PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE HISTÓRIA (PROFHISTORIA)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Dissertações/Teses


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2024
Descrição
  • FABRICIO JOSE PIMENTA DE ARAUJO
  • Ser preto em páginas brancas: análise de ilustrações do processo de evolução da espécie humana em livros didáticos
  • Orientador : PAULO ROBERTO DE AZEVEDO MAIA
  • Data: 29/02/2024
  • Hora: 09:00
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  • Esse trabalho analisa ilustrações relacionadas ao ensino de história sobre o tema do processo de evolução da espécie humana em cinco livros didáticos. O critério de escolha foi a disponibilidade de acesso ao material. Nosso problema foi a identificação de imagens que simbolizam a minimização e invisibilidade das pessoas de cor nessas ilustrações. Nosso objetivo é identificar a presença da branquitude como elemento estrutural em sua confecção. Especificamente, perceber se a Lei 10.639/2003 altera esse panorama visual e ampliar a disponibilidade de material de apoio didático. O recorte temporal está centrado entre os anos de 2002 e 2014, ou seja, antes e depois da promulgação dessa Lei. Nossa fonte primária são os livros didáticos selecionados a partir de minha trajetória como professor de história da Fase Final do Ensino Fundamental nas redes públicas de ensino. O percurso teórico-metodológico está estruturado na revisão bibliográfica dos principais quadros teóricos que fundamentam as discussões sobre legislação educacional brasileira, basicamente, PCNs, Lei 10.639/2003 e BNCC; no estudo da semiótica para análise das ilustrações, questões sobre o uso de imagens na educação e na dimensão propositiva, elaboraremos um manual, em anexo, como material de apoio paradidático voltado para a formação pedagógica de professoras e professores da disciplina de história, denominado, “Como ler imagens para educação étnico-racial”, com o propósito de servir como subsídio para análise desse tipo ilustração nos livros didáticos. Nesse aspecto, também serve como um suporte para qualificação dos professores na identificação de estratégias de minimização e/ou invisibilização o continente africano e seus representantes no material de trabalho.
  • ROSANE SILVA RAMIRES
  • Quanta vida cabe em cinco anos? Leituras nas aulas de História sobre raça, gênero e classe a partir do diário Quarto de Despejo (1960)
  • Orientador : PAULO ROBERTO SOUTO MAIOR JUNIOR
  • Data: 28/02/2024
  • Hora: 10:00
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  • Esta dissertação concentra-se nos estudos acerca da História e Literatura em sala de aula, cuja fonte histórica a ser analisada é a obra Quarto de Despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, e parte do capítulo 12 do livro didático História, Sociedade e Cidadania (2018), de Alfredo Boulos, do 9º ano do Ensino Básico. Na obra, observamos as reflexões contidas no diário sobre a vivência da autora enquanto mãe, mulher, negra, catadora de papelão e moradora da Favela do Canindé (SP), e no livro, nos atentamos ao discurso desenvolvimentista presente durante a segunda década de 1950 no governo de Juscelino. Para esse fim, buscamos pensar, na nossa pesquisa, o letramento histórico, ampliando assim a construção do ensinoaprendizagem numa perspectiva horizontal, cooperativa, antissexista e decolonial no ensino de História. Tais discussões contribuem para o alargamento de possibilidades de recontar a história, observando tanto as dores como as ressignificações realizadas por mulheres invisibilizadas, não pertencentes ao padrão homogêneo, branco e elitista e pouco discutido nos livros didáticos. Para nosso embasamento teórico, utilizamos autoras como: Pesavento (2004); Bittencourt (2008); Schmidt (2009); Crenshaw (2002); Louro (2012); Lugones; Petit (2009; 2019); hooks (2017); Vergés (2020); Schwarcz (2015); Rocha (2020); Soares (2009; 2011); Pearce (1978); Bassanezi (2022); e autores como Freire (2015); Meiyer (1998); Geraldi (2010), entre outras/os. Nesse sentido, a pesquisa qualitativa ocorre através da análise de conteúdo do gênero textual diário. O produto final é o roteiro de uma peça teatral a ser desenvolvido na rede básica sobre a autora referida.
