CT - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E SISTEMAS (CT - PPGEPS)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: ANDREIA MYRIAM DA COSTA BATISTA
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDREIA MYRIAM DA COSTA BATISTA
DATA: 27/02/2026
HORA: 09:30
LOCAL: https://meet.google.com/fws-jbks-rkm
TÍTULO: HABILIDADES DA RESILIÊNCIA PARA APRIMORAR A SEGURANÇA NA
CONSTRUÇÃO CIVIL: IDENTIFICANDO PRÁTICAS E BARREIRAS
PALAVRAS-CHAVES: Habilidades de resiliência; Safety-II; Ergonomia; Práticas; Barreiras; Construção Civil
PÁGINAS: 170
GRANDE ÁREA: Engenharias
ÁREA: Engenharia de Produção
SUBÁREA: Gerência de Produção
ESPECIALIDADE: Higiene e Segurança do Trabalho
RESUMO: A Indústria da Construção Civil apresenta alta relevância econômica, mas também altos índices de acidentes. A abordagem tradicional de segurança (Safety-I), normativa e reativa, tem se mostrado insuficiente para lidar com essas demandas neste setor. Nesse contexto, a Engenharia de Resiliência, alinhada à abordagem Safety-II, surge como estratégia complementar, promovendo desempenho seguro sob condições variadas. Este estudo teve como objetivo analisar práticas e barreiras da resiliência na construção civil ao longo do ciclo de vida do projeto, considerando a segurança do trabalho. De modo mais específico buscou-se: (OE1) Identificar, com base na literatura, as práticas da resiliência que contribuem para a segurança e, as barreiras que dificultam sua manifestação, relacionando-as com os profissionais envolvidos e com as etapas do ciclo de vida do projeto; (OE2) Analisar, de forma situada, a atividade de elaboração de projetos de edificações destinadas ao uso coletivo e à prestação de serviços públicos, em uma instituição pública; (OE3) Analisar a percepção das equipes de projetos quanto ao nível de adoção das práticas de resiliência e, das barreiras que dificultam sua manifestação, considerando a segurança do trabalho. Para tanto, foi realizada uma Revisão Sistemática da Literatura, para identificar práticas e barreiras das habilidades da resiliência, e um estudo de caso fundamentado na análise ergonômica do Trabalho - AET, no setor de projetos de uma instituição pública que, combinou análise documental, métodos observacionais e interacionais para a análise da atividade. Também foi aplicado um questionário, fundamentado na literatura e elaborado com base em uma escala do tipo Likert de cinco pontos, para mensura a percepção dos profissionais da equipe de projeto quanto ao grau de adoção das práticas e o grau de presença das barreiras. A partir da literatura foram identificadas 58 práticas de resiliência e 27 barreiras. Das 58 práticas identificadas, 9 (15,5%) referem-se à antecipação, 10 (17%) ao monitoramento, 27 (47%) à resposta e 12 (21%) ao aprendizado. Constatamos que 52% das práticas requerem a participação conjunta das equipes de projeto e execução e 60% impactam simultaneamente todas as etapas do ciclo de vida do projeto. Dentre as 27 barreiras, 13(48%) estão relacionadas à cultura de segurança e resiliência; 6(22%) a gestão dos projetos; 6(22%) à comunicação e colaboração e, 2(7%) à recursos financeiros. A Direção da empresa está envolvida em 85,2% das barreiras, 44% envolvem todos os profissionais e, 74% produzem impactos simultâneos em todas as etapas. Os resultados indicam que a resiliência depende do trabalho integrado entre profissionais e de mudanças na cultura gerencial, oferecendo subsídios para abordagens mais integrativas que melhorem a segurança em todo o ciclo de vida do projeto. O estudo de caso possibilitou uma visão geral do nível de adoção das práticas e o nível da presença das barreiras na instituição analisada, observando lacunas entre o trabalho imaginado (WAI), pelos projetistas, e o trabalho realizado (WAD), pelos executores. Além disso, observou-se as principais barreiras, incluindo (i) pressão por prazos, (ii) comunicação fragmentada e (iii) pouca integração entre as etapas de projeto, construção, uso e manutenção. A pesquisa contribui para o campo de conhecimento, visto que oferece subsídios teóricos e práticos para pesquisadores e profissionais, destacando a importância da integração entre equipes, da articulação das habilidades de resiliência e do acompanhamento ao longo do ciclo de vida, promovendo uma abordagem sistêmica, preventiva e orientada à melhoria contínua da segurança do trabalho.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1298891 - MARIA CHRISTINE WERBA SALDANHA
Interno(a) - 1038730 - LUCAS GUEDES DE OLIVEIRA
Externo(a) à Instituição - RICARDO JOSÉ MATOS DE CARVALHO