PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA SOCIAL (PPGPS)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Dissertações/Teses


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2019
Descrição
  • MARIA GABRIELA COSTA RIBEIRO
  • NOSTALGIA COMO EXPLICADORA DO BEM-ESTAR SUBJETIVO: O PAPEL MEDIADOR DOS VALORES HUMANOS
  • Orientador : VALDINEY VELOSO GOUVEIA
  • Data: 22/02/2019
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  • O objetivo geral desta dissertacao, buscou verificar em que medida a nostalgia e os valores humanos explicam o bem-estar subjetivo. Nesta direcao, foram delineados quatro estudos. O Estudo 1, objetivou a construcao da Escala de Disposicao a Nostalgia (EDN) e conhecer seus indicadores psicometricos (e.g., validade fatorial, convergente e consistencia interna). Os participantes (N = 207 universitarios; Midade = 22,8 anos; DP = 6,13; 51% sexo masculino) responderam a versao inicial da EDN, composta por 20 itens, o Inventario de Nostalgia (IN), Escala de Nostalgia de Southampton (ENS) e questoes demograficas. Uma analise fatorial exploratoria (metodo de Eixos Principais e rotacao oblimin), demonstrou uma estrutura unifatorial e consistencia interna satisfatoria (α = 0,86). Entretanto, decidiu-se selecionar os itens com carga fatorial igual ou acima de |0,50| e os mesmos criterios anteriores foram adotados. Esta ultima versao apresentou novamente uma estrutura unifatorial, composta por 10 itens (α = 0,84), alem da validade convergente com IN (r = 0,57) e ENS (r = 0,31). No Estudo 2, procurou confirmar a estrutura fatorial do estudo anterior. Os participantes (N = 260 universitarios; Midade = 22,3 anos; DP = 5,92; 53% sexo feminino) responderam a versao reduzida da EDN, IN, ENS e questoes demograficas. Ao testar a estrutura, verificou-se que um item (8) havia compartilhamento alto de variancia com dois outros itens (2 e 10). Ao retira-lo, os indicadores foram satisfatorios (e.g., CFI = 0,94; TLI = 0,91; RMSEA = 0,06) e consistencia interna adequada (α = 0,78; teste-reteste t1 e t2= 0,82). Ademais, tambem se correlacionou as com as medidas IN (r = 0,55) e ENS (r = 0,36). Diante da adequacao psicometrica da EDN, o Estudo 3, objetivou conhecer a relacao entre nostalgia, valores humanos e as variaveis do bem-estar subjetivo (sentido de vida, autoestima e otimismo). Os participantes (N = 306 universitarios; Midade = 24,9 anos; DP = 7,86; 62% sexo feminino), os quais responderam a EDN, Questionario dos Valores Basicos, Questionario Sentido de Vida, Escala de Autoestima de Rosenberg, Escala de Afetos Positivos e Negativos e questoes demograficas. A EDN se correlacionou positivamente com os valores interativos (r = 0,18), experimentacao (r = 0,13) e suprapessoal (r = 0,14) e afetos negativos (r = 0,13), enquanto se relacionou negativamente com presenca de sentido (r = -0,14). Nao houve correlacoes com autoestima e afetos positivos. Ademais, testou-se o poder preditivo da nostalgia na autoestima e presenca e sentido, considerando o papel mediador da subfuncao interativa; observou-se um efeito indireto positivo. Observou-se tambem que os valores interativos apresentaram efeito supressor na predicao da nostalgia na autoestima e presenca de sentido, respectivamente. Por fim, o Estudo 4, buscou verificar o efeito do estado nostalgico no otimismo mediado pelos valores interativos e autoestima e se esses efeitos dependem do traco nostalgico. Os participantes (N = 193 universitarios; Midade = 24,3 anos; DP = 7,61; 65% sexo feminino), os quais responderam os mesmos instrumentos do estudo anterior, alem da Escala de Otimismo. Verificou-se que o estado nostalgico e a interacao (estado nostalgia x traco nostalgia) nao tiveram efeito no otimismo via caminho sequencial da subfuncao interativa e autoestima. Entretanto, o traco de nostalgia explicou o otimismo quando mediado pelos valores interativos e autoestima. A partir dos resultados dos quatros estudos, verificou-se a construcao e adequacao de um instrumento na mensuracao do traco de nostalgia. Alem disso, observou-se a importancia da funcao social na nostalgia, uma vez que individuos mais nostalgicos priorizam valores de afetividade, apoio social e convivencia e consequentemente, apresentam niveis maiores de bem-estar subjetivo (sentido de vida, autoestima e otimismo).
  • ALESSANDRO TEIXEIRA REZENDE
  • ENTENDENDO AS CRENÇAS EM TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO: CONTRIBUIÇÃO DOS TRAÇOS DE PERSONALIDADE E VALORES HUMANOS
  • Orientador : VALDINEY VELOSO GOUVEIA
  • Data: 21/02/2019
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  • Esta dissertacao objetivou verificar em que medida os tracos de personalidade e valores humanos explicam as crencas em teorias da conspiracao. Neste sentido, quatro estudos empiricos foram realizados. O Estudo 1 objetivou mapear os significados que os individuos atribuem as teorias da conspiracao. Participaram 383 estudantes universitarios de instituicoes publicas de Joao Pessoa-PB, com media de idade de 21 anos (DP = 5,07). Estes responderam, alem de perguntas sociodemograficas, a um roteiro de entrevista composta por duas questoes abertas. Em sintese, os resultados mostraram-se congruentes com as pesquisas internacionais realizadas na psicologia, sugerindo que as teorias da conspiracao podem ser compreendidas como tendo uma funcao explicativa para eventos da realidade social. O Estudo 2 versou sobre a elaboracao da Escala de Crencas Gerais Conspiratorias (ECGC), nos quais foram construidos itens tendo como base as estruturas lexicas encontradas no estudo 1 e os instrumentos disponiveis na literatura. Participaram 229 estudantes universitarios de uma instituicao publica de Joao Pessoa-PB, com media de idade de 21 anos (DP = 4,50) que responderam a versao inicial da ECGC, composta por 39 itens, e perguntas demograficas. Uma Analise dos Componentes Principais (rotacao varimax) indicou uma solucao pentafatorial para o instrumento com indicadores aceitaveis de fidedignidade. Cada dimensao foi composta por tres itens: Manipulacao farmaceutica (α = 0,75), Conspiracoes globais (α = 0,80), Manipulacao de grupos secretos (α = 0,80), Encobrimento de contato extraterrestre (α = 0,92) e Controle de informacoes (α = 0,60). A ECGC explicou 55,4% da variancia total. Em razao de as analises deste estudo serem eminentemente exploratorias, decidiu-se realizar o Estudo 3, que objetivou confirmar as estruturas fatoriais previamente observadas. Participaram 229 estudantes de uma instituicao publica de Joao Pessoa-PB, com media de idade de 21 anos (DP = 5,31), que responderam a versao reduzida da ECGC, e questoes demograficas. Testaram-se modelos alternativos, nao obstante o modelo bifator (e.g., CFI = 0,96; TLI = 0,94; RMSEA = 0,06) apresentou melhor ajuste; ademais, a estabilidade temporal da escala avaliada em um intervalo de trinta dias revelou um valor de correlacao elevado nos dois momentos de aplicacao (r = 0,85). Com evidencias preliminares que atestam a adequacao da ECGC, partiu-se para o Estudo 4, objetivando verificar a relacao entre valores humanos, tracos de personalidade e crencas em teorias da conspiracao. Participaram 205 estudantes universitarios de uma instituicao publica da cidade de Joao Pessoa-PB, com media de idade de 21 anos (DP = 5,14), que responderam a versao adaptada da ECGC, o Inventario dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade, o Questionario dos Valores Basicos e questoes demograficas. Os resultados indicaram que tracos de personalidade e valores humanos foram bons preditores das crencas em teorias da conspiracao, ademais, o modelo explicativo proposto apresentou indicadores de ajuste satisfatorios (e.g., CFI = 0,95, TLI = 0,90). Estima-se que os objetivos propostos foram alcancados, com a construcao de uma medida de autorrelato para avaliar as crencas em teorias da conspiracao, apresentando evidencias preliminares de sua validade fatorial e consistencia interna, alem de aumentar o entendimento que se tem em torno das teorias da conspiracao a partir das relacoes que ela estabelece com outros construtos.
  • OLINDINA FERNANDES DA SILVA NETA
  • SATISFAÇÃO EM RELACIONAMENTOS AMOROSOS: O PAPEL DAS ESTRATÉGIAS DE COMPORTAMENTO, DA PERSONALIDADE E DOS VALORES HUMANOS
  • Orientador : VALDINEY VELOSO GOUVEIA
  • Data: 20/02/2019
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  • Buscou-se investigar como os tracos de personalidade sombrios, os valores humanos e as estrategias de comportamento nas relacoes (uso de engano, engano percebido, busca de verdade e entusiasmo) podem explicar a satisfacao em relacionamentos amorosos. Para tanto, foram realizados tres estudos. O Estudo 1 contou com a participacao de 223 pessoas e objetivou adaptar tres escalas para o contexto brasileiro: Entusiasmo e Busca de Verdade nos Relacionamentos Amorosos (EBVRA), Uso de Engano (UE) e a Engano Percebido pelo Parceiro (EPP). Sobre a escala EBVRA foi realizada uma Analise dos Componentes Principais - ACP, com rotacao obliqua, fixando-se em dois fatores. O primeiro fator, Entusiasmo (a = 0,75) foi composto por 6 itens; o segundo, Busca de Verdade (a = 0,73), foi composto por 5 itens. Quanto aos indicadores psicometricos das medidas UE e EPP, tambem realizou-se uma ACP, com rotacao obliqua, que indicou a unifatoralidade das medidas. A primeira composta por 9 itens (a = 0,82) e a segunda composta por 4 itens (a = 0,78). O Estudo 2, contou com a participacao de 300 pessoas e objetivou confirmar as estruturas encontradas, buscando verificar evidencias de validade fatorial e consistencia interna. Os participantes responderam as tres medidas do estudo anterior. Os resultados indicaram um ajuste satisfatorio das medidas, confirmando um ajuste bidimensional da EBVRA e unidimensionais da UE e da EPP. O Estudo 3 objetivou verificar a relacao entre tracos sombrios, valores humanos, estrategias de comportamento (uso de engano, engano percebido, busca de verdade e entusiasmo) e satisfacao em relacionamentos amorosos. Participaram 300 pessoas, as quais responderam alem das medidas mencionadas previamente, a Dark Triad Dirty Dozen, a Escala Fatorial de Satisfacao em Relacionamentos de Casais e ao Questionario dos Valores Basicos. Os resultados demonstraram que essas variaveis se relacionaram com a satisfacao em relacionamentos amorosos, evidenciando que uma percepcao positiva acerca do parceiro/relacao, aumenta os niveis de satisfacao, enquanto o engano diminui esses niveis. Ademais, demonstrou como as prioridades valorativas e a personalidade sombria podem contribuir no entendimento da satisfacao em relacionamentos amorosos. Confia-se que os objetivos foram alcancados e que a presente dissertacao traz contribuicoes para o entendimento da satisfacao em relacionamentos amorosos.
  • GLEIDSON DIEGO LOPES LOURETO
  • Tomada de Risco Orientada ao Status e Estratégias de Vida: Efeito Mediador das Prioridades Axiológicas
  • Orientador : VALDINEY VELOSO GOUVEIA
  • Data: 08/02/2019
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  • A presente dissertacao objetivou responder ao problema: como a Tomada de Risco Orientada ao Status (TROS) e os valores humanos explicam as estrategias de historia de vida (LHS)? Para tanto, quatro estudos empiricos foram delineados. No Estudo 1, objetivou-se adaptar para o Brasil a Escala de Tomada de Risco Orientada ao Status, composta por 8 itens (ETROS-8). Participaram 233 estudantes universitarios com media de idade de 23,7 anos (DP = 5,77) que responderam a ETROS-8 e questoes sociodemograficas. Uma analise fatorial exploratoria indicou uma estrutura unidimensional (metodo Hull), explicando 53,0% da variancia total com adequada precisao (e.g., Ω = 0,87). Analises via Teoria de Resposta ao Item demonstraram que os itens da ETROS-8 discriminam adequadamente os participantes e exigem moderada quantidade de traco latente para serem endossados. O Estudo 2 objetivou reunir evidencias psicometricas complementares da ETROS-8. Participaram 202 estudantes universitarios com media de idade de 23,5 anos (DP = 6,07) que responderam a ETROS-8, o Big Six Factors of Personality (BSFP) e questoes sociodemograficas. A analise fatorial confirmatoria corroborou a estrutura unifatorial (e.g., CFI = 0,97) e invariancia total do instrumento frente ao sexo dos participantess (e.g., ΔCFI < 0,01). Ainda, a ETROS-8 correlacionou-se negativamente com os fatores Honestidade-Humildade e Amabilidade, indicando sua natureza socialmente hostil. Via teste-reteste (n = 43), os dados apontaram que a ETROS-8 apresenta estabilidade temporal (r = 0,81; intervalo de 30 dias de aplicacao). No Estudo 3, investigou-se a relacao da TROS com os valores humanos. Participaram 225 sujeitos da populacao geral com media de idade de 28,6 anos (DP = 9,39) que responderam a ETROS-8, o Questionario dos Valores Basicos (QVB) e questoes sociodemograficas. Analises bivariadas indicaram correlacoes positivas com os valores pessoais e negativas com os valores centrais e sociais. A Analise de Perfis Latentes revelou diferentes subgrupos em termos de padroes de associacao da TROS e valores humanos que diferiram quantitativa (Perfil autocentrado vs. Perfil pro-social) e qualitativamente (Perfil autocentrado e Perfil pro-social vs. Perfil Adaptativo). Os dados suportaram tanto uma relacao congruente (i.e., traco-expressivo e prioridade axiologica com metas compativeis), quanto uma associacao nao linear que pode refletir respostas a determinados contextos; plasticidade adaptativa. Por fim, no Estudo 4, buscou-se levantar evidencias evolutivas da TROS e valores humanos, sob o Paradigma da Historia de Vida, testando o papel mediador das prioridades axiologicas nesse cenario. Participaram 230 sujeitos da populacao geral com media de idade de 30,3 anos (DP = 9,22) que responderam a ETROS-8, o QVB, o Mini-K (medida de diferencas individuais em LHS lentas) e questoes sociodemograficas. Os resultados indicaram que a TROS apresenta LHS rapidas (e.g., altas taxas de fecundidade e mortalidade), admitindo-se o papel mediador dos valores interativos e normativos nesta relacao. Em suma, confia-se que o objetivo foi atingido. Alem da adaptacao um instrumento da TROS com evidencias psicometricas satisfatorias, atestou-se o poder preditivo da TROS e valores humanos frente as LHS, verificando um efeito mediador das prioridades axiologicas nesse cenario.
2018
Descrição
  • DENISE PEREIRA DOS SANTOS
  • O ENFRENTAMENTO AO TRABALHO PRECOCE E O PAPEL DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO ESTADO DA PARAÍBA
  • Data: 22/11/2018
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  • Esta tese tem como objetivo geral analisar o enfrentamento ao trabalho precoce e o papel das politicas educacionais em municipios do Estado da Paraiba. Pressupoe-se que as acoes de enfrentamento ao trabalho precoce nos municipios tem sido de carater fragmentado e pontual; e de que as politicas educacionais nos municipios nao visualizam que suas acoes devem enfrentar o trabalho precoce. Defende-se a tese de que as politicas sociais educacionais nao tem desenvolvido o papel de enfrentamento ao trabalho precoce, uma vez que elas sao construidas pelo sistema capitalista de producao, contexto no qual as politicas sociais assumem um carater focalizado e residual, e em parceria com a sociedade civil; essa, ao mesmo tempo em que executa acoes substituindo o papel do Estado, contraditoriamente reivindica desse a garantia de direitos. Utiliza-se como referencial teorico a perspectiva das politicas sociais, que sao compreendidas como respostas fragmentadas e setorizadas as diversas formas de apresentacao da “questao social”. O trabalho de campo foi realizado em forma de estudos, sendo: a) o primeiro estudo, que consistiu em uma pesquisa documental realizada na Superintendencia Regional do Trabalho na Paraiba – SRTE/PB e no Sistema de Informacoes sobre o Trabalho Infantil – SITI do Ministerio do Trabalho e Emprego; b) o segundo estudo, uma pesquisa documental realizada com as atas do Forum de Prevencao e Erradicacao do Trabalho Infantil e Protecao ao Trabalhador Adolescente na Paraiba – FEPETI/PB; c) o terceiro estudo, que foi uma pesquisa documental acerca do marco legal da politica educacional nos sites do Governo Federal e sua relacao com o trabalho precoce; d) e o quarto estudo, dividido em duas etapas: a primeira, que versou sobre entrevistas com representantes dos eixos do Sistema de Garantia de Direitos da Crianca e do Adolescente- SGD, e a segunda, que consistiu na realizacao de grupos de discussao com as redes de protecao aos direitos das criancas e adolescentes em municipios da Paraiba. A analise dos dados foi realizada com a analise de conteudo tematica e utilizacao do software MAXQDA. Os dados revelaram que, ainda que historicamente fossem construidas acoes voltadas para o enfrentamento ao trabalho precoce, estas se davam de forma fragmentada e seletiva, dentro do embate entre Estado e sociedade civil, e que sofreram uma invisibilidade e desmonte ao longo dos anos. Ao mesmo tempo, a politica educacional e especificamente a escola, apesar de serem vistas como um dos pilares no enfrentamento ao trabalho precoce pelos planos de erradicacao do trabalho infantil e marco legal da educacao, nao tem enfrentado a problematica, ao nao participar dos espacos de discussao da tematica, nao enfatizar em suas acoes o seu papel na protecao de criancas e adolescentes trabalhadores, e nao reconhecer sua funcao na formacao da consciencia individual e coletiva, que contribua para a emancipacao humana.
  • VALERIA MACHADO RUFINO
  • Lugar de mulher é aonde ela quiser? Relações de gênero e trabalho das docentes em uma Universidade Federal
  • Data: 19/11/2018
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  • Os novos cenarios produtivos, oriundos das transformacoes dos paradigmas no mundo do trabalho e das rapidas transformacoes sociais e tecnologicas tem impactado sobremaneira os estudos acerca da compreensao da relacao trabalho e genero. Atrelada a essa questao, a situacao que a mulher vivencia no mundo do trabalho, em todos os paises, e marcada por desigualdade de oportunidades, de tratamento e de direitos. Assim, a presente tese objetivou compreender a relacao genero e trabalho de mulheres docentes em uma universidade publica federal. Partimos do pressuposto de que, apesar do espaco de trabalho em uma universidade publica federal ser em principio isonomico e equanime, as relacoes sociais de genero interferem na organizacao e desenvolvimento da atividade docente das mulheres. Para tal a tese foi organizada em 04 artigos. O primeiro artigo objetivou analisar a situacao atual das mulheres no mundo do trabalho no Brasil, a partir de indicadores sociais de trabalho e genero. Para tal, realizamos um levantamento dos relatorios, estatisticas e analises da relacao trabalho e genero no Brasil produzidos pelo IBGE, IPEA, Fundacao Perseu Abramo, OIT Brasil, Forum Economico Mundial e ONU Mulheres. O segundo artigo tratou-se de uma metanalise qualitativa da producao cientifica brasileira em psicologia sobre trabalho e genero. Para tanto, uma revisao sistematica foi realizada a partir de cinco bases. Apos selecao pelos criterios de inclusao e analise de juizas, 59 artigos foram classificados como pertencentes a area da Psicologia. Nestes realizamos uma analise cientometrica, dividindo-os em dois grupos: (1) (2008-2017, N=38), e (2) (1997-2007, N=21). Uma metanalise qualitativa foi realizada com os artigos publicados nos ultimos 10 anos que foram submetidos a analises textuais com auxilio de software. O terceiro artigo objetivou refletir sobre o lugar da mulher docente em universidades federais, em especial na Universidade Federal da Paraiba (UFPB). Para tal, investigamos dados censitarios, junto a PROGEP (no periodo de 1998 a 2018) para o cenario local e para o cenario nacional os relatorios de 1999 a 2017, alem de relatorios do CNPq. O quarto artigo, a partir de uma pesquisa qualitativa, investigou a dinamica psiquica de mulheres docentes da UFPB a partir da relacao genero e trabalho. A combinacao dos 4 artigos nos permite pensar indicadores e contextos para a reproducao nas universidades federais da relacao de genero e trabalho para a mulher docente.
  • RENATA PIMENTEL DA SILVA
  • A INFLUÊNCIA DA COR DA PELE NO TEMPO DE ATENDIMENTO DE PACIENTES NEGROS EM UM CONTEXTO CLÍNICO
  • Orientador : CICERO ROBERTO PEREIRA
  • Data: 31/10/2018
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  • A presente tese teve como objetivo testar a hipótese de que os médicos investem mais tempo ao consultar pacientes brancos do que negros, e que esse enviesamento no tempo está relacionado com a qualidade do diagnóstico que os pacientes recebem. Para tanto, realizou-se três estudos empíricos cujo objetivo foi testar a hipótese de que médicos investem mais tempos para pacientes brancos quando comprados com pacientes negros. O estudo 1, de caráter observacional e transversal, foi realizado em um Centro de Referência em Atenção à Saúde (CRAS). O estudo consistiu na observação de atendimentos médicos na qual era cronometrado o tempo de duração das consultas. Foram realizadas 169 observações, sendo 78 atendimentos de pacientes brancos, 57 negros e 34 morenos. Uma ANOVA unifatorial mostrou que os médicos investiram menos tempo no atendimento de pacientes negros (M = 5,31) do que de pacientes brancos (M = 7,23) e morenos (M = 7,36) (F = 4,09, p = 0,02). Tal resultado ocorreu em todas as especialidades médicas observadas, demonstrando que a variação no tempo de atendimento ocorre, de fato, mediante cor da pele dos pacientes. Embora esse estudo comprove o efeito ITB no contexto de saúde, julgou-se necessário analisar tal fenômeno de modo mais controlado. Logo, realizou-se o estudo 2 com o objetivo de avaliar a diferenciação no investimento de tempo na avaliação de pacientes brancos e negros e as possíveis consequências dessa diferenciação, de modo que avaliamos o enviesamento nas condutas médicas expressas no número de hipóteses diagnósticas que levantam para um caso clínico de baixa complexidade. Trata-se de um estudo experimental interparticipantes. Participaram 67 estudantes do intenato de Medicina de uma universidade pública, com idade média de 25,36 anos (DP = 2,99), em sua maioria homens (53,7%). Os participantes responderam ao experimento no software E-prime, e realizavam uma Avaliação de Caso Clínico, onde era apresentado aos participantes um prontuário de atendimento de um paciente, com a instrução de realizar uma avaliação do caso e a indicação de hipóteses diagnósticas. Para as análises dos dados utilizou-se o software SPSS 20. Para a avaliação do tempo investido na análise do caso clínico realizou-se uma ANOVA, cujos resultados indicaram que não houve efeito principal da cor de pele no tempo de avaliação, F (2, 76) = 1,0, ns. No entanto, quando comparamos o número de hipóteses diagnósticas e a cor da pele do paciente, verifica-se que os pacientes brancos receberam um maior número de hipóteses diagnósticas (M = 1.84, DP = 0.83) do que os negros (M = 1.24, DP = 0.72) e o paciente sem identificação de cor (M = 1,35, DP = 0,77) e esta diferença é significativa (F(2,64) = 3.56, p < 0.05). O Estudo 3 teve como objetivo demonstrar que o enviesamento no tratamento dado aos pacientes em função da cor de sua pele é uma consequência do ITB. Participaram do estudo 60 estudantes do internato de Medicina, com idade média de 25,20 anos (DP = 3,45), sendo a maioria homens (51,7%). Seguiu-se um planejamento metodológico semelhante ao estudo anterior, porém adotando-se um delineamento dentre participantes, de modo que cada participante avaliava três casos clínicos. Atraves de uma análise de regressão multinível, pode-se demonstrar que ao paciente branco (M = 0,54, DP = 0,08) foi investido mais tempo do que ao paciente negro (M = 0,36, DP = 0,08). Os reultados tambem evidenciaram que o tempo de diagnóstico está mediando o número de hipóteses diagnósticas, de modo que quanto mais tempo investido, maior o número de hipóteses diagnósticas (IC a 90%: 0.01; 0.19). Em conjunto esses resultados contribuem para o estudo da discriminação implícita motivada pelo preconceito.
  • SIMONE SALVIANO ALVES
  • ESTILOS DE SOCIALIZAÇÃO PARENTAL MATERNA E AJUSTAMENTO PSICOSSOCIAL: AUTOCONCEITO, AUTOESTIMA, EMPATIA E PERDÃO.
  • Orientador : JULIO RIQUE NETO
  • Data: 26/10/2018
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  • Esta tese analisou as relacoes entre os estilos de socializacao materna e o ajustamento psicossocial no tocante ao autoconceito, autoestima, empatia e o perdao. Para tanto, foram realizados dois estudos empiricos. No primeiro estudo perguntou-se quais estilos de socializacao materna mais favoreciam o autoconceito e a autoestima? Contou-se com uma amostra de 211 universitarios com idade media de 22,8 anos (DP = 6,5) sendo 81,5% do sexo feminino e 18,5% do sexo masculino. Os instrumentos utilizados foram: escala de Socializacao Parental – ESPA29materna; escala Multidimensional de Autoconceito – AF5; e a escala de Autoestima de Rosenberg. Os dados foram analisados por meio do Statistical Package for Social Science for Windows - SPSS versao 20. Os resultados mostraram que 30,3% dos participantes perceberam-se socializados pelo estilo Autoritativo, assim como pelo estilo Negligente que tambem chegou a 30,3%. O estilo Indulgente foi percebido por 19,9%, e o Autoritario por 19,5%. Uma Analise de Variancia – ANOVA Oneway evidenciou os estilos Autoritativo e Indulgente como mais favoraveis ao autoconceito e a autoestima. Uma vez obtidos tais resultados, efetuou-se um segundo estudo para analisar o modelo teorico das relacoes entre estilos de socializacao materna, empatia e perdao. Contou-se com uma amostra de 316 universitarios com idade media de 24,2 anos (DP = 7,0) sendo 85,3% do sexo feminino e 14,7% do sexo masculino. Os instrumentos utilizados foram: escala de Socializacao Parental – ESPA29materna; Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal-EMRI; e a Escala de Atitudes para o Perdao-EFI. Os resultados mostraram que 31,60% dos participantes perceberam-se socializados pelo estilo Autoritativo, 31,30% pelo estilo Negligente, 18,70% pelo Indulgente, e 18,40% pelo Autoritario. Foi realizada uma Analise de Variancia – ANOVA Oneway para testar se a empatia e o perdao dependiam dos estilos de socializacao parental materna, como variavel independente. Evidenciou os estilos Autoritativo e Indulgente como mais favoraveis a empatia e ao perdao. Por fim, foi testado o Modelo 1: A socializacao parental materna, pelos estilos Autoritativo e Indulgente, relaciona-se positivamente com a empatia e ambas influenciam positivamente o perdao. A adequabilidade do referido modelo foi calculada e verificada no programa AMOS GRAFICS, atraves de seus indicadores e devidos ajustes nos parametros psicometricos (χ2/gl (0,059/1) = 0,59, p < 0,81; RMR = 0,07; GFI = 1,00; AGFI = 0,99; CFI = 1,00 e RMSEA = 0,00 (0,00-0,09)). Confirmou-se o modelo teorico em foco e a tese que a socializacao pela dimensao aceitacao/implicacao, composta pelos estilos autoritativo e indulgente, motiva a consideracao empatica e a atitude ara o perdao.
  • KATRUCCY TENÓRIO MEDEIROS
  • MODELO EXPLICATIVO DA EXCLUSÃO SOCIAL DE MULHERES USUÁRIAS DE DROGAS COM BASE NO PRECONCEITO E NOS ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO
  • Orientador : SILVANA CARNEIRO MACIEL
  • Data: 24/08/2018
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  • Ainda que se visualize, na atualidade, uma diminuicao da rigidez social referente aos generos, as mulheres ainda se defrontam com o preconceito como seu maior adversario, tanto na sua manifestacao direta, quanto na sua expressao mais sutil, sendo o preconceito agravado quando as mulheres se envolvem em comportamentos considerados “transgressores”, como o consumo de drogas. Assume-se que, embora haja o discurso da inclusao, as usuarias de drogas constituem-se alvo de exclusao social, onde sao atribuidas caracteristicas de periculosidade e moralizacao, alem da contramao dos estereotipos de genero. A partir de uma abordagem multimetodo, foram realizados cinco estudos empiricos, cujo objetivo geral concentrou-se em criar um modelo explicativo da exclusao social de usuarias de drogas com base no preconceito e nos estereotipos de genero. Tais estudos estao articulados com o objetivo de responder a seguinte tese: As usuarias de drogas sao alvos de exclusao social explicada pela percepcao de ameaca, moralizacao e pelos estereotipos de genero. O Estudo 1, qualitativo, buscou conhecer e comparar os estereotipos das mulheres com os das mulheres tidas como usuarias de drogas. Participaram 100 universitarios de uma universidade publica na cidade de Joao Pessoa- PB, com media de idade de 22 anos, sendo a maioria mulheres (67%). Utilizou-se a Tecnica de Associacao Livre de Palavras (TALP) com os estimulos indutores Mulher e Mulher Usuaria de Drogas, analisados com o auxilio de um software de analise textual e interpretados por meio da Analise de Similitude. Em relacao ao estimulo Mulher, observou-se conteudos materno-familiares e a persistencia de estereotipos femininos relacionados a beleza, afetividade e ao contato interpessoal, revelando uma avaliacao aparentemente positiva, corroborando o criterio de sociabilidade. Quanto ao estimulo Mulher Usuaria de Drogas, os conteudos foram mais subjetivos e afetivos, ligados ao sentimento de abandono e isolamento, que se traduzem num enfoque negativo desta categoria. O Estudo 2, de carater correlacional e utilizando uma amostra de 208 universitarios brasileiros, sendo 64% mulheres com media de idade de 23 anos, objetivou criar a medida: Escala de Estereotipos Femininos frente as Usuarias de Drogas (EEFMUD); e adaptar e validar os seguintes instrumentos: Escala de Percepcao de Ameaca frente as Mulheres Usuarias de Drogas (EPAMUD); Escala de Moralizacao frente as Mulheres Usuarias de Drogas (EMMUD); Escala de Intencao de Contato Social frente as Mulheres Usuarias de Drogas (EICSMUD); e Escala de Exclusao Social frente as Mulheres Usuarias de Drogas (EESMUD). Os resultados apontaram bons indicadores de validade e de precisao. Ja o Estudo 3, reuniu evidencias de aceitabilidade das medidas empregadas no estudo anterior, utilizando-se de nova testagem com 200 universitarios brasileiros, 59% mulheres com media de idade de 21 anos. Os resultados comprovaram a adequabilidade das medidas testadas, assegurando bons indicadores psicometricos. Ja o Estudo 4, buscou dimensionar o efeito preditivo dos estereotipos, da percepcao de ameaca, da moralizacao e da intencao de contato social na exclusao social, utilizando uma amostra de 400 universitarios (61,5% mulheres) com media de 22 anos de idade, de universidade publica na cidade de Joao Pessoa. O modelo de regressao [F (3, 126) = 0,48, p < 0,01] inicalmente revelou que apenas os estereotipos de genero (ß = 0,08, p< 0,01); a percepcao de ameaca ß = 0,34, p< 0,01); e a moralizacao (ß = 0,37, p< 0,01), tiveram efeito preditivo estatisticamente significativo na exclusao social. Ao avaliar o efeito de mediacao dos Estereotipos, da Percepcao de Ameaca e da Moralizacao na variavel Exclusao Social, a partir da Intencao de Contato Social, observou-se o seguinte efeito estatisticamente significativo: λ = 0,55, IC 90% = 0,51/0,03 p<0,01; alem disso, os efeitos diretos dos Estereotipos λ = 0,21 (IC 90% = 0,17/0,03) p< 0,01, da Percecao de Ameaca λ = 0,53 (IC 90% = 0,50; 0,04) p< 0,01, e da Moralizacao λ = 0,15 (IC 90% = 0,08; 0,02) p< 0,01 na Exclusao social foram tambem estatisticamente siginificativos. Conclui-se que o modelo de mediacao simples teve o melhor ajustamento, expressando alta aptidao e compatibilidade com as relacoes que foram elaboradas baseadas na teoria. E por ultimo, o Estudo 5, de carater transcultural, qualitativo, buscou comparar os atributos estereotipicos associados a mulher e a mulher usuaria de drogas no Brasil e em Portugal, com 100 universitarios de cada localidade com media de idade de 22 anos. Utilizou-se a TALP com os termos indutores mulher e mulher usuaria de drogas/mulher toxicodependente, analisada por meio do software de analise textual, a partir da analise de similitude. Sobre o estimulo “mulher”, em ambos os grupos estiveram presentes componentes de sociabilidade, como saliencia do contexto maternal e dos estereotipos de expressividade. Quanto as usuarias de drogas, observou-se entre os brasileiros imagens estereotipadas baseadas na expressividade emocional negativa, de submissao e composta por tracos de passividade; e entre os portugueses, emergiram tracos que dao destaque a um quadro patologico a partir dos termos “vicio”, “doenca” e “seringa”. Este estudo revelou que o contexto cultural no que se refere ao genero e a questao das drogas exerce influencia na forma como os individuos se relacionam com as usuarias, e consequentemente, na expressao do preconceito frente a este grupo. De modo geral, o conjunto de estudos realizados possibilitou responder a tese proposta, a qual propoe que a exclusao social de mulheres usuarias de drogas e explicada pelas variaveis de percepcao de ameaca, estereotipos de genero e pela moralizacao, tendo a intencao de contato a funcao de mediar essa relacao. Ademais, a comparacao transcultural sobre a estereotipagem da mulher e das usuarias de drogas permitiu elucidar alguns questionamentos sobre os elementos culturais que emergem enquanto base de conhecimento social difundido sobre a tematica nos dois paises. Acredita-se, portanto, que tais estudos empreenderam importantes contribuicoes no entendimento da associacao dos estereotipos de genero e do preconceito com a manifestacao da discriminacao frente ao grupo de mulheres no contexto de uso de drogas.
  • EMERSON ARAÚJO DO BÚ
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO VITILIGO: DIMENSÕES SIMBÓLICAS DA MARCA BRANCA
  • Data: 21/08/2018
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  • O Vitiligo e uma afeccao de etiologia complexa e nao consensual, que estima atingir ate 2% da populacao mundial, caracterizando-se por provocar a formacao de acromias atraves da despigmentacao da pele. Consensualmente, entende-se que se apresenta de forma assintomatica na dimensao fisico-organica de quem o dispoe. Nao obstante, as maculas esbranquicadas provocam experiencias subjetivas e intersubjetivas de estranhamento, causadas, prevalentemente, pela sua exposicao no contexto social. Destarte, pode-se dizer que o Vitiligo nao e apenas mais uma doenca que compoe o quadro nosografico das afeccoes de pele, mas e, sobretudo, um objeto gerador de Representacoes Sociais (RS), que servem como guias do comportamento frente a este quadro. Nesse contexto, tendo-se em vista que os estudos desenvolvidos sobre a tematica, em grande maioria, focam aspectos biologicos do processo de adoecimento da pele e, consecutivamente, demonstrando-se a incipiencia de pesquisas que apreendam a afeccao de forma holistica, a presente dissertacao buscou ampliar a compreensao do Vitiligo a partir da otica de quem o possui, considerando-se seus valores, percepcoes, opinioes e ideias. Para tanto, foram realizados dois estudos empiricos. O primeiro objetivou apreender as RS do Vitiligo elaboradas por pessoas que possuem tal afeccao. Nesse, participaram 196 brasileiros, de todas as regioes do pais, com idades de 18 a 70 anos (M=38,85; DP=12,53), prevalentemente do sexo feminino (70,02%), atraves da resolucao online de um questionario sociodemografico e da pergunta: “Para voce, o que e Vitiligo?”. A Classificacao Hierarquica Descendente e a Analise de Similitude do material coletado permitiram identificar enfoques multifacetados de compreensao da doenca, em que o conteudo emergido por meio da fala dos atores sociais ancora o entendimento desta a um saber de ordem ora apenas dermatologico/biomedico, ora psicodermatologico. Ja o segundo estudo teve por objetivo identificar o nucleo central e elementos perifericos das RS do Vitiligo, bem como da autoimagem que pessoas com a afeccao possuem. Esse contou com a participacao de 370 participantes de todas as regioes do Brasil, com idades de 18 a 67 anos (M=35,71; DP=12,11), prevalentemente do sexo feminino (80,7%), por meio da resposta online de um questionario sociodemografico e da Tecnica de Associacao Livre de Palavras (TALP). Destaca-se que, na TALP, a evocacao de respostas dos participantes foi dada a partir dos estimulos indutores “Vitiligo” e “eu mesmo”, estando o ultimo relacionado a percepcao que a pessoa com a doenca tem sobre si mesma. Os resultados indicaram, atraves da proeminencia de evocacoes de ordem psicossocial, que as marcas de Vitiligo nao se restringem a pele, mas sobrepoem-se a esta, uma vez que as possuir, na dinamica social estigmatizante e preconceituosa, afeta negativamente a vivencia social, a autoimagem e a autoestima das pessoas com a afeccao, ocasionando sentimentos autodepreciativos caracteristicos na autoestigmatizacao. Em linhas gerais, os resultados dos dois estudos empiricos realizados evidenciaram que a compreensao do Vitiligo e perpassada por dimensoes biopsicossociais. Tratam-se de contribuicoes significativas e inovadoras para a compreensao da afeccao, ampliando-se o dialogo entre a Psicologia Social e a Dermatologia, no que diz respeito a producao social de saude.
  • BRUNA DE JESUS LOPES
  • EXPLICANDO AS DIMENSÕES DA AMIZADE: CONTRIBUIÇÃO DOS VALORES E TRAÇOS DE PERSONALIDADE
  • Data: 10/08/2018
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  • A presente tese objetivou investigar os relacionamentos de amizade e suas relacoes com os tracos de personalidade e valores humanos. Para isso, foram realizados quatro artigos empiricos. O Artigo 1 buscou adaptar e reunir evidencias de validade e confiabilidade da Escala de Qualidade da Amizade (EQA) para o Brasil, o qual considerou dois estudos. O primeiro contou com uma amostra nao probabilistica de 427 estudantes universitarios das cidades de Parnaiba e Teresina com idade media de 21,29 anos (DP = 4,48). Os mesmos responderam a EQA e um questionario sociodemografico. A Analise Fatorial Exploratoria (AFE) indicou uma solucao unifatorial, que apos a exclusao de alguns itens, ficou apenas com 18 itens que explicavam 47% da variancia total (α = 0,93). No segundo estudo, que visou investigar novas evidencias acerca da estrutura encontrada, contou-se com uma amostra nao probabilistica de 401 estudantes universitarios das cidades de Joao Pessoa e Cajazeiras, com idade media de 20 anos (DP = 4,83). A Analise Fatorial Confirmatoria (AFC) corroborou o modelo unifatorial da EQA [χ² (135) = 215,53, p < 0,001, χ²/gl = 1,59, CFI = 0,99, TLI = 0,99, RMR = 0,08, SRMR = 0,06, RMSEA = 0,04(IC 90% = 0,03-0,05), α = 0,91]. O Artigo 2, por sua vez, buscou adaptar e reunir evidencias de validade e confiabilidade da Escala de Intimidade da Amizade (EIA), fazendo uso de metodo semelhante ao primeiro artigo, divergindo apenas no instrumento aplicado, que foi a EIA. No primeiro estudo, a AFE indicou uma estrutura unifatorial com 29 itens, variancia total de 31,14 % e α = 0,91. A AFC, realizada no segundo estudo, confirmou a estrutura encontrada [χ² (377) = 532,18, χ²/gl = 1,41, p < 0,001, CFI = 0,98, TLI = 0,97, SRMR = 0,05 e RMSEA = 0,03 (IC90%= 0,02-0,04), α = 0,90]. O Artigo 3 objetivou investigar a influencia dos valores humanos e tracos de personalidade na qualidade e intimidade da amizade. Para isso, contou-se com uma amostra nao probabilistica de 200 estudantes universitarios, com media de idade de 22,81 (DP = 5,35). Os mesmos responderam ao EQA, o EIA, o Dark Triad Dirty Dozen (DTDD), o Inventario de Personalidade Virtuosa (IPV), o Questionario de Valores Basicos (QVB-18), alem de um Questionario Sociodemografico. Os resultados revelaram correlacoes significativas entre os atributos da amizade e algumas das variaveis inseridas. A partir dos resultados foram realizadas duas regressoes. Na primeira, considerando os tipos de orientacao dos valores como preditores, revelou-se que apenas gratidao, altruismo e valores centrais explicaram a intimidade [F (3, 163) = 9,82; p < 0,001; R² ajustado = 0,13] e a qualidade [F (3, 176) = 11,94; p < 0,001; R² ajustado = 0,15] da amizade. Na segunda, considerando os tipos de motivadores, somente gratidao, altruismo e valores humanitarios explicaram os atributos da amizade, a saber: intimidade [F (3, 166) = 10,85; p < 0,001; R² ajustado = 0,15] e qualidade [F (3, 176) = 13,78; p < 0,001; R² ajustado = 0,18]. Finalmente, o Artigo 4 voltou-se para a construcao de um modelo explicativo da amizade incluindo como explicadores os construtos personalidade virtuosa e valores humanos. Contou-se com uma amostra nao probabilistica de 200 estudantes universitarios, com idade media de 21 anos (DP = 4,24). Eles responderam a EQA, a EIA, a IPV, o QVB-18 e um Questionario Sociodemografico. O resultado da analise de caminhos revelou que o modelo com melhores indicadores de bondade de ajuste foi aquele em que os tracos de personalidade virtuosa, gratidao e altruismo, e os valores sociais explicaram os atributos da amizade [χ² (6) = 5,38; p < 0,001; χ²/gl = 0,90, CFI = 1,00, TLI = 1,00; RMSEA = 0,00 (IC 90% = 0,00 - 0,08)]. Diante disso, conclui-se que os objetivos de cada artigo foram alcancados, os quais proporcionaram medidas adaptadas para mensurar qualidade e intimidade da amizade, bem como exibiram o poder das variaveis antecedentes para explicar tais atributos, contribuindo para construcao de modelos explicativos no Artigo 4.
  • RONALDO MATOS ALBANO
  • INTERAÇÃO EDUCADOR-CRIANÇAS NA HORA DA LEITURA: UM ESTUDO EM CRECHES PÚBLICAS NA CIDADE DE JOÃO PESSOA-PB
  • Data: 09/08/2018
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  • O presente estudo objetivou analisar as trocas interativas entre educadores e criancas e entre os pares durante o momento da leitura na creche, os aspectos contextuais inerentes a este momento e as relacoes destas trocas com o processo de desenvolvimento infantil. Para tanto, nos fundamentamos na perspectiva do desenvolvimento de Vygotsky, a qual, a partir da interacao social, compreende o homem como influenciado pelas dimensoes do contexto social, historico e cultural do qual faz parte. A partir de um delineamento longitudinal, primeiramente, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com tres educadoras de salas de criancas com faixa etaria entre 24 e 35 meses de idade de tres Centros de Referencia em Educacao Infantil - CREIs da rede publica da cidade de Joao Pessoa-PB. Posteriormente, realizamos observacoes sistematicas, por meio da filmografia, do momento da roda de leitura, totalizando seis observacoes em cada creche. Realizamos ainda, uma analise documental acerca do material de planejamento das educadoras correspondente ao referido ano, bem como do Projeto Politico Pedagogico de cada uma das tres creches pesquisadas. As entrevistas e os documentos das creches foram analisados a partir da tecnica da analise de conteudo. Para a analise das observacoes, foram feitas a transcricao e descricao dos comportamentos demonstrados no processo interativo entre educador e criancas e entre pares, no momento da leitura. As analises dos resultados indicam que as concepcoes das educadoras acerca do desenvolvimento infantil de criancas na faixa etaria de 24-35 meses, apresentam como aspectos significativos no desenvolvimento da crianca a cognicao, a interacao social, a linguagem, a motricidade, a identidade e a autonomia; apontam que a pratica educativa na educacao infantil se caracteriza por meio do planejamento coletivo baseado na rotina da creche, visando articular essa pratica com a habilidade atual da crianca. A analise documental demonstra que as creches apresentam uma base regimental fundamentando as concepcoes de desenvolvimento infantil e a importancia do momento da leitura. Em relacao aos episodios interacionais observados durante a leitura, os resultados indicam que nao sao perceptiveis mudancas nas interacoes educador-aluno no decorrer do tempo na hora da leitura, entretanto, destaca-se que as educadoras desenvolvem, nas suas narrativas, aspectos considerados positivos por meio de expressoes, contatos fisicos com os alunos e variados estilos de leitura dos livros; identificamos tambem aspectos desfavoraveis ao desenvolvimento da crianca, sobretudo, em relacao as fragilidades do planejamento previo e ao uso de recursos didatico-pedagogicos inadequados para o momento da contacao. As analises das interacoes apontam tambem a iniciativa da crianca durante a leitura, a qual faz solicitacoes as educadoras, mas nem sempre sao respondidas por estas. As educadoras apresentam praticas educativas antes, durante e depois do momento da leitura que apontam pontos de ambiguidades e contradicoes com as suas concepcoes de desenvolvimento infantil, no entanto, apresentam tambem a execucao de praticas, as quais se apresentam como favorecedoras da aprendizagem e do desenvolvimento da crianca.
  • CELIANA PEREIRA DE SOUZA
  • A RELAÇÃO TRABALHO E SAÚDE DE COLETORES DE LIXO DOMICILIAR
  • Orientador : ANISIO JOSE DA SILVA ARAUJO
  • Data: 30/05/2018
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  • A presente dissertacao tem como objetivo analisar a relacao entre trabalho e saude dos coletores de lixo domiciliar de uma cidade do nordeste brasileiro. Do ponto de vista teorico, a Ergonomia da Atividade e a Psicodinamica do Trabalho sao as abordagens utilizadas para analise da relacao trabalho e saude que emergiu neste estudo. Quanto ao metodo, privilegiou-se uma abordagem qualitativa que teve como instrumentos uma entrevista individual semiestruturada e um questionario sociodemografico. Para a analise dos dados, optou-se pela analise de conteudo tematico na perspectiva de Laville e Dione. Participaram deste estudo 13 coletores de lixo domiciliar do sexo masculino, com idades variando entre 25 a 51 anos (M = 32; DP = 6,94). Os resultados estao apresentados entre tres artigos. No primeiro constatou-se que a trajetoria de trabalho desses trabalhadores e similar, assinalada por empregos informais, sem garantia de salario fixo e de direitos basicos, conquistados apenas quando se tornaram coletores. Por outro lado, detectou-se que os coletores trabalham destituidos de qualquer formacao profissional, o que os torna ainda mais vulneraveis diante dessa atividade precaria, arriscada e insalubre em demasia. No segundo, evidenciou-se que os coletores estao expostos a uma diversidade de riscos (fisicos, quimicos, biologicos, ergonomicos, mecanicos e sociais) e que esta exposicao acarreta consequencias diversas a saude. Identificou-se tambem que a relacao dos coletores com os riscos e mediada pela utilizacao de estrategias defensivas capazes de atenua-los, porem, que pouco colaboram para transformar positivamente as situacoes reais de riscos. No terceiro, evidenciou-se a falta de reconhecimento por parte da hierarquia (diretores, chefes, supervisores), e embora os coletores recebam reconhecimento do clientes/usuarios, a relacao com estes ultimos nao e de tudo desprovida de constrangimentos e desagrados. Por fim, os coletores encontram nos seus pares a fonte mais abundante de reconhecimento pela atividade que desenvolvem.
  • CELIANA PEREIRA DE SOUZA
  • A RELAÇÃO TRABALHO E SAÚDE DE COLETORES DE LIXO DOMICILIAR
  • Orientador : ANISIO JOSE DA SILVA ARAUJO
  • Data: 30/05/2018
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  • A presente dissertacao tem como objetivo analisar a relacao entre trabalho e saude dos coletores de lixo domiciliar de uma cidade do nordeste brasileiro. Do ponto de vista teorico, a Ergonomia da Atividade e a Psicodinamica do Trabalho sao as abordagens utilizadas para analise da relacao trabalho e saude que emergiu neste estudo. Quanto ao metodo, privilegiou-se uma abordagem qualitativa que teve como instrumentos uma entrevista individual semiestruturada e um questionario sociodemografico. Para a analise dos dados, optou-se pela analise de conteudo tematico na perspectiva de Laville e Dione. Participaram deste estudo 13 coletores de lixo domiciliar do sexo masculino, com idades variando entre 25 a 51 anos (M = 32; DP = 6,94). Os resultados estao apresentados entre tres artigos. No primeiro constatou-se que a trajetoria de trabalho desses trabalhadores e similar, assinalada por empregos informais, sem garantia de salario fixo e de direitos basicos, conquistados apenas quando se tornaram coletores. Por outro lado, detectou-se que os coletores trabalham destituidos de qualquer formacao profissional, o que os torna ainda mais vulneraveis diante dessa atividade precaria, arriscada e insalubre em demasia. No segundo, evidenciou-se que os coletores estao expostos a uma diversidade de riscos (fisicos, quimicos, biologicos, ergonomicos, mecanicos e sociais) e que esta exposicao acarreta consequencias diversas a saude. Identificou-se tambem que a relacao dos coletores com os riscos e mediada pela utilizacao de estrategias defensivas capazes de atenua-los, porem, que pouco colaboram para transformar positivamente as situacoes reais de riscos. No terceiro, evidenciou-se a falta de reconhecimento por parte da hierarquia (diretores, chefes, supervisores), e embora os coletores recebam reconhecimento do clientes/usuarios, a relacao com estes ultimos nao e de tudo desprovida de constrangimentos e desagrados. Por fim, os coletores encontram nos seus pares a fonte mais abundante de reconhecimento pela atividade que desenvolvem.
  • LORENA FERNANDES RODRIGUES
  • CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE PROFESSORES, EDUCADORES E PSICÓLOGOS FRENTE AO PROCESSO DE TRANSIÇÃO ESCOLAR
  • Orientador : FABIOLA DE SOUSA BRAZ AQUINO
  • Data: 29/05/2018
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  • Os periodos de transicoes de desenvolvimento se caracterizam por um processo que ocorre durante momentos no desenvolvimento dos sujeitos e provocam transformacoes de rotinas ou condicoes pre-determinadas que se alteram por diversos motivos, sejam estes internos ou externos (Zittoun, 2004). Como parte das transicoes vivenciadas pelos sujeitos destaca-se para esse trabalho o processo de transicao escolar que ocorre no periodo da educacao infantil ao primeiro ano do ensino fundamental I e que tem repercussoes na forma como adultos e criancas se percebem nesses espacos. Para fundamentar essa discussao, retomou-se a teoria historico-cultural do desenvolvimento humano de Vygotsky para quem a escola e um espaco fundamental para apropriacao de conceitos cientificos socioculturalmente organizados de uma cultura e as mediacoes pedagogicas essenciais a formacao de conceitos e o desenvolvimento de funcoes psicologicas superiores, tipicamente humanas. Nesta pesquisa, defende-se que o psicologo escolar pode atuar nesse processo de transicao escolar como mediador das relacoes entre os sujeitos envolvidos neste contexto, marcadamente as relacoes professor-aluno, proporcionando um suporte teorico e metodologico para subsidiar sua pratica no que se refere aos processos de desenvolvimento infantil e de aprendizagem. Participaram desse estudo seis psicologos escolares, dez educadores de pre-escolas e dez professoras do primeiro ano do ensino fundamental de escolas que integram pre-escolas publicas da cidade de Joao Pessoa – PB. O instrumento utilizado foi uma entrevista semi-estruturada. Foram elaborados tres roteiros de entrevista para cada grupo de participantes. Essas entrevistas foram registradas por meio de um gravador de voz e transcritas literalmente para analise de seus conteudos Os principais resultados dessa pesquisa demonstraram que os fatores citados como os que influenciam o aprendizado e o desenvolvimento no periodo de transicao escolar foram os pedagogicos e estruturais, a familia, a concepcao docente sobre a crianca, as experiencias das criancas em instituicoes de educacao infantil, as caracteristicas individuais infantis e a rotina das instituicoes. Quanto aos comportamentos manifestados pelas criancas no processo de transicao escolar, as profissionais mencionaram agressividade, indisciplina e falta de concentracao adaptacao das criancas ao contexto, agitacao da crianca em sala de aula e estados emocionais da crianca como animacao e alegria. Alem disso, as psicologas escolares relataram realizar acoes frente a transicao escolar, como: planejamento de atividades junto aos professores, acompanhamento da rotina da crianca na instituicao e acolhimento a crianca. Em relacao as atividades realizadas pelas instituicoes no periodo que antecede a entrada da crianca no ensino fundamental, a maioria das profissionais mencionou nao serem realizadas tais atividades em suas instituicoes. Os resultados dessa pesquisa foram discutidos considerando as pesquisas sobre o tema da transicao escolar, o papel de educadores e psicologos nesse processo e a importancia de acoes em conjunto com a equipa no sentido de favorecer
  • TÂMARA RAMALHO DE SOUSA AMORIM
  • A JUSTIÇA RESTAURATIVA NA POLÍTICA DE SOCIOEDUCAÇÃO: CONCEPÇÕES, CRÍTICA E POSSIBILIDADES
  • Data: 27/04/2018
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  • A presente tese tem como objetivo analisar a Justica Restaurativa (JR) no ambito da Politica de Socioeducacao. Segundo seu conceito mais utilizado, a JR pode ser entendida como o processo pelo qual as partes envolvidas em uma especifica ofensa resolvem, coletivamente, como lidar com as consequencias da ofensa e suas implicacoes para o futuro. Tem-se como pressupostos que: a Justica Restaurativa esta situada num contexto de parceria Estado e sociedade civil; na politica de Socioeducacao a JR adentra pela via do sistema de justica, caracterizando uma resposta do Estado a questao do ato infracional, por meio do consenso; ao considerar o crime como violacao de pessoas e relacionamentos, a JR apresenta um enfoque interpessoal, nao suscitando transformacoes estruturais; apesar disso, a JR pode se apresentar como uma possibilidade contra hegemonica, representando uma ferramenta que proporciona aos jovens usuarios da Politica de Socioeducacao a escuta e a participacao. A partir desses pressupostos, defende-se a Tese de que a Justica Restaurativa e uma resposta do Estado por meio do consenso, que tem sua base epistemologica nas relacoes interpessoais, revelando-se, na Politica de Socioeducacao, um instrumento de garantia de direitos, como o direito de participacao. Apoiada em uma perspectiva critica, foram utilizadas as categorias teoricas Politica Social e Justica Restaurativa. Em relacao ao metodo, a pesquisa de tese foi realizada em seis municipios brasileiros, nas regioes norte, nordeste, sul e centro-oeste. Participaram 20 profissionais que trabalham com JR no ambito da politica de socioeducacao. Como instrumento foram utilizadas entrevistassemiestruturadas, as quais foram gravadas, transcritas e submetidas a analise com o auxilio do software MaxQDA. Os resultados das entrevistas foram organizados em tres categorias: Justica Restaurativa, Justica Restaurativa como Politica Publica e Justica Restaurativa na Socioeducacao. De maneira geral, os dados apontaram a existencia da compreensao da JR como uma nova concepcao de justica e como uma pratica. A perspectiva teorico-epistemologica predominante elucidou o foco nas relacoes interpessoais. O sistema de justica foi identificado como o principal ator no que diz respeito a JR como politica publica, participando tanto da implantacao como da execucao da politica, parecendo representar um instrumento do Estado na articulacao do consenso. Entretanto, foi identificada tambem a atuacao do Estado em parceria com a sociedade civil, representada, por exemplo, por organizacoes nao governamentais. No que se refere a Socioeducacao, os dados apontaram que as praticas de JR sao utilizadas na comunidade, no contexto judicial e na execucao das medidas socioeducativas. A pratica restaurativa mais utilizada sao os circulos de construcao de paz. Percebeu-se que a JR tem sido usada como um novo recurso para atuacao com os jovens na socioeducacao, que possibilita acolhimento e escuta. Diante dos resultados, corrobora-se a tese de que Justica Restaurativa na Politica de Socioeducacao se caracteriza como uma resposta do Estado que tem base epistemologica nas relacoes interpessoais, revelando-se um instrumento de garantia de direitos, como o direito de participacao.
  • TÂMARA RAMALHO DE SOUSA AMORIM
  • A JUSTIÇA RESTAURATIVA NA POLÍTICA DE SOCIOEDUCAÇÃO: CONCEPÇÕES, CRÍTICA E POSSIBILIDADES
  • Data: 27/04/2018
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  • A presente tese tem como objetivo analisar a Justica Restaurativa (JR) no ambito da Politica de Socioeducacao. Segundo seu conceito mais utilizado, a JR pode ser entendida como o processo pelo qual as partes envolvidas em uma especifica ofensa resolvem, coletivamente, como lidar com as consequencias da ofensa e suas implicacoes para o futuro. Tem-se como pressupostos que: a Justica Restaurativa esta situada num contexto de parceria Estado e sociedade civil; na politica de Socioeducacao a JR adentra pela via do sistema de justica, caracterizando uma resposta do Estado a questao do ato infracional, por meio do consenso; ao considerar o crime como violacao de pessoas e relacionamentos, a JR apresenta um enfoque interpessoal, nao suscitando transformacoes estruturais; apesar disso, a JR pode se apresentar como uma possibilidade contra hegemonica, representando uma ferramenta que proporciona aos jovens usuarios da Politica de Socioeducacao a escuta e a participacao. A partir desses pressupostos, defende-se a Tese de que a Justica Restaurativa e uma resposta do Estado por meio do consenso, que tem sua base epistemologica nas relacoes interpessoais, revelando-se, na Politica de Socioeducacao, um instrumento de garantia de direitos, como o direito de participacao. Apoiada em uma perspectiva critica, foram utilizadas as categorias teoricas Politica Social e Justica Restaurativa. Em relacao ao metodo, a pesquisa de tese foi realizada em seis municipios brasileiros, nas regioes norte, nordeste, sul e centro-oeste. Participaram 20 profissionais que trabalham com JR no ambito da politica de socioeducacao. Como instrumento foram utilizadas entrevistassemiestruturadas, as quais foram gravadas, transcritas e submetidas a analise com o auxilio do software MaxQDA. Os resultados das entrevistas foram organizados em tres categorias: Justica Restaurativa, Justica Restaurativa como Politica Publica e Justica Restaurativa na Socioeducacao. De maneira geral, os dados apontaram a existencia da compreensao da JR como uma nova concepcao de justica e como uma pratica. A perspectiva teorico-epistemologica predominante elucidou o foco nas relacoes interpessoais. O sistema de justica foi identificado como o principal ator no que diz respeito a JR como politica publica, participando tanto da implantacao como da execucao da politica, parecendo representar um instrumento do Estado na articulacao do consenso. Entretanto, foi identificada tambem a atuacao do Estado em parceria com a sociedade civil, representada, por exemplo, por organizacoes nao governamentais. No que se refere a Socioeducacao, os dados apontaram que as praticas de JR sao utilizadas na comunidade, no contexto judicial e na execucao das medidas socioeducativas. A pratica restaurativa mais utilizada sao os circulos de construcao de paz. Percebeu-se que a JR tem sido usada como um novo recurso para atuacao com os jovens na socioeducacao, que possibilita acolhimento e escuta. Diante dos resultados, corrobora-se a tese de que Justica Restaurativa na Politica de Socioeducacao se caracteriza como uma resposta do Estado que tem base epistemologica nas relacoes interpessoais, revelando-se um instrumento de garantia de direitos, como o direito de participacao.
  • THAÍS GOMES CORDEIRO PASSOS
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E PERCEPÇÃO DE AMEAÇA FRENTE AOS USUÁRIOS DE DROGAS: UM ESTUDO COM PROFISSIONAIS DA REDE DE SAÚDE MENTAL
  • Data: 12/04/2018
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  • O uso e abuso de drogas constituem-se como um problema de saude publica, que resultam em prejuizos biologicos, psicologicos e sociais para os usuarios e toda a sociedade. Nesse contexto, os profissionais da rede de saude mental e sua visao acerca dos usuarios de drogas sao determinantes para a qualidade do tratamento oferecido nos servicos. A fim de compreender os fatores psicossociais que envolvem este fenomeno, objetivou-se conhecer a relacao entre as representacoes sociais e a percepcao de ameaca frente aos usuarios de drogas por profissionais da rede de saude mental. Utilizou-se o aporte teorico da Teoria das Representacoes Sociais e da Percepcao de Ameaca, uma vez que reconhecem o valor da dimensao subjetiva e cognitiva dos individuos, as quais orientam as praticas e as condutas. Para alcancar o objetivo proposto, realizaram-se tres pesquisas empiricas. A primeira, de abordagem qualitativa, objetivou conhecer a estrutura das representacoes sociais sobre os usuarios de drogas elaboradas por 110 profissionais da rede de saude mental. Utilizou-se a Tecnica de Associacao Livre de Palavras (TALP), com o estimulo indutor usuarios de drogas, analisada por meio do programa IRAMUTEQ. Constatou-se que a representacao social dos usuarios de drogas embora tenha elementos do modelo psicossocial, ainda perpassa pelo modelo biomedico, portanto, precisando ser superada para a adesao ao modelo atual da saude pautado no paradigma psicossocial em conformidade com a Reforma Psiquiatrica. A segunda pesquisa, de abordagem qualitativa e quantitativa, objetivou elaborar a Escala de Percepcao de Ameaca frente aos Usuarios de Drogas (EPAUD) e testar seus parametros psicometricos de validade e precisao, tendo em vista que ha uma ausencia na literatura de medidas sobre a tematica, sendo composta por tres estudos. No primeiro, foi realizado um grupo focal sobre a percepcao acerca dos usuarios de drogas com 10 estudantes universitarios do curso de Psicologia submetidos a analise de conteudo tematica para construcao da escala. No segundo estudo, realizou-se a analise exploratoria, na qual participaram 221 estudantes universitarios. Utilizou-se a EPAUD e seus dados foram analisados pelo software IBM-SPSS, portanto, apresentaram indices satisfatorios de validade fatorial e consistencia interna (α=0,90) considerando uma estrutura unifatorial com 12 itens. No terceiro estudo, realizou-se a analise confirmatoria, com 234 estudantes universitarios, os quais responderam a EPAUD e seus dados foram analisados com o auxilio do AMOS e, por fim, resultou na adequacao da estrutura unifatorial com indices de ajuste satisfatorios (χ²/gl = 2,20, GFI = 0,92, AGFI = 0,88, CFI = 0,95, RMSEA = 0,072, ECVI = 0,715 e CAIC = 282,40). A terceira pesquisa, de abordagem qualitativa e quantitativa, com 110 profissionais, a mesma amostra da primeira pesquisa, objetivou conhecer a relacao entre as representacoes sociais e a percepcao de ameaca frente aos usuarios de drogas por profissionais da rede de saude mental. Utilizou-se a EPAUD analisada com o auxilio do software IBM-SPSS, e a TALP analisada por meio do programa IRAMUTEQ. Os resultados indicaram que, quanto maior o nivel de percepcao de ameaca dos profissionais maior a conotacao negativa da representacao social dos usuarios de drogas. Diante do exposto, o presente estudo pode fornecer subsidios teoricos para efetivação de politicas publicas e/ou capacitacao dos profissionais da saude mental que enfatizem uma visao psicossocial do fenomeno, a fim de diminuir o preconceito em relacao aos usuarios de drogas e melhorar a qualidade da assistencia oferecida a estes.
  • ALEXANDRE COUTINHO DE MELLO
  • REPRESENTAÇÃO SOCIAL SOBRE A DEPRESSÃO: UM ESTUDO COM ADOLESCENTES
  • Data: 10/04/2018
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  • A depressao e retratada na literatura como um dos problemas mais prevalentes na adolescencia, afetando multiplas funcoes, com danos psicossociais e alteracoes no desempenho educacional, implicando no aumento de abandono escolar e suicidio. Utilizando-se da Teoria das Representacoes Sociais, especificamente das abordagens processual e estrutural, a presente dissertacao tem como objetivo geral: apreender as representacoes sociais sobre a depressao elaboradas por adolescentes; tendo em vista que esta teoria nos da subsidios para analisar como os adolescentes pensam o fenomeno da depressao e como isso direciona suas condutas e praticas em relacao a depressao e consequente aos sujeitos que apresentam depressao. Foi realizada uma pesquisa de campo, nao experimental de carater multimetodo, em escolas publicas e privadas da cidade de Joao Pessoa-PB. A amostra foi nao probabilistica, nao intencional e acidental, constituida por 168 adolescentes do ensino medio sendo 53,6% do sexo feminino e 46,4% do sexo masculino, com idades entre 14 e 18 anos (M = 16,27; DP = 1,11). Foram utilizados os seguintes instrumentos: Questionario sociodemografico; Escala de Ansiedade e Depressao Hospitalar (HAD), a Tecnica de Associacao Livre de Palavras; e um Questionario aberto sobre a depressao Os resultados da Escala de Ansiedade e Depressao Hospitalar (HAD) foi analisado com o auxilio do SPSS e apontou que os adolescentes do presente estudo apresentaram uma sintomatologia ansiosa em 41,1% e uma sintomatologia depressiva em 21,4% podendo estes indices estarem diretamente relacionados a vulnerabilidade emocional dos individuos durante o periodo da adolescencia. A TALP contou com o estimulo indutor “depressao”, e os dados coletados foram analisados com o auxilio do software IRAMUTEQ, onde realizou-se as analises prototipica e de similitude. Obteve-se 840 evocacoes, e ordem media de evocacoes de 2,95, agrupadas por criterios semanticos. A frequencia minima considerada para inclusao das palavras nos quadrantes foi de 10. A analise prototipica apresenta as duas palavras que se referem a elementos centrais da representacao social sobre a depressao, “tristeza” e “solidao”. O conhecimento compartilhado por esses adolescentes caracteriza-se por conceber a depressao como um disturbio afetivo que remete ao sofrimento e ao desamparo. Atraves da similitude foi possivel comparar a representacao social dos adolescentes que possuem depressao e os que nao possuem, fazendo um cruzamento dos dados do TALP e da HAD, para os com depressao surgiram evocacoes mais relacionadas aos sintomas e as questoes emocionais como suicidio, medo, angustia; e os sem depressao evocaram mais questoes relacionadas a doenca, sofrimento e relacoes interpessoais. O questionario aberto foi analisado atraves da Analise Tematica Categorial de Bardin e foram encontradas quatro categorias, a primeira denominada Conceitos da Depressao possibilitou compreender que a representacao dos adolescentes encontra-se objetivada na doenca, no sentimento de tristeza e no isolamento; a segunda categoria nomeada de Consequencias da Depressao aponta para os termos suicidio, isolamento e tristeza como sendo os mais significativos para esta categoria; a terceira intitulou-se Representacao Sobre a Pessoa Depressiva e encontra-se objetivada na pessoa triste, isolada e sem vontade de viver; a ultima categoria denominou-se Representacao da Sociedade Sobre a Pessoa Depressiva sendo possivel compreender que a representacao foi objetivada na pessoa triste, com transtornos psicologicos e com frescura, atraves desta categoria constatou-se por meio dos relatos dos adolescentes crencas geradoras de preconceitos e estigma social. Com este estudo, espera-se contribuir com politicas preventivas da depressao com o estudo das representacoes e dos fatores de vulnerabilidade e dos riscos (preconceito e sintomas depressivos e ansiosos) dos adolescentes.
  • LAISY DE LIMA NUNES
  • Concepções parentais sobre o desenvolvimento e a habilidade de comunicação intencional no primeiro ano de vida do bebê
  • Data: 28/03/2018
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  • O processo de desenvolvimento das novas aquisicoes infantis, do ponto de vista historico-cultural, e permeado por acoes coconstrutivas e bidirecionais. As habilidades infantis sao significadas no contexto social no qual o bebe esta inserido e seus comportamentos sao aprimorados continuamente no decorrer do desenvolvimento. Entre os fatores que perpassam esse processo, o modo como os pais compreendem o desenvolvimento dos seus filhos influencia, direta ou indiretamente, as suas praticas. A presente tese buscou analisar as concepcoes parentais sobre o desenvolvimento dos bebes ao longo do primeiro ano de vida, com enfase nas concepcoes acerca do desenvolvimento da habilidade de comunicacao intencional. Apresentou delineamento longitudinal, com a participacao de 20 maes e 20 pais de bebes aos 3, 6, 9 e 12 meses de vida. A idade dos participantes variou entre 20 e 36 anos. Os instrumentos utilizados foram um questionario sociodemografico e duas entrevistas semiestruturadas. As entrevistas foram transcritas e analisadas de acordo com as diretrizes da analise de conteudo. Os resultados indicaram que, na visao dos pais, as novas aquisicoes infantis permitem maior interacao entre os cuidadores e o bebe. A maioria dos participantes mencionou os estimulos como aspectos promotores do desenvolvimento e apresentou concepcoes que reconhecem o papel parental como essencial na promocao do desenvolvimento saudavel dos filhos. Sobre as concepcoes parentais acerca da habilidade de comunicacao intencional, verificou-se que os relatos parentais indicaram comportamentos infantis especificos que podem ser indicios dessa habilidade, especialmente quando os bebes estavam no segundo semestre de vida. As maes conceberam que os bebes podem sentir emocoes, especialmente as positivas, reconhecer as emocoes dos outros sociais e apontar com mais frequencia do que relatado pelos pais. Esses dados sugerem que as maes percebem o desenvolvimento dos aspectos positivos da intencionalidade infantil um pouco antes do que o que e percebido pelos pais. Os pais, por sua vez, concebem que os bebes podem sentir tristeza, culpa e se comportar negativamente de proposito antes do que o que e percebido pelas maes. Apesar dessa diferenca, os pais parecem conhecer as etapas do desenvolvimento do bebe e, tambem exibem concepcoes realistas sobre o desenvolvimento infantil. Defende-se que a presente pesquisa contribue com a area de estudos da psicologia do desenvolvimento e pode auxiliar na fundamentacao de praticas profissionais.Considerando o referencial teorico adotado, os resultados empiricos e o levantamento bibliografico realizado, foram propostas diretrizes para a elaboracao de programas de orientacao que objetivem promover o desenvolvimento infantil por meio de acoes direcionadas aos pais e aos educadores.
  • MARIA RENATA FLORENCIO DE AZEVEDO
  • ATITUDES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE FRENTE À SEXUALIDADE, VULNERABILIDADE E PREVENÇÃO AS IST’s/AIDS EM PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS
  • Orientador : ANA ALAYDE WERBA SALDANHA PICHELLI
  • Data: 28/03/2018
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  • A reorientacao do modelo assistencial de Saude Mental no Brasil do hospital para a comunidade, possibilitou a integracao da Politica de Saude Mental com as demais Politicas de prevencao e atencao do Sistema Unico de Saude, dentre elas a Politica de prevencao as Infeccoes Sexualmente Transmissiveis IST’s/Aids, tornando possivel pensar na vulnerabilidade, promocao e prevencao aos agravos na saude sexual da populacao com transtornos mentais. Dentre os obstaculos para a promocao da saude sexual no campo da saude mental, encontram-se as dificuldades dos profissionais para lidar com a tematica, podendo ser explicado, sobretudo, pelo estigma e preconceito, de serem percebidas com uma sexualidade sem controle ou assexuados, o que implica acoes e reacoes de negacao e repressao frente a vivencia sexual em muitos servicos de saude. Por conseguinte, entender como se da a formacao das atitudes entre os profissionais de saude acerca desse tema, torna-se premente nas questoes que envolvem a atuacao dos profissionais na reducao, reproducao ou aumento da vulnerabilidade as IST’s/Aids. Para tanto, fundamentada na Teoria da Acao Racional e no Modelo da Vulnerabilidade, esta dissertacao e composta por dois estudos. Estudo 1: teve por objetivo identificar como os profissionais percebem a sexualidade das pessoas com transtornos mentais. Tratou-se de um estudo qualitativo de corte transversal com carater exploratorio e descritivo, realizado em Centros de Atencao Psicossocial, localizados nas cidades de Joao Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira; sendo a amostra composta por 27 profissionais do sexo feminino, sendo 13 enfermeiras, 11 psicologas e 3 assistentes sociais, situadas numa faixa etaria de 30 a 49, em sua maioria. No tocante ao tempo de atuacao a maioria varia de 1 a 5 anos de servico. Para a coleta dos dados utilizou-se um questionario sociodemografico e ocupacional e uma entrevista semiestruturada. Os dados quantitativos foram tabulados no Software SPSS e analisados por estatistica descritiva e de associacao, enquanto para os resultados qualitativos foi utilizada a categorizacao tematica. Os resultados destes estudos demonstraram que, embora a maioria dos participantes apresentem atitudes positivas frente a sexualidade, quando se trata da sexualidade dos usuarios verifica-se atitudes negativas expressas atraves do controle, vigilancia e silenciamento em torno da tematica. Sendo imperativa a associacao da sexualidade com a condicao psiquiatrica, invalidando as possibilidades destes usuarios vivenciarem a sexualidade. Destacando ainda aspectos que dificultam o manejo da sexualidade dentro dos servicos: dificuldades pessoais, falta de capacitacao, sobrecarga e falta de recursos materiais. Estudo 2: objetivou analisar a percepcao dos profissionais acerca da vulnerabilidade dos pacientes psiquiatricos as IST's/Aids; e verificar as estrategias de prevencao desenvolvidas ou nao nos dispositivos de saude mental estudados. Tratou-se de um estudo qualitativo de corte transversal com carater exploratorio e descritivo, realizado no mesmo local e com a mesma amostra do primeiro estudo. Para a coleta dos dados utilizou-se um questionario sociodemografico e ocupacional e entrevista semiestruturada. Os dados quantitativos foram tabulados no Software SPSS e analisados por estatistica descritiva e de associacao, enquanto para os resultados qualitativos, analise de categorizacao tematica. Os dados demonstram que quando se trata da percepcao de vulnerabilidade as IST’s/Aids, os participantes identificam um quadro preocupante de vulnerabilidade. No entanto, as intervencoes despendidas, alem de nao integrarem a promocao, prevencao e assistencia, ficam restritas ao individuo e sua condicao psiquiatrica. Nesta conjuntura, o modo como o trabalho de prevencao e operacionalizado se traduz na assistencia aos casos entendidos como de risco a saude dos usuarios, aqueles que chegam como demanda a ser resolvida pelo servico, resultando na falta de assistencia aqueles que nao sao identificados como envolvidos em casos de exposicao direta.
