PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de DEFESA: JOSEANE MENDES FERREIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSEANE MENDES FERREIRA
DATA: 03/12/2025
HORA: 17:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO: NUNCA FOMOS TÃO FELIZES: ESPAÇO NARRATIVO E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS NA OBRA DE MURILO SALLES
PALAVRAS-CHAVES: Cinema brasileiro. Espaço narrativo. Construção de sentidos. Murilo Salles.
PÁGINAS: 193
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO: O estudo das categorias narrativas revela-se essencial para compreender as múltiplas camadas de significado presentes numa obra fílmica. Elementos como o espaço, por exemplo, geram efeitos estéticos e funcionam como agentes narrativos que fortalecem o enredo, criam atmosferas específicas e contribuem para a construção dos personagens. A dimensão analítica do espaço expande-se conforme as escolhas de cada diretor, que utiliza essa categoria para aprofundar a narrativa e potencializar seus significados. Nesse contexto, esta tese analisa o filme Nunca fomos tão felizes (1984), do diretor brasileiro Murilo Salles, observando como a categoria espaço atua para a construção de sentidos na narrativa por meio da busca de identidade e memória do personagem Gabriel, considerando os aspectos sociais da ditadura civil-militar. Na pesquisa, a análise do espaço narrativo é central e, para isso, fundamenta-se nos estudos de Osman Lins (1976), Gaston Bachelard (2008) e Ozíris Borges Filho (2009, 2015), permitindo compreender sua construção na narrativa. Além do conceito principal a operar na pesquisa — o espaço narrativo — outras categorias atuam como subsidiárias: personagem e tempo. A caracterização e a função dos personagens são abordadas a partir das reflexões de Antonio Candido (2011) e Beth Brait (1985), enquanto a interação entre tempo e espaço tem como suporte teórico Benedito Nunes (1995) e Mikhail Bakhtin (1998). Questões de identidade e pertencimento contam com o apoio teórico de Stuart Hall (2006) e as relações entre memória individual e coletiva na construção do sentido espacial baseiam-se nos estudos de Henri Bergson (1999), Jacques Le Goff (2003) e Maurice Halbwachs (2013). Para a análise dos elementos da mise-en-scène, recorre-se aos estudos de David Bordwell (2008), David Bordwell e Kristin Thompson (2013) e Jacques Aumont (2008). Por fim, as contribuições de Linda Hutcheon (1991, 2011) são fundamentais para discutir o texto fílmico e a metaficção historiográfica no objeto de estudo. Em Nunca fomos tão felizes, o espaço é um elemento ativo na construção da narrativa, influenciando diretamente os personagens e sua relação com o tempo. Com a pesquisa, percebe-se que os espaços do filme — o internato, o apartamento e a Boate Twist — refletem o estado emocional do protagonista Gabriel, funcionando como extensões de sua solidão, busca por identidade, memória e conflitos internos. Desse modo, a interação entre espaço, personagens e tempo estrutura a diegese do filme e intensifica as camadas simbólicas, tornando-se essencial para a construção de sentidos no filme do diretor Murilo Salles.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - JOELMA DE ARAÚJO RESENDE
Presidente(a) - 1356709 - LUIZ ANTONIO MOUSINHO MAGALHAES
Externo(a) à Instituição - MARCELO DE LIMA FERNANDES
Externo(a) à Instituição - RAIMUNDA MARIA DOS SANTOS
Externo(a) à Instituição - RAYSSA MYKELLY DE MEDEIROS OLIVEIRA