PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA (PPGFIS)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
Não informado

Dissertações/Teses


Clique aqui para acessar os arquivos diretamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFPB

2022
Descrição
  • LAIZE GABRIELE DE CASTRO SILVA
  • Associação da fragilidade com diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica
  • Orientador : GERALDO EDUARDO GUEDES DE BRITO
  • Data: 29/08/2022
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A fragilidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica são condições frequentes na população idosa e cada vez mais reconhecidos como problemas de saúde pública, no entanto essa associação ainda é pouco explorado na população brasileira. Objetivo: Analisar a relação entre itens do fenótipo de fragilidade de Fried com Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica. Metodologia: Foram utilizados os dados obtidos pela REDE FIBRA (Rede de Estudos sobre Fragilidade em Idosos Brasileiros), que consiste em um estudo epidemiológico de corte transversal, multicêntrico e multidisciplinar. Foi realizado com idosos com 65 anos ou mais, moradores de 8 cidades de diferentes regiões do país. Foram avaliados características sociodemográficas, doenças crônicas (Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Sistêmica) e os componentes da fragilidade física. Para análise de dados foi empregada a estatística descritiva, seguida um modelo de Regressão de Poisson e modelo de Regressão logística. Resultados: A amostra total foi composta por 3390 idosos e 2365 idosos apresentaram pelo menos 1 item positivo. A prevalência da fragilidade foi de 16,4% e de pré –frágeis foi de 53,4%. A redução no nível de atividade física foi o item mais prevalente na amostra (57,3%). Os idosos com diagnósticos diabetes e aqueles com ambas as comorbidades (diabetes e hipertensão) obtiveram maiores prevalências de um maior número de itens positivos no Fenótipo de Fried. Conforme o modelo de regressão logística os idosos com diagnóstico de diabetes apresentaram maior chance (OR = 2,34) de obter o critério de perda de peso positivo e os idosos hipertensos apresentaram maiores chances (OR= 1,62) de ter o critério de fadiga positivo comparado aqueles sem nenhum diagnóstico. Para a redução de preensão palmar aqueles com ambas as doenças possuíram menos chances de obter o critério positivo. Em relação à redução do nível de atividade física e à lentidão na marcha, não foi observada nenhuma associação com as doenças avaliadas. Conclusões: É importante a avaliação e identificação da fragilidade no cuidado de rotina dos pacientes com diabetes e hipertensão, além disso medidas de ação específicas podem ser incorporadas nos diferentes níveis de atenção à saúde para o manejo da fragilidade.
  • MARIA ALESSANDRA SIPRIANO DA SILVA
  • Impacto de um programa com treinamento funcional por telerreabilitação sobre a função pulmonar, capacidade de exercício e qualidade de vida em pacientes pós covid-19: Ensaio clínico randomizado
  • Data: 27/01/2022
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: o ano de 2020 foi marcado pela pandemia da Covid-19, causada pelo SARS-CoV2. Esta doença viral pode prejudicar diversos sistemas, e o sistema respiratório torna-se alvo principal para se estabelecer sequelas e disfunções sistêmicas que quando associadas podem predispor a intolerância ao esforço físico. Estratégias de reabilitação física presencial para restabelecer funções prejudicas nestes pacientes é um desafio, principalmente pelas medidas restritivas de isolamento social e neste sentido, as estratégias em domicilio por via remota pode contribuir na recuperação dos pacientes pós COVID 19. Objetivo: avaliar a eficácia e a viabilidade de um programa com treinamento funcional por telerreabilitação sobre a função pulmonar, tolerância ao esforço e qualidade de vida em indivíduos pós COVID-19. Métodos: ensaio clinico randomizado, com participação de indivíduos recuperados da COVID19 que foram alocados no grupo treinamento funcional com telerreabilitação e palestras (GT) e grupo controle com palestras (GC). Foram avaliados 30 indivíduos (60% mulheres) com média de idade de 48,2 ± 12,8 anos e IMC médio de 29,0 ± 6,3 Kg/m2 . O protocolo de intervenção teve duração de oito semanas, realizado por chamada de vídeo durante 3x/semana. Um total de oito palestras com temas de educação em saúde foram realizadas com encontros remotos a cada duas semanas entre os pesquisadores e os participantes. Foram avaliados a função pulmonar, a tolerância ao esforço e a qualidade de vida. A estatística foi realizada com planilhas excel e o programa SPSS 20.0. A normalidade e homocedasticidade foram avaliadas pelos testes de Shapiro-Wilk e Levene, respectivamente. Para as análises inferenciais foram empregados o teste ANOVA one way com Post hoc de Bonferroni, teste t de Student ou teste U de Mann-Whitney. Foi considerado como diferença estatística p < 0.05. Resultados: Na análise intragrupo, observa-se aumento significativo na capacidade vital (CV) e no VEF1para o GT (p = 0.000; p = 0,001), com aumento da CV para GC (p = 0.006). Não houveram diferenças significantes na CV forçada para o GT e GC (p = 0.144; p = 0.383, respectivamente) e na relação VEF1/CVF (p = 0.275; p = 0.197, respectivamente). Na análise da diferença da média entre grupos, verifica-se que a CV e o VEF1 apresentaram melhores respostas com o treinamento funcional (p = 0.032; p = 0.018, respectivamente). Nenhuma outra diferença estatística foi verificada para a CVF e o VEF1/CVF (p = 0.167; p = 0.434, respectivamente). O GT teve aumento significativo na distância percorrida (469,80 [429,43 - 510,16] vs 591,63 [560,04 - 623,23] metros; p = 0.003). Na análise entre grupos, o GT teve aumento de 121,84 metros e o GC foi de 6,56 metros (p = 0.000). Na análise intragrupo, o GC apresentou redução significante na saturação de oxigênio (98,2 [97,9 - 98,5] vs 97,9 [97,5 - 98,2] %; p = 0.048), mas sem diferença estatística na análise entre os grupos (p = 0.115). Não foram observadas diferenças significantes na análises intragrupo e entre os grupos na percepção subjetiva de esforço e frequência respiratória (p > 0.05, para todas as comparações).Na análise intragrupo, o GT teve melhora em todos os domínios da qualidade de vida (p < 0.05). Na análise da diferença da média entre grupos, observa-se que o GT apresentou melhora comparado ao GC, nos domínios de capacidade funcional (p = 0.015), limitações físicas (p = 0.03), dor (p = 0.00), vitalidade (p = 0.04) e no score geral (p = 0.04). Conclusão: O treinamento funcional supervisionado e realizado de forma remota foi capaz de melhorar a parâmetros da pulmonar, a tolerância ao esforço e a qualidade de vida em pacientes que apresentaram sequelas pós COVID-19. O protocolo por telerreabilitação com treinamento funcional mostrou-se seguro e eficaz na recuperação da funcionalidade dos indivíduos sobrevivente da COVID-19.
