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FABÍOLA DE CARLA NÓBREGA MARINHO
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SABERES DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE SOBRE O MANEJO DO CUIDADO DE PESSOAS COM SOBREPESO E OBESIDADE
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Orientador : ANA SUERDA LEONOR GOMES LEAL
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Data: 30/09/2026
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Hora: 14:00
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A obesidade é uma doença crônica, complexa e que afeta cerca de 890 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a pesquisa VIGITEL (2023) apontou que o excesso de peso acometia 61,4% da população, e a obesidade afetava 24,3%
dos brasileiros. No Estado da Paraíba, o município de Cabedelo, com uma população aproximada de 70 mil habitantes, apresenta estatísticas que se aproximam ou até superam a
média nacional quanto ao estado nutricional da população. Nesse contexto, considerando os
dados epidemiológicos evidenciados no referido município, e a importância do profissional
nutricionista para o manejo da obesidade, esta pesquisa teve o objetivo de identificar os
saberes dos nutricionistas que atuam na Atenção Primária à Saúde de Cabedelo/PB, acerca
do cuidado e do manejo das ações na assistência às pessoas com Sobrepeso e Obesidade.
Ressalta-se, que Cabedelo é pioneiro no Brasil quanto a inserção do Nutricionista nas equipes da Atenção Primária à Saúde (APS). Atualmente, são dezoito Nutricionistas distribuídos em equipes da Estratégia Saúde da Família, Equipes Multiprofissionais (e-Multi) e na Gestão. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva de abordagem qualitativa, cujos resultados irão contribuir na organização do cuidado à pessoa com obesidade, no município de Cabedelo. A coleta de dados foi realizada por meio da técnica de entrevista semiestruturada, contendo questões subjetivas e objetivas. Para o tratamento dos dados objetivos foi utilizado o programa STATA, e analisados de forma descritiva com base na temática do estudo. Os dados qualitativos foram analisados pelo método da Análise do Discurso, segundo a teoria de Bardin. Os resultados evidenciaram que existem dezoito nutricionistas no município, sendo que um encontra-se de licença médica. Dos dezessete, apenas nove, todas do sexo feminino, aceitaram participar da pesquisa, e poucos referiram conhecer e utilizar os manuais e protocolos ministeriais que tratam da obesidade, embora saibam da existência dos mesmos. Todas referiram conhecer o Guia Alimentar, porém a maioria não o utiliza no cotidiano do trabalho, justificando o tempo de consulta como obstáculo. As participantes referiram existir desafios na assistência à pessoa com obesidade, dentre os quais destacaram: a baixa adesão dos pacientes ao tratamento; a inadequação da estrutura física (consultório); a insuficiência de materiais e de equipamentos no serviço para realizar uma avaliação mais criteriosa da condição nutricional e de saúde dos pacientes. Citaram também como desafios, a ausência de capacitações voltadas a temática em estudo; a fragilidade na comunicação entre os demais níveis de assistência, e a ausência de um fluxo bem definido fragilizando a Rede de Assistência à Saúde (RAS). Tais desafios implicam em não ter no município, uma linha de cuidado às pessoas com sobrepeso e obesidade. A integração com as e-Multi do município foi citada como uma potencialidade para o processo de trabalho em saúde. Foi pactuado com a Gestão Municipal de Saúde, que este estudo irá nortear a realização de uma oficina de trabalho para promover o alinhamento do
conhecimento e da prática dos nutricionistas à pessoa com sobrepeso e obesidade, implementando a linha de cuidado à obesidade.
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EMMANUELLE DE MENDONÇA SANTANA
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Práticas de consumo alimentar de crianças menores de dois anos na comunidade quilombola e de pesca Artesanal na Reserva Extrativista Acaú-Goiana
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Orientador : GABRIELLA BARRETO SOARES
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Data: 30/09/2026
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Hora: 09:00
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O aleitamento materno e a alimentação complementar adequada e saudável nos primeiros dois anos de vida são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento infantil. Entretanto, sua realização não se restringe às escolhas individuais ou familiares, sendo condicionada por fatores sociais, econômicos, culturais e territoriais que conformam as condições de vida e participam da determinação social da saúde. A produção científica sobre essas práticas ainda é limitada em comunidades tradicionais, sobretudo onde coexistem pertencimento quilombola e modos de vida vinculados à pesca artesanal e à mariscagem. Questionou-se como se apresentam as práticas alimentares de crianças menores de dois anos e como as mães percebem e vivenciam essas práticas no contexto sociocultural e territorial da comunidade quilombola de pesca artesanal de São Lourenço. O objetivo do estudo foi compreender as práticas alimentares dessas crianças e as percepções e vivências das mães nessa comunidade situada na Reserva Extrativista Acaú-Goiana. Trata-se de estudo exploratório, qualitativo, com componente quantitativo descritivo, realizado em duas etapas. A primeira incluiu 63 mães e seus filhos menores de dois anos, utilizando Marcadores do Consumo Alimentar do SISVAN, caracterização sociodemográfica das participantes, observação participante e diário de campo. Na segunda realizou-se grupo focal com 12 mães, para aprofundar a discussão sobre aleitamento materno e alimentação complementar, caracterização sociodemográfica e de saúde materno-infantil e Triagem para Risco de Insegurança Alimentar. Os dados quantitativos foram analisados por frequências absolutas e relativas, e os qualitativos, por Análise Temática de Conteúdo. Predominou a população negra, correspondendo a 87,29% das mães e 87,30% das crianças. O aleitamento materno exclusivo ocorreu em 47,37% dos menores de seis meses; entre seis e 23 meses, 61,36% mantinham o aleitamento, 27,27% apresentaram diversidade alimentar mínima e 50,00% consumiram alimentos ultraprocessados. Entre seis e oito meses, 22,22% apresentaram introdução alimentar oportuna. A observação participante evidenciou barreiras no abastecimento de água e no acesso aos alimentos, com necessidade de deslocamento para aquisição, além da coexistência entre ultraprocessados e alimentos provenientes da pesca e da produção familiar. No grupo focal, 11 mães apresentaram risco de insegurança alimentar. Emergiram três categorias temáticas relacionadas à vulnerabilização social, trabalho materno, sobrecarga de cuidado e fragilidades na rede de apoio; às vivências da amamentação envolvendo dificuldades, percepção de leite insuficiente ou leite fraco, uso
de fórmulas, outros leites e engrossantes; e à alimentação complementar marcada por
saberes familiares e intergeracionais, oferta precoce de água, bebidas e alimentos, dúvidas
sobre consistência e engasgo e fragilidades nas orientações dos profissionais de saúde. Os
resultados mostram que essas práticas são atravessadas por relações de raça, gênero e
trabalho e por condições históricas, sociais e territoriais. Como Produto Técnico-Tecnológico,
desenvolveu-se cartilha educativa sobre amamentação e alimentação complementar, baseada nos resultados e em recomendações técnico-científicas, considerando particularidades socioculturais e alimentares do território. Conclui-se que compreender as práticas alimentares infantis requer considerar experiências maternas e condições que estruturam as possibilidades de cuidado e alimentação. Na Saúde da Família, os resultados podem subsidiar a Vigilância Alimentar e Nutricional, e o produto apoiar a educação em saúde e o cuidado materno-infantil contextualizados ao território.
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EMANUELLA SOARES DA SILVA
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REUNIÃO DE EQUIPE COMO ESTRATÉGIA DE RE(ORGANIZAÇÃO) NO PROCESSO DE TRABALHO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
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Orientador : JOSE DA PAZ OLIVEIRA ALVARENGA
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Data: 29/09/2026
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Hora: 16:00
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As reuniões de equipe constituem espaços estratégicos para a organização do processo de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS), favorecendo a comunicação, o planejamento coletivo e a integração entre os profissionais. Nesse sentido, este estudo buscou responder de que maneira as reuniões de equipe contribuem para o processo de trabalho na APS e qual é a percepção dos profissionais sobre esse espaço coletivo. Teve como objetivo compreender a percepção dos profissionais das equipes de Saúde da Família (eSF) e das equipes Multiprofissionais (eMulti) de um município do Agreste Pernambucano sobre a importância, a efetividade e os mecanismos de contribuição das reuniões para o processo de trabalho. Especificamente, buscou conhecer a importância atribuída a esses encontros, identificar os desafios existentes e as necessidades para superá-los, discutir a sistemática de planejamento e realização das reuniões, comparar as perspectivas dos profissionais da eSF e da eMulti e elaborar um manual norteador para esses espaços. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, desenvolvido no município de Caruaru, Pernambuco, com 13 profissionais da APS, selecionados por amostragem intencional e vinculados às eSF e eMulti. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas presencialmente, gravadas em áudio e posteriormente transcritas. O software ATLAS.ti foi utilizado como ferramenta de apoio à organização do corpus, à codificação das unidades de sentido e à construção das categorias temáticas. O material empírico foi submetido à Análise de Conteúdo Temática, fundamentada em Bardin (2016), contemplando as etapas de pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, inferência e interpretação. Os resultados mostram que as reuniões são percebidas como espaços essenciais para a organização do processo de trabalho, pois favorecem o planejamento das ações, o alinhamento das informações, a comunicação entre os profissionais, a definição de responsabilidades e a construção compartilhada do cuidado, considerando as necessidades dos usuários, das famílias e do território. Entretanto, sua realização e efetividade são prejudicadas pela sobrecarga de trabalho, pressão assistencial, dificuldade de conciliação das agendas, ausência de horário protegido, participação desigual e predominância de pautas administrativas. Também foram identificadas diferenças entre as unidades quanto à frequência, condução, registro. Como estratégias de qualificação, destacaram-se a definição de agenda fixa, a construção da pauta, o registro das pactuações e sua retomada nos encontros seguintes. No âmbito do Sistema Único de Saúde, o estudo poderá fornecer subsídios aos profissionais e gestores na institucionalização as reuniões como parte do processo de trabalho na APS. O manual norteador proposto poderá contribuir para tornar esses encontros mais organizados, participativos e resolutivos, fortalecendo a integração entre eSF e eMulti, a educação permanente, o trabalho interprofissional e a integralidade do cuidado.
