PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIODIVERSIDADE (PPGBIO)

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)

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Banca de DEFESA: LUCAS COSTA LOPES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS COSTA LOPES
DATA: 29/08/2024
HORA: 09:00
LOCAL: PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM BIODIVERSIDADE
TÍTULO: Respostas das comunidades de abelhas às mudanças ambientais em paisagens agrícolas semiáridas
PALAVRAS-CHAVES: fragmentação de habitat, paisagens agrícolas, caatinga, comunidade de abelhas, biodiversidade.
PÁGINAS: 40
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Biologia Geral
RESUMO: Embora a crise dos polinizadores seja um fenômeno global, ainda sabemos pouco sobre como as abelhas respondem a múltiplas mudanças ambientais em paisagens agrícolas. Essas paisagens estão espalhadas pelos trópicos e são frequentemente geridas por pequenos agricultores altamente dependentes dos serviços ecossistêmicos fornecidos pelas abelhas. Neste estudo, testamos a hipótese de que a diversidade de espécies e a composição taxonômica das comunidades de abelhas em cultivos de subsistência de milho e feijão respondem negativamente a mudanças ambientais locais e de paisagem. Amostramos as abelhas utilizando pan traps azuis, verdes e brancas distribuídas em áreas de cultivo e floresta em 15 propriedades rurais do Cariri Paraibano, Nordeste do Brasil. Calculamos métricas de diversidade de Hill (0D, 1D e 2D) e de dissimilaridade de BrayCurtis para descrever as comunidades. Também amostramos os parâmetros físicoquímicos do solo e calculamos quatro descritores da estrutura da paisagem ao redor dos cultivos: porcentagem de ecossistemas conservados (PLAND), densidade de fragmentos de ecossistemas conservados (PD), nível de impacto humano na matriz (SHDI) e porcentagem de área coberta por corpos hídricos. Registramos 1333 indivíduos de 59 espécies de abelhas. Um terço das espécies foram exclusivas dos cultivos e apenas 11,9% da floresta. As propriedades do solo não afetaram nem a diversidade nem a composição taxonômica das comunidades. Nas comparações pareadas entre cultivo e floresta, o número efetivo de espécies foi consistentemente maior nos cultivos do que na floresta para as três métricas 0D, 1D e 2D. A composição taxonômica também variou significativamente entre os ambientes. Na escala de paisagem, o número de espécies típicas (1D) foi maior nas paisagens mais desmatadas, com matriz mais antropizada e com mais corpos hídricos. Ademais, cultivos circundados por porcentagens semelhantes de ecossistemas conservados apresentaram comunidades taxonomicamente mais similares. Nossos resultados sugerem que os cultivos estudados funcionam como refúgio temporário para as abelhas. Esse potencial aumenta em paisagens com mais corpos hídricos, que favorecem a proliferação de herbáceas nativas e aumentam a qualidade da matriz. Porém, como cultivo e corpos hídricos não são perenes, é fundamental proteger e restaurar a caatinga arbórea e florestal nas paisagens, que é o habitat original das espécies.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1973701 - BRAULIO ALMEIDA SANTOS
Externo ao Programa - 1856465 - LAIS ANGELICA DE ANDRADE PINHEIRO BORGES
Interno - 090.928.094-03 - RAFAELA CANDIDO DE FRANCA - UESC-BA