  • MARIA EDNA SILVA DE ALEXANDRE
  • Linchamento: representações sociais, motivações para linchar, simpatia ideológica, atitude institucional e fatores preditores.
  • Orientador : CLEONICE PEREIRA DOS SANTOS CAMINO
  • Data: 28/03/2018
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  • O fenomeno do linchamento tem sido recorrente no Brasil, assim como no cenario internacional, desafiando as instituicoes oficialmente responsaveis pela aplicacao da justica, a partir da disseminacao de expedientes extra-legais. Trata-se de uma peculiar forma de violencia coletiva, em que um grupo de pessoas se reune com o intuito de agredir e ate levar a morte um ou mais acusados de romper alguma norma social. Apesar das implicacoes para a convivencia social relativa a naturalizacao e legitimacao da pratica de linchamentos, as investigacoes acerca desse fenomeno ainda sao incipientes no contexto nacional e internacional, em todas as areas do conhecimento, especialmente relacionada a Psicologia. Considerando tais limitacoes, a presente dissertacao buscou ampliar a compreensao acerca do linchamento, das motivacoes para linchar e dos fatores preditores de sua favorabilidade. Para tanto, foram realizados dois estudos empiricos. O primeiro objetivou identificar as representacoes sociais de estudantes universitarios sobre o linchamento e as motivacoes para linchar. Consiste em um estudo de campo, quantitativo e qualitativo, de natureza descritiva e exploratoria, com amostra nao probabilistica do tipo intencional. Neste, participaram 122 estudantes de Psicologia e Ciencias Exatas, que responderam a uma lista de dados sociodemograficos e a dois questionarios semiestruturados sobre o linchamento e suas motivacoes. As analises, por meio da Classificacao Hierarquica Descendente, permitiram identificar que esses constructos sao representados pelos grupos pesquisados a partir de apropriacoes de nocoes de cunho societal e socioemocionais, que tornam inteligivel o fenomeno do linchamento. Ja o segundo estudo, teve por objetivo verificar o poder preditivo da simpatia ideologica e da atitude institucional em relacao a favorabilidade ao linchamento. Refere-se a um estudo quantitativo, de natureza descritiva, exploratoria e correlacional. Este, contou com a participacao de 850 brasileiros, que responderam a um questionario sociodemografico, duas Escalas de Atitudes frente ao Linchamento – uma com dilema moral e outra sem dilema, a Escala de Simpatia Ideologica e a Escala de Atitude Institucional. Os resultados indicaram diferencas em funcao das variaveis sociodemograficas em relacao a favorabilidade ao linchamento; bem como, evidenciaram que a simpatia ideologica contribuiu mais que a atitude institucional para predizer a favorabilidade ao linchamento, desvelando um modelo que prediz uma parcela significativa do fenomeno. Em linhas gerais, os resultados dos dois estudos empiricos realizados evidenciaram que o linchamento encerra uma problematica enraizada em dimensoes de ordem psicossociologicas. Trata-se de contribuicoes significativas e inovadoras para a compreensao do linchamento, alem de legitimar o lugar da Psicologia Social nesse processo.
  • ANA CRISTINA RAMOS COSTA
  • INTERAÇÃO MÃE-BEBÊ EM CONTEXTO DE BRINCADEIRA: LEVANTANDO INDICADORES DO USO INTENCIONAL DE BRINQUEDO
  • Data: 27/03/2018
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  • As investigacoes referentes ao desenvolvimento humano inicial tem buscado apreender os processos de desenvolvimento humano em sua complexidade e dinamica. Nesta pesquisa aborda-se um tipo de habilidade que compoe a cognicao social infantil e que emerge nos primeiros anos de vida das criancas designada habilidade de comunicacao intencional. Essa habilidade foi investigada em um contexto de brincadeira livre, situacao que favorece a ocorrencia de mediacoes que podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades tipicamente humanas. Partiu-se do marco teorico historico-cultural de Vigotsky (1929/1986; 1932/1996; 1984/1991) que defende o papel da interacao social e da cultura como elementos primordiais para o desenvolvimento humano, e de pesquisas contemporaneas que investigam a comunicacao intencional e do papel da brincadeira em episodios interativos adulto-bebe. Nesta direcao o objetivo principal dessa pesquisa foi conhecer e analisar as modalidades de brincadeiras e o uso intencional de brinquedos por bebes em interacao com as maes. Participaram deste o estudo seis diades mae-bebe distribuidas igualmente nas idades de nove, doze e quinze meses. As maes tinham idade media de 30 anos, e residiam em seus proprios domicilios. Como instrumentos foram utilizados um questionario sociodemografico, uma entrevista semiestruturada, camera de video, gravador de audio, lapis e papel. A analise do material da entrevista com as maes indicou de modo geral que, as maes percebem seus filhos com um bom desenvolvimento, e os definem como espertos e inteligentes. Referente as concepcoes das maes sobre as brincadeiras dos seus bebes, as maes relataram que em diferentes etapas do desenvolvimento seus filhos se engajavam em diferentes tipos de brincadeiras. Por exemplo, aos 9 meses as brincadeiras sao mais exploratorias e aos 15 meses as brincadeiras envolvem a interacao com o outro e manuseio de brinquedos em suas formas convencionais. No que diz respeito a analise das interacoes videogravadas, observou-se que todos os episodios interativos apresentaram engajamentos diadicos e triadicos e especificamente aos 15 meses houve um episodio de engajamento colaborativo. A analise dos episodios de brincadeira permitiu identificar mais brincadeiras exploratorias aos 9 meses destacando os atos intencionais dos bebes de olhar para a mae, acompanhar os movimentos que a mae realiza com o objeto e dancar; aos 12 meses houve a predominancia de episodios convencionais com a ocorrencia de gestos intencionais de pegar o brinquedo da mao da mae, vocalizacao e comportamento que indicavam que os bebes utilizavam brinquedos para um determinado fim. Por fim, aos 15 meses observou-se que todos os episodios de brincadeira constituiram-se como convencionais, destacando os atos intencionais de apontar com vocalizacao e verbalizacoes durante o manejo dos brinquedos. Os resultados do presente estudo ressaltam o papel mediador que exercem os adultos no desenvolvimento de habilidades sociocognitivas e linguisticas, especialmente em episodios de brincadeira conjunta, atividade que caracteriza a infancia e pode colaborar para o desenvolvimento global infantil. Assinala-se ainda a contribuicao dessa pesquisa no sentido de produzir reflexoes e dados empiricos que possam subsidiar programas preventivos de intervencao elaborados por psicologos e demais profissionais que atuam em contextos de educacao e de saude visando a promocao de desenvolvimento humano e a identificacao precoce de prejuizos na comunicacao e linguagem, desde os anos iniciais.
  • POLLYANA LUDMILLA BATISTA PIMENTEL
  • VULNERABILIDADES E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO DE MÃES DE FILHOS COM MICROCEFALIA
  • Data: 27/03/2018
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  • O aumento da prevalencia de bebes com microcefalia congenita em decorrencia da infeccao pelo virus da Zika tem sido um desafio nao apenas para os cientistas, trabalhadores da saude e governantes, mas, principalmente para as maes, as quais tem vivenciado uma rotina de cuidados, exames, consultas, estimulos, a maioria com dedicacao exclusiva. Neste sentido, fundamentado no Modelo da Vulnerabilidade e na Teoria de Estrategias de Enfrentamento, o objetivo geral deste estudo foi compreender elementos de vulnerabilidades envolvidas no cuidado de criancas com microcefalia e apreender as estrategias de enfrentamento utilizadas por estas maes. Tratou-se de um estudo exploratorio, de carater analitico, com abordagem qualitativa e quantitativa, sendo utilizado um questionario sociodemografico, entrevista e a Escala de Modos de Enfrentamento de Problemas (EMEP). Participaram 14 maes de criancas diagnosticadas com microcefalia, apresentando uma media de idade de 24 anos. Para analise dos dados quantitativos, utilizou-se estatistica descritiva com o auxilio do SPSS, enquanto que a analise das entrevistas se deu atraves da tecnica de analise categorial tematica. A maioria das entrevistadas era casada ou viviam em um relacionamento estavel, possuiam renda familiar de ate dois salarios minimos e tinham apenas um filho, sendo a media da idade das criancas que tinham microcefalia de 1 ano e 1 mes, onde oito destas criancas eram do sexo feminino. Com relacao a religiao, oito mulheres se autodeclararam catolicas, e sobre o nivel de religiosidade, onze maes afirmaram serem pouco religiosas ou religiosas. Acerca da analise dos dados obtidos a partir das entrevistas, no que diz respeito as vulnerabilidades, observou-se a emergencia de tres classes tematicas (Da gravidez ao parto; O cuidado assistencial; Vivencia das maes acerca do cuidado), as quais tiveram suas respectivas categorias e subcategorias, constatando-se que a historia destas mulheres e envolta por aspectos de vulnerabilidades, tanto no ambito individual, quanto no social e programatico. De acordo com a analise dos dados da Escala de Modos de Enfrentamento de Problemas, o tipo de estrategia de enfrentamento que obteve maior media foi o Enfrentamento Focado no Problema (M = 4,30; DP = 0,52), indicando que diante do diagnostico de microcefalia do filho, estas maes se aprofundam nesta problematica, a fim de obter mais conhecimento sobre, buscar as melhores tecnicas e tratamentos para cada especificidade das suas criancas, objetivando o melhor prognostico para eles. Contudo, os outros tipos de Estrategias de Enfrentamento tambem sao utilizados pelas participantes deste estudo, o que foi corroborado com a analise das entrevistas. Verificou-se que o mito do amor materno perpassa por essas categorias, estando presente a todo o momento na vida dessas mulheres. Os resultados evidenciaram a ampla complexidade vivenciada por estas maes, contexto arduo, imbricado de vulnerabilidades, que leva a busca de estrategias de enfrentamento, colaborando com a manutencao da saude mental.
  • JULIANA DA ROSA SEIXAS
  • O TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DE UNIDADES DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS DE REGIME DE INTERNAÇÃO
  • Orientador : ANISIO JOSE DA SILVA ARAUJO
  • Data: 26/03/2018
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  • A presente dissertacao tem como objetivo geral analisar o trabalho dos profissionais inseridos em uma unidade de medidas socioeducativas de internacao, dada a importancia desse tipo de instituicao e dos que nela trabalham. Para isso se utilizou da ergonomia da atividade e da psicodinamica do trabalho como aportes teoricos para discutir as questoes que emergiram na pesquisa. Participaram do trabalho 30 trabalhadores de uma unidade de medidas socioeducativas de internacao de um estado do Nordeste brasileiro. Os trabalhadores responderam a um questionario socio-demografico e a uma entrevista semiestruturada. Foi realizada analise descritiva basica dos dados dos questionarios e analise de conteudo tematica das entrevistas. Os resultados foram apresentados em tres artigos. Os dois primeiros referem-se respectivamente a pesquisa com 15 agentes socioeducativos e com 15 trabalhadores administrativos e tecnicos. Neles foram apresentadas a caracterizacao dos participantes, os modos de insercao no sistema socioeducativo, a formacao dos trabalhadores, as condicoes e a organizacao do trabalho na unidade e as formas de enfrentamento das variabilidades encontradas no cotidiano. O terceiro artigo abordou as fontes de sofrimento e prazer no trabalho, assim como as estrategias defensivas utilizadas pelos trabalhadores na busca pelo equilibrio em seu contexto laboral. Os resultados revelaram que as discrepancias entre o prescrito e real implicam forte mobilizacao dos trabalhadores, tendo como efeito uma sobrecarga de trabalho. Percebeu-se tambem que as frustracoes advindas das fontes de sofrimento fazem com que os trabalhadores se utilizem de estrategias defensivas para sua propria protecao. Ja as fontes de prazer constituem fatores preponderantes para a manutencao da mobilizacao de cada trabalhador, apesar de tudo, mostrando-se essenciais para a continuidade do trabalho na unidade de internacao.
  • THAÍS DE SOUSA BEZERRA DE MENEZES
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS FRENTE À OBESIDADE: UMA ANÁLISE COM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO E UNIVERSITÁRIOS
  • Data: 26/03/2018
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  • A obesidade e a doenca nao transmissivel com maior incidencia em todo o mundo, mas frequentemente investigada atraves de aspectos individuais. A teoria da Representacao Social pode contribuir para a compreensao do fenomeno porque explica aspectos relevantes da realidade, orienta as praticas sociais e justifica acoes e tomadas de posicao. O objetivo deste estudo e analisar e comparar as Representacoes Sociais elaboradas por estudantes do ensino medio e universitarios frente a obesidade. Trata-se de um estudo exploratorio, descritivo e analitico de carater transversal e qualitativo. A pesquisa foi desenvolvida em escolas publicas, privadas e universidade de Joao Pessoa, Paraiba. Participaram do estudo no total 200 estudantes do ensino medio e 300 universitarios. A dissertacao foi dividida em tres artigos, o primeiro artigo e teorico e denominado Obesidade e Representacoes Sociais. Este artigo traz uma contextualizacao historica sobre obesidade tendo a Teoria das Representacoes Sociais como aporte teorico para o estudo deste fenomeno focando-se nas mudancas que esta representacao tem passado e em suas consequencias para as pessoas obesas. O segundo artigo e um estudo empirico e intitula-se A estrutura da Representacao Social da obesidade: uma analise com estudantes do ensino medio e universitarios. O instrumento utilizado foi a Associacao Livre de Palavras com o estimulo Obesidade analisado atraves de Analise Prototipica e Analise de Similitude no Software IRAMUTEQ. Na Analise prototipica, a frequencia media das evocacoes dos universitarios foi 16,85 e 18,52 nos estudantes do ensino medio. A frequencia minima para inclusao no quadro foi 5 nas duas amostras (2,5% de cada amostra). A Ordem Media de Evocacao foi de 2,81 nos universitarios e 2,69 nos estudantes. O ponto de corte da Ordem Media de Evocacao foi de 3 para as duas amostras. Essa analise revelou que o nucleo da representacao da obesidade para os universitarios e Doenca, Gordura, Gordo, Comida, Saude e Peso e para os estudantes Comida, Gordura e Gordo. A principal diferenca entre os nucleos dessas duas representacoes e que para os universitarios a obesidade e ancorada sobretudo na doenca, enquanto para os estudantes do ensino medio esta objetivada na comida. Na analise de Similitude, a frequencia minima para inclusao no quadro foi 12 (6% de cada amostra). Nessa analise, o termo que medeia as duas representacoes e Gordura, o que indica que este provavelmente e um ponto de consenso nas representacoes dos dois grupos. Esta analise revelou uma complexidade maior da representacao dos universitarios tanto em relacao a quantidade de elementos coocorrentes quanto a multifatorialidade causal da obesidade, provavelmente, devido ao maior acesso a informacao. Apesar disso, indicios de preconceito surgem nas duas analises e nos dois grupos principalmente atraves dos estereotipos negativos Feio e Preguica/Preguicoso e Baleia. O terceiro artigo denomina-se Obesidade e suas representacoes: um estudo com universitarios. Este estudo, tambem empirico, focou-se nos universitarios com a ampliacao da amostra em 100 participantes. Esta opcao aconteceu tanto devido a semelhanca nas representacoes de estudantes do ensino medio e universitarios reveladas no ultimo estudo quanto devido a maior capacidade de elaboracao para questoes abertas por parte dos universitarios. Assim, participaram do estudo 300 universitarios. Foi utilizado um Questionario Aberto sobre a obesidade analisadas atraves de Analise de Conteudo Tematico-Categorial de Bardin. Os resultados apontam para tres tipos de representacao social da obesidade: conceito, causas e consequencias, que estavam majoritariamente ligados aos fatores organicos e individuais da obesidade. Os dois artigos empiricos trazem que existe nos dois grupos de estudantes uma ancoragem unifatorial da obesidade essencialmente biologica, individual e ligada a fatores “controlaveis” como a ma-alimentacao e o sedentarismo, o que pode contribuir para a culpabilizacao do obeso por sua condicao e aumentar a chance de preconceito. Tambem foram encontrados indicios de preconceito nos dois grupos e nos dois estudos atraves dos estereotipos negativos. O presente estudo pode contribuir para a criacao de politicas publicas que preconizem intervencoes que enfatizem o carater multifatorial da obesidade tanto na educacao formal (escola e universidade) quanto na midia. Devido ao carater fluido das Representacoes Sociais, e possivel que essas intervencoes que possam modificar a representacao atual da obesidade e diminuir o preconceito em relacao a pessoas obesas.
  • TAMYRES TOMAZ PAIVA
  • VIOLÊNCIA ENTRE PARCEIROS ÍNTIMOS E SUAS RELAÇÕES COM OS GATILHOS DA AGRESSÃO
  • Data: 26/03/2018
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  • O modelo geral da Agressao (GAM) emprega tres fatores centrais para se entender o comportamento agressivo: os fatores pessoais e situacionais, as trajetorias internas ou rotas e os fatores de respostas comportamentais. Estes fatores sao vistos como necessidades sociais, em que bastam ocorrer uma ameaca ao equilibrio, que as respostas agressivas ou violentas sao logo estimuladas. O GAM conceitua a violencia entre parceiros intimos (VPI) como um comportamento intencional que causa danos fisicos, sexuais, psicologicos e controle comportamentais. A partir desta definicao, foram feitos 7 estudos distribuidos em 5 artigos. Os dados foram analisados pelo programa estatistico IBM SPSS Statistics e o AMOS, ambos versao 21 e a linguagem “R. 3.4.2”. O primeiro artigo objetivou analisar a correlacao e predicao dos fatores comportamentais da violencia com os fatores pessoais e o comportamento assertivo. Participaram 305 residentes da cidade da Grande Joao Pessoa, com idades entre 18 e 56 anos (M= 25,29; DP= 7,32). Os resultados demonstraram que os fatores da violencia foram correlacionados com o genero, personalidade (agradabilidade, estabilidade emocional e abertura a experiencias) e valores (interativo, normativo, suprapessoal, existencia e realizacao). Em adicao, encontrou-se atraves da regressao e mediacao que esses fatores podem ter efeitos diretos como indiretos nos comportamentos sofridos de violencia entre parceiros intimos. O segundo artigo, de natureza psicometrica, buscou desenvolver uma medida que fosse de comportamentos praticados de violencia entre parceiros intimos. Foram divididos em dois estudos. O primeiro, contou com 280 respondentes residentes do Estado da Paraiba, com idades entre 18 e 58 anos (M = 26,83; DP = 6,93). A partir da analise dos componentes principais verificaram a existencia de 3 fatores (abuso psicologico, fisico e controle comportamental), apresentando coeficientes internos satisfatorios. O segundo estudo, contou-se com 218 participantes, a maioria da regiao nordeste (52,3%), com idades entre 18 e 60 anos (M = 28,59; DP = 6,95), e consistiu em uma analise confirmatoria apresentando bons indices de ajustes ao modelo, apresentando uma versao mais curta e parcimoniosa da escala. O terceiro artigo consistiu na contrucao e validacao de uma escala de violencia sexual, versao agressor, dividido em dois estudos. O primeiro estudo contou com os mesmos participantes do estudo dois do artigo 2, apresentando a partir da analise dos componentes principais a existencia de 1 fator e coeficientes internos satisfatorios. No segundo estudo, contou-se com 203 respondentes residentes do Estado da Paraiba, com idades entre 18 e 60 anos (M = 21,62; DP = 5,25), para a verificacao da analise confirmatoria. Os instrumentos mencionados do artigo 2 e 3, apresentaram propriedades psicometricas satisfatorias, apresentando validade de construto atraves das analises fatoriais. O quarto artigo, objetivou-se analisar a correlacao e predicao dos fatores pessoais nos comportamentos de violencia. Os resultados demonstraram correlacao e predicao entre os fatores da personalidade, valores humanos e atitudes implicitas com a violencia entre parceiros intimos. E o quinto artigo, objetivou-se analisar a correlacao e predicao da violencia (abuso fisico, psicologico, controle comportamental e sexual) com o fator pessoal (personalidade), fator situacional (uso do alcool) e da rota (afetos). Participaram 411 respondentes, a maioria residente do Estado da Paraiba (69,7%), com idades entre 18 e 60 anos (M = 25,22; DP = 7,10). Os resultados demonstraram uma correlacao significativa entre a violencia com a agradabilidade, estabilidade emocional, conscienciosidade, narcisismo, maquiavelismo, psicopatia, afetos positivos e negativos e a frequencia do consumo do alcool. Mas apenas os afetos negativos, o maquiavelismo e a psicopatia explicaram a violencia entre parceiros intimos. Portanto, o objetivo da presente dissertacao foi cumprido, devendo ponderar os resultados dos estudos, por apresentarem algumas limitacoes. Mas, incentivam-se novas pesquisas a fim da replicacao dos dados.
  • FRANKLEUDO LUAN DE LIMA SILVA
  • Raciocínios morais de justiça e de perdão em padres
  • Data: 23/03/2018
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  • Cada vez mais, os estudos psicologicos tem mostrado que a experiencia religiosa constitui um fator relevante para o desenvolvimento moral do individuo, entretanto, tais investigacoes tem sido especialmente lacunares no tocante a analises mais rigorosas dos fundamentos dessa relacao. No presente estudo, considerando especificamente o universo do catolicismo e lancando luz sobre a justica e o perdao enquanto virtudes morais e de desenvolvimento, defende-se o argumento de tese de que os raciocinios morais de justica e de perdao de padres estao apoiados nas orientacoes doutrinarias do Catecismo da Igreja Catolica referentes a justica e ao perdao. Isto porque a forca doutrinal conservada no Catecismo, texto de exposicao dos conteudos essenciais a respeito da fe e da moral no ambito catolico, parece guiar o avanco moral dos seus seguidores. Duas teorias serviram de base principal para este estudo: a teoria do desenvolvimento do julgamento de justica, de Lawrence Kohlberg, e a teoria desenvolvimento do raciocinio de perdao, de Robert Enright. Cada autor apresenta uma tipologia de estagios, que representam a complexidade no raciocinio frente as decisoes morais. Ademais, reflexoes filosoficas e teologicas foram desenvolvidas a fim de conferir maior inteligibilidade as analises realizadas. Participaram do estudo 30 padres da Arquidiocese da Paraiba. Como instrumentos, foram utilizados um questionario biodemografico e um questionario composto por dois dilemas morais, o primeiro voltado para identificar os estagios dominantes do pensamento de justica e o segundo voltado para identificar os estagios dominantes do raciocinio de perdao. Verificou-se o uso predominante de raciocinios de justica pautados na valorizacao da obediencia a lei ou as convencoes para a manutencao da ordem social (estagio 4 na tipologia de Kohlberg) e de raciocinios baseados na compreensao de que as pessoas tem direitos individuais, sendo possivel, por meio de canais legais e acordos democraticos, alterar leis ou costumes morais eventualmente injustos (estagio 5). Ambos os raciocinios encontram lastro nas orientacoes catequeticas, as quais tanto podem suscitar pensamentos estritamente legalistas quanto raciocinios que transcendem o limite convencional da lei. Para o raciocinio de perdao, foram dominantes os estagios 3 (na classificacao de Enright), que esta em consonancia com as expectativas do grupo de pertenca; seguido do estagio 2,5, baseado em uma compensacao moral exemplificada no pedido de desculpas e na mudanca atitudinal do ofensor. Estes raciocinios seguem na direcao da ideia, evidenciada Catecismo, de que sao condicionantes do perdao o reconhecimento do erro, as desculpas, os sinais visiveis de arrependimento e o compromisso com a mudanca de comportamento. Comprovou-se, por meio de um teste de correlacao de Spearman, uma relacao significativa entre raciocinios de justica e raciocinios de perdao, indicando que quando o pensamento de justica avanca, o pensamento de perdao tambem avanca em algum grau. Verificou-se, atraves de um teste nao parametrico U de Mann Whitney, que os padres que coordenam paroquias com programas pastorais ativos, socialmente engajados, apresentam raciocinios de justica e de perdao mais avancados, em razao de, presumivelmente, conhecerem e considerarem as necessidades particulares, as circunstancias atenuantes e a perspectiva das pessoas antes de emitirem julgamentos de justica e de perdao. Relativamente ao conteudo das respostas dos padres sobre a pergunta “O que significa justica?”, as categorias mais frequentes – “igualdade” “direitos e deveres”, “cumprir a lei”, “equilibrio social” – sao alinhaveis as concepcoes de justica constantes no texto doutrinal do Catecismo da Igreja Catolica e corroboram o predominio do uso dos estagios 4 e 5 de pensamento de justica, pautados, respectivamente, na entronizacao da lei como uma entidade inviolavel e na reelaboracao de leis, mediante procedimentos contratuais democraticos, a fim de se maximizar o bem-estar geral. Com relacao as respostas sobre a questao “O que significa perdoar?”, a maioria dos padres, compativelmente com as concepcoes de perdao evocadas pelo Catecismo, enfatizou a diminuicao/interrupcao dos afetos e sentimentos negativos eliciados pela magoa, o reconhecimento da natureza falivel do humano, o perdao como um credito de confianca e como uma atitude que expressa amor, doacao e compaixao. De um modo geral, identificou-se grande compatibilidade entre os raciocinios dos participantes com o conteudo discursivo propalado pelo texto catequetico, sugerindo a confirmacao da tese proposta no presente estudo.
  • DINARA DAS GRAÇAS CARVALHO COSTA
  • ADOECIMENTO LABORAL: A TURBULÊNCIA E A VIVÊNCIA DOS AFASTAMENTOS
  • Data: 22/03/2018
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  • Atualmente as pessoas ainda estao adoecendo por conta do trabalho (Lacaz, 2016) e por vezes esse adoecimento e negado e mesmo minimizado para que o individuo continue sustentando a si e aos seus, pois o trabalhado acaba sendo menosprezado e adoecer aproxima o desemprego, pois o que importa e a producao gerada pelo sujeito (Castel, 1998). Assim, essa pesquisa tem como objetivo geral“ compreender o papel do reconhecimento, ou da falta dele, na dinamica psiquica de trabalhadores que foram afastados do seu empr ego/trabalho regular em decorrencia de doenca surgida ou agravada durante a atividade de trabalho. Essa pesquisa e de carater exploratorio - descritivo e buscou conhecer a realidade dos trabalhadores que, adoecidos, procuram o Centro de Referencia em Saude do Trabalhador de Joao Pessoa (CEREST – Joao Pessoa) em busca de apoio em sua situacao de saude ou previdenciaria. Contou-se com a participacao voluntaria de 14 trabalha dores, com o tempo de experiencia flutuando de 6 a 52 anos, sendo que 11 estavam afastados e desse total, 4 afirmaram que nao era mais o seu primeiro afastamento. Utilizou-se como instrumento um Guia de Entrevista semi-estruturado dividido em duas partes: a sociodemografico e a entrevista semi-estruturada, que foi organizada em seis eixos: I – Desde suas historias de trabalho ate sua historia de adoecimento; II – O fator do Reconhecimento; III – As estrategias de Normalidade; IV – Relacao Sofrimento/Prazer; V – Doencas; e VI – Das Perspectivas atuais. Esse estudo faz parte de uma pesquisa maior, que foi Submetida ao Comite de Etica sobe a resolucao 466/12, respeitando todas as exigencias etica de pesquisas com seres humanos. Apos aprovacao, foi-se a campo no Centro de Referencia Estadual em Saude do trabalhador (CEREST) entre os dias 02 de Agosto e 20 de Setembro de 2016. Inicialmente apresentava-se o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para os voluntarios e se prosseguia a entrevista. Atraves de Analise de Conteudo proposta de Laville e Dionne (1999), utilizou-se um metodo hermeneutico de interpretacao das falas dos entrevistados, pretendendo-se dar voz e possibilitar que esses expressem suas opinioes sobre as formas de reconhecimento, ou de nao-reconhecimento, no ambiente laboral. Como resultados parciais identificou-se quando o reconhecimento e importante para a saude mental dos trabalhadores e o quanto sua ausencia pode ser definida como um agente desencadeante de formas de adoecimento. Como exemplo apontam-se duas falas: “O que voce ta fazendo no dia a dia pra eles e importante, mas a partir do momento que voce nao pode mais eles nao reconhecem que voce ta com um problema” (P12); e “No momento que a gente e reconhecido a gente trabalha muito satisfeito” (P4). Para Dejours (2012) o reconhecimento hoje e um elo distante na relacao do trabalhador com a empresa, pois o que se evidencia e um desfacelamento dos coletivos, que culminam com uma forma de individualismo pautada no medo de confiar no outro e mesmo nos superiores e/ou subordinados.
  • CELIA MARIA CRUZ MARQUES CHAVES
  • PERCEPÇÃO MATERNA DA SOCIALIZAÇÃO E DOS COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN E EM DESENVOLVIMENTO TÍPICO.
  • Data: 13/03/2018
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  • Apesar da relevancia de se estudar a socializacao materna bem como sua relacao com os comportamentos agressivos em criancas com e sem deficiencia, ha na literatura especializada uma acentuada lacuna no que se refere as contribuicoes voltadas para as criancas com deficiencia e mais especificamente para aquelas com Sindrome de Down (SD). Assim, o objetivo geral da presente pesquisa e averiguar em que medida as praticas e os estilos de socializacao, adotados por maes de criancas com Sindrome de Down (SD) e em Desenvolvimento Tipico (DT), se relacionam com a percepcao materna a respeito da emissao de comportamentos agressivos de seus filhos. Os estudos de Hoffman sao centrais no tocante as praticas e tem fundamentando diferentes pesquisas como a realizada por Camino Cleonice, Camino, Leoncio e Moraes (2003). Quanto aos estilos de socializacao, sao referencias as producoes de Baumrind e de Maccoby e Martin que influenciaram, por exemplo, as contribuicoes de Musitu e Garcia (2001). No tocante aos comportamentos agressivos, assume-se a classificacao de Buss e Perry (1992), que indica quatro tipos de comportamentos: Agressao Fisica, Verbal, Raiva e Hostilidade. Para atingir o objetivo proposto, desenvolveram-se dois estudos empiricos. O primeiro voltado para adaptacao e verificacao da estrutura fatorial dos instrumentos de pesquisa utilizados na tese, e o segundo para a averiguacao da relacao entre as medidas estudadas. Participaram do primeiro estudo 200 maes com idade media de 34,4 (DP = 7,1) sendo a maioria casada (74,5%), com dois filhos (44,5%), de religiao catolica (75,5%) e com ensino superior completo (30,0%). Para o segundo estudo, contou-se com a participacao de 164 maes de criancas com SD (f = 82) e em DT (f = 82) com idade media de 36,6; (DP = 7,4) majoritariamente casadas (65,9%), com dois filhos (35,4%), de religiao catolica (55,5%) e com ensino medio completo (29,9%). As amostras caracterizaram-se como nao probabilistica, isto e, de conveniencia, participando pessoas que, convidadas aceitaram colaborar. Nos dois estudos, alem das questoes sobre aspectos biosociodemograficos, as maes responderam a tres instrumentos: a versao adaptada para maes do Questionario de Agressao de Buss e Perry - BPAQ; a versao adaptada para maes da Escala de socializacao parental - ESPA29 e o Instrumento de Tecnicas de Socializacao - ITC. As aplicacoes ocorreram individualmente nos dias e locais indicados pelas participantes e duraram em media 50 minutos. Os resultados obtidos no primeiro estudo demonstraram, para o BPAQ, indices de ajuste muito semelhantes aos observados em pesquisas anteriores e, nessa mesma direcao, figuram os resultados referentes a validacao do ITC. Quanto aos resultados da ESPA29, observou-se uma organizacao fatorial diferente da indicada por Musitu e Garcia (2001). Entretanto, dada a confirmacao da estrutura proposta pelos autores do instrumento em diferentes contextos culturais, adotou-se nas analises posteriores a organizacao indicada por Musitu e Garcia (2001) e seus colaboradores. No segundo estudo, observou-se que as maes de criancas em DT pontuaram mais alto tanto na percepcao da dimensao de aceitacao/implicacao quanto de severidade/imposicao, sendo essa diferenca estatisticamente significativa. No tocante as dimensoes de controle, observou-se que as maes de criancas em DT se orientam pelo controle interno enquanto as maes de criancas com SD pelo externo. Especificamente, no que se refere aos estilos, as maes de criancas em DT utilizam de forma mais frequente o autoritativo (Green, Caplan & Backer, 2014; Herman & Shantz, 1983; Marfo,1992; Minetto, 2010; Nader-Gorsbois & Lefevre, 2012), seguido do autoritario, indulgente e negligente, enquanto que as maes de criancas com SD o negligente, indulgente, autoritativo e autoritario, diferindo das indicacoes de estudos anteriores (Green, Caplan & Backer, 2014; Herman & Shantz, 1983; Marfo,1992; Minetto, 2010; Nader-Gorsbois & Lefevre, 2012). Considerando a relacao entre as variaveis estudadas observou-se, para os dois grupos de maes, que o controle materno mais coercitivo esta positivamente relacionado ao comportamento agressivo nos filhos e o controle baseado em estrategias de apoio negativamente relacionado. A relacao entre coercao e agressao aqui observada ja e apontada na literatura psicologica para criancas em DT, no entanto, para aquelas com algum atraso no desenvolvimento, nao ha clareza sobre como essas variaveis se relacionam (Green, Caplan & Backer, 2014). Dentre as poucas pesquisas encontradas observam-se tanto indicacoes de que a coercao promove um impacto negativo (Cielinski, Vaughn, Seifer & Conteras, 1995) quanto positivo nos filhos (Herman & Shantz, 1983; Marfo, 1992; Nader-Gorsbois & Lefevre 2012). A esse respeito, acredita-se que os achados da presente pesquisa podem contribuir com essa discussao. Alem da socializacao materna, outras variaveis estao associadas a agressao, no entanto, considerando o publico de criancas com SD, a relacao entre socializacao e agressao precisa ser mais considerada em estudos futuros. Ademais, podem ser desenvolvidas pesquisas de intervencao com a finalidade de promover nas maes a reflexao de que o controle do comportamento das criancas e benefico, desde que centrado em estrategias de apoio. O desafio ao controlar os comportamentos dos filhos esta em atuar sem favorecer o aparecimento de problemas internos (ansiedade, culpa, depressao) ou externos (comportamentos agressivos) nas criancas (Grusec, 2011). Com a descricao e discussao dos resultados dessa tese, nao visou-se realizar conclusoes generalistas a respeito da tematica, nem promover estereotipos para os grupos pesquisados, mas fomentar outras reflexoes sobre as variaveis estudadas.
  • CELIA MARIA CRUZ MARQUES CHAVES
  • PERCEPÇÃO MATERNA DA SOCIALIZAÇÃO E DOS COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS DE CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN E EM DESENVOLVIMENTO TÍPICO.
  • Data: 13/03/2018
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  • Apesar da relevancia de se estudar a socializacao materna bem como sua relacao com os comportamentos agressivos em criancas com e sem deficiencia, ha na literatura especializada uma acentuada lacuna no que se refere as contribuicoes voltadas para as criancas com deficiencia e mais especificamente para aquelas com Sindrome de Down (SD). Assim, o objetivo geral da presente pesquisa e averiguar em que medida as praticas e os estilos de socializacao, adotados por maes de criancas com Sindrome de Down (SD) e em Desenvolvimento Tipico (DT), se relacionam com a percepcao materna a respeito da emissao de comportamentos agressivos de seus filhos. Os estudos de Hoffman sao centrais no tocante as praticas e tem fundamentando diferentes pesquisas como a realizada por Camino Cleonice, Camino, Leoncio e Moraes (2003). Quanto aos estilos de socializacao, sao referencias as producoes de Baumrind e de Maccoby e Martin que influenciaram, por exemplo, as contribuicoes de Musitu e Garcia (2001). No tocante aos comportamentos agressivos, assume-se a classificacao de Buss e Perry (1992), que indica quatro tipos de comportamentos: Agressao Fisica, Verbal, Raiva e Hostilidade. Para atingir o objetivo proposto, desenvolveram-se dois estudos empiricos. O primeiro voltado para adaptacao e verificacao da estrutura fatorial dos instrumentos de pesquisa utilizados na tese, e o segundo para a averiguacao da relacao entre as medidas estudadas. Participaram do primeiro estudo 200 maes com idade media de 34,4 (DP = 7,1) sendo a maioria casada (74,5%), com dois filhos (44,5%), de religiao catolica (75,5%) e com ensino superior completo (30,0%). Para o segundo estudo, contou-se com a participacao de 164 maes de criancas com SD (f = 82) e em DT (f = 82) com idade media de 36,6; (DP = 7,4) majoritariamente casadas (65,9%), com dois filhos (35,4%), de religiao catolica (55,5%) e com ensino medio completo (29,9%). As amostras caracterizaram-se como nao probabilistica, isto e, de conveniencia, participando pessoas que, convidadas aceitaram colaborar. Nos dois estudos, alem das questoes sobre aspectos biosociodemograficos, as maes responderam a tres instrumentos: a versao adaptada para maes do Questionario de Agressao de Buss e Perry - BPAQ; a versao adaptada para maes da Escala de socializacao parental - ESPA29 e o Instrumento de Tecnicas de Socializacao - ITC. As aplicacoes ocorreram individualmente nos dias e locais indicados pelas participantes e duraram em media 50 minutos. Os resultados obtidos no primeiro estudo demonstraram, para o BPAQ, indices de ajuste muito semelhantes aos observados em pesquisas anteriores e, nessa mesma direcao, figuram os resultados referentes a validacao do ITC. Quanto aos resultados da ESPA29, observou-se uma organizacao fatorial diferente da indicada por Musitu e Garcia (2001). Entretanto, dada a confirmacao da estrutura proposta pelos autores do instrumento em diferentes contextos culturais, adotou-se nas analises posteriores a organizacao indicada por Musitu e Garcia (2001) e seus colaboradores. No segundo estudo, observou-se que as maes de criancas em DT pontuaram mais alto tanto na percepcao da dimensao de aceitacao/implicacao quanto de severidade/imposicao, sendo essa diferenca estatisticamente significativa. No tocante as dimensoes de controle, observou-se que as maes de criancas em DT se orientam pelo controle interno enquanto as maes de criancas com SD pelo externo. Especificamente, no que se refere aos estilos, as maes de criancas em DT utilizam de forma mais frequente o autoritativo (Green, Caplan & Backer, 2014; Herman & Shantz, 1983; Marfo,1992; Minetto, 2010; Nader-Gorsbois & Lefevre, 2012), seguido do autoritario, indulgente e negligente, enquanto que as maes de criancas com SD o negligente, indulgente, autoritativo e autoritario, diferindo das indicacoes de estudos anteriores (Green, Caplan & Backer, 2014; Herman & Shantz, 1983; Marfo,1992; Minetto, 2010; Nader-Gorsbois & Lefevre, 2012). Considerando a relacao entre as variaveis estudadas observou-se, para os dois grupos de maes, que o controle materno mais coercitivo esta positivamente relacionado ao comportamento agressivo nos filhos e o controle baseado em estrategias de apoio negativamente relacionado. A relacao entre coercao e agressao aqui observada ja e apontada na literatura psicologica para criancas em DT, no entanto, para aquelas com algum atraso no desenvolvimento, nao ha clareza sobre como essas variaveis se relacionam (Green, Caplan & Backer, 2014). Dentre as poucas pesquisas encontradas observam-se tanto indicacoes de que a coercao promove um impacto negativo (Cielinski, Vaughn, Seifer & Conteras, 1995) quanto positivo nos filhos (Herman & Shantz, 1983; Marfo, 1992; Nader-Gorsbois & Lefevre 2012). A esse respeito, acredita-se que os achados da presente pesquisa podem contribuir com essa discussao. Alem da socializacao materna, outras variaveis estao associadas a agressao, no entanto, considerando o publico de criancas com SD, a relacao entre socializacao e agressao precisa ser mais considerada em estudos futuros. Ademais, podem ser desenvolvidas pesquisas de intervencao com a finalidade de promover nas maes a reflexao de que o controle do comportamento das criancas e benefico, desde que centrado em estrategias de apoio. O desafio ao controlar os comportamentos dos filhos esta em atuar sem favorecer o aparecimento de problemas internos (ansiedade, culpa, depressao) ou externos (comportamentos agressivos) nas criancas (Grusec, 2011). Com a descricao e discussao dos resultados dessa tese, nao visou-se realizar conclusoes generalistas a respeito da tematica, nem promover estereotipos para os grupos pesquisados, mas fomentar outras reflexoes sobre as variaveis estudadas.
  • ANDREI ALVES DE AGUIAR
  • A Normatividade do Perdão Interpessoal
  • Orientador : JULIO RIQUE NETO
  • Data: 26/02/2018
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  • Situacoes de transgressoes envolvendo magoa e decepcao sao comuns a maioria das pessoas. Estudos comprovam que guardar tais sentimentos pode gerar consequencias desagradaveis nos comportamentos e na vida como um todo. Assim, a importancia do perdao se faz clara. Este constructo pode ser entendido como uma atitude moral em que a pessoa abdica do ressentimento e de julgamentos e comportamentos negativos para com o seu ofensor. O que ainda tem sido motivo de divergencias e se o perdao se trata de um comportamento especifico (variavel de estado), de uma acao continuada dependendo da pessoa (variavel de traco) ou algo relacionado a norma social. Neste momento, hipotetiza-se que o perdao esta relacionado a norma social. Deste modo, a presente tese teve como objetivo principal verificar se ha uma expressao de normatividade no perdao. Como objetivos especificos, buscou-se: a) apresentar evidencias de validade das Escalas de Resolucao de Problemas Interpessoais – Geral; b) apresentar evidencias de validade das Escalas de Resolucao de Problemas Interpessoais –Pessoal; e c) testar tres paradigmas de normatividade, propostos por Alves (2008) e Jellison e Green (1981). A fim de cumprir com estes objetivos, dois estudos foram propostos: (A) o primeiro estudo teve por objetivo conhecer evidencias de validade fatorial e consistencia interna das Escalas de Resolucao de Problemas Interpessoais – Geral e Pessoal. Para tanto, ele contou com a participacao de 264 pessoas, as quais responderam as escalas de resolucao de conflitos, construidas nessa oportunidade, em suas duas versoes. Analises de Poder discriminativo dos itens, Analise dos componentes principais e Alfa de Cronbach, possibilitaram demonstrar evidencias de validade e precisao para ambas as versoes da escala, sendo estas unifatoriais. Entretanto, foi percebido ao longo do percurso da tese que fazia-se necessario, para um recorte adequado do objeto, uma medida mais refinada e parciomoniosa, reduzindo o numero de contextos e de catogorias de relacionamento vitima-ofensor. Tomando como base o estudo de Rique e Camino (2010), foi proposta a ERPI 12 – Geral e Pessoal, que reduziu os graus de proximidade para apenas familiares e amigos, e os contextos de magoa para: traicao, humilhacao, agressao fisica, promessa nao cumprida, evitacao e mentira. Este estudo contou com a participacao de 257 pessoas que responderam a ERPI 12 – Geral e Pessoal. Analises de Poder discriminativo do itens, Analise dos componentes principais e Alfa de Cronbach, possibilitaram demonstrar evidencias de validade e precisao para ambas as versoes da escala, sendo estas unifatoriais. (B) Para testar a normatividade do perdao, o Estudo 2, de cunho quase-experimental, foi composto por tres partes. Nestas, manipulou-se, respectivamente, os seguintes paradigmas: a) Identificacao; b) Auto-Apresentacao; c) dos juizes. Analises de Alfa de Cronbach demonstraram evidencias preliminares de adequacao das medidas utilizadas na manipulacao. No paradigma 1, do qual participaram 70 pessoas, comparando-se as condicoes de Perdao Geral (opiniao propria), Perdao Geral (opiniao sobre os outros), Perdao Pessoal (opiniao propria) e Perdao Pessoal (opiniao sobre os outros), observou-se que os participantes consideraram que perdoariam mais do que os seus colegas. Ja no paradigma 2, do qual participaram 129 pessoas, buscava verificar se os individuos se descreviam de modo mais positivo quando comparados a outras pessoas. De fato, isto foi comprovado, com os escores das imagens positivas sendo maiores do que os das imagens negativas, tanto com relacao ao perdao Pessoal quanto ao perdao Geral. Por fim, 286 pessoas participaram do paradigma 3. Este demonstrou que quanto maior o nivel de exigencia do perdao, tanto maior a media das valencias positivas e menor a das valencias negativas (adjetivos descrevendo a pessoa ficticia). Em suma, por meio dos tres paradigmas aqui testados, verificou-se a normatividade do perdao, com as medias do perdao Pessoal sendo mais altas do que do perdao Geral. Isso quer dizer que o mesmo e compartilhado e aprovado ou desaprovado pelos outros. Assim, estima-se que esta tese cumpriu com os seus objetivos, fornecendo quatro medidas de resolucao de problemas interpessoais, uma completa e outra reduzida, que podem ser utilizadas em novos estudos relacionados ao perdao e testando, por meio de tres paradigmas, a normatividade do perdao.
  • WILLYANS GARCIA COELHO
  • MODULAÇÃO DA EMPATIA: UM ESTUDO CORRELACIONAL ENTRE NÍVEL SUBJETIVO DE EMPATIA E RESPOSTA ELETROFISIOLÓGICA A EXPRESSÕES EMOCIONAIS EM ADULTOS
  • Data: 21/02/2018
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  • O objetivo deste estudo foi analisar a correlacao entre o nivel de empatia e a resposta eletrofisiologica do cortex cerebral a estimulos audiovisuais com faces humanas que expressavam diferentes tipos de emocoes. A empatia e um processo que possibilita a partilha de estados emocionais e a compreensao do sentimento de outras pessoas, envolvendo aspectos afetivos e cognitivos. Pesquisas da area de Neurociencias Cognitivas Sociais que utilizam eletroencefalografia (EEG) apontaram que, diante de estimulos com expressoes emocionais, as duas dimensoes da empatia podem ser identificadas de forma distintas no potencial relacionado a eventos (ERP). Enquanto a empatia afetiva relaciona-se com a resposta rapida (componentes P100 e N170), o aspecto cognitivo da empatia pode ser verificado atraves do potencial positivo tardio (componentes P300 e LPP). Neste estudo, 18 participantes foram expostos a expressoes emocionais de alegria, raiva e tristeza, atraves de diferentes estimulos audiovisuais, e responderam a Escala de Empatia de Davis – Interpersonal Reactivity Index (IRI), composta por quatro sub-escalas, sendo duas cognitivas, Tomada de Perspectiva (TP) e Fantasia (FS), e duas afetivas, Angustia Pessoal (AP) e Consideracao Empatica (CE). A atividade eletrofisiologica foi medida atraves de um sistema de eletroencefalograma (EEG) de 32 canais. Os resultados indicam que ocorreram correlacoes significativas entre o nivel de empatia, especificamente na dimensao Tomada de Perspectiva, e todos os componentes do ERP avaliados, a saber, P100 na regiao occipital (Oz | r = -0,73), N170 na regiao temporal (TP9 | r = 0,72), P300 na regiao centro parietal (Cz | r = 0,58) e LPP na regiao frontal (Fz | r = 0,71). Dessa forma, conclui-se que o nivel de empatia do participante, avaliado atraves da escala subjetiva de empatia, esta associado a diferentes padroes de resposta eletrofisiologica do cortex cerebral em todos os componentes investigados.
  • WILLYANS GARCIA COELHO
  • MODULAÇÃO DA EMPATIA: UM ESTUDO CORRELACIONAL ENTRE NÍVEL SUBJETIVO DE EMPATIA E RESPOSTA ELETROFISIOLÓGICA A EXPRESSÕES EMOCIONAIS EM ADULTOS
  • Data: 21/02/2018
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  • O objetivo deste estudo foi analisar a correlacao entre o nivel de empatia e a resposta eletrofisiologica do cortex cerebral a estimulos audiovisuais com faces humanas que expressavam diferentes tipos de emocoes. A empatia e um processo que possibilita a partilha de estados emocionais e a compreensao do sentimento de outras pessoas, envolvendo aspectos afetivos e cognitivos. Pesquisas da area de Neurociencias Cognitivas Sociais que utilizam eletroencefalografia (EEG) apontaram que, diante de estimulos com expressoes emocionais, as duas dimensoes da empatia podem ser identificadas de forma distintas no potencial relacionado a eventos (ERP). Enquanto a empatia afetiva relaciona-se com a resposta rapida (componentes P100 e N170), o aspecto cognitivo da empatia pode ser verificado atraves do potencial positivo tardio (componentes P300 e LPP). Neste estudo, 18 participantes foram expostos a expressoes emocionais de alegria, raiva e tristeza, atraves de diferentes estimulos audiovisuais, e responderam a Escala de Empatia de Davis – Interpersonal Reactivity Index (IRI), composta por quatro sub-escalas, sendo duas cognitivas, Tomada de Perspectiva (TP) e Fantasia (FS), e duas afetivas, Angustia Pessoal (AP) e Consideracao Empatica (CE). A atividade eletrofisiologica foi medida atraves de um sistema de eletroencefalograma (EEG) de 32 canais. Os resultados indicam que ocorreram correlacoes significativas entre o nivel de empatia, especificamente na dimensao Tomada de Perspectiva, e todos os componentes do ERP avaliados, a saber, P100 na regiao occipital (Oz | r = -0,73), N170 na regiao temporal (TP9 | r = 0,72), P300 na regiao centro parietal (Cz | r = 0,58) e LPP na regiao frontal (Fz | r = 0,71). Dessa forma, conclui-se que o nivel de empatia do participante, avaliado atraves da escala subjetiva de empatia, esta associado a diferentes padroes de resposta eletrofisiologica do cortex cerebral em todos os componentes investigados.
2017
Descrição
  • LAYRTTHON CARLOS DE OLIVEIRA SANTOS
  • MOTIVAÇÕES PARA ALIMENTAÇÃO (NÃO) SAUDÁVEL: CONTRIBUIÇÕES DOS VALORES HUMANOS, IMAGEM CORPORAL E AUTOCONTROLE
  • Data: 18/12/2017
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  • Esta tese objetivou conhecer as motivacoes por tras da alimentacao saudavel e nao saudavel, desenvolver medidas para mensura-las e verificar como o autocontrole, valores humanos e imagem corporal se relacionam a elas. Foram elaborados tres capitulos. No Capitulo 1, objetivou-se explorar sob um enfoque qualitativo as referidas motivacoes. Participaram 205 estudantes universitarios que responderam a um questionario com perguntas abertas sobre as razoes que os levaram a consumir alimentos saudaveis ou nao saudaveis. Os resultados das Analises de Classificacao Hierarquica Descendente mostraram cinco motivos relacionados ao consumo de alimentos saudaveis (perda de peso, sentir-se bem, prevencao de doencas, necessidades do organismo e beneficios) e outros cinco ao de nao saudaveis (desejo, ocasioes diversas, falta de tempo, praticidade e vantagens). O capitulo 2 objetivou desenvolver a Escala de Motivacoes para Alimentacao Saudavel (EMAS) e a Escala de Motivacoes para Alimentacao Nao Saudavel (EMANS), e reunir evidencias de validade e precisao das mesmas, sendo dividido em duas etapas. Na etapa 1 participaram 208 universitarios, os quais responderam as versoes iniciais das medidas. Analises fatoriais exploratorias indicaram estruturas de tres fatores tanto para a EMAS [Prevencao de doencas (5 itens, α = 0,93), Perda de peso (5 itens, α = 0,91) e Vitalidade (5 itens, α = 0,91)] quanto para a EMANS [Falta de tempo (5 itens, α = 0,89), Desejo (5 itens, α = 0,89) e Interacao social (5 itens, α = 0,83)]. Na etapa 2 participaram outros 229 universitarios, os quais responderam as versoes finais da EMAS e da EMANS. Os resultados confirmaram tanto o modelo fatorial da EMAS (e.g., CFI = 0,96, TLI = 0,95) quanto o da EMANS (e.g., CFI = 0,95, TLI = 0,93), os quais tambem se apresentaram invariantes em relacao ao sexo dos participantes (ΔCFI < 0,010; ΔRMSEA < 0,015). Finalmente, o Capitulo 3 pretendeu conhecer a relacao entre o autocontrole, valores humanos e imagem corporal com as motivacoes para a alimentacao saudavel e nao saudavel, bem como desenvolver modelos explicativos dessas. Contou-se com uma amostra de 391 pessoas da populacao geral que responderam os seguintes instrumentos: Escala de Investimento Corporal, Escala de Avaliacao da Satisfacao com a Imagem Corporal, Escala de Motivacoes para Alimentacao Saudavel, Escala de Motivacoes para Alimentacao Nao Saudavel, Questionario dos Valores Basicos e o Brief Self-Control Scale. Em linhas gerais, os resultados indicaram que um maior nivel de autocontrole, valores sociais e centrais e uma maior satisfacao com a imagem corporal estao relacionados a uma maior motivacao para a alimentacao saudavel, enquanto um baixo autocontrole, valores pessoais e uma menor satisfacao com a imagem corporal estao relacionados a uma maior motivacao para a alimentacao nao saudavel. O modelo explicativo das motivacoes para a alimentacao saudavel a partir do autocontrole, valores sociais e cuidado corporal apresentou indicadores de ajuste satisfatorios (e.g., CFI = 0,95, TLI = 0,93) que indicaram sua plausibilidade. Diante desses resultados, confia-se que os objetivos da tese tenham sido alcancados. Foram exploradas em um enfoque qualitativo as motivacoes para a alimentacao saudavel e nao saudavel, desenvolvidas duas medidas parcimoniosas e com bons indicadores de validade de construto e fidedignidade, e conhecidas as relacoes dessas motivacoes com o autocontrole, valores humanos e imagem corporal. Decerto, estes achados contribuem para a literatura sobre a tematica no cenario brasileiro.
  • TACIANA DUARTE DE QUEIROZ BRITO
  • INVESTIGAÇÃO DO PADRÃO DE FIXAÇÃO DO MOVIMENTO OCULAR DURANTE A DETECÇÃO DE SINAIS DA MENTIRA EM ADULTOS
  • Data: 28/11/2017
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  • A mentira e uma tematica de grande relevancia pois trata-se de um comportamento aparentemente recorrente que esta presente em grau e intensidade diferente na humanidade, com algumas excecoes dependendo do seguimento da populacao. Talvez por isto, os pesquisadores tem procurado desenvolver e aprimorar tecnicas para deteccao da mentira a partir de sinais verbais e nao verbais. O objetivo geral desta pesquisa foi utilizar o rastreamento ocular de videos com e sem conteudo de mentira, interpretados por alvos do sexo masculino e feminino, para investigar o padrao do movimento ocular na deteccao de sinais da mentira, em adultos jovens. Utilizou-se um delineamento experimental com medidas repetidas com duas condicoes: condicao controle (videos com alvos falando verdade) e condicao experimental (videos com alvos falando mentira), em ordem contrabalanceada. Os videos utilizados como estimulos continham faces de pessoas (alvos) que falavam verdade ou mentira. O rastreamento dos movimentos oculares dos participantes foi realizado com um Eye Tracker Tobii modelo TX300. Participaram do estudo 16 universitarios (oito homens e oito mulheres) do curso de psicologia, da UFPB. Inicialmente, os participantes assinaram o Termo de Consentimento (TCLE) e em seguida responderam na ordem o questionario sociodemografico, o teste de acuidade visual (optotipos E de Rasquin) e as escalas de ansiedade e depressao de Beck. A tarefa de deteccao de mentira iniciou com as instrucoes e calibracao do eye tracker. Em seguida, cada participante assistiu quatro videos monitorado com o eye tracker, com intervalos de 30 segundos entre eles, onde julgava se o video era verdadeiro ou falso em uma folha de resposta. O padrao do movimento ocular para cada video e as respostas foram agrupados em planilha de acordo com a condicao e analisados com o software SPSS versao 21. De acordo com os criterios de normalidade (teste Shapiro-Wilk) os dados foram analisados com uma ANOVA fatorial mista, para avaliar os efeitos principais e de interacao das variaveis dentre e entre participantes. Os resultados do padrao de movimento ocular demonstraram que houve diferencas significativas quanto ao numero de fixacoes entre os videos de verdade e mentira, pois verificou um efeito de interacao [F (1, 14) = 6,02, p = 0,028, e η2 = 0,30)] e um efeito principal do tipo de video [F (1, 14) = 72,78, p = 0,001, η2 = 0,84)]. Este efeito demonstrou um maior numero de fixacoes quando o video era de verdade (M = 129,53) do que quando o video era de mentira (M = 78,37). Considerando as diferencas entre as areas de interesse da face (nariz, boca e olhos) por tipo de video (verdade e mentira), a que obteve maior numero de fixacoes pelos participantes foi a area do nariz nos videos de mentira e verdade, com alvo do sexo masculino. Ja para o sexo feminino, a area de maior interesse foi o nariz com maior numero de fixacao no video de verdade e a boca em relacao a duracao da fixacao. A analise categorica dos sinais da mentira (DePaulo et al., 2003) revelou ainda que 83 % dos sinais detectados pelos participantes foram relacionados as expressoes faciais nao-verbais. Em ordem decrescente, os sinais de mentira identificados pelos participantes foram: expressoes faciais contrarias a fala como nojo, alegria, microexpressoes: mexer o canto da boca, apertar os olhos (33,5 %); sorrisos falsos e nervosismo (29 %); a direcao do olhar como olhar para os lados e desvio do olhar (19 %); seriedade (9,5 %); esforco cognitivo como respostas prolongadas, pensar muito para responder e pausas (4,5 %) e falta de entusiasmo (4,5 %). Portanto, os resultados sugerem que o padrao de rastreamento ocular na deteccao de mentiras difere significativamente de acordo com as areas de interesse da face e o tipo de video. E, que a face pode demonstrar sinais da mentira atraves das expressoes faciais dos alvos, principalmente pelos sinais nao-verbais.
  • TACIANA DUARTE DE QUEIROZ BRITO
  • INVESTIGAÇÃO DO PADRÃO DE FIXAÇÃO DO MOVIMENTO OCULAR DURANTE A DETECÇÃO DE SINAIS DA MENTIRA EM ADULTOS
  • Data: 28/11/2017
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  • A mentira e uma tematica de grande relevancia pois trata-se de um comportamento aparentemente recorrente que esta presente em grau e intensidade diferente na humanidade, com algumas excecoes dependendo do seguimento da populacao. Talvez por isto, os pesquisadores tem procurado desenvolver e aprimorar tecnicas para deteccao da mentira a partir de sinais verbais e nao verbais. O objetivo geral desta pesquisa foi utilizar o rastreamento ocular de videos com e sem conteudo de mentira, interpretados por alvos do sexo masculino e feminino, para investigar o padrao do movimento ocular na deteccao de sinais da mentira, em adultos jovens. Utilizou-se um delineamento experimental com medidas repetidas com duas condicoes: condicao controle (videos com alvos falando verdade) e condicao experimental (videos com alvos falando mentira), em ordem contrabalanceada. Os videos utilizados como estimulos continham faces de pessoas (alvos) que falavam verdade ou mentira. O rastreamento dos movimentos oculares dos participantes foi realizado com um Eye Tracker Tobii modelo TX300. Participaram do estudo 16 universitarios (oito homens e oito mulheres) do curso de psicologia, da UFPB. Inicialmente, os participantes assinaram o Termo de Consentimento (TCLE) e em seguida responderam na ordem o questionario sociodemografico, o teste de acuidade visual (optotipos E de Rasquin) e as escalas de ansiedade e depressao de Beck. A tarefa de deteccao de mentira iniciou com as instrucoes e calibracao do eye tracker. Em seguida, cada participante assistiu quatro videos monitorado com o eye tracker, com intervalos de 30 segundos entre eles, onde julgava se o video era verdadeiro ou falso em uma folha de resposta. O padrao do movimento ocular para cada video e as respostas foram agrupados em planilha de acordo com a condicao e analisados com o software SPSS versao 21. De acordo com os criterios de normalidade (teste Shapiro-Wilk) os dados foram analisados com uma ANOVA fatorial mista, para avaliar os efeitos principais e de interacao das variaveis dentre e entre participantes. Os resultados do padrao de movimento ocular demonstraram que houve diferencas significativas quanto ao numero de fixacoes entre os videos de verdade e mentira, pois verificou um efeito de interacao [F (1, 14) = 6,02, p = 0,028, e η2 = 0,30)] e um efeito principal do tipo de video [F (1, 14) = 72,78, p = 0,001, η2 = 0,84)]. Este efeito demonstrou um maior numero de fixacoes quando o video era de verdade (M = 129,53) do que quando o video era de mentira (M = 78,37). Considerando as diferencas entre as areas de interesse da face (nariz, boca e olhos) por tipo de video (verdade e mentira), a que obteve maior numero de fixacoes pelos participantes foi a area do nariz nos videos de mentira e verdade, com alvo do sexo masculino. Ja para o sexo feminino, a area de maior interesse foi o nariz com maior numero de fixacao no video de verdade e a boca em relacao a duracao da fixacao. A analise categorica dos sinais da mentira (DePaulo et al., 2003) revelou ainda que 83 % dos sinais detectados pelos participantes foram relacionados as expressoes faciais nao-verbais. Em ordem decrescente, os sinais de mentira identificados pelos participantes foram: expressoes faciais contrarias a fala como nojo, alegria, microexpressoes: mexer o canto da boca, apertar os olhos (33,5 %); sorrisos falsos e nervosismo (29 %); a direcao do olhar como olhar para os lados e desvio do olhar (19 %); seriedade (9,5 %); esforco cognitivo como respostas prolongadas, pensar muito para responder e pausas (4,5 %) e falta de entusiasmo (4,5 %). Portanto, os resultados sugerem que o padrao de rastreamento ocular na deteccao de mentiras difere significativamente de acordo com as areas de interesse da face e o tipo de video. E, que a face pode demonstrar sinais da mentira atraves das expressoes faciais dos alvos, principalmente pelos sinais nao-verbais.
  • ELIS AMANDA ATANASIO DA SILVA
  • "A mão que afaga é a mesma que apedreja": preconceitos e percepções de vulnerabilidades de profissionais de saúde frente às pessoas que vivem com HIV/Aids
  • Data: 16/10/2017
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  • Desde o seu advento na decada de 80 que a aids passa por inumeras metaforas que legitimam processos de estigma, preconceito e discriminacao frente as pessoas acometidas, tornando-se tal fato uma limitacao aos esforcos da prevencao e tratamento da doenca. Deste modo, as pessoas que vivem com HIV/Aids tendem a sofrer uma dupla vitimizacao: a primeira, causada pela enfermidade em si com suas consequencias psicofisiologicas; e a segunda que diz respeito ao preconceito vivenciado, marginalizando-as na sociedade. O preconceito se caracteriza como uma forma de relacao intergrupal organizada em torno das relacoes de poder entre grupos, produzindo representacoes ideologicas que justificam a expressao de atitudes negativas e depreciativas, bem como a expressao de comportamentos hostis em relacao aos membros de grupos minoritarios. Assim, os preconceitos tem componentes cognitivos (as crencas e os estigmas), afetivos (sentimentos, emocoes, antipatias e aversoes) e disposicionais (motivacao para agir ou tendencias para a discriminacao). Diante do exposto, tem-se como objetivo geral analisar os preconceitos e as percepcoes de vulnerabilidades individual, social e programatica de profissionais de saude frente as pessoas que vivem com HIV/aids. Para tanto, contou-se com a realizacao de tres estudos empiricos, tendo uma amostra nao-probabilistica por conveniencia, composta por 31 profissionais de saude atuantes na Paraiba, sendo 16 da atencao basica e 15 dos servicos de atencao especializada em HIV/aids, distribuidos equitativamente nas profissoes de enfermagem e medicina. A maioria dos participantes sao do sexo feminino, com as idades variando de 25 a 64 anos (M = 41,3; DP = 12,6), casados e catolicos. Foram utilizados tres instrumentos que se complementaram: teste de associacao livre de palavras; entrevista semi-estruturada e um questionario sociodemografico. A partir dos dados do Estudo I, de carater quantitativo e exploratorio, cujo objetivo foi identificar as crencas dos profissionais de saude frente as pessoas que vivem com HIV/aids, obteve-se duas categorias: crencas cognitivas (psicossocial e clinica) e crencas afetivas (sofrimento e preconceito), havendo a presenca de crencas paternalistas, assistencialistas e negativas sobre as pessoas soropositivas, a exemplo das evocacoes tristeza, medo, preocupacao, complicado e desinformacao. Verificou-se ainda a presenca de estigmas e estereotipos, bem como a responsabilizacao dos soropositivos pelo contagio. Ja o Estudo II, qualitativo, de levantamento e descritivo, teve como objetivo analisar o estigma, o preconceito e as narrativas de discriminacao dos profissionais de saude frente as pessoas que vivem com HIV. Aqui surgiram tres classes tematicas: I) Componente cognitivo do preconceito, a qual deu voz a categoria crencas estigmatizantes, com seis subcategorias (silencio; sentenca de morte; periculosidade; isolamento social; promiscuidade e corpo marcado); II) Componente afetivo do preconceito, na qual emergiu a categoria sentimentos dos profissionais de saude frente as PVHA, com tres subcategorias: pena, medo e tristeza; e III) Componente disposicional do preconceito, que trouxe tres categorias: Discriminacao nos servicos frente a PVHA; Discriminacao nos servicos frente ao profissional de saude e Discriminacao justificada, respectivamente. As tres classes tematicas que surgiram demonstram a forma que os profissionais de saude pensam, sentem e orientam suas acoes, fundamentados na atitude preconceituosa frente ao exogrupo. Por ultimo, o Estudo III, qualitativo e de levantamento, cujo objetivo foi analisar as dimensoes de vulnerabilidades individual, social e programatica que os profissionais de saude situam as pessoas que vivem com HIV. Emergiu nos resultados uma unica classe tematica denominada Vulnerabilidades, que deu seguimento a tres categorias: vulnerabilidade individual (estilo de vida, responsabilizacao da pessoa soropositiva, falta de informacao e banalizacao da prevencao); vulnerabilidade social (apoio social e discriminacao social) e vulnerabilidade programatica. Portanto, constatou-se que os profissionais de saude de ambas as redes apresentaram preconceito frente as pessoas que vivem com HIV/aids, baseado em crencas estigmatizantes que associa-as a desinformacao, responsabilizacao individual no contagio e estilo de vida devasso, bem como na expressao de sentimentos aparentemente positivos e benevolentes, mas que coloca-as num lugar de passividade, incapacidade e falta de autonomia perante a sociedade e a sua propria vida. Foi notoria a maior associacao dos soropositivos a vulnerabilidade de cunho individual, o que pode gerar um retrocesso na resposta a epidemia, ao admitir-se que a dificuldade reside nos individuos e nao nas relacoes sociais instaladas, colocando em segundo plano a necessidade de mudancas sociais e programaticas.
  • CLOVIS PEREIRA DA COSTA JUNIOR
  • Cor da Pele e Oposição à Imigração: o Papel do Preconceito e das Representações Sociais Sobre o Brasil
  • Data: 29/08/2017
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  • Esta tese teve por objetivo investigar o papel do preconceito e das representacoes sociais sobre o Brasil, doravante denominadas “mitos fundantes” na relacao entre cor da pele e oposicao a imigracao. Parte-se do pressuposto de que este relacionamento e mediado pelos mitos e moderado pelo nivel de preconceito dos participantes. Para alcancar esse objetivo, tres artigos foram elaborados. O primeiro objetivou reunir evidencias de validade de construto da Escala dos Mitos Fundantes (EMF). Por meio de analises exploratoria e confirmatoria, os resultados mostraram que o instrumento de medida possui parametros estatisticos adequados na solucao com tres fatores. O artigo 2 objetivou investigar o papel mediador das representacoes sociais sobre o Brasil na relacao entre cor da pele e a oposicao a imigracao e analisar estas interacoes a partir a funcao moderadora do preconceito. Os resultados apontaram a ocorrencia de mediacao para os mitos “democracia racial” e “respeito a diversidade cultural”, respectivamente nos niveis alto e baixo do preconceito, indicando que o imigrante negro sofre oposicao a partir da ativacao de mecanismos psicologicos relativos a negacao da democracia racial brasileira e a percepcao de ameaca ao equilibrio cultural do pais. No terceiro artigo, foram analisados os discursos justificadores para a tomada de posicao frente a imigracao, tendo por base a cor da pele do imigrante. Utilizou-se uma abordagem policial excessiva a um imigrante como cenario para apreender as justificativas dos participantes. Os dados foram processados pelo software IRAMUTEQ e revelaram que, na condicao de imigrante branco, nao houveram posicionamentos favoraveis a conduta policial. Ja em relacao ao negro verificou-se a ocorrencia de culpabilizacao desse imigrante, inclusive por meio de adjetivos, tais como bandido e meliante. Em conjunto, os resultados obtidos nesta tese demonstram a importancia da cor da pele como principio organizador dos processos de exclusao social.
  • JOSÉ ANDRADE COSTA FILHO
  • SEXUALIDADE NO CONTEXTO DA PARAPLEGIA: UM ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
  • Data: 23/08/2017
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  • Partindo da premissa que sexualidade sempre adquiriu conotacoes diversas, em conformidade com os significados e os sentidos que lhe foram e sao atribuidos pela cultura, o termo sexualidade ora se relaciona a atividade sexual (biologico) ora ao papel de genero, influenciando o modo de ser dos individuos socialmente. Segundo a sexualidade e construida a partir do conjunto de instituicoes sociais, culturais, historicas e discursivas mediada pelo dispositivo do sabe – poder, uma vez que a relacao de poder gera normas, controle e vigilia daquilo em que determinada epoca e certo e normal. O corpo e a sexualidade ganham sentido por que existem nas sociedades e sao por elas fabricados, onde os discursos sao responsaveis por regular e normatizar os comportamentos sexuais em determinada epoca e contexto. O corpo deficiente sempre foi visto como negativo em todo transcorrer da historia, por nao corresponder as exigencias minimas para a cooperacao social e para as atividades requeridas ao trabalho, neste sentido as determinacoes historicas, economicas, sociais e culturais, se inscreve no contexto da paraplegia, pois, a mesma se caracteriza como um tipo de deficiencia que atinge a perda das funcoes motoras e sensibilidade das pernas. No que se refere a sexualidade, o desejo na pessoa paraplegica pode sofre alteracoes principalmente em decorrencia de questoes psicologicas e sociais, nao negando a existencia de problemas organicos. Este estudo tem como objetivo geral apreender as representacoes sociais das pessoas com paraplegia acerca da sexualidade. Trata-se de um estudo de campo de carater qualitativo, respaldado pela Teoria das Representacoes Sociais, realizado numa clinica publica, conveniada com o SUS na cidade de Campina Grande e tambem fez-se uso da metodologia bola de neve. A mostra foi composta de 40 participantes (Masculino = 28; Feminino = 12) entre 22 e 57 anos de ambos os sexos, diagnosticada com paraplegia. Como instrumento de coleta foram utilizados um Questionario Biopsicodemografico, analisado pelo Software SPSS 19.0 Estatistica Descritiva, uma Entrevista semi estruturada, analisada pelo software Alceste, PASW versao 18 e a Tecnica de Associacao Livre de Palavras(TALP) pelo software Trideux Mots. Os resultados apontam uma media de idade de 31,78 anos e um Desvio Padrao de 8, 636, uma predominante do sexo masculino, escolaridade de 50% que cursaram o Ensino Fundamental, estado civil solteiro (77%) sendo 80% por paraplegia adquirida, tendo como causa maior acidentes automobilisticos( moto e carro) e como nivel neurologico principal a lombar. As Representacoes Sociais acerca da sexualidade estao relacionada a notoria a re-significacao da sexualidade, diferenciando sexo e sexualidade, quando consideram sexualidade como um conceito mais amplo, que envolve relacionamento entre duas pessoas, atracao, carinho, prazer e envolvimento sexual, onde o sexo nao esta relacionado apenas ao prazer genital, tambem ligada a atracao, desejo, ao feminino e ao masculino, no sentido de encontrar o amor. Neste sentido a sexualidade refere-se a uma pessoa como um todo, seus pensamentos, sentimentos, atitudes e comportamentos com relacao a propria pessoa e aos outros., nao deixando de levar em consideracao a historicidade de cada pessoa, pois esta compreensao subjetiva da sexualidade diz respeito a vivencia emocional, nao podendo deixar de ser mediada pela sociedade , onde as pessoas com paraplegia depende do processo de socializacao, experimentacao e esclarecimento e informacoes a respeito de viverem a sua sexualidade.