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LUANA PATRÍCIA FREIRE DE MENEZES
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PROCESSO DE TRABALHO DAS EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (eMultis): ARRANJOS NOVOS E DESAFIOS ANTIGOS?
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Orientador : JOSE DA PAZ OLIVEIRA ALVARENGA
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Data: 29/09/2026
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Hora: 14:00
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As Equipes Multiprofissionais de Atenção Primária à Saúde (eMultis) constituem uma estratégia para ampliação da integralidade e da resolutividade do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS), mediante a atuação integrada de profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Considerando os desafios relacionados à organização de suas práticas e à articulação com as equipes de Saúde da Família, este estudo teve como objetivo analisar o processo de trabalho das Equipes Multiprofissionais de Atenção Primária à Saúde em atuação em um município da Região Nordeste do Brasil. Trata-se de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, no qual a coleta dos dados foi realizada entre janeiro e março de 2026, em um município da Região Metropolitana do Recife, Pernambuco. Participaram 13 profissionais pertencentes às três eMultis municipais, selecionados por amostragem intencional e segundo o critério de saturação teórica. A produção dos dados ocorreu de forma individual e coletiva, mediante entrevistas semiestruturadas e observação participante durante reuniões técnicas das equipes, com registros em diário de campo. As entrevistas foram audiogravadas e posteriormente transcritas. Utilizou-se o software ATLAS.ti, versão 26, como ferramenta de apoio à organização do corpus, codificação, agrupamento dos códigos, identificação dos núcleos de sentido e construção das categorias analíticas. O material empírico foi submetido à Análise de Conteúdo Temática, fundamentada em Bardin, compreendendo as etapas de pré-análise, exploração do material e tratamento e interpretação dos resultados.Entre os participantes, predominaram o sexo feminino (92,3%), mulheres cisgênero (92,3%) e pessoas casadas (61,5%), com média de idade de 39,6 anos. Quanto à formação, 61,5% possuíam especialização lato sensu, 30,8% mestrado e 7,7% doutorado. Embora 53,8% tenham participado de capacitações relacionadas à APS nos dois anos anteriores, apenas 15,4% referiram formação específica sobre as eMultis. Em relação à inserção profissional, 53,8% possuíam entre seis e dez anos de atuação na APS e 53,8% mantinham outros vínculos trabalhistas. Os resultados evidenciaram um processo de
trabalho marcado pela tensão entre potencialidades assistenciais e limitações institucionais.
Destacaram-se fragilidades de infraestrutura, insuficiência de materiais, equipamentos, internet e transporte, dificuldades de comunicação, inadequação dos espaços para atendimento e reuniões, problemas relacionados à gestão e à organização dos fluxos e pouca oferta de educação permanente. Evidenciaram-se ainda desafios na articulação da rede de atenção, nos processos de referência e contrarreferência, na cobertura territorial e no enfrentamento das vulnerabilidades sociais, com repercussões sobre a resolutividade do cuidado. Em contrapartida, destacaram-se como potencialidades a atuação interprofissional, as reuniões e discussões de casos, o matriciamento, as visitas domiciliares, os atendimentos compartilhados, as atividades coletivas e as ações de promoção e prevenção. Conclui-se que as eMultis apresentam importante potencial para ampliar o acesso e favorecer a integralidade do cuidado, especialmente pela articulação de diferentes saberes e pela construção de respostas compartilhadas às necessidades do território; contudo, sua capacidade de atuação permanece condicionada por fragilidades estruturais, gerenciais e pela insuficiente integração da rede de atenção.
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BRUNA CABRAL ALBUQUERQUE DE AGUIAR
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A EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE COLETIVA SOB A PERCEPÇÃO DE PRECEPTORES
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Orientador : LENILMA BENTO DE ARAUJO MENESES
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Data: 29/09/2026
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Hora: 09:00
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Introdução: A Educação Permanente em Saúde (EPS), instituída pela Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) em 2004, representa uma estratégia que visa a qualificação e a transformação das práticas do cuidado em saúde, gestão, integração entre ensino e serviço para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) e controle social. Nesse contexto os programas de Residência Multiprofissional em saúde assumem um papel fundamental na formação de profissionais comprometidos com os princípios do SUS. Estas residências configuram-se como cenários estratégicos para a consolidação da Educação Interprofissional (EIP) e o preceptor é o profissional que participa do processo de formação em saúde por articular a prática com o conhecimento científico, transformando a vivência do campo profissional em experiências de aprendizagem. A EIP assegura-se como um aporte
pedagógico e político essencial nessa reorientação, ao favorecer aprendizagens compartilhadas, o fortalecimento do trabalho em equipe e a qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Compreender a Educação Interprofissional no contexto da formação em saúde do Programa de Residência Multiprofissional em saúde coletiva com ênfase em gestão de redes de saúde. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva de abordagem qualitativa que teve como cenário de prática a XII Regional de Saúde do Estado de Pernambuco que recebe residentes do Programa de Residência em Saúde Coletiva com Ênfase em Gestão de Redes (PRMSC-REDES) da Escola de Saúde Pública de Pernambuco (ESPPE). Destaca-se que a pesquisa foi desenvolvida com base nas orientações do Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ), atendendo as exigências cientificas para uma pesquisa qualitativa, permitindo o leitor avaliar a qualidade do estudo. A pesquisa foi realizada com 09
preceptores do programa, participantes do estudo. A coleta dos dados empíricos ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas. O conjunto de dados foi analisado sob a perspectiva da análise de conteúdo de Bardin, na modalidade categoria temática. A pesquisa seguiu todos os preceitos éticos, tendo sido apreciado pelo Comitê de Ética e recebido aprovação conforme o parecer 8.380.378 e obedecendo ao que prever a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde para pesquisas em seres humanos. Resultados: A maioria dos preceptores enxergam a EIP como ferramenta potente e capaz de contribuir para a modificação no ambiente de trabalho, contudo, reconhece entraves para a operacionalização no cotidiano do serviço de saúde de forma intrínseca ao processo de trabalho e atravessada por potências instauradoras e
por fragilidades institucionais, organizacionais e pedagógicas. Além disso, demonstrou-se que o fortalecimento do trabalho interprofissional não ocorre exclusivamente na atuação dos atores, mas sim entre a articulação da gestão e do processo de trabalho garantindo formação pedagógica para os agentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Considerações Finais: Mesmo diante de entraves e desafios na efetivação da EIP na prática diária da residência, os precepotores reconhecem a residência enquanto espaço que promove maior utilização desta ferramenta e o fortalecimento da interprofissionalidade exige forças multicompetentes para sua efetivação buscando o redirecionamento da prática e o reforço a estudos futuros na temática.