  • JOSE THIAGO SILVA DOS SANTOS
  • Por um Ensino de resistência(s): possibilidades de práticas educativas em São Miguel de Taipu –PB
  • Orientador : NAYANA RODRIGUES CORDEIRO MARIANO
  • Data: 19/02/2024
  • Hora: 10:00
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  • A pesquisa em questão aborda discussões acerca da aplicação efetiva da Lei 11.645/08 nas escolas do Ensino Fundamental II do município de São Miguel de Taipu-PB, passados 15 anos desde sua aprovação. O estudo busca investigar o papel da formação docente na prática de evidenciar os povos indígenas, os currículos adotados e o espaço dado à temática indígena no currículo real dentro do Ensino de História. Também são investigadas as escolhas pedagógicas dos professores de História, as contribuições dos supervisores da rede, e as ações da Secretaria de Educação para incentivar a prática pelos docentes. A pesquisa utiliza como suporte teórico a perspectiva decolonial, com os autores Walsh (2013; 2017), Quijano (2005) e Brighenti (2016). Para discorrer sobre currículo, há diálogos com Tardif (2002), Bittencourt (2009) e Silva (1999). Ao adentrar nas questões indígenas, utiliza-se Munduruku (2009; 2021), Kayapó (2023), Krenak (2020) e Kambeba (2013). A metodologia empregada envolveu pesquisa qualitativa, com análise bibliográfica, documental, e questionários online aplicados nas escolas para docentes, supervisores e coordenadores do Ensino Fundamental. A intenção foi de coletar dados objetivos e subjetivos para embasar as conclusões da pesquisa. Sistematizando as discussões propostas, descrevo a realização de uma Semana Intercultural intitulada A temática Indígena na Educação Básica: dialogando com os saberes ancestrais, englobando uma exposição temática na turma do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Gov Flávio Ribeiro Coutinho como também uma Formação Continuada ministrada para professores que compõem a escola em questão, utilizando-me da temática indígena para o alargamento de possibilidades curriculares tanto para docentes quanto para os discentes. O estudo busca contribuir para práticas docentes que promovam uma educação mais democrática e cidadã, valorizando a diversidade cultural e as histórias dos povos indígenas dentro do Ensino de História.
2023
Descrição
  • MANUEL MACHADO GONCALVES RAMOS
  • Cantando a Reforma Protestante: o protagonismo das mulheres no início do movimento
  • Data: 14/12/2023
  • Hora: 09:00
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  • O presente trabalho investiga o potencial da canção enquanto um recurso didático eficaz no ensino de História, tendo como recorte temático a Reforma Protestante, com foco na atuação e influência das mulheres reformadoras e apologetas Argula von Grumbach e Marie Dentière. Os conceitos estruturantes do quadro teórico foram articulados sobre os referenciais de MacGrath (2007, 2012, 2014), Lindberg (2017), Delumeau (1989), Salviano (2021), Napolitano (2002), Bitterncourt (2011), Brum (2020), Morais (2017), dentre outros. Quanto ao produto final, elaborou-se e foi aplicado um conjunto de quatro oficinas direcionas as turmas do 7º ano da Escola Municipal do Ensino Fundamental Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque. O propósito global dessas oficinas consistiu na reflexão e avaliação da eficácia da análise de canções enquanto ferramenta pedagógica no âmbito do ensino da história. Além disso, visou orientar e analisar paródias criadas pelos próprios estudantes. O tema central abordado nas oficinas, bem como na produção dasparódias, foi a Reforma Protestante, com ênfase na figura notável da reformadora Argula von Grumbach.
  • WALCILENE MORAIS DA SILVA ALMEIDA
  • O RACISMO ESTRUTURAL E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS NA REPRESENTAÇÃO DA MULHER NEGRA NO ENSINO DE HISTÓRIA
  • Data: 23/08/2023
  • Hora: 14:00
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  • Esta pesquisa tem como tema central analisar o racismo estrutural no Ensino de História, observando como este repercute na invisibilidade do protagonismo da mulher negra nos processos históricos estudados nos conteúdos da Educação Básica do Ensino Fundamental- Anos Finais. Para isso, trabalhamos diversos conceitos, dentre eles, o de racismo estrutural, feminismo negro e racismo genderizado. Como forma para superar esses apagamentos, vamos buscar nas metodologias ativas que nos auxiliem no processo de ensino e aprendizagem. As ferramentas escolhidas são os jogos educativos, que têm em seus enredos e protagonismo mulheres negras nos processos históricos estudados em sala de aula, mas que sofrem apagamentos devido ao racismo estrutural. Para isso, vamos trabalhar o conceito de gamificação e o seu uso no ambiente educacional. Para a construção dessa pesquisa, utilizaremos no referencial teórico os trabalhos de Grada Kilomba, Silvio de Almeida, Achille Mbembe, Lélia Gonzalez, para trabalhar os conceitos, como raça, racismo, interseccionalidade e negritude. Em relação a como o racismo e a desigualdade de gênero se enraizaram na formação social do Brasil, utilizamos os seguintes autores: James Pinsky, Emília Viotti da Costa e Mary De Priore e Darci Ribeiro. Sobre o Ensino de História, metodologias ativas, jogos e gamificação, utilizamos como referencial teórico Circe Bittencourt, Maria Auxiliadora Schimidt e Lilian Bacich. A finalidade desta pesquisa é auxiliar os professores de História da Educação Básica a observar o racismo estrutural nos conteúdos, por meio do apagamento do protagonismo das mulheres negras no conhecimento histórico escolar e os ajudar a superá-lo mediante metodologias ativas que auxiliem no engajamento dos discentes, como os jogos e a gamificação.
