PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (PPGCB)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Não informado

Dissertações/Teses


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2021
Descrição
  • ALINE PAIVA MORAIS DE MEDEIROS
  • Diversidade taxonômica, funcional e filogenética de peixes recifais da Paraíba
  • Orientador : BRAULIO ALMEIDA SANTOS
  • Data: 30/04/2021
  • Hora: 13:00
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  • O presente trabalho busca fazer uma revisão bibliográfica de como a diversidade vem sendo medida em estudos de peixes recifais, bem como quantificar em múltiplas escalas espaciais (alfa e beta), a diversidade taxonômica, funcional e filogenética de peixes recifais da Paraíba. O primeiro capítulo trata da revisão bibliográfica, realizada a partir de duas plataformas científicas: Scopus e Web of Science, na qual o principal objetivo é fazer um apanhado de como o conceito de diversidade tem sido usado em estudos de peixes recifais. 47% (n = 42) dos artigos analisados usaram apenas descritores de riqueza e abundância (i.e. riqueza de espécies, atributos funcionais) como medida de diversidade. Apenas 9 estudos mediram a diversidade beta, enquanto 81 estudos focaram na diversidade alfa. Os resultados encontrados apontam uma lacuna geográfica e teórica no estudo de diversidade de peixes recifais. Diferentes interpretações do conceito de diversidade foram observadas, o que impede uma comparação mais acurada entre os estudos. O segundo capítulo teve como principal objetivo testar a hipótese de refúgio dos recifes profundos para a região recifal da Paraíba. Para isso, a composição de espécies, diversidade de espécies e diversidade funcional foram usadas como variável resposta e duas categorias de profundidade (raso e profundo) foram usadas como variável preditora. A hipótese de refúgio foi refutada no âmbito da composição de espécies e em quase todos os níveis da diversidade de espécies. O terceiro capítulo busca comparar a diversidade de peixes entre recifes naturais e recifes artificiais da Paraíba utilizando os números de Hill nas dimensões gama, alfa e beta das diversidades taxonômica, funcional e filogenética. Os resultados obtidos destacam a importância de estudos que incorporem métricas de diversidade passíveis de comparação e que abordem diferentes componentes da diversidade.
  • ALINE PAIVA MORAIS DE MEDEIROS
  • Diversidade taxonômica, funcional e filogenética de peixes recifais da Paraíba
  • Orientador : BRAULIO ALMEIDA SANTOS
  • Data: 30/04/2021
  • Hora: 13:00
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  • O presente trabalho busca fazer uma revisão bibliográfica de como a diversidade vem sendo medida em estudos de peixes recifais, bem como quantificar em múltiplas escalas espaciais (alfa e beta), a diversidade taxonômica, funcional e filogenética de peixes recifais da Paraíba. O primeiro capítulo trata da revisão bibliográfica, realizada a partir de duas plataformas científicas: Scopus e Web of Science, na qual o principal objetivo é fazer um apanhado de como o conceito de diversidade tem sido usado em estudos de peixes recifais. 47% (n = 42) dos artigos analisados usaram apenas descritores de riqueza e abundância (i.e. riqueza de espécies, atributos funcionais) como medida de diversidade. Apenas 9 estudos mediram a diversidade beta, enquanto 81 estudos focaram na diversidade alfa. Os resultados encontrados apontam uma lacuna geográfica e teórica no estudo de diversidade de peixes recifais. Diferentes interpretações do conceito de diversidade foram observadas, o que impede uma comparação mais acurada entre os estudos. O segundo capítulo teve como principal objetivo testar a hipótese de refúgio dos recifes profundos para a região recifal da Paraíba. Para isso, a composição de espécies, diversidade de espécies e diversidade funcional foram usadas como variável resposta e duas categorias de profundidade (raso e profundo) foram usadas como variável preditora. A hipótese de refúgio foi refutada no âmbito da composição de espécies e em quase todos os níveis da diversidade de espécies. O terceiro capítulo busca comparar a diversidade de peixes entre recifes naturais e recifes artificiais da Paraíba utilizando os números de Hill nas dimensões gama, alfa e beta das diversidades taxonômica, funcional e filogenética. Os resultados obtidos destacam a importância de estudos que incorporem métricas de diversidade passíveis de comparação e que abordem diferentes componentes da diversidade.
  • BRUNO HALLUAN SOARES DE OLIVEIRA
  • Padrões ecológicos e evolutivos em lagartos da família Gymnophthalmidae
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 26/03/2021
  • Hora: 08:30
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  • A família Gymnophthalmidae é uma família de pequenos lagartos restritos a região neotropical, de habitats e hábitos diversos. Embora os estudos envolvendo a família venham crescendo nos últimos anos, estes concentram-se em estudos taxonômicos e propostas filogenéticas, tornando-se necessário ainda a compreensão de muitos aspectos ecológicos e evolutivos da família, bem como a elucidação de diversos fatores que podem interferir nesses aspectos. Dessa forma, este trabalho testou uma série de hipóteses comparativas filogenéticas de modo a avaliar os padrões ecológicos e evolutivos encontrados nessa família de lagartos. Para tal, coletamos dados biológicos e ecológicos de diversas espécies de gimnoftalmídeos através expedições de campo, conduzidas nos últimos anos, dados de espécimes depositados em coleções científicas e dados disponíveis na literatura. A partir desses dados, traçamos um panorama histórico das características ancestrais e verificamos quais características mais influenciam na diversificação da família. Nossos resultados mostraram que a subfamília Cercosaurinae é a principal responsável pelas altas taxas de diversificação do grupo, e essa diversificação está associada principalmente a ambientes de menor temperatura e precipitação. Além disso, nossos resultados também sugerem que a diversificação está relacionada a faixas estreitas de nicho, supondo que a especialização de nicho pode ser um dos fatores que também impulsionam a diversificação em Gymnophthalmidae. Os padrões tróficos adotados pela família possuem influência principalmente histórica, indicando uma conservação na dieta, especialmente quanto ao consumo de larvas, formigas e besouros. Contudo alguns tipos de presas, como baratas, cupins e larvas estão mais associadas aos fatores ambientais em que cada presa é frequentemente encontrada, indicando oportunismo das espécies. Também encontramos relação entre a amplitude de nicho trófico com a fossorialidade, indicando que as espécies fossoriais possuem menores amplitudes de nicho que as espécies nãofossoriais. As características de história de vida da família também possuem grande influência histórica, mostrando que muitas das características reprodutivas da família são conservadas filogeneticamente. Dessa forma, algumas estratégias reprodutivas são adotadas pelas espécies, de forma a aumentar o sucesso reprodutivo, como a produção de ninhadas com maiores massas em ambientes mais quentes e úmidos, como as florestas tropicais e a produção de muitas ninhadas em locais de baixa temperatura.
  • PAULO FERNANDO GUEDES PEREIRA MONTENEGRO
  • Biologia termal de Nasutitermes ephratae (Holmgren, 1910) em ecossistemas com diferentes condições climáticas
  • Orientador : ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 26/02/2021
  • Hora: 09:00
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  • Térmitas são insetos sociais que apresentam importante papel como decompositores em ecossistemas tropicais. Assim como nos demais animais ectotérmicos, diversos processos fisiológicos estão sujeitos à influência da temperatura ambiente e, assim, a manutenção de temperatura constante no interior dos seus ninhos permite manter o desempenho ótimo de diversas atividades, a persistência da população, e a manutenção dos processos de ciclagem de nutrientes. As relações térmicas de térmitas da espécie Nasutitermes ephratae (Holmgren, 1910) foram investigadas em populações de dois ecossistemas de Floresta Atlântica com diferentes condições climáticas, localizados em Areia e João Pessoa no estado da Paraíba. Os resultados do estudo mostraram que há um ritmo circadiano de temperatura no interior das colônias, em todas as camadas que compõem o ninho. Essas camadas apresentaram uma diferença de temperatura para o ambiente, formando um gradiente térmico através da parede do ninho. Essas diferenças não são as mesmas entre ecossistemas e estações do ano, sendo maior em Areia durante o trimestre mais quente do ano (5,5°C). A amplitude térmica no interior das colônias diferiu entre as camadas, sendo menor na interna (1,5°C). O envelope de revestimento apresentou um importante papel como isolante térmico, sendo capaz de elevar a temperatura do interior da colônia em 2°C. A temperatura média no interior das colônias foi maior na estação quente em relação à estação fria em um mesmo ecossistema; entre eles, entretanto, diferiu apenas na estação fria, sendo 6,6°C maior em João Pessoa. Nos dois ecossistemas e estações do ano, os picos de temperatura em todas as camadas do ninho apresentaram um atraso em relação à temperatura ambiente, sendo maior (aproximadamente quatro horas) para a camada interna. Apenas a temperatura da camada interna mostrou-se correlacionada positivamente com o volume do ninho, sendo maior para as colônias em Areia. Nessa espécie de térmita, o calor metabólico apresentou importante papel no balaço térmico da colônia, sendo capaz de aumentar em 4,8°C a temperatura no interior dos ninhos. Em Areia, colônias expostos ao sol apresentaram temperatura maior em relação àquelas localizadas à sombra para todas as camadas, com maior diferença observada na camada interna (5,3°C). Em conjunto, esses resultados sugerem que a temperatura no interior de colônias de Nasutitermes ephratae não é mantida constante em escalas temporais diária e sazonal. Populações originárias de ambientes com diferentes condições climáticas apresentam diferentes condições de temperatura no interior das colônias, sugerindo não haver um valor de temperatura ótimo para a espécie.
2020
Descrição
  • MARILIA GABRIELA MAIA
  • Riqueza de espécies e guildas de aranhas (Araneae) em Manguezal, em áreas do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
  • Data: 30/12/2020
  • Hora: 09:00
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  • Inventários taxonômicos de aracnídeos no Brasil focam em biomas no Sudeste e Sul. Um único estudo anterior em Manguezal, avaliou a diversidade de aranhas da Península de Ajuruteua, (Pará). No presente estudo, realizado no Nordeste, fez-se o levantamento de aranhas em três áreas em três estados com amostragens em três zonas: região de manguezal na entre-marés, região de manguezal no supra-litoral e região de floresta próxima ao manguezal. São avaliadas a riqueza e a composição de guildas de aranhas, comparando-se as três zonas. Encontrou-se uma riqueza menor e maior parte de caçadoras de emboscada em áreas de entre-marés e maior diversidade de construtoras de teias irregulares em áreas mais afastadas. Assim, ocorre uma menor riqueza quanto mais para dentro da entre-maré, e as diferentes áreas tem uma composição similar, o que possibilita a criação de uma lista característica para o manguezal. . Este trabalho representa uma produção de conhecimento inédito sobre a diversidade de aranhas de manguezais, o que possibilita o desenvolvimento de estudos posteriores em áreas como biogeografia, ecologia ou taxonomia, ao tempo que contribui na tomada de decisões na área de conservação da diversidade biológica.
  • RUDÁ AMORIM LUCENA
  • Sistemática de Pycnogonida: Levantamento taxonômico das coleções brasileiras e análise filogenética
  • Orientador : MARTIN LINDSEY CHRISTOFFERSEN
  • Data: 30/11/2020
  • Hora: 08:00
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  • A classe Pycnogonida é composta por chelicerados exclusivamente marinhos com mais de 1.300 espécies descritas. Contudo, poucos têm sido os trabalhos realizados com o grupo, principalmente em regiões tropicais. No Brasil o estudo de Pycnogonida se concentrou entre as décadas de 1940 e 1970, com 38 espécies novas descritas. Porém, não há mais registro desse material, que pode estar perdido ou depositado em coleções brasileiras, as quais possuem uma grande quantidade de informações em seus acervos. A fim de localizar o material-tipo das espécies foi feito, no capítulo 1, um mapeamento das coleções brasileiras que possuem Pycnogonida depositados, identificando seus acervos e redescrevendo os tipos que forem encontrados. Foram contatadas 27 instituições, das quais sete disponibilizaram material. No total, 1.800 espécimes foram analisados, e identificados em 49 espécies nominais e duas espécies novas, além de terem sido encontrados os tipos de Pycnogonum gibberum e Anoplodactylus arescus. Neótipos de Achelia sawayai, Tanystylum isabellae e Ascorhynchus corderoi foram designados, além de novos registros para o Brasil e Uruguai. Com os dados levantados foi possível mapear áreas sem representatividade em coleções nacionais, como a região Norte, e definir áreas prioritárias de coleta, demonstrando a importância das coleções biológicas como fonte de informações da biodiversidade e a necessidade de estudo desses acervos. Atualmente são aceitas 12 famílias e 81 gêneros de Pycnogonida, mas com relações incertas decido as incongruências obtidas tanto por trabalhos moleculares quanto morfológicos. Tais incongruências podem estar associadas à baixa representatividade dos grupos utilizados, apenas 30% dos gêneros foram analisados filogeneticamente, além do que, para boa parte das espécies foram coletadas apenas uma vez, não havendo informações sobre os tipos. Baseado nisso foi realizado, no capitulo 2, uma análise filogenética quali/quantitativa da classe Pycnogonida com base em dados morfológicos, testando a monofilia das famílias aceitas atualmente e o relacionamento filogenético entre os gêneros. Para a análise qualitativa foram levantadas informações sobre 1.179 espécies (86.27% das espécies atuais), distribuídas em 80 gêneros. Estas espécies foram analisadas na forma de pranchas pictóricas. Já para a análise quantitativa foi montada uma matriz com 145 terminais e 112 caracteres que foram levantados por meio da comparação mútua entre as espécies e os grupos externos. Com a análise quantitativa apenas três famílias se mantiveram monofiléticas. Alguns padrões de relacionamento foram mantidos em mais de uma análise, principalmente entre as famílias Nymphonidae e Callipallenidae, Pycnogonidae, Rhynchothoracidae e Austrodecidae, e Ammotheidae, Pallenopsidae, Phoxichilidiidae e Endeidae, sendo possível observar vários eventos independentes de redução e perda, gerando um elevado número de homoplasias no grupo. Os dados obtidos demonstram a importância da inclusão de diferentes linhagens de Pycnogonida, as quais fornecem informações importantes para o entendimento da evolução do grupo, especialmente dos gêneros incertos aqui inseridos pela primeira vez em uma análise filogenética. A análise das pranchas pictóricas é uma ferramenta viável para análises filogenéticas, possibilitando o acesso a toda informação já publicada, inclusive dos grupos raros, assim como de uma análise mais abrangente, mas que, assim como toda análise morfológica, necessita de tempo para correta codificação dos caracteres.
  • ERIKA FLÁVIA CRISPIM DE SANTANA
  • Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
  • Orientador : RONALDO BASTOS FRANCINI FILHO
  • Data: 30/10/2020
  • Hora: 14:00
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  • Os recifes brasileiros são considerados únicos no mundo por possuírem elevada abundância de macroalgas e algas epilíticas e baixa riqueza de corais construtores de recifes. Fatores ambientais (e.g. temperatura da água do mar, disponibilidade de luz) e espaciais (e.g. profundidade e distância da costa) são importantes estruturadores de comunidades bentônicas recifais. Acredita-se que recifes rasos e mesofóticos sejam influenciados de maneira diferente por fatores abióticos, principalmente luz e temperatura, que limitam/modificam a ocorrência e abundância dos organismos nesses nos recifes. Alguns corais brasileiros preferem águas rasas com elevadas temperaturas e incidência direta de luminosidade, mas a maioria prefere recifes turvos ou profundos por serem menos iluminados. Diante disso, o presente estudo utilizou ferramentas de classificação para atingir os objetivos gerais seguintes: 1) identificar e delimitar comunidades bentônicas rasas (0-30 m) distintas em recifes costeiros e oceânicos, assim como identificar as principais variáveis ambientais que as delimitam, 2) determinar o ponto de quebra (i.e. transição) entre comunidades bentônicas rasas e fundas (30-60m), utilizando as ilhas oceânicas brasileiras como modelo e 3) entender a influência de fatores bióticos locais (i.e. interações de contato) e fatores ambientais nos padrões em larga escala de branqueamento basal (i.e. fora de anos com anomalia) dos três corais mais abundantes e importantes construtores de recifes no Brasil Siderastrea spp., Mussismilia hispida e Montastraea cavernosa. Foram obtidos dados sobre comunidades bentônicas e variáveis ambientais (sensoriamento remoto) para 18 localidades (14 costeiras e 4 oceânicas), tornando disponível a mais completa base de dados de abundância de organismos bentônicos recifais para o Brasil. Seis comunidades bentônicas distintas foram identificadas em recifes rasos costeiros e oceânicos, as quais são dominadas por algas epilíticas e macroalgas frondosas. A temperatura foi a principal variável ambiental responsável pela discriminação das comunidades rasas, formando dois grupos principais: i) um caracterizado por recifes em águas quentes, dominados por macroalgas, ii) outro caracterizado recifes em águas frias, dominados por algas epilíticas. Os resultados também indicaram a influência de fatores geográficos na distribuição de comunidades bentônicas rasas. A profundidade e temperatura tiveram influência significativa na distinção entre comunidades bentônicas recifais rasas emesofóticas das ilhas oceânicas, com cinco comunidades únicas tendo sido identificadas. O ponto de quebra entre as comunidades rasas e fundas foi aos 12,5 m, não tendo sido registrada mudanças significativas aos 30 m de profundidade como apontado em estudos anteriores. A maior incidência de branqueamento dos corais ocorreu em recifes oceânicos rasos e bem iluminados, confirmando a preferência da maioria dos corais avaliados por habitats costeiros sombreados e/ou profundos. Os resultados demonstram que a aplicação de ferramentas de classificação é útil em estudos sobre comunidades bentônicas em largas escalas espaciais e para o entendimento das variáveis ambientais que as discriminam. Além disso, fornecem dados importantes sobre a saúde de corais brasileiros em anos sem anomalias térmicas, o que representa um importante baseline para avaliações futuras dos impactos causados por eventos de branqueamento em massa no Atlântico Sul Ocidental.
  • AMANDA LOYSE FERREIRA DE AMORIM
  • EFEITOS DA COMPLEXIDADE ESTRUTURAL DA PAISAGEM SOBRE OS TÉRMITAS DE SOLO EM ECOSSISTEMAS INSERIDOS NA REGIÃO SEMIÁRIDA DO NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 30/07/2020
  • Hora: 09:00
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  • Embora sejam mais conhecidos pelo seu potencial como praga, os térmitas, também conhecidos como cupins, apresentam apenas cerca de 10% de suas espécies com esse potencial, sendo organismos que na verdade influenciam a estrutura física, composição química e a ciclagem de nutrientes nos solos de ecossistemas tropicais, além de serem sensíveis a alterações no meio em que vivem, representando bons indicadores ambientais. Dessa forma, este estudo identificou a termitofauna do solo associada a cultivos de feijão-caupi e sorgo sacarino e também na vegetação remanescente (VR) de Caatinga, avaliando a influência de fatores ambientais sobre a sua taxocenose, em áreas de Caatinga localizadas no estado da Paraíba e que apresentam diferença na complexidade estrutural de paisagem. As amostras foram coletadas entre os anos 2018 e 2019, seguindo o método proposto pelo Programa de Biologia e Fertilidade do Solo Tropical (TSBF), com modificações. Em cada tratamento (cultivos e VR de cada área), foram extraídos blocos de solo (20 × 20 × 30 cm), divididos em três camadas: A (0-10 cm), B (10-20 cm) e C (20-30 cm). Dez espécies de térmitas foram encontradas pertencentes à família Termitidae (nove espécies) e Rhinotermitidae (uma espécie). A área de alta complexidade apresentou a maior abundância de térmitas, inclusive de consumidores de solo (grupo que pode ser um indicador ambiental), tanto nos cultivos, quanto na VR. Considerando apenas os cultivos, essa área também apresentou a maior riqueza de espécies e ao considerar apenas a VR, ela compartilhou a mesma riqueza com a área de complexidade intermediária. Em relação à área de baixa complexidade, ocorreu uma baixa riqueza de espécies tanto nos cultivos, quanto na VR. A maioria das espécies encontradas nos cultivos da área de alta complexidade não tem o potencial como praga, pois atua nos processos de decomposição e ciclagem de nutrientes, o que pode contribuir para o aumento da produtividade do sistema agrícola. A riqueza de espécies, abundância e biomassa não diferiram significativamente entre os três estratos do solo, considerando todos os tipos de tratamento das áreas. Em relação apenas à VR das áreas, a capacidade de troca catiônica foi uma preditora significativa para a riqueza de espécies, o que pode refletir um impacto positivo dos térmitas nas propriedade químicas do solo. Dessa forma, nossos resultados ressaltam a importância que esses insetos podem exercer nos ecossistemas semiáridos, reforçam a importância da manutenção de áreas naturais circundantes ao cultivo e podem dar suporte a estudos na Caatinga que visem um desenvolvimento sustentável.
  • ISADORA COSTA HAMSI
  • ECOLOGIA DE ABRIGO DE MORCEGOS SINANTRÓPICOS NEOTROPICAIS
  • Data: 29/07/2020
  • Hora: 10:00
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  • A substituição de áreas naturais por paisagens antrópicas traz consigo a importância de entender melhor as necessidades de animais sinantrópicos. Os morcegos são o grupo de mamíferos com maior diversidade em áreas urbanas e muitas espécies se abrigam em construções humanas. Diferentes adaptações são necessárias para a vida sinantrópicas, entre elas adaptações comportamentais. Usando câmeras infravermelhas coletamos dados da ecologia de abrigo de quatro espécies de morcegos sinantrópicos neotropicais por um ano. Duas em poleiros expostos (Saccopteryx leptura e Rhynchonycteris naso) e duas em poleiros discretos (Carollia perspicillata e Peropteryx macrotis). Poleiros estavam localizados em na fazenda Pacatuba (Sapé) e na UFPB (João Pessoa), ambas no estado da Paraíba. Todas as espécies se empoleiravam em construções humanas próximas a áreas naturais preservadas. Comportamento foi monitorado com o método scan sample e um teste qui-quadrado feito para avaliar diferenças sazonais. As espécies em poleiros discretos foram mais ativas, tiveram interações sociais mais frequentes e adotaram poliginia de defesa de recursos. Enquanto as espécies em poleiros expostos foram menos ativas, as interações sociais foram raras ou inexistentes e adotaram sistemas alternativos de acasalamento. Este é o primeiro registro de S. leptura adotando poliandria. Todos os grupos foram mais ativos durante o período chuvoso que o seco. Concluímos que os morcegos estudados estavam adaptados aos poleiros artificiais, mas ainda dependem de áreas naturais para forrageio e poleiros alternativos, destacando a importância de ambientes naturais em paisagens antrópicas.
  • DIEGO ALVES TELES
  • Helmintofauna Associada a Lagartos (Squamata: Reptilia) e Efeitos dos Fatores Abióticos e Bióticos Sobre Helmintos de Lagartos na Caatinga Semiárida Neotropical
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 26/06/2020
  • Hora: 14:00
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  • HERMÍNIO ALFREDO LEITE SILVA VILELA
  • SELEÇÃO DE HABITAT DE Myrmotherula snowi TEIXEIRA & GONZAGA, 1985 (AVES, THAMNOPHILIDAE), UMA ESPÉCIE CRITICAMENTE AMEAÇADA DE EXTINÇÃO
  • Orientador : HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 28/05/2020
  • Hora: 09:00
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  • HERMÍNIO ALFREDO LEITE SILVA VILELA
  • SELEÇÃO DE HABITAT DE Myrmotherula snowi TEIXEIRA & GONZAGA, 1985 (AVES, THAMNOPHILIDAE), UMA ESPÉCIE CRITICAMENTE AMEAÇADA DE EXTINÇÃO
  • Orientador : HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 28/05/2020
  • Hora: 09:00
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  • Consta na Tese
  • JOÃO ANTONIO DE ARAUJO FILHO
  • ESTRUTURA E DINÂMICA DE COMUNIDADES DE ENDOPARASITOS DE LAGARTOS EM ÁREAS DE CAATINGA EM REGIME PÓS-DISTÚRBIO
  • Orientador : ANA CAROLINA FIGUEIREDO LACERDA
  • Data: 28/05/2020
  • Hora: 09:00
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  • Consta na Tese
  • BRUNA DIAS PONTES RIBEIRO
  • USO E COMÉRCIO DE AVES SILVESTRES NO CERRADO PIAUIENSE, NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 20/04/2020
  • Hora: 14:00
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  • O Brasil é detentor de uma megadiversidade faunística de aves. Especialmente na região Nordeste, a caça e a captura de aves silvestres são práticas muito populares. Como consequência, inúmeras espécies de aves são retiradas de seus habitats naturais para serem utilizadas como animais de estimação. Neste âmbito, o objetivo deste capítulo foi avaliar o cenário da captura e comércio de aves silvestres utilizadas para fins de estimação na região sul do estado do Piauí. A pesquisa foi desenvolvida nos municípios de Bom Jesus e Palmeira do Piauí. Os dados foram obtidos através de entrevistas pautadas por formulários semiestruturados e complementadas com conversas informais. Foram entrevistadas 77 pessoas, das quais 64 afirmaram criar/capturar aves silvestres para estimação e 45 relataram comercializar aves para este fim. Um total de 33 espécies de aves foram citadas pelos entrevistados, distribuídas em 2 ordens e 7 famílias. A família Thraupidae foi a mais representativa, seguida da Psittacidae. Encontramos uma associação significativa da riqueza de espécies exploradas com o local de moradia dos entrevistados e o uso de transportes motorizados. De acordo com os entrevistados, as espécies Paroaria dominicana e Gnorimopsar chopi são consideradas as aves preferidas pelos criadores. Segundo os entrevistados, a espécie Sporophila angolensis foi considerada a ave mais rara na região. O assaprão foi a técnica mais citada pelos entrevistados. O canto foi identificado como o principal fator que influencia na escolha e preço da ave. Geralmente, após as aves serem capturadas, preparadas e estarem “prontas” para a venda, estas são comercializadas e os valores variam de R$50,00 a R$800,00. A comercialização, na grande maioria das vezes, é realizada por caçadores ou atravessadores residentes na zona urbana. Dessa forma, nota-se a importância do desenvolvimento de trabalhos etnozoológicos com o objetivo de conhecer as realidades locais e assim facilitar a elaboração de estratégias de manejo sustentável da fauna silvestre.
  • ANTÔNIO PAULINO DE MELLO
  • EFEITO DAS VARIAÇÕES ESPAÇO-TEMPORAIS NO ARMAMENTO DEFENSIVO DE Constrictotermes cyphergaster (Silvestri, 1901) (BLATTODEA, ISOPTERA)
  • Orientador : ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 27/03/2020
  • Hora: 14:00
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  • A composição do armamento químico dos soldados e o perfil de hidrocarbonetos cuticulares dos operários dos térmitas apresentam variações interespecíficas e intraespecíficas. Entretanto, os efeitos espaciais e temporais sobre as composições dessas substâncias são pouco conhecidos. Para verificar o efeito espacial na composição do armamento defensivo dos soldados (ADS) e nos hidrocarbonetos cuticulares dos operários (HCC) amostras de Constrictotermes cyphergaster foram coletadas em quatro localidades do Nordeste brasileiro. O efeito da variação temporal na composição do ADS foi analisado a partir de um monitoramento de colônias durante estações secas e chuvosas de dois anos consecutivos. Também foi verificado se ocorre compartilhamento de substâncias químicas entre o ADS e os compostos voláteis do suporte/recurso alimentar (CVSR): Poincianella pyramidalis. Para todos os casos foram preparados extratos com hexano, e o material obtido foi analisado por cromatografia gasosa acoplada ao espectro de massas. O ADS foi composto por 32 substâncias voláteis e os HCC por 16 compostos. Soldados e operários apresentaram quimiotipos característicos para cada ecorregião amostrada. Compostos monoterpenos apresentaram maiores percentuais na estação chuvosa (60,52%), enquanto que os sesquiterpenicos (39,33%) e demais benzenoides (9,04%) na estação de seca. Os soldados C. cyphergaster apresentaram um perfil químico característico para cada estação climática. Nas estações secas, os compostos mais expressivos foram o por α- pineno (29,43%) e γ-amorpheno (7,36%), enquanto que nas chuvosas, α-pineno (37,89%) e p- cymeno (5,27%). As diferenças nos perfis químicos seguiram o ciclo de alternância das estações climáticas. A CVSR apresentou 64 substâncias. Apesar das diferenças quali-quantitativas quanto comparados com a composição do ADS, constatou-se o compartilhamento de 27 compostos entre C. cyphergaster e P. pyramidalis (similaridade média de 84,40%). Estes resultados mostram o quanto os produtos químicos defensivos produzidos por C. cyphergaster são sensíveis a fatores externos, seja em função da espacialidade, nas variações ambientais macrorregionais, ou nas mudanças ambientais locais ocorridas em função do tempo. O compartilhamento das substâncias entre as espécies remete a possibilidade de que as variações químicas observadas nos cupins, esteja relacionado a possibilidade de que as substâncias defensivas de C. cyphergaster sejam provenientes de sequestro de substâncias ou de assimilação de compostos percursores, por meio da dieta.
  • MATHEUS DA NOBREGA ESTRELA
  • EVOLUÇÃO FILOGENÉTICA E DE TRAÇOS DO GÊNERO MICRURUS
  • Data: 28/02/2020
  • Hora: 09:30
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  • Este trabalho teve como objetivo entender melhor como ocorreu a evolução filogenética do gênero Micrurus dentro do continente americano, respondendo às perguntas como quando o gênero se originou, onde foi o centro de dispersão, e qual caminho as espécies percorreram até sua atual distribuição. Para isso, primeiramente construímos uma filogenia baseada no gene NADH sub-unidade 4, que revelou o surgimento do grupo ainda no Mioceno, antes do que sugerem outros trabalhos relacionados. As espécies de padrão de coloração tricolor mônade e tríade formaram dois grupos monofiléticos. Pelos tempos de divergência apresentados pela nossa filogenia, nós corroboramos a atual hipótese de que a população ancestral de Micrurus entrou na América do Sul através de um arco de ilhas que conectou a América do Norte com a do Sul durante o Mioceno, e que o gênero teve uma origem sul-americana. Sugerimos também que a criação da América Central com o fechamento do Istmo do Panamá, o levantamento da Cadeia Montanhosa dos Andes, o fechamento do Sistema Acre formando o Rio Amazonas e o surgimento do Planalto Central Brasileiro foram fatores chave para a evolução de Micrurus. Ainda, nossos dados apontam que o centro de dispersão do gênero foi ao norte da América do Sul, de onde uma população ancestral do grupo mônade migrou em direção ao sul, colonizando a costa leste do continente e a Floresta Amazônica – após o fechamento do Sistema Acre – e uma segunda população migrou em direção à América Central e do Norte – após o fechamento do Istmo do Panamá. Já o grupo tríade se dispersou em direção ao sul, colonizando desde áreas secas na Caatinga e Cerrado brasileiro até áreas úmidas na Amazônia. A divergência das espécies sul-americanas foi bastante influenciada pelo levantamento dos Andes, que foi provavelmente responsável por eventos de vicariância, separando espécies nos lados cis- e trans-Andes. Além disso, foi testada a hipótese de se a coloração dita aposemática das cobras-corais do gênero Micrurus está em coevolução com a toxicidade de seu veneno. Para isso foram construídas duas filogenias para cada umas das duas principais toxinas do veneno de Micrurus, PLA2 e 3FTx, para serem comparadas com a filogenia do NADH que nos mostra como ocorreu a história evolutiva do grupo. Ao analisar os grupos formados na filogenia do NADH foi sugerido que o padrão de coloração dessas serpentes é uma característica ligada a história filogenética do grupo, e não tanto a fatores ambientais. Da mesma forma, os grupos formados nas árvores das toxinas nos fizeram sugerir que a composição do veneno dessas serpentes também segue a história evolutiva do grupo, em vez de fatores ambientais. Com esses resultados, nós sugerimos que os genes responsáveis pela expressão da coloração das cobras-corais estão intimamente ligados aos genes codificadores das toxinas que compõem seu veneno e, assim, essas duas características podem realmente estar em coevolução, e que a coloração tem, de fato, uma função aposemática nessas serpentes.
  • ANNA KAROLINA MARTINS BORGES
  • Comércio on-line de peixes ornamentais no Brasil: aspectos etnozoológicos e implicações para a conservação
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 09:30
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  • O aquarismo é uma prática cuja popularidade tem crescido continuamente nas últimas décadas. Essa popularidade transformou o comércio de peixes ornamentais em um mercado multimilionário que envolve diversos países e centenas de espécies. O Brasil é considerado um país de grande importância nesse contexto, tanto no âmbito doméstico como internacional. Trabalhos recentes demonstram que a internet tem potencializado drasticamente o comércio de fauna, de forma legal ou não. Entretanto, ainda existe uma grande carência de informações sobre este tipo de comércio, o que dificulta o desenvolvimento de estratégias de gestão. Diante disso, através deste trabalho objetivamos analisar pela primeira vez o comércio on-line de peixes ornamentais no Brasil, monitorando anúncios em uma plataforma de rede social. Além disso, buscamos analisar o perfil dos aquaristas brasileiros através da aplicação de questionários on-line. Em um período de seis meses, registramos 1.121 anúncios de venda de peixes ornamentais, totalizando 5.005 indivíduos pertencentes a pelo menos 609 espécies, a maioria não nativa do Brasil. O comércio on-line é dominado por anúncios de peixes de água doce (64%). Do total de espécies anunciadas, 25% são de comercialização proibida, as quais são mais caras. Espécies não-nativas também apresentaram valores mais altos e o tamanho foi outro fator que influenciou positivamente no preço. Considerando os aquaristas que responderam aos questionários (n = 906), a maioria são homens (88%), que cursam ou cursaram nível superior (53%) e com renda acima de dois salários (78%). Foi verificado que a quantidade de peixes que cada aquarista possui aumenta de acordo com a renda e a experiência e que a soltura de peixes na natureza não está relacionada com a escolaridade, mas sim com a renda. Além disso, uma parcela considerável dos hobbystas (14%) já liberou peixes na natureza, contribuindo para o aumento do risco de introdução de espécies exóticas. Nossos resultados revelam a necessidade de esforços para aprimorar a regulamentação do comércio on-line de peixes ornamentais no Brasil, principalmente em estratégias que visem a fiscalização dessa atividade. Acreditamos que a orientação dos consumidores sobre os impactos negativos causados pelo comércio e pela soltura irresponsável de peixes pode contribuir para modificar atitudes que ameaçam a conservação das espécies exploradas
  • TAINA SHERLAKYANN ALVES PESSOA
  • DIVERSIDADE DE MAMÍFEROS DE MÉDIO E GRANDE PORTE EM PAISAGENS ANTROPIZADAS DA CAATINGA
  • Orientador : BRAULIO ALMEIDA SANTOS
  • Data: 20/02/2020
  • Hora: 08:30
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  • A exploração de áreas naturais tem se intensificado com o aumento da população humana, notadamente com o objetivo de satisfazer suas necessidades de produção de alimento, através da agricultura e pecuária. Este processo tem causado a introdução de espécies exóticas e alterações nas características da paisagem que, por sua vez, determinam mudanças na estrutura das comunidades de médios e grandes mamíferos. Visando o preenchimento de lacunas acerca das consequências da alteração da paisagem sobre a mastofauna da Caatinga, o objetivo deste estudo foi identificar o efeito da perturbação antrópica na diversidade das comunidades de médios e grandes mamíferos da Caatinga em duas regiões com distintos regimes de precipitação e graus de proteção: o Parque Nacional do Catimbau (PNC), PE, uma das maiores unidades de conservação da Caatinga no estado de Pernambuco, e o Cariri paraibano (CAR), a região mais seca do país, incluindo um núcleo de desertificação da Caatinga. A principal hipótese testada foi que a perda de habitat conduz ao empobrecimento e homogeneização das comunidades de médios e grandes mamíferos nativos, enquanto favorece as espécies exóticas. Foram realizadas técnicas de sensoriamento remoto para determinação da cobertura florestal em 18 paisagens no PNC e 4 paisagens no CAR e utilizadas armadilhas fotográficas para o registro de médios e grandes mamíferos durante 24h/dia ao longo de cinco meses em Pernambuco e nove meses na Paraíba. Com estas informações foram descritos os padrões de composição e dominância das espécies ao longo do gradiente de perturbação e estimadas as diversidades alfa, beta e gama das comunidades. Como esperado, no PNC a perda de habitat reduziu a diversidade alfa das espécies nativas e aumentou a diversidade das exóticas. No CAR isto também ocorreu, porém a redução da diversidade de nativas e aumento da diversidade de exóticas nas paisagens mais perturbadas se deu de forma não linear. Adicionalmente, a diversidade beta regional foi muito baixa em ambas as regiões, o que sugere que a Caatinga tem sofrido um processo de homogeneização biótica. A diversidade gama de nativas também foi extremamente baixa (8 espécies no PNC e 10 no CAR) dado o total de 183 espécies com registros para a Caatinga. Isto é ainda mais preocupante quando se observa que cerca 75% dos registros (XXX no PNC e 2808 no CAR) foram de espécies exóticas. Em realidade, há uma tendência geral de que as comunidades nas paisagens mais perturbadas convirjam taxonomicamente para apenas duas espécies: Capra hircus (cabras) e Cerdocyon thous (raposas), ainda que espécies raras como Mazama gouazoubira e Herpailurus yagouaroundi ainda possam persistir. De modo geral, os resultados indicam que ambas as regiões abrigam novas comunidades de mamíferos sob um padrão de dominância das espécies exóticas. Isto é preocupante, uma vez que as espécies exóticas são predominantemente herbívoras e podem ocasionar um considerável impacto biomassa vegetal, com efeitos cascata no funcionamento do ecossistema. Para reverter o quadro e evitar uma descaracterização ainda maior da mastofauna nativa, sugere-se implementar ações de restauração florestal, combater a caça e o comércio ilegal, reintroduzir espécies nativas eliminadas localmente e desenvolver um novo modelo de pecuária sustentável.
  • HENRIQUE BEZERRA DOS SANTOS
  • Variação populacional e estresse termo-salino na anêmona-do-mar Anthopleura Krebsi
  • Orientador : MIODELI NOGUEIRA JUNIOR
  • Data: 28/01/2020
  • Hora: 09:00
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  • NATHAN PAIVA BRITO
  • Transcriptoma de duas espécies neotropicais de Cyphoderus (Collembola: Paronellidae: Cyphoderinae)
  • Data: 27/01/2020
  • Hora: 10:30
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2019
Descrição
  • DIEGO ALVES TELES
  • Helmintofauna Associada a Lagartos (Squamata: Reptilia) e Efeitos dos Fatores Abióticos e Bióticos Sobre Helmintos de Lagartos na Caatinga Semiárida Neotropical
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 16/12/2019
  • Hora: 08:00
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  • SUÊNIA PRISCILA DE SOUSA CHAVES
  • Parasitos de peixes nos Brejos de Altitude da Paraíba
  • Orientador : ANA CAROLINA FIGUEIREDO LACERDA
  • Data: 29/11/2019
  • Hora: 15:00
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  • LAÍS GUMIER SCHIMITH
  • Estrutura da comunidade bêntica do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, Cabedelo (PB): avaliação dos efeitos do turismo na macrofauna local
  • Orientador : MIODELI NOGUEIRA JUNIOR
  • Data: 31/10/2019
  • Hora: 14:00
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  • HIGOR LUIZ ARAÚJO DE MESQUITA
  • Evolução cariotípica de roedores Sigmodontinae da América do Sul
  • Orientador : PEDRO CORDEIRO ESTRELA DE ANDRADE PINTO
  • Data: 24/10/2019
  • Hora: 09:00
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  • RONIERE ANDRADE DE BRITO
  • VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DA TAXOCENOSE DE COLÊMBOLOS (HEXAPODA: COLLEMBOLA) EM AMBIENTES CAVERNÍCOLAS INTERLIGADOS PELO HABITAT SUBTERRÂNEO SUPERFICIAL (HSS), NO QUADRILÁTERO FERRÍFERO (ROCHA FERRUGINOSA), MG – BRASIL
  • Data: 22/10/2019
  • Hora: 14:00
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  • Cavernas são ambientes naturais subterrâneos formados por um ecossistema complexo, que pode abrigar espécies de animais adaptados às zonas mais profundas, caracterizada pela ausência total de luz, oligotrofia, temperatura com baixa oscilação circanual e umidade que tende a saturação. No Brasil, as alterações na legislação que versam sobre o assunto, que agora possibilita a supressão de cavernas, tem intensificado os estudos nas áreas do Quadrilátero Ferrífero (QF), em Minas Gerais, devido o valor econômico do minério de ferro aliado a alta concentração de cavernas. Os colêmbolos são mundialmente reconhecidos e utilizados para monitoramento dos impactos antrópicos sobre o ambiente. A taxocenose de Collembola pode ocupar toda a área de uma caverna, desde a lâmina d’água de pequenas poças até os canalículos que fazem a comunicação com o Habitat Subterrâneo Superficial (HSS), como é definida as fissuras e rachaduras na rocha, que permite a comunicação de espécies entre cavernas e os horizontes superiores do solo. Para compreender a variação espaço-temporal da taxocenose de Collembola no ambiente cavernícola e a comunicação com o HSS, foram realizadas coletas ativas em três áreas distribuídas entre a Serra da Moeda (Serrinha e Capitão do Mato) e a Serra do Gandarela (Apolo), nos anos de 2016 e 2017. As variáveis temperatura e umidade também foram analisadas e correlacionadas com os dados bióticos. Os resultados mostram que a riqueza é influenciada pela umidade, e não possui diferença significativa dentro ou fora da caverna. Enquanto que a abundância é influenciada pela temperatura e difere entre os ambientes hipógeo e epígeo. A taxocenose de Collembola varia de forma inversa entre os períodos secos – maior riqueza e menor abundância, e chuvosos – maior abundância e menor riqueza, com exceção da zona afótica que possui maior riqueza e abundância no período seco. O gênero mais comum registrado foi Pseudosinella, seguido por Cyphoderus. O HSS tem a umidade como variável estruturante da taxocenose de Collembola, e apresenta temperaturas com menor amplitude anual. Registrou abundância 10 vezes maior, e a metade da riqueza, quando comparado com a caverna. Há uma clara indicação que as cavernas do QF não possuem condições para formação de colêmbolos troglóbios, enquanto que o HSS tanto mantém populações quanto condições favoráveis a conduzir o processo evolutivo de espécies troglóbias. Portanto, são necessários ajustes nos mecanismos utilizados para tratar de Conservação e Monitoramento Ambiental nas áreas de mineração.
  • WILLIAN FABIANO DA SILVA
  • Revisão taxonômica e análise cladística do gênero Cyrtopholis Simon, 1892 (Araneae, Mygalomorphae, Theraphosidae).
  • Data: 30/09/2019
  • Hora: 14:00
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  • Cyrtopholis é um dos cinco gêneros de Theraphosinae que apresenta aparato estridulatório localizado nos trocânteres dos palpos e/ou coxas das pernas I, composto por um conjunto de cerdas rígidas que se atritam gerando ruído. Este é um importante caráter taxonômico utilizado para delimitação dos gêneros. Cyrtopholis possui um elenco relativamente numeroso, com 24 espécies descritas para a região do Caribe e um registro duvidoso para a América do Sul. O gênero nunca passou por uma revisão taxonômica ou por uma análise filogenética e as descrições originais são antigas, contendo apenas informações genéricas de Theraphosidae, gerando desconhecimento da real diversidade faunística e sua ocorrência. O presente trabalho teve como objetivo revisar a taxonomia e testar o monofiletismo de Cyrtopholis e a sua relação entre táxons que apresentam similaridade morfológica, como Longilyra Gabriel 2014, Cubanana Ortiz, 2008, Phormictopus Pocock, 1901, Acanthoscurria Ausserer 1871 e Umbyquyra Gargiulo, Brescovit & Lucas, 2018, através de uma análise cladística que incluiu pelo menos a espécie tipo de cada gênero, além de representantes da diversidade de Theraphosinae, como grupo externo. A matriz foi composta por 52 caracteres morfológicos (contínuos e discretos) e 52 táxons terminais. As árvores mais parcimoniosas foram encontradas através de buscas heurísticas com e sem pesagem implícita diferencial de caracteres usando o programa computacional TNT. As espécies de Cyrtopholis se mostraram em um agrupamento monofilético com a inclusão de Longilyra e é proposta a sinonímia entre esses gêneros. As espécies de Cyrtopholis são agrupadas por sinapomorfias não exclusivas: presença de aparelho estridulatório composto por cerdas do tipo claviforme nos trocanteres dos palpos e pernas I, flexão do metatarso I sobre o ramo retrolateral da apófise tibial, presença de nódulo retrolateral tibial dos palpos e cerdas urticantes do tipo I e III no dorso do abdômen. São descritas duas espécies novas de Cuba e quatro espécies novas da República Dominicana. É descrita a fêmea de Cyrtopholis agilis, da qual só se conhecia o macho para Santo Domingo, redescritas quatro espécies das oito descritas por Franganillo – as outras quatro foram consideradas species inquirenda ou nomem nudum por perda de holótipos. Além disso, foram diagnosticadas as cinco espécies tipos depositadas no Museu Britânico de História Natural, três do Museu de Zoologia Comparada de Havard, três do Museu de História Natural de Holguin, Cuba, duas do Senckenberg Museum, Frankfurt, Alemanha e uma do Museu Americano de História Natural, Estados Unido, totalizando pela primeira vez a revisão de todas as 24 espécies do gênero. Por fim, é proposto um novo gênero de Cuba, de acordo com a topologia da filogenia apresentada, que se mostrou próximo a Cyrtopholis.
  • FABRÍCIO RAUAN GARCIA FURNI
  • WHOLE MITOCHONDRIAL GENOME CHARACTERIZATION OF THE BRAZILIAN ANTILLEAN MANATEE (Trichechus manatus manatus): EVIDENCE FOR A NEW BIOLOGICAL UNIT
  • Data: 30/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Animais da big fauna enfrentam diversos problemas taxonômicos devido a fatores como a falta de materiais em coleções científicas ou até dificuldades em amostragens. Os grandes mamíferos estão inclusos, onde muitos grupos ainda possuem incertezas taxonômicas, como os peixes-boi das Índias Ocidentais. Estudos recentes trazem diferenças genéticas, morfológicas e cromossomais que indicam uma possível nova unidade biológica para a população brasileira de peixes-boi marinhos, como uma nova espécie. Porém, uma abordagem genômica é necessária para um melhor espectro das distâncias genéticas e estruturação das populações destes animais. Neste sentido, este estudo buscou sequenciar e caracterizar o primeiro genoma mitocondrial para o peixe-boi marinho do Brasil (Trichechus manatus manatus), com comparações intra e interespecíficas. Amostras de sangue foram coletadas de animais de vida livre e em cativeiro no Nordeste do Brasil. Extração de DNA, uma nova técnica de isolamento do genoma mitocondrial para Sirênios e Sequenciamento de Nova Geração (NGS) foram realizadas para obtenção de sequências para 24 amostras. Processos bioinformáticos foram utilizados para análises de controle de qualidade, montagem e comparações intra e interespecíficas. Ao todo foram 3.859.650 sequências cruas geradas, no qual 18 mitogenomas completos com uma cobertura média de 150x foram obtidos. O mitogenoma é composto por 13 genes codificadores de proteína, 18 tRNAS, 2 sRNAs e uma região controle, somando um tamanho total de 16882 pb. Análises de distância trazem uma divergência maior entre os peixes-boi marinho do Brasil e da Flórida, do que entre os animais Amazônicos e da Flórida. Levando em consideração correta identificação taxonômica das amostras, os resultados sugerem uma elevação do nível taxonômico da população de peixes-boi marinhos brasileira para uma nova espécie. Ainda, sugerem uma necessidade de revisão taxonômica, não só dentro de T. manatus, mas em todo o gênero Trichechus.
  • NATAN DIEGO ALVES DE FREITAS
  • O hospedeiro que habito. Uma revisão sistemática de agentes infecciosos de canídeos silvestres no Brasil
  • Data: 29/08/2019
  • Hora: 15:30
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  • ELLORI LAÍSE SILVA MOTA
  • Aspectos populacionais, habitat, preferência alimentar e exploração de Cassis tuberosa (Gastropoda: Cassidae): implicações para a conservação e manejo
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • O gastrópode marinho Cassis tuberosa é uma espécie de grande porte que devido às características morfológicas da concha em todas as etapas de vida e ao alcance de até 30 cm de comprimento total da concha, é alvo de captura para suprir o comércio internacional de conchas. A espécie não está na lista da IUCN (International Union for Conservation of Nature and Natural Resources). Em avaliações locais como por exemplo no Caribe colombiano, a espécie foi listada no livro vermelho de espécies ameaçadas como vulnerável (VU), e no Brasil a espécie é classificada como quase ameaçada (NT). De maneira geral, os estudos sobre a espécie C. tuberosa são limitados a registros e informações pontuais sobre a biologia e ecologia do gastrópode. A espécie é citada basicamente como componente de comunidades bentônicas marinhas e como componente da fauna comercializada. Diante disto, o presente estudo se propôs a estudar aspectos populacionais, do habitat e da alimentação natural de Cassis tuberosa, e analisar a pesca e comércio deste gastrópode-alvo do comércio de conchas, além de fornecer recomendações para o manejo da espécie. O capítulo I configura o primeiro esforço para mapeamento e avaliação das populações da espécie em uma faixa litorânea do Nordeste brasileiro. As densidades populacionais do presente estudo figuram entre as maiores já registradas para a espécies ao longo de sua distribuição. Por outro lado, há déficit de indivíduos adultos na população, os quais são os principais alvos do comércio de conchas. A espécie apresenta maior seletividade de substratos não-consolidados, como areia, cascalho e argila, componentes essenciais para o hábito de enterrar-se, que representa o comportamento diurno predominante da espécie. O capítulo II analisou experimentalmente a preferência alimentar do gastrópode, e demonstrou que C. tuberosa preferiu a bolacha-da-praia Mellita quinquiesperforata, e de maneira geral, apresentou maior seletividade de tamanho pelas presas de maior comprimento. As perfurações foram feitas predominantemente na superfície oral e região peristomial. O predador C. tuberosa apresenta maior taxa de atividade entre as primeiras horas da noite, estando estritamente relacionada ao comportamento de forrageio. O capítulo III caracteriza a cadeia de captura e comércio de C. tuberosa, e aspectos do conhecimento ecológico tradicional de pescadores sobre a espécie. O gastrópode sofre pressão de captura associada a atividades de pesca relacionadas a outros recursos-alvo como peixes, lagostas e polvos. Ao longo da cadeia de comercialização da espécie, a utilização da concha para fins ornamentais é a mais difundida, e esta demanda é potencializada pela intensidade do turismo na região. Conhecimentos sobre técnicas de captura e tratamento da espécie são transmitidos de forma vertical na comunidade. O conhecimento ecológico local aponta declínio populacional ao longo do tempo e atribui tal declínio ao aumento da captura. O capítulo IV apresenta as primeiras recomendações de ações para manejo de C. tuberosa a partir da análise de dados existentes sobre a espécie. Recomenda-se portanto, a proibição total da captura de indivíduos sem distinção de tamanho da concha, considerando a prática de captura e comercialização de indivíduos da espécie como ilegal em todos os seus aspectos; o exercício de uma fiscalização eficaz dos desembarques pesqueiros resultantes principalmente da pesca de outros recursos como peixe, polvo e lagosta, a fim de coibir a prática de exploração indevida do gastrópode; e o desenvolvimento contínuo de pesquisas científicas, bem como mapeamento e monitoramento dos estoques populacionais ao longo de toda distribuição da espécie.
  • ADRIANO MEDEIROS DE SOUZA
  • O QUE OS OPILIÕES TÊM A CONTAR SOBRE A FLORESTA ATLÂNTICA? Filogeografia e Modelagem de Nicho revelando processos biogeográficos na Floresta Atlântica
  • Orientador : MARCIO BERNARDINO DA SILVA
  • Data: 28/08/2019
  • Hora: 09:00
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  • A Floresta Atlântica é um dos hotspots mundiais de biodiversidade e vários estudos vem tentando compreender os padrões biogeográficos conhecidos para esse Bioma. Ao que parece, houve uma grande influência das variações climáticas do Quaternário. Diversos organismos já foram utilizados, e dentre eles, os opiliões tem fornecido algumas pistas sobre a história da Floresta Atlântica. Assim, com o objetivo de investigar os processos biogeográficos elacionados com a diversificação da Floresta Atlântica nordestina, nós realizamos um estudo com as espécies Pseudopudrolia discrepans e Pseudopucrolia mutica (Gonyleptidae) além de Pickeliana pickeli (Stygnidae). Para tal, nós utilizamos tanto uma abordagem filogeográfica quanto também uma modelagem de distribuição potencial. As análises de inferência filogenética com o marcador mitocondrial apontam que Pseudopucrolia discrepans e Pseudopucrolia mutica representam um caso de espécie politípica, assim, a sinonímia entre ambas é sugerida aqui. Além disso, é possível verificar uma baixa estruturação entre as localidades analisadas. Já as análises de Pickeliana pickeli mostram uma estruturação entre as localidades investigadas. As análises de demografia histórica nos indica que os eventos ocorridos durante o Pleistoceno acarretou uma diminuição no tamanho efetivo de P. pickeli. Já em Pseudopucrolia foi verificado um aumento gradual no tamanho efetivo da população durante o Mioceno, seguindo por um diminuição recente do tamanho efetivo das populações. De maneira geral, tanto os resultado obtidos com P. pickeli, assim como os resultados de P. discrepans sugerem uma área de estabilidade que coincide com o núcleo de congruência da Área de Endemismo Pernambuco, tendo em vista a maior quantidade de haplótipos e maiores índices de diversidade nucleotídica nessa região. Tanto P. discrepans quanto P. pickeli constituem grupos com uma longa história de diversificação na Floresta Atlântica, iniciada durante o Paleógeno. A história de ambos os grupos reflete uma interação entre mudanças climáticas globais, associadas eventos geomorfológicos e com características intrínsecas de cada espécie
  • ROMILDA NARCIZA MENDONÇA DE QUEIROZ
  • Aspectos ecológicos e biologia reprodutiva de dois bivalves invasores em habitats costeiros no Nordeste brasileiro
  • Data: 27/08/2019
  • Hora: 14:30
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  • RAFAELA CRISTINA DE SOUZA DUARTE
  • Comunidade de Macroinvertebrados associados a diferentes espécies de macroalgas recifais e estuarinas no nordeste brasileiro
  • Data: 26/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • As macroalgas são consideradas componentes essenciais nos ecossistemas nos quais estão inseridas, já que suportam uma gama de organismos associados. Tanto a complexidade do habitat, quanto a sazonalidade também pode influenciar na abundância de macroinvertebrados participantes do fital. Estudos baseados em índices de riqueza e diversidade funcionais buscam compreender os papeis ecológicos desenvolvidos pelas espécies e sua interação com o meio no qual estão inseridas. Nesse contexto, o presente estudo tem por objetivo verificar a influência da complexidade das macroalgas sobre as comunidades de invertebrados associados a elas em um ambiente recifal e outro estuarino hipersalino. Assim como, entender as variações sazonais dessas comunidades e como elas estão funcionalmente estruturadas, verificando para isso, se há diferença na diversidade e na riqueza funcional da comunidade de moluscos. A pesquisa foi desenvolvida no estuario hipersalino do Rio da Casqueira e nos Recifes da Praia do Seixas, Nordeste do Brasil. As seguintes perguntas nortearam esta pesquisa: i) Existe influência da complexidade do habitat oferecido pelas macroalgas na composição, abundância, riqueza e diversidade de macroinvertebrados e no tamanho dos moluscos? ii) A comunidade de macroinvertebrados associada às macroalgas no ambiente estuarino e o tamanho dos moluscos diferem no que diz a respeito às épocas de seca e chuva? e, iii) Há diferença na diversidade e riqueza funcionais da comunidade de moluscos em relação a complexidade das macroalgas? Observou-se que os grupos mais abundantes nesse tipo de micro-habitat são semelhantes nos ecossistemas estudados (recife e estuário), sendo eles: Amphipoda, Polychaeta, Echinodermata e Mollusca. Além disso, a malacofauna foi composta predominantemente por micromoluscos (0,20 a 4,50 mm de comprimento). Constatou-se também, que no ambiente estuarino houve uma maior variação na morfologia das macroalgas, e uma diferença na abundância da macrofauna nos dois períodos sazonais analisados.Por tanto, sugere-se que tanto a complexidade do habitat quanto a sazonalidade afetam a riqueza, diversidade e abundância das comunidades associadas. Assim, fica evidente a relevância dos microhabitats macroalgais e seus organismos associados na estruturação das cadeias tróficas dos ecossistemas marinhos e estuarinos.
  • ADONIAS APHOENA MARTINS TEIXEIRA
  • Liberação ecológica de lagartos e endoparasitos em áreas de floresta tropical atlântica, nordeste da região neotropical
  • Data: 20/08/2019
  • Hora: 14:00
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  • Comparamos taxocenoses de endoparasitas-lagartos entre áreas de Floresta Atlântica e enclaves florestais isolados naturalmente para testar a hipótese de Liberação Ecológica (H.L.E). Predição: em áreas isoladas (taxocenoses pobres) os parasitas devem apresentar uma menor especificidade de hospedeiro (ampla largura de nicho) somado a maior abundância em relação a áreas não isoladas (taxocenoses diversas). Para lagartos, H.L.E. prediz que suas dimensões de nicho (ex. dieta e morfologia) e abundância devem ser maiores em áreas isoladas do que em áreas não isoladas. A abundância de parasitas não diferiu entre áreas, mas mostrou uma relação positiva com a riqueza de parasitas. Por outro lado, a especificidade de hospedeiro foi positivamente relacionada com riqueza de parasitas. Parasitas estão parcialmente sob L.E., pois na presença de potenciais competidores aumentam sua abundância (por hospedeiro), devido a facilitação de infecção; entretanto, o uso de hospedeiros (amplitude) só expande na ausência de competidores. Por outro lado, não existem diferenças significativas com relação a abundância de lagartos e a largura de nicho (morfologia) entre áreas isoladas e não isoladas, entretanto a largura de nicho (dieta) foi significativamente maior em áreas não isoladas. Ainda, a baixa riqueza de lagartos em áreas isoladas (oportunidade ecológica) não alterou seus traços morfológicos e sua abundância, enfatizando a importância de fatores históricos na estrutura de taxocenoses. Contudo, a largura de nicho (dieta) foi maior em áreas não isoladas do que isoladas, indicando uma forte relevância dos fatores ecológicos / recentes na estruturação das taxocenoses não isoladas, podendo ser explicado pela ausência de competição entre as espécies de lagartos nessas localidades.
  • IDALIO DO AMARANTO COSTA
  • SEQUENCIAMENTO E ANÁLISE COMPARATIVA DO DNA DE Cyphoderus similis FOLSOM E Cyphoderus innominatus MILLS
  • Data: 31/07/2019
  • Hora: 15:00
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  • O gênero Cyphoderus Nicolet 1842 é o maior na subfamília Paronellidae, com distribuição mundial. No Brasil ocorrem nove espécies e dentre elas temos Cyphoderus similis Folsom 1927 e Cyphoderus innominatus Mills 1938. Atualmente apenas quatro espécies da Classe Collembola têm seu genoma completo publicado enquanto apenas 14 espécies apresentam seu genoma mitocondrial acessível. Estudos envolvendo o sequenciamento de DNA ampliam o conhecimento da biologia do grupo a nível molecular, tornando-se ponto inicial para estudos genéticos, evolutivos, filogenéticos e de conservação. Portanto esta dissertação tem como objetivo principal sequenciar e comparar o DNA nuclear e mitocondrial de C. similis e C. innominatus, e como objetivos específicos temos: a descrição estrutural e funcional dos genomas sequenciados; a comparação dos genomas sequenciados com os demais genomas publicados; realizar um teste filogenético molecular utilizando os genes sequenciados. A espécie C. similis foi coletada aleatoriamente a partir de solos de cavernas de minério de ferro em Minas Gerais, enquanto que a espécie C. innominatus foi coletada em áreas verdes da Universidade Estadual da Paraíba, João Pessoa. Posteriormente os espécimes foram mantidos em cultivos, separados por espécie. No Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável (ITV-DS/PA) foram realizadas as etapas de extração e sequenciamento do DNA. Utilizou-se o kit DNeasy Blood & Tissue para extração e as tecnologias de sequenciamento Illumina NextSeq e MiniSeq com as técnicas paired-end e mate-pair combinadas. Temos como resultados o sequenciamento dos DNA mitocondriais com um comprimento total de 14.988 bp com 36 genes para C. similis e 14.811 pb com 37 genes, para C. innominatus, ambas apresentando conteúdo gênico completo e semelhante a outros genomas mitocondriais de Collembola. A filogenia baseada em sequencias de DNA mitocondrial corrobora estudos anteriores, porém traz maior robustez para a filogenia molecular atual de Collembola. Os genomas nucleares contêm como comprimento total máximo 358 Mb com N50 de 3.3 Kb para C. similis e 370 Mb com N50 de 3.2 Kb para C. innominatus. A anotação gênica apresentou 278.865 genes putativos encontrados no genoma de C. innominatus com densidade de 3.8 genes para cada éxon encontrado. Os genomas nucleares apresentam-se ainda fragmentado e com baixo valor de N50 ao ser comparado com outros genomas disponíveis. Portanto, concluímos aqui os dois novos genomas mitocondriais completos, além dos primeiros Drafts Genomes nucleares para Cyphoderus similis e Cyphoderus innominatus, os primeiros genomas de Collembola para a região brasileira.
  • DANIEL BRUNO DE SA DANTAS
  • DIVERSIDADE DE BESOUROS ESCARABEÍNEOS COPRO-NECRÓFAGOS (COLEOPTERA: SCARABAEIDAE: SCARABAEINAE) E A DISPERSÃO SECUNDÁRIA DE SEMENTES POR Canthon (Peltecanthon) staigi (Pereira, 1953) EM UMA ÁREA DE FLORESTA ATLÂNTICA NO NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : CELSO FEITOSA MARTINS
  • Data: 29/07/2019
  • Hora: 09:00
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  • Besouros escarabeíneos (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae) possuem mais de 6.200 espécies descritas, as quais são predominantemente coprófagas. Devido a suas atividades de alimentação e reprodução são sugeridos como bioindicadores e desempenham papéis ecológicos importantes. O presente estudo teve como objetivo estudar a diversidade de besouros escarabeíneos copro-necrófagos e avaliar a capacidade de dispersão secundária de sementes por Canthon staigi em uma área de Floresta Atlântica no Nordeste do Brasil. Foram formuladas as seguintes hipóteses: a riqueza e abundância desses besouros é maior na estação chuvosa; há diferença na composição de espécies entre as estações; Canthon staigi é um eficiente dispersor secundário de sementes pequenas. As seis coletas de besouros e sementes foram realizadas no Refúgio da Vida Silvestre Mata do Buraquinho, sendo três durante a estação seca e três na chuvosa, em 2018. Foram utilizados 40 pitfalls, iscados com fezes humanas e baço bovino apodrecido para besouros e dez coletores (1x1m) para chuva de sementes. Sementes e besouros foram triados e apenas os indivíduos da espécie C. staigi foram mantidos vivos para os testes em laboratório. Os dados de abundância e riqueza entre as estações foram comparados utilizando ANOVA um fator. Cinco testes de dispersão secundária de sementes foram realizados no Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação – LEAC-UFPB. Para isso, as sementes, previamente classificadas em quatro classes de tamanho, foram inseridas em porções de 15g de fezes bovinas frescas e dispostas em cada um dos dez terrários. Os terrários foram adaptados em bandejas plásticas (43 x 30 x 8cm) com terra, cada uma contendo cinco besouros. Foram feitos os registros de quantidades de bolas com ou sem sementes. Também foi feita a observação dos tipos de movimentos horizontal ou vertical. Dos 1.184 indivíduos coletados de nove espécies, foram registrados 756 (63,9%) das nove espécies para a estação chuvosa e 428 (36,2%) de seis espécies para a seca, sendo encontrada diferença significativa tanto na abundância quanto na riqueza entre as estações. Canthon staigi foi a espécie mais abundante em ambas as estações, sendo Canthon sp., Coprophanaeus ensifer e Coprophanaeus cyanescens registrados apenas na estação chuvosa, o que indica que houve diferença na composição das espécies nas estações. Em 107 bolas de fezes produzidas, foi registrado deslocamento de 42 bolas com sementes e dessas, foi registrado 91% da dispersão de sementes pequenas (< 6 mm). De acordo com tais resultados, pode-se concluir que a riqueza e abundância dos besouros escarabeíneos são maiores na estação chuvosa e que a composição dessas espécies é diferente entre as estações seca e chuvosa. Além disso, conclui-se também que Canthon staigi é um dispersor de sementes pequenas e médias pode atuar diretamente nos processos de sucessão ecológica, dessa forma contribuindo para estudos de conservação da biodiversidade, em especial em ecossistemas tropicais.
  • HIGOR LUIZ ARAÚJO DE MESQUITA
  • Evolução cariotípica de roedores Sigmodontinae da Ameria do Sul
  • Orientador : PEDRO CORDEIRO ESTRELA DE ANDRADE PINTO
  • Data: 23/07/2019
  • Hora: 14:00
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  • ANDERSON DA SILVA COUTINHO
  • Parasitos Metazoários de Oligoplites palometa (Cuvier, 1832)(Perciformes: Carangidae) no litoral de Cabedelo, Paraíba, Brasil
  • Orientador : ANA CAROLINA FIGUEIREDO LACERDA
  • Data: 28/06/2019
  • Hora: 14:00
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  • MAYARA DANTAS GUIMARÃES BELTRÃO
  • Mamíferos terrestres não voadores em remanescentes de Mata Atlântica da Paraíba: ilhados num mar de cana-de-açúcar?
  • Data: 27/06/2019
  • Hora: 09:00
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  • A mudança no uso do solo é uma das principais problemáticas tanto na gestão da paisagem quanto na biologia da conservação. Essas modificações geralmente resultam em fragmentação e perda de habitat, que exercem uma cascata de efeitos nas paisagens, com alterações na estrutura física e funcional que influenciam no estabelecimento e manutenção de populações e comunidades. A porção nordeste da Mata Atlântica (MA), conhecida como o Centro de Endemismo de Pernambuco (CEPE), é um hotspot de biodiversidade da Mata Atlântica e a segunda maior produtora de cana-de-açúcar no mundo. Sabe-que que essa matriz traz impactos negativos para a fauna de mamíferos, mas pouco se conhece sobre seus efeitos no CEPE. O objetivo da tese foi fornecer um diagnóstico tanto a nível de população quanto de comunidades dos mamíferos terrestres nos fragmentos e verificar a permeabilidade das espécies na cana-de-açúcar e seu efeito sobre a conectividade da paisagem. Especificamente, estimamos a riqueza e abundância, verificamos parâmetros populacionais, testamos variáveis da paisagem e espécie-específicas como determinantes da riqueza. Finalmente, mapeamos os fragmentos prioritários para conservação. Registramos uma riqueza de 16 espécies para pequenos mamíferos e a mesma riqueza para mamíferos de médio porte, sendo Didelphis albiventris e Dasyprocta iackii as espécies mais representativas para pequenos e médios, respectivamente. Para pequenos mamíferos a riqueza registrada foi igual ou superior a encontrada na MA do sudeste que tem menor nível de fragmentação, o que nos leva a duas hipóteses: a riqueza do CEPE para este grupo era ainda maior e/ou que estamos sofrendo um débito de extinção. Essa última é apoiada pela baixa abundância das espécies, cinco delas com apenas um registro no fragmento, bem como pela tendência ao declínio populacional como demonstrado pelos parâmetros populacionais disruptivos de Marmosa murina. Para os mamíferos de médio porte, observamos também uma baixa abundância em todos os fragmentos e o desaparecimento de 30-40% das espécies esperadas de mamíferos de médio porte na região, com perdas de até 75% por fragmento. Esses resultados confirmam as recentes estimativas de defaunação da Mata Atlântica, destacando o Nordeste com as maiores taxas do bioma. As covariáveis guildas tróficas, abundância de cães domésticos e peso corporal foram importantes preditores no padrão de riqueza de espécies de mamíferos de médio porte. A matriz de cana-de-açúcar foi permeável apenas para quatro espécies de pequenos mamíferos e três de mamíferos de médio porte, sendo determinante na diminuição da conectividade funcional da paisagem. A conectividade funcional não exerceu qualquer efeito sobre o padrão de riqueza e abundância dos pequenos mamíferos, provavelmente porque esses estão “ilhados” nos fragmentos como consequência da baixa permeabilidade da matriz. Além da perda de espécies, registramos perda de funcionalidade, evidenciada pela covariável guilda trófica como um dos determinantes que mais pesou no modelo, além da ausência completa de guildas especializadas, como carnívoros e herbívoros, em alguns fragmentos, resultando em uma floresta funcionalmente “meio vazia” com severas consequências biológicas pela perda dos serviços ecossistêmicos prestados pelas espécies ausentes. Nesse cenário, recomendamos o aumento da conectividade funcional através de stepstones especialmente nas unidades composicionais dos fragmentos que mapeamos como prioritários.
  • VICTOR MONTENEGRO MARCELINO
  • Evolução dos genes Hox anteriores e a diversidade dos arquétipos metazoários
  • Orientador : SAVIO TORRES DE FARIAS
  • Data: 07/06/2019
  • Hora: 14:00
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  • FELIPE DE MEDEIROS MAGALHAES
  • Filogeografia e limite específico do complexo Leptodactylus latrans de espécies (Amphibia, Anura, Leptodactylidae) na América do Sul
  • Data: 31/05/2019
  • Hora: 13:00
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  • O grupo Leptodactylus latrans de espécies (Anura: Leptodactylidae) compreende táxons morfologicamente crípticos com ampla distribuição na América do Sul (da Venezuela até o norte da Argentina, leste dos Andes), ocorrendo em todos os biomas brasileiros e ao longo de um gradiente altitudinal variando desde 0 à ~1500m de altitude. A delimitação das espécies desse grupo é historicamente problemática devido, principalmente, a ampla distribuição geográfica e a existência de possíveis sintopias entre espécies sem caracteres morfológicos diagnósticos discretos (por exemplo, L. latrans/chaquensis/macrosternum). Ainda, a falta de dados moleculares e acústicos também dificulta uma melhor compreensão acerca dos limites específicos e da diversidade existente neste grupo. Com isso, o objetivo da presente tese é: 1 – delimitar de forma integrativa (utilizando múltiplas fontes de evidência) o limite específico das espécies do complexo Leptodactylus latrans; 2 – investigar cenários de diversificação para o grupo. Para tanto, montei um extenso banco de dados incluindo informações genéticas (717 espécimes sequenciados e seis marcadores moleculares, sendo dois mitocondriais e quatro nucleares), morfométricas (com 811 indivíduos mensurados) e acústicas (gravações para todas as espécies) abrangendo toda a potencial distribuição geográfica do grupo. Dentre os principais resultados, proponho a ampla distribuição de L. macrosternum na América do Sul, suportada pela ausência de estruturação filogeográfica (linhagem geneticamente coesa). Em contrapartida, dados moleculares, acústicos e morfológicos corroboram a existência de quatro linhagens com alta divergência genética e padrão geográfico coerente (incluindo a linhagem nominal L. latrans). Portanto, restrinjo a ocorrência de L. latrans para a Mata Atlântica costeira do Brasil (norte de São Paulo à Bahia), proponho a revalidação de uma espécie e descrevo duas novas espécies para o grupo. Por fim, reforço a importância da abordagem integrativa para resolução taxonômica de táxons morfologicamente crípticos e amplamente distribuídos, demonstrando que o conhecimento acerca dos padrões de diversidade de espécies na região neotropical ainda é depreciado.
  • RICARDO MARQUES DA SILVA
  • Filogeografia, limites específicos e história evolutiva de duas espécies de anuros no domínio da Caatinga
  • Data: 29/05/2019
  • Hora: 13:00
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  • Desvendar os padrões e processos de diversificação da biota Neotropical tem sido o desafio de biogeógrafos há décadas. Com a ascensão de métodos moleculares, a filogeografia é um poderoso método que alia dados genéticos e a biogeografia dos organismos. Dentre a herpetofauna, a dependência aquática e baixa capacidade dispersiva são requisitos atríbuídos como justificativa para anfíbios não possuírem ampla distribuição. Neste contexto, espécies biologicamente distintas, mas com distribuição similar podem responder diferentemente aos mesmos processos histórico-demográficos e barreiras ambientais. Assim, utilizamos inferências filogeográficas para comparar a história evolutiva de Corythomantis greeningi e Rhinella jimi na Caatinga e áreas adjacentes. Reunimos amostras de tecido cobrindo toda a distribuição de ambas as espécies e utilizamos abordagem multilocus, sequenciando genes mitocondriais e nucleares (cinco para C. greeningi e quatro para R. jimi). Utilizamos reconstruções genéticas, histórico-demográficas e modelagem de nicho ecológica para ambas as espécies. Obtivemos 98 sequências para C. greeningi e 135 para R. jimi. A reconstrução Bayesiana de árvore mitocondrial recuperou estruturação somente para C. greeningi, associada a Cadeia de Montanhas do Espinhaço. O assinalamento populacional recuperou três populações para C. greeningi com compartilhamento de haplótipos entre duas delas, enquanto que R. jimi recuperou somente uma população amplamente distribuída. Testamos as populações de C. greeningi através de métodos coalescentes de delimitação (BPP) e verificamos que a população associada ao Espinhaço é uma nova espécie de Corythomantis. A mesma análise atestou a validade taxonômica de R. jimi, mas reconstruções haplotípicas mostraram compartilhamento de haplótipos entre R. jimi e duas espécies filogeneticamente próximas: R. marina e R. diptycha. Testamos seis cenários de diversificação com computação Bayesiana aproximada para Corythomantis e o melhor modelo indica divergência da nova espécie no início do Plioceno, e expansão populacional e fluxo gênico entre as populações de C. greeningi. Inferências histórico-demográficas mostraram alterações populacionais também em R. jimi durante o Pleistoceno. Por fim, descrevemos uma nova espécie de Corythomantis restrita à Cadeia do Espinhaço. A nova espécie difere substancialmente de C. greeningi geneticamente, morfologicamente e acusticamente.
  • BRUNO DE FREITAS XAVIER
  • Flutuações climáticas do Quartenário e a distribuição de Pipridae: Influência na diversificação do gênero Machaeropterus
  • Orientador : HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 28/05/2019
  • Hora: 13:00
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  • ANTONIO CARLOS SILVA SILVINO
  • Taxonomia, Sistemática filogenética e Inferências Biogeográficas da Família Zalmoxidae ( Opiliones:Laniatores) no Brasil
  • Orientador : MARCIO BERNARDINO DA SILVA
  • Data: 30/04/2019
  • Hora: 14:00
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  • CLAUDILEIDE PEREIRA DOS SANTOS
  • Uso alimentar de animais silvestres por estudantes de terras indígenas da Paraíba
  • Data: 30/04/2019
  • Hora: 13:30
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  • Animais cinegéticos e recursos pesqueiros compõem a dieta de diversas comunidades, muitas vezes representando a única fonte protéica disponível. Conhecer os fatores relacionados a este consumo torna-se importante na formulação de práticas de sustentabilidade e no manejo ambiental. O presente estudo teve como objetivo de registrar e analisar os fatores relacionados ao consumo de carne silvestre pelos estudantes viventes em terras da etnia Potiguara, no litoral norte da Paraíba. Para isto, foram aplicados questionários à 843 alunos em escolas distribuídas pelas terras indígenas da região. Hipotetizamos que o consumo e a preferência por carnes de animais domésticos é superior à carne de animais silvestres e que o consumo de animais cinegéticos e de recursos pesqueiros está relacionado ao tipo de ocupação dos pais e localização das aldeias. Para testamos tais hipóteses utilizamos as seguintes análises: teste qui-quadrado, teste de Mann- Whitney, modelos lineares generalizados e análises de ordenação. Nossos resultados mostraram que o consumo e a preferência por carne de animais domésticos são superiores ao de animais silvestres. Porém, a carne de animais silvestres é um recurso alimentar importante para os estudantes e para suas famílias sendo relacionado à ocupação dos pais dos estudantes e à localização das aldeias. Desta forma, os animais silvestres desempenham papel importante para este povo e possivelmente a presença de uma área de proteção ambiental é essencial para a manutenção da biodiversidade utilizada por este povo.
  • ANA MÁRCIA BARBOSA DA SILVA
  • Interação Cupim - Líquen em Ecossistema Semiárido do Nordeste brasileiro
  • Orientador : ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 28/03/2019
  • Hora: 09:00
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  • ISRAEL SOARES DA SILVA
  • Input de nutrientes via revoada de térmitas em um ecossistema semiárido do Nordeste brasileiro
  • Orientador : ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 01/03/2019
  • Hora: 15:00
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  • AIARA PONCE DE LEON RIBEIRO CARDOSO
  • O Efeito da complexidade estrutural de naufrágios sobre a diversidade de peixes
  • Data: 28/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Um dos principais objetivos da ecologia é compreender como a heterogeneidade espacial determina padrões de diversidade e composição de espécies. Estudos têm demonstrado relação positiva entre heterogeneidade ambiental e diversidade, mas evidências em ecossistemas marinhos são controversas e escassas em termos de como essa relação é mediada pela heterogeneidade espacial e o período do dia. Na presente pesquisa utilizamos comunidades de peixes de quatro naufrágios do Atlântico Sudoeste para avaliar se as relações positivas entre heterogeneidade e diversidade (HDR) são válidas para esses organismos móveis e se as relações enfraquecem ao anoitecer, quando grande parte da comunidade de peixes busca refúgio, potencialmente favorecendo a diversidade em locais mais complexos. Amostramos peixes em três habitats com complexidade estrutural contrastante (alta, baixa e controle), ao longo do dia e da noite, e empregamos duas abordagens complementares de diversidade: a partição da diversidade gama em componentes alfa e beta independentes (abordagem de Jost) e a partição da diversidade beta em componentes de turnover e nestedness (abordagem de Baselga). Registramos 5005 peixes pertencentes a 76 espécies e 31 famílias. Como esperado, a diversidade alfa média de espécies raras (0D) duplicou do controle para áreas de alta complexidade e diminuiu pela metade do dia para a noite. A diversidade de espécies típicas (1D) foi duas vezes maior nas áreas de alta complexidade do que nas áreas controle, mas não diminuiu à noite. Complexidade e período do dia não demonstraram efeito significativo sobre a diversidade de espécies dominantes (2D). As relações entre complexidade e diversidade alfa não foram enfraquecidas durante a noite. A diversidade beta das três ordens de diversidade diferiu significativamente de 1 (recife totalmente homogêneo), indicando que a complexidade regula os padrões de diversidade beta. Este efeito foi consistente em ambos os períodos do dia, contrariando expectativas de menor influência da complexidade à noite. O componente turnover da diversidade beta foi consistentemente maior que o nestedness no dia e na noite (2,8 e 1,9 vezes, respectivamente). Nossos resultados corroboram a HDR positiva para a diversidade de espécies raras e típicas. As espécies dominantes também respondem à heterogeneidade substituindo-se pelo gradiente de complexidade, mas não se tornando mais numerosas em áreas de alta complexidade. Mudanças do período do dia não afetaram a força da HDR, revelando um papel ininterrupto da heterogeneidade ambiental sobre as comunidades de peixes. A preservação de habitats heterogêneos, como naufrágios estruturalmente complexos, é fundamental para a conservação da diversidade de peixes marinhos.
  • ANTHONY RUFINO BESSA
  • Protocolo de Criação e Aspectos Comportamentais de Canthon Staigi (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae)
  • Orientador : CELSO FEITOSA MARTINS
  • Data: 28/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • EMANUELLY FÉLIX DE LUCENA
  • EFEITOS EM CURTO PRAZO DAS VARIÁVEIS CLIMÁTICAS SOBRE A REVOADA DE ALADOS DE TÉRMITAS CAPTURADOS POR ARMADILHAS NÃO ATRATIVAS
  • Data: 25/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Alados de térmitas são os principais responsáveis pela fundação de novas colônias e ampliação das áreas de distribuição das espécies. Suas revoadas são resultado de diversas respostas comportamentais complexas, influenciadas inclusive por padrões climáticos regionais. Com base nisso, objetivou-se relacionar a ocorrência destes eventos de revoada com variáveis ambientais em uma área de Caatinga, no Estado da Paraíba, Nordeste do Brasil. A amostragem de alados foi realizada por meio de 40 bandejas distribuídas em um transecto de 2.300 metros, durante 12 meses. Para evitar multicolinearidade entre as variáveis preditoras, uma PCA (Principal Componente Analysis) foi realizada com 12 variáveis meteorológicas, das quais cinco foram selecionadas. As análises foram feitas diariamente ao longo de 40 dias, por família e subfamília: Rhinotermitidae e Termitidae (Apicotermitinae, Nasutitermitinae e Termitinae), através do GLM (Generalized Linear Model). As revoadas aconteceram de dezembro/2017 a abril/2018. Pressão atmosférica, umidade do solo, temperatura e densidade do ar apresentaram efeitos significativos sobre as revoadas, variando de acordo com cada grupo. Rhinotermitidae revoou principalmente em resposta a diminuições na pressão atmosférica, enquanto a maioria dos Termitidae a menores temperaturas e valores intermediários de umidade do solo. Os voos de Apicotermitinae também apresentaram relação negativa com a densidade do ar. As revoadas aconteceram aparentemente como resultado da influência de um complexo de variáveis ambientais que, em sinergismo ou isoladamente, geraram condições mais propícias para a ocorrência dos voos.
  • BRUNA CAROLLINE HONÓRIO LOPES
  • Identificação do mecanismo de resistência a multixenobióticos (MXR) em Collembola (Arthropoda, Hexapoda)
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • A classe Collembola compreende um grupo de pequenos artrópodes, podendo variar de 0,12 mm a 12 mm, considerados como hexápodes basais, entognatos e ápteros. São utilizados como indicadores de perturbação e de qualidade do solo e são eficientes indicadores da qualidade do ambiente, uma vez que respondem rapidamente às alterações ambientais. A espécie Folsomia candida é considerada a espécie padrão para testes ecotoxicológicos, porém, a investigação de espécies nativas pode representar uma abordagem interessante. O objetivo do presente trabalho foi identificar a atividade do Mecanismo de Resistência à Multixenobióticos (MXR) no intestino de 3 espécies nativas e amplamente distribuídas no país: Trogolaphysa sp., Cyphoderus similis e Cyphoderus innominatus. O mecanismo MXR, já identificado em diversos filos animais, se localiza em epitélios em contato com o meio externo e utiliza proteínas transportadoras para eliminação de contaminantes. Para encontrar a atividade do mecanismo, foram realizados ensaios in vitro do acúmulo do fluorescente rodamina-B na presença do cloridrato de verapamil, um conhecido inibidor da P-gp (glicoproteína P), e do MK571, um conhecido inibidor da MRP (multdrug related protein), ambas bombas de efluxo relacionadas ao mecanismo MXR. O ensaio do acúmulo de rodamina-B, também foi realizado na presença de um metal pesado, o cádmio, para investigar a interação desse metal com o mecanismo MXR. Nossos resultados indicam a atividade de bombas de efluxo no intestino das três espécies de Collembola (C. similis, C. innominatus e Trogolaphysa sp.), sendo estas bombas a base do Mecanismo de Resistência à Multixenobióticos (MXR). Encontramos ainda que, em C. similis e Trogolaphysa sp. a atividade do mecanismo aumenta em resposta à uma concentração muito baixa de um metal pesado amplamente encontrado em solos contaminados, o cádmio.
  • JUAN PABLO ZURANO
  • Tempo e Modo de Evolução em Cetartiodactyla
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • KARINA DOS SANTOS PACHECO
  • Estudo taxonômico da família Cardiidae Lamarck, 1809 ( mollusca, Bivalvia) na costa do Brasil
  • Orientador : MARTIN LINDSEY CHRISTOFFERSEN
  • Data: 22/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • JESSE MIRANDA DE FIGUEIREDO FILHO
  • Revisão Taxonômica das espécies do gênero Centropomus Lacepéde, 1802 ( Perciformes, Centropomidae) no Atlântico Ocidental
  • Data: 21/02/2019
  • Hora: 09:00
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  • O gênero Centropomus Lacépède, 1802 contém 12 espécies, comumente chamadas de robalos. Estes peixes habitam águas tropicais e subtropicais, e podem ser encontrados em ambientes de oceano, estuário, fluvial, e mangues. As espécies do gênero estão distribuídas no Oceano Atlântico Ocidental e Pacífico Oriental. As seis espécies nominais de Centropomus registradas no Atlântico Ocidental são: Centropomus undecimalis (Bloch, 1792); C. poeyi Chávez, 1961; C. parallelus Poey, 1860; C. pectinatus Poey, 1860; C. ensiferus Poey, 1860. O objetivo do trabalho consistiu em revisar a taxonomia das espécies do gênero Centropomus distribuídas ao longo do Atlântico Ocidental, esclarecer a identidade das espécies do gênero, redefinir suas diagnoses, descrições, e distribuição geográfica. Foram analisados 336 espécimes, depositadas em oito Coleções Científicas. O estudo foi baseado em caracteres de morfologia externa com análises morfométricas lineares e geométricas. Foram utilizados 48 caracteres da morfologia externa, dos quais 13 são merísticos, 3 de disposição espacial e 32 são medidas lineares. A forma e tamanho do corpo foi analisada através de análises da morfometria geométrica bidimensional da vista lateral de 185 espécimes. Baseado em padrões de combinação de caracteres e medidas analisadas, foram reconhecidas seis espécies do gênero Centropomus distribuídas no Atlântico Ocidental: C. undecimalis, C. sp., C. parallelus, C. ensiferus, C. pectinatus e C. poeyi. O nome C. mexicanus é considerado sinônimo de C. parallelus, e C. sp., endêmica do Norte do Brasil, é reconhecida e descrita. São apresentados informações sobre material tipo, diagnose, descrição, distribuição, e comentários taxonômicos para cada táxon. Também é apresentada uma chave dicotômica para as espécies do gênero Centropomus do Atlântico Ocidental.
  • ANA LUISA ARAÚJO DE AMORIM
  • Distribuição espaço-temporal e ecologia trófica de Stellifer brasiliensis (Perciformes, Scianidae) na zona de arrebentação de duas praias adjacentes ao estuário do Rio Paraíba, PB, Brasil
  • Data: 20/02/2019
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo avaliou a influência espacial e temporal (ciclo sazonal e lunar) na distribuição e dieta das fases ontogenéticas (juvenil, subadulto e adulto) de Stellifer brasiliensis nas praias de Costinha e Miramar, Nordeste do Brasil. Para isso foram realizados arrastos mensais de maio de 2014 a abril de 2015 na zona de arrebentação de ambas as praias. Essas praias foram escolhidas, pois possuem diferentes graus de influência da pluma estuarina. Em maio e junho de 2014 foram conduzidos arrastos semanais de acordo com as fases da lua na praia de Miramar. A distribuição e a dieta de S. brasiliensis variaram espacialmente. Temporalmente, a distribuição foi influenciada pelo ciclo sazonal com nenhuma influência do ciclo lunar, enquanto que a dieta teve influência das duas escalas de tempo testadas. A variação na distribuição de S. brasiliensis foi regida pela turbidez, os indivíduos preferem habitats menos turvos e, por isso, sua abundância foi significativamente maior em Miramar. No geral, a dieta de S. brasiliensis foi composta predominantemente por crustáceos, principalmente Gammaridea e Calanoida. Variações na guilda alimentar da espécie foram observadas à medida que houve mudança de fase ontogenética. Juvenis consumiram principalmente presas zooplanctônicas e os subadultos e adultos presas bentônicas. Uma possível sobreposição alimentar na ingestão de Calanoida e Gammaridea foi observada em ambas as análises temporais, principalmente entre juvenis e subadultos. As zonas de arrebentação das praias de Costinha e Miramar são importantes principalmente durante as fases iniciais do ciclo de vida de S. brasiliensis funcionando como áreas de alimentação e berçário para a espécie. A ocorrência de microplásticos nos estômagos das três fases ontogenéticas enfatiza a necessidade de uma gestão mais eficiente dessas praias que são utilizadas durante grande parte do ciclo de vida dessa e de várias outras espécies.
2018
Descrição
  • MATILDE VASCONCELOS ERNESTO
  • INFLUÊNCIA DE FATORES AMBIENTAIS E ESPACIAIS SOBRE AS TAXOCENOSES E NINHOS CONSPÍCUOS DE TÉRMITAS (BLATTODEA: ISOPTERA) EM UM GRADIENTE LONGITUDINAL
  • Data: 30/11/2018
  • Hora: 14:30
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  • Alterações na riqueza de espécies, abundância e composição das taxocenoses devido às alterações de variáveis ambientais e espaciais em diferentes habitats são comuns e inerentes aos táxons. Os térmitas são insetos eussociais considerados engenheiros do ecossistema e seus ninhos conspícuos são elementos marcantes da composição estrutural dos ecossistemas tropicais. Nosso estudo almejou relacionar as variáveis ambientais e espaciais à distribuição das taxocenoses e ninhos conspícuos de térmitas em áreas de Mata Atlântica e Caatinga ao longo de um gradiente longitudinal de 500 km. Foram investigadas oito áreas distribuídas na Paraíba, as quais tiveram dados espaciais (latitude, longitude e altitude) e ambientais (clima, composição física e química do solo e estrutura da vegetação) coletados. Para o inventário faunístico, foram amostradas 30 parcelas de 5x2m, totalizando 300m² por área. Os ninhos conspícuos foram analisados a partir de seis parcelas de 65x20m por área. Foram construídos modelos lineares de efeitos mistos e modelos lineares generalizados mistos. Setenta morfoespécies de térmitas foram registradas, pertencentes a 28 gêneros e três famílias. Doze espécies foram construtoras de ninhos conspícuos, sendo nove de ninhos arborícolas e três de epígeos. A estrutura da vegetação (cobertura de dossel e quantidade de serapilheira) foi um preditor importante para a distribuição das taxocenoses e ninhos conspícuos de térmitas. A vegetação atua diretamente na disponibilidade de recursos e estabilidade do ambiente. A precipitação e a temperatura máxima influenciaram algumas variáveis dependentes analisadas, como a riqueza de espécies total, riqueza de espécies de Syntermitinae e do grupo trófico III, bem como a densidade de ninhos conspícuos. Essas variáveis, juntamente com evapotranspiração, estão estreitamente relacionadas com a produtividade primária líquida (PPL), a qual pode influenciar diretamente a distribuição dos térmitas. Alguns componentes do solo (como pH, teor de Al+3 e Mg+2) foram preditores importantes para o grupo trófico III, Apicotermitinae e Syntermitinae. Outros componentes, como teor de N e P, foram preditores importantes para o volume e densidade de ninhos conspícuos, respectivamente. De forma geral, os térmitas consumidores de solo são muito mais vulneráveis às flutuações no microclima os quais estão inseridos. A longitude foi um importante preditor da riqueza de espécies de térmitas construtores e promoveu alguma influência também sobre a composição de espécies. Essa variável engloba vários outros fatores, e pode também pode se relacionar com a produtividade primária líquida. Duas espécies construtoras foram verificadas com ampla distribuição: Microcerotermes indistinctus e Nasutitermes corniger. Ninhos de M. indistinctus sofreram influência do teor de areia do solo e da longitude, enquanto ninhos de N. corniger não sofreram influência de nenhuma das variáveis testadas. Kalotermitidae, Rhinotermitidae e Termitinae também não apresentaram relações significativas com nenhuma das variáveis preditoras testadas, o que pode sugerir que são fatores históricos que determinaram a distribuição desses táxons e de ninhos de N. corniger ou há a influência de outra variável preditora não testada no presente estudo. Além disso, no presente estudo, foi realizado um levantamento das espécies de térmitas na Paraíba. Foram verificadas 54 espécies (com status taxonômico definido) para o estado. Os maiores números de espécies de térmitas já registrados para a Mata Atlântica e Caatinga em todo o Brasil, para uma única área, foram verificados em dois dos fragmentos estudados na Paraíba. Esses resultados destacam a relevância da termitofauna encontrada no estado da Paraíba em comparação com outras áreas no nordeste do Brasil.
  • DANIEL ORSI LARANJEIRAS
  • Diversidade, Ecomorfologia e Estrutura de Taxocenoses de Serpentes Neotropicais
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 28/09/2018
  • Hora: 14:00
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  • Nós investigamos a influência do ambiente nos padrões de diversidade e estrutura filogenética de taxocenoses de serpentes neotropicais. Para tanto, foram utilizados dados de presença de espécies em 41 taxocenoses distribuídas em quatro biomas brasileiros, sendo dois biomas de formação florestal e dois biomas de formação aberta. As taxocenoses foram comparadas quanto a riqueza, diversidade filogenética e estrutura filogenética, com o intuito de verificar se taxocenoses de ambientes similares apresentariam padrões semelhantes, e se biomas florestais, por serem mais estruturados verticalmente, exibiriam maior riqueza, diversidade filogenética e uma estrutura filogenética dispersa. A composição de espécies demonstrou estar mais relacionada com os biomas, do que com o tipo de formação, com as taxocenoses se agrupando de acordo com o bioma em que está inserida. Os biomas florestais apresentaram riqueza e diversidade filogenética maiores. Entre os biomas florestais, apesar de ambos apresentarem valores altos de riqueza, os padrões de diversidade e estrutura filogenética exibiram comportamento distintos. A Amazônia tende a apresentar uma diversidade filogenética maior que o esperado ao acaso, com padrão de estrutura filogenética dispersa, enquanto a Mata Atlântica tende a apresentar uma diversidade filogenética menor do que a esperada ao acaso, com padrão de estruturação filogenética mais agrupada. Já para os biomas abertos, houve uma grande diferença quanto aos valores de riqueza, com o Cerrado apresentando uma riqueza mais do que duas vezes maior que a Caatinga. Porém, para ambos os biomas, a grande maioria das taxocenoses apresentam padrões de diversidade e estrutura filogenética aleatória. Assim, se por um lado, a nível de bioma, os resultados corroboram com a hipótese de similaridade entre taxocenoses em ambientes semelhantes, por outro, a nível de formação, os resultados a contradizem, com os biomas florestais apresentando padrões opostos principalmente no que se refere a estrutura filogenética.
  • ALANE AYANA VIEIRA DE OLIVEIRA COUTO
  • Térmitas em fragmentos de Floresta Atlântica: estrutura das taxocenose, variabilidade genética e efeitos da matriz de cana-de-açúcar sobre o isolamento de populações
  • Data: 25/07/2018
  • Hora: 14:00
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  • Os termitas (Blattodea: Isoptera) sao abundante em florestas tropicais e elementos importantes dentro da dinamica dos processos ecologicos relacionados ao fluxo de energia e ciclagem de nutrientes. A Floresta Atlantica e uma das maiores florestas tropicais do planeta e abriga entre 1% e 8% da biodiversidade mundial. Apesar disso, tem sofrido extensivamente com a fragmentacao ambiental, que em grande parte se deve a expansao das fronteiras agricolas. Este trabalho teve como objetivo analisar o efeito da fragmentacao do habitat sobre a estrutura das taxocenoses e diversidade genetica de populacoes de termitas e a influencia da matriz de canade-acucar sobre o isolamento das populacoes em fragmentos de Floresta Atlantica no Nordeste do Brasil. A tese esta dividida em 4 capitulos. A saber: (1) Introducao geral; (2) Compartilhamento de termitas (Blattodea: Isoptera) entre matrizes de cana-de-acucar e fragmentos de Floresta Atlantica, NE, Brasil, cujo objetivo foi comparar as taxocenoses de termitas de fragmentos de Floresta Atlantica com a das matrizes de cana-de-acucar que os circundam. A riqueza de especies, abundancia relativa e composicao de especies foram significativamente diferentes entre as florestas e matrizes, com a presenca de especies exclusivas em cada ambiente. A maioria das especies encontradas na matriz nao provoca danos a cultura, pelo contrario, podem atuar nos processos de decomposicao e formacao dos solos, contribuindo para o aumento da produtividade; (3) Termitas em Fragmentos de Floresta Atlantica circundados por canaviais: influencia de atributos da paisagem, dos fragmentos e da vegetacao sobre a estrutura das taxocenoses, cujo objetivo foi investigar a influencia dos atributos da paisagem, dos fragmentos e da vegetacao sobre a estrutura das taxocenoses de termitas em fragmentos de Floresta Atlantica inseridos em uma matriz de cana-de-acucar no Nordeste do Brasil. A estrutura funcional das taxocenoses foi semelhante entre os fragmentos. Nem a riqueza e o numero de encontros de termitas foram explicados pelas variaveis da paisagem, dos fragmentos e nem da vegetacao, mas a composicao de especies foi positivamente correlacionada com o formato do fragmento. Conclui-se que e possivel criar um cenario em que os remanescentes florestais se mantenham funcionalmente conectados sendo capazes de sustentar uma alta diversidade mantendo servicos e funcoes ecossistemicas; (4) Efeito da fragmentacao ambiental sobre Embiratermes neotenicus (Termitidae: Syntermitinae) em uma paisagem de Floresta Atlantica no Nordeste do Brasil, cujo objetivo foi investigar se a fragmentacao pelo cultivo de cana-de-acucar afetou a diversidade genetica de populacoes de E. neotenicus em 14 fragmentos florestais. Nao houve relacao entre a variabilidade genetica e as caracteristicas dos fragmentos. Houve baixa estruturacao genetica ao nivel populacional, o que pode ser explicado pela grande longevidade das colonias, o que permite diversos eventos de dispersao e colonizacao de fragmentos, e que e facilitado pelo carater sazonal da matriz de cana-de-acucar.
  • ANA CLAUDIA FIRMINO ALVES
  • Diptera Caliptratae da Caatinga e Mata Atlântica: efeito de variáveis ambientais e espaciais e checklist dos Sarcophagidae
  • Orientador : ANTONIO JOSE CREAO DUARTE
  • Data: 21/06/2018
  • Hora: 14:00
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  • AILA SOARES FERREIRA
  • Diversidade e distribuição de Collembola (Arthropoda, Hexapoda) no estado da Paraíba, Brasil: a influência dos fatores ambientais e especiais e a descrição do novos táxons
  • Data: 15/06/2018
  • Hora: 14:00
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  • Um dos principais objetivos das pesquisas em biodiversidade é compreender os padrões de distribuição das espécies, identificando as escalas em que os processos ecológicos ocorrem. O objetivo desse estudo foi caracterizar as taxocenose de Collembola em áreas de Caatinga e de Mata Atlântica na Paraíba, avaliando como as características espaciais e ambientais influenciam a riqueza de espécies, abundância de indivíduos e composição da fauna; e avaliar o desempenho e complementaridade de três métodos de coleta da fauna edáfica de Collembola; bem como, descrever possíveis espécies novas. O estudo foi desenvolvido em oito áreas no estado da Paraíba. As coletas foram realizadas no período chuvoso, em cada área foram selecionados 10 pontos distantes no mínimo 100m um do outro. A captura dos espécimes foi realizada com o auxílio do aspirador entomológico, armadilhas de queda (pitfall traps) e extrator de Winkler. Para a avaliação da estatística dos dados foi realizada a análise de Redundância Parcial (pRDA) com particionamento aditivo para determinar a influência relativa das variáveis ambientais e espaciais sobre a composição da taxocenose de Collembola. O escalonamento multidimensional não-métrico (NMDS) foi utilizado para descrever e interpretar os principais gradientes de influência sobre a composição das taxocenoses de Collembola. Para verificar a complementariedade das metodologias de coleta da fauna de Collembola foram realizados NMDS para áreas de floresta úmida e seca e uma análise de variância permutacional não paramétrica (PERMANOVA) entre os métodos. Foram coletados um total de 28.382 indivíduos de colêmbolos, distribuídos em 69 espécies, 37 gêneros e 13 famílias. As variáveis ambientais e espaciais explicaram 68% da variação da composição da fauna de Collembola, sendo 28% explicada pela componente ambiental, 12% pelo componente espacial e 28% pelo componente compartilhado. O NMDS mostrou dois grupos distintos, formado pelas áreas de floresta úmida e o outro de floresta seca, possivelmente revelando uma falta de conectividade entre esses ambientes. Sendo assim, as variáveis ambientais estruturadas espacialmente foram determinantes na composição da taxocenose de Collembola. A armadilha de pitfall foi a metodologia com melhor desempenho em todos os parâmetros analisados, sendo indicada como método de coleta para fauna de Collembola em áreas de floresta seca e úmida. Três novas espécies do gênero Denisiella foram descritas para o Brasil. Os tibiotarsus dos machos de Denisiella apresentaram diferentes formas na sua estrutura, revelando importantes caracteres taxonômicos.
  • THAIS KUBIK MARTINS
  • Estruturação das comunidades de pequenos mamíferos não voadores no bioma Caatinga: enfoque em metacomunidades, betadiversidade e filobetadiversidade
  • Orientador : PEDRO CORDEIRO ESTRELA DE ANDRADE PINTO
  • Data: 05/06/2018
  • Hora: 09:00
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  • JESSICA PRATA DE OLIVEIRA
  • Análise filogenética da Subfamília Colochirinae (Cucumariidae: Holothuroidea)
  • Data: 29/05/2018
  • Hora: 14:00
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  • As holotúrias apresentam uma morfologia diversa, são importantes ecologicamente e possuem alto valor econômico. Entretanto o entendimento sobre a sistemática do grupo permanece controversa. Este estudo objetivou caracterizar a morfologia das espécies de holotúrias pertencentes à subfamília Colochirinae (Cucumariidae, Dendrochirotida), com ênfase nas espécies registradas para o Atlântico Ocidental, definir os caracteres morfológicos a serem utilizados na análise filogenética, testar o monofilia de Colochirinae, e verificar o relacionamento filogenético entre seus gêneros. Os resultados são apresentados nos capítulos: Revisão das espécies da subfamília análise filogenética da subfamília Colochirinae (Cucumariidae: Holothuroidea) (1), Colochirinae do Atlântico Ocidental (2) e Estudo da forma, medida e crescimento de ossículos dérmicos em Holothuroidea (3). Foram realizadas análises filgenéticas usando dados morfológicos de 61 espécies pertencentes a Colochirinae. Os caracteres estudados e selecionados para análise filogenética morlológica foram separados como: ossículos calcários, morfologia externa e interna e anel calcário, totalizando 50 caracteres, 39 binários e 11 multiestados. A análise dos dados seguiu o método henniguiano clássico, o método cladista e análise molecular. As árovres geradas mostram que diversos gêneros de Cucumariidae não são monofiléticos (ex. Colochirus, Ocnus e Trachythyone), enfatizando a necessidade de revisões a nível de gênero para melhor compreender as espécies existentes. Foram analisadas espécies de Colochirinae do Atlântico Ocidental, das quais duas são sugeridas como espécies novas. Sugerimos também a transferência da espécie Ocnus braziliensis para o gênero Parathyone. A análise de espécimes de Parathyone suspecta em diferentes fases de crescimento mostra uma base para compreensão das mudanças frequentes da morfologia e ossículos calcários em Colochirinae (Cucumariidae) ao longo do crescimento do animal, enfatizando sua importância para a distinção das espécies desde jovens a adultas. As medidas de ossículos calcários de diferentes espécies de Colochirinae apontou que o tamanho semelhante dos ossículos de espécies distintas pode indicar um relacionamento próximo entre elas, e ser uma característica a nível de gênero. Este trabalho representa a primeira revisão para os Colochirinae do Atlântico Ocidental, além de ser a primeira análise filogenética da subfamília Colochirinae.
  • RAFAELA LIMA DE FARIAS
  • Segregação espacial de macroinvertebrados bentônicos em um rio intermitente do Semiárido Brasileiro
  • Data: 28/05/2018
  • Hora: 13:00
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  • Rios de regiões secas são vistos como mosaicos de paisagens espaço-temporais que proporcionam alta heterogeneidade ambiental e influenciam fortemente os padrões de estrutura e diversidade das comunidades nas variadas escalas espaciais (ex. segmento, trecho e micro-habitat). Nesse contexto, o presente estudo buscou avaliar os padrões de estruturação das assembleias de macroinvertebrados bentônicos e caracterizar as variáveis ambientais em diferentes escalas espaciais no gradiente longitudinal do rio. Este estudo foi realizado em um rio intermiente (bacia do rio Paraíba), região semiárida do Brasil. Esta área é considerada de extrema importância biológica e identificada como prioritária para a conservação da Caatinga. A amostragem dos pedritores ambientais e comunidades biológicas foi hierárquica incluindo os três segmentos de rio (Alto PB, Taperoá e Médio PB), três trechos por segmento e três sítios por trecho, totalizando 27 locais de amostragem (poças). Para a análise de partição da diversidade foi considerada ainda a escala de microhabitats (n=81). Sendo assim, a diversidade de macroinvertebrados foi avaliada em quatro escalas espaciais distintas: segmentos de rio (β4), trechos (β3), sítios (β2) e microhabitats (β1). Os resultados apresentados mostram que a estrutura do habitat em sistemas aquáticos do semiárido brasileiro é composta por ampla diversidade de elementos que variam espaço-temporalmente e que fatores ambientais em escalas local e de bacia são importantes para a estrutura do habitat marginal. Além disso, foi observada segregação espacial das assembleias de macroinvertebrados bentônicos dependente da escala, com as escalas espaciais maiores representando as fontes de variação. Foram identificados preditores ambientais em escala local e regional que podem explicar a composição das assembleias (ex. altitude, estrutura do habitat e composição do sedimento). As análises de particionamento da diversidade reforçaram a importância de escalas espaciais mais grosseiras (β4) e a baixa importância de escalas espaciais finas (β1 e β2) para a diversidade regional no rio. Este estudo descreveu os padrões espaciais de macroinvertebrados bentônicos no contexto de heterogeneidade ambiental em um rio do semiárido. Além disso, consiste na última representação do rio Paraíba antes das modificações provocadas pelo Projeto de Transposição do Rio São Francisco, que alterou a dinâmica hidrológica (de intermitente à perenizada), com o potencial de modificar os parâmetros ambientais observados (qualidade da água, largura, profundidade, composição do sedimento e estrutura do habitat). Os dados fornecidos podem embasar pesquisas futuras que visem avaliar os impactos da obra de Transposição e, consequentemente, subsidiar medidas de gestão e conservação da bacia do rio Paraíba.
  • HANNAH LARISSA DE FIGUEIREDO LOUREIRO NUNES
  • Quiropterofauna urbana: estrutura da comunidade e avaliação da infecção por tripanossomatídeos na região metropolitana de João Pessoa, estado da Paraíba, Brasil.
  • Orientador : PEDRO CORDEIRO ESTRELA DE ANDRADE PINTO
  • Data: 28/05/2018
  • Hora: 09:00
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  • MARIANNA BARBOSA DA SILVA
  • Uso dos habitats por peixes recifais ao longo do gradiente eufótico-mesofótico
  • Data: 25/05/2018
  • Hora: 14:00
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  • Os ecossistemas recifais mesofóticos (ERM) são comunidades que são encontradas a partir dos 30-40 metros do início da zona altifótica e podem atingir mais de 300 m de profundidade. Algas calcárias, corais-negros, octocorais, esponjas e alguns corais escleractíneos dominam e formam o habitat estrutural em ERM. Embora o conhecimento sobre ERM tenha aumentado significativamente nos últimos 30 anos, ainda existem grandes lacunas, e isso ocorre, em grande parte, devido às dificuldades logísticas e financeiras. Assim, muitos aspectos sobre os ERM ainda são muito pouco conhecidos, uma vez que a maioria das pesquisas encontra-se restrita à região do Caribe e Indo-Pacífico. Assim, o presente trabalho foi dividido em dois capítulos. O primeiro capítulo trata de um levantamento sobre a conhecimento atual sobre os recifes mesofóticos no Brasil. Entre os principais resultados estão: 1) foram registrados nos ERMs brasileiros 25 espécies de elasmobrânquios, 275 peixes ósseos e 476 espécies bentônicas sésseis (234 algas, 166 esponjas e 76 cnidários zoantídeos); 2) a maior parte dos organismos construtores de recifes são algas calcárias e a espécie de coral Montastrea cavernosa; 3) as assembleias bentônicas são geralmente dominadas por esponjas, corais negros e octocorais; 4) as assembleias de peixes são compostas principalmente de peixes planctívoros e piscívoros; e 5) a sobrepesca, exploração e poluição estão entre as principais ameaças aos ERMs brasileiros. Já o segundo capítulo avaliou a composição das comunidades de peixes recifais ao longo de um gradiente de profundidade na região da Paraíba e sua relação com a composição do bentos. Diferentes assembleias de peixes foram encontradas entre 20-40 m, 40-50 m e 50-80 m de profundidade. A abundância de herbívoros diminuiu com o aumento da profundidade, enquanto a abundância de planctófagos e piscívoros apresentou o padrão oposto. A profundidade, a distância da costa e a presença de substrato consolidado foram os principais preditores das assembleias de peixes. Recifes rasos (20-40 m) eram formados principalmente por bancos de areia e macroalga (Halimeda spp.) e a faixa entre 40-80 m por substrato consolidado recoberto por macroalga filamentosa, rodolitos e esponjas. Por fim, evidências de migração ontogenética foram verificada para Lutjanus alexandrei.
  • JULIO LUSTOSA ARAUJO
  • Estrutura populacional do tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) em recifes costeiros da Paraíba, através do uso de foto-identificação
  • Data: 30/04/2018
  • Hora: 14:00
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  • O tubarao lixa, Ginglymostoma cirratum, e uma especie costeira encontrada em ambientes tropicais e subtropicais do Oceano Atlantico, frequentemente proximo a recifes, tanto coralinos quanto rochosos. A especie e tida como uma das especies de tubarao mais abundantes em regioes costeiras no Brasil, com a regiao nordeste possivelmente abrigando as maiores populacoes de tubaroes lixa. Apesar disto, a pesca e declinios populacionais resultaram na sua avaliacao como ameacada de extincao (categoria Vulneravel) no Brasil. A falta de dados basicos sobre seus aspectos populacionais dificultam a elaboracao de boas acoes de manejo, reforcando a importancia de estudos direcionados a especie. Assim, o objetivo deste trabalho foi estimar o tamanho e estrutura da populacao de tubaroes lixa em ambientes recifais costeiros na Paraiba. Tres recifes naturais e tres artificiais foram selecionados com base no conhecimento previo da ocorrencia de tubaroes lixa nestes locais. Os pontos de coleta foram amostrados entre maio de 2016 e maio de 2017. Os dados obtidos incluiram o total de tubaroes presentes durante a amostragem, o total de animais fotografados, com estimativas de comprimento total e sexo, assim como temperatura da agua e visibilidade horizontal, ambas no fundo. Fotografias da primeira nadadeira dorsal foram tiradas e imagens consideradas de alta qualidade foram utilizadas no Interactive Identification System – Contour. Estimativas do tamanho populacional foram realizadas utilizando o estimador Jolly-Seber. Dezessete tubaroes foram identificados durante 37 saidas de campo, dos quais 76% foram classificados como juvenis. Ocorreram 36 eventos de captura de 13 individuos (76% do total de tubaroes capturados) dos quais 88% eram juvenis. O estimador resultou em um limite superior populacional de cerca de 50 individuos, com a populacao sendo composta majoritariamente de tubaroes juvenis, com uma razao sexual proxima de 1:1. Os resultados apontam para uma populacao pequena, no entanto, a alta proporcao de juvenis provavelmente destaca uma tendencia amostral devido a limitacao do numero de locais amostrados, e sua baixa variacao de profundidade ja que todos estavam entre 12 – 35m. A alta taxa de recaptura enfatiza a fidelidade de sitio da especie na area de estudo, a qual somada a populacao reduzida, aumenta o seu grau de ameaca localmente. Embora os resultados sejam mais relevantes para a classe juvenil, eles reiteram a necessidade de mais estudos populacionais nesta especie ameacada de extincao, no Brasil, assim como a necessidade de acoes de conservacao focados para o tubarao lixa e seus habitats, particularmente em regioes menos estudadas e protegidas, como a Paraiba.
  • LUCAS BARBOSA DE QUEIROGA CAVALCANTI
  • Padrões globais no nicho alimentar de lagartos
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 26/03/2018
  • Hora: 14:00
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  • Consta na tese.
  • Renata Drummond Marinho Cruz
  • Comunidades de abelhas (Hymenoptera, Apidae) ao longo de um gradiente de urbanização
  • Orientador : CELSO FEITOSA MARTINS
  • Data: 28/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • FRANCIANY GABRIELLA BRAGA PEREIRA
  • Efeitos de Guerras Civis sobre as Populações de Mamíferos e na Dinâmica de Caça
  • Data: 27/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • As guerras civis geralmente coincidem com áreas de grande importância em termos de biodiversidade global e atormentam a realidade cotidiana de muitos países. Nesta pesquisa, através do conhecimento ecológico local avaliamos pela primeira vez as principais consequências de uma prolongada guerra civil sobre mamíferos de floresta e savana no Sudoeste da África, usando Angola como estudo de caso. O país é o lar de pelo menos 275 espécies de mamíferos, muitos deles historicamente caçados pelas comunidades locais antes, durante e depois da intermitente guerra civil angolana que perdurou por 27 anos (1975-2002). Também demos um maior enfoque nas principais áreas protegidas de Angola, Parque Nacional da Quiçama e Reserva de Caça da Quiçama. No Capítulo 1 ao comparar a abundância pós-guerra com a linha de base pré-guerra dos mamíferos da Quiçama, encontramos um declíneo populacional em 20 das 26 (77%) espécies de mamíferos consideradas neste estudo, com algumas espécies experimentando um declínio de até 80% na abundância da linha de base. Além disso, essa redução foi maior em paisagens de savana aberta do que em florestas, devido à maior acessibilidade e detecção de grandes presas e ao uso eficiente de projéteis de longo alcance em savanas. Mamíferos de grande porte eram os alvos preferidos e foram caçados em excesso, mas à medida que suas populações se esgotaram, a estrutura de tamanho das espécies de presas gradualmente mudou para espécies de corpo menor. Finalmente, apresentamos um diagrama de fluxo geral de como as guerras civis em países de baixa governança podem ter impactos positivos e negativos sobre as populações de vida selvagem nativa em diferentes escalas de espaço e tempo. No Capítulo 2, o nosso enfoque foi identificar as técnicas de caça utilizadas antes, durante e depois da guerra civil angolana na savana e na floresta. Coletamos informações sobre as técnicas utilizadas pelo caçador para abordar, perseguir e capturar espécies cinegéticas. Descobrimos que os rifles introduzidas durante a guerra civil angolana aumentaram o espectro de espécies capturadas desde espécies de pequeno a grande porte e induziram a uma erosão da abundância da população de mamíferos. Também encontramos um conjunto claro de técnicas de caça específicas para cada espécie, valorizando o custo-benefício de cada técnica. A frequência de uso de rifles também foi maior na savana do que na floresta. Também encontramos mudanças ao longo do tempo nas técnicas de aproximação e perseguição de presas. Finalmente discutimos que a substituição de técnicas de caça mais rudimentares por8 técnicas modernas (ex .: de lanças e redes a rifles) é possivelmente orientada para atender a cadeia do comércio de animais, com pessoas agindo de forma mais independente e racional de acordo com seus próprios interesses, abandonando as técnicas de caça comunitária e esgotando alguns recursos comuns. No Capítulo 3, nos concentramos mais nos motivadores da caça. Avaliamos a i) influência do tamanho do corpo das espécies de presas, nível trófico e sexo e classe de idade na seletividade de caçadores de mamíferos selvagens em Quiçama; ii) a principal motivação por trás da busca de mamíferos selvagens; iii) a freqüência de captura e a seletividade de cada espécie; e iv) o grau em que o comércio ilegal de animais selvagens tem sido mais lucrativo a curto prazo do que as atividades alternativas realizadas por caçadores locais. Nossos resultados mostram que espécies de corpo médio e grande, particularmente machos adultos em espécies dimórficas, quando disponíveis são mais seletivamente perseguidas por caçadores principalmente para maximizar sua demanda de carne de caça e obter maiores lucros com o comércio da carne. As principais motivações por trás da caça de mamíferos selvagens foram o consumo de carne selvagem de subsistência, retaliação contra a predação de animais domésticos, cultivos agrícolas e etc, o comércio de carne de caça e o comércio de outras partes do corpo dos animais. O comércio de carne de caça e outros subprodutos extraídos de vertebrados selvagens garantiu que os residentes locais pudessem obter lucros mais altos em comparação a quaisquer fontes alternativas de renda direta e indireta. No entanto, esses benefícios financeiros foram, na melhor das hipóteses, modestos, amplamente insustentáveis em termos de quedas de população de presas e gerando altos custos de longo prazo para a economia em escala local a regional, para o capital de recursos naturais renováveis e para a biodiversidade nativa.
