PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA (CT - PPGEM)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Banca de QUALIFICAÇÃO: ISAAC ANDERSON ALVES DE MOURA
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISAAC ANDERSON ALVES DE MOURA
DATA: 31/07/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do CEAR
TÍTULO: SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DE COMPÓSITO BIODEGRADÁVEL PARA CONTENTORES SUSTENTÁVEIS A PARTIR DE RESÍDUOS ORGÂNICOS E ADESIVO NATURAL
PALAVRAS-CHAVES: Resíduos sólidos, Reciclagem, Composto biodegradável, Plantio de mudas, Embalagens verdes.
PÁGINAS: 97
RESUMO: Este trabalho propõe o desenvolvimento de um contentor biodegradável de formatos e tamanhos variados, destinado ao cultivo e plantio de mudas diretamente no solo, além de outras aplicações emergentes sustentáveis. O biocontentor é produzido a partir de materiais reciclados de origem lignocelulósica papel, fibra de coco e casca de banana combinados a um adesivo natural à base de farinha de mandioca e água. O processo de fabricação envolve a trituração de papel residual e casca de banana com água em um misturador industrial, formando uma base homogênea à qual se adiciona fibra de coco para posterior prensagem. Após a secagem, a massa é moldada com o adesivo, viabilizando a produção em diferentes tamanhos conforme a necessidade. As matérias-primas foram submetidas a análises físico-químicas, obtendo-se os seguintes resultados: umidade (4,75% para casca de banana, 9,95% para fibra de coco e 6,70% para papel), cinzas (15,25%; 3,22%; 15,03%, respectivamente), materiais voláteis (66,23%; 81,38%; 79,26%) e densidade média (1,76; 4,16; 6,11 g/cm³). A análise termogravimétrica (TG) identificou eventos térmicos relevantes entre 200 °C e 490 °C, com perda de massa de 54,6% para casca de banana, 57% para fibra de coco e 67,5% para papel. A espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) revelou bandas típicas de celulose, hemicelulose e lignina, incluindo 3330, 2920, 2845, 1734, 1603, 1514, 1424, 1030 e 665 cm⁻¹. Já os espectros UV-Vis evidenciaram maior concentração de lignina na casca de banana e na fibra de coco, enquanto o papel apresentou predominância de celulose. O contentor foi caracterizado em termos de densidade média (1,9536 g/cm³), pH (7,0, ideal para a maioria das espécies vegetais), análise elementar e propriedades mecânicas. A análise elementar confirmou a presença de nutrientes essenciais como Ca, N, P, K, Mg, Fe e Cu, enquanto a microscopia eletrônica de varredura (MEV) evidenciou uma estrutura porosa adequada ao desenvolvimento radicular. A análise TG identificou dois eventos principais entre 220 a 400 °C e 610 a 680 °C, corroborando a composição lignocelulósica do material. O FTIR demonstrou o potencial de degradação do contentor, com desaparecimento de bandas após 30 dias no intervalo entre 1637 cm⁻¹ e 896 cm⁻¹, e o UV-Vis apresentou picos em 257 e 307 nm, associados a compostos lignocelulósicos. O ensaio de compressão revelou tensões de ruptura de 0,29 MPa e 0,21 MPa para os corpos de prova 1 e 2, respectivamente, demonstrando resistência suficiente para a manipulação e aplicação em cultivos. O desenvolvimento do contentor biodegradável contribui para promoção da agricultura regenerativa, além de se alinhar aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 12, 13, 14, 15 e 17), promovendo a gestão sustentável de resíduos, reduzindo o uso de plásticos em embalagens de plantas e mudários de sementes, e ainda incentivando parcerias público-privadas no setor ambiental. Dessa forma, este trabalho representa promissora alternativa para a substituição de embalagens convencionais por biodegradáveis, viabilizando sua aplicação em diferentes contextos e reforçando o compromisso com práticas ambientalmente responsáveis e sustentáveis.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELVIA LEAL
Externo à Instituição - JOELDA DANTAS
Presidente - 1731152 - KELLY CRISTIANE GOMES DA SILVA
Interno - 1175878 - LUCIDIO DOS ANJOS FORMIGA CABRAL
Interno - 3581068 - SANDRO MARDEN TORRES