PROGRAMA ASSOCIADO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS (CCTA - PPGAV)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ISABELLE SILVA MORAIS CARNEIRO DA CUNHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABELLE SILVA MORAIS CARNEIRO DA CUNHA
DATA: 20/08/2025
HORA: 15:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO: BLOCO CARNAVALESCO CAFUÇU e (CONTRA)VISUALIDADES FEMININAS DAS RAINHAS HORS-CONCOURS.
PALAVRAS-CHAVES: Carnaval em João Pessoa; Cafuçu; (Contra)visualidades Femininas; Cafuçucartografia;
PÁGINAS: 184
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Artes
RESUMO: Sem muito arrodeio, “indo direto ao ponto”, como quem segue o cortejo, esta dissertação realizou seu percurso junto ao bloco carnavalesco de rua, o Cafuçu, que acontece na cidade de João Pessoa/PB, desde . Concentrou pistas referentes às (contra)visualidades expressas nas performances das rainhas hors-concours, aquelas que estão fora de qualquer concurso pois foram consideradas melhores que a concorrência, para compreender - ou não! - as representações visuais das folionas cafucetas, que performaram no Bloco entre o interstício de 2023 a 2025. Sendo assim, contou com a colaboração (o HELP ME!) de algumas notoriedades que labutam sobre os conceitos do carnaval, como Ferreira (2004, 2005), Bakhtin (1987), Da Matta (1990); Queiroz (1992), Minois (2003), Sodré e Paiva (2002); Bergson (1987), sendo os três últimos abraçados para o entendimento do riso e o grotesco no referido festejo; há ainda os conceitos que envolvem o termo cafuçu em França (2013), Soares (2012), Magalhães (2022) e sujeitos periféricos em D ́Andrea (2013); e sobre feminino e feminismos em Butler (2018;2020) e Hollanda (2020). Através de uma imersão no contexto, como foliã do Bloco, e do descortinar de imagens disponíveis no Youtube, informações sobre os artefatos imagéticos e as maneiras de ser feminina no bloco, foram mapeados e tensionados entre dimensões transgressoras e normatizadoras que compõem o Cafuçu como um campo de disputa simbólica, para serem apresentados da maneira mais democrática possível. A partir de uma abordagem cafuçucartográfica, este trabalho interrelacionou imagens, documentos, memórias, sons e vivências, recriando imagéticamente e textualmente a conquista do direito de olhar – na perspectiva de Mizoerff - das Cafucetas. Assim, conclui-se que carnavais constituem- se como territórios de expressão de liberdades simbólicas e corporais, mas também revelam e reforçam preconceitos e normas advindas de uma sociedade ainda hierarquizada. As rainhas hors-concours, neste contexto, produzem e desfilam (contra)visualidades plurais, que ultrapassam leituras únicas ou definitivas.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3211097 - RUI MIGUEL PAIVA CHAVES
Presidente - 1465944 - SICILIA CALADO FREITAS
Externo ao Programa - 1791998 - VICTOR HUGO NEVES DE OLIVEIRA