  • PALOMA LOPES DE ARAÚJO FURTADO
  • Efeitos do treinamento funcional por telereabilitação sobre a aptidão física, força muscular, e nível de depressão/ansiedade em indivíduos pós covid-19: Ensaio controlado randomizado
  • Data: 26/01/2022
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A COVID-19 é uma doença com alta taxa de mortalidade, causada pelo vírus SARS-CoV-2, com variação sintomática ou assintomática, que ataca o sistema cardiorrespiratório, neuromuscular e psicológico. Os indivíduos recuperados da doença necessitam de acompanhamento fisioterapêutico, porém o acesso à reabilitação física, neste momento, é dificultado pelas medidas de distanciamento social. A intervenção com exercício físico tem sido uma importante aliada na melhora da função cardiorrespiratória, motora e mental, porém há poucos estudos relacionados ao tratamento específico dessa população, principalmente relacionado à telereabilitação adaptada para o ambiente domiciliar. Objetivo: Avaliar os efeitos de um programa de treinamento funcional por telereabilitação, sobre a aptidão física, força muscular e nível de depressão/ansiedade em indivíduos pós COVID-19. Métodos: Ensaio controlado randomizado, amostra de 30 indivíduos recuperados da COVID19, ≥ 18 anos, alocados no Grupo Treinamento Funcional (GTF – treinamento funcional e palestras de educação em saúde; n=15) e Grupo Controle (GC – palestras de educação em saúde; n=15). Foram submetidos à avaliação da aptidão física (bateria de testes de Rikli e Jones), da força de preensão palmar (dinamômetro de preensão manual), e nível de depressão/ansiedade (Inventário de depressão e ansiedade de Beck), antes e 8º semana após intervenção. Foi utilizado o SPSS 20.0, teste de Shapiro-Wilk (normalidade dos dados) e Levene (homogeneidade das variâncias), t Student (comparação inter e intra grupo); com p<0,05. Resultados: Na força muscular, foi encontrada melhora significativa nos 2 grupos (p=0,00), porém sem diferença entre eles (p=0,28). Na aptidão física, o GTF obteve melhora significativa em todos os testes (p=0,00), e ao comparar com o GC houve melhora dos índices para todos eles: sentar e levantar, flexão de braço, TC6M (p=0,00) e levantar e ir (p=0,02), sem melhora para os índices do GC (sentar e levantar p=0,82; flexão de braço p=0,09; levantar e ir p=0,73; TC6M p=0,75). Com relação à saúde mental, o GTF apresentou redução significativa nos níveis de ansiedade (p=0,03) e depressão (p=0,01), e quando comparado ao GC, houve melhora estatisticamente significativa apenas nos níveis de depressão (p=0,00), sem melhora nos índices do GC (ansiedade p=0,10; depressão p=0,67). Conclusão: O treinamento de 8 semanas demonstrou ser viável e seguro para indivíduos pós COVID-19, repercutindo positivamente na função motora e saúde mental.