  • VICTOR LUIZ NASCIMENTO DE ARAÚJO
  • Como características bioacústicas se relacionam com a estrutura filogenética e a diversidade funcional em taxocenoses de anuros do Nordeste do Brasil
  • Orientador : GUSTAVO HENRIQUE CALAZANS VIEIRA
  • Data: 26/02/2018
  • Hora: 08:30
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  • JULIANO MORAIS
  • Recifes profundos funcionam como refúgio? Um teste com corais do atlântico sul
  • Data: 23/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • A hipótese dos refúgios em recifes profundos prevê que ecossistemas recifais profundos (>30 m de profundidade) podem atuar como refúgios para a biota dos recifes rasos e recuperá-la após distúrbios humanos. Ainda que a hipótese tenha sido postulada há quase duas décadas, faltam evidências empíricas que a suportem para diversos grupos biológicos, incluindo corais. Pouco se sabe também sobre como os corais respondem a diferentes tipos de distúrbios humanos, cuja magnitude e frequência variam consideravelmente. Neste trabalho, utilizei comunidades de corais ocorrentes na costa paraibana para testar a hipótese dos refúgios em recifes profundos. Como preâmbulo, revisei a literatura (110 estudos) para identificar lacunas teóricas e geográficas sobre as respostas dos corais à acidificação do oceano, mudança climática, sobrepesca, poluição e turismo desordenado. Classifiquei os estudos de acordo com o oceano, ecorregião, tipo de perturbação, nível de organização biológica, abordagem de estudo, método de coleta de dados, profundidade em que os dados foram coletados e tipo de resposta do coral. Descobri que os estudos estão concentrados no Indo- Pacifico (36.3%) e no Caribe (31.9%) e têm utilizado abordagem observacional (59,1%) com mergulho SCUBA (37,2%) para avaliar o impacto do aquecimento do oceano (55,4%) nas comunidades de corais (58,1%), especialmente em águas rasas (até 27 m). Estes resultados revelam a escassez de informações sobre respostas de corais à poluição, turismo, sobrepesca e acidificação, particularmente em ecossistemas recifais profundos e em ecorregiões fora do Indo-Pacífico e Caribe. Para o teste da hipótese do refúgio, utilizei uma abordagem no nível de comunidade capaz de particionar a diversidade em seus componentes alfa e beta ao longo de um gradiente de 3 a 61 m. Amostrei, através de mergulho SCUBA, 7 recifes rasos (<30 m) e 12 profundos (>30 m). Contrário às expectativas, os recifes rasos apresentaram maior diversidade gama que os profundos (13 vs. 7 espécies); maior proporção de espécies especialistas em profundidade (77% vs. 57%); diversidade alfa similar porém maior diversidade beta de espécies raras, típicas e comuns; e funções exclusivas não encontradas nas áreas profundas (e.g. corais moles). Esses resultados refutam a hipótese de que os recifes profundos funcionam como refúgios para corais. Entretanto, revelam que recifes rasos e profundos são complementares, sendo fundamental conservar todo o gradiente de profundidade para proteger integralmente a diversidade regional de corais.
  • LISSA DELLEFRATE FRANZINI
  • Autoecologia de Kentropyx calcarata em um remanescente de Floresta Atlântica no extremo oriental das Américas e análise da ecologia da espécie em duas florestas tropicais
  • Data: 23/02/2018
  • Hora: 09:00
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  • Kentropyx calcarata é um lagarto teídeo que habita ambientes florestais a leste dos Andes. Aspectos ecológicos da espécie são bem conhecidos para a Floresta Amazônica. No entanto, em áreas de Floresta Atlântica, as informações ainda são escassas. Nós investigamos uma população da espécie em um fragmento de Floresta Atlântica no nordeste do Brasil, testando hipóteses acerca de sua ecologia, especificamente dieta, período de atividade, uso de microhábitat, ecologia termal e reprodução. Os lagartos foram mais ativos nas horas mais quentes do dia e mais comumente encontrados no folhiço e troncos caídos. A temperatura do corpo dos animais foi sempre maior do que a do susbstrato e mais influenciada por esta do que pela temperatura do ar. Existe dimorfismo sexual para tamanho do corpo na população, com fêmeas maiores do que machos e também para forma do corpo, com fêmeas apresentando maiores comprimento e largura do corpo e comprimento da causa porém machos apresentando maiores larguras e altura da cabeça. A dieta foi composta principalmente por artrópodes e Orthoptera e Araneae foram as categorias mais frequentes. Não foi observada variação entre os sexos ou estações na composição da dieta, porém variações ontogenéticas relacionadas ao volume máximo de presas ingeridas foram verificadas. Machos e fêmeas reprodutivos foram encontrados ao longo de todo o ano na população. Os aspectos ecológicos da espécie na Floresta Atlântica foram comparados a dados proveniente da Floresta Amazônica, com o objetivo de testar a hipótese de que a autecologia da espécie é mais influenciada por fatores históricos do que por fatores ambientais. Em ambos os biomas os lagartos foram encontrados com maior frequência em locais de incidência direta de luz solar, no folhiço ou em troncos caídos, e apresentaram temperaturas corporais influenciadas pelas temperaturas do substrato. O tamanho do corpo é maior em lagartos da Floresta Amazônica. Detectamos dimorfismo sexual na população da Floresta Atlântica, onde fêmeas são maiores do que o de machos, porém não foi detectado dimorfismo sexual para tamanho em lagartos da Amazônia. Em todos os locais de estudo os indivíduos alimentaram-se majoritariamente de Araneae e Orthoptera e não houve diferença na composição da dieta entre os biomas ou sexos. Na população da Floresta Atlântica foram encontrados indivíduos reprodutivos em todos os meses do ano, indicando que neste ambiente pouco sazonal a espécie apresenta reprodução contínua, o que também foi verificado por outros pesquisadores para outras espécies do gênero e para outras populações de K. calcarata na Floresta Amazônica. A marcantes similaridades em aspectos da ecologia térmica, uso de microhábitat, dieta e reprodução entre os biomas sugerem que a autecologia de Kentropyx calcarata é fortemente influenciada por fatores históricos, embora a presença de variações morfológicas entre as populações sugira que essas características são mais plásticas do que os outros parâmetros ecológicos nesta espécie.
  • FELIPE CAMURUGI ALMEIDA GUIMARÃES
  • Biogeografia de anuros neotropicais: Filogeografia, padrões de distribuição e evolução de sinais acústicos
  • Data: 22/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • A distribuição e diversificação das espécies podem ser influenciadas por uma gama de fatores históricos e ecológicos. Entender quais são esses mecanismos é peça chave para decifrarmos como a diversidade é distribuída em várias escalas, desde táxons, linhagens, fenótipos e genealogias. O objetivo principal da presente tese é verificar a importância de diferentes processos históricos e ecológicos na distribuição de anuros neotropicais, em diferentes escalas. No primeiro capítulo usei abordagens comparativas para investigar a influência da sobreposição de nicho climático na variabilidade dos sinais acústicos de um grupo de espécies proximamente relacionadas. Sendo assim, usei 15 espécies de anuros do grupo Boana albopunctata para testar as seguintes hipóteses: se espécies relacionadas são geograficamente sobrepostas, sinais acústicos importantes para reprodução e demarcação de territórios devem ser mais diferentes que o esperado por evolução neutra; alternativamente se os cantos possuem sinal filogenético elas devem divergir no nicho climático e distribuição geográfica evitando assim potencial hibridização ou competição interespecífica. Gerei uma árvore de espécie datada e construí modelos de nicho para boa parte das as espécies. Analisei 2088 cantos de anúncio de 212 indivíduos provenientes de 84 localidades. As espécies tenderam a apresentar baixa sobreposição de nicho, com divergência para a maioria dos pares de espécies. Os cantos de anúncio tiveram sinal filogenético. Os resultados sugerem que a maior parte da diversificação foi alopátrica com a conservação de sinais reprodutivos similares, suportando a segunda hipótese. No segundo capítulo, usei Boana raniceps para testar sob uma abordagem filogeográfica diferentes processos de diversificação na Diagonal de Formações Abertas da América do Sul (DFA). Utilizei múltiplos marcadores moleculares, métodos coalescentes, modelos de nicho ecológico, ferramentas de genética da paisagem e sinais acústicos para testar: 1) se existe apenas uma linhagem, amplamente distribuída e geneticamente coesa; 2) se o soerguimento do Planalto Central brasileiro ou características da paisagem da DFA tiveram influência na diversificação da espécie; 3) se mudanças climáticas no Quaternário influenciaram a história demográfica de B. raniceps; 4) se possíveis divergências genéticas foram seguidas por divergência em sinais acústicos. Identifiquei duas linhagens geograficamente estruturadas: uma do Chaco, sudoeste do Cerrado e savanas amazônicas; outra que compreende a Caatinga e a porção norte/leste do Cerrado. A divergência entre as populações data do Médio-Pleistoceno com alta migração entre as mesmas. Grandes áreas de potencial refúgio foram encontradas para ambas as linhagens. O nicho ambiental diferiu entre as linhagens, assim como os cantos de anúncio. Boana raniceps ocorre em áreas de baixa altitude e é possível que o soerguimento do Planalto Central, juntamente com um filtro climático, tenha funcionado historicamente como uma barreira semipermeável, reduzindo o fluxo gênico entre as duas populações. Esses resultados reforçam o complexo cenário de diversificação e de distribuição da biodiversidade na região mais biodiversa do mundo.
  • JOÃO VICTOR LEMOS CAVALCANTE DE OLIVEIRA
  • Sistemática e filogenia do gênero Cyphoderus (Collembola, Paronellidae, Cyphoderinae) neotropicais
  • Data: 22/02/2018
  • Hora: 14:00
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  • O gênero Cyphoderus, distribuído mundialmente, foi proposto por Nicolet para Entomobryomorpha sem olhos, de coloração branca ou amarelada, com o quarto segmento abdominal mais de 3 vezes o comprimento do terceiro, com escamas no corpo, dens liso com escamas piniformes, segmentos antenais sem subdivisões, unguis com 2 dentes basais bem desenvolvidos, unguiculum com um dente basal largo. Esse gênero possui problemas de classificação e, em muitos casos, de identificação devido à escassa descrição de caracteres diagnósticos entre as espécies. Diversos autores possuem dificuldades para classificá-los, tendo o gênero sido tratado como pertencente a diferentes famílias. Recentemente, a quetotaxia tem sido adicionada às descrições de novas espécies e mais raramente informações moleculares. Portanto, neste trabalho objetivamos revisar as espécies Neotropicais do gênero Cyphoderus, estabelecer hipóteses de homologia primária para a análise de parcimônia e propor uma hipótese de filogenia para o gênero Cyphoderus Neotropicais. A análise filogenética do gênero foi realizada com dados morfológicos para testar o monofiletismo e se os agrupamentos baseados na forma do mucro, propostos por Delamare-Deboutteville, compõem grupos de espécies naturais. Os resultados indicam que o gênero Cyphoderus é monofilético, mais proximamente relacionado a Paronellidae do que a Lepidocyrtinae ou Entomobryidae e que o agrupamento proposto por Delamare-Deboutteville, aparentemente, é artificial, auxiliando apenas para identificação de espécies.
  • STÉPHANIE MENEZES ROCHA
  • Efeitos da sucessão ecológica na estruturação de taxocenoses de lagartos em áreas de Caatinga
  • Data: 16/02/2018
  • Hora: 08:00
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  • O presente estudo encontra-se dividido em três capítulos. No primeiro deles, apresentamos uma lista de lagartos para a região do Alto Sertão de Sergipe, Brasil. Ao total, registramos 19 espécies de 10 famílias, sendo Ameivula ocellifera, Tropidurus hispidus e Tropidurus semitaeniatus as espécies mais abundantes. No segundo capítulo, investigamos os padrões de estruturação de uma taxocenose de lagartos do município de Canindé de São Francisco, Sergipe. Nele, inventariamos 13 espécies, pertencentes a sete famílias. Os lagartos se mostraram especialistas quanto ao uso do microhabitat e dieta, com exceção de T. hispidus e A. ocellifera. Ainda, verificamos que a taxocenose se encontra estruturada quanto ao uso dos recursos espaciais e tróficos, sendo os seus padrões influenciados tanto por fatores ecológicos, mais proeminentes, quanto históricos. Por fim, em relação ao eixo morfométrico, encontramos um efeito conjunto e equilibrado entre a ecologia e filogenia. No terceiro e último capítulo investigamos os efeitos da sucessão ecológica na estruturação de taxocenoses de lagartos em áreas de caatinga do Alto Sertão Sergipano. Ao total, registramos 8034 lagartos, pertencentes a 16 espécies e nove famílias. As suas abundâncias totais não variaram entre os estágios sucessionais analisados (inicial, intermediário e tardio). A riqueza e composição de espécies mostraram-se estatisticamente diferentes apenas entre o estágio inicial e tardio. Em relação ao nicho espacial, somente a taxocenose do estágio inicial não se mostrou estruturada, porém todas elas foram mais influenciadas por fatores ecológicos recentes. Quanto ao nicho alimentar, verificamos estruturação em todas as taxocenoses, com a formação de um gradiente crescente de organização com o avanço da sucessão e a influência tanto de fatores ecológicos quanto históricos, estes últimos porém, mais fracos que o primeiro. Por fim, detectamos estruturação filogenética apenas no estágio inicial e em relação ao índice MNTD. Como sua forma estandardizada (NTI) mostrou-se negativa, a estrutura verificada era provinda de interações ecológicas e não da ação da filogenia na sua formação.
2017
Descrição
  • JOAFRANCIO PEREIRA DE ARAUJO
  • Relações filogenéticas em Crinocheta (Crustacea, Oniscidea)
  • Data: 29/11/2017
  • Hora: 14:00
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  • Os isópodes terrestres (Crustacea, Oniscidea) formam o grupo mais bem-sucedido entre os crustáceos que colonizaram o meio terrestre. Atualmente há cerca de 3.700 espécies conhecidas. Somente três propostas, diretamente e indiretamente, buscaram compreender os padrões evolutivos dentro de Crinocheta (um grupo monofilético de Oniscidea com aproximadamente 2.750 espécies). Os resultados destas propostas mostraram-se pouco conclusivas, levando os autores a assumirem que as relações de parentesco apresentadas são fracamente suportadas. Pretendeu-se refinar e buscar novas evidências evolutivas para as relações filogenéticas em Crinocheta, avaliando as filogenias já propostas na literatura. Foi utilizada toda literatura taxonômica disponível referente aos táxons de Oniscidea e de assuntos afins, principalmente para Crincoheta. Foram montadas fichas pictóricas para análise comparativa das estruturas ilustradas. A partir deste processo foi possível enxergar algumas estruturas as quais se tentou colocar dentro de um contexto evolutivo junto com os táxons detentores destes caracteres. Incialmente concluiu-se que existem poucos grupos em Crinocheta que são unidades monofiléticas fortemente suportas. As famílias são na maioria grupos parafiléticos, tendo sido este um dos principais problemas por utilizarem este nível taxonômico como táxons terminais das análises filogenéticas já publicadas. Por isso, este trabalho é o início de uma pesquisa laboriosa que tem a pretensão de propor grupos monofiléticos consistentes para a linhagem dos Crinocheta. Não seguir os procedimentos normalmente utilizados para uma análise cladística deve-se ao fato de que as tentativas anteriores não alcançaram muito êxito nos seus resultados.
  • ANNA CAROLINA FIGUEIREDO DE ALBUQUERQUE
  • Diversidade de mamíferos de médio porte e ocorrência de cães domésticos como espécie invasora em Unidades de Conservação na Floresta Atlântica da Paraíba, Brasil.
  • Data: 31/10/2017
  • Hora: 15:00
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  • No Nordeste do Brasil, a porcao de Mata Atlantica ao norte do rio Sao Francisco, conhecida como Centro de Endemismo de Pernambuco (CEPE) por ser um hotspot de biodiversidade, e a regiao mais impactada e fragmentada do bioma. A fauna de mamiferos de medio porte e pouco conhecida nessa regiao, a despeito do seu papel ecologico como especies-chave na estruturacao das comunidades biologicas, especialmente na ausencia de grandes predadores. Com os processos de antropizacao e a expansao de areas urbanizadas proximas aos ambientes naturais, ocorre o aumento da populacao de mamiferos domesticos, caes e gatos, que acabam afetando diretamente os mamiferos silvestres por competicao, predacao ou transmissao de parasitos. Este trabalho objetivou analisar a estrutura das comunidades de mamiferos de medio porte por meio da composicao de especies, riqueza e diversidade, em tres Unidades de Conservacao de Mata Atlantica no estado da Paraiba. Ainda, avaliamos a presenca de caes domesticos como especie invasora, estimando sua abundancia, densidade, padrao de uso do espaco e periodo de atividade. O estudo foi realizado na Reserva Biologica (Rebio) Guaribas e duas Reservas Particulares do Patrimonio Natural (RPPN) Fazenda Pacatuba e Engenho Gargau. Para tanto, utilizamos armadilhas fotograficas espalhadas em grids com intervalo de 1km2. Obtivemos 642 registros de mamiferos silvestres pertencentes a 14 especies e 86 registros de caes e gatos domesticos. A ordem mais representativa foi a Carnivora, e as especies mais frequentes foram Dasyprocta iacki (n= 255; 35%), Didelphis albiventris (n= 184; 25%) e Dasypus novemcinctus (n=60; 8%). Destacamos a presenca de Leopardus pardalis, sendo estes os primeiros registros do animal na area de estudo. Destacamos ainda o registro de Cabassous tatouay, devido ao seu baixo numero de registros para a regiao, possuindo apenas dois especimes na Colecao de Mamiferos da Universidade Federal da Paraiba, Coendou prehensilis, por ser uma especie com habitos e habitat arboricola, bem como os primatas Alouatta belzebul e Sapajus flavius, que estao criticamente ameacados de extincao. A riqueza de mamiferos silvestres representou a metade do pool de especies regional, podendo isso estar relacionado a elevada fragmentacao e perda de habitat da area, como tambem pode estar ligada a praticas de caca que ocorrem na regiao, resultando em processo de defaunacao. A alta frequencia de Didelphis albiventris, pode ser um indicativo de areas perturbadas, bem como a ausencia de especies de carnivoros esperadas para regiao podem gerar um efeito cascata nas comunidades biologicas. Em relacao aos caes domesticos, foram estimadas a abundancia e a densidade na Rebio Guaribas SEMA II (n = 90; 3,2 caes/km²) e na RPPN Fazenda Pacatuba (n=29, 6,2 caes/km²), espectivamente. O horario de atividade dos caes nas UCs teve picos entre 1:00-3:00AM e 5:00-07:00AM, e o padrao de uso foi mais frequente nas bordas na RPPN Fazenda Pacatuba, e na Rebio Guaribas, tanto na borda como em suas estradas internas. Os registros de caes domesticos nas UCs sao relevantes para a criacao de estrategias visando impedir a presenca desses animais nas areas estudadas, tendo em vista que sao considerados como especie invasora que pode trazer efeitos negativos para a fauna local. Acoes envolvendo as comunidades do entorno das areas para o esclarecimento dos problemas de saude que a interacao entre caes e mamiferos silvestres podem causar, como tambem a realizacao de censos da populacao canina concomitantes com estudos epidemiologicos e campanhas de vacinacao e castracao nos caes das comunidades dos entornos das areas tambem devem ser realizadas.
  • REMBRANDT ROMANO ANDRADE DANTAS ROTHÉA
  • Diversidade e checklist de Membracidae (Hemiptera: Auchenorryncha) em áreas de Caatinga do Estado da Paraíba
  • Orientador : ANTONIO JOSE CREAO DUARTE
  • Data: 31/10/2017
  • Hora: 14:00
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  • Consta na dissertacao.
  • YURI GOMES PONCE DE CARVALHO ROCHA
  • Avaliação do Complexo Spilopterus (Pleuronectiformes: Paralichthyidae: Citharichthys)
  • Orientador : RONALDO BASTOS FRANCINI FILHO
  • Data: 29/09/2017
  • Hora: 14:30
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  • Consta na dissertacao.
  • AMANDA COSME DA SILVA
  • Dinâmica do forrageio de Constrictotermes cyphergaster (Blattaria, Termitidae) em um ecossistema semiárido do Nordeste Brasileiro.
  • Data: 29/09/2017
  • Hora: 14:00
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  • O forrageamento sofre influencia do ambiente fisico e esta sujeito as variacoes na viabilidade dos recursos de acordo com a epoca do ano, o que afeta as estrategias adotadas pelos termitas para suprir suas necessidades nutricionais. Este estudo investigou a dinamica do forrageamento de Constrictotermes cyphergaster no tempo e no espaco em uma area de caatinga, com o objetivo de avaliar a relacao entre a qualidade e disponibilidade dos recursos com as rotas de forrageio, alem de aspectos energeticos da colonia para a producao de ninfas. O forrageio de oito colonias foi monitorado durante quinze dias consecutivos, com intervalo de tres meses entre cada amostragem, de janeiro/2016 a junho/2017, totalizando cinco coletas. As rotas tracadas e os itens alimentares explorados pelo termita foram demarcados na area de uso das colonias. Amostras de 100 soldados e 100 operarios foram coletadas para avaliar a biomassa e os teores de proteinas, lipidios, carboidratos e acucares totais. Amostras vegetais dos principais recursos explorados foram coletadas para analises de carbono e nitrogenio. Dezessete especies vegetais foram consumida por C. cyphergaster, dentre as quais Croton spp., Mimosa spp. e Poincianella pyramidalis se destacaram como as mais visitadas e abundantes. E provavel que o direcionamento das trilhas de forrageio seja realizado a partir da escolha de sitios de forrageio cuja selecao de recursos otimize o custo-beneficio da atividade, onde a disponibilidade do recurso dentro da area de uso parece ser mais atrativa para o termita. A area de uso das colonias variou significativamente entre os periodos, porem, a duracao e a intensidade do forrageio nao apresentou diferenca ao longo das amostragens. Operarios e soldados apresentaram maiores concentracoes proteicas e lipidicas nos periodos chuvosos, com consequente aumento da biomassa corporea nessa estacao, mas as concentracoes de carboidratos e acucares foram mais elevadas nos periodos de seca. Nao foi observada uma ligacao direta entre a nutricao das colonias e estrategias especificas de forrageamento para cada periodo climatico. Todavia, o aumento da biomassa corporea verificado nos periodos de chuva pode indicar que a qualidade do recurso e mais importante para o termita do que a quantidade de recurso consumida.
  • DALYNE MENEZES TELES
  • Taxonomia e levantamento da fauna da classe Diplopoda (Arthopoda, Myriapoda) do Nordeste ao Norte do Rio São Francisco, Brasil
  • Orientador : MARCIO BERNARDINO DA SILVA
  • Data: 29/09/2017
  • Hora: 14:00
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  • Os diplópodes pertencem ao sub-filo Myriapoda, constituído por: Chilopoda, Diplopoda, Pauropoda e Symphyla. Vulgarmente são conhecidos como piolhos-de-cobra, gongolôs, embuás ou milípedes, são artrópodes cilíndricos caracterizados por apresentar diplossegmentos com dois pares de pernas por segmento, que assumem posição enrodilhada quando ameaçados, e liberam quinonas e outros agentes alomônios para a sua defesa. Tendo em vista o pequeno número de estudos da fauna de diplópodes no Brasil, o presente estudo objetivou inventariar a fauna de Diplopoda ao norte do Rio São Francisco, abrangendo os estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará. Parte do material examinado encontrava-se depositado na Coleção de Aracnídeos e Miriápodes do Departamento de Sistemática e Ecologia da Universidade Federal da Paraíba (DSE/UFPB). Foram realizadas coletas adicionais, de caráter complementar, envolvendo busca ativa diurna e noturna e uso de extrator de Winkler, a fim de suprimir algumas lacunas na distribuição da amostragem. Foram analisados 1.018 espécimes, Spirostreptida foi a ordem mais abundante com 541 indivíduos. Destes, 370 são da família Spirostreptidae distinguidos em 12 gêneros e 15 espécies; e 171 são Pseudonannolenidae, representados apenas por uma única espécie. Polydesmida teve 248 indivíduos distribuídos em quatro famílias: Chelodesmidae foi a mais abundante com 207 indivíduos de 12 espécies em oito gêneros, dois desses são prováveis gêneros novos; Paradoxosomatidae com 37 espécimes de uma única espécie; Pyrgodesmidae, com três indivíduos; e Cyrtodesmidae, com apenas um espécime. Spirobolida perfez 185 espécimes pertencentes à família Rhinocricidae distinguidos em dois gêneros e quatro espécies, sendo uma provável nova espécie. Siphonophorida com 37 indivíduos, representada apenas por Siphonophoridae; Polyzoniida com seis indivíduos, representada pela família Siphonotidae; e Polyxenida que teve apenas um representante pertencente à família Polyxenidae Devido à complexidade na identificação das espécies motivada por uma taxonomia incerta a descrição de novas espécies é comprometida. Desse modo, a necessidade de trabalhos de revisão através de uma taxonomia integrativa se faz necessária. O presente estudo expôs a relevância do conhecimento da diversidade de Diplopoda na Região Nordeste, já que estimou, diagnosticou e identificou a diversidade desse grupo em áreas nunca antes amostradas servindo de base para estudos futuros.
  • HELIENE MOTA PEREIRA
  • Percepção de estudantes universitários sobre vertebrados silvestres e suas implicações para conservação
  • Data: 31/08/2017
  • Hora: 09:00
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  • A maneira como os seres humanos percebem e interagem com os animais é representada de diferentes modos, desde a antipatia corroborada pelo medo, aversão ou repugnância, bem como através da empatia evidenciada pelo sentimento de afeto, encantamento e interesse pelo animal, especialmente vertebrados silvestres. Neste sentido, o presente estudo investigou a percepção de estudantes universitários em relação à vertebrados silvestres e os possíveis fatores que permeiam tais pontos de vista. Os dados foram obtidos através de questionários online, deste modo foram entrevistados 700 estudantes de Ensino Superior de 9 estados Brasileiros, sendo 328 do sexo feminino e 372 do sexo masculino, com idade entre (18 e 65 anos). Os dados obtidos foram submetidos aos testes de KruskalWallis, Teste de Dunn, Wilcoxon, ANOVA, Correlação de Spearman e Análise fatorial. Verificou-se que a área de conhecimento e os aspectos religiosos influenciaram significativamente as percepções sobre os organismos em relação à conservação. O teste demonstrou diferença significativa para estes fatores p< 0,01. O resultado apontou Mamíferos como sendo o grupo de vertebrados que mais deve ser preservado, seguido de Répteis, Aves e por último Peixes. Houve diferença significativa entre homens e mulheres apenas em relação ao fator estético (Bonito: p = 0,02; Feio: p =0,01) e para pessoas que possuem religião os fatores preservação, estético e prejudicial deram significativos. Utilizamos uma Correlação de Spearman para testar a relação entre a idade e os fatores de percepção. Destes, apenas o fator de risco Perigoso (rho = - 0,008; p= 0,03) e inofensivo (rho = 0,1; p< 0,01) se correlacionaram significativamente. O coeficiente alfa de Cronbach para todo o instrumento foi de (α = 0,73). A divergência das percepções estabelecida através das preferências por certos animais e aversão por parte de outros resulta numa insuficiência nos esforços de conservação em relação à fauna silvestre. Deste modo, incorporar aos mais diversos públicos os conceitos de conservação, e não restringir a informação apenas a determinados grupos sociais, isto é, independentemente de área de escolaridade, aspectos religiosos, gênero ou faixa etária é fundamental, para tanto, deve-se induzir a popularização da ciência e conceber campanhas especificamente orientadas ao reconhecimento do papel ecológico das espécies.
  • SEBASTIÃO TILBERT ÂNGELO DA SILVA
  • Diversidade e estrutura da nematofauna em regiões estuarinas tropicais (~7ºS)
  • Data: 30/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • A meiofauna é constituída por organismos microscópicos com tamanho geralmente variando entre 44 e 500 µm de comprimento. Os Nematoda são altamente diversificados e abundantes e muito importantes do ponto de vista ecológico e do monitoramento ambiental. O objetivo deste trabalho foi descrever a diversidade da nematofauna nos estuários do Rio Mamanguape (ERM) e Rio Paraíba (ERPB) (Cap. 1) e estudar sua distribuição espacial e sazonal no ERM (Cap. 2), bem como sua relação com variáveis ambientais. De um total de 72 amostras foram encontrados 79 gêneros, 60 para o ERM (uma das maiores diversidades já registradas em regiões estuarinas) e 53 para o ERPB, sendo Terschellingia, Daptonema, Sabatieria, Gomphionema, Pseudolella e Perepsilonema os mais abundantes. A diversidade observada foi alta, porém, os estimadores apontaram para uma riqueza ainda maior >60 e >90 gêneros no ERPB e ERM respectivamente. Apesar disso, a retirada de mais de 120 animais por réplica para o estudo taxonômico, possivelmente resultaria numa riqueza ainda maior, considerando a maior diversidade indicada pelos estimadores em consonância com a grande quantidade de gêneros raros. O estudo ecológico da meiofauna e nematofauna no ERM (cap 2) encontrou maiores abundâncias no período seco com dominância quase total dos nematódeos. Tanto a meiofauna quanto a nematofauna apresentaram fortes relações com matéria orgânica e granulometria. Os índices ecológicos indicaram maior grau de eutrofização no período chuvoso, particularmente na boca do estuário, margem norte. A estrutura populacional dos gêneros mais abundantes foi composta por estágios juvenis. Foi creditado a este trabalho uma contribuição significativa no âmbito da meiobentologia, fornecendo dados relevantes para o conhecimento da biodiversidade e ecologia da meiofauna e nematofauna, com implicações diretas no biomonitoramento ambiental e em pesquisas futuras.
  • RICARDO RODRIGUES DA SILVEIRA FILHO
  • “Filogeografia de Philodryas nattereri Steindachner, 1870 (Squamata, Colubridae)”
  • Data: 29/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • Investigar a estruturacao espacial da serpente corre-campo Philodryas nattereri para acessar a influencia de barreiras geograficas no fluxo genico da especie e tambem a influencia das flutuacoes climaticas do Quaternario em sua demografia.
  • ALINE LOURENÇO VIEIRA DA SILVA
  • Estratificação vertical e checklist de Membracidae (Hemiptera: Auchenorrhyncha) em Floresta úmida na Paraíba
  • Data: 28/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • A familia Membracidae reune hemipteros fitofagos da subordem Auchenorryncha, apresenta distribuicao mundial e atualmente possui mais de 3.500 especies descritas. Em geral os trabalhos de estratificacao vertical com insetos foram desenvolvidos em florestas pluviais, porem nada se sabe sobre os padroes de distribuicao vertical das especies de membracideos e dos mecanismos determinantes destas variacoes em florestas tropicais. O presente estudo teve o objetivo de verificar a existencia de distintas faunas de Membracidae habitando os diferentes estratos florestais (dossel, medio e inferior) na Mata Atlantica da Paraiba. Foram realizadas coletas entre junho/2015 e marco/2016 em quatro areas representativas do bioma no estado: RVS Mata do Buraquinho, RPPN Engenho Gargau, REBIO Guaribas e RPPN Fazenda Pacatuba. Para captura dos insetos foram utilizados cartoes adesivos amarelos, que foram suspensos no interior das matas distantes pelo menos 50 metros da borda e dispostos em tres niveis de altura: a 1,5m (inferior) distantes entre si por pelo menos 15m; e de 8 a 10m (medio) e acima de 15m (dossel) distantes entre si por pelo menos 30 metros. Em cada nivel de altura foram postos 30 cartoes, perfazendo 90 cartoes/area. Foram feitas curvas de acumulacao de especies utilizando os estimadores Chao 1 e Chao 2 e calculada a suficiencia amostral em cada area. A similaridade entre as areas foi avaliada quanto a abundancia e riqueza. No total foram coletados 1.205 membracideos pertencentes a 67 especies e 37 generos, distribuidos entre os diferentes estratos e fragmentos. O dossel foi o estrato mais rico em todas as areas amostradas e apresentou as maiores estimativas de riqueza, para ambos estimadores, Chao 1 e Chao 2 (85,03 ± 19,24; 95 ± 24,44). O teste ANOVA apontou diferenca significativa na riqueza apenas entre os estratos dossel e inferior (F=10,29; p=0,00473). Os resultados indicam que a taxocenose de membracideos da Mata Atlantica da Paraiba apresenta uma distribuicao vertical em dois estratos (Dossel e Inferior).
  • WALLISSON SYLAS LUNA DE OLIVEIRA
  • Criação e comércio de aves canoras entre moradores de uma região do semiárido paraibano: uma abordagem etnoornitológica e conservacionista
  • Data: 28/08/2017
  • Hora: 14:00
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  • As aves são reconhecidas em todo o mundo por seu uso como animais de estimação e constitui uma prática antiga e bastante difundida entre as populações humanas, porém, representa uma das principais razões para o declínio de várias espécies. O objetivo deste capítulo foi identificar as espécies e famílias de aves canoras utilizadas localmente e caracterizar a manutenção em cativeiro das espécies exploradas. A pesquisa foi desenvolvida em áreas urbanas e rurais do município de Lagoa Seca – PB. Foram entrevistados 62 criadores e/ou comerciantes de aves silvestres na região estudada. A obtenção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e conversas informais. Os dados foram analisados a partir de técnicas qualitativas e quantitativas. Foi calculado o valor de uso (VU) para cada espécie de ave citada. Um total de 34 espécies distribuídas em duas ordens e 11 famílias foram citadas pelos entrevistados, os quais afirmaram utilizá-las tanto como animais de estimação quanto para comercialização. A família Thraupidae foi a mais representativa neste estudo, seguida por Icteridae, juntas correspondem a 61,7% dos espécimes utilizados localmente. De acordo com os entrevistados as espécies mais difíceis de serem encontradas ultimamente na região são Spinus yarrellii, Sporophila angolensis e Icterus jamacaii, segundo eles, as principais causas para o desaparecimento dessas espécies são o desmatamento e a captura excessiva. As aves reportadas pelos entrevistados são adquiridas através da captura em áreas rurais ou através da comercialização local e regional. O número de espécies citadas pelos entrevistados não teve diferença significativa em relação a renda, grau de escolaridade e idade dos entrevistados (p>0,05). Presas em gaiolas, a manutenção dessas aves inclui alguns cuidados, tais como alimentação, remédios e em alguns casos, aves são treinadas para cantarem melhor ou aprender cantos de outras espécies. As espécies que tiveram os maiores valores de usos (VU) foram Sporophila albogularis (VU=0,83), Paroaria dominicana (0,82), e Sporophila nigricollis (0,79), indicando a importância das mesmas como animais silvestres de estimação. A diversidade de aves reportadas neste estudo está presente no cotidiano e desempenham forte valor cultural e econômico entre as pessoas envolvidas nestas atividades. Nesse sentido, estudos etnoornitológicos são de fundamental importância, pois podem fornecer informações básicas como forma de estabelecer planos e ações de conservação e manejo sustentável incluindo estratégias de educação ambiental como um elemento essencial para a conservação da avifauna local.
  • ANDRÉ RIBEIRO DE ARRUDA
  • Efeito de variáveis ambientais e alteração da vegetação na riqueza de endemismos e comunidades de aves na Caatinga
  • Orientador : HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 24/08/2017
  • Hora: 08:30
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  • EDIGLEIDSON FIDELES VALADARES
  • Densidade de ninhos e bionomia de Trigona spinipes (Fabricius, 1793) (Hymenoptera: Apidae)
  • Data: 31/07/2017
  • Hora: 14:00
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  • Possuindo uma ampla distribuição nos trópicos e subtrópicos da região Neotropical, Trigona spinipes (Fabricius) é considerada uma espécie generalista e oportunista, dominante em muitas redes de polinização. A espécie apresenta colônias eussociais e perenes, construindo ninhos expostos em ramos de árvores. Para investigar os fatores que afetam a densidade e o padrão espacial de nidificação desta abelha sem ferrão, foram amostradas 120 parcelas de 100x100m em três áreas distintas (rural, urbana e Mata Atlântica). Para cada área foram estimados os percentuais de cobertura vegetal, água, superfícies impermeáveis e solo livre. Uma maior densidade de ninhos foi encontrada na área rural e urbana, com 0,6 ninhos/ha e 0,4 ninhos/ha, respectivamente. Na área de mata foi encontrada uma menor densidade, com 0,1 ninhos/ha na borda, e 0,03 ninhos/ha no interior. Desse modo, a maior densidade de ninhos ocorreu em áreas abertas. As variáveis que explicaram a densidade dos ninhos em cada área foram os valores da medida do DAP (diâmetro das árvores na altura do peito) e da porcentagem de cobertura herbáceo-arbustiva. Em relação ao padrão de dispersão, na área urbana os ninhos distribuíram-se de forma uniforme, enquanto que a distribuição para a área rural foi agregada. A direção das entradas dos ninhos apresentou uma concentração significativa para o sentido oposto da direção dos ventos predominantes no local. Os resultados indicam que: 1) T. spinipes enfrenta fortes restrições de nidificação em florestas; 2) além das características comportamentais da espécie, a distribuição dos ninhos pode estar relacionada ao padrão de distribuição vegetal existente nas áreas; e 3) a ação do vento é o fator principal na determinação na direção da entrada dos ninhos. Para determinar os aspectos da bionomia desta espécie, 15 ninhos foram coletados e avaliados, de forma a se conhecer aspectos de sua estrutura e fornecer informações adicionais relacionadas ao seu comportamento. Foram avaliados os seguintes padrões biométricos: estimativa da população total e da população de adultos, número e dimensões dos favos de cria, dimensões da célula de cria, número e dimensões das células reais, estimativa do número dos potes de alimento, dimensões e volume dos potes de mel, dimensões e peso dos potes de pólen, dimensões dos depósitos de cera, dimensões do escutelo e volume dos ninhos. Foi encontrada em média uma população total de 38.813 indivíduos, sendo 14.863 adultos; um número médio de 19,7 favos de cria e 16 de células reais; diâmetro e altura média dos potes de pólen de 1,03 cm e 1,23 cm, com o peso médio de 1,04 g; e diâmetro e altura média dos potes de mel de 0,98 cm e 1,21 cm, com um volume médio de 0,63 ml. Os resultados confirmam que a espécie apresenta um dos maiores valores de tamanho populacional entre os meliponíneos, destacando sua importância em ecossistemas de áreas abertas neotropicais.
  • BRUNO ARAÚJO MARTINS
  • A bioacústica na reintrodução do periquito-do-sertão (Eupsittula cactorum)
  • Data: 13/07/2017
  • Hora: 14:00
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  • As poucas espécies de psitacídeos que têm seus repertórios vocais descritos indicam que estes repertórios são extremamente complexos e modulam a socialização dos indivíduos. O periquito-do-sertão (Eupsittula cactorum) não é diferente, uma vez que é uma espécie extremamente social, dependente da comunicação acústica e o conhecimento básico acerca do seu repertório vocal é essencial para o conhecimento de sua biologia. Com base nisso, este trabalho objetivou descrever o repertório vocal do periquito-do-sertão. A pesquisa foi realizada entre setembro de 2015 a abril de 2016, em Quixadá (CE), onde as aves foram gravadas pela manhã (05-09h) e a tarde (15-18h). Foram descritas 9 vocalizações Sentinela; Contato de voo; Apelo alimentar; Canto de Voo; Alarme; Alarme 2; Alarme juvenil; Agonística; Congregação. A comunicação vocal da espécie é especialmente importante quando os indivíduos se encontram em bandos. Quando solitários ou aos pares são discretos ou silenciosos. A regressão multinomial demonstrou que as vocalizações são estruturalmente distintas, evitando assim redundâncias na comunicação da espécie. A complexidade do repertório é esperada em espécies cujas interações sociais sejam igualmente complexas, tal como parece ser o caso de Eupsittula cactorum.
  • VIVIANA MÁRQUEZ VELÁSQUEZ
  • Avaliação da importância ecológica da raia Potamotrygon magdalenae (Chondrichtyes: Potamotrygonidae) numa rede trófica dos Andes Colombianos
  • Data: 22/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • Compreender o papel ecologico das especies no ecossistema depende amplamente do conhecimento de suas relacoes troficas. Conhecer tais relacoes e a posicao das especies em umarede e um passo crucial para entender a dinamica das comunidades e os impactos quecada especie tem sobre os demais compartimentos. Oconhecimento sobre adieta das especies de raias de agua doce de America do Sul tem aumentado consideravelmente ao longo dos ultimos anos, porem, e muito pouco o que se sabe sobre o papel ecologico das especies nos seus respectivos ecossistemas. Assim, oobjetivo deste trabalho foi avaliar a importanciaecologica da raia Potamotrygon magdalenae na estrutura da rede trofica de umecossistema de aguas continentais. Foram avaliados os habitos alimentares e a ecologia trofica da especie atraves da analise de conteudos estomacais e isotopos estaveis de carbono e nitrogenio a partir de amostras coletadas na bacia do medio rio Magdalena, Colombia; e sua importancia ecologica a partir de analises topologicas de redes trofica s. A especie foi considerada um predador especialista de nivel trofico intermediario, com preferencia pelos insetos.Nao foram observadas diferencas significativas de δ13 C e δ15 N na especie entre os periodos hidrologicos de cheia e de aguas baixas. O seu nicho isotopico foi intermediario. Em relacao a importancia ecologica, a especie desempenhou um papel intermediario na dispersao de efeitos indiretos atraves do sistema, devido aos seus valores intermediarios de centralidade e importancia topologica. Estes resultadosconstituem um ponto de partida para novos estudos ecologicos das especies de raias de agua doce da America do Sul, que visem avaliar seu papel nos ecossistemas, e complementam os estudos existentes dePotamotrygon magdalenae.
  • SARAH MANGIA BARROS
  • Sistemática e Biogeografia do complexo de espécies Proceratophrys cristiceps (Müler, 1983) (Anura, Odontophrynidae)
  • Data: 13/03/2017
  • Hora: 14:00
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  • A Caatinga é um bioma no nordeste do Brasil caracterizado por uma vegetação decídua, xerófita e espinhosa, com cactos, arbustos e pequenas árvores além de precipitação esporádica. Atualmente, este domínio abriga 56 espécies de anfíbios, porém, novas espécies típicas da Caatinga são continuamente descritas, incluindo espécies restritas aos Brejos de altitude, o que indica que a riqueza da região ainda está subestimada. O gênero Proceratophrys compreende 40 espécies divididas em grupos e complexos morfológicos sem corroboração filogenética. Com base em estudos recentes, definimos o complexo P. cristiceps constituído por seis espécies: P. cristiceps, P. minuta, P. redacta, P. schirchi, P. caramaschii e P. aridus. O presente estudo teve como objetivo avaliar a taxonomia, biogeografia e evolução das espécies relacionadas ao complexo P. cristiceps, combinando características morfológicas, morfométricas, acústicas e análises moleculares multilocus, com inferência bayesiana. Nossos resultados, baseados nessas análises integrativas, mostraram que P. aridus, P. caramaschii e P. cristiceps pertencem a uma mesma linhagem e não apresentam distinção morfológica e acústica. Dessa forma, nós sinonimizamos as duas primeiras espécies com P. cristiceps. Também encontramos uma população proveniente da Chapada do Araripe, previamente chamada de P. cristiceps, relacionada com a espécie amazônica P. concavitympanum, que aqui descrevemos como uma espécie nova para o gênero. Esta nova espécie se encaixa na categoria Ameaçada da IUCN, uma vez que ocorre em uma pequena área (ca. 3.100 km2) severamente impactada pelo desmatamento e canalização de riachos locais para agricultura. Nós também revisamos as populações de Proceratophrys que ocorrem em áreas de altitude na Chapada Diamantina e descrevemos duas novas espécies com base em caracteres da morfologia, morfometria e no relacionamento filogenético (usando um marcador nuclear e um mitocondrial). Verificamos que cada linhagem na Chapada Diamantina corresponde a diferentes ilhas de altitude, separadas por vales com temperaturas mais quentes, o que poderia ter agido como barreira entre estas populações, propiciando diversificação alopátrica entre elas. Portanto, nós consideramos cada linhagem como uma espécie distinta, exceto a população do município de Pindobaçu, que requer a análise de mais exemplares e a utilização de mais marcadores moleculares para definir com mais precisão seu status taxonômico. Por fim, nós conduzimos análises filogeográficas multiloci, para avaliar a diversidade genética, estruturação geográfica e demografia histórica de P. cristiceps. Nossos resultados mostraram P. cristiceps constituído por apenas uma população amplamente distribuída na Caatinga, com baixa diversidade genética para todos os genes avaliados (16S mtDNA, CRYb, POMC e rhodopsina nuDNAs). Nossas análises para avaliar a demografia histórica de P. cristiceps revelaram que a espécie sofreu uma recente expansão, coincidindo com as flutuações climáticas do Pleistoceno.
  • ARNALDO HONORATO VIEIRA FILHO
  • Estrutura de comunidades de aves em florestas seca e úmida no nordeste da América do Sul
  • Data: 24/02/2017
  • Hora: 08:30
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  • Nos últimos anos, diversos estudos têm buscado explicar os padrões de diversidade em resposta a um variado número de processos que envolvem a coexistência das espécies e a organização das comunidades. Para tanto, têm sido utilizadas ferramentas filogenéticas e funcionais, bem como redes de interações ecológicas. Dentro dessa perspectiva, neste estudo buscamos avaliar como as comunidades de aves são organizadas do ponto de vista ecológico e histórico (Primeiro capítulo) e das interações ecológicas entre os organismos (Segundo capítulo) em florestas de altitude do nordeste da América do Sul. Inicialmente, foram selecionadas 29 comunidades de aves localizadas tanto em ambientes com vegetação úmida como em ambientes sazonalmente secos. Com base nisso, foi verificada a estruturação filogenética e funcional destas comunidades em diferentes escalas a partir da utilização do índice de parentesco líquido (NRI) e o índice do táxon mais próximo (NTI). Ainda foi verificado quais traços funcionais poderiam influenciar na organização das comunidades, utilizando uma análise de coordenadas principais (PCoA) e análise filogenética de componentes principais (pPCA). Foi observado que as comunidades de aves associadas a floresta úmida são organizadas de forma distinta das comunidades de aves associadas a floresta seca tanto filogeneticamente como funcionalmente. Por fim, verificamos características estruturais das redes de interações ave-itens alimentares em uma área com floresta úmida e outra com floresta seca, ambas de altitude. Com base nas características estruturais das redes encontradas, observamos que ambas as redes foram modulares e não aninhadas, indicando uma similaridade estrutural nas duas florestas. Entretanto, as diferenças quanto à disponibilidade e periodicidade do recurso podem revelar particularidades em cada rede de interação aves-itens alimentares.
  • IZABELA SOUZA BRAGA
  • Diversidade e taxonomia de Nerioidea (Diptera, Schizophora) em áreas de Mata Atlântica e Caatinga do estado da Paraíba
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Nerioidea compreende quatro famílias com distribuição global, sendo três de ocorrência na região Neotropical: Micropezidae (700 espécies descritas, 105 para o Brasil), Neriidae (110 espécies descritas, 17 espécies para o Brasil) e Pseudopomyzidae (28 espécies descritas, três para o Brasil). Estas moscas assemelham-se por explorar matéria vegetal em decomposição, alimentando-se também de exsudatos e secreções vegetais. Tendo em vista a ausência de registros na Caatinga e Mata Atlântica paraibana, este estudo objetivou contribuir para o conhecimento da diversidade e taxonomia de Nerioidea nesses biomas, amostrando áreas com déficit de informações sobre Diptera, a fim de estabelecer uma coleção de referência, redescrever táxons mal conhecidos e confeccionar chaves de identificação para as espécies encontradas. As coletas foram realizadas na RVS Mata do Buraquinho, RPPN Engenho Gargaú, REBIO Guaribas, RPPN Fazenda Pacatuba, RPPN Fazenda Almas e Serra de Santa Catarina, sendo analisado também o material depositado na Coleção Entomológica do Departamento de Sistemática e Ecologia da Universidade Federal da Paraíba, e material obtido de outra instituição ou pesquisadores. Para obtenção dos espécimes, armadilhas modificadas Van Someren-Rydon com atrativos (fezes e frutas em decomposição), armadilha luminosa e coleta ativa foram utilizadas. Dos 1.114 indivíduos analisados, Micropezidae foi a família mais abundante, com 1.018 indivíduos e 19 espécies. Neriidae perfez 96 indivíduos e quatro espécies. Dos oito gêneros de Micropezidae reportados para o Nordeste, seis foram registrados para a Paraíba, em adição o gênero Micropeza, que até então não havia sido registrado para a região Nordeste. Todas as espécies de Neriidae encontradas são novos registros para a Paraíba. Pseudopomyzidae não foi coletada neste estudo. Chaves de identificação pictóricas, diagnoses das espécies paraibanas, bem como mapas de distribuição geográfica foram elaborados. Devido a complexidade na identificação das espécies de Micropezidae, sobretudo Micropeza e Taeniaptera, a descrição de possíveis espécies novas é comprometida. Desse modo, a necessidade de trabalhos de revisão através de uma taxonomia integrativa se faz necessária. O presente trabalho trouxe diversos registros inéditos, como um novo gênero para o Nordeste do Brasil e por amostrar áreas nunca antes focadas no estudo de Nerioidea, gerou importantes informações sobre a sua diversidade auxiliando em estudos futuros.
  • PEDRO LUCAS NEVES DOS SANTOS
  • Estrutura da ictiofauna da Reserva Biológica Guaribas e seu entorno (Paraíba, Brasil)
  • Data: 23/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Com uma diversidade estimada em mais de 8000 especies, a ictiofauna de agua doce da regiao Neotropical e a mais rica do mundo. Devido a falta de estudos, boa parte dessas especies ainda e desconhecida, e o avanco das modificacoes antropicas em ambientes como a Mata Atlantica, o bioma mais devastado do Brasil, ameaca o desaparecimento de algumas delas antes mesmo de seu conhecimento. O objetivo deste trabalho foi aumentar o conhecimento dessas especies em ambientes pouco estudados – riachos e pocas – dentro desse bioma, e observar sua relacao com a vegetacao riparia, ameacada por essas modificacoes. Essa relacao se provou verdadeira para ambos os ambientes, com a composicao das comunidades ictiologicas respondendo a modificacoes no meio fisico. Especies invasoras encontradas em ambientes mais protegidos nao conseguiram se estabelecer, enquanto se reproduziram bem em alguns pontos alterados. Apesar de a riqueza e diversidade encontradas estarem dentro do esperado, o estudo demonstra a importancia da conservacao nao apenas dos ambientes aquaticos, mas tambem da vegetacao adjacente. Em um local com varios conflitos relacionados aos recursos aquaticos, a conservacao desses ambientes torna-se de primaria importancia para o equilibrio entre a qualidade de vida da populacao e a preservacao da biodiversidade.
  • RICARDO AUGUSTO NINK
  • Ontogenia, Polietismo Fisiológico e Plasticidade de ninhos em Nasutitermes ephratae Holmgren (1910) (Termitidae: Nasutitermitinae)
  • Orientador : ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 22/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Nasutitermes ephratae, um termita superior xilofago e arboricola da regiao Neotropical foi estudado sobre os seguintes aspectos i) via ontogenetica de desenvolvimento de castas; ii) estrutura da comunidade bacteriana intestinal associada a seis instares distintos da linhagem neutra; iii) policalismo e plasticidade de seus ninhos. Sete medidas morfometricas foram tomadas de varios instares distintos e analisados via PCA (Analise de Componentes Principais). O sistema de desenvolvimento de castasfoi similar aqueles previamente descritos para outras especies de Nasutitermes, com um primeiro instar larval sofrendo muda para a linhagem aptera ou a linhagem reprodutiva; a linhagem ninfal compreendeu cinco instares alem dos imagos alados; a linhagem neutra era bastante polimorfica, cotendo 5 instares operarios e pre-soldados e soldado monomorficos. A comunidade microbiana intestinal foi estudada via sequenciamento metagenomico em larga escala e diferencas consideraveis foram observadas entre os instares operarios jovens e velhos. Uma transicao de bacterias degradadoras de madeira (Spirochaetes, Fibrobacteres) para bacterias degradadoras de humus (Bacteriodetes, Firmicues, Proteobacteria) foi notada entre os operarios jovens e velhos, sugerindo a ocorrencia de polietismo por idade relativo ao processamento dos alimentos. A plasticidade de ninhos tambem foi documentada fortuitamente atraves da dissecacao e caracterizacao da arquitetura peculiar de um ninho policalico coletado na Mata Atlantica e um ninho tipo monticulo de N. ephratae coletado no Cerrado. A plasticidade de ninhos nesta especie de termita parece estar relacionada a qualidade e a disponibilidade de troncos-suporte adequados.
  • JOSÉ ANDERSON FEIJÓ DA SILVA
  • Sistemática do gênero Dasypus Linnaeus, 1758 (Cingulata)
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • JOSÉ ANDERSON FEIJÓ DA SILVA
  • Sistemática do gênero Dasypus Linnaeus, 1758 (Cingulata)
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O genero Dasypuse o mais especioso da ordem Cingulata, incluindo aproximadamente 40% dos tatus viventes. Nove especies sao atualmente reconhecidas, embora amplas analises envolvendo todo o genero nunca foram realizadas. Dessa forma, nosso objetivo e revisar a taxonomia d o genero Dasypuse definir devidamente os taxons. Nos examinamos 2126 especimes de Dasypuspreservados em 39 colecoes cientificas, incluindo 17 especimes tipo. Quatro metodos complementares foram utilizados visando explorar dados qualitativos e quantitativos. A variacao morfometrica linear foi analisada baseada em medidas externas e de 886 cranios de especimes adultos. A forma do cranio foi acessada atraves de analises de morfometria geometrica bidimensional da vista dorsal, lateral e ventral de respectivamente 423, 211, 220 especimes adultos. Nossos resultados convergem no reconhecimento de oito especies viventes ( D. beniensis, D. kappleri, D. mazzai, D. novemcinctus, D. pastasae, D. pilosus, D. sabanicola e D. septemcinctus), e tres subespecies de D. septemcinctus (D. s. septemcinctus, D. s. hybridus, e uma nova subespecie de Cordoba descrita aqui). Fornecemos informacoes sobre o material tipo, diagnose, distribuicao e comentarios taxonomicos para cada taxon. Nos designamos um lectotipo e neotipo para D. novemcinctuse um neotipo para Loricatus hybridus. As relacoes filogeneticas dentro de Dasypus foram acessadas usando dois marcadores mitocondriais (Cytb e COI) e um marcador nuclear (vWF), usando analises de Verossimilhanca e Bayesiana. Apesar de nos nao resolvermos totalmente os relacionamentos filogeneticos entre todas as especies com um alto suporte, encontramos uma alta divergencia genetica dentro de D. novemcinctus com tres distintas linhagens, uma da America Central e do Norte, outra do Escudo da Guiana, e uma terceira do centro e leste da America do Sul. As evidencias moleculares suportam a nossa nova classificacao taxonomica do D. septemcinctus e reforcam a recente mudanca em relacao ao complexo D. kappleri. Futuros estudos utilizando genes de evolucao rapida podem resultar em uma filogenia com melhor resolucao e ajudar a esclarecer os relacionamentos filogeneticos dentro de genero. De maneira complementar, nos apresentamos a primeira analise de efeitos espaciais e ambientais na variacao fenotipica em Xenarthra, usando o tatu galinha como modelo. As variaveis espaciais explicaram 21% do tamanho e 15% da variacao na forma, enquanto que os fatores climaticos explicaram 7,8% do tamanho e 45,3% da variacao da forma. Os tatus de altas latitudes tendem a ter o tamanho medio devido ao melhor balanco energetico para sobreviver aos ambientes mais frios, enquanto que em florestas secas e savanas, os especimes tendem a ter tamanho medio devido a escassez de alimentos durante o prolongado periodo da estacao seca; a Amazonia abriga os maiores tatus.
  • VALBERTA ALVES CABRAL
  • Protocolo de coleta e diversidade de Membracidae (Hemiptera: Auchenorrhyncha) em áreas de Mata Atlântica da Paraíba
  • Data: 21/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • A familia Membracidae compreende cerca de 3.200 especies descritas e tem distribuicao em todo mundo (com excecao do Artico e Antartico). Apesar de a maior diversidade ser encontrada no Neotropico, poucos estudos de cunho ecologico tem sido direcionados a este grupo no Brasil. O presente estudo objetivou o estabelecimento de um protocolo de amostragem, bem como, inventariar e analisar a similaridade da fauna de membracideos em areas da Mata Atlantica da Paraiba. O protocolo foi padronizado em 100 unidades amostrais e foram utilizados quatro metodos de coleta, sendo: coleta ativa (30 unidades), cartoes adesivos amarelos aplicados no sub-bosque (30 unidades) e no dossel (30 unidades) e armadilha luminosa (10 unidades). Foram realizadas coletas em quatro areas representativas de Mata Atlantica do estado: REBIO Guaribas (3.016ha), RPPN Engenho Gargau (1.058,6ha), RPPN Fazenda Pacatuba (266,53ha) e RVS Mata do Buraquinho (519,75ha). Para avaliar a eficiencia do protocolo, foi analisado o desempenho, atraves da rarefacao, e a complementaridade dos metodos por meio do indice Jaccard. Tambem foram feitas curvas de acumulacao de especies utilizando os estimadores Chao 1 e Chao 2 e calculada a suficiencia amostral em cada area. A similaridade entre as areas foi avaliada quanto a abundancia (ANOVA) e riqueza (ANOSIM). A riqueza da Mata Atlantica foi estimada atraves de Chao 1 e Chao2. No total foram coletados 2.612 individuos pertencentes a 85 especies. Os metodos apresentaram alta complementaridade com valores variando de 63% a 78%. A riqueza amostrada nas areas variou entre 34 e 58 especies, com media de 85,2% de suficiencia amostral. A RPPN Engenho Gargau e REBIO Guaribas diferiram (p= 0.034) com relacao a abundancia de individuos. Os resultados mostram que a taxocenose de membracideos entre as areas de estudo sao similares tanto na composicao quanto no padrao de distribuicao de abundancia.
  • CAIO GRACO ZEPPELINI
  • Comparação das comunidades de pequenos mamíferos em áreas peridomiciliares pestosas e áreas silvestres adjacentes no foco da Chapada da Borborema
  • Data: 20/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • Peste e uma zoonose cujo sistema reservatorio e composto por comunidades de pequenos mamiferos em focos independentes no tempo e espaco. A comunidade de pequenos mamiferos tem papel importante na regulacao e mediacao das flutuacoes do ciclo de transmissao atraves de sua composicao e parametros populacionais das especies. A compreensao da estrutura e dinamica da comunidade de pequenos mamiferos de um foco de peste e uma ferramenta preditora para o risco de eventos epizooticos. A presente dissertacao analisou o foco de Peste da Chapada da Borborema por uma perspectiva de ecologia de zoonoses e comunidades, atraves de seu sistema reservatorio visando responder duas perguntas: ha particao da comunidade de pequenos mamiferos entre peridomicilio e remanescentes nativos? E, qual e o perfil pestoso dos ambientes peridomiciliar e selvatico. O primeiro capitulo demonstra que a Peste pode ser considerada uma entidade ecologica complexa, com diversos modelos para explicar sua dinamica, embora ainda incompletos, dado o vies amostral causado pela rotina de vigilancia. O segundo capitulo realiza uma analise de beta-diversidade no foco; atraves de coletas em campo em Alagoa Grande e Areia, municipios circunscritos ao foco, com esforco total de 3640 armadilhas/noite; resgate do registro historico das coletas de pequenos mamiferos na regiao atraves de fichas de atividade de vigilancia em zoonoses da Regional de Saude de Garanhuns em 1981, Livros do Tombo de duas colecoes e registros da literatura; obtendo30 localidades com registro de 29 especies. As coletas em campo e as coletas da Regional de Saude foram suficientes em amostrar a fauna do local, tendo a riqueza registrada condizente com a projecao do estimador Chao 1. As analises indicaram alta dissimilaridade composicional entre as localidades (beta-diversidade > 0.9), com dominancia do turnover, mas confirmaram a unidade da metacomunidade do Planalto da Borborema. Os achados do capitulo resgataram uma particao da comunidade de pequenos mamiferos entre o ambiente peridomiciliar e os remanescentes de vegetacao nativa, com uma beta-diversidade de 0.517. O foco nao e delimitavel a partir apenas do sistema reservatori.,Apresenta-se tambem a nocao do metafoco, como uma possibilidade teorica para explicar a atividade do foco. O terceiro capitulo faz um inquerito epidemiologico nos dois municipios circunscritos ao focono estado da Paraiba amostrados no capitulo anterior, capturando 45 individuos em campo, dos quais se obteve amostras para analises bacteriologicas e moleculares (27) e sorologia (7). Com todos os resultados negativos, temos a reafirmacao do periodo quiescente do ciclo de transmissao, mas alertando que a quiescencia nao descarta as medidas de vigilancia, dado que os focos podem reemergir, e o panorama epidemiologico mundial alerta para um periodo de transicao zoonotica.
  • THIAGO ELISEI DE OLIVEIRA
  • Vespas sociais (Hymenoptera, Vespidae, Polistinae) do estado da Paraíba: diversidade do grupo e estudo comportamental
  • Data: 20/02/2017
  • Hora: 14:00
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  • O estudo do comportamento animal é uma importante ferramenta para o entendimento de interações ecológicas. A identificação de padrões comportamentais serve como base de comparação em diferentes situações de clima e ambiente. Mudanças ambientais podem recorrer em alterações comportamentais. Os insetos são ótimos modelos para estudos de comportamento por terem ampla distribuição no globo o que resulta em interações com diversos tipos de ambientes, faunas e floras na busca por recursos. Nos insetos podemos destacar as vespas sociais, no Brasil representadas pela subfamília Polistinae, que vêm sendo utilizadas na indicação de qualidade ambiental. Além disso, o grupo tem sido analisado quanto à possibilidade de aplicação em programas de manejo integrado de pragas, isso porque são efetivos predadores de lagartas desfolhadoras. O objetivo do presente estudo foi registrar a diversidade de vespas sociais na Paraíba; avaliar a ação de variáveis ambientais sobre a dinâmica do grupo; comparar as comunidades de vespas em áreas de plantio consorciado a áreas de mata seca; e analisar o comportamento de Polistes canadensis através de transferências de colônias e análise do forrageio, ampliando os estudos de diversidade da Caatinga e apoiando programas que visem o uso de Polistinae em manejo de pragas agrícolas. A metodologia utilizada foi a metanálise de artigos que reportavam a presença de Polistinae na Paraíba a fim de se gerar um check-list para o estado, associada a coletas de espécies no Cariri Paraibano e no município de João Pessoa. Além disso, 30 colônias de P. canadensis foram transferidas para abrigos artificiais e os comportamentos exibidos foram analisados e comparados com colônias não manejadas. As coletas no Cariri resultaram em 10 espécies distribuídas em seis gêneros, sendo dois novos registros. A metanálise e as coletas em João Pessoa resultaram em onze espécies, com cinco novos registros, elevando de nove para 20 a diversidade de Polistinae para o estado. A comunidade de vespas sociais no plantio consorciado apresentou maior riqueza e abundância quando comparada a da Caatinga. Esse resultado reforça a importância da diversidade de cultivo na agricultura, como o que ocorre em consórcios de plantações, já que resulta em maior atração de animais para seu domínio. Na Caatinga, foi verificado que abundância e riqueza de vespas sociais são influenciadas pelas variáveis ambientais, sendo assim, mudanças ambientais podem acarretar em desaparecimento do grupo no bioma estudado. P. canadensis apresentou resultados que indicam a possibilidade de sua aplicação em manejos integrados de pragas sendo que 22 colônias se mantiveram no abrigo por mais de sete dias, atingindo um sucesso de 73%. Não houve diferença significativa nos padrões de comportamentos exibidos por indivíduos em colônias transferidas e não transferidas. A espécie estudada na presente pesquisa demonstrou ter a atividade de forrageamento influenciada pela variação da umidade do ar e por comportamentos agressivos apresentados tanto por rainhas como por operárias. A principal fonte de recurso proteico utilizado na alimentação dos imaturos foi oriunda da predação de lagartas. A análise do forrageio revelou a potencialidade do uso de P. canadensis em programas que visem a utilização de processos ecológicos no controle de pragas agrícolas. Palavras-chave: Manejo de pragas, Polistinae, Semiárido, Caatinga
  • FERNANDO HEBERSON MENEZES LIMA
  • Sistemática dos Porcos-espinhos do Complexo Coendou prehensilis (Linnaeus, 1758) (Rodentia: Erethizontidae)
  • Data: 17/02/2017
  • Hora: 15:00
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  • A familia Erethizontidae, roedores do novo mundo, era tradicionalmente dividida em seis generos: Chaetomys Gray, 1843, Erethizon F. Cuvier, 1823, Echinoprocta Gray, 1865, Sphiggurus F. Cuvier 1825 e Coendou Lacepede, 1799. Devido a problemas de definicao, delimitacao e propostas de arvores filogeneticas baseadas em dados moleculares, Echinoprocta e Sphiggurus foram sinonimizados a Coendou. Revisoes recentes do genero Coendou sugerem uma possivel divisao de C. prehensilis em dois grupos, um de mata atlantica e outro amplilocado na America do Sul. Em 2013, uma especie do complexo C. prehensilis foi descrita, Coendou baturitensis Feijo & Langguth, 2013, o que gerou mais questionamentos acerca de C. prehensilis ser apenas uma especie. Arvores filogeneticas foram inferidas baseadas em dados moleculares e morfologicos em particoes separadas e combinadas. Uma matriz de dados morfologicos foi gerada para determinar morfotipos e as localidades dos especimes examinados plotada em um mapa para testar morfotipos geograficos. Quatro moroftipos do complexo C. prehensilis foram obtidos. Os mofotipos foram agrupados em tres linhagens pelos dados moleculares e combinados. As analises sugerem que o complexo C. prehensilis e composto por tres especies: o morfotipo Coendou prehensilis, linhagem da Mata Atlantica, dois representam as duas subespecies de Coendou longicaudatus, C. l. longicaudatus e C. l. platycentrotus, a linhagem amplilocada, e um morfotipo representa Coendou baturitensis. Tres grupos subgenericos bem suportados foram encontrados. Eles possuem sinapomorfias diagnosticas unicas: grupo prehensilis, grupo insidiosus e grupo melanurus. Os grupos prehensilis e insidiosus possuem nomes genericos disponiveis, Coendou e Sphiggurus, respectivamente, enquanto o grupo melanurus nao. Em caso de acoes taxonomicas que tratem Sphigguruscomo genero, um novo nome deve ser proposto para o grupo melanurus.
  • GIOVANNA SOARES ROMEIRO RODRIGUES
  • ECOLOGIA ALIMENTAR DE PSITACÍDEOS NA DIAGONAL SECA BRASILEIRA E IMPLICAÇÕES NO PROCESSO DE SOLTURA
  • Data: 16/02/2017
  • Hora: 09:00
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  • Os biomas abertos brasileiros, que incluem o Cerrado e a Caatinga, são caracterizados pela marcante sazonalidade e baixos índices pluviométricos. A sobrevivência em tais condições depende de adaptações ecológicas, entretanto, são escassas informações sobre os recursos necessários para a manutenção das espécies de aves como psitacídeos, por exemplo. Os Psittaciformes são um dos grupos mais ameaçados dentre as aves, pela perda de habitat, pela predação ou competição com espécies introduzidas, caça e tráfico de animais silvestres. Além disso, falta consenso quanto à destinação dos animais apreendidos do tráfico pelos órgãos competentes, bem como, faltam dados sobre o sucesso de seu estabelecimento e/ou impactos associados, quando a opção mais viável é a soltura. Com a finalidade de avaliar comparativamente, em termos de alimentação, as estratégias adaptativas de psitacídeos na diagonal seca brasileira e se uma população originária do tráfico tende a se comportar de modo similar às populações naturais coletamos e compilamos dados de três populações naturais e uma solta de um psitacídeo da Caatinga (Eupsittula cactorum) e de seis populações naturais de uma espécie do Cerrado (Brotogeris chiriri). As populações naturais de ambas as espécies são predominantemente frugívoras e interagem predominantemente como predadores de sementes. Ambos apresentam variações na composição alimentar com até 50% de espécies exclusivas entre estações seca e chuvosa, incluem espécies exóticas e cultivadas em sua dieta e não realizam movimentos migratórios. A espécie da Caatinga, Eupsittula cactorum, explora uma riqueza maior de espécies e itens vegetais e animais, com mais interações planta-animal e estratos alimentares que a do Cerrado. A dieta de ambas é caracterizada por elevado turnover, parecendo refletir a composição da vegetação local. Em termos de nicho, ambas apresentam comportamento semelhante, com estreitamento na dimensão da dieta e ampliação na dimensão de estratos alimentares na estação seca. Nossos dados indicam que apesar de apresentar um nicho mais estreito a espécie E. cactorum explora qualitativa e quantitativamente mais recursos que Brotogeris chiriri, apresentando maior versatilidade comportamental. Quanto à população solta de E. cactorum, a maioria dos indivíduos sobrevive e se adapta, dispersando-se e apresentando diferenças na exploração de recursos em relação às populações naturais, com uma dieta menos rica, com predominância de espécies vegetais exóticas e/ou cultivadas e sem suplementação com itens de origem animal. As diferenças na composição implicam em baixíssima similaridade com a dieta das populações naturais e em diferentes interações planta-animal, com predominância de predação de partes não reprodutivas. Em termos de nicho, esta última apresenta maior homogeneidade na dieta, mas responde às variações sazonais de forma semelhante às populações naturais, com estreitamento do nicho na dimensão da dieta e ampliação na dimensão dos estratos alimentares durante a estação seca. Com base nestes resultados, sugerimos uma futura triagem rigorosa dos indivíduos a serem soltos e a aplicação de treinamento alimentar prévio utilizando plantas que compõem a flora local, pois podem aumentar o sucesso desses indivíduos em ambientes com variações sazonais drásticas como a Caatinga.
  • INGRID MARIA DENOBILE DA ROCHA
  • Evolução acústica em aves: alometria vocal, filtro ambiental e nicho acústico
  • Data: 14/02/2017
  • Hora: 10:00
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  • A forma com que diversas espécies estão inseridas no espaço acústico é resultado de um longo processo evolutivo. Existe uma relação alométrica negativa entre a massa corporal e as frequências acústicas, podendo esta relação ser otimizada em função da relação sinal-ruído, da intensidade do sinal ou por limites de eficiência de acordo com o tamanho corporal. Adicionalmente, a competição acústica pode gerar divergência no uso da frequência esperada pela alometria fazendo com que ocorra uma estruturação do espaço acústico. Já a eficiência da propagação pode direcionar as vocalizações das espécies menores para a porção grave do espectro. Para analisar a alometria vocal conduzimos regressões lineares do tipo II (Ranged Major Axis) com dados acústicos de psitacídeos neotropicais (Psittacidae - tribo Arini), pombos neotropicais (8 gêneros), dendrocolaptídeos (Dendrocolaptinae), tinamídeos (Tinamidae) eturdídeos (25 espécies). Para verificar a existência de padrões não aleatórios no uso do espaço acústico, utilizamos modelo nulo com o índice de sobreposição de Pianka. Para testar se as espécies menores utilizam frequências mais graves, utilizamos Wilcoxon Sign Rank. Estes foram testados com dados acústicos de uma assembleia de aves da Floresta Nacional de Carajás. Utilizamos a frequência dominante (FDOM), a frequência fundamental mínima (FFMIN) e a frequência fundamental máxima (FFMAX). A relação alométrica foi encontrada em psitacídeos, pombos, dendrocolaptídeos e nas frequências fundamentais de tinamídeos. Não foi encontrada estruturação no uso das frequências acústicas. A FDOM e a FFMIN diferiram significantemente do esperado pela alometria, porém ambas foram mais agudas que o esperado. A comunicação sonora tem sido moldada por um longo processo de seleção natural, através de forças evolutivas distintas, cada uma tendo um papel no sinal acústico.
  • WELLINGTON EMANUEL DOS SANTOS
  • Morfometria geométrica de Diptera (Insecta) neotropicais de importância forense
  • Data: 08/02/2017
  • Hora: 08:00
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  • A identificacao de insetos coletados em cadaveres, apesar de crucial para as investigacoes, pode ser dificil usando somente sua morfologia. Isso se deve a varios fatores, tais como: estado de conservacao do material coletado, grande diversidade e carencia de especialistas. Analises morfometricas de estruturas taxonomicamente relevantes, como asas de insetos, vem sendo utilizadas para investigar hipoteses taxonomicas e ecologicas em diversos grupos animais. Nesse sentido, partindo da hipotese de que sao suficientemente distintas para sua diferenciacao, asas de especies de diferentes populacoes de moscas de importancia forense foram analisadas morfometricamente. Primeiramente, uma compilacao de registros das principais especies de moscas encontradas em carcacas e cadaveres na regiao Neotropical, incluindo o estagio de desenvolvimento, substrato, ambiente e distribuicao geografica em que foram coletadas, e apresentada no capitulo 1. A lista compreende 247 especies, incluidas em oito familias. Sarcophagidae (119) foi a familia com maior diversidade de especies, seguida por Muscidae (5 4) e Calliphoridae (35). Adicionalmente, sao apresentados novos registros de especies em carcacas para a Caatinga. Em seguida, no capitulo 2, em fotos das asas de 416 individuos das tres principais especies de Sarcophagidae (Oxysarcodexia thornax, Peckia (S.) lambens e Ravinia belforti) foram digitalizados 14 marcos anatomicos e alinhados usando uma superimposicao generalizada de Procrustes (GPA). Os dados resultantes (tamanho do centroide e distancias de Procrustes) passaram por analises de classificacao (PCA), ordenacao (CVA), comparacao (DFA) e teste multivariado (ANOVA) para avaliar a discriminacao e a acuracia de identificacao das especies estudadas. Tanto a PCA como a CVA separaram claramente as tres especies , resultado confirmado pela ANOVA que mostrou variancia significativa entre as especies em funcao do tamanho do centroide (F = 369,35; P < 0,0001) e das distancias de Procrustes (F = 180,06; P < 0,0001), assim como pela DFA que alocou corretamente todos os individuos. Por fim, no capitulo 3, 1.478 individuos das tres especies mais frequentes de Calliphoridae (Chrysomya albiceps, Chrysomyamegacephala e Lucilia eximia) passaram pelas mesmas analises acima. A ANOVA mostrou variancia significativa entre as especies em funcao do tamanho do centroide (F = 372,72; P < 0,0001) e das distancias de Procrustes (F = 1699,05; P < 0,0001). Assim como a CVA e DFA, que reclassificou corretamente 99,40% dos individuos em media. A analise da forma das asas revelaram tambem dimorfismo sexual significante das especies, com acuracia de reclassificacao acima de 90% pela DFA. Por outro lado, nao foi observada variacao de forma significativa entre as populacoes das especies de ambientes distintos ou semelhantes.
2016
Descrição
  • DANIEL OLIVEIRA SANTANA
  • Autoecologia comparativa entre duas espécies de quelônios (Phrynops geoffroanus e Mesoclemmys tuberculata) em áreas de Caatinga e Mata Atlântica no Nordeste do Brasil
  • Data: 23/12/2016
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo teve como objetivos principais avaliar de que maneira as populações de Phrynops geoffroanus e Mesoclemmys tuberculata de áreas de Caatinga e Mata Atlântica do Nordeste utilizam os recursos espaciais, temporais e tróficos disponíveis no ambiente, bem como a influência das condições ambientais como diferentes regimes pluviais e disponibilidade de recurso alimentar, na dieta, reprodução, parasitismo, estrutura populacional das espécies. No primeiro capítulo foi testada a hipótese de que fatores intraespecíficos são mais determinantes que diferenças dos ambientes na determinação de parâmetros autoecológicos de P. geoffroanus e M. tuberculata. Mais especificamente, avaliamos a proporção entre os sexos, a presença de dimorfismo sexual, e descrevemos os aspectos morfométricos e reprodutivos. Os resultados mostraram que machos reprodutivos das duas espécies foram registrados durante todo o período do estudo (seca e chuva), enquanto que a presença de ovos e ovócitos foi registrada exclusivamente em fêmeas coletadas durante o período chuvoso. De modo geral os parâmetros autoecológicos avaliados não foram diferentes em P. geoffroanus e M. tuberculata, apresentando padrões semelhantes tanto na Caatinga, quanto da Mata Atlântica, provavelmente essa ausência de variação está relacionada com o período de existência dos biomas, sendo a Caatinga temporalmente mais recente, quando comparado à Mata Atlântica. Assim, possivelmente o tempo decorrido pode não ter sido suficiente para induzir diferenças entre as populações desses biomas com condições sazonais diferentes. No segundo capítulo foi realizada uma comparação das dietas de P. geoffroanus e M. tuberculata nos diferentes estágios de vida (adultos e juvenis), sexo, estação e bioma de ocorrência, afim de determinar se as diferenças no uso dos recursos podem ter ligações com características do habitat. Analisamos frequência de ocorrência, abundância, volume, índice de importância relativa e larguras de nicho para cada espécie de quelônio. Além disso, avaliamos se existe uma maior sobreposição de nicho trófica na Caatinga por ela apresentar um regime pluvial estocástico, recurso alimentar mais irregular, quando comparada com padrão previsível da Mata Atlântica. Nossos resultados indicaram que as presas mais importantes na dieta de P. geoffroanus foram Material Animal (víceras e escamas de peixes), Baetidae e Caridae. O alto consumo de material animal como principal item alimentar de P. geoffroanus, indicou uma forte associação com o comportamento antrópico na região do nosso estudo. Já M. tuberculata apresentou Ampularidae, Material Vegetal e Belastomatidae como os itens mais importantes consumidos, apresentando inclusive adaptações para o consumo de moluscos. Nós não encontramos diferenças significativas nas larguras de nicho entre machos e fêmeas adultas de ambas espécies, no entanto, as dietas diferiram significativamente na ontogenia (adultos e juvenis) possivelmente relacionado à diferenças no tamanho dos indivíduos e a utilização de microhábitat específicos.
  • NEWTON MOTA GURGEL FILHO
  • ESTUDO DAS COMUNIDADES DE PEQUENOS MAMÍFEROS TERRESTRES DA MATA ATLÂNTICA: DIVERSIDADE BETA E FUNCIONAL
  • Orientador : LUIZ CARLOS SERRAMO LOPEZ
  • Data: 26/08/2016
  • Hora: 08:00
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  • CAROLINA NUNES LIBERAL
  • BESOUROS ESCARABEÍNEOS (COLEOPTERA: SCARABAEIDAE:SCARABAEINAE) EM DIFERENTES ECOSSISTEMAS DA PARAÍBA: ESTRUTURA DA TAXOCENOSE, DIVERSIDADE FUNCIONAL E PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL
  • Data: 31/05/2016
  • Hora: 14:00
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  • Besouros escarabeineos (Coleoptera: Scarabaeidae: Scarabaeinae) compreendem aproximadamente 6000 especies descritas e apresentam grande diversidade na faixa tropical. No Nordeste brasileiro haviam sido registradas ate o momento 113 especies de besouros escarabeineos, a maior parte delas em areas de Floresta Atlantica e Caatinga. Esse estudo teve como objetivo principal entender os padroes de distribuicao espacial das especies de besouros escarabeineos, em diferentes escalas, e como se estruturam suas comunidades, em distintos ecossistemas, da Paraiba. Bem como, contribuir para o conhecimento dessa taxocenose no Nordeste brasileiro. Para isso foram realizadas coletas, no periodo chuvoso, em sete areas, dentro dos Dominios da Floresta Atlantica e Caatinga. Foram utilizados pitfalls iscados com fezes humanas e baco bovino distribuidos em dez conjuntos, espacados 100 m, de um par de cada isca, em cada area. Para avaliar a importancia relativa das escalas espaciais foi empregada a particao aditiva da diversidade e a similaridade das areas avaliadas por meio dos indices de Jaccard e Morisita. Das 16 variaveis ambientais mensuradas, seis foram utilizadas, juntamente com as coordenadas geograficas, para explicar a variacao da composicao de especies, calculada por meio da Analise de Redundancia Parcial. A diversidade funcional foi medida a partir de tres tracos relacionados com comportamento e morfologia. No total foram coletados 4.546 individuos pertencentes a 43 especies, acrescentando dois novos registros de ocorrencia para o Nordeste (Canthidium aff. depressum e Eutrichilum sp.). Os resultados encontrados mostraram que a taxocenose de besouros escarabeineos no estado da Paraiba e fortemente influenciada por variaveis ambientais, com alta redundancia funcional, e a magnitude da variacao de sua diversidade aumenta conforme o tamanho da escala espacial. Sua composicao e dominada por especies de besouros pequenos, sendo em areas de Floresta Umida a maioria paracopridea e generalista e em Florestas Secas telecoprideas, necrofagas e generalistas.
  • JOSÉ ARAÚJO SOUTO NETO
  • Doenças associadas ao cavalo-marinho Hippocampus reidi Ginsburg, 1933 (TELEOSTEI: SYNGNATHIDAE) em sistema de cultivo experimental
  • Data: 31/05/2016
  • Hora: 14:00
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  • Consta na dissertacao
  • ANA CAROLINA BRITO VIEIRA
  • A dinâmica do zooplâncton em um reservatório profundo do semiárido brasileiro: influência da alimentação, do clima e da sazonalidade
  • Data: 31/05/2016
  • Hora: 08:30
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  • A dinâmica do zooplâncton em um reservatório profundo do semiárido brasileiro: influência do clima, da qualidade da água e da comunidade fitoplanctônica. As regiões semiáridas no mundo são caracterizado por poucas chuvas, altas temperaturas o ano todo, seguidos por longos períodos de estiagem, tornando-os muitas vezes temporários; isto afeta diretamente a qualidade das águas e, consequentemente a diversidade e abundância dos organismos ali presentes. A maoria dos sistemas aquáticos no semiárido, especialmente no Brasil, são rasos e por isso os estudos planctônicos foram conduzidos nesses locais. Diantedisso, este trabalho teve por objetivo analisar a dinâmica do zooplâncton num açude profundo no semiárido nordestino, e observar a influência das variáveis ambientais, da comunidade fitoplanctônica e da sazonalidade do clima sobre ela. Este estudo foi conduzido em quatro partes: o primeiro foi sobre a relação entre fitoplanctônica e zooplanctônica ao longo de dois ciclos hidrológicas. Observou-se o predomínio das cianobactérias sobre todos os demais grupos fitoplanctônicos, o que refletiu na baixa diversidade zooplanctônica do açude; os rotíferos foram as espécies mais diversas e mais abundantes durante as chuvas; os copépodos foram registrados durante toda as coletas, em especiais os estágios juvenis; cladóceros apresentaram densidades baixíssimas, e só apareceram quando a condições do ambiente se tornaram menos eutrofizadas. O capítulo 2 tratou das diferenças espaciais na distribuição da comunidade zooplanctônica e a influência dos períodos chuvosos e seco sobre a distribuição desta comunidade; observou-se que a densidade de ambos os grupos planctônicos foram maiores na entrada, especialmente de cianobactérias e de rotíferos; os microcrustáceos foram especialmente mais abundantes na época seca; no capítulo 3 analisou-se a distribuição vertical da comunidade zooplanctônica e a influência da sazonalidade sobreesta; o que se observou é que enquanto os rotíferos tiveram um distribuição mais homogênea, os microcrustáceos apresentaram uma distribuição típica de migração vertical, especialmente na época seca; por fim, o capítulo 4 apresentou a simulação artificial do acúmulo de nutrientes provocada pela diminuição da do volume hídrico, no caso de uma seca prolongada; para isso foram instalados no açude um bioensaio em mesocosmo, com taques, onde um tratamento foi enriquecido com nutrientes, nitrogênio e fósforo e outro serviu como controle. Como resultado inesperado, ocorreu a formação de um biofilme de perifiton no tratamento enriquecido comnutrientes, que teve o poder de diminuir as densidades de cianobactérias, ao ponto de trazer transparência total da água no fim do experimento; isso sugere um esgotamento de recursos nutritivos nas águas do açude, devido ao tempo de residência da água. As comunidades fitoplanctônicas e zooplanctônicas responderam a essa diferença. Os calanóides e cladóceros só apareceram no fim do estudo, nos tratamentos enriquecidos, enquanto que os ciclopóides baixaram suas densidades. Com o estudo podemos concluir que à diferença dos ambientes mais rasos, o os açudes mais profundos apresentam um tempo maior de residência da água, que se reflete na baixa diversidade zooplanctônica, especialmente dos microcrustáceos e na ocorrência de bloomsde cianobactérias; enquanto que os lagos rasos mostram um sucessão ecológica concomitante a evolução do ciclo hidrológico, refletindo uma maior diversidade zooplanctônica, osreservatórios mais profundos exibem uma estabilidade maior e para que essa sucessão ocorra é necessário maiores regimes pluviométrico.
  • GABRIELA ROCHA DEFAVARI
  • Genética da Conservação de cavalos-marinhos (Hippocampus spp.) no Brasil
  • Orientador : IERECE MARIA DE LUCENA ROSA
  • Data: 30/03/2016
  • Hora: 14:00
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  • Consta na tese
  • LUIZ PAULO ARAÚJO DA SILVA
  • Revisão sistemática e modelagem de distribuição de Pickeliana Mello-Leitão, 1932 (Opiliones: Laniatores: Stygnidae): implicações para a biogeografia histórica da Mata Atlântica.
  • Orientador : MARCIO BERNARDINO DA SILVA
  • Data: 24/03/2016
  • Hora: 09:00
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  • consta na tese
  • RUDÁ AMORIM LUCENA
  • Taxonomia de Pycnogonida (Arthropoda: Chelicerata) da região costeira do Nordeste do Brasil
  • Data: 29/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • O litoral brasileiro possui mais de 7.500 km de linha de costa, sendo destas 3.400 no litoral da região Nordeste. Esta região, que vai do Estado do Maranhão ao sul da Bahia, abriga as únicas formações recifais do Atlântico Sul. A classe Pycnogonida é composta por Arthropoda exclusivamente marinhos, com mais de 1.300 espécies descritas. Seu estudo no Brasil começou no final do século XIX, por meio de dragagens realizadas ao longo da costa, tendo se intensificado a partir da década de 40 em função dos esforços de Ernst Marcus. Porém, historicamente, foi focado no litoral sul e sudeste, com poucos estudos para a região Nordeste. Este trabalho teve o objetivo de elevar o conhecimento da diversidade de Pycnogonida para o Brasil, centrado na costa marítima da região Nordeste, fornecendo descrições das espécies encontradas e caracterizando as possíveis novas espécies. Para isso foram realizadas coletas em 17 praias, distribuídas equidistantes 120 km uma das outras, nos Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia. Também foram analisados espécimes presentes nas coleções da Universidade Federal da Paraíba, do Museu de Oceanografia/UFPE e da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Os Estados da Paraíba e Pernambuco não foram amostrados devido à grande quantidade de material disponível para essas áreas, e o de Sergipe devido à dificuldade de coleta. Em cada praia foram coletadas algas na região de entremarés. Algumas destas algas foram lavadas em campo e outras levadas para o laboratório onde foram triadas. As identificações foram realizadas com o auxílio de lupa e microscópio estereoscópico, baseadas em chaves taxonômicas e trabalhos com diagnoses e descrições dos táxons. Quando necessário era feita a dissecção de estruturas, como pernas, ovígeros e palpos, para serem observados ao microscópio. Foram analisados um total de 719 espécimes, classificados em oito famílias, 13 gêneros e 51 espécies. Das espécies encontradas 14 são novos registros para o Nordeste, cinco para o Brasil, duas novos registros para o Atlântico, uma para o Atlântico Sul e 11 espécies novas para a Ciência. Assim, foi elevado o número de espécies registradas para o Brasil, de 64 para 83, e para a região Nordeste, de 21 para 54. Conclui-se que o estado de conhecimento da fauna de picnogonídeos para o Brasil ainda é escasso, havendo necessidade de incentivo para estudos taxonômicos de grupos negligenciados, como é o caso de Pycnogonida.
  • BRUNA MONIELLY CARVALHO DE ARAUJO
  • RÉPTEIS COMO ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO NO BRASIL: ASPECTOS ETNOZOOLÓGICOS E CONSERVACIONISTAS
  • Data: 29/02/2016
  • Hora: 09:00
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  • No Brasil, apesar de várias restrições legais, a criação e comércio de répteis para animais de estimação vêm se intensificado nos últimos anos. Tais atividades têm implicações variadas, incluindo aspectos ecológicos, econômicos e de saúde pública, os quais foram investigados no presente estudo, que representa a primeira análise acerca do uso e comércio de répteis como animais de estimação no Brasil. Para isso, foram obtidas informações através de questionários semiestruturados aplicados a 719 criadores, contatados a partir de grupos de criadores de repteis na rede social facebook. Foi registrado um total de 69 espécies de répteis comercializados como pets no Brasil, das quais 39 são serpentes, 17 lagartos, 12 quelônios e uma espécie de jacaré. Das espécies registradas 46 são nativas do Brasil e 23 são exóticas, incluindo espécies ameaçadas de extinção. As espécies com maior número de espécimes foram Pantherophis guttatus (n=271), Chelonoidis carbonarius (n=168), Boa constrictor (n=119), Trachemys dorbigni (n=65) e Iguana iguana (n=61). Os criadores se distribuem por pelo menos 24 estados, apresentando uma maior concentração registrada na região Sudeste e no Distrito Federal. Os animais geralmente são adquiridos pelos seus criadores através da compra, com valores variados, sendo elevado para algumas espécies, o que torna a atividade mais comum entre pessoas de renda elevada. Os preços são influenciados por fatores como beleza, padrão de cores dos animais, porte, sexo e até ainda pela raridade do animal. Evidenciou que ainda que os criadores são predominantemente do sexo masculino e escolaridade elevada. A criação de répteis de estimação levanta preocupações conservacionistas, provocando impacto direto sobre as populações exploradas e sendo uma potencial via de introdução de espécies invasoras, incluindo espécies exóticas que já foram registradas em localidades do Brasil em ambiente natural. Evidencia-se claramente, a necessidade de uma discussão mais aprofundada sobre o assunto, que envolva os diferentes atores envolvidos, desde criadores, comerciantes e autoridades ambientais, visando buscar soluções para toda a problemática que envolve o assunto.
  • JÉSSICA EMÍLIA SÉRGIO DE AQUINO GOLZIO
  • Diversidade de parasitos de peixes e sua relação com características dos hospedeiros e do ambiente nos estuários do Rio Mamanguape e Paraíba do Norte, Paraíba, Brasil
  • Data: 26/02/2016
  • Hora: 15:00
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  • Parasitos são importantes componentes das comunidades e constituem grande parte da diversidade biológica encontrada em diversos ecossistemas, podendo fornecer valiosas informações acerca de seus hospedeiros e o ambiente onde vivem. Entretanto, apesar de sua importância, a biodiversidade parasitária ainda é pouco conhecida em algumas regiões do Brasil, principalmente no que tange os parasitos de peixes na região Nordeste, sendo a maioria dos estudos concentrados na região Sudeste e Norte. O presente estudo teve como objetivo geral fazer o levantamento de fauna parasitária de peixes dos estuários do rio Paraíba do Norte e do rio Mamanguape, os dois principais estuários do Estado da Paraíba, Nordeste do Brasil. Foram realizadas duas coletas de peixes em cada estuário, em novembro de 2013 e em julho de 2014, utilizando arrastos manuais. Após a identificação e necropsia dos peixes, seus parasitos foram coletados, armazenados e identificados com a maior resolução taxonômica possível. Para cada espécie de parasito, foram calculados os valores de prevalência, intensidade média e abundância média. Dentre os 794 peixes examinados, pertencentes a quatro espécies, 145 estavam parasitados por pelo menos uma espécie de parasito. No total, foram registradas 21 espécies de parasitos, dentre eles digenéticos, copépoda, isopodas, nematodas e monogenéticos, sendo o copépode Acusicola brasiliensis a espécie mais abundante. Considerando que a fauna parasitológica dos peixes destes estuários aind a não havia sido estudada, todos as ocorrências são novos registros de localidades para as espécies de parasitos. Além disso, novos registros de hospedeiros são feitos para espécies de parasitos já registradas em outras regiões.
  • RACHEL ANNE ALENCAR MARTINS
  • Interações entre abelhas e flores de Senna (Leguminosae; Caesalpinioideae)
  • Data: 25/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • Dentre as relações existentes entre plantas e insetos, certamente a polinização é uma das mais importantes. Trata-se de uma interação indispensável para a manutenção das atividades dentro de uma comunidade ou ecossistema. Dentre todas as espécies de plantas que são polinizadas por insetos, temos cerca de 20.000 espécies que possuem flores com anteras poricidas, polinizadas por vibração. Esta é uma estratégia de plantas que promovem a transferência dos gametas por meio de um polinizador (abelhas fêmeas) para vibrar as flores de modo a extrair pólen. Abelhas utilizam suas vibrações para coletar pólen de diversos tipos de plantas com diferentes morfologias, por exemplo: Cistus, Papaver, Pedicularis e Solanum. Inclusas nas flores tipo Solanum temos as flores de pólen do gênero Senna que possuem anteras poricidas, heteranteria, enantiostilia e ausência de nectários florais, características que parecem estar intimamente relacionadas à polinização por vibração. E o sucesso reprodutivo de plantas e de seus polinizadores está intimamente ligado a essas características que fazem com que a polinização seja uma relação mutualística permeada por demandas conflitantes. As interações entre plantas e polinizadores não são mediadas pela fartura e a relação mutualística que garante o sucesso da reprodução, mas pela escassez e a concorrência pelos recursos limitados. Neste trabalho pudemos identificar os visitantes florais e polinizadores de três espécies de plantas do gênero Senna, bem como entender melhor as relações de deposição de pólen no corpo dos polinizadores e os sistemas reprodutivos dessas plantas. Também analisamos a polinização por vibração por meio de suas características bioacústicas, de forma que nossos resultados demostraram uma grande plasticidade no comportamento de coleta de pólen por vibração das abelhas polinizadoras das espécies de planta do gênero Senna estudadas.
  • JEAN MIGUEL ALVES DOS SANTOS
  • Visitantes Florais e Polinização de Tecoma stans (Bignoniaceae): efeito da pilhagem de néctar na eficácia reprodutiva
  • Data: 24/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • As abelhas são as principais polinizadoras de espécies vegetais do sistema agrícola e da maioria dos ambientes terrestres, interagindo com plantas nativas e exóticas. As plantas exóticas geralmente são encontradas em áreas urbanas como Tecoma stans, espécie nativa da região sul dos Estados Unidos e norte da América Central, introduzida no Brasil para ornamentação. Por apresentar flores com corolas tubulares longas, é comum a realização de aberturas/orifícios por certas espécies de abelhas que possibilitam o acesso aos recursos florais de T. stans. Todavia, como não entram na flor, essas abelhas realizam visitas ilegítimas, pois não contatam as estruturas reprodutivas das flores, e realizam a pilhagem dos recursos florais sem efetuar a polinização das mesmas. Alguns estudos foram publicados sobre a interação das abelhas com essa planta, principalmente, na região sul e sudeste do Brasil. Entretanto, não foram realizados estudos sobre o comportamento de pilhagem nessa espécie. Estudos demonstram que a pilhagem de pólen e néctar pode favorecer, ser neutra ou diminuir o sucesso reprodutivo de outras espécies vegetais. O objetivo desta pesquisa foi estudar a apifauna visitante de Tecoma stans em duas áreas com características diferentes, enfatizando o comportamento de pilhagem e suas consequências. O estudo fo i realizado no Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa - PB, e no Sítio Olho D'água, Alhandra – PB, durante outubro de 2014 e novembro de 2015. Todos os testes de polinização manual resultaram na formação de frutos enquanto a polini zação espontânea não gerou frutos, confirmando que Tecoma stans possui o sistema reprodutivo autocompatível, porém necessitade agentes polinizadores para a transferência dos grãos de pólen. Após a antese, as flores duram dois dias e oferecem pólen para seus visitantes, com média de 4.064,9±543,9grãos/antera; e néctar, com produção média de 14,4±7,3µl/dia, com concentração média de açúcar de 21,3±3,8% e 0,47±0,3mg de acúcar/µl. Foram registradas 24 espécies de abelhas visitantes florais na UFPB e 21 espécies no Sítio Olho D’água. As abelhas iniciaram o forrageio por volta das 5:00h até às 17:30h. As visitas e os visitantes foram mais constantes na UFPB que no Sítio Olho D’água que apresentou maior variação durante os dias. O número de visitas e o número de visitantes foram significativamente maiores na UFPB. Ocorreu um pico de visitantes às 8:00h (média de 9,3±8,3 visitantes/planta/dia) na UFPB. Enquanto no Sítio Olho D’água ocorreu um pico médio de visitantes às 8:00h e outro às 12:00h (média de 5,6±2,4 visitantes/plantas/dia e 4,9±2,7 visitantes/planta/dia, respectivamente). As abelhas mais abundantes foram Trigona spinipes, T. fuscipennis, Partamona littoralis, Plebeiaflavocincta e Xylocopa spp. na UFPB e Melipona scutellaris e Augochlora spp. no Sítio Olho D'água. Eulaema nigrita, E. atleticana, Centris analis, C. fuscata, C. tarsata, C. aenea, Euglossa carolina, Melipona scutellaris e Melitoma segmentaria foram consideradas polinizadoras efetivas; e Apis mellifera, Augochlora sp., Ceratina chloris, C. maculifrons, Nannotrigona punctata, Partamona littoralis, Plebeia flavocincta, Trigona spinipes e T. fuscipennis foram classificadas como polinizadoras ocasionais. As espécies de Xylocopa, Pseudaugochlora e Trigona spinipes foram pilhadoras primárias de néctar. Trigona spinipes e Trigona fuscipennis foram pilhadoras primárias de pólen. Em experimentos nos quais as flores receberam uma barreira para evitar a pilhagem de néctar, o sucesso reprodutivo da polinização livre em flores com e sem barreira foram baixos e semelhantes nas duas áreas, sugerindo que a pilhagem de néctar não influenciou na produção de frutos, refutando a hipótese proposta. Porém, em testes posteriores o Sucesso Reprodutivo e a Eficácia Reprodutiva nas flores sem barreira foi maior, sugerindo que a pilhagem de néctar favorece a polinização. Essa diferença nos resultados pode estar relacionada a diferentes períodos de realização dos testes, assim como a diferenças na abundância e composição de polinizadores em cada área. Os resultados mostraram que a pilhagem de néctar pode afetar a produção de frutos, porém são necessários experimentos mais conclusivos.
  • ANNE ISABELLEY GONDIM DE FARIAS
  • SISTEMÁTICA DA FAMÍLIA HEMIEURYALIDAE VERRILL, 1899 (ECHINODERMATA, OPHIUROIDEA, OPHIURIDA)
  • Data: 23/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • No presente estudo nós realizamos a primeira revisão taxonômica da família Hemieuryalidae. Para isto foram revisadas a série tipo de todas as espécies que compõe a família, assim como também material ad icional das mesmas. Os espécimes estudados encontram-se depositadas em 11 importantes coleções científicas. Com base em nossos resultados nós sinonimizamos os gêneros Ophioplus e Hemieuryale, designamos um neótipo para Hemieuryale tuberculosa, propomos a transferência dos gêneros Ophioleila e Ophioholcus para Amphiuridae. Assim como também, fornecemos novas diagnoses para a família Hemieuryalidae, seus gêneros e suas espécies, bem como chaves taxonômicas para os gêneros da família e para as es pécies de Hemieuryale e Sigsbeia. Por fim, ilustramos caracteres nunca antes representados para os taxa que compõe Hemieuryalidae. Com a presente revisão taxonômica a família passa a ser constituída por três gêneros e oito espécies.
  • LAYLA SANTOS REIS CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
  • Perda de diversidade taxonômica, funcional e filogenética de pequenos mamíferos não voadores em paisagens urbanizadas da Mata Atlântica
  • Data: 23/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • A urbanização é uma das principais atividades que gera fragmentação e perda de habitat tendo como uma das suas maiores consequencias a perda de biodiversidade. O alto grau de destruição das florestas tem tornado a criação de áreas protegidas uma saída para ações de conservação e compreender como a biodiversidade responde a essas modificações é um dos principais desafios da ecologia. Diversos estudos têm buscado respostas diante dessas modificações e os pequenos mamíferos podem ser importantes ferramentas para essas pesquisas ecológicas. A maioria tem focado em áreas rurais e utilizado métricas tradicionais de diversidade que não consideram a variação funcional e as relações evolutivas das espécies. Este estudo avaliou, através de abordagens filogenéticas e funcionais, como as modificações das paisagens decorrentes do processo de urbanização alteram a diversidade de pequenos mamíferos em uma paisagem urbanizada. Esperando encontrar uma redução na diversidade funcional e filogenética em fragmentos mais urbanizados e menores. Foram realizadas duas expedições para cada uma das 9 áreas protegidas de Mata Atlântica amostradas utilizando 20 armadilhas Sherman e 20 pitfalls em cada. Foram capturados 96 individuos pertencentes a 11 espécies que serviram de base para a construção de um banco de dados a partir de características funcionais, bem como para a construção de uma super árvore que fundamentaram as análises de diversidade funcional e filogenética, respectivamente. Os resultados demonstraram que a urbanização gera perda de diversidade funcional e filogenética nas comunidades de pequenos mamíferos. Essa perda se torna evidente apenas em pequenas escalas e está relacionada, principalmente, aos aspectos morfológicos e fisiológicos, bem como a perda de clados inferiores (espécies, gêneros). As causas dessa perda podem estar relacionadas à intolerância a matriz, escassez de recursos, espécies invasoras, além de forças externas à paisagem, como a caça e o comércio ilegal. Além disso, houve relação entre tamanho da área protegida e o número de espécies. Não houve relação entre a composição de espécies de áreas com tamanhos semelhantes e proximidade geográfica. Agregamos novas informações sobre como as comunidades de pequenos mamíferos não voadores respondem ao processo de urbanização. São necessários estudos futuros para identificar quais mecanismos subjacentes levam a essa perda de diversidade funcional e filogenética em paisagens urbanizadas. Além disso, ressaltamos o papel de pequenos remanescentes para a conservação em escala regional.
  • NAYLA FÁBIA FERREIRA DO NASCIMENTO
  • DNA E PALEODISTRIBUIÇÃO POTENCIAL DE Chiroxiphia pareola MOSTRAM DIVERSIFICAÇÃO E CONEXÕES HISTÓRICAS EM FLORESTAS DA AMÉRICA DO SUL
  • Data: 23/02/2016
  • Hora: 09:00
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  • Hipóteses de rios como barreiras biogeográficas e refúgios florestais pleistocênicos são apontadas como mecanismos para explicar a rica diversidade em florestas no Neotrópico. Espécies disjuntas entre as florestas Amazônica e Atlântica são bons modelos para testar tais hipóteses, pois são evidências de possibilidade de conexões entre essas florestas na América do Sul. Desse modo, usamos análises moleculares e de paelodistribuição potencial da espécie de ave que possui distribuição disjunta, Chiroxiphia pareola, para testar as hipóteses citadas acima, com o objetivo de verificar possíveis processos de diversificação e/ou expansão de suas populações. Seis genes foram analisados, sendo dois mitocondriais e quatro nucleares. As amostras corresponderam a localidades ao longo da distribuição da espécie. Foram utilizados 179 pontos de ocorrência e 19 variáveis climáticas para modelar sua distribuição no Presente, Holoceno, Último Máximo Glacial (LGM, 21 kya) e o último Interglacial (LIG, 120 kya). Nossos resultados suportaram o reconhecimento de quatro linhagens evolutivamente independentes da espécie politípica Chiroxiphia pareola, as quais sugerimos que sejam espécies plenas: C. regina, C. napensis C. pareola e nova espécie, esse último nome recomendado no presente estudo. Suportamos a proposta da dinâmica dos rios como mecanismos eficazes de diversificação na Amazônia, durante o Plio-Pleistoceno, e não corroboramos efeitos das últimas máximas flutuações climáticas do Quaternário. Embora nossos resultados suportem a estabilidade de refúgios florestais pleistocênicos na Floresta Atlântica nordestina, não suportamos o papel de rios como mecanismo de diversificação nessa região, durante o Pleistoceno Superior. Sugerimos ainda uma rota de conexão entre as florestas Amazônica e Atlântica por volta do Pleistoceno Médio na região entre o rio São Francisco e a Chapada Diamantina, no nordeste brasileiro.
  • ANTONIO LIMEIRA FELINTO DE ARAUJO
  • Caracterização do habitat e aspectos ecológicos de Anisotremus moricandi (Perciformes, Haemulidae) em dois ambientes recifais costeiros do litoral da Paraíba, Brasil
  • Data: 22/02/2016
  • Hora: 09:00
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  • A espécie Anisotremus moricandi está distribuída da costa do Panamá até o Sudeste do Brasil e ocorre em ambientes recifais próximos à costa, sofrendo alguns impactos antrópicos provenientes de atividades recreativas, pesca e poluição. Atualmente, de acordo com a IUCN (2015), essa espécie é listada na categoria “pouco preocupante” (LC), porém, apesar desse posicionamento, o que se sabe acerca da biologia, ecologia e pesca de A. moricandi ainda é incipiente, o que gera forte preocupação em relação ao estado de conservação dessa espécie. O presente estudo teve como objetivo caracterizar as populações e o habitat de A. moricandi nos recifes costeiros do Cabo Branco e Seixas, que estão situados em João Pessoa, Paraíba. A coleta de dados foi realizada durante o período de verão de 2014 e 2015, onde a abundância e o habitat dessa espécie foram avaliados por meio de mergulhos diurnos livres utilizando-se transectos lineares. Foram realizados 60 censos (30/local), totalizando 227 registros para A. moricandi, havendo um maior número de indivíduos juvenis, principalmente nos recifes do Cabo Branco. O microhabitat mais utilizado por A. moricandi foi “fenda recifal”, onde os indivíduos foram vistos na maioria dos censos em repouso nessas estruturas. A espécie ocorreu predominantemente em áreas com rochas. A abundância de A. moricandi foi positivamente relacionada com a quantidade de fendas recifais, onde os peixes juvenis foram vistos principalmente em repouso, uma vez que essas estruturas fornecem uma maior proteção aos indivíduos. Em comparação a outros estudos, observa-se que nos recifes do Cabo Branco e Seixas houve um maior registro dessa espécie, assim pode-se inferir que esses ambientes possuem recursos primordiais para a sobrevivência de A. moricandi. No entanto, faz-se necessário a preservação dessas áreas visando à manutenção dessa espécie, uma vez que A. moricandi foi registrada em recifes próximos à costa, sendo bastante vulneráveis às ações antrópicas.
  • ALINE PAIVA MORAIS DE MEDEIROS
  • Padrões de distribuição e organização trófica de assembleia de peixes no estuário do Rio Mamanguape, Brasil
  • Data: 12/02/2016
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho objetivou caracterizar a ictiofauna ao longo de um gradiente estuarino-recifal na APA Barra do Rio Mamanguape, Paraíba, Brasil, utilizando os seguintes parâmetros: distribuição espacial, uso do habitat, dieta e formação de grupos tróficos. O trabalho foi dividido em dois capítulos, onde o primeiro trata da distribuição espaço-temporal, uso do habitat e mudanças ontogenéticas no uso do estuário; o segundo, descreve a dieta das espécies e registra a formação de grupos tróficos, bem como a dieta das espécies abundantes de acordo com o local e estação em que foram coletadas e pelas classes de tamanho. Foram utilizados arrastos, tarrafas e agulheiras a fim de coletar os peixes e a dieta foi determinada a partir da análise dos conteúdos gástricos. As coletas foram realizadas ao longo de 17 pontos, divididos em quatro regiões a partir do gradiente de salinidade: Recifes, Baixo Estuário, Estuário Médio e Alto Estuário. As espécies mais abundantes foram Atherinela brasiliensis e Sphoeroides testudineus. A maior média de tamanho dos indivíduos foi registrada para a zona recifal, a qual apresentou uma maior contribuição de herbívoros em relação às regiões do estuário. Espécies como Caranx latus, Oligoplites palometa e Mugil curema apresentaram diferenças na preferência do habitat ao conforme ontogenia. A maior parte das espécies registradas no presente estudo foi considerada de origem marinha, podendo depender direta ou indiretamente do estuário. Em relação aos grupos tróficos, o grupo com maior número de representantes foram os Piscívoros, seguidos pelos que se alimentaram de Brachyura. A distribuição dos grupos tróficos também apresentou entre as regiões amostradas e também sazonalmente.
  • IAMARA DA SILVA POLICARPO
  • Atividade Antimicrobiana de Constrictotermes cyphergaster(Isoptera) e de suas respectivas plantas suporte
  • Data: 12/02/2016
  • Hora: 09:00
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  • A utilização de animais para o tratamento de doenças é comum em diferentes sistemas médicos tradicionais. Entre eles, os cupins (Isoptera) estão entre as espécies mais utilizadas na medicina popular. Muitas dessas espécies se alimentam de vegetais e os usam como suporte, incluindo plantas utilizadas na medicina popular. Esse cenário nos oferece oportunidade de investigação no campo de bioprospecção, uma vez que potenciais atividades microbiológicas desses animais podem estar associadas a suas relações com as plantas. Nessa perspectiva, o presente estudo objetiva investigar o potencial microbiológico da espécie de cupim Constrictotermes cyphergaster e plantas suporte. Foram coletados cinco ninhos de C. cyphergaster em três plantas-suporte de espécies diferentes. Para cada ninho foram retiradas amostras dos cupins, da parede interna do ninho e da casca do caule da planta-suporte, totalizando 60 amostras. Vinte gramas de cada amostra foram submetidas a extração através do processo de maceração a frio, utilizando o etanol como solvente extrator durante cinco dias a temperatura ambiente. Posteriormente, após a filtração, os extratos foram concentrados em evaporador rotatório a 40ºC até completa evaporação do solvente. Os ensaios microbiológicos com esses extratos foram realizados utilizando o método de microdiluição seriada e em triplicata. A partir disso, foram mensurados concentração inibitória mínima (CIM) de cada microrganismo para cada extrato analisado. Os resultados encontrados indicaram que os extratos etanólicos do cupim C. cyphergaster não mostraram uma atividade relevante contra as linhagens de Staphylococcus aureus e Escherichia coli, apresentando uma CIM >1000 μg mL-1. Do mesmo modo foi demonstrado pelos extratos apenas dos ninhos e do cupim junto com o ninho que apresentaram a mesma CIM. Diferentemente dos extratos da casca de Spondias tuberosa (Umbuzeiro), Poincianella pyramidalis (Catingueira) e Amburana cearensis (Cumaru) que demonstraram uma atividade significativa frente as linhagens de S. aureus com uma CIM<1000 μg mL-1 . Em relação aos ensaios sobre atividade moduladora dos extratos testados no presente estudo foi demonstrada a potencialização da maioria dos antibióticos frente as linhagens bacterianas testadas, quando combinados com os referidos extratos tanto para S. aureus quanto para E. coli. Tais resultados indicam que os extratos testados no presente estudo podem vir a ser compostos de origem animal e vegetal com potencial para modificar a atividade de antibióticos, podendo auxiliar a terapia antimicrobiana.
2015
Descrição
  • NIVALDO AURELIANO LEO NETO
  • Dinâmica da caça e conflitos socioambientais no Sertão da Serra Negra- PE
  • Data: 07/12/2015
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo abordou a dinâmica que está atrelada à atividade de caça, ao percebê-la como uma forma de experienciar e construir os nichos. Para tal, participaram deste trabalho os povos indígenas Kambiwá e Pipipã, localizados no sertão do Estado de Pernambuco, entrevistando-se 19 índios (7 do povo Kambiwá e 12 do povo Pipipã), que citaram 58 animais, sendo 25 mamíferos, 29 aves e 4 répteis. Se atualmente, por vários fatores, a caça torna-se menos frequente, nem por isto alguns indígenas deixam de realizá-la pois esta, segundo as percepções, seria uma tradição. Por ser dinâmica, a tradição da caça encontra processos de resignificação em um ambiente no qual o desmatamento por parte de nãoíndios, muitas vezes autorizada por órgãos federais, modifica e impõe alterações. A perda do território, do ambiente do povo Pipipã e Kambiwá, faz com que a luta dos indígenas pela manutenção deste se confronte, inclusive, com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO). Os povos indígenas em questão possuem limites de seu território (ancestral e reivindicado), além de extensas narrativas sobre os antepassados, associadas à Serra Negra. Esta, por sua vez, constitui-se em uma Unidade de Conservação, regida por dispositivos específicos e gerida pelo ICMBIO. Procurando compreender tais conflitos e os discursos proferidos pelas partes, foram entrevistados quatro funcionários da referida autarquia, além dos indígenas. Diante disto, compreende-se a historicidade dos ambientes e os processos de co-evolução dos organismos, atuando incisivamente na construção dos nichos. Em tais movimentos, as ações de diversos sujeitos se emaranham, nos alertando para a necessidade de abordagens integrativas e colaborativas, minimizando conflitos que são gerados por percepções postas como antagônicas, rotuladas como oposição de interesses enquanto guardam semelhanças.
  • TIAGO AUGUSTO LIMA CARDOSO
  • Variações temporais e espaciais em comunidades de aves aquáticas no semiárido brasileiro
  • Data: 04/12/2015
  • Hora: 13:00
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  • A Caatinga é uma das regiões naturais brasileiras onde é mais escasso o conhecimento sobre a sua biodiversidade, com destaque para a avifauna. Além disso, é também um dos domínios mais ameaçados e alterados pela ação antrópica. A caça é, sem dúvida, a segu nda grande ameaça que aflige diretamente a biodiversidade da Caatinga. No nordeste brasileiro, a caça de aves silvestres é uma prática bastante comum, envolvendo diversas categorias de uso e técnicas de caça, e tem sido apontado como um fator cultural importante para populações humanas, mas por outro lado, esta prática possui evidentes implicações ecológicas para biodiversidade. Neste contexto, esta tese foi desenvolvida com o objetivo de analisar o conhecimento sobre o uso de aves por populações humanas nas áreas do entorno da Serra de Santa Catarina avaliando quais as espécies que sofrem maior pressão de uso. Além disso, investigar o uso de habitat e a densidade das espécies consideradas ameaçadas de extinção que ocorrem na área estudada. E por último, avaliar o atual estado de conservação das duas espécies ameaçada s de extinção que ocorrem na Serra de Santa Catarina (Xiphocolaptes falcirostris e Penelope jacucaca), com base nos critérios de avaliação do estado de conservação das espécies desenvolvidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), e para isto levando-se em consideração os dados de densidade, uso de habitat, análise da distribuição potencial das espécies e dados sobre perda de habitat. Entre os anos 2013 e 2015, obteve-se dados etno-ornitológicos em localidades rurais situadas no entorno imediato da Serra de Santa Catarina – PB através de entrevistas semiestruturadas realizadas com 33 pessoas. Os dados foram analisados calculando -se o valor de uso geral (VUg), atual (VUa), potencial (VUp) e simbólico (VUs) e o índice de prioridade de conservação (IPC) para cada espécie de ave citada. Também foram coletados dados sobre a história natural, uso de habitat e a densidade populacional das espécies P. jacucaca e X.falcirostris a partir de observações diretas, armadilhas fotográficas digitais e vestígios da presença da espécie. Também foi realizada a análise de Modelagem de Distribuição Potencial de Espécies (MDE) com a finalidade de reavaliar o estado de conservação dessas duas espécies. Foram citadas 65 espécies de aves silvestres pertencentes 27 famílias e quatro categorias de uso (alimentar, estimação, medicinal e simbólica). A maioria das espécies capturadas para uso alimentar apresentou maior prioridade de conservação, incluindo a espécie ameaçada de extinção (P. jacucaca). Os dados referentes à alimentação da espécie P. jacucaca indicam uma dieta preferencialmente frugívora, embora tenham sido encontrados alguns registros de consumo de folhas e flores. Registrou-se um total de 24 espécies de plantas pertencentes a 17 famílias relacionadas à dieta de P. jacucaca. Em relação à densidade local desta espécie foi estimada em 13,1 indivíduos/km 2e a análise do uso de habitat indicou uma forte associação com a vegetação de floresta estacional decidual (p = 0,00378) e uma associação negativa com a savana-estépica arborizada (z = -1,6917, p = 0,00003). O MDE indicou uma área de distribuição de potencial de 675.823,27 km2 e os cálculos sobre a cobertura e perdas florestais apontaram um total de 81.307,07 km 2 de habitat disponível no ano 2013, desta forma recomendamos a permanência da espécie P. jacucaca na categoria “Vulnerável”. Já os resultados ara a espécie X. falcirostris evidenciaram uma densidade local estimada em 7,1 indivíduos/km2; a análise do uso de habitat indicou uma forte associação com a vegetação de floresta estacional decidual (p = 0,019363) e uma associação negativa com a savana-estépica arborizada (z = -3,689, p = 0,0,000269); e o MDE indicou uma área de distribuição de 745.051,38 km2 e os cálculos sobre a cobertura e perdas florestais apontaram um total de 46.911,78 km2 de hábitat disponível no ano 2013. Portanto, a partir destes resultados também recomendamos que a espécie X. falcirostriscontinue classificada como “Vulnerável”. As informações obtidas poderão servir como subsídios a futuros projetos de sustentabilidade ambiental que enfoquem o elemento humano envolvido, como também, a ações de conservação para espécies de aves que sofrem maior pressão de uso nesta região. T ambém recomendamos que a Serra de Santa Catarina torne-se uma unidade de conservação integral a fim de aumentar as restrições sobre atividades humanas impactantes e preservar habitats importantes para as espécies X. falcirostris e P. jacucaca.