  • IRIA RAQUEL BORGES WIESE
  • ATITUDES E VULNERABILIDADES FRENTE AO ABORTO PROVOCADO EM CONTEXTOS DE LEGALIDADE E ILEGALIDADE
  • Data: 01/08/2017
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  • Este estudo teve como objetivo investigar os valores, crencas de genero, atitudes e vulnerabilidades associados ao aborto provocado em contextos de ilegalidade (Brasil – Paraiba) e legalidade (Uruguai – Montevideu). Partiu-se dos seguintes questionamentos: Podem os valores e as crencas de genero predizerem as atitudes favoraveis e contrarias ao direito aborto provocado? Quais as vulnerabilidades estao implicadas nessa pratica, tanto no contexto de ilegalidade quanto no de legalidade, e como elas influenciam nas vivencias e significados das mulheres? A tese a ser defendida, a qual foi analisada a partir de um modelo teorico, e a de que as atitudes frente ao direito ao aborto provocado podem ser explicadas pelos valores psicossociais e crencas de genero de uma sociedade. Tais atitudes, contrarias ou favoraveis, demarcam contextos de ilegalidade e legalidade, respectivamente, os quais reduzem, reproduzem ou aumentam as situacoes de vulnerabilidades experimentadas pelas mulheres que praticam aborto, podendo influenciar na sua vivencia e sentidos. A fim de responder a tese e o objetivo geral apresentados, foram realizados tres estudos. O estudo 1 consistiu na traducao, adaptacao e validacao dos instrumentos de medida (Gender Attitude Inventory – GAI e Questionarios de Valores Psicossociais – QVP-24) utilizados no estudo 2. Este, por sua vez, tambem de natureza quantitativa, teve como finalidade analisar um modelo preditivo das atitudes de estudantes universitarios, em ambos os contextos, frente ao direito ao aborto provocado, tendo como variaveis explicativas os valores psicossociais e as crencas de genero. Por fim, o estudo 3 (de natureza qualitativa) objetivou, de forma independente, identificar e analisar os elementos que reduzem, reproduzem ou aumentam determinadas vulnerabilidades implicadas no aborto provocado a partir do discurso das mulheres que o praticaram. Ao mesmo tempo, pretendeu-se investigar como tais contextos (de legalidade e ilegalidade) refletem na experiencia e sentidos produzidos pelas mulheres que provocaram aborto. Ao buscar identificar os valores, crencas de genero, atitudes e vulnerabilidades associados ao aborto provocado, pretende-se levantar elementos que poderao dar subsidios para a promocao da saude, buscando um olhar para outras dimensoes na assistencia. Participaram do estudo 1 e do estudo 2 398 estudantes universitarios brasileiros, acessados em universidades publicas e privadas do estado da Paraiba, sendo 50,8% do sexo masculino e 49,2% do sexo feminino, 39,4% estudantes da area de exatas, 33,2% de humanas e 27,4% de saude, com media de idade de 24,7 anos (DP = 6,8), bem como 384 estudantes uruguaios, sendo 46,1% do sexo masculino e 53,9% do sexo feminino, 44% da area de humanas, 41,9% de exatas e 14,1% de saude, com media de idade de 22,71 anos (DP = 4,6). Os questionarios foram adaptados e validados analisando-se as suas evidencias psicometricas. Para tanto, foi empregada a Analise Fatorial Exploratoria, utilizando-se o metodo de Analise dos Componentes Principais (ACP) com a finalidade de localizar dimensoes subjacentes ao conjunto de dados coletados, isto e, os fatores. Apos a validacao desses instrumentos de medida, procedeu-se o estudo 2. Na analise do modelo preditivo das atitudes frente ao direito ao aborto provocado observaram-se diferencas entre os dois contextos legislativos pesquisados. No contexto de ilegalidade (Brasil – Paraiba), as variaveis que explicaram as atitudes frente ao direito ao aborto provocado foram: o sistema religioso (23%), as crencas modernas no que diz respeito a iniciativa sexual tanto por homens como mulheres (8%), o sistema de valor hedonista (3%) e as crencas modernas (construtivistas) em relacao as diferencas nos papeis familiares e sexuais (1%). Diferentemente do Uruguai, o sistema de valor religioso foi a variavel que melhor explicou as atitudes em questao, num sentido negativo, ou seja, quanto mais religioso, menor as atitudes favoraveis ao direito ao aborto provocado. No contexto de legalidade (Uruguai – Montevideu), quatro variaveis explicaram as atitudes em relacao ao direito ao aborto provocado: liberdade sexual feminina (18%), religiosidade (7%), diferenca nos papeis profissionais (4%) e diferenca nos papeis familiares e sexuais (2%). Observou-se que as crencas de genero foram a variavel que melhor explicou a variancia das atitudes frente ao direito ao aborto provocado, mais especificamente o fator liberdade sexual feminina. Por fim, participaram do estudo 3 17 mulheres uruguaias e 13 mulheres brasileiras que provocaram aborto, as quais responderam a uma entrevista semiestruturada, utilizando uma metodologia baseada no metodo de cenas, o qual considera a subjetividade das pessoas e seu contexto sociocultural. Os dados foram analisados com base na categorizacao tematica. Emergiram, para ambos os contextos, quatro categorias, as quais se referem as cenas de interesse deste estudo, a saber: o momento da relacao sexual que gerou a gestacao nao planejada e indesejada, representada pela categoria nomeada de “Relacao afetivo-sexual e direitos sexuais e reprodutivos”, passando pela “Descoberta da gravidez e trajetoria”, pela “Decisao pelo aborto e trajetoria” e, por fim, a “Vivencia pos-aborto”. Observou-se, de forma geral que a subjetividade social, historicamente configurada em cenarios sociais e, ao mesmo tempo, individuais, ressoaram sobre as vulnerabilidades, a experiencia e sentidos das mulheres que provocaram aborto no contexto de legalidade e ilegalidade.
  • LARISSE HELENA G MACEDO BARBOSA
  • ATITUDES FRENTE ÀS VÍTIMAS DE ESTUPRO: O PAPEL DE VARIÁVEIS SOCIOCULTURAIS E SÓCIOPSICOLÓGICAS
  • Data: 19/06/2017
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  • A presente tese objetivou avaliar diferentes aspectos das atitudes frente as vitimas de estupro e suas relacoes com tracos de personalidade, valores humanos, honra e machismo. Para tanto, foram elaborados um artigo teorico e quatro empiricos. O Artigo 1 discutiu o estupro, focando nas atitudes frente as vitimas, e as consequencias psicologicas e socioculturais dessas atitudes. Em seguida, foram realizados dois estudos empiricos (artigo 2) e (artigo 3) de adaptacao e validacao de instrumentos psicologicos para o contexto brasileiro. Precisamente, O Artigo 2 realizou o processo de validacao e comprovacao da estrutura da Escala de Atitudes frente a vitima de estupro (EAVE) por meio de dois estudos; no primeiro, participaram 200 pessoas, com media de idade de 21,8 anos (DP = 5,27), no qual, foi realizada uma analise dos componentes principais apontando uma estrutura de tres componentes que explicaram conjuntamente 39,02% da variancia total, apresentando indices de consistencia interna adequados, como seguem: credibilidade da vitima (α = 0,82), merecimento da vitima (α = 0,80) e culpa da vitima (α = 0,60). Do Estudo 2 participaram 231 estudantes universitarios, apresentando media de idade de 21,6 anos (DP=4,02), efetivou-se uma analise fatorial confirmatoria que corroborou a estrutura trifatorial [e.g., GFI = 0,86, RMSEA=0,05 (IC90% = 0,044-0,062)] dessa medida. O Artigo 3 objetivou adaptar a Escala de Machismo Sexual para o contexto brasileiro, reunindo evidencias de seus parametros psicometricos, sendo tambem composto de dois Estudos. Participaram 231 estudantes universitarios (Estudo 1) e 200 pessoas da populacao geral (Estudo 2), com medias de idade de 21,6 (DP = 4,02) e 21,8 (DP = 5,27), respectivamente. Como resultados, encontou-se uma solucao unifatorial, com indicadores de consistencia interna satisfatorios (α = 0,81 e α = 0,76) e validade convergente com os fatores Sexismo Hostil e Sexismo Benevolo da Escala de Sexismo Ambivalente. Ademais, uma analise fatorial confirmatoria corroborou tal dimensao preconizada [e.g., CFI = 0,97 e RMSEA = 0,02 (IC90% = 0,075-0,104)]. Dessa forma, conclui-se que tanto a EAVE quando a Escala de Machismo Sexual apresentaram evidencias de validade fatorial e consistencia interna, mostrando-se assim psicometricamente adequadas para utilizacao nos estudos posteriores da presente tese. O Artigo 4 avaliou os correlatos das atitudes frente as vitimas de estupro, construindo um modelo explicativo tendo, como variaveis independentes o machismo, a preocupacao com a honra, os valores humanos e os tracos de personalidade. Utilizando uma amostra de 212 pessoas da cidade de Patos-PB, com media de idade de 24,9 (DP = 9,58). A partir da realizacao de regressoes lineares, propos-se um modelo explicativo no qual os tracos de personalidade (extroversao e neuroticismo) predisseram os valores (interativo e existencia) e a preocupacao com a honra (honra masculina) e o machismo, e esses por sua vez explicaram as atitudes frente as vitimas de estupro. O modelo apresentou os seguintes indicadores de qualidade: χ²/gl = 2,75, GFI = 0,94, AGFI = 0,90, CFI = 0,87 e RMSEA = 0,09 (IC90% = 0,065 – 0,011); apontando para um ajuste satisfatorio deste modelo. Por fim, o Artigo 5 investigou a relacao entre os valores da vitima, o ambiente onde ela estava e o genero dos respondentes da pesquisa. Participaram 200 pessoas, com media de idade de 22,4 anos (DP = 8,37) que apos a leitura de cenarios de estupro de uma mulher, responderam, questoes relativas a situacao de violencia descrita no cenario. Os resultados demonstraram que quando a mulher e descrita como priorizando os valores de experimentacao, o homem tende a ser culpabilizado em menor medida pelo estupro do que quando a mulher e descrita como endossando valores normativos ou interativos. Confia-se ter contribuido para a literatura na area, fornecendo duas medidas breves, especificamente uma de avaliacao das atitudes frente as vitimas de estupro e outra de machismo, foi construindo um modelo explicativo das atitudes frente as vitimas de estupro, bem como, verificou-se a influencia dos valores humanos na culpabilizacao do estupro.
  • KAREN GUEDES OLIVEIRA
  • ATITUDES FRENTE À CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA: O PAPEL DOS TRAÇOS DE PERSONALIDADE, DOS ESTILOS PARENTAIS E DOS VALORES HUMANOS
  • Data: 19/06/2017
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  • A presente tese objetivou conhecer em que medida os tracos de personalidade, os estilos parentais e os valores humanos predizem as atitudes de criancas frente aos seus pares com deficiencia. A fim de alcancar o objetivo proposto, foram realizados quatro estudos. O Estudo 1 objetivou conhecer as evidencias de validade da Chedoke-McMaster Attitudes towards Children with Handicaps Scale – CATCH (Escala de Atitudes frente a Crianca com Deficiencia - EAFCD) para o contexto brasileiro. Participaram 304 criancas de 7 a 12 anos (M= 9,75, DP= 1,63), a maioria do sexo feminino (57,9%), estudantes do segundo ao setimo ano do Ensino Fundamental de escolas da rede privada, situadas em uma capital nordestina. Todas as criancas responderam a EAFCD, em sua versao original com 36 itens e aos dados demograficos. Foi encontrada uma estrutura trifatorial, com sete itens cada, com os alfas de Cronbach variando entre 0,60 e 0,81. O Estudo 2 objetivou replicar a estrutura fatorial descrita no estudo anterior, a fim de conhecer as evidencias de validade fatorial e consistencia interna da EAFCD no contexto do interior do estado. Especificamente, objetivou-se avaliar a congruencia entre a estrutura fatorial resultante da amostra proveniente da capital e do interior. Para tanto, participaram 196 criancas com a mesma escolaridade e faixa etaria do estudo supracitado, sendo criancas residentes em cidade do interior do estado, com idade media de 10,7 anos (DP= 0,88), 50% do sexo masculino e 50% do sexo feminino. Os participantes responderam a EAFCD, com 21 itens, obtida por meio do estudo 1, Os resultados indicaram que por meio dos criterios de Catell e Horn, a medida apresentou uma estrutura tridimensional, com componentes relacionados a integracao social (α =0,85), isolamento social (α =0,65) e alta valoracao (α =0,54), sugerindo uma estrutura da EAFCD reduzida em 18 itens, bem como apresentou otimos indices de congruencia fatorial (variando de 0,93 a 0,99). Os achados sugeriram evidencias de validade e propriedades psicometricas adequadas do instrumento para seu uso no contexto brasileiro. Desse modo, o Estudo 3 foi realizado objetivando a analise confirmatoria da EAFCD. A amostra foi composta por 200 criancas com idade media de 9,89 anos (DP= 1,30), a maioria do sexo feminino (59,5%), estudantes do 2º ao 7º ano do Ensino Fundamental. Quanto a adequacao da dimensionalidade do instrumento, corroborou-se sua estrutura trifatorial com indicadores satisfatorios de ajuste: χ2/gl = 1,37, GFI = 0,99, AGFI = 0,99, RMSEA = 0,01 (IC90% = 0,015-0,0,62). Ressalta-se que todos os pesos fatoriais (lambdas) foram estatisticamente diferentes de zero (λ ≠ 0; z > 1,96, p < 0,05). Por ultimo, o Estudo 4 buscou a elaboracao de um modelo teorico explicativo das atitudes investigadas nos estudos supracitados. Participaram 314 criancas, com idade media de 9,96 anos (DP= 1,52), a maioria do sexo feminino (54,1%). Conclui-se que as atitudes frente a crianca com deficiencia podem ser explicadas pelo traco de personalidade “amabilidade”, estilo parental “autoritativo” e pela subfuncao valorativa “realizacao”.
  • ANA RAQUEL DE OLIVEIRA
  • Avaliação do rastreamento ocular e neurocognitiva de homens e mulheres expostos a solventes orgânicos
  • Data: 31/05/2017
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  • O objetivo desta tese foi avaliar o rastreamento ocular e funcoes neurocognitivas de homens e mulheres com e sem exposicao a mistura de solventes organicos. Assim, esta tese apresenta-se dividida em dois estudos. Estudo 1: teve o objetivo de registrar o numero e a duracao de fixacoes de individuos com e sem exposicao a mistura de solventes organicos, mais especificamente verificar se a exposicao afeta de forma diferente as respostas de mulheres e homens expostos, correlacionando os resultados a alguns indices de composicao corporea. Participaram 44 voluntarios (M idade = 27,59; DP = 6,34). Foram utilizados o High-Speed Video Eye tracker Toolbox de 250 Hz, analise de bioimpedancia e questionario sociodemografico. Os resultados indicaram que o grupo de estudo apresentou fixacoes mais longas (t = 3,82; p = 0,001; r = 0,51) e duracao significativamente maiores (t = 4,27; p = 0,001, r = 0,54) do que o grupo controle. Entretanto, os resultados nao mostraram diferencas significantes entre mulheres e homens expostos (numero de fixacoes: t = 0,82; p = 0.42; r = 0.03; duracao de fixacoes: t = 0,27; p = 0,79; r = 0,01), assim como nao foram encontradas correlacoes entre o padrao do rastreamento ocular e as medidas de composicao corporal (p > 0,05). Ja o Estudo 2 objetivou avaliar a atencao, funcoes executivas e memoria de curto prazo de individuos com e sem exposicao a mistura de solventes organicos, mais especificamente se a exposicao afeta de forma diferente as respostas de homens e mulheres, correlacionando estes resultados a alguns indices de composicao corporea. Participaram 56 voluntarios (M idade = 27,80; DP = 6,70). Foram utilizados o Trail Making Test (TMT) A e B, Figura Complexa de Rey (FCR) Copia e Memoria, analise de bioimpedancia e questionario sociodemografico. Os resultados indicaram desempenho menor das mulheres expostas em comparacao as nao expostas em todos os testes (p 0,05). Ainda assim, as mulheres expostas apresentaram correlacao significante entre o desempenho no FCR-Copia com agua, peso, massa gorda, massa magra corporal e os homens expostos apresentaram correlacao significante entre o TMT-B com a Relacao Cintura-Quadril (RCQ) e gordura visceral. No geral, considera-se que os solventes organicos podem afetar o movimento ocular de fixacao e funcoes neurocognitivas, mas os efeitos variam conforme os testes neurocognitivos e com o indice de composicao corporea, independentemente do sexo.
  • LIDIANE SILVA DE ARAUJO
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA OBESIDADE: IDENTIDADE E ESTIGMA
  • Data: 31/05/2017
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  • Esta tese buscou apreender as representacoes sociais (RS) da obesidade elaboradas por diversas pertencas sociais (grupos com historico de obesidade, populacao geral e futuros profissionais de areas relacionadas ao tratamento da obesidade). Ancorada na teoria das representacoes sociais, defende-se que a analise das pertencas sociais e condicao basilar para a apreensao contextualizada das RS da obesidade, painel que viabiliza a compreensao de correlatos psicossociais relevantes implicados na tessitura da obesidade. Nesta tela, tres estudos foram estruturados. Estudo 1. Objetivou comparar as RS da obesidade e da autoimagem elaboradas por 145 pessoas gastroplastizadas (n=69) e aspirantes a gastroplastia (n=76), a maioria do sexo feminino, com idades de 18 a 60 anos (M=35,05; DP=7,80), membros de grupos virtuais relacionados a cirurgia bariatrica. Utilizou-se como instrumento a TALP (estimulos: "obesidade" e "eu mesmo(a)"), cujas evocacoes foram submetidas a analise lexicografica pelo EVOC. Para os dois grupos, a obesidade foi associada a tristeza, sugerindo uma vulnerabilidade da condicao a assinalamentos depressivos. Alem disso, como doenca estigmatizada, a obesidade foi associada a uma marca moral, cuja vergonha e denunciada pelo proprio corpo, implicando positiva ou negativamente a qualidade da autoimagem dos atores sociais que realizaram ou nao o procedimento cirurgico. Estudo 2. Objetivou conhecer as RS da gordofobia segundo a populacao geral. Realizou-se uma pesquisa documental na internet, cujas opinioes constituiram um corpus textual submetido a analise lexical pelo IRAMUTEQ, desdobrando cinco classes tematicas. Evidenciou-se que a ancoragem da obesidade como doenca epidemica justificou a expressao do preconceito baseado no peso na maioria dos comentarios, muitos dos quais negaram a existencia da gordofobia, destacando, por outro lado, a preocupacao com a saude, identificando as pessoas gordas como inferiores e responsabilizando-as por suas "inadequacoes" corporais. Estudo 3. Objetivou conhecer como futuros profissionais de areas relacionadas ao tratamento da obesidade representam a obesidade e a pessoa com sobrepeso. Participaram 273 estudantes de uma IES publica da cidade de Joao Pessoa-Paraiba, com idades de 18 a 49 anos (M= 22,71; DP = 4,90), distribuidos em cursos de Medicina (n=36,3%), Nutricao (26%), Educacao Fisica (17,6%) e Psicologia (20,1%), os quais responderam a TALP (estimulos "obesidade" e "pessoa gorda"). Embora a tristeza tenha emergido no estudo 1 como nucleo central das RS da obesidade, sinalizando, ainda, outros aspectos subjetivos, psicologicos e sociais relacionados ao tema, no terceiro estudo, no entanto, os futuros profissionais, ancoraram as RS da obesidade, sobretudo, na esfera fisica. Ademais, alguns estereotipos foram associados a pessoa com sobrepeso (feia, doente, engracada, gulosa, preguicosa, entre outros), contribuindo para legitimar praticas discriminatorias e estigmatizantes. Esta realidade, indubitavelmente, desperta uma preocupacao quanto a formacao desses estudantes e seus futuros exercicios profissionais. Espera-se que os estudos conduzidos nesta tese ampliem a producao nacional do conhecimento cientifico sobre o tema, destacando o papel da Psicologia Social, assim como sugestoes de estudos futuros e a viabilidade de politicas publicas no ambito da obesidade.
  • LIDIANE SILVA DE ARAUJO
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA OBESIDADE: IDENTIDADE E ESTIGMA
  • Data: 31/05/2017
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  • Esta tese buscou apreender as representacoes sociais (RS) da obesidade elaboradas por diversas pertencas sociais (grupos com historico de obesidade, populacao geral e futuros profissionais de areas relacionadas ao tratamento da obesidade). Ancorada na teoria das representacoes sociais, defende-se que a analise das pertencas sociais e condicao basilar para a apreensao contextualizada das RS da obesidade, painel que viabiliza a compreensao de correlatos psicossociais relevantes implicados na tessitura da obesidade. Nesta tela, tres estudos foram estruturados. Estudo 1. Objetivou comparar as RS da obesidade e da autoimagem elaboradas por 145 pessoas gastroplastias (n=69) e aspirantes a gastroplastia (n=76), a maioria do sexo feminino, com idades de 18 a 60 anos (M=35,05; DP=7,80), membros de grupos virtuais relacionados a cirurgia bariatrica. Utilizou-se como instrumento a TALP (estimulos: "obesidade" e "eu mesmo(a)"), cujas evocacoes foram submetidas a analise lexicografica pelo EVOC. Para os dois grupos, a obesidade foi associada a tristeza, sugerindo uma vulnerabilidade da condicao a assinalamentos depressivos. Alem disso, como doenca estigmatizada, a obesidade foi associada a uma marca moral, cuja vergonha e denunciada pelo proprio corpo, implicando positiva ou negativamente a qualidade da autoimagem dos atores sociais que realizaram ou nao o procedimento cirurgico. Estudo 2. Objetivou conhecer as RS da gordofobia segundo a populacao geral. Realizou-se uma pesquisa documental na internet, cujas opinioes constituiram um corpus textual submetido a analise lexical pelo IRAMUTEQ, desdobrando cinco classes tematicas. Evidenciou-se que a ancoragem da obesidade como doenca epidemica justificou a expressao do preconceito baseado no peso na maioria dos comentarios, muitos dos quais negaram a existencia da gordofobia, destacando, por outro lado, a preocupacao com a saude, identificando as pessoas gordas como inferiores e responsabilizando-as por suas "inadequacoes" corporais. Estudo 3. Objetivou conhecer como futuros profissionais de areas relacionadas ao tratamento da obesidade representam a obesidade e a pessoa com sobrepeso. Participaram 273 estudantes de uma IES publica da cidade de Joao Pessoa-Paraiba, com idades de 18 a 49 anos (M= 22,71; DP = 4,90), distribuidos em cursos de Medicina (n=36,3%), Nutricao (26%), Educacao Fisica (17,6%) e Psicologia (20,1%), os quais responderam a TALP (estimulos "obesidade" e "pessoa gorda"). Embora a tristeza tenha emergido no estudo 1 como nucleo central das RS da obesidade, sinalizando, ainda, outros aspectos subjetivos, psicologicos e sociais relacionados ao tema, no terceiro estudo, no entanto, os futuros profissionais, ancoraram as RS da obesidade, sobretudo, na esfera fisica. Ademais, alguns estereotipos foram associados a pessoa com sobrepeso (feia, doente, engracada, gulosa, preguicosa, entre outros), contribuindo para legitimar praticas discriminatorias e estigmatizantes. Esta realidade, indubitavelmente, desperta uma preocupacao quanto a formacao desses estudantes e seus futuros exercicios profissionais. Espera-se que os estudos conduzidos nesta tese ampliem a producao nacional do conhecimento cientifico sobre o tema, destacando o papel da Psicologia Social, assim como sugestoes de estudos futuros e a viabilidade de politicas publicas no ambito da obesidade.
  • ALEX SANDRO DE MOURA GRANGEIRO
  • DESONESTIDADE ACADÊMICA: O PAPEL MODERADOR DOS VALORES NORMATIVOS NA RELAÇÃO ENTRE AUTOCONTROLE E COMPORTAMENTO DE FRAUDE EM UNIVERSITÁRIOS
  • Data: 15/05/2017
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  • A presente tese teve por objetivo verificar o papel moderador dos valores normativos na relacao entre autocontrole e comportamento de fraude em universitarios. Para alcancar esse objetivo foram delineados quatro estudos empiricos. No Estudo 1, buscou-se adaptar e reunir evidencia de validade e precisao da Escala de Fraude em Ambiente Academico (EFAA) para o Brasil. Para tanto, contou-se com a participacao de 474 estudantes universitarios (59,3% do sexo feminino; Midade = 21,8). As analises fatoriais exploratorias e confirmatorias demonstraram a adequabilidade da estrutura bifatorial do instrumento. O modelo proposto, composto por 9 itens distribuidos entre os fatores Plagio (KR20 = 0,68) e “Cola” Academica (KR20 = 0,69), apresentou indicadores de ajuste (χ²/gl = 2,13; CFI = 0,88; TLI = 0,84; RMSEA = 0,07) aceitaveis. Os resultados tambem demonstraram a validade convergente da medida. No Estudo 2, buscou-se adaptar e reunir evidencias de validade e precisao da Brief Self-Control Scale (BSCS) para o contexto brasileiro. Para tanto, contou-se com a participacao de 565 estudantes universitarios (59,3% do sexo feminino; Midade = 21,8). As analises fatoriais exploratorias e confirmatorias demonstraram a adequabilidade da estrutura bifatorial do instrumento. O modelo proposto, de 10 itens, distribuidos entre os fatores Controle de Impulsos (α = 0,63) e Autodisciplina (α = 0,65), apresentou indicadores de ajuste (χ²/gl = 1,78; CFI = 0,94; TLI = 0,92; RMSEA = 0,05) satisfatorios. Os resultados tambem demonstraram a validade convergente da medida. De posse de instrumentos fidedignos para mensuracao do traco de autocontrole e do comportamento de fraude, procedeu-se o Estudo 3 que teve por objetivo avaliar o papel moderador dos valores normativos na relacao entre autocontrole e comportamento de fraude. Para tanto, contou-se com a participacao de 485 estudantes universitarios (60,6% do sexo feminino; Midade = 22,1). Os resultados indicaram que os coeficientes de regressao do modelo como um todo foram significativamente diferentes de zero (R2= 0,12; F (457,3) = 3,54; p < 0,001). Especificamente, o termo de interacao entre controle de impulsos e valores normativos apresentou efeito significativo sobre o comportamento de fraude (β = -0,14; p <0,01), dando suporte a hipotese de que os valores normativos funcionam como uma variavel moderadora nessa relacao. O controle de impulso previu significativa e negativamente o comportamento de fraude (b = -0.81; p < 0,001) em participantes com altas pontuacoes (+1DP) em valores normativos, enquanto nao demonstrou efeito significativo sobre o comportamento de fraude (b = -0,17; p <0,05) em participantes com baixa pontuacao (-1DP) nesses valores. No entanto, na replicacao quase-experimental desse estudo (Estudo 4), o controle de impulsos e o termo de interacao entre controle de impulsos e saliencia de normatividade (β = -0,08; p < 0,001) nao se mostraram preditores significativos do comportamento de fraude diretamente observado. Com a conclusao desses estudos, acredita-se que os resultados obtidos tragam novos elementos para a compreensao da associacao classica entre auto-controle e comportamento desviante, demonstrando, sobretudo, a relevancia dos valores normativos para a compreensao do comportamento de fraude em ambiente academico.
  • ISABEL CRISTINA VASCONCELOS DE OLIVEIRA
  • Personalidade Virtuosa: evidências psicométricas e correlatos valorativos e pró-sociais
  • Data: 08/05/2017
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  • A presente tese objetivou elaborar e testar uma medida para avaliar os tracos virtuosos da personalidade (bright side of personality), relacionando-os aos comportamentos pro-sociais, valores humanos e empatia. Para tanto, foram elaborados cinco artigos. No Artigo 1, de natureza teorica, foi proposto um modelo pautado nos tracos: perdao, abdicacao de ressentimentos e julgamentos negativos; gratidao, apreco e reconhecimento de acoes positivas; e, altruismo, beneficio e ajuda a outras pessoas, nos quais foram apresentadas as suas definicoes, caracteristicas e correlatos. O Artigo 2 versou sobre a elaboracao do Inventario de Personalidade Virtuosa (IPV), nos quais foram construidos itens sobre os tres tracos, e respondidos por 467 estudantes universitarios. Uma analise fatorial (PAF) apontou seis fatores que explicaram 55,6% da variancia total, como seguem: remissao (α = 0,83) e incriminacao (α = 0,73), que representam a dimensao perdao, reconhecimento (α = 0,76) e inexpressividade (α = 0,68), relacionados com a gratidao, e beneficencia (α = 0,78) e egotismo (α = 0,79), que cobrem a dimensao altruismo. Estas dimensoes foram correlacionadas a medidas da triade sombria e modelo CGF, sendo observadas correlacoes fracas e moderadas nas direcoes esperadas. O Artigo 3 objetivou verificar a estabilidade da estrutura hexafatorial previamente encontrada em outro conjunto de dados (N = 267). Foi replicada a mesma estrutura hexafatorial, que explicou 69% da variancia total e α superior a 0,70. Na sequencia, novos participantes (N = 299) responderam a medidas de personalidade virtuosa, big five (BFI) e comportamentos pro-sociais (SDQ). Os resultados indicaram um ajuste satisfatorio do modelo hierarquico de personalidade virtuosa, prevendo tres fatores de primeira ordem e seis fatores de segunda ordem (χ²/g.l. = 1,89, GFI = 0,92, CFI = 0,94, TLI = 0,93 e RMSEA = 0,05). Foram testados, alternativamente, modelos unidimensional e bifactor; no entanto, o hierarquico se mostrou mais adequado para avaliacao da triade virtuosa. Quanto a validade convergente, perdao, gratidao e altruismo apresentaram correlacoes positivas e moderadas com a amabilidade (r = 0,43 a 0,63) e os comportamentos pro-sociais (r=0,34 a 0,49). O Artigo 4 comparou individuos com altos e baixos escores de tracos de personalidade virtuosos (N = 114) e verificou que as mulheres, pessoas mais velhas, religiosas e da area de saude/humanas tem mais chances de apresentar os tracos virtuosos em percentil superior a 75. Quanto aos valores humanos, os individuos com tracos virtuosos elevados apresentaram maiores escores nos valores sociais (interativo e normativo) e menores escores nos valores pessoais (experimentacao e realizacao). O Artigo 5 objetivou, por sua vez, conhecer o poder preditivo da personalidade virtuosa, dos valores humanos e da empatia em relacao aos comportamentos pro-sociais. Participaram 750 pessoas que responderam as medidas de personalidade virtuosa, comportamentos pro-sociais, valores humanos e empatia. Os resultados sugeriram que os comportamentos pro-sociais foram explicados, respectivamente, pela amabilidade e extroversao, perdao, gratidao e altruismo, subfuncao interativa, e tomada de perspectiva e preocupacao empatica. Testou-se, por conseguinte, os efeitos dos tracos virtuosos nos comportamentos pro-sociais, mediados por valores humanos e empatia (R² = 0,45; p < 0,001). Observaram-se, na sequencia, efeitos diretos e indiretos dos tracos em relacao aos comportamentos pro-sociais. Portanto, conclui-se que o IPV corresponde a uma ferramenta meritoria para avaliacao dos tracos virtuosos, e que suas dimensoes estao relacionadas as variaveis demograficas e aos correlatos valorativos e pro-sociais. Conclui-se tambem que os comportamentos pro-sociais podem ser preditos pelos tracos perdao, gratidao e altruismo, quando mediados pelos valores interativos e fatores empaticos.
  • LIVIA BRAGA DE SA COSTA
  • DEFESA DO DOMÍNIO PESSOAL E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS FAMILIARES HIPOTÉTICOS POR ADOLESCENTES
  • Orientador : CLEONICE PEREIRA DOS SANTOS CAMINO
  • Data: 05/05/2017
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  • O presente estudo teve como objetivo principal verificar como filhos adolescentes defendem o seu Domínio Pessoal (DP) quando este é confrontado com o uso da autoridade parental a partir de diferentes situações hipotéticas. O enfoque adotado foi o de Larry Nucci sobre o Domínio Pessoal. Segundo esse autor, o Domínio Pessoal corresponde a um domínio das cognições sociais que engloba comportamentos referentes ao próprio indivíduo, a regras estritamente pessoais e que se encontra fora da área de regulação social justificável. Para alcançar o objetivo proposto, 36 adolescentes, estudantes de escola da rede privada, divididos igualmente conforme o sexo, foram entrevistados. Na entrevista, foram apresentados aos participantes um instrumento com quatro dilemas relativos ao Início da Vida Sexual, à Escolha da Carreira, à Privacidade e à Saída Noturna. Para a análise dos resultados, foram realizados testes não-paramétricos e uma análise de conteúdo semântico. Dentre os resultados, verificou-se a existência de quatro categorias de Domínio Pessoal. Para cada categoria encontrada, foi atribuído um nível de defesa: Ausência de Defesa do DP, nível 0, em que os adolescentes não defendem o seu DP por se consideraram incapazes de gerirem sua própria vida; Defesa Inconsistente do DP, nível 1, que é hierarquicamente superior ao nível 0, porém, revela um baixo nível de defesa do DP, pois reflete um conflito entre seu direito e o de seus pais; Defesa do DP com Prudência, nível 2, que indica um nível mais elevado do que o nível anterior porque inclui respostas que envolvem a compreensão do adolescente sobre a preocupação dos pais em protegê-los; e Defesa Total do DP, nível 3, que foi considerado o mais elevado, pois as respostas incluídas nele revelam que os filhos reconhecem sua zona de privacidade e a defendem em detrimento das expectativas de seus pais. Os resultados de testes não-paramétricos indicaram que o nível prevalente de respostas no dilema do Início da Vida Sexual, da Escolha da Carreira e da Privacidade foi o nível 3. A única exceção foi em relação ao dilema da Saída Noturna, onde se verificou que a maior frequência de respostas foi para o nível 2. Acredita-se que essa exceção está relacionada à especificidade do conteúdo desse dilema, uma vez que a saída noturna pode representar uma ameaça à segurança do adolescente. Em relação à resolução de conflitos, verificou-se que: o Diálogo/Explicação obteve a maior frequência de respostas em relação a todos os dilemas, o que pode significar que os adolescentes encontraram uma forma democrática de resolverem conflitos; a Submissão e a Assunção de culpa associaram-se significativamente com os níveis 0 e 1 de defesa do DP, o que sugere que esses aspectos psicológicos impedem uma defesa eficiente do DP; A Negociação, por sua vez, associou-se ao nível 1 de defesa do DP, indicando que essa forma de resolução, embora favoreça um ambiente familiar mais harmonioso, pode não ser uma estratégia tão eficiente para a defesa da autonomia do adolescente.
  • POLLYANA DE LUCENA MOREIRA
  • O Julgamento Moral e a Construção da Ação Política
  • Data: 20/04/2017
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  • O presente trabalho defende a tese de que a acao politica pode ser compreendida a partir da psicologia social do desenvolvimento moral. Acredita-se que a integracao entre essas duas areas da psicologia possa ajudar a compreender melhor os fenomenos sociais pois, as acoes das pessoas na sociedade envolvem tanto elementos relacionados ao desenvolvimento psicossocial quanto elementos construidos a partir das suas acoes e interacoes na sociedade, enquanto membros de um grupo. Para o presente trabalho, considerou-se o julgamento moral como um dos fatores relacionados ao desenvolvimento psicossocial que podem afetar a forma como as pessoas constroem as reflexoes que as levam a decidir pelo engajamento em acoes politicas. Adotou-se a concepcao de acao politica enquanto as acoes de individuos ou grupos que tem a finalidade de promover mudancas sociais que acarretem alteracoes na forma como as instituicoes podem melhor atender as demandas da sociedade. A partir dessas consideracoes, o presente trabalho de tese teve como objetivo construir um modelo de acao politica como base o julgamento moral. Para a construcao desse modelo considerou-se a associacao entre variaveis relacionadas ao desenvolvimento psicossocial (ideologia politica, percepcao de justica e identidade social) e variaveis construidas a partir da interacao das pessoas na sociedade enquanto membros de um grupo (identidade ativista e comprometimento, saliencia politica pessoal e percepcao de eficacia). Considerou-se ainda que o proposito de vida afetaria e sofreria o efeito da acao politica, nas formas de ativismo e/ou radicalismo. Para a construcao desse modelo considerou-se que diferencas na qualidade do julgamento moral proporcionariam diferencas na forca da associacao entre essas variaveis para a promocao da intencao de engajamento em acoes politicas. Foram hipotetizados dois modelos de acao politica: um com base no julgamento moral convencional e outro com base no julgamento moral pos-convencional. Esses modelos foram testados em jovens universitarios brasileiros (n = 251) e espanhois (n = 201), com as idades dos jovens brasileiros variando de 18 a 30 anos (M = 23.06; dp = 3.76) e com as idades dos jovens espanhois variando de 18 a 27 anos (M =19,52; dp = 1.81). Como instrumentos foram utilizados o DIT, adaptado por Camino et al. (1998) para investigar o julgamento moral; a escala de ideologia politica de Evans, Heath e Lalljee (1996); a escala de identidade social, de Zomeren, Postmes e Spears (2012); a escala de percepcao de justica social de Klandermans, van der Toorn e van Stekelenburg (2008), a escala de saliencia politica pessoal, de Duncan e Stewart (2007), a escala de ativismo/radicalismo de Moskalenko e McCauley (2009), a escala de identidade ativista e comprometimento de Klar e Kasser (2009), a escala de percepcao de eficacia de Hornsey et al. (2006), a escala de proposito de vida, de Peterson, Park e Seligman (2005) e um questionario biodemografico. Para a testagem dos modelos foram realizadas analises de correlacao, analises de regressao hierarquicas e simples e modelagens de equacoes estruturais. Os resultados indicaram que as diferencas na qualidade do julgamento moral foram responsaveis pelas diferencas no modo como os jovens organizam as reflexoes e atitudes envolvidas com o engajamento em acoes politicas. Para os jovens espanhois, nao foi possivel verificar diferencas com relacao ao julgamento moral pois a amostra desses jovens apresentou julgamento moral pos-convencional predominante, nao havendo um numero de participantes com julgamento moral convencional que permitisse a realizacao das analises necessarias para a construcao do modelo. A partir dos resultados encontrados pode-se afirmar a validade da psicologia social do desenvolvimento moral para a explicacao da acao politica.
  • RENAN PEREIRA MONTEIRO
  • Tríade Sombria da Personalidade: Conceitos, medição e correlatos
  • Data: 20/04/2017
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  • A presente tese objetivou explorar o lado sombrio da personalidade, verificando o ajuste de medidas que o operacionalizam e checando suas relacoes com fenomenos diversos (e.g., manipulacao interpessoal, impulsividade, valores, infidelidade e taticas para atracao de parceiros). Para tanto, foram desenvolvidos quatro artigos: um teorico e tres empiricos. O primeiro artigo versa sobre a Triade Sombria da personalidade, apresentando este modelo que enfoca tracos de natureza aversiva que fazem parte de uma faixa normal de funcionamento da personalidade. Foram apresentadas formas de mensurar estes tracos de personalidade, ressaltando, a partir de uma perspectiva evolucionista, o papel adaptativo que estes podem cumprir. O segundo artigo (N = 243) teve como escopo adaptar as duas medidas concisas mais utilizadas para avaliacao conjunta da Triade Sombria (Dirty Dozen e Short Dark Triad), reunindo evidencias em torno da validade (fatorial e convergente) e consistencia interna destas medidas. Ademais, analises a partir da Teoria de Resposta ao Item possibilitaram conhecer os parametros individuais dos itens, especificamente a dificuldade e discriminacao. O conjunto de evidencias psicometricas foi favoravel a Dirty Dozen, utilizada nos artigos subsequentes. O terceiro artigo (N = 397) avaliou o papel da Triade Sombria, em conjunto com os Cinco Grandes Fatores e valores humanos, para a predicao de atitudes e intencoes de ser infiel, sendo que estes dois ultimos explicaram o engajamento em relacoes extradiadicas. De modo geral, os resultados apontaram que Maquiavelismo, psicopatia e narcisismo sao diferencas individuais que podem predispor a infidelidade. O quarto artigo (N = 225) verificou que pessoas com tracos sombrios de personalidade desempenham taticas efetivas de autopromocao para conseguirem parceiros casuais, mesmo controlando pelos Cinco Grandes Fatores e orientacao sociossexual, sendo psicopatia e narcisismo preditores do uso de tais taticas para os homens, enquanto que apenas narcisismo o fez para as mulheres. As evidencias reunidas apontam para o importante papel da Triade Sombria da personalidade, sendo que estes tracos facilitam o sucesso reprodutivo dos individuos, descrevendo um perfil impulsivo, buscador de sensacoes e habil para manipular os demais, sendo direcionados para relacoes casuais, traindo seus parceiros quando encontram-se em relacionamentos compromissados. Apesar de quinze anos do surgimento deste modelo de personalidade, ele tem sido pouco discutido no Brasil. Portanto, a presente tese contribui para a literatura brasileira fornecendo evidencias psicometricas em torno de medidas que avaliam este agrupamento de tracos, verificando os correlatos deste conjunto de fatores que formam o lado sombrio da personalidade.
  • ELOÁ LOSANO DE ABREU
  • Influência das informações repassadas pela mídia na descentração social de julgamentos sociomorais.
  • Data: 07/04/2017
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  • O objetivo desta tese foi verificar a influencia das informacoes na descentracao dos julgamentos sobre adolescentes envolvidos em atos infracionais. Mais especificamente, perguntou-se: A qualidade da descentracao varia de acordo com a quantidade das informacoes fornecidas sobre o problema dos adolescentes envolvidos em atos infracionais? Como aporte teorico foram utilizadas as teorias sobre descentracao e tomada de perspectiva social de Piaget, e os modelos de Flavell, Selman e Hoffman. Este trabalho consistiu numa pesquisa exploratoria de delineamento quase experimental utilizando quatro grupos. O tratamento experimental diferenciou a quantidade das informacoes fornecidas aos grupos: Grupo 1: recebeu informacoes sobre as estatisticas da violencia cometida por adolescentes no Brasil; Grupo 2: recebeu as mesmas informacoes do Grupo 1 mais informacoes sobre o contexto de vida de adolescentes envolvidos em atos infracionais; Grupo 3: recebeu as informacoes do Grupo 1 mais informacoes sobre o tratamento oferecido aos adolescentes nas unidades de ressocializacao e, finalmente, Grupo 4: recebeu todas as informacoes fornecidas aos demais grupos. As informacoes oferecidas para cada grupo foram apresentadas atraves de videos com reportagens televisivas sobre casos reais. Considerando-se encontrar uma variacao na descentracao dos argumentos para analise da situacao de acordo com o tipo de informacao fornecida aos grupos, esperava-se que os grupos que receberam mais informacoes apresentassem argumentos mais descentrados ao analisar a questao social. Participaram do estudo, 26 universitarios, com idades variando entre 17 e 28 anos, divididos nos quatro grupos. Como instrumentos, foram utilizados um questionario biodemografico e uma Entrevista sobre o Pensamento Social, que consiste num instrumento aberto com questoes que abordavam o tema dos adolescentes envolvidos em atos infracionais. A entrevista solicitava dos participantes sua opiniao sobre as causas da violencia cometida pelos adolescentes, quais as responsabilidades do governo e da sociedade na resolucao deste problema social, alem de uma analise sobre o tratamento judicial recebido pelos adolescentes quando se envolvem em atos infracionais. A conducao das atividades em cada grupo consistiu de dois momentos: primeiramente, os participantes de cada grupo assistiram ao video selecionado para sua condicao experimental; em seguida, responderam individualmente a entrevista. Para analisar os dados, foi efetuada uma analise de conteudo das respostas individuais da entrevista, que foram classificadas a partir de um sistema de niveis de descentracao. As respostas tambem passaram por uma analise lexical realizada atraves do software Alceste. Nesta analise, foram realizados dois procedimentos: a analise padrao e a analise cruzada (tri-croise). Os resultados da classificacao das respostas por niveis de descentracao permitem inferir uma influencia da informacao recebida durante o tratamento experimental. O grupo que recebeu a maior quantidade de informacoes apresentou o maior escore medio de descentracao. No que se refere ao Alceste, a analise padrao distribuiu as respostas em seis classes, que distribuiram as respostas dos participantes de acordo com as informacoes recebidas nos grupos. A analise cruzada apresentou os conteudos lexicais mais relevantes dentro de cada grupo. Na classe referente ao Grupo 1 encontrou-se uma enfase na necessidade de investimentos sociais e institucionais para prevenir o envolvimento de atos infracionais. No Grupo 2 as respostas centraram-se na falta de condicoes basicas de vida desses adolescentes para se sustentar de maneira honesta, e a enfase na necessidade de politicas publicas que ajudem a sanar esses problemas. O Grupo 3 apresentou respostas com foco no tratamento recebido pelos adolescentes quando internados em instituicoes de ressocializacao. Os participantes indicaram a dificuldade de ressocializacao dos adolescentes devido a qualidade das instituicoes e dos profissionais que trabalham nas instituicoes, e a necessidade de mudancas na maneira de funcionamento delas. No Grupo 4 destacaram-se as respostas que enfatizaram tanto a importancia da efetivacao de politicas publicas para diminuir a desigualdade social, quanto uma analise dos efeitos do tratamento recebido pelos adolescentes nas unidades de ressocializacao, com maior enfase nesse segundo aspecto. Em conclusao, observou-se que os grupos apresentaram respostas com conteudo relacionado ao tratamento experimental e, no que se refere ao objetivo principal desta tese, foi possivel identificar uma influencia das informacoes na descentracao dos participantes. No entanto, alguns resultados apontaram numa direcao diferente da expectativa indicada, como o alto escore de descentracao apresentado pelos participantes do Grupo 1, resultado que merece discussao e aprofundamento em estudos futuros.
  • PALOMA CAVALCANTE BEZERRA DE MEDEIROS
  • Efeitos da estimulação elétrica transcraniana em pacientes Esquizofrênicos com sintomas negativos: um ensaio clínico piloto, randomizado, duplo cego
  • Data: 07/04/2017
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  • A Estimulacao Eletrica Transcraniana por Corrente Continua (ETCC) e uma tecnica que tem por funcao modular a atividade cortical, que tem se mostrado util no tratamento de sintomas positivos da esquizofrenia. Nao obstante, poucas ainda sao as evidencias considerando os sintomas negativos, o que motivou a proposta desta tese, que tem como principal objetivo investigar os efeitos da ETCC nos sintomas negativos de pacientes esquizofrenicos, sugerindo um protocolo padronizado para intervencoes. Para tanto, foram propostos dois estudos empiricos: um de natureza metanalitica e outro experimental. O Estudo 1 trata-se de uma revisao sistematica de estudos dos ultimos 5 anos, e teve como objetivo verificar a eficacia da ETCC no tratamento de pacientes esquizofrenicos. Buscou-se os artigos em seis bases de dados eletronicas, obedecendo 11 criterios de elegibilidade, e utilizando os seguintes descritores: transcranial direct-current stimulation and schizophrenia; transcranial direct current stimulation and schizophrenia; estimulacao transcraniana por corrente continua e esquizofrenia. Dos 643 artigos inicialmente apontados, apenas 3 foram incluidos na metanalise. O efeito da ETCC nos sintomas da esquizofrenia, foram avaliados atraves da Escala de Alucinacoes Auditivas (AHRS; Mondino et al., 2016) e Escala de Sintomas Positivos e Negativos (PANNS; Brunelin et al., 2012; Frohlich, et al., 2016). Os resultados indicaram moderada homogeneidade entre os tamanhos de efeitos (z de Fisher) encontrados nos estudos (I2 = 74%), embora analise de funil indicasse apenas 25% dos efeitos fora deste. Concluiu-se a necessidade de novas evidencias, ja que a metanalise apontou um efeito total levemente positivo, embora nao significativo [rmetanalise = 0,020 (IC 95% = -0,14 – 0,18); p = 0,813]. O estudo 2, foi um ensaio clinico piloto, aleatorio, placebo-controlado, duplo cego, com delineamento de medidas repetidas, onde os participantes com esquizofrenia responderam a todos os instrumentos antes e apos as sessoes de ETCC, nas condicoes ativa (GE1) ou placebo (sham) (GE2). Contou-se com 10 pacientes esquizofrenicos que foram aleatoriamente distribuidos nos dois grupos GE1 [n = 5; idade media 39,4 (9,55)] e GE2 [n = 5; idade media 41,2 (7,29)]. O grupo da condicao controle (GC) teve o mesmo numero de participantes [n = 5; idade media 47,6 (10,96)]. Foram utilizados os instrumentos PANSS (sub escala sintomas negativos), desfecho primario, medida de Performance Pessoal e Social (PSP), alem do rastreamento ocular na exploracao de faces expressando emocoes (Ekman, 1976), atraves do Eyetracker TOBII TX300, desfechos secundarios. As sessoes de ETCC foram realizadas nas residencias dos participantes. Este procedimento seguiu-se por dez dias, excetuando-se finais de semanas, por 20 minutos diarios. Na oportunidade realizou-se neuromodulacao excitatoria, com anodo, no cortex pre-frontal dorsolateral esquerdo, regiao entre PF1 e F3, enquanto o catodo foi fixado na juncao temporoparietal esquerda, regiao entre P3 e T3 (Sistema Internacional 10/20 para eletroencefalograma). Na condicao placebo a montagem foi identica, entretanto sem a emissao de corrente eletrica. Os resultados indicam que o GE1 [antes da intervencao (T0)] apresentou media de 21,8 (dp = 3,42) pontos de sintomas negativos. Apos a intervencao (T2) subiu para 24,2 (dp = 5,11), enquanto que retorna a pontuacao inicial no follow up (1 mes apos - T3) para 22 (dp = 5,09) pontos. Os participantes da condicao placebo (GE2) apresentaram tendencia ao aumento da pontuacao media de sintomas negativos, passando de T0 = 18,8 (dp = 6,45), para T2 = 19,6 (dp = 4,03), mas em T3 retorna a pontuar semelhante a sua medida em T0 18,4 (dp = 3,78). Realizou-se uma analise de variancia para verificar a diferenca entre as pontuacoes alcancadas pelos dois grupos, ao longo dos tres momentos de experimento, que apontou nao haver diferenca significativa (F2,7 = 2,35; p = 0,79; η2 = 0,63). No tocante a medida PSP, o GE1 apresenta uma melhora progressiva ao longo dos tres momentos do experimento [T0 = 53,4 (dp = 10,01); T1 = 56,6 (dp = 12,11); e T3 = 63,2 (dp = 6,97)]. No tempo em que o GE2 apresentou as seguintes pontuacoes T0 = 57,8 (dp=14,90), T2 = 71,2 (dp=9,47) e T3 = 68,0 (dp = 11,89). Realizando a ANOVA Split – plot de medidas repetidas esta analise nao verificou diferenca significativa (F2,7 = 3,07; p = 0,110; η2 = 0,468). Os dados do eyetracker nao mostram diferencas significativas entre os grupos, ao longo das tres medidas, tanto no numero (NF), quanto na duracao das fixacoes (DF), considerando todas as faces emocionais em sua totalidade [NF: (F 4, 36 = 0,33; p = 0,86; η2 = 0,035); DF: (F4, 36 = 0,44; p = 0,77; η2 = 0,047)], bem como para suas areas essenciais [NF: (F4, 36 = 0,30; p = 0,87; η2 = 0,033); DF: (F4, 36 = 0,36; p = 0,83; η2 = 0,039]. Os resultados desta tese sugerem a necessidade de novos estudos envolvendo ETCC, rastreamento ocular e esquizofrenia, com intuito de esclarecer melhor sobre o padrao visual destes pacientes na exploracao de faces emocionaies e os efeitos da tecnica de estimulacao sobre esse padrao e sintomas negativos.
  • TATIANA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE LEAL
  • FOLHA DE SÃO PAULO, PENA DE MORTE E JUSTIÇA: O QUE TRAZEM OS EDITORIAIS, JORNALISTAS, CONVIDADOS E LEITORES?
  • Data: 31/03/2017
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  • A pena de morte e atualmente proibida no Brasil pelo inciso I do artigo 5o da Constituicao (1988). Apesar de nao permitida, trata-se do assunto que mais divide nossa populacao e constantemente volta com forca a midia, principalmente mediante crimes de grande repercussao nacional. Muitos a enxergam apenas sob uma perspectiva meritocratica e acreditam que ela seria uma solucao eficaz para reduzir a criminalidade. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar como se estruturam os grandes temas acerca da pena de morte para o os editoriais, jornalistas, convidados e leitores do jornal Folha de Sao Paulo ao longo de quatro anos, 1987, 1993, 2007 e 2015, escolhidos em funcao de determinados eventos que ocorreram neles e que reacenderam o debate. A pesquisa consistiu em uma analise documental e se utilizou de 94 textos de opiniao destes atores sociais que tinham a expressao “pena de morte” no titulo. Foram empregadas duas tecnicas de analise para atingir diferentes objetivos: uma analise lexical e uma analise de conteudo. Os dados foram primeiramente analisados pelo software de analise lexical IRAMUTEQ, que realizou uma Classificacao Hierarquica Descendente e uma Analise Fatorial de Correspondencia. Por meio delas, buscou-se verificar quais sao os assuntos sobre os quais versam os textos acerca da pena de morte e analisar como se organizam e se estruturam os grandes temas opinativos acerca da pena ao longo dos quatro anos. O programa gerou cinco classes de agrupamento de palavras, indicando que os atores tratavam a pena de morte na Folha em cinco temas: “Justa/Injusta” (29,7% do corpus), “Situacoes internacionais” (24,6% do corpus), “Capacidade de dissuasao” (20,5% do corpus), “Principios racionais” (12,1% do corpus) e “Principios Juridicos” (13,1% do corpus). Em uma segunda etapa, foi realizada a analise de conteudo. Dentre outros pontos, buscou-se analisar como cada um dos atores se posiciona e opina sobre a pena de morte ao longo dos anos e analisar como as nocoes de justica e a Crenca no Mundo Justo (CMJ) sao aplicadas para diferentes contextos que envolvem a pena. A analise evidenciou quatro grandes categorias contrarias, “Ineficaz”, “Cruel”, “Natureza do crime” e “Juridica”, com dez subcategorias, e tres categorias favoraveis a pena, “Meritocracia”, “Eficaz/intimidativa” e “Decisao popular”. Esta analise mostrou que, diante de crimes considerados hediondos e de grande cobertura midiatica, tendeu-se a nao perceber inequidade ou injustica social e a crenca no mundo justo nao e ameacada, tornando argumentos meritocraticos mais frequentes. Crimes como execucao de terroristas e de traficantes de drogas em outros paises aumentaram ainda mais essa tendencia. Concluiu-se tambem que a Folha nao realiza uma analise criminologica sobre o tema, discutindo a questao social no pais, o que e feito, em geral, pelos seus leitores. Salienta-se que a questao criminal e penal no Brasil e complexa e deve ser feita ao nivel societal, nao individual. Antes de se clamar por medidas punitivas mais severas, ha uma serie de questoes que precisam ser pensadas e transformadas, como a seguranca publica, o desemprego e o sistema prisional em si
  • ERLAYNE BEATRIZ FELIX DE LIMA SILVA
  • TRAJETÓRIAS DE ACESSO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS: JUVENTUDE E MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
  • Data: 30/03/2017
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  • A presente dissertacao tem como objetivo geral: Compreender o acesso as politicas publicas de garantia de direitos na trajetoria de vida de jovens em cumprimento de medida socioeducativa de internacao na cidade de Joao Pessoa. E como objetivos especificos: Identificar as politicas publicas que os jovens em cumprimento de medidas socioeducativas acessaram em suas vidas antes do ato infracional; Identificar a trajetoria de acesso as politicas publicas dos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas; e Analisar o contexto social dos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas antes do ato infracional. A fundamentacao teorica deste estudo e a perspectiva historico cultural de Vigotski. A pesquisa ocorreu em uma instituicao publica que executa medidas socioeducativas na cidade de Joao Pessoa. Para coleta dos dados utilizou-se entrevistas abertas e um questionario. Dez jovens participaram da entrevista e seis do questionario, pois os demais foram transferidos para outras instituicoes durante a coleta de dados. Foram realizadas analises descritivas nos questionarios e Analise de Conteudo Tematica nas entrevistas. Os resultados revelaram que os participantes acessaram antes do cumprimento de medidas socioeducativas as politicas de saude, educacao e assistencia social. Entretanto, apesar desse acesso, tais politicas nao se apresentaram como espacos efetivamente protetivos e garantidores de condicoes plenas para o desenvolvimento destes sujeitos, de tal modo que estes jovens sao marcados por vivencias de negacao de direitos e ausencia de condicoes favoraveis ao seu desenvolvimento, impedindo que estes se enxerguem enquanto sujeito de direitos, resultando em processos de exclusao e criminalizacao da juventude pobre.
  • STEFANNY KARULAYNE FIGUEIREDO DE LUCENA
  • PERCEPÇÃO DE VULNERABILIDADE AO HIV/AIDS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM JOVENS EM SITUAÇÃO DE RUA
  • Data: 29/03/2017
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  • Esta dissertacao, apresentada em formato de artigo, tem com objetivo geral analisar a vulnerabilidade ao HIV/Aids com jovens em situacao de rua, tendo como referencial teorico o modelo teorico da vulnerabilidade. Os objetivos especificos sao: identificar aspectos da vulnerabilidade com os jovens em situacao de rua e verificar se os jovens identificam a condicao de rua como fator que pode influenciar no aumento da vulnerabilidade. Trata-se de um estudo de corte transversal, com design qualitativo, que foi realizado no Centro de Referencia Especializado para Populacao em Situacao de Rua (Centro POP). A amostra, por conveniencia, e composta por 20 jovens, sendo quatro jovens do sexo feminino e dezesseis do sexo masculino, que estao em situacao de rua, com idade variando entre 18 a 24 anos (M= 21; DP=1,9). Os instrumentos utilizados foram uma entrevista semiestruturada, um Questionario de Praticas Sexuais e Vulnerabilidade, e um questionario socio-demografico. Os dados socio-demograficos e do questionario de Praticas Sexuais e Vulnerabilidades foram analisados por estatistica descritiva. As entrevistas foram transcritas e analisadas atraves da tecnica de analise categorial tematica. Os resultados apontam que os jovens em situacao de rua estao expostos a vulnerabilidade em suas tres dimensoes, individual, social e programatica. Na dimensao individual surgiram duas categorias, intituladas como qualidade das informacoes acerca do HIV/Aids e outra o uso de preservativo no cotidiano. Nesta as informacoes acerca da transmissao ao HIV emergem enquanto erroneas e escassas e o uso da camisinha surge de forma contraditoria, sendo apenas necessario quando nao estao um relacionamento com envolvimento emocional. Identificou-se na dimensao social a categoria situacao de rua e vulnerabilidade, fragilidade nos vinculos afetivos e relacionais e situacao de rua e uso drogas. A situacao de rua aparece como um contexto que aumenta a vulnerabilidade ao HIV/Aids. Parece haver uma relacao de ruptura dos vinculos afetivos e relacionais, o uso de drogas e a situacao de rua. Surgiu na dimensao programatica a categoria nomeada como praticas de promocao e prevencao ao HIV/Aids, na qual observa-se acoes incipientes e sem aprofundamento das questoes relacionadas ao HIV/Aids no centro que os jovens sao usuarios.
  • LETÍCIA DE MÉLO SOUSA
  • SLUT SHAMING E PORN REVENGE: EXPERIÊNCIAS DE MULHERES JOVENS E AS REPERCUSSÕES PARA A SAÚDE MENTAL
  • Data: 28/03/2017
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  • A exposicao e humilhacao de mulheres pelas suas praticas sexuais e conhecida pela expressao inglesa slut shaming (sem traducao para o portugues), destacando-se dentre suas praticas o porn revenge, conhecido no Brasil pelo termo “pornografia de vinganca”. A pornografia de vinganca consiste na publicacao e compartilhamento, sem o consentimento da vitima, de videos ou fotos que contenham nudez ou atos sexuais. Tal fenomeno configura-se como violencia psicologica contra a mulher, causando serios danos a sua saude mental e convivencia social. Considerando que a pratica do pornografia de vinganca e perpassada pelas relacoes de genero, este estudo tem como referencial teorico a perspectiva de genero, conforme propoe Scott (1995), objetivando analisar as vivencias de mulheres jovens que sofreram exposicao e humilhacao na internet por suas praticas sexuais e as repercussoes dessa vivencia para a saude mental. Participaram mulheres jovens, maiores de 18 anos, e que tivessem experienciado alguma forma de exposicao e humilhacao na internet por suas praticas sexuais. Como instrumentos de pesquisa foram utilizados um questionario online e uma entrevista. O questionario online foi respondido por nove mulheres, e nele verificou-se que o agressor foi, em maioria, um parceiro ou ex-parceiro. Entre aquelas que tiveram material intimo exposto na internet, elas declararam ter consentido a producao do material, mas nao a divulgacao pelo receptor/parceiro ou por terceiros. Ja aquelas que nao tiveram material intimo seu exposto na internet mas sofreram algum tipo de exposicao online declararam que sofreram com a exposicao de relatos (veridicos ou nao) acerca da sua vida sexual, que tiveram material intimo que nao era seu atribuido a si, ou que foi criado um perfil falso em sites/redes sociais pornograficos com fotos e informacoes pessoais suas. Algumas participantes tambem sofreram com ameacas de exposicao online, de forma a coagi-las a nao denunciar um crime (Ex.: estupro) ou para coagi-las a realizar ato libidinoso / manter uma relacao afetiva. O material coletado com as entrevistas foi analisado atraves do metodo da analise de conteudo tematico-categorial. Foram realizadas quatro entrevistas, das quais emergiram cinco categorias tematicas: Caracterizacao da Experiencia; Consequencias; Saude Mental; Apoio Profissional, e; Representacoes do Slut Shaming. Os resultados observados confirmam que a experiencia de violencia online causa danos para a vitima nos ambitos social, familiar, escolar e na sua saude mental. Ressalta-se nos conteudos das entrevistas o despreparo dos profissionais responsaveis por acolher e cuidar de tais mulheres, como policia e advogados, mas especialmente psicologos e psiquiatras, trazendo um questionamento sobre se os psicologos estao de fato preparados para acolher mulheres vitimas de uma violencia psicologica tao impactante nas suas vidas, mas ao mesmo tempo dotada de invisibilidade.
  • EUNICE ARISTIDES ARAÚJO
  • ELEMENTOS DE VULNERABILIDADE PROGRAMÁTICA EM SAÚDE SEGUNDO OS NÍVEIS DE ATENÇÃO EM CIDADES RURAIS
  • Data: 27/03/2017
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  • Ao se analisar as praticas de atendimento e acesso em saude em localidades com baixo indice de desenvolvimento, como e o caso das consideradas cidades rurais (cidades com menos de 10.000 habitantes), constata-se uma deficiencia nesses servicos, ao serem comparadas com os territorios caracterizados como urbanos. Essas cidades sao marcadas pela precariedade na cobertura, organizacao, estrutura e acesso aos servicos de saude, elementos estes de vulnerabilidade programatica os quais deixam a populacao mais susceptivel ao adoecimento e/ou agravo das doencas, alem de comprometer a organizacao/hierarquia da rede de atencao a saude. Este estudo teve como objetivo analisar elementos de vulnerabilidade programatica em saude a partir da percepcao de moradores residentes em cidades rurais da Paraiba, segundo o nivel de atendimento. Contou com 992 participantes, distribuidos entre 31 municipios do estado. Para coleta dos dados foi utilizado o questionario "Levantamento de cuidados de saude e vulnerabilidades" analisados atraves do Software SPSS. for Windows (SPSS) versao 20.0. A amostra e composta por participantes, em sua maioria, feminino (74%), casado (70%), em idade produtiva (M=43,6 anos; DP=14,8; variando entre 21 e 85 anos. Com relacao a busca por atendimento e nivel de atencao constatou-se que 41% da amostra buscou os servicos de pronto atendimento, 12% consulta por medico especialista, 12% prevencao e 8% pre-natal. Para atender a seus problemas de saude, 32% dos participantes foram atendidos na atencao basica (PSF), 24% em servicos de media complexidade (UPA/Policlinica) e 44% na alta complexidade (hospitais). Para identificar a avaliacao da equipe e estrutura dos servicos de saude entre as macrorregioes os usuarios responderam a dois itens cujas respostas foram escalares com intervalo de 0 a 10. O resultado apontou para uma avaliacao regular, com media de 7,44 (DP=2,48) para a equipe de profissionais de saude e 6,93 (DP=2,73) para a estrutura fisica e organizacional do servico de saude. Em relacao as macrorregioes de saude, foi identificada diferenca estatisticamente significativas entre as medias avaliativas (p=,03) apenas entre Campina Grande (M=6,71; DP=2,85) e Sousa (M=7,43; DP=2,50) no que se refere a estrutura e organizacao do servico, com avaliacao mais positiva para a ultima. Para verificar a percepcao de moradores de cidades rurais acerca dos servicos de saude foram avaliados quatro aspectos: organizacao, vinculo e acolhimento, resolutividade e prevencao. Considerando os fatores avaliativos relacionados com as macrorregioes de saude, verifica-se avaliacoes positivas com alguma variabilidade nos indices, no entanto, apenas o fator Prevencao apresentou diferenca estatisticamente significativa (f=6,921; p=0,000). Em linhas gerais, os dados deste estudo permitem concluir que a precariedade na estrutura e organizacao dos servicos interferem no fluxo pela busca e nivel de atendimento, contribuindo para a desarticulacao nas redes de atencao como a superlotacao nos servicos de alta complexidade e esvaziamento na atencao basica.
  • JENNIFER OLIVEIRA AMARO DOS SANTOS
  • Compreendendo o papel da cooperação nos casos de afastamento do trabalho por motivo de doença
  • Data: 24/03/2017
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  • De acordo com o Relatorio anual de gestao do Centro Regional de Referencia em Saude do Trabalhador(a) de 2015, em 2013 no Estado da Paraiba foram registradas 5.016 notificacoes de acidentes de trabalho, apresentando 19 obitos, a partir dos dados apresentados no Anuario Estatistico da Previdencia Social. Torna-se ainda mais problematico pensar que tais dados apenas comunicam sobre os trabalhadores inseridos no mercado formal, regidos pela Consolidacao das Leis Trabalhistas (CLT) e que notificaram o seu acidente atraves da Comunicacao de Acidente de Trabalho, de maneira que 53% da Populacao Economicamente Ativa (PEA) do Estado da Paraiba apresenta-se no mercado informal de trabalho e nao fazem parte das estatisticas oficiais de acidentes de trabalho, e que sao atendidos pelo Sistema Unico de Saude-SUS. Para analisar a complexa relacao entre cooperacao, saude, trabalho, adoecimento e afastamento por motivo de doenca adotou-se a Psicodinamica do Trabalho como aporte teorico. Com relacao ao metodo, foi privilegiada a abordagem qualitativa, fazendo uso de dois instrumentos: um questionario socio demografico e uma entrevista semiestruturada. Participaram deste estudo 10 trabalhadores de ambos os sexos com idades variando de 27 a 54 anos. A analise dos dados foi conduzida atraves de uma abordagem hermeneutica a partir da Psicodinamica do Trabalho. Verificou-se que a enfase na produtividade e gestao por metas tem gerado competitividade entre os trabalhadores, bem como a fragilizacao dos lacos de solidariedade nos ambientes de trabalho, de maneira que esse individualismo tem gerado adoecimento e, de fato, se torna necessario discutir acerca do papel da cooperacao na realidade de afastamento por motivo de doenca. Observou-se ainda que mesmo em nitidas condicoes de sofrimento, os trabalhadores ainda apontam o reconhecimento enquanto via de luta pela saude e sua ausencia e fonte de sofrimento e adoecimento. Verificou-se ainda que a maioria dos entrevistados nao conseguiu obtencao de beneficio pelo INSS, mesmo com exames medicos que acusavam patologias, o que se tornou ainda mais problematico para os casos de patologias do ambito mental. Notou-se a cooperacao da familia e amigos enquanto fator primordial para o sujeito permanecer lutando por sua saude.
  • JÉSSICA ANDRADE DE ALBUQUERQUE
  • CONCEPÇÕES DE FAMILIARES E AGENTES ESCOLARES ACERCA DA RELAÇÃO FAMÍLIA-ESCOLA: O QUE A PSICOLOGIA ESCOLAR TEM A DIZER?
  • Data: 24/03/2017
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  • O presente estudo investiga as concepcoes de familiares e agentes escolares sobre a relacao familia-escola, discutindo, especificamente, a atuacao do psicologo escolar nessa relacao. A importancia e atualidade dessa tematica sao demonstradas por um conjunto de pesquisas que evidenciam o campo relacional entre familia e escola como fragil e marcado por tensoes e ainda referem que essa relacao ocorre frequentemente de maneira unilateral, configurada pelo poder de orientacao da escola sobre as familias, culpabilizacao das familias pelos entraves na educacao dos filhos e em razao da ausencia de responsabilizacao compartilhada. Diante do exposto, o trabalho que ora se apresenta tem como objetivo conhecer as concepcoes e acoes de psicologos escolares, professores, gestores escolares e pais/responsaveis de criancas acerca da relacao familia-escola. O estudo corresponde a uma pesquisa de campo de natureza qualitativa, cujos participantes foram sessenta pais/responsaveis, trinta professores, seis gestores e cinco psicologos escolares de seis escolas publicas de Ensino Fundamental I do municipio de Joao Pessoa-PB. Para conhecer as concepcoes dos participantes acerca da relacao familia-escola foram utilizados tres roteiros de entrevista semi-estruturadas, destinadas aos psicologos escolares, professores e gestores, e um questionario direcionado aos pais. As entrevistas foram realizadas individualmente e registradas por meio de audio para posterior analise, a qual foi inspirada nas diretrizes propostas por Bardin (2008). Foram analisados tambem os documentos oficiais das Instituicoes de Ensino. Os resultados da pesquisa foram organizados em sete eixos gerais de analise, quais sejam, a) Descricao da relacao familia-escola na percepcao de gestores escolares, psicologos escolares, professores e pais/responsaveis de criancas; b) Papel da escola e da familia no processo de escolarizacao dos estudantes na perspectiva de equipes escolares e de pais/responsaveis; c) Projetos desenvolvidos pelas instituicoes escolares envolvendo as familias; d) Situacoes que podem promover a participacao da familia na escola; e) Acoes que os professores podem desenvolver para promover a boa relacao entre familia e escola; f) Profissionais da escola que podem trabalhar para favorecer a relacao familia-escola; e g) Acoes que podem ser desenvolvidas pelos psicologos escolares para a promocao da relacao familia-escola. A pesquisa realizada possibilitou, de maneira geral, identificar que as instituicoes responsabilizam as familias pelos entraves na educacao dos filhos e apontam dificuldades em estabelecer uma relacao de parceria com as familias. Os familiares, por sua vez, indicaram superficialidade de informacoes nos encontros com a escola e mencionaram a necessidade de existir um contato mais proximo com as equipes escolares. Esses resultados revelam contradicoes e pouca clareza dos grupos pesquisados no que se refere aos seus distintos e inter-relacionados papeis, bem como as formas de participacao de ambos no que concerne as vivencias dos escolares. Por outro lado, a analise das entrevistas permitiu levantar indicadores de acoes que podem favorecer a relacao entre esses dois sistemas. No que se refere a atuacao dos psicologos escolares, esses profissionais afirmaram exercer acoes como, avaliar as criancas que supostamente possuem problemas de aprendizagem e realizar acompanhamento psicologico destas, e referiram tambem atuacoes construidas colaborativamente e voltadas a aspectos politicos e sociais das instituicoes, a exemplo da mencao de sua participacao na construcao dos documentos oficiais da escola e da realizacao de encontros continuos com os pais. Alem disso, tanto as equipes educacionais, quanto os familiares participantes demonstraram nao ter clareza sobre o papel do psicologo no ambiente escolar. As analises desses resultados reafirmam que uma atuacao efetiva desse profissional na escola deve ser sustentada por uma formacao inicial e continuada que possibilite a apreensao de pressupostos teorico-metodologicos que demarquem as especificidades do trabalho do psicologo escolar fortalecendo, dialeticamente, a relacao entre teoria e pratica profissional, baseada em uma concepcao integrada, critica e colaborativa de toda a comunidade escolar. Como derivado desse estudo elaborou-se uma proposta piloto de atuacao em forma de livreto, direcionada a psicologos escolares e profissionais da educacao, com a finalidade de prover informacoes que podem facilitar e colaborar no estreitamento da relacao entre escola e familias. A referida proposta considera o psicologo escolar como mediador da relacao familia-escola, com potencial para favorecer o desenvolvimento de acoes que fortalecam essa relacao, com o foco nos processos de ensino-aprendizagem.
  • CLÁUDIA HELENA OLIVEIRA DE SOUTO
  • A RELAÇÃO SOFRIMENTO/PRAZER DOS EMPRESÁRIOS DO SETOR DE SEGUROS NO EXERCÍCIO DA SUA ATIVIDADE PROFISSIONAL
  • Data: 23/03/2017
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  • Este trabalho tem como objetivo geral compreender como se configura a dinamica psiquica dos empresarios corretores de seguros – sua vivencia subjetiva e se e possivel formulacao coletiva desse tipo de experiencia – diante dos elementos que enfrentam em seu dia a dia de trabalho. Tal proposito se desdobra em objetivos especificos que pretendem compreender como esses empresarios se organizam em sua atividade de trabalho para o enfrentamento de problemas inerentes a sua profissao, nos seguintes planos: de sua relacao com o coletivo de profissao e os sistemas de defesa coletivamente erigidos; dos recursos que utilizavam para manter-se no campo da normalidade e em que momento tais recursos se mostram insuficientes; das formas de reconhecimento ou a falta dele por parte de seus pares, subordinados, clientes e fornecedores; da relacao sofrimento e prazer e do nivel de equilibrio dinamico que o participante consegue ter entre as atividades demandadas pela sua empresa e pela sua vida particular, incluindo ai, a familia. Participaram deste estudo dez empresarios do ramo de seguros da cidade de Joao Pessoa/PB, os quais atenderam os pre-requisitos de terem no minimo cinco anos de experiencia na atividade empresarial, serem responsaveis pela administracao de suas empresas e serem Corretores Oficiais de Seguros, devidamente habilitados pela Superintendencia de Seguros Privados (SUSEP). O aporte teorico que embasou este estudo foi a Psicodinamica do Trabalho. Quanto ao metodo, esta pesquisa se caracteriza por ser um estudo de campo, de natureza qualitativa, no qual foram aplicados os seguintes instrumentos: questionario socio demografico, questionario com os dados profissionais do entrevistado e uma entrevista semiestruturada. Para a analise dos dados, a perspectiva adotada foi a analise de conteudo com recortes por temas. Constatou-se que apesar de trabalhar na solidao, o empresario, assim como seu funcionario, necessita de um coletivo para poder contar, mesmo que este seja formado pelos seus concorrentes; que a maioria deles tem doencas que foram causadas ou agravadas em virtude do seu trabalho e que todos ja tiveram quadros de estresses decorrentes desta atividade. Verificou-se ainda que, na luta pela normalidade os empresarios utilizam estrategias para sair do quadro de sofrimento; que o reconhecimento do seu trabalho e de fundamental importancia para o desempenho da sua atividade, e que na relacao empresa/familia nao existe a separacao classica entre dentro-do-trabalho e fora-do-trabalho, uma vez que, a empresa nao so interfere na familia, mas faz parte da mesma.
