PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA (PPGP)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Dissertações/Teses


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2013
Descrição
  • JANAINA FRANCIELE CAMARGO
  • OS GESTOS NA COMUNICAÇÃO MÃE-BEBÊ: UM ESTUDO LONGITUDINAL
  • Data: 28/02/2013
  • Hora: 14:00
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  • RESUMO: O presente estudo teve como objetivo principal analisar a comunicação não
    verbal de díades mãe-bebê durante o primeiro ano de vida da criança, especificamente
    aos seis, nove e 12 meses de idade. Para tanto, foram verificadas as frequências com
    que mães e bebês utilizaram os gestos dêiticos e representativos em cada um dos
    períodos evolutivos, bem como as respostas maternas aos gestos comunicativos do bebê
    e os contextos em que foram observados. Além disso, foram analisadas as atribuições
    de significado maternas relativas aos gestos e demais comportamentos comunicativos
    do bebê, como choro, sorrisos e direção do olhar. Segundo a Perspectiva da Interação
    Social dos Estudiosos da Linguagem, aporte teórico adotado por este estudo, o
    desenvolvimento da linguagem da criança ocorre por meio de interações estabelecidas
    com o adulto desde as idades iniciais. Considerando-se os bebês como ativos desde o
    seu nascimento, estas interações são concebidas como bidirecionais, de modo que
    ambos os constituintes da díade atuam na modificação do contexto e dos
    comportamentos um do outro. Participaram do estudo seis díades, sendo quatro bebês
    meninos e duas meninas. As seis díades foram filmadas longitudinalmente aos seis,
    nove e 12 meses de idade do bebê, sendo duas filmagens em cada período evolutivo,
    totalizando 36 observações. Cada filmagem continha 20 minutos de observação da
    díade em situação de brincadeira livre e, deste total, foram transcritos dez minutos,
    desconsiderando-se os cinco minutos iniciais e os cinco minutos finais. A análise das
    filmagens foi feita por meio da transcrição literal das falas e vocalizações da díade, bem
    como da descrição detalhada do ambiente e dos comportamentos da mãe e do bebê
    durante as sessões de observação. Este procedimento permitiu que, além do
    estabelecimento de categorias de gestos representativos e dêiticos e da posterior
    contagem de suas frequências, fosse realizada uma análise minuciosa dos contextos em
    que tais gestos foram utilizados. Os resultados demonstraram que, em especial aos nove
    meses, ocorrem mudanças, de modo que o gesto dêitico de alcançar deixa de ser única
    categoria utilizada pela criança e passa a ser substituído pelo gesto de apontar. Foi
    verificado também que os gestos representativos, tanto convencionais quanto de objeto,
    foram observados apenas a partir desta idade. Os gestos dêiticos mais utilizados no
    estabelecimento e manutenção de episódios interativos foram o de alcançar, por parte
    dos bebês, e o de mostrar, por parte das mães. Além disso, comportamentos como
    choro, sorrisos e direção do olhar, que fazem parte da base da comunicação pré-verbal
    da criança, mostraram-se bastante eficazes para a mudança da conduta materna.
    Observou-se, portanto, que as mães ajustaram o seu comportamento de acordo com as
    características dos bebês, de modo que mudanças nos gestos da criança ao longo do seu
    desenvolvimento foram acompanhadas por mudanças nos gestos e nas atribuições
    maternas. Tais resultados são relevantes no sentido que contribuem para um maior
    conhecimento acerca da comunicação gestual mãe-bebê e do seu papel no
    desenvolvimento linguístico da criança.
    O presente estudo teve como objetivo principal analisar a comunicação nãoverbal de díades mãe-bebê durante o primeiro ano de vida da criança, especificamenteaos seis, nove e 12 meses de idade. Para tanto, foram verificadas as frequências comque mães e bebês utilizaram os gestos dêiticos e representativos em cada um dosperíodos evolutivos, bem como as respostas maternas aos gestos comunicativos do bebêe os contextos em que foram observados. Além disso, foram analisadas as atribuiçõesde significado maternas relativas aos gestos e demais comportamentos comunicativosdo bebê, como choro, sorrisos e direção do olhar. Segundo a Perspectiva da InteraçãoSocial dos Estudiosos da Linguagem, aporte teórico adotado por este estudo, odesenvolvimento da linguagem da criança ocorre por meio de interações estabelecidascom o adulto desde as idades iniciais. Considerando-se os bebês como ativos desde oseu nascimento, estas interações são concebidas como bidirecionais, de modo queambos os constituintes da díade atuam na modificação do contexto e doscomportamentos um do outro. Participaram do estudo seis díades, sendo quatro bebêsmeninos e duas meninas. As seis díades foram filmadas longitudinalmente aos seis,nove e 12 meses de idade do bebê, sendo duas filmagens em cada período evolutivo,totalizando 36 observações. Cada filmagem continha 20 minutos de observação dadíade em situação de brincadeira livre e, deste total, foram transcritos dez minutos,desconsiderando-se os cinco minutos iniciais e os cinco minutos finais. A análise dasfilmagens foi feita por meio da transcrição literal das falas e vocalizações da díade, bemcomo da descrição detalhada do ambiente e dos comportamentos da mãe e do bebêdurante as sessões de observação. Este procedimento permitiu que, além doestabelecimento de categorias de gestos representativos e dêiticos e da posteriorcontagem de suas frequências, fosse realizada uma análise minuciosa dos contextos emque tais gestos foram utilizados. Os resultados demonstraram que, em especial aos novemeses, ocorrem mudanças, de modo que o gesto dêitico de alcançar deixa de ser únicacategoria utilizada pela criança e passa a ser substituído pelo gesto de apontar. Foiverificado também que os gestos representativos, tanto convencionais quanto de objeto,foram observados apenas a partir desta idade. Os gestos dêiticos mais utilizados noestabelecimento e manutenção de episódios interativos foram o de alcançar, por partedos bebês, e o de mostrar, por parte das mães. Além disso, comportamentos comochoro, sorrisos e direção do olhar, que fazem parte da base da comunicação pré-verbalda criança, mostraram-se bastante eficazes para a mudança da conduta materna.Observou-se, portanto, que as mães ajustaram o seu comportamento de acordo com ascaracterísticas dos bebês, de modo que mudanças nos gestos da criança ao longo do seudesenvolvimento foram acompanhadas por mudanças nos gestos e nas atribuiçõesmaternas. Tais resultados são relevantes no sentido que contribuem para um maiorconhecimento acerca da comunicação gestual mãe-bebê e do seu papel nodesenvolvimento linguístico da criança.

  • CIBELE SHIRLEY AGRIPINO RAMOS
  • AUTISMO E SÍNDROME DE DOWN: CONCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ÁREAS
  • Data: 28/02/2013
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • Considerando a influência das concepções que os indivíduos têm sobre
    determinado fenômeno nas suas ações em relação a este, objetivou-se, com o presente estudo,
    analisar as concepções de profissionais de diferentes áreas do conhecimento acerca do
    autismo e da síndrome de Down, tanto daqueles com experiência quanto sem experiência no
    trabalho com esses indivíduos. Participaram do estudo 75 profissionais distribuídos nos
    seguintes grupos: psiquiatras, neurologistas, pediatras, fonoaudiólogos, fisioterapeutas,
    terapeutas ocupacionais, educadores físicos, psicólogos, pedagogos e professores. Foram
    realizadas entrevistas semiestruturadas com os profissionais, as quais abordavam questões
    referentes à caracterização do autismo e da síndrome de Down, ao desenvolvimento desses
    indivíduos, às formas de intervenção a serem utilizadas, à inserção dos indivíduos com essas
    síndromes em escolas regulares e aos principais desafios relacionados ao trabalho com esses
    indivíduos e com suas famílias. As entrevistas foram transcritas literalmente e submetidas à
    técnica de Análise de Conteúdo Categorial-Temática, proposta por Bardin. Percebeu-se que a
    concepção do autismo como um transtorno do desenvolvimento que envolve uma tríade de
    prejuízos e que é caracterizado por um espectro de condições prevaleceu dentre aqueles
    profissionais com experiência com esses indivíduos, principalmente nas áreas da Psiquiatria,
    Psicologia e Terapia Ocupacional, enquanto aqueles sem experiência destacaram
    principalmente as dificuldades relacionadas à interação, sobretudo os fisioterapeutas, as
    professoras e os educadores físicos. Quanto à síndrome de Down, a maior parte dos
    participantes, tanto aqueles com experiência quanto sem experiência no trabalho com tais
    pessoas, referiu-se às características físicas, o que foi mencionado por profissionais de todas
    as especialidades. Embora tenham considerado os prejuízos que podem estar presentes no
    autismo e na síndrome de Down, observou-se que, de uma forma geral, os participantes
    demonstraram também ter concepções positivas em relação a essas síndromes, ao
    reconhecerem as capacidades que tais indivíduos podem desenvolver e salientarem também
    as suas particularidades, a despeito do fato de terem uma síndrome. Os profissionais, em
    geral, apontaram para o papel do acompanhamento por parte da família, da escola e dos
    profissionais envolvidos na intervenção, sobretudo de uma equipe multidisciplinar, na
    promoção do desenvolvimento das pessoas com autismo e com síndrome de Down. Quanto à
    inclusão escolar, houve mais profissionais favoráveis à inserção de pessoas com síndrome de
    Down nas escolas da rede regular de ensino do que daquelas com autismo. Ainda que tenham
    citado as dificuldades em lidar com tais pessoas, sobretudo aquelas com autismo, os
    profissionais apontaram como o maior desafio em relação a essas síndromes a aceitação da
    sociedade, incluindo-se aqui também a família e a escola, o que foi mais prevalente no caso
    da síndrome de Down e referido principalmente pelos profissionais da área médica.
    Considera-se a relevância desses resultados, visto que poderiam contribuir para a formulação
    de políticas públicas que visem a uma maior capacitação dos profissionais de áreas
    comumente envolvidas no trabalho com indivíduos autistas e com síndrome de Down,
    subsidiando, assim, propostas de intervenção que possibilitem uma melhoria da qualidade de
    vida desses indivíduos e de suas famílias.
    Considerando a influência das concepções que os indivíduos têm sobredeterminado fenômeno nas suas ações em relação a este, objetivou-se, com o presente estudo,analisar as concepções de profissionais de diferentes áreas do conhecimento acerca doautismo e da síndrome de Down, tanto daqueles com experiência quanto sem experiência notrabalho com esses indivíduos. Participaram do estudo 75 profissionais distribuídos nosseguintes grupos: psiquiatras, neurologistas, pediatras, fonoaudiólogos, fisioterapeutas,terapeutas ocupacionais, educadores físicos, psicólogos, pedagogos e professores. Foramrealizadas entrevistas semiestruturadas com os profissionais, as quais abordavam questõesreferentes à caracterização do autismo e da síndrome de Down, ao desenvolvimento dessesindivíduos, às formas de intervenção a serem utilizadas, à inserção dos indivíduos com essassíndromes em escolas regulares e aos principais desafios relacionados ao trabalho com essesindivíduos e com suas famílias. As entrevistas foram transcritas literalmente e submetidas àtécnica de Análise de Conteúdo Categorial-Temática, proposta por Bardin. Percebeu-se que aconcepção do autismo como um transtorno do desenvolvimento que envolve uma tríade deprejuízos e que é caracterizado por um espectro de condições prevaleceu dentre aquelesprofissionais com experiência com esses indivíduos, principalmente nas áreas da Psiquiatria,Psicologia e Terapia Ocupacional, enquanto aqueles sem experiência destacaramprincipalmente as dificuldades relacionadas à interação, sobretudo os fisioterapeutas, asprofessoras e os educadores físicos. Quanto à síndrome de Down, a maior parte dosparticipantes, tanto aqueles com experiência quanto sem experiência no trabalho com taispessoas, referiu-se às características físicas, o que foi mencionado por profissionais de todasas especialidades. Embora tenham considerado os prejuízos que podem estar presentes noautismo e na síndrome de Down, observou-se que, de uma forma geral, os participantesdemonstraram também ter concepções positivas em relação a essas síndromes, aoreconhecerem as capacidades que tais indivíduos podem desenvolver e salientarem tambémas suas particularidades, a despeito do fato de terem uma síndrome. Os profissionais, emgeral, apontaram para o papel do acompanhamento por parte da família, da escola e dosprofissionais envolvidos na intervenção, sobretudo de uma equipe multidisciplinar, napromoção do desenvolvimento das pessoas com autismo e com síndrome de Down. Quanto àinclusão escolar, houve mais profissionais favoráveis à inserção de pessoas com síndrome deDown nas escolas da rede regular de ensino do que daquelas com autismo. Ainda que tenhamcitado as dificuldades em lidar com tais pessoas, sobretudo aquelas com autismo, osprofissionais apontaram como o maior desafio em relação a essas síndromes a aceitação dasociedade, incluindo-se aqui também a família e a escola, o que foi mais prevalente no casoda síndrome de Down e referido principalmente pelos profissionais da área médica.Considera-se a relevância desses resultados, visto que poderiam contribuir para a formulaçãode políticas públicas que visem a uma maior capacitação dos profissionais de áreascomumente envolvidas no trabalho com indivíduos autistas e com síndrome de Down,subsidiando, assim, propostas de intervenção que possibilitem uma melhoria da qualidade devida desses indivíduos e de suas famílias.

  • POLLYANA DE LUCENA MOREIRA
  • UMA ANÁLISE DO JULGAMENTO MORAL DE JOVENS ADULTOS DOS ANOS DE 1988/1989 E 2011 E DE ADOLESCENTES DOS ANOS DE 1996 E 2011.
  • Data: 28/02/2013
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • Desde o final da década de 1980 até a década de 2010, o Brasil passou por
    transformações políticas, econômicas e educacionais que modificaram as relações entre
    indivíduo e sociedade. No âmbito político, o país saiu do regime ditatorial, passou por
    um processo de redemocratização e atingiu a estabilidade política vivida na atualidade.
    No âmbito econômico o país enfrentou crises que provocaram a criação de novas
    moedas até que atingiu estabilidade com o Real em meados da década de 1990. No
    âmbito educacional, o país passou por transformações na estrutura do ensino básico e
    superior com a implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e dos
    Parâmetros Curriculares Nacionais, e com a política de expansão do ensino superior.
    Diante dessas mudanças na conjuntura social do Brasil, e tendo como base a teoria do
    desenvolvimento moral de Kohlberg (1984), que define moral como pensamentos de
    justiça, elaborou-se um estudo com o objetivo de verificar se ocorreram mudanças na
    qualidade do julgamento moral de jovens adultos dos anos de 1988/1989 e 2011 e de
    adolescentes dos anos de 1996 e 2011. Essa investigação contou com a participação de
    210 jovens adultos, de 17 a 32 anos, alunos de uma universidade pública, e de 222
    adolescentes, de 14 a 17 anos, alunos de escolas da rede privada, todos da cidade de
    João Pessoa. Como instrumento utilizou-se o Defining Issues Test – DIT (Rest et al.,
    1974). Os resultados mostram que em 1988/1989 os jovens adultos apresentaram
    julgamento moral pós-convencional, com predominância do uso do estágio 5, enquanto
    que os jovens adultos de 2011 apresentaram julgamento moral convencional, com
    predominância do uso do estágio 4. Tanto os adolescentes do ano de 1996, como os
    adolescentes do ano de 2011, apresentaram julgamento moral convencional, com
    predomínio do uso do estágio 4. Os resultados encontrados nos adolescentes confirmam
    as suposições teóricas sobre o nível de desenvolvimento previsto para essa fase e
    corroboram vários trabalhos empíricos, indicando, além disso, que as diferentes
    conjunturas sociopolíticas e econômicas não afetaram os julgamentos morais
    predominantes dos adolescentes. Já os resultados encontrados para os jovens adultos
    indicam que o desenvolvimento destes jovens, para o ano de 2011, está abaixo do nível
    previsto, tendo em consideração o aporte teórico utilizado e os dados dos jovens adultos
    dos anos de 1988/1989. Portanto, é possível inferir que os jovens adultos do ano de
    2011 foram afetados pelas conjunturas sociopolíticas e econômicas atuais. Assim,
    presume-se que uma conjuntura social instável política e economicamente, e marcada
    pela participação popular em movimentos sociais voltados para a preservação do bem
    comum, pode ter favorecido ao desenvolvimento de julgamentos morais pós-
    convencionais. Assume-se também que uma conjuntura social estável política e
    economicamente, mas marcada por questões como a divulgação da corrupção nas
    esferas políticas, a violência na sociedade, a concorrência no mercado de trabalho e
    precariedade dos serviços básicos oferecidos à sociedade, pode ter favorecido ao
    desenvolvimento de julgamentos morais convencionais, voltados para a preservação das
    leis como forma de manter a ordem social.

  • FABRYCIANNE GOLNCALVES COSTA
  • DEPRESSÃO E INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE E CUIDADORES
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Objetivou-se apreender as representações sociais acerca da depressão e da Insuficiência
    Renal Crônica (IRC) elaboradas por pacientes nefrológicos em tratamento da
    hemodiálise e por cuidadores, com e sem sintomas depressivos. Especificamente, se
    buscou mensurar o índice da depressão nos pacientes nefrológicos e em seus
    cuidadores; relacionar as variáveis biossociodemográficas dos pacientes e de seus
    cuidadores com a depressão; analisar os diferentes campos semânticos representacionais
    acerca da IRC, tratamento, hemodiálise e depressão e, por último, verificar os consensos
    e dissensos das representações sociais elaboradas pelos participantes no contexto da
    IRC. Tratou-se de uma pesquisa de campo, descritiva, de cunho qualitativo e
    quantitativo, tendo como matriz teórica as Representações Sociais. O lócus da pesquisa
    compreendeu três instituições hospitalares, que disponibilizam o tratamento da
    hemodiálise para adultos e mantêm convênio com o SUS. A amostra foi do tipo não
    probabilístico e de conveniência, compreendida por 50 pacientes com idades entre 20 e
    73 anos, (M=46,05; DP= 13,4) e 50 cuidadores com idades entre 18 e 68 anos (M= 40,7;
    DP=14,0). Utilizaram-se como instrumentos: um questionário biossociodemográfico, a
    escala hospitalar de ansiedade e depressão HADS-D (especificamente a sub-escala de
    depressão), a técnica da associação livre de palavras (TALP) e uma entrevista
    semiestruturada. Para tratamento dos dados, foram realizadas as estatísticas descritiva e
    inferencial (qui-quadrado e correlação de Pearson e Spearman). As evocações foram
    analisadas por meio da Análise Fatorial de Correspondência e as entrevistas foram
    processadas pelo programa Alceste (análise hierárquica descendente, ascendente e
    análise cruzada). Os resultados indicaram que 20% dos pacientes e 46% dos cuidadores
    apresentaram sintomas de depressão. Verificou-se uma correlação positiva (r= (0,37) e
    p= 0,008) entre o tempo de acompanhamento dos cuidadores e a depressão, sugerindo
    que quanto maior o tempo de cuidado, maior o nível de depressão desses
    acompanhantes. A IRC foi representada pelos cuidadores como sinônimo de doença
    difícil. Os pacientes renais associaram a complexidade da doença ao seu tratamento
    (difícil), sendo objetivada como uma doença incurável e de causa desconhecida. A
    depressão foi objetivada como ruim. Os participantes ancoraram o saber em aspectos
    físico-orgânicos e psicoafetivos, destacando suas vivências histórico-factuais frente às
    dificuldades no tratamento da doença, nomeadamente a hemodiálise e seus múltiplos
    significados (morte e vida). A análise do Alceste evidenciou cinco classes:
    “Significados da depressão”, “Suporte familiar no contexto da IRC”, “Suporte espiritual
    no tratamento”, “Fatores nutricionais” e “Descobrindo o diagnóstico”. A análise cruzada
    revelou que as representações dos pacientes estão vinculadas ao tratamento e a dos
    cuidadores se relaciona ao apoio dado aos familiares. Embora os pacientes apresentem
    um elevado índice de depressão, a prevalência da doença em cuidadores foi
    sobressalente. Esta realidade aponta para a necessidade de enfrentamento do problema,
    não apenas no contexto do grupo de nefrológicos, mas também no contexto dos
    cuidadores que, em geral, vivenciam, juntamente com os pacientes, as limitações
    impostas pela doença.
    Objetivou-se apreender as representações sociais acerca da depressão e da InsuficiênciaRenal Crônica (IRC) elaboradas por pacientes nefrológicos em tratamento dahemodiálise e por cuidadores, com e sem sintomas depressivos. Especificamente, sebuscou mensurar o índice da depressão nos pacientes nefrológicos e em seuscuidadores; relacionar as variáveis biossociodemográficas dos pacientes e de seuscuidadores com a depressão; analisar os diferentes campos semânticos representacionaisacerca da IRC, tratamento, hemodiálise e depressão e, por último, verificar os consensose dissensos das representações sociais elaboradas pelos participantes no contexto daIRC. Tratou-se de uma pesquisa de campo, descritiva, de cunho qualitativo equantitativo, tendo como matriz teórica as Representações Sociais. O lócus da pesquisacompreendeu três instituições hospitalares, que disponibilizam o tratamento dahemodiálise para adultos e mantêm convênio com o SUS. A amostra foi do tipo nãoprobabilístico e de conveniência, compreendida por 50 pacientes com idades entre 20 e73 anos, (M=46,05; DP= 13,4) e 50 cuidadores com idades entre 18 e 68 anos (M= 40,7;DP=14,0). Utilizaram-se como instrumentos: um questionário biossociodemográfico, aescala hospitalar de ansiedade e depressão HADS-D (especificamente a sub-escala dedepressão), a técnica da associação livre de palavras (TALP) e uma entrevistasemiestruturada. Para tratamento dos dados, foram realizadas as estatísticas descritiva einferencial (qui-quadrado e correlação de Pearson e Spearman). As evocações foramanalisadas por meio da Análise Fatorial de Correspondência e as entrevistas foramprocessadas pelo programa Alceste (análise hierárquica descendente, ascendente eanálise cruzada). Os resultados indicaram que 20% dos pacientes e 46% dos cuidadoresapresentaram sintomas de depressão. Verificou-se uma correlação positiva (r= (0,37) ep= 0,008) entre o tempo de acompanhamento dos cuidadores e a depressão, sugerindoque quanto maior o tempo de cuidado, maior o nível de depressão dessesacompanhantes. A IRC foi representada pelos cuidadores como sinônimo de doençadifícil. Os pacientes renais associaram a complexidade da doença ao seu tratamento(difícil), sendo objetivada como uma doença incurável e de causa desconhecida. Adepressão foi objetivada como ruim. Os participantes ancoraram o saber em aspectosfísico-orgânicos e psicoafetivos, destacando suas vivências histórico-factuais frente àsdificuldades no tratamento da doença, nomeadamente a hemodiálise e seus múltiplossignificados (morte e vida). A análise do Alceste evidenciou cinco classes:“Significados da depressão”, “Suporte familiar no contexto da IRC”, “Suporte espiritualno tratamento”, “Fatores nutricionais” e “Descobrindo o diagnóstico”. A análise cruzadarevelou que as representações dos pacientes estão vinculadas ao tratamento e a doscuidadores se relaciona ao apoio dado aos familiares. Embora os pacientes apresentemum elevado índice de depressão, a prevalência da doença em cuidadores foisobressalente. Esta realidade aponta para a necessidade de enfrentamento do problema,não apenas no contexto do grupo de nefrológicos, mas também no contexto doscuidadores que, em geral, vivenciam, juntamente com os pacientes, as limitaçõesimpostas pela doença.

  • LEILANE CRISTINA OLIVEIRA PEREIRA
  • "DE VOLTA PARA CASA?" SIGNIFICADO DE REINTEGRAÇÃO FAMILIAR PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  •  

    “DE VOLTA PARA CASA?” SIGNIFICADO DE REINTEGRAÇÃO FAMILIAR
    PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

    Esta dissertação tem por objetivo analisar o significado de reintegração familiar para

    crianças e adolescentes que após terem sido reintegradas à família de origem retornaram

    ao acolhimento institucional. Desse modo tem como objetivos específicos identificar:

    junto à 1ª Vara da Infância e da Juventude da Capital, crianças e adolescentes que após

    terem sido reintegradas à família de origem retornaram ao acolhimento institucional; os

    motivos que levaram ao acolhimento institucional no primeiro momento; os motivos

    pelos quais crianças que após terem sido reintegradas à família de origem retornaram ao

    Acolhimento Institucional; o significado de família, acolhimento institucional e

    reintegração familiar para essas crianças e adolescentes. Para tal, fez-se uso das

    categorias teóricas: Família, sendo compreendida como historicamente construída,

    espaço de socialização e formação psíquica e Institucionalização, a ação exercida por

    dispositivos de poder que têm por função fixar o sujeito a um sistema normalizador.

    Utilizou-se o método qualitativo. Participaram da pesquisa cinco crianças e adolescentes

    com idades entre 9 a 16 anos. Foram utilizados pesquisa documental, o desenho e a

    entrevista semiestruturada como técnicas de coleta de dados. A pesquisa documental foi

    realizada na 1ª Vara da Infância e Juventude. Aconteceram pelo menos quatro encontros

    com cada criança ou adolescente, nas instituições de acolhimento onde estavam, e foram

    coletados os dados para a construção do corpus para análise. Para a análise dos dados

    desta dissertação se utilizou a Análise Crítica do Discurso (Nogueira, 2001) para a

    entrevista. A partir da análise dos dados, percebeu-se família é significada como um

    grupo de pessoas que coabitam, compartilham laços sanguíneos e possuem uma relação

    recíproca de afeto. Família na fala dos participantes aparece também com novos

    formatos, além do sanguíneo e nuclear, incluindo outras crianças, amigos, professoras e

    educadores das instituições de acolhimento. Assim, percebeu-se a mobilidade da família

    como uma construção social e histórica. O significado de acolhimento institucional é o

    de estrutura que possui função punitiva, um lugar a ser ocupado por aqueles que não são

    bem comportados. Acolhimento institucional aparece também como uma última opção

    para crianças e adolescentes pobres possam não viver na rua. Percebeu-se que o

    acolhimento institucional atua como um dispositivo de controle da virtualidade do

    sujeito, assim, os participantes são postos lá como uma forma de evitar que possam no

    futuro cometer delitos. O significado de reintegração familiar é o resultado do

    entrelaçamento do significado de família e de acolhimento institucional. Reintegração

    aparece como um paradoxo, por um lado é prêmio de bom comportamento ou vitória de

    batalha, como um favor concedido, por outro os participantes vivenciaram a

    vulnerabilidade social enfrentada por suas famílias e violência. Em alguns casos os

    participantes relatam que não se sentiram pertencentes à família durante o período de

    reintegração familiar. Embora seja o meio mais rápido de efetivação do direito à

    convivência familiar e comunitária, a reintegração familiar não pode ser vista como uma

    solução única para todos os casos de acolhimento.

