PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE (PRODEMA - MEST)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: HELAYNE LUIZA DE SOUSA FLORENCIO
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELAYNE LUIZA DE SOUSA FLORENCIO
DATA: 24/02/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório do PRODEMA
TÍTULO: SECAS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO: ANÁLISE DE EXTREMOS PLUVIOMÉTRICOS E VULNERABILIDADE NOS MUNICÍPIOS DE PICUÍ, SOUSA E SUMÉ
PALAVRAS-CHAVES: Índice de Dias Consecutivos Úmidos. Índice de Dias Consecutivos Secos. Séries temporais. Eventos extremos. Mudanças climáticas.
PÁGINAS: 182
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO: As mudanças climáticas correspondem a alterações persistentes nos padrões do clima, evidenciadas por variações nas temperaturas, na frequência de eventos extremos e no funcionamento dos sistemas atmosféricos e oceânicos, afetando ecossistemas e atividades humanas em diversas escalas. O objetivo deste estudo foi analisar a tendência da série de dados de Dias Consecutivos Secos e a vulnerabilidade à seca nos municípios de Picuí, Sousa e Sumé, pertencentes à região semiárida do estado da Paraíba. A metodologia adotada incluiu a análise estatística de séries temporais, no período de 1994 a 2023, por meio dos testes de Mann-Kendall, Sen e Pettitt, enquanto o cálculo da vulnerabilidade foi realizado por meio de um índice composto de indicadores, adaptados de Bhattacharya e Dass (2007) por Rosendo (2014) à realidade local. Os resultados indicam que longos intervalos de estiagem não são necessariamente seguidos por eventos chuvosos mais persistentes ou melhor distribuídos, resultando em baixa eficiência na recuperação hídrica, especialmente em Picuí e Sumé. Observou-se tendência crescente estatisticamente significativa dos DCS no município de Sumé, evidenciando intensificação das estiagens ao longo do tempo, enquanto Picuí e Sousa não apresentaram tendências definidas. A análise integrada revelou baixa capacidade de recuperação hídrica após períodos secos, especialmente em Picuí e Sumé. A avaliação da vulnerabilidade à seca apontou diferenças entre os municípios, com maior vulnerabilidade em Sumé, associada à intensificação dos períodos secos e a limitações adaptativas, e menor vulnerabilidade relativa em Sousa, influenciada por menor sensibilidade e suporte de infraestrutura hídrica externa. Conclui-se que a vulnerabilidade à seca nesses municípios é fortemente condicionada pela irregularidade temporal das chuvas e pela forma como os territórios estão estruturados para responder aos extremos climáticos, reforçando a necessidade de estratégias adaptativas integradas e territorialmente diferenciadas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1070867 - HAMILCAR JOSE ALMEIDA FILGUEIRA
Interno(a) - 338351 - EDUARDO RODRIGUES VIANA DE LIMA
Externo(a) ao Programa - 1620650 - CAMILA CUNICO