  • VANESSA DA CRUZ ALEXANDRINO
  • CONCEPÇÕES DE PSICÓLOGAS (OS) ESCOLARES E EDUCADORES (AS) INFANTIS SOBRE O DESENVOLVIMENTO E A HABILIDADE DE COMUNICAÇÃO INTENCIONAL INFANTIL
  • Data: 23/03/2017
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  • A presente pesquisa fundamenta-se nos pressupostos da Teoria Historico-cultural de Vygotsky para quem o desenvolvimento humano e favorecido por interacoes sociais mediadas por sujeitos mais experientes da cultura. A premissa desse autor de que a escola tem a funcao de transmissao dos conhecimentos sociohistoricamente construidos e organizados pela humanidade permite afirmar o impacto de instituicoes de educacao na formacao de conceitos cientificos e no incremento de habilidades sociocognitivas e comunicativas desde os anos iniciais. Nesta linha de pensamento, entende-se que os profissionais que trabalham em contextos de educacao infantil tem a funcao de mediar o aprendizado e facilitar o desenvolvimento das funcoes psicologicas superiores, essenciais para a constituicao de relacoes sociais gradativamente complexas. Dessa forma, enfatiza-se o papel das concepcoes de educadores infantis acerca o desenvolvimento infantil, em especial, de suas concepcoes sobre a habilidade de comunicacao intencional, considerando a importancia dessas concepcoes para as interacoes estabelecidas e para o desenvolvimento global e da linguagem. Dessa forma, o objetivo principal dessa pesquisa e conhecer e analisar as concepcoes e acoes de educadores infantis e psicologos(as) escolares sobre o desenvolvimento e a habilidade de comunicacao intencional de criancas que estao inseridas em contextos de Centro de Referencia em Educacao Infantil (CREI), na cidade de Joao Pessoa- PB. Participaram desta pesquisa 4 psicologas escolares e 34 educadoras infantis que trabalham em CREI's da cidade de Joao Pessoa- PB. Dentre as 34 educadoras infantis entrevistadas, 11 trabalhavam com criancas de seis meses a um ano de idade (bercario I e II) e 23 trabalhavam com criancas de 2 a 3 anos de idade (maternal I e II). Ja as psicologas trabalhavam com criancas de seis meses a um ano de idade. A idade das participantes variou entre 19 e 61 anos de idade, com media 40,0 (DP=29,6). Como instrumentos, foram utilizados: um questionario socio-demografico, o Roteiro de entrevista sobre concepcoes de educadores e psicologos acerca do desenvolvimento e educacao infantil e a Entrevista sobre percepcao de educadores e psicologos (as) escolares acerca da habilidade de comunicacao intencional de bebes/criancas. A analise do material recolhido seguiu as diretrizes do metodo de categorizacao de conteudo, proposto por Bardin (2009) e de producoes academicas ligadas a area da psicologia escolar e do desenvolvimento infantil. A recolha das informacoes indicou, de um modo geral, que as educadoras infantis percebem o desenvolvimento infantil a partir da resolucao, por parte da crianca, das atividades propostas em sala de aula e pelos comportamentos que exibem em situacoes de brincadeira. Ja as psicologas escolares relataram que o desenvolvimento infantil e um processo continuo e que pode ser percebido atraves das situacoes de interacao entre o adulto e a crianca. Ambos os grupos de profissionais destacaram a importancia do planejamento para elaboracao de atividades pedagogicas no contexto de educacao infantil. Tres das quatro psicologas entrevistadas relataram uma atuacao junto aos educadores, com a equipe tecnica, a familia e as criancas. No que diz respeito a habilidade de comunicacao intencional, a maioria das educadoras infantis e das psicologas escolares relataram que as expressoes emocionais infantis apresentam um carater intencional e auxiliam na comunicacao nao-verbal entre adulto e bebe. Os gestos infantis compareceram, no discurso das participantes, como um forte indicador de comunicacao intencional na crianca, mencionado principalmente pelas psicologas. Esse estudo reafirma a importancia da habilidade de comunicacao intencional para o desenvolvimento global infantil e a influencia das concepcoes sobre o desenvolvimento infantil na atuacao dos profissionais da educacao. Reconhecer a importancia dessa habilidade para/nas interacoes educadora-crianca favorece a elaboracao de propostas pedagogicas intencionais e intervencoes de psicologos nesses contextos, visando ressignificar e mobilizar praticas profissionais conscientes, criticas e intencionais, promotoras de aprendizado e desenvolvimento.
  • FABRYCIANNE GONCALVES COSTA
  • BEM-ESTAR SUBJETIVO, RESILIÊNCIA E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NO CONTEXTO DO DIABETES MELLITUS
  • Data: 22/03/2017
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  • Esta tese teve como objetivo geral apreender as representacoes sociais acerca do diabetes e tratamento elaboradas por pessoas diabeticas e quantificar os niveis do Bem-Estar Subjetivo (BES) e da resiliencia nesse grupo de pertenca. Para alcanca-lo, foi necessario desenvolver quatro estudos, apresentados em formato de artigos, tres deles fundamentados na Teoria das Representacoes Sociais (TRS) e um respaldado nos construtos do BES e da resiliencia. O artigo 1 objetivou realizar uma revisao sistematica acerca do diabetes com base no aporte teorico das Representacoes Sociais. Assim, realizou-se um levantamento bibliografico atraves da busca de artigos publicados nas bases de dados GALE, SCIELO, MEDLINE e SCOPUS, entre os anos de 2006 e 2016, utilizando-se as combinacoes de descritores “diabetes and social representations”, “diabetes and representacoes sociais”, e “diabetes and representaciones sociales”. Foram selecionados 9 artigos, os resultados apontaram para quatro grandes eixos: (i) “Aspectos nutricionais”; (ii) “O diabetes e suas definicoes”; (iii) “Apoio do familiar e do profissional da saude” e as (iv) “Consequencias do diabetes”. Em suma, o pensamento do senso comum veiculado nos artigos revisados foi consensual no que diz respeito as dificuldades da dieta. Nao obstante a supervalorizacao da necessidade da reeducacao alimentar, existe uma dificuldade a sua aderencia devido principalmente ao carater emocional. Quanto ao apoio da familia e do profissional da saude, observou-se que a superprotecao por parte da primeira e que a falta de credibilidade na equipe medica podem interferir diretamente no engajamento da adesao ao tratamento. O artigo 2 objetivou apreender as representacoes sociais sobre o diabetes elaboradas por pessoas que tem a doenca. Participaram 31 pessoas com idades entre 34 e 76 anos (M= 55,68; DP= 11,6), que responderam a um questionario biossociodemografico e a Entrevista em Profundidade. Os dados foram processados pelo software Alceste e analisados por meio da estatistica descritiva e da analise lexical. Os participantes apontaram em suas representacoes sociais a falta de conhecimentos acerca do diabetes, destacando a surpresa do diagnostico; suas representacoes tambem estiveram ancoradas em fatores nutricionais e emocionais os quais foram permeados por emocoes de cunho negativo. Os participantes que utilizavam insulina ratificaram nocoes de responsabilidades voltadas para consequencias da doenca, como e o caso da amputacao de membros e o grupo que nao a utilizava descreveu a doenca atrelada a triade do tratamento (medicacao, reeducacao alimentar e atividade fisica). O artigo 3 objetivou analisar as representacoes sociais sobre o diabetes mellitus e seu tratamento elaboradas por pessoas diabeticas. A amostra foi constituida por 104 participantes com idades entre 19 e 79 anos (M= 56,16; DP= 13,01), que responderam a um questionario biossociodemografico e a Tecnica de Associacao Livre de Palavras. Os dados foram computados pelos softwares SPSS - 23.0 e Tri-deux-Mots e analisados por meio da estatistica descritiva e analise fatorial de correspondencia. Os resultados apontaram que o conhecimento consensual acerca do diabetes nao difere do saber erudito. No que tange a concepcao e ao tratamento, o diabetes foi representado enquanto doenca cronica relacionada a problemas de acucar no sangue, oscilacao de humor e perigo de vida, a semelhanca do conhecimento cientifico. O tratamento emergiu de forma associada ao controle alimentar, adesao e manutencao das orientacoes medicas. Foi possivel perceber representacoes consensuais e discensuais. As primeiras, dizem respeito ao controle que o tratamento exige. Nas discensuais, as mulheres focaram a doenca associada a restricao alimentar e a oscilacao de humor e os homens associaram o diabetes a problemas no sangue, perigo de vida que pode levar a morte e que devem obedecer as regras do tratamento. No artigo 4 objetivou-se analisar o BES e a resiliencia em pessoas com diabetes mellitus, foram aplicadas as escalas de BES e de resiliencia a 104 diabeticos com idade media de 56,16 anos (DP= 13,01). Os resultados evidenciaram que 65,4% dos participantes apresentaram altos niveis de BES, com maior media para os afetos positivos 3,65 (DP = 0,65); quanto a resiliencia, observou-se que a maioria dos participantes possui alta capacidade de resiliencia (87,5%). Constatou-se que a dimensao afeto positivo da escala BES correlacionou-se com as dimensoes, acoes e valores (r= 0,58) e autoconfianca (r= 0,23) da escala da resiliencia. O aumento da vivencia de emocoes positivas entre os diabeticos propiciou maior aceitacao de si no tocante a doenca e sua terapeutica. Espera-se que tais estudos contribuam para a construcao do conhecimento cientifico partindo da perspectiva da pessoa diabetica, assim como proporcione maior visibilidade a doenca no que tange a elaboracao de praticas terapeuticas voltadas tanto para seus aspectos fisicos, quanto emocionais.
  • TÁTIA MIRELLIS DE OLIVEIRA ALEXANDRE
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE FAMÍLIA E ABRIGO: UM ESTUDO COM CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
  • Data: 22/03/2017
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  • A familia se apresenta enquanto instituicao socio-historica, sendo considerada o principal grupo social responsavel pelo desenvolvimento do individuo. Porem, mediante situacoes de risco e vulnerabilidade social, criancas e adolescentes sao temporariamente afastados do convivio familiar e encaminhados aos servicos de acolhimento institucional. Diante disso, este trabalho objetivou conhecer e analisar as representacoes sociais de criancas em situacao de acolhimento institucional acerca da familia e do abrigo. Utilizou-se como suporte teorico a Teoria das Representacoes Sociais (Moscovici, 1978), a qual permite que o individuo construa uma referencia sobre determinado significante que faz parte da realidade cotidiana, interferindo nas suas condutas. Participaram da pesquisa 13 criancas acolhidas institucionalmente, com idade entre 07 e 12 anos. Na coleta utilizaram-se os seguintes instrumentos: questionario sociodemografico, entrevista semiestruturada e a Tecnica Desenho-Estoria. Os dados sociodemograficos foram analisados atraves de estatistica descritiva, a entrevista semiestruturada e o Desenho-Estoria atraves da analise de conteudo de Bardin (1977). Os resultados indicaram que as criancas representaram a familia como um grupo de pessoas ligadas afetivamente, geralmente convivendo no mesmo espaco e com condicoes para garantir os cuidados basicos de seus membros; ja o abrigo foi representado majoritariamente enquanto local que garante os cuidados materiais e de lazer das criancas. Percebeu-se, ainda, que os participantes ancoraram a representacao do abrigo em um ambiente com lacos afetivos proximos aos familiares, destacando a presenca da cuidadora e das outras criancas acolhidas como elementos que remetem o abrigo a imagem da familia, embora se possa verificar que a instituicao nao preenche totalmente a ideia de familia, o que gera sentimentos ambivalentes e afetos negativos em relacao ao abrigo. Observou-se, tambem, que os participantes percebem o preconceito da sociedade, sendo frequentemente representados atraves de termos pejorativos, fato que interfere negativamente na construcao da autoimagem e na identidade social dessas criancas. Acredita-se, portanto, que os resultados encontrados sirvam tanto para novas reflexoes como para realizacao de intervencoes praticas frente a populacao de criancas em situacao de acolhimento.
  • ADRIELE VIEIRA DE LIMA PINTO
  • QUALIDADE DE VIDA, BEM-ESTAR SUBJETIVO E DEPRESSÃO NO CONTEXTO DA ADOLESCÊNCIA
  • Data: 21/03/2017
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  • Esta dissertacao objetivou verificar as inter-relacoes entre qualidade de vida (QV), bem-estar subjetivo (BES) e depressao de adolescentes no contexto escolar. A fim de ampliar a compreensao destes construtos, utilizou-se como enfoque teorico, a Teoria das Representacoes Sociais (TRS). Para alcancar este objetivo, desenvolveram-se tres estudos empiricos fundamentados na abordagem multimetodo, todos eles contaram com adolescentes com idade entre 12 e 18 anos, estudantes de escolas publicas da cidade de Joao Pessoa. O estudo 1, objetivou apreender as representacoes sociais dos adolescentes acerca da QV, BES e Depressao. Participaram do estudo 285 adolescentes, (M=14,86; DP=1,82), maioria do sexo feminino (56,8%), os quais responderam ao Inventario de Depressao Infantil (CDI), a Tecnica de Associacao Livre de Palavras (estimulos indutores: “qualidade de vida”, “bem-estar” e “depressao”) associados as variaveis fixas (“sexo”, “avaliacao da qualidade de vida” e “indicativo da sintomatologia depressiva”) e um questionario sociodemografico. Os dados foram submetidos a estatisticas descritivas atraves do SPSS (versao 21.0) e analise fatorial de correspondencia por meio do Tri-Deux-Mots. Os resultados evidenciaram tipos de ancoragem e elementos de objetivacao comuns para QV e bem-estar. Por outro lado, observaram-se dissensos entre esses dois construtos e o construto da depressao, tanto ao nivel da ancoragem quanto das objetivacoes. O estudo 2, objetivou verificar o poder de predicao da QV e do BES em relacao ao indicativo de depressao. Participaram 300 adolescentes, (M=14,84; DP=1,84), maioria do sexo feminino (56%), os quais responderam ao (CDI), ao Kidskreen-52, Escala de Satisfacao com a Vida (ESV), a Escala de Afetos Positivos e Negativos (EAPN) e um questionario sociodemografico. Os dados foram processados, pelo SPSS (versao 21.0). Evidenciou-se atraves da utilizacao da regressao multipla que a QV obteve o coeficiente de determinacao, R²=0,56, apontando que 56% da variancia da sintomatologia depressiva pode ser explicada atraves de seu relacionamento com a QV. Numa posterior analise os resultados apontaram que 62% da variancia da sintomatologia depressiva podem ser explicadas atraves de seu relacionamento com a QV e a dimensao afetiva do BES. A satisfacao com a vida, dimensao cognitiva do BES, nao foi significativa para esta relacao. De carater quantitativo, o estudo 3, objetivou conhecer a prevalencia da sintomatologia depressiva dos adolescentes; analisar a correlacao desse construto com a QV e comparar os grupos com e sem sintomatologia depressiva. Participaram 204 adolescentes, (M= 14,99; SD= 1,92), maioria do sexo feminino (53,4%), os quais responderam ao Inventario de Depressao Infantil (CDI), ao questionario de QV relacionada a saude de criancas e adolescentes (Kidskreen-52) e um questionario sociodemografico. Os dados foram submetidos a estatisticas descritivas e inferenciais, com o auxilio do SPSS (versao 21.0). Os resultados do CDI apontaram indicativos de sintomatologia depressiva de 8,3%, com predominancia do sexo feminino. Estes achados corroboram evidencias cientificas indicadas pela literatura especializada. As pontuacoes do CDI foram negativas e estatisticamente significativas com todos os dominios de QV. Esta relacao demonstra que os adolescentes com indicativos de depressao apresentam diminuicao do bem-estar fisico, psicologico e da percepcao de suporte familiar afetivo, alem de sentimentos de solidao, angustia, tristeza. Comparando os adolescentes com e sem sintomatologia depressiva, constataram-se diferencas significativas nos dominios: familia/ambiente familiar e provocacoes/bullying. Nos dois dominios os adolescentes sem sintomatologia evidenciaram maiores medias em detrimento dos adolescentes com indicativo de depressao. Verifica-se, portanto, que os adolescentes com sintomatologia depressiva, vivenciam mais sentimento de rejeicao, raiva e ansiedade repercutindo no desenvolvimento de transtornos psicoafetivos. Neste sentido, espera-se que esses achados possam subsidiar acoes de prevencao e de promocao da saude (qualidade de vida e bem-estar) do adolescente no contexto escolar.
  • AMANDA TRAJANO BATISTA
  • PREVENIR OU REMEDIAR? ATITUDES DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE FRENTE À PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO AO HIV/AIDS
  • Data: 20/03/2017
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  • As taxas de novas infeccoes por HIV continuam elevadas em todo o mundo, trazendo a necessidade da criacao de novas estrategias de prevencao. Atualmente, os antirretrovirais (ARV) sao utilizados como tratamento (TARV), na estrategia de Testar e oferecer Tratamento (TAST), como profilaxia apos a exposicao ao HIV (PEP) e, mais recentemente, como profilaxia Pre-Exposicao (PrEP) indicada para populacoes-chaves. Esta ultima, nao obstante a eficacia observada tem levantado questionamentos. Considerando que a implementacao e adesao a PrEP e dependente da prescricao pelos profissionais de saude, utilizamos como aporte teorico o conceito de atitudes desenvolvido por Fishbein e Ajzen (1975), tendo como objetivo geral analisar as atitudes dos profissionais da area de saude sobre a utilizacao da Profilaxia Pre-exposicao (PrEP). Trata-se de um estudo exploratorio e descritivo, de carater quantitativo e qualitativo. A amostra foi composta por 68 profissionais de saude. Utilizou-se um questionario sociodemografico e profissional, a fim de caracterizar os participantes e, em seguida, foram realizadas entrevistas individuais, segundo o procedimento de Evocacao-Enunciacao-Averiguacao. Os participantes foram abordados em servicos especializados em Aids, assim como em um evento cientifico sobre HIV/Aids. Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatisticas descritivas. Ja os dados qualitativos foram analisados por meio de analise de conteudo. A maioria dos participantes era do sexo feminino (66,2%), com media de idade de 41 anos (DP=11,3) sendo 35,3% enfermeiros e 20,6% psicologos, com tempo de atuacao media nos servicos de 9,5 anos (DP= 6,5). O locus de atuacao mais frequente foi o Servico de Atencao Especializado (SAE) (33,8%), seguido do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) (23,5%) e 19,1% na gestao. Em relacao a intencao de indicar a PrEP, 45,8% da amostra apresentou intencao positiva; 29,2% apresentaram intencao negativa e 25% se colocou numa posicao de intencao condicional. Ja as analises das entrevistas mostraram duas classes tematicas: A primeira intitulada “Crencas acerca da PrEP” e composta por seis categorias de analise (1-grupo-chave, 2-comportamento de risco, 3-Instrumento de prevencao, 4-Direitos, 5-Paradigma Biomedico, 6- consequencias de PrEP), e a segunda “Implantacao da PrEP nos Servicos de Saude” composta por tres categorias (1-Qualificacao, 2-Organizacao, 3-Estrategias para implementacao). Diante dos dados coletados, pode-se verificar, que embora parte dos profissionais entrevistados tenha afirmado intencao de prescrever a PrEP, a maioria ou apresenta intencao negativa ou ainda tem duvidas quanto aos efeitos beneficos desta estrategia, tornando-os reticentes a prescricao. Tais dados se tornam preocupantes em vista da implementacao da politica de prevencao que tem como norte a PrEP prevista para o corrente ano. Neste sentido, denota-se acoes verticalizadas na tomada e decisoes e implementacao de politicas de prevencao, onde a percepcao dos profissionais de saude que atuam nos servicos de combate ao HIV/Aids nao sao considerados, o que pode prejudicar sua eficacia.
  • CAMILA DE ALENCAR PEREIRA
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE O ABUSO SEXUAL INFANTOJUVENIL: UM ESTUDO COM JUÍZES E PROFISSIONAIS PSICOSSOCIAIS
  • Data: 13/03/2017
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  • O abuso sexual infantojuvenil é definido como o evento no qual a criança ou o adolescente são usados para fins de obtenção de satisfação sexual de um adulto ou de um adolescente mais velho. Apesar de vários estudos e da criação de instrumentos legais para a proteção das crianças contra a violência, ainda existem muitas lacunas quando se trata de ações voltadas para o abuso sexual infantojuvenil, o que acaba por comprometer as formas de lidar com essa situação. As lacunas observadas residem, principalmente, no plano teórico e prático a partir da percepção do fenômeno pelos profissionais da área jurídica e psicossocial e na aplicação das políticas públicas existentes. Desse modo, o presente estudo busca conhecer e analisar as representações sociais que os juízes e os profissionais psicossociais possuem acerca do abuso sexual infantojuvenil, dado que são estes que lidam diretamente com a resolução das inúmeras situações jurídicas, sendo suas práticas influenciadas pelas representações acerca da temática. Como suporte teórico, fez-se uso da Teoria das Representações Sociais, na perspectiva da abordagem estrutural e dimensional, permitindo elucidar o conhecimento advindo do senso comum, com o saber científico sobre a temática. Trata-se de um estudo de campo descritivo, de cunho qualitativo, que foi realizado em instituições jurídicas da cidade de João Pessoa/PB. A amostra foi composta por 31 profissionais de ambos os sexos, sendo 12 juízes (primeira e segunda instância) e 19 profissionais psicossociais (psicólogos e assistentes sociais), que atuam ou já atuaram em casos de abuso sexual contra criança ou adolescente. Com a finalidade de alcançar tais objetivos, fez-se uso de quatro instrumentos: o questionário sociodemográfico, que foi analisado através de cálculos de frequência e porcentagens; a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP), com o estímulo “abuso sexual infantojuvenil”, no qual se executou a análise prototípica e análise de similitude com o auxílio do software IRAMUTEQ; a entrevista semiestruturada, que foi analisada através da análise lexicográfica com amparo do IRAMUTEQ; e a Escala de Crenças sobre Abuso Sexual (ECASI) que foi analisada a partir do SPSS. Constatamos que os profissionais que participaram deste estudo apreendem o fenômeno como um ato de violência e agressão cometido contra vulneráveis (crianças/adolescentes), principalmente no âmbito familiar, gerando consequências profundas nas vítimas. Além disso, possuem a representação de que o abusador é um indivíduo doente, insensível e com atos que fogem do que é socialmente tido como aceitável para o ser humano. Verificamos ainda que o depoimento sem dano é uma metodologia que provoca controvérsias no meio pesquisado; contudo, revelou-se como consenso a necessidade de preparação dos profissionais para uso da técnica, assim como um ambiente e material adequados. A aplicabilidade da teoria da representação social é imprescindível para que se propague ao senso comum o saber científico, mediante a inserção de novos objetos de conhecimento para profissionais que lidam com a temática. Diante dos resultados encontrados, constatou-se que aqueles que trabalham com o tema apreendem o fenômeno e as suas consequências, contudo, precisam de capacitação para atuar nos casos. Espera-se, com esta pesquisa, fornecer subsídios para uma adequada efetivação de políticas públicas, repercutindo na finalidade preventiva de danos às vítimas.
  • EDILANE NUNES REGIS BEZERRA
  • SAÚDE MENTAL MASCULINA: PREVALÊNCIA E VULNERABILIDADES AOS TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS NOS CONTEXTOS RURAL E URBANO.
  • Data: 09/03/2017
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  • O adoecimento psiquico, com destaque para os Transtornos Mentais Comuns (TMC), e um dos gran¬des problemas enfrentados na atualidade, de natureza nao psicotica, tais transtornos envolvem um conjunto de sinais e sintomas relacionados, principalmente, as queixas somaticas e sintomas depressivos e ansiosos, geralmente associadas as condicoes de vida e a estrutura ocupacional. Neste sentido, objetiva-se analisar os aspectos de vulnerabilidades aos transtornos mentais comuns em homens paraibanos comparando os contextos urbano e rural. Foram realizados dois Estudos Empiricos. O primeiro trata-se de uma pesquisa quantitativa, epidemiologica, com objetivo de estimar a prevalencia dos transtornos mentais comuns em homens da capital e de cidades rurais paraibanas, associados com fatores socioeconomicos, de estilos de vida, busca por atendimento e saude mental. Para uma amostra de 432 homens (160 residentes na capital e 272 em cidades rurais), na faixa etaria de 24 a 59 anos, foi aplicado um conjunto de instrumentos: SRQ-20 (rastreamento de transtornos mentais nao-psicoticos); Questionarios de Estilo de Vida; de Acesso e Atendimento em Saude; de Saude Mental; Socio-demografico, cujos resultados foram analisados por estatistica descritiva, razao de prevalencia, de associacao (qui-quadrado e test t) e multivariada (regressao logistica). A prevalencia de TMC encontrada entre os homens do contexto urbano foi de 46,3% e 18,4% no rural. Foi observado associacao entre a presenca de TMC com a faixa etaria (X2=9,183; p=0,01), com maior prevalencia na faixa etaria mais jovem (44%), diminuindo no decorrer da vida (40% na faixa entre 30 e 49 anos e 15% na faixa acima de 50 anos). A associacao com a escolaridade (X2=11,182; p=0,01) aponta o aumento da prevalencia juntamente com o aumento da escolaridade (fundamental: 29%; medio: 38%; superior: 30%), podendo-se inferir, dado a baixa renda familiar da amostra, que o sofrimento pode decorrer pela ausencia de melhoria na renda apos o aumento da escolaridade. Por fim, houve associacao da presenca de TMC com o estado civil (X2=11,755; p=0,008), com maior diferenca entre os solteiros (43%). O segundo estudo, qualitativo, objetivou analisar – a partir do relato dos participantes- quais elementos (individuais, sociais e programaticos) de vulnerabilidades aos TMC estao presentes nas vivencias dos homens de cidades rurais e urbana. Contou com a participacao de 07 homens do contexto rural e 15 do contexto urbano, com idades entre 24 e 59 anos, utilizando-se de entrevistas individuais, analisadas por meio da tecnica de analise categorial tematica. A categorizacao tematica permitiu a obtencao de tres classes tematicas: a primeira intitulada “Contextos de sofrimento masculino” fez referencia aos aspectos individuais do sofrimento e envolveu sete categorias de analise, a saber, a) Sintomatologia; b) Principais motivos para o adoecimento; c) Consequencias do adoecimento; d) Praticas de autocuidado; e) Cuidado em saude; f) Cuidado em saude mental; g) Rede de apoio social. Ja a segunda classe tematica, intitulada “Vivencias de sofrimento psiquico masculino, fez referencia aos aspectos sociais e intersubjetivos do sofrimento e envolveu quatro categorias de analise, a) Problemas relacionais; b) Relacoes de genero; c) Fatores no trabalho que interferem na saude psiquica; d) Cotidiano urbano e rural. Os resultados permitiram concluir que os homens do contexto urbano apresentaram maior prevalencia de transtorno mental comum, os eventos que mais foram associados a uma maior probabilidade de ocorrencia de TMC foram, violencia urbana, assalto ou roubo, vulnerabilidades (problemas financeiros, desemprego, problemas conjugais), problemas de saude (familiares, pessoal), sobrecarga de trabalho, baixa autoestima. Palavras-chave: vulnerabilidades, transtornos mentais comuns, homens, contexto urbano, contexto rural.
  • CAMILA CRISTINA VASCONCELOS DIAS
  • MÃES DE CRIANÇAS AUTISTAS: SOBRECARGA DO CUIDADOR E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE O AUTISMO
  • Data: 08/03/2017
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  • O autismo e considerado um estressor potencial para a familia tendo em vista a extensao e a qualificacao dos seus comprometimentos. Geralmente, o papel de cuidador principal do filho e assumido pela mae, que pode se tornar vulneravel a sobrecarga fisica e emocional oriunda do alto investimento nas tarefas rotineiras dos cuidados maternos diretos. O presente trabalho objetivou conhecer e analisar as representacoes sociais que as maes de filhos autistas tem sobre o autismo considerando a sobrecarga do cuidador. Utilizou-se o aporte teorico da Teoria das Representacoes Sociais, uma vez que reconhece o valor da dimensao subjetiva e o aspecto cognitivo do individuo, os quais interferem nas praticas sociais, nas atitudes e condutas referentes ao objeto da representacao. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem mista, realizado em instituicao publica para tratamento do TEA em Joao Pessoa-PB, com amostra de 30 maes de criancas autistas. Os instrumentos utilizados foram: questionario sociodemografico, analisado atraves do calculo de frequencias simples; a Associacao Livre de Palavras e entrevista semiestruturada, analisadas com o auxilio do programa IRAMUTEQ; e o Inventario de Sobrecarga do Cuidador de Zarit (ZBI), analisado atraves de estatisticas descritivas e inferenciais por meio do SPSS. Os resultados do ZBI indicaram a presenca de sobrecarga moderada na amostra geral, com escore medio de 38,53(DP=12,50), e a partir desse dado pode-se estabelecer 2 niveis de sobrecarga para comparar as RS elaboradas pelas maes. O nivel 1 referiu-se a uma menor sobrecarga e o nivel 2 a uma maior sobrecarga. Observou-se que as maes que apresentaram nivel 1, apesar de representarem o autismo atraves de conteudos negativos, ressaltando as dificuldades, demonstram ter mais esperanca. Ja as maes que apresentaram nivel 2 representaram o autismo sem conteudo representativo de carinho ou esperanca, expressando o cuidar como uma obrigacao que reflete um desafio. De modo geral, as maes representam o autismo como algo dificil de lidar, significando-o na propria dificuldade do exercicio de cuidar, que demanda paciencia e dedicacao. Os cuidados diarios exigem alto investimento das maes, que efetuam um cuidado solitario e em tempo integral. Alem disso, as participantes consideraram o autismo como um misterio, que pode estar relacionado tanto a indefinicao de sua etiologia e consequentemente ao prognostico da crianca, como tambem as duvidas de como cuidar do filho. Diante dos resultados encontrados, verificou-se que a RS do autismo se modifica a partir do nivel de sobrecarga apresentado pelas participantes, estando a sobrecarga mais alta relacionada a uma RS do autismo de conteudos mais negativos. Pode-se identificar que as maes objetivam o autismo nas vivencias diarias com o filho, que refletem a propria sobrecarga, embora o ancorem no amor, indicando que encontram no afeto fonte de motivacao e superacao para as adversidades. Espera-se, com esta pesquisa, fornecer dados cientificos que possam contribuir para elaboracao de politicas publicas visando a melhoria do suporte social oferecido a essas maes, com estrategias de apoio e prevencao de complicacoes de saude, fisica e emocional, oriundas da sobrecarga. Acredita-se que os dados deste estudo podem auxiliar nos programas de conscientizacao acerca do TEA, uma vez que as representacoes sociais de conteudo negativo apresentadas pelas maes refletem o que esta posto na sociedade e alimentam a sobrecarga do cuidador. Espera-se, ainda, fomentar reflexoes sobre a elaboracao de estrategias que visem reduzir os conteudos negativos das RS do autismo elaboradas pelas maes, tendo em vista que essas RS orientam os comportamentos e justificam as atitudes dessas maes frente aos seus filhos autistas, estando suas condutas diretamente relacionadas ao desenvolvimento das criancas.
  • TÁTILA RAYANE DE SAMPAIO BRITO
  • ADESÃO AO TRATAMENTO ANTIRRETROVIRAL: UMA EXPLICAÇÃO PAUTADA NOS VALORES HUMANOS, NA POSITIVIDADE E NO COPING
  • Data: 06/03/2017
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  • Este estudo teve por objetivo geral analisar se os valores humanos, a positividade e o coping predizem a adesao ao tratamento antirretroviral. Em especifico, buscou-se conhecer a relacao entre as subfuncoes valorativas, a positividade, os tipos de coping e a adesao ao tratamento; e identificar em que medida os valores humanos, a positividade e o coping explicam a adesao ao tratamento antirretroviral. Para tanto, contou-se com uma amostra de 199 pacientes que vivem com HIV/AIDS, com idade media de 41 anos, variando entre 18 e 73 (DP = 10,98), em sua maioria homens (55,3%), solteiros (51,8%), heterossexuais (80,9%), com escolaridade fundamental (44,7%), que nao estao trabalhando no momento (62,3%) e de classe media (44,7%). Todos estavam em tratamento antirretroviral no Hospital de Doencas Infectocontagiosas Clementino Fraga, localizado na cidade de Joao Pessoa – PB. Apos aprovacao do Comite de Etica em Pesquisa da Universidade Federal da Paraiba, os participantes responderam o Questionario dos Valores Basicos, a Escala de Positividade, o Brief COPE, a Escala de Adesao ao Tratamento – CEAT – VIH, o questionario de evolucao da infeccao por HIV e o questionario sociodemografico. Os dados foram analisados utilizando os programas estatisticos PASW e AMOS (ambos em sua versão 18). Com o primeiro, realizaram-se estatisticas descritivas, análise de correlação r de Pearson e regressão linear simples e múltipla. Com o segundo, realizou-se uma análise de caminhos, estabelecendo como variáveis antecedentes as subfuncoes valorativas, a positividade e o coping positivo, e como variável consequente a adesao ao tratamento antirretroviral. Os resultados indicaram que as subfuncoes valorativas normativa, interativa e existencia relacionaram-se positivamente com a adesao ao tratamento antirretroviral. Ademais, observou-se que a adesao ao tratamento antirretroviral relacionou-se positivamente com a positividade, o coping positivo, o coping suporte, enquanto que o fez de maneira negativa com o coping negativo. A analise de regressao indicou que a adesao ao tratamento antirretroviral foi predita pelos valores sociais e pelo valor pessoal de existencia, como tambem pela positividade e pelas tres dimensoes do coping. Adicionalmente, construiu-se um modelo explicativo da adesao ao tratamento antirretroviral, tomando-se os valores sociais, a positividade e o coping positivo. Assim sendo, confia-se ter contribuido para a compreensao da tematica, ampliando o entendimento sobre o fenomeno da adesao ao tratamento antirretroviral a partir do papel dos valores humanos e das caracteristicas pessoais positivas.
  • JAQUELINE GOMES CAVALCANTI
  • BULLYING E SUAS IMPLICAÇÕES NA ADOLESCÊNCIA: UM ESTUDO PSICOSSOCIOLÓGICO
  • Data: 06/03/2017
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  • Esta dissertacao objetivou apreender as representacoes sociais (RS) dos adolescentes acerca do bullying no contexto escolar e construir uma escala de percepcao acerca do bullying. Para atingi-lo fez-se necessario desenvolver tres estudos empiricos. O primeiro teve como objetivo apreender as RS do adolescentes acerca do bullying no contexto de adolescentes escolares. Participaram desse estudo 31 adolescentes com idades de 12 a 18 anos, sendo a maioria do sexo feminino (73,3%) e do ensino medio (63,3%), os quais responderam a uma entrevista em profundidade e um questionario sociodemografico. Os dados foram submetidos a estatisticas descritivas com o auxilio do IBM-SPSS (versao 21), e analise lexicografica pelo software Iramutec. Os dados resultantes da entrevista apos o processamento pelo iramutec revelaram a emergencia de seis classes distintas. O saber compartilhado pelos escolares ancorou o bullying como uma forma de expressao do preconceito e de intolerancia as diferencas, sendo por vezes reconhecida como sinonimo de brincadeira, realidade que pode mascarar a enredamento do problema. Alem disso, os adolescentes conceituaram o bullying, suas modalidades e consequencias, as quais, por seu tempo, demandam suporte aos escolares (envolvidos ou nao), apoiando-os e/ou empoderando-os ao enfrentamento do problema por meio de denuncias. A partir dessas entrevistas prosseguiu-se com o segundo estudo que teve como objetivo elaborar uma escala de percepcao do bullying escolar, bem como, testar seus parametros psicometricos: validade e precisao. Para alcancar esses objetivos, contou-se com a participacao de 447 estudantes, os quais responderam a escala de percepcao do bullying escolar e um questionario sociodemografico. Os dados, analisados pelo software IBM-SPSS (versao 21) e pelo software R, apresentaram parametros psicometricos satisfatorios quando considerada uma estrutura bidimensional. Finalmente realizou-se o terceiro estudo dessa dissertacao cujo objetivo foi conhecer a relacao entre vitimizacao, percepcao acerca do bullying escolar; e a sintomatologia depressiva. Para isso, contou-se com uma amostra de 243 adolescentes. Esses responderam aos seguintes instrumentos: Escala de Percepcao de Bullying escolar; Escala California de Vitimizacao e o CDI. Os resultados apontaram para uma relacao da vitimizacao com a percepcao do enfrentamento frente ao bullying e com a sintomatologia depressiva. Alem disso, observou-se efeitos da vitimizacao na percepcao do enfrentamento frente ao bullying e na sintomatologia depressiva. Diante do exposto, conclui-se que conhecer a forma como os adolescentes percebem o bullying pode colaborar na elaboracao de instrumentos de avaliacao, estrategias de intervencao e/ou prevencao desse fenomeno.
  • MARIA APARECIDA TRINDADE DO NASCIMENTO
  • ATITUDES FRENTE ÀS EMPREGADAS DOMÉSTICAS: VALORES HUMANOS E DOMINÂNCIA SOCIAL.
  • Data: 06/03/2017
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  • Dentro suas manifestacoes contemporaneas, o trabalho domestico e uma organizacao global e um fenomeno que perpetua hierarquias com base em raca, etnia, estatuto indigena, casta e nacionalidade. Por este motivo muito tem se discutido em torno dos direitos e deveres desta classe trabalhadora e suas eventuais consequencias. No entanto, faz-se necessario investigar as atitudes formadas em relacao a estes profissionais e sua relacao com outros criterios de orientacao, tais como as prioridades valorativas e a orientacao a dominancia social. Neste sentido o objetivo da presente dissertacao foi investigar a relacao entre as atitudes frente as empregadas domesticas, valores humanos e dominancia social, oferecendo tambem um instrumento que reuna qualidades psicometricas aceitaveis para mensurar tais atitudes. O estudo 1 contou com a participacao de 200 sujeitos estudantes universitarios, onde os resultados demonstraram que a escala de Atitudes Frente as Empregadas Domesticas possui quatro fatores: Direitos Trabalhistas, Estima e Respeito, Trabalho Extra, e Exclusao. Todos demonstraram consistencia interna proxima ou superior a recomendada pela literatura, variando de 0,51 a 0,74. Alem disso tambem buscou-se conhecer os parametros psicometricos da Escala de Motivacao para Responder sem Preconceito Frente a Empredas Domesticas, a qual se estruturou em dois fatores, Preconceito Velado e Nao-preconceito, com valores alfa de 0,83 e 0,74, respectivamente. No estudo 2 contou-se com uma amostra de 210 respondentes da populacao geral e buscou conhecer evidencias adicionais de validade fatorial e consistencia interna da Escala de Atitudes Frente a Empregadas Domesticas , por meio da Analise Fatorial Confirmatoria. Os resultados demonstraram que a estrutura tetrafatorial apresentou indices de ajuste superiores aos recomendados na literatura, bem como consistencia interna variando de 0,51 a 0,77. Alem disso observou-se os fatores Preconceito Velado e Nao-Preconceito apresentaram correlacoes significativas tanto com os fatores da Escala de Atitudes Frente as Empregadas Domesticas como com as subfuncoes valorativas. Conclui-se que as escalas ora analisadas apresentam qualidades psicometricas aceitaveis, podendo ser utilizadas para medicao das atitudes e preconceito frente as empregadas domesticas.
  • MARIA APARECIDA TRINDADE DO NASCIMENTO
  • ATITUDES FRENTE ÀS EMPREGADAS DOMÉSTICAS: VALORES HUMANOS E DOMINÂNCIA SOCIAL.
  • Data: 06/03/2017
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  • Dentro suas manifestacoes contemporaneas, o trabalho domestico e uma organizacao global e um fenomeno que perpetua hierarquias com base em raca, etnia, estatuto indigena, casta e nacionalidade. Por este motivo muito tem se discutido em torno dos direitos e deveres desta classe trabalhadora e suas eventuais consequencias. No entanto, faz-se necessario investigar as atitudes formadas em relacao a estes profissionais e sua relacao com outros criterios de orientacao, tais como as prioridades valorativas e a orientacao a dominancia social. Neste sentido o objetivo da presente dissertacao foi investigar a relacao entre as atitudes frente as empregadas domesticas, valores humanos e dominancia social, oferecendo tambem um instrumento que reuna qualidades psicometricas aceitaveis para mensurar tais atitudes. O estudo 1 contou com a participacao de 200 sujeitos estudantes universitarios, onde os resultados demonstraram que a escala de Atitudes Frente as Empregadas Domesticas possui quatro fatores: Direitos Trabalhistas, Estima e Respeito, Trabalho Extra, e Exclusao. Todos demonstraram consistencia interna proxima ou superior a recomendada pela literatura, variando de 0,51 a 0,74. Alem disso tambem buscou-se conhecer os parametros psicometricos da Escala de Motivacao para Responder sem Preconceito Frente a Empredas Domesticas, a qual se estruturou em dois fatores, Preconceito Velado e Nao-preconceito, com valores alfa de 0,83 e 0,74, respectivamente. No estudo 2 contou-se com uma amostra de 210 respondentes da populacao geral e buscou conhecer evidencias adicionais de validade fatorial e consistencia interna da Escala de Atitudes Frente a Empregadas Domesticas , por meio da Analise Fatorial Confirmatoria. Os resultados demonstraram que a estrutura tetrafatorial apresentou indices de ajuste superiores aos recomendados na literatura, bem como consistencia interna variando de 0,51 a 0,77. Alem disso observou-se os fatores Preconceito Velado e Nao-Preconceito apresentaram correlacoes significativas tanto com os fatores da Escala de Atitudes Frente as Empregadas Domesticas como com as subfuncoes valorativas. Conclui-se que as escalas ora analisadas apresentam qualidades psicometricas aceitaveis, podendo ser utilizadas para medicao das atitudes e preconceito frente as empregadas domesticas.
  • MOISÉS FERNANDES DE ARAÚJO SILVA
  • ADAPTAÇÃO E VALIDAÇÃO DE MEDIDAS REFERENTES À AUTONOMIA COMPORTAMENTAL
  • Orientador : CLEONICE PEREIRA DOS SANTOS CAMINO
  • Data: 03/03/2017
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  • O interesse do presente estudo centrou-se em analisar a autonomia na adolescência enquanto habilidade ou capacidade social, mais especificamente sobre a autonomia comportamental. Em nível internacional, a autonomia comportamental na adolescência tem sido estudada de maneira relevante, contudo, pouca produção publicada sobre o tema foi encontrada no Brasil. Talvez a insuficiência de trabalhos sobre o tema se deva a falta de instrumentos para avaliá-lo. Assim, tendo em vista a importância do tema da autonomia comportamental para a melhor compreensão do desenvolvimento psicossocial do adolescente e a necessidade de medidas para avaliá-lo, o objetivo geral do presente estudo foi a adaptação e validação de dois instrumentos referentes à avaliação da autonomia comportamental. Além disso, buscou-se investigar as influências de gênero, do avanço da idade e do contexto educacional dos adolescentes. Julga-se que a compreensão da Teoria do Domínio Pessoal (Nucci & Weber, 1995) fornece uma abordagem teórica relevante para a compreensão do desenvolvimento da autonomia comportamental e das suas relações com as variáveis consideradas neste estudo. Deste modo, o presente trabalho inicia pela apresentação de um capítulo cujo objetivo é revisar na literatura os principais conceitos de autonomia comportamental utilizados; e as variáveis associadas a esse construto. Foram selecionados apenas artigos que utilizaram a medida em processo de validação no presente estudo. No entanto, ainda pretende-se revisar os estudos que investigaram o tema a partir de outras abordagens metodológicas. O capítulo 2 tem por objetivo conceituar e caracterizar o Domínio Pessoal, apresentando os principais estudos que desenvolveram o tema, assim como as pesquisas que investigaram a relação desse domínio com outras variáveis. Os capítulos subsequentes dizem respeito à realização do estudo de validação. O Capítulo 3 descreve a amostra, os procedimentos e o método utilizados no estudo; o Capítulo 4 apresenta os principais resultados; e, por fim, o Capítulo 6 discute a aplicação deles, bem como as limitações e futura direção do estudo.
  • THALITA LAYS FERNANDES DE ALENCAR
  • Intervenção para o Perdão com Apenados
  • Data: 03/03/2017
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  • Esta dissertacao consiste em um trabalho de intervencao com o objetivo de promover atitudes para receber o perdao e autoperdoar-se em um grupo de apenados. Este estudo fundamenta-se na teoria do perdao interpessoal de Enright et al. (1991, 1996), que concebem o perdao como uma atitude moral que contribui para resolucao de conflitos, continuidade das relacoes e manutencao dos vinculos afetivos, favorecendo o bem-estar fisico e emocional de vitimas e ofensores. E possivel estudar o perdao a partir em tres dimensoes: uma dimensao voltada para as vitimas, oferecer o perdao, e duas dimensoes voltadas para os ofensores, receber o perdao e autoperdao. Estas dimensoes sao independentes, porem relacionadas, e seguem uma progressao de desenvolvimento com componentes semelhantes distribuidos por quatro fases: reconhecimento, decisao, resolucao e aprofundamento. Essa pesquisa foi realizada com delineamento quase-experimental constituido por dois grupos: um grupo experimental que recebeu o tratamento da intervencao e o grupo controle que nao recebeu nenhum tratamento. Para avaliar os grupos foram utilizadas medidas de pre-teste e pos-teste. Participaram do estudo 22 apenados do sexo masculino em regime semiaberto na Penitenciaria de Seguranca Media Juiz Hitler Cantalice, na cidade de Joao Pessoa – PB, sendo cinco participantes do grupo experimental com idades entre 28 e 47 anos (M = 36,40; DP = 7,13) e 17 participantes do grupo controle com idades entre 20 e 49 anos (M = 31,24; DP = 8,22). Foram utilizadas medidas de Receber o Perdao, Autoperdao, Desejabilidade Social, Vulnerabilidade, Ansiedade, Depressao e Autoestima. O programa de intervencao consistiu em 17 sessoes com duracao de aproximadamente 90 minutos. Os encontros foram realizados em grupo e foram norteados pelo Manual de Intervencao para Ofensores, que foi construido pelos autores deste estudo, sendo adotadas como base as variaveis psicologicas e unidades dos processos clinicos de Receber o Perdao e Autoperdao. Os resultados mostraram que as ofensas foram predominantemente associadas a relacionamentos amorosos e pessoas proximas dos ofensores. Testes Mann-Whitney mostraram que nao houve diferencas significativas entre os grupos antes ou depois da intervencao. Com a finalidade de verificar diferencas entre o pre-teste e o pos-teste dentro de cada grupo foram realizados testes de Wilcoxon para amostras relacionadas que mostraram que apenas o grupo que recebeu tratamento experimental apresentou diferencas significativas do pre-teste para o pos-teste nas variaveis Receber o Perdao (MDPre= 3; MDPos= 4; z = -2,00; p = 0,046), Desejabilidade Social (MDPre= 17; MDPos= 22; z = -2,032; p = 0,042), Vulnerabilidade (MDPre= 78; MDPos= 38; z = -2,023; p = 0,043) e Ansiedade (MDPre= 67; MDPos = 46; z = -2,023; p = 0,043). Utilizando o metodo desenvolvido por Jacobson e Truax (“Metodo JT”, em Aguiar, Aguiar, & Del Prette, 2009) foi possivel analisar individualmente as mudancas confiaveis ocorridas que podem ser atribuidas ao tratamento experimental, bem como a significancia clinica dessas mudancas, que informa o quao robustas elas foram. Os participantes P1, P2, P3 e P4 apresentaram melhoras confiaveis em Receber o Perdao, os participantes P1 e P4 no Autoperdao, os participantes P1, P2 e P3 na Autoestima, o participante P3 na Depressao e os participantes P2 e P4 na Vulnerabilidade. Foram clinicamente significativas todas as mudancas em Autoestima e a mudanca em Autoperdao ocorrida no participante P1. Mudancas negativas confiaveis ocorreram apenas com o participante P5 nas variaveis Autoperdao e Autoestima, porem sem significancia clinica. E possivel afirmar que intervencao possibilitou a aprendizagem e elaboracao de estrategias de enfrentamento que poderao ser utilizadas pelos participantes na resolucao de conflitos e ter impacto na vida deles dentro e fora da prisao, podendo auxiliar, inclusive, na sua reinsercao social.
  • LAYANNE VIEIRA LINHARES
  • CRENÇA NO MUNDO JUSTO E DITADOS POPULARES
  • Data: 02/03/2017
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  • Este trabalho se insere no conjunto de estudos sobre a Crenca no Mundo Justo (CMJ) e a discriminacao, tendo dois objetivos principais: a) investigar o papel moderador da CMJ na discriminacao contra homossexuais e b) desenvolver uma medida de CMJ que possua parametros psicometricos mais adequados ao Brasil. Para tanto, realizou-se tres estudos. Nos dois estudos iniciais (N = 177; N = 122), que formaram o primeiro artigo desta dissertacao, foi desenvolvido um novo instrumento da CMJ. Em conjunto, os resultados indicaram uma solucao unifatorial, com consistencia interna de 0,78, bem como uma correlacao positiva com outras escalas de CMJ validadas no Brasil e indices significativos, indicando o poder da nova escala de predizer a vitimizacao secundaria. Considera-se assim que os resultados apresentaram indices satisfatorios. O terceiro estudo (N = 295), que formou o segundo artigo, investigou a discriminacao contra homossexuais masculinos portadores da AIDS e a influencia da CMJ nas atribuicoes de responsabilidade pela sua doenca. Os resultados indicaram que os efeitos isolados da orientacao sexual e do tipo de doenca foram significativos, revelando que aos sujeitos portadores da AIDS foi atribuida mais responsabilidade do que aos portadores de cancer de pulmao, bem como os homossexuais foram mais responsabilizados do que os heterossexuais. O efeito isolado da CMJ nao foi significativo. Os resultados da moderacao indicaram que a CMJ exerce um papel moderador na atribuicao de responsabilidade, revelando que os participantes com alta adesao a CMJ responsabilizaram mais os homossexuais e os portadores da AIDS.
  • CIBELE SOARES DA SILVA COSTA
  • VIVÊNCIA E PROJETO DE VIDA DE JOVENS EM CUMPRIMENTO DE MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
  • Data: 02/03/2017
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  • O objetivo geral desta dissertacao e analisar as implicacoes das vivencias de jovens em cumprimento de medidas socioeducativas para a construcao do projeto de vida. Sao objetivos especificos: analisar as vivencias dos jovens nas medidas socioeducativas; analisar os sentidos atribuidos pelos jovens para a experiencia do cumprimento das medidas socioeducativas; identificar o projeto de vida construido pelos jovens a partir das vivencias no cumprimento das medidas socioeducativas e identificar no Plano Individual de Atendimento (PIA) os registros sobre o projeto de vida dos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. A fundamentacao teorica tem como base a perspectiva da Teoria Historico-Cultural de Vigostki, utilizando-se as categorias teoricas: Vivencia, Sentido e Projeto de Vida. A pesquisa foi realizada em uma instituicao que executa a medida socioeducativa de internacao em Joao Pessoa (PB), utilizando-se entrevistas individuais e uma pesquisa documental, abordando os registros sobre o projeto de vida nos Planos Individuais de Atendimento. Foram entrevistados dez jovens e analisados cinco PIAs. Para a analise dos dados procedeu-se a analise de conteudo e analise descritiva. Observou-se que a medida socioeducativa e significada como uma prisao e marcada pela ociosidade, contraditoriamente tambem apontaram para a medida socioeducativa como medida protetiva, oportunidade de realizar um curso profissionalizante e reinsercao escolar. Os jovens avaliam que a medida socioeducativa pouco contribui para a construcao do projeto de vida. Os cinco PIAs analisados nao traziam informacoes completas e apresentavam respostas repetidas. Percebe-se que na medida socioeducativa de internacao sobressai-se o carater sancionatorio em detrimento de uma acao pedagogica.
  • DALILA CASTELLIANO DE VASCONCELOS
  • CONCEPÇÕES DE MÃES, PAIS E EDUCADORAS SOBRE DESENVOLVIMENTO INFANTIL E GÊNERO
  • Data: 24/02/2017
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  • Desde muito cedo, a interacao entre adultos e criancas e influenciada por questoes de genero. Esse e um aspecto importante do desenvolvimento infantil, uma vez que as concepcoes de genero dos adultos podem possibilitar diferentes oportunidades de desenvolvimento para meninas e meninos. Na primeira infancia, dois grandes contextos socializadores diretos fazem parte da vida da crianca: a familia, que e o contexto socializador primario, e a escola. Considerando isso, esta pesquisa tem o objetivo de identificar e analisar as concepcoes de maes, pais e educadoras de criancas de dois e tres anos de idade a respeito do desenvolvimento infantil e das relacoes de genero na infancia. Foram entrevistadas 40 maes - 20 de meninas e 20 de meninos - 40 pais, com a mesma distribuicao, e 20 educadoras - dez de centros de educacao infantil publicos e 10 de centros de educacao infantil privados. Os dados foram analisados a partir das contribuicoes teorico-metodologicas da analise de conteudo de Bardin. Os resultados indicam que as concepcoes sobre desenvolvimento infantil dos participantes influenciam as estrategias de cuidado utilizadas e as metas de socializacao apresentadas por eles. Maes, pais e educadoras definem meninas e meninos de forma antagonica, porquanto afirmam que as meninas sao delicadas, disciplinadas e gostam de brincadeiras de meninas, e que os meninos sao indisciplinados, ativos, agitados e gostam de brincadeiras de meninos. Um total de 65% de maes e pais de meninas e 25% das educadoras afirmaram que utilizam diretivos sexistas na interacao com meninas. Na interacao com meninos, esse numero se eleva para 95%, entre maes e pais de meninos e 65% das educadoras, o que indica que os meninos sofrem mais interferencias em seu comportamento do que as meninas. Os participantes interferem nas acoes das criancas e delimitam o que sao atividades exclusivas de cada sexo quando as criancas manipulam brinquedos e roupas e acessorios considerados do sexo oposto e expressam comportamentos tambem considerados do sexo oposto. Os pais afirmaram que nao interferem para que os filhos brinquem com criancas do mesmo sexo, entretanto, ao oferecer brinquedos diferentes para meninas e meninos, alem de propiciar uma esteriotipia na forma de brincar, eles poderao contribuir para a segregacao sexual entre as criancas durante as brincadeiras. Tais concepcoes devem ser consideradas em propostas de intervencao que visem a promocao do desenvolvimento infantil e relacoes de genero mais equitativas.
  • FLÁVIA MARCELLY DE SOUSA MENDES DA SILVA
  • O TRABALHAR DOS PROFISSIONAIS DOS SERVIÇOS GERAIS DE LIMPEZA HOSPITALAR: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO TRABALHO-SAÚDE
  • Data: 24/02/2017
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  • A presente dissertacao tem como objetivo analisar a relacao entre trabalho e saude dos profissionais dos servicos gerais de limpeza hospitalar de um Hospital Universitario de uma capital do Nordeste brasileiro. Do ponto de vista teorico, a Psicodinamica do Trabalho e a Ergonomia da atividade sao as principais abordagens utilizadas para analisar as complexas elacoes entre trabalho e a saude dos servidores de limpeza hospitalar. Quanto ao metodo privilegiou-se uma abordagem qualitativa, os instrumentos utilizados foram uma entrevista individual semiestruturada (baseada em um roteiro construido a partir das categorias teoricas da pesquisa) e um questionario sociodemografico. Os dados foram analisados por meio do software IRAMUTEQ. A amostra foi composta por 30 servidores de limpeza hospitalar, com idade variando de 21 a 61 anos (M = 40,3; DP = 11,0), solteiros (43,3%), do sexo feminino (66,7 %), ensino medio incompleto (50%). O tempo de servico variou de tres dias a 28 anos na organizacao pesquisada. A partir da analise da Classificacao Descendente Hierarquica, o corpus se dividiu em 5 classes que foram nomeadas a partir de seus descritores mais representativos: Riscos no Trabalho, Formacao e Historia Profissional, Condicoes de trabalho, Sofrimento no trabalho e Estrategias de Defesa e Organizacao do Trabalho. Alem disso, atraves da analise de similitude, constatou-se que a palavra gente apareceu como nucleo central da distribuicao, estabelecendo conexao com as palavras trabalho e trabalhar. Na nuvem de palavras, evidenciaram-se as palavras com maior frequencia no discurso: trabalho, gente, trabalhar, hospital, limpeza, passar, casa, servico, Deus, treinamento, reuniao. No que se refere aos resultados constatou-se que os servidores de limpeza estao expostos a riscos em seu ambiente de trabalho, sendo estes fisicos, quimicos e biologicos decorrentes das situacoes de vulnerabilidade, dentre os quais foram identificados problemas infecciosos, osteomusculares, alem de problemas de ordem psiquica: ansiedade, estresse, alteracoes de sono, desgaste emocional. Quanto a historia e formacao profissional verificou-se que a maioria possui baixa qualificacao profissional, e sendo este o primeiro emprego de carteira assinada, tendo como empregos anteriores: empregada domestica, diarista, garcons, caseiro, e um treinamento deficitario que gera ansiedade e inseguranca aos servidores. No que diz respeito as condicoes de trabalho verificou-se que a ausencia de alguns equipamentos de seguranca (e.g., luva, mascara, gorro) expoe os servidores a situacoes de risco e que incidem na saude destes trabalhadores. Como fonte de sofrimento no trabalho ficou evidente o relacionamento conflituoso com a chefia, a invisibilidade e o preconceitos sofridos e a insatisfacao salarial. Entretanto, verificou-se como fonte de prazer o sentimento de utilidade na manutencao da limpeza e zeladoria do hospital, e sobretudo, o relacionamento com os pares. Os elogios proferidos pelos usuarios, pacientes e outros profissionais enalteciam o sentimento de utilidade e assim, transformavam o sofrimento em prazer no trabalho. Por fim, e nao menos importante, a organizacao do trabalho por meio de uma rigorosa fiscalizacao da chefia, controle do tempo, dos movimentos e das pausas, alem da alta sobrecarga de trabalho. Desta forma, almeja-se, por meio dos resultados deste estudo, contribuir para a producao de conhecimentos sua saude e dos aspectos que envolvem os servidores de limpeza hospitalar.
  • EDILANE NUNES REGIS BEZERRA
  • SAÚDE MENTAL MASCULINA: PREVALÊNCIA E VULNERABILIDADES AOS TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS NOS CONTEXTOS RURAL E URBANO.
  • Data: 23/02/2017
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  • O adoecimento psiquico, com destaque para os Transtornos Mentais Comuns (TMC), e um dos gran¬des problemas enfrentados na atualidade, de natureza nao psicotica, tais transtornos envolvem um conjunto de sinais e sintomas relacionados, principalmente, as queixas somaticas e sintomas depressivos e ansiosos, geralmente associadas as condicoes de vida e a estrutura ocupacional. Neste sentido, objetiva-se analisar os aspectos de vulnerabilidades aos transtornos mentais comuns em homens paraibanos comparando os contextos urbano e rural. Foram realizados dois Estudos Empiricos. O primeiro trata-se de uma pesquisa quantitativa, epidemiologica, com objetivo de estimar a prevalencia dos transtornos mentais comuns em homens da capital e de cidades rurais paraibanas, associados com fatores socioeconomicos, de estilos de vida, busca por atendimento e saude mental. Para uma amostra de 432 homens (160 residentes na capital e 272 em cidades rurais), na faixa etaria de 24 a 59 anos, foi aplicado um conjunto de instrumentos: SRQ-20 (rastreamento de transtornos mentais nao-psicoticos); Questionarios de Estilo de Vida; de Acesso e Atendimento em Saude; de Saude Mental; Socio-demografico, cujos resultados foram analisados por estatistica descritiva, razao de prevalencia, de associacao (qui-quadrado e test t) e multivariada (regressao logistica). A prevalencia de TMC encontrada entre os homens do contexto urbano foi de 46,3% e 18,4% no rural. Foi observado associacao entre a presenca de TMC com a faixa etaria (X2=9,183; p=0,01), com maior prevalencia na faixa etaria mais jovem (44%), diminuindo no decorrer da vida (40% na faixa entre 30 e 49 anos e 15% na faixa acima de 50 anos). A associacao com a escolaridade (X2=11,182; p=0,01) aponta o aumento da prevalencia juntamente com o aumento da escolaridade (fundamental: 29%; medio: 38%; superior: 30%), podendo-se inferir, dado a baixa renda familiar da amostra, que o sofrimento pode decorrer pela ausencia de melhoria na renda apos o aumento da escolaridade. Por fim, houve associacao da presenca de TMC com o estado civil (X2=11,755; p=0,008), com maior diferenca entre os solteiros (43%). O segundo estudo, qualitativo, objetivou analisar – a partir do relato dos participantes- quais elementos (individuais, sociais e programaticos) de vulnerabilidades aos TMC estao presentes nas vivencias dos homens de cidades rurais e urbana. Contou com a participacao de 07 homens do contexto rural e 15 do contexto urbano, com idades entre 24 e 59 anos, utilizando-se de entrevistas individuais, analisadas por meio da tecnica de analise categorial tematica. A categorizacao tematica permitiu a obtencao de tres classes tematicas: a primeira intitulada “Contextos de sofrimento masculino” fez referencia aos aspectos individuais do sofrimento e envolveu sete categorias de analise, a saber, a) Sintomatologia; b) Principais motivos para o adoecimento; c) Consequencias do adoecimento; d) Praticas de autocuidado; e) Cuidado em saude; f) Cuidado em saude mental; g) Rede de apoio social. Ja a segunda classe tematica, intitulada “Vivencias de sofrimento psiquico masculino, fez referencia aos aspectos sociais e intersubjetivos do sofrimento e envolveu quatro categorias de analise, a) Problemas relacionais; b) Relacoes de genero; c) Fatores no trabalho que interferem na saude psiquica; d) Cotidiano urbano e rural. Os resultados permitiram concluir que os homens do contexto urbano apresentaram maior prevalencia de transtorno mental comum, os eventos que mais foram associados a uma maior probabilidade de ocorrencia de TMC foram, violencia urbana, assalto ou roubo, vulnerabilidades (problemas financeiros, desemprego, problemas conjugais), problemas de saude (familiares, pessoal), sobrecarga de trabalho, baixa autoestima. Palavras-chave: vulnerabilidades, transtornos mentais comuns, homens, contexto urbano, contexto rural.
  • GABRIELA FERNANDES ROCHA
  • A POLÍTICA DE SAÚDE NO ENFRENTAMENTO AO TRABALHO INFANTIL
  • Data: 23/02/2017
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  • A POLITICA DE SAUDE NO ENFRENTAMENTO AO TRABALHO INFANTIL Aluna: Gabriela Fernandes Rocha Orientadora: Maria de Fatima Pereira Alberto A presente tese tem como objetivo geral analisar a politica de saude no enfrentamento ao trabalho infantil como garantia de direitos. Os objetivos especificos sao: identificar as acoes da politica de saude no enfrentamento ao trabalho infantil; identificar as acoes da atencao basica na promocao de saude e no desenvolvimento da crianca e adolescente trabalhador; caracterizar o sentido de “trabalho infantil” para os profissionais de saude; investigar as praticas quando se deparam com a existencia de trabalho infantil nas familias ou comunidades onde atuam; compreender de que forma a atuacao dos profissionais de saude esta relacionada a protecao e garantia dos direitos de criancas e adolescentes; identificar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saude no processo de registro dos casos de trabalho infantil. Os problemas de tese sao: Ha enfrentamento ao trabalho infantil pela Politica de Saude? Qual o papel dos profissionais no enfrentamento ao trabalho infantil no ambito da atencao integral a saude de criancas e adolescentes? Os pressupostos sao os seguintes: As Politicas Publicas de Saude se constituem como mantenedoras do processo de exclusao e desigualdade social; A Atencao Basica em Saude nao assegura as oportunidades e facilidades a fim de facultar o desenvolvimento de criancas e adolescentes trabalhadores; Os profissionais de saude consideram o trabalho como educativo e formador, mesmo se realizado na infancia; Os profissionais de saude associam violacao de direitos aos trabalhos que envolvem violencia fisica ou exploracao; As formacoes e capacitacoes ofertadas pelo municipio nao preparam o profissional para identificar o trabalho infantil como violacao de direito e exploracao. Foi realizada uma pesquisa documental e uma pesquisa de campo. Os documentos utilizados foram fichas de acidente de trabalho, acessados no CEREST (Centro de Referencia em Saude do Trabalhador). Na atencao basica nao tinham registros acerca do trabalho infantil. Encontrou-se essas notificacoes de acidentes de trabalho no servico de vigilancia. Os participantes da pesquisa da campo foram profissionais de saude que trabalham em Unidades Basicas de Saude (UBS) da cidade de Joao Pessoa. O instrumento utilizado na coleta de dados foi uma entrevista semiestruturada. Os documentos foram analisados por meio do software SPSS versao 20. As entrevistas foram analisadas por meio do software QDA Miner. Os resultados dos documentos indicaram ausencia de registros sobre trabalho infantil nas UBS, embora haja a recomendacao 777 do Ministerio de saude (Brasil, 2004), que determina tal acao. Pode-se verificar que do total de 62 fichas analisadas, referentes ao periodo de 2011 a 2013, 95,72% de criancas e adolescentes acidentados sao do sexo masculino e 4,25% do sexo feminino e as idades variam entre 9 e 17 anos. Um problema observado foi o preenchimento inadequado da ficha, pois 42,64% dos itens nao fornecem os dados previstos, ou seja, sao deixados em branco ou preenchidos como “ignorado”. Em relacao a pesquisa de campo, foram realizadas doze entrevistas, de acordo com a disponibilidade dos profissionais em participar. Em relacao as entrevistas, foram doze no total, sendo distribuidas da seguinte forma: cinco agentes comunitarios de saude, cinco enfermeiras, uma dentista e uma tecnica de enfermagem. A analise resultou nas seguintes categorias: Sentido de trabalho infantil; Existencia de trabalho infantil; Atendimento; Demandas sociais; Atuacao contra o trabalho infantil; Formacao e Notificacao. Palavras-chave: trabalho infantil, politica de saude, profissionais de saude, politicas publicas.
  • Juliana Rízia Felix de Melo
  • PRECONCEITO FLAGRANTE E SUTIL FRENTE À ESQUIZOFRENIA: EXPLICAÇÕES COM BASE EM CRENÇAS CAUSAIS E ESTEREÓTIPOS
  • Orientador : SILVANA CARNEIRO MACIEL
  • Data: 23/02/2017
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  • O preconceito frente a esquizofrenia e um fenomeno muito presente e enraizado no tecido social. Os estudos mais atuais na area do preconceito mostram que este nao se da mais apenas de forma flagrante, uma vez que expressar o preconceito de maneira aberta numa sociedade considerada democratica e igualitaria tornou-se contra as normas sociais; entretanto, sabe-se que o preconceito nao deixou se existir, mas assumiu formas mais sutis de manifestacao. Diante disso, objetivou-se propor um modelo de preconceito flagrante e preconceito sutil para o contexto da esquizofrenia, indicando os estereotipos e as crencas causais que explicam esses dois tipos de preconceito. Para o alcance desse objetivo, foram realizados 3 estudos de cunho quantitativo e descritivo. O primeiro visou criar e validar as escalas de: percepcao de inadequacao ao padrao de normalidade, exagero das diferencas grupais e benevolencia; alem disso, se adaptou com o termo “portador de esquizofrenia” as escalas de: percepcao de ameaca frente o doente mental e a escala de distancia social frente o doente mental; sendo, portanto, essas cinco escalas os instrumentos deste primeiro estudo. A amostra contou com 200 estudantes de universidades publicas e privadas de cidades da Paraiba, com media de idade de 25,31 anos (DP=7,21). Os dados foram analisados por meio do SPSS, em que foram realizadas analises fatoriais exploratorias. As escalas apresentaram bons indices psicometricos com Alfas de Cronbach variando de 0,62 a 0,84. Com o intuito de efetuar uma analise confirmatoria da estrutura destas medidas, realizou-se o segundo estudo, que contou com 200 estudantes de universidades publicas e privadas de cidades da Paraiba, com media de idade de 24,82 anos (DP=6,97). Na analise dos dados foi utilizado o programa AMOS, que foi empregado para realizar analises fatoriais confirmatorias, adotando-se o estimador ML (Maxima Verossimilhanca). Os resultados das analises fatoriais confirmatorias permitiram comprovar a estrutura fatorial das escalas, as quais apresentaram indices de ajustes satisfatorios. Tendo em vista a adequabilidade das escalas propostas, realizou-se o terceiro estudo com o objetivo de testar o modelo do preconceito flagrante e sutil, indicando os estereotipos e as crencas causais que explicam esses dois tipos de preconceito. Para isso, contou-se com 200 estudantes de universidades publicas e privadas de cidades da Paraiba, com media de idade de 29,1 anos (DP=8,52). Utilizou-se como instrumentos as cinco escalas validadas nos estudos 1 e 2, bem como uma de estereotipos e uma de crencas causais. Foram efetuadas analises estatisticas descritivas e inferenciais por meio do SPSS e confirmatorias por meio do AMOS. Constatou-se que o modelo com dois fatores correlacionados, denominados de Preconceito Flagrante (reunindo as dimensoes: Percepcao de ameaca e Rejeicao a relacoes de intimidade) e Preconceito Sutil (agrupando as dimensoes: Benevolencia, Percepcao de Inadequacao e Exagero das diferencas grupais), foi o modelo que apresentou os melhores indices de ajustes quando comparados com outros seis modelos alternativos, mostrando evidencias de que ha a expressao de um preconceito sutil frente a esquizofrenia. Verificou-se ainda que o estereotipo de periculosidade e as crencas causais religiosas e psicologicas foram as que explicaram o preconceito flagrante. Observou-se tambem que os estereotipos de periculosidade, atribuicao de pena e incapacidade predizem o preconceito sutil, bem como as crencas causais religiosas. Com isso, conclui-se que e fundamental um trabalho de combate ao preconceito que envolva os valores, normas sociais e a propria cultura da nacao brasileira, considerando o preconceito como produzido e sustentado por teias ideologicas mais amplas e complexas, que precisam ser transformadas visando a uma sociedade verdadeiramente mais justa e igualitaria.
  • DANIELA HEITZMANN AMARAL VALENTIM DE SOUSA
  • RELAÇÕES DE GÊNERO E VULNERABILIDADES AO ADOECIMENTO EM CIDADES RURAIS PARAIBANAS
  • Data: 22/02/2017
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  • Partindo da premissa de que o cuidado, as praticas em saude e o acesso aos servicos de saude sao influenciados pelas relacoes sociais de genero, sendo vivenciados de maneira diferente por homens e mulheres; tendo como base teorica o Modelo da Vulnerabilidade e Direitos Humanos (Ayres, 2012) e o Conceito Social de Genero (Scott, 1995) este estudo tem como objetivo geral analisar as vulnerabilidades perpassadas pelas relacoes sociais de genero no cuidado, nas praticas de saude e no acesso aos servicos de saude de homens e mulheres residentes em cidades rurais paraibanas. Trata-se de um estudo que teve por abordagem a Analise por Triangulacao de Metodo. A populacao deste estudo foi constituida por moradores (homens e mulheres) de cidades rurais do Estado da Paraiba, consideradas como sendo aquelas com ate de 10.000 habitantes. Uma amostra representativa da populacao foi determinada por um processo de multiplos estagios, considerando as quatro macrorregioes de saude, municipios com menos de 10.000 hab. e populares abordados em seus domicilios, logradouros ou pracas. A amostra quantitativa foi composta por 697 participantes, sendo 334 homens e 363 mulheres residentes em 24 cidades rurais paraibanas. A amostra qualitativa foi constituida por 19 homens e 28 mulheres residentes em 11 cidades rurais paraibanas. Como instrumento de coleta foram utilizados um Questionario sociodemografico, Questionario de Praticas e Acesso em Saude, Observacao e Diario de Campo e Entrevistas semiestruturadas baseada no metodo de cenas (Paiva & Zuchi, 2012). Para apresentacao dos resultados do questionario sociodemografico e questionario de praticas e acesso em saude foram utilizadas estatisticas descritivas, com a utilizacao de medidas de posicao (Media), de variabilidade (Desvio Padrao) e distribuicao de frequencias, alem de medidas de associacao (qui-quadrado e test t). A apresentacao dos conteudos das entrevistas foi realizada com base em Categorias determinadas a partir dos temas suscitados e processados em uma serie de etapas, de acordo com a proposta de Figueiredo (1993). O conteudo do diario de campo contem o registro de informacoes que emergiram do trabalho de campo sendo utilizadas na analise dos dados como complemento e contraponto dos dados recolhidos atraves da mobilizacao dos outros recursos tecnicos selecionados. Apos a analise e a apresentacao dos resultados de cada instrumento utilizado nessa pesquisa, se realizou a Analise por Triangulacao de Metodo, ou seja, se faz uso de tres pontos de referencia para adequar e articular as diferentes unidades, variaveis e indicadores diante da complexidade do contexto investigado, contribuindo para que os resultados obtidos possam ser examinados a partir de varias perspectivas (Minayo, Assis & Souza, 2005). Os resultados parciais, de carater apenas descritivo, apontam para um perfil dos participantes com idade variando de 21 a 89 anos (M=43,9 anos; DP=14,5), 57% casados, heterossexuais (99%) tendo como atividade laboral principal para as mulheres ser dona de casa (32%) e para os homens a agricultura (33%). Embora prevaleca a escolaridade ate o nivel fundamental (60%), tem maior numero de mulheres com ensino superior comparado aos homens (p=0,00). Nao obstante, os homens apresentam maior renda (p=0,00), ainda que na amostra geral, 57% recebem ate dois salarios minimos e as mulheres recebam mais beneficios publicos (32% mulheres/ 15% homens). Em relacao ao estilo de vida, o lazer para as mulheres refere-se a ficar em casa (18%), encontrar as amigas (17%) e frequentar a igreja (13%), enquanto para os homens e encontrar os amigos (24%) e jogar futebol (16%) (p=0,00). A atividade fisica regular foi relatada por 48% das mulheres e 44% dos homens (p=0,01). O tabaco e usado por 19% da amostra, sendo maior para os homens (58% - p=0,01) enquanto 43% sao usuarios de alcool, dos quais 63% sao homens (p=0,01). Os homens (15%) mais do que as mulheres (10%) declararam ter sofrido violencia, na maioria fisica (p=0,05), sendo o agressor desconhecido para os homens (71%) e o conjuge/parceiro para as mulheres (90%). A saude foi vista como prioridade (35%) e associada ao bem-estar (24%) e a melhoria depende de comportamentos individuais (28%) e melhor estrutura dos servicos (22%). As mulheres procuram atendimento em menos tempo (ultimos 6 meses; p=0,00), sendo a demora/mau atendimento (31%), dificuldade de agendamento (16%) e a distancia (16%) os maiores dificultantes. Em relacao aos exames preventivos, apenas 22% dos homens afirmaram ter feito exame de prostata, enquanto 66% das mulheres afirmaram consultas regulares ao ginecologista e ter realizado exame de Papanicolau (85%), USG (53%) e mamografia (29%). O constrangimento em exames intimos com profissional do sexo oposto foi relatado por 43% das mulheres contra 20% dos homens (p=0,00). A categorizacao tematica permitiu a obtencao de tres classes tematicas que foram organizadas conforme o modelo teorico das vulnerabilidades e dos objetivos contemplados nesse estudo: a primeira se refere a “Vulnerabilidade Individual”, que aborda as condicoes concretas, a vida em cena desses homens e dessas mulheres e a forma como experenciam e enfrentam sua realidade no contexto rural, que envolveu duas categorias de analise, a saber: a) “Cenarios do Cotidiano Rural” em que se obteve as subcategorias Ausencia de Trabalho, Ausencia de Recursos, Ausencia de Rede de Apoio, Violencia e Sofrimento Psiquico; e b) “Enfrentamento” em que emergiu as subcategorias Alcool e Rede Privada para os homens e Cuidado com os Filhos e Religiosidade para as mulheres. Na segunda classe tematica, “Vulnerabilidade Social” que contempla as experiencias sociais para os homens e para as mulheres baseadas na percepcao que possuem da diferenca dos sexos, se obteve duas categorias, intituladas: a) “Papeis de Genero” em que emergiram as subcategorias Homem Provedor, Mulher Cuidadora e Necessidades em Saude; e b) “Relacoes com os Servicos de Saude” em que emergiram as subcategorias Busca, Percepcao do Atendimento, Constrangimento e Prevencao. A terceira classe tematica “Vulnerabilidade Programatica” que indica a experiencia dos participantes quando utilizam os postos de saude nas cidades rural pesquisadas, teve as categorias nomeadas, a) “Servico de Saude” obtendo como subcategorias Atendimento e Acesso; e b) “Assistencialismo Partidario”. A leitura do diario de campo aponta para situacoes de desigualdades no cuidado da saude, principalmente pelas disparidades sociais a que estao submetidas. Os principios do SUS sao descumpridos e sobressai a politica partidaria como opressora, a falta de estrutura fisica e investimentos e um cotidiano marcado pela violencia e medo. De maneira geral, os resultados permitiram concluir que, no contexto rural, as concepcoes de genero promovem formas diferenciadas no cuidado, nas praticas de saude e no acesso aos servicos de saude, acentuando a vulnerabilidade de homens e de mulheres ao adoecimento e ao agravo de doencas e, de maneira intrinseca, na menor possibilidade de recursos e de condutas para a sua protecao. Verificou-se que as desigualdades de generos interagem com as desigualdades sociais, entre elas a pobreza; a carencia de infraestrutura, de servicos basicos, de educacao, de acesso a informacao; identificados nessas localidades que compoem as vulnerabilidades ao adoecimento e na menor disponibilidade de recursos para se protegerem.