     

  • LEILANE MENEZES MACIEL TRAVASSOS
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS PROFISSIONAIS DE CREAS ACERCA DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A violência sexual contra crianças e adolescentes representa uma profunda violação de direitos humanos, sexuais e individuais da pessoa em desenvolvimento, que constitui um grande desafio aos diversos âmbitos e profissionais que se deparam com sua ocorrência. Nesse sentido, objetivou-se nesse estudo apreender as representações sociais de profissionais que atuam em Centros de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) acerca da violência sexual contra crianças e adolescentes. Utilizou-se como aporte teórico a Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici, e em complemento a esta, fez-se uso ainda da Teoria do Núcleo Central de Jean-Claude Abric. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo de cunho quanti-qualitativo. Os participantes da pesquisa foram 47 profissionais de equipe interdisciplinar de 11 CREAS da Paraíba, sendo 95,7% do sexo feminino, com idade média de 34,70 (DP=9,45). Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, submetidas à análise lexical do software ALCESTE, resultando na formação de quatro classes, nomeadas, Classe 1: Caracterização e Impactos da Violência Sexual, Classe 2: Prática Interprofissional e Intersetorial, Classe3: Violência Sexual Intrafamiliar e sua Superação, Classe 4: Políticas Públicas: avanços e retrocessos; e ainda a Técnica de Associação Livre de software Palavras (TALP), analisada por meio do Evoc. Verificou-se que os participantes representaram a violência sexual a partir de suas características e implicações, destacando sua ocorrência intrafamiliar, que é passível de superação, mas que necessita de uma atuação interdisciplinar e intersetorial por parte dos profissionais, os quais não possuem apoio governamental. As representações sociais a partir das evocações livres evidenciaram uma concepção ampliada do fenômeno da violência sexual, caracterizando-a como um crime, efetuado por meio do ato agressivo do abuso, e que ocasiona medo às vítimas. Os profissionais estruturaram suas representações em relação ao CREAS, ancorados nas finalidades da instituição; em relação ao ser profissional do CREAS, apresentaram uma percepção de ideal a ser alcançado; e, se auto perceberam de forma positiva, ancorados em uma identidade social. De forma ampla, pode-se considerar que os dados revelaram que o fenômeno da violência sexual desencadeia dificuldades não só àqueles que vitima, mas também àqueles que se dedicam ao seu enfrentamento.
  • MONALISA VASCONCELOS ERNESTO
  • APRENDENDO A SER MÉDICO: ANÁLISE DA RELAÇÃO TRABALHO – SAÚDE DE MÉDICOS RESIDENTES
  • Data: 27/02/2013
  • Hora: 08:30
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  • Este trabalho dissertativo analisa as relações entre o processo de Residência Médica (RM) e a saúde de médicos residentes. Almejando capacitação e atualização, a RM assume fundamental valor para que o médico recém-formado obtenha experiência e acumule conhecimentos que redundarão em oportunidades posteriores de trabalho e melhor atendimento à população. A escolha por este campo deve-se ao interesse em analisar, no transcurso da RM, a atividade dos profissionais médicos em formação e possíveis implicações com a saúde, decorrente das atividades exercidas. Assim, o presente estudo tem como objetivo geral analisar as relações estabelecidas entre a saúde dos médicos residentes e o processo de RM; e, como objetivos específicos investigar o conteúdo e as especificidades da atividade do médico residente; delinear as condições e a organização do trabalho dos médicos residentes; identificar as fontes de sofrimento/ prazer no trabalho; analisar os modos de gestão adotados pelos médicos residentes na relação trabalho e vida privada; explorar a dualidade entre ser médico e ser estudante que caracteriza a RM, concomitantemente aos riscos inerentes ao desempenho da atividade; e, por fim, identificar e analisar a ocorrência de problemas de saúde (doenças, acidentes, sofrimento), em como evidenciar as ações utilizadas na busca pela manutenção da saúde. O aporte teórico desse estudo reúne contribuições oriundas da Psicodinâmica do Trabalho, da Ergonomia da Atividade e da Clínica da Atividade. Participaram desta pesquisa 29 médicos residentes que estão no segundo ano de RM das áreas clínicas de um hospital universitário, através do critério de acessibilidade aos sujeitos e da disponibilidade dos mesmos em colaborar com o estudo. Utilizou-se a entrevista semiestruturada, tendo em vista o interesse em acessar as vivências, singularidades e perspectivas dos médicos residentes em relação ao seu trabalho. A análise dos dados foi conduzida através da análise de conteúdo temática. No que se refere aos resultados, identificou-se que a deletéria falta de material para a realização de técnicas para preservação e/ou recuperação das condições de saúde do paciente é recorrente quanto às condições de trabalho. Os médicos residentes apontaram também como fontes de sofrimento a impotência diante de certas condicionalidades do serviço público, da estrutura do hospital e de certos casos, a pressão e o excesso de trabalho. Como principal fonte de prazer no trabalho do médico residente, eles apontaram a satisfação pessoal em ajudar o paciente. Nesse contexto de dificuldades do cotidiano profissional, a noção de risco passa a ser vista como parte intrínseca da atividade, constituindo-se em riscos ocupacionais, organizacionais e psicossociais. Observou-se ainda que a vida extra-hospital fica relegada a segundo plano, tendo a família (muitas vezes de outro estado) que aprender a lidar e superar as ausências e a distância, seja em virtude da demanda horária da RM, seja em decorrência dos plantões em outras instituições. Fruto da dualidade característica em ser médico e ser residente, estudante, existe ainda a dissonância da responsabilidade médica se contrapondo às limitações impostas à prática do médico residente, supervisionado pela preceptoria. Identificou-se que os principais problemas relacionados ao trabalho do médico residente foram a sobrecarga física e psíquica, a fadiga, a alteração do sono e das taxas hormonais, a alimentação inadequada, a falta de disposição para a prática de exercícios físicos, implicando, dessa forma, na diminuição da qualidade de vida. Em contrapartida, alguns participantes negaram que pudessem ter algum tipo de problema de saúde decorrente da RM. Através dos resultados, foi perceptível que a atividade de trabalho dos médicos residentes denota significativo equilíbrio, sendo percebida como fundamental, mas transitória.
  • TAMARA RAMALHO DE SOUSA AMORIM
  • A Criminalização da Juventude Pobre na Paraíba: Reflexões acerca das Mudanças e Permanências
  • Data: 26/02/2013
  • Hora: 14:00
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  • A categoria juventude pode ser vista como uma condição social e pode ser considerada em seu plural – juventudes. Esta dissertação tratará de uma juventude específica: a juventude pobre, a qual historicamente tem sido submetida a medidas de disciplinarização, através, por exemplo, da internação em instituições. Na Paraíba, dentre as instituições criadas para intervir com esses jovens registram-se a instituição Pindobal e o Centro Educacional do Adolescente – CEA. A primeira foi criada no ano de 1929 e a segunda, em 1990. Ao longo da história, estas instituições foram responsáveis por receber os jovens abandonados ou que cometeram ato infracional. Diante do exposto, a presente dissertação tem como objetivo geral analisar a criminalização da juventude pobre e os processos de subjetivação através da história da institucionalização das práticas punitivas na Paraíba, de Pindobal ao CEA. E como objetivos específicos: identificar o perfil de ex-internos e educandos; contar a história da instituição Pindobal; contar a história da instituição CEA; caracterizar as formas de práticas punitivas aplicadas aos jovens pobres, de Pindobal ao CEA; identificar o discurso da Psicologia na institucionalização das práticas punitivas no contexto do CEA; e analisar a subjetivação de ex-internos e educandos a partir do processo de institucionalização. O embasamento teórico se dá sob a perspectiva pós-estruturalista de Foucault, a partir das categorias Institucionalização, Criminalização, Práticas Punitivas e Subjetivação. Em relação ao método, o lócus da pesquisa se constituiu de institutos históricos, arquivos de jornais, conselhos de direito e as instituições Pindobal e CEA. Foram entrevistados 19 participantes (número definido pela técnica de saturação dos dados) distribuídos em 05 grupos: ex-internos de Pindobal, ex-profissionais de Pindobal, educandos do CEA, profissionais do CEA e informantes de história oral. Como técnicas e instrumentos, foram utilizados pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas. Para a última utilizou-se roteiros diferenciados para os participantes, considerando-se o grupo de ex-internos e educandos, e o grupo de profissionais. As entrevistas foram gravadas, transcritas e submetidas à Análise Crítica do Discurso, a partir das seguintes categorias: quem fala? De onde fala? Que efeito de sentido gera? Que discursos aparecem? A partir de que acontecimento se reconta a história? Que história a oralidade revela? Os resultados apontaram que o perfil dos ex-internos e educandos é formado por jovens provenientes das classes baixas, ou seja, por jovens pobres. Indicaram ainda que as práticas punitivas aplicadas aos jovens pobres de Pindobal e CEA se constituíram, de modo geral, em punições físicas e aprisionamento; que o discurso da Psicologia no contexto do CEA se configurou por ser um discurso individualizante; e que a subjetivação de ex-internos e educandos pode ser analisada, entre outros aspectos, pelo histórico de institucionalização que eles apresentam e pela internalização de discursos. O conjunto geral dos achados na pesquisa trouxe a história de jovens pobres, abandonados, “delinquentes”. Esses jovens são sujeitos que vão se engendrando a partir de práticas que estão sedimentadas na instituição. E a história desses jovens é a história da criminalização pela via de quem a viveu.
  • ELOÁ LOSANO DE ABREU
  • A RELAÇÃO ENTRE O PENSAMENTO MORAL DA JUSTIÇA E O PENSAMENTO MORAL DO PERDÃO
  • Data: 26/02/2013
  • Hora: 10:00
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  • O desenvolvimento do pensamento moral do perdão tem sido estudado desde a década 
    de 1980 por Robert Enright. Este autor considera o perdão uma virtude moral que se 
    desenvolve dentro da justiça, e que depende dela para ocorrer. Apesar de a revisão da 
    literatura indicar que justiça e perdão são positivamente associados, e que o perdão 
    permite o surgimento de uma justiça com mais compaixão, não existem estudos 
    empíricos que abordem a relação entre os pensamentos de justiça e de perdão, 
    especialmente dentro da abordagem da Psicologia do Desenvolvimento Moral. Nesse 
    sentido, o objetivo do presente estudo foi analisar empiricamente a relação entre o 
    pensamento moral da justiça e o pensamento moral do perdão. Como orientação teórica 
    principal, foi utilizado o modelo de estágios de pensamento de perdão desenvolvido por 
    Enright, Santos e Al-Mabuk (1989), que apresenta seis estágios de raciocínio do perdão, 
    relacionados aos estágios de pensamento de justiça indicados na teoria de Kohlberg 
    (1984). Participaram do estudo 155 estudantes, divididos em três grupos de idade: pré-
    adolescentes (10 a 14 anos), adolescentes (15 a 19 anos) e jovens adultos (20 a 24 anos). 
    Como instrumento, foi utilizado um questionário composto por dois dilemas morais, o 
    primeiro voltado para identificar os estágios dominantes de pensamento de justiça e o 
    segundo voltado para identificar os estágios dominantes de perdão. Os resultados 
    mostraram que o uso do estágio 4 de justiça foi predominante no pensamento dos três 
    grupos de idade. No que se refere ao perdão, os pré-adolescentes apresentaram maior 
    frequência no estágio 3, enquanto os adolescentes e jovens adultos apresentaram 
    majoritariamente o estágio 4 de pensamento. Foi comprovada, por meio de um teste de 
    Wilcoxon, uma relação de necessidade entre os pensamentos de justiça e de perdão, 
    onde a justiça antecede o perdão no desenvolvimento. Nesse sentido, os estágios de 
    perdão foram sempre iguais ou inferiores aos estágios de justiça no pensamento dos 
    participantes. Assim, os resultados do presente estudo trazem contribuições importantes 
    para a área de estudo sobre o perdão e a justiça na Psicologia. A comprovação de que 
    esses dois pensamentos são associados traz implicações para pesquisas futuras, 
    especialmente para os estudos em educação moral com vistas ao desenvolvimento. No 
    entanto, identificou-se uma relação desequilibrada, onde os estágios de justiça são mais 
    elevados do que os estágios de perdão. Faz-se necessário investigar as causas desse 
    desequilíbrio e desenvolver estratégias para reverter esse processo. 
    O desenvolvimento do pensamento moral do perdão tem sido estudado desde a década de 1980 por Robert Enright. Este autor considera o perdão uma virtude moral que se desenvolve dentro da justiça, e que depende dela para ocorrer. Apesar de a revisão da literatura indicar que justiça e perdão são positivamente associados, e que o perdão permite o surgimento de uma justiça com mais compaixão, não existem estudos empíricos que abordem a relação entre os pensamentos de justiça e de perdão, especialmente dentro da abordagem da Psicologia do Desenvolvimento Moral. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi analisar empiricamente a relação entre o pensamento moral da justiça e o pensamento moral do perdão. Como orientação teórica principal, foi utilizado o modelo de estágios de pensamento de perdão desenvolvido por Enright, Santos e Al-Mabuk (1989), que apresenta seis estágios de raciocínio do perdão, relacionados aos estágios de pensamento de justiça indicados na teoria de Kohlberg (1984). Participaram do estudo 155 estudantes, divididos em três grupos de idade: pré-adolescentes (10 a 14 anos), adolescentes (15 a 19 anos) e jovens adultos (20 a 24 anos). Como instrumento, foi utilizado um questionário composto por dois dilemas morais, o primeiro voltado para identificar os estágios dominantes de pensamento de justiça e o segundo voltado para identificar os estágios dominantes de perdão. Os resultados mostraram que o uso do estágio 4 de justiça foi predominante no pensamento dos três grupos de idade. No que se refere ao perdão, os pré-adolescentes apresentaram maior frequência no estágio 3, enquanto os adolescentes e jovens adultos apresentaram majoritariamente o estágio 4 de pensamento. Foi comprovada, por meio de um teste de Wilcoxon, uma relação de necessidade entre os pensamentos de justiça e de perdão, onde a justiça antecede o perdão no desenvolvimento. Nesse sentido, os estágios de perdão foram sempre iguais ou inferiores aos estágios de justiça no pensamento dos participantes. Assim, os resultados do presente estudo trazem contribuições importantes para a área de estudo sobre o perdão e a justiça na Psicologia. A comprovação de que esses dois pensamentos são associados traz implicações para pesquisas futuras, especialmente para os estudos em educação moral com vistas ao desenvolvimento. No entanto, identificou-se uma relação desequilibrada, onde os estágios de justiça são mais elevados do que os estágios de perdão. Faz-se necessário investigar as causas desse desequilíbrio e desenvolver estratégias para reverter esse processo. 

  • MANUELLA CASTELO BRANCO PESSOA
  • HISTÓRIA DE VIDA DE JOVENS E VIVÊNCIA DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
  • Data: 25/02/2013
  • Hora: 14:00
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  • A presente dissertação teve como objetivo analisar as vivências e as perspectivas de 
    futuro oportunizadas pela experiência na formação de jovens egressos do Projeto 
    Integrado de Aprendizagem Profissional. Para tal, utilizou-se a perspectiva Vigotskiana
    para analisar as vivências e projetos de vida destes jovens; e o construcionismo para 
    buscar apreender os sentidos dados aos seus cotidianos. A atividade de trabalho vem, 
    historicamente, sendo construída como uma ferramenta central na vida humana, e 
    quando se trata de juventude pobre esta vem como uma forma de ocupá-los. Tem sido 
    identificado que o trabalho é também uma das maiores preocupações entre os jovens, 
    representando autonomia, realização pessoal e suprindo a necessidade financeira. A 
    entrada do jovem no mercado de trabalho tem sido encorajada pela sociedade e pelo 
    Estado, surgindo alguns programas sociais com a função de promover a formação 
    desses jovens. Porém essas políticas continuam a reafirmar a ideia do trabalho como 
    “disciplinador” para os jovens advindos das classes populares. O Projeto Integrado de 
    Aprendizagem Profissional tem como objetivo a implementação de um programa que 
    visa atender os alunos do PETI, de forma a incluí-los no Programa Jovem Aprendiz. A
    pesquisa foi possibilitada através da História de vida tópica. A perspectiva de análise 
    aqui adotada pauta-se nas práticas discursivas utilizando-se dos mapas de associação 
    para a identificação e compreensão dos repertórios interpretativos. Participaram da 
    presente pesquisa de dissertação dez sujeitos, sendo cinco do sexo masculino e cinco do 
    sexo feminino egressos do Projeto Integrado. Para delimitar o número de participantes, 
    utilizou-se o critério de saturação. O que se encontra a partir dos dados é que estamos
    falando de uma juventude plural, pobre, em que uma parte tem o histórico de trabalho 
    infantil. A experiência no curso preparatório na UFPB emerge enquanto uma ferramenta 
    que o proporciona chegar ao curso profissionalizante no SENAI, tomando proporções 
    para além do reforço do português e matemática; A importância da formação 
    profissional somada ao esforço individual é sublinhada nos atos de fala de todos; o 
    curso profissionalizante se apresenta como mais estimulante que a escola formal, pois 
    encontram uma aplicabilidade no que ali é ensinado. O aprender a se comportar emerge 
    nas práticas discursivas de todos os jovens entrevistados como se fosse parte 
    constituinte do curso de formação. Os jovens revelam ainda em seus atos de fala 
    vivências que remetem a aprendizagem, dificuldades, ocupação de novos espaços, tendo 
    profissionalização como um marco em suas vidas. Em todos os projetos de vida
    elaborados pelos jovens o trabalho emergiu enquanto uma categoria chave, mesmo 
    aqueles que pretendem fazer um curso de graduação, planejam fazê-lo paralelamente ao 
    trabalho, já que precisam se sustentar.
    A presente dissertação teve como objetivo analisar as vivências e as perspectivas de futuro oportunizadas pela experiência na formação de jovens egressos do Projeto Integrado de Aprendizagem Profissional. Para tal, utilizou-se a perspectiva Vigotskianapara analisar as vivências e projetos de vida destes jovens; e o construcionismo para buscar apreender os sentidos dados aos seus cotidianos. A atividade de trabalho vem, historicamente, sendo construída como uma ferramenta central na vida humana, e quando se trata de juventude pobre esta vem como uma forma de ocupá-los. Tem sido identificado que o trabalho é também uma das maiores preocupações entre os jovens, representando autonomia, realização pessoal e suprindo a necessidade financeira. A entrada do jovem no mercado de trabalho tem sido encorajada pela sociedade e pelo Estado, surgindo alguns programas sociais com a função de promover a formação desses jovens. Porém essas políticas continuam a reafirmar a ideia do trabalho como “disciplinador” para os jovens advindos das classes populares. O Projeto Integrado de Aprendizagem Profissional tem como objetivo a implementação de um programa que visa atender os alunos do PETI, de forma a incluí-los no Programa Jovem Aprendiz. Apesquisa foi possibilitada através da História de vida tópica. A perspectiva de análise aqui adotada pauta-se nas práticas discursivas utilizando-se dos mapas de associação para a identificação e compreensão dos repertórios interpretativos. Participaram da presente pesquisa de dissertação dez sujeitos, sendo cinco do sexo masculino e cinco do sexo feminino egressos do Projeto Integrado. Para delimitar o número de participantes, utilizou-se o critério de saturação. O que se encontra a partir dos dados é que estamosfalando de uma juventude plural, pobre, em que uma parte tem o histórico de trabalho infantil. A experiência no curso preparatório na UFPB emerge enquanto uma ferramenta que o proporciona chegar ao curso profissionalizante no SENAI, tomando proporções para além do reforço do português e matemática; A importância da formação profissional somada ao esforço individual é sublinhada nos atos de fala de todos; o curso profissionalizante se apresenta como mais estimulante que a escola formal, pois encontram uma aplicabilidade no que ali é ensinado. O aprender a se comportar emerge nas práticas discursivas de todos os jovens entrevistados como se fosse parte constituinte do curso de formação. Os jovens revelam ainda em seus atos de fala vivências que remetem a aprendizagem, dificuldades, ocupação de novos espaços, tendo profissionalização como um marco em suas vidas. Em todos os projetos de vidaelaborados pelos jovens o trabalho emergiu enquanto uma categoria chave, mesmo aqueles que pretendem fazer um curso de graduação, planejam fazê-lo paralelamente ao trabalho, já que precisam se sustentar.

  • PAULA RACHEL LOURO LEITE
  • EM BUSCA DOS GÊNEROS E ESTILOS DA ATIVIDADE DOS PSICÓLOGOS CLÍNICOS AUTÔNOMOS
  • Data: 25/02/2013
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • O presente trabalho teve como objetivo principal evidenciar as caracteristicas do genero e do estilo da atividade do psicologo clinico de modo a compreender de que maneira esta atividade e conduzida. Para isso, foi realizada uma pesquisa de investigacao qualitativa, de cunho nao-experimental e carater exploratorio. Este estudo utiliza os conhecimentos da Clinica da Atividade, proposta por Yves Clot, que busca compreender o trabalho alem do prescrito e observavel e dai surgem os conceitos de genero e estilo da atividade, que aqui sao investigados. Indubitavelmente importantes para a mobilizacao psicologica do sujeito em situacao de trabalho, os generos da atividade sao uma forma de saber reencontrar-se no mundo e saber agir. O genero rege as relacoes interprofissionais e orienta o coletivo de trabalho a se situar e saber como agir nas situacoes. Este trabalho de ajustamento do genero para faze-lo um instrumento de acao e chamado de estilo profissional. Esta nocao de estilo profissional pressupoe que para um sujeito passar a agir nao basta que ele siga unicamente o coletivo, mas tambem que ele deve se orientar pro si mesmo. Esta pesquisa contou com a participacao de nove psicologas clinicas autonomas, todas mulheres, da cidade de Joao Pessoa, no estado da Paraiba, com idades entre 29 e 50 anos. No que se refere ao tempo de atuacao em atendimento clinico, variaram entre cinco e 28 anos, com media de 11 anos. A selecao das participantes se deu por amostragem por conveniencia e o numero de participantes foi estabelecido seguindo o criterio de saturacao das informacoes.Duas tecnicas foram usadas para a producao de dados: um questionario socio-demografico e uma entrevista semi-estruturada. Os dados obtidos atraves do questionario socio -demografico foram analisados descritivamente ajudando a compreender a amostra e problematizar as informacoes obtidas nas entrevistas. Estas foram lidas e agrupadas, seguindo os objetivos geral e especificos, e foram encontradas 4 categorias assim nomeadas: Formacao, Outros Trabalhos, Experiencia/vida e Generos e Estilos. Por fim, este trabalho permitiu a identificacao da existencia de um genero profissional das psicologas clinicas pesquisadas na cidade de Joao Pessoa e apontar diferentes estilos profissionais do mesmo coletivo. A importancia da formacao academica e complementar, como supervisao e analise/terapia propria, foi bastante destacada pelas profissionais entrevistadas. A influencia de outros empregos e da maternidade na atuacao da pratica clinica tambem foi verificada nos resultados.
  • RENATA MAIA PIMENTA
  • TRABALHO E SAÚDE DE POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS
  • Data: 22/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • No Brasil, a polícia é dividida em diferentes corporações com distintas funções e áreas de atuação. Nesse estudo, destaca-se a atuação da Polícia Rodoviária Federal que é a instituição responsável por zelar pela segurança pública em todas as rodovias federais do país. Nesse contexto, os policiais rodoviários federais (PRF) assumem numerosas atribuições e estão constantemente expostos a diversas situações de risco e geradoras de sofrimento. Considerando que o trabalho ocupa um lugar central na vida das pessoas e é tão importante na formação da identidade, na inserção social e, portanto, na saúde dos trabalhadores, o presente estudo teve por objetivo principal analisar a relação entre trabalho e saúde dos PRF. Partiu-se de um delineamento não experimental, de caráter descritivo e exploratório que utilizou a técnica de: análise documental; questionário estruturado - Inquérito Saúde e Trabalho em Serviço (INSATS-BR): adaptado ao serviço de policiais - e diário de campo. A pesquisa envolveu 72 policiais, do sexo masculino, de uma Delegacia da Polícia Rodoviária Federal localizada na região nordeste do país. Os dados obtidos a partir da aplicação do questionário foram analisados por meio do pacote estatístico SPSS, por meio do qual foram realizadas estatísticas descritivas. As respostas das questões abertas foram analisadas por meio da técnica de Análise de Conteúdo preconizada por Bardin. Posteriormente, os dados provenientes do questionário INSATS-BR: adaptado ao serviço de policiais foram analisados à luz dos dados decorrentes da análise documental e das informações acerca dos afastamentos médicos apresentados por esses policiais. Para analisar as complexas relações entre trabalho e saúde (mental) destes profissionais, utilizou-se como aporte teórico a Psicodinâmica do Trabalho, campo de estudos voltado à análise da relação entre disciplinas e/ou abordagens que se interessam pelo estudo da atividade de trabalho. A forma como se entende a saúde é inspirada na obra de Canguilhem, que permite pensar o homem como um ser ativo, que está constantemente em atividade e que não apenas está submetido ao meio, mas que age sobre ele. Os materiais produzidos, relativos aos problemas osteomusculares e aos transtornos mentais e comportamentais presentados por esses policiais, apontam como a saúde desses profissionais pode ser afetada pelo trabalho. Esta investigação permitiu evidenciar que existe uma dimensão dinâmica e subjetiva capaz de transformar o sofrimento em ajustamento, criatividade e prazer, contribuindo para a luta e defesa pela saúde e bem-estar, mesmo com o sofrimento e com os constrangimentos desencadeados pelas condições e organização do trabalho desses policiais. Os resultados produzidos apontam para um aumento na carga de trabalho dos policiais. Logo, é necessário ampliar o efetivo policial dessa corporação, visto que é desproporcional o número de trabalhadores e a quantidade de tarefas a cumprir. Espera-se assim ter contribuído para a produção de um saber sobre o trabalho do policial rodoviário federal, uma categoria profissional pouco estudada e com raríssimas publicações no meio científico, e à conscientização de algumas questões importantes sobre preservação da saúde e bem-estar desta categoria.
  • CLOVIS PEREIRA DA COSTA JUNIOR
  • DO BRANQUEAMENTO ÀS COTAS RACIAIS: CONHECIMENTO HISTÓRICO E MEMÓRIA PARA A TOMADA DE POSIÇÃO
  • Data: 22/02/2013
  • Hora: 10:00
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  • Inegavelmente, o preconceito racial representa um problema de grande importância social. Seu alcance permeia as relações estabelecidas pelos indivíduos e grupos e os modos de constituição das interações sociais. Tais construções moldam-se por meio da transmissão de costumes, ideologias e cultura. Do mesmo modo são construídas as relações de exclusão e segregação nas quais se inserem os grupos minoritários como as mulheres, os negros etc. Com efeito, a discriminação sofrida pelo negro ocorre desde sua chegada ao Brasil na condição de mercadoria africana. Entretanto, passados 512 anos da colonização portuguesa, a situação deles permanece caracterizada por estigmas e segregação social. Segundo Carvalho (2003), naquele ano, os percentuais de alunos e docentes negros nas universidades públicas brasileiras oscilaram em torno de 0,5%. O pesquisador ainda salienta que, se mantidas as condições, a projeção para os próximos 170 anos indica que o índice não ultrapassará 1% do total. Nesse contexto, discute-se a implantação de políticas públicas promotoras de igualdade de condições para a população negra. Trata-se das políticas de cotas raciais que para Guarnieri e Silva (2007) são medidas sociais que objetivam a democratização do acesso às universidades públicas através da reserva de vagas exclusivas para negros. Assim, o objetivo geral deste trabalho foi analisar as relações entre o conhecimento histórico sobre o lugar do negro na sociedade brasileira e o posicionamento dos participantes no tocante às políticas de ações afirmativas. Para tanto, foram realizados dois estudos complementares utilizando estratégias metodológicas distintas. O estudo 1 tratou de um delineamento quase experimental 2 x 2 (tipo de contexto e tipo de escola) com pós-teste apenas, envolvendo manipulação de variáveis e formação de grupo controle (GC) e grupo experimental (GE). Participaram voluntariamente desse estudo 200 estudantes do segundo ano do Ensino Médio de João Pessoa, sendo que 47,5% eram de escolas públicas e 52,5% de escolas privadas. Do total, 62,3% eram mulheres, com média de idade de 15 anos (DP=0,8). Os resultados obtidos mostraram índices bastante elevados de rejeição às políticas de cotas raciais, tanto no grupo controle (63,3%) quanto no grupo experimental (69,4%), ou seja, a manipulação da variável independente não foi suficientemente forte para provocar uma maior adesão e aceitação das cotas raciais. Em contrapartida, a grande maioria dos estudantes do GE se mostrou favorável ao pedido de desculpas formais pelo sofrimento causado à população negra. Não obstante, em relação à análise realizada a partir do cruzamento das variáveis “posicionamento dos estudantes” e “tipo de escola”, verificou-se efeito estatisticamente significativo [χ²(1)=30,950; p<0,001], sendo assim, observou-se uma maior adesão às cotas raciais entre os estudantes oriundos de escola pública (74,2%). Com efeito, constatou-se que as pertenças sociais e os níveis socioeconômicos obtiveram efeitos estatisticamente significativos [χ²(3)=46,398; p<0,001]. Desta forma, é possível afirmar que, majoritariamente, os estudantes pertencentes à classe alta se encontraram matriculados em instituição de ensino privada (7,7%). Já em relação à classe média baixa, os estudantes de escola pública obtiveram maiores frequências (45,7%). Por fim, sobre a análise realizada a partir do cruzamento das variáveis “grau de identificação racial” em função do “tipo de escola” verificou-se efeito estatisticamente significativo em relação aos “morenos” [χ²(1)=9,491; p<0,05] e “negros” [χ²(1)=9,775; p<0,05]. Tomados em conjunto, os resultados indicam que, embora os participantes que se autoidentificaram como brancos estejam distribuídos igualmente nos dois tipos de escola, os participantes que se autoidentificaram como negros ou morenos se concentram nas escolas públicas. De modo geral, observou-se a manutenção do sistema que nega possibilidade de acesso e ascensão profissional aos negros brasileiros. Ademais, é possível afirmar que o posicionamento da amostra pesquisada se organizou baseado no critério de pertença social, sendo que aqueles que possuem melhores condições financeiras se encontram vinculados a instituições particulares e mostram elevados índices de rejeição às cotas raciais. No estudo 2 objetivou-se investigar os conteúdos discursivos elaborados a partir das memórias resgatadas, entendidas enquanto representações sociais, do período da escravidão negra e suas relações com os posicionamentos sobre as cotas raciais. Nesse ínterim, o aporte teórico privilegiado para a investigação das memórias como representações sociais do passado agrega aspectos da teoria das representações sociais de Moscovici (1961/1978) e de Abric (2000) visto que, conceitualmente, o núcleo central da representação se encontra relacionado com as memórias coletivas e históricas dos grupos. A amostra do estudo foi composta por 200 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio de escolas públicas e privadas da cidade de João Pessoa, sendo 58% do sexo feminino com média de idade de 17 anos (DP=2,3). Os resultados obtidos confirmaram os dados do estudo 1, principalmente no tocante à estratificação do tecido social, com enfoque na nítida separação entre participantes identificados com brasileiros brancos e participantes identificados com brasileiros negros ou morenos. Ademais, verificou-se também que os estudantes de escola pública concentraram-se, majoritariamente, nas classes socioeconômicas menos favorecidas e se mostraram mais favoráveis às cotas raciais [χ²(1)=58,284; p<0,05] em comparação aos estudantes de escolas privadas, que se encontraram, majoritariamente, localizados nas classes socioeconômicas abastadas [χ²(3)=52,077; p<0,05]. Em relação às memórias, os dados demonstraram que o processo de construção e atualização das memórias sociais se encontrou intrinsecamente relacionado ao grupo no qual o indivíduo está inserido. Nesse sentido, a formação das memórias, no presente estudo, esteve vinculada à dicotomia estabelecida entre os estudantes brancos e de classes sociais abastadas e estudantes negros, de classes sociais desfavorecidas e favoráveis à instauração das políticas de cotas raciais. Tomados em conjunto, os resultados indicaram a importância e a influência da cultura e dos costumes de um determinado grupo social e como tais elementos atuam como padrões que servem como fontes para a formação de lembranças e recordações sobre acontecimentos cotidianos.