  • DORA DE SÁ GALLINDO
  • Revisar o passado e negar a história: o meme como uso político do passado pela extrema-direita
  • Data: 27/02/2023
  • Hora: 08:30
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  • Diante de um cenário de disputas de narrativas que idealizam, deturpam, falsificam e negam o recente passado ditatorial por meio de mídias contemporâneas, esta pesquisa se desdobrou em um duplo objetivo. Inicialmente, analisei os usos políticos do passado e a ideia de Ditadura Militar brasileira (1964-1985) em memes de internet, especificamente aqueles que veiculam abordagens revisionistas, negacionistas e falsificadoras da história. Em seguida, construí uma Aula-oficina voltada para o trabalho das/os docentes de História com tais memes em sala de aula. Para tanto, recorri a teoria da consciência histórica de Jörn Rüsen (2001), que pensa a aprendizagem histórica como um processo que ocorre em diversos meios de socialização. Por isso a necessidade de se investigar a circulação social do conhecimento histórico (CERRI, 2010) e a orientação temporal subjacente às ideias históricas difundidas socialmente (SADDI, 2014), como assim defende a Didática da História. Outro eixo de sustentação teórico-metodológica se pauta nas contribuições da Educação Histórica, sobretudo a partir de autoras/es como GERMINARI (2011), BARCA (2001, 2005), GAGO (2020) e LEE (2001). Os objetivos em questão foram alcançados a partir da análise das peças meméticas como fontes históricas, cujas narrativas foram verificadas a partir da metodologia da Análise de Conteúdo mediante um viés qualitativo, bem como por meio de estratégias de interpretação elaboradas por Sílvio Cadena (2018). Por sua vez, a Aula-oficina foi construída com base na metodologia proposta por Isabel Barca (2018). Ao longo da pesquisa, pude observar como os memes analisados produzem versões reabilitadoras e apologéticas da Ditadura Militar. De forma preocupante, tal uso político do passado provoca diversos danos. Um deles é o fomento a práticas de desinformação e de manipulação político-ideológica, tendo em vista que tais mídias veiculam informações falsas intencionalmente produzidas. Como resultado, observei prejuízos à ordem democrática contemporânea. Por isso a importância de historiadoras/es compreenderem esse processo e atuarem tanto em salas de aula quanto em outros espaços de socialização a partir da crítica histórica na interpretação da experiência do tempo a fim de desvelar e evitar o uso abusivo do passado.
  • CINTHIA RAQUEL DE FRANÇA RODRIGUES
  • “Vamos Falar de História?”: Narrativas de Golpe, Negacionismos e Falsificações do Conhecimento Histórico no Youtube
  • Data: 24/02/2023
  • Hora: 10:00
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  • Esta pesquisa tem como objetivo analisar a utilização do YouTube como espaço de disseminação de narrativas acerca do Golpe de Estado que culminou com o estabelecimento da Ditadura civil-militar (1964-1985) no Brasil e como estas podem ser problematizadas no ensino básico. A proposta aqui apresentada parte das vivências em sala de aula, em que o estudo desse tema na Educação Básica lida com narrativas dos estudantes refletindo a absorção de explanação manipuladoras desse acontecimento histórico do passado e que segue hodiernamente. Através da popularização de vídeos que relativizam, negam e seguem revisionando intencionalmente esse acontecimento com claras intenções políticas, o canal “Vamos Falar de História?” produz narrativas que romantizam os meios diversos por onde a sociedade brasileira se viu atingida pelo autoritarismo estatal dos 21 anos de Ditadura. Por meio do estudo da relação entre as narrativas de Golpe, a História do Tempo Presente, a Internet e a Consciência Histórica se busca entender como diversas narrativas de Golpe se popularizam e divergem entre si. Com o auxílio do conceito de consciência histórica trabalhado por Jörn Rüsen, a proposta de produto educacional tem como pressuposto básico criar situações didáticas nas quais os alunos possam juntamente com seus docentes desenvolver parte do processo científico de construção histórica através do desenvolvimento de um material pedagógico, um roteiro didático criado como sugestão de oficina educativa para os professores e professoras do ensino básico, de forma a ser uma ferramenta para sala de aula problematizando o conteúdo curricular sobre o Golpe Civil-Militar e utilizando como contraponto falas negacionistas, de maneira a diferenciar com os estudantes “o que é fato, o que é fake”, promovendo uma reformulação na apresentação do conteúdo aos educandos com uma percepção didática do fazer histórico científico.
