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RENNER RIBEIRO PINTO
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VALORIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO LODO DE ESGOTO POR PIRÓLISE: APRIMORAMENTO DO BIO-ÓLEO POR EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO
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Orientador : MARTA MARIA DA CONCEICAO
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Data: 25/09/2026
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Hora: 14:30
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Diante da escassez iminente de fontes energéticas tradicionais, resíduos estão sendo valorizados como alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis na produção de energia. Nesse contexto, lodo de esgoto, uma biomassa residual gerada em larga escala nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), apresenta desafios ambientais e econômicos associados à sua gestão, sobretudo em razão de sua composição complexa, contendo contaminantes e agentes patogênicos. O cenário de elevação contínua de produção de lodo, urge a necessidade de tecnologias sustentáveis e economicamente viáveis para seu tratamento e valorização. Entre essas alternativas, os processos termoquímicos destacam-se pela capacidade de promover a sanitização, reduzir o volume de lodo e convertê-lo em quatro frações com potencial energético, com destaque para o bio-óleo, podendo ser utilizado como combustível ou convertido em um produto químico. Inicialmente, realizou-se uma análise bibliométrica e sistêmica, empregando a metodologia ProKnow-C e a ferramenta VOSviewer, com o objetivo de avaliar o desenvolvimento científico relacionado à aplicação de processos termoquímicos no tratamento/valorização do lodo de esgoto, revelando um aumento nas publicações ao longo dos anos, com um portfólio final de 551 artigos. A análise bibliométrica destacou a pirólise como principal foco, com hegemonia chinesa na produção científica, em contraste com a invisibilidade do Brasil, o que indica um hiato na pesquisa nacional. Embora tenha revelado complexidades operacionais, a análise sistêmica confirmou benefícios ambientais associados às rotas termoquímicas, como o menor impacto do descarte e a valorização dos resíduos como combustível. A partir desse contexto, esta tese investigou a aplicação de solventes orgânicos e de solvente eutético profundo natural (NADES) na extração líquido-líquido do bio-óleo produzido por pirólise de lodo de ETE. Inicialmente, o bio-óleo bruto foi caracterizado e utilizado como baseline. A análise elementar revelou composição de 70,37% de carbono, 9,86% de hidrogênio, 5,49% de nitrogênio, 8,74% de oxigênio e ausência de enxofre, resultando em poder calorífico superior de 40,84 MJ/kg e viscosidade cinemática de 3,109 mm²/s. As análises por FTIR e GC-MS indicaram predominância de compostos oxigenados e nitrogenados, além de hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos, evidenciando a complexidade química. Entre os tratamentos com solventes orgânicos, o n-hexano apresentou maior eficiência, promovendo redução da densidade para 0,834 g/cm³ e a diminuição relativa das bandas associadas a grupos oxigenados, diretamente relacionadas à corrosividade e à baixa estabilidade. Os tratamentos com acetona e hidróxido de sódio, por sua vez, apresentaram maior retenção ou modificação de compostos polares. O NADES demonstrou elevada eficiência na desacidificação do bio-óleo, promovendo redução de aproximadamente 30% dos ácidos graxos. Entretanto, esse tratamento também resultou em aumento relativo da fração oxigenada, redução dos hidrocarbonetos e manutenção da fração nitrogenada. De modo geral, os resultados confirmam o potencial energético do bio-óleo de lodo de ETE, cujas propriedades apresentam aproximações com combustíveis convencionais, e demonstram que a extração líquido-líquido constitui uma estratégia promissora de pré-refino, capaz de promover a redistribuição seletiva de seus constituintes. Contudo, as alterações observadas indicam que o processo, isoladamente, não é suficiente para produzir um combustível plenamente adequado às especificações convencionais, sendo recomendável sua integração a etapas posteriores de upgrading.
