sujeitos da pesquisa foram 12 professores, das turmas Pré I e II atuantes no município. Na pesquisa de campo foi aplicado um questionário. Os dados foram analisados partindo de uma organização, transcrição e tabulação em diálogo com as categorias que serão analisadas através da hermenêutica crítica. Para subsidiar teoricamente esta discussão, elegemos como principais aportes teóricos as obras de Afonso (2000), Freitas (2016, 2014), Hoffman (2017, 2012, 2000), Saviani (2018, 2014, 2013, 2012), Marsiglia (2015, 2013, 2012, 2011), Arce (2016, 2013), Hermida (2009, 2002) and Pasqualini (2010, 2006). O texto se encerra com a apresentação das considerações finais, dentre as quais destacamos a seguinte: apesar das políticas públicas educacionais para a Educação Infantil apresentarem proposições para a organização do trabalho pedagógico na escola, a realidade apresenta uma prática educacional híbrida(improvisação, pragmatismo), indicando a necessidade de se estreitar a relação entre avaliação na e da Educação Infantil para que a política apresente respaldos a partir da realidade concreta.
  • GESSICA MAYARA DE OLIVEIRA SOUZA
  • A POLÍTICA CURRICULAR DA BNCC E O ENSINO MÉDIO: CURRÍCULO E CONTEXTO
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 14:30
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  • Considerando a centralidade das políticas curriculares no contexto atual, a presente pesquisa de Mestrado tem como tema a atual reforma do currículo do Ensino Médio (Lei nº 13.415/2017). A problemática se deu em torno dos resultados de um trabalho de conclusão de curso (SOUZA, 2017), no qual investigamos a relação entre os setores público e privado na construção do documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Durante o estudo, deparamo-nos com o trâmite da Medida Provisória nº 746/2016, posteriormente com a Lei nº 13.415/2017 e com a BNCC para a reforma do currículo do Ensino Médio no ano de 2018 durante o governo de Michel Temer (2016-2018). Tais acontecimentos nos levaram a sentir a necessidade de aprofundar nossos estudos acerca das atuais mudanças no currículo do Ensino Médio. Após um mapeamento a despeito das pesquisas na área, em que os resultados nos revelaram uma carência de dissertações sobre a temática, reafirmamos que era imperativo nos aprofundarmos no tema. Em vista disso, buscamos, neste trabalho, identificar quais projetos de formação discente se desdobram através das concepções de currículo presentes nas três versões elaboradas da BNCC para o Ensino Médio? Com base nessa problemática, elegemos como objetivo geral analisar a política curricular da BNCC intencionando identificar os projetos de formação para o Ensino Médio em disputa com base nas concepções de currículo assumidas. Nossas análises seguem as matrizes conceituais dos estudos de Arroyo (2011), Pereira (2013), Santos (2011); Kuenzer (1997; 2017); Macedo (2018); Lopes (2019); Apple (2001;2003); Oliveira (2013), entre outros autores de cujas pesquisas nos aproximamos neste trabalho. Metodologicamente, nossa pesquisa está ancorada nos estudos de Gonsalves (2003), Richardson (2017), Santos (2008) e Cellard (2008), os quais a caracterizam como bibliográfica e qualitativa, buscando através de um estudo documental alcançar os objetivos propostos nesta dissertação. Portanto, realizamos uma investigação a partir do ciclo de políticas de Stephen Ball e seus colaboradores (1987;1992;1994). Desta feita, analisamos a partir do contexto de influência, o contexto global que que se reverbera nas atuais políticas curriculares para o Ensino Médio, assim como o contexto local, e o contexto de produção de texto que nos permitiu analisar as três versões da BNCC para o Ensino Médio a partir da categoria: currículo. Desta forma, ressaltamos que nesta pesquisa não intencionamos capturar a verdade sobre o tema pesquisado, mas, buscamos demonstrar através das nossas reflexões, problematizações e analises, possibilidades e direções para pensarmos as políticas curriculares no Brasil, em especial, as políticas para o Ensino Médio.
  • MARCONDES DOS SANTOS LIMA
  • A ESCOLA DE APRENDIZES ARTÍFICES DE ALAGOAS: ENSINO PROFISSIONAL PRIMÁRIO PÚBLICO (1909-1930)
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 14:30
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  • A dissertação de mestrado em apreço, situada no campo da História da Educação, tem como proposta construir e interpretar historicamente uma narrativa da história da Escola de Aprendizes Artífices de Alagoas, mais especificamente, o seu processo de organização na Primeira República. O marco temporal, delimitado entre 1909 a 1930, refere-se ao ano de sua criação, por Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, até ao ano em que passou para a jurisdição do Ministério da Educação e Saúde Pública em 1930. A instituição, conforme a legislação, foi criada a fim de profissionalizar meninos pobres que eram filhos de trabalhadores. O discurso que respaldou a sua fundação consistia na ideia de que a educação associada ao trabalho poderia ser um antídoto contra a ociosidade e crime que seduziam os menores na época. Diante do dado de que a Escola de Aprendizes Artífices de Alagoas foi criada concomitante a outras escolas em 19 estados da federação, o meu problema de pesquisa parte do pressuposto de que a instituição alagoana integrou um sistema nacional de ensino profissional primário público. Para responder ao problema me procedi na análise da documentação, quais sejam: matérias de jornais; iconografia; relatórios oficiais de diretores e ministros; legislação; dados estatísticos; orçamentos; programas de ensino e outros. O objeto situa-se no subcampo da História das Instituições Escolares (H.I.E) e da História das Políticas Educacionais (H.P.E). O primeiro subcampo justifica-se por ser o meu objeto de estudo uma instituição de ensino profissional localizada num tempo e espaço históricos específicos, isto é, a Primeira República e, portanto, ter como proposta investigar a sua criação, instalação e organização. Em seguida, o segundo justifica-se por entender que ela foi a expressão de uma política educacional destinada à profissionalização elementar de meninos pobres a fim de torná-los trabalhadores úteis à nação. Para compreender o processo de estruturação da escola me servi dos estudos de Luiz Antônio Cunha (2000), que discute a constituição das Escolas de Aprendizes Artífices no país; e também para não estudar a escola de forma isolada, me apropriei dos escritos de Élcio Gusmão de Verçosa (1997), para pensar o cenário político e econômico de Alagoas na Primeira República.
  • BRUNA GRASIELE DA SILVA NASCIMENTO
  • EDUCAÇÃO POPULAR E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM ALEITAMENTO MATERNO: POTENCIALIDADES, DESAFIOS E REFLEXÕES COM BASE EM UMA EXPERIÊNCIA EM JOÃO PESSOA-PB
  • Orientador : PEDRO JOSÉ SANTOS CARNEIRO CRUZ
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • RESUMO(IGUAL AO DA DISSERTAÇÃO): Neste trabalho de pesquisa buscamos investigar o Aleitamento Materno (AM) para além do “reducionismo biológico”. Discorremos sobre a relevância do AM como um fenômeno cultural em suas influências sociais e históricas, situando as políticas públicas de incentivo à amamentação. Temos como objetivo investigar as contribuições da educação popular para o desenvolvimento de práticas pedagógicas em AM nos serviços de saúde a partir de uma experiência vivenciada em uma maternidade pública do estado da Paraíba. Temos como objetivos específicos: Situar as políticas públicas de incentivo à amamentação e ao aleitamento materno; Apontar a amamentação como fenômeno cultural em suas influências sociais e históricas;Analisar uma experiência orientada pela educação popular para a promoção do aleitamento materno; Apontar elementos teórico-metodológicos da educação popular que contribuam para a promoção de práticas pedagógicas em aleitamento materno.Nesse sentido, amparamo-nos na literatura complementar  para tratar os dados a partir das diversas perspectivas do tema. Para trabalhar os dados coletados da práxis, submetemos eles próprios à exaustividade teórica, integrando a teoria/hipótese emergente a dados de pesquisas preexistentes no intuito de trazer à luz do estudo uma teoria enraizada.Como resultados, observamos que educação popular trouxe para as práticas pedagógicas em AM ferramentas relevantes, como a integração entre os usuários dos serviços e trabalhadores de forma simples fluida, lúdica e afetiva. Auxiliou na promoção de espaços de diálogo aberto, acessível, com uma escuta atenta às demandas oriundas da comunidade, podendo colaborar efetivamente para a resolutividade de questões relativas ao aleitamento materno.
  • ADRIANA OLIVEIRA URBAN
  • Nellie Ernestine Horne: vida professoral de uma educadora canadense radicada na Paraíba(1934-1983)
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertação, intitulada Nellie Ernestine Horne: vida professoral de uma educadora canadense na Paraíba (1934-1968), tem como objetivo registrar a trajetória professoral realizada por Horne a partir do seu deslocamento em 1934 de Toronto, sua cidade natal e residência até a chegada a Patos, interior paraibano, em 1935, e suas ações educativas na fundação, direção e exercício do magistério na escola da qual é cofundadora, até 1968, último ano em que atuou como diretora do Instituto Bíblico Betel. O texto aqui apresentado demonstra que a atividade professoral era entendida por Nellie Ernestine Horne como sua missão de vida, pois ela acreditava ser vocacionada para exercer o magistério e através desse exercício colocou em prática suas convicções religiosas de cunho protestante bem como perpetuou essa percepção ensinando-a a suas alunas e outras internas do educandário que fundou juntamente com uma colega de profissão em Patos, Paraíba, no ano de 1935. O recorte histórico corresponde à chegada de Ernestine Horne ao Brasil, em 1934, e se encerra em1968, último ano em que atuou como diretora do Instituto Bíblico Betel. Os pilares que sustentaram suas convicções foram a religião e a educação. Ambas estão constantemente perceptíveis ao longo de sua vida e aqui se demonstra como se concretizaram em suas escolhas e atuação professoral, bem como no seu legado como docente na formação de educadoras missionárias, mas também disseminando a fé protestante fundando e ajudando a fundar igrejas evangélicas. Este estudo encontra-se inscrito na abordagem teórico-metodológica da Nova História Cultural, com a metologia de pesquisa (auto)biográfica utilizando cartas, diários pessoais, cadernos de anotação, impressos e álbum de lembranças. Estas fontes dizem respeito tanto a momentos marcantes como ao cotidiano da professora canadense, desvelando informações que se somam e complementam na narrativa de sua trajetória docente. Essa trajetória se deu essencialmente entre mulheres, proporcionando a muitas ascensão financeira através da formação professoral além da abertura de espaços sociais, porém sem aproximações feministas. Conclui-se que a vida professoral desta educadora canadense foi a concretização de suas convicções, por ela mesma declaradas, de exercer o magistério como uma vocação na sua vida e na de suas ex-alunas que assim também o perceberam e vivenciaram.
  • ADRIANA OLIVEIRA URBAN
  • Nellie Ernestine Horne: vida professoral de uma educadora canadense radicada na Paraíba(1934-1983)
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertação, intitulada Nellie Ernestine Horne: vida professoral de uma educadora canadense na Paraíba (1934-1968), tem como objetivo registrar a trajetória professoral realizada por Horne a partir do seu deslocamento em 1934 de Toronto, sua cidade natal e residência até a chegada a Patos, interior paraibano, em 1935, e suas ações educativas na fundação, direção e exercício do magistério na escola da qual é cofundadora, até 1968, último ano em que atuou como diretora do Instituto Bíblico Betel. O texto aqui apresentado demonstra que a atividade professoral era entendida por Nellie Ernestine Horne como sua missão de vida, pois ela acreditava ser vocacionada para exercer o magistério e através desse exercício colocou em prática suas convicções religiosas de cunho protestante bem como perpetuou essa percepção ensinando-a a suas alunas e outras internas do educandário que fundou juntamente com uma colega de profissão em Patos, Paraíba, no ano de 1935. O recorte histórico corresponde à chegada de Ernestine Horne ao Brasil, em 1934, e se encerra em1968, último ano em que atuou como diretora do Instituto Bíblico Betel. Os pilares que sustentaram suas convicções foram a religião e a educação. Ambas estão constantemente perceptíveis ao longo de sua vida e aqui se demonstra como se concretizaram em suas escolhas e atuação professoral, bem como no seu legado como docente na formação de educadoras missionárias, mas também disseminando a fé protestante fundando e ajudando a fundar igrejas evangélicas. Este estudo encontra-se inscrito na abordagem teórico-metodológica da Nova História Cultural, com a metologia de pesquisa (auto)biográfica utilizando cartas, diários pessoais, cadernos de anotação, impressos e álbum de lembranças. Estas fontes dizem respeito tanto a momentos marcantes como ao cotidiano da professora canadense, desvelando informações que se somam e complementam na narrativa de sua trajetória docente. Essa trajetória se deu essencialmente entre mulheres, proporcionando a muitas ascensão financeira através da formação professoral além da abertura de espaços sociais, porém sem aproximações feministas. Conclui-se que a vida professoral desta educadora canadense foi a concretização de suas convicções, por ela mesma declaradas, de exercer o magistério como uma vocação na sua vida e na de suas ex-alunas que assim também o perceberam e vivenciaram.
  • ROSILDA SANTOS DO NASCIMENTO
  • PENSAMENTO ALGÉBRICO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM ESTUDANTES DE PEDAGOGIA
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • RESUMO Os profissionais formados no curso de Pedagogia, caracterizados como “professores polivalentes” são responsáveis por ensinar todos os componentes curriculares do ensino fundamental – anos iniciais, incluindo a disciplina de Matemática. A partir das orientações presentes na Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2017), para essa área, uma das Unidades Temáticas corresponde ao ensino da Álgebra do 1° ao 9° ano, com objetivos e habilidades definidos. Com base em Tardif (2002), Pimenta (1999), Curi (2004) e Serrazina (2002), apresentamos os saberes necessários na formação docente, juntamente com a trajetória e conceituações do pensamento algébrico através das ideias de Lins e Gimenez (1998), PCN (1998), Van de Walle (2009), Kaput (2008), Ponte, Branco e Matos (2009), dentre outros autores, que afirmam que, o pensar algebricamente, nada mais é do que produzir significados para as situações em termos de números e operações aritméticas com as igualdades, desigualdades, generalizar e perceber regularidades. Nessa circunstância, a presente pesquisa objetiva analisar os conhecimentos dos estudantes de um curso de Pedagogia acerca de situações-problema que envolva o Pensamento Algébrico nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O estudo tem uma abordagem qualitativa, pois busca interpretar o fenômeno da compreensão do pensamento algébrico por estudantes de Pedagogia. Além disso, esta pesquisa tem um caráter exploratório, pois tem como finalidade, familiarizar-se com um assunto ainda pouco conhecido e explorado. As informações foram obtidas através de um questionário aplicado a 29 estudantes em duas turmas de um curso de Pedagogia da Universidade Federal da Paraíba com perfis diferentes. O questionário foi composto de questões contemplando os aspectos sociais, acadêmicos e profissionais dos participantes, além de questões didáticas correspondendo aos anos iniciais do ensino fundamental relacionadas a Álgebra. As informações coletadas foram categorizadas a partir da análise de conteúdo de Bardin (1979) e analisadas à luz do referencial teórico sobre formação docente e Pensamento Algébrico. Os resultados indicaram que os estudantes apresentam fragilidades em resolver problemas com o pensamento algébrico, o qual constitui o conhecimento disciplinar, necessário ao trabalho docente. Ressaltamos que as questões propostas envolviam conhecimentos básicos para alunos os anos iniciais.
  • LÍVIA MARIA MONTENEGRO LINS
  • PESSOAS SURDAS EM UMA ESCOLA REGULAR DE ENSINO FUNDAMENTAL: ACESSO E INCLUSÃO?
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • O cenário educacional que considera as chamadas políticas de inclusão para as pessoas surdas tende a levar em consideração apenas o que a escola compreende como barreira linguística, isto é, a comunicação entre as pessoas surdas e as pessoas ouvintes. Com isso, os caminhos que as escolas têm seguido para que esta inclusão aconteça, em sua grande maioria, tem sido trilhados nessa perspectiva. Esta pesquisa foi desenvolvida visando lançar um olhar investigativo para conhecer como o processo de inclusão está se dando nas escolas regulares, a fim de desnaturalizar os moldes tecnicistas dominantes propostos para a educação das pessoas surdas. A pesquisa teve como lócus uma escola municipal de ensino fundamental situada na cidade de João Pessoa – PB, considerada, no ano de 2009, como referência na inclusão de estudantes com deficiência. Nesse sentido, as questões-problema que orientaram esta pesquisa foram: de que modo ocorre a inclusão de pessoas surdas em uma escola pública considerada como referência de inclusão no município de João Pessoa? Que elementos teórico-metodológicos norteiam o currículo nessa escola? Constitui-se como objetivo geral analisar o processo de inclusão das pessoas surdas em uma escola pública regular considerada referência em inclusão no município de João Pessoa. Desenvolveram-se, ainda, os seguintes objetivos específicos: refletir sobre o modelo de inclusão implantado na referida escola; identificar os elementos teórico-metodológicos norteadores do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola; analisar a concepção de inclusão que embasa o currículo escolar e reflete nas atividades desenvolvidas pelos profissionais da escola. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, cuja produção do material empírico se deu em duas etapas complementares, a saber: pesquisa documental e entrevistas semi-estruturadas com educadores(as) atuantes na escola investigada. Ancorado sob as lentes dos Estudos Culturais da Educação (ECE), este estudo busca contribuir para o desenvolvimento de reflexões e problematizações que rompam com as lógicas positivistas presentes nanorma dominante no tocante à educação de pessoas surdas, com reflexões que passem a propor novos olhares reconhecendo a diferença e a alteridade como valiosas ferramentas nesse modo de pensar.
  • LÍVIA MARIA MONTENEGRO LINS
  • PESSOAS SURDAS EM UMA ESCOLA REGULAR DE ENSINO FUNDAMENTAL: ACESSO E INCLUSÃO?
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • O cenário educacional que considera as chamadas políticas de inclusão para as pessoas surdas tende a levar em consideração apenas o que a escola compreende como barreira linguística, isto é, a comunicação entre as pessoas surdas e as pessoas ouvintes. Com isso, os caminhos que as escolas têm seguido para que esta inclusão aconteça, em sua grande maioria, tem sido trilhados nessa perspectiva. Esta pesquisa foi desenvolvida visando lançar um olhar investigativo para conhecer como o processo de inclusão está se dando nas escolas regulares, a fim de desnaturalizar os moldes tecnicistas dominantes propostos para a educação das pessoas surdas. A pesquisa teve como lócus uma escola municipal de ensino fundamental situada na cidade de João Pessoa – PB, considerada, no ano de 2009, como referência na inclusão de estudantes com deficiência. Nesse sentido, as questões-problema que orientaram esta pesquisa foram: de que modo ocorre a inclusão de pessoas surdas em uma escola pública considerada como referência de inclusão no município de João Pessoa? Que elementos teórico-metodológicos norteiam o currículo nessa escola? Constitui-se como objetivo geral analisar o processo de inclusão das pessoas surdas em uma escola pública regular considerada referência em inclusão no município de João Pessoa. Desenvolveram-se, ainda, os seguintes objetivos específicos: refletir sobre o modelo de inclusão implantado na referida escola; identificar os elementos teórico-metodológicos norteadores do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola; analisar a concepção de inclusão que embasa o currículo escolar e reflete nas atividades desenvolvidas pelos profissionais da escola. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, cuja produção do material empírico se deu em duas etapas complementares, a saber: pesquisa documental e entrevistas semi-estruturadas com educadores(as) atuantes na escola investigada. Ancorado sob as lentes dos Estudos Culturais da Educação (ECE), este estudo busca contribuir para o desenvolvimento de reflexões e problematizações que rompam com as lógicas positivistas presentes nanorma dominante no tocante à educação de pessoas surdas, com reflexões que passem a propor novos olhares reconhecendo a diferença e a alteridade como valiosas ferramentas nesse modo de pensar.
  • VILMA HELENA MALAQUIAS
  • A EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA NA MESORREGIÃO DO LITORAL SUL DO ESTADO DA PARAÍBA: UM ESTUDO DA SUA TRAJETÓRIA A PARTIR DO CICLO DE POLÍTICAS (CP)
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A presente dissertação é o resultado de uma pesquisa que objetivou investigar a compreensão dos atores da política (docentes; supervisoras e gestoras), acerca da Educação Escolar Quilombola (EEQ), a partir das leis de efetivação de direitos à diversidade étnica e racial, garantidas para a escolarização das populações tradicionais no Estado Brasileiro. O presente estudo emergiu de um contexto histórico de avanços, entraves e retrocessos, que aponta para as dificuldades de institucionalização das políticas de promoção de igualdade étnico e racial no âmbito escolar. Para desenvolver a pesquisa, tomamos os autores e autoras nacionais do campo de emancipação da política investigada, e como aporte teórico-metodológico, os ciclos de políticas do sociólogo Stephen J. Ball e colaboradores, desde o Contexto de Influências ao Contexto de Prática, investigando a trajetória da EEQ, desde a sua formulação até a sua atuação no âmbito escolar. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e exploratória, na qual se estuda os documentos normativos e explora-se o campo empírico, para dar conta da análise do seu objeto. A pesquisa no campo de estudos (escolas) realizou-se em três unidades de ensino situadas em Comunidades Remanescentes de Quilombo (CRQ), pertencentes à rede da Secretaria Municipal de Educação Cultura e Esporte de Conde/Paraíba (SEMECE), envolvendo docentes, supervisoras e gestoras que atuam nas diversas etapas do ensino fundamental nas referidas unidades. Um questionário semiestruturado foi o instrumento que serviu para coletarmos os dados. Foram utilizados também fotografias e artefatos para a composição da coleta. Para análise dos dados utilizamos o aporte teórico-metodológico em Ball (2016) e Bardin (2011). A pesquisa teve como resultado contradições e tensões no trato da atuação da política (EEQ) na visão de seus atores nas instituições. A constatação nos permitiu considerar que a compreensão dos textos legais assume diferentes interpretações para os atores da política in loco, e implicações para o contexto da prática, cuja afirmação epistemológica afro-brasileira na escola encontra-se em dificuldades diante de um contexto político e pedagógico, que abriga restrições às questões da diversidade cultural nas políticas educacionais que, ao se negligenciar as questões inerentes à diversidade, fortalece-se a sua invisibilidade nos espaços formativos da escola e no currículo. Nesse sentido, o estudo revelou também que outros espaços micropolíticos são constituídos para a atuação da política, outras negociações se estabelecem nesses espaços educativos, contudo, não garante na experiência pedagógica a inclusão da Lei 10639/2003, como indutora de afirmação para a educação escolar quilombola.
  • JAILSON BATISTA DOS SANTOS
  • A FORMAÇÃO SUPERIOR EM EDUCAÇÃO DO CAMPO: AVALIANDO SEUS IMPACTOS NO CAMPO PESSOAL E PROFISSIONAL DOS EGRESSOS
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 16:30
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  • A presente dissertação aborda os impactos da Formação Superior em Educação do Campo no campo pessoal e profissional dos egressos deste nível de ensino. Tomou-se como estudo de caso os egressos do Curso de Pedagogia – Área de aprofundamento em Educação do Campo, da Universidade Federal da Paraíba (2010 – 2016). Escolheu-se o referido curso como lócus da pesquisa porque, em pesquisas anteriores evidenciou-se que a maioria dos estudantes no final de período expressou expectativas positivas sobre o futuro após conclusão de curso (FELINTO, 2015; SANTOS, 2017). Como forma de dar continuidade a essas investigações propomos a seguinte problematização: Como os egressos do curso de Pedagogia – Área de aprofundamento em Educação do Campo avaliam a formação obtida quanto aos seus impactos no campo pessoal e profissional? O objetivo foi analisar os impactos da formação em Pedagogia – Área de aprofundamento em Educação do Campo a partir do olhar crítico dos egressos do referido curso, para apreensão de fatores positivos e/ou negativos no que pese suas contribuições no campo pessoal e profissional. Destacou-se como categorias teóricas centrais: Formação Superior (KLUG; PINTO, 2015), Educação do Campo (FERNANDES; MOLINA, 2004) e Egressos (ANDRIOLA, 2014). A metodologia foi de base qualitativa, com características procedimentais descritiva, bibliográfica e documental. Utilizou-se como método a técnica de análise de conteúdo fundamentada em Bardin (2009), e como instrumentos questionários e entrevistas semiestruturadas. Para o questionário, elaborou-se 22 perguntas do tipo múltipla escolha e de grau de intensidade. No que pese a avaliação sobre os impactos da formação acerca de cada categoria analisada, tabulou-se os dados no programa SPSS, sendo a mediação das respostas feita pela Escala de Likert, por meio do grau de intensidade entre [1] desfavorável a [4] favorável. Do questionário, propuseram-se 4 egressos do curso a participarem das entrevistas. A análise dos resultados ocorrera por meio do cruzamento dos dados do questionário com os relatos obtidos nas entrevistas junto aos participantes interlocutores da pesquisa. Ao final desta investigação, concluiu-se que a formação oferecida pelo curso de Pedagogia – Área de aprofundamento em Educação do Campo apresenta impactos significativos aos seus egressos. No campo pessoal, os egressos avaliaram os impactos da formação como sendo positivos, destacando o aprendizado adquirido como fundamental à relação entre teoria e prática, gerando uma nova perspectiva de vida para esses sujeitos. Já o campo profissional apresentou uma avaliação negativa por parte dos egressos, que decorreu, em parte, da desvalorização da profissão docente, sobretudo para sua atuação no campo. A falta de investimento voltado à Educação do Campo e a realização da maioria dos estágios em escolas urbanas, foram alguns dos elementos apontados pelos egressos como negativos nessa avaliação. Contudo, os resultados abrem um leque de possibilidades para realização de novas pesquisas que tomem os sujeitos da Pedagogia – Área de aprofundamento em Educação do Campo como interlocutores principais no processo de investigação.
