PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA (PPGH)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Dissertações/Teses


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2019
Descrição
  • JOSÉ BATISTA DE LIRA NETO
  • A política de modernização da produção algodoeira na Paraíba: progresso, trabalho e dependência (1935-1960)
  • Orientador : TIAGO BERNARDON DE OLIVEIRA
  • Data: 29/05/2019
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  • A Paraiba, por varios periodos da sua historia, teve no algodao o grande produto da sua economia, o que fez com que o referido estado tambem sofresse influencias das estrategias economicas de empresas originarias de paises centrais na dinamica da economia capitalista mundial. No governo Argemiro de Figueiredo (1935-1940) seria implantado uma forte politica agricola e ao algodao seria enfatizada a modernizacao de seu cultivo e de suas usinas. Nesse periodo houve um incentivo a entrada de empresas estrangerias algodoeiras (ACCO e SANBRA), que influenciaram bastante a economia paraibana. Para implementar tais medidas, forjou-se todo um discurso difundido pelos orgaos de opiniao publica que visavam demonstrar a efetividade da politica agricola movida pelo Estado. O municipio de Inga passou a ser tomado como um grande modelo de sucesso dessa politica. Um discurso que prometia o progresso economico e social a todos os paraibanos atraves da modernizacao da producao algodoeira. Para avaliar os resultados desse progresso, outros politicos como Ruy Carneiro (1940-1945) entraram em cena, julgando e apontando a situacao em que se encontrava a Paraiba. E em meio a todo esse processo estavam os trusts estrangeiros, os pequenos e grandes agricultores, os proprietarios de terras, os comerciantes de algodao e os trabalhadores das usinas, cujos interesses por vezes rivalizavam entre si, apesar dos discursos que sublinhavam os beneficios comuns a toda sociedade do estado. Cabe, entao, analisarmos quais impasses esse processo trouxe para as classes sociais destacadas, durante e no pos-politica agricola de modernizacao do cultivo do algodao na Paraiba.
  • LAIANNY CORDEIRO SILVA DE SOUZA
  • Mulheres Trabalhadoras em Movimento: o MMT e MMB no estado da Paraíba na década de 1980
  • Orientador : TELMA CRISTINA DELGADO DIAS FERNANDES
  • Data: 17/05/2019
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  • a definir
  • FABIANA CRUZ DA SILVA
  • "A arte que faz história": uma narrativa de identidades no romance "Viva o Povo Brasileiro".
  • Orientador : TELMA CRISTINA DELGADO DIAS FERNANDES
  • Data: 17/05/2019
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  • O presente trabalho apresenta um estudo em torno das discussoes que cercam o processo de formacao da nacao brasileira, atraves da representacao literaria do romance Viva o Povo brasileiro, do escritor baiano Joao Ubaldo Ribeiro, cuja ficcao traz contribuicoes significativas no pensar a questao das identidades culturais brasileiras a partir da perspectiva da construcao/representacao. Analisamos como o romance faz sua leitura do Brasil e do seu povo e estabelece atraves da intertextualidade entre episodios ficticios e as experiencias historicas uma critica a discursos historicos e suas contraversoes, em uma narrativa que apresenta multiplas formas de abordagens discursivas na problematizacao de nosso complexo identitario. Os suportes teoricos que norteiam este trabalho se pautam na perspectiva da Historia Cultural em dialogo com seus campos de aproximacao: antropologia, sociologia, historia social, historia da linguagem, teoria literaria, atraves das contribuicoes de Roger Chartier, Linda Hutcheon, Peter Burke, Michel de Certeau, Sturt Hall, Antonio Candido, Alfredo Bosi entre outros, tendo como conceito basilar a nocao de representacao, categoria central nas interfaces da Literatura e da Historia, tendo em vista que e com ele e a partir dele que se estabelece o nexo entre o real e o ficcional, uma vez que as narrativas historicas e literarias sao um construto linguistico inserido no campo das representacoes.
  • JOSILENE PEREIRA PACHECO
  • "Soldados Negros Paraibanos Recrutados para a Guerra do Paraguai: Trabalho, cotidiano e Sociabilidades (1864-1870)
  • Orientador : SOLANGE PEREIRA DA ROCHA
  • Data: 16/05/2019
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  • a definir
  • JANAÍNA GOMES DA SILVA
  • A Igreja Católica e a Ditadura Militar na Paraíba: uma história de luta pela defesa dos Direitos Humanos nos anos da distensão política (1974-1979)
  • Data: 03/05/2019
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  • Este trabalho aborda a atuacao da Igreja Catolica no estado da Paraiba sob a lideranca do Arcebispo Dom Jose Maria Pires, em face da Ditadura Militar instaurada no Pais em 1964, por meio de um golpe civil-militar. Temos por escopo central pesquisar o periodo da distensao politica, a qual fora iniciada pelos militares em 1974, ate o ano da promulgacao da Lei de Anistia, em 1979. Destarte, esta pesquisa se coloca no campo da Nova Historia Politica em seu dialogo com a Historia Cultural e, nessa perspectiva, utilizamos o conceito de Cultura Politica por entender que ele nos auxilia na compreensao da realidade social, englobando as relacoes de poder em articulacao com as relacoes sociais. As fontes de pesquisa empregadas para a realizacao deste trabalho foram: analise dos principais jornais de circulacao da epoca, como A Uniao, O Norte e Correio da Paraiba; o Dossie do Regime Militar que se encontra no Arquivo da Arquidiocese da Paraiba; a documentacao oriunda do Servico Nacional de Informacoes (SNI) e da Comissao da Verdade da Paraiba, alem de uma ampla revisao bibliografica acerca do periodo. Acrescente-se ainda que o referido texto esta dividido em tres capitulos que buscam elucidar as seguintes tematicas: O processo de abertura politica do Regime Militar; A atuacao da Arquidiocese da Paraiba, com a lideranca do Arcebispo Dom Jose Maria Pires e, por fim, trazer uma discussao sobre os casos de violacao dos Direitos Humanos neste contexto historico de “abertura lenta, gradual e segura”.
  • PAULO GRACINO DA SILVA
  • "Folheterias, poetas resistentes e cordel biográfico"
  • Data: 05/04/2019
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  • a definir
  • PAULO GRACINO DA SILVA
  • FOLHETARIAS, POETAS RESISTENTES E CORDEL BIOGRÁFICO
  • Data: 05/04/2019
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  • Esta Dissertação apresenta um estudo sobre a historiografia do cordel brasileiro, abordando as folhetarias e impressos, editores, poetas, leitores/ouvintes e formas de vendas, visando compreender a resistência dos sujeitos que possibilitou o direcionamento dessa literatura à sala de aula, tendo o folheto Dom Helder, o profeta da paz, do cordelista paraibano Medeiros Braga, como principal referência. Analisando o passado histórico e os diversos interesses que possibilitaram o florescimento, o declínio e a renovação dos tradicionais folhetos de feira, vimos no entorno das décadas de 1970 e 1980 o contexto essencial para identificar os aspectos que transformaram sua produção no país, coincidindo com o período de sua grande crise e com o dos primeiros passos em direção ao sistema educacional brasileiro. Certeau (1982) e Farge (2011) embasaram o diálogo com a escrita e os possíveis lugares para a História, enquanto que Burke (2008), Canclini (2015) e Chartier (2002a, 2003, 2004) fomentaram as discussões sobre os conceitos de cultura, hibridismo, interação, apropriação e representação, necessários para entendermos com a historiografia específica que o cordel (assim como qualquer cultura) se reconstrói de acordo com as transformações sociais e a capacidade inventiva de seus agentes. Com isso, vimos que o poeta resiste para permanecer como cordelista e denuncia as injustiças de seu mundo para sobreviver enquanto indivíduo social. E como exemplo de poeta e poesia de resistência, Medeiros Braga apresenta no século XXI o cordel biográfico de Dom Hélder Câmara – símbolo da resistência na luta em defesa da paz e dos direitos humanos durante o Regime Militar (1964-1985) – como uma contribuição ao processo de conscientização política da sociedade.
  • EMANOEL CALIXTO DO NASCIMENTO
  • " A LEPRA E A ORDEM': UMA HISTÓRIA DO HOSPITAL COLÔNIA GETÚLIO VARGAS - PARAÍBA (1929-1941)
  • Orientador : CLAUDIA ENGLER CURY
  • Data: 04/04/2019
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  • A DEFINIR
  • TAYNNÃ VALENTIM RODRIGUES
  • ARQUITETURAS DO PODER: cultura escolar e identidade no Grupo Escolar José Tavares (Queimadas - PB, 1935 - 1940)
  • Data: 08/03/2019
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  • Esse trabalho se envereda pelos caminhos da História da Educação sob a luz de inquietações que partem da perspectiva de pensar o Grupo Escolar José Tavares na Paraíba durante o período de 1935 a 1940, como fruto de diálogos estabelecidos com projetos políticos voltados para o espaço educacional. Para tanto, dialogamos com a conjuntura política que reverberou no Estado durante o período mencionado, momento no qual imperava o Argemirismo. Dentro desse recorte temporal é possível perceber a existência de projetos políticos com interesses direcionados para a educação primária, no tocante à fabricação de uma identidade nacional e regional, que podemos identificar por brasilidade e paraibanidade. Tais projetos ganharam corporeidade na estrutura dos Grupos Escolares. Para realizar essa discussão foi tomado como aporte a leitura de Pinheiro (2002), que destacou o momento de maior número de construções de Grupos Escolares na Paraíba como um Período de Euforia. Também partimos da leitura de Jorge Nagle (2001) com relação ao Entusiasmo pela Educação e Otimismo Pedagógico, e Marta Maria Chagas de Carvalho (1998) que realizou uma reflexão sobre a instituição escolar enquanto uma fôrma cívica pronta para moldar a população dentro dos interesses governamentais. Esse trabalho se mostra ainda aliado às narrativas de Aluízio Araújo. O mesmo teceu suas experiências discentes no Grupo Escolar José Tavares, instituição que nasceu no contexto da discussão a qual essa pesquisa se detém. As memórias de Seu Aluízio revelam traços da Cultura Escolar envolvida pelo projeto de brasilidade e paraibanidade. Além da bibliografia pertinente, metodologicamente a presente dissertação se faz articulada à análise documental de Mensagens e Relatórios de governo da Paraíba, arquivos escolares, Jornal da União, Revista do Ensino, e por fim, as memórias de Aluízio Araújo.
  • WESLEY ABRANTES LEANDRO
  • A ATUAÇÃO DOS DEPUTADOS DA PARAÍBA NA CONSTITUINTE DO IMPÉRIO - 1823
  • Data: 22/02/2019
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  • a Este trabalho analisa o processo politico e de preparacao constitucional ocorrido no inicio do seculo XIX que possibilitou quatro influentes personagens da politica na Provincia da Paraiba, ex lideres da revolucao liberal de 1817 nesta localidade, retornarem a cena politica apos violenta contrarrevolucao e, em 1823, apresentaram-se na Corte do Rio de Janeiro para, de forma considerada bastante liberal e altiva, exercerem o mandato de deputados constituintes na primeira assembleia parlamentar do Brasil independente, a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Imperio do Brasil. A reuniao destes representantes provinciais para elaborar uma Constituicao ao nascente Estado soberano do Brasil representava a entrada do pais na inovacao parlamentar e constitucional alinhada ao parametro europeu. Os quatros lideres paraibanos presentes na Constituinte de 1823, Augusto Xavier de Carvalho, Joaquim Manuel Carneiro da Cunha, Jose da Cruz Gouveia e Jose Ferreira Nobre, sao analisados sob o aspecto da origem social, da formacao educacional, da atuacao politica anterior a independencia do Brasil e da postura parlamentar por eles exercida na Assembleia. A forma como deliberaram importantes assuntos para a construcao do Estado-nacao, a saber: liberdade de imprensa, criacao de universidades, implantacao de assembleias legislativas provinciais e escravidao recebe atencao especial neste trabalho. Em face da importancia significativa deste periodo politico para a historia do direito constitucional, do legislativo brasileiro e da Paraiba, este trabalho dissertativo justifica-se. Como fontes foram utilizados, sobretudo, os Anais da Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Imperio do Brasil de 1823, catalogados e digitalizados pelo portal eletronico do Senado Federal na forma de Diario. Sao tres grandes volumes responsaveis por trazer ate nos os debates parlamentares desenvolvidos na primeira Constituinte do pais. Como fundamentacao teorica utilizam-se as contribuicoes da Nova Historia Politica, nitidamente marcada por analises dos aspectos culturais. A cultura politica, entendida como o conjunto de tendencias psicologicas em relacao a politica, favoreceu um estudo em que o desdobrar da politica e analisado com vies cultural e nao como um simples desenvolver de fatos. Longe de apresentar meras narrativas lineares ou biografias descontextualizadas, a historia politica cultural vislumbra os sujeitos com seus contextos sociais, o que permite entende-los numa perspectiva social, historica e em suas trajetorias intelectuais. O trabalho esta inserido na linha de Historia e Regionalidades.
2018
Descrição
  • REJANE JORGE SIDRIM
  • O PASSADO PRESENTE NO ROMANCE DE AGUALUSA: história e literatura nos limites da ficção”
  • Data: 30/11/2018
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  • O que a literatura pode ensinar a historia? Mais do que isso, o que a literatura tem a dizer sobre o passado e, principalmente como ela pode significa-lo de maneira a formular novos sentidos sobre o presente? Essas questoes foram ponto de partida para esse trabalho que tem como objetivo principal entender a relacao entre Historia e Literatura construidas a partir das estrategias discursivas que compoe a narrativa do romance Estacao das Chuvas (2012), do autor Angolano Jose Eduardo Agualusa, como uma fonte para o conhecimento historico. A intencao e observar as fornas de representacao do passado historicos, na construcao da personagem Lidia do Carmo Ferreira, poetiza e historiadora de formacao, que vivencia a proclamacao da independencia de Angola e o periodo de exilio em decorrencia da Guerra Civil. Pretendemos ainda pensar a crise de identidade, a memoria, o imaginario e a ideia de Nacao Angolano abordadas pelo literato em seu romance. Essas questoes se tornaram se tornaram capitais no desenvolvimento de suas sociedades no tempo presente.
  • REJANE JORGE SIDRIM
  • O PASSADO PRESENTE NO ROMANCE DE AGUALUSA: história e literatura nos limites da ficção”
  • Data: 30/11/2018
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  • O que a literatura pode ensinar a historia? Mais do que isso, o que a literatura tem a dizer sobre o passado e, principalmente como ela pode significa-lo de maneira a formular novos sentidos sobre o presente? Essas questoes foram ponto de partida para esse trabalho que tem como objetivo principal entender a relacao entre Historia e Literatura construidas a partir das estrategias discursivas que compoe a narrativa do romance Estacao das Chuvas (2012), do autor Angolano Jose Eduardo Agualusa, como uma fonte para o conhecimento historico. A intencao e observar as fornas de representacao do passado historicos, na construcao da personagem Lidia do Carmo Ferreira, poetiza e historiadora de formacao, que vivencia a proclamacao da independencia de Angola e o periodo de exilio em decorrencia da Guerra Civil. Pretendemos ainda pensar a crise de identidade, a memoria, o imaginario e a ideia de Nacao Angolano abordadas pelo literato em seu romance. Essas questoes se tornaram se tornaram capitais no desenvolvimento de suas sociedades no tempo presente.
  • JESSICA GLEYCE DOS REIS FELIX
  • ENVELHE(SER) NO SÉCULO XXI: UMA ANÁLISE SOBRE VELHICE, FÉ E CARIDADE NA VILA VICENTINA JULIA FREIRE (João Pessoa-PB).
  • Orientador : ELIO CHAVES FLORES
  • Data: 31/08/2018
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  • A DEFINIR.
  • FRANCISCO DE ASSIS SEVERO LIMA
  • "Nesta prefeitura aqui, só quem manda sou eu!": aspectos do campo político em um pequeno município cearense durante a ditadura civil-militar (1970-1982).
  • Data: 20/08/2018
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  • Esta dissertacao tem como tema de pesquisa a historia politica de um microespaco social situado no interior cearense, a fim de compreender, a partir da analise da trajetoria politica de um individuo, as dinamicas proprias do funcionamento do campo politico em ambitos local e regional no Brasil da ditadura civil-militar, entre os anos de 1970 e 1982. O objetivo desta pesquisa e analisar os fatores que envolviam e chancelavam a entrada de novos agentes no campo politico, tradicionalmente limitado a circulos oligarquicos estreitos, bem como conhecer os elementos geradores de rupturas e permanencias do processo historico, em articulacao entre a politica local, regional e nacional.
  • GERLANE FARIAS ALVES
  • "A administração da loucura: a Santa Casa da Parahyba do Norte no tratamento dos alienados (1858-1892)"
  • Data: 08/06/2018
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  • Desde a sua fundação, a Santa Casa de Misericórdia da Parahyba foi responsável pela assistência prestada aos moradores da Província que ia desde o atendimento médico em seu Hospital de Caridade, passando pelo acolhimento de crianças abandonadas, recolhimento de esmolas para os presos, celebrações religiosas, até o enterramento de seus habitantes. Uma dessas atividades dizia respeito ao recolhimento de alienados (pessoas reconhecidas com distúrbios mentais) em uma época em que não existiam ainda, nas províncias, instituições próprias para realizar este trabalho ou tratamento adequado para cuidar deste tipo de doente. Desse modo, os alienados, ainda no século XIX, eram trancafiados em prisões ou em suas próprias casas, quando não eram abandonados a própria sorte nas cidades vizinhas. Na Província da Parahyba, estes eram remetidos, através da Delegacia de Polícia, aos quartos escuros do Hospital de Caridade onde dividiam seus males com os demais doentes (não alienados), causando grande incômodo aos pacientes da instituição e aos moradores das casas vizinhas. Por isso este trabalho tem como objetivo analisar o tratamento dado aos alienados da Província pela Santa Casa de Misericórdia da Parahyba na segunda metade do século XIX. A metodologia utilizada na pesquisa abarca a análise de dados referentes ao atendimento de alienados recebidos pelo Hospital de Caridade da SCMPB até a transferência destes para um novo local chamado de Sitio da Cruz do Peixe, onde seria fundado o Asilo Sant’Ana no final do século XIX. Desse modo, o recorte temporal utilizado compreende o ano de 1858, quando foi realizada uma grande reforma no Hospital de Caridade até o ano de 1892, data de fundação do Asilo Sant’Ana, nos arrabaldes da capital paraibana. A fundamentação teórica traz algumas obras de autores de referência que entre seus trabalhos, tratam do tema da loucura como Moreira, Foucault, Castel, Machado, Amarante, Portocarrero, Goffman e Oda; do atendimento aos alienados na Parahyba Oitocentista, como Castro e Coêlho Filho; trabalhos recentes sobre o tema, frutos de dissertações e teses; e informações existentes nos relatórios de provedoria e nos ofícios de internação existentes no Arquivo da Santa Casa de Misericórdia da Paraíba que nos ajudam a compreender tanto assistência prestada aos alienados no Hospital de Caridade como no espaço destinado ao seu tratamento no Sitio da Cruz Peixe, futuro Asilo Sant’Ana. Os dados analisados mostram as dificuldades enfrentadas pela Santa Casa de Misericórdia durante toda a segunda metade do século XIX na manutenção de alienados em seu Hospital de Caridade, consequência da falta de instituições próprias para esse fim na província, assim como o surgimento do Asilo Sant’Ana na última década do oitocentos, resultado de disputas e reivindicações entre o Governo provincial e os administradores da Santa Casa, além do perigo constante de epidemias que colocavam em risco a saúde da sociedade paraibana na época. Palavras Chave: Alienados. Santa Casa. Paraíba.
  • GEILZA DA SILVA SANTOS
  • MULHERES QUILOMBOLAS: TERRITÓRIO, GÊNERO E IDENTIDADE NA COMUNIDADE NEGRA SENHOR DO BONFIM, AREIA/PB (2005-2018).
  • Data: 30/05/2018
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  • A presente dissertacao, inserida na linha de pesquisa Ensino de Historia e Saberes Historicos, tem por finalidade analisar o “lugar” da mulher na Comunidade Negra Senhor do Bonfim, localizada na zona rural do municipio de Areia/PB. Salientando a sua contribuicao na construcao da identidade de grupo, faremos uso da historia oral a fim de compreender a relacao das mulheres negras com a terra; as suas lutas e resistencias com base na abordagem de sua participacao na comunidade e no territorio. No que diz respeito ao aporte teorico e metodologico iremos nos nortear pelas reflexoes trazidas por Maurice Halbwachs (1990) para que possamos compreender como a memoria individual esta atrelada a uma memoria coletiva; bem como Eclea Bosi (1994) para entendermos a importancia da memoria dos velhos para a construcao da historia do grupo; no que tange a construcao da identidade, Tomaz Tadeu da Silva (2012) e Stuart Hall (2001, 2003) auxiliarao na percepcao de como esta e fabricada a partir das diferencas e de acordo com o contexto vivido; mais proximo a Antropologia, estabelece-se dialogo com Fredrik Barth (1998) e o seu pensamento acerca dos grupos etnicos e a formacao das fronteiras culturais. O conceito de pertencimento de Jacques D’adesky (2001) atrelado ao de territorio de Rogerio Haesbaert (1999, 2006) serao de extrema importancia para a nossa analise no que diz respeito a importancia do lugar em que se vive para as mulheres e principalmente as suas contribuicoes na constituicao de uma identidade. Alem disso, nos valemos do conceito de genero postas por Scott (1990), com o intuito de perceber como se constroem as relacoes sociais dentro do grupo. Tendo em vista as problematicas levantadas acerca da nossa tematica, faremos uso de entrevistas, fontes audiovisuais, censos e documentos institucionais, relacionando-os de maneira dialogica para nortear o caminhar da nossa investigacao.
  • ANICLEIDE DE SOUSA
  • NAS VEREDAS NEGRAS DO SERTÃO: histórias de vida familiar de escravizados no sertão brasileiro ( Vila de Catolé do Rocha/Paraíba, 1836-1866)
  • Data: 27/04/2018
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  • Este trabalho tem como tema de pesquisa a população escravizada que viveu na Vila de Catolé do Rocha no século XIX. A ideia de pesquisar esse grupo social surgiu, inicialmente, das inquietações e lacunas ainda presentes na historiografia brasileira sobre a região do interior do país, que durante muito tempo deu pouca importância a essa parcela da população, silenciando a história de mulheres e homens escravizados na composição da sociedade sertaneja brasileira. Com esta dissertação, pesquisamos a presença de cativos na Vila de Catolé do Rocha e analisamos algumas das vivências de mulheres, crianças e homens escravizados, com foco nos seus vínculos familiares e parentescos espirituais, tanto em relações com indivíduos de sua mesma condição, quanto com livres e libertos/forros. Tal investigação tem como aporte teórico e metodológico a História Social e a Demografia Histórica. A História Social, cujo pressuposto considera população escrava como sujeitos históricos, e a Demografia Histórica, que se baseia em registros de recenseamento, com a aplicação de técnicas estatísticas, possibilitaram análises quantitativas de fontes eclesiásticas (livros de batismo e de casamento) aliadas à análise qualitativa intensiva dos documentos primários. Entre os resultados, salientamos as ações de resistência ao sistema escravista, a exemplo do estabelecimento de relações parentais, como o compadrio, uma aliança espiritual que permitiu a formação de redes de solidariedade para se sobreviver em sociedade escravista sertaneja do século XIX como também a história de conquista de liberdade por parte de mulheres e homens cativos com base em fontes oficiais. Por fim, este estudo se insere na linha de pesquisa de História e Regionalidades, que são compreendidas como construtos históricos, de caráter simbólico-político, componentes das culturas históricas produzidas, divulgadas e apropriadas por sujeitos historicamente situados, assim, o conhecimento do processo histórico, com ênfase na historicidade regional, é um espaço de atuação que permite a formação de historiadores(as) com melhor conhecimento de suas realidades e dos acervos documentais. Esses processos têm relevância na construção de culturas políticas aplicadas à cidadania e à democracia, e na renovação do ensino de história na educação básica e no ensino superior, possibilitando um aprofundamento no campo da história e da cultura histórica. Palavras-chave: População Negra; Escravidão; Relações Parentais; Resistência; Sertão Brasileiro; Catolé do Rocha; Paraíba; Século XIX.
  • ANICLEIDE DE SOUSA
  • NAS VEREDAS NEGRAS DO SERTÃO: histórias de vida familiar de escravizados no sertão brasileiro ( Vila de Catolé do Rocha/Paraíba, 1836-1866)
  • Data: 27/04/2018
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  • a definir
  • REINALDO PEIXOTO DE MELO FILHO
  • AS FERRAMENTAS DA INTOLERÂNCIA E SEUS EFEITOS: OS CRISTÃOS NOVOS E O JULGO DA INQUISIÇÃO PORTUGUESA.
  • Data: 27/04/2018
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  • Na perspectiva da Historia Cultural e Social, esta dissertacao vem propor um estudo pertinente sobre os efeitos dos procedimentos intolerantes que foram implantados pelo Santo Oficio da Inquisicao na Peninsula Iberica e em suas Colonias em plena Idade Moderna, tendo como objetivo analisar as relacoes de causa e efeito estabelecidas, respectivamente, pelo dominante sobre o dominado, ou seja, partindo da causa dessa relacao, identificamos a Inquisicao e as suas ferramentas, utilizadas como estrategias para implementacao do poder, reveladas nas leis que regiam os procedimentos e nos proprios procedimentos, como, por exemplo, a implementacao da tortura, bem como os funcionarios que executavam o servico. A partir dai, investigamos as consequencias dessa acao, os efeitos no aspecto religioso, cultural e social, para tanto, buscamos analisar desde as formas de resistencia diante da acao do dominador, revelando uma atitude tatica do dominado numa tentativa de se resguardar diante dos procedimentos da acao do Santo Oficio, ate o derradeiro aspecto da diluicao de identidade que ocorreu durante esse processo, situacao que vai gerar um impacto social que aparentemente se estende ate os dias atuais, uma vez que a questao da identidade judaica dos cristaos novos e seus descendentes revela uma problematica que ocorre desde a Idade Moderna ate os dias de hoje, porem, com as reivindicacoes proprias de cada contexto historico, revelada atraves da analise do material bibliografico e de outros documentos historicos que vai iluminar essa relacao de pertenca que pareceu nunca se extinguir por completo.
  • REINALDO PEIXOTO DE MELO FILHO
  • AS FERRAMENTAS DA INTOLERÂNCIA E SEUS EFEITOS: OS CRISTÃOS NOVOS E O JULGO DA INQUISIÇÃO PORTUGUESA.
  • Data: 27/04/2018
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  • Na perspectiva da História Cultural e Social, esta dissertação vem propor um estudo pertinente sobre os efeitos dos procedimentos intolerantes que foram implantados pelo Santo Oficio da Inquisição na Península Ibérica e em suas Colônias em plena Idade Moderna, tendo como objetivo analisar as relações de causa e efeito estabelecidas, respectivamente, pelo dominante sobre o dominado, ou seja, partindo da causa dessa relação, identificamos a Inquisição e as suas ferramentas, utilizadas como estratégias para implementação do poder, reveladas nas leis que regiam os procedimentos e nos próprios procedimentos, como, por exemplo, a implementação da tortura, bem como os funcionários que executavam o serviço. A partir daí, investigamos as consequências dessa ação, os efeitos no aspecto religioso, cultural e social, para tanto, buscamos analisar desde as formas de resistência diante da ação do dominador, revelando uma atitude tática do dominado numa tentativa de se resguardar diante dos procedimentos da ação do Santo Oficio, até o derradeiro aspecto da diluição de identidade que ocorreu durante esse processo, situação que vai gerar um impacto social que se estende até hoje, uma vez que a questão da identidade judaica dos cristãos novos e seus descendentes revela uma problemática que se propaga pelos séculos e não se extingue no presente, pois cada época apresenta suas reinvindicações próprias de seu contexto histórico, revelada através da análise do material bibliográfico e de outros documentos históricos que vai iluminar essa relação de pertença que pareceu nunca se extinguir por completo. Palavras chave: Inquisição. Cristãos novos. Intolerância. Identidade
  • ELLEN CRISTINE ALVES SILVA CANUTO
  • SENHORAS E POSSUIDORAS DE TERRAS: AS MULHERES PROPRIETÁRIAS NO SERTÃO PARAIBANO (VILA DE PATOS 1855 - 1875).
  • Data: 06/04/2018
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  • O presente trabalho está inserido na linha de pesquisa História e Regionalidades tendo por objetivo investigar as mulheres proprietárias de terras, entre o período de 1855-1875, na vila de Patos, província da Parahyba do Norte, problematizando as articulações familiares, sociais, econômicas, dentre outros aspectos, sobre a terra como elemento de poder e como essa representatividade estava inserida no sertão paraibano no século XIX. A partir do objetivo proposto, nos apoiamos na História das Mulheres, para uma melhor compreensão da inserção feminina no espaço de afirmação eexpansão da posse de terra, proporcionada por uma diretriz que colaborava na ideia da terra está simbolizada dentro de um status socioeconômico entrelaçado aos aspectos culturais, quedirecionavam hierarquias em uma sociedade patriarcalista e escravista. Partindo da pesquisa realizada na documentação, como os Relatórios dos Presidentes de Províncias, os RegistrosParoquiais de Terras, os Inventários Post-Mortem, as Ordenações Filipinas, o censo de 1872 e osestudos historiográficos, buscamos um melhor entendimento da atuação feminina como sujeito da história, casos em que elas participavam em transações na mercantilização de terras, preservando o poderio familiar entre as propriedades, como também nas doações, exercendo a ramificação familiar entre províncias vizinhas e na condução dos bens da família articulando suas relações de sociabilidade e nos entrelaçados da lógica familiar. Entre outros aspectos, nesses espaços podemos analisar os elementos relacionados à dinâmica do acesso a terra conduzida pelas mulheres. Palavras-chave: Mulheres. Proprietárias. Século XIX.
  • JANYNE PAULA PEREIRA LEITE BARBOSA
  • UMA GUERRA SANGRENTA, EPIDÊMICA E DOENTE: ESPAÇOS DE CURA E COTIDIANO MÉDICO NA GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870)
  • Data: 23/02/2018
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  • A longa duração da Guerra do Paraguai (1864-1870), analisada através dos diários de viagens, correspondências oficiais e documentação referente ao período, expõe de maneira brutal o tratamento dado aos soldados, civis e demais participantes que lutaram na guerra contra o inimigo comum, o Paraguai. As forças aliadas, argentinos, uruguaios e brasileiros, lutaram acima de tudo pela sobrevivência nos campos de batalha caracterizados pela falta de água potável, alimentos em quantidade insuficiente e sem condições de serem ingeridos, cadáveres amontoados ao ar livre, além da ausência de instrumental médico cirúrgico para tratar os doentes. Todos esses fatores levantaram hipóteses acerca de novas interpretações que devem ser dadas à Guerra no que tange aos aspectos do cotidiano e da sobrevivência das tropas e da população civil. Com o início da guerra, o país iniciou um período de reorganização das forças do Exército, incluindo o Corpo de Saúde desta instituição a fim de enviar forças para o front. Desta forma, nosso objetivo foi compreender o cotidiano dos espaços de cura que funcionaram durante o conflito, incluindo o exercício da prática médica e a luta pela sobrevivência desempenhada por civis e enfermos. Para tanto, este trabalho dialoga com um corpus documental diversificado objetivando dar novos significados ao maior conflito bélico vivido pelo Brasil. Realizamos a pesquisa sob o enfoque da Nova História Cultural em diálogo com a História da saúde e das doenças, nos preocupando com novas interpretações, com ações conscientes ou não, com os lugares e a vida cotidiana dos doentes e feridos, na tentativa de dar novas abordagens aos temas que envolvem a Guerra do Paraguai. Sendo assim, nosso trabalho se insere na linha de História e Regionalidades, dialogando com aspectos diversificados do cotidiano dos militares e civis durante o conflito no sul do país. Palavras-chave: Guerra do Paraguai; espaços de cura; doenças;
  • HÉLIA COSTA MORAIS
  • A "GAVETA DA HISTÓRIA": CULTURA HISTÓRICA E HISTORIOGRÁFICA NA ESCRITA DE RAIMUNDO NONATO DA SILVA (1980-1990)
  • Data: 07/02/2018
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  • Raimundo Nonato da Silva foi um intelectual potiguar que ao longo da sua trajetoria manteve relacoes com diversas instituicoes de poder e saber; como o Instituto Historico e Geografico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e a Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL). Tais instituicoes ajudaram a projeta-lo intelectualmente no decorrer de mais de 80 livros publicados. Professor, memorialista, historiografo, jurista, entre outras funcoes, conta com uma vasta producao bibliografica nos campos da memoria, historia, cronica, etc. O presente trabalho intenciona compreender as representacoes narrativas produzidas pela sua escrita sobre o passado, aferindo as suas relacoes com a construcao de uma Cultura Historica (GADAMER, 2009) para a regiao Oeste Potiguar e a maneira como a Cultura Historiografica (DIEHL, 2002, 2009) influenciou neste processo. Para tanto, se pretende refletir acerca do modo como as categorias tempo e espaco aparecem na construcao da sua narrativa em torno da regiao. Admite-se, portanto, que Raimundo Nonato atuou consciente ou inconscientemente como artifice em um processo que representou uma consciencia historica na producao de um passado para a espacialidade. Desta feita, utilizaremos como fonte a colecao de livros Minhas memorias do Oeste Potiguar, escrita entre as decadas de 1980 e 1990; bem como, parte da correspondencia ativa e passiva dada ao longo do recorte temporal proposto. Acredita-se que considerar tal percurso historico e historiografico descortina e historiciza praticas de saber e poder cristalizadas ao longo do tempo.
2017
Descrição
  • WELLINGTON OLIVEIRA DE SOUSA
  • A CONSTRUÇÃO DE UM CAMPO ARTÍSTICO: A ATUAÇÃO DOCENTE DE PEDRO AMÉRICO NA ACADEMIA IMPERIAL DE BELAS ARTES
  • Data: 31/08/2017
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  • A DEFINIR
  • MYZIARA MIRANDA DA SILVA VASCONCELOS
  • POVOS INDÍGENAS NA PARAÍBA: PRESCRIÇÕES LEGAIS E REPRESENTAÇÕES NOS MATERIAIS DIDÁTICOS DA HISTÓRIA LOCAL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL (1996-2015)
  • Data: 31/08/2017
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  • A sanção da Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o estudo da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio, públicos e privados, fomentou inúmeros debates acerca de sua implantação, principalmente, no tocante à formação docente e à produção de materiais didáticos pertinentes. A maioria destes materiais apresentam distorções e informações equivocadas a respeito da história e da cultura dos diferentes povos indígenas do Brasil, contribuindo para o reforço de imagens estereotipadas e ações discriminatórias. Acreditamos que o ensino de história local pode contribuir para superar este enfoque superficial e reducionista acerca dos indígenas, uma vez que possibilita a construção e a consolidação de identidades, sejam individuais ou coletivas, bem como o reconhecimento da diferença e da diversidade. Neste contexto, esta pesquisa dedicou-se à análise das representações dos povos indígenas nos materiais didáticos de história da Paraíba, destinados aos anos iniciais do Ensino Fundamental e publicados entre 1996- 2015, com base nas prescrições curriculares oficiais. Buscamos ressaltar, a partir do método da análise categorial, como os povos indígenas habitantes do estado da Paraíba vêm sendo representados nos materiais publicados antes e depois da Lei nº 11.645/2008, destacando mudanças e permanências.
  • ALINE MARQUES DA SILVA
  • PODER LOCAL NA PARAÍBA DURANTE A EXPERIÊNCIA DEMOCRÁTICA: política e relações de poder no município de Mamanguape (1947 – 1964)
  • Data: 31/08/2017
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  • A partir dos debates encontrados nas atas tanto da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, quanto nas da Câmara Municipal de Mamanguape, traçamos uma perspectiva de análise que observa como ocorreram as disputas de poder político e econômico a partir dos dois principais grupos políticos na região do município de Mamanguape: a família Lundgren e a família Fernandes de Lima. Para aprimorar a análise e distinguir qual grupo político angariava mais votos e assim se perpetuava no poder, utilizamos os dados eleitorais disponibilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, e a partir daí elaboramos tabelas que nos proporcionaram visualizar quem e em qual momento determinado grupo político demonstrou ter maior sucesso nas urnas, e isso significou ter maior controle sobre os votos da população local. Para isso o conceito de Cultura Política nos ajuda a compreender como as práticas clientelísticas e autoritárias destoavam descompassadamente em uma democracia que se tornava cada vez mais desejada, e ao mesmo tempo visualizamos como se davam as práticas políticas locais, percebemos que o ritmo democrático não se fazia presente neste cotidiano político. Assim, este trabalho busca compreender como a partir das práticas políticas locais o discurso democrático defendido por tantos, se tornou meramente demagógico em uma esfera de poder dominada pelas práticas clientelistas e por acordos particulares dentro do município de Mamanguape no período entre 1947 a 1964.
  • DANIEL SANTANA LEITE DA SILVA
  • INTERSECÇÕES RELIGIOSAS: COSMOLOGIA E ENCONTRO CULTURAL NA AMÉRICA PORTUGUESA QUINHENTISTA (1549-1597)
  • Data: 31/08/2017
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  • O Encontro entre índios e europeus se deu a partir de mútuas traduções culturais, na qual cada um via o outro de acordo com sua própria visão de mundo. Seguido pelos primeiros cronistas ainda tomado pelo fascínio e encanto do descobrimento do Novo Mundo, os missionários foram principais protagonistas no processo de entendimento da cultura dos nativos, ora visto como povos puros e aptos a serem novos cristãos, ora tomado de astuciosa conduta que prejudicava o contato e a sua conversão para o cristianismo. Sendo a ordem jesuíta a principal instituição no processo de colonização da fé ao longo do século XVI – um projeto realizado entre a Coroa lusitana e a Igreja –, estes missionários foram responsáveis pelo esforço em compreender e assimilar o Outro para poder convertê-lo efetivamente. A busca deste objetivo tinha na linguagem religiosa a chave de compreensão, onde a percepção da religião dos nativos permitiria, apoiado na sua desconstrução, edificar a religião cristã. Dito isto, o objetivo desta dissertação é apresentar como se deu este processo de decodificação da cosmologia Tupinambá a partir dos predicados euro-cristãos, a partir da primeira experiência jesuítica – as missões itinerantes – e a criação de manuais da fé para a conversão nativa – bem como do uso de Tupã e Anhangã para traduzir o sentido de Deus e Diabo.
  • THIAGO GOMES MEDEIROS
  • "Entre cartas e escritos: a trajetória do Padre Gabriel Malagrida e o seminário Jesuíta da Parahyba (séculos XVII e XVIII)"
  • Data: 31/08/2017
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  • O trabalho pretende analisar a trajetória do padre Gabriel Malagrida (1689-1761), na Companhia de Jesus, tendo como referência a cultura do Barroco e as regras do carisma inaciano para a compreensão da sua vida religiosa e atuação missionária no Brasil colonial na primeira metade do século XVIII. Para isso, é necessário retornar às bases de sua formação instrucional e doutrinária, que oferecem o suporte inicial para análise do seu comportamento barroco e os principais desdobramentos dessa cultura no seu jesuitismo; ou seja, nas suas práticas cotidianas. A cultura do barroco ajuda a traduzir a atuação do religioso, no Brasil setecentista, como missionário, professor, pregador e, também, como rebelde. Ao mesmo tempo, a pesquisa discorrerá acerca do período em que o Padre Malagrida permaneceu atuando no Novo Mundo, verticalizando seu protagonismo na Capitania da Paraíba do Norte com a construção do Seminário Jesuíta para formação de sacerdotes, anexo ao Colégio de São Gonçalo, sob os moldes e aspirações do Concílio de Trento. Ainda nesse sentido, analisaremos as vicissitudes que convergiram para a escassez de sacerdotes e de um colégio que instruísse os filhos dos colonos locais, no final do século XVII e na primeira metade do século XVIII, motivando, assim, solicitações dos Capitães-Mores, do Senado da Câmara e das autoridades eclesiásticas à Coroa portuguesa requerendo condições necessárias para que os inacianos se fixassem na capitania, atuassem nas missões, fundassem um colégio e, posteriormente, o seminário, atendendo aos pedidos dos moradores da mesma capitania. Também será estudado o antijesuitismo durante governo do Marquês de Pombal e as motivações persecutórias contra a Companhia de Jesus. Por fim, a vida padre Gabriel Malagrida; o processo de criação do Seminário da Paraíba; e a expulsão dos jesuítas da Paraíba, em 1759, são os principais pontos para a construção dessa narrativa histórica.
  • ANDREA SIMONE SILVA FERREIRA CARVALHO
  • PRA PRESERVAR O PATRIMÔNIO: AS CONTRIBUIÇÕES DA OFICINA-ESCOLA DE REVITALIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE JOÃO PESSOA-(1991-2015).
  • Orientador : RAIMUNDO BARROSO CORDEIRO JUNIOR
  • Data: 31/08/2017
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  • A DEFINIR
  • RODRIGO FERREIRA DA SILVA
  • LIBERDADE, ÁFRICA E TRAVESSIA: UMA VIAGEM HISTORIOGRÁFICA NA POESIA DE CASTRO ALVES (1863-1870)
  • Data: 28/08/2017
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  • A DEFINIR
  • RODRIGO FERREIRA DA SILVA
  • ÁFRICA, TRAVESSIA E LIBERDADE: UMA VIAGEM HISTORIOGRÁFICA PELA POESIA DE CASTRO ALVES (1863-1870)
  • Data: 28/08/2017
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  • O objetivo deste trabalho é analisar como Castro Alves em sua poética compreendeu a construção de África, bem como sua representação da travessia transatlântica, e ainda nesta perspectiva, compreender o papel de construir uma alusão a Palmares, nitidamente uma resistência dos negros ao sistema escravocrata, ao qual chamamos de África à brasileira. Deste modo, pretendemos viajar na representação que o poeta fez sobre África em Vozes D’África (1868), a travessia em Navio Negreiro (1868) e a construção de uma liberdade, em solo escravagista em Saudação a Palmares (1870). Metodologicamente, para esta pesquisa foi selecionado apenas três poemas para compreensão de seu pensamento, presentes em sua obra Os Escravos (1883), que reuniu sua produção poética postumamente, sempre posicionado contrário a escravidão e a situação do negro pela sociedade escravocrata brasileira. Como suporte teórico, embasamos nossos estudos em Edison Carneiro (1937), Costa e Silva (2006), Afrânio Peixoto (1947), João José Reis (1995), Rocha Pitta (1952), Nina Rodrigues (1976) e Paul Gilroy (2001) que aliados a outros pesquisadores pudemos compreender essa arqueologia do pensamento de Castro Alves. Apesar das inúmeras incongruências que o poeta apresenta em sua poesia, dedica-se a questões incomuns que é o negro e sua consequente escravização, apresentando-o ora como partícipe, agente e lutador, ora apresenta como sofrido e dócil, deixando enigmas em seu pensamento sobre a liberdade na sua poética.
  • MARIA EDVÂNIA DA SILVA
  • HISTÓRIA, MEMÓRIA E IDENTIDADE QUILOMBOLA NO CARIRI-CEARENSE (COMUNIDADES SÍTIO ARRUDA-ARARIPE E CARCARÁ-POTENGI).
  • Data: 21/08/2017
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  • A DEFINIR.
  • TATIANY DE OLIVEIRA SIMAS
  • HISTÓRIAS DE RESISTÊNCIAS DE MULHERES ESCRAVIZADAS EM PERNAMBUCO (1830-1856).
  • Data: 21/08/2017
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  • A DEFINIR.
  • TATIANY DE OLIVEIRA SIMAS
  • HISTÓRIAS DE RESISTÊNCIAS DE MULHERES ESCRAVIZADAS EM PERNAMBUCO (1830-1856).
  • Data: 21/08/2017
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  • Os crimes e transgressões praticados pelas mulheres escravizadas em oposição ao sistema escravista, enquanto instrumento de contestação, estiveram presentes no cenário do Brasil vigorado nas relações entre senhores e cativas desde sempre. Desse modo, esse trabalho, com base na história social da escravidão, pesquisou diversas formas de resistência como as fugas, infrações cotidianas e homicídios praticados pelas mulheres escravizadas, identificando essas ações como ato de se contrapor à escravidão. No nosso estudo, as mulheres escravizadas são destacadas como agentes e protagonistas históricas e, para tanto, investigamos as suas lutas, os mecanismos e estratégias de resistências construídas por elas, as quais buscaram melhores condições de vida e espaços de autonomia no cativeiro das suas variadas relações sociais. Analisamos, desse modo, as vivências de mulheres que habitavam as zonas urbana e rural e utilizamos como fontes históricas: jornais da época disponíveis no Acervo Digital da Biblioteca Nacional; registros de ocorrências criminais da Comarca da Província de Pernambuco que estão disponíveis no Arquivo Público Estadual de Pernambuco; e também os pedidos de solicitação de comutação de pena encontrados no Fundo do Ministério da Justiça, localizados no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. Todos esses documentos revelaram as transgressões que foram cometidas, os motivos e as circunstâncias em que ocorreram e quais penalidades eram aplicadas às mulheres que se colocaram contra o sistema opressor da escravidão. O período analisado corresponde a os anos 30 e 50 do século XIX, na província de Pernambuco. Por fim, destacamos que o referido estudo está vinculado à Linha de Pesquisa História e Regionalidades do Programa de Pós-graduação em História/UFPB. Palavras - chave: Escravizadas; Pernambuco; Resistência; Século XIX.
  • DIOGO PIMENTA PEREIRA LEITE
  • QUEM MANDA NO FUTEBOL DA PARAÍBA? Elites Políticas e Estado Novo (1941-1947)
  • Data: 04/08/2017
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  • O presente trabalho busca investigar aspectos da vida futebolística na Paraíba a partir da formação de suas Ligas, especificamente a Federação Desportiva Paraibana ao longo de sua existência do ano de 1941 a 1947, fundada por obrigatoriedade do decreto lei n.3.199 que regularizou os esportes e profissionalizou o futebol no país, sob a tutela do regime autoritário intitulado Estado Novo. Utilizando como fontes jornais, revistas e documentos oficiais problematizei aspectos importantes da reorganização do campo esportivo nesse período, já que a formação do Conselho Regional dos Desportos ligado diretamente à secretaria do interior do estado Paraíba, associado à entrada de novas forças políticas no seio dessa nova federação provocaram quatro renúncias coletivas e duas intervenções ao longo de sua existência, assim como o fim dos clubes ditos mais tradicionais que já participavam das Ligas anteriores. Questões como a profissionalização dos jogadores, a pluralização do discurso jornalístico e a formação de clubes vinculados a fábricas nesse período também são abordados para a tentativa de se compreender as mudanças e permanências que acompanharam a real aplicabilidade do decreto mencionado. Desta feita será possível analisar o alcance de um projeto nacional para os esportes em confronto com as possíveis tramas sociais que circundavam os bastidores da prática esportiva na Paraíba.
  • PRISCILA MAYARA SANTOS DANTAS
  • MULHERES EM MOVIMENTO: EXPERIÊNCIAS E ORGANIZAÇÕES DE MULHERES NO SERIDÓ E CURIMATAÚ PARAIBANOS (1990-1999)
  • Data: 30/03/2017
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  • Este trabalho analisa as experiências e lutas sociopolíticas de mulheres nas regiões do Seridó e Curimataú paraibanos, durante a década de 1990, intencionando problematizar suas atuações e as mudanças que se gestaram ao longo do processo, uma vez que a constituição de novos espaços de poder foram se edificando, como a formação de duas ONGs, o Centro de Educação Popular, popularmente conhecimento por Cenep, na cidade de Nova Palmeira, e o Centro de Educação e Organização Popular, o Ceop, na cidade de Picuí, entidades sem fins lucrativos com ideologias voltadas para as questões sociais e populares. Também busca refletir sobre as articulações firmadas entre Igreja Católica, adepta à Teologia da Libertação, formação do Partido dos Trabalhadores (PT) em algumas cidades das regiões, e a fundação de um sindicato, como foi o caso do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Curimataú (Sinpuc), em 1992. A partir dos documentos e entrevistas coletados, além de leituras sobre a historiografia da época, percebemos que nas regiões do Seridó e Curimataú paraibanos se configurou uma rede de mobilizações civis em torno dessas e de várias outras questões e interesses que compõem o universo sociopolítico. Fica notório, a partir da análise das fontes, um forte compartilhamento de insatisfações sociais, políticas e econômicas, na qual grupos, majoritariamente formados por mulheres, organizaram-se para minar com as problemáticas cotidianas resultantes das administrações públicas e reivindicar lugares de poder restritos a uma dada elite, heranças de práticas e culturas políticas visualizadas tanto em nível de estado quanto em um contexto nacional, fato que influencia diretamente nas articulações civis e populares nas regiões. Do ponto de vista teórico-metodológico, a dissertação desenvolveu-se no campo da Nova História Política em diálogo com a História Cultural, recebendo contribuições do historiador Edward Palmer Thompson, através do conceito de experiência. Aqui, a categoria cultura se coloca como campo importante de análise, pois possibilita elencar caminhos diferentes de compreensão em torno do pensamento dos sujeitos pesquisados, que opera por meio de costumes, tradições, rituais, desejos e sentimentos, aspectos fundamentais para perceber as experiências vividas e mudanças comportamentais adquiridos ao longo do tempo.
  • THAYNA CAVALCANTI PEIXOTO
  • José Rodrigues da Costa: um tipógrafo na Cidade da Parahyba (1848-1866)
  • Data: 30/03/2017
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  • Dos prelos da Typographia de José Rodrigues da Costa, foram impressos sucessivamente documentos provinciais dos anos de 1848 a 1862, além de uma média de 12 jornais e seis escritos de autores da província paraibana, entre 1848 a 1866. Devido a importância do proprietário deste estabelecimento tipográfico, enquanto um renomado tipógrafo, este trabalho tem por objetivo dissertar a trajetória de José Rodrigues da Costa enquanto um importante produtor e difusor da cultura escrita na capital da Província da Parahyba do Norte, entre os anos de 1848 e 1866 (ano de sua morte). Para tanto, considero José Rodrigues da Costa um intermediário da cultura escrita partindo pelo o que Robert Darnton (2010) categorizou de intermediários da literatura: aqueles que desempenharam atividades de editores, tipógrafos, impressores, livreiros, etc., que foram responsáveis tanto pela produção quanto pela propagação dos impressos em suas respectivas épocas. Atrelado a isso, é necessário que se acrescente as noções de culturas políticas e redes de sociabilidade, para identificar se as relações sociais estabelecidas pelo tipógrafo influenciaram ou não sua permanência no mercado de impressão na capital. Deste modo, a pesquisa baseia-se em um amplo conjunto de fontes, composto em sua maioria pelos jornais e alguns dos escritos impressos em sua oficina, e pela obra de Eduardo Martins A Tipografia do Beco da Misericórdia: apontamentos históricos (1978), que é referência sobre a trajetória do estabelecimento. Desta forma, foi possível identificar que o tipógrafo foi responsável pela produção de vários gêneros de impressos, e chegou ao ápice de sua atuação enquanto um intermediário da cultura escrita, na minha opinião, quando imprimiu um jornal de sua propriedade, O Publicador, esse que se tornaria um dos mais duradouros jornais da Paraíba no período imperial.
  • LARISSA BAGANO DOURADO
  • MULHERES CATIVAS NA PROVÍNCIA DA PARAÍBA DO NORTE: Tráfico Interno e Conquista da Liberdade (1850-1888)
  • Data: 23/02/2017
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  • O presente trabalho foi elaborado na Linha de Pesquisa de Historia e Regionalidades, tendo como objetivo examinar as experiencias historicas das cativas na provincia da Paraiba do Norte, visibilizando a presenca feminina no comercio de compra e venda de pessoas escravizadas na provincia, e suas acoes para alcancar a liberdade, principalmente, por meio da fuga, entre os anos de 1850 (fim efetivo do trafico Atlantico) e 1888 (abolicao da escravidao do Brasil). Alem disso, buscou-se compreender como se dava o processo de comercializacao de pessoas cativas na provincia paraibana, observando os valores dos impostos, os regulamentos, quem participava desse comercio, o lugar para qual o(a) cativo(a) era transferido, entre outras questoes. Embasado na Historia Social Inglesa, o estudo foi realizado a partir de analises quantitativas e qualitativas, e cruzamento de fontes. Para isto, analisou-se registros como: Livros de Meia Sisa (impostos) de pessoas escravizadas comercializadas dentro e fora da provincia da Paraiba, Relatorios de Presidente de Provincia e jornais paraibanos. As ultimas decadas do seculo XX foram marcadas por intensas transformacoes sociopoliticas que possibilitaram a visibilidade social da mulher e da populacao negra, e tambem a incorporacao dos mesmos como temas na producao historiografica, principalmente, a partir da decada de 1980. No entanto, ainda existem muitas lacunas na historiografia brasileira acerca das experiencias e vivencias das mulheres negras e escravizadas. Tornaram-se imprescindiveis estudos e pesquisas para a recuperacao historica da participacao e importancia das mulheres negras na sociedade brasileira, visto isso, e tentando preencher uma dessas lacunas que o presente trabalho foi construido.
  • MARCOS ALESANDRO NEVES DOS SANTOS
  • VILAS OPERÁRIAS: CENTROS DE ORDEM E EXCLUSÃO NA VILA OPERÁRIA DE CAMARAGIBE (1900-1929)
  • Data: 22/02/2017
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  • Este trabalho tem como intuito analisar a vila operária de Camaragibe, situada na região metropolitana do Recife, no início do século XX, mais precisamente de 1900-1929, tendo como foco a tentativa de ordenamento e exclusão sobre o operário. Para isso, foi feita uma releitura da historiografia relacionada ao período, com base em jornais da época e documentos internos da Fábrica de Camaragibe que nos possibilitaram uma melhor compreensão de como se estruturou a formação do “operário ideal”. As vilas, no final do século XIX e início do XX, representavam a moradia ideal, sendo vistas como o oposto à habitação proletária que, no discurso dito oficial, era o foco irradiador de doenças e “maus hábitos”. Uma das formas de afastar o trabalhador industrial desse meio seria através de tentativas de ordenamento Entre as características da vila operária de Camaragibe, estava o forte apelo católico que se fazia presente nas mais diversas atividades promovidas pelos diretores desde eventos como Natal, passando pelos bancos escolares, quando os filhos dos operários tinham aulas sobre a Bíblia e os valores cristãos. A tentativa de exclusão se dava através da localidade, que em sua grande maioria situava-se distante dos grandes centros urbanos, com intuito de através do isolamento, afastar o operário do convívio com outros trabalhadores e consequentemente de ideias que pudessem incentivar, greves ou levantes que viessem a atrapalhar a produção. Por fim, este trabalho terá o objetivo de analisar como ocorreram as sociabilidades dentro da vila, e em que medida as ações patronais se chocavam com os interesses dos trabalhadores no cotidiano fabril.
  • JOSE DOS SANTOS COSTA JUNIOR
  • PÁGINAS DE UM NOVO TEMPO: A INVENÇÃO DO CORPO INFANTIL E AS IMAGENS DA INFÂNCIA NO BOLETIM DA LEGIÃO BRASILEIRA DE ASSISTÊNCIA NA PARAÍBA (1947-1955)
  • Data: 20/02/2017
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  • A DEFINIR.
  • MYRAÍ ARAUJO SEGAL
  • ESPAÇOS DE AUTONOMIA E NEGOCIAÇÃO: A ATUAÇÃO DOS DEPUTADOS PROVINCIAIS PARAIBANOS NO CENÁRIO POLÍTICO IMPERIAL (1855-1875)
  • Data: 17/02/2017
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  • A partir da análise de um corpus documental diversificado, que inclui os Anais, Atas e o Regimento Interno da Assembleia Legislativa Provincial da Paraíba, os Relatórios dos Presidentes de Província e jornais do século XIX, buscamos no presente estudo compreender a atuação dos deputados provinciais paraibanos no Segundo Reinado, mais especificamente entre 1855 e 1875, período em que houve uma reconfiguração da política nacional. Partimos do pressuposto de que as Assembleias Legislativas Provinciais, criadas pelo Ato Adicional (1834), constituíram-se como importantes espaços de poder nos quais seus membros puderem discutir e legislar sobre as mais variadas questões, usufruindo, desta forma, de uma considerável autonomia e contribuindo para a construção do Estado nacional brasileiro. Com base no conceito de Culturas Políticas e de Redes de Sociabilidade, analisamos o funcionamento da Assembleia Legislativa Provincial da Paraíba, que era regida por uma série de “rituais”, e elaboramos um estudo prosopográfico dos deputados provinciais que atuaram no recorte temporal adotado, sobretudo dos indivíduos formados em Direito pela Faculdade de Olinda/Recife, onde parte considerável obteve o diploma de curso superior. Corroborando com a historiografia, identificamos que este tipo de formação se configurou como um dos distintivos da elite política nacional, uma vez que a maior parte dos deputados provinciais paraibanos que conseguiu chegar à Câmara dos Deputados era composta por bacharéis em Direito, conforme exemplificam as trajetórias dos políticos paraibanos Felizardo Toscano de Brito e padre Lindolfo Correia das Neves. Tendo em vista a relação dos deputados provinciais e outros agentes da elite política, como os vereadores e os presidentes de província, discutimos também acerca das municipalidades e da instrução pública na Paraíba, assuntos que frequentemente se encontravam no cerne dos debates e que, ao se constituírem como um dos campos de atuação dos deputados provinciais, podem ser considerados relevantes espaços de autonomia.
  • DAYANNY DEYSE LEITE RODRIGUES
  • MULHERES E POLÍTICA NO ESTADO DA PARAÍBA: A ATUAÇÃO DE LÚCIA BRAGA EM MEIO ÀS PRÁTICAS POLÍTICAS LOCAIS
  • Data: 09/02/2017
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  • Este trabalho teve como objetivo analisar a atuacao de Lucia Braga entre os anos de 1982 a 1988, momento em que adentra o campo da politica. No ano de 2017 completa-se 85 anos que o direito ao voto feminino foi institucionalizado no Brasil por meio do Decreto nº 21.076/32. Ate entao, as mulheres nao cabia a participacao na politica partidaria, sendo esse espaco ocupado majoritariamente por homens. Insatisfeitas com esta realidade, algumas mulheres transgrediram as normas vigentes e buscaram defender a participacao feminina no campo politico. Crescendo de forma gradual desde a conquista do direito ao voto, percebeu-se um aumento significativo da participacao feminina na politica partidaria a partir da decada de 1980, momento em que pela primeira vez alguns partidos politicos passaram a inserir as bandeiras de lutas femininas em seus programas politicos. E nesse contexto que Antonia Lucia Navarro Braga inicia sua caminhada junto ao campo da politica. Seu protagonismo nao deve ser desconsiderado, assim como nao se pode desconsiderar o fato de que, apesar de assumir uma aparente autonomia politica, Lucia Braga nunca rompeu de fato com as praticas caracteristicas da politica oligarquica da epoca. Enquanto primeira-dama do Estado, Lucia Braga se faz valer de diversas praticas politicas conservadoras para efetivar muitas de suas acoes. Praticas assistencialistas, populistas e controladoras sao verificadas no desenvolvimento das acoes encabecadas por Lucia Braga e sua equipe da Funsat, a exemplo da distribuicao de cestas basicas, materiais de construcao, e o proprio desenvolvimento do projeto Mutirao, que devido a sua metodologia de trabalho, pode ser apontado como uma forma de exploracao da mao de obra dos usuarios. E por meio de sua atuacao junto a populacao periferica do Estado, proporcionada pelo cargo que ocupou na Funsat que Lucia Braga se configura enquanto um importante nome politico no estado paraibano em meados da decada de 1980. Longe de objetivar negar o capital politico familiar portado por Lucia Braga, aponto a experiencia vivenciada por esta e o cargo que ocupou por ela na Fundacao Social do Trabalho, como os principais delegadores e constituidores de capital politico da entao primeira-dama. Este trabalho se insere na perspectiva da Historia Politica, nao aquela do seculo XIX, voltada apenas para as instituicoes do Estado, para os eventos de curta duracao ou para os grandes eventos, descrita pela primeira geracao da Escola dos Annales como “factual, idealista e psicologizante”. Segue-se a perspectiva da Historia Politica Renovada, que a partir da decada de 1980 teve que se aproximar e buscar aplicar questionamentos das Ciencias Humanas e Sociais e da Ciencia Politica, respondendo, de certa forma, as novas possibilidades propostas pela Nova Historia Cultural. Inserido nessa perspectiva, o conceito de “Capital Politico” foi abordado de forma transversal em todo o trabalho. Como fontes foi feito uso de tres livros autobiograficos, Tempo de viver tempo de contar, A casa da Palmeira e Garfes nossas de cada dia e outras historias; de textos publicados na imprensa local, como o jornal A Uniao, O Norte, O Momento e o Correio da Paraiba. Tambem inserido nesse conjunto de textos pertencentes a imprensa, a Revista da Funsat, fez parte do escopo documental; Alem de informacoes e dados disponiveis nos enderecos eletronicos oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral da Paraiba.
  • LUIZ MÁRIO DANTAS BURITY
  • Tempos misteriosos: uma história da população rural pelas estradas do mundo moderno (Paraíba, 1932-1962)
  • Data: 02/02/2017
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  • Os sertoes misteriosos povoavam a imaginacao e o cotidiano da gente que habitava as suas fronteiras. Entre os espinhos da vegetacao e a vastidao das campinas, viviam criaturas encantadas dotadas de forca e coragem inalcancaveis aos seres humanos. Ao longo do periodo compreendido pela seca de 1932 e o assassinato do lider campones Joao Pedro Teixeira em 1962, agricultores e vaqueiros experimentaram o novo tempo, o qual virou seu mundo de ponta a cabeca. O objetivo dessa dissertacao foi discutir como a populacao agraria viveu a modernizacao do mundo rural. A modernizacao tomava como redeas os projetos renovador, expansionista, democratizador e emancipacionista, conforme Nestor Canclini (2000[1989]), mas tambem se fez acompanhar dos processos de racionalizacao, leia-se desencantamento do mundo, para citar Max Weber (2004[1920]) e Antonio Pierucci (2005[2003]), de ascensao do regime de historicidade futurista, conforme Reinhart Koselleck (2006[2003]) e Francois Hartog (2014[2003]), e de alargamento da esfera publica, na esteira de Jurgen Habermas (2014[1962]). A mudanca se revestiu de jogos de poder, em meio aos quais foi esbocado o conceito de reacao, esse abria para os comportamentos e as representacoes possiveis no cenario que estava posto, considerando os valores, os habitos, as tradicoes daquela gente, mas tambem os conflitos que envolviam os padroes apenas parcialmente compartilhados por eles, nas margens de Edward Thompson (2011[1963]) e Roger Chartier (2002[1985]). Essas reacoes se davam em meio aos territorios que envolviam as diferentes culturas historicas que estavam em jogo, observe-se Elio Flores (2007). A documentacao foi composta dos processos civis e criminais impressos na Revista do Foro; dos suplementos agricolas do jornal A Uniao; da revista Paraiba Agricola; dos folhetos; dos romances regionalistas; para alem dos relatorios, mensagens, leis, entre outras referencias de uso mais pontual. Essa pesquisa assumiu o argumento de que nao houve ingenuidade na forma como a gente camponesa se movimentou no mundo politico, essa populacao barganhou a todo tempo os rumos desse processo, construindo, em meio as suas tradicoes e as referencias do novo tempo, uma cultura politica. A pesquisa mostrou a variedade de leituras do moderno que a gente camponesa inventou e a partir das quais ela se deslocou. O seu mundo povoado de chefes politicos, bandidos e padres passou a dividir espaco com o poder publico e os rumos desses personagens dotaram-se de outros contornos, com menos poder e de forma mais racional. Mas tambem as instituicoes modernas diagnosticaram essas mudancas, homogeneizando esses personagens sobre categorias estanques e menores em relacao aos significados que eles de fato tinham. A construcao da agenda modernizadora foi permeada por lutas de representacao, os quais mudavam de rota na medida em que os projetos alcancavam o cotidiano da populacao camponesa. Em meio a isso, a imprensa agricola foi um suporte importante para a racionalizacao dessas questoes e para a conducao delas enquanto pauta publica. Ainda nessa medida, as experiencias dos criadores de gado, cultivadores de algodao e plantadores de cana mostraram as cenas de violencia simbolica e os conflitos que permearam esse processo. Ao longo desse tempo, a populacao camponesa conquistou cada vez mais espaco no mundo publico, elevando a questao agraria ao primeiro posto das pautas nacionais, e barganhou, por dentro e por fora dos caminhos institucionais, formas de viver o mundo moderno. Para isso, pequenos proprietarios, por vezes, cercavam terrenos outrora comuns e moradores expulsos das usinas negociavam o pagamento pelas suas benfeitorias. Ao passo disso, os diferentes contornos das migracoes e os crescentes dados demograficos desautorizavam que se falasse em exodo rural, a reforma agraria se tornou projeto nas casas legislativas do pais e as ligas camponesas expuseram as muitas movimentacoes da gente camponesa com as ferramentas do moderno, na contramao de como agiram as elites, que, nao raro, rompiam com os preceitos da legalidade. Em outras palavras, a modernizacao foi um cenario importante para a democratizacao, que nao seguiu um caminho estanque, mas esteve envolto de muitos atropelos e novos rumos, pelo menos ate o ano de 1964, quando o golpe civilmilitar levou esse processo a termo.
2016
Descrição
  • ANTONIO MANUEL DA SILVA JUNIOR
  • "O TEMPO INTEIRO EU TENHO QUE ESTUDAR": A RELAÇÃO ENTRE ENSINO DE HISTÓRIA, JUVENTUDE E MÚSICA URBANA NO ENSINO MÉDIO.
  • Data: 31/08/2016
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  • O presente estudo tem por objetivo analisar a possibilidade das relações entre as canções das músicas urbanas com a juventude e o Ensino de História. Em outro ponto do estudo buscaremos na cultura escolar e nas ferramentas do Ensino Médio essa relação com os livros didáticos e as provas do ENEM. Utilizamos como fonte para a nossa pesquisa o volume 3 de três coleções de livros didáticos de História voltados ao Ensino Médio e as provas do ENEM de 1998 a 2015. Através da análise dos livros didáticos, realizamos uma abordagem geral do livro e a utilização de músicas no texto principal dos livros ou em suas atividades. Com relação as provas do ENEM, buscamos observar quais os principais temas trabalhados nas questões e a análise a partir da Matriz de Referência do ENEM de questões que contenham canções. Esta pesquisa assentou-se também sobre uma análise da importância do Ensino Médio para a juventude, a sua relação com os conteúdos e currículos e a importância da formulação do conhecimento histórico, dos saberes escolar e da consciência histórica. Este estudo está vinculado à linha de pesquisa “Ensino de História e Saberes Históricos” do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em “História e Cultura Histórica”. Através dele, buscamos traçar as principais relações existentes entre o rock e a juventude; a juventude e o Ensino Médio; a Cultura escolar e o Ensino de História; as canções e as ferramentas do Ensino Médio (Livros didáticos e ENEM) observando os avanços na educação do Ensino Médio no Brasil. É também foco desse estudo a análise da canção como documento histórico e como se deve tratar/trabalhar com o mesmo.
  • MARCONDES ALEXANDRE DA SILVA
  • O HOMEM E O PODER: A ATUAÇÃO POLÍTICA DO MAJOR-CORONEL THEODORICO BEZERRA - TANGARÁ/RN (1949-1965)
  • Data: 31/08/2016
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  • Esta dissertacao faz parte da linha de pesquisa Historia e Regionalidades vinculada a area de Concentracao Historia e Cultura Historica do PPGH da UFPB. Analisa o momento em que o Major-Coronel Theodorico Bezerra foi presidente do Partido Social Democratico (PSD) no Rio Grande do Norte, entre os anos de 1949-1965, e sua trajetoria de vida, a partir das relacoes que manteve na hotelaria, no comercio e na industria, ate tornar-se proprietario rural e investir todos os lucros que conseguiu em Natal, na Fazenda Irapuru/Tangara, que transformou aquela propriedade em um “imperio” (mundo particular). Ademais, a heranca simbolica familiar que herdou e os contatos que mantinha na capital potiguar o credenciaram a tornar-se um politico de destaque e grande ator social no periodo em tela. Tudo isso e considerado a partir de sua familia: os Bezerra e os Ferreira de Souza, que tiveram papel de destaque na politica de Santa Cruz e no Estado, na Primeira Republica (1889-1930) e na Era Vargas (1930-1945). Tambem se verificam as estrategias de propaganda e as fraldes eleitorais utilizadas por ele para conseguir conquistar e/ou ludibriar o voto do eleitor em favor proprio, dos seus familiares e/ou aliados politicos. Assim, procura-se entender como ele conseguiu chegar a ocupar e se manter na direcao da maior e mais poderosa agremiacao partidaria norterio-grandense e criar uma memoria coletiva de si a partir de tres lugares: a Fazenda Irapuru/Tangara, o Grande Hotel/Natal e a direcao do PSD potiguar.
  • FERNANDO DOMINGOS DE AGUIAR JUNIOR
  • Imagens da doença, políticas da notícia: Cenários e representações da aids na imprensa paraibana (1980)
  • Data: 31/08/2016
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  • A presente dissertação teve por objetivo central perceber por meio dos jornais – A União, O Norte e Correio da Paraíba – os discursos sobre a aids no cenário local, no contexto paraibano, iniciando-se por meio de reflexões teóricas que justificam a escolha dos jornais e da imprensa paraibana enquanto objetos desta pesquisa, ao mesmo passo que se apresenta uma narrativa que também busca justificar a tomada da doença – neste caso a aids – enquanto uma questão também da história, especificamente, por estar envolvida no contexto humano, revelando reações, relações, leituras e mudanças no contexto dos paradigmas sociais. A aids é apresentada no cenário das ciências humanas enquanto uma doença que foi anunciada pela imprensa, antes de seus primeiros casos serem diagnosticados, este também é o contexto encontrado na Paraíba – a notícia chega antes e ajuda a construir imagens da doença. Diante do contexto dos anos 1980, quando surge os primeiros casos de aids, pouco se sabia sobre a aids, com isso, imagens e metáforas foram creditadas à doença e consequentemente aos doentes. Neste cenário de limites e ignorância, a doença foi rodeada por preconceitos e personificadas por meio dos doentes, alvos de um estado que foi omisso e lento nas respostas efetivas de enfrentamento à epidemia, ao mesmo passo que as medidas criadas reforçavam preconceitos, resultando em violências cotidianas, num cenário já doloroso para os doentes. A recusa em aceitar tais violências levou os movimentos dos homossexuais pelo país a repensarem suas lutas; desse modo, organizaramse em grupos que ultrapassaram os limites do campo da sexualidade, e juntos cobraram do Estado brasileiro respostas contra a doença, levando o país a tornar-se referência mundial no enfrentamento à aids. Nesta pesquisa, podemos identificar os debates e discursos realizados por meio da imprensa paraibana, desde a exaustão da instituição dos grupos de risco até o questionamento desse lugar reservado à aids, abordando a doença e os doentes enquanto uma questão não prioritária para o estado da Paraíba, passando pela inviabilidade dos hospitais paraibanos em prestar assistências aos doentes, até a necessidade de acionar a saúde nos estados vizinhos, para cuidar daqueles que a Paraíba recusava-se em assistir. Desse modo, apresenta-se parte desse panorama da aids no contexto paraibano.
  • DANILO SANTOS DA SILVA
  • História e Protagonismo Negro: Africanidade, Cultural Histórica e Ensino de História na Trajetória Históricas de Abdias Nascimento (1944-1999)
  • Data: 30/08/2016
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  • O trabalho tem por objetivo estudar como a população negra desenvolveu uma nova perspectiva epistemológica pautada na experiência histórica negro-africana, a partir do encontro entre conhecimento histórico e ativismo sociocultural, em contraposição à produção do conhecimento e do ensino da história eurocêntrica. Para tanto, a pesquisa se desenvolveu a partir da análise do protagonismo de Abdias Nascimento, com base no que denominamos de momentos abdisianos: da pedagogia negritudinista (1944-1968), do quilombismo panafricanista (1968-1983) e do quilombismo parlamentar (1983-1999). O corpus documental da pesquisa se baseia na sua produção teatral, intelectual e política em torno das lutas antirracistas nacional e internacional no decorrer do século XX (1944-1999). O protagonismo de Abdias Nascimento ajudou na sistematização e na articulação entre o processo e o fazer históricos, onde a população negra assumiu ao mesmo tempo, o papel de produzir, transmitir e receber conhecimento histórico, que se configurou de maneira dialética e dialógica durante a sua práxis social antirracista, gerado e fundamentado na cultura histórica de resistência negroafricana.
  • MÁRCIO TIAGO APRÍGIO DE FIGUEIRÊDO
  • ―SOLIDÁRIOS NOS DEMOS AS MÃOS‖: AS ASSOCIAÇÕES MUTUALISTAS DE TRABALHADORES NA PARAHYBA DO NORTE (1881-1910)
  • Data: 30/08/2016
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  • Este trabalho visa analisar o associativismo mutualista dos trabalhadores na Parahyba do Norte no período compreendido entre 1881 e 1910. Estes sujeitos históricos que viveram o período do fim do século XIX e os primeiros anos do século XX na capital da Parahyba se organizaram politicamente por meio de sociedades que previam o auxílio mútuo. A partir dessa análise buscamos compreender como a classe trabalhadora desenvolveu a identidade de classe em meio as suas relações, tendo em vista a cultura associativa presente na formação desse processo. Para isso, ainda na introdução fizemos um breve percurso da historiografia do trabalho, salientando a necessidade de estudar a vida associativa. Nos outros momentos da dissertação, apresentamos como à política econômica e estética exercida no processo de modernização da capital afetou as condições de vida da classe trabalhadora, onde também mapeamos as sociedades fundadas no período trabalhado. Em seguida, inserimos as associações no cenário apresentado e observamos os seus funcionamentos. Por último, analisamos o caso da Sociedade de Artistas e Operários Mecânicos e Liberais, onde destacamos o seu processo de institucionalização, a relação com o mundo da política e o Estado. Como fundamentação teórica, utilizamos o referencial da História Social Inglesa e utilizamos diversas fontes como: livro de atas, relatórios de governos, almanaque e jornais. A documentação selecionada permitiu compreender como o associativismo marcou efetivamente a vida da classe trabalhadora na capital da Parahyba.
  • ALESSANDRA ARAÚJO DE SOUZA
  • DO QUARTO DE DESPEJO À SALA DE VISITA: EXPERIÊNCIAS E NARRATIVAS NOS DIÁRIOS DE CAROLINA MARIA DE JESUS
  • Data: 29/08/2016
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  • Este trabalho pretende analisar duas obras da escritora Carolina Maria de Jesus, Quarto de Despejo (1960) e Casa de Alvenaria (1961), ambas constituídas de diários escritos entre 1955 e 1961. A primeira foi escrita durante o tempo em que viveu na favela do Canindé – São Paulo. Continuidade da primeira, a segunda foi escrita após o sucesso de venda de seu primeiro livro, quando Carolina passa a viver num bairro de classe média e a circular nos meios intelectuais. A partir da reflexão sobre narrativa e experiência, interpretam-se essas duas obras como elaborações significativas sobre os processos históricos em que estão inseridas. As duas narrativas proporcionam um caminho para investigar as transformações vividas no Brasil no período, sob a ótica particular de um sujeito de uma mulher pobre, mas que se defrontou com algumas das principais questões de sua época: as transformações sociais e econômicas vividas na cidade que foi centro da industrialização brasileira, as dinâmicas culturais e apropriações de uma cultura popular que se refaz no contexto dessas transformações, as possibilidades de sobrevivência e de inserção social de camadas populares no mundo urbano, a emergência de novas formas de participação social e seus limites.
  • ISABELLE CRISTINE DE ALMEIDA SOUZA
  • "PRIMITIVOS HABITANTES DO BRASIL" REPRESENTAÇÕES DOS POVOS INDÍGENAS EM LIVROS DIDÁTICOS E REPORTAGENS DA REVISTA VEJA (2009-2014)
  • Data: 16/08/2016
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  • A DEFINIR
  • ISAAC CARDOSO SANTOS
  • O ENSINO DE HISTÓRIA NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE VITÓRIA DA CONQUISTA, BAHIA (2010 – 2014)
  • Data: 02/08/2016
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  • O presente trabalho se ocupa do ensino de História no ciclo de Alfabetização, especificamente sobre o lugar dessa disciplina no processo de alfabetização de crianças no município de Vitória da Conquista/Ba (2010-2014). Analisamos o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), programa federal, que expressa a importância de um currículo diversificado para tal Ciclo, composto por todas as áreas que compõem o currículo, o uso desse Programa justifica no recorte temporal, pois analisamos nosso objeto antes e depois da adesão do município baiano ao PNAIC. Para isso, trabalhamos com professoras alfabetizadoras, coordenadores da Secretaria Municipal de Educação (SMED) do município supracitado e coordenadores escolares. Analisamos a concepção de alfabetização desses profissionais, pois acreditamos que isso influi diretamente no sentido que dão à disciplina escolar História. Nesse sentido, analisamos também o currículo expresso e o currículo real destinados à disciplina em questão e à formação inicial e continuada das professoras alfabetizadoras. Utilizamos um diversificado corpus documental que inclui: documentos oficiais do Ministério da Educação relativos ao Ciclo que estudamos; currículos expressos e Plano Decenal de Educação de Vitória da Conquista/BA 2008-2018, projeto de quatro Cursos de Licenciatura em Pedagogia, planos de cursos e ementas da disciplina que trata da metodologia e ensino de História nos referidos cursos, questionário aplicado com os coordenadores da SMED e entrevistas transcritas realizadas com professoras alfabetizadoras e coordenadores escolares. Utilizamos pesquisadores clássicos que se dedicam ao ensino de História, tais como Abud (2007), Bittencourt (2009), Cerri (2011) e Fonseca (2009). Nosso trabalho está orientado pelos princípios da História Cultural e da metodologia oral e se baseia nos princípios da pesquisa qualitativa. Percebemos que a disciplina escolar História ainda ocupa um lugar coadjuvante no cenário do processo de alfabetização estrelado pelo dueto Língua Portuguesa e Matemática.
  • BARTOLOMEU HUMBERTO DE SOUSA
  • “Memórias Flageladas: Narrativas Sobre as Secas na Região do Cariri Cearense (1958-1970)”
  • Data: 29/07/2016