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DANIELLY VASCONCELOS TRAVASSOS
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Agricultura familiar e sustentabilidade do sistema de alimentação escolar na Paraíba, nordeste do brasil: importância da biodiversidade na garantia da segurança alimentar
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Orientador : DENISE DIAS DA CRUZ
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Data: 24/09/2026
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Hora: 08:30
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O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) apresenta potencial para integrar segurança alimentar e nutricional, agricultura familiar, desenvolvimento territorial e sustentabilidade. Esta tese teve como objetivo avaliar a contribuição da agricultura familiar para a sustentabilidade do sistema de alimentação escolar na Paraíba, considerando sua participação nas compras públicas e nos cardápios escolares, a inserção da sociobiodiversidade e a dependência dos alimentos fornecidos dos serviços de polinização. A pesquisa foi estruturada em três estudos complementares, utilizando dados referentes à rede estadual de ensino da Paraíba em 2023. Foram analisadas informações sobre fornecedores e aquisições da agricultura familiar destinadas a 642 escolas, relacionando-as ao potencial produtivo agrícola do estado. Também foram avaliados cardápios das escolas quanto à presença, frequência e utilização culinária de alimentos da sociobiodiversidade, considerando sua ocorrência, produção e sazonalidade. Para avaliar a dimensão ecológica, os alimentos vegetais adquiridos foram identificados taxonomicamente e classificados quanto à dependência da polinização animal; sua composição nutricional foi utilizada para estimar a disponibilidade total de nutrientes e a fração atribuível à polinização, complementada pela construção de uma rede alimento-polinizador-nutriente. A agricultura familiar respondeu por 66,24% dos recursos analisados, embora tenham sido identificadas discrepâncias entre o potencial produtivo estadual e os alimentos efetivamente adquiridos. Nos cardápios, apenas cinco espécies da sociobiodiversidade foram identificadas, com baixa frequência e limitada diversidade de utilização culinária, apesar do potencial ecológico e produtivo do estado. Entre os alimentos vegetais adquiridos, 46,12% do volume correspondeu a culturas com algum grau de dependência da polinização animal. A disponibilidade nutricional atribuível à polinização variou entre os nutrientes, destacando-se a vitamina C (71,03%), seguida por lipídios (24,43%), potássio (18,64%) e fibras alimentares (17,94%). Os resultados evidenciam uma lacuna entre o potencial produtivo e sociobiológico do território e sua efetiva incorporação às compras públicas e aos cardápios escolares, além da relevância dos processos ecológicos para a disponibilidade potencial de nutrientes. Conclui-se que a sustentabilidade da alimentação escolar requer uma abordagem integrada entre agricultura familiar, compras públicas, diversidade alimentar, sociobiodiversidade e serviços ecossistêmicos, aproximando as potencialidades produtivas, biológicas e culturais dos territórios das práticas institucionais do PNAE.
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CARLOS ALBERTO ISAZA VALENCIA
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Valoração Plural dos Serviços Ecossistêmicos em Comunidades Tradicionais Litorâneas do Nordeste Brasileiro: Implicações para a Justiça Ambiental e Políticas Públicas
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Orientador : GEORGE EMMANUEL CAVALCANTI DE MIRANDA
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Data: 17/09/2026
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Hora: 14:00
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Resumo: O contexto atual de crise socioambiental exige o desenvolvimento de novas abordagens científicas, uma vez que o modelo disciplinar da ciência moderna tem se mostrado insuficiente para lidar com a complexidade das questões contemporâneas. Nesse cenário de mudança paradigmática, este estudo investiga os impactos da Valoração Plural (VP) da Natureza em comunidades tradicionais litorâneas localizadas em uma Área de Proteção Ambiental (APA), localizada no litoral do Nordeste brasileiro. O propósito é reconhecer valores diversos da natureza para além dos instrumentais tradicionalmente explorados pelas ciências econômicas. Por meio de uma abordagem empírica, o objetivo geral do trabalho é compreender como os valores plurais atribuídos à natureza por comunidades tradicionais em ecossistemas litorâneos contribuem para a gestão territorial sustentável. A pesquisa foi realizada na comunidade de pescadores tradicionais Barra de Mamanguape e na aldeia indígena Tramataia. Trata-se de um estudo empírico e iterativo, desenvolvido em quatro capítulos integrados, que acompanham as diferentes etapas da pesquisa e do processo de Valoração Plural da Natureza: (1) revisão da literatura sobre a VP em ecossistemas costeiros; (2) identificação dos valores da natureza por meio de entrevistas semiestruturadas apoiadas por fotografias das paisagens, analisadas mediante análise de conteúdo e triangulação teórica; (3) desenvolvimento de um processo participativo de valoração, integrando métodos qualitativos e quantitativos; e (4) análise dos posicionamentos discursivos dos diferentes atores territoriais, com vistas a discutir suas implicações para a formulação de políticas públicas. Os resultados demonstram que a VP amplia a compreensão das relações entre sociedade e natureza ao reconhecer valores diversos e o contexto territorial. As diferenças históricas, políticas e sociais entre as comunidades produzem dinâmicas territoriais e conflitos específicos, nos quais os valores emergem como elementos centrais para a justiça socioambiental. O estudo propõe o sentimento de perda como um valor capaz de expressar os impactos decorrentes da transformação da natureza. Também, evidencia que diferentes atores mobilizam racionalidades e critérios distintos para legitimar seus posicionamentos sobre a natureza e o território, revelando limitações dos instrumentos convencionais de planejamento e gestão para representar essa pluralidade de valores. Conclui-se que a VP, constitui uma abordagem capaz de subsidiar políticas públicas mais participativas, oferecendo subsídios para a construção de políticas públicas mais inclusivas, territorialmente contextualizadas e compatíveis com a complexidade dos conflitos socioambientais.