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RACIRE PORTO DA CUNHA NEVES
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O ACOLHIMENTO COMO INSTRUMENTO TRANSFORMADOR DO CUIDADO: UMA INTERVENÇÃO FORMATIVA PARA A PRODUÇÃO DE NOVAS PRÁTICAS NO CONTEXTO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UM MUNICÍPIO PARAIBANO
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Orientador : TALITHA RODRIGUES RIBEIRO FERNANDES PESSOA
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Data: 28/09/2026
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Hora: 14:00
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O acolhimento constitui uma importante diretriz para a organização do acesso e do cuidado na
Atenção Primária à Saúde, envolvendo escuta das necessidades, responsabilização e
produção de respostas aos usuários. Entretanto, sua compreensão e operacionalização ainda
representam desafios no cotidiano dos serviços, tornando a Educação Permanente em Saúde
uma estratégia relevante para a reflexão e transformação das práticas. Diante desse contexto,
a pesquisa foi orientada pela seguinte questão: Como os profissionais da Estratégia Saúde da
Família compreendem o acolhimento e o relacionam às suas práticas? O estudo teve como
objetivo realizar uma intervenção formativa com profissionais da Estratégia Saúde da Família,
potencializando o acolhimento como instrumento transformador e favorecendo a construção
coletiva de novas práticas em um município paraibano. Tratou-se de uma pesquisa-ação, com
abordagem qualitativa e quantitativa, fundamentada nos pressupostos metodológicos de
Michel Thiollent e desenvolvida em etapas articuladas de diagnóstico, planejamento,
intervenção e avaliação. Para a etapa diagnóstica, foram sorteadas três equipes da Estratégia Saúde da Família de cada um dos quatro distritos sanitários do município, totalizando 12
equipes. Participaram dessa etapa 40 profissionais, que responderam a um questionário
autoaplicado, disponibilizado por meio do Google Forms, contendo questões destinadas à
caracterização dos participantes e à identificação de suas concepções e práticas relacionadas
ao acolhimento. A coleta ocorreu entre fevereiro e abril de 2026. Os dados qualitativos foram
submetidos à Análise de Conteúdo, segundo Bardin, mediante leitura e exploração das
respostas, identificação dos núcleos de sentido e agrupamento por aproximação temática. Os
resultados do diagnóstico foram organizados em três núcleos temáticos: humanização do
cuidado, organização do acesso e da demanda e direcionamento assistencial. A partir dos
achados, foi planejado e desenvolvido um processo formativo fundamentado na
problematização das práticas e no diálogo com os princípios da Política Nacional de
Humanização e Caderno de Atenção Básica n°28, culminando na construção coletiva de uma
proposta de fluxograma inicial para organização do acolhimento adaptada à realidade
municipal. Ao final da intervenção, um segundo questionário foi aplicado aos participantes
para avaliar o processo formativo. Os resultados indicaram ampliação da compreensão sobre
o acolhimento, além do reconhecimento de desafios e de possibilidades para aplicação dos
conhecimentos discutidos no cotidiano das equipes. Concluiu-se que o processo formativo
favoreceu a reflexão sobre as práticas e a construção coletiva de referências para a
organização do acolhimento, embora a efetiva incorporação das mudanças ao cotidiano dos
serviços demande acompanhamento posterior. A pesquisa apresenta aplicabilidade no
Sistema Único de Saúde e na Saúde da Família ao produzir um instrumento organizativo
construído a partir das necessidades identificadas pelos profissionais, com potencial para
apoiar a organização do acesso e do acolhimento e subsidiar ações de Educação Permanente
na Atenção Primária à Saúde.
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CINTHYA LEITE RODRIGUES
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AVALIAÇÃO DE USUÁRIOS COM HIPERTENSÃO E DIABETES EM UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO INTERIOR DE PERNAMBUCO
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Orientador : WALLERI CHRISTINI TORELLI REIS
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Data: 28/09/2026
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Hora: 10:00
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) estão entre as
principais condições crônicas associadas à morbimortalidade cardiovascular, sendo seu
acompanhamento fundamental no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS). Este estudo teve
como objetivo avaliar a efetividade do acompanhamento de usuários com HAS e/ou DM2 na
Unidade de Saúde da Família Estrada de Cima, em Goiana-PE, considerando indicadores clínicos e assistenciais, além da percepção de usuários e profissionais de saúde. Trata-se de um estudo de abordagem mista, com componente quantitativo documental retrospectivo, baseado em registros eletrônicos e dados do e-SUS APS, e componente qualitativo, realizado por meio de questionários semiestruturados. Para caracterização epidemiológica do território, foram identificados 564 usuários com HAS, 232 com DM2 e 188 com ambas as condições. As análises clínicas e assistenciais foram realizadas em amostras compostas por 229 usuários com HAS e 145 com DM2. Entre os hipertensos analisados, 87,3% apresentaram consulta médica registrada nos últimos seis meses e 71,6% possuíam aferição da pressão arterial no mesmo período. Entre os usuários com DM2, 88,3% apresentavam registro recente de glicemia de jejum e 84,8% de hemoglobina glicada; entre aqueles com HbA1c disponível, 40,7% apresentaram valores inferiores a 7,0%. A análise qualitativa demonstrou percepção predominantemente positiva do acompanhamento, com destaque para orientações em saúde, monitoramento clínico, vínculo com a equipe e benefícios percebidos na qualidade de vida, embora tenham sido identificadas barreiras relacionadas à adesão medicamentosa, irregularidade no acompanhamento e limitações estruturais e operacionais do serviço. Conclui-se que o acompanhamento apresentou efetividade parcial, com boa cobertura assistencial e laboratorial, porém persistência de fragilidades no controle clínico e na adesão ao tratamento, reforçando a necessidade de fortalecimento da busca ativa, das ações de educação em saúde e da atuação multiprofissional.
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DANIELLE MARGARIDA RAMOS DE OLIVEIRA
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CAPS ITINERANTE: DESAFIOS, POTENCIALIDADES E CONTRIBUIÇÕES PARA O CUIDADO EM SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA.
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Orientador : JOAO EUCLIDES FERNANDES BRAGA
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Data: 01/09/2026
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Hora: 15:00
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Resumo: Introdução: O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Itinerante é uma estratégia de cuidado em saúde mental que leva os serviços dos CAPS a territórios de difícil acesso, como as zonas rurais. A organização do cuidado em saúde mental em territórios rurais é marcada por barreiras geográficas, econômicas e assistenciais, como longas distâncias, dificuldades de transporte e concentração dos serviços especializados nas sedes municipais. Mediante ações extramuros, a equipe do CAPS Itinerante realiza atendimentos, escutas, oficinas e atividades de promoção da saúde. Essas ações são ofertadas nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), localizadas na zona rural. Embora estratégias itinerantes possam ampliar a presença territorial da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), ainda são escassos os estudos que sistematizam experiências locais denominadas CAPS Itinerante e analisam sua organização, continuidade e articulação com a Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Analisar os desafios, as potencialidades e as contribuições do CAPS Itinerante e elaborar diretrizes operacionais para sua organização. Método: Realizou-se estudo de campo, exploratório, descritivo e qualitativo, com 15 profissionais vinculados à APS, ao CAPS, à Equipe Multiprofissional (e-Multi) e à gestão municipal. Os dados foram coletados mediante entrevistas semiestruturadas, gravadas, transcritas e anonimizadas. As
variáveis sociodemográficos e profissionais foram descritas de forma descritiva, enquanto os
depoimentos foram examinados utilizando-se a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), mediante identificação de expressões-chave, ideias centrais e âncoras, com apoio de análise lexical informatizada.Resultados: A análise gerou cinco categorias de discurso: DSC 1: Organização e funcionamento do CAPS Itinerante; DSC 2: Contribuições percebidas para o cuidado na APS/RAPS; DSC 3: Desafios, limites e divergências entre os grupos; DSC 4: Sustentabilidade e elementos para a construção de uma Matriz Integrada de Gestão Territorial do CAPS Itinerante (MIGT-CI); DSC 5: Para continuar, o CAPS Itinerante precisa deixar de depender apenas do improviso. O discurso do sujeito coletivo evidenciou que a aproximação do cuidado às comunidades rurais foi reconhecida como a principal contribuição do CAPS Itinerante para APS/RAPS, por reduzir parcialmente barreiras relacionadas à distância, ao custo de deslocamento dos usuários e ao transporte até a sede municipal para atendimento em saúde mental. Oficinas, rodas de conversa, atividades físicas e ações coletivas foram associadas ao fortalecimento do vínculo, à socialização, à autonomia, à autoestima e ao enfrentamento do estigma. Identificaram, limitações referentes à periodicidade das ações, à disponibilidade de profissionais, à infraestrutura, ao
transporte, à centralização do atendimento psiquiátrico e à dispensação de medicamentos na zona urbana, além da articulação desigual entre CAPS, APS, e-Multi e gestão dos serviços. Os achados subsidiaram a elaboração de uma proposta de uma MIGT-CI. Conclusões: O CAPS Itinerante mostrou-se uma estratégia relevante para ampliar a presença territorial do cuidado psicossocial, mas sua sustentabilidade depende de planejamento, institucionalização, recursos adequados, matriciamento, definição de fluxos e
monitoramento. Aplicabilidade na Saúde da Família: o MIGT-CI proposto poderá apoiar o planejamento territorial, o cuidado compartilhado e a integração entre CAPS Itinerante e APS no contexto da RAPS em municípios de pequeno porte e com expressiva população rural.
