PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM JORNALISMO (PPJ)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ANDRÉA MARIA BATISTA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRÉA MARIA BATISTA DA SILVA
DATA: 03/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 238 “CCTA”
TÍTULO: JORNALISMO E BOATARIA NO CASO MARIELLE Silenciamento de vozes e produção de sentidos na notícia “combustível de fake news”
PALAVRAS-CHAVES: Discurso jornalístico. Fake news. Boatos. Formações discursivas. Checagem de fatos.Construção da notícia. Produção de sentidos.
PÁGINAS: 165
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO: Este trabalho é resultado do estudo sobre os falsos boatos contra a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), disseminados um dia depois do seu assassinato (em 14 de março de 2018) e que ganharam relevância com a construção da notícia considerada “combustível de fake news”, publicada na Folha de S. Paulo e replicada por outros veículos de comunicação, dentre os quais o site da revista Veja, o blog Ceticismo Político, o site do jornal Extra e o paraibano Portal T5, entre os dias 16 e 17 de março de 2018. Esses boatos nasceram em grupos de WhatsApp, cresceram no Facebook e ganharam notoriedade na imprensa. Depois, voltaram às redes sociais e foram compartilhados 650 mil vezes, em pouco mais de 48 horas, conforme o Monitor do Debate Político no Meio Digital (2018). Observando o fluxo da informação falsa na imprensa, buscamos identificar as vozes e os sentidos e problematizamos sobre até que ponto é possível evitar o erro com a checagem de fatos e fontes, considerando a opacidade da linguagem, que, à luz da Análise de Discurso (AD), restringe e gera interpretações a despeito da vontade dos sujeitos. Nesse caminho, observamos que, por mais objetiva que tente ser, a linguagem não é literal, mas um “lugar de emoção, de debate, de opressão, mas também de resistência” (PÊCHEUX, 2014, p. 7). Assim, identificamos nas cinco matérias analisadas a presença da luta de classes, a partir dos lugares de fala dos sujeitos, e a inscrição dos enunciadores em determinadas formações discursivas que estigmatizam a “identidade social” (GOFFMAN, 1963) das pessoas. Também consideramos o silenciamento como produtor de sentidos, nos textos. Ainda nesse percurso, refletimos que jornalistas precisam saber mais sobre boatos para combatê-los e precisam ser pensadores, porque, a desculpa de que “não há tempo para pensar, porque é preciso agir” (TRAQUINA, 2013, p. 42) não é suficiente para resgatar a credibilidade perdida por tantos “enganos”. Na “era da pós-verdade”, dizer que o discurso jornalístico amplifica fake news (intencionalmente ou não) é um “corte na própria carne”, mas precisamos problematizar sobre isso, porque “não se deixa jamais um erro dormir impunemente em paz, porque esse será um meio seguro para que ele perdure” (Pêcheux (2014, p. 275).
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 6337151 - MARLUCE PEREIRA DA SILVA
Interno - 060.325.956-17 - PAULA DE SOUZA PAES - USP
Presidente - 1125675 - SANDRA REGINA MOURA