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AMANDA CRISTIANE GONCALVES FERNANDES
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Sistema Integrado de Bombeamento Fotovoltaico e Filtração Física para Cisternas do Programa Um Milhão de Cisternas
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Orientador : RAIMUNDO APRIGIO DE MENEZES JUNIOR
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Data: 16/09/2026
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Hora: 14:00
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A segurança hídrica constitui um dos principais desafios das comunidades rurais do semiárido brasileiro, onde a irregularidade das chuvas, a elevada variabilidade climática e as limitações de infraestrutura comprometem o acesso e a qualidade da água para consumo humano. Neste contexto, esta pesquisa teve como objetivo propor uma tecnologia social baseada em energia solar fotovoltaica para o bombeamento e a melhoria da qualidade física da água armazenada em cisternas do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), considerando as condições climáticas, ambientais e sanitárias do semiárido paraibano. O estudo foi desenvolvido nos municípios de Arara, Esperança, Lagoa Seca, Queimadas e Solânea, por meio de abordagem qualiquantitativa, integrando análises climáticas, geoespaciais, laboratoriais e socioambientais. Foram analisadas séries históricas de precipitação, temperatura média, evapotranspiração e radiação solar (19842014), utilizando estatística descritiva, correlação de Pearson, regressão linear, decomposição sazonal e teste de Mann-Kendall. Também foram avaliadas as mudanças no uso e cobertura do solo, a percepção dos beneficiários do P1MC por entrevistas semiestruturadas e a qualidade física, química e microbiológica da água das cisternas. Os resultados evidenciaram elevada disponibilidade de radiação solar e tendência significativa de aumento da temperatura média e da radiação, confirmando o potencial regional para o aproveitamento da energia fotovoltaica. As análises de uso e cobertura do solo indicaram expansão das atividades agropecuárias e redução da vegetação nativa, refletindo maior pressão sobre os recursos naturais. As entrevistas demonstraram que as cisternas aumentaram a segurança hídrica das famílias e reduziram a dependência de fontes externas de abastecimento, embora persistam limitações relacionadas ao manejo e com a qualidade da água. As análises físicas e químicas atenderam aos padrões estabelecidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021 para pH, turbidez e cor aparente. Entretanto, a presença de coliformes totais e Escherichia coli em parte das amostras evidenciou contaminação microbiológica associada principalmente ao armazenamento e ao manejo da água. Com base nesses resultados, foi proposto um sistema simplificado composto por painel fotovoltaico, controlador eletrônico, bomba submersa de corrente contínua, filtro de sedimentos reutilizável e distribuição direta da água, sem necessidade de baterias ou sistemas permanentes de desinfecção. Para consumo humano, recomenda-se a desinfecção no ponto de uso por hipoclorito de sódio, fervura ou filtro cerâmico. Conclui-se que a integração entre tecnologias sociais e energia solar representa alternativa tecnicamente viável, ambientalmente sustentável e socialmente apropriada para fortalecer a segurança hídrica no semiárido brasileiro, podendo subsidiar políticas públicas de abastecimento descentralizado e contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados com a água, energia, inovação, sustentabilidade e adaptação para as mudanças climáticas.
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EMMANUEL TEIXEIRA PINHEIRO
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GOVERNANÇA AMBIENTAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA
PISCICULTURA NO AÇUDE JUSCELINO KUBITSCHECK, REGIÃO
CENTRO-SUL DO ESTADO DO CEARÁ, BRASIL
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Orientador : MARIA CRISTINA BASILIO CRISPIM DA SILVA
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Data: 28/08/2026
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Hora: 15:00
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A piscicultura é uma atividade humana que tem se expandido e crescido em todo o mundo. O Brasil é um dos principais polos produtores. O açude Juscelino Kubitschek, localizado no município de Orós, estado do Ceará, região Nordeste do país, é um importante contributo para a produção piscícola. Por outro lado, essa atividade, por envolver recursos naturais e sociais, com finalidade econômica, requer atenção no seu desenvolvimento, tendo a governança como instrumento de um desenvolvimento mais sustentável. Nesse sentido, esta pesquisa tem por objetivo avaliar a estrutura da governança ambiental para o desenvolvimento sustentável da piscicultura no açude Juscelino Kubitscheck, região Centro-sul do estado do Ceará. Para tanto, pretende-se verificar a composição de atores diretos e indiretos que desenvolvem a piscicultura no Açude Juscelino Kubitscheck; analisar a gestão ambiental dos atores envolvidos direta e indiretamente na piscicultura no Açude Juscelino Kubitschek; e examinar as relações político-ambientais entre os atores envolvidos direta e indiretamente na piscicultura no Açude Juscelino Kubitschek. O estudo é do tipo exploratório, descritivo, com abordagem mista (qualitativa e quantitativa), com procedimentos técnicos de revisão de literatura e pesquisa de campo, tendo como populações investigadas os piscicultores (artesanais, empregados, associados e empresários), instituições (relacionadas à piscicultura) e comunidade local do município de Orós.