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  • Este trabalho – vinculado à linha de pesquisa História Regional do Programa de PósGraduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com Área de Concentração em História e Cultura Histórica – objetiva discutir e analisar as memórias produzidas sobre as secas na Região do Cariri cearense, engendradas a partir das narrativas orais e dos registros escritos, destacando as particularidades e singularidades existentes sobre a Região, mapeando e discutindo as rupturas e permanências culturais, geografias e históricas sobre a historiografia tradicional. Desta forma, é necessário entender e situar no tempo e no espaço as características da Região caririense em contrapartida ao Estado do Ceará e mesmo do Nordeste, contextualizando estas peculiares existentes desde a colonização, analisando as primeiras culturas e atividades econômicas, proporcionadas pelo clima favorável decorrente da Chapada do Araripe. De forma mais acentuada, nossa análise volta-se ao Século XX, mais precisamente nos anos 1958 e 1970, para perscrutar as constantes variações mnemônicas e representativas destas secas que ocorreram na Região. Assim, tornou-se interessante entender como ocorre o processo de construção das memórias sobre as secas, procurando meditar as tensões que envolvem as narrativas orais e os registros escritos, analisando, ainda, as disputas por estas memórias.
  • MARCIA JUSTINO ROLIM
  • PIBID E FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NA URCA (2009-2014)
  • Data: 20/06/2016
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  • As licenciaturas têm ganhado um caráter desafiador na contemporaneidade em se tratando dos processos de formações profissionais de iniciação à docência. Recentemente umas das contribuições atribuídas a esses processos é o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) na qualidade de desenvolver ações que são atribuídas na política de formação dos futuros profissionais docentes, que desenvolverão seu magistério dentro da Educação Básica. Como processo desafiador, buscamos conhecer a contribuição e os impactos que o PIBID desencadeou na Universidade Regional do Cariri (URCA), localizada na cidade de Crato/CE, região sul caririense, dentro do curso de História no período de 2009-2014. Para contemplar nossos objetivos, optamos por uma abordagem de pesquisa qualitativa, no que concerne a coleta de dados como respostas de questionários aplicados, duas entrevistas e discussões sobre formação de professor de História em processo de iniciação à docência, dentro do programa PIBID. Contribuíram com este trabalho, quarenta bolsistas, cinco professores supervisores das escolas públicas ligadas ao programa e a universidade e dois coordenadores de área do curso de História. Espera-se que seja mais uma contribuição em relação aos futuros profissionais dentro da educação que desenvolvem suas habilidades e competências dentro das especificidades aos conhecimentos adquiridos, em um processo de experiência enriquecedor para as licenciaturas nos dias atuais. Que este trabalho seja reconhecido como uma forma de contemplar mais um estudo de caso, dentro de um programa de formação profissional. Almejamos que outros trabalhos tenham o mesmo propósito ou aproximem a preocupação de uma formação acadêmica em nossos ambientes institucionais.
  • DAVIANA GRANJEIRO DA SILVA
  • A CONSTRUÇÃO DA PÁTRIA AMADA: Educação, patrimônio e nacionalismo na Paraíba durante a segunda guerra mundial (1939-1945)
  • Data: 16/06/2016
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  • Este trabalho traz reflexoes acerca das representacoes do jornal A Uniao, orgao oficial do estado, no que se refere as praticas patrioticas disseminadas e intensificadas no estado da Paraiba, em virtude da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Dentro da perspectiva da Nova Historia Cultural, a proposta e analisar de que forma o governo brasileiro, atraves desse periodico, contribuiu para a construcao de um sentimento de paraibanidade e em conseguinte, de um novo ideal nacional, que seriam tao necessarios para o estado de beligerancia. A abordagem desta pesquisa e qualitativa e a metodologia utilizada foi a analise de materias apresentadas nos jornais no recorte temporal estabelecido, bem como o dialogo com teoricos que tratam da tematica. Intercalando os estudos teoricos com a pesquisa nas fontes, tornou-se possivel construir uma narrativa que pretende contribuir com a historiografia brasileira da Segunda Guerra Mundial. As inquietacoes acerca de como foi disseminada uma educacao patriotica na Paraiba, essencial para o contexto da guerra, e mais do que isso, de como a populacao paraibana sentiu os desdobramentos desse evento catastrofico em seu cotidiano, estabelecendo relacoes de sentido e de resistencia, se constituem como grande desafio e o cerne para a construcao dessa narrativa historiografica.
  • SABRINA RAFAEL BEZERRA
  • NO DIREITO, O GÊNERO: MULHERES E EXPERIÊNCIAS NA PARAÍBA (1956-1972).
  • Data: 17/05/2016
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  • O presente trabalho traz a história de vida de três mulheres do campo do Direito na Paraíba. Destaco-as assim, pois a ênfase que foi dada às suas trajetórias nesse trabalho perpassa pelo espaço de suas vidas profissionais. Tendo por recorte temporal as décadas de 1950, especificamente iniciando no ano de 1956 até o ano de 1972, períodos políticos de grande importância na história do Brasil, pois trata-se de um momento de transição de uma Democracia para uma Ditadura Militar, esse período histórico foi o elo que uniu essas três personagens, que apesar de se conhecerem e viverem bem próximas geograficamente suas experiências acabaram sendo vividas longe umas das outras. Esse período histórico acabou marcando a vida de cada uma de maneira bastante peculiar. Com isso, essas três personagens possibilitaram o levantamento de problemáticas acerca das relações de gênero e das relações de poder, as quais se cruzam, ocasionando pensar como essas relações se deram para essas mulheres que ousaram ocupar lugares no mundo do trabalho antes negados e romperam com papéis de gênero pré-estabelecidos socialmente. A resistência de uma, o pioneirismo de outra e a coragem de lutar são características dessas três mulheres do Direito que abriram caminhos para que outras viessem hoje a ocupar.
  • LUCIAN SOUZA DA SILVA
  • NADA MAIS SUBLIME QUE A LIBERDADE: O processo de abolição da escravidão na Parahyba do Norte (1870-1888).
  • Data: 13/05/2016
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  • Este trabalho foi desenvolvido junto ao Programa de Pós-Graduação em História, com área de concentração em História e Cultura Histórica, e na linha de pesquisa em História e Regionalidades. Tem como objeto o processo no qual findou a escravidão no Brasil, e mais especificamente na província da Parahyba do Norte, à partir da atuação dos abolicionistas, dos políticos e dos escravizados. O recorte temporal são as últimas décadas do século XIX (1870- 1888), anos nos quais a crise do escravismo se acentuou. Para tanto, nos apoiamos aos aportes teóricos da História Social, com as contribuições de E. P. Thompson, mas notadamente o conceito de experiência. A metodologia empregada para alcançar os objetivos propostos, foram basicamente a análise do discurso e a micro-história. Os séculos de escravidão foram responsáveis por forjar uma Cultura Política Escravista, capaz de influenciar desde ações cotidianas entre a população livre e pobre, sobretudo o posicionamento conservador de parte da elite política, ou ainda na insistência de juízes e proprietários. Utilizamos um diversificado corpus documental que incluem: jornais, correspondência das juntas de classificação, relatórios dos presidentes de província, ações de liberdade e outros. Nossa pesquisa, analisa em três segmentos que se complementam assim, a atuação dos abolicionistas, seus discursos e ações, com a criação de associações abolicionistas e jornais; o posicionamento de dois políticos representantes da província, sobre a escravidão, como o debate sobre imigração chinesa travado por Manoel Pedro Cardoso Vieira o “voto em separado” ao projeto da Lei Saraiva-Cotegipe, do Visconde de Souza Carvalho; e a resistência dos escravizados através das ações de liberdade. Percebemos que mesmo a província ter um pequeno número de escravizados, houve uma forte oposição ao fim da escravidão.
  • JADSON PEREIRA VIEIRA
  • ENGENHO DE MEMÓRIAS: MULHERES CAMPONESAS, ESCRITAS DE SI E A FORÇA DA AMIZADE (1975-1984)
  • Data: 12/05/2016
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  • Pensar as escritas de si refletidas nas memórias de mulheres lideranças camponesas entre os anos de 1975 e 1984 diz respeito a uma produção historiográfica. Assim, esta dissertação traz à luz escritos sobre as trajetórias de luta de Maria de Lourdes de Souza Quincas; Josefa Ermina Cobé Nêm Cobé; Maria do Céu Cobé e Beatriz Pedro da Silva, líderes comunitárias que lutaram pelos direitos dos/as trabalhadores/as rurais do Engenho Geraldo de Alagoa Nova-PB. Elas são apresentadas na perspectiva de uma narrativa cujo objetivo é construir a história dos anos de luta na comunidade. Buscam-se perceber os aspectos relacionados às memórias das quatro líderes camponesas que atuaram diretamente na luta pelo direito à posse da terra, promovida pelos/as trabalhadores/as da comunidade supracitada. Baseando-se no aporte teórico dos debates sobre gênero apresentados por Joan Scott (2006); sobre escritas de si, elaborados por M. Foucault (1992) e seus comentadores; sobre amizade, por F. Ortega (2002) e sobre memória, por M. Halbwachs (2006), pretende-se contribuir com o fortalecimento da história dos movimentos sociais e das mulheres no Estado da Paraíba, tecendo nestes escritos uma narrativa possível para problematizações futuras.
  • MADAY DE SOUZA MORAIS
  • “O ENSINO DE HISTÓRIA NO LICEU PARAIBANO OITOCENTISTA (1839-1886)”
  • Data: 09/05/2016
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  • Nosso trabalho é um possível exemplo de escrita e do diálogo acerca do campo das Disciplinas Escolares e do Ensino de História. Por meio das fontes trabalhadas pelos (as) pesquisadores(as) da História da Educação paraibana sobre o século XIX – documentos oficias (relatórios, discursos, falas, mensagens e ofícios dos presidentes de província e diretores da Instrução Pública), dicionários, leis e regulamentos, mapas, banco de dados, jornais e o arcabouço historiográfico, fomos unindo informações e construindo conhecimento acerca do saber, ciência, cadeira e disciplina de História na instrução secundária paraibana -, procuramos inferir igualmente sobre o debate, influência e os limites da disciplina de História no Liceu da Paraíba Oitocentista, assim como as preocupações com a “qualidade do ensino”, tanto no que diz respeito à relação professor/aluno, à associação com outros saberes, quanto pelo domínio do material utilizado. Outra característica de nosso trabalho foi a de ressaltar a comunicação entre os sujeitos que compõem a instrução pública secundária na Paraíba do século XIX - professores, alunos, diretores da instrução pública, presidentes da província, inspetores, comunidade -, dentro e fora das paredes liceais. Destacamos igualmente que os dados quantitativos foram de extrema importância, para a avaliação da quantidade de alunos - matrículas e frequência -, cadeiras, materiais, entre outros; como também a relação destes com os relatórios/legislação possibilitaram interpretações mais consistentes sobre a configuração da construção do saber escolar relativo ao ensino de história. Dessa forma, com base nos pressupostos e possibilidades levantadas pela História Cultural, procuramos fazer uma abordagem focando na cultura escolar e cultura material escolar – obras, objetos e métodos -, com ênfase nos estudos das Disciplinas Escolares e do Ensino de História.
  • MARCIA DE ALBUQUERQUE ALVES
  • UMA DÉCADA DA LEI 10.639/2003 NOS CURSOS DE HISTÓRIA DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR NA PARAÍBA: Formação, Pesquisa e Ensino
  • Data: 07/04/2016
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  • Com a promulgacao da Lei 10.639/2003, tornou-se obrigatorio o Ensino de Historia e Cultura Afro-brasileira na Educacao Basica. Diante dessa nova demanda, a finalidade do nosso trabalho, de modo mais abrangente, e observar, na primeira decada de existencia da lei, de 2003 a 2013, como tal lei se reflete no espaco formativo do professor de historia, nos Cursos de Historia das Instituicoes Publicas de Ensino Superior na Paraiba. Na intencao de cumprir este objetivo, elaboramos uma discussao sobre a Lei 10.639/2003, tracando sua trajetoria entre as reivindicacoes das demandas sociais organizadas, os Projetos de Lei (PL) que antecederam sua regulamentacao e os documentos normativos que orientaram sua implementacao. Na sequencia, enfatizamos os Cursos de Historia das Instituicoes Publicas de Ensino Superior na Paraiba, bem como, consequentemente, a Historia e Cultura Afro-brasileira discutidas nas producoes academicas destas instituicoes. Fundamentada no campo historiografico da Historia Cultural, esta pesquisa procurou compreender a relacao entre o “lugar”, os procedimentos de analise e a construcao de um texto mediante a operacao historiografica de Michel de Certeau (2011), dialogando com Bloch (2001), Burke (1992), Cardoso (1997; 2012a; 2012b), Hobsbawm (2013) e Rusen (2010). Enquanto fonte, utilizamos os Projetos Pedagogicos dos Cursos de Historia (PPC’s), Planos de Curso das disciplinas de Historia da Africa, acoes dos Nucleos de Estudos Afro-brasileiros e Indigenas (NEABI’s), praticas dos Grupos de Pesquisa em Historia e as producoes academicas. Alem disso, alguns pontos nortearam o desenvolvimento deste estudo, tais como: a atuacao de uma demanda social organizada, uma legislacao especifica, o Ensino Superior de Historia comprometido com a diversidade etnico-racial, a presenca das populacoes negras na Historia do Brasil e da Paraiba como sujeitos historicos e, por fim, a utilizacao da producao academica como fonte de pesquisa e Ensino de Historia. Acreditamos que a Universidade deve proporcionar aos alunos, futuros professores da Educacao Basica, subsidios para que possam, em sala de aula, desenvolver uma consciencia historica, favorecendo a abordagem de conceitos e conteudos por meio de procedimentos e metodos que conduzam o discente a atitudes protagonistas na sociedade. Destacamos, em ultimo momento, os avancos significativos no tocante as leis especificas, as producoes academicas e aos debates abordando a Educacao para as relacoes etnico-raciais. Isto posto, percebemos em nossa pesquisa que ainda e preciso mais incentivos por parte das Instituicoes para implementacao da Historia da Africa e da Cultura Afro-brasileira no Ensino Superior que contribua com a formacao do Professor de Historia, especialmente da Educacao Basica.
  • CRISOLITO DA SILVA MARQUES
  • FÉ E PODER: imaginário coletivo sobre o Padre Luiz Santiago na cidade de Cuité – PB - (1929-1941).
  • Data: 29/03/2016
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  • Nesta pesquisa analisamos a imagem do Padre Luiz Santiago no imaginário coletivo da sociedade cuiteense, entre 1929 a 1941, através da sua trajetória de vida pessoal e sacerdotal, seu contexto sócio-político, considerando suas ações e posturas contraditórias. Resgatamos não só a história deste personagem, mas também do município citado; Discutimos a função das esferas político e religiosa para entender especificamente a dominação tradicional e carismática na história de Cuité, no final da década de 20 e início de 40 do século passado. Observamos reflexos de sua influência na sociedade da época e atualmente. Mostramos como o homem estudioso, sacerdote e político, tornou-se em um determinado momento, um líder daquela sociedade. Levantamos a hipótese de que, em suas diferentes facetas, Santiago tornou-se uma espécie de coronel da região, usando todo o seu prestígio, status social e poder como prerrogativa de liderança, deixando marcas de preconceito e intolerância religiosa. Como referencial teórico, fundamentamos nos estudos de Bourdieu (2006), Chartier (1990), Foucault (2014), Azzi (1987), Ferreira (1994), Mainwaring (1989), Gurjão (1994) e Santiago (1936). Metodologicamente, analisamos documentos pertencentes ao personagem em estudo, documentos oficiais da Igreja Católica, processos judiciais, arquivos da Prefeitura Municipal de Cuité e elementos do contexto histórico e geográfico, indispensáveis ao estudo realizado. Finalmente, os resultados obtidos mostram um importante legado deixado pelo referido padre para Cuité e região, principalmente no que se refere ao religioso, científico e cultural.
  • DMITRI DA SILVA BICHARA SOBREIRA
  • PARA ALÉM DO “SIM, SENHOR”: A ALIANÇA RENOVADORA NACIONAL (ARENA) E A DITADURA MILITAR NA PARAÍBA (1964-1969)
  • Data: 29/02/2016
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  • Esta dissertacao e fruto de pesquisa desenvolvida para a obtencao do titulo de Mestre junto ao Programa de Pos-Graduacao em Historia da Universidade Federal da Paraiba (PPGH-UFPB). Nela estudamos a Alianca Renovadora Nacional (Arena), partido politico criado pela ditadura militar instaurada no Brasil no ano de 1964. Atraves do Ato Institucional nº2 (AI-2) foram extintas as legendas criadas em 1945 e instaurado um sistema com apenas dois partidos: a Arena, apoiadora do regime autoritario, e o Movimento Democratico Brasileiro (MDB), partido de oposicao. Temos como objetivo verticalizar a analise da atuacao da Arena na Paraiba, focando no seu Diretorio Regional, na politica estadual e, eventualmente, no ambito municipal. Nosso recorte temporal sao os anos de 1964 ate 1969, neles analisaremos a atuacao dos partidos no golpe civil-militar na Paraiba, a formacao do Diretorio Regional arenista nesse estado e nos municipios de Serra Branca e Sousa, buscando entender a distribuicao das oligarquias locais no sistema bipartidario. Examinaremos o desempenho eleitoral do partido nas eleicoes ocorridas em 1966 e 1968, destacando os pleitos de senador e prefeito da cidade de Campina Grande, os quais nos ajudam a entender a relacao entre as diferentes coalizoes internas que o compunham. Por fim, analisaremos a atuacao dos arenistas paraibanos representantes eleitos para cargos estaduais e federais, como intermediarios politicos entre a sociedade civil e os militares comandantes do regime autoritario. Atraves de documentacao previamente selecionada, buscamos entender como as diversas oligarquias distribuidas em um sistema pluripartidario, que, apesar de rivais eleitorais, partilhavam a mesma cultura politica, conseguiram compor um unico partido, bem como conceber a relacao dos arenistas paraibanos com a ditadura, decifrando as razoes para a criacao da imagem do partido do “sim, senhor”.
  • BENTO CORREIA DE SOUSA NETO
  • GOVERNO INTERVENTORIAL E RELAÇÕES DE PODER NA PARAÍBA PÓS-1930: A ADMINISTRAÇÃO DE GRATULIANO BRITO (1932 – 1934)
  • Data: 29/02/2016
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  • O presente trabalho visa analisar a administracao do interventor Gratuliano da Costa Brito (1932-1934) no contexto de centralizacao politico-administrativa e de rearticulacao das forcas politicas em niveis nacional e estadual do pos-1930. A partir dessa analise, buscamos compreender quais foram as medidas adotadas por este governo no sentido de uma reorganizacao dos setores funcionais do Estado da Paraiba assim como os impactos politicos e sociais dessas medidas nas relacoes existentes entre o Estado e as forcas oligarquicas locais. Entendemos que apesar da chamada “Revolucao” de 1930 nao ter resultado em mudancas profundas na estrutura politica vigente na Primeira Republica, ela acarretou transformacoes significativas no sentido de possibilitar a ascensao de um modelo de Estado Nacional que se propunha moderno e racional. Esse processo se desenvolveu concomitantemente com uma reestruturacao das maquinas administrativas estaduais que procuraram acompanhar as mudancas implantadas em ambito nacional. Portanto, nosso objetivo foi o de avaliar de que forma isso se deu na Paraiba e quais as particularidades encontradas ao longo desse processo no estado. Como fundamentacao teorica para nossas analises, apropriamo-nos das contribuicoes da Nova Historia Politica, assim como do conceito de Cultura Politica. Em relacao as fontes utilizadas, tomamos por emprestimo as contribuicoes de diversos autores que tratam do tema e do periodo em questao, bem como de fontes primarias manuscritas e impressas relativas ao referido governo (documentos oficiais, periodicos, relatorios, etc.).
  • ROZEANE PORTO DINIZ COSTA
  • “O Farol de Joana Preta:Heterotopias em Olivedos –PB (1940-1970)”
  • Data: 23/02/2016
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  • A pesquisa teve como objetivo perscrutar as memorias referentes ao “Farol e a Joana Preta,” em Olivedos - PB, (1940-1970). Espaco de trocas comerciais e sexuais, entendi o “Farol” dentre outras configuracoes, como um lugar praticado e como um espaco heterotopico do desvio, a partir de teoricos como Foucault (2001) e Certeau (1994). Fiz uso do metodo da oralidade e a partir dai entrevistei onze pessoas selecionadas de acordo com a idade e o conhecimento dos fatos historicos de Olivedos atrelados ao Farol e a Joana Preta. Para fundamentacao da discussao de memoria me embasei em teoricos como Candau (2011), com suas classificacoes da memoria e Montenegro (2007), para a discussao de oralidade. O olhar da pesquisa se orientou, no primeiro capitulo para a discussao de Joana Preta enquanto protagonista do Farol, historicizando o termo “preta” e suas representacoes para compreender de que forma o nome de Joana passou a ser acompanhado do termo no sentido de sobrenome. No segundo capitulo problematizei as configuracoes identitarias de Joana Francelino de Lima, compreendendo a partir de Hall (2000, p. 108), que as identidades sao “fragmentadas e fraturadas,” multiplas. Ainda nesse capitulo, apresentei as taticas de Joana Preta para encontros com parceiros sexuais e seu encontro com a igreja catolica. No terceiro capitulo, analisei o Farol e suas representacoes para Olivedos como “lugar praticado,” multiplo e nomeado de acordo com a configuracao atribuida pelos populares. No quarto capitulo, analisei as tramas historicas que levaram a desativacao do Farol em detrimento do processo de urbanizacao do Municipio. Assim a operacao historiografica aqui tecida ocorre a partir da discussao de espaco, bem como das identidades de Joana enquanto protagonista do Farol e representacao da Historia das Mulheres em Olivedos-PB. Dessa forma, essas e outras historias sobre Joana e o Farol serao aqui encontradas a partir do que fabrica o historiador e serao representacoes da Historia da Paraiba.
  • LEANDRO VILAR OLIVEIRA
  • Guerras luso-holandesas na Capitania da Paraíba (1631-1634): um estudo documental e historiográfico
  • Data: 22/02/2016
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  • Durante a primeira fase que compreende o periodo do Brasil holandes (1630-1636), a qual corresponde, de acordo com Evaldo Cabral de Mello (2007), a fase de conquista e consolidacao das campanhas militares promovidas pela Companhia das Indias Ocidentais (West-Indische Compagnie – WIC) no atual nordeste brasileiro, a Capitania da Paraiba foi das quatro capitanias iniciais a serem conquistadas, a penultima a se render. Isso ocorreu apos tres conflitos, dos quais os portugueses e espanhois sairam vitoriosos em dois. A proposta deste estudo foi analisar como se desenvolveram as tres expedicoes holandesas na Capitania da Paraiba, ocorridas em dezembro de 1631, e em fevereiro e dezembro de 1634; sua repercussao para a colonia, sua ligacao com os conflitos ocorridos nas capitanias vizinhas de Itamaraca, Rio Grande e Pernambuco, e as dificuldades que os holandeses tiveram para conquistar a capitania paraibana, pois nossas conclusoes revelam que a empresa belica empreendida pela WIC para conquistar a Paraiba, consistiu em um dos varios desafios que a Companhia enfrentou nestes primeiros anos. Este estudo foi pautado sobre a analise de quatro fontes primarias, escritas por personagens que participaram do evento em questao: a relacao escrita por frei Paulo do Rosario, OSB (1632); o diario de viagem escrito pelo soldado alemao Ambrosio Richshoffer (1677), o qual serviu no exercito da WIC; as memorias diarias do governador de Pernambuco Duarte de Albuquerque Coelho (1654), e os anais historicos de Joannes de Laet (1644), um dos diretores da WIC, em Amsterda, o qual nao foi testemunha direta. Tais fontes expressam os pontos de vista do lado portugues e do lado holandes, de forma a se construir um relato sobre tais conflitos comparando as narrativas dos dois lados do campo de batalha. Para a abordagem destas fontes, optou-se por uma metodologia de analise de discurso e analise literaria, a fim de compreender as variacoes textuais e discursivas de cada um dos autores, evidenciando como seus valores interferiram em suas opinioes e juizos acerca de tais batalhas. No caso da analise dos conflitos, estes foram pautados na abordagem da “nova historia militar”, campo de estudo surgido na esteira da “nova historia”, o qual procura repensar o estudo das forcas armadas e da guerra, nao se limitando a historia tradicional da guerra, pautada nas batalhas e em fatores politicos e economicos, mas procurando compreender a guerra nos seus preceitos sociais, culturais, religiosos entre outros.
2015
Descrição
  • RAYSSA ANDRADE CARVALHO
  • LEITURAS SOBRE REPRESENTAÇÕES IMAGÉTICAS FEMININAS NEGRAS EM LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA (1997-2014)
  • Data: 30/11/2015
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  • O presente trabalho dissertativo tem como proposta a leitura de imagens visuais que retrataram mulheres negras nos livros didáticos de História para o Ensino Fundamental produzidos nos anos de 1997 e 2010 e em circulação nas escolas públicas do município de João Pessoa-PB, nos períodos de 2000-2001 e 2013-2014. O estudo se insere no campo da História da Educação, vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos, com área de concentração em Cultura Histórica. Desse modo, nos aportamos nos estudos de Choppin (2004); Bittencourt (2004) Gatti Jr. (2004) Cassiano (2007) Munakata (2012), tratando sobre os processos de produção, escolha e distribuição dos livros didáticos. Para a pesquisa, utilizamos metodologias quantitativas e qualitativas, assim, fizemos o levantamento dos títulos de História distribuídos nos períodos supracitados, chegando as coleções didáticas: História – Edição Reformulada, com edição de 1997, da Editora FTD e Projeto Araribá História, com edição de 2010, da Editora Moderna. Ademais, tomando a perspectiva teórica de Chartier (2002), consideramos as representações femininas negras construídas nos textos literários do século XIX, na obra Casa Grande e Senzala de Freyre (2003) e na literatura didática produzida no período de 1980 a 2010. Para analisar as iconografias presentes nos livros escolares usamos os estudos de Mauad (2007) e Bueno (2011), montando um método de leitura de imagens. Dessa forma, observamos as imagens femininas negras veiculadas nos conteúdos de História do Brasil, buscando discutir as mudanças e as permanências nas representações consagradas pela historiografia didática, como a da “mulata” e da “mãe preta”, produzidas pelos discursos literários, médicos e pela historiografia oficial. Portanto, compreendemos que as representações contidas nas imagens visuais dos livros didáticos de História podem influenciar na construção identitária dos/as alunos/as.
  • JOSE RUNIVALDO MARQUES PASCOAL
  • Estratégias e Táticas nas Visitações da Inquisição Portuguesa ao Brasil: O Imaginário da Teatralização da Fé, Primeiros Regimentos e Direito Inquisitorial (1552 – 1620)
  • Data: 31/08/2015
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  • Na perspectiva da Historia Cultural e atraves de estudo comparativo, esta dissertacao propoe que durante as visitacoes executadas pelo Tribunal do Santo Oficio aos espacos da Bahia, Pernambuco, Paraiba e Itamaraca, entre o termino do seculo XVI e inicio do XVII, os representantes da fe fomentaram diversas estrategias de propagandas que se apoiaram em diversos mecanismos simbolicos de carater visual ou oral para por em destaque uma certa dramaturgia, que foi capaz de modificar o convivio social nos territorios coloniais os quais foram investigados para tentar se estabelecer nos mesmos uma vigilancia sobre as crencas religiosas e as condutas morais dos colonos e, dessa maneira, possibilitar o enfrentamento dos comportamentos transgressores que ameacavam a tao sonhada homogeneizacao da cristandade. Nesse contexto de forte sentimento religioso, os editos, monitorios, a preparacao das visitas diocesanas e inquisitoriais, as cerimonias, procissoes, sermoes da fe, o estimulo a denuncia e as confissoes, a simbolica contida durante as apresentacoes publicas, a exposicao dos sambenitos dos processados nas igrejas, a ritualistica processual e toda a sorte de rituais se constituiram paulatinamente em instrumentos publicitarios estimuladores do discurso do “perdao” e “misericordia” disseminados pelos que se representavam como herois da cristandade unicos que podiam cortar com o seu gladio da justica, o mal das heterodoxias e aplicar, de acordo com os regimentos de 1552 e 1613, as normas e deveres estabelecidos, transformando desse modo, o momento de sua chegada e permanencia nesses lugares numa espetacularizacao da fe, capaz de dar um sentido logico para implementacao e pertinencia da sua justica discricionaria, responsavel por direcionar as relacoes de sociabilidades que deviam ser pautadas, de acordo com os discursos dominantes, pelo combate armado de fe e coragem a fim de garantir a tao deseja vida apos a morte e o religar transcendental.
  • RAPHAEL PERICLES DA SILVA BORGES
  • Uma cocada nem sempre é apenas uma cocada: Bezerra da Silva e a fabricação do "malandro rife" (1980-1986)
  • Data: 31/08/2015
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  • Bezerra da Silva é o narrador das utopias sociais constituídas em uma territorialidade dos subúrbios cariocas. (Re)conhecido pela irreverência de suas letras e modo peculiar de entoá-las, tem sua produção fonográfica marcada pelo tropos da ironia. O presente projeto visa discutir como um cantor de periferia consegue transpor espaços reservados nas transmissões radiofônicas e vendas de discos com temáticas sobre o mundo do crime e, em especial, as drogas. Pretendemos, dessa forma, compreender os desdobramentos através da interpretação dos diferentes protestos sociais, principalmente nos anos de 1980 a 1985 durante o período da ditadura civil-militar, presentes nos fonogramas do cantor. Estamos, portanto, articulando letra e música a uma questão sociocultural, assim nos inserindo na reflexão da história cultural. Por fim, ressalta-se que a música como desdobramento e ponto de produção da cultura histórica pode revelar o modo como o sistema social se ajusta e como os seus participantes percebem a si próprio e ao mundo exterior, pois a concepção da cultura musical, atrelada à reflexão dos fonogramas pela estrutura poético-verbal, não se prende à análise simplista das letras nas canções de Bezerra da Silva. Palavras-chave: Bezerra da Silva. Phonograms. Cultural history.
  • GLAUCENILDA DA SILVA GRANGEIRO
  • “ Nordeste viril: representações da masculinidade no Cinema brasileiro sob o olhar de Guel Arraes (2000-2003)”
  • Data: 31/08/2015
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  • A presente dissertação está vinculada a linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos com a área de concentração em História e Cultura Histórica, do PPGH-UFPB. A cultura ora move a sociedade, ora por ela é movida, o que faz com que algumas de nossas práticas culturais legitimem objetos, imagens e discursos. Dessa forma, o cinema, como uma das possibilidades de manifestação da cultura histórica utiliza-se dela para produzir e legitimar representações que afirmam ou negam identidades. Dentro dessas representações encontramos a do homem nordestino. Por algumas dessas representações criamos o imaginário de que o nordestino é um ser rude e truculento e isso nos levou a construirmos uma maneira própria de pensar sua masculinidade, consagrada, sobretudo na figura do “cabra-macho”. Este trabalho tem como proposta abordar como essa representação atua por meio de construções, ou, até mesmo de desconstruções de uma cultura masculina, inscrita numa dialética de poder e dominação. A pesquisa foi feita a partir de dois filmes nacionais, O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro, ambos dirigidos pelo pernambucano Guel Arraes, considerado um pioneiro na convergência entre os suportes de TV e cinema. A pesquisa neste mote busca compreender como a “naturalização” no cinema do ser masculino/nordestino está estritamente relacionada aos signos associados ao Nordeste, como sua paisagem, associada a dureza e a aridez, que dessa forma vão estabelecendo a imagem da Região e corroborando com a construção do imaginário popular. A representação cultural do homem nordestino no cinema vai dessa forma tecendo múltiplas realidades, costumes e identidades que vão se delineando no constructo histórico espaço-cultural.
  • PEDRO HENRIQUE MAIA BRAGA
  • O CLIMA DO AMAZONAS: UMA INTERPRETAÇÃO DOS DISCURSOS DE ADMINISTRADORES PROVINCIAIS (1850-1890)
  • Data: 31/08/2015
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  • Entre 1850 e 1890, administradores vinculados à província do Amazonas (médicos, engenheiros, bacharéis em direito, presidentes de província) defenderam o clima do Amazonas de discursos considerados detratores que afirmavam que em lugares situados próximos a zona equinocial a civilização não alcançaria gradientes evoluídos. Esses discursos se relacionavam a teses que remontavam a meados do século XVIII, tendo em Buffon e De Pauw seus principais formuladores; bem como ao sentido geográfico-determinista da “escola ratzeliana” de Geografia, que teve em Thomas Buckle, no século XIX, um dos principais intérpretes do clima brasileiro. O recorte temporal deste trabalho foi feito em virtude das transformações políticas, econômicas e culturais por que passou a província durante a segunda metade do século XIX. A perspectiva teórica está ancorada na História das Ideias, e nossas fontes são documentos de Estado: relatórios, mensagens, e exposições.
  • ALINE CAVALCANTE E SILVA
  • HISTÓRIA E CULTURA HISTÓRICA: A ESCRITA NEGRA DE OLIVEIRA SILVEIRA (1962-1988)
  • Data: 31/08/2015
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  • A presente dissertação caracteriza-se como uma pesquisa acerca da trajetória histórica do intelectual afro-brasileiro, Oliveira Silveira, enquanto militante negro, tomando por base uma análise historiográfica no que concerne à sua produção poética, entendida como “registros históricos” produzidos no processo de reescrita da história do negro no Brasil e na diáspora. Nesse contexto, a pesquisa tem como objetivo elencar as práticas de afirmação do negro na sociedade brasileira desenvolvidas pelo escritor, a partir das representações africanistas construídas por intermédio de suas poesias e escritos políticos, em que o poeta utiliza suas palavras como arma na luta contra o racismo e valorização do negro na sociedade. Além disso, analisamos também a opção política pelo dia 20 de novembro, como data africanista no Brasil. Para tanto, o recorte temporal situa-se entre os anos de 1962, momento em que ocorre a publicação da primeira obra do escritor, e 1988, cem anos da “Abolição” no Brasil e criminalização do racismo na Constituição brasileira. Em relação às fontes, a pesquisa teve como enfoque a análise documental da produção poética de Oliveira Silveira dentro do recorte temporal proposto, associada à documentação coletiva produzida no âmbito do Movimento Negro Unificado.
  • STENIO FARIAS DAVILA LINS
  • Em Busca da Integração : A Re(construção) dos Saberes Históricos e os Fundamentos de uma proposta de Ensino Médio Integrado no IFPB (2004-2006)”
  • Data: 31/08/2015
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  • O ensino de história vem se transformando em um importante objeto de pesquisa entre os historiadores nos últimos anos. Os estudos nesse campo estão inseridos em um amplo processo de reformas promovidas na educação brasileira que se confundem com um conjunto de mudanças políticas, econômicas e sociais, sendo essas largamente discutidas desde o final dos anos 1970 a partir das críticas à política educacional desenvolvida durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985). Diante desse cenário de mudanças, o presente trabalho teve como objetivo analisar o processo de elaboração do Projeto Pedagógico dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio (PPC) do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba IFPB/Campus João Pessoa, tomando por base os saberes históricos presentes na sua construção. A nova regulamentação da Educação Profissional, trazida pelo Decreto 5.154/2004, apenas permitiu a rearticulação entre a Educação Profissional Técnica de Nível Médio e o Ensino Médio, separados pelo Decreto 2.208/1997, contudo, não definiu que caminhos deveriam ser tomados para a efetivação dessa integração, ficando, a referida função, a cargo de cada Instituto Federal, como assegura a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN, nº 9.394/1996), garantido, assim, a autonomia das escolas no que tange ao planejamento e a oferta dos seus cursos. Entre 2004 e 2006, o IFPB/Campus João Pessoa, decidiu então extinguir o Ensino Médio (EM) e, em seu lugar, construir uma proposta de Ensino Médio Integrado (EMI). Trata-se de uma proposta de ensino que visa superar o histórico conflito existente em torno do papel da escola de formar para a cidadania ou para o processo produtivo. Tomando como referência os estudos sobre o currículo em sua dimensão pré-ativa ou normativa, bem como os fundamentos filosóficos e epistemológicos de uma proposta de EMI, o trabalho identificou os múltiplos agentes envolvidos nesse processo, entre eles os professores de história e os pedagogos, apontando as dificuldades enfrentadas na elaboração de um Projeto Pedagógico no qual as relações de poder, no interior dessa instituição de Educação Profissional, identificadas pela hegemonia do saber técnico-científico, não apresentariam alterações na proposta de ensino de história em relação àquilo que já vinha sendo feito anteriormente no Ensino Médio. Nesse aspecto, o planejamento de um projeto de ensino integrado não se configurou na possibilidade de integração das competências e habilidades específicas do ensino de história, com os conceitos estruturadores de uma proposta de EMI que buscava uma indissociabilidade entre os vários ramos do conhecimento inseridos em uma proposta de ensino, tomando o trabalho, a ciência e a tecnologia como eixos de integração curricular.
  • PAULO HIPOLITO
  • CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA DE GUARABIRA-PB: Espaço Pedagógico Para o Ensino de História
  • Data: 28/08/2015
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  • A dissertação que aqui apresento surgiu da vontade de unir dois objetos de estudos os quis me dediquei na minha carreira acadêmica desde a graduação: o cemitério e o ensino de História. Meu objetivo foi desenvolver este estudo visando as possibilidades de se trabalhar o cemitério como fonte para o ensino de História. Conforme nos demonstra os estudos do historiador Bellomo (2008), o cemitério pode nos fornecer informações sobre valores religiosos, aspectos genealógicos, formas de memória das famílias ou da comunidade; estudos étnicos, arquitetônicos, patrimoniais e artísticos, ou seja, uma gama de possibilidades temáticas que podem ser trabalhadas tendo como pano de fundo o espaço cemiterial. Aqui defendo a hipótese de que o cemitério pode proporcionar uma aprendizagem significativa da História que pode parecer diferenciada e inovadora para os estudantes da educação básica que, muitas vezes, queixam-se da forma fria de como a disciplina de História é ensinada em sala de aula, sem muita relação com a realidade deles. Este estudo se valeu da execução de uma sequência didática com os alunos do 8º ano B e 9º ano A do Centro Educacional Dom Hélder Câmara, escola localizada no bairro Novo, Município de Guarabira-PB. Esta sequência didática envolveu aulas teóricas em sala, uma aula de campo no Cemitério São João Batista – cemitério mais antigo da cidade, localizado no centro de Guarabira e que hoje se encontra desativado para novos túmulos – e uma aula onde os alunos puderam relatar suas experiências por meio de uma produção textual. O foco das aulas foi dialogar com os conceitos de História, Memória, Identidade e Patrimônio, no intuito que os alunos pudessem compreendê-los relacioná-los com a história local e a cultura material e imaterial do cemitério. Através da análise das narrativas dos alunos, pude perceber a quebra do preconceito que os alunos tinham do cemitério, o diálogo da teoria com a prática com relação aos conceitos trabalhados, questionamentos acerca de problemas quanto à preservação dos túmulos, dentre outras particularidades destacadas pelos alunos. Além disso, foi considerável o envolvimento e empolgação dos alunos e o fato de terem gostado por ter sido uma aula tão diferente do habitual.
  • VICTOR GADÊLHA PESSOA
  • “As Ligas Camponesas da Paraíba: História e Memória.”
  • Data: 28/08/2015
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  • Este trabalho busca contribuir com a historiografia referente as Ligas Camponesas da Paraiba, sobretudo ao resgatar essa historia atraves das memorias dos de baixo. As abordamos por intermedio do trabalho que desenvolvemos na Comissao Estadual da Verdade e da Preservacao da Memoria na Paraiba (CEVPM/PB), mediante a colheita de depoimentos de antigos trabalhadores rurais, de liderancas do movimento e de familiares de perseguidos pelo regime civil-militar. Atraves dos depoimentos destes ultimos, tambem tivemos especial atencao aos efeitos do golpe e do regime civil-militar para alguns perseguidos politicos vinculados as Ligas Camponesas e suas respectivas familias. Na maior parte dos depoimentos analisados, entretanto, demos destaque as lutas e embates travados por trabalhadores rurais organizados e latifundiarios e seus prepostos. Configurando forcas sociais antagonicas, analisamos tambem a forma como se davam as relacoes de poder, observando que nao havia uma dominacao absoluta dos de cima em relacao aos de baixo. Organizados em Ligas Camponesas, os camponeses somavam forcas que reagiam em proporcoes relativamente equilibradas as arbitrariedades dos grandes proprietarios de terra. Desse embate resultavam, nao raro, lutas sangrentas que terminavam com baixas dos dois lados. Foi a luz das vertentes historiograficas da Historia Social, em especial a tradicao inglesa, e da Nova Historia Politica que abordamos nosso objeto de estudo, por compreendermos que a dinamica social e tambem permeada por relacoes de poder.
  • DIOGO JOSÉ FREITAS DO EGYPTO
  • “NÃO É A ANTIMÚSICA, É A MÚSICA EM MOVIMENTO!”: Uma História Do Grupo Jaguaribe Carne De Estudos (Paraíba, 1974-2004)
  • Data: 28/08/2015
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  • Este trabalho tem como principal foco de discussao o Grupo Jaguaribe Carne de Estudos, movimento artistico-cultural fundado em 1974 na cidade de Joao Pessoa, na Paraiba, pelos irmaos Pedro Osmar e Paulo Ro. O grupo ja atravessa mais de quatro decadas de atuacao, desenvolvendo um conjunto de atividades denominadas de “guerrilha cultural” - um trabalho que engloba desde a producao artistica em diversas linguagens (musica, poesia, artes plasticas, etc.) ate o apoio e a intervencao direta em projetos de cunho social, cultural e educacional. Partindo do principio de que e possivel contar uma historia do Jaguaribe Carne, este trabalho busca reconstituir a trajetoria do grupo, atentando para alguns dos seus aspectos mais distintivos, tais como a biografia de seus fundadores, o inicio das atividades, as apresentacoes, os colaboradores, os projetos e a producao discografica; abordar a producao artistico-cultural brasileira e paraibana durante o periodo do regime militar; discutir o conceito de “guerrilha cultural”, bem como as possiveis relacoes e dialogos entre o grupo paraibano e outros movimentos que lhe sao contemporaneos, a exemplo dos “alternativos”, do “desbunde” e da Tropicalia; analisar, tomando o conceito de hibridismo como uma ferramenta teorica de compreensao da musica popular, algumas composicoes do grupo presentes no LP Jaguaribe Carne Instrumental e no CD Vem no Vento. Em termos metodologicos, o trabalho se desenvolve a partir de um cruzamento entre fontes bibliograficas, orais, audiovisuais e musicais.
  • BARBARA BEZERRA SIQUEIRA SILVA
  • “O PODER POLÍTICO DE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA: A CONSTRUÇÃO DO AMERICISMO (1928-1935)”
  • Data: 27/08/2015
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  • Esta dissertação tem por objetivo analisar a formação do poder político de José Américo de Almeida, conhecido como americismo, no período de 1928 a 1935. Para um melhor entendimento desse período discutimos a sua ascensão no cenário da política paraibana, ainda no ano de 1928, a convite do então presidente da Paraíba, João Pessoa. Nesse momento destacamos a sua participação enquanto Secretário de Segurança Pública do Estado, durante a revolta de Princesa, bem como a sua passagem no comando político da Paraíba, após a morte de João Pessoa, a sua participação e atuação na chamada “revolução” de 1930. Em se tratando do crescimento do americismo na Paraíba e a atuação de José Américo de Almeida, à frente do governo provisório do Norte/Nordeste, buscamos suporte na história política e no conceito de culturas políticas. Outro período relevante na trajetória de Almeida foi a chegada ao Ministério da Viação e Obras Públicas no governo provisório de Getúlio Vargas, destacando a sua ação no combate à seca e ao flagelo na região, além da utilização da Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS) a favor do crescimento desse grupo político e de seu nome para além das fronteiras do Estado. Também demos ênfase as rearticulações políticas na Paraíba pós-30, buscando entender quais fatores contribuíram para o afastamento de Almeida da política paraibana no ano de 1935. Para a realização desta pesquisa utilizamos o jornal A União, dos anos de 1930 a 1934, pesquisamos também no acervo da Fundação Casa de José Américo, onde existe um farto material iconográfico, bem como cartas e telegramas recebidas e expedidas.
  • JORILENE BARROS DA SILVA GOMES
  • A Família Cristã católica: O movimento noelista na Paraíba (1931-1945)”
  • Data: 26/08/2015
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  • Este trabalho busca discutir e problematizar a partir de textos produzidos pelo Núcleo Noelista da Paraíba que estão no jornal A Imprensa, mais especificamente na seção denominada “Cultura Feminina” e nas atas de reuniões do grupo que estão localizadas no arquivo da Arquidiocese da Paraíba o modelo ideal de Família Cristã Católica, entre os anos de 1931 a 1945, numa perspectiva de compreender a formação social, ideológica e religiosa da Família na Paraíba na primeira metade do século XX. O Núcleo Noelista na Paraíba é uma ramificação do movimento “Le Noel” que originou-se na França no final do século XIX, através do padre Paul Bailly e do fundador do movimento e também padre Claude Allez. O movimento foi criado dentro do contexto de reorganização da Igreja Católica (o processo de romanização) que tinha como principal objetivo combater os aspectos desviantes da modernidade. O Noel foi trazido para o Brasil em 1914 para a cidade do Recife e se espalhou por vários estados do Brasil nos anos seguintes, tendo como núcleo central o estado de Pernambuco e vice-núcleo o estado do Rio de Janeiro e se instalou na Paraíba no ano de 1931. Entre as características principais do movimento no Brasil, destacam-se: a assistencialidade, a catequese, a caridade e a formação da fé individual e coletiva. Este trabalho debruça-se especificamente sobre a análise dos textos produzidos pelas noelistas na Paraíba, pois estes textos possibilitaram compreender debates acerca do cotidiano familiar que reportam os principais dilemas do período como: virgindade, matrimônio, trabalho, maternidade, etc. Portanto, é feito nesta pesquisa o cruzamento entre as influências do que seria considerado moderno para época e os valores familiares conservadores postulados pela Igreja Católica para compreender como este “tipo ideal” de família se adaptou aos novos modelos e ventos da modernidade. Logo, ao fazer a leitura destes textos é um privilégio, pois é possível mergulhar através dos poemas que tem um caráter romancistas os emaranhados de sensações e dilemas que reportam para as noções de afetividade, sociabilidade e religiosidade entre as famílias do século vinte.
  • ISABELA SILVA NÓBREGA
  • (I)MORALIDADE E CENSURA: PRAZERES DESVIANTES E SEXUALIDADE NA OBRA DE CASSANDRA RIOS (1968-1977)
  • Data: 21/08/2015
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  • Esta dissertacao problematiza o tratamento dado as obras da escritora Cassandra Rios, que com a producao de uma literatura erotica intensificou o combate a “imoralidade” na conduta social e a defesa dos bons costumes entre os anos de 1968 e 1977. Apoiados por grupos conservadores da sociedade brasileira, os profissionais ligados ao mecanismo de repressao das diversoes publicas (DCDP) atuaram com maior rigor sobre as manifestacoes culturais do pais. As analises priorizaram a abrangencia de discursos que construiram um perfil de Cassandra Rios vinculada as praticas de transgressao e degeneracao dos padroes de moralidade. A partir da leitura de pareceres de veto e de alguns livros da autora identifiquei os elementos que justificaram a acusacao da quebra dos codigos exigidos pela lei de censura previa. Tais representacoes historicas e ficcionais fornecem a possibilidade de repensar as combinacoes entre o controle da producao literaria e a repressao institucionais atraves das taticas de resistencia de Cassandra Rios frente as proibicoes. Assim, destaco a existencia de uma especie de “tradicao de censura” aos comportamentos tidos como imorais representados em obras literarias como motivacao do “surto censorio” que na decada de 70 tentou conter a difusao da pornografia. Este trabalho foi desenvolvido no Programa de Pos-graduacao em Historia da Universidade Federal da Paraiba em consonancia com as analises da Linha de Pesquisa “Ensino de Historia e Saberes Historicos”.
  • TALITA HANNA CABRAL NASCIMENTO
  • Do fragmento à reorganização: movimento estudantil da UFPB (1976-1979).
  • Data: 06/08/2015
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  • Após decretado o Ato Institucional n° 5, no ano de 1968, ficou cada vez mais difícil manter um movimento organizado no Brasil. O movimento estudantil, ao lado de outros movimentos, tais quais o trabalhista, não ficou à margem da situação: como um dos movimentos mais investigados pelos órgãos de segurança nacional, o movimento estudantil procurou enveredar por outros caminhos, seja na luta armada ou dentro dos próprios órgãos de representação estudantil vigiados pela ditadura militar: os Diretório Centrais dos Estudantes (DCEs). No período político do país conhecido por “distensão lenta, gradual e segura” um dos desafios do movimento estudantil da Universidade Federal da Paraíba foi a retomada de sua entidade de representação maior daquele espaço, o DCE, a partir de 1976. É com a retomada do espaço que vem à tona todo um projeto político e cultural que não só aglutinava estudantes acadêmicos da UFPB, mas também parcela da sociedade civil pessoense às causas que estavam para além dos interesses meramente estudantis. Portanto, este trabalho aborda a trajetória de reconstrução do movimento estudantil na cidade de João Pessoa, tendo como objetivo verificar os meios utilizados para retomada das atividades estudantis voltadas à política, bem como a atuação do movimento estudantil e sua vinculação com os demais setores da sociedade civil paraibana. Por versar um tema ligado a regionalidade e ao uso da Nova História Política e da Cultura Política, esse trabalho permite estabelecer vínculos com a área de concentração deste programa de pós-graduação, qual seja História e Cultura Histórica e, mais especificamente, com a linha de pesquisa sobre História Regional.
  • ALINE PRAXEDES DE ARAÚJO
  • Há tantas formas de se ver o mesmo quadro:uma leitura de O Combate Naval do Riachuelo de Victor Meirelles (1872/1883).
  • Data: 04/08/2015
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  • Nossa dissertacao parte da analise da tela intitulada Combate Naval do Riachuelo (1872/1883) do pintor catarinense, Victor Meirelles de Lima (1832-1903), a dupla data e consequencia do fato de serem executadas duas pinturas sobre o tema. No caso da primeira tela, realizada entre 1868 e 1872, foi totalmente perdida apos falta de cuidados especificos durante e apos sua exibicao na Exposicao Universal da Filadelfia em 1876. O quadro existente em exposicao no Museu Historico Nacional, Rio de Janeiro e o segundo realizado em 1883. Ambos retratam um episodio da Guerra do Paraguai (1864-1870) na batalha entre a esquadra brasileira contra a paraguaia no Rio Parana, proximo a foz do Riacho do Riachuelo no dia 11 de junho de 1865. Em 1868 o Ministro da Marinha encomenda a Victor Meirelles a tela que eterniza esta vitoria, o pintor, fiel aos principios da Pintura Historica, elabora sua primeira tela que, assim como a segunda traz a celebracao da ardua conquista. Seu objetivo era que as pessoas se identificassem com aquela festividade, especialmente, com sua vitoriosa nacao. Visando reconhecer as relacoes entre as representacoes pictoricas do conflito e a construcao de marco historico pela imponente forma de representacao do tema, seja pelas dimensoes do quadro ou das proporcoes dos eventos expostos. Portanto, nossa dissertacao busca compreender os contextos historico e artistico para entendermos a producao da tela, dialogando com os conceitos de Historia Cultural e a partir da mesma as nocoes de representacao e Pintura de Historia para dessa forma analisarmos sua composicao e historicidade que perpassa o momento de sua producao e execucao.
  • IVAN LUIS DE LIMA CAVALCANTI
  • "Ame, assuma e consuma”: canções, censura e crônicas sociais no Brasil de Odair José (1972-1979)
  • Data: 31/07/2015
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  • Este trabalho aborda a obra do cantor Odair José como crônica social da sociedade brasileira entre os anos de 1972 a 1979. Partimos de um breve relato biográfico do artista e observamos sua migração para o Rio de Janeiro e a importância desse evento para a construção de suas canções e sua inserção na chamada “música brega”. Através das letras desse artista, estabelecemos uma análise do país, em um momento de repressão moral e política e de radicalização também no meio artístico. Aspectos do cotidiano popular, das relações amorosas, polêmicas sociais, transgressões morais e censura foram características essenciais dessa obra. A partir das pesquisas em arquivos de rádio, jornais, vendagens de discos e letras musicais censuradas, liberadas recentemente pelo Arquivo Nacional, este trabalho pretende analisar processos históricos e políticos, através das letras de um cantor que representou, em suas músicas, um Brasil complexo. Tal cantor alcançou um grande sucesso popular, tanto em âmbito de vendas quanto em termos radiofônicos, foi bastante censurado pelo regime militar e trouxe à tona debates ainda não trazidos às canções até então.
  • ROBSON ARRUDA DE ARAUJO
  • A Historiografia acadêmica na Paraíba: o NDIHR e a História Regional (1976-1990)
  • Data: 27/07/2015
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  • A história da historiografia paraibana vem, nas últimas décadas, se constituindo como campo privilegiado de estudos, sobretudo no que se refere à análise da produção caracterizada por “oficial” e “tradicional”, tal como; a que foi gestada pelo Instituto Histórico e Geográfico Paraibano – IHGP -. Por outro lado, ainda há a necessidade de problematizar a historiografia que foi formulada no interior das instituições universitárias. Nesse sentido, o objetivo central desta dissertação é compreender o processo de constituição da historiografia acadêmica na Paraíba, partindo do momento em que o Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional –NDIHR- foi implantado na Universidade Federal da Paraíba –UFPB -, em 1976, período em que pesquisadores desenvolveram uma série de operações historiográficas a fim de lançar as bases para o que posteriormente seria chamado de “nova historiografia paraibana”. Para entender este processo, discutiremos tanto o papel do NDIHR, quanto o conceito de História Regional - conceito que pareceu balizar os debates travados pelos “historiadores acadêmicos” ao longo da década de 1980, contribuindo, assim, para a própria reflexão do saber histórico produzido na Paraíba – a partir de uma série de atividades acadêmicas e científicas que nos permite perceber, além da especificidade da historiografia acadêmica e de sua importância para as discussões acerca do ofício do historiador, as relações que tais historiadores e sua escrita da história estabeleceram com a sociedade em que estavam inseridos.
  • HEZROM VIEIRA COSTA LIMA
  • “JÁ VEIO TUDO DOS ANTEPASSADOS”: História, Memória e Identidade Étnica em Caiana dos Crioulos
  • Data: 17/07/2015
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  • Como podemos definir um quilombola? Essa questao diz respeito a principal problematica do presente trabalho. Para tanto, tracamos como objeto de nossa pesquisa, a Comunidade de Caiana dos Crioulos, localizada no municipio de Alagoa Grande – PB e reconhecida como uma legitima Comunidade Remanescente de Quilombos – CRQs, objetivando compreender como a identidade etnica dos moradores e articulada em tempos distintos e como eles se percebem enquanto quilombolas. Nesse sentido, para a realizacao da pesquisa, utilizamos suportes variados, como fontes orais obtidas com cinco entrevistadas, pertencentes a comunidade ou vinculadas a ela de alguma forma; CD’s com registros de Cocos e Cirandas; reportagens veiculadas por jornais em diferentes epocas e que forneceram um panorama sobre a comunidade antes de sua legitimacao, assim como livros de batismos e o Censo Geral de 1872 no que concerne as discussoes referentes ao periodo Oitocentista. Em relacao ao aporte teorico, trabalhamos a partir dos conceitos de memoria individual e memoria coletiva (Maurice Halbwachs), tradicao (Caroline Luvizotto), tradicao inventada (Eric Hobsbawm e Terence Ranger), identidade (Maria Lucia Montes), grupos etnicos e etnicidade (Fredrik Barth), lugar de memoria (Pierre Nora), alem dos conceitos de documento e monumento, propostos por Jacques Le Goff, os quais foram de suma relevancia para a realizacao da pesquisa, uma vez que propiciaram o entendimento acerca das hipoteses que explicam o surgimento da comunidade. Atraves dos relatos obtidos, percebemos nas versoes sobre a origem da comunidade o que Hebe Mattos caracterizou como memoria de resistencia, uma vez que todas estao associadas a luta contra o sistema escravista e a negacao da imposicao ao cativeiro imposta pelos seus algozes. Percebemos tambem que os antepassados ocupam lugar de destaque na memoria coletiva dos moradores, na medida em que estes contribuiram para a consolidacao de praticas culturais e formas de percepcao do mundo que se tornaram tradicoes e que os moradores mais velhos buscam reproduzir, transmitindo aos moradores mais novos as herancas dos quilombolas. Portanto, a identidade de quilombola dos moradores de Caiana dos Crioulos e um campo onde se articulam de forma simbiotica memoria e tradicao, onde o passado e constantemente elucidado e ressignificado frente as configuracoes da sociedade contemporanea.
  • SUELLY CINTHYA COSTA DOS SANTOS
  • EDUCAÇÃO E TRABALHO PARA MENINOS DESVALIDOS: UM ESTUDO SOBRE O PATRONATO AGRÍCOLA DE BANANEIRAS (1924-1947)
  • Data: 19/06/2015
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  • Esse estudo abordou o processo de criação e os caminhos educacionais percorridos no Patronato Agrícola de Bananeiras, bem como a condição da criança desvalida que ingressava na Instituição, entre os anos de 1924 e 1947. Buscamos, por meio das fontes levantadas, traçar a trajetória de Patronato à Aprendizado, ressaltando os personagens, o ensino primário, o trabalho nas oficinas, a prática do escotismo, da ginástica sueca e o ensino agrícola como expressão das relações sociais e de poder travados para articular um modelo de ensino rural sistemático, envolvendo escolaridade e produtividade à época. Com base nessa temporalidade, utilizamos leis, decretos, regulamentos, ofícios, dentre outras fontes com o objetivo de ressaltar o papel dispensado à formação para o mundo do trabalho inserida no processo educativo, tendendo para um modelo de educação pragmática destinada aos meninos pobres da região. As bases de cunho teórico e metodológico fundamentaram-se nos princípios da história das instituições educativas (MAGALHÃES, 2004) segundo a qual as estruturas das instituições educativas são indissociáveis de uma determinada temporalidade histórica.
  • SILVANO FEDELIS DE LIRA
  • MEMÓRIAS E SENSIBILIDADES, AS POÉTICAS DO CONTAR-SE: UMA HISTÓRIA DOS CAMPOS E MOTORES DE AGAVE (CUBATI, PB 1950 – 1980)
  • Data: 05/05/2015
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  • Esta dissertação pretende discutir, através das memórias e sensibilidades, algumas das experiências vividas pelos sujeitos da cidade de Cubati, interior da Paraíba, durante as décadas de 1950 e 1980. Nesse período, ocorreu neste município, a alteração da produção agrícola baseada no cultivo de alimentos para a subsistência para um processo de produção e comercialização em grande escala de agave, o qual era destinado ao mercado interno e externo. Nessa cidade, o processo de exploração econômica do agave resultou na alteração das vidas dos sujeitos, nas mudanças dos seus costumes e na alteração de suas práticas de trabalho. Através de discursos de políticos e religiosos, percebemos que o agave passou a ser visto como a principal via para a salvação do Nordeste, região esta assolada pela seca e foco de diferentes políticas públicas. Nesse sentido, políticos, religiosos, agrônomos e jornalistas revezaram-se na produção de discursos em defesa do agave, para o qual atribuíam um aspecto diabólico e destrutivo. Através de análises à contra-pêlo desses discursos (BENJAMIN, 2012) procurei identificar como eles foram importantes para a aceitação do agave em terras cubatienses, e também, como foram utilizados a positivação desse tipo de agricultura. Este estudo não tem como objetivo privilegiar as visões produzidas pelas elites sobre o agave. Ao contrário disso, busco identificar, através das narrativas e das sensibilidades produzidas por depoimentos orais, como o processo de exploração do agave alterou a vida dos trabalhadores que viveram nesta cidade. Ao analisar as fontes orais, propus indagações que pudessem me revelar os sentidos e os objetivos das sequências de rememoração das pessoas entrevistadas. No que se refere ao trabalho com as fontes orais, trabalhei com a metodologia da História Oral (FERREIRA, 1998), pois percebi que ela seria a única maneira de compreender o olhar dos agricultores sobre a introdução do agave como novo produto agrícola e como era o processo de trabalho com aquela planta estranha. Ao pensar a relação entre os discursos e suas múltiplas formas de atuação me baseio em Michel Foucault (1972; 2012), esse filósofo nos mostra que os discursos são perpassados por uma relação de saber-poder, os quais partem de um determinado lugar/instituição exercendo um papel nas relações sociais, culturais e politicas. Foucault, ainda me inspirou a pensar a maneira como os trabalhadores se relacionavam com suas memórias, como, ao rememorarem exerciam a “função de autor”. Foi importante pensar a relação dos trabalhadores com o mundo do trabalho a partir do olhar da historiografia inglesa, (THOMPSON, 1981; 1997; 1998) percebi que os trabalhadores do agave de Cubati e suas memórias estão inscritos neste trabalho através de uma poética, que não pretende contar uma só história, mas que se conta através das várias vozes, que compõem esse texto.
  • ISABELA AUGUSTA CARNEIRO BEZERRA
  • “A SERVIÇO D´EL-REY: O GOVERNO DE JOÃO DA MAIA DA GAMA NA CAPITANIA DA PARAÍBA (1708-1717)”
  • Data: 09/04/2015
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  • Após prestar anos de serviços militares na Índia e na Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1714), o lusitano João da Maia da Gama foi agraciado com o cargo de capitão-mor e governador da Paraíba em 1708. Aportando na capitania em um crítico período da história colonial brasileira, João da Maia participou ativamente da administração colonial, traçando planos e estratégias nos campos político, econômico e militar, inclusive, envolvendo-se na Guerra dos Mascates (1710-1) em Pernambuco. Utilizando como fontes principais a documentação do Arquivo Histórico Ultramarino (AHU) e os Documentos Históricos da Biblioteca Nacional (DHBN), a presente dissertação pretende analisar, sob a ótica da cultura política de Antigo Regime, a atuação e as práticas de João da Maia da Gama no exercício de suas funções governamentais, observando seus limites jurisdicionais e a possibilidade de autonomia frente às diretrizes metropolitanas. Além disso, objetiva investigar seu envolvimento em atividades comerciais e observar como se efetivou a sua intervenção no conflito pernambucano – ação mais lembrada pela historiografia -, buscando perceber quais as possíveis motivações e estratégias políticas envolvidas na ação do governador.
  • EDUARDO DE QUEIROZ CAVALCANTE
  • TECENDO REDES, CONSTRUINDO LAÇOS DE SOLIDARIEDADE: a formação de famílias negras, a prática do compadrio e a morte de escravizados e libertos no cariri paraibano (São João do Cariri/1850-1872)
  • Data: 26/03/2015
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  • No presente texto discutimos a formação de famílias negras e as relações de compadrio estabelecidas pelos escravizados da Freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, localizado no atual município de São João do Cariri, situado no cariri paraibano, entre os anos de 1850 e 1872. Para tanto foi feito um estudo da Vila Real de São João do Cariri analisando a presença da população escravizada nesta localidade, a fim de compreendermos as relações de solidariedade estabelecidas a partir dos laços ritualísticos do matrimônio e das relações de parentesco espiritual. A discussão proposta se fundamenta na História Social, que tem como foco de pesquisa os escravizados, utilizando-se do conceito de experiência proposto por Thompson. Para a construção da narrativa sobre o período oitocentista foi indispensável a utilização dos documentos eclesiásticos, como os assentos de batismo e óbito; os registros cartoriais como inventários, os relatórios de Presidente de Província e o 1º Censo da População Brasileira de 1872. Com o cruzamento destas fontes mostramos a importância da escravidão no interior paraibano, especialmente no Cariri, com isso destacamos a economia da Vila de São João do Cariri no período imperial, impulsionada pela pecuária e pela presença do escravizado nesta região. Estes cativos constituíram famílias (monoparentais ou nucleares) e estabeleceram relações de compadrio com pessoas mais elevadas na hierarquia social e muitas vezes familiares de seus senhores. Também ressaltamos as diversas causas das mortes dos cativos, o local de seus sepultamentos e a roupa que usavam para serem enterrados. Este trabalho vincula-se a Linha de Pesquisa História Regional, e contribui para ampliar nossos conhecimentos sobre a história de escravizados e libertos no Brasil Oitocentista.
  • SOLANGE MOUZINHO ALVES
  • “Parentescos e Sociabilidades: experiências de vida dos escravizados no sertão paraibano (São João do Cariri), 1752-1816”
  • Data: 25/03/2015
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  • Esta pesquisa examina a população escravizada no sertão de São João do Cariri no período de 1752 a 1816. O objetivo principal foi analisar a formação de parentescos e sociabilidades de mulheres, homens e crianças escravizados em suas experiências familiares, a partir de investigações de rituais da Igreja Católica. Para isso nos fundamentamos em várias fontes documentais: como as eclesiásticas (livros de registro de batismo, crisma, casamento e óbito) e as cartoriais (inventários). A análise desta documentação baseou-se nos fundamentos teóricos e metodológicos da História Social da escravidão, onde evidenciamos o conceito de experiência formulado por E. P. Thompson. Apoiamo-nos também na História Quantitativa e na Demografia Histórica, tendo em vista que trabalhamos com fontes seriais. Deste modo, o cruzamento dos documentos das fontes pesquisadas nos permitiu analisar várias formações parentais e de sociabilidades, fossem elas por consanguinidade e/ou pelo parentesco espiritual firmado no compadrio. Identificamos também extensas famílias de escravizados com a presença de pais e/ou mães, filhos, genros, noras, netos, tios, primos e tais famílias eram ampliadas com a presença de compadres e comadres, parentesco formado no ritual do batismo. Na crisma, estas sociabilidades foram ampliadas, pois novos padrinhos e madrinhas foram escolhidos. Assim, percebemos que muitos escravizados estabeleceram sociabilidades não somente entre os de sua mesma condição social, mas com pessoas livres e libertas. Entendemos tais formações parentais e de sociabilidades como mecanismos estratégicos dos escravizados na busca de uma melhor sobrevivência no interior do sistema escravista. Abordamos, dessa maneira, a população escravizada como agentes históricos e que esta teve presença constante e significativa em um dos rincões da América portuguesa, como a Capitania da Paraíba do Norte, especificamente na Vila de São João do Cariri. Esta dissertação de mestrado foi desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, na linha de pesquisa em História Regional.
  • MATHEUS SILVEIRA GUIMARAES
  • "Diáspora Africana na Paraíba do Norte: trabalho, tráfico e sociabilidades na primeira metade do século XIX."
  • Data: 27/02/2015
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  • Diáspora Africana na Paraíba do Norte: trabalho, tráfico e sociabilidades na primeira metade do século XIX.
  • MICHAEL DOUGLAS DOS SANTOS NOBREGA
  • Circulação de Imagens Lusitanas no Além-Mar: Cultura Histórica e Cultura Artística na azulejaria barroca de Teotónio dos Santos na Paraíba Colonial
  • Data: 23/02/2015
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  • Esta dissertação pretende analisar a circulação de imagens lusitanas no Além-mar, através do silhar de azulejaria lusitana que trata da saga de José do Egito, cuja autoria é atribuída por especialistas portugueses ao mestre azulejar Teotónio dos Santos – atuante em Lisboa na década de 1730 – e que se encontra instalado no convento franciscano erguido na sede da Capitania da Paraíba durante o período colonial, entre os séculos XVII e XVIII. Percorrendo as searas da História cultural, da Cultura Histórica e da historiografia especializada sobre a arte do azulejo mundo, com foco na Paraíba, pretende-se estabelecer uma comparação da dita obra com outras do mesmo artífice, algumas delas preservadas nas ilhas lusas do Atlântico e no próprio Portugal, traçando a trajetória do estilo de seu autor, ao mesmo tempo em que tentamos abarcar as fontes iconográficas de seu trabalho e, desse modo, perceber de forma mais aprofundada a circulação de modelos iconográficos pela América portuguesa.
  • LUANA MARIA CAVALCANTI BISPO
  • RELICÁRIO URBANO: Uma leitura do Bairro do Roger na Cidade de João Pessoa-PB (2003-2013)
  • Data: 06/02/2015
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  • Este trabalho visa à construção de uma História do Bairro do Roger na cidade de João Pessoa a partir de fontes oficiais, bibliográficas e relatos de memória de moradores e ex-moradores. Utilizamos, enquanto metodologia, a História Oral a fim de identificarmos continuidades e rupturas que o bairro sofreu ao longo do tempo. Abordamos num primeiro momento, a partir de uma fundamentação teórica entrelaçada entre a História Local e a Micro-História, em trânsito com outros conceitos como memória, identidade, cidadania, a trajetória de ocupação do espaço central da cidade, localizado na zona norte, local em que se situa o bairro e que foi palco para o desenvolvimento inicial da cidade. Refletiremos sobre a formação de uma visão bucólica do bairro devido aos elementos pontuais como o Lixão e o Presídio, que colaboram com a imagem negativa disseminada pela impressa e apropriada pelos não moradores, indivíduos que não estabelecem vivências no bairro. Mapeamos os lugares de memória e outros elementos que delimitam o sentimento de pertencimento e a dicotomia espacial e social existente no bairro. No último capítulo, tratamos sobre o Ensino de História Local a partir de uma reflexão sobre o espaço que esta abordagem ocupa nos dias de hoje. Analisamos a legislação vigente e os relatos sobre o Ensino de História Local dos professores de história das três escolas públicas do Bairro do Roger. Elaboramos, ao final, um guia de fontes que traz produções sobre o bairro e a cidade de João Pessoa em forma de material de consulta e apoio para professores e alunos e aqueles que desejarem conhecer mais sobre o Bairro do Roger.
2014
Descrição
  • EDSON AUGUSTO LEÔNCIO DE ARAÚJO
  • Ritmos e ritos da cidade: modernidade e modernização em Limoeiro – PE (1880-1950)
  • Orientador : TELMA CRISTINA DELGADO DIAS FERNANDES
  • Data: 30/08/2014
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  • a definir
  • VALDENISIO ALVES CABRAL
  • COMERCIÁRIOS DE JOÃO PESSOA: NOVO SINDICALISMO, CONFLITOS DE CLASSE E CULTURA POLÍTICA (1986 – 1993)
  • Data: 30/08/2014
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  • Este estudo tem por finalidade fazer uma abordagem de como o novo sindicalismo contribuiu para a mudança de cultura política das lideranças do sindicalismo comerciário de João Pessoa, entre 1986 e 1993. O contexto histórico em que surgiu o sindicalismo autêntico proporcionou mudanças significativas nas relações entre capital e trabalho a partir das rupturas com as antigas práticas de se fazer sindicalismo durante a ditadura militar. Acreditamos que este movimento foi o principal responsável pela mudança de comportamento dos novos dirigentes sindicais daquela categoria de trabalhadores onde predominava uma cultura de harmonia entre as classes antagônicas. Esse novo sindicalismo vai fazer emergir uma oposição sindical no combate ao que ficou conhecido como práticas pelegas. A partir de uma análise entre as práticas políticas do chamado “velho sindicalismo” e, mudança de cultura política no sindicalismo comerciário de João Pessoa. Entendemos como cultura política não só as práticas e atitudes dos agentes sociais, mas as relações que esses agentes têm com os elementos simbólicos, sejam pela aceitação e ou pela rejeição a determinados projetos de poder na estrutura política. Como fundamentação teórica, utilizaremos os conceitos de cultura política e identidade de classe visando entender o comportamento dos dirigentes sindicais da categoria comerciária. As fontes utilizadas foram construídas em pesquisa em jornais, relatos orais, documentos oficiais e obras da historiografia brasileira.
  • FRANCISCO URBANO ALVES
  • "Valentes Rio-Grandenses! As Armas!": a questão do recrutamento militar na província do Rio Grande do Norte durante a Guerra do Paraguai (1864-1870)
  • Data: 29/08/2014
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  • Essa dissertação tem por objetivo analisar a mobilização militar durante a guerra do Paraguai (1864-1870) na província do Rio Grande do Norte, refletindo sobre o impacto social que o recrutamento causou nas estruturas sociais, atentando para as interferências nas estruturas de poder, relações sociais e na vida cotidiana provincial. O esforço necessário para financiar a guerra demandou do governo imperial um amplo movimento de recrutamento militar jamais visto no Brasil, sentindo-se seus efeitos em todo o território nacional. Nesse sentido o cotidiano provincial foi modificado e ordenado de maneira a facilitar o recrutamento, tanto na organização burocrática, com preenchimento de cargos, como na modificação das formas de trabalho. Um dos agentes que mais se empenhou nas questões da guerra e do recrutamento foram os presidentes de província, cargo que passou a ser de crucial importância para as intenções do governo imperial. A ampliação do recrutamento militar significou adentrar em domínio dos poderes locais, o que demandava do governo imperial complexa negociação. Apesar da grande torrente de soldados nos primeiros anos do conflito (1865-1866), as violências praticadas pelos agentes recrutadores não foram diminuídas nos anos seguintes, principalmente nos sertões da província do Rio Grande do Norte. A resistência da população propicia ao recrutamento produzia constantes conflitos em todo o território provincial, com fugas e resgastes de soldados, ataques a comissões de recrutamento, formação de séquitos e enfrentamentos de todo o tipo. Ao mesmo tempo em que surge necessidade de arregimentação de soldados para a incorporação às forças militares, desenvolve-se na província amplo movimento que pretende convocar às armas os cidadãos. A análise das fontes, a saber: relatórios dos presidentes de província, atas da Câmara dos Deputados e do Senado, decretos publicados durante a guerra, Códigos de Postura, além de alguns periódicos, nos possibilitou a percepção da temática do recrutamento em âmbito provincial, atentando para o cotidiano e as modificações sociais.
  • LUIZA IOLANDA PEGADO CORTEZ
  • ENTRE CASAS, RUAS E IGREJAS: crianças abandonadas na cidade da Paraíba oitocentista
  • Data: 22/08/2014
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  • O presente trabalho tem por objetivo analisar as informações a respeito das crianças expostas e órfãs na cidade da Paraíba Oitocentista, por meio das quais buscamos compreender os mecanismos de responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia e do governo provincial em relação à tutela e à destinação dessas crianças. Diante desse objetivo geral, tivemos alguns objetos específicos, que se constituíram em situar a Província da Paraíba em um contexto no qual passa a existir a construção de uma política de planejamento em relação às pessoas e à própria cidade, com suporte no exercício do higienismo e da filantropia; compreender os laços de parentesco espiritual formados entre as crianças expostas e seus padrinhos e madrinhas; e estudar os papeis destinados às crianças expostas e órfãs pobres na sociedade paraibana, sobretudo aqueles que se referem ao trabalho, para os meninos, e ao casamento, direcionado às meninas. Para o desenvolvimento da pesquisa, utilizamos a seguinte documentação: relatórios dos provedores e mordomos da Santa Casa de Misericórdia da Paraíba, correspondentes ao período de 1860 a 1889; Livro dos Expostos, de 1869 a 1897; Assentos de Batismo, de 1833 a 1860; relatórios dos Presidentes da Província, de 1852 a 1889; dados sobre o primeiro censo realizado no Brasil, no ano de 1872; e jornais paraibanos publicados no século XIX. O recorte temporal justifica-se pela razão de o século XIX constituir-se em um período significativo em relação às transformações na ordem higiênica e na própria organização da cidade da Paraíba como um lugar civilizado. No desenvolvimento da análise, utilizamos referenciais ligados à História Social, e traçamos paralelos em relação à postura do governo provincial paraibano, em relação às crianças abandonadas, com a Capitania do Rio Grande do Norte e a Província de Pernambuco. Desse modo, buscamos discutir as particularidades da Paraíba no que se refere à política governamental de destinação das crianças abandonadas no período estudado.
  • ANDRE FONSECA FEITOSA
  • “Documentário e Cultura Histórica: o sertão de trabalho e relações de classe em O País de São Saruê (1971)”,
  • Data: 22/08/2014
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  • Esta pesquisa pretende analisar aspectos da representação de sertão e sertanejos no documentário O País de São Saruê(1971) de Vladimir Carvalho, relacionando o discurso fílmico a cultura histórica e política que o cineasta se inseria.Nossa hipótese é que tais representações são construídas a partir do mundo do trabalho.
  • ANDRE FONSECA FEITOSA
  • “Documentário e Cultura Histórica: o sertão de trabalho e relações de classe em O País de São Saruê (1971)”,
  • Data: 22/08/2014
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  • A definir