  • ANGÉLICA PALITOT DIAS DE LACERDA
  • Acurácia da Termografia Infravermelha na Detecção da Tendinopatia ou Risco de Lesão Tendínea: revisão sistemática com metanálise
  • Data: 21/01/2022
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: Foi identificado que o sistema nervoso simpático (SNS) desenvolve papel como componente da tendinopatia, com aumento de sua inervação e intervenção sobre o fluxo sanguíneo local. Essa alteração pode ser diretamente retratada pela temperatura da pele na área do tendão patológico. Devido a sua capacidade de detectar variações da temperatura da pele, a termografia infravermelha (TI) pode ser uma ferramenta empregada para avaliação dessas alterações ocasionadas pelos processos da tendinopatia. Objetivo: Revisar sistematicamente as evidências do uso da TI no diagnóstico da tendinopatia e na detecção de risco de lesão tendínea. Métodos: Essa é uma revisão sistemática com metanálise realizada de janeiro a dezembro de 2021, baseada nas diretrizes metodológicas do PRISMA 2020. Foi realizada uma pesquisa abrangente nas bases de dados PubMed, PEDro, SciELO, Embase, CENTRAL e CINAHL. Foram inclusos na busca estudos de acurácia, ensaios clínicos randomizados e controlados, estudos longitudinais prospectivos e transversais, sem restrição de linguagem ou de tempo. A análise de risco de viés foi executada de acordo com o QUADAS-2 e foi realizada uma síntese quantitativa utilizando o programa Meta-DiSc 1.4. As medidas de acurácia da termografia infravermelha foram analisadas por meio da sensibilidade, especificidade, curva ROC sumária (SROC) e diagnostic Odds Ratio (DOR). Resultados: Oito estudos preencheram os critérios de elegibilidade para a revisão, mas para a metanálise foram inclusos sete estudos. Essa revisão com metanálise sugere que a TI possui acurácia para detectar tendinopatia por meio do cálculo da sensibilidade (72%; IC 95%: 67% - 77%), especificidade (95%; IC 95%: 92% - 98%), SROC (AUC= 0,97) e DOR (75,94; IC 95%: 12,04 – 479,14). Ao realizar uma análise de sensibilidade essa revisão sugere que para a epicondilite lateral a TI possui capacidade de detecção com sensibilidade de 93% (IC 95%: 86% - 97%), especificidade de 97% (IC 95%: 93% - 99%) e DOR de 221,38 (IC 95%: 21,09 – 2321,13). Já para tendinopatias da região do ombro a TI também demonstrou acurácia com sensibilidade de 63% (IC 95%: 56% - 70%), especificidade de 100% (IC 95%: 91% - 100%) e DOR de 60,71 (IC 95%: 8,10 – 454,87). Conclusão: A TI possui um alto poder de especificidade, com ausência de heterogeneidade entre os estudos, tanto na avaliação da epicondilite lateral quanto para tendinites da região do ombro. Foi demonstrado seu poder de diagnosticar a tendinopatia por meio dos resultados da análise da SROC e da DOR, porém o nível de heterogeneidade entre os estudos foi considerado importante, o que pode levar a imprecisão da estimativa de sua sensibilidade.
  • CAMILA MENDES VILLARIM MEIRA
  • Termografia infravermelha na avaliação da sobrecarga osteomioarticular por posturas de trabalho: uma revisão sistemática
  • Data: 19/01/2022
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: Alguns fatores individuais e do ambiente de trabalho podem predispor o trabalhador aos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), comprometendo sua saúde, produtividade e segurança. A sobrecarga osteomioarticular pode causar alterações vasculares, metabólicas e inflamatórias que são sentidas pelos trabalhadores como dor, dormência, formigamento e fraqueza, que podem estar relacionadas às mudanças na temperatura corporal. Dentre os instrumentos de avaliação utilizados na análise ergonômica, a Termografia Infravermelha (TI) permite a visualização e quantificação das mudanças de temperatura na superfície da pele representando uma ferramenta auxiliar no diagnóstico e prevenção de doenças musculoesqueléticas. Objetivo: Analisar a utilização da TI como ferramenta auxiliar na avaliação da sobrecarga osteomioarticular em trabalhadores de diferentes categorias. Métodos: Uma revisão sistemática da literatura foi realizada utilizando as bases de dados PubMed, EMBASE, CENTRAL, CINAHL, PEDro e DITA, sem utilização de filtros, sem restrições de idioma ou período de publicação. Foram incluídos estudos de acurácia, ensaios clínicos randomizados, e observacionais do tipo estudo de caso, caso-controle, coorte e transversais que utilizaram a termografia infravermelha para avaliar a sobrecarga osteomioarticular. Foram excluídos estudos de revisão teórica (narrativa, integrativa, sistemática ou Scoping Review), estudos sem acesso ao texto completo, capítulos de livros, resumos de congressos e estudos duplicados. Os dados foram obtidos e analisados quanto ao risco de viés por meio do QUADAS 2. A escassez dos dados de acurácia não permitiu a realização de metanálise. Resultados e Discussão: Foram encontrados encontrados 6.609 artigos, destes, 2.165 foram excluídos por duplicatas; 4.392 excluídos após a leitura dos títulos; e 17 excluídos após a leitura dos resumos. Assim, 35 artigos foram selecionados para serem lidos na íntegra e avaliados quanto a elegibilidade. Destes, 25 foram excluídos pela falta de acesso ao texto completo e 01 por não utilizar a TI como tecnologia de avaliação da sobrecarga. Sendo assim, ao final, foram incluídos nesta revisão 09 artigos, em que o risco de viés incerto foi classificado na maioria dos estudos incluídos. Conclusão: Embora a TI já seja amplamente utilizada como auxiliar no diagnóstico de doença, a sua aplicabilidade e eficácia na avaliação e predição de riscos à saúde do trabalhador ainda é pouco estudada. De acordo com a literatura analisada, entende-se que a TI pode ser utilizada como recurso auxiliar na avaliação da sobrecarga osteomioarticular em trabalhadores. Porém, estudos de acurácia diagnóstica utilizando técnicas comparativas padrão ouro devem ser estimulados para que a sensibilidade e especificidade da TI seja referendada.
