PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA (CCSA - PPGGP)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: JOSE LUCAS DA SILVA MARTINS
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSE LUCAS DA SILVA MARTINS
DATA: 29/07/2025
HORA: 17:00
LOCAL: Remotamente pela Plataforma google meet
TÍTULO: O PODER DE COMPRA DAS EMPRESAS ESTATAIS BRASILEIRAS: REGULAMENTAÇÃO E IMPACTO DAS
CONTRATAÇÕES DE INOVAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
PALAVRAS-CHAVES: Empresas Estatais; Contratações Públicas; Política de inovação;
Regulamentos Internos de Licitação e Contratos (RILCs); Sustentabilidade.
PÁGINAS: 189
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Administração
SUBÁREA: Administração Pública
ESPECIALIDADE: Política e Planejamento Governamentais
RESUMO: A pesquisa visa compreender se e como as estatais utilizam a autonomia normativa conferida
pela Lei no 13.303/2016 e pela Lei no 14.133/2021 para contratar inovações e promover o
desenvolvimento econômico e social sustentável. Este estudo adota um desenho de pesquisa
de corte transversal e abordagem de métodos mistos para analisar se e como as empresas
estatais brasileiras utilizam o poder de compra para fomentar inovação e desenvolvimento
sustentável. Foram examinados 245 Regulamentos Internos de Licitações e Contratos
(RILCs), dados orçamentários e entrevistas semiestruturadas com gestores, integrando análise
documental, estatística descritiva e qualitativa. Os resultados indicam que, embora a Lei no
13.303/2016 conceda autonomia regulatória, a maioria dos RILCs prioriza procedimentos
tradicionais, com escassa regulamentação detalhada de instrumentos inovadores, como
Encomenda Tecnológica (ETEC), Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) e Diálogo
Competitivo. Observou-se que poucas empresas destinam recursos orçamentários específicos
para inovação ou sustentabilidade, concentrando-se as experiências mais avançadas em
grandes estatais federais, já as estaduais mostram baixa capacidade de investimento e forte
aderência a rotinas conservadoras. As entrevistas revelaram que a principal barreira à adoção
de práticas inovadoras é o temor à responsabilização e a cultura do como sempre se fez,
predominando mesmo em ambientes com previsão normativa. Destaca-se ainda a existência
do fenômeno de inovação por difusão, onde empresas de perfil tradicional acabam
absorvendo soluções criadas por estatais mais robustas, embora isso não configure prática
corrente. Diante desse cenário, recomenda-se o aperfeiçoamento dos RILCs para contemplar
mecanismos jurídicos específicos, cláusulas de sustentabilidade abrangente, editais de
inovação aberta e fortalecimento da capacitação de gestores. Ressalta-se também a
importância de mecanismos de avaliação de impacto e transparência. Conclui-se que, embora
o potencial das estatais como indutoras de inovação e desenvolvimento sustentável seja
expressivo, sua concretização depende da superação de barreiras institucionais e do
compromisso contínuo com políticas públicas integradas e orientadas ao interesse público.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALTAMAR ALENCAR CARDOSO
Presidente - 1811672 - JAMES BATISTA VIEIRA
Interno - 2569256 - JOAO MARCELO ALVES MACEDO