PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (PPGAU)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone:
No Informado

Noticias


Exames de Qualificação Mestrado

Discente:     20161019649 - MAYARA CYNTHIA BRASILEIRO DE SOUSA
Orientador:     SOLANGE MARIA LEDER

Local:     Sala Depto Eng Civil
Data:     07/12/2017
Hora:     08:00

Título
Desejo por conforto termico: estrategias adaptativas e modelos preditivos no Seminario Paraibano

 

Resumo
As condicoes de conforto de um determinado ambiente atuam diretamente no modo como os usuarios usam, percebem e interagem com o espaco, refletindo na saude, produtividade e no bem estar dos mesmos. Baseado nisto, nas ultimas decadas tem sido propostos indices para quantificar e qualificar as condicoes desejaveis de conforto termico ao ser humano, se destacando dois tipos, os que se baseiam no balanco de calor e os que associam o conforto as estrategias adaptativas. Estes dois modelos se contrapoem em suas bases teoricas e praticas, sendo alvo de diversos estudos comparativos, que vem observando incongruencias em suas aplicacoes em situacoes adversas das quais foram calculados. Nao incomum e a associacao destas incoerencias as ambiencias termicas aos quais as pessoas estao habituadas, podendo ser estas condicoes naturais ou condicionadas artificialmente (CA). Neste contexto, este trabalho analisa as sensacoes, percepcoes e preferencias de pessoas com historicos termico distintos, provenientes de diversas regioes do pais, mas que se encontravam no semiarido paraibano, especificamente na cidade de Campina Grande, durante os meses mais quentes e mais frios de 2017. Foram aplicados 583 questionarios divididos em ambientes ventilados naturalmente (VN) e CA, enquanto as variaveis ambientais: temperatura do ar, temperatura de globo, umidade relativa e velocidade do ar eram aferidas. Das 20 perguntas que compoem o questionario da estacao quente, 12 foram parcialmente analisadas e apontaram por uma preferencia por ambientes frios para se atingir o conforto termico, se opondo a ideia que a neutralidade termica e necessaria e corroborando com a teoria que as pessoas tendem a sensacoes frias em cidades quentes. Tambem se observou que a percepcao, preferencia termica e preferencia por metodo de resfriamento e influenciada pela frequencia de exposicao a ambientes CA e espacos externos. Para a predicao do conforto, o indice que obteve o melhor resultado foi o Predicted Mean Vote com sua extensao para climas quentes, tanto em situacao VN quanto CA, independente da regiao onde reside o entrevistado. Foi detectada uma linha de tendencia linear para a temperatura do ar e temperatura operativa com as sensacoes e preferencias termicas, enquanto nao se observou nenhuma tendencia com a SET. Foram encontradas pessoas em conforto, sem controle ambiental, a temperaturas operativas superiores a 25,5°C e com velocidade do ar superior a 1m/s, tal achado sugere uma maior aceitabilidade a velocidades altas em ambientes de lazer. Alguns resultados parciais tiveram amostras estatisticamente pouco significativas, entretanto com a adicao dos dados provenientes da estacao fria sera possivel fazer mais analises e obter resultados expressivos.

 

Palavras-Chave
conforto térmico; índices; estratégias adaptativas; histórico térmico;

 

Membros da Banca
CPF     Nome     Email     Instituição     Tipo
622.023.839-72     SOLANGE MARIA LEDER      UFPB     Presidente
116.877.031-91     LUIZ BUENO DA SILVA    UFPB     Externo ao Programa
813.750.189-49     ENEDIR GHISI     UFSC     Externo à Instituição