  • ANGELA MARIA BARROS SILVA
  • EFEITOS DO AGULHAMENTO SECO NOS PONTOS-GATILHO MIOFASCIAIS EM SUJEITOS COM INSTABILIDADE CRÔNICA DO TORNOZELO: ensaio clínico aleatorizado e controlado
  • Data: 18/01/2022
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A Instabilidade Crônica do Tornozelo (ICT) é caracterizada por um quadro de entorses recidivantes associado ao autorrelato de instabilidade na articulação. Estudos apontam que os déficits sensório-motores na ICT estão relacionados com a presença de Pontos Gatilhos Miofasciais (PGMs). O Agulhamento Seco de PGMs (AS-PGMs) promove efeitos bioquímicos, mecânicos e vasculares, que podem modificar os distúrbios neuromecânicos dos sujeitos com ICT. Objetivo: Avaliar o efeito crônico do AS-PGM nos Fibular Longo (FL) e Fibular Curto (FC) sobre o sistema sensório-motor de sujeitos com ICT. Método: A amostra foi constituída por 15 sujeitos com ICT, com histórico de pelo menos uma entorse unilateral há pelo menos 12 meses. Todos sujeitos realizaram treino de controle neuromuscular, contudo foram aleatorizados em 2 grupos: 1) Agulhamento Seco Real - gAR: 8 sujeitos e 2) Agulhamento Seco Sham - gAS: 7 sujeitos. Os sujeitos foram avaliados pelo Cumberland Ankle Instability Tool – CAIT e Escala Visual Analógica - EVA (desfecho primário) e pela Termografia Cutânea, Limiar de Dor à Pressão - LDP, EMGs do FL e Curto FC, força eversora do tornozelo e controle postural dinâmico unipodal (desfechos secundários), na linha de base, ponto final (após 12 sessões) e pós 1 semana. A análise estatística foi realizada por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS -20.0), aplicando-se o teste ANOVA de medidas repetidas. Resultados: Foi observado aumento do escore CAIT e diminuição da pontuação EVA ao longo do tempo (P<0,001), sem diferença entre os grupos, além de diminuição do deslocamento ântero-posterior (AP) e médio-lateral (ML) no gAR após a intervenção e em uma semana (P<0,001); não foi observado diferenças significantes para LDP, EMG, força muscular ou temperatura cutânea. Conclusão: o AS de PGMs do FL e FC aumentou o controle postural, nos deslocamentos AP e ML, sem alterar os níveis de LDP, EMG, força muscular, percepção de dor e instabilidade dos sujeitos com ICT. Além disso, os PGMs da musculatura investigada não apresentaram um padrão térmico e nem sofreu alteração da temperatura, ao longo do tempo, em nenhuma das intervenções propostas.
  • HEBER ALVES DE SOUSA MENDES
  • USO DE PALMILHA POSTURAL NA CORREÇÃO DO VALGO DINÂMICO DO JOELHO DE ATLETAS AMADORES DE ESPORTES DE GIRO E SALTO: ENSAIO CLÍNICO ALEATORIZADO
  • Data: 17/01/2022
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: O alinhamento alterado do quadril, joelho, tornozelo e pé promove o desalinhamento articular do joelho, em particular o valgo dinâmico do joelho (VDJ). Muitas são as lesões associadas ao VDJ, que geram afastamentos, dentre elas, as alterações nos pontos de distribuição das pressões plantares, que são fatores menos estudados na literatura, assim como seu tratamento por meio de palmilhas posturais geradoras de elevação do arco plantar longitudinal medial (APLM) do pé. Objetivo: Analisar o efeito do uso da palmilha postural na correção do VDJ de atletas amadores de esportes de giro e saltos. Materiais e Método: Trata-se de um ensaio clínico aleatorizado e controlado, realizado com 16 atletas amadores do sexo masculino, idade (12 – 23 anos), estatura (1,81 – 1,57m), massa corporal (44,1 – 70,3kg) e IMC (6,0 – 26%) com VDJ e pronação excessiva nos pés, distribuídos, aleatoriamente, em 2 grupos: Grupo Palmilha Postural Corretiva (gPPC) e Grupo Palmilha Postural Placebo (gPPP). Após coleta de dados antropométricos, foram fixados marcadores reflexivos nos membros inferiores e foram medidos: o ângulo de projeção no plano frontal (APPF) do joelho, por captura de vídeo durante o lateral step down (LSD) associado ao Índice de Excursão do Centro de Pressão (IECP) do pé, por Baropodometria Computadorizada (BPC). Resultados: Foram observadas diferenças significantes entre as médias obtidas nas avaliações do APPF do grupo gPPP (P=0,005) e do gPPC (P=0,049), já as médias das avaliações do IECP em ambos os grupos não foram significantes (P>0,05). Conclusões: Palmilhas posturais apresentam evidências positivas no tratamento do VDJ pelo aumento gradativo do APPF, apesar deste resultado de não garantir que peças podais elevadoras do APLM sejam necessárias para tal correção.
