PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (PPGCB)

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)

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Banca de QUALIFICAÇÃO: JÉSSICA MARIA ALEXANDRE SOARES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JÉSSICA MARIA ALEXANDRE SOARES
DATA: 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula PPGCB e ambiente virtual: https://meet.google.com/egh-jgvb-rmq
TÍTULO: Diversidade e padrões filogeográficos de morcegos em brejos de altitude no Nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Chiroptera, Caatinga, Floresta Atlântica, Filogeografia
PÁGINAS: 100
RESUMO: Os brejos de altitude do Nordeste do Brasil constituem enclaves de florestas úmidas inseridos na matriz semiárida, sendo reconhecidos como refúgios para espécies florestais na Caatinga, além de potenciais hotspots de biodiversidade e áreas de endemismo. Devido à sua importância biogeográfica, esses ambientes configuram bons modelos de investigação, especialmente sob a perspectiva da diversidade taxonômica e genética dos processos evolutivos que moldam sua biota. Os morcegos, por sua diversidade funcional, sensibilidade a alterações ambientais e ampla distribuição, representam modelos promissores para investigar conectividade histórica, isolamento populacional e vulnerabilidade genética nesses sistemas insulares. Esta tese tem como objetivo avaliar a diversidade taxonômica e genética de comunidades de morcegos em brejos de altitude do Nordeste brasileiro, compreendendo as relações entre populações de espécies compartilhadas entre esses enclaves e a Floresta Atlântica, por meio de análises filogeográficas. A área de estudo compreende seis brejos localizados nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. O inventário é realizado por meio de amostragens utilizando métodos complementares: redes de neblina, busca ativa por abrigos e bioacústica. Adicionalmente, dados de ocorrência foram integrados a registros da literatura e da Coleção de Mamíferos da UFPB para a compilação da lista de espécies. A composição de espécies entre áreas foi avaliada por meio de análises de diversidade beta, com particionamento dos componentes de turnover e aninhamento, além de agrupamentos hierárquicos baseados em similaridade (UPGMA), permitindo examinar padrões de dissimilaridade faunística entre os brejos. Para as análises genéticas, serão utilizadas amostras biológicas das espécies coletadas nos brejos e de áreas de Floresta Atlântica provenientes de coleções científicas. Serão empregados marcadores moleculares mitocondriais (mtDNA), com análises de diversidade genética (h, π, He), estruturação populacional (F_ST, AMOVA, análises bayesianas), inferência de conectividade e fluxo gênico, além de abordagens demográficas. Os resultados preliminares do inventário registraram 57 táxons, sendo 55 identificados em nível de espécie e dois em nível genérico, pertencentes a oito famílias e 38 gêneros. A riqueza de espécies variou entre os brejos analisados, refletindo tanto a heterogeneidade ambiental entre as localidades quanto a origem dos dados disponíveis. O número de espécies exclusivas também diferiu entre os brejos, indicando variação no grau de singularidade faunística. As análises de diversidade beta revelaram predominância do componente de turnover, enquanto os agrupamentos UPGMA evidenciaram a formação de grupos, em parte, associados à proximidade geográfica. Esses resultados indicam que os brejos compartilham parte da fauna, mas também mantêm componentes exclusivos, reforçando a condição insular desses ambientes e sugerindo que processos históricos e restrições atuais de conectividade moldam a composição de espécies. A integração entre genética populacional, biogeografia e ecologia fornecerá subsídios para a definição de unidades de manejo e para a conservação de comunidades de morcegos em ambientes insulares e altamente ameaçados.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 3325385 - JERONYMO DALAPICOLLA
Presidente(a) - 776.862.685-00 - PATRICIO ADRIANO DA ROCHA - UFPB
Externo(a) à Instituição - THAYSE CRISTINE MELO BENATHAR