CCTA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM JORNALISMO (PPJ)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA KÉTHULY GÓES MOREIRA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA KÉTHULY GÓES MOREIRA
DATA: 27/02/2026
HORA: 16:00
LOCAL: Sala 107 | Bloco A | CCTA/UFPB
TÍTULO: TELEJORNALISMO UNIVERSITÁRIO: os valores e princípios da radiodifusão pública no programa Opinião Pernambuco, da TVU Recife
PALAVRAS-CHAVES: Telejornalismo. TVU Recife. TV Universitária. Radiodifusão pública.
PÁGINAS: 63
RESUMO: Os avanços tecnológicos e a convergência midiática, aliados ao comportamento da audiência diante dos meios, vêm reconfigurando as mídias no Brasil há pelo menos duas décadas. Neste mesmo período, a difusão da internet evidenciou um cenário de profundas mudanças no jornalismo, seja no mercado de trabalho, no consumo ou na produção de conteúdo. Uma das áreas afetadas pela mudança foi a da radiodifusão que, no Brasil, teve os princípios e objetivos de seu sistema público definidos somente em 2008, com a implementação da Lei 11.652. Com a normatização, emissoras de rádio e televisão assumiram o compromisso de focar sua produção no interesse do cidadão e na formação crítica e emancipatória da sociedade. Nesse sentido, determinou-se um alinhamento com os pressupostos estabelecidos pela Unesco (2001) para canais de mídia pública do mundo inteiro. São eles: a universalidade, a diversidade, a independência e a diferenciação. Este trabalho se propõe a verificar a presença, ausência, relevância e adequação dessas diretrizes basilares na produção jornalística de emissoras de televisão universitárias. O objetivo é analisar o programa Opinião Pernambuco, da TV Universitária do Recife, à luz dos valores e princípios definidos pela UNESCO (2001), a partir de transformações internas e externas no processo produtivo. A avaliação sobre a prática e os entraves ao exercício desses valores norteadores se dá em um universo de vinte edições do programa, veiculadas entre março de 2020 e junho de 2025, disponibilizadas publicamente na plataforma YouTube. Como metodologia, adotou-se a pesquisa exploratória e qualitativa, partindo de revisão de literatura e pesquisa documental, elegendo como principal referência as normas estabelecidas pela UNESCO (2001) e promovendo um diálogo com autores como Bucci (2015), Cifuentes (2002), Pieranti (2018) e Martin-Barbero (2002). Em seguida, fazem-se entrevistas semiestruturadas com os jornalistas que produziram o Opinião Pernambuco no período da amostra e, para concluir o estudo, é realizada a análise de conteúdo das edições selecionadas. A observação das entrevistas e dos episódios do programa se dá à luz do arcabouço definido pela UNESCO (2001). Os resultados preliminares apontam o empenho dos realizadores na busca por diversidade e diferenciação, porém, diante do que prevê a UNESCO, percebe-se ampla margem para a qualificação desse jornalismo público e universitário nas escolhas editoriais, no protagonismo da audiência, no experimentalismo técnico e estético e na participação social. Observa-se, até o presente momento, que o Opinião Pernambuco busca associação com os valores norteadores da radiodifusão pública, mas o caminho para alcançá-los ainda revela entraves, tensões e desafios.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ANA PAULA LUCENA
Presidente(a) - 1461052 - LAERTE JOSE CERQUEIRA DA SILVA
Interno(a) - 1349487 - ZULMIRA NOBREGA PIVA DE CARVALHO