  • JOSILENE RODRIGUES DA SILVA
  • UM OLHAR DE GÊNERO PARA OS PROCESSOS EDUCATIVOS DE EMPODERAMENTO DE MULHERES NO EXERCÍCIO DA PRESIDÊNCIA DE ASSENTAMENTOS RURAIS DE BANANEIRAS- PB
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Esta dissertação lança olhares para as mulheres camponesas líderes de assentamentos rurais e tem por finalidade conhecer e analisar os processos educativos de empoderamento de mulheres presidentas de assentamentos rurais do município de Bananeiras na Paraíba. Este estudo, de cunho qualitativo, parte da premissa de que os processos de empoderamento de mulheres camponesas são processos educativos atravessados por relações de gênero e poder nos quais os elementos fundantes do sistema patriarcal ainda se fazem presentes. Para tanto, foram realizadas seis entrevistas semiestruturadas, sendo duas com ex-presidentas e quatro com presidentas que estão no exercício da presidência de assentamentos rurais do referido município. O material empírico produzido foi analisado por meio das lentes de gênero e empoderamento. As mulheres, apesar dos vários avanços conquistados pelas lutas feministas nos últimos anos, ainda se encontram em desvantagem no que tange à ocupação de espaços de exercício de poder. Desse modo, conhecer o caso das mulheres que comandam os assentamentos rurais de Bananeiras é interessante na medida em que elas escapam aos lugares tradicionalmente ocupados por homens, o que pode representar mudanças de cunho social, político e cultural. Sendo importante assim compreender como e quais são os processos educativos que contribuíram para que elas cheguem a ocupar esses espaços, bem como as transformações pessoais e culturais que aconteceram no contexto de luta no meio rural.
  • RAYSSA ANIZIO COSTA VIEIRA
  • CONTRIBUIÇÕES EDUCACIONAIS E JURÍDICAS DE ALCIDES BEZERRA: itinerário e rede de sociabilidade (1907-1938)
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho tem o objetivo de discutir as contribuições educacionais e jurídicas de João Alcides Bezerra Cavalcanti, no recorte temporal de 1907 a 1938. Assim, buscou-se o itinerário do referido personagem, desde o início do curso jurídico na Faculdade de Direito de Recife, demonstrando as influências teóricas e o seu momento de maturação intelectual. Em seguida, analisou-se o período no qual Alcides Bezerra exerceu cargos burocráticos no ensino paraibano, como inspetor-geral do Ensino e na condição de diretor-geral da Instrução Pública. Nesse momento, foram observados os documentos nos quais ele participou na situação de colaborador e de autor, respectivamente, a Reforma do Ensino (1917) e o Relatório da Instrução Pública (1921). Na época, esses foram considerados documentos pilares de sustentação para o projeto de ensino modernizante da Primeira República, baseados nos ideais de progresso e de civilidade. Assim, a Reforma do Ensino (1917) delineou as diretrizes normativas e o Relatório da Instrução Pública (1921) tratou de analisar os resultados decorrentes das medidas implementadas, o problema do analfabetismo, a fiscalização do ensino e a organização das instituições escolares, bem como indicar possíveis soluções para as dificuldades enfrentadas. Com a mudança para o Rio de Janeiro, Alcides Bezerra se dedicou aos escritos no Boletim de Ariel e nas edições do Arquivo Nacional, às conferências e ao ensino universitário. Participou de uma variada rede de sociabilidade e de associações, além da estruturação da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Nesses cenários, procurou-se demonstrar, ainda, que, sob o ponto de vista jurídico, o intelectual trouxe discussões educacionais em seus escritos. Assim, as contribuições educacionais, com esta dissertação, também tiveram o aporte jurídico, entrelaçando fontes e ideias entre os campos da educação e do direito, permeando o período da Era Vargas. Sob o ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa exploratória, de natureza bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa à luz de autores que se debruçaram na temática dos intelectuais, a exemplo de Sirinelli (2003) e Bobbio (1997), dialogando com a Nova História Cultural e com as categorias de circulação de ideias, itinerário e rede de sociabilidade. As principais fontes utilizadas consistiram na catalogação dos livros, legislação, relatório, parecer, impressos e demais documentos que serviram como instrumento para a divulgação dos seus ideais. No decorrer da pesquisa, percebeu-se que, em virtude das diversas funções e dos espaços ocupados pelo intelectual, foi possível identificar o ideal conservador-liberal e os conceitos de civilidade e de patriotismo direcionadores da atuação do referido personagem e que se encontravam em evidência no período republicano. Sendo assim, este estudo foi estruturado com o propósito de demonstrar a herança intelectual de Alcides Bezerra. Desse modo, faz-se necessário olhar no retrovisor da história e entender os traços percorridos por uma série de notáveis que abrilhantaram a esfera pública, com a finalidade de perceber que o hoje vivenciado se constitui como desdobramento de práticas anteriormente implementadas.
  • JOSÉ RODOLFO DO NASCIMENTO PEREIRA
  • ESCOLA DO CORPO: CURRÍCULO E IMPLICAÇÕES DE GÊNERO E SEXUALIDADES NA EDUCAÇÃO DE CORPOS DE BAILARINOS (AS)
  • Data: 27/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa tem como objetivo analisar os modos pelos quais o currículo (re)produz, regula e (re)articula as aprendizagens sobre corpo, gênero e sexualidade em uma Escola de Dança da cidade de João Pessoa (PB). Há algumas décadas, assuntos como corpo, gênero e sexualidade(s) têm ganhado visibilidade na esfera social e nas discussões acadêmicas, tornando-se objeto privilegiado de olhares de educadores/as, cientistas de diversos campos e religiosos/as. Nesse âmbito, travam-se tensões sobre estes temas trazendo-nos, como educadores/as, a necessidade de refletir, dialogar e problematizar sobre tais questões. Esta pesquisa se inscreve na interface dos campos dos Estudos Culturais da Educação, dos estudos de Gênero e de Sexualidades em uma perspectiva pós-crítica. Metodologicamente, inscreve-se como qualitativa, cujo material empírico foi produzido a partir de: pesquisa documental, observação participante e entrevista semiestruturada. O material empírico foi analisado na perspectiva da Análise Cultural. Estudar as implicações de gênero e sexualidades que se inscrevem nos corpos dos/as bailarinos/as, configurou-se em uma forma de perceber as possibilidades de movimentações pedagógicas que um currículo pode exercer sobre a vida dos sujeitos que decidem desenvolver a prática do balé. A escola pesquisada se apresentou como um lugar que utiliza de diversos mecanismos para disciplinar e educar os corpos de meninos e meninas que praticam balé. Os currículos com dança, adotados pelos/as professores/as da escola do corpo, se aproximam e desaproximam a todo tempo das regras exigidas pela técnica do balé, fazendo em alguns momentos com que eles/as sejam disciplinados segundo as normas dessa técnica e, em outros, se arrisquem transgredi-las. Alguns corpos se rendem aos processos educativos e, outros, teimam, escapam e resistem.
  • JESSIKA MEDEIROS DE LUCENA
  • O ENSINO NA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES FORMADORES DAS DISCIPLINAS ESPECÍFICAS
  • Data: 21/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • Historicamente, a formação nos cursos de licenciatura vivencia a dicotomia bacharelado e licenciatura. A formação docente na Licenciatura em Ciências Biológicas da UFPB está dividida em disciplinas pedagógicas e disciplinas específicas da Biologia. As disciplinas pedagógicas, geralmente, são compreendidas como aquelas que formam o professor da Educação Básica e são ministradas por profissionais vinculados ao Centro de Educação, enquanto que as disciplinas específicas são compreendidas como aquelas que formam o bacharel, o pesquisador, entretanto, essas últimas também compõem o corpo das disciplinas que formam os futuros professores. A formação dos futuros professores na Licenciatura tem passado pela contradição entre conhecimentos pedagógicos e conhecimentos específicos que decorre, dentre outros aspectos, do ensino ministrado pelos professores formadores. A partir do exposto, a presente pesquisa tem como objetivo: compreender a concepção de ensino dos professores formadores das disciplinas específicas no Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal da Paraíba. O estudo tem uma abordagem qualitativa, tendo como fundamentação teórica e metodológica o materialismo histórico-dialético, por compreendê-lo como o método capaz de se aproximar da essência do objeto de estudo, buscando compreendê-lo em seu percurso, movimento e desdobramento. As informações foram obtidas através de entrevistas semiestruturadas, junto a oito docentes das disciplinas específicas do curso e analisadas a partir da hermenêutica-dialética. Essa técnica de análise possibilita a interpretação dos sentidos que os sujeitos elaboram em seus discursos e a compreensão de tais sentidos face às contradições que lhes constituem, relacionando tais sentidos ao contexto social, por meio da dialética. As análises apontam que os professores formadores possuem uma concepção de ensino tradicional, acadêmico-científica; e para a necessidade de um ensino que considere a realidade escolar no processo de formação docente, um conhecimento específico de Biologia para a escola construído a partir da relação dialética entre os conhecimentos específicos e pedagógicos.
  • ADRIEGE MATIAS RODRIGUES
  • A BNCC E A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: ANÁLISE DO CURSO DE PEDAGOGIA DO CCHSA/UFPB A PARTIR DO CICLO DE POLÍTICAS DE STEPHEN BALL
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O objetivo da dissertação foi analisar os efeitos na formação inicial de professores do curso de pedagogia do CCHSA/UFPB a partir dos novos direcionamentos da Base Nacional Comum Curricular para a Educação Básica. Compreende-se que as mudanças curriculares na educação básica implicam diretamente alterações formativas nos cursos de formação inicial, por isso, o lócus de estudo é o Curso de Pedagogia do CCHSA/UFPB. A abordagem da pesquisa foi qualitativa, ancorada no ‘Ciclo de políticas’ de Ball, constituído de cinco contextos: Contexto de Influência, Contexto da Produção de Texto, Contexto da Prática, Contexto dos Resultados e Contexto da Estratégia Política. Os sujeitos da pesquisa foram discentes e docentes do curso investigado. Para a coleta de dados foi utilizado como instrumento de pesquisa à entrevista semiestruturada. A técnica de análise dos achados da pesquisa foi à análise do conteúdo. As categorias advindas da pesquisa foram a Formação Inicial de Professores e a BNCC. A análise partiu da abordagem teórico-metodológica de Stephen Ball e colaboradores (BOWE; BALL &; GOLD, 1992), analisa a política educacional em um jogo de métodos sujeitados à lógica pós-estrutural. Para discutir sobre os achados da pesquisa, foram adotados os aportes teóricos de Aguiar (2006, 2017, 2018), Pereira (2012, 2016), Akkari (2011), Ball (1987, 1992) e outros. Ressaltamos que essa reflexão parte das influências que esse documento recebeu para sua elaboração, tanto de pesquisadores, professores, como de políticos, banqueiros entre outros, sendo assim, se fizeram necessário discutir qual a concepção teórica de currículo fundamenta as proposições dessa política e como seus direcionamentos podem alterar o contexto da prática na formação inicial de professores. Dessa forma, esta pesquisa pretendeu contribuir com o contínuo debate sobre os comprometimentos da formação inicial de professores de pedagogia diante da homologação da BNCC, uma política curricular nacional para a educação básica.
  • ANDRESSA BARBOSA DE FARIAS LEANDRO
  • A GRANDE OBRA EDUCADORA”: A ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS DO ALECRIM / NATAL-RN (1919-1967)
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • : Esta tese tem por objetivo analisar o percurso histórico da Associação de Escoteiros do Alecrim (A.E.A), situada na cidade do Natal, entre os anos de 1919 a 1967. O recorte temporal elegido levou em consideração o fato da história da A.E.A está intrinsicamente ligada a do seu fundador, o professor Luiz Soares, assim a delimitação privilegiou como marco inicial, o ano da fundação da A.E.A e como marco final, o ano de falecimento do seu fundador. A frente da sua direção durante quarenta e oito anos, esse intelectual da educação introduziu novas práticas educativas naquele espaço, pensado, incialmente, para a prática do escotismo, tais como o ensino profissional e musical e um cinema educativo, imprimindo assim características singulares a A.E.A, que a diferenciavam de outras associações escoteiras do país. Reconhecida de utilidade pública pela Lei nº 491, de 01 de dezembro de 1920, devido a seu alto fim educativo, a A.E.A se consolidou como uma instituição educativa que teve papel relevante para a educação de crianças e jovens natalenses, assim como para a sociedade de um modo geral. A pesquisa apontou que mesmo tendo inovado no tocante a introdução de novas práticas educativas, a A.E.A não perdeu de vista os princípios do escotismo, tais como valores cívicos e morais, obediência e disciplina, entretanto apesar dos mecanismos disciplinares que permeavam esse espaço educativo identificamos algumas práticas desviacionistas, tais como participação em jogos de azar, faltas nas atividades escoteiras, suspensões e até expulsões, indícios de que nem todos os escoteiros estavam tão entregues a passividade e a disciplina como esperava o professor Luiz Soares. Quanto ao referencial-teórico, dialogamos com Magalhães (2004), que nos forneceu subsídios para analisar a A.E.A enquanto uma instituição educativa inserida no contexto e nas circunstâncias históricas da cidade do Natal; com Sirinelli (2003), cujas considerações sobre o conceito de intelectual foram de suma importância para pensar a figura do professor Luiz Soares e as suas redes de sociabilidade; Foucault (1987), que nos auxiliou com suas discussões sobre o poder disciplinar e Certeau (1994) que forneceu subsídios para entendermos as estratégias e táticas dos sujeitos que passaram pela A.E.A. O corpus documental foi constituído por Leis, Decretos, Mensagens de Governo, Regulamento e Estatutos, ofícios, correspondências, jornais, revistas e fotografias. As escolhas teórico-metodológicas possibilitaram pensar a A.E.A para além das práticas escoteiras, ou seja, como uma instituição educativa, centrada na figura do seu fundador, na qual circulavam ideias, saberes e interesses diversos.
  • VALDINELIA VIRGULINO DE SOUZA SILVA
  • A CONCEPÇÃO DOCENTE SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM JOÃO PESSOA:uma análise na perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação discute a avaliação na Educação Infantil. Se trata de um conceito com várias abordagens na literatura educacional e sua compreensão persiste como um desafio aos docentes na prática escolar. Para investigar esta problemática, tivemos como objetivo compreender a concepção dos (das) docentes acerca do processo de avaliação na Educação Infantil nos Centros de Referencias de Educação Infantil (CREI) do município de João Pessoa-PB. Quanto ao método de análise, utilizamos a dialética materialista que nos permite sistematizar o movimento do fenômeno no contexto social e empírico através das categorias, ensino, aprendizagem e avaliação. A técnica para coleta das informações foi a entrevista oral semiestruturada e a observação participante simples, ambas desenvolvidas com 6 professoras da pré-escola. Na fundamentação teórica, sintetizamos dois blocos de análise, o primeiro, aponta que as construções históricas acerca da avaliação da aprendizagem na Educação Infantil, no Brasil, perpassam as abordagens pedagógicas da Educação tradicional, da Educação Nova e da Educação Tecnicista, assim como, as políticas educacionais e as metodologias de ensino. Nestas abordagens, os métodos avaliativos são classificatórios e excludentes, ou utilizados para manter os sujeitos dóceis e disciplinados frente as práticas sociais dominantes. No segundo bloco, analisamos os fundamentos da Psicologia Histórico-Cultural, concebida enquanto alternativa para a avaliação da aprendizagem na Educação Infantil. No tocante as concepções das docentes sobre avaliação na Educação Infantil, constatamos que são diversas, sendo apresentadas de forma confusa, fragmentada e com uma base teórica sem consistência para embasar a sua prática pedagógica. Percebemos que essa falta de clareza pode estar atrelado a alguns elementos constituídos ao longo da história da Educação Infantil no Brasil, como as primeiras referências para a constituição da avaliação na pré-escola, que caracterizou-se informalmente e direcionada para o disciplinamento das crianças, com características de uma avaliação classificatória; Outro fator que pode ter contribuído com essa realidade caótica diz respeito ao fato que no cenário brasileiro, a defesa e estudos teóricos direcionados à avaliação na Educação Infantil só se concebeu recentemente, a partir da década de 1990, na lei educacional só foi apresentado a partir de 1996, com a instituição da LDB; Outro determinante está alicerçada em uma formação que ainda é fragilizada para esse nível de ensino, tanto nos cursos de formação inicial como na formação continuada para a docência, sendo que, ainda deixam a desejar para um profissional qualificado para lecionar na primeira infância. Por fim, para tentar superar essas lacunas existentes nas concepções e práticas das professoras sobre avaliação, apresentamos uma alternativa para uma avaliação dinâmica, com vistas a ser usada como uma ferramenta pedagógica na Educação Infantil. Ressaltamos que essa alternativa ainda está no campo das possibilidades.
  • VALDINELIA VIRGULINO DE SOUZA SILVA
  • A CONCEPÇÃO DOCENTE SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM JOÃO PESSOA: uma análise na perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • A presente dissertação discute a avaliação na Educação Infantil. Se trata de um conceito com várias abordagens na literatura educacional e sua compreensão persiste como um desafio aos docentes na prática escolar. Para investigar esta problemática, tivemos como objetivo compreender a concepção dos (das) docentes acerca do processo de avaliação na Educação Infantil nos Centros de Referencias de Educação Infantil (CREI) do município de João Pessoa-PB. Quanto ao método de análise, utilizamos a dialética materialista que nos permite sistematizar o movimento do fenômeno no contexto social e empírico através das categorias, ensino, aprendizagem e avaliação. A técnica para coleta das informações foi a entrevista oral semiestruturada e a observação participante simples, ambas desenvolvidas com 6 professoras da pré-escola. Na fundamentação teórica, sintetizamos dois blocos de análise, o primeiro, aponta que as construções históricas acerca da avaliação da aprendizagem na Educação Infantil, no Brasil, perpassam as abordagens pedagógicas da Educação tradicional, da Educação Nova e da Educação Tecnicista, assim como, as políticas educacionais e as metodologias de ensino. Nestas abordagens, os métodos avaliativos são classificatórios e excludentes, ou utilizados para manter os sujeitos dóceis e disciplinados frente as práticas sociais dominantes. No segundo bloco, analisamos os fundamentos da Psicologia Histórico-Cultural, concebida enquanto alternativa para a avaliação da aprendizagem na Educação Infantil. No tocante as concepções das docentes sobre avaliação na Educação Infantil, constatamos que são diversas, sendo apresentadas de forma confusa, fragmentada e com uma base teórica sem consistência para embasar a sua prática pedagógica. Percebemos que essa falta de clareza pode estar atrelado a alguns elementos constituídos ao longo da história da Educação Infantil no Brasil, como as primeiras referências para a constituição da avaliação na pré-escola, que caracterizou-se informalmente e direcionada para o disciplinamento das crianças, com características de uma avaliação classificatória; Outro fator que pode ter contribuído com essa realidade caótica diz respeito ao fato que no cenário brasileiro, a defesa e estudos teóricos direcionados à avaliação na Educação Infantil só se concebeu recentemente, a partir da década de 1990, na lei educacional só foi apresentado a partir de 1996, com a instituição da LDB; Outro determinante está alicerçada em uma formação que ainda é fragilizada para esse nível de ensino, tanto nos cursos de formação inicial como na formação continuada para a docência, sendo que, ainda deixam a desejar para um profissional qualificado para lecionar na primeira infância. Por fim, para tentar superar essas lacunas existentes nas concepções e práticas das professoras sobre avaliação, apresentamos uma alternativa para uma avaliação dinâmica, com vistas a ser usada como uma ferramenta pedagógica na Educação Infantil. Ressaltamos que essa alternativa ainda está no campo das possibilidades.
  • ALINE DOS SANTOS PEREIRA
  • A MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM: um estudo da concepção docente em escolas da rede pública de João Pessoa/PB
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A presente pesquisa objetiva compreender a concepção de mediação do professor no processo de ensino das Escolas Municipais de Ensino Fundamental no Município de João Pessoa-PB, no período de 2018 a 2020. O estudo trata do processo de mediação na construção do conhecimento, cujos fundamentos teóricos estão embasados na psicologia histórico-cultural. O processo de mediação é aqui compreendido como uma relação do homem com o mundo e com seus pares, não sendo possível mensurar em que momento e como começa e termina, se termina, a intervenção do homem no mundo e a influência do mundo no homem. Essas discussões acerca da mediação suscitaram meu interesse de pesquisa pela área da docência nas séries iniciais e a concepção do professor acerca da mediação do conhecimento científico. A pesquisa tem uma perspectiva qualitativa e a orientação teórico-metodológica está norteada pelo materialismo histórico-dialético, que busca apreender a essência do objeto investigado e nos possibilita uma compreensão sobre sua totalidade, desvendando suas contradições, sua origem histórica e as condições materiais que o constitui. A pesquisa empírica foi realizada em oito escolas do município de João Pessoa-PB e os sujeitos foram oito professoras que atuam nessas unidades. Os instrumentos de pesquisa utilizados foram a observação participante e a entrevista semiestruturada. Sabemos que os sujeitos investigados não trabalham fundamentados na teoria da psicologia histórico-cultural e não foi objetivo dessa pesquisa buscar professores que trabalhassem com essa perspectiva. O objetivo é, através desse olhar, compreendermos o movimento e as contradições existentes na concepção das professoras acerca do seu papel enquanto mediador no processo de aprendizagem do aluno. No que se refere às considerações finais, constatamos diferentes concepções acerca do processo de mediação e a emergência em compreender a importância da relação teoria-prática.
  • IRANIR PONTES SILVA
  • FORMAÇÃO E PRÁTICA DE UM PROFESSOR DE MATEMÁTICA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO DE SURDOS: UM ESTUDO DE CASO
  • Data: 19/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo tem por objeto de pesquisa o processo de formação de professores, em especial de Matemática, para uma educação inclusiva, considerando como pano de fundo as dificuldades do processo de alfabetização de estudantes surdos. Assim, tendo em vista os desafios com os quais os professores se deparam no âmbito da educação inclusiva e, a falta de uma formação acadêmica adequada para o atendimento à atual diversidade que se faz presente nas escolas, busca-se investigar: Qual a trajetória de formação do professor licenciado em Matemática que trabalha com alunos surdos, no sistema regular de ensino? Questão que se desenrola em outras, ou seja: Quais os saberes, as especificidades da prática pedagógica deste docente e suas contribuições para a educação de alunos surdos? E, quais dificuldades se apresentam no campo de atuação docente, considerando suas experiências pedagógicas no ensino de matemática? Na busca por responder a tais questionamentos, objetivamos de um modo geral analisar a trajetória de formação e a prática pedagógica de um professor licenciado em Matemática de uma escola da rede pública do município de Nova Floresta – PB, tendo em vista a educação inclusiva de alunos surdos. De forma mais específica, nosso objetivo demanda: levantar o percurso de formação docente do sujeito da pesquisa, considerando as demandas da educação de alunos surdos; discutir os saberes necessários a serem desenvolvidos para incluir o aluno surdo nas aulas de Matemática no Ensino Regular e, por último, identificar e discutir as dificuldades do processo de inclusão, no ensino de Matemática. Para o desenvolvimento deste trabalho nos adentraremos em uma pesquisa de natureza qualitativa a partir da metodologia do estudo de caso, elucidada por Yin (1994, 2001) e Creswell (2014). Utilizaremos como instrumentos de coletas de dados a entrevista semiestruturada, a observação e análise de documentos produzidosutilizados pelo professor, sujeito desta investigação. A análise dos dados será realizada a partir da teoria da Análise de Conteúdo, na perspectiva de Franco (2005) e Bardin (2011), considerando as categorias: “Construção da trajetória profissional”; “Saberes da cultura surda”; “Saberes da inclusão educacional”; “Saberes da atuação do Intérprete de Libras” e “Saberes da valorização das experiências visuais”. Portanto, como resultados, esperamos contribuir para o aumento de discussões sobre a temática e quem sabe desencadear novas indagações para que a partir desta, outras pesquisas venham surgir.