  • AFRÂNIO CARNEIRO JÁCOME
  • O DIREITO INQUISITORIAL NO REGIMENTO PORTUGUÊS DE 1640: A FORMALIZAÇÃO DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (1640-1774)
  • Data: 06/08/2014
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  • Dentro das perspectivas da História Cultural este trabalho propõe uma análise de um documento chave para a História da Inquisição em Portugal: o Regimento inquisitorial de 1640. Esse código inquisitorial vigorou durante 134 anos dos 285 anos de Inquisição em Portugal, foi compilado durante o conturbado processo de Restauração do trono lusitano e substituído no fim do controverso período pombalino. Durante mais de um século o Regimento ditou as regras e práticas processuais do Santo Ofício lusitano, seus ritos e etiquetas, suas cerimônias públicas e particulares; regulou sobre a aplicação das penas e serviu de parâmetro moral e religioso no controle pedagógico da Inquisição sob a sociedade lusitana e suas colônias. Procuramos descrever o Regimento de 1640 como fruto de um longo processo histórico. Abordamos a ideia de Direito e Intolerância que foram se amoldando de acordo com os cenários econômicos, sociais e políticos que se reconfiguravam constantemente pela Europa durante as Idades Média e Moderna e, a partir dessas mudanças históricas, percorremos o longo caminhar da Inquisição Moderna em Portugal; suas influências, lutas, embates, relações de poder e impactos socioculturais. Traçamos um breve histórico dos códigos inquisitoriais, partindo de uma análise comparativa para melhor nos situarmos em relação às mudanças legais que convergiram no Regimento de 1640. Contextualizamos o momento de elaboração do código regimental de 1640. Analisamos os entraves e contextos da Ibéria e os agentes reais e inquisitoriais que se moviam no intricado jogo diplomático que redesenhava as fronteiras independentes entre Portugal e Espanha. Exploramos a importância de figuras centrais da Inquisição de Portugal durante as contendas pela Restauração portuguesa. Detalhamos cada um dos três livros que compõe o código regimental, o livro dos funcionários, o livro das práticas processuais e o livro das penas. A análise dos livros foi elaborada com a intenção de apresentar a minúcia regimental, o rico detalhamento do Direito Inquisitorial e suas justificativas para aplicação de suas práticas e penas específicas. Ao historicizarmos o Direito Inquisitorial, verificamos sua proximidade com o Direito Canônico e sua influência na elaboração futura de um Direito laico, erudito e escrito. Em Portugal, os limites da Justiça Inquisitorial e a Justiça Secular durante os séculos XVI, XVII e XVIII não eram claros, os olhos atentos dos agentes reais e dos agentes da fé, em muitas oportunidades, caminharam juntos em suas inspeções no território português e suas colônias. A Cúria romana e a Coroa portuguesa dividiam suas influências sob as feições inquisitoriais, o poder real aplicava seu poder político e econômico dentro de uma perspectiva regionalizada e o papado delineava as atribuições legais e administrativas do Santo Ofício utilizando-se de sua força supranacional.
  • AFRÂNIO CARNEIRO JÁCOME
  • O DIREITO INQUISITORIAL NO REGIMENTO PORTUGUÊS DE 1640: A FORMALIZAÇÃO DA INTOLERÂNCIA RELIGIOSA (1640-1774)
  • Data: 06/08/2014
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  • Dentro das perspectivas da História Cultural este trabalho propõe uma análise de um documento chave para a História da Inquisição em Portugal: o Regimento inquisitorial de 1640. Esse código inquisitorial vigorou durante 134 anos dos 285 anos de Inquisição em Portugal, foi compilado durante o conturbado processo de Restauração do trono lusitano e substituído no fim do controverso período pombalino. Durante mais de um século o Regimento ditou as regras e práticas processuais do Santo Ofício lusitano, seus ritos e etiquetas, suas cerimônias públicas e particulares; regulou sobre a aplicação das penas e serviu de parâmetro moral e religioso no controle pedagógico da Inquisição sob a sociedade lusitana e suas colônias. Procuramos descrever o Regimento de 1640 como fruto de um longo processo histórico. Abordamos a ideia de Direito e Intolerância que foram se amoldando de acordo com os cenários econômicos, sociais e políticos que se reconfiguravam constantemente pela Europa durante as Idades Média e Moderna e, a partir dessas mudanças históricas, percorremos o longo caminhar da Inquisição Moderna em Portugal; suas influências, lutas, embates, relações de poder e impactos socioculturais. Traçamos um breve histórico dos códigos inquisitoriais, partindo de uma análise comparativa para melhor nos situarmos em relação às mudanças legais que convergiram no Regimento de 1640. Contextualizamos o momento de elaboração do código regimental de 1640. Analisamos os entraves e contextos da Ibéria e os agentes reais e inquisitoriais que se moviam no intricado jogo diplomático que redesenhava as fronteiras independentes entre Portugal e Espanha. Exploramos a importância de figuras centrais da Inquisição de Portugal durante as contendas pela Restauração portuguesa. Detalhamos cada um dos três livros que compõe o código regimental, o livro dos funcionários, o livro das práticas processuais e o livro das penas. A análise dos livros foi elaborada com a intenção de apresentar a minúcia regimental, o rico detalhamento do Direito Inquisitorial e suas justificativas para aplicação de suas práticas e penas específicas. Ao historicizarmos o Direito Inquisitorial, verificamos sua proximidade com o Direito Canônico e sua influência na elaboração futura de um Direito laico, erudito e escrito. Em Portugal, os limites da Justiça Inquisitorial e a Justiça Secular durante os séculos XVI, XVII e XVIII não eram claros, os olhos atentos dos agentes reais e dos agentes da fé, em muitas oportunidades, caminharam juntos em suas inspeções no território português e suas colônias. A Cúria romana e a Coroa portuguesa dividiam suas influências sob as feições inquisitoriais, o poder real aplicava seu poder político e econômico dentro de uma perspectiva regionalizada e o papado delineava as atribuições legais e administrativas do Santo Ofício utilizando-se de sua força supranacional.
  • ALZIRA DE CÁSSIA DA SILVA RODRIGUES
  • Revista Era Nova na Paraíba dos anos 1920: percursos do amor e do feminino
  • Data: 28/07/2014
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  • Este trabalho intenta discutir algumas questões postas sobre o amor na revista Era Nova, que circulou na Paraíba nos anos 1920, numa perspectiva matizada pelas questões de gênero. Enfatizamos o campo relacional História e Literatura, notadamente, as práticas discursivas da Era Nova, revista que se apresentava à época como literária, ilustrada e noticiosa, destinada às classes médias urbanas. Os textos que privilegiamos nesse periódico nos reportam a deslocamentos das relações afetivas, em especial, às condições históricas que tornaram possível a difusão do amor como motivo para as uniões conjugais, igualmente a associação do amor romântico centrado na realização do casamento e da maternidade. Abordamos o cruzamento e influências sofridas entre as indicações do moderno, dos valores familiares, das identificações de gênero, das sociabilidades, do exercício sexual e práticas amorosas do cotidiano vintista, buscando apontar as expectativas sociais que ladeavam os afetos.
  • ALZIRA DE CÁSSIA DA SILVA RODRIGUES
  • Percursos do amor e do feminino na revista Era Nova: Paraíba dos anos 1920
  • Data: 28/07/2014
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  • Este trabalho intenta discutir algumas questões postas sobre o amor na revista Era Nova, que circulou na Paraíba nos anos 1920, numa perspectiva matizada pelas questões de gênero. Enfatizamos o campo relacional História e Literatura, notadamente, as práticas discursivas da Era Nova, revista que se apresentava à época como literária, ilustrada e noticiosa, destinada às classes médias urbanas. Os textos que privilegiamos nesse periódico nos reportam a deslocamentos das relações afetivas, em especial, às condições históricas que tornaram possível a difusão do amor como motivo para as uniões conjugais, igualmente a associação do amor romântico centrado na realização do casamento e da maternidade. Abordamos o cruzamento e influências sofridas entre as indicações do moderno, dos valores familiares, das identificações de gênero, das sociabilidades, do exercício sexual e práticas amorosas do cotidiano vintista, buscando apontar as expectativas sociais que ladeavam os afetos.
  • JERLYANE DAYSE MONTEIRO DOS SANTOS
  • DA PROVÍNCIA À CORTE: DEPUTADOS PARAIBANOS E A FORMAÇÃO DO ESTADO NACIONAL (1831-1840)
  • Data: 27/06/2014
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  • Esta dissertação - vinculada à linha de pesquisa História Regional do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica - trata da relação entre a Paraíba e a formação do Estado nacional durante o período Regencial (1831-1840) a partir do conceito da cultura política. A Regência corresponde ao período entre a abdicação do Imperador d. Pedro I e a maioridade de seu filho d. Pedro II. Cientes da importância desse período para a formação do Estado nacional analisamos os Anais do Parlamento Brasileiro e documentos do Poder Executivo Provincial, como se deu a participação dos deputados paraibanos na Câmara dos Deputados, e a contribuição destes para os debates que traçaram os rumos da formação do Estado-nação. Após a abdicação, em 7 de abril de 1831, a Câmara dos Deputados passou a debater questões fundamentais para a manutenção da unidade nacional. Entre as primeiras providências tomadas por essa instituição destacamos à criação da Guarda Nacional, em 1831, como uma forma de conter as manifestações de povo e tropa que invadiram as ruas da Corte e se disseminaram por outras províncias. Em 1834, após inúmeros debates entre os parlamentares, a respeito da importância de conceder as províncias autonomia federativa, foi aprovado o Ato Adicional. O ato acrescentou artigos de Lei a Constituição Imperial, algo inédito para o Império recém-formado. E entre outras medidas, estabeleceu a criação de uma Assembleia Legislativa em cada província. Essa nova instituição formal de poder permitiu que as províncias detivessem certa autonomia, ao passo que lentamente retirou das Câmaras municipais o poder que lhes era característico desde o período colonial. Durante este período foram postos em debate projetos políticos de caráter liberal e conservador, e percebemos através dos Anais do Parlamento Brasileiro o envolvimento dos deputados paraibanos nos debates que estavam na ordem do dia, ao mesmo tempo em que, a defesa de seus posicionamentos não era fixa, mas sim, mutáveis. Mudavam de posicionamento de acordo com os interesses do grupo político, ou mesmo seus interesses pessoais. Assim, analisamos o cenário político provincial, buscando demostrar a relação existente entre os deputados gerais paraibanos e suas respectivas bases aliadas na província, o que compreendemos ser a elite política local. Bem como visamos compreender a contribuição dos representantes paraibanos para a formação do Estado nacional, através de sua atuação na Câmara Geral, no Rio de Janeiro.
  • FRANCISCO URBANO ALVES
  • "Valentes Rio-Grandenses! As Armas!": a questão do recrutamento militar na província do Rio Grande do Norte durante a Guerra do Paraguai (1864-1870)
  • Data: 27/02/2014
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  • Essa dissertação tem por objetivo analisar a mobilização militar durante a guerra do Paraguai (1864-1870) na província do Rio Grande do Norte, refletindo sobre o impacto social que o recrutamento causou nas estruturas sociais, atentando para as interferências nas estruturas de poder, relações sociais e na vida cotidiana provincial. O esforço necessário para financiar a guerra demandou do governo imperial um amplo movimento de recrutamento militar jamais visto no Brasil, sentindo-se seus efeitos em todo o território nacional. Nesse sentido o cotidiano provincial foi modificado e ordenado de maneira a facilitar o recrutamento, tanto na organização burocrática, com preenchimento de cargos, como na modificação das formas de trabalho. Um dos agentes que mais se empenhou nas questões da guerra e do recrutamento foram os presidentes de província, cargo que passou a ser de crucial importância para as intenções do governo imperial. A ampliação do recrutamento militar significou adentrar em domínio dos poderes locais, o que demandava do governo imperial complexa negociação. Apesar da grande torrente de soldados nos primeiros anos do conflito (1865-1866), as violências praticadas pelos agentes recrutadores não foram diminuídas nos anos seguintes, principalmente nos sertões da província do Rio Grande do Norte. A resistência da população propicia ao recrutamento produzia constantes conflitos em todo o território provincial, com fugas e resgastes de soldados, ataques a comissões de recrutamento, formação de séquitos e enfrentamentos de todo o tipo. Ao mesmo tempo em que surge necessidade de arregimentação de soldados para a incorporação às forças militares, desenvolve-se na província amplo movimento que pretende convocar às armas os cidadãos. A análise das fontes, a saber: relatórios dos presidentes de província, atas da Câmara dos Deputados e do Senado, decretos publicados durante a guerra, Códigos de Postura, além de alguns periódicos, nos possibilitou a percepção da temática do recrutamento em âmbito provincial, atentando para o cotidiano e as modificações sociais.
2013
Descrição
  • Hadassa Kelly Santos Melo
  • Discursos da Construção do Outro: os povos indígenas nos Sermões do Padre Antônio Vieira (1652-1662)
  • Data: 30/08/2013
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  • O maior legado deixado pelo Padre António Vieira para a posteridade é, certamente, a 
    vastidão  de  sua  obra.  Para  os  historiadores,  os  sermões  de  Vieira  abrem  grandes 
    possibilidades de interpretação do passado e seus contextos, e sobre os processos que 
    envolveram os contatos entre os jesuítas e indígenas na América portuguesa. Processos 
    de resistências mútuas, que incluíram também a produção de imagens para designar os 
    povos  indígenas,  dotá-los  de  sentido  e  interpretá-los,  para  que  o  diálogo  pudesse  ser 
    exercido. Neste trabalho analisaremos esses aspectos através das imagens que o Padre 
    António Vieira imprimiu aos indígenas durante o tempo de seu exercício missionário no 
    Estado do Maranhão e Grão-Pará (1652-1662). Para isso selecionamos cinco dentre os 
    muitos sermões produzidos e proclamados pelo Padre, Quinta Dominga da Quaresma 
    (1654),  Sexagésima  (1655),  Primeira  Oitava  da  Páscoa  (1656),  Espírito  Santo 
    (1657) e Epifania (1662). Essas prédicas expressam como as imagens relacionadas aos 
    indígenas foram se modificando ao longo do tempo, não pelo avanço das reflexões em 
    torno  da  natureza  indígena  ou  pelos  procedimentos  que  envolviam  a  catequização 
    desses povos, obedecendo demandas colocadas pelos muitos conflitos com os colonos, 
    o  poder  público  e  outras  ordens  religiosas  em  torno  dos  usos  da  força  de  trabalho 
    indígena e respondendo também aos procedimentos de resistências instrumentalizados 
    pelos nativos ao ethos europeu de viver. 
    O maior legado deixado pelo Padre António Vieira para a posteridade é, certamente, a vastidão  de  sua  obra.  Para  os  historiadores,  os  sermões  de  Vieira  abrem  grandes possibilidades de interpretação do passado e seus contextos, e sobre os processos que envolveram os contatos entre os jesuítas e indígenas na América portuguesa. Processos de resistências mútuas, que incluíram também a produção de imagens para designar os povos  indígenas,  dotá-los  de  sentido  e  interpretá-los,  para  que  o  diálogo  pudesse  ser exercido. Neste trabalho analisaremos esses aspectos através das imagens que o Padre António Vieira imprimiu aos indígenas durante o tempo de seu exercício missionário no Estado do Maranhão e Grão-Pará (1652-1662). Para isso selecionamos cinco dentre os muitos sermões produzidos e proclamados pelo Padre, Quinta Dominga da Quaresma (1654),  Sexagésima  (1655),  Primeira  Oitava  da  Páscoa  (1656),  Espírito  Santo (1657) e Epifania (1662). Essas prédicas expressam como as imagens relacionadas aos indígenas foram se modificando ao longo do tempo, não pelo avanço das reflexões em torno  da  natureza  indígena  ou  pelos  procedimentos  que  envolviam  a  catequização desses povos, obedecendo demandas colocadas pelos muitos conflitos com os colonos, o  poder  público  e  outras  ordens  religiosas  em  torno  dos  usos  da  força  de  trabalho indígena e respondendo também aos procedimentos de resistências instrumentalizados pelos nativos ao ethos europeu de viver. 

