PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUDMILA NOBREGA MARINHO VIANA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUDMILA NOBREGA MARINHO VIANA
DATA: 05/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO: Quem colonizou os nossos olhos? Percepções de professores de Língua Portuguesa sobre textualidades indígenas
PALAVRAS-CHAVES: Textualidades indígenas; Percepções docentes; Poética da expropriação. Poética do desaprender.
RESUMO: Partimos da pergunta “Quem colonizou os nossos olhos?” para investigar como professores de Língua Portuguesa, dos anos finais do Ensino Fundamental da rede pública de João Pessoa, percebem as textualidades indígenas. Consideramos que o imaginário colonial molda visões e práticas, produzindo estereótipos e consolidando a “poética da expropriação” (Wassu, 2025) — processo pelo qual a literatura e a imagem, historicamente, perpetuam violências simbólicas contra os povos originários. Reconhecemos, contudo, que a literatura indígena contemporânea no Brasil (Dorrico, 2017, 2023; Graúna, 2011) desestabiliza narrativas dominantes e abre frestas para outros modos de ler, imaginar e ensinar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de abordagem interpretativa. A coleta de dados ocorre por entrevistas semiestruturadas —- via google forms —- com professores não indígenas e entrevistas narrativas presenciais com professores indígenas, nas quais os docentes comentam e significam essas textualidades apresentadas. Envolve análise temática, articulando categorias teóricas e emergentes. Inclui ainda um viés autoetnográfico, no qual a professora/pesquisadora reflete sobre suas percepções no encontro com as textualidades indígenas com literaturas e culturas indígenas. O estudo dialoga com Wassu (2025), Munduruku (2020), Rufino (2021), Smith (2018), Graúna (2011) e Jacob (2023), ancorando-se na BNCC (2017) e na Lei nº 11.645/2008. Busca-se compreender também lacunas e potencialidades das práticas leitoras docentes no encontro com as textualidades indígenas. Nossa hipótese é que os relatos docentes tanto podem evidenciar marcas da poética da expropriação quanto interrogá-la e subvertê-la ,mobilizando a literatura indígena como um gesto de (re)criação do que Verunschk (2023), em diálogo com a obra de Ellen Lima Wassu, denomina “poética do desaprender” — ou seja, um convite a desaprender o olhar ocidental e a se relacionar com a diversidade de percepções que atravessam a história e o presente.
MEMBROS DA BANCA:
Interno(a) - 1859272 - ALYERE SILVA FARIAS
Presidente(a) - 1056140 - RINAH DE ARAUJO SOUTO
Externo(a) à Instituição - VANESSA AUGUSTA DO NASCIMENTO BRANDÃO