  • IRANIR PONTES SILVA
  • FORMAÇÃO E PRÁTICA DE UM PROFESSOR DE MATEMÁTICA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO DE SURDOS: UM ESTUDO DE CASO
  • Data: 19/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo tem por objeto de pesquisa o processo de formação de professores, em especial de Matemática, para uma educação inclusiva, considerando como pano de fundo as dificuldades do processo de alfabetização de estudantes surdos. Assim, tendo em vista os desafios com os quais os professores se deparam no âmbito da educação inclusiva e, a falta de uma formação acadêmica adequada para o atendimento à atual diversidade que se faz presente nas escolas, busca-se investigar: Qual a trajetória de formação do professor licenciado em Matemática que trabalha com alunos surdos, no sistema regular de ensino? Questão que se desenrola em outras, ou seja: Quais os saberes, as especificidades da prática pedagógica deste docente e suas contribuições para a educação de alunos surdos? E, quais dificuldades se apresentam no campo de atuação docente, considerando suas experiências pedagógicas no ensino de matemática? Na busca por responder a tais questionamentos, objetivamos de um modo geral analisar a trajetória de formação e a prática pedagógica de um professor licenciado em Matemática de uma escola da rede pública do município de Nova Floresta – PB, tendo em vista a educação inclusiva de alunos surdos. De forma mais específica, nosso objetivo demanda: levantar o percurso de formação docente do sujeito da pesquisa, considerando as demandas da educação de alunos surdos; discutir os saberes necessários a serem desenvolvidos para incluir o aluno surdo nas aulas de Matemática no Ensino Regular e, por último, identificar e discutir as dificuldades do processo de inclusão, no ensino de Matemática. Para o desenvolvimento deste trabalho nos adentraremos em uma pesquisa de natureza qualitativa a partir da metodologia do estudo de caso, elucidada por Yin (1994, 2001) e Creswell (2014). Utilizaremos como instrumentos de coletas de dados a entrevista semiestruturada, a observação e análise de documentos produzidosutilizados pelo professor, sujeito desta investigação. A análise dos dados será realizada a partir da teoria da Análise de Conteúdo, na perspectiva de Franco (2005) e Bardin (2011), considerando as categorias: “Construção da trajetória profissional”; “Saberes da cultura surda”; “Saberes da inclusão educacional”; “Saberes da atuação do Intérprete de Libras” e “Saberes da valorização das experiências visuais”. Portanto, como resultados, esperamos contribuir para o aumento de discussões sobre a temática e quem sabe desencadear novas indagações para que a partir desta, outras pesquisas venham surgir.
  • RAFAELA MARIA E SILVA FERREIRA
  • GÊNERO E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE IDENTIDADE PROFISSIONAL DE ESTUDANTES DE PEDAGOGIA
  • Data: 17/02/2020
  • Hora: 19:00
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  • O processo histórico de feminização do magistério reflete-se na constituição da Pedagogia como um curso feminizado, o que se traduz em representações sociais que o associam qualitativamente ao gênero feminino. Ancorada nos Estudos Culturais da Educação, nas Teorias Feministas e de Gênero e na Teoria das Representações Sociais, esta pesquisa objetiva responder como gênero perpassa o produto e o processo de construção das representações sociais da identidade profissional de 47 estudantes pré-concluintes de Pedagogia dos turnos da manhã, tarde e noite. Desenvolvida no curso de Pedagogia do Campus I da Universidade Federal da Paraíba, trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa que fez uso da técnica de survey (levantamento) em formato de questionário aberto proposto por Ioannis Tsoukalas (2006). Ao fazer uso associado da abordagem estrutural das representações sociais para perceber seu processo de construção e de análises quanti-qualitativas sobre seus produtos, percebeu-se que gênero atua como elemento constituído e constituinte de representações sociais organizadas em torno do núcleo central docente relacionado ao ensino. Contudo, ao se ampliar esta concepção de docência para incluir outros campos de atuação do/a pedagogo/a, as mulheres representam a docência associada à gestão, enquanto que os homens demonstram preferência pela pesquisa. Além disso, a associação entre dimensões afetivas e características de desvalorização da profissão é percebida melhor por elas, ocasionada pela própria condição feminina. Assim, evidencia-se que homens e mulheres, apesar de construírem suas representações sociais em torno da palavra docente, as organizam por meio de elementos periféricos distintos. Como contribuição, a pesquisa destaca permanências e transformações nas representações sociais da identidade do/a pedagogo/a quanto à perspectiva de gênero, o que potencializa estratégias de mudanças nestas representações e no próprio currículo da formação.
  • JOÃO DJANE ASSUNÇÃO DA SILVA
  • Processo de produção de um audiodocumentário enquanto estratégia de ensino para favorecer a expressão comunicativa e a sensorialidade: um estudo com educandos do oitavo ano do Ensino Fundamental de uma escola pública em São José de Solonópole/CE
  • Data: 17/02/2020
  • Hora: 13:00
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  • A presente pesquisa relaciona as partes formadoras da prática educativa (sujeitos, objetos de estudo, procedimentos didáticos e objetivos) com os novos processos midiáticos da atualidade. Propomos pensar a prática educativa, com enfoque no ensino, a partir do debate sobre a emergência de movimentos alternativos que procuram estabelecer dimensões acerca do papel que as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) desempenham na educação. Os objetivos se materializam por meio de uma pesquisa em educação pela comunicação que considera as nuances de uma cultura midiática. De maneira geral, objetivamos analisar as potencialidades e dificuldades do processo de produção de um audiodocumentário enquanto estratégia de ensino para favorecer a expressão comunicativa e a sensorialidade. Especificamente, objetivamos construir uma sequência de produção educativa que utiliza o processo de elaboração de um audiodocumentário para o favorecimento da expressão comunicativa e da sensorialidade e investigar quais elementos do processo de produção de um audiodocumentário que podem proporcionar aspectos educativos favoráveis ao diálogo. O trabalho investigativo foi classificado metodologicamente quanto aos seus procedimentos, como Pesquisa de Aplicação, a partir da proposta de tipologia para Pesquisas de Natureza Interventiva (PNI) descrita em Teixeira e Megid Neto (2017). A intervenção se deu a partir do processo de produção do audiodocumentário “Carnaval em São José de Solonópole - A tradição no interior do Ceará”, realizado conjuntamente por trinta e dois adolescentes, com idade entre treze e quinze anos, educandos do oitavo ano do Ensino Fundamental. As ações interventivas tiveram a duração de dois meses e ocorreram na Associação Comunitária Rural Manoel Furtunato, em parceria com a Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental Mundoca Moreira. As instituições, assim como as residências dos participantes, estão localizadas na área territorial do distrito de São José de Solonópole, um dos seis distritos que compõem o município de Solonópole, situado no Sertão-Central do estado do Ceará. O foco, com o audiodocumentário, está no seu processo de elaboração enquanto estratégia de ensino, mediada pelas TDICs e não no produto como recurso midiático, que no que lhe concerne, não deixou de apresentar importância para a pesquisa. Quanto à natureza, a pesquisa traz uma abordagem de cunho qualitativo que se atenta para uma investigação subjetiva com foco no procedimento e na reflexão. Do ponto de vista do objetivo é exploratória. Usamos dois métodos para produção e coleta de dados: a observação sistemática e a entrevista por pautas. Como técnica de análise para os dados obtidos, utilizamos a Análise de Conteúdo Categorial nos pressupostos de Bardin (2011).
  • VALDILENILZA VIRGULINO DE SOUSA TOMAZ
  • A INTERDISCIPLINARIDADE NO PROCESSO DE ENSINO: percepções e práticas de docentes no Projeto Interdisciplinar do Programa Escola Nota 10
  • Data: 17/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • A presente dissertação discute a interdicisplinaridade no processo de ensino. Trata-se de um conceito polissêmico na literatura educacional e sua compreensão persiste como um desafio aos docentes e a prática escolar. A pesquisa foi desenvolvida com 05 docentes de uma escola pública municipal de João Pessoa. tivemos como objetivo, compreender a percepção docente acerca da interdisciplinaridade no Projeto Interdisciplinar do Programa Escola Nota 10. Adotamos o enfoque fenomenológico para compreendermos a interdicisplinaridade e suas inter-relações com a prática de ensino. Em relação ao método de análise, optamos pela redução fenomenológica com a intenção de descrever e apresentar o fenômeno em sua essência vivenciado pelos sujeitos. Em relação a técnica para análise dos relatos e das informações, utilizamos a entrevista oral semiestruturada. Nas considerações, demonstramos que a interdicisplinaridade perpassa o processo de ensino e aprendizagem com várias interpretações no discurso e na prática pedagógica, nesta relação, as docentes expressam dificuldades conceituais e metodológicas para definir a interdicisplinaridade, ora associam este conceito a multidisciplinaridade, ora ao enfoque globalizador. Mencionamos que a interdicisplinaridade nos Projetos Interdisciplinares não se caracteriza como uma proposta pedagógica, mas como uma rotina de trabalho habitual do currículo que se aproxima de uma política educacional de premiação do desempenho escolar e do trabalho docente. Em relação aos Projetos Interdisciplinares, estes devem ser chamados de projetos de ensino e não de aprendizagem, uma vez que são executados pelas professoras em uma ou mais disciplinas. Com isso, enfatizamos a necessidade de subsidio teórico-metodológico para auxiliar a compreensão das docentes sobre a prática interdisciplinar, o planejamento de ensino, o currículo, a formação docente continuada e flexibilidade dos recursos didáticos para desenvolver as atividades pedagógicas.
  • YNAKAM LUIS DE VASCONCELOS LEAL
  • AS AÇÕES EDUCATIVAS DO CACC/IFPB E A COMPREENSÃO DOCENTE DAS POSSIBILIDADES DE UMA CONTRIBUIÇÃO TEÓRICA E PRÁTICA DA EDUCAÇÃO POPULAR.
  • Data: 14/02/2020
  • Hora: 15:00
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  • A trajetória da educação profissional no Brasil foi desenvolvida para atender majoritariamente as demandas do mercado, onde os cursos ofertados são na sua grande maioria tecnicistas. A presente pesquisa busca analisar as ações do IFPB-CACC (Campus Avançado Cabedelo Centro) e percepção dos docentes quanto a Educação Popular, no sentido de identificar se há o diálogo. No decorrer da pesquisa refletimos sobre o processo histórico da educação profissional no Brasil demonstrando que além do viés tecnicista também percebemos uma perspectiva progressista. Em seguida discorremos como a fundamentação teórico-metodológica da Educação Popular se faz presente na territorialização do CACC. Posteriormente evidenciamos, a partir do perfil docente e suas concepções, o possível diálogo com a Educação Popular nas ações do CACC. A abordagem epistemológica é qualitativa, de caráter exploratório e descritivo. A metodologia foi dividida em três momentos: análise bibliográfica a partir da problemática exposta anteriormente; análise das ações do CACC a partir dos cursos ofertados; e as entrevistas semiestruturadas com 10 docentes no Campus. A análise funda-se num diálogo constante a partir da investigação-participante, buscando compreender a realidade de forma contextualizada e um uma visão composta pelas diferentes realidades, já que não se busca implementar ações que intervenham nos participantes, mas sim identificar se há aproximação com o fenômeno pesquisado que é a Educação Popular. Bardin (2011), Minayo (2016). A partir da coleta dos dados realizamos uma análise de conteúdo em uma perspectiva normativa.
  • RINGSON GRAY MONTEIRO DE TOLEDO
  • PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: FORMAÇÃO DOCENTE E PERTINÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS NA ESCOLA
  • Data: 14/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo analisou o Plano Estadual de Educação, a Formação Docente e a pertinência dos Direitos Humanos na escola. Para tanto, buscamos desenvolver o trabalho auxiliado por uma pesquisa documental e bibliográfica através de autores como Zenaide, Bobbio, Saviani,Guimarães, Rodrigues, Trindade, Freire, Jerry, Frigotto, dentre outros que tratam do tema, além de documentos institucionais como o Plano Nacional de Educação, lei nº 13.005/2014, Plano Estadual de Educação, lei nº 10.488/2015, além da própria Constituição Federal de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de nº 9394/96. Nesse contexto, o objetivo geral foi analisar no Plano Estadual de Educação da Paraíba a proposta de Formação Docente em Direitos Humanos, fixada na Meta 13, além dos objetivos específicos com o fito de investigar, por meio da aplicação de um questionário, tipo escuta pedagógica, qual percepção os entrevistados têm sobre o Plano Estadual de Educação, sua construção, execução e o tema da Formação Docente em Direitos Humanos. Também buscamos confrontar o projeto do Plano Estadual de Educação, quando de sua elaboração, ainda no Conselho Estadual de Educação da Paraíba e a sua versão final, aprovada pela Assembleia Legislativa, com vistas a identificar possíveis mudanças impressas no respectivo texto, ao se tonar uma legislação. A pesquisa de caráter qualitativo sedimentou sua metodologia no Materialismo Histórico Dialético. Escutamos, como sujeitos da pesquisa dois ex integrantes do Conselho Estadual de Educação da Paraíba, que colaboraram na confecção do respectivo plano educacional.
  • FLAVIA MAYARA FELIX DANTAS
  • Literatura no Ensino Médio para a formação humana: um estudo sobre a reflexão, formação crítica, liberdade e experiência na percepção docente
  • Data: 13/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • A Literatura, segundo alguns teóricos, revela funções que contribuem para a formação do homem enquanto ser reflexivo, crítico, livre e experiente. Entretanto, estudiosos como Jorge Larrosa desafia esse conceito e reconstrói essas ideias, pondo em questão essa possível utilidade do texto literário. Entendendo que a escola oferece ao homem o contato com a Literatura, por meio da prática do ensino, optamos por investigar o processo literário na escola. Diante disso, objetivamos nesta pesquisa investigar a Literatura no processo de ensino na compreensão das categorias reflexão, formação crítica, liberdade e outras experiências, como elementos da formação humana pela percepção docente. Este estudo é de natureza qualitativa, cujo percurso metodológico foi delineado pelo método do Estudo de Caso (Yin, 1994), numa escola de Ensino Médio, localizada na cidade de Jardim do Seridó-RN. A escolha pela última etapa da educação básica para investigação se justifica pelo fato de que a Literatura é inclusa no componente curricular Língua Portuguesa somente no Ensino Médio; isso facilitou a frequência do contato com a prática literária. A técnica de coleta de dados se deu por meio dos instrumentos entrevista semiestruturada e observação livre, cujos sujeitos da pesquisa foram os docentes responsáveis pela disciplina Língua Portuguesa na referida escola. A técnica de análise dos dados foi norteada pela teoria de Bardin (2011), no prisma da análise de conteúdo categorial. Obtivemos como resultado desta pesquisa a compreensão de que fora da escola há uma maior possibilidade de a Literatura contribuir para a evolução humana, enquanto ser reflexivo, crítico, livre e experiente e que o ensino de Língua Portuguesa no Ensino Médio estar centrado nas competências de leitura objetiva, escrita, interpretação, resolução de atividades com foco no ENEM e obtenção de notas, fato que impede o alcance das dimensões da reflexão, formação crítica, liberdade e outras experiências.
  • MARIA DE LOURDES FARIAS LIMA
  • A Práxis Educativa do grupo Capoeira Angola Palmares".
  • Data: 11/02/2020
  • Hora: 17:00
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  • Este trabalho apresenta um estudo sobre os caminhos de ensino e aprendizagem da capoeira angola pela educação popular através da práxis educativa do Grupo Capoeira Angola Palmares (GCAP), no bairro do Roger, em João Pessoa-PB. O grupo é iniciado em 1998 por Dário Pereira João, mestre Dário, formado na tradição da capoeira angola a partir da linhagem do Mestre Nô, de Salvador/BA. Para alcançarmos o nosso objetivo geral, foram elencados como objetivos específicos: Identificar os princípios da educação popular nos fundamentos, tradição e ritual da capoeira angola; Descrever as práticas educativas e saberes culturais presentes na capoeira que dialogam com a educação popular; compreender os aspectos do fenômeno capoeira que estão sendo enfatizados pelo grupo (dança, luta, jogo) enquanto capoeira-educação-cultura. A pesquisa foi dividida em três etapas: pesquisa bibliográfica, documental e pesquisa participante. Os procedimentos utilizados foram a observação participante, incluindo a vivência da pesquisadora como contramestra do Grupo Capoeira Angola Palmares e ainda as entrevistas semiestruturadas com o Mestre Nô, fundador do Grupo Capoeira Angola Palmares, e com quatro capoeiristas do Grupo do Roger. Iniciamos o trabalho situando a relevância do estudo para o atual contexto social brasileiro e apontando a capoeira como um dos caminhos e das experiências do esperançar. Em seguida, apresentamos um memorial com o percurso da pesquisadora. Discutimos de forma crítica e reflexiva aportes teóricos nas referências em Educação, com Brandão (1981; 1986) e Freire (1992; 2014; 2015); em Capoeira, Abib (2017), Keim& Silva (2012) e Sodré (2002), e, em pesquisa, Triviños (1987), Gajardo (1986), Santos (1987) e Steake (2011); em negritude, Gilroy (2001). Apresentamos então caminhos do ensino e de aprendizagem no GCAP, incluindo aspectos como ritual; o mundo da capoeira; a musicalidade; o chão da escola; os comportamentos dentro da tradição; dilemas e conflitos na roda de capoeira angola. Debruçamo-nos sobre um olhar teórico e prático sobre o ensinar e o aprender na capoeira angola a partir da educação popular, tomando como base uma análise das falas dos/das entrevistados/das. Os resultados apontam que a vivência no Grupo contribui para o protagonismo de crianças, adolescente, jovens e adultos capoeiristas, pois favorece o fortalecimento dos laços comunitários dos sujeitos com o grupo, a família, o bairro, e uma relação de identificação étnico racial com a cultura negra e com o povo negro. A prática da capoeira angola nesse espaço-tempo assumiu uma práxis de educação para liberdade, uma cultura de resistência no intuito de contribuir com a superação das situações de opressão da periferia e construção de uma sociedade justa, pacífica e com equidade, na qual as comunidades sejam respeitadas e os sujeitos humanos sejam cidadãos e cidadãs respeitados/as em seus direitos, em suas diversidades, e possam ser felizes em comunhão na roda de capoeira e na roda da vida. 5. PALAVRAS-CHAVE: Capoeira; Educação Popular; Negritude. 6. LINK DO CURRÍCULO DO MEMBRO EXTERNO: http://lattes.cnpq.br/7812848613254269 7.ALUNO: ( ) BOLSISTA ( x ) NÃO BOLSISTA Este trabalho apresenta um estudo sobre os caminhos de ensino e aprendizagem da capoeira angola pela educação popular através da práxis educativa do Grupo Capoeira Angola Palmares (GCAP), no bairro do Roger, em João Pessoa-PB. O grupo é iniciado em 1998 por Dário Pereira João, mestre Dário, formado na tradição da capoeira angola a partir da linhagem do Mestre Nô, de Salvador/BA. Para alcançarmos o nosso objetivo geral, foram elencados como objetivos específicos: Identificar os princípios da educação popular nos fundamentos, tradição e ritual da capoeira angola; Descrever as práticas educativas e saberes culturais presentes na capoeira que dialogam com a educação popular; compreender os aspectos do fenômeno capoeira que estão sendo enfatizados pelo grupo (dança, luta, jogo) enquanto capoeira-educação-cultura. A pesquisa foi dividida em três etapas: pesquisa bibliográfica, documental e pesquisa participante. Os procedimentos utilizados foram a observação participante, incluindo a vivência da pesquisadora como contramestra do Grupo Capoeira Angola Palmares e ainda as entrevistas semiestruturadas com o Mestre Nô, fundador do Grupo Capoeira Angola Palmares, e com quatro capoeiristas do Grupo do Roger. Iniciamos o trabalho situando a relevância do estudo para o atual contexto social brasileiro e apontando a capoeira como um dos caminhos e das experiências do esperançar. Em seguida, apresentamos um memorial com o percurso da pesquisadora. Discutimos de forma crítica e reflexiva aportes teóricos nas referências em Educação, com Brandão (1981; 1986) e Freire (1992; 2014; 2015); em Capoeira, Abib (2017), Keim& Silva (2012) e Sodré (2002), e, em pesquisa, Triviños (1987), Gajardo (1986), Santos (1987) e Steake (2011); em negritude, Gilroy (2001). Apresentamos então caminhos do ensino e de aprendizagem no GCAP, incluindo aspectos como ritual; o mundo da capoeira; a musicalidade; o chão da escola; os comportamentos dentro da tradição; dilemas e conflitos na roda de capoeira angola. Debruçamo-nos sobre um olhar teórico e prático sobre o ensinar e o aprender na capoeira angola a partir da educação popular, tomando como base uma análise das falas dos/das entrevistados/das. Os resultados apontam que a vivência no Grupo contribui para o protagonismo de crianças, adolescente, jovens e adultos capoeiristas, pois favorece o fortalecimento dos laços comunitários dos sujeitos com o grupo, a família, o bairro, e uma relação de identificação étnico racial com a cultura negra e com o povo negro. A prática da capoeira angola nesse espaço-tempo assumiu uma práxis de educação para liberdade, uma cultura de resistência no intuito de contribuir com a superação das situações de opressão da periferia e construção de uma sociedade justa, pacífica e com equidade, na qual as comunidades sejam respeitadas e os sujeitos humanos sejam cidadãos e cidadãs respeitados/as em seus direitos, em suas diversidades, e possam ser felizes em comunhão na roda de capoeira e na roda da vida. 5. PALAVRAS-CHAVE: Capoeira; Educação Popular; Negritude. 6. LINK DO CURRÍCULO DO MEMBRO EXTERNO: http://lattes.cnpq.br/7812848613254269 7.ALUNO: ( ) BOLSISTA ( x ) NÃO BOLSISTA Este trabalho apresenta um estudo sobre os caminhos de ensino e aprendizagem da capoeira angola pela educação popular através da práxis educativa do Grupo Capoeira Angola Palmares (GCAP), no bairro do Roger, em João Pessoa-PB. O grupo é iniciado em 1998 por Dário Pereira João, mestre Dário, formado na tradição da capoeira angola a partir da linhagem do Mestre Nô, de Salvador/BA. Para alcançarmos o nosso objetivo geral, foram elencados como objetivos específicos: Identificar os princípios da educação popular nos fundamentos, tradição e ritual da capoeira angola; Descrever as práticas educativas e saberes culturais presentes na capoeira que dialogam com a educação popular; compreender os aspectos do fenômeno capoeira que estão sendo enfatizados pelo grupo (dança, luta, jogo) enquanto capoeira-educação-cultura. A pesquisa foi dividida em três etapas: pesquisa bibliográfica, documental e pesquisa participante. Os procedimentos utilizados foram a observação participante, incluindo a vivência da pesquisadora como contramestra do Grupo Capoeira Angola Palmares e ainda as entrevistas semiestruturadas com o Mestre Nô, fundador do Grupo Capoeira Angola Palmares, e com quatro capoeiristas do Grupo do Roger. Iniciamos o trabalho situando a relevância do estudo para o atual contexto social brasileiro e apontando a capoeira como um dos caminhos e das experiências do esperançar. Em seguida, apresentamos um memorial com o percurso da pesquisadora. Discutimos de forma crítica e reflexiva aportes teóricos nas referências em Educação, com Brandão (1981; 1986) e Freire (1992; 2014; 2015); em Capoeira, Abib (2017), Keim& Silva (2012) e Sodré (2002), e, em pesquisa, Triviños (1987), Gajardo (1986), Santos (1987) e Steake (2011); em negritude, Gilroy (2001). Apresentamos então caminhos do ensino e de aprendizagem no GCAP, incluindo aspectos como ritual; o mundo da capoeira; a musicalidade; o chão da escola; os comportamentos dentro da tradição; dilemas e conflitos na roda de capoeira angola. Debruçamo-nos sobre um olhar teórico e prático sobre o ensinar e o aprender na capoeira angola a partir da educação popular, tomando como base uma análise das falas dos/das entrevistados/das. Os resultados apontam que a vivência no Grupo contribui para o protagonismo de crianças, adolescente, jovens e adultos capoeiristas, pois favorece o fortalecimento dos laços comunitários dos sujeitos com o grupo, a família, o bairro, e uma relação de identificação étnico racial com a cultura negra e com o povo negro. A prática da capoeira angola nesse espaço-tempo assumiu uma práxis de educação para liberdade, uma cultura de resistência no intuito de contribuir com a superação das situações de opressão da periferia e construção de uma sociedade justa, pacífica e com equidade, na qual as comunidades sejam respeitadas e os sujeitos humanos sejam cidadãos e cidadãs respeitados/as em seus direitos, em suas diversidades, e possam ser felizes em comunhão na roda de capoeira e na roda da vida. 5. PALAVRAS-CHAVE: Capoeira; Educação Popular; Negritude.