  • MANUELLA CASTELO BRANCO PESSOA
  • Política de formação profissional e contextos sociais: trajetórias e projetos de vida de jovens.
  • Data: 21/02/2017
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  • Esta tese tem como objetivo geral analisar o contexto disponibilizado pela Politica Publica de Formacao Profissional e a apropriacao desta pelos jovens, a partir de suas trajetorias de vida, para construir seus projetos de vida. Pressupoe-se que a Politica Publica de Formacao Profissional nao da conta de formar um tecnico especialista qualificado; que nao garante formacao articulada entre a educacao basica e a formacao tecnica; que passar por essa politica nao traz garantias de direitos de forma plena, porem auxilia na criacao de projetos de vida para esses jovens, elemento fundamental no desenvolvimento dessa etapa da vida. Defende-se a tese de que a Politica Publica de Formacao Profissional, apesar de nao garantir a formacao tecnica qualificada, possibilita aos jovens a construcao de projeto de vida, visto que se realizam em contextos educativos, possuem um efeito social e psicologico, auxiliando na constituicao desses jovens enquanto sujeito. Esta tese se ancora na perspectiva historico-cultural, utilizando-se das categorias teoricas desenvolvimento, consciencia e projeto de vida. Para tal, foram realizados tres estudos: I. “Retrato da Politica Publica de Formacao Profissional em Joao Pessoa: o que dizem os documentos?”, a partir dos documentos disponibilizados pelas instituicoes formadoras, analisados atraves da analise de conteudo e QDA miner; II. “Trajetorias de vidas: os jovens participantes das Politica Publica de Formacao Profissional”, a partir de questionarios aplicados com os jovens que estao inseridos na Politica, analisados atraves do SPSS; e III. “O que dizem os jovens? Desenvolvimento, contextos e projetos de vida”, a partir de grupos de discussao com os jovens, analisados atraves do QDA miner. Os achados apontam para uma juventude que advem da classe que vive do trabalho, contemplando os diversos segmentos sociais que fazem parte desta, sendo a juventude pobre a mais afetada. O acesso aos servicos ao longo da vida mostra que nem todos passaram pelas mesmas politicas, e que alguns comecaram a trabalhar ainda quando criancas. No discurso defendido pela Politica a formacao profissional e tida como a salvacao para os jovens, como infalivel contra o desemprego, porem percebeu-se que ela se configura muito mais como um conjunto de programas e projetos que atuam de forma fragmentada. Comprovamos que as condicoes socioculturais das trajetorias de vida desses jovens os transformaram, funcionando como alavancas para seus desenvolvimentos e constituicao enquanto sujeitos historicos e culturais. As vivencias nos programas tambem foram assinaladas como algo extremamente significativo em seus discursos, nas quais a troca de conhecimentos e as praticas acessadas pelos jovens sao postas como importantes para conhecer a profissao. Os jovens reconhecem em suas trajetorias o amadurecimento advindo de suas insercoes ao longo da vida, ficando nitido que o desenvolvimento desencadeado a partir de cada insercao contribuiu para delinear o sentido que foram atribuindo a suas vidas e para a formulacao de seus projetos de vida.
  • ANA CRISTINA DE OLIVEIRA BORBA PAULINO
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, INCLUSÃO SOCIAL E RESILIÊNCIA NO CONTEXTO DA DEFICIÊNCIA VISUAL
  • Orientador : MARIA DA PENHA DE LIMA COUTINHO
  • Data: 20/02/2017
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  • Resumo: A presente tese objetivou apreender as representacoes sociais acerca da inclusao social de pessoas com deficiencia visual elaboradas por pessoas com essa deficiencia e quantificar os niveis de resiliencia nesse grupo de pertenca. Para alcanca-lo, fez-se necessario desenvolver tres estudos. O primeiro intitulado “Inclusao social da pessoa com deficiencia visual: um estudo das Representacoes Sociais”, teve como objetivo apreender as representacoes sociais acerca da inclusao social de pessoas com deficiencia visual, elaboradas por pessoas com essa deficiencia. Participaram deste, 30 pessoas com idade entre 18 e 65 anos (M=34,2 e DP=14,4), contatadas em duas instituicoes publicas que responderam a um questionario sociodemografico e a uma entrevista em profundidade. Os dados foram processados pelos softwares Excel e Alceste. Os resultados apontaram que as representacoes sociais elaboradas pelos participantes acerca da sua inclusao social revelaram que essas se dao prioritariamente pelo sistema educacional apesar de terem tecidos opinioes negativas sobre a educacao Inclusiva e as restricoes de acesso ao sistema educacional, como tambem aos Direitos humanos. As politicas publicas, garantias legais e a atividade laboral emergiram como eixos representacionais primordiais para a inclusao social. O segundo estudo denominado “Universos semanticos da inclusao social: um estudo das representacoes sociais”, objetivou apreender os campos representacionais acerca da inclusao social e da deficiencia visual elaborados por pessoas com deficiencia visual. A amostra foi constituida por 109 participantes com idade entre 18 a 69 anos (M= 26,02 e DP=11,57), que responderam a um questionario sociodemografico e a Tecnica de Associacao Livre de Palavras. Os dados foram computados pelos sofwares Excel e Tri-deux-Mots. Os resultados propiciaram uma leitura representacional das variacoes semanticas associadas aos estimulos indutores: deficiencia visual, inclusao social e eu mesmo. A “deficiencia visual”, foi objetivada nos elementos “condicao”, “superacao”, “visao” “viver”, “depende” “ajuda” e “limite”, e ancorada nas esferas biopsicossocial. No que se refere a “inclusao social”, este construto foi objetivado nos elementos “governo”, “acessibilidade”, “direito”, “lei”, “cotas”, “novidade”, “importante”, “oportunidade” e “emprego” ancorados na categoria da legislacao. Essas objetivacoes levam a inducao de que a inclusao social depende das prerrogativas governamentais que garantam o direito a acessibilidade nos diversos ambitos da saude, educacao, trabalho, lazer, entre outras. Quanto ao terceiro estimulo indutor “eu mesmo”, os participantes se definiram como pessoas “timidas”, “dependentes” “capazes” e “lutadoras” “calmas” e que em sua “vida” se “esforcam” para “estudar”, compondo um campo semantico ancorado na esfera psicossocial. O terceiro estudo versou sobre “A Resiliencia no contexto da Deficiencia Visual”, com o objetivo de quantificar os niveis da resiliencia, no contexto da deficiencia visual. A amostra foi a mesma do segundo estudo, que responderam alem do questionario sociodemografico a Escala da Resiliencia. Os dados foram processados pelo software Excel. Os resultados advindos da escala de resiliencia apontaram que a maior parte do grupo (49,5%) possui capacidade de resiliencia, moderada. vii Pode-se concluir que aproximadamente a metade dos participantes possuem capacidade para superar as adversidades frente a acessibilidade urbana, as dificuldades inerentes ao contexto do sistema educacional inclusivo bem como competencia em lidar com o preconceito, frustracoes, desanimos e na socializacao que convivem no cotidiano. Espera-se que esses resultados venham contribuir para uma maior visibilidade desse grupo de pertenca no que tange a inclusao social nos varios segmentos da sociedade.
  • RICARDO NEVES COUTO
  • Perdão e crescimento pós-traumático no âmbito do divórcio: uma explicação pautada nos valores humanos
  • Data: 09/02/2017
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  • A presente dissertacao objetivou conhecer em que medida os valores humanos explicam o perdao e o crescimento pos-traumatico (CPT) no ambito do divorcio. Para tanto foram realizados dois estudos. No Estudo 1 objetivou-se reunir evidencias de validade e consistencia interna do Cuestionario de Perdon en Divorcio-Separacion (CPD-S) contando com uma amostra de 200 individuos (idades de 19 a 71 anos, M = 38,42, DP = 11,51) que ja passaram pelo processo de divorcio. A maioria residia nos estados da Paraiba (29,32%) e Piaui (27,21%) e foram distribuidos equitativamente entre os sexos. Todos responderam ao CPD-S e questoes sociodemograficas. Os resultados da analise fatorial exploratoria, apoiada pelo KMO = 0,72 e o teste de esfericidade de Bartlett = 268,59(10); p < 0,01, indicaram a extracao de um unico fator, composto por 4 itens, tendo cargas fatoriais variando de 0,55 a 0,81 e uma consistencia interna (alfa de Cronbach = 0,78) igualmente favoravel. O Estudo 2 teve como objetivos testar a estrutura do CPD-S, identificar a influencia de variaveis sociodemograficas no perdao e conhecer o poder preditivo dos valores humanos no perdao e no CPT no ambito do divorcio. A amostra foi composta por 200 individuos (idades de 18 a 84 anos, M = 42,02, DP = 11,99) que ja passaram pelo processo de divorcio, em sua maioria residentes no estado do Piaui (44,12%) e do sexo feminino (75%). Viveram em media 10,56 anos (DP = 7,48) ao lado do ex-conjuge, estao em media a 8,63 anos (DP = 8,19) divorciados e a maior parte (66,5%) tiveram um divorcio consensual (sem brigas), atualmente 58% afirmaram que nao estao em outro relacionamento amoroso. Com relacao ao nivel de religiosidade, em uma escala podendo variar entre 1 = nada/pouco e 7 = muito, a media dos participantes foi de 4,98 (DP = 1,83). Todos responderam os instrumentos do primeiro estudo alem do Questionario de Valores Basicos e o Posttraumatic Growth Inventory. O resultado da analise fatorial confirmatoria aponta bons indices de qualidade de ajuste do CPD-S (CFI = 0,98, TLI = 0,96, RMSEA = 0,091), confirmando sua estrutura unifatorial. Posteriormente, atraves de correlacao r de Pearson, observou-se uma relacao positiva e estatisticamente significativa do perdao com o tempo divorciado (r = 0,15; p = 0,03) e com o nivel de religiosidade (r = 0,21; p < 0,05) dos participantes, por meio do Teste t identificou-se a influencia do tipo de divorcio [t(196) = 2,95; p < 0,05; d = 0,22], sugerindo que aqueles que tiveram um divorcio consensual concedem mais o perdao e atraves da ANOVA verificou-se diferencas em relacao a faixa etaria [F (2,193) = 8,18, p < 0,001], com pessoas mais velhas apresentando maiores magnitudes de perdao. Observou-se tambem atraves de regressoes lineares multiplas (metodo Stepwise) que, unicamente, a subfuncao interativa explica o perdao (β = 0,17, p < 0,05) e que as subfuncoes normativa (β = 0,20, p < 0,01) e realizacao (β = 0,24, p < 0,01) sao as melhores preditoras do CPT. Os resultados sugerem que o individuo que endossa valores da subfuncao interativa, focando na qualidade das relacoes apresenta maiores indices de perdao, por se preocupar e nutrir sentimentos de cuidado e afeto com o outro. E pessoas que priorizam os valores da subfuncao normativa, reconhecendo a existencia de uma entidade superior e afirmacao de sua fe para superacao, e os da subfuncao realizacao, necessitando de uma alta autoestima e a demonstracao de competencias, experienciam mudancas positivas pos-divorcio. Diante dos objetivos alcancados com os resultados, confia-se que este trabalho contribui com a crescente literatura do perdao, com evidencias cientificas sobre a tematica e disponibilizando uma medida breve e adaptada para o Portugues brasileiro, com qualidades psicometricas asseguradas. Ademais, demonstra a centralidade dos valores humanos nos estudos da Psicologia Social, na explicacao de fenomenos psicossociais que promovem saude, harmonia social e adaptacao ao divorcio.
  • NÁJILA BIANCA CAMPOS FREITAS
  • ESTRATÉGIAS DE RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS CONJUGAIS: UMA EXPLICAÇÃO A PARTIR DA PERSONALIDADE E DOS VALORES HUMANOS
  • Data: 03/02/2017
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  • Esta dissertacao tem por objetivo analisar se os tracos de personalidade e os valores humanos predizem as estrategias de resolucao dos conflitos conjugais. Especificamente, identificar a relacao entre os tracos de personalidade, as subfuncoes valorativas e as estrategias de resolucao dos conflitos conjugais; conhecer em que medida os tracos de personalidade e os valores humanos explicam as estrategias de resolucao dos conflitos; e, verificar a influencia das variaveis sociodemograficas nas estrategias de resolucao dos conflitos conjugais. Para tanto, contou-se com uma amostra de 252 participantes da cidade de Joao Pessoa (PB), sendo a maioria do sexo feminino (57,1%), com idade media de 38 anos (DP = 10,87), casados oficialmente (68,9%), com tempo de uniao superior a 10 anos (51,0%). Os participantes responderam o Conflict Resolution Behavior Questionnaire, o Questionario dos Valores Basicos, o Inventario dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade e o questionario sociodemografico. Para as analises, utilizou-se o programa SPSS para realizacao de estatisticas descritivas, correlacao (r de Pearson) e regressao linear multipla (metodo stepwise). Os resultados indicaram que as mulheres e, principalmente os homens, adotam estrategias de acordo. Todavia, elas tendem a apresentar em maior escala comportamentos de ataque, enquanto que eles adotam mais comportamentos de evitacao. Diante disso, observou-se que, fatores como jornada diaria de trabalho, tipo de uniao (oficialmente ou uniao estavel), tempo de servico profissional e o nivel de religiosidade influenciam na maneira como os casais lidam com as situacoes de conflitos. Verificou-se ainda que a estrategia acordo se relacionou positivamente com os tracos de personalidade abertura a mudanca, conscienciosidade, extroversao e amabilidade; e negativamente com o neuroticismo. A estrategia evitacao se relacionou de forma negativa com amabilidade, e por ultimo, a estrategia ataque se relacionou positivamente com o traco neuroticismo e negativamente com amabilidade. Com relacao aos valores humanos, observou-se que as subfuncoes suprapessoal e interativa apresentaram relacao positiva com a dimensao acordo. Na analise de regressao, verificou-se que a estrategia acordo foi predita de forma positiva pelos tracos amabilidade, abertura a experiencia e pela subfuncao valorativa suprapessoal e, de forma negativa, pelo traco neuroticismo. A dimensao evitacao foi predita negativamente pelo traco amabilidade. Por fim, a dimensao ataque foi predita positivamente pelo traco neuroticismo e, negativamente pelo traco amabilidade. Desse modo, estima-se que os objetivos da presente dissertacao foram alcancados, uma vez que, pode-se observar que as estrategias de resolucao adotadas pelos conjuges frente as situacoes de conflitos sao influenciadas pelas variaveis sociodemograficas, ademais, os tracos de personalidade e os valores humanos se revelaram como bons preditores
  • JERSSIA LAIS FONSECA DOS SANTOS
  • ESTEREÓTIPOS E INTENÇÃO DE ADOTAR UMA CRIANÇA: UMA EXPLICAÇÃO PAUTADA NOS VALORES HUMANOS
  • Data: 03/02/2017
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  • A presente dissertacao tem como objetivo analisar se os valores humanos explicam os estereotipos da crianca adotada, bem como a intencao de adotar. Para alcancar tal objetivo foram realizados dois estudos. No estudo 1 objetivou-se elaborar e reunir evidencias de validade e precisao de um instrumento sobre estereotipos da crianca adotada. Participaram 208 pessoas da populacao geral de Joao Pessoa (PB), sendo 52,9% do sexo feminino, com idade media de 24,6 anos (DP = 7,27). Estas responderam a Escala de Estereotipos da Crianca Adotada (EECA) e questoes sociodemograficas. Para realizar as analises utilizou-se o SPSS. Uma analise de componentes principais (rotacao varimax) identificou uma estrutura com tres componentes que explicaram conjuntamente 54,3% da variancia total, apresentando indices de consistencia interna satisfatorios: comportamentos indesejaveis (α=0,87), comportamentos desejaveis (α=0,83) e atributos psicologicos negativos (α=0,71). No estudo 2 buscou-se comprovar a estrutura da EECA, alem de conhecer os correlatos valorativos dos estereotipos da crianca adotada e da intencao de adotar. Participaram 245 pessoas da populacao geral da cidade de Joao Pessoa (PB), sendo a maioria do sexo masculino (59,2%), com idade media de 25,5 anos (DP =7,10). Estes responderam a EECA, o Questionario de Valores basicos e um questionario sociodemografico. Por meio de uma analise fatorial confirmatoria ratificou-se uma estrutura tridimensional da EECA [χ² (129) = 317, 829; p < 0,001; χ²/gl = 2,46, CFI = 0,90, TLI = 0,88 e RMSEA = 0,07 (IC90% = 0,067 – 0,088)]. Ao realizar as analises de correlacao de Person, observou-se que os estereotipos da crianca adotada se correlacionaram-se de forma significativa e positiva com as subfuncoes normativa (r = 0,66; p < 0,01) e existencia (r = 0,17; p < 0,01); e negativamente com a subfuncao realizacao (r = -0,13; p < 0,05). Ja a intencao de adotar a intencao de adotar se correlacionou positivamente com a subfuncao interativa (r = 0,16; p < 0,05) e negativamente com a subfuncao realizacao (r = -0,13; p < 0,05). Ao realizar Regressoes lineares (Metodo Stepwise), verificou-se que os valores sociais explicaram os estereotipos positivos da crianca adotada [F= (6, 314) =16,597, p< 0,001]. Com relacao a intencao de adotar, os valores humanos explicaram 22% da intencao de adotar [F= (6, 314) =16,597, p< 0,001], especificamente as subfuncoes realizacao (β= 0,26, t= 4,42, p < 0,001) e interativa (β= 0,21, t= 4,00, p < 0,001). Conclui-se que os valores humanos constituem-se como uma variavel importante na explicacao dos estereotipos, bem como na intencao de adotar. Fornecendo dados empiricos para o desenvolvimento de intervencoes que busquem descontruir os estereotipos negativos e os preconceitos que envolve a adocao, sobretudo a crianca adotada, incentivando, assim, as pessoas a realizarem uma adocao.
  • CARLA FERNANDA DE LIMA
  • COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: CORRELATOS VALORATIVOS E ORGANIZACIONAIS
  • Data: 27/01/2017
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  • Esta tese objetivou desenvolver um modelo explicativo do comprometimento organizacional tendo como variaveis explicadoras o clima organizacional, a satisfacao no trabalho e os valores humanos. O Estudo 1 procurou conhecer os correlatos valorativos e organizacionais do comprometimento de trabalhadores em geral. Contou-se com 303 trabalhadores de empresas publicas e privadas de 18 estados brasileiros, com idade media de 32 anos (dp = 8,56), sendo a maioria do sexo feminino (61,4%), solteira (47,2%) e sem filhos (65%). Os participantes responderam a um instrumento online composto por quatro medidas: Escala de Bases do Comprometimento Organizacional, Escala de Clima Organizacional, Escala de Satisfacao no Trabalho e Questionario dos Valores Basicos, alem de perguntas demograficas. Os resultados indicaram que os valores pessoais (experimentacao e realizacao) e sociais (interativa e normativa), o clima organizacional e a satisfacao no trabalho foram antecedentes do comprometimento organizacional. O Estudo 2 objetivou elaborar um modelo teorico tendo como variavel dependente o comprometimento e como variaveis independentes os valores pessoais e sociais, o clima organizacional e a satisfacao no trabalho. Participaram 270 funcionarios de uma instituicao privada de Joao Pessoa (PB) com idade media de 29,7 anos (dp = 9,17), a maioria do sexo feminino (68,2%), casada (47,5%), sem filhos (53,3%) e com ensino medio completo (60,1%). Os resultados apontaram que o modelo mais adequado teve o comprometimento organizacional explicado por valores pessoais (experimentacao e realizacao) e sociais (interativa e normativa), o clima organizacional e a satisfacao no trabalho. O Estudo 3 procurou testar este modelo explicativo do comprometimento organizacional em uma instituicao publica. Contou-se com a participacao de 237 servidores de uma instituicao publica de Joao Pessoa (PB) com idade media de 40 anos (dp = 11,78), a maioria do sexo masculino (54,9%), casada (50,4%), sem filhos (55,7%) e com pos-graduacao (42,6%). Os resultados mostraram que o modelo elaborado na instituicao privada tambem se adequou na instituicao publica, observando-se indices mais ajustados, embora introduzindo uma alteracao na relacao entre valores pessoais e comprometimento. Estes achados foram discutidos a luz da natureza dos servicos privado e publico, procurando compreender como funcionam as instituicoes correspondentes e seu impacto no comprometimento organizacional. Concluiu-se com a proposicao de um modelo explicativo do comprometimento organizacional, tomando em conta os valores humanos, o clima organizacional e a satisfacao no trabalho. Procura-se reconhecer limitacoes potenciais dos estudos, sugerindo pesquisas futuras que possam ampliar o conhecimento sobre o comprometimento organizacional.
2016
Descrição
  • DIANA SAMPAIO BRAGA
  • PERCEPÇÃO VISUAL DE CONTRASTE E MOVIMENTO OCULAR EM LEITORES DISLÉXICOS
  • Orientador : NATANAEL ANTONIO DOS SANTOS
  • Data: 16/12/2016
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  • A dislexia e uma dificuldade especifica de leitura que prejudica as habilidades de ortografia, soletracao, coordenacao e capacidade de sequenciacao. Uma das teorias propostas para explicar a origem da dislexia afirma que esta e decorrente de um deficit no processamento visual. Tarefas psicofisicas que avaliam a sensibilidade ao contraste e o movimento ocular sao consideradas indicadores adequados do funcionamento do processamento visual. Neste sentido, o principal objetivo desta pesquisa foi avaliar a percepcao visual de contraste e o movimento ocular de leitores dislexicos. Participaram deste estudo, 20 criancas e adolescentes de ambos os sexos (10 meninas e 10 meninos) com idades entre 10 e 15 anos, 10 leitores dislexicos (M = 12,6; DP = 1,5) e 10 leitores tipicos (M = 12,6; DP = 1,5). Estudo I: A sensibilidade ao contraste foi avaliada a partir de estimulos estaticos, com formatos quadriculares, acromaticos do tipo grade senoidal vertical nas frequencias espaciais 0,2; 0,5; 1,0; 2,0; 4,0; 7,9 com fase inicial em 180° em condicao de luminancia fotopica de 42 cd/m². O metodo psicofisico utilizado foi o da escolha forcada entre par de estimulos apresentado simultaneamente, os participantes eram orientados a escolher aquele que continha a frequencia espacial (grade senoidal). O estimulo neutro era sempre um padrao homogeneo com luminancia media. Nao se detectou em nenhuma das frequencias espaciais uma diferenca estatisticamente significante entre os participantes com dislexia e sem dislexia (p > 0,05), a saber: 0,2 [t(16) = -1,47, p > 0,05]; 0,6 [t(16) = -1,62, p > 0,05]; 1,0 [t(16) = -0,543, p = 0,595]; 2,0 [t(16) = 0,005, p > 0,05]; 4,0 [t(16) = 0,014, p > 0,05]; 7,9 [t(16) = 0,908, p > 0,05]. O grupo de leitores dislexicos foi classificado a partir das especificidades do seu desempenho na leitura e escrita: em fonologico (n = 6) e misto (n = 3). As medias de cada subgrupo foram comparadas as medias do grupo controle e nao foi detectada reducao significativa da SC em nenhuma das frequencias espaciais avaliadas: 0,2 [F(2)= 2,494, p > 0,05]; 0,6 [F(2)= 1,280, p > 0,05]; 1,0 [F(2) = 3,621, p > 0,05]; 2,0 [F(2)= 0,362, p > 0,05]; 4,0 [F(2) = 0,008, p > 0,05]; 7,9 [F(2) = 0,480, p > 0,05]. Estudo II: A avaliacao da movimentacao ocular foi feita atraves do eyetracker, usado para registrar e medir o movimento dos olhos de forma nao invasiva. Os estimulos visuais adotados para avaliar o comportamento ocular foram uma tarefa de trilha e a leitura de um fragmento de texto. Os parametros oculares monitorados foram: quantidade de fixacoes, media de duracao das fixacoes e tempo de duracao da tarefa. Com relacao ao numero de fixacoes durante a tarefa de leitura, os voluntarios dislexicos apresentaram uma quantidade significativamente maior quando comparados ao grupo controle [t(18) = -2,321, p 0,05). A media de duracao das fixacoes na tarefa de leitura e de trilha, nao revelou diferenca estatisticamente significante entre os grupos de leitores dislexicos e leitores tipicos (p > 0,05). A ANOVA one way identificou uma diferenca significante na media de duracao das fixacoes na leitura entre o subgrupo misto e o grupo controle (p < 0,05). Dessa forma, os achados desta tese sugerem que esta amostra de leitores dislexicos nao apresentou danos especificos no sistema parvocelular e que a tecnica de rastreamento ocular e um preditor adequado da habilidade de leitura. Porem, seu uso como ferramenta de diagnostico para a dislexia requer a realizacao de mais experimentos. A maior quantidade de fixacoes registradas na tarefa de trilha pode ser um indicador da presenca de um comprometimento oculomotor, fato que fornece suporte para a teoria do deficit no sistema magnocelular como fator etiologico da dislexia.
  • ANA PAULA RODRIGUES CAVALCANTI
  • RELAÇÕES ENTRE PRECONCEITO RELIGIOSO, PRECONCEITO RACIAL E AUTORITARISMO DE DIREITA: UMA ANÁLISE PSICOSSOCIAL
  • Data: 06/12/2016
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  • Atualmente cresceu o numero de denuncias de intolerancia religiosa, especialmente contra as religioes de matriz africana, apesar da melhoria nos indicadores sociais brasileiros. A teoria da discriminacao justificada alega que um outro motivo que nao o preconceito socialmente proibido, mas que mantenha o status quo e que interligue cultura e raca, seria observavel neste caso. Com este marco teorico, investigou-se em que medida a discriminacao contra as religioes de matriz africana, o preconceito racial, a teologia da prosperidade, o tipo de religiao e grau de religiosidade, e o autoritarismo de direita estao relacionados e quais destes fatores medeiam essa relacao. Realizaram-se dois estudos (N = 300 e N = 519, respectivamente) onde utilizou-se uma escala para cada construto. A analise de regressao hierarquica verificou que os neopentecostais e protestantes se destacam na discriminacao contra religioes afro-brasileiras. O grau de religiosidade tambem predisse diretamente este preconceito. Catolicos, ateus e sem-religiao mostraram-se os mais tolerantes. Concluiu-se que nao o racismo, nem a teologia da prosperidade como defendido por varios estudiosos, mas o autoritarismo de direita e o construto que medeia a relacao entre o tipo de religiao/religiosidade e a discriminacao contra religioes afro-brasileiras.
  • MICHAEL JACKSON OLIVEIRA DE ANDRADE
  • VARIAÇÃO CIRCADIANA DA SENSIBILIDADE VISUAL ACROMÁTICA E CROMÁTICA
  • Data: 25/11/2016
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  • A detectabidade do limiar visual possui um padrao flutuante em relacao as horas do dia. Pesquisas vem demostrando a existencia de uma ritmicidade na sensibilidade visual humana. Dessa forma, esse estudo teve o objetivo de mensurar a sensibilidade ao contraste visual acromatico e a discriminacao de cores durante um ritmo circadiano. Participaram deste estudo 28 jovens adultos do sexo masculino. Os sujeitos foram divididos em tres grupos de acordo com o cronotipo: Moderadamente Matutino (n = 8; M = 23,25; DP = 2,6); Indiferente (n = 10; M = 23,30; DP = 2,7) e Moderadamente Vespertino (n = 10; M = 23,70; DP = 2,5). Entre os instrumentos para avaliar os padroes comportamentais do sono, foram utilizados: o Indice de qualidade do sono de Pittsburgh, o diario do sono e o questionario de Matutinidade e Vespertinidade de Horne e Osterg. Utilizou-se o software Metropsisversao 11.0 da Cambridge Research Systems para mensurar a Funcao de Sensibilidade ao Contraste (FSC) e o software da Cambridge Colour Test para verificar a discriminacao de cores nos eixos de confusao protan, deutan e tritan. Tambem foi utilizado o teste de ordenamento de matizes de cores Lanthony Dessaturado (D-15). A FSC foi medida a partir de padroes de grade senoidais verticais com frequencias espaciais de 0,2; 0,6; 1; 3,1; 6,1; 8,8, 13,2 e 15,6 cpg. Os estimulos foram apresentados em um monitor de video colorido CRT com tela plana de 19 polegadas, resolucao de 1.024 x 786 pixels e taxa de atualizacao de 100 Hz. O monitor foi controlado por um microcomputador por meio de uma placa de video com entrada VGA e DVI, conectado ao ViSaGe. A luminancia e a correcao gama do monitor foram ajustadas com o programa LightScan e o fotometro OptiCAL. Todas as medidas foram realizadas em condicao de luminancia fotopica (39,6 cd/m²). Verificou-se a normalidade dos dados com o teste Kolmogorov-Sminorv e, consequentemente, foram realizadas analises descritivas e de variancia multivariada (MANOVA). Os resultados mostraram que os sujeitos apresentam diferencas nos comportamentos de levantar da cama em dias uteis (p < 0,05) e nao uteis (p < 0,05). Os sujeitos Moderadamente Vespertinos acordaram em media 2h mais tarde que os sujeitos Moderadamente Matutinos (p < 0,05). A MANOVA apresentou variacao no nivel de sonolencia entre os sujeitos tanto nos dias uteis (λ = 0,05; F(8,40) = 9,65; p < 0,05; η² = 0,76) quanto nos dias nao uteis da semana (λ = 0,19; F(8,26) = 4,10; p < 0,05; η² = 0,56), principalmente as 9h p < 0,05) e 21h (p < 0,05). De forma geral, os sujeitos apresentaram curvas de sensibilidade ao contraste visual com pico na frequencia espacial de 3,1 cpg. A MANOVA mostrou diferenca entre os horarios e os grupos nas frequencias espaciais de 0,2 (λ = 0,49; F(8,40) = 2,37; p < 0,05; η² = 0,76); 0,6 (λ = 0,14; F(8,40) = 9,42; p < 0,05; η² = 0,63); 3,1 (λ = 0,31; F(8,40) = 4,37; p < 0,05; η² = 0,44) e 8,8 (λ = 0,12; F(8,40) = 10,31; p < 0,05; η² = 0,65). Os resultados apontam maior sensibilidade ao contraste para sujeitos com cronotipo Moderadamente Vespertino tanto as 9h, 17h e 21h nas frequencias espaciais baixas, medias e altas. Nossos resultados ainda discutem que existe maior sensibilidade cromatica nas areas das elipses deutan (λ = 0,36; F(8,34) = 1,99; p < 0,05; η² = 0,40) e tritan (λ = 0,44; F(8,40) = 2,55; p < 0,05; η² = 0,34), principalmente nos periodos de 9h e 21h, para o grupo de sujeitos Moderadamente Vespertinos. Os resultados mostram que os mecanismos relacionados a informacao circadiana que processa cor possuem funcoes paralelas aos mecanismos que processam brilho. As diferencas encontradas entre os grupos pode estar relacionada ao mecanismo circadiano de temporizacao central e retiniano responsavel pelo processamento da informacao espacial durante o periodo de 24 horas. Estes mecanismos filtram, processam e sincronizam informacoes externas ao organismo de cordo as variacoes do padrao do cronotipo e a presenca/ausencia da luz.
  • JAQUELINE VILAR GRECO RAMALHO
  • PRECONCEITO RACIAL E DE CLASSE SOCIAL EM CRIANÇAS: O PAPEL MEDIADOR DOS VALORES HUMANOS
  • Data: 27/10/2016
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  • Esta tese teve como objetivo geral investigar as expressoes de preconceito racial e de classe social a partir de um estudo comparativo entre criancas estudantes de escolas publicas e privadas. Como objetivo especifico investigou-se a autoidentificacao racial das criancas e analisou-se o papel mediador da adesao a sistemas de valores nas expressoes desses preconceitos. Para alcancar tais objetivos, realizaram-se tres estudos empiricos. O primeiro investigou o reconhecimento das marcas de vestuario infantil e a relacao feita pelos participantes entre as marcas e a classe social (rico e pobre). O segundo buscou desenvolver uma estrategia de mensuracao do preconceito racial por meio da relacao feita pelos participantes entre as marcas de vestuario infantil e cor da pele dos bonecos (negro e branco). O terceiro investigou as preferencias dos participantes em relacao aos bonecos brancos e negros, vestidos com roupas de marca e sem marca. Neste estudo, tambem se investigou o papel mediador dos sistemas de valores humanos na preferencia dos participantes. No Estudo1, (N=30) os resultados apontaram que, embora as criancas de uma forma geral nao tenham reconhecido as marcas, quando questionadas sobre marcas de ricos e de pobres, conseguiram diferencia-las. Em ambas as escolas, 46,66 % das criancas afirmaram que as criancas pobres nao usam as marcas apresentadas, por nao terem dinheiro, sinalizando percepcao do status economico e social pelas criancas. No Estudo 2 (N=80), em conjunto, os resultados nao apontaram diferencas entre o uso das marcas e a cor dos bonecos apresentados, embora o boneco branco (M=2,55; DP=0.77) tenha sido classificado como mais rico que o negro (M=1,75; DP=0,92), t(76) = 5,43, p<0,001. Quanto a autoidentificacao das criancas, na escola publica as criancas se autoidentificaram como negras, embora no momento da identificacao com a cor dos bonecos tenham se identificado com o boneco branco, tal fenomeno, sugere a hipotese do braqueamento. No Estudo 3, os resultados apontaram uma congruencia entre a pertenca racial quanto a proximidade com os bonecos mesmo este sendo negro e vestido com roupa sem marca. Na escola privada, as criancas demonstraram proximidade com o boneco negro, sinalizando a possiblidade da internalizacao da norma antipreconceito. Em relacao a mediacao dos valores humanos, foram confirmadas as hipoteses desta tese, visto que, tanto na escola publica quanto na escola privada, os valores de autopromocao predisseram a preferencia pelo boneco branco positivamente e negativamente pelo boneco negro.
  • ANA ISABEL ARAUJO SILVA DE BRITO GOMES
  • Satisfação conjugal e bem estar subjetivo: correlatos valorativos, de personalidade e de atributos
  • Data: 24/10/2016
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  • A satisfacao conjugal e o bem-estar subjetivo dos parceiros constituem-se variaveis importantes a serem estudadas tendo em conta a relevancia que apresentam na dinamica dos relacionamentos intimos. Portanto o objetivo principal desta tese foi conhecer como os valores humanos, tracos de personalidade e os atributos reais do respondente influenciam em sua satisfacao conjugal e no bem-estar subjetivo. Deste modo, foram realizados quatro estudos empiricos. No estudo 1, a amostra foi composta por 218 estudantes universitarios, a maioria (51,4%) mulheres, com idade media 26,1 (DP = 7,8), aqui objetivou-se elaborar a Escala de Autopercepcao de Atributos Pessoais em Relacionamentos Intimos - EAAPRI a fim de avaliar os atributos que os individuos conferem a si mesmo. O estudo 2, apresenta os parametros psicometricos da EAAPRI elaborada no estudo anterior, participaram 213 estudantes universitarios, a maioria do sexo feminino (51%) media de idade (M = 23,39; DP = 6,99). Confirmou-se uma estrutura bifatorial com bons indicadores de ajustes ajuste [χ² (19) =48,35, p < 0,001; χ²/gl = 2,54; GFI = 0,94; AGFI = 0,89; RMSEA = 0,085 (IC 90% = 0,06 – 0,12)]. No estudo 3 contou-se com uma amostra de 416 pessoas, 208 casais heterossexuais, namorados (66,3%) e noivos (33,2%), para mulheres a idade media foi de 23,9 anos (DP = 5,04), majoritariamente catolica (68%); os homens, a media de idade foi 26 anos (DP = 6,30) de religiao catolica (67,7%). O objetivo nesse estudo foi conhecer como os valores humanos, a personalidade e os atributos reais se correlacionam com a satisfacao conjugal e o bem-estar subjetivo dos parceiros, considerando casais de namorados e noivos. Os resultados indicam que para a satisfacao conjugal os homens e mulheres sao estatisticamente diferentes (p < 0,001), no qual os homens apresentam maior nivel (M = 4,28; DP = 0,38). Quanto aos correlatos, suprapessoal apresentou as maiores magnitudes para homens (r = 0,27; p < 0,001) e mulheres (r = 0,25; p < 0,001) considerando a satisfacao conjugal; para o bem-estar subjetivo realizacao esta mais relacionado para homens (r = 0,25; p < 0,001) e interativa para mulheres (r = 0,34; p < 0,001). Quanto a personalidade abertura a mudanca e o traco mais consistente para homens (r = 0,22; p < 0,001) e mulheres (r = 0,13; p < 0,001) na satisfacao conjugal e bem-estar subjetivo [r = 0,34 (homens) r = 0,23 (mulheres); p < 0,001]. Os atributos indicaram mais relacao para o bem-estar subjetivo, em especial realizada [r = 0,50 (homens) r = 0,44 (mulheres); p < 0,001). O estudo 4 e uma replicacao do estudo anterior, mas contando com 480 pessoas, 240 casais heterossexuais, casados civilmente (66,3%) e uniao estavel (14,2%), para as mulheres a idade media foi de 35 anos (DP = 10,26), maioria catolica (63%), com emprego fixo (74,9%); os homens com idade media de 38 anos (DP = 10,66) sendo tambem a maior parte catolica (53,57%) e com emprego fixo (76,8%). Neste caso os resultados sao mais consistentes, a satisfacao conjugal voltou apresentar diferenca significativa quanto ao sexo, sendo os homens com maior media (M = 3,81; DP = 0,34). Para os valores humanos e personalidade, as correlacoes sao mais equiparadas para todos os fatores com os construtos analisados, somente neuroticismo nao apresenta relacao para homens na satisfacao conjugal e o bem-estar subjetivo. Os atributos estao no mesmo sentido, mas como ocorreu no estudo 3 realizada apresentou as maiores magnitudes para homens (r = 0,54; p < 0,011) e mulheres (r = 0,47; p < 0,001). Avalia-se desta forma que tais estudos contribuam para a construcao do conhecimento cientifico no ambito dos relacionamentos intimos.
  • MARIA JOSE NUNES GADELHA
  • MEMÓRIA HÁPTICA E VISUAL EM IDOSOS: AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL POR MEIO DE TAREFAS DE RECORDAÇÃO E RECONHECIMENTO
  • Data: 29/09/2016
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  • A memoria e um sistema multiplo constituido por processos de codificacao, armazenamento e recuperacao de informacoes. Sua classificacao pode ser feita de acordo com o tipo de estimulo processado - visual, auditivo, gustativo, olfativo ou tatil. Dentro da memoria tatil, encontra-se a submodalidade memoria haptica, referente a aquisicao de informacoes pela manipulacao ativa dos objetos. Os subsistemas da memoria apresentam declinio significativo com o envelhecimento saudavel, com efeitos diferenciados em seus componentes. Foram encontrados poucos estudos relacionando o esquecimento a longo prazo para a memoria haptica em idosos saudaveis. Neste sentido, esta pesquisa teve por objetivo avaliar as taxas de esquecimento da informacao processada na modalidade haptica em comparacao a visual apos diferentes intervalos de tempo e a partir de tarefas de recordacao livre e reconhecimento em uma amostra de 144 idosos, de ambos os sexos, sem comprometimento cognitivo e com capacidade de leitura e escrita. Para isso, foi utilizada uma caixa de madeira especifica para apresentacao de estimulos hapticos e uma plataforma giratoria para a apresentacao de estimulos visuais. O procedimento se consistiu de duas fases, uma fase de estudo (apresentacao dos estimulos) e outra de teste (tarefas de recordacao livre ou reconhecimento), realizada apos os intervalos de tempo imediato, 20 ou 30 minutos. A ANOVA two way para a tarefa de recordacao livre apresentou efeitos principais significantes para a Pr entre as condicoes haptica e visual e entre os intervalos de tempo avaliados, com [F(1,66) = 9,9, p = 0,002, ƞ² = 0,13] e [F(2,66) = 3,19, p = 0,047, ƞ² = 0,088], respectivamente. Os contrastes posteriores realizados a partir do teste Bonferroni revelaram diferencas significantes entre a Pr da condicao haptica e visual apos os intervalos de 20 e 30 minutos, em que os idosos apresentaram uma Pr de 10,5% e 9% maior na condicao visual do que na condicao haptica, respectivamente. Ja a A ANOVA two way para a tarefa de reconhecimento nao apresentou efeitos principais significantes entre a Pr da condicao haptica e visual [F(1,66) = 0,50, p = 0,47, ƞ² = 0, 008] e dos intervalos de tempo avaliados [F(2,66) = 0,87, p = 0,42, ƞ² = 0,026]. Esses resultados mostraram que para as tarefas de recordacao livre pode existir uma vantagem na retencao de estimulos visuais em relacao aos hapticos e que para as tarefas de reconhecimento o tipo de estimulo parece nao interferir na retencao final, sugerindo que as alteracoes que os idosos sofrem na memoria podem estar relacionados ao tipo de modalidade sensorial utilizada na codificacao dos estimulos e ao tipo de tarefa de evocacao realizada.
  • MARIA JOSE NUNES GADELHA
  • MEMÓRIA HÁPTICA E VISUAL EM IDOSOS: AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL POR MEIO DE TAREFAS DE RECORDAÇÃO E RECONHECIMENTO
  • Data: 29/09/2016
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  • A memoria e um sistema multiplo constituido por processos de codificacao, armazenamento e recuperacao de informacoes. Sua classificacao pode ser feita de acordo com o tipo de estimulo processado - visual, auditivo, gustativo, olfativo ou tatil. Dentro da memoria tatil, encontra-se a submodalidade memoria haptica, referente a aquisicao de informacoes pela manipulacao ativa dos objetos. Os subsistemas da memoria apresentam declinio significativo com o envelhecimento saudavel, com efeitos diferenciados em seus componentes. Foram encontrados poucos estudos relacionando o esquecimento a longo prazo para a memoria haptica em idosos saudaveis. Neste sentido, esta pesquisa teve por objetivo avaliar as taxas de esquecimento da informacao processada na modalidade haptica em comparacao a visual apos diferentes intervalos de tempo e a partir de tarefas de recordacao livre e reconhecimento em uma amostra de 144 idosos, de ambos os sexos, sem comprometimento cognitivo e com capacidade de leitura e escrita. Para isso, foi utilizada uma caixa de madeira especifica para apresentacao de estimulos hapticos e uma plataforma giratoria para a apresentacao de estimulos visuais. O procedimento se consistiu de duas fases, uma fase de estudo (apresentacao dos estimulos) e outra de teste (tarefas de recordacao livre ou reconhecimento), realizada apos os intervalos de tempo imediato, 20 ou 30 minutos. A ANOVA two way para a tarefa de recordacao livre apresentou efeitos principais significantes para a Pr entre as condicoes haptica e visual e entre os intervalos de tempo avaliados, com [F(1,66) = 9,9, p = 0,002, ƞ² = 0,13] e [F(2,66) = 3,19, p = 0,047, ƞ² = 0,088], respectivamente. Os contrastes posteriores realizados a partir do teste Bonferroni revelaram diferencas significantes entre a Pr da condicao haptica e visual apos os intervalos de 20 e 30 minutos, em que os idosos apresentaram uma Pr de 10,5% e 9% maior na condicao visual do que na condicao haptica, respectivamente. Ja a A ANOVA two way para a tarefa de reconhecimento nao apresentou efeitos principais significantes entre a Pr da condicao haptica e visual [F(1,66) = 0,50, p = 0,47, ƞ² = 0, 008] e dos intervalos de tempo avaliados [F(2,66) = 0,87, p = 0,42, ƞ² = 0,026]. Esses resultados mostraram que para as tarefas de recordacao livre pode existir uma vantagem na retencao de estimulos visuais em relacao aos hapticos e que para as tarefas de reconhecimento o tipo de estimulo parece nao inteferir na retencao final, sugerindo que as alteracoes que os idosos sofrem na memoria podem estar relacionados ao tipo de modalidade sensorial utilizada na codificacao dos estimulos e ao tipo de tarefa de evocacao realizada.
  • MARISSOL LOPES SOARES
  • O trabalhar do Gerente de Recursos Humanos
  • Data: 26/09/2016
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  • O presente estudo procurou analisar a atividade de gerentes de recursos humanos de algumas empresas de expressao instaladas no nordeste brasileiro. Apesar da importancia que essa atividade adquiriu nas empresas em anos recentes, ele ainda e pouco investigada, razao pela qual optamos em estuda-la associada ao fato da autora desse estudo ter uma vasta experiencia nessa area. Do ponto de vista teorico, a abordagem que ancora esta dissertacao e a Psicodinamica do trabalho, disciplina que tem como objeto os processos psiquicos mobilizados pela confrontacao do sujeito com uma determinada realidade de trabalho. A amostra deste estudo e composta por seis participantes, gerentes de recursos humanos selecionados por conveniencia. Para a coleta de dados, utilizou-se de entrevistas individuais semiestruturadas, guiadas por um roteiro que contempla as categorias teoricas do estudo. Para analise dos dados, utilizamos a Analise de Conteudo Tematica. Identificaram-se tres eixos tematicos, que abrigam, cada um deles um certo numero de categorias. Os eixos sao: Trajetoria e Formacao Profissional, que revelou os caminhos percorridos por esses profissionais ate se tornarem gerentes de recursos humanos e a formacao que obtiveram para tal; o segundo eixo - Trabalho Real - tratou da atividade cotidiana desses gerentes de recursos humanos, desde o planejamento da atividade, as competencias requeridas para o desenvolvimento da atividade ate as interacoes do trabalho com as demais esferas da vida: privada, familiar e saude. Por fim, o eixo Reflexoes acerca do Trabalho, forneceu pistas para desvendar que trabalho e esse. Os dados sinalizaram para os dilemas vividos pelos gerentes de recursos humanos na sua funcao de intermediacao entre os interesses empresariais e dos trabalhadores, especialmente numa conjuntura competitiva e de luta pela manutencao de mercados; no quanto essa atividade consome tempo e energia desses gerentes, configurando-se como uma missao (mais que um trabalho) para varios dos entrevistados, o que conduz a um desequilibrio nas relacoes entre trabalho e vida privada. A exigencia de devotamento interfere negativamente no cuidado com a familia, chegando a negligenciar suas proprias vidas e as de seus familiares. Esperamos, com tais resultados ter contribuido para o conhecimento e compreensao dessa atividade de trabalho, de importancia reconhecida nas relacoes de trabalho no mundo contemporaneo.
  • JOSÉ RIVANDRO MARTINS MENDONÇA
  • A ANÁLISE DA ATIVIDADE DE TRABALHO DOS CONSELHEIROS TUTELARES
  • Data: 14/09/2016
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  • Este estudo, de perspectiva qualitativa-descritiva, tem como objetivo central analisar a atividade de trabalho dos conselheiros tutelares de uma cidade paraibana. A pesquisa contou com a participação voluntária de 12 membros oriundos de quatro Conselhos Tutelares (CTs), com idade variando de 27 a 53 anos e em sua maioria, constituída por pessoas do sexo feminino (10). Como método foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas, observações no local de trabalho e uma restituição e validação com um grupo de conselheiros tutelares na última etapa da pesquisa de campo. Os dados coletados foram submetidos a análise de conteúdo temático, tendo a abordagem da Psicodinâmica do Trabalho como subsídio teórico que fundamentou toda a pesquisa. O presente estudo constatou que a organização do trabalho dos CTs, com sua característica de órgão colegiado, está pautada na importância do trabalho coletivo entre os seus membros. Evidenciou-se também as precárias condições de trabalho dos conselheiros tutelares, caracterizadas pela falta de uma equipe técnica para auxiliar no atendimento aos usuários, escassez de combustível para a realização de ocorrências externas e o uso de computadores obsoletos. Sobre as relações de trabalho, constatou-se a existência de cooperação entre os membros de um mesmo colegiado, a falta de união entre os conselheiros tutelares dos diferentes CTs e o relacionamento, por vezes, conturbado com policiais e autoridades externas a este órgão em decorrência de um conflito de atribuições. A relação com os usuários do serviço foi considerada pelos participantes da pesquisa como sendo positiva, porém, o local de trabalho é apontado como a causa de um distanciamento entre eles. Evidenciou-se que as vivências de sofrimento estão relacionadas aos: a) entraves causados por outros órgãos que dificultam, ou até mesmo impedem, a execução das tarefas, o que evidencia a falta de autonomia dos CTs; b) riscos e violência aos quais os conselheiros tutelares estão expostos no dia a dia de trabalho e; c) enfrentamentos de situações que envolvem óbito e violência contra crianças e adolescentes. No que diz respeito às vivências de prazer, elas estão diretamente relacionadas à efetivação de uma tarefa que trouxe benefícios para a vida do usuário, bem como todo o reconhecimento advindo do trabalho realizado. Apesar de os conselheiros tutelares afirmarem um sentimento de desvalorização advindo da sociedade e também do gestor municipal, eles se sentem reconhecidos pelos pares e também pelos usuários a quem prestam o serviço, configurando-se assim como uma importante fonte de prazer e sentido no trabalho.
  • RAFAELLA DE CARVALHO RODRIGUES ARAUJO
  • Honra, Valores Humanos e Traços de Personalidade: A Influência da Cultura
  • Data: 05/09/2016
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  • A presente tese objetivou conhecer a influencia de diferentes contextos culturais sobre tres diferentes construtos psicologicos: a preocupacao com a honra, os valores humanos e os tracos de personalidade. Mais especificamente, visou propor um modelo explicativo no qual os tracos de personalidade predizem os valores humanos e estes, por sua vez, explicam a preocupacao com a honra, sendo mediados pelo contexto cultural do local de residencia (capital/cidade do interior, regiao brasileira ou pais). Como objetivos especificos, buscou-se: (1) avaliar a relacao entre tais construtos; (2) comparar a influencia cultural sobre eles em capitais e cidades do interior; (3) comparar a influencia cultural dos mesmos de acordo com a regiao brasileira; e (4) comparar transculturalmente a influencia do contexto do local de residencia, mais especificamente, comparando amostras do Brasil e da Nova Zelandia. Para tanto, estao sendo realizados tres estudos empiricos, todos fazendo uso de tres medidas: (1) Escala de Preocupacao com a Honra (EPH), composta por 16 itens, (2) Questionario dos Valores Basicos (QVB), composto por 18 itens, e (3) Inventario dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade (ICGFP), composto por 20 itens. O Estudo 1 teve como objetivo mapear os tracos de personalidade, valores humanos e preocupacao com a honra no contexto brasileiro, buscando conhecer como estes tres construtos psicologicos se comportam em diferentes niveis geograficos do Brasil (nivel regional e de localidade – capitais e cidades do interior). Para tal, contou-se com a participacao de 7.024 pessoas de 24 unidades federativas brasileiras, sendo 1.479 da regiao Norte, 2.806 da regiao Nordeste, 958 da regiao Centro-Oeste, 956 da regiao Sudeste, e 825 da regiao Sul do pais. De forma conjunta, os participantes foram majoritariamente do sexo feminino (74,1%), com idades variando de 18 a 72 anos (M = 24,1; DP = 8,01). Os resultados apontaram para uma grande variabilidade cultural entre as regioes brasileiras para todos os construtos, principalmente no que concerne aos diferentes tipos de preocupacao com a honra: familiar [F (4, 7019) = 41,343; p < 0,001; η2 parcial = 0,023], social [F (4, 7019) = 6,222; p < 0,001; η2 parcial = 0,004], feminina [F (4, 7019) = 60,214; p < 0,001; η2 parcial = 0,033] e masculina [F (4, 7019) = 57,262; p < 0,001; η2 parcial = 0,032], corroborando as hipoteses formuladas de que este seria o construto de maior variabilidade. Verificadas as variacoes e perfis nacionais, buscou-se avaliar, no Estudo 2, a relacao direta entre os construtos de interesse. Para tal estudo, a mesma amostra descrita previamente foi utilizada. Deste modo, foram realizadas analises de regressao multipla e, posteriormente, analises de caminhos. Os resultados apontaram para um modelo explicativo conciso, onde a personalidade serviu de variavel independente e os valores humanos serviram de variaveis mediadoras na explicacao da preocupacao com a honra. Tanto o modelo livre para variacoes especificas [Sχ2 (60) 339,95; CFI = 0,98; TLI = 0,91; SRMR = 0,02; RMSEA = 0,05 (0,05 0,06)] como o modelo restrito [Sχ2 (268) 836,09; CFI = 0,97; TLI = 0,96; SRMR = 0,04; RMSEA = 0,04 (0,03 0,04)] apresentaram indices de ajuste satisfatorios. Por fim, no Estudo 3, buscou-se replicar os estudos apresentados em contexto transcultural, considerando uma amostra da Nova Zelandia composta por 196 individuos naturais do pais, com idade media de 36 anos, alem de amostras selecionadas randomicamente de todas as regioes do Brasil. Os resultados apontaram para uma grande variabilidade cultural entre ambos os paises no que concerne a personalidade [F (25, 4373) = 5,587; p < 0,001; Λ Wilks = 0,89; η2 parcial = 0,023], valores [F (30, 5840) = 18,509; p < 0,001; Λ Wilks = 0,64; η2 parcial = 0,086] e preocupacao com a honra [F (20, 3881) = 12,654; p < 0,001; Λ Wilks = 0,81; η2 parcial = 0,051]. Em relacao as pontuacoes especificas, observou-se que a regiao mais parecida com a Nova Zelandia foi o Sul. No que concerne a replicacao do modelo explicativo, Tanto o modelo livre para variacoes especificas [Sχ2 (72) 145,82; CFI = 0,97; TLI = 0,87; SRMR = 0,02; RMSEA = 0,07 (0,05 0,09)], como o modelo fixo [Sχ2 (262) 414,09; CFI = 0,94; TLI = 0,93; SRMR = 0,10; RMSEA = 0,05 (0,04 0,046)] e parcialmente fixo [Sχ2 (262) 374,28; CFI = 0,96; TLI = 0,94; SRMR = 0,10; RMSEA = 0,05 (0,03 0,06)] apresentaram indices de ajuste satisfatorios. Com isso, conclui-se que a presente tese alcancou os objetivos gerais de demonstrar a importancia da cultura na personalidade, valores e honra em contexto nacional e internacional, alem de demonstrar a relacao direta entre estes tres construtos.
  • TALITA LEITE TAVARES
  • DISCURSOS DE IGREJAS INCLUSIVAS E REGULAÇÃO DAS SEXUALIDADES EM CONTEXTO NÃO CONDENATÓRIO
  • Data: 01/08/2016
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  • O movimento das Igrejas Inclusivas tem, como principal marca, a compreensão de que a homossexualidade não constitui pecado. O marco histórico emblemático desse movimento reside na criação da 1a Igreja Inclusiva – a Metropolitan Comunity Church (MCC) – em 1968, nos Estados Unidos. Contudo, no Brasil, as primeiras Igrejas Inclusivas tiveram início apenas nos anos 2000. Assim, guiado, teórica e metodologicamente, pela articulação que propõe – articulando Análise Crítica do Discurso (ACD), Estudos Queer e Construcionismo Social –, este estudo analisou, a partir dos discursos de auto apresentação de 15 Igrejas Inclusivas brasileiras publicados em sites de internet: como os modos de utilização dos discursos poderiam influir na regulação das sexualidades dxs fiéis em contextos que não condenam a ‘homossexualidade’ e; como pode se dar a produção de sujeitos nesse contexto normativo específico, diante das subjetividades nele experienciadas. Para tanto, foram desenvolvidos dois tipos de análise. O primeiro tipo constou de uma a Análise Lexical mediada pelo Software Alceste, que apresentou três classes discursivas – Caráter condicional do Livre-arbítrio (Classe 1 – 35% UCE ́s); Caráter geral da inclusão (Classe 2 – 30% UCE ́s) e Caráter missionário e transformador (Classe 3 – 35% UCE ́s) – que iluminaram os recursos discursivos utilizados pelas instituições para se dirigirem às/ aos fiéis. O segundo constou de uma ACD, do tipo Análise de Discurso Foucaultiana (ADF), mediada, inicialmente, por uma Análise Temática (AT) que viabilizou a construção de nove padrões de discursos utilizados pelas Igrejas Inclusivas: 1) Histórico de fundação; 2) Hermenêutica bíblica não condenadora da homossexualidade; 3) Conhecemos a realidade de homossexuais; 4) Homossexualidade sacralizada; 5) Normas de conduta; 6) Livre-arbítrio; 7) Promessa de transformação; 8) Missão expansionista e; 9) “Igreja Inclusiva não é ‘Igreja gay’”. Exibindo funções distintas, a análise dos quatro modos como os discursos diferentes e/ou 8 contraditórios se articulavam no interior do texto de uma mesma Igreja Inclusiva permitiu inferir que as Normas de conduta relativas à sexualidade eram sustentadas por outros discursos utilizados pelas instituições (Hermenêutica bíblica não condenadora da homossexualidade/ Homossexualidade sacralizada/ Promessa de transformação/ Livre- arbítrio/“Igreja Inclusiva não é ‘Igreja gay’”). E que os discursos que adotavam uma concepção teológica de homossexualidade como benção (Hermenêutica bíblica não condenadora da homossexualidade), no contexto institucional de igrejas cristãs, marcavam, no sentido foucaultiano, uma ‘variabilidade histórica’ conceitual, quiçá funcionando como tipo de discurso eficiente na garantia de abertura da vivência da religiosidade cristã por pessoas LGBT. Das análises realizadas, inferiu-se que as Igrejas Inclusivas usam uma combinação de discursos progressistas e conservadores para se direcionarem às/ aos fiéis.
  • ANA CLOTILDE COUTINHO BARBOSA
  • DA DITADURA A DEMOCRACIA: O QUE PUBLICAM OS JORNAIS DE SÃO PAULO SOBRE A PENA DE MORTE?
  • Data: 29/07/2016
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  • A pena de morte tem sido foco de diversos estudos há décadas. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo principal analisar os diversos discursos utilizados pelos dois jornais mais importantes de São Paulo (o Estado e a Folha) ao abordarem o tema da pena de morte em cada um dos três períodos políticos dos últimos cinquenta anos da história brasileira: Ditadura (1968 a 1974), transição da ditadura para de democracia (1987 a 1995) e período democrático (2005 a 2011). Para isso, foi utilizado como material de coleta os artigos dos jornais o “Estado de São Paulo” e “A Folha de São Paulo” que apresentou no título a expressão “pena de morte”. Na primeira análise, o material foi processado pelo pacote estatístico ALCESTE com a finalidade de verificar quais os temas gerais sobre a pena de morte que foram aglutinados por meio da análise lexical. Foram utilizadas duas técnicas de análise por meio do processamento dos dados pelo ALCESTE: A Classificação Hierárquica Descendente e a Análise Fatorial por Correspondência. Os resultados encontrados na primeira análise possibilitou a aglutinação das classes que se dividiram entre classes que situaram os artigos de debate e de caráter informativos. Da análise realizada no jornal “Estado de São Paulo” foram encontradas as seguintes classes “Debate: Vida e Crime”- Classe IV (47,71% do corpus), “Debate Constitucional”- Classe II (17,47%) que se destacaram por serem classes que contém artigos que possibilitaram o debate sobre a pena de morte; e as classes de caráter informativo “Julgamento na Ditadura” - Classe III (13,43%) e “Notícias Internacionais”- Classe I (21,39%). O resultado desta mesma análise no jornal “Folha de São Paulo” foram encontradas as seguintes classes classes “Debate: Vida e Crime” – Classe II (49%) e “Debate Constitucional”- Classe III (24%) que são representativas de elementos lexicais de artigos de caráter de debate e a classe I- “Julgamentos na Ditadura”(27%) que aglutinou as informações das notícias apenas de caráter informativas. Em um segundo momento, o material foi analisado à luz da Técnica de Análise de Conteúdo, visando encontrar quais os temas sobre a pena de morte mais citados pelos jornais estudados. Como resultados emergiram os seguintes argumentos acerca da pena de morte: “A Pena de Morte é Eficiente”versus “A Pena de Morte é Ineficente”, “A Pena de Morte é Justa”, “A pena de morte é Injusta” e “Sem Argumentos a Favor e Contra a Pena de Morte”.De fato, o debate sobre a pena de morte no Brasil foi reintroduzido de forma pública no final dos anos 80, e, esse debate tem se estendido até os dias atuais e em todos os recursos midiáticos. Verifica-se que muitos dos argumentos sobre a pena de morte tem se repetido em estudos anteriores, acredita-se que a manutenção desses estilos discursivos tem sido retroalimentada por meio de práticas discursivas antigas, de instituições, que mantêm tais ideias e que acabam por controlar a veiculação da informação.
  • ROSIANE ALVES DE ALBUQUERQUE
  • REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE UNIVERSITÁRIOS SOBRE A COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE.
  • Data: 16/06/2016
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  • A presente dissertacao de mestrado e fruto de um estudo empirico situado no campo da Justica transicional, mais especificamente, das Comissoes da Verdade (CV), das Representacoes Sociais (Moscovi, 1961/2012; 1975/2007) e dos Direitos Humanos (Doise, 2002a; 2002b). De modo mais amplo, este trabalho constitui a insercao do Brasil numa pesquisa sobre paises latinoamericanos que instauraram CVs, como o Chile, Argentina, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. A CV e uma modalidade de justica transicional, instalada apos regimes repressivos ou conflitos armados, que contribui para a transicao democratica dos paises. Dentre os objetivos dessas comissoes estao: conhecimento da verdade sobre o ocorrido, construcao de uma memoria coletiva e busca por justica junto as vitimas. Implantada em marco de 2012, a Comissao Nacional da Verdade (CNV) estendeu suas atividades ate dezembro de 2014. Apesar da criacao da CNV constituir um marco para a historia e democracia brasileiras, a psicologia enquanto ciencia e conhecimento sociopolitico pouco tem contribuido com a discussao das graves violacoes dos DH ocorridas no Brasil. Esse deficit reflete na baixa producao sobre o tema. O Brasil figura como um dos ultimos paises da America Latina a instalar uma CV, considerando o intervalo de tempo entre o fim do regime ditatorial e a implantacao da comissao. Da Ditadura Militar (1964-1985) a criacao da CNV passaram-se 27 anos. Esses dados e o impacto pouco expressivo da CNV demonstram a dificuldade do brasileiro em lidar com o passado. No presente estudo, buscou-se verificar as representacoes sociais de universitarios sobre a CNV e como essas representacoes relacionavam-se com variaveis correspondentes as ideias forca. Especificamente, pretendeu-se investigar a relacao entre variaveis referentes as ideias forca; analisar a relacao entre variaveis correspondentes a Ditadura Militar (DM); verificar o relacionamento entre ideias forca e variaveis referentes a DM; examinar o relacionamento entre ideias forca e variaveis relativas a CNV e; investigar o relacionamento entre variaveis correspondentes a DM e variaveis relativas a CNV. Este estudo tem carater transversal e contou com a participacao de 252 universitarios do Centro de Ciencias Humanas e Letras da UFPB, localizado no Campus I, em Joao Pessoa/PB. O instrumento utilizado para a coleta de dados consistiu num questionario, composto por diferentes escalas tematicas (Grau de exposicao a violencia; Predisposicao para rever o passado; Compartilhamento social sobre a DM e a CNV; Avaliacao do trabalho da CNV; Indicadores de concordancia com o uso da violencia; Grau de pos-convencionalismo; Atitudes frente aos DH; Confianca institucional; Principios basicos de igualdade e tolerancia; Orientacao politica, etc.), ja elaborado e aplicado em outros paises (Arnoso, Cardenas & Paez, 2012; Cardenas, Paez & Rime, 2013; Arnoso et al., 2014a; 2014b; 2014c; Martinez et al., 2015), traduzido do espanhol para o portugues e validado semanticamente. Para a analise de dados foi utilizado o software SPSS. Realizaram-se analises descritivas, analises de correlacao, analises fatoriais e regressoes lineares multiplas. Dentre os resultados foi possivel verificar que as ideias forca (Doise, 2002a) – aspectos politicos, ideologicos e morais – ancoraram as representacoes sociais da CNV e que a aprovacao do trabalho da CNV e a predisposicao positiva para a revisao do passado sao coerentes com as atitudes positivas frente aos DH.
  • EDNEIA DE OLIVEIRA ALVES
  • O ACESSO DO SURDO USUÁRIO DE LIBRAS À EDUCAÇÃO ESCOLAR
  • Data: 27/04/2016
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  • Os surdos usuarios de Libras nao tem se sentido satisfeitos com a implementado a “Politica de Educacao Nacional da Educacao Especial na perspectiva da educacao inclusiva” e tem reivindicado por uma educacao bilingue. Assim, tem-se como objetivo geral: analisar o sentido atribuido pelo surdo usuario de Libras sobre seu acesso a educacao escolar no intuito de comprovar a tese de que ele concebe a educacao escolar como um espaco de desenvolvimento intelectual e social, porem, mediada pelo respeito a Libras como condicao para o seu desenvolvimento educacional. Para tanto, contou-se com as categorias teoricas de Vigotsky: sentido, vivencia e mediacao. Optou-se por uma pesquisa qualitativa com duas tecnicas de analise: documental e entrevista. Os procedimentos foram: levantamento dos documentos e constituicao do corpus constituido por 26 documentos e as entrevistas realizadas com 07 surdos por meio da comunicacao em Libras, seguindo os preceitos do codigo de etica 466/12 e submetida a analise do Alceste com interpretacao a partir do Dendograma de Classificacao Hierarquica Descendente. Os resultados indicaram que a PNEE reproduz os sentidos de educacao especial e que os participantes concebem a educacao bilingue como o modelo educacional ideal para atender a sua especificidade linguistica porque tem a Libras e a visualidade como eixo mediador das praticas pedagogicas. Assim, a tese foi comprovada, pois, a educacao para o surdo e um meio de desenvolvimento intelectual e social e tem a Libras como condicao para o processo educacional.
  • FRANCISCA MARINA DE SOUZA FREIRE FURTADO
  • Vivendo à margem: prevalência e vulnerabilidades ao Transtorno Mental Comum em mulheres residentes em cidades rurais paraibanas
  • Data: 26/04/2016
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  • O Transtorno Mental Comuns (TMC) envolve um conjunto de sinais e sintomas de natureza nao psicotica que, dado o seu carater social, pode ser facilmente encontrado em populacoes desfavorecidas economicamente, sobretudo, entre as mulheres. Ao ter como cenario os municipios de pequeno porte, este estudo tem por tese de que as precarias condicoes de vida quando associadas as questoes como desigualdades de genero e deficiencias nos servicos de saude contribuem para que as mulheres destas localidades se encontrem em situacoes de vulnerabilidades ao TMC. Neste sentido, objetivou-se analisar os principais elementos de vulnerabilidade ao TMC apresentados por mulheres residentes em cidades rurais paraibanas. Foram realizados dois estudos empiricos. O primeiro, de carater epidemiologico, transversal e quantitativo objetivou identificar a prevalencia do TMC nas mulheres residentes em cidades rurais paraibanas. Contou com a participacao de 608 mulheres (Media de idade = 43 anos; DP=14,64) e a utilizacao de um questionario sociodemografico e o Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20). A prevalencia de TMC encontrada entre as mulheres foi de 31,6% sendo os sintomas mais frequentes relacionados as queixas somaticas e sintomas depressivos e ansiosos. Estiveram associadas a presenca de TMC as variaveis: renda familiar menor que um salario minimo (χ2(gl)=3.951(1); p=0.047); ser vitima de violencia domestica (χ2(gl)=20,987; p=0,001); vivencia de situacao estressora (χ2(gl)= 38,913; p=0,001) e antecedentes familiares com as mesmas sintomatologias (χ2(gl)= 12,304; p=0,001). Por meio de regressao logistica, verificou-se como variaveis preditoras para o TMC na amostra investigada a) ser vitima de violencia domestica (OR=2.58; IC95%=1.23-5.45); b) estar vivenciando situacao estressora (OR=2.93; IC95%=1.85-4.65) e a interacao das variaveis c) ter mais de 50 anos e ter antecedentes familiares com sintomas de TMC (OR=3.96; IC95%=1.45-10.86) e d) ter cursado o Ensino Medio e ter rendimentos entre um e dois salarios minimos (OR=4.09; IC95%=1.44-11.66). De carater preliminar, o primeiro estudo veio apontar para o alto indice de TMC presente entre as mulheres rurais e para sua relacao com aspectos socioeconomicos e de genero. O segundo estudo, de natureza qualitativa, transversal, exploratoria e analitica, objetivou analisar - a partir do relato das participantes - quais elementos (individuais, sociais e programaticos) de vulnerabilidade ao TMC estao presentes nas vivencias das mulheres residentes em cidades rurais paraibanas que contribuem para estas sofram com o TMC. Contou com a participacao de 10 mulheres com idades entre 24 e 74 anos (M= 51,7; DP = 18,1) utilizando-se de entrevistas semi-estruturadas. Estas foram analisadas por meio da tecnica de analise de conteudo, utilizando como auxilio o software Maxqda versao 11. A categorizacao tematica permitiu a obtencao de duas classes tematicas: a primeira intitulada “Cenarios rurais do sofrimento feminino” fez referencia aos aspectos objetivos do sofrimento e envolveu seis categorias de analise, a saber, a) Sintomatologia; b) Motivos para o sofrimento; c) Consequencias do sofrimento; d) Praticas de autocuidado; e) Assistencia em saude e f) Cuidados em saude mental. Ja a segunda classe tematica, intitulada “Vivencias rurais do sofrimento feminino” fez referencia aos aspectos sociais e intersubjetivos do sofrimento e envolveu tres categorias de analise, a) Relacoes Conjugais; b) Rede de apoio social e c) Cotidiano rural. De maneira geral, os resultados permitiram concluir que, no meio rural, a relacao entre elementos individuais, sociais e programaticos perpassados por desigualdades de genero associadas aos papeis sexuais, em especial, o papel de mae, convergem para situacoes de vulnerabilidade ao TMC entre as mulheres rurais paraibanas.
  • FRANCISCA MARINA DE SOUZA FREIRE FURTADO
  • Vivendo à margem: prevalência e vulnerabilidades ao Transtorno Mental Comum em mulheres residentes em cidades rurais paraibanas
  • Data: 26/04/2016
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  • O Transtorno Mental Comuns (TMC) envolve um conjunto de sinais e sintomas de natureza nao psicotica que, dado o seu carater social, pode ser facilmente encontrado em populacoes desfavorecidas economicamente, sobretudo, entre as mulheres. Ao ter como cenario os municipios de pequeno porte, este estudo tem por tese de que as precarias condicoes de vida quando associadas as questoes como desigualdades de genero e deficiencias nos servicos de saude contribuem para que as mulheres destas localidades se encontrem em situacoes de vulnerabilidades ao TMC. Neste sentido, objetivou-se analisar os principais elementos de vulnerabilidade ao TMC apresentados por mulheres residentes em cidades rurais paraibanas. Foram realizados dois estudos empiricos. O primeiro, de carater epidemiologico, transversal e quantitativo objetivou identificar a prevalencia do TMC nas mulheres residentes em cidades rurais paraibanas. Contou com a participacao de 608 mulheres (Media de idade = 43 anos; DP=14,64) e a utilizacao de um questionario sociodemografico e o Self-Reporting Questionnaire-20 (SRQ-20). A prevalencia de TMC encontrada entre as mulheres foi de 31,6% sendo os sintomas mais frequentes relacionados as queixas somaticas e sintomas depressivos e ansiosos. Estiveram associadas a presenca de TMC as variaveis: renda familiar menor que um salario minimo (χ2(gl)=3.951(1); p=0.047); ser vitima de violencia domestica (χ2(gl)=20,987; p=0,001); vivencia de situacao estressora (χ2(gl)= 38,913; p=0,001) e antecedentes familiares com as mesmas sintomatologias (χ2(gl)= 12,304; p=0,001). Por meio de regressao logistica, verificou-se como variaveis preditoras para o TMC na amostra investigada a) ser vitima de violencia domestica (OR=2.58; IC95%=1.23-5.45); b) estar vivenciando situacao estressora (OR=2.93; IC95%=1.85-4.65) e a interacao das variaveis c) ter mais de 50 anos e ter antecedentes familiares com sintomas de TMC (OR=3.96; IC95%=1.45-10.86) e d) ter cursado o Ensino Medio e ter rendimentos entre um e dois salarios minimos (OR=4.09; IC95%=1.44-11.66). De carater preliminar, o primeiro estudo veio apontar para o alto indice de TMC presente entre as mulheres rurais e para sua relacao com aspectos socioeconomicos e de genero. O segundo estudo, de natureza qualitativa, transversal, exploratoria e analitica, objetivou analisar - a partir do relato das participantes - quais elementos (individuais, sociais e programaticos) de vulnerabilidade ao TMC estao presentes nas vivencias das mulheres residentes em cidades rurais paraibanas que contribuem para estas sofram com o TMC. Contou com a participacao de 10 mulheres com idades entre 24 e 74 anos (M= 51,7; DP = 18,1) utilizando-se de entrevistas semi-estruturadas. Estas foram analisadas por meio da tecnica de analise de conteudo, utilizando como auxilio o software Maxqda versao 11. A categorizacao tematica permitiu a obtencao de duas classes tematicas: a primeira intitulada “Cenarios rurais do sofrimento feminino” fez referencia aos aspectos objetivos do sofrimento e envolveu seis categorias de analise, a saber, a) Sintomatologia; b) Motivos para o sofrimento; c) Consequencias do sofrimento; d) Praticas de autocuidado; e) Assistencia em saude e f) Cuidados em saude mental. Ja a segunda classe tematica, intitulada “Vivencias rurais do sofrimento feminino” fez referencia aos aspectos sociais e intersubjetivos do sofrimento e envolveu tres categorias de analise, a) Relacoes Conjugais; b) Rede de apoio social e c) Cotidiano rural. De maneira geral, os resultados permitiram concluir que, no meio rural, a relacao entre elementos individuais, sociais e programaticos perpassados por desigualdades de genero associadas aos papeis sexuais, em especial, o papel de mae, convergem para situacoes de vulnerabilidade ao TMC entre as mulheres rurais paraibanas.
