PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA EDUARDA CESAR DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA EDUARDA CESAR DE OLIVEIRA
DATA: 03/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: google meet
TÍTULO: O ENDEREÇAMENTO NA POESIA DE MARCOS SISCAR: METALINGUAGEM E INTERTEXTUALIDADE
PALAVRAS-CHAVES: Endereçamento. Marcos Siscar. Metalinguagem. Intertextualidade. Poesia lírica.
PÁGINAS: 100
RESUMO: A presente tese investiga o endereçamento nas coletâneas poéticas Metade da arte (2003), O roubo do silêncio (2006), Manual de flutuação para amadores (2015) e Isto não é um documentário (2021) de Marcos Siscar. A pesquisa desenvolve-se em consonância com o horizonte teórico de Yves Vadé (2024), Dominique Rabaté (2001), Jonathan Culler (2014), Giorgio Agamben (2018), Jacques Derrida (2007) e Célia Pedrosa (2014). Sob esse viés, o problema do estudo concentra-se em refletir sobre a presença dos endereçamentos na obra literária de Siscar, a partir das relações o ato de endereçar com a metalinguagem e a intertextualidade. Dessa forma, o objetivo consiste em analisar as várias instâncias do endereçamento na poesia lírica de Siscar. Para tal efeito, o capítulo I discute o endereçamento por meio do viés teórico-crítico. O capítulo II analisa como os traços epistolares nos poemas “Carta a João Cabral” (2003) e “Caro leitor” (2003) e nas correspondências 32 e 44, ambas publicadas por Siscar no projeto Em torno da sobrevivência (2022), evidenciam a metalinguagem e a intertextualidade como forma de endereçar. Na sequência, o capítulo III investiga a dinâmica entre os elementos paratextuais e o endereçamento. A dinâmica apresenta-se em várias coletâneas poéticas, mas este capítulo discute os poemas “Eppur se muove” (2003), “O banho” (2003), “Caixa” (2003), “A vingança do poeta” (2003). Além desses poemas, foram selecionados “Balões brancos” (2006), “Nenhuma época é mais difícil que seu poema” (2015) e “Dificuldade de fundo” (2022). Por fim, o capítulo IV postula a discussão que relaciona o endereçamento ao ato de traduzir, aspecto defendido pelo crítico Marcos Siscar em “Eu sou um que traduz” (2025) e Saídas de poesia (2026). Em vista disso, os resultados evidenciam que na lírica do poeta paulista contemporâneo o ato de endereçar, mesmo composto por distintos fatores, revela-se relacionado com a metalinguagem e a intertextualidade.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente(a) - 1285167 - ELAINE CRISTINA CINTRA
Externo(a) à Instituição - ANTÔNIO DONIZETI PIRES
Externo(a) à Instituição - JOELMA SANTANA SIQUEIRA
Externo(a) à Instituição - PAULO ANTÔNIO VIEIRA JÚNIOR