  • JULIANA MAIA TAVARES
  • Educação profissionalizante no Brasil (PROEJA): Análise da construção das políticas públicas, através do curso técnico em eventos no IFPB
  • Data: 06/02/2020
  • Hora: 10:00
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  • O presente estudo tem como objeto de pesquisa as políticas curriculares do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica, na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), e sua relação com o Curso Técnico em Eventos do IFPB. Para tanto, fez-se um recorte no período de 2010 a 2018, das políticas públicas aplicadas à formação do currículo do curso. O objetivo geral deste estudo é analisar a prática das políticas públicas no chão da escola, buscando-se compreender seus elementos de interpretação e suas influências no processo de formulação dos currículos do referido curso. Para o desenvolvimento teórico deste estudo, é importante ter um olhar criterioso sobre os conceitos de categorias como currículo, avaliação, pedagogia e organização, considerando o primeiro destes como um processo contínuo que se encontra inserido em arenas públicas nas quais as políticas se inter-relacionam com a política atual e as em uso. Desse modo, quanto à metodologia, este trabalho foi desenvolvido através de uma pesquisa qualitativa com o apoio da ferramenta do Ciclo de Políticas de Stephen Ball, o qual se constitui em um referencial analítico, dinâmico e flexível, que auxilia na verificação de programas e políticas educacionais de forma crítica desde a sua formulação até a implementação. A partir dos resultados obtidos percebemos que 37,0% dos professores entrevistados não conhecem o programa de forma detalhada. Além disso, 77,7 % afirmam ter pouco tempo para dialogar sobre as dificuldades do programa e 100% do corpo docente reconhece que há contradição, ambiguidade e inconsistência na construção deste. Nossa investigação é o primeiro passo para fomentar importantes reflexões e maiores investimentos para difundir as políticas do PROEJA nos contextos de influência e de prática.
  • LUCIANA SILVA DIAS
  • PROCESSOS DE PLANEJAMENTO DIDÁTICO EM EDUCAÇÃO SOCIAL: SIGNIFICADOS E ESTRATÉGIAS
  • Data: 05/02/2020
  • Hora: 09:00
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  • OSabemos que o planejamento é um elemento didático importante para sistematizar os processos de ensino e aprendizagem escolares ou não, porque não se pode apostar em práticas assistemáticas, uma vez que fragilizam a qualidade das ações. A Educação Social ocorre em diferentes espaços educativos e produz aprendizagens de diversos tipos, logo, precisa da Didática para mediar processos educativos críticos e transformadores. Partindo desse pressuposto, é importante conhecer os significados e estratégias que os profissionais que atuam no campo da Educação Social mobilizam no processo de planejamento de suas práticas profissionais, visto ser fundamental para entender as concepções de educação que defendem e por fornecer pistas para a produção de novos conhecimentos na área da Educação Social. Este estudo tem o objetivo de investigar os significados e estratégias de planejamento didático realizado por educadores(as) que atuam no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos(SCFV) nas cidades de João Pessoa-PB e Porto Alegre-RS. Analisamos ainda, os significados de Educação Social, objetivos didáticos, recursos e estratégias de planejamento didático utilizado por esses educadores. O referencial epistemológico fundamenta-se em Mead e Blumer (1969), que discutem aspectos metodológicos na perspectiva do Interacionismo Simbólico, um aporte para pesquisas que buscam investigar os significados subjetivos atribuídos pelos indivíduos nas suas atividades cotidianas. O diálogo teórico foi tecido com base nos referencias sobre a Educação Social, partindo de Nuñez (1999), Perez Serrano (2012), Steven Casteleiro (2008), Parcerisa (2002), dentre outros. Acerca do planejamento didático, dialogamos com Padilha (2001), Lück, (2009), Gandin (2001), (2014), Parcerisa (2002), Olivia, (2014), entre outros. A pesquisa foi desenvolvida em dois momentos: no primeiro, aplicamos um questionário estruturado com todos os participantes da pesquisa. Já no segundo, realizamos um Grupo Focal com alguns educadores(as) de João Pessoa. Para exame dos dados coletados, utilizamos a Análise de Conteúdo (AC) conforme proposto por Bardin (2011). Os resultados apontam que o planejamento faz parte do cotidiano dos(as) educadores(as) pesquisados(as), baseando-se em documentos e normativas do SCFV, o que indica uma ênfase na dimensão técnica do processo operativo em relação a outras dimensões fundantes do planejamento, tais como as de sentido político, ético e pedagógico. Além disso, percebemos que os educadores, em especial de João Pessoa, não participam ativamente da elaboração das temáticas e propostas a serem trabalhadas com os usuários, cabendo a uma instância de gestão a programação anual, Tratam-se de fatores organizacionais que fragilizam o processo de planejamento didático como espaço de concepção das práticas, formulação de objetivos e diretrizes de ação. Igualmente, nota-se uma presença tímida de estratégias de planejamento participativo com a presença de usuários(as), o que contraria o princípio básico do engajamento e do fortalecimento da autonomia dos sujeitos na Educação Social.
  • PÁVULA MARIA SALES NASCIMENTO
  • A VOZ DO OUTRO: Classificação, governamento e infância anormal escolar nos discursos médico-pedagógicos (1900-1920)
  • Data: 03/02/2020
  • Hora: 14:00
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  • No Brasil, as discussões sobre normalidade e anormalidade na infância atravessam os campos da medicina e da educação desde meados do século XIX, através da constituição do saber psiquiátrico e, ao mesmo tempo, por meio dos processos de formalização do campo educacional no país. Estes debates podem ser percebidos tanto nas tentativas de educação das crianças que estavam institucionalizadas em hospitais ou hospícios, quanto dos esforços em se criar estratégias de diferenciação entre aquelas consideradas normais e anormais nos estabelecimentos de ensino regular. É sobre esse campo híbrido,entre medicina e educação, que trata a presente pesquisa. Entendendo a Infância como fruto das ações de governamentalidade desenvolvidas desde o Período Moderno, onde esta possui um caráter de fabricação e sendo, ao mesmo tempo, objeto de análise, diferenciação e classificação para a constituição de uma sociedade disciplinar, de controle e segurança, a argumentação aqui desenvolvida é a de que nas duas primeiras décadas do século XX emerge um regime de verdade em torno da infância anormal e dos comportamentos anormais escolares que vieram a dar sustentação à fabricação de um “anormal escolar”no Brasil. Assim, o objetivo principal deste trabalho é a problematização do conceito da infância anormal e das técnicas de governamento relativas à educação traçadas para esta infância. Para alcançar este propósito, tomamos como fonte de análise duas matrizes discursivas que formaram a base do que se fabricou como o “anormal escolar” no Brasil, sendo elas: a dissertação de Ulysses Pernambucano (1918)e duas publicações de Baltazar Vieira de Mello (1917). O recorte temporal foi escolhido a partir dos parâmetros de publicação das obras escolhidas, bem como pelo entendimento de que estas foram, entre outras, pioneiras em discutir a questão. Por outro lado, a escolha dos autores se coloca a partir de uma linha comum que atravessa as obras em questão: a necessidade de diferenciar a “anormalidade escolar” de outros tipos de “anormalidade”. Por meio da análise histórica das condições de produção dos discursos que instituíram esta infância, pôde-se investigar não apenas o modo como emergiram estes discursos, ma stambém problematizar as formas pelas quais tornaram-se regimes de verdade sobre os limites entre o que é ser “normal” e “anormal”. Realizada sob a égide da arqueogenealogia foucaultiana, buscou-se explicar como as práticas discursivas de médicos e educadores se engendraram para fazer da “educação da infância anormal” um campo de saberes no século XX. Portanto, esta Tese põe em suspeição o conceito de infância anormal escolar e as tecnologias políticas e educacionais fabricadas para o governamento das crianças vistas como anormais, “indóceis”, “turbulentas”, “problema”, “difíceis”, “desajustadas”,“debéis”, “tardas”, “idiotas”, “imbecis”, “atrasadas”, “retardatárias”, refletindo sobre os caminhos que foram gestados para esta infância e quais conduções a posicionaram dentro da nossa sociedade.
2019
Descrição
  • BRUNA KEDMAN NASCIMENTO DE SOUZA LEÃO
  • A Cultura Escolar Regulatória: Uma análise do padrão civilizatório do comportamento discente à luz de Norbert Elias.
  • Data: 16/12/2019
  • Hora: 13:00
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  • Enquanto instituição social, a escola possui uma cultura própria que atua diretamente na formação social e acadêmica dos indivíduos. Nesse processo educativo, todas as ações do ambiente escolar são voltadas para padronização de pensamentos e comportamentos, tornando os indivíduos socialmente funcionais. Estando o caráter regulatório implícito na cultura escolar, os(as) profissionais que atuam nesse ambiente emitem ações que precisam ser planejadas, intencionais, todavia, algumas práticas são tão repetidas que tornam-se naturalizadas ou automatizadas sendo raramente refletidas ou questionadas acerca da finalidade e implicações na formação de outrem. Desse modo, além da importância de indagar e refletir acerca das práticas pedagógicas, é fulcral compreender que elas não estão isoladas, mas conectadas numa rede de interdependências permeadas pelos jogos de poder que constituem as relações sociais. Nesse sentido, a pesquisa em desenvolvimento versará acerca da cultura escolar regulatória, evidenciando o poder das ações docentes na construção de um padrão civilizatório do comportamento discente. Esperamos contribuir suscitando reflexões acerca da força das ações regulatórias de professores e professoras na eliminação de contradições e no reforço de comportamentos socialmente aceitáveis. Para tanto, analisar como docentes estabelcem o padrão comportamental discente à luz da Sociologia Configuracional é o objetivo geral desse estudo. Tão importante quanto identificar essas ações é compreender como elas se dão no contexto escolar, considerando-as numa lógica processual: quais são essas práticas? O que mudou e o que permaneceu nos modos docente de lidar com o comportamento discente? Daí justifica-se a escolha pela Sociologia Configuracional de Norbert Elias (2008) para nortear a investigação. Essa teoria permite-nos um olhar diferenciado em relação a esse fenômeno educativo, dando ênfase ao poder transitório que permeia a ação docente. Desse modo, dentro da configuração escolar, analisaremos, mais especificamente, a figuração docente-discente. Assim sendo, traçamos como objetivos específicos: discutir a sociogênese da modificação do comportamento discente e a psicogênese da profissão docente; caracterizar o caráter regulatório da cultura escolar; identificar as práticas regulatórias do comportamento elaboradas pelas docentes, verificando as diferenças e semelhanças de mediação das mesmas em suas respectivas turmas; verificar os protocolos de ação previstos no Regimento Interno e no Projeto Pedagógico da instituição. As práticas regulatórias intencionais e não intencionais percebidas naquela figuração, construídas e reconstruídas ao longo tempo, evidenciarão o caráter regulatório da cultura escolar. As categorias analíticas, previamente estabelecidas, que estão norteando a investigação, são conceitos da teoria eliasiana, sendo elas jogos de poder, interdependência e autocontrole. Além delas, alguns conceitos caros ao campo dos Estudos Culturais da Educação(ECE) também foram essenciais para a construção desse diálogo, como cultura, educação, corpo, representação/identidade. Considerando que, tanto para o campo dos ECE como para a Sociologia Configuracional, cada contexto, grupo, sociedade ou figuração possui características próprias, optamos pelo estudo de caso como estratégia metodológica. Assim, a investigação está sendo realizada numa escola de ensino infantil e fundamental da rede municipal de João Pessoa, na qual foram feitas observações diretas e entrevistas temáticas com três docentes: sendo uma do pré-escolar, a segunda do terceiro ano e a última do quinto ano. As entrevistas temáticas nos permitirá acessar elementos da memória das participantes e compreender de que modo a aprendizagem do autocontrole em suas experiências como estudantes, assim como a formação profissional, influenciam nas respectivas práticas pedagógicas. Nesse direcionamento, também se fez necessário consultar os documentos institucionais, tendo-se em vista que deles pode-se conhecer registros e prescrições da vida escolar, principalmente, no que tange aos modos de conduta docente frente ao comportamento dos(as) estudantes. Cada uma será observada e acompanhada durante um mês durante o cotidiano de suas aulas. Até o presente momento, apenas a primeira docente já foi observada e entrevistada. Concomitante as entrevistas e observações, está sendo feita a consulta aos documentos institucionais mencionados anteriormente. Será feita uma triangulação dos dados produzidos. Vale salientar que: estando na perspectiva dos estudos culturais, a técnia de triangulação não objetiva apurar a veracidade dos fatos, mas sim, possibilita o olhar/analisar o objetivo a partir de diversas perspectivas, ampliando a compreensão acerca da cultura escolar regulatória e, mais especificamente, o poder exercido pelas docentes. Como técnica de análise de dados, optei por realizar uma Análise Configuracional, baseando-se na própria teoria eliasiana. O conceito de configuração em Norbert Elias é interdisciplinar, assim, embora seja do campo sociológico, acolhe os saberes de outras disciplinas para analisar e compreender o ser humano e suas relações. Nessa perspectiva, é estabelecido um movimento metodológico e epistemológico em que parte-se do próprio objeto e suas especificidades para compreendê-lo, sendo um exercício coerente à pesquisa em educação. Desse modo, a análise configuracional nos permitirá compreender e explicitar que a ação docente não pode ser explicada isoladamente, mas de forma interdependente e processual. Além disso, pode ser uma técnica de análise promissora ao campo dos ECE, por seu caráter interdisciplinar e considerar os jogos de poder que constituem a configuração estudada.
  • WALQUIRIA NASCIMENTO DA SILVA
  • ESTRANHOS NO NINHO: ISOLAMENTO COMUNICACIONAL DE DISCENTES SURDOS/SURDA EM ESCOLAS DE MAMANGUAPE À LUZ DOS ESTUDOS CULTURAIS
  • Data: 16/12/2019
  • Hora: 09:00
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  • Políticas atuais de educacão inclusiva voltadas às pessoas surdas padronizam ações cujo parâmetro dominante é o de pessoas ouvintes, submetendo os sujeitos surdos a um isolamento comunicacional e cultural, cuja expressão consiste na predominante ou exclusiva comunicação oral, admitindo-se a Libras como uma exceção. É atribuído aos sujeitos surdos um lugar passivo, marginal, “estranhos no ninho” da sala de aula, invisibilizando-se as identidades, as culturas e a língua das pessoas surdas, necessárias à sua efetiva inclusão na escola regular. Esse isolamento comunicacional também é cultural, envolvendo famílias e sociedade, que tratam geralmente a surdez como deficiência. Privadas de ambiente sociocultural para a aprendizagem e o emprego da Libras, na escola pessoas surdas são mantidas na periferia das interações sociais e pedagógicas necessárias à formação humana e cidadã. Ancorada nas perspectivas dos Estudos Culturais e Estudos Surdos, estudei esse isolamento comunicacional de três alunos surdos e uma aluna surda em suas interações com pessoas ouvintes, nas respectivas quatro turmas de escolas públicas regulares de Mamanguape-PB. Perguntei-me: como se davam as relações comunicacionais entre discentes surdos e pessoas ouvintes naquelas escolas? Estabeleci como objetivo geral analisar o isolamento comunicacional que caracteriza as relações interpessoais entre discentes surdos e ouvintes que constituem o entorno socioeducacional (familiares, docentes, colegas) desses sujeitos em Mamanguape/PB. Especificamente objetivei: avaliar as trajetórias educacionais vividas pelos discentes surdos em suas famílias e experiências escolares iniciais em função da aprendizagem de Libras nos primeiros seis anos de vida; examinar a relação entre surdos e respectivos docentes durante atividades pedagógicas em sala de aula num trimestre; apreciar as relações sociocomunicacionais na dinâmica de convívio entre surdos e colegas ouvintes em sala de aula por um trimestre. Usei metodologia qualitativa, de natureza participativa, recorrendo à entrevista semiestruturada, à observação com e sem minha intervenção (através de vivências por mim conduzidas com discentes). Os dados gerados foram interpretados pela análise de conteúdo, com que problematizei as práticas inclusivas adotadas pelo município nessas escolas, apresentando discentes surdos e surda como pessoas com culturas e identidades próprias, marcadas pelo artefato cultural da experiência visual, cuja diferença é primariamente rotulada pela cultura ouvintista como deficiência. Destaquei o uso da língua de sinais como fator fundamental que concorre para uma efetiva inclusão no contexto escolar, por ser imprescindível para relações comunicacionais equânimes entre discentes surdos e pessoas ouvintes, além do desenvolvimento socicognitivo e a valorização dos demais aspectos da condição identitário-cultural surda. Concluí que o isolamento comunicacional é impingido aos três alunos surdos e à aluna surda no âmbito escolar, reprodutora de uma cultura oral que não reconhece ou valoriza a viso-gestualidade como expressão legítima de pessoas surdas a ser, então, assumida também pelas ouvintes na escola. Sem uso da Libras, os alunos surdos são deixados à margem da cultura escolar, mantida por práticas orais. Logo, as práticas de educação inclusiva na rede municipal estudada promovem o isolamento comunicacional e mantêm, com efeito, a exclusão dos sujeitos surdos e de sua cultura, a despeito de iniciativas isoladas, associáveis sobretudo à presença de intérprete em sala de aula.
  • SONAYRA DA SILVA MEDEIROS MACÊDO
  • O MODELO DE GESTÃO DO EMPRESARIADO PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA: EMBATES ENTRE EXCELÊNCIA E QUALIDADE SOCIAL?
  • Data: 12/12/2019
  • Hora: 13:00
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  • A tese problematiza a atuação do setor privado na definição das políticas para a Educação Básica brasileira, especificamente na gestão. Parte-se do argumento de que o protagonismo de grupos empresariais, no campo educacional, vem se constituindo hegemônico, no Brasil, com a instituição de marcos jurídicos e regulatórios que ampliaram o espaço de atuação do empresariado na definição e execução de políticas públicas educacionais. Sob tal ótica, analisamos o modelo de gestão definido para a educação pública e conteúdos teóricos que repercutem no espaço público como referência de qualidade no campo educacional. A pesquisa trata de um estudo qualitativo, no qual recorremos à análise de propostas denominadas de excelência pelo empresariado, mais especificamente, por uma das fundações mais atuantes no cenário educacional, junto ao governo brasileiro, a Fundação Itaú Social, que vem divulgando documentos com ênfase na formação de lideranças, a partir dos quais buscam efetivar um projeto educacional estratégico com referência na qualidade do setor privado. Utilizamos, como método de investigação, a análise de conteúdo. Nesse sentido, como procedimentos teórico-metodológicos, realizamos um estudo conceitual, com análise de leis relacionadas à parceria entre os setores público e privado, bem como o exame de documentos representativos do setor empresarial sobre gestão educacional. Discute-se a problemática da atuação do setor privado no espaço público, no contexto amplo da relação entre Estado e sociedade civil, partindo da concepção gramsciana de Estado e da problematização do papel desempenhado pela sociedade civil no Brasil, a partir da década de 1990, com repercussões nas primeiras décadas do século XXI. Compreendemos que o protagonismo do setor privado na educação se intensificou com a regulamentação conferida pela Lei da Parceria Público-Privada, em 2004, e com a atuação do Terceiro Setor, os quais impuseram nova configuração à gestão educacional pública brasileira. Há, no início do século XXI, a consolidação de uma agenda em que a reforma administrativa e o setor privado ganham centralidade na direção de um modelo de qualidade pautado na eficiência e produtividade, no controle dos gastos públicos, na responsabilização por resultados e na educação como um serviço. Os documentos publicados como referência para o setor público educacional apresentam propostas de gestão de excelência que reconfigura o sentido de qualidade, contrapondo-se à perspectiva da qualidade social e aos princípios democráticos da gestão no âmbito da Educação.
  • ANANDA NEVES ARNOUD GUIMARÃES
  • ALÔ (ESCOLA DO) CUPIDO, MEU CORAÇÃO JÁ NÃO AGUENTA MAIS: VIOLÊNCIAS (D)E GÊNERO NAS RELAÇÕES DE NAMORO DE JOVENS ESCOLARES
  • Data: 11/12/2019
  • Hora: 14:00
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  • A juventude é um período sobre o qual há uma grande expectativa social. É quando se costuma iniciar uma maior busca pela autonomia, a construção de vínculos mais fortalecidos de amizade e a vivência das primeiras relações afetivo-sexuais. A essas relações, especialmente ao namoro, atribui-se o lugar da não-violência, de espaço de afeto e carinho. Os estudos sobre violência de gênero têm enfatizado as relações entre casais adultos, por vezes invisibilizando a grave ocorrência da violência nas relações afetivo-sexuais juvenis. Contudo, esse fenômeno de grande incidência tem resultado em graves consequências a saúde dos/as jovens, com efeitos a curto, médio e longo prazo (depressão, ansiedade, pensamentos suicidas, uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas). Diante disso, esta pesquisa teve por objetivo geral analisar, a partir da perspectiva de gênero, os significados e sentidos atribuídos às experiências de violência nas relações de namoro de estudantes do ensino médio de uma escola pública estadual, localizada em João Pessoa-Pb, e como esses/essas jovens compreendem o papel da escola na prevenção e enfrentamento a esse tipo de violência. Os objetivos específicos foram: identificar os significados e os sentidos atribuídos às experiências de namoro pelos/as jovens escolares; analisar como as normas de gênero perpassam as relações e eventuais expressões de violência no namoro dos/das estudantes; analisar as possíveis diferenças e similitudes da violência sofrida e perpetrada por jovens do sexo feminino e masculino em seus relacionamentos de namoro; identificar se/como os/as estudantes compreendem a escola e seus atores sociais como espaço de apoio e prevenção à violência de gênero no namoro. Para tanto foram entrevistados/as 18 estudantes do 2º e 3º anos do Ensino Médio da referida escola, com faixa etária de 16 a 18 anos, que vivenciavam ou já haviam vivenciado um relacionamento de namoro. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas e os dados empíricos foram analisados com base na Análise Cultural. Os achados da pesquisa indicam que a ocorrência de diversas violências (física, psicológica e sexual) no namoro dos/as jovens; todavia essa violência é invisibilizada e significada como natural das relações; as normas de gênero perpassam os significados e experiências acerca do namoro e violência, situando as meninas em um lugar de passividade e sentimentalismo, enquanto aos meninos caberia um papel mais ativo e menos emotivo nas relações. Para além das questões de gênero, a religião apresentou-se como um importante marcador nas construções de significados sobre essas relações. Os/as jovens identificaram a escola como espaço potente na prevenção e enfrentamento à violência no namoro, a partir da realização de atividades focalizadas e pontuais promovidas por agentes escolares e da formação por pares.
  • RUSIEL PAULINO DE ARAUJO JUNIOR
  • A FORMAÇÃO DO EDUCADOR EM EDUCAÇÃO MUSICAL: Os desafios e as pertinências à inclusão da pessoa com deficiência
  • Data: 10/12/2019
  • Hora: 09:00
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  • Levados pela responsabilidade pessoal e profissional como educador musical e pela relevância socio histórica e científica dos estudos sobre educação voltados para a pessoa com deficiência, desenvolvemos um estudo sobre a formação de professores de educação musical, a partir de um olhar investigativo sobre o Curso de Educação Musical da Universidade Federal da Paraíba. Esta tese é composta por quatro capítulos que discorrem, discutem e analisam entrevistas, questionários e o projeto pedagógico atual do curso em foco, propondo no final, um norteamento, ainda que preliminar, de como introduzir uma formação profissional inclusiva. Partimos dos métodos de análise e da crítica construída na linha de Políticas Educacionais do Programa de Pós-graduação em Educação – PPGE/UFPB, com vistas a darmos continuidade ao estudo anterior sobre a formação docente do educador musical, desenvolvido como dissertação de Mestrado. Para tanto, concordamos em dar a nossa contribuição para essa crítica e para os estudos acadêmicos em geral, adotando a postura e a abordagem de pesquisa em educação de alguns teóricos que pensamos estarem apontando para a direção mais assertiva e racional, sendo eles, Paulo Freire, Libânio, Moreira e Candau, Mazzotta, Barbosa, Fonterrada, Boaventura, Penna, Queiroz, Schafer, entre outros, como também documentos institucionais e legislações. Além da argumentação teórica, procuramos, neste trabalho, realizar um estudo empírico, recorrendo a pesquisa teórica e de campo, a fim de realizar uma produção de conhecimentos científicos e de um discurso acadêmico em torno do tema pesquisado; e oportunizar um diálogo entre os saberes a partir das respostas que chegavam através dos participantes e colaboradores desta pesquisa. Propusemos para o curso de educação musical, como projeto pedagógico algumas atividades práticas inclusivas, como instrumento pedagógico das escolas; reforçando as nossas convicções sobre a necessidade de uma escola democrática e inclusiva, capaz de dialogar com as diversas culturas.