     

  • FRANCIANE FONSECA TEIXEIRA SILVA
  • SOBRECARGA EM FAMILIARES DE DEPENDENTES QUÍMICOS: UM ESTUDO À LUZ DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
  • Data: 22/02/2013
  • Hora: 09:00
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  • O objetivo desta dissertação foi apreender as representações sociais de cuidadores sobre a dependência química e mensurar o nível de sobrecarga dos familiares cuidadores de dependentes químicos. Foi dado um enfoque psicossociológico, por meio do arcabouço teórico da Psicologia Social, especificamente da Teoria das Representações Sociais, de Moscovici. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa dividida em dois estudos, sendo o estudo 1 realizado em instituições psiquiátricas que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e nos CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial de álcool e drogas), na cidade de João Pessoa, Paraíba. A amostra foi composta por 50 familiares de dependentes químicos, de álcool (30) e de crack (20), do sexo feminino, cujos parentes estavam em tratamento. Foi utilizada uma entrevista semiestruturada e um questionário de dados sociodemográficos, sendo utilizados gravadores. Os dados ociodemográficos foram analisados através de frequências e porcentagens e os conteúdos das entrevistas foram tratados pela Análise Lexical do software Alceste. Os familiares representaram as drogas como algo nocivo, que prejudica as relações familiares e é responsável por conflitos e desarmonia na família. Segundo essas representações, as drogas acarretam sobrecarga emocional e estados de tensão, evidenciados por mudanças comportamentais e questões de ordem financeira, devido ao agravamento da dependência e às frequentes hospitalizações. A ausência das drogas foi apontada como uma das formas de se alcançar a qualidade de vida para os familiares. O referencial teórico das representações sociais possibilitou entender os impactos que a dependência química pode causar na vida dos familiares de dependentes químicos, devido à sobrecarga advinda do papel do cuidador. O estudo 2 também foi realizado em instituições psiquiátricas que atendem pelo SUS e nos CAPSad, da cidade de João Pessoa e municípios adjacentes (Cabedelo e Sapé). A amostra do foi composta por 123 familiares de dependentes químicos de álcool (26) e crack (97), do sexo feminino, cujos parentes também estavam em tratamento. Os participantes responderam a um Inventário de Sobrecarga do Cuidador de Zarit (Zarit Burden Interview ZBI). Os dados do Inventário de Sobrecarga do Cuidador de Zarit foram analisados através do pacote estatístico SPSS – PASW 18. Observou-se na sobrecarga dos familiares que 37,4% (n=46; 35 familiares de usuários de crack e 11 de álcool) grau moderado, 35% (n=43; 31 familiares de usuários de crack e 12 de álcool) grau moderado a severo; 22% (n=27; 25 familiares de usuários de crack e 2 de álcool) sobrecarga severa e 5,7% (n=7; 6 familiares de usuários de crack e 1 de álcool) dos familiares cuidadores apresentaram pequena sobrecarga. A média de escore foi de 45,13 (dp= 16,83) com amplitude variando do mínimo 12 pontos e do máximo de 83 pontos. A análise do Qui-Quadrado, levando em consideração o tipo de droga utilizada pelos usuários, familiares dos participantes, não apontou resultado significativo (p>0,05), o que indica que não há diferença significativa quanto a proporção dos acontecimentos em relação ao tipo de droga (álcool ou crack). Espera-se que os resultados possam contribuir para ampliar os conhecimentos existentes na área, de modo a incentivar a realização de novas pesquisas e a abertura de novas possibilidades que promovam estratégias para a prevenção e promoção de saúde junto aos familiares/cuidadores, visando a minimização da culpa e a melhoria da qualidade de vida.
  • LEOGILDO ALVES FREIRES
  • BASES VALORATIVAS DA PREOCUPAÇÃO MASCULINA COM A APARÊNCIA.
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 15:00
  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação objetivou conhecer as bases valorativas da
    preocupação masculina com a aparência. Para tanto, realizaram-se dois estudos
    empíricos. O Estudo 1 objetivou adaptar uma medida de preocupações dos homens
    com a aparência (Questionário do Complexo de Adônis - QCA) e outra de vaidade
    (Questionário de Vaidade - QV), para o contexto brasileiro, conhecendo evidências
    de sua validade fatorial e consistência interna. Participaram 211 estudantes de uma
    universidade pública da cidade de João Pessoa-PB. Destes, todos eram do sexo
    masculino e com idade média de 22 anos (dp = 5,58). O QCA, após ter checado sua
    validade semântica, poder discriminativo e fatorabilidade da matriz de correlações
    (tendo seguido os critérios de Kaiser, Catell e Horn) apresentou-se estruturado em
    três componentes: preocupações estéticas (α = 0,78), preocupações fisicosexuais
    (α = 0,71) e dedicação a dietas/exercícios (α = 0,72). Os três fatores explicaram
    conjuntamente 41% da variância total. Enquanto que o QV após terem sido aplicados
    os mesmos procedimentos do QCA apresentou-se estruturado em quatro componentes:
    preocupação física (α = 0,87), reconhecimento físico (α = 0,81), preocupação com a
    realização (α = 0,79) e reconhecimento da realização (α = 0,67), sendo que os três
    fatores explicaram conjuntamente 57,3% da variância total. Portanto, concluiu-se que
    tais resultados permitiram reunir evidências de validade fatorial e consistência interna
    das medidas empregadas. O Estudo 2, por sua vez, teve como objetivo comprovar a
    estrutura fatorial do QCA e do QV, fornecendo evidências psicométricas mais robustas
    para tais medidas; bem como conhecer os valores humanos associados/preditores à
    preocupação masculina com a aparência. Contou com a participação de 205 homens
    frequentadores de academias de musculação da cidade de João Pessoa-PB com idade
    média de 25 anos (dp = 6,31) sendo a maioria heterossexual (88,3%) e solteira (75%).
    Estes responderam as medidas ora empregadas no estudo anterior e ao Questionário
    dos Valores Básicos (QVB), a Escala de Satisfação com a Vida (ESV), a Escala de
    Autoestima de Rosenberg (EAR) e a um Questionário Sociodemográfico. Os resultados
    das Análises Fatoriais Confirmatórias (AFC), permitiram comprovar a estrutura
    trifatorial do QCA e tetrafatorial do QV identificadas no estudo 1, ambas apresentando
    indicadores de bondade de ajuste e confiabilidade composta (CC) satisfatórios. As
    análises de correlação de Pearson e regressão múltipla (stepwise) forneceram subsídios
    para a elaboração de um modelo teórico envolvendo os valores de realização e
    suprapessoal na explicação da vaidade e esta, por sua vez explicando, o Complexo
    de Adônis. No geral, este modelo se mostrou ajustado aos dados empíricos: χ²/gl =
    5,47, GFI = 0,99, AGFI = 0,95, CFI = 0,98 e RMSEA = 0,07. Concluindo, confia-se
    que os objetivos propostos nesta dissertação tenham sido alcançados, apresentando-
    se nesta oportunidade uma contribuição para um campo de estudo pouco comentado e
    considerado na Psicologia Social: preocupação masculina com a aparência.

  • MARIA JOSE NUNES GADELHA
  • TAXAS DE ESQUECIMENTO EM IDOSOS: UM ESTUDO ATRAVÉS DA MEMÓRIA HÁPTICA
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 15:00
  • Mostrar Resumo
  • A memória é um sistema múltiplo constituído por subsistemas de codificação, armazenamento e recuperação de informações. Sua classificação pode ser feita de acordo com o tipo de estímulo processado - visual, auditivo, gustativo, olfativo ou tátil. Dentro da memória tátil, encontra-se a submodalidade de memória háptica, referente a aquisição de informações pela manipulação ativa dos objetos. Os subsistemas da memória apresentam declínio significativo com o envelhecimento saudável, com efeitos diferenciados em seu componentes. Foram encontrados poucos estudos relacionando o esquecimento a longo prazo para a memória háptica em idosos saudáveis. Neste sentido, esta pesquisa teve por objetivo avaliar as taxas de esquecimento da informação processada na modalidade háptica em diferentes intervalos de tempo para memórias de recordação e reconhecimento em uma amostra de 36 idosos, de ambos os sexos, sem comprometimento cognitivo e com capacidade de leitura e escrita. Para isso, foi utilizada uma caixa de madeira específica para apresentação de estímulos hápticos. O procedimento consistiu em duas fases, uma fase de estudo (apresentação dos estímulos) e outra de teste (tarefas de recordação ou reconhecimento), realizada após os intervalos de 1, 10 ou 20 minutos. O teste para amostras independentes Kruskal-Wallis mostrou diferenças significantes entre a memória de recordação e reconhecimento e os intervalos de tempo analisados (H = 23,17; gl = 1; p < 0,05). Utilizou-se como post hoc o teste não paramétrico Mann-Whitney com correção Bonferroni, o qual apresentou diferenças significantes entre a condição recordação após 10 minutos e reconhecimento após 10 minutos (p < 0,0083), porém essas diferenças não foram detectadas na comparação das tarefas de recordação e reconhecimento após o intervalo de 20 minutos (p > 0,0083). Esses dados revelam que o tipo de tarefa não influenciou na recuperação da informação após 20 minutos, indicando que a perda de informações processadas na modalidade háptica em idosos começa se estabilizar a partir deste intervalo, independente da tarefa de evocação. Em resumo, os resultados mostram que ocorre pouca perda da informação quando processada hapticamente, sugerindo que a evocação para intervalos de tempo mais longos nesta modalidade podem não ser afetados pelo envelhecimento.
  • ANA KARLA SILVA SOARES
  • VALORES HUMANOS E BULLYING: UM ESTUDO PAUTADO NA CONGRUÊNCIA ENTRE PAIS E FILHOS
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação teve por objetivo verificar a influência dos pais nas
    prioridades valorativas dos filhos e sua relação com o comportamento de bullying.
    Procurou-se reunir evidências de validade e precisão das medidas empregadas no
    estudo, conhecer os correlatos valorativos do bullying e o poder preditivo dos valores
    humanos frente a este construto. Participaram 1.007 pessoas de João Pessoa (PB), sendo
    623 estudantes, com idades entre 9 e 16 anos, a maioria de escolas públicas (68,5%),
    católica (59,4%) e do sexo feminino (52,9%). E 384 pais/responsáveis, com idade
    variando de 18 a 70 anos, a maioria do sexo feminino (78,8%) e católica (64,8%). Após
    o tratamento dos dados restaram 351 pares (pais – filhos) de participantes. Os filhos
    responderam a Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying
    (EAFPAB), Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB), Questionário de
    Percepção dos Pais (QPP), Questionário dos Valores Básicos (QVB ou QVB-I) e
    questões sociodemográficas. Os pais ou responsáveis receberam um livreto contendo a
    EAFPAB, Cenários de Bullying no Contexto Escolar e o QVB. Os resultados
    evidenciaram a validade e precisão das medidas de valores humanos (QVB), de
    bullying, onde se comprovou a estrutura unifatotial da EAFPAB, que explicou 31% da
    variância total, com cargas fatoriais entre 0,40 e 0,65 e consistência interna (Alfa de
    Cronbach) de 0,91; e da ECVB, que também apresentou uma estrutura unifatorial,
    explicando 42,4% da variância total, com Alfa de Cronbach de 0,75 e cargas fatoriais
    variando de 0,58 a 0,75; Com o objetivo de conhecer os correlatos valorativos do
    bullying formularam-se sete hipóteses. As três primeiras foram corroboradas, indicando
    que as prioridades valorativas dos filhos são congruentes com as dos seus pais, estando
    a dimensão de estilo parental autoritária diretamente relacionada com os valores
    pessoais do pai e da mãe (r = 0,15; r = 0,14, respectivamente) e que a relação entre os
    valores percebidos nos pais e priorizados pelos filhos são moderadas pela dimensão
    afetividade do pai e da mãe, especificamente, os valores pessoais da mãe [χ²/gl = 51.73;
    GFI = 0,91; CFI = 0,94; (λ = - 0,10; p < 0,05)] e os centrais e pessoais dos pais [χ²/gl =
    49,46; GFI = 0,91; CFI = 0,94; (λ = -0,15 e λ = 0,07, respectivamente; p < 0,05)]. As
    hipóteses quatro, cinco e seis também foram confirmadas, visto que as pontuações dos
    pais e dos filhos nas atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying estão
    diretamente relacionadas (r = 0,44) e que as pontuações dos filhos no bullying estão
    correlacionadas positivamente com os valores pessoais (r = 0,10) e negativamente com
    os sociais (r = -0,12). Corroborou-se a sétima hipótese na qual os valores dos filhos
    [sociais (β = 0,23; t = 3,51, p < 0,001) e pessoais (β = -0,30; t = -4,13, p < 0,001)]
    foram preditores do bullying. Confia-se que os objetivos propostos tenham sido
    alcançados, contribuindo para o campo de estudo que relaciona a congruência dos
    valores de pais e filhos com o comportamento de bullying. Entretanto, reconhece-se a
    necessidade novos estudos, enfocando na transmissão de valores, em técnicas de
    intervenção e no emprego de uma mostra infantil de menor idade.

  • ANA KARLA SILVA SOARES
  • VALORES HUMANOS E BULLYING: UM ESTUDO PAUTADO NA CONGRUÊNCIA ENTRE PAIS E FILHOS
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 13:00
  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação teve por objetivo verificar a influência dos pais nas
    prioridades valorativas dos filhos e sua relação com o comportamento de bullying.
    Procurou-se reunir evidências de validade e precisão das medidas empregadas no
    estudo, conhecer os correlatos valorativos do bullying e o poder preditivo dos valores
    humanos frente a este construto. Participaram 1.007 pessoas de João Pessoa (PB), sendo
    623 estudantes, com idades entre 9 e 16 anos, a maioria de escolas públicas (68,5%),
    católica (59,4%) e do sexo feminino (52,9%). E 384 pais/responsáveis, com idade
    variando de 18 a 70 anos, a maioria do sexo feminino (78,8%) e católica (64,8%). Após
    o tratamento dos dados restaram 351 pares (pais – filhos) de participantes. Os filhos
    responderam a Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying
    (EAFPAB), Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB), Questionário de
    Percepção dos Pais (QPP), Questionário dos Valores Básicos (QVB ou QVB-I) e
    questões sociodemográficas. Os pais ou responsáveis receberam um livreto contendo a
    EAFPAB, Cenários de Bullying no Contexto Escolar e o QVB. Os resultados
    evidenciaram a validade e precisão das medidas de valores humanos (QVB), de
    bullying, onde se comprovou a estrutura unifatotial da EAFPAB, que explicou 31% da
    variância total, com cargas fatoriais entre 0,40 e 0,65 e consistência interna (Alfa de
    Cronbach) de 0,91; e da ECVB, que também apresentou uma estrutura unifatorial,
    explicando 42,4% da variância total, com Alfa de Cronbach de 0,75 e cargas fatoriais
    variando de 0,58 a 0,75; Com o objetivo de conhecer os correlatos valorativos do
    bullying formularam-se sete hipóteses. As três primeiras foram corroboradas, indicando
    que as prioridades valorativas dos filhos são congruentes com as dos seus pais, estando
    a dimensão de estilo parental autoritária diretamente relacionada com os valores
    pessoais do pai e da mãe (r = 0,15; r = 0,14, respectivamente) e que a relação entre os
    valores percebidos nos pais e priorizados pelos filhos são moderadas pela dimensão
    afetividade do pai e da mãe, especificamente, os valores pessoais da mãe [χ²/gl = 51.73;
    GFI = 0,91; CFI = 0,94; (λ = - 0,10; p < 0,05)] e os centrais e pessoais dos pais [χ²/gl =
    49,46; GFI = 0,91; CFI = 0,94; (λ = -0,15 e λ = 0,07, respectivamente; p < 0,05)]. As
    hipóteses quatro, cinco e seis também foram confirmadas, visto que as pontuações dos
    pais e dos filhos nas atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying estão
    diretamente relacionadas (r = 0,44) e que as pontuações dos filhos no bullying estão
    correlacionadas positivamente com os valores pessoais (r = 0,10) e negativamente com
    os sociais (r = -0,12). Corroborou-se a sétima hipótese na qual os valores dos filhos
    [sociais (β = 0,23; t = 3,51, p < 0,001) e pessoais (β = -0,30; t = -4,13, p < 0,001)]
    foram preditores do bullying. Confia-se que os objetivos propostos tenham sido
    alcançados, contribuindo para o campo de estudo que relaciona a congruência dos
    valores de pais e filhos com o comportamento de bullying. Entretanto, reconhece-se a
    necessidade novos estudos, enfocando na transmissão de valores, em técnicas de
    intervenção e no emprego de uma mostra infantil de menor idade.

  • ANA KARLA SILVA SOARES
  • VALORES HUMANOS E BULLYING: UM ESTUDO PAUTADO NA CONGRUÊNCIA ENTRE PAIS E FILHOS
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 13:00
  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação teve por objetivo verificar a influência dos pais nas
    prioridades valorativas dos filhos e sua relação com o comportamento de bullying.
    Procurou-se reunir evidências de validade e precisão das medidas empregadas no
    estudo, conhecer os correlatos valorativos do bullying e o poder preditivo dos valores
    humanos frente a este construto. Participaram 1.007 pessoas de João Pessoa (PB), sendo
    623 estudantes, com idades entre 9 e 16 anos, a maioria de escolas públicas (68,5%),
    católica (59,4%) e do sexo feminino (52,9%). E 384 pais/responsáveis, com idade
    variando de 18 a 70 anos, a maioria do sexo feminino (78,8%) e católica (64,8%). Após
    o tratamento dos dados restaram 351 pares (pais – filhos) de participantes. Os filhos
    responderam a Escala de Atitudes Positivas Frente a Potenciais Alvos de Bullying
    (EAFPAB), Escala Califórnia de Vitimização do Bullying (ECVB), Questionário de
    Percepção dos Pais (QPP), Questionário dos Valores Básicos (QVB ou QVB-I) e
    questões sociodemográficas. Os pais ou responsáveis receberam um livreto contendo a
    EAFPAB, Cenários de Bullying no Contexto Escolar e o QVB. Os resultados
    evidenciaram a validade e precisão das medidas de valores humanos (QVB), de
    bullying, onde se comprovou a estrutura unifatotial da EAFPAB, que explicou 31% da
    variância total, com cargas fatoriais entre 0,40 e 0,65 e consistência interna (Alfa de
    Cronbach) de 0,91; e da ECVB, que também apresentou uma estrutura unifatorial,
    explicando 42,4% da variância total, com Alfa de Cronbach de 0,75 e cargas fatoriais
    variando de 0,58 a 0,75; Com o objetivo de conhecer os correlatos valorativos do
    bullying formularam-se sete hipóteses. As três primeiras foram corroboradas, indicando
    que as prioridades valorativas dos filhos são congruentes com as dos seus pais, estando
    a dimensão de estilo parental autoritária diretamente relacionada com os valores
    pessoais do pai e da mãe (r = 0,15; r = 0,14, respectivamente) e que a relação entre os
    valores percebidos nos pais e priorizados pelos filhos são moderadas pela dimensão
    afetividade do pai e da mãe, especificamente, os valores pessoais da mãe [χ²/gl = 51.73;
    GFI = 0,91; CFI = 0,94; (λ = - 0,10; p < 0,05)] e os centrais e pessoais dos pais [χ²/gl =
    49,46; GFI = 0,91; CFI = 0,94; (λ = -0,15 e λ = 0,07, respectivamente; p < 0,05)]. As
    hipóteses quatro, cinco e seis também foram confirmadas, visto que as pontuações dos
    pais e dos filhos nas atitudes positivas frente a potenciais alvos de bullying estão
    diretamente relacionadas (r = 0,44) e que as pontuações dos filhos no bullying estão
    correlacionadas positivamente com os valores pessoais (r = 0,10) e negativamente com
    os sociais (r = -0,12). Corroborou-se a sétima hipótese na qual os valores dos filhos
    [sociais (β = 0,23; t = 3,51, p < 0,001) e pessoais (β = -0,30; t = -4,13, p < 0,001)]
    foram preditores do bullying. Confia-se que os objetivos propostos tenham sido
    alcançados, contribuindo para o campo de estudo que relaciona a congruência dos
    valores de pais e filhos com o comportamento de bullying. Entretanto, reconhece-se a
    necessidade novos estudos, enfocando na transmissão de valores, em técnicas de
    intervenção e no emprego de uma mostra infantil de menor idade.

