PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL (PGPCI)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: RAFAEL NEVES FONSECA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAFAEL NEVES FONSECA
DATA: 27/07/2020
HORA: 10:00
LOCAL: Plataforma Meet: https://meet.google.com/rzt-jibr-vaj
TÍTULO: O regime agroalimentar corporativo: questionamentos sobre a materialização dos alimentos no Século XXI
PALAVRAS-CHAVES: regime alimentar corporativo, cultivos flexíveis, alimentos ultraprocessados, Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs).
PÁGINAS: 112
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Administração
RESUMO: A partir da teoria dos regimes agroalimentares, investigamos o processo de materialização dos alimentos no atual regime agroalimentar corporativo, coordenado pelo espírito da financeirização. Para isso, na primeira parte da pesquisa, desenvolvemos uma revisão do estado da arte da literatura sobre os regimes agroalimentares, assim como destacamos, principalmente, dois fenômenos: os cultivos flexíveis e os alimentos ultraprocessados. Entendemos que por meio da articulação entre estes fenômenos torna-se possível mapear elementos estruturais do processo de materialização dos alimentos no século XXI. Na segunda etapa da pesquisa, propomos um estudo de caso sobre o Complexo Agroindustrial do Açaí (Euterpe Oleracea Mart.), baseado na construção metodológica do estudo de caso articulado com um tipo ideal. O constructo parte das características que um cultivo agrícola deve conter para tornar-se uma commodity financeirizada. Dentre as inúmeras reflexões naturais, históricas e culturais que a cultura do Açaí está imersa, destacamos uma principal contradição: por que o Açaí é consumido como um alimento minimamente processado com altos valores nutricionais na região Norte do Brasil e, em outras regiões do Brasil e do mundo, é consumido como um alimento ultraprocessado (Mix de Açaí)? Para justificar os elementos de uma commodity agrícola financeirizada, os seguintes eixos foram analisados: os complexos agroindustriais, mercado futuro, cultivos flexíveis, mercado e estrangeirização de terras, os alimentos ultraprocessados e políticas públicas. Sendo assim, apontamos que há uma relação direta entre o regime alimentar corporativo, a financeirização e flexibilização dos cultivos agrícolas, a produção de alimentos ultraprocessados e a expansão das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e que tais relações são incentivas ou constrangidas pelas políticas públicas. Esta pesquisa está posicionada no campo da Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN).
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 735.632.006-10 - ALEXANDRE CESAR CUNHA LEITE - UEPB
Externo à Instituição - ANDREA SANTOS BACA
Presidente - 1743644 - THIAGO LIMA DA SILVA