2021
Descrição
  • PAMELA CRISTINA SANTOS DE ALMEIDA
  • Determinantes Clínicos para a Estratificação do Risco Cardiovascular e Avaliação da Qualidade de Vida de Portadores de Diabetes Tipo 2
  • Data: 21/12/2021
  • Hora: 08:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: As doenças e complicações do sistema cardiovascular constituem as condições mais comuns apresentadas em decorrencia da hiperglicemia não controlada na população com diabetes tipo 2 (DM2), ocasionando um grande impacto nas suas atividades rotineiras e afetando negativamente sua qualidade de vida, além de ser considerada a causa mais comum de mortalidade para os diabéticos, principalmente para os idosos. Objetivo: Identificar os determinantes clínicos para o risco cardiovascular e avaliar a qualidade de vida (QV) de portadores de DM2. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional descritivo, com abordagem quantitativa, que investigou o perfil de saúde dos pacientes diabéticos acompanhados nos seguintes locais: Setor de Endocrinologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e no Centro de Atenção Integrada à Saúde de Jaguaribe, em João Pessoa, Paraíba. A amostra foi obtida por conveniência e no total foram avaliados 87 pacientes diabéticos idosos e não idosos < 60 anos – (n=34) e ≥ 60 anos (n=53). Foram utilizados os seguintes instrumentos: avaliação fisioterapêutica (elaborada especialmente para este estudo), avaliação do risco cardiovascular (utilizando o Escore de Framingham), avaliação socioeconômica (elaborada para este estudo) e a avaliação da qualidade de vida (utilizando o WHOQOL-bref). Os dados foram analisados por meio do programa SPSS for Windows (Statistical Package for the Social Sciences) versão 23.0. Para análise inferencial foram utilizados inicialmente testes de normalidade e posteriormente comparação entre os grupos pelos testes T Student e Mann Whithey. O teste Qui- quadrado foi utilizado para verificação de associação entre as variáveis. Foi considerado um nível de significância p< 0,05 para todas as análises. Resultados: A maior parte dos pacientes deste estudo tinha idade ≥ 60 anos (n = 53; 60,9%) e destes, 69,8% (n=37) eram do sexo feminino. Quase a metade dos participantes do estudo, independentemente da idade, tinha, apenas, o ensino fundamental (p = 0,988). A associação entre o diabetes e a hipertensão arterial esteve presente no grupo ≥ 60 anos, acomentendo 88,7% dos participantes (n=47; p<0,001). Para os pacientes < 60 anos, as complicações mais prevalentes foram as renais e oftálmicas (ambas com 26,5%), enquanto, para os indivíduos ≥ 60 anos, as complicações oftálmicas (34,0%) e cardiovasculares (41,5%) foram as mais identificadas (p<0,001). O sobrepeso foi mais detectado em ambos os grupos, (n = 19; 55,9%) e (n = 17; 32,1%), respectivamente, < 60 anos e ≥ 60 anos. O grupo ≥ 60 anos possuia um alto risco para o desenvolvimento de episódios cardiovasculares (p = 0,011). Na avaliação da QV no grupo < 60 anos as médias dos domínios físico (54,72±10,47), psicológico (57,70±8,19) e meio ambiente (56,46±7,82) foram superiores, em relação às dos usuários com idade ≥ 60 anos. Conclusão: Constatou-se que a população idosa está classificada como de alto risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, porém, possuindo uma boa média geral na avaliação da qualidade de vida quando comparada ao grupo <60 anos.
  • SAVANA OLIVEIRA HENRIQUES E SOUZA
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E FATORES DE RISCO PARA NEUROPATIA DIABÉTICA PERIFÉRICA EM IDOSOS USUÁRIOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
  • Data: 10/12/2021
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: O diabetes mellitus é uma doença crônica que requer monitoramento permanente e controle da glicemia, para evitar complicações como a neuropatia diabética. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico-funcional e verificar os fatores de risco de neuropatia diabética periférica em de idosos com diabetes tipo 2. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal do tipo descritivo, de caráter quantitativo, a partir de dados levantados na avaliação inicial dos participantes da pesquisa, oriundos dos serviços especializados em atendimento à pessoa com diabetes: Centro de Atenção Especializada em Saúde e do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley, situados no município de João Pessoa, Paraíba, no período de março a junho de 2021. Os participantes foram recrutados por conveniência e alocados em dois grupos: Grupo sem neuropatia (GSN) com n= 44 e Grupo com neuropatia (GCN) com n= 35. Após o consentimento formal, foram coletados dados por meio de avaliação fisioterapêutica, elaborada especialmente para o estudo. Em seguida, foram aplicados os instrumentos: a Escala de Equilíbrio de Berg e a Escala de Tinetti, além do Teste de Alcance Funcional, do Timed Up and Go, do Miniexame do Estado Mental.Os dados foram tabulados por meio de dupla entrada de dados. Para a apresentação da distribuição da frequência das variáveis, foram utilizadas medidas de tendência central e do teste do Qui-quadrado, para as diferenças de proporções e do Teste do Qui-quadrado e do teste exato de Fisher para tendência linear entre variáveis categóricas. Em todas as análises, foi considerado um nível de confiança de 95% (p < 0,05). Utilizou-se o software EPI-INFO e do pacote estatístico IBM SPSS Statistics Base 22.0. Resultados: A amostra foi constituída por 79 participantes de ambos os gêneros, com a idade variando entre 60 e 82 anos, com faixa etária mais prevalente entre 60- 69 anos (n=61; 77,2% - p < 0,001). O gênero feminino foi predominante (n=60; 75,9% - p < 0,001). Quanto à escolaridade, (n=47; 59,5%) concluíram o ensino fundamental (p < 0,001). A presença de neuropatia foi identificada em (n=44; 55,7%) dessa população (p < 0,001). Em relação ao tempo de diagnóstico do diabetes (n=66; 83,5%) dos participantes apresentava ≥ 24 meses de diagnóstico (p < 0,001). O sobrepeso/obesidade I foi constatado em (n=61; 77,2%) da amostra (p < 0,001). A associação do diabetes com a hipertensão arterial foi observada em (n=67; 84,8%) dos participantes (p < 0,001). O nível glicêmico dos participantes (n=61; 77,2%) encontrava-se entre 127 a 199 mg/dL (p˂0,001). Conclusão: Constatou-se que o GCN apresentou maior comprometimento nos testes de equilíbrio e marcha do que o GSN, evidenciando que os fatores de riscos relacionados à neuropatia diabética não se restringem à sensibilidade, mas possuem maior evidência clínica no contole motor dinâmico.
