PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR (PPBCM)
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA (CCEN)
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Notícias
Banca de DEFESA: ERIKA DIAS RODRIGUES
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ERIKA DIAS RODRIGUES
DATA: 24/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Centro Profissional e Tecnológico
TÍTULO: DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL E OCORRÊNCIA DE VÍRUS RESPIRATÓRIOS EM UMA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO
PALAVRAS-CHAVES: Vigilância molecular; Epidemiologia; Patógenos virais, Trato respiratório.
PÁGINAS: 59
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Microbiologia
RESUMO: As Infecções Respiratórias Agudas são as enfermidades comuns e representam uma significativa causa de morbidade e mortalidade em milhões de crianças anualmente, sendo os vírus respiratórios os causadores em potencial dessas infecções. Diante disso, o presente estudo teve o objetivo de realizar a vigilância molecular e epidemiológica de vírus respiratórios (Influenza A, Influenza B, Adenovírus e Rinovírus) em crianças de 2 meses à 12 anos, com perfil clínico compatível com infecções virais do trato respiratório, atendidas no hospital privado Alberto Urquiza Wanderley (UNIMED), localizado no estado da Paraíba, entre maio de 2021 e julho de 2025. Para isso, foi feita
a coleta de muco orofaríngeo com swab nasal e as amostras coletadas eram levadas para o Laboratório de Vigilância Molecular Aplicada da UFPB. O material passou pelo processo de extração de RNA viral usando o kits de extração QIAamp Viral mini kit da Qiagen, e após isso, era realizado a RT-qPC para detecção dos vírus citados. Para participar do estudo, os responsáveis legais precisavam assinar o TCLE, e o hospital disponibilizava a ficha de notificação dos participantes, a qual contém os dados clínicos necessários. Participaram do estudo 1.250 crianças, das quais 17,2%
apresentaram positividade para pelo menos um dos vírus respiratórios investigados. Os casos confirmados concentraram-se em 20 municípios da Paraíba, com predominância em João Pessoa, e a faixa etária de 1 a 4 anos apresentou o maior número de casos suspeitos e positivos, havendo associação estatisticamente significativa entre faixa etária e resultado do teste diagnóstico (p < 0,05), indicando influência da idade na positividade viral. Observou-se aumento progressivo no número de casos testados a partir de 2023, com variação anual no índice de positividade, e o Adenovírus foi o patógeno mais prevalente no total do período, seguido pelo Rinovírus humano,
enquanto a Influenza B apresentou menor frequência. A distribuição dos vírus variou conforme a faixa etária, porém não houve associação estatisticamente significativa entre vírus específicos e idade após correção para múltiplas comparações. As coinfecções foram pouco frequentes, sendo mais comuns aquelas envolvendo o Rinovírus humano. A maioria das crianças positivas não necessitou de internação, e em relação aos sintomas, febre e tosse foram os mais frequentes em casos positivos e negativos, não sendo observada associação estatisticamente significativa entre o tipo de vírus e o perfil clínico dos sintomas. Entre os fatores de risco identificados, a asma foi
o mais prevalente. Através do presente estudo foi possível delinear uma análise integrada entre dados laboratoriais, entretanto, a utilização de amostras de conveniência e a restrição dos dados a um único serviço privado constituem limitações do estudo.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 2016711 - IAN PORTO GURGEL DO AMARAL
Presidente(a) - 1652937 - JOÃO FELIPE BEZERRA
Externo(a) ao Programa - 1959441 - LIGIA MARIA FERREIRA