PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES (PPGCR)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de DEFESA: FELIX ANTONIO DE M FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FELIX ANTONIO DE M FILHO
DATA: 14/07/2014
HORA: 09:00
LOCAL: Centro de Educação - UFPB
TÍTULO: A concepção de alma/espírito na pré-história: um estudo semântico do nostrático.
PALAVRAS-CHAVES: Alma, Hipótese do Nostrático, Língua Grega, Língua Hebraica, Pré-História, Religião Grega, Religião Hebraica, Religiões Pré-Históricas, Xamanismo.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
SUBÁREA: Filosofia Brasileira
RESUMO:

Estudar um vocábulo de uma língua reconstruída permite identificar as atitudes que seus falantes tinham perante o mundo sagrado. A principal dificuldade ao estudar uma religião pré-histórica é a ausência de praticantes no mundo moderno. A não existência de adeptos vivos faz com que sua pesquisa dependa de evidências históricas como peças arqueológicas, textos escritos e comparação de povos ainda vivos na modernidade. Uma das formas de realizar esse tipo de análise é através do estudo dos vocábulos das línguas, que manifestam as formas de cada cultura se relacionar com categorias sagradas. O léxico de uma língua pode dar a conhecer as diversas os modos de ser de uma religião. O Nostrático é uma língua levantada como hipótese no início do século XX, cujo vocabulário, depois de ser reconstruído, permitiu algumas deduções a respeito da vida espiritual de seus falantes. Ancestral do Grego e do Hebraico, o Nostrático aponta em seu vocabulário para um modo de vida religioso esquecido por ambas as culturas, mas cujas marcas não desapareceram de seu léxico. Essas marcas constam como objetivos da presente análise. Falada no Mesolítico, quando a cultura da Pedra Lascada estava em transição para a Pedra Polida, essa língua teria acompanhado ainda em sua existência a transformação de uma economia de caça e coleta para uma agrícola e paulatinamente urbanizada. Resumo: Estudar um vocábulo de uma língua reconstruída permite identificar as atitudes que seus falantes tinham perante o mundo sagrado. A principal dificuldade ao estudar uma religião pré-histórica é a ausência de praticantes no mundo moderno. A não existência de adeptos vivos faz com que sua pesquisa dependa de evidências históricas como peças arqueológicas, textos escritos e comparação de povos ainda vivos na modernidade. Uma das formas de realizar esse tipo de análise é através do estudo dos vocábulos das línguas, que manifestam as formas de cada cultura se relacionar com categorias sagradas. O léxico de uma língua pode dar a conhecer as diversas os modos de ser de uma religião. O Nostrático é uma língua levantada como hipótese no início do século XX, cujo vocabulário, depois de ser reconstruído, permitiu algumas deduções a respeito da vida espiritual de seus falantes. Ancestral do Grego e do Hebraico, o Nostrático aponta em seu vocabulário para um modo de vida religioso esquecido por ambas as culturas, mas cujas marcas não desapareceram de seu léxico. Essas marcas constam como objetivos da presente análise. Falada no Mesolítico, quando a cultura da Pedra Lascada estava em transição para a Pedra Polida, essa língua teria acompanhado ainda em sua existência a transformação de uma economia de caça e coleta para uma agrícola e paulatinamente urbanizada. O estudo semântico de uma raíz nostrática significando “respiração, sopro” permitiu encontrar os cognatos grego e hebraico ατμóς “sopro, bafo, ar” e √QTòR “incenso, aroma”, que em suas línguas irmãs vinha significando também “alma, fantasma, espírito, divindade”. O grego, representante Indo-Europeu, mantém em seu vocabulário alguma relação com a religião xamânica. O hebraico, representante do ramo Semita, já sofreu profundas transformações no advento da agricultura, que atingiu aqueles povos em períodos mais arcaicos que entre os indo-europeus. Ocorreu a seleção dos textos mais antigos de cada língua, permitindo analisar a recorrência mais primitiva desse léxico para então compará-los. semântico que permite verificar que elementos de sua semântica são mais persistentes e quais foram perdidas na evolução dessas línguas, assim podendo mapear que conceitos arcaicos para a alma na religião nostrática ainda estão presentes na atualidade. O grego, representante Indo-Europeu, mantém em seu vocabulário alguma relação com a religião xamânica. O hebraico, representante do ramo Semita, já sofreu profundas transformações no advento da agricultura, que atingiu aqueles povos em períodos mais arcaicos que entre os indo-europeus. Ocorreu a seleção dos textos mais antigos de cada língua, permitindo analisar a recorrência mais primitiva desse léxico para então compará-los. semântico que permite verificar que elementos de sua semântica são mais persistentes e quais foram perdidas na evolução dessas línguas, assim podendo mapear que conceitos arcaicos para a alma na religião nostrática ainda estão presentes na atualidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1353258 - FABRICIO POSSEBON
Externo ao Programa - 6336340 - SANDRA AMELIA LUNA CIRNE DE AZEVEDO
Externo à Instituição - MARIA BERNADETE MARQUES ABAURRE

Notícia cadastrada em: 03/06/2014 15:49