  • LUCIVANDA CAVALCANTE BORGES DE SOUSA
  • Nichos de desenvolvimento infantil: um estudo com mães e educadoras de creches em contexto não urbano
  • Data: 01/04/2016
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  • NICHOS DE DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM ESTUDO COM MAES E EDUCADORAS DE CRECHES EM CONTEXTO NAO URBANO RESUMO: O presente estudo objetivou analisar o nicho de desenvolvimento infantil, no microssistema familiar e da creche, em contexto nao urbano. Para tanto, foram entrevistadas 30 maes e 21 educadoras de creches, de criancas na faixa etaria entre 06 e 36 meses, de tres contextos nao urbanos, baseados na agricultura de subsistencia, do municipio de Petrolina-PE. Como aporte teorico, baseou-se na perspectiva ecocultural do desenvolvimento humano, que o compreende como um processo complexo e dinamico, produzido pelo individuo e pelo meio fisico, social e cultural, como sistemas interativos, que tornam indispensavel a analise do contexto em que vivem as pessoas, pois, cada cultura e contexto em particular conduzem a diferentes processos de desenvolvimento. Destacam-se, neste estudo, a analise dos nichos de desenvolvimento infantil nos microssistemas familiar e creche, compreendidos como ambiente fisico e social, alem das praticas de educacao e as etnoteorias parentais, tendo em vista as influencias que exercem sobre o desenvolvimento da crianca. Como instrumentos, foram utilizados um questionario sociodemografico, um roteiro de entrevista semiestruturada, uma entrevista estruturada com questoes relativas aos nichos de desenvolvimento infantil no contexto da familia e da creche, como tambem observacoes assistematicas. As entrevistas foram transcritas e submetidas a analise tematica de conteudo, compreendendo a exploracao e a pre-analise do material, assim como a codificacao mediante o uso de palavras e frases descritoras, considerando os criterios de exaustividade, representatividade, homogeneidade e pertinencia. Posteriormente, foi realizada a frequencia de respostas das maes em cada categoria e subcategoria e calculado o percentual medio com base no numero total de respostas obtidas em cada uma delas. No que se refere as metas de socializacao, as respostas tambem foram discutidas com base nas categorias estabelecidas por Harwood et al., com o intuito de compreender as dimensoes culturais enfatizadas pelos participantes. Os resultados apontaram que as maes, em sua maioria, apresentam concepcoes positivas sobre o desenvolvimento da crianca, caracterizando-as como ativas, inteligentes e carinhosas e consideram os cuidados com saude, afetividade e educacao como fatores relevantes para o desenvolvimento infantil; envolvem-se em interacoes ludicas com os filhos e preocupam-se com acidentes domesticos; usam as praticas indutivas no controle do comportamento das criancas; priorizaram metas de socializacao voltadas para o modelo autonomo-relacional e estrategias centradas em si e no contexto em que vivem; esperam que os filhos possam contribuir para a sociedade a partir da pratica de valores sociais; e consideram a creche como instituicao que deve promover a educacao formal e o controle do comportamento da crianca. Em relacao as educadoras, estas apontam a educacao e a afetividade como principais aspectos para o desenvolvimento infantil, construidos a partir de processos interativos; concebem a infancia no contexto nao urbano como exposta ao perigo e carente, tanto afetiva quanto economicamente, tendo a creche e o educador as funcoes de suprir as necessidades basicas dessas criancas, estimular seu desenvolvimento e controlar o comportamento. Alem disso, destacam a necessidade de maior parceria entre familia e creche; almejam para as criancas metas de socializacao e contribuicoes para a sociedade relacionadas as expectativas sociais, seguidas da autonomia, centralizando em si as estrategias para o alcance dessas metas. Esses resultados sao discutidos a partir das caracteristicas do contexto ecocultural dos participantes e das consideracoes de autores da Psicologia do Desenvolvimento Infantil.
  • TAMIRIS MOLINA RAMALHO HIRSCHLE
  • MULHERES MASTECTOMIZADAS E SEUS PARCEIROS: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DO CORPO E SATISFAÇÃO SEXUAL
  • Data: 29/03/2016
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  • O câncer de mama é uma temática relevante para os estudos de psicologia por se tratar de um assunto atual que necessita de um olhar voltado para questões de ordem psíquica e social. As mulheres que passam pelo procedimento da mastectomia e seus parceiros deparam-se com o corpo transformado e precisam ressignificá-lo, além disso, a mastectomia pode trazer diversas mudanças na vida íntima do casal. Este corpo que é marcado pela falta do órgão, tem representações sexuais, afetivas e é símbolo de feminilidade em nossa sociedade. Diante disto, este trabalho ancorado na Teoria das Representações Sociais objetiva conhecer as representações sociais acerca do corpo da mulher, do corpo mastectomizado e o nível de satisfação sexual das mulheres mastectomizadas e de seus parceiros. Consiste em uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e de campo, realizada em instituições que atendem às pessoas portadoras de câncer, localizadas na Paraíba. Compreendeu uma amostragem não probabilística e de conveniência, totalizando 20 participantes, sendo 10 mulheres mastectomizadas e seus parceiros. Os instrumentos utilizados foram: um questionário biosociodemográfico analisado a partir de estatísticas descritivas; a Técnica de Associação Livre de Palavras, utilizando os estímulos: ‘corpo da mulher’ e ‘corpo da mulher mastectomizada’; analisadas pela análise de conteúdo temática proposta por Bardin; uma entrevista semiestruturada, analisada através da análise lexical através do software IRAMUTEQ e uma escala de satisfação sexual analisada por meio da estatística do qui-quadrado e estatísticas descritivas. A aplicação dos instrumentos ocorreu de forma individual nas instituições e à domicílio com o auxílio de gravador; foram respeitados todos os procedimentos éticos que envolvem a pesquisa com seres humanos. Os resultados indicaram que as representações acerca do corpo da mulher mastectomizada são mais negativas quando comparado ao corpo da mulher, possuindo representações voltadas para a falta, a mutilação, a vergonha, bem como ao preconceito, além disso, o corpo da mulher mastectomizada não representa evocações voltadas à sexualidade quando comparadas ao corpo da mulher. Para os homens as representações são menos carregadas de palavras depreciativas, pois os parceiros demonstraram-se como apoiadores e auxiliares no tratamento e na recuperação integral de suas parceiras. Há um decréscimo da satisfação sexual do casal após a cirurgia, relacionada às alterações na autoimagem da mulher e suas representações devido à mastectomia, bem como aos tratamentos químicos do câncer. No entanto, os participantes ainda consideraram sua satisfação sexual boa e procuraram criar estratégias de enfrentamento para superar a perda da mama e as consequências do tratamento. O presente estudo oportunizou o olhar acerca do apoio do parceiro para as mulheres que é imprescindível na recuperação de sua integridade física e mental. Além disso, atenta para que os profissionais da saúde estejam orientados para proporcionar mais apoio e informação, criando projetos que forneçam o auxílio com vistas a promover a qualidade de vida desses atores sociais.
  • EDUARDO BRENO NASCIMENTO BEZERRA
  • O trabalhar de teleatendentes: uma análise da relação trabalho-saúde
  • Data: 23/03/2016
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  • O trabalho em teleatendimento tem despertado o interesse de diversos pesquisadores, sobretudo devido a organizacao de trabalho e os altos niveis de rotatividade e adoecimento presentes nessa categoria profissional. Nesse sentido, a presente dissertacao tem como objetivo principal analisar a relacao entre o trabalho e a saude de teleatendentes. Para analisar as complexas relacoes entre trabalho e saude destes profissionais, a Psicodinamica do Trabalho foi tomada como aporte teorico, alem disso, adotou-se uma concepcao dinamica de saude inspirada na obra de Canguilhem, que compreende o ser humano como um ser ativo frente ao meio que este se encontra. Quanto ao metodo, privilegiou-se uma abordagem qualitativa, na qual procurou-se combinar uma entrevista semiestruturada com a aplicacao de um questionario acerca dos problemas de saude apresentados pelos participantes desde o ingresso destes na atividade de teleatendimento. Participaram deste estudo 13 teleatendentes, de ambos os sexos, com idades variando entre 20 a 31 anos, e tempo de trabalho oscilando entre dois meses e dois anos e dez meses. A analise dos dados foi conduzida atraves da analise de conteudo tematica. No que se refere aos resultados, constatou-se que os teleatendentes encontram-se submetidos a rigidas formas de comando, expressos por meio de mecanismo de controle de tempo, da fala, dos movimentos e das pausas. A organizacao do trabalho presente no teleatendimento e ainda marcada por excessivas prescricoes, muitas vezes contraditorias, metas abusivas e alta sobrecarga de trabalho. No que diz respeito as condicoes de trabalho verificou-se que a falta manutencao em equipamentos e em mobiliarios tem exposto esses profissionais a uma serie de situacoes de vulnerabilidade e riscos que podem provocar danos a saude desses trabalhadores, entre os quais, foram identificados problemas infecciosos e respiratorios, de visao, auditivos, digestivos, osteomusculares, alem de problemas de ordem psiquica como ansiedade, desgaste emocional, irritabilidade, alteracoes de humor, estresse e problemas do sono. Verificaram-se ainda como fontes de sofrimento no trabalho, as frustacoes por nao conseguir resolver os problemas dos clientes, o relacionamento conflituoso com os usuarios, a desvalorizacao em termos salariais e o preconceito sofrido no dia a dia de trabalho. Como fontes de prazer, foram identificadas o sentimento de utilidade ao resolver os problemas dos clientes, o horario de trabalho de seis horas diarias, a possibilidade de trabalhar em um ambiente diverso e, sobretudo, o relacionamento com os pares. Constatou-se, por fim, que os elogios proferidos tanto pelos pares quanto por alguns usuarios, se constituem como importantes meios de transformar o sofrimento em prazer no trabalho. Entretanto, esses fatores nao parecem ser suficientes para manter esses profissionais no teleatendimento, uma vez que nenhum dos profissionais entrevistados se ve por muito tempo exercendo a funcao de teleatendente.
  • HYALLE ABREU VIANA
  • SEXISMO NA DOCENCIA UNIVERSITARIA: EVIDENCIAS DA PERSISTENCIA DOS ESTEREOTIPOS DE GENERO
  • Data: 23/03/2016
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  • Esta dissertacao objetivou responder dois problemas de pesquisa: a) sera que existem diferencas na atribuicao de estereotipos de sociabilidade e competencia para professores e professoras lecionando em contextos masculinos ou femininos? b) sera que a avaliacao do docente e influenciada pelo tipo de curso, pelo sexo do professor e sexo do discente? Para tal proposito, foram realizados tres estudos, todos com estudantes universitarios da Paraiba. O primeiro (N=100) buscou verificar a categorizacao de profissoes em “masculinas” ou “femininas”, de acordo com o pensamento socialmente compartilhado sobre a divisao do trabalho. O segundo estudo (N=305) tencionou analisar a influencia do sexo do aluno (masculino ou feminino) e do tipo de curso (masculino ou feminino) na atribuicao dos estereotipos de sociabilidade e competencia dos professores e professoras. Por fim, o terceiro estudo (N=384) pretendeu verificar se o tipo de curso (masculino ou feminino), o sexo do professor (masculino ou feminino) e o sexo do participante (masculino ou feminino) influenciam a percepcao de justica da nota recebida pelos discentes. Em conjunto, os resultados destes tres estudos revelam a persistencia do pensamento socialmente compartilhado de que ha profissoes melhor desempenhadas por homens e por mulheres e que, quando o/a docente foge desta categorizacao, ele/a e avaliado/a de forma mais negativa por seus discentes.
  • ELDO LIMA LEITE
  • EM BUSCA DA IDENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA
  • Data: 22/03/2016
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  • Este estudo teve por objetivo verificar a relacao entre a identidade nacional, o nacionalismo, o patriotismo e o essencialismo, bem como verificar se estes fatores fazem parte do autoconceito dos brasileiros. Participaram deste estudo 229 estudantes universitarios do Estado da Paraiba, com idade media de 20 anos, DP = 3,6; sendo 66 do sexo masculino e 163 do sexo feminino. No primeiro momento, os resultados demonstraram que os participantes apresentaram um maior nivel de identificacao com os paraibanos, regiao de procedencia da maioria dos participantes, quando comparados a identificacao com os brasileiros. No segundo momento, os resultados sugeriram que o nacionalismo, o patriotismo e o essencialismo sao bons preditores da identidade nacional, sendo o patriotismo o melhor destes. Os resultados tambem demonstraram que os brasileiros usam majoritariamente termos ligados a aspectos fisicos e psicologicos para se descreverem, fazendo pouco uso de categorias sociais como autodescritores. Referente ao modo como os participantes caracterizaram o Brasil e os brasileiros, observou-se que as principais caracteristicas que representaram o Brasil foram a beleza natural do pais e os problemas sociais, em especial a corrupcao. Ja referente aos brasileiros, estes foram caracterizados como miscigenados, afetuosos e pouco diligentes. Tal caracterizacao refletiria, em parte, crencas de carater essencialistas, uma vez que tais descritores sao justificados a partir de argumentos baseados na heranca genetica e cultural dos brasileiros. Estudos futuros poderao aprofundar estes resultados podendo, por exemplo, abordar o fenomeno da identidade nacional a partir de teorias que articulem tanto niveis intergrupais quanto societais.
  • ANDREZA SILENE SILVA FERREIRA
  • XINGAMENTO OU PRECONCEITO? UM ESTUDO SOBRE O PRECONCEITO RACIAL NO FUTEBOL BRASILEIRO
  • Data: 21/03/2016
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  • Este trabalho teve como objetivo analisar em que medida o preconceito racial no futebol medeia a relacao entre o uso de agressoes verbais e a concordancia com acoes judiciais que negam a existencia do preconceito racial no futebol. Adicionalmente, buscou-se analisar os discursos que as pessoas utilizam para se posicionarem diante de situacoes de preconceito racial no futebol e quais principios que organizam essa tomada de posicao. Para alcancar estes objetivos foi realizado um estudo exploratorio e correlacional. Participaram desta pesquisa 295 estudantes de uma universidade publica do Estado da Paraiba, com idades entre 15 e 61 anos (M= 21, DP = 6.01) sendo 109 do sexo masculino e 185 do sexo feminino; um participante nao respondeu a questao. Os resultados demonstraram que a relacao entre a agressao verbal e a concordancia com o posicionamento do juiz ao retirar a acusacao de injuria racial foi totalmente mediada pelo preconceito. Os resultados tambem demonstraram que os discursos dos participantes, de um modo geral, admitem a existencia do preconceito, mas ao mesmo tempo, negam a gravidade de atos preconceituosos no contexto do futebol. Tomados em conjunto, estes resultados indicam que a manifestacao do preconceito racial no futebol brasileiro ocorre de forma flagrante, mesmo que nos consideremos uma democracia racial. Os discursos evidenciados indicam que os posicionamentos dos participantes variam de acordo com as ancoragens utilizadas para tais posicionamentos, seja o contexto da disputa, no qual alguns xingamentos decorrem de uma postura antietica ou sao construcoes midiaticas, seja no contexto social, no qual os xingamentos decorrem de uma postura preconceituosa e refletem a sociedade brasileira.
  • HYSLA MAGALHÃES DE MOURA
  • AUTOAVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ACADÊMICO E TRAPAÇA: CONSTRIBUIÇÕES DOS VALORES E DO JEITINHO BRASILEIRO
  • Data: 21/03/2016
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  • A presente dissertação objetivou propor um modelo explicativo da autoavaliação do desempenho acadêmico a partir da trapaça acadêmica, valores humanos e do jeitinho brasileiro. Para tanto, dois estudos foram conduzidos. No Estudo 1, além da validação das medidas de trapaça, objetivou-se conhecer as relações estabelecidas com a autoavaliação do desempenho acadêmico, para que então se pudesse propor um modelo explicativo. Logo, decidiu-se dividir este estudo em três partes: Propriedades psicométricas, Correlação e Modelo Explicativo. Para a Análise Fatorial Exploratória das medidas de trapaça acadêmica participaram 212 estudantes com idade media de 16 anos. Os resultados evidenciaram estruturas bifatorias com indicadores aceitáveis de fidedignidade: EAT (Alfa de Cronbach =0,84 no primeiro fator; Alfa de Cronbrach=0,76 no segundo fator) e EMT (Alfa de Cronbach =0,60 no primeiro fator; Alfa de Cronbrach=0,68 no segundo fator). Posteriormente, realizou-se a Análise Fatorial Confirmatória a qual contou-se com a participação de 229 estudantes com idade média de 16 anos. Os achados demonstraram que as estruturas bifatoriais da EAT (e.g., GFI = 0,90; RMSEA = 0,07) e da EMT (e.g., GFI = 0,90; RMSEA = 0,05) são aceitáveis. Por fim, para a realização da Correlação de Pearson e do modelo explicativo, reagrupou-se toda a amostra utilizada, de modo que contou-se com a participação de 441 estudantes do Ensino Médio. Para a realização destas últimas análises utilizou-se os seguintes instrumentos: Questionário de Valores Básicos (QVB), Escala de Admissão de Trapaça (EAT), Escala de Motivação de Trapaça (EMT), Escala de Autoavaliação do Desempenho Acadêmico (EADA) e questionátio sóciodemográfico. Os resultados despontam que a trapaça está positivamente relacionada com os valores de Realização e Experimentação, enquanto que está negativamente relacionado com o valor Normativo. Embora não se tenha verificado uma relação significativa entre a trapaça e o valor Interativo, decidiu-se por incluí-lo no modelo tento vem vista o arcabouço teórico. Para mais, verificou-se que a trapaça acadêmica está negativamente relacionada com a autoavaliação do desempenho acadêmico. Ainda, no Estudo 1 foi proposto e testado um modelo explicativo, contando com a trapaça acadêmica e os valores humanos, em suas orientações pessoal e social, como variáveis antecedentes, enquanto que a autoavaliação do desempenho acadêmico assumiu papel de variável critério. Logo, os índices de ajuste ao modelo demostraram que o modelo explicativo é aceitável (e.g. GFI= 0,95; RMSEA=0,11). Já no Estudo 2 objetivou-se testar um modelo alternativo, de modo que reaplicou-se a estrutura encontrado no Estudo 1, acrescendo a variável jeitinho brasileiro. Participaram deste estudo 205 universitários, com idade média de 24 anos, onde aplicou-se os mesmos instrumentos utilizados do estudo anterior, acrescendo a Escala de Jeitinho Brasileiro (EJB). Os achados despontam que este último modelo apresentou melhores índices de ajuste do que o modelo encontrado anteriormente (e.g. GFI= 0,94; RMSEA=0,07). Confia-se ter contribuído para a literatura na área fornecendo um melhor entendimento sobre os fatores explicativos da autoavaliação do desempenho acadêmico.
  • JÉSSIKA SONALY VASCONCELOS BARBOSA
  • O TRABALHAR COMO MÉDICOS OBSTETRAS
  • Data: 18/03/2016
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  • A obstetricia e uma area de destaque para a medicina, pois representa uma das necessidades basicas da populacao. E responsavel por um evento social, cultural e historico muito importante que e a realizacao de um parto. Tal situacao submete os profissionais que atuam nessa area a uma pressao constante por bons resultados, alem das variabilidades e dilemas que sao inerentes do oficio. Desse modo, a presente dissertacao tem como objetivo principal compreender o trabalhar de medicos obstetras que atuam em uma maternidade publica. Para tanto, o aporte teorico desse estudo se baseia nas contribuicoes oriundas da Psicodinamica do Trabalho atraves das reflexoes trazidas por Christophe Dejours. No que se refere ao metodo, esta pesquisa apresenta-se como um estudo de campo de carater qualitativo. As tecnicas utilizadas foram entrevistas semiestruturadas e observacoes do trabalho. A perspectiva adotada para analise dos dados foi a analise de conteudo tematica. Participaram desta pesquisa 13 medicos obstetras que atuam em uma maternidade publica situada no interior do Nordeste, 10 sao do sexo feminino e tres sao do sexo masculino. As idades variaram entre 31 e 61 anos. Quanto ao tempo de atuacao como obstetra, este variou de um ano ate 40 anos de profissao. Como resultados, destaca-se a estreita ligacao presente entre a formacao profissional e o trabalho coletivo na atividade do medico obstetra. O desenvolvimento da inteligencia pratica, da mobilizacao subjetiva e, sobretudo, da cooperacao se apresentam como necessarias para que o obstetra realize seu trabalho e venca os obstaculos impostos pelo real. Alem dos riscos a saude inerentes da categoria profissional, os obstetras lidam cotidianamente com a violencia na relacao medicopaciente, na qual sofrem ameacas por parte dos beneficiarios de seu servico, em uma relacao ambigua, ora de dificuldade e empasses, ora de prazer, satisfacao e reconhecimento. Destacase, ainda, a presenca da atividade subjetivante no trabalho do medico obstetra; para trabalhar, o obstetra necessita corpopriar o mundo. Alem disso, verifica-se que o uso do tempo fora do trabalho e permeado pelo trabalho, dando pouco espaco para relacao familiar, o lazer e os cuidados com a saude. Por fim, apesar das dificuldades os obstetras sentem-se realizados e demonstram que a profissao possibilita ganhos para a identidade e realizacao de si.
  • ANA CRISTINA SERAFIM DA SILVA
  • A REDE DE PROTEÇÃO OS DIREITOS DA CRIANÇA E ADOLESCENTE
  • Data: 04/03/2016
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  • Esta tese tem como objetivo analisar a atuação da Rede que compõe o sistema de garantia na proteção dos direitos da criança e do adolescente. Partiu-se da problemática: Como vem se constituindo a Rede de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como norte a política de proteção integral preconizada pelo ECA? Como a prática dos atores sociais tem garantido os direitos das crianças e dos adolescentes? Quais as ferramentas usam? Tendo como pressuposto, que mesmo diante dos avanços nas legislações decorrentes da Doutrina de proteção integral dos direitos das crianças e dos adolescentes, a Rede não funciona integrada e articulada, não garantindo a dignidade humana da criança e do adolescente. Defende-se a Tese de que a Rede de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes não funciona integrada, articulada, interconectada com uma finalidade comum, e na prática, as políticas públicas não efetivam os direitos de proteção da infância e da adolescência, visto que as instituições e atores sociais trabalham com a noção de indivíduo, não considerando a noção de coletivo, sendo baseadas em práticas higienistas, que servem como mecanismo de controle político do Estado, refletindo uma lógica menorista. Pressupõe-se que os direitos positivados na Lei não são suficientes para que haja a proteção da criança e do adolescente, pois as práticas das instituições e dos atores sociais não consideram a condição peculiar de desenvolvimento nem o princípio de dignidade humana. Buscou-se aporte teórico na perspectiva dos Direitos Humanos a partir da dignidade humana para além da necessidade de positivação das leis, na perspectiva Histórico-Cultural de Vygotski que considera o meio como formador, promovendo elementos para constituição do sujeito e uma concepção de Rede como um mediador entre os direitos e as políticas. Como procedimentos metodológicos foi feito um levantamento das instituições que atuam no Sistema de Garantia de Direito da criança e do adolescente no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente e após identificação das instituições, utilizou-se a entrevista semiestruturada com dez atores sociais responsáveis pelas instituições identificadas. Para análise dos dados utilizou-se a Análise de Conteúdo de Bardin. A partir das falas dos atores sociais, percebeu-se uma Rede desestruturada, caracterizada pela falta de articulação entre as instituições que a compõem. É unânime a queixa da falta de retorno e do não funcionamento da Rede. Emergiram também, a partir das falas, a falta de capacitação dos atores sociais, no que se refere inclusive a aspectos legais, o que implica em práticas preconceituosas e estigmatizantes em que prevalece o modelo menorista e com forte discurso de culpabilização da família pela violação dos direitos. O conceito de infância e adolescência está arraigado numa concepção naturalizante e de desenvolvimento por etapas, desconsiderando o meio em que o sujeito vive como fator importante para o desenvolvimento, desta forma, esses sujeitos são tratados de forma homogênea, desconsiderando as particularidades. Percebe-se que o critério peculiar de sujeito em desenvolvimento é questionado e visto como um erro da lei, que a mesma deveria considerar adultos e crianças com as mesmas obrigações e penalizações. Observa-se a partir das falas que a Rede encontra-se em opacidade, devido à desarticulação das políticas sociais, ao não entendimento da lei e as diversas interpretações que a ela são dadas, aos estereótipos e estigmas com que ainda são tratados as crianças e os adolescentes comprometendo o critério da dignidade humana como princípio universal de todos
  • MICHAEL AUGUSTO SOUZA DE LIMA
  • VULNERABILIDADE E PREVENÇÃO ÀS DST’S NAS PRÁTICAS AFETIVO-SEXUAIS DE LÉSBICAS
  • Data: 02/03/2016
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  • Introdução: As formas como lésbicas exercem a prevenção às DST’s em suas práticas afetivo-sexuais não estariam unicamente relacionadas a existência de fatores de ordem interna e individual, mas também elementos programáticos e aspectos que compõem a ordem social relacionados aos estigmas, mitos e sentidos construídos na sociedade sobre a homossexualidade feminina que influem sobre estas práticas e suas formas de vivenciá-las. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo geral analisar a vulnerabilidade e as práticas preventivas frente às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST`s) nas relações afetivo-sexuais de lésbicas. Método: Tratou-se de um estudo exploratório e descritivo, de caráter transversal e qualitativo. A amostra foi composta por 18 participantes mulheres que se autodefinem lésbicas, com idades variando de 19 a 42 anos (M=26; DP=6,1). Para a coleta dos dados foram utilizados um questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas. A coleta partiu de uma participante matriz e seguiu a seleção de novas participantes pelo método de “bola de neve”. Os dados oriundos do questionário sociodemográfico foram analisados por meio de estatísticas descritivas no Software PASW Statistics (SPSS) for Mac - versão 23, os dados obtidos nas entrevistas foram analisados por meio da análise categorial temática através do software MAXQDA 11 - Qualitative Data Analysis Software (Software de Análise de Dados Qualitativos). Resultados: Foi recorrente nos relatos a ideia de maior vulnerabilidade associada a presença masculina na relação, ficando subjacente nos discursos que o relacionamento apenas entre mulheres poderia ser um fator de proteção. Evidencia-se a ausência de maiores esclarecimentos sobre a existência, formas de uso e eficácia de insumos preventivos às DST’s que possam ser utilizados nas relações entre mulheres. Foram evidenciados nos discursos que os supostos métodos existentes não seriam próprios, específicos ou pensados para a prevenção as DST’s entre mulheres, tendo em vista que a maioria destes meios de prevenção seriam adaptações de métodos já existentes, como o preservativo masculino sem lubrificação ou adaptações de itens que originalmente seriam utilizados com outras finalidades (plástico filme de PVC, luvas, barreira de látex de uso odontológico). A confiança na parceria e na existência de fidelidade presumida foram elementos citados como formas de prevenção. O preconceito foi relacionado à ausência de campanhas que orientem às lésbicas sobre a necessidade de prevenção nas relações sexuais. A presença do elemento constrangimento foi destacado como um fator impeditivo para a busca por atendimento ginecológico. A ausência de informações nos serviços de saúde sobre meios de prevenção às DST’s nas relações entre mulheres emergiu como um fator que contribui como aumento da vulnerabilidade em saúde, a foi relacionado a possível falta de preparo dos profissionais de saúde em orientar e responder às demandas desta população. Conclui-se que estes achados podem servir como um quadro que evidenciam elementos de ordem individual, social, bem como deficiências de ordem programática, que se relacionam e podem influenciar para a situação de maior vulnerabilidade em saúde de lésbicas.
  • TAILSON EVANGELISTA MARIANO
  • O IMPACTO DOS VIDEOGAMES NOS COMPORTAMENTOS PRÓ E ANTISSOCIAIS
  • Data: 02/03/2016
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  • Esta dissertação teve como objetivo responder a três problemas de pesquisa sobre os videogames: o que motiva uma pessoa a jogar, como os valores podem explicar essas motivações e quais os efeitos dos jogos nos comportamentos. Para tanto, realizaram-se três estudos empíricos. O Estudo 1 teve como objetivo adaptar a Escala de Motivações para Jogos Online (EMJO) para o contexto brasileiro, conhecendo evidências de sua validade fatorial e consistência interna. Contou-se com a participação de 332 jogadores de diferentes estados do Brasil. Com o intuito de verificar a validade cruzada e a estabilidade fatorial da medida, a amostra total foi aleatoriamente dividida em dois grupos (Laros, 2005; Schumacker & Lomax, 2004), descritos a seguir: N1 = formado por 132 jogadores com idades variando entre 15 e 53 anos (M = 24,8; DP = 5,80), sendo a maioria do sexo masculino (83,2%), solteira (72,0%), sem religião (44,7%) e de classe média (28,0%) e residentes no estado de São Paulo (18,2%); e N2 = composta por 200 jogadores, cujas idades variaram entre 14 e 44 anos (M = 24,2; DP = 5,63), sendo a maioria do sexo masculino (85,9%) e solteira (79,5%), sem religião (51,5%) e de classe média (28,5%) e residentes no estado de São Paulo (20,0%). Com o N1 foi realizado uma análise dos componentes principais, que mostrou adequada a estrutura com três dimensões com consistência interna aceitável (alfa de Cronbach, α): realização (α = 0,76), imersão (α = 0,78) e social (α = 0,72). A partir do N2, testou-se a estrutura tridimensional por meio de análise fatorial confirmatória. Os indicadores de ajuste deste modelo corroboraram sua adequação (e.g., CFI = 0,94, RMSEA = 0,06), tendo os três fatores apresentado consistência interna superior a 0,70. Portanto, concluiu-se que esta medida reúne evidências de validade de construto, podendo ser utilizada em estudos futuros. O Estudo 2, por sua vez, teve como objetivo traçar um perfil valorativo e motivacional dos jogadores e seus correlatos. Contou com um amostra por conveniência (não probabilística) de 200 também jogadores de videogames, com idade média de 24,4 anos (DP = 5,90) em sua maioria do sexo masculino (75%), solteira (73%), sem religião (48,5%) e de classe média (28%). Estes responderam a medida empregada no estudo anterior (EMJO) e ao Questionário dos Valores Básicos (QVB) além de um Questionário Sociodemográfico. Os resultados das correlações permitiram corroborar as hipóteses elaboradas e conhecer os valores que os jogadores priorizam (existência M = 5,60; DP = 1,19) bem como o fator motivacional que mais influencia no ato de jogar (realização M = 4,09; DP = 0,87). Por fim, o Estudo 3 buscou verificar a incidência de cognições após jogar videogames. Participaram 30 estudantes universitários, com idade média de 22,3 anos (DP = 6,4; A = 18 a 44). Estes foram alocados aleatoriamente (quadrado latino) em um dos dois grupos experimentais (jogo pró-social, jogo agressivo) ou no grupo controle (jogo neutro). Os resultados evidenciaram que comparados com o grupo controle as condições Pró-social e Antissocial tiveram uma média menor de cognições positivas. Contudo, ao se verificar as diferenças entre as médias de cada condição quanto ao número de cognições positivas este mostrou diferenças significativas apenas na condição de jogos antissociais em relação a neutros F (2, 12) = 4,29, p < 0,03, η2 = 0,41. Concluindo, confia-se que os objetivos desta dissertação tenham sido alcançados, apresentando-se nesta oportunidade uma contribuição para um campo de estudo que estar se tornando consistente na Psicologia Social: o efeito dos videogames nos comportamentos sociais.
  • ANDERSON MESQUITA DO NASCIMENTO
  • SATISFAÇÃO COM A VIDA: UMA EXPLICAÇÃO PAUTADA NA CRENÇA NO MUNDO JUSTO E VALORES HUMANOS
  • Data: 02/03/2016
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  • A presente dissertação teve como objetivo principal testar um modelo de mediação em que a satisfação com a vida é explicada pelos valores humanos, tomando a crença no mundo justo como mediadores desta relação, o que foi buscado ao longo de três estudos. No estudo 1, buscou-se verificar se a versão da escala de Crença no Mundo Justo apresentava evidências de validade e fidedignidade em contexto brasileiro. Nesse estudo contou-se com uma amostra de 300 participantes, recrutados por critério de conveniência (não-probabilística) através das redes sociais e contatos via e-mail. Os resultados demonstraram que os dados podem ser apresentados em uma estrutura com dois fatores, apresentando índices de consistência interna adequados para a realização de pesquisas. No estudo 2 procurou-se verificar os correlatos valorativos da crença no mundo justo, observando, além disso, quais subfunções poderiam predizer tais crenças, considerando uma amostra composta por 4 países de diferentes continentes e contextos culturais (América do Sul: Argentina e Chile, Europa: Bélgica e Bulgária). Para tal, contou-se com a participação de 1294 pessoas provenientes de quatro países, sendo dois da América do Sul (Argentina e Chile) e dois do continente europeu (Bélgica e Bulgária). Os resultados demonstraram que as crenças no mundo justo apresentam relação com os valores normativos, o que pode ser observado nas amostras de todos os países investigados. No entanto, esta não a única relação verificada, pois os dois países da América do Sul investigados apresentaram padrões de correlação semelhantes entre si, apresentando relação com as subfunções suprapessoal, existência, interativa e normativa. Já os países da Europa, apresentaram padrões de correlação distintos entre si, sendo que na Bélgica, além da subfunção normativa, a CMJ teve relação com os valores interativos e uma relação, que não havia sido verificada em estudos anteriores, com os valores de realização. Já a Bulgaria as relações foram com a subbfunção interativa, normativa e experimentação. Por fim, no estudo 3 buscou-se verificar se as crenças no mundo justo poderiam mediar as relações entre os valores humanos e a satisfação com a vida em uma segunda amostra brasileira. Para tanto contou-se com uma amostra de 331 pessoas, incluindo pessoas da população geral e estudantes universitários, os quais responderam os questionários disponibilizados na internet através das redes sociais e também por solicitação via email. Os resultados demonstraram que a estrutura bifatorial da escala de Crença no Mundo Justo mostrava-se adequada. Ademais, foram executados testes de correlação para as três variáveis estudadas. Observou-se que a satisfação com a vida apresentou correlação positiva com as subfunções interativa e normativa e com as crenças no mundo justo geral e pessoal, além de correlação negativa com a crença no mundo injusto. Aa crenças no mundo justo apresentaram relação com as subfunções interativa, experimentação e normativa, sendo de maior magnitude com este último. Portanto pareceu coerente testar um modelo em que as crenças no mundo justo pessoal e geral mediasse a relação entre os valores normativos e a satisfação com a vida. Os resultados demonstraram que, de fato, existe mediação, sendo esta indireta, haja visto que com a entrada das crenças no modelo, a subfunção normativa continuou apresentando relação direta com a satisfação com a vida. Tendo em vista os resultados apresentados, confia-se que a presente dissertação contribui para o entendimento da satisfação com a vida e da crença no mundo justo, sendo esta última ainda pouco explorada no Brasil.
  • THIAGO MEDEIROS CAVALCANTI
  • A NATUREZA DOS VALORES HUMANOS: EVIDÊNCIAS ACERCA DAS NECESSIDADES PSICOLÓGICAS
  • Data: 01/03/2016
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  • A presente dissertação objetivou conhecer o efeito das necessidades psicológicas nos valores humanos, e o padrão de relacionamento entre as duas variáveis. Concretamente, são realizados três estudos. O Estudo 1 visa conhecer a convergência entre as necessidades propostas por Deci e Ryan (1985) e Maslow (1954). Para o propósito, contou-se com 200 participantes com média de idade 23,83 anos (DP = 6,89) e 56,5% do sexo feminino. Inicialmente, reuniu evidências de validade e precisão do Inventario de Satisfação das Necessidades Básicas (ISNB) e a Escala das Necessidades Psicológicas Básicas (ENPB). Para o primeiro, confirmou-se uma estrutura pentafatorial, como teorizado. Juntos, os fatores explicam 52,54% da variância compartilhada, os índices de confiabilidade Alfa de Cronbach variam de 0,86 (autorrealização) a 0,67 (segurança). Para o segundo instrumento, admitiu-se a estrutura trifatorial, como estimado, sendo Autonomia (α = 0,71), Relacionamento (α = 0,71) e Competência (α = 0,68). Em conjunto, os fatores explicam 31,17% da variância compartilhada. Os resultados da validade convergente, corroboram as cinco hipóteses de investigação. O Estudo 2 teve a meta de avaliar os modelos de correlações entre os valores e as necessidades. Conjecturaram-se vinte e três hipóteses testadas com 190 participantes, a média de idade é 25,47 anos (DP = 7,57) e 77,4% do sexo feminino. Correlações bivariadas de Pearson foram realizadas. Os resultados indicam que os valores centrais e sociais apresentam padrões mais regulares de correlação com os tipos de necessidades, o mesmo não se repete para valores pessoais. O Estudo 3 pretende conhecer o efeito da frustração das necessidades sobre os valores, por meio de investigação experimental. Para a realização elaboraram-se vinte e seis hipóteses e participaram 93 indivíduos distribuídos em três grupos experimentais: 21 em autonomia idade média 20,14 anos (DP = 2,2) e 66,7% mulheres; 19 em relacionamento, com idade média de 19,58 anos (DP = 2,1), e 68,4% do sexo feminino; 17 de competência, sendo a idade média de 20,65 anos (DP = 2,68), 70,6% declararam-se do sexo feminino. Mais dois grupos controles: com resultado, 19 pessoas apresentando idade média de 21,74 anos (DP = 3,6) e predominantemente mulheres (57,9%); sem resultado, 17 sujeitos com idade média de 20,82 anos e 76,5% do sexo feminino. Os resultados expõem efeito de tratamento experimental d de Cohen baixos ou moderados, a nível implícito e explícito.
  • ALINE CARVALHO DE ALMEIDA
  • SATISFAÇÃO CONJUGAL E VALORES HUMANOS DOS CASAIS DE FAMÍLIAS INTACTAS E RECASADAS
  • Data: 29/02/2016
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  • A presente dissertação teve como objetivo comparar a satisfação conjugal e os valores humanos de casais de famílias intactas e recasadas. Procurou-se ainda elaborar e reunir evidências de validade e precisão da medida de Satisfação Conjugal (ESC), conhecer os correlatos valorativos da satisfação conjugal e o poder preditivo dos valores frente a esse construto. No Estudo 1 participaram 208 pessoas casadas ou em união estável (midade = 35,9; 58,7% do sexo feminino), estas responderam à Escala de Satisfação conjugal e a perguntas sociodemográficas. A análise de componentes principais indicou uma estrutura tetrafatorial que explicou 50% da variância total, cujos fatores específicos apresentaram consistência interna aceitável. No Estudo 2 participaram 214 indivíduos casados e recasados (midade = 38,9; 53,3% do sexo feminino), que responderam à Escala de Satisfação Conjugal (ESC), ao Questionário de Valores Básicos (QVB) e perguntas sociodemográficas. Os resultados da análise fatorial confirmatória indicaram que a escala apresentou estrutura psicométrica adequada [χ² = 319,248; χ²/gl = 1,97; GFI = 0,87; AGFI = 0,83; CFI = 0,90; RMSEA = 0,068 (IC90% = 0,057 - 0,078); TLI = 0,88 e CAIC = 624, 815]. O índice de consistência interna geral da medida (20 itens) foi de 0,89 e de cada componente em específico: Afetividade (α = 0,80); Compatibilidade (α = 0,78); Incongruência (α = 0,79) e Ajustamento Financeiro (α = 0,73). Por fim, no Estudo 3 ao proceder análises de correlação de Pearson observou-se que a satisfação conjugal se correlacionou de forma significativa e positiva com as subfunções normativa (r = 0,19; p < 0,01), suprapessoal (r = 0,20, p < 0,01) e interativa (r = 0,27; p < 0,01). Ao realizar a regressão linear múltipla (Método Stepwise) [R = 0,27, R² = 0,07; F (1,21) = 16,03; p < 0,001] percebeu-se que apenas a subfunção interativa (β = 0,21; t = 4,00; p <0,001) foi capaz de predizer a satisfação conjugal. Por fim, foram realizadas análises multivariadas de variância (MANOVA). Constatou-se que apenas a variável sexo, apresentou diferenças significativas em relação à satisfação conjugal [λ= 0,94, F (4,209) = 3,02, p < 0,05, tamanho do efeito = 0,05], com os homens pontuando mais alto do que as mulheres. Em relação as outras variáveis sociodemográficas (tempo de união, filhos, classe social e religiosidade) não foram observadas diferenças significativas. Com relação a variabilidade dos valores humanos em função do estado civil (casado ou recasado) também não houve diferença significativa. Quanto a variabilidade da satisfação conjugal em função do estado civil encontrou-se diferença apenas em relação ao fator Afetividade [F (1; 2,197) = 4,92, p < 0,05, η = 0,02] no qual as pessoas em primeira união pontuaram mais do que as recasadas. Concluindo, confia-se que os objetivos propostos nessa dissertação foram alcançados, contribuindo para o para o entendimento das relações entre os valores humanos e a satisfação conjugal, bem como as variáveis envolvidas na promoção da harmonia e felicidade no casamento.
  • BRUNA DE JESUS LOPES
  • Perdão Conjugal: Uma explicação a partir dos Valores Humanos
  • Data: 29/02/2016
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  • Resumo. A presente dissertacao tem como objetivo conhecer a relacao entre o perdao conjugal e os valores humanos, bem como verificar o poder deste ultimo em predizer a remissao marital. A fim de alcancar esse proposito, buscou-se adaptar e validar a Escala de Perdao Conjugal (MOFS) ao contexto brasileiro, a qual e composta por itens que expressam cenarios caracteristicos de relacionamentos matrimoniais, visando captar ao maximo a compreensao do perdao dentro do casamento. Para alcancar os objetivos foram realizados tres estudos. No Estudo 1 objetivou-se adaptar e conhecer as evidencias de validade de construto da MOFS no contexto brasileiro; para isso contou-se com uma amostra 205 pessoas, casadas ou em uniao estavel, da Paraiba (idademedia = 35,8; 59% do sexo feminino). Estes responderam a MOFS e perguntas sociodemograficas. Uma analise de componentes principais (rotacao varimax) mostrou uma estrutura com dois fatores, que explicaram conjuntamente 52,6 % da variancia total, apresentando alfas de Cronbach de 0,65 (benevolencia) e 0,80 (evitacao-ressentimento), sendo estes paramentros psicometricos aceitaveis. No Estudo 2, buscou-se confirmar a estrutura bifatorial. Participaram 225 pessoas, casadas ou em uniao estavel, sendo 41,3 % do estado do Piaui e 58,7 % do estado da Paraiba (idademedia = 36,94; 70,7% do sexo feminino). Por meio da Analise Fatorial Confirmatoria ratificou-se a bifatorialidade da MOFS [χ²/gl = 2,45; GFI = 0,93; CFI = 0,90; RMSEA (IC90%) = 0,08 (0,05 – 0,10)]. No Estudo 3 visou-se conhecer o poder dos valores humanos em predizer o perdao conjugal. Para isso contou-se com 313 pessoas, casadas ou em uniao estavel, do estado do Piaui (30 %) e da Paraiba (70 %) (idademedia = 35,00; 67,7% do sexo feminino). Estes responderam os seguintes instrumentos: MOFS, Questionario de Valores Basicos e um Questionario Sociodemografico. Visando alcancar o objetivo tracado foram executadas duas Analises de Regressao Linear Multipla (metodo Stepwise). Na primeira, teve-se como variaveis previsoras foram as subfuncoes valorativas. Nesta constatou-se que a subfuncao interativa [F (1; 303) = 15,74, p 1,96). Na segunda, fixou-se como variaveis explicativa os tipos de orientacao. Esta revelou que os valores sociais [F (1; 303) = 9,55, p 1,96) e de ordem direta (β Padronizado = 0,17). Diante destes resultados, conclui-se que os individuos guiados por valores sociais encontram-se mais predispostos a conceder o perdao dentro do casamento. Confia-se que o presente trabalho tenha fornecido mais evidencias sobre o poder dos valores humanos em explicar construtos sociopsicologicos, a exemplo do perdao conjugal. Alem de contribuir para a literatura sobre perdao, com a adaptacao de uma medida que mensure este construto dentro dos relacionamentos matrimoniais.
  • BRUNA DE JESUS LOPES
  • Perdão Conjugal: Uma explicação a partir dos Valores Humanos
  • Data: 29/02/2016
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  • Resumo. A presente dissertação tem como objetivo conhecer a relação entre o perdão conjugal e os valores humanos, bem como verificar o poder deste último em predizer a remissão marital. A fim de alcançar esse propósito, buscou-se adaptar e validar a Escala de Perdão Conjugal (MOFS) ao contexto brasileiro, a qual é composta por itens que expressam cenários característicos de relacionamentos matrimoniais, visando captar ao máximo a compreensão do perdão dentro do casamento. Para alcançar os objetivos foram realizados três estudos. No Estudo 1 objetivou-se adaptar e conhecer as evidências de validade de construto da MOFS no contexto brasileiro; para isso contou-se com uma amostra 205 pessoas, casadas ou em união estável, da Paraíba (idademédia = 35,8; 59% do sexo feminino). Estes responderam a MOFS e perguntas sociodemográficas. Uma análise de componentes principais (rotação varimax) mostrou uma estrutura com dois fatores, que explicaram conjuntamente 52,6 % da variância total, apresentando alfas de Cronbach de 0,65 (benevolência) e 0,80 (evitação-ressentimento), sendo estes parâmentros psicométricos aceitáveis. No Estudo 2, buscou-se confirmar a estrutura bifatorial. Participaram 225 pessoas, casadas ou em união estável, sendo 41,3 % do estado do Piauí e 58,7 % do estado da Paraíba (idademédia = 36,94; 70,7% do sexo feminino). Por meio da Análise Fatorial Confirmatória ratificou-se a bifatorialidade da MOFS [χ²/gl = 2,45; GFI = 0,93; CFI = 0,90; RMSEA (IC90%) = 0,08 (0,05 – 0,10)]. No Estudo 3 visou-se conhecer o poder dos valores humanos em predizer o perdão conjugal. Para isso contou-se com 313 pessoas, casadas ou em união estável, do estado do Piauí (30 %) e da Paraíba (70 %) (idademédia = 35,00; 67,7% do sexo feminino). Estes responderam os seguintes instrumentos: MOFS, Questionário de Valores Básicos e um Questionário Sociodemográfico. Visando alcançar o objetivo traçado foram executadas duas Análises de Regressão Linear Múltipla (método Stepwise). Na primeira, teve-se como variáveis previsoras foram as subfunções valorativas. Nesta constatou-se que a subfunção interativa [F (1; 303) = 15,74, p < 0,001] explicam 5 % da variância total do perdão conjugal. Contribuindo de forma direta (β Padronizado = 0,22) na explicação da concessão do perdão entre casais, exibindo indicadores estatisticamente significativos (t > 1,96). Na segunda, fixou-se como variáveis explicativa os tipos de orientação. Esta revelou que os valores sociais [F (1; 303) = 9,55, p < 0,001] entraram no modelo explicando 3 % do remissão matrinomial, tratando-se de uma explicação estatisticamente significativa (t > 1,96) e de ordem direta (β Padronizado = 0,17). Diante destes resultados, conclui-se que os indivíduos guiados por valores sociais encontram-se mais predispostos a conceder o perdão dentro do casamento. Confia-se que o presente trabalho tenha fornecido mais evidências sobre o poder dos valores humanos em explicar construtos sociopsicológicos, a exemplo do perdão conjugal. Além de contribuir para a literatura sobre perdão, com a adaptação de uma medida que mensure este construto dentro dos relacionamentos matrimoniais.
  • TIAGO JESSÉ SOUZA DE LIMA
  • O PAPEL DE REPRESENTAÇÕES SOBRE RAÇA E CLASSE SOCIAL NO PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO
  • Data: 26/02/2016
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  • Esta tese teve por objetivo geral examinar como a cor da pele e a classe social interagem para predizer a discriminação. Especificamente, analisamos como a informação sobre a classe social afeta o julgamento que se faz de pessoas negras e brancas que cometeram um delito; avaliamos se o preconceito racial e de classe motivam a condenação de pessoas negras e de pessoas pobres, e estudamos como a norma antipreconceito atua neste processo. Para alcançar estes objetivos, realizamos um estudo teórico e seis pesquisas empíricas, resultando em três artigos que compõem esta tese. O objetivo do primeiro artigo foi fazer uma revisão teórica sobre os efeitos da cor da pele e da classe social e da interação entre estas duas dimensões, na categorização e julgamento social de alvos. A revisão da literatura indicou que ainda são poucos os estudos na psicologia social que têm em conta o papel desempenhado pela classe social na discriminação. É proposto que a interação entre a cor da pele e a classe social é a melhor maneira de conceituar os efeitos da cor e da classe. Ou seja, os subtipos formados pela conjunção entre a cor e a classe são mais significativos do que ter em conta estas categorias separadamente. O segundo artigo propõe a hipótese de que os indivíduos usam a informação sobre a classe socioeconômica quando avaliam o comportamento delituoso de uma pessoa, absolvendo-a quando é branca e condenando-a quando é negra. No Estudo 1 (N = 255) manipulamos a informação sobre a cor da pele e a classe do alvo e verificamos que os participantes condenam menos os alvos brancos e mais os alvos negros de classe baixa. O Estudo 2 (N = 282) replica os resultados anteriores e demonstra que o uso enviesado da informação sobre a classe social é motivado pelo preconceito de cor e de classe. Estes resultados contribuem para esclarecer o efeito conjunto das informações sobre a cor e a classe social no julgamento de alvos e representam uma primeira evidência do uso diferencial da informação sobre a classe baixa, que atenua a condenação do alvo branco e aumenta do alvo negro. O terceiro artigo objetivou elucidar o papel da informação sobre a classe baixa no julgamento social de alvos brancos e negros em contextos onde a norma antipreconceito está ativa. Em quatro estudos verificamos que a informação sobre a classe baixa aumentou a concordância com a condenação à prisão de um suspeito de cometer um delito apenas quando este é descrito como negro. O estudo 1 (N = 160), indicou que a informação sobre a classe socioeconômica baixa aumenta o suporte à condenação do alvo negro, mas não do branco. Além disso, os estudos 2 (N = 170) e 3 (N = 176) mostraram que a norma antipreconceito inibe a discriminação do alvo negro apenas quando a classe social não está saliente, pois quando ambas as categorias estão salientes, os alvos negros de classe baixa são mais discriminados (Estudo 4; N = 134). Os resultados sugerem que a classe social afeta negativamente o julgamento de alvos negros (mas não dos brancos) porque pode funcionar como justificação não racista para a discriminação. Em conjunto, os resultados obtidos nesta tese indicam que a informação sobre classe baixa é utilizada de forma diferencial no julgamento de negros e brancos, aumentando a concordância com a condenação apenas para os alvos negros. A informação sobre a classe social tem um efeito coadjuvante, porém muito importante no julgamento social sobre pessoas brancas e negras na medida em que facilita o apoio social à condenação de pessoas negras que cometeram delitos.
  • CLARISSA MARIA DUBEUX LOPES BARROS
  • O Papel do Preconceito e de Fatores Identitários na Oposição aos Imigrantes Qualificados
  • Data: 22/02/2016
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  • Esta tese teve por objetivo investigar o papel do preconceito e da saliência de fatores identitários na oposição à imigração qualificada. Defendeu-se que a oposição ao imigrante qualificado é afetada por fatores motivacionais e ideológicos. Dentre esses fatores, analisou-se especificamente: a) as atitudes face ao exogrupo, particularmente o preconceito contra o grupo de origem do imigrante e b) as representações sobre o endogrupo, aqui analisadas a partir da identificação patriótica com o próprio país e a ideologia do lusotropicalismo. Para alcançar o objetivo proposto, utilizou-se o setting do Programa Mais Médicos, existente no Brasil, e o cenário de contratação de médicos estrangeiros realizado em Portugal. No total foram realizados três artigos, onde distribuíram-se cinco estudos. O primeiro artigo analisou, entre estudantes brasileiros de medicina, como o preconceito contribui para a oposição da contratação de profissional qualificado, neste caso, o médico imigrante. Nossa hipótese foi a de que a oposição à contratação de médicos imigrantes é afetada pelas atitudes face ao exogrupo, por meio do preconceito contra o grupo de origem do imigrante. Para analisá-la, realizamos um estudo experimental no qual manipulamos a origem nacional dos médicos e medimos a oposição à contratação deles. Os resultados indicam que os participantes se opuseram de forma igualitária à contratação de médicos estrangeiros do Programa Mais Médicos, não havendo diferenças na oposição face a cubanos, espanhóis e portugueses. Em contrapartida, os participantes não se opuseram à contratação de médicos brasileiros, o que reassegura a premissa do favoritismo endogrupal proposta pela Teoria da Identidade Social. O segundo artigo, por meio de dois estudos empíricos, buscou investigar, entre estudantes de cursos das áreas de humanas, exatas e de saúde de uma universidade pública brasileira, o papel do preconceito e da identificação patriótica na relação entre a origem do médico imigrante e a oposição à contratação deste. Os resultados indicaram que apenas os mais preconceituosos se opuseram aos médicos estrangeiros e que a identificação patriótica, em uma dimensão histórica, motivou os participantes a agirem de forma seletiva na oposição à contratação dos médicos. Assim, enquanto nos participantes menos patriotas, o efeito do preconceito na oposição é significativo para os grupos de portugueses, cubanos e brasileiros, nos mais patriotas, o efeito do preconceito na oposição é significativo para os cubanos, espanhóis e portugueses. No terceiro artigo, por meio de dois estudos empíricos, investigou-se a adesão à ideologia do lusotropicalismo e do preconceito na oposição à imigração qualificada em Portugal. Os resultados indicaram que apenas entre os indivíduos preconceituosos houve uma influência da origem do imigrante na oposição à contratação do imigrante qualificado. Os resultados sugerem a possibilidade de o lusotropicalismo ser uma ideologia facilitadora, e não atenuadora, do efeito do preconceito na discriminação, a desfavorecer mais os médicos que não compartilham a representação lusotropicalista, a exceção dos ucranianos. Destarte, as implicações destes resultados devem ser consideradas como o primeiro passo para analisar o papel do preconceito e de fatores identitários na oposição à contratação de imigrantes qualificados.
  • CARLA FERNANDA DE LIMA
  • COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL: CORRELATOS VALORATIVOS E ORGANIZACIONAIS
  • Data: 27/01/2016
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  • Esta tese objetivou desenvolver um modelo explicativo do comprometimento organizacional tendo como variaveis explicadoras o clima organizacional, a satisfacao no trabalho e os valores humanos. O Estudo 1 procurou conhecer os correlatos valorativos e organizacionais do comprometimento de trabalhadores em geral. Contou-se com 303 trabalhadores de empresas publicas e privadas de 18 estados brasileiros, com idade media de 32 anos (dp = 8,56), sendo a maioria do sexo feminino (61,4%), solteira (47,2%) e sem filhos (65%). Os participantes responderam a um instrumento online composto por quatro medidas: Escala de Bases do Comprometimento Organizacional, Escala de Clima Organizacional, Escala de Satisfacao no Trabalho e Questionario dos Valores Basicos, alem de perguntas demograficas. Os resultados indicaram que os valores pessoais (experimentacao e realizacao) e sociais (interativa e normativa), o clima organizacional e a satisfacao no trabalho foram antecedentes do comprometimento organizacional. O Estudo 2 objetivou elaborar um modelo teorico tendo como variavel dependente o comprometimento e como variaveis independentes os valores pessoais e sociais, o clima organizacional e a satisfacao no trabalho. Participaram 270 funcionarios de uma instituicao privada de Joao Pessoa (PB) com idade media de 29,7 anos (dp = 9,17), a maioria do sexo feminino (68,2%), casada (47,5%), sem filhos (53,3%) e com ensino medio completo (60,1%). Os resultados apontaram que o modelo mais adequado teve o comprometimento organizacional explicado por valores pessoais (experimentacao e realizacao) e sociais (interativa e normativa), o clima organizacional e a satisfacao no trabalho. O Estudo 3 procurou testar este modelo explicativo do comprometimento organizacional em uma instituicao publica. Contou-se com a participacao de 237 servidores de uma instituicao publica de Joao Pessoa (PB) com idade media de 40 anos (dp = 11,78), a maioria do sexo masculino (54,9%), casada (50,4%), sem filhos (55,7%) e com pos-graduacao (42,6%). Os resultados mostraram que o modelo elaborado na instituicao privada tambem se adequou na instituicao publica, observando-se indices mais ajustados, embora introduzindo uma alteracao na relacao entre valores pessoais e comprometimento. Estes achados foram discutidos a luz da natureza dos servicos privado e publico, procurando compreender como funcionam as instituicoes correspondentes e seu impacto no comprometimento organizacional. Concluiu-se com a proposicao de um modelo explicativo do comprometimento organizacional, tomando em conta os valores humanos, o clima organizacional e a satisfacao no trabalho. Procura-se reconhecer limitacoes potenciais dos estudos, sugerindo pesquisas futuras que possam ampliar o conhecimento sobre o comprometimento organizacional.
2015
Descrição
  • REBECCA ALVES AGUIAR ATHAYDE
  • Bases neurais dos valores humanos: Efeito da neuromodulação nos valores e comportamentos
  • Data: 21/12/2015
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  • Os valores humanos são considerados como um conjunto de princípios fundamentais que transcendem situações específicas, os quais são aprendidos por determinada cultura, sociedade, instituições e experiências pessoais. Eles são um dos construtos mais antigos e mais estudados em Psicologia Social, provavelmente devido à influência que exercem nas atitudes, julgamentos, escolhas, atribuições e ações dos indivíduos (Gouveia, 2013). Apesar do número expressivo de pesquisas na área, os estudos envolvendo os valores humanos são, predominantemente, correlacionais ou quase-experimentais, visando verificar a relação dos mesmos com traços de personalidade, atitudes e comportamentos. Entretanto, pouco tem sido discutido acerca dos aspectos evolutivos, neurobiológicos e genéticos de tal construto. A presente tese teve como objetivo geral verificar as bases neurobiológicas dos valores humanos. Como objetivos específicos, buscou-se: 1) verificar, via metanálise, o tamanho de efeito médio dos estudos que usam estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) e seu efeito no comportamento; 2) verificar se efeitos neuromodulatórios via estimulações transcranianas não-invasivas alteram os escores nas medidas implícitas dos valores humanos; 3) verificar se a neuromodulação produz alterações comportamentais; e 4) verificar se os escores nas medidas implícitas dos valores humanos, pós estimulação, correlacionam-se com as variáveis comportamentais. Para tanto, quatro estudos foram realizados. O Estudo 1 teve como objetivo realizar uma revisão sistemática e metanálise acerca dos estudos sobre estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) na região do córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL) e junção temporoparietal (JTP) e seus efeitos em variáveis sociais. De um total de 2814 artigos, 17 estudos foram selecionados, os quais demonstraram a carência de pesquisas relacionando as áreas cerebrais e as variáveis sociais. Também foi possível observar um baixo tamanho de efeito (r = -0,07). Já o Estudo 2 teve como objetivo construir e conhecer evidências de validade fatorial e de critério, bem como da consistência interna da Escala de disposições comportamentais. Participaram deste estudo 352 pessoas, majoritariamente do sexo feminino (74,1%) com média de idade de 28,2 anos (DP = 9,55). Por meio de Análise dos componentes principais e fixando a extração em seis fatores, considerando, unicamente, os quatro itens que mais saturavam em cada fator. Deste modo, a validade fatorial da escala foi corroborada, e a medida final constou de 24 itens. Ademais, pode-se comprovar validade convergente e discriminante da medida; os alfas de todos os fatores foram superiores a 0,69. Os Estudos 3 e 4 foram de caráter experimental, empregando a neuromodulação de caráter não-invasivo (Estimulação Transcraniana de Corrente Contínua). No Estudo 3 buscou-se verificar se efeitos neuromodulatórios do córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL) implicam em uma modificação nos escores implícitos das subfunções experimentação e normativa, bem como na tarefa comportamental relacionada (Balloon Analog Risk Task). Participaram deste estudo 45 pessoas, sendo 64,4% do sexo feminino e com idade média de 26,9 anos (DP = 7,02), os quais responderam a: Single Categorie IAT de Valores Humanos (SC-IAT-Valores) versão computadorizada, Questionário de Valores Básicos (Gouveia, 2003) e Questionário de Disposições Comportamentais. Por meio de análises de variância foi possível verificar uma relação negativa entre o CPFDL e os valores de experimentação, isto é, a inibição desta área surtiu efeito em tais valores e nos comportamentos subsequentes. De fato, o efeito da neuromodulação foi observado tanto a nível implícito [F (2) = 4,22; p < 0,05] quanto a nível comportamental [F (2) = 3,23; p < 0,05]. No Estudo 4 buscou-se verificar se efeitos neuromodulatórios da junção temporoparietal (JTP) implicam em uma modificação nos escores implícitos das subfunções experimentação e normativa, bem como na tarefa comportamental relacionada (Balloon Analog Risk Task). Participaram deste estudo 45 pessoas, sendo 66,7% do sexo feminino e com idade média de 25,5 anos (DP = 5,77), os quais responderam as mesmas medidas do estudo anterior. Por meio de análises de variância foi possível verificar uma relação entre a junção temporoparietal e os valores normativos [F (2) = 3,84; p < 0,05]; a medida comportamental também apresentou diferença significativa [F (2) = 3,48; p < 0,05], indicando o efeito da estimulação. Em suma, os resultados da presente tese corroboraram os achados anteriores que versavam sobre a relação entre o CPFDL e a normatividade (Boggio, Campanhã, Valasek, Fecteau, Pascual-Leone, & Fregni, 2010), sendo possível verificar que, além dos comportamentos, os valores humanos de experimentação e normativos também estão envolvidos em tais aspectos. Ademais, foi possível verificar a relação destes valores com a região da JTP, possibilitando novas descobertas a área. Finalmente, espera-se que os resultados apresentados e discutidos nesta tese possam contribuir com a comunidade acadêmica, especificamente no âmbito da Neurociência social, Psicologia social e Psicologia cognitiva.
  • LORENA DE ALMEIDA CAVALCANTE
  • O psicólogo na rede pública de educação: concepções, formação e atuação profissional.
  • Data: 18/12/2015
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  • O presente estudo visou aprofundar a compreensão sobre formação, concepções e práticas de psicólogos escolares. O psicólogo escolar compõe o quadro de profissionais efetivos da rede municipal de João Pessoa a partir da lei n°8682/98, ingressando nas escolas tanto por meio de concurso público quanto por contratações. Atualmente, a Secretaria de Educação dispõe de aproximadamente 178 psicólogos inseridos tanto no contexto escolar quanto no âmbito da referida Secretaria. Para apreender informações sobre a identidade profissional dos psicólogos escolares e as concepções que norteiam suas práticas, foram entrevistados 55 profissionais. As entrevistas foram registradas por meio de um gravador de voz e transcritas literalmente para a análise. Os resultados indicaram que a maioria dos profissionais não apresenta formação na área da Psicologia Escolar, relatando a oportunidade de emprego como uma das motivações para atuar neste âmbito, o que repercute nas práticas em curso. Pontua-se que a maioria dos profissionais concluiu o curso de Psicologia há mais de 20 anos e não estão envolvidos em uma formação continuada em serviço que possibilite ressignificações sobre a identidade e as práticas do psicólogo escolar e oportunize a mobilização das competências necessárias para a atuação no âmbito escolar. Além disso, foram investigadas as práticas desenvolvidas pelos psicólogos escolares e aquelas que consideram favorecedoras para o contexto escolar. Verificou-se divergências entre estas práticas, o que pode estar relacionado às dificuldades relatadas pelos psicólogos escolares. Sugere-se a importância de realizar constantemente estudos na área, a fim de conhecer como estas práticas se efetivam na instituição escolar e levantar indicadores de práticas exitosas em Psicologia Escolar.
  • LUCIENE COSTA ARAUJO MORAIS
  • BULLYING NA ADOLESCÊNCIA: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E IDENTIDADE SOCIAL
  • Data: 14/12/2015
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  • esta tese objetivou analisar a percepção de estudantes sobre os diferentes papeis desempenhados diante do bullying e a influência do efeito do grupo. A fim de ampliar o nível de compreensão deste construto no contexto da adolescência, utilizaram-se como enfoques teóricos, a Teoria das Representações Sociais (TRS) e a Teoria da Identidade Social (TIS). Realizaram-se quatro estudos na cidade de João Pessoa-PB com estudantes entre 12 e 18 anos de idade. No Estudo 1, desenvolveu-se uma pesquisa de campo, exploratória, de cunho qualitativo e quantitativo tendo em vista apreender as representações sociais de estudantes sobre o papel dos pares diante da prática do bullying. Realizaram-se 46 entrevistas semiestruturadas e os dados oriundos foram submetidos à análise padrão do software ALCESTE. O bullying foi associado a agressões diretas e indiretas, evidenciando também a influência dos pares diante desta violência, relacionada a aspectos como: sentir-se aceito e pertencente aos diferentes grupos vivenciados na adolescência. O Estudo 2 teve como objetivo avaliar os diferentes papeis sociais no bullying, a partir da elaboração de três escalas. A elaboração dos itens foi proveniente dos dados do ALCESTE, sendo cada escala constituída por 16 itens inicialmente. Para a validação das mesmas participaram 249 estudantes, a maioria do sexo feminino (55%). Para a verificação das propriedades psicométricas das escalas, procedeu-se à análise fatorial exploratória, que evidenciou uma estrutura unifatorial para as três escalas construídas: Escala papel de agressor (α = 0,91), Escala papel de ajudante (α = 0,92) e Escala papel de vítima (α = 0,90). O Estudo 3 objetivou comprovar o modelo unifatorial para cada uma das escalas: Escala papel de agressor, com 16 itens (AGFI = 0,88 e RMSEA = 0,07) com α= 0,90; Escala papel de ajudante, com 16 itens (AGFI = 0,86 e RMSEA = 0,08) com α= 0,91; Escala papel de vítima, com 14 itens (AGFI = 0,88 e RMSEA = 0,07) com α= 0,89. Para tanto foi utilizada a análise fatorial confirmatória. Os resultados demonstraram que estas medidas podem ser empregadas adequadamente em pesquisas no contexto em que foram adaptadas. O Estudo 4 objetivou averiguar a influência do efeito grupal na percepção dos escolares sobre um episódio fictício de bullying, fundamentado na teoria da identidade social. Participaram 356 estudantes, os quais foram expostos a um cenário em que um personagem, apoiado por seu grupo, praticou bullying com um estudante de outro grupo. Os participantes foram submetidos a uma de duas condições discursivas; isto é, metade dos participantes receberam o episódio em que os personagens agressores pertenciam ao seu grupo (condição 1) e os demais receberam o episódio em que o estudante alvo das agressões fazia parte do seu grupo (condição 2). Verificou-se que os estudantes atribuíram menor culpa ao endogrupo, em detrimento do exogrupo. Ainda, à medida que ratificavam um gosto mais elevado em relação ao grupo interno, mais culpa e punição foram atribuídas ao exogrupo. Na condição 1, o efeito “ovelha negra” foi observado, evidenciando que, ao perceberem a positividade do grupo ameaçada, os participantes puniram mais severamente apenas um membro do endogrupo, desviando a atenção sobre o grupo. Os achados destacam a importância de se considerar o efeito grupal na compreensão do bullying, recomendando intervenções nas escolas ao nível das relações intergrupais.
  • ANA KARLA SILVA SOARES
  • VALORES HUMANOS NOS NÍVEIS INDIVIDUAL E CULTURAL: UM ESTUDO PAUTADO NA TEORIA FUNCIONALISTA
  • Data: 15/09/2015
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  • Esta tese teve como objetivo expandir os achados da Teoria funcionalista dos valores humanos, reunindo evidências transculturais de adequação teórica no nível individual e cultural. Especificamente, buscou-se testar as suas hipóteses de conteúdo e estrutura e avaliar a semelhança (isomorfismo) entre as estruturas dos valores nos dois níveis, visando discutir a necessidade de modelos teóricos distintos para cada um deles. Para tanto, considerou-se uma amostra de 14.369 indivíduos, provenientes de 55 países, os quais tinham idade média de 26 anos, sendo a maioria do sexo feminino (56%). Os participantes responderam a uma versão do Questionário de Valores Básicos (QVB) adaptada para 21 idiomas. Inicialmente, foram feitas análises em nível individual. Assim, procurou-se identificar a pontuação média das subfunções valorativas entre os 55 países que compõem este estudo, organizados de acordo com os continentes. Considerando as prioridades valorativas de cada país, nos cinco continentes a subfunção existência foi a que maior média apresentou. Os valores dos alfas de Cronbach e correlações inter-itens para continente foram, respectivamente: 0,44 e 0,22 na África, 0,54 e 0,30 na América, 0,49 e 0,25 na Ásia, 0,54 e 0,30 na Europa e 0,64 e 0,38 na Oceania. Para testagem da hipótese de conteúdo, foram realizadas análises fatoriais para cada um dos 55 países. Os resultados indicaram que o modelo hexafatorial reuniu indicadores superiores àqueles observados nos modelos alternativos, reforçando a pertinência da hipótese de conteúdo. Isto é, as seis subfunções representam adequadamente os valores. A hipótese de estrutura da teoria também foi testada por meio de Análises de Escalonamento Multidimensional (MDS), sendo corroborada em 54 países, com exceção da Estônia, suportada pelos indicadores médios de ajuste satisfatórios, tais como o SSTRESS I (M = 0,342; DP = 0,01), DAF (M = 0,88; DP = 0,01) e Phi de Tucker (M = 0,94; DP = 0,01). Em seguida, buscou-se testar a teoria a nível cultural. Dentre as estatísticas descritivas, as subfunções menos e mais importantes foram normativa (M = 4,72) e realização (M = 4,77), respectivamente. Os Alfas de Cronbach variaram de 0,24 (experimentação) a 5,76 (existência), com valor médio de 0,62; seus índices de homogeneidade se situaram entre 0,10 e 0,85 (M = 0,43). Testando-se a hipótese de conteúdo a nível cultural, a mesma também corroborou a estrutura hexafatorial, a qual apresentou os melhores índices de ajuste quando comparados aos modelos alternativos. Análises de MDS corroboram a adequação da distribuição espacial do modelo preconizado [STRESS-I (0,333), DAF (0,89), Phi de Tucker (0,94)] e a hipótese de estrutura. Por fim, testou-se a hipótese do isomorfismo, isto é, os dois níveis de análises (individual e cultural) podem ser explicados pelos mesmos conceitos ou dimensões. Para tal procedimento, procederam-se análises de MDS para derivar as estruturas no nível individual e cultural e empregou-se a análise Procruste para realizar as rotações necessárias que possibilitem comparar as estruturas diretamente. As análises realizadas sugeriram o isomorfismo estrutural dos dados (correlação entre os níveis na Dimensão 1 = 0,89; e na Dimensão 2 = 0,96). Este resultado sugere que é adequado pensar em um modelo teórico que independa dos níveis de análises, sendo assim desnecessário o emprego de modelos teóricos distintos para avaliar valores individuais e culturais. Conclui-se que, o emprego de teorias especificas para avaliar valores nos diferentes níveis parece ser dispensável, além de se reunir evidência de adequação da Teoria funcionalista dos valores humanos nos níveis individual e cultural.
  • MARCELO XAVIER DE OLIVEIRA
  • Avaliação de Modelos Teóricos do Comportamento Antissocial em Adolescentes
  • Data: 09/09/2015
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  • A presente tese objetivou avaliar modelos teóricos na predição do comportamento antissocial e do comportamento delitivo na adolescência. Os modelos teóricos testados aqui foram a Teoria do Vínculo Social e a Teoria da Aprendizagem Social do Desvio e do Crime. Para isto realizou-se o Estudo 1, com o objetivo de desenvolver e validar um Questionário da vinculação social (QVS) e os questionários da aprendizagem social do comportamento antissocial(QASA) e da aprendizagem social do comportamento delitivo(QASD). Realizou-se uma adaptação transcultural de itens utilizados na literatura internacional na mensuração dos elementos das teorias adotadas nesta tese. Posteriormente, efetuou-se análise fatorial exploratória, e obteve-se a uma versão inicial das escalas de um QVS, composto por cinco fatores: vínculo familiar (α = 0,87), crenças (α = 0,77), compromisso (α = 0,63), envolvimento acadêmico (α = 0,60) e envolvimento extracurricular (α = 0,60). Para o QASA, resultou uma solução tetrafatorial, com as escalas: associação/imitação (α = 0,82), recompensa (α = 0,86), definições (α = 0,77) e punição (α = 0,80). Para o QASD, a mesma solução fatorial com as escalas: associação/imitação (α = 0,89), definições (α = 0,88), recompensa (α = 0,90) e punição (α = 0,88). No estudo 2, comprovou-se através da análise fatorial confirmatória as soluções fatoriais para os questionários desenvolvidos e validados no estudo 1. Para o QVS resultaram em índices de ajuste aceitáveis (AGFI = 0,90 e RMSEA = 0,04) com a mesma solução fatorial; para os QASA e o QASD, os índices de ajuste apontaram para necessidade de mudança no modelo, resultando nas escalas: associação, imitação, recompensas e definições (AGFI = 0,92 e RMSEA = 0,05) e (AGFI = 0,91 e RMSEA = 0,07). Concluiu-se que estas medidas podem ser empregadas adequadamente em pesquisas no contexto em que foram adaptadas. Por fim, utilizou os questionários validados e o Questionário de comportamentos antissociais e delitivos (Versão Reduzida), que avalia comportamentos antissociais (α = 84) e delitivos (α = 82), para testar o ajuste dos modelos teóricos na predição dos comportamentos antissociais e delitivos. O QVS demonstrou ajuste do modelo da vinculação social apenas na predição de comportamentos antissociais (AGFI = 0,96 e RMSEA = 0,03), enquanto que, o QASA e o QASD, demostraram adequação na predição dos comportamentos antissociais e delitivos, respectivamente (AGFI = 0,91 e RMSEA = 0,09) e (AGFI = 0,93 e RMSEA = 0,08). Os resultados, em geral, apontam para a adequação dos modelos teóricos para o desenvolvimento de estudos acerca do comportamento antissocial no contexto brasileiro.
