CCHLA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA SOCIAL (PPGPS)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: ALEXIA CAROLINA GONCALVES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALEXIA CAROLINA GONCALVES DA SILVA
DATA: 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Reuniões do CCHLA
TÍTULO: “Agora eu quero ir em direção à liberdade”: As histórias de vida e de trabalho de mulheres sobreviventes do cárcere
PALAVRAS-CHAVES: Mulheres Sobreviventes do Cárcere; Criminologia Feminista Negra; Psicologia Social do Trabalho; Abolicionismo Penal; PNAPE.
PÁGINAS: 245
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
SUBÁREA: Psicologia Social
RESUMO: O sistema prisional brasileiro enfrenta um crescimento acelerado no encarceramento feminino, afetando de forma desproporcional mulheres negras, pobres e periféricas. Ao deixarem o cárcere, essas mulheres enfrentam desafios complexos, como a estigmatização, a precarização do trabalho e as violações de direitos. A ausência de dados unificados sobre essa população dificulta o desenvolvimento de políticas públicas eficazes, tornando urgente compreender suas experiências e necessidades. A Política Nacional de Atenção à Pessoa Egressa do Sistema Prisional (PNAPE) surge nesse contexto como iniciativa para promover a reinserção social, com base na escuta qualificada, articulação interinstitucional e planos individuais de acompanhamento. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar as histórias de vida de mulheres sobreviventes do cárcere, com atenção às suas experiências de trabalho; e realizar uma avaliação executiva da Política Nacional de Atenção à Pessoa Egressa do Sistema Prisional (PNAPE). A metodologia foi dividida em dois estudos complementares: o primeiro consistiu em entrevistas em história de vida com cinco mulheres presas por tráfico de drogas, e o segundo utilizou dados obtidos com o Ministério de Justiça e Segurança Pública, o Conselho Nacional de Justiça e os Escritórios Sociais nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, conhecida como a Lei de Acesso à Informação (LAI), mediando uma avaliação executiva da PNAPE. Para análise, foram mobilizadas as teorias da Criminologia Feminista Negra, enfocando a seletividade penal e as interseccionalidades de gênero, raça e classe, e da Psicologia Social do Trabalho, para compreender o cotidiano de trabalho e suas implicações. Os resultados indicam que as mulheres sobreviventes do cárcere enfrentam contínuas vulnerabilidades, mas também agenciam estratégias de resistência e busca por autonomia em suas vidas diante das desigualdades estruturais e dos desafios impostos pela sua realidade material. A avaliação da PNAPE apresentou sutis avanços no que tange às diretrizes e articulação institucional, mas sua implementação revelou fragmentação e reprodução dos valores violadores do sistema penalista. O estudo reforça a necessidade de articulação entre memória, teoria e ação ética, questionando as bases do encarceramento em massa e propondo a valorização das experiências das mulheres sobreviventes do cárcere na construção de uma sociedade sem prisões.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 2042859 - THAIS AUGUSTA CUNHA DE OLIVEIRA MAXIMO
Interno(a) - 1024895 - MARIA DE FATIMA PEREIRA ALBERTO
Externo(a) à Instituição - ALESSANDRA RENATA GEREMIAS
Externo(a) à Instituição - VANESSA ANDRADE DE BARROS