PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (PPGCB)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: MÔNICA DA COSTA LIMA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MÔNICA DA COSTA LIMA
DATA: 27/02/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Ambiente Virtual, link: https://meet.google.com/ums-bnzj-ybh
TÍTULO: Extinções de aves no Nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Biogeografia da conservação; Caatinga, Defaunação, Extinções locais, Floresta Atlântica.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Zoologia
RESUMO: As extinções não começam no desaparecimento global das espécies, mas no silêncio local onde elas deixam de existir. O Nordeste do Brasil, uma das regiões mais biodiversas e historicamente transformadas do país, possui um longo histórico de exploração e conversão de ecossistemas que provocou profundas alterações na fauna e na flora. As aves, destacadas desde os primeiros relatos de colonização por sua abundância e múltiplos usos, figuram entre os grupos mais impactados. Esta tese busca compreender a magnitude e a extensão espacial das extinções locais de aves, bem como identificar seus principais vetores antrópicos, integrando abordagens históricas, espaciais e de modelagem ecológica. No Capítulo 1, combinamos revisão histórico- biogeográfica e modelagem de distribuição de espécies para avaliar como o déficit Wallaceano, gerado por extinções locais, afeta a predição de nicho e as estimativas de perda de distribuição. Registros históricos (documentos, literatura e indícios toponímicos) permitiram reconstruir distribuições pretéritas de espécies icônicas associadas à caça, tráfico, perseguição e perda de habitat. Modelos baseados apenas na distribuição atual subestimaram consistentemente a distribuição potencial histórica. Todas as espécies analisadas perderam mais de 50% de sua distribuição original na Caatinga, com Ara ararauna quase desaparecendo da região. No Capítulo 2, avaliamos aves florestais endêmicas da Caatinga. Modelos de distribuição e análises via GBM mostraram que 12 das 13 espécies perderam mais de 50% de sua área potencial, com extinções locais registradas em cerca de 88% do domínio. As perdas estiveram associadas principalmente à redução de biomassa e à degradação florestal, e 10 espécies provavelmente estão mais ameaçadas do que indicam avaliações atuais. No Capítulo 3, na Floresta Atlântica nordestina, 34 das 36 espécies analisadas perderam mais de 50% da distribuição original, e quatro estão provavelmente extintas. O Centro de Endemismo de Pernambuco foi a região mais afetada, com perdas associadas à conversão para pastagens e à intensificação da pegada humana. Aproximadamente 82% da floresta já apresentou extinções locais de aves florestais endêmicas. Em conjunto, os resultados revelam uma erosão generalizada das distribuições de aves no Nordeste, demonstrando que pressões históricas e contemporâneas de uso da terra amplificaram o risco de colapsos regionais de biodiversidade e indicando a necessidade de reavaliações de risco e estratégias urgentes de conservação.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ELIANA CAZETTA
Presidente(a) - 2677667 - HELDER FARIAS PEREIRA DE ARAUJO
Externo(a) à Instituição - LUÍS FÁBIO SILVEIRA
Interno(a) - 1162706 - MARIO RIBEIRO DE MOURA
Externo(a) à Instituição - NAYLA FABIA FERREIRA DO NASCIMENTO