  • Rafaella de Carvalho Rodrigues Araújo
  • AS BASES GENÉTICAS DA PERSONALIDADE, DOS VALORES HUMANOS E DA PREOCUPAÇÃO COM A HONRA
  • Data: 21/02/2013
  • Hora: 08:00
  • Mostrar Resumo
  • Quando estimamos os efeitos da influência dos fatores ambientais e genéticos
    nos seres humanos, buscamos compreender até que ponto a diferença de cada pessoa,
    em relação a seus comportamentos, pode ser atribuída a cada um destes fatores, isolada
    e conjuntamente. Os estudiosos não só da psicologia social já estão atentos a como a
    genética pode vir a influenciar o comportamento humano, o que pode ser verificado por
    meio da literatura, onde já se atribui às bases biológicas uma porcentagem significativa
    das causas e predisposições do comportamento. Deste modo, partindo de uma pesquisa
    ex post facto, a presente dissertação tem como principal objetivo verificar as bases
    genéticas da preocupação com a honra, dos valores humanos e da personalidade,
    avaliando a influência da hereditariedade genética sobre cada um destes construtos.
    Acredita-se que a honra, por ter aspectos culturais mais enraizados, apresente menor
    influência advinda da genética, sendo a personalidade o construto que apresentará maior
    influência da mesma, por esta ser constituída inerentemente por fatores mais biológicos
    do que sociais. Os valores humanos, por sua vez, se situariam em um intermédio.
    Assim, nesta dissertação, é utilizada a Teoria Funcionalista dos Valores, por meio do
    Questionário de valores básicos, bem como a Escala de preocupação com a honra e o
    Inventário dos cinco grandes fatores da personalidade para mensurar honra e
    personalidade, respectivamente, além de um questionário sociodemográfico. Para a
    realização do presente estudo, contou-se com a participação de 115 pares de gêmeos,
    sendo 77 monozigóticos (67%) e 38 dizigóticos (33%), totalizando uma amostra de 230
    pessoas. Dentre os monozigóticos, a maioria foi do sexo feminino (78%), com idade
    média de 24,4 (DP = 6,85). Nos dizigóticos, a maioria também declarou ser do sexo
    feminino (71,1%), com idade média de 21,9 (DP = 4,31). Os resultados foram divididos
    em três seções. Na primeira, foram examinadas médias e correlações entre os pares de
    gêmeos, acerca de cada um dos fatores das escalas utilizadas. Foi observado que, salvo
    as correlações de honra social (r = 0,26; p < 0,05), honra feminina (r = 0,51; p < 0,001)
    e da subfunção normativa (r = 0,52; p < 0,001), tanto nas médias como correlações
    entre zigoticidade e construto, os monozigóticos apresentaram-se com comportamentos
    mais similares do que os dizigóticos. Em seguida, foram calculadas estimativas de
    hereditariedade do comportamento, observando-se que a menor média foi de honra (M
    = 0,24; DP = 0,44), seguida dos valores humanos (M = 0,56; DP = 0,23) e
    personalidade (M = 0,63; DP = 0,19). Por fim, por meio de modelagens por equações
    estruturais, foram testados os índices de ajuste (qui-quadrado, AIC e RMSEA) dos
    modelos de hereditariedade. Os resultados demonstraram confirmação do modelo para
    todos os tipos da honra, para as subfunções valorativas de experimentação, existência e
    interativa e para os traços de personalidade de neuroticismo, abertura à mudança e
    amabilidade. Além disso, confirmou-se parcialmente a hierarquia de importância da
    hereditariedade dos genes entre os três construtos estudados [honra (M = 0,18; DP =
    0,19), valores (M = 0,39; DP = 0,08) e personalidade (M = 0,39; DP = 0,62)]. Deste
    modo, pode-se verificar que todos os construtos apresentam alguma influência genética.
    Ademais, como era esperado, comprovou-se a hierarquia das bases biológicas entre
    eles, além de ficar evidenciada a maior semelhança entre os gêmeos monozigóticos, já
    que os resultados encontrados em relação a estes foram significativamente superiores
    àqueles apresentados pelos dizigóticos, apontando para uma efetiva base genética do
    comportamento humano.

  • JULIANA RIZIA FELIX DE MELO
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE DEPENDENTES QUÍMICOS EM TRATAMENTO ACERCA DO CRACK
  • Data: 04/02/2013
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • O uso abusivo de drogas tem sido considerado um problema de saúde pública, que vêm
    ultrapassando todas as fronteiras sociais, preocupando toda a sociedade. Nesse contexto
    encontra-se o crack, que surgiu na década de 1990 no Brasil, causando forte
    dependência e prejudicando rapidamente a vida mental, orgânica e social dos seus
    usuários. A fim de compreender os fatores psicossociais que envolvem este consumo,
    objetivou-se conhecer e analisar as representações sociais elaboradas por dependentes
    químicos acerca do crack, dos usuários de drogas e do tratamento; utilizando-se como
    suporte teórico a Teoria das Representações Sociais, na perspectiva das abordagens
    dimensional e estrutural. Trata-se de um estudo descritivo, de cunho qualitativo, que foi
    realizado em uma instituição psiquiátrica em João Pessoa – PB. A amostra foi composta
    por 30 usuários de crack em tratamento, do sexo masculino. Os instrumentos utilizados
    foram: questionário sociodemográfico, o qual foi analisado através do cálculo de
    frequências simples e porcentagens; a Associação Livre de Palavras, com os estímulos:
    crack, usuário de drogas e tratamento, que foi analisada a partir do programa EVOC; e,
    entrevista semiestruturada, a qual foi analisada por meio da Análise de Conteúdo
    Temática de Bardin. Os instrumentos foram aplicados no ambiente institucional, de
    forma individual, com o uso de gravador, tendo-se tomado todos os cuidados éticos que
    envolvem a pesquisa com seres humanos. Verificou-se uma representação negativa do
    crack, em que ele é personificado na figura do Diabo, tendo o poder de destruir a vida
    de seus usuários e da sociedade em geral, gerando grande tristeza. Além disso, é
    percebido como algo que domina o indivíduo inteiramente, tornando-o passivo e
    impotente diante da droga. Constatou-se, ainda, que o usuário de drogas é representado
    como alguém não confiável, viciado, sem valor, doente, que não tem caráter e
    responsável pela destruição da família. Tal percepção acarreta uma série de
    implicações, pois as representações sociais possuem status de verdade, guiando as
    condutas dos sujeitos; nesse sentido, essa representação negativa sobre si mesmo pode
    prejudicar a autoimagem desses usuários, afetando sua autoestima e sua capacidade de
    enfrentamento às drogas, o que pode dificultar o sucesso do seu tratamento, bem como
    a sua reinserção social. Diante dos resultados encontrados, verificou-se a necessidade de
    mudança dessas representações sociais, com a compreensão do uso de drogas como um
    fenômeno multicausal e o reconhecimento do usuário de drogas como um cidadão, com
    direitos, deveres e necessidades. Espera-se, com esta pesquisa, fornecer dados
    científicos que possam auxiliar os órgãos competentes na formação de políticas públicas
    voltadas para esta problemática.
    O uso abusivo de drogas tem sido considerado um problema de saúde pública, que vêmultrapassando todas as fronteiras sociais, preocupando toda a sociedade. Nesse contextoencontra-se o crack, que surgiu na década de 1990 no Brasil, causando fortedependência e prejudicando rapidamente a vida mental, orgânica e social dos seususuários. A fim de compreender os fatores psicossociais que envolvem este consumo,objetivou-se conhecer e analisar as representações sociais elaboradas por dependentesquímicos acerca do crack, dos usuários de drogas e do tratamento; utilizando-se comosuporte teórico a Teoria das Representações Sociais, na perspectiva das abordagensdimensional e estrutural. Trata-se de um estudo descritivo, de cunho qualitativo, que foirealizado em uma instituição psiquiátrica em João Pessoa – PB. A amostra foi compostapor 30 usuários de crack em tratamento, do sexo masculino. Os instrumentos utilizadosforam: questionário sociodemográfico, o qual foi analisado através do cálculo defrequências simples e porcentagens; a Associação Livre de Palavras, com os estímulos:crack, usuário de drogas e tratamento, que foi analisada a partir do programa EVOC; e,entrevista semiestruturada, a qual foi analisada por meio da Análise de ConteúdoTemática de Bardin. Os instrumentos foram aplicados no ambiente institucional, deforma individual, com o uso de gravador, tendo-se tomado todos os cuidados éticos queenvolvem a pesquisa com seres humanos. Verificou-se uma representação negativa docrack, em que ele é personificado na figura do Diabo, tendo o poder de destruir a vidade seus usuários e da sociedade em geral, gerando grande tristeza. Além disso, épercebido como algo que domina o indivíduo inteiramente, tornando-o passivo eimpotente diante da droga. Constatou-se, ainda, que o usuário de drogas é representadocomo alguém não confiável, viciado, sem valor, doente, que não tem caráter eresponsável pela destruição da família. Tal percepção acarreta uma série deimplicações, pois as representações sociais possuem status de verdade, guiando ascondutas dos sujeitos; nesse sentido, essa representação negativa sobre si mesmo podeprejudicar a autoimagem desses usuários, afetando sua autoestima e sua capacidade deenfrentamento às drogas, o que pode dificultar o sucesso do seu tratamento, bem comoa sua reinserção social. Diante dos resultados encontrados, verificou-se a necessidade demudança dessas representações sociais, com a compreensão do uso de drogas como umfenômeno multicausal e o reconhecimento do usuário de drogas como um cidadão, comdireitos, deveres e necessidades. Espera-se, com esta pesquisa, fornecer dadoscientíficos que possam auxiliar os órgãos competentes na formação de políticas públicasvoltadas para esta problemática.

2012
Descrição
  • REBECCA ALVES AGUIAR ATHAYDE
  • MEDIDAS IMPLÍCITAS DE VALORES HUMANOS: ELABORAÇÃO E EVIDÊNCIAS DE VALIDADE
  • Data: 27/12/2012
  • Hora: 14:00
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  • Tradicionalmente, os valores humanos têm sido avaliados por meio de
    formas explícitas de mensuração, como, questionários de autorrelato. Não obstante,
    sabe-se que estas medidas são susceptíveis à influência da desejabilidade social, o que
    tende a mascarar e enviesar os resultados. Uma das formas que vêm sendo utilizada
    para controlar esta tendência é por meio de mensurações implícitas, que pressupõem
    uma diminuição da reatividade da medida. Neste sentido, tendo em vista os
    problemas inerentes às formas explícitas de mensuração e a carência de instrumentos
    na área de medidas implícitas, em especial no que concerne aos valores, esta
    dissertação foi pensada. Especificamente, seu foco foi a Teoria Funcionalista dos
    Valores Humanos, objetivando construir duas medidas de valores humanos, com base
    em uma adaptação do TAI (SC-IAT), nas versões lápis e papel (Estudo 1) e
    computadorizada (Estudo 2). Como objetivos específicos, buscou-se testar a hipótese
    de estrutura dos Valores Humanos por meio das medidas implícitas, bem como
    correlacioná-las com instrumentos de mensuração explícita. No Estudo 1 participaram
    154 estudantes universitários, predominantemente mulheres (70%), com idade média
    de 38 anos (dp = 6,75). A Análise Multivariada de Variância para medidas repetidas
    revelou diferenças entre as pontuações nas tarefas congruentes e incongruentes,
    indicando, assim, o efeito implícito na associação. Análises de Escalonamento
    Multidimensional (MDS) Confirmatório revelaram coerência entre o modelo teórico e
    a estrutura observada (Phi de Tucker > 0,90), cujas seis subfunções, se estruturam em
    razão das dimensões tipo de orientação e tipo de motivador. Entretanto, observou-se
    baixa validade convergente entre o SC-IAT-Valores e o QVB. Por outro lado,
    observou-se a validade discriminante da medida implícita com aquela de
    desejabilidade social. Ademais, não foram observadas correlações entre a medida
    implícita e a variável comportamental. O Estudo 2 contou com a participação de 50
    estudantes universitários, majoritariamente mulheres (54%), com idade média de 24,8
    anos (dp = 9,88). Por meio do escore D, observou-se o efeito implícito na associação.
    Análises MDS revelaram coerência entre o modelo teórico e a estrutura observada
    (Phi de Tucker > 0,90) também na medida computadorizada. Não foi constatada a
    validade convergente da medida implícita com o QVB, porém foi observada sua
    validade discriminante com a medida de desejabilidade social. Novamente, não foi
    possível observar relação entre a medida implícita e a variável comportamental. Em
    suma, esta dissertação cumpriu com os seus objetivos, construindo a medida implícita
    de valores humanos na versão lápis e papel e computadorizada, corroborando a
    hipótese de estrutura dos valores, assim como observando a validade discriminante
    desta medida.

  • JACQUELINE MATIAS DOS SANTOS
  • Não-maternidade voluntária: crenças motivadoras de mulheres que optaram não ter filhos.
  • Data: 30/03/2012
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • As mudancas ocorridas na sociedade nas ultimas decadas demonstram novas possibilidades entre as mulheres, uma delas e a de nao ser mae. Nao ter filhos por opcao, constitui uma realidade crescente em varios paises do mundo. No Brasil, apesar de nao haver informacoes especificas sobre este grupo, os dados do IBGE revelam uma diminuicao no numero de filhos por casais. Entre 1999 e 2009, por exemplo, passou de 13,3% para 17,1% o numero de casais sem filhos. Neste sentido, e importante a compreensao dos aspectos subjetivos que motivam esta escolha baseada na investigacao das crencas sociais, bem como das vivencias destas mulheres. Objetivos: De forma geral objetivou-se analisar as crencas motivadoras que mulheres adultas e em idade fertil possuem acerca da sua escolha pela nao-maternidade. Alem deste, tracar um perfil do grupo, evocar os motivos alegados para a escolha, identificar as vivencias que as envolve mediante a nao-maternidade e identificar as crencas subjacentes a esta escolha tambem constituiram objetivos. Metodo: Tratou-se de uma pesquisa descritiva, transversal, de carater exploratorio, com metodologia qualitativa. Foi utilizado um questionario socio-demografico e entrevista em profundidade como instrumentos para a coleta de dados. Foram realizadas estatisticas descritivas na analise do questionario socio-demografico e a analise categorial tematica para a analise das entrevistas. A amostra foi nao probabilistica e por conveniencia, em que participaram 42 mulheres com idades variando entre 23 e 48 anos (M=32; DP=6,5). Destas 66,7% encontravam-se casadas civilmente e o restante consensualmente. O tempo medio de coabitacao, em meses, foi de 51,9 (DP= 50,1), ou seja, aproximadamente 4,3 anos. Estas tambem declararam, em sua maioria, como pertencentes a religiao catolica (31%) e protestante (17,1%), porem 21,4% afirmaram nao possuir religiao. A regiao Nordeste foi a que mais houve participantes (71,4%), sendo seguido pela regiao Sudeste com 11,9%. Do total das participantes doze (12) participaram das entrevistas, sendo este numero determinado pelo criterio de saturacao. Resultados: A maioria das participantes apresentou nivel superior completo (95,3%), pertencendo a uma classe socioeconomica mais favorecida e se considerou pouco ou razoavelmente religiosas (69%). Das entrevistas emergiram duas classes tematicas, sete categorias e 21 subcategorias. Da primeira classe tematica, Nao-maternidade voluntaria, emergiram quatro categorias: Motivacoes individuais (com quatro subcategorias), Motivacoes sociais (com duas subcategorias), Vivencias (Com seis subcategorias) e Possibilidade de gravidez (com tres subcategorias). Da segunda classe tematica Crencas, emergiram tres categorias: Condicao da mulher (com duas subcategorias), Maternidade (com duas subcategorias) e familia (com duas subcategorias). Conclusao: A nao-maternidade voluntaria apresentou-se enquanto fenomeno multivariado, que nao esta oposto a maternidade e e influenciado pelo sistema de crencas compartilhadas que envolve, nao apenas o grupo em questao, mas tambem a sociedade pos-moderna. A conducao do movimento historico revelou a pluralidade das condicoes femininas e das diversas possibilidades existentes em torno do ser mulher, inclusive quando esta se mostra dentro do projeto da nao-maternidade voluntaria.
  • ELIS AMANDA ATANASIO DA SILVA
  • DINÂMICA DAS RELAÇÕES AFETIVAS: CRENÇAS E IMPLICAÇÕES PARA A VULNERABILIDADE À AIDS
  • Data: 29/03/2012
  • Hora: 14:30
  • Mostrar Resumo
  • A partir de meados do século XVIII foi possível assistir a mudanças significativas nas idéias acerca do amor romântico, que começaram a ganhar relevância, colaborando para mudanças seculares e afetando a vida social como um todo. A vida de homens e mulheres foi reorganizada e as crenças e papéis assumidos por cada um na sociedade moderna foram restabelecidos, revelando a emergência de outros eixos interpretativos para a sexualidade e consequentemente, à constituição dos relacionamentos. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo investigar a dinâmica das relações afetivas de adultos jovens em relacionamento estável, frente às suas crenças, satisfações e comprometimentos à fidelidade, e as possíveis implicações para a vulnerabilidade ao HIV/AIDS. Para a Metodologia, a amostra foi constituída por 400 adultos jovens, de ambos os sexos, com faixa etária de 20 a 29 anos, heterossexuais e que se encontram em relacionamento estável. Para a coleta dos dados foram utilizados os instrumentos: 1) Escala de Crenças Românticas; 2) Escala de satisfação amorosa; 3) Questionário de comportamentos relacionados à Infidelidade; 4) Questionário de comportamentos associados à vulnerabilidade ao HIV/AIDS; 5) Questionário sócio-demográfico e informações complementares acerca do relacionamento afetivo. Os Resultados obtidos apontaram para as mulheres da amostra como possuidoras de crenças românticas, o que pode ser o fator de maior influência e exposição destas à vulnerabilidade ao HIV, pois a maioria encontra-se na inconstância do uso do preservativo em suas relações sexuais. A confiança no parceiro(a) foi um motivo declarado pela maior parte dos participantes tanto para ausência no uso do preservativo, bem como para a baixa associação na percepção pessoal de vulnerabilidade à AIDS. Todavia, o comportamento de infidelidade associado à vulnerabilidade ao HIV veio demonstrar o quanto a confiança inquebrantável no parceiro está equivocada, tendo em vista que os participantes masculinos, em maior número do que as mulheres, alegaram já terem traído suas parceiras, verificando-se ainda que nessas relações extra-oficiais nem sempre fizeram uso do preservativo. A amostra se caracterizou como satisfeita amorosamente, tendo os homens se apresentado como mais satisfeitos do que as mulheres. Portanto, foi perceptível que muitas das recentes práticas exercidas pelos adultos jovens em relacionamento estável são ressignificadas por organizadores de sentido que reportam aos mitos tradicionais do amor romântico, em que a confiança no parceiro reivindica o seu direito à eternidade, embora às possibilidades de liberdade do mundo contemporâneo, que corroboram em práticas sexuais desprotegidas. Todos esses componentes apontam para fragilidades nas iniciativas de promoção da saúde e de prevenção ao HIV/AIDS, que resultam em situação de vulnerabilidade.

  • LIDIANNY BRAGA DE SOUZA
  • CRENÇAS, PRÁTICAS DE CUIDADO E PREVENÇÃO ACERCA DAS DST/AIDS NA ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE
  • Data: 28/03/2012
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A resposta ao surgimento da Aids no Brasil potencializou diversas ações nos serviços de
    saúde, de forma a garantir o atendimento de qualidade, o diagnóstico precoce e seguro e o
    tratamento eficaz à população. Assim, rapidamente o SUS (Sistema Único de Saúde)
    passou a dar atenção às necessidades trazidas pelas demandas de DST/Aids, sendo a
    Atenção Básica (AB), estrategicamente, o maior espaço para a implementação de uma
    política de cuidado e prevenção destas, uma vez que é a porta de entrada preferencial do
    usuário no sistema. Neste sentido, esse estudo teve como objetivo investigar o cuidado e a
    prevenção acerca das DST/Aids nas Unidades de Saúde da Família (USF), a partir das
    crenças e das práticas dos profissionais. A partir de uma amostragem estratificada por
    conveniência, foram selecionadas 19 USF, localizadas na cidade de João Pessoa-PB,
    participando um profissional de cada USF, com idades variando de 23 a 65 anos (M=40;
    DP=10,63), sendo apenas um do sexo masculino. Foram utilizados três instrumentos que
    se complementaram: questionário estruturado, roteiro de observações e entrevista
    semiestruturada. Os dados do questionário e do roteiro foram analisados através de
    estatística descritiva, enquanto as entrevistas foram transcritas e, após, realizada uma
    análise categorial temática. A partir dos dados quantitativos, verificou-se que 11 USF
    realizam o atendimento das DST a partir de uma abordagem sindrômica, apesar de
    referirem que o tratamento é feito em serviços especializados, na maioria das DST. Sobre
    o diagnóstico, nenhuma USF oferece os testes anti-HIV, VDRL e sorologia para as
    Hepatites B e C. Sobre a disponibilidade de preservativo masculino, 18 USF afirmaram
    sempre tê-lo disponível para a população, sendo a distribuição livre em 12 delas. As
    populações consideradas como mais vulneráveis às DST/Aids foram as mulheres e os
    adolescentes/jovens, havendo, em algumas USF, atividades de prevenção junto às mesmas.
    A realização de atividades externas de prevenção foram referidas por 13 USF, sendo a
    escola o local mais citado (11 USF). Observou-se que em 9 USF os preservativos ficavam
    disponíveis no balcão da recepção; apenas em uma unidade havia distribuição de folhetos
    educativos e em 4 havia cartazes informativos sobre essa temática. Quanto aos dados
    qualitativos, os discursos dos profissionais apontaram para 2 classes temáticas: 1) Infecção
    pelo HIV (Categorias: Contágio e Indivíduo soropositivo ao HIV); e 2) Percepções e
    práticas no trabalho (Categorias: Percepção do cuidado, Capacitação no manejo das
    DST/Aids, DST/Aids na AB à saúde, Manejo do HIV/Aids e Demanda). Os discursos dos
    profissionais revelaram, por um lado, crenças estereotipadas e preconceituosas frente à
    pessoa que vive com HIV/Aids e à própria doença, e por outro, os discursos se referiam à
    importância de uma prática de cuidado efetiva frente às DST/Aids e da inclusão dessa
    temática na rotina do serviço. Aponta-se para a necessidade de maior comprometimento e
    responsabilização da gestão, organizando a definição de prioridades na agenda da AB e
    garantindo os insumos e os treinamentos necessários para que se tenham recursos humanos
    e materiais nas USF para se trabalhar com as DST/Aids.
    A resposta ao surgimento da Aids no Brasil potencializou diversas ações nos serviços desaúde, de forma a garantir o atendimento de qualidade, o diagnóstico precoce e seguro e otratamento eficaz à população. Assim, rapidamente o SUS (Sistema Único de Saúde)passou a dar atenção às necessidades trazidas pelas demandas de DST/Aids, sendo aAtenção Básica (AB), estrategicamente, o maior espaço para a implementação de umapolítica de cuidado e prevenção destas, uma vez que é a porta de entrada preferencial dousuário no sistema. Neste sentido, esse estudo teve como objetivo investigar o cuidado e aprevenção acerca das DST/Aids nas Unidades de Saúde da Família (USF), a partir dascrenças e das práticas dos profissionais. A partir de uma amostragem estratificada porconveniência, foram selecionadas 19 USF, localizadas na cidade de João Pessoa-PB,participando um profissional de cada USF, com idades variando de 23 a 65 anos (M=40;DP=10,63), sendo apenas um do sexo masculino. Foram utilizados três instrumentos quese complementaram: questionário estruturado, roteiro de observações e entrevistasemiestruturada. Os dados do questionário e do roteiro foram analisados através deestatística descritiva, enquanto as entrevistas foram transcritas e, após, realizada umaanálise categorial temática. A partir dos dados quantitativos, verificou-se que 11 USFrealizam o atendimento das DST a partir de uma abordagem sindrômica, apesar dereferirem que o tratamento é feito em serviços especializados, na maioria das DST. Sobreo diagnóstico, nenhuma USF oferece os testes anti-HIV, VDRL e sorologia para asHepatites B e C. Sobre a disponibilidade de preservativo masculino, 18 USF afirmaramsempre tê-lo disponível para a população, sendo a distribuição livre em 12 delas. Aspopulações consideradas como mais vulneráveis às DST/Aids foram as mulheres e osadolescentes/jovens, havendo, em algumas USF, atividades de prevenção junto às mesmas.A realização de atividades externas de prevenção foram referidas por 13 USF, sendo aescola o local mais citado (11 USF). Observou-se que em 9 USF os preservativos ficavamdisponíveis no balcão da recepção; apenas em uma unidade havia distribuição de folhetoseducativos e em 4 havia cartazes informativos sobre essa temática. Quanto aos dadosqualitativos, os discursos dos profissionais apontaram para 2 classes temáticas: 1) Infecçãopelo HIV (Categorias: Contágio e Indivíduo soropositivo ao HIV); e 2) Percepções epráticas no trabalho (Categorias: Percepção do cuidado, Capacitação no manejo dasDST/Aids, DST/Aids na AB à saúde, Manejo do HIV/Aids e Demanda). Os discursos dosprofissionais revelaram, por um lado, crenças estereotipadas e preconceituosas frente àpessoa que vive com HIV/Aids e à própria doença, e por outro, os discursos se referiam àimportância de uma prática de cuidado efetiva frente às DST/Aids e da inclusão dessatemática na rotina do serviço. Aponta-se para a necessidade de maior comprometimento eresponsabilização da gestão, organizando a definição de prioridades na agenda da AB egarantindo os insumos e os treinamentos necessários para que se tenham recursos humanose materiais nas USF para se trabalhar com as DST/Aids.

  • IRIA RAQUEL BORGES WIESE
  • ABORTO PROVOCADO E SELETIVO NA INTERFACE DA SAÚDE E DO DIREITO.
  • Data: 26/03/2012
  • Hora: 18:00
  • Mostrar Resumo
  • O aborto é considerado um problema ético de saúde pública, e este se sobressai justamente
    quando existem conflitos entre os direitos e os deveres morais. Nesse sentido, são percebidos
    vários atores, em cenas diferentes, que reivindicam um poder de decisão sobre a vida, sejam
    médicos, juristas, governantes e outros providos de poderes Os motivos de se investigar o
    aborto a partir desses profissionais justificam-se pelo fato destes serem representantes do biopoder,
    de um poder de decisão sobre a vida a partir de um lugar institucional, seja na
    assistência à saúde das mulheres em situações de aborto, seja na formulação da denúncia, no
    julgamento e interpretação dos direitos. Objetivos: Analisar as crenças dos profissionais de
    saúde e dos profissionais de direito sobre o aborto provocado e o aborto seletivo. Método: A
    amostra foi composta por 16 profissionais de saúde (médicos ginecologistas/obstetras,
    enfermeiros e psicólogos), bem como por 10 profissionais de direito (promotores de justiça e
    juízes de direito). Inicialmente, foi realizada uma entrevista do tipo semi-estruturada com os
    participantes da pesquisa com a finalidade de investigar suas crenças sobre o aborto seletivo e
    o aborto provocado. Em seguida, estes responderam a um questionário auto-aplicável. Os
    dados quantitativos foram analisados através de estatística descritiva (frequência, média,
    desvio padrão). As entrevistas foram operacionalizadas com base em categorias determinadas
    a partir dos sentidos suscitados, processados em uma série de etapas. Resultados: Os dados
    do questionário apontaram uma posição rígida dos participantes quanto à mudança na
    legislação penal sobre o aborto, os quais são influenciados sobremaneira por suas crenças
    religiosas. Observou-se um desconhecimento dos profissionais sobre a documentação
    necessária para a autorização da prática do aborto legal e em caso de malformação fetal grave.
    Em relação às entrevistas, emergiram duas classes temáticas: Aborto provocado e aborto
    seletivo. A primeira abarcou as categorias: atitude, aspectos jurídicos, aspectos
    biopsicossociais e propostas de enfrentamento. A segunda abrangeu as categorias atitude e
    aspectos jurídicos. As crenças contrárias à prática do aborto centraram-se na heteronomia e
    sacralidade da vida. As crenças favoráveis, por sua vez, emergiram apenas dentre os
    profissionais de saúde, ancorados na perspectiva dos direitos reprodutivos e sexuais, na
    redução de riscos e danos e, por fim, na autonomia da mulher sobre seu próprio corpo. Os
    profissionais de direito apresentaram um posicionamento mais rígido quanto à punição das
    mulheres que praticam aborto. No tocante às propostas de enfrentamento a essa prática, os
    profissionais afirmaram a necessidade de políticas públicas e de educação, contemplando a
    educação sexual, os programas de adoção, a assistência social e psicológica e, para os que
    apresentaram crenças favoráveis, a sua descriminalização a fim de reduzir riscos e danos do
    aborto inseguro. No geral, algumas crenças referiram-se estritamente ao grupo de
    profissionais de direito, devido às especificidades desta profissão. Outras, no entanto,
    pareceram não se relacionar ao grupo profissional em si, mas a outros aspectos que também
    podem demarcar grupos, a exemplo de crenças vinculadas à concepção de heteronomia da
    vida e, contrariamente, de autonomia reprodutiva. Considerações finais: A sociedade
    brasileira precisa ampliar a discussão sobre o aborto. É necessário sair dos extremos “contra”
    e a “favor” do aborto e enxergar que essa temática é de uma complexidade que não pode ser
    resumida por essas palavras, nem se encerram no ponto de vista jurídico ou deontológico, ao
    contrário, abrangem um leque variado de considerações, as quais puderam ser observadas ao
    longo deste trabalho.