  • DANDARA MONALISA MARIZ DA SILVA QUIRINO BEZERRA
  • Uso do Habitat e Densidade de Aves Ameaçadas em Extinção e sob Pressão Cinegética em uma área de caatinga prioritária para conservação
  • Data: 27/11/2015
  • Hora: 08:00
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  • A Caatinga é uma das regiões naturais brasileiras onde é mais escasso o conhecimento sobre a sua biodiversidade, com destaque para a avifauna. Além disso, é também um dos domínios mais ameaçados e alterados pela ação antrópica. A caça é, sem dúvida, a segu nda grande ameaça que aflige diretamente a biodiversidade da Caatinga. No nordeste brasileiro, a caça de aves silvestres é uma prática bastante comum, envolvendo diversas categorias de uso e técnicas de caça, e tem sido apontado como um fator cultural importante para populações humanas, mas por outro lado, esta prática possui evidentes implicações ecológicas para biodiversidade. Neste contexto, esta tese foi desenvolvida com o objetivo de analisar o conhecimento sobre o uso de aves por populações humanas nas áreas do entorno da Serra de Santa Catarina avaliando quais as espécies que sofrem maior pressão de uso. Além disso, investigar o uso de habitat e a densidade das espécies consideradas ameaçadas de extinção que ocorrem na área estudada. E por último, avaliar o atual estado de conservação das duas espécies ameaçada s de extinção que ocorrem na Serra de Santa Catarina (Xiphocolaptes falcirostris e Penelope jacucaca), com base nos critérios de avaliação do estado de conservação das espécies desenvolvidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), e para isto levando-se em consideração os dados de densidade, uso de habitat, análise da distribuição potencial das espécies e dados sobre perda de habitat. Entre os anos 2013 e 2015, obteve-se dados etno-ornitológicos em localidades rurais situadas no entorno imediato da Serra de Santa Catarina – PB através de entrevistas semiestruturadas realizadas com 33 pessoas. Os dados foram analisados calculando -se o valor de uso geral (VUg), atual (VUa), potencial (VUp) e simbólico (VUs) e o índice de prioridade de conservação (IPC) para cada espécie de ave citada. Também foram coletados dados sobre a história natural, uso de habitat e a densidade populacional das espécies P. jacucaca e X. falcirostris a partir de observações diretas, armadilhas fotográficas digitais e vestígios da presença da espécie. Também foi realizada a análise de Modelagem de Distribuição Potencial de Espécies (MDE) com a finalidade de reavaliar o estado de conservação dessas duas espécies. Foram citadas 65 espécies de aves silvestres pertencentes 27 famílias e quatro categorias de uso (alimentar, estimação, medicinal e simbólica). A maioria das espécies capturadas para uso alimentar apresentou maior prioridade de conservação, incluindo a espécie ameaçada de extinção (P. jacucaca). Os dados referentes à alimentação da espécie P. jacucaca indicam uma dieta preferencialmente frugívora, embora tenham sido encontrados alguns registros de consumo de folhas e flores. Registrou-se um total de 24 espécies de plantas pertencentes a 17 famílias relacionadas à dieta de P. jacucaca. Em relação à densidade local desta espécie foi estimada em 13,1 indivíduos/km 2 e a análise do uso de habitat indicou uma forte associação com a vegetação de floresta estacional decidual (p = 0,00378) e uma associação negativa com a savana-estépica arborizada (z = -1,6917, p = 0,00003). O MDE indicou uma área de distribuição de potencial de 675.823,27 km 2 e os cálculos sobre a cobertura e perdas florestais apontaram um total de 81.307,07 km 2 de habitat disponível no ano 2013, desta forma recomendamos a permanência da espécie P. jacucaca na categoria “Vulnerável”. Já os resultados para a espécie X. falcirostris evidenciaram uma densidade local estimada em 7,1 indivíduos/km 2 ; a análise do uso de habitat indicou uma forte associação com a vegetação de floresta estacional decidual (p = 0,019363) e uma associação negativa com a savana-estépica arborizada (z = -3,689, p = 0, 0,000269); e o MDE indicou uma área de distribuição de 745.051,38 km 2 e os cálculos sobre a cobertura e perdas florestais apontaram um total de 46.911,78 km 2 de hábitat disponível no ano 2013. Portanto, a partir destes resultados também recomendamos que a espécie X. falcirostris continue classificada como “Vulnerável”. As informações obtidas poderão servir como subsídios a futuros projetos de sustentabilidade ambiental que enfoquem o elemento humano envolvido, como também, a ações de conservação para espécies de aves que sofrem maior pressão de uso nesta região. T ambém recomendamos que a Serra de Santa Catarina torne-se uma unidade de conservação integral a fim de aumentar as restrições sobre atividades humanas impactantes e preservar habitats importantes para as espécies X. falcirostris e P. jacucaca
  • GUILHERME SOUZA DE LIMA
  • Caracterização da diversidade genética de Tropidurus hispidus (Squamata: Tropiduridae) na Caatinga
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 27/10/2015
  • Hora: 08:00
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  • consta na tese
  • JOSÉ RENATO CHAGAS BARBOSA
  • Padrão de castas e ocorrência de um fungo ectoparasita em Rhinotermitidae (Insecta: Isoptera)
  • Data: 16/10/2015
  • Hora: 14:00
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  • A família Rhinotermitidae possui um padrão de castas diverso, com espécies apresentando padrão semelhante ao encontrado nas famílias Kalotermitidae e Termitidae. Essa grande variação pode ocorrer por esse grupo ser polifilético. As espécies Heterotermes longiceps e Rhinotermes marginalis se encontram em subfamílias diferentes dentro de Rhinotermitidae. Portanto, será que os padrões dessas espécies corroboram o encontrado até aqui para as suas subfamílias? Para entender isso, os padrões de diferenciação de castas das espécies H. longiceps e R. marginalis foram investigados. Seis colônias de H. longiceps e quatro de R. marginalis foram coletadas,fixadas em FAA por 24 h e depois transferidas para álcool 80%. Os cupins foram separados por castas e ínstares e mensurados. As 11 variáveis morfométricas foram submetidas a uma análise dos componentes principais (PCA) para inspecionar os dados na tentativa de agrupar os ínstares em nuvens de indivíduos. A diferenciação do sexo das castas ápteras foi feita através do uso do corante carmin em espécimes dissecados. A PCA realizada para H. longiceps agrupou dois ínstares de larvas, dois ínstares de operários, pré-soldado, soldado menor, soldado maior, quatro ínstares de ninfas e alado. A análise do sexo dos indivíduos de H. longiceps mostrou dimorfismo sexual apenas nos soldados. Já o PCA realizado para R. marginalis agrupou cinco ínstares de larvas, dois ínstares de pré-soldado, dois ínstares de soldados, dois ínstares de operários, ergatóide e três ínstares de ninfas. Todos os indivíduos apteros eram fêmeas. As duas espécies analisadas apresentaram apenas operários verdadeiros. O padrão de castas de H. lonciceps é semelhante ao já descrito para Heterotermitinae e Coptotermitinae. Já a espécie R. marginalis apresentou um padrão já conhecido para Rhinotermitinae, que é um grupo monofolético. Não foram encontradas gônadas desenvolvidas nos indivíduos com morfologia de ergatóides.
  • EUDECIO CARVALHO NECO
  • Interações sociais em um grupo de macaco-prego-galego (Sapajus flavius, Schreber, 1774) sob competição induzida por alimento, em área de Floresta Atlântica na Paraíba
  • Data: 29/09/2015
  • Hora: 14:00
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  • Sapajus flavius (Schreber, 1774), espécie de primata neotropical redescoberto em 2006 na Floresta Atlântica nordestina, encontra-se Em Perigo de extinção. Pouco se sabe sobre o comportamento social desta espécie, em particular, a respeito de suas interações sociais agonísticas e afiliativas e sobre a função da barbela, presente em machos adultos. De janeiro de 2014 a janeiro de 2015, um grupo de cerca de 70 indivíduos que habita um fragmento de Floresta Atlântica no Estado da Paraíba, foi observado pelo método “todas as ocorrências” durante um experimento de competição induzida por alimento (milho e cana-de-açúcar). Um total de 76h 46min de observações e 43h 49min de experimento foram obtidos. Quinze comportamentos foram identificados somando 651 registros, distribuídos em três categorias comportamentais: Afiliativos, Agonísticos e Outros. O milho foi o alimento preferido por machos adultos, que demonstraram ter acesso prioritário ao alimento e exibiram maior frequência de comportamentos agonísticos direcionados aos juvenis. As fêmeas receberam e emitiram em maior frequência os comportamentos afiliativos. O comportamento de catação foi frequente entre indivíduos que permaneceram próximos, principalmente entre as díades macho-fêmea. Já o comportamento de esfregar a barbela foi observado em machos adultos utilizando diferentes substratos: tronco de árvore, caixa de experimento, alimentos, cupinzeiros e outros indivíduos, indicando que a barbela pode ser uma estrutura associada ao comportamento de marcação em S. flavius, por machos adultos. Os resultados sugerem que as reduzidas taxas de agonismo por contato físico substituídas por comportamentos agonísticos ritualizados podem favorecer o convívio em grupos com maior densidade.
  • GITÁ JUAN SOTERORUDÁ BRITO
  • Panorama de exportações de peixes ornamentais marinhos brasileiros de 2006 a 2013
  • Data: 23/09/2015
  • Hora: 14:00
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  • A pesca com fins ornamentais movimenta um mercado global e multimilionario; concomitantemente, acarreta impactos ecologicos sobre especies e ambientes, ligados a extracao excessiva e/ou praticas inadequadas de captura. Neste trabalho, foram analisados dados de exportacoes de peixes ornamentais marinhos junto aos registros oficiais gerados pelo governo brasileiro (SISBACEN – Sistema de Informacoes do Banco Central) de 2006 a 2013, como se segue: a quantidade anual e numero de individuos de cada especie, principais estados exportadores e seus paises de destino. Adicionalmente, analisou-se o papel da publicacao de instrucoes normativas na modificacao do quadro e da quantidade das especies comercializadas. No periodo analisado, 38 paises importaram 24.213 peixes de 138 especies, provenientes de sete estados brasileiros, sendo tres do Nordeste (BA, CE e PE), tres do Sudeste (ES, RJ e SP) e um do Norte (PA). O Ceara foi o maior exportador, apresentando 30 paises como alvo comercial. Holacanthus ciliaris foi a especie mais exportada no periodo coberto neste estudo, seguida de Pomacanthus paru e P. arcuatus. Tomando como base as listas publicadas nas instrucoes normativas, pequenas alteracoes foram feitas em relacao ao quadro de especies permitidas para o comercio e ha padronizacao nas quantidades anuais permitidas para cada taxon, sendo as mesmas pautadas em valores de individuos/ano/empresa.
  • KASSIANO DOS SANTOS SOUSA
  • Estudo comportamental de estresse em Hippocampus reidi Ginsburg, 1933 (Teleostei Syngnathidae)
  • Data: 23/09/2015
  • Hora: 08:30
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  • A utilização do peróxido de hidrogênio (H2O2) como forma de prevenção e controle de mortalidades associadas com infecções fúngicas, bacterianas, e de infestações parasitárias em diferentes espécies e ciclos de vida dos peixes é comum na aquicultura. Sabe-se que o H2O2 afeta a atividade de transcrição celular da base-redox, o controle a respostas inflamatórias e as respostas imunológicas, estando diretamente relacionados ao estresse. A grande vantagem do H 2O2é o impacto ambiental mínimo relacionado com a ausência de resíduos tóxicos; nesse sentido, estudos direcionados ao desenvolvimento de protocolos que se utilizem de produtos de baixo risco ambientalpara o tratamento de patologias se fazem necessários. Adicionalmente, estudos que visam ampliar os conhecimentos etológicos como um método não-invasivo de avaliação do bem-estar animal são de grande importância na avaliação do estresse. Neste trabalho, foi realizado um estudo com Hippocampus reidi, visando ampliar o conhecimento a respeito do seu comportamento em condições normais e de estresse, bem como avaliar o impacto e implicações do uso de H 2O2no manejo/cultivo de cavalos-marinhos e possível forma de remediação/mitigação desses efeitos. Foi utilizado um total de 43 espécimes de H. reidi, provenientes da população estoque para cultivo experimental do LAPEC (Laboratório de Peixes – Ecologia e Conservação), Universidade Federal da Paraíba, Brasil. Observou-se que a presença de animais parece ser um fator decisivo na degradação do H2O2, por acréscimo de matéria orgânica e bactérias ao sistema, como também pela própria absorção por parte dos animais. Foi constatado ainda que o H2O2 tem o potencial para ser usado em tratamento por imersão (banho) em H. reidi, tendo em vista que concentrações abaixo de 545 µM mostraram-se seguras em um período de 60 min de exposição para a espécie. Por outro lado, o peróxido de hidrogênio é tóxico em concentrações igual/superior a 599 µM e teve profundo impacto sobre o peso, comportamento e frequência respiratória em H. reidi. Foi testado também se Mnporfirina MnTE-2-PyP5+(MnP) é um potencial antioxidante catalítico para manutenção e cultivo de H. reidi, minimizando os impactos causados por tratamentos de altas concentrações de H2O2. Os resultados iniciais obtidos mostraram que o MnP foi benéfico a H. reidi, uma vez que minimizou os impactos causados por tratamentos de altas concentrações de H2O2a longo prazo, apresentando assim um amplo potencial a ser estudado nessa área.
  • SHAKA NOBREGA MARINHO FURTADO
  • Comunicação química e acústica no reconhecimento de parceiro em cavalo-marinho Hippocampus reidi Ginsburg, 1933
  • Data: 16/09/2015
  • Hora: 09:00
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  • A produção de sons é utilizada por diversos grupos animais para transmitir informações acerca de um emissor. Não obstante, peixes desenvolveram a maior diversidade de mecanismos de produção sonora e a utilização desse sinal acústico já foi reportada para várias espécies dentro do contexto de escolha de parceiro. O objetivo deste trabalho foi verificar se fêmeas de cavalo-marinho Hippocampus reidi apresentam fonotaxia positiva ao som do clique de macho intraespecífico. Para isto, realizamos experimentos de playback, nos quais foram fornecidos às fêmeas dois tipos de som: um controle e um estímulo. Registrou-se um total de 9000 segundos de experimento, e para as análises, foram considerados os 7200s em que as fêmeas estiveram em atividade. As fêmeas testadas não demonstraram fonotaxia positiva ao clique de corte. Também não foi observado nenhum efeito do playback na fêmea durante o tempo que ela ficou na zona do som estímulo (Kruskal-Wallis = 4.1272, p >0.05), indicando que o sinal acústico (clique de corte) não foi o suficiente para obter preferência da fêmea. Assim, destaca-se a necessidade de examinar as outras modalidades de comunicação, a fim de verificar se Hippocampus reidi utiliza-se de um sistema de sinalização multimodal de seleção sexual
  • NICOLAS EUGENIO DE VASCONCELOS SARAIVA
  • Sistemática e biogeografia dos opiliões Gonyleptidae da Mata Atlântica Nordestina ao Norte do Rio São Francisco e Brejos Nordestinos
  • Data: 31/08/2015
  • Hora: 08:30
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  • Os opiliões representam a terceira maior ordem dos aracnídeos e o Brasil é o país que apresenta o maior número de espécies, por volta de 950, graças à sua extensão continental e às florestas úmidas. A Mata Atlântica concentra a maior parte das espécies conhecidas, em parte devido ao maior esforço de coleta empregado neste bioma. Por causa dessa quantidade de espécies, um grande esforço deve ser alocado para organizar esse excesso de informação. Aliado a isso, a taxonomia de muitos grupos de opiliões ainda é baseada no sistema roeweriano de classificação, uma metodologia de seleção de caracteres desenvolvida pelo pesquisador Roewer que se baseia em categorias taxonômicas limitadas, que acabou por gerar grande confusão e agrupamentos monotípicos. A subfamília Pachylinae, inserida na família Gonyleptidae, representa bem esses problemas taxonômicos. Ela é a maior subfamília dentro dos Gonyleptidae, com cerca de 396 espécies. A subfamília Gonyleptinae também passa pelos mesmos problemas, apresenta 142 espécies. No nordeste brasileiro, ao norte do Rio São Francisco, a subfamília ocorre de forma relictual, descontínua, em contraste com o resto da Mata Atlântica, onde ela ocorre de forma contínua. Boa parte dessas espécies são de gêneros monotípicos que precisam de uma revisão quanto a sua integridade. O trabalho tem como objetivo revisar a sistemática das subfamílias Pachylinae e Gonyleptinae da Mata Atlântica do nordeste ao norte do Rio São Francisco, descrever novas espécies, revisar a integridade de gêneros ditos por ocorrer no Ceará, gerar árvores filogenéticas procurando as relações de parentesco entre as espécies, e testar hipóteses biogeográficas. Como resultado foram encontradas cinco novas espécies: duas pertencentes ao gênero Gyndoides, sem ocorrência para o Nordeste até o momento, uma espécie possivelmente de um novo gênero, uma de Parapachyloides e uma de Eusarcus. Os gêneros Paradiscocyrtus e Discocyrtulus foram sinonimizados com Discocyrtus, e a ocorrência desses dois gêneros no nordeste do Brasil são muito provavelmente frutos de erros de identificação do material recebido por pesquisadores da Alemanha. Três análises filogenéticas foram feitas, uma para as espécies do gênero Eusarcus, uma para evidenciar os relacionamento entre as espécies de Parapachyloides e Cearinus com outros representantes da subfamília Gonyleptinae e outra com os representantes da subfamília Pachylinae supracitados. Uma análise biogeográfica de eventos foi feita com Eusarcus que mostra a história biogeográfica da espécie nova em relação as suas espécies mais próximas. É feita uma discussão sobre as implicações para o entendimento da biogeografia do nordeste brasileiro das mudanças sistemáticas apresentadas aqui.
  • ARTHUR RAMALHO MAGALHÃES
  • Pequenos mamíferos em remanescentes florestais da Grande João Pessoa: como comunidades e populações respondem à urbanização?
  • Data: 27/08/2015
  • Hora: 08:30
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  • A urbanização é o aumento da densidade dos assentamentos humanos associados a intensificação do uso da terra e tem um efeito profundo e duradouro sobre o ambiente,na vida silvestre. A expansão urbana tende a ocupar e dar usos antrópicos aos remanescentes florestais criando um espaço com relações ecossistêmicas alteradas e restruturadas dentro de uma paisagem praticamente nova. Nesse contexto, as comunidades de organismos passam por diferentes modificações. A mata atlântica sofre grande influência da urbanização e possui uma grande diversidade de pequenos mamíferos não voadores. Visto isso, a cidade de João Pessoa e o estuário do Rio Paraíba passam por uma intensificação nos seus índices de crescimento urbano, porém em comparação com outras capitais manteve uma porcentagem alta de remanescentes florestais (30,67 %) caracterizando um bom modelo para se estudar as influências da urbanização sob esses remanescentes e como seus organismos respondem a essa influição. A sinurbanização (que é o ajuste que comunidades e populações sofrem associadas às condições específicas do ambiente urbano) afeta comunidades através da exclusão de espécies nativas e inclusão de espécies exóticas, por exemplo. Enquanto populações sofrem alterações de diferentes naturezas: tempo de vida, razão sexual, peso e tamanho de adultos e comportamento podem modificar em ambiente urbano.
  • FRANCIS LUIZ SANTOS CALDAS
  • Taxocenoses de anuros em ambientes com diferentes regimes de sazonalidade da região Nordeste do Brasil.
  • Data: 26/08/2015
  • Hora: 08:00
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  • Investigar a sinergia entre fatores históricos e ecológicos tornou-se comum no entendimento da organização das taxocenoses. Nesse estudo procuramos compreender quais desses fatores exercem maior influência sobre os nichos espacial e trófico de anuros de Caatinga e Mata Atlântica, assim como cada ambiente pode influenciar aestrutura filogenética de suas taxocenoses. Realizamos coletas de 15 dias contínuos nas estações seca e chuvosa utilizando “busca ativa” e armadilhas do tipo “pitfall-trap”. Coletamos dados de uso do microhábitat e dieta dos espécimes. A dieta das taxocenoses de Caatinga esteve mais estruturada do que as de Mata Atlântica. Fatores ecológicos agiram mais sobre o nicho trófico do que sobre o espacial, todavia, apresentaram menos efeito que os fatores históricos, indicando ação de adaptações tróficas passadas. O avanço do período seco geralmente provoca maior estruturação na dieta das taxocenoses. Provavelmente as restrições hídricas da Caatinga influenciam mais os artrópodes (presas) levando a uma maior segregação de nichos. As diferenças entre Caatinga e Mata Atlântica demonstram ação de fatores locais, mais atuantes no primeiro bioma. Não observamos padronização de recursos espaciais na maioria das taxocenoses,independente do ambiente e para todas encontramos fortes sinais de conservantismo denicho. O efeito filogenético detectado para o nicho espacial reforça a clara separação entre linhagens arborícolas e terrestres/semiaquáticas que surgiu no Cretáceo. Por fim, apesar dos distintos padrões de estrutura, não foi detectada complementaridade entre os nichos. Nenhuma das taxocenoses esteve filogeneticamente estruturada e mesmo a existência de um possível “filtro ecológico” na Caatinga não foi capaz de definir um maior “agrupamento filogenético” neste ambiente.
  • NAYARA DE ALCÂNTARA CARDOSO
  • A influência da vegetação na ocorrência de Cacajao calvus calvus (Primates, Pitheciidae) e Cacajao calvus rubiundus nas áreas limites da distribuição geográfica na Reserva Mamirauá, AM
  • Data: 21/08/2015
  • Hora: 09:00
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  • Consta na tese.
  • TALITA CAMPOS OLIVEIRA
  • Morfometria e metabólitos sanguíneos como medidas de condição corporal para Carollia perspicillata (Chiroptera, Phyllostomidae) em uma área de Mata Atlântica no Nordeste do Brasil
  • Data: 30/07/2015
  • Hora: 14:00
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  • Índices de Condição Corporal (ICC) são utilizados para estimar as reservas energéticas de organismos em relação a uma medida linear da estrutura corporal. Esses ICCs, no entanto, nem sempre são validados, o que pode acarretar no uso errôneo de um índice para determinada população. No presente trabalho, validamos seis ICCs retirando a influência da medida linear utilizada através de correlações não-paramétricas. Outro método de validação foi a utilização de metabólitos sanguíneos (glicose e cetona) para verificar se o estado fisiológico corroborava a condição observada. O trabalho foi realizado na Reserva Biológica Guaribas, localizada em Mamanguape – PB, Brasil. A espécie-alvo do trabalho foi o quiróptero Carollia perspicillata (Chiroptera, Phyllostomidae). O índice de melhor desempenho de acordo com a retirada da influência da medida linear foi Razão Simples, enquanto a glicose apontou Massa Observada como ICC de melhor performance. A cetona não obteve correlações significativas com nenhum dos ICCs utilizados, portanto não é um metabólito adequado para validação de ICCs. Os dois ICCs de melhor desempenho de acordo com cada método de validação foram testados com parâmetros como sazonalidade, período de atividade, sexo, idade, presença de ectoparasitos e volume de material fecal coletado. Os índices de Razão Simples e Massa Observada variaram significativamente com o horário de atividade e presença de material fecal. C. perspicillata apresentou uma condição corporal estável ao longo do ano e entre as estações seca e chuvosa, não sofrendo variações significativas entre os sexos nem de acordo com a presença de ectoparasitos.
  • LUANE MARIA MELO AZEREDO
  • Técnicas não-destrutivas para avaliar a condição corporal de Neopelma pallescens em uma área de Mata Atlântica no Nordeste do Brasil
  • Data: 29/07/2015
  • Hora: 14:00
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  • Condição corporal é um termo usado para indicar uma medida da reserva de energia do animal. Tal medida pode expressar a reserva de gordura, saúde e bem-estar, assim como o status de alimentação de um indivíduo. O acúmulo de reservas de energia para as aves é importante para as épocas de reprodução e de migração. Devido a possíveis correlações com fatores ecológicos, a condição corporal dos animais tornou-se de grande interesse para pesquisadores, conservacionistas que passaram a usar métodos alternativos, em vez de sacrifício dos animais. Entre as diversas maneiras de medir a condição corporal de um indivíduo, estão os índices de condição corporal morfométricos e fisiológicos (CCI). Este estudo teve como objetivo avaliar a condição do corpo do passeriforme neotropical Neopelma pallescens através de técnicas não destrutivas, a fim de correlacionar os dados de condição corporal com o período reprodutivo, infestação parasitária, a sazonalidade ambiental e o período de atividade diário. Os índices fisiológicos apresentaram resultados significativos quanto ao período de atividade, o período de incubação e a infestação parasitária, enquanto o índice morfométrico mostrou correlação significativa apenas com o estado de incubação da ave. A falta de variação sazonal de ambos os índices é possivelmente devido à falta de um período de escassez de alimentos na região tropical demonstrando que a ave não tem o seu estado nutricional alterados, nem precisa acumular gordura em seu corpo, como uma prevenção à abstinência de alimentos Os dados mostraram que os índices fisiológicos são aparentemente mais sensíveis na detecção de alterações na condição corporal do que os índices morfométricos, pois a fisiologia mostrou ser capaz de expressar informações sobre o estado da ave que não podem ser observadas através de morfometria.
  • RAFAELA CANDIDO DE FRANCA
  • Determinação do status de conservação das serpentes da Floresta Atlântica da Paraíba
  • Data: 28/07/2015
  • Hora: 14:00
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  • Devido ao elevado nível de perturbações nos ecossistemas naturais e a progressiva perda de hábitats provenientes da ocupação antrópica, a conservação da biodiversidade representa um dos maiores desafios atuais. Para a conservação das espécies torna-se de extrema importância tanto o conhecimento detalhado sobre sua história natural e sua biologia, quanto informações sobre a sua distribuição geográfica e seu potencial de ocorrência. Nesse estudo, avaliamos a vulnerabilidade à extinção de 53 espécies de serpentes que ocorrem na Floresta Atlântica da Paraíba, produzindo índices de vulnerabilidade a partir de 10 fatores que podem influenciar a sobrevivência das populações de serpentes (comprimento total do corpo, tamanho da ninhada, amplitude da dieta, amplitude do habitat, distribuição e raridade na área de estudo, adaptabilidade a ambientes alterados, cor da espécie, e atropelamento). Um índice de vulnerabilidade foi obtido pela média dos fatores de ameaça para todas as espécies, e os resultados indicam que apenas 11% da fauna de serpentes dessa região está livre de qualquer ameaça. A espécie aquática Helicops angulatus foi a serpente que apresentou o menor risco, enquanto Siphlophis compressus, Xenopholis undulatus e Lachesis muta apresentaram o maior risco a extinção. Além disso, utilizamos uma técnica de modelagem geoestatística (Krigagem) para analisar a distribuição potencial das espécies de serpentes mais vulneráveis a extinção, e verificar se a distribuição de unidades de conservação nesta região é suficiente para proteger e conservar essas espécies. Observamos que alguns pontos representativos de espécies vulneráveis e ameaçadas ficaram dentro de Áreas Protegidas, no entanto algumas dessas áreas são pequenas para uma proteção eficaz. Além disso, outros pontos destas espécies não foram contemplados por nenhuma dessas áreas.Esse trabalho apresenta o primeiro panorama sobre o status de conservação das espéces de serpentes na porção setentrional da Floresta Atlântica, e contribui para uma melhor avaliação de um planejamento de conservação desse grupo, na região.
  • LUCAS DE LIMA SEIXAS SANTANA
  • Distribuição de três espécies de Amazilia (Aves: Trochilidae) no nordeste oriental do Brasil
  • Data: 28/07/2015
  • Hora: 08:30
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  • Estudos biogeográficos buscam compreender os padrões de distribuição dos grupos biológicos, levando em consideração fatores históricos e ecológicos. No nordeste oriental do Brasil, poucos são os estudos realizados nesse âmbito. Nessa região ocorrem três espécies de beija-flores, A. leucogaster, A. versicolor e A. fimbriata, que, por possuírem proximidade filogenética -pertencerem ao mesmo gênero -, e serem simpatricas, podem ser potenciais competidoras e não co-ocorrerem. Mas, caso co-ocorram, podem ser sintópicas, devido à divergência em alguma dimensão de nicho. No intuito de compreender que fatores históricos e ecológicos moldam a distribuição dessas espécies, revisamos as ocorrências das três espécies, analisamos distribuição potencial com base em aspectos do nicho e revisamos as filogenias do grupo. Para tal, utilizamos QGis 2.9, R 3.0.1 (Maxent), variáveis bioclimáticas do WorldClim, Statistic 7.0 (ANOVA one way) e as filogenias recentemente publicadas. Registramos 232 pontos de ocorrência, (94%) dos pontos estão associados a áreas florestais, e apenas 15 (6%) ocorreram em ambientes abertos. A co-ocorrência entre A. leucogaster e A. fimbriata pode ser facilmente explicada tanto pela distância filogenética como pela divergência de nicho, visto que foram as espécies com dados mais distintos, quando observados esses fatores. Não existe simpatria de A. leucogaster e A. versicolor. As performances dos modelos e teste o ANOVA indicam que A. fimbriata e A. versicolor mostram-se mais similares no nicho fundamental, enquanto o nicho de A. leucogaster é influenciado de forma diferenciada pelas variáveis. A. leucogaster, a mais recente dentre as três, tem a história da linhagem ligada a ambientes do Quaternário, relacionadas às florestas costeiras. A. versicolor possuem história baseada na expansão de matas úmidas do Mioceno Superior e Plioceno. Já A. fimbriata possui uma história que vai desde o Mioceno Superior até o Pleistoceno Médio, também relacionada à expansão das florestas. Tanto por Amazilia não ser um grupo monofilético quanto por A. fimbriata apresentar dados ecológicos e históricos que representam uma divergência evolutiva, sugerimos uma representação taxonômica distinta, a nível de gênero, para essa espécie.
  • ALZAIR DA COSTA SILVA
  • Diferenciação de Castas em Inquilinitermes fur (Isoptera, Termitidae)
  • Data: 27/07/2015
  • Hora: 14:00
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  • A família Termitidae é uma das mais diversificadas e abundantes entre os térmitas e seu padrão de desenvolvimento de castas apresenta um ponto de decisão irreversível a partir da primeira muda originando duas linhagens, uma ninfal e outra áptera. Nesse estudo, o padrão de desenvolvimento de castas de Inquilinitermes fur, uma espécie de Termitidae que é inquilina obrigatória dos ninhos arborícolas de Constrictotermes cyphergaster, foi investigado. Doze ninhos foram coletados durante um período de um ano, com coletas realizadas a cada 60 dias, no período de Outubro de 2011 a Agosto de 2012 em uma área de Caatinga situada na Fazenda Moreira, município de São João do Cariri, Paraíba. Para as análises dos dados morfométricos foram utilizadas 11 variáveis das larvas, operários, pré-soldados, soldados, ninfas e alados. A análise de componentes principais (PCA) e a ANOVA foram utilizadas para determinar os ínstares dentro de cada linhagem. Os dados mostraram que a espécie apresenta um padrão de castas aproximadocom a família Termitidae, apresentando uma linhagem ninfal, porém não foram encontrados os cinco ínstares ninfais, e outra linhagem áptera, apresentado apenas um ínstar para soldado, pré-soldado e operário. As determinações de sexo foram feitas em operários, soldados. Assim como a maioria dos estudos feitos com Termitinae, foram encontrados indivíduos machos e fêmeas na casta operária precedida por dois ínstares larvais. Para soldados também foram encontrados machos e fêmeas, assim como as duas espécies de Amitermes estudados, onde não foi encontrado dimorfismo sexual tanto em soldados quanto em operários. Esse trabalho pioneiro no estudo do padrão de desenvolvimento de castas de I. fur mostrou que esta espécie, mesmo sendo inquilina obrigatória de C. cyphergaster e possuir um hábito de vida diferente, mantém o mesmo padrão “bifurcado” de diferenciação de castas.
  • LUANA MOREIRA RESENDE
  • Composição e etnotaxonomia da comunidade de peixes do Estuário do Rio Camaratuba, litoral Norte, Paraíba, Brasil
  • Orientador : RICARDO DE SOUZA ROSA
  • Data: 27/04/2015
  • Hora: 14:00
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  • Consta na dissertação.
  • EVERTON PRATES LORENZO
  • A diversidade de opiliões da área de endemismo Pernambuco: seriam os padrões ecológicos condizentes com a proposta histórica?
  • Data: 09/04/2015
  • Hora: 14:00
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  • A distribuição dos animais na superfície do planeta não é randômica, mas seguem diferentes padrões de acordo com a região do globo e das espécies objeto de estudo. A ciência que estuda esses padrões é a biogeografia e é tipicamente separada nas vertentes ecológica e histórica. Apesar dessa separação, esses dois ramos podem ser estudados de forma complementar, buscando uma maior integração entre eles. O objetivo do presente trabalho é estudar a diversidade da fauna de opiliões da Mata Atlântica através de uma abordagem ecológica, mas com inferências históricas sobre os padrões existentes. Esse trabalho visou também preencher a lacuna no conhecimento da fauna de opiliões na região da Área de Endemismo Pernambuco (AEP), estudando as diversidades alfa e beta para a região e extrapolando para a Mata Atlântica. Para tal, foram realizadas coletas em seis localidades ao longo da AEP, com 36 horas de amostragem em transectos de 30x10m e 36 amostras de 50x50cm de peneirado manual de folhiço com extração da fauna por Winkler. Além disso foram utilizados dados de outras três localidades da Paraíba. Foram também levantados dados de ocorrência de outras 22 localidades do Nordeste, totalizando 31 locais. Foram calculados os valores de diversidade alfa para comparar a fauna de opiliões do Nordeste com o Sudeste. Para a análise interna do padrão da AEP, foram realizadas as análises de PCoA e cluster com os índices de Jaccard (presença) e Morisita (abundância), sucedidos por uma ANOSIM das respostas obtidas. Para comparação entre a AEP e as regiões adjacentes, foram realizadas as análises de PCoA e cluster com o índice de Jaccard, sucedidos por uma ANOSIM dos resultado destas análises, além de uma análise de Elementos Estruturais de Metacomunidades (EMS) observar padrões de estruturação, e uma Análise Canônica de Correspondência (CCA) para averiguar as principais variáveis ambientais que estabelecem o padrão. Foi ainda calculada uma matriz par-a-par das localidades pela distância de Jaccard, que foi plotada em mapa, agrupando as localidades por similaridade. Da diversidade alfa para a Mata Atlântica, foi perceptível uma maior riqueza de fauna para a região sudeste em relação ao Nordeste e outras localidades do neotrópico, o que provavelmente é resultado da complexidade geográfica da região sudeste, que propriciou uma maior quantidade de especiações. Para as relações internas da AEP, os testes identificaram uma maior relação entre as áreas de encosta do Planalto da Borborema, o que seria condizente com a Hipótese dos Refúgios do Pleistoceno, onde a fauna se conservaria nas regiões mais elevadas. As áreas da região litorânea apresentam uma menor riqueza que as de encosta, e essa riqueza se reduz no sentido norte, sendo esse padrão condizente com a Hipótese da Região Máxima de Endemismo e o Núcleo de Congruência das Áreas de Endemismo, se localizando na mesma região do refúgio ancestral. Para a relação da AEP com as regiões adjacentes, houve agrupamento das localidades em 3 áreas distintas, sendo a ANOSIM significante para a hipótese gerada do cluster e com os resultados do EMS, dividindo o Nordeste nas reas da Bahia, dos Brejos Cearenses e da AEP. Esse padrão é condizente com os trabalhos de áreas de endemismo já produzidos para opiliões. A CCA revelou a sazonalidade da pluviosidade como principal variável determinante do padrão, e a qual seguiu o padrão das áreas apresentado. De modo geral, as repostas ecológicas foram condizentes com os padrão históricos já encontrados, o que corrobora a ideia de complementariedade das duas disciplinas.
  • JEFTER BARBOSA RODRIGUES
  • Influência de fatores ambientais no padrão de atividade e distribuição de uma taxocenose de serpentes na Floresta Atlântica da Paraíba
  • Data: 07/04/2015
  • Hora: 14:00
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  • Nós estudamos a seleção de microhábitat e a atividade diária de uma taxocenose de serpentes na Reserva Particular do Patrimônio Natural Gargaú, localizada em uma área de Floresta Atlântica, no estado da Paraíba. Quantificamos informações sobre o habitat por meio de parcelas em transectos e relacionamos com a ocorrência das serpentes, também analisamos os períodos do dia em que as serpentes estavam mais ativas, a relação entre a atividade das serpentes e variáveis de condições do tempo, e a influência das fases da lua sobre a atividade das mesmas. As serpentes foram encontradas por terceiros, procuras limitadas por tempo, encontros ocasionais e armadilhas de interceptação e queda. Através de modelos do tipo BRT (Boosted Regression Trees) foi encontrado que as serpentes preferem principalmente áreas ripárias com baixa densidade de árvores e arbustos, muita cobertura vegetal rasteira e troncos caídos com grande diâmetro. A nebulosidade, temperatura e a umidade influenciaram na atividade diária das serpentes enquanto que a velocidade do vento, a ocorrência de chuva e as fases da lua não apresentaram relação. A estrutura florestal bem como a zona climática em que a mesma está inserida foram umas das principais explicações para os resultados encontrados.
  • ALYSSON GUEDES COUTINHO
  • Aves ameaçadas da Mata Atlântica submontana do Nordeste do Brasil: ocorrência, distribuição e seleção de microhabitat
  • Data: 27/03/2015
  • Hora: 14:00
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  • A Mata Atlântica brasileira é a segunda maior floresta pluvial tropical do continente americano e um dos biomas com a maior taxa de endemismos do planeta, sendo também um dos 34 hotspots de biodiversidade do mundo. Boa parte dos Endemismos da Mata Atlântica nordestina está restrita a uma área bem delimitada ao norte do Rio São Francisco, a qual é um dos setores de Mata Atlântica mais ameaçados, principalmente pela fragmentação florestal, sendo considerada uma área prioritária para conservação. Só na porção nordestina da Mata Atlântica, mais precisamente acima do rio São Francisco, são 35 espécies de aves endêmicas, sendo 32 destas, com alto grau de ameaça de extinção. Neste contexto, o presente estudo visou descrever a distribuição e a ocorrência de doze espécies de aves raras e ameaçadas de uma área de Mata Atlântica submontana do nordeste brasileiro, e analisar se há preferência de micro-habitat destas espécies, baseando-se em dados físicos de habitat e dados botânicos. Como resultado, foram obtidos 54 registros de 10 espécies das 12 propostas inicialmente, e do total de registros, foram realiza dos 39 pontos de coleta de dados referentes às variáveis físicas e dados fitossociológicos. Os resultados mostraram que as variáveis selecionadas não foram capazes de responder se a questão do micro-habitat é o fator decisivo para a ocorrência das espécies de aves alvo do estudo, e nem a causa que levaria essas espécies a selecionar tais micro-habitat, o que nos leva a crer que a ocorrência das mesmas, ou a seleção dos territórios, talvez estejam mais relacionadas a efeitos na escala da paisagem, do que efeitos em microescala.
  • WILLIAN FABIANO DA SILVA
  • Revisão taxonômica e análise filogenética do gênero Tmesiphantes Simon, 1892 (Mygalomorphae, Theraphosidae)
  • Data: 27/03/2015
  • Hora: 14:00
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  • Aranhas caranguejeiras do gênero Tmesiphantes (Theraphosinae) foram originalmente descritas por Simon em 1892, monotipicamente baseadas em um casal de T. nubilus. Atualmente, o gênero apresenta oito espécies válidas ocorrentes na Bahia (T. nubilus, T. caymmii, T. amadoi, T. bethaniae e T. hypogeus), Minas Gerais (T. riopretano e T. perp) e Pará (T. aridai). O presente trabalho teve como objetivo revisar taxonomicamente as espécies de Tmesiphantes e realizar uma análise filogenética, testando sua monofilia através de caracteres morfológicos. Os exemplares analisados foram disponibilizados por empréstimos das seguintes instituições/coleções (siglas e localidade): CAD (Minas Gerais), MACN (Buenos Aires, Argentina), Butantan (São Paulo), MNRJ (Rio de Janeiro), MPEG (Pará), MZSP (São Paulo), UFMG (Minas Gerais) e UFPB (Paraíba). Todos os tipos dos gêneros Tmesiphantes (exceto T. caymmii e T. nubilus), Magulla (exceto Magulla obesa) e Melloleitaoina foram examinados, já que os dois últimos são considerados mais relacionados a Tmesiphantes. Seis novas espécies são descritas baseadas na morfologia do bulbo copulador, apófise tibial e formato da espermateca, ampliando a distribuição do gênero para os estados de Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Paraíba e Pernambuco, ocorrentes na Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia brasileira. A análise filogenética contou com 31 táxons terminais e 36 caracteres. Utilizou-se pesagem implícita com K variável, resultando em dois cladogramas igualmente parcimoniosos. O consenso semiestrito também é apresentado para demonstrar as relações não excludentes encontradas, já que o cladograma do consenso estrito apresenta baixa resolução e grande perda de informação filogenética. O gênero Tmesiphantes formou um grupo monofilético junto com os gêneros Magulla e Melloleitaoina em todos os cladogramas resultantes, sugerindo assim a sinonímia entre os três gêneros. Um mapa com a ocorrência das espécies válidas e novas é apresentado. Além disso, uma nova diagnose é proposta para aranhas do gênero Tmesiphantes, agora contendo 22 espécies e ocorrendo nos maiores biomas brasileiros e na Argentina. São agora reconhecidas por apresentarem lábio e maxilas com poucas cúspides, fêmur III mais engrossado que os demais, esterno arredondado com sigilas posteriores alongadas distantes da margem e presença de cerdas urticantes do tipo III e IV no dorso do abdômen.
  • EMMANUEL MESSIAS VILAR GONÇALVES DA SILVA
  • Heterogeneidade das comunidades de morcegos da Mata Atlântica brasileira
  • Data: 27/03/2015
  • Hora: 09:00
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  • A Mata Atlântica abriga cerda de 1-8% de toda a flora e fauna do mundo. Em particular os morcegos deste bioma representam cerca de 64% do total de espécie de quirópteros do Brasil.Dados sobre a composição e abundância de espécies de comunidades de morcegos nunca foram sintetizados e analisados, assim como dados a cerca da distribuição espacial e estruturação dascomunidades de morcegos neste bioma, sobretudo quanto a sua dissimilaridade sob uma perspectivade metacomunidade que pode ser amplamente definida como um conjunto de comunidadesecológicas em locais diferentes (potencialmente, mas não necessariamente ligados por dispersão),enquanto que uma comunidade é um grupo de espécies em um determinado local. Em vista distobusquei avaliar o padrão espacial de coletas realizadas neste bioma e a estruturação dascomunidades de morcegos ao longo da Mata Atlântica brasileira, quanto a sua beta diversidade.Para tanto reuni um banco de dados de 57 artigos somando 342 localidades através de revisão daliteratura. Realizei estatísticas voltadas a distribuição espacial de coletas, do esforço amostral(mediana: 19140h.m²) e para a análise de beta diversidade e metacomunidades. Os resultados apontam que existem coletas em toda a Mata Atlântica com focos de maior densidade no PR, sul do RJ, PB-PE, sul da BA. Lacunas de amostragem publicadas se encontram no ES, AL,SC e RS. As comunidades de morcegos ao longo da Mata Atlântica brasileira tem uma heterogeneidade alta (~0.9) explicada principalmente pelo componente de Turnover e com um baixo componente de aninhamento. Este resultado é valido para analises em 4 escalas espaciais: localidades, grades de 2,5º, 5º e entre as 4 regiões biogeográficas da Mata Atlântica. A estruturação das matrizes de ocorrência de espécies por unidade amostral (como definido acima) apresentam uma estruturação aleatória (não coerente), sem gradiente latitudinal. Oito inventários foram realizados nas quatro regiões biogeográficas da Mata Atlântica dentro do projeto Rede BioMA Inventários: Padrões de diversidade, biogeografia e endemismo de espécies de mamíferos, aves, anfíbios, drosófilas e parasitos na Mata Atlântica (CNPq/PPBIO) na estação chuvosa totalizando um esforço de 99.600 m²h. Foram coletados 935 morcegos, assim como amostras de tecidos para fins de extração de A.D.N. e de diagnósticos parasitológicos de tripanossomatideos (T. cruzi et Leishmania spp.), Hantaviruse Helmintos. A localidade com maior riqueza de foi a APA do Pratigi BA, seguido da Rebio Guaribas, PB; Serra dos Orãos, RJ e Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, SC. Registrei a primeira ocorrência do morcego Ametrida centurioGrey, 1847 para a Mata Atlântica, estendendo sua distribuição em mais de 1000 quilômetros. O espécime foi coletado utilizando redes de dossel a 9m na REBIO Guaribas.
  • TAIS BORGES COSTA
  • Estrutura das taxocenoses de lagartos nos biomas na Caatinga, Cerrado e Amazônia
  • Data: 26/02/2015
  • Hora: 13:00
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  • A tese está dividida em três capítulos. No primeiro capítulo apresentamos a lista de espécies de répteis e anfíbios da Estação Ecológica de Aiuaba, Ceará, Brasil. Registramos 36 espécies distribuídas em 19 famílias para a unidade de conservação (15 lagartos, uma anfisbena, 10 serpentes, um quelônio e 9 anfíbios). No segundo capítulo investigamos a existência de padrões de estruturação, averiguando a influência dos fatores ecológicos e históricos, na dieta e no uso de microhábitat de uma taxocenose de lagartos do biomaCaatinga, a Estação Ecológica Raso da Catarina, estado da Bahia. Verificamos que a taxocenose está estruturada na dieta e no uso de microhábitat e que não há efeitos históricos na dieta e no uso do microhábitat. Contudo, encontramos influência histórica e filogenética para uso do microhábitat e morfometria. Os resultados sugerem uma maior tendência à dispersão filogenética com atuação de fatores ecológicos, tais como a competição. No terceiro capítulo, foco principal da tese, nós caracterizamos e comparamos a estruturação das taxocenoses dos biomas Caatinga, Cerrado e Amazônia, no que se refere dieta e microhábitat, e testamos a hipótese de que as taxocenoses mais estruturadas serão aquelas dos ambientes mais extremos no que se refere às variáveis ambientais. Averiguamos que praticamente nenhum dos biomas apresentou efeito histórico para a dieta e microhábitat. Quanto mais alimento disponível, mais as espécies da Caatinga e Cerrado expandem seus nichos. Os índices de sobreposição alimentar e espacial médios não se alteraram de acordo com as variáveis ambientais. Os resultados implicam que, para a estrutura filogenética, há tendência a maior atuação dos fatores ecológicos, e.g. competição, nas taxocenoses da Caatinga do que nas taxocenoses da Amazônia e Cerrado.
  • AMANDA DO REGO BARROS MATOS
  • Taxonomia de Cirratulidade (Polychaeta, Annelida) da Costa Nordestina do Brasil
  • Data: 20/02/2015
  • Hora: 14:00
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  • Atualmente se tem conhecimento de mais de 10.000 espécies de poliquetas distribuídas em 87 famílias registradas em todo o mundo e cerca de 800 espécies em 57 famílias presentes na costa brasileira. No Nordeste, menos de 350 espécies foram registradas. A família Cirratulidae Ryckholt, 1851 é chamada vulgarmente de verme macarrão por possuir vários filamentos tentaculares e branquiais ao longo do corpo. São animais detritívoros e ocorrem em todo mundo. Este trabalho objetivou o levantamento e a taxonomia de poliquetas da família Cirratulidae presente no litoral nordestino do Brasil. A maioria do material estudado pertence à Coleção de Poliqueta do Laboratório de Invertebrados Paulo Young da Universidade Federal da Paraíba. Também foram analisadas outras coleções provenientesde coletas realizadas desde a década de 80 até 2014, ao longo do litoral nordestino, entre a zona entremarés e o infralitoral. São fornecidos chave de identificação, descrições e ilustrações para os táxons encontrados. Os exemplares foram morfologicamente analisados sob estereoscópio e microscópio ótico. Foram encontradas, identificadas e descritas 21espécies, sendo 7 espécies novas, distribuídas em 7 gêneros, com novas ocorrências para o Nordeste do Brasil. O gênero Timarete foi o mais representativo, com as espécies Timarete filigera (Delle Chiaje, 1828) e T. punctata (Grube, 1859) sendo as mais encontradas em todas as amostras.
  • CAIO BEZERRA DE MATTOS BRITO
  • Variação molecular, acústica e paleodistribuição potencial de Myiothlypis flaveola (Aves: Parulidae)
  • Data: 20/02/2015
  • Hora: 14:00
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  • Esta dissertação apresenta dados referentes a dois estudos realizados com Myiothlypis flaveola e, por este motivo, os separamos em dois capítulos: Variação molecular e acústica de Myiothlypis flaveola (Passeriformes, Parulidae) não é influenciada por estabilidade climática histórica em diferentes ambientes no nordeste brasileiro (Capítulo 1) e Paleodistribuição potencial e variação acústica de Myiothlypis flaveola (Aves, Parulidae) (Capítulo 2). O objetivo do primeiro capítulo foi testar as hipóteses de estruturação genética e vocal de populações de M. flaveola, entre habitats de Florestas Estacionais Deciduais (FEDs) e Floresta Atlântica (FA) no nordeste brasileiro utilizando um marcador molecular (cytb) e o canto espontâneo da espécie. Foram utilizadas as metodologias cabíveis para coleta de amostras, extração de DNA e posterior amplificação e sequenciamento. As gravações foram obtidas pessoalmente ou em museus e bancos de dados públicos. Os resultados obtidos sugerem que M. flaveolaé uma espécie relacionada a ambientes florestais associados a “Diagonal de formações abertas” da América do Sul e que possui uma baixa taxa de variabilid ade genética, como táxons de ambientes abertos e diferentes de táxons de floresta úmida. As variações moleculares e acústicas não apresentaram estruturação entre populaçõesamostradas no nordeste brasileiro. Já no segundo capítulo, buscou-se verificar a influência de fatores paleoclimáticos na distribuição de M. flaveola e associar esses resultados à variação vocal entre as populações das duas subespécies reconhecidas (M. f. flaveola e M. f. pallidirostris), utilizando o canto espontâneo da espécie. Através de nossas modelagens de nicho ecológico (ENM) obtivemos quatro modelos referentes aos quatro períodos que abordamos neste estudo (Presente, Holoceno, LGM e LIG). Não encontramos estruturação geográfica entre medidas das gravações de M. f. pallidirostris(populações ao norte da Amazônia) e M. f. flaveola (populações ao sul e sudeste da Amazônia). As populações de M. f. flaveola e M. f. pallidirostris não apresentaram diferenças significativas em seus cantos espontâneos, além das ENMs terem propostouma conexão recente (LGM e LIG) entre as duas populações, hoje isoladas. Mais pesquisas com amostragens genéticas são necessárias para complementar nossos dados.
  • RAONE BELTRAO MENDES
  • Plasticidade ecológica e comportamental em ambiente hostil - o manguezal como último refúgio de Cebus xanthosternos Wied-Neuwied 1820
  • Data: 30/01/2015
  • Hora: 14:00
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  • O macaco-prego-do-peito-amarelo, Cebus xanthosternos, é considerado criticamente ameaçado de extinção pela IUCN, principalmente pela perda de habitats e redução das populações. Suas habilidades comportamentais, típicas dos macacos-prego (lato sensu), os permite ocupar uma ampla variedade de habitats encontrados dentro de sua área de distribuição, inclusive o manguezal. Apesar de altamente produtivo, os manguezais são caracterizados por uma baixa diversidade de espécies arbóreas, em particular aquelas que produzem frutos comestíveis, componente primário da dieta dos macacos-prego. Manguezais também estão ameaçados em decorrência da expansão urbana e transformação do uso do solo. Apesar disso, C. xanthosternos é observado nos manguezais ao longo da região costeira de sua distribuição. Com base nisso, o presente trabalho tem por objetivos, então, (i) determinar os fatores que induzem C. xanthosternos a ocuparem os manguezais, (ii) identificar quais importantes características de sua ecologia que os habilita a sobreviver nesse tipo de ambiente, e (iii) entender a dinâmica populacional da espécie em manguezais, de modo a estabelecer medidas de conservação eficazes que favoreçam ambos a manutenção dos manguezais e a sobrevivência das populações residentes de C. xanthosternos. A presença de C. xanthosternos ao longo da região costeira da distribuição da espécie, foi confirmada através de entrevistas (abordagens nãodiretivas e bola de neve) a moradores das comunidades humanas próximas a áreas de manguezais. Para identificação das características ecológicas da espécie indispensáveis à sua sobrevivência, monitorou-se a população da espécie na Ilha do Cabeço, foz do Rio São Francisco, município de Brejo Grande, Sergipe (Brasil), através de armadilhas fotográficas (Acorn, LTL-5210A), para avaliação do uso de habitat e habilidades comportamentais. Amostras fecais também foram coletadas com o uso de armadilhas de liteira, para posteriores análises. Um grupo cativo de C. xanthosternos foi monitorado em um recinto em formato de ilha, no Zoológico de Salvador, em busca de dados complementares sobre o comportamento da espécie no contexto de um habitat com interface com a água. Para avaliar a dinâmica populacional e o estabelecimento de medidas de conservação, uma série de imagens de satélite foram analisadas para compreensão da morfodinâmica local do complexo de manguezais da foz do Rio São Francisco. Essas informações foram analisadas em associação às informações obtidas através da população local sobre a presença dos macacos-prego e eventuais movimentações de indivíduos entre as populações identificadas na região. Foram visitadas 61 localidades durante o levantamento, com a identificação de oito localidades com presença de C. xanthosternos em mangue. Em três casos, a presença da espécie é ocasional, relacionada principalmente ao acesso às áreas de apicum próximas aos manguezais, enquanto em cinco localidades as populações da espécie são residentes permanentes. A presença permanente da espécie nos manguezais está associada ao tamanho dos fragmentos de mangue e à perda de habitats florestados, via de regra em decorrência da expansão urbana e agrícola. As estratégias de uso do habitat sugerem sazonalidade, com diferenças entre taxas de visitação quanto à média de número de indivíduos e o tempo total, registradas em nas estações amostrais P02, P04, P05 e P06, entre as estações chuvosa e seca, embora sem diferenças significativas. A ecologia comportamental de C. xanthosternos relacionada à sua sobrevivência em manguezais inclui (a) uso de ferramentas como varetas e 'pesca manual' para itens na água (observações em cativeiro), (b) uso de protoferramentas no processamento de recursos específicos como caranguejos (Ucides cordatus, Goniopsis cruentata, Aratus pisonii), (c) exploração de culturas agrícolas (Coco, Cocos nucifera; feijão, Phaseolus sp.; aipim, Manihot sp.; milho, Zea mays; melancia, Citrullus sp.; e dendê, Elaeis guineensis) em plantações vizinhas, (d) consumo de peixes e camarões, quando nos covos. A configuração do manguezal na foz do Rio São Francisco modificou-se gradualmente, porém com constância, através do tempo, com consequente modificação dos canais e das porções de mangue, com progressiva junção e separação dessas diferentes porções. Tal cenário tem e teve efeito direto nos processos de migração - tanto no passado, quanto no presente - de indivíduos entre as três populações atuais de C. xanthosternos encontradas no complexo de manguezais da foz do Rio São Francisco. As medidas de conservação necessárias para a espécie nesse ecossistema incluem a regulação do uso do solo, para minimizar a perda de habitat, bem como o estabelecimento de eventuais pontos de migração entre os fragmentos, para garantir o fluxo gênico entre as populações isoladas. Programas de manejo também podem ser implantados, mesmo que em intervalos de tempo relativamente grandes, para garantir a renovação da variabilidade genética das populações isoladas e minimizar os efeitos dos processos estocásticos.
  • RENATA ROCHA DEDA CHAGAS
  • Ecologia, Comportamento e Associação Interespecífica de Callicebus coimbrai e Callithrix jacchus, no Refúgio da Vida Silvestre Mata do Junco, Sergipe, Brasil
  • Data: 29/01/2015
  • Hora: 14:00
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  • O mais importante parâmetro comportamental em qualquer espécie animal é o forrageio, e o tempo gasto nesta atividade influencia todos os outros aspectos do padrão comportamental das espécies. Neste estudo, dois grupos, um de Callicebus coimbrai e outro de Callithrix jacchus,foram monitorados durante três períodos de três meses (Jan-Mar e Jun-Ago, 2012, e Jan-Mar, 2013) em um fragmento de floresta Atlântica (522 ha), com o objetivo de determinar padrões ecológicos, comportamentais e possíveis interações interespecíficas em uma escala sazonal e longitudinal. O grupo de Callicebus dedicou a maior parte do seu tempo (46,4%) ao descanso, enquanto o grupo de Callithrix gastou mais tempo forrageando (37,2%). Callicebus comeu principalmente frutos (70,9%), enquanto Callithrix ingeriu exsudatos (41,9%) e frutos(41,0%) em proporções similares. O grupo de Callicebus ocupou uma área de vida de 8,6 ha, e foi observado mais frequentemente nos estratos médios a alto (6 – 14 m), enquanto que o grupo de Callithrix utilizou o estrato inferior (0 – 8m) de uma área de vida muito menor (3,7 ha). Quando o foco do monitoramento foi o grupo de Callicebus, este passou 14,8% de seu tempo de atividade diária em associação com Callithrix. Quando o grupo de Callithrix foi monitorado, este gastou 6,8% de seu tempo associado com Callicebus. Essas baixas frequências de associação indicam que a interação interespecífica é mais aleatória do que sistemática. Enquanto o grupo de Callithrix ocupou uma largura de nicho maior que Callicebus, tanto para item alimentar quanto para uso do espaço vertical, as diferenças não foram significantes. Sazonalmente, o grupo de Callicebus consumiu uma grande proporção de recursos alternativos (menos energéticos, por exemplo: folha) durante a estação seca. Entretanto, enquanto o grupo minimizou o gasto energético durante a estação seca de 2012, seguiu uma estratégia oposta (maximização de energia) durante o mesmo período em 2013. Em contraste, o grupo de Callithrix seguiu uma estratégia de maximização de energia, consumindo mais fruto durante a estação chuvosa e grandes quantidades de exsudato durante todo o ano. Apesar das baixas taxas de associação, ambos Callithrix e Callicebus reduziram a largura de nicho e encurtaram distâncias durante a estação chuvosa. No geral, os resultados desse estudo indicaram que C. coimbrai foi bem adaptado aos efeitos da perda e degradação do hábitat, pelo menos a curto e médio prazo, enquanto C. jacchus foi altamente tolerante a qualquer tipo de hábitat perturbado. Enquanto aleatória, as associações interespecíficas observadas indicaram que as duas espécies foram apazes de explorar os recursos disponíveis sem qualquer relação competitiva.
2014
Descrição
  • HUGO FERNANDES FERREIRA
  • A caça no Brasil: panorama histórico e atual
  • Data: 05/12/2014
  • Hora: 08:00
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  • No Brasil, atividades cinegéticas são amplamente realizadas em todo o território e desde períodos remotos, provocando drásticas consequências ambientais, embora nunca tenha havido uma análise abrangente que abordasse esse tema em nível nacional, sob uma óptica conservacionista. Em resumo, sabe-se que a caça brasileira é um problema, mas não se conhece ao certo o que é, qual sua história e qual o tamanho real desse problema no país. Desse modo, a pesquisa tem como objetivo principal analisar as atividades cinegéticas do Brasil e os contextos históricos, socioeconômicos e culturais associados a tais atividades, com foco principal na fauna envolvida em diferentes formas de uso humano, as técnicas de caça utilizadas e as implicações conservacionistas associadas a tais usos, em uma análise comparada entre os diferentes biomas brasileiros. A Tese foi dividida em dois volumes. O primeiro trata do aspecto histórico. No Capítulo I, foi realizado o levantamento de documentos oficiais, pinturas, relatos de expedições naturalistas, além de livros didáticos, artigos de periódicos, livros e capítulos de livros científicos envolvendo as atividades cinegéticas no Brasil. Foi possível analisar a evolução do uso das técnicas; as influências indígenas e europeias; dados sobre extinção regional de espécies; preferências de espécies para consumo alimentar, dentre diversos outros fatores. No Capítulo II, elencamos as mudanças da legislação e das percepções da mídia nacional envolvendo as atividades cinegéticas para estabelecer se há uma correlação entre tais fatores e quais as possíveis consequências dessas mudanças para a conservação da fauna silvestre. Demonstramos que essa correlação existe e que evoluiu de forma interdependente. O segundo volume trata do panorama atual e foi realizado através de 529 entrevistas em 25 localidades, pertencentes a 12 estados em todos os biomas do Brasil. O primeiro capítulo objetivou inventariar, descrever e categorizar essas técnicas em todos os biomas do país. Além disso, foram adaptadas novas análises sobre o Índice de Significância Cultural (ISC) dessas estratégias. Ao todo, 39 técnicas foram documentadas, descritas e categorizadas quanto à finalidade, autonomia, letalidade, seletividade de espécies e abundância de espécimes capturados. O Capítulo II se propôs a realizar um inventário sobre a fauna cinegética relacionada a fins alimentares de comunidades rurais em localidades situadas em todos os biomas do país, através de entrevistas e revisão bibliográfica. Foram documentadas 344 espécies, embora as estimativas apontem que esse número pode atingir mais que 525, sendo 46% aves, 42% mamíferos, 11% répteis e 1% anfíbios. O último capítulo teve como objetivo analisar qual a região historicamente mais impactada pela caça no Brasil, assumindo como hipótese a Região Nordeste. Os dados foram quantificados pelo cálculo do Valor de Frequência de Uso e analisados estatisticamente com os dados da biomassa de cada espécie citada em cada área. Os resultados apontam uma tendência nacional de maior valoração de uso para espécies de grande porte. Esse panorama é seguido na Amazônia, Pantanal, Cerrado e nos Pampas. Em contraste, as áreas de Mata Atlântica do Nordeste e principalmente a área de Caatinga apontam o inverso desse padrão, indicando extinção local e depleção de grandes animais. Isso pode ser explicado através do histórico de ocupação, aspectos econômicos, capacidade de suporte ecológico, dificuldade em alternativas de subsistência e padrões culturais específicos.
  • SAMUEL CARDOZO RIBEIRO
  • Estruturação das comunidades de lagartos em diferentes fisionomias da Chapada do Araripe, Nordeste do Brasil
  • Data: 28/11/2014
  • Hora: 14:00
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  • O presente estudo registrou na Chapada do Araripe e Caatinga circundante, um total de 31 espécies de anfíbios (nove novos registros) e 78 espécies de répteis (14 novos registros). Enfocando apenas nos lagartos, três diferentes ambientes foram estudados (Caatinga, Mataúmida e Cerrado), investigando-se a ecologia e estruturação das comunidades (uso não aleatório dos recursos) estabelecidas em cada ambiente. Os aspectos investigados foram, uso de microhábitat, dieta e morfologia. Cada ambiente apresentou sua própria riqueza e arranjo na composição de lagartos (Caatinga= 16, Mata-úmida= 12, Cerrado= 13). Utilizando modelos nulos, foram obtidos resultados que indicam que as três comunidades possuem estruturação, ou seja, os recursos (dieta e microhábitat) não são utilizados de maneira aleatória em cada ambiente. Tais resultados advém de diversos fatores, tal como competição e/ouefeitos históricos (filogenéticos), e para testar esse último, foi obtida a mais recente filogenia (árvore que representa o parentesco entre as espécies) molecular, e realizada uma análise de Mantel (filogenia versus sobreposição de nicho/morfologia). Apenas o ambiente de Cerrado apresentou estrutura influenciada pela filogenia. Uma análise de estrutura filogenética de comunidade foi também realizada para cada um dos três ambientes, e mais uma vez, apenas a comunidade do Cerrado apresentou resultado significativo. Tais dados demonstram que nesse ambiente, os lagartos estabelecidos foram selecionados de maneira não aleatória, a partir do conjunto de espécies da região, assim, os lagartos não sobrepõem no uso dos recursos por possuírem preferências ecológicas já determinadas historicamente. Em relação a morfologia, estudada apenas no ambiente de Cerrado, o conjunto de medidas analisadas não apresentou o mesmo grau de influência da filogenia, sugerindo que a seleção de espécies ocorreu primordialmente para traços ecológicos, e essa seleção excluiu espécies muito semelhantes morfologicamente. Os ambientes de Cerrado e Mata-úmida estão cercados pela matriz de Caatinga, e representam ambientes relictuais, o que aliado a outros fatores como filtragem ambiental, podem ter sido determinantes pelo menos no ambiente de Cerrado, para o estabelecimento de uma comunidade com alto grau de organização. A Mata-úmida precisa ser melhor investigada, enquanto a Caatinga apresentou fortes evidências de que fatores como competição, características físicas do ambiente, ou mesmo menor tempo de estabelecimento, são responsáveis pela estruturação dessa comunidade. Todos os ambientes possuem características únicas, e devem assim ser considerados em políticas públicas de conservação.
  • EMMANOELA NASCIMENTO FERREIRA
  • Ecologia e biologia de Callinectes exasperatus (Gerstaecker, 1856) (Decapoda, Portunidae) no estuário do Rio Mamanguape - Paraíba
  • Data: 27/11/2014
  • Hora: 08:00
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  • Esta pesquisa teve como objetivo estudar a estrutura populacional e a distribuição de Callinectes exasperatus (Gerstaecker, 1856) em diferentes micro-habitats de uma região tropical do Brasil. O período de estudo foi de agosto de 2012 a julho de 2013. Quatro transectos mensais foram realizados cobrindo três micro-habitats (calha do rio, margem do rio e mangue) e usando armadilhas e busca ativa. Os espécimes foram sexados, mensurados e identificados quanto à maturidade morfológica e estágios de muda. As seguintes variáveis abióticas foram verificadas: salinidade, temperatura e transparência da água, profundidade dos locais e pluviosidade. Um total de 505 indivíduos foi coletado. A razão sexual não diferiu significativamente de 1:1. Os machos apresentaram uma largura da carapaça significativamente maior em relação as fêmeas. Ocorreram três picos de recrutamento, entre os meses de outubro e novembro de 2012, em janeiro de 2013 e entre abril e maio de 2013. Os espécimes foram amostrados em todos os microhabitats durante as marés alta e baixa, mas com uma frequência significativamente maior no interior do mangue. O estágio de intermuda apresentou maior frequência em ambos os sexos e todos os indivíduos em processo de muda foram encontrados no micro-habitat mangue com exceção de dois espécimes. As variáveis abióticas mais representativas na distribuição da espécie foram as espaciais (micro-habitats, distâncias da foz e calha), juntamente com o período seco, a salinidade e a temperatura. Foi observada uma estratificação espacial entre os sexos com as fêmeas adultas se concentrando nas regiões mais próximas da margem do rio e os machos se concentrando nas áreas mais internas do mangue. As fêmeas parecem realizar dois tipos de migração relacionados à reprodução: do interior do mangue para a margem do rio e do interior do rio para áreas mais adjacentes a foz do rio. C. exasperatus mostrou características ecológicas que se diferenciam dos outros Callinectes devido a sua capacidade de ocupar permanentemente as áreas de entremarés, próximo às margens do rio e principalmente a região de floresta de mangue. O uso do mangue por C. exasperatus provavelmente garante uma maior disponibilidade de alimento e uma menor competição interespecífica.
  • ERICH DE FREITAS MARIANO
  • Relações biogeográficas entre a avifauna de florestas de altitude no Nordeste do Brasil
  • Data: 21/11/2014
  • Hora: 09:00
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  • A extensa área da região Nordeste do Brasil (1.540.827 km2) apresenta grandes variações no relevo, com altitudes inferiores aos 300 m na Depressão Sertaneja até áreas acima dos 1000m, como no Planalto da Borborema. Essa variedade altitudinal é refletida na complexidade climática e conseqüentemente na variabilidade de seus tipos vegetacionais. Algumas dessas formações são áreas florestais, que cobrem desde porções litorâneas até áreas altas incluídas no domínio florístico-vegetacional da Caatinga. Os ambientes florestais de altitude encontrados na área da Caatinga podem estar relacionadas aos domínios da Floresta Atlântica, nos chamados Brejos de Altitude (Andrade-Lima, 1982), ou ainda das Florestas Neotropicais Estacionais Secas (FNES). As FNES são ecossistemas essencialmente dominados por árvores, com copa contínua ou quase contínua e na superfície do solo as ervas são os elementos de menor quantidade, quando comparadas a vegetação de savanas (Monney et al.1995,Pennington et al.2006). Segundo Gentry (1995) e Graham & Dilcher (1995), essas florestas secas ocorrem onde a precipitação é menor que 1600 mm/ano, com um período de no mínimo 5-6 meses recebendo menos que 100 mm. Para isso pretende-se nesseprojeto: (a)verificar a composição da avifauna de florestas de altitude no nordeste brasileiro, através de amostragens de campo, visitas a 3 museus e recuperação de dados publicados; (b) comparar a composição da avifauna, utilizando um misto da Análise de Parcimônia e Endemismo (PAE) e da Análise Cladística de Distribuição e Endemismo (CADE), e (c) obter filogegrafia de Arremon taciturnus, espécies de ave Passeriforme associadaa tais ambientes florestados.
  • ISABELLA MAYARA MONTEIRO DE CARVALHO PEDROSA
  • Estrutura da taxocenose de lagartos (Squamata) no Parque Nacional do Catimbau e comparação da diversidade funcional entre áreas de Caatinga
  • Data: 27/10/2014
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho foi divido em duas partes. A primeira foi realizada no Parque Nacional do Catimbau, no estado de Pernambuco, focando a taxocenose de lagartos do local. O objetivo do estudo foi, através de dados ecológicos, verificar a existência de estrutura nataxocenose, bem como averiguar a influência de fatores históricos e/ou ecológicos. Oinventário aconteceu nos meses de março e abril de 2013, por meio de 37 pontos de armadilhas de interceptação e queda, armadilhas de cola e procura por busca ativa. Com dados de microhábitat, dieta e morfometria foram realizadas análises de modelos nulos, CPO e Mantel. Ao todo coletamos 959 indivíduos, pertencentes a 21 espécies, e o esforço amostral foi satisfatório. A comunidade está estruturada tanto em relação ao microhábitat como dieta; fatores históricos não explicaram a dieta nem o microhábitat, mas foram significativos para a morfometria. Tanto a dieta quanto o microhábitat foram semelhantes ao já reportado em outros estudos. A segunda parte do estudo compilou informações ecológicas das taxocenoses de lagarto de seis Unidades de Conservação da Caatinga, que foram amostradas da mesma forma que o PN Catimbau, para fazer análises de diversidade funcional. Com dados de variáveis de dieta, microhábitat, massa e morfometria, foram feitas análises de “Functional Diverstiy”, “Functional Richness”, “Functional Evenness” e “Functional Divergence” para comparar as UCs e inferir sobre como as espécies se comportam nas taxocenoses em relação à ocupação de nicho, uniformidade e produtividade. O Parque Nacional do Catimbau foi a taxocenose mais funcionalmente diversa, porém a menor uniforme, enquanto a Estação Ecológica do Seridó obteve os menores valores de diversidade funcional. Todas as taxocenoses apresentaram alto valor de divergência, indicando que todas possuem alto grau de diferenciação de nicho para os lagartos, e possivelmente não existe competição.
  • CÁSSIO RACHID MEIRELES DE ALMEIDA SIMÕES
  • A estrutura da taxocenose e a partição do nicho acústico entre anfíbios anuros em uma área de Floresta Atlântica
  • Data: 24/10/2014
  • Hora: 09:00
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  • A maneira como as taxocenoses se estruturam pode ser considerada reflexo de eventos recentes (p.e., interações ecológicas ou disponibilidade de recursos), bem como dos fatores históricos (como eventos evolutivos). Essa partilha de recursos pode ser estudada por meio de morfometria, dieta, microhábitats ou mesmo dados acústicos das espécies. A presente dissertação aborda a temática de estrutura de taxocenose e a partição de nicho para anfíbios anuros por meio de: (1) caracteres morfométricos e ecológicos (dieta e microhábitat) e (2) caracteres bioacústicos. Para a primeira, foram coletados dados de 598 indivíduos, distribuídos entre 30 espécies. Os resultados das análises mostram que a taxocenose não se encontra estruturada em relação aos dados de microhábitat, porém existe uma maior competição entre espécies filogeneticamente próximas. Já para os dados de dieta, a taxocenose encontra-se estruturada, mostrando que as espécies evitam a competição. Além disso foi possível observar conservantismo filogenético para morfometria, para o nicho alimentar e o nicho de microhábitat. Esses dados mostram que as espécies coexistem pois particionam o nicho em, ao menos, alguma dimensão e que, ao menos em parte, a ocupação de determinados nichos está relacionada com a história evolutiva das espécies de anuros encontradas. Para a segunda abordagem, relacionada aos caracteres acústicos dos cantos de anúncio dos anuros, foram coletados dados individuais de 16 espécies. Os resultados das análises realizadas demonstram que a maioria das espécies apresentaram diferenças entre si, apresentando características minimamente distintas a fim de evitar a sobreposição. Esses resultados corroboram, para a maior parte das espécies, nossa hipótese que o nicho acústico encontra-se particionado, apoiando outros trabalhos que afirmam que o sinal acústico é espécie-específico e, portanto, apresentará características diferentes entre as espécies.
  • Afonso Henrique Santos Maia Leal Gantus Francisco
  • Revisão taxonômica e análise filogenética de Scopogonalia Young, 1977 com a descrição de uma espécie nova do grupo externo (Insecta: Hemiptera: Cicadellidae)
  • Data: 29/08/2014
  • Hora: 09:00
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  • O gênero Scopogonalia Young pertence à família Cicadellidae, subfamília Cicadellinae e tribo Cicadellini e contém 11 espécies, todas registradas na América do Sul: S. subolivacea (Stål) (espécie-tipo), S. interruptula (Osborn), S. echinura Young, S. golbachi Young, S. nargena Young, S. oglobini Young, S. paula Young, S. penicula Young, S. altmanni Cavichioli, S. plaumanniCavichioli e S. splendidaCavichioli. Neste trabalho, Scopogonaliae duas de duas espécies são redescritas, bem como são descritas seis espécies novas, sendo cinco a partir de espécimes do Brasil e uma da Argentina. Também é feita uma análise filogenética do gênero, para testar seu monofiletismo e elaborar uma hipótese de relacionamento filogenético entre elas. Como táxonsterminais da análise filogenética estão as espécies de Scopogonalia e mais seis espécies no grupo externo: Tretogonia cribrata Melichar, Cyclogonia caeligutata Mejdalani & Nessimian, Rotigonalia larissae Cavichioli, Rotigonalia olivacea Cavichioli, Plerogonalia rudicula (Jacobi), e uma espécie nova de RotigonaliaYoung que também é descrita. Uma chave taxonômica de Scopogonaliae outra de Rotigonalia foram elaboradas. Foram usados 59 caracteres morfológicos e de padrão de cor identificados com base em critérios topográficos, dentre os quais os multiestado foram codificados como não-ordenados e os autapomórficos não-informativos foram incluídos. A análise de parcimônia máxima foi conduzida no programa TNT, resultando em 8 árvores mais parcimoniosas, com comprimento = 137, índice de consistência (IC) = 0,47 (excluindo caracteres não-informativos) e índice de retenção (RI) = 0,72. Em todas, Scopogonalia é monofilético, porém com baixo suporte, tendo como sinapomorfias não-ambíguas a reversão do clípeo inflado para não-inflado, primeira condição presente em Rotigonalia e Plerogonalia, e a abertura da base das células anteapicais mediana e interna das asas anteriores. Uma análise com pesagem implicada chegou a três árvores, todas incluídas entre as originais, cujo consenso estrito mostra pouco conflito. Um dos clados suporta uma ligação pretérita entre a área núcleo do bioma Cerrado e enclaves de savana nos biomas Amazônia e Mata Atlântica. Outro sustenta uma relação propostaentre os blocos central e sul de áreas de endemismo da Mata Atlântica.
  • BRUNO HALLUAN SOARES DE OLIVEIRA
  • Autoecologia do lagarto Anotosaura vanzolinia (Squamata: Gymnophtalmidae) em área de Caatinga no Estado da Paraíba, Nordeste do Brasil
  • Data: 27/08/2014
  • Hora: 09:00
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  • Os lagartos constituem um dos grupos mais ricos e diversificados de répteis, com aproximadamente 3.800 espécies distribuídas por quase 400 gêneros. A riqueza do grupo e a extensão geográfica de sua área de distribuição nos Neotrópicos são bastante expressivas. No Brasil já foram registradas mais de 220 espécies de lagartos, apresentando assim uma das mais diversas faunas de lagartos do mundo, provavelmente resultado da diversidade de ecossistemas e dos eventos históricos de mudanças climáticas e geográficas durante o Pleistoceno na América do Sul. Anotosaura vanzolinia é um pequeno Gymnophthalmidae semifossório que vive nas áreas de Caatinga mésicas com folhiço abundante, nunca ocorrendo em áreas abertas ou nas caatingas mais rústicas. Atualmente, os dados que se tem dessa espécie, seria de um lagarto com distribuição relictual na Caatinga, onde vive apenas em ambientes especiais . O objetivo do presente estudo foi analisar aspectos da história natural do lagarto Gymnophthalmidae Anotosaura vanzolinia em uma área de Caatinga presente na Paraíba.
  • RAFAEL MENEZES ROBERTO
  • Dinâmica espaço-temporal da abundância, crescimento e saúde do coral endêmico do Brasil Mussismilia hispida (Scleractinia) no Banco de Abrolhos, BA
  • Data: 25/08/2014
  • Hora: 14:00
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  • Recifes de corais em todo mundo têm experimentado um progressivo declínio nas últimas décadas, resultante de distúrbios naturais e antrópicos. Aquecimento da água do mar, sedimentação, sobrepesca e enriquecimento de nutrientes são as principais ameaças aos ambientes recifais. Usando como modelo o coral construtor Mussismilia hispida (Verril 1902), no maior ecossistema recifal do Atlântico Sul (Banco dos Abrolhos), esta pesquisa teve como objetivo: descrever quantitativamente a dinâmica da abundância, crescimento e saúde do coral em 5 recifes [Recifes Itacolomis (ITA), Recifes de Timbebas (TIM), Recifes Costeiros Desprotegidos (RCD), Arquipélago dos Abrolhos (ARQ) e Parcel dos Abrolhos (PAB); n = 22 sítios] em três escalas de tempo (3, 4 e 6 anos). A hipótese central, baseada em trabalhos anteriores, é que M. hispida é resistente a sedimentação e tempreferência por zonas mais profundas, apresentando maior abundância, crescimento e saúde em recifes costeiros, com alta sedimentação e profundos (ambos com baixa intensidade luminosa). Foi utilizado o método foto-quadrado, através do qual foram obtidas imagens de colônias fixas do coral ao longo do tempo. Mussismilia hispida foi mais abundante na parede que no topo dos recifes (ITA, TIM, RCD), não tendo sido registrado variações interanuais. Os principais preditores relacionados positivamente com a abundância de M. hispida foram a cobertura de esponjas (25,6% da explicação total do modelo), cobertura do coral Montastrea cavernosa (21,8%) e profundidade (18,4%). O crescimento do coral foi maior em recifes próximos à costa (ITA, TIM, RCD), com as seguintes variáveis explanatórias exercendo influência negativa: abundância de M. hispida (17,6%), contato com cianobactérias (16,9%) e contato com corais heteroespecíficos(11,8%). Variações espaço-temporais foram registradas para a proporção de tecido branqueado e morto, com colônias do topo apresentando maiores valores (51,9% e 8,5%, respectivamente) do que colônias da parede (23,9% e 5,1%). A proporção de tecido branqueado diminuiu ao longo do tempo, com aumento concomitante de tecido morto. As variáveis mais explicativas do tecido branqueado foram profundidade (33,1% - relação negativa), tamanho da colônia (12,5% - negativa) e temperatura superficial da água do mar(9,6% - positiva), enquanto para tecido morto predominaram a profundidade (17,2% -negativa), contatos com acroalgas frondosas (15,5% - positiva) e temperatura superficial da água do mar (14,4% - negativa). Os resultados corroboram parcialmente com a hipótese original formulada, os quais fornecem subsídios para ações conservacionistas no Banco dos Abrolhos. Em adição, suporta-se que os efeitos deletérios causados pelas macroalgas nos corais, induzidos provavelmente pela sobrepesca de peixes herbívoros, sejam uma das grandes ameaças a manutenção dos recifes.
  • CRISTIANE DA SILVA MONTE
  • Dieta de aves em trechos de Mata Atlântica no Litoral Paraibano
  • Data: 04/08/2014
  • Hora: 14:00
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  • Atualmente ainda temos pouco conhecimento sobre a dieta de aves brasileiras. A identificação dos itens alimentares e suas proporções são informações básicas para o entendimento da história natural das espécies e das relações tróficas que se estabelecem, podendo ser utilizadas para a investigação dos padrões d e complexidade das comunidades. Para complementar o conhecimento sobre as exigências alimentares das aves, este trabalho traz a descrição dos itens encontrados em 339 amostras fecais de 50 espécies pertencentes a 19 famílias de aves de duas áreas do bioma Mata Atlântica no litoral paraibano: Reserva Biológica Guaribas e Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenho Gargaú. Foram registrados 1526 itens alimentares, dos quais 784 pertencem às categorias vegetais Fruto ou Semente e 742 estão distribuídos entre as categorias animais Arachnida (quando não foi observada alguma sinapomorfia que possibilitasse um refinamento maior), Araneae, Scorpiones, Chilopoda, Diplopoda, Insecta, Isoptera, Hemiptera, Coleoptera, Hymenoptera-não-Formicidae, Formicidae, Lepidoptera, Diptera e Neuroptera. Em 185 amostras foram encontrados exclusivamente artrópodes; de forma geral, foi observada bastante diversificação nas dietas, com poucas espécies apresentando alto nível de especialização, além de baixa frugivoria estrita, mas importantes dispersores de sementes entre as espécies onívoras.
  • JÉSSICA YARA ARAÚJO GALDINO
  • Estrutura da comunidade de lagartos em uma área de Caatinga, Nordeste do Brasil
  • Data: 21/07/2014
  • Hora: 09:00
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  • Neste trabalho foram avaliadas a composição, diversidade de espécies e a utilização dos recursos alimento e espaço em uma taxocenose de lagartos da Estação Ecológica de Aiuaba (ESEC Aiuaba), no estado do Ceará e a influência da filogenia na determinação desses padrões. Para isso foi feita uma amostragem através da utilização de armadilhas de interceptação e queda, armadilhas de cola e coleta ativa durante 30 dias consecutivos entre os meses setembro e outubro. Foram registradas 15 espécies pertencentes a seis famílias. Vinte e três categorias de presas foram identificadas na taxocenose, sendo isoptera a categoria mais importante para a maioria das espécies. Phyllopezus pollicaris foi a espécie mais generalista no uso dos recursos alimentares, enquanto as menores larguras de nicho trófico foram registradas para Lygodactylus klugei, Gymnodactylus geckoides, Coleodactylus meridionalis e Cnemidophorus ocellifer. Com relação ao uso do microhabitat P. pollicaris, Tropidurus hispidus e Hemidactylus agrius foram as espécies mais generalistas. E Vanzosaura rubricauda, Micrablepharus maximiliani, Co. meridionalis, Mabuya Heathi, Tupinambis teguxin, Ameiva amieva e Cn. ocellifer as espécies mais especilistas, ocorrendo em serrapilheira. Lygodactylus klugei também foi especialista para uso do microhabitat, ocorrendo apenas em árvores. Os modelos nulos determinaram estrutura no uso do recurso alimentar e ausência de estrutura para utilização dos microhabitats disponíveis. A Ordenação Filogenética Canônica, entretanto, não mostrou relação entre o padrão encontrado na dieta das espécies e a filogenia, mas obteve resultados significativos com relação ao microhabitat usado, exibindo efeitos históricos na determinação do uso deste recurso.
  • LUIZ FELIPE CAVALCANTE AMUI
  • Padrões latitudinais explicam o mimetismo das serpentes corais?
  • Orientador : FREDERICO GUSTAVO RODRIGUES FRANCA
  • Data: 25/06/2014
  • Hora: 09:00
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  • ERIKA FLÁVIA CRISPIM DE SANTANA
  • Abundância e saúde do zoantídeo Palythoa caribaeorum e a influência da predação por peixes no Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), Brasil.
  • Data: 29/05/2014
  • Hora: 14:00
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  • O zoantídeo Palythoa caribaeorum é abundante em ambientes recifais do Atlântico ocidental, particularmente em recifes rasos costeiros e oceânicos do Brasil. Esta espécie é uma competidora agressiva por espaço e apresenta uma das taxas mais elevadas de crescimento entre os Antozoários (4 mm.dia -1). Apesar do registro da predação de P. caribaeorum por diversas espécies de peixes recifais no Brasil, a influência da predação por peixes nos padrões de abundância deste zoantídeo permanece mal estudada. No Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP) tanto P. caribaeorum quanto seus peixes predadores, são relativamente abundantes. Neste estudo foi avaliada a influência relativa de diferentes fatores na abundância e saúde de P. caribaeorum e nos padrões de forrageio de suas espécies de peixes predadoras no ASPSP. Para tal, foram realizados mergulhos autônomos ao longo do gradiente de profundidade (0-30 m) durante quatro expedições. A abundância de P. caribaeorum e a área de tecido recoberta por “tumores” e a área afetada por mordidas de peixes foram estimadas através do método fotoquadrados. A densidade dos peixes predadores foi estimada através de censos visuais estacionários e o forrageio destes foi estudado através do método animal focal. Foram utilizados modelos de previsão (Boosted Regression Trees, BRT), além de testes paramétricos convencionais. A cobertura de P. caribaeorum foi alta em todos os estratos de profundidade e foi influenciada negativamente pela cobertura de macroalgas frondosas, algas epilíticas e calcárias, com pouca ou nenhuma influência de peixes predadores. Os peixes reconhecidos como predadores de P. caribaeorum (Aluterus scriptus, Cantherhines macrocerus, Chaetodon striatus, Holacanthus ciliaris e Pomacanthus paru) predaram principalmente algas epilíticas e macroalgas frondosas. Aluterus scriptus apresentou os maiores valores de taxa de mordida em P. caribaeorum. A profundidade foi uma das variáveis mais influentes nos padrões de forrageio de todas as espécies de peixes. O monitoramento de mordidas individuais demonstrou que apenas A. scriptus e C. macrocerus retiraram grande quantidade de tecido de P. caribaeorum, com C. macrocerus apresentando maiores mordidas. Palythoa caribaeorum foi capaz de regenerar seu tecido mordido em aproximadamente seis dias, mas a pressão de predação por peixes enfraqueceu suas colônias facilitando o crescimento de algas epilíticas sobre o tecido afetado com posterior formação de tumores. Desta forma, conclui-se que a predação não tem grande papel direto na limitação da abundância, mas pode afetar a saúde de P. caribaeorum no ASPSP.
  • BRUNO AUGUSTO TORRES PARAHYBA CAMPOS
  • História Biogeográfica de Cinco Gêneros de Pequenos Mamíferos (Rodentia: Echimyidae e Sigmodontinae) da "Diagonal de Áreas Abertas" Sul-americana, Através de Filogenias Moleculares
  • Data: 27/05/2014
  • Hora: 14:00
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  • A América do Sul tropical ao leste dos Andes apresenta duas grandes áreas de florestas úmidas, a Amazônia e a Mata Atlântica. Entre essas grandes formações está presente um grande cinturão de áreas de vegetação aberta e em mosaico, de clima predominantemente seco, marcado pela sazonalidadee disposta em uma diagonal Nordeste-Sudoeste chamadas de Diagonal de Formações Abertas Sul-Americana. Ela é composta por florestas sazonais que podem ser divididas em: Florestas Neotropicais Estacionais Secas, Savanas e o Chaco. O conhecimento da distribuição da mastofauna da Diagonal teve como alicerce expedições do Serviço Nacional da Peste, a expedição “Exu-Bodocó” e as expedições conduzidas por pesquisadores do “Carnegie Museumof Natural History”.Dos primeiros inventários concluiu-se que a mastofauna do Cerrado seria composta principalmente por espécies que são encontradas neste domínio apenas pela presença das matas de galeria. Recentemente, através de novos inventários e de trabalhos taxonômicos com critérios diferenciados esse panorama tem mudado mostrando que a Diagonal apresenta uma maior diversidade e maior número de espécies endêmicas em determinadas regiões de seu domínio, principalmente nas áreas abertas Foram escolhidos para este estudo o equimíideo Thrichomys e os sigmodontíneos Calomys, Rhipidomys, Cerradomys e Wiedomys. Dentre estes gêneros existem formas amplamente relacionadas às matas secas (Wiedomys, Calomys e Thrichomys) e outras predominam em matas úmidas (Rhipidomys e Cerradomys) refletindo, possivelmente, histórias evolutivas diferenciadas. O estudo de cada uma destas histórias ajudará a conhecer melhor os processos biogeográficos gerais dos mamíferos da Diagonal.A filogeografia é considerada uma ferramenta adequada para estudos biogeográficos, explicando, com boa precisão, os processos de diversificação e de relação filogenética entre as áreas de interesse. Estudos deste tipoem regiões que sofreram diversas expansões e retrações da sua vegetação ao longo do passado ajudarão a entender a História da porção intertropical da diagonal. Até o momento uma hipótese que se mostra frequente é a de que as espécies dos gêneros aqui em estudo terem colonizado a Diagonal em um sentido Sudoeste/Nordeste. A origem dos gêneros em regiões Andinas deve estar relacionada ao seu soerguimento no final do Mioceno, com posterior dispersão para as planícies do Leste adentrando a Diagonal e eventos climáticos no Plio/Pleistoceno teriam moldado a atual distribuição da diversidade. Até o momento há falta de informações sobre a Diagonal no Mioceno. As filogenias e histórias dos organismos escolhidos explicam melhor o período do Plio/Pleistoceno. Precisamos estudar detalhadamente o registro fóssil e eventos geológicos da região.
  • RUMENIGG BARBOZA DE VASCONCELOS
  • PARÂMETROS BIOLÓGICOS E MORFOLÓGICOS DE DUAS ESPÉCIES DE MORCEGOS DO GÊNERO Artibeus (CHIROPTERA: PHYLLOSTOMIDAE)
  • Data: 31/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • O objetivo deste trabalho foi comparar as medidas corporais de duas espécies de morcegos frugívoros (Artibeus planirostris e Artibeus cinereus) que co-ocorrem na Reserva Biológica Guaribas, Estado da Paraíba, Brasil. Foi analisado um total de 118 indivíduos coletados em rede de neblina entre junho e outubro de 2013. Foram medidos a massa corporal, a envergadura, o comprimento dos ossos das asas e a tíbia de 65 A. planirostris e 53 A. cinereus. As duas espécies apresentaram dimorfismo sexual de tamanho, sendo as fêmeas significativamente maiores que os machos. Regressões (SMA) entre as variáveis morfométricas para as duas espécies na sua maior parte diferiram significativamente da isometria, indicando que houve diferença de forma, um resultado corroborado pela análise discriminante. As medidas de asa tenderam a crescer menos que o esperado em relação à massa corporal, o que pode indicar uma adaptação para reduzir o arrasto e permitir maiores velocidades de vôo nos indivíduos de maior tamanho. Além disso, foi encontrada uma correlação positiva entre a massa corporal e a Razão do Aspecto, o que sugere uma tendência para o estreitamento das asas em indivíduos de maior tamanho (outra adaptação que permite um vôo mais rápido). Ao contrário da asa, a tíbia nas duas espécies aumentou de tamanho mais do que o esperado com o aumento da massa corporal. Esse processo pode estar relacionado ao maior investimento na tíbia, a fim de sustentar o crescente ganho de peso nos morcegos de maior porte.
  • PAULA HONORIO PIRES FERREIRA
  • Peixes de Poças de Maré do Nordeste do Brasil: Estrutura da Comunidade, Sazonalidade e Conectividade Genética
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 14:00
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  • Foram determinadas a composição, estrutura e os padrões sazonais de distribuição dos peixes de poças de maré no nordeste do Brasil. Cem poças de maré foram pesquisadas de dezembro de 2010 a agosto de 2012. Um total de 3586 espécimes pertencentes a 52 espécies e 24 famílias foram capturados, com a dominância de espécies residentes, crípticas e predadoras de invertebrados móveis. As espécies mais abundantes foram Bathygobius soporator, B. geminatus e Stegastes fuscus, representando 14.95%, 13.11% e 10.54 % de todos os peixes capturados, respectivamente. Diferenças significativas em relação à composição da ictiofauna entre os locais de coleta não foram observadas. Na estação seca, 2031 espécimes de 49 espécies e 23 famílias foram amostradas e, na estação chuvosa, 1555 espécimes de 56 espécies e 22 famílias foram amostradas nas poças de maré. Destes, B. geminatus e B. soporator foram as espécies mais abundantes e frequentes em ambas as estações. Foram detectadas diferenças significativas na abundância total das espécies entre as estações seca e chuvosa. Evidências indiretas sugerem que a variação sazonal na abundância pode ser resultado do incremento de indivíduos recrutas de zonas entremarés e sublitoral circundantes. Fatores ambientais, tais como a profundidade, temperatura, salinidade, macroalgas, zoantídeos e granulados litoclásticos (areia e cascalho) afetaram a estrutura da comunidade dos peixes, resultando em variabilidade espacial nas poças de maré analisadas. Assim, as relações sazonais e padrões espaciais dos peixes de poças de maré estudados podem ser explicados de acordo com ciclos reprodutivos e as exigências de habitat das espécies, respectivamente.
  • THAIS RANIELLE SOUZA DE OLIVEIRA
  • Diversidade de artrópodes em inflorescências de Heliconia bihai (L.) L. (Heliconiaceae) em Pernambuco, Brasil
  • Data: 28/03/2014
  • Hora: 08:30
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  • A família Heliconiaceae possui um único gênero Heliconia (L.)L. e pertence à ordem Zingiberales. As inflorescências de Heliconia são caracterizadas por possuirem brácteas coloridas e as espécies que possuem brácteas eretas acumulam água no seu interior, formando um micro-habitat denominado de fitotelmata, que costuma apresentar uma fauna diversificada. Existem grandes áreas de produção comercial de Heliconia no Brasil, o que possibilita a ocorrência de muitos ambientes fitotelmatas fora de áreas de mata e favorece o desenvolvimento de difer entes grupos de artrópodes. O objetivo do presente estudo foi investigar a comunidade de artrópodes ocorrentes em brácteas de inflorescências de Heliconia bihai (L.)L. em área silvestre e em área cultivada de uma área de Mata Atlântica de Pernambuco, examinando como os fatores abióticos (pH, temperatura e volume) atuam sobre a comunidade de artrópodes e descrever como a fauna é afetada pela localização e características ambientais de cada área. Foram definidos os padrões gerais de distribuição da fauna, distribuição da fauna aquática em relação a sazonalidade e analisada a distribuição e categorização funcional da comunidade de coleópteros nas inflorescências. Foram coletadas 198 inflorescências de H. bihai na área cultivada, contendo 5.696 indivíduos distribuídos em 44 morfoespécies. Na área silvestre, foram coletadas 146 inflorescências, contendo 8.969 indivíduos, distribuídos em 51 morfoespécies . A ordem Diptera apresentou o maior número de morfoespécies e as famílias mais abundantes e frequentes ( Piophilidae e Psychodidae). A diversidade foi maior na área silvestre, no entanto a equidade não diferiu entre as áreas, e a análise de similaridade indicou que ocorre sobreposição de espécies entre as áreas. Das 35 morfoespécies aquáticas ou semiaquáticas, 18 ocorreram durante todo o ano de coleta. Dentre as famílias registradas, Psychodidae apresentou a maior riqueza de espécies (4), seguida por Syrphidae, Tipulidae e Sthaphylinidae. A temperatura dentro das brácteas foi o parâmetro responsável pela maior variaçã o nas amostras. Na avaliação da comunidade de Coleoptera, a família mais abundante e frequente nas duas áreas foi Hidrophylidae, representada por uma única espécie Pelosoma lafertei (MULSANT, 1840), apresentando, respectivamente, abundância relativa e frequência de ocorrência de 71,1% e 89,6%, na área silvestre, e 59,2% e 52,0%, na área cultivada. Sthaphylinidae foi a segunda família mais abundante e com maior frequência. Os detritívoros foram maioria dentro da comunidade de coleópteros amostrada (6), seguidos por herbívoros (3) e predadores (2). A abundância total de coleópteros na área silvestre foi de 1574 indivíduos e na área cultivada de 757 indivíduos. Foram registradas 12 morfoespécies na área silvestre e 8 morfoespécies na área cultivada. A temperatura e o pH foram os principais fatores atuando sobre a comunidade de coleópteros. A acidez presente no ambiente indica um ambiente rico em matéria orgânica, principal recurso alimentar dos ambientes fitotelmatas.
  • ANDRE SOUZA DOS SANTOS
  • Estudo taxonômico e análise filogenética da família Sabellariidae (Annelida: Polychaeta)
  • Orientador : MARTIN LINDSEY CHRISTOFFERSEN
  • Data: 26/03/2014
  • Hora: 14:30
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  • Consultar tese.
  • ANDRE SOUZA DOS SANTOS
  • Estudo taxonômico e análise filogenética da família Sabellariidae (Annelida: Polychaeta)
  • Orientador : MARTIN LINDSEY CHRISTOFFERSEN
  • Data: 26/03/2014
  • Hora: 14:30
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  • O presente estudo aborda a taxonomia de Sabellariidae (Annelida: Polychaeta) e propõe uma classificação filogenética para a família.
  • WEDSON DE MEDEIROS SILVA SOUTO
  • Atividades cinegéticas, usos locais e tradicionais da fauna por povos do semiárido paraibano (Bioma Caatinga)
  • Data: 28/02/2014
  • Hora: 14:00
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  • A caça é uma atividade amplamente disseminada ao longo dos trópicos. Entretanto, a maior das informações atualmente existentes sobre caça e usos de animais silvestres são originárias de áreas úmidas tropicais, notadamente a Amazônia, a bacia do Congo ou das florestas do Sudeste Asiático. Neste sentido, o presente estudo compreende informações abrangentes sobre a caça no semiárido do Nordeste brasileiro (bioma Caatinga), região com a maior biodiversidade existente entre as áreas semiáridas tropicais. Nossos objetivos foram registrar as espécies que são frequentemente caçadas para usos locais de alimento, medicinal ou pet; documentar as técnicas atualmente empregadas na captura fauna, assim como os períodos principais de ocorrência das atividades cinegéticas. Outros objetivos principais incluíram indicar as razões e motivadores atuais que levam a caça e captura de espécies pertencentes aos grupos de vertebrados terrestres. Nós analisamos dados colhidos em seis localidades do semiárido do Estado da Paraíba (municípios de Maturéia, Santa Luzia, São José do Sabugi, São Mamede, Várzea e na comunidade tradicional do Quilombo do Talhado), onde 257 caçadores forneceram informações sobre espécies cinegéticas exploradas para consumo da carne, utilizadas medicinalmente ou criadas como pets. As informações foram obtidas por meio de questionário semiestruturado, o qual englobava questões sobre espécies-alvo, técnicas e estratégias de caça, frequência de caça, razões ou motivadores para realização de atividades cinegéticas e informações sobre dinâmica de comércio – envolvimento de caçadores, formas de pagamento, preços dos animais e se os clientes são residentes ou não nas áreas pesquisadas. Observações participantes do tipo não-membro foram utilizadas para confirmar informações de entrevistas e fornecer dados etnográficos complementares. Nós registramos que 109 espécies são consumidas como alimento, 39 são caçadas por caçadores para fins medicinais e 73 são capturadas vivas para criação como pets silvestres. Um total de 31 técnicas ou estratégias de caça foram documentadas. Nossos dados indicam uma modificação no cenário da caça local, pautada atualmente por motivadores comerciais e esportivos, com lucros pouco empregados para despesas básicas e essenciais. Neste contexto, a maioria dos caçadores indicou envolvimento com o comércio de animais silvestres e sub-produtos destes. Estratégias de caça tem igualmente sido influenciadas pelo contexto comercial das práticas de cinegéticas, com incorporação e popularização de modernos recursos tecnológicos, especialmente motocicletas. Nossos resultados possibilitam uma ampliação substancial acerca da informações sobre a exploração da fauna da Caatinga e possibilitam uma melhor contextualização da realidade local para implementação de políticas mais eficientes para combater a caça ilegal e mitigar os impactos da exploração da fauna silvestre.
  • LUCAS BARBOSA DE QUEIROGA CAVALCANTI
  • Estrutura da taxocenose de lagartos em uma região de Caatinga, Nordeste do Brasil: a influência de fatores históricos, ecológicos e estrutura vegetacional
  • Data: 27/02/2014
  • Hora: 14:00
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  • Taxocenose ou “assemblage” é uma definição metodológica para se referir a um grupo de organismos que habitam uma mesma região geográfica que compartilham uma relação filogenética (Ricklefs e Miller, 1999). Esta parte da comunidade biológica pode possuir diferentes formas e níveis de estrutura, sendo esta definida pelo arranjo das relações evolutivas, assim como das interações e das características de uso dos recursos . Existem poucos estudos sobre taxocenoses de lagartos na Caatinga, e basicamente só um possui uma abordagem comparativa dentro da taxocenose. O presente estudo teve como objetivos responder as seguintes perguntas: Qual é a composição da taxocenose de lagartos numa região de Caatinga nordestina? Existe estrutura nesta taxocenose? Qual é a influência histórica e ecológica no padrão de estrutura desta taxocenose? Existe relação entre a composição, diversidade e estrutura na taxocenose e a composição do hábitat ao longo de um gradiente vegetacional?
  • GEORGIANA MATIAS DA SILVA PIMENTEL
  • Beija-flores e recursos florais de Psittacanthus dichroos Mart. (Loranthaceae) em uma área de Mata Atlântica da Paraíba
  • Orientador : ALAN LOURES RIBEIRO
  • Data: 21/02/2014
  • Hora: 14:00
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  • Consultar dissertação.
  • SILVIO FELIPE BARBOSA DE LIMA
  • Morfologia comparada e relacionamento filogenético de Caecidae (Mollusca: Caenogastropoda: Rissooidea)
  • Data: 07/02/2014
  • Hora: 14:30
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  • A família Caecidae Gray, 1850 está representada por cerca de 200 espécies de gastrópodes marinhos, bentônicos, dióicos e micrófagos, distribuídos nos oceanos tropicais e temperados do planeta, habitando desde a zona intermareal a sublitoral, porém com marcada preferência por áreas rasas da plataforma continental, sendo raros no circalitoral. Frequentemente, conchas deste grupo são transportadas através de correntes da região costeira até áreas mais profundas da plataforma ou talude continental, constituindo-se em material alóctone. O presente estudo tem como principal objetivo formular uma hipótese de relacionamento filogenético para Caecidae (com ênfase em Caecinae) baseado no estudo de morfologia comparada.
  • CRISTIANO TRAPE TRINCA
  • Densidade populacional de felídeos e riqueza de mamíferos terrestres no sul da Amazônia
  • Data: 24/01/2014
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo teve o objetivo de estimar as populações de onça-pintada (Panthera onca) e de jaguatirica (Leopardus pardalis) e a riqueza e a abundância dos mamíferos terrestres na Fazenda São Nicolau, no norte do estado de Mato Grosso, sul da Amazônia. Utilizei armadilhas-fotográficas para registrar as espécies. Amostrei 12 pontos em áreas de floresta durante quatro temporadas (2008 a 2011), totalizando 3603 dias/câmeras. Nas áreas alteradas amostrei 16 pontos em duas temporadas (2009 e 2010), em sistema de rodízio, totalizando 658 dias/câmeras. Estimei parâmetros populacionais dos felídeos apenas nas áreas de floresta. Analisei a comunidade de mamíferos nos dois ambientes. A densidade populacional das duas espécies de felídeos foi estimada analisando a população fechada e aberta dentro de ocasiões de captura de 10 dias, aproximadamente. Identifiquei os indivíduos comparando as diferenças nas malhas da pelagem. Utilizei o método convencional de captura e recaptura (CAPTURE) e o modelo espacialmente explícito (SECR) para as análises de população fechada. Para análises de população aberta, utilizei o modelo Jolly-Seber e o desenho robusto de Pollock. Identifiquei 10 onças, em 88 eventos fotográficos nas quatro temporadas. A razão sexual (M:F) foi de 1,5:1. As estimativas populacionais da onça-pintada foram realizadas somente para 2010 utilizando os modelos de população fechada. A densidade populacional com base no CAPTURE e na média da máxima distância percorrida (MMDM) foi estimada em 4,12 ind./km². O SECR estimou a densidade em 3,03 (±1,57) ind./km². No caso das jaguatiricas, identifiquei 24 indivíduos em 134 eventos fotográficos. A razão sexual foi de 1:1. Estimei a densidade populacional nas quatro temporadas utilizando os modelos de população fechada e aberta. Os resultados do SECR foram mais moderados, estimando 7,87 (±3,0), 14,17 (±6,5), 10,46 (±4,4) e 7,36 (±2,9) ind./km², entre 2008 e 2011, respectivamente. Entretanto o modelo Jolly-Seber foi o que obteve as maiores estimativas, sendo 19,54, 25,01, 16,03 e 19,74 ind./km², a cada temporada. Também estimei a sobrevivência e o crescimento populacional desta espécie. O modelo SECR estabilizou as estimativas de densidade mesmo com os valores de buffermais elevados, evitando superestimar a população. Estes resultados indicam que o modelo espacialmente explícito foi adequado para a compreensão da dinâmica populacional das duas espécies de felídeos. Entretanto, o desenho robusto retornou um maior número de parâmetros demográficos, complementando as análises populacionais. A densidade populacional média da jaguatirica para as quatro temporadas ao sul da Floresta Amazônica com base no SECR, foi estimada em 11,81 (±2,29) ind/100km2, em uma região com pelo menos 25% de área alterada. O número de espécies observadas de mamíferos entre as temporadas variou de 21 a 24 na área de floresta, e a riqueza foi estimada em 26 espécies. Na área alterada o número de espécies observadas nas duas temporadas foi de 13 e 15 e a riqueza foi estimada em 18 espécies, sendo que o total de espécies observadas foi 17. As espécies mais representativas foram o Tayassu pecari, na área de floresta e o Cerdocyon thous, na área alterada. A análise gráfica composta de 24 índices de diversidade beta indicou que a área de floresta teve maior homogeneidade na ocorrência das espécies do que na área alterada. Este estudo demonstra que quando há uma coleta de dados por mais que uma temporada, seja para investigar a população de uma espécie ou a estrutura de uma comunidade, os resultados não serão os mesmos, mesmo utilizando os mesmos procedimentos. Isso reforça a importância dos estudos da dinâmica das populações silvestres para compreender a oscilação na abundância e também na riqueza da comunidade.
2013
Descrição
  • PATRICIO ADRIANO DA ROCHA
  • Quiropterofauna cavernícola: composição, estrutura de comunidades, distribuição geográfica e aspectos ecológicos das populações
  • Data: 25/10/2013
  • Hora: 14:00
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  • O hábito de se abrigar, atrelado à disponibilidade de abrigos específicos, pode influenciar a distribuição local e global dos quirópteros, bem como os mais variados aspectos de sua biologia e ecologia. Nesse sentido, o presente trabalho visa, em linhas gerais, caracterizar em maior (Brasil) e menor (Sergipe) escala, que fatores influenciariam a habitação de cavernas por uma ou mais espécies de morcegos da região neotropical, identificando o quão associadas às cavernas essas espécies estariam, e nesse sentido quais delas devem ser consideradas como atributo cabal na valoração dessas cavidades para fins de conservação. Para as abordagens em macroescala (Brasil) foram compilados os resultados de inventários já realizados em cavernas do Brasil disponíveis na literatura, somados aos esforços de campo realizados no estado de Sergipe (presente trabalho) e Pará. Nas abordagens em microescala (Sergipe), foram inventariadas as 24 cavidades naturais registradas na Sociedade Brasileira de Espeleologia , onde foram analisados padrões de uso e preferências quanto à luminosidade e a temperatura do abrigo. O levantamento de 135 cavernas proporcionou o registro de 41 espécies pertencentes a 32 gêneros e seis famílias. A riqueza de espécies de morcegos variou de uma a 17 com média geral de 4,5 (± 3,27) espécies por caverna. Na análise por ecoregiões, 24 espécies utilizam cavernas na Mata Atlântica do Sudeste, 20 na Mata Atlântica/Caatinga do Nordeste, 31 no Cerrado e 21 na Amazônia. As diferenças na composição da quiropterofauna cavernícola em diferentes regiões do Brasil podem ser diretamente influenciadas por dois fatores principais: (i) espécies amplamente distribuídas e que utilizam cavernas, independentemente do bioma e (ii) espécies com distribuição e/ou uso restritos a algumas regiões ou que apresentam diferentes frequências de ocorrência. Nas análises feitas em Sergipe, o índice de associação geral foi de Vt=3,5; o que denota uma associação geral significativamente positiva entre as espécies de morcegos cavernícolas. No tocante ao microclima, podem-se dividir as cavernas de Sergipe em "frias" (<28ºC) e "quentes" (entre 30 e 40ºC), sendo feitos nesse estado os três primeiros registros do fenômeno das "cavernas quentes" no Brasil que aqui são promovidas pelos mormopideos Pteronotus gymnonotus e P. personatus. O registro em tempo integral da temperatura nessas cavernas mostrou claramente a influência dessas espécies sobre a manutenção das altas temperaturas das cavernas e bem como as alterações microclimáticas provocadas pela saída, retorno e deslocamento diário desses indivíduos entre as câmaras. A análise de aspectos das suas respectivas biologias reprodutivas, apontam para um refinado conjunto de interações interespecíficas harmônicas, as quais corroboram a hipótese de que ao menos essas duas espécies de mormopídeos seriam estritamente dependentes de cavernas para viabilizar o seu ciclo reprodutivo. Além disso, a estrutura populacional dessas espécies, com a formação de grandes concentrações em poucos pontos, atrelada à total falta de informações de como são genicamente estruturados, confere uma alta vulnerabilidade para essas espécies, que podem ter toda uma população dizimada com a simples obstrução da entrada da caverna. Esses resultados estabelecem uma nova perspectiva para estudo e conservação das cavernas brasileiras, onde se sugere que cavernas que possuem qualquer espécie do gênero Pteronotus sejam por si só categorizadas como de "máxima relevância", tendo assim garantida a sua proteção integral.
  • DIEGO JOSE SANTANA SILVA
  • Sistemática e biogeografia das rãs paradoxais (Anura, Hylidae, Pseudae)
  • Data: 07/10/2013
  • Hora: 09:00
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  • O clado Pseudae compreende anuros aquáticos e semi-aquáticos restritos à América do Sul. Eles têm diversas adaptações morfológicas ao hábito aquático. Os girinos gigantes de Pseudis, que se metamorfoseiam em adultos relativamente pequenos, são uma contradição para o padrão geral conhecido. A distribuição e as exigências de hábitat fazem dos Pseudae um grupo ideal para testar hipóteses biogeográficas na evolução e especiação da fauna semi-aquática da América do Sul. Essas hipóteses envolvem, por exemplo, avaliar se a características pedológicas, hidrológicas e sazonais de cada bacia hidrográfica refletem diferentes históricos evolutivos, se o isolamento das bacias causou especiação alopátrica da fauna aquática. Gallardo discorrendo sobre as espécies de “Pseudidae”, propôs a hipótese “uma bacia-uma espécie”. Ele propõe que em cada bacia hidrográfica exista uma diferente espécie desse grupo. Através dessa linha de raciocínio, nesta tese, buscamos por caracteres morfológicos, acústicos e moleculares, estudar o clado Pseudae, buscando por resoluções para a sistemática, a filogenia e a filogeografia do grupo. No primeiro capítulo, dividido em dois artigos, descrevemos e avaliamos todos os cantos e girinos das espécies do clado. O primeiro artigo, focando o gênero Lysapsus, nossos resultados suportam o monofiletismo do gênero baseado nos caracteres larvários e acústicos. Discutimos a taxonomia das espécies e consideramos duvidosa a validade de L. bolivianus, o qual deve ser considerado um sinônimo júnior de L. limellum, ou constitui uma espécies críptica baseada nos dados atualmente disponíveis. No segundo artigo, descrevemos as formas larvais e os cantos de anúncio das espécies de Pseudis. Encontramos suporte em diversas características que endossam o monofiletismo do grupo das espécies austrais (P. cardosoi e P. minuta). Não encontramos diferenças entre as populações (P. paradoxa), consideradas por alguns autores como espécies válidas, ou como subespécies. Assim, outras abordagens focadas em diferenças populacionais, baseadas em técnicas modernas de filogeografia e coalescência, poderiam auxiliar a compreender o real status taxonômico de espécies do grupo, além de simultaneamente testar processos históricos responsáveis pela diversificação atual. No capítulo dois, tivemos como objetivo reavaliar as relações filogenéticas do grupo. Para isso, utilizamos uma abordagem baseada em uma análise combinada de dados fenéticos (osteológicos, larvais e acústicos) e moleculares. Ranqueamos 112 caracteres osteológicos, quatro larvais e dois acústicos, mais quatro loci do mtDNA, e um loci nuclear. Avaliamos por meio de uma análise bayesiana particionada a filogenia de Pseudae, e encontramos suporte para três linhagens monofiléticas. Além da sistemática e filogenia avaliada neste estudo, conforme mencionado no primeiro capítulo, o status taxonômico das populações de Pseudis de diferentes bacias não puderam ser avaliadas pelos meios tradicionais da taxonomia. A validade ou não das diferentes espécies e subespécies relacionadas a estas bacias hidrográficas, precisam ser melhor avaliadas por métodos mais precisos, que foquem a diversidade críptica. Assim, decidimos utilizar uma inferência bayesiana de delimitação de espécies (BPP) para testar a hipótese de Gallardo. Elencamos a espécie Pseudis bolbodactyla para testar essa hipótese. Pseudis bolbodactyla é uma rã semi-aquática, distribuída em planícies alagáveis na sub-bacia do rio Paranã (bacia do rio Tocantins), na sub-bacia do rio Paranaíba (bacia do rio Paraná), e na bacia do rio São Francisco. Quando avaliados as três diferentes populações, os resultados da análise do BPP encontraram um alto suporte (pp=1.00) para a árvore guia. Assim, representando cada população uma espécie, confirmando a hipótese de “uma espécie-uma bacia” para P. bolbodactyla. Haja vista a corrida contra o relógio para se descrever e conhecer a biodiversidade, descrevemos as duas novas espécie. À luz da nova política do uso de uma taxonomia integrativa consideramos que o presente trabalho supre as necessidades exigidas do cenário atual, validando essas espécies.
  • JOSIAS HENRIQUE DE AMORIM XAVIER
  • Teia trófica e fluxo de energia no Estuário do Rio Mamanguape, Paraíba, Brasil
  • Data: 30/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • O estuário do Rio Mamanguape é o segundo maior do Estado da Paraíba, Brasil. Está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Barra do Rio Mamanguape e abrange 14.640 hectares de manguezais preservados, remanescentes de Mata Atlântica, diferentes biótopos estuarinos e formações recifais areníticas. Este ambiente natural está associado a comunidades humanas, incluindo comunidades indígenas, que sobrevivem dos seus recursos. No intuito de acessar informações sobre a dinâmica das principais populações de espécies do sistema e descrever a teia trófica e o estágio de desenvolvimento do estuário do Rio Mamanguape, um modelo trófico de equilíbrio de massas foi construído, utilizando 24 compartimentos, utilizando o software Ecopath with Ecosim (EwE). Alguns dados de entrada (biomassas de fitoplâncton, macroalgas, zoobentos, macrocrustáceos e grupos de peixes) foram coletados na área de estudo e pela análise do conteúdo estomacal (peixes), enquanto outros parâmetros foram obtidos em estudos prévios. Os resultados do modelo trófico de Mamanguape mostraram que o fluxo da teia alimentar é dominada pelos detritos, já que a detritivoria predominou em relação à herbivoria (razão D/H de 2,25). As estatísticas de fluxo do sistema – produção primária total/ respiração total, índice de ciclagem de Finn, e ascendência – foram 1,41, 29,3%, e 31,0%, respectivamente, indicando que o estuário do Rio Mamanguape é um sistema de alta produtividade, próximo à maturidade, de acordo com a teoria de ecossistemas de Odum. Quando as zonas estuarina e recifal foram analisadas em modelos independentes, as principais diferenças estiveram relacionadas à presença do mangue na zona estuarina, porém as estatísticas de fluxo apontaram basicamente para o mesmo estágio de maturidade e produtividade. Os manguezais parecem desempenhar papel importante como fornecedor de detritos para ambas as zonas, assim como a barreira de recifes areníticos desempenha papel na retenção de detritos obtidos da descarga do rio. Cenários foram criados simulando o aumento de 50% no esforço da pesca e retirada do mangue (Ecosim). Em todos eles, ocorreram efeitos de cascata trófica nos compartimentos, redução na diversidade (índice de Kempton) e desestruturação da teia. A análise das simulações deve ser feita com cautela, já que modelos EwE são limitados às interações tróficas, e não levam em conta aspectos como a estrutura do habitat ou impactos associados (e.g., fragmentação, degradação, poluição). Para manter o status da APA Barra do Rio Mamanguape de área prioritária para conservação e pesquisa, bem como preservar as propriedades de produtividade, maturidade e resiliência da área de estudo, tornam-se urgentes deliberações sobre a regulamentação dos conflitos de uso dos recursos naturais na região.