  • HÉLCIA MACEDO DE CARVALHO DINIZ E SILVA
  • REPRESENTAÇÃO DE PROFESSOR EM AS AVENTURAS DE TELÊMACO: MATERIAL DE INSTRUÇÃO NO LYCÊO PARAHYBANO (1836-1853)
  • Data: 09/12/2019
  • Hora: 09:00
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  • Essa investigação tem como objetivo analisar a representação de professor no livro As aventuras de Telêmaco: filho de Ulisses, de François de Salignac de la Mothe Fénelon (2006), que circulou no Brasil Império e na Parahyba, no Lycêo Parahybano. Para tanto, constatou-se que havia o professor enciclopédico, e que o referido livro esteve presente na referida escola, que na classificação de Abreu (2003) é um livro de leitura (ABREU, 2003), na de Bakhtin (2003) um livro que pertence à classe do romance de educação e, neste trabalho, recebe a classificação de material de instrução. Entre os inúmeros professores e suas práticas para tornar a educação do Brasil efetiva, a construção de escolas, o aparelhamento e o livro como base para aulas foram os meios utilizados pela elite política e pessoas letradas. Dessa forma, a presença do livro de leitura nas escolas funcionava como instrumento para a efetivação, por exemplo, do ensino de Tradução do Francês para o Português. Ao analisar o livro, verificou-se que ele se insere na tradição do livro elaborado para instruir o príncipe, que no Oitocentos foi disseminado por toda a Europa e o mundo. No Brasil Império foi adotado no Lycêo Parahybano, na matéria de Francês. Desta análise, concluiu-se que o ensino de tradução por meio de texto de Literatura, com cunho filosófico, apresenta a perspectiva de se trabalhar os bons costumes e a arte do bem governar, alcançando a dimensão filosófica do ensino de ética e moral, por submeter os leitores à leitura de aventuras que registram acontecimentos envolvendo o jovem filho de Ulisses e seu professor, Mentor, que vai enfrentando cada desafio aprendendo com os erros e observando as regras para o bom combate. A espontaneidade para se relacionar com o outro e a reconhecimento das limitações apresentadas pelas personagens do livro, servem de instrução para o leitor mais atento. O modelo de ensino enciclopédico perdurou durante todo o Brasil Império, quando o ensino era exercido por um professor que assistia o aluno, quase que individualmente, assim como Minerva, na pessoa do professor, acompanhava Telêmaco a cada aventura a fim de ensinar o que estava para além do conteúdo, a saber, a ser um sujeito honrado, feliz por saber gerir o povo de Ítaca.
  • JESSICA NASCIMENTO MARTINS
  • EDUCAÇÃO INFANTIL E INFRAESTRUTURA: uma análise do Programa Proinfância no município de João Pessoa (PB)
  • Data: 25/11/2019
  • Hora: 10:00
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  • A presente dissertação de mestrado procura discutir a Educação Infantil no campo das políticas públicas, como espaço e como política, investigando o contexto real da infraestrutura e dos espaços físicos escolares das novas instituições de Educação Infantil do município de João Pessoa (PB). A pesquisa objetiva analisar de que forma a infraestrutura dos novos CREIs e o uso dos seus espaços físicos contribuem (ou não) para o processo de efetivação de uma Pedagogia da Educação Infantil na Rede Municipal de Ensino do Município de João Pessoa (PB). A abordagem metodológica deste estudo é configurada no aporte da pesquisa qualitativa de caráter exploratório e documental, fundamentada em bases metodológicas da dialética, pois utiliza as contribuições do materialismo histórico e dialético para compreender e analisar melhor o objeto de estudo. Como instrumento de trabalho de campo nesta pesquisa, utilizaremos a aplicação de questionários, a observação participante e faremos uso do diário de campo. O trabalho procura contribuir de maneira crítica e construtiva para a melhoria da qualidade da Educação Infantil, focando um elemento particular de sua realidade – a infraestrutura –, de modo que possamos colaborar no projeto coletivo de sinalizar alternativas para a efetivação de uma pedagogia para a Educação Infantil na perspectiva da emancipação humana.
  • IRANETE DE ARAUJO MEIRA
  • PROBLEMATIZANDO A EDUCAÇÃO NO CAMPO: (IM) POSSIBILIDADES DE INTER (AÇÃO) ESCOLAR EM ÁREA DE MINERAÇÃO EM BOA VISTA/PB
  • Data: 01/11/2019
  • Hora: 15:00
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  • A pesquisa em destaque desenvolveu-se no espaco campo do municipio de Boa Vista/PB, e teve como inquietacao pensar uma Escola Publica Popular do Campo, mediante aspectos relativos ao impacto dessa proposta no contexto da educacao local. O estudo procurou analisar como a educacao do municipio de Boa Vista/PB se relaciona com a presenca da industria mineradora nas escolas da comunidade Espinheiro e Sitio Bravo onde estao localizadas as areas de exploracao dos minerios, a partir da afirmacao, de que a insercao da industria mineradora no municipio de Boa Vista /PB se configura como um mecanismo de producao/exploracao economica para se pensar a educacao local. O aporte referencial que orientou a pesquisa emergiu de uma serie de intencoes dialogicas, segundo principios e fundamentos de uma proposta de educacao popular do Campo, articulada com os ideais do paradigma emergente de Boaventura de Souza Santos, (2002, 2010 e 2011) e de autores que estao em consonancia com os processos de transformacao e emancipacao do homem, nos mais diversos espacos de socializacao de saberes e aprendizagens, a exemplo de Brandao, (2006); Freire, (2011, 2012); Heller, (2008), Arroyo, (2011); Caldart,(2004); Reis, (2011); entre outros. A metodologia utilizada trata-se de uma abordagem qualitativa, cujo processo de investigacao esta pautado na pesquisa participante, por meio da observacao do lugar e dos saberes e praticas que se movem nas escolas e comunidades estudadas, sobre a visao de Bogdan e Bikle (1994) e Brandao, (2006). Alem de vivencias e experiencias em salas de aula, visitas de campo nas comunidades onde ha exploracao dos minerios, registro no diario de campo, entrevistas orais semi-estruturada com gestores, coordenadores, supervisores pedagogicos e professores que atuam nas escolas e no sistema de educacao local. Sendo assim, a compreensao desse universo permitiu que os indicativos analiticos fossem construidos por abordagens categoricas, tais como: Escola, Industria, Educacao popular e Campo, organizadas em estruturas de unidades de “registro” e de “analise”, conforme as consideracoes de Bardin (1997) e de Franco, (2008). Todavia, conclui-se, que o contexto da educacao boavistense demonstra elementos de uma politica de educacao tradicional no espaco campo, em virtude dos meios de exploracao das reservas naturais que se encontram no local com a producao de minerios, bem como a ausencia de uma proposta de educacao no municipio que se articule com as necessidades do lugar, garantindo uma projecao para o futuro da populacao local.
  • ROSEMARY MARINHO DA SILVA
  • AS INDAGAÇÕES COTIDIANAS DE JOVENS INDÍGENAS POTIGUARA-PB NO CURRÍCULO DE FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO
  • Data: 31/10/2019
  • Hora: 14:00
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  • Esta Tese tem como ponto de partida a constatacao de que os conteudos elencados nas Orientacoes Curriculares Nacionais para o Ensino Medio, que, ainda, guia a producao dos livros didaticos e a construcao dos curriculos estaduais, estao centrados na Filosofia europeia como Filosofia universal, ensinada a jovens estudantes brasileiras/os, entre estas/es, jovens estudantes indigenas. Sem negar a contribuicao da Filosofia europeia, problematiza-se que a reproducao de um unico modo de fazer Filosofia, atraves do ensino de uma Filosofia europeia como a unica tradicao filosofica, implica na persistencia do processo de colonizacao, no silenciamento e apagamento da identidade etnica dos povos indigenas brasileiros e, consequentemente, no reforco ao epistemicidio sofrido por estes povos. Por isso, defende-se que so por meio da escuta dos povos indigenas, dentre estes, das/os jovens indigenas, pode haver uma producao de perguntas provindas do cotidiano destas/es jovens que se configuram como exercicio permanente da indagacao filosofica. Compreende-se a indagacao como um primeiro momento do filosofar, por ser um processo de estranhamento, distanciamento e questionamento do proprio cotidiano. Mas, como jovens indigenas conseguem estranhar seu cotidiano e expressar suas indagacoes para que as mesmas possam compor uma proposta de conteudos curriculares para o Ensino de Filosofia no Ensino Medio? Esta questao central exigiu como pressuposto tres assertivas: jovens indigenas sao capazes de refletir sobre seu cotidiano, de problematizar suas reflexoes e concepcoes e, mediante este processo de reflexao e problematizacao, de propor conteudos para serem estudados no Ensino de Filosofia no Ensino Medio. Para tal, estabelece os conceitos de juventude, protagonismo juvenil, intraculturalidade e interculturalidade, identidade e curriculo como campo teorico. No campo empirico aponta a Escola Cidada Integral Tecnica Professor Luiz Gonzaga Burity, localizada na cidade de Rio Tinto, Paraiba, como campo fecundo de coleta das indagacoes de jovens estudantes Potĩguara-PB. Pois, a Escola Burity, nao sendo uma escola indigena, esta circunvizinha ao territorio indigena Potĩguara-PB, no litoral norte paraibano, que abrange 32 aldeias. A Escola Burity recebe jovens estudantes indigenas Potĩguara-PB das aldeias de Monte-Mor, Jaragua, Silva de Belem e Mata Escura que estao no municipio de Rio Tinto, e de outras aldeias em outros municipios. As escolhas metodologicas se situam na abordagem qualitativa, tendo como metodo a Pesquisa-Intervencao que reuniu as seguintes estrategias: observacao participante, entrevistas semiestruturadas, oficinas pedagogicas e grupo focal. A analise dos dados coletados foi realizada por meio da Analise Textual Discursiva. Portanto, a Tese expressa a necessidade de um curriculo intercultural para o Ensino de Filosofia no Ensino Medio, com o qual se estabeleca um dialogo aberto e plural entre saberes indigenas e nao-indigenas, que se autovalorizam e se auto afirmam como lugares de construcao de conceitos e conhecimentos filosoficos e educacionais. A Tese se configura como uma proposta curricular que aponta nove conteudos curriculares, elaborados, de modo colaborativo, com jovens indigenas Potĩguara-PB, enquanto um marco intercultural no Ensino de Filosofia no Ensino Medio.
  • SILMARA CÁSSIA BARBOSA MÉLO
  • POLÍTICAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA E DE AVALIAÇÃO PARA ALFABETIZAÇÃO: repercussões do PNAIC e da ANA no contexto da prática de escolas em Campina Grande/PB (2012-2018)
  • Data: 04/10/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta tese analisa as politicas de formacao continuada e de avaliacao para alfabetizacao, mais especificamente, o Pacto Nacional Pela Alfabetizacao na Idade Certa (PNAIC) e a Avaliacao Nacional da Alfabetizacao (ANA) e as repercussoes em escolas da rede municipal de ensino na cidade de Campina Grande-PB, no periodo 2012-2018. Adota como referencial teorico e metodologico, a abordagem do Ciclo de Politicas de Stephen Ball e seus colaboradores, propondo uma analise da trajetoria da politica, ao evidenciar o contexto de influencia, contexto de producao de texto e contexto da pratica. Busca-se resolver a seguinte problematica: Como se articulam, no contexto de governamentalidade neoliberal e gerencial, as politicas de formacao continuada e de avaliacao para alfabetizacao, instituidos a partir de 2012, e quais as repercussoes no contexto da pratica de escolas da rede municipal de ensino da cidade de Campina Grande, na Paraiba? Parte-se do pressuposto que as politicas de formacao continuada e de avaliacao para alfabetizacao, inseridas no contexto da performatividade e do gerencialismo, sao (re)contextualizadas e (re)organizam os processos pedagogicos (formacao, planejamento, avaliacao, curriculo), possibilitando diferentes formas de “atuacao” das politicas na rede municipal de ensino de Campina Grande-PB. Constitui-se objetivo geral da pesquisa: analisar a trajetoria do PNAIC e da ANA, assim como, suas articulacoes e repercussoes no contexto da pratica de escolas da rede municipal de ensino da cidade de Campina Grande, na Paraiba, no periodo 2012-2018. Para isso, sao elencados como objetivos especificos: analisar os pressupostos e as redes politicas que sustentam a politica de governamentalidade neoliberal e gerencial no contexto global e nas politicas educacionais brasileiras de formacao de professores e avaliacao da educacao; investigar quais os documentos legais balizam a “implementacao” dos programas de formacao continuada e a politica de avaliacao para alfabetizacao no ambito nacional e na rede municipal de ensino da cidade de Campina Grande-PB; examinar os processos de (re)contextualizacao e (re)organizacao das praticas (formacao, planejamento, avaliacao, curriculo) tendo em vista as orientacoes das politicas do PNAIC e da ANA na rede municipal de ensino da cidade de Campina Grande; e analisar os processos de “atuacao da politica” do PNAIC e da ANA.Constata-se que o PNAIC e a ANA sao politicas sustentadas por pressupostos que visam mobilizar forcas no processo de governanca, vendo na educacao um espaco propicio para ampliacao dos lucros como um novo mercado disseminado pelo ideario neoliberal.A partir das vozes dos sujeitos foi possivel compreender o processo de traducao e interpretacao das politicas, evidenciado a partir de diferentes formas de “atuacao” dos mesmos no contexto de imposicao da performatividade, medida pelo desempenho, e do gerencialismo, provocando mudancas organizacionais e subjetivas.
  • IOLANDA DE SOUSA BARRETO
  • “A GUARDIÃ: um retrato histórico e (auto)biográfico de Maria Fernandes de Queiroga (Irmã Ana OSF) – 1949 a 2019
  • Data: 27/09/2019
  • Hora: 15:00
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  • Desenvolvida no ambito do Projeto Educacao e Educadoras na Paraiba do Seculo XX: praticas, leituras e representacoes, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre a Historia da Educacao da Paraiba – HISTEDBR/PB, vinculado ao Programa de Pos-Graduacao em Educacao (PPGE) da Universidade Federal da Paraiba (UFPB), esta pesquisa de doutoramento tem por objetivo geral compreender a trajetoria de vida da religiosa e educadora Maria Fernandes de Queiroga (Irma Ana), descortinando as especificidades de sua praxis educativa e de sua constituicao identitaria pessoal e profissional. A tese defendida e a de que Irma Ana teve uma atuacao profissional destacada, sobretudo, na formacao de professores da localidade de Catole do Rocha-PB e de outras cidades do seu entorno, enquanto o Curso Pedagogico se fez presente no Colegio Normal Francisca Mendes (CNFM), constituindo-se, ainda, ha mais de meio seculo, enquanto guardia do referido colegio, assim como dos valores confessionais e saberes educacionais apreendidos por meio da convivencia com diversos grupos-referencia, sobretudo as Irmas Franciscanas de Dillingen (Alemanha), ao mesmo tempo em que tem exercido o papel de divulgadora desses valores e saberes por meio de sua praxis educativa. O recorte temporal compreende o periodo entre 1949, quando Irma Ana inicia seus estudos no Curso Normal Regional na entao Escola Normal Dona Francisca Henriques Mendes, ate o ano de 2019 em que, alem de prestar assessoria administrativa e pedagogica no CNFM, se ocupa ainda com outras atividades educacionais e religiosas. A pesquisa orienta-se pelos referenciais teoricos da Nova Historia Cultural, se insere na abordagem (Auto)biografica e toma por suporte metodologico a Historia Oral, utilizando-se de fontes orais: as narrativas de memoria da biografada e entrevistas com professoras que foram suas alunas; fontes escritas e imageticas: cadernos, textos (auto)biograficos, documentos oficiais do colegio e ainda livros, fotografias e outros materiais referentes a historia da biografada, a historia de Catole do Rocha, das Irmas Franciscanas de Dillingen e do CNFM. Nesse sentido, com base em uma minuciosa investigacao e na analise e interpretacao das fontes, a historia de Irma Ana sera construida a partir da ressignificacao advinda da revelacao de suas proprias memorias, com enfoque principal para a sua praxis educativa, a qual certamente esta vinculada as suas experiencias de vida pessoal.
  • MARIA FABRÍCIA DE MEDEIROS
  • PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: uma análise da construção da identidade negra da criança nos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de João Pessoa.
  • Data: 11/09/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa investiga as Praticas Pedagogicas e Relacoes Etnico-raciais: uma analise da construcao da identidade negra da crianca nos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola publica da cidade de Joao Pessoa. Tem como objetivo principal analisar as praticas pedagogicas das professoras voltadas para as relacoes etnico-raciais e suas possiveis influencias para a construcao da identidade negra das criancas nos primeiros anos do Ensino Fundamental de uma escola publica no municipio de Joao Pessoa - PB. Os sujeitos da pesquisa foram duas professoras, criancas que estavam na faixa etaria de idade entre 6 e 8, nos dois primeiros anos da escola, sendo: 22 (10 meninas e 12 meninos) em uma sala e 21 (12 meninas e 09 meninos) em outra; Em ambas turmas haviam criancas negras e brancas. A pesquisa foi qualitativa, etnografica, os instrumentos de coleta de dados foram questionarios aplicados com as professoras, observacoes participantes, videogravacao, diario de campo, fotografias e conversas informais com as criancas, a analise dos dados pautou-se na Analise de Conteudo, (BARDIN, 2009), tecnicas da analise microgenetica (BRANCO E KELMAN, 2004). Partiu do principio que a construcao da identidade negra das criancas sofre forte e direta influencia da pratica pedagogica das professoras, uma vez que nao se separa o ser profissional do ser pessoal, englobando, portanto, suas aprendizagens adquiridas durante a vida, entao, sua propria identidade e/faz parte de suas acoes cotidianas dentro da escola. A crianca que por sua vez esta em processo de construcao de sua identidade e esta depende diretamente das primeiras e intensas interacoes sociais que acontecem basicamente na familia e na escola, e sabendo-se que observam os adultos e os imitam, poderao consequentemente negar, afirmar e/ou ressignificar sua identidade negra ja iniciada e direcionada no ambiente familiar neste contato diario com suas professoras. Assim, evidencia-se que os resultados da pesquisa indicaram que a formacao inicial e continuada dos professores no que concerne o tema em questao ainda e uma formacao ineficiente e que privilegia os resultados quantitativos, nao consegue dar conta de preparar seus profissionais para lidar com as diversidades e com temas complexos e necessarios as reais demandas sociais. Dessa forma e oportuno dizer que encontrei professoras comprometidas e que suas praticas referentes ao tema proposto nesta tese respaldam-se muito mais em suas construcoes ao longo da vida. Percebeu-se que as criancas ainda tao pequenas em sua maioria ja carregavam consigo representacoes sociais bastante marcantes sobre a representatividade de cor e caracteristicas fisicas das pessoas negras que nao foi demonstrado ate serem provocadas/confrontadas durante as oficinas interativas, desse modo constatou-se que a construcao da identidade das criancas negras ja vem sendo elaborada antes mesmo de ingressar na escola, a partir de suas vivencias familiares e sociais, e que estas exercem forte influencia na formacao de uma identidade que nega-se e nao se reconhece. Posteriormente atraves especialmente das praticas pedagogicas das professoras, as criancas passaram do estado de negacao para a autoafirmacao, ressignificando suas identidades.
  • MARIA FABRÍCIA DE MEDEIROS
  • PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: uma análise da construção da identidade negra da criança nos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de João Pessoa.
  • Data: 11/09/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa investiga as Praticas Pedagogicas e Relacoes Etnico-raciais: uma analise da construcao da identidade negra da crianca nos anos iniciais do ensino fundamental de uma escola publica da cidade de Joao Pessoa. Tem como objetivo principal analisar as praticas pedagogicas das professoras voltadas para as relacoes etnico-raciais e suas possiveis influencias para a construcao da identidade negra das criancas nos primeiros anos do Ensino Fundamental de uma escola publica no municipio de Joao Pessoa - PB. Os sujeitos da pesquisa foram duas professoras, criancas que estavam na faixa etaria de idade entre 6 e 8, nos dois primeiros anos da escola, sendo: 22 (10 meninas e 12 meninos) em uma sala e 21 (12 meninas e 09 meninos) em outra; Em ambas turmas haviam criancas negras e brancas. A pesquisa foi qualitativa, etnografica, os instrumentos de coleta de dados foram questionarios aplicados com as professoras, observacoes participantes, videogravacao, diario de campo, fotografias e conversas informais com as criancas, a analise dos dados pautou-se na Analise de Conteudo, (BARDIN, 2009), tecnicas da analise microgenetica (BRANCO E KELMAN, 2004). Partiu do principio que a construcao da identidade negra das criancas sofre forte e direta influencia da pratica pedagogica das professoras, uma vez que nao se separa o ser profissional do ser pessoal, englobando, portanto, suas aprendizagens adquiridas durante a vida, entao, sua propria identidade e/faz parte de suas acoes cotidianas dentro da escola. A crianca que por sua vez esta em processo de construcao de sua identidade e esta depende diretamente das primeiras e intensas interacoes sociais que acontecem basicamente na familia e na escola, e sabendo-se que observam os adultos e os imitam, poderao consequentemente negar, afirmar e/ou ressignificar sua identidade negra ja iniciada e direcionada no ambiente familiar neste contato diario com suas professoras. Assim, evidencia-se que os resultados da pesquisa indicaram que a formacao inicial e continuada dos professores no que concerne o tema em questao ainda e uma formacao ineficiente e que privilegia os resultados quantitativos, nao consegue dar conta de preparar seus profissionais para lidar com as diversidades e com temas complexos e necessarios as reais demandas sociais. Dessa forma e oportuno dizer que encontrei professoras comprometidas e que suas praticas referentes ao tema proposto nesta tese respaldam-se muito mais em suas construcoes ao longo da vida. Percebeu-se que as criancas ainda tao pequenas em sua maioria ja carregavam consigo representacoes sociais bastante marcantes sobre a representatividade de cor e caracteristicas fisicas das pessoas negras que nao foi demonstrado ate serem provocadas/confrontadas durante as oficinas interativas, desse modo constatou-se que a construcao da identidade das criancas negras ja vem sendo elaborada antes mesmo de ingressar na escola, a partir de suas vivencias familiares e sociais, e que estas exercem forte influencia na formacao de uma identidade que nega-se e nao se reconhece. Posteriormente atraves especialmente das praticas pedagogicas das professoras, as criancas passaram do estado de negacao para a autoafirmacao, ressignificando suas identidades.
  • JOELITON FRANCISCO SOUSA DE PAULO
  • ATUAÇÃO DOCENTE COM ESTUDANTES SURDOS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
  • Data: 03/09/2019
  • Hora: 13:30
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  • O tema da educacao de surdos tem sido frequentemente debatido no campo dos Estudos Culturais da Educacao, tendo como foco o processo de escolarizacao destes estudantes na educacao basica. Neste trabalho, buscamos analisar como os professores ouvintes vinham conduzindo a escolarizacao de estudantes surdos nos anos iniciais do ensino fundamental no municipio de Pedras de Fogo-PB. O locus de investigacao foram 02 (duas) escolas regulares da rede municipal, e participaram desta pesquisa 02 (duas) professoras ouvintes. Para realizacao da investigacao foi utilizada a pesquisa qualitativa com abordagem metodologica fundamentada na analise de conteudo, tendo como tecnica para coleta de dados a entrevista semiestruturada. Na analise dos dados foram extraidas 03 (tres) categorias principais: concepcoes sobre o ser surdo, abordagem educacional, e filosofia bilingue. A analise revelou o despreparo das docentes para atuar com os estudantes surdos em sala de aula, apresentando que as mesmas veem seus alunos surdos apenas pela deficiencia, baseadas num modelo medico-terapeutico. Alem de utilizarem uma abordagem oral em sala de aula e desconhecerem as contribuicoes da educacao bilingue para surdos. A pesquisa evidencia a necessidade atual de se rever a formacao docente, pensando estrategias para uma educacao que ofereca o reconhecimento dos aspectos culturais, identitarios e linguisticos dos estudantes surdos.