  • JULIO CESAR ALVES DA SILVA
  • PARA A MELHORIA DA RAÇA E A CIVILIZAÇÃO DO POVO PARAIBANO: UMA HISTÓRIA DA EUGENIA NA PARAÍBA (1914-1921)
  • Data: 30/08/2013
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  • Este trabalho – vinculado à linha de pesquisa História Regional do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica – tem por objetivo analisar os discursos eugênicos e higiênicos no Brasil, especialmente na Paraíba, através das matérias dispostas nos jornais A União, A Imprensa e na revista Era Nova. Desde a segunda metade do século XIX, a eugenia ganhou sugestivas interpretações nos países em que foi recepcionada. No Brasil, nas primeiras décadas do século XX, entre as apreciações da seletividade racial e as normas higiênicas, alguns setores como a imprensa e determinadas instituições criadas para divulgá-las, lançaram mão de seus posicionamentos e idealizações. A partir dessas alternâncias, os periódicos A União, A Imprensa e a revista Era Nova reproduziram um tipo de discurso que se aproximou, mas também se distanciou dos preceitos eugênicos. O recorte escolhido teve início em 1914, ano em que encontramos as primeiras reportagens sobre a eugenia e o higienismo na Paraíba, e 1921, com a publicação de outras matérias sobre os temas. A análise sobre os discursos eugênicos e higienistas na Paraíba foi um exercício contínuo de diagnóstico e observação, pois entre as relações intelectuais dispostas nas matérias dos periódicos e as ideias anunciadas sobre a eugenia, constatamos que os referidos discursos além de afigurarem uma espécie de análise científica de sua época, também se configuravam como uma manifestação política.
  • JOSE RODRIGO DE ARAUJO SILVA
  • Colônia de Férias de Olinda: Presos Políticos e Aparelhos de Repressão em Pernambuco (1964)
  • Data: 30/08/2013
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  • Este trabalho visa estudar a estrutura da repressão no estado de Pernambuco no ano de 1964. Para isto, tomaremos como estudo de caso o acervo documental de uma unidade de detenção com a finalidade específica de abrigar presos políticos, denominada pelos militares “Colônia de Férias de Olinda”. Buscaremos entender - utilizando-se dos métodos da pesquisa documental e da história oral - de que forma se deu a articulação desta unidade com os demais órgãos de segurança do Estado através de uma complexa rede de informações que se estabeleceu no país. Propomos ainda analisar como se deu o funcionamento interno da Colônia de Férias do ponto de vista administrativo, quais as estratégias e os mecanismos utilizados pelos agentes da repressão no ato das prisões, o perfil dos indivíduos que passaram pela unidade, e perceber traços de memória traumática no depoimento daqueles que direta ou indiretamente tiveram contato com a Colônia de Férias de Olinda.
  • JEAN PATRÍCIO DA SILVA
  • CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA ORDEM: ANÁLISE DA INTERVENTORIA DE RUY CARNEIRO NO ESTADO DA PARAÍBA (1940-1945)
  • Data: 30/08/2013
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  • O presente estudo tem por objetivo principal identificar as ações do período do Estado Novo na Paraíba, em especial, o período da Interventoria de Ruy Carneiro, entre 1940 a 1945. Desse modo, buscar-se-á analisar no âmbito do processo de centralização do Estado a reforma burocrática – administrativa, sob a perspectiva das relações de poder estabelecidas depois do movimento golpista intitulado de “Estado-Novo” de 1937. Este estudo vem contribuir com a historiografia local citando as relações desta reforma no aparelho estatal em consonância com a linha programática de ação da Interventoria. Os poucos estudos que perpassam o período 1940-1945 não abordam de forma sistematizada a interventoria de Ruy Carneiro. No geral, o que se conhece sobre este período, na Paraíba, só nos chegou pelos noticiários dos jornais da época e por documentos, relatórios, decretos ou pequenos textos com temas específicos. Como contribuição à historiografia local, esta pesquisa procura aprofundar-se em estudos sobre as interventorias paraibanas do período Vargas, especificamente, a de Ruy Carneiro.
  • ANA LUIZA DE VASCONCELOS MARQUES
  • Canções e cores da nação brasileira: Uma análise historiográfica das obras de Rodrigues de Carvalho (1903 – 1937)
  • Data: 30/08/2013
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  • Intitulada Canções e cores da nação brasileira: Uma análise historiográfica das obras de Rodrigues de Carvalho (1903-1937), esta dissertação propõe discutir como o José Rodrigues de Carvalho (1867-1936) se insere meio ao processo de formação da nação brasileira, tomando como objeto de análise as obras Cancioneiro do Norte (1903) e Aspectos da influência africana na formação social do Brasil (1937), do já referido autor. Neste sentido, mediante as reflexões acerca do folclore e do regionalismo nordestino serão abordadas, através do viés da Cultura Histórica, como as concepções históricas relativas às ideias de “nação”, “raça”, “miscigenação” e “cultura” permeiam o discurso de Carvalho, evidenciando também as práticas culturais do cotidiano em voga observadas pelo autor, sobretudo, atentando para como foram produzidas as representações sobre os portugueses, índios e africanos elaboradas por ele. Não obstante, apesar desta pesquisa ter como principal guia a análise das obras de Rodrigues de Carvalho, pretende-se apresentar no presente estudo o lugar social do autor, considerando sua trajetória intelectual, profissional e engajamento na política paraibana; ao perpassar por agremiações literárias, academias de letras e institutos históricos na virada do século XIX para o século XX, no propósito de compreender como foi estabelecido o seu vínculo de sociabilidade nesses espaços em meio a outros intelectuais.
  • MAYARA MILLENA MOREIRA FORMIGA
  • NAS VEREDAS DO SERTÃO COLONIAL: O PROCESSO DE CONQUISTA E A FORMAÇÃO DE ELITES LOCAIS NO SERTÃO DE PIRANHAS E PIANCÓ (CAPITANIA DA PARAHYBA DO NORTE, c. 1690 – c. 1772)
  • Data: 30/08/2013
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  • Este trabalho tem como principal objetivo de análise a conquista e ocupação do sertão da Capitania da Parahyba do Norte, bem como a formação das primeiras elites locais que estavam se formando na região, entre os anos de 1690 a 1772. No decorrer desses anos, os sertões das Capitanias do Norte do Estado do Brasil passaram por um processo de interiorização de seus territórios, sobretudo após a expulsão dos holandeses em 1654. Dessa maneira, empreendemos uma investigação a respeito do processo que antecede o estabelecimento dos colonizadores no sertão de Piranhas e Piancó: a guerra contra os povos indígenas e a distribuição de terras em sesmarias. Esse tenso processo de disputas não poderia ter obtido sucesso sem a participação de conquistadores que, a custa de suas forças e recursos e pela força da espada e da fé, dilataram ainda mais os domínios portugueses na América. Tendo em vista esse contexto, buscamos perceber de que forma os primeiros conquistadores da região aqui analisada, especialmente o grupo familiar dos Oliveira Ledo, se transformaram no primeiro e principal núcleo de elite local, por meio do acesso a mercês reais concedidas pelo monarca graças aos serviços prestados no âmbito da conquista.
  • ANDRE CARNEIRO DE ALBUQUERQUE
  • CAPITÃES DO FIM DO MUNDO: As Tropas Volantes pernambucanas, formação e identidades (1922 – 1938)
  • Data: 29/08/2013
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  • O presente trabalho estuda as tropas volantes pernambucanas no período de 1922 – 1938. Nosso objetivo é pesquisar suas intricadas relações entre com a Força Pública, os diversos grupos de cangaceiros e a sociedade civil. As tropas volantes pernambucanas foram o principal instrumento utilizado pelo governo do estado para repressão ao cangaço. Essa tropa tem sua origem na estrutura policial militar, mas não tem os mesmos objetivos que os outros segmentos do efetivo. Esta tropa militarizada tem por função perseguir, combater e eliminar o cangaço no Estado, sendo sua organização voltada para o embate no sertão. Para entendimento contextual do tema, foi feita uma investigação sobre a constituição das tropas volantes; o aperfeiçoamento dessas tropas, sua atuação operacional, o incremento de sertanejos em seus quadros e a identidade comum entre as tropas volantes e os grupos de cangaceiros. Por fim buscou-se investigar a formação da identidade das tropas transitórias na sua prática, assim como, entender sua função dúbia de aparelho representante do Estado, que praticava ações semelhantes aos grupos que combatia.
  • João Aurélio Travassos Pires Junior
  • MESTIÇAGENS E COLONIZAÇÃO: VISÕES HISTORIOGRÁFICAS SOBRE A AMÉRICA PORTUGUESA
  • Data: 29/08/2013
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  • O conceito de mestiçagem tem sofrido diversas modificações ao longo do tempo. Para o Brasil colonial, o estudo desse conceito é fundamental para o entendimento de sua historiografia, bem como do estabelecimento das ciências sociais no país, sendo Gilberto Freyre o primeiro e o mais consistente autor a desenvolver uma historiografia da mestiçagem no Brasil. Partindo desse pressuposto, o presente trabalho de dissertação tem o objetivo de analisar visões distintas sobre o conceito de mestiçagem, contidas em obras historiográficas representativas tanto para o desenvolvimento do tema, quanto para o entendimento do conceito. O presente trabalho procura observar as transformações que o conceito de mestiçagem sofreu, à luz da leitura de cinco autores relevantes à compreensão do tema: Gilberto Freyre, Carl Degler, Charles Boxer, Serge Gruzinski e, por fim, Larissa Viana. Os autores analisado são representativos de diferentes culturas historiográficas, bem como de visões do passado diferenciadas e divergentes sobre a mestiçagem. Assim, é trilhado um caminho que se inicia com a análise do conceito em Freyre, e o equilíbrio de antagonismos que o acompanha, identifica “leituras estrangeiras” que o endossaram, bem como discordaram de suas teses. Em seguida propõe uma leitura sobre a inovação do conceito na obra do historiador Francês Serge Gruzinski e, por fim, percebe, na leitura da historiadora Larissa Viana, uma visão peculiar sobre a mestiçagem, ligada à noção de identidade, debate próprio dos tempos atuais e representativo das temáticas dos estudos culturais mais recentes.
  • João Aurélio Travassos Pires Junior
  • MESTIÇAGENS E COLONIZAÇÃO: VISÕES HISTORIOGRÁFICAS SOBRE A AMÉRICA PORTUGUESA
  • Data: 29/08/2013
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  • O conceito de mestiçagem tem sofrido diversas modificações ao longo do tempo. Para o Brasil colonial, o estudo desse conceito é fundamental para o entendimento de sua historiografia, bem como do estabelecimento das ciências sociais no país, sendo Gilberto Freyre o primeiro e o mais consistente autor a desenvolver uma historiografia da mestiçagem no Brasil. Partindo desse pressuposto, o presente trabalho de dissertação tem o objetivo de analisar visões distintas sobre o conceito de mestiçagem, contidas em obras historiográficas representativas tanto para o desenvolvimento do tema, quanto para o entendimento do conceito. O presente trabalho procura observar as transformações que o conceito de mestiçagem sofreu, à luz da leitura de cinco autores relevantes à compreensão do tema: Gilberto Freyre, Carl Degler, Charles Boxer, Serge Gruzinski e, por fim, Larissa Viana. Os autores analisado são representativos de diferentes culturas historiográficas, bem como de visões do passado diferenciadas e divergentes sobre a mestiçagem. Assim, é trilhado um caminho que se inicia com a análise do conceito em Freyre, e o equilíbrio de antagonismos que o acompanha, identifica “leituras estrangeiras” que o endossaram, bem como discordaram de suas teses. Em seguida propõe uma leitura sobre a inovação do conceito na obra do historiador Francês Serge Gruzinski e, por fim, percebe, na leitura da historiadora Larissa Viana, uma visão peculiar sobre a mestiçagem, ligada à noção de identidade, debate próprio dos tempos atuais e representativo das temáticas dos estudos culturais mais recentes.
  • BRUNO CEZAR SANTOS DA SILVA
  • "Entre Defesa e Ordem: os corpos militares da Paraíba na trama da subordinação à Capitania de Pernambuco (1755-1799)"
  • Data: 29/08/2013
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  • Essa pesquisa de mestrado, vinculada à linha de Pesquisa de História Regional, com área de concentração em História e Cultura História, procura analisar a composição, atuação e distribuição dos corpos militares assentados na capitania da Paraíba no período de 1755 a 1799, época em que esta esteve subordinada, militar e administrativamente, à capitania de Pernambuco, dando especial destaque ao governo de Jerônimo José de Melo e Castro (1764-1797) e às reformas militares empreendidas por Sebastião José de Carvalho e Melo, o Conde de Oeiras, futuro Marquês de Pombal, então principal secretário do rei D. José I (1750-1777). Outrossim, objetiva-se perscrutar o envolvimento de membros destes corpos, notadamente, daqueles “provenientes” do alto oficialato, nas tramas de poder que se engendraram nesta sociedade colonial e, na mesma medida, dimensionar de que maneira a perda da autonomia político-administrativa interferiu na manutenção das tropas e na capacidade governativa dos capitães-mores da capitania da Paraíba. Para tanto, adotamos como material referencial de investigação, além da bibliografia atinente, com ênfase na perspectiva da “Nova História Política” e na decorrente noção de “Cultura Política”, a documentação do Arquivo Histórico Ultramarino.
  • GIORDAN SILVA DE OLIVEIRA
  • Caminhos da Reforma Agrária: O Processo Histórico da Reforma Agrária no Alto Sertão Paraibano, da Luta Pela Terra à Luta na Terra (1985-2012)
  • Data: 29/08/2013
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  • Este trabalho investigou o processo histórico de Reforma Agrária no Alto Sertão da Paraíba no período entre 1985 a 2012, mostrando o processo de ocupação do espaço sertanejo, destacando a importância da atividade algodoeira não só para a economia, como também para manutenção das relações de trabalho não tipicamente capitalistas, servindo de amortecedor para os conflitos entre os latifundiários e os camponeses nessa região. Como se trata de uma região localizada em pleno Semiárido paraibano esta pesquisa tem sua área de concentração de estudo na História Regional do Brasil. O trabalho mostra a primeira fase das lutas em áreas públicas e o processo de formação da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) no Alto Sertão paraibano. Outro aspecto pesquisado é a segunda fase das lutas que se deu em áreas privadas e a criação e atuação da Central das Associações dos Assentamentos do Alto Sertão Paraibano (CAAASP), identificando-se as principais mudanças que ocorreram na vida dos camponeses, bem como, os impactos dessas mudanças na região. A história desse percurso foi sistematizada, trazendo uma visão geral dos processos, fatos e conquistas do povo na luta pela terra e na terra, nessa região, na busca de melhoria das condições de vida. Ao resgatar a história da luta pela terra no Alto Sertão Paraibano, este trabalho torna-se um convite à comunidade acadêmica para novas investigações, tanto sobre o tema da Questão Agrária e dos Movimentos Sociais do Campo, como sobre uma infinidade de questões pertinentes à vida das comunidades rurais nessa região.
  • QUEILA GUEDES FELICIANO BARROS
  • “AS MARGENS DA ILEGALIDADE”: RELAÇÕES MERCANTIS E SOCIAIS ENTRE SÃO SALVADOR BAHIA E BUENOS AIRES (c. 1580 – c. 1640)
  • Data: 28/08/2013
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  • Este estudo tem como principal objeto de análise as relações mercantis e sociais estabelecidas entre o porto de Buenos Aires e São Salvador da Bahia, no período da União Ibérica. Empreendemos uma análise conjuntural da ação da colonização ibérica, no Brasil, compreendendo, pois, a guerra pelo açúcar e pelo comércio com o Rio da Prata como principais fatores de transformação da realidade comercial e administrativa do Brasil Colônia. Tendo sido as manufaturas europeias e escravizados negros os responsáveis pela maior cota de exportação do porto de São Salvador da Bahia, rumo ao porto de Buenos Aires, investigamos sob quais mecanismos se estabeleceu o comércio de tais produtos na região platina, já que, por lei, faziam parte do proibido e ilegal. Acabamos por detectar que as práticas locais, em Buenos Aires, para “legalizar o ilegal” transformaram-se numa cultura comercial própria, que gestou no Brasil Colônia igual correspondência, sendo os frutos da terra rio-platenses: farinha de trigo, sebo e carne seca, largamente consumidos no Brasil e que, através do porto de São Salvador da Bahia, abasteceram, não somente diversos navios que efetuavam o comércio no Oceano Atlântico, como também as possessões europeias, ligando, assim, São Salvador da Bahia e o porto de Buenos Aires aos circuitos e conexões mercantis Inter colonial, tecidas na primeira metade do século XVII.
  • RÔMULO MEDEIROS PEREIRA
  • HERBERT DANIEL E SUAS ESCRITURAS DE MEMÓRIA: exercícios autobiográficos e os traços estéticos de uma existência (1967-1984)
  • Data: 28/08/2013
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  • A presente dissertação tem como objetivo analisar as experiências de Herbert Daniel a partir das obras Passagens para o próximo sonho e Meu corpo daria um romance (1946- 1992), a correlação com as diversas formas de saber, as normatividades que anunciavam maneiras de subjetividade durante os anos de 1964 a 1984. Seu ingresso nas organizações de esquerda, a oposição frente ao regime ditatorial militar de 1964, a consonância com as doutrinas ideológicas das organizações de esquerda que culminaram num corpo deserotizado, num sujeito assujeitado. O exílio e a amizade, que estabelecera com Cláudio Mesquita, ambos importantíssimos para compreendermos o processo de desprendimento das rígidas e pobres relações sociais e a nova maneira de pensar a política e si mesmo.
  • SIMONE BEZERRIL GUEDES CARDOZO
  • "USOS DO PASSADO :Leitura da História na perspectiva jornalística de Laurentino Gomes no livro '1808'"
  • Data: 26/08/2013
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  • Mediante o crescente número de obras de conteúdo histórico escritas por jornalistas, acompanhado por um expressivo índice de vendas no mercado editorial brasileiro, a presente dissertação propõe um estudo de caso tendo como objeto o livro 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe nervoso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil, do jornalista Laurentino Gomes. Como em produção desse tipo o parâmetro são obras e procedimentos historiográficos, objetivou-se entender como um autor que não tem formação histórica desenvolve sua ―mecânica‖ de produção, ou seja, um método de escrita, ao ―manipular‖ obras de historiadores e extrair delas elementos para a evidenciação de suas interpretações e construção de sua narrativa sobre o passado, cuja intenção perpassa pela configuração de um texto palatável e atraente sobre o acontecido. Percebe-se que tal produção estabelece uma linha tênue entre a História e o Jornalismo, ao recorrer a elementos de ambos os campos. Nesta dissertação, levantou-se a hipótese de que a obra de Laurentino Gomes pode ser compreendida como uma produção de cultura histórica, ao se considerar que revisitar o passado não é uma exclusividade do historiador. Embora livros como esse do referido jornalista contribuam para a popularização do saber histórico, nem sempre o retratam de forma plausível, ou seja, sem anacronismos. Constata-se que o 1808, ao ser ―maquiado‖ como obra de História, embora seu autor enfatize que se trata de trabalho jornalístico, traz como principal implicação epistemológica o fato de ser tomado pela sociedade como referencial historiográfico, como se o ―fazer histórico‖, no sentido de conhecimento institucionalizado e metodizado, não estivesse restrito à produção dos profissionais do métier. Portanto, tal prática de escrever sobre o passado não consegue legitimação historiográfica, mas é legitimada pelos aportes mercadológicos e pelas práticas de leitura sociais, inseridas na indústria cultural do ―passado como mercadoria‖.
  • SIMONE BEZERRIL GUEDES CARDOZO
  • "USOS DO PASSADO :Leitura da História na perspectiva jornalística de Laurentino Gomes no livro '1808'"
  • Data: 26/08/2013
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  • Mediante o crescente número de obras de conteúdo histórico escritas por jornalistas, acompanhado por um expressivo índice de vendas no mercado editorial brasileiro, a presente dissertação propõe um estudo de caso tendo como objeto o livro 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe nervoso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil, do jornalista Laurentino Gomes. Como em produção desse tipo o parâmetro são obras e procedimentos historiográficos, objetivou-se entender como um autor que não tem formação histórica desenvolve sua ―mecânica‖ de produção, ou seja, um método de escrita, ao ―manipular‖ obras de historiadores e extrair delas elementos para a evidenciação de suas interpretações e construção de sua narrativa sobre o passado, cuja intenção perpassa pela configuração de um texto palatável e atraente sobre o acontecido. Percebe-se que tal produção estabelece uma linha tênue entre a História e o Jornalismo, ao recorrer a elementos de ambos os campos. Nesta dissertação, levantou-se a hipótese de que a obra de Laurentino Gomes pode ser compreendida como uma produção de cultura histórica, ao se considerar que revisitar o passado não é uma exclusividade do historiador. Embora livros como esse do referido jornalista contribuam para a popularização do saber histórico, nem sempre o retratam de forma plausível, ou seja, sem anacronismos. Constata-se que o 1808, ao ser ―maquiado‖ como obra de História, embora seu autor enfatize que se trata de trabalho jornalístico, traz como principal implicação epistemológica o fato de ser tomado pela sociedade como referencial historiográfico, como se o ―fazer histórico‖, no sentido de conhecimento institucionalizado e metodizado, não estivesse restrito à produção dos profissionais do métier. Portanto, tal prática de escrever sobre o passado não consegue legitimação historiográfica, mas é legitimada pelos aportes mercadológicos e pelas práticas de leitura sociais, inseridas na indústria cultural do ―passado como mercadoria‖.
  • SIMONE BEZERRIL GUEDES CARDOZO
  • "USOS DO PASSADO :Leitura da História na perspectiva jornalística de Laurentino Gomes no livro '1808'"
  • Data: 26/08/2013
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  • Mediante o crescente número de obras de conteúdo histórico escritas por jornalistas, acompanhado por um expressivo índice de vendas no mercado editorial brasileiro, a presente dissertação propõe um estudo de caso tendo como objeto o livro 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe nervoso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil, do jornalista Laurentino Gomes. Como em produção desse tipo o parâmetro são obras e procedimentos historiográficos, objetivou-se entender como um autor que não tem formação histórica desenvolve sua ―mecânica‖ de produção, ou seja, um método de escrita, ao ―manipular‖ obras de historiadores e extrair delas elementos para a evidenciação de suas interpretações e construção de sua narrativa sobre o passado, cuja intenção perpassa pela configuração de um texto palatável e atraente sobre o acontecido. Percebe-se que tal produção estabelece uma linha tênue entre a História e o Jornalismo, ao recorrer a elementos de ambos os campos. Nesta dissertação, levantou-se a hipótese de que a obra de Laurentino Gomes pode ser compreendida como uma produção de cultura histórica, ao se considerar que revisitar o passado não é uma exclusividade do historiador. Embora livros como esse do referido jornalista contribuam para a popularização do saber histórico, nem sempre o retratam de forma plausível, ou seja, sem anacronismos. Constata-se que o 1808, ao ser ―maquiado‖ como obra de História, embora seu autor enfatize que se trata de trabalho jornalístico, traz como principal implicação epistemológica o fato de ser tomado pela sociedade como referencial historiográfico, como se o ―fazer histórico‖, no sentido de conhecimento institucionalizado e metodizado, não estivesse restrito à produção dos profissionais do métier. Portanto, tal prática de escrever sobre o passado não consegue legitimação historiográfica, mas é legitimada pelos aportes mercadológicos e pelas práticas de leitura sociais, inseridas na indústria cultural do ―passado como mercadoria‖.
  • SIMONE BEZERRIL GUEDES CARDOZO
  • "USOS DO PASSADO :Leitura da História na perspectiva jornalística de Laurentino Gomes no livro '1808'"
  • Data: 26/08/2013
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  • Mediante o crescente número de obras de conteúdo histórico escritas por jornalistas, acompanhado por um expressivo índice de vendas no mercado editorial brasileiro, a presente dissertação propõe um estudo de caso tendo como objeto o livro 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe nervoso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil, do jornalista Laurentino Gomes. Como em produção desse tipo o parâmetro são obras e procedimentos historiográficos, objetivou-se entender como um autor que não tem formação histórica desenvolve sua ―mecânica‖ de produção, ou seja, um método de escrita, ao ―manipular‖ obras de historiadores e extrair delas elementos para a evidenciação de suas interpretações e construção de sua narrativa sobre o passado, cuja intenção perpassa pela configuração de um texto palatável e atraente sobre o acontecido. Percebe-se que tal produção estabelece uma linha tênue entre a História e o Jornalismo, ao recorrer a elementos de ambos os campos. Nesta dissertação, levantou-se a hipótese de que a obra de Laurentino Gomes pode ser compreendida como uma produção de cultura histórica, ao se considerar que revisitar o passado não é uma exclusividade do historiador. Embora livros como esse do referido jornalista contribuam para a popularização do saber histórico, nem sempre o retratam de forma plausível, ou seja, sem anacronismos. Constata-se que o 1808, ao ser ―maquiado‖ como obra de História, embora seu autor enfatize que se trata de trabalho jornalístico, traz como principal implicação epistemológica o fato de ser tomado pela sociedade como referencial historiográfico, como se o ―fazer histórico‖, no sentido de conhecimento institucionalizado e metodizado, não estivesse restrito à produção dos profissionais do métier. Portanto, tal prática de escrever sobre o passado não consegue legitimação historiográfica, mas é legitimada pelos aportes mercadológicos e pelas práticas de leitura sociais, inseridas na indústria cultural do ―passado como mercadoria‖.
  • LEANDRO MACIEL SILVA
  • TRISTÃO DE ALENCAR ARARIPE E A HISTÓRIA DA PROVÍNCIA DO CEARÁ: Contribuição à História Nacional
  • Data: 08/08/2013
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  • Este trabalho – vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica – tem por objetivo perceber o lugar social de Tristão de Alencar Araripe, tanto do ponto de vista familiar e político, quanto historiográfico. Tristão foi integrante de umas das principais famílias do Ceará, que ainda hoje é lembrada pela participação de alguns de seus membros nos acontecimentos políticos 1817 e 1824. Sob essa influência, Tristão inaugurou a escrita da história do Ceará. Seu livro, História da Província do Ceará desde os tempos primitivos até 1850, publicado em 1867, é primeiro esforço metodológico para se escrever a história do Ceará – da Colônia ao Império. Tristão escrevera sua história no momento mesmo em que o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) propunha a escrita da história nacional do Império do Brasil. Uma das estratégias para perceber o lugar social de Tristão foi o de analisar a sua relação com a referida Instituição. A influência do IHGB deu contornos diferenciados em seu trabalho. A defesa aqui é a de que Tristão pretendia contribuir com a escrita da História Nacional do Império do Brasil. A pretensão de Tristão era uma história nacional a partir das histórias locais, provinciais.
  • RODRIGO HENRIQUE ARAÚJO DA COSTA
  • LUZ SOBRE O FUNDO ESCURO: CARAVAGGIO, SÃO MATEUS E O ANJO E AMOR VITORIOSO (1601-1602)
  • Data: 06/08/2013
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  • Entre 1601 e 1602, o pintor italiano Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, recebeu uma de suas encomendas mais importantes. Era o último trabalho para a finalização da série dedicada ao apóstolo Mateus na Capela Contarelli, em Roma, pintura chamada São Mateus e o Anjo. Por decisão da Igreja, a versão de Caravaggio não possuía decoro e teve de ser substituída. Diante de novo contrato, Caravaggio pintou uma segunda versão de São Mateus e Anjo, que prontamente foi posta no lugar de destino. Em seguida a este certame, um Marquês do seio nobiliárquico romano de nome Vicenzo Giustiniani, que havia comprado a versão malquista do São Mateus e o Anjo, encomendou a Caravaggio uma pintura que sublimasse a todas do mundo, o Amor Vitorioso (Amor Vincit Omnia).O porquê da mudança de perspectiva entre as três telas, a representação de temas tão diversos entre si e a transformação abrupta de abordagem, estética e configuração, formaram o escopo do presente trabalho. Estas três pinturas do artista italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio (1571-1610) revelaram na presente dissertação um artista dissidente e provocativo entre os séculos XVI e XVII, em meio a uma Roma reconhecida na literatura histórica como de cisões e conchavos político-religiosos, profundamente marcada pelas reformas religiosas do período. Através desta conjuntura, as pinturas de Caravaggio possibilitaram estudar não somente o artista barroco, mas também as relações sociais envolvidas, as influências do Barroco, as idiossincrasias de Caravaggio, a Cultura Artística, ampliando aquilo que entendemos como História das Pinturas e abrangendo conceituação pertinente aos objetivos e metodologia adotados, como Indiciarismo, Memória, Imaginário e as representações alegórica e pictórica. Notadamente, na produção de consciência histórica do trabalho, permeamos nossa escrita com as fontes impressas do século XVII e com as obras fundamentais e específicas sobre Caravaggio e a História da Arte. Por meio do desempenho sobre o objeto de estudo chegamos a conclusões sobre a História Moderna, Roma tridentina, cosmogonia católica, o corpo, concepções religiosas, paganismo, sagrado e profano, signos e indícios que revelaram o choque entre a visão do artista e a visão da Igreja e da sociedade.
  • RODRIGO HENRIQUE ARAÚJO DA COSTA
  • LUZ SOBRE O FUNDO ESCURO: CARAVAGGIO, SÃO MATEUS E O ANJO E AMOR VITORIOSO (1601-1602)
  • Data: 06/08/2013
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  • Entre 1601 e 1602, o pintor italiano Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, recebeu uma de suas encomendas mais importantes. Era o último trabalho para a finalização da série dedicada ao apóstolo Mateus na Capela Contarelli, em Roma, pintura chamada São Mateus e o Anjo. Por decisão da Igreja, a versão de Caravaggio não possuía decoro e teve de ser substituída. Diante de novo contrato, Caravaggio pintou uma segunda versão de São Mateus e Anjo, que prontamente foi posta no lugar de destino. Em seguida a este certame, um Marquês do seio nobiliárquico romano de nome Vicenzo Giustiniani, que havia comprado a versão malquista do São Mateus e o Anjo, encomendou a Caravaggio uma pintura que sublimasse a todas do mundo, o Amor Vitorioso (Amor Vincit Omnia).O porquê da mudança de perspectiva entre as três telas, a representação de temas tão diversos entre si e a transformação abrupta de abordagem, estética e configuração, formaram o escopo do presente trabalho. Estas três pinturas do artista italiano Michelangelo Merisi, o Caravaggio (1571-1610) revelaram na presente dissertação um artista dissidente e provocativo entre os séculos XVI e XVII, em meio a uma Roma reconhecida na literatura histórica como de cisões e conchavos político-religiosos, profundamente marcada pelas reformas religiosas do período. Através desta conjuntura, as pinturas de Caravaggio possibilitaram estudar não somente o artista barroco, mas também as relações sociais envolvidas, as influências do Barroco, as idiossincrasias de Caravaggio, a Cultura Artística, ampliando aquilo que entendemos como História das Pinturas e abrangendo conceituação pertinente aos objetivos e metodologia adotados, como Indiciarismo, Memória, Imaginário e as representações alegórica e pictórica. Notadamente, na produção de consciência histórica do trabalho, permeamos nossa escrita com as fontes impressas do século XVII e com as obras fundamentais e específicas sobre Caravaggio e a História da Arte. Por meio do desempenho sobre o objeto de estudo chegamos a conclusões sobre a História Moderna, Roma tridentina, cosmogonia católica, o corpo, concepções religiosas, paganismo, sagrado e profano, signos e indícios que revelaram o choque entre a visão do artista e a visão da Igreja e da sociedade.
  • JONATAS XAVIER DE SOUZA
  • “QUE BOM TE VER VIVA”: MEMÓRIAS E HISTÓRIAS DE MULHERES QUE SOBREVIVERAM À VIOLÊNCIA DA DITADURA
  • Data: 19/07/2013
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  • Este trabalho envereda pelo o universo das lembranças e sentimentos de mulheres, presas políticas durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985), que sobreviveram lúcidas a experiência traumática da tortura. Tendo como fonte principal o filme Que Bom Te Ver Viva, documentário de longa-duração produzido por Lúcia Murat entre 1988-1989. Partimos do pressuposto de que a arte de Lúcia Murat em Que Bom Te Ver Viva cumpre, enquanto autoconsciência e memória que é da história humana, a função de elevar particularidades individuais, uma escrita de si, ao genericamente humano. Nessa perspectiva, objetivamos apreender o filme como um importante meio de produção, divulgação e recepção de experiências individuais e coletivas do presente e do passado e, desse modo, como material vinculado a dimensões sociais e identitárias que se justificam a partir de sua filiação a uma cultura histórica constituída no tempo dos eventos, na conjuntura da produção cinematográfica. Com efeito, analisar as imagens e oralidades de Que Bom Te Ver Viva significa, de imediato, dialogar com uma representação social que contribui para uma visão histórica e cultural da participação feminina na luta armada contra a ditadura, bem como, com sua representatividade na esfera de questões fundamentais que permeiam os discursos do movimento feminista brasileiro na década de 1980, tais como: a violência contra mulheres, a liberdade sexual feminina, as relações de gênero e poder que envolvem os sexos
  • ERICA LINS RAMOS
  • Da conivência ao despertar militante: o movimento universitário e a ditdura militar na cidade de Campina Grande-PB (1964-1968)
  • Data: 04/07/2013
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  • A presente pesquisa aborda a atuação do movimento universitário na cidade de Campina Grande – PB, durante a primeira fase da ditadura militar (1964/1968). O tema se insere na Linha de Pesquisa História Regional do Programa de Pós-graduação em História da UFPB, na área de concentração História e Cultura Histórica. O estudo trata das influências apropriadas pelos militantes campinenses, que os levaram, em tempos de repressão, a enfrentar o Governo e das bandeiras defendidas por eles. Como o Governo não desistia do seu intento de inibir as mobilizações estudantis, que se fortaleciam com o apoio de populares, os estudantes campinenses também enveredaram nessa luta. Assim, analisamos o movimento universitário campinense do mediato-1968 até a publicação do Ato Institucional número cinco, destacando as correlações de força entre a Polícia Militar e os universitários campinenses. Como fundamentação teórica, utilizamos o conceito de cultura política, da nova história política e conceitos da nova história cultural, como representação, táticas, entre outros. As fontes utilizadas foram extraídas de pesquisa em jornais, relatos orais, documentos oficiais e obras da historiografia brasileira e paraibana.
  • THIAGO OLIVEIRA DE SOUZA
  • IMPRENSA E INSTRUÇÃO NA PARAHYBA DO NORTE: CULTURA EDUCACIONAL E CULTURAS POLÍTICAS NOS ANOS DE 1880
  • Data: 10/06/2013
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  • Nessa dissertação discutimos a forma pela qual a instrução/educação era retratada na imprensa paraibana oitocentista, evidenciando os aspectos da cultura educacional e das culturas políticas na Província da Parahyba do Norte. O corpus documental utilizado como suporte para este trabalho foi os editoriais presentes nos jornais paraibanos, localizados no Instituto Histórico Geográfico Paraibano e na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Também utilizados, em proporção menor, temos os Relatórios dos Presidentes de Província da década de 1880. O recorte proposto para a escrita desse trabalho compreendeu os anos de 1881 a 1889. Em virtude das características das nossas fontes este foi o momento em que foi possível delimitar um debate educacional entre os Partidos Conservador e Liberal. Buscamos apreender a cultura educacional difundida pelos agentes políticos e jornalistas paraibanos através dos seus escritos. Observamos as falas de conservadores e liberais, apontando suas divergências e similaridades. Levando em consideração a acessibilidade ao material impresso da época, podemos dizer que a imprensa oitocentista teve um alcance considerável, sendo responsável pela divulgação de ideias e discursos, além de, provavelmente, ter sido um dos únicos meios de comunicação deste período. Em suas páginas era retratado o cotidiano da sociedade, principalmente os temas ligados à política e as disputas partidárias. Entre os temas abordados a instrução assumiu o protagonismo em inúmeros momentos, sendo assunto recorrente e palco de intensos debates. Nosso trabalho está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, na linha de Ensino de História e Saberes Históricos.
  • IRIS MARIANO TAVARES
  • ENTRE A SACRAMENTALIZAÇÃO CATÓLICA E OUTROS ARRANJOS PARENTAIS: A VIDA FAMILIAR DOS ESCRAVIZADOS DO CRATO-CE (1871-1884)
  • Data: 10/05/2013
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  • RESUMO A presente dissertação está vinculada à linha de pesquisa em História Regional, do Programa de Pós- -Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica. Tem por objeto a vida familiar dos escravizados da cidade do Crato, ao sul do Ceará. O recorte temporal escolhido inicia em 1871, ano da promulgação da Lei 2.040, de 28 de setembro – também conhecida como Lei Rio Branco ou Lei do Ventre Livre –, e termina em 1884, ano em que foi declarada abolida a escravidão na província cearense. A disseminação das uniões sacramentadas pela norma religiosa e das consensuais, entre a população escravizada; a estabilidade dos arranjos familiares que foram capazes de constituir; e as relações sociais que estabeleceram no ato do batismo de seus filhos, são igualmente observadas. As fontes que subsidiam a pesquisa são, mormente, inventários – com listas de matrícula dos escravizados e autos de partilha, a eles anexados –; e assentos de batismo dos ingênuos cratenses. A dissertação tem como aporte teórico e metodológico a história social da escravidão, desenvolvida, principalmente, a partir da década de 1980 e cujos pressupostos destacam os sujeitos históricos – os escravizados.
  • LIDIANA JUSTO DA COSTA
  • "CIDADÃOS DO IMPÉRIO, ALERTA! A GUARDA NACIONAL NA PARAÍBA OITOCENTISTA (1831-1850)"
  • Data: 27/03/2013
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  • O presente estudo está vinculado à linha de pesquisa História Regional, do Programa de Pós- Graduação em História, da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica, e tem por objetivo analisar a criação e atuação da Guarda nacional na província da Paraíba (1831-1850). A criação da Guarda Nacional, em 18 de agosto de 1831, foi uma dentre as várias medidas empreendidas pelo governo regencial, para assegurar a unidade do Estado nacional brasileiro. Essa instituição deveria ser composta por aqueles que fossem considerados cidadãos do Império do Brasil, portanto, que estivessem prescritos na Constituição de 1824. Portanto, além de investigar a criação dessa instituição na província da Paraíba, apresentamos os trâmites que envolveram a sua organização e funcionamento, bem como os perfis jurídico/étnico de alguns personagens que compuseram suas fileiras. Fizemos também uma breve discussão sobre Cidadania no século XIX, lançando luz sobre como essa cidadania foi vivenciada pelos milicianos na província, já que, a eles, coube o privilégio de fazer parte da milícia. Analisamos as ações cotidianas dos missionários da ordem e as tentativas que alguns guardas encontraram para escaparem do serviço ordinário da Guarda - o que, acabava contrariando aquilo que pretendia a Lei de criação da Guarda Nacional de 1831: o “patriotismo” de seus milicianos. E no que tange aos postos de comando na milícia, discutimos a importância que este cargo conferiu aos escolhidos, e que, com os anos se tornou eminentemente político.
  • ELAINNE CRISTINA JORGE DIAS
  • RETRATO FALADO: O PERFIL DOS ESCRAVOS NOS ANÚNCIOS DE JORNAIS DA PARAÍBA (1850-1888)
  • Data: 25/03/2013
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  • Este trabalho se propõe a analisar os anúncios referentes a escravos contidos nos periódicos
    paraibanos que circularam nas últimas décadas da escravidão. Através dos anúncios será
    possível compreender aspectos da condição social em que viviam os cativos e de suas formas
    de luta e resistência. Inicialmente, buscou-se discutir o papel da imprensa na comercialização
    dos escravos, como também as mudanças econômicas, sociais e políticas que ocorreram na
    Paraíba no período em questão. Isto porque, grande parte das transações comerciais que
    envolviam escravos era iniciada por meio dos anúncios ou na tipografia onde o jornal era
    impresso. Em seguida, procurou-se analisar a condição de cativeiro em que viviam os cativos,
    como: moradia, vestimentas, alimentação, condições higiênicas e de trabalho, já que esses
    fatores foram determinantes para o desenvolvimento das doenças e, consequentemente, os
    problemas de saúde. Finalmente, pretendeu-se compreender, particularmente, os anúncios de
    fuga de escravos, para, assim, traçar um perfil dos cativos que fugiam e apresenta-los não
    como vítimas ou rebeldes, mas como sujeitos históricos que pensavam e agiam por meio de
    negociações, lutas, conflitos e redes de solidariedade para sobreviverem diante do complexo
    mundo que foi o cativeiro.