  • CECILE DE SOUZA GAMA
  • DIVERSIDADE E ECOLOGIA DAS RAIAS DE ÁGUA DOCE (CHONDRICHTHYES: POTAMOTRYGONIDAE) DA RESERVA BIOLÓGICA DO PARAZINHO, AP
  • Data: 13/09/2013
  • Hora: 14:00
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  • As raias de água doce da família Potamotrygonidae são restritas à América do Sul, onde ocorrem nos principais sistemas fluviais. É o único grupo de Elasmobrânquios exclusivo do meio dulcícola, possuindo especializações morfológicas e fisiológicas para a vida neste tipo de ambiente. Em algumas regiões esses animais costumam marcar forte presença no modo de vida das populações ribeirinhas, devido ao elevado potencial de acidentes que representam. O presente trabalho foi desenvolvido na Reserva Biológica do Parazinho, uma ilha do Arquipélago do Bailique, Macapá (AP), localizada na região da foz do rio Amazonas. Teve como objetivo estudar a composição de espécies de raias de água doce, determinando o contingente populacional da taxocenose e conhecendo características biológicas e ecológicas das espécies quanto à sua alimentação, reprodução, movimentação e morfologia. Além disso, buscou-se descrever os padrões de ocupação espacial da ilha pelas espécies. As amostragens aconteceram em regime bimestral de março de 2011 a janeiro de 2013. Para a captura foram utilizados espinhéis, tarrafas, zagaias e tapagem em diferentes momentos da amostragem. No primeiro ano, as raias capturadas eram marcadas com microchips e soltas, após terem sido registradas algumas de suas medidas corporais. Nas coletas subsequentes, as raias recapturadas eram novamente medidas e soltas. No segundo ano, as raias capturadas eram sacrificadas e dissecadas para análise de suas gônadas e aparelhos digestivos. Durante as amostragens eram tomados dados ambientais acerca da qualidade de água. Foram efetuadas 223 capturas, correspondendo a 208 espécimes diferentes de raias durante 82 dias de amostragem. Foram identificadas oito espécies: Paratrygon aiereba, Potamotrygon motoro, P orbignyi, P. scobina, P. constellata, P. cf. dumerilii, Potamotrygon sp. e Potamotrygon sp 1. A análise discriminante entre a proporção da largura do disco e dados morfométricos das espécies mais representativas (Potamotrygon cf, dumerilii, P. motoro, P. orbignyi, P. scobina e P. sp1) revelou diferenças dimensionais entre as espécies, embora na maioria dos casos não alcançassem níveis significativos. O estudo populacional revelou que a distribuição das raias por sexo foi homogênea e não houve preferência de ocupação das espécies ao longo da ilha. A análise da relação peso comprimento mostrou que machos e fêmeas apresentam alguma diferença no tipo de crescimento, porém, essas diferenças foram pequenas e não significativas (ao nível de 95% de probabilidade) (α=0,05). A análise de 70 estômagos confirmou hábitos alimentares predadores, tendo como principais recursos invertebrados, predominantemente crustáceos, moluscos, insetos e anelídeos, revelando também alguma diferença no consumos dos itens ao longo do ano e entre as espécies. Observou-se que raias são peixes especialistas com baixa largura de nicho, revelando algum grau de sobreposição espacial e de dieta de acordo com a disponibilidade do recurso alimentar no ambiente. Se reproduziram durante todo o ano, com as espécies alternando seus períodos reprodutivos. Foi encontrado sobreposição de períodos entre as espécies que pode indicar a possibilidade de hibridização. Verificou-se ainda que os indivíduos são conservadores quanto à sua área de uso.