  • FLÁVIA SOUSA DE SENA
  • A Educação de Jovens e Adultos e suas possibilidades no Plano Municipal de Educação do Conde/PB (2015-2025)
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 20:00
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  • A presente pesquisa investiga questoes da Educacao de Jovens e Adultos e suas possibilidades no Plano Municipal do Conde (PB), com recorte nas series iniciais, referente aos ciclos de alfabetizacao. Traz como foco de atencao as caracteristicas do compromisso do poder local com a Educacao de Jovens e Adultos. Busca-se identificar a discussao da educacao de Jovens e Adultos junto as acoes desenvolvidas pela rede de ensino municipal do Conde (PB), no ambito do Plano Municipal de Educacao (2015-2025), de acordo com as metas do PNE (2014-2024). Para alcancar tal entendimento, foi necessario buscar compreender as caracteristicas inerentes aos processos de enraizamento do compromisso do poder local em espacos de Educacao de Jovens e Adultos, bem como, conhecer as acoes desenvolvidas pela rede de ensino do Conde (PB) no ambito do PME (2015-2025) com comprometimento com a educacao de Jovens e Adultos. Adotou-se a pesquisa qualitativa como fio condutor do estudo, no ambito de uma pesquisa exploratoria, elegendo, no percurso, o metodo indiciario, para a elucidacao dos problemas levantados. A fase de levantamento de dados transcorreu numa perspectiva dialogal freireana, percorrendo o territorio pesquisado, ouvindo os sujeitos da pesquisa, com temas iniciados a partir de questoes abertas, no intuido de encontrar, ou nao, indicios dos elementos buscados na pesquisa. Os dados foram adquiridos atraves de anotacoes em diario de campo, de entrevistas semiestruturadas, com tecnicos da secretaria de educacao municipal e educadores, bem como, atraves de grupos focais com alunos que representam uma possivel demanda para a EJA. Constatamos que os processos de aquisicao da leitura e da escrita, que devem se associar aos ciclos de alfabetizacao da EJA, sao aspectos importantes para a existencia e materializacao das metas do Plano Municipal de Educacao para esta modalidade de ensino, ja que, a alfabetizacao e o letramento de adultos sao partes importantes nos processos de permanencia e continuidade da demanda existente entre os interessados do municipio.
  • ERICA JAQUELINE SOARES PINTO DE SA
  • RELAÇÕES DE GÊNERO NA CARREIRA ACADÊMICA EM ENGENHARIA CIVIL
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 15:00
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  • Esta pesquisa, integrante de um projeto financiado pelo CNPq, teve o objetivo de analisar como as relacoes de genero podem condicionar a carreira do magisterio superior de mulheres do curso de Engenharia Civil de uma Instituicao Federal de Ensino Superior (IFES) nordestina. O referencial teorico que informa a pesquisa situa-se na confluencia dos estudos de genero, ciencia e tecnologia e carreira academica. A pesquisa e qualitativa e engloba 10 professoras e 3 professores. Metodologicamente seguiu quatro etapas. A primeira consistiu no levantamento do ingresso de mulheres no respectivo departamento, ao longo de sua existencia, e de sua composicao atual por sexo, junto ao Sistema Integrado de Gestao de Atividades Academicas – SIGAA e no proprio departamento. A segunda envolveu a busca e analise dos curriculos Lattes do CNPq de todos/as os/as docentes ativos/as: 10 mulheres e 32 homens. A terceira comparou os curriculos de 3 professoras e 3 professores com ingresso equivalente na carreira para vislumbrar possiveis desigualdades entre os sexos quanto ao “poder cientifico” e “poder universitario”, categorias de Pierre Bourdieu. A quarta e ultimo passo consistiu na realizacao e analise de entrevistas com 3 professores e as 10 professoras do departamento, para verificar os condicionantes de genero em suas trajetorias docentes e cientificas. Observou-se que, ainda que o departamento tenha integrado mais mulheres nos ultimos anos, especialmente a partir de 2008, confirma-se a tese de que a carreira docente das professoras do curso de Engenharia Civil da IFES e dificultada pela socializacao de genero, que naturaliza as desigualdades a partir das diferencas sexuais, perpetuando a divisao sexual do trabalho. Ademais, a cultura androcentrica da academia e da ciencia se concretiza em limites palpaveis e/ou sutis a valorizacao e progressao das mulheres, o que se agrava na Engenharia Civil, campo masculino. A analise comparativa mostra que os homens crescem mais, especialmente no “poder cientifico” e, quando nao se destacam, nao se sentem cobrados ou preocupados com a baixa produtividade, o que nao acontece com as mulheres. Elas enfrentam, sobretudo, os desafios de constantemente provar competencia, transitando entre a reproducao e a quebra de estereotipos masculinos, alem da conciliacao entre carreira e maternidade. Umas reconhecem isso como desafios de genero, outras nao, mas, de maneira geral, mostram que gostam do que fazem e sao autoconfiantes, determinadas e nao se intimidam, o que aponta para uma quebra de padroes do que se espera socialmente para as mulheres. Algumas, apesar de reproduzirem estereotipos masculinos, questionam as praticas rigidas do curso e valorizam aspectos mais humanisticos. E possivel concluir que a participacao crescente das mulheres na Engenharia Civil pode contribuir para modificar a estrutura androcentrica e patriarcal do campo.
  • RENALLY XAVIER DE MELO
  • (DIZ)CONTROLE: A PSICOLOGIA ENTRE A SUBJETIVAÇÃO E O PODER
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 10:00
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  • Este estudo busca problematizar os discursos dos professores em torno dos encaminhamentos acerca das solicitacoes para acompanhamento psicologicos dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Mota. Tendo como base um estudo de carater qualitativo visando o metodo processual da Sociologia de Nobert Elias. Para a discussao teorica nos apoiaremos na Sociologia Processual e na Psicanalise, tais teorias serao pensadas a partir de suas contribuicoes ao campo dos Estudos Culturais da Educacao. Para tanto a pesquisa analisara os discursos dos docentes a partir de observacoes participantes e entrevistas semi- estruturadas. Tal pesquisa parte da premissa que alem dos conhecimentos das teorias psicologicas o inconsciente do docente faz parte do processo do encaminhamento da crianca ao servico de psicoterapia, cuja fantasia do docente fara parte da inter-relacao estabelecida para com a crianca. Tais encaminhamentos acabam por revelar as formas de poder que as sociedades modernas acabam por exercer sobre o processo civilizador humano.
  • MARIA DE FATIMA RICARDO DOS SANTOS
  • A MEDIAÇÃO DE CONFLITOS: UMA POSSIBILIDADE PARA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS.
  • Data: 29/08/2019
  • Hora: 10:00
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  • A violencia na escola tem se revelado um problema de saude publica e de direitos humanos, na medida em que fere a integridade fisica e psiquica e a dignidade da pessoa humana, produz processos de discriminacao social, exclusao educacional e sofrimento humano. E funcao social da escola, promover o desenvolvimento da personalidade, a sociabilidade e a convivencia social, alem de formar o cidadao para uma cultura de paz e direitos, alem do acesso igualitario a escolarizacao. Torna-se tema da agenda internacional dos direitos humanos o direito a educacao para uma cultura de paz, democracia e direitos humanos, nos momentos em que o mundo conhece as graves violacoes aos direitos humanos. As manifestacoes da violencia nos distintos espacos sociais e institucionais movem cidadaos e nacoes a agir em nome da vida. Na escola, a violencia se expressa desde a violacao dos direitos fundamentais, como o direito a educacao, seja no acesso, permanencia e sucesso escolar, ate as formas de violencia fisica e sutil, material e simbolica. A pesquisa teve como objetivo geral, investigar a mediacao de conflito como uma possibilidade de acao educacional no campo da educacao em e para os direitos humanos, presente na formacao continuada de professores da educacao basica. Como objetivos especificos pretenderam-se: conceituar o entendimento contemporaneo do problema da violencia na e da escola e suas manifestacoes no contexto escolar exercendo impactos na vida, cultura escolar e no processo de ensino e aprendizagem, objeto da Decada da cultura de Paz; contextualizar a decada e a politica nacional de educacao em direito humanos de modo a dialogar com as Diretrizes Nacionais para a Formacao de Professores e as experiencias de mediacao escolar; investigar a mediacao de conflitos como um dos eixos da formacao para a educacao em e para os direitos humanos, a partir da experiencia do Projeto “Na escola com respeito”. Trata-se de uma pesquisa bibliografica e documental com recorte num projeto de formacao continuada realizado com escolas municipais de Joao Pessoa tendo como eixo a prevencao da violencia na escola. A pesquisa comprova a relevancia da mediacao escolar como estrategia de formacao de professores com vistas da prevencao da violencia e promocao da cultura de paz na escola.
  • SABRINA GRISI PINHO DE ALENCAR
  • A repercussão da extensão universitária e o acesso ao ensino superior: o caso do Intensivo Pré-Vestibular da UFPB
  • Data: 27/08/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa de doutorado investiga a relacao entre extensao universitaria e acesso ao ensino superior no Brasil. Nesse sentido, visa analisar as repercussoes do curso Intensivo Pre-Vestibular no acesso dos alunos da rede publica de ensino em cursos de graduacao da UFPB, no periodo de 2008 a 2012, caracterizando-se, assim, como uma pesquisa de cunho qualitativo assentada no caso do Projeto de Extensao Intensivo Pre-vestibular. A tese defendida e a de que o Projeto de Extensao Intensivo Pre-Vestibular, instituido pelo vies da Politica Publica inclusiva, propiciou uma acao democratizante de repercussao para dentro e fora dos muros das universidades, promovendo a transformacao individual e social de seus participantes. No intuito de comprova-la, delimitou-se o acesso, a inclusao e a formacao docente como categorias de analise, as quais dialogam com Freire e Boaventura, por fazerem parte de seus constructos teoricos a respeito da formacao do ser e da relacao da universidade com seu entorno, por meio do ensino, da pesquisa e da extensao. A fim de subsidiar teoricamente esta pesquisa, faz parte do quadro de referencias teoricos que se debrucam para compreender e discorrer sobre as politicas publicas e a democratizacao do ensino, como Santos (2003, 2004, 2005) e Freire (1967, 1969, 1985, 2001, 2006); estudiosos que atuam para escrever a historia do extensionismo brasileiro, dentre os quais Botome (1996), Gurgel (1986, 2002, 2003) e Nogueira (2000, 2003, 2005). Com relacao a dinamica da pesquisa, reflexao feita sobre seu objeto e a delimitacao e catalogacao do corpus selecionado, seguiu-se as referencias de Richardson (1999), Cellard (2008), Bardin (2011), entre outros, que tratam da aplicabilidade da metodologia cientifica e da analise do impacto de projetos e programas sociais. Apos a analise das fontes, constatamos que o cursinho Intensivo Pre-Vestibular, ao promover a articulacao entre a universidade e escolas publicas de ensino medio, possibilitou melhores condicoes de estudo para os alunos participantes do projeto, incluindo-os em um contexto formativo de maior acesso, inclusao e empoderamento, alem de ter se tornado em um excelente laboratorio didatico para o corpo docente – cuja repercussao social alcancada transformou a realidade de ensino-aprendizagem de alunos e professores - resultado do planejamento e das acoes executadas por toda a equipe de coordenadores e professores-bolsistas participantes desse projeto extensionista, ratificando, assim, a tese orientadora desta pesquisa.
  • ROSICLEIDE HENRIQUE DA SILVA
  • GOLPE CIVIL-MILITAR: APOIO DE ESTUDANTES, MULHERES E IMPRENSA
  • Data: 26/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho intitulado A atuacao dos estudantes de espectro “Direita” na Paraiba (1964-1968), tem como objetivo central compreender como os discursos dos estudantes conservadores a direita ganhavam forca na Paraiba com o episodio denominado “Revolucao de 64”. Tendo em vista que, majoritariamente, a producao acerca do periodo ditatorial na Paraiba voltou seu olhar sobre as manifestacoes de esquerda, nossa preocupacao em escrever sobre a atuacao dos estudantes de espectro “direita” esta relacionada a uma narrativa no contexto da Ditadura Militar que nos permita pensar para alem do que a historiografia tradicional evidencia acerca das narrativas de cunho esquerdista. Assim, trazer a baila outras versoes acerca desses acontecimentos se faz importante no sentido de entender como o discurso conservador ganhou forca na Paraiba atraves dos estudantes conservadores a direita, percebendo como essas manifestacoes foram representadas nos jornais e nos depoimentos dos que vivenciaram aquele periodo. Seguindo essa linha de pensamento e que utilizaremos metodologicamente o conjunto de procedimentos da Historia Oral, tomando como fonte oral as entrevistas com os estudantes de espectro “direita” e das fontes escritas, os jornais (A Uniao, O Norte, Correio da Paraiba e Diario da Borborema). Tambem nos apropriaremos do paradigma indiciario apresentado pelo historiador italiano Carlo Ginzburg, no sentido de compreendermos os “indicios” importantes no processo da investigacao historica. A apropriacao de conceitos necessarios a construcao do nosso estudo esta relacionada aos conceitos de cultura politica tendo como base os autores Bernstein, Motta e Gomes, como tambem o conceito de representacao enveredado nos caminhos da historia cultural a partir do historiador Roger Chartier. Na discussao sobre memoria contamos com a contribuicao de autores como Le Goff, Halbwachs, Bosi e Pollak.
  • PATRICIA FERNANDA DA COSTA SANTOS
  • O DIREITO À ESCOLA: UMA ANÁLISE A PARTIR DAS NARRATIVAS DE VIDA DE PESSOAS IDOSAS NÃO ALFABETIZADAS OU COM POUCA ESCOLARIDADE
  • Data: 09/08/2019
  • Hora: 09:30
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  • O estudo busca analisar por que pessoas adultas e idosas nao alfabetizadas ou com pouca escolaridade que residem em municipios da microrregiao de Cajazeiras, sertao paraibano, nao tem apresentado, em suas narrativas, interesse em frequentar a escola. A pesquisa esta situada no campo da Educacao de Jovens e Adultos mais especificamente no ambito das politicas publicas de escolarizacao. Essa problematica e evidenciada pela reducao dos indices de matriculas da EJA registrados anualmente com mais evidencia a partir de 2007. Os dados podem representar, entre outras situacoes, a negacao do acesso, por parte das redes publicas, com a reducao da oferta da modalidade, ou ainda, a baixa procura pela escola por parte do publico alvo. Considerando o exposto, trata-se de uma investigacao de cunho qualitativo e quantitativo que utiliza o levantamento bibliografico, a pesquisa documental e a pesquisa de campo como estrategias metodologicas. Para coleta de dados usamos entrevistas (estruturada e semiestruturada) como instrumentos. Nas duas etapas da pesquisa de campo conversamos com secretarios de educacao e/ou coordenadores da EJA e pessoas adultas e idosas nao alfabetizados ou com pouca escolaridade que nao estavam frequentando a escola. Buscamos os aportes interpretativos em autores da teoria critica, da educacao popular e em concepcoes que sao referencia nos estudos do cotidiano. Considerando o aporte teorico e as estrategias metodologicas realizamos uma triangulacao de dados constatando que as acoes destinadas a esse coletivo nao tem conseguido atingir seu objetivo final dado o paradoxo verificado ao relacionar o numero de matriculas registrado em face a demanda potencial. Considerando essa chave de leitura defendemos a seguinte tese: A escolarizacao nao e um caminho consensual nos projetos de vida de pessoas adultas e idosas nao alfabetizadas ou com pouca escolaridade que compoe o publico-alvo da EJA residente em municipios da microrregiao de Cajazeiras. As demandas e necessidades de leitura e escrita do contexto em que residem sao aspectos condicionantes para que essas pessoas sintam necessidade de procurar a escola para se alfabetizar ou retomar seu processo de escolarizacao.
  • CREUSA RIBEIRO DA SILVA LELIS
  • “UMA ESCOLA COM A NOSSA CARA”: EFEITOS POLÍTICOS NA (RE)ORGANIZAÇÃO DE UMA ESCOLA INDÍGENA.
  • Data: 07/08/2019
  • Hora: 09:00
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  • RESUMO Nesta pesquisa de doutorado, foram apresentados os resultados de uma investigacao desenvolvida em uma escola publica municipal, localizada na Comunidade do Catu, no municipio de Canguaretama – RN. O objeto de estudo da pesquisa consiste nas politicas publicas para Educacao Escolar Indigena, principalmente a Resolucao n. 3/1999, que fixou Diretrizes Nacionais para o funcionamento das escolas indigenas e a Resolucao n. 5/2012, a qual definiu Diretrizes Curriculares para a Educacao Escolar Indigena na Educacao Basica. Esse estudo teve como objetivo analisar os efeitos das politicas educacionais indigenas na organizacao administrativa e pedagogica da Escola Municipal Joao Lino da Silva. Para tanto, foi necessario caracterizar a educacao indigena a partir da contextualizacao do Estado e das politicas publicas direcionadas a ela; contextualizar historica e politicamente o processo de formacao da referida instituicao de ensino e descrever o processo de organizacao da Escola, as politicas publicas e as acoes educativas desencadeadas junto aos indigenas do Catu-RN. A metodologia desenvolvida foi caracterizada por uma abordagem qualitativa, cuja estrategia de investigacao foi o metodo do estudo de caso, que teve como finalidade compreender a realidade pesquisada, por meio de entrevistas semiestruturadas com os atores envolvidos, observacoes participantes e analise documental. Como modelo de analise, empregou-se o Ciclo de Politicas, formulado por Richard Bowe, Stephen Ball e Anne Gold (1992) e ampliado por Ball (1994). No que se refere aos resultados da pesquisa, foi possivel identificar aspectos relacionados a questao norteadora do estudo, dentre eles: a) a trajetoria das politicas publicas para educacao indigena passou por um processo de (re)interpretacao e (re)contextualizacao, nos diferentes contextos das politicas em atuacao na Escola investigada, como sejam: contexto da influencia, contexto da producao do texto, contexto da pratica, contexto dos resultados e efeitos e contexto das estrategias politicas; b) o contexto politico estava mudando a organizacao escolar, sobretudo no fortalecimento e na preservacao da identidade indigena, principalmente, no que dizia respeito ao curriculo diferenciado, a proposta de uma gestao democratica, ao ensino da lingua Tupi, a interculturalidade e a vivencia da danca do Tore, enquanto processo educativo, religioso e cultural. Constatou-se ainda a importancia de serem organizadas estrategias politicas, a exemplo da formacao continuada Saberes Indigenas na Escola, para que a comunidade escolar possa assumir seu compromisso com os principios que norteiam a Educacao Escolar Indigena.
  • DAFIANA DO SOCORRO SOARES VICENTE CARLOS
  • ÉTICA EM PAULO FREIRE: UMA ALTERNATIVA PARA O ENSINO RELIGIOSO BRASILEIRO
  • Data: 31/07/2019
  • Hora: 14:00
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  • A questao secular da educacao religiosa ganhou forca no inicio do Seculo XX, em torno do debate sobre o Ensino Religioso (ER), no ambito da escola publica e laica, sobretudo, no atual estagio de nossa historia em que a questao religiosa tem reaparecimento quer seja como um problema social relevante quer seja um fenomeno humano que suscita a curiosidade cientifica. Uma via de enfrentamento desse assunto consiste em tratar a questao religiosa por meio do ensino religioso na escola publica, a partir de um parametro etico. Ocupando-se desse assunto, a pesquisa de doutorado teve como objeto o discurso etico da pedagogia freireana; e como tese a assertiva de que a nocao de etica presente nos escritos pedagogicos freireanos apresenta-se como uma alternativa para o Ensino Religioso no Brasil. A fim de defender essa tese, adotei a abordagem teorico-metodologica da arqueologica do discurso (FOUCAULT, 2008; ALCANTARA; CARLOS, 2013). Antes da analise do objeto, foi realizado um levantamento da producao de teses sobre a questao central da pesquisa a partir dos descritores ‘Ensino Religioso’ e ‘Etica’, para situar o objeto no ambito da producao academica; e um mapeamento dos escritos freireanos publicados no Brasil, a fim de identificar textos-fonte relevantes para a analise e a descricao da ordem do discurso freireano sobre a etica, tendo em vista a defesa da referida tese. Eu localizei cinco escritos freireanos, representativos da ordem do discurso pedagogico freireano: Educacao como pratica da liberdade (1967); Pedagogia do oprimido (1987), Acao cultural para liberdade e outros escritos (1981); Extensao ou comunicacao? (1983); e Os cristaos e a libertacao dos oprimidos (1978). A escavacao dessas fontes aconteceu, inicialmente, mediante o significante etica; e, posteriormente, o termo religiao. A partir do conceito-chave etica foi possivel explicitar o significado de etica, vinculado intimamente a ideia do homem como homem; e de seus constituintes, relacionados a vocacao de os seres humanos serem ontologicamente sujeito, produtivo, criativo, critico e integrado ao cotidiano e a historia. Nessa perspectiva, as relacoes homem-homem, homem-cultura, homem-historia, homem-sociedade se situaria em um horizonte historico etico quando efetivamente considerasse a vocacao ontologica de o ser humano ser homem. Alem disso, a analise permitiu explicitar os elementos enunciativos antropologico-filosofico (a cultura e o logos), historico-sociologico (o tempo, a classe e o poder) e sincretico-religioso (o magico e sagrado) como os principais dominios reguladores da ordem discursiva freireana sobre o significado de etica, seus constituintes e seus enlacamentos com a questao religiosa. Portanto, conclui-se que o conjunto de achados encontrados no processo de escavacao dos referidos escritos pedagogicos freireanos, confirmou e demonstrou a tese de que a nocao de etica, tecida na ordem do discurso freireano, apresenta-se como um parametro alternativo do trabalho educativo sobre o ensino religioso no espaco laico da educacao publica brasileira.
  • ANTONIS PEREIRA DA SILVA
  • “AS IDENTIDADES DOS SUJEITOS DA EJA: UM ESTUDO NAS PRODUÇÕES ACADÊMICAS DA ANPED
  • Data: 21/06/2019
  • Hora: 15:00
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  • Esta pesquisa propoe-se a analisar a constituicao dos sujeitos da EJA nos artigos cientificos da Associacao Nacional de Pos-Graduacao e Pesquisa em Educacao – ANPED, sobretudo no Grupo de Trabalho 18, que compreende a Educacao de Pessoas Jovens e Adultas, no periodo compreendido de 2003 a 2010. O trabalho desvenda as experiencias, vivencias, resistencias dos sujeitos dessa modalidade de educacao, mostrando a maneira como as identidades desses sujeitos sao construidas e reconstruidas, mediante diferentes perspectivas, ha um objetivo em comum, que e a busca por melhoria de vida. A pesquisa foi embasada na abordagem qualitativa e quantitativa, utilizando como tecnicas mapeamentos, ordenacao, classificacao, sistematizacao e analise de dados com suas categorias. As categorias de analise foram: (a) Sujeito; (b) Associacao Nacional de Pesquisa em Pos-Graduacao; (c) Educacao (d) Educacao de Jovens e Adultos. O metodo utilizado foi a analise do conteudo na perspectiva de Laurence Bardin (2011) e Maria Laura Publisi Barbosa Franco (2008). Ancorada no campo da Educacao Popular, as identidades dos sujeitos da Educacao de Jovens e Adultos- EJA tem suas marcas trazidas pela luta, com um vies de classe social demarcado pela sociedade capitalista do mundo atual.
  • SIMONE JOAQUIM CAVALCANTE
  • Experiências e saberes de vida em narrativas de mulheres negras
  • Data: 19/06/2019
  • Hora: 09:00
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  • RESUMO A revisao da producao academica a respeito dos saberes e dos processos educativos nao escolares das mulheres negras idosas e um tema ainda pouco explorado nas pesquisas sobre Educacao e um desafio para as pesquisas academicas. Ao olhar para a realidade social, ve-se que esse e tambem um grupo de pouca ou quase nenhuma visibilidade. Diante desse panorama, o estudo partiu da seguinte pergunta: Como foram constituidos os saberes nao escolares de Luiza Lopes da Silva (Lalu) e Maria de Lourdes Ferreira Gomes ao longo de oito decadas de existencia? O objetivo desta pesquisa foi de compreender seus processos educativos nao escolares, a partir dos nucleos de sentidos: modos de ser mulher, sonhos interditados, saberes sobre as plantas, gosto pelas letras e trabalho comunitario. Lalu Lopes e Lourdes Ferreira, escolhidas como participantes e colaboradoras do estudo, apresentam pontos comuns em seus saberes nao escolares. Ambas nasceram na decada de 1930, conhecem os usos das plantas/ervas medicinais, oriundas do meio rural, sao filhas de agricultores, estudaram os primeiros anos da educacao basica e se autodeclaram negras. Elas tambem se diferenciam, sendo uma poetisa e a outra educadora popular, posicionando-se como sujeito feminino no mundo, nos seus modos de ser, agir e existir. Esta tese, realizada entre 2015 e 2019, baseou-se nas abordagens teorico-metodologicas da pesquisa narrativa articulada aos estudos feministas, balizados pela Epistemologia Feminista, e traz as narrativas e a valorizacao da experiencia das mulheres. Implica tambem o reconhecimento e a importancia dos saberes nao escolares protagonizados pelas mulheres sujeitos da pesquisa, evocados pela experiencia e transmutados na narrativa. A tese indica que investigar e compreender os processos educativos nao escolares, por meio das experiencias e da historia de vida dessas mulheres negras idosas, possibilita pensar em outras formas de produzir e de adquirir o conhecimento, em que a relacao aprender-ensinar nao se limita as estruturas institucionais formais, nas escolas e nos centros academicos nem se encerra nelas. Nas historias de Lalu Lopes e de Lourdes Ferreira e seus saberes, suas experiencias trazidas em suas narrativas rompem as barreiras do silencio social e academico e transpassam as fronteiras da invisibilidade na pesquisa em Educacao.