2022
Descrição
  • JULIANA DA SILVA BARROS
  • CONSTRUINDO PONTES: O ENSINO DA HISTÓRIA SOCIAL DO TRABALHO ENTRE A ACADEMIA E A ESCOLA
  • Data: 05/10/2022
  • Hora: 14:00
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  • Essa pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de refletir sobre as perspectivas de abordagem da História Social do Trabalho no Ensino de História, de maneira a ampliar as discussões em torno da importância de ensinarmos a História do Trabalho no Brasil. Para tanto, recorri as abordagens teóricos metodológicas da História Social do Trabalho, principalmente ao conceito de experiência na perspectiva thompsoniana, para realizar um estudo do currículo básico de História prescrito pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e pela Base Nacional Comum Curricular, contando com as contribuições desenvolvidas por Silva (2015), Sacristan (2000), Cury (2018), Bittencourt (2011) etc. Somado a questionamentos levantados a partir das experiências como professora dos anos finais do Ensino Fundamental em uma escola da rede particular de ensino na cidade de Conde – PB. Por meio dessa reflexão percebi que a abordagem no Ensino de História de uma História Social do Trabalho em sua perspectiva atual e crítica está condicionada ao interesse particular do professor, pois nos currículos nacionais se mantém a abordagem tradicional, cristalizada que ainda não foi atingida pelos avanços historiográficos da área. Nesse sentido é perceptível o distanciamento entre o Ensino de História e a História Social do Trabalho enquanto conhecimento importante para a formação básica, colocando os professores diante da dificuldade de atualizar esse conhecimento de forma significativa e didática no espaço da sala de aula. A partir dessa problemática desenvolvi uma proposta de intervenção didática problematizando o uso da fotografia como ferramenta didática e como fontes de pesquisa para a História Social do Trabalho no espaço escolar. Na aproximação com as reflexões realizadas por Ciavatta (2002), Kossoy (2012) e Mauad (1996) entre outros pude perceber que as fotografias além de representar características particulares dos Mundos do Trabalho - não acessíveis por meio dos documentos escritos - estimulam o desenvolvimento de processos identitários por meio das habilidades visuais, como também são representações das concepções sociais de trabalho e trabalhadores construídas historicamente, sendo por tanto uma fonte fundamental para o processo de ensino e aprendizagem da História Social do Trabalho. Por meio da prática fotográfica os alunos podem ser inseridos no processo de produção de conhecimento e os espaços escolares e comunitários são transformados em objetos de investigação.
  • ITAMAR BENEDITO ARAUJO CABRAL
  • Diálogo Freiriano e Charges no Ensino de História: uma perspectiva de aprendizagem na aula de História
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 09:00
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  • O presente estudo se propõe a analisar e aplicar a proposta dialógica de Paulo Freire no ensino de História como instrumento de aprendizagem, tendo por base suas obras: “Pedagogia do Oprimido”, de 2019, e “Educação como Prática da Liberdade”, de 1976. Para instrumentalizar o diálogo recorremos ao uso de charges, que trazem um conteúdo não só com texto escrito, mas também, imagens e caricaturas, a fim de contribuir para que os professores de História da educação básica realizem aulas dialogadas, cuja perspetiva seja a de promover o ensino- aprendizagem e a relação docente/discente de forma horizontal. Dessa forma, esta pesquisa busca contribuir para que as aulas dialogadas no ensino de História, com a utilização de charges, estabeleçam uma relação problematizadora e de ensino-aprendizagem, com a participação dos alunos em sala de aula, que fomente uma proposta de aprendizagem mais democrática e crítica, fazendo o discente aprender a dizer sua própria palavra. Como procedimento metodológico adotamos uma metodologia de cunho descritivo, por meio de levantamento bibliográfico com uma abordagem quali-quantitativa em autores como: FREIRE (2019); FREIRE (1976); ALBUQUERQUE JÚNIOR (2019); BITTENCOURT (2008).
