CCS - PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA (PAPGEF)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
- Telefone/Ramal
-
Não informado
Notícias
Banca de DEFESA: DIOGO BARBOSA DE ALBUQUERQUE
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIOGO BARBOSA DE ALBUQUERQUE
DATA: 02/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Formato online: https://meet.google.com/xed-uvii-xjz
TÍTULO: O AMBIENTE, O GRUPO, OS DESAFIOS, AS EMOÇÕES: UM MERGULHO PROFUNDO SOB O CONTEXTO QUE ENVOLVE A MARATONA A PARTIR DAS NARRATIVAS DE MARATONISTAS RECREACIONAIS
PALAVRAS-CHAVES: Maratona; Emoções; Ambiência; Cultura; Corrida de rua.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO: Resumo
A maratona, mais do que uma prova esportiva de longa duração, configura-se
como fenômeno sociocultural que mobiliza emoções, narrativas de superação,
vínculos coletivos e significados simbólicos. Este estudo teve como objetivo
compreender a ambiência criada por corredores recreacionais desde a decisão
de correr uma maratona até o cruzar da linha de chegada, analisando como
desafios, emoções, interações sociais e contextos culturais estruturam essa
experiência. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivointerpretativo,
realizada com 42 corredores de rua da cidade do Recife-PE.
Foram utilizados questionário sociodemográfico, entrevistas semiestruturadas,
observações em treinos e provas, além de diário de campo. As narrativas foram
analisadas à luz da Análise de Conteúdo de Bardin (2016), organizadas em
categorias temáticas que contemplam motivações, desafios, estratégias,
emoções e ambiência. Os resultados demonstram que a decisão de correr uma
maratona emerge de múltiplos fatores: desejo de superação pessoal,
reconstrução de histórias de vida, pertencimento a grupos de corrida, influência
de pares, reconhecimento social e busca por experiências existenciais intensas.
A preparação envolve disciplina, renúncias, desgaste físico e emocional, mas
também apoio de familiares, treinadores, colegas e redes digitais. Durante a
prova, os corredores vivenciam um ciclo emocional marcado por ansiedade,
medo, dor, euforia, gratidão, transcendência e, por vezes, sofrimento extremo.
O ambiente composto por sons, paisagens, público, símbolos, rituais e
relações exerce influência direta na motivação, no enfrentamento da dor e na
continuidade do percurso. Conclui-se que a maratona configura-se como ritual
contemporâneo de passagem, no qual corpo, emoção e cultura se entrelaçam,
gerando ressignificações identitárias e fortalecimento de laços sociais. A prática,
portanto, ultrapassa a dimensão fisiológica e reafirma-se como experiência
simbólica, emocional e coletiva.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 046.074.024-51 - ANA RAQUEL MENDES DOS SANTOS - UPE
Presidente(a) - 1024473 - IRAQUITAN DE OLIVEIRA CAMINHA
Interno(a) - 497.201.804-63 - MARCOS ANDRÉ MOURA DOS SANTOS - UPE
Externo(a) à Instituição - MARIA ISABEL BRANDÃO DE SOUZA MENDES
Externo(a) à Instituição - PRISCILLA PINTO COSTA DA SILVA