PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA (PPGS)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSE ADAILTON VIEIRA ARAGAO MELO
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSE ADAILTON VIEIRA ARAGAO MELO
DATA: 27/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/swk-sned-fqs
TÍTULO: SOCIOLOGIA DA PELE: da pele albina a outras peles
PALAVRAS-CHAVES: Sociologia da pele; Pele Albina; Albinismo; Embranquecimento;
Interface Social.
PÁGINAS: 100
RESUMO: Algumas peles são aceitas,
exaltadas e positivadas, outras são marcadas pelas visões estereotipadas e
estigmatizantes de alguns grupos sociais, incluindo a população albina e a
complexidade de ter uma pele branca enigmática. Assim, este trabalho, amparado
com as abordagens sociológicas, faço uma imersão nesse universo no intuito de
desenvolver uma sociologia da pele, tendo o albinismo como uma categoria de
análise para compreender a pele albina enquanto interface social e que desperta
nas pessoas várias subjetividades, com objetivo de investigar e entender como essa
e outras peles são lidas pela sociedade. Tem-se como problema da pesquisa e ponto
de partida tem-se a discussão da pele albina para além da função biológica,
questionando como a pele albina é interpretada socialmente em uma sociedade
estruturada pelo colorismo e pela branquitude. Para isso, este estudo busca
responder as questões: como a pele albina é interpretada/lida pela sociedade e pelos
próprios albinos? O que está escrito (ou não escrito) na pele albina? O albinismo se
traduz na brancura da pele, como aponta Mateus Chabai (2012)? Minha tese é que a
pele albina é vista/lida como algo fora do normal, exótico e até mesmo sobrehumano pela sociedade, oscilando entre o aceito e negado, sagrado e profano,
visível e invisível, exaltado e condenado, a depender dos aspectos culturais,
sociais, econômicos e políticos. Como referencial teórico temos as contribuições de:
Oracy Nogueira (2009) e Erving Goffman (1975) e suas obras em torno do estigma,
também marcada na pele e o quanto isso afeta a população albina. Sobre corpo e
saúde/doença, tem-se como base Le Breton (2003) e Adam; Herzlich (2001). No
tocante a população albina, algumas obras são substanciais, como Mateus Chabai
(2020), José Melo (2024) e A. Aragão (2017, 2018, 2022). O delineamento
metodológico foi a exploratória e qualitativa, com análise dos manuscritos e
filmes/documentários; obras/publicações de textos sobre o albinismo, escrito por elas
e sobre elas, que são: Melanina ZERO, Talento CEM (2015), organizada por Flávio
André Silva e o dossiê temático: ALBINISMO EM PERSPECTIVAS
INTERDISCIPLINARES: rompendo silêncios e alcançando potências (2021) e
revisitando minha produções anteriores. Para corroborar, tem-se investigação e
coleta de dados em alguns sites de notícias, vídeos no Youtube e redes sociais de
forma secundária. Inclusão, reflexão e relação da pele nas obras literárias: o avesso
da pele de Jeferson Tenório (2020) e na minha pele de Lázaro Ramos (2018).
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1133445 - JESUS MARMANILLO PEREIRA
Interno(a) - 1407329 - JORISSA DANILLA NASCIMENTO AGUIAR
Externo(a) à Instituição - SILVANA MARIA BITENCOURT