  • CLÉCIO FRANCISCO DE ALBUQUERQUE SILVA
  • Eu e os Outros Encenando Vidas e Transformando Histórias através da Consciência Histórica, Mito de Medeia e Teatro do Oprimido
  • Data: 25/08/2022
  • Hora: 14:00
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  • O trabalho “Eu e os Outros Encenando Vidas e Transformando Histórias através da Consciência Histórica, Mito de Medeia e Teatro do Oprimido” está baseado no Programa de Mestrado Profissional (ProfHistória) da Universidade Federal da Paraíba e na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professora Maria Geny de Sousa Timóteo da Rede Estadual de Ensino da Paraíba, envolvendo o processo de ensino aprendizagem de professor e alunos na produção de conhecimento histórico. Primamos pela análise da consciência histórica a partir da relação entre a cultura de violência e a cultura de paz, tendo como base o estudo da mitologia grega, destacando os elementos pedagógicos do Mito de Medeia na relação entre a Grécia Clássica e o Brasil Contemporâneo através do Teatro do Oprimido, utilizado aqui como ferramenta de transformação social, política, econômica e cultural. O produto da dissertação consiste na elaboração de um material de estudo, formação e prática pedagógica para professores e alunos, apresentando a leitura, interpretação e possibilidades de encenação de vidas e transformação de histórias através da relação entre cultura de violência e cultura de paz no contexto social e escolar.
  • MARIA DAS GRAÇAS JUSTINO
  • AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO MANUAL DO PROFESSOR DOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA: ANÁLISE DA PRESENÇA/AUSÊNCIA DE UMA PEDAGOGIA DE CONSCIENTIZAÇÃO CONTRA O PRECONCEITO
  • Data: 25/08/2022
  • Hora: 09:30
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  • A escola é o local onde a formação dos cidadãos se iniciam. Seu papel vai além dos seus muros, pois em seu interior a sociedade se reflete através dos estudantes que nela estão e, muitas vezes, problemas de todas as ordens são identificados e trabalhados pedagogicamente, na busca de caminhos e soluções. O presente estudo visa, portanto, identificar e analisar nos manuais do professor dos livros didáticos de história, a questão étnico-racial, em consonância com a Lei n°10.639/2003, de forma a contribuir com a discussão sobre o preconceito no Brasil, para sensibilização da sociedade e em busca do fortalecimento da identidade, cultura e história dos negros, ao longo da história de nosso país. Ao lançar o olhar para os manuais, propomos analisar as orientações editoriais sobre as relações étnico-raciais, percebendo se estão presentes, o que delimitam, como abordam, que tipo de suporte oferece aos docentes. Com isso, visando, desta forma, acabar com discriminações, baixa autoestima e, ampliar, a autonomia, a criatividade e as potencialidade de cada aluno(a). No decorrer da pesquisa observamos a escassez de materiais didáticos referentes as questões étnico-raciais e neste sentido elaboramos como produto final um Manual de Orientações aos professores com foco nos anos finais do Ensino Fundamental, mas que pode ser adaptado e implementado em outros níveis de ensino buscando contribuir para um ensino de História voltado para a diversidade racial e cultural presente na sociedade brasileira.
  • ANA CLAUDIA LIMA DE OLIVEIRA CUNHA
  • Os ditos e os não ditos sobre mulheres nos livros didáticos: representações de gênero na coleção didática História das cavernas ao terceiro milênio
  • Data: 15/08/2022
  • Hora: 15:00
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  • Este trabalho tem como objetivo principal analisar a maneira como a história das mulheres sob o prisma das relações de gêneros foram incorporadas como saberes históricos na coleção didática História: das cavernas ao terceiro milênio, destinada à modalidade da Educação Básica. A estratégia metodológica empregada foi de natureza descritiva e analítica. Numa primeira etapa, foi feita a revisão bibliográfica a respeito da incorporação das mulheres e da categoria gênero na historiografia, bem como foi revisada a literatura acerca do livro didático, especialmente o de História. Em seguida, foram analisados os livros didáticos da coleção mencionada, buscando compreender como a participação das mulheres nos diferentes processos históricos foi apresentada e a maneira como as relações de gêneros foram abordadas. Constatou-se, por meio dessas análises, que a narrativa didática empregada na coleção estudada coloca as mulheres majoritariamente à margem dos eventos históricos apresentados, sendo suas imagens por vezes descontextualizadas e suas vivências destacadasem separadoao texto principal. As relações de gêneros raramente foram identificadas e questionadas. Por último, foi criado um website no intuito de difundir informações acerca das problemáticas de gêneros e proporcionar a reflexão sobre a necessidade de sua incorporação nas aulas de História.