  • FELLICIA FERREIRA DA MOTA
  • Acessibilidade à assistência fisioterapêutica por pacientes que tiveram COVID-19
  • Data: 30/11/2021
  • Hora: 09:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A pandemia causada pela COVID-19 ocasionou aumento da demanda por internação hospitalar e assistência fisioterapêutica. Entretanto, após a alta hospitalar, esses sujeitos podem requerer a continuidade dos cuidados fisioterapêuticos, pois esta infecção repercute de modo severo no organismo. Diante das demandas de cuidados fisioterapêuticos que o vírus Sars-Cov-2 tem ocasionado, este estudo tem como objetivo: analisar a acessibilidade à assistência fisioterapêutica por pacientes que tiveram COVID19. Metodologia: trata-se de um estudo transversal, quali-quantitativo, realizado em um hospital universitário, utilizando informações de 73 prontuários de saúde dos indivíduos acima de 18 anos que tiveram COVID-19 e receberam alta hospitalar. A coleta de dados se deu com análise documental, entrevista estruturada por ligação telefônica e entrevista em profundidade com gestor municipal de saúde. A análise dos achados dos prontuários utilizou o modelo estatístico WoE e Odds Ratio, com nível de significância de 0,05; os dados sobre acessibilidade foram organizados conforme o fluxo de eventos proposto por Frenk (1992), submetidos à Análise de Correspondência Múltipla (ACM) e análise de conteúdo para a entrevista em profundidade (gestor). Resultados: Os sintomas mais presentes foram febre, tosse e dispneia; a mediana do tempo de internação foi de 14 dias, o sexo masculino apresentou probabilidade de permanecer mais dias hospitalizado e 92% dos participantes necessitou de suporte ventilatório. O Modelo WoE apontou que a classificação da fisioterapia, local de admissão, número de dias em suporte ventilatório, recrutamento alveolar, aspiração de vias aéreas e ventilação manual por pressão positiva tiveram maior peso frente ao desfecho tempo de internação; 82,9% dos sujeitos relataram algum tipo de queixa ou limitação após a alta hospitalar, contudo, apenas 20% conseguiram ter acesso ao atendimento fisioterapêutico. A ACM apontou que houve um distanciamento entre os pacientes com fatores de risco (maior gravidade) da posição vetorial dos sujeitos que conseguiram acesso, o que sugere dificuldade da acessibilidade. A entrevista com o gestor explicitou a ênfase na garantia de assistência hospitalar, dificultando a continuidade da assistência dos usuários à assistência fisioterapêutica após a alta hospitalar. Conclusão: Verificou-se que após a alta hospitalar, os sujeitos tiveram dificuldades obter acessibilidade aos serviços de fisioterapia, com o agravante de que a maioria não recebeu encaminhamento por ocasião da alta. Evidenciou-se que as variáveis relacionadas ao perfil clínico mostraram maior influência sobre o desfecho tempo de internação do que a assistência fisioterapêutica realizada durante a internação.
  • MAYANE LAÍS VELOSO FERRER
  • NEUROMODULAÇÃO E TREINAMENTO DE MARCHA EM ESTEIRA NA DOENÇA DE PARKINSON: um ensaio clínico randomizado, controlado e duplo-cego
  • Data: 19/11/2021
  • Hora: 08:30
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC/tDCS) associada ao treinamento motor parece ser uma eficaz terapia no alívio sintomático da Doença de Parkinson. Objetivos: Analisar a influência da associação da tDCS com treinamento de marcha em esteira sobre sintomas da DP. Métodos: Pessoas com DP idiopática, idade entre 40-80 anos, estadiamento da doença 1-3 na escala Hoehn e Yahr modificada foram alocados aleatoriamente em dois grupos: 1) Grupo Experimental- aplicação de tDCS durante 20 minutos seguida de 20 minutos de treinamento de marcha em esteira e 2) Grupo Controle- aplicação de tDCS sham seguida do mesmo treinamento de marcha. Os participantes foram avaliados em três momentos pelos testes Timed Up and Go (TUG), Ten meter walk test (10MWT), 5x Sit to Stand test (5XSTS), Escala Unificada da Doença de Parkinson parte III (UPDRS- III), Mini Balance Evaluation Systems Test (Mini-BESTest), Escala de confiança no Equilíbrio específica para Atividade (escala ABC) e Parkinson’s disease questionnaire-39 (PDQ-39). As medidas de desfecho foram analisadas por meio de ANOVA de medidas repetidas (3x2) no pacote estatístico Statistical Package for Social Sciences – SPSS 20.0 e considerado como significativo P≤0,05. Resultados: A tDCs foi capaz de potencializar o treinamento de marcha em esteira por melhorar o equilíbrio de pessoas com DP (P=0,043). A esteira, por outro lado, foi capaz de melhorar todos os desfechos avaliados em ambos os grupos. Conclusões: A associação da tDCS com o treinamento de marcha foi superior ao treinamento em esteira sozinho para melhorar o equilíbrio de pessoas com DP.