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CLENILDA ALVES DE BRITO MARINHO
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RASTREAMENTO MAMOGRÁFICO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DE 35 A 49 ANOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
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Orientador : HELOISA HELENA PINHO VELOSO
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Data: 28/08/2026
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Hora: 09:00
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Resumo: O câncer de mama constitui a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres
brasileiras, configurando importante problema de saúde pública em razão de seu impacto na
morbimortalidade e na qualidade de vida. Embora recomendações recentes do Ministério da Saúde tenham ampliado a oferta da mamografia para mulheres a partir dos 40 anos, persiste a necessidade de atenção específica às mulheres de 35 a 49 anos com histórico familiar da doença. Nesse contexto, a baixa adesão à realização do exame na Atenção Primária à Saúde (APS), evidenciada pela reduzida demanda por consultas para sua solicitação, apresenta-se como um desafio relevante. Diante disto, buscou-se responder à seguinte questão: existe associação entre histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário e mamografias indicadoras de possível neoplasia mamária em mulheres de 35 a 49 anos da APS? Este estudo teve como objetivo analisar o rastreamento mamográfico em mulheres de 35 a 49 anos com histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário, no âmbito da APS. Trata-se de um estudo observacional, analítico e comparativo, de abordagem quantitativa, desenvolvido em uma Unidade de Saúde da Família (USF) e no Hospital Napoleão Laureano. A coleta de dados incluiu variáveis sociodemográficas, histórico familiar, outros fatores de risco e classificação BI-RADS sendo realizada em duas etapas: aplicação de questionário estruturado às mulheres elegíveis na USF, seguida de mamografia, e análise de prontuários de mulheres diagnosticadas no hospital. Para a análise dos dados, empregou-se Regressão Linear Múltipla, com vistas ao desenvolvimento de modelos preditivos da classificação BI-RADS e à estimativa das associações entre as variáveis investigadas. Os resultados evidenciaram associação significativa entre o histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário e a
classificação BI-RADS, bem como desempenho consistente dos modelos na análise do
rastreamento mamográfico, e observou-se tendência de ocorrência da doença em faixa etária mais jovem, associada à baixa adesão à mamografia na APS. Conclui-se que o histórico familiar constitui importante preditor da classificação BI-RADS em mulheres de 35 a 49 anos. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento de estratégias de rastreamento e encaminhamento precoce na APS, especialmente para mulheres com maior risco, contribuindo para a qualificação do cuidado no Sistema Único de Saúde.
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MARIA ISABEL FERREIRA
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PROTOCOLO DE PUERICULTURA INTERPROFISSIONAL PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: UMA PESQUISA-AÇÃO
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Orientador : ALTAMIRA PEREIRA DA SILVA REICHERT
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Data: 20/08/2026
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Hora: 14:00
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Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação e a socialização de maneira persistente, associado a comportamentos e interesses repetitivos. É uma condição com início precoce e cujas dificuldades tendem a comprometer o desenvolvimento do indivíduo ao longo de sua vida, com sinais e sintomas variáveis na intensidade e forma de expressão. Assim, é necessária uma atenção inclusiva e equitativa, devendo ser realizada por equipe interprofissional, visto que, quanto mais cedo for identificado o transtorno, maiores serão as possibilidades de uma intervenção adequada e efetiva no atendimento. Objetivo Geral: Elaborar um protocolo para consulta de puericultura interprofissional para crianças com TEA na Atenção Primária à Saúde(APS). Método: Estudo qualitativo, do tipo pesquisa-ação, desenvolvido com profissionais da APS e Centro Especializado de Referência. Foram realizados três Grupos Focais com esses profissionais, no período de outubro a novembro de 2025, para subsidiar a elaboração do protocolo, além das evidências científicas disponíveis na literatura. Os dados foram analisados utilizando a análise temática indutiva. Após a elaboração realizou-se um encontro para a apresentação do protocolo aos profissionais com a finalidade de identificar se os aspectos necessários à sua construção foram observados e a partir das contribuições de todos os presentes, realizou-se as correções necessárias para a sua finalização. Resultados: A pesquisa contou com a participação de 18 profissionais. Foram realizados três grupos focais em datas específicas com duração de duas horas cada, e esses 18 profissionais distribuídos entre os três grupos. A análise dos relatos dos profissionais da APS e do CER permitiu a construção de categorias temáticas que expressam as percepções, práticas e desafios no cuidado à criança com TEA. Os achados foram organizados em quatro eixos principais: Organização do cuidado na Rede de Atenção à Saúde; Práticas assistenciais; Desafios para o cuidado à criança com TEA, além de uma categoria transversal referente à construção do protocolo de puericultura interprofissional, denominada Construção do Protocolo de puericultura interprofissional para crianças com TEA. Os relatos evidenciaram a relevância da construção do Protocolo, desenvolvido a partir da crescente demanda identificada na rede municipal de saúde de Guarabira, sendo um importante instrumento para qualificar a triagem, organizar os encaminhamentos e fortalecer a longitudinalidade do cuidado na APS. Além disso, foi reconhecida a importância da atuação interprofissional e intersetorial, do acolhimento da escuta qualificada e do papel educativo desempenhado pela APS junto às crianças e suas famílias. Apesar dos avanços, também foram identificadas fragilidades relacionadas à insuficiência de recursos humanos e materiais, à necessidade de capacitação profissional e ao aprimoramento da estrutura dos serviços. Considerações finais: A elaboração do protocolo de puericultura interprofissional para crianças com TEA mostrou-se uma estratégia relevante para qualificar o cuidado na APS, favorecendo a longitudinalidade do acompanhamento. O estudo evidenciou a importância da atuação interprofissional e intersetorial voltada a esse público infantil, bem como a necessidade de investimento em educação permanente e fortalecimento da estrutura dos serviços para superar as fragilidades identificadas. Espera-se que o protocolo contribua para a qualificação da assistência e para o fortalecimento do cuidado integral às crianças com TEA e suas famílias.
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MILLENA CARLA DA SILVA MESQUITA
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Cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde: contribuições da Educação Permanente e do CAPS Itinerante para a qualificação do processo de trabalho
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Data: 11/08/2026
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Hora: 13:30
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A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel estratégico na organização do cuidado em saúde mental, demandando processos de trabalho articulados à Rede de
Atenção Psicossocial (RAPS) para promover uma atenção de base territorial às pessoas com necessidades de saúde mental. Na perspectiva de superação do modelo biomédico, entende-se que a Educação Permanente em Saúde (EPS) é fundamental para a qualificação das práticas profissionais. Este estudo teve como objetivo conhecer as necessidades de Educação Permanente em Saúde voltadas à reorientação do processo de trabalho de profissionais da APS no cuidado em saúde mental, subsidiando, de forma colaborativa, o planejamento de ações de apoio matricial com o CAPS Itinerante. Trata-se de uma pesquisa participante, de abordagem qualitativa, desenvolvida no município de Umbuzeiro, Paraíba. Participaram 33 profissionais da Estratégia Saúde da Família, da equipe multiprofissional (e-Multi) e do CAPS Itinerante, atuantes em três Unidades Básicas de Saúde da Família. A produção dos dados ocorreu entre novembro e dezembro de 2025, em duas etapas: 1) aproximação do território e realização de três grupos focais; 2) análise das problemáticas identificadas e construção compartilhada de um fluxo e de uma proposta formativa. Por meio de três grupos focais, utilizando nuvem de palavras, vinheta clínica e roteiro semiestruturado. Os dados foram submetidos à Análise de Conteúdo, conforme Bardin. A pesquisa foi apreciada e aprovada pelo Comitê de Ética do Centro de Ciências da Saúde da UFPB (Parecer no 7.932.778). Os resultados evidenciaram que os profissionais reconhecem a APS como espaço privilegiado para o cuidado em saúde mental, porém apontam fragilidades relacionadas ao processo de trabalho, à articulação entre os serviços da RAPS, à definição de fluxos assistenciais e à necessidade de qualificação permanente das equipes. Como prioridades formativas, destacaram-se o manejo das demandas em saúde mental, o fortalecimento do trabalho interdisciplinar, o apoio matricial e a organização do cuidado no território. A pesquisa resultou também na construção compartilhada de um fluxo municipal de atenção à saúde mental e de um plano formativo fundamentado na EPS, orientado pelas necessidades identificadas pelos participantes. Conclui-se que a EPS, desenvolvida de forma participativa e articulada ao apoio matricial, constitui estratégia para qualificar o processo de trabalho, fortalecer a integração entre os serviços e ampliar a capacidade de resposta da APS às demandas de saúde mental.
