PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL (PPGCAN)

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)

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Notícias


Banca de DEFESA: WALTER HENRIQUE CRUZ PEQUENO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WALTER HENRIQUE CRUZ PEQUENO
DATA: 31/03/2021
HORA: 13:00
LOCAL: WEBCONFERÊNCIA
TÍTULO: LESÕES OCULARES E ORAIS CAUSADAS POR TACINGA INAMOENA EM OVINOS E CAPRINOS NO NORDESTE BRASILEIRO
PALAVRAS-CHAVES: ruminantes, afecções traumáticas, ceratoconjuntivite, estomatite, cactáceas.
PÁGINAS: 36
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
RESUMO: Na Região Nordeste do Brasil os ruminantes são criados de formas diversificadas, podendo-se observar desde sistemas intensivos de criação até ultra extensivos, sem qualquer tecnificação e altamente dependentes da Caatinga como fonte de alimentação, inclusive cactáceas. Em áreas da caatinga, que sofreram processo de degradação, ocorre a predominância de determinadas espécies de plantas, inclusive algumas que têm efeitos deletérios aos animais. Atualmente, no Nordeste brasileiro, vem sendo observado que algumas áreas estão sendo invadidas por cactáceas, e começam a ser identificados problemas associados a essas espécies. Apresenta-se nessa dissertação dois surtos de lesões traumáticas associadas ao pastejo e ingestão da Tacinga inamoena por caprinos e ovinos no estado da Paraíba, Brasil. No primeiro surto observou-se durante uma inspeção preliminar do rebanho que 15 dos 70 animais apresentavam alterações oculares, os animais foram submetidos ao exame físico geral e ao exame oftálmico. Lacrimejamento excessivo, blefarite, fotofobia, opacidade de córnea, hifema, neovascularização corneana, úlceras de córnea e gloquídeos aderidos à conjuntiva bulbar e na córnea foram os achados clínicos identificados. A planta estava presente em diversas áreas e em grande quantidade nas áreas de pastejo, onde os animais eram vistos ingerindo seus frutos. No segundo surto, dois ovinos de um total de 100 animais, foram identificados com lesões orais associadas ao pastejo em áreas da planta. Um deles foi encaminhado ao Hospital Veterinário. No exame físico, o animal apresentou apatia, anorexia, escore corporal 1,5, pelos opacos, eriçados e no pelame era possível identificar gloquídeos. Na cavidade oral observou-se halitose, sialorréia intensa, extensas úlceras hemorrágicas e sensibilidade dolorosa à palpação. Devido ao prognóstico desfavorável, foi eutanasiado. Na necropsia, placas multifocais a coalescentes, elevadas, firmes e com superfície irregular, ulcerada , por vezes crostosas, com centro amarelo a marrom-claro e bordos eritematosos, estavam presentes nos lábios superiores, inferiores, mucosa oral, língua, palatos duro e mole. Apesar de ser evidente que seria necessário a remoção dos animais das áreas em que a planta se fazia presente, observa-se que a inexistência de outros locais para pastejo e a importância que essa cactácea possui nos períodos de escassez de forragens. A planta é responsável por causar sérias lesões em pequenos ruminantes no semiárido Nordestino assim como prejuízos econômicos de grandes dimensões, esse problema pode ainda atingir amplas proporções, visto que a planta pode possuir comportamento invasor, especialmente em áreas em que podem ser identificadas indícios de degradação ambiental.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1835104 - RUY BRAYNER DE OLIVEIRA FILHO
Presidente - 6338373 - SARA VILAR DANTAS SIMOES
Externo à Instituição - TATIANE RODRIGUES DA SILVA