  • JANICE CORREA DA SILVA
  • Patrimônios Materiais; Sertão; Paraíba Colonial; Cultura Histórica; Cultura
  • Data: 28/02/2013
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  • Esta dissertação busca empreender uma investigação histórica acerca dos patrimônios materiais no sertão do Rio Piranhas, na segunda metade do século XVIII. No que se refere aos aspectos teóricos à pesquisa foi apoiada pela Nova História Política e, dentro desse campo, pela discussão do conceito de Cultura Política. Outras discussões teóricas também nortearam o trabalho, como a que diz respeito ao patrimonialismo, à cultura material e à Cultura Histórica. Destarte, pretende-se discutir a importância dos documentos cartoriais e judiciários da cidade de Pombal no sertão do atual estado da Paraíba, no âmbito da Cultura Política de Antigo Regime. Tenta-se compreender a maneira como os atores sociais buscaram se apropriar do espaço (durante o processo de conquista) e, portanto, dos recursos oferecidos pela natureza, constituindo seus cabedais. Uma análise das relações sociais no sertão do Rio Piranhas, percebidas enquanto geradoras de mecanismos que favoreceram a acumulação de bens materiais e a consequente ascensão na hierarquia social se fez visível. As conexões com outros espaços, estabelecendo relações de amizade e de conflito, constituindo haveres e riquezas e administrando-as, é um aspecto aqui apreciado. No intuito de desvendar estas problemáticas, tivemos por fonte documental os inventários e testamentos depositados no Fórum Promotor Francisco Nelson da Nóbrega, na Cidade de Pombal, sertão da Paraíba. Fizemos uso também de procurações existentes no Cartório de 1º Ofício de Notas Coronel João Queiroga, da mesma cidade de Pombal. Foram utilizados ainda, requerimentos transcritos na obra de João de Lyra Tavares e alguns poucos registros documentais do Arquivo Histórico Ultramarino.
2012
Descrição
  • CARLA KARINNE SANTANA OLIVEIRA
  • O livro didático ideal em questão: estudo da teoria da formação histórica de Jörn Rüssen em livros didáticos de história
  • Data: 30/10/2012
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  • A consciência histórica é uma habilidade intelectual que permite ao homem orientar-se temporalmente na vida prática. A formação da consciência histórica pode ser estimulada tanto por filmes, livros, músicas, programas de televisão, quanto pelo ambiente escolar, por meio, do livro didático de história. O teórico alemão Jörn Rüsen apresenta no texto “O livro didático ideal” critérios para o desenvolvimento da competência narrativa e, portanto da consciência histórica, tal texto é colocado é questão na presente dissertação. A questão-central é identificar as aproximações e distanciamentos entre os critérios de formação histórica que Rüsen apresenta e os elementos que compõem uma coleção de livro didático avaliado e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD-2008. A justificativa para tal pesquisa encontra-se na recente apropriação da obra de Rüsen no Brasil, nos estudos sobre ensino de história. O referencial teórico usado centra-se na teoria da formação histórica de Jörn Rüsen, principalmente em suas reflexões sobre livro didático. A metodologia a ser empregada fundamenta-se nas categorias da competência narrativa - percepção, interpretação e orientação desenvolvidas pelo mesmo autor. A comparação realizada permitiu-nos reunir pistas sobre como a fonte de estudo estimula a formação histórica.
    Palavras-
    A consciência histórica é uma habilidade intelectual que permite ao homem orientar-se temporalmente na vida prática. A formação da consciência histórica pode ser estimulada tanto por filmes, livros, músicas, programas de televisão, quanto pelo ambiente escolar, por meio, do livro didático de história. O teórico alemão Jörn Rüsen apresenta no texto “O livro didático ideal” critérios para o desenvolvimento da competência narrativa e, portanto da consciência histórica, tal texto é colocado é questão na presente dissertação. A questão-central é identificar as aproximações e distanciamentos entre os critérios de formação histórica que Rüsen apresenta e os elementos que compõem uma coleção de livro didático avaliado e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD-2008. A justificativa para tal pesquisa encontra-se na recente apropriação da obra de Rüsen no Brasil, nos estudos sobre ensino de história. O referencial teórico usado centra-se na teoria da formação histórica de Jörn Rüsen, principalmente em suas reflexões sobre livro didático. A metodologia a ser empregada fundamenta-se nas categorias da competência narrativa - percepção, interpretação e orientação desenvolvidas pelo mesmo autor. A comparação realizada permitiu-nos reunir pistas sobre como a fonte de estudo estimula a formação histórica.Palavras-

