PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA (CCSA - PPGE)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Notícias


Banca de DEFESA: LUIZA MIKAELA DE SA SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIZA MIKAELA DE SA SANTOS
DATA: 15/05/2026
HORA: 08:30
LOCAL: PPGE
TÍTULO: ENSAIOS EM ECONOMIA APLICADA: AVALIAÇÃO DE POLITICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO FEDERAL NO BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Interiorização, Univ. Fed.; Rede Federal de EPCT; políticas públicas; DiD-MP c/ spill.; trabalhadores qualificados; firmas; PIB per capita; emprego formal; ISSQN; IPTU
PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Economia
RESUMO: Esta tese é composta por dois ensaios em economia aplicada voltados à avaliação de políticas públicas de educação federal no Brasil. O primeiro ensaio avalia os impactos da expansão e interiorização das universidades federais na acumulação de mão de obra qualificada e na criação de firmas no Brasil. Com base em um painel municipal para o período de 2000 a 2020, construído a partir de dados do MEC, RAIS, RFB, IBGE e do Censo Demográfico, a análise utiliza o estimador de diferenças em diferenças com múltiplos períodos e transbordamentos espaciais de Butts (2023), permitindo, de forma inédita na literatura, a identificação de efeitos diretos e spillover. Os resultados indicam que a abertura dos campi elevou, de modo imediato e persistente, o emprego qualificado nos municípios tratados, com impactos entre 1,84 e 5,77 trabalhadores por mil habitantes, além de efeitos positivos, ainda que menores, nos municípios vizinhos (entre 1,06 e 1,87). A criação de firmas, por sua vez, apresentou resposta mais gradual e restrita aos municípios tratados, com efeitos entre 0,20 e 0,25 por mil habitantes (equivalente a aproximadamente entre 27 e 34 novas firmas em um município típico). Os testes de robustez ratificam os resultados, enquanto as heterogeneidades regionais apontam impactos particularmente precoces e duradouros no Nordeste, região que recebeu a maior parte dos novos campi. A análise por porte das firmas revela que micro e pequenas empresas respondem pela maior parcela do efeito sobre as firmas, refletindo mecanismos de choques de demanda local, via expansão do comércio e dos serviços, e de um maior acúmulo de capital humano. Tais achados evidenciam que a interiorização do ensino superior federal atua como vetor de desenvolvimento territorial, fortalecendo economias locais, e ao mesmo tempo, ressaltam a importância de condições estruturais complementares para a maximização de seus efeitos. O segundo ensaio avalia os impactos da expansão e interiorização da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT) no desempenho econômico e na arrecadação municipal no Brasil, utilizando dados em painel para o período de 2002 a 2021, construídos a partir de informações do IBGE, RAIS, FINBRA, MEC e do Censo Demográfico, e uma estratégia de diferenças em diferenças com múltiplos períodos, conforme proposto por Callaway e Sant’Anna (2021). Os resultados principais apontam para efeitos positivos rápidos e duradouros sobre o PIB per capita, com crescimento entre 6% e 12,4%, bem como sobre o emprego formal, que alcançam aproximadamente 13,9% ao longo do tempo. Em relação às receitas, observam-se aumentos de 38,8% para o ISSQN e 24,9% para o IPTU, com efeitos mais persistentes para este último, chegando a 45,6%. Tais achados mostram-se robustos a diferentes especificações, incluindo a redefinição do grupo de controle, a inclusão de controle para fator político e a consideração de interações espaciais com base no estimador de Butts (2023), não havendo indícios de efeitos de transbordamento para municípios vizinhos. As análises de heterogeneidade indicam que os impactos são mais consistentes no Nordeste, região mais contemplada, e incidem sobretudo no setor de serviços, em linha com os canais de dinamização econômica local; enquanto não se observa um padrão claro de concentração por setor empregador. Essas evidências sugerem que a política atua como um importante fator de fortalecimento da atividade econômica e das finanças locais, reforçando o papel da expansão da EPCT como instrumento de desenvolvimento regional.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1813840 - ALESSIO TONY CAVALCANTI DE ALMEIDA
Interno(a) - 3007591 - ANTONIO VINICIUS BARROS BARBOSA
Externo(a) à Instituição - CARLOS ROBERTO AZZONI
Externo(a) à Instituição - LUIS ABEL DA SILVA FILHO
Presidente(a) - 1267722 - WALLACE PATRICK SANTOS DE FARIAS SOUZA