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ADRIANA RAMOS DOS SANTOS
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Desenvolvimento de uma Tecnilogia Educativa sobre a Vacina do Papilomavirus Humano: História em Quadrinhos
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Orientador : MARIA SUELI MARQUES SOARES
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Data: 07/08/2026
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Hora: 14:00
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A imunização de doenças imunopreveníveis é uma das mais relevantes e consolidadas
intervenções em saúde pública no Brasil, representando a principal estratégia de promoção,
proteção e prevenção da saúde desenvolvida na Atenção Primária à Saúde. No entanto, vários municípios brasileiros apresentaram queda da cobertura vacinal, com destaque para a vacina do papilomavírus humano (HPV), evidenciando baixa adesão dos usuários e reforçando a necessidade de estratégias que estimulem o cumprimento do esquema vacinal, garantindo a proteção dos adolescentes contra o HPV e as doenças relacionadas. Diante disso, levantou-se o seguinte problema norteador: Que impacto teria uma tecnologia educacional do tipo história em quadrinhos (HQ) sobre a vacina do HPV para adolescentes do município de Pocinhos, Paraíba? O objetivo deste estudo foi construir e avaliar uma tecnologia educativa no formato HQ com o tema vacina do HPV. Trata-se de um estudo metodológico de construção e avaliação de uma tecnologia educativa. Foram realizados: monitoramento rápido de cobertura vacinal (MRCV) em adolescentes do município de Pocinhos, no período de 2024-2025; análise da literatura sobre o tema; oficina com adolescentes de uma escola para escuta ativa sobre a vacina do HPV; construção da história em quadrinhos; e avaliação da HQ por juízes especialistas e público-alvo. Realizou-se análise descritiva dos dados e determinação da consistência interna da avaliação da HQ pelo coeficiente Alfa de Cronbach, considerando valores > 0,70 ideais e entre 0,60 e 0,70 satisfatórios. Os resultados do MRCV evidenciaram aumento da cobertura vacinal contra o HPV após a implementação da estratégia de dose única, com destaque para a faixa etária de 9 anos no município de Pocinhos-PB. Também foram observadas desigualdades na cobertura vacinal entre faixas etárias, sexo e local de residência, com menor cobertura na população rural em relação à urbana. Houve maior concentração de doses aplicadas aos 9 anos, redução entre adolescentes de 10 a 14 anos e baixa adesão ao resgate vacinal entre 15 e 19 anos. A avaliação da HQ pelos especialistas apresentou concordância de 0,83, enquanto entre o público-alvo a consistência interna foi satisfatória (0,65). A tecnologia educativa foi considerada válida, podendo ser utilizada como instrumento de educação em saúde para orientação sobre a vacinação contra o HPV entre adolescentes. Conclui-se que, embora tenha sido observado aumento da cobertura vacinal contra o HPV no município de Pocinhos após a adoção da estratégia de dose única, persistem desafios relacionados à equidade no acesso à vacinação entre áreas urbana e rural. As diferenças identificadas entre faixas etárias e territórios evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias que promovam maior homogeneidade da cobertura vacinal e ampliem a adesão dos adolescentes, especialmente dos mais velhos. A participação dos adolescentes foi fundamental para subsidiar a construção da HQ, tornando-a mais adequada às suas necessidades, dúvidas e interesses. Assim, vislumbra-se a aplicabilidade da HQ no apoio às ações de educação em saúde desenvolvidas na Estratégia Saúde da Família, contribuindo para o fortalecimento das estratégias de imunização contra o HPV e para o aumento da adesão ao esquema vacinal.
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EDUARDO ARAUJO PINTO
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AVALIAÇÃO CLÍNICA DO POSICIONAMENTO DO DIU DE COBRE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESEMPENHO DIAGNÓSTICO DA MENSURAÇÃO DO FIO COMPARADA À ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL
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Orientador : ALTAMIRA PEREIRA DA SILVA REICHERT
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Data: 17/07/2026
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Hora: 08:30
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O dispositivo intrauterino de cobre TCu 380-A é um método contraceptivo de longa duração
amplamente ofertado na Atenção Primária à Saúde, cuja eficácia depende do correto
posicionamento na cavidade uterina. O acompanhamento desse posicionamento, por
ultrassonografia transvaginal (USTV) de rotina, constitui barreira ao acesso em municípios com limitada disponibilidade de serviços de imagem, além da existência de poucos estudos que avaliem a acurácia do exame clínico com mensuração padronizada do fio. Objetivo: Avaliar o desempenho diagnóstico da mensuração do posicionamento do fio do DIU de cobre na cavidade uterina, tendo a ultrassonagrafia transvaginal como padrão de referência. Método:Estudo epidemiológico de acurácia diagnóstica, realizado em unidades de APS de Arapiraca-AL, com 244 mulheres usuárias de DIU TCu 380-A em inserção de intervalo. O teste índice foi a avaliação clínica especular com cálculo da variação do comprimento do fio (Δfio=comprimento atual − comprimento na inserção), utilizando régua milimetrada padronizada. O padrão de referência foi a USTV realizada por examinador independente e cego. Foram calculados sensibilidade, especificidade, VPP, VPN e AUC com ponto de corte pelo Índice de Youden. A associação entre Δfio e mal posicionamento foi quantificada por regressão de Poisson comvariância robusta. Resultados: A prevalência de mal posicionamento pela USTV foi de 17,6% (n=43/244). A avaliação clínica apresentou sensibilidade de 60,5% (IC95%: 45,673,6%), especificidade de 84,1% (IC95%: 78,488,5%), VPP de 44,8% (IC95%: 32,757,5%) e VPN de 90,9% (IC95%: 85,994,2%). A AUC foi de 0,804 (IC95%: 0,7260,882; p < 0,001), indicando boa capacidade discriminatória. O ponto de corte ótimo pelo Índice de Youden (J=0,487) foi estabelecido em Δfio > 0,95 cm, equivalente ao critério clínico de ≥ 1,0 cm, com sensibilidade de 58,1% e especificidade de 90,5% nesse limiar. A regressão de Poisson demonstrou que cada 1 cm de deslocamento do fio aumentou em 85% a prevalência de mal posicionamento (RP=1,85; IC95%: 1,532,25; p < 0,001), e mulheres com Δfio ≥ 1,0 cm apresentaram prevalência 6,76 vezes maior do que aquelas com Δfio < 1,0 cm (IC95%: 4,0311,36; p < 0,001). Nenhuma variável sociodemográfica ou clínica apresentou associação significativa com o posicionamento do dispositivo. Conclusão: A mensuração padronizada do fio demonstrou boa acurácia diagnóstica e elevado VPN, sustentando sua utilização como ferramenta de triagem na APS. O critério de Δfio ≥ 1,0 cm, validado pelo Índice de Youden, oferece ao enfermeiro critério objetivo para o acompanhamento de usuárias de DIU sem dependência de serviços de imagem. O protocolo escalonado de três níveis de conduta configura contribuição à inovação tecnológica em saúde reprodutiva.
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RENATA FERREIRA TINÉ
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EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL NA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA: UMA PESQUISA-AÇÃO
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Orientador : TALITHA RODRIGUES RIBEIRO FERNANDES PESSOA
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Data: 06/07/2026
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Hora: 14:00
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Introdução: As transformações históricas e organizacionais do sistema de saúde brasileiro intensificaram a exigência por processos formativos capazes de preparar profissionais para responder, de modo colaborativo, à complexidade das necessidades da população. Nesse intuito, o Ministério da Saúde implementa diversos programas e políticas de qualificação, destacando-se as Residências Multiprofissionais em Saúde da Família (RMSF). Estas residências configuram-se como cenários estratégicos para a consolidação da Educação Interprofissional (EIP), uma vez que a RMSF atua como dispositivo prático que operacionaliza diretrizes de integralidade e interdisciplinaridade. Assim, a EIP afirma-se como aporte pedagógico e político essencial nessa reorientação, ao favorecer aprendizagens compartilhadas, o fortalecimento do trabalho em equipe e a qualificação do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Implementar a EIP e as práticas colaborativas nos espaços de formação da RMSF vinculada à Secretaria Municipal de Saúde de Recife, Pernambuco. Método: Pesquisa-ação de abordagem mista, desenvolvida a partir da análise do Projeto Pedagógico do Programa (PPP) e da participação de residentes, egressos, preceptores, tutores e gestores. O itinerário metodológico compreendeu quatro etapas articuladas: diagnóstico situacional (análise documental, entrevistas e questionários); planejamento estratégico-situacional; implementação de intervenções em EIP; e avaliação das ações pela aplicação do instrumento Assessment of Interprofessional Teamwork Scale - AITCS II-BR e grupo focal. A análise documental foi orientada pela matriz de competências do Canadian Interprofessional Health Collaborative (CIHC); os dados quantitativos foram submetidos à estatística descritiva (questionários) e análise estatística não paramétrica (AITCS-II); já os dados qualitativos foram interpretados à luz da hermenêutica-dialética. Resultados: Os achados evidenciaram que a colaboração interprofissional na residência se configura como uma práxis tensionada, atravessada por potências instituintes e por fragilidades institucionais, organizacionais e pedagógicas. Ademais, demonstrou-se que o fortalecimento do trabalho interprofissional-colaborativo na APS não decorre exclusivamente da disposição subjetiva dos atores, mas da articulação entre governança, organização do processo de trabalho, intencionalidade pedagógica e sustentação político-institucional da interprofissionalidade. Considerações finais: O fortalecimento da interprofissionalidade na APS exige intervenções multicomponentes e sustentação institucional contínua, para que residências, equipes e gestores possam reinventar coletivamente modos de formar, trabalhar e cuidar no SUS. Aplicabilidade na Saúde da Família: A principal contribuição prática e científica reside em consolidar a EIP como tecnologia relacional, formativa e de gestão no território. O estudo gera ferramentas replicáveis para incidir simultaneamente sobre os processos de ensino-aprendizagem em serviço, a reorganização das práticas de trabalho em equipe e a qualificação do cuidado resolutivo e integral prestado aos usuários e comunidades da Estratégia Saúde da Família.
