CCA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA (PPGZ)
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)
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Banca de DEFESA: GUILHERME MEDEIROS LEITE
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GUILHERME MEDEIROS LEITE
DATA: 31/07/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório do PPGZ
TÍTULO: USO DE INOCULANTES: IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE BACTÉRIAS, AVALIAÇÃO DE SILAGENS E DESEMPENHO DE CORDEIROS
PALAVRAS-CHAVES: Eficiência alimentar. Palma forrageira. Prospecção de bactérias. Qualidade higiênica. Sorgo forrageiro
PÁGINAS: 123
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
RESUMO: O estudo foi dividido em três experimentos. O primeiro teve como objetivo isolar,
identificar e caracterizar bactérias láticas produtoras de ácido acético de plantas de sorgo
fresco e silagem, e avaliar seu uso como inoculantes na qualidade da fermentação e
diversidade microbiana. Para a primeira etapa experimental, oito silos experimentais
foram preparados, e a planta de sorgo fresco cv. BRS Ponta Negra (Sorghum bicolor (L.)
Moench.) foi amostrada para caracterizar e identificar as bactérias. Cinco linhagens foram
escolhidas para serem inoculadas na segunda etapa experimental, em um delineamento
fatorial 7 × 2, com sete tratamentos e dois tempos de abertura, em quatro repetições.
Quatro espécies foram identificadas, sendo elas Pediococcus pentosaceus,
Lactiplantibacillus plantarum/pentosus, Limosilactobacillus reuteri e Lactiplantibacillus
plantarum, sendo o último predominante com 72,73% da quantidade total de bactérias
identificadas. A utilização de L. plantarum (GML 66) e Weissella cibaria foram capazes
de prolongar o tempo da estabilidade aeróbia das silagens de sorgo forrageiro,
apresentando 71,75 e 68,87 h de estabilidade, respectivamente. A utilização das cepas L.
plantarum (GML 09), P. pentosaceus (GML 11) e L. plantarum (GML 51) reduziram as
perdas por efluentes e por gases, mas não foram capazes de promover diferença
significativa na recuperação de matéria seca das silagens. A inoculação com L. plantarum
(GML 66) na silagem de sorgo reduziu a população de leveduras, promovendo maior
estabilidade aeróbia da silagem. O segundo experimento avaliou o efeito da inoculação
microbiana em rações completas ensiladas com diferentes níveis de feno de tifton-85 e
palma forrageira. Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado,
arranjado em esquema fatorial 2×2, sendo 2 níveis de inclusão de feno e 2 tipos de
inoculação microbiana (com ou sem inoculação), sendo uma combinação de L. plantarum
(GML 66) e Weissella cibaria, com 4 repetições, totalizando 16 silos experimentais,
abertos aos 35 dias após ensilagem. Houve efeito de interação entre fatores para a
utilização de 10% de feno sem inoculação microbiana, que resultou em 1,10 mEq NaOH
100g-1
para capacidade tampão e 0,52 g Kg-1
de N total para nitrogênio amoniacal. Para a
variável de perdas por efluentes houve efeito isolado, apresentando a silagem de 10% de
inclusão de feno um teor de 54,48 Kg t-1
para perdas por efluentes, reduzindo sua
recuperação de matéria seca, o que resultou na maior recuperação para a silagem com
30% de feno, com 91,12%. Não houve diferença para os valores de estabilidade aeróbia
das silagens, mas a produção de ácidos orgânicos foi significativamente melhor para a
inclusão de 10% de feno com inoculação microbiana, resultando em maior produção de
ácido acético (4,35 g Kg-1
de MS). O terceiro experimento avaliou o consumo,
digestibilidade, desempenho, comportamento ingestivo, escore fecal e populações
microbianas de fezes e sobras de cordeiros confinados alimentados com rações completas
à base de palma forrageira e feno de tifton-85 fornecida in natura ou ensiladas. Foram
utilizados 32 cordeiros sem padrão racial definido, com um em delineamento em blocos
casualizados, em um esquema fatorial 2x2, sendo dois níveis de inclusão de feno de tifton
na dieta, sendo 10% de feno e outra de 30% de feno, e duas formas de manejo alimentar,
fornecendo a ração na forma in natura e ensilada, totalizando 4 tratamentos e 8 repetições,
com duração de 59 dias experimentais. Houve maior consumo de nutrientes para os
animais alimentados sob forma de fornecimento in natura, destacando o consumo de
matéria seca de 1,487 Kg para 10% de feno e 1,563 Kg para 30% de feno. A inclusão de
10% de feno sob manejo alimentar sob forma de fornecimento da ração in natura
proporcionou uma maior digestibilidade da matéria seca, matéria orgânica, proteína bruta,
extrato etéreo, fibra em detergente neutro, carboidratos não fibrosos e energia
metabolizável. Apesar das diferenças de consumo e digestibilidade, só houve diferença
para eficiência alimentar entre as formas de fornecimento da ração, com 0,204 g Kg-1
de
MS para a forma ensilada. O escore fecal apresentaram fezes amolecidas para a ração in
natura, já as sobras de rações ensiladas apresentaram menores contagens de populações
microbianas de E. coli e enterobactérias (2,79 e 2,80 UFG g-1
de fezes). A ração de 10%
de feno in natura apresentou maior eficiência alimentar de fibra em detergente neutro
(158,93 g FDN h
-1
), eficiência de ruminação de matéria seca (252,13 g MS h
-1
) e fibra em
detergente neutro (102,20 g FDN h
-1
). Houve interação para eficiência alimentar de fibra
em detergente neutro, eficiência de ruminação de matéria seca e fibra em detergente
neutro, destacando melhores resultados para 10% de inclusão in natura. Apesar da
diferença de consumo e digestibilidade dos nutrientes, recomenda-se o nível de inclusão
de 30% de feno de tinfton-85 em rações completas ensiladas à base de palma forrageira
para ovinos terminados em confinamento, indicando uma maior eficiência alimentar com
uma melhor qualidade higiênica, sem afetar negativamente o desempenho dos animais.
Apesar das diferenças, o nível de 30% de feno em rações ensiladas é recomendado por
promover eficiência alimentar e melhor controle microbiológico, sem prejudicar o
desempenho animal.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1644333 - EDSON MAURO SANTOS
Externo à Instituição - GILDENIA ARAÚJO PEREIRA
Externo à Instituição - LEILSON ROCHA BEZERRA
Externo à Instituição - RICARDO LOIOLA EDVAN
Externo à Instituição - THIAGO CARVALHO DA SILVA