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FRANCISCO RESENDE DE ALBUQUERQUE
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ZONEAMENTO CLIMÁTICO URBANO DA CIDADE DE GARANHUNS/PE
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Orientador : JOEL SILVA DOS SANTOS
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Data: 28/08/2026
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Hora: 14:00
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Nos estudos da atmosfera urbana, os fenômenos e modelos climáticos são comumente descritos por parâmetros estatísticos que têm natureza estática, mas a idealização Monteriana de clima demonstra a necessidade de uma revolução paradigmática para a pesquisa da dinâmica atmosférica nas cidades. Nesse contexto, a pesquisa se empenha em atingir o seguinte objetivo: Realizar o zoneamento climático em uma cidade de porte médio no Agreste de Pernambuco, Brasil, através da análise do campo térmico e higrométrico com fundamento nos pressupostos metodológicos da Análise Rítmica. O percurso teórico para atingir este objetivo incorpora à teoria do Sistema Clima Urbano (S.C.U.) o tempo cronológico por meio da irreversibilidade termodinâmica dos sistemas dinâmicos dissipativos, como também aprofunda a descrição do subsistema termodinâmico para a compreensão dos processos de parametrização e de classificação da paisagem urbana visando a análise do campo térmico nas cidades através do método Local Climate Zones (LCZ). O percurso metodológico tem fundamento nos paradigmas da Análise Rítmica que, ao investigar a sucessão contínua e dinâmica da atmosfera, supera o método e integra as áreas da análise de sinais, análise de Fourier, análise de séries temporais e análise de agrupamento de séries temporais. Na Metodologia da pesquisa, a cidade de Garanhuns, em Pernambuco, é apresentada em uma perspectiva holística que contorna a política, a geografia, a história e os aspectos socioculturais, com destaque para as características climáticas. Em razão da restrição de recursos materiais e financeiros para o desenvolvimento da pesquisa climática multipontos, escudos de radiação solar passivos, confeccionados com materiais de baixo custo, e sensores termo-higrômetros adaptados para a medição de variáveis climáticas foram validados e calibrados através de testes estatísticos paramétricos e não-paramétricos e de métodos de análise de séries temporais. Na perspectiva empírica de conversão dos sinais contínuos dos elementos climáticos em dados discretos, com perda desprezível de informações para a representação da dinâmica atmosférica, a granularidade temporal foi determinada aplicando a Transformada de Fourier de Tempo Discreto aos parâmetros coletados com taxa de amostragem de 1 amostra/10 min. As variáveis climáticas levantadas na estação automática A322 do INMET, desde 2007, foram sujeitas a métodos estatísticos clássicos, a análise de séries temporais e a análise de agrupamento de séries temporais, demonstrando, através de testes de estacionariedade, decomposição aditiva e coeficientes estatísticos de séries temporais, a dependência dos dados e a variação temporal da distribuição das curvas de probabilidade, além da ocorrência de padrões de estados atmosféricos regionais, reforçando a crítica da Análise Rítmica às métricas estatísticas clássicas. No processo de zoneamento térmico e higrométrico da área de estudo, nos períodos úmido e seco, a análise de agrupamento de séries temporais da temperatura e da umidade relativa do ar proporcionou a identificação de cinco zonas climáticas similares no tempo e no espaço, para cada período de análise, que são conformadas à topografia da cidade contornando áreas com tipologias urbanas diferenciadas.