  • JOAO PEDRO DE SOUZA ALVES
  • Ecology and Life-history of Coimbra-Filho’s Titi monkeys (Callicebus coimbrai) in the Brasilian Atlantic Forest
  • Data: 09/08/2013
  • Hora: 13:00
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  • (Ecologia e História de Vida do Guigó-de-Coimbra-Filho (Callicbeus coimbrai) na Floresta Atlântica do Nordeste). A perda e fragmentação dos hábitats são as principais ameaças as populações de primatas na região Neotropical, principalmente pelos efeitos gerados à disponibilidade de recursos alimentares e a redução da área. Neste estudo, duas áreas de Floresta Atlântica no nordeste Brasileiro, a Fazenda Trapsa (FT) um fragmento com 14 ha e o, Refúgio da Vida Silvestre Mata do Junco (MJ) floresta contínua com 522 ha, foram estudadas. A composição florística e parâmetros fitossociológica foram analisados e, um grupo de Callicebus coimbrai foi monitorado em cada área (FT: Julho, 2009-Fevereiro, 2013; MJ: Julho, 2011-Dezembro, 2012). A vegetação no FT parece estar em um estágio inicial de regeneração, com uma grande diversidade de árvores e densidade de lianas, enquanto MJ tem árvores mais altas, maior área basal, e menor densidade liana indicando um hábitat mais maduro. O monitoramento longitudinal no grupo FT indicou significativas modificações comportamentais e ecológicos relacionados com a variação inter-anual na distribuição de recursos. As comparações entre grupos identificou contrastes comportamentais, em particular no forrageio e a distribuição no tempo de descanso, o que indicou uma estratégia de minimização de tempo para o grupo FT. Contudo, no grupo MJ foram mais ativos durante os dias mais longos, compensando o tempo extra com altas taxas de descanso e redução no forrageio. As dietas eram predominantemente frugívoras, com variação marcada nos itens alimentares explorados. Apesar de habitar um fragmento menor, o grupo FT ocupava uma área de vida maior (10,8 ha) que o grupo MJ (9,1 ha), mas percorreu distâncias muito mais curtas a cada dia (964±120 m vs. 1073±300 m). Ambos os grupos tendem a seguir rotas relativamente circulares a cada dia, embora o grupo FT revisitou fontes de alimentação com mais frequência na estação seca, e MJ na estação chuvosa. Os traços da história de vida de cada grupo variou de acordo com as características de cada hábitat, com grandes diferenças no intervalo entre o nascimento e os períodos de desmame. No geral, os dados indicam que C. coimbrai está bem adaptado aos efeitos da fragmentação de hábitat, pelo menos à curto e médio prazo, porém mais dados serão necessários para planejar estratégias de gestão de hábitat para a conservação a longo prazo da espécies.
  • ANA CLAUDIA FIRMINO ALVES
  • Diptera (Insecta) associados a carcaças de suínos em área de Caatinga
  • Data: 31/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • Os Diptera são considerados os insetos mais importantes em estudos forenses, pois são os primeiros colonizadores de carcaças em decomposição. Diante disso, objetivou-se estudar a dipterofauna associada à carcaças de suínos em uma área de Caatinga do Nordeste do Brasil. As coletas foram realizadas durante as estações seca e chuvosa na RPPN Fazenda Almas, em São José dos Cordeiros, PB. Como modelo animal foram utilizadas carcaças de suínos, duas em cada estação. As carcaças foram expostas em gaiolas de metal e os dípteros coletados passivamente até o final da decomposição através de armadilhas Shannon modificada. Foram coletados 69.421 dípteros pertencentes a pelo menos 17 famílias. Dentre elas, Calliphoridae (47,4%), Fanniidae (24,1%), Muscidae (13,5%) e Sarcophagidae (7,5%), foram as mais abundantes. Dentre os Calliphoridae, 32.909 espécimes foram capturados, representados por oito espécies: Chloroprocta idioidea (66,9%); Chrysomya albiceps (14,7%); Cochliomyia macellaria (13,2%); Lucilia eximia (4,3%); Chrysomya megacephala, Chrysomya putoria, Cochliomyia hominivorax e Hemilucilia segmentaria (0,8%). Fanniidae apresentou 16.744 espécimes, 16.223 fêmeas (não analisadas) e 521 machos representados por Fannia yenhedi (62,9%), Fannia heydenii (20,3%) e Fannia pusio (16,7%). Dentre os Muscidae, foram coletados 9.351 indivíduos, representados por 13 espécies. As mais abundantes foram Ophyra aenescens (55,6%), Atherigona orientalis (28,4%), Musca domestica (7,9%) e Brontaea aff debilis (3,9%). Sarcophagidae com 5.199 espécimes coletados, 3.980 fêmeas (não analisadas) e 1.219 machos, apresentou a maior riqueza de espécies (S=23) As mais abundantes foram Tricharea (Sarcophagula) occidua (49,1%), Sarcodexia lambens (24,3%), Oxysarcodexia thornax (6,6%) e Ravinia belforti (5,7%). O padrão de associação dos dípteros foi distinto entre as estações. Durante a estação seca, o inchamento teve atratividade para C. macellaria, Microcerella halli e Tytanogripa larvicida. Ophyra aenescens e A. orientalis estiveram associadas  a decomposição avançada. No estágio seco destacaram-se F. heydenii, F. yenhedi, O. thornax e C. idioidea. Durante a estação chuvosa, percebeu-se um grupo bem associado ao coliquativo, C. megacephala, C. albiceps, C. macellaria, M. domestica e O. aenescens, e outro a decomposição avançada, F. heydenii, F. yenhedi, B. aff debilis e R. belforti. A riqueza de espécies e a abundância da dipterofauna variaram de acordo com as estações climáticas. A maioria dos indivíduos foi coletada durante a estação chuvosa (85,2%), algumas espécies mostraram preferência ou foram coletadas somente em uma das estações, como S. lambens e R. belforti na estação chuvosa. As medidas de amplitude de nicho demonstraram a preferência de algumas espécies por determinados estágios de decomposição, assim como a generalidade de outras. As medidas de sobreposição de nicho apresentaram valores relativamente altos entre alguns pares de espécies e baixos entre outros podendo ser reflexo não somente de competição, mas também de coexistência das diferentes espécies com a partição do mesmo recurso. Estudos mais aprofundados devem ser feitos com as espécies mais prevalentes do presente trabalho, a fim de validar seu potencial para uso forense na região.