  • INAYARA OLIVEIRA DE SANTANA
  • VIOLÊNCIA URBANA E SUAS IMPLICAÇÕES NA QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS IDOSAS
  • Data: 24/08/2015
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  • Esta tese teve como objetivo geral analisar as implicações da violência urbana na qualidade de vida de pessoas idosas, na cidade de João Pessoa-PB. Para alcançar o objetivo, fez-se necessário desenvolver quatro estudos empíricos: o primeiro trata-se de uma pesquisa de campo exploratório-descritiva, com abordagem qualitativa e quantitativa de análise visando apreender as representações sociais de pessoas idosas sobre violência urbana. Participaram 30 idosos, com idade variando de 60 a 83 anos (m = 69,8; dp = 6,1), a maioria (70%) do sexo feminino que responderam a uma entrevista em profundidade. Os dados foram processados pelo software ALCESTE. Os resultados revelaram a emergência de quatro classes distintas, denominadas de Sistema de saúde, aspectos políticos e econômicos; Estatuto do Idoso e saúde privada versus pública; Serviços bancário, de transporte e saúde pública e Concepções sobre a violência urbana. De modo geral, a violência urbana foi ancorada em três dimensões principais: criminalidade, serviços institucionais (saúde, transportes coletivos e financeiros) e em aspectos político-econômicos. O Estudo 2 teve como objetivo construir e validar uma escala de percepção da violência urbana contra pessoas idosas, a partir dos resultados obtidos no estudo 1. A escala foi construída a partir de 34 itens, com opções de resposta do tipo Likert. Para o processo de validação, participaram 213 idosos com idades variando de 60 a 89 anos (m = 69,4; dp = 6,37), a maioria do sexo feminino (71,8%). Os resultados advindos da Análise Fatorial Exploratória indicaram a exclusão de dois itens, ficando a versão final da escala com 32 itens. Os parâmetros psicométricos demonstraram-se satisfatórios e evidenciaram uma estrutura bidimensional: Manifestações da Violência urbana e suas consequências (α = 0,91) e Violência urbana e serviços institucionais (α = 0,65). O Estudo 3 teve como objetivo principal realizar uma Análise Fatorial Confirmatória (AFC) da Escala de Percepção da Violência Urbana contra Pessoas Idosas validada no Estudo 2. Participaram 594 idosos, com idades variando de 60 a 87 anos (m = 70,0; dp = 7,0), a maioria do sexo feminino (70,7%). Os resultados revelaram que o modelo unidimensional apresentou melhores índices de ajustamento: Manifestações da violência urbana. O Estudo 4 teve como objetivo principal analisar as implicações da violência urbana na qualidade de vida dos idosos participantes da pesquisa. Participaram 165 idosos, com idades variando de 60 a 91 anos (m = 70,4; dp = 7,1), a maioria do sexo feminino (75,2%). Os resultados revelaram que não houve correlação entre a percepção da violência urbana contra pessoas idosas com a qualidade de vida, o que demonstra que apesar de vivenciarem e perceberem a violência urbana em suas relações cotidianas não houve relação entre essa variável e a qualidade de vida dos idosos pesquisados. Conclusão: Provavelmente, variáveis como a satisfação com a vida, o nível de escolaridade, o suporte familiar e social dos idosos que participaram da presente pesquisa influenciaram positivamente sua qualidade de vida e podem ajudar a compreender os resultados alcançados.
  • LEOGILDO ALVES FREIRES
  • Atitudes frente à homoparentalidade: Uma explicação a partir de variáveis explícitas e implícitas.
  • Data: 16/04/2015
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  • A presente tese objetivou conhecer os correlatos e preditores das atitudes frente a parentalidade, a partir de variáveis explícitas e implícitas. Para atender este objetivo, realizaram-se cinco estudos. O Estudo 1, objetivou mapear as opiniões dos participantes acerca do contexto de adoção de crianças por homossexuais. Participaram 484 pessoas da população geral, com idade média de 26 anos (DP = 8,31). Estes responderam, além das perguntas sociodemográficas, a um roteiro de entrevista estruturada. Os bancos de dados textuais foram analisados no Iramuteqque. Em síntese, os resultados apontam para uma potencial aceitação homoparental, desde que condicionada a um contexto de favorabilidade emocional, financeira e educacional dos adotantes. O desenvolvimento da criança foi apontado como sujeito a implicações decorrentes da descarga de preconceito e ainda foi constada a influência dos papéis sociais de gênero quanto à aceitação homoparental. O Estudo 2 buscou testar os parâmetros psicométricos das medidas ora empregadas. Para tanto, contou-se com uma amostra de 223 estudante universitários, estes tinham idade média de 22 anos (DP = 4,42). Os participantes responderam as versões experimentais das seguintes medidas: a Escala de Atitudes Frente à Conjugalidade Homossexual (EAFCH), a Escala de Atitudes Frente à Homoparentalidade por Adoção (EAFHA) e a Escala de Multidimensional de Preconceito Sexual (EMPS). Os dados foram tabulados e analisados no programa estatístico R (R Development Core Team) e os principais resultados indicam que tais medidas reúnem evidências preliminares de validade e precisão. O Estudo 3 teve a finalidade de reunir evidências mais robustas de qualidade psicométrica dos instrumentos utilizados anteriormente. Participaram 261 sujeitos da população geral com idade média de 30 anos (DP = 9,35). Estes responderam as mesmas medidas do estudo anterior e os dados foram analisados no pacote estatístico AMOS (Versão 18). Os resultados permitiram comprovar as estruturas fatoriais presumidas de tais medidas e indicaram a adequação psicométrica dos modelos reduzidos (parcimoniosos). O Estudo 4, propiciou a elaboração dos modelos explicativos referentes a aceitação e/ou oposição homoparental. Participaram deste estudo 339 indivíduos de diferentes estados brasileiros, com idade média de 26 anos (DP= 8,15). Estes responderam a Escala de Atitudes Frente à Conjugalidade Homossexual - Reduzida (EAFCH-R), a Escala de Atitudes Frente à Homoparentalidade por Adoção - Reduzida (EAFHA-R), a Escala Multidimensional de Preconceito Sexual (EMPS), o Questionário dos Valores Básicos (QVB) e a Variáveis Comportamentais e Sociodemográficas. Os dados foram analisados no PASW e AMOS (ambos, versão 18). Os resultados comprovaram a adequação de dois modelos explicativos: (1) o modelo explicativo Preconceito sexual/ Valores → Aceitação da homoparental → Aceitação do contato homoparental [²/gl = 3,77, GFI = 0,99, AGFI = 0,93, CFI = 0,98, RMR = 0,02 e RMSEA = 0,09 (0,023 – 0,163)] e (2) o modelo explicativo Preconceito sexual/ Valores → Oposição homoparental → Rejeição do contato homoparental [²/gl = 4,46, GFI = 0,98, AGFI = 0,91, CFI = 0,97, RMR = 0,01 e RMSEA = 0,10 (0,057 – 0,151)]. Finalmente o Estudo 5, objetivou eliminar o componente desejabilidade social e conhecer as atitudes implícitas frente à homoparentalidades e os seus correlatos valorativos. Tratou-se de um estudo quase-experimental com um delineamento fatorial do tipo 2x2x3, tendo sido manipuladas as seguintes variáveis: faixa etária da criança adotada (bebê e criança), o sexo e a orientação sexual dos casais adotantes (homem e mulher heterossexuais e homens e mulheres homossexuais). Contou-se com a participação de 458 indivíduos via Survey online, da população geral, com idade média de 23 anos (DP = 7,6). Estes responderam a um questionário sociodemográficos e as seguintes Medidas Explícitas (Escala de Atitudes Frente a Homoparentalidade por Adoção –EAFHA e o Questionário de Valores Básicos - QVB) e Implícitas (TAI Heteroparental/Homoparental [bebê] e TAI Heteroparental/Homoparental [criança]). Os resultados indicaram que os arranjos heteroparentais foram considerados mais “convencionais” do que os arranjos homoparentais tanto formados por dois homens quanto por duas mulheres, na medida implícita, corroborando a hipótese heteronormativa. Ainda foi constatado o efeito da idade da criança do sexo e da orientação sexual dos arranjos familiares, assim como a influência dos valores normativos no que se refere aos arranjos homoparentais constituídos por dois homens com um bebê adotado. Concluindo, os objetivos da presente tese foram alcançados, referendando o marco teórico que permite identificar fatores que contribuem para explicação das atitudes frente a homoparentalidade, com destaque especial aos valores normativos. Não obstante, propuseram-se estudos futuros que visem contribuir para esta área de interesse.
  • RAFAELA ROCHA DA COSTA
  • TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: DISCURSOS PROFERIDOS PELOS PROFISSIONAIS DO CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL.
  • Data: 27/02/2015
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  • O objetivo geral dessa dissertação é analisar os discursos sobre família proferidos pelos Psicólogos (as) e Assistentes Sociais que atuam nos CRAS de João Pessoa-PB e os efeitos de sentido produzidos na prática. São objetivos específicos: Caracterizar o perfil biossociodemográfico dos profissionais de Psicologia e Serviço Social dos CRAS; Caracterizar a formação dos profissionais para trabalhar com famílias; Analisar os significados discursivamente construídos sobre família por esses profissionais; Identificar o discurso sobre família institucionalizado na Política de Assistência Social; Identificar as ações que têm sido desenvolvidas com as famílias; Identificar os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos acompanhados pelo CRAS; E analisar a relação entre os discursos e as práticas no CRAS. Utilizou-se documentos, questionários, entrevistas aberta e diário de campo. Procedeu-se análise de conteúdo, contagem de freqüências e Análise Crítica do Discurso baseada na perspectiva pós-estruturalista Foucaultiana, também base teórica da dissertação. Analisou-se sete relatórios, 36 participantes responderam ao questionário e dez à entrevista. A maioria é do sexo feminino, nenhum concursado e tempo de serviço variando de duas semanas a oito anos. As ações desenvolvidas com as famílias com mais freqüência são pontuais e burocráticas. A subjetivação foi analisada a partir da desmotivação diante das dificuldades e do discurso conformista. O acontecimento regular que marcou a história de como aprenderam sobre família foi a prática profissional, afirmaram que a teoria difere da prática. Os discursos regulares são da família nuclear e desestruturada. Proferiram discursos contraditórios, falando de garantia de direitos, mas de práticas assistencialistas, higienistas e de controle, ocupando lugar de poder e saber. Diante da atuação respaldada na prática e senso comum, conclui-se que as questões sociais ainda têm sido patologizadas no trabalho com as famílias.
  • CLEONIDES SILVA DIAS GUSMÃO
  • CRENÇAS E PERCEPÇÕES FRENTE AO ABORTO: UMA VISÃO MASCULINA
  • Data: 27/02/2015
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  • Resumo: As vivências masculinas relativas ao aborto são pouco abordadas. Um dos campos onde o debate social acerca do aborto se estrutura é o campo das relações de gênero, indicando como assuntos de exclusividade feminina. Como a gravidez ocorre no corpo da mulher, o homem torna-se apenas um acompanhante. As particularidades de homens e mulheres, seguindo esse raciocínio, são percebidas como inerentes a cada um deles, portanto, de caráter essencialista, rígido, imutável. Parte-se, portanto, do pressuposto de que as explicações nas crenças sociais sobre o aborto se baseiam em duas linhas de pensamentos opostas – o essencialismo e o construtivismo. Considerando que as influências das percepções e crenças sociais sobre o aborto podem ampliar a compreensão das diferentes formas de abordar o tema, o objetivo deste estudo reside na análise de crenças e percepções de homens que compartilharam a experiência de aborto - espontâneo ou provocado - com alguma parceira. Amostra: A amostra, caracterizada como sendo não probabilística por conveniência, foi composta por 20 homens com idade acima de 18 anos que compartilharam uma experiência de aborto com sua parceira, seja ele espontâneo ou provocado, localizados por meio da técnica Bola de Neve. O número de participantes foi determinado pelo critério de saturação. Instrumentos: Questionário Sóciodemográfico, tendo como variáveis de interesse a idade, raça, profissão, renda, escolaridade, local de moradia, religião, religiosidade, estado civil, número de filhos, relacionamento onde ocorreu o aborto. Entrevista semiestruturada que tem por finalidade a evocação, enunciação e averiguação em relação às questões do aborto. Procedimentos: Após aprovação do Comitê de Ética, foi iniciada a aplicação dos instrumentos. Ao serem contatados, os participantes são informados acerca do estudo, explicitando o caráter voluntário da sua participação, seguida da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. As entrevistas foram gravadas, mediante autorização dos entrevistados, para posterior transcrição e análise. Análise dos Dados: Os dados referentes ao questionário sociodemográfico foram analisados por estatística descritiva visando à construção de um perfil da amostra. As entrevistas, depois de transcritas, foram analisadas com base em categorias determinadas a partir dos temas suscitados, sendo processados em duas etapas, conforme a proposta de Figueiredo (1993). Resultados: Duas classes temáticas foram identificadas a partir da análise, a saber: Vivências masculinas do processo reprodutivo e Percepção masculina do processo reprodutivo. A primeira classe temática tem como característica a descrição do aborto que aconteceu com cada um dos entrevistados, os sentimentos que este evento evocou, bem como outras categorias que estão voltadas às experiências dos homens em relação ao processo reprodutivo, como gravidez, cuidado com os filhos, parto e a paternidade. Sendo assim, esta classe temática resgata as experiências evocadas pelos homens, bem como sentimentos frutos de tais experiências. A segunda classe temática diz respeito a como os entrevistados enxergam o aborto, sendo permeada pelas crenças sociais, especialmente crenças essencialistas de gênero e crenças religiosas; revelando, assim, a sua percepção em relação ao aborto espontâneo, aborto provocado e em relação as suas vivências. Considerações finais: Através das análises pode-se perceber que os comportamentos dos homens não diferem das suas percepções e crenças, de forma que crenças essencialistas de gênero e religiosas guiam o comportamento (notável através da primeira classe temática) e as percepções (notável através da segunda classe temática) dos entrevistados acerca da contracepção, gravidez, aborto e cuidado com os filhos. Tais crenças são repassadas para as futuras gerações, que contiuam a basear-se e reforçar uma sociedade fundamentada nas desigualdes e diferenças de gênero.
  • PAMELA DE SOUSA GONZAGA
  • Análise da atividade em um Centro de Atenção Psicossocial
  • Data: 27/02/2015
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  • A Reforma Psiquiátrica pretende romper o isolamento pineliano, buscando a criação de possibilidades, produção de sociabilidades e subjetividades, fazendo com que o sujeito da experiência da loucura, a quem era negado o mundo da cidadania, torne-se de fato sujeito, e não objeto de saber. É neste processo de transformação que os trabalhadores da área de saúde mental estão imersos, embora haja avanços, há também desafios que precisam ser superados. Desta forma este estudo teve como objetivo principal analisar a complexidade das situações de trabalho do CAPS III da cidade de Campina Grande – PB frente ao processo de Reforma Psiquiátrica. Para isto, esta pesquisa tem caráter descritivo, com delineamento transversal e exploratório, do tipo levantamento de dados e abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em 2013 no CAPS III em Campina Grande - PB. Participaram desta pesquisa 15 profissionais que compõem a equipe do referido CAPS e que consentiram com a participação. Utilizamos como perspectiva analítica o referencial da ergologia. Concluímos que a atividade de trabalho destes profissionais é marcada por imprevisibilidades, exigindo um uso exacerbado de si e se mostrando como desgastante. Entre os desafios encontrados no cotidiano desta unidade destacamos a precariedade do vínculo empregatício, as dificuldades com os recursos, a estrutura física e as relações com a rede de saúde do município. Como estratégia de enfrentamento, as reuniões de equipe se apresentaram como espaços propícios para expressão e debates que funcionam como suporte, atenuando o desgaste provocado pela atividade.
  • ARLENE KELY ALVES DE AMORIM
  • Personalidade, Satisfação e Engajamento no Trabalho de Profissionais de Enfermagem: Proposta de Modelo Explicativo.
  • Data: 26/02/2015
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  • A Psicologia Positiva tem estudado as potencialidades e virtudes humanas. Nesse sentido, surge o conceito de engajamento no trabalho definido como um estado mental positivo, no qual o trabalho e visto como uma fonte de saude, bem-estar e realizacao. Sobre esse assunto, pesquisas tem apontando que profissionais de enfermagem possuem em sua rotina de trabalho exigencias especificas do tipo de atividade laboral que desenvolvem, de maneira que, este profissional tera maiores condicoes e tecnicas para melhorar a qualidade desse trabalho, se estiver satisfeito com o mesmo e possuir caracteristicas particularmente necessarias para tal. Logo, o estudo da personalidade e satisfacao no trabalho de profissionais de enfermagem parte do pressuposto basico de que estas variaveis influenciam o engajamento do trabalhador e pode atuar sobre inumeras facetas do comportamento. Assim, a presente dissertacao teve por objetivo desenvolver uma proposta de modelo explicativo sobre o engajamento no trabalho de profissionais de enfermagem a partir da personalidade e satisfacao no trabalho destes. Participaram do estudo 253 profissionais da area de enfermagem provenientes de diversas instituicoes publicas (79,5%), particulares (12,6%) e mistas (7,9%) da cidade de Joao Pessoa. A maioria era do sexo feminino (84,5%), com idades variando entre 19 a 63 anos (M = 37,6; DP = 10,3), apenas um emprego (48,2%), casados (43,5%), pos-graduados (34,4%), tecnicos de enfermagem (56,5%) e com renda familiar de 2 salarios minimos (30,8%). Os participantes responderam os seguintes instrumentos: Inventario dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade - Versao Reduzida, Escala de Engajamento no Trabalho, Escala de Satisfacao no Trabalho e Questionario Sociodemografico. Os dados foram processados por meio dos softwares PASW e AMOS, versao 20. Estes permitiram a realizacao de analises descritivas (medias, desvios padroes, frequencias e porcentagens) para caracterizacao da amostra, analises bivariadas, como tambem a construcao do modelo explicativo. Os resultados indicaram existir diferencas significativas entre homens e mulheres apenas em relacao ao fator chefia de satisfacao no trabalho. Foram evidenciadas correlacoes positivas significativas entre os fatores de engajamento no trabalho vigor e absorcao com os fatores de personalidade amabilidade, abertura, conscienciosidade e extroversao; e negativamente e sem significancia com neuroticismo. Todos os fatores de satisfacao no trabalho se correlacionaram positivamente e estatisticamente significativos com os fatores de engajamento no trabalho. Os resultados da analise de regressao multipla demonstram que a personalidade e satisfacao no trabalho explicaram 29% da variancia total com um p < 0,001. Posteriormente, testou-se a proposta do modelo explicativo, no qual seus indicadores de ajuste nao permitiram considerar este modelo como adequado e satisfatorio. Estes resultados podem auxiliar na compreensao dos diversos determinantes relacionados ao engajamento no trabalho, favorecendo a elaboracao de estrategias de acao que englobem esses aspectos.
  • KASSIA KISS GRANGEIRO BELEM
  • TRABALHO INFANTIL ESPORTIVO E ARTÍSTICO: O SENTIDO A PARTIR DA VIVÊNCIA.
  • Data: 26/02/2015
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  • O trabalho infantil esportivo e artistico por vezes nao e considerado como tal e em detrimento da fama nao se visualizam os danos ao desenvolvimento. Ressalta-se assim a relevancia social e teorica dessa dissertacao. Tendo como objetivo Geral: analisar o sentido de trabalho infantil esportivo e artistico na perspectiva de quem vivencia ou ja vivenciou estas atividades laborais e as implicacoes das mesmas. E como objetivos especificos: caracterizar o perfil biossociodemografico das criancas/adolescentes e adultos que vivenciam/vivenciaram essas formas de trabalho infantil, as implicacoes do trabalho infantil esportivo e artistico para quem vivencia ou quem vivenciou; analisar a vivencia no trabalho infantil esportivo e artistico; a relacao entre condicao de vida e trabalho infantil; identificar o significado de trabalhar em um ambiente que envolve fama e ascensao financeira; e o projeto de vida das criancas/adolescentes e adultos na epoca em que trabalhavam. Adota-se como abordagem a Teoria Historico-Cultural de Vygotski, especificamente as categorias sentido, significado, vivencia e projeto de vida. Participaram da pesquisa criancas/adolescentes e adultos que vivenciam ou vivenciaram o trabalho infantil esportivo ou artistico. Para determinar o tamanho da amostra foi utilizado o criterio de saturacao. Utilizou-se como instrumento a entrevista semiestruturada e para a analise dos dados o mapa de associacao de ideias. Entrevistou-se 19 pessoas, sendo doze do sexo masculino e sete do sexo feminino. As idades em que ingressaram na carreira variaram entre 4 e 16 anos. Destacam-se como implicacoes adultizacao precoce, lesoes, prejuizos no rendimento escolar e na vida social. No que se refere ao sentido da atividade os artistas concebem como trabalho, os atletas caracterizam como lazer. Faz-se necessario compreender o limiar que separa a atividade que e benefica para o desenvolvimento e o que e exploracao de crianca e adolescente.
  • LARISSE HELENA G MACEDO BARBOSA
  • Explicando a Disposição para Perdoar: O Papel dos Valores Humanos das Crenças no Mundo Justo/Injusto
  • Data: 26/02/2015
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  • Esta dissertação objetivou elaborar um modelo explicativo da disposição para perdoar, utilizando instrumentos explícito e implícito, tendo, como variáveis independentes, os valores humanos, a crença no mundo justo e injusto, considerando uma amostra transcultural. Neste sentido, dois estudos empíricos foram levados a cabo. O Estudo 1 considerou uma amostra total de 723 participantes, cuja idade média foi de 26,5 anos (DP=9,10), em maioria mulheres (73,3%), distribuídos em cinco países: Argentina (n =54), Brasil (n =330), Espanha (n =154), México (n =83) e Portugal (n =102). Estes responderam à Escala Geral de Crença no Mundo Justo, Escala de Crenças no Mundo Injusto, Escala de Disposição para Perdoar, Questionário de Valores Básicos e perguntas demográficas. Os resultados apontaram para elaboração de um modelo teórico envolvendo os valores pessoais (experimentação e realização) e as crenças no mundo justo e injusto, predizendo a disposição para perdoar explícita. Este modelo se mostrou satisfatórios aos dados empíricos: [χ²/gl = 7,26, GFI = 0,98, AGFI = 0,94, CFI = 0,91 e RMSEA = 0,09 (0,063 – 0,0126)]. O Estudo 2 teve os seguintes objetivos: a) adaptar uma medida implícita de disposição para perdoar (TAI- Perdão) para os cinco países; b) conhecer os correlatos implícitos da disposição para perdoar e c) elaborar um modelo alternativo para explicar essa disposição, envolvendo os valores e as crenças. Contou-se com uma amostra de 449 pessoas dos mesmos países do Estudo 1. Estes tinham idade média de 25,5 anos (DP= 8,40) em maioria mulheres (72,6%). A fim de realizar os objetivos, a amostra foi dividida segundo os países: Argentina (n =41), Brasil (n = 200), Espanha (n =84), México (n =76) e Portugal (n =48). O TAI – Perdão foi administrado em conjunto com os mesmos instrumentos do Estudo 1. Os resultados mostraram que a medida implícita apresentou validade preditiva. Revelou também que as pessoas dos cinco países apresentaram disposição implícita para perdoar, e que esta disposição se correlaciou positivamente com os valores sociais (interativa e normativa) e as crenças no mundo justo e inversamente com a crença no mundo injusto. O segundo modelo teórico também apresentou índices adequados: [χ²/gl = 3,09 GFI = 0,99, AGFI = 0,96, CFI = 0,93 e RMSEA = 0,07 (0,27 – 0,113)]. Estima-se que os objetivos propostos foram alcançados, com a adaptação transcultural de uma medida implícita de disposição para perdoar, apresentando evidências preliminares de sua validade, além de aumentar o entendimento que se tem em torno da disposição para perdoar a partir das relações que ela estabelece com outros construtos.
  • LUANN GLAUBER ROCHA MEDEIROS
  • ANÁLISE DA ATIVIDADE DAS PSICÓLOGAS DE CRAS DO VALE DO SABUGI - PB
  • Data: 26/02/2015
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  • Esta dissertação tem como objetivo geral a realização de uma análise da atividade de psicólogas de Centros de Referência de Assistência Social - CRAS das cidades de uma microrregião da Paraíba chamada Vale do Sabugi. Tal objetivo se desdobra nos seguintes objetivos específicos: conhecer as diretrizes do Ministério do Desenvolvimento Social para o trabalho das psicólogas nos CRAS e como estas se concatenam com a atividade; apreender de que maneira as psicólogas têm, ou não, conseguido construir um espaço de exercício profissional nos CRAS; identificar os obstáculos para o desenvolvimento do trabalho das psicólogas nos CRAS. Para tanto, participaram do estudo quatro psicólogas que atuam nas cinco cidades que formam a supracitada microrregião do estado, sendo que uma destas psicólogas trabalha em duas cidades, com idades que oscilavam entre 24 e 36 anos, com tempos de experiência variando de seis meses a 10 anos. Do ponto de vista teórico, este estudo se valeu dos conhecimentos advindos de algumas das Clínicas do Trabalho, mais especificamente da Ergonomia da Atividade, da Psicodinâmica do Trabalho e da Ergologia. Metodologicamente, utilizou-se um delineamento não experimental de cunho qualitativo, combinando-se entrevista semiestruturadas e observações do local de trabalho. Para análise, empregou-se o recurso da análise de conteúdo através da construção de categorias temáticas, sendo estabelecidas quatro categorias de análise. A primeira dá conta dos riscos e condições de trabalho, evidenciando os déficits em termos de infraestrutura e quais os principais riscos enfrentados pelas entrevistadas no desenvolvimento de sua atividade. No segundo momento, tratou-se da tarefa e atividade propriamente ditas das psicólogas, detalhando sua atividade diária e os elementos relativos a ela. Na terceira categoria, discutiu-se a formação, que é insuficiente para a atuação delas nos CRAS, o que se reflete na atividade das entrevistadas. Por último, abordou-se a questão do reconhecimento, o qual, segundo elas, dá-se mais por parte dos usuários que pela gestão.
  • LAYRTTHON CARLOS DE OLIVEIRA SANTOS
  • ASPECTOS RELIGIOSOS, EDUCACIONAIS E VALORATIVOS DA INTENÇÃO DE VOTO
  • Data: 26/02/2015
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  • Esta dissertação objetivou conhecer as relações entre intenção de voto, aspectos religiosos, educacionais e valores. Dois estudos foram realizados, cada um com duas etapas. O Estudo 1 inicialmente reuniu evidências de validade e precisão da Escala de Intenção de Voto por Cargos Políticos e da Escala de Participação Política Não-convencional. Participaram 374 universitários com média de idade de 23,7 anos (DP = 7,25). Para o primeiro instrumento, observou-se um agrupamento de seus itens em um único fator que explicou 78,2% da variância (α = 0,95). A segunda medida teve sua estrutura trifatorial corroborada por uma Análise dos Componentes Principais (PC), sendo: demonstração legal (α = 0,74), uso de violência (α = 0,62) e participação passiva (α = 0,69), os quais explicaram conjuntamente 49% da variância. Participaram da segunda etapa 351 universitários com média de idade de 23,7 anos (DP = 7,28), respondendo as medidas supracitadas e: Questionário dos Valores Básicos, Escala de Práticas Religiosas, Escala de Crenças Religiosas e uma lista de atributos. Foram distribuídos aleatoriamente perfis de candidato hipotético, derivado de orientação religiosa vs nível de escolaridade. Os resultados indicaram correlações positivas entre as crenças católicas e protestantes com os perfis católico e evangélico, respectivamente; maior definição pelos atributos positivos e intenção de voto nos perfis com nível superior; e congruência valorativa entre participantes e candidatos no geral. Do Estudo 2 participaram 226 pessoas recrutadas online, com média de idade de 24,9 (DP = 5,77). Esta primeira etapa focou nas propriedades psicométricas da Escala de Fundamentalismo Religoso e da Escala de Quatro Pólos da Religiosidade. Para a primeira, verificou-se por meio de uma PC uma solução unifatorial, com seu componente explicando 50% da variância (α = 0,90). A segunda teve seu modelo trifatorial corroborado através de uma Análise Fatorial Confirmatória (χ²/gl = 2,67, GFI = 0,91, AGFI = 0,86, CFI = 0,97 e RMSEA = 0,08 (IC90% = 0,068 – 0,104), com os fatores: comunidade (α = 0,95), moralidade (α = 0,93), emoções (α = 0,89) e sentido (α = 0,85). A segunda etapa contou com 165 indivíduos com média de idade de 25,1 (DP = 5,47), também recrutados virtualmente. Aplicaram-se os seguintes instrumentos: TAI Político-religiosidade, Escala de Intenção de Voto por Cargos Políticos, Questionário dos Valores Básicos, Escala de Orientação à Dominância Social, e Escala de Autoritarismo de Direita. Os resultados mostraram uma associação mais rápida do bloco congruente do TAI Político-religiosidade (político religioso + positivo); o escore D correlacionou-se positivamente com o fundamentalismo e com os valores normativos; houve explicitamente maior intenção de voto no candidato não-religioso, com influência do nível de religiosidade e da importância da religião. Concluiu-se que os objetivos desta dissertação foram alcançados, contribuindo para o conhecimento dos aspectos religiosos, educacionais e valorativos da a intenção de voto; e das atitudes implícitas em relação a políticos religiosos.
  • THAYRO ANDRADE CARVALHO
  • ALIENAÇÃO PARENTAL: UMA EXPLICAÇÃO PAUTADA EM TRAÇOS DE PERSONALIDADE E NOS VALORES HUMANOS
  • Data: 25/02/2015
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  • A presente dissertação teve como objetivo geral saber se os traços de personalidade e os valores humanos são capazes de explicar as práticas maternas alienantes. Especificamente, pretendeu-se: (1) construir e conhecer os parâmetros psicométricos do Inventário de Práticas Maternas Alienantes (IPMA); (2) verificar a validade confirmatória do IPMA; e (3) testar um modelo explicativo em que os traços de personalidade e os valores são preditores das práticas maternas alienantes. Para tanto, foram desenvolvidos três estudos com delineamento correlacional, ex post facto, e metodologia quantitativa. O Estudo 1 buscou construir e conhecer os parâmetros psicométricos do IPMA. Participaram 200 mães divorciadas, com idades variando de 22 a 66 (M = 37,12 anos; DP = 9,06). Após testar o poder discriminativo dos 13 itens iniciais por meio de um teste t de Student, permaneceram doze. Procedeu-se, então, uma análise fatorial, identificando, a partir do critério da AP, uma estrutura composta por um único fator, com todos os itens apresentando saturações superior a |0,30| e alfa de Cronbach de 0,83. No Estudo 2, realizou-se uma Análise Fatorial Confirmatória (AFC) do IPMA. Contou-se com uma amostra por conveniência intencional de 189 mães divorciadas, com idade variando de 20 a 70 anos (M = 37,8; DP = 10,69). Os resultados da AFC, após a remoção de dois itens (6 e 11), apresentaram indicadores marginalmente aceitáveis [χ² = 141,05, χ²/gl = 4,03, GFI = 0,87, AGFI = 0,80, CFI = 0,88 e RMSEA (IC90% = 0,12 – 0,10) = 0,14, CAIC = 265,89 e ECVI = 0,96], o índice de consistência interna foi satisfatório α = 0,88, assim como a comunalidade composta (CC = 0,90) e variância média explicada (VME = 0,50). Considera-se, portanto, que os objetivos dos estudos supracitados tenham sido alcançados, haja vista a qualidade métrica do instrumento desenvolvido. No Estudo 3, na tentativa de propor um modelo explicativo das práticas maternas alienantes, buscou-se além de verificar a correlação entre estas práticas e os traços de personalidade e valores humanos, verificar o poder preditivo destes construtos frente a estas práticas. Participaram 188 mães divorciadas com idade variando de 17 a 61 anos (M ¬= 32,2 anos; DP = 9,17). Foram realizadas análises correlacionais de Pearson, regressão linear para avaliar poder preditivo, como também foi proposto um modelo hierárquico por meio do programa AMOS. Os principais resultados indicam que o traço de personalidade amabilidade e a subfunção valorativa suprapessoal apresentaram correlação com as práticas maternas alienantes (r = -0,18; p < 0,05 e r = -0,24; p < 0,05; respectivamente). A partir destes resultados, verificou-se o poder preditivo destas variáveis frente às práticas maternas alienantes, constatando seu potencial preditor frente às práticas de maneira satisfatória. Tendo estes resultados como base, testou-se um modelo explicativo, no qual o traço amabilidade foi capaz de predizer a subfunção suprapessoal que, de maneira conjunta, explicaram práticas maternas alienantes. Assim, o modelo hierárquico traços de personalidade → valores → práticas maternas alienantes apresenta índices de qualidade de ajustes satisfatórios, evidenciados por meio de modelagem por equação estrutural. Concluindo, os objetivos da presente dissertação foram alcançados, dando ênfase ao marco teórico utilizado que permite identificar, de maneira robusta, que fatores associados características amorosas e equilíbrio emocional, podem, de maneira consistente, auxiliar a compreender práticas maternas alienantes.
  • SHIRLEY DE SOUZA SILVA SIMEÃO
  • Câncer de mama, prevenção e qualidade de vida: um estudo psicossociológico
  • Data: 25/02/2015
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  • Esta tese teve como objetivo comparar as representações sociais presentes no discurso midiático e no cotidiano de mulheres, que vivenciaram ou não o câncer de mama acerca desta patologia. O trabalho está estruturado a partir de dois estudos: o primeiro trata-se de um estudo documental realizado a partir da análise de matérias veiculadas na mídia impressa sobre o tema câncer de mama, visando-se apreender as representações sociais, acerca da patologia, veiculadas na mídia. Foram analisadas 58 publicações, veiculadas nos anos de 2012 e 2013 em dois jornais. Os dados foram processados pelo software Alceste, por meio do procedimento padrão, a partir do qual foi possível quatro classes temáticas, denominadas: (1) Diretrizes governamentais e científicas para o tratamento medicamentoso do câncer de mama; (2) Predisposição genética ao câncer de mama: consequências e possibilidades terapêuticas; (3) Estudos e ações voltados para a prevenção e promoção da saúde da mama da mulher; (4) Principais ações envolvidas nas campanhas de prevenção. Os resultados evidenciaram que o câncer de mama foi objetivado a partir de experiências como exame, remédio e mastectomia, ancorando o câncer numa esfera biopsicossocial relacionada ao tratamento bem como ações desenvolvidas no sentido de promover saúde e a prevenção do câncer de mama. O segundo estudo com objetivo de apreender as representações das mulheres acerca do câncer de mama e das formas de prevenção, além de avaliar a qualidade de vida das mulheres. Participaram deste estudo 111 mulheres, com idades variando entre 38 e 85 anos (M=53,5; DP=10,91), as quais foram alocadas em dois grupos: grupo 1, formado por 61 mulheres que não vivenciaram o câncer de mama e o grupo 2, composto por 50 mulheres que vivenciaram a patologia. Foram utilizados como instrumentos um questionário biossociodemográfico, uma entrevista semi-estruturada, a técnica de associação livre de palavras e o questionário de qualidade de vida – whoqol-bref, estes que foram submetidos ao processamento, respectivamente, pelos softwares SPSS, Alceste e Tri-deux-Mots. Das 68 entrevistas processadas pelo Alceste, foi possível identificar quatro classes temáticas distintas denominadas: (1) Fatores de influência na qualidade de vida; (2) Modalidades de suporte para o enfrentamento da doença; (3) Reações e vivências a partir do diagnóstico; (4) Conhecimentos e práticas acerca do câncer de mama. O conhecimento produzido pelo grupo social acerca do câncer de mama foi ancorado em vivências emocionais e procedimentos relacionados à prevenção e enfrentamento da doença, sendo objetivado pelos elementos tristeza, desespero, sofrimento e medo em função da proximidade com a morte. Em relação à prevenção do câncer de mama, a ultrassonografia apareceu como elemento figurativo, possivelmente, sendo apontado como um dos meios de detecção precoce do problema. Em relação à mamografia, foi possível observar as objetivações como importante e dúvida, confirmando, embora com palavras distintas daquelas apresentadas pelo grupo que não vivenciou a patologia e representou o exame como cuidado e saber. A prevenção foi ancorada como atributo estritamente relacionado à qualidade de vida (QV), esta que não apresentou diferenças significativas entre as médias dos grupos estudados em nenhum domínio. Quando comparados os discursos presentes nos dois estudos, as RS se aproximaram quando os conteúdos consideraram a doença como prevenível, ao mesmo tempo que focalizaram o caratér fatal da doença. Por outro lado, os dicursos se distanciaram à medida que as falas das mulheres denotaram não apenas o caratér trágico da doença, mas sua importância para a ressignificação do sentido de vida. Estes resultados foram discutidos à luz da literatura especializada, indicando importante relação entre os achados e sua aplicabilidade no desenvolvimento de futuras pesquisas e intervenções.
  • YANA THAMIRES MENDES FELIX
  • A RELAÇÃO TRABALHO E SAÚDE MENTAL DOS TÉCNICOS EM ENFERMAGEM DO SAMU-192
  • Data: 25/02/2015
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  • O presente estudo pretendeu investigar a relação trabalho e saúde dos técnicos em enfermagem do SAMU, visto que esses profissionais exercem suas atividades com condições onde a variável tempo é crucial, somada a exigência de um trabalho coletivo para cumprir sua missão. Em face disso, estabeleceram-se os seguintes objetivos específicos: caracterizar as condições e a organização do trabalho dos técnicos; delinear o processo de formação e se este está adequado ao desenvolvimento da atividade; investigar que habilidades são mobilizadas ou necessitam ser desenvolvidas na realização do trabalho; identificar as dificuldades e variabilidades enfrentadas no desenvolvimento do trabalho; evidenciar as estratégias de enfrentamento utilizadas diante das situações de trabalho, em especial aquelas de maior tensão; e por fim, detectar as inovações produzidas frente às variabilidades e, como estas contribuem para a saúde mental destes indivíduos. Do ponto de vista teórico, duas abordagens ancoram a presente dissertação: a Psicodinâmica do trabalho e a Ergonomia da atividade. Este é um estudo não experimental, com uma amostra composta por 30 participantes e selecionados por conveniência. Para a coleta de dados, utilizamos entrevistas individuais semi-estruturadas, associadas ao método de análise indireta da atividade denominado “Instruções ao Sósia”. Para análise dos dados, utilizamos a Análise de Conteúdo Temática. Foram identificadas três categorias principais: “Trajetória e formação profissional”, que nos forneceu um perfil do caminho percorrido por esses trabalhadores até a entrada no SAMU; “Trabalho real”, onde pudemos caracterizar os dias típicos e atípicos de trabalho; e por fim, “Fontes de prazer e sofrimento no trabalho”. Observamos que, a cooperação é um conceito chave para o funcionamento adequado do SAMU e para a qualidade do trabalho realizado por estes profissionais. Também foi possível perceber que há uma profunda identificação com a profissão escolhida, expressa na motivação com a qual exercem suas funções e no sentimento de auto-realização presente nas suas falas. Todavia, existem fontes de sofrimento no trabalho, tais como a falta de reconhecimento, as precárias condições de trabalho, a fragilidade dos vínculos empregatícios, a ausência de direitos trabalhistas básicos, os baixos salários, dentre outros. Para enfrentar tais circunstâncias, estes profissionais fazem uso de estratégias proativas que envolvem suas habilidades, mas em outras, de mecanismos defensivos, que permitem a manutenção do equilíbrio psíquico. Esperamos com tais resultados, contribuir para a produção de conhecimentos sobre essa categoria de trabalhadores, sua saúde e sobre o trabalho que realizam no SAMU.
  • ANA RAQUEL DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÕES PSICOFÍSICAS CROMÁTICA E ACROMÁTICA DE HOMENS E MULHERES EXPOSTOS A SOLVENTES ORGÂNICOS
  • Data: 24/02/2015
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  • Trabalhadores expostos de forma crônica à mistura de solventes orgânicos podem sofrer alterações na visão de cores e na sensibilidade ao contraste (SC). Entretanto, poucos estudos investigaram se há diferenças entre os sexos, um dos fatores que podem alterar a toxicocinética dos solventes. Diante disto, o objetivo do presente estudo foi verificar se mulheres e homens expostos diferiam quanto as respostas psicofísicas visuais cromáticas e acromáticas. Participaram 44 pessoas que formaram os seguintes grupos: Grupo de Estudo I (GE I): 11 homens expostos (Idade M = 30,18; DP = 6,48; Escolaridade M = 9,73; DP = 2,10; Tempo de serviço M = 6,53; DP = 4,38); Grupo de Estudo II (GE II): 11 mulheres expostas (Idade M = 26,91; DP = 5,86; Escolaridade M = 10, 36; DP = 0,92; Tempo de serviço M = 4,70; DP = 3,53); Grupo Controle I (GC I): 11 homens não expostos (Idade M = 26,73; DP = 6,5; Escolaridade M = 9,73; DP = 1,8); Grupo Controle II (GC II): 11 mulheres não expostas (Idade M = 26,55; DP = 6,5; Escolaridade M = 10,45; DP = 1,51). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com número de CAAE: 21350113.9.0000.5188. Inicialmente os participantes passaram por uma etapa de triagem, permanecendo aqueles que, entre outros critérios, apresentaram acuidade visual 20/20 ou corrigida (Optotipos E de Rasquin) e ausência de discromatopsias congênitas (Teste de Ishirara). A avaliação da percepção cromática foi realizada por meio dos testes D15 Dessaturado de Lanthony (D15d) e Cambridge Colour Test (CCT). A avaliação da SC foi realizada com estímulos de grades senoidais verticais de frequências espaciais de 0,2; 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 10 e 16 cpg de ângulo visual. Ainda foi realizada uma avaliação da composição corporal a partir de um exame de biompedância utilizando a balança Inbody 720. Os dados foram analisados por meio do software SPSS, versão 21. A análise das diferenças entre os grupos de frentistas e os grupos controle foi realizada por meio do teste Mann-Whitney e as correlações entre os valores obtidos nos testes psicofísicos e a idade, escolaridade, tempo de exposição, peso, massa corporal magra (MCM), gordura corporal, por meio da correlação linear de Spearman, considerando α = 0,05. Primeiramente, foram comparados os resultados dos 22 participantes do GE com os 22 do GC, em seguida os grupos foram comparados por sexo, 11 em cada grupo. Os resultados mostraram que o grupo de estudo (GE) apresentou ICC (Mdn = 1,18; M = 1,31; DP = 0,32) significativamente maior (U = 128; p = 0,01) ao grupo controle (GC; Mdn = 1,09; M = 1,10; DP = 0,26), ao passo que entre mulheres e homens expostos não houve diferenças (U = 51,0; p = 0,53). Com relação ao CCT, Protocolo Trivector, o GE apresentou comprimento correspondente ao vetor do eixo protan (Mdn = 50,00; M = 54,00; DP = 16,42) significativamente maior (U = 133,50; p = 0,01) que o GC (Mdn = 40,00; M = 42,59; DP = 16,42), já no Protocolo Elipse, o grupo exposto obteve área da elipse A3 (Mdn = 981,15; M = 8086,81; DP = 22787,81) significativamente maior (U = 158,00; p = 0,04) em relação ao controle (Mdn = 657,30; M = 781,75; DP = 528,68), mas homens e mulheres não apresentaram diferenças em ambos os protocolos do CCT. Os resultados da SC mostraram que o grupo exposto apresentou SC menor em todas as frequências espaciais, com diferença estatisticamente significativa para as frequências: 0,2 (U = 93,00; p = 0,01); 0,5 (U = 117,00; p = 0,01); 5,0 (U = 149,50; p = 0,03) e 10 cpg (U = 150,00; p = 0,03) comparado ao controle. As mulheres expostas obtiveram SC significativamente maior (U = 25,0; p 0,02) que os homens expostos na frequência 0,5 cpg. As análises correlacionais mostraram que entre os homens expostos, os valores dos diâmetros dos círculos equivalentes as áreas das elipses A1 e A2 mantiveram correlação com a MCM: ρ = -0,68; p = 0,02 e ρ = -0,83; p = 0,01, respectivamente. Já entre as mulheres expostas o valor do diâmetro do círculo equivalente a área A2 apresentou correlação negativa com a massa de gordura: ρ = -0,67; p = 0,02, ou seja quanto mais gordura menor tendência de erro no eixo de oponência de cor vermelho-verde. Observou-se ainda que o valor do diâmetro do círculo equivalente a área A3 obteve correlação positiva com a MCM: ρ = 0,61; p = 0,04, isto é quanto maior a quantidade de MCM, maior tendência de erro no eixo de oponência de cor. Em suma, os dados relativos à visão de cores e a SC obtidos por mulheres e homens expostos não encontraram fortes evidências de possíveis diferenças entre os sexos. Entretanto, as associações das medidas psicofísicas com as medidas corporais parecem indicar que a gordura pode atuar como um fator de proteção do organismo contra os efeitos dos solventes, já que tecidos gordurosos podem reter produto. Nesta perspectiva, as mulheres poderiam ser menos afetadas por apresentarem quantidade maior de tecido adiposo.
  • SAMKYA F DE O ANDRADE
  • USO DE DROGAS E ATO INFRACIONAL: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI
  • Data: 23/02/2015
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  • O uso de drogas tem sido alvo de interesse no campo científico por constituir-se como um dos problemas sociais de maior impacto na saúde pública. Sob a ótica da Teoria das Representações Sociais, objetivou-se conhecer e analisar as representações sociais acerca do uso de drogas entre os adolescentes em conflito com a lei e a existência da relação com o ato infracional. Trata-se de uma pesquisa básica, exploratória com metodologia qualitativa como principal referência. A amostra é não probabilística, por conveniência, constituída por 31 adolescentes em conflito com a lei, em cumprimento de medida socioeducativa de internação na cidade de João Pessoa-PB. Como instrumentos foram utilizados: questionário sociodemográfico; teste de associação livre de palavras (Estímulos indutores: Crime, droga, família); Desenho Estória com Tema (Desenhe uma pessoa que usa drogas), e entrevista semiestruturada. Todos os preceitos éticos foram respeitados integralmente, seguindo os princípios da Resolução CNS 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados foram analisados atendendo os seguintes métodos: no questionário sociodemográfico foi utilizado medidas de frequência a partir do pacote estatístico SPSS; as associações livres foram processadas pelo programa Ensemble de programmes permettant l’analyse des evocations (Evoc), que permite a identificação dos temas que emergem do núcleo central e do sistema periférico das representações sociais, a partir das respostas a cada um dos estímulos indutores; as entrevistas foram tratadas pela Análise de Conteúdo Temática. Os dados foram coletados no próprio local de cumprimento de medida socioeducativa em uma sala disponibilizada pela instituição. Os resultados indicaram que os adolescentes possuem idade média de 16,2 (DP=0,78), destes 74,1% já fizeram uso de drogas ilícitas, sendo a maconha (N=21/30,3%) a mais consumida. Dentre as drogas lícitas 71% (N=22) faziam uso. Como ato infracional que motivou a internação, 41,9% (N=13) se referiram a assalto. A droga foi representada negativamente, como sendo responsável por trazer consequências relacionadas a problemas com a saúde e conflitos familiares. Semelhantemente, o ato infracional é representado de forma negativa, associado a uma realidade violenta, relacionado a morte e a cadeia. O fenômeno da droga e do ato infracional é representado pelos adolescentes como estando relacionados, sendo o ato infracional decorrente da ação da droga. A família foi representada como objeto de proteção e fonte de conselhos. O tema referente a redução da maioridade penal foi marcado pelo desconhecimento. Dessa forma, a presente pesquisa 7 se propôs a contribuir na perspectiva de dar voz aos adolescentes em conflito com a lei, que por vezes, por se encontrarem em situação de exclusão social, tem suas questões constantemente silenciadas e só assim, será possível articular os diferentes contextos em que o adolescente está inserido, na promoção de políticas públicas de saúde, educação, lazer, segurança, entre outras, atuando preventivamente e interventivamente de forma mais eficiente.
  • BRUNA DA SILVA NASCIMENTO
  • ATITUDES FRENTE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: O PAPEL DOS VALORES E DA DESUMANIZAÇÃO DA MULHER
  • Data: 23/02/2015
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  • Esta dissertação objetivou conhecer a relação entre os valores, a desumanização da mulher e as atitudes frente à violência contra a mulher. Especificamente, pretendeu-se conhecer evidências de validade da Escala de Atitudes frente à Violência Conjugal Contra a Mulher (EAVCM) e da Escala de Atitudes frente à Violência Sexual contra a mulher (EAVSM), além de verificar se as atitudes variam em função dos valores das vítimas. Dois estudos foram conduzidos. No Estudo 1, além da validação das medidas, objetivou-se conhecer a relação entre os construtos estudados. Dividiu-se este estudo em duas partes: Propriedades psicométricas dos instrumentos e Relação entre os construtos. Para a análise exploratória das medidas, participaram 200 pessoas da população geral com idade média de 24,8 anos (DP = 7,55) que responderam a EAVCM e EAVSM e perguntas sociodemográficas. A Análise dos Componentes Principais, sem rotação, constatou uma estrutura unifatorial para cada um dos instrumentos, com alfas de 0,76 (EAVCM) e 0,78 (EAVSM). Posteriormente, a análise confirmatória foi efetuada com uma amostra de 322 universitários, com idade média de 23,0 anos (DP = 2,88), demonstrando que a unifatorialidade da EAVCM (e.g., GFI = 0,99; RMSEA = 0,01) e da EAVSM (e.g., GFI = 0,84; RMSEA = 0,11) é aceitável. Em seguida, testou-se a relação entre as variáveis com duas amostras distintas, as quais se diferenciavam em função da medida implícita. Para verificar a relação entre as atitudes, os valores e a animalização da mulher, participaram 120 pessoas da população geral, com idade média de 24,7 anos (DP = 6,62) que responderam as duas escalas de atitudes citadas, o Questionário dos Valores Básicos (QVB), o Teste de Associação Implícita (TAI) Humanos-Animais e questões sociodemográficas. Não se observou relação entre a animalização da mulher e as atitudes. Com o intuito de verificar a relação entre as atitudes, os valores e a objetificação da mulher, contou-se com 95 respondentes, sendo a idade média de 23,3 anos (DP = 4,65). Estes responderam aos instrumentos citados e ao TAI Humanos-Objetos. Não se constatou associação entre a objetificação da mulher e as atitudes. Quantos aos valores, verificou-se que os normativos e de realização estão relacionados às atitudes de suporte à violência conjugal e sexual. No Estudo 2, explorou-se a relação entre os valores da vítima e as atitudes. Participaram 322 estudantes universitários, com idade média de 23,02 anos (DP = 2,88) que após a leitura de cenários de agressão da mulher, responderam além das medidas citadas, questões relativas à situação de violência descrita no cenário e o Questionário de Agressão. Os resultados demonstraram que quando a mulher prioriza valores de realização, ela tende a ser culpabilizada em maior medida pela violência do que quando é descrita endossando existência. Adicionalmente, construiu-se um modelo explicativo das atitudes tomando-se os valores e o traço agressivo dos respondentes. Confia-se ter contribuído para a literatura na área fornecendo duas medidas breves de avaliação das atitudes frente à violência contra a mulher e ampliando o entendimento sobre esta temática.
  • ROOSEVELT VILAR LÔBO DE SOUZA
  • EXPLICANDO A CIVILIDADE: CONTRIBUIÇÕES DAS PRIORIDADES VALORATIVAS E DO PRIMING VALORATIVO
  • Data: 23/02/2015
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  • O priming de valores humanos e estudado de maneira insuficiente na literatura, sendo demandado esforcos que busquem comprovar a sua eficacia na mudanca de comportamentos. Na presente dissertacao, adotando-se a Teoria funcionalista dos valores humanos, buscou-se contribuir com a literatura a respeito desta relacao. Deste modo, foram elaborados quatro estudos com os objetivos de elaborar uma medida confiavel de civilidade, identificar os correlatos valorativos deste construto e avaliar o efeito do priming de valores neste comportamento. O primeiro estudo buscou desenvolver uma escala de autorrelato de civilidade, tendo contado com a participacao de 510 estudantes universitarios (M = 22,2; DP = 6,39; 56,2% mulheres). Por meio de uma analise fatorial exploratoria (metodo PAF), este estudo apresentou uma medida com estrutura trifatorial, tendo apresentado indices de consistencia interna satisfatorios (α > 0,80). O segundo estudo buscou avaliar os correlatos valorativos da civilidade, utilizando-se a escala elaborada no Estudo 1, e testou-se a predicao do priming de valores neste construto, tendo sido utilizada uma amostra de 184 universitarios (M = 24,7; DP = 7,03; 51,1% mulheres). Como resultados, foram encontradas correlacoes significativas entre as subfuncoes com tipo de orientacao central e pessoal com a escala de civilidade. No entanto, os resultados nao apresentaram efeito significativo do priming de valores neste construto. O terceiro estudo teve os mesmos objetivos do estudo dois, entretanto utilizou-se como variavel de saida uma medida implicita de civilidade, buscando reduzir o vies inerente as medidas de autorrelato. Para isso, contou-se com uma amostra de 65 universitarios (M = 20,5; DP = 2,49; 73,8% mulheres). Os resultados deste estudo apresentaram resultados significativos apenas para a correlacao entre a subfuncao normativa e a medida implicita de civilidade. Alem disso, encontrou-se tambem uma relacao marginalmente significativa entre a subfuncao suprapessoal e a medida citada (p = 0,08). No que diz respeito a influencia do priming de valores na medida implicita de civilidade, nao houveram efeitos significativos. O quarto e ultimo estudo foi a ultima tentativa da presente dissertacao para confirmar os correlatos valorativos da civilidade e avaliar o efeito de diferentes tipos de priming neste construto. Para tal, contou-se com a participacao de 61 universitarios (M = 22,5; DP = 4,72; 57,4 % mulheres). Os resultados indicaram correlacoes significativas apenas entre o comportamento de civilidade e a subfuncao suprapessoal. Ja em relacao ao priming de valores, novamente nao obteve-se qualquer resultado significativo. Diante do exposto, os resultados previamente reportados indicaram que ha um relacionamento evidente entre os valores e o comportamento de civilidade. No entanto, os achados em relacao a influencia do priming de valores na civilidade nao apoiaram as evidencias que outros estudos presentes na literatura apresentaram. Estes achados indicam que a tecnica de priming utilizada nao foi eficaz para ativar os conteudos valorativos que pudessem provocar efeitos no comportamento. Talvez pelo carater abstrato pertinente ao construto estimulado, seja necessario estimulacoes mais complexas e envolvendo maior esforco, tal como os estudos presentes na literatura que encontraram efeitos significativos.
  • IARA MARIBONDO ALBUQUERQUE
  • VIOLÊNCIA SEXUAL E DISCRIMINAÇÃO RACIAL: INFLUÊNCIA NA RESPONSABILIZAÇÃO DA VÍTIMA
  • Data: 23/02/2015
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  • Esta dissertação tem como objetivo principal investigar se a cor da pele da mulher e a cor da pele do agressor influenciam na responsabilização da mulher pela violência por ela sofrida. Diante disso, foram formuladas três hipóteses principais que orientaram a execução de três estudos empíricos. O Estudo 1 testou as seguintes hipóteses: a vítima de violência sexual negra será mais responsabilizada do que a vítima branca e as vítimas serão mais responsabilizadas quando o agressor for negro. Participaram voluntariamente 200 estudantes universitários com idade média de 20,70 anos (DP = 4,00; 99 homens e 101 mulheres), os quais foram alocados em cada uma das quatro condições experimentais (fotos de homem negro e de mulher branca; fotos de homem branco e de mulher negra; fotos de homem negro e de mulher negra e fotos de homem branco e mulher branca). Como resultado observou-se que quando o agressor é negro, a vítima branca (M = 3,83, DP = 0,29) é mais responsabilizada do que a vítima de cor negra (M = 2,87, DP = 0,26). Dessa forma a primeira hipótese não foi confirmada, em oposição, como previsto os resultados indicam que a cor da pele do agressor influencia na responsabilização da vítima. Uma vez que o sexo dos participantes não exerceu nenhuma influência nesses resultados, levantou-se a hipótese que o contexto profissional dos participantes poderia influenciar na responsabilização da mulher pela violência por ela sofrida. Assim, o Estudo 2 buscou investigar se a classificação de profissões em masculinas e femininas (Carvalho, 2003) continuava em vigor para no Estudo 3 testar esta hipótese. Os participantes do Estudo 2 foram 100 estudantes universitários com idade média de 21,66 anos (DP = 3,53; 48 homens e 52 mulheres). Os resultados indicam que a categorização continua em vigor atualmente, considerando cursos tais como Engenharias, computação, física e matemática como profissões melhor desempenhadas por homens e enfermagem, nutrição e pedagogia como cursos considerados femininos. Por fim, o Estudo 3 buscou testar a terceira hipótese de que a pertença grupal do participante (cursos femininos vs. cursos masculinos) influenciaria na responsabilização da vítima. Com a participação de 202 estudantes universitários com idade média de 21,51 anos (DP = 5,17; 101 homens e 101 mulheres) constatou-se que há um efeito de interação tripla significativo entre cor da pele da vítima, cor da pele do agressor e pertença grupal do participante, confirmando a hipótese levantada. Assim, nos cursos femininos, quando a vítima era branca e o agressor negro, ela foi mais responsabilizada (M = 3,86, DP = 0,30) do que nas outras condições experimentais.
  • GABRIELA MARCOLINO MACHADO
  • PERCEPÇÕES E EXPECTATIVAS MATERNAS ACERCA DAS HABILIDADES SOCIOCOMUNICATIVAS E LINGUÍSTICAS DE BEBÊS GEMELARES
  • Data: 20/02/2015
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  • As interações sociais iniciais da criança são fundamentais para o desenvolvimento infantil e da linguagem. Nesse âmbito destaca-se o papel dos adultos no provimento de cuidados, estímulos e criação de contextos que favoreçam o desenvolvimento. Esse desenvolvimento também é influenciado pelas percepções que os pais, em especial as mães, possuem acerca das habilidades sociocomunicativas e linguísticas infantis. Os estudos em torno dessa temática referem percepções e sentimentos ambivalentes que perpassam a descoberta e as expectativas em torno da chegada de filhos gêmeos por parte dos pais. Além disso, pesquisas referem que a condição gemelar seria um dos principais aspectos para um atraso inicial na aquisição da linguagem devido a um padrão diferenciado de interação entre gêmeos que parece não oportunizar a necessidade e motivação objetiva de comunicação verbal. Nesse estudo, as discussões em torno dessa questão são sustentadas pelo modelo histórico-cultural, o qual defende que nos primeiros anos de vida, os bebês estariam sensíveis a intervenções precoces que se dariam em suas vivências e na situação social de desenvolvimento nas quais estão imersos. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi conhecer e analisar as percepções e expectativas de mães de gemelares acerca das habilidades sociocomunicativas e linguísticas de seus bebês nos 2 primeiros anos de vida. As nove mães de gemelares participantes desse estudo foram distribuídas igualmente em três grupos. As idades dos bebês variaram entre 7 e 23 meses. As mães eram de classes socioeconômicas e níveis de instrução diversos, residentes em seus próprios domicílios, com média de 27 anos (DP = 4.24). Para a coleta de dados foram utilizados um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada. A análise das respostas maternas à entrevista seguiu a técnica de análise de conteúdo proposta em Bardin (2004). Os resultados encontrados demonstraram variações nas percepções das mães sobre o desenvolvimento dos filhos(as) gêmeos(as), quando considerados o nível instrucional das mães, as habilidades dos bebês em cada período de seu desenvolvimento, e as experiências dessas mães com seus outros filhos. A análise da entrevista permitiu identificar sentimentos maternos ambivalentes que perpassam a experiência com a gemelaridade, principalmente relativos à descoberta de que seriam mães de gêmeos. As questões sobre o desenvolvimento global infantil permitiram levantar a percepção das mães sobre dimensões do desenvolvimento, habilidades e características de temperamento dos gêmeos, suas expectativas e fatores que auxiliavam no desenvolvimento dos(as) filhos(as). É relevante mencionar que a maioria das mães utilizou de forma recorrente o critério da diferenciação entre os filhos gêmeos, descrevendo aspectos distintos do desenvolvimento global e linguístico dos mesmos. Especificamente sobre as percepções maternas das habilidades sociocomunicativas de seus bebês gêmeos foram relatadas pelas mães distinções e características das primeiras produções verbais, gestos e comportamentos dos filhos que eram atribuídos por parte das mães ora como tendo um significado, ora indicando uma intenção comunicativa, em especialmente no grupo de mães de bebês do segundo ano de vida. Esse estudo reafirma o potencial das interações sociais mediadas e da cultura para o desenvolvimento da cognição social infantil e da linguagem, e defende que uma maior compreensão sobre as percepções, expectativas e sentimentos de mães de crianças gêmeas pode auxiliar na criação de contextos educativos mais favoráveis de aprendizado. Ademais, entende-se que tais percepções podem influenciar as interações estabelecidas entre essa tríade, bem como favorecer a identificação de configurações de linguagem que necessitem de intervenções de profissionais como psicólogos que atuam na educação e na saúde.
  • KARLA SANTOS MATEUS
  • Luso-tropicalismo como justificativa para a discriminação contra o negro no mercado de trabalho na Paraíba
  • Data: 19/02/2015
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  • As concepções luso-tropicalistas, propostas por Gilberto Freyre (1933), defendem que os portugueses possuiriam uma aptidão especial para a miscigenação biológica e cultural com os povos dos trópicos. Assim, tendo sido o Brasil colonizado por Portugal, também seríamos percebidos como um reduto multirracial harmonioso. Entretanto, diversas pesquisas demonstram a existência do preconceito racial no Brasil. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo investigar o papel do luso-tropicalismo como justificativa para a discriminação de jovens negros no mercado de trabalho na Paraíba. Para alcançar este objetivo, foram realizados quatro estudos. Os resultados do primeiro estudo (N=175) e do segundo estudo (N=190), realizados no Brasil, mostraram uma adequação unifatorial (α= 0,65 e α= 0,63, respectivamente), indicando a prevalência apenas do fator “luso-atual”, cujas ideias estão relacionadas à ideia de democracia racial. O terceiro estudo (N=236) demonstrou que em Portugal prevaleceram dois fatores: O primeiro fator, denominado “luso-atual” (α= 0,71) e o fator “luso-histórico” (α= 0,82) que é formado pela ideia de que as relações coloniais portuguesas foram harmoniosas. O quarto estudo (N=194), realizado no Brasil, analisou o papel justificador do luso-tropicalismo na relação entre o preconceito e a discriminação do negro no mercado do trabalho da Paraíba. Tomados em conjunto, os resultados apontam um efeito principal da justificativa na percepção da justiça da decisão da gerente, F (1, 192) =15,6, p < 0,001. Participantes na condição experimental (M=3,03; DP=0,18) avaliaram a decisão como mais justa do que na condição controle (M=2,31; DP=0,18). Este efeito foi qualificado por uma interação entre a justificativa, o luso-tropicalismo e a classe socioeconômica do participante, F (1, 192) = 6,16, p = 0,014. Quando a justificativa era apresentada, apenas os participantes com maior adesão ao luso-tropicalismo e de classe socioeconômica média e alta perceberam a decisão como mais justa (M=3,75; DP=0,36) comparada a condição controle (M=1,77; DP=0,35). Estes resultados mostram que a adesão ao luso-tropicalismo entre os participantes que se autoclassificaram como sendo membros do topo da pirâmide socioeconômica brasileira, e a justificativa para a discriminação faz com que ela deixe de ser percebida como tal.
  • KARLA SANTOS MATEUS
  • Luso-tropicalismo como justificativa para a discriminação contra o negro no mercado de trabalho na Paraíba
  • Data: 19/02/2015
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  • As concepções luso-tropicalistas, propostas por Gilberto Freyre (1933), defendem que os portugueses possuiriam uma aptidão especial para a miscigenação biológica e cultural com os povos dos trópicos. Assim, tendo sido o Brasil colonizado por Portugal, também seríamos percebidos como um reduto multirracial harmonioso. Entretanto, diversas pesquisas demonstram a existência do preconceito racial no Brasil. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo investigar o papel do luso-tropicalismo como justificativa para a discriminação de jovens negros no mercado de trabalho na Paraíba. Para alcançar este objetivo, foram realizados quatro estudos. Os resultados do primeiro estudo (N=175) e do segundo estudo (N=190), realizados no Brasil, mostraram uma adequação unifatorial (α= 0,65 e α= 0,63, respectivamente), indicando a prevalência apenas do fator “luso-atual”, cujas ideias estão relacionadas à ideia de democracia racial. O terceiro estudo (N=236) demonstrou que em Portugal prevaleceram dois fatores: O primeiro fator, denominado “luso-atual” (α= 0,71) e o fator “luso-histórico” (α= 0,82) que é formado pela ideia de que as relações coloniais portuguesas foram harmoniosas. O quarto estudo (N=194), realizado no Brasil, analisou o papel justificador do luso-tropicalismo na relação entre o preconceito e a discriminação do negro no mercado do trabalho da Paraíba. Tomados em conjunto, os resultados apontam um efeito principal da justificativa na percepção da justiça da decisão da gerente, F (1, 192) =15,6, p < 0,001. Participantes na condição experimental (M=3,03; DP=0,18) avaliaram a decisão como mais justa do que na condição controle (M=2,31; DP=0,18). Este efeito foi qualificado por uma interação entre a justificativa, o luso-tropicalismo e a classe socioeconômica do participante, F (1, 192) = 6,16, p = 0,014. Quando a justificativa era apresentada, apenas os participantes com maior adesão ao luso-tropicalismo e de classe socioeconômica média e alta perceberam a decisão como mais justa (M=3,75; DP=0,36) comparada a condição controle (M=1,77; DP=0,35). Estes resultados mostram que a adesão ao luso-tropicalismo entre os participantes que se autoclassificaram como sendo membros do topo da pirâmide socioeconômica brasileira, e a justificativa para a discriminação faz com que ela deixe de ser percebida como tal.
2014
Descrição
  • TAIANE REGINA PEREIRA CABRAL
  • Intenção do Uso de Preservativo das Mulheres de João Pessoa: Aspectos Psicológicos e Sociais.
  • Data: 15/12/2014
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  • O estudo da vulnerabilidade às doenças sexualmente transmissíveis busca entender as diferentes chances que todo e qualquer indivíduo tem de se contaminar, decorrente de características individuais e sociais que podem ser relevantes para uma maior exposição ao vírus da imunodeficiência humana (HIV). Com base nessa premissa, fundamentados na Teoria do Comportamento Planejado, na Teoria do Lócus de Controle e no Modelo da Vulnerabilidade, desenvolveu-se dois estudos. O Estudo 1 teve como principal objetivo realizar um levantamento das crenças de mulheres acerca do uso do preservativo masculino pelo parceiro. Já no Estudo 2, o objetivo principal foi investigar a intenção comportamental de mulheres quanto ao uso do preservativo. Os resultados do Estudo 1, a partir de amostra por conveniência formada por 35 mulheres, de classe social menos favorecida, da cidade de João Pessoa, apontaram crenças comportamentais acerca das vantagens do uso do preservativo evidenciando o conhecimento acerca do papel contraceptivo e a função de evitar doenças sexualmente transmissíveis. Não obstante, como desvantagem, ressaltaram incômodo e a diminuição do prazer quando o parceiro utiliza o preservativo. Como referentes modais positivos para o uso de preservativo, foram citados a família e os médicos, enquanto como referentes modais negativos, foram referidos os amigos e o parceiro. A partir dos resultados do primeiro estudo, foi construído um instrumento aplicado em 244 mulheres, constituindo o Estudo 2, que teve como variáveis independentes as Atitude Indireta, Atitude Direta, Normas Subjetivas e Controle Percebido e, como variável dependente, a Intenção do uso do preservativo. Observou-se que a variável Controle Percebido (β= 0,43) foi o principal responsável pela explicação da variância da intenção de uso do preservativo, seguida da dimensão Norma Subjetiva (β = 0,30). A Atitude Direta (β= 0,15) obteve nível de significância bom, porém com baixo poder de explicação. Adicionalmente, verificou-se que a maioria das mulheres que declaram fazer uso da pílula anticoncepcional afirmam a prática do sexo seguro “às vezes”. Por outro lado, a maioria das mulheres que não usam pílula relatam que faz uso do preservativo “sempre”. Não foram observadas correlações consideráveis entre as quatro dimensões de locus de controle e a intenção comportamental. Estes resultados podem ser considerados como mais uma referência para estudos e intervenções sobre a importância do uso de preservativo nas relações sexuais.
  • LUANA ELAYNE CUNHA DE SOUZA
  • A Influência da Categorização Pelo Sotaque na Discriminação
  • Data: 12/09/2014
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  • Esta tese tem como objetivo principal investigar o papel desencadeado pelo sotaque na relação entre categorização e discriminação, bem como especificar o mecanismo psicológico que explica este processo. Para tanto, foram formuladas três hipóteses principais que norteiam a execução de quatro estudos empíricos. Em um cenário de tomada de decisão para contratação de um funcionário foram realizados quatro estudos em Portugal. O sotaque do candidato à vaga foi manipulado, podendo ser o sotaque português ou o sotaque de imigrante brasileiro. Os participantes eram solicitados a informar qual candidato deveria ser contratado (medida de discriminação). O Estudo 1 testou a hipótese de que a influência da categorização de um alvo ativada pelo seu sotaque (nacional vs. imigrante) na discriminação é moderada pelo preconceito. Participaram 71 estudantes universitários com idade média de 21,8 anos (DP = 4,27; 34 homens e 37 mulheres), que foram randomicamente alocados em uma de duas condições experimentais (sotaque de imigrante brasileiro vs. sotaque português). Os resultados indicam que a relação entre a categorização pelo sotaque e a discriminação é moderada pelo preconceito (b = 0,51, t (67) = 2,67, p ˂ 0,05, η2p = 0,31), de modo que apenas em participantes preconceituosos a categorização pelo sotaque leva à discriminação do imigrante brasileiro. O Estudo 2 buscou replicar o estudo anterior e testar a hipótese de que a relação proposta na hipótese 1 é mediada pela avaliação do sotaque do candidato, pois a avaliação do sotaque desencadeia um processo de perceber o sotaque do membro do grupo externo como pior. Contou-se com a participação de 124 estudantes universitários com idade média de 23,7 anos (DP = 4,83; 60 homens e 64 mulheres), aleatoriamente alocados em uma de duas condições, sotaque português vs sotaque de imigrante brasileiro. Como previsto, os resultados indicam que o preconceito modera a influência da categorização pelo sotaque na discriminação. Ademais, os resultados suportam a mediação da avaliação do sotaque nesta relação (Z = 2,46, p ˂ 0,05), corroborando a segunda hipótese. O Estudo 3 buscou replicar o estudo anterior, desta vez com um delineamento dentre participantes, e testar a hipótese alternativa de que a influência da categorização na discriminação é mediada pelo uso da informação estereotípica. Contou-se com a participação de 105 estudantes universitários com idade média de 24,1 anos (DP = 4,37; 48 homens e 47 mulheres). Como previsto, os resultados indicam que o preconceito modera a influência da categorização pelo sotaque na discriminação e que apenas a avaliação do sotaque medeia esta relação (Z = 1,98, p ˂ 0,05). O Estudo 4 buscou testar a hipótese de que a mediação ocorre porque a avaliação da qualidade do sotaque atua como um fator legitimador da discriminação. Contou-se com a participação de 39 estudantes universitários com idade média de 20,5 anos (DP = 3,67; 12 homens e 27 mulheres), aleatoriamente alocados em uma de duas condições (sem ou com a justificação pelo sotaque), em um design unifatorial entre participantes. Como previsto, os resultados indicam que os participantes julgaram como mais legítima a condição em que a justificação ocorre pelo sotaque (M = 4,30, DP = 1,31) do que a outra condição (M = 3,25, DP = 1,18), t(35) = -2,54, p ˂ 0,05. Neste sentido, os resultados desse estudo suportam a hipótese de que o sotaque pode ser legítimo como um argumento para justificar a discriminação. Destarte, as implicações destes resultados devem ser consideradas como o primeiro passo para analisar o papel do sotaque na discriminação.
  • SABINO DE ALMEIDA SOARES
  • COMPETÊNCIAS GERENCIAIS NA INDÚSTRIA: ANALISANDO A RELAÇÃO ENTRE O PRESCRITO E O REAL
  • Data: 29/08/2014
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  • Vivemos um momento histórico onde o modelo de gestão baseado nos pressupostos tayloristas-fordistas, de subdivisão dos postos de trabalho e de prescrição da atividade parece não atender mais a demanda necessária para se enfrentar uma nova realidade empresarial. É nesse cenário que se intensificam os debates acerca do modelo da gestão por competências e do trabalho dos gerentes, vistos como essenciais para introdução desse novo modelo. Tomando como base essas particularidades, esse estudo tem como objetivo geral discutir as competências que os gerentes de duas indústrias no segmento de bebidas, localizadas em cidades do Estado da Paraíba e do Rio Grande do Norte, mobilizam na realização de suas atividades e quais precisariam adquirir e/ou desenvolver e como objetivos específicos: verificar as competências utilizadas pelos gerentes e as que julgam ser necessário adquirir ou desenvolver; analisar as condições de trabalho dos gerentes; identificar fatores geradores de sofrimento e prazer no trabalho; verificar os aspectos que contribuem para realização e reconhecimento no trabalho e analisar a relação trabalho e família dos gerentes. A fundamentação teórica desse estudo baseia-se em contribuições da Psicodinâmica do Trabalho; Clínica da Atividade; Ergonomia da Atividade; Ergologia e no pensamento de Philippe Zarifian. Quanto ao Método, utilizou-se de entrevista semi-estruturada, visando captar especificidades do trabalho gerencial e a relação com as competências mobilizadas. Participaram do estudo oito gerentes de indústrias de bebidas localizadas no nordeste brasileiro, que atuam em diversas áreas. A análise dos dados foi realizada através da análise de conteúdo temática. Resultados: os gerentes valorizam muito o atingimento de metas e os bônus dai decorrentes, mas isso leva a dificuldades de relacionamento e uma cultura individualista. A aprendizagem do ofício gerencial ocorre pela observação, através de cursos e dos coletivos de trabalho, que também são a principal fonte para solucionar problemas que geram paradas na produção. As situações que mais geram sofrimento são o não cumprimento de metas, o bloqueio de iniciativas e a falta de tempo para família. As maiores fontes de prazer são o convívio familiar, o reconhecimento pelos superiores e pelos pares, a realização profissional, a possibilidade de ascensão profissional e o retorno financeiro. As condições de trabalho são consideradas satisfatórias, no que se relaciona aos recursos, como instalações e equipamentos, a existência de um eficiente plano de carreira e ao processo de capacitação continuada. Os riscos são constantes e variados, mas não existe histórico de afastamento ou adoecimento. No que diz respeito à mobilização das competências em situações de trabalho, emergiram várias questões apresentadas pelos gerentes. Inicialmente avaliamos que existe um desalinhamento entre o que a empresa considera como as competências que os gerentes devem possuir e as que eles entendem como sendo necessárias a sua atividade. O foco dos gerentes foi nas competências que dizem respeito à gestão de pessoas, comunicadas através de expressões como “abraçar a equipe”, “comunicar”, “liderar”, “ser justo”, “saber lidar com pessoas” e “formar as pessoas”, enquanto que o que eles entendem como as competências solicitadas pela empresa foram verbalizadas na forma de “foco em resultados”, “gestão de resultados”, “competitividade”, portanto, visões bem divergentes entre elas. Outra característica da competência que foi evidenciada seria a possibilidade dela ser desenvolvida, mas, para isso seria necessário que os gerentes tivessem uma maior clareza dos ganhos que seriam possíveis obter a partir da introdução de um verdadeiro modelo de gestão por competências.