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MARÍLIA GABRIELA SILVA SANTANA
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Acesso e acessibilidade a Estratégia de Saúde da Família: Um estudo de caso
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Data: 27/04/2026
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Hora: 14:00
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A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui-se como a principal porta de entrada do sistema
de saúde e desempenha papel fundamental na organização do cuidado, na promoção da
saúde e na coordenação das ações desenvolvidas na Rede de Atenção à Saúde. No Brasil, a
criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a implantação da Estratégia Saúde da Família
(ESF) contribuíram para a ampliação do acesso aos serviços de saúde e para a melhoria de
indicadores sanitários. Entretanto, persistem desafios relacionados ao acesso e à
acessibilidade da população aos serviços ofertados pela APS, especialmente em territórios
marcados por desigualdades sociais e limitações estruturais. O acesso aos serviços de saúde é compreendido por Aday e Andersen (1974) como uma dimensão que envolve
características da população e da organização dos serviços, enquanto a acessibilidade
refere-se à facilidade com que os indivíduos conseguem utilizar esses serviços, conforme
proposto por Donabedian (1973). Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar o
acesso e a acessibilidade aos serviços ofertados por uma Unidade de Saúde da Família
localizada no município de Camaragibe, Pernambuco. Trata-se de um estudo de caso com
abordagem qualitativa, utilizando a técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin.
Participaram da pesquisa profissionais de saúde da equipe e usuários cadastrados na
unidade, por meio de entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciaram que o
acolhimento, o vínculo estabelecido entre profissionais e usuários e a atuação do Agente
Comunitário de Saúde constituem importantes estratégias de mediação e organização do
acesso na unidade estudada. Por outro lado, foram identificadas limitações relacionadas à
infraestrutura, à disponibilidade de profissionais, à organização da rede de serviços e às
barreiras territoriais que dificultam o acesso oportuno da população. Conclui-se que, embora
existam avanços na organização do cuidado e na ampliação do acesso aos serviços,
persistem desafios estruturais e organizacionais que demandam intervenções voltadas ao
fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e à qualificação da Rede de Atenção à Saúde,
com vistas à promoção da equidade e à melhoria da qualidade do cuidado ofertado à
população.
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SAULO WATANABE COSTA
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ANALFABETISMO FUNCIONAL E OS DESAFIOS PARA O LETRAMENTO EM SAÚDE: UMA PESQUISA-AÇÃO
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Orientador : FRANKLIN DELANO SOARES FORTE
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Data: 17/04/2026
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Hora: 14:00
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No âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), a promoção da saúde e a prevenção de
agravos configuram-se como pilares fundamentais para a sustentabilidade do Sistema Único
de Saúde (SUS), exigindo práticas que transcendam a abordagem puramente biomédica e
alcancem a complexidade do território. Entretanto, a efetivação do cuidado centrado na
pessoa enfrenta barreiras estruturais significativas, especialmente em cenários marcados
pela vulnerabilidade social, onde o baixo letramento em saúde dos usuários analfabetos
funcionais e o tecnicismo profissional dificultam o estabelecimento de um diálogo eficaz. O
presente trabalho teve como objetivo analisar as estratégias e os desafios apontados por
profissionais e usuários para a implementação de práticas colaborativas, interprofissionais e
humanizadas no cotidiano da atenção primária. A metodologia pautou-se em uma pesquisa
ação, de natureza qualitativa e quantitativa, fundamentada nos referenciais teóricos da
Educação Popular em Saúde. Os resultados revelaram que 12 (92,3%) dos usuários
apresentaram um nível de alfabetismo funcional em saúde inadequado, configurando um
determinante social que impacta diretamente a compreensão e a adesão terapêutica.
Evidenciou-se que o letramento em saúde insuficiente atua como uma barreira não apenas
cognitiva, mas essencialmente social, limitando a eficácia das orientações clínicas
tradicionais. Nesse contexto, a utilização de recursos visuais adaptativos, tais como
pictogramas e símbolos extraídos do cotidiano dos sujeitos, demonstrou ser um facilitador
essencial para a comunicação clínica. Tais ferramentas permitiram a redução de ruídos
informacionais e fomentaram o protagonismo do usuário no seu processo de autocuidado,
transformando a relação entre profissional e paciente em um espaço de partilha de saberes.
Adicionalmente, identificou-se que o fortalecimento do trabalho interprofissional e a
articulação com redes de apoio social são fundamentais para superar o isolamento imposto
pela pobreza e pela baixa escolaridade. Concluiu-se que o fortalecimento do sistema de
saúde e a eficácia das políticas públicas requerem uma mudança de paradigma pedagógico
nos cenários de prática, priorizando a escuta sensível e condutas coletivamente dialogadas.
A integração entre o conhecimento técnico-científico e a sabedoria popular reafirma-se,
portanto, como o caminho indispensável para a promoção da equidade, da integralidade e
da dignidade humana no sistema público de saúde brasileiro.
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JOÃO PAULO MACIEL CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
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O trabalho do fisioterapeuta na Atenção Primária à Saúde em um município de médio porte
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Data: 30/03/2026
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Hora: 09:00
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A atenção primária à saúde (APS) é o principal ponto de entrada no sistema de saúde e é
responsável pela oferta de cuidados integrais e longitudinais. Com a implantação das Equipes Multiprofissionais na APS (eMulti), ampliou-se a inserção de diferentes categorias
profissionais, entre elas a fisioterapia, com potencial para fortalecer ações de promoção da
saúde, prevenção e cuidado continuado. Este estudo teve como objetivo analisar o trabalho
do fisioterapeuta na Atenção Básica no município de Caruaru-PE, a partir de sua produção,
identificando a tendência temporal da produção entre 2008 e 2025, caracterizando os tipos de procedimentos realizados e compreendendo aspectos do processo de trabalho a partir das percepções profissionais. Trata-se de um estudo de caso com abordagem mista. No
componente quantitativo, foram analisados dados secundários do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), com avaliação de tendência temporal por regressão joinpoint. No componente qualitativo, realizaram-se entrevistas com fisioterapeutas atuantes na APS, examinadas pela Análise de Conteúdo. Os resultados evidenciaram predomínio de atendimentos individuais na produção registrada, correspondendo a 89,58% do total entre 2013 e 2024, com maior frequência de Consulta Agendada (33,85%), Consulta do Dia (28,12%) e Demanda espontânea/Escuta inicial (25,06%). As atividades coletivas apresentaram menor participação, destacando-se Atendimentos em Grupo (4,85%), Avaliação/Procedimento coletivo (2,96%) e Educação em Saúde (1,45%), além de baixas frequências em Mobilização social (0,51%) e Reuniões intersetoriais (0,26%). As entrevistas apontaram compreensão ampliada do papel do fisioterapeuta na APS, incluindo cuidado no território, vínculo, escuta e promoção da saúde, porém com limites relacionados à alta demanda, à centralidade do atendimento individual e às condições de trabalho que reduzem a viabilidade de ações coletivas. Conclui-se que o trabalho do fisioterapeuta na APS de Caruaru-PE encontra-se em consolidação, mas permanece fortemente orientado por práticas individuais, indicando a necessidade de reorganização do processo de trabalho, qualificação dos registros e fortalecimento de estratégias que ampliem atividades coletivas e educativas.
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LUZIA MARIA DA GUIA MALTA PRATA
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Avaliação da Política Nacional de Humanização no município de Maceió: Um olhar Para Atenção Primária Em Saúde.
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Data: 25/03/2026
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Hora: 09:00
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Introdução: A Política Nacional de Humanização (PNH) apresenta pressupostos teóricos e
metodológicos capazes de induzir mudanças qualitativas nos modos de organização do
trabalho e da gestão no Sistema Único de Saúde (SUS). Na Atenção Primária à Saúde (APS), configura-se como eixo estruturante, por constituir espaço estratégico para a concretização dos seus princípios e diretrizes. Pergunta da pesquisa: A presente tese buscou responder à seguinte questão: como se configurou o processo de implantação da PNH na APS de Maceió e quais desafios estruturais e político-institucionais que impactaram sua efetivação e sustentabilidade? Objetivos: Avaliar a implementação da PNH na APS de Maceió (20032023), analisando sua trajetória histórica, seu processo de institucionalização e as percepções da gestão municipal da PNH e dos trabalhadores da APS acerca de sua efetivação. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso avaliativo, de abordagem qualitativa e caráter exploratório. A produção dos dados ocorreu em dois momentos. Inicialmente, realizou-se análise documental a partir de fontes institucionais, incluindo Planos Estaduais de Humanização da Saúde (20162024), Plano Municipal de Saúde de Maceió (20222025), relatórios das Mostras e Seminários Estaduais de Humanização (20172023), atas da Câmara Técnica de Humanização (20092023) e documentos da coordenação municipal da PNH. Em seguida, foram realizadas treze entrevistas com gestores da PNH e trabalhadores da APS, entre junho e dezembro de 2024,
definidas pelo critério de saturação teórica. A análise fundamentou-se na avaliação normativa de Donabedian, articulada à abordagem hermenêutico-dialética de Minayo, considerando as dimensões estrutura, processo e resultados. Resultados: Os achados foram sistematizados em dois artigos e um capítulo de livro. O primeiro artigo reconstrói a trajetória da PNH em Maceió (20032023), evidenciando avanços, como a formação de apoiadores institucionais e a criação de espaços de cogestão, bem como fragilidades associadas à rotatividade gestora e à insuficiente sustentação político-institucional. O segundo artigo demonstra que, na APS, a política contribuiu para a qualificação do cuidado, ampliação da participação e fortalecimento do protagonismo dos trabalhadores, embora limitada pela precarização dos vínculos e pela descontinuidade administrativa. O capítulo do livro aprofunda a análise crítica ao evidenciar que a sustentabilidade da PNH tem dependido, sobretudo, do engajamento profissional, em um cenário de apoio estrutural restrito. Conclusão: À luz do referencial de Donabedian, verificam-se avanços na dimensão processo, especialmente na formação de apoiadores, na ampliação da cogestão e na incorporação de práticas humanizadoras. Persistem, entretanto, fragilidades na estrutura, como vínculos precarizados e instabilidade político-gestorial. Na dimensão resultados observam-se melhorias na qualificação do cuidado e no protagonismo profissional, ainda dependentes da solidez institucional. Aplicabilidade no SUS e na APS: o estudo subsidia o planejamento, monitoramento e avaliação da PNH no SUS, fortalecendo a gestão do trabalho e a educação permanente. Ao adotar o modelo estruturaprocessoresultado, oferece base metodológica replicável e evidencia que a consolidação da humanização na APS requer alinhamento entre condições estruturais, gestão qualificada e qualidade do cuidado, assegurando sustentabilidade às ações no âmbito da Saúde da Família.
