PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO (CT - PPGAU)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: JOAO DE OLIVEIRA CRISPIM

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOAO DE OLIVEIRA CRISPIM
DATA: 09/11/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório de Pesquisa Projeto e Memória (LPPM)
TÍTULO: A face oculta da modernização: o hospital-colônia Juliano Moreira
PALAVRAS-CHAVES: Modernização; Loucura; História da cidade; Disciplinarização; Asilo
PÁGINAS: 148
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Arquitetura e Urbanismo
RESUMO: Toda cidade tem muros. Alguns delimitam propriedades; outros, menos visíveis, separam, por exemplo, aqueles que podem ser reconhecidos como normais daqueles que ultrapassam as fronteiras da razão. Foi nesse movimento de delimitação, separação e controle que a sociedade moderna produziu espaços destinados àqueles que passaram a ser identificados como loucos. À medida que a medicina ampliou seus domínios sobre a loucura, o isolamento e a institucionalização constituíram-se como respostas às novas racionalidades médico-higiênicas e às demandas de ordenamento das cidades. É nesse contexto que emerge, em 1928, o hospital-colônia Juliano Moreira, na capital paraibana, como espaço exclusivo para o encerramento, tratamento e controle da loucura. A partir da problemática de que o manicômio não pode ser compreendido apenas como equipamento assistencial, mas como dispositivo espacial articulado às estratégias de modernização, higienização e disciplinamento urbano, foi definido o objetivo desta dissertação: compreender o processo histórico que possibilitou a emergência e a conformação do hospital-colônia Juliano Moreira no cenário urbano de João Pessoa. Para tanto, realizou-se uma análise histórica e documental, mobilizando periódicos, legislação, mensagens presidenciais, documentos institucionais, registros arquitetônicos e bibliografia especializada, em diálogo com as contribuições de Michel Foucault acerca das relações entre saber, poder, normalização e produção dos espaços disciplinares. A análise evidenciou que a emergência do hospital-colônia Juliano Moreira integrou o projeto de modernização da capital paraibana, participando das estratégias de higienização, ordenamento e controle do espaço urbano. Sua arquitetura e organização espacial não constituíram elementos meramente funcionais, sobretudo, a concretização do ideal de tratamento moderno para a loucura. Além do mais, este dispositivo possibilitou a separação, a vigilância e o controle dos indivíduos internados. Desse modo, o hospital-colônia é compreendido como expressão espacial de racionalidades que, ao mesmo tempo em que buscaram produzir uma cidade moderna, ordenada e higienizada, produziram também lugares destinados à exclusão daqueles que ultrapassaram as fronteiras socialmente estabelecidas da normalidade.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) ao Programa - 3282445 - ADRIANA LEAL DE ALMEIDA FREIRE
Interno(a) - 337195 - DORALICE SATYRO MAIA
Presidente(a) - 338233 - MARIA BERTHILDE DE BARROS LIMA E MOURA FILHA
Externo(a) à Instituição - MARIA HELENA DE ANDRADE AZEVEDO
Interno(a) - 2334173 - WYLNNA CARLOS LIMA VIDAL