  • DANIEL DAL BO
  • Besouros (Coleoptera) associados à carcaças de Sus Scrofa Linnaeus em área de Restinga na Paraíba
  • Data: 30/07/2013
  • Hora: 08:30
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  • Os besouros associados a carcaças em decomposição, em ambiente de restinga, estão sendo estudados no presente estudo, visando contribuir com informações para a Entomologia Forense, no que diz respeito à estimativa do tempo de morte de um corpo e translocação de cadáver. Quatro carcaças de suínos foram utilizadas como isca para atração dos insetos, duas para cada estação climática em 2012. As carcaças foram mortas com um tiro na região craniana e colocadas em gaiolas para impedir a ação de animais carniceiros de grande porte. Para coleta dos besouros foram utilizadas armadilhas Shannon, pitfalls e coletas em bandeja. Foram coletados 3.763 besouros pertencentes a 19 famílias e 96 espécies. A família mais abundante foi Histeridae (N=1.406 espécimes), seguida por Staphylinidae (N=987) e Scarabaeidae (N=718). A família que apresentou maior riqueza foi Staphylinidae (S=23). As espécies com abundância maior que 1% do total amostrado foram: Euspilotus sp. 1 (N=930), Xerosaprinus diptychus (N=229), Euspilotus sp. 4 (N=155), Hypocaccus sp. (N=48) (Histeridae), Atheta sp. 1 (N=457), Homalotina sp. (N=269), Neohypnus sp. (N=81), Philonthus hepaticus (N=78) (Staphylinidae), Aidophus impressus (N=372), Dichotomius sp. gr. geminatus (N=215), Parataenius simulator (N=64), Ateuchus sp. (N=46) (Scarabaeidae), Dermestes maculatus (N=143) (Dermestidae), Necrobia rufipes (104) (Cleridae) e Omorgus suberosus (N=78) (Trogidae). Devido à diferença de abundância e riqueza foi observada influência da sazonalidade nos besouros, pois 80% destes foram coletados na estação chuvosa e a riqueza variou de 59 nesta estação para 26 na estiagem. A sucessão dos besouros variou de uma estação para outra, provavelmente devido à influência sazonal dos insetos. A maior abundância dos besouros foi observada no período noturno (54%), sendo as famílias que apresentaram abundância acima de 70% no período noturno foram Trogidae (78%), Tenebrionidae (74%) e Scarabaeidae (72%), e nenhuma apresentou tal valor para o período diurno. As espécies indicadas como potencial forense para a restinga foram Dermestes maculatus e Necrobia rufipes por se reproduzirem nas carcaças, e também Hypocaccus sp. e Bledius sp. por apresentarem registro estrito a ambientes semelhantes ao aqui estudado, sugerindo-se que essas espécies sirvam como indicadores de área.

  • Renata Drummond Marinho Cruz
  • Abelhas visitantes florais de Richardia grandiflora (Rubiaceae) ao longo de um gradiente urbano-rural
  • Data: 29/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • A crescente urbanização tem sido um dos principais fatores causadores da perda e fragmentação de habitats, que afetam as comunidades de polinizadores e modificam as relações planta-polinizador. Embora tenha crescido o número de estudos focando na influência da paisagem sobre os polinizadores, no Brasil esse conhecimento ainda é incipiente. Neste estudo, as abelhas visitantes florais e o sucesso reprodutivo de Richardia grandiflora (Cham. & Schltdl.) Steud foram analisados ao longo de um gradiente urbano-rural, associando a possíveis alterações nas relações planta-polinizador. O estudo foi desenvolvido em seis áreas localizadas no estado da Paraíba, divididas em três diferentes categorias: urbanas, periurbanas e rurais. Para cada área foram estimados os percentuais de cobertura vegetal (arbórea e herbáceo-arbustiva), superfícies impermeáveis, solo livre e água, em duas escalas espaciais. As abelhas visitantes florais foram observadas mensalmente, de fevereiro de 2012 a janeiro de 2013, sendo registrada a composição de espécies, riqueza, frequência de ocorrência e número de visitas. Por fim, o sucesso reprodutivo foi estimado a partir de experimentos de polinização (livre e cruzada manual complementar) para obtenção da Eficácia Reprodutiva (ER) de R. grandiflora em cada área. Nos agrupamentos a partir da caracterização da paisagem e composição de espécies, as áreas urbanas se diferenciaram das demais, mas as áreas periurbanas e rurais não foram diferenciadas entre si. A pouca alteração na riqueza das abelhas eussociais e no número de visitas por meliponíneos, ao longo do gradiente urbano-rural, indicaram uma boa tolerância à urbanização. As abelhas não eussociais demonstraram ser mais sensíveis a esse processo, pois apresentaram uma maior riqueza e frequência nas áreas periurbanas e rurais. Além disso, a correlação positiva entre o número de visitas de abelhas não eussociais e a vegetação herbáceo-arbustiva, na escala espacial menor, sugere uma maior influência da paisagem local nessas espécies. A espécie introduzida Apis mellifera apresentou uma maior frequência nas áreas urbanas, que pode estar relacionada à menor disponibilidade de recursos, bem como à sua flexibilidade ecológica e poder competitivo. Finalmente, as áreas rurais apresentaram as maiores taxas de Eficácia Reprodutiva, enquanto as áreas urbanas, valores mais baixos. Nas áreas mais urbanizadas, possivelmente, A. mellifera não foi um polinizador tão eficiente quanto as espécies nativas, o que pode ser consequência da fragmentação das populações de Richardia grandiflora.

  • PAMELLA ALBINATI OLIVEIRA
  • História Natural de Bothrops leucurus Wagler, 1824 (Serpentes, Viperidae) da Mata Atlântica da Paraíba, Brasil
  • Orientador : FREDERICO GUSTAVO RODRIGUES FRANCA
  • Data: 29/07/2013
  • Hora: 09:00
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  • A espécie Bothropsleucurusocorre principalmente no bioma da Mata Atlântica e nos mais diversos habitats, de áreas florestadas àqueles influenciados pela ação humana, são encontradas em ambientes úmidos, semiúmidos, secos e semiárido. Possui ampla distribuição geográfica pela costa brasileira, do estado do Maranhão ao Espírito Santo e em alguns municípios de Minas Gerais. O presente estudo visou adquirir novas informações a respeito da ecologia, dieta e reprodução, de forma a contribuir para o conhecimento sobre a espécie B. leucurus provenientes do Estado da Paraíba, por meio de análise de espécimes depositados na Coleção Herpetológica da Universidade Federal da Paraíba (CHUFPB) e no Centro de Assistência Toxicológica de João Pessoa (CEATOX).

  • HANNAH LARISSA DE FIGUEIREDO LOUREIRO NUNES
  • Estratificação Vertical da comunidade de morcegos (Mammalia, Chiroptera) em uma área de Mata Atlântica no Nordeste do Brasil
  • Data: 17/07/2013
  • Hora: 09:00
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  • A quiropterofauna Neotropical se destaca por apresentar uma alta diversidade trófica e morfológica, podendo abranger em torno de 50% da mastofauna associada às florestas. Entre os fatores que, possivelmente, permitem a existência de uma fauna tão complexa, destacam-se: a diversidade de estratégias alimentares, os padrões no horário de atividade, a variação sazonal na composição das comunidades de morcegos e a estratificação vertical. O presente estudo teve como objetivos analisar a estrutura vertical e a composição da comunidade de morcegos em uma área de Mata Atlântica. O estudo foi desenvolvido entre os meses de abril de 2012 e março de 2013, na Reserva Biológica Guaribas (Sema 3), município de Rio Tinto, Paraíba. Foram realizadas três noites de coletas mensais, com redes fixas dispostas no sub-bosque e dossel florestal (em torno de 15m de altura), abertas por 12 horas a cada noite. Adicionalmente, foram realizadas buscas por abrigos e, durante os últimos cinco meses de amostragem, foram utilizadas três redes de sub-bosque móveis, abertas por seis horas a cada noite. O esforço total foi de 92.092 h.m2. A partir de todas as metodologias utilizadas, foram capturados 1.760 indivíduos, pertencentes a quatro famílias e 23 espécies, dentre as quais destaca-se o primeiro registro de Molossops temminckii para o estado da Paraíba. A estimativa média da riqueza de espécies (Chao 1, Jack 1, Jack 2 e Bootstrap) foi de 25.3±1.3 espécies. Foi observada a existência de estratificação vertical, através da análise multivariada (Permanova), sendo oito espécies (Artibeus lituratus, Artibeus planirostris, Cynomops planirostris, Glossophaga soricina, Molossops temminckii, Phyllostomus discolor, Platyrrhinus lineatus e Sturnira lilium) significativamente mais abundantes no dossel do que no sub-bosque. Nenhuma espécie mostrou preferência significativa pelo sub-bosque. Além da diferença na composição de espécies, a abundância e a riqueza foram maiores no dossel. Uma análise de variância não demonstrou diferença significativa entre os horários de captura das espécies, exceto para Dermanura cinerea. Foram também encontradas correlações significativas e positivas entre a riqueza total de espécies e a abundância de Artibeus planirostris com a precipitação média mensal dos últimos cinco anos para a cidade de Rio Tinto.

  • RENATO RICHARD HILARIO
  • Determinantes ambientais da densidade de Callicebus coimbrai em fragmentos florestais no Nordeste Brasileiro
  • Data: 12/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • A Terra não é homogênea, sendo que os ambientes podem variar bastante de local para local. Diferenças ambientais podem ocorrer em devido a fatores como clima, relevo, estrutura e composição do solo, histórico de atividades humanas, etc. Compreender como estes fatores interagem com a biodiversidade é um dos objetivos principais da ecologia. A presente tese aborda como as variáveis abióticas (clima e relevo) influenciam a estrutura, a heterogeneidade das matas e a abundância de alguns grupos de plantas (bromélias, bambus, cipós e palmeiras). Além disso, foi avaliado como a estrutura das matas se relaciona com a abundância desses grupos vegetais. O objetivo principal do trabalho, entretanto, foi avaliar como as variáveis ambientais (bióticas e abióticas) influenciam a densidade de guigós (Callicebus coimbrai) ao longo de toda a distribuição geográfica da espécie, que corresponde à Mata Atlântica entre os rios São Francisco e Paraguaçu, nos estados de Sergipe e Bahia. A partir disso, o presente trabalho gera um embasamento para um plano para a conservação de C. coimbrai, que atualmente está ameaçada de extinção. Durante o trabalho, 22 fragmentos florestais foram amostrados, 19 dos quais abrigam populações de guigós. Em cada fragmento foram estabelecidos diversos pontos amostrais dispostos em transectos de cinco pontos (a cada 50 m de distância) espalhados pelo fragmento. Nos pontos amostrais, mediu-se a altura das árvores, a altura do dossel, a abertura do dossel, a distância das árvores ao ponto central, a área basal das árvores, a visibilidade no sub-bosque, abundância de cipós, bromélias, bambus e palmeiras, e a inclinação máxima do relevo. Para cada fragmento, também considerou-se a temperatura máxima, a precipitação anual total e a sazonalidade na precipitação, obtidas através do WorldClim. A altitude média e o tamanho dos fragmentos também foram calculados. Para amostrar a densidade de guigós, uma gravação da vocalização de Callicebus personatus foi tocada em pontos amostrais espaçados 200 metros entre si. A partir disso, gerou-se um índice de densidade que reflete o número de respostas ao playback em cada ponto amostral em cada área. A amostragem da densidade foi replicada em cada fragmento em três dias diferentes no período da manhã, entre 15-30 minutos após o nascer do sol e as 10:00 h. A densidade do sagui, Callithrix jacchus, e a presença/ausência de macacos-prego (Cebus xanthosternos) também foram avaliadas em cada fragmento. A precipitação influenciou a estrutura das matas, determinando matas mais altas, com dossel mais fechado, sub-bosque mais aberto e árvores mais finas e próximas umas das outras, mostrando que a disponibilidade de água é um fator importante moldando estas caracterísitcas. Além disso, áreas mais planas apresentaram menor heterogeneidade e árvores mais finas e próximas umas das outras. Isso pode ser explicado pelo fato de que o próprio relevo é mais heterogêneo nas áreas com maior inclinação, e que as áreas mais planas devem ter sofrido maior degradação antrópica no passado. Os cipós ocorreram em maior abundância em áreas de menor precipitação o que está relacionado a uma vantagem competitiva que estas formas de vida têm em ambientes de maior restrição de água. As bromélias também foram mais abundantes em ambientes de menor precipitação, mas como não possuem raízes profundas como os cipós, necessitam também que haja uma menor sazonalidade na precipitação para atingirem maiores abundâncias. As palmeiras ocorreram em maior quantidade em áreas de mata madura, o que deve estar associado com a presença de espécies que demandam habitat mais preservado. Além disso, palmeiras atingiram maiores densidades em áreas quentes e com relevo acidentado, o que seria explicado por afinidades com altas temperaturas, por uma maior incidência de luz em encostas íngremes e a uma maior quantidade de vales úmidos. Nenhuma variável, biótica ou abiótica, se relacionou com a abundância de bambus. A relação da estrutura e da composição das matas com as variáveis climáticas aponta para um cenário em que as essas irão adquirir características de matas degradadas com o aumento da temperatura e a diminuição da precipitação prevista para ocorrer na região. O presente estudo detectou que as áreas de maior densidade de guigós se concentram no sul de Sergipe. Matas mais altas, com árvores mais próximas e sub-bosque mais denso favoreceram maiores densidades de guigós. Essas características representam matas mais maduras e condizem com maior disponibilidade de alimento para o guigó. Dessa forma, o presente estudo concorda com estudos anteriores que mostraram que os guigós preferem matas mais bem preservadas. Considerando a ausência de relação da densidade de guigós com a densidade de saguis e a presença de macacos-prego, podemos concluir que a competição entre estes primatas não é muito relevante para o guigó. A partir dos resultados do presente estudo podemos indicar que as melhores estratégias para conservar C. coimbrai são: (1) proteger o maior fragmento com a ocorrência da espécie (Serra de São Francisco) e (2) conectar fragmentos na região sul de Sergipe de forma a formar metapopulações de maior tamanho. Durante a amostragem, a presença de C. coimbrai não pôde ser confirmada em quatro áreas onde a espécie havia sido anteriormente registrada. Calculou-se que a probabilidade de ocorrência do guigó nessas áreas variou entre 0,000177 e 0,0604. Sendo assim, parece seguro afirmar que o guigó se extinguiu nessas localidades. Essas áreas apresentaram sub-bosque menos denso que as áreas onde o guigó esteve presente, o que levaria C. coimbrai a ocorrer em menor densidade. Isso, juntamente com o pequeno porte dos fragmentos e a degradação ambiental seriam as causas da extinção. Somente na Lontra, uma das matas onde o guigó não foi detectado, a explicação para a extinção se torna mais difícil, já que trata-se de uma mata grande e pouco impactada. O presente trabalho também levanta a suspeita de extinção em outras duas matas onde a busca pelo guigó não foi feita de forma sistemática, mas onde não houve respostas ao playback e os moradores locais apontaram a ausência do guigó nas matas. Além destas, outros três fragmentos onde o C. coimbrai havia sido previamente registrado foram completamente suprimidos. Somando-se essas matas, até um quinto da área de ocupação da espécie pode ter sido perdida em menos de uma década, o que é um cenário bastante preocupante para a conservação da espécie. Apesar disso, a categorização do nível de ameaça de C. coimbrai continua como "em perigo".
  • GUSTAVO ALVES DA COSTA TOLEDO
  • Variação Geográfica em Crânios de Golfinhos Nariz-de-Garrafa, Tursiops, Gervais, 1855, no Atlântico Ocidental
  • Data: 01/07/2013
  • Hora: 14:00
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  • Crânios de Golfinhos Nariz-de-Garrafa, gênero Tursiops, Gervais, 1855, foram analisados quanto à Variação Geográfica no Atlântico Ocidental. Os espécimes estudados auxiliaram em interpretações quanto à variação geográfica e ontogenia de Tursiops do Atlântico Ocidental, principalmente por acrescentar uma boa amostra de espécimes sabidamente oceânicos e uma excelente série de indivíduos em todas as classes de idade. Apesar da confirmação da grande plasticidade morfológica exibida pelo gênero, a priori, pode-se observar quarto “morfótipos” para a área estudada, dois no Atlântico Sul Ocidental (ASO) e dois no Atlântico Norte Ocidental (ANO). De maneira geral, os padrões de diferenciação morfológica aparentemente estão relacionados ao tipo de habitat, sendo mais influenciados por uma variação longitudinal (costeiro/oceânico) do que simplesmente uma variação latitudinal.

  • JANE ENISA RIBEIRO TORELLI DE SOUZA
  • ICTIOFAUNA E BIOACUMULAÇÃO DE METAIS PESADOS NA CADEIA TRÓFICA, RIO GRAMAME, BACIA DO RIO GRAMAME - PARAIBA
  • Data: 27/06/2013
  • Hora: 14:30
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  • O presente trabalho teve por objetivo, determinar a diversidade da ictiofauna e a bioacumulação de metais pesados na cadeia trófica do Rio Gramame, Bacia do Rio Gramame, Paraíba. Para isso foi realizada análise da ictiofauna presente, com coletas dos espécimes realizadas em 10 pontos ao longo do Rio Gramame, utilizando diversas artes de pesca, durante as estações de chuva e estiagem de 2010 a 2011. O material coletado foi transportado para o Laboratório de Ecologia Aquática (DSE/CCEN/UFPB), onde foram feitas as análises biométricas dos indivíduos (peso total e comprimento padrão), para determinar o tipo de crescimento e o fator de condição, objetivando a comparação desses parâmetros com a contaminação dos peixes. A dieta alimentar das espécies foi conhecida a partir de análises do conteúdo estomacal pelo método de freqüência de ocorrência, com finalidade de conhecer a teia alimentar, que serviu de base para o estudo da biomagnificação dos metais pesados na ictiofauna. Posteriormente, a diversidade ecológica foi determinada a partir dos índices de diversidade (Shannon-Wiener), Equitabilidade (Simpson), similaridade (Jaccard) e riqueza de espécies. As concentrações dos metais pesados (Pb, Zn, Cd, Cu) no tecido muscular das espécies foram quantificados por voltametria de onda quadrada (VOQ) em um potenciostato/galvanostato no Laboratório de Estudos Químicos Ambientais (DQ/CCEN/UFPB), e o mercúrio total (Hg) por espectrometria de absorção atômica com geração de vapor frio (CV AAS) no IPEN/USP/SP. A composição da ictiofauna a montante apresentou um número de taxa menor do que a jusante do reservatório (16 e 26 gêneros e 17 e 27 espécies, respectivamente), sendo as espécies mais abundantes, Cichla ocellaris (55,39%±28,96), Metynnis lippincottiannus (20,34%±13,4), Prochilodus brevis (16,63%±11,36) e Hoplias malabaricus (13,33%±7,57), em ambas as estações do ano. Os índices de diversidade apresentaram diferenças entre as estações de chuva e estiagem e as áreas a montante e a jusante do reservatório (H’=1,3075; H’=1,538), (H’=1,6497; H’=1,3553), como uma riqueza representada (17 e 26 e 18 e 22 espécies respectivamente) e uma distribuição heterogênea das espécies (J’=0,52269 e J’=0,38618 respectivamente), devido à dominância de C. ocellaris a montante e de M. lippincottianus a jusante do reservatório. A estrutura de crescimento da maioria das espécies analisadas foi representada por indivíduos jovens, revelando um crescimento do tipo alométrico negativo na população. A dieta alimentar das espécies apresentou-se pouco diferenciada, levando a uma maior incidência de hábitos alimentares generalistas ao longo do Rio Gramame. A análise de componentes principais (PCA) expressou uma tendência das áreas a montante e a jusante do reservatório diferir quanto à acumulação por metais pesados na cadeia trófica. A maior contaminação por mercúrio total foi registrada a montante, enquanto que, chumbo e zinco a jusante do reservatório. Concluí-se que, ao longo do Rio Gramame a ictiofauna apresentou uma maior dominância de espécies exóticas, levando a uma menor representação na diversidade das espécies nativas. A dieta alimentar das espécies revelou hábitos alimentares generalistas, com a categoria trófica onívora mais abundante. As maiores concentrações dos metais pesados foram registradas entre espécies de hábitos onívoros, indicando uma biomagnificação dos elementos tóxicos entre as espécies estudadas.

  • FELIPE JARDELINO ELOI
  • Parasitismo em Cnemidophorus ocellifer (Squamata: Teiidae) de quatro ecorregiões do Nordeste Brasileiro
  • Data: 30/04/2013
  • Hora: 14:00
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  • Parasita é um organismo que vive dentro (endoparasitas) ou na superfície (ectoparasitas) de outro organismo, o hospedeiro, se alimentando, apresentando certo grau de adaptação e causando algum dano ao mesmo. No Brasil um dos lagartos mais comumente encontradas é Cnemidophorus ocellifer, forrageador ativo, de ampla distribuição nacional exceto Amazônia, heliófilo e diurno, que habita principalmente áreas abertas. Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo caracterizar e testar hipóteses sobre os padrões de infestação por parasitas em populações de C. ocellifer de quatro ecorregiões do Nordeste Brasileiro, quanto à abundância, composição, diversidade e distribuição corporal, bem como sobre os efeitos da intensidade parasitária sobre a aptidão dos hospedeiros. Foram examinados 399 exemplares de C. ocellifer de quatro populações: Barra do Cunhaú/RN, Cabaceiras/PB, PARNA Sete Cidades/PI e REBIO Guaribas/PB. Eutrombicula alfreddugesi foi a única espécie de ectoparasita encontrada em todas as populações estudadas. A população de Sete Cidades/PI foi a mais parasitada, com 9.819 ácaros encontrados, e a população de Barra do Cunhaú/RN foi a menos parasitada, com apenas 445 ácaros e 66 indivíduos livres de ectoparasitas. Foram encontrados seis tipos de endoparasitas: Platelmintos Cestoda (n=49) e Nematelmintos Pharyngodon sp. (n=1.633), em estômagos e intestinos; Nematelmintos Piratuba sp. (n=6), Oswaldofilaria sp. (n=17) e Physaloptera sp. (n=1), em cavidades celomáticas (apenas em Sete Cidades); e o Pentastomídeo Raillietiella mottae (n=5) nos pulmões dos indivíduos de Barra do Cunhaú. Para ectoparasitas os machos são significativamente mais infestados que fêmeas e isso provavelmente está ligado à relação inversamente proporcional que existe entre as taxas de testosterona no sangue e a eficiência do sistema imune. Os sítios de infestação foram determinantes para a infestação por ectoparasitas em todas as populações estudadas, indicando principalmente as regiões pós-inguinais como os sítios significativamente mais infestado em todas as populações. Esses resultados não estão relacionados apenas a presença de dobras dérmicas nessas regiões, já que existem dobras em outras partes do corpo desses lagartos e elas não apresentaram, significativamente, altas infestações. A infestação também foi parcialmente influenciada pelo ambiente, mas pode ser que essa influência seja por fatores secundários e não necessariamente ambientais. A condição corporal, outro parâmetro de aptidão, também foi parcialmente influenciada pela infestação parasitária, mas não como esperado, onde indivíduos mais parasitados apresentaram melhor condição corporal, refutando a hipótese mencionada na introdução (indivíduos com maior intensidade parasitária teriam menor índice de condição corporal). Um apanhado geral de todos esses resultados sugere que a infestação por ectoparasitas pode estar associada a características de aptidão e seleção sexual, corroborando a Teoria da Desvantagem. Se não dessa forma, um parasita pode apresentar, com seu hospedeiro, uma relação neutra (comensalista) ou até mesmo positiva, mesmo que em baixo nível (mutualista). Os endoparasitas podem estar atuando de forma espúria, sem que os hospedeiros em nada se beneficiem com essa interação, mas podem ao menos apresentar um padrão de diversidade de espécies conhecido para outros táxons

  • RAYNNER RILKE DUARTE BARBOSA
  • Práticas cinegéticas e usos tradicionais da mastofauna por povos do semiárido nordestino
  • Data: 26/04/2013
  • Hora: 08:00
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  • No semiárido Nordestino atividades cinegéticas são praticadas desde épocas remotas e representa uma forma tradicional de manejo da vida silvestre. Diferentes espécies de mamíferos vêm sendo utilizados pelos moradores locais de várias formas revelando a importância socioeconômica e cultural da mastofauna local. Pesquisas sobre essa atividade são fundamentais para subsidiar planos de gestão da caça, e adoção de políticas públicas destinadas à conservação e preservação do patrimônio faunístico. Dessa forma, este trabalho objetivou obter informações junto a caçadores de dez municípios do semiárido Nordestino (predomínio do Bioma Caatinga) pertencentes aos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão, acerca dos usos da mastofauna e as práticas cinegéticas, bem como avaliar o contexto sócio-econômico-cultural associado a tais usos e as implicações sobre conservação da biodiversidade local. As informações foram obtidas por meio de questionários semiestruturados complementados por entrevistas livres e conversas informais. Os dados quantitativos foram trabalhados por meio do cálculo do Valor de Uso (VU), Prioridades Locais de Conservação das espécies (PLC), a estimativa de espécies utilizadas por meio de curvas de coletor. A pesquisa foi realizada com um total de 413 entrevistados, cujas idades variaram de 18 e 88 anos sendo estes caçadores e ex-caçadores, no período de 2010 a 2012. Os resultados obtidos mostraram que o conhecimento local sobre as práticas cinegéticas e os usos dos mamíferos tem caráter me nemônico sendo passado transgeracionalmente. Um total de 38 espécies de mamíferos foi inventariado, pertencentes a 9 ordens e 19 famílias. Os recursos cinegéticos são utilizados localmente para as seguintes finalidades: comércio (31.sp) foi a principal, seguida por alimentação (29 .sp), zooterapia (21 .sp), adorno e criação (16 .sp), controle (14 .sp), etnoveterinaria e magico religioso (12 .sp). Foi testemunhado o comércio de animais vivos, mortos e subprodutos destes de forma intensa nas áreas visitadas, com fortes tendências a rotas de tráficos. Das espécies silvestres usadas na cozinha cinegética, a maioria dos entrevistados (n=304, 73,6%), destacou como sendo os preferenciais: dasipodídeos: tatu-peba (E. sexcinctus), tatuverdadeiro (D. novemcinctus); seguido pelos mirmecofagídeos: tamanduá-pequeno (T. tetradactyla); os roedores: preá (C. aperea) e mocó (K. rupestres). Os motivos que geram os conflitos e levam ao abate dos animais silvestres são: ataque a criações domésticas, risco de morte às pessoas, destruição das lavouras e risco de transmissão de doenças. Foi registrado o uso de 22 técnicas de caça para abate e captura dos animais, sendo que à caça com armas de fogo correspondeu ao maior número de adeptos (94%) e é empregada para 34 espécies de mamíferos; seguida pela caça com cães (88,8%) e a caça de espera (55%), citadas para captura e/ou abate de 31 e 19 espécies de mamíferos cinegéticos, respectivamente. Estações chuvosas e as fazes de lua cheia foram relatadas pela maioria (54%) como os melhores períodos para a caça dos mamíferos nas localidades. Destaca-se ainda um total 14 mamíferos, pertencentes a 6 ordens e 9 famílias citados em levantamento histórico-etnozoologico de espécies que são raras e/ou que não ocorrem mais nas áreas visitadas. Todos os caçadores entrevistados admitiram ter conhecimento da ilegalidade das atividades cinegéticas, o que não inibe sua prática. Constata -se a necessidade de se estabelecer uma maior interação entres caçadores locais, comunidade acadêmica e órgãos ambientais, a fim de traçar planos de manejo em consonância com os usuários dos recursos e baseados em pesquisas acerca da biologia das espécies exploradas.
  • DANIELA DE CARVALHO MELO
  • Comunidades de aves de sub-bosque de remanescentes florestais de Mata Atlântica do Nordeste do Brasil: composição, diversidade e habitat
  • Data: 23/04/2013
  • Hora: 14:00
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  • Análise ecológica da estrutura das comunidades de aves de sub-bosque de remanescentes florestais de Mata Atlântica da Paraíba. A América do Sul é a região que possui a maior diversidade de aves no mundo. No Brasil a Mata Atlântica é o segundo bioma mais diverso. A Mata Atlântica da Paraíba integra o Centro de Endemismo Pernambuco, uma região que abriga cerca de 2/3 de das espécies de aves presentes no bioma. O presente estudo investigou as comunidades de aves de sub-bosque de três remanescentes de Mata Atlântica da Paraíba através do método de captura com redes de neblina. Dez redes foram posicionadas no sub-bosque florestal em oito pontos distintos ao longo de cada remanescente, tendo sido realizadas 48 dias de amostragem ao todo, totalizando 2.895 horas-rede. Ao todo foram capturados 333 indivíduos de 44 espécies divididas em 19 famílias. A taxa de recaptura foi de 2%. As espécies com maior representatividade foram Arremon taciturnus (n = 40), Chiroxiphia pareola (n = 32) e Conopophaga melanops (n = 28), sendo esta última espécie endêmica e ameaçada da Mata Atlântica com status de “vulnerável”. As espécies ameaçadas totalizaram 16% dos registros e o mesmo valor foi encontrado para as espécies endêmicas. A riqueza de espécies entre os três remanescentes não diferiu (χ² =0,667; g.l = 2; p = 0,7165), e de acordo com as comunidades de aves encontradas, a diversidade foi considerada baixa, com predominância de espécies dominantes e generalistas. A composição das espécies foi pouco similar entre os remanescentes, sugerindo que o tamanho, a matriz e a disponibilidade de microhabitats distintos de cada um possam ter influenciado na presença das espécies. O remanescente Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenho Gargaú foi o que apresentou o maior número de espécies endêmicas e ameaçadas, assim como insetívoros de sub-bosque, sugerindo assim que tal remanescente seja mais bem conservado.
  • JESSICA PRATA DE OLIVEIRA
  • Holothuroidea (Echinodermata) da região Nordeste do Brasil
  • Data: 19/04/2013
  • Hora: 14:00
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  • A classe Holothuroidea possui aproximadamente 1400 espécies viventes, das quais 50 foram registradas para a costa brasileira. Estudos sobre a classe no Brasil são relativamente escassos, principalmente para as regiões Norte e Nordeste. Diante da carência de informações sobre as espécies de holotúrias do litoral brasileiro o presente estudo objetivou identificar as espécies da classe Holothuroidea proveniente da região Nordeste do Brasil, a fim de inventariar e fornecer informações taxonômicas detalhadas bem como dados sobre sua distribuição na região. O principal acervo analisado foi o da Coleção de Invertebrados Paulo Young, do Departamento de Sistemática e Ecologia (DSE), da Universidade Federal da Paraíba (CIPY-DSE-UFPB). Além deste, Foi examinado material do Museu de Zoologia da Universidade Federal da Bahia (MZUFBA), Museu Nacional (MNRJ) e Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP). O estudo dos espécimes abrange a análise de caracteres morfológicos externos e internos, bem como do padrão dos ossículos calcários, estes últimos são fundamentais para a determinação a nível específico. Foram identificadas 32 espécies pertencentes a 3 ordens, 8 famílias, 18 gêneros e 8 subgêneros. Das espécies registradas Thyone crassidisca Miller & Pawson, 1981, Euthyonidiella trita (Sluiter, 1910), Protankyra ramiurna Heding, 1928 e Holothuria (Holothuria) dakarenisis representam novos registros para a costa brasileira. Os estados que apresentaram maior diversidade em relação à fauna de Holothuroidea foram respectivamente, Paraíba (n = 22 spp.), Bahia (n = 21 spp.), Alagoas (n = 14 spp.) e Pernambuco (n = 10). Com base nos acervos analisados, Maranhão e Sergipe foram os únicos estados em que nenhuma espécie da classe foi registrada. Nota-se que a fauna do infralitoral necessita de uma melhor amostragem. O estudo fornece a primeira lista comentada dos Holothuroidea do Nordeste. Fortalece ainda a importância das coleções científicas para estudos em sistemática e ampliação do conhecimento da biodiversidade.

  • JOSE ERIBERTO DE ASSIS
  • Análise filogenética dos Toriida: a linhagem dos Enterocoela
  • Data: 15/03/2013
  • Hora: 14:00
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  • As primeiras tentativas de classificação dos anelídeos foram representadas para um grupo peculiar de vermes que formavam as primeiras famílias de poliquetas, agrupadas dentro da Classe Vermes. O grupo foi dividido inicialmente em Annélides Errantes, Annélides tubuicoles ou Sédentaires, Annélides Terricoles (capitellídeos e minhocas) e Annélides souceuses (para sanguessugas). Essas classificações eram arbitrárias porque não refletiam ancestralidade comum. Com o surgimento da sistemática filogenética por Willi Hennig em 1950, os anelídeos como vários outros grupos de organismos, começaram a ser agrupados com base em ancestralidade comum. Mas, somente a partir da década de 90 surgiram os primeiros trabalhos de filogenia com morfológicos, cujo objetivo era estabelecer relação de parentescos, e confirmar a monofila do grupo. Nestas análises, Pogonophora foi reduzido a uma família de Polychaeta, os Siboglinidae. Entretanto, esta proposta não foi aceita por diversos pesquisadores, que questionaram a parafilia tanto de Annelida quanto de Polychaeta, porque os resultados eram incongruentes especialmente como os dados moleculares que surgiram anos depois. Outras propostas filogenéticas apresentavam os derivando dos poliquetas sedentário, em especial com os Owenia baseado nas divisões do corpo, no epitélio intra-epitelial e na larva. Assim, propuseram novo clado para, os Metameria, que agruparia anelídeos e Enterocoela. Por fim, a inclusão do Filo Pogonophora como uma família de Polychaeta, com base especialmente em dados moleculares, quebra a relação de paradigma evolutivo que este táxon compartilha com os Deuterostômios, como hipotetizado por muitos autores. Os primeiros resultados confirmam essa hipótese inicial.

  • LAIS SILVA RODRIGUES
  • Abundância e ecologia reprodutiva de Abudefduf saxatilis (Linnaeus, 1758) (Osteichthyes: Pomacentridae) no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil
  • Data: 15/03/2013
  • Hora: 09:00
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  • A família Pomacentridae inclui peixes marinhos, habitantes de substratos coralíneos ou rochosos, restritos às regiões rasas (BESSA et al., 2007). Esta família encontra-se mais diversificada no Pacífico Sul, com distribuição circuntropical. Seus representantes são popularmente conhecidos como donzelas e sargentinhos, e no Brasil ocorrem 14 espécies de quatro gêneros. Representantes da família Pomacentridae mostram grande fidelidade aos seus microhabitats, e podem viver em recifes por meses ou anos, uma característica ecológica que indica pouca ou nenhuma influência da migração na sua distribuição, sugerindo que a mesma é condicionada basicamente pela dispersão larval. Neste sentido, para os representantes de A. saxatilis da província biogeográfica brasileira, os eventos de dispersão são causados principalmente pela Corrente Equatorial Sul, vinda do Atlântico e que passa pelo ASPSP e Atol das Rocas e se divide na costa do Rio Grande do Norte, ramificando-se na Corrente Guiana ao norte e Corrente Brasil ao sul. O Abudefduf saxatilis é predominantemente planctívoro, mas há registros de canibalismo, onde os adultos se alimentam da própria prole, bem como registros de raros casos de canibalismo de proles e ovos de indivíduos não-aparentados, podendo, portanto, ser considerada onívoro.

  • ADRIANO MEDEIROS DE SOUZA
  • As áreas de endemismo dos opiliones (arachnida) da Mata Atlântica ao norte do Rio São Francisco
  • Data: 28/02/2013
  • Hora: 08:00
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  • Os opiliões têm sido recentemente usados como modelos em diversos
    enfoques em biogeografia: áreas de endemismo, biogeografia cladística, filogeografia,
    estudos de diversidade beta, entre outros. Pelo seu alto grau de endemismo,
    sobretudo em florestas tropicais, as distribuições das espécies de opiliões têm sido
    usadas para a delimitação de áreas de endemismo na Floresta Atlântica, um dos mais
    importantes hotspots para a conservação no mundo. No presente estudo, usamos a
    distribuição de 193 espécies de três famílias de opiliões, Cosmetidae, Gonyleptidae e
    Stygnidae, para a delimitação de áreas de endemismo no bioma. Isto representa
    aproximadamente o dobro da última análise publicada em número de espécies e
    registros - de 109 a 193 espécies, de 636 a 1300 registros. Foi usado o programa e
    algoritmo NDM, com grade de células quadradas de 0,25°, 0,5°, 1°, 1,5° e 2°, em
    conjunto com análise qualitativa sob os Critérios Combinados. Foram encontradas 12
    áreas de endemismo bastante semelhantes com os trabalhos anteriores. As
    atualizações na delimitação são: 1) definição mais robusta das áreas “Bahia” e
    “Pernambuco”, por causa do maior foco dado a região nordeste pelos autores no
    último período; 2) não corroboração da área de endemismo “Serra da Mantiqueira”,
    mesmo com uma maior quantidade de registros nesta região, podendo indicar uma
    área de transição entre áreas de endemismo e o Cerrado no interior; 3) uma possível
    área ao norte do Rio Doce no Espírito Santo, região não amostrada nos trabalhos
    anteriores. Estes resultados mostram que a hipótese de delimitação de áreas de
    endemismo da Mata Atlântica é bastante robusta, modificando pouco com o
    acréscimo de táxons e registros e uso de grades de diversos tamanhos no presente
    estudo. Por outro lado, regiões pouco conhecidas podem fornecer novas áreas e uma
    maior quantidade de dados permite um maior refinamento nas previamente
    delimitadas.

  • MARIA HELENA PEREIRA PEIXOTO
  • Spillover de abelhas, vespas e seus inimigos naturais em um gradiente urbano-rural
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 14:00
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  • O aumento da urbanização é conhecido por causar séria diminuição na riqueza de espécies silvestres. Assim, o declínio de populações de abelhas nativas está sendo amplamente documentado na Europa, principalmente devido à sua importância como polinizadores com significância ecológica e econômica. Apesar de uma significante pressão nas cidades, pode-se observar em área urbana um número considerável de espécies de abelhas e algumas regiões suburbanas tem o potencial de hospedar comunidades de abelhas relativamente diversas. O objetivo deste estudo foi estudar comunidades de abelhas e vespas nidificantes de ninhos-armadilha ao longo de um gradiente urbano-rural e dentro de agrossistemas, avaliando os efeitos destes hábitats na diversidade, abundância e interaçãoes das abelhas e vespas.

