PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA (CCSA - PPGE)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: IVAN MARINHO DE BARROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IVAN MARINHO DE BARROS
DATA: 15/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: PPGE
TÍTULO: CLIMA, VIOLÊNCIA DE GÊNERO E RENDA NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: DOIS ENSAIOS EM ECONOMIA DO CRIME
PALAVRAS-CHAVES: clima. violência de gênero. Semiárido. escravidão. persistência cultural. economia do crime.
PÁGINAS: 41
RESUMO: Ambos os ensaios compõem um projeto voltado para o estudo das variáveis que dão conteúdo às noções de letalidade da violência — apenas no Brasil —, considerando-as em relação à economia do crime. O Ensaio 1 estima o efeito dos extremos meteorológicos do Semiárido — calor e seca — numa configuração de painel balanceado, em 1.477 municípios, nos 132 meses de 2010 a 2020, por Pseudo-Poisson Maximum Likelihood (PPML) (Silva; Tenreyro, 2006), com efeitos fixos municipais e de mês-ano e inferência espacial segundo Conley (1999) e wild-cluster bootstrap (Cameron; Gelbach; Miller, 2008). A hipótese testada — definida antes dos resultados preliminares — sugere que o efeito da seca sobre os homicídios se ajusta à não-linearidade já discutida (apenas a seca de magnitude extrema elevaria esse efeito, em +52%) e que o efeito do calor seria não-monotônico (apenas o calor moderado, e não o extremo, seria causador); o maior amplificador da violência fatal poderia residir no lar e, nesse caso, sem o emprego recorrente de arma de fogo — o que apontaria para o canal de renda/barganha do lar, de maior preponderância que os demais. O Ensaio 2 — por onde se inicia a leitura sobre a raiz estrutural da violência — investiga se a servidão doméstica da mulher, em 1872, ainda produz efeito preditivo sobre a taxa de homicídio das mulheres contemporâneas, pela persistência das normas patriarcais/raciais, em comparação cross-section entre áreas minimamente comparáveis, com falsificações preliminares por tipo de servidão, bounds de Oster (2019) e g-estimation. Aqui, na interpretação, deve estar sempre revelado: os dois ensaios se inter-implicam numa lógica de estrutura e gatilho — um legado histórico cristalizado nas normas e um choque climático contemporâneo, cuja interação sinaliza de volta para essa estrutura herdada.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 3007591 - ANTONIO VINICIUS BARROS BARBOSA
Interno(a) - 1813840 - ALESSIO TONY CAVALCANTI DE ALMEIDA
Interno(a) - 3339014 - ANA CLAUDIA ANNEGUES DA SILVA