  • CARLA KARINNE SANTANA OLIVEIRA
  • O livro didático ideal em questão: estudo da teoria da formação histórica de Jörn Rüssen em livros didáticos de história (PNLD-2008)
  • Data: 30/10/2012
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    A consciência histórica é uma habilidade intelectual que permite ao homem orientar-se temporalmente na vida prática. A formação da consciência histórica pode ser estimulada tanto por filmes, livros, músicas, programas de televisão, quanto pelo ambiente escolar, por meio, do livro didático de história. O teórico alemão Jörn Rüsen apresenta no texto “O livro didático ideal” critérios para o desenvolvimento da competência narrativa e, portanto da consciência histórica, tal texto é colocado é questão na presente dissertação. A questão-central é identificar as aproximações e distanciamentos entre os critérios de formação histórica que Rüsen apresenta e os elementos que compõem uma coleção de livro didático avaliado e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD-2008. A justificativa para tal pesquisa encontra-se na recente apropriação da obra de Rüsen no Brasil, nos estudos sobre ensino de história. O referencial teórico usado centra-se na teoria da formação histórica de Jörn Rüsen, principalmente em suas reflexões sobre livro didático. A metodologia a ser empregada fundamenta-se nas categorias da competência narrativa - percepção, interpretação e orientação desenvolvidas pelo mesmo autor. A comparação realizada permitiu-nos reunir pistas sobre como a fonte de estudo estimula a formação histórica.
    Palavras-

    A consciência histórica é uma habilidade intelectual que permite ao homem orientar-se temporalmente na vida prática. A formação da consciência histórica pode ser estimulada tanto por filmes, livros, músicas, programas de televisão, quanto pelo ambiente escolar, por meio, do livro didático de história. O teórico alemão Jörn Rüsen apresenta no texto “O livro didático ideal” critérios para o desenvolvimento da competência narrativa e, portanto da consciência histórica, tal texto é colocado é questão na presente dissertação. A questão-central é identificar as aproximações e distanciamentos entre os critérios de formação histórica que Rüsen apresenta e os elementos que compõem uma coleção de livro didático avaliado e distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático – PNLD-2008. A justificativa para tal pesquisa encontra-se na recente apropriação da obra de Rüsen no Brasil, nos estudos sobre ensino de história. O referencial teórico usado centra-se na teoria da formação histórica de Jörn Rüsen, principalmente em suas reflexões sobre livro didático. A metodologia a ser empregada fundamenta-se nas categorias da competência narrativa - percepção, interpretação e orientação desenvolvidas pelo mesmo autor. A comparação realizada permitiu-nos reunir pistas sobre como a fonte de estudo estimula a formação histórica.Palavras-

     

  • NEREIDA SOARES MARTINS
  • AS “MULHERES MALDITAS”: Crenças e práticas de feitiçaria no nordeste da América Portuguesa
  • Data: 30/10/2012
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  • Este trabalho se dedica ao estudo de casos de feitiçaria delimitado regionalmente ao contexto do nordeste da América Portuguesa tendo como fontes principais a documentação inquisitorial referente ao período colonial. No âmbito deste trabalho, nos deteremos sobre a análise de casos de feitiçaria protagonizados por mulheres e nosso enfoque temático se concentra em crenças e práticas mágicas especificamente europeias, tendo como aporte teórico a História das Mentalidades. Ao longo de nossa pesquisa, pudemos observar a convergência de um antigo estereótipo de Feiticeira cujo modelo, expresso em registros literários e na iconografia, vem sendo formulado desde a Antiguidade podendo também ser observado em elementos da cultura religiosa popular desenvolvida da América Portuguesa, bem como entre os representantes da religião dominante que aqui atuaram na defesa da fé. Portanto, este trabalho se faz relevante no campo historiográfico dedicado ao tema na medida em que, a perspectiva sob a qual se desenvolveu, apresenta novos elementos para a análise de uma Cultura Histórica da feitiçaria que, à revelia das rígidas divisões temporais acatadas pelos historiadores, se constrói a partir de permanências e mudanças, num processo onde os elementos que compõem a imagem da feiticeira se modificam, perdendo e adquirindo significados, sob os auspícios do hibridismo religioso proveniente do contato étnico tão característico de nossa formação.
  • FABIOLLA STELLA MARIS DE LEMOS FURTADO LEITE
  • Pessoas que lembram: festas e lazer nas memórias e histórias de moradores de Serra Branca-PB (1940-1970).
  • Data: 05/10/2012
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  • O objetivo deste trabalho é apresentar e analisar as memórias engendradas pelas experiências
    proporcionadas pelo lazer no município de Serra Branca na Paraíba, como as festas de Carnaval e da
    Padroeira – Nossa Senhora da Conceição; pelas programações culturais do antigo cinema denominado
    Cine Educativo e da Rádio Castelo Branco e pelos jogos de futebol dos times locais – Vasco da Gama
    e Flamengo. Compreendemos a memória como um importante meio de elaboração, divulgação e
    recepção de relações com o passado que nos permite estabelecer vínculos com a área de concentração
    deste programa de pós-graduação, qual seja, História e Cultura Histórica, e, mais especificamente,
    com a linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos. O recorte temporal – décadas de
    1940 a 1970, foi definido considerando as relações complexas entre presente e passado, características
    da memória. A pertinência deste trabalho reside no fato de que busca contribuir junto às produções
    acerca das histórias locais, aqui delimitadas como história dos municípios, especificamente no caso da
    Paraíba. Objetivamos apreender as experiências vividas por alguns moradores de Serra Branca,
    avaliando a importância dessas experiências para a elaboração de uma história local delineada por um
    recorte cultural. Empreendemos reflexões sobre: história, memória, história local, práticas culturais,
    festas, lazer e experiência, através de um aporte teórico variado que nos habilitou a transitar entre
    teoria e analise das fontes produzidas, no caso dessas últimas, recorremos à metodologia da história
    oral, realizando entrevistas junto a moradores do município citado.
    O objetivo deste trabalho é apresentar e analisar as memórias engendradas pelas experiênciasproporcionadas pelo lazer no município de Serra Branca na Paraíba, como as festas de Carnaval e daPadroeira – Nossa Senhora da Conceição; pelas programações culturais do antigo cinema denominadoCine Educativo e da Rádio Castelo Branco e pelos jogos de futebol dos times locais – Vasco da Gamae Flamengo. Compreendemos a memória como um importante meio de elaboração, divulgação erecepção de relações com o passado que nos permite estabelecer vínculos com a área de concentraçãodeste programa de pós-graduação, qual seja, História e Cultura Histórica, e, mais especificamente,com a linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos. O recorte temporal – décadas de1940 a 1970, foi definido considerando as relações complexas entre presente e passado, característicasda memória. A pertinência deste trabalho reside no fato de que busca contribuir junto às produçõesacerca das histórias locais, aqui delimitadas como história dos municípios, especificamente no caso daParaíba. Objetivamos apreender as experiências vividas por alguns moradores de Serra Branca,avaliando a importância dessas experiências para a elaboração de uma história local delineada por umrecorte cultural. Empreendemos reflexões sobre: história, memória, história local, práticas culturais,festas, lazer e experiência, através de um aporte teórico variado que nos habilitou a transitar entreteoria e analise das fontes produzidas, no caso dessas últimas, recorremos à metodologia da históriaoral, realizando entrevistas junto a moradores do município citado.

  • VANDERLAN PAULO DE OLIVEIRA PEREIRA
  • Dom José Maria Pires, sua atuação política e defesa dos Direitos Humanos de 1966 a 1980 na Paraíba.
  • Data: 28/09/2012
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  • A presente dissertação discorre sobre a atuação política de Dom José Maria Pires a frente da Diocese de Araçuaí e da Arquidiocese da Paraíba analisando seus posicionamentos políticos e sua veemente defesa dos Direitos Humanos. Embora apoiando o Golpe Militar de 1964, quando ainda era bispo daquela diocese mineira, Dom José mudou sua postura acerca do regime militar já nesse mesmo ano, enfrentando o autoritarismo dos militares e defendendo as vítimas do regime ditatorial. Chegando a Paraíba, em 1966, permaneceu firme na luta contra as arbitrariedades dos militares e buscou alternativas para resolução de problemas como a fome e a seca, criando duas iniciativas relevantes: a Operação Gota D’água e o Projeto Igreja Viva. Ambos com preocupações maiores que o mero assistencialismo tão presente na instituição eclesial. Essas iniciativas do arcebispo evoluíram em práticas marcadas pela radicalidade da defesa dos Direitos Humanos em áreas de conflitos presentes nessa circunscrição religiosa. Assim, destacaremos duas grandes fazendas: Mucatu e Alagamar. Em ambas houve a violação dos Direitos Humanos por meio da prática da violência, das prisões injustas, das torturas e mortes. Em Mucatu houve centenas de pessoas expulsas e a destruição de uma casa que funcionava como escritório e Igreja dessa comunidade; em Alagamar a Polícia Militar aterrorizava, prendia e torturava os camponeses. Diante disso, o bispo denunciava essas atrocidades por meio de sermões, Cartas Pastorais e de sua presença nessas comunidades. Era em nome de Deus, dos pobres e de sua libertação política que, o bispo agia, recebendo como consequência a alcunha de subversivo e comunista por parte dos proprietários e de outros setores da sociedade. Ao longo do texto, também trataremos da cultura política e cultura histórica presente nesse líder tão carismático.

  • THIAGO TRINDADE MARQUES
  • Do Desenvolvimentismo á conduta militar:As peripercias da política campinense(1963-1969)
  • Data: 27/09/2012
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  • Esta pesquisa aborda o município de Campina Grande – PB, ao ressaltar a peculiaridade
    das políticas públicas postuladas nesta cidade, que se apresenta como uma permanente
    liderança regional. Encontramos na ebulição política da década de 1960, a
    temporalidade ideal para dimensionarmos a viabilidade da força da cidade em questão,
    pois na época em foco, a chamada “Rainha da Borborema”, capitaneou uma série de
    medidas visando a industrialização municipal, prática esta, que construiu o mito da
    vocação da liderança campinense em todo o interior do Nordeste. Ao perceber a
    administração Williams Arruda como a apoteose destes projetos desenvolvimentistas
    em meio a toda agitação político-social resultante do Golpe de Estado impetrado contra
    as instituições democráticas brasileiras em 1964. E ainda, o impacto das medidas
    desenvolvimentistas na economia da cidade, analisando as alterações no acesso aos
    serviços públicos municipais, como as mudanças na área educacional, onde o objetivo
    principal era fomentar mão-de-obra qualificada para as fábricas que estavam por vir.
    Utilizamos em nossa pesquisa, recenseamentos publicados pelo IBGE, divulgação de
    resultados do TRE-PB, além das fontes jornalísticas, as quais aliadas a produção
    acadêmica existente procuramos compor o enredo e problematizar o tema em debate. A
    presente pesquisa se adequa a linha de pesquisa “História Regional”, onde está focada
    na problematização da história política de Campina Grande, e nas possibilidades de
    criar vínculos com o contexto sócio-político nacional.

  • SIMONE JOAQUIM CAVALCANTE
  • Entre a História e a Memória: Adélia de França uma professora negra na Paraíba (1926-1976).
  • Data: 24/09/2012
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  • Este trabalho, intitulado “Entre a história e a memória: Adélia de França, uma professora negra na Paraíba do século XX (1926 – 1976)”, tem como objetivo principal revisitar sua trajetória docente, a partir do seu lugar social e pertencimento étnico no contexto da história da educação paraibana. Nessa perspectiva, busca apreender, com a experiência de outras mulheres, aproximações e distanciamentos em seus feitos e tramas (individuais e coletivas), e notabiliza as conquistas e os desafios na reivindicação de um lugar na sociedade e nas tessituras da história, demarcados por suas especificidades. Os estudos aqui empreendidos se constituíram, através de um conjunto de procedimentos metodológicos, tais como: a pesquisa bibliográfica, a análise das fontes documentais escritas, de caráter oficial e pessoal, e a produção de fontes orais, com base nas memórias dos depoentes (família, ex-alunas e ex-aluno), esta última assentada nas bases teórico-metodológicas da história oral, aventadas por Alberti (2005), Bosi (1994) entre outros, e o registro de outras fontes produzidas no decorrer da pesquisa (fotografias). Tomamos, ainda, as contribuições da História Social decorrentes das reflexões teóricas expostas por Thompson (1987; 1998; 2001), Hobsbawm (1998a; 1998b; 1998c) e Burke (2012). Esta pesquisa se inscreve no interior dos debates sobre o Ensino de História e Saberes Históricos na medida em que nos propomos, por meio do acionamento da memória, da historiografia e das práticas docentes a rememorar os esquecidos, os excluídos e os silenciados da e na História em um cenário (in)visibilizado

  • SIMONE JOAQUIM CAVALCANTE
  • Entre a História e a Memória: Adélia de França uma professora negra na Paraíba (1926-1976).
  • Data: 24/09/2012
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  • Este trabalho, intitulado “Entre a história e a memória: Adélia de França, uma professora negra na Paraíba do século XX (1926 – 1976)”, tem como objetivo principal revisitar sua trajetória docente, a partir do seu lugar social e pertencimento étnico no contexto da história da educação paraibana. Nessa perspectiva, busca apreender, com a experiência de outras mulheres, aproximações e distanciamentos em seus feitos e tramas (individuais e coletivas), e notabiliza as conquistas e os desafios na reivindicação de um lugar na sociedade e nas tessituras da história, demarcados por suas especificidades. Os estudos aqui empreendidos se constituíram, através de um conjunto de procedimentos metodológicos, tais como: a pesquisa bibliográfica, a análise das fontes documentais escritas, de caráter oficial e pessoal, e a produção de fontes orais, com base nas memórias dos depoentes (família, ex-alunas e ex-aluno), esta última assentada nas bases teórico-metodológicas da história oral, aventadas por Alberti (2005), Bosi (1994) entre outros, e o registro de outras fontes produzidas no decorrer da pesquisa (fotografias). Tomamos, ainda, as contribuições da História Social decorrentes das reflexões teóricas expostas por Thompson (1987; 1998; 2001), Hobsbawm (1998a; 1998b; 1998c) e Burke (2012). Esta pesquisa se inscreve no interior dos debates sobre o Ensino de História e Saberes Históricos na medida em que nos propomos, por meio do acionamento da memória, da historiografia e das práticas docentes a rememorar os esquecidos, os excluídos e os silenciados da e na História em um cenário (in)visibilizado

  • Sylvia Brandão Ramalho de Brito
  • A dialética do castigo: memórias de um Frade no Brasil Holandês.
  • Data: 14/09/2012
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  •  

    Este estudo centra-se na análise de uma narrativa escrita durante o período da invasão
    holandesa ao Brasil, o livro intitulado O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade. A
    obra, publicada em 1648, em Lisboa, pelo religioso Manoel Calado, tem João Fernandes
    Vieira, senhor de engenho de Pernambuco, como financiador e protagonista. O
    Valeroso Lucideno, cujo componente central guiava-se por uma história de cunho
    providencialista, tinha uma finalidade estratégica. A obra pode ser compreendida como
    um projeto político, tanto do encomendador, quanto do encomendado, pautado pelas
    marcas da historiografia do período, cujo esforço discursivo residia na teoria da boa
    razão de Estado. Para além de compreender de que forma se deram as justificativas da
    "guerra da liberdade divina" que perpassam, a todo o momento, a escrita de Manoel
    Calado, nosso trabalho pretende perscrutar a relação que havia entre uma escrita
    panegírica e os anseios de nobilitação. Por fim, atentamos ainda para o discurso
    utilizado pelo religioso com o intuito de entender quais os ideais que ele defendia e
    pretendia divulgar em seus escritos

    Este estudo centra-se na análise de uma narrativa escrita durante o período da invasãoholandesa ao Brasil, o livro intitulado O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade. Aobra, publicada em 1648, em Lisboa, pelo religioso Manoel Calado, tem João FernandesVieira, senhor de engenho de Pernambuco, como financiador e protagonista. OValeroso Lucideno, cujo componente central guiava-se por uma história de cunhoprovidencialista, tinha uma finalidade estratégica. A obra pode ser compreendida comoum projeto político, tanto do encomendador, quanto do encomendado, pautado pelasmarcas da historiografia do período, cujo esforço discursivo residia na teoria da boarazão de Estado. Para além de compreender de que forma se deram as justificativas da"guerra da liberdade divina" que perpassam, a todo o momento, a escrita de ManoelCalado, nosso trabalho pretende perscrutar a relação que havia entre uma escritapanegírica e os anseios de nobilitação. Por fim, atentamos ainda para o discursoutilizado pelo religioso com o intuito de entender quais os ideais que ele defendia epretendia divulgar em seus escritos.

  • Sylvia Brandão Ramalho de Brito
  • A dialética do castigo: memórias de um Frade no Brasil Holandês.
  • Data: 14/09/2012
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  • Este estudo centra-se na análise de uma narrativa escrita durante o período da invasão
    holandesa ao Brasil, o livro intitulado O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade. A
    obra, publicada em 1648, em Lisboa, pelo religioso Manoel Calado, tem João Fernandes
    Vieira, senhor de engenho de Pernambuco, como financiador e protagonista. O
    Valeroso Lucideno, cujo componente central guiava-se por uma história de cunho
    providencialista, tinha uma finalidade estratégica. A obra pode ser compreendida como
    um projeto político, tanto do encomendador, quanto do encomendado, pautado pelas
    marcas da historiografia do período, cujo esforço discursivo residia na teoria da boa
    razão de Estado. Para além de compreender de que forma se deram as justificativas da
    "guerra da liberdade divina" que perpassam, a todo o momento, a escrita de Manoel
    Calado, nosso trabalho pretende perscrutar a relação que havia entre uma escrita
    panegírica e os anseios de nobilitação. Por fim, atentamos ainda para o discurso
    utilizado pelo religioso com o intuito de entender quais os ideais que ele defendia e
    pretendia divulgar em seus escritos
    Este estudo centra-se na análise de uma narrativa escrita durante o período da invasãoholandesa ao Brasil, o livro intitulado O Valeroso Lucideno e Triunfo da Liberdade. Aobra, publicada em 1648, em Lisboa, pelo religioso Manoel Calado, tem João FernandesVieira, senhor de engenho de Pernambuco, como financiador e protagonista. OValeroso Lucideno, cujo componente central guiava-se por uma história de cunhoprovidencialista, tinha uma finalidade estratégica. A obra pode ser compreendida comoum projeto político, tanto do encomendador, quanto do encomendado, pautado pelasmarcas da historiografia do período, cujo esforço discursivo residia na teoria da boarazão de Estado. Para além de compreender de que forma se deram as justificativas da"guerra da liberdade divina" que perpassam, a todo o momento, a escrita de ManoelCalado, nosso trabalho pretende perscrutar a relação que havia entre uma escritapanegírica e os anseios de nobilitação. Por fim, atentamos ainda para o discursoutilizado pelo religioso com o intuito de entender quais os ideais que ele defendia epretendia divulgar em seus escritos.

  • MANUELA FONSÊCA RAMOS
  • Na levada do pandeiro: a música de Jackson do Pandeiro entre 1953 e 1967
  • Data: 12/09/2012
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta Pesquisa apresenta uma análise acerca de uma parte da obra de Jackson do Pandeiro, situada entre os anos de 1953 e 1967. Tal análise busca apontar essa obra como um exemplo importante do hibridismo cultural existente na música popular brasileira. Para compreender melhor tal hibrididação, perpassa a nossa análise a formação da identidade nacional e da nordestina, que foram sendo construídas, sobretudo, a partir da década de 1920. Compreendemos esse período da obra jacksoniana como uma contribuição para o redimensionamento das ideias de nacionalidade brasileira e de "nordestinidade", para que possamos perceber como essas formulações de identidades são, antes, parte de um processo histórico, e não, um dado congelado no tempo e em espaços imóveis. Nesse sentido, este estudo corresponde à linha de pesquisa de História Regional, visto que nos auxilia a compreender a construção de uma dada região, o Nordeste brasileiro, a partir da sua articulação com os agentes e os espaços nacionais e globais.