  • ROBSON RUBENILSON DOS SANTOS FERREIRA
  • AS TECNOLOGIAS DIGITAIS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TDIC) COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA PARA O ENSINO DE HISTÓRIA
  • Data: 14/06/2022
  • Hora: 14:00
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  • O presente trabalho se propõe a refletir sobre as mudanças no currículo do Ensino Médio na Paraíba, considerando as alterações definidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e pela Lei 1.3415/2017 que definiu a Reforma do Ensino Médio. A discussão apresenta os desafios da educação brasileira e os indicadores de organizações como a OCDE e o Banco Mundial, além de dados de avaliações internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), e nacionais, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para analisar as medidas reformistas que justificam as mudanças curriculares como estratégicas para o desenvolvimento do País. Durante a pesquisa é possível perceber que a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a implementação da Reforma do Ensino Médio e a revisão dos currículos estaduais refletem preceitos regulamentadores da educação atual. Compreendendo as medidas reformistas como atos legais do estado nacional, proponho utilizar das estratégias da BNCC e, portanto, do Currículo do Ensino Médio, para a formação dos professores, utilizando da gamificação como estratégia para o engajamento dos estudantes e diversificação das metodologias de ensino de História. Considerando a Cultura Digital, como uma das competências exigidas pela BNCC, propomos a utilização das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) na formação docente de forma a conciliar a formação historiográfica como o desenvolvimento das habilidades tecnológicas exigidas aos jovens pelos setores produtivos. Como produto didático-pedagógico, apresentado como exigência final do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória), aplicamos cinco oficinas de formação docente sobre a Gamificação e o Ensino de História, com o objetivo de compartilhar as experiências adquiridas durante o ProfHistória e, deste modo, contribuir com a formação continuada dos professores de História, considerando as mudanças curriculares em curso.
  • ROSIANE FERREIRA DA SILVA
  • Matildas, Terezas, Ophélias e Camilas: Protagonizando mulheres do século xx no Ensino de História com histórias em quadrinhos
  • Data: 24/02/2022
  • Hora: 09:00
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  • Esta pesquisa se constitui na análise do silenciamento e sub-representação das mulheres no livro didático, ao passo em que se constitui como uma proposta de ensino de história, cujo protagonismo das mulheres se concretiza como conteúdo das aulas de história e, para tanto, propomos as Histórias em Quadrinhos como ferramentas de ensino aprendizagem. O recorte espaço temporal definido foi o Brasil no século XX, devido ao fato do 9° ano do ensino fundamental II estudar acontecimentos que ocorrem no citado século até os dias atuais. Houve a aplicação de dois questionários, cujo objetivo foi constatar a percepção dos/das discentes acerca das mulheres e o seu conhecimento prévio de modo geral. Também houve a análise do livro didático utilizado pelas escolas municipais Maria do Carmo e João Jacinto da cidade de Bayeux/PB a fim de perceber como as mulheres estão representadas. O livro didático é o Estudar História: das origens do homem à era digital da editora moderna, com vigência para os anos de 2020 até 2023. Para fins de discussão e compreensão das problemáticas deste trabalho, estabelecemos diálogos com obras organizadas por Mary Del Priori (2004), Carla Bassanezi e Joana Maria Pedro (2013), no que diz respeito à abordagem das atuações históricas das mulheres no século XX, além de Koselleck (2006), Hartog (2013), Albuquerque (2019), entre outros autores que abordam sobre História e Ensino de História. Para a discussão sobre aprendizagem histórica e histórias em quadrinhos no ensino de História, dialogaremos com Bittencourt (2008), Vygotsky (2001, 2010), Paulo Freire (2002) (2019), Rubem Alves (2000), entre outros. Como resultado deste trabalho, foram elaboradas quatro histórias em quadrinhos que protagonizam, cada uma delas, personagens femininas interligadas com narrativas e contextos nacionais, a fim de serem utilizadas como material paradidático de apoio ao livro didático de História.