PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (CT - PPGAU)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: SCHYRLLEY RIBEIRO LIMA SIMOES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SCHYRLLEY RIBEIRO LIMA SIMOES
DATA: 30/10/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO: Qualidade ambiental e bem-estar no trabalho remoto
PALAVRAS-CHAVES: trabalho remoto, conforto lumínico, conforto térmico, saúde, bem-estar.
PÁGINAS: 148
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Arquitetura e Urbanismo
RESUMO: A consolidação do trabalho remoto transferiu a rotina profissional para o ambiente residencial, muitas vezes sem que as residências estivessem preparadas para garantir as condições ambientais adequadas ao bemestar dos trabalhadores. Este estudo investigou a qualidade ambiental de 40 postos de trabalho residenciais utilizados por agentes públicos residentes em João Pessoa-PB, que realizam atividades remotamente por pelo menos 2 dias na semana, com uso de telas. A pesquisa está inserida no cenário de institucionalização do trabalho remoto no serviço público brasileiro, impulsionado por iniciativas como o Programa de Gestão e Desempenho (PGD). O objetivo foi investigar a qualidade do ambiente de trabalho remoto com foco nas variáveis microclimáticas térmicas e de iluminação e os possíveis impactos na saúde e bem-estar dos trabalhadores. A metodologia integrou o monitoramento físico das condições ambientais, durante 48 horas ininterruptas, à aplicação de questionários de percepção subjetiva. Com relação ao ambiente lumínico, foi observada subiluminação nos postos de trabalho residenciais, com medianas de 67,02 lux no entorno e 113,8 lux no plano de trabalho, valores inferiores aos recomendados pelas normas técnicas para atividades de escritório. Apesar disso, 90% dos participantes avaliaram a quantidade de luz como satisfatória e a maioria descreveu seus postos de trabalho como claros. Entre as principais ações adaptativas para melhorar a iluminação destacaram-se a abertura de janelas e cortinas e a utilização da iluminação geral do ambiente. No entanto, os testes estatísticos revelaram associação entre a inadequação das condições lumínicas e queixas de vista cansada, olhos lacrimejando e dor de cabeça. Também foram observadas associações com fadiga ou desconforto físico, ansiedade e distúrbios do sono. Quanto às condições térmicas, os resultados revelaram temperatura máxima do ar de 31,34°C e mediana de 27,72°C, valores acima dos limites recomendados pelas normas vigentes. Foi relatada elevada percepção de conforto térmico (87,5% e 95% nos dois dias de monitoramento), favorecida pela autonomia dos trabalhadores para adotar estratégias adaptativas. Entre as ações mais frequentes para aliviar o calor destacaramse o uso de roupas leves, a manutenção de portas e janelas abertas e o uso de arcondicionado. Apesar do elevado relato de conforto térmico, as análises estatísticas revelaram associações significativas entre os níveis de temperatura, umidade relativa, velocidade do ar e problemas de saúde, como ansiedade e distúrbios do sono. Também foram observadas associações com dificuldades de concentração, cumprimento de prazos e pressão/tensão no trabalho. As análises revelaram que as condições ambientais dos postos de trabalho estiveram relacionadas às características físicas dos espaços e às estratégias adaptativas adotadas pelos usuários, demonstrando a interação entre ambiente construído, comportamento e percepção de conforto. Conclui-se que os postos de trabalho investigados apresentaram inadequações térmicas e lumínicas, apesar da elevada percepção subjetiva de conforto dos teletrabalhadores. Esta pesquisa contribui para a compreensão das relações entre as variáveis físicas do ambiente e o impacto dessas variáveis na saúde e bem-estar do trabalhador.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - LEANDRO CARLOS FERNANDES
Externo(a) ao Programa - 6336620 - LUIZ BUENO DA SILVA
Presidente(a) - 1636125 - SOLANGE MARIA LEDER