PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (PPGCB)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de DEFESA: ANA ELISABETH CORDEIRO SAYEGH

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA ELISABETH CORDEIRO SAYEGH
DATA: 12/02/2026
HORA: 08:00
LOCAL: A DEFINIR
TÍTULO: IMPACTOS LOCAIS E GLOBAIS DA POLUIÇÃO POR PLÁSTICO SOBRE AS TARTARUGAS MARINHAS
PALAVRAS-CHAVES: Conservação; Ecologia marinha; Macroplástico; Microplástico; Testudines.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Zoologia
RESUMO: O plástico é considerado onipresente no ambiente marinho. Em 2021, foi documentado o número de 1288 espécies marinhas que já ingeriram plástico. As consequências ecológicas e evolutivas dessa ingestão podem levar a efeitos demográficos. As tartarugas marinhas são utilizadas há anos como bioindicadoras de poluição e já foi especulado que 52% dos espécimes do mundo, já ingeriram plástico em algum momento do seu desenvolvimento. Diante desse contexto, o presente estudo apresentará três capítulos com a finalidade de: (i) reunir dados sobre a ingestão de plástico por tartarugas marinhas ao redor do mundo, (ii) investigar a ingestão de plásticos por esses animais no litoral do Brasil e (iii) avaliar a presença de macro e microplásticos em área de desova no litoral do município do Conde/Paraíba. No primeiro capítulo, realizamos uma revisão da literatura com o objetivo de sintetizar o conhecimento atual sobre as interações das tartarugas marinhas com detritos plásticos e avaliar se as áreas de maior risco de ingestão de plástico apresentam maior prevalência de animais com esse problema. Foram analisados 70 estudos sobre as sete espécies de tartarugas marinhas. Os resultados mostraram que a prevalência média total de ingestão de plástico foi de 53,96% e que metade das unidades regionais de manejo (RMU) não possui estudos sobre o tema. Além disso, os resultados revelaram que o risco de ingestão de plástico não é homogêneo entre as RMU das espécies, mas não prediz a prevalência desse problema. Para o segundo capítulo, o conteúdo do trato digestivo de 35 tartarugas marinhas será analisado, além da utilização do banco de dados do Prof. Dr. Robson Guimarães dos Santos. Com isso, serão analisados espécimes dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina. O objetivo é caracterizar a ingestão de plástico pelas tartarugas marinhas da costa brasileira para auxiliar na formulação de medidas de mitigação mais precisas, direcionadas a específicos itens plásticos. Por fim, para o terceiro capítulo, foram coletadas amostras de macro e microplásticos em áreas de desova no litoral do Conde/Paraíba. Os objetivos são caracterizar e quantificar os plásticos presentes na região, estimar o papel de rios e construções locais como possíveis fontes dos resíduos e avaliar se o sucesso de eclosão dos filhotes é afetado devido a presença dos detritos. Os resultados parciais identificaram macro e microplástico presentes em todas as amostras. Para o macroplástico, os itens mais encontrados foram isopor e plástico flexível. Em relação aos microplásticos, foram encontrados principalmente fibras e fragmentos de plástico rígido. Quanto a influência dos rios e construções locais, para o macroplástico, não houve relação, mostrando que, possivelmente, os resíduos encontrados sejam de origem oceânica. Já para os microplásticos, houve uma relação positiva entre a distância do rio mais próximo e a quantidade de partículas encontrada. Dessa forma, este estudo evidencia a urgência de compreender e mitigar os múltiplos impactos da poluição plástica sobre as tartarugas marinhas, reforçando a necessidade de ações integradas de pesquisa, monitoramento e conservação em escala local e global.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - ALINE DA COSTA BOMFIM VENTURA
Interno(a) - 2051727 - ANA CAROLINA FIGUEIREDO LACERDA
Presidente(a) - 1973701 - BRAULIO ALMEIDA SANTOS
Externo(a) à Instituição - RYAN CARLOS DE ANDRADES
Interno(a) - 021.866.804-08 - WASHINGTON LUIZ DA SILVA VIEIRA - UFPB