PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIODIVERSIDADE (PPGBIO)

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS (CCA)

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Banca de DEFESA: JOÃO ELIAS MOREIRA FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOÃO ELIAS MOREIRA FILHO
DATA: 17/08/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Home Office
TÍTULO: Caracterização Morfológica e Bromatológica de Palma Forrageira (Opuntia spa).
PALAVRAS-CHAVES: Diversidade Genética; Melhoramento Genético; Recursos Genéticos; Biodiversidade.
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Genética
SUBÁREA: Genética Vegetal
RESUMO: A palma forrageira (Opuntia spp.) pertence a família cactaceae, a qual é composta por 130 gêneros e 2.000 espécies. É nativa de regiões tropical e subtropical das Américas, e encontrada em todo o planeta, exceto na Antártica. Opuntia ficus-indica L. (Mill.) é a espécie do gênero mais cultivada e de grande importância econômica e ecológica. Tunisia e Brasil, são os maiores produtores, com uma área plantada de 600.000 hectares, seguido de Africa do Sul (525.000 ha) e Etiópia (355.000ha). No Brasil a principal região produtora é a Nordeste. O aumento da área plantada vem sendo impulsionada por sua utilização como nutracêutico, ornamental, frutífera e, principalmente, como forragem para o gado. Caracterizar e estimar a grande diversidade genética desse valioso recurso genético é essencial para manejar efetiva e eficientemente o Banco Ativo de Germoplama e disponibilizar essa informação aos programas de melhoramento de Opuntias. Assim, os objetivos desse trabalho foram avaliar a diversidade genética de 121 genótipos distribuídos em 12 espécies do gênero Opuntia,  por meio de caracteres morfológicos e bromatológicos, propor medidas de conservação e indicar genótipos como potenciais genitores para cruzamentos no programa de melhoramento de palma com aptidão forrageira. Para tanto, foram utilizados todos os acessos pertencentes ao Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da EMPAER (Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária) mantidos em campo, na Fazenda Pendência, localizada no município de Soledade (PB). Na caracterização morfológica foram acessados os seguintes descritores qualitativos e quantitativos: comprimento do cladódio (CC), largura do cladódio (LC), diâmetro do cladódio (DC), área do cladódio (AC), matéria fresca do cladódio (MFC), matéria seca do cladódio (MSC), porcentagem da matéria seca do cladódio (PMS), número de cladódios (NC), altura da planta (AP), diâmetro da copa (DC), área fotossintética (AF), cor do cladódio (ClC), comprimento do espinho (CE), cor do espinho (CE), número de cores do espinho (NCE), localização do espinho (LE) e número de espinhos por aureola (NEA). Para a caraterização bromatológica foram usados os seguintes atributos, Teores de extrato etéreo (EE), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), matéria seca em estufa (MSe), cinzas (CZ), matéria orgânica (MO), matéria seca total (MST), umidade (Um), nitrogênio total (NT) e proteína bruta (PB). Os acessos do BAG de palma forrageira está montado em Delineamento Inteiramente Casualisado (DIC) com 4 repetições. Foram estimados parâmetros genéticos (herdabilidade em sentido amplo, coeficiente de variação genética e variação ambiental e correlações fenotipicas e genotípicas), agrupamentos hierárquicos de UPGMA a partir da distância generalizada de Mahalanobis (D2), a contribuição relativa de cada característica (Sing) e uma Análise dos Componentes Principais (PCA). Os resultados evidenciaram a existência de variabilidade genética entre e dentro de espécies do gênero Opuntia avaliadas. Do ponto de vista morfológico, a herdabilidade foi superior a 70% em todas as características estudadas, com excessão da altura da planta. Estimativas altas de herdabilidade torna a seleção mais eficiente das características avaliadas. Do ponto de vista morfológico e bromatológico, os acessos 44 e 109, pertencentes as espécies selvagens O. strica e O. undulata, respectivamente, apresentaram estimativas superiores de caracteres relacionados a produção e qualidade de forragem, quando comparados aqueles cultivados (Clones IPA). Dentre os aqueles cultivados, merecem destaque os acessos 7 e 13 (O. ficus-indica), 75 (O. megacantha), 104 e 116 (O. cochenillifera). Dessa forma, esses acessos devem ser conservados e utilizados como potenciais genitores em programas de melhoramento dessa forrageira.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 388164 - MAILSON MONTEIRO DO REGO
Interno - 1133651 - ANA EMILIA BARROS E SILVA
Interno - 6335816 - LEONARDO PESSOA FELIX
Externo à Instituição - FABIANE RABELO DA COSTA BATISTA
Externo à Instituição - PRISCILA ALVES BARROSO