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CRISTIANE COSTA BRAGA
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O PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PELO TRABALHO PARA A SAÚDE E A INDUÇÃO DE MUDANÇAS NA FORMAÇÃO E NO TRABALHO EM SAÚDE POR MEIO DA INTERPROFISSIONALIDADE: ESTUDO DE CASO NA UFPB
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Data: 11/03/2026
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Hora: 13:30
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Esta tese tem a seguinte pergunta de investigação: Como o PET-Saúde/UFPB/2008-2023 tem contribuído para a indução de mudanças na formação em saúde na UFPB e no trabalho em saúde por meio da interprofissionalidade? Tem como objetivo geral: Analisar as contribuições do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) para indução de mudanças na formação da UFPB e no trabalho em saúde por meio da interprofissionalidade. Tem como objetivos específicos: Identificar aspectos conceituais e metodológicos da interprofissionalidade presentes nos Projetos PET-Saúde; Caracterizar a produção acadêmica relacionada a interprofissionalidade dos participantes do PET-Saúde; Compreender a concepção sobre a educação e práticas colaborativas interprofissionais dos participantes; Descrever as mudanças curriculares realizadas nos cursos de graduação com vistas à adoção da educação interprofissional; Identificar as mudanças e repercussões no trabalho em saúde dos participantes e nos cenários de práticas. Procedimentos metodológicos e de análise: Estudo de Caso único, do tipo exploratório-interpretativo, com abordagem quantitativa-qualitativa e caráter compreensivo. A pesquisa foi dividida em duas etapas. Na Etapa 1, foram feitas análises documentais dos Projetos PET-Saúde da UFPB/2008-2023 e dos Currículos Lattes dos coordenadores e tutores dos Projetos PET-Saúde da UFPB/2008-2023 e na Etapa 2 foi feita uma análise das percepções dos egressos, preceptores e tutores/coordenadores participantes no PET-Saúde/UFPB/2008-2023. Na análise dos Projetos PET-Saúde/UFPB/2008-2023 a coleta dos dados se deu por meio de uma Matriz de Análise única, para todos os Projetos e os dados foram interpretados seguindo-se a sistematização proposta pela abordagem READ, com Análise de Conteúdo, considerando a Integração Ensino-Serviço-Comunidade no desenvolvimento de competências e práticas interprofissionais. Na análise dos Currículos Lattes, os dados foram coletados por meio de uma busca sistemática e análise estatística-descritiva dos currículos dos coordenadores e tutores do PET-Saúde/UFPB (2008-2023), caracterizando a produção acadêmica com relação à interprofissionalidade e às Práticas Colaborativas Interprofissionais (PCI). Na análise da percepção dos participantes, a coleta dos dados se deu por meio de entrevistas semiestruturadas com os egressos, preceptores e tutores/coordenadores que participaram das dez edições do PET-Saúde/UFPB, no recorte temporal de 2008-2023 e os dados foram interpretados na perspectiva compreensiva da Hermenêutica-Dialética, buscando a compreensão da interprofissionalidade no desenvolvimento da identidade interprofissional, na formação e no trabalho em saúde. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da UFPB. Os resultados revelaram que os Projetos PET-Saúde/UFPB/2008-2023 traziam em seus pressupostos a intencionalidade de estimular um debate acerca dos princípios e diretrizes do SUS no contexto da formação e na atenção à saúde, trazendo a interprofissionalidade de maneira mais explícita em seus planejamentos. Quando a temática começou a fazer parte de pautas governamentais e o PET-Saúde, em nível nacional, assumiu a Educação Interprofissional (EIP) em suas propostas. Na análise do Currículos Lattes, foram descritas diversas produções acadêmicas (artigos, capítulos de livros, resumos) com características relacionadas à interprofissionalidade. Aplicabilidade no SUS e na ESF: possibilitar reflexões acerca de práticas colaborativas para qualificar o cuidado em saúde nos serviços de saúde no SUS/ESF.
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ACSA VANESSA DE OLIVEIRA FEITOSA VIEIRA
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DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE VÍDEO EDUCATIVO COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DO RASTREIO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
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Data: 23/02/2026
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Hora: 14:00
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O câncer do colo do útero permanece como um relevante problema de saúde pública, com alta
mortalidade associada à baixa adesão ao rastreamento. No Brasil, a transição do rastreamento
citopatológico para o teste de detecção do DNA do HPV reforça a necessidade de ações que favoreçam a compreensão e a participação ativa das mulheres. A Atenção Primária à Saúde configura-se como espaço estratégico para a detecção precoce; entretanto, barreiras como baixo letramento em saúde, desinformação e escassez de estratégias educativas efetivas limitam a adesão ao rastreio. Nesse contexto, as tecnologias educativas configuram-se como estratégia promissora para ampliar o
conhecimento e favorecer a adesão à prevenção. Diante disso, surge a seguinte questão norteadora:
como um vídeo educativo pode ser construído e validado para promover a adesão ao rastreio do câncer do colo do útero entre mulheres usuárias da Atenção Primária à Saúde? Objetivos: desenvolver e validar um vídeo educativo para a promoção da adesão ao rastreio do câncer do colo do útero. Método: trata-se de um estudo metodológico, que teve por finalidade desenvolver um vídeo educativo. O estudo foi desenvolvido em três etapas: revisão de escopo, para mapear evidências sobre o conhecimento das mulheres em relação ao rastreio do câncer do colo do útero; desenvolvimento de um vídeo educativo, com base nas evidências identificadas; e validação do conteúdo do vídeo por juízes especialistas. Resultados: o processo de validação do vídeo contou com a participação de 10 juízes, enfermeiros com experiência na Atenção Primária à Saúde e/ou Saúde da Mulher. O vídeo elaborado possui 39 cenas que abordam a substituição do exame citopatológico pelo teste de DNA-HPV, orientações práticas para a realização do exame e o fortalecimento da autonomia e do letramento em saúde das mulheres. A avaliação dos juízes de conteúdo foi feita com base em um índice de validação de conteúdo, considerando os domínios objetivo, estrutura e organização, e relevância. O vídeo obteve um índice de validação final de 0,96. Conclusão: a utilização de vídeo educativo configura-se como uma ferramenta estratégica e acessível para o fortalecimento das ações de promoção da saúde na Atenção Primária à Saúde. O material apresenta potencial para suprir lacunas de conhecimento e ampliar o letramento em saúde das mulheres. No âmbito do Sistema Único de Saúde e da Estratégia Saúde da Família, o uso do vídeo educativo mostra-se viável e aplicável às rotinas assistenciais e educativas, contribuindo para a ampliação da cobertura do rastreamento e a redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde.
