CCHLA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA E POLITICAS PÚBLICAS (PPGDH.)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Notícias


Banca de QUALIFICAÇÃO: GIOVANNA IGNOWSKY BORBA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GIOVANNA IGNOWSKY BORBA
DATA: 12/12/2025
HORA: 16:00
LOCAL: Sala de Aula do PPGDH
TÍTULO: “É DIA DE ENCARAR O TEMPO E OS LEÕES”: Um estudo sobre revista vexatória em João Pessoa e a submissão de mulheres livres às violências do cárcere
PALAVRAS-CHAVES: Revista íntima vexatória. Violência de gênero. Famílias do cárcere. Criminologia Crítica. Criminologia Feminista.
PÁGINAS: 71
RESUMO: A política carcerária do Brasil sempre resultou em sérios problemas humanitários para o país. Em se tratando de mulheres neste contexto, as violações de direitos humanos intrínsecas às prisões se apresentam em um conjunto com violências próprias de gênero. Ainda, não se pode perder de vista que as mulheres mais afetadas pelos fenômenos do cárcere são, em sua maioria, pobres, racializadas e periféricas, ou seja, mulheres que já se encontram em posição de marginalização e vulnerabilidade social. Sabendo que os padrões mencionados se repetem no tocante a mulheres que possuem vínculo afetivo com pessoas presas, esta pesquisa busca investigar não as mulheres encarceradas, mas outras que também são afetadas pelo sistema carcerário: as mães, filhas, irmãs, esposas e outras mulheres que fazem parte da rede de apoio de pessoas presas. Entre as violações vivenciadas por essas mulheres, entende-se que a revista vexatória, oficialmente denominada revista íntima, configura o ápice da violência e desumanização de seus corpos. Neste sentido, o presente trabalho pretende investigar, à luz das Criminologias Crítica e Feminista, como as circunstâncias legais, sociais e políticas atuam para a manutenção das revistas vexatórias no sistema prisional de João Pessoa. Para cumprir tal objetivo, foi traçada uma revisão da literatura, para dar suporte teórico aos debates empreendidos acerca de familiares de pessoas encarceradas e a prática de revista vexatória. Ainda, foi também desenvolvida uma pesquisa de campo, desenvolvida em formato de observação participante, onde a autora pôde comparecer às filas de visita de quatro penitenciárias pessoenses, procedendo a se aproximar das familiares de pessoas presas da cidade. Esta metodologia foi pensada para que fosse possível tecer análises qualitativas de cunho exploratório-descritivo, visando debater como a permanência das revistas vexatórias no ambiente carcerário é nociva e ultrapassa os muros das prisões, atingindo mães, irmãs, esposas, filhas e tantas outras mulheres livres que mantém um vínculo afetivo com pessoas encarceradas. Dessa forma, este trabalho de dissertação se estrutura em quatro capítulos: O primeiro, elaborado integralmente, trata da constituição das prisões no Brasil e da incidência prática das revistas vexatórias. O segundo, elaborado parcialmente, se debruça sobre o percurso metodológico da pesquisa, situando os métodos e instrumentos utilizados, bem como a posição da pesquisadora diante do campo. O terceiro capítulo, ainda a ser elaborado, contará com análise dos dados sociodemográficos coletados e, por fim, o último capítulo, também a ser elaborado, irá analisar, a partir da análise temática, as entrevistas semiestruturadas realizadas na etapa de campo, interpretando-as em conjunto com o aporte teórico construído durante o trabalho.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1645118 - RENATA MONTEIRO GARCIA
Interno(a) - 1037668 - REBECKA WANDERLEY TANNUSS
Externo(a) à Instituição - LUDMILA MENDONÇA LOPES RIBEIRO