  • JULIA LACET SILVA FERREIRA
  • PERCEPÇÃO DOLOROSA E TEMPERATURA CUTÂNEA DE INDIVÍDUOS ATENDIDOS COM FOTOTERAPIA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO CONTROLADO
  • Data: 04/11/2021
  • Hora: 15:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A dor cervical é um problema de saúde de elevada prevalência mundial e existem vários recursos físicos que tem por objetivo promover a analgesia, incluindo a terapia por luz, como a terapia por laser de baixa intensidade e a terapia por infravermelho. Embora estes recursos sejam amplamente utilizados na prática fisioterapêutica, são escassos os estudos de superioridade que comparem seus efeitos. Objetivo: Comparar os efeitos agudos do laser de baixa potência de 808nm e da radiação infravermelha na intensidade da dor, na dor induzida por pressão e na temperatura cutânea da região do músculo trapézio em voluntários com dor subaguda e crônica. Métodos: Foi realizado um ensaio clínico de superioridade, paralelo com três braços, aleatorizado, controlado por sham e com cegamento do avaliador e do estatístico. Avaliou-se a intensidade dolorosa por meio da Escala Visual Analógica; a dor induzida por pressão com um dinamômetro de pressão; e a temperatura cutânea da região do trapézio, por meio da termografia por infravermelho, de 91 sujeitos antes (T0), imediatamente após (T1), 10 minutos (T2), 20 minutos (T3) e 48 horas (T4) após a realização de uma sessão de tratamento com fototerapia. Os sujeitos foram alocados aleatoriamente, em três grupos: 1) Laserterapia (GLAS), com aplicação de laser de forma pontual (808nm, 0.5J/cm², potência de saída de 10mW); 2); Infravermelho (GINFRA), com aplicação realizada a uma distância de 30 cm e um ângulo de incidência de 90º da região do trapézio, por 30 minutos; e 3) Sham (GSHAM), onde foi simulada uma aplicação pontual com Laser. Foi realizada uma análise de modelos lineares mistos, usando termos de interação de grupo, tempo e de grupo-versus-tempo, considerando-se uma matriz de covariância automática de primeira ordem. Todas as análises foram realizadas por meio do Software SPSS, versão 21.0. Resultados: Observou-se uma redução significativa da intensidade da dor intragrupos em todos os tempos de avaliação (P<0,05) sendo a maior redução no GINF após 20 min de intervenção com redução de 2,38, entretanto, não houve diferenças significativas intergrupos em relação a este desfecho. No que diz respeito à intensidade da dor por pressão não houve alterações estatisticamente significativas entre os tempos de avaliação e entre os grupos (P>0,05). Por fim, quanto à temperatura cutânea, houve um aumento significativo apenas para o GINF imediatamente após a intervenção com uma alteração média de -2,35oC, sendo que este grupo se manteve com maior temperatura que o GSHAM até 10 minutos após a intervenção. Conclusão: A aplicação única das terapias a laser de baixa potência e infravermelho não se mostrou mais eficaz a curto prazo que o laser-sham no tratamento da dor cervical subaguda e crônica, nem promoveu alterações significativas na temperatura cutânea da região do trapézio.
  • MELQUISEDEK MONTEIRO DE OLIVEIRA
  • EFEITOS DO MÉTODO PILATES NO CONTROLE DA DOR EM MULHERES COM FIBROMIALGIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
  • Data: 06/10/2021
  • Hora: 08:30
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A fibromialgia (FM) é uma doença caracterizada pela presença de dor musculoesquelética difusa e crônica, associada a sintomas como fadiga, alterações do sono, ansiedade e depressão. A prática de exercícios físicos tem sido recomendada como uma das formas de tratamento para pacientes com FM. Nesse contexto, o método Pilates pode ser considerado uma alternativa para o tratamento da FM. Objetivo: investigar os efeitos do método Pilates no controle da dor em mulheres com FM. Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que utilizaram o método Pilates como protocolo de intervenção no tratamento da FM. A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, MedLine, PubMed, SciELO, CENTRAL e PEDro, incluindo artigos publicados a partir de 2011, nos idiomas Inglês, Espanhol e Português. A amostra foi composta por mulheres com diagnóstico de fibromialgia e idade igual ou superior a 18 anos. O desfecho primário foi a dor e como desfechos secundários foram avaliados o impacto da FM, qualidade de vida, ansiedade e depressão. Resultados: foram incluídos cinco estudos, publicados entre 2016 e 2020. Todas as participantes dos grupos que utilizaram o método Pilates apresentaram diminuição da dor e melhora da qualidade de vida. Se comparado a outras terapias, não se pode afirmar que o método Pilates seja mais eficaz do que as outras modalidades de tratamento. Conclusão: é possível sugerir que o método Pilates seja uma alternativa coadjuvante usada no tratamento da FM, visto que os estudos incluídos nesta revisão têm apresentado bons resultados na diminuição dos sintomas de mulheres fibromiálgicas
  • ANGÉLICA PEREIRA DA CRUZ
  • O CLIMA DE TRABALHO EM EQUIPE NOS NÚCLEOS AMPLIADOS DE SAÚDE DA FAMÍLIA E ATENÇÃO BÁSICA
  • Data: 06/08/2021
