PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS (PPGL)

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

Telefone/Ramal
(83) 3216-7289

Notícias


Banca de DEFESA: BRUNO RICARDO DE SOUTO LEITE

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNO RICARDO DE SOUTO LEITE
DATA: 20/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO: PÁGINAS SECAS - Uma análise comparativa das adaptações para os quadrinhos de O Quinze e Vidas secas
PALAVRAS-CHAVES: Romance de 30. Adaptação. História em quadrinhos. Vidas secas. O Quinze.
PÁGINAS: 154
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO: Nesta pesquisa analisamos as adaptações para os quadrinhos de O Quinze, de Rachel de Queiroz, e Vidas secas, de Graciliano Ramos, realizadas pelos artistas Shiko (O Quinze, publicada em 2012), Arnaldo Branco e Eloar Guazzelli (Vidas secas, lançada em 2015), além dos romances em si. O objetivo é discutir as características que aproximam e as que diferenciam essas obras seminais do chamado “romance de 30” e também as peculiaridades do processo de transposição dos dois romances para uma nova mídia – processo que pode ser entendido como uma tradução (intersemiótica) ou ainda como “transcriação”. Para ampliar a nossa compreensão sobre o romance de 30, recorremos a Bueno (2015) e Albuquerque Jr. (2011), principalmente. Sobre a linguagem dos quadrinhos, nos baseamos em McCloud (2005), Eisner (2013), Cagnin (2014), Groensteen (2015), entre outros. No que tange às teorias da adaptação, foram úteis, sobretudo, as contribuições de Hutcheon (1991, 2000, 2013), Stam (2006, 2013) e Beineke (2011), sendo este o que tratou exclusivamente de adaptação para quadrinhos. Teóricos da tradução, em especial Haroldo de Campos (2015), também contribuíram para embasar nosso trabalho. Ainda se mostraram valorosas, ao longo da pesquisa, contribuições de outras áreas, como a metaficção - muito associada, como a pesquisa discute, à adaptação. Os resultados indicam que os dois romances ecoam visões diferentes sobre o sofrimento causado pela seca e isso diz muito sobre as posições ideológicas de cada autor. Discutimos questões específicas de cada obra, como feminismo e o apadrinhamento, na de Rachel; trabalho análogo à escravidão e analfabetismo, no romance graciliano. Em relação às adaptações, identificamos caminhos distintos percorridos pelos adaptadores em relação aos roteiros, ao mesmo tempo que, visualmente, as diferenças estéticas são ainda mais notáveis. Entendemos que os artistas foram capazes de utilizar os códigos específicos da linguagem quadrinística para introduzirem novas camadas aos textos-fontes, afirmando sua autonomia e combatendo a ideia de que adaptação serve apenas para formar leitores para a literatura.
MEMBROS DA BANCA:
Externo(a) à Instituição - CELBI VAGNER MELO PEGORARO
Externo(a) à Instituição - CELLINA RODRIGUES MUNIZ
Interno(a) - 6337291 - GENILDA ALVES DE AZEREDO
Externo(a) à Instituição - ROSANNE BEZERRA DE ARAÚJO
Presidente(a) - 1423480 - WIEBKE ROBEN DE ALENCAR XAVIER