  • EMELLYNE LIMA DE MEDEIROS DIAS LEMOS
  • Inclusão de crianças autistas: um estudo sobre concepções e interações no contexto escolar.
  • Data: 20/03/2012
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • O espectro autista envolve desvios no desenvolvimento desde os primeiros anos de vida nas áreas de interação social, comunicação e imaginação. Inúmeras pesquisas são realizadas e muitos aspectos permanecem inconcludentes, sobretudo em relação à etiologia, possibilidades terapêuticas e inserção em escolas regulares. Considerando a importância da interação social no desenvolvimento infantil e a influência das concepções dos pais e profissionais na prática inclusiva, o presente estudo tem como objetivo analisar as interações sociais entre as crianças com espectro autista e as demais crianças, nos contextos de escolas regulares da cidade de João Pessoa – PB, considerando a mediação das professoras, suas concepções e as dos pais acerca da criança e do seu processo de inclusão escolar. Participaram deste estudo 42 crianças e 4 professoras de duas escolas regulares particulares, como também 4 crianças com diagnóstico de espectro autista, entre 3 e 5 anos de idade, de classe socioeconômica média e seus respectivos pais. Para a coleta dos dados, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas registradas através de um minigravador. Também, foram realizadas duas filmagens em cada turma contemplando 20 minutos em cada uma das situações de pátio e sala de aula, dos quais foram transcritos e analisados 10 minutos. Com o objetivo de caracterizar as crianças deste estudo foi utilizada a escala de avaliação CARS. Em relação à análise dos dados, as entrevistas foram transcritas e analisadas a partir da técnica de análise de conteúdo. As filmagens foram transcritas e analisadas a partir de categorias comportamentais das professoras e das crianças autistas descritas em termos qualitativos, a partir de estudos de caso, e quantitativos, a partir das frequencias. Os resultados demonstram que os pais estão satisfeitos com a inclusão escolar realizada com seus filhos. Estes pais partem de características positivas ao referirem-se aos seus filhos, embora identifiquem as dificuldades inerentes ao autismo. Quanto às professoras observou-se que estão reformulando suas concepções partindo das possibilidades dessas crianças e entendendo a inclusão como uma prática que vai além da inserção na escola. Sobre os comportamentos das mesmas tanto em sala de aula quanto no pátio houve uma maior frequência no uso de diretivos e apoio físico. No que se refere à criança autista foram observadas maiores frequências de comportamentos de olhar pessoas, iniciativa dirigida à ação, resposta adequada e sorriso revelando a participação da criança autista em termos interacionais. Tendo em vista que os comportamentos dessas crianças podem ser influenciados considerando os contextos interativos, a mediação do adulto e, sobretudo, as particularidades de cada criança pretende-se com este estudo subsidiar orientações a pais e profissionais principalmente no que se refere à inclusão escolar de crianças autistas.
  • KARLA ALVES CARLOS
  • METAS DE SOCIALIZAÇÃO E PRÁTICAS PARENTAIS EM FAMÍLIAS COM DIFERENTE NÚMERO DE FILHOS
  • Data: 14/03/2012
  • Hora: 14:30
  • Mostrar Resumo
  • As metas de socialização e as práticas educativas utilizadas pelos pais têm importante
    influência nas interações que são estabelecidas e consequentemente no desenvolvimento
    infantil. O objetivo deste trabalho consistiu em investigar as Metas de Socialização e as
    Práticas Parentais Educativas em famílias com filho único e famílias com dois a três filhos
    através do relato materno. Participaram deste estudo 41 mães, de nível sócio-econômico
    médio, casadas/conviventes com ao menos ensino médio completo, com 1 a 3 filhos, estes
    entre 4 anos e meio a 7 anos de idade, residentes na cidade de João Pessoa-PB. Foram
    aplicadas uma entrevista semi-estruturada sobre Metas de Socialização, um Inventário de
    Práticas Parentais e um Questionário Sócio-demográfico para caracterização das mães. Os
    dados foram tratados de forma a comparar os resultados dos dois grupos de mães e
    destacaram a importância do nível educacional da mãe para a educação proporcionada a
    prole. Os resultados revelaram que não existe diferença significativa estatisticamente entre os
    dois grupos de mães que apresentam médias menores entre as mães de filho único e dois e
    três filhos no instrumento de práticas parentais no envolvimento social e de responsabilidade.
    Na entrevista sobre metas de socialização a diferença foi indicada pela frequência superior
    em subcategorias no grupo de mães de filho único relacionadas aos aspectos sociais e de
    responsabilidade dos pais para com os filhos. Enfatiza-se que, apesar da literatura apontar que
    o pai está mais participativo, ainda é atribuída à mãe a maior parte da responsabilidade e
    referência para a educação das crianças. As influências para a educação dos filhos
    independem do tamanho da família e não ocorre de forma unilateral, sendo influenciadas pela
    ordem de nascimento, gênero, personalidade, idade e características da criança, etc. bem
    como, das redes de apoio para o cuidado dos filhos, como as avós. Desse modo as atitudes e
    decisões educacionais são tomadas de forma individual para cada criança, independentemente
    do número de filhos.

  • TIAGO JESSE SOUZA DE LIMA
  • MODELOS DE VALORES SCHWARTZ E GOUVEIA: COMPARANDO CONTEÚDO, ESTRUTURA E PODER PREDITIVO

  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 09:30
  • Mostrar Resumo
  • A presente dissertação tem por objetivo principal comparar as teorias de valores de Schwartz (Teoria Universal dos Valores Humanos) e Gouveia (Teoria Funcionalista dos Valores Humanos), considerando suas hipóteses de conteúdo e estrutura e seu poder preditivo. Realizaram-se dois estudos empíricos. O Estudo 1 teve por objetivo testar as hipóteses de conteúdo (adequação do número de tipos motivacionais e subfunções) e estrutura (organização espacial dos valores) dos dois modelos. Participaram 1.173 pessoas com idade média de 25,1 anos (dp = 8,5), os quais responderam os seguintes instrumentos:Questionário dos Valores Básicos (QVB), Questionário de Valores de Schwartz (SVS) e perguntas demográficas. As hipóteses de conteúdo e estrutura foram corroboradas em ambos os modelos; unicamente no caso do modelo de Schwartz a configuração (estrutura) diferiu quando empregado o estimador Torgerson no escalonamento multidimensional confirmatório. Além disso, a estrutura circumplex que este modelo pressupõe não foi confirmada. O Estudo 2 avaliou a relação entre valores e comportamentos, buscando avaliar o poder preditivo das duas teorias. Participaram 836 pessoas com idade média de 22,4 anos (dp = 7,31), que responderam os seguintes instrumentos:QVB, Portraits Values Questionnaire (PVQ-21) e perguntas demográficas, ademais de duas medidas comportamentais, sendo uma para representar os tipos motivacionais de Schwartz e outro que cobria as subfunções de Gouveia. De modo geral, os dois modelos resultaram em correlações moderadascomos indicadores comportamentais, com o modelo de Gouveia apresentando correlação média (0,47,dp = 0,14) superior ao de Schwartz (0,33,dp = 0,08) [t = -2,59,p< 0,01]. Concluindo, ambas as teorias apresentaram resultados satisfatórios, justificando que sejam empregadas no contexto de estudos sobre os correlatos dos valores humanos. Entretanto, ressalta-se que o modelo de Gouveia se mostrado algo mais adequado, sobretudo quando se tem em conta ser este mais parcimonioso. Discutem-se as limitações dos estudos, indicando pesquisas futuras que poderão contribuir para conhecer em que medida tais modelos são específicos e/ou se complementam.

  • JOSE WILSON DE LIMA
  • A INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE TELEVISIVA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA CONSUMIDORA
  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 09:00
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  • O objetivo desta dissertação é compreender as implicações da exposição de crianças à publicidade na mídia televisiva. Para se atingir este objetivo, têm-se como objetivos específicos: caracterizar as propagandas direcionadas ao público infantil na televisão; caracterizar o consumo audiovisual (programas, horário, quantidade de horas em que assiste TV, etc.); caracterizar o perfil de consumo das crianças na compra de mercadorias; conhecer a compreensão das crianças acerca das propagandas e identificar os riscos da exposição à publicidade na televisão. Fez-se uso de um referencial teórico partindo-se das seguintes categorias: desenvolvimento infantil, compreendido a partir da perspectiva histórico-cultural de Vigotski; consumo, compreendido a partir da análise de Bauman sobre a sociedade de consumo; riscos, definido com base no conceito de riscos de Lescher et al. e na compreensão de riscos de Hillesheim e Cruz. O método utilizado consistiu na realização de duas etapas. A Etapa 01 consistiu na caracterização da publicidade exibida nos intervalos dos programas infantis. A Etapa 02 foi realizada em uma escola pública municipal e em uma escola privada da cidade de João Pessoa, que foram selecionadas pelo critério de conveniência. Participaram desta etapa 10 crianças na faixa etária de oito a dez anos. A amostra foi delimitada a partir do critério de saturação de Minayo. Os instrumentos utilizados foram: 1 – Protocolo de mapeamento da programação Infantil; 2 – Protocolo de caracterização das propagandas; 3 – roteiro entrevista semi-estruturada, composta de questões acerca dos dados sócio-demográficos das crianças, do consumo audiovisual, do consumo de mercadorias e da compreensão de uma propaganda. A análise dos dados foi feita a partir da descrição dos dados do protocolo de caracterização das propagandas e da análise de conteúdo temática de Bardin. Os dados mostram que a maioria das propagandas anunciadas é de brinquedo (43,48%) e de alimentos (40,58%) e que a TV fechada exibe um número maior de propagandas (66,67%) que a TV aberta (33,33%). Em relação ao consumo audiovisual, os dados mostram que as crianças têm acesso tanto aos programas infantis quanto aos programas destinados aos adultos; as crianças veem a TV como um instrumento para divertir, educar e informar e passam aproximadamente entre três e quatro horas assistindo, sendo esta uma das principais formas de lazer. Algumas crianças entendem que o objetivo das propagandas é influenciar a compra, desejam comprar os produtos anunciados e o que mais consomem são brinquedos. Para a maioria delas, o uso de personagens nas propagandas ocorre para influenciar as crianças. Os riscos identificados se referem à exposição aos programas inadequados para as crianças, bem como as implicações da influência do consumo para a subjetividade e para o desenvolvimento.
  • MAYARA LIMEIRA FREIRE
  • ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE PSICOLOGIA NOS CENTROS DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADOS EM ASSISTÊNCIA SOCIAL
  • Data: 29/02/2012
  • Hora: 09:00
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  • O objetivo da presente dissertacao e analisar como se da a atuacao do profissional de Psicologia, no enfrentamento da violencia sexual contra criancas e adolescentes, nos Centros Especializados em Assistencia Social (CREAS) regionais do Estado da Paraiba. Destarte, fez-se uso do referencial teorico, expressos nas seguintes categorias: consciencia, subjetividade e mediacao, compreendidas a partir da perspectiva historicocultural; a concepcao de politica publica, entendida mediante as estruturas elementares de uma politica; e referenciais sobre a atuacao do psicologo, compreendida pelo compromisso social e do novo campo de atuacao nas politicas publicas. Quanto ao percurso metodologico, a pesquisa de campo ocorreu no Estado da Paraiba. Participaram do estudo 11 profissionais de Psicologia, na faixa etaria de 25 a 65 anos. Utilizou-se, como instrumento, a entrevista semi-estruturada e para analise, o software ALCESTE. Este programa possibilita, a partir de uma analise quantitativa dos elementos verbais das entrevistas, a compreensao das palavras mais significativas no corpus, diante da analise lexical, pelo radical das palavras, dentro do contexto em que aparecem no discurso. Desse modo, obtiveram-se oito blocos de analise, os quais foram dispostos pelos Dendogramas de Classificacao Hierarquica Descendente, gerando classes que representam visoes de mundo dos sujeitos entrevistados. Os resultados obtidos mostraram que a atuacao dos profissionais de Psicologia, no enfrentamento da violencia sexual, no que concerne as atividades desenvolvidas para o restabelecimento da protecao e direitos das criancas e adolescentes, fica dificultada, devido aos seguintes aspectos: inseguranca, diante do fenomeno da violencia sexual, devido a sua complexidade e pela falta de capacitacao especifica para trabalhar com violencia, e com crianca e adolescente; inseguranca evidenciada pela impermanencia no servico; falta de articulacao com a rede de protecao; e falta de um suporte organizacional adequado, para que os profissionais exercam o seu papel no CREAS. A partir disso, compreendemos que as dificuldades demonstradas pelos profissionais, no que concerne a sua atuacao, no enfrentamento da violencia sexual contra criancas e adolescentes, sao consequencias de varios aspectos que permeiam tanto a responsabilizacao do Estado, na viabilizacao de meios como suporte fisico e organizacional, recursos, e capacitacoes especializadas para area de Politicas Publicas, voltadas ao enfrentamento da violencia sexual contra criancas e adolescentes, quanto a responsabilizacao de cada ator envolvido no processo, agindo de forma ativa, politica e comprometida, com os aspectos sociais e subjetivos desse tipo de violencia, construidos e produzidos socio-historicamente.
  • SUELLEN MARY MARINHO DOS SANTOS ANDRADE
  • Influência da assimetria hemisférica na evolução funcional e perceptivo-visual após acidente vascular encefálico

     

  • Data: 28/02/2012
  • Hora: 14:00
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    O objetivo deste estudo foi analisar a evolução funcional e perceptivo-visual de pacientes com lesões no hemisfério direito e esquerdo, durante os estágios agudo, subagudo e crônico do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Foi realizado um estudo com 40 participantes, envolvendo pacientes com lesões no hemisfério direito com e sem heminegligência (HD+ e HD-, respectivamente), pacientes com lesão no hemisfério esquerdo, sem heminegligência (HE-) e indivíduos saudáveis (GC). As avaliações sócio-demográfica e clínica foram realizadas no período de internação hospitalar e, posteriomente, foram realizadas avaliações relacionadas à evolução funcional e perceptivo-visual. A evolução funcional compreendeu análise da atenção espacial, controle postural, marcha e independência funcional. Quanto à evolução perceptivovisual, foi analisada a curva de sensibilidade ao contraste dos participantes, através do método psicofísico da escolha forçada, tendo sido empregados estímulos do tipo grade senoidal, com freqüências espaciais de 0,6; 2,5 e 10,0 ciclos por grau de ângulo visual (cpg). Estas avaliações foram realizadas decorridos 1 mês da lesão vascular e repetidas no 3º e 6º meses após o episódio de AVC. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos com relação às variáveis sócio-demográficas (χ2=6,42; p<0,08) e não foram verificadas correlações diretas entre o desempenho neuropsicológico e o lado afetado pelo AVC (p>0,05). Com relação à taxa de recuperação, foi observada melhora do comprometimento de todas as variáveis analisadas ao longo dos três estágios do AVC. Os pacientes, com lesão à direita e à esquerda, alcançaram menor desempenho na avaliação funcional e perceptivo-visual quando comparados aos participantes saudáveis. O grupo com lesão à esquerda apresentou pior desempenho nos testes de marcha e independência funcional, enquanto que o grupo com lesão à direita (HD- e HD+, respectivamente) obteve maior comprometimento na atenção espacial e no controle postural. Mesmo que não tenha sido determinante para a assimetria das respostas, visto que tanto HD+ como HD- apresentaram o mesmo padrão de acometido, quando comparados os pacientes do grupo com lesão à direita, aqueles com heminegligência apresentaram desempenho pior do que aqueles sem heminegligência, em relação à evolução funcional. No que se refere à percepção visual, os resultados mostraram que os pacientes HE- foram seletivamente mais prejudicados na detecção de altas freqüências, enquanto pacientes com lesão à direita (independentemente se HD- ou HD+) tiveram um pior desempenho na detecção de baixas freqüências. Em relação às freqüências médias, os pacientes tiveram um padrão de desempenho semelhante, não diferindo entre os grupos e apresentando limiares menores apenas em relação ao GC. As descobertas encontradas sugerem a existência de processamentos distintos relacionados a aspectos funcionais e visuais, com os dois hemisférios participando destes processos de formas diferentes.

     

     

  • CLÁUDIA MARIA PEREIRA DE LIMA
  • AS COMPETÊNCIAS DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE GESTÃO DE PESSOAS / RECURSOS HUMANOS
  • Data: 27/02/2012
  • Hora: 14:00
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  • Neste trabalho se investiga como os profissionais de Gestão de Pessoas (GP) / Recursos Humanos (RH) mobilizam as suas competências em situação de trabalho. O discurso da competência constatando-se uma forte mudança no modelo de julgamento avaliativo sobre a mão-de-obra que passa a valorizar um novo perfil de trabalhador capaz de inventar as respostas em um ambiente técnico e social complexo e instável. Embora o modelo de gestão de recursos humanos esteja centrado no discurso da competência e mesmo com o reconhecimento da necessidade de transformação das práticas de GP / RH para atender às novas demandas, parece não haver, ao lado dessas necessidades, estudos suficientes que tratem do trabalho no dia a dia dos profissionais que atuam nessa área. Desse modo, cabe conhecer que competências esses profissionais mobilizam para atender as demandas que se dirigem a eles em seu cotidiano. Para isso, esse estudo tem como objetivo geral compreender como os profissionais de GP / RH mobilizam as suas competências em situação de trabalho. Tal propósito se desdobra nos seguintes objetivos específicos: identificar as competências que os profissionais da área de GP / RH mobilizam nas situações de trabalho; evidenciar como fazem para enfrentar as variabilidades que se apresentam; detectar que inovações produzem frente àquelas variabilidades; identificar que competências julgam necessárias, mesmo que ainda não as possuam. O aporte teórico desse estudo se baseia nas contribuições oriundas dos debates sobre competência, sobretudo a partir da obra de Philippe Zarifian transpassado por um olhar da Ergologia através das reflexões trazidas por Yves Schwartz. Quanto ao método, essa pesquisa se caracteriza por ser um estudo de campo, feito através da exploração de aspectos qualitativos dos discursos dos participantes. O instrumento utilizado foi o roteiro de entrevista semiestruturada. Para a análise dos dados, a perspectiva adotada foi a análise de conteúdo com recorte por temas. Participaram dessa pesquisa, onze profissionais da área de Gestão de Pessoas / Recursos Humanos que trabalhavam em empresas situadas na Região Metropolitana de João Pessoa / PB. Desses participantes, nove são do sexo feminino e dois são do sexo masculino. A idade média dos participantes do sexo masculino é de 43 anos, enquanto que a idade média das participantes é de 28 anos. No que se refere ao grau de escolaridade, as nove participantes possuem como formação inicial a graduação em Psicologia, enquanto que os participantes do sexo masculino possuem formação na área de Administração. No que se refere à mobilização das competências em situações de trabalho, ficou evidente a relação entre a formação profissional, o aperfeiçoamento profissional e as competências específicas que se manifestam no dia a dia de trabalho para o acionamento das competências – competência em ação – dos profissionais de GP/ RH.
  • SIMONE MARIN ALVES
  • A RELAÇÃO ENTRE CAPACIDADES EMPÁTICAS, DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM JOVENS
  • Data: 27/02/2012
  • Hora: 14:00
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  • Segundo Martin Hoffman, a empatia é uma resposta afetiva voltada mais para a situação
    de outra pessoa do que à própria. Embora o desenvolvimento do afeto empático
    favoreça a internalização de princípios morais, ele também pode gerar custos
    emocionais quando a ansiedade despertada no self é muito intensa e compromete a
    utilização das capacidades empáticas. Considera-se que a sobrecarga emocional
    constitui um ponto de vulnerabilidade da empatia que pode levar à alterações do humor
    como, depressão e ansiedade. Nesse sentido, o presente estudo teve por objetivo
    investigar as relações e associações entre Empatia (Angústia Pessoal, Consideração
    Empática, Fantasia e Tomada de Perspectiva), Depressão e Ansiedade. Diante de tal
    objetivo perguntou-se se existiriam associações positivas e significativas entre escores
    de Empatia, Depressão e Ansiedade e quais seriam as relações entre as capacidades
    empáticas (Angústia Pessoal, Consideração Empática, Fantasia e Tomada de
    Perspectiva) com a Depressão e a Ansiedade? Um modelo teórico de associação entre
    as variáveis foi hipotetizado e testado através de uma análise por modelagem de
    equações estruturais (SEM) e foram verificadas relações entre as variáveis através de
    uma análise de variância multivariada (MANOVA). Participaram desta pesquisa 227
    jovens voluntários, 42,7% do sexo masculino e 57,3% do sexo feminino, com idade
    média de 16,4 anos (dp = 3,3), estudantes de escolas públicas e privadas da cidade de
    João Pessoa. Os participantes responderam à Escala Multidimensional de Reatividade
    Interpessoal (EMRI) e as Escalas Beck de Depressão (BDI-II) e Ansiedade (BAI-II). A
    análise por modelagem de equação estrutural confirmou o modelo inicialmente
    hipotetizado, mostrando uma associação positiva entre Empatia e Depressão, Empatia e
    Ansiedade e Depressão e Ansiedade. Este resultado revela que a alta sensibilidade ao
    sofrimento do outro (Empatia) pode predispor os jovens a desenvolverem Depressão e
    Ansiedade. Na MANOVA observou-se que os grupos com maior Fantasia e Angústia
    Pessoal apresentaram maiores escores em Ansiedade. Outra diferença significativa
    encontrada entre os grupos foi em relação aos escores de Tomada de Perspectiva e
    Depressão, indicando que a menor capacidade de Tomada de Perspectiva estava
    relacionada com maior estado depressivo. Os efeitos de interação mostraram que: a) o
    grupo com alta Angústia Pessoal e baixa Tomada de Perspectiva apresentou escores
    mais elevados de Depressão; b) o grupo com alta Fantasia e alta Consideração
    Empática apresentou escores mais elevados de Ansiedade e c) o grupo com alta
    Fantasia e baixa Tomada de Perspectiva apresentou escores mais elevados de
    Ansiedade. A partir destas análises, depreendemos, em linhas gerais, que os custos
    emocionais da empatia parecem ser regulados pela melhor utilização da habilidade de
    Tomada de Perspectiva, favorecendo assim, o bem estar psíquico e o desenvolvimento
    sócio-moral dos jovens.
    Segundo Martin Hoffman, a empatia é uma resposta afetiva voltada mais para a situaçãode outra pessoa do que à própria. Embora o desenvolvimento do afeto empáticofavoreça a internalização de princípios morais, ele também pode gerar custosemocionais quando a ansiedade despertada no self é muito intensa e compromete autilização das capacidades empáticas. Considera-se que a sobrecarga emocionalconstitui um ponto de vulnerabilidade da empatia que pode levar à alterações do humorcomo, depressão e ansiedade. Nesse sentido, o presente estudo teve por objetivoinvestigar as relações e associações entre Empatia (Angústia Pessoal, ConsideraçãoEmpática, Fantasia e Tomada de Perspectiva), Depressão e Ansiedade. Diante de talobjetivo perguntou-se se existiriam associações positivas e significativas entre escoresde Empatia, Depressão e Ansiedade e quais seriam as relações entre as capacidadesempáticas (Angústia Pessoal, Consideração Empática, Fantasia e Tomada dePerspectiva) com a Depressão e a Ansiedade? Um modelo teórico de associação entreas variáveis foi hipotetizado e testado através de uma análise por modelagem deequações estruturais (SEM) e foram verificadas relações entre as variáveis através deuma análise de variância multivariada (MANOVA). Participaram desta pesquisa 227jovens voluntários, 42,7% do sexo masculino e 57,3% do sexo feminino, com idademédia de 16,4 anos (dp = 3,3), estudantes de escolas públicas e privadas da cidade deJoão Pessoa. Os participantes responderam à Escala Multidimensional de ReatividadeInterpessoal (EMRI) e as Escalas Beck de Depressão (BDI-II) e Ansiedade (BAI-II). Aanálise por modelagem de equação estrutural confirmou o modelo inicialmentehipotetizado, mostrando uma associação positiva entre Empatia e Depressão, Empatia eAnsiedade e Depressão e Ansiedade. Este resultado revela que a alta sensibilidade aosofrimento do outro (Empatia) pode predispor os jovens a desenvolverem Depressão eAnsiedade. Na MANOVA observou-se que os grupos com maior Fantasia e AngústiaPessoal apresentaram maiores escores em Ansiedade. Outra diferença significativaencontrada entre os grupos foi em relação aos escores de Tomada de Perspectiva eDepressão, indicando que a menor capacidade de Tomada de Perspectiva estavarelacionada com maior estado depressivo. Os efeitos de interação mostraram que: a) ogrupo com alta Angústia Pessoal e baixa Tomada de Perspectiva apresentou escoresmais elevados de Depressão; b) o grupo com alta Fantasia e alta ConsideraçãoEmpática apresentou escores mais elevados de Ansiedade e c) o grupo com altaFantasia e baixa Tomada de Perspectiva apresentou escores mais elevados deAnsiedade. A partir destas análises, depreendemos, em linhas gerais, que os custosemocionais da empatia parecem ser regulados pela melhor utilização da habilidade deTomada de Perspectiva, favorecendo assim, o bem estar psíquico e o desenvolvimentosócio-moral dos jovens.