  • IZABEL CRISTINA MARTINS
  • POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO: ANÁLISE NO MOVIMENTO DA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO NA UFMA
  • Data: 04/06/2019
  • Hora: 09:00
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  • Este estudo tem como objeto de pesquisa a Política Pública de Educação do Campo, materializada através do curso de Licenciatura em Educação do Campo, ofertado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus III de Bacabal. O objetivo é analisar os riscos e as potencialidades que surgiram no decorrer do desenvolvimento das ações didáticas pedagógicas dele. No primeiro momento, procurou-se situar o contexto da pesquisa e a Educação do Campo no estado, para compreender o movimento que circunda o objeto de estudo. Trata-se de um estudo de caso, com abordagem qualitativa, ancorado em fontes bibliográficas que dão base teórica ao estudo em questão. Utilizou-se da roda de conversas e análise documental para a coleta de dados. Os eixos temáticos emergiram do estado da arte realizado nas produções sobre a temática. Os resultados da pesquisa apontaram para a materialização do curso, consolidada a partir do fortalecimento das ações, dos movimentos coletivos de lutas, realização de seminários, encontros e da produção acadêmica publicada, que se constituem em potencialidades para a Educação do Campo e para a formação do professor do campo no estado.
  • ANA LUCIA DE SOUSA
  • GÊNERO E SEXUALIDADE NA PRIMEIRA INFÂNCIA: Representações Sociais de Professoras da Educação Infantil
  • Data: 29/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho foi desenvolvido junto ao Programa de Pos- Graduacao em Educacao, do Centro de Educacao da Universidade Federal da Paraiba, vinculado a Linha de Pesquisa de Politicas Educacionais e ao Nucleo de Pesquisa e Estudos sobre a Crianca. A pesquisa buscou analisar as representacoes sociais docentes sobre Genero e Sexualidade na Educacao Infantil. Para atingir o seu objetivo principal, o presente trabalho desenvolveu uma pesquisa de carater qualitativo, cujo estudo empirico se deu entre 2018 e 2019, tendo como sujeitos 23 professoras atuantes em quatro Centros de Referencia em Educacao Infantil (CREI) localizados em bairros perifericos de Joao Pessoa/PB. A tese elaborada parte do pressuposto de que a escola constitui um espaco que legitima o silenciamento e/ou a negacao das questoes de genero e da sexualidade, persistindo/atraves na/da vigilancia e controle desses fenomenos na educacao infantil. Como instrumentos para a obtencao dos dados foram aplicados dois Questionarios (Questionario de Perfil e Questionario de Atuacao Docente), a Tecnica de Associacao Livre de Palavras alem do Diario de Campo. A analise e a interpretacao das informacoes coletadas foram desenvolvidas tomando por base a Analise de Conteudo atraves da analise categorial semantica e da analise interpretativa. Os resultados demonstram que as representacoes sociais docentes acerca do Genero e da Sexualidade no ambito da Educacao Infantil ainda sao influenciadas por estereotipos que embasam as concepcoes docentes e que a Escola enquanto instituicao ainda corrobora tanto para a negacao da sexualidade como para influenciar negativamente as relacoes de genero entre as criancas na Educacao Infantil. Compreende-se que se trata de um tema historicamente marcado por tabus e preconceitos podendo culminar em acoes e atitudes criadoras de estereotipos, que podem aprisionar criancas e infancias. Urge a necessidade de mudanca desses paradigmas, a partir da criacao de espacos discursivos e reflexivos com o intuito de contribuir para que os docentes possam enfrentar os desafios presentes no cotidiano dos CREI e suplantar as concepcoes arcaicas que fundamentam suas praticas pedagogicas. Entendemos que professoras e professores estao em constante formacao e provocar nesses profissionais um processo de reflexao continua sobre a relevancia do debate sobre a insercao das categorias genero e sexualidade no ambito da educacao de criancas pode significar um comprometimento com uma sociedade menos discriminatoria e violenta e mais justa e plural.
  • AMANDA SOUSA GALVÍNCIO
  • A TRAJETÓRIA INTELECTUAL DE EUDÉSIA VIEIRA NO SÉCULO XX: educação, feminismos e história pátria (1921-1955).
  • Data: 28/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa de doutorado tem como objetivo principal compreender a trajetoria intelectual da professora, medica, historiadora e poetisa Eudesia Vieira. O argumento desta tese e que Eudesia Vieira figurou como mediadora cultural das causas femininas e feministas na Paraiba, defendendo o modelo feminino da nova mulher, conciliando a figura da mulher tradicional e da mulher progressista. O recorte temporal deste estudo toma como referencia as datas de publicacoes de seus dois livros de historia patria: Pontos de Historia do Brasil de 1921 e de Terras dos Tabajaras 1955. Para tanto, se utilizou como fontes os textos de sua autoria, como, por exemplo: artigos em jornais e revistas, autobiografia, poesias e livros didaticos. Alem dessas, tambem se investigou as biografias, os verbetes biograficos e as pesquisas academicas que trataram da sua contribuicao intelectual, bem como textos produzidos por outros/as intelectuais da epoca sobre os temas abordados neste estudo. Os referenciais da hermeneutica historica e dos estudos feministas auxiliaram com a elaboracao metodologica da pesquisa e com a interpretacao das fontes selecionadas. As categorias de intelectuais e de genero possibilitaram, de modo geral, compreender como as mulheres se inseriram nos espacos intelectuais do periodo e, de modo particular, como se deu a presenca de Eudesia Vieira nos lugares ainda marcados pela figura masculina. Diante disso, se perquiriu o itinerario de formacao da personagem, se identificando a forte presenca da religiao catolica na educacao das mulheres do periodo e a sua participacao nas redes de sociabilidade, como, por exemplo: Escola Normal da Paraiba, Associacao dos Professores Primarios, Instituto Historico Geografico da Paraiba e Faculdade de Medicina do Recife, os quais lhe davam legitimidade para tratar dos temas feministas e educacionais em voga. Por fim, se buscou entender a geracao de escritoras contemporaneas a Eudesia Vieira e os temas que partilharam sobre: a defesa da participacao politica das mulheres, a educacao como regeneracao da nacao, a abolicao da escravatura e o ideal de paz das identidades brasileira e paraibana.
  • ROSILENE SILVA SANTOS DA COSTA
  • Relações étnico-raciais na educação infantil: contribuições da Teoria das Representações Sociais
  • Data: 28/05/2019
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa partiu do pressuposto que e na Instituicao de Educacao Infantil, embora nao exclusivamente, que se concretiza a negacao das manifestacoes raciais da populacao negra do Brasil, impondo as criancas negras o silenciamento e a invisibilidade. As questoes levantadas foram: como se apresentam as representacoes sociais de professores, professoras, gestores, orientadora pedagogica com relacao as criancas negras que frequentam a pre-escola sobre o racismo e de que forma(s) elas se incorporam aos discursos e praticas educativas desses profissionais no contexto de uma Escola Municipal de Educacao Infantil e Ensino Fundamental Professora Antonia do Socorro Machado? Neste sentido, buscamos elucidar elementos simbolicos atinentes a acao educacional desenvolvida no contexto estudado, bem como relaciona-los com representacoes circulantes na sociedade. A partir desta primeira questao surgem as demais: como os professores, professoras, gestores, orientadora pedagogica tratam cotidianamente a questao do preconceito e do racismo na educacao infantil? Como se da a mediacao desses profissionais da instituicao na educacao infantil em discussao e/ou conflitos etnico raciais? Como o racismo se manifesta e e tratado na educacao infantil da Escola Municipal de Educacao Infantil e Ensino Fundamental Professora Antonia do Socorro Machado? Com base nessas questoes, o estudo teve como objetivo geral analisar as representacoes sociais de professores e professoras gestores, orientadora pedagogica de educacao infantil sobre o racismo e suas manifestacoes na escola e como se da o enfrentamento desta questao na Escola Municipal de Educacao Infantil e Ensino Fundamental Professora Antonia do Socorro Machado. Reafirmando a importancia de realizacao de estudos em espacos educacionais, a pesquisa se apresenta como uma dentre outras oportunidades de construcao teorico-metodologica que visa construir possibilidades com relacao ao combate a discriminacao racial em escolas. Nesse sentido a tese que ora apresentamos e que a pouca incidencia ou ate mesmo a ausencia de um programa educacional antirracista, colabora para que a acao dos professores e professoras, gestores, orientadora pedagogica que estao na base de atuacao na Educacao Infantil tenham dificuldades na conducao de praticas educativas de enfrentamento do racismo, ao tempo em que contribui para as manifestacoes preconceituosas e discriminatorias no espaco da educacional infantil. A pesquisa esta baseada nas formulacoes conceituais de raca e etnia, entendidas como construcoes sociais, politicas, culturais e historicas. Privilegiamos na analise as contribuicoes dos autores Munanga, Milton Santos, Rosemberg, Cavalleiro, Abramowwicz, Dias, Gomes, Goncalves e Silva, Hasenbalg, Pinto, Bardin, Richardson, Moscovici, Jodelet, Abric, entre outros. Na construcao dos dados foram utilizados: levantamento e analise dos documentos; foi realizada observacao com registro em diario de campo, entrevistas com diretores, professores e outros profissionais da pre-escola. Alem disso, sera feito uma analise de conteudo dos textos utilizados na escola. Os resultados revelaram a existencia de dificuldades dos profissionais da instituicao em relacao a conducao de um trabalho que de maior visibilidade as criancas negras e as trate com igualdade de direitos com que sao tratadas as criancas brancas e essa maneira de vivenciar o espaco educacional impede a superacao da discriminacao racial sofrida por muitas criancas negras. Tal discriminacao leva as mesmas a desenvolverem um sentimento de inferioridade, de incapacidade, que contribui diretamente para o atraso em seu desenvolvimento pleno. A formacao continua dos professores e demais profissionais, assim com maior conhecimento do entorno da instituicao podem contribuir para a diminuicao da discriminacao racial na pre-escola, que apesar de todo a avanco na legislacao brasileira ainda precisamos percorrer um longo caminho para que se tenha um sistema educacional mais justo e igualitario.
  • CARMEM DOLORES ALVES
  • PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA COMO POLÍTICA PÚBLICA EDUCACIONAL E A DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL
  • Data: 28/05/2019
  • Hora: 09:00
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  • Essa tese se insere nos estudos acerca das Politicas Publicas Educacionais e da Diversidade Etnico-Racial. Nosso objetivo consiste em analisar a Politica Educacional do Recife (2015 a 2018) e a Relacao Publico-Privada, atraves de Programas e Projetos desenvolvidos pela Secretaria de Educacao (SE) do Recife e incidencia dessa relacao sobre o Eixo Diversidade Etnico-Racial, parte integrante da Politica de Ensino. Convem destacar que o objeto investigado emerge em um contexto historico de avancos e retrocessos apontando dificuldades de institucionalizacao das politicas de promocao da igualdade racial, e uma educacao antirracista. Assim, esse objeto vive contraditoriamente um momento politico mundial de conflitos acerca do paradigma voltado a valorizacao da diversidade e reeducacao das relacoes etnico-raciais, favorecendo a assimetrias entre grupos com distincao raciais. Tomamos com aporte teorico os estudos das categorias neoliberalismo, gerencialismo e uma analise sobre o papel do poder publico e da iniciativa privada a partir do pensamento gramsciano, com destaque para os conceitos de hegemonia, intelectual organico e contradicao. Enquanto metodologia adotamos a abordagem qualitativa, tendo como campo empirico seis escolas da Rede Municipal de Ensino do Recife (RMER) e oito sujeitos. Os instrumentos utilizados foram um questionario sondagem e entrevistas semi-estruturada; para analise dos dados utilizamos a perspectiva teorico-metodologica de Bardin (2009). A analise dos dados ressaltou, um fenomeno que favoreceu o esvaziamento do Eixo Diversidade Etnico-Racial em funcao do modelo gerencial hegemonico, ancorado no projeto neoliberal, que se configurou por intermedio de diversas questoes, dentre as quais destacamos: a modificacao gradativa das escolas da Rede Municipal de Ensino do Recife em unidades administrativas, sublinhando em sua proposta pedagogica o qual o resultado quantitativo se sobrepoe ao qualitativo, desconsiderando a diversidade como prioridade; incidencia dos objetivos dos Projetos e Programas privados (que vao de encontro a Politica de Ensino e ao Eixo-Diversidade). A hegemonia desses Programas e Projetos privados corroborou negativamente para a materializacao e consolidacao do Eixo-Diversidade Etnico-Racial e a construcao de uma educacao antirracista
  • FÁBIO TARGINO
  • O universo da prática docente se mostra um campo de possibilidades ao questionamento acerca do desenvolvimento do currículo e dos processos de ensino-aprendizagem na Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER), na perspectiva da população negra. Nossa preocupação se situa na conjuntura geopolítica do século XXI, caracterizada pela globalização e suas contradições, tais como xenofobias e racismos, evidenciados em conflitos, sobretudo, contra populações negras mediante aqueles que concebem uma sociedade monocultural. Esses conflitos têm implicações diretas na construção de sociedades pospostas pela exclusão social, como no caso do Brasil, em que a dimensão racial é elemento explicativo das situações de vulnerabilidade às quais são expostas as populações negras no país. Tendo entendido o papel estratégico da educação escolar como um direito e condição para enfrentamento das formas de preconceito e discriminação contra negros(as), nos perguntamos como estão sendo desenvolvidas estratégias didático-curriculares mobilizadas por professores(as) da Educação Básica para a promoção de processos de ensino-aprendizagem orientados para a Educação de Relações Étnico-Raciais que considerem os conteúdos formativos dispostos na Lei 10.639/03. Para alcançar o objetivo de responder a essa indagação, a qual constitui o fio condutor de reflexões que se tecem nesse estudo, temos como objetivos específicos: caracterizar estratégias didático-curriculares para a Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) praticadas por professores (as) da EB; compreender os significados atribuídos aos professores(as) às temáticas da ERER; identificar desafios didáticos para desenvolvimento de currículos para a ERER. No contexto da escola brasileira, desde a promulgação da Lei 10.639/03, há um esforço para consolidação de projetos educativos que promovam a superação do racismo que se encontra na estrutura cultural da sociedade brasileira, por meio do reconhecimento curricular de saberes culturais afro-brasileiros. O referencial teórico operado na pesquisa conta com contribuições advindas do debate didático-curricular, como Arroyo (2013), Sacristán (2010, 2013), Silva (2017) e Candau (2003, 2007, 2008, 2012, 2013); e do debate acerca das relações étnico-raciais, a exemplo de, Gomes (2013), Nascimento (2002) e Macedo (2016). A metodologia consistiu em um desenho exploratório, de caráter qualitativo e quantitativo, na busca de desvelar: os relatos e concepções de professores(as) acessados(as) através de questionário virtual; a relação entre concepções da ERER de professores(as) da Educação Básica e os processos de ensinoaprendizagem orquestrados a partir de estratégias didáticas e curriculares para a promoção da valorização da cultura afro-brasileira. A pesquisa contou com a participação de 66 docentes da educação básica, que responderam um questionário composto por 23 questões (fechadas e de múltipla escolha) sobre práticas desenvolvidas na temática da ERER e suas atribuições com base na Lei 10.639/03. Ao final do trabalho, conclui-se que, ainda que a Lei 10.639 demande uma nova formulação didático-curricular que valorize a contribuição do povo negro na História e Cultura da sociedade brasileira, a implementação da Lei, intrinsecamente, não garante as mudanças necessárias quanto ao respeito com a ERER no âmbito escolar. Ademais, quando os professores não obtêm formação adequada para trabalhar com a temática, problemática que se caracteriza como um dos principais desafios da ERER, mesmo após os 16 anos de consolidação da Lei.
  • Data: 23/04/2019
  • Hora: 09:00
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  • Didática. Currículo. Relações Étnico-Raciais.
  • OSMAR HELIO ALVES ARAUJO
  • FORMAÇÃO INICIAL DE COORDENADORES PEDAGÓGICOS: CONCEPÇÕES, IDENTIDADE PROFISSIONAL E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
  • Data: 11/04/2019
  • Hora: 10:00
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  • A formacao continua dos professores na educacao basica, no Brasil, tem sido efetivada, muitas vezes, de modo insuficiente, pontual e com implicacoes na promocao de uma aprendizagem produtiva e na permanencia dos alunos na escola. Esse quadro contribui sobremaneira para o reconhecimento de que a constituicao profissional de coordenadores pedagogicos, no tocante a formacao inicial e continua, saberes e praticas pedagogicas, e o seu papel, como professores formadores, precisam ser estudados em suas amplas dimensoes. O objeto de estudo desta pesquisa e a formacao inicial de coordenadores pedagogicos, tendo como referencia a construcao da sua identidade profissional e das praticas pedagogicas. O locus de investigacao foi a Rede Estadual de Ensino Medio do Ceara – 5ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educacao – Tiangua (CE). Objetivo geral: investigar a formacao inicial de coordenadores pedagogicos, tendo como referencia a construcao da sua identidade profissional e das praticas pedagogicas, a partir da literatura especializada sobre o tema e de reflexoes de coordenadores da Rede Estadual de Ensino Medio do Ceara, 5ª CREDE – Tiangua – CE; objetivos especificos: identificar e analisar os perfis, com foco na formacao inicial, continua e nas experiencias, que revelam ter os profissionais que atuam na coordenacao pedagogica na Rede Estadual de Ensino Medio do Ceara, 5ª CREDE – Tiangua – CE; analisar as concepcoes de coordenadores – Rede Estadual de Ensino Medio do Ceara, 5ª CREDE – Tiangua – CE – a respeito do seu trabalho como professores formadores e das suas praticas pedagogicas. A pesquisa foi desenvolvida a luz da abordagem qualitativa e fundamentada no materialismo historico-dialetico. Quatro profissionais de educacao ocupantes do cargo em comissao de coordenador escolar foram os sujeitos desta pesquisa. Utilizamos como instrumento de pesquisa a entrevista semiestruturada e, no tocante a analise dos dados, a analise de conteudo na perspectiva de Bardin (1977). Este estudo revelou que os coordenadores pedagogicos partem das suas experiencias teorico-praticas, em especial como docentes, para a construcao da sua identidade profissional, das praticas pedagogicas e mediacao do trabalho como professores formadores. Foi considerado, sobretudo, que na sua formacao inicial os elementos teorico-praticos, acerca da coordenacao pedagogica, foram esparsamente explorados e problematizados.
  • GIVANILDO DA SILVA
  • AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL PÓS-1988: uma análise no município de São Raimundo Nonato-PI
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • A pesquisa teve como objeto de estudo as politicas educacionais para a Educacao Infantil (EI) pos-1988, tendo como campo de pesquisa o municipio de Sao Raimundo Nonato (SRN), no estado do Piaui. O objetivo geral da pesquisa foi analisar as politicas educacionais para a EI no municipio de Sao Raimundo Nonato e os seus efeitos para o acesso e a qualidade do ensino ofertado. Os objetivos especificos foram: contextualizar historicamente o processo da EI no municipio de SRN; analisar a organizacao da EI no municipio de SRN; identificar as politicas educacionais existentes em SRN para a EI; e problematizar os efeitos da nao implementacao das politicas nacionais para a EI, especialmente o Proinfancia, e suas consequencias na oferta em SRN. A questao que norteou a pesquisa foi: quais sao as politicas educacionais para a EI no municipio de SRN e como elas incidem sobre a questao do acesso e da qualidade da educacao? A tese que se apresenta e a de que o regime de colaboracao no municipio de SRN nao foi desenvolvido na perspectiva de fortalecer as politicas educacionais para a concretizacao dos acordos firmados nos ambitos municipal e federal. A metodologia esteve pautada na abordagem qualitativa, tendo como metodo de pesquisa o estudo de caso. A tecnica de coleta de dados foi desenvolvida por meio da entrevista semiestruturada, na qual participaram 20 (vinte) sujeitos. Os dados foram analisados a partir da Analise de Conteudo. Os principais resultados apontados na pesquisa foram: a) sao cinco instituicoes que ofertam a EI no municipio, dessas tres sao oriundas de parcerias entre igrejas – Catolica e Assembleia de Deus - e o municipio, denominadas de filantropia e confessional, e duas publicas; b) a oferta da pre-escola atende grande parte da populacao, no entanto, a oferta de creche e minima, sendo apenas uma instituicao responsavel pela demanda, o que acaba gerando lotacao nas turmas; c) os diferentes governos municipais (1997-2020) estabeleceram estrategias para organizar a EI, a partir das necessidades locais e das politicas nacionais; d) as condicoes de oferta ainda sao incipientes, pois as escolas nao sao estruturadas (predio e materiais pedagogicos) de modo que possam atender a todas as demandas da EI; e) as gestoras das instituicoes avaliaram que a EI de SRN ainda necessita de muitos aspectos para melhorar, mas esta sendo direcionada em um caminho que pode levar ao sucesso dessa etapa escolar; f) o municipio foi contemplado com duas escolas do Proinfancia, no entanto, estas nao foram construidas devido a ma gestao, o que acabou acarretando em pendencias junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educacao para angariar outras obras e dimensoes educacionais; g) as escolas do Proinfancia iriam fazer um grande diferencial na oferta de vagas de SRN, as quais poderiam ter uma politica de atendimento de educacao integral, assim como as criancas de bercario, a partir de 1 ano de idade; h) as politicas desenvolvidas atualmente dependem dos repasses financeiros do governo federal e dos programas que o municipio e contemplado para o desenvolvimento da EI local. A partir dos dados apresentados, pode-se afirmar que o regime de colaboracao nao esta sendo realizado na perspectiva de fortalecer as politicas educacionais para a concretizacao dos acordos firmados nos ambitos municipal e federal. No caso da EI em SRN, as condicoes de oferta para a area precisam ser melhoradas e a expansao de vagas se configura como uma questao norteadora para a politica local.
  • WALBERTO BARBOSA DA SILVA
  • UM CÉREBRO, BILHÕES DE NEURÔNIOS, MILHÕES DE FUNÇÕES, CINCO MENTES APRENDENTES E UM FUTURO QUE JÁ É PRESENTE
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • A tese objetiva mapear estruturas da cognição humana, construídas nas relações teóricas entre Ciências Cognitivas e Educação. O fio condutor da pesquisa foi a exploração da arquitetura biológica envolvida na aprendizagem humana para compreender o funcionamento cerebral no processo de ensino-aprendizagem. As categorias, a princípio, foram organizadas em forma de mapas mentais/conceituais, construídos no software CMAPTOOLS, desenvolvido no IHMC - Florida Institute for Human & Machine Cognition, pertencente à University of West Florida. O uso da ferramenta possibilitou expressar graficamente as estruturas conceituais e as categoriais entendidas como importantes ao estudo, no tocante a cognição e suas funções superiores e simples, descortinando plausibilidades científicas na pesquisa em educação. A metodologia empregada – que envolve mapear as categorias, estudá-las e interagi-las – nos proporcionou o entendimento de processos cognitivos envolvidos na aprendizagem formal. Os resultados obtidos pela interação das categorias se constituem base de uma plataforma informacional útil para que os docentes possam visualizar e refletir sobre a forma de selecionar e estruturar conteúdos ampliando o processo de aprendizagem próprio e dos seus alunos, numa perspectiva do cultivo das cinco mentes para o futuro propostas por Gardner (a mente disciplinada, a mente sintetizadora, a mente criadora, a mente respeitosa e a mente ética). Ao organizar as categorias ligadas à morfologia cerebral, às funções cognitivas e às mentes necessárias à educação do futuro, o estudo coloca à disposição de docentes elementos de reflexão sobre a necessidade de avançar no sentido de entender a importância da Neurociência cognitiva para a Educação e a imprescindibilidade de inovarem em suas práticas. Os resultados alcançados abrem novos horizontes científicos de pesquisa no âmbito educacional.
