CCHLA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA SOCIAL (PPGPS)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: MARIA LUIZA DE ALENCAR FERREIRA LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA LUIZA DE ALENCAR FERREIRA LIMA
DATA: 30/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 1 do PPGPS
TÍTULO: "Eu tentei me acostumar a não ter ninguém": trajetórias de trabalho reprodutivo e produtivo de trabalhadoras mães-solo da Paraíba
PALAVRAS-CHAVES: Mães-solo; Trabalho feminino; Teoria da Reprodução Social; Psicologia Social do Trabalho
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
SUBÁREA: Psicologia Social
ESPECIALIDADE: Papéis e Estruturas Sociais; Indivíduo
RESUMO: A maternidade solo tem se tornado uma configuração familiar cada vez mais presente no Brasil, especialmente em contextos atravessados por desigualdades de gênero, raça e classe. Nessa realidade, mulheres mães-solo assumem simultaneamente responsabilidades relacionadas ao trabalho produtivo e ao trabalho reprodutivo, em condições de precarização de trabalho, ausência de redes de apoio e insuficiência de políticas públicas voltadas às famílias monoparentais. Diante desse cenário, esta pesquisa teve como objetivo analisar os sentidos do trabalho produtivo e reprodutivo nas trajetórias de mulheres mães-solo no estado da Paraíba. O estudo está fundamentado na Psicologia Social do Trabalho, dialogando com contribuições dos estudos feministas, em especial o marxista e da divisão sexual do trabalho. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada por meio de entrevistas com seis mulheres mães-solo trabalhadoras, identificadas no estudo por nomes de flores. Os dados foram analisados a partir da Análise de Conteúdo Temática, conforme proposta por Minayo. Os resultados evidenciam que as trajetórias dessas mulheres são marcadas pela sobreposição entre trabalho produtivo e reprodutivo, pela responsabilização quase exclusiva pelo cuidado dos filhos e pela necessidade constante de construir estratégias de sobrevivência diante de condições de precarização social e do empobrecimento. As narrativas também revelam experiências de abandono parental, violência de gênero, fragilidade das redes de apoio e dificuldades de inserção e permanência no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, evidenciam processos de resistência e construção de sentidos em torno do trabalho, da maternidade e do cuidado não-remunerado e remunerado. Conclui-se que a maternidade solo é uma experiência profundamente atravessada por desigualdades estruturais, evidenciando a necessidade de reconhecimento social do trabalho de cuidado e de ampliação de políticas públicas voltadas às mães-solo.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1519736 - TATIANA DE LUCENA TORRES
Interno(a) - 1024895 - MARIA DE FATIMA PEREIRA ALBERTO
Externo(a) à Instituição - ALESSANDRA RENATA GEREMIAS