PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DAS RELIGIÕES (PPGCR)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de DEFESA: HELOYSA HELENA DE OLIVEIRA TOME
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELOYSA HELENA DE OLIVEIRA TOME
DATA: 02/04/2026
HORA: 08:30
LOCAL: ALDEIA INDÍGENA TABAJARA VITÓRIA, MUNICÍPIO DE CONDE-PB
TÍTULO: SABERES ANCESTRAIS E CIENTIFICOS NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE
INDÍGENAS TABAJARA EGRESSOS DO CENTRO UNIVERSITARIO UNIESP - CABEDELO/PB
PALAVRAS-CHAVES: Povo Tabajara; ensino superior; interculturalidade; ciências das Religiões.
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Teologia
RESUMO: A inclusão dos povos originários no ensino superior constitui marco fundamental para a valorização de seus saberes ancestrais e para a promoção da diversidade e da equidade educacional no Brasil. Nesse contexto, esta dissertação tem como objetivo analisar a relevância da formação profissional, compreendida como saber científico, e os reflexos dessa experiência no habitat indígena, entendido como espaço de produção e reprodução do saber ancestral, a partir da trajetória de egressos Tabajara do Centro Universitário UNIESP. O referencial teórico fundamenta-se em estudos sobre educação indígena, interculturalidade, acesso e permanência no ensino superior, bem como educação como prática de transformação social, dialogando com autores como Ailton Krenak (2019), Gersen Baniwa (2013; 2019), Lusival Antonio Barcellos e Eliane Farias (2015; 2024). Adotou-se abordagem qualitativa, de caráter exploratório, com aporte etnográfico, privilegiando a observação participante e o estudo de caso. Para a coleta dos dados primários, foram observados todos os procedimentos éticos e, após aprovação pelo Comitê de Ética, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com cinco egressos indígenas Tabajara do Centro Universitário UNIESP. As entrevistas constituíram-se como instrumento central para dar visibilidade às narrativas e experiências desses sujeitos, contrapondo-se ao histórico processo de silenciamento e invisibilização. Os resultados indicam que o acesso ao ensino superior, quando articulado ao respeito e à valorização da diversidade epistêmica, pode gerar impactos significativos nas comunidades indígenas. Para além da aquisição de competências acadêmicas e profissionais, a formação vivenciada no UNIESP contribuiu para o fortalecimento da identidade cultural, a valorização dos saberes tradicionais e o empoderamento individual e coletivo. O ensino superior revela-se, assim, não apenas como espaço de instrução, mas como território de resistência, ocupação e transformação. Este estudo contribui para o aprofundamento do debate sobre educação intercultural e reafirma que compreender a articulação entre saberes ancestrais e formação acadêmica constitui não apenas um exercício analítico, mas um compromisso ético-político com a promoção da equidade, da diversidade cultural e da perspectiva decolonial no contexto educacional brasileiro.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - CÍCERO DE SOUSA LACERDA
Externo(a) à Instituição - ELIANE SILVA DE FARIAS BARCELLOS
Externo(a) à Instituição - ERIKA MARQUES DE ALMEIDA LIMA CAVALCANTI
Presidente(a) - 1548297 - LUSIVAL ANTONIO BARCELLOS
Interno(a) - 1732317 - RITA CRISTIANA BARBOSA