  • MAYAM DE ANDRADE BEZERRA
  • IDEÁRIOS PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: concepção docente em CREIs de João Pessoa-PB
  • Data: 29/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo trata de idearios pedagogicos que tem influenciado os discursos, as praticas, as politicas e a formacao na Educacao Infantil. A pesquisa esta orientada teoricamente em dois idearios no campo educacional: o hegemonico e o contra hegemonico. O estudo objetiva compreender como os idearios pedagogicos da Educacao Infantil perpassam a concepcao dos docentes em Centros de Referencia da Educacao Infantil do Municipio de Joao Pessoa-PB. A abordagem do materialismo historico-dialetico orientou a pesquisa, que buscou apreender a essencia do objeto investigado em sua existencia real e efetiva, ou seja, em sua concretude. Esse metodo permite uma aproximacao com o objeto de estudo para compreendermos as contradicoes manifesta no trabalho educativo, onde concluimos que a historia do objeto e o ponto de partida para compreender o movimento e desvendar suas contradicoes. A pesquisa empirica foi realizada em dois CREIS do municipio de Joao Pessoa-PB, com 10 professoras de Educacao Infantil que atuam nestas unidades. Para obtencao das informacoes, utilizamos como instrumento de pesquisa: a observacao participante e a entrevista semiestruturada. No tocante as consideracoes finais, constatamos diferentes idearios pedagogicos presentes na concepcao docente que refletem e reforcam praticas cristalizadas no ambito da educacao infantil, e evidenciam concepcoes que foram apropriadas no contexto ideologico que reproduzem modelos pautados em correntes teoricas vinculadas ao universo neoliberal e posmoderno, assim como elementos teoricos de uma concepcao contra hegemonica.
  • LUCIANE CARNEIRO DE SOUZA
  • AS PRÁTICAS EDUCATIVAS DAS EDUCADORAS DA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL 1º DE OUTUBRO SOB O OLHAR DA EDUCAÇÃO POPULAR DO CAMPO
  • Data: 28/03/2019
  • Hora: 10:00
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  • A questao central deste trabalho e investigar se as praticas educativas das educadoras da escola rural nao perpassam pela Educacao Popular e Educacao do Campo? Essa e a questao central deste trabalho, que analisa as praticas educativas especificamente das educadoras da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental 1º de Outubro, localizada no Assentamento Rural Dom Marcelo Pinto Carvalheira, no municipio de Mogeiro – Paraiba. A pesquisa assume como referencial teorico-metodologico a Educacao Popular e a Educacao do Campo na concepcao freiriana da praxis, a partir das categorias saberes culturais, dialogo e autonomia. Utiliza a perspectiva freiriana como base, devido ao uso do dialogo como meio de libertacao que cria possibilidades de transformacao social para o sujeito oprimido. Os caminhos percorridos pela abordagem metodologica da pesquisa qualitativa sao baseados na analise das entrevistas semiestruturadas, observacoes e pesquisa documental, e tem como sujeitos as educadoras da Escola 1º de Outubro e a coordenadora pedagogica das escolas do municipio de Mogeiro – PB, estas, por sua vez sao baseadas na perspectiva da Educacao Popular do Campo e relaciona como objetivo geral a analise das praticas educativas das educadoras da Escola em questao, na busca de identificar elementos da Educacao Popular do Campo no processo de aprendizagem dos educandos do Assentamento Rural Dom Marcelo, e como objetivos especificos, define observar se o cotidiano dos sujeitos do campo, suas identidades, vivencias e saberes estao sendo vivenciados nas praticas educativas dessas educadoras; identificar se as educadoras possuem conhecimento pedagogico da Educacao Popular e Educacao do Campo; e, reconhecer nas praticas das educadoras da Escola elementos e principios da Educacao Popular e Educacao do Campo. A partir da pesquisa, observa-se que a Escola possui problemas, como a falta de atencao da prefeitura em relacao a estrutura fisica da Escola, falta de transporte escolar para os educandos e falta de formacao da Educacao Popular do Campo para as educadoras, alem da nao participacao ativa dos pais com o compromisso escolar dos educandos. Por fim, compreende-se que, embora as educadoras da escola analisada nao tenham conhecimento aprofundado sobre a Educacao do Campo e Educacao Popular, usam o dialogo com os educandos e o dialogo entre a realidade do campo e o conteudo escolar nas praticas educativas utilizadas em sala de aula, o que contribui de maneira significativa no desenvolvimento educacional dos educandos.
  • TATIANA LILIA DO CARMO IRINEU
  • O CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA DO PRONERA/UFPB E A CONSTITUIÇÃO DA CONSCIÊNCIA CRITÍCA, EMACIPATÓRIA E DA AUTONOMIA DAS ESTUDANTES
  • Data: 27/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • A Educação do Campo emerge dos movimentos sociais camponeses que reivindicam do poder público políticas de educação para os sujeitos do campo. Nessa perspectiva, pensar em Educação do Campo é refletir sobre a realidade das pessoas que vivem principalmente nos assentamentos, por meio de um processo formativo significativo capaz de desenvolver sua consciência crítica e sua atuação política nos movimentos sociais do campo. Partindo-se desse contexto, foi desenvolvida essa pesquisa qualitativa com mulheres do campo, estudantes do PRONERA, com o objetivo de investigar sobre o Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal da Paraíba e da constituição da consciência critíca, emancipatória e da autonomia das estudantes. Para coleta de dados, utilizou-se o instrumento das entrevistas narrativas, a fim de traçar o perfil das estudantes, sua rotina na universidade, assim como obter informações relacionadas as suas histórias de vida e ao processo formativo constituído pelo Curso de Pedagogia. Desse modo, para estudar esse fenômeno, delimitou-se como método de análise o materialismo histórico-dialético, que auxiliou na compreensão das relações sociais e da importância do ensino superior dessas alunas. Os resultados obtidos das análises mostraram que as estudantes do PRONERA/PB ampliaram seus referenciais de mundo, pois novos valores foram agregados ao seu lugar de pertencimento e a sua consciência critíca. Com a mudança de concepções, as estudantes passaram a construir uma nova história de vida, saindo do lugar de “invisibilidade” social, reconhecendo-se como sujeitos importantes para o contexto social de um modo geral, e, em particular, para a realidade do campo e dos assentamentos, onde poderão atuar como agentes transformadoras de sua realidade familiar e local. Concluímos que o PRONERA vem proporcionando a elas valorização da autoestima, mais confiança e autoconhecimento para se enfrentar as dificuldades do cotidiano, bem como oportunizado experiências e aprendizados que lhes ajudarão a se colocarem como mulheres emancipadas e protagonistas de suas próprias história
  • ROGÉRIO DE ARAUJO LIMA
  • NARRANDO PARA NÃO ESQUECER: histórias e memórias da educação pública superior do Seridó norte-rio-grandense – NACCERES/UFRN (1973-1985)
  • Data: 20/03/2019
  • Hora: 14:30
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  • A ditadura civil-militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985 do Seculo XX, elegeu o setor educacional como um dos alvos prioritarios da sua intervencao. Nas Instituicoes de Ensino Superior, sob o pretexto de combate ao Comunismo e a grupos de esquerda, executou incontaveis atos de vies autoritario, dentre os quais: cerceamento do livre pensar, aposentadorias compulsorias, exilio, expurgos, perseguicoes ao movimento estudantil, desaparecimentos forcados e mortes. Embora exista uma historiografia educacional que se ocupa em registrar fragmentos dessa realidade, observa-se a preeminencia de estudos macros, acerca do que ocorreu nos grandes centros, nas sedes dessas instituicoes e em relacao a nomes consagrados da Academia, restando uma lacuna sobre a micro-historia da educacao nos campi do interior, e sobre integrantes da comunidade academica que nao tiveram suas acoes registradas pela historiografia oficial. E nesse contexto que se alberga o presente trabalho, cujo proposito e refletir sobre as historias e as memorias da educacao publica superior nos campi universitarios, limitando-se, por forca do lugar institucional de onde fala (CERTEAU, 2011), ao Serido norte-rio-grandense (1973-1985), a partir da primeira experiencia de interiorizacao do ensino superior da UFRN, por intermedio do Nucleo Avancado de Caico (NAC/UFRN), atualmente, Centro de Ensino Superior do Serido (CERES/UFRN). A investigacao que possibilitou a confeccao dessa escritura caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa (CHIZZOTTI, 2006; LANKSHEAR; KNOBEL, 2008), baseada em fontes documentais, orais e iconograficas, pautada pelo paradigma indiciario (GINZBURG, 1989), e amparada na metodologia da historia oral (ALBERTI, 2003; MEIHY; HOLANDA, 2014; POLLAK, 1989). Ao propor a reescrita da historia do NAC-CERES no periodo do regime militar (1973-1985), a presente pesquisa amplia o debate sobre o papel de Dinarte de Medeiros Mariz na criacao do NAC/UFRN; poe em xeque a proposicao de que essa instituicao fora decorrencia direta do CRUTAC/UFRN; questiona a narrativa segundo a qual Onofre Lopes foi responsavel pela interiorizacao do ensino superior no Serido potiguar; e aprofunda os estudos acerca da presenca da Assessoria de Seguranca e Informacoes (ASI/UFRN) no NAC-CERES. Contribui com a pesquisa historiografica ao produzir documentacao oral inedita, por meio de entrevistas com agentes sociais do NAC/CERES (alunos, funcionarios e professores), destacando acontecimentos que marcaram a criacao do Nucleo/Centro (1973). Trata-se, portanto, de um trabalho retrospectivo, porque rememora o discurso historiografico oficial, e prospectivo, porque traz, em sua tessitura, o alerta de que as ditaduras e seus excessos nao devem ser esquecidos.
  • NELMA REJANE OLINTO DE OLIVEIRA PEREIRA
  • A EDUCAÇÃO POPULAR NA CASA DOS SONHOS EM SANTA RITA – PARAÍBA
  • Data: 18/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • A presente pesquisa situa-se no ambito da Educacao Popular tendo como conceitos estruturantes o Cuidado, Emancipacao, Empoderamento, Autonomia e a Libertacao. A Casa dos Sonhos e um ambiente de producao de um saber popular e do nascimento de uma acao popular. Para nos, a medida que conhecemos tal organizacao, percebemos o envolvimento dos educandos e educadores na construcao de uma educacao popular progressista e libertadora. A Associacao representa um autentico movimento e lugar de Educacao Popular que concretiza os varios elementos da pedagogia freiriana e da perspectiva libertadora de pensadores e educadores latino-americanos. A Associacao Social Casa dos Sonhos possui o objetivo de contribuir na formacao de criancas, jovens e adultos na perspectiva do cuidado e da libertacao. A Associacao, localizada na comunidade Santo Amaro no municipio de Santa Rita, concede assistencia as pessoas dessa comunidade e se compromete com uma perspectiva educacional na qual os educandos sao verdadeiros agentes de seu processo de libertacao e emancipacao. Nessa perspectiva constituem-se como objeto de pesquisa as seguintes questoes: de que modo as acoes de leitura e escrita efetivadas pelo projeto socioeducativo da Associacao Casa dos Sonhos se configuram como praxis de Educacao Popular? Quais sao os elementos que a identificam como praxis de Educacao Popular? E como podemos perceber os conceitos estruturantes (cuidado, emancipacao e libertacao) nas acoes da Casa dos Sonhos? A partir desses questionamentos tracamos como objetivo geral: compreender o ponto de partida da praxis da Educacao Popular da Associacao Casa dos Sonhos, a partir do trabalho desenvolvido com criancas e adolescentes. Escolhemos para fundamentacao teoricometodologica deste trabalho a pesquisa qualitativa, e adotamos como abordagem a pesquisa narrativa. Como resultado da metodologia e pedagogia utilizadas, percebe-se a emancipacao de jovens e mulheres que se destacam por sua ousadia em enfrentar os dilemas da comunidade, da familia e da sociedade. Para tanto, pautamo-nos em autores como Freire (1989; 1996; 2000; 2010; 2014), Giroux (1986; 2006), Boff (2014; 2013; 2005), Brandao (1983; 2002), Streck (2006; 2012; 2014), entre outros que contribuiram teoricamente para nossa pesquisa. Assim, compreendemos que a Casa dos Sonhos inova uma pratica de Educacao Popular considerando o protagonismo de varios jovens, mulheres e adolescentes da Comunidade de Santo Amaro.
  • CARLOS ALBERTO VIRGINIO BARBOSA
  • ESCOLA E COMUNIDADE: TERRITÓRIOS DE SABERES POPULARES PARA A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA
  • Data: 18/03/2019
  • Hora: 10:00
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  • ESCOLA E COMUNIDADE: TERRITORIOS DE SABERES POPULARES PARA A CONSTRUCAO DA CIDADANIA Nossa pesquisa tem como foco a Escola e a Comunidade: territorios de saberes populares para a construcao da cidadania. Nosso trabalho ocorreu no territorio da Escola Municipal de Ensino Infantil, Fundamental e EJA Professor Luiz Mendes Pontes, territorio do saber para os bairros Cristo, Varjao (Rangel) e Cruz das Armas na cidade de Joao Pessoa/PB. Considerando o nosso intuito de investigar as relacoes existentes entre a Escola, a familia e a comunidade, precisamos entender as vinculacoes presentes na construcao do lugar e do territorio e a influencia destes espacos sobre os sujeitos populares que compartilham essas vivencias. Faz se necessario e urgente buscar compreender o relacionamento que se da entre a familia e a escola, para tambem partindo dessa compreensao, verificar o entrosamento escolar nas praticas e vivencias cotidianas da comunidade, na qual a escola esta inserida. A comunidade e de extrema importancia para a escola, principalmente quando a mesma esta envolvida na dinamica escolar. Paro (2016) nos ensina que, a participacao da comunidade na escola, como todo processo democratico, e um caminho que se faz ao caminhar, o que nao elimina a necessidade de refletir-se previamente a respeito dos obstaculos e potencialidades que a realidade apresenta para a acao. A partir da compreensao conceitual e de caracteristicas importantes da fenomenologia, entendemos ser este desenho de pesquisa, aquele que mais se aproximou de nosso objeto de investigacao, pois pretendiamos compreender o significado das experiencias e relacoes entre escola e comunidade, para atraves desse entendimento, ter a possiblidade da percepcao do lugar, da construcao territorial e da funcao social da escola. Para a nossa investigacao qualitativa e fenomenologica utilizaremos instrumentos que nos conduziram as respostas para nossas questoes da pesquisa, dentre eles: entrevista, questionario, observacao, materiais audiovisuais, documentos e mapas. Durante a construcao de nossa pesquisa, realizamos nossa reflexao teorica fundamentando-se em autores como Brandao (2006), Paro (2016), Freire (2002), Gadotti (2016), Esteban e Tavares (2013), Cavalcanti (2008), Delval (2016) entre outros que contribuiram teoricamente para nosso trabalho.
  • DALMO RADIMACK DA SILVA
  • FAMÍLIA E ESCOLA: A INSTRUMENTALIZAÇÃO DO CONCEITO DE FAMÍLIA TRADICIONAL COMO ELEMENTO DA POLÍTICA DE DIREITA NO BRASIL
  • Data: 14/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa versa sobre o conceito de Familia Tradicional em sua relacao com a Educacao instrumentalizado por setores de Direita na Politica Brasileira como mecanismo de manutencao de uma estrutura de sociedade pautada pela ordem Patriarcal/Capitalista. Assim, este estudo teve por objetivo analisar como o discurso de defesa da Familia Tradicional obedece uma ordem ideologica, politica e educacional em vista da manutencao do status politico de submissao a ordem do Capital. Esta pesquisa se caracteriza como descritiva, exploratoria, comparativa, bibliografica, com metodo de cunho historico e baseado em elementos do Materialismo Historico e Dialetico, tendo como referencias: Arruzza (2015), Cisne (2015), Frigotto (2017), Freire (2005;2011), Lessa (2010), Meszaros (2005), Saviani, (2008). A defesa da Familia Tradicional e pauta de varias campanhas politicas no Brasil, tornando um desafio a forma como esta interfere nos rumos da Democracia brasileira. De um lado no processo de desenvolvimento de um individuo, encontra-se a Instituicao Familiar que se posiciona como entidade primordial por ser o primeiro ponto de contato entre uma pessoa e a realidade, cabendo a ela a mediacao da forma como se comeca a interagir com seu mundo, fornecendo um primeiro conjunto de crencas e valores sobre a compreensao e estrutura social, configurando uma possibilidade de interpretacao assim como de ordenamento simbolico da realidade pessoal e social, tendo como continuidade desta formacao a Escola como primeiro espaco de convivencia social fora do meio familiar e onde se iniciam os processos identitarios de classe social. Por outro, sobre esta Instituicao, se volta a compreensao simbolica que produz uma percepcao da sua condicao de pretensa naturalidade e consubstancialidade a humanidade. Esta encontra nos setores religiosos um forte ponto de apoio e defesa. Justamente neste ponto, a Instituicao Familiar, compreendida como um arranjo simbolico toca um outro universo simbolico: o da religiao. Com o entrelacamento entre religiao e Familia, mais precisamente a religiao crista, a Familia passou a ser representada pelo conceito chamado Tradicional que se tornou instrumento politico e pautas sacralizadas foram cooptadas por ela. Assim, a defesa da Familia Tradicional, a resistencia ao debate de Genero nas Escolas, para alem de uma estrutura de interlace entre pessoas, e a busca de manutencao de um conjunto de ideias que modela um estilo de sociedade, configurando vidas. A compreensao de Familia Tradicional no ambito da ideologia, possibilita a percepcao do papel por ela exercido na reproducao e manutencao de um modelo de arranjo social. Conclui-se que e esta concepcao de Familia que subjaz o processo educacional de modo que a Educacao passa a se debater entre uma perspectiva humanizadora e uma de manutencao do status vigente de sociedade no qual a aceitacao da diversidade se constitui como um dos inumeros e imensos desafios.
  • IVANISE SIMPLICIO DE MELO
  • "Os Saberes da Formação de Professores da Educação de Jovens e adultos do Campo no estado de Pernambuco".
  • Orientador : EDINEIDE JEZINI MESQUITA ARAUJO
  • Data: 11/03/2019
  • Hora: 14:00
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  • Esta tese busca reconhecer e analisar os saberes apreendidos pelos professores da EJA CAMPO-PE no processo formativo da GEPEC-PE, enquanto processo formativo de professores que se propõem a atender às necessidades educacionais de uma classe trabalhadora, a do campo. ela representa a esperança de uma prática educativa constituída por elementos do saber docente que promova a "conscientização dos sujeitos do campo da necessidade de lutar por seus direitos, e um desses é o direito a Educação Especifica em todos os níveis e modalidades......
  • GEOVANNA CRISTINA FALCÃO SOARES RODRIGUES
  • ECOSSISTEMAS DE APRENDIZAGENS EM SITES DE REDES SOCIAIS
  • Data: 11/03/2019
  • Hora: 09:30
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  • Analisa como os sites de redes sociais tem contribuido para criar ecossistemas de aprendizagens relacionados aos temas de pesquisa no campo dos Estudos Culturais em Educacao (ECE), tomando como parametro as inovacoes tecnologicas e interacionais oportunizadas pelo ciberespaco. O campo empirico para a investigacao dos temas foram os sites de redes sociais Facebook e YouTube. Para analisar os dados, foram empregadas as tecnicas de analise de redes sociais (ARS) e a de analise de conteudo e utilizados os aplicativos NetVizz e YouTube Data Tools e os softwares NodeXL Pro, Gephi e Iramuteq. Os resultados encontrados apontaram para a producao do proprio conteudo nos videos do YouTube e de postagens provenientes de compartilhamentos no Facebook. Verificou-se que os usuarios preferem se expressar por meio de icones (emotions) e que as reacoes negativas (dislikes, tristeza ou bravo) foram minimas, se comparadas com as reacoes positivas (likes e amei), o que sinaliza que os usuarios costumam avaliar positivamente os materiais postados e aprender por meio deles. Sobre o conteudo dos comentarios, o estudo mostrou que os dialogos circularam em torno de seis ideias centrais: agradecimento, reconhecimento de recursos informativos, representacao de identidades, representacao de papeis sociais, manifestacao de opiniao, expressao de identidade e uso de conhecimento cientifico. Considerando a analise dos resultados, defende-se que os sites de redes sociais, ao oferecer aos usuarios diferentes possibilidades de interacao, de dialogo e de producao de conteudo, criam ecossistemas de aprendizagem relacionados aos temas dos ECE, que vao sendo ampliados a medida que outras pessoas participam e se conectam a rede.
  • MAYANNE JULIA TOMAZ FREITAS
  • MULHERES NA COMPUTAÇÃO: EXPERIÊNCIAS, TRAJETÓRIAS E PERSPECTIVAS DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIAS
  • Data: 07/03/2019
  • Hora: 10:00
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  • Na Computação, historicamente, as contribuições femininas foram negadas ou invisibilizadas, ficando este campo caracterizado como um reduto masculino, marcado pela cultura patriarcal e androcêntrica, com reduzida presença feminina. Diante do exposto, esta dissertação teve como objeto de estudo a reduzida presença de estudantes mulheres na área Computação. Objetivou analisar as experiências e trajetórias de estudantes mulheres do Centro de Informática (CI) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), composto pelos cursos de Ciência da Computação, Matemática Computacional e Engenharia da Computação, todos presenciais. Constituiu-se numa abordagem quanti-qualitativa e, para o alcance dos objetivos, utilizou os seguintes métodos: estudo de coorte e aplicação de questionário online e realização de entrevista. As questões que orientaram a coleta e análise de dados foram: como acontece o percurso das alunas nos cursos do CI? Elas percebem dificuldades e obstáculos específicos por serem mulheres, ou seja, uma minoria nesse contexto? Elas se envolvem com o curso, por exemplo, vinculando-se a projetos de pesquisa e extensão? Em quanto tempo elas concluem o curso? Como as alunas percebem as relações de gênero na universidade? Como se relacionam com colegas, homens e mulheres e com professores e professoras? Quais as suas perspectivas profissionais? Os resultados apontam que desde a criação do primeiro curso de Ciência da Computação, em 1985, vem diminuindo o número de mulheres no ingresso. Não obstante elas apresentam êxito e concluem proporcionalmente mais que os homens e em menos tempo, porém 66% delas já pensou na possibilidade de desistir. Isso é ocasionado por diversos fatores destacados pelas estudantes em suas experiências acadêmicas: falta de credibilidade, assédio, machismo e atribuição de eventual sucesso a uma vantagem de gênero. Todavia, apesar da socialização de gênero incutir nas mulheres sentimentos de baixa autoestima, autoconfiança e autoeficácia, elas apresentam relativo sucesso graças à resiliência.
  • EDNA MARIA DO NASCIMENTO DA SILVA
  • Bem viver e marcas culturais tanzanianas: a experiência da afya na reconstrução da relação das mulheres com a saúde em territórios de pobreza.
  • Orientador : LUIZ GONZAGA GONCALVES
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 10:00
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  • Relato da experiencia cultural e Bem viver e marcas culturais tanzanianas: a experiência da afya na reconstrução da relação das mulheres com a saúde em territórios de pobreza.
  • DIVANIELLA DE OLIVEIRA LACERDA
  • AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO ENSINO DE BIOLOGIA: concepções e indicativos da prática Docente
  • Data: 28/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • A avaliacao da aprendizagem e um processo pertencente, historicamente, ao dia a dia do ser humano. Institucionalmente falando, ela esta diretamente relacionada a concepcao dos professores acerca da mesma. Nesse contexto, o ensino de Biologia se configura como uma area que vincula teoria e pratica, logo, propicia um ensino e avaliacao mais dinamico e menos tradicional. O objetivo dessa pesquisa foi compreender o processo avaliativo escolar exercido pelos professores de Biologia no ensino medio atraves das suas concepcoes e indicacoes da pratica. Para alcancar os objetivos pretendidos utilizou-se a abordagem qualitativa e os pressupostos do metodo fenomenologico, empregando a saturacao teorica para alcancar o fechamento amostral. Foram realizadas 7 entrevistas semiestruturadas com professores egressos do curso de Ciencias Biologicas – UFPB e que atuam no ensino medio publico de Joao Pessoa - PB. Os resultados demonstraram que a categoria “ensino de Biologia atual na perspectiva docente” envolve aspectos positivos e negativos, sendo o tema “relacao carga horaria reduzida para o conteudo extenso” a caracteristica mais citada nas entrevistas, em contrapartida, o tema “relacao com o cotidiano do aluno” foi destacado como o ponto positivo mais importante da Biologia. As concepcoes indicam que as professoras investigadas possuem elementos que se enquadram em diversos tipos avaliativos nao tendo seu conhecimento e pratica limitada apenas a um tipo especifico. Outra caracteristica elencada a partir das entrevistas e o entendimento do processo avaliativo como algo continuo e nao pontual, tendo como principais entraves a: grande quantidade de alunos por turma; infraestrutura;