PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES (PPGCR)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: GEORGE LEITE FREXEIRA JUNIOR

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEORGE LEITE FREXEIRA JUNIOR
DATA: 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Banca Remota
TÍTULO: O Último Deus: O Espírito Trágico A-Religioso da Vontade de Potência
PALAVRAS-CHAVES: Friedrich Nietzsche; Niilismo; Vontade de Potência; Espirito Trágico; Religião.
PÁGINAS: 115
RESUMO: Esta tese estabelece a crise do niilismo como o horizonte inelutável da modernidade, precipitado pelo evento metafísico da “Morte de Deus” e pelo consequente desmoronamento dos valores supremos que, até então, serviram de fundamento ontológico para as grandes narrativas existenciais. Sob o crivo da análise genealógica, os grandes ídolos de sentido absoluto — a religião, a moral e a ciência moderna — são desmascarados e expostos em sua proveniência. Estes constituem a sistematização do ressentimento e a manifestação máxima do ideal ascético, impelidos pela Vontade de Verdade como sintomas de uma vida empobrecida em virtude de uma existência suprassensível. A sacralidade, nesta ótica, revela-se como uma negação suprema do devir, um esvaziamento da imanência em favor da transcendência. Diante da ruína destes ideais, o estudo articula a instauração do conceito de Espírito Trágico A-religioso, erguido sobre o solo da filosofia vitalista de Friedrich Nietzsche e da noção central de Vontade de Potência. É neste ponto de inflexão que se instaura a noção do “Último Deus”. Longe de designar uma nova entidade metafísica, este conceito define a própria condição da existência em sua máxima tensão e plenitude: a Vontade de Potência que, ao aniquilar todos os ídolos, assume para si a prerrogativa da criação e destruição. Esta perspectiva propõe a superação ativa do niilismo e a instauração de uma afirmação radical da imanência, acolhendo o devir, o caos e a finitude como condições sine qua non para a criação soberana de valores. Em última instância, o “Último Deus” representa o movimento último de honestidade trágica frente à imanência. O sentido a-religioso irrompe da transvaloração da dor em uma estética do existir, na qual o homem, emancipado da tutela da metafísica e imerso ativamente no devir, assume a tarefa soberana de ser o artífice de seus próprios valores, permanecendo fiel, enfim, ao sentido da terra.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 3291357 - VITOR CHAVES DE SOUZA
Interno(a) - 1860344 - FERNANDA LEMOS
Externo(a) à Instituição - RINEU QUINALIA FILHO