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FLAVIA ALVES AGUIAR SIQUEIRA
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Organização do Cuidado à pessoa com Hipertensão Arterial na Atenção Primária à Saúde
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Data: 23/02/2026
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Hora: 14:00
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A Hipertensão Arterial configura-se como um relevante desafio de saúde pública no Brasil, acometendo aproximadamente 27,9% da população adulta e figurando entre as principais condições crônicas não transmissíveis acompanhadas na Atenção Primária à Saúde. Apesar dos avanços nas políticas públicas e consolidação das diretrizes assistenciais, persistem fragilidades na organização do cuidado à pessoa com Hipertensão Arterial, comprometendo a efetividade das intervenções e a prevenção de agravos. Diante desse cenário, visando responder ao seguinte questionamento: como o cuidado à pessoa com Hipertensão Arterial vem sendo organizado na Atenção Primária à Saúde? Este estudo objetivou analisar a organização do cuidado à pessoa com Hipertensão Arterial na Atenção Primária à Saúde em Campina Grande, Paraíba. Para tanto, realizou-se uma pesquisa descritiva e exploratória, com abordagem qualiquantitativa, nas Unidades Básicas de Saúde dos sete distritos sanitários do município. Participaram do estudo 113 profissionais (59 enfermeiros e 54 médicos) atuantes na APS, recrutados por conveniência, com base em cálculo amostra prévio. Desse quantitativo, foi selecionado 40 profissionais para constituir a amostragem qualitativa, delimitada por saturação teórica. Os dados foram coletados entre os meses de outubro e dezembro de 2025, através de entrevistas semiestruturadas e da aplicação de questionário fundamentado no Modelo de Atenção às Condições Crônicas. Os dados qualitativos foram submetidos à análise de conteúdo, modalidade temática. Da análise temática emergiram cinco categorias analíticas. Os dados quantitativos receberam tratamento estatístico descritivo, com cálculo de frequências e medidas de tendência central. Para verificação da comparação entre a organização do cuidado e característica
sociodemográficos e profissiográficas utilizou-se os testes não paramétricos U de Mann-Whitney e de
Kruskal Wallis, com nível de significância de 5%. Os achados revelam que os entrevistados são
predominantemente mulheres (82,3%), adultos jovens (57,5%), autodeclarados brancos (53,1%), com tempo de atuação inferior a 5 anos (53,1%), vínculos de trabalho efetivos (38,1%), qualificação
profissional em nível de especialização (73,5%), baixa proporção de capacitação específica em hipertensão arterial (66,4%). A análise integrada dos achados qualitativos e quantitativos revelou que o cuidado à pessoa com HA encontra-se mais estruturado nos aspectos técnico-clínicos e normativos, como diretrizes assistenciais, sistemas de informação e desenho da rede de atenção, que assegura um cuidado longitudinal, orientado por diretrizes clínicas e vínculo e práticas colaborativas. Entretanto, persistem fragilidades nas dimensões educativas, preventivas, comunitárias e gerenciais, expressas pela centralidade da demanda espontânea, pela descontinuidade das ações coletivas, pelas dificuldades de acesso a medicamentos, exames e especialistas e pela cobertura insuficiente da equipe multiprofissional. Fica evidente que a consolidação de um cuidado integral, longitudinal, resolutivo e equânime ainda depende do fortalecimento da gestão do cuidado, da ampliação das estratégias de educação em saúde, da valorização do trabalho interprofissional e da maior integração entre os serviços da rede de atenção à saúde. Diante desses achados foi elaborado uma tecnologia assistiva, por meio de um vídeo educativo sobre autocuidado apoiado à pessoa com Hipertensão Arterial na Atenção Primária à Saúde, alinhado às recomendações do Modelo de Atenção às Condições Crônicas, aos protocolos ministeriais e à expertise dos profissionais da APS de Campina Grande-PB.
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LAIANY ERIKA ARRUDA ROQUE CARREIRO
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VIVÊNCIAS E SIGNIFICADOS: PERSPECTIVAS DE MULHERES ACERCA DO CLIMATÉRIO
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Data: 23/02/2026
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Hora: 11:00
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O climatério é definido como o período de transição biológica e psicossocial da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher, geralmente ocorrendo entre os 40 e 65 anos, sendo marcado por alterações hormonais significativas, especialmente pela redução dos níveis de estrogênio. A menopausa constitui um evento específico desse processo, correspondendo à última menstruação, reconhecida retrospectivamente após 12 meses consecutivos de amenorreia. Embora fisiológico, o climatério pode ser acompanhado por manifestações clínicas, emocionais, cognitivas e sociais que impactam de forma expressiva a qualidade de vida das mulheres, incluindo sintomas vasomotores, distúrbios do sono, alterações de humor, queixas cognitivas e disfunções sexuais. Nesse contexto, o cuidado à mulher climatérica demanda uma abordagem ampliada, integral e contínua por parte das
equipes da Atenção Primária à Saúde. Este estudo foi orientado pela seguinte pergunta de pesquisa: como as mulheres percebem, vivenciam e atribuem significados ao climatério e à menopausa em seu cotidiano? O objetivo foi descrever as percepções, vivências e significados atribuídos ao climatério por mulheres, bem como compreender as mudanças corporais e emocionais percebidas, identificar sentimentos, dúvidas e desafios enfrentados nesse período e dar visibilidade às vozes femininas, contribuindo para a quebra de tabus e para a promoção da saúde da mulher. Trata-se de uma pesquisa de abordagem mista, desenvolvida em três fases. A primeira consistiu em uma revisão da literatura, com o intuito de subsidiar teoricamente o estudo. A segunda fase correspondeu à investigação empírica, realizada por meio de entrevistas com mulheres utilizando questionário estruturado e anônimo, contemplando a caracterização sociodemográfica e a identificação de percepções, experiências, significados, anseios e expectativas relacionados ao climatério. Os dados
quantitativos foram analisados por estatística descritiva, enquanto os dados qualitativos foram submetidos à análise do discurso, com validação metodológica orientada pelas diretrizes STROBE e COREQ. A terceira fase compreendeu a elaboração, validação e disseminação de uma cartilha educativa nos serviços de saúde, construída a partir das principais dúvidas e demandas identificadas ao longo do estudo. Os resultados evidenciaram elevada prevalência de sintomas físicos, emocionais, cognitivos e geniturinários, associados a sentimentos de tristeza, medo, insegurança, irritabilidade e sensação de perda de controle sobre o próprio corpo. Observou-se importante déficit de informação sobre o climatério e a menopausa, bem como fragilidades no diagnóstico clínico e no acompanhamento pela Atenção Primária à Saúde. Destacou-se, ainda, a adoção frequente de estratégias de autocuidado sem orientação profissional, como o uso de chás, suplementos e mudanças comportamentais. As participantes expressaram a necessidade de maior acesso a informações qualificadas, acompanhamento multiprofissional, escuta qualificada, acolhimento e espaços educativos. Conclui-se que o climatério se configura como um fenômeno multidimensional, atravessado por determinantes biológicos, subjetivos e socioculturais, reforçando a importância de práticas educativas e assistenciais que promovam o cuidado integral e humanizado à saúde da
mulher.
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ERICK BERNARD PEREIRA DE LIMA
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Gestão do Cuidado de Paciente Oncológicos na Atenção Primária à Saúde no Município de Santa Cruz Paraíba
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Data: 23/02/2026
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Hora: 09:00
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O câncer constitui um conjunto de doenças crônicas não transmissíveis caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, com potencial de invasão de tecidos adjacentes e de órgãos à distância, configurando-se como importante problema de saúde pública em âmbito global. O aumento da incidência e da mortalidade por câncer, especialmente em países em desenvolvimento, impõe desafios significativos aos sistemas de saúde, exigindo respostas organizadas, integradas e sustentadas por políticas públicas efetivas. No Brasil, esse cenário tem demandado o fortalecimento de ações voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce, ao tratamento oportuno e ao acompanhamento longitudinal das pessoas com diagnóstico oncológico, conforme preconiza a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS), organizada prioritariamente pela Estratégia Saúde da Família (ESF), assume papel estratégico na coordenação do cuidado e na articulação da Rede de Atenção à Saúde. A APS é responsável pelo acompanhamento contínuo dos usuários, pela construção de vínculos e pela integração entre os diferentes níveis assistenciais. Entretanto, a gestão do cuidado oncológico nesse nível de atenção ainda apresenta fragilidades relacionadas à descontinuidade do cuidado, à insuficiência de fluxos assistenciais definidos e às dificuldades de comunicação entre os serviços, comprometendo a integralidade, a longitudinalidade e a resolutividade da atenção prestada às pessoas com câncer. Diante dessa problemática, o presente estudo teve como objetivo avaliar a gestão do cuidado aos usuários oncológicos na APS do município de Santa Cruz, no estado da Paraíba, bem como desenvolver um produto tecnológico que subsidie a organização do cuidado no âmbito da ESF. Buscou-se caracterizar o perfil sociodemográfico, epidemiológico e clínico dos usuários, identificar os fluxos assistenciais na rede, avaliar o cuidado ofertado pela APS sob a perspectiva dos usuários e propor ferramentas de gestão voltadas ao fortalecimento da coordenação do cuidado. Trata-se de um estudo de abordagem mista, desenvolvido em USF do município de Santa Cruz/PB. A produção dos dados ocorreu em duas etapas. Na etapa quantitativa, foram utilizados dados secundários provenientes do Sistema de Informação para a Atenção Primária e do setor de regulação municipal, além da aplicação do instrumento PCATool-Brasil, versão reduzida, junto a usuários com diagnóstico confirmado de câncer. Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva. Na etapa qualitativa, foram realizadas entrevistas individuais com usuários selecionados a partir da fase quantitativa, visando apreender percepções e experiências relacionadas ao cuidado recebido na APS. Os dados qualitativos foram submetidos à análise de conteúdo temática, com apoio de software específico, e a triangulação dos dados ampliou a compreensão do fenômeno estudado. Os resultados evidenciam a necessidade de qualificação da gestão do cuidado oncológico na APS, especialmente quanto à organização dos fluxos assistenciais, à comunicação entre os níveis de atenção e à incorporação da avaliação sob a perspectiva dos usuários. Conclui-se que a APS possui potencial para coordenar o cuidado às pessoas com câncer, desde que apoiada por ferramentas de gestão, processos de trabalho qualificados e práticas orientadas pela integralidade e humanização, fortalecendo a rede de atenção oncológica no SUS.
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