  • MANUELA FONSÊCA RAMOS
  • Na levada do pandeiro: a música de Jackson do Pandeiro entre 1953 e 1967
  • Data: 12/09/2012
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  • Esta Pesquisa apresenta uma análise acerca de uma parte da obra de Jackson do Pandeiro, situada entre os anos de 1953 e 1967. Tal análise busca apontar essa obra como um exemplo importante do hibridismo cultural existente na música popular brasileira. Para compreender melhor tal hibrididação, perpassa a nossa análise a formação da identidade nacional e da nordestina, que foram sendo construídas, sobretudo, a partir da década de 1920. Compreendemos esse período da obra jacksoniana como uma contribuição para o redimensionamento das ideias de nacionalidade brasileira e de "nordestinidade", para que possamos perceber como essas formulações de identidades são, antes, parte de um processo histórico, e não, um dado congelado no tempo e em espaços imóveis. Nesse sentido, este estudo corresponde à linha de pesquisa de História Regional, visto que nos auxilia a compreender a construção de uma dada região, o Nordeste brasileiro, a partir da sua articulação com os agentes e os espaços nacionais e globais.

  • RAFAELA PEREIRA DARIO
  • Nos caminhos do progresso, nas veredas da modernização: representações da cidade de Sousa-PB (1951-1963).
  • Data: 06/09/2012
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A presente dissertação pretende demonstrar as formas como um periódico sertanejo – A revista Letras do Sertão – representou a cidade de Sousa em suas duas primeiras fases de circulação que foram de 1951-1963. Levando em consideração o papel social que a imprensa assume, ousamos dizer que os editores da revista , ancorados no lugar social que assumiam, extrapolaram o conteúdo literarário da mesma e a partir de artigos e notas estamparam no magazine um conteúdo político onde uma série de críticas e reivindicações fora evidenciadas. Tais críticas se fizeram devido a realidade da Nação naquele momento ser bem diferente da vivenciada no inicio do século XX, pois assim como boa parte das cidades brasileiras, Sousa empreendeu conquistas materiais importantes durante o citado período que a conferiu ares de moderna. Durante os anos 1930, a cidade continuou crescendo e desta feita, as atividades comerciais e industriais foram fortalecidas em detrimento das melhorias infra- estruturais tais como pavimentação de ruas, melhorias no sistema de abastecimento de água e de luz elétrica, limpeza urbana, etc. Podemos dizer que as reivindicações feitas pela elite letrada que compunha Letras do Sertão foram baseadas na obseravação da “precária” infra-estrutura da cidade, que subsistia desde o inicio do século e que impedia na visão deles, que Sousa alçasse vôos mais altos em direção ao desenvolvimento. A partir do ano 1955, a cidade passou a ser representada de outra forma uma vez que o poder público municipal optou em acompanhar o desenvolvimentismo Juscelinista investindo e infra-estrutura na tentativa de impulsionar o crescimento econômico de Sousa . Este estudo se agrega a linha de pesquisa história regional do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba com área de concentração em História e Cultura Histórica.
  • RAFAELA PEREIRA DARIO
  • Nos caminhos do progresso, nas veredas da modernização: representações da cidade de Sousa-PB (1951-1963).
  • Data: 06/09/2012
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    A presente dissertação pretende demonstrar as formas como um periódico sertanejo – A revista Letras 
    do Sertão – representou a cidade de Sousa  em suas  duas primeiras fases de circulação que foram de 
    1951-1963. Levando em consideração o papel social que a imprensa assume, ousamos dizer que os 
    editores da revista , ancorados  no lugar social que assumiam, extrapolaram o conteúdo literarário da 
    mesma e a partir de artigos e notas estamparam no magazine um conteúdo político onde uma série de 
    críticas  e  reivindicações  fora  evidenciadas.    Tais  críticas  se  fizeram  devido  a  realidade  da  Nação 
    naquele momento ser bem diferente da vivenciada no inicio do século XX, pois assim como boa parte 
    das cidades brasileiras, Sousa empreendeu conquistas materiais importantes durante o citado período 
    que a conferiu ares de moderna. Durante os anos 1930, a cidade continuou crescendo e desta feita, as 
    atividades comerciais e industriais foram fortalecidas em detrimento das melhorias infra- estruturais 
    tais  como  pavimentação  de  ruas,  melhorias  no  sistema  de  abastecimento  de  água  e  de  luz  elétrica, 
    limpeza urbana, etc. Podemos dizer que as reivindicações feitas pela elite letrada que compunha Letras 
    do Sertão foram baseadas na obseravação da “precária” infra-estrutura da cidade, que subsistia desde o 
    inicio  do  século  e  que  impedia  na  visão  deles,  que  Sousa    alçasse  vôos  mais  altos  em  direção  ao 
    desenvolvimento. A partir do ano 1955, a cidade passou a ser representada de outra forma uma vez 
    que o poder público municipal optou em acompanhar o desenvolvimentismo Juscelinista investindo e 
    infra-estrutura na tentativa de impulsionar o crescimento econômico de Sousa . Este estudo se agrega a 
    linha  de  pesquisa  história  regional  do  Programa  de  Pós  Graduação  em  História  da  Universidade 
    Federal da Paraíba com área de concentração em História e Cultura Histórica. 

    A presente dissertação pretende demonstrar as formas como um periódico sertanejo – A revista Letras do Sertão – representou a cidade de Sousa  em suas  duas primeiras fases de circulação que foram de 1951-1963. Levando em consideração o papel social que a imprensa assume, ousamos dizer que os editores da revista , ancorados  no lugar social que assumiam, extrapolaram o conteúdo literarário da mesma e a partir de artigos e notas estamparam no magazine um conteúdo político onde uma série de críticas  e  reivindicações  fora  evidenciadas.    Tais  críticas  se  fizeram  devido  a  realidade  da  Nação naquele momento ser bem diferente da vivenciada no inicio do século XX, pois assim como boa parte das cidades brasileiras, Sousa empreendeu conquistas materiais importantes durante o citado período que a conferiu ares de moderna. Durante os anos 1930, a cidade continuou crescendo e desta feita, as atividades comerciais e industriais foram fortalecidas em detrimento das melhorias infra- estruturais tais  como  pavimentação  de  ruas,  melhorias  no  sistema  de  abastecimento  de  água  e  de  luz  elétrica, limpeza urbana, etc. Podemos dizer que as reivindicações feitas pela elite letrada que compunha Letras do Sertão foram baseadas na obseravação da “precária” infra-estrutura da cidade, que subsistia desde o inicio  do  século  e  que  impedia  na  visão  deles,  que  Sousa    alçasse  vôos  mais  altos  em  direção  ao desenvolvimento. A partir do ano 1955, a cidade passou a ser representada de outra forma uma vez que o poder público municipal optou em acompanhar o desenvolvimentismo Juscelinista investindo e infra-estrutura na tentativa de impulsionar o crescimento econômico de Sousa . Este estudo se agrega a linha  de  pesquisa  história  regional  do  Programa  de  Pós  Graduação  em  História  da  Universidade Federal da Paraíba com área de concentração em História e Cultura Histórica. 

  • JANDYNEA DE PAULA CARVALHO GOMES
  • Do rock ao repente: identidades híbridas nas canções de Zé Ramalho no contexto da década de 1970.
  • Data: 31/08/2012
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  • A presente dissertação tem como objeto de estudo as canções do compositor paraibano Zé Ramalho, elaboradas durante a década de 1970. Tais canções foram produzidas e gravadas no contexto de ascensão de um grupo de músicos nordestinos que migrou para o sudeste do país para tentar viver profissionalmente de música, a chamada “onda nordestina” da qual participaram, além de Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Belchior e Fagner. A partir do conceito de hibridação, proposto pelo antropólogo argentino Néstor García Canclini, buscamos identificar por meio de qual procedimento artístico (musical e poético) Zé Ramalho seleciona e mistura elementos culturais, presentes no contexto da década de 1970. Recorremos, pois, às ideias de estudiosos da canção popular brasileira que afirmam o caráter polissêmico desse objeto de estudo e defendem a necessidade de investigações que dialoguem com diversas disciplinas e contemplem os parâmetros presentes na canção: o poético e o musical. Dentre estes estudiosos, merecem destaque José Miguel Wisnik, José Vinci de Moraes, Marcos Napolitano e Luiz Tatit. Atrelada à discussão sobre música popular, buscamos inserir o tema num debate mais geral a respeito das categorias de popular e nacional, elementos de nossa cultura histórica que estão na raiz das interpretações sobre a cultura brasileira, a partir das ideias de teóricos dos chamados estudos culturais

  • JOÃO PAULO COSTA ROLIM PEREIRA
  • Os Indígenas na Primeira História da paraíba: um estudo sobre a História da Parahyba de Maximiano Lopes Machado.
  • Data: 27/08/2012
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  •  

    Na dissertação que agora apresentamos, buscamos realizar um estudo acerca do livro História da Província da Parahyba, de Maximiano Lopes Machado, observando a forma como ele insere os indígenas da Paraíba, especialmente os Tabajara e Potiguara na sua obra. Mesmo pronta em 1885, é publicada apenas em 1912 por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Este instituto, criado em 1905, reconheceria aquele intelectual, junto a Irineu Joffily e Irineu Ferreira Pinto, como fundadores da historiografia paraibana. O IHGP foi criado com o objetivo de formular uma História Oficial da Paraíba, em que fosse enfatizado um passado comum a todos os paraibanos, forjando uma identidade para aqueles nascidos no seu território, a paraibanidade. Fundada durante o período republicano, esta historiografia tratou de erigir uma história que demonstrasse, dentre outras coisas, como a Paraíba teria colaborado para o advento daquele regime político. Nesse sentido, buscamos compreender de que forma uma obra como aquela de Machado, produzida ainda no século XIX, alguns anos antes da Proclamação da República, poderia ter contribuído com esse projeto historiográfico do IHGP. Em outras palavras, de que forma a História da Província da Parahyba teria contribuído para forjar uma identidade paraibana e até que ponto sua perspectiva influência a maneira como a sociedade paraibana enxerga o indígena na sua composição histórica, social e identitária. Desta forma, tentamos contribuir na investigação de uma cultura histórica acerca do indígena da Paraíba em conformidade com a área de concentração em História e Cultura Histórica, à qual esta pesquisa está vinculada.
    Palavras-chave:

    Na dissertação que agora apresentamos, buscamos realizar um estudo acerca do livro História da Província da Parahyba, de Maximiano Lopes Machado, observando a forma como ele insere os indígenas da Paraíba, especialmente os Tabajara e Potiguara na sua obra. Mesmo pronta em 1885, é publicada apenas em 1912 por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Este instituto, criado em 1905, reconheceria aquele intelectual, junto a Irineu Joffily e Irineu Ferreira Pinto, como fundadores da historiografia paraibana. O IHGP foi criado com o objetivo de formular uma História Oficial da Paraíba, em que fosse enfatizado um passado comum a todos os paraibanos, forjando uma identidade para aqueles nascidos no seu território, a paraibanidade. Fundada durante o período republicano, esta historiografia tratou de erigir uma história que demonstrasse, dentre outras coisas, como a Paraíba teria colaborado para o advento daquele regime político. Nesse sentido, buscamos compreender de que forma uma obra como aquela de Machado, produzida ainda no século XIX, alguns anos antes da Proclamação da República, poderia ter contribuído com esse projeto historiográfico do IHGP. Em outras palavras, de que forma a História da Província da Parahyba teria contribuído para forjar uma identidade paraibana e até que ponto sua perspectiva influência a maneira como a sociedade paraibana enxerga o indígena na sua composição histórica, social e identitária. Desta forma, tentamos contribuir na investigação de uma cultura histórica acerca do indígena da Paraíba em conformidade com a área de concentração em História e Cultura Histórica, à qual esta pesquisa está vinculada.Palavras-chave:

  • JOÃO PAULO COSTA ROLIM PEREIRA
  • Os Indígenas na Primeira História da paraíba: um estudo sobre a História da Parahyba de Maximiano Lopes Machado.
  • Data: 27/08/2012
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    Na dissertação que agora apresentamos, buscamos realizar um estudo acerca do livro História da Província da Parahyba, de Maximiano Lopes Machado, observando a forma como ele insere os indígenas da Paraíba, especialmente os Tabajara e Potiguara na sua obra. Mesmo pronta em 1885, é publicada apenas em 1912 por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Este instituto, criado em 1905, reconheceria aquele intelectual, junto a Irineu Joffily e Irineu Ferreira Pinto, como fundadores da historiografia paraibana. O IHGP foi criado com o objetivo de formular uma História Oficial da Paraíba, em que fosse enfatizado um passado comum a todos os paraibanos, forjando uma identidade para aqueles nascidos no seu território, a paraibanidade. Fundada durante o período republicano, esta historiografia tratou de erigir uma história que demonstrasse, dentre outras coisas, como a Paraíba teria colaborado para o advento daquele regime político. Nesse sentido, buscamos compreender de que forma uma obra como aquela de Machado, produzida ainda no século XIX, alguns anos antes da Proclamação da República, poderia ter contribuído com esse projeto historiográfico do IHGP. Em outras palavras, de que forma a História da Província da Parahyba teria contribuído para forjar uma identidade paraibana e até que ponto sua perspectiva influência a maneira como a sociedade paraibana enxerga o indígena na sua composição histórica, social e identitária. Desta forma, tentamos contribuir na investigação de uma cultura histórica acerca do indígena da Paraíba em conformidade com a área de concentração em História e Cultura Histórica, à qual esta pesquisa está vinculada.
    Palavras-chave:

    Na dissertação que agora apresentamos, buscamos realizar um estudo acerca do livro História da Província da Parahyba, de Maximiano Lopes Machado, observando a forma como ele insere os indígenas da Paraíba, especialmente os Tabajara e Potiguara na sua obra. Mesmo pronta em 1885, é publicada apenas em 1912 por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Este instituto, criado em 1905, reconheceria aquele intelectual, junto a Irineu Joffily e Irineu Ferreira Pinto, como fundadores da historiografia paraibana. O IHGP foi criado com o objetivo de formular uma História Oficial da Paraíba, em que fosse enfatizado um passado comum a todos os paraibanos, forjando uma identidade para aqueles nascidos no seu território, a paraibanidade. Fundada durante o período republicano, esta historiografia tratou de erigir uma história que demonstrasse, dentre outras coisas, como a Paraíba teria colaborado para o advento daquele regime político. Nesse sentido, buscamos compreender de que forma uma obra como aquela de Machado, produzida ainda no século XIX, alguns anos antes da Proclamação da República, poderia ter contribuído com esse projeto historiográfico do IHGP. Em outras palavras, de que forma a História da Província da Parahyba teria contribuído para forjar uma identidade paraibana e até que ponto sua perspectiva influência a maneira como a sociedade paraibana enxerga o indígena na sua composição histórica, social e identitária. Desta forma, tentamos contribuir na investigação de uma cultura histórica acerca do indígena da Paraíba em conformidade com a área de concentração em História e Cultura Histórica, à qual esta pesquisa está vinculada.Palavras-chave:

     

  • MARCIO MACEDO MOREIRA
  • "Entre Britos e Gaudêncios: cultura política e poder familiar nos Cariris Velhos 1930-1960."
  • Data: 24/08/2012
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  • Esse estudo pretende abordar a constituição do poder simbólico e da atuação política das famílias Brito e Gaudêncio nos Cariris Velhos, entre 1930 e 1960. Consideramos que os eventos ocorridos a partir do Movimento de 1930 provocaram rupturas no plano administrativo do Estado brasileiro, mas também manifestaram permanências da política oligárquica. O caso das famílias Britos e Gaudêncios é um exemplo da readaptação das oligarquias pós-1930. As divergências entre as duas famílias contribuíram para a formação da identidade de São João do Cariri e de Serra Branca. Assim, a partir da análise da cultura política oligárquica no seio familiar, percebemos a construção da cultura histórica das duas cidades. Compreendemos a cultura histórica construída por campos sociais locais, que apreende a área de concentração de História Regional. Desta forma, como fundamentação teórica, utilizamos os conceitos de “cultura política” e “poder simbólico” como mecanismo para se entender as formas de poder utilizadas pelas duas famílias. As fontes utilizadas foram construídas em pesquisa em jornais, relatos orais, documentos oficiais e obras da historiografia paraibana.

  • JOÃO BATISTA PEIXOTO DA SILVA
  • Geração Coca-Cola: escrita de si, memória e cultura jovem em Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva
  • Data: 17/08/2012
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  • O objetivo deste trabalho é investigar o universo da cultura jovem brasileira nos anos 80, em particular, sua projeção em torno de um gênero de escritos voltados para o tema da vivência da experiência jovem no contexto do Brasil da abertura política e da redemocratização. Para tanto, selecionamos o livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, publicado no início da década de 1980, mais precisamente em 1982, se projetando enquanto retrato da experiência da juventude que vivenciou os dilemas da época, conferindo à experiência individual de Marcelo, associada com o acontecimento do acidente que o deixou numa cadeira de rodas, o estatuto de depoimento de um jovem inserido no universo efervescente de transformações que marcavam o cenário histórico do Brasil da época, incluindo sua experiência na militância política e sua narrativa de memória em torno do desaparecimento do seu pai, vítima da repressão dos anos de chumbo. É através da escrita autobiográfica que os dilemas enfrentados por Marcelo ganham projeção em relação ao universo histórico no qual está inserido, articulando a memória individual e a memória social.

  • JOÃO BATISTA PEIXOTO DA SILVA
  • Geração Coca-Cola: escrita de si, memória e cultura jovem em Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva
  • Data: 17/08/2012
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  • O objetivo deste trabalho é investigar o universo da cultura jovem brasileira nos anos 80, em particular, sua projeção em torno de um gênero de escritos voltados para o tema da vivência da experiência jovem no contexto do Brasil da abertura política e da redemocratização. Para tanto, selecionamos o livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, publicado no início da década de 1980, mais precisamente em 1982, se projetando enquanto retrato da experiência da juventude que vivenciou os dilemas da época, conferindo à experiência individual de Marcelo, associada com o acontecimento do acidente que o deixou numa cadeira de rodas, o estatuto de depoimento de um jovem inserido no universo efervescente de transformações que marcavam o cenário histórico do Brasil da época, incluindo sua experiência na militância política e sua narrativa de memória em torno do desaparecimento do seu pai, vítima da repressão dos anos de chumbo. É através da escrita autobiográfica que os dilemas enfrentados por Marcelo ganham projeção em relação ao universo histórico no qual está inserido, articulando a memória individual e a memória social.

  • YAME GALDINO DE PAIVA
  • Vivendo à sombra das leis: Antonio Soares Brederode entre a justiça e a criminalidade. Capitania da Paraíba (1787-1802).
  • Data: 01/06/2012
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  • Assumindo a Ouvidoria da Paraíba durante dez anos, Antonio Felipe Soares de Andrada de Brederode foi responsável por um volumoso número de cartas e ofícios remetidos ao Conselho Ultramarino e disponiblizados pelo Projeto Resgate Barão do Rio Branco. Acusado de envolver-se com diversos tipos de negócio, de extorquir os homens mais ricos da comarca e de abuso ao poder, Antonio Brederode promoveu sérias tensões nas relações de poder existentes na capitania. Utilizando o referencial teórico da Nova História Política, o presente trabalho tem como objetivo observar as práticas desse ouvidor sob a lente da Cultura Política e Cultura Histórica de Antigo Regime português. A partir do seu caso pretende-se compreender um pouco do funcionamento da Ouvidoria da Paraíba e apresentar os oficiais executores da administração da justiça. Objetiva-se também, a partir das alianças tecidas a favor e contra Antonio Brederode, identificar os grupos detentores de poder econômico e político da capitania e as realções que estabeleceram com o citado ouvidor.

  • ITACYARA VIANA MIRANDA
  • "Instrução, Disciplina e Civilização: uma perspectiva de leitura acerca das aulas públicas e particulares na Parahyba do Norte (1860-1889)".
  • Data: 31/05/2012
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  • Os homens letrados responsáveis pelas ideias que permitiram a organização da instrução pública e
    particular na Província da Parahyba do Norte do Oitocentos entendiam que a instrução devia ser o
    caminho por meio do qual se alcançaria a civilização e a disciplina o seu meio. Partindo desses
    pressupostos, o trabalho dissertativo que aqui se apresenta tem por objetivo discutir a instrução e os
    seus processos de disciplinarização enquanto elementos norteadores da formação de sujeitos
    civilizados. O nosso corpus documental compreende: os jornais da Província da Parahyba coletados no
    Instituto Histórico e Geográfico Paraibano – IHGP; os Regulamentos Gerais da Instrução de 1860,
    1884 e 1886; a Lei nº 178 de 30 de novembro de 1864; e os documentos burocráticos – requerimentos,
    leis, petições – coletados no Arquivo Histórico Waldemar Bispo Duarte – Funesc. O recorte temporal
    escolhido para este estudo vai de 1860, década em que ocorre uma grande reforma na instrução
    pública e particular na Província até 1889, ano final do período imperial. As concepções de Cultura
    Escolar foram aqui empregadas como algo que ultrapassa os muros que delimitam os ambientes das
    aulas. Nesse texto dissertativo a disciplina apreendida na perspectiva instrucional indicou a
    configuração de formas de organização dos espaços de ensino-aprendizagem, bem como possibilitou
    apreender como se deu a formação de sujeitos capazes de cumprirem as regras sociais vigentes na
    Província. O trabalho tem vínculo com a linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos, do
    Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, cuja área de
    concentração é a História e a Cultura Histórica.

  • GERMANA GUIMARAES GOMES
  • 'Insultos', 'elogios' e resistências': participação de repentistas negros em cantorias do Nordeste (1870-1930).
  • Data: 30/04/2012
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  • A pesquisa desenvolvida – vinculada à linha de pesquisa História Regional do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica – tem como tema, a participação de repentistas negros nas cantorias nordestinas do final do século XIX e início do século XX. Esse recorte de tempo adotado nos aponta para o período no qual os negros se depararam com um contexto propiciado pela Abolição, que estava associada à nova forma de “inserção”, mesmo que ainda excludente deste segmento no início da República. Utilizando repentes que foram incorporados pela Literatura de Cordel, bem como por obras clássicas do início do século XX, propõem-se discutir como os repentistas negros foram representados pelos seus opositores nas cantorias aos quais participavam. Nesse sentido, evidenciamos os “insultos” que colocam o repentista negro no âmbito de inferioridade, de exclusão, os “elogios”, que mascaram os preconceitos, mas que evidencia visões positivas do oponente negro, uma vez que este, no decorrer da peleja, expõe seus conhecimentos, suas técnicas, e por fim, as “resistências”, uma vez que o cantador negro se destacava nas cantorias quando se posicionava contra determinadas representações, conferidos pelos oponentes “brancos” acerca de sua raça e suas práticas. Verificando a continuidade dessas representações estereotipadas e discriminatórias na contemporaneidade, o presente estudo possibilitará o entendimento acerca da manutenção dos discursos, bem como para uma reflexão acerca do posicionamento das populações negras diante das situações excludentes que lhes foram e (ainda continuam) sendo conferidas.

  • LEONARDO CANDIDO ROLIM
  • "O 'Tempo das Carnes' no Siará Grande: dinâmica social, produção e comércio de carnes secas na vila de Santa Cruz do Aracati (séc. XVIII)"
  • Data: 27/04/2012
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  • Este estudo tem como principal objeto de análise a dinâmica social da vila de Santa Cruz do Aracati, capitania do Siará Grande, durante a produção e o comércio das carnes secas no século XVIII. Empreendemos uma análise conjuntural da colonização dos sertões das capitanias do norte do Estado do Brasil, trabalhando com as bases da conquista: a conjuntura na capitania de Pernambuco na segunda metade do século XVII, a distribuição de terras e a atividade pastoril. Sendo a carne seca um produto fundamental na questão do abastecimento interno e, durante muito tempo, essencial na manutenção das dinâmicas de circuitos regionais e locais, investigamos como se estabeleceu a produção e o comércio do gênero na vila do Aracati e, principalmente, como esta se projetou como um importante porto do sertão nas capitanias do norte. Analisamos ainda os casos de violência, crimes, assassinatos e roubos ocorridos na vila principalmente no chamado “tempo das carnes”, além de tentar investigar como se organizavam os trabalhadores livres e escravos no processo de feitura das carnes secas. E, por fim, perscrutamos a dinâmica comercial da vila, tentando recompor os circuitos e conexões mercantis tecidos na segunda metade do século XVIII, atentando também para a questão do consumo das carnes secas na América Portuguesa.
    Palavras

  • MARCOS JOSE DE MELO
  • “COMO SE FOSSEM INSETOS”: ÁFRICA E IDEOLOGIA NO CINEMA CONTEMPORÂNEO
  • Data: 20/04/2012
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  • A imagem da África no cinema hegemônico contemporâneo não compõe um mero objeto passível de apreciação ou depreciação estética; para além disso, essa imagem é um dos indicadores palpáveis de uma prática política contemporânea cujas raízes estão fincadas no discurso colonial eurocêntrico do século XIX. Nesta dissertação, o esforço intelectual é direcionado no sentido de mostrar as maneiras pelas quais o cinema hegemônico contemporâneo representa o continente africano, após o quê é feita uma revisão histórica de como essa imagem da África foi construída pela intelectualidade europeia, em fins do século XIX, a que interesses essa imagem inventada atendia, quais argumentos legitimadores lhe forneceram sustentação e por quais modos tal imagem foi popularizada. Ao final, é feito um esboço da ponte que liga a conjuntura política do final do século XIX, que engendrou a invenção da África, à do início do século XXI, que faz com que aquela imagem permaneça popular, e algumas considerações sobre a relação entre os filmes e o ofício do historiador. Mais do que simples exercício de curiosidade ou erudição, esta dissertação constitui uma tentativa consciente de participar em um esforço intelectual amplo de descolonização do conhecimento.
  • MARCOS JOSE DE MELO
  • “COMO SE FOSSEM INSETOS”: ÁFRICA E IDEOLOGIA NO CINEMA CONTEMPORÂNEO
  • Data: 20/04/2012
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  • A imagem da África no cinema hegemônico contemporâneo não compõe um mero objeto passível de apreciação ou depreciação estética; para além disso, essa imagem é um dos indicadores palpáveis de uma prática política contemporânea cujas raízes estão fincadas no discurso colonial eurocêntrico do século XIX. Nesta dissertação, o esforço intelectual é direcionado no sentido de mostrar as maneiras pelas quais o cinema hegemônico contemporâneo representa o continente africano, após o quê é feita uma revisão histórica de como essa imagem da África foi construída pela intelectualidade europeia, em fins do século XIX, a que interesses essa imagem inventada atendia, quais argumentos legitimadores lhe forneceram sustentação e por quais modos tal imagem foi popularizada. Ao final, é feito um esboço da ponte que liga a conjuntura política do final do século XIX, que engendrou a invenção da África, à do início do século XXI, que faz com que aquela imagem permaneça popular, e algumas considerações sobre a relação entre os filmes e o ofício do historiador. Mais do que simples exercício de curiosidade ou erudição, esta dissertação constitui uma tentativa consciente de participar em um esforço intelectual amplo de descolonização do conhecimento.
  • ALMAIR MORAIS DE SA
  • "Os modos de dizer e de fazer (d)a convivência: enunciados e invenções de Semiárido"
  • Data: 30/03/2012
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  • A atuação de algumas instituições no Semiárido Brasileiro acompanhou a produção, distribuição e venda de materiais diversos que buscam difundir os enunciados, saberes e dizeres da convivência. O objetivo deste trabalho é interrogar e problematizar os discursos da convivência com o Semiárido que vêm sendo veiculados por meio dos cordéis e da música buscando apreender como se imprimem, através dos modos de dizer e de fazer que esses discursos enunciam, imagens e concepções sobre o Semiárido, seu povo e suas práticas culturais; bem como, a que cultura(s) política(s) servem e qual cultura(s) histórica(s) produzem. Estas são as fontes utilizadas para a problematização do objeto: os cordéis produzidos pela ASA (Articulação no Semiárido), os cordéis produzidos pelo INSA (Instituto Nacional do Semiárido) e o CD “Belo Sertão: A convivência com o Semiárido através da música”. Trabalhou-se com a Análise do Discurso de linha francesa, a partir das contribuições de Michel Foucault. A pesquisa mostra que essa produção é instrumento que serve a discursos institucionais específicos assentados sob estratégias de comunicação, embora a elas não se reduza, com vistas à promoção da convivência com o Semiárido e à autopromoção dessas instituições enquanto viabilizadoras dessa convivência; mostra que os discursos da convivência engendram complexas operações de construção/afirmação de uma identidade para o Semiárido que revelam determinados procedimentos de exclusão e que são social, econômica, política e culturalmente úteis – operações que mobilizam passado, presente e futuro para conformar interpretações sobre o Semiárido, seu povo e suas práticas culturais; mostra ainda que os discursos da convivência enunciam saberes e práticas, para serem observados e por meio dos quais os indivíduos devem orientar suas ações e pensamentos - regras que inclusive estabelecem do que o olhar deve se desviar em favor da convivência. Pelas questões que problematiza, determinou-se a vinculação deste estudo à linha de pesquisa História Regional e à área de concentração História e Cultura Histórica.

  • JULIANA BARROS DE OLIVEIRA
  • O Bairro de Jaguaribe na Memória de Seus Moradores Idosos
  • Data: 26/03/2012
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  • O presente trabalho, vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do
    Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, com área
    de concentração em História e Cultura Histórica, tem por objetivo analisar os relatos de
    memória dos moradores idosos do bairro de Jaguaribe no sentido de compreender, a partir deles,
    as transformações ocorridas nesse espaço que compõe a cidade de João Pessoa. Em outras
    palavras, pretende-se estudar a memória dos moradores idosos da localidade visando elucidar
    como os mesmos observaram as mudanças e permanências desse espaço no decorrer do tempo.
    Nesse sentido, escolhemos a memória dos idosos acerca de Jaguaribe como referencial para este
    trabalho pelo fato de que o bairro pode ser caracterizado como o lugar por excelência da
    vivência cotidiana, marcado pela subjetividade daqueles que nele residem ou residiram, pela
    afetividade que esses sujeitos passam a desenvolver em relação ao local, o que nos leva a propor
    questionamentos do tipo: em que medida essas relações afetivas interferem no registro que esses
    sujeitos elaboram a respeito desse lugar em sua memória? Dessa forma, a perspectiva da
    memória pode ser considerada como um dos fatores que contribuem para os estudos e pesquisas
    relacionados aos bairros, sobretudo a partir dos depoimentos dos mais velhos que nos
    permitiram investigar, dentre outros elementos, as mudanças e permanências no espaço do
    bairro, as festas de rua de Jaguaribe e as relações sociais de trabalho, lazer e familiares pautadas
    numa perspectiva de gênero. Através dos relatos desses moradores é possível desvendar
    inúmeros elementos relativos à história e cultura histórica de um bairro, especialmente quando
    se toma por base para esta análise aspectos que dizem respeito ao cotidiano, no presente ou no
    passado, além daqueles que estão interligados às mudanças que são instituídas nos níveis social,
    cultural, econômico e estrutural do lugar no decorrer do tempo.

  • JULIANA BARROS DE OLIVEIRA
  • O Bairro de Jaguaribe na Memória de Seus Moradores Idosos
  • Data: 26/03/2012
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  • O presente trabalho, vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do
    Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, com área
    de concentração em História e Cultura Histórica, tem por objetivo analisar os relatos de
    memória dos moradores idosos do bairro de Jaguaribe no sentido de compreender, a partir deles,
    as transformações ocorridas nesse espaço que compõe a cidade de João Pessoa. Em outras
    palavras, pretende-se estudar a memória dos moradores idosos da localidade visando elucidar
    como os mesmos observaram as mudanças e permanências desse espaço no decorrer do tempo.
    Nesse sentido, escolhemos a memória dos idosos acerca de Jaguaribe como referencial para este
    trabalho pelo fato de que o bairro pode ser caracterizado como o lugar por excelência da
    vivência cotidiana, marcado pela subjetividade daqueles que nele residem ou residiram, pela
    afetividade que esses sujeitos passam a desenvolver em relação ao local, o que nos leva a propor
    questionamentos do tipo: em que medida essas relações afetivas interferem no registro que esses
    sujeitos elaboram a respeito desse lugar em sua memória? Dessa forma, a perspectiva da
    memória pode ser considerada como um dos fatores que contribuem para os estudos e pesquisas
    relacionados aos bairros, sobretudo a partir dos depoimentos dos mais velhos que nos
    permitiram investigar, dentre outros elementos, as mudanças e permanências no espaço do
    bairro, as festas de rua de Jaguaribe e as relações sociais de trabalho, lazer e familiares pautadas
    numa perspectiva de gênero. Através dos relatos desses moradores é possível desvendar
    inúmeros elementos relativos à história e cultura histórica de um bairro, especialmente quando
    se toma por base para esta análise aspectos que dizem respeito ao cotidiano, no presente ou no
    passado, além daqueles que estão interligados às mudanças que são instituídas nos níveis social,
    cultural, econômico e estrutural do lugar no decorrer do tempo.

2011
Descrição
  • ALESSANDRO MOURA DE AMORIM
  • MNU REPRESENTA ZUMBI (1970-2005):CULTURA HISTÓRICA, MOVIMENTO NEGRO E ENSINO DE HISTÓRIA
  • Data: 07/10/2011
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  • Esta pesquisa teve por objetivo fazer uma apreciação das representações históricas (historiografia e cultura histórica), de um protagonista negro do século XVII, Zumbi dos Palmares, produzidas entre os anos de 1970 e 2005. A análise foi em torno da produção intelectual (Clóvis Moura, Décio Freitas, Abdias do Nascimento e Joel Rufino dos Santos) e da atuação das lideranças do Movimento Negro Unificado (MNU), criado em 1978 (Amauri Mendes Pereira, Edson Cardoso, Helena Machado, Marcos Cardoso, Milton Barbosa, Yedo Ferreira, Oliveira Silveira e Lélia Gonzalez). A proposta foi compreender pela revisão historiográfica e pela história oral as implicações políticas e pedagógicas (ensino de história) das escolhas de intelectuais ativistas e ―militantes‖ negros sobre as interpretações das experiências da resistência negra e a construção de significados da assunção de Zumbi dos Palmares como herói negro brasileiro.

  • ALESSANDRO MOURA DE AMORIM
  • MNU representa Zumbi (1970-2005): cultura histórica, movimento negro e ensino de História
  • Data: 07/10/2011
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  • Esta pesquisa teve por objetivo fazer uma apreciação das representações históricas (historiografia e cultura histórica), de um protagonista negro do século XVII, Zumbi dos Palmares, produzidas entre os anos de 1970 e 2005. A análise foi em torno da produção intelectul (Clóvis Mouro, Décio Freitas, Abdias do Nascimento e Joel Rufino dos Santos) e da atuação das lideranças do Movimento Negro Unificado (MNU), criado em 1978 (Amauri Mendes Pereira, Edson Cardoso, Helena Machado, Marcos Cardoso, Milton Barbosa, Yedo Ferreira, Oliveira Silveira e Lélia Gonzalez). A proposta foi compreender pela revisão historiográfica e pela história oral as implicações políticas e pedagógicas (ensino de história) das escolhas de intelectuais ativistas e "militantes" negros sobre as interpretações das experiências da resistência negra e a construção de significados da assunção de Zumbi dos Palmares como herói negro brasileiro.

  • BERNARDO CASTRO FERNANDES
  • Cultura Histórica, Razão Instrumental e Ética Pluralista: reflexões sobre as relações entre mídia e guerra do Iraque.
  • Data: 06/09/2011
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  • A cultura histórica produzida pelos grandes meios de comunicação de massa veicula uma visão de mundo ligada aos interesses do grande capital, financiador de todo o aparato midiático, que forja a consciência das pessoas, educando-as par ao capital. Estas midias atreladas a tais interesses econômicos, constituem uma larga parcela da produção cultural no mundo conteporâneo. O poder do capital sobre a cultra histórica produzida na sociedade traz consequências danosas para a cidadania e a democracia, que passam a ser meros acessórios da lógica econômica, ligada aos  princípios da razão instrumental. Objetivamos, com este trabalho, descortinar os condicionamentos existentes na cultura histórica ´produzida pela revista Veja acerca da Guerra do Iraque, e que estão subjacentes ao seu discurso, procurando colocar este acontecimento dentro da longa duração e investigando o quanto o paradigma moderno, forjador da ideia de superioridade da civilização ocidental, está presente nas raízes da cultura histórica produzida por esta publicaçao. Procuramos, também, estabelecer algumas referências éticas, atrelados ao multiculturalismo emancipatório, de forma a fazer uma crítica ao paradigma que legitima ideologicamente as ações imperiais que nos propomos a anlisar. Esta crítica deve servir de matéria-prima para  a configuração de uma nova cultura histórica contra-hegemônica, na qual a riqueza cultural existente no mundo possa ser contemplada, de acordo com o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos.

  • MARIA RAQUEL SILVA
  • CIVILIZANDO OS FILHOS DA “RAINHA”, CAMPINA GRANDE: modernização, urbanização e grupos escolares (1935 a 1945)
  • Data: 24/08/2011
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  • Este estudo procurou estabelecer um diálogo entre a história das instituições escolares e a história das cidades, nos detendo, particularmente, às especificidades da cidade de Campina Grande – Rainha da Borborema-PB. A partir dessa perspectiva mais ampla a pesquisa teve como objetivo refletir acerca da implantação de novos grupos escolares e a sua relação com o processo de modernização e urbanização da referida cidade, no período de 1935 a 1945. A delimitação do período foi estabelecida em virtude de ter sido publicada uma importante Reforma do Ensino na Paraíba, em 1935, e por ter sido, também, o ano em que Vergneaud Vanderley foi nomeado prefeito de Campina Grande, dando início, na sua administração, ao movimento de modernização, marcado pela reurbanização de áreas tracionais da cidade e pela urbanização de novas localidades. Quanto ao ano de 1945 foi levado em consideração por ser, pela historiografia, um marco da história política brasileira que finalizou a ditadura estadonovista. No transcorrer da pesquisa discutimos a criação dos novos grupos escolares, quais sejam: Monsenhor Sales, Clementino Procópio e José Tavares, salientado os seus aspectos arquitetônicos, representativos do processo de modernização da educação e da cidade. Verificamos, também, que esses grupos escolares atenderam não somente às demandas originadas das elites locais, mas, sobretudo, atenderam as necessidades dos segmentos médios e populares. Nesse sentido, para alcançarmos os nossos objetivos nos apoiamos, além dos seguintes autores, Nagle (1974), Sousa (2003), Magalhães (2004), Pinheiro (2002), Oliveira (2005), Agra (2006), nas notícias publicadas nos jornais Voz da Borborema e A União, tentando compreender as idéias nelas contidas acerca da cidade de Campina Grande. Trabalhamos com as publicações de memorialistas campinenses, tais como: Dinoá (1993) e Pimentel (1938), além de documentos colhidos nos grupos escolares aqui em estudo, especialmente, os livros de matrículas.