  • LUANA ELAYNE CUNHA DE SOUZA
  • MEDINDO VALORES COM PARCELAS DE ITENS: CONTRIBUIÇÕES À TEORIA FUNCIONALISTA DOS VALORES

  • Data: 27/02/2012
  • Hora: 09:30
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  • A presente dissertação objetivou construir um instrumento novo para mensuração dos valores humanos, tomando como base a teoria funcionalista dos valores humanos, para fins de diagnóstico e triagem. Para tanto, levaram-se a cabo três estudos. O Estudo 1 objetivou construir um banco de itens, que atendesse a um critério essencial: representar uma das seis subfunções preconizadas pela teoria funcionalista. Partiu-se de um conjunto de 180 itens, 30 itens representando cada uma das seis subfunções valorativas. Participaram deste estudo 10 juízes, que com um mínimo de 70% de concordância entre eles, julgaram a pertinência de 127 itens, tendo sido eliminados 53 itens. O Estudo 2 objetivou construir um instrumento, a partir dos itens resultantes do estudo anterior, e reunir evidências de suas propriedades psicométricas. Participaram 210 estudantes com idades variando de 14 a 28 anos (m = 18,28; dp = 2,94), sendo a maioria do sexo feminino (61,4%). Estes responderam o conjunto de 127 itens em uma escala de 7 pontos que varia de 1 (Totalmente não importante) a 7 (Extremamente importante), além de perguntas de caráter demográfico. Inicialmente, realizou-se a validação semântica do instrumento com a participação de 12 estudantes do primeiro ano do ensino médio. Verificado que não ocorreram questionamentos, manteve-se a versão proposta. Foram realizadas análises fatoriais confirmatórias, considerando a matriz de covariância e adotando o estimador de máxima verossimilhança, para o conjunto de itens de cada subfunção, separadamente. Por meio das cargas fatoriais, foram selecionados os três melhores itens de cada valor humano, resultando em uma estrutura de nove itens por subfunção valorativa. Os índices de alfa de Cronbach variaram de 0,44 (maturidade) a 0,94 (religiosidade), os índices de homogeneidade variaram de 0,21 (maturidade) a 0,60 (sexualidade), e a confiabilidade composta foi de 0,61 (prazer) a 0,92 (religiosidade). Estes índices reúnem evidências de precisão do instrumento. Já a variância média extraída, que se situou de 0,46 (maturidade) a 0,91(religiosidade) e a comparação da raiz quadrada da variância média extraída com as correlações entre os fatores, no caso, as subfunções valorativas, demonstram evidências de validade convergente e discriminante, respectivamente, da medida. O Estudo 3 objetivou confirmar a estrutura fatorial por meio da técnica de parcela de itens e, novamente, apresentar seus parâmetros psicométricos. Participaram 231 estudantes com idades variando de 16 a 34 anos (m = 19,98; dp = 2,77), sendo a maioria do sexo feminino (61,9%). Estes responderam ao conjunto de itens resultante do estudo 2 na mesma escala de resposta, assim como perguntas de caráter demográfico. Ao comparar os índices de ajuste do modelo com parcela de itens em relação ao modelo construído com os itens originais, pode-se observar que o primeiro se ajustou melhor aos dados. Os valores de alfa para a estrutura fatorial proposta variaram de 0,61 (normativa) a 0,80 (interativa), quanto aos índices de homogeneidade, confiabilidade composta e variância média extraída, todas as subfunções apresentaram valores acima do recomendado pela literatura. Finalmente, todas as subfunções apresentaram validade discriminante, exceto as relações entre existência e realização e entre existência e suprapessoal. Concluindo, confia-se que os objetivos propostos nesta dissertação tenham sido alcançados, apresentando-se nesta oportunidade uma contribuição para um campo de estudo escassamente considerado na Psicologia Social: a mensuração dos valores humanos.

  • TALITA LEITE TAVARES
  • REPERTÓRIOS DISCURSIVOS SOBRE COTAS RACIAIS E SUAS IMPLICAÇÕES NO TRATAMENTO DE ALUNOS COTISTAS
  • Data: 24/02/2012
  • Hora: 15:00
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  • Este estudo se insere no contexto das Ações Afirmativas (AA) do tipo cotas raciais em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. Desse modo, diante da profunda discriminação existente contra negros no Brasil, o objetivo geral desta dissertação foi investigar as possíveis relações entre os repertórios discursivos sobre as cotas raciais e a percepção de discriminação dos cotistas negros. Para tanto, foram desenvolvidos dois estudos sustentados nas construções teóricas acerca das novas formas de expressão do preconceito e do racismo. No Estudo 1, procurou-se investigar os repertórios discursivos de estudantes universitários acerca das cotas para negros em IES públicas. Os estudantes universitários (n = 105), a maioria do sexo feminino (55%) com idades entre 18 e 58 anos (m = 23,6; dp = 6,79) responderam a um instrumento composto por questões sociodemográficas, além de uma questão aberta, contemplando o posicionamento dos estudantes frente às cotas raciais. A análise a partir do software Alceste evidenciou três grandes classes discursivas com conteúdos de oposição às cotas raciais. O discurso mais representativo (Classe 3 - 63,20%) apontou para oposição às cotas baseada na ideia de que negros e brancos são iguais. O Estudo 2, com um delineamento quase-experimental, buscou analisar como contextos discursivos acerca da implantação de cotas raciais em IES públicas poderiam se relacionar com o posicionamento de estudantes de Ensino Médio (n = 581) – de escolas públicas e privadas de João Pessoa/PB – frente à possibilidade de discriminação de alunos cotistas. A maioria eram alunos de escolas privadas (52%) e mulheres (57%), com idades variando de 15 a 35 anos (m = 17; dp = 1,16), tendo respondido a instrumento composto por questões sociodemográficas e três questões acerca de como o cotista poderia ser tratado, respectivamente, por professores, colegas e empregadores. A partir da análise de conteúdo realizada sobre as respostas dos participantes, emergiram seis categorias: cotistas são menos capazes, somos todos iguais, cotas são injustas, haverá preconceito, depende da habilidade do cotista, depende do outro (empregador/colega/professor). No entanto, não foram encontrados efeitos significativos dos tipos de contextos discursivos nas categorias que emergiram acerca do tratamento de colegas [χ² (12) = 13,614; p = 0,326] e professores [χ²(15) = 9,988; p = 0,820]. Encontrou-se efeito significativo apenas dos tipos de contextos discursivos sobre as categorias do tratamento de empregadores [χ² (12) = 34,909; p < 0,001]. Houve efeito significativo do tipo de escola nas categorias acerca do tratamento de colegas [χ² (4) = 116, 839; p < 0,001], professores [χ² (5) = 102,775; p < 0,001]e futuros empregadores [χ² (4) = 41,632; p < 0,001]. Assim, a pertença social, ser de escola pública ou privada, foi mais importante para explicar o tratamento destinado ao cotista do que os tipos de discursos existentes sobre as cotas. No geral, os resultados desta investigação denunciaram, por um lado, que a resistência à implantação de políticas afirmativas para negros utiliza discursos justificadores com base na igualdade para legitimar condições de desigualdade entre negros e brancos. Por outro, a evidência de que haverá preconceito contra o cotista sugere a relevância social deste estudo na elaboração de estratégias de combate ao preconceito e discriminação em relação aos cotistas negros.

  • TALITA LEITE TAVARES
  • REPERTÓRIOS DISCURSIVOS SOBRE COTAS RACIAIS

    E SUAS IMPLICAÇÕES NO TRATAMENTO DE ALUNOS COTISTAS

  • Data: 24/02/2012
  • Hora: 14:00
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  • Este estudo se insere no contexto das Ações Afirmativas (AA) do tipo cotas raciais em Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. Desse modo, diante da profunda discriminação existente contra negros no Brasil, o objetivo geral desta dissertação foi investigar as possíveis relações entre os repertórios discursivos sobre as cotas raciais e a percepção de discriminação dos cotistas negros. Para tanto, foram desenvolvidos dois estudos sustentados nas construções teóricas acerca das novas formas de expressão do preconceito e do racismo. No Estudo 1, procurou-se investigar os repertórios discursivos de estudantes universitários acerca das cotas para negros em IES públicas. Os estudantes universitários (n = 105), a maioria do sexo feminino (55%) com idades entre 18 e 58 anos (m = 23,6; dp = 6,79) responderam a um instrumento composto por questões sociodemográficas, além de uma questão aberta, contemplando o posicionamento dos estudantes frente às cotas raciais. A análise a partir do software Alceste evidenciou três grandes classes discursivas com conteúdos de oposição às cotas raciais. O discurso mais representativo (Classe 3 - 63,20%) apontou para oposição às cotas baseada na ideia de que negros e brancos são iguais. O Estudo 2, com um delineamento quase-experimental, buscou analisar como contextos discursivos acerca da implantação de cotas raciais em IES públicas poderiam se relacionar com o posicionamento de estudantes de Ensino Médio (n = 581) – de escolas públicas e privadas de João Pessoa/PB – frente à possibilidade de discriminação de alunos cotistas. A maioria eram alunos de escolas privadas (52%) e mulheres (57%), com idades variando de 15 a 35 anos (m = 17; dp = 1,16), tendo respondido a instrumento composto por questões sociodemográficas e três questões acerca de como o cotista poderia ser tratado, respectivamente, por professores, colegas e empregadores. A partir da análise de conteúdo realizada sobre as respostas dos participantes, emergiram seis categorias: cotistas são menos capazes, somos todos iguais, cotas são injustas, haverá preconceito, depende da habilidade do cotista, depende do outro (empregador/colega/professor). No entanto, não foram encontrados efeitos significativos dos tipos de contextos discursivos nas categorias que emergiram acerca do tratamento de colegas [χ² (12) = 13,614; p = 0,326] e professores [χ²(15) = 9,988; p = 0,820]. Encontrou-se efeito significativo apenas dos tipos de contextos discursivos sobre as categorias do tratamento de empregadores [χ² (12) = 34,909; p < 0,001]. Houve efeito significativo do tipo de escola nas categorias acerca do tratamento de colegas [χ² (4) = 116, 839; p < 0,001], professores [χ² (5) = 102,775; p < 0,001]e futuros empregadores [χ² (4) = 41,632; p < 0,001]. Assim, a pertença social, ser de escola pública ou privada, foi mais importante para explicar o tratamento destinado ao cotista do que os tipos de discursos existentes sobre as cotas. No geral, os resultados desta investigação denunciaram, por um lado, que a resistência à implantação de políticas afirmativas para negros utiliza discursos justificadores com base na igualdade para legitimar condições de desigualdade entre negros e brancos. Por outro, a evidência de que haverá preconceito contra o cotista sugere a relevância social deste estudo na elaboração de estratégias de combate ao preconceito e discriminação em relação aos cotistas negros.

  • KATIA CORREA VIONE
  • PRIORIDADES VALORATIVAS MUDAM COM A IDADE? TESTANDO AS HPÓTESES DE RIGIDEZ E PLASTICIDADE
  • Orientador : VALDINEY VELOSO GOUVEIA
  • Data: 16/02/2012
  • Hora: 09:00
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  • Adotando a Teoria funcionalista dos valores humanos, a presente dissertação pretende contribuir com a temática da mudança em valores, testando se as subfunções valorativas mudam (hipótese de plasticidade) ou permanecem sem alterações significativas (hipótese de rigidez) após os 35 anos de idade: tomando em conta três estágios principais de desenvolvimento: adolescência (12 a 18 anos), jovem adulto (19 a 35 anos) e adulto maduro (36 a 65). Tratou-se de uma pesquisa transversal, contando com a participação de 36.845 pessoas de todas as unidades federativas, com idade média de 28 anos (dp = 12,62), distribuídos de forma equitativa quanto ao sexo, representando os três grupos amostrais: adolescentes (n = 9.638), jovens adultos (n = 16.520) e adultos maduros (n = 10.687). Todos responderam o Questionário dos Valores Básicos (QVB) e perguntas demográficas (idade e sexo). Os participantes foram abordados em locais públicos, ambientes de trabalho e salas de aula, sendo as instruções dadas por escrito no próprio questionário. Primeiramente, checaram-se duas versões acerca da hipótese de mudança: (1) se a partir dos 35 anos existe mudança nos valores, isto é, se os slopes para homens e mulheres diferem de zero (hipótese de rigidez); e (2) se as mudanças entre os valores podem ser identificadas ao longo dos três períodos de desenvolvimento indicados, isto é, se os slopes destes grupos são diferentes (hipótese de plasticidade). A partir de testes t, calculou-se, para cada subfunção, se o slope correspondente à variável idade diferia estatisticamente de zero, deixando-se de confirmar esta hipótese apenas para existência e interativa. No que se refere à hipótese de plasticidade, esta foi testada por meio de teste F, observando-se diferenças significativas entre os slopes dos grupos para cinco subfunções, não sendo corroborada apenas na subfunção interativa. Posteriormente, comprovaram-se os padrões de desenvolvimento ou mudanças destas subfunções em razão da idade dos participantes, testando diferentes modelos de regressão (linear, quadrático e cúbico). Como critério para escolher entre os estes padrões de regressão, teve-se em conta que um modelo mais complexo seria retido apenas se obtivesse uma melhora no ajuste, isto é, se apresentasse valor de F > 25 (p < 10-5) em relação a um modelo mais simples. Observaram-se modelos lineares para as subfunções realização, suprapessoal e interativa, e modelos quadráticos nas subfunções experimentação, existência e normativo; o modelo cúbico, por não apresentar melhora no ajuste em relação aos demais, foi rejeitado. Estes achados apoiam a concepção de plasticidade no desenvolvimento dos valores humanos, indicando que ocorrem mudanças contínuas ao longo de toda vida, algumas das quais assumindo um padrão linear, embora outras demandam um padrão quadrático, evidenciando que valores que são importantes na adolescência (e.g., experimentação), podem não ser na fase adulta. Discutem-se tais padrões de mudanças nos valores a partir de modelos teóricos do desenvolvimento humano, como aquele elaborado por Erikson.

  • FERNANDA MOREIRA LEITE
  • O SENTIDO DA ESCOLA PARA ADOLESCENTES EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL
  • Data: 30/01/2012
  • Hora: 09:00
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  • Essa dissertação tem por objetivo analisar o sentido da escola para adolescentes que vivem em contexto de vulnerabilidade social. Para tal, têm-se como objetivos específicos: caracterizar os dados bio-sócio-demográficos dos adolescentes e o contexto de vulnerabilidade social em que estão inseridos; analisar a forma como a escola lida com os adolescentes, na visão deles; analisar a percepção dos adolescentes com relação às atividades escolares e às expectativas que eles possuem com relação à escola. Nesse sentido, fez-se uso de um referencial teórico expresso nas seguintes categorias: sentido, compreendido a partir da perspectiva histórico-cultural como uma formação semântica e particular, que emerge conforme o contexto social; vulnerabilidade, definida pela integração das dimensões individual, social e programática (ou institucional); escola como capital humano, através da crítica à concepção de educação reduzida à função de gerar qualificação humana para o trabalho. Com relação ao método, realizou-se uma pesquisa em uma escola pública municipal da cidade de João Pessoa, localizada em área considerada de vulnerabilidade social. O bairro foi selecionado com base no Mapa da Exclusão/ Inclusão Social da cidade de João Pessoa (Sposati et al). Participaram do estudo 12 adolescentes na faixa etária de 13 a 15 anos, que cursavam o ensino fundamental II e que já haviam sido reprovados e repreendidos pelo corpo técnico- administrativo da escola. Também foram selecionados alguns que não tinham nem reprovação nem repreensão, a fim de não expor os que possuem esse histórico. A amostra foi delimitada pelo critério de saturação de Minayo. Os instrumentos utilizados foram: 1- mosquito, pequeno questionário usado para identificar o perfil dos estudantes e selecionar os que atendiam aos critérios do estudo com questões que abordam idade, série, reprovação escolar e repreensão pela equipe técnico-administrativa da escola; 2- roteiro de entrevista semi-estruturada, composta de questões sócio-demográficas e outras relacionadas às condições sócio-econômicas e ao acesso a equipamentos institucionais, visando caracterizar a situação de vulnerabilidade; 3- Jogo de Sentenças Incompletas, que aborda questões acerca da vivência no bairro e na escola e as perspectivas de futuro dos sujeitos. Para a análise dos dados, no questionário mosquito, foi feita uma análise descritiva; para a entrevista semi-estruturada, foi usada a análise de conteúdo de Bardin e, para o Jogo de Sentenças Incompletas, o modelo quantitativo-interpretativo de Alves. Os dados obtidos mostraram que o contexto de vulnerabilidade dos participantes é caracterizado, sobretudo, pela falta de aspectos estruturais, expondo os sujeitos a condições precárias de vida. Com relação à escola, os dados evidenciam que os adolescentes reconhecem-na como lugar do conhecimento e da aprendizagem, que possibilita perspectivas de um futuro digno através da qualificação. Porém, discordam da forma como o processo de ensino é realizado e imposto para eles na escola e expressam que o mesmo deve ocorrer permeado pela formação de vínculos e por possibilidades de diversão e lazer. Compreende-se, então, que o sentido que a escola assume para esses adolescentes configura-a enquanto espaço privilegiado para cultivo de amizades e diversão, não desconsiderando a importância da aprendizagem formal, desde que ela ocorra permeada pelos vínculos afetivos.
2011
Descrição
  • YONARA MIRANDA BANDEIRA
  • FORMAÇÃO PROFISSIONAL E COMPETÊNCIAS: UM DIÁLOGO POSSÍVEL E NECESSÁRIO NO TRABALHO DOCENTE
  • Data: 21/12/2011
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo teve por objetivo principal identificar as competências e como elas são mobilizadas pelos professores nas situações de trabalho. Partiu-se de um delineamento não experimental, que se valeu da técnica de pesquisa de campo, de caráter descritivo e exploratório. Três técnicas foram utilizadas na produção de dados: (a) Questionário bio-sociodemográfico, (b) Entrevista semiestruturada e (c) Observação participante. A pesquisa foi realizada com 10 professoras do ensino fundamental I de uma escola da rede pública municipal de João Pessoa, Estado da Paraíba. Os dados construídos com o questionário foram analisados descritivamente e permitiram a problematização de diversas informações oriundas das entrevistas. Essas foram analisadas pela técnica de análise de conteúdo temática e confrontadas com os dados da observação participante, a fim de confirmar ou não a fala das docentes e haurir subsídios não acessados pelas entrevistas. Tomamos como referência central neste estudo o conceito elaborado por Zarifian, que entende a competência como a capacidade de tomar iniciativa e responsabilizar-se em situações profissionais com as quais o indivíduo se defronta, fazendo uso de uma inteligência da prática, que se apoia em conhecimentos adquiridos. Na discussão dos materiais produzidos, as competências foram categorizadas em cinco dimensões: sobre processos, técnicas, sobre a organização, de serviço e sociais. Apesar da distinção feita nas análises, pode-se afirmar que a complementariedade constitui-se como característica marcante das competências, sendo, na maioria das situações, mobilizadas conjuntamente. O conhecimento formal escolar/universitário, a experiência profissional pregressa e a troca de experiências com os pares foram mencionadas como as principais estratégias para o desenvolvimento de competências.  Para as professoras entrevistadas, o conhecimento formal é útil para a troca de experiência com outros profissionais, reflexão e autoavaliação da prática docente, bem como na aquisição de novos conhecimentos. Os cursos oferecidos na formação continuada pela SEDEC foram avaliados pelas docentes, que apontaram falhas relacionadas ao conteúdo ministrado, estando ainda insuficientemente contextualizado, por vezes teórico e repetitivo. Evidenciou-se também a importância da experiência profissional no desenvolvimento de competências, pois a insegurança inicial perante os imprevistos que ocorrem no trabalho foram cedendo lugar a estratégias de gestão e planejamento, ao mesmo tempo em que permitiram a criação de modos de fazer, truques e artifícios que facilitam a execução do trabalho. Na reflexão sobre sua prática cotidiana, as docentes revelaram a necessidade de dominar novas técnicas e metodologias de ensino, bem como usar novas tecnologias – computador, internet, programas pedagógicos na sala de aula. Desenvolver habilidades para lidar com a indisciplina dos alunos também comparece no discurso das professoras, sempre justificada pela falta de limites e ausência dos pais. O cenário cristalizado da educação brasileira, perpassado por problemas como baixos salários, precárias condições de trabalho, multiplicidade de tarefas e responsabilidades em relação ao alunado e à gestão escolar, ineficiência das políticas públicas e, principalmente, a desvalorização e desqualificação do trabalho docente dificultam o desenvolvimento de competências e comprometem a qualidade da educação.

  • KARINA DUARTE SOUZA
  • Significações da dor crônica
  • Data: 29/07/2011
  • Hora: 14:30
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  • Introdução: A dor crônica é uma afecção importante por atingir boa parte da população, apresentando-se como um das maiores causas de busca ao serviço de saúde. É caracterizada principalmente por sua duração prolongada e forte associação com aspectos cognitivos e afetivo-motivacionais. Tais aspectos exercem forte influência na percepção e experiência de dor. Os significados atribuídos à dor refletem as diversas crenças dos doentes frente à dor e constituem-se em sistemas cognitivo-afetivos que estabelecem múltiplas relações com a percepção e as respostas comportamentais frente à dor. Objetivos: o estudo teve por objetivo explorar, descrever e analisar os significados atribuídos à dor crônica por um grupo de pacientes freqüentadores de serviços de saúde públicos e privados da cidade de João Pessoa. Método: Participaram da amostra não-probabilística e por conveniência, 50 pacientes do serviço público de saúde e 50 pacientes de consultórios particulares. Foram realizados dois tipos de entrevista: associação livre e entrevista semi-estruturada. A associação livre teve como palavra estímulo “dor”, sendo solicitadas cinco respostas que deveriam ser hierarquizadas em função de sua importância. A entrevista semi-estruturada procurou respostas para algumas perguntas norteadoras como: “O que essa dor significa para você?” e “O que essa dor significa na sua vida?”.  Foram também avaliadas as características da dor apresentada pelos entrevistados, incluindo o tipo de dor e a intensidade da dor sentida, através de uma escala numérica de dor; os problemas de saúde apresentados; e ao final, dados sociodemográficos de idade, sexo e escolaridade. Resultados: Nas análises resultantes das associações livres, cinco tipos principais de significações foram observadas: afecção do corpo; emoção negativa; conseqüências subjetivas negativas; conseqüências funcionais negativas; e adaptação e enfrentamento. Estes significados diferem em seu uso nos dois tipos de consultório, públicos e privados, que apresentaram padrões distintos de significação da dor. Nos consultórios particulares predominou um padrão semântico focado na dor e na emoção, assim como nas suas conseqüências, com uma ênfase maior nas conseqüências fácticas e objetivas da dor e nas suas implicações efetivas na instrumentalização do mundo físico e social do paciente. Nos consultórios públicos observou-se uma ênfase maior na adaptação e enfrentamento do problema álgico, através da busca de resolução na forma de tratamento ou de ressignificação da dor. Nas análises das respostas à entrevista semi-estruturada, feitas através do software ALCESTE, o discurso dos pacientes apresentou-se configurado em dois padrões. Um primeiro, focado sobre a própria dor, as suas emoções e as suas conseqüências, foi composto por um núcleo semântico que remete à emoção, expressa seja como sensação corpórea, seja como valoração dessa sensação (tristeza e sofrimento), seja como consequência dessa sensação (limites e impossibilidades). O outro discurso observado revelou-se voltado para o enfrentamento adaptativo da dor, buscando uma forma de resolvê-la, como a ação de procurar um médico, de tomar remédio, e outros procedimentos em busca de melhora. Seu núcleo semântico, remete assim à situação e ao seu enfrentamento. Conclusão: Conhecer os significados atribuídos pelo paciente à dor crônica, torna possível ao profissional intervir melhor sobre o paciente, adotando terapias mais adequadas, facilitando a adesão do paciente ao tratamento, bem como possibilitando uma adequação das estratégias de enfrentamento adotadas pelo doente frente à dor.