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VIVIANE DOS SANTOS SOUSA
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ANÁLISE DA RESILIÊNCIA SOCIOECOLÓGICA NO MUNICÍPIO DE SÃO
DOMINGOS DO CARIRI -PB
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Orientador : BARTOLOMEU ISRAEL DE SOUZA
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Data: 31/07/2026
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Hora: 14:00
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A resiliência socioecológica tem se consolidado como importante abordagem para compreender
a capacidade de adaptação de territórios submetidos a mudanças ambientais, sociais,
econômicas e institucionais. No contexto do semiárido brasileiro, marcado por condições
históricas de variabilidade climática e vulnerabilidades socioambientais, compreender os
fatores que sustentam a permanência dos sistemas socioecológicos torna-se fundamental para o
fortalecimento de estratégias de desenvolvimento territorial sustentável. Nesse contexto, esta
tese teve como objetivo analisar a resiliência socioecológica do município de São Domingos do
Cariri, no semiárido paraibano, a partir das relações estabelecidas entre o Sistema de Crenças e
Saberes Locais, a Base Produtiva Primária, as Mudanças na Biodiversidade e o Sistema de
Governança. A pesquisa foi desenvolvida por meio de um estudo de caso, de abordagem
qualitativa, orientado por uma perspectiva fenomenológica e por uma análise sistêmica
fundamentada nos referenciais da Resiliência Socioecológica e do Pensamento Complexo. A
constituição dos dados envolveu revisão bibliográfica, análise documental, observação de
campo, entrevistas semiestruturadas com atores sociais representativos do território e análise
espacial por meio de técnicas de geoprocessamento. Os dados foram organizados a partir de um
quadro analítico composto por dimensões, categorias e atributos previamente definidos e
posteriormente validados empiricamente. A interpretação dos resultados permitiu identificar
que a resiliência socioecológica observada em São Domingos do Cariri não decorre da atuação
isolada de recursos naturais, instituições ou práticas socioculturais, mas emerge das relações
estabelecidas entre diferentes componentes do sistema socioecológico. A análise evidenciou
que saberes de convivência com o semiárido, redes comunitárias de cooperação e estratégias de
permanência territorial constituem elementos centrais na sustentação das capacidades
adaptativas observadas no território. A interação entre esses elementos produz uma capacidade
de reorganização que se expressa na permanência territorial adaptativa, identificada como a
principal capacidade de resiliência do sistema socioecológico estudado. Os resultados também
demonstraram que a dimensão Mudanças na Biodiversidade apresenta os sinais mais evidentes
de fragilização do sistema, evidenciando a necessidade de fortalecimento das políticas de
conservação e recuperação ambiental como condição para a manutenção das capacidades
adaptativas locais. A tese confirma a hipótese de que o fortalecimento das relações de
interdependência entre as dimensões da resiliência socioecológica amplia a coesão do sistema
e fortalece sua capacidade adaptativa. Como contribuição, a pesquisa reforça a compreensão da
resiliência como um fenômeno relacional e emergente, amplia o diálogo entre os estudos da
resiliência socioecológica e o pensamento complexo e oferece subsídios para a formulação de
políticas públicas voltadas ao fortalecimento da adaptação e da sustentabilidade em territórios
semiáridos.
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ARTHUR MARTINS MARQUES NAVARRO
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GESTÃO AMBIENTAL NO BREJO PARAIBANO:
fragilidades e diretrizes para a formulação e execução de política municipal de meio ambiente
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Orientador : EDUARDO RODRIGUES VIANA DE LIMA
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Data: 28/07/2026
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Hora: 09:00
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A Lei 6.938/81 instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, criou o SISNAMA e atribuiu aos municípios competências de fiscalização e controle ambiental. A Constituição de 1988 recepcionou esse marco e a Lei Complementar 140/2011 consolidou a descentralização, determinando que os municípios formulem, executem e façam cumprir suas políticas ambientais (art. 9º, I). Apesar dessa obrigação legal, a maioria dos municípios brasileiros não dispõe das condições institucionais para exercê-la. Dito isto, o presente estudo analisa as fragilidades da gestão ambiental de Areia, Alagoa Grande e Bananeiras, no Brejo Paraibano, visando propor diretrizes para a formulação e execução da política municipal de meio ambiente. A pesquisa é qualitativa, exploratória e descritiva, com método de estudo de caso múltiplo. O desenvolvimento da pesquisa ocorreu em três etapas: (i) fase exploratória, em que se realizou pesquisa documental nos portais das câmaras de vereadores, prefeituras e da SUDEMA, buscando leis, decretos e atos relacionados à gestão ambiental; (ii) trabalho de campo, onde foram aplicadas entrevistas semiestruturadas com secretários e servidores da área ambiental dos três municípios; e, (iii) análise dos dados documentais e entrevistas, onde foram confrontados para verificar a existência de legislação ambiental, estrutura administrativa, equipe de fiscalização e procedimentos de licenciamento. Os resultados identificaram que as legislações municipais tratam a temática ambiental de forma genérica, a maioria delas apenas nas leis orgânicas ou constituições municipais, sem uma política ambiental municipal própria de meio ambiente, além de que a dificuldade orçamentária impede a realização de maiores investimentos na área, com déficit de corpo técnico especializado e, quando há mínima estrutura, as demandas ambientais são acumuladas com outras a exemplo de Agricultura e Abastecimento, o que permitiu elaborar diretrizes para auxiliar os municípios analisados na implementação da política ambiental aplicável aos municípios do Brejo Paraibano, com o fortalecimento de consórcios públicos de cooperação intermunicipal, ativação de fundos e Conselhos de Meio Ambiente e fortalecimento dos mecanismos de arrecadação própria. De um modo geral, concluiu-se que Areia, Alagoa Grande e Bananeiras apresentam fragilidades que atravessam as dimensões técnica, normativa, financeira, participativa e cooperativa. Espera-se que este trabalho contribua para o avanço das discussões do setor do meio ambiente no nível municipal, na região do Brejo Paraibano, promovendo impactos na qualidade ambiental para o desenvolvimento da região.