  • ALINE CRISTINA ALVES
  • Ecologia Reprodutiva do peixe donzela, Stegastes sanctipauli Lubbock & Edwards, 1981 (Osteichthyes: Pomacentridae) no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 08:30
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  • Os padrões de movimentação, alimentação e reprodução de muitos organismos estão fortemente ligados ao regime das marés e, portanto, o ciclo lunar. Estudos relatam acentuada periodicidade lunar nos padrões de desova de muitos peixes, os quais apresentam picos de atividade reprodutiva na lua cheia, na lua nova ou em ambas. Isto ocorre devido à vantagem de restringir a atividade reprodutiva para períodos lunares que são favoráveis a sobrevivência da prole. Durante estes períodos a maior variação da maré dificulta a ação de predadores e diminui a competição intraespecífica por recurso alimentar. Contudo, tem-se mostrado difícil discriminar as forças seletivas responsáveis por moldar os padrões temporais de reprodução destes animais. Os peixes da família Pomacentridae (donzelas) apresentam estratégias reprodutivas que envolvem a desova demersal, seus ovos possuem propriedades aderentes e são depositados sobre o fundo recifal. Durante o período reprodutivo, as fêmeas, em geral, visitam o território dos machos, e liberam seus ovos nos ninhos. Com isso, várias fêmeas podem desovar em um mesmo ninho e o macho cuida dos ovos até o momento da eclosão. O presente trabalho visou evidenciar aspectos relacionados à ecologia reprodutiva de Stegastes sanctipauli no Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). Especificamente, caracterizar o comportamento reprodutivo de S. sanctipauli, incluindo período (diário) e densidade de desovas adesivas, bem como o comportamento de cuidado com os ovos (i.e. limpeza de substrato e retirada de ovos não viáveis); Estimar taxas de predação durante a fase reprodutiva e determinar quais são os predadores em potencial;    Verificar a influência do ciclo lunar na densidade e sucesso das desovas.

  • RAFAEL DOS SANTOS DANTAS
  • Composição e estrutura trófica da ictiofauna de piscinas de maré da praia do Paiva, região metropolitana do Recife, PE
  • Data: 26/02/2013
  • Hora: 08:30
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  • A Praia do Paiva, pouco habitada e conservada, situa-se no município de Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana da cidade de Recife, capital do Estado de Pernambuco, Brasil, e está inserida em uma região sob influência de grande interferência antrópica, seja oriunda do turismo, seja da infl uência do Porto de Suape. Este estudo investigou a composição e estrutura trófica da ictiofauna recifal em cinco piscinas de maré na praia do Paiva. Em um total de 75 censos visuais realizados através de transectos de faixa, acrescidos de busca intensivas realizada na área, foram registradas 66 espécies pertencentes a 34 famílias. As piscinas compartilharam 32,60% das espécies, que possuem, em sua maioria, distribuição conhecida ao longo do Atlântico Ocidental. Não foram observadas dife renças significativas entre a diversidade e riqueza registradas nas piscinas, essa diferença sendo observada apenas entre piscinas versus equitabilidade. As categorias tróficas resgistradas foram Predadores de Invertebrados Móveis, Herbívoros Territorialis tas, Onívoros, Herbívoros Não Territorialistas, Predadores de Invertebrados Sésseis, Zooplanctívoros, Carnívoros Generalistas e Piscívoros. Os resultados obtidos nesse estudo mostram que a cobertura do substrato não difere significativamente entre as áreas estudadas, provavelmente devido à proximidade entre as piscinas, que estão submetidas aos mesmos fatores ambientais. A área possui uma diversidade de peixes superior a muitos ambientes recifais na costa brasileira, ressaltando a sua importância. As espécies não demonstraram diferença clara no uso dos ambientes, possuindo distribuição associada a ambientes com valores intermediários das variáveis ambientais. A distribuição das categorias tróficas segue um padrão conhecido na literatura, tendo a categoria de Predadores de Invertebrados Móveis como mais abundante. Os usos das piscinas por turistas e pescadores artesanais foi registrado na área estudada, além dos impactos oriundos da construção civil na linha da costa, o que pode levar a uma diminuição da diversidade de peixes na área estudada. Os resultados obtidos neste estudo poderão subsidiar avaliações futuras da condição da ictiofauna associada aos ambientes de piscinas da praia do Paiva.
  • EMERSON DE AZEVEDO SILVA BEZERRA
  • ANÁLISE FILOGENÉTICA DOS GLOSSOSCOLECIDAE (ANNELIDA, EUCLITELLATA)
  • Data: 25/02/2013
  • Hora: 14:30
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  • Realizou-se um estudo das relações filogenéticas de Glossoscolecidae através do
    método hennigiano de tratamento de dados. Foram utilizados caracteres morfológicos
    obtidos em bibliografias e através da observação de animais depositados em
    coleções. Um total de 45 caracteres foram selecionados, e 61 táxons terminais.
    Multiplos grupos-externo foram selecionados (Alluroididae, Haplotaxidae, Hrabeiella
    periglandulata, Lumbriculidae, Moniligastridae, Monotesticulata e Syngenodrilidae). A
    análise filogenética foi realizada com o uso dos softwares Mesquite (versão 2.75) e
    TNT (versão 1.1). Os caracteres foram codificados em multiestados sempre que
    possível e ausências como apomorfias. Os dados foram tratados como não-ordenados
    e ordenados. No TNT, comparou-se os resultados de dois algoritmos (Traditional
    Search e New Technology Search). As árvores de consenso estrito com caracteres
    ordenados não sustentou a monofilia de Glossoscolecidae. Apenas com os caracteres
    não-ordenados, o táxon foi sustentando pela presença de esfíncter nos nefrídios. Em
    geral, não houve diferenças nos resultados entre o uso do software Mesquite e TNT e
    entre o uso do algoritmo Traditional Search e New Technology Search. Propomos o
    seguinte posicionamento de Glossoscolecidae entre os Euclitellata: Lumbricina:
    (Hormogastridae (Microchaetidae + Glossoscolecidae)) + Megascolecoidea +
    Lumbricidae + Kynotidae + (Sparganophilidae (Almidae + Criodrilidae)).

  • CRISTIANO DE SANTANA CARVALHO
  • Relações Biogeográficas entre Comunidades de Aves suportam diferentes histórias na Mata Atlântica
  • Data: 25/02/2013
  • Hora: 08:00
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  • A grande variação latitudinal e altitudinal existente na Mata Atlântica são fatores que influenciam as diferenças florísticas e faunísticas encontradas ao longo dos seus limites. Além dessas características, diferentes fatores históricos e ecológicos contribuíram para determinação dos atuais padrões de distribuição de sua biota. O objetivo deste trabalho é analisar as relações biogeográficas da avifauna dependente de floresta no domínio da Mata Atlântica. Os dados referentes à distribuição geográfica das espécies de aves foram coletados em literatura a partir de trabalhos de levantamentos de avifauna realizados nas regi ões Sul, Sudeste e Nordeste da Mata Atlântica e na Amazônia. Um total de 45 localidades foi utilizado, 36 na Mata Atlântica e nove na Amazônia. Foi realizada uma análise híbrida da Análise Parcimoniosa de Endemismo e da Análise Cladística de Distribuição e Endemismo, com a utilização de gêneros e espécies na matriz de dados. O resultado apontou a existência de dois principais grupos no cladograma de área obtido (grupos 1 e 2). O grupo 1 compreende localidades interioranas das regiões Sul e Sudeste, além de incluir também duas localidades na Bahia, Chapa Diamantina e Serra da Ouricana. O grupo 2 é formado por localidades da Mata Atlântica no nordeste brasileiro e na baixada leste dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, incluindo também as localidades amazônicas. Embora rios sejam as barreiras propostas para explicar a dicotomia basal na distribuição de táxons da Mata Atlântica, o padrão encontrado nos nossos resultados sugere uma hipótese alternativa de barreira altitudinal. O maior compartilhamento de táxons de aves florestais da Mata Atlântica do Nordeste e baixada do Sudeste com a Amazônia, comparado com a região Sul e montanhas do Sudeste da Mata Atlântica, sugere que processos distintos teriam atuado durante diferentes períodos na formação da avifauna desse domínio.
  • SAMUEL VIEIRA BRITO
  • Fatores ecológicos e históricos como determinantes da composição de espécies de endoparasitas em lagartos na Caatinga, Nordeste do Brasil
  • Data: 22/02/2013
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo teve como objetivos principais avaliar a influência de fatores bióticos, abióticos e históricos sobre a composição de endoparasitas em lagartos no bioma Caatinga, Nordeste do Brasil. No primeiro e segundo capítulos foram avaliadas as influências das variações espaço-temporais sobre a abundância e riqueza de espécies de endoparasitas em lagartos de duas espécies da família Tropiduridae (Tropidurus hispidus e T. semitaeniatus) e uma espécie da família Teiidae (Ameivula ocellifera). Os resultados apontaram para influências espaciais sobre a abundância de endoparasitas para todas as espécies analisadas, demonstrando que os fatores bióticos e abióticos de cada localidade interferem diretamente na interação entre os parasitas e seus hospedeiros. A estação (seca e chuvosa) exerceu influência sobre a abundância de parasitas nos lagartos tropidurídeos devido às variações no comportamento desses lagartos entre estações. Para o A. ocellifera, a estação, quando testada de forma isolada, não exerceu influência sobre a quantidade de parasitas. Essa influência foi observada apenas na interação entre a estação e as áreas de amostragens. Para todas as três espécies estudadas, os machos foram mais parasitados do que as fêmeas, as diferenças na abundância de parasitas entre os sexos, podem ser resultado principalmente dos efeitos da testosterona, que é inversamente proporcional ao sistema imune em vertebrados. No terceiro capítulo, foi avaliada a arquitetura das redes de interações entre lagartos e seus endoparasitas, dieta e micro-habitat. Além disso, foram analisados o papel dos fatores históricos e ecológicos sobre a composição das espécies de parasitas e a existência de relação entre a riqueza de itens alimentares consumidos e a riqueza de espécies de parasitas. Todas as redes apresentaram estrutura compartimentada. Esta estrutura é a mais esperada em redes com interações antagonistas, como predador-presa e parasita-hospedeiro, que exigem um alto nível de afinidade entre as espécies envolvidas. A filogenia e as categorias de micro-habitat utilizadas pelos lagartos foram determinantes na composição dos seus endoparasitas. Espécies de parasitas podem colonizar hospedeiros próximos filogeneticamente devido a semelhanças anatômicas, fisiológicas ou comportamentais. Da mesma forma, os hospedeiros que dividem as mesmas categorias de micro-habitat facilitam a troca de espécies de parasitas. Os lagartos que consumiram uma maior riqueza de itens alimentares apresentaram uma maior riqueza de espécies de endoparasitas, provavelmente devido a um maior contato com hospedeiros intermediários e/ou maior deslocamento em busca de presas. No quarto capítulo foi avaliada a influência do parasitismo, estação do ano (chuvosa e seca), sexo e tática de forrageio dos lagartos sobre a massa dos corpos gordurosos. Além disso, analisou-se a influência do tamanho e massa corporal dos lagartos sobre a abundância de parasitas. A abundância de endoparasitas não interferiu no acúmulo de gordura nos lagartos, onde uma maior carga parasitária foi observada nos indivíduos com mais gordura. Aparentemente, este fato pode ser explicado pela presença de uma resistência diferenciada ou fatores relacionados às alterações hormonais nos lagartos. O comprimento rostro-cloacal e a massa dos indivíduos foram determinantes na abundância de endoparasitas para a maioria das espécies. Além disso, a estratégia de forrageio também exerceu influência na quantidade de parasitas, sendo os lagartos forrageadores ativos mais parasitados do que os senta e espera.

  • Alvino Pedrosa Ferreira
  • Aves do Dossel da Mata Atlântica da Paraíba, Brasil: Diagnose Metodológica, Riqueza e Conservação
  • Data: 22/02/2013
  • Hora: 08:30
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  • A avifauan do Dossel foi acessada em dois fragmentos de Mata Atlântica, na Paraíba: o fragmento da Reserva Biológica Guaribas e para o fragmento da Reserva Particular do Patrimônio Natural. O levantamento inicial foi realizado através da busca em sites da internet (portal de periódicos CAPES, entre outros) e de livros e materiais adquiridos com recursos próprios. Em 11 das 24 expedições foram capturados 86 indivíduos de 22 espécies diferentes . Do total de espécies observadas,  hiroxiphiapareola foi a espécie mais abundante, com 23% dos registros, seguida de Neopelmapalescens, com 11% dos registros. As espécies menos registradas foram Dysithamnusmentalis, Euphoniachlorotica, Euphoniaviolacea, Manacusmanacus, Pachyramphusmarginatus e Tolmomyiasflaviventris, com 1% dos registros.

  • LEANDRO JERUSALINSKY
  • Distribuição geográfica e conservação de Callicebus coimbrai Kobayashi & Langguth, 1999 ( Primates – Pitheciidae) na Mata Atlântica do nordeste do Brasil
  • Data: 28/01/2013
  • Hora: 14:00
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  • O guigó-de-Coimbra-Filho, Callicebus coimbrai, foi o último primata descrito na Mata Atlântica, habitando Sergipe e litoral norte da Bahia. Os limites de distribuição geográfica, principalmente a oeste, não eram bem conhecidos, dificultando estimar a extensão de ocorrência da espécie e orientar estratégias de manejo. A região ocupada por C. coimbrai teve sucessivos ciclos econômicos desde o século XVI, resultando em severa perda e fragmentação de hábitats. Assim, C. coimbrai foi considerado em risco de extinção imediatamente após sua descoberta, mas não havia estimativas detalhadas sobre populações remanescentes, extensão da área ocupada pela espécie, caracterização de ameaças, requisitos ecológicos ou viabilidade populacional. O objetivo geral do presente trabalho foi investigar a distribuição geográfica e o estado de conservação de C. coimbrai, visando subsidiar estratégias de manejo para a conservação da espécie. Os objetivos específicos foram: 1) identificar as populações remanescentes de C. coimbrai e os fatores ecológicos e geográficos que determinam sua presença ou ausência, e limites de distribuição com relação a C. barbarabrownae; 2) analisar a distribuição potencial de C. coimbrai e suas relações biogeográficas com as demais espécies do grupo Personatus, com ênfase nos limites com C. barbarabrownae; 3) diagnosticar o estado de conservação das populações de C. coimbrai, estimando sua extensão de ocorrência, área de ocupação e população remanescente, e caracterizando as principais ameaças às suas populações; e 4) avaliar a viabilidade populacional de C. coimbrai com projeções para o cenário atual e sob distintas alternativas de manejo. Para o levantamento de dados sobre populações de C. coimbrai foi realizada busca ativa em fragmentos florestais e entrevistas com moradores locais, na Mata Atlântica e zonas de transição com a Caatinga entre o rio Paraguaçu e o rio São Francisco, cobrindo 50.000km2 em todo o Estado de Sergipe e litoral norte da Bahia. Para as modelagens de distribuição potencial com o software Maxent foram utilizados todos os registros de ocorrência disponíveis para as espécies do grupo Personatus de Callicebus. As Análises de Viabilidade Populacional (AVP) foram realizadas com o software Vortex. Estimou-se que restem cerca de 4.500 indivíduos de C. coimbrai, espalhados em 125 fragmentos florestais que somam 22.500 ha, dentro de uma extensão de ocorrência com aproximadamente 30.000 km², sendo o limite oeste uma barreira ecológica constituída pela transição entre Mata Atlântica e Caatinga. Os resultados corroboram que a perda e a fragmentação de hábitats como principais ameaças à espécie, que também sofre impactos de caça, apanha, predação por animais domésticos e atropelamento. As AVPs indicam que apenas populações com 100 indivíduos ou mais tenham probabilidade de sobrevivência acima de 95% em 100 anos, sendo necessários pelo menos 200 indivíduos para manter uma diversidade genética média de, ao menos, 90% pelo mesmo período. O contínuo declínio populacional em decorrência da fragmentação de habitats e demais ameaças tende a atingir patamares praticamente irreversíveis, a partir dos quais torna-se progressivamente mais difícil e complexo garantir a viabilidade das populações da espécie. Devido à situação dessas populações e ao elevado risco de extinção da espécie, são imprescindíveis e urgentes ações estratégicas abrangentes e transdisciplinares para reverter essa situação e assegurar a sobrevivência de C. coimbrai, tais como a proteção das principais áreas de ocorrência, promoção da conectividade de habitats e, eventualmente, manejo metapopulacional intensivo.
  • ANA MARIA ALVES DE MEDEIROS
  • Biomanipulação experimental como forma de melhoramento da qualidade da água e seus efeitos nas comunidades zooplanctônicas
  • Data: 25/01/2013
  • Hora: 08:00
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  • A biomanipulação pode ser definida como o processo de intervir deliberadamente em um nível da estrutura trófica do ambiente e identificar as mudanças em cascata decorrentes dessa intervenção, visando obter informações sobre as respostas dos organismos sob diferentes condições ambientais. Assim, a manipulação dos níveis tróficos representa uma técnica complexa que requer a aplicação de métodos específicos, mas que geralmente apresenta um custo relativamente baixo diante da quantidade e qualidade de informações obtidas através do uso dessa ferramenta. O presente estudo foi motivado a partir dessas lacunas e pretende avaliar a dinâmica e as respostas dos organismos zooplanctônicos diante de condições ambientais simuladas em laboratório e através de manipulações experimentais em diferentes níveis da cadeia trófica. Dessa forma, foi avaliada a influência do zooplâncton sobre a comunidade fitoplanctônica vice-versa e a influência dos predadores sobre a comunidade zooplanctônica. O trabalho contribui para determinar o quão importante é a biomanipulação como ferramenta de recuperação dos ecossistemas lênticos através de uma série de experimentações, tendo como foco os organismos zooplanctônicos.

  • FELIPE SILVA FERREIRA
  • Fauna Medicinal Comercializada no Brasil: Etnozoologia, Bioprospecção e Conservação
  • Data: 25/01/2013
  • Hora: 08:00
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  • Zooterápicos são amplamente comercializados em mercados públicos e/ou feiras
    livres em áreas urbanas, contudo, estudos sobre o comércio de animais medicinais
    realizados nesses locais ainda são limitados. O presente estudo objetivou verificar quais
    animais são comercializados para fins medicinais nas cidades de Aracaju, Fortaleza,
    Recife, Maceió e Salvador e avaliar o atual panorama do comércio de animais no Brasil.
    As entrevistas foram realizadas, no período de Janeiro a Novembro de 2010, utilizando
    formulários semiestruturados. Para discutir sobre o comércio de animais no Brasil, além
    das informações obtidas nos mercados visitados, foram revisados todos os trabalhos
    publicados sobre o tema. Um total de 68 espécies de animais é comercializado para fins
    medicinais nos mercados pesquisados. As espécies citadas são utilizadas para o
    tratamento de 58 doenças e/ou sintomas. Os dados levantados no presente trabalho e
    aqueles compilados da literatura evidenciam que pelo menos 131 espécies de animais
    são comercializadas para fins medicinais em 20 cidades do Brasil. A escolha de espécies
    animais para o comércio no Brasil reflete a interação de características biológicas
    (composição faunística dos biomas adjacentes aos centros urbanos), culturais (tradição,
    crenças e mitos) e sociais (alternativa ao uso de remédios alopáticos) das populações
    usuárias. O conhecimento da fauna utilizada na medicina tradicional é imprescindível
    para a conservação, evidenciando que pesquisas sobre esse tema são necessárias para
    determinação de práticas apropriadas ao manejo da fauna, permitindo assim a
    manutenção dos recursos medicinais utilizados e do conhecimento medicinal associado
    a esses recursos.

2012
Descrição
  • FLAVIA MARIA DA SILVA MOURA
  • Diversidade de Cupins (Insecta, Isoptera) em brejos de altitude: Variação Espacial, influência de fatores ambientais e similaridade com domínios mofoclimáticos brasileiros
  • Data: 30/08/2012
  • Hora: 14:00
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  • Ver tese.

  • VIRGINIA FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Produção e decomposição de serrapilheira em um ecossistema semiárido do Nordeste Brasileiro: variação temporal e espacial e efeito da Fauna de Solo sobre a serrapilheira
  • Data: 23/08/2012
  • Hora: 08:00
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  • Estudos sobre a dinâmica de serrapilheira são importantes para a compreensão sobre o material decíduo em decomposição, a ciclagem de nutrientes, os padrões de sucessão, os distúrbios ecológicos e as interações das variáveis ambientais em ecossistemas terrestres. Contrastando com a velocidade de degradação da Caatinga, verifica-se uma carência de estudos sobre dinâmica de produção de serrapilheira. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito dos fatores climáticos (precipitação e evapotranspiração) e da vegetação sobre a dinâmica temporal e espacial da produção de serrapilheira no semiárido do nordeste brasileiro. Em 12 áreas de amostragem, no Cariri paraibano, realizou-se um levantamento fitossociológico e foram alocados dois coletores de 1 m2 (com 0,15 m³), distantes cerca de 50 m um do outro para estimar a produção mensal da serrapilheira, entre novembro de 2009 e 2011. Os valores de deposição de serrapilheira observados neste estudo variaram entre de 3430 a 4600 kg.ha-1.ano-1. A produção de serrapilheira foi significativamente maior no segundo ano do estudo e variou entre os meses em ambos os anos. A variação intraanual foi evidente para a produção de serrapilheira total, com picos de queda no período seco, cerca de três a quatro meses após as maiores taxas de precipitação mensais. As folhas constituíram a fração predominante, contribuindo com mais de 60% do total de serrapilheira, enquanto as estruturas reprodutivas e os galhos representaram cerca de 14% e a miscelânea de 3 a 5%. A produção de serrapilheira diferiu significativamente entre as áreas, assim como cada uma de suas frações. A densidade das espécies vegetais e a altura da vegetação e o diâmetro do tronco na altura do solo explicaram por 79% da produção de serrapilheira anual nas diferentes áreas. O resultado revelou que a produção de serrapilheira na Caatinga apresenta uma heterogeneidade temporal e espacial, relacionada ao clima e à vegetação, o que deve proporcionar efeitos sobre o substrato para atividade de microrganismo do solo e, consequentemente, nas condições edáficas e disponibilidade de nutrientes. Portanto, na Caatinga, as variações espaciais nas condições dos microhabitats associadas às variações interanuais podem interferir no período de oferta do recurso floral, disponibilidade de nutrientes do substrato e, possivelmente, interferir no comportamento dos animais que se utilizam do mesmo.

  • RALPH LACERDA DE ALBUQUERQUE
  • Análise comparativa da ecologia de Tropidurus hispidus e Cnemidophorus ocellifer em ambientes de Floresta Atlântica, Caatinga e restinga do Nordeste Brasileiro
  • Data: 31/07/2012
  • Hora: 09:00
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  • ARNALDO HONORATO VIEIRA FILHO
  • Eficiência da revegetação para manutenção de aves em áreas de restinga no Nordeste Brasileiro: testes com translocação e interação frugívoros-plantas
  • Data: 30/07/2012
  • Hora: 14:00
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  • No presente trabalho foram testadas duas hipóteses relacionadas a não colonização de uma área de restinga reflorestada pós-lavra há cerca de 20 anos por parte da avifauna presente em áreas de restinga nativa: (1) a distância entre a restinga nativa e a área reflorestada não permite a colonização de 13 espécies de aves comuns à região; (2) a área reflorestada não apresenta a organização estrutural necessária para suportar as interações entre aves frugívoras-plantas. Para testar a hipótese de distância, foram realizadas translocações experimentais de cerca de 60% dos indivíduos de 13 espécies de aves estudadas entre junho de 2008 e abril de 2010, seguidas de monitoramento até setembro de 2011. Dos 125 indivíduos translocados para a área reflorestada, 58 foram recapturados na área de restinga nativa e apenas um foi recapturado na área reflorestada, indicando que parte dos indivíduos retornaram à área original e permaneceram na mesma. Esse resultado mostra que a distância mínima de 500 m entre as áreas não se caracteriza como uma barreira para a colonização do reflorestamento pelas espécies estudadas, evidenciando sua capacidade de transpor áreas abertas entre os remanescentes de restinga. Portanto, a não colonização da área reflorestada por estas espécies deve estar associada à outra causa. Para testar a hipótese relacionada à estrutura e composição da vegetação foram registrados eventos de frugivoria através observações diretas e da captura mensal de aves durante um ano de amostragem. Dessa forma foi possível verificar a composição da dieta de espécies de aves frugívoras e construir as redes de interação entre as espécies de aves frugívoras e plantas, verificando-se o índice de importância das espécies vegetais para as aves frugívoras e vice-versa. Os resultados demonstram uma maior compartimentalização da rede de interações no reflorestamento em comparação com a rede da área nativa, além de uma substituição das principais espécies, tanto de aves como de plantas, envolvidas nas redes de interações observadas nas áreas amostradas. Isso pode ser explicado pela diferença na composição das espécies de aves e de plantas na área de estudo e as menores riqueza e densidade vegetais encontradas na área reflorestada. Face ao exposto, conclui-se que o reflorestamento estudado ainda não apresenta estrutura e composição vegetal capazes de suportar a rede de interações entre aves frugívoras-plantas. Assim sugere-se o plantio de mudas das espécies vegetais chave na área reflorestada a fim de proporcionar uma maior disponibilidade de frutos e a manutenção da avifauna frugívora na área em recuperação.
  • DANIEL ORSI LARANJEIRAS
  • Estrutura de Taxocenose de Lagartos em um fragmento de Floresta Atlântica no Nordeste do Brasil
  • Data: 27/07/2012
  • Hora: 14:00
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  • Foi investigada a contribuição dos fatores ecológicos e históricos, na determinação dos padrões de estruturação da taxocenose de lagartos de um fragmento de floresta atlântica, analisando parâmetros de utilização do espaço, composição da dieta e morfometria das espécies. A coleta dos lagartos foi realizada através da utilização de armadilhas e de procura visual ativa. Foram registradas 16 espécies pertencentes a 8 famílias. A análise de componentes principais revelou um agrupamento no espaço morfológico de espécies pertencentes à família Teiidae e moderado para Gymnophthalmidae, sugerindo a ação de fatores históricos na morfologia das espécies. Os modelos nulos mostraram que a comunidade está estruturada com relação à utilização dos microhábitats disponíveis, mas não em relação à composição da dieta. Os padrões de estruturação encontrados na utilização do espaço, assim como, a ausência de padrão na seleção das presas, parecem ser determinados pela história evolutiva das espécies, não revelando interações competitivas presentes, o que é corroborado pela ordenação canônica filogenética que revelou a influência significativa dos aspectos históricos, relacionados às relações filogenéticas das espécies, na utilização do espaço pela família Teiidae, assim como na composição alimentar de Iguania.
  • ANA LUISA PIRES MOREIRA
  • Uso do habitat e atividade de forrageio de duas espécies de Sparisoma (Labridae: Scarinae), na Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, Maracajaú-RN
  • Data: 27/07/2012
  • Hora: 08:30
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  • HELTON CHARLLYS BATISTA CARDÔSO
  • Efeito da predação de copépodos ciclopóides (Copepoda: Cyclopidae) na estrutura populacional e no comportamento de ovoposição de Aedes albopictus (Diptera: Culicidae)
  • Data: 25/07/2012
  • Hora: 08:30
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  • LUANA POLISELI RAMOS
  • A COMPREENSÃO DE CONCEITOS FILOGENÉTICOS HENNIGIANOS E SUAS IMPLICAÇÕES
  • Data: 20/07/2012
  • Hora: 08:30
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  • A partir de 1980, ocorreu uma divergência e consequente dicotomia dentro do pensamento filogenético. Como consequência, existe atualmente uma aparente universalidade e veracidade de determinadas aplicações metodológicas que inibem, recusam ou dificultam outras práticas. Um reflexo disso tem sido a incongruência dos resultados para as diferentes metodologias. Encontrar uma árvore parcimoniosa respeitando a maior quantidade de metodologias torna-se um trabalho árduo. E quando acontece, nem sempre os dados são trabalhados de acordo com um arcabouço teórico bem fundamentado. Este é o principal motivo da contradição nos resultados: a má compreensão dos preceitos fundamentais básicos filogenéticos. O presente trabalho analisou a compreensão manifestada por pós-graduandos (nível mestrado) de biologia acerca da dialética filogenética, no âmbito de identificar se o embasamento teórico é coerente com as escolas de taxonomia. Para coleta de dados utilizouse um questionário semi-estruturado disfarçado e para o processo analítico utilizou-se a Análise de Conteúdo e Análise de Discurso. Para se projetar suposições quanto às implicações das compreensões filogenéticas foi coerente a especulação sobre as condições determinantes para o status quodo conhecimento das bases filogenéticas. Considera-se também a inserção dos dados em um contexto científico mais geral do que somente na atmosfera biológica. O principal resultado obtido foi o de que os estudantes conhecem os conceitos básicos da sistemática filogenética, no entanto, não manifestaram tê-los compreendido dentro do contexto hennigiano. Assume-se que isto se deve ao fato da sistemática filogenética possuir duas interfaces: uma Metafísica (Subjetiva) e uma Lógica (Objetiva). O conjunto destas interfaces confere à filosofia hennigiana um caráter complexo.
  • TELTON PEDRO ANSELMO RAMOS
  • Ictiofauna de Água Doce da Bacia do Rio Parnaíba
  • Data: 30/05/2012
  • Hora: 14:00
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  • O rio Parnaíba é o maior rio do Nordeste brasileiro, com sua drenagem se estendendo completamente nesta região. É um dos poucos rios perenes do Nordeste, se encontra sob domínio predominante de Caatinga, (com drenagens intermitentes associadas a este tipo de ambiente), e parte estendendo-se em região de Cerrado; possui uma extensão de 1.400 km, com sua bacia hidrografia ocupando uma área de 344.112 km2 (3,9% do território nacional) e drenando quase a totalidade do estado do Piauí (99%), parte do Maranhão (19%) e Ceará (10%). O objetivo deste projeto foi o de descrever a diversidade da ictiofauna de água doce da bacia do rio Parnaíba através: da realização de um amplo inventário ictiofaunístico da bacia; da descrição de possíveis novas espécies detectadas no levantamento; do estudo da composição, diversidade, riqueza e abundância de espécies das porções Alta, Média e Baixa do curso principal do rio Parnaíba, e da avaliação de suas relações com perturbações hidrológicas do ambiente; do registro da presença de espécies raras, de forma a contribuir para a elaboração de uma política de conservação visando a sustentabilidade da biota aquática da região; da elaboração de um manual sobre a ictiofauna da bacia do rio Parnaíba. O desenho amostral deste projeto baseou-se no estabelecimento de (1) pontos fixos de coleta sazonal (seca e cheia, dois anos de coleta) nas três porções do curso principal do rio Parnaíba, denominados Pontos Regulares (nove grupos de três, totalizando 27 pontos de coleta), (2) coletas do tipo “AquaRap”, que cobriram toda a bacia e (3) análise criteriosa da ictiofauna citada na literatura como ocorrente na bacia. O esforço de coleta somou 244 pontos visitados ao longo da bacia. As coletas foram realizadas entre os anos de 2008 e 2011. Os peixes foram coletados com o uso de redes de arrasto, tarrafas, esperas e puçás, sendo apenas os dois primeiros apetrechos utilizados na coletas dos pontos regulares. Como resultado, foram registradas 143 espécies de peixes de água doce na bacia do rio Parnaíba, distribuídas em 101 gêneros, 33 famílias e 11 ordens. Deste número de espécies, 23 são novos registros na bacia, 25 são espécies não descritas, oito têm registro apenas na literatura (não tendo sido coletadas no presente trabalho) e sete são espécies introduzidas. O número de 143 espécies supera em mais de 40 a suposição do grau de riqueza da ictiofauna de água doce da bacia do rio Parnaíba, registrada na literatura. Cinquenta espécies endêmicas foram registradas, representando 36,8% do total de 136 espécies nativas diagnosticadas no presente trabalho; este número corresponde a um aumento de 30 espécies em relação ao maior número proposto por autores prévios. Dessas 136 espécies autoctones, 41 (30,1%) são comuns com a bacia Amazônica, 11 (8,1%) com o Nordeste MédioOriental, e outras 11 (8,1%) com a bacia do São Francisco. Estes dados sugerem que a ictiofauna da bacia do rio Parnaíba, com base na similaridade de espécies, é mais próxima daquela da bacia Amazônica que de outras bacias ou grupos de bacias analisadas. O resultado das amostragens realizadas nos Pontos Regulares ao longo das porções Alta, Média e Baixa mostrou que: a porção Alta foi aquela com maior abundância, seguida pela porção Baixa e, por ultimo, pela Média; as coletas de cheia resultaram em maior abundância; também em maior média de riqueza e diversidade de espécies nas três porções da bacia; quando relacionadas a média de riqueza e a diversidade, a porção Baixa foi a de maior riqueza, seguida das porções Alta e Média; a diversidade não seguiu o padrão da riqueza devido à quantidade de espécies raras por porção, sendo a porção Baixa a de maior diversidade.
  • AIRTON TORRES CARVALHO
  • Interações entre Protodiscelis ( Colletidae, Neopasiphaeinae) e plantas aquáticas e a importância de odores florais na atração de polonizadores
  • Data: 25/05/2012
  • Hora: 14:00
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  • Resumo consta na tese.

  • LIVIA EMANUELLE TAVARES MENDONCA
  • Atividades cinegéticaspor populações rurais e urbanas do município de Pocinhos, Estado da Paraíba, Brasil: uma abordagem etnozoológica.
  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 14:00
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  • As atividades cinegéticas na Caatinga representam uma forma importante de impacto à fauna silvestre. Pesquisas sobre essa atividade são fundamentais para subsidiar planos de gestão da caça, a adoção de políticas públicas destinadas à conservação e preservação do patrimônio faunístico. A presente pesquisa objetivou documentar as atividades de caça direcionadas a vertebrados silvestres no município de Pocinhos, PB, bem como caracterizar o contexto sociocultural em que acontecem essas atividades. As informações foram obtidas por meio de questionários semi-estruturados complementados por entrevistas livres e conversas informais. Foram entrevistados 124 caçadores que mencionaram 89 espécies cinegéticas, pertencentes a 44 famílias e distribuídas em quatro categorias taxonômicas: 14 mamíferos, 17 répteis, 56 aves e 1 anfíbio. A maioria dos caçadores locais pratica essa atividade por esporte (n=81), outros (n=19) afirmam caçar por esporte, mas admitem comercializar parte dos animais caçados e uma pequena parcela dos caçadores justificam sua atividade por motivos de subsistência (n=22). Os recursos cinegéticos são utilizados localmente para as seguintes finalidades: alimentação (n= 50 sp.), animais de estimação (34 sp.), uso medicinal (14 sp.), uso ornamental (6 sp.), uso em rinhas (1 sp.) e para comercialização (21 sp.). Alguns animais (n=21) são mortos por relações conflituosas. Todos os caçadores entrevistados admitiram ter conhecimento da ilegalidade das atividades cinegéticas, o que não inibe sua prática. Constata-se a necessidade de se estabelecer uma maior interação entres caçadores locais, comunidade acadêmica e órgãos ambientais, a fim de traçar planos de manejo em consonância com os usuários dos recursos e baseados em pesquisas acerca da biologia das espécies exploradas.

  • ANDRE LUIZ DA COSTA CASTRO
  • Cultivo, Desenvolvimento Morfológico, Crescimento e Sobrevivência de Hippocampus reidi (Teleostei: Syngnathidae): nascimento ao sexagésimo terceiro dia
  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 08:00
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  • A demanda no Brasil por estudos que avaliem a viabilidade do cultivo de cavalos-marinhos é premente, uma vez que nosso país é um dos principais exportadores desses peixes para fins ornamentais. Os resultados aqui apresentados foram obtidos através de cultivo experimental desenvolvido no LAPEC e têm como foco a alimentação, crescimento e desenvolvimento morfológico das fases iniciais de H. reidi. As seguintes perguntas serviram como principais norteadoras do estudo: 1) É possível cultivar com sucesso as fases iniciais de Hippocampus reidi, utilizando-se na sua dieta Artemia enriquecida com suplementos de baixo custo e fácil acesso? 2) o tipo de produto utilizado para enriquecer o alimento influencia o crescimento e a sobrevivência de indivíduos jovens de H. reidi? 3) Existem picos de mortalidade ao longo da fase inicial? Para tanto, foram utilizados aquários de 12 litros de água do mar, integrados a um sistema de recirculação de água, o qual contava com filtros mecânicos, filtro ultravioleta, filtro biológico e um fracionador de proteína (“skimmer”). O experimento contou com seis tratamentos: Ac - Artemia enriquecida por 24 horas com a emulsão de camarão, Ag - Artemia enriquecida por 24 horas com a sustância trófica glutamina, Ap - Artemia enriquecida por 24 horas com a emulsão de peixe, Apc - Artemia enriquecida por 24 horas com a emulsão de peixe e camarão, As - Artemia enriquecida por 24 horas com a emulsão DC-DHA-SELCO, An – náuplios de Artemia recém eclodidos. Observou-se que Hippocampus reidi exibe padrões de crescimento alométrico para algumas partes do corpo, o que já era esperando em virtude do conhecimento destes padrões para outras espécies de cavalos-marinhos; Não obstante, as taxas de crescimento, sobrevivência, valores de Fator de Condição e Taxa de Conversão Alimentar, ao término do período amostral encontraram-se próximas do que vem sendo registrado para o gênero Hippocampus. Entretanto, comparações entre estudos diferentes nem sempre são possíveis, em virtude de metodologias de coleta de dados distintas, além de variações em parâmetros, como temperatura, pH, OD, fotoperíodo etc. Os resultados obtidos indicaram que com a utilização de enriquecimentos alternativos foi possível atingir valores razoáveis de crescimento e altura, quando comparados com produtos enriquecedores comerciais, representando assim, um passo adicional no Brasil para pesquisas voltadas ao cultivo de H. reidi, sem dependência de coletas na natureza.
  • KLEBER DA SILVA VIEIRA
  • Estudo Filogenético e Biogeográfico da Subfamília Ceratophryinae (Anura - Ceratophryidae)
  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 08:00
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  • Consta na Tese.

    Estudo Filogenético e Biogeográfico da Subfamília Ceratophryinae (Anura - Ceratophryidae)
  • ANNE ISABELLEY GONDIM DE FARIAS
  • Taxonomia das classes Asteroidea e Echinoidea (Echinodermata) da região nordeste do Brasil

  • Data: 28/02/2012
  • Hora: 08:00
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  • A classe Asteroidea representa o segundo grupo mais diverso dentro do filo Echinodermata. Atualmente são reconhecidas 2.100 espécies viventes, das quais 60 são registradas para o litoral brasileiro. Apesar do primeiro registro de Asteroidea para o litoral brasileiro ter sido publicado há aproximadamente 362 anos, o conhecimento sobre esta fauna, principalmente das regiões Norte e Nordeste, ainda permanece bastante infatisfatório e pontual, seja do ponto de vista taxonômico quanto ecológico. Dessa forma, neste estudo é fornecida a primeira lista anotada de espécies de estrelas-do-mar para a região nordeste do Brasil. O material estudado pertence aos acervos de Echinodermata das coleções ciêntíficas da Universidade Federal da Paraíba (CIPY), da Universidade Federal de Sergipe (LABIMAR) e dos museus de zoologia da Universidade Federal da Bahia (MZUFBA), da Universidade de São Paulo (MZUSP) e do Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ). Foram identificadas 18 espécies, pertencentes a 10 gêneros, 9 famílias e 4 ordens, para as quais são fornecidas chaves de identificação e descrições taxonômicas. Três novas ocorrências foram registradas para o litoral da região nordestina, são elas: Astropecten alligator, Luidia ludwigi scotti e Mithrodia clavigera. Os estados que apresentaram maior diversidade em relação à fauna de Asteroidea foram, respectivamente, Paraíba (n = 12 spp.), Bahia (n = 11 spp.) e Pernambuco (n = 9 spp.). Com base nos acervos analisados, Maranhão e Sergipe foram os únicos para os quais não foi registrada nenhuma espécie da classe. Além disso, foi observado que a fauna dos ambientes arenosos e da plataforma continental abaixo da isóbata dos 10m são as menos amostradas. Apesar de se tratarem de espécies comuns, alguns problemas taxonômicos foram observados e discutidos. O estudo deste material pretérito é de extrema importância, tendo em vista que forneceu um importante panorama da fauna de asteróida da região nordeste. Além disso, a pesquisa em sistemática que trata do material das coleções científicas representa a espinho dorsal do conhecimento sobre a biodiversidade.

  • MARCELLA PEREIRA PEIXOTO
  • Biologia e ecologia da nidificação e variabilidade genética de Centris (Centris) flavifrons (FABRICIUS, 1775) (Hymenoptera: Apidae, Centridini)
  • Data: 27/02/2012
  • Hora: 14:00
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  • Centris (Centris) flavifrons Fabricius, 1775 é uma espécie de abelha solitária de grande porte e de ampla distribuição Neotropical. O presente estudo teve como objetivo conhecer a biologia e a ecologia da nidificação dessa espécie – em uma área urbana da cidade de João Pessoa, Paraíba –, assim como a sua variabilidade genética. O local específico de estudo das atividades de nidificação corresponde a um jardim residencial localizado em área urbanizada. O comportamento das fêmeas nos ninhos foi observado in loco e através de filmagens, sendo utilizado o método de marcação nessas fêmeas. O estabelecimento dos ninhos ocorreu em superfícies horizontais ensolaradas de solo arenoso e desnudo, sem grama. Ao longo dos dois anos de estudo (compreendendo, portando, dois períodos de nidificação), foram encontrados 286 ninhos formando um agregado. A densidade de ninhos em toda a área do jardim foi de 0,28 ninhos/m2 no primeiro período monitorado e 0,18 ninhos/m2 no segundo. As entradas dos ninhos tinham forma circular, geralmente expostas, e típicos montículos de areia localizados lateralmente a elas. O tempo médio que uma fêmea despendeu na escavação de um ninho foi de 3h e 40min (n=12). A média do período de atividade de um ninho foi de 6,9 dias, variando entre dois (n=17) a 19 (n=1) dias. Foram observados casos de reativação e de invasão e posse de ninhos por outras abelhas, que não a sua fundadora. Para 434 vôos observados, a média de vôos diários para coleta de recursos florais foi de sete vôos, sendo que 82,7% deles ocorreram no período da manhã. Desse total, 75% dos vôos foram para a coleta de pólen e 25% para a coleta de óleo. A duração dos vôos, tanto para coleta de pólen quanto para coleta de óleo, aumentavam ao longo do dia. Foi verificada uma média próxima de cinco células por ninho, variando de uma até o máximo de nove células de acordo com a duração do ninho. Houve evidências indiretas de Mesoplia sp. parasitando ninhos de C. flavifrons. Quanto à sua arquitetura, os ninhos escavados apresentaram um túnel principal com ramificações em sua extremidade, devido à construção de mais de uma célula, as quais podem estar verticalmente alinhadas ou não. Nos “vasos-armadilha”, foram encontradas até seis células de uma mesma fêmea. De forma geral, as dimensões das células variaram pouco, apresentando forma capsular, com base arredondada e uma “tampa” arqueada no ápice, onde se encontra um processo central. Foram encontradas larvas em todos os estádios larvais, porém não foram encontradas pupas. As análises genéticas foram realizadas utilizando sequências de duas regiões de genes mitocondriais como marcadores: cytb e COI. A maioria das amostras foi coletada durante o estudo das atividades de nidificação, em João Pessoa (PB), enquanto as demais foram coletadas em outra localidade da Paraíba e em Pernambuco. As redes de haplótipos ajudaram na visualização de que existem vários haplótipos mitocondriais nas amostras da área principal do estudo, em João Pessoa. Alguns haplótipos foram encontrados em mais de uma localidade. Neste estudo, os dados sugerem que o gene cytb foi mais informativo que COI. Contudo, alguns dos exemplares não apresentaram bom rendimento nas reações de amplificação e, conseqüentemente, de seqüenciamento, seja para um gene em particular ou para ambos. Dessa forma, para a obtenção de resultados mais embasados, os estudos genéticos precisam ser continuados.
  • Liedson Tavares de Sousa Carneiro
  • Ecologia da polinização de Spondias mombin L. (Anacardiaceae) e competição por exploração entre Apis mellifera africanizada e abelhas nativas (Hymenoptera: Apoidea)
  • Data: 27/02/2012
  • Hora: 08:30
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  • A introdução da espécie generalista A. mellifera pode desestruturar interações entre espécies de planta e seus polinizadores nativos. Muitas espécies pertencentes à família Anacardiaceae apresentam características florais morfologicamente não especializadas que são visitadas por polinizadores generalistas, incluindo as abelhas sem ferrão. Estudos de ecologia da polinização de representantes desse táxon, incluindo S. mombin, têm registrado uma alta frequência de A. mellifera, indicando-a como polinizador efetivo. No entanto, a utilização dessas fontes de recursos pela espécie introduzida tem sugerido impacto sobre o forrageio de seus polinizadores nativos. Neste estudo, foi avaliado o efeito do forrageio crepuscular de A. mellifera sobre os visitantes florais nativos de S. mombin ao estudar a ecologia da polinização da espécie em dois anos. Os principais objetivos foram identificar seus visitantes florais e polinizadores efetivos no período de maior intensidade de floração; quantificar a produção e coleta de pólen; e avaliar o sistema reprodutivo da espécie na área estudada. As flores apresentaram antese inicialmente noturna e atraíram tanto visitantes florais diurnos, como noturnos e crepusculares. A. mellifera coletou grande parte do pólen disponível antes do nascer do sol causando uma baixa frequência no forrageio da maioria dos visitantes florais nativos. Um grande aumento na abundância de abelhas nativas, principalmente de abelhas sem ferrão, foi produzido nas inflorescências ao retardar a disponibilidade de pólen e evitar a visitação intensiva por A. mellifera. Esses resultados sugerem que a espécie introduzida reduz o benefício de forrageio das abelhas nativas. Contudo, A. mellifera foi considerada o polinizador efetivo da espécie devido à alta intensidade e taxa de frutificação na área estudada.

  • JOSÉ ANDERSON FEIJÓ DA SILVA
  • Mamíferos Terrestres de Médio e Grande Porte dos Estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará
  • Data: 27/02/2012
  • Hora: 08:00
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  • Os estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará incluem parte representativa da
    Mata Atlântica ao norte do rio São Francisco e da porção norte da Caatinga, e
    todos carecem de informações atuais sobre os mamíferos de médio e grande
    porte. Os inventários enfocando este grupo raramente trazem informações que
    possibilitem a confiança na identificação e baseiam-se principalmente em
    relatos de moradores, pegadas, fezes ou observações rápidas em campos.
    Este trabalho reune informações sobre as características, diversidade e
    distribuição dos mamíferos de médio e grande porte destes estados, baseandose
    em dados disponíveis em coleções e na literatura. Examinamos 484
    espécimes depositados na Universidade Federal da Paraíba, Universidade
    Federal de Pernambuco, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e
    Museu Nacional. Um total de 37 espécies foram identificadas incluídas em 32
    gêneros, 19 famílias e 8 ordens, provenientes de 238 localidades e inseridas
    em 114 municípios. Das espécies registradas, 15 pertence a ordem Carnivora,
    seguida por Rodentia (5), Cingulata (4), Pilosa (4), Primates (4), Artiodactyla
    (3), Lagomorpha (1), e Perissodactyla (1). A variedade de fitofisionomias
    presentes na PB, PE e CE explicam a presença de espécies com diferentes
    exigências ambientais. O maior número de animais generalistas está
    diretamente relacionado com as espécies de maior porte, enquanto que as
    espécies de pequeno porte são em sua maioria típicas de áreas florestadas.
    Merecem destaque as espécies em que a sua ocorrência na Paraíba,
    Pernambuco ou Ceará eram ignoradas, a exemplo de Cabassous tatouay,
    Leopardus wiedii, Leopardus pardalis, Eira barbara, Nasua nasua, Tapirus
    terrestris, Hydrochoerus hydrochaeris e Cuniculus paca. Por outro lado,
    Dasypus septemcinctus, Bradypus torquatus, Galictis vittata, Chrysocyon
    brachyurus, Lycalopex vetulus e Priodontes maximus foram citadas
    erroneamente para a região.

  • WELLINGTON EMANUEL DOS SANTOS
  • Diversidade, sazonalidade e sucessão ecológica de Coleoptera (Insecta) associados ao processo de decomposição de Sus scrofa L. em Caatinga Paraibana
  • Data: 17/02/2012
  • Hora: 09:00
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  • Consta na Dissertação.

  • ARIELSON DOS SANTOS PROTAZIO
  • ECOLOGIA DE TAXOCENOSE DE ANFÍBIOS ANUROS EM POÇAS TEMPORÁRIAS NA CAATINGA
  • Data: 13/02/2012
  • Hora: 14:00
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  • Teoricamente a influência da filogenia na estrutura 47 de comunidades
    48 implica que espécies próximas filogeneticamente podem apresentar características
    49 semelhantes determinadas pela sua história evolutiva. Em uma escala fina isto é útil na
    50 identificação de processos de micro-evolução. Aqui utilizamos dados ecológicos e
    51 filogenéticos para investigar os fatores determinantes das relações entre 15 espécies de anuros
    52 em poças temporárias na Caatinga. Espécies próximas filogeneticamente utilizaram as
    53 mesmas categorias de microhábitats, mas diferiram na proporção do uso. Considerando a
    54 dieta, valores de sobreposição foram altos em espécies relacionadas filogeneticamente e estas
    55 tenderam a formar grupos concisos. Uma análise baseada em modelos nulos indicou valores
    56 não significativos de sobreposição no uso do microhábitat e na composição da dieta,
    57 evidenciando que a competição não parece regular a estrutura da taxocenose. Espécies da
    58 mesma linhagem filogenética ocuparam o mesmo espaço morfológico sugerindo que a
    59 morfometria pode ser um traço conservativo, no entanto, algumas espécies próximas
    60 divergiram deste padrão. A observação conjunta do uso do microhábitat, composição da dieta
    61 e morfologia indicou a existência de similaridades entre espécies relacionadas
    62 filogeneticamente. Análise de Correlação Filogenética Canônica revelou presença de
    63 conservação filogenética de nicho no uso do microhábitat na dicotomia basal Hylidae e
    64 Leptodactyliformes e na composição da dieta do gênero Physalaemus. Aqui consideramos que
    65 as relações filogenéticas exercem influência sobre a estrutura da taxocenose, no entanto, a
    66 observação de diferenças no uso dos recursos entre espécies próximas e similaridades entre
    67 espécies não relacionadas sugere a existência de fatores ecológicos atuando em algum
    68 momento da evolução destes organismos.

2011
Descrição
  • NILENE RODRIGUES DOS SANTOS
  • Identificação, Diversidade Molecular de Trichogramma spp. Westwood, 1833 ( Hymenoptera: Trichogrammatidae) e Detecção de Wolbachia spp. ( Rickettsiales: Anaplasmataceae)
  • Data: 30/11/2011
  • Hora: 09:00
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  • As espécies de Trichogramma são identificadas por meio da morfologia da genitália do macho, sendo dificultada pelo tamanho reduzido do indivíduo (0,25 mm) e/ou a presença de espécies crípticas. Por esta razão, a biologia molecular se constituí em uma boa alternativa para a identificação de espécies de Trichogramma, sendo também utilizada na identificação de proteobactéria do gênero Wolbachia, conhecida por induzir partenogênese em espécies de Trichogramma. O objetivo desta tese foi utilizar métodos moleculares para identificação de espécies de Trichogramma, verificar a diversidade de populações de Trichogramma pretiosum em 11 municípios no Brasil e sua associação com a bactéria do gênero Wolbachia. As amostras de espécies do gênero Trichogramma e de populações de Trichogramma pretiosum foram submetidas à extração de DNA genômico para a realização de PCR utilizando o primer direto ITS-2- 5’ TGTGAACTGCAGGACACATG-3’ e o reverso IT2-5’ GTCTTGCCTGCTCTGCTCTGAG.-3`. Os produtos de DNA obtidos das espécies de Trichogramma e das populações de T. pretiosum foram purificados e submetidos ao seqüenciamento. Para detectar a presença de bactérias do gênero Wolbachia em populações de T. pretiosum, as amplificações foram realizadas com primers específicos wsp, com um volume final da reação de 25 μl. O tamanho dos produtos de PCR foi determinado utilizando um marcador de peso molecular de 100 pb, sendo utilizado um controle negativo sem DNA e o restante dos componentes e um controle positivo com a presença de Wolbachia. Pode-se verificar que foi possível extrair DNA de todas as espécies de Trichogramma estudadas com quantidades e qualidades suficientes para obter perfis eletroforéticos, com concentrações do DNA genômico variando entre 15,3 e 50 ng/μl. Por meio da técnica de PCR, os fragmentos da região ITS2 do DNA ribossomal foram amplificados, sendo possível identificar as espécies de Trichogramma pelo sequenciamento, sendo realizada a busca por similaridade utilizando o programa BLAST, no banco de dados do GenBank (NCBI – National Center for Biotechnology Information) e feita a análise de dendrograma de acordo com a matriz de distância genética, onde foi obtido três grupos, o primeiro formado pela espécie T. exigum, o segundo pela espécie T. pretiosum e o terceiro pela espécie T. galloi. Com o resultado da busca por similaridade utilizando o programa BLAST, no banco de dados do GenBank, obteve-se uma média de 92,2% de máxima identificação referente à espécie de Trichogramma pretiosum, confirmando o correto sequenciamento. O tamanho das sequências variaram de 355 a 503 pb. A média do conteúdo G + C (Guanina + Citosina) foi de 53,2%. Após o alinhamento das 11 sequências de T. pretiosum, foram encontrados 391 sítios conservados, que refletem 73 % do total de 536 sítios encontrados, confirmando a semelhança entre as amostras, bem como a confiança nas sequências obtidas. A média encontrada para essa matriz de distância foi de 0,30. De acordo com o dendrograma obtido a partir da matriz de distância genética pelo método do vizinho próximo (Neighbor-Joining), pode-se verificar a presença de quatro grupos: o primeiro, formado pelas populações TPAES, TPPARS, TPRMT e TPCVMT; o segundo, pela população de TPSPMT; o terceiro grupo, pelas populações de TPPPE, TPMVCE, TPPPB, TPPPMT, TPJSP e o quarto pela população de TPPLMT, sendo a população mais distante geneticamente.Das populações de T.pretiosum analisadas, a presença da endobactérias ocorreu na população proveniente do Estado do Espírito Santo, sendo o primeiro registro local da presença dessa α proteobactéria para a espécie.

  • NILENE RODRIGUES DOS SANTOS
  • Data: 30/11/2011
  • Hora: 00:00

  • TARSILA ALMEIDA CAVALCANTI
  • REINTRODUÇÃO DE AVES ORIUNDAS DO COMÉRCIO ILEGAL NO BRASIL: ESTUDOS DE CASO COM Sporophila albogularis, Sporophila nigricollis E Sicalis flaveola EM UMA ÁREA DE CAATINGA
  • Data: 29/08/2011
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo discute a temática da reintrodução de animais na natureza como principal medida de destinação de espécimes pelos CETAS no Brasil.Até recentemente, a maioria das reintroduções eram realizadas sem nenhum tipo de monitoramento e sem objetivo de pesquisa. Devido ao grande índice de fracassos, houve nos últimos anos um aumento crescente de programas de reintroduções monitoradas, com a incorporação de testes e experimentação de hipóteses.No Brasil, a devolução dos animais à natureza tem sido frequentemente realizada pelos órgãos de fiscalização, entretanto, ocorre sem planejamento e monitoramento adequados,podendo estar causando diversos impactos ambientais desconhecidos. Nos CETAS, a principal destinação dada aos animais é a vida livre, entretanto, a maioria dessas solturas é realizada sem critérios e sem monitoramento posterior. Os Passeriformes estão entre as aves mais traficadas no Brasil, dentre as quais pode-se destacar Sicalisflaveola, e espécies de Sporophila. Este trabalho verificou aspectos da soltura de três espécies de Passeriformes, Sporophilaalbogularis, S. nigricollise Sicalisflaveola, liberadas em área de caatinga na Paraíba. Foram soltos 148 indivíduos de S. flaveola, 60 de S. albogularis, e 48 de S. nigricollis no período de chuvas e 98 indivíduos de S. flaveola, 164 de S. albogularis, e 48 de S. nigricollis no seco, todos marcados com anilhas coloridas. O monitoramento consistiu da busca ativa através de transectos em grids montados em quatro áreas de soltura. No geral, o número de visualizações de indivíduos reintroduzidos foi baixo. Foi observada reproduçãopor indivíduos reintroduzidos de Sicalisflaveola já no primeiro mês de monitoramento pós-soltura do período de chuvas, sendo atingidos dois dos objetivos de uma reintrodução: sobrevivência dos indivíduos reintroduzidos e reprodução dos mesmos. Esses indivíduos reproduziram durante o período reprodutivo das aves na caatinga, não apresentando muitas dificuldades ao se estabelecer após a soltura para um ambiente não familiar. Os resultados demonstram que ainda há muitas questões a serem respondidas, de maneira que pesquisas como esta são de grande relevância, pois permitemo desenvolvimento de protocolos de soltura de Passeriformes, desde os procedimentos realizados previamente à soltura, até o aprimoramento das técnicas utilizadas no monitoramento pós-soltura.

  • CARLO RIVERO MOURA FERNANDES
  • Orientador : CELSO FEITOSA MARTINS
  • Data: 29/08/2011
  • Hora: 00:00

  • GENTIL ALVES PEREIRA FILHO
  • Serpentes da Floresta Atlântica do Estado da Paraíba: Composição Faunística e Historia Natural

  • Data: 09/08/2011
  • Hora: 14:00
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  • As taxocenoses da porção setentrional da Floresta Atlântica são pouco conhecidas e estudos em relação à ecologia e composição faunística da ofiofauna são quase inexistentes. Este trabalho teve como objetivo estudar três taxocenoses de Floresta Atlântica, duas situadas na costa, e outra inserida no conceito de Brejo de Altitude. As informações dessas três taxocenoses, mais as informações contidas na Coleção Herpetologica da Universidade Federal da Paraíba forneceram uma lista robusta das espécies de serpentes que habitam a área.Obtive informações sobre a ecologia das espécies, como o horário de atividade, utilização de substrato, formação de guildas e alimentação. Ainda obtive informações sobre a influência de fatores históricos sobre a morfologia das espécies. Para verificar a similaridade entre as taxocenoses estudadas em relação a outras taxocenoses de áreas abertas e de floresta, realizei análises de similaridade de Cluster e Neighbour-Joining, que mostraram que a fauna de serpentes da área estudada apresenta similaridade alta com a fauna de serpentes da Caatinga, assim como com outras áreas de Floresta Atlântica do Nordeste. Estas análises mostraram ainda que a Floresta Atlântica do Sudeste não apresenta uma alta similaridade com as áreas do Nordeste. Em relação à biogeografia, realizei duas análises, sendo elas: Análise de Parcimônia de Endemicidade e a Análise Cladistica de Distribuição e Endemismos.Ambas as análises mostraram que a fauna de serpentes das áreas estudadas é relacionada à outra área de Brejo de Altitude. As análises também mostraram que a Floresta Atlântica é separada em três áreas distintas ao longo de sua distribuição, separando as áreas do sudeste, do sul da Bahia e do nordeste setentrional. As áreas do sul da Bahia foram as que mostraram mais proximidade com as áreas da Amazônia.Em relação à composição das espécies, elaborei uma chave de identificação dicotômica para as 55 espécies registradas. Os caracteres que utilizei foram principalmente a coloração e a folidose. Além da chave de identificação, elaborei um guia que auxilia a chave de identificação. Este guia é composto por informações como: nome vernacular, folidose e dados de história natural e fotos das espécies. Além destas informações, desenhos da região cefálica em vista dorsal e lateral foram confeccionados para cada espécie.

  • GENTIL ALVES PEREIRA FILHO
  • Data: 09/08/2011
  • Hora: 00:00

  • DANIELE MARIZ VIEIRA
  • ETNOICTIOLOGIA DE UMA COMUNIDADE URBANA NO NORDESTE DO BRASIL
  • Data: 29/07/2011
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Os pescadores artesanais possuem um corpo de conhecimento acerca dos recursos naturais, baseado nos anos de experiência, na observação e experimentação dos seus ancestrais, que influenciam diretamente nas diferentes formas de uso e de como estas pessoas percebem e classificam os recursos íctios. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi caracterizar a comunidade pesqueira de Brasília Teimosa, bairro do município de Recife (Pernambuco, Brasil), e averiguar como estes pescadores usam, nomeiam e classificam os peixes. As informações socioeconômicas e das diferentes formas de uso foram obtidas por meio de questionários semiestruturados aplicados a 98 pescadores. Para a identificação e classificação dos peixes, primeiramente foram realizada listas livres com 98 pescadores, para levantar os peixes explorados na comunidade, e posteriormente, com sete especialistas locais foram realizado os agrupamentos entre os 425 genéricos folk registrados. Os pescadores entrevistados apresentaram, em média, 47,1 anos de idade e 29,1 anos de experiência na atividade e escolaridade relativamente baixa (26,1% fundamental I incompleto, e 25,0% fundamental II incompleto), entretanto no geral observa-se que o nível de escolaridade da comunidade está aumentando. A maioria deles depende apenas da atividade pesqueira para sua subsistência (79,1%) o que comprova a importância desta atividade para a comunidade. Foram identificadas a nível específico 210 espécies, pertencentes a 75 famílias e 137 gêneros, 35 foram identificados em nível de família (16 famílias), e 61 não foram identificadas. A alimentação foi o principal destino dos peixes para os pescadores, entretanto a valor utilitário das demais categorias se mostrou de forma heterogênea na comunidade (peixes para a alimentação e para o uso de iscas 100,0% dos entrevistados, peixes para finsmedicinais (80,2%), para a confecção de artesanato (64,6%), e para fins religiosos (14,6%). Houve algumas diferenças entre os peixes mais consumidos e os mais capturados, sendo este fato ligado a fatores econômicos. Também foi observada diferença entre os peixes mais consumidos, os preferidos e os mais freqüentes nas entrevistas de recall 24 horas, sendo este fato relacionado às características comportamentais de cada comunidade. O “garapau” Selar crumenophthalmus foi o peixe mais utilizado como isca, o “peixe piolho” Echeneis naucrates foi o mais freqüente para fins medicinais, principalmente contra a asma, o “cangulo” Balistes vetula o peixe de uso mais comum na confecção de artesanato, e o “bagre” Bagre bagre e B. marinus para fins religiosos. O domínio dos peixes pelos pescadores foi além do uso, eles também demonstraram um grande conhecimento sobre a identificação, nomeação e classificação dos pescados. Foram utilizados principalmente os fatores morfológicos (39,1%) e habitat do animal (38,8%) para categorizar os 425 genéricos folkregistrados na comunidade. Quanto à proporção taxonômica foi observada correspondência, principalmente, 1:1 (45,3%), mas também do tipo sobrediferenciação (38,2%), sobrediferenciação tipoII (4,7%), subdiferenciação tipo I (9,4%) e tipo II (7,2%). Mesmo sendo uma comunidade urbana, Brasília Teimosa apresentou um rico conhecimento sobre os recursos pesqueiros como é característico dos pesadores artesanais. Todo este conhecimento é de fundamental importância para elaboração de planos de manejo mais eficientes para os recursos pesqueiros, que devem consider os aspectos culturais e peculiares de cada comunidade que sobrevive diretamente da exploração destes recursos naturais.
  • DANIELE MARIZ VIEIRA
  • Data: 29/07/2011
  • Hora: 00:00

  • DOUGLAS MACEDO DO NASCIMENTO
  • Data: 29/07/2011
  • Hora: 00:00

  • CAMILA POLI
  • Ecologia e Conservação de tartarugas marinhas através da análise de encalhes no litoral paraibano

  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 28/07/2011
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Cinco espécies de tartarugas marinhas utilizam a costa brasileira para reprodução e alimentação: a tartaruga cabeçuda (Caretta caretta), a tartaruga verde (Chelonia mydas), a tartaruga de couro (Dermochelys coriacea), a tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea) e a tartaruga de pente (Eretmochelys imbricata). Estas espécies estão incluídas em categorias de ameaça, tanto mundialmente, de acordo com a lista vermelha de animais ameaçados de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), como regionalmente, de acordo com o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente. As tartarugas marinhas, naturalmente, encontram uma ampla variedade de estressores, tanto naturais quanto antrópicos, como doenças, predação por outros animais, captura incidental em artefatos de pesca, poluição marinha e a caça. A coleta sistemática de dados de tartarugas marinhas encalhadas pode fornecer informação biológica útil, como por exemplo, padrões sazonais e espaciais na ocorrência e mortalidade, estrutura etária, proporção sexual, dieta, variações interanuais associadas a eventos climáticos ou antropogênicos bem como as possíveis causas de mortalidade. O objetivo deste trabalho foi analisar os encalhes de tartarugas marinhas na costa do estado da Paraíba, no período de agosto de 2009 a julho de 2010, enfatizando a observação da ocorrência de ingestão de material antropogênico. Neste período foram registrados 124 encalhes. As espécies observadas foram C. mydas (n = 106), E. imbricata (n = 15), L. olivacea (n = 2) e C. caretta (n = 1). Do total de encalhes que puderam ser mensurados (n = 122), apenas doze indivíduos (9,7%) puderam ser considerados adultos. Em 20 indivíduos, foram encontrados resíduos antropogênicos sintéticos dentro do trato gastrointestinal e destes, em 13 indivíduos foi possível concluir que a causa da morte foi a ingestão destes resíduos. Em 43 indivíduos foram observados outros vestígios de interações humanas, como ferimentos provocados por emaranhamentos em linhas ou redes, ferimentos provocados por colisões com embarcações, contato direto com manchas de óleo e ferimentos provocados por facas e arpões. Em 28,5% das tartarugas encalhadas notou-se a presença de tumores externos sugestivos de fibropapilomatose. Em 9,7% foi possível observar marcas de mordidas de tubarões. Observou-se uma diferença significativa na ocorrência de encalhes entre machos e fêmeas, sendo que as fêmeas foram mais frequentes. Também verificou-se uma diferença significativa na ocorrência de encalhes entre as diferentes estações, sendo que no período de primavera/verão (estação seca) os encalhes foram mais frequentes. O resultado mais preocupante deste estudo foi a observação de evidências de interação com atividades antrópicas em metade dos encalhes analisados. O monitoramento de encalhes se faz necessário em toda a costa do Brasil e do mundo, pois este tem papel fundamental em estudos de ecologia, biologia e conservação destas espécies, gerando assim subsídios para ações locais e direcionadas aos principais problemas observados.