  • ROBINSON GRANGEIRO MONTEIRO
  • Adesão a Crenças Cristãs Normativas sobre a Sexualidade: Um Estudo com Jovens Evangélicos de João Pessoa, PB.
  • Data: 29/07/2011
  • Hora: 10:00
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  • A dupla tematica da Religiosidade e da Sexualidade compreende aspectos da vida humana que tem sido estudados separadamente por varias disciplinas, abordagens e autores diferentes. A Psicologia da Religiao, a partir da criacao em 1976 da Divisao 36 especifica desta area na Associacao Americana de Psicologia (APA) e com a publicacao de um numero cada vez maior de livros, estudos e pesquisas (Emmons 1999; Hill & Hood 1999; Koenig 1998; Miller 1999; Pargament 1997; Richards & Bergin 1997, 2000; Shafranske 1996), tem focalizado o universo religioso como instancia reguladora da sexualidade em interacao com outros discursos (Citelli, 2005; Cunha, 2000; Heilborn, 2006; 1991; Goncalves da Silva et al, 2008). Todavia, ainda existe, especialmente no Brasil, uma lacuna de estudos e pesquisas sob o ambito da Psicologia, que tratem desta dupla tematica Religiosidade e Sexualidade, no que se refere a adesao de individuos a Crencas Cristas Normativas sobre Sexualidade, especialmente aquelas mais centrais que compoem a moral sexual desta religiao, quais sejam a heterossexualidade, a castidade pre-conjugal e a fidelidade conjugal. A partir da Teoria da Identidade Social (TIS) concebida por Tajfel e Turner (1979; 1981; 1983) considerada como a teoria mais importante dentre os modelos sobre as relacoes intergrupais em psicologia social (Amancio, 1993) e estruturada fundamentalmente em tres conceitos: Categorizacao Social, Identidade Social e Comparacao Social, e utilizando-se tambem dos estudos das Crencas Grupais e dos estudos dos Processos Intergrupais, o estudo tem por Objetivo Principal: analisar alguns dos fenomenos psicossociais que influenciam a adesao dos jovens evangelicos a Crencas Cristas Normativas sobre a Sexualidade, e como Objetivos Especificos: 1) Descrever o Julgamento da Gravidade de Comportamentos Sexuais Antinormativos. 2) Descrever a Tolerancia a Relacionamentos Afetivos Interreligiosos. 3) Descrever o Sentimento de Pertenca de jovens evangelicos as igrejas nas quais participam. 4) Descrever a Avaliacao da Importancia de Pertenca atribuida a essa pertenca. 5) Descrever a Avaliacao de Proximidade Espiritual com os Evangelicos. 6) Descrever a Participacao nas Atividades da Igreja. 7) Descrever a Experiencia de Namoro. 8) Analisar as Relacoes entre as Variaveis acima citadas. 9) Analisar dentre as Variaveis acima citadas as que melhor permitem predizer a Adesao a Crencas. A Amostra e do tipo nao probabilistico por conveniencia (Mattar, 2001; Cozby, 2003) se constituindo de 429 sujeitos, de ambos os sexos, entre 17 a 30 anos, escolhidos entre frequentadores de igrejas evangelicas da cidade de Joao Pessoa, no Estado da Paraiba, Brasil, presentes nos momentos das coletas de dados e que voluntariamente concordaram em participar da pesquisa. O Instrumento consta de dados demograficos (idade, sexo, escolaridade, renda familiar), alem de outros elementos como: 1) Experiencia com o Namoro (tipo e quantidade de relacionamentos); 2) Identidade Religiosa (Sentimento de Pertenca a igreja, a Importancia desta Pertenca e a Proximidade Espiritual percebida pelos participantes em relacao aos Evangelicos Historicos, Pentecostais e Neopentecostais); 3) Participacao nas Atividades da Igreja e 4) Adesao a Crencas Cristas Normativas sobre Sexualidade (Gravidade de Comportamentos Sexuais Antinormativos e da Tolerancia a Relacionamentos Afetivos Interreligiosos). O Procedimento do Estudo incluiu uma avaliacao previa do instrumento atraves de dois testes-piloto aplicados em duas ocasioes distintas, durante reunioes de jovens na Igreja Presbiteriana de Tambau, com cerca de 30 participantes em condicoes semelhantes aquelas que seriam posteriormente usadas na efetiva coleta de dados com o objetivo de averiguar a clareza e a adequacao dos itens do instrumento e a reacao dos participantes. Os resultados dos testes-piloto foram posteriormente excluidos da amostra definitiva. A coleta dos dados propriamente dita foi realizada entre novembro de 2010 a marco de 2011 em Eventos e Encontros, inclusive Retiros Espirituais e Acampamentos de 10 igrejas evangelicas da cidade de Joao Pessoa, Paraiba, mediante autorizacao dos responsaveis legais pelas instituicoes religiosas. Os Resultados apontaram, a partir de uma Analise Fatorial Exploratoria pelo Metodo dos Eixos Principais fixando-se um Fator (KMO 20,922, Teste de Esferecidade de Bartlett [χ (91) = 7476,560 p<0,001], 67,3% da Variancia, Alpha de Crombach (α=0,96), Eigenvalue 9,426, M dia (8,5) e Desvio Padrao (2,4), que, no conjunto de crencas cristas sobre a sexualidade, os itens com conteudo de homossexualidade apresentam carga fatorial mais forte perante a dimensao latente, os itens com conteudo implicando em adulterio ou traicao, caracterizadores de relacoes interpessoais surgem com o segundo subagrupamento de maiores cargas fatoriais perante a dimensao latente, ao passo que os itens que abrangem uma dimensao meramente privada e individual, apresentam menor contribuicao na constituicao do traco latente. Um indicador de Tolerancia a Relacionamentos Afetivos Interreligiosos, com Media (1,7) e Desvio Padrao (2,30) foi construido, indicando forte rejeicao dos participantes da amostra a relacionamento afetivo interreligioso, notadamente em relacao a fieis das religioes afrobrasilieras (candomble e umbanda). Os resultados tambem expressam uma amostra fortemente identificada com o seu grupo religioso pelo Sentimos de Pertenca com Media 8,4 e Desvio Padrao de 2,24 e pela Importancia da Pertenca com Media de 9,2 e Desvios Padrao de 1,76. A Proximidade Espiritual com os Evangelicos analisada tem Media de 2,2 e Desvio Padrao de 0,86, confirmando a hipotese. Os resultados relacionados ao indicador de Participacao nas Atividades da igreja apresentam Media de 17,3 e Desvio Padrao de 5,0, indicando elevado nivel de participacao, principalmente naquelas atividades que caracterizam maior compromisso com a igreja local. A media de Namoros foi de 2,2 com Desvio Padrao de 1,92, confirmando o perfil conservador da amostra neste aspecto. A Correlacao das Variaveis executada demonstra que as variaveis que indicam adesao a crencas normativas sobre a sexualidade (gravidade de comportamento antinormativos e tolerancia a relacionamentos interrreligiosos) estao correlacionadas negativametne e com franca intensidade. As variaveis relativas a identidade social religiosa (sentimento e importancia de pertenca e proximidade =com os evangelicos) tambem se correlacionam positivamente, variando a intensidade de fraca a moderada. A participacao nas atividades da igreja e o numero de namorados, por sua vez, nao possuem qualquer associacao. Note-se ainda que, em relacao a participacao em atividades da igreja, ha uma correcao positiva, ainda que fraca, com cada uma das variaveis de identidade, indicando que uma maior participacao efetiva na igreja, um maior compromisso com a igreja esta associado a uma maior identidade social religisoa. Apesar disso, a forca dessa associacao e bem pequena como outros casos ja analisados. Em relacao a o numero de namorados, encontra-se associado apenas a proximidade total com os evangelicos, numa correlacao negativa e muito fraca. Este pode ser considerado um achado acidental, uma vez que nao ha porque supor que esta relacao tenha qualquer relacao com a identidade social religiosa. Os resultados da Regressao Multipla (RM) realizada 2 (metodo stepwise R = 0,07 (7%) F = 9,085; P < 0,0001) indicam que a adesao a crencas (ajustado)(3/346) cristas normativas sobre sexualidade, definida pelo julgamento de gravidade dos comportamentos antinormativos, sendo a variavel que mais contribuiu para o julgamento da gravidade dos comportamentos sexuais antinormativos a Importancia da Perten a (β=0,15), seguida da variavel Sentimento de Perten a (β=0,13), ambas relacionadas de forma positiva com a variavel crit rio; a variavel N mero de Namoros (β= - 0,12), tambem contribui para a variavel criterio, so que negativamente. A participacao nas atividades da igreja e a proximidade com os evangelicos nao exercem papel de importancia em relacao ao julgamento da gravidade dos comportamentos sexuaias antinormativos. Observa-se tambem que o modelo testado explica apenas 7% da variancia dessa variavel. Os resultados, a partir do modelo correspondente ao aspecto da adesao a crencas cristas normativas sobre sexualidade, definido pela tolerancia a relacionamentos afetivos interreligiosos (metodo stepwise R = 0,13 (13%) F = 19,391; P < 0,000), indicam que a variavel que (ajustado) (3/346) mais contribui para a tolerancia a relacionamentos afetivos interreligiosos e o Sentimento de Perten a (β= - 0,20), seguido de Importancia de Perten a (β= - 0,15) e logo a seguir, a Participacao nas Atividades da Igreja (β= - 0,13), todas relacionadas de forma negativa com a variavel criterio. As variaveis numero de namoros e a proximidade com os evangelicos nao exercem papel de importancia em relacao a tolerancia a relacionamentos interreligiosos. Observa-se tambem que o modelo testado explica apenas 13% da variancia dessa variavel.
  • NATALIA LINS PEQUENO DE ASSIS
  • VERBALIZAÇÕES DE MÃES REFERENTES AOS SEUS SENTIMENTOS EMPÁTICOS
  • Data: 30/06/2011
  • Hora: 14:00
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  • A empatia, segundo Martin Hoffman, e compreendida como uma resposta afetiva voltada mais para a situacao de outra pessoa do que para a propria. Considera-se que os procedimentos que os pais adotam na educacao sao cruciais para que os sentimentos empaticos dos filhos sejam fortalecidos ou enfraquecidos. No momento em que os pais verbalizam sentimentos e explicam a situacao da vitima chamando a atencao para o seu sofrimento, eles estimulam a tendencia empatica da crianca e criam condicoes para que realizem comportamentos pro-sociais, compreensao da importancia da habilidade empatica e do papel dos pais para o seu fortalecimento, o presente estudo teve como objetivo geral verificar os sentimentos empaticos que maes de diferentes contextos socio-economicos experimentam, as situacoes que podem provocar esses sentimentos, o que elas falam aos seus filhos sobre esses sentimentos e como falam. Participaram da pesquisa 100 mulheres alfabetizadas, maes de criancas e adolescentes que estudavam em escolas publicas e privadas, da cidade de Joao Pessoa - PB. As maes foram distribuidas igualmente em relacao as variaveis: sexo, idade e contexto escolar dos filhos. As maes participantes responderam um roteiro de entrevista, com questoes referentes a situacoes que envolviam uma vitima e um agressor. Os resultados encontrados, a partir da analise de conteudo semantico, indicaram que: os sentimentos mais verbalizados pelas maes, nas situacoes estudadas foram Compaixao, Raiva, Culpa e Injustica; as maes, ao conversarem com seus filhos, davam mais recomendacoes do que explicacoes; as recomendacoes mais frequentes foram: Ajudar o proximo, nao maltratar e ser generoso; as explicacoes mais frequentes foram: explicita a razao do sofrimento, explicita a situacao de agressao e a situacao de injustica como tambem esclarece sobre o valor da ajuda; as situacoes que mais faziam insurgir nas maes os mais variados sentimentos empaticos foram Tragedia/doenca/morte e Pobreza. Os resultados da analise lexical indicaram a formacao de quatro classes apresentadas em dois grupos. O primeiro grupo, Contextos relacionados a empatia, reuniu as Classes 1 (Situacoes evocativas de empatia) e 4 (Estrutura familiar). O segundo grupo, Sentimentos empaticos, reuniu as Classes 2 (Sentimento de injustica empatica – role-taking) e 3 (Sentimentos empaticos – Comportamento pro-social) Nas classes 1 e 4 emergiram explicacoes das maes de como funcionava a sua dinamica familiar e suas experiencias com seus sentimentos empaticos no dia a dia. Nas classes 2 e 3, foi verificada uma separacao do sentimento empatico de injustica dos demais sentimentos. De um modo geral, verificou-se que: os sentimentos empaticos verbalizados pelas maes sao os mesmos trabalhados por Hoffman em sua teoria; elas conversam com seus filhos e se preocupam com a formacao socio-moral deles, entretanto, estao mais preocupadas em recomendar e orientar os comportamentos dos filhos, do que em esclarecer a situacao, explicar a origem de determinado sentimento voltado para o proximo ou discorrer acerca da importancia de tentar compreender as pessoas que estao em volta.
  • NATALIA LINS PEQUENO DE ASSIS
  • Data: 30/06/2011
  • Hora: 00:00

  • GABRIEL PEREIRA DE SOUZA
  • As famílias de crianças e adolescentes em contextos de violação de direitos.
  • Data: 28/02/2011
  • Hora: 10:00
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  • EUCLISMARIA ALVES BARREIRO DE CARVALHO
  • O impacto de prejuízos cognitivos leves em pessoas que convivem com o HIV/AIDS: influências para a qualidade de vida.
  • Data: 28/02/2011
  • Hora: 09:00
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  • Introdução: No contexto da AIDS - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - pacientes com HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana - podem apresentar transtornos cognitivos classificados em leves, moderados ou graves, dependendo da gravidade do empobrecimento cognitivo-motor do indivíduo. São considerados  leves quando caracterizados por alterações de memória, dificuldades de aprendizado e redução da capacidade de concentração e,  graves, quando representam prejuízo funcional significativo e consistem no diagnóstico de demência associada ao HIV, o chamado “complexo AIDS-demência”. A instalação destes sintomas se dá com progressão rápida, podendo atingir quadro de irreversibilidade quando não diagnosticados e não tratados adequadamente. Deste modo, dar visibilidade à avaliação destes sintomas se constitui em uma medida adequada para o monitoramento de tais transtornos e para a promoção da Saúde Mental e da Qualidade de Vida de pessoas que convivem com o HIV/AIDS. Objetivo: Avaliar o impacto dos transtornos cognitivos leves, em pessoas que convivem com o HIV/AIDS, na sua Qualidade de Vida. Método: Participaram desta pesquisa 399 pessoas acometidas pelo HIV/AIDS e 200 pessoas sem diagnóstico soropositivo para o HIV, todas acima de 18 anos. A escolha dos participantes se deu de forma não-probabilística e acidental. Para a coleta dos dados, utilizou-se um instrumento composto pelos seguintes questionários: Um Questionário Bio-demográfico e Clínico, a Escala de Qualidade de Vida  WHOQOL-Bref-HIV e o Questionário de Auto-Relato  -  SRQ-20 para  identificar a presença de transtornos mentais comuns.  Para avaliar as variáveis deste estudo foram utilizadas estatísticas descritivas, teste do qui-quadrado e teste t, além de coeficientes de correlações  r de Pearson. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley, considerando-se os aspectos éticos pertinentes a pesquisas envolvendo seres humanos (Resolução nos dados do presente estudo permitem concluir que a prevalência de transtornos mentais é elevada em pacientes acometidos pelo HIV/AIDS e que este fato associa-se 

    com repercussões negativas sobre a Qualidade de Vida destas pessoas. Os resultados puderam ainda confirmar que a ocorrência de transtornos cognitivos leves e a Qualidade de Vida de pessoas acometidas pelo HIV/AIDS sofreram significativa influência de fatores de ordem clínica e bio-demográfica, de modo que estes últimos refletiram o atual perfil psicossocial da doença, no país. Todavia, não se deve descartar a possibilidade de “causalidade” reversa entre transtornos cognitivos leves e Qualidade de Vida, uma vez que uma Qualidade de Vida avaliada insatisfatoriamente pode levar a quadros de depressão e ansiedade, bem como, à presença de outros sintomas cognitivos. 
    A Terapia Anti-retroviral esteve associada a uma avaliação insatisfatória da Qualidade de Vida e não representou indicativo de menor prevalência de transtornos cognitivos leves, divergindo da literatura. Espera-se ter contribuído para maior visibilidade à avaliação neuropsicológica no contexto da AIDS, de modo a suscitar novos estudos que considerem esta temática e possibilitem o planejamento de ações interventivas no cuidado à Saúde Mental e à promoção da Qualidade de Vida das pessoas que convivem com o HIVAIDS.

  • PABLO VICENTE MENDES DE OLIVEIRA
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS DIREITOS HUMANOS CONSTRUÍDAS POR MÃES DE ESTUDANTES DE DIFERENTES CONTEXTOS SOCIOEDUCATIVOS.
  • Data: 28/02/2011
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho teve como objetivo principal ampliar as pesquisas sobre as Representações Sociais (RS) dos Direitos Humanos (DH) realizadas, sobretudo, com crianças e adolescentes estudantes, crianças e adolescentes internos em instituições de ressocialização, bem como funcionários e professores. Essa ampliação consiste na realização de uma pesquisa dessa natureza com mães, tendo em vista que Martim Hoffman as considerou como uma das principais socializadoras de crianças e adolescentes. Além disso, o presente estudo amplia os até então realizados na medida em que considera as gerações de direitos pro- posta por Norberto Bobbio e Celso Lafer a partir de uma visão dos DH enquanto uma construção histórica, política e social. Com essa finalidade, além de considerar esta última visão, adotou-se como aporte teórico a Teoria das Representações (RS) de Serge Moscovici, sobretudo o enfoque psicossocilógico dado por Willem Doise que ressaltou a importância de considerar três aspectos principais da teoria das RS: o Campo Representacional, os Princípios Organizadores e as Ancoragens Sociais. Neste sentido, o presente estudo foi realizado com 120 mães divididas igualmente em função do contexto sócio-educativo dos seus filhos: escolas públicas e privadas. Para isso, foi utilizada uma entrevista semi-estruturada que continha: 1- questões sócio-demográficas, 2 – associação livre de palavras, tendo os DH como estímulo, 3 – questão sobre os DH conhecidos, 4 – questão sobre a definição dos DH, 5 – questão sobre os direitos da criança e do adolescente conhecidos e 6 – questões sobre os direitos de diferentes gerações. Os dados foram analisados por meio do software Alceste. Dentre os resultados destaca-se que, em todas as questões, as classes referentes a uma visão negativa e mais restrita dos DH estão relacionadas a mães de classe socioeconômica baixa e de baixo nível de escolaridade. Por outro lado, uma visão positiva e mais ampla dos direitos provém de mães de classe média e de nível de escolaridade superior. Ainda, é importante ressaltar que as classes que apresentam uma visão de que o governo é o responsável pela implementação dos direitos, tanto em questões mais gerais como em questões mais específicas, são constituídas, principalmente, por mães de classe média e que tinham nível de escolaridade superior. Supõe-se que essas diferenças é explicada pelo fato de que as mães de classe média têm um acesso mais amplo aos direitos de modo geral, enquanto que as mães de classe socioeconômica baixa, sobretudo em função da deficiência do governo no provimento dos direitos, vivenciam muitas situações em que se vêem sem direitos ou em que esses direitos são violados. Acredita-se, também, que a consideração do governo como responsável pela implementação dos DH requer, para sua elaboração, certo nível de conhecimento e de acesso a boas fontes de informação.
  • FRANCECIRLY ALEXANDRE DOS SANTOS
  • Data: 28/02/2011
  • Hora: 00:00

  • GLAUCIA PEREIRA DA PAIXÃO
  • VIOLÊNCIA SEXUAL E REDE DE ATENDIMENTO: O OLHAR DOS PROFISSIONAIS DO CREAS
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Esse estudo analisa a perspectiva dos profissionais do Centro de Referência de Assistência
    Social (CREAS) de João Pessoa- PB acerca das demandas de crianças e adolescentes que
    vivenciaram o abuso sexual e do atendimento feito pela família e pelas instituições para
    garantir seus direitos. Investiga, também, as implicações do atendimento prestado pela família
    e pelas instituições da rede de enfrentamento no desenvolvimento destes sujeitos. Utilizou-se
    como referencial teórico algumas ferramentas da abordagem sócio-histórica de Vygotsky,
    referenciais pertinentes aos direitos das crianças e adolescentes e às políticas sociais de
    enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Como procedimentos
    metodológicos, realizaram-se entrevistas individuais semi-estruturadas com os profissionais
    do CREAS. A pesquisa compôs-se de 08 participantes e as entrevistas foram transcritas e
    analisadas a partir da análise de conteúdo temático de Bardin. Os dados revelam que, segundo
    as participantes, a origem da demanda das crianças e adolescentes que chegam ao CREAS
    provém do sistema de justiça, do sistema de repressão, da escola e de demanda espontânea.
    Quando as crianças, adolescentes e suas famílias chegam ao CREAS, as participantes referem
    que atendem a mãe, a criança e o adolescente, articulam-se com outras instituições e
    acompanham a família e, quando o abuso sexual se revela, estes sujeitos recebem ajuda da
    família, de amigos e profissionais. Entre os membros da família que ajuda, sobressai-se a
    mãe. Quando ficam cientes do abuso vivido pelos filhos, algumas famílias tomam atitudes de
    proteção, outras não oferecem apoio e excluem as crianças e adolescentes do lar. Na
    perspectiva dos profissionais entrevistados, somente algumas crianças apresentam demandas
    em relação à família, quando o fazem queixam-se que queriam que a mãe tivesse acreditado
    nelas, gostariam que as mães deixassem o companheiro, queriam que a mãe não tivesse
    deixado elas com o pai, e outras ficam passivas diante das ações da família. Após a revelação
    do abuso, as participantes apontam que algumas famílias buscam apoio profissional, levando
    as crianças e adolescentes ao Conselho Tutelar, à Delegacia, ao CREAS e ao Hospital e o
    atendimento destas instituições relatado é avaliado pelas participantes ora como adequados,
    ora inadequados. As participantes percebem que as crianças e adolescentes elaboram
    demandas sobre o atendimento, queriam que as ações fossem mais rápidas, punição do
    agressor e um atendimento mais cuidadoso. Segundo as participantes, estes sujeitos não
    gostam do atendimento prestado por algumas instituições de defesa e atendimento, mas
    referem o CREAS como o melhor lugar em que foram atendidas, pois, de acordo com as
    participantes, oferecem um atendimento mais humanizado e cuidadoso. As participantes
    revelam também que as crianças e adolescentes apresentam demandas ligadas à situação de
    abuso sexual vivido e desejam uma vida melhor. A emergência dessas demandas evidencia
    que embora apresentadas, estas não estão sendo satisfeitas pela família e profissionais da rede
    de enfrentamento à violência sexual. Ressalta-se que as famílias e profissionais cumprem
    algumas recomendações e disposições no que se refere à defesa dos direitos das crianças e
    adolescentes, outras não. Diante disso, a garantia dos direitos e o atendimento das demandas
    das crianças e adolescentes mostram-se insuficientes, podendo constituir-se enquanto fatores
    de risco ao desenvolvimento dessas crianças e adolescente, trazendo-lhe implicações de
    ordem física, social e emocional.
    Esse estudo analisa a perspectiva dos profissionais do Centro de Referência de AssistênciaSocial (CREAS) de João Pessoa- PB acerca das demandas de crianças e adolescentes quevivenciaram o abuso sexual e do atendimento feito pela família e pelas instituições paragarantir seus direitos. Investiga, também, as implicações do atendimento prestado pela famíliae pelas instituições da rede de enfrentamento no desenvolvimento destes sujeitos. Utilizou-secomo referencial teórico algumas ferramentas da abordagem sócio-histórica de Vygotsky,referenciais pertinentes aos direitos das crianças e adolescentes e às políticas sociais deenfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Como procedimentosmetodológicos, realizaram-se entrevistas individuais semi-estruturadas com os profissionaisdo CREAS. A pesquisa compôs-se de 08 participantes e as entrevistas foram transcritas eanalisadas a partir da análise de conteúdo temático de Bardin. Os dados revelam que, segundoas participantes, a origem da demanda das crianças e adolescentes que chegam ao CREASprovém do sistema de justiça, do sistema de repressão, da escola e de demanda espontânea.Quando as crianças, adolescentes e suas famílias chegam ao CREAS, as participantes referemque atendem a mãe, a criança e o adolescente, articulam-se com outras instituições eacompanham a família e, quando o abuso sexual se revela, estes sujeitos recebem ajuda dafamília, de amigos e profissionais. Entre os membros da família que ajuda, sobressai-se amãe. Quando ficam cientes do abuso vivido pelos filhos, algumas famílias tomam atitudes deproteção, outras não oferecem apoio e excluem as crianças e adolescentes do lar. Naperspectiva dos profissionais entrevistados, somente algumas crianças apresentam demandasem relação à família, quando o fazem queixam-se que queriam que a mãe tivesse acreditadonelas, gostariam que as mães deixassem o companheiro, queriam que a mãe não tivessedeixado elas com o pai, e outras ficam passivas diante das ações da família. Após a revelaçãodo abuso, as participantes apontam que algumas famílias buscam apoio profissional, levandoas crianças e adolescentes ao Conselho Tutelar, à Delegacia, ao CREAS e ao Hospital e oatendimento destas instituições relatado é avaliado pelas participantes ora como adequados,ora inadequados. As participantes percebem que as crianças e adolescentes elaboramdemandas sobre o atendimento, queriam que as ações fossem mais rápidas, punição doagressor e um atendimento mais cuidadoso. Segundo as participantes, estes sujeitos nãogostam do atendimento prestado por algumas instituições de defesa e atendimento, masreferem o CREAS como o melhor lugar em que foram atendidas, pois, de acordo com asparticipantes, oferecem um atendimento mais humanizado e cuidadoso. As participantesrevelam também que as crianças e adolescentes apresentam demandas ligadas à situação deabuso sexual vivido e desejam uma vida melhor. A emergência dessas demandas evidenciaque embora apresentadas, estas não estão sendo satisfeitas pela família e profissionais da redede enfrentamento à violência sexual. Ressalta-se que as famílias e profissionais cumpremalgumas recomendações e disposições no que se refere à defesa dos direitos das crianças eadolescentes, outras não. Diante disso, a garantia dos direitos e o atendimento das demandasdas crianças e adolescentes mostram-se insuficientes, podendo constituir-se enquanto fatoresde risco ao desenvolvimento dessas crianças e adolescente, trazendo-lhe implicações deordem física, social e emocional.

  • LUCIENE COSTA ARAUJO MORAIS
  • AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS ESTUDANTES ACERCA DO BULLYING NO CONTEXTO ESCOLAR

  • Orientador : MARIA DA PENHA DE LIMA COUTINHO
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • A violência vem tomando proporções assustadoras em nossa sociedade, ocupando um grande espaço nas discussões atuais. Partindo da premissa de que a violência é uma construção social que se dá em meio a um conjunto de relações e interações entre os indivíduos, destaca-se a importância dos significados atribuídos ao bullying pelos atores sociais que fazem parte do cotidiano da escola. Deste modo, objetivou-se neste estudo apreender as representações sociais dos estudantes acerca do bullying, a partir dos seguintes tipos de envolvimento: agressor, vítima, vítima-agressora e não envolvido. Trata-se de uma pesquisa de campo, de cunho qualitativo e quantitativo, desenvolvida em instituições escolares do ensino fundamental da rede pública, na cidade de João Pessoa-PB. Este estudo foi realizado em dois momentos: No primeiro, foi utilizada uma amostra constituída por 346 estudantes do sexo feminino e masculino, com faixa etária variando entre 10 e 17anos (M= 13,5; dp= 1,65), sendo a amostra do tipo não probabilística, acidental. Na coleta de dados utilizou-se a técnica de associação livre de palavras; um questionário de dados sociodemográficos e Experiências escolares; e a Escala de Agressão e Vitimizacão entre Pares – EVAP; No segundo momento, foi realizada a aplicação do SCAN-Bullying com uma subamostra de 32 estudantes. Na análise dos dados sociodemográficos e da Escala de Agressão e Vitimizacão entre Pares (EVAP) foram utilizadas estatísticas descritivas e inferenciais (qui-quadrado). Mediante a análise da EVAP constatou-se que 39% dos estudantes não estavam envolvidos com o bullying, 27% foram identificados como agressores, 23% comportavam-se como vítimas-agressoras e 11% foram identificados como vítimas. Os dados obtidos através do teste de Associação Livre de Palavras foram processados pelo software Tri-Deux-Mots, revelando que o bullying foi representado de forma semelhante à sua definição teórica, categorizado como agressões diretas (socos e chutes), indiretas (através de ameaças) e como agressões verbais (xingamentos, apelidos), sendo também associado ao racismo e ao preconceito. Para a efetuação da análise do SCAN-Bullying foi utilizado o software ALCESTE, onde se observou que os estudantes identificados como vítimas representaram o bullying a partir de suas experiências de vitimização, destacando como o apoio era percebido diante destas situações. Os agressores atribuíram sentimentos positivos ao papel de agressor, associados à idéia de poder e popularidade, justificando a vitimização a partir das características pessoais da vítima ou em função dos estereótipos sócio-culturais. As vítimas-agressoras representaram o bullying como agressões físicas diretas e indiretas, manifestando comportamentos de revidar a agressão sofrida. Os estudantes que não estavam envolvidos com bullying revelaram uma preocupação com as estratégias de enfrentamento. Estes resultados foram discutidos à luz da literatura especializada, indicando convergência com alguns achados. Buscou-se ainda levantar as limitações potenciais do estudo.

     

  • MARCELO XAVIER DE OLIVEIRA
  •  

    ADOLESCÊNCIA EM CONFLITO COM A LEI: SUPORTE FAMILIAR, QUALIDADE DE VIDA E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

     

  • Orientador : MARIA DA PENHA DE LIMA COUTINHO
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • A violência constitui um fator de grande preocupação e relevância às sociedades contemporâneas. Nestas, o adolescente tem se destacado pela presença constante em eventos violentos. O suporte familiar e a qualidade de vida são tidos como importantes para que se formem quadros de vulnerabilidade ou proteção frente a expressão da violência, assim como a constituição de conceitos que permeiam os contextos vivenciados pelos grupos e indivíduos. Deste modo objetivou-se neste estudo, identificar as relações existentes entre a percepção da qualidade de vida, percepção de suporte familiar e as representações sociais acerca da violência. Trata-se neste estudo, de uma pesquisa descritiva, com procedimentos multimétodos. Os loci de pesquisa foramos Centros de medida socioeducativa: Casa Educativa (CA), e o Centro Educacional do Adolescente (CEA), ambos vinculados à Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (FUNDAC) e situados na cidade de João Pessoa-PB. A amostra foi constituída por 73 adolescentes em conflito com a lei, sendo 08 adolescentes do sexo feminino e 65 do sexo masculino, com média de idade de 16,42 (DP=0,91). Os adolescentes responderam aos seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico, Inventário de Percepção de Suporte Familiar (IPSF), World Health Organization Quality of Life-bref - (WHOQOL-bref) e a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP). Os dados coletados pelo questionário sociodemográfico, IPSF e WHOQOL-bref foram analisados a partir de estatísticas descritivas e inferenciais, efetuadas através do software SPSS for Windows versão 16.0. Para a análise dos dados oriundos da TALP, efetuou-se uma análise fatorial de correspondência (AFC), a partir do software Tri-deux-mots versão 2.2. O perfil dos participantes da pesquisa aponta para adolescentes oriundos de famílias não intactas, de baixa renda, baixa escolaridade, e predominantemente do sexo masculino. Os adolescentes avaliaram como nível médio-baixo o fator afetivo-consistente no seio familiar, nível médio-baixo o fator adaptação familiar, nível baixo o fator autonomia familiar e nível médio-baixo o IPSF, considerando sua pontuação geral. Ao avaliar a qualidade de vida, os adolescentes avaliaram, em geral, negativamente o fator ambiental, e de forma mais positiva os fatores relações sociais, psicológico, físico e para o fator geral. Entre as dimensões avaliadas pelo IPSF e pelo WHOQOL-Bref, encontrou-se correlação entre a dimensão psicológica e as dimensões afetivo-consistente, adaptação familiar e a pontuação geral do IPSF; e, a dimensão ambiental de qualidade de vida e as dimensões adaptação familiar e a pontuação geral do IPSF. As evocações associadas ao estímulo violência foram: espancamento, revolta, sofrimento familiar, droga, roubar, estupro, erro, paz e sofrimento. As evocações associadas adolescência foram: namorar, boa, festa, trabalho, família e estudar. As evocações associadas ao grupo de adolescentes em conflito com a lei foram: preso, respeito, tristeza familiar, refletir, briga, sair e estudar. As evocações associadas a família: irmão,boa, carinho, respeito, vida, felicidade, tristeza, mãe e união, e as evocações associadas a qualidade de vida: mudar, dinheiro, boa, amor, felicidade e estudar. As representações sociais apreendidas apontam para elementos diferenciados quando associados a diferentes níveis de suporte familiar e qualidade de vida. As limitações da pesquisa voltam-se mais claramente a situação de coleta de dados, sugerindo a efetuação de pesquisas que possam utilizar estratégias de aproximação que revelem padrões de respostas de grupos com a mesma caracterização em situação de liberdade.