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RUBEM ALVES DE LIMA
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Cidades inteligentes: monitoramento da qualidade do ar no contexto da internet das coisas
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Data: 25/03/2026
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Hora: 14:00
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A poluição atmosférica constitui um dos principais desafios ambientais e de saúde pública nas
áreas urbanas contemporâneas. O crescimento da industrialização, a expansão das cidades e,
sobretudo, o aumento das frotas veiculares movidas majoritariamente por combustíveis fósseis
têm contribuído para a elevação das concentrações de poluentes na atmosfera. Entre esses
poluentes, o material particulado (MP), especialmente nas frações MP2,5 e MP10, destaca-se
por seus efeitos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. No Brasil, apesar de avanços
recentes na legislação ambiental e na criação de programas nacionais de monitoramento, ainda
existem lacunas significativas na cobertura espacial das redes de monitoramento da qualidade
do ar. Nesse contexto, tecnologias baseadas na Internet das Coisas (Internet of Things IoT)
com baixos custos têm se mostrado promissoras para ampliar as capacidades de monitoramento
ambiental. Essas soluções se inserem no conceito de cidades inteligentes, nas quais tecnologias
digitais são utilizadas para melhorar a gestão urbana, promover sustentabilidade e ampliar o
acesso da população à informação ambiental. Diante dessa problemática, esta pesquisa teve
como objetivo geral desenvolver um protótipo de Estação Portátil de Monitoramento (EPM) de
baixo custo capaz de realizar o monitoramento em tempo real da concentração de material
particulado e de variáveis meteorológicas, utilizando tecnologia de comunicação sem fio. Como
objetivos específicos, buscou-se desenvolver dois protótipos de EPM (um fixo e um móvel),
calibrar seus sensores com base em um equipamento de referência, avaliar os níveis de
concentração de material particulado em diferentes pontos da cidade de João Pessoa (PB) e
disponibilizar os dados coletados em uma plataforma online para acesso público. A pesquisa
partiu de três hipóteses principais: (i) os dados de material particulado obtidos pelos protótipos
calibrados apresentam forte correlação com os dados do equipamento de referência HiVol; (ii)
as EPMs calibradas apresentam margem de erro médio inferior a 10% em relação às medições
do HiVol; e (iii) áreas urbanas com maior cobertura arbórea apresentam menores concentrações
de material particulado quando comparadas a áreas com menor presença de vegetação. Para
atingir esses objetivos, foram desenvolvidas estações portáteis equipadas com sensores ópticos
de material particulado e sensores meteorológicos, integrados a um sistema de comunicação
LoRaWAN para transmissão de dados. As EPMs foram instaladas em diferentes pontos da
cidade de João Pessoa e calibradas por meio de medições simultâneas com o amostrador de
grande volume HiVol 3000. Os dados coletados foram analisados estatisticamente e utilizados
para calcular o Índice de Qualidade do Ar (IQAr). Os resultados demonstraram forte correlação
entre os dados obtidos pelas EPMs e pelo equipamento de referência, com coeficiente de
correlação elevado e erro médio inferior a 10%, confirmando a confiabilidade dos sensores
calibrados para aplicações ambientais. O sistema desenvolvido também demonstrou capacidade
de captar variações espaciais e temporais na concentração de material particulado, evidenciando
seu potencial para complementar redes tradicionais de monitoramento e ampliar o acesso a
informações ambientais em tempo real. Assim, a pesquisa contribui para o desenvolvimento de
soluções tecnológicas acessíveis para monitoramento da qualidade do ar, com potencial de
aplicação em cidades que enfrentam limitações de infraestrutura e recursos para monitoramento
ambiental.