  • GABRIEL LINS DE HOLANDA COELHO
  • Valores humanos nas organizações: relação com a síndrome de burnout e o engajamento laboral.
  • Data: 25/07/2014
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  • Por muitas décadas as pesquisas nas organizações focaram nos aspectos negativos ocasionados nos trabalhadores, tendo a síndrome de burnout como principal expoente. Nos últimos anos, com a expansão da Psicologia Positiva, o interesse pelos aspectos positivos aumentou e resultou no estudo do engajamento laboral, considerado a antítese do burnout e essencial para a maximização do material humano nas organizações. Contudo, para a implementação de um ambiente que seja propício estimular o engajamento, é necessário uma revisão dos valores dentro da organização, a fim de descobrir quais devem ser priorizados e compartilhados entre os funcionários. Sendo assim, esta dissertação foi dividida em dois estudos. No primeiro, procurou-se observar como os instrumentos Inventário de Burnout de Maslach (MBI) e Escala Utrech de Engajamento Laboral (UWES) se comportam em contexto brasileiro. Já o segundo estudo teve como objetivo observar a influência dos valores humanos no engajamento laboral e síndrome de burnout. No Estudo 1, contou-se com a participação de 180 trabalhadores de diferentes profissões, com idade média de 36,9 anos (DP = 11,9), sendo a maioria mulheres (62,2%). Utilizou-se a análise fatorial do tipo confirmatória para observar a estrutura dos instrumentos. Os resultados foram marginalmente significativos para a MBI [χ²/g.l. = 2,19, GFI = 0,82, AGFI = 0,77, CFI = 0,81 e RMSEA = 0,08 (IC90% = 0,071-0,092)] e para a UWES [χ² /gl = 3,02, GFI = 0,82, AGFI = 0,76, CFI = 0,88 e RMSEA = 0,10 (IC90% = 0,094-0,119)]. No Estudo 2, contou-se com a participação de 345 professores, com idade média de 36,4 anos (DP = 10,33), sendo a maioria do sexo feminino (73,9%). Foram realizadas correlações r de Pearson, análises de mediação e moderação. Observou-se correlações dos valores com quase todos os fatores do engajamento e burnout. Procurou-se observar os efeitos dos valores no engajamento, sendo mediados pelo burnout, obtendo resultados significativos na orientação social [λ = 0,14 (IC90% = 0,01/0,29; p = 0,05)]. Posteriormente, procurou-se observar a influência da interação entre os valores sociais e os fatores do burnout no engajamento, obtendo-se resultados não significativos (p > 0,05). Optou-se pela realização de uma nova moderação, utilizando a subfunção interativa, por apresentar maior peso explicativo, e o fator baixa realização profissional, única dimensão do burnout a apresentar correlações significativas com os valores. Os resultados foram estatisticamente significativos [β = 0,16, t = 2,26, p < 0,05; R² = 0,32, R²ajustado = 0,32, ΔR² = 0,01, p < 0,05; F(1, 341) = 5,128, p < 0,05]. Através dos simple slopes, verificou-se que esta relação faz mais sentido em níveis altos (simple slope = 0,23, t = 3,04, p < 0,001) e médios (simple slope = 0,12, t = 2,68, p < 0,05) de baixa realização profissional. Os resultados encontrados sugerem a importância dos valores humanos nas organizações, especialmente da subfunção interativa, uma vez que as relações sociais são essenciais para a criação e manutenção de um ambiente com maior engajamento por parte dos seus funcionários, como evidenciado no modelo JD-R, utilizado para explicação do fenômeno. Em suma, ressalta-se a importância do estudo destes construtos e confia-se que os objetivos desta dissertação foram alcançados, contribuindo para os estudos sobre valores humanos e bem-estar no ambiente de trabalho.
  • SUELLEN MARY DOS SANTOS ANDRADE
  • Neuroestimulação no Tratamento do Acidente Vascular Cerebral: Ensaio Clínico, Duplo-Cego, Placebo-Controlado.
  • Data: 18/07/2014
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  • O tratamento tradicional após o acidente vascular cerebral (AVC) inclui medicamentos e reabilitação física, sendo esta, geralmente composta por protocolos não sistemáticos, o que dificulta sua replicabilidade. A estimulação transcraniana por corrente direta (ETCC), associada a um programa de fisioterapia padronizado, pode representar uma alternativa terapêutica eficaz para estes pacientes. O objetivo deste trabalho foi analisar os efeitos da ETCC em pacientes no estágio sub-agudo do AVC. Foi desenvolvido um ensaio clínico, placebo-controlado, duplo-cego e aleatorizado, envolvendo 40 pacientes, com diagnóstico de AVC isquêmico, unilateral, não-recorrente. Os participantes foram randomizados a 02 grupos, um com estimulação ativa e outro com corrente placebo. Todos receberam tratamento fisioterapêutico sistemático, fundamentado nos princípios da terapia de restrição e indução ao movimento TRIM. A intervenção foi aplicada durante 10 dias consecutivos, com corrente de 2mA, sendo o ânodo posicionado sobre o córtex motor primário (M1), ipsilateral à lesão, e o cátodo sobre a região supra-orbital contralateral. Os pacientes passaram por três avaliações funcionais: linha de base (T0), semana 2 (T1) e semana 4 (T2). Testes neuropsicológicos e testes de segurança foram realizados em T0 e na semana T2. Em relação ao total de participantes, 86% (n=35) completaram o protocolo. O dropout foi maior no grupo de ETCC ativa, quando comparado ao placebo, mas esta relação não teve significância estatística (p>0,05). Quanto às características clínicas e sócio-demográficas não foram observadas diferenças entre os grupos. Quanto ao desfecho primário, demonstrou que o desempenho no Índice 2 de Barthel diferiu entre os grupos entre os grupos (F= 9,46; p = 0,04; η = 0,19) e em 1,38 2 relação ao tempo (F=166,29; p = 0,00; η = 0,81), com interação entre grupo x tempo 2,38 2 (F= 24,33; p = 0,00; η = 0,39), onde os participantes que receberam estimulação ativa 2,38 obtiveram melhor desempenho que aqueles tratados com ETCC simulada. Em relação aos desfechos secundários, espasticidade, função dos membros superiores e uso espontâneo do membro parético, o padrão foi o mesmo observado em relação à independência funcional, onde maiores escores foram alcançados pelos pacientes que receberão estimulação ativa. No que se refere à segurança, não foram observados efeitos adversos graves, sendo sonolência e vermelhidão as sensações mais frequentemente observadas, e nenhum efeito cognitivo deletério foi apresentado pelos grupos durante o período de tratamento e follow-up. Dessa forma, os dados demonstram a eficácia e segurança da ETCC ativa, combinada à fisioterapia, na reabilitação de pacientes após AVC.
  • ELLUÊNIA LUCENA CLAUDINO DELFINO
  • Representações Sociais de Três Gerações Acerca da Ditadura Militar e da Comissão da Verdade
  • Data: 26/05/2014
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  • Em 2012 a comissão nacional da verdade do Brasil foi sancionada, para funcionar por dois anos, com a finalidade de apurar as violações de direitos e apontar responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos durante o regime militar. Em 2014, ao completar 50 anos desse período, esta comissão deverá divulgar relatório. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo geral analisar as representações sociais de três gerações acerca da ditadura militar e a opinião destas pessoas sobre a comissão da verdade. A amostra deste estudo compreendeu 209 participantes. Os dados foram analisados pelo programa Evoc, a partir da expressão “Governo Militar”. O núcleo central da representação apontou que os conteúdos evocados estão fortemente ancorados em uma a ão negativa “repressão”, associado a isto, a um regime governamental “ditadura”. Os dados também foram analisados pelo software Alceste. Os resultados apontaram a formação de 5 classes, tendo, a Classe 2, “Apura ão de Viola es de Direitos Humanos pela Comissão da Verdade”, a maior representatividade do corpus. Tomados em conjunto, os resultados obtidos demonstram a importância do tema para os participantes e percebe-se como o resgate à memória histórica atinge às representações profundamente ancoradas ao longo do tempo pelos que viveram e/ou escutaram fatos ocorridos neste período como mortes, torturas e desaparecimento político.
  • JULIANA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE
  • "ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE": O CASAMENTO SORODIFERENTE PARA O HIV/AIDS E SEUS DESDOBRAMENTOS
  • Data: 10/03/2014
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  • Introdução: O fenômeno do casamento e da sexualidade tem passado por mudanças ao longo do tempo, seja por determinações econômicas e políticas, ou por questões culturais e de gênero. Por outro lado, os avanços científicos referentes ao diagnóstico e ao tratamento da Aids, proporcionaram aumento na sobrevida dos indivíduos com o HIV/Aids, favorecendo a formação de casais com diferentes sorologias para o HIV/Aids. Partindo destas premissas, fundamentado na perspectiva da construção social dos gêneros e no modelo teórico da Vulnerabilidade, este estudo teve como objetivo geral analisar os elementos constitutivos da conjugalidade e vulnerabilidades entre casais heterossexuais com sorologias diferentes para o HIV/Aids. Método: Participaram 36 pessoas em relacionamento heterossexual e sorodiferente para o HIV/Aids, com idades variando de 19 a 70 anos (M=36; DP=10,5), sendo a metade de cada sexo. Adicionalmente, foram entrevistados 08 casais em relacionamento sorodiferente para o HIV/Aids. Para a etapa quantitativa, foi utilizado um questionário autoaplicável, versando sobre questões sóciodemográficas e referentes às práticas sexuais dos casais, e na segunda etapa entrevista semi-estruturada. Para a análise dos dados quantitativos, foi realizada estatística descritiva, enquanto para o conteúdo das entrevistas utilizou-se a Análise Categorial Temática. Resultados: Os resultados apontam para um perfil com renda maior que dois salários mínimos (N=19), escolarização fundamental (N=17) e média (N=12), residentes no interior do Estado (N=27). A maioria afirma religiosidade mediana (M=2,81; DP=,902), em sua maioria, católicos. Vinte e seis afirmaram sorologia positiva para o HIV/Aids. Em relação ao tempo de casamento, 30 participantes afirmaram ser acima de três anos, metade com diagnóstico HIV pré-matrimonial. Doze participantes afirmaram que se submetem à testagem anualmente, 9 semestralmente e 15 poucas vezes. Dentre as práticas de risco, destacam-se dificuldades no uso de preservativo (N=19), não sistematização do uso do preservativo (N=18) e relações extraconjugais (N=12). Questionados sobre informações relacionadas à sorodiferença, 19 participantes afirmaram nunca ter recebido e a preocupação com a Aids foi afirmada por 32 participantes. A partir da análise das entrevistas, emergiram três classes temáticas: Classe Temática I – Descoberta do Diagnóstico (categorias: Pré-matrimonial e Pós-matrimonial), Classe Temática II – Cotidiano do Casamento (categorias: Medo, Cuidado, Estigma e Preconceito, Reprodução e Enfrentamento) e Classe Temática III – Prevenção (Uso de preservativo e Uso de álcool). Conclusão: Embora os avanços científicos no campo da Aids sejam evidentes, observou-se aspectos de vulnerabilidades provenientes de lacunas informativas ou de crenças socialmente construídas. Verifica-se a necessidade da implementação de políticas que garantam o direito dessa população de vivenciar suas escolhas de maneira digna e segura.
  • LIDIANE SILVA DE ARAUJO
  • OBESIDADE E PRECONCEITO: O QUE DIZEM O SABER CIENTÍFICO E A MÍDIA IMPRESSA
  • Data: 07/03/2014
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  • Objetivou-se conhecer a produção científica nacional sobre o preconceito associado à obesidade (Estudo 1) e apreender as representações sociais da mídia impressa acerca do mesmo objeto (Estudo 2). O primeiro estudo tratou-se de uma revisão sistemática realizada em janeiro de 2014 no portal Periódicos Capes, considerando-se as publicações de 2004 a 2013 e utilizando-se os descritores obesidade/sobrepeso e preconceito/discriminação/exclusão/lipofobia/estigma. Do conjunto de artigos encontrados (447), apenas dois estudos preencheram os critérios de inclusão na amostra. Os resultados marcaram uma escassez de publicações sobre o tema e uma predominância de estudos de natureza qualitativa, o que demonstra a introdução embrionária do assunto no meio científico e a consequente necessidade de expandir as pesquisas neste contexto. Também de caráter documental, o segundo estudo foi realizado a partir da análise de materiais textuais sobre o tema ("preconceito contra pessoas com sobrepeso", "preconceito/discriminação contra gordos/obesos") coletados em tempo real na ferramenta de busca do sítio do portal da Folha de São Paulo. O corpus foi submetido à análise lexical pelo programa Alceste, por meio do procedimento padrão. A análise do corpus apontou um dendrograma estruturado em sete classes temáticas: (1) a discriminação da pessoa gorda; (2) a exclusão no serviço público; (3) resultados de pesquisas; (4) medicalização da obesidade; (5) preconceito, repercussões biopsicossociais e diferenças de gênero; (6) o preconceito revelado e; (7) políticas de inclusão. Grosso modo, o saber produzido e difundido pela mídia impressa revelou que o preconceito associado à obesidade foi objetivado como causa maior de sofrimento psíquico e repercussões em diversas esferas, afetando de modo desigual homens e mulheres. Ao ancorar a obesidade na categoria de doença, a gordura no indivíduo passa a ser motivo de controle social, médico e laboral. Verificou-se que o jornal tem informado sobre índices de prevalência do sobrepeso e obesidade, classe temática ancorada nas evidências científicas sobre o assunto. Para além de ensejos estéticos, o repúdio à gordura tem sido cada vez mais naturalizado, circulando, inclusive, no meio médico e contribuindo para legitimar práticas discriminatórias em relação a pessoas obesas. Neste aspecto, novas pesquisas sobre o assunto são sugeridas.
  • PATRICIA FONSECA DE SOUSA
  • ADESÃO À REFORMA PSIQUIÁTRICA E PRECONCEITO FRENTE AO DOENTE MENTAL: UM ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS À LUZ DA TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
  • Data: 28/02/2014
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  • Nas últimas décadas, aconteceram transformações na assistência em saúde mental, pautadas na reforma psiquiátrica. Diante desse contexto, destaca-se a importância de estudar a relação entre as representações sociais acerca da reforma psiquiátrica e do doente mental, adesão aos paradigmas de atenção em saúde mental e preconceito frente ao doente mental, entre universitários. Essa dissertação organizou-se ao longo de três estudos. O Estudo I objetivou realizar a validação da estrutura fatorial da Escala de Atitudes em Saúde Mental e da Escala de Rejeição à Intimidade. Participaram 404 universitários, a maioria do sexo feminino (69,6%) e com idade média de 24 anos (DP = 5,67). Quanto a Escala de Atitudes em Saúde Mental, dois fatores foram extraídos, explicando uma variância total de 33,1%. No fator 1, o α = 0,71 e no fator 2 o α = 0,66. Em relação a Escala de Rejeição à Intimidade, emergiu um único fator, explicando uma variância total de 48% e com α= 0,88. Concluiu-se que ambas as escalas apresentaram parâmetros satisfatórios para o uso no contexto escolhido. O Estudo II buscou realizar a replicação da estrutura fatorial das duas escalas usadas no Estudo I. Participaram 396 universitários, a maioria do sexo feminino (69,9%) e com idade média de 23 anos (DP = 5,41). A estrutura bifatorial da Escala de Atitudes em Saúde Mental e unifatorial da Escala de Rejeição à Intimidade foram mantidas. O Estudo III pretendeu analisar as representações sociais de estudantes universitários sobre a reforma psiquiátrica e o doente mental relacionando-as com a adesão desses estudantes aos paradigmas de atenção em saúde mental e com o preconceito frente ao doente mental. Participaram 480 universitários, distribuídos entre os cursos de psicologia, medicina e enfermagem; a maioria do sexo feminino (74,4%) e com idade média de 24 anos (DP = 5,98). Os dados foram coletados por meio das duas escalas usadas nos Estudos I e II e da TALP (os estímulos indutores: reforma psiquiátrica e doente mental). Os resultados da Escala de Atitudes em Saúde Mental indicaram a adesão dos estudantes dos três cursos ao paradigma psicossocial. A Escala de Rejeição à Intimidade indicou maior preconceito frente ao doente mental entre os estudantes de medicina e menor preconceito entre os estudantes de psicologia. Observou-se ainda uma correlação negativa entre o preconceito frente ao doente mental e a adesão ao paradigma psicossocial (r = - 0,25, p < 0,05). Quanto a representação social da reforma psiquiátrica, os resultados obtidos por meio do EVOC revelaram conhecimento entre os universitários acerca dessa política de assistência em saúde mental. Sobre a representação social do doente mental, esta foi marcada pelo preconceito e vinculada ao paradigma biomédico. Os resultados apontaram, entre os participantes desse estudo, uma ambiguidade quanto à compreensão dos preceitos da reforma psiquiátrica, pois eles demonstraram conhecimento acerca das práticas que pautam esse novo modelo de assistência em saúde mental, mas apresentaram uma representação social do doente mental vinculada ao paradigma biomédico e, por conseguinte, associada ao preconceito. Tal achado parece ser um reflexo da atual situação do campo da saúde mental, na qual o paradigma biomédico não foi totalmente superado e nem o paradigma psicossocial totalmente estabelecido.
  • GILDEVAN ESTRELA DANTAS
  • ATITUDES FRENTE AO DOENTE MENTAL: CORRELATOS VALORATIVOS E DE TRAÇOS DE PERSONALIDADE
  • Data: 28/02/2014
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  • A história da loucura exerce importante representação nas transformações ideológicas e práticas no que se refere às iniciativas de melhor oferta de assistência aos doentes mentais. Dessa maneira são apresentadas as revoluções que caracterizaram importantes contribuições da Revolução Italiana, e suas influências no processo desencadeado no Brasil, que Compreendendo a psiquiatria como peça de poder na estratégia de controle e dominação/sujeição do indivíduo em sofrimento psíquico é que novas formas de cuidar devem ser dialogadas. Fruto dessas discussões os modelos de saúde vem tentando compreender o doente mental além dos aspectos orgânicos, como também os aspectos subjetivos deste. Essa transição de cuidar pode ser evidenciada por meio dos modelos de saúde: biomédico e biopsicossocial. Considerando essa lógica busca-se aqui enfocar a doença mental como possibilidade humana e sua ligação à ordem social. Em virtude dessa construção histórica da loucura a presente dissertação objetivou saber se os valores humanos e os traços de personalidade explicam as atitudes frente ao doente mental. Considerando os valores humanos como princípios guias das ações humanas e sendo a personalidade subjacente ao mesmo. Para tanto, realizaram-se três estudos empíricos. O Estudo 1 objetivou construir e validar uma medida de atitudes frente ao doente mental (EAFDM), conhecendo evidências de sua validade fatorial e consistência interna. Participaram 200 estudantes da área de saúde (medicina, enfermagem e psicologia) de universidades pública e particular da cidade de João Pessoa-PB. Foram divididos de forma equitativa com idade variando de 17 a 49 anos (M = 23,67; DP = 5,04). A EADM, após ter checado sua validade semântica e poder discriminativo (tendo seguido os componentes: autoritarismo (α = 0,81) e benevolência (α = 0,75). Os dois fatores explicaram conjuntamente 20,8% da variância total. O Estudo 2, por sua vez, teve como objetivo comprovar a estrutura fatorial da EADM, fornecendo evidências psicométricas mais robustas para referida medida. Contou-se com uma amostra de 203 estudantes com idades variando de 17 a 52 anos (M = 23,93; DP = 5,54). Os resultados da Análise Fatorial Confirmatória (AFC) permitiu comprovar a estrutura bifatorial da EADM, identificado no estudo 1, apresentando indicadores de ajuste e confiabilidade composta (CC) satisfatórios. Por fim, realizou-se o Estudo 3, compondo a amostra de 230 profissionais da área de saúde. Estes responderam a EADM, o Questionário dos Valores Básicos (QVB), o Big Five e um Questionário Sociodemográfico. As análises consistiram em correlação de Pearson (r) e regressão múltipla (stepwise). Foram construídos dois modelos: no primeiro, os traços de personalidade conscienciosidade e amabilidade predizem as subfunções experimentação e interativa, que, por sua vez, explicam o fator autoritarismo das atitudes frente ao doente mental; no segundo, os traços de personalidade neuroticismo predizem as subfunções experimentação e interativa, que explicam o fator benevolência das atitudes frente ao doente mental. No geral, os modelos se mostraram ajustados aos dados empíricos. Conclui-se que é fundamental desenvolver projetos de intervenção junto aos profissionais de saúde, especialmente, com vistas à efetividade das políticas públicas de saúde dirigidas as pessoas com doenças mentais e assim, resgatar a cidadania desses indivíduos e reinseri-los na sociedade.
  • ANDERSON MATHIAS DIAS SANTOS
  • A DIFUSÃO DE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS DIREITOS HUMANOS PELO JORNAL NACIONAL
  • Data: 27/02/2014
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  • Diversas pesquisas têm mostrado o papel da imprensa, e particularmente da televisão, na formação e difusão de Representações Sociais. Em relação à televisão, tem sido destacada a importância dos telejornais como fonte de informação sobre os Direitos Humanos. No presente trabalho analisaram-se as representações sociais dos Direitos Humanos difundidas pelo telejornal de maior audiência no Brasil – Jornal Nacional. Nesta análise, buscou-se verificar: 1) quais Direitos Humanos eram veiculados pelo Jornal Nacional; 2) qual a forma como esses direitos eram veiculados; 3) como os direitos se agrupavam no discurso jornalístico; 4) possíveis diferenças na cobertura do telejornal de acordo com os tipos de direitos veiculados e; 5) se havia defesa dos direitos veiculados e a quais direitos esses posicionamentos aparecem relacionados. A amostra foi composta por 277 notícias e reportagens referentes aos Direitos Humanos, provenientes de 54 edições consecutivas do Jornal Nacional veiculadas entre 16/04/2012 e 16/06/2012. Na amostra não constaram reportagens internacionais, sobre esportes e política. O corpus constituído foi analisado por meio do software Alceste. Dentre os resultados foi possível verificar que o conteúdo da amostra agrupava-se em quatro classes: Crimes contra os Direitos Individuais, Aspectos Econômicos dos Direitos, Direitos relativos ao Trânsito e Direito a Proteção diante de Catástrofes. A classe dos Crimes contra os Direitos Individuais (31% das UCEs selecionadas) incluiu o direito à vida, contra a violação do corpo e segurança pública. Nesta classe, foi enfatizada principalmente a violação dos direitos individuais; foi característica da cobertura desses direitos o uso da notícia curta e descontextualizada e, em geral, não se verificou a defesa dos direitos violados. A classe Aspectos Econômicos dos Direitos (33%) incluiu os direitos ao meio-ambiente, trabalhistas e do consumidor. Foram características desta classe o uso do argumento econômico como forma de conscientização e o uso de estatísticas; a principal abordagem nesta classe foi a que englobava a notícia seguida de uma reportagem esclarecedora e, em geral, verificou-se a defesa dos direitos veiculados. A classe dos Direitos relativos ao Trânsito (24%) incluiu os direitos de segurança no trânsito, transporte público e greve. A forma de cobertura típica desta classe foram as reportagens longas e contextualizadas; verificou-se, nesta classe, a defesa dos direitos de segurança no trânsito e transporte público e a crítica ao direito de greve; por fim, a classe do Direito a Proteção diante de Catástrofes (12%) incluiu notícias e reportagens acerca de tragédias, notadamente, a seca no Nordeste e enchentes no Amazonas. O tipo de cobertura variou nesta classe entre as reportagens e as notícias seguidas das reportagens; o foco se concentrou no sofrimento dos moradores diante das tragédias e não se verificou a defesa dos direitos desses moradores. Por meio da literatura acerca da Teoria das Representações Sociais, dos Direitos Humanos e da Mídia discutem-se as diferenças apresentadas pelo Jornal Nacional na forma de cobertura de acordo com as classes de direitos sendo os direitos consensuais promovidos e os polêmicos evitados. Discute-se também o uso de especialistas nos temas ligados à economia e o apelo ao sofrimento das vítimas de catástrofes.
  • KATRUCCY TENÓRIO MEDEIROS
  • AS MULHERES NO FENÔMENO DAS DROGAS: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE USUÁRIAS DE CRACK
  • Data: 27/02/2014
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  • O uso de drogas constituiu-se nos últimos anos um dos fenômenos sociais mais sérios e de difícil solução na atualidade. O crack vem se destacando no cenário brasileiro em relação a outras drogas ganhando acentuada visibilidade social. Atualmente, entende-se que o consumo de substâncias ocorre em todos os grupos sociais, sendo que o uso abusivo de crack pelo público feminino vem sendo relatado como um fenômeno crescente na nossa sociedade. Objetivou-se, a partir de uma compreensão psicossocial deste fenômeno, conhecer e analisar as representações sociais acerca do crack elaboradas por dependentes químicas em tratamento, utilizando o aporte teórico da Teoria das Representações Sociais. Consiste em uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e de campo, realizada em Comunidades Terapêuticas e Clínicas de Reabilitação feminina, localizadas nos Estados de PB e PE. Compreendeu uma amostragem não probabilística e de conveniência, totalizando 45 usuárias. Os instrumentos utilizados foram: questionário sociodemográfico, analisado através do cálculo de frequências simples e porcentagens; a Associação Livre de Palavras, com os estímulos: crack e mulher usuária, que foi analisada por meio da Análise de Conteúdo; e, entrevista semiestruturada, a qual foi analisada a partir do software ALCESTE. A aplicação dos instrumentos ocorreu de forma individual e nas próprias instituições, com o auxílio de gravador; foram respeitados todos os procedimentos éticos que envolvem a pesquisa com seres humanos. Os resultados indicaram que o crack é representado como um elemento devastador e desagregador, por gerar situações de desordem no ambiente familiar e responsável por causar abandono ou afastamento das funções femininas. Verificou-se que a figura da mulher usuária é vista como problema de ordem moral, ocasionando uma representação depreciativa presente na sociedade; exerce influência nesses discursos a dissonância entre “ser usuária de droga” e “ser mãe/esposa do lar”. Observou-se, ainda, que as estratégias de enfrentamento desta problemática se encontram impregnadas de repressão social e respaldadas por discursos que regem o prisma da moralidade, expressando a desigualdade de gênero que ainda persistem na relação do feminino com o masculino. Essas construções, ao mesmo tempo em que são individuais e sociais, exercem influência na forma como a sociedade encara a mulher dependente química, reforçando barreiras sociais que dificultam a procura de tratamento e recuperação das usuárias. Dessa forma, conclui-se que é necessário um olhar para além da estigmatização da mulher, a qual deve ser vista, antes do papel de esposa ou mãe, como mulher que padece de um sofrimento, necessitando assim, de cuidados. O presente estudo oportunizou o debate acerca dessa temática, tendo como meta estratégias de enfrentamento e de contemplação dessa problemática por políticas públicas que auxiliem no tratamento da mulher dependente química.
  • SIMONE SALVIANO ALVES
  • A RELAÇÃO TRABALHO E SAÚDE DOS PSICÓLOGOS HOSPITALARES DE JOÃO PESSOA/ PARAÍBA
  • Data: 27/02/2014
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  • A Psicologia Hospitalar, enquanto um campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos relacionados ao adoecimento tem como foco a assistência ao paciente hospitalizado. Neste sentido, o psicólogo hospitalar assume numerosas atribuições e estão constantemente expostos aos riscos característicos do trabalho em hospital. Considerando que o trabalho ocupa um lugar central na vida dos seres humanos e na sociedade de modo geral e, portanto, se relaciona de forma íntima com a saúde dos trabalhadores, o presente estudo teve como objetivo principal analisar a relação entre o trabalho e a saúde dos psicólogos hospitalares de João Pessoa- Paraíba. Como objetivos específicos foram elencados: caracterizar o conteúdo do trabalho dos psicólogos hospitalares; conhecer as condições e a organização do trabalho destes profissionais; evidenciar as fontes de sofrimento e prazer nas situações de trabalho destes profissionais; e, por fim, verificar relações entre as características das condições e organização do trabalho dos psicólogos hospitalares e o seu estado de saúde. Partiu-se de um delineamento não-experimental, de caráter exploratório e descritivo. Como instrumentos de coleta de dados foram utilizados o Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT) e uma entrevista individual semi-estruturada. A pesquisa envolveu 40 psicólogos hospitalares, do sexo masculino e feminino, atuantes em hospitais públicos da Cidade de João Pessoa-Paraíba, localizada na Região Nordeste do Brasil. As respostas do INSAT foram armazenadas no programa Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS, versão 20.0), onde foram submetidas ao tratamento de estatísticas descritivas e inferenciais. Já os dados alcançados por meio da entrevista individual semi-estruturada foram analisados por meio da análise de conteúdo temática. Para analisar a complexa relação entre o trabalho e a saúde dos profissionais em foco, entrelaçamos os dados oriundos dos dois instrumentos, delineando uma discussão baseada nos nossos entendimentos de trabalho e saúde, da relação entre estes dois elementos e, ainda, das nossas abordagens norteadoras, que foram a Psicodinâmica do Trabalho e a Ergonomia da Atividade. Os resultados produzidos apontam, principalmente, que os psicólogos hospitalares vivenciam constantemente sofrimento e prazer nas situações de trabalho. Evidenciam ainda, problemas de saúde físicos e psíquicos que acometem estes profissionais e que estão diretamente relacionados à organização e as condições de trabalho em que estão inseridos. Espera-se, por meio dos resultados deste estudo, contribuir para a produção e popularização do conhecimento acerca da psicologia hospitalar e dos aspectos que envolvem o profissional da categoria, especialmente, os relacionados ao seu trabalho e a sua saúde.
  • HERMESSON DANIEL MEDEIROS DA SILVA
  • Validação da Escala de Avaliação da Percepção Visual (EAPV) com idosos
  • Data: 27/02/2014
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  • O objetivo do presente estudo foi verificar evidências de validade da Escala de Avaliação da Percepção Visual (EAPV) com idosos. Para isso, contou-se com a colaboração de 104 pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, selecionadas de forma não-aleatória e residentes nos municípios de João Pessoa e Campina Grande – PB. Além da EAPV, na coleta de dados foram aplicados os seguintes instrumentos: Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), Escala de Avaliação de Demência (DRS), Teste de Fluência Verbal (TVB), Teste de Figura Complexa de Rey (TFCR), Teste de Discriminação Visual de Benton (TDVB), Teste de Figuras Sobrepostas de Poppelreuter (TFSP), Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15), Questionário de Atividades Funcionais de Pfeffer (QAFP), Escala de Avaliação de Doenças Cumulativas (CIRS) e um Questionário sociodemográfico. Os idosos foram entrevistados em Centros de Convivência, Unidades Básicas de Saúde da Família – UBSF e em três programas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), destinados para o idoso: Universidade Aberta no Tempo Livre, Viva a Velhice com Plenitude e Universidade Aberta à Maturidade (UAMA). Foram realizadas análises descritivas, Análise verificação de validade convergente e discriminante e estimação dos parâmetros dos itens utilizando a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Utilizou-se, nas análises, os softwares SPSS, versão 18.0, FACTOR versão 9.20 e a linguagem R, versão 2.15.1. A partir das análises fatoriais, verificou-se uma estrutura unifatorial da EAPV composta por 13 itens que avaliam os aspectos da figura-fundo (2 e 18), visuocontrução (4, 8, 12, 16 e 20) e discriminação visual (9, 11, 14, 15, 17, e 18). Foi possível atestar a validade convergente e discriminante da EAPV a partir das correlações significativas com os testes que avaliam a percepção visual e ausência de correlação com os que mensuram construtos distintos. Quanto as análise via TRI verificou-se que o melhor ajuste dos dados foi ao modelo 1 parâmetro de Rach. Estimou-se o parâmetro de dificuldade dos itens dos quais apresentaram uma variação de -2,81 a 0,93 (M = -0,67; DP = 1,20). Foi observado que a EAPV oferece mais informação para os indivíduos com percepção visual mediana. De modo geral, os resultados indicam que a EAPV configurou-se como uma medida válida para avaliar a percepção visual em idosos.
  • JULIAN BRUNO GONCALVES SANTOS
  • Valores Morais: comparando telenovelas (décadas de 1980 e 2010)
  • Data: 27/02/2014
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  • O objetivo do presente estudo foi analisar uma telenovela da década de 2010, a partir da tipologia Kohlberguiana, e comparar os resultados com os de uma análise semelhante feita em três telenovelas consecutivas da década de 1980. Foram realizados dois estudos: o primeiro consta da análise dos valores morais veiculados pela telenovela Avenida Brasil (2012), e o segundo consta de uma comparação dos resultados obtidos nesta análise com aqueles obtidos na análise das telenovelas da década de 1980. A amostra foi composta por 90 capítulos da telenovela Avenida Brasil (2012) e pelos resultados da pesquisa de Camino e Cavalcanti (1998). Para a análise, foram feitas três classificações: 1) de acordo com os estágios morais propostos por Kohlberg; 2) de acordo com as intenções (Fins) das personagens que as emitiram e com as ações planejadas ou realizadas para alcançar esses fins (Meios), e 3) de acordo com a Concordância, que é a valorização, a defesa, a aceitação e emissão de um certo raciocínio moral; e na Discordância, que são os comportamentos ou verbalizações de crítica, desacordo ou rejeição ao uso de determinado tipo de moral. Os dados referentes às verbalizações e comportamentos dos personagens foram submetidos à Análise de conteúdo de Bardin (2010). Os resultados do primeiro estudo mostraram que os valores morais mais veiculados pela telenovela Avenida Brasil foram aqueles correspondentes aos estágios 1 e 2; as discordâncias relacionaram-se aos estágios mais elevados – 4 e 5; os valores fins foram categorizados nos estágios 1 e 2 e os valores meios se concentraram em ações que são cometidas contra o outro. Os resultados do segundo estudo mostraram que tanto a telenovela Avenida Brasil quanto as telenovelas da década de 1980, apresentaram frequências mais elevadas referentes aos estágios inferiores – 1, 2 – enquanto que as frequências mais baixas corresponderam aos estágios mais elevados – 3a, 3c, 4, 5[3], 5 e 6. A telenovela Avenida Brasil (2012) apresentou uma maior porcentagem para os valores do estágio 1 e do estágio 2, enquanto as novelas da década de 1980 apresentaram uma maior porcentagem para os valores dos estágio 3a, 3c, 4, 5 e 5[3]. A concordância com os estágios 1, 2 e 3a foi muito elevada na novela Avenida Brasil e nas da década de 1980. Quanto às discordâncias, a telenovela Avenida Brasil se destaca em relação aos estágios 3a e 4 e as telenovelas da década de 1980 em relação aos estágios 2, 3c, 5[3] e 5. A telenovela Avenida Brasil apresentou maior porcentagem para os fins ligados ao estágio 1, e 3 convencional, enquanto as telenovelas de 1980 apresentam maiores porcentagens de fins ligados aos estágios 2, 3 afetivo, 4 e 5; Os resultados mostraram que na telenovela Avenida Brasil as ações contra o outro obtiveram maior porcentagem em comparação com as telenovelas da década de 1980. Estas, em contrapartida, apresentaram mais ações a favor do outro e também mais ações em defesa de convenções ou leis. Acredita-se que o contexto social no qual as telenovelas da década de 1980 foram criadas pode ter influenciado a veiculação de conteúdo moral mais avançado, uma vez que tratava-se de um período de abertura sociopolítica e econômica. Na telenovela Avenida Brasil (2012), percebe-se a intenção do autor em destacar o tema da vingança, dando ênfase à justiça com as próprias mãos e isso pode estar relacionado a um clamor social por legalidade com ênfase na O objetivo do presente estudo foi analisar uma telenovela da década de 2010, a partir da tipologia Kohlberguiana, e comparar os resultados com os de uma análise semelhante feita em três telenovelas consecutivas da década de 1980. Foram realizados dois estudos: o primeiro consta da análise dos valores morais veiculados pela telenovela Avenida Brasil (2012), e o segundo consta de uma comparação dos resultados obtidos nesta análise com aqueles obtidos na análise das telenovelas da década de 1980. A amostra foi composta por 90 capítulos da telenovela Avenida Brasil (2012) e pelos resultados da pesquisa de Camino e Cavalcanti (1998). Para a análise, foram feitas três classificações: 1) de acordo com os estágios morais propostos por Kohlberg; 2) de acordo com as intenções (Fins) das personagens que as emitiram e com as ações planejadas ou realizadas para alcançar esses fins (Meios), e 3) de acordo com a Concordância, que é a valorização, a defesa, a aceitação e emissão de um certo raciocínio moral; e na Discordância, que são os comportamentos ou verbalizações de crítica, desacordo ou rejeição ao uso de determinado tipo de moral. Os dados referentes às verbalizações e comportamentos dos personagens foram submetidos à Análise de conteúdo de Bardin (2010). Os resultados do primeiro estudo mostraram que os valores morais mais veiculados pela telenovela Avenida Brasil foram aqueles correspondentes aos estágios 1 e 2; as discordâncias relacionaram-se aos estágios mais elevados – 4 e 5; os valores fins foram categorizados nos estágios 1 e 2 e os valores meios se concentraram em ações que são cometidas contra o outro. Os resultados do segundo estudo mostraram que tanto a telenovela Avenida Brasil quanto as telenovelas da década de 1980, apresentaram frequências mais elevadas referentes aos estágios inferiores – 1, 2 – enquanto que as frequências mais baixas corresponderam aos estágios mais elevados – 3a, 3c, 4, 5[3], 5 e 6. A telenovela Avenida Brasil (2012) apresentou uma maior porcentagem para os valores do estágio 1 e do estágio 2, enquanto as novelas da década de 1980 apresentaram uma maior porcentagem para os valores dos estágio 3a, 3c, 4, 5 e 5[3]. A concordância com os estágios 1, 2 e 3a foi muito elevada na novela Avenida Brasil e nas da década de 1980. Quanto às discordâncias, a telenovela Avenida Brasil se destaca em relação aos estágios 3a e 4 e as telenovelas da década de 1980 em relação aos estágios 2, 3c, 5[3] e 5. A telenovela Avenida Brasil apresentou maior porcentagem para os fins ligados ao estágio 1, e 3 convencional, enquanto as telenovelas de 1980 apresentam maiores porcentagens de fins ligados aos estágios 2, 3 afetivo, 4 e 5; Os resultados mostraram que na telenovela Avenida Brasil as ações contra o outro obtiveram maior porcentagem em comparação com as telenovelas da década de 1980. Estas, em contrapartida, apresentaram mais ações a favor do outro e também mais ações em defesa de convenções ou leis. Acredita-se que o contexto social no qual as telenovelas da década de 1980 foram criadas pode ter influenciado a veiculação de conteúdo moral mais avançado, uma vez que tratava-se de um período de abertura sociopolítica e econômica. Na telenovela Avenida Brasil (2012), percebe-se a intenção do autor em destacar o tema da vingança, dando ênfase à justiça com as próprias mãos e isso pode estar relacionado a um clamor social por legalidade com ênfase na punição e que isso pode ter contribuído para a veiculação de valores morais mais baixos.
  • DEBORA NAJDA DE MEDEIROS VIANA
  • ATRIBUIÇÃO DE EMOÇÕES POR MEIO DO DIÂMETRO DA PUPILA APÓS INGESTÃO MODERADA DE ÁLCOOL
  • Data: 27/02/2014
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  • O objetivo deste estudo foi analisar a relação do diâmetro da pupila com a atribuição das emoções a faces neutras após a ingestão moderada de álcool em homens e mulheres adultos jovens. Utilizou-se como parâmetro a concentração de álcool no sangue de 0,08 % estimada por um etilômetro. Participaram do estudo 16 homens e 16 mulheres de 18 a 29 anos de idade, saudáveis, sem queixas visuais, não usuários de fármacos ou outras substâncias tóxicas, bebedores moderados de álcool sem intercorrências pessoais ou familiares. Os mesmos participantes foram avaliados em duas condições: experimental, na qual era feita a ingestão de etanol, e controle, na qual era ingerido placebo. Em ambas as condições a bebida era diluída em suco de maracujá, na proporção de 1 : 3. A quantidade de bebida alcoólica para cada participante era calculada em função da idade, peso e altura. No teste de atribuição das emoções por meio do diâmetro da pupila foram apresentadas aleatoriamente para cada participante 30 faces como estímulos para cada condição. A tarefa dos participantes foi atribuir uma emoção correspondente à cada face que constava com diferentes diâmetros (2, 3, 4, 5 e 6 mm) de pupila manipulados. Os dados foram reunidos, tabulados e analisados por condição (experimental e controle), por sexo dos participantes e por grupo de faces, conforme variação no tamanho da pupila. Aplicou-se um teste de McNemar para comparação entre as condições considerando as faces quanto a raça, sexo e os diferentes 2 diâmetros de pupila. Também foi utilizado testes X para a comparação entre o sexo dos participantes (alcoolizados e não alcoolizados) de forma independente para cada emoção. Os resultados indicaram que as atribuições mais frequentes foram para as emoções de alegria e tristeza. Encontraram-se diferenças significantes entre as condições experimental e controle diante dos diferentes diâmetros de pupila visualizados em faces brancas, negras e pardas, tanto masculinas quanto femininas. Sendo também encontradas diferenças significantes quando comparados homens e mulheres nas condições experimental e controle. Desta forma, os resultados encontrados sugerem que existem diferenças nas atribuições para emoções básicas consequentes ao uso de bebidas alcoólicas.
  • GISELLI LUCY SOUZA VIEIRA
  • A DOENÇA MENTAL E A REFORMA PSIQUIÁTRICA REPRESENTADAS POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE
  • Data: 27/02/2014
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  • A visão estigmatizada do louco/doente mental prevaleceu ao longo dos tempos e levou à exclusão social desses indivíduos, fazendo-os viverem à margem da sociedade dita normal. Atualmente, em uma tentativa de inversão desse quadro, surge uma nova proposta de atenção voltada para esses sujeitos sociais, que visa oferecer um tratamento mais humanizado e voltado para a inclusão, através de dispositivos de atendimento extra-hospitalar implementados com o advento da Reforma Psiquiátrica. É diante dessa nova realidade social promovida pela Reforma Psquiátrica que este trabalho se desenvolveu com o objetivo de conhecer e analisar os conteúdos representacionais dos profissionais de saúde mental acerca do louco/doente mental e da Reforma Psiquiátrica. Trata-se de dois estudo descritivos, qualitativos, realizados em instituições psiquiátricas e CAPS nas cidades de Campina Grande e João Pessoa. Na parte empírica desta dissertação, o Estudo 1 teve como objetivo identificar a estrutura das representações sociais sobre o louco/doente mental e a Reforma Psiquiátrica, a fim de descrever e analisar os elementos do núcleo central e sistema periférico constituintes dessas representações, contemplou uma amostra de 100 profissionais da rede de saúde mental e os instrumentos utilizados foram: questionário sociodemográfico, análisado através de estatística descritiva e a Técnica de Associação Livre de Palavras, com os estímulos: Doente Mental, Louco e Reforma Psiquiátrica, analisada a partir do software EVOC. O Estudo 2, buscou conhecer e analisar as representações sociais elaboradas por profissionais de saúde mental acerca do louco/doente mental e da Reforma Psiquiátrica através de entrevista semiestruturada e o método conjugado de análise, por meio do software ALCESTE e de uma análise temática de conteúdo. O Estudo 2 contou com uma amostra de 38 profissionais de saúde mental. Nos dois estudos os instrumentos foram aplicados no ambiente de trabalho dos profissionais, individualmente e com o auxílio de gravador, tendo-se todos os cuidados éticos necessários quando realizada pesquisa com seres humanos. Os resultados apontam uma representação ainda estigmatizada dos usuários da rede de saúde mental, ancorada sobretudo pela incapacidade social. O louco/doente mental é reconhecido como alguém que vivencia um intenso sofrimento, vítima de preconceito e que necessita de cuidados e tratamento. Segundo os profissionais, a Reforma Psiquiátrica e a implantação dos serviços substitutivos não foram ainda capazes de modificar a realidade social dessas pessoas, e muito embora a Reforma seja representada como uma mudança, uma melhoria no tratamento ofertado, são reconhecidas falhas na nova política de saúde mental que desemboca, em alguns casos, em um posicionamento contrário à Reforma, uma vez que os hospitais psiquiátricos ainda são concebidos por alguns profissionais como necessários.
  • LYDIA MARIA SENA E SANTOS
  • A relação entre os estilos de socialização materna e as concepções de perdão em adolescentes.
  • Data: 26/02/2014
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  • O presente estudo buscou analisar a relação entre a percepção dos adolescentes sobre os estilos de socialização materna e concepções sobre perdão. Os estilos de socialização parental são definidos como padrões de atuação característicos, que os pais utilizam em diversas situações do cotidiano. Esses padrões caracterizam-se por um conjunto de técnicas e formas de atuação dos pais, que abrangem desde atitudes de aceitação até atitudes de controle dos comportamentos indesejados, além da imposição de limites aos filhos. Para Musitu e García (2001) a socialização parental é estruturada a partir de duas dimensões (Aceitação/Implicação e Coerção/Imposição), que relacionadas originam quatro modelos de estilos parentais: autoritativo, autoritário, indulgente e negligente. Nesse processo, as mães atuam de forma mais amena que os pais na transmissão de regras e valores morais, sendo o perdão considerado um valor moral relacionado à compaixão e à misericórdia. Na psicologia da moral, o perdão é concebido como um valor relacionado à justiça e definido do ponto de vista da vítima. Nesse sentido, torna- se relevante estudar a relação entre os estilos de atuação das mães e as concepções do perdão dos adolescentes. Participaram do estudo 186 adolescentes, sendo 60 homens e 126 mulheres, com idades entre 14 e 17 anos. Como instrumentos foram utilizados: 1) um questionário biodemográfico com questões sobre idade, sexo, série/ano; 2) uma Escala sobre as concepções do perdão; e 3) a Escala de Socialização Parental na Adolescência – ESPA29. Os resultados mostraram que em sua maioria, os adolescentes perceberam as mães como autoritativa, estando esse estilo parental relacionado a concordância com concepções do perdão mais avançadas. Também foi encontrado que as mães diferem nas estratégias de socialização entre filhas e filhos em algumas concepções do perdão. Estudos futuros deverão verificar os motivos que os adolescentes utilizam para concordar com as concepções do perdão e se variam em detrimento do estilo parental e a necessidade de perdão nas relações interpessoais.
  • RENAN PEREIRA MONTEIRO
  • ENTENDENDO A PSICOPATIA: CONTRIBUIÇÃO DOS TRAÇOS DE PERSONALIDADE E VALORES HUMANOS
  • Data: 26/02/2014
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  • Esta dissertação objetivou verificar em que medida os traços de personalidade, mediado pelos valores humanos, predizem fenótipos psicopatas. Neste sentido, três estudos empíricos foram levados à cabo. O Estudo 1 objetivou adaptar ao contexto brasileiro a Triarchic Psychopathy Measure (TriPM), participando 498 estudantes universitários de instituições públicas e particulares de João Pessoa-PB, com média de idade de 22 anos (DP = 7,79), estes responderam à TriPM e perguntas demográficas. Inicialmente, checou-se o poder discriminativo dos itens, sendo eliminado o item 35 por não diferenciar participantes com pontuações próximas. Posteriormente, por meio de uma Análise dos Componentes Principais, fixando rotação varimax e a extração de três fatores, foi possível verificar uma estrutura com indicadores aceitáveis de fidedignidade, sendo cada dimensão composta por nove itens: Disinhibition (α = 0,73), Boldness (α = 0,73) e Meanness (α = 0,81), explicando conjuntamente 25,6% da variância total. O Estudo 2 objetivou testar a versão ora adaptada, para tanto, participaram 230 pessoas da população em geral, com idade média de 26,9 anos (DP = 8,87) que responderam a versão com 27 itens da TriPM e questões demográficas. Testaram-se modelos alternativos, não obstante, o de três fatores mostrou-se algo mais aceitável (e.g., GFI = 0,81; RMSEA = 0,05), ademais, verificou-se que a estrutura é invariante quanto ao sexo dos participantes. Com evidências preliminares que atestam a adequação da TriPM, partiu-se para o Estudo 3, objetivando verificar o papel mediador dos valores humanos na relação entre traços de personalidade e psicopatia. Participaram 228 estudantes universitários, de instituições públicas e particulares de João Pessoa-PB, com idade média de 25,1 anos (DP = 7,51), que responderam a versão adaptada da TriPM, o Inventário dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade, o Questionário dos Valores Básicos e questões demográficas. Os resultados indicaram que traços de personalidade e valores foram bons preditores dos fenótipos psicopatas, ademais, confirmou-se o papel mediador dos valores na relação entre personalidade e psicopatia. Estima-se que os objetivos propostos foram alcançados, com a adaptação de uma medida de autorrelato para a estimação de traços psicopatas na população geral, apresentando evidências preliminares de sua validade fatorial e consistência interna, além de aumentar o entendimento que se tem em torno da psicopatia a partir das relações que ela estabelece com outros construtos.
  • RENATA PIMENTEL DA SILVA
  • A RELAÇÃO TRABALHO E SAÚDE DOS FARMACÊUTICOS QUE ATUAM EM FARMÁCIAS E DROGARIAS DE CAMPINA GRANDE/PARAÍBA
  • Data: 26/02/2014
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  • Esta pesquisa busca analisar a relação entre trabalho e saúde dos farmacêuticos atuantes em farmácias e drogarias em Campina Grande – Paraíba. Para tal, buscou-se conhecer as condições e as formas de organização do seu trabalho; identificar o conteúdo do trabalho e dimensionar a diferença entre o trabalho prescrito e real desses profissionais; identificar as fontes de sofrimento e prazer e verificar a existência de manifestações do processo de adoecimento da categoria. Tais objetivos foram estabelecidos frente à realidade de trabalho dos farmacêuticos, onde os mesmos estão imersos na conjuntura das grandes redes de farmácia, sujeitos a incontáveis normas e regulamentos, e a uma sobrecarga de trabalho. As abordagens teóricas que nortearam esse estudo foram a Psicodinâmica do Trabalho, a Ergonomia da Atividade e a Clínica da Atividade. Para tanto, nos apoiando em numa perspectiva metodológica que buscasse conhecer o conteúdo do trabalho, optou-se pelo uso do Inquérito em Saúde e Trabalho em Serviços – INSATS e uma entrevista individual semiestruturada. Participaram da pesquisa 48 farmacêuticos de redes de farmácias situadas na cidade de Campina Grande – Paraíba. Os dados obtidos no INSATS foram armazenados no programa Statistical Package for Social Science for Windows (SPSS, versão 20.0), onde se utilizou estatísticas descritivas e inferências. Os dados oriundos das entrevistas foram submetidos uma análise de conteúdo temática. Na análise dos resultados comprovamos a complexidade da Atividade do farmacêutico no âmbito da farmácia comercial. Os participantes apontaram que estão submetidos à condições de trabalho desgastantes e à uma organização de trabalho geradora de sofrimento. Em contrapartida, também foi apontado que o cotidiano de trabalho do farmacêutico é capaz de propiciar ao profissional o sentimento de satisfação, reconhecimento e realização profissional, demonstrando que, mesmo diante de circunstâncias deletérias à saúde, o trabalhador é capaz de transformar o sofrimento em prazer. Identificamos que o contato direto com o público é um fator característico do trabalho do farmacêutico, sendo responsável tanto por vivências de prazer como de sofrimento, como é característicos das relações de serviços. Sobre a saúde, percebemos que a saúde dos farmacêuticos está sendo afetada por seu trabalho, tendo os mesmos afirmado ter problemas de saúde físicos e psíquicos que estão intimamente relacionado com o cotidiano de trabalho. Foi percebido que a profissão farmacêutica está em processo de mudança, e que aos poucos, os profissionais estão conquistando melhorias no que se refere às condições e organização de trabalho, embora ainda haja muito a ser melhorado. Desta forma, esperamos que o presente estudo possa dar um direcionamento quanto as necessidade e dificuldades sentidas pelos profissionais.
  • THIAGO FRANCISCO DE ANDRADE
  • Psicométrico da Escala de Atitudes para o Perdão (EFI)
  • Data: 26/02/2014
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  • Esta dissertação teve como objetivo principal testar as propriedades psicométricas da Escala de Atitudes para o Perdão (EFI) e propor, com base nos parâmetros estimados, uma versão reduzida do instrumento. A EFI é um instrumento autoaplicável que foi desenvolvido para operacionalizar o modelo teórico das atitudes para o perdão, proposto por Robert Enright e seus colegas. Esse modelo postula a existências de seis componentes atitudinais para o perdão: afetos positivos, afetos negativos, julgamentos positivos, julgamentos negativos, comportamentos positivos e comportamentos negativos. A EFI é composta por 60 itens, respondidos em escala Likert de seis pontos (de “Discordo fortemente” a “Concordo fortemente”) que buscam representar os seis componentes teóricos do modelo. O instrumento conta ainda com uma escala de um único item denominado “Item do perdão”, que serve como indicador de validade para os demais. Foram reunidos dados de 1.372 participantes de ambos os sexos, com idades entre 13 e 83 anos e em sua maioria, universitários. Esses dados foram analisados por meio de pacotes estatísticos em R: no Estudo 1 foram realizadas Análises Fatoriais Confirmatórias com o objetivo de analisar a plausibilidade da estrutura teórica de seis componentes. Os resultados sugerem que o modelo proposto apresenta bons índices de ajuste (CFI=0,92; RMSEA=0,046), sobretudo quando comparado a modelos alternativos (unifatorial e hexafatorial com fatores de segunda ordem adicionais). No Estudo 2 foram realizadas análises de itens por meio da Teoria da Resposta ao Item. Os resultados indicaram que todos os itens apresentam boas qualidades psicométricas, aferidas pelos coeficientes de discriminação e informação (precisão). Foi avaliada, ainda, a adequação das categorias de resposta. Nesta etapa foram selecionados, dentre cada subescala, os cinco itens com os melhores parâmetros, reduzindo o comprimento total da escala à metade. Resultados de uma nova AFC apontam para a adequação da versão reduzida em comparação à versão original com 60 itens. Apesar desses resultados, pesquisas futuras são aconselhadas a fim de analisar as propriedades dessa versão reduzida em amostras diferentes da empregada nesse estudo.
  • DENISE REINALDO PEREIRA
  • SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM: UM ESTUDO PSICOSSOCIOLÓGICO
  • Data: 25/02/2014
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  • Síndrome de Burnout (SB) está relacionada ao contexto do trabalho e surge como uma reação à tensão emocional crônica por lidar excessivamente com pessoas. O construto abrange três dimensões relacionadas, porém independentes: exaustão, despersonalização e baixa realização profissional. Esta Síndrome vem sendo considerada uma questão de saúde pública e, portanto, um problema social. Esta dissertação objetivou apreender as representações sociais dos profissionais da enfermagem que atuam no contexto hospitalar acerca da Síndrome de Burnout. Trata-se de um estudo de campo, de cunho qualitativo e quantitativo, aprovado pelo Comitê de Ética do HULW/UFPB e desenvolvido em um Hospital-Escola, localizado em uma cidade do Nordeste. Para a construção do mesmo foi utilizado à abordagem teórica das Representações Sociais. A amostra foi constituída por 102 funcionários, dos quais 29,4% são enfermeiros, 34,3% técnicos de enfermagem e 36,3% auxiliares de enfermagem, maioria do sexo feminino (91,2%), na faixa etária de 26 a 62 anos (M = 44; dp = 9,63), que foram submetidos aos instrumentos: questionário sociodemográfico; Inventário de Maslach Burnout (MBI); teste de associação livre de palavras (TALP), com os estímulos “trabalho”, “enfermagem” e “esgotamento profissional”; e a entrevista em profundidade. Os dados oriundos do questionário sociodemográfico e MBI foram tratados pelo pacote estatístico Predicitive Analytics Software (PASW), versão 18, e analisados por meio da estatística descritiva. Os resultados da TALP foram processados no programa computacional Tri- Deux-Mots e analisados por meio da análise fatorial de correspondência e os conteúdos das entrevistas processados pelo Alceste e analisados por meio da análise padrão. Os resultados apontaram que estes profissionais apresentam um perfil diversificado como, por exemplo: 39,2% apenas com o ensino médio, 23,5% ensino superior e 37,3% pós- graduação; 52% são casados; maioria com idade de 55 anos (3,6%); trabalham mais de 40 horas semanais (82,4%), no turno dia e noite (54,9%), com 12 anos de profissão (7,8%); possuem apenas 1 emprego (50%) e 2 empregos (42,2%), no entanto 2% relataram possuir 4 empregos. Em relação ao MBI, observou-se a incidência de 23,5% de Síndrome de Burnout e a classe técnica de enfermagem pontuou mais elevado em todas as três dimensões. Os resultados obtidos por meio da TALP evidenciaram que as Representações Sociais da Síndrome de Burnout, elaboradas pelos profissionais da enfermagem foram ancoradas nas esferas comportamental, social e psicológica, ao objetivar elementos que fazem parte dos desencadeadores (excesso de trabalho, desvalorização, desunião) sintomas (irritação, nervosismo, dor, no limite) e sinônimos utilizados pelo senso comum para a síndrome (estafa). Os resultados oriundos das entrevistas revelaram um dendrograma estruturado por 4 classes temáticas, demonstrando um aperfeiçoamento de 83% do corpus, cujos conteúdos representacionais estão associados a ausência de reconhecimento da profissão, prática profissional, processo do adoecer e justificativa da escolha profissional, ancoradas nas experiências histórico-sociais da profissão. Espera-se que os resultados advindos desta pesquisa, possam contribuir para reflexão teórica e prática deste construto que atinge não apenas o ator social, mas as instituições e, sobretudo os pacientes.
  • TAMIRIS DA COSTA BRASILEIRO
  • Medidas Explícitas e Implícitas de Atitudes Frente à Adoção e seus Correlatos Valorativos
  • Data: 24/02/2014
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  • A presente dissertação teve por objetivo conhecer em que medida os valores humanos e as atitudes frente à adoção explicam a intenção de adotar. Deste modo, optou-se por realizar três estudos. O Estudo 1, objetivou construir duas medidas explícitas de adoção, a Escala de Atitudes frente à Adoção (EAFA) e a Escala de Intenção Comportamental de Adotar (EICA). Contou-se com a participação de 206 pessoas da população geral de João Pessoa (PB), sendo a maioria do sexo feminino (60%), com idade média de 32 anos (DP = 7,61). Em relação à EAFA, esta apresentou uma estrutura de três fatores: disponibilidade em adotar (α = 0,89), riscos associados à adoção (α = 0,78) e aspectos humanitários da adoção (α = 0,78), que explicam conjuntamente 45% da variância total. A EICA, por sua vez, apresentou apenas um fator, que explica 65,8% da variância total, tendo apresentado um Alfa de Cronbach de 0,86. O Estudo 2, teve como objetivos: a) comprovar as estruturas fatoriais das medidas EAFA e EICA, além de b) testar o modelo explicativo da intenção de adotar, considerando como variáveis antecedentes os valores e as atitudes explícitas frente à adoção. Contou-se com 215 pessoas da população geral, com idade média de 33 anos (DP = 7,67), sendo a maioria do sexo feminino (51%). Estes responderam as medidas elaboradas no estudo 1, além do Questionário dos Valores Básicos (QVB), da Escala de desejabilidade social de Marlowe-Crowne (EDSMC), e de um questionário sociodemográfico. Os resultados permitiram comprovar a estrutura trifatorial da EAFA e unifatorial da EICA, além de apontar para a elaboração de um modelo teórico envolvendo os valores suprapessoais, de experimentação e interativos na explicação das atitudes frente à adoção e estas, por sua vez, predizendo a intenção de adotar. Este modelo se mostrou adequado aos dados empíricos [χ²/gl = 2,40, GFI = 0,99, AGFI = 0,98, CFI = 1,00 e RMSEA = 0,00 (0,06 – 0,00), PCLOSE (p = 0,92)]. Por fim, o Estudo 3 partiu dos seguintes objetivos: c) construir uma medida implícita de atitudes frente à adoção (IAT – Adoção), e d) elaborar um modelo alternativo da intenção de adotar àquele proposto no estudo, envolvendo os valores e atitudes implícitas frente à adoção. Participaram 50 pessoas da população geral, sendo a maioria do sexo feminino (54,9%), solteira (56,9%), com idade média de 29,55 anos (dp = 6,49). Além da medida implícita, foram utilizados os mesmos instrumentos do estudo 2: QVB e EICA, além dos dados sociodemográficos. No geral, os resultados indicaram que as pessoas apresentam atitudes implícitas favoráveis frente à adoção e que estas estão inversamente correlacionadas aos valores de realização. O segundo modelo teórico também se mostrou adequado [χ²/gl =1,33, GFI = 0,90, AGFI = 0,81, CFI = 0,97 e RMSEA = 0,08 (0,001-0,17); PCLOSE (p = 0,28)]. Logo, os objetivos desta dissertação foram cumpridos, elaborando medidas explícitas e implícitas, e testando dois modelos alternativos da intenção de adotar, tendo estes apresentado resultados satisfatórios por meio das variáveis valores e atitudes explícitas e implícitas frente à adoção.
  • LAISY DE LIMA NUNES
  • HABILIDADES DE COMUNICAÇÃO INTENCIONAL DE BEBÊS NO PRIMEIRO ANO DE VIDA: UM ESTUDO A PARTIR DAS PERCEPÇÕES MATERNAS
  • Data: 24/02/2014
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  • A infância caracteriza-se como o período crucial para o surgimento das habilidades e potencialidades tipicamente humanas, que permitem à criança uma gradativa apropriação da cultura e de seus artefatos. Nesse sentido, os adultos, ao interagirem com os bebês e atribuírem significado às suas ações, favorecem a emergência da habilidade de comunicação intencional infantil. A literatura sobre esse tema refere que as percepções das mães acerca da intencionalidade comunicativa do bebê e suas implicações nos comportamentos deste podem ter efeitos importantes ao longo do desenvolvimento infantil. Diante disso, o objetivo desta dissertação foi conhecer as percepções maternas acerca da habilidade de comunicação intencional de bebês no primeiro ano de vida e, mais especificamente, propor um instrumento capaz de apreender essas percepções. Participaram do estudo 40 mães, sendo 20 mães de bebês de 4 meses e 20 mães de bebês de 9 meses. A idade das mães variou entre 21 e 36 anos, com média 29,23 (DP = 4,54). Vinte e quatro mães eram primíparas e 16 secundíparas. Para a coleta de dados, foram utilizados um questionário sociodemográfico, uma entrevista inicial acerca das percepções maternas sobre o desenvolvimento global dos seus filhos e uma entrevista semiestruturada resultante do processo de adaptação semântica do Infant Intentionality Questionnaire. Inicialmente, foram levantadas as informações referentes aos dados do questionário sociodemográfico. As entrevistas foram transcritas de forma literal; em seguida, foi realizada a leitura flutuante e o levantamento das frequências de respostas das mães de cada grupo de idade estudado. Além da frequência, foram consideradas as semelhanças e contradições dos discursos das mães, sendo feita uma análise qualitativa de conteúdo. Os resultados demonstraram que as mães com um nível educacional maior apresentaram, de maneira geral, respostas mais elaboradas e com maiores informações sobre o desenvolvimento do bebê e a relação diádica. Com relação ao número de filhos, a maioria das mães secundíparas relatou que as experiências com o primeiro filho contribuíram para a percepção e as práticas atuais delas com o bebê. No que se refere à idade do bebê, foram encontradas diferenças entre as respostas dos dois grupos de mães, principalmente no tocante às percepções maternas acerca da habilidade de comunicação intencional dos bebês. As mães de bebês de 9 meses relataram maior número de comportamentos comunicativos intencionais e apresentaram exemplos mais claros de tais ações do que as mães de bebês de 4 meses. Ressalta-se que essas diferenças nas respostas maternas podem estar relacionadas a cada período específico do desenvolvimento infantil e às aquisições que se dão ao longo das interações sociais. Ademais, a Entrevista sobre percepção materna acerca da habilidade de comunicação intencional do bebê, instrumento proposto ao final deste trabalho, pode contribuir para ações de estudiosos da linguagem e psicólogos que visem a captar as percepções maternas acerca da habilidade de comunicação intencional dos bebês e analisar o domínio sociopragmático da linguagem. Considera-se que o presente estudo pode auxiliar a discussão em torno das percepções e práticas maternas e a identificação precoce de transtornos e déficits do desenvolvimento na área da comunicação e da linguagem, fornecendo subsídios às práticas de psicólogos nas orientações aos pais, cuidadores e/ou educadores.
  • RÔMULO LUSTOSA PIMENTEIRA DE MELO
  • CORRELATOS VALORATIVOS DAS ATITUDES FRENTE À APOSENTADORIA
  • Data: 21/02/2014
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  • RESUMO. Esta dissertacao teve como objetivo principal verificar se os Valores Humanos poderiam explicar as atitudes frente a aposentadoria por meio das razoes para se aposentar. Para isso, adotaram-se as tecnicas da Teoria Classica dos Testes (TCT) e da Teoria de Resposta ao Item (TRI) para adaptar e conhecer evidencias de validade de duas medidas de Atitudes frente a aposentadoria, sendo uma de diferencial semantico (metodo Osgood) e outra de intervalos aparentemente iguais (metodo de Thurstone) e um questionario de Razoes para se aposentar. Foi utilizado ainda o Questionario dos Valores Basicos e um questionario demografico. Para responder aos objetivos propostos, foram realizados dois estudos. O primeiro contou com uma amostra de 200 pessoas, com mais de 50 anos de idade [media = 57,37 anos (DP = 7,51)], sendo 63% do sexo feminino, 61,3% casados(as) ou convivente com media de anos de escolaridade de 14,01 anos (DP = 9,71), sendo 65,80% aposentados. Os resultados evidenciaram uma estrutura unifatorial para as duas escalas de atitudes, sendo que a de diferencial semantico [(22 itens) (α = 0,97)] apresentou media de discriminacao dos itens de 2,50 (DP = 0,85) e media de informacao psicometrica de 8,41 (DP = 3,81). A escala de intervalos discriminacao dos itens de 1,36 (DP = 0,56) e media de informacao psicometrica de 1,36 (DP = 0,11). No que se refere aos correlatos, verificou-se correlacao positiva das subfuncoes Interativa e Normativa com as atitudes frente a aposentadoria, assim como correlacao positiva entre Mais tempo livre e Atitudes. A explicacao dos valores interativos nas atitudes foi mediada por Mais tempo livre. O segundo estudo alem de tentar replicar os correlatos encontrados, testou versoes reduzidas das medidas de Atitudes. A amostra foi composta por 230 participantes, com mais de 50 anos [media = 57,56 anos (DP = 5,48)], sendo 62,3% do sexo feminino, 65,1% casados(as) ou convivente com media de anos de escolaridade de 15,5 anos (DP = 9,75) e 56,8% aposentados. A Analise Fatorial Confirmatoria admitiu uma estrutura unidimensional para a escala de Atitudes de diferencial semantico [6 itens (χ2 /gl = 2,14, GFI = 0,97, AGFI = 0,94, CFI = 0,98 e RMSEA = 0,068)], nao sendo observado diferencas significantes entre as pontuacoes de discriminacao das duas versoes da escala [p = 0,49; IC 99% (LI - 0,48) (LS - 0,50)]. O mesmo nao foi verificado para a escala de Atitudes de intervalos aparentemente iguais (10 itens), pois a medida nao apresentou evidencias de adequacao amostral para analise fatorial (KMO = 0,58), baixos indices de ajuste (χ2 /gl = 2,37, GFI = 0,86, AGFI = 0,81, CFI = 0,60 e RMSEA = 0,078) e indices de escalonabilidade inadequados (Hs) que variou de 0,02 a 0,11. Quanto aos correlatos, a medida significante e positiva com a subfuncao Existencia (r = 0,15, p < 0,05) e Interativa (r = 0,15, p < 0,05), porem neste estudo nao foi observado correlacao significante com a variavel Mais Tempo Livre e as subfuncoes Realizacao, Suprapessoal e Normativa. Por fim, confia-se que estes resultados possam subsidiar programas de preparacao para aposentadoria que utilizem os Valores Humanos para melhorar as atitudes positivas frente a aposentadoria.
  • FRANKLEUDO LUAN DE LIMA SILVA
  • ANÁLISE DA ATIVIDADE DE TRABALHO DOS NECROTOMISTAS
  • Data: 04/02/2014
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  • A presente dissertação tem como objetivo geral analisar a atividade de trabalho dos necrotomistas do Departamento de Medicina Legal (DML) de uma capital do Nordeste brasileiro. Tal objetivo se desdobra nos seguintes objetivos específicos: conhecer a organização e as condições de trabalho dos necrotomistas; Compreender de que maneira a estigmatização interfere na vida desses profissionais; detectar os traços de cooperação e solidariedade que se manifestam em sua atividade de trabalho; lançar luz sobre os riscos presentes nessa atividade; conhecer as estratégias que desenvolvem para lidar com a morte no seu cotidiano de trabalho; evidenciar se eles se sentem reconhecidos ou não no seu trabalho. Participaram deste estudo os seis necrotomistas que atualmente compõem o quadro de profissionais do referido DML, sendo todos do sexo masculino, com idades variando entre 32 e 48 anos e tempo de serviço oscilando entre quatro e 23 anos. Do ponto de vista teórico, a Psicodinâmica do trabalho foi a principal abordagem utilizada, embora outras abordagens clínicas convocadas. Quanto ao método, esta pesquisa se caracteriza por ser um estudo de campo, semiestruturadas individuais e observações sistemáticas na sala de necrópsias. Para a análise dos dados, a perspectiva adotada foi a análise de conteúdo por recorte de temas. Constatou-se que a organização real do trabalho dos necrotomistas é marcada pela existência de algumas regras comuns, construídas no exercício da atividade. Destaca-se a precariedade das condições de trabalho, o que traduz um investimento estatal incompatível com as demandas desse órgão. Tais condições, associadas a uma representação social negativa do trabalho dos necrotomistas, que o situa no rol daquelas atividades tipificadas como trabalho sujo, repugnante, degradante, são produtoras de um sofrimento adicional, que exigem desses trabalhadores, para além dos esforços físicos próprios dessa atividade, manobras psíquicas para evitar resvalar no terreno do adoecimento psíquico. Identificou-se que a relação dos necrotomistas com os diversos riscos de sua atividade está mediada por estratégias defensivas individuais e coletivas, sem as quais a vivência do sofrimento e do medo se faria muito mais sentida. Sublinha-se, também, que trabalhar cotidianamente com mortes violentas constitui uma situação potencialmente desestabilizante para esses profissionais, o que desperta a necessidade de construção de defesas emocionais e de elaborações subjetivas, incitando a produção de formas possíveis de vivenciar o mundo do trabalho e de recriar-se enquanto sujeito. Constatou-se, por fim, que se por um lado os necrotomistas percebem seu trabalho reconhecido pela direção do DML, pelos peritos, por eles mesmos e, menos frequentemente pelos familiares das vítimas, por outro, o descaso do Estado, expresso em subinvestimentos em condições técnicas e em baixos salários, evidencia uma desvalorização da categoria.
2013
Descrição
  • MICHAEL JACKSON OLIVEIRA DE ANDRADE
  • VALIAÇÃO PSICOFÍSICA DE FUNÇÕES VISUAIS BÁSICAS E SUA RELAÇÃO COM O RITMO CIRCADIANO
  • Data: 22/02/2013
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  • A fotosensibilidade na retina tem sido estudada por muito tempo como a capacidade do sistema visual em processar sinais físicos para percepção de imagens e objetos propriamente ditos. Porém, discute-se na literatura que a retina possui a função de codificar mecanismos tanto visuais como não visuais, como por exemplo, adaptações cognitivas e comportamentais da ritmicidade circadiana. Dessa forma, este estudo teve como objetivo principal avaliar a curva de sensibilidade ao contraste visual para estímulos de grades senoidais verticais de frequências espaciais de 0,2; 0,6; 1; 3,1; 6,1; 8,8; 13,2 e 15,6 cpg, durante um ritmo circadiano ajustado de 24 horas (nas faixas horárias de 07h00min; 15h00min e 23h00min) em humanos adultos saudáveis em condições de luminancia fotópica. Participaram desta pesquisa 18 voluntários do sexo masculino com idade de 19 a 31 anos (M = 23,8; DP = 3,29). Os participantes foram alocados aleatoriamente e divididos de acordo com o cronotipo, Matutino (n = 5), Intermediário (n = 9) e Moderadamente vespertino (n = 4). Utilizou-se como instrumentos técnicas de lápis e papel para avaliar funções neuropsicológicas e o software METROPSI para avaliar a Função de Sensibilidade ao Contraste. As medidas de sensibilidade ao contraste foram realizadas com o método psicofísico da escolha forçada entre duas alternativas espaciais (2AFC). Os estímulos foram apresentados em um monitor de vídeo CRT, com tela plana de 19 polegadas com resolução de 1.024 x 786 pixels e taxa de atualização de 100 Hz, conectado ao hardware Visage que controla precisamente a resolução da tela do monitor em 14 bits. Os resultados apresentaram uma modulação significativa nas dimensões relacionadas ao processamento cognitivo e comportamental de fadiga, tensão, atenção, estado de alerta e sonolência, como também alterações nas curvas de sensibilidade ao contraste visual de luminância para indivíduos Matutinos [F (2; 72811,6) = 6,60; p < 0,05] e Moderadamente vespertinos nos horários relacionados ao turno da manhã/tarde e noite, respectivamente. Dessa forma, concluiu-se que a sensibilidade ao contraste é um aspecto importante para o estudo da percepção visual circadiana, sugerindo que os mecanismos ou vias sensórias que processam o contraste visual estão diretamente relacionados à hora e o padrão do cronotipo dos indivíduos.