PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
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Notícias
Banca de DEFESA: ISABELLE COUTINHO RAMOS BENICIO
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABELLE COUTINHO RAMOS BENICIO
DATA: 04/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO: MATERNIDADE ETNORRELIGIOSA EM FIQUE COMIGO, DE AYỌ̀BÁMI ADÉBÁYỌ̀
PALAVRAS-CHAVES: Maternidade etnorreligiosa. Iorubá. Literatura nigeriana.
PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Outras Literaturas Vernáculas
RESUMO: Este trabalho de dissertação pretende debruçar-se sobre o estudo da maternidade etnorreligiosa na forma de categoria analítica literária, representada na obra anglo-nigeriana Fique Comigo (2025), da escritora Ayọ̀bámi Adébáyọ̀, lançada em 2017. O corpus apresenta um sujeito feminino, representado pela protagonista Yejide, que tem sua maternidade atravessada constantemente por valores étnicos, religiosos e contemporâneos. Nesse tipo de maternidade, entendemos que as mulheres têm o papel de mãe orientado de acordo com tradições específicas. Para nos aprofundarmos na análise da obra, apresentamos, inicialmente, um panorama sobre os povos iorubás, trazendo vozes africanas para pautar a historiografia, que inclui aspectos étnicos e religiosos. Para isso, utilizamos as discussões de Abiodun Adediran (1984), Saburi Biobaku (1958), Cheikh Anta Diop (2014) e Wande Abimbola (1981). Ainda no mesmo capítulo, trouxemos a teoria da não-generificação dos povos iorubás pré-coloniais, de Oyèrónké Oyewùmí (2021), na qual ela argumenta a existência de uma organização social original desses povos baseada na senioridade e na linhagem. Ao mesmo tempo, as contribuições críticas de Bibi Bakare-Yusuf (2004) sobre a teoria de Oyewùmí também têm espaço. No capítulo seguinte, as discussões dialogam com as temáticas sobre feminismos africanos, gênero, poligamia e maternidade etnorreligiosa das autoras Awa Thiam (2025), Chimamanda Ngozi Adichie (2014), Ifi Amadiume (1997) e Amina Mama (1995). Por fim, analisamos a categoria maternidade etnorreligiosa na obra Fique Comigo, utilizando a edição traduzida para o Português de 2025. Nessa análise, examinamos como a experiência materna da personagem Yejide é moldada por uma complexa teia de normas culturais, pressões familiares e crenças espirituais. Observamos como os valores iorubás influenciam diretamente a percepção de fertilidade, esterilidade e legitimidade social da maternidade, transformando-a em um campo de significados. A leitura crítica permite identificar que a maternidade etnorreligiosa não é apenas um atributo pessoal ou natural da protagonista, mas uma prática social, atravessada por relações de senioridade e rigidez.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1757884 - SAVIO ROBERTO FONSECA DE FREITAS
Externo(a) à Instituição - JORANAIDE ALVES RAMOS