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YURI ROMMEL VIEIRA ARAÚJO
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APROVEITAMENTO DE RESÍDUOS DA PODA PARA MITIGAÇÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA: UMA ABORDAGEM INTEGRADA DA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA
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Orientador : BARTOLOMEU ISRAEL DE SOUZA
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Data: 25/02/2026
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Hora: 14:00
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O serviço de poda da arborização urbana é executado pelos municípios brasileiros e resulta na geração de resíduos de biomassa compostos por galhos, ramos, troncos e folhas. Esses materiais, na maioria das vezes, são descartados em aterros sanitários, lixões ou locais inapropriados, o que reduz a vida útil dos aterros e causa impactos e degradação ambiental quando destinados de forma inadequada. Trata-se de um resíduo gerado periodicamente e em volume significativo nas cidades, além de representar um custo elevado para os municípios. Por se tratar de um material constituído de biomassa, tratando-se de um resíduo com potencial de emissões neutras, uma vez que o carbono liberado durante sua utilização como fonte de energia é reabsorvido durante o crescimento das plantas, por meio do processo metabólico de fotossíntese. A depender do tipo de destinação do resíduo adotado pelo município, pode ocorrer emissão ou captura de gases de efeito estufa (GEE). Quando no processo de disposição, as emissões de carbono superam a quantidade de carbono estocado pela biomassa utilizada, ocorrem emissões positivas de CO2e, por outro lado, quando o descarte resulta em emissões inferiores ao estocado, há um efeito de captura de gases. Diante desse contexto, esta tese tem como objetivo geral avaliar a utilização dos resíduos provenientes da poda da arborização urbana como estratégia para a redução das emissões de GEE na atmosfera em ecossistemas antropogênicos, tendo como área de estudo os resíduos gerados nos municípios de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Conde e Santa Rita, no estado da Paraíba. Os objetivos específicos são: (i) Quantificar a emissão de GEE por meio da metodologia da ACV para seis cenários de descarte dos resíduos de biomassa da poda da arborização para cinco municípios da região metropolitana de João Pessoa/PB/Brasil: João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux e Conde; (ii) analisar a emissão de GEE associada ao serviço de transporte de resíduos de poda para cinco municípios da região metropolitana de João Pessoa/PB/Brasil, considerando a substituição do combustível, para diesel S-10 e biodiesel, e redução no trajeto devido ao reaproveitamento no próprio município, em comparação ao cenário atual; e; (iii) estimar a emissão futura de GEE e analisar o potencial de utilização dos resíduos da poda na mitigação de gases em áreas urbanas. A hipótese da pesquisa é que os resíduos de biomassa provenientes da poda da arborização urbana, quando submetidos a estratégias de gestão diferenciadas, em detrimento da disposição em aterros sanitários, podem atuar como agentes mitigadores de gases de efeito estufa (GEE), reduzindo as emissões líquidas associadas ao ciclo de vida desses resíduos e contribuindo positivamente para o balanço de carbono urbano e fortalecimento das ações municipais de mitigação climática. Para a quantificação das emissões de GEE, foi utilizada a metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), considerando seis cenários de descarte: Aterro sanitário sem coleta de metano, e com coleta de metano, incineração municipal, reutilização, geração de calor e geração de eletricidade. Para o segundo objetivo específico, foi aplicada a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) para o setor de transporte considerando os cenários de utilização do Diesel, S10 e Biodiesel, além da redução do percurso. Para o terceiro objetivo, foi realizado um prognóstico de emissão de geração de resíduos da poda para o período de 16 anos (2025- 2040), aplicando os modelos dos Planos Municipais de Gestão de Resíduos Sólidos e estimativa da emissão de GEE pelo método ACV, com posterior análise estatística com a realização do teste de ANOVA, seguida do teste de Tukey e teste t dos resultados para analisar se há significância na utilização do resíduo como agente mitigador. Os resultados do primeiro capítulo indicaram que ao longo de 10 anos, as cinco cidades analisadas coletaram 271.522,24 t de resíduos de poda urbana, com predominância de João Pessoa, responsável por 198.055,99 