CCHLA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA E POLITICAS PÚBLICAS (PPGDH.)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de QUALIFICAÇÃO: CHEÍSA DE ARROXELAS MACÊDO PEREIRA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CHEÍSA DE ARROXELAS MACÊDO PEREIRA
DATA: 29/11/2024
HORA: 16:00
LOCAL: Sala Multimídia do CCJ/UFPB
TÍTULO: TRÁFICO DE DROGAS E ENCARCERAMENTO FEMININO: Análise da atuação da
Defensoria Pública do Estado da Paraíba
PALAVRAS-CHAVES: Acesso à justiça; Defensoria Pública; mulheres; tráfico de drogas; encarceramento feminino.
PÁGINAS: 88
RESUMO: A população penal do Brasil aumentou, entre 2006 e 2023, cerca de 111% (Brasil, 2024a;
Brasil, 2018), no tocante às mulheres, o crescimento foi de 170% (Brasil, 2024a; Brasil, 2019).
O aprisionamento brasileiro tem se expandido e apresentado, além de uma marca de gênero,
uma de raça, já que 69% da população prisional brasileira é negra (Brasil, 2024a). Para melhor
compreender o cenário do encarceramento brasileiro, observa-se que os crimes de drogas
correspondem a 26% das incidências registradas entre os homens e a 65% entre as mulheres
(Brasil, 2024a). Essas informações ilustram os resultados da falaciosa guerra às drogas que
tem como um dos seus principais produtos o encarceramento de pessoas pobres e negras, muitas
das quais mulheres. Esse cenário reforça a importância da Defensoria Pública, posto que a esta
instituição é atribuída a função de promover a defesa integral de todos os necessitados por
vulnerabilidades diversas. A título ilustrativo, pesquisas como a de Lemgruber e Fernandes
(2015) indicam que a Defensoria Pública assume a defesa de parcela majoritária (59%) das
pessoas acusadas de tráfico de drogas. Ante essa conjuntura, a presente dissertação tem como
objetivo geral analisar criticamente a atuação da Defensoria Pública do Estado da Paraíba
DPE-PB nos casos de mulheres acusadas de crimes relacionados ao tráfico de drogas. Para
tanto, realizou-se uma revisão de literatura, com consulta a bases de dados como Scielo e
Periódico CAPES, e ainda será promovida uma pesquisa de campo dividida em dois eixos: 1º -
pesquisa documental das manifestações processuais da DPE-PB nos casos de mulheres
acusadas de crimes de drogas que tramitam ou tramitaram no Tribunal de Justiça da Paraíba; 2º
- entrevistas semi-estruturadas com defensores públicos do estado da Paraíba que tenham
atuado em pelo menos um caso de mulher acusada de crime previsto na Lei Nº 11.343/2006.
Isto posto, até o momento foi elaborado um capítulo intitulado de Política criminal e as
repercussões da guerra às drogas sobre as mulheres, o qual discute, sob o referencial da
criminologia crítica, aspectos gerais sobre política criminal, culminando na política de drogas
e, posteriormente, discute os efeitos dessa guerra sobre as mulheres, perpassando sobre o
encarceramento e morte de mulheres. O capítulo seguinte, Defensoria Pública e mulheres
encarceradas: da promessa do acesso à justiça aos óbices que atravessam sua missão
institucional, volta-se à Defensoria Pública, explorando seu papel em um Estado democrático
e perante os direitos humanos, com foco sobre sua atuação quanto às mulheres criminalizadas
por tráfico de drogas. Mas ainda nesse capítulo, atenta-se para os desafios que permeiam a
atuação da Defensoria Pública e que podem obstar sua missão institucional. Os capítulos
escritos até então partem, primordialmente, da revisão de literatura, mas quanto ao capítulo
seguinte, pretende-se escrevê-lo a partir dos resultados obtidos pela pesquisa de campo,
promovendo um diálogo entre a conjuntura da DPE-PB e seus defensores com os apontamentos
gerais da literatura demonstrados nos capítulos anteriores.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1700164 - NELSON GOMES DE SANT ANA E SILVA JUNIOR
Interno - 2485129 - MARLENE HELENA DE OLIVEIRA FRANCA
Interno - 1645118 - RENATA MONTEIRO GARCIA
Externo ao Programa - 1037668 - REBECKA WANDERLEY TANNUSS
Externo à Instituição - ALESSANDRA RAPACCI MASCARENHAS PRADO