  • KELIENE CHRISTINA DA SILVA
  • "Angeli e a República dos Bananas: representações cômicas da política brasileira na revista Chiclete com Banana (1985-1990)".
  • Data: 24/08/2011
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  • O presente estudo tem por objetivo analisar as representações cômicas produzidas pelo
    cartunista Angeli sobre a política brasileira, do período que se incia em 1985, com a
    redemocratização do Brasil, até o ano de 1990. Utilizamos como fonte para a nossa pesquisa
    os vinte e quatro números da série bimestral da revista Chiclete com Banana. Através da
    análise dos exemplares, selecionamos imagens que nos permitiram construir um pequeno
    panorama do período escolhido, este referente aos anos pelos quais a publicação se estendeu.
    Esta pesquisa assentou-se sobre a utilização das charges, tiras cômicas e cartuns produzidos
    pelo artista como testemunhos de sua época, identificando-os como discursos neutros
    carregados de significados, correspondentes à visão pessoal do artista mas também
    considerando sua inserção num grupo social e profissional no âmbito do qual sua produção se
    insere, este estudo está vinculado à linha de pesquisa “Ensino de História e Saberes
    Históricos” do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Paraíba, com área de
    concentração em “História e Cultura Histórica”. Através dele, buscamos traçar as principais
    características da nova conjuntura política, configurada após o fim do regime militar no
    Brasil, a partir das lentes do referido desenhista, suas percepções e sua perspectiva crítica da
    política e dos políticos na Nova República.

  • KELIENE CHRISTINA DA SILVA
  • "Angeli e a República dos Bananas: representações cômicas da política brasileira na revista Chiclete com Banana (1985-1990)"
  • Data: 24/08/2011
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  • O presente estudo tem por objetivo analisar as representações cômicas produzidas pelo
    cartunista Angeli sobre a política brasileira, do período que se incia em 1985, com a
    redemocratização do Brasil, até o ano de 1990. Utilizamos como fonte para a nossa pesquisa
    os vinte e quatro números da série bimestral da revista Chiclete com Banana. Através da
    análise dos exemplares, selecionamos imagens que nos permitiram construir um pequeno
    panorama do período escolhido, este referente aos anos pelos quais a publicação se estendeu.
    Esta pesquisa assentou-se sobre a utilização das charges, tiras cômicas e cartuns produzidos
    pelo artista como testemunhos de sua época, identificando-os como discursos neutros
    carregados de significados, correspondentes à visão pessoal do artista mas também
    considerando sua inserção num grupo social e profissional no âmbito do qual sua produção se
    insere, este estudo está vinculado à linha de pesquisa “Ensino de História e Saberes
    Históricos” do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal da Paraíba, com área de
    concentração em “História e Cultura Histórica”. Através dele, buscamos traçar as principais
    características da nova conjuntura política, configurada após o fim do regime militar no
    Brasil, a partir das lentes do referido desenhista, suas percepções e sua perspectiva crítica da
    política e dos políticos na Nova República.

  • PAULO ANDRE BATISTA MIRANDA
  • A Cultura Histórica Iluminista: entre o projeto político e o livro didático
  • Data: 22/08/2011
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  • Este trabalho tem, como objeto de análise, livros didáticos de História para o Ensino Médio e o tratamento que seus autores conferem ao tema do Iluminismo. Partindo do princípio de que a sistematização e a divulgação do conhecimento científico na Modernidade se processaram inclusive através da organização de materiais didáticos voltados para os sistemas de ensino que começaram a ser montados a partir de então, consideramos o livro didático como um objeto cultural iluminista. Por sua vez, a historiografia contemporânea tem revisitado o tema iluminismo na Modernidade, a partir de uma abordagem que ultrapassa a associação estabelecida entre filosofia iluminista e o século das luzes como fenômeno francês. A nossa análise procura perceber como iluminismo é abordado nos manuais didáticos brasileiros conteporâneos, quais as perspectivas teóricas predominantes e como os conceitos centrais daquela filosofia são tratados. A análise de livros didáticos se justifica pelo fato de que, na nossa cultura, eles se constituem como um importante instrumento de veiculação do saber histórico, além de promoverem a formação docente e discente na área. Além disso, as ideias e as propostas dos pensadores modernos de extração iluminista ainda se constituem, na nossa perspectiva, em elementos fundamentais da cultura histórica e política conteporânea.

  • PAULO ANDRE BATISTA MIRANDA
  • A cultura Histórica Iluminista: entre o projeto político e o livro didático.
  • Data: 22/08/2011
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  • Este trabalho tem, como objeto de análise, livros didáticos de História para o Ensino Médio e o tratamento que seus autores conferem ao tema Iluminismo. Partindo do princípio de que a sistematização e a divulgação do conhecimento científico na Modernidade se processaram inclusive através da organização de materiais didáticos voltados para os sistemas de ensino que começaram a ser montados a partir de então, consideramos o livro didático como objeto cultural iluminista. Por sua vez, a historiografia contemporânea tem revisitado o tema do Iluminismo na Modernidade, a partir de uma abordagem que ultrapassa a associação estabelecida entre a filosofia iluminista e o século das luzes como fenômeno francês. A nossa análise procura perceber como o iluminismo é abordado nos manuais didáticos brasileiros contemporâneos, quais as perspectivas teóricas predominantes e como os conceitos centrais daquela filosofia são tratados. A análise de livros didáticos se justifica pelo fato de que, na nossa cultura, eles se constituem como um importante instrumento de veiculação do saber histórico, além de promoverem a formação docente e discente na área. Além disso, as idéias e as propostas dos pensadores modernos de extração iluminista ainda se constituem, na nossa perspectiva, em elementos fundamentais da cultura histórica e política contemporânea.

  • VANIA CRISTINA DA SILVA
  • "Ó Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve! Festa escolares e comemorações cívicas na Paraíba (1937-1945)."
  • Data: 05/07/2011
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  • O presente trabalho, vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do
    Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba – UFPB, com
    área de concentração em História e Cultura Histórica tem por objetivo analisar como se
    realizavam as festas escolares e as comemorações cívicas na Paraíba no período do Estado
    Novo (1937-1945). Procuramos salientar, a importância dada às festas que funcionavam como
    ferramentas imprescindíveis na formação e disseminação de uma educação nacional,
    patriótica, cívica e moralizante a serviço do estadonovismo. A partir das matérias publicadas
    nas páginas do jornal A União, A Imprensa, Revista do Ensino, bem como na bibliografia
    consultada, discutimos as repercussões sociais, culturais e políticas que as comemorações
    cívicas tiveram na sociedade paraibana, pois esse tipo de comemoração ultrapassou os muros
    escolares chegando à população que delas participavam. Enquanto esteve vigente, o governo
    ditatorial de Getúlio Vargas e os seus auxiliares e interventores foram responsáveis por
    algumas modificações no calendário festivo das escolas, isso significa que, além das datas já
    existentes que aqui selecionamos para trabalhar, como o Dia da Pátria, Dia do Trabalho, Dia
    da Bandeira e o Dia da Árvore, novos feriados foram inseridos, houve então o que preferimos
    chamar de invenção de novas tradições, conceito utilizado por Hobsbawm (1997) e adotado
    por nós como uma forma de entender melhor essas modificações ocorridas no calendário
    cívico e festivo, bem como na vida cultural escolar. Dentre essas novas datas inventadas
    demos destaque ao aniversário de Getúlio Vargas (19 de abril), aniversário de implantação do
    Estado Novo (10 de novembro), Dia da Juventude (19 de abril) e Dia da Raça (comemorado
    dentro da Semana da Pátria). Nesse cenário de mudanças e alterações, os grandes desfiles
    cívicos se tornaram uma constante nas ruas paraibanas, ruas estas que, em épocas de festa,
    contavam com uma movimentação eufórica de pessoas que se aglomeravam em busca de ver
    os alunos marchando em continência com os ideais da política estadonovista.

  • ANDRE MENDES SALLES
  • A Guerra do Paraguai na Literatura Didática: Um Estudo Comparativo
  • Data: 27/06/2011
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  • Este trabalho dissertativo está vinculado à Linha de Pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, cuja Área de Concentração é CVultura Histórica. Nosso objetivo foi analisar, em um estudo comparativo, as abordagens em edições previamente selecionadas de livros didáticos de História, produzidas nas décadas de 1980/90/2000, no que concerne a um assunto específico: a Guerra do Paraguai. Levando em conta o debate que se travou a nível acadêmico acerca dessa sistemática e à luz dos novos estudos historiográficos, privilegiamos dois momentos para as análises dos livros didáticos, em que o primeiro enquadra-se naqueles cujos autores (a saber: Nelson Piletti e Joana Neves & Elza Nadai) escreviam desde pelo menos a década de 1980, passando suas obras por revisões periódicas e sendo publicadas e consumidas até o final de 1990. Isso equivale a dizer que esses livros escolares atravessaram o período dos chamados revisionismos e não-revisionimos no que se refere à historiografia da Guerra do Paraguai. Destacamos que, justamente por se tratar de um estudo comparativo, usamos as edições das décadas de 1980 e 1990 dessas obras. O segundo momento de análise investiga o livro do professor Gilberto Cotrim, nas edições de 1999 e 2005. Na década  de 190, quando da publicação da primeira edição do livro do professor Cotrim, intesificarampse as discussões entre os chamados revisionistas e neo-revisionistas sobre a Guerra do Paraguai. Assim, buscamos relacionar o referido conteúdo nos livros didáticos selecionados, em suas diferentes edições, com a bibliografia e produção, percebendo se houve mudanças na formulação do texto e interpretação dps autores dos livros escolares a partir da renovação historiografica e dos revisionismos, especialmente ao que concernem as causas do conflito. Para tal, procedemos a reflexões sobre variados aspectos que corraboram com esse objetivo, a exemplo das transformações na própria materialidade e concepção do livro didático ao longo das edições analisadas, sem contudo, ter a intenção de aprofundar, ou mesmo se deter nesta última discussão.

  • ANE LUISE SILVA MECENAS SANTOS
  • Conquistas da fé na gentilidade brasílica: a catequese jesuítica na aldeia do Geru (1683-1758)
  • Data: 02/06/2011
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  • Na alva do século XVII a ação jesuítica intensificou-se no sertão da colônia lusitana do Novo Mundo. As aldeias indígenas foram transformadas num campo de disputas, nas quais a cultura e saberes locais foram dividindo o palco com a tradição cristã européia. O processo de conversão foi pautado na conquista, por almas, terras e poder. A ação catequética jesuítica nas terras situadas ao norte da capitania da Bahia resultou na produção de textos a respeito da língua e dos costumes dos povos que viviam às margens norte do Rio Real. Com isso, foram produzidos o Catecismo e a Gramática da Língua Kiriri, pelo inaciano Luiz Mamiani. Trata-se de escritos importantes para a compreensão da cultura histórica jesuíta no período colonial e de suas ações na constituição de uma nova cristandade. Partindo da relevância de tais registros, este trabalho tem o propósito de apontar alguns sinais da catequese e do método utilizado por Mamiani. Busca-se discutir os saberes envolvidos na construção da cultura histórica jesuítica no sertão da Capitania de Sergipe Del Rey. Além disso, a escrita de Mamiani também reflete a influência da retórica barroca, com imagens dissimuladas, cenários que mesclavam o vivido entre dois mundos distintos. Na escrita dos jesuítas da aldeia sergipana do Geru, a Europa cristã defronta-se com a América portuguesa indígena. Dois mundos aparentemente distantes se entrecruzam nas prédicas dos inacianos. A conquista da América lusitana não se fez somente com armas de fogo, mas também por meio das palavras.

  • ANE LUISE SILVA MECENAS SANTOS
  • Data: 02/06/2011

  • JIVAGO CORREIA BARBOSA
  • Política e Assistencialismo na Paraíba: O governo de José Américo de Almeida (1951-1956)
  • Data: 25/05/2011
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  • Através desta pesquisa, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós Graduação em
    História/UFPB, abordo o governo de José Américo de Almeida (1951-1956), eleito através do
    voto direto depois de acirrada campanha política na Paraíba. Estabeleci este tema, por se tratar
    de um assunto pouco explorado pela historiografia paraibana. As questões primordiais que
    norteiam o presente trabalho são a conjuntura política na qual José Américo ascende ao poder
    em 1950, a violenta eleição, considerada uma das campanhas mais radicais e cruentas já
    disputadas na Paraíba, onde dentre os diversos embates entre os partidários e militantes do
    PSD e da UDN, daremos ênfase ao episódio fatídico da Praça da Bandeira, em Campina
    Grande, por se tratar de um acontecimento que ganhou espaço em diversos meios de
    comunicação em âmbito regional e nacional, analisando os motivos que ocasionaram o
    conflito; o fenômeno da seca de 1951-52 e seus efeitos para os estados nordestinos e, em
    especial, para a Paraíba; o re-estabelecimento da indústria das secas no estado paraibano a
    partir de políticas de combate a seca – principalmente as soluções hidráulicas, de construção e
    pavimentação de estradas – instituídas por José Américo ao longo desse período, medidas
    essas que evitariam, segundo o governador, as migrações populacionais que já vinham
    ocorrendo em larga medida desde o ano de 1950. Ao longo de nosso trabalho buscamos
    mostrar que a homilia do “grande ministro de 1932” nos parece contraditória e dúbia ao
    mesmo tempo, pois se a construção dos açudes, a pavimentação e construção das estradas
    estavam inseridas em um projeto político “de amparo às populações flageladas”, porque não
    beneficiar todas as localidades atingidas pelos efeitos da seca, ao invés de favorecer alguns
    municípios e distritos – aliados politicamente ao “americismo” – em detrimento de outros?
    Como pano de fundo para essa discussão, analisaremos o papel do jornal A União – órgão de
    imprensa oficial de maior circulação em todo o estado – que passou a difundir a visão de que
    os açudes tornar-se-iam a melhor solução para a problemática da seca. Para a realização deste
    trabalho, além da utilização de bibliografia secundária, foram analisadas e fichadas algumas
    das principais notícias referentes ao Governo, encontradas no jornal A União. Também
    pesquisamos o arquivo Público do Estado que se encontra no Espaço Cultural, a Fundação
    Casa José Américo de Almeida e a biblioteca particular do senhor Maurílio de Almeida.

  • JIVAGO CORREIA BARBOSA
  • Política e assistencialismo na Paraíba: o governo José Américo de Almeida (1951-1956).
  • Data: 25/05/2011
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  • Através desta pesquisa, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós Graduação em
    História/UFPB, abordo o governo de José Américo de Almeida (1951-1956), eleito através do
    voto direto depois de acirrada campanha política na Paraíba. Estabeleci este tema, por se tratar
    de um assunto pouco explorado pela historiografia paraibana. As questões primordiais que
    norteiam o presente trabalho são a conjuntura política na qual José Américo ascende ao poder
    em 1950, a violenta eleição, considerada uma das campanhas mais radicais e cruentas já
    disputadas na Paraíba, onde dentre os diversos embates entre os partidários e militantes do
    PSD e da UDN, daremos ênfase ao episódio fatídico da Praça da Bandeira, em Campina
    Grande, por se tratar de um acontecimento que ganhou espaço em diversos meios de
    comunicação em âmbito regional e nacional, analisando os motivos que ocasionaram o
    conflito; o fenômeno da seca de 1951-52 e seus efeitos para os estados nordestinos e, em
    especial, para a Paraíba; o re-estabelecimento da indústria das secas no estado paraibano a
    partir de políticas de combate a seca – principalmente as soluções hidráulicas, de construção e
    pavimentação de estradas – instituídas por José Américo ao longo desse período, medidas
    essas que evitariam, segundo o governador, as migrações populacionais que já vinham
    ocorrendo em larga medida desde o ano de 1950. Ao longo de nosso trabalho buscamos
    mostrar que a homilia do “grande ministro de 1932” nos parece contraditória e dúbia ao
    mesmo tempo, pois se a construção dos açudes, a pavimentação e construção das estradas
    estavam inseridas em um projeto político “de amparo às populações flageladas”, porque não
    beneficiar todas as localidades atingidas pelos efeitos da seca, ao invés de favorecer alguns
    municípios e distritos – aliados politicamente ao “americismo” – em detrimento de outros?
    Como pano de fundo para essa discussão, analisaremos o papel do jornal A União – órgão de
    imprensa oficial de maior circulação em todo o estado – que passou a difundir a visão de que
    os açudes tornar-se-iam a melhor solução para a problemática da seca. Para a realização deste
    trabalho, além da utilização de bibliografia secundária, foram analisadas e fichadas algumas
    das principais notícias referentes ao Governo, encontradas no jornal A União. Também
    pesquisamos o arquivo Público do Estado que se encontra no Espaço Cultural, a Fundação
    Casa José Américo de Almeida e a biblioteca particular do senhor Maurílio de Almeida.

  • AMANDA TEIXEIRA DA SILVA
  • Data: 27/04/2011

  • SIMONE PEREIRA DA SILVA
  • Os Sentidos da Festa: (Re)Significações Simbólicas do Reisado de Congo em Barbalha (1960-1970).
  • Data: 31/03/2011
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  • Vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, com área de concentração em História e Cultura Histórica, o presente trabalho tem por objetivo compreender como se deram algumas das (re)significações simbólicas ocorridas no Reisado de Congo do município de Barbalha, localizado no Cariri (sul) cearense, durante as décadas de 1960 e 1970. Respectivamente, tratam-se de períodos em que a prática do folguedo ocorria de forma mais ou menos autônoma no meio rural, que passou a se apresentar na Festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade, por intermédio do poder municipal. Para o desenvolvimento da pesquisa se fez uso dos relatos orais de mestres e ex-brincantes do Reisado. Eles ajudaram a entender como se deram as construções simbólicas, históricas, sociais e culturais em torno do folguedo, sua estruturação e, sobretudo, as mudanças ocasionadas na prática e nos brincantes a fim de enquadrá-los no novo cenário de atração turística no festejo do santo e de afirmação da tradição. Como é do conhecimento de muitos, o incentivo à manutenção dos saberes e fazeres do povo fez parte do projeto político militar de construção da identidade nacional e foi nesse cenário que se configuraram as intensas mudanças na forma de expressão cultural popular barbalhense.

  • SIMONE PEREIRA DA SILVA
  • Os Sentidos da Festa: (Re)Significações Simbólicas dos brincantes do Reisado de Congo em Barbalha - CE (1960-1970)
  • Data: 31/03/2011
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  • Vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, com área de concentração em História e Cultura Histórica, o presente trabalho tem por objetivo compreender como se deram algumas das (re)significações simbólicas ocorridas no Reisado de Congo do município de Barbalha, localizado no Cariri (sul) cearense, durante as décadas de 1960 e 1970. Respectivamente, tratam-se de períodos em que a prática do folguedo ocorria de forma mais ou menos autônoma no meio rural, que passou a se apresentar na Festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade, por intermédio do poder municipal. Para o desenvolvimento da pesquisa se fez uso dos relatos orais de mestres e ex-brincantes do Reisado. Eles ajudaram a entender como se deram as construções simbólicas, históricas sociais e culturais em torno do folguedo, sua estruturação e, sobretudo, as mudanças ocasionadas na prática e nos brincantes a fim de enquadrá-los no novo cenário de atração turística no festejo do santo e de afirmação da tradição. Como é do conhecimento de muitos, o incentivo à manutenção dos saberes e fazeres do povo fez parte do projeto político militar de construção da identidade nacional e foi nesse cenário que se configuraram as intensas mudanças na forma de expressão cultural popular barbalhense.

  • WESCLEY RODRIGUES DUTRA
  • Nas trilhas do 'Rei do Cangaço' e de suas Representações (1922-1927)
  • Data: 18/03/2011
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  • O cangaço, configura-se, na história do Nordeste brasileiro, como um movimento relevante deixando marcas na memória, na cultura e na imagética popular. Esse movimento não foi algo repentino, mas abrangeu um longo período, tendo enraizamentos no século XVIII, passando pelo XIX e florescendo com maior notoriedade na primeira metade do XX. Inúmeros sujeito surgiram como líderes importantes de bandos. Um, especial, marca o imaginário social e a história da região: o cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva, vulgo Lampião. Durante vinte anos, ele "varreu" o sertão de sete estados nordestinos, tornando-se um poder paralelo ao oficial. A vida de Lampião foi dotada de contradições, o que gerou representações múltiplas sobre o mesmo. Foram construídos sobre a sua imagem discursos, os quais o apresentam como bandido, justiceiro, facínora, sanguinário, estuprador, estrategista, paladino da justiça, etc. Cada representação elaborada sobre os cangaceiros vem carregada com os estigmas dos interesses dos vários grupos e setores sociais. Um importante espaço de construção de representações sobre Lampião foi a imprensa escrita do Nordeste que, apesar de, nas suas notícias, representar a concepção da elite dominante, tentando passar imagens pejorativas sobre o cangaceiro, acabou atribuindo a Lampião o lugar de 'Rei do Cangaço', devido a sua ousadia, coragem e constantes fugas diante das estratégias das forças volantes. Tendo os jornais como aporte documental, voltamos nossa atenção sobre dois acontecimentos consagrados na literatura sobre o cangaço: a estadia de Lampião no Juazeiro do Norte (CE), em 1926, e a derrota do cangaceiro em Mossoró (RN), em 1927. Bscamos analisar as representações construídas sobre Lmapião nesses dois momentos disitintos pretendendo compreender como eles contribuíram na construção de uma cultura histórica sobre o cangaço. Para alcançarmos tal objetivo, fizemos uso do conceito teórico de representação, a partir da perspectiva do historiador Roger Chartier.

  • WESCLEY RODRIGUES DUTRA
  • Data: 18/03/2011

  • AZEMAR DOS SANTOS SOARES JÚNIOR
  • Data: 18/02/2011

2010
Descrição
  • AMILTON JUSTO DE SOUZA
  • "É o meu parecer": a censura política à música de protesto nos anos de chumbo do regime militar do Brasil (1969 a 1974)
  • Data: 20/10/2010
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  • Esta dissetação de Mestrado está vinculada à Linha de Pesquisa: "História Regional", do Programa de Pós-Graduação em História e Cultura Histórica", Nossa pesquisa teve como objetivo analisar, sobretudo o uso da censura política sobre a música de protesto durante os chamados "anos de chumbo" (1969-1974) da ditadura militar no Brasil. COm esse intuito nos detemos mais sobre os pareceres elaborados pelos próprios censores entre 1969   e 1974, quando da prática censória, para justificarem os vetos sobre as  canções de protesto, censurada por conterem protestos contra o regime político vigente e implantado no Brasil pelos militares com o golpe de 1964. Portanto, procuramos demonstrar que, além da censura moral que vigorava no país durante a ditadura militar, e que já vinha desde meados da década de 1940, também ocorreu, durante esse mesmo regime militar, uma censura sobre a música popular brasileira, a qual atuou com mais vigor durante os anos de chumbo e principalmente naquele momento. Além disso, não negamos que tenha ocorrido nesse mesmom período uma censura mora sobre a música popular produzida no Brasil. Não obstante, também procuramos mostrar que havia, em certos momentos, uma interconexão entre as motivações políticas e morais para a censura de determinadas canções.

  • FABRICIO GOMES ALVES
  • FOLHEANDO PÁGINAS, DESCOBRINDO HISTÓRIAS: a Revista de História e a difusão da historiografia dos Annales no Brasil
  • Data: 24/09/2010
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  •  

    Nesse trabalho de Dissertação, analisamos a difusão da historiografia dos Annales no Brasil, a partir
    da produção historiográfica impressa durante a primeira década de circulação da Revista de História,
    periódico paulista fundado, em 1950, pelo historiador uspiano Eurípedes Simões de Paula. Para
    examinarmos essa problemática, estabelecemos, inicialmente, o lugar social e institucional dessa
    revista, através de análises que consideraram a sua materialidade, o perfil dos seus colaboradores e a
    trajetória intelectual do seu fundador. Em seguida, avaliamos o conjunto de trabalhos publicados nesse
    suporte, com o intuito de situar o lugar que a historiografia annaliste ocupou nessa publicação. Os
    dados obtidos por meio desses exames foram fundamentais para explicarmos os motivos que
    justificaram a difusão da historiografia dos Annales nas páginas da Revista de História. Essas
    informações, somadas à pesquisa empreendida em torno das revistas dos Annales, ajudaram-nos a
    perceber que a disseminação da historiografia annaliste não deixou de relacionar-se a um conjunto de
    práticas, que objetivavam, sobretudo, legitimar posições no campo intelectual e político. Em meio a
    esse contexto, pudemos constatar o quanto a transferência dessas idéias foi alimentada, sobretudo, por
    questões que não se restringiram, somente, ao interesse pelo desenvolvimento do conhecimento
    historiográfico.
    Palavras-chave:

    Nesse trabalho de Dissertação, analisamos a difusão da historiografia dos Annales no Brasil, a partirda produção historiográfica impressa durante a primeira década de circulação da Revista de História,periódico paulista fundado, em 1950, pelo historiador uspiano Eurípedes Simões de Paula. Paraexaminarmos essa problemática, estabelecemos, inicialmente, o lugar social e institucional dessarevista, através de análises que consideraram a sua materialidade, o perfil dos seus colaboradores e atrajetória intelectual do seu fundador. Em seguida, avaliamos o conjunto de trabalhos publicados nessesuporte, com o intuito de situar o lugar que a historiografia annaliste ocupou nessa publicação. Osdados obtidos por meio desses exames foram fundamentais para explicarmos os motivos quejustificaram a difusão da historiografia dos Annales nas páginas da Revista de História. Essasinformações, somadas à pesquisa empreendida em torno das revistas dos Annales, ajudaram-nos aperceber que a disseminação da historiografia annaliste não deixou de relacionar-se a um conjunto depráticas, que objetivavam, sobretudo, legitimar posições no campo intelectual e político. Em meio aesse contexto, pudemos constatar o quanto a transferência dessas idéias foi alimentada, sobretudo, porquestões que não se restringiram, somente, ao interesse pelo desenvolvimento do conhecimentohistoriográfico.

  • BRUNO CELSO SABINO LEITE
  • Data: 03/09/2010

  • EMANUEL CANDEIA CAVALCANTE
  • A repercussão do conceito de experiência de E.P> Thompson na historiografia brasileira (1980-1988)
  • Data: 31/08/2010
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  • Este trabalho – vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica – tem por objetivo analisar a repercussão da historiografia do historiador inglês Edward Palmer Thompson no Brasil, em especial o seu conceito de experiência. O recorte escolhido começa no ano de 1980 e vai até o ano de 1998. Para avaliarmos como se processou esse movimento de repercussão, abordamos, em nossa análise, parte da produção historiográfica do historiador brasileiro Sidney Chalhoub, assim como a sua atuação como professor universitário, e a participação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como instituição irradiadora e difusora da historiografia de Thompson no país. Além das obras de história, utilizamos como fontes para este trabalho, entrevistas realizadas com Chalhoub e as ementas dos programas das disciplinas ministradas no curso de História da Unicamp no período 1980-1998, que se encontram arquivadas na Secretaria de Graduação da Unicamp. A dissertação tem como inspiração os estudos historiográficos e insere-se no campo da história da historiografia.
  • EMANUEL CANDEIA CAVALCANTE
  • A repercussão do conceito de experiência de E.P> Thompson na historiografia brasileira (1980-1988)
  • Data: 31/08/2010
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  • Este trabalho – vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica – tem por objetivo analisar a repercussão da historiografia do historiador inglês Edward Palmer Thompson no Brasil, em especial o seu conceito de experiência. O recorte escolhido começa no ano de 1980 e vai até o ano de 1998. Para avaliarmos como se processou esse movimento de repercussão, abordamos, em nossa análise, parte da produção historiográfica do historiador brasileiro Sidney Chalhoub, assim como a sua atuação como professor universitário, e a participação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como instituição irradiadora e difusora da historiografia de Thompson no país. Além das obras de história, utilizamos como fontes para este trabalho, entrevistas realizadas com Chalhoub e as ementas dos programas das disciplinas ministradas no curso de História da Unicamp no período 1980-1998, que se encontram arquivadas na Secretaria de Graduação da Unicamp. A dissertação tem como inspiração os estudos historiográficos e insere-se no campo da história da historiografia.
  • EMANUEL CANDEIA CAVALCANTE
  • A repercussão do conceito de experiência de E.P> Thompson na historiografia brasileira (1980-1988)
  • Data: 31/08/2010
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  • Este trabalho – vinculado à linha de pesquisa Ensino de História e Saberes Históricos do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal da Paraíba, com área de concentração em História e Cultura Histórica – tem por objetivo analisar a repercussão da historiografia do historiador inglês Edward Palmer Thompson no Brasil, em especial o seu conceito de experiência. O recorte escolhido começa no ano de 1980 e vai até o ano de 1998. Para avaliarmos como se processou esse movimento de repercussão, abordamos, em nossa análise, parte da produção historiográfica do historiador brasileiro Sidney Chalhoub, assim como a sua atuação como professor universitário, e a participação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) como instituição irradiadora e difusora da historiografia de Thompson no país. Além das obras de história, utilizamos como fontes para este trabalho, entrevistas realizadas com Chalhoub e as ementas dos programas das disciplinas ministradas no curso de História da Unicamp no período 1980-1998, que se encontram arquivadas na Secretaria de Graduação da Unicamp. A dissertação tem como inspiração os estudos historiográficos e insere-se no campo da história da historiografia.
  • EMANUEL CANDEIA CAVALCANTE
  • Data: 31/08/2010

  • ELIANA DE SOUZA ROLIM
  • Data: 30/08/2010

  • PRISCILLA EMMANUELLE FORMIGA PEREIRA
  • RPG e história: o descobrimento do Brasil
  • Data: 27/08/2010
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  • Este trabalho - vinculado a linha de pesquisa Ensino de Saberes Históricos, com Área de Concentração em Cultura Histórica - têm por objetivo discutir o jogo de interpretação, também considerado literatura interativa Role-Playng Games (RPG). Traduzido para o nosso idioma como Jogo de Interpretação de Personagens, desde sua criação na década de 70 no s Estados Unidos pelos estudantes Gary Gygax e Dave Arneson o RPG passou por inúmeras transformações, inclusive mercadológicas. No Brasil por meio de um movimento que busca melhorar a imagem do hobby após supostos envolvimentos em crimes, o jogo ganhou espaço nas salas de aulas como instrumento metodológico de ensino, inclusive no ensino de História. A presente dissertação surgiu da preocupação em torno do jogo assumir caráter de recurso didático no ensino de História, tendo como fonte principal o RPG escrito por Luiz Eduardo Ricon, O Descobrimento do Brasil, lançado durante as comemoração dos 500 anos do Brasil. Através de uma análise das referenciais utilizadas pelo autor, nossa proposta se insere  na tentativa de caracterizar o tipo de Cultura Histórica que tal produto da insdústria cultural constrói a partir do momento que propõe uma narrativa acerca dos Descobrimentos e da História do Brazil, trazendo representações que giram em torno da própria ideia de Identidade Nacional.

  • GEORGE SILVA DO NASCIMENTO
  • Pátrio-biografia: Horácio de Almeida e a sua história da Paraíba
  • Data: 27/08/2010
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  • Horácio de Almeida foi um dos intelectuais mais profícuos da Paraíba. Formado em Direito
    pela Faculdade do Recife, colaborou em diversos jornais locais, e escreveu uma obra ampla
    sobre a história deste Estado, tendo como exemplo: Brejo de Areia (1958) e História da
    Paraíba (1966 e 1978). Da mesma forma participou efetivamente do IHGP e de diversas
    outras entidades intelectuais na Paraíba e em outros Estados. A sua produção, mais
    especificamente historiográfica, esteve sempre voltada à construção da história e da
    identidade do seu lugar de origem. Havia uma preocupação latente em se fazer uma história
    paraibana com acontecimentos e personagens singulares a este espaço. A nossa pesquisa
    busca compreender a construção destas especificidades, discursivas e simbólicas, chamada
    por Dias (1996) de paraibanidade, nos textos de Almeida, tendo as duas obras citadas como
    fontes de nossa indagação. Para tanto procuramos apresentar os lugares e os tempos de
    produção do intelectual, com quem o autor dialogava e qual a sua compreensão sobre o que é
    história, na elaboração desta identidade paraibana, que evidenciava a bravura, a honra e a
    força do homem paraibano, utilizando-se de instrumentos variados, como os discursos em
    instituições de pesquisa e de espaços na imprensa. Chamamos aqui este universo de
    instrumentos significantes de Cultura Histórica, que vem a ser a dimensão das representações
    do passado social, agindo para a sua formação os próprios historiadores, os intelectuais, a
    imprensa, os produtores culturais e todos os divulgadores do conhecimento histórico,
    profissionais ou não.
    Palavras-chave: Intelectuais, cultura histórica, identidade.
    Horácio de Almeida foi um dos intelectuais mais profícuos da Paraíba. Formado em Direitopela Faculdade do Recife, colaborou em diversos jornais locais, e escreveu uma obra amplasobre a história deste Estado, tendo como exemplo: Brejo de Areia (1958) e História daParaíba (1966 e 1978). Da mesma forma participou efetivamente do IHGP e de diversasoutras entidades intelectuais na Paraíba e em outros Estados. A sua produção, maisespecificamente historiográfica, esteve sempre voltada à construção da história e daidentidade do seu lugar de origem. Havia uma preocupação latente em se fazer uma históriaparaibana com acontecimentos e personagens singulares a este espaço. A nossa pesquisabusca compreender a construção destas especificidades, discursivas e simbólicas, chamadapor Dias (1996) de paraibanidade, nos textos de Almeida, tendo as duas obras citadas comofontes de nossa indagação. Para tanto procuramos apresentar os lugares e os tempos deprodução do intelectual, com quem o autor dialogava e qual a sua compreensão sobre o que éhistória, na elaboração desta identidade paraibana, que evidenciava a bravura, a honra e aforça do homem paraibano, utilizando-se de instrumentos variados, como os discursos eminstituições de pesquisa e de espaços na imprensa. Chamamos aqui este universo deinstrumentos significantes de Cultura Histórica, que vem a ser a dimensão das representaçõesdo passado social, agindo para a sua formação os próprios historiadores, os intelectuais, aimprensa, os produtores culturais e todos os divulgadores do conhecimento histórico,profissionais ou não.

  • PRISCILLA EMMANUELLE FORMIGA PEREIRA
  • Data: 27/07/2010

  • LÍCIO ROMERO COSTA
  • apenas para emissão da 2ºvia do diploma
  • Orientador : TIAGO BERNARDON DE OLIVEIRA
  • Data: 23/07/2010
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  • apenas para emissao da 2ºvia do diploma
  • GINIOMAR FERREIRA ALMEIDA
  • Data: 16/07/2010

  • CLEOFAS LIMA ALVES DE FREITAS JUNIOR
  • Data: 27/05/2010

  • ARYANA LIMA COSTA
  • Data: 30/03/2010

  • JUCIELDO FERREIRA ALEXANDRE
  • Data: 17/03/2010

  • PALOMA PORTO SILVA
  • Data: 19/02/2010

2009
Descrição
  • ADEILMA CARNEIRO BASTOS
  • Paisagem cinematigráfica: o NUDOC e a produçãoo cultural nas décadas de 1980 - 1990.
  • Data: 28/08/2009
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  • A presente dissertação vincula-se à história do cinema paraibano, tendo como objeto específico o Núcleo de Documentação Cinemaográficoa da Universidade Federal da Paraíba (NUDOC-UFPB), criado em 1979, importante lócus de reflexão e produção cinematográfica nos anos 1980. Nesse sentido, buscamos discutir a sua fundação inserida no contexto de "modernização", decorrente da ampliação das políticas de expansão da Universidade Federal da Paraíba no período, quando fomentou a ampliação de lócus de formação intelectual e técnica para muitos dos cineastas que até o presente se mantém na atividade. Em nossa análise buscamos, ainda, indicar os caminhos dessa produção cinematográfica, observando também as críticas que ensejaram em relação às opções ideológicas e estéticas adotadas. Buscamos, também, analisar alguns dos filmes produzidos pelo Núcleo, relacionando essa produção com o conceito de cultura histórica e a partir da cmpreenssão de que a instituição cinematográfica participa da constituição das culturas históricas, reafirmando ou rejeitando perspectivas hegemônicas.

  • HERICK DAYANN MORAIS DE MENESES
  • Data: 28/08/2009

  • LUCIANA DE CARVALHO BARBALHO VELEZ
  • Data: 15/06/2009

  • GENES DUARTE RIBEIRO
  • Data: 29/05/2009

  • EDYENE MORAES DOS SANTOS LIMA
  • Data: 26/05/2009

  • ANA ELIZABETE MOREIRA DE FARIAS
  • Data: 14/03/2009

  • MARIA CELIA MARINHO DO NASCIMENTO
  • Data: 09/03/2009

  • ADRIANA M P DE OLIVEIRA KRAISCH
  • Data: 27/02/2009

  • ANDRE CABRAL HONOR
  • Data: 27/02/2009

  • ELOY BARBOSA DE ABREU
  • Data: 27/02/2009

  • RAILANE MARTINS DE ARAUJO
  • Data: 19/02/2009

2008
Descrição
  • RONI CESAR ANDRADE DE ARAUJO
  • Data: 11/09/2008

  • CARLOS ADRIANO FERREIRA DE LIMA
  • Data: 30/08/2008

  • EURICO JORGE CAMPELO CABRAL
  • Data: 29/08/2008

  • WAGNER DE SOUSA E SILVA
  • Data: 29/08/2008

  • GUARACIANE MENDONCA DE LIMA
  • Data: 25/08/2008

  • RAFAEL PIRES ROCHA
  • Data: 22/08/2008

  • JULIANA ALVES DE ANDRADE
  • Data: 08/08/2008

  • ADAMO GUEDES SANTOS DE MORAES
  • Data: 29/07/2008

  • LUCIANA DE LIMA MARTINS
  • Data: 27/06/2008

  • ANNIE LARISSA GARCIA NEVES PONTES
  • Data: 16/06/2008

  • ROSEMERE OLIMPIO DE SANTANA
  • Data: 13/05/2008

  • ANDREZA DE OLIVEIRA ANDRADE
  • Data: 30/04/2008

  • DANIEL SOARES SIMOES
  • Data: 22/04/2008

  • ROBERTO BARROS DIAS
  • Data: 14/03/2008

  • WELLINGTON SAMPAIO DA SILVA
  • Data: 15/02/2008

2007
Descrição
  • NORA DE CASSIA GOMES DE OLIVEIRA
  • Data: 05/10/2007

  • MARCOS PAULO PEDROSA COSTA
  • Data: 13/07/2007

  • ROSSANA DE SOUSA SORRENTINO LIANZA
  • Data: 09/07/2007

  • PAULO EDUARDO DA SILVA COSTA
  • Data: 21/05/2007

  • ROBSON XAVIER DA COSTA
  • Data: 09/05/2007

  • SIMONE DA SILVA COSTA
  • Data: 27/04/2007

  • AUGUSTO CESAR ACIOLY PAZ SILVA
  • Data: 23/04/2007

  • FRANCISCO CHAVES BEZERRA
  • Data: 30/03/2007

  • MARTINHO GUEDES DOS SANTOS NETO
  • Data: 30/03/2007

  • MARIA IVONILDE MENDONCA TARGINO
  • Data: 16/03/2007

  • SARAH LUNA DE OLIVEIRA
  • Data: 15/03/2007

2006
Descrição
  • JOSE LUCIANO DE QUEIROZ AIRES
  • Data: 19/12/2006

  • NAIARA FERRAZ BANDEIRA ALVES
  • Data: 11/12/2006