  • ANA ISABEL ARAUJO SILVA DE BRITO GOMES
  • Data: 25/02/2011
  • Hora: 00:00

  • FLAVIA SILVA NEVES
  • Data: 24/02/2011
  • Hora: 00:00

  • JOSE RONIERE MORAIS BATISTA
  • Data: 23/02/2011
  • Hora: 00:00

  • DENISE PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 22/02/2011
  • Hora: 00:00

  • ROSANE DE SOUSA MIRANDA
  • Data: 17/02/2011
  • Hora: 00:00

  • JANDILSON AVELINO DA SILVA
  • Data: 11/02/2011
  • Hora: 00:00

  • GABRIELA FERNANDES ROCHA
  • Data: 04/02/2011
  • Hora: 00:00

2010
Descrição
  • RIZA MARIA MORSCH VON MONTFORT
  • Data: 17/12/2010
  • Hora: 00:00

  • MÔNICA RAFAELA DE ALMEIDA
  • A atividade de trabalho de professoras de escolas públicas: " Ser professor é rebolar ".
  • Data: 01/10/2010
  • Hora: 08:00
  • Mostrar Resumo
  • Atividade de professoras em escolas publicas
  • MÔNICA RAFAELA DE ALMEIDA
  • Data: 01/10/2010
  • Hora: 00:00

  • MARIA DOS REMEDIOS ALMEIDA MATOS
  • Data: 17/09/2010
  • Hora: 00:00

  • PALOMA CAVALCANTE BEZERRA DE MEDEIROS
  • Data: 17/09/2010
  • Hora: 00:00

  • CARLA DE ATAIDE MARINHO RODRIGUES
  • Data: 30/08/2010
  • Hora: 00:00

  • MARIA DE FATIMA BARRETO
  • Data: 27/08/2010
  • Hora: 00:00

  • ANA ANGELICA PEREIRA SOUZA
  • Data: 19/08/2010
  • Hora: 00:00

  • BRUNO MEDEIROS
  • Data: 05/04/2010
  • Hora: 00:00

  • GLEIDE DE SOUZA DA COSTA
  • Data: 05/04/2010
  • Hora: 00:00

  • SAMUEL LINCOLN BEZERRA LINS
  • VALORES SOCIAIS E PRECONCEITO RACIAL: COMO PERCEBO A MIM E AO OUTRO
  • Data: 31/03/2010
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • VALORES SOCIAIS E PRECONCEITO RACIAL: COMO PERCEBO A MIM E AO OUTRO
  • CELESTE MOURA LINS SILVA
  • Data: 31/03/2010
  • Hora: 00:00

  • SAMUEL LINCOLN BEZERRA LINS
  • Data: 31/03/2010
  • Hora: 00:00

  • ANA CLOTILDE COUTINHO BARBOSA
  • Data: 30/03/2010
  • Hora: 00:00

  • MATHEUS LAUREANO OLIVEIRA DOS SANTOS
  • Data: 29/03/2010
  • Hora: 00:00

  • FLAVIA MARCIA DE SOUSA
  • AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO PROGRAMA NACIONAL DE FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR NA QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR SUBJETIVO DE MULHERES NO ESTADO DA PARAÍBA
  • Data: 18/03/2010
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Esta dissertação tem como objetivo avaliar os efeitos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) na Qualidade de Vida Subjetiva (QVS) e Bem-Estar Subjetivo (BES) de mulheres em contexto agrário nas mesorregiões do Sertão e Agreste no Estado da Paraíba, por meio de análises comparativas entre o grupo de mulheres assistidas em relação ao estrato composto por mulheres não-assistidas por esse programa. Utilizando delineamento correlacional, com a participação no PRONAF como variável antecedente (VA) e os índices de BES e QVS como variáveis conseqüentes (VCs). Foram selecionadas 400 agricultoras através de amostragem não-probabilística, considerando 200 residentes no município de Areia (Agreste) e 200 nos municípios de Catolé do Rocha e Brejo dos Santos (Sertão), das quais 100 em cada situação fazem parte do PRONAF e outras 100 que não participam do programa. Foram utilizados quatro instrumentos: 1) questionário para traçar o perfil bio-demográfico das participantes 2) roteiro de entrevista para averiguar o programa; 3) Escala de Qualidade de Vida Subjetiva (adaptada); e 4) as Escalas de Satisfação com a Vida - SAV - (adaptada) e de Afetos Positivos e Negativos para avaliar o construto BES. No tocante à QVS, apenas no Domínio Ambiental verificaram-se diferenças significativas em função da região em que as participantes residem, de modo que as sertanejas apresentaram médias mais elevadas que as mulheres da Mesorregião do Agreste Paraibano. Com relação ao BES, foi verificada uma forte influência das variáveis renda e ambiente, sendo que as entrevistadas residentes no Agreste Paraibano apresentaram índices de SAV, Afetos Positivos e BES Geral significativamente mais elevados do que as residentes no Sertão. E em função da obtenção do crédito do PRONAF, os índices obtidos pelas mulheres beneficiadas por esse programa indicaram que elas têm experienciado afetos negativos com maior intensidade quando comparadas ao outro grupo. Como se tratam de pessoas que recebem uma renda média mensal consideravelmente baixa, é compreensível que afetos como preocupação, tristeza, frustração, raiva e infelicidade sejam experienciados com maior freqüência e intensidade pelas mulheres pronafianas, que além de terem que cumprir com suas obrigações básicas, precisam efetuar o pagamento do empréstimo que lhes fora concedido. As entrevistadas não-pronafianas afirmam que o fato de não terem aderido ao referido programa se deve, principalmente, pelo fato de não ter tido acesso às informações suficientes sobre o mesmo, apontando a deficiência de sua divulgação. Já as pronafianas relataram que o PRONAF trouxe contribuições em aspectos como melhoria na qualidade de vida e das condições de trabalho e na conquista de independência, empoderamento e autonomia.
  • FRANCISCA MARINA DE SOUZA FREIRE FURTADO
  • Data: 18/03/2010
  • Hora: 00:00

  • SILVANA QUEIROGA DA C. CARVALHO
  • Data: 17/03/2010
  • Hora: 00:00

  • CHARLENE NAYANA NUNES A GOUVEIA
  • Data: 16/03/2010
  • Hora: 00:00

  • FLAVIA MARCIA DE SOUSA
  • Data: 11/03/2010
  • Hora: 00:00

  • CAROLINA SILVA DE MEDEIROS
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • DEBORAH DORNELLAS RAMOS
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • YARA TOSCANO DIAS RODRIGUES
  • Orientador : MARIA DA PENHA DE LIMA COUTINHO
  • Data: 26/02/2010
  • Hora: 00:00

  • SANDRA DE LUCENA DOS SANTOS PRONK
  • Data: 25/02/2010
  • Hora: 00:00

  • KARLA CAROLINA SILVEIRA RIBEIRO
  • Sexualidade e Adolescência: Vulnerabilidade às DST/HIV e gravidez em adolescentes paraibanos.
  • Orientador : ANA ALAYDE WERBA SALDANHA PICHELLI
  • Data: 24/02/2010
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Sexualidade e Adolescência: Vulnerabilidade às DST/HIV e gravidez em adolescentes paraibanos.

  • JOSE VICENTE NETO
  • Data: 24/02/2010
  • Hora: 00:00

  • LUIS AUGUSTO DE CARVALHO MENDES
  • Data: 22/02/2010
  • Hora: 00:00

2009
Descrição
  • CYNTHIA DE FREITAS MELO
  • Data: 16/12/2009
  • Hora: 00:00

  • SHEYLA SUZANDAY BARRETO SIEBRA
  • Data: 17/08/2009
  • Hora: 00:00

  • ANA PAULA PONCE LUCENA
  • Data: 10/08/2009
  • Hora: 00:00

  • ALINE VIEIRA DE LIMA
  • Data: 10/07/2009
  • Hora: 00:00

  • GIOVANI AMADO RIVERA
  • Data: 10/07/2009
  • Hora: 00:00

  • AURORA CAMBOIM LOPES DE ANDRADE LULA
  • Data: 28/04/2009
  • Hora: 00:00

  • SANDRA ELISA DE ASSIS FREIRE
  • Data: 28/04/2009
  • Hora: 00:00

  • ANNE CLEIDE FILGUEIRA PEREIRA
  • Data: 27/04/2009
  • Hora: 00:00

  • DANIELE APARECIDA DA SILVA
  • Data: 24/04/2009
  • Hora: 00:00

  • HAYDÊE CASSÉ DA SILVA
  • Data: 29/03/2009
  • Hora: 00:00

  • ZULMIRA CARLA GONCALVES CAROLINO
  • Data: 13/03/2009
  • Hora: 00:00

  • LILIANE DA ROSA TUBINO
  • Data: 12/03/2009
  • Hora: 00:00

  • IZAYANA PEREIRA FEITOSA
  • Data: 09/03/2009
  • Hora: 00:00

  • MIRIANE DA SILVA SANTOS BARBOZA
  • Data: 09/03/2009
  • Hora: 00:00

  • THAIS AUGUSTA CUNHA DE OLIVEIRA MAXIMO
  • Data: 06/03/2009
  • Hora: 00:00

  • ANA CRISTINA SERAFIM DA SILVA
  • Data: 20/02/2009
  • Hora: 00:00

  • POLLYANE KAHELEN DA COSTA DINIZ
  • Data: 20/02/2009
  • Hora: 00:00

  • JOSEVANIA DA SILVA
  • Data: 18/02/2009
  • Hora: 00:00

  • FLAVIO LUCIO ALMEIDA LIMA
  • Data: 17/02/2009
  • Hora: 00:00

  • OSORIO QUEIROGA DE ASSIS NETO
  • Data: 03/02/2009
  • Hora: 00:00

  • CARLA ROSANE O. COUTO
  • Data: 12/01/2009
  • Hora: 00:00

  • LUCIA MARIA DOS SANTOS BARRETO
  • Data: 12/01/2009
  • Hora: 00:00

2008
Descrição
  • SANDRA HELENA RAMALHO MOUSINHO
  • Data: 23/09/2008
  • Hora: 00:00

  • BETTY ANUBIA AZEVEDO BOMFIM
  • Data: 29/08/2008
  • Hora: 00:00

  • JOANA AZEVEDO LIMA
  • Data: 29/08/2008
  • Hora: 00:00

  • ADRIANA PEREIRA DOS SANTOS
  • Data: 28/08/2008
  • Hora: 00:00

  • CLAUDIO MARINS DE MELO
  • Data: 28/08/2008
  • Hora: 00:00

  • PERSIA MELLO DE OLIVEIRA
  • Data: 25/08/2008
  • Hora: 00:00

  • EDNEIA DE OLIVEIRA ALVES
  • Data: 22/08/2008
  • Hora: 00:00

  • EMERSON DIOGENES DE MEDEIROS
  • Data: 12/08/2008
  • Hora: 00:00

  • CONSUELENA LOPES LEITAO
  • Data: 30/05/2008
  • Hora: 00:00

  • SARA JANE SANTOS DE SANTANA
  • Data: 29/05/2008
  • Hora: 00:00

  • DANIEL AUGUSTO DE ANDRADE PINHEIRO
  • Data: 20/05/2008
  • Hora: 00:00

  • TANIA REGINA SANTOS DE MOURA
  • Data: 09/05/2008
  • Hora: 00:00

  • GENILZA EVARISTO MACHADO
  • Data: 30/04/2008
  • Hora: 00:00

  • MARIA DO SOCORRO CLEMENTINO DE ARAUJO
  • Data: 30/04/2008
  • Hora: 00:00

  • MARIA TEREZA DE SOUZA NEVES
  • Data: 29/04/2008
  • Hora: 00:00

  • RENAN ALBUQUERQUE RODRIGUES
  • Data: 24/04/2008
  • Hora: 00:00

  • ROSIMAR VAN DYKE DE LIMA CANTO
  • Data: 24/04/2008
  • Hora: 00:00

  • SANDRA LUZIA CORREIA ATHAYDE
  • Data: 23/04/2008
  • Hora: 00:00

  • MARIA ZELIA CAVALCANTE DE OLIVEIRA
  • Data: 22/04/2008
  • Hora: 00:00

  • CAMILA YAMAOKA MARIZ MAIA
  • Data: 16/04/2008
  • Hora: 00:00

  • CINTIA RIBEIRO MARTINS
  • Data: 07/04/2008
  • Hora: 00:00

  • ALEXANDRA CASTILHOS G.AMARAL
  • Data: 29/03/2008
  • Hora: 00:00

  • SIOMARA REGINA CAVALCANTI DE LUCENA
  • Data: 28/03/2008
  • Hora: 00:00

  • MARIA VILANI MAIA SIQUEIRA
  • Data: 23/03/2008
  • Hora: 00:00

  • DAYSE AYRES MENDES DO NASCIMENTO
  • Data: 17/03/2008
  • Hora: 00:00

  • LUCIA ROBERTTA MATOS SILVA DOS SANTOS
  • Data: 26/02/2008
  • Hora: 00:00

  • KAY FRANCIS LEAL VIEIRA
  • Data: 25/02/2008
  • Hora: 00:00

  • ALINE MENDES LACERDA
  • Data: 12/02/2008
  • Hora: 00:00

  • LIANA CHAVES MENDES
  • Data: 12/02/2008
  • Hora: 00:00

2007
Descrição
  • EVELYN RUBIA DE ALBUQUERQUE SARAIVA
  • Data: 10/09/2007
  • Hora: 00:00

  • JULIANA BARBOSA LINS DE ALMEIDA
  • Data: 28/08/2007
  • Hora: 00:00

  • CERES MARIA BUONSANTI
  • Data: 30/03/2007
  • Hora: 00:00

  • GILKA PAIVA OLIVEIRA COSTA
  • Data: 30/03/2007
  • Hora: 00:00

  • FABIANA RIBEIRO MONTEIRO
  • Data: 29/03/2007
  • Hora: 00:00

  • HILANA MARIA BRAGA FERNANDES
  • Data: 28/03/2007
  • Hora: 00:00

  • TANIA BATISTA DA CUNHA
  • Data: 26/03/2007
  • Hora: 00:00

  • DIANA SAMPAIO BRAGA
  • Data: 25/03/2007
  • Hora: 00:00

  • PEDRO FAISSAL GOMES
  • Data: 12/03/2007
  • Hora: 00:00

  • LUCIANE ALBUQUERQUE SA DE SOUZA
  • Data: 09/03/2007
  • Hora: 00:00

  • INAYARA OLIVEIRA DE SANTANA
  • Data: 06/03/2007
  • Hora: 00:00

  • REGINA LIGIA WANDERLEI DE AZEVEDO
  • Data: 06/03/2007
  • Hora: 00:00

  • ALINE ARRUDA DA FONSECA
  • Data: 05/03/2007
  • Hora: 00:00

  • JOAO BATISTA P. NETO
  • Data: 05/03/2007
  • Hora: 00:00

  • CARLOS ANTONIO SANTOS
  • Data: 26/02/2007
  • Hora: 00:00

  • JANE PALMEIRA NOBREGA CAVALCANTI
  • Data: 26/02/2007
  • Hora: 00:00

  • MELYSSA KELLYANE CAVALCANTI GALDINO
  • Data: 24/01/2007
  • Hora: 00:00

2006
Descrição
  • TONIVALDO BARBOSA DE SOUZA
  • Data: 28/08/2006
  • Hora: 00:00

  • JULIANA TOLEDO ARAUJO ROCHA
  • Data: 27/04/2006
  • Hora: 00:00

  • RAQUEL MELO BEZERRA
  • Data: 20/04/2006
  • Hora: 00:00

  • ALINE BRANDAO DE SIQUEIRA
  • A Relação Trabalho e Saúde dos Psicólogos envolvidos nos Centros de Atenção Psicosocial em João Pessoa, PB
  • Data: 17/04/2006
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • A Relação Trabalho e Saúde dos Psicólogos envolvidos nos Centros de Atenção Psicosocial em João Pessoa, PB

  • ALINE BRANDAO DE SIQUEIRA
  • Data: 17/04/2006
  • Hora: 00:00

  • LIANA MIRELA SOUZA OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2006
  • Hora: 00:00

  • SUENNY FONSECA DE OLIVEIRA
  • Data: 31/03/2006
  • Hora: 00:00

  • CRISTIANE GALVAO RIBEIRO
  • Data: 30/03/2006
  • Hora: 00:00

  • MARIA QUITERIA DOS SANTOS MARCELINO
  • Data: 30/03/2006
  • Hora: 00:00

  • CELIA MARIA CRUZ MARQUES CHAVES
  • Data: 28/03/2006
  • Hora: 00:00

  • REJANE RAMOS PEREGRINO
  • Data: 27/03/2006
  • Hora: 00:00

  • ORLANDO JUNIOR VIANA MACEDO
  • Data: 14/03/2006
  • Hora: 00:00

  • LAVINIA WANDERLEY PINTO BRANDAO RODRIGUES
  • Data: 03/03/2006
  • Hora: 00:00

  • LUDGLEYDSON FERNANDES DE ARAUJO
  • Data: 20/02/2006
  • Hora: 00:00

  • ALESSANDRA MAGALHAES CAVACANTI
  • Data: 14/02/2006
  • Hora: 00:00

  • RENATA Mª TOSCANO BARRETO LYRA NOGUEIRA
  • Data: 14/02/2006
  • Hora: 00:00

2005
Descrição
  • ALESSANDRA RAMOS CASTANHA
  • Data: 10/10/2005
  • Hora: 00:00

  • PATRICIA DA SILVA
  • Data: 28/03/2005
  • Hora: 00:00

  • LILIAN KELLY DE SOUSA GALVAO
  • Data: 28/02/2005
  • Hora: 00:00

  • SANDRA HELENA CAMPOS CARDOSO REIS
  • Vivências subjetivas de profissionais de recursos humanos desligados de uma distribuidora de energia elétrica privatizada.
  • Data: 25/02/2005
  • Hora: 10:00
  • Mostrar Resumo
  • Este estudo objetiva conhecer como os profissionais da area de Recursos Humanos (RH) vivenciaram o processo de privatizacao de uma empresa distribuidora de energia eletrica. Os aportes teoricos compreendem, Robert Castel (199 8) oferecendo uma analise bastante acurada ao identificar tres grandes atributos dessa reestruturacao: o desemprego, a precarizacao e a desestabilizacao dos estaveis, a Psicodinamica do Trabalho, que tem em Christophe Dejours sua referencia principal, nos oferece, especialmente a partir de seus trabalhos mais recentes (Dejours, 2003) indicacoes importantes dos processos psiquicos (sofrimentos e defesas) desencadeados em funcao das mudancas em curso nas empresas, especialmente os processos de downsizing (reducao de quadros), e o desemprego e suas implicacoes na saude mental do trabalhador tambem constitui uma dos eixos de analise, especialmente a partir dos estudos de Seligmann-Silva(1993;1997;2003), reunidos num campo de estudos conhecido como Psicopatologia da Recessao e do Desemprego. Quanto a metodologia adotada, consideramos que o enfoque qualitativo seja o mais apropriado. Optamos pelos profissionais da area de RH que abrange assistentes sociais, administradores, engenheiros de seguranca do trabalho, psicologos e medicos do trabalho. Entrevistamos 9 desses profissionais e procuramos contemplar todas as categorias que integram esse grupo profissional. Utilizamos a entrevista semi-estruturada. Atraves de uma abordagem ao sindicato obtivemos acesso a um banco de dados dos trabalhadores demitidos apos a privatizacao. Embasado neste foi construido um perfil basico da categoria envolvendo os seguintes itens: datas de admissao e demissao; cargo; idade; valor da indenizacao; endereco, entre outros. A partir dai, fizemos um contato previo com cada demitido sobre participar da pesquisa. As entrevistas foram transcritas e analisadas com base a analise de conteudo tematica (Minayo, 1993). Desse contato preliminar com os dados foi construido um primeiro arcabouco das categorias de analise, levando em consideracao tres momentos do processo de privatizacao: o antes e o pos-privatizacao e a pos-saida da empresa. Nossas conclusoes se debrucam as novas praticas de gestao que se instalaram apos a privatizacao , ou seja,: um sistema em que a pressao e a exigencia e, por conseguinte, a intensificacao do trabalho sao os instrumentos preferidos pela nova gestao para “testar” a capacidade dos empregados em se converter a uma nova cultura. Por outro lado, o enxugamento da area de RH, a sua reducao a um mero departamento de pessoal, traduzem um retrocesso na trajetoria que essa area vinha conquistando nas empresas. Um outro aspecto foi a desconsideracao a todo o trabalho anteriormente desenvolvido pelos profissionais de RH. A nao explicitacao de diretrizes, o tratamento com desdem em relacao aos empregados sao tambem marcas da nova gestao e que induzem a demissao de varios desses profissionais. Tais fatos nos levam a concluir por um modo de gestao “selvagem”, que renasce das cinzas da historia. Por ultimo, uma visao instrumentalizadora das pessoas, como recursos a serem utilizados e em seguida descartados, parece se impor nesse novo cenario, jogando por terra todo o trabalho de conquista da confianca dos empregados que, em geral, e papel dos profissionais de RH.
  • JOELMA MARIA JULIAO ALVES DE LIMA
  • Data: 25/02/2005
  • Hora: 00:00

  • SANDRA HELENA CAMPOS CARDOSO REIS
  • Data: 25/02/2005
  • Hora: 00:00

  • ADRIANA TORRES ALVES
  • Data: 24/02/2005
  • Hora: 00:00

  • KATIA CORDEIRO ANTAS
  • Data: 24/02/2005
  • Hora: 00:00

  • JORGE ARTUR P DE M COELHO
  • Data: 23/02/2005
  • Hora: 00:00

  • DIOMEDES PAULO DA SILVA
  • Data: 18/02/2005
  • Hora: 00:00

  • IONARA DANTAS ESTEVAM
  • Data: 16/02/2005
  • Hora: 00:00

  • AIRTON PEREIRA DE REGO BARROS
  • Data: 14/02/2005
  • Hora: 00:00

  • ROSEANE CHRISTHINA DA NOVA SA
  • Data: 14/02/2005
  • Hora: 00:00

  • VALESCHKA MARTINS GUERRA
  • Data: 14/02/2005
  • Hora: 00:00

  • ANA CLAUDIA LEAL VASCONCELOS
  • Data: 10/02/2005
  • Hora: 00:00

2004
Descrição
  • ESTEFANEA ELIDA DA SILVA GUSMÃO
  • Data: 22/12/2004
  • Hora: 00:00

  • BALDUINO GUEDES FERNANDES DA CUNHA
  • Data: 17/05/2004
  • Hora: 00:00

  • RENATA MEIRA VERAS
  • Data: 14/05/2004
  • Hora: 00:00

  • ALINE OLIVEIRA MACHADO
  • Data: 29/04/2004
  • Hora: 00:00

  • SHEYLA CHRISTINE SANTOS FERNANDES
  • Data: 31/03/2004
  • Hora: 00:00

  • ALGELESS MILKA PEREIRA MEIRELES DA SILVA
  • Data: 26/03/2004
  • Hora: 00:00

  • WILMA RAQUEL BARBOSA RIBEIRO
  • Data: 27/02/2004
  • Hora: 00:00

  • TATIANA CRISTINA VASCONCELOS
  • Data: 20/02/2004
  • Hora: 00:00

  • JOANA DAR´K COSTA
  • Data: 19/02/2004
  • Hora: 00:00

  • CARLOS EDUARDO PIMENTEL
  • Data: 17/02/2004
  • Hora: 00:00

  • DANIELA RIBEIRO BARROS
  • Data: 09/01/2004
  • Hora: 00:00

2003
Descrição
  • TATIANA SALDANHA DE OLIVEIRA
  • Data: 28/02/2003
  • Hora: 00:00

  • VALERIA MACHADO RUFINO
  • Data: 26/02/2003
  • Hora: 00:00

  • DIOCLEIDE SILVA
  • Data: 17/02/2003
  • Hora: 00:00

2002
Descrição
  • EMANUEL CARVALHO MONTEIRO DE ARRUDA
  • Data: 23/08/2002
  • Hora: 00:00

  • RICARDO DELGADO MARQUES DE LIMA
  • Data: 23/08/2002
  • Hora: 00:00

  • EDUARDO FIGUEIREDO MOREIRA
  • Data: 22/08/2002
  • Hora: 00:00

  • NILVANIA DOS SANTOS SILVA
  • Data: 18/04/2002
  • Hora: 00:00

1993
Descrição
  • NADJA DIOGENES PALITOT
  • Análise psicossocial da percepção dos detentos de suas condições carcerárias em função de serem primários ou reincidentes
  • Data: 30/08/1993
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Analise psicossocial da percepcao dos detentos de suas condicoes carcerarias em funcao de serem primarios ou reincidentes
1984
Descrição
  • ROSA DE FATIMA DE ANDRADE LIMA
  • ANALISE DIFERENCIAL DOS PADRÕES DE HABILIDADE VISOMOTORAS EM ALUNOS COM ATRASOS ACENTUADOS NA ALFABETIZAÇÃO
  • Data: 14/11/1984
  • Hora: 19:00
  • Mostrar Resumo
  • Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar o desempenho diferencial em tarefas visiomotoras verbais e nao verbais.
1900
Descrição
  • ANA PAULA RODRIGUES CAVALCANTI
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • ANDREA XAVIER DE ALBUQUERQUE DE SOUZA
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • CARLOS DA SILVA CIRINO
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • ELINE NEVES BRAGA NASCIMENTO
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • MAGNO ALEXON BEZERRA SEABRA
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • PALLOMA RODRIGUES DE ANDRADE
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • PATRICIA NUNES DA FONSECA
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • RAQUEL PEREIRA BELO
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00

  • SANDRA SOUZA DA SILVA
  • Data: 01/01/1900
  • Hora: 00:00