t (≈73%), enquanto Conde apresentou a menor contribuição (6.801,25 t). No cenário de referência, baseado no descarte simples em aterro sanitário, as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) totalizaram 1.048.049,91 tCO2e, sendo João Pessoa responsável por 768.509,53 tCO2e (73%). O transporte foi a principal fonte emissora, respondendo por 84,2% das emissões (881.606,77 tCO2e), enquanto a deposição no aterro contribuiu com 166.443,13 tCO2e (15,8%). As emissões médias per capita variaram entre os municípios, com destaque para Cabedelo (0,23 tCO2e/hab./ano) e João Pessoa (0,09 tCO2e/hab./ano). Quando normalizadas por tonelada coletada, as maiores emissões ocorreram em Cabedelo (4.140,16 tCO2e/t) e João Pessoa (3.880,26 tCO2e/t). A avaliação de cenários alternativos indicou potencial expressivo de mitigação: a coleta de metano em aterro reduziu as emissões globais em 1,5% (1.032.844,66 tCO2e), a incineração municipal em 15,5% (885.598,15 tCO2e), enquanto os cenários de reutilização e geração de eletricidade apresentaram as maiores reduções, de 17,9% (860.265,13 tCO2e) e 18,5% (853.911,50 tCO2e), respectivamente. O segundo capítulo indicou que para o cenário atual (20122021), o transporte dos resíduos de poda urbana foi responsável por 84,2% das emissões totais, totalizando 881.606,77 tCO2e nas cinco cidades analisadas. João Pessoa concentrou 73% dessas emissões (647.101,21 tCO2e), seguida por Cabedelo (128.888,21 tCO2e), refletindo maiores distâncias percorridas e maiores massas coletadas. A redução do percurso, com reaproveitamento local da biomassa, possibilitou uma diminuição de 24,6% nas emissões, reduzindo o total para 673.622,15 tCO2e, com destaque para reduções de 20,5% em João Pessoa e até 36,8% nos municípios de menor porte. O uso de diesel S-10 resultou em aumento das emissões de 3,8%, elevando o total para 914.944,84 tCO2e, devido à maior pegada de carbono no ciclo produtivo. Em contraste, a substituição pelo biodiesel reduziu as emissões em 29%, alcançando 622.310,66 tCO2e. A combinação de biodiesel com redução do percurso apresentou o melhor desempenho ambiental, com emissões de 475.753,85 tCO2e, correspondendo a uma redução de 46% em relação ao cenário atual com diesel convencional. Para o último capítulo, os resultados indicaram um crescimento populacional médio anual entre 0,3773% (Bayeux) e 3,3478% (Conde), com projeções de população em 2040 de 1.134.713 (João Pessoa), 196.307 (Santa Rita), 110.844 (Cabedelo), 88.547 (Bayeux) e 49.936 (Conde). Para o período de 16 anos, a biomassa total estimada foi de 392.464,19 t, concentrada em João Pessoa: 194.054,31 t (49,45%) e Cabedelo: 107.940,90 t (27,50%), seguidas por Conde: 31.357,40 t (7,99%), Santa Rita: 30.936,48 t (7,88%) e Bayeux: 28.175,10 t (7,18%). Mantida a prática atual de descarte em aterro (diesel no transporte), a emissão global projetada para 20252040 foi de 1.509,3 ktCO2e, sendo o transporte a parcela dominante (1.268,74 ktCO2e; 84%) e a disposição responsável por 16%. João Pessoa respondeu por 752,98 ktCO2e (≈50%) do total, e Bayeux teve a menor emissão (86,31 ktCO2e; 7%). A substituição do aterro simples por aterro com coleta de metano reduziu pouco as emissões totais, de 1.509,32 para 1.487,34 ktCO2e; −1,45%, enquanto a geração de eletricidade apresentou o melhor desempenho entre os cenários com diesel, reduzindo para 1.228,71 ktCO2e. Quando a análise desconsidera o transporte, a mudança de destinação torna-se ainda mais evidente: a disposição em aterro emitiu 240.580,55 tCO2e, ao passo que cenários de valorização apresentaram redução expressiva e até saldo negativo, como geração de eletricidade: −40.031,35 tCO2e; reutilização: −30.847,69 tCO2e; e geração de calor: −8.865,46 tCO2e. A diferença entre aterro e geração de eletricidade (sem transporte) foi de aproximadamente 280.611 tCO2e (redução/captura líquida). Para os cenários com diesel (com transporte), a ANOVA indicou diferença significativa (p = 5,81×10⁻¹¹; F = 15,47), e o teste de Tukey mostrou que aterro e aterro com metano não diferem, enquanto incineração, geração de calor, geração de eletricidade e reutilização formam grupo distinto com menores médias (reduções de 15,56% a 18,59%, sendo geração de eletricidade a maior). O teste t reforçou isso: apenas aterro × aterro com metano não foi significativo (t = 0,42; p = 0,67), enquanto todas as demais comparações foram significativas (p < 0,001). Sem transporte, a separação entre cenários foi ainda mais forte (ANOVA p = 4,46×10⁻⁸⁶; F = 1583,60), com Tukey indicando aterro como o maior emissor e geração de eletricidade como melhor alternativa.
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