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • Introdução: A consolidação da Atenção Primária à Saúde (APS) nas últimas décadas representa um dos avanços mais relevantes do Sistema Único de Saúde enquanto política pública e sistema de saúde universal no Brasil. Esse avanço deve-se em grande parte à abrangência da Estratégia Saúde da Família, seu principal modelo assistencial. Porém, diante do aumento das demandas e limitações, foi criado o Núcleo de Apoio à Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), para ampliar o escopo das ações na atenção básica, por meio de equipes formadas por diversas profissões. O estudo do Clima de Trabalho em Equipe permite a avaliação das equipes para monitorar a efetividade do trabalho em equipe, na produção de resultados no cuidado dos usuários e da população. Objetivo: Analisar o clima de trabalho em equipe dos NASF-AB. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo transversal, de casos múltiplos (João Pessoa/PB e Campo Grande/MS). A amostra foi composta por 182 profissionais dos NASF-AB dessas duas capitais. Para obtenção dos dados, foi aplicado, no período de janeiro a março de 2020, um questionário estruturado com questões que caracterizavam os participantes e seu processo de trabalho e a Escala de Clima de Equipe (ECE). Para armazenamento, processamento e análise, utilizou-se o programa Excel e o pacote estatístico R. Os entrevistados foram agrupados por equipes e calculado seu escore total (média dos escores individuais da ECE). A partir disso, as equipes foram classificadas em 4 tipos. Resultados: O NASF-AB foi composto por 10 diferentes profissões, sendo os fisioterapeutas os mais prevalentes. Predominaram profissionais adultos jovens, mulheres, especialistas, que desejavam trabalhar no NASF-AB, formados há cerca de 9 anos, com uma média de 4 anos de experiência na APS e com uma média de 2 anos de vínculo com suas atuais equipes. Os profissionais estavam satisfeitos com seu próprio trabalho e com o da sua equipe, com o relacionamento e a comunicação com os outros membros da equipe, com o gestor da unidade e com o quanto seu trabalho era centrado nas necessidades dos usuários, porém insatisfeitos com a infraestrutura das unidades. Os atendimentos realizados foram predominantemente individuais e com ações curativistas. Desenvolveu-se um modelo analítico das características de fisioterapeutas e de seu processo de trabalho no NASF-AB, evidenciando que é centrado nas necessidades dos usuários. Foi visto que equipes que apoiam novas ideias, têm clareza dos objetivos da equipe, adequada orientação para tarefas e que desenvolvem menos atividades com outros profissionais do NASF-AB e da ESF, são aquelas que tiveram melhor clima de trabalho em equipe. Conclusões: Para que haja um bom clima de trabalho em equipe e que a colaboração interprofissional aconteça na prática, é de mister importância o envolvimento dos profissionais. Assim, a educação permanente é fundamental para a transformação do fazer profissional, de forma integrada e colaborativa. Ademais, deve-se promover o desenvolvimento de espaços dialógicos, a implantação de estratégias, o apoio institucional, o encontro das equipes, a troca de saberes, o compartilhamento de práticas e a definição de planos de ação com um sistema de contrarreferência funcionante.
  • BRUNA ARAUJO PIRES
  • Fisioterapeutas do NASF-AB: o que têm a dizer sobre a saúde do trabalhador na atenção primária à saúde?
  • Data: 04/08/2021
  • Hora: 14:00
  • Mostrar Resumo
  • A Saúde do Trabalhador (ST) é o campo da saúde pública que tem como objeto de estudo e intervenção as relações produção-consumo e o processo saúde-doença dos trabalhadores. A instituição da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT) afirmou a necessidade da atenção integral à saúde do trabalhador e moldou princípios, diretrizes e estratégias, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). No que diz respeito à atenção primária a saúde (APS), o Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB), no qual está inserido o profissional fisioterapeuta, apresenta-se como apoio matricial e retaguarda especializada para as Equipes de Saúde da Família. O objetivo do estudo foi analisar os relatos de profissionais fisioterapeutas inseridos no NASF-AB acerca da saúde do trabalhador com ênfase em suas práticas de cuidado desenvolvidas para usuários-trabalhadores presentes no território da atenção primária à saúde. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, orientada pela teoria geral do discurso e tendo na Análise de Conteúdo suas bases analíticas fundamentais. A pesquisa foi realizada no município de João Pessoa-PB, no período de 24 de junho a 07 de julho de 2020.Para a composição do corpus, foram realizadas entrevistas por meio do Google Meet®, guiadas por um roteiro de entrevista semiestruturada. A amostra final foi estabelecida por critérios de conveniência do acesso e saturação teórica. Fizeram parte do estudo 7 fisioterapeutas inseridos no NASF-AB que apresentavam, no mínimo, um ano de exercício na função. As categorias analíticas foram organizadas, principalmente, pelos conceitos de ações de campo e ações de núcleo, gerando subcategorias que contemplavam ações de avaliação e intervenção fisioterapêutica em saúde do trabalhador na APS. Destacam-se a avaliação fisioterapêutica em ST na APS, encaminhamento dos usuários-trabalhadores para os serviços de referência do município, ações assistenciais realizadas pelo fisioterapeuta e as ferramentas utilizadas em saúde, ações de promoção e prevenção à saúde em ST, territorialização e vigilância em ST na APS. Percebe-se que o profissional fisioterapeuta está cada vez mais se aproximando do campo da ST, mas precisa do auxílio da educação permanente em saúde para aprimorar suas práticas de cuidado em relação ao usuário-trabalhador, especialmente por meio da incorporação de ferramentas que o auxiliem na territorialização e na aproximação do planejamento estratégico situacional para que se solidifique ainda mais sua responsabilidade sanitária no âmbito da APS.