PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE (PRODEMA - MEST)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de DEFESA: PALOMA CARVALHO LACERDA LEITE

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PALOMA CARVALHO LACERDA LEITE
DATA: 23/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório Prodema
TÍTULO: APLICAÇÃO DA RADIAÇÃO UV-C E FAR-UV-C NO CONTROLE MICROBIOLÓGICO DO COCO RALADO NATURAL
PALAVRAS-CHAVES: Alimentos minimamente processados; Inativação bacteriana; Boas Práticas de Manipulação; mercados públicos; Saúde Única.
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO: Alimentos minimamente processados comercializados em mercados públicos constituem preocupação recorrente para a segurança alimentar, devido à exposição a fontes ambientais de contaminação e à ocorrência frequente de inadequações nas Boas Práticas de Manipulação. O coco ralado natural destaca-se nesse contexto por apresentar elevada perecibilidade, favorecendo a multiplicação microbiana e aumentando o risco de doenças transmitidas por alimentos. Este estudo avaliou a eficácia das radiações ultravioleta do tipo C (UV-C, 254 nm) e ultravioleta distante (Far-UV-C, 222 nm) na inativação de microrganismos de interesse sanitário, por meio da padronização de parâmetros em cepas de referência e aplicação em amostras reais de coco ralado natural comercializadas em mercados públicos do município de João Pessoa, Paraíba. A pesquisa foi conduzida em duas etapas, sendo inicialmente utilizadas cepas ATCC de Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Salmonella Typhimurium, submetidas a diferentes tempos de exposição, com posterior aplicação dos tratamentos em amostras do produto. As amostras foram avaliadas quanto às condições higiênico-sanitárias dos pontos de venda com base na RDC no 216/2004 e RDC no 275/2002, e caracterizadas por análises físico-químicas, avaliação instrumental da cor por análise de componentes principais e identificação microbiológica por MALDI-TOF MS. Os resultados demonstraram maior consistência da UV-C na redução de E. coli e S. aureus, além de ausência de crescimento de Salmonella após maior tempo de exposição, enquanto a Far-UV-C apresentou desempenho variável. A avaliação das Boas Práticas evidenciou não conformidades críticas recorrentes, associadas à ausência de capacitação, falhas de higiene pessoal e inexistência de registros operacionais. A análise instrumental da cor indicou variações discretas, mais perceptíveis em tempos prolongados de tratamento, enquanto as análises físico-químicas evidenciaram alterações significativas em lipídeos e proteínas, com estabilidade de açúcares totais e acidez titulável. A identificação por MALDI-TOF MS revelou microbiota diversa, com predominância de microrganismos oportunistas, destacando-se espécies de Klebsiella e Staphylococcus, demonstrando que a contaminação do coco ralado natural extrapola os indicadores regulamentares. Após a identificação, microrganismos isolados, incluindo Klebsiella sp., Serratia sp. e Salmonella spp., foram padronizados em concentração de 108 UFC/g e submetidos às radiações UV-C e Far-UV-C por 30 e 45 minutos, observando-se elevada atividade bactericida para ambas as tecnologias, com reduções entre 6,34 e 8,00 log, com desempenho superior da UV-C evidenciado pela ausência de colônias detectáveis em diferentes condições experimentais. Conclui-se que a UV-C apresenta potencial robusto para o controle microbiológico do coco ralado natural, enquanto a Far-UV-C demanda otimização de parâmetros operacionais para aplicação mais uniforme.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1964406 - NATALY ALBUQUERQUE DOS SANTOS
Interno(a) - 3042848 - ELOIZA HELENA CAMPANA
Externo(a) ao Programa - 1549268 - PATRICIA PINHEIRO FERNANDES VIEIRA
Externo(a) à Instituição - DEYZI SANTOS GOUVEIA