PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA (PPGS)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Notícias


Banca de DEFESA: MARI CRISTINA DE FREITAS FAGUNDES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARI CRISTINA DE FREITAS FAGUNDES
DATA: 26/02/2021
HORA: 09:00
LOCAL: videoconferência (https://meet.google.com/xym-omap-nvy) conforme Portaria 90/GR/REITORIA/UFPB
TÍTULO: SE EVITA ABORDAR AQUELE PESSOAL QUE PARECE QUE É DE ALTO NÍVEL”: uma discussão sobre governamentalidade e necropolítica no âmbito do Programa Paraíba Unida pela Paz
PALAVRAS-CHAVES: Programa Paraíba Unida pela Paz; Governamentalidade. Necropolítica; Segurança Pública.
PÁGINAS: 200
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO: Esta tese tem como objeto de pesquisa o Programa Paraíba Unida pela Paz (PPUPP), política pública desenvolvida no âmbito da Secretaria Estadual de Segurança e Defesa Social da Paraíba, o qual vem sendo referenciado nacionalmente pela redução, em oito anos consecutivos, dos índices de crimes violentos letais intencionais. Seguindo a perspectiva foucaultiana, linha teórica que sustenta esta tese, trata-se de uma política de vida. Entretanto, o Estado em questão é entendido como um território de média vulnerabilidade juvenil, visto que as chances de um jovem negro morrer em relação a um jovem branco são 8,82 vezes maior. Nesse sentido, buscou-se compreender como a política em questão e os agentes da Polícia Militar da Paraíba (PMPB) – um dos órgãos responsáveis pela implementação do PPUPP – vinham enfrentando esta mortalidade. Por meio da pesquisa qualitativa, realizou-se entrevistas semiestruturadas com Oficiais e Soldados da PMPB, assim como análise de conteúdo das legislações que sustentam essa política e implementam bonificações pelo cumprimento de metas, tendo em vista os pressupostos da nova gestão pública que o alicerçam. Visando colocar em suspenso algumas verdades triunfantes, como o discurso sobre a paz e a vida de “todo mundo”, mobiliza-se conceitos como governamentalidade, biopolítica e necropolítica, a fim de demonstrar a necessidade de alargar a percepção foucaultiana de “fazer viver e deixar morrer” na contemporaneidade, quando os marcadores raça e juventude são articulados no campo da segurança pública. Com isso, a Tese sustenta que há um “fazer viver”, um “deixar morrer” e um “fazer morrer” quando os marcadores antes referidos se articulam, mostrando que mesmo em políticas ditas de vida, há um extermínio da população jovem negra estrategicamente gestado, isto é, há políticas de inimizade que sustentam a racionalidade moderna e chancelam a morte de parte da população. Por meio da pesquisa empírica realizada, chegou-se três eixos analíticos, quais sejam: nova gestão pública, políticas de inimizade e polícia solidária, os quais permitiram problematizar o Programa em questão, mirando alguns silenciamentos estratégicos alimentados historicamente no campo da segurança pública paraibana. A tese, afora introdução, considerações finais e referências bibliográficas, está dividida em quatro capítulos, nos quais visa articular autores e autoras do campo da sociologia da violência, das relações raciais, assim como políticas públicas situadas neste campo, mobilizando, também, as falas dos e das entrevistadas/os.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEXANDRO SILVA DE JESUS
Externo ao Programa - 946.881.090-91 - PAULA CORREA HENNING - FURG
Externo à Instituição - ROCHELE FELLINI FACHINETTO
Presidente - 2679192 - ROGERIO DE SOUZA MEDEIROS
Interno - 1363922 - SIMONE MAGALHAES BRITO