  • CAMILA POLI
  • Orientador : DANIEL OLIVEIRA MESQUITA
  • Data: 28/07/2011
  • Hora: 00:00

  • DANDARA MONALISA MARIZ DA SILVA QUIRINO BEZERRA
  • Data: 28/07/2011
  • Hora: 00:00

  • NIVALDO AURELIANO LEO NETO
  • A ciência da caça: estratégias e construções simbólicas sobre atividades cinegéticas entre os índios de Atikum-Umã (PE)
  • Data: 08/07/2011
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Esta dissertação se propõe, a partir de uma abordagem etnozoológica, compreender a
    dinâmica da caça (estratégias e técnicas) entre os índios de Atikum-Umã, residentes no
    Estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil. Reconhecendo que a prática da caça se
    apresenta como um fenômeno multifacetado e complexo, procurou-se compreender as
    construções simbólicas que permeiam esta atividade e de como estes repercutem no uso
    sustentável da biodiversidade local. Para tal meta, foram entrevistados 19 caçadores e
    10 índios(as) que estavam ligados, de alguma forma, ao ritual do toré. Com isto, pôde
    ser observado que a prática da caça apresenta declínio no número de praticantes, sendo
    substituída, paulatinamente, pela criação de animais domésticos. Baseados em sua
    dinâmica cosmológica, os índios de Atikum-Umã revestem determinadas localidades de
    seu território de um caráter de sacralidade. Desta forma, as atividades cinegéticas estão
    circunscritas a mecanismos culturais que regulam a exploração dos recursos faunísticos.
    Ante os dados obtidos, formulou-se o conceito de “Ciência da Caça”, definindo-se
    como um corpo de saberes dinâmicos relacionados às atividades cinegéticas, incluindo
    aí uma série de prescrições, bem como um respeito com a natureza respaldada em
    construções simbólicas que, direta ou indiretamente, atuam na conservação da
    biodiversidade (uma etnoconservação). Este corpo de conhecimentos estaria restrito à
    poucas pessoas, consistindo em seu arcabouço cognitivista particular e, portanto, sendo
    envolto por segredos que reforçariam a eficácia da prática e ocasionariam a
    heterogeneidade entre os caçadores.

  • NIVALDO AURELIANO LEO NETO
  • Data: 08/07/2011
  • Hora: 00:00

  • ARTUR CAMPOS DALIA MAIA
  • Data: 29/04/2011
  • Hora: 00:00

  • TACYANA PEREIRA RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • Produção de som, sensibilidade auditiva e comunicação acústica em Hippocampus reidi (Teleostei: Syngnathidae)

  • Data: 30/03/2011
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O presente estudo avaliou o comportamento acústico edo cavalo-marinho Hippocampus reidi através da análise de produção e detecção de sons.

  • PAULO ROBERTO DE MEDEIROS
  • Orientador : RICARDO DE SOUZA ROSA
  • Data: 18/03/2011
  • Hora: 00:00

  • WASHINGTON LUIZ DA SILVA VIEIRA
  • Data: 18/03/2011
  • Hora: 00:00

  • CINTHIA SASKA
  • Data: 28/02/2011
  • Hora: 00:00

  • JONATHAS BARRETO PESSOA SILVA
  • Stomatopoda (Crustacea-Hoplocarida) no nordeste brasileiro: morfometria como ferramenta taxonômica
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Os estomatópodes compõe uma ordem de crustáceos marinhos criptobentônicos que
    habitam águas tropicais e subtropicais. A principal característica destes animais é o
    segundo par de maxilípedes aumentados que são utilizados tanto como ferramenta
    quanto arma. No presente trabalho vinte espécies de estomatópodes do litoral nordestino
    brasileiro foram estudadas morfometricamente e foi feito um catálogo de espécies.
    Foram observados e descritos padrões estruturais característicos das famílias e espécies.
    Os tamanhos mínimos ou máximos de quatro das espécies estudadas foram ampliados:
    Pseudosquillisma oculata; Lysiosquilla scabricauda; Alachosquilla floridensis e
    Gibbesia neglecta. Foi possível, na maioria dos casos, distinguir diferentes táxons
    utilizando seis características morfométricas lineares através de análises discriminantes.
    Não foram encontradas diferenças morfométricas significativas entre machos e fêmeas
    nas espécies analisadas.

  • ANNA CARLA FEITOSA FERREIRA DE SOUZA
  • Dinâmica Socioambiental da Pesca de Mariscos em um estuário urbano nordestino: Um estudo Etnoelógico dos Pescadores da Bacia do Pina, Recife/PE
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • As áreas estuarinas urbanas mesmo sofrendo desgastes antrópicos possuem
    grande importância para as populações ribeirinhas, que têm na pesca de moluscos
    uma fonte de sobrevivência. Os moluscos são importantes ecológica e
    economicamente, sendo historicamente utilizados em ritos religiosos, como
    zooterápicos, em artesanatos e especialmente na alimentação. O registro das
    diversas práticas populares que relacionam a utilização dos moluscos constitui uma
    ferramenta para conservação e manejo num contexto sócio-econômico-cultural.
    Dessa forma, este trabalho apresenta uma análise da pesca de mariscos na Bacia
    do Pina, um estuário urbano pernambucano, caracterizando a atividade extrativista e
    investigando o conhecimento etnoecológico dos pescadores de três comunidades:
    Brasília Teimosa, Beira Rio e Bode. Foram utilizados métodos de pesquisa
    qualitativo, no período de maio de 2009 a novembro de 2010, como entrevistas
    livres, parcialmente estruturadas, turnês-guiadas e questionários, aliados ao método
    bola de neve, e métodos de pesquisa quantitativo, com coletas biológicas realizadas
    de agosto de 2009 a julho de 2010, com o intuito de comparar o conhecimento
    científico e o conhecimento popular, especialmente no que se refere à distribuição
    espaço-temporal e fenologia dos mariscos. Os pescadores (n=40) apresentaram um
    sistema de classificação local peculiar, com três categorias hierárquicas, na qual
    marisco foi considerado o “genérico folk”, composto por quatro “específicos folk”.
    Das quatro espécies de mariscos reconhecidas e exploradas, a Anomalocardia
    brasiliana, marisco-bedigão, foi o recurso considerado preferencial na pesca da
    região, sendo capturado por três diferentes técnicas. Lucina pectinata, conhecida
    localmente como marisco-croa, e Ctena orbiculata, o marisco-branco, foram
    consideradas espécies de captura ocasional, enquanto que Macoma constricta, o
    marisco-casca-fina, foi considerada espécie de captura acidental, reflexo do tipo de
    técnica empregada. Novas tecnologias de captura foram registradas para a área,
    como o arrasto de galéia, visto que a mesma apresenta maior eficiência e potencial
    aumento nos lucros. Na Bacia do Pina, a atividade de pesca de marisco consagrouse
    basicamente como familiar, com predominância feminina, e compreendeu
    principalmente pessoas mais velhas. Observaram-se bases cognitivas profundas,
    firmadas pelo conhecimento dos pescadores sobre ecologia trófica, distribuição
    espaço-temporal e fenologia das espécies. Ainda que os pescadores de mariscos
    deste estuário urbano tenham apresentado uma relação mais mercantilista com o
    recurso explorado, o uso dos mariscos para além de finalidades alimentares, como
    zooartesanatos e zooterápicos, foi registrado, indicando que estes pescadores
    apresentam raízes culturais que os diferenciam do restante da população da cidade
    do Recife.

  • DANIEL GONÇALVES DE FREITAS
  • Revisão taxonômica do gênero Citharichthys Bleeker, 1862 (Pleuronectiformes: Paralichthyidae) do Atlântico Ocidental

  • Orientador : ROBSON TAMAR DA COSTA RAMOS
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Os peixes da ordem Pleuronectiformes constituem um diverso grupo de
    animais marinhos, estuarinos e, em menor número, dulcícolas. Este grupo está
    atualmente dividido nas sub-ordens Psettodoidei (que inclui a família Psettodidae,
    com 8 espécies) e Pleuronectoidei (que inclui os demais Pleuronectiformes).
    Chapleau e Keast (1988) eliminaram a subordem Soleoidei (formada pelas famílias
    Soleidae, Achiridae e Cynoglossidae) e a incorporaram à subordem Pleuronectoidei.
    Nelson (2006) reconhece dentro dos Pleuronectoidei as superfamílias Citharoidea,
    Pleuronectoidea e Soleoidea, esta última incluindo oito famílias, entre elas as três
    famílias que compunham a subordem Soleoidei; Ramos (1998) cunhou o termo
    Soleomorpha para denominar estas três famílias – um grupo monofilético suportado
    por um grande número de caracteres: 5 propostos por Chapleau (1993) e 18
    caracteres adicionais propostos por Ramos (1998).
    Os Pleuronectiformes possuem corpos altos e compressiformes, sendo sua
    característica mais conspícua a assimetria em seus corpos na fase adulta, resultante
    de uma metamorfose sofrida durante o estágio larvar, que culmina no
    posicionamento dos dois olhos no mesmo lado do corpo e, consequente, perda de
    parte da simetria bilateral típica de outros grupos de vertebrados (Munroe, 2005),
    estando associados a esta assimetria vários outros caracteres relativos ao crânio,
    dentição, nadadeiras e cintura peitoral, escamação, coloração, ornamentação
    tegumentar, musculatura e inervação (Ramos, 1998; Nelson, 2006).

  • ADAUTO ALEX DOS SANTOS
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 00:00

  • ANNA CARLA FEITOSA FERREIRA DE SOUZA
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 00:00

  • DANIEL GONÇALVES DE FREITAS
  • Orientador : ROBSON TAMAR DA COSTA RAMOS
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 00:00

  • JONATHAS BARRETO PESSOA SILVA
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 00:00

  • GABRIELLE DANTAS TENORIO
  • Estrutura da Comunidade de uso do habitat pela ictiofauna recifal e estuarina do nordeste brasileiro (PB e PE), com ênfase na estrutura populacional de hippocampus reidi Ginsburg, 1933

  • Orientador : IERECE MARIA DE LUCENA ROSA
  • Data: 24/02/2011
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A estrutura da comunidade de peixes em ecossistemas marinhos é
    fortemente influenciada pelas relações da população com gradientes bióticos e
    abióticos, podendo a organização dessas comunidades ser fortemente
    influenciada pelas variações nas características dos habitats. Nesse contexto,
    esse trabalho objetivou descrever a composição e diversidade da ictiofauna de
    recifes rasos e estuários do litoral dos estados da Paraíba e Pernambuco, e
    examinar a relação entre características do habitat e a estrutura das comunidades
    de peixes recifais e estuarinos. As amostragens foram realizadas mensalmente,
    de Março a Maio de 2010 e Setembro a Novembro de 2010, em marés de sizígia.
    Em cada um dos pontos amostrais, a coleta de dados foi realizada por meio de
    observações subaquáticas diurnas (em apnéia) utilizando técnica de censo visual
    através da metodologia de transectos (50x2m). A ictiofauna foi representada por
    77 espécies, distribuídas em 35 famílias; a família com maior riqueza de espécies
    foi Haemulidae, seguida de Scaridae e Labridae. As espécies que perfizeram o
    maior número de indivíduos nos recifes da Paraíba foram Anisotremus
    surinamensis, Abudefduf saxatilis, Anisotremus virginicus, Stegastes fuscus e S.
    variabilis, enquanto nos recifes de Pernambuco foram Anisotremus virginicus,
    Acanthurus chirurgus, Stegastes fuscus e Stegastes variabilis foram as mais
    abundantes. A espécie mais abundante nos estuários amostrados na Paraíba e
    Pernambuco foi Lutjanus alexandrei. A maioria dos indivíduos encontrava-se no
    estágio juvenil. Com relação à distribuição por categoria trófica, nas áreas recifais
    a maioria dos indivíduos encontrados foi agrupada como Herbívoros (não
    territoriais e territoriais), enquanto nas áreas estuarinas, as categorias
    predominantes foram Carnívoros generalistas e Predadores de invertebrados
    móveis. A rugosidade e a presença de substrato rochoso se mostraram
    positivamente correlacionados com a composição e diversidade da ictiofauna.

  • LUCIANA ALCANTARA CARVALHO QUERINO
  • Composição e estrutura da comunidade de peixes recifais do Parque Estadual Marinho Areia Vermelha, Cabedelo, PB
  • Data: 24/02/2011
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Muitos mecanismos podem influenciar a estrutura da comunidade de peixes em ambientes marinhos, tais como o recrutamento larval, interação entre as espécies, fatores abióticos, composição e percentagem de cobertura de organismos bênticos, conferindo principalmente à complexidade do habitat uma relação com maior abundância e diversidade estrutural. Diante deste contexto, o presente trabalho objetivou inventariar a fauna de peixes recifais do Parque Estadual Marinho Areia Vermelha, com ênfase na caracterização do habitat, padrões de distribuição e aspectos da conservação das espécies registradas no Parque. A área de estudo foi dividida em estações de coleta de acordo com o histórico de turismo: Areia Vermelha (AV – histórico antigo de visitação), Areia Dourada (AD – histórico recente de visitação) e Sem Visita (SV – área adjacente – sem histórico de visitação). As estações foram amostradas pelo método do censo visual estacionário, em mergulho livre, com duração média de 15 minutos e entre dezembro de 2009 a abril de 2010, dezembro de 2010 e janeiro de 2011. Dentre os tipos de cobertura de substrato analisados, houve dominância dos invertebrados sésseis em AD e de macroalgas em AV e SV. Dos 150 censos realizados, foi registrado um total de 6.141 espécimes, representados por 55 espécies e distribuídos em 27 famílias. Labridae (Scarinae) foi o grupo com maior abundância e Haemulidae a família com maior riqueza de espécies. As espécies que perfizeram o maior número de indivíduos nos ambientes de macroalga foram Sparisoma axillare, Abudefduf saxatilis, Acanthurus chirurgus, Haemulon parra e Halichoeres brasiliensis, enquanto nos recifes foram Sparisoma axillare, A. saxatilis, A. chirurgus, Scarus zelindae e H. brasiliensis. A maioria dos indivíduos foram encontrados no estágio juvenil. Em relação às categorias tróficas, a maior parte dos indivíduos avistados foi agrupada na categoria Herbívoros não territorialistas. Os ambientes analisados no presente estudo mostraram ser importantes para indivíduos jovens de variadas espécies, bem como para peixes considerados ameaçados de extinção, o que remete a importância da conservação de tais ambientes para a sobrevivência destas espécies.

  • GABRIELLE DANTAS TENORIO
  • Orientador : IERECE MARIA DE LUCENA ROSA
  • Data: 24/02/2011
  • Hora: 00:00

  • HUGO FERNANDES FERREIRA
  • Data: 24/02/2011
  • Hora: 00:00

  • VANESSA MARIA SILVA RODRIGUES
  • Composição e distribuição espaço temporal da Ictiofauna do reservatório de Boa Esperança, nordeste do Brasil
  • Data: 23/02/2011
  • Hora: 16:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O estudo aborda a composição e distribuição espacial e temporal da Ictiofauna do reservatório de Boa Esperança, nordeste do Brasil. Diversidade e riqueza, abundância de espécies, sazonalidade e uso de habitat são assuntos abordados nesste trabalho.

  • ROMULO PANTOJA NOBREGA
  • Data: 23/02/2011
  • Hora: 00:00

  • ALINE DE FARIAS DINIZ
  • Preferência alimentar de Hippocampus reidi Ginsburg, 1933 (Teleostei, Syngnathidae) em ambiente natural (estuarino e recifal) no nordeste brasileiro
  • Data: 22/02/2011
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Os cavalos-marinhos (genero Hippocampus) encontram-se fortemente ameacados por sua grande exploracao comercial e pela destruicao de seus habitats costeiros. O intenso comercio em torno desses animais esta baseado na retirada continua de individuos da natureza, sendo a alimentacao um dos principais entraves nas tentativas de cultivo. Desta forma, faz-se necessario ampliar o conhecimento acerca desse aspecto, e, ao mesmo tempo, desenvolver metodos de estudo que minimizem ou evitem as capturas. Neste contexto, o presente estudo analisou, atraves de metodologia nao destrutiva (lavagem do tubo digestorio), os itens da dieta de Hippocampus reidi (N=182) em ambientes estuarino e recifal da Paraiba e Pernambuco, correlacionando-os com a disponibilidade dos recursos alimentares no ambiente. Para determinar a disponibilidade de presas no ambiente, foram coletadas mensalmente amostras de zooplancton e do zoobentos. As amostras foram analisadas em laboratorio, tendo os organismos amostrados sido identificados ate o menor nivel taxonomico possivel. Foram utilizados os Indices de Importancia Relativa (predominancia na dieta), Indice V (preferencia alimentar) e ANOSIM para verificar possiveis variacoes na composicao da dieta em relacao ao estagio de vida e estado reprodutivo dos exemplares de H. reidi, por estacao do ano e tipo de ambiente e entre a composicao da dieta, zoobentos e zooplancton. Os resultados demonstraram a predominancia dos itens Copepoda Cyclopoida e Nematoda na dieta de H. reidi, e a preferencia por Copepoda Cyclopoida. Os principais itens da dieta de H. reidi foram compostos por presas zoobentonicas. Os resultados obtidos sugeriram variacoes ontogeneticas na dieta e na preferencia alimentar, e tambem com relacao a sazonalidade.
  • ALINE DE FARIAS DINIZ
  • Data: 22/02/2011
  • Hora: 00:00

  • VANESSA MARIA SILVA RODRIGUES
  • Data: 22/02/2011
  • Hora: 00:00

  • PATRICIA PILATTI ALVES
  • Ecomorfologia e Diversificação morfológica nas órbitas e escápulas em morcegos neotropicais (MAMMALIA: CHIROPTERA)
  • Data: 18/02/2011
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A Ecomorfologia é uma área da Biologia Evolutiva que analiza a natureza e a extensão
    da relação entre morfologia e ecologia, explorando as relações causais entre o padrão
    estrutural dos organismos e sua performance, e como essas relações influenciam a
    habilidade dos organismos em explorar os recursos e o ambiente em que vivem. Estudos
    ecomorfológicos em morcegos são comuns e estão relacionados principalmente à
    alimentação e ao modo de locomoção. A variedade de fontes de alimentos e estratégias
    de forrageamento utilizadas por quirópteros está entre as mais diversas entre os
    mamíferos e diferenças de dieta requerem diferentes tipos de vôo para obter os
    alimentos no diferente contexto em que estão disponibilizados. Neste trabalho descrevo
    e analizo a variação interespecífica na orientação orbital e na morfologia da escápula de
    15 espécies de Microchiroptera correspondentes a cinco famílias por meio de técnicas
    de morfometria geométrica e análises multivariadas. Em seguida, procuro os fatores de
    influência na variação encontrada nesses caracteres testando sua relação com aspectos
    ecológicos (dieta e estratégia de forrageio), morfológicos (encefalização e perfil alar) e
    históricos (filogenia) do grupo com o uso de correlações lineares, correlações de
    matrizes e métodos filogenéticos comparativos. Quanto à orientação orbital, os
    resultados encontrados descartam os efeitos da inércia filogenética como determinantes.
    Também testei a hipótese de que morcegos com maiores índices de encefalização têm
    sua orientação orbital modificada com base no fato de que as especializações
    alimentares em Chiroptera se refletem na capacidade craniana, de modo que o hábito
    alimentar tem comprovada relação com o índice de encefalização. No entanto, descartei
    tanto a dieta como a encefalização como determinantes das variações morfológicas
    cranianas relacionadas à orientação orbital que descrevemos para o grupo. Assim,
    proponho estudos futuros para testar o efeito de outros fatores de influência da
    conformação orbital. Embora os microquirópteros usem a ecolocalização pra se
    posicionar/direcionar, a visão também tem papel importante na navegação. Portanto,
    levanto a hipótese de que variações na locomoção (ou seja, dos diferentes estilo de vôo)
    estão relacionadas à orientação orbital em Microchiroptera. Além disso, a grande
    variação de dietas encontrada em Microchiroptera está relacionada a variações no
    tamanho e forma do rostro. Dessa forma, estes e outros atributos morfológicos
    intrínsecos do crânio são propostos para estudo, com base no que já se conhece em
    outros grupos de mamíferos, a fim de esclarecer a história da variação encontrada neste
    trabalho. Quanto à escápula, cada família estudada apresentou um padrão morfológico
    determinado, mostrando que a variação nesta estrutura está relacionada à história
    filogenética do grupo. Além disso, os atributos ecológicos e morfológicos estudados
    também se mostraram associados, evidenciando que a escápula de Microchiroptera é
    uma estrutura morfológica complexa. Sua relação com o perfil alar foi significativa e a
    análise qualitativa da forma escapular com dados de literatura sobre a musculatura de
    vôo mostram também forte efeito funcional destes atributos na conformação da
    escápula. A associação com a classificação por guildas foi mais forte do que com a

    dieta, de modo que conclui-se que morcegos de dietas diferentes que usam estratégias de forrageio semelhantes apresentaram padrão escapular mais semelhantes entre si do
    que morcegos que consomem alimentos de mesma natureza mas forrageiam de modos
    distintos. Portanto, a dieta tem papel menos importante na modificação da morfologia
    escapular, e consequentemente no estilo de vôo, do que o modo de obtenção de
    alimento.

  • PATRICIA PILATTI ALVES
  • Data: 18/02/2011
  • Hora: 00:00

2010
Descrição
  • GABRIELA ROCHA DEFAVARI
  • Data: 31/08/2010
  • Hora: 00:00

  • NEWTON MOTA GURGEL FILHO
  • Pequenos mamíferos do Ceará: Didelphimorphia, Rodentia (Sigmodontinae e Caviomorpha) e Chiroptera
  • Data: 30/08/2010
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Apesar de o Brasil ser considerado um país megadiverso, algumas áreas de seu território, como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, recebem maior atenção em detrimento de outras, o que resulta em lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade, dificultando o avanço de várias áreas das Ciências Biológicas, como a Ecologia, Biogeografia e Sistemática. As regiões áridas, inseridas no Bioma Caatinga, merecem maior atenção, pois constituem hiatos amostrais na distribuição de muitos mamíferos. Neste contexto, o Ceará apresenta várias fisionomias de caatinga, brejos de altitude, enclaves de cerrado e vegetação de tabuleiro litorâneo, e é um dos estados menos estudados do ponto de vista da sua mastofauna. Baseando-se nisso o presente estudo objetiva preparar uma lista atualizada das espécies de marsupiais, morcegos e roedores sigmodontíneos, registrados para o estado do Ceará a partir de espécimes depositados nas principais coleções nacionais. Fornecer os caracteres taxonômicos de cada espécie, bem como suas medidas. Mapear as localidades de coletas e onde ocorre cada espécie. Assim como discutir a riqueza registrada com os outros estados nordestinos. Foram examinados 1.178 espécimes, correspondentes a 53 espécies, incluídas em 41 gêneros e 10 famílias, provenientes de 262 localidades inseridas em 40 municípios. Constatamos que a fauna de pequenos mamíferos do Ceará é bem diversa e representa boa parte da diversidade da Caatinga, com 53 espécies no total, sendo 9 de marsupiais, 33 de quirópteros e 11 de roedores. Os resultados obtidos demonstram a necessidade de mais estudos , pois boa parte da caatinga do estado do Ceará encontra-se inexplorada do ponto de vista da mastofauna.

  • EMMANOELA NASCIMENTO FERREIRA
  • Data: 30/08/2010
  • Hora: 00:00

  • NEWTON MOTA GURGEL FILHO
  • Data: 30/08/2010
  • Hora: 00:00

  • JULIA ROBERTA SA PONTES
  • Descrição morfológica da ontogenia de Hippocampus reidi Ginsburg, 1933 (Teleostei, Syngnathidae): embrionário à fase reprodutiva

    período

    período

  • Data: 27/08/2010
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Estudos acerca da ontogenia constituem uma etapa importante para ampliar o

    entendimento sobre mudanças na preferência alimentar e por micro-habitats,

    bem como para o aprimoramento da taxonomia, otimização da produção em

    aquicultura e para a gestão pesqueira; eles também podem propiciar uma

    maior compreensão acerca das implicações da extração de um alto volume de

    animais para o comércio. O presente trabalho buscou estimar o crescimento

    inicial da espécie de cavalo-marinho Hippocampus reidi e descrever

    morfologicamente sua ontogenia, do período embrionário à fase reprodutiva.

    Ambos aspectos são relevantes face às (1) singularidades morfológicas e

    biológicas do gênero, que incluem a capacidade de dobrar o corpo dorsoventralmente

    e a presença de placas ósseas dispostas em forma de anel ao

    longo do corpo, a cauda preênsil e o desenvolvimento de uma bolsa incubadora

    nos machos e (2) à necessidade de ampliar o conhecimento acerca da biologia

    e ecologia dos cavalos-marinhos, um grupo globalmente ameaçado pela

    sobrepesca e pela perda de habitat. Para a análise de crescimento, foram

    obtidos dados “ex-situ” de duas diferentes proles de H. reidi. A descriçã

    ontogenéica foi realizada utilizando-se dados obtidos “in-situ” e “ex-situ”.

    Foram consideradas duas fases distintas: planctôica e pó-planctôica (quando

    os jovens sã capazes de se prender a estruturas de apoio). Principais

    resultados obtidos no estudo: H. reidi apresentou uma taxa de crescimento

    inicial de 0,017 cm ao dia; indivíuos jovens apresentaram decrécimo no

    percentual da cabeç, da altura do focinho e do tronco em relaçã ao

    comprimento padrão, com a idade. Durante a fase planctôica, os jovens

    exibiram cauda em processo de crescimento, pigmentaçã discreta e

    nadadeiras peitorais implantadas próimas àbase da cabeç. Apó este

    perído, a estrutura corporal tornou-se mais sóida e cores de base variadas

    tornaram-se evidenciadas (aos 2,59 cm); o focinho tornou-se mais alongado e

    as nadadeiras peitorais passaram a se posicionar próimo àlinha das óbitas.

  • GUILHERME MORO
  • Alimentação de Potamotrygon signata e Potamotrygon orbignyi (CHONDRICHTHYES: POTAMOTRYGONIDAE) na bacia do rio Parnaíba
  • Data: 27/08/2010
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A avaliação da dieta, baseada na análise de conteúdo estomacal, já se tornou uma prática rotineira no estudo de ecologia de peixes. A família Potamotrygonidae, representada por todas as raias de água doce Neotropicais, é considerada a única família dos elasmobrânquios cujos membros estão totalmente restritos e adaptados a este ambiente. As coletas ocorreram nos meses de fevereiro, setembro, novembro de 2009 e abril de 2010 em localidades do Estado do Piauí. O conteúdo estomacal de 59 exemplares de P. signata (36 fêmeas e 23 machos) e 23 de P. orbignyi (12 fêmeas e 11 machos) foram analisados provenientes da bacia hidrográfica do rio Parnaíba. De todos os exemplares, de ambas as espécies, apenas P. signata apresentou 3 estômagos vazios. O nível de repleção 2 (½ cheio) foi o mais representativo para P. signata, enquanto que para P. orbignyi foi o nível 1 (¼ cheio). A maioria dos itens alimentares de ambas as espécie apresentaram grau de digestão 3 (partes externas e massa muscular parcialmente digeridas). A identificação dos itens alimentares de P. signata indicou a presença de 13 ordens, incluindo insetos, crustáceos, moluscos e peixes. Contudo, a %IRI da espécie apontou uma preferência alimentar por larvas de Diptera (Chironomidae) e Ephemeroptera (Ephemeridae). P. orbignyi apresentou uma dieta menos diversa, incluindo apenas 3 ordens de insetos (Diptera, Ephemeroptera e Odonata), porém, também insetívora. Diferença nas dietas entre machos, fêmeas, jovens e adultos foram verificadas para ambas as espécies. De um modo geral, P. signata e P. orbignyi são de preferência insetívora.

  • GUILHERME MORO
  • Data: 27/08/2010
  • Hora: 00:00

  • JANAINA FREITAS CALADO
  • Data: 27/08/2010
  • Hora: 00:00

  • JULIA ROBERTA SA PONTES
  • Data: 27/08/2010
  • Hora: 00:00

  • DANILO DE PAULA RADA
  • INTERAÇÕES SOCIAIS, USO DO HABITAT E ESTRUTURA POPULACIONAL DO TUBARÃO-LIMÃO, NEGAPRION BREVIROSTRIS (POEY, 1868), NO ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA (PE)
  • Data: 25/08/2010
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A estrutura populacional e o uso do habitat de Negaprion brevirostris foram verificados ao longo de cinco expedições para o arquipélago de Fernando de Noronha, utilizando -se três metodologias diferentes: busca ativa, transecções e observações terrestres a partir de um ponto elevado. A estruturação etária configurou-se pela predominância de jovens, seguidos de subadultos, neonatos e adultos. A razão sexual foi fortemente enviesada a favor das fêmeas, sugerindo segregação sexual. Os neonatos geralmente foram observados agregados, em profundidades atingindo no máximo 1,5 m. A análise de covariância (ANCOVA) indicou que o número de avistagens de tubarões se relacionou com o local, a temperatura e a profundidade. De modo geral, os tubarões jovens e subadultos preferiram águas quentes e rasas, com um temperatura ótima de 27º C e uma profundidade menor que 6 m. O local com maior número de avistamentos foi o Buraco da Raquel. Não foi encontrada uma preferência por substrato rochoso ou arenoso e a região do porto foi evitada, provavelmente pela antropização da área. A presença dos tubarões em águas rasas indica fidelidade ao local e, talvez uma forma de se evitar os predadores. A maior quantidade de tubarões observados nas áreas sem interferências humanas revela a importância e necessidade da criação e implementação de áreas marinhas protegidas.
  • DANILO DE PAULA RADA
  • Data: 25/08/2010
  • Hora: 00:00

  • REISLA SILVA DE OLIVEIRA
  • Reprodução em abelhas solitárias: estratégias dos machos, conflitos e comunicação entre os sexos
  • Data: 20/07/2010
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Machos de abelhas solitárias tipicamente alocam quase toda sua energia no acasalamento,
    enquanto fêmeas no cuidado parental. Na busca por fêmeas receptivas, recurso escasso e
    principal fator limitante ao seu fitness, machos adotam diferentes estratégias na competição
    por fêmeas receptivas: (1) patrulham ou esperam em flores utilizadas por fêmeas; (2) lutam
    por fêmeas em áreas de nidificação; (3) defendem recursos atrativos às fêmeas ou (4) as
    atraem a locais não relacionados aos recursos ou ninhos, estabelecendo territórios
    individuais ou leks. Machos da mesma população também podem buscar por parceiras em
    sítios diferentes e por comportamentos distintos. As possíveis condições que favoreceram a
    evolução e manutenção de táticas alternativas de acasalamento têm sido focadas em um
    volumoso corpo de estudos. Variações nos atributos dos machos, como tamanho corporal e
    idade; nas condições ambientais como, fatores abióticos e heterogeneidade do habitat; e
    nas características demográficas têm sido sugeridas como mantenedoras das frequências
    das diferentes táticas. Nos três primeiros capítulos são apresentados dados referentes ao
    comportamento de acasalamento de duas espécies de abelhas solitárias neotropicais:
    Ptilothrix fructifera (Emphorini, Apidae) e Protodiscelis palpalis (Paracolletinae,
    Colletidae). Machos das duas espécies, cujas fêmeas são estreitamente oligoléticas, adotam
    táticas alternativas para garantir cópulas: defendem territórios em manchas de flores fontes
    de pólen para larvas de cria ou patrulham de modo não agressivo nas flores ou nos seus
    arredores. Em P. fructifera o tamanho corporal e a disponibilidade de flores de Opuntia
    parecem ser os principais fatores que determinam a que tática de acasalamento um macho
    recorre. A adição experimental de flores de Opuntia aos arbustos patrulhados por machos
    não-territoriais mostrou que esses machos são potencialmente territoriais e que são capazes
    de “pular” da tática não-territorial para a defesa de flores quando encontram condições
    ambientais favoráveis. Concluímos que machos de P. fructifera adotam táticas de
    acasalamento alternativas em uma estratégia condicional. Para machos de duas populações
    de Protodiscelis palpalis, a tática territorial conferiu maior sucesso de cópula que vaguear
    entre flores. Contudo, a territorialidade de machos residentes na Caatinga e a daqueles em
    um ambiente agro-florestal diferiram quanto ao tamanho e tenacidade dos territórios e
    quanto ao padrão de patrulha dos machos residentes. Sugerimos que a variação geográfica
    na plasticidade do comportamento dos machos é uma resposta às variações nas condições
    ambientais e da densidade de rivais nas duas populações.Nossa mistura sintética, contudo, não eliciou significativamente mais respostas dos machos que chamarizes sem odor. Para investigações futuras sugerimos biotestes com misturas que incluam alcanos e composts presentes em proporções diferentes no buquê cuticular de virgens.

  • REISLA SILVA DE OLIVEIRA
  • Data: 20/07/2010
  • Hora: 00:00

  • GINDOMAR GOMES SANTANA
  • Taxocenose de anfíbios anuros habitando um remanescente de Floresta Atlântica (Zona da Mata do estado da Paraíba, Nordeste do Brasil): composição de espécies, utilização dos habitats e disponibilidade de recursos alimentares
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 08:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A anurofauna foi inventariada de 2007-2009 através da procura visual limitada por tempo (buscas diurnas e noturnas) e usando armadilhas de interceptação e queda. As amostragens foram realizadas nos meses de junho a agosto (estação chuvosa) e de janeiro a fevereiro (estação seca). O esforço de amostragem foi de 146 dias. A área estudada exibe a maior riqueza de espécies registrada para remanescentes florestais do estado da Paraíba, e está entre os mais ricos do Nordeste do Brasil.

  • GINDOMAR GOMES SANTANA
  • Taxocenose de anfíbios anuros habitando um remanescente de Floresta Atlântica (Zona da Mata do estado da Paraíba, Nordeste do Brasil): composição de espécies, utilização dos habitats e disponibilidade de recursos alimentares
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 08:00
  • Mostrar Resumo
  • A anurofauna foi inventariada de 2007-2009 através da procura visual limitada por tempo (buscas diurnas e noturnas) e usando armadilhas de interceptação e queda. As amostragens foram realizadas nos meses de junho a agosto (estação chuvosa) e de janeiro a fevereiro (estação seca). O esforço de amostragem foi de 146 dias. A área estudada exibe a maior riqueza de espécies registrada para remanescentes florestais do estado da Paraíba, e está entre os mais ricos do Nordeste do Brasil.

  • MAISE SILVA SANTANA DOS SANTOS
  • Biologia de nidificação de Xylocopa (Hymenoptera, Apidae) e estratégias reprodutivas de espécies de Lamiacea no semi-árido pernambucano
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 08:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O presente trabalho teve como objetivos descrever uma nova espéceis do subgênero Monoxylocopa, estudar a biologia de nidificação de Xylocopa (Hymenoptera, Xylocopini) e quantificar a oferta e disponibilidade de recursos (número de flores por inflorescência e por planta, volume de néctar e quantidade de grãos de pólen) de cinco espécies de Lamiaceae. Os dados foram coletados, sob condições naturais, no Parque Nacional do Catimbau (8º 24’ 00’’ e 8º 36’ 35”S; 37º 09’ 30” e 37º 14’ 40”W), no domínio semi-árido do Nordeste do Brasil. As amostragens foram feitas de junho 2006 a julho 2009. A descrição de uma nova espécie do subgênero Monoxylocopa, Xylocopa (Monoxylocopa) macambirae Zanella & Silva 2010, foi feita a partir de espécimes coletados em áreas de altitude moderada do Nordeste do Brasil, no domínio semiárido.. Até o momento o subgênero era monotípico. As observações do comportamento de nidificação de fêmeas de X. macambirae foi feito entre junho 2006 a setembro de 2008 Os ninhos de X. macambirea foram descritos a partir de amostras coletadas no campo durante o período de observação. Foi observado que a taxa média de ocupação das hastes de Encholirium spectabile por fêmeas de X. macambirae variou de 8,5% a 90%. Uma única fêmea fundou o ninho e construiu as células de cria em série linear, primeiro acima e depois abaixo da entrada. Estruturalmente, os ninhos de Xylocopa (M.) abbreviata foram muito semelhantes aos ninhos de X. macambirae e não se observou diferença no número de células (t= 1,54; df= 48; p=0,13) e no comprimento (t= - 0,79; df = 249; p=0,43) nos ninhos de ambas as espécies. Foi argumentando que a relação estreita de Monoxylocopa com Encholirium spectabile tem implicações importantes para a distribuição geográfica como a restrição da sua área de ocorrência, e deve explicar, em parte, a baixa representatividade de Monoxylocopa nas amostragens regionais. O estudo sobre nidificação de Xylocopa (Neoxylocopa) ordinaria Smith, 1874 mostrou que as fêmeas construíram ninhos hastes de inflorescências de Encholirium spectabile (Bromeliaceae) para nidificar no Parque Nacional do Catimbau. Foi observado que as fêmeas fundadoras de X. ordinaria utilizaram hastes com cavidade pre-existente. O ninho linear apresentou entrada circular e número médio de células por ninho foi igual a sete (± 3,3dp; 3-11). A análise polínica das células de cria mostrou predominância de grãos de pólen tipo Chamaecrista, Senna, Solanum 1, Hyptis 1 e Croton. As fêmeas alimentaram suas larvas principalmente com grãos de pólen de flores da família Caesalpiniaceae e Solanaceae embora tenham visitado amplo espectro de espécies vegetais para coletar néctar. A análise do sistema reprodutivo e compração da oferta de recursos entre cinco espécies de Lamiaceae (Eriope crassipes, Hypenia salzmannii, Hyptis fruticosa, H. macrostachys e H. martiusii) foram feitas entre setembro 2007 a agosto 2009, no período de floração das espécies. Foram medidas a quantidade de flores, néctar e pólen por planta e por dia e foi determinada a abundância e espectro das espécies de visitantes florais. O número médio de flores por inflorescência variou muito entre as espécies de Lamiaceae: de 113 flores (± 54dp), em E. crassipes, a 782 flores (649dp) em H. salzmanii. Hyptis martiusii apresentou maior número médio de inflorescências e flores por planta, (1591 ± 1064dp) e (42.803 ± 24680dp) respectivamente. H. macrostachys produziu, em média, maior volume de néctar por flor 2,0μl (±0,7dp). A diferença da abundância de visitantes entre as espécies de Lamiaceae apresentou forte correlação com a quantidade de flores (rs = 0,90; p = 0,037).

  • ANDRE SOUZA DOS SANTOS
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • GINDOMAR GOMES SANTANA
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • MAISE SILVA SANTANA DOS SANTOS
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • PAMELLA GUSMAO DE GOES BRENNAND
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • THIAGO CESAR FARIAS DA SILVA
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • JOAFRANCIO PEREIRA DE ARAUJO
  • Estudo taxonômico de crustáceos terrestres (Peracarida, Isopoda, Oniscidea) da América do Sul Ocidental.
  • Data: 25/02/2010
  • Hora: 14:30
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Este trabalho apresenta o resultado do estudo taxônomico de oniscídeos de sete países da América do Sul Oriental da coleção da Academia Califoniana de Ciências. Teve como objetivo fornecer uma lista taxonômica e caracterizar as espécies que foram coletadas durante a expedição à América do Sul realizada por Edward Ross, E. I. Schlinger e A. E. Michelbacher entre 1950 e 1955. Os exemplares estudados provêm da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Foram identificadas 35 espécies, 6 novas, 18 gêneros (1 novo) e 10 famílias e feito o registro de novas ocorrências. A fauna registrada é composta por espécies de ampla distribuição geográfica e outras de ocorrência restrita. Problemas taxonômicos foram observados e discutidos

  • GERALDO JORGE BARBOSA DE MOURA
  • Data: 25/02/2010
  • Hora: 00:00

  • JOAFRANCIO PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 25/02/2010
  • Hora: 00:00

  • RUDY CAMILO NUNES
  • Posicionamento filogenético de Chaetognatha baseado em dados morfológicos
  • Data: 24/02/2010
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • As relações evolutivas de Chaetognatha foram testadas com a utilização de métodos
    filogenéticos e a filogenia de Deuterostomia foi reconstruída. Deuterostomia +
    Chaetognatha formaram o grupo interno desta análise e os táxons terminais foram
    Ectoprocta, Brachiopoda, Pterobranchia, Echinodermata, Enteropneusta, Tunicata,
    Cephalochordata e Craniata, além de Chaetognatha. Como grupos externos foram
    utilizados os táxons Oweniida, Pogonophora (Frenulata + Vestimentifera) e Phoronida.
    A anatomia geral do grupo foi analisada e a partir dela foram selecionados os caracteres
    mais informativos com base na literatura primária. As hipóteses de homologia primária
    foram primeiramente levantadas e subsequentemente sujeitas a um teste de congruência
    adequado, que neste caso foi a análise de parcimônia. Foram selecionados 25 caracteres,
    dos quais 17 são multiestado e 8 são binários. A construção da matriz de caracteres e a
    análise de parcimônia foi efetuada com auxílio do programa TNT 1.1. Todos os
    caracteres foram tratados como não ordenados e receberam peso “1”. Foi obtida apenas
    uma árvore mais parcimoniosa, com tamanho 59, índice de consistência 0.91 e índice de
    retenção 0.90. A monofilia de Deuterostomia, com a inclusão de Chaetognatha,
    Ectoprocta e Brachiopoda foi recuperada. Chaetognatha foi recuperado como grupo
    irmão de Craniata, em uma posição terminal no cladograma, com base nos caracteres
    082, 16, 202 e 213 e 251 da Tabela 4.

  • RUDY CAMILO NUNES
  • Data: 24/02/2010
  • Hora: 00:00

  • ANNA LUDMILLA DA COSTA PINTO NASCIMENTO
  • Data: 22/02/2010
  • Hora: 00:00

  • BRUNO CAVALCANTE BELLINI
  • Data: 29/01/2010
  • Hora: 00:00

2009
Descrição
  • FERNANDA JORDAO GUIMARAES
  • Data: 31/10/2009
  • Hora: 00:00

  • TATIANA PONCE DE LEON AMORIM
  • Data: 31/07/2009
  • Hora: 00:00

  • IRANE GONCALVES DA SILVA
  • Conhecimento Etnobiológico e Perfil Sócio-Econômico dos Pescadores de Siris dos Manguezais do Estuário do Rio Vaza-Barris, Sergipe, Brasil
  • Data: 27/07/2009
  • Hora: 15:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A pesca artesanal constitui a principal fonte protéica e econômica de muitas comunidades ribeirinhas, as quais adiquiriram e acumularam conhecimentos ao longo de gerações, fruto de experiências. O presente estudo teve o objetivo de analisar o conhecimento etnobiológico dos pescadores do estuário do Rio Vaza-Barris, Sergipe, sobre os siris e descrever as atividades de captura. Os específicos folk identificados pelos pescadores foram: siri-de-mangue (Callinectes exasperatus), siri-de-ponta, siria-de-cumidia e siria-nica (Callinectes danae), siri-cagão (Callinectes bocourti), siri-patola (Callapa sulcatta) e siri-de-viveiro (Callinectes sapidus e C. bocourti). O conhecimento empírico dos pescadores abrange tanto a distribuição espacial, períodos de reprodução, ecologia trófica e regime apropriado de pesca das espécies. Faz-se necessário a execução de pesquisas, partindo-se das informações dos pescadores , para testar hipóteses e enriquecer o conhecimento científico acerca das espécies de siris.

  • IRANE GONCALVES DA SILVA
  • Data: 27/07/2009
  • Hora: 00:00

  • JOSE ERIBERTO DE ASSIS
  • Data: 24/07/2009
  • Hora: 00:00

  • CRISTIANE DE ALMEIDA WANDERLEY
  • Data: 10/07/2009
  • Hora: 00:00

  • HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 06/03/2009
  • Hora: 00:00

  • ANA CECILIA GUEDES PEREIRA FALCAO
  • Efeito de reflorestamento de Restingas sobre assembléia de lagartos
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • A perda de hábitats pela ocupação urbana e uso da terra vem reduzindo áreas
    preservadas a pequenos e isolados fragmentos. Para um manejo adequado das
    populações são necessários estudos da fauna e flora das áreas primárias e em
    ambientes sucessionais. Nesse trabalho foi avaliado o efeito do reflorestamento sobre
    uma taxocenose de lagartos que utiliza o solo, em uma área de restinga do nordeste do
    Brasil em Mataraca, Paraíba, durante dois anos de coleta (10/2006 a 05/2008). As
    coletas foram realizadas em 4 áreas de reflorestamento de 3, 5, 9 e 17 anos, e em uma
    área controle, onde não houve retirada da vegetação, com 3 parcelas de amostragem
    em cada, totalizando 15 pontos de coleta, nos quais foram instaladas linhas com 10
    armadilhas de queda com cercas direcionadas. Foi capturado um total de 786 lagartos
    de 13 espécies classificadas em nove famílias. A riqueza estimada e a diversidade
    foram maiores na área controle; já a abundância total de indivíduos foi maior nas áreas
    reflorestadas. A área controle apresentou uma distribuição de abundância mais
    equitativa entre as espécies, diferente das áreas reflorestadas onde existe a
    predominância de uma ou duas espécies. A composição das espécies de lagartos
    difere entre as áreas reflorestadas e a área controle, com diferenças na dominância de
    espécies e espécies exclusivas de cada área: na área controle foram encontradas 2
    espécies exclusivas: Enyalius bibronii e Kentropyx calcarata e nas áreas de
    reflorestamento, foram encontradas as espécies Cnemidophorus ocellifer e Mabuya
    heathi em todas as áreas de reflorestamento e ambas ausentes na área controle.

  • CAMILA CRISPIM MUNIZ
  • Revisão sistemática do gênero Achirus Lacépède, 1802 (Pleuronectiformes: Achiridae) do Atlântico Ocidental
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 09:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • O gênero Achirus Lacépède, 1802 tem distribuição anfiamericana, ocorrendo em águas marinhas, estuarinas e doces. No Brasil, as espécies deste gênero são conhecidas vulgarmente como linguado, sóia, solha, tapa e aramaçá. Como outros Achiridae, são animais carnívoros, alimentam-se de peixes e invertebrados bentônicos e, como a maioria dos Achiridae, suas espécies são eurihalinas, tendendo a ser marinho-estuarinas (A. lineatus, p. ex.), estuarinodulcicolas (A. achirus, p. exemplo) e dulcícola-estuarina, a única espécie registrada com este comportamento sendo A. novoae, que ocorre desde porções altas da bacia do Orinoco até áreas no entorno do delta. Dezenove espécies nominais são atribuídas ao gênero Achirus, oito consideradas válidas. O trabalho teve como objetivo desenvolver uma revisão taxonômica das espécies do gênero Achirus no Atlântico Ocidental. Foram tomados dados morfométricos e merísticos de 450 espécimes, dentre eles os espécimes-tipo conhecidos. As quatro espécies que ocorrem no Atlântico Ocidental foram consideradas válidas: Achirus achirus, A. declivis, A. lineatus, A. novoae. Redescrições destas espécies, reconstrução de suas sinonímias e esclarecimento de suas distribuições geográficas foram realizados. Uma quinta espécie do gênero, cuja descrição foi recentemente submetida à publicação por outros autores, foi incluída neste trabalho. Uma chave para identificação das espécies do gênero Achirus do Atlântico Ocidental é provida.
  • ANA CECILIA GUEDES PEREIRA FALCAO
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 00:00

  • BRUNO AUGUSTO TORRES PARAHYBA CAMPOS
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 00:00

  • CAMILA CRISPIM MUNIZ
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 00:00

  • CESAR AUGUSTO MARCELINO M CORDEIRO
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 00:00

  • LEONARDO LEONCIO RIBEIRO
  • Data: 27/02/2009
  • Hora: 00:00

  • DANIELA CORREIA GRANGEIRO
  • Data: 26/02/2009
  • Hora: 00:00

  • JOSIAS HENRIQUE DE AMORIM XAVIER
  • Data: 26/02/2009
  • Hora: 00:00

  • ROBERTA PEREIRA FERREIRA
  • Orientador : CELSO FEITOSA MARTINS
  • Data: 26/02/2009
  • Hora: 00:00

  • ROBERTA PEREIRA FERREIRA
  • Influência da orientação, sombreamento e substrato de ninhos-armadilha na captura de espécies de abelhas e vespas nidificantes em cavidades preexistentes.
  • Orientador : CELSO FEITOSA MARTINS
  • Data: 19/02/2009
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • A utilização de ninhos-armadilha provê informações importantes acerca da biologia das
    espécies abelhas e vespas nidificantes. Entretanto, o conhecimento sobre os fatores que
    influenciam o manejo dessas espécies ainda é escasso. O presente estudo analisou
    parâmetros da estrutura da comunidade (abundância, riqueza, composição e
    predominância de espécies) em duas áreas agrícolas dentro da Zona da Mata paraibana
    (Alhandra e EMEPA). Quatro variáveis foram avaliadas: grau de sombreamento dos ninhosarmadilha,
    tipo de bloco usado como substrato (madeira ou vermiculita), direção para a
    qual a entrada dos tubos encontrava-se voltada e diâmetro do tubo. Desse modo, foi
    verificado o grau de influência dessas quatro variáveis nos parâmetros da estrutura da
    comunidade estudados. As duas áreas se mostraram semelhantes quanto à riqueza e
    composição. Entretanto, em Alhandra foi observada uma abundância acentuada,
    ocasionada por Trypoxylon aurifrons e Centris analis. Apesar da maioria das espécies ter
    sido mais abundante na área sombreada, observou-se uma maior riqueza de espécies na
    área ensolarada em Alhandra. Quanto ao material, observou-se que os blocos de madeira,
    apesar de mais caros e de difícil manejo, foram mais atrativos que os de vermiculita,
    especialmente para as espécies de abelhas. O número de nidificações foi menor na
    direção voltada para os ventos predominantes nas áreas. As duas espécies mais
    abundantes foram mais generalistas quanto à utilização de diferentes diâmetros. Os
    resultados obtidos e o comportamento de Trypoxylon aurifrons sugerem que essa espécie
    pode competir com as espécies de abelhas pelos tubos de ninhos-armadilha agrupados

  • PAULA HONORIO PIRES FERREIRA
  • Data: 19/02/2009
  • Hora: 00:00

  • FLAVIA MARIA DA SILVA MOURA
  • Data: 16/02/2009
  • Hora: 00:00

2008
Descrição
  • MARIA AVANY BEZERRA GUSMAO
  • Data: 28/08/2008
  • Hora: 00:00

  • INES XAVIER MARTINS
  • Data: 15/08/2008
  • Hora: 00:00

  • ANA PALOMA TAVARES DE ARAUJO
  • Data: 28/02/2008
  • Hora: 00:00

  • GUSTAVO PICCININI
  • Data: 27/02/2008
  • Hora: 00:00

  • LEANDRO PERRIER DE FARIA VALENTIM
  • Data: 14/02/2008
  • Hora: 00:00

  • MARTINA DI IULIO ILARRI
  • Data: 14/02/2008
  • Hora: 00:00

  • ANA CECILIA GIACOMETTI MAI
  • Data: 07/02/2008
  • Hora: 00:00

  • MICHELLE GOMES SANTOS
  • Data: 30/01/2008
  • Hora: 00:00

2007
Descrição
  • KATIA MARIA MEDEIROS DE SIQUEIRA
  • Data: 14/12/2007
  • Hora: 00:00

  • RAQUEL ANDREA PICK
  • Data: 14/12/2007
  • Hora: 00:00

  • CARLOS HENRIQUE TARGINO SILVA
  • Data: 10/08/2007
  • Hora: 00:00

  • MARCIO FRAZAO CHAVES
  • Data: 09/08/2007
  • Hora: 00:00

  • KATHARINE RAQUEL PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 31/07/2007
  • Hora: 00:00

  • TELTON PEDRO ANSELMO RAMOS
  • Osteologia comparada dos dois morfótipos da família Achiridae (Pleuronectiformes:Pleuronectoidei), com ênfase no gênero Apionichthys Kaup, 1858
  • Data: 30/07/2007
  • Hora: 14:30
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • Ver dissertação.

  • GENTIL ALVES PEREIRA FILHO
  • Data: 30/07/2007
  • Hora: 00:00

  • IVANCLAYTON ROCHA DE MENEZES
  • Data: 30/07/2007
  • Hora: 00:00

  • TELTON PEDRO ANSELMO RAMOS
  • Data: 30/07/2007
  • Hora: 00:00

  • ANDRE LUIZ DA COSTA CASTRO
  • Data: 25/07/2007
  • Hora: 00:00

  • TACYANA PEREIRA RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • Data: 25/07/2007
  • Hora: 00:00

  • ALLAN TAINA DE SOUZA
  • Data: 24/07/2007
  • Hora: 00:00

  • ERICH DE FREITAS MARIANO
  • Data: 24/07/2007
  • Hora: 00:00

  • ANA KARLA ARAUJO MONTENEGRO
  • Data: 21/06/2007
  • Hora: 00:00

  • ANA CAROLINA BRITO VIEIRA
  • Data: 11/06/2007
  • Hora: 00:00

  • MARIA HELENA PEREIRA PEIXOTO
  • Abelhas Euglossina (Hymenoptera, Apidae) Em Dois Remanescentes de Mata Atlântica em Área Urbana, João Pessoa, Paraíba – Brasil
  • Data: 27/02/2007
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A maior ameaca para a diversidade biologica e a perda de habitat. Grande parte dos ecossistemas naturais da Mata Atlantica foi degradada resultando na destruicao e fragmentacao de habitats e na perda de biodiversidade. A polinizacao e um dos principais processos biologicos para a reproducao e manutencao dos ecossistemas. A grande importancia das abelhas e sua atividade de polinizacao da vegetacao natural. As Euglossina formam um interessante grupo de abelhas, exclusivas dos tropicos, que apresentam comportamento caracteristico decoletar fragrancias principalmente nas flores de orquideas. Com o objetivo de verificar a composicao, diversidade, preferencia por fragrancias aromaticas, a area de acao e o tamanho populacional das especies mais abundantes, assim como a frequencia de machos diploides em Euglossina, machos destas abelhas foram coletados com iscas odoriferas. Foram feitas amostragens de marcacao e recaptura no interior e em pontos a 100, 500 e 1000m a partir da borda da mata, em dois fragmentos de Mata Atlantica da Paraiba. No periodo seco, foram capturados 1982 machos de oito especies naMata do Buraquinho e 743 machos, de seis especies, na Costa do Sol. No periodo chuvoso, foram capturados 806 machos de 10 especies na Mata do Buraquinho e 1084 machosde nove especies, na Costa do Sol. Euglossa cordatafoi a especie mais abundante, seguida de Eulaema nigrita, nas duas areas. A similaridade entre as duas areas foi maior no periodo seco. A Mata do Buraquinho apresentou maior abundancia deEuglossina e menor riqueza no periodo seco, em relacao ao chuvoso. Em uma fragrancia, um macho de Eulaema nigritafoi recapturado, de um fragmento a outro, cerca de oito quilometros distantes. As unicas especies recapturadas fora da mata foram Euglossa cordatae Eulaema nigrita. As outras especies limitaram-se a borda. Outros estudos no Nordeste do Brasil mostraram maior abundancia de Euglossina no periodo chuvoso contudo, estudos na Paraiba, apontaram maior abundancia e riqueza no periodo seco. Euglossa cordatafoi a especie notavelmente mais abundante em dois outros estudos na Paraiba. No periodo seco, a fragrancia mais atrativa foi o eucaliptol, na Mata do Buraquinho e acetato de benzila e escatol, na Costa do Sol. No chuvoso, o eucaliptol e a vanilina foram mais atrativos na Mata do Buraquinho e o eucaliptol, na Costa do Sol. Ha varios fatores influenciando na preferencia destas abelhas pelas essencias. Fatores climaticos podem afetar a volatilizacao da fragrancia. Eucaliptol e muito volatil comparado ao eugenol e, por esta razao, e capaz de gerar uma maior area de atracao. Uma substancia muito volatil pode atrair uma especie de um local mais longe. Especies diferentes de orquideas produzem fragrancias diferentes e as especies deEuglossina tem preferencia variada por combinacoes de compostos. Estudo que amostrou as Euglossina em fragmento envoltos por canavial em Pernambuco, observou que de 16 especies amostradas, apenas Euglossa cordata, Eulaema nigrita e Eulaema cingulatasairam do fragmento atraidas pelas iscas. As especies que nao saem da mata podem ser mais sensiveis a destruicao e fragmentacao da Mata Atlantica. No periodo seco foram estimados 9476 machos de Euglossa cordatae 2143 de Eulaema nigritana Mata do Buraquinho; 2909 e 1271 na Costa do Sol, respectivamente. No periodo chuvoso, 986 machos de Euglossa cordata foram estimados na Mata do Buraquinho e 2539 na Costa do Sol. As taxas de tamanhos populacionais foram altas comparando com os estudos existentes. As estimativas de tamanhos populacionais devem ser multiplicadaspor dois, considerando-se a proporcao sexual de um macho para uma femea. Nao foram encontrados machos diploides dentre os 198 individuos analisados. Exaerete smaragdinafoi a especie com maior numero de locos polimorficos. Analises feitas no Panama resultaram em elevada proporcao de diploidia entres os machos. Esse resultado pode ser devido ao pequeno tamanho populacional efetivo destas abelhas na area estudada. Estas diferencas podem estar relacionadas com endocruzamento, pequeno tamanho efetivo da populacao e dificuldades de dispersao em populacoes deEuglossina no Panama. Contudo, um estudo no Brasil amostrou apenas um macho diploide. Esses resultados podem estar indicando que as populacoes estudadas no Panama e no Brasil sao diferentes quanto a presenca de machos diploides.
  • MARIA HELENA PEREIRA PEIXOTO
  • Data: 27/02/2007
  • Hora: 00:00

  • PAULO ROBERTO DE MEDEIROS
  • Data: 22/02/2007
  • Hora: 00:00

  • FABIOLLA MARIA DE ALENCAR RODRIGUES
  • Data: 14/02/2007
  • Hora: 00:00

  • Rodrigo Cesar Azevêdo Pereira Farias
  • Data: 14/02/2007
  • Hora: 00:00

  • PABLO RIUL
  • Data: 12/02/2007
  • Hora: 00:00

2006
Descrição
  • ANA CERILZA SANTANA MÉLO
  • Data: 30/11/2006
  • Hora: 00:00

  • THELMA LUCIA PEREIRA DIAS
  • Data: 26/08/2006
  • Hora: 00:00

  • MARCOS ANTONIO JERONIMO COSTA
  • Data: 25/08/2006
  • Hora: 00:00

  • CLAUDIO LUIZ SANTOS SAMPAIO
  • Data: 16/08/2006
  • Hora: 00:00

  • JEFFERSON DE BARROS BATISTA
  • Data: 25/07/2006
  • Hora: 00:00

  • ROMULO ROMEU DA NOBREGA ALVES
  • Data: 29/06/2006
  • Hora: 00:00

  • PATRICIA CHARVET DE ALMEIDA
  • Data: 22/02/2006
  • Hora: 00:00

  • RUI PEDRO MARQUES OSORIO
  • Data: 22/02/2006
  • Hora: 00:00

  • CRISTIANE FRANCISCA DA COSTA SASSI
  • Data: 20/02/2006
  • Hora: 00:00

  • WASHINGTON LUIZ DA SILVA VIEIRA
  • Data: 20/02/2006
  • Hora: 00:00

  • ISABEL CRISTINA SAMPAIO FEITOSA
  • Data: 17/02/2006
  • Hora: 00:00

  • MAXWELL SOUZA SILVEIRA
  • Data: 17/02/2006
  • Hora: 00:00

  • ANA CAROLINA MARTINS DE QUEIROZ
  • Data: 14/02/2006
  • Hora: 00:00

  • JOSE ARAUJO DUARTE JUNIOR
  • Data: 03/02/2006
  • Hora: 00:00

2005
Descrição
  • GLECIA TRINTA DE PAULA FREITAS RAMOS
  • Data: 17/11/2005
  • Hora: 00:00

  • ELIANE Mª DE SOUZA NOGUEIRA
  • Data: 14/10/2005
  • Hora: 00:00

  • ADRIANNE TEIXEIRA BARROS
  • Data: 29/07/2005
  • Hora: 00:00

  • ALBANO SCHULZ NETO
  • Data: 29/07/2005
  • Hora: 00:00

  • FAGNER RIBEIRO DELFIM
  • Data: 29/07/2005
  • Hora: 00:00

  • JULIANA IMENIS BARRADAS
  • Data: 28/07/2005
  • Hora: 00:00

  • KLEBER DA SILVA VIEIRA
  • Data: 28/07/2005
  • Hora: 00:00

  • ISABELLE DA COSTA WANDERLEY ALENCAR
  • Data: 27/07/2005
  • Hora: 00:00

  • BRUNO CAVALCANTE BELLINI
  • Data: 22/07/2005
  • Hora: 00:00

  • HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
  • Data: 18/07/2005
  • Hora: 00:00

  • LUCIANA DE MATOS ANDRADE BATISTA LEITE
  • Data: 07/06/2005
  • Hora: 00:00

  • CHRISTINNE COSTA ELOY
  • Data: 31/05/2005
  • Hora: 00:00

  • ANA CARLA ASFORA EL-DEIR
  • Data: 28/02/2005
  • Hora: 00:00

  • FRANCISCA EDNA DE ANDRADE CUNHA
  • Data: 28/02/2005
  • Hora: 00:00

  • JOAO HENRIQUE A J BARBOSA
  • Data: 28/02/2005
  • Hora: 00:00

  • SIDCLAY CALAÇA DIAS
  • Data: 25/02/2005
  • Hora: 00:00

  • EDUARDO JO DE SOUSA
  • Data: 23/02/2005
  • Hora: 00:00

  • ANDREA QUIRINO STEINER
  • Data: 21/02/2005
  • Hora: 00:00

  • ANA KARINA CALAHANI FELICIO
  • Data: 02/02/2005
  • Hora: 00:00

  • ALINE AUGUSTO AGUIAR
  • Data: 01/02/2005
  • Hora: 00:00

  • DEMETRIO LUIS GUADAGNIN
  • Data: 14/01/2005
  • Hora: 00:00

2004
Descrição
  • CARMEN ALONSO SAMIGUEZ
  • Data: 30/12/2004
  • Hora: 00:00

  • MARIA CRISTINA MADEIRA DA SILVA
  • Data: 14/12/2004
  • Hora: 00:00

  • ORLANDO PREDRESCHI NETO
  • Data: 27/02/2004
  • Hora: 00:00

  • RENATO HAJENIUS ACHE DE FREITAS
  • Data: 20/02/2004
  • Hora: 00:00

  • MARISA DE OLIVEIRA APOLINÁRIO
  • Data: 19/02/2004
  • Hora: 00:00

  • GINDOMAR GOMES SANTANA
  • Data: 18/02/2004
  • Hora: 00:00

  • MATEUS COSTA SOARES
  • Data: 16/02/2004
  • Hora: 00:00

2003
Descrição
  • ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Ecologia e biodiversidade de cupins (Insecta, Isoptera) em remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste Brasileiro
  • Data: 18/12/2003
  • Hora: 14:00
  • Visualizar Dissertação/Tese   Mostrar Resumo
  • As comunidades de cupins de Mata Atlântica do Nordeste Brasileiro foram estudadas em quatro
    remanescentes localizados ao Norte do Rio São Francisco: Reserva Biológica de Pedra Talhada
    (RPT), Alagoas; Horto Dois Irmãos (HDI), Pernambuco; Reserva Biológica Guaribas (RBG),
    Paraíba e Mata do Buraquinho (MAB), Paraíba. Vários aspectos da ecologia e história natural
    destes insetos foram analisados, entre eles destacam-se: (i) as estruturas taxonômicas e funcionais
    e a influência da sazonalidade sobre a diversidade e riqueza de espécies na RPT, RBG, HDI e
    MAB; (ii) a abundância e biomassa das populações na RPT, HDI e MAB; (iii) a participação de
    três espécies de Nasutitermes na remoção de madeira da necromassa no HDI e MAB; (iv) os
    efeitos estacionais sobre a abundância e biomassa de cupins do folhiço, madeira, solo e troncos
    na RBG; e (v) a abundância e distribuição espacial de ninhos conspícuos em duas áreas com
    diferentes estádios de sucessão da vegetação na RBG. No total, 61 espécies de cupins foram
    encontradas, sendo a maioria da família Termitidae (78,7%), seguida pelas famílias
    Kalotermitidae (14,7) e Rhinotermitidae (6,6%). Dez espécies representaram novas ocorrências
    para a Mata Atlântica. Entre as espécies identificadas, 23 também ocorrem na Floresta
    Amazônica, evidenciando a similaridade da fauna de cupins desses biomas. As estruturas
    taxonômicas e funcionais das comunidades coletadas nas estações seca e chuvosa foram bastante
    similares, sugerindo que os protocolos de levantamento de biodiversidade termítica podem ser
    aplicados em qualquer período do ano sem alterar drasticamente a estrutura da comunidade. A
    abundância variou de 4950,9 a 5662,5 cupins/m2 e a biomassa de 8,05 a 10,64g (peso fresco)/m2.
    Os cupins foram encontrados principalmente no solo, entre 0-20cm de profundidade, e em
    madeira morta. Duas espécies destacaram-se pela abundância: Embiratermes parvirostris e
    Nasutitermes corniger. O consumo médio de madeiras em laboratório por Nasutitermes corniger,
    N. ephratae e N. macrocephalus foi 9,43 mg (peso seco)  g de cupim (peso fresco)-1  dia-1.
    Apenas essas três espécies removem no HDI e MAB 66,92 e 72,85 kg madeira  ha-1  ano-1,
    respectivamente, correspondendo a 2,9 e 3,3% do total da produção anual de madeira da
    necromassa. No entanto, 25 espécies de cupins na MAB e 21 no HDI utilizam a madeira como
    fonte de nutriente, sugerindo que a participação dos cupins na remoção de madeira pode ser
    superior a 15% da produção anual. As amostragens quantitativas no folhiço, ninhos, solo e
    troncos revelam a grande abundância e biomassa da subfamília Nasutitermitinae e do grupo
    alimentar dos consumidores de húmus. A influência estacional sobre a fauna de cupins só foi
    perceptível nos ninhos e nos troncos, e esteve aparentemente relacionada com os efeitos de
    determinada estação sobre a produção da ninhada de alados, atividade de forrageamento e
    produção da necromassa vegetal. Oito espécies de cupins são construtoras de ninhos conspícuos
    nas áreas estudadas, mas destacam-se, pela abundância de suas construções, Microcerotermes
    exiguus e N. corniger. A distribuição espacial dos ninhos por espécies e grupos alimentares foi,
    na maioria dos casos, aleatória, sugerindo que a competição não representa um fator importante
    na determinação do padrão de distribuição espacial dos ninhos. As análises de abundância,
    composição taxonômica e grupos alimentares das espécies construtoras de ninhos mostrou-se
    como ferramenta adicional na avaliação da qualidade do habitat, indicando um estádio mais
    maturo no processo sucessional.

  • ALEXANDRE VASCONCELLOS
  • Data: 18/12/2003
  • Hora: 00:00

  • DANIELLE MACHADO VIEIRA
  • Dinâmica populacional de Moina minuta (Crustacea, Cladocera) e os fatores ambientais que a influenciam
  • Orientador : MARIA CRISTINA BASILIO CRISPIM DA SILVA
  • Data: 31/10/2003
  • Hora: 09:00
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  • CARLA CHRISTIE DIBAN QUIJADA
  • Data: 31/10/2003
  • Hora: 00:00

  • DANIELLE MACHADO VIEIRA
  • Orientador : MARIA CRISTINA BASILIO CRISPIM DA SILVA
  • Data: 31/10/2003
  • Hora: 00:00

  • KATHARINE RAQUEL PEREIRA DOS SANTOS